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Vol. XVII • N° 284 • Montreal, 21 de março de 2013
Editorial
Escolhas e controversas
•
Por Carlos DE JESUS
Cont. na pág 22
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A
semana passada foi rica em acontecimentos que mereceram uma larga
cobertura mediática e que provocaram no
comum dos cidadãos uma saudável reflexão. De todos os acontecimentos retivemos dois para comentário. O primeiro foi
a eleição do Papa Francisco para dirigir os
destinos da Igreja Católica, o segundo a
eleição de Philippe Couillard como novo
chefe do Partido Liberal do Quebeque.
O que há de comum entre estes dois
novos eleitos é que os aplausos ainda não
O
Restaurante PortusCalle celebrou esta quarta-feira, dia 20 de março, o seu décimo
aniversário. Para comemorá-lo, ofereceu aos seus clientes e amigos, um cocktail de requinte, cujo
mote foi a elegância.
O LusoPresse esteve presente e relata-vos, em primeira-mão, o sucesso desta celebração.
Leia a reportagem de Raquel CUNHA, página 14.
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Página 2
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Editor: Norberto AGUIAR
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• José Vieira ARRUDA
• Norberto AGUIAR
Diretor: Carlos de Jesus
Chefe de Redação: Norberto
Aguiar
Redator-adjunto: Jules Nadeau
Conceção e Infografia: N. Aguiar
Escrevem nesta edição:
• Carlos de Jesus
• Elisa Fonseca
• Fernando Pires
• Norberto Aguiar
• Joana Carneiro
• Osvaldo Cabral
• Raquel Cunha
• Filipa Cardoso
• Lélia Nunes
Revisora de textos: Vitória Faria
Societé Canadienne des Postes - Envois
de publications canadiennes - Numéro
de convention 1058924
Dépôt légal Bibliothèque Nationale du Québec et
Bibliothèque Nationale du Canada.
Port de retour garanti.
Por Osvaldo Cabral
A geração que está a sair das universidades está irremediavelmente perdida
O
s pais que ainda conseguiram algumas
poupanças para dar os estudos aos filhos vão
ser obrigados a ajudar esta geração por longos
anos.
Estes jovens vão sofrer o estigma das más
políticas da geração anterior, que tem em José
Sócrates o principal rosto pelo descalabro
social, prosseguido pela teimosia de Passos
Coelho em políticas erradas. Têm, ambos, em
comum o que de pior nasceu na política dos
últimos tempos: vêm de uma geração de
jotinhas sem qualquer experiência da vida, com
fraco currículo profissional e que levaram
consigo para os respetivos governos outros
tantos companheiros sem nenhuma
sabedoria. É verdade que antes deles os
caminhos já se afiguravam tortuosos, mas a
nossa dívida pública rondava os 60% do PIB.
A partir de 2007 é que começou o regabofe
total, contraindo-se dívida a torto e a direito
para financiar obras megalómanas e uma
“grande festa” eleitoral permanente que já
ultrapassa os 120% do PIB.
Se a economia estava morta com Sócrates,
Passos e Gaspar encarregaram-se de a enterrar
ainda mais. Em apenas 20 meses ofereceram
ao país mais de 250 mil desempregados,
milhares de falências e o défice sempre a crescer,
apesar do “enorme aumento de impostos”.
Não há contribuinte que aguente receita
tão violenta e sem nenhum resultado positivo
à vista.
É vergonhoso assistir a esta geração de
líderes pela Europa fora, sem qualquer ponta
de sabedoria e competência política. Tudo
gente insensível e longe da realidade da vida.
O que essa cambada de incompetentes
acaba de aplicar ao Chipre é digno de um filme
de ficção científica de terceira categoria. Por
isso, é preciso – é urgente – eleger novas regras,
novas políticas e novos protagonistas. A atual
classe política e o respetivo sistema de
representação estão obsoletos e sem nenhuma
credibilidade.
Antes que os cidadãos se afastem, ainda
mais, da política e dos políticos, há que rever
tudo, de alto a baixo, dando mais
oportunidades aos cidadãos para se
apresentarem ativamente na rotação do poder.
É incompreensível, nos tempos de hoje,
que tenhamos um parlamento regional apenas
com gente de partidos, amontoados em várias
bancadas improdutivas, sem que os cidadãos
possam responsabilizá-los (e elegê-los)
diretamente, pedir contas a cada um pelo que
fizeram durante 4 anos ali sentados e gastando
12 milhões de euros em palavreado
maioritariamente inútil. Pior ainda: até os mais
radicais, que poderiam quebrar o enguiço do
sistema, não querem mudar nada. Preferem
manter tudo como está, porque ninguém quer
perder as regalias deste sistema podre e
completamente ultrapassado.
Os partidos estão demasiado poderosos
para a qualidade da nossa democracia. São
indispensáveis, é verdade, mas apoderaram-se
do regime como lapa na pedra, sem dar mais
oportunidades a ninguém. Há que envolver
mais os cidadãos independentes, facilitandoos no acesso aos órgãos decisores deste país,
em detrimento dos poderosos aparelhos
oligárquicos, que albergam tanta gente sem
mérito e sem preparação adequada para gerir
as nossas vidas. Os últimos dois governos
são exemplo disso. Ambos deram cabo desta
geração. Façamos com que não deem cabo das
outras seguintes.
Coelhos – Mais um exemplo de que a política
neste país anda toda ao contrário
Jorge Coelho, o tal que se transferiu
de um governo PS para a Mota-Engil, colecionando inúmeras PPP’s que enriqueceram a empresa e levaram o país à ruína,
regressou à política.
Estranhamente, foi acolhido com
aplausos e teve o descaramento de dizer
que se sentia “muito bem” com o regresso
aos discursos comicieiros. Foi gente como
esta, na promiscuidade entre a política
e grandes empresas, que ajudou o país a
se enterrar em obras inúteis e dívidas
incobráveis. Já não nos bastava um Coelho
no governo. Tinha que haver um na
oposição para nos dar cabo da paciência.
Quando os custos do curso “en ligne”...
Deveriam ser vantajosos para os estudos universitários
Por Fernando Pires
V
em isto a propósito do cabeçalho do
jornal “Le Devoir” que escreve: “Cours en ligne
à accès libre”. Sub-título: “Le Québec est en
train de manquer le bateau”.
Em português, diríamos: O Quebeque em
vias de ver passar o comboio. O que nos leva
a tratar aqui este assunto, que até deu “prisão”
e dores de cabeça aos estudantes que se
indignaram, protestando na primavera de 2012
contra o aumento das propinas? A maioria
silenciosa respondeu: Que se lixem os
estudantes.
Abordemos então o problema, porque
decorreu uma cimeira do Ensino Superior do
Quebeque sobre as negociações entre o
Governo e a Federação dos Estudantes a
respeito dos custos a pagar para estudar.
Segundo o jornal acima mencionado, o
autor do texto invoca como necessário o que
ele chama “desmaterializar” este problema
para sair da crise que se viveu com o ex-governo
liberal durante a greve da primavera passada, e
que continua agora em negociações com o atual
governo da Sra. Marois!
O artigo do jornal “Le Devoir” faz
referência ao perito Claude Coulombe, onde
este afirma ter bases de dados existentes em
experiências que poderiam contribuir a
financiar os custos universitários de estudos
superiores nas universidades quebequenses. A
alternativa, seria optar pela elaboração de uma
proposta que beneficiasse um curso “en ligne”,
ajudando assim uma tomada de posição a
reduzir o método dos custos dos cursos
universitários. O jornalista do “Le Devoir”
avança como solução, apoiando-se em
Coulombe, o “Financiamento das
universidades”, baseando-se no exemplo de
um “logiciel libre para sair da crise”, visto que
decorre à margem desta cimeira, um debate
sobre o Ensino Superior.
O argumento seria o funcionamento de
uma “Associação para a apropriação coletiva
de informática livre” (FACIL), que convida as
universidades a porem em causa a dependência
dos fortes custos pagos pelas universidades a
gigantes da informática privada, como por
exemplo: a Microsoft.
Segundo a pesquisa avançada pelo jornal,
faz também menção de um outro conhecedor
do sistema informático da Universidade Laval,
neste caso o Sr. Daniel Pascot, presidente dessa
Associação, que afirma que poderiam ser
recuperadas economias de 650 milhões de
dólares em dez anos, através deste organismo,
e em benefício das 5 universidades existentes
no Quebeque.
Segundo o argumento avançado, esses
milhões poderiam ser investidos na compra
de um logiciel privativo, dado que por vezes
custa 500 000 dólares às universidades! Ou seja:
“o equivalente de 60 cursos”. Um preço pago
atualmente aos assistentes como “chargé de
cours”. Ainda segundo a mesma fonte do
jornal, Claude Coulombe é tido como alguém
que conhece o sistema dos “nativos do
numérico”, a “machine learning” da
informática contabilística. Para Coulombe a
“falta de interesse de uma mudança pela
questão dos cursos “en ligne” de acesso livre
no momento “aflitivo”, vai-nos conduzir a
um próximo ponto de rutura”. Coulombe,
detentor de um doutoramento em “machine
learning” e responsable da língua tecnológica
em tradução por computador e escolha de
textos, está também ligado à Escola Politécnica
dos Altos Estudos Comerciais (HEC), da
Universidade de Montreal. Tendo sido
assistente “en ligne” na Universidade Stanford
nos EU, está agora a terminar um
doutoramento em tecnologia de ensino
através da Televisão Universitária do Quebeque
(TELUQ). Depois de todos estes canudos e
experiências vividas, este Sr. Coulombe põe
em causa o atraso do governo do Quebeque
nesta matéria, em não levar por diante este
avanço do conhecimento tecnológico.
Para fazer prevalecer o seu conceito de
“machine learning”, Coulombe avança como
Cont. Pág. 22, Curso...
L u s oP r e s s e
21 de março de 2013
Página 3
Bilhete de Lisboa
S. José, Capuchos, Santa Marta, hospitais de Lisboa
Por Filipa Cardoso
Quando por qualquer razão se entra num dos seguintes hospitais – S. José, Capuchos, ou Stª Marta – não se tem a ideia do passado histórico e da riqueza dos seus interiores.
O
Hospital de S. José está situado no
antigo Colégio de Santo Antão-o-Novo, dos
Jesuítas, do século XVI.
A partir de 1770, já sem a presença dos
Jesuítas, expulsos de Portugal, o Colégio foi
transformado em Hospital de S. José,
instituição que substituiu o Hospital Real de
Todos-os-Santos que havia ruído com o
terramoto de 1755.
No espaço exterior do hospital são de
salientar várias esculturas, estátuas e colunas,
recuperadas da antiga Igreja que desapareceu
com o terramoto.
O átrio e as escadarias, que dão acesso ao
Salão Nobre, são revestidos por admiráveis
painéis de azulejos do século XVIII.
O Salão Nobre (ou a antiga Sala da Esfera)
tem pintado no teto as armas de D. João VI, e
é todo revestido por painéis de azulejos que
representam motivos alegóricos às diversas
disciplinas ensinadas na altura.
A Capela, antiga sacristia da Igreja, resistiu
quase incólume ao terramoto e é de rara beleza.
O seu pórtico, ladeado por colunas
salomónicas, o chão de mármore com
embrechados policromos, os arcazes de
madeira do Brasil esculpida com aplicações de
bronze, são razão mais que suficiente para que
esta capela seja considerada Monumento
Nacional desde 1933.
O Hospital dos Capuchos está situado
onde existiu o Convento de Santo António
dos Capuchos, fundado em 1579 e
parcialmente destruído pelo terramoto de 1755.
Em 1836 a rainha D. Maria II fundou nas
suas instalações o Asilo de Mendicidade de
Votre
Vinho Vinho
Your
*
Merlot
*
*
$3.00 $3.50 $4.00
Lisboa que a certa altura chegou a ter cerca de
duas mil pessoas. O espaço foi sendo
aumentado à conta de várias construções e em
1854 foi adquirido o Palácio dos Condes de
Murça, ou Palácio Mello. O Asilo, em 1928,
foi transferido para o Mosteiro de Alcobaça.
Neste hospital há a salientar a Igreja,
dedicada a Santo António. No interior as
paredes são revestidas a azulejos com
exuberantes decorações barrocas, umas
ornamentais, outras figurativas.
Num dos pátios do hospital, o chamado
Páteo do Relógio, encontra-se um relógio de
sol. Este relógio de sol, de três quadrantes,
data de 1586 e é o mais antigo do género que
se conhece em Portugal. A boca da cisterna
que lhe serve de plinto é toda revestida a
azulejos do século XVIII.
Do Palácio de Murça, ou Palácio Mello,
apenas resta, quase intacta, a entrada nobre
com dois lanços simétricos de escadas de
mármore decoradas com azulejos do século
XVIII. Azulejos desta época estão presentes
por todo o interior do palácio, cada sala com
sua temática.
Quando do encerramento do Hospital do
Desterro (2007) a raríssima coleção nacional
Cabernet Sauvignon - Pinot Noir Merlot
Chardonnay - Sauvignon Blanc - Icewine - Port
Homenagem a José Filipe
U
m dos muitos amigos de José Filipe
Gomes Pinho dos Santos contactou-nos
38 anos
porque constatou que o jornal não tinha dado
Import
a notícia do seu falecimento.
1265 Boul. O’Brien Ville St-Laurent - H4L-3W1 -514-747-3533
No dizer do amigo, também pessoa
Aberto de terça-feira a sábado. Encerrado ao domingo e segunda-feira.
nossa conhecida, era injusto o LusoPresse
A maior loja de vinhos do Canadá - * ver pormenores na loja
não ter dado a conhecer o infeliz desaparecimento do Filipe,
como era conhecido
por todos, amigos,
Titulaire d'un permis du Québec
4057, boul St-Laurent, Montréal, QC H2W 1Y7
familiares, e mesmo
514-987-7666sVOYAGESCONFORT QCAIRACOM
dos portugueses que
com ele privaram ao
balcão da receção do
Consulado de Portugal nesta cidade. Na
conversa com o
nosso in-terlocutor,
apre-sentámos as
razões porque não
demos a notícia.
0ROP*OAQUIM3ILVA
Simplesmente
porque tivemos
conhecimento do
Já temos preços disponíveis para Lisboa e Porto
óbito já depois do
Voos diretos!
enterro se ter
realizado. Sem inforPorque os nossos clientes merecem o melhor!
mações, não há
Uma relação que dura há 16 anos e da qual nos
jornais que se
sentimos orgulhosos.
valham... Mas prometemos à mesma
pessoa que um
registo, em jeito de
Cuba, República Dominicana, México,
homenagem ao
entre outros destinos
Filipe, seria feito nas
Garantimos o mesmo preço que na internet
páginas do LusoPresse. Esta nota tem
Mais de 40 variedades, em brancos, tintos e rosés.
La Place du Vin
viagens
Verão 2013 em Portugal
Viagens para o sul
de figuras de cera, que retratam doenças
dermatovenereológicas, foi transferida para
este hospital.
O Hospital de Santa Marta situa-se no
que foi o antigo Mosteiro de Santa Marta,
(Clarissas) fundado no século XVI.
Do notável conjunto de arquitetura
maneirista destacam-se o claustro, com um
elegante chafariz, a sala do Capítulo, com as
paredes revestidas com magníficos painéis de
azulejos e a Igreja, que neste momento serve
de arquivo documental dos serviços
hospitalares, tendo os altares e o retábulo, em
talha dourada, da Capela-mor, sido colocados
na Igreja de Santo António do Estoril.
Em 1910 foi atribuída oficialmente ao
Hospital de Santa Marta a função de Escola
Médico Cirúrgica de Lisboa, assumindo um
importante papel no ensino da medicina. Por
esta escola passaram muitos alunos que mais
tarde vieram a ter um papel importante na
medicina portuguesa como Egas Moniz,
laureado com o Prémio Nobel.
Num futuro todos os serviços destes
hospitais serão transferidos para um novo
hospital central de Lisboa a ser construído na
parte oriental da cidade.
essa finalidade.
José Filipe Gomes Pinho dos Santos era
um amigo bom para quem era seu amigo.
