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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Priscila Alexsandra de Andrade Rodrigues,
Rosimeire Ferreira de Lima, Sandra Cristina Pívaro de Oliveira, Vanessa
Arenales Febrini
Nome do Orientador: Rita Marcia Aragão Abe
Titulação do Orientador: Especialista em psicoterapia da ánalise do
comportamento
Instituição: Centro Universitário Filadelfia- UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AUTO-ESTIMA E IMAGEM CORPORAL E SUA RELAÇÃO COM A
QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA
O exercício da psicologia em promoção de saúde mental impõe que o
profissional domine várias áreas do conhecimento, visando promover qualidade
de vida e principalmente divulgar conceitos sobre tal. O tema em questão deu
ensejo a estudos em diversos países, inclusive como mecanismo para propiciar
maior efetividade no incremento de políticas públicas nas áreas correlatas da
saúde, educação, etc. A presente pesquisa, objetiva mensurar e analisar a
qualidade de vida da população da cidade de Londrina, vinculando os aspectos
imagem corporal e auto-estima, no contexto da qualidade de vida. Afigura-se
oportuno registrar que o Grupo de Qualidade de Vida da divisão de Saúde
Mental da OMS (Organização Mundial de Saúde) definiu qualidade de vida
como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura
e sistema de valores nos quais ele vive em relação aos seus objetivos,
expectativas, padrões e preocupações” (WHOQOL Group, 1994). Trata-se de
uma visão global, que considera as várias dimensões do ser humano na
determinação dos níveis de qualidade de vida de cada indivíduo. No que diz
respeito à auto-estima, é de notar que tal fator se circunscreve à avaliação
subjetiva que uma pessoa promove de si mesma e simultaneamente emite um
juízo de valor positivo ou negativo que corresponderá a um determinado grau
de intensidade. Já as experiências da imagem corporal são permeadas por
sentimentos sobre nós mesmos. O modo como percebemos e vivenciamos
nossos corpos relata como percebemos a nós mesmos. Diante disso, para a
coleta de dados dessa pesquisa foi aplicado o WHOQOL–100, instrumento
elaborado pela OMS. O instrumento é um questionário composto por 100
questões que pretendem avaliar os seguintes domínios: físico, psicológico,
nível de independência, relações sociais, ambiente e aspectos
espirituais/religiosos/crenças pessoais. A aplicação do instrumento se deu sob
forma de entrevistas.Os participantes da pesquisa foram homens e mulheres
moradores da cidade de Londrina, há pelo menos seis meses, com idades
acima de 18 anos, divididos em 6 faixas etárias. A análise dos dados por sua
vez, se encontra em fase de tabulação, sendo seus resultados divulgados no
Simpósio.
Palavras-chave: QV;autoestima;imagemcorporal
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Francielle Grisotto, Gisele Vizoni, Karine
Melchior, Mayara Imme
Nome do Orientador: João Juliani
Titulação do Orientador: Doutor
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA: MOBILIDADE E NÍVEL DE INDEPENDÊNCIA
O projeto de Qualidade de Vida teve como objetivo mapear o nível da
qualidade de vida existente entre os moradores de diferentes bairros da cidade
de Londrina. Foram abordados fatores como relações sociais, relação do
sujeito com o meio ambiente, situação psicológica da população, religião, nível
de independência e condições físicas.Foram selecionados indivíduos com
idade a partir de 18 anos que residiam na cidade de Londrina por no mínimo
seis meses. Para a coleta da amostragem real da população, foram
entrevistados sujeitos que obedeciam aos critérios para entrevista,
anteriormente citados, e autorizavam a realização mediante assinatura do
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram a campo alunos do curso
de psicologia, 1º e 2º anos, devidamente treinados, uniformizados e
identificados (camiseta, crachá, caderno de resposta, canetas) e distribuídos
nas macro-regiões da cidade. Os entrevistados foram escolhidos
aleatoriamente, e as questões utilizadas para a realização da entrevista eram
da Organização Mundial de Saúde (OMS - World Health Organization Quality of
Life - WHOQOL). O tema nível de independência e mobilidade, diziam respeito
a questões relacionadas à dificuldade das pessoas com sua mobilidade, a
eficiência dos meios de transporte (incluindo acesso a eles), dependência de
medicamentos ou tratamentos de saúde, capacidade para o trabalho,
assistência social (avaliando a qualidade deste serviço), o ambiente, atividades
cotidianas, entre outras. Além da pesquisa de campo foram feitas pesquisas
sobre textos que relatassem esse assunto, incluindo procura no site da
prefeitura de Londrina para encontrar maiores detalhes sobre as vias de
acesso e os meios de transporte disponíveis para os cidadãos londrinenses.
Após as entrevistas terem sido feitas, todos os dados coletados foram
encaminhados para os responsáveis para conferência e digitados pelos alunos
no programa Statistical Package for the Social Sciences - Pacote Estatístico
para as Ciências Sociais (SPSS) que utiliza critérios internacionais para avaliar
a fidedignidade das respostas apresentadas e para facilitar a verificação das
amostras de cada região da cidade. E após isso ter sido feito a pesquisa será
divulgada pelos meios de comunicação correntes em Londrina.
Palavras-chave: Qualidade de Vida, Mobilidade, nivel de independência
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Nogueira Miranda, Natália Carolina
Jorge
Nome do Orientador: João Juliani
Titulação do Orientador: Doutor
Instituição: Centro Universitário Filadélfia - Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO DA SAÚDE EM HOSPITAIS DA REGIÃO DE
LONDRINA
A Psicologia Hospitalar constitui-se como uma área de atuação em fase de
estruturação ainda restrita e pouco explorada pelos psicólogos. Segundo Reis
(1992, p.19) a Psicologia Hospitalar é definida como “o ramo da psicologia
destinado ao atendimento de pacientes portadores de alterações orgânicas
como sintomas desencadeantes das disfunções”. Sabe-se que apenas alguns
hospitais de Londrina/PR contam com o psicólogo em sua equipe e, mesmo
nos que o possui, o trabalho deste profissional é pouco conhecido e pouco
divulgado. Este projeto de pesquisa surgiu da necessidade e do interesse de se
realizar um estudo que tem como objetivo principal conhecer a percepção do
psicólogo da saúde em relação ao seu próprio trabalho no contexto hospitalar
de Londrina/PR. A pesquisa será realizada com psicólogos da área da saúde
que atuem em instituições hospitalares da cidade por meio de uma entrevista
semi-estruturada, constituída de perguntas que visam conhecer sua rotina de
trabalho, suas funções e suas atividades dentro dos hospitais. Outros aspectos
importantes também serão abordados na entrevista como a questão da
formação que o psicólogo julga importante para atuar na área hospitalar bem
como qual seria o seu papel na humanização dos hospitais, seu ambiente e
das equipes multidisciplinares. Com a realização desta pesquisa, espera-se
contribuir com novos dados e informações sobre a atuação destes psicólogos
em hospitais de Londrina/PR, enriquecendo assim esta área de atuação. Os
resultados da pesquisa serão partilhados entre todos os participantes da
mesma, o que poderá trazer contribuições relevantes como a oportunidade de
conhecer um pouco mais o trabalho realizado por seus colegas bem como
promover um intercâmbio de informações. Estas contribuições estendem-se
também aos estudantes e futuros profissionais de Psicologia, possibilitandolhes ampliar seu contato e seus conhecimentos sobre está área de atuação e
conhecer o trabalho que já vem sendo realizado pelos psicólogos entrevistados
nos hospitais de Londrina/PR. Por ocasião da elaboração deste resumo, o
projeto estava em tramitação no Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa
de Londrina, aguardando a sua aprovação.
Palavras-chave: Psicologia Hospitalar, psicólogo da saúde, prática psicológica
em hospitais
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Saravy de Carvalho, Sara Lopes A.
Gama, Patrícia Yuri Wakamatsu, Vanessa Uehara Moniwa
Nome do Orientador: Rita Márcia Aragão Abe
Titulação do Orientador: Especialista em Psicoterapia na Análise do
Comportamento
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM ESTUDO SOBRE QUALIDADE DE VIDA E SUA RELAÇÃO COM A
ESPIRITUALIDADE
O termo qualidade de vida proposto pela Word Health Organization (OMS) é
definido como: “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto
da cultura e dos sistemas de valores nos quais vive e na relação com seus
objetivos, expectativas, padrões e interesses” (WHOQOL Group, 1994). Já a
Espiritualidade, segundo Moggi (s.d.), é única, caracteriza-se por possuir
elementos comuns a todas as grandes religiões como o amor, o respeito à
vida, o livre arbítrio, a esperança, a fé, a ética, a integração, a verdade, a
bondade, a beleza, a igualdade, a fraternidade e a liberdade. O objetivo desta
pesquisa é mensurar a qualidade de vida dos moradores adultos da cidade de
Londrina, e analisar a relação entre Qualidade de Vida e aspectos
espirituais/religião/crenças pessoais. Os participantes da pesquisa foram
homens e mulheres moradores da cidade de Londrina, há pelo menos seis
meses, com idades acima de 18 anos, divididos em 6 faixas etárias. A
distribuição amostral das faixas etárias e sexo seguiu cálculo do estatístico
responsável pela pesquisa. O instrumento utilizado é o WHOQOL-100, um
instrumento de avaliação de qualidade de vida, organizado pela OMS, dentro
de uma perspectiva internacional, composto por 100 itens. Ou seja, trata-se de
um questionário formado por 100 questões que abordam seis domínios, sendo
eles: Físico, Psicológico, Nível de Independência, Relações Sociais, Ambiente,
Aspectos Espirituais/Religião/Crenças Pessoais. A aplicação do instrumento
ocorreu sob a forma de entrevista, sendo que os sujeitos foram entrevistados
em suas próprias residências. Os dados obtidos estão sendo digitados e
processados, utilizando-se o programa SPSS de tratamento estatístico. A
pesquisa encontra-se em fase de tabulação e análise dos dados. Dessa forma,
torna-se possível no momento, traçar apenas alguns comentários do que pôde
ser observado na fase de coleta: de forma geral, muitos entrevistados quando
respondiam as questões relacionadas a religião, demonstravam euforia e
determinação na resposta, colocando o quanto sua crença é importante em sua
vida. Apesar de algumas moradias aparentarem condições desconfortáveis,
muitos entrevistados não deixavam de enfatizar o quanto ter fé em alguma
religião é necessário e o quanto suas crenças pessoais lhe dão um sentido em
suas vidas e dão força para enfrentar e entender as dificuldades.
Palavras-chave: Qualidade de Vida, Espiritualidade, Crenças Pessoais
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Fabiane S. Medeiros, Fernanda Favarão ,
Isabela P. Torezan
Nome do Orientador: Isabel de Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA DEPRESSÃO PÓS- PARTO
Com as mesmas características de uma depressão normal, a depressão pós –
parto inicia-se após o nascimento do bebê, na qual a mãe apresenta uma
profunda tristeza de caráter prolongado, e em alguns casos mais graves a mãe
apresenta tendências ao abandono do filho ou até mesmo seu extermínio.
A depressão pós – parto pode durar até seis meses após o nascimento do
bebê. Fisicamente os sintomas a serem apresentados são: alterações
gastrointestunais, ressecamento de boca e intestino, dores de cabeça,
insônias, choro e alterações de apetite. O apoio familiar é indispensável, pois o
quadro pode agrava-se ainda mais se a mãe sentir-se sozinha e desprotegida e
ainda pode sentir-se um “monstro” por falar que não está feliz com a chegada
da criança. Em alguns casos torna-se necessário o acompanhamento
psiquiátrico e psicológico, com o uso de medicamentos que podem levar a
suspensão do aleitamento materno.
Portanto, o objetivo desse trabalho é pesquisar a respeito dos aspectos
psicológicos da depressão pós – parto, informando a mães e familiares sobre
como identificar e tratar a doença.
Palavras-chave: depressão pós parto
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): JOSILENE A. SCHIMITI
Nome do Orientador: 1. ALBA MATTOS COSTA; MARIA JOSÉ P. JANINE
DE TOLEDO
Titulação do Orientador: 1. DOSCENTE DO CURSO D EPSICOLOGIA DA
UNIFIL; ESPECIALISTA EM PSICOSSOMÁTICA; 2. DOSCENTE DO CURSO
DE PSICOLOGIA DA UNIFIL, ESPECIALISTA EM PSICOPEDAGOGIA E
ACONSELHAMENTO FAMILIAR
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A RELAÇÃO SIMBIÓTICA TRAZIDA NA TRANSFERÊNCIA
Este artigo nasce da dificuldade da prática clínica em manejar o setting
terapêutico com uma criança de 5 anos e sua mãe. Os enigmas e surpresas na
identificação transferencial decorrentes objetivaram o manejo da técnica para
alcançar uma cisão nesta relação e inicialmente, atendê-lo sem a mãe. Para
avaliar a estrutura dinâmica dos processos intrapsíquicos, organizou-se dados
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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das entrevistas com a mãe que explorou fatores interpessoais e sócio-culturais.
A integração das informações veio da demanda imediata e espontânea do
cliente; constituiu uma hipótese psicodiagnóstica, estruturada e orientada
conforme teoria e prática psicanalíticas, não considerada uma composição de
conhecimentos acabados, completos e fechada; as regras são mutáveis, toda
sistematização é provisória e passível de reestruturação. Conforme Klein,
compreendeu-se que a criança tem a necessidade da mãe de forma
exagerada; por medo dos perigos internos, necessita de amor e proteção,
necessita do olhar. Com os estudo de Soifer; denominou-se simbiose
patológica das situações em que descobrimos falências na aquisição de
aprendizagens psicomotoras (importantes no desenvolvimento), seja porque
não lhe ofereceu a oportunidade de realizá-la ou porque se aceitou, sem limitála, a sua negativa em adquiri-las. A criança precisa de continência para se
desvincular da mãe, precisa ser aceita para perder o medo das pessoas. Ao
demonstrar reações e ansiedades ao descobrir um “outro que não a mãe”;
suas experiências, sem ser sua mãe, gerava estranheza. Assim, a atitude e o
comportamento de procurar, examinar e explora o novo ambiente como desejo
de suprir suas fantasias simbióticas favoreceu gradualmente alcançar
confiança básica e diminuir sua ansiedade diante do estranho. Portanto,
expressões trazidas não foram vistas unicamente como conflitos, mas como
tradução de déficits de fortes fixações em etapas primitivas, originadas das
necessidades emocionais básicas não suficientemente satisfeitas pelos
cuidadores com adequada maternagem. A transferência assumiu o simbolismo
na busca de algo ou alguém por quem a criança arriscou uma “fusão”, ou seja,
um “continente”, localizando no terapeuta o portador de seus “ideais”, como se
este fosse seu próprio espelho – procurou o olhar e aprovação insistentemente,
exigiu ser atendido, notado; estampou a necessidade de continência para abrir
caminho á independência. Esta prática permitiu a distinção e manejo
transferencial dentro do setting terapêutico, propiciou conhecimento, prática,
reflexão e entendimento; a “análise” possibilitou descobertas experienciada
pela instalação do enquadre favorecendo as regressões, agressões, projeções,
frustrações, privações, introjeções, defesas. Os afetos manifestados na
transferência, repetiram a relação objetal primária no par analítico, se fez
passar os conteúdos inconscientes de um menino de 5 anos com dificuldades
em falar e expressar-se, escrever ou “desenhar”. Tornou-se possível um residir
na vinculação de experiência motora, sensorial e funcional, também o escutar,
observar, ler e verbalizar sua linguagem simbólica e Brincar para criar seu
espaço e prosseguir ao processo de Re-conhecimento de si mesmo. A
transferência moveu contratransferência; utilizada como instrumento técnico
para apontar e decifrar afetos. Segundo Bion, a contratransferência é resultado
de uma interação mediante a qual “o inconsciente do analista põe-se em
comunicação com o inconsciente do analisando.” Este artigo destaca A
Relação Simbiótica Trazida Na Transferência “motivado” pela prática, teoria,
supervisão e análise pessoal, imprescindível ao desenvolvimento do trabalho.
Nesta jornada sabia-se dos riscos, temores, imprevistos, surpresas e ousadias
que resultou na reflexão e a reavaliação de posições, valores e atitudes.
Concluiu-se que no amor as ações e afetos envolvidos – quando em excesso
– podem trazer sofrimentos: a relação simbiótica desta Mãe e Filho – uma
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díade densa. O pedido de ajuda veio em conseqüências desta simbiose
patológica onde tudo parecia atrofiado; dentro da concha. A análise
transferencial foi à alavanca terapêutica que possibilitou o processo de
reconhecimento do cliente, e significante no crescimento pessoal e profissional
do terapeuta.
Palavras-chave: RELAÇÃO TRANSFERÊNCIAL; SIMBIOSE;
RECONHECIMENTO.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ricardo Desidério da Silva
Nome do Orientador: Ricardo Desidério da Silva
Titulação do Orientador: Mestrando em Educação para a Ciência e o Ensino
de Matemática
Instituição: Universidade Estadual de Maringá
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O SIGNIFICADO DE ADOLESCÊNCIA PARA OS PRÓPRIOS
ADOLESCENTES
Falar sobre sexualidade na escola é liberar uma série de preconceitos. A
sexualidade no universo escolar é tópico polêmico considerando a
multiplicidade de visões, crenças e valores dos diversos atores (alunos, pais,
professores e diretores, entre outros). Deste modo, para muitos, quando se
trabalha a Educação Sexual em sala de aula o professor está “incentivando o
aluno à prática sexual”, mas sabemos que o jovem vai ter relação sexual
independentemente de pais ou professores e ele precisa estar preparado para
isto. Portanto, a curiosidade dos alunos em desvendar os mistérios da
sexualidade me aguçou de tal forma que passei a explorar mais esses
aspectos. A partir daí surgiu à idéia de se desenvolver um projeto de Educação
Sexual com alunos do ensino fundamental de uma escola pública de LondrinaPR para analisar o que os próprios adolescentes pensam a respeito da
adolescência e da sexualidade. Esta idéia resultou em um trabalho realizado
com noventa e oito alunos, a partir do projeto intitulado “Educação Sexual na
Escola – Prevenção também se ensina”, onde os alunos confeccionaram um
material intitulado “Ser adolescente é...”. O material produzido pelos alunos
serviu para o levantamento de dados, os quais foram apurados e interpretados
para a realização da pesquisa. Nesse trabalho foi analisado o que os
adolescentes pensam a respeito da sua própria adolescência e como eles vêm
buscando informações à luz do tema sexualidade. O objetivo, portanto, flui da
consciência de que é preciso analisar os pensamentos dos alunos em relação
à adolescência, bem como situações vivenciadas por eles, tais como
comportamentos quanto à prevenção de DST/AIDS, gravidez na adolescência,
entre outros. Certamente, a partir daí os alunos poderão compreender a
adolescência e a sexualidade como vertentes naturais e culturais do ser
humano. No caso do material produzido pelos alunos, exige uma atenção
especial, pois contribui para o debate sobre as relações existentes entre
sexualidade e adolescência na escola, enfocando principalmente a visão do
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aluno e suas motivações, códigos de conduta e perspectivas sobre o “ser
adolescente”. O estudo foi divido em Grupo 1, Grupo 2 e Grupo 3,
respectivamente 6ª, 7ª e 8ª séries, e os resultados mostram que os
adolescentes do Grupo 1, com média de idade de 11,8 anos se preocupam
mais em planejar um futuro, pensar nessa vida nova que está começando. Já
para o Grupo 2, com média de 13 anos de idade, mesmo sendo uma fase de
“curtição”, eles pensam nas suas responsabilidades futuras. Porém, os
adolescentes do Grupo 3 com média de idade de 13,7 anos estão em uma fase
que eles consideram totalmente para curtir a vida, namorar, conhecer lugares
diferentes, aproveitando ao máximo cada momento vivido. Comparando os
resultados relacionados, observa-se um nível decrescente de responsabilidade
nos adolescentes do Grupo 1, passando pelo Grupo 2 e chegando ao Grupo 3,
considerando as informações apresentadas por eles. No que diz respeito à
baixa preocupação referente à responsabilidade dos adolescentes do Grupo 3,
pode-se analisar que nessa idade o “sentir-se livre” é um desejo de todos os
adolescentes, já que os pais de uma maneira geral impõem limites aos seus
filhos e esses limites são tidos como “proibições” para eles. Para os jovens, a
forma descompromissada de viver, o sentimento de “estar no mundo” como
mero espectador, distante da realidade em que vive são pontos comuns entre
eles. Para os Grupos 1 e 2, essa “proibição” ainda não é considerada
totalmente rigorosa, pois a maioria está ligada aos pais, costumam sair juntos e
freqüentar os mesmos ambientes. Por outro lado, para os adolescentes do
Grupo 3, isto é “fora de moda”, ou seja, sair sozinho, ser independente é o que
os adolescentes mais desejam. Conclui-se que, para a melhor compreensão à
luz do tema sexualidade/adolescência na escola, esta pesquisa aponta a
necessidade de estudos adicionais nessa área.
Palavras-chave: Educação sexual; adolescência; sexualidade.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): JOSILENE A. SCHIMITI
Nome do Orientador: MARIA JOSÉ P. JANINE de TOLEDO; SILVIA
PATTARELLI.
Titulação do Orientador: 1. DOSCENTE DO CURSO D EPSICOLOGIA DA
UNIFIL; MESTRE EM EDUCAÇÃO PELA UEL; 2. DOSCENTE DO CURSO DE
PSICOLOGIA DA UNIFIL, ESPECIALISTA EM PEDAGOGIA E
ACONSELHAMENTO FAMILIAR
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A MÃE SUFICIENTEMENTE BOA NO PROCESSO EVOLUTIVO DO
ADOLESCENTE
As características da adolescência normal se dá por meio de uma série de
manifestações de conduta típicas que constituem esta fase de desenvolvimento
humano evolutivo, na qual o individuo vai estabelecer sua identidade na busca
da diferenciação do mundo que o cerca e estabelecer quem é. Diante da
procura de si mesmo o adolescente passa por várias experiências: as
tendências grupais, a necessidade de intelectualização, as fantasias e crises
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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religiosas, a atemporalidade, o imediatismo, tudo está para o aqui e o agora; e
talvez a mais dolorosa das experiências desta etapa seja a evolução sexual,
manifestada de forma densa, quer por sua própria natureza fisiológica, quer
pelas imposições culturais e sociais e, particularmente pelo reaparecimento da
problemática edipiana. O adolescente vive ainda as difíceis elaborações das
perdas, levando as atitudes reivindicatórias, as contradições sucessivas,
imprevisíveis e ambíguas. Este processo para alcançar a separação dos pais
da infância e alcançar a “dependência” adulta, trazem constantes flutuações do
humor e do estado de ânimo. Para refletir esta luta pela liberdade do
adolescente voltamos bem mais atrás do período de desenvolvimento,
conforme as considerações psicanaliticas Winnicottianas sobre a mãe e seu
bebê, onde a história de um ser humano começa ao nascer – e antes de
nascer – e cada bebê é desde o começo uma pessoa, necessitando ser
conhecida por alguém, assim adota-se o conceito de “mãe suficientemente
boa”, para esboçar o entendimento a respeito do processo evolutivo da
adolescência. As razões para este estudo incidiram da prática clinica, porque
durante os atendimentos aos adolescentes, verificou-se conflitos emocionais
largamente manifestados no setting terapêutico, originais de raízes das
primeiras relações – a relação mãe x bebê – até porque várias são as
situações em que se precisou trazer a mãe para conhecer os adolescentes.
Com isso, objetivou-se compreender de que forma o conceito de “mãe
suficientemente boa” se aplica e contribuí para a Psicologia da Criança e do
Adolescente; em nenhum momento de considerar este conceito como uma
espécie de fatalidade geradora de “mal-formações” psíquicas.
Palavras-chave: mãe suficientemente boa; desenvolvimento; adolescente.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Daphne Araújo, Giórgia Chemouni, Roberta
Vivan, Suéllen Crivelari
Nome do Orientador: Mauro Fernando Duarte
Titulação do Orientador: Psicólogo Clínico, especialista em Psicologia Clínica
pela UNIFIL e graduado pela UEL em 2003.Docente desde 2007 na Graduação
em Psicologia na UNIFIL. Ministra Psicopatologia Psicana lítica e Modelos de
atuação em Psicanálise, Estágio Supervisionado de formação de psicólogo e
práticas de psicoterapia Familiar, conjugal e sexual e doentes terminais.
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA
A Qualidade de Vida é um conceito ligado ao desenvolvimento humano.
Qualidade de vida, é cuidar da saúde: mental, emocional, física, econômicofinanceira, afetivo, como uma tentativa de se levar à vida de maneira mais
tranqüila. A pesquisa justifica-se pelo fato de que esta não foi realizada em
Londrina, sendo importante para analisar o modo de vida dos cidadãos em
diferentes regiões e tem como objetivo avaliar a qualidade de vida da cidade;
como por exemplo, as relações pessoais e auto-estima, que estão
relacionadas, sendo uma conseqüência da outra – quando a pessoa tem boas
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relações pessoais, conseqüentemente terá uma boa auto-estima e vice versa.
A coleta de dados será junto à população e estes serão tabulados,
classificados e analisados com o programa SPSS de analise estatística. O
material utilizado constitui-se de um questionário estruturado de 100 perguntas
(WHOQOL), contendo 5 opções de resposta em cada uma. Os sujeitos são
mulheres e homens que variam entre 18 e 75 anos que residam na região do
centro de Londrina. Será utilizado como questionário o Whoqol, um instrumento
auto-explicativo de avaliação de qualidade de vida desenvolvido pela
Organização Mundial de saúde e deve ser enfatizado que refere-se às duas
últimas semanas, independente do local onde o indivíduo se encontre.
Participaram cerca de 60 alunos do segundo ano do curso de psicologia,
regularmente matriculados na disciplina curricular de Estágio em Pesquisa.
Palavras-chave: qualidade de vida, pesquisa, população.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Maria José Moreira, Patrícia Amabili Spinasse,
Patrícia Eliane Rossi, Roberta Lucas, Rosiane Martins de Souza, Silvia C. Leite
Lima
Nome do Orientador: Marien Abou Chahine
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UNIFIL - Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A PSICOLOGIA NA EDUCAÇÃO: UMA REFLEXÃO SOBRE A SAÚDE E A
DINÂMICA INSTITUCIONAL.
Este trabalho contempla uma breve experiência da ação do psicólogo na
Instituição Educacional, visando uma reflexão sobre as relações estabelecidas
neste espaço e as implicações naqueles que vivenciam o dia a dia escolar. O
objetivo geral deste trabalho foi promover um espaço de escuta que
propiciasse reflexões acerca das questões da adolescência, bem como
observar a dinâmica institucional, a fim de promover saúde do indivíduo como
um todo. Foi realizado num Colégio Estadual na região central de Londrina –
PR. A metodologia utilizada foi baseada na concepção sócio-histórica e se
desenvolveu em encontros de grupos, acreditando ser esta uma forma eficiente
e propiciadora de transformações, uma vez que o grupo social é criador de
cultura. Realizamos reuniões mensais com a coordenadora, dinâmicas de
grupo, palestras e grupos de discussões. Algumas dificuldades foram
encontradas ao longo deste processo, a principal foi a falha no cumprimento
das atividades combinadas por parte da organização institucional, como por
exemplo, horário desmarcado em cima da hora, falta de informação dos alunos
e professores sobre as atividades, falta de local para a realização dos grupos e
outros, que revelaram o desinteresse da coordenação no trabalho. A psicologia
direciona seu olhar para a educação com o objetivo de promover saúde,
compreendendo que saúde não é simples ausência de sintomas, mas algo
mais amplo que engloba o bem estar bio-psico-social, sendo a educação parte
do campo social. A atuação do psicólogo nas instituições educativas deve ser
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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de facilitador, de alguém que possibilite o conhecimento da dinâmica
institucional por parte da comunidade, com o objetivo de favorecer a
comunicação e integração entre elas. Para trabalhar com a comunidade de
alunos da instituição, em sua maioria adolescentes, faz-se necessário também,
que se compreenda e se aprofunde no seu “mundo” a fim de descobrir não só
seus problemas, medos, sonhos, ideais, mas entender o fenômeno da
adolescência em seu desenvolvimento psíquico, considerando todos os
aspectos que vão nortear sua vida e formação, como sua resposta às
crescentes demandas sociais por: autocontrole, resoluções de conflitos,
emancipação do lar, escolha do companheiro/a, profissão, etc. Tudo isso vem
sendo contemplado neste trabalho e, por fim, o que pudemos constatar, foi que
mesmo com o interesse dos alunos pelo projeto, houve uma resistência muito
grande para aderir a mudanças advindas da incorporação de idéias, conceitos
e métodos inovadores que implicam em uma transformação na cultura
organizacional e, por conseguinte, impactam na sua dinâmica e sua estrutura
de poder. É neste sentido que a escola, como lócus do saber e do
conhecimento, precisa se reposicionar como organização, deixando um pouco
de lado sua rotina burocrática e hierarquizada, fazendo com que a questão da
comunicação e relações entre professores, administração e alunos ganhe um
destaque maior do que vem acontecendo tradicionalmente. A psicologia há
muito tempo vem buscando expandir seus limites de atuação e, em relação à
saúde, vai muito além da prática clínica, se estendendo para o campo social,
onde o objetivo é promover saúde, demonstrando uma crescente preocupação
com as questões ligadas à Cidadania, Estado de Direito, Exclusão Social e
Escolar. Sendo assim, entende que cabe à educação, e a psicologia inserida
nela, articular os conhecimentos indispensáveis para que o educando construa
as competências necessárias para a análise crítica da realidade da qual faz
parte, pois já não basta mais ensinar, é preciso prepará-los para a participação
na sociedade.
Palavras-chave: Psicologia, Educação, Adolescentes
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
12
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Daiana Frasson, Luiz Roberto de Moraes
Sartori
Nome do Orientador: Mauro Duarte
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadálfia - UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
USO DA CO-TERAPIA NO TRATAMENTO DE CASAIS
Um casamento representa um enriquecimento pessoal, uma oportunidade de
conhecimento, desenvolvimento sexual, afetivo e social. Uma conseqüência da
intimidade é a revelação de diferenças de gênero, cultura, crenças, educação,
que necessitam de uma reorganização para que o casal consiga conviver
harmoniosamente. Renunciar a hábitos e estilos de vida é um processo que
necessita de uma estrutura de relacionamento e muitas vezes causam
sofrimento nos cônjuges, pois cada um traz consigo um modelo de casal
normalmente usando seus pais como referenciais a serem seguidos ou não.
Um casal busca terapia com o objetivo de sanar o problema existente e a
desarmonia normalmente oriundos de conteúdos mentais cuja verbalização é
fantasiada como causadora de conseqüências desastrosas e deploráveis. Na
psicoterapia de casal o foco do trabalho é a análise da desordem do casal,
favorecendo seu ajustamento de forma a possibilitar que os mesmos
compreendam os conflitos e mais do que isso, aprendam a lidar com futuras
dificuldades. Um dos métodos utilizados na psicoterapia de casal é a coterapia, método que emprega a presença de dois terapeutas durante a sessão,
tendo como objetivo esclarecer como e porque o casamento está perturbado. A
co-terapia pode trabalhar com o casal tanto individualmente como em conjunto
dependendo das necessidades de cada casamento, podendo ocorrer o uso das
duas modalidades durante o processo, desde que a escuta feita
individualmente não seja comentada durante a junção e que o casal seja
estimulado a trocar informações referentes aos seus atendimentos para que
possam modificar a situação que está estabelecida. Esta modalidade de
atendimento aumenta o poder terapêutico, dilui as alianças e evita o
emaranhamento com o casal, podendo os terapeutas agirem questionando,
construindo hipóteses, discordando entre si, oferecendo um modelo de
interação diferenciado. A co-terapia é indicada quando os membros do casal
estão sentindo culpa ou tristeza do que possa estar fazendo ao outro. Com os
atendimentos individuais, se torna mais fácil o reconhecimento da coexistência
da relação de amor e ódio pela mesma pessoa e previne a regressão a
sistemas mais primitivos de cisão e projeção. O indivíduo necessita antes de
tudo compreender suas fraquezas e dificuldades diante das expectativas de
sonhos que não foram concretizados e que o acompanharam por toda sua
trajetória de vida para que consiga incluir um outro também com problemas e
dificuldades em sua vida, ver seus erros e o modo como estão lidando com os
conflitos ajuda no crescimento pessoal e familiar possibilitando uma melhor
forma de lidar com as difíceis situações cotidianas.
Palavras-chave: co-terapia, psicanálise, terapia conjugal.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Angélica Sanchez, Clarissa Gouveia e Mayara
Barros
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Psicóloga
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
LEVANTAMENTO DE FATORIAIS DE PERSONALIDADE
CARACTERÍSTICOS DO PACIENTE ONCOLÓGICO
Nos últimos tempos, tem aumentado a suspeita de que a mente tem um papel
importante em influenciar o desenvolvimento do câncer. Está é a parte da
Psicoimunologia clínica que mais se desenvolve, nos últimos anos,
provavelmente em razão da própria importância do câncer, do sofrimento dele
decorrente e das tentativas de através da exploração do psiquismo, descobrirse uma via para o entendimento desta enfermidade. As pessoas sofrem
emocionalmente de várias maneiras. E, quando não conseguem colocar seus
sentimentos em palavras, o corpo acaba sendo castigado. Segundo as
pesquisas feitas por LeShan, os médicos do século XIX, desprovidos de
exames mais sofisticados escutavam os seus pacientes para poder entender o
que estava ocorrendo com eles. Desta forma ouviam suas histórias e
sentimentos e acreditavam haver uma relação entre o câncer e os fatores
psíquicos, pois estava clara a ligação entre os primeiros sinais da doença e
fatores emocionais ligados a grandes perdas e desesperança. LeShan (1956)
fez o trabalho mais completo sobre o tema. Num estudo com 500 pacientes
encontrou neles: perda de uma relação significativa antes do inicio da doença;
incapacidade de expressar sentimentos agressivos; importante tensão em
relação a uma figura parental; sentimento de desamparo e de desesperança.
Ele propôs que os pacientes com câncer têm uma vida particular de abandono,
solidão, culpa e autocondenação. Em uma pesquisa Schmale e Iker (1964)
estudaram o assunto através de entrevistas psicológicas e testes de
personalidade aplicados em 51 mulheres assintomáticas, porém predispostas
ao câncer. Os autores, com base nos testes psicológicos, tentaram prever
quais das pacientes desenvolveriam o câncer de colo de útero. As expectativas
eram de que a doença se desenvolveria naquelas mulheres que tivessem suas
vidas marcadas por fortes sentimentos de desesperança. As previsões se
apresentaram corretas em 36 das 51 mulheres. Alguns pesquisadores
psicológicos encontraram alguns traços em comum aos pacientes oncológicos
e as agrupou em uma “personalidade pró-câncer”. O estudo presente tem por
objetivo verificar e fazer um levantamento dos fatores de personalidade
característicos do paciente oncológico. Para a coleta de dados será utilizado
um teste de personalidade ( IFP – Inventario Fatorial de Personalidade), de
acordo com as diretrizes do CFP (Conselho Federal de Psicologia),
abrangendo uma população de 3 pesquisadores. A pesquisa foi realizada no
HCL – Hospital do Câncer de Londrina com pessoas de 18 a 60 anos. A
amostra será composta de 25 pessoas, sendo que 14 do sexo feminino e 11 do
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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sexo masculino. Este projeto visa investigar se existem características de
personalidade em comum aos pacientes portadores de câncer. ”. Este projeto
se encontra em fase de coleta de dados, não tendo uma conclusão concreta
até o presente momento.
Palavras-chave:
personalidade
cancer;
personalidade;
caracteristicas
comuns;
teste
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Angélica Sanchez, Clarissa Gouveia e Mayara
Barros
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Psicóloga
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AVALIAÇÃO DOS DISTÚRBIOS DO SONO DOS IDOSOS RELACIONADO À
QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA – PR
Avalia os distúrbios do sono dos idosos relacionado à qualidade de vida na
cidade de Londrina – PR. Para a coleta de dados utilizou-se entrevistas
estruturadas (WHOQOL-100, instrumento completo com 100 questões),
abrangendo uma população de 100 pesquisadores. A pesquisa foi realizada em
varias macro-regiões para a avaliação da qualidade de vida em moradores
adultos da cidade de Londrina. Este projeto visa a entender a influencia do
sono nos idosos. A falta de energia, o cansaço e o desconforto físico são
também ocasionados pela ausência de sono ou pela falta de descanso, o que
nos idosos influencia muito, pois nessa fase da vida a disposição para fazer
certas atividades que necessitam de mais energia, é diminuída e a
necessidade de descanso é maior e essencial para uma melhor qualidade de
vida, no qual inclui saúde física e mental. A qualidade de vida é atualmente o
que mais se fala e o que mais está sendo buscado por todas as pessoas,
independente de sua faixa etária. Esta é a maior preocupação atual, por esta
razão um projeto de pesquisa no qual tenha este enfoque. Sabemos que o ser
humano passa dois terços de sua vida dormindo, mas o que ninguém sabe
exatamente é a quantidade de pessoas que não se enquadram nesse calculo
hipotético. Calcula-se que aproximadamente 14% das pessoas têm algum
transtorno do sono. Estas pessoas podem estar dormindo muito menos ou
muito mais eu dois terços de sua vida e a insatisfação com a qualidade do sono
aumenta com a idade. Estima-se que 50% dos transtornos do sono ocorrem
em pessoas com mais de 65 anos. Grande parte dos idosos apresenta
modificações na qualidade do sono. Existem vários distúrbios relacionados ao
sono, porém faremos uma classificação mais simples, como os casos de
insônia, hipersonia, parassonia e distúrbios dos movimentos noturnos. Os
dados serão analisados considerando as macro-regiões da cidade, o domínio
do instrumento (físico) e a faixa etária pesquisada. A pesquisa ainda se
encontra em fase de analise dos dados, por isso não temos uma conclusão
efetiva.
Palavras-chave: qualidade de vida; sono; idoso; energia
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Marieli Cavalheiro de Meira
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: mestre
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
NARCISISMO
O conhecimento a respeito do narcisismo torna-se importante para o
entendimento da constituição do sujeito. Sabe-se que este termo foi
emprestado pela psicanálise da mitologia grega, a qual relata sobre o mito de
Narciso filho de deuses, que cultiva um amor excessivo por si mesmo.
Em “Três ensaios sobre a teria da sexualidade”, Freud utiliza este termo para
falar a respeito da homossexualidade. Pois estes segundo sua teoria tomavam
a si mesmos como objetos de desejo, sendo que sua satisfação viria através de
seus semelhantes. Já no estudo sobre as psicoses, Freud considerou o
narcisismo como um estagio normal do desenvolvimento psíquico do sujeito.
Em “Sobre o narcisismo: uma introdução”, este termo passa a ter valor de
conceito psicanalítico.
Sendo assim o narcisismo então foi definido como o resultante da transferência
da libido investida em objetos externos para o eu do sujeito. Contudo esse
investimento só pode ser transferido quando em algum momento da
constituição do sujeito tenha-se investido nesses objetos externos, então
falamos de narcisismo primário e secundário.
O narcisismo primário diz respeito aos primórdios da infância do sujeito, na
fase atrelada ao estádio do espelho, onde as inscrições relativas aos eus ideais
vão se organizando. É realizada a escolha de objetos, os quais serão
investidos libidinalmente, e dentre estes objetos está a si mesmo. A libido é
uma energia psíquica que impulsiona a pulsão sexual, a qual será dissociada e
direcionada a determinados objetos. A libido esta diretamente ligada à pulsão
de vida do individuo, onde as pulsões sexuais e as pulsões de
autoconservação estão unificadas. Portanto o sujeito toma a si mesmo neste
lugar satisfazendo-se sem que para isso necessite de um objeto externo.
O narcisismo secundário, ou narcisismo propriamente dito, refere-se ao
narcisismo do eu, a libido é investida no objeto que irá retornar ao eu. As
pulsões sexuais parciais são investidas em um objeto, as quais anteriormente
obtiam satisfação auto-erótica, a libido então é investida no objeto já que as
zonas genitais ainda não estão totalmente estabelecidas, em seguida a libido
retorna para o eu e o toma como objeto.
Palavras-chave: narcisismo, narcisismo primario, narcisismo secundario
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Paula Pereira e Isabella Borghesi
Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PROJETO DE ESTÁGIO II: PSICANÁLISE NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE.
Este texto apresenta nosso trabalho exercido em uma Unidade Básica de
Saúde, a partir da disciplina Estágio de Formação II.Inicialmente elaboramos
um pequeno projeto de atuação na Unidade, a partir da demanda inicial
apresentada pela coordenadora do posto. Esta demanda incluía um pedido de
observação e analise do funcionamento do trabalho no posto, em especial das
relações de trabalho e da relação dos funcionários com população atendida
pela UBS. A partir de nossa presença semanal no posto, passamos a observar
o funcionamento geral da unidade, a interação com pacientes e as relações de
trabalho e também a realizarmos entrevistas individuais com os funcionários do
posto, surgiu também à demanda para atendimento individual da população
através de encaminhamentos das atendentes e pedidos da própria população.
Assim iniciamos um ambulatório semanal de atendimentos individuais,
atendemos em media seis (6) pacientes por semana, que acontecera até o final
do ano. No decorrer deste trabalho com a população tivemos que elaborar uma
lista de espera que foi dividida em: infantil, adolescente e adulto, pois era
grande o número de pessoas que procuraram o atendimento.Em relação ao
trabalho dos funcionários com a população, durante nossas observações
notamos dificuldade no trato com os usuários da UBS, problemas de
relacionamento interpessoal na equipe e ainda certa desorganização na rotina
e desenvolvimento do trabalho.Através das entrevistas realizadas com os
funcionários para falarem do trabalho em geral e do funcionamento do posto,
identificamos queixas a respeito da coordenação, em especial em relação à
liderança da mesma.Destacou-se também nas entrevistas queixas relativas a
uma funcionária, considerada de difícil relacionamento interpessoal em
especial por ser muito impositiva. A partir desses dados programaremos uma
reunião de devolução com a coordenadora do posto e junto com ela
organizaremos uma ou mais reuniões com toda a equipe na tentativa de
trabalharmos os pontos de dificuldade levantados.
Palavras-chave: Unidade Básica de Saúde, Equipe, Atendimento
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): EDINEI HIDEKI SUZUKI
Nome do Orientador: MARIA TEREZINHA MEIRA LOPES MONTEIRO
Titulação do Orientador: ESPECIALISTA
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICANÁLISE X MEDICINA: Sobre as Noções de Cura e Tratamento
O objetivo deste trabalho é tentar fazer uma comparação entre o discurso da
psicanálise e da medicina, respectivamente, enfocando a questão Ética e
cientifica. Para a medicina, a cura se dá quando os sintomas desaparecem e a
homeostase é retornada para o corpo, retirando assim, o sofrimento físico e
mental do paciente. Para a psicanálise a noção de cura e doença gera
controversas, pois não existe um ideal de saúde que se objetive alcançar após
uma análise. Além disso, o sofrimento adquiri uma outra faceta na teoria
psicanalítica. Ele se torna resultado de uma posição subjetiva atrelado a um
sintoma que será instrumentalizado para que se possa ter acesso ao conflito
inconsciente. De forma antagônica a medicina, a diminuição do sofrimento não
está associada ao processo de cura, portanto esta última não assume a forma
de um conceito e nem de alvo dentro do seu campo teórico, mas de um ideal
vago e nocivo para o próprio andamento do tratamento. Ao se falar de
tratamento, outra questão é levantada: qual a direção a ser seguida?Como foi
dito anteriormente, na psicanálise não se pretende alcançar um ideal de saúde
perdido através da doença, mas fazer com que haja uma transformação de
ordem psíquica, para que o sujeito passe a ter mais recursos subjetivos para
lidar com a realidade e reconhecer-se como sendo determinado por outra
ordem, uma ordem que lhe escapa, que o subverte – a ordem do inconsciente.
Na medicina, o oposto é afirmado, e a direção do tratamento é totalmente
inversa, induzindo o paciente para que não se responsabilize pela sua doença,
atribuindo aos genes e ao ambiente o principal motivo da origem de seu
adoecimento.A medicina trabalha somente no Eixo Terapêutico, que consiste
em enfocar somente o sintoma e a doença, deixando a subjetividade de ambos
de lado – do paciente e do médico. Em contrapartida, a psicanálise trabalha em
outro eixo, chamado Eixo Ético. Esta forma de trabalhar não enfatiza o sintoma,
mas a subjetividade e a fala do paciente.Como pode ser observado, há
inúmeros fatores que fazem a diferença entre psicanálise e medicina. Mas a
que circunscreve profundamente os limites entre estes dois campos é a
questão metodológica: a medicina com a anátomo-clínica e a psicanálise com a
livre-associação, a medicina fazendo suas anamneses classificatórias e a
psicanálise com as entrevistas preliminares, a medicina falando e a psicanálise
se “calando”.Para finalizar, segundo Moreto não é possível uma troca de bons
procedimentos entre psicanálise e medicina, elas apenas fazem uma somação
de saberes que andam paralelamente, e nunca uma unificação; e se a
psicanálise tentasse ser um segmento da medicina – a medicina com o soma e
a psicanálise com o psique -, estaria perdendo uma de suas maiores
ferramentas: a escuta, que possibilita ao paciente falar e se reconhecer como
sujeito que “falta ser”.
