1 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Priscila Alexsandra de Andrade Rodrigues, Rosimeire Ferreira de Lima, Sandra Cristina Pívaro de Oliveira, Vanessa Arenales Febrini Nome do Orientador: Rita Marcia Aragão Abe Titulação do Orientador: Especialista em psicoterapia da ánalise do comportamento Instituição: Centro Universitário Filadelfia- UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA AUTO-ESTIMA E IMAGEM CORPORAL E SUA RELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA O exercício da psicologia em promoção de saúde mental impõe que o profissional domine várias áreas do conhecimento, visando promover qualidade de vida e principalmente divulgar conceitos sobre tal. O tema em questão deu ensejo a estudos em diversos países, inclusive como mecanismo para propiciar maior efetividade no incremento de políticas públicas nas áreas correlatas da saúde, educação, etc. A presente pesquisa, objetiva mensurar e analisar a qualidade de vida da população da cidade de Londrina, vinculando os aspectos imagem corporal e auto-estima, no contexto da qualidade de vida. Afigura-se oportuno registrar que o Grupo de Qualidade de Vida da divisão de Saúde Mental da OMS (Organização Mundial de Saúde) definiu qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (WHOQOL Group, 1994). Trata-se de uma visão global, que considera as várias dimensões do ser humano na determinação dos níveis de qualidade de vida de cada indivíduo. No que diz respeito à auto-estima, é de notar que tal fator se circunscreve à avaliação subjetiva que uma pessoa promove de si mesma e simultaneamente emite um juízo de valor positivo ou negativo que corresponderá a um determinado grau de intensidade. Já as experiências da imagem corporal são permeadas por sentimentos sobre nós mesmos. O modo como percebemos e vivenciamos nossos corpos relata como percebemos a nós mesmos. Diante disso, para a coleta de dados dessa pesquisa foi aplicado o WHOQOL–100, instrumento elaborado pela OMS. O instrumento é um questionário composto por 100 questões que pretendem avaliar os seguintes domínios: físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, ambiente e aspectos espirituais/religiosos/crenças pessoais. A aplicação do instrumento se deu sob forma de entrevistas.Os participantes da pesquisa foram homens e mulheres moradores da cidade de Londrina, há pelo menos seis meses, com idades acima de 18 anos, divididos em 6 faixas etárias. A análise dos dados por sua vez, se encontra em fase de tabulação, sendo seus resultados divulgados no Simpósio. Palavras-chave: QV;autoestima;imagemcorporal XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 2 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Francielle Grisotto, Gisele Vizoni, Karine Melchior, Mayara Imme Nome do Orientador: João Juliani Titulação do Orientador: Doutor Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA: MOBILIDADE E NÍVEL DE INDEPENDÊNCIA O projeto de Qualidade de Vida teve como objetivo mapear o nível da qualidade de vida existente entre os moradores de diferentes bairros da cidade de Londrina. Foram abordados fatores como relações sociais, relação do sujeito com o meio ambiente, situação psicológica da população, religião, nível de independência e condições físicas.Foram selecionados indivíduos com idade a partir de 18 anos que residiam na cidade de Londrina por no mínimo seis meses. Para a coleta da amostragem real da população, foram entrevistados sujeitos que obedeciam aos critérios para entrevista, anteriormente citados, e autorizavam a realização mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram a campo alunos do curso de psicologia, 1º e 2º anos, devidamente treinados, uniformizados e identificados (camiseta, crachá, caderno de resposta, canetas) e distribuídos nas macro-regiões da cidade. Os entrevistados foram escolhidos aleatoriamente, e as questões utilizadas para a realização da entrevista eram da Organização Mundial de Saúde (OMS - World Health Organization Quality of Life - WHOQOL). O tema nível de independência e mobilidade, diziam respeito a questões relacionadas à dificuldade das pessoas com sua mobilidade, a eficiência dos meios de transporte (incluindo acesso a eles), dependência de medicamentos ou tratamentos de saúde, capacidade para o trabalho, assistência social (avaliando a qualidade deste serviço), o ambiente, atividades cotidianas, entre outras. Além da pesquisa de campo foram feitas pesquisas sobre textos que relatassem esse assunto, incluindo procura no site da prefeitura de Londrina para encontrar maiores detalhes sobre as vias de acesso e os meios de transporte disponíveis para os cidadãos londrinenses. Após as entrevistas terem sido feitas, todos os dados coletados foram encaminhados para os responsáveis para conferência e digitados pelos alunos no programa Statistical Package for the Social Sciences - Pacote Estatístico para as Ciências Sociais (SPSS) que utiliza critérios internacionais para avaliar a fidedignidade das respostas apresentadas e para facilitar a verificação das amostras de cada região da cidade. E após isso ter sido feito a pesquisa será divulgada pelos meios de comunicação correntes em Londrina. Palavras-chave: Qualidade de Vida, Mobilidade, nivel de independência XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 3 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Nogueira Miranda, Natália Carolina Jorge Nome do Orientador: João Juliani Titulação do Orientador: Doutor Instituição: Centro Universitário Filadélfia - Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO DA SAÚDE EM HOSPITAIS DA REGIÃO DE LONDRINA A Psicologia Hospitalar constitui-se como uma área de atuação em fase de estruturação ainda restrita e pouco explorada pelos psicólogos. Segundo Reis (1992, p.19) a Psicologia Hospitalar é definida como “o ramo da psicologia destinado ao atendimento de pacientes portadores de alterações orgânicas como sintomas desencadeantes das disfunções”. Sabe-se que apenas alguns hospitais de Londrina/PR contam com o psicólogo em sua equipe e, mesmo nos que o possui, o trabalho deste profissional é pouco conhecido e pouco divulgado. Este projeto de pesquisa surgiu da necessidade e do interesse de se realizar um estudo que tem como objetivo principal conhecer a percepção do psicólogo da saúde em relação ao seu próprio trabalho no contexto hospitalar de Londrina/PR. A pesquisa será realizada com psicólogos da área da saúde que atuem em instituições hospitalares da cidade por meio de uma entrevista semi-estruturada, constituída de perguntas que visam conhecer sua rotina de trabalho, suas funções e suas atividades dentro dos hospitais. Outros aspectos importantes também serão abordados na entrevista como a questão da formação que o psicólogo julga importante para atuar na área hospitalar bem como qual seria o seu papel na humanização dos hospitais, seu ambiente e das equipes multidisciplinares. Com a realização desta pesquisa, espera-se contribuir com novos dados e informações sobre a atuação destes psicólogos em hospitais de Londrina/PR, enriquecendo assim esta área de atuação. Os resultados da pesquisa serão partilhados entre todos os participantes da mesma, o que poderá trazer contribuições relevantes como a oportunidade de conhecer um pouco mais o trabalho realizado por seus colegas bem como promover um intercâmbio de informações. Estas contribuições estendem-se também aos estudantes e futuros profissionais de Psicologia, possibilitandolhes ampliar seu contato e seus conhecimentos sobre está área de atuação e conhecer o trabalho que já vem sendo realizado pelos psicólogos entrevistados nos hospitais de Londrina/PR. Por ocasião da elaboração deste resumo, o projeto estava em tramitação no Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Londrina, aguardando a sua aprovação. Palavras-chave: Psicologia Hospitalar, psicólogo da saúde, prática psicológica em hospitais XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 4 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Saravy de Carvalho, Sara Lopes A. Gama, Patrícia Yuri Wakamatsu, Vanessa Uehara Moniwa Nome do Orientador: Rita Márcia Aragão Abe Titulação do Orientador: Especialista em Psicoterapia na Análise do Comportamento Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM ESTUDO SOBRE QUALIDADE DE VIDA E SUA RELAÇÃO COM A ESPIRITUALIDADE O termo qualidade de vida proposto pela Word Health Organization (OMS) é definido como: “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais vive e na relação com seus objetivos, expectativas, padrões e interesses” (WHOQOL Group, 1994). Já a Espiritualidade, segundo Moggi (s.d.), é única, caracteriza-se por possuir elementos comuns a todas as grandes religiões como o amor, o respeito à vida, o livre arbítrio, a esperança, a fé, a ética, a integração, a verdade, a bondade, a beleza, a igualdade, a fraternidade e a liberdade. O objetivo desta pesquisa é mensurar a qualidade de vida dos moradores adultos da cidade de Londrina, e analisar a relação entre Qualidade de Vida e aspectos espirituais/religião/crenças pessoais. Os participantes da pesquisa foram homens e mulheres moradores da cidade de Londrina, há pelo menos seis meses, com idades acima de 18 anos, divididos em 6 faixas etárias. A distribuição amostral das faixas etárias e sexo seguiu cálculo do estatístico responsável pela pesquisa. O instrumento utilizado é o WHOQOL-100, um instrumento de avaliação de qualidade de vida, organizado pela OMS, dentro de uma perspectiva internacional, composto por 100 itens. Ou seja, trata-se de um questionário formado por 100 questões que abordam seis domínios, sendo eles: Físico, Psicológico, Nível de Independência, Relações Sociais, Ambiente, Aspectos Espirituais/Religião/Crenças Pessoais. A aplicação do instrumento ocorreu sob a forma de entrevista, sendo que os sujeitos foram entrevistados em suas próprias residências. Os dados obtidos estão sendo digitados e processados, utilizando-se o programa SPSS de tratamento estatístico. A pesquisa encontra-se em fase de tabulação e análise dos dados. Dessa forma, torna-se possível no momento, traçar apenas alguns comentários do que pôde ser observado na fase de coleta: de forma geral, muitos entrevistados quando respondiam as questões relacionadas a religião, demonstravam euforia e determinação na resposta, colocando o quanto sua crença é importante em sua vida. Apesar de algumas moradias aparentarem condições desconfortáveis, muitos entrevistados não deixavam de enfatizar o quanto ter fé em alguma religião é necessário e o quanto suas crenças pessoais lhe dão um sentido em suas vidas e dão força para enfrentar e entender as dificuldades. Palavras-chave: Qualidade de Vida, Espiritualidade, Crenças Pessoais XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 5 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Fabiane S. Medeiros, Fernanda Favarão , Isabela P. Torezan Nome do Orientador: Isabel de Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA DEPRESSÃO PÓS- PARTO Com as mesmas características de uma depressão normal, a depressão pós – parto inicia-se após o nascimento do bebê, na qual a mãe apresenta uma profunda tristeza de caráter prolongado, e em alguns casos mais graves a mãe apresenta tendências ao abandono do filho ou até mesmo seu extermínio. A depressão pós – parto pode durar até seis meses após o nascimento do bebê. Fisicamente os sintomas a serem apresentados são: alterações gastrointestunais, ressecamento de boca e intestino, dores de cabeça, insônias, choro e alterações de apetite. O apoio familiar é indispensável, pois o quadro pode agrava-se ainda mais se a mãe sentir-se sozinha e desprotegida e ainda pode sentir-se um “monstro” por falar que não está feliz com a chegada da criança. Em alguns casos torna-se necessário o acompanhamento psiquiátrico e psicológico, com o uso de medicamentos que podem levar a suspensão do aleitamento materno. Portanto, o objetivo desse trabalho é pesquisar a respeito dos aspectos psicológicos da depressão pós – parto, informando a mães e familiares sobre como identificar e tratar a doença. Palavras-chave: depressão pós parto Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): JOSILENE A. SCHIMITI Nome do Orientador: 1. ALBA MATTOS COSTA; MARIA JOSÉ P. JANINE DE TOLEDO Titulação do Orientador: 1. DOSCENTE DO CURSO D EPSICOLOGIA DA UNIFIL; ESPECIALISTA EM PSICOSSOMÁTICA; 2. DOSCENTE DO CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIFIL, ESPECIALISTA EM PSICOPEDAGOGIA E ACONSELHAMENTO FAMILIAR Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA A RELAÇÃO SIMBIÓTICA TRAZIDA NA TRANSFERÊNCIA Este artigo nasce da dificuldade da prática clínica em manejar o setting terapêutico com uma criança de 5 anos e sua mãe. Os enigmas e surpresas na identificação transferencial decorrentes objetivaram o manejo da técnica para alcançar uma cisão nesta relação e inicialmente, atendê-lo sem a mãe. Para avaliar a estrutura dinâmica dos processos intrapsíquicos, organizou-se dados XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 6 das entrevistas com a mãe que explorou fatores interpessoais e sócio-culturais. A integração das informações veio da demanda imediata e espontânea do cliente; constituiu uma hipótese psicodiagnóstica, estruturada e orientada conforme teoria e prática psicanalíticas, não considerada uma composição de conhecimentos acabados, completos e fechada; as regras são mutáveis, toda sistematização é provisória e passível de reestruturação. Conforme Klein, compreendeu-se que a criança tem a necessidade da mãe de forma exagerada; por medo dos perigos internos, necessita de amor e proteção, necessita do olhar. Com os estudo de Soifer; denominou-se simbiose patológica das situações em que descobrimos falências na aquisição de aprendizagens psicomotoras (importantes no desenvolvimento), seja porque não lhe ofereceu a oportunidade de realizá-la ou porque se aceitou, sem limitála, a sua negativa em adquiri-las. A criança precisa de continência para se desvincular da mãe, precisa ser aceita para perder o medo das pessoas. Ao demonstrar reações e ansiedades ao descobrir um “outro que não a mãe”; suas experiências, sem ser sua mãe, gerava estranheza. Assim, a atitude e o comportamento de procurar, examinar e explora o novo ambiente como desejo de suprir suas fantasias simbióticas favoreceu gradualmente alcançar confiança básica e diminuir sua ansiedade diante do estranho. Portanto, expressões trazidas não foram vistas unicamente como conflitos, mas como tradução de déficits de fortes fixações em etapas primitivas, originadas das necessidades emocionais básicas não suficientemente satisfeitas pelos cuidadores com adequada maternagem. A transferência assumiu o simbolismo na busca de algo ou alguém por quem a criança arriscou uma “fusão”, ou seja, um “continente”, localizando no terapeuta o portador de seus “ideais”, como se este fosse seu próprio espelho – procurou o olhar e aprovação insistentemente, exigiu ser atendido, notado; estampou a necessidade de continência para abrir caminho á independência. Esta prática permitiu a distinção e manejo transferencial dentro do setting terapêutico, propiciou conhecimento, prática, reflexão e entendimento; a “análise” possibilitou descobertas experienciada pela instalação do enquadre favorecendo as regressões, agressões, projeções, frustrações, privações, introjeções, defesas. Os afetos manifestados na transferência, repetiram a relação objetal primária no par analítico, se fez passar os conteúdos inconscientes de um menino de 5 anos com dificuldades em falar e expressar-se, escrever ou “desenhar”. Tornou-se possível um residir na vinculação de experiência motora, sensorial e funcional, também o escutar, observar, ler e verbalizar sua linguagem simbólica e Brincar para criar seu espaço e prosseguir ao processo de Re-conhecimento de si mesmo. A transferência moveu contratransferência; utilizada como instrumento técnico para apontar e decifrar afetos. Segundo Bion, a contratransferência é resultado de uma interação mediante a qual “o inconsciente do analista põe-se em comunicação com o inconsciente do analisando.” Este artigo destaca A Relação Simbiótica Trazida Na Transferência “motivado” pela prática, teoria, supervisão e análise pessoal, imprescindível ao desenvolvimento do trabalho. Nesta jornada sabia-se dos riscos, temores, imprevistos, surpresas e ousadias que resultou na reflexão e a reavaliação de posições, valores e atitudes. Concluiu-se que no amor as ações e afetos envolvidos – quando em excesso – podem trazer sofrimentos: a relação simbiótica desta Mãe e Filho – uma XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 7 díade densa. O pedido de ajuda veio em conseqüências desta simbiose patológica onde tudo parecia atrofiado; dentro da concha. A análise transferencial foi à alavanca terapêutica que possibilitou o processo de reconhecimento do cliente, e significante no crescimento pessoal e profissional do terapeuta. Palavras-chave: RELAÇÃO TRANSFERÊNCIAL; SIMBIOSE; RECONHECIMENTO. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ricardo Desidério da Silva Nome do Orientador: Ricardo Desidério da Silva Titulação do Orientador: Mestrando em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática Instituição: Universidade Estadual de Maringá Curso para apresentação: PSICOLOGIA O SIGNIFICADO DE ADOLESCÊNCIA PARA OS PRÓPRIOS ADOLESCENTES Falar sobre sexualidade na escola é liberar uma série de preconceitos. A sexualidade no universo escolar é tópico polêmico considerando a multiplicidade de visões, crenças e valores dos diversos atores (alunos, pais, professores e diretores, entre outros). Deste modo, para muitos, quando se trabalha a Educação Sexual em sala de aula o professor está “incentivando o aluno à prática sexual”, mas sabemos que o jovem vai ter relação sexual independentemente de pais ou professores e ele precisa estar preparado para isto. Portanto, a curiosidade dos alunos em desvendar os mistérios da sexualidade me aguçou de tal forma que passei a explorar mais esses aspectos. A partir daí surgiu à idéia de se desenvolver um projeto de Educação Sexual com alunos do ensino fundamental de uma escola pública de LondrinaPR para analisar o que os próprios adolescentes pensam a respeito da adolescência e da sexualidade. Esta idéia resultou em um trabalho realizado com noventa e oito alunos, a partir do projeto intitulado “Educação Sexual na Escola – Prevenção também se ensina”, onde os alunos confeccionaram um material intitulado “Ser adolescente é...”. O material produzido pelos alunos serviu para o levantamento de dados, os quais foram apurados e interpretados para a realização da pesquisa. Nesse trabalho foi analisado o que os adolescentes pensam a respeito da sua própria adolescência e como eles vêm buscando informações à luz do tema sexualidade. O objetivo, portanto, flui da consciência de que é preciso analisar os pensamentos dos alunos em relação à adolescência, bem como situações vivenciadas por eles, tais como comportamentos quanto à prevenção de DST/AIDS, gravidez na adolescência, entre outros. Certamente, a partir daí os alunos poderão compreender a adolescência e a sexualidade como vertentes naturais e culturais do ser humano. No caso do material produzido pelos alunos, exige uma atenção especial, pois contribui para o debate sobre as relações existentes entre sexualidade e adolescência na escola, enfocando principalmente a visão do XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 8 aluno e suas motivações, códigos de conduta e perspectivas sobre o “ser adolescente”. O estudo foi divido em Grupo 1, Grupo 2 e Grupo 3, respectivamente 6ª, 7ª e 8ª séries, e os resultados mostram que os adolescentes do Grupo 1, com média de idade de 11,8 anos se preocupam mais em planejar um futuro, pensar nessa vida nova que está começando. Já para o Grupo 2, com média de 13 anos de idade, mesmo sendo uma fase de “curtição”, eles pensam nas suas responsabilidades futuras. Porém, os adolescentes do Grupo 3 com média de idade de 13,7 anos estão em uma fase que eles consideram totalmente para curtir a vida, namorar, conhecer lugares diferentes, aproveitando ao máximo cada momento vivido. Comparando os resultados relacionados, observa-se um nível decrescente de responsabilidade nos adolescentes do Grupo 1, passando pelo Grupo 2 e chegando ao Grupo 3, considerando as informações apresentadas por eles. No que diz respeito à baixa preocupação referente à responsabilidade dos adolescentes do Grupo 3, pode-se analisar que nessa idade o “sentir-se livre” é um desejo de todos os adolescentes, já que os pais de uma maneira geral impõem limites aos seus filhos e esses limites são tidos como “proibições” para eles. Para os jovens, a forma descompromissada de viver, o sentimento de “estar no mundo” como mero espectador, distante da realidade em que vive são pontos comuns entre eles. Para os Grupos 1 e 2, essa “proibição” ainda não é considerada totalmente rigorosa, pois a maioria está ligada aos pais, costumam sair juntos e freqüentar os mesmos ambientes. Por outro lado, para os adolescentes do Grupo 3, isto é “fora de moda”, ou seja, sair sozinho, ser independente é o que os adolescentes mais desejam. Conclui-se que, para a melhor compreensão à luz do tema sexualidade/adolescência na escola, esta pesquisa aponta a necessidade de estudos adicionais nessa área. Palavras-chave: Educação sexual; adolescência; sexualidade. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): JOSILENE A. SCHIMITI Nome do Orientador: MARIA JOSÉ P. JANINE de TOLEDO; SILVIA PATTARELLI. Titulação do Orientador: 1. DOSCENTE DO CURSO D EPSICOLOGIA DA UNIFIL; MESTRE EM EDUCAÇÃO PELA UEL; 2. DOSCENTE DO CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIFIL, ESPECIALISTA EM PEDAGOGIA E ACONSELHAMENTO FAMILIAR Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA A MÃE SUFICIENTEMENTE BOA NO PROCESSO EVOLUTIVO DO ADOLESCENTE As características da adolescência normal se dá por meio de uma série de manifestações de conduta típicas que constituem esta fase de desenvolvimento humano evolutivo, na qual o individuo vai estabelecer sua identidade na busca da diferenciação do mundo que o cerca e estabelecer quem é. Diante da procura de si mesmo o adolescente passa por várias experiências: as tendências grupais, a necessidade de intelectualização, as fantasias e crises XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 9 religiosas, a atemporalidade, o imediatismo, tudo está para o aqui e o agora; e talvez a mais dolorosa das experiências desta etapa seja a evolução sexual, manifestada de forma densa, quer por sua própria natureza fisiológica, quer pelas imposições culturais e sociais e, particularmente pelo reaparecimento da problemática edipiana. O adolescente vive ainda as difíceis elaborações das perdas, levando as atitudes reivindicatórias, as contradições sucessivas, imprevisíveis e ambíguas. Este processo para alcançar a separação dos pais da infância e alcançar a “dependência” adulta, trazem constantes flutuações do humor e do estado de ânimo. Para refletir esta luta pela liberdade do adolescente voltamos bem mais atrás do período de desenvolvimento, conforme as considerações psicanaliticas Winnicottianas sobre a mãe e seu bebê, onde a história de um ser humano começa ao nascer – e antes de nascer – e cada bebê é desde o começo uma pessoa, necessitando ser conhecida por alguém, assim adota-se o conceito de “mãe suficientemente boa”, para esboçar o entendimento a respeito do processo evolutivo da adolescência. As razões para este estudo incidiram da prática clinica, porque durante os atendimentos aos adolescentes, verificou-se conflitos emocionais largamente manifestados no setting terapêutico, originais de raízes das primeiras relações – a relação mãe x bebê – até porque várias são as situações em que se precisou trazer a mãe para conhecer os adolescentes. Com isso, objetivou-se compreender de que forma o conceito de “mãe suficientemente boa” se aplica e contribuí para a Psicologia da Criança e do Adolescente; em nenhum momento de considerar este conceito como uma espécie de fatalidade geradora de “mal-formações” psíquicas. Palavras-chave: mãe suficientemente boa; desenvolvimento; adolescente. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Daphne Araújo, Giórgia Chemouni, Roberta Vivan, Suéllen Crivelari Nome do Orientador: Mauro Fernando Duarte Titulação do Orientador: Psicólogo Clínico, especialista em Psicologia Clínica pela UNIFIL e graduado pela UEL em 2003.Docente desde 2007 na Graduação em Psicologia na UNIFIL. Ministra Psicopatologia Psicana lítica e Modelos de atuação em Psicanálise, Estágio Supervisionado de formação de psicólogo e práticas de psicoterapia Familiar, conjugal e sexual e doentes terminais. Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA A Qualidade de Vida é um conceito ligado ao desenvolvimento humano. Qualidade de vida, é cuidar da saúde: mental, emocional, física, econômicofinanceira, afetivo, como uma tentativa de se levar à vida de maneira mais tranqüila. A pesquisa justifica-se pelo fato de que esta não foi realizada em Londrina, sendo importante para analisar o modo de vida dos cidadãos em diferentes regiões e tem como objetivo avaliar a qualidade de vida da cidade; como por exemplo, as relações pessoais e auto-estima, que estão relacionadas, sendo uma conseqüência da outra – quando a pessoa tem boas XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 10 relações pessoais, conseqüentemente terá uma boa auto-estima e vice versa. A coleta de dados será junto à população e estes serão tabulados, classificados e analisados com o programa SPSS de analise estatística. O material utilizado constitui-se de um questionário estruturado de 100 perguntas (WHOQOL), contendo 5 opções de resposta em cada uma. Os sujeitos são mulheres e homens que variam entre 18 e 75 anos que residam na região do centro de Londrina. Será utilizado como questionário o Whoqol, um instrumento auto-explicativo de avaliação de qualidade de vida desenvolvido pela Organização Mundial de saúde e deve ser enfatizado que refere-se às duas últimas semanas, independente do local onde o indivíduo se encontre. Participaram cerca de 60 alunos do segundo ano do curso de psicologia, regularmente matriculados na disciplina curricular de Estágio em Pesquisa. Palavras-chave: qualidade de vida, pesquisa, população. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Maria José Moreira, Patrícia Amabili Spinasse, Patrícia Eliane Rossi, Roberta Lucas, Rosiane Martins de Souza, Silvia C. Leite Lima Nome do Orientador: Marien Abou Chahine Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UNIFIL - Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA A PSICOLOGIA NA EDUCAÇÃO: UMA REFLEXÃO SOBRE A SAÚDE E A DINÂMICA INSTITUCIONAL. Este trabalho contempla uma breve experiência da ação do psicólogo na Instituição Educacional, visando uma reflexão sobre as relações estabelecidas neste espaço e as implicações naqueles que vivenciam o dia a dia escolar. O objetivo geral deste trabalho foi promover um espaço de escuta que propiciasse reflexões acerca das questões da adolescência, bem como observar a dinâmica institucional, a fim de promover saúde do indivíduo como um todo. Foi realizado num Colégio Estadual na região central de Londrina – PR. A metodologia utilizada foi baseada na concepção sócio-histórica e se desenvolveu em encontros de grupos, acreditando ser esta uma forma eficiente e propiciadora de transformações, uma vez que o grupo social é criador de cultura. Realizamos reuniões mensais com a coordenadora, dinâmicas de grupo, palestras e grupos de discussões. Algumas dificuldades foram encontradas ao longo deste processo, a principal foi a falha no cumprimento das atividades combinadas por parte da organização institucional, como por exemplo, horário desmarcado em cima da hora, falta de informação dos alunos e professores sobre as atividades, falta de local para a realização dos grupos e outros, que revelaram o desinteresse da coordenação no trabalho. A psicologia direciona seu olhar para a educação com o objetivo de promover saúde, compreendendo que saúde não é simples ausência de sintomas, mas algo mais amplo que engloba o bem estar bio-psico-social, sendo a educação parte do campo social. A atuação do psicólogo nas instituições educativas deve ser XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 11 de facilitador, de alguém que possibilite o conhecimento da dinâmica institucional por parte da comunidade, com o objetivo de favorecer a comunicação e integração entre elas. Para trabalhar com a comunidade de alunos da instituição, em sua maioria adolescentes, faz-se necessário também, que se compreenda e se aprofunde no seu “mundo” a fim de descobrir não só seus problemas, medos, sonhos, ideais, mas entender o fenômeno da adolescência em seu desenvolvimento psíquico, considerando todos os aspectos que vão nortear sua vida e formação, como sua resposta às crescentes demandas sociais por: autocontrole, resoluções de conflitos, emancipação do lar, escolha do companheiro/a, profissão, etc. Tudo isso vem sendo contemplado neste trabalho e, por fim, o que pudemos constatar, foi que mesmo com o interesse dos alunos pelo projeto, houve uma resistência muito grande para aderir a mudanças advindas da incorporação de idéias, conceitos e métodos inovadores que implicam em uma transformação na cultura organizacional e, por conseguinte, impactam na sua dinâmica e sua estrutura de poder. É neste sentido que a escola, como lócus do saber e do conhecimento, precisa se reposicionar como organização, deixando um pouco de lado sua rotina burocrática e hierarquizada, fazendo com que a questão da comunicação e relações entre professores, administração e alunos ganhe um destaque maior do que vem acontecendo tradicionalmente. A psicologia há muito tempo vem buscando expandir seus limites de atuação e, em relação à saúde, vai muito além da prática clínica, se estendendo para o campo social, onde o objetivo é promover saúde, demonstrando uma crescente preocupação com as questões ligadas à Cidadania, Estado de Direito, Exclusão Social e Escolar. Sendo assim, entende que cabe à educação, e a psicologia inserida nela, articular os conhecimentos indispensáveis para que o educando construa as competências necessárias para a análise crítica da realidade da qual faz parte, pois já não basta mais ensinar, é preciso prepará-los para a participação na sociedade. Palavras-chave: Psicologia, Educação, Adolescentes XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 12 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Daiana Frasson, Luiz Roberto de Moraes Sartori Nome do Orientador: Mauro Duarte Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadálfia - UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA USO DA CO-TERAPIA NO TRATAMENTO DE CASAIS Um casamento representa um enriquecimento pessoal, uma oportunidade de conhecimento, desenvolvimento sexual, afetivo e social. Uma conseqüência da intimidade é a revelação de diferenças de gênero, cultura, crenças, educação, que necessitam de uma reorganização para que o casal consiga conviver harmoniosamente. Renunciar a hábitos e estilos de vida é um processo que necessita de uma estrutura de relacionamento e muitas vezes causam sofrimento nos cônjuges, pois cada um traz consigo um modelo de casal normalmente usando seus pais como referenciais a serem seguidos ou não. Um casal busca terapia com o objetivo de sanar o problema existente e a desarmonia normalmente oriundos de conteúdos mentais cuja verbalização é fantasiada como causadora de conseqüências desastrosas e deploráveis. Na psicoterapia de casal o foco do trabalho é a análise da desordem do casal, favorecendo seu ajustamento de forma a possibilitar que os mesmos compreendam os conflitos e mais do que isso, aprendam a lidar com futuras dificuldades. Um dos métodos utilizados na psicoterapia de casal é a coterapia, método que emprega a presença de dois terapeutas durante a sessão, tendo como objetivo esclarecer como e porque o casamento está perturbado. A co-terapia pode trabalhar com o casal tanto individualmente como em conjunto dependendo das necessidades de cada casamento, podendo ocorrer o uso das duas modalidades durante o processo, desde que a escuta feita individualmente não seja comentada durante a junção e que o casal seja estimulado a trocar informações referentes aos seus atendimentos para que possam modificar a situação que está estabelecida. Esta modalidade de atendimento aumenta o poder terapêutico, dilui as alianças e evita o emaranhamento com o casal, podendo os terapeutas agirem questionando, construindo hipóteses, discordando entre si, oferecendo um modelo de interação diferenciado. A co-terapia é indicada quando os membros do casal estão sentindo culpa ou tristeza do que possa estar fazendo ao outro. Com os atendimentos individuais, se torna mais fácil o reconhecimento da coexistência da relação de amor e ódio pela mesma pessoa e previne a regressão a sistemas mais primitivos de cisão e projeção. O indivíduo necessita antes de tudo compreender suas fraquezas e dificuldades diante das expectativas de sonhos que não foram concretizados e que o acompanharam por toda sua trajetória de vida para que consiga incluir um outro também com problemas e dificuldades em sua vida, ver seus erros e o modo como estão lidando com os conflitos ajuda no crescimento pessoal e familiar possibilitando uma melhor forma de lidar com as difíceis situações cotidianas. Palavras-chave: co-terapia, psicanálise, terapia conjugal. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 13 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Angélica Sanchez, Clarissa Gouveia e Mayara Barros Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Psicóloga Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA LEVANTAMENTO DE FATORIAIS DE PERSONALIDADE CARACTERÍSTICOS DO PACIENTE ONCOLÓGICO Nos últimos tempos, tem aumentado a suspeita de que a mente tem um papel importante em influenciar o desenvolvimento do câncer. Está é a parte da Psicoimunologia clínica que mais se desenvolve, nos últimos anos, provavelmente em razão da própria importância do câncer, do sofrimento dele decorrente e das tentativas de através da exploração do psiquismo, descobrirse uma via para o entendimento desta enfermidade. As pessoas sofrem emocionalmente de várias maneiras. E, quando não conseguem colocar seus sentimentos em palavras, o corpo acaba sendo castigado. Segundo as pesquisas feitas por LeShan, os médicos do século XIX, desprovidos de exames mais sofisticados escutavam os seus pacientes para poder entender o que estava ocorrendo com eles. Desta forma ouviam suas histórias e sentimentos e acreditavam haver uma relação entre o câncer e os fatores psíquicos, pois estava clara a ligação entre os primeiros sinais da doença e fatores emocionais ligados a grandes perdas e desesperança. LeShan (1956) fez o trabalho mais completo sobre o tema. Num estudo com 500 pacientes encontrou neles: perda de uma relação significativa antes do inicio da doença; incapacidade de expressar sentimentos agressivos; importante tensão em relação a uma figura parental; sentimento de desamparo e de desesperança. Ele propôs que os pacientes com câncer têm uma vida particular de abandono, solidão, culpa e autocondenação. Em uma pesquisa Schmale e Iker (1964) estudaram o assunto através de entrevistas psicológicas e testes de personalidade aplicados em 51 mulheres assintomáticas, porém predispostas ao câncer. Os autores, com base nos testes psicológicos, tentaram prever quais das pacientes desenvolveriam o câncer de colo de útero. As expectativas eram de que a doença se desenvolveria naquelas mulheres que tivessem suas vidas marcadas por fortes sentimentos de desesperança. As previsões se apresentaram corretas em 36 das 51 mulheres. Alguns pesquisadores psicológicos encontraram alguns traços em comum aos pacientes oncológicos e as agrupou em uma “personalidade pró-câncer”. O estudo presente tem por objetivo verificar e fazer um levantamento dos fatores de personalidade característicos do paciente oncológico. Para a coleta de dados será utilizado um teste de personalidade ( IFP – Inventario Fatorial de Personalidade), de acordo com as diretrizes do CFP (Conselho Federal de Psicologia), abrangendo uma população de 3 pesquisadores. A pesquisa foi realizada no HCL – Hospital do Câncer de Londrina com pessoas de 18 a 60 anos. A amostra será composta de 25 pessoas, sendo que 14 do sexo feminino e 11 do XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 14 sexo masculino. Este projeto visa investigar se existem características de personalidade em comum aos pacientes portadores de câncer. ”. Este projeto se encontra em fase de coleta de dados, não tendo uma conclusão concreta até o presente momento. Palavras-chave: personalidade cancer; personalidade; caracteristicas comuns; teste Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Angélica Sanchez, Clarissa Gouveia e Mayara Barros Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Psicóloga Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA AVALIAÇÃO DOS DISTÚRBIOS DO SONO DOS IDOSOS RELACIONADO À QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA – PR Avalia os distúrbios do sono dos idosos relacionado à qualidade de vida na cidade de Londrina – PR. Para a coleta de dados utilizou-se entrevistas estruturadas (WHOQOL-100, instrumento completo com 100 questões), abrangendo uma população de 100 pesquisadores. A pesquisa foi realizada em varias macro-regiões para a avaliação da qualidade de vida em moradores adultos da cidade de Londrina. Este projeto visa a entender a influencia do sono nos idosos. A falta de energia, o cansaço e o desconforto físico são também ocasionados pela ausência de sono ou pela falta de descanso, o que nos idosos influencia muito, pois nessa fase da vida a disposição para fazer certas atividades que necessitam de mais energia, é diminuída e a necessidade de descanso é maior e essencial para uma melhor qualidade de vida, no qual inclui saúde física e mental. A qualidade de vida é atualmente o que mais se fala e o que mais está sendo buscado por todas as pessoas, independente de sua faixa etária. Esta é a maior preocupação atual, por esta razão um projeto de pesquisa no qual tenha este enfoque. Sabemos que o ser humano passa dois terços de sua vida dormindo, mas o que ninguém sabe exatamente é a quantidade de pessoas que não se enquadram nesse calculo hipotético. Calcula-se que aproximadamente 14% das pessoas têm algum transtorno do sono. Estas pessoas podem estar dormindo muito menos ou muito mais eu dois terços de sua vida e a insatisfação com a qualidade do sono aumenta com a idade. Estima-se que 50% dos transtornos do sono ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Grande parte dos idosos apresenta modificações na qualidade do sono. Existem vários distúrbios relacionados ao sono, porém faremos uma classificação mais simples, como os casos de insônia, hipersonia, parassonia e distúrbios dos movimentos noturnos. Os dados serão analisados considerando as macro-regiões da cidade, o domínio do instrumento (físico) e a faixa etária pesquisada. A pesquisa ainda se encontra em fase de analise dos dados, por isso não temos uma conclusão efetiva. Palavras-chave: qualidade de vida; sono; idoso; energia XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 15 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Marieli Cavalheiro de Meira Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: mestre Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA NARCISISMO O conhecimento a respeito do narcisismo torna-se importante para o entendimento da constituição do sujeito. Sabe-se que este termo foi emprestado pela psicanálise da mitologia grega, a qual relata sobre o mito de Narciso filho de deuses, que cultiva um amor excessivo por si mesmo. Em “Três ensaios sobre a teria da sexualidade”, Freud utiliza este termo para falar a respeito da homossexualidade. Pois estes segundo sua teoria tomavam a si mesmos como objetos de desejo, sendo que sua satisfação viria através de seus semelhantes. Já no estudo sobre as psicoses, Freud considerou o narcisismo como um estagio normal do desenvolvimento psíquico do sujeito. Em “Sobre o narcisismo: uma introdução”, este termo passa a ter valor de conceito psicanalítico. Sendo assim o narcisismo então foi definido como o resultante da transferência da libido investida em objetos externos para o eu do sujeito. Contudo esse investimento só pode ser transferido quando em algum momento da constituição do sujeito tenha-se investido nesses objetos externos, então falamos de narcisismo primário e secundário. O narcisismo primário diz respeito aos primórdios da infância do sujeito, na fase atrelada ao estádio do espelho, onde as inscrições relativas aos eus ideais vão se organizando. É realizada a escolha de objetos, os quais serão investidos libidinalmente, e dentre estes objetos está a si mesmo. A libido é uma energia psíquica que impulsiona a pulsão sexual, a qual será dissociada e direcionada a determinados objetos. A libido esta diretamente ligada à pulsão de vida do individuo, onde as pulsões sexuais e as pulsões de autoconservação estão unificadas. Portanto o sujeito toma a si mesmo neste lugar satisfazendo-se sem que para isso necessite de um objeto externo. O narcisismo secundário, ou narcisismo propriamente dito, refere-se ao narcisismo do eu, a libido é investida no objeto que irá retornar ao eu. As pulsões sexuais parciais são investidas em um objeto, as quais anteriormente obtiam satisfação auto-erótica, a libido então é investida no objeto já que as zonas genitais ainda não estão totalmente estabelecidas, em seguida a libido retorna para o eu e o toma como objeto. Palavras-chave: narcisismo, narcisismo primario, narcisismo secundario XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 16 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Paula Pereira e Isabella Borghesi Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PROJETO DE ESTÁGIO II: PSICANÁLISE NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE. Este texto apresenta nosso trabalho exercido em uma Unidade Básica de Saúde, a partir da disciplina Estágio de Formação II.Inicialmente elaboramos um pequeno projeto de atuação na Unidade, a partir da demanda inicial apresentada pela coordenadora do posto. Esta demanda incluía um pedido de observação e analise do funcionamento do trabalho no posto, em especial das relações de trabalho e da relação dos funcionários com população atendida pela UBS. A partir de nossa presença semanal no posto, passamos a observar o funcionamento geral da unidade, a interação com pacientes e as relações de trabalho e também a realizarmos entrevistas individuais com os funcionários do posto, surgiu também à demanda para atendimento individual da população através de encaminhamentos das atendentes e pedidos da própria população. Assim iniciamos um ambulatório semanal de atendimentos individuais, atendemos em media seis (6) pacientes por semana, que acontecera até o final do ano. No decorrer deste trabalho com a população tivemos que elaborar uma lista de espera que foi dividida em: infantil, adolescente e adulto, pois era grande o número de pessoas que procuraram o atendimento.Em relação ao trabalho dos funcionários com a população, durante nossas observações notamos dificuldade no trato com os usuários da UBS, problemas de relacionamento interpessoal na equipe e ainda certa desorganização na rotina e desenvolvimento do trabalho.Através das entrevistas realizadas com os funcionários para falarem do trabalho em geral e do funcionamento do posto, identificamos queixas a respeito da coordenação, em especial em relação à liderança da mesma.Destacou-se também nas entrevistas queixas relativas a uma funcionária, considerada de difícil relacionamento interpessoal em especial por ser muito impositiva. A partir desses dados programaremos uma reunião de devolução com a coordenadora do posto e junto com ela organizaremos uma ou mais reuniões com toda a equipe na tentativa de trabalharmos os pontos de dificuldade levantados. Palavras-chave: Unidade Básica de Saúde, Equipe, Atendimento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 17 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): EDINEI HIDEKI SUZUKI Nome do Orientador: MARIA TEREZINHA MEIRA LOPES MONTEIRO Titulação do Orientador: ESPECIALISTA Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICANÁLISE X MEDICINA: Sobre as Noções de Cura e Tratamento O objetivo deste trabalho é tentar fazer uma comparação entre o discurso da psicanálise e da medicina, respectivamente, enfocando a questão Ética e cientifica. Para a medicina, a cura se dá quando os sintomas desaparecem e a homeostase é retornada para o corpo, retirando assim, o sofrimento físico e mental do paciente. Para a psicanálise a noção de cura e doença gera controversas, pois não existe um ideal de saúde que se objetive alcançar após uma análise. Além disso, o sofrimento adquiri uma outra faceta na teoria psicanalítica. Ele se torna resultado de uma posição subjetiva atrelado a um sintoma que será instrumentalizado para que se possa ter acesso ao conflito inconsciente. De forma antagônica a medicina, a diminuição do sofrimento não está associada ao processo de cura, portanto esta última não assume a forma de um conceito e nem de alvo dentro do seu campo teórico, mas de um ideal vago e nocivo para o próprio andamento do tratamento. Ao se falar de tratamento, outra questão é levantada: qual a direção a ser seguida?Como foi dito anteriormente, na psicanálise não se pretende alcançar um ideal de saúde perdido através da doença, mas fazer com que haja uma transformação de ordem psíquica, para que o sujeito passe a ter mais recursos subjetivos para lidar com a realidade e reconhecer-se como sendo determinado por outra ordem, uma ordem que lhe escapa, que o subverte – a ordem do inconsciente. Na medicina, o oposto é afirmado, e a direção do tratamento é totalmente inversa, induzindo o paciente para que não se responsabilize pela sua doença, atribuindo aos genes e ao ambiente o principal motivo da origem de seu adoecimento.A medicina trabalha somente no Eixo Terapêutico, que consiste em enfocar somente o sintoma e a doença, deixando a subjetividade de ambos de lado – do paciente e do médico. Em contrapartida, a psicanálise trabalha em outro eixo, chamado Eixo Ético. Esta forma de trabalhar não enfatiza o sintoma, mas a subjetividade e a fala do paciente.Como pode ser observado, há inúmeros fatores que fazem a diferença entre psicanálise e medicina. Mas a que circunscreve profundamente os limites entre estes dois campos é a questão metodológica: a medicina com a anátomo-clínica e a psicanálise com a livre-associação, a medicina fazendo suas anamneses classificatórias e a psicanálise com as entrevistas preliminares, a medicina falando e a psicanálise se “calando”.Para finalizar, segundo Moreto não é possível uma troca de bons procedimentos entre psicanálise e medicina, elas apenas fazem uma somação de saberes que andam paralelamente, e nunca uma unificação; e se a psicanálise tentasse ser um segmento da medicina – a medicina com o soma e a psicanálise com o psique -, estaria perdendo uma de suas maiores ferramentas: a escuta, que possibilita ao paciente falar e se reconhecer como sujeito que “falta ser”. Palavras-chave: Psicanálise; Medicina; Tratamento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 18 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Alessandra Marezi,Aline Crivelli,Camila Luporini Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA NÍVEL DE ESTRESSE RELACIONADO Á QUALIDADE DE VIDA EM DUAS MACRO-REGIÕES DE LONDRINA A avaliação do estado de saúde está diretamente relacionada à qualidade de vida, influenciada pela idade, sexo, escolaridade, condição econômica etc. Dessa forma, avaliar as condições de vida e saúde da população, e também o nível