Natural de São Sebastião da Pedreira (Lisboa),
Filipe era adepto ferrenho do Benfica, gostava
de tudo o que era português e adorava uma
boa feijoada, um bom prato de bacalhau, um
bife com ovo a cavalo à portuguesa,
acompanhados por um bom copo de vinho
nacional. Filipe era, como se costuma dizer na
gíria, um «bom garfo»! Além disso, ele também
adorava o fado e toda a música tradicional
portuguesa.
Mas, como acima fica igualmente dito,
Filipe também era muito solidário, sobretudo
com os seus colegas de trabalho, que muito o
respeitavam. A prova, se fosse necessária,
tínhamo-la agora através do nosso amigo
ponte de contacto.
O José Filipe ainda era jovem para morrer,
já que nascendo a 13/02/1952, portanto, com
61 anos, ele ainda tinha muito caminho a
percorrer. Infelizmente, algumas complicações
de saúde assim não o deixaram ficar connosco
por mais uns pares de anos.
José Filipe era casado com a
simpatiquíssima Maria Helena Castelo Branco
Lopes, que também chegou a ser funcionária
pública através do antigo ICEP, e filho de
Ermelinda Gomes e Vasco Manuel Pinho dos
Santos.
Aos familiares do Filipe, e muito
particularmente à Maria Helena, a equipa do
LusoPresse endereça as suas mais sentidas
condolências.
Ao nosso amigo informador, só temos
que agradecer o seu pronto e justo contacto.
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Página 4
ACADEMIE SPORTIVE PARC: MAIS QUE UM GINÁSIO,
UMA UNIVERSIDADE NO ENSINO DAS ARTES DE COMBATE
Por Raquel Cunha
S
ão quatro, os sócios portugueses,
responsáveis pelo ginásio “Academie Sportive
Parc”, uma das duas filiais do franchising, bem
situada perto da rua Jean Talon Oeste e da
estação de metro Parc. O LusoPresse quis saber
mais sobre como quatro jovens portugueses
embarcaram nesta aventura, o que têm a dizer
sobre o assunto, como está a correr e o que
oferece esse ginásio, à nossa comunidade. Por
querermos estar informados e vos informar,
sentámo-nos à conversa com dois dos sócios,
Hélio Pereira e Fernando Calheiros.
Talvez já os conheça como corretores da
empresa financeira, especializada em
hipotecas, a antiga Verico, e agora Vision
Hypothèque (Architectes Hypotécaires).
Sócios há 9 anos na área das hipotecas, foi
pela mão de Fernando Calheiros que Hélio
Pereira entrou no mundo dos negócios
desportivos.
Fernando Calheiro, praticou Karaté
durante 15 anos, chegando mesmo a atingir o
nível de cinturão negro, um dos mais elevados
da modalidade. “Para mim foi uma paixão. É a
questão da disciplina. Apaixonei-me por ser
um desporto de aptidão física, mas sobretudo
de força e disciplina mental”, confessa.
Como cresceu no meio das artes marciais
e seus amigos ainda estão relacionados com a
disciplina, era natural que, por circunstâncias
da vida, acabasse financeiramente envolvido
no ramo. Foi há cerca de 5 anos que o antigo
proprietário da Academie Sportive vendeu as
suas cotas a Fernando Calheiros, que gostou
da ideia e convidou o seu amigo e sócio do
ramo hipotecário, para juntos embarcarem
nesta nova aventura, de gerir um ginásio que
se situasse no topo da especialidade.
Fernando Calheiros decidiu tomar as
rédeas do assunto, comprou o ginásio por
inteiro e escolheu trabalhar com quem gosta
de trabalhar. Assim, tem agora consigo outros
três, o seu sócio e parceiro de longa data,
Hélio Pereira, a sua cunhada, Diana Borges e
ainda Pedro Alves, amigo de longa data de
Hélio Pereira. Definido o time, é tempo de
entrar em ação.
“Este não é um ginásio qualquer!” afirma
Fernando Calheiros. “É um ginásio orientado
para as Artes de Combate, com os melhores
especialistas das modalidades. Por ter estado
dentro de meio, o empresário sabe bem a
importância de um bom professor, as pessoas
com quem cresci estão no domínio das artes
marciais e, por isso, os nossos treinadores são
antigos atletas de competição, o que bem
explicado significa que são os melhores dos
melhores, gente que sabe o que faz, que tem
dedicado a sua vida à modalidade e que têm por
ela uma verdadeira paixão”.
Entre as modalidades, pode encontrar
Boxe, Kick Boxing, Muay Thai, Karaté para
crianças, Jiujitsu, para além dos conhecidos
treinos de peso e cardiovascular. Hélio Pereira
é categórico ao afirmar que a maior parte da
clientela se situa na faixa dos 20/30 anos, que
embora tenham quem queira se dedicar
profissionalmente a uma carreira de Combate,
a maior parte dos seus clientes frequentam as
aulas por uma questão de manutenção física.
E afirma ainda, para nossa surpresa, que sim,
as mulheres são extremamente participativas,
sendo cerca de metade da nossa clientela.
Uma justificação plausível, seja talvez o
facto da eficácia de tal treinamento físico: uma
hora de Kickboxing queima cerca de 800 a 1000
calorias, ou ainda, para aliviar o stress, conclui.
Não surpreendentemente, o sócio
confessa ainda que é ao final da tarde e aos fins
de semana que recebem o maior afluxo de
gente e que a aula de Kickboxing do meio-dia
também é bastante frequentada. O Karaté para
crianças é também outro sucesso, fornecendo
não só treinamento físico, mas ensinando
também questões essenciais de disciplina,
autocontrolo e respeito aos jovens
formandos.
Quanto à clientela, embora tenha alguns
portugueses, ela é sobretudo variada, com
gregos, italianos e quebequenses.
“O Ginásio tem sido inteiramente
renovado, cerca de 80 por cento do que aqui
está é material novo”, acrescenta ainda Hélio
Pereira. “Fizemos renovações, compramos
novos tapetes, novas máquinas. Tem sido um
grande investimento”, suspira e conclui, “mas
que fizemos com gosto”.
Hélio Pereira confessa-se ainda contente
com o desenrolar do Ginásio. E acrescenta
que desde que pegámos nele, a resposta tem
sido muito boa. E isso deve-se sobretudo à
qualidade dos treinadores e ao preço que
levamos, que é verdadeiramente muito bom
para o serviço que prestamos.
Por fim, realça que os nossos treinadores
são profissionais que estiveram em
competição. São pessoas que conhecem muito
bem o desporto. E conclui que tivemos muito
cuidado na escolha dos nossos profissionais,
quisemos os melhores, com os melhores
conhecimentos das Artes.
O Ginásio está aberto todos os dias úteis,
das 9h às 22h, e durante os fins de semana, das
9h às 18h. Situa-se na Rua Hutchison, nº 7290,
Montréal.
E os proprietários, quem são?
– Fernando Calheiros: Cinturão Negro de
Karaté, praticou a modalidade por mais de 15
anos. Nasceu em França. Veio para o
Quebeque com menos 2 anos. Família
originária da Ponta da Barca. Conselheiro
Hipotecário & Financeiro, com Bacharelato
em Administração. Casado.
– Hélio Pereira: Oriundo de São Miguel,
veio para o Canadá com apenas 7 meses de
idade. Conselheiro Hipotecário há nove anos
no ramo das hipotecas, e sócio de Fernando
na empresa Vision Hypothèque. Solteiro. Tem
uma filha.
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21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Águas de Março
“São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
au, edra, im, inho
esto, oco, ouco, inho
aco, idro, ida, ol, oite, orte, aço, zol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração”
Tom Jobim
N
Por Lélia
Pereira da Silva Nunes
este verão de 2013 não pude sentir o
sabor do marzão da Jaguaruna, “a Jagua” ou a
Praia do Arroio Corrente, lá no sul do estado,
vizinha da minha Tubarão. É para lá que vamos
quando chega o verão, não sem antes
responder aos amigos as mesmas perguntas
ano após ano: Deixar a Ilha no verão? Trocar
“Floripa”, por aquela praia de água gelada
de doer os ossos, de mar grosso? De areia fina
a surrar as pernas quando o vento sul chega
pra valer?! E ainda enfrentar o trânsito caótico
da BR101... Mas afinal, o que tem essa
Jaguaruna de tão bom, que tanto te atrai?
O que me prende à Jaguaruna é tãosomente uma questão de amor. Gosto de
veranear naquele paraíso de conviver com
amigos de uma vida. Ultimamente, ficamos
algumas semanas, entre fevereiro e março.
Gosto muito das águas de março!
Um marzão verde de doer à vista, uma
longa faixa de areia branquinha, que se estende
por quilómetros, forma sua belíssima praia de
ondas gigantes de alva renda a bailarem a
coreografia do ir e vir sem conta. Dunas
movediças, cômoros imensos, colossais,
recebem o sol de cheio, malhando de amareloocre as areias num bordado matizado
entremeado pela vegetação rasteira com roxas
“flores de chuva”. No seu regaço, entalhada, a
enorme lagoa de água doce, tesouro escondido
da natureza, nascente do arroio que serpenteia
as dunas formando a cachoeira – “o chuveirão”
– e vai se lançar ao mar numa desembocadura
definida pelas marés e o correr do vento. Daí o
nome: Arroio Corrente.
“É pau, é pedra, é o fim do caminho/ É
um resto de toco, um pouco sozinho/ É um
caco de vidro é a vida, é o sol/É a noite, é a
morte, é um laço, é o anzol”... Esta é a minha
praia e foi de meus antecestrais açorianos do
lado materno: mãe, avó, bisavó, trisavó,
tataravó..., nascidas em Laguna e no vale do
Rio Tubarão (como eu), seus antepassados
nasceram nos Açores e aqui se estabeleceram
em meados do século XVIII, oriundos das
ilhas Terceira, São Jorge e Pico.
É a Jaguaruna, no litoral sul do cabo de
Santa Marta, uma terra de pescadores e
agricultores. Gente simples que conhece o
bater das ondas, o zunir do vento, o caminhar
das nuvens, que tem uma rede no olhar. Foi ali
defronte que, na tarde de 15 de julho de 1839,
Giuseppe Garibaldi naufragou o Rio Pardo, a
capitânia da flotilha, nos traiçoeiros parcéis da
praia do Arroio Corrente. Perdera um dos
fantásticos navios da frota garibaldina que dez
dias antes, puxados por cem juntas de bois,
atravessara pastos, campos e lombas numa
ousada estratégia para furar o bloqueio dos
navios imperiais e alcançar o oceano. Por este
mar, navegou Garibaldi até Laguna e no cenário
da revolução conheceu a Ana Maria de Jesus
Ribeiro, Aninha do Bentão, a Anita Garibaldi
– mulher amante e guerreira, companheira de
todas as lutas.
Pois, o marzão da Jaguaruna também é
um marco na história de Anita e Giuseppe
Garibaldi. É a sua memória a me embalar os
passos por uma Jaguaruna do passado que
sobrevive nos usos e costumes do presente
como a doçura da mesa dos inocentes, a mítica
coberta d´alma, a malhação de Judas, o
carnaval, o entrudo e a Festa do Divino
Espírito Santo a sua maior tradição.
Nada se compara as águas de março
fechando o verão. Água quente, febre terçã
envolvendo o corpo, o mar da Jaguaruna.
Mar é água. Ora manso, sereno, silencioso.
Página 5
Verde-esmeralda, azul ametista, azul profundo,
cinzento, azul chumbo, azul róseo no sol
poente, é da cor que o meu olhar o encontra e
se perde no infinito, na linha do horizonte.
Mar é água salgada, água benta pelos orixás. É
saudade doída! É a lágrima escorrida na cara da
mulher ajoelhada na areia molhada
acompanhando o bailado das flores brancas
ofertadas à rainha das águas, Iemanjá –
implorando que proteja o seu homem
navegante.
“É o pé, é o chão, é a marcha estradeira/
Passarinho na mão, pedra de atiradeira/ É uma
ave no céu, é uma ave no chão/É um regato, é
uma fonte, é um pedaço de pão...”
Vou querer estar na Jaguaruna no verão
de 2014 fechando o verão, me sentindo a dona
da praia, no sol do meio-dia, “quando toda
praia fecha para o almoço” e fico, literalmente,
sozinha na extensão de areia e mar, para o
norte e sul, acompanhando o voo inquieto de
um bando de quero-quero e a dança de
pequenas garças brancas flanando suaves até
mergulharem ligeiras, bicando a água e
garantindo a sobrevivência. Então, posso
compreender o sentimento de encantamento
do escritor Othon d’Eça, há sessenta anos
atrás, ao escrever a crónica “Jaguaruna,
1949,” curvado ante a beleza desse infinito
momento.
“Multidões de pequenos pássaros cor de
cinza levantam o vôo, espalham-se, e logo se
juntam; sobem e descem em leque, sobre o mar,
dando a impressão de grandes tarrafas; depois,
levadas pelo vento, tomam rumo sul e se perdem
entre as altas névoas frementes...”
Quero caminhar ao crepúsculo, em dias
de muito vento e flutuar sob a força da nuvem
branca de areia fina, seca, a se mover ligeira,
fustigando as pernas e impulsionando os meus
passos ao encontro da maré. Avançar mar
adentro a tempo de testemunhar o sol se
esconder, derramando-se em centelhas
luminosas, tingindo o céu e as madeixas das
ondas em muitos tons de púrpura, seu lume se
apagar por detrás dos cômoros sombreando a
terra e o mar. No silêncio da noite assistir a lua
tomar seu lugar no céu de estrelas…
Para além de tudo que foi dito, tenho
saudade da terra e do mar da Jaguaruna!
Se viajar
para os Açores...
Escolha...
Nota: texto construído sob a inspiração
da letra de Águas de Março, de Tom Jobim,
imortalizada por Elis Regina.
www.youtube.com/watch?v=srfP2JlH6l
Casas dos Açores
O
Com “papel dinamizador e aglutinador...”
Diretor Regional das Comunidades defendeu que as Casas dos Açores espalhadas pelo mundo têm desenvolvido um “papel dinamizador
e aglutinador da açorianidade fora do espaço insular”.
Paulo Teves, que participava na sessão comemorativa do 33.º aniversário da Casa dos Açores do Norte, na cidade do Porto, enalteceu o
trabalho desenvolvido por esta instituição por mais de três décadas junto dos açorianos residentes no norte de Portugal, bem como a
“abrangência e sentido de congregação nos domínios da promoção da cidadania, da integração e da preservação da identidade cultural açoriana”.
O Diretor Regional das Comunidades salientou ainda que a Casa dos Açores do Norte “tem projetado as ilhas nas comunidades nortenhas”
em diversas áreas, incluindo o intercâmbio de missões empresariais e culturais, e enalteceu o esforço da instituição e dos seus dirigentes “no apoio
a açorianos que têm de recorrer ao Sistema Nacional de Saúde a partir da cidade do Porto bem como a alunos dos Açores que estudam no Norte
do país”.
“A existência das Casas dos Açores reforça assim a nossa autonomia e identidade, bem como a nossa presença no Mundo, na medida em
que espelham a nossa forma de ser e de estar”, referiu o Diretor Regional das Comunidades, acrescentando que “o orgulho em ser açoriano
ultrapassa oceanos, devido ao espírito de solidariedade, coragem e integridade deste povo que, mesmo residente a milhares de quilómetros das
ilhas que os viram nascer, insistem em levar mais longe o nome dos Açores.”.
A Casa dos Açores do Norte foi criada a 6 de março de 1980 e tem a sua sede na cidade do Porto, tendo assumido em 2013 a presidência do
Conselho Mundial das Casas dos Açores.
Paulo Duarte
SEDE:
Largo de S. João, 18
9500-106 Ponta Delgada
Tel.: 296 282 899
Fax: 296 282 064
Telem.: 962 810 646
Email: [email protected]
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AÇORES
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Página 6
Mulher Brasileira
Por Lélia Pereira da Silva Nunes
U
Páscoa
Feliz
35
anos
ma data ocupa as atenções do
comércio e dos meios de comunicação social
– «8 de março, Dia Internacional da Mulher»,
reverenciando suas lutas e conquistas. Apesar
dos avanços da presença feminina em diferentes segmentos da sociedade brasileira e
sua expansiva inserção no mundo do trabalho, no quesito “representação política”
ainda engatinha em tímidos e lentos passos.