Palavras-chave: Psicanálise; Medicina; Tratamento
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Alessandra Marezi,Aline Crivelli,Camila
Luporini
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
NÍVEL DE ESTRESSE RELACIONADO Á QUALIDADE DE VIDA EM DUAS
MACRO-REGIÕES DE LONDRINA
A avaliação do estado de saúde está diretamente relacionada à qualidade de
vida, influenciada pela idade, sexo, escolaridade, condição econômica etc.
Dessa forma, avaliar as condições de vida e saúde da população, e também o
nível de estresse por ela apresentado, permite a implantação de propostas de
intervenção, tanto em programas que as auxiliem quanto em políticas sociais
gerais, no intuito de promover o seu bem-estar. Sabemos que a cada dia que
passa, um número maior de pessoas desenvolve patologias causadas pelo
estresse, e além das doenças orgânicas desenvolvidas, o estresse também e
causador de problemas emocionais como a depressão, ansiedade, alcoolismo,
tabagismo, uso de drogas, etc. Esses problemas interferem drasticamente na
qualidade de vida do individuo, e por esse motivo e de extrema importância
saber mais sobre o estresse. Algumas pessoas são menos afetadas do que
outras, e por isso se faz necessário averiguar se existe forma efetiva de
prevenção. Neste estudo tem-se como objetivo mapear a qualidade de vida em
relação ao nível de estresse dos moradores acima de 18 anos, residentes na
cidade de Londrina-PR a mais de seis meses. Os resultados de uma macro
região localizada em área central serão comparados com os resultados de
outra macro região sendo esta localizada na periferia da cidade.As dimensões
da qualidade de vida apontadas no WHOQOL-100, (instrumento completo com
100 questões) serão do domínio físico, como dor e desconforto, energia e
fadiga, sono e repouso, sendo esses domínios de fundamental importância
para embasar a pesquisa especifica sobre nível de estresse. Com o resultado,
esse instrumento de coleta de dados propiciará a avaliação sobre a satisfação
da população de Londrina em relação à sua qualidade de vida, em contra
partida através dessas informações obtidas, serão avaliados melhor os dados
referentes ao nível de estresse dessa população em geral. A partir dos
resultados, serão feitas as comparações necessárias.
Palavras-chave: Estresse
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Cintia Kiyomi Nishi
Nome do Orientador: Eliane Belloni
Titulação do Orientador: Docente e Mestrado
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICOTERAPIA COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DE FOBIAS
GENERALIZADAS
O caso refere-se a uma cliente que apresenta fobias, mais especificamente
fobia de elevador e sair de casa sozinha. Trata-se de uma adolescente
atendida na clínica escola da UNIFIL durante o ano de 2007. O objetivo do
trabalho é identificar as possíveis causas do medo da adolescente, auxiliar no
enfrentamento do medo e analisar conseqüências do comportamento de ter
medo. No caso em questão estes medos tornaram-se freqüentes colocando em
risco a vida social da adolescente. Atualmente as pessoas enfrentam uma série
de medos que são considerados normais, mas à partir do momento que esse
medo começa a se tornar diário e interfere na vida da pessoa isso já se torna
um caso preocupante. Durante os atendimentos foram levantados hipóteses
sobre as possíveis causas do surgimento das fobias. Dentre as quais, destacase: a adolescente sofreu um episódio de assédio quando voltava do colégio
sozinha o que produziu emoções fortes e que ficaram condicionadas; também
existem fatores aprendidos pela presença de modelos, a mãe tem medo de
elevador, bem como, reações traumáticas do irmão que também ficou preso no
elevador. A cliente passou a ter sensações físicas como taquicardia, moleza
nas pernas, sudorese e mãos frias e trêmulas. Sabe-se que o tratamento de
emoções condicionadas requer não só o descondicionamento como a
compreensão do processo físico e emocional envolvido. Assim, como
metodologia de trabalho clínico, optou-se por: ensinar a cliente o que ocorria
com seu corpo quando algum estímulo sinalizava perigo, bem como os meios
de bloquear a ansiedade decorrente desse processo condicionado, a fim de
obter controle da situação. Utilizou-se também de técnicas de visualização de
ganhos e perdas do não-enfrentamento dos “medos”. Após essas intervenções
a adolescente iniciou um enfrentamento dos seus medos e atualmente ela
anda na rua e de elevador na presença de amigos e familiares. E ela vai aos
lugares que deseja. Com base no que foi realizado nota-se a importância do
trabalho do psicólogo, como alternativa de uma melhor qualidade de vida.
Palavras-chave: terapia, medo e adolescente
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Izabel Bazo, Marcela Borges, Maiara
Michelato
Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A RELAÇÃO ENTRE APARÊNCIA CORPORAL E QUALIDADE DE VIDA
Este trabalho possui como tema, A Análise da relação entre aparência corporal
e qualidade de vida na cidade de Londrina- PR. Muitos estudos já realizados
apresentam resultados positivos sobre a relação da boa aparência corporal
com a qualidade do bem estar tanto físico, como também, do bem estar mental
e social do indivíduo. E foi a partir disso, que surgiu o interesse de o nosso
grupo se aprofundar mais sobre esse tema, através da busca de mais
informações e da análise dos resultados da aplicação de instrumento de
avaliação da qualidade de vida dos moradores londrinenses.
Essa pesquisa tem como objetivo mapear a qualidade de vida dos moradores
adultos da cidade de Londrina-PR, aplicando-lhes o instrumento (WHOQOL100, instrumento completo com 100 questões) para a avaliação da qualidade
de vida dos moradores adultos da cidade em questão, e assim comprar os
resultados obtidos em relação ao domínio aparência corporal entre as
diferentes regiões da cidade.
Estudam mostram a relação do cuidado com a aparência corporal influencia na
qualidade de vida das pessoas, no qual eles se interagem e agem também na
saúde das pessoas, pois as pessoas se preocupam cada vez mais em ter uma
boa imagem física mas não apenas por questão de aparência, mas também, a
ter uma vida saudável. A aparência do corpo exerce grande influência em
nossas vidas, afinal, a forma como nos apresentamos para os outros determina
a maneira como nos relacionamos, as oportunidades que temos socialmente,
as reações e atitudes dos outros para conosco, bem como nossa vida afetiva e
profissional.
Os sujeitos que foram entrevistados durante a nossa pesquisa, fazem parte de
uma amostra composta de 2587 pessoas, sendo que 1241 são do sexo
masculino e 1345 do sexo feminino. Essa amostragem respeita o critério de
que os sujeitos deverão ser moradores de Londrina no mínimo seis meses e
por também serem adultos maiores de 18 anos.
Durante a coleta de dados, os sujeitos foram adequadamente informados sobre
a finalidade da aplicação do instrumento, sobre a maneira que seria aplicada e
sobre o destino dos dados obtidos. Foram informados também de que a
participação era voluntária e que em caso de alguma dúvida, poderiam se
sentir à vontade para esclarecê-la durante a aplicação do instrumento. Foi
solicitada também, a assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido, cujo qual também era assinado pelo entrevistador.
Após a coleta de dados, analisaremos as informações obtidas através das
entrevistas realizadas em todas as regiões da cidade, devidamente dividas
entre os alunos. O instrumento de avaliação será o formulário WHOQOL-100
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de qualidade de vida, e a análise de resultados será feita pela utilização do
programa SPSS de tratamento estatístico.
Palavras-chave: Aparência Corporal, Qualidade de vida,Londrina
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Germano Canavese,Ana Paula Teté
de Souza, Natalia Fornarolli, Priscila Toti
Nome do Orientador: Marien Abou Chahine
Titulação do Orientador: mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
EXPECTATIVAS DA ESCOLA E DESAFIOS DA PSICOLOGIA ESCOLAR
O trabalho da Psicologia Escolar consiste em lidar com problemas que ocorram
diretamente nas escolas, apresentados por professores, alunos, especialistas
em educação, pais e a comunidade em que vivem; seu foco é a relação
existente entre todos os envolvidos com e na Instituição, portanto, sua atuação
se dá neste espaço inter-relacional. Este trabalho vem sendo desenvolvido
num Colégio Estadual do centro de Londrina e desvela os enganos sobre a
profissão do Psicólogo Escolar. A proposta inicial foi a de trabalhar em grupo
com os alunos e professores conforme possibilidade e interesse dos mesmos.
Foram realizadas conversas com a coordenação sobre as demandas do
Colégio e, neste primeiro contato, constatamos já uma idéia equivocada sobre
o trabalho do psicólogo. As queixas da Instituição foram: uso de drogas,
indisciplina e falta de motivação dos alunos. Foi nos solicitado uma intervenção
baseada em anotações e gravações das conversas com os alunos para levar à
coordenação. A partir disso, fez-se necessário um esclarecimento de qual seria
o trabalho da Psicologia na Instituição, deixando claro que o método exigido
não seria utilizado. Além disso, a coordenação solicitou a presença de um
profissional do Colégio durante os trabalhos com os grupos, porém com o
objetivo de manter a autonomia, assegurar o sigilo, a liberdade de expressão e
a espontaneidade durante os encontros, pontuam que não seria possível
realizar o trabalho desta forma, sendo necessário a intervenção da supervisora
de estágio com a coordenação para assegurar que somente as estagiárias
estariam em sala. Aceita nossa proposta, demos seguimento ao trabalho,
aplicando instrumento investigativo sobre o interesse em participar dos grupos,
sobre as relações na instituição, dificuldades e temas de interesse para serem
debatidos nos encontros. Os temas sugeridos pelos alunos foram: violência,
droga, sexualidade e carreira profissional. Desta forma, elaboramos o projeto,
que propôs a formação de grupos de discussão, nos apoiando na teoria
construtivista da educação, cujo pilar assenta sobre a postura de igualdade de
relação entre educadores e educandos na construção do conhecimento, pois a
construção do saber ocorre através da valorização da história de vida das
pessoas e sua bagagem sócio-cultural. Através da utilização de dinâmicas,
música e teatro disparamos o surgimento de conceitos geradores para
promoção de reflexões e discussão dos temas. Desde o primeiro encontro
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enfrentamos problemas como: falta de planejamento do Colégio em promover a
atividade, que engloba falta de local definido para execução, falta de
conhecimento por parte dos professores sobre o trabalho, atraso dos alunos
ocasionado pelo déficit de comunicação, que denunciam a dificuldade da
Instituição em aceitar a proposta porque não correspondeu a expectativa.
Apesar disso, boa parte dos alunos demonstraram interesse e envolvimento no
trabalho, que foi pautado na valorização do conhecimento e autonomia deles
próprios em todos os momentos do trabalho. Novamente encontramos
dificuldade na manutenção da proposta, sendo necessária outra intervenção da
supervisora. A partir disto percebemos que a visão do Psicólogo nessa
instituição é a do profissional clínico, que deveria tratar do “aluno problema”,
presumindo que a dificuldade está apenas no aluno e não na relação
institucional e, ainda, numa relação de controle sobre os envolvidos no
processo de educação, revelando relações de poder onde o saber é transmitido
de uma forma hierárquica e não pautado numa troca em que valoriza a
emancipação do sujeito através da relação educacional. Com isto cabe a
reflexão: qual o papel dos psicólogos nas Instituições Escolares em
contraponto às concepções e expectativas das Instituições? Quais os desafios
da Psicologia diante destas constatações?
Palavras-chave: Psicologia Escolar, Expectativas, Desafios.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Eloísa Dib, Gabriela Cuani, Juliana Fiorim
Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
CONSEQÜÊNCIAS PSICOLÓGICAS EM FAMÍLIAS COM PORTADORES DE
SÍNDROME DE DOWN
Com o tema “Família e a aceitação de um filho com Síndrome de Down” temos
o interesse de centrar este estudo na investigação da reação sentimental dos
pais perante o diagnóstico da Síndrome de Down. Atualmente no Brasil temos
muitos casos da doença, e na maioria das vezes os médicos não visam à
aceitação dos pais em primeiro lugar e sim da inclusão social, equivoco que
pode implicar em conseqüências no futuro desenvolvimento do bebê. Não é
difícil imaginar que na maioria das vezes este momento tão delicado e
importante acabe se tornando um fator de frustração e tensão, alem de uma
desestruturação familiar. Os sentimentos dos pais podem variar, mas na
maioria das vezes são de luto, choque, rejeição, desamparo, culpa,
insegurança, revolta, negação, raiva, vergonha, medo, entre outros que podem
promover uma desordem psicologia. Desta forma, para que essas reações
sejam um pouco amenizadas, porque jamais serão realmente indolores,
recomenda-se que o profissional que dará a noticia tenha uma preparo
especifico para esse momento, o que justifica a importância do projeto de
pesquisa, e o porquê da escolha de tal tema. O especialista para ter uma
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posição centrada, objetiva, carinhosa, paciente, alem de saber escolher o
ambiente mais adequado e uma linguagem tranqüila para explicar o
diagnostico aos pais, deve compreender bem os sentimentos que os envolvem
quando descobrem que terão um filho com síndrome de Down, assim temos
como objetivos na pesquisa descrever a reação dos pais no exato momento da
noticia, avaliar a reação familiar após a chegada do bebê com Down, ainda
identificar o porquê da desestrutura familiar em cada caso especifico, e reação
dos pais com o preconceito deles mesmos e da sociedade com a criança
Down. Até porque a forma como é dada a noticia estabelece relação direta
entre os pais e o bebê, o que será fundamental para o desenvolvimento geral
dessa criança.
Palavras-chave: Sindrome de Down, família, preconceito
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Francisco Ferreira de Camargo Fernandes,
Kley Anderson de Moraes, Letícia Küster, Guilherme Machado Borges
Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICOPATOLOGIA E LITERATURA
Durante todas as eras da historia da civilização, a humanidade se apoiou sobre
a literatura como forma de expressão, não só de cultura, mas como uma forma
de viabilização de conflitos interiores, individuais e particulares de cada ser
humano. Junto com o desenvolvimento da civilização humana por assim dizer
vieram à descoberta e os estudos adjacentes da área das psicopatologias, uma
vez que desde o começo da exploração cientifica, a mente e tudo aquilo que a
aflige é motivo de pesquisa e curiosidade. Mas junto com essa evolução nesse
campo, veio às dificuldades de como, por exemplo, exemplificar uma patologia
para um estudante de Psicologia ou até mesmo da comunidade como um todo.
Uma das soluções é justamente se aproveitar de um novo olhar sobre a
problemática, característico da literatura, ou seja, uma fácil absorção do leitor,
do estudante sobre o tema em questão, facilitando sua compreensão através
de um modo de fácil explicação, concreto, porém sutil, típico das artes. Para
deixar a sintomatologia, e características adjacentes das psicopatologias mais
palpáveis a um estudante ou a um leigo, é fazer uma comparação entre a
expressão sintomatológica mental de um paciente e a livre expressão artística
de um autor, ou seja, uma comparação didática, clara e objetiva de patologias
complexas de um modo acessível a toda uma gama de pessoas que não
aquele círculo fechado dos psiquiatras. Pretendemos com este trabalho a
comparação de uma obra, “O Médico e o Monstro” de Robert Louis Stevenson,
de 1886 com o Transtorno Bipolar, porém esse tipo de trabalho é e pode ser
amplamente utilizado para outros livros, em outras patologias em outros
contextos de análise. Portanto o estudo de um caso literário por assim dizer é
de fundamental importância na formação de um profissional antes dele
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ingressar seu serviço junto de casos reais, complexos que envolvem uma
responsabilidade e uma habilidade pratica mais significativa.
Palavras-chave: Psicopatologia, Trastotno Bipolar, Literatura
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Bruna Bernardelli Silva Ribas, Gustavo
Almodin de Lima, Marcelle Delmasquio Carleto, Welington Adriano Grisante
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
Experiência de estágio no CAPS III
O presente trabalho diz respeito à experiência vivida por quatro estagiários do
quinto ano do curso de Psicologia da UniFil no Centro de Atenção Psicossocial
(CAPS III) da cidade de Londrina-PR. Estes centros oferecem um serviço extrahospitalar de assistência pública, estatal ou contratada aos problemas de
saúde mental, individual e coletiva. O CAPS tem como objetivos principais
tratar transtornos psicogênicos e/ou organogênicos, reconhecidos clinicamente
sob a forma de doença mental; oferecer contenção para crises
psicológico/psiquiátricas; prevenir hospitalismo, desamparo e outras formas de
alheiamento e garantir permanência de vínculos sociais. No início do estágio,
nos foi proposto que fizéssemos observação para conhecermos o
funcionamento da instituição. A partir daí, fomos percebendo aos poucos que o
trabalho que parecia não ter falhas na teoria, não funcionava da mesma
maneira na prática. Nas quintas-feiras, que era o dia da semana em que
estávamos presentes, as atividades realizadas na instituição eram oficina de
artesanato e oficina da beleza. Essas atividades pareciam estar na função de
preencher o tempo dos pacientes, o que na nossa visão, não seria o mais
indicado, já que para isso não seria necessário que eles estivessem
freqüentando uma instituição especializada. Os papéis de cada membro da
equipe pareciam não estar bem definidos para os pacientes; a assistente social
era também cabeleireira, a psicóloga muitas vezes era manicure, etc. O que
nos fez perceber este fato foi que durante um certo encontro, a assistente
social, que no momento estava desempenhando a função de cabeleireira,
pediu para que os pacientes falassem qual era sua real função na equipe e
eles não conseguiram responder. Após um período de aproximadamente três
meses de observação, montamos um grupo operativo, com o objetivo de
proporcionar um espaço para que os pacientes pudessem expressar seus
pensamentos e sentimentos acerca de qualquer assunto escolhido pelos
mesmos. A teoria e técnica de grupos operativos foi desenvolvida por Enrique
Pichon- Rivière (1907-1977), médico psiquiatra e psicanalista de origem suíça.
Para o autor, grupo operativo consiste numa técnica de trabalho com grupos,
cujo objetivo é promover, de forma econômica, um processo de aprendizagem.
Aprender em grupo significa uma leitura crítica da realidade, uma apropriação
ativa desta realidade. Os grupos eram realizados uma vez por semana, com
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duração de uma hora e participação de uma média de dez a quinze pessoas.
Os principais temas propostos foram: preconceito; medicação; aceitação da
doença por parte tanto deles mesmos quanto da família e sociedade; trabalho;
surtos, dentre outros. Cada semana o grupo era coordenado por um dos quatro
alunos, por meio de revezamento. Este coordenador tinha como funções
principais abrir o grupo com uma apresentação de todos e uma
contextualização temporal (dia do mês, da semana, etc); tentar articular as
falas dos pacientes, de maneira a incluir o maior número deles nas discussões
e realizar o fechamento do grupo relembrando o que havia sido discutido. A
experiência tem satisfatória, pois houve adesão por parte dos pacientes e os
temas e discussões levantados têm sido uma contribuição muito importante,
tanto para a nossa formação, quanto para uma facilitação do discurso daqueles
sujeitos.
Palavras-chave: saúde mental, psicanálise, grupo operativo
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Maria Fernanda Vasques Cintra, Martina
Oliveira, Evelynes Belasque
Nome do Orientador: Isabel de Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO E AS RELAÇÕES SOCIAIS DO
PACIENTE
O TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV) entre
os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob forma de alterações
do comportamento (rituais, ou compulsões, repetições, evitações), dos
pensamentos (obsessões como duvidas, preocupações excessivas) e das
emoções (medo, desconforto, depressão). Doença mental grave por vários
motivos: está entre as dez maiores causas de incapacitação, de acordo com a
Organização Mundial de Saúde; acomete principalmente indivíduos jovens, e
muitas vezes, começa ainda na infância; seu curso geralmente é crônico, e se
não trato se mantém por toda vida. Tendem a um agravamento progressivo,
podendo incapacitar os portadores para o trabalho e acarretar sérias limitações
às convivências, além de submetê-los a um grande e permanente sofrimento.
Portanto, nosso trabalho pretende explorar o TOC e suas conseqüências nas
relações sociais do paciente.
Palavras-chave: TOC, doença mental, rituais
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): José Renato M. Garcia, Lívia Gabriela S.
Massabki, Marina Tropia F. Carioba Arnt
Nome do Orientador: Marcos Garcia
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFIl
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
EFEITO DA HISTÓRIA DE VARIAÇÃO DA RESPOSTA DE ESPERAR: UMA
PROPOSTA PARA O ESTUDO DA VARIABILIDADE COMPORTAMENTAL.
A variação do comportamento é uma característica importante na história da
evolução ontogenética. Não havendo variação, as chances de sobrevivência de
uma classe de resposta é limitada. Tendo como base de questionamento a
sobrevivência de uma classe de resposta diante de mudanças nas
contingências de reforçamento, a presente pesquisa verificou se uma história
de variação do tempo entre respostas em esquema de reforçamento diferencial
de baixa taxa de resposta (DRL) produziu variação de respostas de espera
quando expostas à contingências de extinção. O presente artigo pretende
responder a seguinte questão: um sujeito que é submetido a treinos em
esquema de reforçamento de baixas taxas de reforço, quando comparado a
outro sujeito submetido a um único esquema de baixa taxa, e ambos expostos
a um teste em extinção, qual dos dois apresentará maior variabilidade de
tempo entre respostas? Participaram desta pesquisa duas alunas
universitárias, esclarecidas sobre o procedimento de pesquisa e voluntárias.
Foi utilizado um software PROGREF v 3.1 (Costa & Banaco, 2000). Os sujeitos
foram divididos aleatoriamente em duas condições de pesquisa. Em uma das
condições o sujeito pressionava uma tecla no computador, submetida a
seguinte seqüência: DRL- 5 , 10 e 15 segundos. Para o sujeito S1 o tempo de
espera entre as respostas foi modificado sempre que ele atingia o índice de
acerto maior ou igual a 80% em cada DRL. Na outra condição o segundo aluno
foi submetido ao esquema DRL 10. O número de sessões em que ambos
foram submetidos foi determinado pelo sujeito S1, o qual deveria passar por
três etapas distintas e com isso um maior número de sessões. Em ambas as
condições os sujeitos participaram de sessões que duravam 10 minutos cada.
Ao final da etapa de treino cada sujeito foi submetido a duas sessões de
extinção nas quais foi possível verificar que aquele que foi submetido a treinos
variados (S1) obteve um intervalo médio de tempo entre respostas (IRT) maior
que aquele que foi submetido somente ao esquema único DRL-10. O sujeito S2
durante as sessões de extinção apresentou o mesmo padrão de variação, tanto
em relação ao número total de clicks no mouse quanto na variação de IRT,
enquanto S1 aumentou em 28% o número de clicks no mouse de uma sessão
para outra.
Palavras-chave: Variabilidade; História Comportamental;
Diferencial de Baixa Taxa de Resposta
Reforçamento
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Blandina Vanzella Canesin
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
Anorexia e Bulimia: uma visão psicanalítica.
Certamente, o grande numero de pessoas que hoje em dia são diagnosticas
com anorexia e/ou bulimia chama a atenção. Durante muito tempo o tratamento
era baseado apenas nos comportamentos dos pacientes, porém o tratamento,
na grande maioria das vezes, fracassava. Hoje em dia espera-se que haja um
conhecimento sobre a origem destes comportamentos e sobre o funcionamento
psíquico que os abrange. Este trabalho tem como objetivo mostrar como a
psicanálise, através da evolução de sua teoria, compreende os transtornos
alimentares, contrapondo os critérios de diagnóstico do DSM-IV. Segundo este
manual há algumas características que o paciente deve possuir para ser
diagnosticado com anorexia ou bulimia, quando este não se enquadra em
todos os critérios acaba ficando sem o diagnóstico, porém continua vivendo
com seus sintomas e seu sofrimento. Para a psicanálise os estudos sobre a
anorexia estão relacionados com a patologia do Ego, ou seja, na problemática
na passagem pelo estádio do espelho e com relação à bulimia os estudos
estão voltados para as particularidades da análise do narcisismo e para a
modalidade da relação com o objeto. Os transtornos alimentares mostram um
movimento específico das relações e dos investimentos. Através da
observação dos comportamentos das pacientes é possível mostrar a ação de
dupla de opostos, não há uma anoréxia que não tema tornar-se bulímica.
Entende-se que o transtorno de comportamento alimentar é a expressão das
dificuldades psíquicas que os sujeitos encontram. A bulimia e a anorexia tanto
podem ser características de um funcionamento psíquico problemático, como
também podem se assemelhar às adições. O transtorno alimentar representa
um substituto objetal, cuja perda poderá fazer com que o indivíduo não se
sustente, ou seja, se desvaneça Através da contribuição da psicanálise para o
entendimento do transtorno de comportamento alimentar acredita-se ser
possível uma maior compreensão do sofrimento pelo qual os pacientes passam
e uma proposta de tratamento que contemple as raízes da questão.
Palavras-chave: Anorexia, Bulimia, Psicanálise
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): livia maria loureiro fortes
Nome do Orientador: zeila c. f. torezan
Titulação do Orientador: doutoranda
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
MUITO ALÉM DE UM NOME...
Pretende-se falar com esse trabalho de uma questão muito mais profunda do
apenas gênero, uma questão primordial como base para saúde mental da
sociedade e que no individual pode sujeitar o sujeito as dúvidas cruéis sobre
sua normalidade e até sobre sua sexualidade. Uma questão fundante da
própria cultura, a função do pai.A relação mãe bebê sempre foi estudada e
valorizada pela cultura de modo geral. Há compêndios sobre a função da mãe
e como ser uma boa mãe! Porém, sobre o pai, parece que se demorou um
pouco para a cultura compreendesse que vai além da questão provedor de
necessidades básicas. E, que há diferentes representações de pai.Pode ser
que devido a intensa dependência do bebê por sua mãe nos primeiros tempos
de vida, que tal função tenha sido tão discutida, porem não menos importante é
a papel do pai que está ali margeando essa relação e tentando a qualquer
oportunidade entrar e constituir o tripé inicial da sociedade.A mãe enquanto
função geradora e a posteriori cuidadora vai sendo um guia mediador da
criança com o meio. Desta forma prevalece o desejo da mãe sobre o desejo da
criança no movimento dessa díade. O pai manifesta-se enquanto o outro que
interfere e que chacoalha essa relação. O pai vai assinalando o que a mãe
transmitiu e introduz regras no vínculo inicial da criança com a mãe, da criança
com o meio. Essas regras irão na medida do possível se transformando em leis
que regerão o caráter e as identificações do futuro jovem humano.A função
materna e paterna caminham muito além de apenas representações sociais;
são fundamentalmente necessárias para garantir a condição humana,
individual, simbólica e pensante. Mais ainda a função do pai, convocado,
convoca o simbólico.Ao desdobrarmos o tema função paterna, faz-se
necessário a compreensão de três possibilidades de registro para esse pai do
ponto de vista psicanalítico, um pai real, simbólico e imaginário.
Palavras-chave: função paterna, função materna e psicanálise
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Souza Righetti
Nome do Orientador: Zeila Facci Torizan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O CONCEITO DA CONTRATRANSFERÊNCIA E SUAS DIFERENTES
CONOTAÇÕES
Este trabalho pretende apresentar a proposta de um estudo sobre o conceito
de contratransferência, que assim como o de transferência é muitas vezes
empregado num sentido excessivamente geral, para descrever o conjunto dos
sentimentos e atitudes do analista para com seu paciente. O objetivo deste
presente trabalho não é defender nenhuma das abordagens e técnicas, mas
sim desenvolver e apresentar a origem e aplicações do conceito de
contratransferência. A primeira menção que foi feita ao fenômeno da
contratransferência,coube a Freud (1910), em “As perspectivas futuras da
terapia psicanalítica”. Nesse trabalho, Freud introduziu sua idéia acerca da
contratransferência como uma forma de oferecer conselhos técnicos a médicos
não-analisados, que praticavam a psicanálise. Freud foi movido pela sua
esperança de que assim se pudesse reduzir o perigo da participação emocional
e o acting-out dos terapeutas, especificamente, os de envolvimento erotizado,
pois ele sabia de casos de envolvimentos incestuosos com pacientes e tinha o
receio de que o mesmo pudesse acontecer com os demais analistas. O
conceito de contratransferência, desde o início, teve dupla conotação: por um
lado, era visto como o aparecimento dos conflitos neuróticos do analista, uma
reação inconsciente à influência do paciente; e, por outro, como um
instrumento através do qual o analista poderia reconstruir o inconsciente do
paciente. Atualmente, os psicanalistas concebem a contratransferência sobre
três aspectos: um obstáculo, um instrumento técnico e um campo analítico.
Como um obstáculo, a contratransferência estaria a serviço da resistência, no
sentido de dificultar a relação terapêutica. Por outro lado, ela pode servir de
instrumento técnico para o analista como um meio de compreender um
primitivo modo de comunicação não-verbal, que pode estar sendo usando
durante a sessão. Esse instrumento pode servir para reconstruir o inconsciente
do paciente e também para guiar o analista durante o tratamento. E por fim, o
campo analítico é o lugar onde o paciente pode reviver as experiências
emocionais anteriores. Além desses três aspectos, os sentimentos
contratransferenciais despertados poderão influenciar, significativamente, no
conteúdo e na forma que o analista irá exercer sua atividade interpretativa.
Palavras-chave: Contratransferência
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Anthonia Campos, Cíntia Nishi, Juliana
Sanches, Larissa Muller, Marcela Almeida Senedesi
Nome do Orientador: Solange Mezzaroba
Titulação do Orientador: Professora Doutora
Instituição: Centro Universitário Filadélfia - UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ANALISE DAS DIFICULDADES ENCONTRADAS NOS ATENDIMENTOS
CLÍNICOS
A partir das mudanças nos papéis familiares, fato inevitável diante da crescente
incorporação da mulher ao mercado de trabalho e da possibilidade de
contracepção cada vez mais segura, evidenciam-se o conflito na família
moderna, de um lado, a afirmação da individualidade, uma possibilidade do
mundo contemporâneo, em que a tradição vem sendo abandonada como em
nenhuma época da história. E de outro o respeito às obrigações e às
responsabilidades próprias dos vínculos familiares (Sarti,2007). Essa nova
dinâmica familiar trouxe consigo alguns problemas de relacionamento. Os pais
cada vez mais ocupados com os inúmeros trabalhos para manter a casa,
acabam deixando um pouco de lado, ou deixando a cargo de terceiros as
responsabilidades para com os filhos e os compromissos familiares. Diante
desta nova demanda abre-se um campo de atuação do psicólogo – Terapia
familiar. Esta modalidade de atendimento visa identificar o conflito, atuando
como um mediador ou facilitador no relacionamento entre os membros para
que estes consigam fazer uma análise dos seus próprios comportamentos,
tanto individual quanto familiar. No entanto, apesar de importante e necessário
em nossa prática nos deparamos com algumas dificuldades com este tipo de
atendimento. Entre elas destacamos: a falta de informação do serviço, muitas
famílias não têm conhecimento deste tipo de atendimento o que pode acabar
dificultando a procura; a disponibilidade de horário comum entre os membros
da família. A família muitas vezes não está bem, necessita de ajuda, busca o
serviço, mas coloca uma série de empecilhos quanto a horários e etc.
Observamos que quem procura ajuda é geralmente que está mais
“incomodado”, os outros acabam sendo resistentes, pois julgam não precisar,
colocando a culpa da problemática familiar no outro. A maior participação
neste tipo de tratamento foi das mães, geralmente com problemas de
relacionamento tanto conjugal quanto parental chegam ao limite e pedem
ajuda, o que não é comum acontecer com o sexo masculino, que mesmo
precisando de ajuda não chega a buscar o serviço. Inúmeros foram os
problemas encontrados nos atendimentos a este tipo de população. A teoria da
análise do comportamento nos permite pensar numa intervenção familiar com
algo primordial, visto que, muitos dos comportamentos de um indivíduo são
mantidos na relação com os outros membros da família. Dessa forma, se faz
necessário o trabalho com todos não apenas com parte do sistema para
identificação de algumas das variáveis presentes nas relações familiares para
auxiliar tanto a família quanto o profissional na condução do processo
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terapêutico. O que podemos observar é que há uma necessidade, mas que há
pouca participação e envolvimento pelos membros.
Palavras-chave: Dificuldades; Família; Comportamento
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Cássia Carolina, Soyla Pinto
Nome do Orientador: Izabel
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
EFEITOS COLATERAIS NO USO DE ANABOLIZANTES
Pesquisa sobre os efeitos e conseqüências causados pelo uso de
anabolizantes.Uma pesquisa bibliográfica que busca identificar os efeitos que
as principais drogas anabólicas causam no corpo e no psicológico de um
individuo e identificar os perigos na utilização das drogas anabólicas. O
procedimento de coleta de dados foi através de pesquisas bibliográficas,
utilizando livros, revistas e internet. O interesse em realizar um trabalho com
este assunto surgiu pelo fato de ser um tema muito polêmico e que poucas
pessoas tem acesso e conhecimento a respeito. O intuito desse trabalho é
procurar mostrar a realidade sobre o uso de anabolizantes e suas
conseqüências no físico e no mental de uma pessoa, deixando de lado os
preconceitos e tabus existentes em torno do assunto. Os efeitos colaterais do
uso da droga é uma preucupacao atual, podendo ter vários efeitos, e cada
pessoa responde de uma maneira ao efeito da droga. Existem tanto efeitos que
não são ameaçadores a vida quanto efeitos muito perigosos que podem levar a
morte e suas conseqüências não devem ser ignoradas. Calvície e acne são
efeitos que não são considerados graves, pois eles não são ameaçadores a
vida, porém podem ser psicologicamente preocupantes.Existem efeitos que
atingem diretamente o psicológico do individuo, tais como comportamentos
agressivos, estresse, mau humor, ansiedade, insônia entre esses outros. O
comportamento agressivo é algo preocupante quando se trata do uso de
anabolizantes, considerado por alguns especialistas, o pior dos efeitos
causados pelo uso dos esteróides anabólicos. Os homens em geral são
normalmente mais agressivos do que as mulheres, devido a presença de maior
quantidade de testosterona. Por outro lado, a agressividade é considerada
algo positivo para os atletas durante o momento de treino. A agressividade
passa a ser um comportamento preocupante quando o atleta não tem controle
sobre si, e assim tem problemas no convívio social.
Palavras-chave: Anabolizantes
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Evelyn Paschoal, Larissa Bergamaschi,
Nathália Aguiar, Thiago Vizintim
Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PENSAR, APRENDER, MÉMORIA E CONCENTRAÇÃO NA QUALIDADE DE
VIDA
A temática da pesquisa foi o desenvolvimento de um estudo sobre a qualidade
de vida da população de Londrina, segundo o domínio Psicológico, mais
especificamente – pensar, aprender, memória e concentração.Surgiu com o
objetivo de avaliar o desenvolvimento nessas áreas da população de Londrina,
com o intuito de conhecer o nível do desenvolvimento a que a população está
submetida. A saúde é definida como um estado de bem estar físico, mental e
social.A pesquisa permitiu aos discentes do curso de Psicologia envolvimento
direto com as problemáticas da população de Londrina, despertando assim
interesse em pesquisar e intervir em questões de cunho social da
região.Qualidade de vida é um conceito abrangente e prático. Durante alguns
anos qualidade de vida era considerada como um estado de bem-estar físico.
Considera-se o componente psicológico com um peso igual, assim como o
aspecto social.Aprender: é aumentar o cabedal de recursos de que dispomos
para enfrentar os problemas que nos apresenta a vida cultural. Aprender é
aumentar nosso capital de conhecimento. Sem dúvida a qualidade de vida
interfere muito no desempenho que cada um tem no aprendizado, uma pessoa
que não consegue desenvolver suas habilidades e capacidades, sofre por essa
carência de aprendizagem, pois atualmente quem desenvolve melhor suas
habilidades é que tem mais chances de evoluir em sua vida social e pessoal. É
importante o estímulo aos estudos, a sempre buscar novas informações, a se
dedicar, mas para isso é necessário haver recursos tanto físicos como sociais,
nem todos temos o privilégio de ter as mesmas oportunidades, muitos não
conseguem concluir seus estudos por questões financeiras.Pensar: o
pensamento é que comanda cada um de nós, é através dele que conseguimos
nos enxergar, nos desenvolver. O ato de pensar é próprio da natureza humana.
A qualidade de vida depende muito do pensar, do como cada um encara a
vida, o poder do pensamento é muito grande, ele motiva as pessoas, as
estimula quando é bem empregado, porém, alguém que não tem um
pensamento bem desenvolvido enfrenta muitas dificuldades, sua aprendizagem
muitas vezes é comprometida. É importante a motivação do pensar, do ler,
aprender, de se desenvolver, evoluir.Memória: é a capacidade de reter,
recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis. Ela surge como um
processo de retenção de informações no qual nossas experiências são
arquivadas e recuperadas quando as chamamos. O estilo de vida adotado
pelas pessoas, pode vir a afetar sua capacidade de memória. A memória é
parte do nosso funcionamento físico e mental. A maioria das pessoas queixamse de cansaço ou fadiga, a fadiga decorre da privação de sono e do excesso
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de trabalho físico ou mental. Para melhorar a nossa memória devemos
estimular nossas percepções, noções espaciais, habilidades lógicas e verbais.
Concentração: tem a ver como foco, é a forma de silenciar nosso interior e
encontrar, em nós mesmos, coesão para desenvolvermos nossos objetivos. A
qualidade de vida é a percepção do indivíduo quanto a sua posição na vida, no
contexto da cultura e do sistema de valores em que vive, levando em conta
suas metas, suas expectativas, seus padrões e suas preocupações. Ela é
afetada pela interpretação entre saúde, o estado mental, a espiritualidade, os
relacionamentos do individuo e os elementos do ambiente. O aprendizado é
prejudicado quando o individuo não consegue se concentrar.
Palavras-chave: qualidade de vida; pensar; aprender; memória, concentração
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Isabella Borghesi
Nome do Orientador: Zeila Torezan
Titulação do Orientador: professora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O RECALQUE
O presente trabalho propõe falar sobre o Recalque (Verdrängung), este
conceito segundo Freud " é a pedra angular sobre a qual repousa toda a
estrutura da psicanálise'. O recalque é definido como um mecanismo que
estabelece uma clivagem entre o consciente e inconsciente. A essência de seu
processo consiste no fato de afastar determinada representação do consciente
que se manifesta e cuja satisfação geraria desprazer, defesa relacionada com
a censura e exercida pelo ego. O objeto do recalque não é a
pulsãopropriamente dita, mas seus representantes como o representante
ideativo e o afeto, onde o recalque produz uma ruptura entre o afeto e a idéia a
que ele pertence, o afeto pode ser inibido mas não recalcado, pois não existe
afeto inconsciente. Algum conteúdo pode ter sido recalcado, mas permanece
junto ao sujeito, pressionando pelo retorno e exigindo a mobilização de esforço
para mantê-lo afastado. Este trabalho também abordará o processo de
instalação deste mecanismo, assim como a diferenciação entre recalque
originário, o recalque propriamente dito e o retorno do recalcado, através das
proposições a releitura de Freud e Garcia-Roza.
Palavras-chave: recalque, inconsciente, censura
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Cintia Kiyomi Nishi
Nome do Orientador: Solange Mezzaroba
Titulação do Orientador: Professora Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PRÁTICAS FAMILIARES NA ATUALIDADE: EDUCAÇÃO DOS FILHOS.
Atualmente as relações familiares são diferentes de antigamente. Hoje os pais
e mães trabalham e apresentam dupla jornada, ou seja, trabalho e cuidado
com os filhos. O atendimento realizado no clínica escola de psicologia da Unifil,
foi de uma mãe com dificuldades na educação de seu filho. O objetivo do
trabalho foi identificar as dificuldades sentidas pela mãe na educação do filho,
analisar a educação da mãe em relação ao filho, discutir as práticas educativas
pertinentes ao contexto familiar e escolar e acolher a mãe em suas dificuldades
diárias. A criança apresentava birra, tinha dificuldades na realização da tarefa
escolar. O pai desautorizava a mãe na frente da criança o que contribuía para
que a criança não respeitasse a mãe.Atualmente o pai encontrava-se fora do
país.A criança freqüenta a casa das avós e muitas vezes elas interferiam na
educação do filho. A mãe não disponibilizava um tempo para brincar com a
criança. A rotina dela era de manhã levar a criança na casa de uma das avós e
ir trabalhar, as 18:00 hrs ela buscava a criança na escola e ia para a casa. Ao
chegar na casa cuidava dos afazeres domésticos enquanto o filho fazia a tarefa
e depois iam dormir.Em conseqüência destes fatores a criança não obedecia
as ordens impostas e segundo a mãe não tinham limites. A partir deste
levantamento inicial passou-se às orientações em relação às dificuldades
relatadas pela mãe.Tais como: estabelecer regras junto com a criança e mantêlas, organizar os horários, tanto para as tarefas como para brincadeiras, horário
de atividades juntos – mãe e filho, orientação para as avós, visando falarem a
mesma linguagem, em relação à educação dos filhos, entre outras. A mãe
deveria dar atenção ao filho quando este não estivesse fazendo birras. Quanto
a refazer tarefa foi feito um painel para que a mãe reforçasse o comportamento
da criança de refazer a tarefa. No cartaz ela colocaria um papel escrito
parabéns e dava uma figurinha para a criança. Durante quinze dias, ela fazeria
diariamente após cada cinco dias, depois a cada uma semana, depois a cada
quinze dias e depois a cada um mês até a mãe perceber que não havia mais
necessidade de estar reforçando o comportamento e a criança refazer sem
reclamar. Após a mãe iniciar as orientações da terapeuta ela sentiu que houve
mudanças na relação com o filho, sentia se mais segura e confiante em relação
ao filho. E os comportamentos do filho que ela considerava inadequado
mudaram após ela reforçar os adequados. De acordo com o trabalho realizado
nota-se que atualmente os pais devido a rotina diária do serviço tem dificuldade
em relação a educação dos filhos e na maioria das vezes eles estão cansados
e acabam esquecendo dos filhos. Apenas nos momentos que eles estão se
comportando inadequadamente é que percebem que eles existem e acabam
não controlando a situação.
Palavras-chave: família, educação e relações
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Paula Pereira
Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PROJETO DE ESTÁGIO II: PSICANÁLISE NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE.
Este texto apresenta nosso trabalho exercido em uma Unidade Básica de
Saúde, a partir da disciplina Estágio de Formação II.
Inicialmente elaboramos um pequeno projeto de atuação na Unidade, a partir
da demanda inicial apresentada pela coordenadora do posto. Esta demanda
incluía um pedido de observação e analise do funcionamento do trabalho no
posto, em especial das relações de trabalho e da relação dos funcionários com
população atendida pela UBS. A partir de nossa presença semanal no posto,
passamos a observar o funcionamento geral da unidade, a interação com
pacientes e as relações de trabalho e também a realizarmos entrevistas
individuais com os funcionários do posto, surgiu também à demanda para
atendimento individual da população através de encaminhamentos das
atendentes e pedidos da própria população. Assim iniciamos um ambulatório
semanal de atendimentos individuais, atendemos em media seis (6) pacientes
por semana, que acontecera até o final do ano. No decorrer deste trabalho com
a população tivemos que elaborar uma lista de espera que foi dividida em:
infantil, adolescente e adulto, pois era grande o número de pessoas que
procuraram o atendimento.Em relação ao trabalho dos funcionários com a
população, durante nossas observações notamos dificuldade no trato com os
usuários da UBS, problemas de relacionamento interpessoal na equipe e ainda
certa desorganização na rotina e desenvolvimento do trabalho.Através das
entrevistas realizadas com os funcionários para falarem do trabalho em geral e
do funcionamento do posto, identificamos queixas a respeito da coordenação,
em especial em relação à liderança da mesma.Destacou-se também nas
entrevistas queixas relativas a uma funcionária, considerada de difícil
relacionamento interpessoal em especial por ser muito impositiva. A partir
desses dados programaremos uma reunião de devolução com a coordenadora
do posto e junto com ela organizaremos uma ou mais reuniões com toda a
equipe na tentativa de trabalharmos os pontos de dificuldade levantados.
Palavras-chave: Unidade Básica de Saúde, Equipe, Atendimento
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Paula Pereira
Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
FANTASIA: MOMENTO EM QUE SE DA A OPERAÇÃO DO RECALQUE.