de estresse por ela apresentado, permite a implantação de propostas de intervenção, tanto em programas que as auxiliem quanto em políticas sociais gerais, no intuito de promover o seu bem-estar. Sabemos que a cada dia que passa, um número maior de pessoas desenvolve patologias causadas pelo estresse, e além das doenças orgânicas desenvolvidas, o estresse também e causador de problemas emocionais como a depressão, ansiedade, alcoolismo, tabagismo, uso de drogas, etc. Esses problemas interferem drasticamente na qualidade de vida do individuo, e por esse motivo e de extrema importância saber mais sobre o estresse. Algumas pessoas são menos afetadas do que outras, e por isso se faz necessário averiguar se existe forma efetiva de prevenção. Neste estudo tem-se como objetivo mapear a qualidade de vida em relação ao nível de estresse dos moradores acima de 18 anos, residentes na cidade de Londrina-PR a mais de seis meses. Os resultados de uma macro região localizada em área central serão comparados com os resultados de outra macro região sendo esta localizada na periferia da cidade.As dimensões da qualidade de vida apontadas no WHOQOL-100, (instrumento completo com 100 questões) serão do domínio físico, como dor e desconforto, energia e fadiga, sono e repouso, sendo esses domínios de fundamental importância para embasar a pesquisa especifica sobre nível de estresse. Com o resultado, esse instrumento de coleta de dados propiciará a avaliação sobre a satisfação da população de Londrina em relação à sua qualidade de vida, em contra partida através dessas informações obtidas, serão avaliados melhor os dados referentes ao nível de estresse dessa população em geral. A partir dos resultados, serão feitas as comparações necessárias. Palavras-chave: Estresse XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 19 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Cintia Kiyomi Nishi Nome do Orientador: Eliane Belloni Titulação do Orientador: Docente e Mestrado Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICOTERAPIA COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DE FOBIAS GENERALIZADAS O caso refere-se a uma cliente que apresenta fobias, mais especificamente fobia de elevador e sair de casa sozinha. Trata-se de uma adolescente atendida na clínica escola da UNIFIL durante o ano de 2007. O objetivo do trabalho é identificar as possíveis causas do medo da adolescente, auxiliar no enfrentamento do medo e analisar conseqüências do comportamento de ter medo. No caso em questão estes medos tornaram-se freqüentes colocando em risco a vida social da adolescente. Atualmente as pessoas enfrentam uma série de medos que são considerados normais, mas à partir do momento que esse medo começa a se tornar diário e interfere na vida da pessoa isso já se torna um caso preocupante. Durante os atendimentos foram levantados hipóteses sobre as possíveis causas do surgimento das fobias. Dentre as quais, destacase: a adolescente sofreu um episódio de assédio quando voltava do colégio sozinha o que produziu emoções fortes e que ficaram condicionadas; também existem fatores aprendidos pela presença de modelos, a mãe tem medo de elevador, bem como, reações traumáticas do irmão que também ficou preso no elevador. A cliente passou a ter sensações físicas como taquicardia, moleza nas pernas, sudorese e mãos frias e trêmulas. Sabe-se que o tratamento de emoções condicionadas requer não só o descondicionamento como a compreensão do processo físico e emocional envolvido. Assim, como metodologia de trabalho clínico, optou-se por: ensinar a cliente o que ocorria com seu corpo quando algum estímulo sinalizava perigo, bem como os meios de bloquear a ansiedade decorrente desse processo condicionado, a fim de obter controle da situação. Utilizou-se também de técnicas de visualização de ganhos e perdas do não-enfrentamento dos “medos”. Após essas intervenções a adolescente iniciou um enfrentamento dos seus medos e atualmente ela anda na rua e de elevador na presença de amigos e familiares. E ela vai aos lugares que deseja. Com base no que foi realizado nota-se a importância do trabalho do psicólogo, como alternativa de uma melhor qualidade de vida. Palavras-chave: terapia, medo e adolescente XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 20 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Izabel Bazo, Marcela Borges, Maiara Michelato Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A RELAÇÃO ENTRE APARÊNCIA CORPORAL E QUALIDADE DE VIDA Este trabalho possui como tema, A Análise da relação entre aparência corporal e qualidade de vida na cidade de Londrina- PR. Muitos estudos já realizados apresentam resultados positivos sobre a relação da boa aparência corporal com a qualidade do bem estar tanto físico, como também, do bem estar mental e social do indivíduo. E foi a partir disso, que surgiu o interesse de o nosso grupo se aprofundar mais sobre esse tema, através da busca de mais informações e da análise dos resultados da aplicação de instrumento de avaliação da qualidade de vida dos moradores londrinenses. Essa pesquisa tem como objetivo mapear a qualidade de vida dos moradores adultos da cidade de Londrina-PR, aplicando-lhes o instrumento (WHOQOL100, instrumento completo com 100 questões) para a avaliação da qualidade de vida dos moradores adultos da cidade em questão, e assim comprar os resultados obtidos em relação ao domínio aparência corporal entre as diferentes regiões da cidade. Estudam mostram a relação do cuidado com a aparência corporal influencia na qualidade de vida das pessoas, no qual eles se interagem e agem também na saúde das pessoas, pois as pessoas se preocupam cada vez mais em ter uma boa imagem física mas não apenas por questão de aparência, mas também, a ter uma vida saudável. A aparência do corpo exerce grande influência em nossas vidas, afinal, a forma como nos apresentamos para os outros determina a maneira como nos relacionamos, as oportunidades que temos socialmente, as reações e atitudes dos outros para conosco, bem como nossa vida afetiva e profissional. Os sujeitos que foram entrevistados durante a nossa pesquisa, fazem parte de uma amostra composta de 2587 pessoas, sendo que 1241 são do sexo masculino e 1345 do sexo feminino. Essa amostragem respeita o critério de que os sujeitos deverão ser moradores de Londrina no mínimo seis meses e por também serem adultos maiores de 18 anos. Durante a coleta de dados, os sujeitos foram adequadamente informados sobre a finalidade da aplicação do instrumento, sobre a maneira que seria aplicada e sobre o destino dos dados obtidos. Foram informados também de que a participação era voluntária e que em caso de alguma dúvida, poderiam se sentir à vontade para esclarecê-la durante a aplicação do instrumento. Foi solicitada também, a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, cujo qual também era assinado pelo entrevistador. Após a coleta de dados, analisaremos as informações obtidas através das entrevistas realizadas em todas as regiões da cidade, devidamente dividas entre os alunos. O instrumento de avaliação será o formulário WHOQOL-100 XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 21 de qualidade de vida, e a análise de resultados será feita pela utilização do programa SPSS de tratamento estatístico. Palavras-chave: Aparência Corporal, Qualidade de vida,Londrina Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Germano Canavese,Ana Paula Teté de Souza, Natalia Fornarolli, Priscila Toti Nome do Orientador: Marien Abou Chahine Titulação do Orientador: mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA EXPECTATIVAS DA ESCOLA E DESAFIOS DA PSICOLOGIA ESCOLAR O trabalho da Psicologia Escolar consiste em lidar com problemas que ocorram diretamente nas escolas, apresentados por professores, alunos, especialistas em educação, pais e a comunidade em que vivem; seu foco é a relação existente entre todos os envolvidos com e na Instituição, portanto, sua atuação se dá neste espaço inter-relacional. Este trabalho vem sendo desenvolvido num Colégio Estadual do centro de Londrina e desvela os enganos sobre a profissão do Psicólogo Escolar. A proposta inicial foi a de trabalhar em grupo com os alunos e professores conforme possibilidade e interesse dos mesmos. Foram realizadas conversas com a coordenação sobre as demandas do Colégio e, neste primeiro contato, constatamos já uma idéia equivocada sobre o trabalho do psicólogo. As queixas da Instituição foram: uso de drogas, indisciplina e falta de motivação dos alunos. Foi nos solicitado uma intervenção baseada em anotações e gravações das conversas com os alunos para levar à coordenação. A partir disso, fez-se necessário um esclarecimento de qual seria o trabalho da Psicologia na Instituição, deixando claro que o método exigido não seria utilizado. Além disso, a coordenação solicitou a presença de um profissional do Colégio durante os trabalhos com os grupos, porém com o objetivo de manter a autonomia, assegurar o sigilo, a liberdade de expressão e a espontaneidade durante os encontros, pontuam que não seria possível realizar o trabalho desta forma, sendo necessário a intervenção da supervisora de estágio com a coordenação para assegurar que somente as estagiárias estariam em sala. Aceita nossa proposta, demos seguimento ao trabalho, aplicando instrumento investigativo sobre o interesse em participar dos grupos, sobre as relações na instituição, dificuldades e temas de interesse para serem debatidos nos encontros. Os temas sugeridos pelos alunos foram: violência, droga, sexualidade e carreira profissional. Desta forma, elaboramos o projeto, que propôs a formação de grupos de discussão, nos apoiando na teoria construtivista da educação, cujo pilar assenta sobre a postura de igualdade de relação entre educadores e educandos na construção do conhecimento, pois a construção do saber ocorre através da valorização da história de vida das pessoas e sua bagagem sócio-cultural. Através da utilização de dinâmicas, música e teatro disparamos o surgimento de conceitos geradores para promoção de reflexões e discussão dos temas. Desde o primeiro encontro XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 22 enfrentamos problemas como: falta de planejamento do Colégio em promover a atividade, que engloba falta de local definido para execução, falta de conhecimento por parte dos professores sobre o trabalho, atraso dos alunos ocasionado pelo déficit de comunicação, que denunciam a dificuldade da Instituição em aceitar a proposta porque não correspondeu a expectativa. Apesar disso, boa parte dos alunos demonstraram interesse e envolvimento no trabalho, que foi pautado na valorização do conhecimento e autonomia deles próprios em todos os momentos do trabalho. Novamente encontramos dificuldade na manutenção da proposta, sendo necessária outra intervenção da supervisora. A partir disto percebemos que a visão do Psicólogo nessa instituição é a do profissional clínico, que deveria tratar do “aluno problema”, presumindo que a dificuldade está apenas no aluno e não na relação institucional e, ainda, numa relação de controle sobre os envolvidos no processo de educação, revelando relações de poder onde o saber é transmitido de uma forma hierárquica e não pautado numa troca em que valoriza a emancipação do sujeito através da relação educacional. Com isto cabe a reflexão: qual o papel dos psicólogos nas Instituições Escolares em contraponto às concepções e expectativas das Instituições? Quais os desafios da Psicologia diante destas constatações? Palavras-chave: Psicologia Escolar, Expectativas, Desafios. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Eloísa Dib, Gabriela Cuani, Juliana Fiorim Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA CONSEQÜÊNCIAS PSICOLÓGICAS EM FAMÍLIAS COM PORTADORES DE SÍNDROME DE DOWN Com o tema “Família e a aceitação de um filho com Síndrome de Down” temos o interesse de centrar este estudo na investigação da reação sentimental dos pais perante o diagnóstico da Síndrome de Down. Atualmente no Brasil temos muitos casos da doença, e na maioria das vezes os médicos não visam à aceitação dos pais em primeiro lugar e sim da inclusão social, equivoco que pode implicar em conseqüências no futuro desenvolvimento do bebê. Não é difícil imaginar que na maioria das vezes este momento tão delicado e importante acabe se tornando um fator de frustração e tensão, alem de uma desestruturação familiar. Os sentimentos dos pais podem variar, mas na maioria das vezes são de luto, choque, rejeição, desamparo, culpa, insegurança, revolta, negação, raiva, vergonha, medo, entre outros que podem promover uma desordem psicologia. Desta forma, para que essas reações sejam um pouco amenizadas, porque jamais serão realmente indolores, recomenda-se que o profissional que dará a noticia tenha uma preparo especifico para esse momento, o que justifica a importância do projeto de pesquisa, e o porquê da escolha de tal tema. O especialista para ter uma XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 23 posição centrada, objetiva, carinhosa, paciente, alem de saber escolher o ambiente mais adequado e uma linguagem tranqüila para explicar o diagnostico aos pais, deve compreender bem os sentimentos que os envolvem quando descobrem que terão um filho com síndrome de Down, assim temos como objetivos na pesquisa descrever a reação dos pais no exato momento da noticia, avaliar a reação familiar após a chegada do bebê com Down, ainda identificar o porquê da desestrutura familiar em cada caso especifico, e reação dos pais com o preconceito deles mesmos e da sociedade com a criança Down. Até porque a forma como é dada a noticia estabelece relação direta entre os pais e o bebê, o que será fundamental para o desenvolvimento geral dessa criança. Palavras-chave: Sindrome de Down, família, preconceito Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Francisco Ferreira de Camargo Fernandes, Kley Anderson de Moraes, Letícia Küster, Guilherme Machado Borges Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICOPATOLOGIA E LITERATURA Durante todas as eras da historia da civilização, a humanidade se apoiou sobre a literatura como forma de expressão, não só de cultura, mas como uma forma de viabilização de conflitos interiores, individuais e particulares de cada ser humano. Junto com o desenvolvimento da civilização humana por assim dizer vieram à descoberta e os estudos adjacentes da área das psicopatologias, uma vez que desde o começo da exploração cientifica, a mente e tudo aquilo que a aflige é motivo de pesquisa e curiosidade. Mas junto com essa evolução nesse campo, veio às dificuldades de como, por exemplo, exemplificar uma patologia para um estudante de Psicologia ou até mesmo da comunidade como um todo. Uma das soluções é justamente se aproveitar de um novo olhar sobre a problemática, característico da literatura, ou seja, uma fácil absorção do leitor, do estudante sobre o tema em questão, facilitando sua compreensão através de um modo de fácil explicação, concreto, porém sutil, típico das artes. Para deixar a sintomatologia, e características adjacentes das psicopatologias mais palpáveis a um estudante ou a um leigo, é fazer uma comparação entre a expressão sintomatológica mental de um paciente e a livre expressão artística de um autor, ou seja, uma comparação didática, clara e objetiva de patologias complexas de um modo acessível a toda uma gama de pessoas que não aquele círculo fechado dos psiquiatras. Pretendemos com este trabalho a comparação de uma obra, “O Médico e o Monstro” de Robert Louis Stevenson, de 1886 com o Transtorno Bipolar, porém esse tipo de trabalho é e pode ser amplamente utilizado para outros livros, em outras patologias em outros contextos de análise. Portanto o estudo de um caso literário por assim dizer é de fundamental importância na formação de um profissional antes dele XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 24 ingressar seu serviço junto de casos reais, complexos que envolvem uma responsabilidade e uma habilidade pratica mais significativa. Palavras-chave: Psicopatologia, Trastotno Bipolar, Literatura Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Bruna Bernardelli Silva Ribas, Gustavo Almodin de Lima, Marcelle Delmasquio Carleto, Welington Adriano Grisante Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA Experiência de estágio no CAPS III O presente trabalho diz respeito à experiência vivida por quatro estagiários do quinto ano do curso de Psicologia da UniFil no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III) da cidade de Londrina-PR. Estes centros oferecem um serviço extrahospitalar de assistência pública, estatal ou contratada aos problemas de saúde mental, individual e coletiva. O CAPS tem como objetivos principais tratar transtornos psicogênicos e/ou organogênicos, reconhecidos clinicamente sob a forma de doença mental; oferecer contenção para crises psicológico/psiquiátricas; prevenir hospitalismo, desamparo e outras formas de alheiamento e garantir permanência de vínculos sociais. No início do estágio, nos foi proposto que fizéssemos observação para conhecermos o funcionamento da instituição. A partir daí, fomos percebendo aos poucos que o trabalho que parecia não ter falhas na teoria, não funcionava da mesma maneira na prática. Nas quintas-feiras, que era o dia da semana em que estávamos presentes, as atividades realizadas na instituição eram oficina de artesanato e oficina da beleza. Essas atividades pareciam estar na função de preencher o tempo dos pacientes, o que na nossa visão, não seria o mais indicado, já que para isso não seria necessário que eles estivessem freqüentando uma instituição especializada. Os papéis de cada membro da equipe pareciam não estar bem definidos para os pacientes; a assistente social era também cabeleireira, a psicóloga muitas vezes era manicure, etc. O que nos fez perceber este fato foi que durante um certo encontro, a assistente social, que no momento estava desempenhando a função de cabeleireira, pediu para que os pacientes falassem qual era sua real função na equipe e eles não conseguiram responder. Após um período de aproximadamente três meses de observação, montamos um grupo operativo, com o objetivo de proporcionar um espaço para que os pacientes pudessem expressar seus pensamentos e sentimentos acerca de qualquer assunto escolhido pelos mesmos. A teoria e técnica de grupos operativos foi desenvolvida por Enrique Pichon- Rivière (1907-1977), médico psiquiatra e psicanalista de origem suíça. Para o autor, grupo operativo consiste numa técnica de trabalho com grupos, cujo objetivo é promover, de forma econômica, um processo de aprendizagem. Aprender em grupo significa uma leitura crítica da realidade, uma apropriação ativa desta realidade. Os grupos eram realizados uma vez por semana, com XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 25 duração de uma hora e participação de uma média de dez a quinze pessoas. Os principais temas propostos foram: preconceito; medicação; aceitação da doença por parte tanto deles mesmos quanto da família e sociedade; trabalho; surtos, dentre outros. Cada semana o grupo era coordenado por um dos quatro alunos, por meio de revezamento. Este coordenador tinha como funções principais abrir o grupo com uma apresentação de todos e uma contextualização temporal (dia do mês, da semana, etc); tentar articular as falas dos pacientes, de maneira a incluir o maior número deles nas discussões e realizar o fechamento do grupo relembrando o que havia sido discutido. A experiência tem satisfatória, pois houve adesão por parte dos pacientes e os temas e discussões levantados têm sido uma contribuição muito importante, tanto para a nossa formação, quanto para uma facilitação do discurso daqueles sujeitos. Palavras-chave: saúde mental, psicanálise, grupo operativo Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Maria Fernanda Vasques Cintra, Martina Oliveira, Evelynes Belasque Nome do Orientador: Isabel de Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO E AS RELAÇÕES SOCIAIS DO PACIENTE O TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV) entre os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob forma de alterações do comportamento (rituais, ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como duvidas, preocupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, depressão). Doença mental grave por vários motivos: está entre as dez maiores causas de incapacitação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde; acomete principalmente indivíduos jovens, e muitas vezes, começa ainda na infância; seu curso geralmente é crônico, e se não trato se mantém por toda vida. Tendem a um agravamento progressivo, podendo incapacitar os portadores para o trabalho e acarretar sérias limitações às convivências, além de submetê-los a um grande e permanente sofrimento. Portanto, nosso trabalho pretende explorar o TOC e suas conseqüências nas relações sociais do paciente. Palavras-chave: TOC, doença mental, rituais XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 26 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): José Renato M. Garcia, Lívia Gabriela S. Massabki, Marina Tropia F. Carioba Arnt Nome do Orientador: Marcos Garcia Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFIl Curso para apresentação: PSICOLOGIA EFEITO DA HISTÓRIA DE VARIAÇÃO DA RESPOSTA DE ESPERAR: UMA PROPOSTA PARA O ESTUDO DA VARIABILIDADE COMPORTAMENTAL. A variação do comportamento é uma característica importante na história da evolução ontogenética. Não havendo variação, as chances de sobrevivência de uma classe de resposta é limitada. Tendo como base de questionamento a sobrevivência de uma classe de resposta diante de mudanças nas contingências de reforçamento, a presente pesquisa verificou se uma história de variação do tempo entre respostas em esquema de reforçamento diferencial de baixa taxa de resposta (DRL) produziu variação de respostas de espera quando expostas à contingências de extinção. O presente artigo pretende responder a seguinte questão: um sujeito que é submetido a treinos em esquema de reforçamento de baixas taxas de reforço, quando comparado a outro sujeito submetido a um único esquema de baixa taxa, e ambos expostos a um teste em extinção, qual dos dois apresentará maior variabilidade de tempo entre respostas? Participaram desta pesquisa duas alunas universitárias, esclarecidas sobre o procedimento de pesquisa e voluntárias. Foi utilizado um software PROGREF v 3.1 (Costa & Banaco, 2000). Os sujeitos foram divididos aleatoriamente em duas condições de pesquisa. Em uma das condições o sujeito pressionava uma tecla no computador, submetida a seguinte seqüência: DRL- 5 , 10 e 15 segundos. Para o sujeito S1 o tempo de espera entre as respostas foi modificado sempre que ele atingia o índice de acerto maior ou igual a 80% em cada DRL. Na outra condição o segundo aluno foi submetido ao esquema DRL 10. O número de sessões em que ambos foram submetidos foi determinado pelo sujeito S1, o qual deveria passar por três etapas distintas e com isso um maior número de sessões. Em ambas as condições os sujeitos participaram de sessões que duravam 10 minutos cada. Ao final da etapa de treino cada sujeito foi submetido a duas sessões de extinção nas quais foi possível verificar que aquele que foi submetido a treinos variados (S1) obteve um intervalo médio de tempo entre respostas (IRT) maior que aquele que foi submetido somente ao esquema único DRL-10. O sujeito S2 durante as sessões de extinção apresentou o mesmo padrão de variação, tanto em relação ao número total de clicks no mouse quanto na variação de IRT, enquanto S1 aumentou em 28% o número de clicks no mouse de uma sessão para outra. Palavras-chave: Variabilidade; História Comportamental; Diferencial de Baixa Taxa de Resposta Reforçamento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 27 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Blandina Vanzella Canesin Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA Anorexia e Bulimia: uma visão psicanalítica. Certamente, o grande numero de pessoas que hoje em dia são diagnosticas com anorexia e/ou bulimia chama a atenção. Durante muito tempo o tratamento era baseado apenas nos comportamentos dos pacientes, porém o tratamento, na grande maioria das vezes, fracassava. Hoje em dia espera-se que haja um conhecimento sobre a origem destes comportamentos e sobre o funcionamento psíquico que os abrange. Este trabalho tem como objetivo mostrar como a psicanálise, através da evolução de sua teoria, compreende os transtornos alimentares, contrapondo os critérios de diagnóstico do DSM-IV. Segundo este manual há algumas características que o paciente deve possuir para ser diagnosticado com anorexia ou bulimia, quando este não se enquadra em todos os critérios acaba ficando sem o diagnóstico, porém continua vivendo com seus sintomas e seu sofrimento. Para a psicanálise os estudos sobre a anorexia estão relacionados com a patologia do Ego, ou seja, na problemática na passagem pelo estádio do espelho e com relação à bulimia os estudos estão voltados para as particularidades da análise do narcisismo e para a modalidade da relação com o objeto. Os transtornos alimentares mostram um movimento específico das relações e dos investimentos. Através da observação dos comportamentos das pacientes é possível mostrar a ação de dupla de opostos, não há uma anoréxia que não tema tornar-se bulímica. Entende-se que o transtorno de comportamento alimentar é a expressão das dificuldades psíquicas que os sujeitos encontram. A bulimia e a anorexia tanto podem ser características de um funcionamento psíquico problemático, como também podem se assemelhar às adições. O transtorno alimentar representa um substituto objetal, cuja perda poderá fazer com que o indivíduo não se sustente, ou seja, se desvaneça Através da contribuição da psicanálise para o entendimento do transtorno de comportamento alimentar acredita-se ser possível uma maior compreensão do sofrimento pelo qual os pacientes passam e uma proposta de tratamento que contemple as raízes da questão. Palavras-chave: Anorexia, Bulimia, Psicanálise XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 28 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): livia maria loureiro fortes Nome do Orientador: zeila c. f. torezan Titulação do Orientador: doutoranda Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA MUITO ALÉM DE UM NOME... Pretende-se falar com esse trabalho de uma questão muito mais profunda do apenas gênero, uma questão primordial como base para saúde mental da sociedade e que no individual pode sujeitar o sujeito as dúvidas cruéis sobre sua normalidade e até sobre sua sexualidade. Uma questão fundante da própria cultura, a função do pai.A relação mãe bebê sempre foi estudada e valorizada pela cultura de modo geral. Há compêndios sobre a função da mãe e como ser uma boa mãe! Porém, sobre o pai, parece que se demorou um pouco para a cultura compreendesse que vai além da questão provedor de necessidades básicas. E, que há diferentes representações de pai.Pode ser que devido a intensa dependência do bebê por sua mãe nos primeiros tempos de vida, que tal função tenha sido tão discutida, porem não menos importante é a papel do pai que está ali margeando essa relação e tentando a qualquer oportunidade entrar e constituir o tripé inicial da sociedade.A mãe enquanto função geradora e a posteriori cuidadora vai sendo um guia mediador da criança com o meio. Desta forma prevalece o desejo da mãe sobre o desejo da criança no movimento dessa díade. O pai manifesta-se enquanto o outro que interfere e que chacoalha essa relação. O pai vai assinalando o que a mãe transmitiu e introduz regras no vínculo inicial da criança com a mãe, da criança com o meio. Essas regras irão na medida do possível se transformando em leis que regerão o caráter e as identificações do futuro jovem humano.A função materna e paterna caminham muito além de apenas representações sociais; são fundamentalmente necessárias para garantir a condição humana, individual, simbólica e pensante. Mais ainda a função do pai, convocado, convoca o simbólico.Ao desdobrarmos o tema função paterna, faz-se necessário a compreensão de três possibilidades de registro para esse pai do ponto de vista psicanalítico, um pai real, simbólico e imaginário. Palavras-chave: função paterna, função materna e psicanálise XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 29 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Souza Righetti Nome do Orientador: Zeila Facci Torizan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA O CONCEITO DA CONTRATRANSFERÊNCIA E SUAS DIFERENTES CONOTAÇÕES Este trabalho pretende apresentar a proposta de um estudo sobre o conceito de contratransferência, que assim como o de transferência é muitas vezes empregado num sentido excessivamente geral, para descrever o conjunto dos sentimentos e atitudes do analista para com seu paciente. O objetivo deste presente trabalho não é defender nenhuma das abordagens e técnicas, mas sim desenvolver e apresentar a origem e aplicações do conceito de contratransferência. A primeira menção que foi feita ao fenômeno da contratransferência,coube a Freud (1910), em “As perspectivas futuras da terapia psicanalítica”. Nesse trabalho, Freud introduziu sua idéia acerca da contratransferência como uma forma de oferecer conselhos técnicos a médicos não-analisados, que praticavam a psicanálise. Freud foi movido pela sua esperança de que assim se pudesse reduzir o perigo da participação emocional e o acting-out dos terapeutas, especificamente, os de envolvimento erotizado, pois ele sabia de casos de envolvimentos incestuosos com pacientes e tinha o receio de que o mesmo pudesse acontecer com os demais analistas. O conceito de contratransferência, desde o início, teve dupla conotação: por um lado, era visto como o aparecimento dos conflitos neuróticos do analista, uma reação inconsciente à influência do paciente; e, por outro, como um instrumento através do qual o analista poderia reconstruir o inconsciente do paciente. Atualmente, os psicanalistas concebem a contratransferência sobre três aspectos: um obstáculo, um instrumento técnico e um campo analítico. Como um obstáculo, a contratransferência estaria a serviço da resistência, no sentido de dificultar a relação terapêutica. Por outro lado, ela pode servir de instrumento técnico para o analista como um meio de compreender um primitivo modo de comunicação não-verbal, que pode estar sendo usando durante a sessão. Esse instrumento pode servir para reconstruir o inconsciente do paciente e também para guiar o analista durante o tratamento. E por fim, o campo analítico é o lugar onde o paciente pode reviver as experiências emocionais anteriores. Além desses três aspectos, os sentimentos contratransferenciais despertados poderão influenciar, significativamente, no conteúdo e na forma que o analista irá exercer sua atividade interpretativa. Palavras-chave: Contratransferência XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 30 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Anthonia Campos, Cíntia Nishi, Juliana Sanches, Larissa Muller, Marcela Almeida Senedesi Nome do Orientador: Solange Mezzaroba Titulação do Orientador: Professora Doutora Instituição: Centro Universitário Filadélfia - UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA ANALISE DAS DIFICULDADES ENCONTRADAS NOS ATENDIMENTOS CLÍNICOS A partir das mudanças nos papéis familiares, fato inevitável diante da crescente incorporação da mulher ao mercado de trabalho e da possibilidade de contracepção cada vez mais segura, evidenciam-se o conflito na família moderna, de um lado, a afirmação da individualidade, uma possibilidade do mundo contemporâneo, em que a tradição vem sendo abandonada como em nenhuma época da história. E de outro o respeito às obrigações e às responsabilidades próprias dos vínculos familiares (Sarti,2007). Essa nova dinâmica familiar trouxe consigo alguns problemas de relacionamento. Os pais cada vez mais ocupados com os inúmeros trabalhos para manter a casa, acabam deixando um pouco de lado, ou deixando a cargo de terceiros as responsabilidades para com os filhos e os compromissos familiares. Diante desta nova demanda abre-se um campo de atuação do psicólogo – Terapia familiar. Esta modalidade de atendimento visa identificar o conflito, atuando como um mediador ou facilitador no relacionamento entre os membros para que estes consigam fazer uma análise dos seus próprios comportamentos, tanto individual quanto familiar. No entanto, apesar de importante e necessário em nossa prática nos deparamos com algumas dificuldades com este tipo de atendimento. Entre elas destacamos: a falta de informação do serviço, muitas famílias não têm conhecimento deste tipo de atendimento o que pode acabar dificultando a procura; a disponibilidade de horário comum entre os membros da família. A família muitas vezes não está bem, necessita de ajuda, busca o serviço, mas coloca uma série de empecilhos quanto a horários e etc. Observamos que quem procura ajuda é geralmente que está mais “incomodado”, os outros acabam sendo resistentes, pois julgam não precisar, colocando a culpa da problemática familiar no outro. A maior participação neste tipo de tratamento foi das mães, geralmente com problemas de relacionamento tanto conjugal quanto parental chegam ao limite e pedem ajuda, o que não é comum acontecer com o sexo masculino, que mesmo precisando de ajuda não chega a buscar o serviço. Inúmeros foram os problemas encontrados nos atendimentos a este tipo de população. A teoria da análise do comportamento nos permite pensar numa intervenção familiar com algo primordial, visto que, muitos dos comportamentos de um indivíduo são mantidos na relação com os outros membros da família. Dessa forma, se faz necessário o trabalho com todos não apenas com parte do sistema para identificação de algumas das variáveis presentes nas relações familiares para auxiliar tanto a família quanto o profissional na condução do processo XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 31 terapêutico. O que podemos observar é que há uma necessidade, mas que há pouca participação e envolvimento pelos membros. Palavras-chave: Dificuldades; Família; Comportamento Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Cássia Carolina, Soyla Pinto Nome do Orientador: Izabel Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA EFEITOS COLATERAIS NO USO DE ANABOLIZANTES Pesquisa sobre os efeitos e conseqüências causados pelo uso de anabolizantes.Uma pesquisa bibliográfica que busca identificar os efeitos que as principais drogas anabólicas causam no corpo e no psicológico de um individuo e identificar os perigos na utilização das drogas anabólicas. O procedimento de coleta de dados foi através de pesquisas bibliográficas, utilizando livros, revistas e internet. O interesse em realizar um trabalho com este assunto surgiu pelo fato de ser um tema muito polêmico e que poucas pessoas tem acesso e conhecimento a respeito. O intuito desse trabalho é procurar mostrar a realidade sobre o uso de anabolizantes e suas conseqüências no físico e no mental de uma pessoa, deixando de lado os preconceitos e tabus existentes em torno do assunto. Os efeitos colaterais do uso da droga é uma preucupacao atual, podendo ter vários efeitos, e cada pessoa responde de uma maneira ao efeito da droga. Existem tanto efeitos que não são ameaçadores a vida quanto efeitos muito perigosos que podem levar a morte e suas conseqüências não devem ser ignoradas. Calvície e acne são efeitos que não são considerados graves, pois eles não são ameaçadores a vida, porém podem ser psicologicamente preocupantes.Existem efeitos que atingem diretamente o psicológico do individuo, tais como comportamentos agressivos, estresse, mau humor, ansiedade, insônia entre esses outros. O comportamento agressivo é algo preocupante quando se trata do uso de anabolizantes, considerado por alguns especialistas, o pior dos efeitos causados pelo uso dos esteróides anabólicos. Os homens em geral são normalmente mais agressivos do que as mulheres, devido a presença de maior quantidade de testosterona. Por outro lado, a agressividade é considerada algo positivo para os atletas durante o momento de treino. A agressividade passa a ser um comportamento preocupante quando o atleta não tem controle sobre si, e assim tem problemas no convívio social. Palavras-chave: Anabolizantes XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 32 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Evelyn Paschoal, Larissa Bergamaschi, Nathália Aguiar, Thiago Vizintim Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PENSAR, APRENDER, MÉMORIA E CONCENTRAÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA A temática da pesquisa foi o desenvolvimento de um estudo sobre a qualidade de vida da população de Londrina, segundo o domínio Psicológico, mais especificamente – pensar, aprender, memória e concentração.Surgiu com o objetivo de avaliar o desenvolvimento nessas áreas da população de Londrina, com o intuito de conhecer o nível do desenvolvimento a que a população está submetida. A saúde é definida como um estado de bem estar físico, mental e social.A pesquisa permitiu aos discentes do curso de Psicologia envolvimento direto com as problemáticas da população de Londrina, despertando assim interesse em pesquisar e intervir em questões de cunho social da região.Qualidade de vida é um conceito abrangente e prático. Durante alguns anos qualidade de vida era considerada como um estado de bem-estar físico. Considera-se o componente psicológico com um peso igual, assim como o aspecto social.Aprender: é aumentar o cabedal de recursos de que dispomos para enfrentar os problemas que nos apresenta a vida cultural. Aprender é aumentar nosso capital de conhecimento. Sem dúvida a qualidade de vida interfere muito no desempenho que cada um tem no aprendizado, uma pessoa que não consegue desenvolver suas habilidades e capacidades, sofre por essa carência de aprendizagem, pois atualmente quem desenvolve melhor suas habilidades é que tem mais chances de evoluir em sua vida social e pessoal. É importante o estímulo aos estudos, a sempre buscar novas informações, a se dedicar, mas para isso é necessário haver recursos tanto físicos como sociais, nem todos temos o privilégio de ter as mesmas oportunidades, muitos não conseguem concluir seus estudos por questões financeiras.Pensar: o pensamento é que comanda cada um de nós, é através dele que conseguimos nos enxergar, nos desenvolver. O ato de pensar é próprio da natureza humana. A qualidade de vida depende muito do pensar, do como cada um encara a vida, o poder do pensamento é muito grande, ele motiva as pessoas, as estimula quando é bem empregado, porém, alguém que não tem um pensamento bem desenvolvido enfrenta muitas dificuldades, sua aprendizagem muitas vezes é comprometida. É importante a motivação do pensar, do ler, aprender, de se desenvolver, evoluir.Memória: é a capacidade de reter, recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis. Ela surge como um processo de retenção de informações no qual nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos. O estilo de vida adotado pelas pessoas, pode vir a afetar sua capacidade de memória. A memória é parte do nosso funcionamento físico e mental. A maioria das pessoas queixamse de cansaço ou fadiga, a fadiga decorre da privação de sono e do excesso XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 33 de trabalho físico ou mental. Para melhorar a nossa memória devemos estimular nossas percepções, noções espaciais, habilidades lógicas e verbais. Concentração: tem a ver como foco, é a forma de silenciar nosso interior e encontrar, em nós mesmos, coesão para desenvolvermos nossos objetivos. A qualidade de vida é a percepção do indivíduo quanto a sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores em que vive, levando em conta suas metas, suas expectativas, seus padrões e suas preocupações. Ela é afetada pela interpretação entre saúde, o estado mental, a espiritualidade, os relacionamentos do individuo e os elementos do ambiente. O aprendizado é prejudicado quando o individuo não consegue se concentrar. Palavras-chave: qualidade de vida; pensar; aprender; memória, concentração Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Isabella Borghesi Nome do Orientador: Zeila Torezan Titulação do Orientador: professora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA O RECALQUE O presente trabalho propõe falar sobre o Recalque (Verdrängung), este conceito segundo Freud " é a pedra angular sobre a qual repousa toda a estrutura da psicanálise'. O recalque é definido como um mecanismo que estabelece uma clivagem entre o consciente e inconsciente. A essência de seu processo consiste no fato de afastar determinada representação do consciente que se manifesta e cuja satisfação geraria desprazer, defesa relacionada com a censura e exercida pelo ego. O objeto do recalque não é a pulsãopropriamente dita, mas seus representantes como o representante ideativo e o afeto, onde o recalque produz uma ruptura entre o afeto e a idéia a que ele pertence, o afeto pode ser inibido mas não recalcado, pois não existe afeto inconsciente. Algum conteúdo pode ter sido recalcado, mas permanece junto ao sujeito, pressionando pelo retorno e exigindo a mobilização de esforço para mantê-lo afastado. Este trabalho também abordará o processo de instalação deste mecanismo, assim como a diferenciação entre recalque originário, o recalque propriamente dito e o retorno do recalcado, através das proposições a releitura de Freud e Garcia-Roza. Palavras-chave: recalque, inconsciente, censura XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 34 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Cintia Kiyomi Nishi Nome do Orientador: Solange Mezzaroba Titulação do Orientador: Professora Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PRÁTICAS FAMILIARES NA ATUALIDADE: EDUCAÇÃO DOS FILHOS. Atualmente as relações familiares são diferentes de antigamente. Hoje os pais e mães trabalham e apresentam dupla jornada, ou seja, trabalho e cuidado com os filhos. O atendimento realizado no clínica escola de psicologia da Unifil, foi de uma mãe com dificuldades na educação de seu filho. O objetivo do trabalho foi identificar as dificuldades sentidas pela mãe na educação do filho, analisar a educação da mãe em relação ao filho, discutir as práticas educativas pertinentes ao contexto familiar e escolar e acolher a mãe em suas dificuldades diárias. A criança apresentava birra, tinha dificuldades na realização da tarefa escolar. O pai desautorizava a mãe na frente da criança o que contribuía para que a criança não respeitasse a mãe.Atualmente o pai encontrava-se fora do país.A criança freqüenta a casa das avós e muitas vezes elas interferiam na educação do filho. A mãe não disponibilizava um tempo para brincar com a criança. A rotina dela era de manhã levar a criança na casa de uma das avós e ir trabalhar, as 18:00 hrs ela buscava a criança na escola e ia para a casa. Ao chegar na casa cuidava dos afazeres domésticos enquanto o filho fazia a tarefa e depois iam dormir.Em conseqüência destes fatores a criança não obedecia as ordens impostas e segundo a mãe não tinham limites. A partir deste levantamento inicial passou-se às orientações em relação às dificuldades relatadas pela mãe.Tais como: estabelecer regras junto com a criança e mantêlas, organizar os horários, tanto para as tarefas como para brincadeiras, horário de atividades juntos – mãe e filho, orientação para as avós, visando falarem a mesma linguagem, em relação à educação dos filhos, entre outras. A mãe deveria dar atenção ao filho quando este não estivesse fazendo birras. Quanto a refazer tarefa foi feito um painel para que a mãe reforçasse o comportamento da criança de refazer a tarefa. No cartaz ela colocaria um papel escrito parabéns e dava uma figurinha para a criança. Durante quinze dias, ela fazeria diariamente após cada cinco dias, depois a cada uma semana, depois a cada quinze dias e depois a cada um mês até a mãe perceber que não havia mais necessidade de estar reforçando o comportamento e a criança refazer sem reclamar. Após a mãe iniciar as orientações da terapeuta ela sentiu que houve mudanças na relação com o filho, sentia se mais segura e confiante em relação ao filho. E os comportamentos do filho que ela considerava inadequado mudaram após ela reforçar os adequados. De acordo com o trabalho realizado nota-se que atualmente os pais devido a rotina diária do serviço tem dificuldade em relação a educação dos filhos e na maioria das vezes eles estão cansados e acabam esquecendo dos filhos. Apenas nos momentos que eles estão se comportando inadequadamente é que percebem que eles existem e acabam não controlando a situação. Palavras-chave: família, educação e relações XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 35 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Paula Pereira Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PROJETO DE ESTÁGIO II: PSICANÁLISE NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE. Este texto apresenta nosso trabalho exercido em uma Unidade Básica de Saúde, a partir da disciplina Estágio de Formação II. Inicialmente elaboramos um pequeno projeto de atuação na Unidade, a partir da demanda inicial apresentada pela coordenadora do posto. Esta demanda incluía um pedido de observação e analise do funcionamento do trabalho no posto, em especial das relações de trabalho e da relação dos funcionários com população atendida pela UBS. A partir de nossa presença semanal no posto, passamos a observar o funcionamento geral da unidade, a interação com pacientes e as relações de trabalho e também a realizarmos entrevistas individuais com os funcionários do posto, surgiu também à demanda para atendimento individual da população através de encaminhamentos das atendentes e pedidos da própria população. Assim iniciamos um ambulatório semanal de atendimentos individuais, atendemos em media seis (6) pacientes por semana, que acontecera até o final do ano. No decorrer deste trabalho com a população tivemos que elaborar uma lista de espera que foi dividida em: infantil, adolescente e adulto, pois era grande o número de pessoas que procuraram o atendimento.Em relação ao trabalho dos funcionários com a população, durante nossas observações notamos dificuldade no trato com os usuários da UBS, problemas de relacionamento interpessoal na equipe e ainda certa desorganização na rotina e desenvolvimento do trabalho.Através das entrevistas realizadas com os funcionários para falarem do trabalho em geral e do funcionamento do posto, identificamos queixas a respeito da coordenação, em especial em relação à liderança da mesma.Destacou-se também nas entrevistas queixas relativas a uma funcionária, considerada de difícil relacionamento interpessoal em especial por ser muito impositiva. A partir desses dados programaremos uma reunião de devolução com a coordenadora do posto e junto com ela organizaremos uma ou mais reuniões com toda a equipe na tentativa de trabalharmos os pontos de dificuldade levantados. Palavras-chave: Unidade Básica de Saúde, Equipe, Atendimento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 36 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Paula Pereira Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA FANTASIA: MOMENTO EM QUE SE DA A OPERAÇÃO DO RECALQUE. O presente trabalho objetiva apresentar o conceito de fantasia o qual se refere ao momento em que o desejo se organiza, lembrando que é a partir da relação com o Outro que o sujeito vai se constituindo.Freud desenvolve vários artigos, em que aborda o conceito de fantasia em suas diversas manifestações, como a relação do sintoma e o ataque histérico, as teorias sexuais infantis e a criação literária.A fantasia é grafada na teoria lacaniana, como $ ◊ a, o que é chamado de matema que fala da articulação do sujeito com o objeto pulsional. Este matema evidencia que o sujeito ($) não tem uma relação direta com o objeto pulsional (a), já que o que separa estes dois é a fantasia. Sendo assim, a lógica da fantasia baseia-se na relação do sujeito com o Outro se deparando com o vazio.Como descrito acima, a fantasia se interpõe entre e o sujeito e a pulsão. É por meio dessa pulsão que visa satisfazer a demanda do Outro, implicando na extensão do desejo deste Outro, remetendo-a uma falta. Isso se dá na relação inicial mãe – bebê, circuito pulsional, no qual a criança se aliena no objeto de desejo da mãe, em que se dará a fantasia.