Neste contexto, a eleição da Presidente
Dilma Rousseff constitui, no cenário nacional (e internacional), uma grande vitória e
um estímulo à maior participação das mulheres à vida política do País. Tanto é que,
no seu governo, dez mulheres ocupam pontos-chave. Acrescente-se, a este rol de mulheres poderosas, a Presidente da Petrobrás, a
maior empresa corporativa do País.
A participação política e o próprio direito de voto são vitórias recentes na longa
caminhada em busca da emancipação feminina, do “status”de cidadã brasileira conquistados há 81 anos e assegurada pela Constituição Federal de 1934, após campanha liderada
por Bertha Lutz (1894-1976) e Carlota Pereira de Queiroz (1892-1982), a primeira mulher
deputada federal, eleita em 1933. Nesta imensa nação, a grande maioria das brasileiras está
consciente de sua responsabilidade social e
sabe que a sua participação cidadã vai além
do exercício do voto, dos direitos formais
reconhecidos pela Constituição e pela legislação vigente no País.
Ela foi à luta, ocupa espaços, sabe ser
voz e se faz ouvir.
Infelizmente, é uma participação muito
pequena se considerarmos o número crescente dos municípios e o aumento da população brasileira nos últimos anos. Não muito
diferente do cenário político na década de
1930. Afinal, somos 54,2% do eleitorado
brasileiro e 51,1% do catarinense e temos
uma irrisória representação política no parlamento federal e estadual. Bem abaixo do percentual mínimo estipulado em lei para qualquer dos sexos – 30%. O mito da participação igualitária. O que de fato não acontece.
Na atual Legislatura, a representação
ativa de Deputadas Federais é 9,5%, e de
12,35% no Senado Federal. O Brasil ocupa
o 120º lugar no ranking da proporção de
mulheres no Parlamento, segundo dados da
União Interparlamentar/ONU.
O sexo Feminino representa 12,3% dos
Prefeitos eleitos em 2012. Ou seja, de um
total de 5 564 municípios, 663 são governados por Prefeitas.
No estado de Santa Catarina o quadro
não é diferente. A Carta Constitucional do
Estado, promulgada em 1935, trazia a assinatura da professora e escritora Antonieta de
Barros como a primeira mulher a integrar o
Parlamento Catarinense, numa vitória contra os preconceitos: mulher, pobre e negra.
Décadas depois, Ingebord Colin Barbosa
Lima, seria Suplente na Assembleia Legislativa e, nos difíceis anos da Ditadura, Lígia
Doutel de Andrade elegeu-se à Câmara Federal pelo MDB (Movimento Democrático
Brasileiro) em 1966, tendo sido cassada no
exercício do mandato por oposição ao regime militar.
Somente a partir dos anos 80 e no clima
das «Diretas Já», que embalava todo o Brasil,
a mulher começa a participar de forma efetiva
da vida política e sua voz ao lado do homem
se fez ouvir por praças e ruas cantando por
liberdade – “Então, vem vamos embora que
esperar não é fazer, quem sabe faz a hora
não espera acontecer.”( da bela canção Caminhando ou Pra não dizer que não falei
de flores, 1968, de Geraldo Vandré).
Em pleno século XXI, onde tudo parece
favorável à mobilidade feminina em nichos
da vida política e social até então hermeticamente fechados a sua presença é numericamente inexpressiva. Basta verificar qual é o
total de mulheres que ocupam cargos eletivos
em Santa Catarina e nos seus 295 municípios
neste 8 de março de 2013. Temos duas Deputadas Federais, quatro Deputadas Estaduais e uma Suplente. Na representação municipal encontra-se vinte e duas mulheres Prefeitas e trezentas e oitenta e seis vereadoras
(13,4% das vagas), sendo que na capital Florianópolis, esta participação é zero.
A determinação legal que criou o sistema
de cotas, reservando 30 % a candidaturas
femininas nos partidos de forma alguma garante a conquista do espaço político. Sou
avessa ao sistema de cotas ou reserva de vagas de qualquer natureza. Sou contrária à segregação de qualquer espécie porque acaba,
de facto, discriminando e gerando novos
estereótipos
Hoje, não posso afirmar que a Mulher
Brasileira está alijada da vida política, social,
cultural, económica. O trabalho feminino é
uma realidade, não apenas em profissões
consideradas tradicionalmente “de mulher”
como professoras, costureiras e enfermeiras,
mas em todos as áreas e em todos os níveis,
até na alta gestão empresarial. É muito pouco! Se representamos uma força considerável
dentro da população economicamente ativa
do País.
Para encerrar, uma reverência à imagem
da “Mulher-Eva” associada ao nascer da humanidade e lembrada neste março cheio de
sol de verão. Dentro desse ciclo de vida a figura da mulher cresce, transcende. É epifania. É água. É terra profícua junto do homem
na bênção do amor maior.
Tanto um quanto o outro se completam na luta do fazer brotar a vida e construir
um mundo melhor a cada renascer, a cada
gota de chuva, a cada raio de luz, a cada beijo
na manhã de um novo dia.
Como o poeta Vinicius de Moraes que
tanto cantou o amor e louvou a força da
mulher, fica o meu Saravá há todas as Mulheres que construíram seu mundo na vivência
do amor sem limites, defendendo causas,
derrubando preconceitos, guerreando pela
liberdade, sendo vozes no seu mundo e
amando muito: Anita Garibaldi, Maria Bonita, Xica Pelega, Olga Benário, Chiquinha
Gonzaga, Cora Coralina.
Mulher Brasileira, Saravá!
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
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Dia da Mulher Do LusoPresse
Grande e importante leque de participantes
R
EDAÇÃO - O LusoPresse leva a efeito domingo, dia 24 de março, o seu
13° Dia da Mulher. O evento, sempre muito interessante – são as próprias conferencistas que o dizem –, vai ter lugar no Hotel 10, situado no 10 da rua Sherbrooke
oeste (esquina com a rue Clark), em Montreal, e tem o seu início marcado para as
14h00.
O Dia da Mulher do LusoPresse deste ano está subordinado ao tema «60 anos
da Comunidade: revisitar o passado, perspetivando o futuro através da (s) Mulher
(es) de origem portuguesa» e será debatido em forma de mesa-redonda, com todas as
participantes a «desfolharem» aquilo que são como pessoas, o que é que sabem (ou
não sabem) sobre a comunidade e como preveem o amanhã de uma comunidade
que em breve festeja os 60 anos e que se pretende que chegue aos 100, pelo menos...
Aceitaram o convite do LusoPresse mulheres portuguesas dos mais variados
domínios da vida pública quebequense. Da política à finança, do empreendedorismo
às artes, passando pelo associativismo, entre outros temas.
Como cabeças de cartaz, isto sem desprimor para ninguém, a mesa-redonda
conta com Paula de Vasconcelos, coreógrafa, Alexandra Mendes, política, Isabel
dos Santos, atriz, Jacinta Amâncio, bancária... E como não quisemos só representantes de Montreal, o LusoPresse conseguiu recrutar pessoas de Blainville (Ilda Tavares), de Laval (Manuela Delbiondo) e até uma oriunda das Sete Ilhas (Manuela
Franco).
Mais uma vez o LusoPresse inova. Nestes 13 anos já tivemos muitas conferencistas de renome, a começar pela Dra. Manuela Aguiar, antiga vice-presidente da
Assembleia da República, passando pela ministra da Imigração e das Comunidades
Culturais, Lise Thériault, e acabando na Dra. Maria Barroso, ex-primeira dama de
Portugal.
Quanto a temas, eles foram dos mais variados, sempre versando os problemas
da Comunidade, numa perspetiva atenta da Mulher Portuguesa ou luso-descendente
deste lado do mundo. E não ficaremos por aqui, como é evidente. Nos anos vindouros, se nos deixarem e houver a mesma colaboração que temos tido e sentido da
parte da nossa comunidade, o LusoPresse irá prosseguir neste élan.
Portanto, caras (caros) leitoras (es), estejam atentas aos resultados de mais esta
consulta levada a cabo pelo LusoPresse e que uma vez mais foca os grandes temas
da nossa comunidade.
Futebol feminino
Torneio do Algarve
O
Por Norberto Aguiar
Torneio de Futebol Feminino do Algarve é considerado um dos melhores do Mundo. Talvez mesmo o melhor, só comparado com o que se desenrola no Chipre e os torneios organizados pela FIFA ou Jogos Olímpicos.
Este ano, voltaram a estar presentes algumas das melhores formações mundiais, como os Estados
Unidos (campeões olímpicos), a Alemanha, campeã da Europa, a China, o Japão (campeão do Mundo), a Suécia e várias outras equipas.
Formaram-se dois grupos com as melhores seleções e um terceiro com as equipas de menor dimensão, isto para que Portugal, que em futebol feminino ainda é uma equipa menor, não defrontasse
os camaleões e daí saísse goleada.
Para resumir, chegaram à final os EUA e a Alemanha, com a surpresa do Japão, atual campeão do
Mundo, a ter sido eliminado antes de tempo. No jogo final, os Estados Unidos bateram as alemãs por
um confortável 2-0.
Já Portugal acabou em último no seu grupo, saindo vencedor o México. Este último lugar deixou
alguns dos responsáveis lusos algo insatisfeitos, pois Portugal vinha de participar numa competição
no Brasil onde tinha deixado boa impressão, mercê de alguns bons resultados.
E para apitar no decorrer do torneio algarvio, a FIFA recorreu às árbitras canadianas (do Quebeque,
para sermos mais justos) Carol Anne Chénard, Marie-Josée Charbonneau e Suzanne Morisset. As três
juízas já são «clientes» da prova portuguesa há alguns anos a esta parte.
Festas F
eliz
es!
Feliz
elizes!
L u s oP r e s s e
21 de março de 2013
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A Filarmónica Portuguesa do Divino Espírito Santo de Laval...
Comemora 35 anos e lança um CD
•
Por Raquel CUNHA
A
Filarmónica Portuguesa do Divino
Espírito Santo do Laval comemora este ano
35 anos de existência Espera-a um repertório
de atividades comemorativas, a começar já no
próximo domingo, dia 24 de março, com o
lançamento do CD da banda, a ter lugar na Casa dos Açores.
O LusoPresse sentou-se à conversa com
o Maestro, Gilberto Pavão e o Presidente, Vic-
tor Faria. De trato fácil e sorriso simpático,
ambos mostraram-se disponíveis para explicar
as histórias passadas e as perspetivas futuras,
que fazem desta organização uma relíquia pilar
da contribuição portuguesa à cidade e à Comunidade da Grande Montreal.
O Início
Embora já houvesse uma filarmónica
portuguesa em Montreal, foi sobretudo devido
aos desentendimentos que Olímpio Teixeira,
futuro presidente, António dos Reis, vice-pre-
Padaria e Pastelaria
Nª Sª do Rosário
227, rue Rachel est - Montreal
Tel.: (514) 843-6668
• Padaria e doçaria francesa e portuguesa
• Todo o tipo de pão português.
• Bolos para casamentos, baptizados e
... aniversários
Serviço de Lotaria do Quebeque
Desejamos
a toda a comunidade
umas Festas Felizes
PÃO FRESCO TODOS OS DIAS.
A equipa que dirige a Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval. Da esquerda
para a direita, Jaime Adriano, Victor Faria, Gilberto Pavão, Luís Pacheco, Sébastien
Balbino, Manuel Machado. Falta na foto Manuel Dias.
sidente e Viriato Pacheco, secretário, decidiram
abrir uma nova filarmónica, conta-nos o Maestro, Gilberto Pavão. Foi António Reis, quem
lhe bateu à porta a convidá-lo para ser maestro
da nova banda. “Eu disse-lhe que, se quisesse
contar comigo, tinha de recrutar pelo menos
20 músicos, ou então não valia a pena voltar”.
Para sua surpresa, o então presidente voltou e,
dessa vez, veio com o nome de 28 músicos.
“Foi assim que entrei”, confessa.
Escolhido pela experiência que tinha na
banda do exército português (ver caixa), Gilberto Pavão é ainda hoje o maestro que rege a
filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval,
já lá vão 35 anos.
“O trabalho começou em 1977, a organizar
os músicos, a arranjar os instrumentos” afirma,
“mas a filarmónica só foi formalmente registada
em 1978”, e sorri, “a nossa primeira saída oficial
foi a Toronto, com 28 membros. Um orgulho”.
A escolha do nome teve também as suas
peripécias, explica-nos. “É que queríamos um
nome católico. Primeiro, era para ser Nossa
Senhora de Fátima, mas chegamos à conclusão
que já existia muita coisa na comunidade com
o mesmo nome”. Queriam ficar longe de nomes de santos particulares, para evitar discórdia, “até que alguém se lembrou do Divino
Espírito Santo e ficou”.
Quanto a Laval, a ideia primordial da filarmónica foi abrir aí uma vez que já havia uma
em Montreal. E assim se mantiveram durante
4 ou 5 anos, embora sem instalação fixa, ensaiando ora em escolas secundárias ora em instalações camarárias. Não havia, naquele tempo,
muitas instalações disponíveis em Laval, de
modo que foi difícil, mas mesmo assim nos
mantivemos.
Quis o destino que viéssemos para a APC
(Associação Portuguesa do Canadá) onde se
instalaram durante cerca de 30 anos. Foi uma
honra trabalhar com a APC, sempre nos trataram muito bem, e só temos palavras de agradecimento, afirma o Maestro.
Entretanto, e embora em Montreal por
mais de 30 anos, Laval permaneceu no nome,
talvez por haver uma comunidade portuguesa
Café Central Português
Almoços e jantares todos os dias
FESTAS FELIZES
A TODOS!
Petiscos à portuguesa
Aberto das 07h00 às 03h00 da madrugada
Assumimos transmissões de futebol via satélite
4051, rue St-Dominique - Montreal (Qc) - H2W 2A6 - Tel.: 514 289.9367
21 de março de 2013
em crescimento em Laval e arredores e, embora
a filarmónica não estivesse lá fisicamente, queríamos permanecer associados a essa comunidade, explica Victor Faria, atual presidente. O
que faz sentido, uma vez que a maior parte dos
músicos reside atualmente na zona.
Saíram da APC devido a mais uma peripécia do destino: em conversa informal com o
vice-presidente da Casa dos Açores, Victor Faria foi informado de um espaço que não estava
a ser utilizado. Decidiram aproveitar a oferta,
sobretudo porque o espaço era maior, mais
próximo e havia mais facilidade de estacionamento.
A mudança de local ocorreu em abril de
2011, altura em que Victor Faria tomou posse
como presidente. Contudo, é categórico ao
afirmar que apenas tem palavras de agradecimento e gratidão para ambas as associações,
Casa dos Açores e APC.
Diz-se ainda contente com a mudança.
Estamos muito bem servidos, à vontade e a
Casa dos Açores está sempre pronta a ajudar
no que for preciso.
Os 35 anos
Com um ano que se advinha intenso, a filarmónica decidiu realizar vários eventos comemorativos do seu 35º aniversário, que coincide
com a celebração dos 60 anos da emigração
portuguesa no Canadá. Assim, o primeiro
evento realiza-se já neste fim de semana, no
domingo dia 24 de março, na Casa dos Açores,
com o lançamento do primeiro CD da banda.
A seguir, no dia 14 de abril (domingo), a
filarmónica participará no Concerto de Primavera, em Laval. Seguir-se-ão os serviços religiosos tradicionais de verão, entre os quais, se
destaca o Santo Cristo, Festa do Espírito Santo, Coração de Jesus e Nossa Senhora do Monte.
Em outubro, segue-se outra celebração oficial, dessa vez pelas mãos da Missão Nossa
Senhora de Fátima, em Laval, que na comemoração dos seus 25 anos, dedica um ano de Jubileu às associações portuguesas locais. Para
esta comemoração espera-se a realização de
uma exposição com fotografias que conte um
pouco a história da filarmónica, ao mesmo
tempo que a organização de um jantar. Contudo, a preparação do evento está ainda em fase de estudo, conta Victor Faria.