O presente trabalho objetiva apresentar o conceito de fantasia o qual se refere
ao momento em que o desejo se organiza, lembrando que é a partir da relação
com o Outro que o sujeito vai se constituindo.Freud desenvolve vários artigos,
em que aborda o conceito de fantasia em suas diversas manifestações, como a
relação do sintoma e o ataque histérico, as teorias sexuais infantis e a criação
literária.A fantasia é grafada na teoria lacaniana, como $ ◊ a, o que é
chamado de matema que fala da articulação do sujeito com o objeto pulsional.
Este matema evidencia que o sujeito ($) não tem uma relação direta com o
objeto pulsional (a), já que o que separa estes dois é a fantasia. Sendo assim,
a lógica da fantasia baseia-se na relação do sujeito com o Outro se deparando
com o vazio.Como descrito acima, a fantasia se interpõe entre e o sujeito e a
pulsão. É por meio dessa pulsão que visa satisfazer a demanda do Outro,
implicando na extensão do desejo deste Outro, remetendo-a uma falta. Isso se
dá na relação inicial mãe – bebê, circuito pulsional, no qual a criança se aliena
no objeto de desejo da mãe, em que se dará a fantasia.É no decorrer da
operação do Recalque Originário que a fantasia começa a se organizar para
responder ao desejo do Outro.Conclui-se então que a fantasia é a forma que o
ser falante lida com o desejo do Outro, já que esta se impõe como uma forma
de estruturar a realidade e de montar uma barreira de alienação a este desejo,
assim como condição de gozo. Nessa cena fantasmática o desejo não é
preenchido, mas sim constituído que são indicados, esses objetos de desejo
são indicados pela própria fantasia.
Palavras-chave: Falta, Recalque, Pulsão, Sujeito
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Lívia Salvioni, Kemelly Youssef, Patrícia
Estima
Nome do Orientador: Ana Maria M. de Souza
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE E QUALIDADE DE VIDA
NA CIDADE DE LONDRINA-PR.
Este trabalho tem como tema A Análise da relação entre espiritualidade e
qualidade de vida na cidade de Londrina-PR. Muitos estudos já realizados
apresentam resultados positivos sobre a relação da fé com a melhor qualidade
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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do bem estar físico, mental e social do indivíduo. A partir disso, surgiu o
interesse de nos aprofundarmos mais sobre esse assunto, buscando mais
informações e analisando resultados da aplicação de instrumento de avaliação
da qualidade de vida do cidadão londrinense. O objetivo desta pesquisa é
mapear a qualidade de vida dos moradores adultos da cidade de Londrina-PR,
aplicando o instrumento (WHOQOL-100, instrumento completo com 100
questões) para a avaliação da qualidade de vida em moradores adultos da
cidade de Londrina, e então comparar os resultados obtidos em relação ao
domínio espiritualidade entre diferentes regiões da cidade. Estudos mostram
que rezar pode ajudar a aliviar a ansiedade, melhorar depressão, aumentar o
sucesso de fertilização in vitro, melhorar o curso clínico de doenças crônicas,
auxiliar na recuperação de pacientes com dependência química, ou seja, o ato
de rezar e ter fé melhora a saúde do indivíduo, e esta está extremamente
ligada com a qualidade de vida. Sendo assim, podemos levantar a hipótese de
que a espiritualidade tem influência na qualidade de vida de um indivíduo. Os
sujeitos que foram entrevistados, em nossa pesquisa, compõem uma amostra
composta de 2587 pessoas, sendo que 1241 são do sexo masculino e 1345 do
sexo feminino. Esta amostragem respeita o seguinte critério: os sujeitos
deverão ser moradores de Londrina no mínimo há 6 meses e deverão ser
adultos maiores de 18 anos. Os sujeitos, na coleta de dados, foram
adequadamente informados sobre os objetivos da aplicação do instrumento,
sobre o modo de aplicação e o destino dos dados obtidos. Também foram
informados de que a participação era voluntária e que poderiam sentir-se à
vontade para esclarecer quaisquer dúvidas ao longo da aplicação. Foi
solicitada também a assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido, que também era assinado pelo entrevistador. Após a coleta de
dados, analisaremos as informações obtidas através das entrevistas realizadas
em todas as regiões da cidade. Como instrumento de avaliação será utilizado o
formulário WHOQOL-100 de qualidade de vida, e para análise dos resultados
iremos utilizar o programa SPSS de tratamento estatístico.
Palavras-chave: qualidade de vida; espiritualidade; Londrina
Nome do Pesquisador(Aluno): anthonia de campos
Nome do Orientador: solange mezzaroba
Titulação do Orientador: doutora
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO NO CONTEXTO SOCIAL:
INTERVENÇÃO EM PROJETO SÓCIO EDUCATIVO COM ADOLESCENTES
DE RISCO E VULNERABILIDADE SOCIAL
A adolescência é uma fase de transformações biológicas e psicossociais do ser
humano, que se caracteriza entre a infância e a maturidade plena. As
modificações corporais, encontradas na puberdade, são elementos que
exteriorizam as mudanças internas que muito acontecem nesta fase da vida. E
durante este período complicado, notado de mudanças, que a escolha
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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profissional parece ser mais um complicador para o adolescente nos dias de
hoje. Uma das características importantes exigidas neste processo é o
relacionamento interpessoal. Lidamos diariamente com pessoas diferentes, de
diferentes culturas, contextos e se faz necessário ter algumas habilidades
sociais para o melhoramento destas relações em especial para quem deseja
um lugar neste competitivo mundo do trabalho. Skinner (1979) define
comportamento social como o comportamento de duas ou mais pessoas em
relação a uma outra em um ambiente comum. Embora diferentes culturas e
contextos valorizem comportamentos sociais distintos, há algum consenso
sobre o que seja um comportamento social desejável: estabelecer e manter
relacionamentos
sociais
positivos;
contribuir
construtivamente
e
cooperativamente com o grupo de pares, família, comunidade; engajar-se em
comportamentos saudáveis e afastar-se de comportamentos com sérias
conseqüências negativas para o indivíduo, para os outros ou ambos. O
presente trabalho foi realizado no espaço institucional do projeto Sócio
Educativo da cidade de Londrina. Este projeto atende adolescentes
considerados de risco e vulnerabilidade social. Sob o rótulo de "adolescentes
em situação de risco social e pessoal", estão sujeitos expostos a ambientes
violentos, muitas vezes envolvidos pelo tráfico de drogas, vitimas de abuso e
negligência ou exploração. Sua história de vida inclui experiências de
abandono, exploração e vida na rua e tem se tornado objeto de interesse de
estudiosos de diversas áreas. Participaram do projeto 60 adolescentes, do
sexo masculino e feminino, com idade entre 12 e 14 anos, divididos em três
grupos. Os encontros aconteceram semanalmente, com duração de uma hora
e trinta minutos. O grupo teve como objetivo promover atividades que
propiciassem
contextos
para
o
desenvolvimento
de habilidades
relacionamentos interpessoais e a aprendizagem de novos repertórios
comportamentais, enfatizando a necessidade do autoconhecimento, a
importância da comunicação verbal e não verbal. O foco escolhido para análise
foi às interações entre os próprios adolescentes. Os encontros variaram de 6 a
12 de acordo com a disponibilidade dos grupos. Foram realizadas atividades
caracterizadas em desenhos, pinturas, recortes e colagem.
Palavras-chave: Adolescentes; Comportamento; Autoconhecimento
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Isabelle Martins Benetti
Nome do Orientador: Zeila Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
TRANFERÊNCIA NA NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO
A transferência é classicamente reconhecida como o terreno em que se dá a
problemática de um tratamento psicanalítico, pois são a sua instalação, as suas
modalidades, a sua interpretação e a sua resolução que caracterizam este.
Para poder trabalhar , é fundamental que o analista saiba em que lugar está
sendo colocado pelo analisando, que uso esta se fazendo dele, em sua
organização subjetiva . É da posição que lhe é dada pela transferência que o
analista pode analisar, interpretar, enfim, intervir sobre a própria transferência
que o analista pode levantar a hipótese diagnóstica que o orientará no manejo
clinico.Isso é importante não para fazer classificações , ou acessar um saber a
priori a respeito do sujeito , mas sim porque por mais que a ética da psicanálise
, ou o que o analista vise com sua ação apontar sempre na mesma direção ,
independentemente de sua hipótese diagnóstica , as estratégias para a sua
intervenção variam. Assim , se ele se encontra frente a um neurótico, um
psicótico ou um perverso, sua ética será a mesma , mas a estratégia da qual
ele se valerá irá viajar. Pensando nessa posição que o analista deve tomar
durante o tratamento analítico , este trabalho desenvolverá uma maior
abrangência do assunto em como trabalhar com as possíveis estruturas que se
revelaram .Segundo os tipos clínicos há variações da transferência na neurose,
psicose e perversão . A neurose é a que melhor se adequa às disposições da
transferência , por isso é considerada um modelo para o trabalho psicanalítico ,
pois foi com os neuróticos , especificadamente com as histéricas , que Freud
criou a psicanálise . Neles a transferência esta a flor da pele, prestes a
desencadear-se. Na psicose , a transferência apresenta singularidades, pelo
fato da libido do psicótico estar toda investida no eu, narcisicamente, o
processo psicanalítico fica inviabilizado, pois os psicóticos não investem
transferencialmente e com a ruptura do mundo externo ,recriado através do
delírio, obstaculizam o estabelecimento de relações objetais e assim o analista
não tem entrada . A partir disso , é solicitado ao analista que sustentem a
investigação . É importante destacar , “que a chave para a investigação
psicanalítica das psicoses, para além da questão do amor operante na
transferência, é aquele saber , da qual, sem a menor duvida, os psicóticos
participam vivamente.”Na perversão , a atuação que a transferência comporta é
explorada pelo analisando. A exigência da satisfação imediata arrisca a todo
tempo interromper o processo de tratamento. A fantasia do perverso toma cena
analítica e exige do analista sustentar firmemente a direção do trabalho.
Palavras-chave: transferência , neurose, psicose, perversão
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Lúcia Nair Tironi
Nome do Orientador: Zeila Torrezan Facci
Titulação do Orientador: Mestre/ Doutoranda
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A TRANSFERÊNCIA ANALÍTICA
O presente trabalho justifica-se por ser a transferência um dos grandes eixos
do trabalho psicanalítico e por ser de interesse e aprofundamento por todo
aquele que deseja seguir os ensinamentos da psicanálise.O objetivo do mesmo
está pautado no estudo de um tema que fosse de interesse do próprio aluno (a)
na disciplina de estágio III. A metodologia usada baseou-se em estudo
bibliográfico e seminários em sala de aula, de orientação FreuLacaniana.Sendo assim a transferência tem sua gênesis nas primeiras
relações objetais mãe-bebe, quando o investimento da mãe pelo bebê
acontece num processo não totalmente satisfeito. A partir destas experiências
primordiais é que o sujeito em análise também lança ao analista sua libido para
que possa de alguma forma ser ainda satisfeita. A transferência é assim uma
atuação do presente e não um reservatório do passado. É condição
indispensável para que o tratamento possa seguir o seu curso e relaciona-se
com o fato de que se uma pessoa procura um analista é porque acredita que
ele possua um saber que lhe escapa. O analista é então colocado num lugar de
suposto saber e atrai neste contexto um amor transferencial por parte do
sujeito. Na medida em que uma análise transcorre, acontece também a
resistência, ou seja, um mecanismo usado para não entrar em contato com o
que lhe faz sofrer, uma defesa do ego. Contudo, no dizer de Lacan, há a
resistência do próprio analista, quando não consegue ouvir o material
recalcado devido a questões suas que o afastam do desejo do analista. É
fundamentalmente importante saber que a transferência é um elemento
decisivo para que o trabalho terapêutico possa dar continuidade, por isso
aprender como manejá-la de forma correta parece ser um aprendizado que
pode ser adquirido a partir da experiência com cada analisando, com a sua
própria análise pessoal e supervisão.
Palavras-chave: transferência/ suposto saber/ resistência
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Andréia Migliorini Luizão, Angela Boso
Dias, Adriana V. Mendes, Carina Honório Tiago
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AS CONSEQÜÊNCIAS DOS ESTILOS PARENTAIS PERMISSIVOS E
NEGLIGENTES NO DESENVOLVIMENTO DOS FILHOS
As mudanças nas relações entre pais e filhos decorrentes das transformações
pelas quais a família vem passando tem levado a um crescente
questionamento sobre o papel dos pais na educação de seus filhos. O objetivo
deste trabalho será a identificação das práticas educativas utilizadas pelos pais
permissivos e negligentes, relacionando esses dois estilos ao desenvolvimento
da criança. Serão entrevistados vinte pais que exerçam atividades fora de casa
que tenham filhos entre sete e doze anos. Utilizando-se a revisão de literatura
os dados serão analisados qualitativamente. A relevância social da presente
pesquisa está relacionada principalmente, às contribuições que poderá trazer
para a sociedade em geral no que diz respeito às práticas educativas e sua
influência sobre o desenvolvimento psicológico, intelectual e comportamental
da criança e do adolescente. Atualmente tem-se produzido uma vasta literatura
sobre a educação dos filhos. Algumas pesquisas científicas demonstram que
apesar do pouco tempo disponível dos pais com seus filhos, é possível ter uma
educação com qualidade. No entanto outras revelam que não é necessário
somente o pouco tempo com qualidade, mas sim uma maior presença dos pais
com seus filhos. Esta pesquisa tem como relevância teórica o fato de vir a
acrescentar novas informações sobre as mudanças nas relações de pais e
filhos. Podem-se levantar como hipóteses que pais de estilo negligente
contribuem para maiores dificuldades no comportamento dos filhos, não
contribuem muito para a construção do sentimento de auto-estima, pois
impõem sua decisão ou regras sem se importar com o que seu filho pensa. O
estilo permissivo é a prática que mais contribui para o crescimento desse
sentimento, pois acreditam em seus filhos e levam em consideração suas
opiniões e pensamentos. Filhos criados por pais permissivos e negligentes
podem tornar-se pessoas sem limites, pois seus pais não lhe fazem cobranças.
A pesquisa ainda está em andamento não existindo ainda resultados a serem
apresentados.
Palavras Chave: Estilos Parentais, Pais Permissivos, Pais Negligentes.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti de Mendonça; Fernanda
Martins de Melo; Natalia Pívaro; Vania Maria Ferreira
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: Psicologia
DIAGNÓSTICO EM PSICOLOGIA ESCOLAR: FERRAMENTA
INDISPENSÁVEL PARA A IDENTIFICAÇÃO DAS DIFICULDADES
PRESENTES NO CONTEXTO EDUCACIONAL
A Psicologia Escolar e Educacional é um campo da Psicologia que vem
crescendo ao longo dos anos. A atuação dentro da escola é ampla podendo
ser trabalhados temas como processos de ensino e aprendizagem,
desenvolvimento humano, inclusão de pessoas com deficiências, políticas
públicas em educação, avaliação psicológica, orientação profissional, formação
de professores, entre outros. Este trabalho é um relato sobre a experiência
vivenciada por alunas do curso de Psicologia em uma disciplina da área de
Psicologia Escolar. O trabalho foi realizado em um Colégio Estadual na Cidade
de Londrina-PR, que atende aproximadamente 1600 alunos de 5ª à 8ª série e
ensino médio nos períodos matutino, vespertino e noturno. Inicialmente foi
realizado o diagnóstico escolar, com objetivo de levantar dados e conhecer o
contexto e as dificuldades do colégio. Para isso foram aplicados questionários
aos alunos de Ensino Médio do período noturno, as questões eram relativas às
percepções dos alunos em relação à escola e professores, dificuldades
encontradas, pontos positivos, temas que gostariam de trabalhar. Também foi
aplicado um questionário com os professores do mesmo período com questões
sobre sua atuação profissional, dificuldades encontradas, pontos positivos e
percepção sobre os alunos. Logo após a coleta de dados, os mesmos foram
compilados e analisados. Os problemas identificados diferem nas diferentes
visões da direção, dos professores e dos alunos. Quando analisado pelo olhar
do professor e da administração o problema reside na falta de colaboração nas
atividades desenvolvidas e no baixo comprometimento com o trabalho e com
ensino. Para a resolução desse problema, apontam a necessidade de
conscientizar o aluno sobre a importância do ensino de forma a despertar-lhe o
interesse e também de um trabalho com os pais para que possam ajudar no
aprendizado dos adolescentes. Diante do exposto acredita-se que seja
importante abordar com os professores as questões de comprometimento e a
valorização do trabalho desenvolvido para que haja maior dedicação e para
que possam lidar de forma adequada com os desafios que vão sendo
vivenciados. Com relação aos alunos percebe-se que os problemas principais
são o relacionamento com os colegas e a falta de comprometimento e a
indiferença entre os alunos. Para eles os professores apresentam irritabilidade
e pressa no ensino do conteúdo. Também gostariam de trabalhar temas como
escolha profissional, sexualidade e drogas, para diminuir as dificuldades que
sentem. Dentro dessa realidade foi proposto um trabalho de intervenção
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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abordando os temas levantados e as principais dificuldades do colégio, sendo
neste momento focada na escolha profissional. .A escolha profissional é uma
das decisões mais importantes que os adolescentes tomam em suas vidas.
Muitas ansiedades e indefinições afetam este momento. Muitas pessoas
"sabem o que não querem", mas não conseguem escolher o que querem.
Muitas pessoas têm idéias muito superficiais a respeito de seus interesses,
outras pessoas têm pouca base de informação sobre profissões e mercado de
trabalho, algumas pessoas sentem-se receosas de fazer uma escolha errada e
depois se arrependerem no futuro. O interesse em realizar este trabalho, está
em proporcionar aos alunos um espaço para refletir sobre as decisões
profissionais, tirar dúvidas e orientar-se para a escolha profissional criando
oportunidades autoconhecimento, conhecimento das profissões e informação
para tomada de decisão.
Palavras-chave: Orientação profissional; Psicologia Escolar; Diagnóstico
Institucional
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Carolina Barreto Braga
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
BUSCA DE INFORMAÇÃO: O PROCESSO DE ESCOLHA DA ABORDAGEM
TEÓRICA PARA ATUAÇÃO PROFISSIONAL NO CURSO DE PSICOLOGIA
POR UNIVERSITÁRIOS DE DUAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
O presente estudo tem como objetivo investigar e identificar o processo de
escolha da abordagem teórica para atuação profissional de sessenta
universitários do curso de Psicologia. Os dados serão coletados em duas
instituições de ensino superior, uma pública e uma particular, da cidade de
Londrina, PR. A revisão de literatura realizada aponta uma série de estudos
sobre as preocupações dos universitários ao fazerem suas escolhas
profissionais, principalmente em relação à colocação profissional e ao processo
de tomada de decisão. Pouco se sabe sobre como ocorre o processo de
escolha da abordagem teórica que irá embasar a futura atuação profissional
desses estudantes e quais as possíveis implicações dentro do universo de
trabalho. Acredita-se que, ao investigar mais profundamente este processo,
pode-se ter acesso a informações importantes, sobre como as instituições
contribuem através de suas grades curriculares nos cursos de Psicologia, e se
as mesmas atendem as necessidades destes alunos durante o processo de
graduação. Têm-se como hipóteses para o presente estudo que durante a
graduação, em contato com as diferentes disciplinas e professores, os alunos
podem estar inclinados a optar pela abordagem teórica que possam realmente
compreender, ou então pela abordagem que tiveram professores mais
próximos e amistosos. O instrumento de coleta de dados a ser utilizado será a
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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entrevista contendo dez questões relacionadas ao tema. Espera-se que os
resultados revelem os fatores envolvidos no processo de escolha desses
universitários no período da graduação, que possam contribuir para a
superação das dúvidas, insatisfações e que possam estimular a construção de
projetos de futuro dos universitários. Esta pesquisa está em andamento, por
esta razão os resultados não serão apresentados.
Palavras-chave: escolha de abordagem teórica, psicologia, tomada de decisão.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti de Mendonça
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO INSTRUMENTO DE
IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DA RELAÇÃO INDIVÍDUO E TRABALHO
A Psicologia Organizacional é um campo de trabalho da Psicologia que tem
como finalidade pesquisar e avaliar o comportamento emocional e os
processos sociais de indivíduos, grupos e instituições. Após analisar os
processos sociais, busca orientar sobre conflitos e desenvolver a promoção da
qualidade de vida no trabalho. De forma mais específica, esta área desenvolve
trabalhos como: educação e desenvolvimento de pessoas; plano de cargos,
carreiras e salários; saúde ocupacional; avaliação de competências e
desempenho; recrutamento e seleção entre outros, visando promover o bemestar do indivíduo na organização. Este trabalho apresenta a experiência
vivenciada no estágio de formação de psicólogo na área de Psicologia
Organizacional e do Trabalho. O estágio está sendo realizado em uma
empresa privada que atua no segmento de Comunicação Visual em Londrina PR. Inicialmente foi realizado um Diagnóstico Organizacional com o objetivo de
detectar as necessidades dos colaboradores em relação ao seu ambiente e
condições de trabalho. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os todos os colaboradores (60 pessoas) do setor
administrativo e da unidade de negócios situada em Londrina, sendo as
questões referentes às percepções dos mesmos em relação à empresa,
levantamentos de pontos positivos, a serem melhorados e dificuldades e
responsabilidades encontradas no cotidiano de trabalho. Esta primeira etapa foi
realizada juntamente com as entrevistas de descrição e análise de cargos
solicitada pela empresa no início do estágio. Os resultados do Diagnóstico
Organizacional apontaram que os principais problemas da organização são:
dificuldade de comunicação; a falta de informações; ausência do plano de
cargos, carreiras e salários; necessidades de treinamentos técnicos e
comportamentais; bem como estruturação do departamento de Recursos
Humanos para implantação de políticas voltadas ao desenvolvimento de
pessoas. Uma variável importante a ser analisada no Diagnóstico
Organizacional é que a empresa vem passando por mudanças em todo seu
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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funcionamento comercial e administrativo, o que por sua vez contribui para a
permanência de um clima de instabilidade, insegurança e tensão vivida pelos
colaboradores. A partir destes resultados foi proposta uma intervenção com os
líderes da área administrativa voltada para o Treinamento e Desenvolvimento
de Competências de Liderança com o objetivo de integrar os setores da área
administrativa a fim de desenvolver competências profissionais essenciais ao
bom desempenho de seus cargos. Até o momento espera-se a análise da
empresa para iniciar o trabalho de intervenção.
Palavras-chave:
organizacional
treinamento
e
desenvolvimento;
liderança;
diagnóstico
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Maria de Almeida Prado Lhamas Ferreira,
Jaqueline Milani, Keila Regina Gonçalves
Nome do Orientador: Silvia do Carmo Pattarelli, Patrícia Martins Castelo
Branco, Leandro Henrique Magalhães
Titulação do Orientador: Mestre (Profa. Silvia)
Instituição: Centro Universitário Filadélfia - UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
SUBJETIVIDADE E TRABALHO EM UMA COOPERATIVA DE RECICLAGEM
DE LIXO
O presente trabalho é desenvolvido na Usina de Reciclagem de Arapongas-PR,
mais especificamente na Cooperativa dos Recicladores de Arapongas –
COOPREARA. As funções são realizadas por meio de rodízio, decididos pelos
próprios. A capacidade atual de recebimento e processamento de lixo na usina
chega a uma média de 70 toneladas de lixo diariamente. Destes 15% são
reciclados, 35% são de rejeitos que vão para o aterro municipal e 20% são
transformados em composto orgânico para adubo. Entendemos que ao se
organizarem, estes trabalhadores, que já atuavam como catadores de lixo nas
ruas do município garantiram maior rendimento, condições mais adequadas de
trabalho e autonomia no gerenciamento de suas atividades. Apesar do aspecto
libertador desta proposta, o trabalho desenvolvido mantém características
fordistas de produção, e assim, vincula-se a uma perspectiva de controle que
parte do domínio do tempo / movimento, além de caracterizar-se como um tipo
de trabalho alienante, quando o trabalhador não tem clareza do processo
produtivo como um todo. No entanto, diferencia-se da perspectiva tradicional
pelo fato do resultado de seu trabalho não ser expropriado, mas sim garantido
a todos a partir do cooperativismo. Observamos ainda que a satisfação do
trabalhador, mesmo neste caso, não está no orgulho em relação ao trabalho ou
na sensação de reconhecimento, estando vinculado a remuneração e ao
dinheiro. Neste contexto e devido à pressão exercida pelos empregadores e
pela sociedade de mercado, a psicologia insere-se no estudo dos problemas
daí resultantes, em especial a fadiga e as condições precárias de trabalho.
Nosso problema de pesquisa se divide em duas etapas: primeiramente
entender a lógica do trabalho cooperativo em uma estrutura que, além de
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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caracterizar-se como trabalho degradante, mantém a perspectiva fordista de
produção e, em um segundo momento, como estes elementos afetam a
subjetividade do trabalhador. Para tanto se empregou a metodologia da
pesquisa quantitativa e as técnicas de Grupo Focal. O principal objetivo do
grupo focal é determinar percepções, sentimentos, atitudes do grupo sobre um
determinado assunto. A expectativa é que, a partir destas técnicas, possamos
aproximar cooperados e pesquisadores, resultando possível solução do
problema proposto neste projeto.
Palavras-chave: Subjetividade, Mundo do Trabalho, Trabalho Cooperativo,
Meio Ambiente
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Wagner Wenceslau Almirão
Nome do Orientador: Solange Mezzaroba
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
SAPATO VELHO, DESEJO NOVO! REFLEXÕES SOBRE A SEXUALIDADE
DO IDOSO.
Percebe-se em nossa sociedade que a população tem apresentado
características de um povo envelhecido, isto acontece por que o número de
pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos vem aumentando
consideravelmente, gerando diversas mudanças na estrutura social e culturas
em que nos encontramos. O interesse em se compreender como acontece a
sexualidade do idoso nos dias atuais surgiu no memento em que se constatou
as inúmeras contribuições oferecidas pelo grupo de idosos para a melhoria da
qualidade de vida de seus participantes, já que é neste espaço onde se
encontra um ambiente propício para que os relacionamentos amorosos e
sexuais aconteçam. Interpretando a canção “Sapato velho” interpretado pelo
grupo Roupa Nova, este trabalho pretende motivar uma reflexão sobre como a
pessoa que chega na terceira idade vivencia a sua sexualidade, pois sabe-se
que isto contribui para a melhoria de sua qualidade de vida. Deseja-se ainda
desvelar alguns mitos e tabus existentes em nosso meio, que a cada dia
aumentam o preconceito para com a pessoa idosa. Alguns estudiosos como
PAPALIA & OLDS (2000) dizem que a grande avalanche de envelhecimento
que vivemos, irá alterar o ambiente físico, social, econômico e político de nossa
sociedade. Quando falamos de vivência sexual, percebe-se que estas
mudanças já acontecem, pois o idoso que antes tinha que reprimir ao máximo
a sua sexualidade, agora encontra “brechas” onde pode mostrar-se um ser
sexualmente ativo, que possui desejos e sentimentos tão intensos como os
mais jovens. Verifica-se nos dias atuais que a juventude tende a ridicularizar o
idoso que expressa publicamente seu desejo sexual, até mesmo por que
pensa-se que, devido a idade, o desejo quase não exista, porém, é fato que
tanto o desejo, como a maneira de seduzir um parceiro, as fantasias, e tudo o
que envolve a sexualidade sofre alterações, mas não deixa de existir.
Palavras-chave: Idoso, Sexualidade, Qualidade de vida
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Vivian Marques Figueira de Mello
Nome do Orientador: Danieli Cristina Palazzi
Titulação do Orientador: pos-graduado
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DESAFIOS DA PSICOLOGIA EM CASAS ABRIGOS
A psicologia foi regulamentada como profissão no Brasil em 1962, ou seja, está
em atuação há 45 anos. Nesse período observou-se o quanto a psicologia
avançou e continua a se transformar. Os campos de trabalho que antes eram
restritos, hoje se ampliaram. Com novas áreas de atuação o psicólogo vem se
aproximando de trabalhos mais diretos com a comunidade. Com aprovação em
1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), muitas foram às
mudanças ocorridas no trabalho com crianças e adolescentes que por algum
motivo tiveram seus direitos violados. E o abrigo é uma das medidas de
proteção contempladas no ECA e deve garantir as crianças e aos adolescentes
oportunidades e facilidades para que ocorra o desenvolvimento físico, mental,
moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade, garantindo
o acesso a lazer, a cultura, escola, saúde, etc.Segundo pesquisa do Ipea, 87%
das crianças que vivem em abrigos no Brasil possuem família, 58,2% mantém
vínculo familiar e 22,7% não matem vinculo constante e raramente recebem
visita. Em relação ao tempo de permanência, 52,6% das crianças ficam mais
de dois anos em abrigos e 20% fica mais de seis anos. Esses índices
continuam altos tendo em vista que abrigo deve ser sempre uma medida de
proteção temporária. Dentre os abrigamentos 43,4% não tem processo judicial,
isso significa que sao por ações de conselheiros tutelares. Atualmente no Brasil
existem 589 abrigos por todo o pais abrigando a 19.373 crianças e
adolescentes.
As crianças abandonadas fazem parte da historia do Brasil desde sua
colonização, já que as primeiras embarcações lusitanas traziam crianças
solitárias, pois as famílias pobres portuguesas ganhavam uma pensão em troca
de enviar seus filhos ao novo continente. Antigamente, os cuidados com os
órfãos e abandonados eram assumidos pelas irmandades e pelas Santas
Casas de Misericórdia, apenas no início do século XX, é que esse serviço
passou a ser uma preocupação do Estado, quando foram criados os
reformatórios ou institutos correcionais. Ate 1950 ainda existia a roda dos
expostos no Brasil. Na década de 60 duas leis abordam a questão da infância
que sao a política nacional do bem estar do menor e o código do menor. Esses
forma os primeiros avanços no Brasil quanto a preocupação com a infância.
O trabalho em abrigos tem sido amplamente discutido pela rede de serviços de
proteção especial, porém a psicologia encontra-se aquém de outras áreas visto
ser um campo até então do serviço social.
Os abrigos atendem crianças e adolescentes em caráter provisório e
excepcional vitimas dos diversos tipos de violência entre elas: situações de
abuso sexual, violência física, abandono, negligencia e maus tratos, como
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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também usuários de substâncias psicoativas, ou seja, situações de risco e
vulnerabilidade. Dessa forma verifica-se que o público atendido em abrigos
apresenta sofrimento psíquico.
A atuação da psicologia pode ser ampla uma vez que atende diretamente as
crianças e adolescentes mediante reuniões em grupos, atendimentos
individuais e orientações, desenvolvimento de atividades que possam
oportunizar a criança e o adolescente o autoconhecimento, o despertar de suas
potencialidades, habilidades e interesses, elevando a auto-estima,
possibilitando o fortalecimento pessoal e social. Há uma preocupação em
proporcionar um programa personalizado de atendimento para que os
educandos (assim são chamados as crianças e adolescentes abrigados)
desenvolvam autonomia e possam ter ação na construção de seu projeto de
vida.
Cabe também ao psicólogo direcionar e auxiliar o trabalho dos educadores que
são os que estão em contato direto na rotina diária do funcionamento da
casa.Outro âmbito de atuação é o trabalho com as famílias que visa
potencializar a família para superação de sua vulnerabilidade, reorganiza-la
para que seja retomada a convivência entre seus membros.
Percebe-se quanto à psicologia pode colaborar nesses projetos de casa abrigo,
porém parece ser algo ainda incipiente, uma vez que a maior parte da literatura
sobre casas abrigos são da área de serviço social e muitos profissionais de
psicologia desconhecem essa área de atuação. Cabe a psicologia se aprimorar
nessa área de trabalho tão vasta. É possível trabalhar tanto com a situação
critica quanto com sua prevenção, e sempre buscando também a superação da
problemática que determinou o abrigamento. A psicologia contribui para que
cada sujeito possa ser visto e compreendido dentro de sua história de vida
pessoal e social com suas características particulares.
A partir da experiência cotidiana no trabalho com abrigos de crianças e
adolescentes sobre o olhar da psicologia, nota-se que essa ciência se faz
importante nesse contexto, uma vez que pode atuar em diversos âmbitos como
com os educando, os educadores, as famílias dos abrigados e com a rede
social. Podendo vir a contribuir com o desenvolvimento e progresso desses
projetos.
Palavras-chave: abrigo, estatuto da criança e adolescente, atuação da
psicologia
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): RenAta Garcia de Almeida Moraes
Nome do Orientador: Carmen Garcia de Almeida Moraes
Titulação do Orientador: Pós-doutora em Psicologia Clínica
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
LEVANTAMENTO DAS DIFICULDADES E ESTRATÉGIAS DE
ENFRENTAMENTO UTILIZADAS POR UM GRUPO DE MULHERES
PORTADORAS DE CÂNCER.
O papel da psicologia no contexto do hospital geral vai além da “humanização”
e das práticas hospitalares. Além do apoio ao paciente, deve contribuir para a
clarificação e a compreensão das relações entre estilo de vida, personalidade,
gênese, desenvolvimento e recuperação de doenças, especialmente as
consideradas crônicas. A emergência do modelo biopsicossocial tem
possibilitado vários avanços no campo da saúde, dentre os quais se insere o
desenvolvimento da psicologia hospitalar, bem como algumas áreas de
interface entre a psicologia e especialidades em saúde como a psicooncologia, dentre outras. O câncer é uma doença com morbidade e
mortalidade elevadas e prevalência crescente, que tornou-se um problema de
Saúde Pública, cuja prevenção, diagnóstico precoce e reabilitação são pontos
fundamentais na luta contra a doença. O presente estudo piloto visou efetuar
um levantamento das dificuldades e estratégias de enfrentamento utilizadas por
um grupo de pacientes portadores de câncer. Foram sujeitos deste estudo, 20
mulheres com idades, nível de escolaridade e nível sócio-econômico variados,
que recorreram ao atendimento ambulatorial do Hospital Antônio Prudente de
Londrina, para submeterem-se à sessões de quimioterapia e acompanhamento
psicológico. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas com questões
investigando as dificuldades apresentadas pelas pacientes, bem como as
estratégias de enfrentamento da doença desenvolvidas pelas mesmas. Os
dados obtidos mostraram que as principais dificuldades e sentimentos
apresentados pelos sujeitos foram: limitações produzidas pela quimioterapia,
problemas financeiros, desespero e dificuldades de relacionamento conjugal.
Enfrentamento é um processo mobilizador de recursos e estratégias individuais
para lidar com situações de estresse, visando preservar a integridade corporal,
física e psíquica. Dentre as estratégias de enfrentamento frequentemente
desenvolvidas pelos sujeitos destacamos a conformidade e a esperança, as
quais estão relacionadas à religiosidade e a fé vivenciadas pelos sujeitos, bem
como ao apoio e suporte familiar relatados pela maioria. Este estudo contribuiu
para a estagiária e equipe de saúde envolvida no atendimento, no sentido de
melhor compreender a doença, as dificuldades vivenciadas e formas de
enfrentamento desenvolvidas pelas pacientes.
Palavras-chave: Câncer, dificuldades, estratégias de enfrentamento
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Garcia de Almeida Moraes
Nome do Orientador: Carmen Garcia de Almeida Moraes
Titulação do Orientador: Pós-doutora em Psicologia Clínica
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ATENDIMENTO À UMA CLIENTE COM DIFICULDADES DE
RELACIONAMENTO CONJUGAL, FAMILIAR, DE AUTO-ESTIMA E
ASSERTIVIDADE.
A família vem passando por uma fase de transição, variações, mudanças que
requerem ajustamento. Em uma relação conjugal saudável e feliz espera-se
que cada um dos membros tenha respeito, amizade, admiração, interesse,
consideração, confiança, lealdade, intimidade, cumplicidade e estabeleçam o
hábito de estarem se comunicando de forma adequada. Este trabalho descreve
o atendimento de uma cliente com 40 anos de idade, casada, que tem dois
filhos e procurou a clinica queixando-se de dificuldades de relacionamento
conjugal, familiar, auto-estima e assertividade. Até o presente momento foram
realizadas 14 sessões no Serviço de Psicologia Aplicada da UniFil, nas quais
têm sido trabalhadas as dificuldades da cliente em se relacionar com o marido
alcoolista, suas dificuldades financeiras e também as relacionadas à disciplina
e colocação de limites para os filhos.O filho vindo do casamento anterior da
cliente, encontra-se na fase da adolescência, e tem se mostrado algumas
vezes agressivo e revoltado, principalmente no relacionamento com o padrasto
que o maltrata, agride, discrimina, devido ao fato de não ser seu filho. Em
função disso, tem sido realizadas algumas sessões do rapaz com outra
terapeuta, a qual tem trabalhado suas dificuldades de relacionamento familiar,
como também questões relativas a sexualidade, a pedido da cliente.
Procedimento semelhante foi adotado com a filha da cliente, a qual tem
apresentado dificuldades de aprendizagem e enurese durante episódios de
alcoolismo do pai. Foram também tomadas providências em relação ao
encaminhamento da cliente à nutricionista, com o objetivo de reeducar o hábito
alimentar e contribuir na redução do peso (137 kgs). Os resultados
parcialmente obtidos apontam para um posicionamento mais assertivo em
relação ao marido, tomando decisões relativas ao alcoolismo do mesmo, aos
limites colocados aos filhos, o que consequentemente tem contribuído para a
melhoria no relacionamento familiar. Paralelamente, a cliente engajou-se num
processo de resolução de problemas, conseguindo arranjar um emprego, que
tem favorecido melhoras no aspecto financeiro da família e em sua autoestima. Futuramente, pretende-se incluir o marido nos atendimentos, com
possibilidades de realização também, de algumas sessões de terapia familiar.
Os resultados obtidos podem ser atribuídos as intervenções realizadas, bem
como à forte motivação da cliente em participar do processo terapêutico e à
qualidade do vínculo terapêutico estabelecido.
Palavras-chave: Alcoolismo, auto-estima e relacionamento familiar.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Celso Appareciso Athayde Neto, Juliana
Germano Canavese
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO: UM ESTUDO DE CASO
ORGANIZACIONAL
O Diagnóstico Organizacional é um instrumento importante para orientar
profissionais na elaboração de intervenções, bem como para compreender a
organização em nível social, organizacional, grupal e individual. Sendo assim,
este trabalho consiste em apresentar a elaboração de um Diagnóstico
Organizacional realizado em uma empresa de confecção de lingerie, em que a
queixa inicial da proprietária era déficit de comunicação na empresa como um
todo, o que gerava problemas de relacionamento interpessoal e produtividade.
Os dados que compuseram o instrumento foram
elaborados a partir dos
resultados obtidos na realização de entrevistas com 12 colaboradoras e
também a partir das observações da rotina de trabalho da empresa. As
entrevistas envolveram questões sobre as atividades profissionais de cada
colaborador, bem como, questionamentos a respeito das dificuldades
enfrentadas no dia-a-dia de trabalho; responsabilidades; formas de solucionar
problemas; relacionamento interpessoal e habilidades gerenciais. As
observações foram conduzidas com o intuito de identificar quais as variáveis
que contribuíam para a promoção do déficit de comunicação existente na
empresa, bem como a identificação de diversos fatores que impediam o bom
andamento da atividade laboral tais como: problemas de relacionamento
interpessoal;, falta de motivação das colaboradoras; comportamento avaliado
pelas colaboradores como sendo aversivo por parte da proprietária. Após
realizadas s análises funcionais entendeu-se déficit de comunicação como
sendo às omissões de informação dos colaboradores em relação à proprietária
que acabava por sua vez acarretando conseqüências, como por exemplo: a)
confecção errada de várias peças, pois não era exposta qualquer dúvida sobre
modelo de produção, ou então, b) falta de aviso para o responsável sobre a
falta de matéria-prima para confeccionar as lingeries acarretando um atraso na
confecção das peças, atraso na entrega de pedidos e menos venda do produto
no varejo, o que por usa vez, gera prejuízo financeiro para a empresa.
Percebeu-se durante as entrevistas que as colaboradoras relataram diversas
reações agressivas após ter sido comunicado algo a ela, como a falta de
matéria- prima por exemplo. Além deste problema, observou-se que as dúvidas
e falhas do processo de confecção de lingerie deveriam primeiramente ser
dirigida a supervisora de produção, fato este que não ocorria com a freqüência
esperada pela proprietária. Nas observações realizadas pelos estagiários podese perceber algumas características da supervisora de produção que
contribuem para falhas no processo de comunicação, como fala em tom de voz
baixo e com colocações não claras. A partir destes problemas propôs-se uma
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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intervenção através do coaching gerencial com a proprietária como forma de
intervir para o melhoramento do déficit de comunicação identificado no
Diagnóstico Organizacional. Já com a supervisora de produção, será
necessária a realização de um programa de Treinamento e Desenvolvimento
voltado para habilidades de liderança. Este programa será desenvolvido de
forma prática através de encontros semanais na empresa, sendo também
conduzido pelos estagiários de psicologia organizacional e do trabalho.
Palavras-chave: Diagnóstico Organizacional, déficit de comunicação, coaching.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Fernanda Rafaela Martins de Melo, Patricia
Casaroli
Nome do Orientador: Rosângela Ferreira Leal Fernandes
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
CLIENTE OCULTO
Mediante do cenário atual globalizado, nas empresas e no próprio mercado
corporativo,está crescendo a busca pela melhoria no relacionamento com o
cliente; Desde então a preocupação em se ter o melhor entendimento das
necessidades e nível de satisfação tem sido tônica.
Dentro disso, uma das ferramentas mais adequadas tem sido a análise da
qualidade através do Cliente “Oculto”. Neste aspecto, o Cliente Oculto dá uma
resposta rápida e seguro sendo também um recurso acessível às pequenas
empresas inclusive. O cliente hoje já não aceita que um funcionário não esteja
pronto a atendê-lo e suprir suas necessidades.
Por este motivo, todos devem ter o foco no cliente, sem exceção, envolvendo
todas as áreas da empresa. Em linha com o ditado popular que diz que o
“freguês tem sempre razão”, algumas empresas passaram a avaliar seu
atendimento e serviços prestados e a corrigir pontos críticos do negócio a partir
da apreciação de seus consumidores. Na realidade, de pessoas treinadas para
agir como tais. Assim, o “cliente oculto” vem sendo cada vez mais utilizado por
empresas.
Geralmente, as empresas que organizam esta espécie de auditoria anônima
selecionam pessoas comuns, mas que tenham o perfil do público-alvo de
consumidores do negócio a ser avaliado, portanto a pesquisa é desenvolvida
de acordo com as necessidades de cada empresa, garantindo assim através
dessa ferramenta o bom atendimento e a satisfação dos clientes.Uma vez que
o cliente oculto é contratado, ele identifica as lacunas que devem ser corrigidas
pela empresa, para possibilidade da realização de programas de
treinamento,através disto alcançar a melhoria e a excelência no atendimento.
Portanto este trabalho está sendo desenvolvido em uma empresa varejista do
ramo alimentício na cidade de Londrina, visando sua melhoria no atendimento.
A importância da excelência no atendimento, tem que estar no foco de cultura
da organização e também nas crenças pessoais de cada colaborador que nela
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trabalha, portanto é de extrema importância de que as pessoas que ocupam
cargos de liderança,adotem comportamento coerente com o que está sendo
oferecido em treinamento,de maneira a refletir aos colaboradores total
comprometimento e compromisso com a excelência no atendimento. A partir
disso, sugere-se um sistema eficaz de informação sobre excelência no
atendimento proporcionará as lideranças algumas vantagens como, apontar
prioridades com clareza, orientar as decisões, identificar o nível do atendimento
e oferece dados para recompensar o atendimento excelente e para corrigir as
falhas.(RICHARD, F.1997.p.71-74)
No processo de que da mesma forma como os professores avaliam
continuamente o desempenho de seus alunos, as organizações-empresas
estão preocupadas com o desempenho de seus funcionários, a avaliação do
desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa
em função das atividades que ela desempenha,das metas e resultados a
serem alcançados e do seu potencial de desenvolvimento, e sobretudo, a sua
contribuição para o negócio da organização. (CHIAVENATO,2004,p.223-224).
Podendo assim desenvolver os pontos fracos, melhorar também as condições
do ambiente assim sendo necessário avaliar o desempenho pois toda pessoa,
ou e, funcionário precisa receber retroação a respeito de seu desempenho para
saber como está fazendo seu trabalho corretamente.
Através das falhas identificadas será apresentado como instrumento de
melhorias e intervenção o treinamento, este quase sempre tem sido entendido
como o processo pelo qual a pessoa é preparada para desempenhar de
maneira excelente as tarefas especificadas do cargo que deve ocupar,
desenvolvendo competências nas pessoas para que elas se tornem mais
produtivas, criativas e inovadoras, a fim de contribuir melhor para os objetivos
organizacionais.