É no decorrer da operação do Recalque Originário que a fantasia começa a se organizar para responder ao desejo do Outro.Conclui-se então que a fantasia é a forma que o ser falante lida com o desejo do Outro, já que esta se impõe como uma forma de estruturar a realidade e de montar uma barreira de alienação a este desejo, assim como condição de gozo. Nessa cena fantasmática o desejo não é preenchido, mas sim constituído que são indicados, esses objetos de desejo são indicados pela própria fantasia. Palavras-chave: Falta, Recalque, Pulsão, Sujeito Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Lívia Salvioni, Kemelly Youssef, Patrícia Estima Nome do Orientador: Ana Maria M. de Souza Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE E QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA-PR. Este trabalho tem como tema A Análise da relação entre espiritualidade e qualidade de vida na cidade de Londrina-PR. Muitos estudos já realizados apresentam resultados positivos sobre a relação da fé com a melhor qualidade XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 37 do bem estar físico, mental e social do indivíduo. A partir disso, surgiu o interesse de nos aprofundarmos mais sobre esse assunto, buscando mais informações e analisando resultados da aplicação de instrumento de avaliação da qualidade de vida do cidadão londrinense. O objetivo desta pesquisa é mapear a qualidade de vida dos moradores adultos da cidade de Londrina-PR, aplicando o instrumento (WHOQOL-100, instrumento completo com 100 questões) para a avaliação da qualidade de vida em moradores adultos da cidade de Londrina, e então comparar os resultados obtidos em relação ao domínio espiritualidade entre diferentes regiões da cidade. Estudos mostram que rezar pode ajudar a aliviar a ansiedade, melhorar depressão, aumentar o sucesso de fertilização in vitro, melhorar o curso clínico de doenças crônicas, auxiliar na recuperação de pacientes com dependência química, ou seja, o ato de rezar e ter fé melhora a saúde do indivíduo, e esta está extremamente ligada com a qualidade de vida. Sendo assim, podemos levantar a hipótese de que a espiritualidade tem influência na qualidade de vida de um indivíduo. Os sujeitos que foram entrevistados, em nossa pesquisa, compõem uma amostra composta de 2587 pessoas, sendo que 1241 são do sexo masculino e 1345 do sexo feminino. Esta amostragem respeita o seguinte critério: os sujeitos deverão ser moradores de Londrina no mínimo há 6 meses e deverão ser adultos maiores de 18 anos. Os sujeitos, na coleta de dados, foram adequadamente informados sobre os objetivos da aplicação do instrumento, sobre o modo de aplicação e o destino dos dados obtidos. Também foram informados de que a participação era voluntária e que poderiam sentir-se à vontade para esclarecer quaisquer dúvidas ao longo da aplicação. Foi solicitada também a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que também era assinado pelo entrevistador. Após a coleta de dados, analisaremos as informações obtidas através das entrevistas realizadas em todas as regiões da cidade. Como instrumento de avaliação será utilizado o formulário WHOQOL-100 de qualidade de vida, e para análise dos resultados iremos utilizar o programa SPSS de tratamento estatístico. Palavras-chave: qualidade de vida; espiritualidade; Londrina Nome do Pesquisador(Aluno): anthonia de campos Nome do Orientador: solange mezzaroba Titulação do Orientador: doutora Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO NO CONTEXTO SOCIAL: INTERVENÇÃO EM PROJETO SÓCIO EDUCATIVO COM ADOLESCENTES DE RISCO E VULNERABILIDADE SOCIAL A adolescência é uma fase de transformações biológicas e psicossociais do ser humano, que se caracteriza entre a infância e a maturidade plena. As modificações corporais, encontradas na puberdade, são elementos que exteriorizam as mudanças internas que muito acontecem nesta fase da vida. E durante este período complicado, notado de mudanças, que a escolha XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 38 profissional parece ser mais um complicador para o adolescente nos dias de hoje. Uma das características importantes exigidas neste processo é o relacionamento interpessoal. Lidamos diariamente com pessoas diferentes, de diferentes culturas, contextos e se faz necessário ter algumas habilidades sociais para o melhoramento destas relações em especial para quem deseja um lugar neste competitivo mundo do trabalho. Skinner (1979) define comportamento social como o comportamento de duas ou mais pessoas em relação a uma outra em um ambiente comum. Embora diferentes culturas e contextos valorizem comportamentos sociais distintos, há algum consenso sobre o que seja um comportamento social desejável: estabelecer e manter relacionamentos sociais positivos; contribuir construtivamente e cooperativamente com o grupo de pares, família, comunidade; engajar-se em comportamentos saudáveis e afastar-se de comportamentos com sérias conseqüências negativas para o indivíduo, para os outros ou ambos. O presente trabalho foi realizado no espaço institucional do projeto Sócio Educativo da cidade de Londrina. Este projeto atende adolescentes considerados de risco e vulnerabilidade social. Sob o rótulo de "adolescentes em situação de risco social e pessoal", estão sujeitos expostos a ambientes violentos, muitas vezes envolvidos pelo tráfico de drogas, vitimas de abuso e negligência ou exploração. Sua história de vida inclui experiências de abandono, exploração e vida na rua e tem se tornado objeto de interesse de estudiosos de diversas áreas. Participaram do projeto 60 adolescentes, do sexo masculino e feminino, com idade entre 12 e 14 anos, divididos em três grupos. Os encontros aconteceram semanalmente, com duração de uma hora e trinta minutos. O grupo teve como objetivo promover atividades que propiciassem contextos para o desenvolvimento de habilidades relacionamentos interpessoais e a aprendizagem de novos repertórios comportamentais, enfatizando a necessidade do autoconhecimento, a importância da comunicação verbal e não verbal. O foco escolhido para análise foi às interações entre os próprios adolescentes. Os encontros variaram de 6 a 12 de acordo com a disponibilidade dos grupos. Foram realizadas atividades caracterizadas em desenhos, pinturas, recortes e colagem. Palavras-chave: Adolescentes; Comportamento; Autoconhecimento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 39 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Isabelle Martins Benetti Nome do Orientador: Zeila Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA TRANFERÊNCIA NA NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO A transferência é classicamente reconhecida como o terreno em que se dá a problemática de um tratamento psicanalítico, pois são a sua instalação, as suas modalidades, a sua interpretação e a sua resolução que caracterizam este. Para poder trabalhar , é fundamental que o analista saiba em que lugar está sendo colocado pelo analisando, que uso esta se fazendo dele, em sua organização subjetiva . É da posição que lhe é dada pela transferência que o analista pode analisar, interpretar, enfim, intervir sobre a própria transferência que o analista pode levantar a hipótese diagnóstica que o orientará no manejo clinico.Isso é importante não para fazer classificações , ou acessar um saber a priori a respeito do sujeito , mas sim porque por mais que a ética da psicanálise , ou o que o analista vise com sua ação apontar sempre na mesma direção , independentemente de sua hipótese diagnóstica , as estratégias para a sua intervenção variam. Assim , se ele se encontra frente a um neurótico, um psicótico ou um perverso, sua ética será a mesma , mas a estratégia da qual ele se valerá irá viajar. Pensando nessa posição que o analista deve tomar durante o tratamento analítico , este trabalho desenvolverá uma maior abrangência do assunto em como trabalhar com as possíveis estruturas que se revelaram .Segundo os tipos clínicos há variações da transferência na neurose, psicose e perversão . A neurose é a que melhor se adequa às disposições da transferência , por isso é considerada um modelo para o trabalho psicanalítico , pois foi com os neuróticos , especificadamente com as histéricas , que Freud criou a psicanálise . Neles a transferência esta a flor da pele, prestes a desencadear-se. Na psicose , a transferência apresenta singularidades, pelo fato da libido do psicótico estar toda investida no eu, narcisicamente, o processo psicanalítico fica inviabilizado, pois os psicóticos não investem transferencialmente e com a ruptura do mundo externo ,recriado através do delírio, obstaculizam o estabelecimento de relações objetais e assim o analista não tem entrada . A partir disso , é solicitado ao analista que sustentem a investigação . É importante destacar , “que a chave para a investigação psicanalítica das psicoses, para além da questão do amor operante na transferência, é aquele saber , da qual, sem a menor duvida, os psicóticos participam vivamente.”Na perversão , a atuação que a transferência comporta é explorada pelo analisando. A exigência da satisfação imediata arrisca a todo tempo interromper o processo de tratamento. A fantasia do perverso toma cena analítica e exige do analista sustentar firmemente a direção do trabalho. Palavras-chave: transferência , neurose, psicose, perversão XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 40 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Lúcia Nair Tironi Nome do Orientador: Zeila Torrezan Facci Titulação do Orientador: Mestre/ Doutoranda Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA A TRANSFERÊNCIA ANALÍTICA O presente trabalho justifica-se por ser a transferência um dos grandes eixos do trabalho psicanalítico e por ser de interesse e aprofundamento por todo aquele que deseja seguir os ensinamentos da psicanálise.O objetivo do mesmo está pautado no estudo de um tema que fosse de interesse do próprio aluno (a) na disciplina de estágio III. A metodologia usada baseou-se em estudo bibliográfico e seminários em sala de aula, de orientação FreuLacaniana.Sendo assim a transferência tem sua gênesis nas primeiras relações objetais mãe-bebe, quando o investimento da mãe pelo bebê acontece num processo não totalmente satisfeito. A partir destas experiências primordiais é que o sujeito em análise também lança ao analista sua libido para que possa de alguma forma ser ainda satisfeita. A transferência é assim uma atuação do presente e não um reservatório do passado. É condição indispensável para que o tratamento possa seguir o seu curso e relaciona-se com o fato de que se uma pessoa procura um analista é porque acredita que ele possua um saber que lhe escapa. O analista é então colocado num lugar de suposto saber e atrai neste contexto um amor transferencial por parte do sujeito. Na medida em que uma análise transcorre, acontece também a resistência, ou seja, um mecanismo usado para não entrar em contato com o que lhe faz sofrer, uma defesa do ego. Contudo, no dizer de Lacan, há a resistência do próprio analista, quando não consegue ouvir o material recalcado devido a questões suas que o afastam do desejo do analista. É fundamentalmente importante saber que a transferência é um elemento decisivo para que o trabalho terapêutico possa dar continuidade, por isso aprender como manejá-la de forma correta parece ser um aprendizado que pode ser adquirido a partir da experiência com cada analisando, com a sua própria análise pessoal e supervisão. Palavras-chave: transferência/ suposto saber/ resistência XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 41 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Andréia Migliorini Luizão, Angela Boso Dias, Adriana V. Mendes, Carina Honório Tiago Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA AS CONSEQÜÊNCIAS DOS ESTILOS PARENTAIS PERMISSIVOS E NEGLIGENTES NO DESENVOLVIMENTO DOS FILHOS As mudanças nas relações entre pais e filhos decorrentes das transformações pelas quais a família vem passando tem levado a um crescente questionamento sobre o papel dos pais na educação de seus filhos. O objetivo deste trabalho será a identificação das práticas educativas utilizadas pelos pais permissivos e negligentes, relacionando esses dois estilos ao desenvolvimento da criança. Serão entrevistados vinte pais que exerçam atividades fora de casa que tenham filhos entre sete e doze anos. Utilizando-se a revisão de literatura os dados serão analisados qualitativamente. A relevância social da presente pesquisa está relacionada principalmente, às contribuições que poderá trazer para a sociedade em geral no que diz respeito às práticas educativas e sua influência sobre o desenvolvimento psicológico, intelectual e comportamental da criança e do adolescente. Atualmente tem-se produzido uma vasta literatura sobre a educação dos filhos. Algumas pesquisas científicas demonstram que apesar do pouco tempo disponível dos pais com seus filhos, é possível ter uma educação com qualidade. No entanto outras revelam que não é necessário somente o pouco tempo com qualidade, mas sim uma maior presença dos pais com seus filhos. Esta pesquisa tem como relevância teórica o fato de vir a acrescentar novas informações sobre as mudanças nas relações de pais e filhos. Podem-se levantar como hipóteses que pais de estilo negligente contribuem para maiores dificuldades no comportamento dos filhos, não contribuem muito para a construção do sentimento de auto-estima, pois impõem sua decisão ou regras sem se importar com o que seu filho pensa. O estilo permissivo é a prática que mais contribui para o crescimento desse sentimento, pois acreditam em seus filhos e levam em consideração suas opiniões e pensamentos. Filhos criados por pais permissivos e negligentes podem tornar-se pessoas sem limites, pois seus pais não lhe fazem cobranças. A pesquisa ainda está em andamento não existindo ainda resultados a serem apresentados. Palavras Chave: Estilos Parentais, Pais Permissivos, Pais Negligentes. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 42 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti de Mendonça; Fernanda Martins de Melo; Natalia Pívaro; Vania Maria Ferreira Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UniFil Curso para apresentação: Psicologia DIAGNÓSTICO EM PSICOLOGIA ESCOLAR: FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA A IDENTIFICAÇÃO DAS DIFICULDADES PRESENTES NO CONTEXTO EDUCACIONAL A Psicologia Escolar e Educacional é um campo da Psicologia que vem crescendo ao longo dos anos. A atuação dentro da escola é ampla podendo ser trabalhados temas como processos de ensino e aprendizagem, desenvolvimento humano, inclusão de pessoas com deficiências, políticas públicas em educação, avaliação psicológica, orientação profissional, formação de professores, entre outros. Este trabalho é um relato sobre a experiência vivenciada por alunas do curso de Psicologia em uma disciplina da área de Psicologia Escolar. O trabalho foi realizado em um Colégio Estadual na Cidade de Londrina-PR, que atende aproximadamente 1600 alunos de 5ª à 8ª série e ensino médio nos períodos matutino, vespertino e noturno. Inicialmente foi realizado o diagnóstico escolar, com objetivo de levantar dados e conhecer o contexto e as dificuldades do colégio. Para isso foram aplicados questionários aos alunos de Ensino Médio do período noturno, as questões eram relativas às percepções dos alunos em relação à escola e professores, dificuldades encontradas, pontos positivos, temas que gostariam de trabalhar. Também foi aplicado um questionário com os professores do mesmo período com questões sobre sua atuação profissional, dificuldades encontradas, pontos positivos e percepção sobre os alunos. Logo após a coleta de dados, os mesmos foram compilados e analisados. Os problemas identificados diferem nas diferentes visões da direção, dos professores e dos alunos. Quando analisado pelo olhar do professor e da administração o problema reside na falta de colaboração nas atividades desenvolvidas e no baixo comprometimento com o trabalho e com ensino. Para a resolução desse problema, apontam a necessidade de conscientizar o aluno sobre a importância do ensino de forma a despertar-lhe o interesse e também de um trabalho com os pais para que possam ajudar no aprendizado dos adolescentes. Diante do exposto acredita-se que seja importante abordar com os professores as questões de comprometimento e a valorização do trabalho desenvolvido para que haja maior dedicação e para que possam lidar de forma adequada com os desafios que vão sendo vivenciados. Com relação aos alunos percebe-se que os problemas principais são o relacionamento com os colegas e a falta de comprometimento e a indiferença entre os alunos. Para eles os professores apresentam irritabilidade e pressa no ensino do conteúdo. Também gostariam de trabalhar temas como escolha profissional, sexualidade e drogas, para diminuir as dificuldades que sentem. Dentro dessa realidade foi proposto um trabalho de intervenção XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 43 abordando os temas levantados e as principais dificuldades do colégio, sendo neste momento focada na escolha profissional. .A escolha profissional é uma das decisões mais importantes que os adolescentes tomam em suas vidas. Muitas ansiedades e indefinições afetam este momento. Muitas pessoas "sabem o que não querem", mas não conseguem escolher o que querem. Muitas pessoas têm idéias muito superficiais a respeito de seus interesses, outras pessoas têm pouca base de informação sobre profissões e mercado de trabalho, algumas pessoas sentem-se receosas de fazer uma escolha errada e depois se arrependerem no futuro. O interesse em realizar este trabalho, está em proporcionar aos alunos um espaço para refletir sobre as decisões profissionais, tirar dúvidas e orientar-se para a escolha profissional criando oportunidades autoconhecimento, conhecimento das profissões e informação para tomada de decisão. Palavras-chave: Orientação profissional; Psicologia Escolar; Diagnóstico Institucional Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Carolina Barreto Braga Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA BUSCA DE INFORMAÇÃO: O PROCESSO DE ESCOLHA DA ABORDAGEM TEÓRICA PARA ATUAÇÃO PROFISSIONAL NO CURSO DE PSICOLOGIA POR UNIVERSITÁRIOS DE DUAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR O presente estudo tem como objetivo investigar e identificar o processo de escolha da abordagem teórica para atuação profissional de sessenta universitários do curso de Psicologia. Os dados serão coletados em duas instituições de ensino superior, uma pública e uma particular, da cidade de Londrina, PR. A revisão de literatura realizada aponta uma série de estudos sobre as preocupações dos universitários ao fazerem suas escolhas profissionais, principalmente em relação à colocação profissional e ao processo de tomada de decisão. Pouco se sabe sobre como ocorre o processo de escolha da abordagem teórica que irá embasar a futura atuação profissional desses estudantes e quais as possíveis implicações dentro do universo de trabalho. Acredita-se que, ao investigar mais profundamente este processo, pode-se ter acesso a informações importantes, sobre como as instituições contribuem através de suas grades curriculares nos cursos de Psicologia, e se as mesmas atendem as necessidades destes alunos durante o processo de graduação. Têm-se como hipóteses para o presente estudo que durante a graduação, em contato com as diferentes disciplinas e professores, os alunos podem estar inclinados a optar pela abordagem teórica que possam realmente compreender, ou então pela abordagem que tiveram professores mais próximos e amistosos. O instrumento de coleta de dados a ser utilizado será a XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 44 entrevista contendo dez questões relacionadas ao tema. Espera-se que os resultados revelem os fatores envolvidos no processo de escolha desses universitários no período da graduação, que possam contribuir para a superação das dúvidas, insatisfações e que possam estimular a construção de projetos de futuro dos universitários. Esta pesquisa está em andamento, por esta razão os resultados não serão apresentados. Palavras-chave: escolha de abordagem teórica, psicologia, tomada de decisão. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti de Mendonça Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DA RELAÇÃO INDIVÍDUO E TRABALHO A Psicologia Organizacional é um campo de trabalho da Psicologia que tem como finalidade pesquisar e avaliar o comportamento emocional e os processos sociais de indivíduos, grupos e instituições. Após analisar os processos sociais, busca orientar sobre conflitos e desenvolver a promoção da qualidade de vida no trabalho. De forma mais específica, esta área desenvolve trabalhos como: educação e desenvolvimento de pessoas; plano de cargos, carreiras e salários; saúde ocupacional; avaliação de competências e desempenho; recrutamento e seleção entre outros, visando promover o bemestar do indivíduo na organização. Este trabalho apresenta a experiência vivenciada no estágio de formação de psicólogo na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho. O estágio está sendo realizado em uma empresa privada que atua no segmento de Comunicação Visual em Londrina PR. Inicialmente foi realizado um Diagnóstico Organizacional com o objetivo de detectar as necessidades dos colaboradores em relação ao seu ambiente e condições de trabalho. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os todos os colaboradores (60 pessoas) do setor administrativo e da unidade de negócios situada em Londrina, sendo as questões referentes às percepções dos mesmos em relação à empresa, levantamentos de pontos positivos, a serem melhorados e dificuldades e responsabilidades encontradas no cotidiano de trabalho. Esta primeira etapa foi realizada juntamente com as entrevistas de descrição e análise de cargos solicitada pela empresa no início do estágio. Os resultados do Diagnóstico Organizacional apontaram que os principais problemas da organização são: dificuldade de comunicação; a falta de informações; ausência do plano de cargos, carreiras e salários; necessidades de treinamentos técnicos e comportamentais; bem como estruturação do departamento de Recursos Humanos para implantação de políticas voltadas ao desenvolvimento de pessoas. Uma variável importante a ser analisada no Diagnóstico Organizacional é que a empresa vem passando por mudanças em todo seu XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 45 funcionamento comercial e administrativo, o que por sua vez contribui para a permanência de um clima de instabilidade, insegurança e tensão vivida pelos colaboradores. A partir destes resultados foi proposta uma intervenção com os líderes da área administrativa voltada para o Treinamento e Desenvolvimento de Competências de Liderança com o objetivo de integrar os setores da área administrativa a fim de desenvolver competências profissionais essenciais ao bom desempenho de seus cargos. Até o momento espera-se a análise da empresa para iniciar o trabalho de intervenção. Palavras-chave: organizacional treinamento e desenvolvimento; liderança; diagnóstico Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Maria de Almeida Prado Lhamas Ferreira, Jaqueline Milani, Keila Regina Gonçalves Nome do Orientador: Silvia do Carmo Pattarelli, Patrícia Martins Castelo Branco, Leandro Henrique Magalhães Titulação do Orientador: Mestre (Profa. Silvia) Instituição: Centro Universitário Filadélfia - UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA SUBJETIVIDADE E TRABALHO EM UMA COOPERATIVA DE RECICLAGEM DE LIXO O presente trabalho é desenvolvido na Usina de Reciclagem de Arapongas-PR, mais especificamente na Cooperativa dos Recicladores de Arapongas – COOPREARA. As funções são realizadas por meio de rodízio, decididos pelos próprios. A capacidade atual de recebimento e processamento de lixo na usina chega a uma média de 70 toneladas de lixo diariamente. Destes 15% são reciclados, 35% são de rejeitos que vão para o aterro municipal e 20% são transformados em composto orgânico para adubo. Entendemos que ao se organizarem, estes trabalhadores, que já atuavam como catadores de lixo nas ruas do município garantiram maior rendimento, condições mais adequadas de trabalho e autonomia no gerenciamento de suas atividades. Apesar do aspecto libertador desta proposta, o trabalho desenvolvido mantém características fordistas de produção, e assim, vincula-se a uma perspectiva de controle que parte do domínio do tempo / movimento, além de caracterizar-se como um tipo de trabalho alienante, quando o trabalhador não tem clareza do processo produtivo como um todo. No entanto, diferencia-se da perspectiva tradicional pelo fato do resultado de seu trabalho não ser expropriado, mas sim garantido a todos a partir do cooperativismo. Observamos ainda que a satisfação do trabalhador, mesmo neste caso, não está no orgulho em relação ao trabalho ou na sensação de reconhecimento, estando vinculado a remuneração e ao dinheiro. Neste contexto e devido à pressão exercida pelos empregadores e pela sociedade de mercado, a psicologia insere-se no estudo dos problemas daí resultantes, em especial a fadiga e as condições precárias de trabalho. Nosso problema de pesquisa se divide em duas etapas: primeiramente entender a lógica do trabalho cooperativo em uma estrutura que, além de XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 46 caracterizar-se como trabalho degradante, mantém a perspectiva fordista de produção e, em um segundo momento, como estes elementos afetam a subjetividade do trabalhador. Para tanto se empregou a metodologia da pesquisa quantitativa e as técnicas de Grupo Focal. O principal objetivo do grupo focal é determinar percepções, sentimentos, atitudes do grupo sobre um determinado assunto. A expectativa é que, a partir destas técnicas, possamos aproximar cooperados e pesquisadores, resultando possível solução do problema proposto neste projeto. Palavras-chave: Subjetividade, Mundo do Trabalho, Trabalho Cooperativo, Meio Ambiente Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Wagner Wenceslau Almirão Nome do Orientador: Solange Mezzaroba Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA SAPATO VELHO, DESEJO NOVO! REFLEXÕES SOBRE A SEXUALIDADE DO IDOSO. Percebe-se em nossa sociedade que a população tem apresentado características de um povo envelhecido, isto acontece por que o número de pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos vem aumentando consideravelmente, gerando diversas mudanças na estrutura social e culturas em que nos encontramos. O interesse em se compreender como acontece a sexualidade do idoso nos dias atuais surgiu no memento em que se constatou as inúmeras contribuições oferecidas pelo grupo de idosos para a melhoria da qualidade de vida de seus participantes, já que é neste espaço onde se encontra um ambiente propício para que os relacionamentos amorosos e sexuais aconteçam. Interpretando a canção “Sapato velho” interpretado pelo grupo Roupa Nova, este trabalho pretende motivar uma reflexão sobre como a pessoa que chega na terceira idade vivencia a sua sexualidade, pois sabe-se que isto contribui para a melhoria de sua qualidade de vida. Deseja-se ainda desvelar alguns mitos e tabus existentes em nosso meio, que a cada dia aumentam o preconceito para com a pessoa idosa. Alguns estudiosos como PAPALIA & OLDS (2000) dizem que a grande avalanche de envelhecimento que vivemos, irá alterar o ambiente físico, social, econômico e político de nossa sociedade. Quando falamos de vivência sexual, percebe-se que estas mudanças já acontecem, pois o idoso que antes tinha que reprimir ao máximo a sua sexualidade, agora encontra “brechas” onde pode mostrar-se um ser sexualmente ativo, que possui desejos e sentimentos tão intensos como os mais jovens. Verifica-se nos dias atuais que a juventude tende a ridicularizar o idoso que expressa publicamente seu desejo sexual, até mesmo por que pensa-se que, devido a idade, o desejo quase não exista, porém, é fato que tanto o desejo, como a maneira de seduzir um parceiro, as fantasias, e tudo o que envolve a sexualidade sofre alterações, mas não deixa de existir. Palavras-chave: Idoso, Sexualidade, Qualidade de vida XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 47 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Vivian Marques Figueira de Mello Nome do Orientador: Danieli Cristina Palazzi Titulação do Orientador: pos-graduado Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: PSICOLOGIA DESAFIOS DA PSICOLOGIA EM CASAS ABRIGOS A psicologia foi regulamentada como profissão no Brasil em 1962, ou seja, está em atuação há 45 anos. Nesse período observou-se o quanto a psicologia avançou e continua a se transformar. Os campos de trabalho que antes eram restritos, hoje se ampliaram. Com novas áreas de atuação o psicólogo vem se aproximando de trabalhos mais diretos com a comunidade. Com aprovação em 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), muitas foram às mudanças ocorridas no trabalho com crianças e adolescentes que por algum motivo tiveram seus direitos violados. E o abrigo é uma das medidas de proteção contempladas no ECA e deve garantir as crianças e aos adolescentes oportunidades e facilidades para que ocorra o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade, garantindo o acesso a lazer, a cultura, escola, saúde, etc.Segundo pesquisa do Ipea, 87% das crianças que vivem em abrigos no Brasil possuem família, 58,2% mantém vínculo familiar e 22,7% não matem vinculo constante e raramente recebem visita. Em relação ao tempo de permanência, 52,6% das crianças ficam mais de dois anos em abrigos e 20% fica mais de seis anos. Esses índices continuam altos tendo em vista que abrigo deve ser sempre uma medida de proteção temporária. Dentre os abrigamentos 43,4% não tem processo judicial, isso significa que sao por ações de conselheiros tutelares. Atualmente no Brasil existem 589 abrigos por todo o pais abrigando a 19.373 crianças e adolescentes. As crianças abandonadas fazem parte da historia do Brasil desde sua colonização, já que as primeiras embarcações lusitanas traziam crianças solitárias, pois as famílias pobres portuguesas ganhavam uma pensão em troca de enviar seus filhos ao novo continente. Antigamente, os cuidados com os órfãos e abandonados eram assumidos pelas irmandades e pelas Santas Casas de Misericórdia, apenas no início do século XX, é que esse serviço passou a ser uma preocupação do Estado, quando foram criados os reformatórios ou institutos correcionais. Ate 1950 ainda existia a roda dos expostos no Brasil. Na década de 60 duas leis abordam a questão da infância que sao a política nacional do bem estar do menor e o código do menor. Esses forma os primeiros avanços no Brasil quanto a preocupação com a infância. O trabalho em abrigos tem sido amplamente discutido pela rede de serviços de proteção especial, porém a psicologia encontra-se aquém de outras áreas visto ser um campo até então do serviço social. Os abrigos atendem crianças e adolescentes em caráter provisório e excepcional vitimas dos diversos tipos de violência entre elas: situações de abuso sexual, violência física, abandono, negligencia e maus tratos, como XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 48 também usuários de substâncias psicoativas, ou seja, situações de risco e vulnerabilidade. Dessa forma verifica-se que o público atendido em abrigos apresenta sofrimento psíquico. A atuação da psicologia pode ser ampla uma vez que atende diretamente as crianças e adolescentes mediante reuniões em grupos, atendimentos individuais e orientações, desenvolvimento de atividades que possam oportunizar a criança e o adolescente o autoconhecimento, o despertar de suas potencialidades, habilidades e interesses, elevando a auto-estima, possibilitando o fortalecimento pessoal e social. Há uma preocupação em proporcionar um programa personalizado de atendimento para que os educandos (assim são chamados as crianças e adolescentes abrigados) desenvolvam autonomia e possam ter ação na construção de seu projeto de vida. Cabe também ao psicólogo direcionar e auxiliar o trabalho dos educadores que são os que estão em contato direto na rotina diária do funcionamento da casa.Outro âmbito de atuação é o trabalho com as famílias que visa potencializar a família para superação de sua vulnerabilidade, reorganiza-la para que seja retomada a convivência entre seus membros. Percebe-se quanto à psicologia pode colaborar nesses projetos de casa abrigo, porém parece ser algo ainda incipiente, uma vez que a maior parte da literatura sobre casas abrigos são da área de serviço social e muitos profissionais de psicologia desconhecem essa área de atuação. Cabe a psicologia se aprimorar nessa área de trabalho tão vasta. É possível trabalhar tanto com a situação critica quanto com sua prevenção, e sempre buscando também a superação da problemática que determinou o abrigamento. A psicologia contribui para que cada sujeito possa ser visto e compreendido dentro de sua história de vida pessoal e social com suas características particulares. A partir da experiência cotidiana no trabalho com abrigos de crianças e adolescentes sobre o olhar da psicologia, nota-se que essa ciência se faz importante nesse contexto, uma vez que pode atuar em diversos âmbitos como com os educando, os educadores, as famílias dos abrigados e com a rede social. Podendo vir a contribuir com o desenvolvimento e progresso desses projetos. Palavras-chave: abrigo, estatuto da criança e adolescente, atuação da psicologia XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 49 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): RenAta Garcia de Almeida Moraes Nome do Orientador: Carmen Garcia de Almeida Moraes Titulação do Orientador: Pós-doutora em Psicologia Clínica Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA LEVANTAMENTO DAS DIFICULDADES E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO UTILIZADAS POR UM GRUPO DE MULHERES PORTADORAS DE CÂNCER. O papel da psicologia no contexto do hospital geral vai além da “humanização” e das práticas hospitalares. Além do apoio ao paciente, deve contribuir para a clarificação e a compreensão das relações entre estilo de vida, personalidade, gênese, desenvolvimento e recuperação de doenças, especialmente as consideradas crônicas. A emergência do modelo biopsicossocial tem possibilitado vários avanços no campo da saúde, dentre os quais se insere o desenvolvimento da psicologia hospitalar, bem como algumas áreas de interface entre a psicologia e especialidades em saúde como a psicooncologia, dentre outras. O câncer é uma doença com morbidade e mortalidade elevadas e prevalência crescente, que tornou-se um problema de Saúde Pública, cuja prevenção, diagnóstico precoce e reabilitação são pontos fundamentais na luta contra a doença. O presente estudo piloto visou efetuar um levantamento das dificuldades e estratégias de enfrentamento utilizadas por um grupo de pacientes portadores de câncer. Foram sujeitos deste estudo, 20 mulheres com idades, nível de escolaridade e nível sócio-econômico variados, que recorreram ao atendimento ambulatorial do Hospital Antônio Prudente de Londrina, para submeterem-se à sessões de quimioterapia e acompanhamento psicológico. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas com questões investigando as dificuldades apresentadas pelas pacientes, bem como as estratégias de enfrentamento da doença desenvolvidas pelas mesmas. Os dados obtidos mostraram que as principais dificuldades e sentimentos apresentados pelos sujeitos foram: limitações produzidas pela quimioterapia, problemas financeiros, desespero e dificuldades de relacionamento conjugal. Enfrentamento é um processo mobilizador de recursos e estratégias individuais para lidar com situações de estresse, visando preservar a integridade corporal, física e psíquica. Dentre as estratégias de enfrentamento frequentemente desenvolvidas pelos sujeitos destacamos a conformidade e a esperança, as quais estão relacionadas à religiosidade e a fé vivenciadas pelos sujeitos, bem como ao apoio e suporte familiar relatados pela maioria. Este estudo contribuiu para a estagiária e equipe de saúde envolvida no atendimento, no sentido de melhor compreender a doença, as dificuldades vivenciadas e formas de enfrentamento desenvolvidas pelas pacientes. Palavras-chave: Câncer, dificuldades, estratégias de enfrentamento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 50 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Garcia de Almeida Moraes Nome do Orientador: Carmen Garcia de Almeida Moraes Titulação do Orientador: Pós-doutora em Psicologia Clínica Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA ATENDIMENTO À UMA CLIENTE COM DIFICULDADES DE RELACIONAMENTO CONJUGAL, FAMILIAR, DE AUTO-ESTIMA E ASSERTIVIDADE. A família vem passando por uma fase de transição, variações, mudanças que requerem ajustamento. Em uma relação conjugal saudável e feliz espera-se que cada um dos membros tenha respeito, amizade, admiração, interesse, consideração, confiança, lealdade, intimidade, cumplicidade e estabeleçam o hábito de estarem se comunicando de forma adequada. Este trabalho descreve o atendimento de uma cliente com 40 anos de idade, casada, que tem dois filhos e procurou a clinica queixando-se de dificuldades de relacionamento conjugal, familiar, auto-estima e assertividade. Até o presente momento foram realizadas 14 sessões no Serviço de Psicologia Aplicada da UniFil, nas quais têm sido trabalhadas as dificuldades da cliente em se relacionar com o marido alcoolista, suas dificuldades financeiras e também as relacionadas à disciplina e colocação de limites para os filhos.O filho vindo do casamento anterior da cliente, encontra-se na fase da adolescência, e tem se mostrado algumas vezes agressivo e revoltado, principalmente no relacionamento com o padrasto que o maltrata, agride, discrimina, devido ao fato de não ser seu filho. Em função disso, tem sido realizadas algumas sessões do rapaz com outra terapeuta, a qual tem trabalhado suas dificuldades de relacionamento familiar, como também questões relativas a sexualidade, a pedido da cliente. Procedimento semelhante foi adotado com a filha da cliente, a qual tem apresentado dificuldades de aprendizagem e enurese durante episódios de alcoolismo do pai. Foram também tomadas providências em relação ao encaminhamento da cliente à nutricionista, com o objetivo de reeducar o hábito alimentar e contribuir na redução do peso (137 kgs). Os resultados parcialmente obtidos apontam para um posicionamento mais assertivo em relação ao marido, tomando decisões relativas ao alcoolismo do mesmo, aos limites colocados aos filhos, o que consequentemente tem contribuído para a melhoria no relacionamento familiar. Paralelamente, a cliente engajou-se num processo de resolução de problemas, conseguindo arranjar um emprego, que tem favorecido melhoras no aspecto financeiro da família e em sua autoestima. Futuramente, pretende-se incluir o marido nos atendimentos, com possibilidades de realização também, de algumas sessões de terapia familiar. Os resultados obtidos podem ser atribuídos as intervenções realizadas, bem como à forte motivação da cliente em participar do processo terapêutico e à qualidade do vínculo terapêutico estabelecido. Palavras-chave: Alcoolismo, auto-estima e relacionamento familiar. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 51 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Celso Appareciso Athayde Neto, Juliana Germano Canavese Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO: UM ESTUDO DE CASO ORGANIZACIONAL O Diagnóstico Organizacional é um instrumento importante para orientar profissionais na elaboração de intervenções, bem como para compreender a organização em nível social, organizacional, grupal e individual. Sendo assim, este trabalho consiste em apresentar a elaboração de um Diagnóstico Organizacional realizado em uma empresa de confecção de lingerie, em que a queixa inicial da proprietária era déficit de comunicação na empresa como um todo, o que gerava problemas de relacionamento interpessoal e produtividade. Os dados que compuseram o instrumento foram elaborados a partir dos resultados obtidos na realização de entrevistas com 12 colaboradoras e também a partir das observações da rotina de trabalho da empresa. As entrevistas envolveram questões sobre as atividades profissionais de cada colaborador, bem como, questionamentos a respeito das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia de trabalho; responsabilidades; formas de solucionar problemas; relacionamento interpessoal e habilidades gerenciais. As observações foram conduzidas com o intuito de identificar quais as variáveis que contribuíam para a promoção do déficit de comunicação existente na empresa, bem como a identificação de diversos fatores que impediam o bom andamento da atividade laboral tais como: problemas de relacionamento interpessoal;, falta de motivação das colaboradoras; comportamento avaliado pelas colaboradores como sendo aversivo por parte da proprietária. Após realizadas s análises funcionais entendeu-se déficit de comunicação como sendo às omissões de informação dos colaboradores em relação à proprietária que acabava por sua vez acarretando conseqüências, como por exemplo: a) confecção errada de várias peças, pois não era exposta qualquer dúvida sobre modelo de produção, ou então, b) falta de aviso para o responsável sobre a falta de matéria-prima para confeccionar as lingeries acarretando um atraso na confecção das peças, atraso na entrega de pedidos e menos venda do produto no varejo, o que por usa vez, gera prejuízo financeiro para a empresa. Percebeu-se durante as entrevistas que as colaboradoras relataram diversas reações agressivas após ter sido comunicado algo a ela, como a falta de matéria- prima por exemplo. Além deste problema, observou-se que as dúvidas e falhas do processo de confecção de lingerie deveriam primeiramente ser dirigida a supervisora de produção, fato este que não ocorria com a freqüência esperada pela proprietária. Nas observações realizadas pelos estagiários podese perceber algumas características da supervisora de produção que contribuem para falhas no processo de comunicação, como fala em tom de voz baixo e com colocações não claras. A partir destes problemas propôs-se uma XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 52 intervenção através do coaching gerencial com a proprietária como forma de intervir para o melhoramento do déficit de comunicação identificado no Diagnóstico Organizacional. Já com a supervisora de produção, será necessária a realização de um programa de Treinamento e Desenvolvimento voltado para habilidades de liderança. Este programa será desenvolvido de forma prática através de encontros semanais na empresa, sendo também conduzido pelos estagiários de psicologia organizacional e do trabalho. Palavras-chave: Diagnóstico Organizacional, déficit de comunicação, coaching. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Fernanda Rafaela Martins de Melo, Patricia Casaroli Nome do Orientador: Rosângela Ferreira Leal Fernandes Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA CLIENTE OCULTO Mediante do cenário atual globalizado, nas empresas e no próprio mercado corporativo,está crescendo a busca pela melhoria no relacionamento com o cliente; Desde então a preocupação em se ter o melhor entendimento das necessidades e nível de satisfação tem sido tônica. Dentro disso, uma das ferramentas mais adequadas tem sido a análise da qualidade através do Cliente “Oculto”. Neste aspecto, o Cliente Oculto dá uma resposta rápida e seguro sendo também um recurso acessível às pequenas empresas inclusive. O cliente hoje já não aceita que um funcionário não esteja pronto a atendê-lo e suprir suas necessidades. Por este motivo, todos devem ter o foco no cliente, sem exceção, envolvendo todas as áreas da empresa. Em linha com o ditado popular que diz que o “freguês tem sempre razão”, algumas empresas passaram a avaliar seu atendimento e serviços prestados e a corrigir pontos críticos do negócio a partir da apreciação de seus consumidores. Na realidade, de pessoas treinadas para agir como tais. Assim, o “cliente oculto” vem sendo cada vez mais utilizado por empresas. Geralmente, as empresas que organizam esta espécie de auditoria anônima selecionam pessoas comuns, mas que tenham o perfil do público-alvo de consumidores do negócio a ser avaliado, portanto a pesquisa é desenvolvida de acordo com as necessidades de cada empresa, garantindo assim através dessa ferramenta o bom atendimento e a satisfação dos clientes.Uma vez que o cliente oculto é contratado, ele identifica as lacunas que devem ser corrigidas pela empresa, para possibilidade da realização de programas de treinamento,através disto alcançar a melhoria e a excelência no atendimento. Portanto este trabalho está sendo desenvolvido em uma empresa varejista do ramo alimentício na cidade de Londrina, visando sua melhoria no atendimento. A importância da excelência no atendimento, tem que estar no foco de cultura da organização e também nas crenças pessoais de cada colaborador que nela XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 53 trabalha, portanto é de extrema importância de que as pessoas que ocupam cargos de liderança,adotem comportamento coerente com o que está sendo oferecido em treinamento,de maneira a refletir aos colaboradores total comprometimento e compromisso com a excelência no atendimento. A partir disso, sugere-se um sistema eficaz de informação sobre excelência no atendimento proporcionará as lideranças algumas vantagens como, apontar prioridades com clareza, orientar as decisões, identificar o nível do atendimento e oferece dados para recompensar o atendimento excelente e para corrigir as falhas.(RICHARD, F.1997.p.71-74) No processo de que da mesma forma como os professores avaliam continuamente o desempenho de seus alunos, as organizações-empresas estão preocupadas com o desempenho de seus funcionários, a avaliação do desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa em função das atividades que ela desempenha,das metas e resultados a serem alcançados e do seu potencial de desenvolvimento, e sobretudo, a sua contribuição para o negócio da organização. (CHIAVENATO,2004,p.223-224). Podendo assim desenvolver os pontos fracos, melhorar também as condições do ambiente assim sendo necessário avaliar o desempenho pois toda pessoa, ou e, funcionário precisa receber retroação a respeito de seu desempenho para saber como está fazendo seu trabalho corretamente. Através das falhas identificadas será apresentado como instrumento de melhorias e intervenção o treinamento, este quase sempre tem sido entendido como o processo pelo qual a pessoa é preparada para desempenhar de maneira excelente as tarefas especificadas do cargo que deve ocupar, desenvolvendo competências nas pessoas para que elas se tornem mais produtivas, criativas e inovadoras, a fim de contribuir melhor para os objetivos organizacionais. Palavras-chave: Cliente, atendimento, excelência Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Mirella Rugani Dancieri Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA VIOLÊNCIA E PSICANÁLISE: BREVE ANÁLISE A sociedade passa por um momento caótico. Assassinatos, corrupção, verdadeiras barbáries, assim somos bombardeados de notícias de violência a todo instante, praticamente todos os dias, basta lermos as revistas e assistirmos aos telejornais.Realidade essa que mobiliza o mundo inteiro em busca de providência, de justiça, e transformação. Mas acima de tudo, questionamentos são feitos incessantemente, por todos os cidadãos, numa tentativa de entender o que vêm causando tamanha violência, o que justificaria a vida humana estar sendo demasiadamente desvalorizada.