Há ainda, e não podemos esquecer, a celebração oficial dos 60 de emigração portuguesa
L u s oP r e s s e
no Canadá, a decorrer durante a semana de 4
ao 11 de maio, semana que terá um dia dedicado
a cada organismo. Assim, é na quinta-feira, 9
de maio, que a Casa dos Açores comemora a
sua existência, com o programa “Reviver”, que
realça os nossos pioneiros e no qual a Filarmónica irá tocar. Tocará também no evento
final, comemorativo dos 60 anos, a ter lugar
no Parque Portugal no sábado, dia 11 de maio.
O CD
O projeto do CD tem já sido pensado há
cerca de 15 anos, confessa-nos Victor Faria,
desde meados dos anos 90, altura em que atingimos um pico a nível de músicos, éramos
cerca de 60. O sonho surgiu pela mão do então
grupo de jovens, mas nunca chegou a ser realizado. Quando Victor Faria iniciou o seu trabalho na direção, decidiu ir atrás desse sonho e
torná-lo uma prioridade, de forma a deixar um
registo e ajudar a difundir o nosso trabalho,
acrescenta.
O CD foi gravado no passado dia 1 e 2 de
dezembro, num estúdio profissional. Conta
com 14 faixas, entre as quais as músicas mais
tocadas, marchas e solos, contando ainda com
2 hinos, o Hino do Divino Espírito Santo e o
Hino da Filarmónica. Este último foi composto pelo maestro Gilberto Pavão, há cerca
de 20 anos.
O CD estará à venda a partir do próximo
dia 24, e para comprá-lo poderá contactar com
membros da banda ou então esperar pela sua
difusão pelos comércios locais. Custará 20 dólares, que serão revertidos para ajudar nos projetos futuros da filarmónica, entre os quais a
remodelação da farda (a atual já conta com 20
anos), a manutenção e renovamento dos instrumentos e ainda o sonho distante de tornar
a atuar em São Miguel, Açores.
O apelo
O presidente da Filarmónica do Divino
Espírito Santo de Laval deixa ainda o apelo
aos jovens da comunidade que gostem de música e queiram ajudar a difundir a cultura portuguesa a juntarem-se à banda. Para isso, realça
que todo o processo é gratuito, ou seja, a inscrição, a farda, o ensino musical e o empréstimo
do instrumento. Numa forma de possibilitar e
divulgar a arte musical, o trabalho de equipa e,
claro está, a nossa cultura, conclui.
Quanto ao futuro da filarmónica, é perentório ao afirmar que espera continuar a crescer,
Os músicos e a direção que formam a Filarmónica do Divino Espírito Santo de
Laval.
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que quer construir uma filarmónica de amanhã
que embraie o espírito da nossa comunidade.
Quer ainda, renovar a farda e voltar a tocar em
São Miguel, pela altura da comemoração dos
40 anos da banda.
Por fim, realça o mais profundo agradecimento a todos que fizeram parte da filarmónica, que por lá passaram e que fizeram dela aquilo que é hoje; sem esquecer claro está, a importância dos fundadores, sem os quais não
existiríamos.
Victor Faria
– Presidente
P
residente desde 2011. Membro da
Filarmónica desde 1992, com 14 anos. Toca
trombone. O destino levou-o à Filarmónica
de Laval. Parou em 2006, por motivos familiares e profissionais (casou, voltou aos estudos).
Regressa à Filarmónica em 2011. Houve
uma vaga na direção, o antigo presidente (João
Aguiar) decidiu reformar-se ao fim de 7 anos
de mandato. O Sr. Gilberto Pavão (maestro)
chamou-me, disse-me que havia uma necessidade e eu aceitei o desafio.
Victor Faria possui um MBA e é diretor
de vendas da Petro-Canada. Contudo, a Filarmónica é muito mais que um part-time. É uma
paixão, fica-nos no sangue e eu faço-o, sobretudo, por amor à camisola.
Gilberto Pavão
– Maestro
Originário da freguesia de Mosteiros, em São Miguel, Gilberto Pavão
descobre a música aos 14 anos, ano
em que integra uma das filarmónicas
da freguesia, a tocar saxofone.
De seguida, aos 18 anos, torna-se
membro da Banda Militar dos Açores.
Voluntariza-se sobretudo por uma escolha de carreira, fazia mais dinheiro
e tinha mais educação e hipóteses de
futuro do que com uma enxada na
mão.
No exército, toca flautim, instrumento até então para ele desconhecido.
Não tínhamos nem flauta, nem flautim
na banda da freguesia. Quando cheguei
à banda militar deram-me um flautim.
Foi lá que aprendi muito. Foi lá também
que atingiu o grau de maestro.
Em 1971 vem para o Canadá pelas
mãos da namorada, agora esposa. Arranjou trabalho na mesma fábrica em
que ainda hoje trabalha. Não participou em nenhuma banda aqui, até que
António Reis, um dos fundadores da
Filarmónica do Divino Espírito Santo
de Laval, o convidou para Maestro.
L u s oP r e s s e
21 de março de 2013
Estabelecida em 100 euros
Dentro de 30 anos...
Propina para alunos de português no estrangeiro
L
ISBOA - A propina a pagar pelos alunos que frequentam o ensino de português no estrangeiro foi estabelecida em 100 euros, segundo portaria governamental publicada, que estipula
valores reduzidos para famílias com mais que um filho e para desempregados.
A propina, inicialmente anunciada como tendo um valor de 120 euros anuais, é apresentada
pelo Governo como uma forma de cobrir despesas com manuais escolares e com a certificação
das aprendizagens, uma novidade do novo regime.
“O pagamento da propina confere ao aluno o direito a receber do Camões, IP um manual
adequado ao nível de língua que vai frequentar e fica automaticamente inscrito para a prova de
certificação do nível de língua do curso em que frequenta”, refere a portaria.
O diploma assinado pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e pelo Secretário de Estado
das Comunidades Portuguesas, José Cesário, entrou em vigor na terça-feira.
Governo e sindicatos de professores no estrangeiro negociaram recentemente o novo Regime Jurídico do EPE, tendo como pano de fundo a contestação à decisão do executivo de cobrar uma propina aos filhos dos emigrantes.
Prevista desde março do ano passado e contestada por pais, professores, sindicatos e partidos da oposição, a propina só vai ser introduzida no ano letivo de 2013/2014 porque o executivo não aprovou em tempo útil a legislação necessária para poder cobrá-la antes.
A Equipa
Olívia Paiva
514.707.8877
www.oliviapaiva.com
VISITA LIVRE
Domingo, dia 24,
das 14h às 16h.
11143, avenue Plaza
Montreal Norte
VISITA LIVRE
Domingo, dia 24,
das 14h às 16h.
9400, rue Francouer
Lasalle
L
EIRIA, Estremadura - Daqui a 30
anos Portugal estará “mais envelhecido”, afirmou a diretora da Base de Dados Portugal Contemporâneo - Pordata, Maria João Valente Rosa, num debate sobre o envelhecimento, em
Leiria.
Segundo as perspetivas da Pordata divulgadas no encontro, daqui a duas décadas a esperança média de vida e o índice de fecundidade
poderão aumentar, mas espera-se um país mais
envelhecido e com menos pessoas. Quase metade da população poderá ter 50 ou mais anos
e o número de idosos poderá representar o
dobro dos jovens.
“Daqui a 30 anos vamos estar, por certo,
mais envelhecidos do que hoje. Essa é uma
quase certeza. A questão do envelhecimento
não é uma maldição. Os motivos têm a ver
com o desenvolvimento da sociedade e há fatores de desenvolvimento de que não queremos
abrir mão, como seja podermos viver mais
tempo”, sublinhou à Lusa a também demógrafa Maria João Valente Rosa.
Procurando debater a questão do envelhecimento, a Fundação Francisco Manuel dos
Santos, a que pertence a Pordata, está a organizar discussões em vários pontos do país.
“A primeira fase é conhecer e informar
para começar a debater. Muitas vezes passamos
dos factos para as decisões e falta um mo-
mento intermédio”, disse a responsável.
A diretora da Pordata acrescentou que “o
presente hoje é muito em função do passado”.
“É altura de sermos inteligentes e discutir
a sociedade que queremos. Os factos não se
mudam, as tendências estão lá, mas a sociedade
pode ser mais ou menos feliz. Depende de
nós e do presente”, adiantou Maria João Valente Rosa.
Uma vez que os idosos do futuro vão viver mais tempo, “têm de começar a dar conteúdo a esses anos”, referiu, sublinhando que
“os futuros idosos são pessoas mais qualificadas do que os atuais”, pelo que terão de “encontrar e dar sentido ao mesmo tempo de vida”.
Para isso, “é preciso sair do modelo que
existe” e que “já deu sinais de esgotamento total”.
Maria João Valente Rosa defendeu ainda a
construção de “uma sociedade diferente” em
que “conte cada vez mais o indivíduo e o seu
mérito e cada vez menos a idade como atributo
sobre o valor de cada um”.
No futuro, o trabalho “poderá perdurar
mais tempo, mas de uma forma menos intensa”, e a reforma “poderá ser parcial”, mas sempre com a “formação na base de tudo”, acrescentou a diretora da Pordata, considerando a
educação “a chave de sucesso” numa sociedade
competitiva.
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O Governo dos Açores, através da Direção Regional das Comunidades, apresentou
segunda-feira, em Ponta Delgada, o projeto ‘Contos de Lá’, que, em parceria com a RTP/
Açores, visa a divulgação do património cultural dos cidadãos estrangeiros que vivem no
arquipélago.
O Diretor Regional das Comunidades, Paulo Teves, salientou que a experiência migratória dos Açores permitiu ao Governo Regional ganhar “uma sensibilidade especial
para promover a boa integração e praticar uma política dirigida na área da integração intercultural”.
Neste sentido, o projeto ‘Contos de Lá’ surge como uma coleção de histórias de “setenta nacionalidades diferentes e de vários continentes”, num total de 37 episódios para
televisão que apresentam uma riqueza cultural diversa.
Paulo Teves destacou a importância da promoção de ações que enalteçam a identidade
cultural dos imigrantes residentes na Região, fomentando uma maior coesão social.
“É também nosso desígnio com este projeto promover um melhor acolhimento e
um maior respeito” pelos imigrantes, referiu o Diretor Regional das Comunidades, acrescentando que “os órgãos de comunicação social têm um papel fundamental” na desconstrução de estereótipos sobre essas comunidades.
Paulo Teves salientou ainda que a primeira emissão do programa será emitida a 21 de março,
data que assinala o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.
Esta série, que tem como público-alvo os mais jovens, terá transmissão diária de segunda a
sexta-feira, às 16h50, com repetição ao sábado, às 10h00, e ao domingo, às 09h00, na RTP Açores.
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e o sangue açoriano diluiu, no
passar de quase 265 anos, ao se misturar a
outras etnias, espelho da multiculturalidade, os laços identitários estão mais fortalecidos no sentir e viver nossas raízes. Estão mais vivos do que nunca! Nesta Florianópolis que no próximo 23 de março comemora 287 anos de elevação ao status de
cidade e com boa parte da sua população
se identifica como “açorianos de origem”,
regressando à sua ancestralidade garimpada
na memória familiar ou no estabelecimento
de uma política cultural de aproximação
entre a Ilha de Santa Catarina e o Arquipélago dos Açores, bastante incentivada nas
últimas décadas.
Isto faz lembrar das inúmeras citações
sobre o vínculo ancestral açoriano de determinadas personalidades brasileiras tanto
no passado, quanto na atualidade. Algumas, claro, fantasiosas e passíveis de comprovação.
No caso de Santa Catarina, o maior
exemplo vem da família Ramos, berço de
ilustres catarinenses, que tem as suas raízes
na Ilha Terceira. O casal Mateus José Coelho e Maria Antónia de Jesus, naturais de
Angra, estavam nas primeiras levas que
emigraram no século XVIII. Foram assentados na freguesia de São Miguel da Terra
Firme (hoje, Biguaçu) e aí nasceram os filhos: Ricardo José (1776), Laureano José
(1777) e Adolfo José (1779). O tronco da
família foi Laureano José Ramos nascido
a 18 de março de 1877, num domingo de
Ramos. Seus pais, cristãos novos, substituíram o patronímico Coelho por Ramos,
conforme certidão emitida em 1805 pela
paróquia de São Francisco do Sul. Laureano
José Ramos, em 1804, casou-se no Paraná
com Maria Gertrudes de Moura, filha de
Manuel de Moura Cardoso e de Maria Gertrudes Moura de Barros, açorianos de origem. O casal se estabeleceu na Coxilha Rica,
Lajes, Santa Catarina. Tiveram nove filhos
e uma enorme descendência.
O neto de Laureano José, Vidal José
de Oliveira Ramos Júnior, foi Deputado
Provincial aos 20 anos, Deputado Estadual
e Federal por várias legislaturas, Governador do Estado (1910-1914) e Senador por
Santa Catarina (1915-1929). Do matrimónio com Thereza Fiuza de Carvalho nasceram catorze filhos. Da numerosa família,
os filhos Nereu e Celso e o neto Aderbal
tiveram atuação destacada no cenário político nacional como Deputados, Senadores
e Governadores do Estado. Nereu de Oliveira Ramos, o estadista, foi presidente do
Senado Federal, Vice-Presidente da República e o único catarinense Presidente do
Brasil, entre 1955 e 1956, em conturbado
momento da vida do País, logo após o
suicídio de Getúlio Vargas (origem açoriana do Faial). Por quase dois séculos, os
Ramos exerceram forte liderança política
constituindo uma verdadeira oligarquia,
onde a palavra empenhada, proferida no
discurso político ou no dia-a-dia do homem público tinha a força de lei e valia “o
fio da barba”.
O poder não esmoreceu e continua
fortalecido na palavra escrita, livre, corajosa
e criativa de uma nova geração de tetranetos
de Laureano José Ramos, presente no jornalismo e na literatura. Neste universo, Sérgio da Costa Ramos, filho do jornalista
Rubens de Arruda Ramos, é touchstone ou
a pedra de toque.
Sérgio nasceu em Florianópolis. Advogado, jornalista, escritor e ilhéu. A sua
fértil produção literária compreende as crónicas publicadas na coluna do Diário Catarinense e seus inúmeros livros, destacando-se: Sorrisos Meio Sacanas (1996), O
Plano Surreal (1999), Rapsódias do Mundo Bin – Ou não confia nem no carteiro
(2001), Costela de Adão – De um fiel às
mulheres e a boa mesa (2007), Duas Violas
Arteiras (2009, com Flávio Cardozo) e
Piloto de Bernunça (2009) comprobatória
da sua escrita lídima, de uma prosa deliciosa
e inigualável.
A crónica é a sua praia. A par da elegância e da força do estilo, seu texto transpira
esperança e confiança, mesmo quando nada parece estancar a sangria da corrupção, a
falta de planejamento urbano, o caos na
saúde pública, as mazelas sociais que o discurso político laudatório esconde no tapete da improbidade. Se sua prosa, ora se apresenta dura, plena de ironia subtil, ora é
de uma leveza poética ao alongar seu olhar
apaixonado a falar da Ilha ou do inebriante
sol poente, como se fosse um pintor e as
palavras, as tintas derramadas na alva tela.
Não é sem razão que de longe é considerado o mais festejado cronista da Ilha. Uma
prosa que encanta exatamente pela descoberta, pela magia do (re) encontro, pelo
gosto de atiçar, de mexer com o imaginário
e sacudir a memória coletiva.
Sua escrita há muito deixou de ser regional, navega livre por outros mares, seja
por este continente Brasil, seja no alémmar por terras de Portugal. No ensaio O
Atlântico entre dois açorianos Sérgio aponta confluências das marés na “alma que
sentimos, no corpo que herdamos” de Vitorino Nemésio em Mau Tempo no Canal
e na prosa rica e simples de Othon D´ça
em Vindita Braba e Homens e Algas:
“É notável a utilização, pelos dois autores,
da carpintaria linguística açoriana, em que
se sucedem as elipses silábicas, as contrações de vogais, os metaplasmos de supressão e uma dança sintática que forjaria uma
espécie de “açorianidade” derramada como
lava na conversação dos nativos do arquipélago, e, na margem de cá, tagarelado pelos
nossos Manezinhos do Ribeirão da Ilha,
de Santo António de Lisboa, ou do Canto
da Lagoa da Conceição”.