Palavras-chave: Cliente, atendimento, excelência
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Mirella Rugani Dancieri
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
VIOLÊNCIA E PSICANÁLISE: BREVE ANÁLISE
A sociedade passa por um momento caótico. Assassinatos, corrupção,
verdadeiras barbáries, assim somos bombardeados de notícias de violência a
todo instante, praticamente todos os dias, basta lermos as revistas e
assistirmos aos telejornais.Realidade essa que mobiliza o mundo inteiro em
busca de providência, de justiça, e transformação. Mas acima de tudo,
questionamentos são feitos incessantemente, por todos os cidadãos, numa
tentativa de entender o que vêm causando tamanha violência, o que justificaria
a vida humana estar sendo demasiadamente desvalorizada.É nesse sentido
que o presente estudo pretende caminhar, objetivando uma breve análise
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através da ótica psicanalítica dessa realidade violenta que atinge a sociedade
mundial.Limite ou falta dele, é a questão mais abordada na
contemporaneidade, falta de parâmetros nas atitudes das pessoas, ausência
de referencial, de lei. Os valores parecem estar invertidos, comportamentos
cruéis e atos violentos parecem não mais gerar, culpa ou arrependimento.
Desde a leitura psicanalítica não podemos pensar em lei sem nos referirmos à
função paterna, e na contemporaneidade, ao seu enfraquecimento. É esta a
direção na qual vai a evolução dos nossos costumes, o sentido da anulação de
qualquer dever de sacrifício.Cresce o culto ao objeto, em relação ao qual o
apego cada vez maior é incentivado, uma espécie de chamado à perversão,
para que nos tornemos tão dependentes do objeto, podendo sua ausência no
real nos jogar na mais insuportável angústia. O que se efetiva nessa proposta
contemporânea de solucionar as questões existenciais do ser, através do
objeto perfeito, pode ser a causa de sintomas da atualidade, sendo a violência
um desses sintomas, pois muitos daqueles que se utilizam da criminalidade
objetivam suprir seu desejo de consumo. Se o mal-estar é gerado por uma
instância que possibilita ao homem o reconhecimento de um limite e uma
finitude, a atual situação de declínio de uma estrutura de interdição gerou-se
pela impossibilidade de o homem reconhecer e aceitar esse mesmo limite e
essa finitude. Sendo assim, se justifica a atual crise ética, que diz respeito à
falência de valores básicos existentes na contemporaneidade.
Palavras Chaves: Violência; Função Paterna; Falta de Interdição; Psicanálise.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Wagner W. Almirão, Séphora C. R Cordeiro,
Kessiane Vieira,
Nome do Orientador: Carmen Garcia de Almeida
Titulação do Orientador: Doutrora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
FAMÍLIA: MODIFICAÇÕES ATUAIS SOB A ÓTICA DE JOVENS
UNIVERSITÁRIOS
Verifica-se nos dias atuais inúmeras transformações no modo com que
acontecem os mais diversos tipos de relacionamentos. Amigos, casais, pais e
filhos, parentes, colegas de trabalho entre outros, já não se relacionam da
mesma forma como aconteciam as relações há 15 ou 20 anos atrás. Este
trabalho tem como objetivo compreender as modificações do conceito de
família e suas implicações nos relacionamentos familiares sob a ótica de jovens
universitários. Para tanto, se faz necessário entender o processo de
modificação do conceito de família através dos tempos, conhecer o conceito
atual de família para os sujeitos e caracterizar o grupo pesquisado. A
população pesquisada consiste em 120 alunos matriculados nos 1º e 2º anos
dos cursos de Teologia, Direito e Psicologia da UniFil – Centro Universitário
Filadélfia. Em cada curso e séries serão entrevistadas 20 alunos. A coleta de
dados será feita por meio de um instrumento com 20 questões que permitirão
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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coletar dados sobre qual o conceito de família do sujeito, o que ele pensa
sobre: reprodução independente, casamento de pessoas do mesmo sexo,
quais seriam as principais causas do aumento do número de divórcios e se ele
percebe mudanças na constituição das famílias atuais. Além destas questões,
serão levantados dados de caracterização sobre o sujeito. Feito o
levantamento de dados, confrontado com a literatura, espera-se compreender o
processo de transformação do conceito de família, com a intenção de auxiliar
os profissionais da psicologia, a entenderem as dificuldades vivenciadas
atualmente nos relacionamentos familiares. Pretende-se ainda, apontar e
esclarecer tais modificações para a população pesquisada, e também para a
comunidade em geral, para que estes possam encontrar meios para lidarem
com as dificuldades de maneira assertiva, contribuindo para a diminuição do
sofrimento e dos conflitos que surgem no seio familiar. Além disso, as
conclusões deste trabalho oferecerão subsídios que complementarão a
formação dos acadêmicos que estudam na Unifil – Centro Universitário
Filadélfia, que desejam atuar na área familiar.
Palavras-chave: Família, psicologia, relacionamentos
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Wagner W. Almirão, Séphora C. R Cordeiro,
Isabelle Galafassi, Daniele Pires, Ana Cristine Ruppenthal,
Nome do Orientador: Solange Mezzaroba
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
RENAL CRÔNICO: UMA EXPERIÊNCIA DE GRUPOS TERAPÊUTICOS
A insuficiência renal crônica é a incapacidade do rim de realizar normalmente
as suas funções. Esta doença, geralmente atinge os dois rins e a perda das
funções renais pode ser lenta e prolongada e,muitas vezes, avança em função
do descuido ou desconhecimento por parte dos seus portadores. Esta doença
pode ter como agravantes a hipertensão, infecção urinária, nefrite, gota e
diabetes. O tratamento a qual o Renal crônico é submetido é a hemodiálise,
que é um processo artificial para retirar, por filtração, as substâncias
indesejáveis acumuladas no organismo do paciente. O tempo de diálise é de
12 horas semanais e se faz necessário para que o paciente tenha uma boa
qualidade de vida, quando aliada a outros cuidados paliativos, além de ampliar
a expectativa de vida dos pacientes. Em uma clínica especializada no
tratamento de renais crônicos, situada na cidade de Londrina, com 200
pacientes em diálise, por meio da psicóloga, verificou-se um grande sofrimento
psíquico e emocional nas pessoas em tratamento. Os alunos do quinto ano de
psicologia do Centro Universitário Filadélfia – UniFil estão desenvolvendo,
neste ambiente, um trabalho de grupos terapêuticos destinado as pessoas que
ali se encontram em tratamento, que foram montados com no máximo 10
participantes e com encontros quinzenais – sendo que estes acontecem no
mesmo dia em que o paciente faz diálise. O projeto teve início no mês de Abril,
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com o objetivo de trabalhar questões como: aceitação da doença, adesão ao
tratamento e auto-conhecimento. Os grupos são abertos e utiliza-se, neste
processo, de atividades lúdicas como instrumento facilitador de discussões
acerca dos temas abordados. Percebe-se que desde que as atividades
iniciaram, os pacientes encontraram um espaço onde podem partilhar as suas
experiências, trocando informações sobre como lidarem com a doença e as
implicações que com ela surgem. Devido a grande rotatividade de pacientes, o
grupo que se mantém no processo terapêutico mostrou-se muito acolhedor
com aqueles que participam dos encontros pela primeira vez. De certa forma
observa-se que diminuíram as reclamações sobre a situação doentia em que
se encontram, pois nos encontros os estagiários buscam retirar o foco de
discussão da doença. Espera-se ainda que as atividades realizadas neste
projeto possam conduzir os renais crônicos a uma conscientização sobre a
necessidade do tratamento, com a intenção de melhorar a qualidade deste.
Palavras-chave: renal cronico, grupos terapeuticos, qualidade de vida
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): EDINEI HIDEKI SUZUKI
Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN
Titulação do Orientador: MESTRE
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICANÁLISE E UNIVERSIDADE: As Possibilidades e Impossibilidades de
Uma Transmissão
Freud já pensava a psicanálise fazendo parte do cenário universitário quando
escreveu seu texto “A Psicanálise na Universidade” em 1918. Nele Freud já
apontava suas limitações e contribuições, nunca perdendo sua consciência
acerca das dificuldades que encontraria nesse contexto, justamente por não
condizer com os preceitos científicos vigentes na época. A universidade sendo
um ponto essencial de difusão das idéias cientificistas, acaba incorporando seu
modelo, se pautando pelas primazias das fórmulas e letras, da técnica e da
precisão, criando um mundo ideal e teórico. Portanto, a identidade e as
características nas quais a universidade foi fundada na idade média com o
intuito de proteger os saberes produzidos na antiguidade clássica, foi
totalmente subvertido pela entrada do pensamento cartesiano e galiléico – o
homem é detentor de uma razão que subverte qualquer ordem do sujeito
dentre elas a espiritualidade e a emoção, e se utiliza dela para comprovar de
forma empírica fenômenos externos submetidos a experimentos.
Após contextualizar o cenário da universidade científica dos dias atuais, como
pensar a transmissão da psicanálise dentro dela, pensando em transmissão
dentro dos pressupostos colocados pela Ética da Psicanálise?
A minha experiência com a psicanálise dentro da faculdade fez com que me
interessasse por verificar a possibilidade de sua transmissão dentro dela.
Como foi explicitado, fica difícil instituir um ensino psicanalítico num lugar onde
a cientificidade impera, onde seus pressupostos são levados a última
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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conseqüência e onde a exposição do saber é que se faz presença nas salas de
aula.Transmitir a psicanálise antes de tudo, consiste em se submeter ao
processo analítico, pois é através dele que o sujeito pode fazer o luto do seu
narcisismo, viabilizando desta forma a apropriação e o reconhecimento do seu
desejo – este desejo é que norteará o caminhar da formação do sujeito
enquanto analista.Para que o estudo teórico se efetive enquanto transmissão –
ou seja, não caia sobre os mesmos preceitos cientificistas – o que será
determinante, é a postura do sujeito a transmitir e a do sujeito ouvinte.
Considero que a postura do transmissor é a de um apostador. Ele aposta que
ali existe um sujeito que deseja passar pela experiência com o inconsciente e
que a partir disso ele procure trabalhar na articulação de conceitos – aqui me
refiro ao saber – e produção teórica – e aqui me refiro à verdade. Lacan nos
deixou claro isso, afirmando que tudo está por se refazer na teoria, e que a
cada análise a teoria é reinventada.A minha experiência com a psicanálise
dentro da faculdade fez com que me interessasse por verificar a possibilidade
de sua transmissão dentro dela.Como foi explicitado, fica difícil instituir um
ensino psicanalítico num lugar onde a cientificidade impera, onde seus
pressupostos são levados a última conseqüência e onde a exposição do saber
é que se faz presença nas salas de aula.
Palavras-chave: Psicanálise; Transmissão da psicanálise; Universidade
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): EDINEI HIDEKI SUZUKI
Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN
Titulação do Orientador: MESTRE
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICANÁLISE E UNIVERSIDADE: As Possibilidades e Impossibilidades de
Uma Transmissão
Freud já pensava a psicanálise fazendo parte do cenário universitário quando
escreveu seu texto “A Psicanálise na Universidade” em 1918. Nele Freud já
apontava suas limitações e contribuições, nunca perdendo sua consciência
acerca das dificuldades que encontraria nesse contexto, justamente por não
condizer com os preceitos científicos vigentes na época. A universidade sendo
um ponto essencial de difusão das idéias cientificistas, acaba incorporando seu
modelo, se pautando pelas primazias das fórmulas e letras, da técnica e da
precisão, criando um mundo ideal e teórico. Portanto, a identidade e as
características nas quais a universidade foi fundada na idade média com o
intuito de proteger os saberes produzidos na antiguidade clássica, foi
totalmente subvertido pela entrada do pensamento cartesiano e galiléico – o
homem é detentor de uma razão que subverte qualquer ordem do sujeito
dentre elas a espiritualidade e a emoção, e se utiliza dela para comprovar de
forma empírica fenômenos externos submetidos a experimentos.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Após contextualizar o cenário da universidade científica dos dias atuais, como
pensar a transmissão da psicanálise dentro dela, pensando em transmissão
dentro dos pressupostos colocados pela Ética da Psicanálise?
A minha experiência com a psicanálise dentro da faculdade fez com que me
interessasse por verificar a possibilidade de sua transmissão dentro dela.
Como foi explicitado, fica difícil instituir um ensino psicanalítico num lugar onde
a cientificidade impera, onde seus pressupostos são levados a última
conseqüência e onde a exposição do saber é que se faz presença nas salas de
aula.Transmitir a psicanálise antes de tudo, consiste em se submeter ao
processo analítico, pois é através dele que o sujeito pode fazer o luto do seu
narcisismo, viabilizando desta forma a apropriação e o reconhecimento do seu
desejo – este desejo é que norteará o caminhar da formação do sujeito
enquanto analista.Para que o estudo teórico se efetive enquanto transmissão –
ou seja, não caia sobre os mesmos preceitos cientificistas – o que será
determinante, é a postura do sujeito a transmitir e a do sujeito ouvinte.
Considero que a postura do transmissor é a de um apostador. Ele aposta que
ali existe um sujeito que deseja passar pela experiência com o inconsciente e
que a partir disso ele procure trabalhar na articulação de conceitos – aqui me
refiro ao saber – e produção teórica – e aqui me refiro à verdade. Lacan nos
deixou claro isso, afirmando que tudo está por se refazer na teoria, e que a
cada análise a teoria é reinventada.A minha experiência com a psicanálise
dentro da faculdade fez com que me interessasse por verificar a possibilidade
de sua transmissão dentro dela.Como foi explicitado, fica difícil instituir um
ensino psicanalítico num lugar onde a cientificidade impera, onde seus
pressupostos são levados a última conseqüência e onde a exposição do saber
é que se faz presença nas salas de aula.
Palavras-chave: Psicanálise; Transmissão da psicanálise; Universidade
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Garcia de Almeida Moraes
Nome do Orientador: Marcos Roberto Garcia
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICOTERAPIA ANALÍTICO-FUNCIONAL: O COMPORTAMENTO DO
TERAPEUTA COMO VARIÁVEL PARA MUDANÇA NO COMPORTAMENTO
DO CLIENTE.
Clientes procuram tratamento psicoterápico porque, muitas vezes, apresentam
dificuldades emocionais que limitam suas interações nos mais variados
contextos. Um destes contextos é a própria sessão de psicoterapia. Os
comportamentos do cliente são alvos de interesse do terapeuta, justamente por
entender que as dificuldades que ocorrem na relação terapêutica representam
funcionalmente as mesmas ocorridas em seu ambiente natural, tais
comportamentos são chamados de Comportamentos Clinicamente Relevantes
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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(CRBs). Neste mesmo contexto o terapeuta (o outro) passa a ter,
diferentemente de outros que pertençam ao contexto natural do cliente, um
papel fundamental na direção do autoconhecimento e da mudança. Dentre
inúmeras possibilidades de atuação do terapeuta, este deve observar
Comportamentos Clinicamente Relevantes que estejam relacionados com a
queixa do cliente, bem como aumentar a probabilidade de ocorrência de
comportamentos incompatíveis ao da queixa e de auto-análise. O presente
trabalho é ilustrado com o atendimento de um cliente do sexo masculino, com
42 anos de idade, casado e que procurou terapia com a queixa de
agressividade. Foram realizadas 19 sessões no Serviço de Psicologia da
UniFil. Nelas foram observados comportamentos que topograficamente não se
assemelhavam aos comportamentos de agressividade, mas que em situações
de “investigação” feitas pela terapeuta o cliente se posicionava como superior a
ela. Nestas mesmas condições foram observados momentos relatados pelo
cliente que demonstravam o que para ele era considerado como
fraqueza,possibilitando refazer um percurso na terapia diferente daquele que
se expor era sinônimo de punição. O trabalho está sendo conduzido para que o
cliente apresente relatos que descrevam as relações ocorridas na sessão, e
que para isso acontecer ele deverá discriminar e aceitar suas falhas no
relacionamento com a terapeuta, e esta, por sua vez, consequenciar
diferentemente (positivamente) estes comportamentos. O percurso do cliente
na sessão depende, dentre outras coisas, do comportamento do terapeuta, que
deve estar sob controle de contextos científicos, teóricos e situacionais.
Palavras-chave:
Psicoterapia
Analítico-Funcional,
clinicamente relevantes, comportamentos do terapeuta.
comportamentos
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Natalia Schimiti Chueire
Nome do Orientador: Leticia Sarzedas
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM CASO DE NEUROSE FOBICA
A neurose Fobica é um transtorno onde a ansiedade é gerada quando o
indivíduo tem que passar por situações que tem medo, porém normalmente
essas situações não apresentam nenhum perigo real. “Na fobia manifesta-se
uma tensão interna geral sob a forma de angustia constante, que flutua
livremente, ou de disposição para a mesma. Nesta contudo a angustia liga-se,
especificadamente, a uma situação especial, que está representando um
conflito neurótico.” Fenichel (2000, p.182) Quando se encontra numa situação
que para ele é de risco, pode ter sintomas como palpitações e tremores, e
muitas vezes o desmaio pode acontecer. A simples idéia de uma situação
fóbica já gera uma ansiedade antes mesmo dela ser vivida. A fobia especifica
um deslocamento, que normalmente são ligados a conflitos inconscientes ou
significação simbólica. O deslocamento é um mecanismo de defesa em que a
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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pessoa substitui a finalidade inicial de um desejo por outra mais aceita, isso em
alguns casos também pode acontecer inconscientemente.O que o
deslocamento trás de bom é que se encontra na idéia ofensiva original não se
torna consciente. Percebemos que o perigo original, em ultima análise, terá
sido também perigo externo, visto não ser a expressão instintiva que se teme, e
sim suas conseqüências internas. Aqui fica claro que a pessoa com fobia foge
dos seus impulsos. No caso estudado, uma moça de 20 anos, relata ter medo
de plantas. Não consegue chegar perto, nem passar por árvores muito
grandes.
A simples possibilidade de ir a um lugar onde terá que passar por plantas gera
uma ansiedade antecipatória do fato. Alguma coisa ocorre que
inconscientemente, mobiliza o conflito patogênico básico. O ego quer advertir,
falha a advertência e produz-se o primeiro ataque da neurose fóbica. A
limitação e a especificação da situação temida pode ser dita como sendo uma
espécie de ligação secundária da ansiedade difusa primaria ao conteúdo
específico. ( FENICHEL, 2000, p.183) Durante o tratamento a paciente vem
relatando ter um medo mais intenso de algumas plantas como trepadeiras,
espinheiros e plantas com espinhos, provavelmente deve existir uma ligação
com a sexualidade. Ela relata fatos interessantes como não tocar nem em
plantas pequenas quando é solicitada para molhá-las, ou seja não é um medo
único de certas plantas. Freud fala de fobia na analise caso do Pequeno Hans
(1909), caso de um garoto que tinha fobia de cavalos, o paciente deslocava a
sua destrutividade e temores em relação ao pai, o Pequeno Hans tinha um
medo da castração. No caso estudado existe uma hipótese da paciente estar
deslocando algo da sua sexualidade para as plantas, o pai da paciente
também esta bastante presente no discurso, um pai bem rigoroso.
Palavras-chave: Psicoterapia Psicanalise Fobia
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Mauro Fernando Duarte
Nome do Orientador: Prof. Dra. Meyre Eiras de Barros Pinto
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: UEL\UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICOSSOMÁTICA; POR UMA REVISÃO DO SINTOMA.
A presente pesquisa analisa a história das relações mente e corpo e suas
conseqüências no adoecer e no cuidar do humano. A princípio, há uma linha de
pensamento sobre estrutura dualista ao longo do tempo, sendo que tal conceito
permeia a história do homem e influencia a toda a prática médica nesse
percurso. Desde a medicina clássica, apesar da divisão filosófica - mente e
corpo, ou religiosa - matéria e espírito, o homem sempre foi encarado de
“maneira total” em seu sofrimento, levando-se em consideração ambos os
aspectos de sua existência. Este trabalho tem como objetivo restaurar a
conceituação ao longo da história de psicossomática, demarcando
conceitualmente a visão holística de homem desde a antiguidade até o
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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dualismo cartesiano, presente ainda hoje na prática medica, segundo o mais
materialista modelo flexineriano de medicina, A psicanálise é o plano teórico
sobre o qual a pesquisa se estrutura, sublinhando com isso a importância da
atenção ao sentido dos sintomas que afligem o sujeito. A demonstração de
como a teoria psicanalítica evoluiu em relação ao sintoma, a angústia e a
interpretação do sentido que o sintoma assume para o individuo são temas
abordados. A história da psicossomática é tratada como evolução e resgate da
visão holística de homem, sensível ao significado do sofrimento e à via corporal
de representação de afetos. Primeiro faz-se a descrição do processo que
origina o sintoma atual e, como informação importante para a compreensão da
psicossomática e dos sintomas, retoma-se também os aspectos teóricos que
tangem essa discussão como a organização pulsional, o desenvolvimento
psíquico e sua importância na formação dos sintomas, a definição de pulsão e
sua importância como conceito limite entre o somático e o psíquico. Há
também uma revisão dos conceitos freudianos EGO e ID, a fim de delimitar o
campo de eclosão do sintoma, bem como de atuação do terapeuta. Os
mecanismos psíquicos como o ganho secundário e a formação de
compromisso que amparam a aquisição e a manutenção do sintoma atual
também são resgatados. Por fim, uma descrição e análise do que vem a ser a
postura psicossomática, embasando uma maneira de encarar o sintoma a partir
do problema da interdisciplinaridade. O texto termina com uma crítica ao fazer
médico/psicológico moderno, dualista e de postura onipotente em seus
conhecimentos, propondo um cuidado mais sensível a todos os aspectos do
sofrimento humano.
Palavras-chave: Psicossomática; psicologia médica; sintoma; história da
medicina.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Thalita de Paula Ferreira do Prado
Nome do Orientador: Letícia Sarzedas
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A NEUROSE OBSESSIVA COMPULSIVA.
Devido à complexidade do ser humano, nem sempre uma ação determina uma
reação previsível e pré-estabelecida; cada pessoa pode manifestar uma
sensibilidade individual aos fatos vividos. No entanto notamos que a maneira
com que o indivíduo lida com seus problemas pode trazer alterações na sua
vida emocional, causando assim uma “doença emocional”. A partir de estudos
essa “doença emocional” poderia ser denominada então de neurose, que nada
mais é do que uma afecção mental caracterizada por perturbações funcionais,
sem comprometimento da personalidade, constituída por sintomas somáticos,
resultantes da falta de descarga de uma impulsão, sem intervenção dos
mecanismos de defesa específicos na formação dos sintomas. Dentre as
neuroses, temos a neurose obsessiva - compulsiva que se caracteriza por
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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pensamentos dos quais o indivíduo não consegue livrar-se, e que são muitas
vezes desagradáveis, tendo também reações e comportamentos indesejáveis
que se repete de maneira perseverante, com o intuito de evitar a angústia.
Geralmente inicia-se na infância e acompanha o indivíduo por toda a vida.
Segundo Fenichel (2000), os obsessivos evitam certas situações e depois
exercem atenção constante de modo a garantir o necessário impedimento para
não ocorrer novamente, com isso desenvolvem um caráter obsessivo, de tal
maneira incompatível com a situação originalmente temida que se assegura o
impedimento de temores sociais, rituais sociais entre outro. Temos dois casos
à serem citados, o primeiro é de um homem que relatou que tem idéias
persecutórias e acaba mudando de comportamento pelas mesmas. O segundo
caso é de uma mulher de 56 anos, casada e que tem comportamentos como
comer escondido, acha que as pessoas ficam a olhando e não se acha
merecedora de nada. Podemos perceber certo comportamento nos dois casos,
onde o paciente relata várias vezes que se depara em situações onde não
sentia-se bem e evita repeti - los para não causar certo desconforto, como
passar em locais onde gera um mal estar a si próprio, mudando então o
percurso. Podemos notar outra característica da neurose obsessiva compulsiva
quando o paciente relata estar o tempo todo consciente de que essas idéias
persecutórias e atitudes indesejáveis estão lhe causando um grande
desagrado, mas não consegue deixar de fazê-lo, pois se não o desconforto é
maior ainda. Segundo Fenichel (2000), as forças defensivas não conseguem
fazer o indivíduo deixar de perceber o que se passa dentro de si, mas
consegue transformar o impulso original em formação compulsiva. Ou seja, o
individuo sabe que aquilo existe, mas não consegue deixar de fazer e cada vez
acontece com maior freqüência. Outra característica que notamos é o
isolamento onde a pessoa não que contato com ninguém, isso fica claro
quando citamos o segundo caso onde a paciente relata não gosta de sair e ter
que encontrar com as outras pessoas. Conclui então a importância da terapia
para ambos os casos para que os pacientes consigam cada vez mais
resultados positivos e uma qualidade de vida melhor.
Palavras-chave: psicoterapia, psicánalise, neurose obsessiva compulsiva.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Isabella Borghesi, Marcelle Carleto, Layana
Campos, Lissandra Fernandes.
Nome do Orientador: Silvia do Carmo Pattarelli.
Titulação do Orientador: professora
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DIFICULDADE DE SUBJETIVAÇÃO DO ADOLESCENTE CONTEMPORÂNEO
E O SINTOMA DROGA.
O presente trabalho faz parte do projeto de extensão que está sendo
desenvolvido na Unifil, envolvendo alunas e uma professora do curso de
Psicologia. Como objetivo principal são realizados atendimentos aos
adolescentes que estão sob custódia da justiça por algum ato infrator e residem
juntos sob a condição de Semi-liberdade. Além disso, o projeto visa
proporcionar oportunidade de aprendizagemdo aspecto clínico às alunas,
aproximando-as desta realidade. Os adolescentes em questão, apresentam
sintomas relacionados à delinqüência como roubo, morte, violência, uso de
drogas, famílias desestruturadas, situação sócio-econômica baixa e condições
traumáticas. Nossa reflexão vai ao encontro das condições desfavoráveis que
estes jovens enfrentam tanto no aspecto financeiro quanto no aspecto
emocional, e a nossa perspectiva teórica psicanalítica. A teoria winnicottioana
nos mostra a relação do desmparp e as condições traumáticas impostas pela
violência que lhes é implícita, remetendo-nos a relação da criança com sua
mãe nos primeiros anos de vida. Se a mãe não fornece o suporte egóico
necessário , o bebê experimenta uma situação de perda, onde a presença de
uma ambiente provedor suficientemente bom que acolha o bebê, e mais tarde,
a proteção do pai trá um papel fundamentalpara a crianã experenciar a
sensação de onipotência de criar o mundo, vivenciando o espaço transicional
da criatividade primária. Um indivíduo que vive a experiência de não ter sido
acolhido, desde cedo, pode usar a violência como defesapara preservare sua
identidade.A criança sai em busca da mãe e do limite do pai( mesmo que agora
seja através do juíz), na tentativa de se encontrar e encontrar um recurso que
irá conter sua agressividade. Este trabalho objetiva trabalhar com esta
população, através de atendimentos em grupo, utilizando técnicas menos
interpretativas seguindo a linha teórica de Winnicott a fim de reconhecê-los
como sujeitos em busca de sua identidade e de seu próprio self. Um ambiente
adequado sem hostilidades, pode favorecer um trabalho onde ocorra a
estruturação de vínculos positivos. Os tabalhos acontecem semanalmente com
aproximadamente nove meninos de 13 a 17 anos através de música, trabalhos
em artesanato e jogos de entretenimento.
Palavras-chave: subjetivação, adolescente, ambiente suficientemente bom.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Martins Angela Lopes, Galafassi Isabelle,
Gomes Tainan R.B.
Nome do Orientador: Palazzi danieli C., Vitorelli Silvina H.
Titulação do Orientador: Pós Graduadas
Instituição: Prefeitura Municipal de Londrina
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PROGRAMA GUARDA SUBSIDIADA
O Município de Londrina com parceria do Estado criaram um Programa
“Guarda Subsidiada” para incentivar e garantir a criança e/ou adolescente o
direito a convivência familiar e comunitária; sendo executado com recursos do
FIA 2005 (Fundo dos Direitos da Infância da Criança e do Adolescente),dentro
da Diretoria de Proteção Social Especial de Londrina. O Programa divide-se em
dois eixos: 1) visa incentivar a desinstitucionalização, através da guarda judicial
em famílias guardiãs (pessoas ou familiares que já possuem vínculo com a
criança e / ou adolescente institucionalizado) e 2) evitar a institucionalização
destes através de famílias de apoio (pessoas ou famílias devidamente
cadastradas e capacitadas para receberem crianças e / ou adolescentes sob
seus cuidados provisoriamente). Dessa forma, o Programa tem como objetivo
garantir a proteção e acolhimento de crianças e adolescentes num ambiente
familiar seguro e adequado ao seu desenvolvimento, evitando sua longa
permanência em instituições (abrigos e lares) e buscando viabilizar a sua
reinserção na família de origem ou inserí-los em famílias substitutas quando
esgotado os recursos de manutenção na família de origem. O público alvo do
Programa são crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, vítimas de diversas
situações como: abandono, violência (física e/ou psicológica), maus tratos,
orfandade, vivência de rua, uso de drogas dos pais, ou seja, situações de
vulnerabilidade social, garantindo-lhes proteção integral em famílias de apoio
ou famílias guardiãs. Todos os casos que chegam para o programa são
estudados e avaliados nos critérios exigidos e após essa avaliação são levados
ao conhecimento do Juíz da Vara da Infância e Juventude, que deferi sobre o
pedido de inclusão no Programa Guarda Subsidiada, através do termo de
guarda especial; essas famílias inclusas no programa poderão receber um
subsídio financeiro (após avaliação técnica) para despesas pessoais da
criança. O acompanhamento destas famílias é realizado através de
atendimentos individuais, de visitas domiciliares e reuniões grupais quinzenais.
Sendo um Programa novo, pois teve inicio no começo deste ano, somente um
eixo do programa está funcionando, que é das famílias guardiã, que são 7 já
inseridas, com 12 crianças, contando grupos de irmãos, que estão em
convivência familiar; o outro eixo que são as famílias de apoio, estamos
trabalhando com divulgações em igrejas, conferências, palestras para CRAS e
demais serviços da prefeitura para assim chamarmos a atenção das pessoas
interessadas neste tipo de programa a se cadastrarem, para que assim
possamos capacitar e avaliar essas pessoas para que mais tarde seja nossa
família de apoio e assim possamos por em prática essa outra parte do
programa.
Palavras chave: Desinstitucionalização, Convivência familiar e guarda Judicial.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Galafassi Isabelle, Pires da Cunha Daniele
Nome do Orientador: Mezzarona Solange
Titulação do Orientador: Doutora
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
REDUÇÃO DE STRESS E MELHOR QUALIDADE DE VIDA: UMA
EXPERIÊNCIA
Muito conhecido pela população, o stress é um problema que o ser humano
enfrenta, em qualquer idade, independente de sexo, mas mesmo assim ainda é
pouco compreendido e são poucos os que sabem lidar com ele. Stress é uma
palavra inglesa que significa: tensão, esforço e desgaste. Desta forma, pode
ser entendido como um conjunto de reações orgânicas e psíquicas que são
decorrentes de um ou mais estímulos capazes de ameaçar a integridade da
vida, podendo também ser entendido como uma tensão ou esforço interno para
adaptação e resistência a uma situação ameaçadora. Uma das profissões mais
importantes e necessárias no mundo, o Bombeiro, sofre deste mal conhecido
como stress. Pelo fato de pertencerem ao regime militar, os Bombeiros sofrem
muita pressão de seus superiores e até mesmo da população. As atividades
realizadas pelos Bombeiros, por sua característica de risco, são altamente
stressantes. Além das dificuldades próprias do trabalho, os Bombeiros, por
serem vinculados a uma corporação militar, sofrem pressões de seus oficiais
superiores, o que é inerente a “santa profissão”. A população em geral ao
cobrar um comportamento exemplar dos Bombeiros, também contribui para
elevar o stress relacionado ao trabalho. Diante deste fato, desenvolvemos um
trabalho que teve como objetivos: 1) identificar o nível de stress; 2) oferecer
estratégias visando identificar e amenizá-lo e; 3) encontrar soluções de
redução de stress que contribuem para uma melhor qualidade de vida dos
membros dessa corporação. Realizamos um trabalho de Psicoterapia de grupo
com aproximadamente 15participantes, entre eles socorristas e combatentes
de incêndio. Os encontros aconteceram quinzenalmente com duração de uma
hora e meia. Através das atividades realizadas nos encontros, os Bombeiros
tiveram a oportunidade de falar sobre: a pressão que sofrem nesta profissão,
do relacionamento familiar, de suas frustrações e ao mesmo tempo trabalhar
formas de como lidar melhor nestas situações. No grupo conseguimos
identificar um nível significativo de stress, porém o que nos chamou mais
atenção foi a pressão sofrida por eles, que gera o stress. Essa pressão é
mantida pelos superiores, pela sociedade e principalmente por eles mesmos.
Assim identificamos que os Bombeiros têm uma auto percepção de “heróis” e
que sempre têm que estar de prontidão para atender a sociedade, e a
necessidade de suprir as expectativas dos outros, faz com que gere uma
frustração, pois nem sempre conseguem ter êxito em suas atividades. Diante
de tantas pressões acabam se desvinculando de questões pertinentes a sua
vida e de seus familiares.
Palavras chave: Stress, Bombeiro e qualidade de vida.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Giselle Denise Santos Ferreira; Silvia
Aparecida Mingotti Cezar; Silvia Maris Amaral Galli
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM ESTUDO SOBRE A IMAGEM CORPORAL APÓS A CIRURGIA
BARIÁTRICA
A cirurgia bariátrica é um assunto relativamente novo. Considerando-se o fato
de que os registros das primeiras cirurgias datam de apenas 40 anos atrás.
Essa cirurgia tem se mostrado o método mais eficaz no tratamento da
obesidade mórbida e controle de peso corporal a longo prazo, mas para que a
mudança de comportamento e a manutenção do novo peso esperadas sejam
mantidas, faz-se necessário o acompanhamento psicoterápico no pré e no pós
operatório para avaliar se o indivíduo se encontra apto para a cirurgia e auxiliálo na compreensão dos aspectos importantes destas duas fases. A imagem
corporal após a perda significativa de peso é um dos principais focos de
estudos que levam em consideração os aspectos psicológicos e psiquiátricos
dos sujeitos submetidos à cirurgia, os quais, se devidamente cuidados, serão
de grande importância no sucesso dos resultados da mesma, a médio e a
longo prazos. Observa-se uma escassez de literatura a respeito deste assunto,
o que justifica teoricamente a realização desta pesquisa. Acredita-se que os
resultados serão de grande valia aos cientistas, uma vez que poderão
possibilitar o esclarecimento das causas dos problemas apresentados pelos
pacientes após a cirurgia, permitindo assim o desenvolvimento de técnicas
mais eficientes. A presente pesquisa também poderá trazer benefícios à
sociedade que terá acesso a um tratamento mais eficaz através de
profissionais bem capacitados. O psicólogo, em especial, que acompanha os
pacientes por um longo período pré e pós-cirurgia, poderá conduzir com mais
segurança o processo psicoterapêutico. O objetivo desta pesquisa é identificar
quais reações emocionais e comportamentais resultam da cirurgia bariátrica e
verificar, junto às pessoas que se submeteram à referida cirurgia, sua forma de
lidar com a nova imagem corporal. Tem-se como hipóteses se a nova imagem
pode trazer real satisfação tendo a obesidade como causa da baixa autoestima e fracassos nos relacionamentos, sejam eles de caráter emocional,
profissional e social; se a falta de conscientização por parte do paciente e da
necessidade de uma reeducação alimentar e mudança de estilo de vida, levam
ao insucesso do manter-se magro, visto que observa-se que a maioria das
pessoas submetidas à esta cirurgia, após alguns anos, voltam a apresentar o
mesmo ou maior peso do que o apresentado antes da cirurgia; e se a cirurgia
bariátrica não atende ao objetivo de felicidade do paciente, uma vez que a
obesidade em si, provavelmente, não teria sido a causa única e principal de
sua insatisfação. Participarão deste estudo, 20 (vinte) sujeitos de ambos os
sexos na faixa etária entre 30 e 50 anos, residentes na Grande Londrina ou em
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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cidades vizinhas, submetidos à cirurgia nos últimos três anos. Os participantes
serão selecionados através de contatos informais com pessoas que foram
submetidas à cirurgia dentro do convívio social dos pesquisadores, e através
de indicações de médicos gastroenterologistas da região. Será realizado
contato telefônico com sujeitos encontrados com o objetivo de convidá-los a
participar da pesquisa. Eles deverão participar de uma entrevista que será
gravada e posteriormente transcrita. Neste primeiro contato, será esclarecido
todo o procedimento que será utilizado e garantido o total anonimato desses
sujeitos que serão separados por faixa etária e sexo para posterior análise dos
dados coletados, através de gráficos e tabelas, e posterior elaboração de
relatório final.
Palavras-chave: Obesidade mórbida; Cirurgia bariátrica; Imagem Corporal;
Transtornos alimentares.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Mayara de Almeida Bérgamo, Natália
Tombolato Montagner,Tatiane Zambianco
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM ESTUDO SOBRE A ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA NO ABRIGO:
ASPECTOS FACILITADORES E DIFICULTADORES
Muitos estudos discutem a vivencia institucional, sendo que alguns apontam
prejuízos ao desenvolvimento, enquanto outros indicam que a instituição pode
ser uma alternativa positiva, nos casos da criança estar em situação de risco.
Este trabalho pretende apresentar a proposta de um estudo sobre a criança
retirada por ordem judicial e sua adaptação na nova condição de viver no
abrigo. A partir da busca bibliográfica foram encontrados estudos realizados
nas últimas décadas que discutem a vivência institucional apontando prejuízos
e benefícios ao desenvolvimento infantil, quando muitas vezes o ambiente
familiar oferece situações de risco à criança. A instituição é uma rede de apoio
social e afetivo que deve oferecer um espaço para o desenvolvimento saudável
das crianças. Serão sujeitos desta pesquisa vinte crianças de ambos os sexos
com idade entre seis e doze anos, que viviam em situação de risco. As etapas
a serem cumpridas serão: 1) seleção dos participantes, onde as pesquisadoras
entrarão em contato com o conselho Tutelar e solicitarão uma lista contendo
todos os abrigos do município de Londrina, através de uma seleção aleatória
serão escolhidas duas dessas instituições. Em seguira será feito contato
telefônico com os diretores dos abrigos selecionados solicitando a autorização
para a realização da pesquisa. A partir desse momento realizar-se-á um sorteio
para a seleção das crianças; 2) coleta de dados através da entrevista que será
realizada em uma sala separada e a criança responderá, acompanhada de um
supervisor do abrigo, a um questionário com 10 questões abertas, que serão
gravadas; 3) os dados serão separados por tópicos e categorias de interesse;
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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4) análise dos dados onde serão analisados de forma qualitativa; 5) elaboração
final e artigo para publicação. O objetivo da pesquisa é conhecer como se dá a
adaptação no abrigo das crianças que viviam em situação de risco. Como a
pesquisa ainda está em andamento, não existem resultados a serem
apresentados.
Palavras-chave: crianças institucionalizadas, instituição, abrigo
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Renata Carolina Silva Santos , Mariana
Monteiro, Mariana Colofatti
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia - UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM ESTUDO SOBRE ABUSO SEXUAL INFANTIL: CARACTERÍSTICAS QUE
LEVAM O AGRESSOR AO OPTAR POR SUAS VÍTIMAS.
O abuso sexual infantil é um problema presente em nosso dia-a-dia. Entendese por abuso sexual desde uma carícia até o estupro. Percebe-se que a
maioria dos artigos científicos relacionados ao tema são voltados às vítimas,
não dando a devida importância ao agressor. Pesquisas também mostram que
os agressores são geralmente pessoas próximas às vítimas, como pais, mães,
primos ou amigos. Esta pesquisa enfocará o agressor, buscando descobrir
quais são seus critérios de escolha ao optar pelas vítimas. Julga-se que a
maioria dos agressores foram abusados sexualmente quando crianças, que a
maior parte dos agressores abusam por certa satisfação pessoal de poder, de
autoridade, e que grande parte dos mesmos são os próprios pais (masculino).
Para avaliar tais hipóteses seguirão as seguintes etapas de procedimento: 1)
Através de órgãos governamentais buscar-se-á uma listagem de profissionais
de projetos destinados ao atendimento de vítimas de abuso sexual infantil, e
que prestaram atendimento à, no mínimo, cinco agressores sexuais infantis. 2)
Serão selecionados dez profissionais para que se possa coletar o maior
número de dados possíveis. 3) Os dados coletados serão organizados dos
mais abrangentes aos mais específicos, focando o agressor. 4) Depois de
organizados será feita a junção com as pesquisas bibliográficas relacionadas
ao mesmo tema, para análise. 5) Após a análise dos dados será formulado um
relatório final e confeccionado o artigo científico para publicação. A pesquisa se
mostra de grande relevância social e teórica, pois ao desvendar as
características mais peculiares dos agressores, o conhecimento poderá ser
transmitido à sociedade a fim de conscientizar e alertar sobre riscos e
situações que levam os agressores a agir, causando danos prejudiciais.
Procurará conscientizar a população do que realmente é um abuso sexual e
quais os níveis que ele pode se classificar. A pesquisa ainda está em
andamento, não existindo ainda resultados a serem apresentados.
Palavras-chave: abuso sexual infantil; agressor
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): ANA CAROLINA COSTA SILVA
Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN
Titulação do Orientador: MESTRE
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
HISTERIA
Neste trabalho faço uma referência aos conceitos relacionados à histeria, que é
muito antiga, e que nos remete ao tempo de Hipócrates, passando e
acompanhando a história da medicina. No final do século XIX com a influencia
de Charcot a histeria era vista como algo anatômico, onde buscava-se
explicações em possíveis lesões físicas, orgânicas e por vias de sugestão e
simulação. Contrapondo os apontamentos de Charcot, Freud e Breuer
começam a pensar na histeria como uma doença psíquica bem definida, afinal
paralelamente pensava-se nas descobertas de inconsciente, fantasias,
recalque, transferencia etc. Assim, a histeria passa a ser considerada uma das
principais vertentes da estrutura neurótica. Na atualidade alguns autores
utilizam-se da fase da adolescência para fazer um comparativo com a histeria.
É nesta época que acontece uma repetição da prematuração infantil, no
momento da puberdade, qualquer sujeito revive como traumática a
prematuração do desamparo infantil, pois lhe cobram uma decisão enquanto
sua posição social e sexual, sendo que muitas vezes seu corpo ainda não esta
a altura desta decisão. Mas a adolescência não é um momento tão difícil
apenas por estes fatores, tem algo mais, a prematuração da primeira infância,
essa situação que como dizia Freud de desamparo, é uma posição à qual o
estadio do espelho corresponde adequadamente. Afinal é graças a ele que
nossa infância não é um túnel de angustia insuportável. O adolescente vai
interrogar o Ideal do Eu, aqueles traços tortos de identificação com o pai e essa
interrogação podemos definir como propriamente histérica. Histérica pois ele
busca qualquer coisa que o permita um valor do lado Ideal do Eu, que pode
aparecer sustentado ou não por um desejo. Assim começamos a pensar na
histeria como a necessidade de sustentar a função paterna, como a
necessidade de encontrar, atrás da enunciação de Ideal, o desejo. Na histeria
busca-se verificar a falha paterna , e esta falha é verificada a cada dia, na
tentativa de poder sustentar a posição paterna.
Palavras-chave: Histeria, estruturas-clinicas, Édipo.
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Bruna de Souza Silveira, Ana Paula Teté de
Souza
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO PARTE INTEGRANTE DA
ATUAÇÃO DO PSICOLOGO ORGANIZACIONAL
O diagnóstico organizacional tem como objetivo analisar o contexto do trabalho
identificando as dificuldades presentes para atingir o que é esperado tanto pela
empresa quanto pelos colaboradores. Essas necessidades devem ser
compreendidas em nível social, organizacional, grupal e individual devido à
rede de relações que compõem, e devem ser consideradas com o mesmo nível
de importância, podendo assim ser realizado uma intervenção que contribua
para a melhora do déficit encontrado. O enfoque pode ser preventivo ou como
de manutenção das relações entre o homem e o trabalho melhorando a
qualidade de vida das pessoas que fazem parte desse contexto. A empresa
escolhida para se realizar o diagnóstico organizacional foi um setor dentro de
um hospital localizado na cidade de Londrina. Iniciou-se o diagnóstico com a
visita de apresentação, e contato com áreas ligadas ao trabalho das auxiliares
de enfermagem e com a Supervisora do setor. Para coleta de dados realizouse entrevista com a Supervisora e em seguida com outros colaboradores do
setor. A entrevista abordou tópicos da área profissional e pessoal: tempo de
empresa, função realizada, satisfação e insatisfação com o trabalho, motivação
e desmotivação no trabalho, expectativas em relação à empresa, crescimento
profissional, quantidade de atividades desempenhadas, relacionamento com os
colegas em geral, saúde e lazer. O próximo passo foi tabular e compilar os
dados das entrevistas e em seguida analisar os resultados das mesmas. Os
principais resultados obtidos na análise dos dados que compuseram o
diagnóstico organizacional foram: diferença de idade entre os colaboradores e
a Supervisora do setor, tempo de trabalho dentro da empresa e do setor, e a
forma de liderança, fazendo com que os colaboradores questionassem a sua
maturidade e a falta de experiência além da própria resistência em aceitar o
novo. De acordo com as análises realizadas, foi identificada a necessidade de
um trabalho voltado para treinamento e desenvolvimento (coaching) com a
Supervisora abordando temas importantes para o trabalho em equipe. O coach
atua transmitindo técnicas que melhorem as capacidades profissionais através
da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas e
reconhecimento de suas fragilidades. O trabalho irá abranger áreas como:
relacionamento interpessoal; o trabalho em equipe e a motivação de equipes.