É nesse sentido que o presente estudo pretende caminhar, objetivando uma breve análise XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 54 através da ótica psicanalítica dessa realidade violenta que atinge a sociedade mundial.Limite ou falta dele, é a questão mais abordada na contemporaneidade, falta de parâmetros nas atitudes das pessoas, ausência de referencial, de lei. Os valores parecem estar invertidos, comportamentos cruéis e atos violentos parecem não mais gerar, culpa ou arrependimento. Desde a leitura psicanalítica não podemos pensar em lei sem nos referirmos à função paterna, e na contemporaneidade, ao seu enfraquecimento. É esta a direção na qual vai a evolução dos nossos costumes, o sentido da anulação de qualquer dever de sacrifício.Cresce o culto ao objeto, em relação ao qual o apego cada vez maior é incentivado, uma espécie de chamado à perversão, para que nos tornemos tão dependentes do objeto, podendo sua ausência no real nos jogar na mais insuportável angústia. O que se efetiva nessa proposta contemporânea de solucionar as questões existenciais do ser, através do objeto perfeito, pode ser a causa de sintomas da atualidade, sendo a violência um desses sintomas, pois muitos daqueles que se utilizam da criminalidade objetivam suprir seu desejo de consumo. Se o mal-estar é gerado por uma instância que possibilita ao homem o reconhecimento de um limite e uma finitude, a atual situação de declínio de uma estrutura de interdição gerou-se pela impossibilidade de o homem reconhecer e aceitar esse mesmo limite e essa finitude. Sendo assim, se justifica a atual crise ética, que diz respeito à falência de valores básicos existentes na contemporaneidade. Palavras Chaves: Violência; Função Paterna; Falta de Interdição; Psicanálise. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Wagner W. Almirão, Séphora C. R Cordeiro, Kessiane Vieira, Nome do Orientador: Carmen Garcia de Almeida Titulação do Orientador: Doutrora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA FAMÍLIA: MODIFICAÇÕES ATUAIS SOB A ÓTICA DE JOVENS UNIVERSITÁRIOS Verifica-se nos dias atuais inúmeras transformações no modo com que acontecem os mais diversos tipos de relacionamentos. Amigos, casais, pais e filhos, parentes, colegas de trabalho entre outros, já não se relacionam da mesma forma como aconteciam as relações há 15 ou 20 anos atrás. Este trabalho tem como objetivo compreender as modificações do conceito de família e suas implicações nos relacionamentos familiares sob a ótica de jovens universitários. Para tanto, se faz necessário entender o processo de modificação do conceito de família através dos tempos, conhecer o conceito atual de família para os sujeitos e caracterizar o grupo pesquisado. A população pesquisada consiste em 120 alunos matriculados nos 1º e 2º anos dos cursos de Teologia, Direito e Psicologia da UniFil – Centro Universitário Filadélfia. Em cada curso e séries serão entrevistadas 20 alunos. A coleta de dados será feita por meio de um instrumento com 20 questões que permitirão XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 55 coletar dados sobre qual o conceito de família do sujeito, o que ele pensa sobre: reprodução independente, casamento de pessoas do mesmo sexo, quais seriam as principais causas do aumento do número de divórcios e se ele percebe mudanças na constituição das famílias atuais. Além destas questões, serão levantados dados de caracterização sobre o sujeito. Feito o levantamento de dados, confrontado com a literatura, espera-se compreender o processo de transformação do conceito de família, com a intenção de auxiliar os profissionais da psicologia, a entenderem as dificuldades vivenciadas atualmente nos relacionamentos familiares. Pretende-se ainda, apontar e esclarecer tais modificações para a população pesquisada, e também para a comunidade em geral, para que estes possam encontrar meios para lidarem com as dificuldades de maneira assertiva, contribuindo para a diminuição do sofrimento e dos conflitos que surgem no seio familiar. Além disso, as conclusões deste trabalho oferecerão subsídios que complementarão a formação dos acadêmicos que estudam na Unifil – Centro Universitário Filadélfia, que desejam atuar na área familiar. Palavras-chave: Família, psicologia, relacionamentos Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Wagner W. Almirão, Séphora C. R Cordeiro, Isabelle Galafassi, Daniele Pires, Ana Cristine Ruppenthal, Nome do Orientador: Solange Mezzaroba Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA RENAL CRÔNICO: UMA EXPERIÊNCIA DE GRUPOS TERAPÊUTICOS A insuficiência renal crônica é a incapacidade do rim de realizar normalmente as suas funções. Esta doença, geralmente atinge os dois rins e a perda das funções renais pode ser lenta e prolongada e,muitas vezes, avança em função do descuido ou desconhecimento por parte dos seus portadores. Esta doença pode ter como agravantes a hipertensão, infecção urinária, nefrite, gota e diabetes. O tratamento a qual o Renal crônico é submetido é a hemodiálise, que é um processo artificial para retirar, por filtração, as substâncias indesejáveis acumuladas no organismo do paciente. O tempo de diálise é de 12 horas semanais e se faz necessário para que o paciente tenha uma boa qualidade de vida, quando aliada a outros cuidados paliativos, além de ampliar a expectativa de vida dos pacientes. Em uma clínica especializada no tratamento de renais crônicos, situada na cidade de Londrina, com 200 pacientes em diálise, por meio da psicóloga, verificou-se um grande sofrimento psíquico e emocional nas pessoas em tratamento. Os alunos do quinto ano de psicologia do Centro Universitário Filadélfia – UniFil estão desenvolvendo, neste ambiente, um trabalho de grupos terapêuticos destinado as pessoas que ali se encontram em tratamento, que foram montados com no máximo 10 participantes e com encontros quinzenais – sendo que estes acontecem no mesmo dia em que o paciente faz diálise. O projeto teve início no mês de Abril, XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 56 com o objetivo de trabalhar questões como: aceitação da doença, adesão ao tratamento e auto-conhecimento. Os grupos são abertos e utiliza-se, neste processo, de atividades lúdicas como instrumento facilitador de discussões acerca dos temas abordados. Percebe-se que desde que as atividades iniciaram, os pacientes encontraram um espaço onde podem partilhar as suas experiências, trocando informações sobre como lidarem com a doença e as implicações que com ela surgem. Devido a grande rotatividade de pacientes, o grupo que se mantém no processo terapêutico mostrou-se muito acolhedor com aqueles que participam dos encontros pela primeira vez. De certa forma observa-se que diminuíram as reclamações sobre a situação doentia em que se encontram, pois nos encontros os estagiários buscam retirar o foco de discussão da doença. Espera-se ainda que as atividades realizadas neste projeto possam conduzir os renais crônicos a uma conscientização sobre a necessidade do tratamento, com a intenção de melhorar a qualidade deste. Palavras-chave: renal cronico, grupos terapeuticos, qualidade de vida Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): EDINEI HIDEKI SUZUKI Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN Titulação do Orientador: MESTRE Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICANÁLISE E UNIVERSIDADE: As Possibilidades e Impossibilidades de Uma Transmissão Freud já pensava a psicanálise fazendo parte do cenário universitário quando escreveu seu texto “A Psicanálise na Universidade” em 1918. Nele Freud já apontava suas limitações e contribuições, nunca perdendo sua consciência acerca das dificuldades que encontraria nesse contexto, justamente por não condizer com os preceitos científicos vigentes na época. A universidade sendo um ponto essencial de difusão das idéias cientificistas, acaba incorporando seu modelo, se pautando pelas primazias das fórmulas e letras, da técnica e da precisão, criando um mundo ideal e teórico. Portanto, a identidade e as características nas quais a universidade foi fundada na idade média com o intuito de proteger os saberes produzidos na antiguidade clássica, foi totalmente subvertido pela entrada do pensamento cartesiano e galiléico – o homem é detentor de uma razão que subverte qualquer ordem do sujeito dentre elas a espiritualidade e a emoção, e se utiliza dela para comprovar de forma empírica fenômenos externos submetidos a experimentos. Após contextualizar o cenário da universidade científica dos dias atuais, como pensar a transmissão da psicanálise dentro dela, pensando em transmissão dentro dos pressupostos colocados pela Ética da Psicanálise? A minha experiência com a psicanálise dentro da faculdade fez com que me interessasse por verificar a possibilidade de sua transmissão dentro dela. Como foi explicitado, fica difícil instituir um ensino psicanalítico num lugar onde a cientificidade impera, onde seus pressupostos são levados a última XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 57 conseqüência e onde a exposição do saber é que se faz presença nas salas de aula.Transmitir a psicanálise antes de tudo, consiste em se submeter ao processo analítico, pois é através dele que o sujeito pode fazer o luto do seu narcisismo, viabilizando desta forma a apropriação e o reconhecimento do seu desejo – este desejo é que norteará o caminhar da formação do sujeito enquanto analista.Para que o estudo teórico se efetive enquanto transmissão – ou seja, não caia sobre os mesmos preceitos cientificistas – o que será determinante, é a postura do sujeito a transmitir e a do sujeito ouvinte. Considero que a postura do transmissor é a de um apostador. Ele aposta que ali existe um sujeito que deseja passar pela experiência com o inconsciente e que a partir disso ele procure trabalhar na articulação de conceitos – aqui me refiro ao saber – e produção teórica – e aqui me refiro à verdade. Lacan nos deixou claro isso, afirmando que tudo está por se refazer na teoria, e que a cada análise a teoria é reinventada.A minha experiência com a psicanálise dentro da faculdade fez com que me interessasse por verificar a possibilidade de sua transmissão dentro dela.Como foi explicitado, fica difícil instituir um ensino psicanalítico num lugar onde a cientificidade impera, onde seus pressupostos são levados a última conseqüência e onde a exposição do saber é que se faz presença nas salas de aula. Palavras-chave: Psicanálise; Transmissão da psicanálise; Universidade Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): EDINEI HIDEKI SUZUKI Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN Titulação do Orientador: MESTRE Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICANÁLISE E UNIVERSIDADE: As Possibilidades e Impossibilidades de Uma Transmissão Freud já pensava a psicanálise fazendo parte do cenário universitário quando escreveu seu texto “A Psicanálise na Universidade” em 1918. Nele Freud já apontava suas limitações e contribuições, nunca perdendo sua consciência acerca das dificuldades que encontraria nesse contexto, justamente por não condizer com os preceitos científicos vigentes na época. A universidade sendo um ponto essencial de difusão das idéias cientificistas, acaba incorporando seu modelo, se pautando pelas primazias das fórmulas e letras, da técnica e da precisão, criando um mundo ideal e teórico. Portanto, a identidade e as características nas quais a universidade foi fundada na idade média com o intuito de proteger os saberes produzidos na antiguidade clássica, foi totalmente subvertido pela entrada do pensamento cartesiano e galiléico – o homem é detentor de uma razão que subverte qualquer ordem do sujeito dentre elas a espiritualidade e a emoção, e se utiliza dela para comprovar de forma empírica fenômenos externos submetidos a experimentos. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 58 Após contextualizar o cenário da universidade científica dos dias atuais, como pensar a transmissão da psicanálise dentro dela, pensando em transmissão dentro dos pressupostos colocados pela Ética da Psicanálise? A minha experiência com a psicanálise dentro da faculdade fez com que me interessasse por verificar a possibilidade de sua transmissão dentro dela. Como foi explicitado, fica difícil instituir um ensino psicanalítico num lugar onde a cientificidade impera, onde seus pressupostos são levados a última conseqüência e onde a exposição do saber é que se faz presença nas salas de aula.Transmitir a psicanálise antes de tudo, consiste em se submeter ao processo analítico, pois é através dele que o sujeito pode fazer o luto do seu narcisismo, viabilizando desta forma a apropriação e o reconhecimento do seu desejo – este desejo é que norteará o caminhar da formação do sujeito enquanto analista.Para que o estudo teórico se efetive enquanto transmissão – ou seja, não caia sobre os mesmos preceitos cientificistas – o que será determinante, é a postura do sujeito a transmitir e a do sujeito ouvinte. Considero que a postura do transmissor é a de um apostador. Ele aposta que ali existe um sujeito que deseja passar pela experiência com o inconsciente e que a partir disso ele procure trabalhar na articulação de conceitos – aqui me refiro ao saber – e produção teórica – e aqui me refiro à verdade. Lacan nos deixou claro isso, afirmando que tudo está por se refazer na teoria, e que a cada análise a teoria é reinventada.A minha experiência com a psicanálise dentro da faculdade fez com que me interessasse por verificar a possibilidade de sua transmissão dentro dela.Como foi explicitado, fica difícil instituir um ensino psicanalítico num lugar onde a cientificidade impera, onde seus pressupostos são levados a última conseqüência e onde a exposição do saber é que se faz presença nas salas de aula. Palavras-chave: Psicanálise; Transmissão da psicanálise; Universidade Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Garcia de Almeida Moraes Nome do Orientador: Marcos Roberto Garcia Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICOTERAPIA ANALÍTICO-FUNCIONAL: O COMPORTAMENTO DO TERAPEUTA COMO VARIÁVEL PARA MUDANÇA NO COMPORTAMENTO DO CLIENTE. Clientes procuram tratamento psicoterápico porque, muitas vezes, apresentam dificuldades emocionais que limitam suas interações nos mais variados contextos. Um destes contextos é a própria sessão de psicoterapia. Os comportamentos do cliente são alvos de interesse do terapeuta, justamente por entender que as dificuldades que ocorrem na relação terapêutica representam funcionalmente as mesmas ocorridas em seu ambiente natural, tais comportamentos são chamados de Comportamentos Clinicamente Relevantes XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 59 (CRBs). Neste mesmo contexto o terapeuta (o outro) passa a ter, diferentemente de outros que pertençam ao contexto natural do cliente, um papel fundamental na direção do autoconhecimento e da mudança. Dentre inúmeras possibilidades de atuação do terapeuta, este deve observar Comportamentos Clinicamente Relevantes que estejam relacionados com a queixa do cliente, bem como aumentar a probabilidade de ocorrência de comportamentos incompatíveis ao da queixa e de auto-análise. O presente trabalho é ilustrado com o atendimento de um cliente do sexo masculino, com 42 anos de idade, casado e que procurou terapia com a queixa de agressividade. Foram realizadas 19 sessões no Serviço de Psicologia da UniFil. Nelas foram observados comportamentos que topograficamente não se assemelhavam aos comportamentos de agressividade, mas que em situações de “investigação” feitas pela terapeuta o cliente se posicionava como superior a ela. Nestas mesmas condições foram observados momentos relatados pelo cliente que demonstravam o que para ele era considerado como fraqueza,possibilitando refazer um percurso na terapia diferente daquele que se expor era sinônimo de punição. O trabalho está sendo conduzido para que o cliente apresente relatos que descrevam as relações ocorridas na sessão, e que para isso acontecer ele deverá discriminar e aceitar suas falhas no relacionamento com a terapeuta, e esta, por sua vez, consequenciar diferentemente (positivamente) estes comportamentos. O percurso do cliente na sessão depende, dentre outras coisas, do comportamento do terapeuta, que deve estar sob controle de contextos científicos, teóricos e situacionais. Palavras-chave: Psicoterapia Analítico-Funcional, clinicamente relevantes, comportamentos do terapeuta. comportamentos Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Natalia Schimiti Chueire Nome do Orientador: Leticia Sarzedas Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM CASO DE NEUROSE FOBICA A neurose Fobica é um transtorno onde a ansiedade é gerada quando o indivíduo tem que passar por situações que tem medo, porém normalmente essas situações não apresentam nenhum perigo real. “Na fobia manifesta-se uma tensão interna geral sob a forma de angustia constante, que flutua livremente, ou de disposição para a mesma. Nesta contudo a angustia liga-se, especificadamente, a uma situação especial, que está representando um conflito neurótico.” Fenichel (2000, p.182) Quando se encontra numa situação que para ele é de risco, pode ter sintomas como palpitações e tremores, e muitas vezes o desmaio pode acontecer. A simples idéia de uma situação fóbica já gera uma ansiedade antes mesmo dela ser vivida. A fobia especifica um deslocamento, que normalmente são ligados a conflitos inconscientes ou significação simbólica. O deslocamento é um mecanismo de defesa em que a XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 60 pessoa substitui a finalidade inicial de um desejo por outra mais aceita, isso em alguns casos também pode acontecer inconscientemente.O que o deslocamento trás de bom é que se encontra na idéia ofensiva original não se torna consciente. Percebemos que o perigo original, em ultima análise, terá sido também perigo externo, visto não ser a expressão instintiva que se teme, e sim suas conseqüências internas. Aqui fica claro que a pessoa com fobia foge dos seus impulsos. No caso estudado, uma moça de 20 anos, relata ter medo de plantas. Não consegue chegar perto, nem passar por árvores muito grandes. A simples possibilidade de ir a um lugar onde terá que passar por plantas gera uma ansiedade antecipatória do fato. Alguma coisa ocorre que inconscientemente, mobiliza o conflito patogênico básico. O ego quer advertir, falha a advertência e produz-se o primeiro ataque da neurose fóbica. A limitação e a especificação da situação temida pode ser dita como sendo uma espécie de ligação secundária da ansiedade difusa primaria ao conteúdo específico. ( FENICHEL, 2000, p.183) Durante o tratamento a paciente vem relatando ter um medo mais intenso de algumas plantas como trepadeiras, espinheiros e plantas com espinhos, provavelmente deve existir uma ligação com a sexualidade. Ela relata fatos interessantes como não tocar nem em plantas pequenas quando é solicitada para molhá-las, ou seja não é um medo único de certas plantas. Freud fala de fobia na analise caso do Pequeno Hans (1909), caso de um garoto que tinha fobia de cavalos, o paciente deslocava a sua destrutividade e temores em relação ao pai, o Pequeno Hans tinha um medo da castração. No caso estudado existe uma hipótese da paciente estar deslocando algo da sua sexualidade para as plantas, o pai da paciente também esta bastante presente no discurso, um pai bem rigoroso. Palavras-chave: Psicoterapia Psicanalise Fobia Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Mauro Fernando Duarte Nome do Orientador: Prof. Dra. Meyre Eiras de Barros Pinto Titulação do Orientador: Doutora Instituição: UEL\UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICOSSOMÁTICA; POR UMA REVISÃO DO SINTOMA. A presente pesquisa analisa a história das relações mente e corpo e suas conseqüências no adoecer e no cuidar do humano. A princípio, há uma linha de pensamento sobre estrutura dualista ao longo do tempo, sendo que tal conceito permeia a história do homem e influencia a toda a prática médica nesse percurso. Desde a medicina clássica, apesar da divisão filosófica - mente e corpo, ou religiosa - matéria e espírito, o homem sempre foi encarado de “maneira total” em seu sofrimento, levando-se em consideração ambos os aspectos de sua existência. Este trabalho tem como objetivo restaurar a conceituação ao longo da história de psicossomática, demarcando conceitualmente a visão holística de homem desde a antiguidade até o XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 61 dualismo cartesiano, presente ainda hoje na prática medica, segundo o mais materialista modelo flexineriano de medicina, A psicanálise é o plano teórico sobre o qual a pesquisa se estrutura, sublinhando com isso a importância da atenção ao sentido dos sintomas que afligem o sujeito. A demonstração de como a teoria psicanalítica evoluiu em relação ao sintoma, a angústia e a interpretação do sentido que o sintoma assume para o individuo são temas abordados. A história da psicossomática é tratada como evolução e resgate da visão holística de homem, sensível ao significado do sofrimento e à via corporal de representação de afetos. Primeiro faz-se a descrição do processo que origina o sintoma atual e, como informação importante para a compreensão da psicossomática e dos sintomas, retoma-se também os aspectos teóricos que tangem essa discussão como a organização pulsional, o desenvolvimento psíquico e sua importância na formação dos sintomas, a definição de pulsão e sua importância como conceito limite entre o somático e o psíquico. Há também uma revisão dos conceitos freudianos EGO e ID, a fim de delimitar o campo de eclosão do sintoma, bem como de atuação do terapeuta. Os mecanismos psíquicos como o ganho secundário e a formação de compromisso que amparam a aquisição e a manutenção do sintoma atual também são resgatados. Por fim, uma descrição e análise do que vem a ser a postura psicossomática, embasando uma maneira de encarar o sintoma a partir do problema da interdisciplinaridade. O texto termina com uma crítica ao fazer médico/psicológico moderno, dualista e de postura onipotente em seus conhecimentos, propondo um cuidado mais sensível a todos os aspectos do sofrimento humano. Palavras-chave: Psicossomática; psicologia médica; sintoma; história da medicina. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Thalita de Paula Ferreira do Prado Nome do Orientador: Letícia Sarzedas Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A NEUROSE OBSESSIVA COMPULSIVA. Devido à complexidade do ser humano, nem sempre uma ação determina uma reação previsível e pré-estabelecida; cada pessoa pode manifestar uma sensibilidade individual aos fatos vividos. No entanto notamos que a maneira com que o indivíduo lida com seus problemas pode trazer alterações na sua vida emocional, causando assim uma “doença emocional”. A partir de estudos essa “doença emocional” poderia ser denominada então de neurose, que nada mais é do que uma afecção mental caracterizada por perturbações funcionais, sem comprometimento da personalidade, constituída por sintomas somáticos, resultantes da falta de descarga de uma impulsão, sem intervenção dos mecanismos de defesa específicos na formação dos sintomas. Dentre as neuroses, temos a neurose obsessiva - compulsiva que se caracteriza por XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 62 pensamentos dos quais o indivíduo não consegue livrar-se, e que são muitas vezes desagradáveis, tendo também reações e comportamentos indesejáveis que se repete de maneira perseverante, com o intuito de evitar a angústia. Geralmente inicia-se na infância e acompanha o indivíduo por toda a vida. Segundo Fenichel (2000), os obsessivos evitam certas situações e depois exercem atenção constante de modo a garantir o necessário impedimento para não ocorrer novamente, com isso desenvolvem um caráter obsessivo, de tal maneira incompatível com a situação originalmente temida que se assegura o impedimento de temores sociais, rituais sociais entre outro. Temos dois casos à serem citados, o primeiro é de um homem que relatou que tem idéias persecutórias e acaba mudando de comportamento pelas mesmas. O segundo caso é de uma mulher de 56 anos, casada e que tem comportamentos como comer escondido, acha que as pessoas ficam a olhando e não se acha merecedora de nada. Podemos perceber certo comportamento nos dois casos, onde o paciente relata várias vezes que se depara em situações onde não sentia-se bem e evita repeti - los para não causar certo desconforto, como passar em locais onde gera um mal estar a si próprio, mudando então o percurso. Podemos notar outra característica da neurose obsessiva compulsiva quando o paciente relata estar o tempo todo consciente de que essas idéias persecutórias e atitudes indesejáveis estão lhe causando um grande desagrado, mas não consegue deixar de fazê-lo, pois se não o desconforto é maior ainda. Segundo Fenichel (2000), as forças defensivas não conseguem fazer o indivíduo deixar de perceber o que se passa dentro de si, mas consegue transformar o impulso original em formação compulsiva. Ou seja, o individuo sabe que aquilo existe, mas não consegue deixar de fazer e cada vez acontece com maior freqüência. Outra característica que notamos é o isolamento onde a pessoa não que contato com ninguém, isso fica claro quando citamos o segundo caso onde a paciente relata não gosta de sair e ter que encontrar com as outras pessoas. Conclui então a importância da terapia para ambos os casos para que os pacientes consigam cada vez mais resultados positivos e uma qualidade de vida melhor. Palavras-chave: psicoterapia, psicánalise, neurose obsessiva compulsiva. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 63 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Isabella Borghesi, Marcelle Carleto, Layana Campos, Lissandra Fernandes. Nome do Orientador: Silvia do Carmo Pattarelli. Titulação do Orientador: professora Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA DIFICULDADE DE SUBJETIVAÇÃO DO ADOLESCENTE CONTEMPORÂNEO E O SINTOMA DROGA. O presente trabalho faz parte do projeto de extensão que está sendo desenvolvido na Unifil, envolvendo alunas e uma professora do curso de Psicologia. Como objetivo principal são realizados atendimentos aos adolescentes que estão sob custódia da justiça por algum ato infrator e residem juntos sob a condição de Semi-liberdade. Além disso, o projeto visa proporcionar oportunidade de aprendizagemdo aspecto clínico às alunas, aproximando-as desta realidade. Os adolescentes em questão, apresentam sintomas relacionados à delinqüência como roubo, morte, violência, uso de drogas, famílias desestruturadas, situação sócio-econômica baixa e condições traumáticas. Nossa reflexão vai ao encontro das condições desfavoráveis que estes jovens enfrentam tanto no aspecto financeiro quanto no aspecto emocional, e a nossa perspectiva teórica psicanalítica. A teoria winnicottioana nos mostra a relação do desmparp e as condições traumáticas impostas pela violência que lhes é implícita, remetendo-nos a relação da criança com sua mãe nos primeiros anos de vida. Se a mãe não fornece o suporte egóico necessário , o bebê experimenta uma situação de perda, onde a presença de uma ambiente provedor suficientemente bom que acolha o bebê, e mais tarde, a proteção do pai trá um papel fundamentalpara a crianã experenciar a sensação de onipotência de criar o mundo, vivenciando o espaço transicional da criatividade primária. Um indivíduo que vive a experiência de não ter sido acolhido, desde cedo, pode usar a violência como defesapara preservare sua identidade.A criança sai em busca da mãe e do limite do pai( mesmo que agora seja através do juíz), na tentativa de se encontrar e encontrar um recurso que irá conter sua agressividade. Este trabalho objetiva trabalhar com esta população, através de atendimentos em grupo, utilizando técnicas menos interpretativas seguindo a linha teórica de Winnicott a fim de reconhecê-los como sujeitos em busca de sua identidade e de seu próprio self. Um ambiente adequado sem hostilidades, pode favorecer um trabalho onde ocorra a estruturação de vínculos positivos. Os tabalhos acontecem semanalmente com aproximadamente nove meninos de 13 a 17 anos através de música, trabalhos em artesanato e jogos de entretenimento. Palavras-chave: subjetivação, adolescente, ambiente suficientemente bom. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 64 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Martins Angela Lopes, Galafassi Isabelle, Gomes Tainan R.B. Nome do Orientador: Palazzi danieli C., Vitorelli Silvina H. Titulação do Orientador: Pós Graduadas Instituição: Prefeitura Municipal de Londrina Curso para apresentação: PSICOLOGIA PROGRAMA GUARDA SUBSIDIADA O Município de Londrina com parceria do Estado criaram um Programa “Guarda Subsidiada” para incentivar e garantir a criança e/ou adolescente o direito a convivência familiar e comunitária; sendo executado com recursos do FIA 2005 (Fundo dos Direitos da Infância da Criança e do Adolescente),dentro da Diretoria de Proteção Social Especial de Londrina. O Programa divide-se em dois eixos: 1) visa incentivar a desinstitucionalização, através da guarda judicial em famílias guardiãs (pessoas ou familiares que já possuem vínculo com a criança e / ou adolescente institucionalizado) e 2) evitar a institucionalização destes através de famílias de apoio (pessoas ou famílias devidamente cadastradas e capacitadas para receberem crianças e / ou adolescentes sob seus cuidados provisoriamente). Dessa forma, o Programa tem como objetivo garantir a proteção e acolhimento de crianças e adolescentes num ambiente familiar seguro e adequado ao seu desenvolvimento, evitando sua longa permanência em instituições (abrigos e lares) e buscando viabilizar a sua reinserção na família de origem ou inserí-los em famílias substitutas quando esgotado os recursos de manutenção na família de origem. O público alvo do Programa são crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, vítimas de diversas situações como: abandono, violência (física e/ou psicológica), maus tratos, orfandade, vivência de rua, uso de drogas dos pais, ou seja, situações de vulnerabilidade social, garantindo-lhes proteção integral em famílias de apoio ou famílias guardiãs. Todos os casos que chegam para o programa são estudados e avaliados nos critérios exigidos e após essa avaliação são levados ao conhecimento do Juíz da Vara da Infância e Juventude, que deferi sobre o pedido de inclusão no Programa Guarda Subsidiada, através do termo de guarda especial; essas famílias inclusas no programa poderão receber um subsídio financeiro (após avaliação técnica) para despesas pessoais da criança. O acompanhamento destas famílias é realizado através de atendimentos individuais, de visitas domiciliares e reuniões grupais quinzenais. Sendo um Programa novo, pois teve inicio no começo deste ano, somente um eixo do programa está funcionando, que é das famílias guardiã, que são 7 já inseridas, com 12 crianças, contando grupos de irmãos, que estão em convivência familiar; o outro eixo que são as famílias de apoio, estamos trabalhando com divulgações em igrejas, conferências, palestras para CRAS e demais serviços da prefeitura para assim chamarmos a atenção das pessoas interessadas neste tipo de programa a se cadastrarem, para que assim possamos capacitar e avaliar essas pessoas para que mais tarde seja nossa família de apoio e assim possamos por em prática essa outra parte do programa. Palavras chave: Desinstitucionalização, Convivência familiar e guarda Judicial. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 65 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Galafassi Isabelle, Pires da Cunha Daniele Nome do Orientador: Mezzarona Solange Titulação do Orientador: Doutora Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA REDUÇÃO DE STRESS E MELHOR QUALIDADE DE VIDA: UMA EXPERIÊNCIA Muito conhecido pela população, o stress é um problema que o ser humano enfrenta, em qualquer idade, independente de sexo, mas mesmo assim ainda é pouco compreendido e são poucos os que sabem lidar com ele. Stress é uma palavra inglesa que significa: tensão, esforço e desgaste. Desta forma, pode ser entendido como um conjunto de reações orgânicas e psíquicas que são decorrentes de um ou mais estímulos capazes de ameaçar a integridade da vida, podendo também ser entendido como uma tensão ou esforço interno para adaptação e resistência a uma situação ameaçadora. Uma das profissões mais importantes e necessárias no mundo, o Bombeiro, sofre deste mal conhecido como stress. Pelo fato de pertencerem ao regime militar, os Bombeiros sofrem muita pressão de seus superiores e até mesmo da população. As atividades realizadas pelos Bombeiros, por sua característica de risco, são altamente stressantes. Além das dificuldades próprias do trabalho, os Bombeiros, por serem vinculados a uma corporação militar, sofrem pressões de seus oficiais superiores, o que é inerente a “santa profissão”. A população em geral ao cobrar um comportamento exemplar dos Bombeiros, também contribui para elevar o stress relacionado ao trabalho. Diante deste fato, desenvolvemos um trabalho que teve como objetivos: 1) identificar o nível de stress; 2) oferecer estratégias visando identificar e amenizá-lo e; 3) encontrar soluções de redução de stress que contribuem para uma melhor qualidade de vida dos membros dessa corporação. Realizamos um trabalho de Psicoterapia de grupo com aproximadamente 15participantes, entre eles socorristas e combatentes de incêndio. Os encontros aconteceram quinzenalmente com duração de uma hora e meia. Através das atividades realizadas nos encontros, os Bombeiros tiveram a oportunidade de falar sobre: a pressão que sofrem nesta profissão, do relacionamento familiar, de suas frustrações e ao mesmo tempo trabalhar formas de como lidar melhor nestas situações. No grupo conseguimos identificar um nível significativo de stress, porém o que nos chamou mais atenção foi a pressão sofrida por eles, que gera o stress. Essa pressão é mantida pelos superiores, pela sociedade e principalmente por eles mesmos. Assim identificamos que os Bombeiros têm uma auto percepção de “heróis” e que sempre têm que estar de prontidão para atender a sociedade, e a necessidade de suprir as expectativas dos outros, faz com que gere uma frustração, pois nem sempre conseguem ter êxito em suas atividades. Diante de tantas pressões acabam se desvinculando de questões pertinentes a sua vida e de seus familiares. Palavras chave: Stress, Bombeiro e qualidade de vida. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 66 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Giselle Denise Santos Ferreira; Silvia Aparecida Mingotti Cezar; Silvia Maris Amaral Galli Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM ESTUDO SOBRE A IMAGEM CORPORAL APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA A cirurgia bariátrica é um assunto relativamente novo. Considerando-se o fato de que os registros das primeiras cirurgias datam de apenas 40 anos atrás. Essa cirurgia tem se mostrado o método mais eficaz no tratamento da obesidade mórbida e controle de peso corporal a longo prazo, mas para que a mudança de comportamento e a manutenção do novo peso esperadas sejam mantidas, faz-se necessário o acompanhamento psicoterápico no pré e no pós operatório para avaliar se o indivíduo se encontra apto para a cirurgia e auxiliálo na compreensão dos aspectos importantes destas duas fases. A imagem corporal após a perda significativa de peso é um dos principais focos de estudos que levam em consideração os aspectos psicológicos e psiquiátricos dos sujeitos submetidos à cirurgia, os quais, se devidamente cuidados, serão de grande importância no sucesso dos resultados da mesma, a médio e a longo prazos. Observa-se uma escassez de literatura a respeito deste assunto, o que justifica teoricamente a realização desta pesquisa. Acredita-se que os resultados serão de grande valia aos cientistas, uma vez que poderão possibilitar o esclarecimento das causas dos problemas apresentados pelos pacientes após a cirurgia, permitindo assim o desenvolvimento de técnicas mais eficientes. A presente pesquisa também poderá trazer benefícios à sociedade que terá acesso a um tratamento mais eficaz através de profissionais bem capacitados. O psicólogo, em especial, que acompanha os pacientes por um longo período pré e pós-cirurgia, poderá conduzir com mais segurança o processo psicoterapêutico. O objetivo desta pesquisa é identificar quais reações emocionais e comportamentais resultam da cirurgia bariátrica e verificar, junto às pessoas que se submeteram à referida cirurgia, sua forma de lidar com a nova imagem corporal. Tem-se como hipóteses se a nova imagem pode trazer real satisfação tendo a obesidade como causa da baixa autoestima e fracassos nos relacionamentos, sejam eles de caráter emocional, profissional e social; se a falta de conscientização por parte do paciente e da necessidade de uma reeducação alimentar e mudança de estilo de vida, levam ao insucesso do manter-se magro, visto que observa-se que a maioria das pessoas submetidas à esta cirurgia, após alguns anos, voltam a apresentar o mesmo ou maior peso do que o apresentado antes da cirurgia; e se a cirurgia bariátrica não atende ao objetivo de felicidade do paciente, uma vez que a obesidade em si, provavelmente, não teria sido a causa única e principal de sua insatisfação. Participarão deste estudo, 20 (vinte) sujeitos de ambos os sexos na faixa etária entre 30 e 50 anos, residentes na Grande Londrina ou em XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 67 cidades vizinhas, submetidos à cirurgia nos últimos três anos. Os participantes serão selecionados através de contatos informais com pessoas que foram submetidas à cirurgia dentro do convívio social dos pesquisadores, e através de indicações de médicos gastroenterologistas da região. Será realizado contato telefônico com sujeitos encontrados com o objetivo de convidá-los a participar da pesquisa. Eles deverão participar de uma entrevista que será gravada e posteriormente transcrita. Neste primeiro contato, será esclarecido todo o procedimento que será utilizado e garantido o total anonimato desses sujeitos que serão separados por faixa etária e sexo para posterior análise dos dados coletados, através de gráficos e tabelas, e posterior elaboração de relatório final. Palavras-chave: Obesidade mórbida; Cirurgia bariátrica; Imagem Corporal; Transtornos alimentares. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Mayara de Almeida Bérgamo, Natália Tombolato Montagner,Tatiane Zambianco Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM ESTUDO SOBRE A ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA NO ABRIGO: ASPECTOS FACILITADORES E DIFICULTADORES Muitos estudos discutem a vivencia institucional, sendo que alguns apontam prejuízos ao desenvolvimento, enquanto outros indicam que a instituição pode ser uma alternativa positiva, nos casos da criança estar em situação de risco. Este trabalho pretende apresentar a proposta de um estudo sobre a criança retirada por ordem judicial e sua adaptação na nova condição de viver no abrigo. A partir da busca bibliográfica foram encontrados estudos realizados nas últimas décadas que discutem a vivência institucional apontando prejuízos e benefícios ao desenvolvimento infantil, quando muitas vezes o ambiente familiar oferece situações de risco à criança. A instituição é uma rede de apoio social e afetivo que deve oferecer um espaço para o desenvolvimento saudável das crianças. Serão sujeitos desta pesquisa vinte crianças de ambos os sexos com idade entre seis e doze anos, que viviam em situação de risco. As etapas a serem cumpridas serão: 1) seleção dos participantes, onde as pesquisadoras entrarão em contato com o conselho Tutelar e solicitarão uma lista contendo todos os abrigos do município de Londrina, através de uma seleção aleatória serão escolhidas duas dessas instituições. Em seguira será feito contato telefônico com os diretores dos abrigos selecionados solicitando a autorização para a realização da pesquisa. A partir desse momento realizar-se-á um sorteio para a seleção das crianças; 2) coleta de dados através da entrevista que será realizada em uma sala separada e a criança responderá, acompanhada de um supervisor do abrigo, a um questionário com 10 questões abertas, que serão gravadas; 3) os dados serão separados por tópicos e categorias de interesse; XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 68 4) análise dos dados onde serão analisados de forma qualitativa; 5) elaboração final e artigo para publicação. O objetivo da pesquisa é conhecer como se dá a adaptação no abrigo das crianças que viviam em situação de risco. Como a pesquisa ainda está em andamento, não existem resultados a serem apresentados. Palavras-chave: crianças institucionalizadas, instituição, abrigo Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Carolina Silva Santos , Mariana Monteiro, Mariana Colofatti Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia - UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM ESTUDO SOBRE ABUSO SEXUAL INFANTIL: CARACTERÍSTICAS QUE LEVAM O AGRESSOR AO OPTAR POR SUAS VÍTIMAS. O abuso sexual infantil é um problema presente em nosso dia-a-dia. Entendese por abuso sexual desde uma carícia até o estupro. Percebe-se que a maioria dos artigos científicos relacionados ao tema são voltados às vítimas, não dando a devida importância ao agressor. Pesquisas também mostram que os agressores são geralmente pessoas próximas às vítimas, como pais, mães, primos ou amigos. Esta pesquisa enfocará o agressor, buscando descobrir quais são seus critérios de escolha ao optar pelas vítimas. Julga-se que a maioria dos agressores foram abusados sexualmente quando crianças, que a maior parte dos agressores abusam por certa satisfação pessoal de poder, de autoridade, e que grande parte dos mesmos são os próprios pais (masculino). Para avaliar tais hipóteses seguirão as seguintes etapas de procedimento: 1) Através de órgãos governamentais buscar-se-á uma listagem de profissionais de projetos destinados ao atendimento de vítimas de abuso sexual infantil, e que prestaram atendimento à, no mínimo, cinco agressores sexuais infantis. 2) Serão selecionados dez profissionais para que se possa coletar o maior número de dados possíveis. 3) Os dados coletados serão organizados dos mais abrangentes aos mais específicos, focando o agressor. 4) Depois de organizados será feita a junção com as pesquisas bibliográficas relacionadas ao mesmo tema, para análise. 5) Após a análise dos dados será formulado um relatório final e confeccionado o artigo científico para publicação. A pesquisa se mostra de grande relevância social e teórica, pois ao desvendar as características mais peculiares dos agressores, o conhecimento poderá ser transmitido à sociedade a fim de conscientizar e alertar sobre riscos e situações que levam os agressores a agir, causando danos prejudiciais. Procurará conscientizar a população do que realmente é um abuso sexual e quais os níveis que ele pode se classificar. A pesquisa ainda está em andamento, não existindo ainda resultados a serem apresentados. Palavras-chave: abuso sexual infantil; agressor XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 69 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): ANA CAROLINA COSTA SILVA Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN Titulação do Orientador: MESTRE Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA HISTERIA Neste trabalho faço uma referência aos conceitos relacionados à histeria, que é muito antiga, e que nos remete ao tempo de Hipócrates, passando e acompanhando a história da medicina. No final do século XIX com a influencia de Charcot a histeria era vista como algo anatômico, onde buscava-se explicações em possíveis lesões físicas, orgânicas e por vias de sugestão e simulação. Contrapondo os apontamentos de Charcot, Freud e Breuer começam a pensar na histeria como uma doença psíquica bem definida, afinal paralelamente pensava-se nas descobertas de inconsciente, fantasias, recalque, transferencia etc. Assim, a histeria passa a ser considerada uma das principais vertentes da estrutura neurótica. Na atualidade alguns autores utilizam-se da fase da adolescência para fazer um comparativo com a histeria. É nesta época que acontece uma repetição da prematuração infantil, no momento da puberdade, qualquer sujeito revive como traumática a prematuração do desamparo infantil, pois lhe cobram uma decisão enquanto sua posição social e sexual, sendo que muitas vezes seu corpo ainda não esta a altura desta decisão. Mas a adolescência não é um momento tão difícil apenas por estes fatores, tem algo mais, a prematuração da primeira infância, essa situação que como dizia Freud de desamparo, é uma posição à qual o estadio do espelho corresponde adequadamente. Afinal é graças a ele que nossa infância não é um túnel de angustia insuportável. O adolescente vai interrogar o Ideal do Eu, aqueles traços tortos de identificação com o pai e essa interrogação podemos definir como propriamente histérica. Histérica pois ele busca qualquer coisa que o permita um valor do lado Ideal do Eu, que pode aparecer sustentado ou não por um desejo. Assim começamos a pensar na histeria como a necessidade de sustentar a função paterna, como a necessidade de encontrar, atrás da enunciação de Ideal, o desejo. Na histeria busca-se verificar a falha paterna , e esta falha é verificada a cada dia, na tentativa de poder sustentar a posição paterna. Palavras-chave: Histeria, estruturas-clinicas, Édipo. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 70 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Bruna de Souza Silveira, Ana Paula Teté de Souza Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO PARTE INTEGRANTE DA ATUAÇÃO DO PSICOLOGO ORGANIZACIONAL O diagnóstico organizacional tem como objetivo analisar o contexto do trabalho identificando as dificuldades presentes para atingir o que é esperado tanto pela empresa quanto pelos colaboradores. Essas necessidades devem ser compreendidas em nível social, organizacional, grupal e individual devido à rede de relações que compõem, e devem ser consideradas com o mesmo nível de importância, podendo assim ser realizado uma intervenção que contribua para a melhora do déficit encontrado. O enfoque pode ser preventivo ou como de manutenção das relações entre o homem e o trabalho melhorando a qualidade de vida das pessoas que fazem parte desse contexto. A empresa escolhida para se realizar o diagnóstico organizacional foi um setor dentro de um hospital localizado na cidade de Londrina. Iniciou-se o diagnóstico com a visita de apresentação, e contato com áreas ligadas ao trabalho das auxiliares de enfermagem e com a Supervisora do setor. Para coleta de dados realizouse entrevista com a Supervisora e em seguida com outros colaboradores do setor. A entrevista abordou tópicos da área profissional e pessoal: tempo de empresa, função realizada, satisfação e insatisfação com o trabalho, motivação e desmotivação no trabalho, expectativas em relação à empresa, crescimento profissional, quantidade de atividades desempenhadas, relacionamento com os colegas em geral, saúde e lazer. O próximo passo foi tabular e compilar os dados das entrevistas e em seguida analisar os resultados das mesmas. Os principais resultados obtidos na análise dos dados que compuseram o diagnóstico organizacional foram: diferença de idade entre os colaboradores e a Supervisora do setor, tempo de trabalho dentro da empresa e do setor, e a forma de liderança, fazendo com que os colaboradores questionassem a sua maturidade e a falta de experiência além da própria resistência em aceitar o novo. De acordo com as análises realizadas, foi identificada a necessidade de um trabalho voltado para treinamento e desenvolvimento (coaching) com a Supervisora abordando temas importantes para o trabalho em equipe. O coach atua transmitindo técnicas que melhorem as capacidades profissionais através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas e reconhecimento de suas fragilidades. O trabalho irá abranger áreas como: relacionamento interpessoal; o trabalho em equipe e a motivação de equipes. Os encontros acontecerão semanalmente e os temas serão abordados em módulos e em horários previamente agendados de modo que não interrompa atividades do setor. Palavras-chave: diagnóstico organizacional, intervenção, coaching. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 71 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Kely Mariana Gonçalo,Lucia Helena Mendonça,Renata Resende Bragança Miotto Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A MANUTENÇÃO DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS E A INDIVIDUALIDADE DO IDOSO NA PREVENÇÃO DOS RISCOS DA DEPRESSÃO. O envelhecimento da população é tema de destaque em todo o mundo, e a partir desse fato, muitos estudos têm surgido com a finalidade de pesquisar entre outras coisas, as causas e conseqüências desse número que aumenta ano após ano. O progresso do envelhecimento tem se dado por fatores diversos. Encaixam-se nesses dados: evolução da medicina, melhoria da qualidade de vida, melhoria do diagnóstico precoce e prevenção de determinadas doenças, ampliação das possibilidades de acesso aos serviços de saneamento básico, alteração nos hábitos alimentares e de higiene, prática de exercícios físicos. Devido as mudanças naturais ocorridas nessa fase da vida, como as biológicas, fisiológicas, psicossociais,entre outras, existe a necessidade de esses idosos terem um suporte pra o bom enfrentamento das possíveis perdas. Considerada a patologia mais freqüente nos idosos, a depressão também é alvo de pesquisadores em todo o mundo. Estes buscam trazer ao conhecimento da população, as maneiras de lidar com esses idosos e de forma mais específica, prevenir que cheguem a ter depressão. Nesse contexto da prevenção, surge a família, considerada o principal sistema de suporte do idoso. Com o intuito de atender as necessidades dos seus queridos familiares, a estirpe tem se colocado na posição de observadora, acolhedora e cuidadora desses idosos. Muitos deles não têm a felicidade de serem acolhidos por filhos ou netos, e são de certa forma amparados por instituições asilares. Independente da proteção recebida pelos idosos existe a importante necessidade de prevenção de doenças psicossomáticas ocasionadas pelas significativas perdas comuns desse período da vida. Trata-se de perdas afetivas como entes queridos, sentidos como audição e visão, memória, sensibilidade gustativa, limitação econômica, entre outras. Diante desses elementos, o presente estudo vai verificar se os relacionamentos interpessoais e a individualidade dos idosos preservam-nos psiquicamente diante das perdas e de suas possíveis conseqüências. Serão investigados sujeitos de idade superior a sessenta anos, através do preenchimento de formulários com questões variadas. As visitas a asilos e centros de convivência serão feitas na cidade de Londrina – PR e possibilitarão a coleta dos dados para posterior análise. Palavras-chave: interpessoais. Depressão, terceira idade,individualidade,relações XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 72 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Monica Varella Bomtempo Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA O ESTÁGIO DO ESPELHO Esse trabalho tem como objetivo dissertar sobre o termo “o estágio do espelho”, inicialmente usado por Jacques Lacan que fala da experiência infantil de se reconhecer no espelho de forma unificada.Lacan fala que o bebê, entre seis e dezoito meses, passa por um momento de reconhecimento corporal, onde seu corpo, primeiramente é percebido como despedaçado ou desconectado. Num segundo momento ele consegue distinguir que a sua imagem, ao ser refletido no espelho é de fato, o seu corpo, só que através de uma imagem. Quando essa criança percebe que seu corpo e imagem são distintos, ela passa a se re-conhecer como individuo. Um corpo desvinculado do corpo materno e que possui anatomia própria, onde suas partes estão interligadas.Esse estágio não é somente importante pelo reconhecimento corporal, mas também porque o bebê passa a entender que é um individuo. Começa aí um inicio da formação do Eu, um reconhecimento da individualidade infantil. Isso acontece primordialmente pela presença materna e seu papel é decisivo na formação inicial dessa individuação, pois é ela que demanda desejos sobre a criança. É esse desejo e a forma que ele é transmitido para a criança que ela constituirá um falo. A mãe é parte desse espelho, pois é através do afeto, do que ela diz sobre seu filho, que ela começa a “moldar” imaginariamente uma criança ideal. A criança que percebe ser objeto de desejo do Outro, se prende a essa imagem que a mãe cria sobre ela, se identifica com essa “imagem”, que é resultado da sua percepção corporal e com o que é desejado dele.Esse é um primeiro momento que antecipa o Complexo de Édipo. Essa preparação de um sujeito que agora tem registros imaginários, passa a ter a figura paterna como uma figura simbólica de castração, e que leva a criança a uma perda real, interditando e colocando a falta, já que ele (o pai) agora assume o papel de falo.Dessa forma, falar do estágio do espelho é de extrema importância para entender a constituição e a formação do Eu, entendendo qual o momento que antecipa o Complexo de Édipo e como se dá a estruturação psíquica na infância. Palavras-chave: estagio do espelho; formação do Eu; registro imaginário XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 73 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Josiane Tavares dos Santos Nome do Orientador: Zeila Faccin Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO - SEGUNDO A TEORIA LACANIANA Na psicanálise chamamos de sujeito aquele que se constitui no domínio verbal, que não nasce, e sim se constitui, através de uma articulação com o plano social onde é inserido por intermédio da família. O sujeito é chamado a se constituir através dos cuidados maternos, do desejo do outro, e será a falta que realmente irá o fundar. Nos primeiros momentos de vida, o bebe necessitará de cuidados intensos, que serão realizados pela mãe. Assim, será a mãe quem fundará e lançará as demandas, vontades e desejos deste sujeito. Acontece neste momento uma relação dual entre mãe x bebe, uma dependência do bebe para com a mãe. E será por meio desta mediação que o sujeito se instaurará no campo do simbólico. Neste período o sujeito se sente o falo materno, mas será preciso uma interdição, para que este bebe não se coloque na posição de objeto total e se torne completamente alienado a esta mãe. Será preciso que a mãe modifique suas demandas e desejos, para que o sujeito experimente uma sensação de despedaçado, que não completa a mãe. E com a entrada do pai nesta relação, o bebe perceberá aos poucos que ele não é mais o falo da mãe e sim este pai. O pai para a psicanálise representa a Lei da Castração. Com a entrada do pai se instala a castração imaginaria, uma primeira descolagem deste sujeito da mãe, e que proporciona o inicio da estruturação psicológica do bebe, onde inconsciente é construído na medida em que se instala o recalque. É no inicio do Édipo que a sexualidade começará a ser constituída, e no terceiro há a passagem do simbólico para o imaginário, onde o sujeito percebe que nem mesmo o pai é o falo da mãe, e assim experimenta a sensação de que somos seres faltantes. Com o declínio do Édipo a castração é inscrita e o recalque secundário passa a operar, além de o sujeito caminhar para a sua identificação sexual, estando habilitado para fazer suas escolhas objetais conforme sua passagem pelo Édipo. Palavras-chave: Estrutura - Sujeito - Édipo XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 74 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Georgia Magalhães More Nome do Orientador: Zeila Facci Titulação do Orientador: Prof de estagio 1 Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS Sobre a interpretação dos sonhos baseada na teoria Freudiana (1889), é possível dizer que o primeiro elemento importante é a afirmação de que os sonhos possuem um sentido, o sonho é uma atividade psíquica que obedece as leis do inconsciente , ao invés de ser um produto sobrenatural ou um puro resíduo sem sentido da atividade anímica . O segundo elemento importante é de que os sonhos não mais são do que a realização de desejos inconscientes, e o terceiro elemento é que os desejos que se realizam no sonho são de natureza sexual, para Freud a partir de um único fragmento é possível resgatar pela a analise aquilo que foi perdido pelo esquecimento. Na interpretação dos sonhos, o que é interpretado não é o sonho em si, mas o relato do sonho, isso pelo menos é o que ocorre numa situação analitica em que o interprete não é o próprio sonhador , mas sim seu analista.O trabalho da interpretação é realizado ao nivel da linguagem e não ao nível das imagens oníricas recordadas pelo paciente.O que se oferece a interpretação são enunciados e estes devem ser subistituidos pelo analista por outros enunciados mais primitivos e ocultos que seriam a expressão do desejo do paciente.Para Freud, a questão do sentido do sonho prende-se aos vários elementos oníricos que funcionam como significantes e que uma vez estruturado fornecerão o sentido do sonho.Essa é a razão pela qual Freud distingue dois métodos de interpretação dos sonhos: o método da interpretação simbólica e o método da decifração.Ambos esses métodos são anteriores ao seu , enquanto o primeiro considera o sonho como uma totalidade , procurando substituilo por outro que lhe seja análogo e inteligivel , o método da decifração considera o sonho em seus elementos constituintes , cada um dos quais funcionando como um sinal criptográfico que deve ser substituido por outro , segundo uma chave fixa .Ambos os procedimentos padecem de defeitos graves. A interpretação dos sonhos proposta por Freud também considera os sonhos em seus elementos, dizer que cada elemento do sonho funciona como um significante de algo oculto e inconsciente significa dizer que o sentido do sonho não está presente desde o inicio, no conteudo manisfesto, mas que surgirá a partir de um trabalho de estruturação cujos operadores Freud explicará.O conteúdo manifesto é uma transcrição de pensamentos oníricos latentes cuja sintaxe é dada pelo inconsciente.O importante é a compreensão de que esse inconsciente não é uma coisa no interior da qual os pensamentos latentes são transformados e distorcidos, tampoco ele é algo comparável as profundezas do psiquismo de cujas entranhas emergirá um material misterioso e inacessível ao pensamento consciente.Os significantes são, pois ,tributários de uma sintaxe que não lhes pertence ou pelo menos pertence ao ao sistema Pré-consciente /Consciente. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 75 São as distorções a que os pensamentos oníricos latentes são submetidos que servirá para chegar a sintaxe inconsciente. Palavras-chave: sonhos,interpretação,inconsciente Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Daiana Aparecida Marques Nome do Orientador: Zeila Facci Titulação do Orientador: Zeila Instituição: Instituto filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO O seguinte trabalho tem como objetivo; apresentar a Constituição do Sujeito, segundo a Psicanálise e a Teoria Lacaniana. O sujeito é aquele que se constitui na relação com o outro através da linguagem, e essa relação inicialmente dual e depois triangular; em referencia ao Édipo que é entendido como estruturante e modelador da relação humana com o falo.Assim a subjetividade só ganha sentido na referenciação ao Édipo que remete ao inconsciente como outro ponto necessário de articulação teórica, a marca inaugural e diferencial da psicanálise em relação á subjetividade humana é a clivagem desta em dois sistemas, conscientes e inconsciente.A noção de estrutura clínica se articula ao conjunto de elementos, leis de composição internas aplicadas a esses elementos (organizações psíquicas), não existe inferência estável entre as causas psíquicas e os efeitos sintomáticos que podem ser encontrados em diferentes estruturas, indicando diferentes caminhos de causalidade.A economia do desejo refere-se ao Édipo, (que se desenvolve na dialética do “ser” e do “ter” movimento de elaboração psíquica que conduz o sujeito de uma posição imaginária) que esta identificada com o falo da mãe, para uma segunda posição em que vai se identificar com aquele que supostamente tem o falo ou com aquele que o não tem, essa operação em um processo de simbolização denomina-se metáfora do nome do pai (castração) Então o que importa é a relação que o sujeito mantém com a função fálica e com a castração pois é ai que se negocia a relação com o falo, e portanto com a falta e o desejo. Estrutura clinica ou estruturas de personalidade (neurose, psicose, perversão) se dá em virtude dos avatares constituídos ao longo da constituição do sujeito, em especial ao longo de três tempos do Édipo. Podemos dizer que o Édipo introduz uma medida de ordem na economia da estrutura psíquica e ao mesmo tempo uma desordem Lacan denominou o período entre seis e dezoito meses no qual a criança forma uma representação de um unidade corporal por identificação com a imagem do outro, cuja função primordial é ser estruturante do sujeito um nível imaginário, ser o desejo do outro, não ausentando o simbólico, a criança não tem acesso a sua própria fala,mas é falada pelos outros. È através da linguagem que a criança ingressa na cultura, na ordem das trocas simbólicas, rompendo a relação dual que mantinha com a mãe, momento que também corresponde a entrada do pai em cena –constituição da família – momento edípico.Lacan fala XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 76 dos três tempos de Édipo, avançando num aspecto introduzido por Freud a respeito da importância do período por ele denominado pré-édipico. Primeiro tempo, o desejo da mãe é orientado pelo falo. A mãe é fálica e a criança é o falo materno, (dialética do ser) a criança constitui imaginariamente seu corpo como falo segundo o desejo da mãe;véu de alienação, fazer se objeto para as demandas maternas ,criança sujeita ao código materno na ausência de lei e de sujeito.Segundo Tempo, acontece a primeira separação entre mãe e criança, o pai intervém como privador, priva a mãe de seu objeto fálico e a criança de seu objeto incestuoso, pai imaginário, castração imaginaria, privação real.Terceiro Tempo acontece a segunda e definitiva separação entre mãe e criança, castração simbólica (recalque) operação simbólica cujo agente é o pai real e o objeto é o falo imaginário, pai passa de onipotente para potente, aquele que possui (dialética do ter)porém é é visto também como faltante pois também deseja a mãe, desse tempo depende a identificação sexual e a saída do Édipo opta para fazer suas escolhas e ingressar no circuito do gozo fálico. (Substitutos simbólicos) A neurose é uma estrutura que se define a partir da operação do mecanismo do recalque, cuja instalação se da na saída do Édipo, a neurose no sentido estrutural no terceiro tempo do Édipo, porque ele se “completa” conseqüentemente temos a castração (nome-do-pai) e assim o recalque passa a operar.É importante ressaltar que a estrutura neurótica se constitui exatamente em função de ser impossível a realização dos três tempos de forma “perfeita” sem falhas, e assim quanto menos a proximidade do transcorrer “ideal” do Édipo maior o grau de “adoecimento “ (sintomas, sofrimentos, dificuldades) dentro da estrutura temos na histeria a marca da manutenção da insatisfação do desejo, o desejo de ser o desejo do outro (objeto que satisfaça o outro) a falta esta alienada no outro, a estrutura histérica é mais comum em mulheres do que em homens, o falo em duas manifestações presentes: presença e ausência, esta constatação refere se ao momento e que a criança na busca de sistematizar o mundo de compreender, o que ocorre ao seu redor, divide o mundo em dois a partir do reconhecimento da diferença sexual anatômica: homens e mulheres, os que têm e os que não têm, mas na realidade quem não tem é porque ainda vai crescer ou porque estava lá e foi tirado. Por isso dizemos que ó terceiro tempo do Édipo depende a saída do mesmo e consequentemente que a identificação do lado do menino é mais ou menos direta na medida em que o pai tem algo a lhe transmitir o significante fálico, afinal é este significante que é desejado pela mãe e que lhe servirá para abordar outras mulheres(renunciando a mãe pela castração, mãe interditada pelo pai) como a mãe não tem nada a transmitir para a menina pois é do grupo da ausência ( significante fálico esta do lado do pai) a menina traça sua saída do Édipo, mantendo uma identificação ao pai imaginário, é exatamente desta identificação imaginaria que resulta a posição estrutural denominada histeria.No momento em que a menina se volta para o pai, aparentemente renunciando a mãe, ela vai em busca do falo para que possa ser novamente acolhida no desejo da mãe, quando a menina constata que o que a mãe recebeu do pai não foi o pênis, e sim um filho, a eleição do pai enquanto objeto amoroso ganha aqui este objetivo: um filho para presentear a mãe (equação pênis –bebê),como a menina não encontra o que busca junta ao pai, o que lhe resta é mesmo a identificação com a mãe , mas ainda para XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 77 ser o objeto de desejo do homem o obter dele o pênis me sua forma simbólica (filho), na condição de mulher não é ter o falo e sim um filho ,sendo esta equação a matriz simbólica da feminilidade.Freud agregou uma serie de elementos explicativos á neurose obsessiva ( o caráter ativo, masculino, a libido e as experiências sexuais primarias prazerosas que depois se transformaram em recriminação e predominância do erotismo anal na organização sexual, o medo que o eu tem de ser punido pelo supereu).Podemos dizer que a neurose obsessiva tem como origem um conflito psíquico infantil e uma etiologia sexual caracterizada por uma fixação da libido da fase anal, sabemos que isto se refere ao percurso e aos avatares dos tempos do Édipo a via estrutural a saída do Édipo para o menino é a sua identificação ao pai imaginário do segundo tempo, sendo que tal identificação o qualificaria para abordar qualquer outra mulher que não a mãe, já interditada pelo pai. Divida e culpa são outros componentes marcantes e articulados entre si, da neurose obsessiva, os primeiros escritos de Freud sobre a neurose obsessiva (1986) encontramos a existência de um ato sexual exitoso infantil que teria por conseqüência um efeito de culpabilidade e s decorrentes idéias obsessivas como auto-reprovação. É através do limite, da lei que se ascende à condição de desejante, o que, diga-se de passagem, do limite, da dificuldade para o obsessivo, alem de toda hesitação que lhe é característica, utiliza-se uma serie de rituais que enquanto afastam-no dos objetos de desejo o fazem desaparecer como sujeito.Na Psicose não há castração e sim a forclusao do Nome-do Pai (excesso ou falta de investimento), esse aspecto relativo ao Nome do Pai como um significante, significado que dá sentido ao desejo da mãe, justificada pelo fato de que o que sucede na instauração de uma psicose é exatamente a forclusao do Nome-do Pai, é necessário muita clareza a respeito dos tempos do Édipo, em especial em relação ao caráter, á função nome do pai tem a importância da veiculação desta função pelo discurso materno, é a este respeito que Lacan disse que “é a mãe que funda o pai”. No primeiro tempo do Édipo a criança vive num estado de alienação a demanda materna atrelado a ilusão de completude, de falicidade materna, a criança vive sob o enigma de alternância materna sou tudo ou nada para ela. Então a relação no imaginário se sustenta ate surgir algo para o qual não há significação (o real) e para a qual as significações dadas pelos outros não bastam mais elisão no imaginário, neste momento como o psicótico não pode fazer a passagem do outro ao Outro (lugar dos significantes) em busca de novas significações pois o lugar do Outro aponta para um vazio e não remete o sujeito a nenhuma nova significação, temos da elisão no simbólico, no encontro desses dois furos, duas elisões deparamo-nos com o surto. “O caráter primordial desta afetação se refere á falta de equivocidade da fala:”. Há uma palavra para cada coisa, a palavra tem peso de objeto. Da mesma forma, não encontramos atos falhos, chistes, lapsos, todos representantes da equivocidade e característicos do retorno do recalcado:impossível de se pensar onde não há recalque operante(lembre-se que o recalque é o mecanismo constitutivo da neurose). Os efeitos da forclusao, identificamos pela mesma via anterior relativa á fala, inexistência da formação de sintoma pois estes também derivados substitutos do recalque. Palavras-chave: constituição+sujeito XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 78 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Larissa Müller, Marcela Almeida Senedesi Nome do Orientador: Luciana Gusmão Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA INTERVENÇÃO EM GRUPO COM ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE E RISCO SOCIAL. O presente estudo tem por objetivo desenvolver o repertório de enfrentamento de situações problema, relacionadas à violência, drogas, sexualidade, higiene e preconceito em adolescentes, proporcionando suporte para os mesmos realizarem análise das conseqüências de seus comportamentos. A adolescência é uma fase que gera mudanças, tanto físicas como psicológicas; a aparência muda em função da puberdade, e seus pensamentos mudam à medida que desenvolvem a capacidade de lidar com abstrações (Papalia & Olds, 2000). Os adolescentes que se encontra em situação de vulnerabilidade e riso social possuem ainda outros agravantes que contribuem para os conflitos vividos nesta fase como o convívio direto com a violência nas ruas e também dentro de sua própria casa, estando muitas vezes em contato direto com seu agressor. Um outro ponto importante é o fato de que muitos desses jovens sofrem algum tipo de preconceito, o que pode gerar uma falta de oportunidade para os mesmos. Este trabalho está sendo desenvolvido em uma unidade de um projeto sócio-educativo da cidade de Londrina, em que participam treze adolescentes divididos em dois grupos. No primeiro, fazem parte seis jovens e no segundo, sete. Os encontros são realizados semanalmente com duração de uma hora cada. Inicialmente, foi feito um contato com a instituição e com o psicólogo da mesma, que também atua nos grupos. Depois, foi feito um convite para os adolescentes de doze a catorze anos e de acordo com o interesse deles, foi montado os grupos. No entanto, existiram algumas atividades que disputaram com o grupo e os adolescentes não compareceram. Então, foi adotado estratégias para que eles voltassem a freqüentar o grupo e até então a freqüência tem se mantido. Os grupos ainda se encontram em andamento e pode-se observar que os adolescentes passaram a ser mais assíduos, pontuais e participativos durante as atividades propostas pelas terapeutas. Palavras-chave: Adolescente, vulnerabilidade e risco social, grupo. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 79 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Andreza Sanches da Silva Nome do Orientador: Marco Antonio Neves Soares Titulação do Orientador: Doutor Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: PSICOLOGIA FILOSOFIA DA CIÊNCIA A busca pelo entendimento dos mistérios da natureza sempre esteve associada a uma curiosidade intelectual e a precisão de exercer controle sobre os mesmos. Foi dessa procura pela compreensão que o homem desenvolveu sua capacidade de refletir e de estudar esses enigmas. Para compreender a ciência, de forma teórica, é essencial a filosofia, já que até o fim do século XVII, grande parte da ciência era filosofia. A filosofia da ciência revolucionou o modo de pensar e humanizou os feitos científicos, procurando constatar o que existe de verdadeiro nos fenômenos humanos de acordo com as épocas e lugares. A área central da preocupação da filosofia é entender o pensamento científico, analisando os argumentos de modo a criticá-los e desenvolve-los.No inicio as explicações mágicas, míticas, bastavam para que o homem saciasse sua curiosidade sobre os enigmas da natureza. Na falta de conhecimento, para desvendar certos acontecimentos da natureza esses vazios eram preenchidos com histórias maravilhosas, das quais não haviam questionamentos. Com o tempo, estes esclarecimentos tornaram-se insuficientes e o homem começou a indagar, questionar estas histórias fantásticas. Destas reflexões a procura das verdades do universo surgiu a filosofia. E da filosofia surgiu as diversas ciências, que no inicio se confundiam com a própria filosofia, mas com o tempo voltaram-se mais para as práticas, na busca de constatar suas descobertas mostrando as evidencias de que as teorias são corretas. No entanto se com o passar do tempo ciência e filosofia se afastaram, para aproximá-las, de modo a humanizar o processo científico, surgiu a filosofia da ciência, ou seja, a reflexão sobre os processos científicos e sua influencia na história da humanidade. A filosofia da ciência é uma área filosófica contemporânea. Todavia ao estudarmos a história da ciência podemos ver que muitos nomes, anteriores a criação desta nova área de estudo, já praticavam, de uma maneira um pouco diferenciada a filosofia voltada a ciência. Estudar o processo do conhecimento humano, sua transformação de narrações míticas a filosóficas, e desta as indagações mais praticas, transformando a filosofia em ciência, é compreender a história humana de maneira a refletir sobre ela, a entender seu processo humano. Palavras-chave: Filosofia da ciência, compreensão, natureza XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 80 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Andreza Sanches da Silva Nome do Orientador: Marco Antonio Neves Soares Titulação do Orientador: Doutor Instituição: Universidade Estadual de Londrina Curso para apresentação: PSICOLOGIA FILÓSOFOS DA CIÊNCIA, FILÓSOFOS QUE PENSARAM A CIÊNCIA Muitos foram os homens que pensaram e refletiram sobre a história e os descobrimentos da humanidade. Todos eles foram, de alguma forma, transformadores do conhecimento científico. Revolucionaram o modo de pensar e humanizaram a ciência, trazendo para junto dela um pouco de filosofia. A filosofia desde o início, com Aristóteles, buscava explicações sobre a ciência. A ciência, com Galileu revela a necessidade de teorização da prática. Mas é apenas com George Berkeley filósofo e religioso moderno que tem-se o primeiro filósofo da ciência - mesmo tendo vivido alguns séculos antes do nascimento (século XX) desde campo específico de estudo. Outros pensadores como Francis Bacon, René Descartes e mesmo filósofos da ciência como Karl Popper, Thomas Kuhn, Paul Feyerabend, Gaston Bachelard demonstraram uma ciência mais reflexiva, mas humana e mesmo técnica.Aristóteles estudou filosofia por anos com Platão, aos 53 anos fundou sua escola, que diferente da escola a Platão, voltada a política e a filosofia, seu liceu dedicava-se mais a biologia e as ciências naturais. Francis Bacon dedicou-se a política e a filosofia. Acreditava que o conhecimento deveria estar aliado a pratica , de modo a equilibrar sabedoria e espiritualidade. René Descartes dedicou sua vida ao estudo da filosofia e da ciência. Sua obra apresenta uma natureza mais mecânica, transmitindo uma nova teorização da ciência. George Berkeley religioso e filosofo Irlandês, é considerado o primeiro filosofo da ciência. Galileu Galilei desafiou a instituição mais poderosa de sua época, a Igreja, em nome da ciência e da liberdade de expor suas idéias. Karl Popper, Thomas Kuhn, Paul Feyerabend, Gaston Bachelard, homens do século XX revolucionaram a maneira de entender a ciência refletindo sobre as ações humanas em conseqüência as descobertas, fundando um novo campo da filosofia.Estudar personalidades como Aristóteles,Bacon,Galileu,Descartes,Berkeley.Ou pensadores mais contemporâneos como Kuhn,Popper,Feyrabend,Bachelard,é conhecer a história, a filosofia, a ciência.É impossível pensar em ciência e não associar alguns destes nomes.Alguns voltaram-se com mais veemência à ciência (propriamente dita),outros dedicaram-se mais para as áreas humanas;mais cada um,em sua área,em seu tempo,forneceu uma pequena contribuição para o desenvolvimento e para a compreensão da ciência. Palavras-chave: filosofia, ciência, filosofia da ciência XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 81 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ary Brum da Silva Neto Nome do Orientador: Ana Maria Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA EM LONDRINA E PROMOÇÃO DE SAÚDE Nos últimos anos temos observado um crescente movimento pelo bem estar, promoção da saúde e pela qualidade de vida. É cada vez maior o número de pessoas e empresas que buscam informações sobre maneiras de adquirir hábitos saudáveis de alimentação, gerenciamento de stress, prática de atividade física entre outros. Vários fatores têm contribuído para isso: avanços nas pesquisas e tratamentos, aumento no custo com os seguros de saúde e o fato das pessoas estarem cada vez mais bem informadas sobre como promover sua própria saúde são alguns desses fatores. Porém, embora muitas pessoas já tenham consciência dos perigos que o cigarro oferece à saúde, da importância de uma alimentação adequada e da necessidade de se praticar o sexo seguro, na prática diária, ainda existe grande desconsideração aos fatores de risco, através da aquisição de hábitos ou de estilo de vida, que não colaboram com a saúde. O fato é que ainda existem muitas pessoas que continuam a colocar seu bem estar em perigo, comendo alimentos gordurosos, fumando e mantendo os comportamentos de risco. Dentro de uma perspectiva biopsicossocial, entender as barreiras para a promoção de saúde só é possível se for considerado não apenas o indivíduo, mas todo o contexto em que ele está inserido. Deve-se levar em conta sua família, seu ambiente de trabalho e sua cultura. Uma dessas barreiras é o fato de que as pessoas não possuem a preocupação em manter seu estado de saúde atual. Assim, quando elas não têm problemas de saúde ou são jovens, podem não ter estímulo suficiente para adquirir melhores hábitos. Promover saúde se eu já a tenho, não é algo que me interessa. Essa visão imediatista e a falta de reforço positivo de curto prazo fazem com que a necessidade em manter comportamentos que favoreçam a saúde seja ignorada. Outra questão importante é a de que o estilo de vida é adquirido dentro do ambiente familiar. Pais ou irmãos mais velhos fumantes, obesos, alcoólatras entre outros, influenciam diretamente na aquisição de comportamentos de risco. Outras variáveis familiares igualmente relevantes como: freqüentes conflitos, a falta de supervisão dos pais e mensagens inconsistentes são grandes influenciadoras. Um terceiro ponto de dificuldade é o próprio sistema de saúde. Aspectos econômicos muitas vezes atrapalham os esforços dos profissionais de saúde para oferecer medidas de promoção de saúde. Assim, pessoas sem sintomas não encontram motivo suficiente para buscar os serviços médicos para a orientação quanto aos fatores de risco. A pesquisa em questão busca através do questionário WHOQOL -100, analisar a relação da promoção da saúde frente à qualidade de vida do cidadão londrinense, levando em consideração todas as variáveis seja de maus-hábitos ou por falta de recursos disponíveis. Poderemos então através do instrumento utilizado fazer o levantamento de quais aspectos favorecem ou desfavorecem a XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 82 promoção da saúde na cidade de Londrina, e o quanto isso interfere na qualidade de vida dos cidadãos.Para isso aplicamos um formulário com 100 questões em 2.410 pessoas, sendo 1.157 do sexo masculino e 1.254 do sexo feminino, englobando diferentes faixas etárias e abrangendo toda região de Londrina. Tais dados estão em processo de analise. Palavras-chave: qualidade de vida; promoção de saúde; qualidade dos serviços de saúde Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Carolina Costa Silva, Diego Fernandes Gonçalves, Evelyn Alves Fernandes, Fabiani Mayumi Ito, Leila Franco, Lúcia Nair Tironi, Lucimeire Barrozo Volpato Mansaneira. Nome do Orientador: Cladismari Zambon de Moraes. Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A IMAGEM FEMININA NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA. A mulher, por sua capacidade de pensar, sonha, cria mitos, se diferencia dos demais, provocada pelo élan da realidade que não acata todas as representações. Instiga o homem artista, poeta, maestro, compositor que encantado por sua imagem, continuamente retrata-as em seus versos e obras. Grandes mestres da Música Popular Brasileira, como Milton Nascimento, Tom Jobim e Chico Buarque, são poetas que no instante de sua criação, trazem à luz da consciência sua parte mais secreta. Cantam, equiparando amantes, poetas e profetas sob o signo daqueles que habitam o mundo da Fantasia, que é o mundo da poesia, mundo do desejo. Assim sendo, surgiu o intuito de investigar como eram as musas habitantes das fantasias dos grandes poetas contemporâneos. Portanto, o presente trabalho, desenvolvido na disciplina de Estágio de Núcleo Comum III, tem por objetivo identificar e analisar, juntamente com a teoria psicanalítica de Freud, a visão que o homem tem sobre a mulher, expressa em produções artísticas (músicas) que possuem nomes de mulheres. O feminino na sua simbolização traz a ligação com a natureza e com a fertilidade, a receptividade, a expressão da liberdade, uma capacidade de saber cuidar, de diálogo e de acolhimento, ao mesmo tempo em que desejava se expressar e saber seu lugar, o que não pode ser confundido com submissão. O artista é um criador de imagens que estando inspirado, possesso, tomado pela Musa, pela divindade, faz suscitar em seus ouvintes ou espectadores uma constelação de imagens femininas. Embora Freud fosse um leigo em artes, dentre todas elas a sua maior dificuldade era com a música, pois não compreendia como seria possível emocionar-se sem poder explicar o motivo de tal emoção. Segundo ele, as maiores criações de arte são incompreensíveis e constituem verdadeiros enigmas. Esse estado de “perplexidade intelectual” pode ser uma condição necessária para fruição da obra de arte. A metodologia utilizada para desenvolver este trabalho foi buscar e selecionar, nos clássicos da Música Popular Brasileira, canções que tenham XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 83 por título nomes femininos: Maria, Maria, Ana Luíza, Luíza, Lígia, Beatriz, Geni e Bárbara. Num estudo sobre a feminilidade, Freud finaliza seu ensaio declarando que quem quiser saber mais sobre a mulher, que consulte os poetas. Palavras-chave: Música Popular Brasileira, Feminilidade, Psicanálise. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Daniele da Cunha Pires Nome do Orientador: não tem, pesquiza própria Titulação do Orientador: não tem Instituição: Centro Universitario Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE DEFICIÊNCIAS Em nosso país é muito alto o número de crianças que nascem com algum tipo de deficiência, cerca de 10%; podendo ser evitado com alguns cuidados 70% dos mesmos. Fica mais barato prevenir do que tratar, educar, reabilitar e incluir uma pessoa com deficiência na sociedade em geral. Toda gestante deve ser informada sobre a gravidez, o trabalho de parto e o parto. A gestação é um processo fisiológico normal, com stress ligado a mudanças do corpo feminino, portanto não é uma doença e deve ser cuidado com carinho e dedicação pelos profissionais da área, respeitada pelos familiares e compreendida pela sociedade. Para que a gestante ou futura gestante possa prevenir a deficiência em seu bebê, é recomendado alguns cuidados básicos: antes da gestação, durante a gestação, no parto e pós parto, é importante sempre a presença e acompanhamento da família nesse processo, a futura mamãe se sentira mais segura e protegida. Será citado um caso de uma criança que nasceu com deficiência mental, portador de hidrocefalia, hoje com a assistência que podemos contar na área as saúde, poderia ser evitado. Prevenir é um ato de amor e dever de todos. Palavras-chave: Gestação, Prevênção, Deficiências XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 84 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): I. S; Benetti, N.M.F.da Rosa Nome do Orientador: Gusmão, L. A. Z. Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Universidade Filadélfia (UniFil) Curso para apresentação: PSICOLOGIA ATUAÇÃO DO PSICOLOGO EM PROJETO SOCIAL DE INCENTIVO AO PRIMEIRO EMPREGO O Projeto Juventude Cidadã tem o objetivo de oferecer oportunidades formativas, inovadoras e criativas de desenvolvimento pessoal, social e profissional para que jovens de 16 a 24 anos em vulnerabilidade e risco social possam construir um caminho ao exercício pleno de cidadania, mediante sua formação integral aliada à convivência concreta de prestação de serviço voluntário à comunidade. Para participar é necessário que o jovem esteja estudando, e para receber a bolsa auxilio ele deve estar fazendo o Trabalho Civil Voluntário. A partir da capacitação desses jovens, a inserção no mercado de trabalho é realizada. Vinculada ao Governo Federal, uma executora da cidade de Londrina, especializada em formação profissional, executou o projeto. Num total de 245 jovens, foram oferecidos cursos de Telemarketing, Assistente de Vendas e Cabeleireiro. No começo foram feitas planilhas para melhor organização das informações pessoais dos jovens, como telefone e endereço, para então um encaminhamento para instituições para a realização do Trabalho Civil Voluntário. Foi realizado um trabalho junto aos jovens esclarecendo suas dúvidas quanto ao Trabalho Civil Voluntário; auxílio ao preenchimento do termo referente às horas mensais realizadas para o recebimento das parcelas da bolsa; auxílio na procura de instituições e conscientização destas ao espaço e ajuda para que pudessem ser oferecidos aos jovens essa experiência; confecção de planilhas das localidades referentes às instituições onde cada aluno realizava o Trabalho Civil Voluntário; intervenção direta com eles , tanto em situações de conflitos, como o próprio acompanhamento deles nas instituições, sendo informado e supervisionado todo e qualquer tipo de problema às psicólogas contratadas pela Executora do projeto. Através dessas ações junto aos jovens, todos eles tiveram a oportunidade de realizar o Trabalho Civil Voluntário, podendo assim relacionar a experiência na prática do trabalho com a noção de realidade e responsabilidade que deve ser adquirida antes da inserção no mercado de trabalho. Muitos deles obtiveram resultados positivos, mostrando uma postura correta e eficiente frente ao trabalho, sendo então contratados nas instituições onde realizaram o voluntariado. Esse trabalho realizado mostra o quão importante um Projeto Social representa para a cidade de Londrina. A psicologia tem papel fundamental para o andamento de projetos como esse, deparando-se com a cruel realidade que esses jovens em vulnerabilidade e risco social vivem. A postura e sensibilidade que o profissional de psicologia deve ter são essenciais, tomando atitudes e decisões em circunstâncias inesperadas, e que ao mesmo tempo são de fundamental importância para cumprimento do seu papel: um papel de acolhimento, reflexão, ação, instrução XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 85 e esclarecimento. Esse trabalho é contra a exclusão social existente, na qual uma oportunidade de formação pode oferecer uma nova perspectiva de vida, para que aconteça o protagonismo juvenil, fazendo com que o jovem aprenda a ser sujeito de direitos e ações frente à sociedade. Palavras-chave: protagonismo juvenil; sujeito de direitos; contra exclusão social; Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Fabrício Ramos de Oliveira, Alfeo Piana Neto Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Especialista em Psicologia Clínica e Psicossomática Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA RESILIÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA NA JUVENTUDE A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem o objetivo elevar o nível de saúde de todos os povos. A saúde é definida como um estado de bem estar físico, mental e social e não meramente de ausência da doença ou da enfermidade. A partir do último decênio, alguns estudiosos têm se dedicado a estudar o que leva determinados indivíduos a tornarem-se vítimas ou atores em situações de desastres e infortúnios. Nas últimas décadas a preocupação com a medida da qualidade de vida dos povos tem sido crescente, nos países que compõem a OMS. O estudo da resiliência pode ajudar na promoção dessa qualidade de vida. Emprestado da física o termo Resiliência que significa que uma barra submetida a forças de distensão até seu limite elástico máximo volta ao seu estado original quando estas forças deixam de atuar, ou seja, simboliza resistência e recuperação para representar comportamentos de pessoas que superam situações de adversidades em suas vidas. Resiliência é a capacidade humana de lidar, superar, aprender ou mesmo ser transformada com a adversidade inevitável da vida. A resiliência não é mais uma receita de felicidade na vida. É mais uma vacina para adquirir imunidade na adversidade: contra as injustiças, a violência, os traumas, a miséria, as perseguições, as guerras e as catástrofes. A presente pesquisa objetiva estudar e analisar a resiliência em jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, residentes no município de Londrina (PR). Nesse período da vida, estão presentes tomadas de decisões importantes que refletirão em toda a vida do indivíduo, como escolha da profissão, formação acadêmica, vínculos afetivos (namoro, casamento, sexualidade). Partindo das adversidades pelas quais os jovens passam nessa fase, torna-se interessante estudar a presença da resiliência nesse início da vida adulta, sobretudo quando se tem dados coletados que refletem a realidade social, econômica e cultural onde estão inseridos. Esta pesquisa pode vir a ser utilizada em planejamentos sociais ao provocar uma reflexão sobre o que leva determinados jovens a serem resilientes em detrimento de muitos que sucumbem às adversidades. O objetivo dessa pesquisa é mapear, por meio de aspectos relacionados à qualidade de vida, a resiliência em jovens de 18 a 24 anos que residem na cidade de Londrina-Pr. A coleta de dados será feita com a XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 86 utilização do WHOQOL-100, que foi o resultado de esforços da OMS na busca de um instrumento que pudesse avaliar a qualidade de vida dentro de uma perspectiva genuinamente internacional. A amostra será composta de 473 pessoas, sendo 227 pessoas do sexo masculino e 246 do sexo feminino. A presente pesquisa encontra-se em fase de análise de dados coletados. Palavras-chave: resiliência, qualidade de vida, juventude Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A PSICOLOGIA NA UTI – NEO-NATAL: UM COLO PARA AS MÃES DE BEBÊS EM SITUAÇÃO DE RISCO A atuação de psicólogos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para recémnascidos serve como apoio, possibilitando às mães e pais desses bebês suportar e lidar melhor com o sofrimento decorrente dessa situação. A psicologia oferece suporte aos pais e busca fortalecer o vínculo entre estes e o bebê, que pode ficar prejudicado devido à internação, contribuindo, desta forma, para o desenvolvimento psicológico e físico do bebê. A hora do nascimento de um filho é motivo de alegria para a maioria dos pais. Porém, nem sempre acontece conforme o planejado e, logo após o parto, os pais se vêem privados do convívio íntimo com o bebê, experimentando uma separação muito precoce. O nascimento prematuro da criança, assim como outros problemas decorrentes do parto, que exigem a internação do bebê, às vezes implicando em sério risco de morte, gera nos pais fragilidade, depressão, frustrações e angústia. Este sofrimento e instabilidade emocional justificam a grande importância de oferecer aos pais um espaço que possibilite a expressão de seus sentimentos diante das dificuldades que estão vivenciando, pois o acolhimento às suas angústias pode ser fator determinante para a garantia do estabelecimento e manutenção do vínculo afetivo com o bebê, uma vez que esta experiência emocional estressante pode acarretar na diminuição da qualidade dos cuidados dirigidos à criança. De acordo com Winnicott (1997), a relação simbiótica entre mãe-bebê é essencial no primeiro ano de vida. Nessa fase, a criança necessita dos cuidados de sua mãe para ter um bom desenvolvimento físico e emocional, e assim, no segundo ano de vida, este bebê saudável começará, espontaneamente, dissolver essa simbiose e, com a ajuda dos pais, caminhará gradualmente rumo à independência. Bolby (1995) percebeu sérias dificuldades no desenvolvimento da personalidade advindos da situação de internação, verificando assim, a importância dos cuidados maternos para saúde mental do bebê. Segundo ele, quanto mais cedo ocorrer a separação entre a mãe e o bebê, mais comprometedoras serão as lesões afetivo-emocionais. A fala, para a Psicanálise, nosso referencial teórico e metodológico neste trabalho, é compreendida como forma de expressão que possibilita a identificação, compreensão e elaboração dos sentimentos e idéias, possibilitando encontrar, junto àquele que escuta, formas de lidar e resolver XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 87 conflitos. Considerando o exposto, esse trabalho relata a experiência no Centro de Internação do recém-nascido do Hospital Evangélico de Londrina, enfocando um dos casos atendidos. Trata-se de Verônica (nome fictício), uma paciente de 17 anos que engravidou durante seu namoro com Fernando (também nome fictício). Ela reside com a mãe, irmãos e o padrasto. Verônica e Fernando namoram há três anos e não planejaram a gravidez. Desde o início, sua gestação foi complicada, diversas vezes, por recomendação médica, necessitou ficar de repouso devido aos sangramentos e descolamento de placenta. Porém, Verônica não seguiu as recomendações e, após o nascimento, isto é relacionado às complicações no parto e saúde do bebê, o que gerou na paciente sentimentos de culpa e grandes dificuldades em lidar com a hospitalização do bebê. Este passou por sérios problemas como meningite, paradas respiratórias e pneumonia. A mãe não conseguia ficar com o bebê no hospital, fazendo praticamente rápidas visitas; havia uma imensa dificuldade em suportar a fragilidade deste filho. Após alguns atendimentos ela falou sobre seus conflitos, sua história de vida, seu relacionamento conflituoso com o padrasto e sobre seu sofrimento em ver o bebê tão frágil. Durante os atendimentos realizados foi possível trabalhar com esta mãe a aceitação de suas falhas e a possibilidade de reparação. No último atendimento observamos a evolução do vínculo na relação mãe-bebê e uma melhora significativa na saúde desta criança. Palavras-chave: UTI Neo-Natal, relação mãe- bebê, fragilidade emocional Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Marcos fernando silva Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: doutorando Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA R.S.I - CONCEITOS O trabalho aqui desenvolvido tem por finalidade, o entendimento dos três registros da realidade humana, registros muito distintos e que se chamam: o Simbólico, o Imaginário e o Real, incutido por uma releitura de seus conceitos. Termo derivado do latim imago (imagem), imaginário designa aquilo que provém da imaginação, com capacidade de representar coisas em pensamento, independentemente da realidade. O imaginário é matéria-prima do trabalho de psicanalistas, poetas, artistas. De certo modo, podemos supor que todos os fazeres humanos dependem de uma instância imaginária, na trajetória de transformação de idéia em ato, na criação de um sentido. O imaginário esta intimamente relacionado com narcisismo, libido e estádio do espelho. O amor por si próprio onde a criança toma seu próprio corpo como objeto de amor, ela se basta, em sua onipotência. O estádio do espelho parte do momento em que a criança se reconhece por completo, descolada do outro, mesmo ainda dependendo do olhar deste outro para a afirmação de sua existência. O corpo da criança, que agora é percebido como não sendo o da XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 88 mãe, ocupa um lugar de desejo do desejo do outro, o falo que completa a mãe, lugar este que é mantido pela própria mãe através de suas demandas, e, na falta de uma terceiro nesta relação mãe/filho, a criança fica presa nesta posição alienada de objeto que completa a mãe. A operação do Nome do Pai ou Metáfora paterna remetendo o pai ao estatuto de um significante que substitui o desejo da mãe. Através da sua presença e ausência, a mãe introduz o filho a uma primeira formulação do simbólico. Se o desejo da mãe funciona sem ser nomeado, como puro capricho, estão assentadas as bases para uma estrutura psicótica ou perversa. O surgimento da linguagem marca esta fissura que a alteridade e a triangulação simbólica instalam. A linguagem já pressupõe etapas que foram sendo ultrapassadas, pressupõe um terceiro que rompe a fusão imaginária com o corpo da mãe, instaurando assim a ordem simbólica, e a inscrição na cadeia significante.O simbólico já existe antes da desalienacao do corpo infantil, apesar de não ter o acesso à fala, a criança já é falada e marcada simbolicamente pelo universo parental que lhe dava um lugar e a falava mesmo antes de sua concepção, devemos porém, salientar que a criança não desenvolveu seu campo simbólico e sim seu lugar esta marcado simbolicamente. A estrutura psicótica parte da forclusão do nome-do-pai, da lei, da castração que media o acesso ao simbólico. O simbólico fica seguramente ligado ao real e ao imaginário, mas, principalmente, não totalmente preso ao real, como deixam supor seus escritos da lógica do inconsciente. O Real não é jamais redutível ao Simbólico.Isto posto, o real lacaniano refere-se à realidade própria da psicose, onde na falta de significantes ocorre o delírio que seria a tentativa de resgatar o que não foi simbolizado. O que não ganha inscrição, o que não foi simbolizado, retorna no real, não fazendo parte então do inconsciente, pois não foi recalcado, não existe em si, reside no real.Esta falta de simbolização não aparece só na linguagem, mas tambem como descontinuidade no simbólico do individuo que é onde trabalha, onde se pauta a psicanálise. As descontinuidades referidas aparecem como a manifestação da passagem ao ato e é tida como ultima tentativa de reconhecimento do simbólico, na melancolia, é entendido como ultima tentativa de encontrar um lugar no desejo do Outro, evitando assim seu aniquilamento. Palavras-chave: REAL, SIMBOLICO E IMAGINARIO XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 89 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Conrado Henrique de Araujo Machado Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Especialização em Psicologia Clínica e Psicossomática Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA A INFLUÊNCIA DA MÚSICA COMO FATOR SOCIAL NO DESENVOLVIMENTO NA ADOLESCÊNCIA As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade. Entre as diferenças estão: a maior propensão ao humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras. Essa pesquisa tem como objetivo possibilitar a melhor compreensão do papel da música na formação dos vários aspectos desenvolvidos na adolescência, como identidade, opinião, construção de valores e vida sexual. Granvillle Stanley Hall (1844-1924), famoso psicólogo e educador americano, primeiro presidente da Universidade de Clark em Massachusetts, EUA, definiu a adolescência como sendo um período de “tempestades e stress”, posto que conflitos nesse estágio de desenvolvimento podem ser considerados normais. Já a antropóloga Margaret Mead (19011978) atribuía o comportamento adolescente à cultura em que o jovem está inserido. A busca por uma identidade única é um dos problemas que adolescentes frequentemente encaram, desafiando autoridades e regras como um caminho para se estabelecerem como indivíduos. Isto não significa, entretanto, que a criação adequada, por pais ou outros tutores, e uma vida inspirada sejam contradições, mas discute-se o quando uma deve ceder lugar à outra. Nesse estágio, vários elementos servem como modelos de comportamento, incluindo a música, bem como os músicos que as compõem e/ou as interpretam. Falar da música de um ou outro grupo social, de uma região do globo ou de uma época faz referência a um determinado tipo de música que pode aglutinar elementos completamente distintos (música tradicional, erudita, popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve adaptar sua escuta a uma cultura que ele conhece ao mesmo tempo que percebe a obra musical. Desde o início do século XX, certos especialistas em música estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que, mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se destinam. Visto que a música é, atualmente, um fenômeno social de extrema importância, especialmente no que se diz respeito a adolescentes, essa pesquisa se faz útil por buscar a união de dois assuntos: a música como fenômeno social e o desenvolvimento psicológico e social do indivíduo na adolescência. Palavras-chave: Música; adolescência; desenvolvimento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 90 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): thyago h costa rossini, Natalia Massaro, Ana Paula Favoreto Nome do Orientador: Mauro Duarte Titulação do Orientador: especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA PR E A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE OS DOMÍNIOS RELAÇÕES SOCIAIS E PSICOLÓGICO. Assim como a (OMS) definimos qualidade de vida como “ A percepção do individuo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e com relação a seus seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações ”. Sendo assim buscamos com este trabalho averiguar as reais condições de vida da população adulta de Londrina, atingindo todas as faixas etárias e níveis sociais, verificando seus anseios, suas frustrações e expectativas, buscando desta forma, atingir um resultado capaz de fornecer dados concretos sobre de que maneira essa população vive ou “sobrevive”. Buscamos também estabelecer uma relação entre dois domínios existentes, o domínio das relações sociais que é composto pelas relações pessoais, suporte (apoio) social e atividade sexual com o domínio psicológico que é composto pelas facetas sentimentos positivos, pensamento, aprendizagem, memória e concentração, auto-estima, imagem corporal e aparência, sentimentos negativos. Através dos dados coletados pretendemos averiguar até que ponto um bom nível de relações pessoais define uma psique saudável, se o apoio de amigos e familiares gera sentimentos positivos e um bom nível de auto estima, independente de idade, classe social ou gênero. A coleta de dados junto a população adulta de Londrina, foi realizada através de um questionário WHOQOL -100- instrumento com 100 questões ligadas à qualidade de vida, desenvolvido pela OMS, perante a sintaxe SPSS, sugerida para a correção e tratamento dos dados segundo o cronograma de tratamento estatístico SPSS ( statistical Package for Social Sciences versão 1), foram utilizadas também: pranchetas, canetas e camisetas. A amostra é composta de 2410 pessoas sendo 1157 do sexo masculino e 1254 do sexo feminino, todos os sujeitos estavam dentro dos critério estabelecidos pela pesquisa, eram moradores da cidade de Londrina a no mínimo 06 meses e eram adultos com idades acima de 18 anos. Os discentes que realizaram a coleta de dados tiveram o devido treinamento pela equipe de técnica de apoio da Pré-reitoria de Ensino da graduação ( do núcleo de apoio à pesquisa aplicada), os sujeitos foram devidamente informados sobre os objetivos da aplicação e o destino dos dados obtidos, o instrumento foi aplicado de forma que não causasse qualquer constrangimento ao sujeito, em locais que garantissem a sua privacidade. Os dados coletados foram digitados pelos próprios discentes e processados, utilizando o programa SPSS. Suporte financeiro: Unifil Palavras-chave: Qualidade de vida, domínio psicológico, relações pessoais. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 91 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Rosiane Martins de Souza Nome do Orientador: Marien Abou Chahine Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA NEUROSE NARCISICA - IN SETTING Neste trabalho será apresentado um caso clínico em andamento; o objetivo é falar sobre particularidades do setting terapêutico, assim como hipóteses levantadas a partir dos atendimentos clínicos com um paciente narcísico. A aceitação de processos psíquicos inconscientes, o reconhecimento da doutrina da resistência e do recalcamento, a consideração da sexualidade e do complexo de Édipo são os conteúdos principais da Psicanálise e os fundamentos de sua teoria. Freud (1914) insere o conceito de narcisismo no conjunto da teoria psicanalítica sob o ponto de vista dos investimentos libidinais, retirando o narcisismo do campo exclusivo das perversões e concebendo-o como algo natural no desenvolvimento psíquico. No narcisismo, a característica principal é a indiferenciação entre sujeito e objeto e a insipiente formação do ego. Desenvolvimentos posteriores apontam para importância do conceito, pois a predominância atual na clínica dos distúrbios narcísicos e das patologias do ego, exigiu o desenvolvimento teórico e técnico a fim de atender às particularidades, principalmente no que se refere às dificuldades na transferência, uma vez que a percepção do analista como objeto separado de si está prejudicada. Neste caso, um homem que chamarei pelo nome fictício de David, de 32 anos, solteiro, vivencia conflitos de relacionamentos em todas as áreas de sua vida, motivos estes que o fizeram buscar ajuda psicológica. A princípio, David se mostra pouco implicado com o tratamento, convocando de forma deliberada o analista para uma posição de exclusividade, mantendo-se sempre na defensiva e tentando modificar as combinações contratadas. As primeiras sessões revelaram-se cheias de resistências e atuações agressivas. David não concebia nenhuma validade e avanço no trabalho. A relação contratranferencial foi intensa devido aos ataques e demandas significativas, entre elas a de que a analista soubesse dele mais do que ele lhe revelava e de que trabalhasse por ele, ou seja, a visão do outro como parte de si mesmo e responsável por ele. As características narcísicas foram se revelando ao longo do tempo. Foi necessária então uma relação de holding por parte da analista para que se instalasse uma transferência positiva e o trabalho caminhasse. David não tem recordações de sua relação com o pai na infância, o mesmo é ausente e não reside com ele desde que nasceu. Acredita que a mãe é culpada pela distância do pai e é com ela seu conflito principal. A mãe é vista como uma mulher fraca que não soube lhe dar carinho, atenção e como detentora de um grande segredo. Sua queixa é que a mãe lhe esconde algo que ele não pode saber. Convoca a mãe para que ela dê o que ele precisa. A mãe é vista como alguém que retém a verdade, embora ele afirme que ela é mentirosa. Vemos na díade uma ausência do corte, da separação, há um ser XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 92 ligado à mãe por um vínculo de dependência, ainda que David lute para ser independente e não precisar de ninguém. Esse conflito com a mãe se estende para todas as outras relações, David espera um amor incondicional e se os outros não lhe dão o que quer, ele os ataca e afasta. Esta ambigüidade em relação ao amor e ódio, ao se aproximar e afastar-se, fazem com que o estabelecimento de relações superficiais e distantes seja a única forma suportável para este paciente. Ao longo dos atendimentos David começa um namoro e, a partir dele, percebe sua grande dificuldade de envolver-se o que, paradoxalmente, faz com que se envolva mais no trabalho de análise, mostrando um desejo de saber sobre si, saber sobre estas questões que vêm limitando sua vida. Palavras-chave: Psicologia,narcisismo,caso clinico Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Danielle Tomassetti Medeiros Nome do Orientador: Ellen Gongora Moreira Titulação do Orientador: mestre Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE RELAÇÕES DE TRABALHO EM UMA EMPRESA DE RECAPAGEM DE PNEUS. O diagnóstico organizacional é uma etapa fundamental para o trabalho do psicólogo que atua em uma organização, pois é através deste instrumento que se pode conhecer e posteriormente propor intervenções adequadas sobre os problemas encontrados no ambiente laboral. O presente trabalho foi realizado em uma recapadora de pneus na cidade de Cambé. A empresa conta com um total de 32 colaboradores, que trabalham nas áreas de vendas de pneus novos recapados e oferecem mão de obra para serviços automotivos. A presente pesquisa teve por objetivo analisar e diagnosticar a queixa inicial apresentada pela empresa, que era conhecer a visão que os colaboradores têm em relação ao seu local de trabalho. Inicialmente foram entrevistados os encarregados de cada setor da empresa e os colaboradores com mais tempo de serviço. Na seqüência foi aplicado em 24 colaboradores da empresa um questionário contendo 30 perguntas que contemplava tópicos da área profissional e pessoal: tempo de empresa, função realizada, satisfação e insatisfação com o trabalho, motivação e desmotivação no trabalho, expectativas em relação á empresa, crescimento profissional, quantidade de atividades desempenhadas, relacionamento com os colegas de trabalho em geral, saúde e lazer. Os resultados obtidos com a pesquisa de Clima Organizacional foram: 1) o tempo de trabalho para a maioria (71%) dos colaboradores não passa de 1 a 3 anos de atuação na empresa, o que a caracteriza como sendo uma empresa jovem; 2) nas entrevistas 100% dos colaboradores disseram estar insatisfeitos com os benefícios que recebem, e sentem a necessidade de receberem um plano de saúde; 3) a maioria dos colaboradores (53%) não pratica atividade física. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 93 Verificou-se também que 41,66% dos colaboradores apresentam dores de cabeça, 37,5% apresentam dores no corpo e 29.16% apresentam nervosismo, estes sintomas sugerem um índice de stress; 4) para 37,5% dos colaboradores a fofoca é um fator que atrapalha o bom funcionamento da empresa; 5) a falta de higiene (limpeza dos banheiros e do refeitório), ser mal tratado pelo cliente e a concorrência, foram citados pelos colaboradores como situações que os desmotivam na empresa; 6) a falta de união, a demora na entrega do serviço, preço alto e as instalações físicas são vistos pelos colaboradores como sendo os principais pontos fracos da empresa; 7) 66% dos colaboradores encontramse parcialmente satisfeitos ou insatisfeitos em relação ao Plano de Cargo, Carreira e Salário. Diante desses resultados encontrados, foram sugeridas as seguintes intervenções: a) a implantação de um programa de Socialização Organizacional com objetivo de promover a interação grupal entre os colaboradores dos diversos setores da empresa; b) implantação da ginástica laboral com o objetivo de melhorar a saúde ocupacional e a qualidade de vida do colaborador e, assim, diminuir a ocorrência de faltas ao trabalho por motivos médicos, diminuição dos acidentes de trabalho e aumento da produtividade da empresa; c) reestruturação do Plano de Cargo, Carreira e Salário, visto que 66% dos colaboradores encontram-se parcialmente satisfeitos ou insatisfeitos com o PCCS atual. A proposta de intervenção está sendo avaliada pela empresa. Palavras-chave: diagnóstico organizacional, clima organizacional, relações de trabalho Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Eloisa Mayumi Iwai Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL: EM BUSCA DA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS COLABORADORES. A Psicologia Organizacional assim como qualquer outra área de conhecimento enfrentou muitas barreiras para consolidar-se no mercado, mas ganhou espaço e credibilidade por demonstrar na prática a seriedade e eficácia de seus serviços, bem como a qualidade das pesquisas que são desenvolvidas pelos profissionais que a executam.Embasados nessa premissa, a graduação permite aos discentes a integração entre a teoria e a prática, através de estágios curriculares que visam o contato direto com a realidade organizacional e com as possibilidades de atuação do psicólogo sempre voltado à postura ética que lhe é propícia.Desta forma é que o presente estágio está sendo desenvolvido em uma empresa comercial de gêneros alimentícios, de pequeno porte na cidade de Uraí – PR, que conta com 35 colaboradores de ambos os sexos.Inicialmente foram realizadas entrevistas com os proprietários a fim de conhecer a realidade da empresa, bem como o histórico, quadro de XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 94 colaboradores, questões sobre relacionamentos inter-pessoais, possíveis queixas, etc. Em seguida foram realizadas entrevistas com alguns colaboradores, responsáveis pelas diversas seções e, finalizando a fase de coleta de dados, foi aplicado uma pesquisa de Clima Organizacional, aos demais colaboradores. Na seqüência os dados foram tabulados e analisados. As questões abordadas referiam-se à caracterização dos colaboradores, níveis de escolaridade, questões voltadas à saúde e qualidade de vida, níveis de satisfação com relação à aspectos tanto físicos quanto humanos dentro do contexto de trabalho e relacionamentos.Pode-se concluir que: a maioria dos colaboradores sentem-se satisfeitos com o trabalho que executam e com a empresa em si; sentem apreço e admiração com relação aos proprietários e consideram-se importantes e valorizados por eles. Classificam o salário como sendo bom e este é um fator motivacional dentro da empresa. Porém foi identificado ainda a necessidade de alguns problemas de comunicação, melhor definição de cargos e funções, necessidade de reuniões mais freqüentes e esclarecimentos de alguns conceitos importantes como benefício e qualidade de vida.Diante destes resultados foram propostas as seguintes medidas como forma de intervenção: inicio de um trabalho voltado à melhoria da comunicação e dos relacionamentos entre os próprios colaboradores por meio de definições mais específicas sobre cargos e funções; elaboração de reuniões estruturadas a fim de que se discutam questões relevantes no contexto do trabalho; melhoria da qualidade de vida através de grupos de controle de stress, ergonomia e/ou ginástica laboral.A proposta de intervenção está sendo avaliada pelos proprietários da empresa. Palavras-chave: diagnóstico organizacional; qualidade de vida; relacionamento inter-pessoal. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ricardo Tempone De Lorenzo (4º Integral) Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan Titulação do Orientador: Doutoranda Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA O CORPO CONTEMPORÂNEO NA FENOMENOLOGIA DE BORDA A sociedade contemporânea, o século XXI, se apresenta. Não há mais grandes produções intelectuais, grandes artistas com obras que nos fariam refletir sobre a nossa humanidade, ou sobre o suposto progresso que trariam benefícios para a sociedade como um todo. O corpo passa a ser o centro das atenções, agora não falamos mais de "mente sã em corpo são", pois este se tornou protagonista na sociedade, uma vez que saiu do íntimo, do privado e passou a estar nos outdoors das clínicas estéticas e das academias. A ciência lucra a serviço do corpo que busca ser perfeito, impedindo assim, o passar do tempo, apagando o passado, anestesiando a dor e padronizando a todos os que podem pagar para ser um diferente - igual.Este trabalho tem como objetivo trazer um pouco de luz para os que superficialmente acreditam que a XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 95 psicanálise, em especial a lacaniana, não trabalha com o corpo, considerando esta é uma terapia através da fala onde não se teria como ouvir o corpo.Assim sendo, nortearemos nosso estudo sobre a linguagem do corpo no processo psicanalítico baseados nas Fenomenologias de Borda. Pesquisa desenvolvida por psicanalistas argentino-brasileiros, que datam de aproximadamente 10 anos e que demonstraram que em nossa sociedade as patologias clássicas têm dado lugar às patologias fenomênicas, onde o órgão é o meio de expressão da psiquê.A cultura do séc. XXI parece criar um corpo que nos fala de uma forma diferente e faz com que a psique também se manifeste de forma diferente. As problemáticas internas vêm migrando progressivamente para o corpo e a plataforma do conflito muda para o exterior do sujeito.O corpo do qual falamos não consegue ser atendido pela medicina em sua totalidade, pois até o biológico está sob o agir da subjetividade física de um corpo que fala o idioma de uma nova sociedade. Esta sociedade tem que ser percebida pela psicanálise, que deve abrir seus olhos para não errar no diagnóstico destas novas patologias ou fenomenologias - produto de um velho homem, introduzido numa sociedade vertiginosa que lhe exige mais do que o mesmo consegue processar.A evolução da clínica psicanalítica ampliou seu campo teórico-clínico para além das neuroses transferenciais, abrangendo além das psicoses e das perversões, também os casos de obesidade extrema, anorexia, toxicomania e vários outros fenômenos ausentes ou não manifestos na sociedade do séc. XIX e grande parte do séc. XX.É possível que a manutenção do equilíbrio psíquico se realize na maior parte das situações de vida, pela produção de sintomas somáticos, muito mais que pela produção de sintomas psíquicos, neuróticos ou psicóticos. Assim sendo, é visível que nas chamadas neuroses atuais, a somatização acontece através de dores de cabeça, cabeça pesada, sensação de dor, irritação de um órgão, etc; que são elas realidades fisiológicas, porém, produto de manifestações psíquicas. Palavras-chave: psicanálise lacaniana; fenomenologia de borda; corpo fenomênico; neuroses atuais. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 96 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Auristela Mendes Bussadori Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA VIOLÊNCIA: MATÉRIA PRIMA DA SOCIEDADE OU PRODUTO FINAL DO GOVERNO? Este trabalho constitui-se uma proposta de pesquisa que busca estabelecer um parâmetro social sobre a violência urbana e a relação desta com a disfunção organizacional do governo no setor de segurança pública na atualidade. A presente pesquisa procurará investigar as possíveis causas que deflagram a violência urbana, observando quais os obstáculos que dificultam à ação do governo no combate e repressão a violência. Apesar das contribuições científicas em analisar e propor soluções para conter os efeitos destrutivos e desenfreados que a violência gera, verifica-se que autoridades políticas e judiciais demonstram pouco empenho e interesse em desenvolver métodos e estratégias possíveis para reduzir a violência urbana. As autoridades políticas e judiciais demonstram não ter interesse em minimizar a violência urbana, pois é essa insegurança gerada pela violência que políticos usam como patrocínio de sua plataforma de governo. A mesma violência urbana é reflexo de governo corrupto. A violência é nutrida pela corrupção, que atinge todos os níveis da máquina administrativa pública, causando uma generalizada falta de credibilidade e confiança nas autoridades. A falta de impunidade na esfera política sinaliza ao concidadão que ele está sozinho e que não existe justiça social. Outro fator que influencia a violência urbana são as desigualdades de classes sociais que contribuem para o aumento da mesma, uma vez que os menos favorecidos não têm como assegurar uma vida digna, que possa suprir suas necessidades básicas, como alimentação, saúde e educação. A válvula de escape é o apelo para o submundo, à marginalidade. Para esta proposta de pesquisa, participarão vinte representantes dos poderes públicos, entre eles, legislativo, executivo e judiciário e um delegado da Polícia Civil da cidade de Londrina. Os sujeitos da pesquisa serão entrevistados em seu local de atuação. Para coleta de dados com os sujeitos da pesquisa será utilizado um gravador e posteriormente um computador para análise das informações colhidas. Este estudo ainda encontra-se em andamento não permitindo ainda que o resultado seja apresentado. Palavras-chave: Palavras-chave: violência, sociedade, governo. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 97 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Auristela Mendes Bussadori Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA VIOLÊNCIA: MATÉRIA PRIMA DA SOCIEDADE OU PRODUTO FINAL DO GOVERNO? Este trabalho constitui-se uma proposta de pesquisa que busca estabelecer um parâmetro social sobre a violência urbana e a relação desta com a disfunção organizacional do governo no setor de segurança pública na atualidade. A presente pesquisa procurará investigar as possíveis causas que deflagram a violência urbana, observando quais os obstáculos que dificultam à ação do governo no combate e repressão a violência. Apesar das contribuições científicas em analisar e propor soluções para conter os efeitos destrutivos e desenfreados que a violência gera, verifica-se que autoridades políticas e judiciais demonstram pouco empenho e interesse em desenvolver métodos e estratégias possíveis para reduzir a violência urbana. As autoridades políticas e judiciais demonstram não ter interesse em minimizar a violência urbana, pois é essa insegurança gerada pela violência que políticos usam como patrocínio de sua plataforma de governo. A mesma violência urbana é reflexo de governo corrupto. A violência é nutrida pela corrupção, que atinge todos os níveis da máquina administrativa pública, causando uma generalizada falta de credibilidade e confiança nas autoridades. A falta de impunidade na esfera política sinaliza ao concidadão que ele está sozinho e que não existe justiça social. Outro fator que influencia a violência urbana são as desigualdades de classes sociais que contribuem para o aumento da mesma, uma vez que os menos favorecidos não têm como assegurar uma vida digna, que possa suprir suas necessidades básicas, como alimentação, saúde e educação. A válvula de escape é o apelo para o submundo, à marginalidade. Para esta proposta de pesquisa, participarão vinte representantes dos poderes públicos, entre eles, legislativo, executivo e judiciário e um delegado da Polícia Civil da cidade de Londrina. Os sujeitos da pesquisa serão entrevistados em seu local de atuação. Para coleta de dados com os sujeitos da pesquisa será utilizado um gravador e posteriormente um computador para análise das informações colhidas. Este estudo ainda encontra-se em andamento não permitindo ainda que o resultado seja apresentado. Palavras-chave: Palavras-chave: violência, sociedade, governo. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 98 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Michele Regina Brizzi Trizzi, Karolina SEdenho, Rafaela Faggião, Fernanda Delai Nome do Orientador: Ana Maria Titulação do Orientador: Pós graduação Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA: AUTO-ESTIMA EM DUAS DIFERENTES MACROREGIÕES NA CIDADE DE LONDRINA. O presente estudo tem como tema Qualidade de Vida: Auto-estima em duas diferentes macro-regiões na cidade de Londrina. Nos últimos tempos a importância da qualidade de vida tem crescido, aumentou-se a preocupação das pessoas em relação ao seu bem estar social, físico, mental, consequentemente visando uma qualidade de vida. Com isso, torna-se relevante e importante a execução desta pesquisa que visa principalmente diagnosticar se moradores da cidade de Londrina tem qualidade de vida adequada. Assim, sendo diagnosticados vertentes, pode-se contribuir para a melhora, visto que auto-estima e qualidade de vida estão relacionadas à bem estar e viver-se bem. O objetivo desta pesquisa é mapear a qualidade de vida: posição socioeconômica e suas influências na auto-estima em duas diferentes regiões na cidade de Londrina. Utilizando como instrumento de pesquisa (WHOQOL-100, instrumento completo com 100 questões) para a avaliação da qualidade de vida em moradores adultos da cidade de Londrina. O século XXI aponta a importância da construção da qualidade de vida para o ser humano, que decorrerá da capacidade de reconhecer a verdade sobre nós mesmos, compreender quem somos, como lidamos com os desafios da vida, como reagimos as perdas e frustrações e especialmente como lidamos com o sucesso. Viver com qualidade não decorre apenas de altos salários, resulta essencialmente da competência para encontrar um rumo para a própria vida, centrar-se em valores, buscar o que realmente importa. O universo da pesquisa compreende uma amostra de 2587 moradores da cidade de Londrina, sendo 1241 sexo masculino e 1345 sexo feminino, tendo como critério ser morador da cidade a mais de seis meses e maior de dezoito anos de idade usando como ferramenta estatística, programas como WHOQOL-100 e Excel. Onde a análise será feita comparando e tabulando 120 questionários de 100 perguntas, sendo 60 questionários masculinos e 60 questionários femininos, direcionadas a qualidade de vida, com domínio em auto-estima, abrangendo duas diferentes regiões de Londrina, utilizando como tratamento estatístico, o programa SPSS. Palavras-chave: Qualidade de vida, auto estima, posição socioeconômica XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 99 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Anthônia de Campos, Kessiane Bezerra dos SantosVieira Nome do Orientador: Luciana Gusmão Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA PROGRAMA DE INTERVENÇÃO COM EDUCADORES DO PROJETO VIVA VIDA Segundo Sidman (2003) a análise do comportamento nos diz que mesmo quando a coerção atinge seu objetivo imediato, a longo prazo estará fadada ao fracasso. Podemos levar pessoas a fazer o que queremos por meio da punição ou da ameaça de puni-las, mas ao se comportarmos assim, estaremos plantando sementes do desencorajamento pessoal, do isolamento da sociedade, da rigidez intelectual, da ansiedade, da hostilidade e da rebelião. Desta forma podemos levar crianças a aprender punindo-as por não aprender. O que é o mais comum. Mas essas crianças que aprendem por métodos punitivos crescem menosprezando educadores, odiando a escola e evitando o trabalho de aprender. O presente trabalho apresenta uma intervenção realizada com 6 educadores de um projeto Social – Educativo da cidade de Londrina. Este projeto atende crianças tanto do sexo feminino quanto masculino com idade de até 14 anos consideradas de risco e vulnerabilidade social. Os educadores vivenciam momentos delicados, com adolescentes e crianças em situação de risco e vulnerabilidade social sob o rotulo de criança em situação de risco social e pessoal, que estão expostos a ambientes violentos, muitas vezes envolvidos pelo trafico de drogas, vitimas de abuso, negligência ou exploração. Desgastados emocionalmente, muitos deles perdem o ânimo de ensinar e acabam realizando suas atividades sem prazer. Com isso podem fazer uso de métodos punitivos na tentativa de educar esta população. E este trabalho tem como objetivo discutir através das práticas educativas destes profissionais, a utilização de tais métodos e suas implicações, a fim de promover conhecimento de práticas educativas não preventivas que sejam eficazes para criar e manter um repertório de comportamentos referentes as relações interpessoais enfatizando a necessidade do auto conhecimento e a importâncias da comunicação verbal e não verbal.Os encontros aconteceram semanalmente com duração de uma hora e trinta minutos. Foram realizados até o presente momento 4 encontros. As atividades visaram propiciar contextos para o desenvolvimento do objetivo proposto e coleta de dados. Palavras-chave: Educadores; Comportamento, Relacionamento Interpessoal. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 100 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Cintia Kiyomi Nishi Nome do Orientador: Luciana Ap. Zanella Gusmão Titulação do Orientador: Docente e Mestrado Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PSICOTERAPIA COMPORTAMENTAL: PAIS AUSENTES E CRIANÇAS DESOBEDIENTES. Segundo a análise do comportamento terapia infantil está diretamente relacionada com a evolução dos estudos sobre o desenvolvimento. O distúrbio psicológico é quando a criança apresenta comportamentos que se afasta de uma norma social arbitrária e relativa, pois ocorre com freqüência ou intensidade que os adultos julgam ser muito alto ou muito baixa. O meio onde a criança está inserida é de extrema importância em casos de distúrbio psicológico. A participação dos pais e/ou da escola junto com o psicólogo ajuda no processo de intervenção tornando-o mais eficaz. Os pais são os mediadores que podem dispor dos reforçadores, promotores de mudanças comportamentais. A intervenção terapêutica está relacionada com a orientação dos pais e investimento na qualidade da relação pai e filhos. O presente trabalho apresenta o atendimento de uma criança de 6 anos de idade com queixa de desobediência com a mãe e na escola, fala alto, fala palavrão e apresenta comportamentos autoritários. O objetivo do presente trabalho é identificar as dificuldades da mãe na educação do filho, observar os comportamentos da criança no contexto terapêutico, estabelecer contingências que proporcionam o aprendizado de comportamentos adequados, discutir as práticas educativas pertinentes ao contexto familiar. Foram realizados 17 sessões semanais com a criança e 7 sessões quinzenais com a mãe. Nas sessões com a criança coletou-se informações à respeito da queixa trazida pela mãe, observou-se comportamentos da criança, reforçou os comportamentos adequados na relação com o terapeuta e iniciou a análise das conseqüências do comportamento da criança. Nas sessões com a mãe identificou-se a dificuldade desta em identificar comportamentos adequados da criança, bem como valorizá-la como pessoa e administrar o tempo para estar com os filhos. À partir disso nas sessões com a mãe priorizou-se o esclarecimento da importância da relação com o filho, a valorização da criança como pessoa e de seu comportamentos adequados. Até o momento a mãe vem apresentando comportamentos que evidenciam a sua dificuldade em perceber a sua responsabilidade quanto a ocorrência dos comportamentos do filho bem como quanto ao estabelecimento de uma relação de confiança entre ambos. A mãe ainda apresenta-se preocupada em administrar somente a própria vida. A criança está iniciando um processo de mudanças nos comportamentos na relação com a terapeuta e no contexto familiar. Palavras-chave: Terapia comportamental, criança e relação mãe-filho XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 101 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Mônica Maria Silva Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: Doutorado Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA A DIFERENÇA ENTRE SINTOMA E AS FENOMENOLOGIAS No inicio do século passado, época em que Freud desenvolveu a sua teoria, o contexto social predominante era baseado em uma cultura patriarcal, com famílias rigidamente constituídas e valores incontestáveis. Esse foi o cenário no qual se realizou a análise dos primeiros casos e toda a formulação da teoria referente à constituição do sujeito.O homem nasce num estado de total dependência, tanto física quanto psíquica. O inconsciente vai sendo formado a partir da interação da criança com a mãe. A mãe que toma a criança como objeto de desejo. Durante o Édipo ela vai experimentando situações onde ora ela é tomada como esse objeto de desejo e ora ela cai desse lugar. Esse lançar e relançar é que produzirá as inscrições no inconsciente.No movimento de presença e ausência do outro materno constituem-se buracos, descontinuidades que possibilitam a condição essencial de inscrição do sujeito na ordem simbólica. É a entrada do Nome-do-Pai que faz com que a criança caia como objeto de desejo materno e entre no campo da simbolização.Durante esse processo as idéias inconciliáveis a consciência serão recalcadas. A libido irá buscar outras vias de satisfação e irá regredir para fases anteriores em pontos de fixação infantis, chegando a esses pontos através das fantasias, produzindo então um sintoma. Porém o sintoma sofrerá ação através da censura, sofrendo modificações e deslocamentos e tendo como função a formação de compromisso entre a libido insatisfeita e o recalcado. Existe um gozo no sintoma algo como o que não cessa de se inscrever.O inconsciente, segundo Lacan é estruturado como uma linguagem que está presente no discurso do sujeito, onde o seu sofrimento será expresso pelo sintoma na neurose ou pelo fenômeno na psicose.É através do sintoma que o sujeito vai simbolizar algo que não pode ser expresso através da linguagem, do discurso. A simbolização permite que a castração seja metaforizada. Os fenômenos na psicose são diferentes do sintoma neurótico justamente pela falta de possibilidade de simbolização.Todo o processo de mudança pelo qual o mundo tem passado nas últimas décadas não poderia deixar de ter conseqüências sobre as questões relacionadas com a subjetividade. Nesse novo cenário novas formas de sofrimento têm surgido, outras manifestações diferentes do sintoma na neurose, mas também diferente dos fenômenos na psicose, que são as fenomenologias.Nas fenomenologias estamos falando de uma estrutura de base neurótica, onde o problema acontece justamente no momento da caída do sujeito como objeto. O corpo infantil fica preso por tempo demais na demanda materna, ocorre uma falha na pulsionalização e assim falta a representação que se articula na palavra. O que temos é um corpo não suficientemente elaborado na linguagem, elaborado simbolicamente. Palavras-chave: sintoma, fenomenologia, psicanálise XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 102 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Carolina Barreto Braga Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA O PROCESSO DE ESCOLHA DA ABORDAGEM TEÓRICA PARA ATUAÇÃO PROFISSIONAL NO CURSO DE PSICOLOGIA POR UNIVERSITÁRIOS DE DUAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. O presente estudo tem como objetivo investigar e identificar o processo de escolha da abordagem teórica para atuação profissional de sessenta universitários do curso de Psicologia. Os dados serão coletados em duas instituições de ensino superior, uma pública e uma particular, da cidade de Londrina, PR. A revisão de literatura realizada aponta uma série de estudos sobre as preocupações dos universitários ao fazerem suas escolhas profissionais, principalmente em relação à colocação profissional e ao processo de tomada de decisão. Pouco se sabe sobre como ocorre o processo de escolha da abordagem teórica que irá embasar a futura atuação profissional desses estudantes e quais as possíveis implicações dentro do universo de trabalho. Acredita-se que, ao investigar mais profundamente este processo, pode-se ter acesso a informações importantes, sobre como as instituições contribuem através de suas grades curriculares nos cursos de Psicologia, e se as mesmas atendem as necessidades destes alunos durante o processo de graduação. Têm-se como hipóteses para o presente estudo que durante a graduação, em contato com as diferentes disciplinas e professores, os alunos podem estar inclinados a optar pela abordagem teórica que possam realmente compreender, ou então pela abordagem que tiveram professores mais próximos e amistosos. O instrumento de coleta de dados a ser utilizado será a entrevista contendo dez questões relacionadas ao tema. Espera-se que os resultados revelem os fatores envolvidos no processo de escolha desses universitários no período da graduação, que possam contribuir para a superação das dúvidas, insatisfações e que possam estimular a construção de projetos de futuro dos universitários. Esta pesquisa está em andamento, por esta razão os resultados não serão apresentados. Palavras-chave: escolha de abordagem teórica, psicologia, tomada de decisão. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 103 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Maria Flávia Cabral Guimarães Nome do Orientador: Ana Maria Souza Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA AS INSTITUIÇÕES COMO DEPOSITÁRIAS DOS ASPECTOS MAIS NEGATIVOS DA CONDIÇÃO HUMANA Este trabalho visa a um maior conhecimento dos mecanismos obstrutivos nas instituições. Estes mecanismos solapam seu bom funcionamento e o bem-estar existencial dos que dele participam. E a origem deste bem-estar existencial comprometido pode também estar nos próprios indivíduos. Visto que estamos na era da grupalidade e saber conviver e atuar nos grupos é condição primordial, sobrepujando o individualismo, procurou-se conhecer sobre grupos, sua institucionalização e seus processos obstrutivos. Como objetivo geral fazse necessário ampliar conhecimento sobre o funcionamento dos grupos, estabelecer parâmetros que definam mecanismos obstrutivos de um bom funcionamento institucional e como objetivos específicos: definir o que é instituição, conhecer os processos grupais, conhecer o conceito de ideologia grupal, compreender o poder como elemento desagregador nas instituições, compreender as motivações inconscientes subjacentes à conduta humana enquanto mecanismo obstrutivo nas instituições. O homem desde a préhistória percebeu as qualidades especiais que se obtinham vivendo em grupos. Então para se fortalecer e sobreviver tanto aos animais quanto aos outros grupos humanos e enfrentar ameaças naturais o homem (família) pré-histórico contou com a solidariedade e com a lealdade. Mas as guerras por poder já existiam tanto entre grupos quanto dentro dos mesmo grupo. Com o tempo, os grupos humanos foram se institucionalizando e nesse processo seus membros foram perdendo seus sentimentos originais e se transformando em molde de vida para os desejos, pensamentos modo de vida das próximas gerações. Neste processo de institucionalização os grupos, que são definidos como um conjunto de pessoas que têm uma identidade, se intercomunicam, se interrelacionam em prol de objetivos comuns, pode ocorrer que o objetivo passe a não ser comum, mas de uma minoria ou de um membro apenas. Estamos na era da grupalidade. Se o aprendizado num passado recente era o individualismo, hoje para se atingir objetivos o indivíduo vai precisar se inserir no coletivo. O grande desafio, então é aprender a conviver, a trabalhar em equipe. A interdisciplinaridade e as parcerias substituem as lideranças carismáticas e egocêntricas, assim o trabalho nos grupos e com eles tende a ser feito de forma mais precisa, pois temos vasto embasamento teórico e muito trabalho prático onde nos espelharmos. Segundo Freud, o homem saudável é aquele que trabalha e ama. No entanto, o mundo moderno com todo o apelo ao consumismo e a crença geral que o valor do ser humano consiste naquilo que ele produz, leva a uma situação extrema, de trabalho compulsivo e estressante em prol de valor pessoal e sobrevivência. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 104 Isto é uma situação propícia pra o aparecimento de tudo o que é subjetivo e que precisa ser trabalhado de forma individual, como o narcisismo, a ambição por poder, a falta de comunicação nas relações, as interrelações pessoais. O trabalho será desenvolvido na forma de revisão teórica baseada na psicanálise e na psicologia social. Palavras-chave: Instituições - mecanismos obstrutivos Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti, Fernanda Melo, Natalia Pívaro de Souza, Vania Maria Ferreira Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Mestranda Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA DIAGNÓSTICO EM PSICOLOGIA ESCOLAR: FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA A IDENTIFICAÇÃO DAS DIFICULDADES PRESENTES NO CONTEXTO EDUCACIONAL A Psicologia Escolar e Educacional é um campo da Psicologia que vem crescendo ao longo dos anos. A atuação dentro da escola é ampla podendo ser trabalhados temas como processos de ensino e aprendizagem, desenvolvimento humano, inclusão de pessoas com deficiências, políticas públicas em educação, avaliação psicológica, orientação profissional, formação de professores, entre outros. Este trabalho é um relato sobre a experiência vivenciada por alunas do curso de Psicologia em uma disciplina da área de Psicologia Escolar. O trabalho foi realizado em um Colégio Estadual na Cidade de Londrina-PR, que atende aproximadamente 1600 alunos de 5ª à 8ª série e ensino médio nos períodos matutino, vespertino e noturno. Inicialmente foi realizado o diagnóstico escolar, com objetivo de levantar dados e conhecer o contexto e as dificuldades do colégio. Para isso foram aplicados questionários aos alunos de Ensino Médio do período noturno, as questões eram relativas às percepções dos alunos em relação à escola e professores, dificuldades encontradas, pontos positivos, temas que gostariam de trabalhar. Também foi aplicado um questionário com os professores do mesmo período com questões sobre sua atuação profissional, dificuldades encontradas, pontos positivos e percepção sobre os alunos. Logo após a coleta de dados, os mesmos foram compilados e analisados. Os problemas identificados diferem nas diferentes visões da direção, dos professores e dos alunos. Quando analisado pelo olhar do professor e da administração o problema reside na falta de colaboração nas atividades desenvolvidas e no baixo comprometimento com o trabalho e com ensino. Para a resolução desse problema, apontam a necessidade de conscientizar o aluno sobre a importância do ensino de forma a despertar-lhe o interesse e também de um trabalho com os pais para que possam ajudar no aprendizado dos adolescentes. Diante do exposto acredita-se que seja importante abordar com os professores as questões de comprometimento e a valorização do trabalho desenvolvido para que haja maior dedicação e para XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 105 que possam lidar de forma adequada com os desafios que vão sendo vivenciados. Com relação aos alunos percebe-se que os problemas principais são o relacionamento com os colegas e a falta de comprometimento e a indiferença entre os alunos. Para eles os professores apresentam irritabilidade e pressa no ensino do conteúdo. Também gostariam de trabalhar temas como escolha profissional, sexualidade e drogas, para diminuir as dificuldades que sentem. Dentro dessa realidade foi proposto um trabalho de intervenção abordando os temas levantados e as principais dificuldades do colégio, sendo neste momento focada na escolha profissional. .A escolha profissional é uma das decisões mais importantes que os adolescentes tomam em suas vidas. Muitas ansiedades e indefinições afetam este momento. Muitas pessoas "sabem o que não querem", mas não conseguem escolher o que querem. Muitas pessoas têm idéias muito superficiais a respeito de seus interesses, outras pessoas têm pouca base de informação sobre profissões e mercado de trabalho, algumas pessoas sentem-se receosas de fazer uma escolha errada e depois se arrependerem no futuro. O interesse em realizar este trabalho, está em proporcionar aos alunos um espaço para refletir sobre as decisões profissionais, tirar dúvidas e orientar-se para a escolha profissional criando oportunidades autoconhecimento, conhecimento das profissões e informação para tomada de decisão. Palavras-chave: Orientação profissional; Psicologia Escolar; Diagnóstico Institucional Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Lívia dos Santos Paula Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan Titulação do Orientador: MESTRA Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA O INCONSCIENTE O conceito central e fundador da psicanálise é, sem dúvida, o inconsciente. Conceito altamente criticado e negado por vários segmentos da ciência, afinal ele questiona o predomínio da razão humana, tão cara aos homens de conhecimento. Freud chega a apontar a psicanálise como a terceira grande ferida narcísica sofrida pelo homem ocidental, pois ela vem destronar certezas e mais, introduz o inconsciente como o verdadeiro senhor do humano, onde a consciência e a razão são mero efeito de sua superfície. A partir de então passa a existir uma divisão da subjetividade e ela é encarada como regida por dois grandes sistemas, a saber, inconsciente e pré-consciente/consciente. Isso não quer dizer que o homem seja cindido, pois os sistemas estão em constante interação. Uma das faces que passa a ser considerada é a desejante, durante muito tempo o desejo foi visto como aquele capaz de perturbar a ordem, por isso a subjetividade era identificada à consciência, o desejo era o que pervertia o bom funcionamento consciente, portanto, deveria ser controlado e talvez até punido. Mas de onde viriam os desejos, que passaram a ser rechaçados nessa XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 106 época? De algum lugar outro que não a consciência. Para entender isso a psicanálise vai buscar não o sujeito da razão, mas a razão do sujeito. E esta nada mais é do que a razão última dos desejos de cada indivíduo, muitas vezes não compreendidos por si próprio e por todos que estão a sua volta. Freud queria compreender o que causava a fenda existente entre o “eu falo” e o “eu sou”, entre o sujeito da verdade e a verdade do sujeito. Na sua busca de compreensão do funcionamento do psiquismo humano, Freud em 1895, escreve o “Projeto para uma psicologia científica”, neste trabalho descreve a experiência de satisfação, e somente mais tarde ele entenderá o quão importante esta o é para a formação da subjetividade. O homem ao nascer, não se encontra preparado para a vida extra-uterina, ele nasce num estado de total desamparo. Tal fragilidade coloca o bebê humano em dependência de outrem, que lhe satisfaça as necessidades básicas para a vida, é aí que começa a constituição do sujeito. Mas tudo isso só será entendido mais tarde, quando da construção da teoria sobre o inconsciente, em “A interpretação dos sonhos”. Nesse trabalho Freud retoma algumas questões levantadas no “Projeto”, como a experiência de satisfação, o processo primário e o processo secundário. Através da investigação dos sonhos chegará enfim à descoberta do inconsciente, suas características e funcionamento. E este momento pode também ser chamado de a fundação da psicanálise, já que seu principal objeto é o inconsciente. Palavras-chave: inconsciente, constituição da subjetividade Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): MIRIAM TOMY TABUO Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN Titulação do Orientador: MESTRE Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA A ARTE DO ESCULTOR E O PARTO DE IDÉIAS: UMA REFLEXÃO SOBRE O DESEJO DO ANALISTA. Este artigo visa promover uma reflexão sobre o desejo do analista desde uma leitura Freud-lacaniana, enfatizando o que é o desejo do analista e o que ele não é a partir da posição de Sócrates. Ao contrário do que muitos podem pensar, o desejo do analista não se refere à interferência da subjetividade do analista no processo analítico, mas é um desejo de alteridade, de se colocar em uma posição de vazio, de oco, de dessubjetivação, na qual o eu do analista deverá ser anulado, para que, do lado do analisando, possa advir o sujeito do inconsciente. Freud fez uma analogia entre a atividade do escultor e a do analista, sendo que o escultor apenas tira os excessos da matéria bruta a ser esculpida, para que a essência da obra de arte se manifeste. O analista tal como o escultor não inclui nada ao fazer uma intervenção, não oferece sentidos prontos, apenas retira os excessos que recobrem o desejo do analisando. O desejo do analista converge em alguns pontos com a posição socrática, pois ambos, tanto analista quanto Sócrates, são alvo de uma XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 107 demanda de amor e uma aposta de que são detentores de um saber. Entretanto, a partir desse ponto, os dois posicionamentos se diferenciam, pois o que cada um fará com aquilo que lhe é endereçado, muda significativamente o percurso a ser trilhado. Sócrates se dirige àquele que se diz sábio, interrogando-o e convocando-o a uma produção de saber, que ao final levava o suposto sábio a concluir que nada sabia a respeito do que falava e conseqüentemente provava que realmente não existia ninguém mais sábio do que ele, sendo isso um resultado de sua douta ignorância. Filho de um escultor e de uma parteira, Sócrates dizia que sua profissão era semelhante à de sua mãe, pois também realizava partos, mas de idéias. Ao contrário de Sócrates, o analista não detém um saber sobre a verdade do analisando, sobre o seu saber-insabido, mas tem um saber sobre o funcionamento do inconsciente e de que modo ele opera. Trabalhar como analista escultor, utilizando a arte da escuta e a arte interpretativa, pode levar a produções que ao invés de congelar sentidos e promover um parto de idéias, abrem possibilidades, horizontes e uma certa liberdade em relação ao desejo do Outro, que pode relançar a outros caminhos que não os do sintoma. Palavras-chave: DESEJO DO ANALISTA, SÓCRATES, TRANSFERÊNCIA. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Josiane Tavares dos Santos Nome do Orientador: Maria Jose Parente Janini de Toledo Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitario Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA A IMPORTANCIA DO LUTO NA VIDA DA CRIANÇA Falar ou não falar de morte para a criança? Esta é uma questão bastante discutida na comunidade cientifica e como abordar este assunto com a criança e as possíveis conseqüências. Vario autores relatam sobre a confusão e desamparo que pode ser ocasionados a partir da historia contada para a criança sobre a morte de um ente querido. No presente caso temos a historia de um adolescente que perdeu o pai ainda na infância, aos seis anos, em um acidente de carro num momento em que seus pais estavam concluindo a separação, após um relacionamento muito conturbado entre eles. Neste caso, era o pai quem desempenhava os cuidados maternos. Após a sua morte, a mãe se casou novamente e se mudou para outro país, deixando a criança aos cuidados da avó paterna. Um ano depois retornou para e levou a criança para o país em que morava. Neste tempo a criança perdeu dois anos escolares e vínculos com os familiares. Após um ano em outro país a mãe engravidou e antes do bebe nascer todos retornaram ao Brasil. Quando o irmão do adolescente completou um ano de vida o marido da mãe voltou para o exterior. Todos usufruem da pensão que o pai do adolescente deixou, pois o atual marido da mãe não provê a família. Supondo que o filho poderia estar se afastando dela, por não ter compreendido as mudanças ocorridas na família no XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 108 referido período, e também por estar apresentando dificuldades escolares, decidiu procurar ajuda psicológica para ele e orientações para a família. Abordaremos os resultados da historia que a mãe contou para a criança sobre a morte do pai, como a criança simbolizou este fato, as dificuldades que a mãe encontrou para desenvolver uma boa comunicação com o adolescente, as técnicas utilizadas pela terapeuta e os resultados obtidos. Palavras-chave: adolescente - morte - luto Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Gilson Pereira Lima Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL NUMA EMPRESA TABAGISTA O presente trabalho de Diagnóstico Organizacional foi realizado em uma empresa que atua no ramo de tabaco situada em Londrina-PR. Primeiramente houve a fase de apresentação onde foram explicados os objetivos deste trabalho. Com a autorização para efetuar o Diagnóstico Organizacional realizou-se, logo após, o processo de integração com a empresa, o qual permitiu o reconhecimento do espaço físico e o contato com os diretores e demais colaboradores da organização. No início, buscou-se conhecer o histórico da empresa através de entrevista com um dos diretores e em contatos informais dentro da empresa. Foi apresentado no decorrer desse processo o histórico já documentado por eles. Em seguida, realizaram-se as entrevistas com 7 colaboradores mais antigos da administração e a pesquisa de clima organizacional envolvendo 30 colaboradores da produção, manutenção, transporte de cargas e faxina. Os tópicos abordados nas entrevistas e pesquisa de clima abrangiam assuntos da área profissional e pessoal: tempo de empresa, função realizada, satisfação e insatisfação com o trabalho, motivação e desmotivação no trabalho, expectativas em relação à empresa, crescimento profissional, quantidade de atividades desempenhadas, relacionamento com os colegas de trabalho em geral, saúde e lazer. Algumas informações foram também obtidas através de contatos informais com alguns colaboradores. Os dados coletados foram tabulados e os principais problemas verificados envolveram: reconhecimento profissional; planejamento de cargos e salários; atuação do encarregado; comunicação; colaboração no trabalho; stress laboral. Após a realização do Diagnóstico, foram realizadas as seguintes propostas de intervenção: programas para combater os indicadores de stress laboral; aprimoramento nas relações interpessoais com o propósito de promover uma comunicação mais eficiente dentro da organização, uma maior integração dentro dos grupos e nas equipes de trabalho e aumento da colaboração entre as pessoas dentro da empresa; programa de treinamento e desenvolvimento que melhore o desempenho dos encarregados na coordenação da equipe e na propagação de informações e comunicados internos; criação do plano de XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 109 cargos e salários. O relatório com o Diagnóstico Organizacional foi apresentado a empresa e está sendo avaliado. Palavras-chave: diagnóstico organizacional, clima organizacional, intervenção. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Maria Sanches Nome do Orientador: Luciana Gusmão Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA ABUSO SEXUAL E A APLICABILIDADE DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: UM ESTUDO DE CASO CLÍNICO. O atendimento a crianças é um assunto que provoca muito interesse em diversas áreas da Psicologia. O estudo do comportamento infantil é expressivamente rico, devido às características peculiares que esta faixa etária apresenta. Este trabalho faz uma análise do caso de uma menina de 11 anos que chegou até o serviço de psicologia da Unifil com a queixa de suspeita de abuso sexual praticado pelo pai. Este caso ainda está em andamento, mas já foram feitas algumas considerações. Segundo Schelb (2004) os abusos praticados contra criança e adolescentes são uma das principais causas da criminalidade infanto-juvenil. Inúmeras podem ser as causas, mais na maioria dos casos registrados de abuso constatou-se alcoolismo ou analfabetismo de pelo menos um dos responsáveis. O atendimento tem como objetivo investigar junto à criança, se esta apresente algum comportamento característico de abuso sexual, se este chegou a acontecer, desenvolver comportamentos prósociais e investir na relação entre mãe/criança. Este trabalho vem sendo realizado no serviço de psicologia do Centro Universitário Filadélfia desde abril de 2007. Foram realizadas 14 sessões com a criança e sessões com a mãe, até o presente momento a criança não apresentou nenhuma característica de algum tipo de abuso o que tanto pode ser bom (realmente não ter acontecido à violência) quanto ruim (de ter sido feito sem “violência”, numa demonstração de amor) o que pode tornar ainda mais difícil de ser identificado. O pai segundo relatos da mãe e da criança bebe muito, mas não tem um comportamento agressivo. A criança dorme na casa da avó, segundo a mãe ela já morou com a avó para estudar quando os pais moravam em um sítio. A família agora mora ao lado da avó, mas desde a suspeita, a menina freqüenta a casa quando tem mais pessoas que não seja só o pai. Além da suspeita que ainda não foi descartada foram identificados outros comportamentos importantes que serão alvo da intervenção terapêutica. Pode ser observada uma falta de habilidade da mãe com a criança que acabou refletindo em seu comportamento. A menina apresenta pouco repertório verbal e gasta muito tempo com pessoas mais velhas, como a avó, sua fala é bem característica desta convivência. Juntamente com a análise da criança foram investigados os pontos de dificuldade da mãe com relação à criança. A mãe teve uma educação muito rígida, apresenta dificuldades quanto à sexualidade e não sabe como XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 110 conversar sobre o assunto. Estão sendo realizadas sessões individuais com a criança, orientação com a mãe e eventuais sessões com ambas para promover aproximação entre elas. Com as sessões realizadas já pode ser observado uma maior habilidade de expressão da criança, que passou a contar mais detalhes do que acontece no seu dia-a-dia. E em casa a mãe relatou que ela esta mais a vontade e fala de assuntos antes nunca comentados. A mãe está sendo orientada também a se aproximar mais da filha, separar um tempo para estar com ela e até mesmo brincar. Este atendimento ainda não foi concluído, portanto não foi descartada a possibilidade de abuso sexual em relação à criança. Mas o foco neste momento esta na relação da criança com a mãe e no desenvolvimento de comportamentos pró-sociais, o que vem demonstrando benefícios para a cliente. Palavras-chave: Abuso sexual, Comportamentos pró-sociais, Terapia Infantil. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Camila Orlando, Juliana Donadier Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia - Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA AUTISMO: O IMPACTO DA FAMÍLIA DIANTE O DIAGNÓSTICO Percebe-se nos últimos anos um aumento significativo nas pesquisas científicas que abordam o tema do autismo. Essas pesquisas vêm sendo desenvolvidas em diversas áreas e têm o objetivo de ampliar o conhecimento tanto sobre a natureza do transtorno quanto de possíveis estratégias de tratamento. Isso tem contribuído para a realização de diagnósticos mais precoces e precisos. O autismo caracteriza-se pelo comprometimento em três áreas do desenvolvimento: habilidade de interação social, habilidade de comunicação e comportamentos e interesses. Pode ocorrer em famílias de qualquer nível sócio-econômico, intelectual, ocupacional, educacional, racial, étnico ou religioso, sendo caracterizado por uma radical ausência do sujeito à realidade. O autismo afeta inteiramente a família podendo causar um choque na família, constituindo estressores, afetando-a ao longo de seu ciclo vital. A ajuda psicológica não é feita apenas com o autista, mas também com a família, esclarecendo o diagnostico de seu filho, e ajudando a lidar com essa situação “nova”, tentando assim, facilitar o convívio entre eles e com o meio que os cercam. Sabe-se que conviver com um autista não é uma tarefa fácil. É um relacionamento que vai desde a aceitação do transtorno até a dedicação aos cuidados necessários para lidar com o mesmo de forma adequada. Muitos são os comprometimentos e limitações que afetam um portador de autismo, fato que contribui para um impacto diante desse diagnóstico. Significativas mudanças são necessárias no cotidiano da família, tanto psicológicas quanto estruturais, buscando se adaptar à realidade instaurada. É de suma importância a forma como se dá o acolhimento da pessoa diagnosticada como autista e a aceitação do transtorno, pois a partir disto, grandes contribuições XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 111 poderão ser agregadas ao tratamento e à convivência com o autista, facilitando a superação das limitações impostas pelo próprio transtorno. Com isso, esta pesquisa pretende investigar como as famílias lidam com esse problema, que cria demandas emocionais e requer mudanças radicais na rotina familiar. O presente estudo objetiva verificar os impactos causados na família pelo diagnóstico de autismo bem como analisar os métodos utilizados para o tratamento desse transtorno. Participarão desta pesquisa 5 psicólogos, 5 professores e 5 famílias (pai, mãe ou irmãos) que tenham contato estreito com pessoas autistas. Os dados serão coletados através de um roteiro de entrevista estruturado, contendo 10 questões que abordam o problema a ser investigado. Palavras-chave: autismo, autista, reação ao diagnóstico Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Maria José Moreira, Juliana Canavesi Nome do Orientador: Clélia Prestes Zerbini, Eliane Belloni, Patrícia Martins Castelo Branco, Rosângela Ferreira Leal Fernandes, Sílvia do Carmo Pattarelli, Zenir Alves Pascutti ; Danielle Tomassetti Medeiros;Juliana Germano Canavese;Maria José Moreira; Natália Fornarolli; Patrícia Amabil Spinasse;Yáscara Coriolano Viriato Botelho Titulação do Orientador: Especialista, Mestre, Mestre, Especialista, Mestre, Especialista Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA JUNTO AO BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR NA CIDADE DE LONDRINA Pretendemos apresentar neste simpósio o projeto: INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA JUNTO AO BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR NA CIDADE DE LONDRINA. Este projeto consiste em tratar e preservar a saúde mental dos policiais militares, devido à situação constante de stress dessa profissão. Atualmente nos deparamos nas ruas brasileiras com todas as formas possíveis de violência; no meio desta “batalha”, encontra-se a população, que exige providências das autoridades. Contudo são os policiais de uma forma geral que enfrentam esta situação diretamente, envolvendo desgastes físicos, psicológicos e sociais, ocasionando a desmotivação no desenvolvimento de suas funções e no convívio cotidiano com seus familiares. Entendemos então que isso acarretará um stress, comprometendo e alienando este sujeito a um processo de adoecimento. Desta forma, desejamos neste evento exercitar o debate a respeito do stress do policial londrinense. Palavras-chave: Violência, Policial e Stress XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 112 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Analice Arali Nome do Orientador: Zeila Facci Titulação do Orientador: mestre Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PULSÃO Com intuito de conceitualização sobre pulsão, de uma maneira esclarecedora , o seguinte trabalho apresenta conceitos uma tema altamente importante para as teóricas psicanalíticas. Freud fornece descrições empíricas que produzem o real, não dito, mas observável em seus construtos teóricos. É assim que a pulsão surge no meio analítico, através dessa observações de Freud com o não dito mas expresso no homem. A pulsão nunca se da por si própria, não a nível consciente e nem em nível inconsciente, mas sim, é expressada por seus representantes: idéia e afeto Após diversas discussões em relação a terminologia e tradução da palavra Trieb, vinda do alemão, Freud passa a escrever suas teorias agora descritas como pulsão e não mais com instinto.Segundo Freud: ”é um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático”. Freud então resume pulsão como sendo algo que deva ser entendido até então, como fonte endossomática.Freud, baseia-se no psiquismo humano, que o homem usa da pulsão para a necessidade de diminuir tensões e ansiedades. O que provoca a tensão é a configuração pulsional do psiquismo humano. As excitações não são vindas somente do exterior, mas também do próprio organismo humano.O acumulo de tensão gera o desprazer, que , por sua vez, origina numa descarga em busca do prazer ou alívio.Garcia Roza em Freud e o inconsciente, relata que o objeto de uma pulsão é definido por Freud como “a coisa em relação á qual ou através da qual a pulsão é capaz de atingir seu objetivo” e ainda acrescenta”é o que há de mais variável numa pulsão”.A pulsão do ego busca só é satisfeita com um real objeto, regida pelo principio de realidade. Por outro lado a pulsão sexual pode-se satisfazer com objetos imaginários, fantasmáticos, pulsão essa regida pelo principio do prazer.Garcia Roza, especifica cada um dos representantes descritos por Freud, ideativo e afeto, seguem como mecanismos de transformação distintos, os do representantes ideativos são:Reversão ao seu oposto.Retorno em direção ao próprio eu. Recalcamento. Sublimação. Por não estar ligado diretamente ao representante ideativo, o afeto segue as seguintes transformações:Transformação do afeto (histeria de conversão). Deslocamento do afeto (obsessão).Troca de afeto (neurose de angústia e melancolia).A pulsão sexual, vem com um novo conceito agora como forma de desvio do instinto. É esse desvio que leva a construir a diferença sexual. Palavras-chave: prazer, instinto, pulsão XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 113 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Analice Arali Nome do Orientador: Zeila Facci Titulação do Orientador: mestre Instituição: unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA PULSÃO Com intuito de conceitualização sobre pulsão, de uma maneira esclarecedora , o seguinte trabalho apresenta conceitos uma tema altamente importante para as teóricas psicanalíticas. Freud fornece descrições empíricas que produzem o real, não dito, mas observável em seus construtos teóricos. É assim que a pulsão surge no meio analítico, através dessa observações de Freud com o não dito mas expresso no homem. A pulsão nunca se da por si própria, não a nível consciente e nem em nível inconsciente, mas sim, é expressada por seus representantes: idéia e afeto Após diversas discussões em relação a terminologia e tradução da palavra Trieb, vinda do alemão, Freud passa a escrever suas teorias agora descritas como pulsão e não mais com instinto.Segundo Freud: ”é um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático”. Freud então resume pulsão como sendo algo que deva ser entendido até então, como fonte endossomática.Freud, baseia-se no psiquismo humano, que o homem usa da pulsão para a necessidade de diminuir tensões e ansiedades. O que provoca a tensão é a configuração pulsional do psiquismo humano. As excitações não são vindas somente do exterior, mas também do próprio organismo humano.O acumulo de tensão gera o desprazer, que , por sua vez, origina numa descarga em busca do prazer ou alívio.Garcia Roza em Freud e o inconsciente, relata que o objeto de uma pulsão é definido por Freud como “a coisa em relação á qual ou através da qual a pulsão é capaz de atingir seu objetivo” e ainda acrescenta”é o que há de mais variável numa pulsão”.A pulsão do ego busca só é satisfeita com um real objeto, regida pelo principio de realidade. Por outro lado a pulsão sexual pode-se satisfazer com objetos imaginários, fantasmáticos, pulsão essa regida pelo principio do prazer.Garcia Roza, especifica cada um dos representantes descritos por Freud, ideativo e afeto, seguem como mecanismos de transformação distintos, os do representantes ideativos são:Reversão ao seu oposto.Retorno em direção ao próprio eu. Recalcamento. Sublimação. Por não estar ligado diretamente ao representante ideativo, o afeto segue as seguintes transformações:Transformação do afeto (histeria de conversão). Deslocamento do afeto (obsessão).Troca de afeto (neurose de angústia e melancolia).A pulsão sexual, vem com um novo conceito agora como forma de desvio do instinto. É esse desvio que leva a construir a diferença sexual. Palavras-chave: prazer, instinto, pulsão XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 114 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Miryan Minami , Natália Pazeto , Raquel Viani Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia (UNIFIL) Curso para apresentação: PSICOLOGIA VÍTIMAS DE ABUSO SEXUAL INFANTO JUVENIL Nos últimos anos as discussões sobre os vários tipos de violência vêm conquistando um espaço importante nas instituições de ensino e nos meios de comunicação. O mesmo acontece com o abuso sexual infantil, que se constitui um dos tipos de violência mais ultrajantes contra o ser humano. Considerando o elevado índice de crianças e adolescentes que são vítimas desse tipo de violência, a presente pesquisa tem como objetivo identificar junto aos profissionais que prestam atendimento a essa população, quais fatores interferem na gravidade do abuso sexual. As informações produzidas por esta pesquisa poderão contribuir para a sociedade no sentido de informar com mais detalhes em que situações podem ocorrer o abuso sexual infantil e como lidar com essa violência. A sociedade poderá ter mais condições de prevenir esse ato e atender as crianças/adolescentes vítimas de abuso sexual, estando mais capacitada a defender seus direitos. Esta pesquisa também poderá trazer para a comunidade científica maior conhecimento sobre o assunto, especificando a realidade encontrada em uma determinada região do país. Apesar da existência de um elevado número de pesquisas na área, os resultados encontrados apresentam-se bem distintos, justificando ainda mais a necessidade de estudos que busquem um direcionamento para o assunto. A hipótese a ser pesquisada diz respeito ao fato de que crianças com menos idade tem mais dificuldade para enfrentar o abuso sexual que os adolescentes, pois nunca tiveram contato com uma relação sexual e nem um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto, apresentando sentimento de culpa, medo e trauma. Já para alguns adolescentes que já mantiveram relações sexuais o impacto da violência sexual talvez não seja tão grande. A segunda hipótese sugere que as meninas sofrem mais que os meninos, porque a maioria das meninas são mais delicadas, sensíveis e vulneráveis, tendo mais dificuldade em lidar com o fato. Participarão deste estudo dez profissionais que atuem no atendimento a crianças/adolescentes vítimas de abuso sexual da cidade de Londrina e que tenham acompanhado no mínimo cinco crianças abusadas sexualmente. A coleta de dados será realizada através de uma entrevista estruturada contendo dez questões sobre o tema a ser investigado. Devido ao fato desta pesquisa ainda estar em andamento não existem resultados a serem publicados. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 115 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Fernanda Angélica dos Reis Nome do Orientador: Luciana Gusmão Titulação do Orientador: Professor Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA TERAPIA COMPORTAMENTAL INFANTIL: ÊNFASE NA RELAÇÃO MÃEFILHA. Será apresentado o caso clínico de I., 6 anos, do sexo feminino, baixa autoestima, problemas de relacionamento com a mãe e agressividade para com o irmão e colegas. O objetivo foi analisar, em contexto terapêutico, os comportamentos inadequados apresentado por I., e verificar com a criança os comportamentos problemas e os possíveis mantenedores de tais comportamentos. A terapia teve como foco a perspectiva da Análise do Comportamento, até o momento foram realizadas 24 sessões com periodicidade semanal, sendo 6 com a mãe, uma sessão com a avó paterna e 17 sessões com a criança. Nas sessões com I. houve o estabelecimento de vínculo, observação dos comportamentos adequados e inadequados da criança, análise do comportamento da criança com ela mesma. Com a mãe as sessões tiveram como objetivo identificar comportamentos problemas, como resolvê-los e que reforçasse os comportamentos adequados da criança. Também foi orientada para que quando houvesse brigas na família, como por exemplo com o marido e irmão de I. esta fosse retirada de tal situação, para que não vivenciasse com a família comportamentos de agressividade, pois em várias sessões foi percebido que I. representava vários comportamentos de agressividade e falas de sua mãe. Foi percebido durante as sessões, que os problemas de relacionamento envolvem toda a família visto que apresentam-se pouco afetivos e muito agressivos e intolerantes quanto aos comportamentos dos filhos, também ficou claro que I. não consegue se relacionar, ter amigos e ser sociável, não atende as regras e não consegue se concentrar nas atividades escolares. No momento I. está mais comunicativa e sociável, e consegue se expressar melhor diante de situações estressantes, durante as atividades lúdicas é ensinada a ela maneiras de se comportar de forma adequada nas diversas situações abordadas. As sessões com a mãe continuam, mas esta tem apresentado muitas dificuldades na relação com a filha, o que vem sendo foco da intervenção psicológica. Palavras-chave: mãe-filha. Agressividade, Baixa auto-estima e Relacionamento entre XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 116 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Clarice Barreto Montosa Nome do Orientador: Luciana Gusmão Titulação do Orientador: Professor Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA SEPARAÇÃO CONJUGAL E AS IMPLICAÇÕES PSICOLÓGICAS PARA A CRIANÇA. Neste artigo é apresentado o caso clínico de um cliente de 6 anos, A. . do sexo masculino,apresentando comportamentos de ansiedade e encoprese após a separação de seus pais. O objetivo da terapia foi analisar a funcionalidade dos comportamentos apresentados pela criança, verificar junto a criança a compreensão da mesma sobre as queixas relatadas pela mãe e ensinar novas maneiras de se comportar diante de situações adversas. A intervenção feita neste caso foi orientada segundo a perspectiva da Análise do Comportamento. Foram realizadas até o momento 34 sessões com periodicidade semanal, sendo nove sessões realizadas com a mãe do cliente, uma sessão com o pai, uma sessão com o pai e a mãe juntos e 23 sessões com o cliente.O principal motivo que a mãe apresentou quando procurou a terapia para seu filho foi o alto grau de ansiedade, medo, agressividade, desobediência e algumas outras maneiras inadequadas de se comportar. Adicionados à insegurança e tensão diante da situação de separação dos pais e a maneira como esta ocorreu, estes constituem os principais fatores desencadeadores dos comportamentos emitidos pela criança. Ficou claro durante as sessões que a mãe ainda não superou a separação. Já o pai constituiu nova família, mas a criança se sente insegura ao ter que falar do pai perto da mãe, A. se sentia muito tenso e não se sentia autorizado a estabelecer boas relações com o pai e com a família paterna em função da mãe. São diversas as estratégias terapêuticas abordadas na sessão, como orientação aos pais diante dos comportamentos inadequados de seu filho, estabelecer rotina para a criança, reforçar positivamente os comportamentos adequados e dar liberdade para que a criança possa expressar seus sentimentos. Com a mãe a intervenção foi feita principalmente mostrando a ela que A. sofre diante das brigas com o pai e que ele se sentia tenso cada vez que tinha que sair ou falar com o pai. Também está sendo abordado junto com a criança brincadeiras e livros que falam sobre familía, relacionamentos e separação. Os resultados obtidos até o momento revelam que a criança não apresenta mais encoprese e também consegue se expressar melhor e tem estabelecido relações mais afetuosas com o pai e sua nova família. Palavras-chave: Separação conjugal, Encoprese e Ansiedade Infantil XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 117 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Priscila Ferreira, Adriele Barcelos Porto, Ana Carolina Socoloski, Celso Seiti Hiruoe, Jobson Nobile Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira, Maria Eduvirge Marandola, Suzana Rezende Lemanski Titulação do Orientador: Mestre, Mestre, Doutor Instituição: Centro Universitário Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM ESTUDO SOBRE O CONSUMIDOR QUE COMPRA POR IMPULSO Comprar e vender ou trocar mercadoria por mercadoria são tão comuns que muitas vezes as pessoas não se atêm para os diversos aspectos dos processos implicados nestas questões. Este Projeto de Pesquisa, de forma ampla, busca integrar duas áreas do conhecimento: Economia e Psicologia, envolvendo aspectos relevantes ao tema para essas duas áreas. Apesar do sistema de troca ser uma questão antiga na história, se compreende pouco a respeito do que leva um individuo a comprar por impulso, mesmo que isto leve a um endividamento e a conseqüências aparentemente desagradáveis ao mesmo. Portanto, espera-se, que após a conclusão deste projeto, seja possível identificar e analisar as conseqüências econômicas e comportamentais para os consumidores que efetuam compras por impulso na cidade de Londrina. O objetivo geral da pesquisa é levantar e analisar variáveis que envolvam aspectos comportamentais e econômicos relacionados às compras por impulso em consumidores de um shopping center de Londrina. Como objetivo específico tem-se: a) identificar as variáveis situacionais no processo de escolha e compra por impulso do consumidor; b) levantar quais são os objetos mais comuns nas compras por impulso dos consumidores de um shopping center de Londrina; c) relacionar as variáveis do comportamento de compra por impulso do consumidor e a história de aprendizagem da compra por impulso; d) averiguar o montante gasto na compra por impulso; e) analisar as conseqüências, tanto econômicas quanto comportamentais, da compra por impulso. Para coleta de dados a amostra foi determinada a partir do número médio de freqüentadores de um shopping center nos finais de semana. Está sendo elaborado um formulário para coleta de dados contendo questões relacionadas aos seguintes aspectos: situações envolvidas na compra por impulso e conseqüências dessas compras; levantamento da história de aprendizagem do indivíduo em relação aos processos de compras impulsivas; os objetos geralmente mais adquiridos;o montante gasto nessas compras; forma de pagamento das compras; dívidas oriundas de compras por impulso; o conhecimento sobre os juros que são cobrados nas compras a prazo; tempo gasto para saldar a dívida; o penhor de bens para pagar dívidas oriundas de compras não planejadas. Até o momento, realizou-se o levantamento bibliográfico, o de teste piloto com o instrumento a ser utilizado para coleta de dados e a coleta de dados. A próxima etapa será a tabulação e análise dos dados. Palavras-chave: compra por impulso, comportamento do consumidor, endividamento pessoal. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 118 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Cecilia Betioli, Heloisa Borges Pereira, Lorena Benassi Nome do Orientador: Mauro Fernando Duarte Titulação do Orientador: Professor Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA EM LONDRINA Ter qualidade de vida depende de fatores intrínsecos e extrínsecos. Assim há uma conotação diferente de qualidade de vida para cada indivíduo, que é decorrente da inserção desse na sociedade. A qualidade de vida é um conceito ligado ao desenvolvimento humano que abrange o bem estar físico, psicológico, emocional e mental, e também elementos como a família, amigos, emprego ou outras circunstâncias da vida.O presente objetiva mensurar a qualidade de vida da cidade de Londrina.; visa, através das pesquisas, ter conhecimento sobre a qualidade de vida dos habitantes da cidade de Londrina. Palavras-chave: Qualidade de vida em Londrina Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Raquel aparecida Moreira,Leila Franco Nome do Orientador: Rita Marcia Aragão Abe Titulação do Orientador: Especialista em Psicoterapia na Analise do Comportamento Instituição: Centro Universitario Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA UMA PESQUISA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA E SUA RELAÇÃO COM OS ASPECTOS FÍSICOS O tema da qualidade de vida e o lugar deste debate neste milênio nos convida a um continuado e produtivo encontro com as ciências sociais e humanas. O objetivo da presente pesquisa é mensurar a Qualidade de Vida da população da cidade de Londrina, e analisar a relação entre a Qualidade de vida e os aspectos físicos. A amostra da pesquisa é composta de homens e mulheres, moradores da cidade de Londrina há pelo menos seis meses, na faixa etária acima de dezoito anos. Para abordar tal enfoque buscou-se referência da Organização Mundial de Saúde e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Desenvolvimento Humano e IDH, os quais oferece subsídios para uma abordagem multidisciplinar em relação ao tema em questão. O Grupo de Qualidade de Vida da Divisão de Saúde Mental da OMS definiu qualidade de vida como: “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive em relação aos seus objetivos, expectativas, padrão e preocupações. Dessa forma, para a coleta de dados utilizou-se o questionário World Health Organization Quality of XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 119 Life (WHOQOL-100) de propriedade da Organização Mundial de Saúde (OMS), composto por 100 questões individuais. O instrumento de avaliação proposto é essencialmente psicométrico, contemplando questões sobre os diferentes domínios, tais como: Físico, Psicológico, Nível de Independência, Relações Sociais, Meio-ambiente e Espiritualidade/Religião/Crenças Pessoais. O principal foco de interesse dessa pesquisa é o aspecto físico que refere-se a pessoa como individuo e a relação com seu corpo, englobando: a) Dor e desconforto, b) Energia e fadiga, c) Sono e repouso. Esse instrumento foi aplicado sob a forma de entrevista. A pesquisa encontra-se na fase de tabulação dos dados, através do programa de tratamento estatístico SPSS. A partir disso, será realizada a análise destes dados. Palavras-chave: Qualidade de Vida , Energia e fadiga, Aspectos Fisícos Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Ariane Terziotti, Anailê Souto, Débora Prescendo, Eva Tartarotti Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Especialização em Psicologia Clínica e Psicossomática Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA ASPECTOS CULTURAIS SOB O PONTO DE VISTA DA QUALIDADE DE VIDA EM LONDRINA "A qualidade de vida não pode estar restrita à natureza e ao ecossistema, pois engloba elementos da atividade humana com reflexos diretos na vida do homem." Ou seja, a cultura é imprescindível à qualidade de vida. Na maior parte das áreas metropolitanas a qualidade de vida da maioria de seus habitantes não atende aos níveis mínimos dos padrões internacionais estabelecidos ( alimentação, renda, cultura, educação e a saúde). Saúde e qualidade de vida são dois conceitos intrinsicamente ligados. Tendo o papel de produto social, a saúde é o resultado das relações entre os fatores todos necessários à qualidade de vida, que acontecem em determinada sociedade e que geram as condições de vida das populações. Na maior parte das áreas metropolitanas, a qualidade de vida da maioria de seus habitantes não atende aos níveis mínimos dos padrões internacionais estabelecidos. O que converte a cidade em "saudável" é a decisão e a política de direcionar todas as políticas sociais, entre elas as políticas de saúde e culturais, para uma meta: Oportunidades de recreação, lazer,e maior contato social. É necessário disseminar e enriquecer a cultura proporcionando bem estar à população. Por meio do Projeto Qualidade de Vida em Londrina, os discentes do curso de psicologia, junto com seus docentes, têm como objetivo relacionar todos os fatores físicos, biológicos, sociais, políticos, econômicos, antrópicos e culturais, para compreender qualidade de vida em uma dada população, salientando a cultura como quesito principal, sendo relevante para que se possa tomar medidas que dêem condições dignas de vida à população, proporcionando lazer, atrações, distração, atualidade aos moradores de Londrina e com isso, XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 120 melhor interação social, e o mais importante, saúde.É através dos dados coletados e das comparações realizadas, será enfocado a participação e o incentivo em lazer e recreação, como centros comunitários para a realização de atividades como futebol, capoeira, danças de uma forma geral, terapia ocupacional e também atividades para grupos de terceira idade. A investigação sobre as condições de vida dos moradores da cidade de Londrina é de interese cientifico e social, na medida em que pode servir como dado sócio-cultural para o planejamento de intervenções que venham a melhorar a qualidade de vida da população londrinense, ressaltando a importancia do envolvimento direto dos discentes do curso de Psicologia com problemas da população, cumprindo um dos papeis no que diz respeito ao compromisso social e biocultural. O instrumento de avaliação será o formulário WHOQOL-100, composto por 100 itens, sobre questões ligadas à qualidade de vida, desenvolvido pela OMS. Nossa amostra será avaliada a partir dos dados coletados em entrevistas com moradores de duas macro-regiões da cidade de Londrina, sendo que 213 com pessoas do sexo masculino e 232 do sexo feminino, com o total de entrevistas de 445 pessoas, de diferentes idades. Essa pesquisa encontra-se em fase de análise dos dados coletados. Palavras-chave: Cultura; lazer; qualidade de vida Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Thaise catarine Molina Rosseto Nome do Orientador: Rita Marcia Aragão Abe Titulação do Orientador: especialista em psicoterapia em análise do comportamento Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA UM PANORAMA SOBRE DROGADIÇÃO EM ARTIGOS ATUAIS Em praticamente todas as culturas já conhecidas, existe o consumo de substâncias psicoativas, desde seus primórdios. O uso de drogas encontra-se inserido em vários contextos, ao longo da história do homem. A curiosidade, desejo de transcendência, busca da imortalidade, do prazer, da saberdoria, aparecem como alguns dos motivos que levam ao uso (DÉA, 2004). Mas há uma diferença entre usuário e adicto. segundo Lopes (2000) tem dois tipos de usuarios: o "ocasional", que utiliza quando tem substância disponivel ou em ambiente favorável, e o "usuário habitual", que faz uso frequente mas sem rupturas nem perda de controle. O usuario não cria um grau de dependência, como o adicto, que usa de forma frequênte e exagerada, apresentando rupturas nos vínculos e não consegue parar quando quer. E tem também o "experimentador", que é levado pela sua curiosidade pelas drogas. Para a Wold Health Organization (OMS) a adição estaria relacionada ao uso repetido de substância psicoativa ou substâncias, ao ponto que o usuario é periodicamente ou cronicamente intoxicado, mostrando uma compulsão a usar a substância preferida (ou substâncias), tem uma grande dificuldade em voluntariamente parar ou modificar o uso de substância, e apresenta XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 121 determinação para obtê-la por quase quaisquer maneiras(MOUNTIAN,2002). No Brasil, com a entrada na rota internacional de tráfico de drogas após a década de 1970, estruturou-se o tráfico e aumentou o consumo de drogas.Juntamente com a droga vem a dependência química, considerada hoje um dos grandes problemas sociais, pois a dependência, ocasiona o sofrimento de famílias, a violência, criminalidade, o narcotrafico. Dessa forma, essa pesquisa se propõe a traçar um panorama das pesquisas e artigos publicados sobre o tema "drogadição" por um periódico da área de psicologia, possibilitando avaliar a importância que tem sido dada ao tema e seus correlatos. Esse panorama poderá contribuir ainda na identificação de possiveis déficits de pesquisas sobre determinados assuntos acerca do presente tema. Nesse trabalho está sendo realizada uma pesquisa bibliográfica exploratória, utilizando todas as publicações dos ultimos 10 anos da revista "Psicologia, ciência e Profissão". A escolha desse revista ocorreu por ser uma revista do CFP (Conselho Federal de Psicologia), considerada referência para os psicólogos e por seu acesso facilitado. Esta pesquisa ainda encontra-se em fase de desenvolvimento, sendo possivel apenas traçar um panorama geral dos principais resultados. Até o momento, analisando-se os volumes publicados a partir de 2001, foram encontrados 5 artigos sobre o tema, em 5 volumes desse periodo citado. Palavras-chave: drogadição, dependência química, abuso de drogas. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Débora Larissa Lopes, Claudia Gibellato, Bruno Messias Alfieri Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza Titulação do Orientador: Especialização em Psicologia Clínica e Psicossomática Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA AUTO-ESTIMA RELACIONADO À APARÊNCIA FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA. A organização Mundial de Saúde (OMS) tem o objetivo elçevar o nível de saúde de todos os povos. A saúde é definida como um estado de bem estar físico, mental e social e não meramente de ausência de doença ou da enfermidade. Muitas são as buscas de mudanças físicas para se obter enfim uma satisfação pessoal. Segundo a sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica, o Brasil é o recordista mundial nessa modalidade, nos últimos cinco anos, cerca de 350.000 pessoas se submetem por ano as cirurgias por razão puramente estéticas. A questão a ser esclarecida é o que leva as pessoas a se submetem às cirurgias plásticas, muitas vezes com risco de vida, para elevarem sua autoestima; o quanto se sentir bem e estar satisfeita com a aparência modifica as tarefas diárias das pessoas; quanto a aparência física interfere em sua autoestima e quanto essa auto-estima interfere em sua qualidade de vida. A XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 122 pesquisa se restringe em macro-região da cidade de Londrina, sendo utilizado como instrumento o fomulário WHOQOL - 100 (instrumento completo com 100 questões), que foi aplicada em 473 moradores jovens entre 18 a 24 anos de idade, sendo 227 do sexo masculino e 246 do sexo feminino dessa macro-região, pois essa é a faixa etária que se encontra maior insatisfação com aparência física, segundo autores pesquisados. Os resulatdos dessa pesquisa tem enfim a intenção de colaborar com os prestadores de serviço a população, a obterem informações a cerca das dificuldades psicológicas de se manter com auto-estima elevada. Também visa ajudar os próximos discentes envolvidos em trabalhos deste tema em conhecer a relação entre aparência fésica, auto-estima e qualidade de vida. Vale ressaltar, que é de extrema importância o conhecimento e o envolvimento nas questões sociais da região de Londrina para os discentes envolvidos nesta pesquisa. A mesma se encontra em fase de análise dos dados coletados. Palavras-chave: Aparência física, auto-estima, qualidade de vida Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Marcos Galante, Lisange Carvalho, Graciele Ferreira Nome do Orientador: João Juliani Titulação do Orientador: Doutor em psicologia experimental Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A INFLUÊNCIA DA CONCEPÇÃO DE MORTE NA QUALIDADE DE VIDA Possui qualidade de vida a pessoa que está de bem consigo mesma, com a vida, com as pessoas queridas, enfim, é estar em equilíbrio, não significa apenas que o indivíduo tenha saúde física e mental. Consiste numa relação de bem estar em todas as áreas da vida, social, física, familiar, financeira etc. Assim, sabe-se que vários fatores alteram a qualidade de vida, dentre eles, escolhemos analisar a influência da concepção em morte sobre a qualidade de vida dos moradores de Londrina. Este trabalho visou conhecer os diversos conceitos de morte presentes na população, identificar a aceitação da própria morte, identificara aceitação da morte de um ente querido e verificar como que esses conceitos influenciam nas vidas dos entrevistados. Para realização desta pesquisa foi feita uma revisão bibliográfica e uma coleta de dados através do questionário WHOQOL (World Health Organization Quality of Life Group) desenvolvido pela Divisão de Saúde da OMS (Organização Mundial da Saúde) aplicados a amostras de moradores de todos os bairros de Londrina. As amostras foram constituídas a partir dos seguintes critérios: pessoas adultas (idade acima de 18 anos ou exercendo papel social de adulto); 50% da amostra com idade menor que 45 anos; 50% da amostra do sexo feminino. Dentre as diversas questões do questionário, usamos as de domínio psicológico, fazendo uma relação das respostas apresentadas com o referencial teórico estudado e XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 123 identificando então os aspectos que podem influenciar na concepção em morte e em conseqüência na qualidade de vida dos indivíduos. Palavras-chave: qualidade de vida, concepção de morte, sentimentos negativos e positivos. Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Vania Maria Ferreira Nome do Orientador: Rosangela Ferreira Leal Fernandes Titulação do Orientador: Especialização Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA ATUAÇÃO ACADÊMICA DE DIAGNÓSTICO EM EMPRESA DA REGIÃO, COM PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Este Projeto é um relato sobre a experiência vivenciada por alunas do 4º ano de Psicologia, o mesmo foi realizado em uma empresa situado em Rolândia – Paraná, esta empresa conta com um total de 37 Funcionários, sendo eles Departamento Pessoal- 2,7%, Compras- 2,7%, Vendas-2,7%, Comercial-5,4%, Projetos-8,1%, Recepção-2,7%, Diretor-2,7%, Produção 73% funcionários. A empresa iniciou suas atividades produzindo secadores, elevadores e máquinas de limpeza modelos tradicionais. Os problemas mais identificados nos relatos e resultados dos questionários aplicados nos funcionários, são mais focados em qualidade de vida dos mesmos e feedback da empresa para com eles e deles para empresa. A motivação dentro de qualquer instituição é uma palavra chave, pois um funcionário motivado pode trabalhar melhor e se sentir mais satisfeito com o trabalho que faz. Segundo Robbins (pág 78) “ Funcionários satisfeitos parecem mais propensos a falar bem da organização, ajudar os demais e ultrapassar as expectativas em relação ao seu trabalho.” Existe varias teorias para motivação e satisfação, temos a teoria de Maslow que seria a hierarquia. (Robbins, pág 152)Vejamos: Fisiológica: incluem fome, sede, abrigo, sexo e outras necessidades corporais. Segurança: inclui segurança, e proteção contra danos físicos e emocionais. Sociais: incluem afeição, aceitação, amizade e sensação de pertencer a um grupo. Estima: incluem fatores interno de estima, como respeito próprio, realização e autonomia, e fatores externos de estima, como status, reconhecimento e atenção. Auto realização: A intenção de tornar-se tudo aquilo que a pessoa é capaz de ser, inclui crescimento, auto desenvolvimento e alcance do próprio potencial. A motivação faz uma grande diferença no comportamento de uma pessoa, pois ela tem que estar motiva a tudo e a todos, pois a motivação que faz a pessoa seguir em frente, se sentindo realizada, o indivíduo tem que estar satisfeito desde as necessidades fisiológicas até as pessoais. Existe outras teorias sobre a motivação, a segunda que gostaria de citar é a Teoria de Herzberg (pág 94, Rodrigues, Johann e Cunha), ela é dividida em dois fatores: Fatores Higiênicos: São os de manutenção, presentes no ambiente da empresa, tais como: remuneração justa, boas relações interpessoais, condições físicas satisfatórias de trabalho, benefícios. Tais fatores representam investimentos elevados e até XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 124 podem não causar satisfação, mas se forem suprimidos poderão provocar insatisfação e queda na produtividade. Fatores Motivacionais: São aqueles relacionados ao conteúdo do cargo e do trabalho realizado e que, embora gratuitos (ou quase), tem o poder de gerar um estado de satisfação. Por exemplo, desafios, reconhecimentos, grau de autonomia, auto- realização, etc. Diante dos dados citados acima acreditamos que seja importante trabalhar com os funcionários um projeto que aborde as questões de comprometimento, maior qualidade de vida, motivação, a valorização do trabalho desenvolvido para que haja maior dedicação e para que possam lidar de forma adequado com os desafios que vão sendo vivenciados e feedback. Para melhorar a comunicação entre funcionário e empresa e empresa funcionário, tem o feedback , pois ele fará uma troca de comunicação muito útil para ambas as partes. Segundo Schermerhorn , Hunt & Osborn, 1999 pág 241.“...o processo de feedback geralmente envolve uma pessoa comunicando uma avaliação (isto é, uma reação positiva ou negativa) daquilo que outra pessoa disse ou fez”, em relação a esta frase percebemos que o feedback pode ser construtivo ou não depende da maneira como ele é utilizado. Palavras-chave: Motivação, Feedback, Qualidade de vida Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Lalume Raio Sereno, Jaime Alonso Botero Nome do Orientador: João Juliani Titulação do Orientador: Doutor em Psicologia experimental Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA- ASPECTOS ESPIRITUAIS. Qualidade de vida poderíamos definir como: Conjunto de condições objetivas presentes em uma determinada área: habitação, saúde, educação, lazer, alimentação, situados dentro de um contexto cultural determinado e que possuem uma atitude subjetiva dos indivíduos, com um sistema de valores determinando que produzem bem-estar, equilíbrio e satisfação frente e essas condições. (WHOQOL, 1991; LORNBACK ET ALLI, 1974; SAHOP, 1978; GALLOPIN, 1981; MAYA, 1984). Colaboramos no desenvolvimento dessa pesquisa porque vemos a necessidade e a importância do estudo da qualidade de vida na cidade de Londrina. Entendemos que há necessidade de dados que nos dêem uma visão geral da cidade e seus setores específicos. A identificação das áreas mais desprovidas em suas necessidades básicas, conhecendo mais a fundo as necessidades e comparando com as áreas mais providas de qualidade de vida. Este dados podem ajudar na conscientização das lideranças em suas diversas áreas (políticas, religiosas, municipais, populares etc) para criação e o desenvolvimento de políticas e estratégias remediativas e preventivas mobilizando e intervindo junto ao poder publico, ONGS, instituições particulares, em benefício das comunidades. Participaram dessa pesquisa moradores da cidade de Londrina com idade acima de 18 XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 125 anos. A escolha desses sujeitos foi aleatória com base em uma amostragem da população. O instrumento da coleta de dados utilizados foi World Health Organization Quality of Life (WHOQOL), que permite a avaliação da qualidade de vida através de uma entrevista que aborda cinco domínios e 24 facetas da mesma. Escolhemos para discutir neste trabalho a faceta 'espiritualidade e religião' que diz respeito a uma dimensão do homem enquanto é visto como ser naturalmente religioso e que constitui, de modo temático ou implícito, a sua mais profunda essência e aspiração (George Brown. “Spirituality: history and perspectives”), A espiritualidade como uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude de sua relação com o transcendente, pode ser vista como um aspecto que melhora a qualidade de vida das pessoas. Em termos emocionais, a espiritualidade propicia uma maneira diferenciada de tratar as dificuldades, que poder ser vista com experiência de vida. Há alguns indicativos que de fato, aqueles que praticam uma religião e tem um apoio espiritual de alguma natureza, mostram-se mais beneficiados em relação aos outros e apresentam melhor qualidade de vida. Palavras-chave: qualidade de vida, espiritualidade, religião Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Amanda Cristina Mariano Colli Nome do Orientador: Marien Abou Chahine Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA ANÁLISE DE CASO: DE UMA VIDA INFANTILIZADA PRA A ADULTA. A psicanálise consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias de um sujeito. Este método baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, que são a garantia da validade da interpretação. Com a associação livre, o sujeito traz a tona conteúdos de seu inconsciente.O Inconsciente designa um dos sistemas definidos por Freud no quadro da sua primeira teoria do aparelho psíquico. É constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso ao sistema consciente.A transferência é o processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação estabelecida com eles e, eminentemente, no quadro de relação analítica. Trata-se de uma repetição de protótipos infantis vivida com um sentimento de atualidade acentuada. G tem 26 anos e veio acompanhada da mãe para o primeiro atendimento. A mãe tentou entrar junto na sessão, porém consegui fazer com que esperasse. G disse que veio porque a mãe achava que ela era muito irritada, sem paciência e que brigava com todos, perguntei o que ela achava e G disse que concordava.Logo nas primeiras sessões, pude perceber que G tinha um vínculo muito forte com a mãe, algo simbiótico, que não a deixava crescer. G não saia de casa sem a mãe, e quando tentou, se perdeu na rua, e mal XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 126 conseguia expressar seus sentimentos. Precisei conversar com a mãe para obter mais informações sobre a infância de G, pois devido a uma série de convulsões na infância e na adolescência ela não se lembrava de quase nada. G Obteve uma vinculação muito forte com a terapeuta, passando assim a criar uma identificação onde via nela a mulher que gostaria de ser.Com isso passou a ir sozinha para as sessões, mudou o cabelo e suas roupas, que antes eram mais infantilizadas. As sessões se tornaram um espaço onde ela podia falar dela, e também era incentivada a fazer as coisas que mais gostava e a experimentar coisas novas. Logo, G começa a falar também sobre seus desejos, vontade de ter um namorado, sobre filhos, e começa também a querer sair um pouco mais e fazer algum curso que possa ajudá-la no futuro.Com isso, G tem conseguido expressar parte de sua raiva, por a mãe não deixar que ela faça nada sozinha. Ao mesmo tempo, G demonstra medo de ter que se separar da terapeuta, levantando várias hipóteses de fim de tratamento. Isso também pode ser visto em parte, como uma projeção do medo que ela tem de se separar de sua mãe. Com a evolução deste caso, percebemos claramente como G está fazendo uma passagem da infância para uma vida adulta, mostrando mais os seus desejos. Isso aconteceu devido à transferência estabelecida pela paciente com a terapeuta, fazendo com que ela se sentisse mais segura e a partir daí perceber que teria força para caminhar sozinha. Creio que conforme suas angústias em relação à separação forem sendo trabalhadas, G irá cada vez mais além do que eu poderia prever para seu caso. Palavras-chave: Psicanálise, Transferência, vinculação Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Jaqueline Milani, Ana Maria de Almeida Prado Lhamas Ferreira Nome do Orientador: Leandro Henrique Magalhães, Patricia M. Castelo Branco, Silvia Pattarelli Titulação do Orientador: Doutor e Mestres Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA UMA PROPOSTA PARA ARAPONGAS-PR: PROMOVER A INCLUSÃO DO CATADOR DE LIXO E SEU BEM ESTAR SOCIAL Esta apresentação pretende debater os resultados parciais do projeto: “Uma Proposta para Arapongas – PR: promover a inclusão do catador de lixo e seu bem estar social”. Essa pesquisa é realizada em usina de reciclagem de lixo no município de Arapongas, (COOPREARA - Cooperativa dos Recicladores de Arapongas). Entendemos que estes trabalhadores mesmo inseridos em uma dinâmica libertadora que consiste a cooperativa, ainda mantém característica fordistas de produção, e assim, vincula-se ao controle que parte do domínio tempo/movimento, caracterizando com um trabalho alienante. Dentro deste contexto buscamos compreender a subjetividade desses trabalhadores e seu mundo social quanto há construção de crenças e valores compartilhados na XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 127 dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações. Desta forma, aplicamos um recadastramento de todos os cooperados levantando detalhadamente todos os aspectos sociais. Para futuramente com esse conhecimento realizarmos a técnica de grupo focal separando estes em pequenos grupos para avaliarmos conceitos ou identificar problemas constituindo assim uma ferramenta para buscar os objetivos acima colocados. Palavras-chave: Cooperado, reciclagem de lixo, subjetividade Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Judson Abelardo Sanches Filho, Miryan Minami Nome do Orientador: Prof. Mauro Duarte Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Istituto Universsitário Filadelfia Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA DEPRESSÃO Este artigo tem como objetivo esclarecer informações de uma forma mais didática o assunto depressão e trazer informações significantes para os interessados nesse transtorno (afetivo ou de humor), cujo aspecto é alteração psíquica, biológica ou global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a vida. Além de esse assunto ser muito estudado discutido nos dias atuais, provavelmente será no futuro também. Devidos aos efeitos do mundo sócio-capitalista no qual o individualismo, competitividade, e perfeição são propagados a cada instante pela sociedade e pelos meios de comunicação. O quadro da depressão é o mais variável, de acordo com a personalidade da pessoa deprimida. Há pessoas que ficam caladas, choram, contam suas dificuldades para todo mundo, sentem dor de estômago, têm aumento de pressão arterial, enfim, cada um reage diferentemente diante de suas emoções. Uma forma de depressão é o esgotamento em que a pessoa se sente sem disposição para a vida, que pode estar ligada ao sentido biológico, mas maior influencia ainda no seu sentido cotidiano, falta disposição para enfrentar a monotonia e constância da vida, para continuar a fazer à mesma coisa e suportar as mesmas pessoas. A uma progressiva perda de interesse do deprimido é um sintoma marcante. No estado normal a pessoa está constantemente atenta aos estímulos e aos acontecimentos da vida em geral, interessando-se por tudo que passa à sua volta. As pessoas que não apresentam depressão gostam de saber o que está acontecendo nos noticiários, o que precisam fazer em sua casa, quais são os filmes e livros em cartaz, etc. Sabe-se que procurar uma única causa para esse tipo de distúrbio é muito imprudente, até mesmo por que ele é decorrente de varias variáveis interligadas, a mesma forma indicar um momento exato onde ela desencadeou seria quase impossível, pois é muito variável, e geralmente quando ela é detectada ela já se encontra no estado grave, onde o individuo si isola XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 128 completamente. Portanto qualquer sinal de depressão recorra a um especialista, depressão pode levar até a morte. Palavras-chave: Depressão Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti de Mendonça Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DA RELAÇÃO INDIVÍDUO E TRABALHO A Psicologia Organizacional é um campo de trabalho da Psicologia que tem como finalidade pesquisar e avaliar o comportamento emocional e os processos sociais de indivíduos, grupos e instituições. Após analisar os processos sociais, busca orientar sobre conflitos e desenvolver a promoção da qualidade de vida no trabalho. De forma mais específica, esta área desenvolve trabalhos como: educação e desenvolvimento de pessoas; plano de cargos, carreiras e salários; saúde ocupacional; avaliação de competências e desempenho; recrutamento e seleção entre outros, visando promover o bemestar do indivíduo na organização. Este trabalho apresenta a experiência vivenciada no estágio de formação de psicólogo na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho. O estágio está sendo realizado em uma empresa privada que atua no segmento de Comunicação Visual em Londrina PR. Inicialmente foi realizado um Diagnóstico Organizacional com o objetivo de detectar as necessidades dos colaboradores em relação ao seu ambiente e condições de trabalho. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os todos os colaboradores (60 pessoas) do setor administrativo e da unidade de negócios situada em Londrina, sendo as questões referentes às percepções dos mesmos em relação à empresa, levantamentos de pontos positivos, a serem melhorados e dificuldades e responsabilidades encontradas no cotidiano de trabalho. Esta primeira etapa foi realizada juntamente com as entrevistas de descrição e análise de cargos solicitada pela empresa no início do estágio. Os resultados do Diagnóstico Organizacional apontaram que os principais problemas da organização são: dificuldade de comunicação; a falta de informações; ausência do plano de cargos, carreiras e salários; necessidades de treinamentos técnicos e comportamentais; bem como estruturação do departamento de Recursos Humanos para implantação de políticas voltadas ao desenvolvimento de pessoas. Uma variável importante a ser analisada no Diagnóstico Organizacional é que a empresa vem passando por mudanças em todo seu funcionamento comercial e administrativo, o que por sua vez contribui para a permanência de um clima de instabilidade, insegurança e tensão vivida pelos colaboradores. A partir destes resultados foi proposta uma intervenção com os líderes da área administrativa voltada para o Treinamento e Desenvolvimento XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 129 de Competências de Liderança com o objetivo de integrar os setores da área administrativa a fim de desenvolver competências profissionais essenciais ao bom desempenho de seus cargos. Até o momento espera-se a análise da empresa para iniciar o trabalho de intervenção. Palavras-chave: organizacional treinamento e desenvolvimento; liderança; diagnóstico Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Laís Fracisco da Silva, Eduardo S. N. Higa Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier Titulação do Orientador: Especialista Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA QUALIDADE DE VIDA E AUTO-ESTIMA Qualidade de vida e auto-estima são necessidades espontaneamente naturais dos indivíduos, logo são condições fundamentais buscadas na sociedade. Ao pensarmos sobre qualidade de vida e auto-estima, percebemos que estão totalmente interligados e é impossível dissociá-los. Para se ter qualidade de vida é necessário auto-estima e vice-versa. Percebemos que os dosi conceitos não surgem do nada, mas são desenvolvidos e construídos. O primeiro passo é o conhecimento de si, é adquirir consciência da condição presente, o segundo é estabelecer metas buscando melhora daquilo que não se considera bom. Agora o mais importante são os conceitos, conhecimentos e valores pessoais do que o indivíduo considera conhecimento de si mesmo, a imagem que tem de si, quais metas seguir, pois não adianta seguir esses dois passos, se o indivíduo não apóia em uma estrutura saudável, coerente, otimista, positiva ou se nem parâmetros possui, por isso nossa pesquisa propõe conceitos, parâmetros sobre os assuntos auto-estima e qualidade de vida, para que o indivíduo possa se apoiar, ter base, se desenvolvendo e se construindo com a ajuda destes. Palavras-chave: qualidade de vida, auto-estima, estrutura saudável XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 130 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Bruna Martins, Etienne E. S. Gonze de Oliveira Nome do Orientador: Mauro Duarte Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA RELAÇÃO DA AUTO-ESTIMA COM SENTIMENTOS POSITIVOS E NEGATIVOS NA QUALIDADE DE VIDA DOS LONDRINENSES A qualidade de vida é um conceito ligado ao desenvolvimento humano, é o equilíbrio que abrange o relacionamento do sujeito com o seu grupo social, sua saúde física e mental. Devido à falta de material cientifico da área em Londrina, a pesquisa de qualidade de vida tem como objetivo fornecer dados científicos e estatísticos. Os dados concretos serão coletados através da opinião dos cidadãos londrinenses sobre suas respectivas qualidade de vida. A pesquisa também abrangerá domínios específicos que fazem parte da vida dos cidadãos, tendo como foco principal a verificação da auto-estima e dos sentimentos positivos e negativos. Os dados serão avaliados através do programa estatístico SPSS. A busca de qualidade de vida envolve uma rotina saudável, cuidados com o corpo, lazer e hábitos que façam o individuo se sentir bem. A auto-estima é uma experiência pessoal, nasce instintivamente de acordo com a necessidade de ser valorizado, além de trazer mais segurança, tranqüilidade, confiança e, assim, a busca de soluções adequadas para diversas situações da vida. Ninguém esta isento de aspectos negativos, como problemas de saúde. Deficiência de habilidade, fragilidade psicológica, etc. Esta limitação pode atingir a auto-imagem, e consequentemente diminuir a auto-estima. A coleta de dados foi feita através de questionários, organizados pela OMS, e foram aplicados pelos alunos do 2º ano de psicologia da Unifil, abordando questões sobre a qualidade vida e suas facetas. Palavras-chave: qualidade de vida, sentimentos positivos e negativos, autoestima e saúde. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 131 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Natalia Fornarolli; Natalia Pivaro de Souza Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Centro Universitário Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA CALL CENTER: AMBIENTE RICO PARA SE DESENVOLVER O DIAGNOSTICO ORGANIZACIONAL O trabalho está sendo desenvolvido em uma empresa de telefonia de LondrinaPr que trabalha com telemarketing ativo, através de vendas promocionais e fidelização de clientes, contudo o seu forte é o marketing receptivo que ajuda a solucionar problemas que os clientes encontram nos produtos oferecidos pelos seus contratos. O Diagnóstico Organizacional é utilizado para conhecer a visão dos colaboradores em relação ao ambiente e relacionamento de trabalho dentro da empresa, com o objetivo de mediar possíveis melhorias no ambiente de trabalhando, visando tanto o lado da empresa como o lado dos colaboradores. Este trabalho teve como objetivo verificar os fatores que levam a queda da produtividade, ou seja, a falta de qualidade no atendimento callcenter. Para a realização do diagnóstico desenvolvido na empresa participam aproximadamente 200 call-centers e 16 supervisores. Foram realizadas entrevistas com os supervisores de um dos contratos da empresa abordando aspectos pessoais, profissionais, saúde, lazer e qualidade de vida. Com os operadores foram aplicados questionários por amostragem com questões de âmbito profissional, pessoal e qualidade de vida. Os instrumentos utilizados tinham o objetivo de coletar dados para verificar o relacionamento com a empresa, relacionamento entre colaboradores e fatores que estimulam a atividade desenvolvida. Analisando os dados obtidos nas entrevistas com os supervisores, observou-se que alguns pontos podem influenciar no desempenho e nas relações de trabalho na empresa, tais como: falta de comunicação entre os setores interligados; treinamento de reciclagem; acompanhamento do trabalho por coordenador e diretor e trabalho motivacional com enfoque inicial nos supervisores. Com relação aos operadores os dados obtidos mostram que de forma geral existem alguns fatores a serem melhorados para o desempenho da sua atividade na empresa. Observam-se questões ligadas a novas informações técnicas e aprofundamento dos serviços já desenvolvidos. Através dos dados obtidos nas entrevistas com os supervisores e os questionários respondidos pelos operadores, fez-se a interligação dos resultados para a elaboração da proposta de intervenção. A proposta inclui alguns trabalhos de treinamento com a coordenação, supervisão e operação. Pode-se salientar que a intervenção voltada para o treinamento terá como objetivo ensinar, desenvolver e aprimorar as habilidades e conhecimentos dos colaboradores que ocupam cargos gerenciais. Palavras-chave: treinamento, call-center, diagnóstico organizacional XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 132 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Fabiani Mayumi Ito Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA O INCONSCIENTE A noção de inconsciente elaborada antes de Freud não designava nada de importante ou de decisivo para a compreensão da subjetividade. O termo era empregado de uma forma puramente adjetiva para designar aquilo que não era consciente. Tanto anteriormente a Freud como no interior do próprio saber psicanalítico, o inconsciente foi identificado com o caos, o mistério, o inefável, o ilógico, o lugar da vontade em estado bruto e impermeável a qualquer inteligibilidade. Historicamente introduzido em 1900, no capítulo VII de “A Interpretação do Sonho”, por Freud, o conceito de inconsciente sofreu uma sensível mudança até os textos finais da segunda tópica. Em seus textos iniciais Freud está preocupado em definir o sentido tópico do inconsciente e, nos textos posteriores a 1915 ele está mais preocupado com a relação entre o inconsciente e as pulsões. Mas, a segunda tópica não substitui a primeira visto que, em 1923, Freud mantém a idéia do inconsciente como lugar psíquico diferenciado e identificado com o recalcado. Assim sendo, o inconsciente é apontado como o conceito fundamental da psicanálise, tornando-se imprescindível o seu conhecimento. Deste modo, o presente trabalho tem por objetivo a realização de um estudo teórico e aprofundamento sobre o tema, visando a clarificação e sublinhando alguns traços essenciais que a própria generalização do termo inconsciente tem freqüentemente apagado. Sabe-se que o sonho foi para Freud a via da descoberta do inconsciente. Freud inicia seu extenso artigo “O Inconsciente” assinalando que é nas lacunas das manifestações conscientes que temos de procurar o caminho para o inconsciente. São elas que vão trazer para o primeiro plano da investigação psicanalítica aquilo que Lacan chamou de “formações do inconsciente”: o sonho, o lapso, o ato falho, o chiste e os sintomas. Esses fenômenos normais chamaram a atenção de Freud, pois por mais do que quaisquer outros, funcionavam como indícios seguros do determinismo psíquico e dos motivos inconscientes. As representações encontradas no inconsciente são “representações psíquicas” da pulsão, cujos conteúdos são representações e afetos. Para o desenvolvimento do presente trabalho, foram utilizadas as obras de Freud e de vários outros autores contemporâneos. Palavras-chave: Inconsciente, Freud, pulsão. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 133 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Adriana Vieira Mendes, Andréia Migliorini Luizão, Angela Boso Dias, Carina Honório Tiago Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadelfia Curso para apresentação: PSICOLOGIA AS CONSEQUÊNCIAS DOS ESTILOS PARENTAIS PERMISSIVOS E NEGLIGENTES NO DESENVOLVIMENTO DOS FILHOS As mudanças nas relações entre pais e filhos decorrentes das tranformações pelas quais a família vem passando tem levado a um crescente questionamento sobre o papel dos pais na educação de seus filhos. O objetivo deste trabalho será a identificação das práticas educativas utilizadas por pais permissivos e negligentes, relacionando esses dois estilos ao desenvolvimento da criança. Serão entrevistados vinte pais que exerçam atividades fora de casa que tenham filhos entre sete e doze anos. Utilizando-se a revisão de literatura os dados serão analisados qualitativamente. A relevância social da presente pesquisa está relacionada principalmente, às contribuições que poderá trazer para a sociedade em geral no que diz respeito às práticas educativas e sua influência sobre o desenvolvimento psicológico, intelectual e comportamental da criança e do adolescente. Atualmente tem-se produzido uma vasta literatura sobre a educação dos filhos. Algumas pesquisas científicas demonstram que apesar de pouco tempo disponível dos pais com seus filhos, é possível tem um educação com qualidade. No entanto outras revelam que não é necessário somente o pouco tempo com qualidade, mas sim uma maior presença dos pais com seus filhos. Esta pesquisa tem como relevância teórica o fata de vir a acrescentar novas informações sobre as mudanças nas relações de pais e filhos. Podem-se levantar como hipóteses que pais de estilos negligente contribuem para maiores dificuldades no comprtamento dos filhos, não contribuem muito para a construção do sentimento de auto-estima, pois impõem sua decisão ou regras sem se importar com o que seu filho pensa. O estilo permissivo é a prática que mais contribui para o crescimento desse sentimento, pois acreditam em seus filhos e levam em considereção suas opiniões e pensamentos. Filhos criados por pais permissivos e negligentes podem tornar-se pessoas sem limites, pois seus pais não lhe fazem cobranças. A pesquisa ainda está em andamento não existindo ainda resultados a serem apresentados. Palavras-chave: Estilos Parentais, Pais Permissivos, Pais Negligentes XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 134 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): ANGÉLICA EMI DE ANDRADE KUROKI Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN Titulação do Orientador: MESTRE Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA ONDE RESIDE A MASCULINIDADE ATUALMENTE? Pensando na importância que a teoria psicanalítica atribui ao contexto social para a constituição subjetiva do ser humano, pretendo com este trabalho refletir sobre alguns aspectos da sociedade contemporânea relacionados com o lugar que as mulheres e os homens têm ocupado e as conseqüências dessas posições para tal época. Para isto, recapitulo, de forma sucinta, a figura masculina e feminina no decorrer dos momentos históricos até chegarmos a Idade Contemporânea, articulando e analisando a influência do “discurso cientifico” na atualidade social. Em meio a isto, não poderia deixar de perpassar pelos tempos do Édipo, principalmente no segundo momento, para escrever sobre a importância do discurso materno na introdução do que Lacan denomina como “Nome-do-Pai” e sobre a noção de falta para a Psicanálise. Assim, analiso este discurso materno percebendo que ele tem se voltado cada vez menos para a figura masculina já que as mulheres parecem buscar a todo o momento ocupar uma posição fálica, como se pudessem dar conta de tudo. Esta dinâmica social parece estar relacionada com a tendência contemporânea de aniquilar as diferenças que, dentre outras questões, tende a colocar o feminino e o masculino no mesmo patamar. Desta forma e articulando tais conceitos com o contexto social, levanto a idéia de uma histeria masculina, em que a aniquilação da alteridade parece oferecer ao homem, não mais ocupar a posição fálica, mas sim embarcar no manejo histérico de fazer-se desejar apontando a falta no Outro. Também atrelo a aniquilação desta falta, ou seja, a extinção das diferenças, com o crescente aumento das patologias clínicas com que nos deparamos cada vez mais em nosso trabalho de escuta analítica. Sobretudo, procuro com o texto proporcionar uma reflexão sobre o discurso social e a articulação deste com a construção psíquica do ser humano e mais especificamente com a elaboração do papel masculino e feminino nos tempos atuais. Palavras-chave: MASCULINIDADE, FEMINILIDADE, PSICANALISE XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 135 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Martins Angela Lopes, Galafassi Isabelle, Gomes Tainan R.B. Nome do Orientador: Palazzi danieli C., Vitorelli Silvina H. Titulação do Orientador: Pós Graduadas Instituição: Prefeitura Municipal de Londrina Curso para apresentação: PSICOLOGIA PROGRAMA GUARDA SUBSIDIADA O Município de Londrina com parceria do Estado criaram um Programa “Guarda Subsidiada” para incentivar e garantir a criança e/ou adolescente o direito a convivência familiar e comunitária; sendo executado com recursos do FIA 2005 (Fundo dos Direitos da Infância da Criança e do Adolescente),dentro da Diretoria de Proteção Social Especial de Londrina. O Programa divide-se em dois eixos: 1) visa incentivar a desinstitucionalização, através da guarda judicial em famílias guardiãs (pessoas ou familiares que já possuem vínculo com a criança e / ou adolescente institucionalizado) e 2) evitar a institucionalização destes através de famílias de apoio (pessoas ou famílias devidamente cadastradas e capacitadas para receberem crianças e / ou adolescentes sob seus cuidados provisoriamente). Dessa forma, o Programa tem como objetivo garantir a proteção e acolhimento de crianças e adolescentes num ambiente familiar seguro e adequado ao seu desenvolvimento, evitando sua longa permanência em instituições (abrigos e lares) e buscando viabilizar a sua reinserção na família de origem ou inserí-los em famílias substitutas quando esgotado os recursos de manutenção na família de origem. O público alvo do Programa são crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, vítimas de diversas situações como: abandono, violência (física e/ou psicológica), maus tratos, orfandade, vivência de rua, uso de drogas dos pais, ou seja, situações de vulnerabilidade social, garantindo-lhes proteção integral em famílias de apoio ou famílias guardiãs. Todos os casos que chegam para o programa são estudados e avaliados nos critérios exigidos e após essa avaliação são levados ao conhecimento do Juíz da Vara da Infância e Juventude, que deferi sobre o pedido de inclusão no Programa Guarda Subsidiada, através do termo de guarda especial; essas famílias inclusas no programa poderão receber um subsídio financeiro (após avaliação técnica) para despesas pessoais da criança. O acompanhamento destas famílias é realizado através de atendimentos individuais, de visitas domiciliares e reuniões grupais quinzenais. Sendo um Programa novo, pois teve inicio no começo deste ano, somente um eixo do programa está funcionando, que é das famílias guardiã, que são 7 já inseridas, com 12 crianças, contando grupos de irmãos, que estão em convivência familiar; o outro eixo que são as famílias de apoio, estamos trabalhando com divulgações em igrejas, conferências, palestras para CRAS e demais serviços da prefeitura para assim chamarmos a atenção das pessoas interessadas neste tipo de programa a se cadastrarem, para que assim possamos capacitar e avaliar essas pessoas para que mais tarde seja nossa família de apoio e assim possamos por em prática essa outra parte do programa. Palavras chave: Desinstitucionalização, Convivência familiar e guarda Judicial. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 136 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Judson Abelardo Sanches Filho, Sergio Freitas, Ana Paula Pereira Okubo Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva Titulação do Orientador: Especialista Instituição: Centro Universitário Filadélfia- Unifil Curso para apresentação: PSICOLOGIA A PARTICIPAÇÃO DO PSICÓLOGO EM ISTITUIÇÕES DO TERCEIRO SETOR Pretende-se com esta pesquisa, mostrar como se encontra a participação do profissional de psicologia nas instituições do terceiro setor, pois trata-se de algo de grande importância para a sociedade em geral. Devido ao terceiro setor ser uma forma de organização relativamente nova, e de pouco acesso à maioria da população, faz-se necessário levar para a sociedade em geral informações seguras e confiáveis sobre esse setor e especialmente sobre a necessidade de envolvimento de profissionais incluindo os psicólogos. Da mesma forma é importante também contribuir com subsídios teóricos à literatura já existente, e que tem se apresentado escassa. A presente pesquisa procura averiguar se a participação do psicólogo no terceiro setor é restrita, e compreender quais os motivos que os levam a se portarem assim, e quais procedimentos poderiam ser utilizados para estimular sua participação. Busca-se verificar também entre os profissionais atuantes, qual a sua satisfação com o trabalho que vêm desempenhando no referido setor. Pretende-se discutir, mais especificamente, o lugar da psicologia e as práticas realizadas no campo dos projetos sociais, seus desdobramentos em termos do compromisso social hoje almejado para a categoria. As hipóteses deste estudo estão direcionadas ao fato de que a participação do psicólogo no terceiro setor é restrita devido à baixa remuneração oferecida por este setor, e também pelo desconhecimento das atividades profissionais que podem ser desenvolvidas na área. Outra supõe que os psicólogos que atuam no terceiro setor, geralmente estão sob controle da satisfação do seu trabalho junto às comunidades atendidas e não da remuneração. Participarão desta pesquisa 15 psicólogos que atuam no terceiro setor há mais de um ano, nas instituições da cidade de Londrina. A coleta de dados se dará através de um roteiro de entrevista contendo 10 questões que esclarecerão o problema de pesquisa, que será gravada e realizada individualmente. Esta pesquisa ainda está em andamento não existindo resultados a serem publicados. Palavras-chave: terceiro setor, compromisso social, psicologia. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 137 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): GLISIANE CANALI, LUCIANE CARNAUBA Nome do Orientador: RENATA MOREIRA DA SILVA Titulação do Orientador: MESTRANDA Instituição: UNIFIL Curso para apresentação: PSICOLOGIA FATORES PRESENTES NA ROTINA DIÁRIA DOS ACADÊMICOS QUE FAVORECEM O DESENVOLVIMENTO DA FOBIA SOCIAL A fobia social é caracterizada por uma intensa ansiedade em situações sociais (contato interpessoal) ou de desempenho, ou a associação de ambas. Isso acarreta sofrimento excessivo ou interfere de forma acentuada no cotidiano da pessoa. O fóbico social reconhece que seu medo é exagerado ou irracional e teme mostrar sinais de ansiedade como rubor em face, tremor e sudorese. As pessoas acometidas de fobia social descrevem como as situações mais comumente eliciadoras de insegurança: ser apresentado a alguém, encontrar pessoas em posição de autoridade, receber visitas em casa, ser observado durante alguma atividade (comer, beber, falar), ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. Nesta pesquisa pretende-se identificar quais fatores estão presentes na rotina diária dos acadêmicos que favorecem o desenvolvimento da fobia social. A presente pesquisa justifica-se por estudos anteriores terem demonstrado que a ansiedade social é um fenômeno comum na população em geral. Os universitários enfrentam situações que podem contribuir para o desenvolvimento da fobia social; como apresentações de trabalhos, debates em classe ou mesmo conversas com professores. Tem-se como hipóteses para esta pesquisa que os estudantes do curso de Ciências da Computação apresentam um índice maior de ansiedade quando comparados aos estudantes do curso de Educação Física. O curso de Ciências da Computação necessita de um menor grau de interação com as pessoas e por isso alunos mais introvertidos geralmente optam por este tipo de curso. Enquanto o Curso de Educação Física exige maior interação social, portanto que os acadêmicos sejam mais extrovertidos. Participarão desta pesquisa 50 acadêmicos, de ambos os sexos, com idades acima de 18 anos, dos cursos de graduação de Educação Física e Ciências da Computação da Unifil. Os participantes serão selecionados de acordo com a disponibilidade dos mesmos, independente da série que cursam, durante o intervalo entre as aulas. O instrumento utilizado para coleta de dados será um formulário contendo questões fechadas as quais serão organizadas em gráficos e tabelas. A pesquisa encontra-se em andamento e por esse motivo os resultados ainda não estão disponíveis para a divulgação. Palavras-chave: Fobia social, ansiedade, universitários. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 138 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Laiane de Cassia Utrera Nome do Orientador: Zeila Torezan Titulação do Orientador: Mestre Instituição: UniFil Curso para apresentação: PSICOLOGIA RECALQUE O recalque propriamente dito só opera quando e faz o papel de cisão entre Cs, PCs e Ics, essas instâncias precisam estar bem divididas para que o mecanismo possa atuar, pois a idéia geral do recalque é a de não deixar vir a consciência conteúdos que trariam um sofrimento insuportável ao indivíduo. Segundo Freud, o recalque é um processo que tem como objeto manter Ics representações pulsionais que tragam alguma fonte desprazerosa ao indivíduo. Para que melhor se entenda o termo recalque é importante dividi-lo em suas 3 fases: A primeira é chamada de fixação ou recalque originário, onde não há ainda de fato o recalque propriamente dito, o que ocorre são inscrições no Ics, que por sua vez não ganharam significação. O recalque originário é constituído por representantes da pulsão, essas representações são do campo imaginário, ou seja, traços de coisa, tudo é reduzido ao visual pois ainda nesse período não há representação de palavra, pois os sistemas PCs, Ics e Cs ainda não foram formados, o que predomina então é a representação de coisa. As segunda fase é a do recalque secundário em que o recalcamento ocorre sobre os representantes da pulsão e não sobre ela mesma, esses representantes são o representante ideativo e de afeto, o afeto está ligado há um representante ideativo, mas ele não pode tornar-se Ics de fato. A terceira e ultima fase é o retorno do recalcado, “processo pelo qual tendem a surgir os elementos Ics recalcados” ou seja, todo material recalcado sofre deformações pela censura PCs, o deslocamento e a condensação são os meios mais utilizados para que o acesso a Cs seja possível. Os representantes recalcados sempre lutam para ter acesso ao sistema Pcs, Cs, assim a Cs dispende de muita energia para enfrentar a ameaça que os conteúdos representam. Os derivados do recalque são os sonhos, atos falhos, chistes e lapsos – formação de compromisso (quando algo pode ser manifestado). Palavras-chave: Recalque - Primário - Secundário XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 139 Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica Nome do Pesquisador(Aluno): Daiana Aparecida Marques Nome do Orientador: Zeila FAci Torezan Titulação do Orientador: Instituição: UniFil Curso para apresentação: Psicologia A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO O seguinte trabalho tem como objetivo; apresentar a Constituição do Sujeito, segundo a Psicanálise e a Teoria Lacaniana. O sujeito é aquele que se constitui na relação com o outro através da linguagem, e essa relação inicialmente dual e depois triangular; em referencia ao Édipo. A economia do desejo refere-se ao Édipo, (que se desenvolve na dialética do “ser” e do “ter” movimento de elaboração psíquica que conduz o sujeito de uma posição imaginária) que esta identificada com o falo da mãe, para uma segunda posição em que vai se identificar com aquele que supostamente tem o falo ou com aquele que o não tem, essa operação em um processo de simbolização denomina-se metáfora do nome do pai (castração) ao longo da constituição do sujeito, em especial ao longo de três tempos do Édipo. Lacan denominou o período entre seis e dezoito meses no qual a criança forma uma representação de um unidade corporal por identificação com a imagem do outro, È através da linguagem que a criança ingressa na cultura, na ordem das trocas simbólicas, Lacan fala dos três tempos de Édipo, avançando num aspecto introduzido por Freud a respeito da importância do período por ele denominado pré-édipico. Primeiro tempo, o desejo da mãe é orientado pelo falo. A mãe é fálica e a criança é o falo materno, (dialética do ser) a criança constitui imaginariamente seu corpo como falo segundo o desejo da mãe; segundo tempo, acontece a primeira separação entre mãe e criança, priva a mãe de seu objeto fálico e a criança de seu objeto incestuoso, pai imaginário, castração imaginaria, privação real.Terceiro Tempo acontece a segunda e definitiva separação entre mãe e criança, castração simbólica. (Substitutos simbólicos), a neurose no sentido estrutural no terceiro tempo do Édipo, porque ele se “completa” conseqüentemente temos a castração (nome-do-pai) e assim o recalque passa a operar. a estrutura histérica é mais comum em mulheres do que em homens, , o terceiro tempo do Édipo depende a saída do mesmo e consequentemente que a identificação do lado do menino é mais ou menos direta na medida em que o pai tem algo a lhe transmitir o significante fálico, afinal é este significante que é desejado pela mãe e que lhe servirá para abordar outras mulheres(renunciando a mãe pela castração, mãe interditada pelo pai).No momento em que a menina se volta para o pai, aparentemente renunciando a mãe, ela vai em busca do falo para que possa ser novamente acolhida no desejo da mãe, quando a menina constata que o que a mãe recebeu do pai não foi o pênis, e sim um filho, a eleição do pai enquanto objeto amoroso ganha aqui este objetivo: um filho para presentear a mãe (equação pênis – bebê),como a menina não encontra o que busca junta ao pai, o que lhe resta é mesmo a identificação com a mãe.encontramos a existência de um ato sexual exitoso infantil que teria por conseqüência um efeito de culpabilidade e XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007 140 decorrentes idéias obsessivas como auto-reprovação. É através do limite, da lei que se ascende à condição de desejante, o que, diga-se de passagem, do limite, da dificuldade para o obsessivo, alem de toda hesitação que lhe é característica, utiliza-se uma serie de rituais que enquanto afastam-no dos objetos de desejo o fazem desaparecer como sujeito. Na Psicose não há castração e sim a forclusao do Nome-do Pai (excesso ou falta de investimento), esse aspecto relativo ao Nome do Pai como um significante, significado que dá sentido ao desejo da mãe, justificada pelo fato de que o que sucede na instauração de uma psicose é exatamente a forclusao do Nome-do Pai, Segundo Lacan “é a mãe que funda o pai”, a criança vive sob o enigma de alternância materna sou tudo ou nada para ela. Então a relação no imaginário se sustenta ate surgir algo para o qual não há significação (o real) e para a qual as significações dadas pelos outros não bastam mais elisão no imaginário, neste momento como o psicótico não pode fazer a passagem do outro ao Outro (lugar dos significantes) em busca de novas significações pois o lugar do Outro aponta para um vazio e não remete o sujeito a nenhuma nova significação, temos da elisão no simbólico, no encontro desses dois furos, duas elisões deparamo-nos com o surto. Não encontramos atos falhos, chistes, lapsos, todos representantes da equivocidade e característicos do retorno do recalcado. XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007