Não tenho dúvida em afirmar que Sérgio da Costa Ramos honra o legado dos
seus ancestrais terceirenses Maria Antónia
de Jesus e Matheus José Coelho, seu quinto
avô. Sua escrita transborda Açores, mesmo
sem nunca ter estado lá. Escreve com alegria festeira do sotaque da Terceira.
No fundo, é açoriano com certeza.
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PortusCalle...
Comemora 10 anos de excelência com Porto a acompanhar
•
Reportagem de Raquel CUNHA
O
Restaurante PortusCalle celebrou
esta quarta-feira, dia 20 de março, o seu décimo
aniversário. Para comemorá-lo, ofereceu aos
seus clientes e amigos, um cocktail de requinte,
cujo mote foi a elegância.
O LusoPresse esteve presente e relata-vos,
em primeira-mão, o sucesso desta celebração.
Para Helena Loureiro, cumprir 10 anos de
“casa aberta é uma honra que superou todos
os desafios”. Significa “vitória e sucesso”. Talvez por isso, parte da decoração desta noite
consistia numa reprodução do Arco do Triunfo de Lisboa, também conhecido como Arco
da Vitória.
Helena conta-nos que sempre sonhou em
abrir o seu próprio restaurante, mas que por
“dar muita importância à família teve de esperar
que os seus filhos fossem maiores. Esperou
até que entrassem na pré-adolescência de modo
a poder dedicar-se verdadeiramente ao negócio.
É que a restauração”, explica, “é um negócio
muito exigente, sem horas para nada. O meu
dia termina quando já não tenho clientes”. Mas
apressa-se a acrescentar que “faz por gosto” e,
como diz o ditado, “quem corre por gosto
não cansa”, diz sorrindo.
E é mesmo para sorrir. A casa está cheia e
Boas Festas
a todos!
Aqui está parte da eficiente equipa do Portuscalle. Foto VIB L’agence.
a comemoração é um sucesso. “10 anos na
restauração é uma instituição”, comenta numa
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alegoria à instabilidade do negócio. “Sinto-me
muito feliz por termos conseguido e espero
vir a fazer mais dez”.
“Durante estes 10 anos, tive coisas boas
e coisas menos boas. Mas o momento mais
marcante foi quando fiquei com 50 porcento.
Os meus sócios são como irmãos para mim”.
E acrescenta “foi sempre um trabalho no qual
acreditei. Eu vejo como recompensa do meu
sacrifício, ao fim de 5 anos, ter conseguido
comprar metade. Estou muito orgulhosa do
que conseguimos”, explica.
Esta noite apresenta ainda uma novidade,
o “Porto 10 anos PortusCalle”, ou seja, “um
Porto 10 anos, feito e etiquetado para nós pela
Casa Messias”. Com a elegância e generosidade
que a caracterizam, Helena ofereceu aos seus
convidados uma miniatura do dito porto como
recordação e agradecimento destes 10 anos do
PortusCalle. “A partir de agora pode beber o
nosso Porto nos nossos restaurantes”, anuncia. Uma honra cheia de charme.
A empresária confessa ainda que “vai haver mais projetos nos próximos anos, e entre
as surpresas previstas, anuncia que também o
Restaurante Helena vai ter vinho próprio, desta
vez alentejano e produzido pelo Monte Cabaços”.
O evento esteve marcado com a elegância
que a caracteriza. Com muita comida (incluindo
a tradicional bifana), bebida (a caipiroska de
morango estava uma delícia) e música ao vivo.
A casa estava cheia e o ambiente era de descontração. Tudo com extremo bom gosto e o requinte do costume. Entre os presentes, destacavam-se personalidades da nossa comunidade
e clientes e amigos do restaurante.
Dinis Seara, sócio do PortusCalle confessa que “nem acredito que chegamos aos 10 anos. É incrível olhar para trás e ver toda a nossa trajetória”, conta orgulhoso e acrescenta
“que é tudo fruto de muito trabalho e da cumplicidade entre nós”.
Para David Barros, também sócio, o sucesso deveu-se “a muito trabalho e acreditar que
podíamos crescer, fazer mais e melhor.
Sente-se contente de
ver os clientes e amigos aqui presentes e
de ter a oportunidade
de lhes agradecer, e espera vir a festejar os
20 anos”.
Também José Figueiredo, proprietário da Casa Minhota
e seu sócio Fernando,
estiveram presentes
para “homenagear
Helena e a sua equipa”. Deixaram claro
que “entre nós não existe rivalidades, somos amigos. Vimos
da mesma freguesia”.
Para o CônsulGeral de Portugal,
Fernando Demée de
Brito, “é um sinal positivo que um restaurante deste calibre celebre 10 anos. É a
prova do dinamismo
e empreendorismo da
Helena e da qualidade
da gastronomia portuguesa”.
Já para Emanuel
Linhares, este restaurante “tem sido um sucesso desde o princípio. Este sucesso deve-se ao
trabalho árduo, à qualidade do produto e ao
excelente serviço à clientela. E o PortusCalle
tem mantido esse segredo”.
Outras palavras para quê? Mais uma vez,
uma noite memorável para quem já conta com
uma década de sucesso. Helena e a sua equipa
estão de parabéns por tudo o que têm feito e
por colocarem a gastronomia portuguesa no
topo da restauração de Montreal. Da parte do
LusoPresse e de todos os portugueses, muito
obrigado.
Faz sentido as palavras do nosso Arco
do Triunfo: “VIRTVTIBVS MAIORVM VT
SIT OMNIBVS”, ou seja, “As Virtudes dos
Maiores para que sirva a Todos de Ensinamento”.
O Vinho do Porto com a marca «Portus
Calle». Foto VIB L’agence.
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
A propósito do Dia da Mulher:
Interpretação da data varia consoante o país, a cor e o credo
•
Reportagem de Joana CARNEIRO, agência Lusa
R
ABAT, Marrocos - O Dia Internacional da Mulher é um “insulto” mas um “mal
necessário”, dizem umas, enquanto outras apontam a efeméride como uma “conquista importante” num mundo “demasiado machista”,
um olhar que varia consoante o pais, a cor e o
credo.
A conversa parte da pergunta “como é
ser mulher no teu País” e hoje na mesma mesa
num café em Rabat, quatro mulheres responderam - uma sul-coreana, uma palestiniana, uma
indiana e uma egípcia - e em comum apenas o
sentimento de que “é muito bom ser mulher”,
embora todas apontem dificuldades no dia a
dia por usarem saias e não calças.
Jay Honm, 32 anos, sul-coreana e economista diz que “as mulheres impõem mais respeito nos negócios, são mais duras, mas a verdade é que a palavra final ainda é sempre masculina”.
Para Magli Fez, ser mulher é um “privilégio” na Índia, “mas apenas para algumas, para
outras é uma prisão”. Esta indiana de 46 anos,
representante da Liga da Mulher, organização
não governamental de luta pela igualdade de
géneros, apontou o “estatuto” como a linha
que divide o sonho e o pesadelo.
“Para uma mulher de uma família rica, com
poder e nome, o mundo tem as portas abertas
hoje em dia. Estudam, viajam, têm o próprio
dinheiro. Mas a mulher rural ou de uma casta
inferior apenas tem deveres, não tem voz na
sociedade”, afirma.
Por isso, “a consagração de um dia, em
366 dias do ano, em que a mulher festeja ser
mulher, em que se reconhece o papel da mulher
é uma conquista importante, mesmo para as
que não sabem que o dia existe”.
Cora Mzarim, do Egito, apresenta-se como “feminista convicta” e defende que o Dia
Internacional da Mulher “é um insulto à condição feminina”.
No entanto, reconhece que “é um mal
necessário para o longo caminho a percorrer
para que a igualdade de géneros vá além do papel”, lembrando que a “cor da pele” também
define a vida de uma mulher.
“Uma mulher branca no Egito é como
uma deusa, uma negra é ainda vista como inferior e as morenas são banais. Mas a mulher
egípcia além de bonita é muito consciente de
si e sabe fazer-se respeitar”, afirma Cora Mzarim.
Magli e Cora são muçulmanas, tal como
Hanna Sian, palestiniana que têm opiniões
diferentes.
“Eu aceito o que elas dizem, mas não posso concordar. Porquê? Fui educada a dar primazia ao homem. Primeiro ao meu pai, depois
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aos meus quatro irmãos e agora ao meu marido
e filhos. A minha vida só tem um sentido, servir os meus homens”, diz.
Hanna Sian não percebe que haja um ‘dia
da mulher’, pois para ela “todos os dias são dedicados a Alá”. E, justifica, “se Alá é homem,
se o profeta é homem, tem sentido que o homem seja mais importante”.
No entanto, não tem dúvidas em afirmar
que “não é por ser mais importante que (o homem) pode bater na mulher”.
Para esta palestiniana “a mulher merece
ser respeitada e amada” mas, disse, “tem que
saber qual o lugar que ocupa na sociedade e
nunca pode ser um lugar de líder”.
Um único homem estava sentado à mesa.
E pagou a conta.
Empresários da Lagoa
Desafiados a praticar descontos aos idosos
O
Presidente da Câmara Municipal
de Lagoa, João Ponte, desafiou o NELAG –
Núcleo de Empresários da Lagoa para um acordo que permita descontos no comércio e serviços da Lagoa para os utentes do cartão de idoso.
Nesta época de grandes dificuldades, João Ponte espera que os empresários da Lagoa possam
dar um contributo, sem impacto nas suas receitas, de grande importância para os idosos que
sobrevivem com reformas miseráveis, como
são os utentes do cartão do idoso.
Este foi um desafio lançado durante a cerimónia de assinatura do protocolo financeiro
com o Núcleo de Empresários da Lagoa, na
passada sexta-feira.
João Ponte informou o NELAG que, está
a ser estudada a possibilidade de serem concedidas às empresas associadas do NELAG, regalias, como a descriminação positiva nos valores
das tarifas de resíduos e de águas.
João Ponte no momento da assinatura
do protocolo de entendimento.
Ainda, nesta ocasião, o autarca da Lagoa
comprometeu-se, a curto prazo, disponibilizar
novas instalações ao NELAG, de modo a garantir melhores condições para o desenvolvimento das suas atividades. A sede deste núcleo
funciona no antigo edifício da Biblioteca MuCont. Pág. 22, Empresários...
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Chefe portuguesa em Montreal apresenta:
O Banif e a tentação centralista
O
“Feijoada à transmontana” com xarope de ácer canadiano
Por Osvaldo Cabral
s Açores foram sempre um mercado apetecível para a atividade bancária.
Gente poupada, trabalhadora, séria,
pouco reivindicativa, construindo uma região
onde é preciso muito dinheiro e algum crédito.
Não admira a avalanche de bancos que
por cá se instalaram e que dominam os principais quarteirões das cidades e vilas.
O caso do Banif é diferente.
Era o nosso banco, fundado por açorianos e orgulhoso das suas gentes.
Era o tempo do Banco Micaelense e do
Banco Comercial dos Açores.
O governo regional de Mota Amaral
fez asneira em privatizá-lo e o governo de
Carlos César prolongou o erro ao livrar-se
da restante participação e da “golden-share”.
O resultado está, agora, à vista.
O Banif sofre as consequências da tentação centralista, ao “continentalizar-se” sem
apelo nem agravo, perdendo o rosto de banco açoriano, engolido pela voracidade de lutas
internas que vão desaguar, infelizmente, à
esfera política.
Retirar poderes de decisão aos seus gestores açorianos e centralizar em Lisboa operações que só fazem sentido conhecendo no
terreno a sociedade e as suas gentes, é matar
o que resta de um banco, que ainda vai sendo
líder nos Açores e com um peso enorme na
economia regional.
O Banif dos Açores não tem nada a ver
com a atividade que desenvolve no Continente, onde se assiste a um desfile permanente de gente política nos seus órgãos sociais,
que levaram no ano passado a prejuízos consolidados de 576 milhões de euros, a juntar
às perdas de 161 milhões em 2011.
Não fora a intervenção, agora, do Estado, injetando mais de mil milhões de euros,
e diríamos adeus a um dos feitos mais históricos da vida açorina.
A banca está com uma péssima imagem,
porque foi culpada nesta crise. Agora surge
suspeita no envolvimento de cartel na combinação de “spreads”. O Banif faz parte desta máfia, pelo que o banco deveria ter outro
cuidado com os seus clientes.
Não surpreende, portanto, que a Comissão Europeia, em troca daquela intervenção,
tenha recomendado aos responsáveis do Banif para reorientarem a atividade principal
do banco nos Açores e na Madeira, reduzindo as demais operações.
Faz todo o sentido.
Como muito bem aconselha Américo
Natalino Viveiros, em editorial publicado
no Correio dos Açores, é imperioso que o
Banif regresse à sua “matriz insular”, recuperando a sua política de proximidade com as
empresas e particulares e apostando, a nível
interno, nos rostos de competência açoriana.
É nos Açores que o Banif tem “as redes
de agências mais consolidadas e até mais rentáveis”, como reconhece o Presidente da sua
Comissão Executiva, Jorge Tomé, pelo que
não se compreende esta centralização lisboeta, que resultou na saída do Dr. Ricardo Ferreira.
Os Açores não podem tolerar que pessoas que desconhecem a região, as suas gentes
e a história do banco, possam levá-lo para
um caminho completamente oposto aos ideais dos seus fundadores.
Já nos basta o que fizeram com a RTPAçores.
Exige-se mais competência e mais respeito.
Em nome da História.
****
ESBANJAR – As “obras a mais” nesta
região parecem uma praga.
E ninguém põe cobro a este descalabro e
regabofe que grassa em tantas obras públicas.
Foi nas Portas do Mar, em que pagámos
mais 10 milhões, foi no Matadouro da ilha
do Pico, com mais 46% do que o previsto, é
na Biblioteca de Angra, onde já foram enterrados uns bons milhões “a mais” que davam
para mais uma biblioteca, é agora nas obras
da via rápida Angra-Praia, onde o empreiteiro
pede mais 19 milhões!
E isto não fica por aqui.
O governo recuperou e construiu as
Termas da Ferraria, para depois adjudicá-las
ao Grupo Paim por 15 anos, a 3 mil euros
por ano!
Agora anuncia mais um par de milhões
para obras nas ditas Termas.
Belo negócio!
*****
CAMIONETAS – A empresa de transportes UTC levantou uma questão interessante que a Câmara de Ponta Delgada tem a
obrigação de esclarecer e o Ministério Público deveria estar atento.
Como é que a adjudicação das “bertinhas” há três anos custou cerca de 2,5 milhões e agora custa apenas 360 mil por ano?
É roubalheira? Como diz um dos representantes da UTC?
Quem o pôs na algibeira? Quem o permitiu? O que é que mudou em 3 anos?
Página 16
Por Elisa Fonseca, Agência Lusa
M
ONTREAL – A chefe portuguesa Helena Loureiro, famosa em Montreal,
está a apresentar aos canadianos um menu de
fusão tipicamente português com sabores canadianos, no qual consta uma “feijoada à
Transmontana” com o xarope de ácer canadiano.
Helena Loureiro é chefe internacional escolhida este ano para o evento “Cabane à sucre” no Velho Porto de Montreal, iniciado na
passada sexta-feira e que irá decorrer até 14 de
abril.
O “Cabane à sucre”, ou “Cabana do Açúcar”, é uma festa celebrada tradicionalmente
em março na província do Quebeque, para assinalar a produção do xarope de ácer, mundialmente conhecido como “maple syrup”.
A chefe portuguesa revelou à Lusa ter criado expressamente para aquele “Cabane à Sucre” do Velho Porto de Montreal um jantar
completo português de inspiração canadiana,
correspondendo assim à condição prévia de
ter de integrar produtos canadianos.
No menu do jantar propõe, além da “Feijoada à transmontana, ligeiramente adocicada pelo xarope de ácer”, um “escabeche de sardinhas
à base de cidra de maçã” e “pastéis de nata com
xarope de ácer”.