Os encontros acontecerão semanalmente e os temas serão abordados em
módulos e em horários previamente agendados de modo que não interrompa
atividades do setor.
Palavras-chave: diagnóstico organizacional, intervenção, coaching.
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Kely Mariana Gonçalo,Lucia Helena
Mendonça,Renata Resende Bragança Miotto
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A MANUTENÇÃO DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS E A INDIVIDUALIDADE
DO IDOSO NA PREVENÇÃO DOS RISCOS DA DEPRESSÃO.
O envelhecimento da população é tema de destaque em todo o mundo, e a
partir desse fato, muitos estudos têm surgido com a finalidade de pesquisar
entre outras coisas, as causas e conseqüências desse número que aumenta
ano após ano. O progresso do envelhecimento tem se dado por fatores
diversos. Encaixam-se nesses dados: evolução da medicina, melhoria da
qualidade de vida, melhoria do diagnóstico precoce e prevenção de
determinadas doenças, ampliação das possibilidades de acesso aos serviços
de saneamento básico, alteração nos hábitos alimentares e de higiene, prática
de exercícios físicos. Devido as mudanças naturais ocorridas nessa fase da
vida, como as biológicas, fisiológicas, psicossociais,entre outras, existe a
necessidade de esses idosos terem um suporte pra o bom enfrentamento das
possíveis perdas. Considerada a patologia mais freqüente nos idosos, a
depressão também é alvo de pesquisadores em todo o mundo. Estes buscam
trazer ao conhecimento da população, as maneiras de lidar com esses idosos e
de forma mais específica, prevenir que cheguem a ter depressão. Nesse
contexto da prevenção, surge a família, considerada o principal sistema de
suporte do idoso. Com o intuito de atender as necessidades dos seus queridos
familiares, a estirpe tem se colocado na posição de observadora, acolhedora e
cuidadora desses idosos. Muitos deles não têm a felicidade de serem acolhidos
por filhos ou netos, e são de certa forma amparados por instituições asilares.
Independente da proteção recebida pelos idosos existe a importante
necessidade de prevenção de doenças psicossomáticas ocasionadas pelas
significativas perdas comuns desse período da vida. Trata-se de perdas
afetivas como entes queridos, sentidos como audição e visão, memória,
sensibilidade gustativa, limitação econômica, entre outras. Diante desses
elementos, o presente estudo vai verificar se os relacionamentos interpessoais
e a individualidade dos idosos preservam-nos psiquicamente diante das perdas
e de suas possíveis conseqüências. Serão investigados sujeitos de idade
superior a sessenta anos, através do preenchimento de formulários com
questões variadas. As visitas a asilos e centros de convivência serão feitas na
cidade de Londrina – PR e possibilitarão a coleta dos dados para posterior
análise.
Palavras-chave:
interpessoais.
Depressão,
terceira
idade,individualidade,relações
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Monica Varella Bomtempo
Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O ESTÁGIO DO ESPELHO
Esse trabalho tem como objetivo dissertar sobre o termo “o estágio do
espelho”, inicialmente usado por Jacques Lacan que fala da experiência infantil
de se reconhecer no espelho de forma unificada.Lacan fala que o bebê, entre
seis e dezoito meses, passa por um momento de reconhecimento corporal,
onde seu corpo, primeiramente é percebido como despedaçado ou
desconectado. Num segundo momento ele consegue distinguir que a sua
imagem, ao ser refletido no espelho é de fato, o seu corpo, só que através de
uma imagem. Quando essa criança percebe que seu corpo e imagem são
distintos, ela passa a se re-conhecer como individuo. Um corpo desvinculado
do corpo materno e que possui anatomia própria, onde suas partes estão
interligadas.Esse estágio não é somente importante pelo reconhecimento
corporal, mas também porque o bebê passa a entender que é um individuo.
Começa aí um inicio da formação do Eu, um reconhecimento da individualidade
infantil. Isso acontece primordialmente pela presença materna e seu papel é
decisivo na formação inicial dessa individuação, pois é ela que demanda
desejos sobre a criança. É esse desejo e a forma que ele é transmitido para a
criança que ela constituirá um falo. A mãe é parte desse espelho, pois é
através do afeto, do que ela diz sobre seu filho, que ela começa a “moldar”
imaginariamente uma criança ideal. A criança que percebe ser objeto de desejo
do Outro, se prende a essa imagem que a mãe cria sobre ela, se identifica com
essa “imagem”, que é resultado da sua percepção corporal e com o que é
desejado dele.Esse é um primeiro momento que antecipa o Complexo de
Édipo. Essa preparação de um sujeito que agora tem registros imaginários,
passa a ter a figura paterna como uma figura simbólica de castração, e que
leva a criança a uma perda real, interditando e colocando a falta, já que ele (o
pai) agora assume o papel de falo.Dessa forma, falar do estágio do espelho é
de extrema importância para entender a constituição e a formação do Eu,
entendendo qual o momento que antecipa o Complexo de Édipo e como se dá
a estruturação psíquica na infância.
Palavras-chave: estagio do espelho; formação do Eu; registro imaginário
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Josiane Tavares dos Santos
Nome do Orientador: Zeila Faccin Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO - SEGUNDO A TEORIA LACANIANA
Na psicanálise chamamos de sujeito aquele que se constitui no domínio verbal,
que não nasce, e sim se constitui, através de uma articulação com o plano
social onde é inserido por intermédio da família. O sujeito é chamado a se
constituir através dos cuidados maternos, do desejo do outro, e será a falta que
realmente irá o fundar. Nos primeiros momentos de vida, o bebe necessitará de
cuidados intensos, que serão realizados pela mãe. Assim, será a mãe quem
fundará e lançará as demandas, vontades e desejos deste sujeito. Acontece
neste momento uma relação dual entre mãe x bebe, uma dependência do bebe
para com a mãe. E será por meio desta mediação que o sujeito se instaurará
no campo do simbólico. Neste período o sujeito se sente o falo materno, mas
será preciso uma interdição, para que este bebe não se coloque na posição de
objeto total e se torne completamente alienado a esta mãe. Será preciso que a
mãe modifique suas demandas e desejos, para que o sujeito experimente uma
sensação de despedaçado, que não completa a mãe. E com a entrada do pai
nesta relação, o bebe perceberá aos poucos que ele não é mais o falo da mãe
e sim este pai. O pai para a psicanálise representa a Lei da Castração. Com a
entrada do pai se instala a castração imaginaria, uma primeira descolagem
deste sujeito da mãe, e que proporciona o inicio da estruturação psicológica do
bebe, onde inconsciente é construído na medida em que se instala o recalque.
É no inicio do Édipo que a sexualidade começará a ser constituída, e no
terceiro há a passagem do simbólico para o imaginário, onde o sujeito percebe
que nem mesmo o pai é o falo da mãe, e assim experimenta a sensação de
que somos seres faltantes. Com o declínio do Édipo a castração é inscrita e o
recalque secundário passa a operar, além de o sujeito caminhar para a sua
identificação sexual, estando habilitado para fazer suas escolhas objetais
conforme sua passagem pelo Édipo.
Palavras-chave: Estrutura - Sujeito - Édipo
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Georgia Magalhães More
Nome do Orientador: Zeila Facci
Titulação do Orientador: Prof de estagio 1
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS
Sobre a interpretação dos sonhos baseada na teoria Freudiana (1889), é
possível dizer que o primeiro elemento importante é a afirmação de que os
sonhos possuem um sentido, o sonho é uma atividade psíquica que obedece
as leis do inconsciente , ao invés de ser um produto sobrenatural ou um puro
resíduo sem sentido da atividade anímica . O segundo elemento importante é
de que os sonhos não mais são do que a realização de desejos inconscientes,
e o terceiro elemento é que os desejos que se realizam no sonho são de
natureza sexual, para Freud a partir de um único fragmento é possível resgatar
pela a analise aquilo que foi perdido pelo esquecimento. Na interpretação dos
sonhos, o que é interpretado não é o sonho em si, mas o relato do sonho, isso
pelo menos é o que ocorre numa situação analitica em que o interprete não é o
próprio sonhador , mas sim seu analista.O trabalho da interpretação é realizado
ao nivel da linguagem e não ao nível das imagens oníricas recordadas pelo
paciente.O que se oferece a interpretação são enunciados e estes devem ser
subistituidos pelo analista por outros enunciados mais primitivos e ocultos que
seriam a expressão do desejo do paciente.Para Freud, a questão do sentido do
sonho prende-se aos vários elementos oníricos que funcionam como
significantes e que uma vez estruturado fornecerão o sentido do sonho.Essa é
a razão pela qual Freud distingue dois métodos de interpretação dos sonhos: o
método da interpretação simbólica e o método da decifração.Ambos esses
métodos são anteriores ao seu , enquanto o primeiro considera o sonho como
uma totalidade , procurando substituilo por outro que lhe seja análogo e
inteligivel , o método da decifração considera o sonho em seus elementos
constituintes , cada um dos quais funcionando como um sinal criptográfico que
deve ser substituido por outro , segundo uma chave fixa .Ambos os
procedimentos padecem de defeitos graves. A interpretação dos sonhos
proposta por Freud também considera os sonhos em seus elementos, dizer
que cada elemento do sonho funciona como um significante de algo oculto e
inconsciente significa dizer que o sentido do sonho não está presente desde o
inicio, no conteudo manisfesto, mas que surgirá a partir de um trabalho de
estruturação cujos operadores Freud explicará.O conteúdo manifesto é uma
transcrição de pensamentos oníricos latentes cuja sintaxe é dada pelo
inconsciente.O importante é a compreensão de que esse inconsciente não é
uma coisa no interior da qual os pensamentos latentes são transformados e
distorcidos, tampoco ele é algo comparável as profundezas do psiquismo de
cujas entranhas emergirá um material misterioso e inacessível ao pensamento
consciente.Os significantes são, pois ,tributários de uma sintaxe que não lhes
pertence ou pelo menos pertence ao ao sistema Pré-consciente /Consciente.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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São as distorções a que os pensamentos oníricos latentes são submetidos que
servirá para chegar a sintaxe inconsciente.
Palavras-chave: sonhos,interpretação,inconsciente
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Daiana Aparecida Marques
Nome do Orientador: Zeila Facci
Titulação do Orientador: Zeila
Instituição: Instituto filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO
O seguinte trabalho tem como objetivo; apresentar a Constituição do Sujeito,
segundo a Psicanálise e a Teoria Lacaniana. O sujeito é aquele que se
constitui na relação com o outro através da linguagem, e essa relação
inicialmente dual e depois triangular; em referencia ao Édipo que é entendido
como estruturante e modelador da relação humana com o falo.Assim a
subjetividade só ganha sentido na referenciação ao Édipo que remete ao
inconsciente como outro ponto necessário de articulação teórica, a marca
inaugural e diferencial da psicanálise em relação á subjetividade humana é a
clivagem desta em dois sistemas, conscientes e inconsciente.A noção de
estrutura clínica se articula ao conjunto de elementos, leis de composição
internas aplicadas a esses elementos (organizações psíquicas), não existe
inferência estável entre as causas psíquicas e os efeitos sintomáticos que
podem ser encontrados em diferentes estruturas, indicando diferentes
caminhos de causalidade.A economia do desejo refere-se ao Édipo, (que se
desenvolve na dialética do “ser” e do “ter” movimento de elaboração psíquica
que conduz o sujeito de uma posição imaginária) que esta identificada com o
falo da mãe, para uma segunda posição em que vai se identificar com aquele
que supostamente tem o falo ou com aquele que o não tem, essa operação em
um processo de simbolização denomina-se metáfora do nome do pai
(castração) Então o que importa é a relação que o sujeito mantém com a
função fálica e com a castração pois é ai que se negocia a relação com o falo,
e portanto com a falta e o desejo. Estrutura clinica ou estruturas de
personalidade (neurose, psicose, perversão) se dá em virtude dos avatares
constituídos ao longo da constituição do sujeito, em especial ao longo de três
tempos do Édipo. Podemos dizer que o Édipo introduz uma medida de ordem
na economia da estrutura psíquica e ao mesmo tempo uma desordem Lacan
denominou o período entre seis e dezoito meses no qual a criança forma uma
representação de um unidade corporal por identificação com a imagem do
outro, cuja função primordial é ser estruturante do sujeito um nível imaginário,
ser o desejo do outro, não ausentando o simbólico, a criança não tem acesso
a sua própria fala,mas é falada pelos outros. È através da linguagem que a
criança ingressa na cultura, na ordem das trocas simbólicas, rompendo a
relação dual que mantinha com a mãe, momento que também corresponde a
entrada do pai em cena –constituição da família – momento edípico.Lacan fala
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dos três tempos de Édipo, avançando num aspecto introduzido por Freud a
respeito da importância do período por ele denominado pré-édipico. Primeiro
tempo, o desejo da mãe é orientado pelo falo. A mãe é fálica e a criança é o
falo materno, (dialética do ser) a criança constitui imaginariamente seu corpo
como falo segundo o desejo da mãe;véu de alienação, fazer se objeto para as
demandas maternas ,criança sujeita ao código materno na ausência de lei e
de sujeito.Segundo Tempo, acontece a primeira separação entre mãe e
criança, o pai intervém como privador, priva a mãe de seu objeto fálico e a
criança de seu objeto incestuoso, pai imaginário, castração imaginaria,
privação real.Terceiro Tempo acontece a segunda e definitiva separação entre
mãe e criança, castração simbólica (recalque) operação simbólica cujo agente
é o pai real e o objeto é o falo imaginário, pai passa de onipotente para potente,
aquele que possui (dialética do ter)porém é é visto também como faltante pois
também deseja a mãe, desse tempo depende a identificação sexual e a saída
do Édipo opta para fazer suas escolhas e ingressar no circuito do gozo fálico.
(Substitutos simbólicos) A neurose é uma estrutura que se define a partir da
operação do mecanismo do recalque, cuja instalação se da na saída do Édipo,
a neurose no sentido estrutural no terceiro tempo do Édipo, porque ele se
“completa” conseqüentemente temos a castração (nome-do-pai) e assim o
recalque passa a operar.É importante ressaltar que a estrutura neurótica se
constitui exatamente em função de ser impossível a realização dos três tempos
de forma “perfeita” sem falhas, e assim quanto menos a proximidade do
transcorrer “ideal” do Édipo maior o grau de “adoecimento “ (sintomas,
sofrimentos, dificuldades) dentro da estrutura temos na histeria a marca da
manutenção da insatisfação do desejo, o desejo de ser o desejo do outro
(objeto que satisfaça o outro) a falta esta alienada no outro, a estrutura
histérica é mais comum em mulheres do que em homens, o falo em duas
manifestações presentes: presença e ausência, esta constatação refere se ao
momento e que a criança na busca de sistematizar o mundo de compreender,
o que ocorre ao seu redor, divide o mundo em dois a partir do reconhecimento
da diferença sexual anatômica: homens e mulheres, os que têm e os que não
têm, mas na realidade quem não tem é porque ainda vai crescer ou porque
estava lá e foi tirado. Por isso dizemos que ó terceiro tempo do Édipo depende
a saída do mesmo e consequentemente que a identificação do lado do menino
é mais ou menos direta na medida em que o pai tem algo a lhe transmitir o
significante fálico, afinal é este significante que é desejado pela mãe e que lhe
servirá para abordar outras mulheres(renunciando a mãe pela castração, mãe
interditada pelo pai) como a mãe não tem nada a transmitir para a menina pois
é do grupo da ausência ( significante fálico esta do lado do pai) a menina
traça sua saída do Édipo, mantendo uma identificação ao pai imaginário, é
exatamente desta identificação imaginaria que resulta a posição estrutural
denominada histeria.No momento em que a menina se volta para o pai,
aparentemente renunciando a mãe, ela vai em busca do falo para que possa
ser novamente acolhida no desejo da mãe, quando a menina constata que o
que a mãe recebeu do pai não foi o pênis, e sim um filho, a eleição do pai
enquanto objeto amoroso ganha aqui este objetivo: um filho para presentear a
mãe (equação pênis –bebê),como a menina não encontra o que busca junta
ao pai, o que lhe resta é mesmo a identificação com a mãe , mas ainda para
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ser o objeto de desejo do homem o obter dele o pênis me sua forma simbólica
(filho), na condição de mulher não é ter o falo e sim um filho ,sendo esta
equação a matriz simbólica da feminilidade.Freud agregou uma serie de
elementos explicativos á neurose obsessiva ( o caráter ativo, masculino, a
libido e as experiências sexuais primarias prazerosas que depois se
transformaram em recriminação e predominância do erotismo anal na
organização sexual, o medo que o eu tem de ser punido pelo supereu).Podemos dizer que a neurose obsessiva tem como origem um conflito
psíquico infantil e uma etiologia sexual caracterizada por uma fixação da libido
da fase anal, sabemos que isto se refere ao percurso e aos avatares dos
tempos do Édipo a via estrutural a saída do Édipo para o menino é a sua
identificação ao pai imaginário do segundo tempo, sendo que tal identificação o
qualificaria para abordar qualquer outra mulher que não a mãe, já interditada
pelo pai. Divida e culpa são outros componentes marcantes e articulados entre
si, da neurose obsessiva, os primeiros escritos de Freud sobre a neurose
obsessiva (1986) encontramos a existência de um ato sexual exitoso infantil
que teria por conseqüência um efeito de culpabilidade e s decorrentes idéias
obsessivas como auto-reprovação. É através do limite, da lei que se ascende à
condição de desejante, o que, diga-se de passagem, do limite, da dificuldade
para o obsessivo, alem de toda hesitação que lhe é característica, utiliza-se
uma serie de rituais que enquanto afastam-no dos objetos de desejo o fazem
desaparecer como sujeito.Na Psicose não há castração e sim a forclusao do
Nome-do Pai (excesso ou falta de investimento), esse aspecto relativo ao
Nome do Pai como um significante, significado que dá sentido ao desejo da
mãe, justificada pelo fato de que o que sucede na instauração de uma psicose
é exatamente a forclusao do Nome-do Pai, é necessário muita clareza a
respeito dos tempos do Édipo, em especial em relação ao caráter, á função
nome do pai tem a importância da veiculação desta função pelo discurso
materno, é a este respeito que Lacan disse que “é a mãe que funda o pai”. No
primeiro tempo do Édipo a criança vive num estado de alienação a demanda
materna atrelado a ilusão de completude, de falicidade materna, a criança vive
sob o enigma de alternância materna sou tudo ou nada para ela. Então a
relação no imaginário se sustenta ate surgir algo para o qual não há
significação (o real) e para a qual as significações dadas pelos outros não
bastam mais elisão no imaginário, neste momento como o psicótico não pode
fazer a passagem do outro ao Outro (lugar dos significantes) em busca de
novas significações pois o lugar do Outro aponta para um vazio e não remete o
sujeito a nenhuma nova significação, temos da elisão no simbólico, no encontro
desses dois furos, duas elisões deparamo-nos com o surto. “O caráter
primordial desta afetação se refere á falta de equivocidade da fala:”. Há uma
palavra para cada coisa, a palavra tem peso de objeto. Da mesma forma, não
encontramos atos falhos, chistes, lapsos, todos representantes da
equivocidade e característicos do retorno do recalcado:impossível de se pensar
onde não há recalque operante(lembre-se que o recalque é o mecanismo
constitutivo da neurose). Os efeitos da forclusao, identificamos pela mesma via
anterior relativa á fala, inexistência da formação de sintoma pois estes também
derivados substitutos do recalque.
Palavras-chave: constituição+sujeito
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Larissa Müller, Marcela Almeida Senedesi
Nome do Orientador: Luciana Gusmão
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
INTERVENÇÃO EM GRUPO COM ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE
VULNERABILIDADE E RISCO SOCIAL.
O presente estudo tem por objetivo desenvolver o repertório de enfrentamento
de situações problema, relacionadas à violência, drogas, sexualidade, higiene e
preconceito em adolescentes, proporcionando suporte para os mesmos
realizarem análise das conseqüências de seus comportamentos. A
adolescência é uma fase que gera mudanças, tanto físicas como psicológicas;
a aparência muda em função da puberdade, e seus pensamentos mudam à
medida que desenvolvem a capacidade de lidar com abstrações (Papalia &
Olds, 2000). Os adolescentes que se encontra em situação de vulnerabilidade
e riso social possuem ainda outros agravantes que contribuem para os conflitos
vividos nesta fase como o convívio direto com a violência nas ruas e também
dentro de sua própria casa, estando muitas vezes em contato direto com seu
agressor. Um outro ponto importante é o fato de que muitos desses jovens
sofrem algum tipo de preconceito, o que pode gerar uma falta de oportunidade
para os mesmos. Este trabalho está sendo desenvolvido em uma unidade de
um projeto sócio-educativo da cidade de Londrina, em que participam treze
adolescentes divididos em dois grupos. No primeiro, fazem parte seis jovens e
no segundo, sete. Os encontros são realizados semanalmente com duração de
uma hora cada. Inicialmente, foi feito um contato com a instituição e com o
psicólogo da mesma, que também atua nos grupos. Depois, foi feito um convite
para os adolescentes de doze a catorze anos e de acordo com o interesse
deles, foi montado os grupos. No entanto, existiram algumas atividades que
disputaram com o grupo e os adolescentes não compareceram. Então, foi
adotado estratégias para que eles voltassem a freqüentar o grupo e até então a
freqüência tem se mantido. Os grupos ainda se encontram em andamento e
pode-se observar que os adolescentes passaram a ser mais assíduos, pontuais
e participativos durante as atividades propostas pelas terapeutas.
Palavras-chave: Adolescente, vulnerabilidade e risco social, grupo.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Andreza Sanches da Silva
Nome do Orientador: Marco Antonio Neves Soares
Titulação do Orientador: Doutor
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
FILOSOFIA DA CIÊNCIA
A busca pelo entendimento dos mistérios da natureza sempre esteve
associada a uma curiosidade intelectual e a precisão de exercer controle sobre
os mesmos. Foi dessa procura pela compreensão que o homem desenvolveu
sua capacidade de refletir e de estudar esses enigmas. Para compreender a
ciência, de forma teórica, é essencial a filosofia, já que até o fim do século XVII,
grande parte da ciência era filosofia. A filosofia da ciência revolucionou o modo
de pensar e humanizou os feitos científicos, procurando constatar o que existe
de verdadeiro nos fenômenos humanos de acordo com as épocas e lugares. A
área central da preocupação da filosofia é entender o pensamento científico,
analisando os argumentos de modo a criticá-los e desenvolve-los.No inicio as
explicações mágicas, míticas, bastavam para que o homem saciasse sua
curiosidade sobre os enigmas da natureza. Na falta de conhecimento, para
desvendar certos acontecimentos da natureza esses vazios eram preenchidos
com histórias maravilhosas, das quais não haviam questionamentos. Com o
tempo, estes esclarecimentos tornaram-se insuficientes e o homem começou a
indagar, questionar estas histórias fantásticas. Destas reflexões a procura das
verdades do universo surgiu a filosofia. E da filosofia surgiu as diversas
ciências, que no inicio se confundiam com a própria filosofia, mas com o tempo
voltaram-se mais para as práticas, na busca de constatar suas descobertas
mostrando as evidencias de que as teorias são corretas. No entanto se com o
passar do tempo ciência e filosofia se afastaram, para aproximá-las, de modo a
humanizar o processo científico, surgiu a filosofia da ciência, ou seja, a reflexão
sobre os processos científicos e sua influencia na história da humanidade. A
filosofia da ciência é uma área filosófica contemporânea. Todavia ao
estudarmos a história da ciência podemos ver que muitos nomes, anteriores a
criação desta nova área de estudo, já praticavam, de uma maneira um pouco
diferenciada a filosofia voltada a ciência. Estudar o processo do conhecimento
humano, sua transformação de narrações míticas a filosóficas, e desta as
indagações mais praticas, transformando a filosofia em ciência, é compreender
a história humana de maneira a refletir sobre ela, a entender seu processo
humano.
Palavras-chave: Filosofia da ciência, compreensão, natureza
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Andreza Sanches da Silva
Nome do Orientador: Marco Antonio Neves Soares
Titulação do Orientador: Doutor
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
FILÓSOFOS DA CIÊNCIA, FILÓSOFOS QUE PENSARAM A CIÊNCIA
Muitos foram os homens que pensaram e refletiram sobre a história e os
descobrimentos da humanidade. Todos eles foram, de alguma forma,
transformadores do conhecimento científico. Revolucionaram o modo de
pensar e humanizaram a ciência, trazendo para junto dela um pouco de
filosofia. A filosofia desde o início, com Aristóteles, buscava explicações sobre
a ciência. A ciência, com Galileu revela a necessidade de teorização da prática.
Mas é apenas com George Berkeley filósofo e religioso moderno que tem-se o
primeiro filósofo da ciência - mesmo tendo vivido alguns séculos antes do
nascimento (século XX) desde campo específico de estudo. Outros pensadores
como Francis Bacon, René Descartes e mesmo filósofos da ciência como Karl
Popper, Thomas Kuhn, Paul Feyerabend, Gaston Bachelard demonstraram
uma ciência mais reflexiva, mas humana e mesmo técnica.Aristóteles estudou
filosofia por anos com Platão, aos 53 anos fundou sua escola, que diferente da
escola a Platão, voltada a política e a filosofia, seu liceu dedicava-se mais a
biologia e as ciências naturais. Francis Bacon dedicou-se a política e a filosofia.
Acreditava que o conhecimento deveria estar aliado a pratica , de modo a
equilibrar sabedoria e espiritualidade. René Descartes dedicou sua vida ao
estudo da filosofia e da ciência. Sua obra apresenta uma natureza mais
mecânica, transmitindo uma nova teorização da ciência. George Berkeley
religioso e filosofo Irlandês, é considerado o primeiro filosofo da ciência. Galileu
Galilei desafiou a instituição mais poderosa de sua época, a Igreja, em nome
da ciência e da liberdade de expor suas idéias. Karl Popper, Thomas Kuhn,
Paul Feyerabend, Gaston Bachelard, homens do século XX revolucionaram a
maneira de entender a ciência refletindo sobre as ações humanas em
conseqüência as descobertas, fundando um novo campo da filosofia.Estudar
personalidades
como
Aristóteles,Bacon,Galileu,Descartes,Berkeley.Ou
pensadores mais contemporâneos como Kuhn,Popper,Feyrabend,Bachelard,é
conhecer a história, a filosofia, a ciência.É impossível pensar em ciência e não
associar alguns destes nomes.Alguns voltaram-se com mais veemência à
ciência (propriamente dita),outros dedicaram-se mais para as áreas
humanas;mais cada um,em sua área,em seu tempo,forneceu uma pequena
contribuição para o desenvolvimento e para a compreensão da ciência.
Palavras-chave: filosofia, ciência, filosofia da ciência
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ary Brum da Silva Neto
Nome do Orientador: Ana Maria
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA EM LONDRINA E PROMOÇÃO DE SAÚDE
Nos últimos anos temos observado um crescente movimento pelo bem estar,
promoção da saúde e pela qualidade de vida. É cada vez maior o número de
pessoas e empresas que buscam informações sobre maneiras de adquirir
hábitos saudáveis de alimentação, gerenciamento de stress, prática de
atividade física entre outros. Vários fatores têm contribuído para isso: avanços
nas pesquisas e tratamentos, aumento no custo com os seguros de saúde e o
fato das pessoas estarem cada vez mais bem informadas sobre como
promover sua própria saúde são alguns desses fatores. Porém, embora muitas
pessoas já tenham consciência dos perigos que o cigarro oferece à saúde, da
importância de uma alimentação adequada e da necessidade de se praticar o
sexo seguro, na prática diária, ainda existe grande desconsideração aos
fatores de risco, através da aquisição de hábitos ou de estilo de vida, que não
colaboram com a saúde. O fato é que ainda existem muitas pessoas que
continuam a colocar seu bem estar em perigo, comendo alimentos gordurosos,
fumando e mantendo os comportamentos de risco. Dentro de uma perspectiva
biopsicossocial, entender as barreiras para a promoção de saúde só é possível
se for considerado não apenas o indivíduo, mas todo o contexto em que ele
está inserido. Deve-se levar em conta sua família, seu ambiente de trabalho e
sua cultura. Uma dessas barreiras é o fato de que as pessoas não possuem a
preocupação em manter seu estado de saúde atual. Assim, quando elas não
têm problemas de saúde ou são jovens, podem não ter estímulo suficiente para
adquirir melhores hábitos. Promover saúde se eu já a tenho, não é algo que me
interessa. Essa visão imediatista e a falta de reforço positivo de curto prazo
fazem com que a necessidade em manter comportamentos que favoreçam a
saúde seja ignorada. Outra questão importante é a de que o estilo de vida é
adquirido dentro do ambiente familiar. Pais ou irmãos mais velhos fumantes,
obesos, alcoólatras entre outros, influenciam diretamente na aquisição de
comportamentos de risco. Outras variáveis familiares igualmente relevantes
como: freqüentes conflitos, a falta de supervisão dos pais e mensagens
inconsistentes são grandes influenciadoras. Um terceiro ponto de dificuldade é
o próprio sistema de saúde. Aspectos econômicos muitas vezes atrapalham os
esforços dos profissionais de saúde para oferecer medidas de promoção de
saúde. Assim, pessoas sem sintomas não encontram motivo suficiente para
buscar os serviços médicos para a orientação quanto aos fatores de risco. A
pesquisa em questão busca através do questionário WHOQOL -100, analisar a
relação da promoção da saúde frente à qualidade de vida do cidadão
londrinense, levando em consideração todas as variáveis seja de maus-hábitos
ou por falta de recursos disponíveis. Poderemos então através do instrumento
utilizado fazer o levantamento de quais aspectos favorecem ou desfavorecem a
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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promoção da saúde na cidade de Londrina, e o quanto isso interfere na
qualidade de vida dos cidadãos.Para isso aplicamos um formulário com 100
questões em 2.410 pessoas, sendo 1.157 do sexo masculino e 1.254 do sexo
feminino, englobando diferentes faixas etárias e abrangendo toda região de
Londrina. Tais dados estão em processo de analise.
Palavras-chave: qualidade de vida; promoção de saúde; qualidade dos serviços
de saúde
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Carolina Costa Silva, Diego Fernandes
Gonçalves, Evelyn Alves Fernandes, Fabiani Mayumi Ito, Leila Franco, Lúcia
Nair Tironi, Lucimeire Barrozo Volpato Mansaneira.
Nome do Orientador: Cladismari Zambon de Moraes.
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A IMAGEM FEMININA NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA.
A mulher, por sua capacidade de pensar, sonha, cria mitos, se diferencia dos
demais, provocada pelo élan da realidade que não acata todas as
representações. Instiga o homem artista, poeta, maestro, compositor que
encantado por sua imagem, continuamente retrata-as em seus versos e obras.
Grandes mestres da Música Popular Brasileira, como Milton Nascimento, Tom
Jobim e Chico Buarque, são poetas que no instante de sua criação, trazem à
luz da consciência sua parte mais secreta. Cantam, equiparando amantes,
poetas e profetas sob o signo daqueles que habitam o mundo da Fantasia, que
é o mundo da poesia, mundo do desejo. Assim sendo, surgiu o intuito de
investigar como eram as musas habitantes das fantasias dos grandes poetas
contemporâneos. Portanto, o presente trabalho, desenvolvido na disciplina de
Estágio de Núcleo Comum III, tem por objetivo identificar e analisar, juntamente
com a teoria psicanalítica de Freud, a visão que o homem tem sobre a mulher,
expressa em produções artísticas (músicas) que possuem nomes de mulheres.
O feminino na sua simbolização traz a ligação com a natureza e com a
fertilidade, a receptividade, a expressão da liberdade, uma capacidade de
saber cuidar, de diálogo e de acolhimento, ao mesmo tempo em que desejava
se expressar e saber seu lugar, o que não pode ser confundido com
submissão. O artista é um criador de imagens que estando inspirado,
possesso, tomado pela Musa, pela divindade, faz suscitar em seus ouvintes ou
espectadores uma constelação de imagens femininas. Embora Freud fosse um
leigo em artes, dentre todas elas a sua maior dificuldade era com a música,
pois não compreendia como seria possível emocionar-se sem poder explicar o
motivo de tal emoção. Segundo ele, as maiores criações de arte são
incompreensíveis e constituem verdadeiros enigmas. Esse estado de
“perplexidade intelectual” pode ser uma condição necessária para fruição da
obra de arte. A metodologia utilizada para desenvolver este trabalho foi buscar
e selecionar, nos clássicos da Música Popular Brasileira, canções que tenham
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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por título nomes femininos: Maria, Maria, Ana Luíza, Luíza, Lígia, Beatriz, Geni
e Bárbara. Num estudo sobre a feminilidade, Freud finaliza seu ensaio
declarando que quem quiser saber mais sobre a mulher, que consulte os
poetas.
Palavras-chave: Música Popular Brasileira, Feminilidade, Psicanálise.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Daniele da Cunha Pires
Nome do Orientador: não tem, pesquiza própria
Titulação do Orientador: não tem
Instituição: Centro Universitario Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE DEFICIÊNCIAS
Em nosso país é muito alto o número de crianças que nascem com algum tipo
de deficiência, cerca de 10%; podendo ser evitado com alguns cuidados 70%
dos mesmos. Fica mais barato prevenir do que tratar, educar, reabilitar e incluir
uma pessoa com deficiência na sociedade em geral. Toda gestante deve ser
informada sobre a gravidez, o trabalho de parto e o parto. A gestação é um
processo fisiológico normal, com stress ligado a mudanças do corpo feminino,
portanto não é uma doença e deve ser cuidado com carinho e dedicação pelos
profissionais da área, respeitada pelos familiares e compreendida pela
sociedade. Para que a gestante ou futura gestante possa prevenir a deficiência
em seu bebê, é recomendado alguns cuidados básicos: antes da gestação,
durante a gestação, no parto e pós parto, é importante sempre a presença e
acompanhamento da família nesse processo, a futura mamãe se sentira mais
segura e protegida. Será citado um caso de uma criança que nasceu com
deficiência mental, portador de hidrocefalia, hoje com a assistência que
podemos contar na área as saúde, poderia ser evitado. Prevenir é um ato de
amor e dever de todos.
Palavras-chave: Gestação, Prevênção, Deficiências
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): I. S; Benetti, N.M.F.da Rosa
Nome do Orientador: Gusmão, L. A. Z.
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Universidade Filadélfia (UniFil)
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ATUAÇÃO DO PSICOLOGO EM PROJETO SOCIAL DE INCENTIVO AO
PRIMEIRO EMPREGO
O Projeto Juventude Cidadã tem o objetivo de oferecer oportunidades
formativas, inovadoras e criativas de desenvolvimento pessoal, social e
profissional para que jovens de 16 a 24 anos em vulnerabilidade e risco social
possam construir um caminho ao exercício pleno de cidadania, mediante sua
formação integral aliada à convivência concreta de prestação de serviço
voluntário à comunidade. Para participar é necessário que o jovem esteja
estudando, e para receber a bolsa auxilio ele deve estar fazendo o Trabalho
Civil Voluntário. A partir da capacitação desses jovens, a inserção no mercado
de trabalho é realizada. Vinculada ao Governo Federal, uma executora da
cidade de Londrina, especializada em formação profissional, executou o
projeto. Num total de 245 jovens, foram oferecidos cursos de Telemarketing,
Assistente de Vendas e Cabeleireiro. No começo foram feitas planilhas para
melhor organização das informações pessoais dos jovens, como telefone e
endereço, para então um encaminhamento para instituições para a realização
do Trabalho Civil Voluntário. Foi realizado um trabalho junto aos jovens
esclarecendo suas dúvidas quanto ao Trabalho Civil Voluntário; auxílio ao
preenchimento do termo referente às horas mensais realizadas para o
recebimento das parcelas da bolsa; auxílio na procura de instituições e
conscientização destas ao espaço e ajuda para que pudessem ser oferecidos
aos jovens essa experiência; confecção de planilhas das localidades referentes
às instituições onde cada aluno realizava o Trabalho Civil Voluntário;
intervenção direta com eles , tanto em situações de conflitos, como o próprio
acompanhamento deles nas instituições, sendo informado e supervisionado
todo e qualquer tipo de problema às psicólogas contratadas pela Executora do
projeto. Através dessas ações junto aos jovens, todos eles tiveram a
oportunidade de realizar o Trabalho Civil Voluntário, podendo assim relacionar
a experiência na prática do trabalho com a noção de realidade e
responsabilidade que deve ser adquirida antes da inserção no mercado de
trabalho. Muitos deles obtiveram resultados positivos, mostrando uma postura
correta e eficiente frente ao trabalho, sendo então contratados nas instituições
onde realizaram o voluntariado. Esse trabalho realizado mostra o quão
importante um Projeto Social representa para a cidade de Londrina. A
psicologia tem papel fundamental para o andamento de projetos como esse,
deparando-se com a cruel realidade que esses jovens em vulnerabilidade e
risco social vivem. A postura e sensibilidade que o profissional de psicologia
deve ter são essenciais, tomando atitudes e decisões em circunstâncias
inesperadas, e que ao mesmo tempo são de fundamental importância para
cumprimento do seu papel: um papel de acolhimento, reflexão, ação, instrução
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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e esclarecimento. Esse trabalho é contra a exclusão social existente, na qual
uma oportunidade de formação pode oferecer uma nova perspectiva de vida,
para que aconteça o protagonismo juvenil, fazendo com que o jovem aprenda a
ser sujeito de direitos e ações frente à sociedade.
Palavras-chave: protagonismo juvenil; sujeito de direitos; contra exclusão
social;
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Fabrício Ramos de Oliveira, Alfeo Piana Neto
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Especialista em Psicologia Clínica e Psicossomática
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
RESILIÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA NA JUVENTUDE
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem o objetivo elevar o nível de saúde
de todos os povos. A saúde é definida como um estado de bem estar físico,
mental e social e não meramente de ausência da doença ou da enfermidade. A
partir do último decênio, alguns estudiosos têm se dedicado a estudar o que
leva determinados indivíduos a tornarem-se vítimas ou atores em situações de
desastres e infortúnios. Nas últimas décadas a preocupação com a medida da
qualidade de vida dos povos tem sido crescente, nos países que compõem a
OMS. O estudo da resiliência pode ajudar na promoção dessa qualidade de
vida. Emprestado da física o termo Resiliência que significa que uma barra
submetida a forças de distensão até seu limite elástico máximo volta ao seu
estado original quando estas forças deixam de atuar, ou seja, simboliza
resistência e recuperação para representar comportamentos de pessoas que
superam situações de adversidades em suas vidas. Resiliência é a capacidade
humana de lidar, superar, aprender ou mesmo ser transformada com a
adversidade inevitável da vida. A resiliência não é mais uma receita de
felicidade na vida. É mais uma vacina para adquirir imunidade na adversidade:
contra as injustiças, a violência, os traumas, a miséria, as perseguições, as
guerras e as catástrofes. A presente pesquisa objetiva estudar e analisar a
resiliência em jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, residentes no município
de Londrina (PR). Nesse período da vida, estão presentes tomadas de
decisões importantes que refletirão em toda a vida do indivíduo, como escolha
da profissão, formação acadêmica, vínculos afetivos (namoro, casamento,
sexualidade). Partindo das adversidades pelas quais os jovens passam nessa
fase, torna-se interessante estudar a presença da resiliência nesse início da
vida adulta, sobretudo quando se tem dados coletados que refletem a realidade
social, econômica e cultural onde estão inseridos. Esta pesquisa pode vir a ser
utilizada em planejamentos sociais ao provocar uma reflexão sobre o que leva
determinados jovens a serem resilientes em detrimento de muitos que
sucumbem às adversidades. O objetivo dessa pesquisa é mapear, por meio de
aspectos relacionados à qualidade de vida, a resiliência em jovens de 18 a 24
anos que residem na cidade de Londrina-Pr. A coleta de dados será feita com a
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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utilização do WHOQOL-100, que foi o resultado de esforços da OMS na busca
de um instrumento que pudesse avaliar a qualidade de vida dentro de uma
perspectiva genuinamente internacional. A amostra será composta de 473
pessoas, sendo 227 pessoas do sexo masculino e 246 do sexo feminino. A
presente pesquisa encontra-se em fase de análise de dados coletados.
Palavras-chave: resiliência, qualidade de vida, juventude
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A PSICOLOGIA NA UTI – NEO-NATAL: UM COLO PARA AS MÃES DE
BEBÊS EM SITUAÇÃO DE RISCO
A atuação de psicólogos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para recémnascidos serve como apoio, possibilitando às mães e pais desses bebês
suportar e lidar melhor com o sofrimento decorrente dessa situação. A
psicologia oferece suporte aos pais e busca fortalecer o vínculo entre estes e o
bebê, que pode ficar prejudicado devido à internação, contribuindo, desta
forma, para o desenvolvimento psicológico e físico do bebê. A hora do
nascimento de um filho é motivo de alegria para a maioria dos pais. Porém,
nem sempre acontece conforme o planejado e, logo após o parto, os pais se
vêem privados do convívio íntimo com o bebê, experimentando uma separação
muito precoce. O nascimento prematuro da criança, assim como outros
problemas decorrentes do parto, que exigem a internação do bebê, às vezes
implicando em sério risco de morte, gera nos pais fragilidade, depressão,
frustrações e angústia. Este sofrimento e instabilidade emocional justificam a
grande importância de oferecer aos pais um espaço que possibilite a expressão
de seus sentimentos diante das dificuldades que estão vivenciando, pois o
acolhimento às suas angústias pode ser fator determinante para a garantia do
estabelecimento e manutenção do vínculo afetivo com o bebê, uma vez que
esta experiência emocional estressante pode acarretar na diminuição da
qualidade dos cuidados dirigidos à criança. De acordo com Winnicott (1997), a
relação simbiótica entre mãe-bebê é essencial no primeiro ano de vida. Nessa
fase, a criança necessita dos cuidados de sua mãe para ter um bom
desenvolvimento físico e emocional, e assim, no segundo ano de vida, este
bebê saudável começará, espontaneamente, dissolver essa simbiose e, com a
ajuda dos pais, caminhará gradualmente rumo à independência. Bolby (1995)
percebeu sérias dificuldades no desenvolvimento da personalidade advindos
da situação de internação, verificando assim, a importância dos cuidados
maternos para saúde mental do bebê. Segundo ele, quanto mais cedo ocorrer
a separação entre a mãe e o bebê, mais comprometedoras serão as lesões
afetivo-emocionais. A fala, para a Psicanálise, nosso referencial teórico e
metodológico neste trabalho, é compreendida como forma de expressão que
possibilita a identificação, compreensão e elaboração dos sentimentos e idéias,
possibilitando encontrar, junto àquele que escuta, formas de lidar e resolver
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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conflitos. Considerando o exposto, esse trabalho relata a experiência no Centro
de Internação do recém-nascido do Hospital Evangélico de Londrina,
enfocando um dos casos atendidos. Trata-se de Verônica (nome fictício), uma
paciente de 17 anos que engravidou durante seu namoro com Fernando
(também nome fictício). Ela reside com a mãe, irmãos e o padrasto. Verônica e
Fernando namoram há três anos e não planejaram a gravidez. Desde o início,
sua gestação foi complicada, diversas vezes, por recomendação médica,
necessitou ficar de repouso devido aos sangramentos e descolamento de
placenta. Porém, Verônica não seguiu as recomendações e, após o
nascimento, isto é relacionado às complicações no parto e saúde do bebê, o
que gerou na paciente sentimentos de culpa e grandes dificuldades em lidar
com a hospitalização do bebê. Este passou por sérios problemas como
meningite, paradas respiratórias e pneumonia. A mãe não conseguia ficar com
o bebê no hospital, fazendo praticamente rápidas visitas; havia uma imensa
dificuldade em suportar a fragilidade deste filho. Após alguns atendimentos ela
falou sobre seus conflitos, sua história de vida, seu relacionamento conflituoso
com o padrasto e sobre seu sofrimento em ver o bebê tão frágil. Durante os
atendimentos realizados foi possível trabalhar com esta mãe a aceitação de
suas falhas e a possibilidade de reparação.
No último atendimento
observamos a evolução do vínculo na relação mãe-bebê e uma melhora
significativa na saúde desta criança.
Palavras-chave: UTI Neo-Natal, relação mãe- bebê, fragilidade emocional
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Marcos fernando silva
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: doutorando
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
R.S.I - CONCEITOS
O trabalho aqui desenvolvido tem por finalidade, o entendimento dos três
registros da realidade humana, registros muito distintos e que se chamam: o
Simbólico, o Imaginário e o Real, incutido por uma releitura de seus conceitos.
Termo derivado do latim imago (imagem), imaginário designa aquilo que
provém da imaginação, com capacidade de representar coisas em
pensamento, independentemente da realidade. O imaginário é matéria-prima
do trabalho de psicanalistas, poetas, artistas. De certo modo, podemos supor
que todos os fazeres humanos dependem de uma instância imaginária, na
trajetória de transformação de idéia em ato, na criação de um sentido. O
imaginário esta intimamente relacionado com narcisismo, libido e estádio do
espelho. O amor por si próprio onde a criança toma seu próprio corpo como
objeto de amor, ela se basta, em sua onipotência. O estádio do espelho parte
do momento em que a criança se reconhece por completo, descolada do outro,
mesmo ainda dependendo do olhar deste outro para a afirmação de sua
existência. O corpo da criança, que agora é percebido como não sendo o da
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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mãe, ocupa um lugar de desejo do desejo do outro, o falo que completa a mãe,
lugar este que é mantido pela própria mãe através de suas demandas, e, na
falta de uma terceiro nesta relação mãe/filho, a criança fica presa nesta posição
alienada de objeto que completa a mãe. A operação do Nome do Pai ou
Metáfora paterna remetendo o pai ao estatuto de um significante que substitui o
desejo da mãe. Através da sua presença e ausência, a mãe introduz o filho a
uma primeira formulação do simbólico. Se o desejo da mãe funciona sem ser
nomeado, como puro capricho, estão assentadas as bases para uma estrutura
psicótica ou perversa. O surgimento da linguagem marca esta fissura que a
alteridade e a triangulação simbólica instalam. A linguagem já pressupõe
etapas que foram sendo ultrapassadas, pressupõe um terceiro que rompe a
fusão imaginária com o corpo da mãe, instaurando assim a ordem simbólica, e
a inscrição na cadeia significante.O simbólico já existe antes da desalienacao
do corpo infantil, apesar de não ter o acesso à fala, a criança já é falada e
marcada simbolicamente pelo universo parental que lhe dava um lugar e a
falava mesmo antes de sua concepção, devemos porém, salientar que a
criança não desenvolveu seu campo simbólico e sim seu lugar esta marcado
simbolicamente. A estrutura psicótica parte da forclusão do nome-do-pai, da lei,
da castração que media o acesso ao simbólico. O simbólico fica seguramente
ligado ao real e ao imaginário, mas, principalmente, não totalmente preso ao
real, como deixam supor seus escritos da lógica do inconsciente. O Real não é
jamais redutível ao Simbólico.Isto posto, o real lacaniano refere-se à realidade
própria da psicose, onde na falta de significantes ocorre o delírio que seria a
tentativa de resgatar o que não foi simbolizado. O que não ganha inscrição, o
que não foi simbolizado, retorna no real, não fazendo parte então do
inconsciente, pois não foi recalcado, não existe em si, reside no real.Esta falta
de simbolização não aparece só na linguagem, mas tambem como
descontinuidade no simbólico do individuo que é onde trabalha, onde se pauta
a psicanálise. As descontinuidades referidas aparecem como a manifestação
da passagem ao ato e é tida como ultima tentativa de reconhecimento do
simbólico, na melancolia, é entendido como ultima tentativa de encontrar um
lugar no desejo do Outro, evitando assim seu aniquilamento.
Palavras-chave: REAL, SIMBOLICO E IMAGINARIO
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Conrado Henrique de Araujo Machado
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Especialização em Psicologia Clínica e
Psicossomática
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A INFLUÊNCIA DA MÚSICA COMO FATOR SOCIAL NO
DESENVOLVIMENTO NA ADOLESCÊNCIA
As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada
cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus
estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve
exercer na sociedade. Entre as diferenças estão: a maior propensão ao
humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a
concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica
e muitas outras. Essa pesquisa tem como objetivo possibilitar a melhor
compreensão do papel da música na formação dos vários aspectos
desenvolvidos na adolescência, como identidade, opinião, construção de
valores e vida sexual. Granvillle Stanley Hall (1844-1924), famoso psicólogo e
educador americano, primeiro presidente da Universidade de Clark em
Massachusetts, EUA, definiu a adolescência como sendo um período de
“tempestades e stress”, posto que conflitos nesse estágio de desenvolvimento
podem ser considerados normais. Já a antropóloga Margaret Mead (19011978) atribuía o comportamento adolescente à cultura em que o jovem está
inserido. A busca por uma identidade única é um dos problemas que
adolescentes frequentemente encaram, desafiando autoridades e regras como
um caminho para se estabelecerem como indivíduos. Isto não significa,
entretanto, que a criação adequada, por pais ou outros tutores, e uma vida
inspirada sejam contradições, mas discute-se o quando uma deve ceder lugar
à outra. Nesse estágio, vários elementos servem como modelos de
comportamento, incluindo a música, bem como os músicos que as compõem
e/ou as interpretam. Falar da música de um ou outro grupo social, de uma
região do globo ou de uma época faz referência a um determinado tipo de
música que pode aglutinar elementos completamente distintos (música
tradicional, erudita, popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um
compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve
adaptar sua escuta a uma cultura que ele conhece ao mesmo tempo que
percebe a obra musical. Desde o início do século XX, certos especialistas em
música estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que,
mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não
pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se
destinam. Visto que a música é, atualmente, um fenômeno social de extrema
importância, especialmente no que se diz respeito a adolescentes, essa
pesquisa se faz útil por buscar a união de dois assuntos: a música como
fenômeno social e o desenvolvimento psicológico e social do indivíduo na
adolescência.
Palavras-chave: Música; adolescência; desenvolvimento
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
90
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): thyago h costa rossini, Natalia Massaro, Ana
Paula Favoreto
Nome do Orientador: Mauro Duarte
Titulação do Orientador: especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA PR E A RELAÇÃO
EXISTENTE ENTRE OS DOMÍNIOS RELAÇÕES SOCIAIS E PSICOLÓGICO.
Assim como a (OMS) definimos qualidade de vida como “ A percepção do
individuo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores
nos quais ele vive e com relação a seus seus objetivos, expectativas, padrões
e preocupações ”. Sendo assim buscamos com este trabalho averiguar as reais
condições de vida da população adulta de Londrina, atingindo todas as faixas
etárias e níveis sociais, verificando seus anseios, suas frustrações e
expectativas, buscando desta forma, atingir um resultado capaz de fornecer
dados concretos sobre de que maneira essa população vive ou “sobrevive”.
Buscamos também estabelecer uma relação entre dois domínios existentes, o
domínio das relações sociais que é composto pelas relações pessoais, suporte
(apoio) social e atividade sexual com o domínio psicológico que é composto
pelas facetas sentimentos positivos, pensamento, aprendizagem, memória e
concentração, auto-estima, imagem corporal e aparência, sentimentos
negativos. Através dos dados coletados pretendemos averiguar até que ponto
um bom nível de relações pessoais define uma psique saudável, se o apoio de
amigos e familiares gera sentimentos positivos e um bom nível de auto estima,
independente de idade, classe social ou gênero. A coleta de dados junto a
população adulta de Londrina, foi realizada através de um questionário
WHOQOL -100- instrumento com 100 questões ligadas à qualidade de vida,
desenvolvido pela OMS, perante a sintaxe SPSS, sugerida para a correção e
tratamento dos dados segundo o cronograma de tratamento estatístico SPSS (
statistical Package for Social Sciences versão 1), foram utilizadas também:
pranchetas, canetas e camisetas. A amostra é composta de 2410 pessoas
sendo 1157 do sexo masculino e 1254 do sexo feminino, todos os sujeitos
estavam dentro dos critério estabelecidos pela pesquisa, eram moradores da
cidade de Londrina a no mínimo 06 meses e eram adultos com idades acima
de 18 anos. Os discentes que realizaram a coleta de dados tiveram o devido
treinamento pela equipe de técnica de apoio da Pré-reitoria de Ensino da
graduação ( do núcleo de apoio à pesquisa aplicada), os sujeitos foram
devidamente informados sobre os objetivos da aplicação e o destino dos
dados obtidos, o instrumento foi aplicado de forma que não causasse
qualquer constrangimento ao sujeito, em locais que garantissem a sua
privacidade. Os dados coletados foram digitados pelos próprios discentes e
processados, utilizando o programa SPSS.
Suporte financeiro: Unifil
Palavras-chave: Qualidade de vida, domínio psicológico, relações pessoais.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Rosiane Martins de Souza
Nome do Orientador: Marien Abou Chahine
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
NEUROSE NARCISICA - IN SETTING
Neste trabalho será apresentado um caso clínico em andamento; o objetivo é
falar sobre particularidades do setting terapêutico, assim como hipóteses
levantadas a partir dos atendimentos clínicos com um paciente narcísico. A
aceitação de processos psíquicos inconscientes, o reconhecimento da doutrina
da resistência e do recalcamento, a consideração da sexualidade e do
complexo de Édipo são os conteúdos principais da Psicanálise e os
fundamentos de sua teoria. Freud (1914) insere o conceito de narcisismo no
conjunto da teoria psicanalítica sob o ponto de vista dos investimentos
libidinais, retirando o narcisismo do campo exclusivo das perversões e
concebendo-o como algo natural no desenvolvimento psíquico. No narcisismo,
a característica principal é a indiferenciação entre sujeito e objeto e a insipiente
formação do ego. Desenvolvimentos posteriores apontam para importância do
conceito, pois a predominância atual na clínica dos distúrbios narcísicos e das
patologias do ego, exigiu o desenvolvimento teórico e técnico a fim de atender
às particularidades, principalmente no que se refere às dificuldades na
transferência, uma vez que a percepção do analista como objeto separado de
si está prejudicada. Neste caso, um homem que chamarei pelo nome fictício de
David, de 32 anos, solteiro, vivencia conflitos de relacionamentos em todas as
áreas de sua vida, motivos estes que o fizeram buscar ajuda psicológica. A
princípio, David se mostra pouco implicado com o tratamento, convocando de
forma deliberada o analista para uma posição de exclusividade, mantendo-se
sempre na defensiva e tentando modificar as combinações contratadas. As
primeiras sessões revelaram-se cheias de resistências e atuações agressivas.
David não concebia nenhuma validade e avanço no trabalho. A relação
contratranferencial foi intensa devido aos ataques e demandas significativas,
entre elas a de que a analista soubesse dele mais do que ele lhe revelava e de
que trabalhasse por ele, ou seja, a visão do outro como parte de si mesmo e
responsável por ele. As características narcísicas foram se revelando ao longo
do tempo. Foi necessária então uma relação de holding por parte da analista
para que se instalasse uma transferência positiva e o trabalho caminhasse.
David não tem recordações de sua relação com o pai na infância, o mesmo é
ausente e não reside com ele desde que nasceu. Acredita que a mãe é
culpada pela distância do pai e é com ela seu conflito principal. A mãe é vista
como uma mulher fraca que não soube lhe dar carinho, atenção e como
detentora de um grande segredo. Sua queixa é que a mãe lhe esconde algo
que ele não pode saber. Convoca a mãe para que ela dê o que ele precisa. A
mãe é vista como alguém que retém a verdade, embora ele afirme que ela é
mentirosa. Vemos na díade uma ausência do corte, da separação, há um ser
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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ligado à mãe por um vínculo de dependência, ainda que David lute para ser
independente e não precisar de ninguém. Esse conflito com a mãe se estende
para todas as outras relações, David espera um amor incondicional e se os
outros não lhe dão o que quer, ele os ataca e afasta. Esta ambigüidade em
relação ao amor e ódio, ao se aproximar e afastar-se, fazem com que o
estabelecimento de relações superficiais e distantes seja a única forma
suportável para este paciente. Ao longo dos atendimentos David começa um
namoro e, a partir dele, percebe sua grande dificuldade de envolver-se o que,
paradoxalmente, faz com que se envolva mais no trabalho de análise,
mostrando um desejo de saber sobre si, saber sobre estas questões que vêm
limitando sua vida.
Palavras-chave: Psicologia,narcisismo,caso clinico
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Danielle Tomassetti Medeiros
Nome do Orientador: Ellen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: mestre
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO INSTRUMENTO DE
IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE RELAÇÕES DE TRABALHO EM UMA
EMPRESA DE RECAPAGEM DE PNEUS.
O diagnóstico organizacional é uma etapa fundamental para o trabalho do
psicólogo que atua em uma organização, pois é através deste instrumento que
se pode conhecer e posteriormente propor intervenções adequadas sobre os
problemas encontrados no ambiente laboral. O presente trabalho foi realizado
em uma recapadora de pneus na cidade de Cambé. A empresa conta com um
total de 32 colaboradores, que trabalham nas áreas de vendas de pneus novos
recapados e oferecem mão de obra para serviços automotivos. A presente
pesquisa teve por objetivo analisar e diagnosticar a queixa inicial apresentada
pela empresa, que era conhecer a visão que os colaboradores têm em relação
ao seu local de trabalho. Inicialmente foram entrevistados os encarregados de
cada setor da empresa e os colaboradores com mais tempo de serviço. Na
seqüência foi aplicado em 24 colaboradores da empresa um questionário
contendo 30 perguntas que contemplava tópicos da área profissional e pessoal:
tempo de empresa, função realizada, satisfação e insatisfação com o trabalho,
motivação e desmotivação no trabalho, expectativas em relação á empresa,
crescimento profissional, quantidade de atividades desempenhadas,
relacionamento com os colegas de trabalho em geral, saúde e lazer. Os
resultados obtidos com a pesquisa de Clima Organizacional foram: 1) o tempo
de trabalho para a maioria (71%) dos colaboradores não passa de 1 a 3 anos
de atuação na empresa, o que a caracteriza como sendo uma empresa jovem;
2) nas entrevistas 100% dos colaboradores disseram estar insatisfeitos com os
benefícios que recebem, e sentem a necessidade de receberem um plano de
saúde; 3) a maioria dos colaboradores (53%) não pratica atividade física.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Verificou-se também que 41,66% dos colaboradores apresentam dores de
cabeça, 37,5% apresentam dores no corpo e 29.16% apresentam nervosismo,
estes sintomas sugerem um índice de stress; 4) para 37,5% dos colaboradores
a fofoca é um fator que atrapalha o bom funcionamento da empresa; 5) a falta
de higiene (limpeza dos banheiros e do refeitório), ser mal tratado pelo cliente e
a concorrência, foram citados pelos colaboradores como situações que os
desmotivam na empresa; 6) a falta de união, a demora na entrega do serviço,
preço alto e as instalações físicas são vistos pelos colaboradores como sendo
os principais pontos fracos da empresa; 7) 66% dos colaboradores encontramse parcialmente satisfeitos ou insatisfeitos em relação ao Plano de Cargo,
Carreira e Salário. Diante desses resultados encontrados, foram sugeridas as
seguintes intervenções: a) a implantação de um programa de Socialização
Organizacional com objetivo de promover a interação grupal entre os
colaboradores dos diversos setores da empresa; b) implantação da ginástica
laboral com o objetivo de melhorar a saúde ocupacional e a qualidade de vida
do colaborador e, assim, diminuir a ocorrência de faltas ao trabalho por motivos
médicos, diminuição dos acidentes de trabalho e aumento da produtividade da
empresa; c) reestruturação do Plano de Cargo, Carreira e Salário, visto que
66% dos colaboradores encontram-se parcialmente satisfeitos ou insatisfeitos
com o PCCS atual. A proposta de intervenção está sendo avaliada pela
empresa.
Palavras-chave: diagnóstico organizacional, clima organizacional, relações de
trabalho
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Eloisa Mayumi Iwai
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL: EM BUSCA DA MELHORIA DA
QUALIDADE DE VIDA DOS COLABORADORES.
A Psicologia Organizacional assim como qualquer outra área de conhecimento
enfrentou muitas barreiras para consolidar-se no mercado, mas ganhou espaço
e credibilidade por demonstrar na prática a seriedade e eficácia de seus
serviços, bem como a qualidade das pesquisas que são desenvolvidas pelos
profissionais que a executam.Embasados nessa premissa, a graduação
permite aos discentes a integração entre a teoria e a prática, através de
estágios curriculares que visam o contato direto com a realidade organizacional
e com as possibilidades de atuação do psicólogo sempre voltado à postura
ética que lhe é propícia.Desta forma é que o presente estágio está sendo
desenvolvido em uma empresa comercial de gêneros alimentícios, de pequeno
porte na cidade de Uraí – PR, que conta com 35 colaboradores de ambos os
sexos.Inicialmente foram realizadas entrevistas com os proprietários a fim de
conhecer a realidade da empresa, bem como o histórico, quadro de
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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colaboradores, questões sobre relacionamentos inter-pessoais, possíveis
queixas, etc. Em seguida foram realizadas entrevistas com alguns
colaboradores, responsáveis pelas diversas seções e, finalizando a fase de
coleta de dados, foi aplicado uma pesquisa de Clima Organizacional, aos
demais colaboradores. Na seqüência os dados foram tabulados e analisados.
As questões abordadas referiam-se à caracterização dos colaboradores, níveis
de escolaridade, questões voltadas à saúde e qualidade de vida, níveis de
satisfação com relação à aspectos tanto físicos quanto humanos dentro do
contexto de trabalho e relacionamentos.Pode-se concluir que: a maioria dos
colaboradores sentem-se satisfeitos com o trabalho que executam e com a
empresa em si; sentem apreço e admiração com relação aos proprietários e
consideram-se importantes e valorizados por eles. Classificam o salário como
sendo bom e este é um fator motivacional dentro da empresa. Porém foi
identificado ainda a necessidade de alguns problemas de comunicação, melhor
definição de cargos e funções, necessidade de reuniões mais freqüentes e
esclarecimentos de alguns conceitos importantes como benefício e qualidade
de vida.Diante destes resultados foram propostas as seguintes medidas como
forma de intervenção: inicio de um trabalho voltado à melhoria da comunicação
e dos relacionamentos entre os próprios colaboradores por meio de definições
mais específicas sobre cargos e funções; elaboração de reuniões estruturadas
a fim de que se discutam questões relevantes no contexto do trabalho;
melhoria da qualidade de vida através de grupos de controle de stress,
ergonomia e/ou ginástica laboral.A proposta de intervenção está sendo
avaliada pelos proprietários da empresa.
Palavras-chave: diagnóstico organizacional; qualidade de vida; relacionamento
inter-pessoal.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ricardo Tempone De Lorenzo (4º Integral)
Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan
Titulação do Orientador: Doutoranda
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O CORPO CONTEMPORÂNEO NA FENOMENOLOGIA DE BORDA
A sociedade contemporânea, o século XXI, se apresenta. Não há mais grandes
produções intelectuais, grandes artistas com obras que nos fariam refletir sobre
a nossa humanidade, ou sobre o suposto progresso que trariam benefícios
para a sociedade como um todo. O corpo passa a ser o centro das atenções,
agora não falamos mais de "mente sã em corpo são", pois este se tornou
protagonista na sociedade, uma vez que saiu do íntimo, do privado e passou a
estar nos outdoors das clínicas estéticas e das academias. A ciência lucra a
serviço do corpo que busca ser perfeito, impedindo assim, o passar do tempo,
apagando o passado, anestesiando a dor e padronizando a todos os que
podem pagar para ser um diferente - igual.Este trabalho tem como objetivo
trazer um pouco de luz para os que superficialmente acreditam que a
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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psicanálise, em especial a lacaniana, não trabalha com o corpo, considerando
esta é uma terapia através da fala onde não se teria como ouvir o corpo.Assim
sendo, nortearemos nosso estudo sobre a linguagem do corpo no processo
psicanalítico baseados nas Fenomenologias de Borda. Pesquisa desenvolvida
por psicanalistas argentino-brasileiros, que datam de aproximadamente 10
anos e que demonstraram que em nossa sociedade as patologias clássicas
têm dado lugar às patologias fenomênicas, onde o órgão é o meio de
expressão da psiquê.A cultura do séc. XXI parece criar um corpo que nos fala
de uma forma diferente e faz com que a psique também se manifeste de forma
diferente. As problemáticas internas vêm migrando progressivamente para o
corpo e a plataforma do conflito muda para o exterior do sujeito.O corpo do
qual falamos não consegue ser atendido pela medicina em sua totalidade, pois
até o biológico está sob o agir da subjetividade física de um corpo que fala o
idioma de uma nova sociedade. Esta sociedade tem que ser percebida pela
psicanálise, que deve abrir seus olhos para não errar no diagnóstico destas
novas patologias ou fenomenologias - produto de um velho homem, introduzido
numa sociedade vertiginosa que lhe exige mais do que o mesmo consegue
processar.A evolução da clínica psicanalítica ampliou seu campo teórico-clínico
para além das neuroses transferenciais, abrangendo além das psicoses e das
perversões, também os casos de obesidade extrema, anorexia, toxicomania e
vários outros fenômenos ausentes ou não manifestos na sociedade do séc. XIX
e grande parte do séc. XX.É possível que a manutenção do equilíbrio psíquico
se realize na maior parte das situações de vida, pela produção de sintomas
somáticos, muito mais que pela produção de sintomas psíquicos, neuróticos ou
psicóticos.
Assim sendo, é visível que nas chamadas neuroses atuais, a somatização
acontece através de dores de cabeça, cabeça pesada, sensação de dor,
irritação de um órgão, etc; que são elas realidades fisiológicas, porém, produto
de manifestações psíquicas.
Palavras-chave: psicanálise lacaniana; fenomenologia de borda; corpo
fenomênico; neuroses atuais.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Auristela Mendes Bussadori
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
VIOLÊNCIA: MATÉRIA PRIMA DA SOCIEDADE OU PRODUTO FINAL DO
GOVERNO?
Este trabalho constitui-se uma proposta de pesquisa que busca estabelecer um
parâmetro social sobre a violência urbana e a relação desta com a disfunção
organizacional do governo no setor de segurança pública na atualidade. A
presente pesquisa procurará investigar as possíveis causas que deflagram a
violência urbana, observando quais os obstáculos que dificultam à ação do
governo no combate e repressão a violência. Apesar das contribuições
científicas em analisar e propor soluções para conter os efeitos destrutivos e
desenfreados que a violência gera, verifica-se que autoridades políticas e
judiciais demonstram pouco empenho e interesse em desenvolver métodos e
estratégias possíveis para reduzir a violência urbana. As autoridades políticas e
judiciais demonstram não ter interesse em minimizar a violência urbana, pois é
essa insegurança gerada pela violência que políticos usam como patrocínio de
sua plataforma de governo. A mesma violência urbana é reflexo de governo
corrupto. A violência é nutrida pela corrupção, que atinge todos os níveis da
máquina administrativa pública, causando uma generalizada falta de
credibilidade e confiança nas autoridades. A falta de impunidade na esfera
política sinaliza ao concidadão que ele está sozinho e que não existe justiça
social. Outro fator que influencia a violência urbana são as desigualdades de
classes sociais que contribuem para o aumento da mesma, uma vez que os
menos favorecidos não têm como assegurar uma vida digna, que possa suprir
suas necessidades básicas, como alimentação, saúde e educação. A válvula
de escape é o apelo para o submundo, à marginalidade. Para esta proposta de
pesquisa, participarão vinte representantes dos poderes públicos, entre eles,
legislativo, executivo e judiciário e um delegado da Polícia Civil da cidade de
Londrina. Os sujeitos da pesquisa serão entrevistados em seu local de
atuação. Para coleta de dados com os sujeitos da pesquisa será utilizado um
gravador e posteriormente um computador para análise das informações
colhidas. Este estudo ainda encontra-se em andamento não permitindo ainda
que o resultado seja apresentado.
Palavras-chave: Palavras-chave: violência, sociedade, governo.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Auristela Mendes Bussadori
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
VIOLÊNCIA: MATÉRIA PRIMA DA SOCIEDADE OU PRODUTO FINAL DO
GOVERNO?
Este trabalho constitui-se uma proposta de pesquisa que busca estabelecer um
parâmetro social sobre a violência urbana e a relação desta com a disfunção
organizacional do governo no setor de segurança pública na atualidade. A
presente pesquisa procurará investigar as possíveis causas que deflagram a
violência urbana, observando quais os obstáculos que dificultam à ação do
governo no combate e repressão a violência. Apesar das contribuições
científicas em analisar e propor soluções para conter os efeitos destrutivos e
desenfreados que a violência gera, verifica-se que autoridades políticas e
judiciais demonstram pouco empenho e interesse em desenvolver métodos e
estratégias possíveis para reduzir a violência urbana. As autoridades políticas e
judiciais demonstram não ter interesse em minimizar a violência urbana, pois é
essa insegurança gerada pela violência que políticos usam como patrocínio de
sua plataforma de governo. A mesma violência urbana é reflexo de governo
corrupto. A violência é nutrida pela corrupção, que atinge todos os níveis da
máquina administrativa pública, causando uma generalizada falta de
credibilidade e confiança nas autoridades. A falta de impunidade na esfera
política sinaliza ao concidadão que ele está sozinho e que não existe justiça
social. Outro fator que influencia a violência urbana são as desigualdades de
classes sociais que contribuem para o aumento da mesma, uma vez que os
menos favorecidos não têm como assegurar uma vida digna, que possa suprir
suas necessidades básicas, como alimentação, saúde e educação. A válvula
de escape é o apelo para o submundo, à marginalidade. Para esta proposta de
pesquisa, participarão vinte representantes dos poderes públicos, entre eles,
legislativo, executivo e judiciário e um delegado da Polícia Civil da cidade de
Londrina. Os sujeitos da pesquisa serão entrevistados em seu local de
atuação. Para coleta de dados com os sujeitos da pesquisa será utilizado um
gravador e posteriormente um computador para análise das informações
colhidas. Este estudo ainda encontra-se em andamento não permitindo ainda
que o resultado seja apresentado.
Palavras-chave: Palavras-chave: violência, sociedade, governo.
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Michele Regina Brizzi Trizzi, Karolina
SEdenho, Rafaela Faggião, Fernanda Delai
Nome do Orientador: Ana Maria
Titulação do Orientador: Pós graduação
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA: AUTO-ESTIMA EM DUAS DIFERENTES MACROREGIÕES NA CIDADE DE LONDRINA.
O presente estudo tem como tema Qualidade de Vida: Auto-estima em duas
diferentes macro-regiões na cidade de Londrina. Nos últimos tempos a
importância da qualidade de vida tem crescido, aumentou-se a preocupação
das pessoas em relação ao seu bem estar social, físico, mental,
consequentemente visando uma qualidade de vida. Com isso, torna-se
relevante e importante a execução desta pesquisa que visa principalmente
diagnosticar se moradores da cidade de Londrina tem qualidade de vida
adequada. Assim, sendo diagnosticados vertentes, pode-se contribuir para a
melhora, visto que auto-estima e qualidade de vida estão relacionadas à bem
estar e viver-se bem. O objetivo desta pesquisa é mapear a qualidade de vida:
posição socioeconômica e suas influências na auto-estima em duas diferentes
regiões na cidade de Londrina. Utilizando como instrumento de pesquisa
(WHOQOL-100, instrumento completo com 100 questões) para a avaliação da
qualidade de vida em moradores adultos da cidade de Londrina. O século XXI
aponta a importância da construção da qualidade de vida para o ser humano,
que decorrerá da capacidade de reconhecer a verdade sobre nós mesmos,
compreender quem somos, como lidamos com os desafios da vida, como
reagimos as perdas e frustrações e especialmente como lidamos com o
sucesso. Viver com qualidade não decorre apenas de altos salários, resulta
essencialmente da competência para encontrar um rumo para a própria vida,
centrar-se em valores, buscar o que realmente importa. O universo da pesquisa
compreende uma amostra de 2587 moradores da cidade de Londrina, sendo
1241 sexo masculino e 1345 sexo feminino, tendo como critério ser morador da
cidade a mais de seis meses e maior de dezoito anos de idade usando como
ferramenta estatística, programas como WHOQOL-100 e Excel. Onde a análise
será feita comparando e tabulando 120 questionários de 100 perguntas, sendo
60 questionários masculinos e 60 questionários femininos, direcionadas a
qualidade de vida, com domínio em auto-estima, abrangendo duas diferentes
regiões de Londrina, utilizando como tratamento estatístico, o programa SPSS.
Palavras-chave: Qualidade de vida, auto estima, posição socioeconômica
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Anthônia de Campos, Kessiane Bezerra dos
SantosVieira
Nome do Orientador: Luciana Gusmão
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PROGRAMA DE INTERVENÇÃO COM EDUCADORES DO PROJETO VIVA
VIDA
Segundo Sidman (2003) a análise do comportamento nos diz que mesmo
quando a coerção atinge seu objetivo imediato, a longo prazo estará fadada ao
fracasso. Podemos levar pessoas a fazer o que queremos por meio da punição
ou da ameaça de puni-las, mas ao se comportarmos assim, estaremos
plantando sementes do desencorajamento pessoal, do isolamento da
sociedade, da rigidez intelectual, da ansiedade, da hostilidade e da rebelião.
Desta forma podemos levar crianças a aprender punindo-as por não aprender.
O que é o mais comum. Mas essas crianças que aprendem por métodos
punitivos crescem menosprezando educadores, odiando a escola e evitando o
trabalho de aprender. O presente trabalho apresenta uma intervenção
realizada com 6 educadores de um projeto Social – Educativo da cidade de
Londrina. Este projeto atende crianças tanto do sexo feminino quanto
masculino com idade de até 14 anos consideradas de risco e vulnerabilidade
social. Os educadores vivenciam momentos delicados, com adolescentes e
crianças em situação de risco e vulnerabilidade social sob o rotulo de criança
em situação de risco social e pessoal, que estão expostos a ambientes
violentos, muitas vezes envolvidos pelo trafico de drogas, vitimas de abuso,
negligência ou exploração. Desgastados emocionalmente, muitos deles
perdem o ânimo de ensinar e acabam realizando suas atividades sem prazer.
Com isso podem fazer uso de métodos punitivos na tentativa de educar esta
população. E este trabalho tem como objetivo discutir através das práticas
educativas destes profissionais, a utilização de tais métodos e suas
implicações, a fim de promover conhecimento de práticas educativas não
preventivas que sejam eficazes para criar e manter um repertório de
comportamentos referentes as relações interpessoais enfatizando a
necessidade do auto conhecimento e a importâncias da comunicação verbal e
não verbal.Os encontros aconteceram semanalmente com duração de uma
hora e trinta minutos. Foram realizados até o presente momento 4 encontros.
As atividades visaram propiciar contextos para o desenvolvimento do objetivo
proposto e coleta de dados.
Palavras-chave: Educadores; Comportamento, Relacionamento Interpessoal.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
100
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Cintia Kiyomi Nishi
Nome do Orientador: Luciana Ap. Zanella Gusmão
Titulação do Orientador: Docente e Mestrado
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PSICOTERAPIA COMPORTAMENTAL: PAIS AUSENTES E CRIANÇAS
DESOBEDIENTES.
Segundo a análise do comportamento terapia infantil está diretamente
relacionada com a evolução dos estudos sobre o desenvolvimento. O distúrbio
psicológico é quando a criança apresenta comportamentos que se afasta de
uma norma social arbitrária e relativa, pois ocorre com freqüência ou
intensidade que os adultos julgam ser muito alto ou muito baixa. O meio onde a
criança está inserida é de extrema importância em casos de distúrbio
psicológico. A participação dos pais e/ou da escola junto com o psicólogo ajuda
no processo de intervenção tornando-o mais eficaz. Os pais são os mediadores
que podem dispor dos reforçadores, promotores de mudanças
comportamentais. A intervenção terapêutica está relacionada com a orientação
dos pais e investimento na qualidade da relação pai e filhos. O presente
trabalho apresenta o atendimento de uma criança de 6 anos de idade com
queixa de desobediência com a mãe e na escola, fala alto, fala palavrão e
apresenta comportamentos autoritários. O objetivo do presente trabalho é
identificar as dificuldades da mãe na educação do filho, observar os
comportamentos da criança no contexto terapêutico, estabelecer contingências
que proporcionam o aprendizado de comportamentos adequados, discutir as
práticas educativas pertinentes ao contexto familiar. Foram realizados 17
sessões semanais com a criança e 7 sessões quinzenais com a mãe. Nas
sessões com a criança coletou-se informações à respeito da queixa trazida
pela mãe, observou-se comportamentos da criança, reforçou os
comportamentos adequados na relação com o terapeuta e iniciou a análise das
conseqüências do comportamento da criança. Nas sessões com a mãe
identificou-se a dificuldade desta em identificar comportamentos adequados da
criança, bem como valorizá-la como pessoa e administrar o tempo para estar
com os filhos. À partir disso nas sessões com a mãe priorizou-se o
esclarecimento da importância da relação com o filho, a valorização da criança
como pessoa e de seu comportamentos adequados. Até o momento a mãe
vem apresentando comportamentos que evidenciam a sua dificuldade em
perceber a sua responsabilidade quanto a ocorrência dos comportamentos do
filho bem como quanto ao estabelecimento de uma relação de confiança entre
ambos. A mãe ainda apresenta-se preocupada em administrar somente a
própria vida. A criança está iniciando um processo de mudanças nos
comportamentos na relação com a terapeuta e no contexto familiar.
Palavras-chave: Terapia comportamental, criança e relação mãe-filho
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
101
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Mônica Maria Silva
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: Doutorado
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A DIFERENÇA ENTRE SINTOMA E AS FENOMENOLOGIAS
No inicio do século passado, época em que Freud desenvolveu a sua teoria, o
contexto social predominante era baseado em uma cultura patriarcal, com
famílias rigidamente constituídas e valores incontestáveis. Esse foi o cenário no
qual se realizou a análise dos primeiros casos e toda a formulação da teoria
referente à constituição do sujeito.O homem nasce num estado de total
dependência, tanto física quanto psíquica. O inconsciente vai sendo formado a
partir da interação da criança com a mãe. A mãe que toma a criança como
objeto de desejo. Durante o Édipo ela vai experimentando situações onde ora
ela é tomada como esse objeto de desejo e ora ela cai desse lugar. Esse
lançar e relançar é que produzirá as inscrições no inconsciente.No movimento
de presença e ausência do outro materno constituem-se buracos,
descontinuidades que possibilitam a condição essencial de inscrição do sujeito
na ordem simbólica. É a entrada do Nome-do-Pai que faz com que a criança
caia como objeto de desejo materno e entre no campo da
simbolização.Durante esse processo as idéias inconciliáveis a consciência
serão recalcadas. A libido irá buscar outras vias de satisfação e irá regredir
para fases anteriores em pontos de fixação infantis, chegando a esses pontos
através das fantasias, produzindo então um sintoma. Porém o sintoma sofrerá
ação através da censura, sofrendo modificações e deslocamentos e tendo
como função a formação de compromisso entre a libido insatisfeita e o
recalcado. Existe um gozo no sintoma algo como o que não cessa de se
inscrever.O inconsciente, segundo Lacan é estruturado como uma linguagem
que está presente no discurso do sujeito, onde o seu sofrimento será expresso
pelo sintoma na neurose ou pelo fenômeno na psicose.É através do sintoma
que o sujeito vai simbolizar algo que não pode ser expresso através da
linguagem, do discurso. A simbolização permite que a castração seja
metaforizada. Os fenômenos na psicose são diferentes do sintoma neurótico
justamente pela falta de possibilidade de simbolização.Todo o processo de
mudança pelo qual o mundo tem passado nas últimas décadas não poderia
deixar de ter conseqüências sobre as questões relacionadas com a
subjetividade. Nesse novo cenário novas formas de sofrimento têm surgido,
outras manifestações diferentes do sintoma na neurose, mas também diferente
dos fenômenos na psicose, que são as fenomenologias.Nas fenomenologias
estamos falando de uma estrutura de base neurótica, onde o problema
acontece justamente no momento da caída do sujeito como objeto. O corpo
infantil fica preso por tempo demais na demanda materna, ocorre uma falha na
pulsionalização e assim falta a representação que se articula na palavra. O que
temos é um corpo não suficientemente elaborado na linguagem, elaborado
simbolicamente.
Palavras-chave: sintoma, fenomenologia, psicanálise
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
102
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ana Carolina Barreto Braga
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O PROCESSO DE ESCOLHA DA ABORDAGEM TEÓRICA PARA ATUAÇÃO
PROFISSIONAL NO CURSO DE PSICOLOGIA POR UNIVERSITÁRIOS DE
DUAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR.
O presente estudo tem como objetivo investigar e identificar o processo de
escolha da abordagem teórica para atuação profissional de sessenta
universitários do curso de Psicologia. Os dados serão coletados em duas
instituições de ensino superior, uma pública e uma particular, da cidade de
Londrina, PR. A revisão de literatura realizada aponta uma série de estudos
sobre as preocupações dos universitários ao fazerem suas escolhas
profissionais, principalmente em relação à colocação profissional e ao processo
de tomada de decisão. Pouco se sabe sobre como ocorre o processo de
escolha da abordagem teórica que irá embasar a futura atuação profissional
desses estudantes e quais as possíveis implicações dentro do universo de
trabalho. Acredita-se que, ao investigar mais profundamente este processo,
pode-se ter acesso a informações importantes, sobre como as instituições
contribuem através de suas grades curriculares nos cursos de Psicologia, e se
as mesmas atendem as necessidades destes alunos durante o processo de
graduação. Têm-se como hipóteses para o presente estudo que durante a
graduação, em contato com as diferentes disciplinas e professores, os alunos
podem estar inclinados a optar pela abordagem teórica que possam realmente
compreender, ou então pela abordagem que tiveram professores mais
próximos e amistosos. O instrumento de coleta de dados a ser utilizado será a
entrevista contendo dez questões relacionadas ao tema. Espera-se que os
resultados revelem os fatores envolvidos no processo de escolha desses
universitários no período da graduação, que possam contribuir para a
superação das dúvidas, insatisfações e que possam estimular a construção de
projetos de futuro dos universitários. Esta pesquisa está em andamento, por
esta razão os resultados não serão apresentados.
Palavras-chave: escolha de abordagem teórica, psicologia, tomada de decisão.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Maria Flávia Cabral Guimarães
Nome do Orientador: Ana Maria Souza
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AS INSTITUIÇÕES COMO DEPOSITÁRIAS DOS ASPECTOS MAIS
NEGATIVOS DA CONDIÇÃO HUMANA
Este trabalho visa a um maior conhecimento dos mecanismos obstrutivos nas
instituições. Estes mecanismos solapam seu bom funcionamento e o bem-estar
existencial dos que dele participam. E a origem deste bem-estar existencial
comprometido pode também estar nos próprios indivíduos. Visto que estamos
na era da grupalidade e saber conviver e atuar nos grupos é condição
primordial, sobrepujando o individualismo, procurou-se conhecer sobre grupos,
sua institucionalização e seus processos obstrutivos. Como objetivo geral fazse necessário ampliar conhecimento sobre o funcionamento dos grupos,
estabelecer parâmetros que definam mecanismos obstrutivos de um bom
funcionamento institucional e como objetivos específicos: definir o que é
instituição, conhecer os processos grupais, conhecer o conceito de ideologia
grupal, compreender o poder como elemento desagregador nas instituições,
compreender as motivações inconscientes subjacentes à conduta humana
enquanto mecanismo obstrutivo nas instituições. O homem desde a préhistória percebeu as qualidades especiais que se obtinham vivendo em grupos.
Então para se fortalecer e sobreviver tanto aos animais quanto aos outros
grupos humanos e enfrentar ameaças naturais o homem (família) pré-histórico
contou com a solidariedade e com a lealdade. Mas as guerras por poder já
existiam tanto entre grupos quanto dentro dos mesmo grupo.
Com o tempo, os grupos humanos foram se institucionalizando e nesse
processo seus membros foram perdendo seus sentimentos originais e se
transformando em molde de vida para os desejos, pensamentos modo de vida
das próximas gerações. Neste processo de institucionalização os grupos, que
são definidos como um conjunto de pessoas que têm uma identidade, se
intercomunicam, se interrelacionam em prol de objetivos comuns, pode ocorrer
que o objetivo passe a não ser comum, mas de uma minoria ou de um membro
apenas. Estamos na era da grupalidade. Se o aprendizado num passado
recente era o individualismo, hoje para se atingir objetivos o indivíduo vai
precisar se inserir no coletivo. O grande desafio, então é aprender a conviver, a
trabalhar em equipe.
A interdisciplinaridade e as parcerias substituem as lideranças carismáticas e
egocêntricas, assim o trabalho nos grupos e com eles tende a ser feito de
forma mais precisa, pois temos vasto embasamento teórico e muito trabalho
prático onde nos espelharmos. Segundo Freud, o homem saudável é aquele
que trabalha e ama. No entanto, o mundo moderno com todo o apelo ao
consumismo e a crença geral que o valor do ser humano consiste naquilo que
ele produz, leva a uma situação extrema, de trabalho compulsivo e estressante
em prol de valor pessoal e sobrevivência.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
104
Isto é uma situação propícia pra o aparecimento de tudo o que é subjetivo e
que precisa ser trabalhado de forma individual, como o narcisismo, a ambição
por poder, a falta de comunicação nas relações, as interrelações pessoais. O
trabalho será desenvolvido na forma de revisão teórica baseada na psicanálise
e na psicologia social.
Palavras-chave: Instituições - mecanismos obstrutivos
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti, Fernanda Melo, Natalia Pívaro
de Souza, Vania Maria Ferreira
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Mestranda
Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DIAGNÓSTICO EM PSICOLOGIA ESCOLAR: FERRAMENTA
INDISPENSÁVEL PARA A IDENTIFICAÇÃO DAS DIFICULDADES
PRESENTES NO CONTEXTO EDUCACIONAL
A Psicologia Escolar e Educacional é um campo da Psicologia que vem
crescendo ao longo dos anos. A atuação dentro da escola é ampla podendo
ser trabalhados temas como processos de ensino e aprendizagem,
desenvolvimento humano, inclusão de pessoas com deficiências, políticas
públicas em educação, avaliação psicológica, orientação profissional, formação
de professores, entre outros. Este trabalho é um relato sobre a experiência
vivenciada por alunas do curso de Psicologia em uma disciplina da área de
Psicologia Escolar. O trabalho foi realizado em um Colégio Estadual na Cidade
de Londrina-PR, que atende aproximadamente 1600 alunos de 5ª à 8ª série e
ensino médio nos períodos matutino, vespertino e noturno. Inicialmente foi
realizado o diagnóstico escolar, com objetivo de levantar dados e conhecer o
contexto e as dificuldades do colégio. Para isso foram aplicados questionários
aos alunos de Ensino Médio do período noturno, as questões eram relativas às
percepções dos alunos em relação à escola e professores, dificuldades
encontradas, pontos positivos, temas que gostariam de trabalhar. Também foi
aplicado um questionário com os professores do mesmo período com questões
sobre sua atuação profissional, dificuldades encontradas, pontos positivos e
percepção sobre os alunos. Logo após a coleta de dados, os mesmos foram
compilados e analisados. Os problemas identificados diferem nas diferentes
visões da direção, dos professores e dos alunos. Quando analisado pelo olhar
do professor e da administração o problema reside na falta de colaboração nas
atividades desenvolvidas e no baixo comprometimento com o trabalho e com
ensino. Para a resolução desse problema, apontam a necessidade de
conscientizar o aluno sobre a importância do ensino de forma a despertar-lhe o
interesse e também de um trabalho com os pais para que possam ajudar no
aprendizado dos adolescentes. Diante do exposto acredita-se que seja
importante abordar com os professores as questões de comprometimento e a
valorização do trabalho desenvolvido para que haja maior dedicação e para
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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que possam lidar de forma adequada com os desafios que vão sendo
vivenciados. Com relação aos alunos percebe-se que os problemas principais
são o relacionamento com os colegas e a falta de comprometimento e a
indiferença entre os alunos. Para eles os professores apresentam irritabilidade
e pressa no ensino do conteúdo. Também gostariam de trabalhar temas como
escolha profissional, sexualidade e drogas, para diminuir as dificuldades que
sentem. Dentro dessa realidade foi proposto um trabalho de intervenção
abordando os temas levantados e as principais dificuldades do colégio, sendo
neste momento focada na escolha profissional. .A escolha profissional é uma
das decisões mais importantes que os adolescentes tomam em suas vidas.
Muitas ansiedades e indefinições afetam este momento. Muitas pessoas
"sabem o que não querem", mas não conseguem escolher o que querem.