“Tem sido um sucesso. Logo na apresentação que fiz para os órgãos de comunicação
social foi um êxito”, adiantou.
Para Helena, os trunfos da gastronomia
portuguesa face às demais cozinhas residem
na “simplicidade e na frescura dos produtos,
respeitando-se a natureza dos produtos mantendo-se os seus sabores originais”.
“Na gastronomia portuguesa sabemos o
que estamos a comer. Não recorremos a muitos
condimentos para camuflar o sabor. Num simples peixe grelhado com sal e azeite, por exemplo, as pessoas podem apreciar a frescura e o
sabor do peixe”, exemplificou.
Atualmente proprietária de dois restaurantes na cidade de Montreal, o “Portus Calle” e o
“Helena”, ela é a chefe e empresária portuguesa
mais solicitada pelos Média em Montreal, sendo assiduamente protagonista em programas
de televisão, rádio e jornais.
Nascida na região de Alcanena, no distrito
de Santarém e emigrante no Canadá desde
1988, Helena dedicou os primeiros anos à integração na comunidade francófona do Quebeque, aprendendo o francês e trabalhando num
jardim infantil antes de ingressar no reputado
Instituto de Hotelaria e Turismo do Quebeque,
confirmando a paixão pelos “tachos” que ha-
via adquirido num restaurante da família em
Portugal.
O seu primeiro projeto na restauração foi
o “Portus Calle”, situado na alameda SaintLaurent em pleno bairro português de Montreal, e que está atualmente a celebrar o décimo
aniversário.
Na sequência do êxito que obteve, abriu a
29 de junho do ano passado, no dia de S. Pedro,
como frisou, o segundo restaurante, o “Helena”, localizado na zona central do “Velho
Montreal”, mais aberto ao público quebequense em geral, a quem quer introduzir o conceito
de “cervejaria portuguesa”.
“Os dois restaurantes têm sido um grande
sucesso. Estou muito feliz e valeu a pena todo
o esforço que fiz nos últimos anos, incluindo
o facto de ter faltado muito aos meus filhos”,
comentou em jeito de balanço, sem esconder
a grande ligação a Portugal.
“Quando acordo de manhã, a primeira
coisa é a ligação a Portugal, vejo a televisão
portuguesa e leio tudo o que se passa em Portugal. Um dos meus filhos tem sempre o relógio
na hora portuguesa, não do Canadá”, revelou.
“Vendo Portugal todos os dias”, sublinhou, ao referir-se à lista de produtos nacionais
que importa e utiliza nos seus restaurantes,
desde o vinho, ao sal, azeite, água, entre outros.
Helena Loureiro, uma mulher de projetos! Foto VIB L’agence.
Televisão Portuguesa de Montreal
Visione todos os acontecimentos da Comunidade
Horário
• Quinta-feira, 20h00
• Sexta-feira, 01h00 (repetição)
• Sábado, 09h00
• Domingo, 01h00 (repetição)
514.993.9047
www.montrealmagazine.tv
[email protected]
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Governo português recusa pensão a luso-canadiano
A
nossa leitora Ana Luisa Silva
escreveu-nos a relatar o infortúnio de
seu pai, imigrante no Canadá, depois
de ter regressado a Portugal.
«O meu pai, Manuel Filipe Silva, é português e residiu 14 anos em Montreal. Neste
momento tem 63 anos, sendo que faltam 2 anos para poder requerer a reforma em Portugal.
Após ter estado dois anos desempregado,
fez junto à Segurança Social, um pedido de
reforma antecipada. Após cerca de 7 meses de
espera, o seu pedido foi indeferido. Nesta espera,
recebia apenas uma pequena reforma de cerca
de 170 do Canadá. Como devem imaginar,
encontra-se neste momento numa situação bastante precária, sobrevivendo com pequenas ajudas de uma amiga.
O que se passou foi que por ter estado a
receber esta reforma do Canadá enquanto recebia o subsídio de desemprego, o seu pedido de
reforma antecipada não foi aceite, porque segundo lhe disserem depois, receber o subsídio
de desemprego e a reforma do Canadá ao mesmo
tempo, era incompatível. O meu pai nunca
imaginou que receber as duas coisas seria de
certa forma “ilegal”, até porque o rendimento
de 170 vem de fora do país, não é nenhum
rendimento de trabalho realizado em Portugal.»
A notícia veio mesmo publicada no
«Jornal I» que reproduzimos aqui, com a devida
vénia.
«A Segurança Social indeferiu o mês passado o pedido de pensão antecipada por desemprego a um homem de 64 anos por este
ter recebido o subsídio de desemprego de 2009
a 2012 ao mesmo tempo que tinha 174 euros
de reforma do Canadá. Desde que entregou o
pedido de reforma antecipada – em agosto do
ano passado – que Manuel Silva vive apenas
com o que recebe do estado canadiano e está
agora prestes a ser despejado por não conseguir
pagar há meses os 400 euros de renda da casa.
Ao i, a Segurança Social justifica o indeferimento dizendo que “não é possível acumular
a prestação de subsídio de desemprego com
outra pensão atribuída por outro regime do
sistema de Segurança Social ou outro sistema
de proteção social de inscrição obrigatória, em
que se incluem os regimes estrangeiros”, concluindo que, “em virtude da ilegalidade do ato
de atribuição de subsídio de desemprego, não
poderá considerá-lo beneficiário de prestações
de desemprego para efeitos de atribuição de
pensão de velhice antecipada”.
A decisão empurra Manuel Silva para a
rua. Sempre trabalhou em Portugal como torneiro mecânico e calcula ter direito a cerca de
700 euros de reforma. No Quebeque só viveu
14 anos, onde descontou para a pensão de
174 euros que agora recebe.
“Não consigo perceber como é que o país
onde mais descontei me nega a reforma quando
no Canadá, onde só trabalhei 14 anos, nunca
me levantaram problemas”, lembra Manuel
Silva.
A reforma do Canadá começou a cair na
conta do português – aos 60 anos – quando
este já estava a receber o subsídio de desemprego em Portugal. Na altura foi informado
por um contabilista de que não tinha de dirigirse à Segurança Social para declarar deste direito.
A informação errada está agora a pôr em causa
até a sua “sobrevivência”.
“Sou uma pessoa séria e fi-lo porque fui
aconselhado por um especialista. Mas apesar
do meu erro, como pode uma pensão de 174
euros pôr em causa a antecipação da minha
pensão de 700 euros, que é um direito que tenho?”, questiona.
Decisão questionável segundo os advogados da José Pedro Aguiar Branco e Associados ouvidos pelo i, este indeferimento é pouco
claro. Embora sem conhecerem os contornos
exatos do caso, explicam: “A Segurança Social
não atribuiu a reforma antecipada porque conConsulado-Geral
Sessão de informação
siderou que não deveria ter havido lugar ao recebimento do subsídio de desemprego, apesar
de o mesmo ter sido atribuído. Nesse sentido,
entendeu a Segurança Social que, sendo o ato
que determinou o subsídio de desemprego ilegal, não poderá ser considerado para efeitos
de atribuição da reforma antecipada.”
Ainda assim referem que “este entendimento não é muito claro [...] e é discutível,
mas só uma verdadeira análise do caso concreto
e o acesso aos fundamentos que estiveram na
base da recusa do pedido de reforma permitiria
conhecer e enquadrar melhor esta situação”.
A Segurança Social notificou o beneficiário do indeferimento no passado dia 22 de
janeiro – após ter sido contactada pelo i –,
dando dez dias para a sua defesa. Além disso,
informou, num email enviado à redação, que
“já agendou uma entrevista com o utente para
acompanhamento da sua situação” – algo que
Manuel Silva garante não ter acontecido até ao
fecho desta edição.»
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O Consulado-Geral de Portugal em Montreal informa que vai promover uma sessão de
esclarecimento sobre a residência e suas implicações a nível de tributação e acesso à rede pública de saúde, nomeadamente:
• Conceito de residência;
• Residência e a Convenção para Evitar a
Dupla Tributação e a Evasão Fiscal entre Portugal e o Canadá;
• Residência e o Ajuste Complementar
em Matéria de Segurança Social entre Portugal
e o Quebeque;
• Outras implicações de residência desatualizada.
A sessão terá lugar, quarta-feira, dia 27 de
março de 2013, pelas 19h00, no Centro Comunitário Santa Cruz (60, rue Rachel Ouest, Montréal, Québec).
Esta sessão de informação insere-se na iniciativa “Consulado Aberto”, instituída por este
Consulado-Geral, cujo objetivo é aproximar os
serviços consulares da comunidade que serve,
mantendo-a informada sobre os vários actos
consulares e outros processos de especial interesse
para os portugueses residentes no estrangeiro.
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21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Entre a União Europeia e o Canadá
Acordo de comércio livre impulsionará exportações portuguesas
•
Por Elisa FONSECA, da agência Lusa
O
TAVA, Ontário – O agora ex-embaixador de Portugal em Otava considera que
o acordo de Comércio Livre entre a União Europeia (UE) e o Canadá irá dinamizar as exportações portuguesas para este país.
Em entrevista à agência Lusa, Pedro Moitinho de Almeida considerou que a formalização de um acordo de comércio livre entre a
UE e o Canadá “irá ser a pedra de toque para
que as relações comerciais Portugal-Canadá
vençam a inércia que tem existido e possibilite
que os números comecem a ter o significado
que o tamanho do Canadá e a comunidade
portuguesa justificavam”.
Isto, apesar de existir, sublinhou, um “superavit” na balança comercial a favor de Portugal, ou seja, o valor das exportações é superior
ao das importações.
Dos setores nacionais em que vê potencialidades de comércio para o Canadá no quadro
do novo acordo dos 27, enumerou, “a par dos
produtos tradicionais, o acordo irá facilitar a
entrada no Canadá dos queijos e dos enchidos
[portugueses], retirando impedimentos que
existiam, irá tratar de denominações de origem
e de várias outras questões”.
“Também nas novas tecnologias, nas
tecnologias da informação, na área ambiental,
há elevado potencial de cooperação entre os
dois países e de crescimento das vendas portuguesas para o mercado canadiano”, exempli-
ficou o diplomata.
“Seria também importante haver mais
promoção dos produtos portugueses e mesmo
de Portugal como produto turístico no Canadá”, preconizou, dando o exemplo do setor
imobiliário como uma das áreas a sofrer uma
contração no mercado interno, que pode ser
apresentada a fim de atrair potenciais investidores.
Pedro Moitinho de Almeida enalteceu,
por outro lado, a entrada e os investimentos
realizados no setor mineiro português de grandes companhias canadianas, atualmente a liderarem o setor a nível mundial.
No domínio das pescas, o diplomata confirmou que presentemente há pesqueiros portugueses em atividade em águas canadianas, mas
“não a pescar bacalhau. Só outras espécies de
pescado”.
Apesar de começarem a correr informações de que os “stocks” de bacalhau canadianos
estão a recuperar, a moratória imposta pelas
autoridades canadianas em 1992 mantém-se e
continuam as operações de fiscalização nos
navios pesqueiros.
Foi aquela moratória à pesca do bacalhau
que obrigou à retirada dos barcos portugueses
desde há duas décadas das águas territoriais canadianas e originou durante vários anos alguma
“fricção” entre Lisboa e Otava.
Mas a assinatura em 2005 de um memorando de entendimento bilateral na área das
Eduardo Dias
Notário
«Maître» Eduardo Dias
deseja a toda
a Comunidade
os Melhores votos
de Boas Festas!
Página 18
Pescas, o qual visava
antever e resolver
possíveis problemas
antes que se verificassem, contribuiu
para apaziguar as relações, e “tem funcionado de forma excecional”, considerou o
embaixador português.
A definição de
quotas de pescas com
o Canadá é um dossiê
negociado pela União Europeia.
“Atualmente, as
relações [diplomáticas] entre Portugal e
o Canadá são muito
boas. Tenho recebido
repetidamente das autoridades canadianas
a mensagem da “excelência” do relacionamento, de que somos
dois países aliados,
amigos”, referiu ainda.
Pedro Moitinho
de Almeida deixou
Otava para assumir a
titularidade da embaixada de Portugal em
Viena, na Áustria.
Portugueses no Canadá...
Devem estar legalizados e ter dupla
nacionalidade
O
Por Elisa Fonseca, da agência Lusa
TAVA, Ontário – O embaixador de Portugal no Canadá,
Pedro Moitinho de Almeida, advertiu que os portugueses a residirem
no Canadá devem estar legalizados e incentivou-os mesmo à obtenção
de dupla nacionalidade.
“A comunidade luso-canadiana está bem, mas pode fazer mais”,
disse, em entrevista à Lusa, o diplomata, que na terça-feira passada terminou a sua missão no Canadá.
Estimada em mais de meio milhão de portugueses e de luso-descendentes espalhados por vários pontos do Canadá, a comunidade celebra este ano o 60.º aniversário da emigração oficial portuguesa para o
país.
“É recompensador ver a extensa e extraordinariamente bem integrada comunidade luso-canadiana, que apresenta já muitos casos com
elevado sucesso, como a da recente nomeação do ministro das Finanças
da província do Ontário, Charles Sousa”, elogiou o embaixador.
Questionado sobre a situação atual das deportações de cidadãos
portugueses, de entre os milhares ordenados a estrangeiros no Canadá
nos últimos anos, o diplomata referiu que os dados fornecidos pelas
autoridades canadianas relativos à região de Toronto, na província do
Ontário (onde existe a maior concentração de portugueses no país) apontam para um total de 237 portugueses repatriados em 2007 e outros
140 em 2011, sobretudo “pessoas que viviam no Canadá sem estarem
legalizadas”.
“Há que referir que [as deportações] não são dirigidas só aos portugueses. Trata-se de uma política do Canadá que defende uma imigração
legal”, explicou.
“Aqui, a grande mensagem para a comunidade portuguesa é a de
que tem, primeiro, de cumprir as leis do país e, entre elas, está o facto de
estar legalizada”, vincou Pedro Moitinho de Almeida.
Cont. Pág. 22, Portugueses...
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21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Página 19
Raul Brandão que nasceu há 146 anos
Defendia que o supérfluo é crime
P
Necrologia
Faleceu Adorinda Carvalho
Faleceu no passado dia 8 de março,
em Montreal, a Senhora Adorinda da
Conceição Garcia Carvalho, vítima de
doença prolongada.
Natural de Miranda do Douro, em
Trás-os-Montes, Adorinda Carvalho era
mãe de Paula Carvalho e esposa de Manuel Carvalho, escritor e pessoa muito
conhecida na comunidade.
Mulher extremosa, Adorinda da
Conceição dedicou grande parte da sua
vida a lidar com crianças, por função profissional que desempenhou durante largos anos.
À família, e muito particularmente a
Manuel Carvalho e sua filha Paula, os
nossos mais sentidos pêsames.
A direção do LusoPresse.
ORTO - O escritor Raul Brandão,
que nasceu no Porto, sonhou toda a vida com
o fim da “exploração do homem pelo homem” e defendeu que o “supérfluo é crime”.
Se estivesse vivo, celebraria na terça-feira, dia
12 de março, 146 anos.
Filho e neto de homens do mar, Raul Germano Brandão nasceu, de olhos azul claro, a
12 de março de 1867, na Foz do Douro (Cantareira), na antiga rua da Bela Vista e que tem hoje o seu nome.
Prosador, ficcionista, dramaturgo, jornalista, publicista, historiador e pintor, Raul Brandão, uma figura imponente do alto do seu metro e 82 centímetros de altura, foi um homem
tímido, atreito a depressões, o que afetou a sua
carreira no exército, obsessivo, mas ao mesmo
tempo bem-humorado e muito crítico. Morreu
com 63 anos de idade, a 5 de dezembro de
1930, na sua casa de S. Domingos à Lapa, em
Lisboa.
Numa entrevista à Lusa, no âmbito do
146.º aniversário de Raul Brandão, a professora
de literatura portuguesa Universidade do Porto
Maria João Reynaud destacou a “atualidade” e
a “universalidade” do grande sonho de Raul
Brandão, um desejo que manteve até à morte e
que foi enunciado pelo próprio escritor nestes
termos: “Espero pelo dia – mesmo na cova o
espero – em que acabe a exploração do homem
pelo homem”.