Muitas pessoas têm idéias muito superficiais a respeito de seus interesses,
outras pessoas têm pouca base de informação sobre profissões e mercado de
trabalho, algumas pessoas sentem-se receosas de fazer uma escolha errada e
depois se arrependerem no futuro. O interesse em realizar este trabalho, está
em proporcionar aos alunos um espaço para refletir sobre as decisões
profissionais, tirar dúvidas e orientar-se para a escolha profissional criando
oportunidades autoconhecimento, conhecimento das profissões e informação
para tomada de decisão.
Palavras-chave: Orientação profissional; Psicologia Escolar; Diagnóstico
Institucional
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Lívia dos Santos Paula
Nome do Orientador: Zeila Cristina Facci Torezan
Titulação do Orientador: MESTRA
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O INCONSCIENTE
O conceito central e fundador da psicanálise é, sem dúvida, o inconsciente.
Conceito altamente criticado e negado por vários segmentos da ciência, afinal
ele questiona o predomínio da razão humana, tão cara aos homens de
conhecimento. Freud chega a apontar a psicanálise como a terceira grande
ferida narcísica sofrida pelo homem ocidental, pois ela vem destronar certezas
e mais, introduz o inconsciente como o verdadeiro senhor do humano, onde a
consciência e a razão são mero efeito de sua superfície. A partir de então
passa a existir uma divisão da subjetividade e ela é encarada como regida por
dois grandes sistemas, a saber, inconsciente e pré-consciente/consciente. Isso
não quer dizer que o homem seja cindido, pois os sistemas estão em constante
interação. Uma das faces que passa a ser considerada é a desejante, durante
muito tempo o desejo foi visto como aquele capaz de perturbar a ordem, por
isso a subjetividade era identificada à consciência, o desejo era o que pervertia
o bom funcionamento consciente, portanto, deveria ser controlado e talvez até
punido. Mas de onde viriam os desejos, que passaram a ser rechaçados nessa
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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época? De algum lugar outro que não a consciência. Para entender isso a
psicanálise vai buscar não o sujeito da razão, mas a razão do sujeito. E esta
nada mais é do que a razão última dos desejos de cada indivíduo, muitas
vezes não compreendidos por si próprio e por todos que estão a sua volta.
Freud queria compreender o que causava a fenda existente entre o “eu falo” e
o “eu sou”, entre o sujeito da verdade e a verdade do sujeito. Na sua busca de
compreensão do funcionamento do psiquismo humano, Freud em 1895,
escreve o “Projeto para uma psicologia científica”, neste trabalho descreve a
experiência de satisfação, e somente mais tarde ele entenderá o quão
importante esta o é para a formação da subjetividade. O homem ao nascer,
não se encontra preparado para a vida extra-uterina, ele nasce num estado de
total desamparo. Tal fragilidade coloca o bebê humano em dependência de
outrem, que lhe satisfaça as necessidades básicas para a vida, é aí que
começa a constituição do sujeito. Mas tudo isso só será entendido mais tarde,
quando da construção da teoria sobre o inconsciente, em “A interpretação dos
sonhos”. Nesse trabalho Freud retoma algumas questões levantadas no
“Projeto”, como a experiência de satisfação, o processo primário e o processo
secundário. Através da investigação dos sonhos chegará enfim à descoberta
do inconsciente, suas características e funcionamento. E este momento pode
também ser chamado de a fundação da psicanálise, já que seu principal objeto
é o inconsciente.
Palavras-chave: inconsciente, constituição da subjetividade
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): MIRIAM TOMY TABUO
Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN
Titulação do Orientador: MESTRE
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A ARTE DO ESCULTOR E O PARTO DE IDÉIAS: UMA REFLEXÃO SOBRE O
DESEJO DO ANALISTA.
Este artigo visa promover uma reflexão sobre o desejo do analista desde uma
leitura Freud-lacaniana, enfatizando o que é o desejo do analista e o que ele
não é a partir da posição de Sócrates. Ao contrário do que muitos podem
pensar, o desejo do analista não se refere à interferência da subjetividade do
analista no processo analítico, mas é um desejo de alteridade, de se colocar
em uma posição de vazio, de oco, de dessubjetivação, na qual o eu do analista
deverá ser anulado, para que, do lado do analisando, possa advir o sujeito do
inconsciente. Freud fez uma analogia entre a atividade do escultor e a do
analista, sendo que o escultor apenas tira os excessos da matéria bruta a ser
esculpida, para que a essência da obra de arte se manifeste. O analista tal
como o escultor não inclui nada ao fazer uma intervenção, não oferece
sentidos prontos, apenas retira os excessos que recobrem o desejo do
analisando. O desejo do analista converge em alguns pontos com a posição
socrática, pois ambos, tanto analista quanto Sócrates, são alvo de uma
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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demanda de amor e uma aposta de que são detentores de um saber.
Entretanto, a partir desse ponto, os dois posicionamentos se diferenciam, pois
o que cada um fará com aquilo que lhe é endereçado, muda significativamente
o percurso a ser trilhado. Sócrates se dirige àquele que se diz sábio,
interrogando-o e convocando-o a uma produção de saber, que ao final levava o
suposto sábio a concluir que nada sabia a respeito do que falava e
conseqüentemente provava que realmente não existia ninguém mais sábio do
que ele, sendo isso um resultado de sua douta ignorância. Filho de um escultor
e de uma parteira, Sócrates dizia que sua profissão era semelhante à de sua
mãe, pois também realizava partos, mas de idéias. Ao contrário de Sócrates, o
analista não detém um saber sobre a verdade do analisando, sobre o seu
saber-insabido, mas tem um saber sobre o funcionamento do inconsciente e de
que modo ele opera. Trabalhar como analista escultor, utilizando a arte da
escuta e a arte interpretativa, pode levar a produções que ao invés de congelar
sentidos e promover um parto de idéias, abrem possibilidades, horizontes e
uma certa liberdade em relação ao desejo do Outro, que pode relançar a outros
caminhos que não os do sintoma.
Palavras-chave: DESEJO DO ANALISTA, SÓCRATES, TRANSFERÊNCIA.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Josiane Tavares dos Santos
Nome do Orientador: Maria Jose Parente Janini de Toledo
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitario Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A IMPORTANCIA DO LUTO NA VIDA DA CRIANÇA
Falar ou não falar de morte para a criança? Esta é uma questão bastante
discutida na comunidade cientifica e como abordar este assunto com a criança
e as possíveis conseqüências. Vario autores relatam sobre a confusão e
desamparo que pode ser ocasionados a partir da historia contada para a
criança sobre a morte de um ente querido. No presente caso temos a historia
de um adolescente que perdeu o pai ainda na infância, aos seis anos, em um
acidente de carro num momento em que seus pais estavam concluindo a
separação, após um relacionamento muito conturbado entre eles. Neste caso,
era o pai quem desempenhava os cuidados maternos. Após a sua morte, a
mãe se casou novamente e se mudou para outro país, deixando a criança aos
cuidados da avó paterna. Um ano depois retornou para e levou a criança para
o país em que morava. Neste tempo a criança perdeu dois anos escolares e
vínculos com os familiares. Após um ano em outro país a mãe engravidou e
antes do bebe nascer todos retornaram ao Brasil. Quando o irmão do
adolescente completou um ano de vida o marido da mãe voltou para o exterior.
Todos usufruem da pensão que o pai do adolescente deixou, pois o atual
marido da mãe não provê a família. Supondo que o filho poderia estar se
afastando dela, por não ter compreendido as mudanças ocorridas na família no
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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referido período, e também por estar apresentando dificuldades escolares,
decidiu procurar ajuda psicológica para ele e orientações para a família.
Abordaremos os resultados da historia que a mãe contou para a criança sobre
a morte do pai, como a criança simbolizou este fato, as dificuldades que a mãe
encontrou para desenvolver uma boa comunicação com o adolescente, as
técnicas utilizadas pela terapeuta e os resultados obtidos.
Palavras-chave: adolescente - morte - luto
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Gilson Pereira Lima
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL NUMA EMPRESA TABAGISTA
O presente trabalho de Diagnóstico Organizacional foi realizado em uma
empresa que atua no ramo de tabaco situada em Londrina-PR. Primeiramente
houve a fase de apresentação onde foram explicados os objetivos deste
trabalho. Com a autorização para efetuar o Diagnóstico Organizacional
realizou-se, logo após, o processo de integração com a empresa, o qual
permitiu o reconhecimento do espaço físico e o contato com os diretores e
demais colaboradores da organização. No início, buscou-se conhecer o
histórico da empresa através de entrevista com um dos diretores e em contatos
informais dentro da empresa. Foi apresentado no decorrer desse processo o
histórico já documentado por eles. Em seguida, realizaram-se as entrevistas
com 7 colaboradores mais antigos da administração e a pesquisa de clima
organizacional envolvendo 30 colaboradores da produção, manutenção,
transporte de cargas e faxina. Os tópicos abordados nas entrevistas e pesquisa
de clima abrangiam assuntos da área profissional e pessoal: tempo de
empresa, função realizada, satisfação e insatisfação com o trabalho, motivação
e desmotivação no trabalho, expectativas em relação à empresa, crescimento
profissional, quantidade de atividades desempenhadas, relacionamento com os
colegas de trabalho em geral, saúde e lazer. Algumas informações foram
também obtidas através de contatos informais com alguns colaboradores. Os
dados coletados foram tabulados e os principais problemas verificados
envolveram: reconhecimento profissional; planejamento de cargos e salários;
atuação do encarregado; comunicação; colaboração no trabalho; stress laboral.
Após a realização do Diagnóstico, foram realizadas as seguintes propostas de
intervenção: programas para combater os indicadores de stress laboral;
aprimoramento nas relações interpessoais com o propósito de promover uma
comunicação mais eficiente dentro da organização, uma maior integração
dentro dos grupos e nas equipes de trabalho e aumento da colaboração entre
as pessoas dentro da empresa; programa de treinamento e desenvolvimento
que melhore o desempenho dos encarregados na coordenação da equipe e na
propagação de informações e comunicados internos; criação do plano de
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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cargos e salários. O relatório com o Diagnóstico Organizacional foi apresentado
a empresa e está sendo avaliado.
Palavras-chave: diagnóstico organizacional, clima organizacional, intervenção.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Juliana Maria Sanches
Nome do Orientador: Luciana Gusmão
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ABUSO SEXUAL E A APLICABILIDADE DA ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO: UM ESTUDO DE CASO CLÍNICO.
O atendimento a crianças é um assunto que provoca muito interesse em
diversas áreas da Psicologia. O estudo do comportamento infantil é
expressivamente rico, devido às características peculiares que esta faixa etária
apresenta. Este trabalho faz uma análise do caso de uma menina de 11 anos
que chegou até o serviço de psicologia da Unifil com a queixa de suspeita de
abuso sexual praticado pelo pai. Este caso ainda está em andamento, mas já
foram feitas algumas considerações. Segundo Schelb (2004) os abusos
praticados contra criança e adolescentes são uma das principais causas da
criminalidade infanto-juvenil. Inúmeras podem ser as causas, mais na maioria
dos casos registrados de abuso constatou-se alcoolismo ou analfabetismo de
pelo menos um dos responsáveis. O atendimento tem como objetivo investigar
junto à criança, se esta apresente algum comportamento característico de
abuso sexual, se este chegou a acontecer, desenvolver comportamentos prósociais e investir na relação entre mãe/criança. Este trabalho vem sendo
realizado no serviço de psicologia do Centro Universitário Filadélfia desde abril
de 2007. Foram realizadas 14 sessões com a criança e sessões com a mãe,
até o presente momento a criança não apresentou nenhuma característica de
algum tipo de abuso o que tanto pode ser bom (realmente não ter acontecido à
violência) quanto ruim (de ter sido feito sem “violência”, numa demonstração de
amor) o que pode tornar ainda mais difícil de ser identificado. O pai segundo
relatos da mãe e da criança bebe muito, mas não tem um comportamento
agressivo. A criança dorme na casa da avó, segundo a mãe ela já morou com a
avó para estudar quando os pais moravam em um sítio. A família agora mora
ao lado da avó, mas desde a suspeita, a menina freqüenta a casa quando tem
mais pessoas que não seja só o pai. Além da suspeita que ainda não foi
descartada foram identificados outros comportamentos importantes que serão
alvo da intervenção terapêutica. Pode ser observada uma falta de habilidade da
mãe com a criança que acabou refletindo em seu comportamento. A menina
apresenta pouco repertório verbal e gasta muito tempo com pessoas mais
velhas, como a avó, sua fala é bem característica desta convivência.
Juntamente com a análise da criança foram investigados os pontos de
dificuldade da mãe com relação à criança. A mãe teve uma educação muito
rígida, apresenta dificuldades quanto à sexualidade e não sabe como
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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conversar sobre o assunto. Estão sendo realizadas sessões individuais com a
criança, orientação com a mãe e eventuais sessões com ambas para promover
aproximação entre elas. Com as sessões realizadas já pode ser observado
uma maior habilidade de expressão da criança, que passou a contar mais
detalhes do que acontece no seu dia-a-dia. E em casa a mãe relatou que ela
esta mais a vontade e fala de assuntos antes nunca comentados. A mãe está
sendo orientada também a se aproximar mais da filha, separar um tempo para
estar com ela e até mesmo brincar. Este atendimento ainda não foi concluído,
portanto não foi descartada a possibilidade de abuso sexual em relação à
criança. Mas o foco neste momento esta na relação da criança com a mãe e no
desenvolvimento de comportamentos pró-sociais, o que vem demonstrando
benefícios para a cliente.
Palavras-chave: Abuso sexual, Comportamentos pró-sociais, Terapia Infantil.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Camila Orlando, Juliana Donadier
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia - Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AUTISMO: O IMPACTO DA FAMÍLIA DIANTE O DIAGNÓSTICO
Percebe-se nos últimos anos um aumento significativo nas pesquisas
científicas que abordam o tema do autismo. Essas pesquisas vêm sendo
desenvolvidas em diversas áreas e têm o objetivo de ampliar o conhecimento
tanto sobre a natureza do transtorno quanto de possíveis estratégias de
tratamento. Isso tem contribuído para a realização de diagnósticos mais
precoces e precisos. O autismo caracteriza-se pelo comprometimento em três
áreas do desenvolvimento: habilidade de interação social, habilidade de
comunicação e comportamentos e interesses. Pode ocorrer em famílias de
qualquer nível sócio-econômico, intelectual, ocupacional, educacional, racial,
étnico ou religioso, sendo caracterizado por uma radical ausência do sujeito à
realidade. O autismo afeta inteiramente a família podendo causar um choque
na família, constituindo estressores, afetando-a ao longo de seu ciclo vital. A
ajuda psicológica não é feita apenas com o autista, mas também com a família,
esclarecendo o diagnostico de seu filho, e ajudando a lidar com essa situação
“nova”, tentando assim, facilitar o convívio entre eles e com o meio que os
cercam. Sabe-se que conviver com um autista não é uma tarefa fácil. É um
relacionamento que vai desde a aceitação do transtorno até a dedicação aos
cuidados necessários para lidar com o mesmo de forma adequada. Muitos são
os comprometimentos e limitações que afetam um portador de autismo, fato
que contribui para um impacto diante desse diagnóstico. Significativas
mudanças são necessárias no cotidiano da família, tanto psicológicas quanto
estruturais, buscando se adaptar à realidade instaurada. É de suma
importância a forma como se dá o acolhimento da pessoa diagnosticada como
autista e a aceitação do transtorno, pois a partir disto, grandes contribuições
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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poderão ser agregadas ao tratamento e à convivência com o autista, facilitando
a superação das limitações impostas pelo próprio transtorno. Com isso, esta
pesquisa pretende investigar como as famílias lidam com esse problema, que
cria demandas emocionais e requer mudanças radicais na rotina familiar. O
presente estudo objetiva verificar os impactos causados na família pelo
diagnóstico de autismo bem como analisar os métodos utilizados para o
tratamento desse transtorno. Participarão desta pesquisa 5 psicólogos, 5
professores e 5 famílias (pai, mãe ou irmãos) que tenham contato estreito com
pessoas autistas. Os dados serão coletados através de um roteiro de entrevista
estruturado, contendo 10 questões que abordam o problema a ser investigado.
Palavras-chave: autismo, autista, reação ao diagnóstico
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Maria José Moreira, Juliana Canavesi
Nome do Orientador: Clélia Prestes Zerbini, Eliane Belloni, Patrícia Martins
Castelo Branco, Rosângela Ferreira Leal Fernandes, Sílvia do Carmo Pattarelli,
Zenir Alves Pascutti ; Danielle Tomassetti Medeiros;Juliana Germano
Canavese;Maria José Moreira; Natália Fornarolli; Patrícia Amabil
Spinasse;Yáscara Coriolano Viriato Botelho
Titulação do Orientador: Especialista, Mestre, Mestre, Especialista, Mestre,
Especialista
Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA JUNTO AO BATALHÃO DA POLÍCIA
MILITAR NA CIDADE DE LONDRINA
Pretendemos apresentar neste simpósio o projeto: INTERVENÇÃO
PSICOLÓGICA JUNTO AO BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR NA CIDADE DE
LONDRINA. Este projeto consiste em tratar e preservar a saúde mental dos
policiais militares, devido à situação constante de stress dessa profissão.
Atualmente nos deparamos nas ruas brasileiras com todas as formas possíveis
de violência; no meio desta “batalha”, encontra-se a população, que exige
providências das autoridades. Contudo são os policiais de uma forma geral que
enfrentam esta situação diretamente, envolvendo desgastes físicos,
psicológicos e sociais, ocasionando a desmotivação no desenvolvimento de
suas funções e no convívio cotidiano com seus familiares. Entendemos então
que isso acarretará um stress, comprometendo e alienando este sujeito a um
processo de adoecimento. Desta forma, desejamos neste evento exercitar o
debate a respeito do stress do policial londrinense.
Palavras-chave: Violência, Policial e Stress
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Analice Arali
Nome do Orientador: Zeila Facci
Titulação do Orientador: mestre
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PULSÃO
Com intuito de conceitualização sobre pulsão, de uma maneira esclarecedora ,
o seguinte trabalho apresenta conceitos uma tema altamente importante para
as teóricas psicanalíticas. Freud fornece descrições empíricas que produzem o
real, não dito, mas observável em seus construtos teóricos. É assim que a
pulsão surge no meio analítico, através dessa observações de Freud com o
não dito mas expresso no homem. A pulsão nunca se da por si própria, não a
nível consciente e nem em nível inconsciente, mas sim, é expressada por seus
representantes: idéia e afeto Após diversas discussões em relação a
terminologia e tradução da palavra Trieb, vinda do alemão, Freud passa a
escrever suas teorias agora descritas como pulsão e não mais com
instinto.Segundo Freud: ӎ um conceito situado na fronteira entre o mental e o
somático”. Freud então resume pulsão como sendo algo que deva ser
entendido até então, como fonte endossomática.Freud, baseia-se no psiquismo
humano, que o homem usa da pulsão para a necessidade de diminuir tensões
e ansiedades. O que provoca a tensão é a configuração pulsional do
psiquismo humano. As excitações não são vindas somente do exterior, mas
também do próprio organismo humano.O acumulo de tensão gera o desprazer,
que , por sua vez, origina numa descarga em busca do prazer ou alívio.Garcia
Roza em Freud e o inconsciente, relata que o objeto de uma pulsão é definido
por Freud como “a coisa em relação á qual ou através da qual a pulsão é capaz
de atingir seu objetivo” e ainda acrescenta”é o que há de mais variável numa
pulsão”.A pulsão do ego busca só é satisfeita com um real objeto, regida pelo
principio de realidade. Por outro lado a pulsão sexual pode-se satisfazer com
objetos imaginários, fantasmáticos, pulsão essa regida pelo principio do
prazer.Garcia Roza, especifica cada um dos representantes descritos por
Freud, ideativo e afeto, seguem como mecanismos de transformação distintos,
os do representantes ideativos são:Reversão ao seu oposto.Retorno em
direção ao próprio eu. Recalcamento. Sublimação. Por não estar ligado
diretamente ao representante ideativo, o afeto segue as seguintes
transformações:Transformação do afeto (histeria de conversão). Deslocamento
do afeto (obsessão).Troca de afeto (neurose de angústia e melancolia).A
pulsão sexual, vem com um novo conceito agora como forma de desvio do
instinto. É esse desvio que leva a construir a diferença sexual.
Palavras-chave: prazer, instinto, pulsão
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
113
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Analice Arali
Nome do Orientador: Zeila Facci
Titulação do Orientador: mestre
Instituição: unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PULSÃO
Com intuito de conceitualização sobre pulsão, de uma maneira esclarecedora ,
o seguinte trabalho apresenta conceitos uma tema altamente importante para
as teóricas psicanalíticas. Freud fornece descrições empíricas que produzem o
real, não dito, mas observável em seus construtos teóricos. É assim que a
pulsão surge no meio analítico, através dessa observações de Freud com o
não dito mas expresso no homem. A pulsão nunca se da por si própria, não a
nível consciente e nem em nível inconsciente, mas sim, é expressada por seus
representantes: idéia e afeto Após diversas discussões em relação a
terminologia e tradução da palavra Trieb, vinda do alemão, Freud passa a
escrever suas teorias agora descritas como pulsão e não mais com
instinto.Segundo Freud: ӎ um conceito situado na fronteira entre o mental e o
somático”. Freud então resume pulsão como sendo algo que deva ser
entendido até então, como fonte endossomática.Freud, baseia-se no psiquismo
humano, que o homem usa da pulsão para a necessidade de diminuir tensões
e ansiedades. O que provoca a tensão é a configuração pulsional do
psiquismo humano. As excitações não são vindas somente do exterior, mas
também do próprio organismo humano.O acumulo de tensão gera o desprazer,
que , por sua vez, origina numa descarga em busca do prazer ou alívio.Garcia
Roza em Freud e o inconsciente, relata que o objeto de uma pulsão é definido
por Freud como “a coisa em relação á qual ou através da qual a pulsão é capaz
de atingir seu objetivo” e ainda acrescenta”é o que há de mais variável numa
pulsão”.A pulsão do ego busca só é satisfeita com um real objeto, regida pelo
principio de realidade. Por outro lado a pulsão sexual pode-se satisfazer com
objetos imaginários, fantasmáticos, pulsão essa regida pelo principio do
prazer.Garcia Roza, especifica cada um dos representantes descritos por
Freud, ideativo e afeto, seguem como mecanismos de transformação distintos,
os do representantes ideativos são:Reversão ao seu oposto.Retorno em
direção ao próprio eu. Recalcamento. Sublimação. Por não estar ligado
diretamente ao representante ideativo, o afeto segue as seguintes
transformações:Transformação do afeto (histeria de conversão). Deslocamento
do afeto (obsessão).Troca de afeto (neurose de angústia e melancolia).A
pulsão sexual, vem com um novo conceito agora como forma de desvio do
instinto. É esse desvio que leva a construir a diferença sexual.
Palavras-chave: prazer, instinto, pulsão
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
114
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Miryan Minami , Natália Pazeto , Raquel Viani
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia (UNIFIL)
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
VÍTIMAS DE ABUSO SEXUAL INFANTO JUVENIL
Nos últimos anos as discussões sobre os vários tipos de violência vêm
conquistando um espaço importante nas instituições de ensino e nos meios de
comunicação. O mesmo acontece com o abuso sexual infantil, que se constitui
um dos tipos de violência mais ultrajantes contra o ser humano. Considerando
o elevado índice de crianças e adolescentes que são vítimas desse tipo de
violência, a presente pesquisa tem como objetivo identificar junto aos
profissionais que prestam atendimento a essa população, quais fatores
interferem na gravidade do abuso sexual. As informações produzidas por esta
pesquisa poderão contribuir para a sociedade no sentido de informar com mais
detalhes em que situações podem ocorrer o abuso sexual infantil e como lidar
com essa violência. A sociedade poderá ter mais condições de prevenir esse
ato e atender as crianças/adolescentes vítimas de abuso sexual, estando mais
capacitada a defender seus direitos. Esta pesquisa também poderá trazer para
a comunidade científica maior conhecimento sobre o assunto, especificando a
realidade encontrada em uma determinada região do país. Apesar da
existência de um elevado número de pesquisas na área, os resultados
encontrados apresentam-se bem distintos, justificando ainda mais a
necessidade de estudos que busquem um direcionamento para o assunto. A
hipótese a ser pesquisada diz respeito ao fato de que crianças com menos
idade tem mais dificuldade para enfrentar o abuso sexual que os adolescentes,
pois nunca tiveram contato com uma relação sexual e nem um conhecimento
mais aprofundado sobre o assunto, apresentando sentimento de culpa, medo e
trauma. Já para alguns adolescentes que já mantiveram relações sexuais o
impacto da violência sexual talvez não seja tão grande. A segunda hipótese
sugere que as meninas sofrem mais que os meninos, porque a maioria das
meninas são mais delicadas, sensíveis e vulneráveis, tendo mais dificuldade
em lidar com o fato. Participarão deste estudo dez profissionais que atuem no
atendimento a crianças/adolescentes vítimas de abuso sexual da cidade de
Londrina e que tenham acompanhado no mínimo cinco crianças abusadas
sexualmente. A coleta de dados será realizada através de uma entrevista
estruturada contendo dez questões sobre o tema a ser investigado. Devido ao
fato desta pesquisa ainda estar em andamento não existem resultados a serem
publicados.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Fernanda Angélica dos Reis
Nome do Orientador: Luciana Gusmão
Titulação do Orientador: Professor
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
TERAPIA COMPORTAMENTAL INFANTIL: ÊNFASE NA RELAÇÃO MÃEFILHA.
Será apresentado o caso clínico de I., 6 anos, do sexo feminino, baixa autoestima, problemas de relacionamento com a mãe e agressividade para com o
irmão e colegas. O objetivo foi analisar, em contexto terapêutico, os
comportamentos inadequados apresentado por I., e verificar com a criança os
comportamentos problemas e os possíveis mantenedores de tais
comportamentos. A terapia teve como foco a perspectiva da Análise do
Comportamento, até o momento foram realizadas 24 sessões com
periodicidade semanal, sendo 6 com a mãe, uma sessão com a avó paterna e
17 sessões com a criança. Nas sessões com I. houve o estabelecimento de
vínculo, observação dos comportamentos adequados e inadequados da
criança, análise do comportamento da criança com ela mesma. Com a mãe as
sessões tiveram como objetivo identificar comportamentos problemas, como
resolvê-los e que reforçasse os comportamentos adequados da criança.
Também foi orientada para que quando houvesse brigas na família, como por
exemplo com o marido e irmão de I. esta fosse retirada de tal situação, para
que não vivenciasse com a família comportamentos de agressividade, pois em
várias sessões foi percebido que I. representava vários comportamentos de
agressividade e falas de sua mãe. Foi percebido durante as sessões, que os
problemas de relacionamento envolvem toda a família visto que apresentam-se
pouco afetivos e muito agressivos e intolerantes quanto aos comportamentos
dos filhos, também ficou claro que I. não consegue se relacionar, ter amigos e
ser sociável, não atende as regras e não consegue se concentrar nas
atividades escolares. No momento I. está mais comunicativa e sociável, e
consegue se expressar melhor diante de situações estressantes, durante as
atividades lúdicas é ensinada a ela maneiras de se comportar de forma
adequada nas diversas situações abordadas. As sessões com a mãe
continuam, mas esta tem apresentado muitas dificuldades na relação com a
filha, o que vem sendo foco da intervenção psicológica.
Palavras-chave:
mãe-filha.
Agressividade, Baixa auto-estima e Relacionamento entre
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Clarice Barreto Montosa
Nome do Orientador: Luciana Gusmão
Titulação do Orientador: Professor
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
SEPARAÇÃO CONJUGAL E AS IMPLICAÇÕES PSICOLÓGICAS PARA A
CRIANÇA.
Neste artigo é apresentado o caso clínico de um cliente de 6 anos, A. . do sexo
masculino,apresentando comportamentos de ansiedade e encoprese após a
separação de seus pais. O objetivo da terapia foi analisar a funcionalidade dos
comportamentos apresentados pela criança, verificar junto a criança a
compreensão da mesma sobre as queixas relatadas pela mãe e ensinar novas
maneiras de se comportar diante de situações adversas. A intervenção feita
neste caso foi orientada segundo a perspectiva da Análise do Comportamento.
Foram realizadas até o momento 34 sessões com periodicidade semanal,
sendo nove sessões realizadas com a mãe do cliente, uma sessão com o pai,
uma sessão com o pai e a mãe juntos e 23 sessões com o cliente.O principal
motivo que a mãe apresentou quando procurou a terapia para seu filho foi o
alto grau de ansiedade, medo, agressividade, desobediência e algumas outras
maneiras inadequadas de se comportar. Adicionados à insegurança e tensão
diante da situação de separação dos pais e a maneira como esta ocorreu,
estes constituem os principais fatores desencadeadores dos comportamentos
emitidos pela criança. Ficou claro durante as sessões que a mãe ainda não
superou a separação. Já o pai constituiu nova família, mas a criança se sente
insegura ao ter que falar do pai perto da mãe, A. se sentia muito tenso e não se
sentia autorizado a estabelecer boas relações com o pai e com a família
paterna em função da mãe. São diversas as estratégias terapêuticas
abordadas na sessão, como orientação aos pais diante dos comportamentos
inadequados de seu filho, estabelecer rotina para a criança, reforçar
positivamente os comportamentos adequados e dar liberdade para que a
criança possa expressar seus sentimentos. Com a mãe a intervenção foi feita
principalmente mostrando a ela que A. sofre diante das brigas com o pai e que
ele se sentia tenso cada vez que tinha que sair ou falar com o pai. Também
está sendo abordado junto com a criança brincadeiras e livros que falam sobre
familía, relacionamentos e separação. Os resultados obtidos até o momento
revelam que a criança não apresenta mais encoprese e também consegue se
expressar melhor e tem estabelecido relações mais afetuosas com o pai e sua
nova família.
Palavras-chave: Separação conjugal, Encoprese e Ansiedade Infantil
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Priscila Ferreira, Adriele Barcelos Porto, Ana
Carolina Socoloski, Celso Seiti Hiruoe, Jobson Nobile
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira, Maria Eduvirge Marandola,
Suzana Rezende Lemanski
Titulação do Orientador: Mestre, Mestre, Doutor
Instituição: Centro Universitário Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM ESTUDO SOBRE O CONSUMIDOR QUE COMPRA POR IMPULSO
Comprar e vender ou trocar mercadoria por mercadoria são tão comuns que
muitas vezes as pessoas não se atêm para os diversos aspectos dos
processos implicados nestas questões. Este Projeto de Pesquisa, de forma
ampla, busca integrar duas áreas do conhecimento: Economia e Psicologia,
envolvendo aspectos relevantes ao tema para essas duas áreas. Apesar do
sistema de troca ser uma questão antiga na história, se compreende pouco a
respeito do que leva um individuo a comprar por impulso, mesmo que isto leve
a um endividamento e a conseqüências aparentemente desagradáveis ao
mesmo. Portanto, espera-se, que após a conclusão deste projeto, seja possível
identificar e analisar as conseqüências econômicas e comportamentais para os
consumidores que efetuam compras por impulso na cidade de Londrina. O
objetivo geral da pesquisa é levantar e analisar variáveis que envolvam
aspectos comportamentais e econômicos relacionados às compras por impulso
em consumidores de um shopping center de Londrina. Como objetivo
específico tem-se: a) identificar as variáveis situacionais no processo de
escolha e compra por impulso do consumidor; b) levantar quais são os objetos
mais comuns nas compras por impulso dos consumidores de um shopping
center de Londrina; c) relacionar as variáveis do comportamento de compra por
impulso do consumidor e a história de aprendizagem da compra por impulso; d)
averiguar o montante gasto na compra por impulso; e) analisar as
conseqüências, tanto econômicas quanto comportamentais, da compra por
impulso. Para coleta de dados a amostra foi determinada a partir do número
médio de freqüentadores de um shopping center nos finais de semana. Está
sendo elaborado um formulário para coleta de dados contendo questões
relacionadas aos seguintes aspectos: situações envolvidas na compra por
impulso e conseqüências dessas compras; levantamento da história de
aprendizagem do indivíduo em relação aos processos de compras impulsivas;
os objetos geralmente mais adquiridos;o montante gasto nessas compras;
forma de pagamento das compras; dívidas oriundas de compras por impulso; o
conhecimento sobre os juros que são cobrados nas compras a prazo; tempo
gasto para saldar a dívida; o penhor de bens para pagar dívidas oriundas de
compras não planejadas. Até o momento, realizou-se o levantamento
bibliográfico, o de teste piloto com o instrumento a ser utilizado para coleta de
dados e a coleta de dados. A próxima etapa será a tabulação e análise dos
dados.
Palavras-chave: compra por impulso, comportamento do consumidor,
endividamento pessoal.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Cecilia Betioli, Heloisa Borges Pereira, Lorena
Benassi
Nome do Orientador: Mauro Fernando Duarte
Titulação do Orientador: Professor
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA EM LONDRINA
Ter qualidade de vida depende de fatores intrínsecos e extrínsecos. Assim há
uma conotação diferente de qualidade de vida para cada indivíduo, que é
decorrente da inserção desse na sociedade. A qualidade de vida é um conceito
ligado ao desenvolvimento humano que abrange o bem estar físico,
psicológico, emocional e mental, e também elementos como a família, amigos,
emprego ou outras circunstâncias da vida.O presente objetiva mensurar a
qualidade de vida da cidade de Londrina.; visa, através das pesquisas, ter
conhecimento sobre a qualidade de vida dos habitantes da cidade de Londrina.
Palavras-chave: Qualidade de vida em Londrina
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Raquel aparecida Moreira,Leila Franco
Nome do Orientador: Rita Marcia Aragão Abe
Titulação do Orientador: Especialista em Psicoterapia na Analise do
Comportamento
Instituição: Centro Universitario Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UMA PESQUISA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE
LONDRINA E SUA RELAÇÃO COM OS ASPECTOS FÍSICOS
O tema da qualidade de vida e o lugar deste debate neste milênio nos convida
a um continuado e produtivo encontro com as ciências sociais e humanas. O
objetivo da presente pesquisa é mensurar a Qualidade de Vida da população
da cidade de Londrina, e analisar a relação entre a Qualidade de vida e os
aspectos físicos. A amostra da pesquisa é composta de homens e mulheres,
moradores da cidade de Londrina há pelo menos seis meses, na faixa etária
acima de dezoito anos. Para abordar tal enfoque buscou-se referência da
Organização Mundial de Saúde e do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento – Desenvolvimento Humano e IDH, os quais oferece
subsídios para uma abordagem multidisciplinar em relação ao tema em
questão. O Grupo de Qualidade de Vida da Divisão de Saúde Mental da OMS
definiu qualidade de vida como: “a percepção do indivíduo de sua posição na
vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive em relação
aos seus objetivos, expectativas, padrão e preocupações. Dessa forma, para a
coleta de dados utilizou-se o questionário World Health Organization Quality of
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Life (WHOQOL-100) de propriedade da Organização Mundial de Saúde (OMS),
composto por 100 questões individuais. O instrumento de avaliação proposto é
essencialmente psicométrico, contemplando questões sobre os diferentes
domínios, tais como: Físico, Psicológico, Nível de Independência, Relações
Sociais, Meio-ambiente e Espiritualidade/Religião/Crenças Pessoais. O
principal foco de interesse dessa pesquisa é o aspecto físico que refere-se a
pessoa como individuo e a relação com seu corpo, englobando: a) Dor e
desconforto, b) Energia e fadiga, c) Sono e repouso. Esse instrumento foi
aplicado sob a forma de entrevista. A pesquisa encontra-se na fase de
tabulação dos dados, através do programa de tratamento estatístico SPSS. A
partir disso, será realizada a análise destes dados.
Palavras-chave: Qualidade de Vida , Energia e fadiga, Aspectos Fisícos
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Ariane Terziotti, Anailê Souto, Débora
Prescendo, Eva Tartarotti
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Especialização em Psicologia Clínica e
Psicossomática
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ASPECTOS CULTURAIS SOB O PONTO DE VISTA DA QUALIDADE DE
VIDA EM LONDRINA
"A qualidade de vida não pode estar restrita à natureza e ao ecossistema, pois
engloba elementos da atividade humana com reflexos diretos na vida do
homem." Ou seja, a cultura é imprescindível à qualidade de vida. Na maior
parte das áreas metropolitanas a qualidade de vida da maioria de seus
habitantes não atende aos níveis mínimos dos padrões internacionais
estabelecidos ( alimentação, renda, cultura, educação e a saúde). Saúde e
qualidade de vida são dois conceitos intrinsicamente ligados. Tendo o papel de
produto social, a saúde é o resultado das relações entre os fatores todos
necessários à qualidade de vida, que acontecem em determinada sociedade e
que geram as condições de vida das populações. Na maior parte das áreas
metropolitanas, a qualidade de vida da maioria de seus habitantes não atende
aos níveis mínimos dos padrões internacionais estabelecidos. O que converte a
cidade em "saudável" é a decisão e a política de direcionar todas as políticas
sociais, entre elas as políticas de saúde e culturais, para uma meta:
Oportunidades de recreação, lazer,e maior contato social. É necessário
disseminar e enriquecer a cultura proporcionando bem estar à população. Por
meio do Projeto Qualidade de Vida em Londrina, os discentes do curso de
psicologia, junto com seus docentes, têm como objetivo relacionar todos os
fatores físicos, biológicos, sociais, políticos, econômicos, antrópicos e culturais,
para compreender qualidade de vida em uma dada população, salientando a
cultura como quesito principal, sendo relevante para que se possa tomar
medidas que dêem condições dignas de vida à população, proporcionando
lazer, atrações, distração, atualidade aos moradores de Londrina e com isso,
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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melhor interação social, e o mais importante, saúde.É através dos dados
coletados e das comparações realizadas, será enfocado a participação e o
incentivo em lazer e recreação, como centros comunitários para a realização
de atividades como futebol, capoeira, danças de uma forma geral, terapia
ocupacional e também atividades para grupos de terceira idade. A investigação
sobre as condições de vida dos moradores da cidade de Londrina é de interese
cientifico e social, na medida em que pode servir como dado sócio-cultural para
o planejamento de intervenções que venham a melhorar a qualidade de vida da
população londrinense, ressaltando a importancia do envolvimento direto dos
discentes do curso de Psicologia com problemas da população, cumprindo um
dos papeis no que diz respeito ao compromisso social e biocultural. O
instrumento de avaliação será o formulário WHOQOL-100, composto por 100
itens, sobre questões ligadas à qualidade de vida, desenvolvido pela OMS.
Nossa amostra será avaliada a partir dos dados coletados em entrevistas com
moradores de duas macro-regiões da cidade de Londrina, sendo que 213 com
pessoas do sexo masculino e 232 do sexo feminino, com o total de entrevistas
de 445 pessoas, de diferentes idades. Essa pesquisa encontra-se em fase de
análise dos dados coletados.
Palavras-chave: Cultura; lazer; qualidade de vida
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Thaise catarine Molina Rosseto
Nome do Orientador: Rita Marcia Aragão Abe
Titulação do Orientador: especialista em psicoterapia em análise do
comportamento
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UM PANORAMA SOBRE DROGADIÇÃO EM ARTIGOS ATUAIS
Em praticamente todas as culturas já conhecidas, existe o consumo de
substâncias psicoativas, desde seus primórdios. O uso de drogas encontra-se
inserido em vários contextos, ao longo da história do homem. A curiosidade,
desejo de transcendência, busca da imortalidade, do prazer, da saberdoria,
aparecem como alguns dos motivos que levam ao uso (DÉA, 2004). Mas há
uma diferença entre usuário e adicto. segundo Lopes (2000) tem dois tipos de
usuarios: o "ocasional", que utiliza quando tem substância disponivel ou em
ambiente favorável, e o "usuário habitual", que faz uso frequente mas sem
rupturas nem perda de controle. O usuario não cria um grau de dependência,
como o adicto, que usa de forma frequênte e exagerada, apresentando
rupturas nos vínculos e não consegue parar quando quer. E tem também o
"experimentador", que é levado pela sua curiosidade pelas drogas. Para a
Wold Health Organization (OMS) a adição estaria relacionada ao uso repetido
de substância psicoativa ou substâncias, ao ponto que o usuario é
periodicamente ou cronicamente intoxicado, mostrando uma compulsão a usar
a substância preferida (ou substâncias), tem uma grande dificuldade em
voluntariamente parar ou modificar o uso de substância, e apresenta
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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determinação para obtê-la por quase quaisquer maneiras(MOUNTIAN,2002).
No Brasil, com a entrada na rota internacional de tráfico de drogas após a
década de 1970, estruturou-se o tráfico e aumentou o consumo de
drogas.Juntamente com a droga vem a dependência química, considerada hoje
um dos grandes problemas sociais, pois a dependência, ocasiona o sofrimento
de famílias, a violência, criminalidade, o narcotrafico. Dessa forma, essa
pesquisa se propõe a traçar um panorama das pesquisas e artigos publicados
sobre o tema "drogadição" por um periódico da área de psicologia,
possibilitando avaliar a importância que tem sido dada ao tema e seus
correlatos. Esse panorama poderá contribuir ainda na identificação de
possiveis déficits de pesquisas sobre determinados assuntos acerca do
presente tema. Nesse trabalho está sendo realizada uma pesquisa bibliográfica
exploratória, utilizando todas as publicações dos ultimos 10 anos da revista
"Psicologia, ciência e Profissão". A escolha desse revista ocorreu por ser uma
revista do CFP (Conselho Federal de Psicologia), considerada referência para
os psicólogos e por seu acesso facilitado. Esta pesquisa ainda encontra-se em
fase de desenvolvimento, sendo possivel apenas traçar um panorama geral
dos principais resultados. Até o momento, analisando-se os volumes
publicados a partir de 2001, foram encontrados 5 artigos sobre o tema, em 5
volumes desse periodo citado.
Palavras-chave: drogadição, dependência química, abuso de drogas.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Débora Larissa Lopes, Claudia Gibellato,
Bruno Messias Alfieri
Nome do Orientador: Ana Maria Marciano de Souza
Titulação do Orientador: Especialização em Psicologia Clínica e
Psicossomática
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AUTO-ESTIMA RELACIONADO À APARÊNCIA FÍSICA E QUALIDADE DE
VIDA.
A organização Mundial de Saúde (OMS) tem o objetivo elçevar o nível de
saúde de todos os povos. A saúde é definida como um estado de bem estar
físico, mental e social e não meramente de ausência de doença ou da
enfermidade. Muitas são as buscas de mudanças físicas para se obter enfim
uma satisfação pessoal. Segundo a sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica, o
Brasil é o recordista mundial nessa modalidade, nos últimos cinco anos, cerca
de 350.000 pessoas se submetem por ano as cirurgias por razão puramente
estéticas. A questão a ser esclarecida é o que leva as pessoas a se submetem
às cirurgias plásticas, muitas vezes com risco de vida, para elevarem sua autoestima; o quanto se sentir bem e estar satisfeita com a aparência modifica as
tarefas diárias das pessoas; quanto a aparência física interfere em sua autoestima e quanto essa auto-estima interfere em sua qualidade de vida. A
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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pesquisa se restringe em macro-região da cidade de Londrina, sendo utilizado
como instrumento o fomulário
WHOQOL - 100 (instrumento completo com 100 questões), que foi aplicada em
473 moradores jovens entre 18 a 24 anos de idade, sendo 227 do sexo
masculino e 246 do sexo feminino dessa macro-região, pois essa é a faixa
etária que se encontra maior insatisfação com aparência física, segundo
autores pesquisados. Os resulatdos dessa pesquisa tem enfim a intenção de
colaborar com os prestadores de serviço a população, a obterem informações
a cerca das dificuldades psicológicas de se manter com auto-estima elevada.
Também visa ajudar os próximos discentes envolvidos em trabalhos deste
tema em conhecer a relação entre aparência fésica, auto-estima e qualidade de
vida. Vale ressaltar, que é de extrema importância o conhecimento e o
envolvimento nas questões sociais da região de Londrina para os discentes
envolvidos nesta pesquisa. A mesma se encontra em fase de análise dos
dados coletados.
Palavras-chave: Aparência física, auto-estima, qualidade de vida
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Marcos Galante, Lisange Carvalho, Graciele
Ferreira
Nome do Orientador: João Juliani
Titulação do Orientador: Doutor em psicologia experimental
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A INFLUÊNCIA DA CONCEPÇÃO DE MORTE NA QUALIDADE DE VIDA
Possui qualidade de vida a pessoa que está de bem consigo mesma, com a
vida, com as pessoas queridas, enfim, é estar em equilíbrio, não significa
apenas que o indivíduo tenha saúde física e mental. Consiste numa relação de
bem estar em todas as áreas da vida, social, física, familiar, financeira etc.
Assim, sabe-se que vários fatores alteram a qualidade de vida, dentre eles,
escolhemos analisar a influência da concepção em morte sobre a qualidade de
vida dos moradores de Londrina. Este trabalho visou conhecer os diversos
conceitos de morte presentes na população, identificar a aceitação da própria
morte, identificara aceitação da morte de um ente querido e verificar como que
esses conceitos influenciam nas vidas dos entrevistados.
Para realização
desta pesquisa foi feita uma revisão bibliográfica e uma coleta de dados
através do questionário WHOQOL (World Health Organization Quality of Life
Group) desenvolvido pela Divisão de Saúde da OMS (Organização Mundial da
Saúde) aplicados a amostras de moradores de todos os bairros de Londrina.
As amostras foram constituídas a partir dos seguintes critérios: pessoas adultas
(idade acima de 18 anos ou exercendo papel social de adulto); 50% da amostra
com idade menor que 45 anos; 50% da amostra do sexo feminino. Dentre as
diversas questões do questionário, usamos as de domínio psicológico, fazendo
uma relação das respostas apresentadas com o referencial teórico estudado e
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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identificando então os aspectos que podem influenciar na concepção em morte
e em conseqüência na qualidade de vida dos indivíduos.
Palavras-chave: qualidade de vida, concepção de morte, sentimentos negativos
e positivos.
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Vania Maria Ferreira
Nome do Orientador: Rosangela Ferreira Leal Fernandes
Titulação do Orientador: Especialização
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ATUAÇÃO ACADÊMICA DE DIAGNÓSTICO EM EMPRESA DA REGIÃO,
COM PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Este Projeto é um relato sobre a experiência vivenciada por alunas do 4º ano
de Psicologia, o mesmo foi realizado em uma empresa situado em Rolândia –
Paraná, esta empresa conta com um total de 37 Funcionários, sendo eles
Departamento Pessoal- 2,7%, Compras- 2,7%, Vendas-2,7%, Comercial-5,4%,
Projetos-8,1%, Recepção-2,7%, Diretor-2,7%, Produção 73% funcionários. A
empresa iniciou suas atividades produzindo secadores, elevadores e máquinas
de limpeza modelos tradicionais. Os problemas mais identificados nos relatos e
resultados dos questionários aplicados nos funcionários, são mais focados em
qualidade de vida dos mesmos e feedback da empresa para com eles e deles
para empresa. A motivação dentro de qualquer instituição é uma palavra
chave, pois um funcionário motivado pode trabalhar melhor e se sentir mais
satisfeito com o trabalho que faz. Segundo Robbins (pág 78) “ Funcionários
satisfeitos parecem mais propensos a falar bem da organização, ajudar os
demais e ultrapassar as expectativas em relação ao seu trabalho.” Existe varias
teorias para motivação e satisfação, temos a teoria de Maslow que seria a
hierarquia. (Robbins, pág 152)Vejamos: Fisiológica: incluem fome, sede,
abrigo, sexo e outras necessidades corporais. Segurança: inclui segurança, e
proteção contra danos físicos e emocionais. Sociais: incluem afeição,
aceitação, amizade e sensação de pertencer a um grupo. Estima: incluem
fatores interno de estima, como respeito próprio, realização e autonomia, e
fatores externos de estima, como status, reconhecimento e atenção. Auto
realização: A intenção de tornar-se tudo aquilo que a pessoa é capaz de ser,
inclui crescimento, auto desenvolvimento e alcance do próprio potencial. A
motivação faz uma grande diferença no comportamento de uma pessoa, pois
ela tem que estar motiva a tudo e a todos, pois a motivação que faz a pessoa
seguir em frente, se sentindo realizada, o indivíduo tem que estar satisfeito
desde as necessidades fisiológicas até as pessoais. Existe outras teorias sobre
a motivação, a segunda que gostaria de citar é a Teoria de Herzberg (pág 94,
Rodrigues, Johann e Cunha), ela é dividida em dois fatores: Fatores Higiênicos:
São os de manutenção, presentes no ambiente da empresa, tais como:
remuneração justa, boas relações interpessoais, condições físicas satisfatórias
de trabalho, benefícios. Tais fatores representam investimentos elevados e até
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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podem não causar satisfação, mas se forem suprimidos poderão provocar
insatisfação e queda na produtividade. Fatores Motivacionais: São aqueles
relacionados ao conteúdo do cargo e do trabalho realizado e que, embora
gratuitos (ou quase), tem o poder de gerar um estado de satisfação. Por
exemplo, desafios, reconhecimentos, grau de autonomia, auto- realização, etc.
Diante dos dados citados acima acreditamos que seja importante trabalhar com
os funcionários um projeto que aborde as questões de comprometimento,
maior qualidade de vida, motivação, a valorização do trabalho desenvolvido
para que haja maior dedicação e para que possam lidar de forma adequado
com os desafios que vão sendo vivenciados e feedback. Para melhorar a
comunicação entre funcionário e empresa e empresa funcionário, tem o
feedback , pois ele fará uma troca de comunicação muito útil para ambas as
partes. Segundo Schermerhorn , Hunt & Osborn, 1999 pág 241.“...o processo
de feedback geralmente envolve uma pessoa comunicando uma avaliação (isto
é, uma reação positiva ou negativa) daquilo que outra pessoa disse ou fez”, em
relação a esta frase percebemos que o feedback pode ser construtivo ou não
depende da maneira como ele é utilizado.
Palavras-chave: Motivação, Feedback, Qualidade de vida
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Lalume Raio Sereno, Jaime Alonso Botero
Nome do Orientador: João Juliani
Titulação do Orientador: Doutor em Psicologia experimental
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA NA CIDADE DE LONDRINA- ASPECTOS
ESPIRITUAIS.
Qualidade de vida poderíamos definir como: Conjunto de condições objetivas
presentes em uma determinada área: habitação, saúde, educação, lazer,
alimentação, situados dentro de um contexto cultural determinado e que
possuem uma atitude subjetiva dos indivíduos, com um sistema de valores
determinando que produzem bem-estar, equilíbrio e satisfação frente e essas
condições. (WHOQOL, 1991; LORNBACK ET ALLI, 1974; SAHOP, 1978;
GALLOPIN, 1981; MAYA, 1984). Colaboramos no desenvolvimento dessa
pesquisa porque vemos a necessidade e a importância do estudo da qualidade
de vida na cidade de Londrina. Entendemos que há necessidade de dados que
nos dêem uma visão geral da cidade e seus setores específicos. A
identificação das áreas mais desprovidas em suas necessidades básicas,
conhecendo mais a fundo as necessidades e comparando com as áreas mais
providas de qualidade de vida. Este dados podem ajudar na conscientização
das lideranças em suas diversas áreas (políticas, religiosas, municipais,
populares etc) para criação e o desenvolvimento de políticas e estratégias
remediativas e preventivas mobilizando e intervindo junto ao poder publico,
ONGS, instituições particulares, em benefício das comunidades. Participaram
dessa pesquisa moradores da cidade de Londrina com idade acima de 18
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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125
anos. A escolha desses sujeitos foi aleatória com base em uma amostragem da
população. O instrumento da coleta de dados utilizados foi World Health
Organization Quality of Life (WHOQOL), que permite a avaliação da qualidade
de vida através de uma entrevista que aborda cinco domínios e 24 facetas da
mesma. Escolhemos para discutir neste trabalho a faceta 'espiritualidade e
religião' que diz respeito a uma dimensão do homem enquanto é visto como ser
naturalmente religioso e que constitui, de modo temático ou implícito, a sua
mais profunda essência e aspiração (George Brown. “Spirituality: history and
perspectives”), A espiritualidade como uma dimensão da pessoa humana que
traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver
característico de um crente que busca alcançar a plenitude de sua relação com
o transcendente, pode ser vista como um aspecto que melhora a qualidade de
vida das pessoas. Em termos emocionais, a espiritualidade propicia uma
maneira diferenciada de tratar as dificuldades, que poder ser vista com
experiência de vida. Há alguns indicativos que de fato, aqueles que praticam
uma religião e tem um apoio espiritual de alguma natureza, mostram-se mais
beneficiados em relação aos outros e apresentam melhor qualidade de vida.
Palavras-chave: qualidade de vida, espiritualidade, religião
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Amanda Cristina Mariano Colli
Nome do Orientador: Marien Abou Chahine
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ANÁLISE DE CASO: DE UMA VIDA INFANTILIZADA PRA A ADULTA.
A psicanálise consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente
das palavras, das ações, das produções imaginárias de um sujeito. Este
método baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, que são a
garantia da validade da interpretação. Com a associação livre, o sujeito traz a
tona conteúdos de seu inconsciente.O Inconsciente designa um dos sistemas
definidos por Freud no quadro da sua primeira teoria do aparelho psíquico. É
constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso ao
sistema consciente.A transferência é o processo pelo qual os desejos
inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo
tipo de relação estabelecida com eles e, eminentemente, no quadro de relação
analítica. Trata-se de uma repetição de protótipos infantis vivida com um
sentimento de atualidade acentuada. G tem 26 anos e veio acompanhada da
mãe para o primeiro atendimento. A mãe tentou entrar junto na sessão, porém
consegui fazer com que esperasse.
G disse que veio porque a mãe achava que ela era muito irritada, sem
paciência e que brigava com todos, perguntei o que ela achava e G disse que
concordava.Logo nas primeiras sessões, pude perceber que G tinha um
vínculo muito forte com a mãe, algo simbiótico, que não a deixava crescer. G
não saia de casa sem a mãe, e quando tentou, se perdeu na rua, e mal
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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conseguia expressar seus sentimentos. Precisei conversar com a mãe para
obter mais informações sobre a infância de G, pois devido a uma série de
convulsões na infância e na adolescência ela não se lembrava de quase nada.
G Obteve uma vinculação muito forte com a terapeuta, passando assim a criar
uma identificação onde via nela a mulher que gostaria de ser.Com isso passou
a ir sozinha para as sessões, mudou o cabelo e suas roupas, que antes eram
mais infantilizadas. As sessões se tornaram um espaço onde ela podia falar
dela, e também era incentivada a fazer as coisas que mais gostava e a
experimentar coisas novas.
Logo, G começa a falar também sobre seus desejos, vontade de ter um
namorado, sobre filhos, e começa também a querer sair um pouco mais e fazer
algum curso que possa ajudá-la no futuro.Com isso, G tem conseguido
expressar parte de sua raiva, por a mãe não deixar que ela faça nada sozinha.
Ao mesmo tempo, G demonstra medo de ter que se separar da terapeuta,
levantando várias hipóteses de fim de tratamento. Isso também pode ser visto
em parte, como uma projeção do medo que ela tem de se separar de sua mãe.
Com a evolução deste caso, percebemos claramente como G está fazendo
uma passagem da infância para uma vida adulta, mostrando mais os seus
desejos. Isso aconteceu devido à transferência estabelecida pela paciente com
a terapeuta, fazendo com que ela se sentisse mais segura e a partir daí
perceber que teria força para caminhar sozinha. Creio que conforme suas
angústias em relação à separação forem sendo trabalhadas, G irá cada vez
mais além do que eu poderia prever para seu caso.
Palavras-chave: Psicanálise, Transferência, vinculação
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Jaqueline Milani, Ana Maria de Almeida Prado
Lhamas Ferreira
Nome do Orientador: Leandro Henrique Magalhães, Patricia M. Castelo
Branco, Silvia Pattarelli
Titulação do Orientador: Doutor e Mestres
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
UMA PROPOSTA PARA ARAPONGAS-PR: PROMOVER A INCLUSÃO DO
CATADOR DE LIXO E SEU BEM ESTAR SOCIAL
Esta apresentação pretende debater os resultados parciais do projeto: “Uma
Proposta para Arapongas – PR: promover a inclusão do catador de lixo e seu
bem estar social”. Essa pesquisa é realizada em usina de reciclagem de lixo no
município de Arapongas, (COOPREARA - Cooperativa dos Recicladores de
Arapongas). Entendemos que estes trabalhadores mesmo inseridos em uma
dinâmica libertadora que consiste a cooperativa, ainda mantém característica
fordistas de produção, e assim, vincula-se ao controle que parte do domínio
tempo/movimento, caracterizando com um trabalho alienante. Dentro deste
contexto buscamos compreender a subjetividade desses trabalhadores e seu
mundo social quanto há construção de crenças e valores compartilhados na
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos
grupos e populações. Desta forma, aplicamos um recadastramento de todos os
cooperados levantando detalhadamente todos os aspectos sociais. Para
futuramente com esse conhecimento realizarmos a técnica de grupo focal
separando estes em pequenos grupos para avaliarmos conceitos ou identificar
problemas constituindo assim uma ferramenta para buscar os objetivos acima
colocados.
Palavras-chave: Cooperado, reciclagem de lixo, subjetividade
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Judson Abelardo Sanches Filho, Miryan
Minami
Nome do Orientador: Prof. Mauro Duarte
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Istituto Universsitário Filadelfia Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
DEPRESSÃO
Este artigo tem como objetivo esclarecer informações de uma forma mais
didática o assunto depressão e trazer informações significantes para os
interessados nesse transtorno (afetivo ou de humor), cujo aspecto é alteração
psíquica, biológica ou global, com conseqüentes alterações na maneira de
valorizar a vida. Além de esse assunto ser muito estudado discutido nos dias
atuais, provavelmente será no futuro também. Devidos aos efeitos do mundo
sócio-capitalista no qual o individualismo, competitividade, e perfeição são
propagados a cada instante pela sociedade e pelos meios de comunicação. O
quadro da depressão é o mais variável, de acordo com a personalidade da
pessoa deprimida. Há pessoas que ficam caladas, choram, contam suas
dificuldades para todo mundo, sentem dor de estômago, têm aumento de
pressão arterial, enfim, cada um reage diferentemente diante de suas
emoções. Uma forma de depressão é o esgotamento em que a pessoa se
sente sem disposição para a vida, que pode estar ligada ao sentido biológico,
mas maior influencia ainda no seu sentido cotidiano, falta disposição para
enfrentar a monotonia e constância da vida, para continuar a fazer à mesma
coisa e suportar as mesmas pessoas. A uma progressiva perda de interesse do
deprimido é um sintoma marcante. No estado normal a pessoa está
constantemente atenta aos estímulos e aos acontecimentos da vida em geral,
interessando-se por tudo que passa à sua volta. As pessoas que não
apresentam depressão gostam de saber o que está acontecendo nos
noticiários, o que precisam fazer em sua casa, quais são os filmes e livros em
cartaz, etc. Sabe-se que procurar uma única causa para esse tipo de distúrbio
é muito imprudente, até mesmo por que ele é decorrente de varias variáveis
interligadas, a mesma forma indicar um momento exato onde ela desencadeou
seria quase impossível, pois é muito variável, e geralmente quando ela é
detectada ela já se encontra no estado grave, onde o individuo si isola
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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completamente. Portanto qualquer sinal de depressão recorra a um
especialista, depressão pode levar até a morte.
Palavras-chave: Depressão
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Gisele Galatti de Mendonça
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil - Centro Universitário Filadélfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COMO INSTRUMENTO DE
IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DA RELAÇÃO INDIVÍDUO E TRABALHO
A Psicologia Organizacional é um campo de trabalho da Psicologia que tem
como finalidade pesquisar e avaliar o comportamento emocional e os
processos sociais de indivíduos, grupos e instituições. Após analisar os
processos sociais, busca orientar sobre conflitos e desenvolver a promoção da
qualidade de vida no trabalho. De forma mais específica, esta área desenvolve
trabalhos como: educação e desenvolvimento de pessoas; plano de cargos,
carreiras e salários; saúde ocupacional; avaliação de competências e
desempenho; recrutamento e seleção entre outros, visando promover o bemestar do indivíduo na organização. Este trabalho apresenta a experiência
vivenciada no estágio de formação de psicólogo na área de Psicologia
Organizacional e do Trabalho. O estágio está sendo realizado em uma
empresa privada que atua no segmento de Comunicação Visual em Londrina PR. Inicialmente foi realizado um Diagnóstico Organizacional com o objetivo de
detectar as necessidades dos colaboradores em relação ao seu ambiente e
condições de trabalho. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os todos os colaboradores (60 pessoas) do setor
administrativo e da unidade de negócios situada em Londrina, sendo as
questões referentes às percepções dos mesmos em relação à empresa,
levantamentos de pontos positivos, a serem melhorados e dificuldades e
responsabilidades encontradas no cotidiano de trabalho. Esta primeira etapa foi
realizada juntamente com as entrevistas de descrição e análise de cargos
solicitada pela empresa no início do estágio. Os resultados do Diagnóstico
Organizacional apontaram que os principais problemas da organização são:
dificuldade de comunicação; a falta de informações; ausência do plano de
cargos, carreiras e salários; necessidades de treinamentos técnicos e
comportamentais; bem como estruturação do departamento de Recursos
Humanos para implantação de políticas voltadas ao desenvolvimento de
pessoas. Uma variável importante a ser analisada no Diagnóstico
Organizacional é que a empresa vem passando por mudanças em todo seu
funcionamento comercial e administrativo, o que por sua vez contribui para a
permanência de um clima de instabilidade, insegurança e tensão vivida pelos
colaboradores. A partir destes resultados foi proposta uma intervenção com os
líderes da área administrativa voltada para o Treinamento e Desenvolvimento
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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de Competências de Liderança com o objetivo de integrar os setores da área
administrativa a fim de desenvolver competências profissionais essenciais ao
bom desempenho de seus cargos. Até o momento espera-se a análise da
empresa para iniciar o trabalho de intervenção.
Palavras-chave:
organizacional
treinamento
e
desenvolvimento;
liderança;
diagnóstico
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Laís Fracisco da Silva, Eduardo S. N. Higa
Nome do Orientador: Isabel De Negri Xavier
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
QUALIDADE DE VIDA E AUTO-ESTIMA
Qualidade de vida e auto-estima são necessidades espontaneamente naturais
dos indivíduos, logo são condições fundamentais buscadas na sociedade.
Ao pensarmos sobre qualidade de vida e auto-estima, percebemos que estão
totalmente interligados e é impossível dissociá-los. Para se ter qualidade de
vida é necessário auto-estima e vice-versa.
Percebemos que os dosi conceitos não surgem do nada, mas são
desenvolvidos e construídos. O primeiro passo é o conhecimento de si, é
adquirir consciência da condição presente, o segundo é estabelecer metas
buscando melhora daquilo que não se considera bom. Agora o mais importante
são os conceitos, conhecimentos e valores pessoais do que o indivíduo
considera conhecimento de si mesmo, a imagem que tem de si, quais metas
seguir, pois não adianta seguir esses dois passos, se o indivíduo não apóia em
uma estrutura saudável, coerente, otimista, positiva ou se nem parâmetros
possui, por isso nossa pesquisa propõe conceitos, parâmetros sobre os
assuntos auto-estima e qualidade de vida, para que o indivíduo possa se
apoiar, ter base, se desenvolvendo e se construindo com a ajuda destes.
Palavras-chave: qualidade de vida, auto-estima, estrutura saudável
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Bruna Martins, Etienne E. S. Gonze de
Oliveira
Nome do Orientador: Mauro Duarte
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
RELAÇÃO DA AUTO-ESTIMA COM SENTIMENTOS POSITIVOS E
NEGATIVOS NA QUALIDADE DE VIDA DOS LONDRINENSES
A qualidade de vida é um conceito ligado ao desenvolvimento humano, é o
equilíbrio que abrange o relacionamento do sujeito com o seu grupo social, sua
saúde física e mental. Devido à falta de material cientifico da área em Londrina,
a pesquisa de qualidade de vida tem como objetivo fornecer dados científicos e
estatísticos. Os dados concretos serão coletados através da opinião dos
cidadãos londrinenses sobre suas respectivas qualidade de vida. A pesquisa
também abrangerá domínios específicos que fazem parte da vida dos
cidadãos, tendo como foco principal a verificação da auto-estima e dos
sentimentos positivos e negativos. Os dados serão avaliados através do
programa estatístico SPSS. A busca de qualidade de vida envolve uma rotina
saudável, cuidados com o corpo, lazer e hábitos que façam o individuo se
sentir bem. A auto-estima é uma experiência pessoal, nasce instintivamente de
acordo com a necessidade de ser valorizado, além de trazer mais segurança,
tranqüilidade, confiança e, assim, a busca de soluções adequadas para
diversas situações da vida. Ninguém esta isento de aspectos negativos, como
problemas de saúde. Deficiência de habilidade, fragilidade psicológica, etc.
Esta limitação pode atingir a auto-imagem, e consequentemente diminuir a
auto-estima. A coleta de dados foi feita através de questionários, organizados
pela OMS, e foram aplicados pelos alunos do 2º ano de psicologia da Unifil,
abordando questões sobre a qualidade vida e suas facetas.
Palavras-chave: qualidade de vida, sentimentos positivos e negativos, autoestima e saúde.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Natalia Fornarolli; Natalia Pivaro de Souza
Nome do Orientador: Elen Gongora Moreira
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Centro Universitário Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
CALL CENTER: AMBIENTE RICO PARA SE DESENVOLVER O
DIAGNOSTICO ORGANIZACIONAL
O trabalho está sendo desenvolvido em uma empresa de telefonia de LondrinaPr que trabalha com telemarketing ativo, através de vendas promocionais e
fidelização de clientes, contudo o seu forte é o marketing receptivo que ajuda a
solucionar problemas que os clientes encontram nos produtos oferecidos pelos
seus contratos. O Diagnóstico Organizacional é utilizado para conhecer a visão
dos colaboradores em relação ao ambiente e relacionamento de trabalho
dentro da empresa, com o objetivo de mediar possíveis melhorias no ambiente
de trabalhando, visando tanto o lado da empresa como o lado dos
colaboradores. Este trabalho teve como objetivo verificar os fatores que levam
a queda da produtividade, ou seja, a falta de qualidade no atendimento callcenter. Para a realização do diagnóstico desenvolvido na empresa participam
aproximadamente 200 call-centers e 16 supervisores. Foram realizadas
entrevistas com os supervisores de um dos contratos da empresa abordando
aspectos pessoais, profissionais, saúde, lazer e qualidade de vida. Com os
operadores foram aplicados questionários por amostragem com questões de
âmbito profissional, pessoal e qualidade de vida. Os instrumentos utilizados
tinham o objetivo de coletar dados para verificar o relacionamento com a
empresa, relacionamento entre colaboradores e fatores que estimulam a
atividade desenvolvida. Analisando os dados obtidos nas entrevistas com os
supervisores, observou-se que alguns pontos podem influenciar no
desempenho e nas relações de trabalho na empresa, tais como: falta de
comunicação entre os setores interligados; treinamento de reciclagem;
acompanhamento do trabalho por coordenador e diretor e trabalho motivacional
com enfoque inicial nos supervisores. Com relação aos operadores os dados
obtidos mostram que de forma geral existem alguns fatores a serem
melhorados para o desempenho da sua atividade na empresa. Observam-se
questões ligadas a novas informações técnicas e aprofundamento dos serviços
já desenvolvidos.
Através dos dados obtidos nas entrevistas com os
supervisores e os questionários respondidos pelos operadores, fez-se a
interligação dos resultados para a elaboração da proposta de intervenção. A
proposta inclui alguns trabalhos de treinamento com a coordenação,
supervisão e operação. Pode-se salientar que a intervenção voltada para o
treinamento terá como objetivo ensinar, desenvolver e aprimorar as habilidades
e conhecimentos dos colaboradores que ocupam cargos gerenciais.
Palavras-chave: treinamento, call-center, diagnóstico organizacional
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
132
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Fabiani Mayumi Ito
Nome do Orientador: Zeila Facci Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
O INCONSCIENTE
A noção de inconsciente elaborada antes de Freud não designava nada de
importante ou de decisivo para a compreensão da subjetividade. O termo era
empregado de uma forma puramente adjetiva para designar aquilo que não era
consciente. Tanto anteriormente a Freud como no interior do próprio saber
psicanalítico, o inconsciente foi identificado com o caos, o mistério, o inefável, o
ilógico, o lugar da vontade em estado bruto e impermeável a qualquer
inteligibilidade. Historicamente introduzido em 1900, no capítulo VII de “A
Interpretação do Sonho”, por Freud, o conceito de inconsciente sofreu uma
sensível mudança até os textos finais da segunda tópica. Em seus textos
iniciais Freud está preocupado em definir o sentido tópico do inconsciente e,
nos textos posteriores a 1915 ele está mais preocupado com a relação entre o
inconsciente e as pulsões. Mas, a segunda tópica não substitui a primeira visto
que, em 1923, Freud mantém a idéia do inconsciente como lugar psíquico
diferenciado e identificado com o recalcado. Assim sendo, o inconsciente é
apontado como o conceito fundamental da psicanálise, tornando-se
imprescindível o seu conhecimento. Deste modo, o presente trabalho tem por
objetivo a realização de um estudo teórico e aprofundamento sobre o tema,
visando a clarificação e sublinhando alguns traços essenciais que a própria
generalização do termo inconsciente tem freqüentemente apagado. Sabe-se
que o sonho foi para Freud a via da descoberta do inconsciente. Freud inicia
seu extenso artigo “O Inconsciente” assinalando que é nas lacunas das
manifestações conscientes que temos de procurar o caminho para o
inconsciente. São elas que vão trazer para o primeiro plano da investigação
psicanalítica aquilo que Lacan chamou de “formações do inconsciente”: o
sonho, o lapso, o ato falho, o chiste e os sintomas. Esses fenômenos normais
chamaram a atenção de Freud, pois por mais do que quaisquer outros,
funcionavam como indícios seguros do determinismo psíquico e dos motivos
inconscientes. As representações encontradas no inconsciente são
“representações psíquicas” da pulsão, cujos conteúdos são representações e
afetos. Para o desenvolvimento do presente trabalho, foram utilizadas as obras
de Freud e de vários outros autores contemporâneos.
Palavras-chave: Inconsciente, Freud, pulsão.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
133
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Adriana Vieira Mendes, Andréia Migliorini
Luizão, Angela Boso Dias, Carina Honório Tiago
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadelfia
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
AS CONSEQUÊNCIAS DOS ESTILOS PARENTAIS PERMISSIVOS E
NEGLIGENTES NO DESENVOLVIMENTO DOS FILHOS
As mudanças nas relações entre pais e filhos decorrentes das tranformações
pelas quais a família vem passando tem levado a um crescente
questionamento sobre o papel dos pais na educação de seus filhos. O objetivo
deste trabalho será a identificação das práticas educativas utilizadas por pais
permissivos e negligentes, relacionando esses dois estilos ao desenvolvimento
da criança. Serão entrevistados vinte pais que exerçam atividades fora de casa
que tenham filhos entre sete e doze anos. Utilizando-se a revisão de literatura
os dados serão analisados qualitativamente. A relevância social da presente
pesquisa está relacionada principalmente, às contribuições que poderá trazer
para a sociedade em geral no que diz respeito às práticas educativas e sua
influência sobre o desenvolvimento psicológico, intelectual e comportamental
da criança e do adolescente. Atualmente tem-se produzido uma vasta literatura
sobre a educação dos filhos. Algumas pesquisas científicas demonstram que
apesar de pouco tempo disponível dos pais com seus filhos, é possível tem um
educação com qualidade. No entanto outras revelam que não é necessário
somente o pouco tempo com qualidade, mas sim uma maior presença dos pais
com seus filhos. Esta pesquisa tem como relevância teórica o fata de vir a
acrescentar novas informações sobre as mudanças nas relações de pais e
filhos. Podem-se levantar como hipóteses que pais de estilos negligente
contribuem para maiores dificuldades no comprtamento dos filhos, não
contribuem muito para a construção do sentimento de auto-estima, pois
impõem sua decisão ou regras sem se importar com o que seu filho pensa. O
estilo permissivo é a prática que mais contribui para o crescimento desse
sentimento, pois acreditam em seus filhos e levam em considereção suas
opiniões e pensamentos. Filhos criados por pais permissivos e negligentes
podem tornar-se pessoas sem limites, pois seus pais não lhe fazem cobranças.
A pesquisa ainda está em andamento não existindo ainda resultados a serem
apresentados.
Palavras-chave: Estilos Parentais, Pais Permissivos, Pais Negligentes
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
134
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): ANGÉLICA EMI DE ANDRADE KUROKI
Nome do Orientador: ZEILA FACCI TOREZAN
Titulação do Orientador: MESTRE
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
ONDE RESIDE A MASCULINIDADE ATUALMENTE?
Pensando na importância que a teoria psicanalítica atribui ao contexto social
para a constituição subjetiva do ser humano, pretendo com este trabalho refletir
sobre alguns aspectos da sociedade contemporânea relacionados com o lugar
que as mulheres e os homens têm ocupado e as conseqüências dessas
posições para tal época. Para isto, recapitulo, de forma sucinta, a figura
masculina e feminina no decorrer dos momentos históricos até chegarmos a
Idade Contemporânea, articulando e analisando a influência do “discurso
cientifico” na atualidade social. Em meio a isto, não poderia deixar de
perpassar pelos tempos do Édipo, principalmente no segundo momento, para
escrever sobre a importância do discurso materno na introdução do que Lacan
denomina como “Nome-do-Pai” e sobre a noção de falta para a Psicanálise.
Assim, analiso este discurso materno percebendo que ele tem se voltado cada
vez menos para a figura masculina já que as mulheres parecem buscar a todo
o momento ocupar uma posição fálica, como se pudessem dar conta de tudo.
Esta dinâmica social parece estar relacionada com a tendência contemporânea
de aniquilar as diferenças que, dentre outras questões, tende a colocar o
feminino e o masculino no mesmo patamar. Desta forma e articulando tais
conceitos com o contexto social, levanto a idéia de uma histeria masculina, em
que a aniquilação da alteridade parece oferecer ao homem, não mais ocupar a
posição fálica, mas sim embarcar no manejo histérico de fazer-se desejar
apontando a falta no Outro. Também atrelo a aniquilação desta falta, ou seja, a
extinção das diferenças, com o crescente aumento das patologias clínicas com
que nos deparamos cada vez mais em nosso trabalho de escuta analítica.
Sobretudo, procuro com o texto proporcionar uma reflexão sobre o discurso
social e a articulação deste com a construção psíquica do ser humano e mais
especificamente com a elaboração do papel masculino e feminino nos tempos
atuais.
Palavras-chave: MASCULINIDADE, FEMINILIDADE, PSICANALISE
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
135
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Martins Angela Lopes, Galafassi Isabelle,
Gomes Tainan R.B.
Nome do Orientador: Palazzi danieli C., Vitorelli Silvina H.
Titulação do Orientador: Pós Graduadas
Instituição: Prefeitura Municipal de Londrina
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
PROGRAMA GUARDA SUBSIDIADA
O Município de Londrina com parceria do Estado criaram um Programa
“Guarda Subsidiada” para incentivar e garantir a criança e/ou adolescente o
direito a convivência familiar e comunitária; sendo executado com recursos do
FIA 2005 (Fundo dos Direitos da Infância da Criança e do Adolescente),dentro
da Diretoria de Proteção Social Especial de Londrina. O Programa divide-se em
dois eixos: 1) visa incentivar a desinstitucionalização, através da guarda judicial
em famílias guardiãs (pessoas ou familiares que já possuem vínculo com a
criança e / ou adolescente institucionalizado) e 2) evitar a institucionalização
destes através de famílias de apoio (pessoas ou famílias devidamente
cadastradas e capacitadas para receberem crianças e / ou adolescentes sob
seus cuidados provisoriamente). Dessa forma, o Programa tem como objetivo
garantir a proteção e acolhimento de crianças e adolescentes num ambiente
familiar seguro e adequado ao seu desenvolvimento, evitando sua longa
permanência em instituições (abrigos e lares) e buscando viabilizar a sua
reinserção na família de origem ou inserí-los em famílias substitutas quando
esgotado os recursos de manutenção na família de origem. O público alvo do
Programa são crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, vítimas de diversas
situações como: abandono, violência (física e/ou psicológica), maus tratos,
orfandade, vivência de rua, uso de drogas dos pais, ou seja, situações de
vulnerabilidade social, garantindo-lhes proteção integral em famílias de apoio
ou famílias guardiãs. Todos os casos que chegam para o programa são
estudados e avaliados nos critérios exigidos e após essa avaliação são levados
ao conhecimento do Juíz da Vara da Infância e Juventude, que deferi sobre o
pedido de inclusão no Programa Guarda Subsidiada, através do termo de
guarda especial; essas famílias inclusas no programa poderão receber um
subsídio financeiro (após avaliação técnica) para despesas pessoais da
criança. O acompanhamento destas famílias é realizado através de
atendimentos individuais, de visitas domiciliares e reuniões grupais quinzenais.
Sendo um Programa novo, pois teve inicio no começo deste ano, somente um
eixo do programa está funcionando, que é das famílias guardiã, que são 7 já
inseridas, com 12 crianças, contando grupos de irmãos, que estão em
convivência familiar; o outro eixo que são as famílias de apoio, estamos
trabalhando com divulgações em igrejas, conferências, palestras para CRAS e
demais serviços da prefeitura para assim chamarmos a atenção das pessoas
interessadas neste tipo de programa a se cadastrarem, para que assim
possamos capacitar e avaliar essas pessoas para que mais tarde seja nossa
família de apoio e assim possamos por em prática essa outra parte do
programa.
Palavras chave: Desinstitucionalização, Convivência familiar e guarda Judicial.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
136
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Judson Abelardo Sanches Filho, Sergio
Freitas, Ana Paula Pereira Okubo
Nome do Orientador: Renata Moreira da Silva
Titulação do Orientador: Especialista
Instituição: Centro Universitário Filadélfia- Unifil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
A PARTICIPAÇÃO DO PSICÓLOGO EM ISTITUIÇÕES DO TERCEIRO
SETOR
Pretende-se com esta pesquisa, mostrar como se encontra a participação do
profissional de psicologia nas instituições do terceiro setor, pois trata-se de algo
de grande importância para a sociedade em geral. Devido ao terceiro setor ser
uma forma de organização relativamente nova, e de pouco acesso à maioria da
população, faz-se necessário levar para a sociedade em geral informações
seguras e confiáveis sobre esse setor e especialmente sobre a necessidade de
envolvimento de profissionais incluindo os psicólogos. Da mesma forma é
importante também contribuir com subsídios teóricos à literatura já existente, e
que tem se apresentado escassa. A presente pesquisa procura averiguar se a
participação do psicólogo no terceiro setor é restrita, e compreender quais os
motivos que os levam a se portarem assim, e quais procedimentos poderiam
ser utilizados para estimular sua participação. Busca-se verificar também entre
os profissionais atuantes, qual a sua satisfação com o trabalho que vêm
desempenhando no referido setor. Pretende-se discutir, mais especificamente,
o lugar da psicologia e as práticas realizadas no campo dos projetos sociais,
seus desdobramentos em termos do compromisso social hoje almejado para a
categoria. As hipóteses deste estudo estão direcionadas ao fato de que a
participação do psicólogo no terceiro setor é restrita devido à baixa
remuneração oferecida por este setor, e também pelo desconhecimento das
atividades profissionais que podem ser desenvolvidas na área. Outra supõe
que os psicólogos que atuam no terceiro setor, geralmente estão sob controle
da satisfação do seu trabalho junto às comunidades atendidas e não da
remuneração. Participarão desta pesquisa 15 psicólogos que atuam no terceiro
setor há mais de um ano, nas instituições da cidade de Londrina. A coleta de
dados se dará através de um roteiro de entrevista contendo 10 questões que
esclarecerão o problema de pesquisa, que será gravada e realizada
individualmente. Esta pesquisa ainda está em andamento não existindo
resultados a serem publicados.
Palavras-chave: terceiro setor, compromisso social, psicologia.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): GLISIANE CANALI, LUCIANE CARNAUBA
Nome do Orientador: RENATA MOREIRA DA SILVA
Titulação do Orientador: MESTRANDA
Instituição: UNIFIL
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
FATORES PRESENTES NA ROTINA DIÁRIA DOS ACADÊMICOS QUE
FAVORECEM O DESENVOLVIMENTO DA FOBIA SOCIAL
A fobia social é caracterizada por uma intensa ansiedade em situações sociais
(contato interpessoal) ou de desempenho, ou a associação de ambas. Isso
acarreta sofrimento excessivo ou interfere de forma acentuada no cotidiano da
pessoa. O fóbico social reconhece que seu medo é exagerado ou irracional e
teme mostrar sinais de ansiedade como rubor em face, tremor e sudorese. As
pessoas acometidas de fobia social descrevem como as situações mais
comumente eliciadoras de insegurança: ser apresentado a alguém, encontrar
pessoas em posição de autoridade, receber visitas em casa, ser observado
durante alguma atividade (comer, beber, falar), ser objeto de brincadeiras ou
gozação e usar banheiro público. Nesta pesquisa pretende-se identificar quais
fatores estão presentes na rotina diária dos acadêmicos que favorecem o
desenvolvimento da fobia social. A presente pesquisa justifica-se por estudos
anteriores terem demonstrado que a ansiedade social é um fenômeno comum
na população em geral. Os universitários enfrentam situações que podem
contribuir para o desenvolvimento da fobia social; como apresentações de
trabalhos, debates em classe ou mesmo conversas com professores. Tem-se
como hipóteses para esta pesquisa que os estudantes do curso de Ciências da
Computação apresentam um índice maior de ansiedade quando comparados
aos estudantes do curso de Educação Física. O curso de Ciências da
Computação necessita de um menor grau de interação com as pessoas e por
isso alunos mais introvertidos geralmente optam por este tipo de curso.
Enquanto o Curso de Educação Física exige maior interação social, portanto
que os acadêmicos sejam mais extrovertidos. Participarão desta pesquisa 50
acadêmicos, de ambos os sexos, com idades acima de 18 anos, dos cursos de
graduação de Educação Física e Ciências da Computação da Unifil. Os
participantes serão selecionados de acordo com a disponibilidade dos mesmos,
independente da série que cursam, durante o intervalo entre as aulas. O
instrumento utilizado para coleta de dados será um formulário contendo
questões fechadas as quais serão organizadas em gráficos e tabelas. A
pesquisa encontra-se em andamento e por esse motivo os resultados ainda
não estão disponíveis para a divulgação.
Palavras-chave: Fobia social, ansiedade, universitários.
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
138
Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Laiane de Cassia Utrera
Nome do Orientador: Zeila Torezan
Titulação do Orientador: Mestre
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: PSICOLOGIA
RECALQUE
O recalque propriamente dito só opera quando e faz o papel de cisão entre Cs,
PCs e Ics, essas instâncias precisam estar bem divididas para que o
mecanismo possa atuar, pois a idéia geral do recalque é a de não deixar vir a
consciência conteúdos que trariam um sofrimento insuportável ao indivíduo.
Segundo Freud, o recalque é um processo que tem como objeto manter Ics
representações pulsionais que tragam alguma fonte desprazerosa ao indivíduo.
Para que melhor se entenda o termo recalque é importante dividi-lo em suas 3
fases:
A primeira é chamada de fixação ou recalque originário, onde não há ainda de
fato o recalque propriamente dito, o que ocorre são inscrições no Ics, que por
sua vez não ganharam significação.
O recalque originário é constituído por representantes da pulsão, essas
representações são do campo imaginário, ou seja, traços de coisa, tudo é
reduzido ao visual pois ainda nesse período não há representação de palavra,
pois os sistemas PCs, Ics e Cs ainda não foram formados, o que predomina
então é a representação de coisa.
As segunda fase é a do recalque secundário em que o recalcamento ocorre
sobre os representantes da pulsão e não sobre ela mesma, esses
representantes são o representante ideativo e de afeto, o afeto está ligado há
um representante ideativo, mas ele não pode tornar-se Ics de fato. A terceira e
ultima fase é o retorno do recalcado, “processo pelo qual tendem a surgir os
elementos Ics recalcados” ou seja, todo material recalcado sofre deformações
pela censura PCs, o deslocamento e a condensação são os meios mais
utilizados para que o acesso a Cs seja possível. Os representantes recalcados
sempre lutam para ter acesso ao sistema Pcs, Cs, assim a Cs dispende de
muita energia para enfrentar a ameaça que os conteúdos representam. Os
derivados do recalque são os sonhos, atos falhos, chistes e lapsos – formação
de compromisso (quando algo pode ser manifestado).
Palavras-chave: Recalque - Primário - Secundário
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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Inscrição - XV Simpósio de Iniciação Científica
Nome do Pesquisador(Aluno): Daiana Aparecida Marques
Nome do Orientador: Zeila FAci Torezan
Titulação do Orientador:
Instituição: UniFil
Curso para apresentação: Psicologia
A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO
O seguinte trabalho tem como objetivo; apresentar a Constituição do Sujeito,
segundo a Psicanálise e a Teoria Lacaniana. O sujeito é aquele que se
constitui na relação com o outro através da linguagem, e essa relação
inicialmente dual e depois triangular; em referencia ao Édipo. A economia do
desejo refere-se ao Édipo, (que se desenvolve na dialética do “ser” e do “ter”
movimento de elaboração psíquica que conduz o sujeito de uma posição
imaginária) que esta identificada com o falo da mãe, para uma segunda
posição em que vai se identificar com aquele que supostamente tem o falo ou
com aquele que o não tem, essa operação em um processo de simbolização
denomina-se metáfora do nome do pai (castração) ao longo da constituição do
sujeito, em especial ao longo de três tempos do Édipo. Lacan denominou o
período entre seis e dezoito meses no qual a criança forma uma representação
de um unidade corporal por identificação com a imagem do outro, È através da
linguagem que a criança ingressa na cultura, na ordem das trocas simbólicas,
Lacan fala dos três tempos de Édipo, avançando num aspecto introduzido por
Freud a respeito da importância do período por ele denominado pré-édipico.
Primeiro tempo, o desejo da mãe é orientado pelo falo. A mãe é fálica e a
criança é o falo materno, (dialética do ser) a criança constitui imaginariamente
seu corpo como falo segundo o desejo da mãe; segundo tempo, acontece a
primeira separação entre mãe e criança, priva a mãe de seu objeto fálico e a
criança de seu objeto incestuoso, pai imaginário, castração imaginaria,
privação real.Terceiro Tempo acontece a segunda e definitiva separação entre
mãe e criança, castração simbólica. (Substitutos simbólicos), a neurose no
sentido estrutural no terceiro tempo do Édipo, porque ele se “completa”
conseqüentemente temos a castração (nome-do-pai) e assim o recalque passa
a operar. a estrutura histérica é mais comum em mulheres do que em homens,
, o terceiro tempo do Édipo depende a saída do mesmo e consequentemente
que a identificação do lado do menino é mais ou menos direta na medida em
que o pai tem algo a lhe transmitir o significante fálico, afinal é este significante
que é desejado pela mãe e que lhe servirá para abordar outras
mulheres(renunciando a mãe pela castração, mãe interditada pelo pai).No
momento em que a menina se volta para o pai, aparentemente renunciando a
mãe, ela vai em busca do falo para que possa ser novamente acolhida no
desejo da mãe, quando a menina constata que o que a mãe recebeu do pai
não foi o pênis, e sim um filho, a eleição do pai enquanto objeto amoroso
ganha aqui este objetivo: um filho para presentear a mãe (equação pênis –
bebê),como a menina não encontra o que busca junta ao pai, o que lhe resta é
mesmo a identificação com a mãe.encontramos a existência de um ato sexual
exitoso infantil que teria por conseqüência um efeito de culpabilidade e
XV SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
01 A 05 DE OUTUBRO DE 2007
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decorrentes idéias obsessivas como auto-reprovação. É através do limite, da lei
que se ascende à condição de desejante, o que, diga-se de passagem, do
limite, da dificuldade para o obsessivo, alem de toda hesitação que lhe é
característica, utiliza-se uma serie de rituais que enquanto afastam-no dos
objetos de desejo o fazem desaparecer como sujeito. Na Psicose não há
castração e sim a forclusao do Nome-do Pai (excesso ou falta de investimento),
esse aspecto relativo ao Nome do Pai como um significante, significado que dá
sentido ao desejo da mãe, justificada pelo fato de que o que sucede na
instauração de uma psicose é exatamente a forclusao do Nome-do Pai,
Segundo Lacan “é a mãe que funda o pai”, a criança vive sob o enigma de
alternância materna sou tudo ou nada para ela. Então a relação no imaginário
se sustenta ate surgir algo para o qual não há significação (o real) e para a
qual as significações dadas pelos outros não bastam mais elisão no
imaginário, neste momento como o psicótico não pode fazer a passagem do
outro ao Outro (lugar dos significantes) em busca de novas significações pois
o lugar do Outro aponta para um vazio e não remete o sujeito a nenhuma nova
significação, temos da elisão no simbólico, no encontro desses dois furos, duas
elisões deparamo-nos com o surto. Não encontramos atos falhos, chistes,
lapsos, todos representantes da equivocidade e característicos do retorno do
recalcado.
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