“Fonte insaciável de justiça”, fruto da observação da vida dos pobres, e que lutou por
um imperativo ético e por um cristianismo
genuíno, a professora universitária contou ainda que o autor de ‘Os Pescadores’ ou ‘As Ilhas
Desconhecidas’ “pôs radicalmente em causa
as conceções literárias vigentes” da sua época
e abriu o romance à reflexão metafísica.
Brandão foi uma influência para escritores
tão consagrados como Vergílio Ferreira, José
Saramago, Maria Gabriela Lllansol, José Luis
Peixoto ou Rui Nunes, lembrou Maria João
Reynaud, considerando que o ex-Presidente da
República portuguesa Mário Soares é “a figura
política portuguesa herdeira do pensamento
ético de Raul Brandão”.
A autora da tese baseada nas três versões
da obra ‘Húmus’ (1926), que se intitulou ‘Metamorfoses de escrita: Húmus de Raul Brandão’,
lembrou a universalidade da escrita de Brandão
e a atualidade da obra Húmus, que foi recentemente traduzida em catalão por Anna Cortils.
O sentido profundo de amizade de Raul
Brandão uniu-o, por exemplo, a escritores como Teixeira de Pascoaes, Raul Proença, Augusto Casimiro, Aquilino Ribeiro ou Vitorino Nemésio.
Raul Brandão concluiu os estudos liceais
no Liceu Central do Porto, frequentou durante
algum tempo o Curso Superior de Letras, em
Lisboa, mas optou depois por fazer o curso
de Infantaria da Escola do Exército, sendo em
1896 promovido a alferes. Casou aos 30 anos,
em março de 1897, com Maria Angelina Abreu,
11 anos mais nova que o escritor, e não teve
filhos.
Frequentou a boémia artística portuense
do fim do século XIX, com ponto de encontro no ateliê do pintor Inácio de Pinho, fumava, como todos os homens da sua época, conheceu o poeta António Nobre. Brandão nunca deixou de passar regularmente temporadas
na Foz até ao fim dos seus dias.
Depois de morrer em Lisboa, o seu corpo
foi trasladado para o cemitério de Atouguia,
em Guimarães, cidade que tem hoje uma biblioteca batizada com o seu nome.
Romeiros do Quebeque
Romaria de 2013: Sexta-feira Santa, dia
29 de março 2013
Informa-se toda a Comunidade Portuguesa da cidade de Montreal e de Laval que para se
inscreverem na Romaria da próxima Sexta-Feira
Santa, dia 29 de março de 2013, devem dirigirse ao Mestre dos Romeiros, Duarte Amaral
(450) 625-7053, ou ao Contra Mestre, Luís
Melo (514) 844-4351.
Para este ano a reunião preparatória realizar-se-á na Missão de Santa Cruz na sala portuguesa em cima do edifício:
Domingo, dia 24 de março, às 16h00.
Venha caminhar connosco na fé em Jesus
Cristo e na companhia de Maria Santíssima
Sua e nossa Mãe.
Na Sexta-Feira Santa, dia 29 de março, a
Romaria terá o seguinte horário: partida da
Missão Santa Cruz, às 6h00 da manhã. A chegada à Missão de Nossa Senhora de Fátima,
em Laval, pelas 15h00.
Obrigado pela vossa participação e colaboração.
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21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Página 20
No Mundialito, em Portugal
Três luso-canadianos entre 123 pessoas
•
Por Norberto AGUIAR
É
já uma tradição, por esta altura, uma
comitiva de jovens jogadores de futebol de
Montreal partir para Portugal para tomar parte
no mundialmente famoso torneio de futebol
Mundialito, que se realiza em várias cidades do
Algarve de 21 a 27 de março, e conta com a
participação de muitas equipas vindas das mais
diversas procedências.
São responsáveis por esta iniciativa os nossos compatriotas Luís
Timóteo e Simão Mendes. Eles começaram por pensar nos jovens lusos da comunidade mas, com o tempo, deram-se conta que deviam alargar os seus horizontes para fora do grupo português, muito pouco
representativo para a dimensão da iniciativa.
«Quando começamos há quatro anos com este projeto de levar
equipas de jovens ao Mundialito do Algarve, tínhamos alguns portugueses, a começar pelo meu filho», diz-nos Luís Timóteo, um empresário do ramo da mecânica automóvel mas fascinado pelo futebol. «Hoje
o projeto é mais global, até porque de portugueses só levamos este ano
um, porque mais não ficaram até ao fim. É pena que isto aconteça, mas
é assim», lamenta-se.
Quando esta iniciativa começou, se se lembram, Luís Timóteo estava ligado ao Panellinos. Era a partir deste clube que tudo girava. Agora tudo é diferente. Os organizadores convocam os jovens quebequenses dos 7 aos 12 anos para uma série de treinos e após algumas provas
são escolhidos aqueles que vão a Portugal. Por exemplo, este ano, prestaram provas 280 jovens jogadores. No fim foram escolhidos 47 para
formar quatro equipas: uma até aos 8 anos; outra até aos 10 anos e duas
até aos 12 anos.
«Desses 280 apareceram quatro portugueses, sendo uma rapariga,
que tinha condições para integrar a comitiva. Mas ela sentiu-se um
pouco só perante tantos rapazes e por isso desistiu», informa-nos o
Luís. «Eu como português gostava de levar mais portugueses. Mas não
sei o que se passa. Talvez seja falta de informação. Vamos continuar,
nos anos futuros, com esta iniciativa e por isso vamos intensificar a
prospeção junto das nossas organizações comunitárias de maneira a
que possa haver mais jovens portugueses a alinhar nas nossas equipas».
O miúdo que integra a comitiva canadiana chama-se Mikael William
Cláudio, natural de Saint-Eustache, mas fazendo parte da equipa do Association sportive de Blainville. Na conversa que mantivemos com ele
e com o pai Ricardo Cláudio, também nascido aqui, ficámos a saber que
o Mikael, que tinha um irmão gémeo que também jogava futebol e que
faleceu devido a doença que não perdoa, gosta muito de jogar à bola e
que é com prazer que vai a Portugal, país que aliás já conhece. O Mikael
ainda nos disse que tem mais um irmão de 13 anos e que também joga
futebol. Infelizmente, com a sua idade, ultrapassa os 12 anos que é a
idade máxima permitida para os jovens que vão a Portugal. Ainda a
propósito de jovens jogadores, Ricardo Cláudio confirmou os dizeres
do filho, que há mais jovens que jogam futebol na região de SainteThérèse e Blainville mas não sabe porque é que eles não apareceram aos
treinos de captação.
Novidade importante é que o Mikael está convidado para prestar
provas na Academia do Impacto no próximo mês de Setembro.
Sobre o Torneio
A competição oficial começa no fim de semana. Antes, porém, as
formações quebequenses realizarão alguns jogos amistosos, nomeadamente contra o Sporting de Braga, o Estoril Praia e o Benfica do Algarve. Depois, no decorrer do torneio, as equipas canadianas jogarão
contra o Sporting Clube de Portugal, Milan, Sevilha, Sport Clube Brasil,
Real Bétis, etc.
O regresso a Montreal está previsto para o dia 1 de abril. Sem peta!
Com a comitiva canadiana segue o jovem Rida Aboulhamid, de 16
anos de idade e que, por influência de Luís Timóteo, irá prestar provas
no Sporting de Braga e no Estoril Praia.
Recorde-se ainda que juntamente com os 47 jovens jogadores seguem viagem mais outras tantas 47 pessoas entre treinadores e pais das
crianças.
No último treino antes da partida para Portugal, Mikael Cláudio na companhia do pai, à sua direita, e do treinador Luís
Timóteo. Foto LusoPresse.
21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Nos próximos dois jogos:
Português dirige Canadá
Por Norberto Aguiar
E
stamos num período em que todas
as seleções de futebol no Mundo têm jogos
internacionais. Umas, a jogar para que tenham
a ainda a hipótese de sonhar com o Mundial
de 2014, no Brasil, e as outras, que já foram ficando pelo caminho, para rodarem os seus jogadores com vista às provas continentais.
Neste último caso está o Canadá que, depois de um início de prova prometedora, acabou por ser eliminado, até de forma incrível,
pois perdeu os dois últimos jogos quando um
ponto o poderia ter colocado na segunda fase
da sua confederação, a qual já tem uma jornada
cumprida e agora se prepara para disputar mais
duas, a 22 e 26 de Março. Derrotas contra o
Panamá (2-0) e Honduras (8-1), sobretudo esta, deixaram o Canadá muito mal na fotografia.
Agora, eliminado, o Canadá passa por jogar amigáveis, sendo os dois próximos jogos
contra o Japão, campeão da Ásia, e a Bielorrússia. Os dois desafios, por questões financeiras, disputar-se-ão em Doha, no Qatar.
Para estes dois confrontos, a Associação
Canadiana de Futebol pôs os destinos do onze
canadiano nas mãos de António Fonseca, que
neste momento está investido das responsabilidades de Diretor Técnico Nacional, isto depois de ter deixado a equipa técnica, que foi demitida depois do desastre nas Honduras, onde
desempenhava o cargo de primeiro treinador
adjunto.
É assim que enquanto procura treinador
para dirigir o Canadá no próximo verão, na
Taça de Ouro da CONCACAF, o equivalente
do Campeonato da Europa para Portugal, que
a Associação Canadiana confia a equipa a António Fonseca, antigo jogador do Benfica,
Guimarães, Estrela da Amadora, e mesmo da
Seleção Nacional, para estes dois importantes
jogos, mesmo que amigáveis, de maneira a aquilatar do moral da maioria dos seus jogadores,
que pelas circunstâncias não deve estar muito
bem.
Será que vencendo estes dois embates, António Fonseca terá o caminho aberto para passar a treinador principal? Nada mais incerto.
De resto, quem sabe se os dirigentes canadianos já não têm o perfil do próximo técnico na
cabeça e que só estarão à espera da melhor oportunidade para o anunciar?
São conjunturas próprias destas situações.
No Canadá ou noutro lugar qualquer. Mas uma
coisa é certa. O tempo urge, pois a Taça de
Ouro da CONCACAF é já em Junho próximo,
considerando que uma equipa para participar
numa grande competição tem de estar organizada de forma a enfrentar todos os condimentos de uma verdadeira equipa de futebol e
o treinador é a peça mais essencial para que isso aconteça.
Portugal joga o seu futuro
Quem também está com problemas, embora de outra índole, é Portugal que na corrida
para o Mundial está com as «calças na mão»
com medo de ficar fora da grande prova, a disputar num país, o Brasil, que diz muito aos
portugueses.
Em segundo lugar ex-aqueo com Israel,
uma seleção posicionada na 74ª posição do
ranking mundial, está Portugal que tem como
obrigação vencer se quiser continuar com possibilidades de demandar ao Brasil. Não só vencer Israel como, quatro dias depois, tem de
vencer o Azerbeijão, outra equipa de terceiro
nível mundial, como prova a sua 116ª posição
fifeira. Imaginem, caros leitores, se Portugal
tivesse que defrontar equipas de primeiro plano
nesta fase eliminatória, os seus responsáveis,
neste momento, estariam à beira de um ataque
de nervos...
Para quem criticou Carlos Queiroz, que
teve problemas muito para além do que é dirigir
uma equipa de futebol, vê-se que a terapia administrada desta vez ainda parece pior, mesmo
se Portugal ficou integrado num grupo por
demais acessível, considerando que a Rússia é
a única formação com alguma qualidade. Se a
minha mãe fosse viva, lá diria que «estão a pagar pela língua».
Eliseu e Moutinho
É de tal maneira o nervosismo que Moutinho, lesionado e sem jogar pelo FC do Porto
está retido em estágio para que os médicos da
seleção façam o milagre de o recuperar para o
jogo da próxima sexta-feira. Que diabo, uma
Eliseu, um valor seguro, de nível internacional.
Página 21
equipa que alguns diziam que devia ganhar o
Campeonato do Mundo na África do Sul, como pode, agora, que vai defrontar o «papão»
Israel, depender de um só jogador? Para mais,
que eu saiba, esse jogador não é nem guardaredes – posto específico e de rara importância
– nem ponta de lança, o homem que marca os
golos...
Já Eliseu, que depois duma lesão ainda
não integrou o onze principal do Málaga, não
está nem podia estar no leque de convocados.
No entanto, veio do mesmo Málaga, Antunes,
um defesa esquerdo que nunca despertou a cobiça de nenhum grande em Portugal. Mas foi
agora selecionado porque tem feito parte do
Málaga. E porque esta formação eliminou o
Porto, com Antunes a titular, vai daí e convoca-
se o jogador. Tudo certo, mas só para um treinador de chacha, que tem a mania de que é muito
sério... Só que Eliseu, que estava em grande
forma antes da lesão, jogando todos os jogos,
para o Campeonato de Espanha e para a Liga
dos Campeões, marcando mesmo golos decisivos, como contra o Milão, fazendo assim
com que o Málaga terminasse a primeira fase
da prova em primeiro lugar, à frente, precisamente do Milão, nunca foi chamado. E quando
se perguntava ao treinador o porquê, a sua resposta vinha mais ou menos assim: - está numa
lista. Há-de chegar a sua vez.
Retenho-me de blasfemar... mas apeteciame dizer algumas palavras apropriadas para situações destas. Pode ser que as pronuncie noutra oportunidade.
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21 de março de 2013
EDITORIAL...
Cont. da pág 1
tinham findado de sublinhar a entronização
que já os seus detratores ocupavam o espaço
mediático a minar-lhes a credibilidade.
No caso do Papa Francisco veio à cena o
papel da conivência e do silêncio que, como
Jesuíta, o prelado teria assumido para com a
Juntar Militar durante a ditadura na Argentina
de 1976 a 1983. Na base desta denúncia está o
papel dum jornalista e militante de esquerda,
Horacio Verbitsky que fez um longo inquérito
sobre a atuação da Igreja durante a ditadura
militar. Mas há, sobretudo, quem veja neste
ataque a mão sub-reptícia da atual presidente
da Argentina, Cristina Kirchener, que desde
há muito tinha entrado em confronto aberto
com Jorge Bergoglio desde que este, como Arcebispo de Buenos Aires, começara a denunciar
os efeitos do liberalismo económico como
causa principal da pobreza no país.
Jorge Bergoglio, ao adotar o cognome de
Francisco, em homenagem a Francisco de Assis, o santo dos pobres e o patrono dos animais, deu a indicação clara de que, sem renegar
a doutrina da Igreja, quer insuflar-lhe uma nova
direção, a do caminho da pobreza e da humildade. Do mesmo modo, a simplicidade com
que se dirigiu à multidão que tinha acorrido
para assistir à entronização do novo papa, e
como, no dia seguinte, ele fez questão de largar
a proteção da guarda suíça para ir a pé pagar a
conta do hotel, à semelhança do que fazia em
Buenos Aires, onde tinha prescindido do palácio episcopal e do carro com chofer para viver
num pequeno quarto nas traseiras da Catedral
Metropolitana, assim como usando os transportes públicos para visitar os seus paroquianos, são índices de que a Igreja Católica vai
ver uma certa mudança de tom e de atitude se,
para tanto, a Cúria, a idade e a saúde lho permitirem.
No caso de Philippe Couillard, a controversa já tinha vindo a lume logo que se soube
da sua candidatura para o posto de líder do
Partido Liberal, ou seja, a de que, entre as suas
amizades e associados se encontrava Arthur
Porter, o ex-dirigente do Centro Universitário
de Saúde da McGill (CUSM), acusado de corrupção e desvios, atualmente procurado pela
polícia e refugiado nas Caraíbas.
Ainda os discursos estavam no palco e já
toda a classe jornalística sublinhava, com relevo, as relações do vencedor e Arthur Porter
como o seu calcanhar de Aquiles.
Claro que se trata de uma acusação por associação e nem se pode, neste caso acusá-lo de
angelismo por se ter ligado ao controverso
fugitivo. Se tomarmos em consideração a longa
lista de indivíduos, governos e instituições que
nele confiaram, a começar pela Câmara de Comércio de Detroit, onde foi funcionário, do
Banco Mundial e da ONU onde foi consultor,
de George W. Bush, que o nomeou para a comissão de saúde do departamento dos veteranos de guerra, da Universidade de McGill que
o nomeou diretor-geral, de Stephen Harper,
primeiro ministro do Canadá, que o nomeou
para dirigir o Comité da Segurança Nacional
(SIRC), e provavelmente outros que o seu CV
não indica, bem se pode dizer que M. Couillard
está em boa companhia no que se relaciona
aos que, como ele, foram ludibriados pelo famoso médico.
A primeira reação de alguns líderes do partido no poder, Jean-François Lisée, Ministro
das Relações Internacionais e Bernard Drain-
L u s oP r e s s e
ville, Ministro responsável das Instituições Democráticas, foi a de relembrar o caso Porter.
Pela sua parte a Primeira-Ministra Marois, limitou-se a desejar que o novo eleito, se apresente
o mais rapidamente possível numa eleição parcial para que possa tomar parte nos debates da
Assembleia Nacional do Quebeque.
O principal interessado, segundo o que
declarou à imprensa, neste momento está mais
interessado em reconstruir o partido e extirpálo das conotações de corrupção que a Comissão
Charbonneau tem trazido a lume do que se
lançar numa campanha eleitoral. Parece ser uma
estratégia avisada, tendo em conta que o Partido
Liberal que já teve 200 mil membros, nos anos
faustos de Jean Charest, está hoje reduzido a
50 mil e que, segundo as últimas sondagens,
apenas 20 porcento do eleitorado francófono
lhe dá a sua preferência.
Como dizem os evangelhos «É pelos frutos que se conhece a árvore», ou como se diz
em política «deve-se dar a oportunidade ao corredor». Assim sendo, só nos resta esperar que
os dois visados, o novo Papa e o novo líder
dos Liberais se decidam a calcorrear o caminho
mais difícil mas o único que nos pode levar a
algum lado, o caminho da verdade, da transparência, dos valores, da ética, da humildade e
poderem, deste modo, confundir os seus detratores e servir o bem geral.
CURSO...
Cont. da pág 2
argumento o número de 160 000 estudantes vindos de 160 países, que estudam na Universidade Stanford, assim como se refere à Universidade McGill, que acaba de entrar na aplicação deste esquema. A pergunta seria: Até que
ponto este pedaço do conhecimento do saber,
que para além da técnica numérica como alavanca programática contabilista, poderia ele
ajudar os estudos superiores universitários?
Compreendo a cautela do Sr. Coulombe, que
nos avisa do “risco de ver um punhado de universidades prestar mau serviço ao mundo inteiro incluindo o Quebeque”.
O paradoxo é que Coulombe diz ao mesmo tempo que o iniciador deste programa já
faleceu. Será que o programa continuará a ter
uma longa vida? Ou quando os estudantes levarão essa tecnologia para os seus países, o
programa não será mais utilizado? Isto acontece muitas vezes aos países em desenvolvimento.
Quando eles começam os outros já desatualizaram essa inovação, dando início a uma
nova tecnologia. Isto porque nos parece que
Coulombe põe em causa “as hegemonias universitárias americanas”. E se por acaso estas
forem uma consequências do “learning machine”?
Devo dizer que sou ignorante em ciências
contabilísticas. Limito-me, apenas, a levantar
uma observação da constatação das exigências
das lutas que os estudantes travaram, travam,
como “utopia”, contra o governo e uma maioria silenciosa insensível. Pessoalmente sou
apologista desta causa de forma democrática e
sem violência, tudo porque penso que a Educação e a Saúde não podem ser vistas como
mercadoria, onde o troco tem primazia e triunfa
sobre princípios defendidos na carta dos Direitos das Nações Unidas!
Gostaria de emitir uma última opinião de
aproximação, que chamaria uma propedêutica
dos espíritos nas administrações universitárias
como conhecimento do SABER, podendo assim diminuir os custos da educação, fazendo
Página 22
contribuir aqueles que se acaparam da riqueza
dos países, para seus benefícios! Contudo, deve dizer-se, que sem sentimento de solidariedade, não há solução.
Esperemos que o reino do paradigma da
Finança mundial que reina atualmente, possa
um dia ouvir as vozes dos povos que atualmente obrigam a sacrificar-se em perca das suas
soberanias nacionais!
Einstein: “Eles chamam-se riqueza, glória, e luxo. Já como jovem desprezava-os”. “Só
os seres humanos excecionais e irrepreensíveis
provocam ideias generosas e ações sublimes”.
Ref.: jornal “Le Devoir” 25/02/2013 – 26/
02/2013. Albert Einstein “Como Vejo o Mundo” – Flammarion, Paris, 2009.
PORTUGUESES...
Cont. da pág 18
O embaixador acrescentou que desde que
Portugal criou o sistema de dupla nacionalidade, Lisboa encoraja os cidadãos portugueses a
viverem no estrangeiro a obterem a nacionalidade desses países, podendo assim usufruir de
todos os direitos e regalias e evitar eventuais
situações que os prejudiquem, como o repatriamento.
Há um mês, o ministro da Imigração do
Canadá, Jason Kenney, anunciou o aumento
para 35 do número de países constantes de
uma lista (integrando 25 Estados da UE, incluindo Portugal) de estados considerados “seguros” para efeitos de recusa de pedidos de asilo.
Moitinho de Almeida adiantou não ser
uma surpresa a inclusão de Portugal nessa lista,
dado ser um Estado de Direito e que respeita
os direitos humanos.
Sabendo-se que grande parte dos portugueses deportados nos últimos anos foi alvo
de recusa da Imigração canadiana por apresentarem pedidos de asilo, o diplomata reconheceu que, em termos práticos, aquela medida de
Otava é um claro aviso que novos pedidos serão recusados e nem terão direito de impugnação.
“Antes de o Canadá fazer a denominação
de Portugal como país seguro [para efeitos de
pedido de asilo] já sabíamos que a esmagadora
maioria dos pedidos entregues por cidadãos
portugueses com base nesse fundamento eram
recusados”, indicou.
lho, desde logo como uma das mais baixas taxas de IMI e de derrama e a isenção do pagamento das taxas de publicidade. Para além disso, as empresas ligadas ao sector do turismo
dispõem de uma redução de 20% nas tarifas de
água e RSU, medidas que não têm paralelo em
nenhum concelho dos Açores.
Igualmente, a Câmara Municipal de Lagoa,
mantém no corrente ano a redução e isenção
de taxas relativas à construção no Concelho
para o presente ano. É assim aplicada uma redução directa de 30% nas taxas das edificações
destinadas a comércio, indústria e serviços.
Também, durante o presente ano, as operações
urbanísticas de edificação destinadas a habitação coletiva, comércio e serviços no Tecnoparque, abrangidas pelo respetivo plano de
pormenor, terão uma redução de 50%, sendo
que os restantes 50% das taxas serão liquidadas
no ato de emissão da licença de utilização, enquanto na freguesia de Ribeira Chã e no lugar
dos Remédios, freguesia de Santa Cruz, é aplicada a isenção total do pagamento das respetivas taxas.
Com esta discriminação positiva, é intenção do executivo, liderado por João Ponte, criar
oportunidades para investir e, de alguma forma,
que contribuam para promover o crescimento
da construção civil e a empregabilidade local,
bem como a fixação de pessoas, bens e serviços
no concelho.
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Cont. da pág 15
nicipal, destinado atualmente ao Centro de Atividades de Tempos Livres de Lagoa, localizado
na rua Dr. Herculano Amorin Ferreira, num
espaço muito exíguo.
De referir que, o apoio camarário atribuído
ao NELAG é de 9 mil euros que se destinam a
apoiar a panóplia de serviços que este núcleo
oferece aos seus associados, designadamente
ao nível da realização de guias, palestras, ações
de formação e sensibilização no âmbito comercial e empresarial, para além da promoção económica do concelho que este núcleo de empresários tem realizado, ao longo dos últimos
anos.
Apesar da conjuntura económica e social
difícil, em particular para o sector empresarial,
e apesar das dificuldades que os municípios
sentem resultantes da aplicação de medidas de
austeridade que têm limitado, ou até mesmo,
asfixiado as suas ações, a Câmara Municipal de
Lagoa continuará com este género de apoio e
tem pautado a sua atuação por diversos incentivos e apoios às empresas sedeadas no conce-
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21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
Impacto de Montreal
Três vitórias dão primeiro lugar
•
Por Norberto AGUIAR
O
mais otimista dos adeptos do Impacto de Montreal se lhe dissessem que o Impacto, após três jogos, com dois fora de casa,
teria nove pontos e ocuparia o primeiro lugar
da MLS, uma liga com 19 clubes, ele não acreditaria. E nós também não!
Mas a verdade é que o Impacto, que tem
praticamente os mesmos jogadores do ano
passado, tem neste preciso momento nove
pontos respeitantes a três vitórias, em três
jogos disputados, um só em casa.
Mercê da dinâmica implementada pelo
novo treinador, alheio aos problemas da época de estreia na Major League Soccer, onde a
inexperiência da organização, consubstanciada no facto do treinador também ser novo à
frente de um clube profissional, a juntar à
constante mudança de jogadores, só estabilizada mais ou menos a meio da temporada, o
resultado é o que se vê: melhor fio de jogo,
mais união entre todos os jogadores e uma
maior experiência diretiva, hoje por hoje a oferecer uma logística mais consentânea com
uma equipa da MLS. Na época passada, sem
recriminações, teremos de dizer que era uma
equipa da NSL a jogar num patamar superior.
Também é verdade que poderia o novo
treinador levar tempo demasiado a adaptar-se
ao estilo de futebol norte-americano, mesmo
se o Impacto tem nas suas fileiras meia dúzia
de jogadores europeus ou sul-americanos. Não
foi esse o caso e Marco Schällibaum, suíço de
naturalidade, com vários anos de futebol profissional, tendo mesmo dirigido algumas das
melhores equipas da Suíça, percebeu que para
além de toda a sua capacidade e experiência,
que o levou mesmo a ser técnico da FIFA,
teria de se reunir com gente capaz e com
conhecimentos do futebol local. Foi assim
que manteve três adjuntos, com destaque para
Mauro Biello, homem com mais de 20 anos
de casa, e foi buscar o responsável da Acade-
mia, Philippe Eullaffroy, recuperando Yossef
Dahha, treinador dos guarda-redes. Com estas
tomadas de decisão e com maior aproximação
aos italianos da equipa, como Nesta, Di Vaio
e Ferrari, Marco Schällibaum deu um sinal claro
que queria uma equipa sólida em campo e fora
dele. E as vitórias estão a dar-lhe razão.
Vitórias em campos difíceis
O Impacto começou a época a jogar fora
de casa. Mesmo longe, muito longe de casa,
no outro extremo do continente, lá para os
lados do Pacífico. O primeiro embate foi no
Estado de Washington, na cidade de Seattle,
onde mediu forças com o Sounders, um time
muito bom, como prova a sua recente qualificação para as meias-finais da Liga de Campeões
da CONCACAF, em detrimento da poderosa
formação mexicana dos Tigres. A vitória foi
de um a zero, com o Sounders a dominar mais
e a criar as melhores oportunidades. Apesar
disso, o Impacto fez um jogo inteligente, aproveitando-se do contragolpe para incomodar o seu antagonista. Para quem viu o jogo, a
sensação é que o Sounders tudo fez para vencer. Mas no futebol, como se sabe, nem sempre ganha quem é melhor... E neste jogo ganhou o Impacto porque teve mais sorte, sabendo contrariar os homens do treinador
Schmicht.
Para o segundo jogo no Oeste americano,
o Impacto, que acabou por ficar por aquela
região durante uma semana, mudou-se para o
Estado do Oregon, cidade de Portland, para
defrontar o Timbers local. Também aqui o
Impacto ganhou, desta vez por 2-1, num desafio tão renhido ou mais que o anterior.
40 mil espetadores
Depois das duas vitórias fora, era grande
a expectativa de ver como o Impacto se portava, em casa, no primeiro encontro, diante
dos seus rivais de Toronto. E mais uma vez
foi com a vitória que os montrealenses
concluíram a contenda. Não sem dificuldades,
é certo.
Saltos para a água
Benfeito ganha + duas medalhas
Por Norberto AGUIAR
Não estivesse pelas Ásia e Arábias a fazer aquilo que sabe melhor do que ninguém, Meaghan Benfeito estaria aí para participar no 13° Dia da Mulher do LusoPresse, a realizar no próximo domingo, dia 24 de março, numa das salas do interessante Hotel 10, situado no 10 da rua
Sherbrooke oeste.
Com efeito, Meaghan Benfeito estará no próximo fim de semana em Dubai para participar
em mais uma competição internacional de saltos para a água, onde, neste momento, é uma das
atletas mais em destaque neste desporto. Daí que não possa estar no Dia da Mulher do nosso
jornal...
A reforçar o que fica dito, e depois de ter vencido uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos, no Verão passado, na Grã-Bretanha, Meaghan Benfeito, antes de voar para aquele país
arábico, passou pela China, onde ganhou duas medalhas de prata, uma a nível individual e a outra em duo com a sua companheira de sempre, a lavalense Rosalie Filion.
A primeira medalha arrecadada pela nossa luso-descendente, disputada na competição da
Série Mundial de Saltos para a água da FINA (Federação Internacional de Natação) foi ganha na
prancha de 10 metros, a nível individual, o que tem de se considerar uma grande vitória, não estivessem em ação as melhores especialistas da modalidade, chinesas incluídas. A segunda medalha,
não menos importante, foi conquistada em colaboração com Rosalie Filion, a sua parceira de
tantas jornadas e que pelos vistos vai continuar a ser até aos Jogos Olímpicos de 2016, agora em
país-irmão, o Brasil.
Nesta estada em Dubai, a Série Mundial de Saltos para a Água continua nos mesmos moldes e com praticamente o mesmo lote de atletas. Espera-se, por isso, que Meaghan Benfeito
volte a sobressair, se possível vencendo mais alguma medalha, individualmente ou em equipa.
Página 23
Depois de uma primeira parte jogada as- querer não rimou com o poder e assim o jogo
sim, assim, o Impacto, no segundo tempo, acabou com a vitória do Impacto por 2-1. Viteve dificuldades para segurar a vitória, que a- tória merecida, se bem que obtida com esforço.
Neste primeiro jogo da época em Monconteceu pela diferença mínima, 2-1, construída através de uma grande penalidade que, em treal foi bonito ver o Estádio Olímpico com
nossa opinião terá sido um pouco forçada. cerca de 40 mil espetadores. É sinal de que o
Mas o árbitro é que decidiu, mais o fiscal de li- futebol está muito vigoroso nesta cidade. E
nha. Eles consideraram que Morgan fez falta se a equipa for ganhando jogos atrás de jogos,
para o castigo máximo e assim os quebequen- mais e melhor apoio o futebol vai ter nesta
metrópole e seus arredores.
ses abririam o marcador.
O próximo jogo do Impacto é já sábado,
Mesmo a jogar menos, por força da pressão do Toronto FC, foi na segunda parte que de novo no Estádio Olímpico, onde defrono Impacto marcou o melhor golo. Uma exce- tará o Red Bull de Nova Iorque. O desafio colente abertura de Arnaut, para um golo de belo meça às 16h30.
efeito de Di Vaio, o
seu primeiro no campeonato.
˜œÌ‰Vˆ>ÃÊUÊ`iëœÀ̜
Com a diferença
V
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“ Õ ˜ ˆ ` > ` i Ê U Ê V Õ  Ì Õ À >Ê
de dois golos, penÕÜvœ˜ˆ>ÊUÊ«œ‰ÌˆV>
sou-se que o jogo estaria decidido. Nada
iVœ˜œ“ˆ>
mais enganoso na
medida em que um
penálti foi marcado
aos 68 m, desta feita
contra os montrealenses. Chamado a
converter o lance,
LE JOURNAL DE LA LUSOPHONIE
Earnshaw não perdoou, reduzindo a diferença para uma só
Norberto Aguiar
unidade. A partir daÉditeur - Rédacteur en chef
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21 de março de 2013
L u s oP r e s s e
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Escolhas e controversas C. MARTINS