ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 2 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 MESAS DEMONSTRATIVAS ASPECTOS ANATÔMICOS ESSENCIAIS PARA SIMULAÇÃO DA NATURALIDADE EM RESTAURAÇÕES ESTÉTICAS ANTERIORES. Andressa Taquari Mota; Lara Zago Xavier do Prado; Isadora Marocolo de Oliveira Moreira Barros; Juan Carlo de Rezende Borges; Jeallisson Otávio Pereira Martins; Isabella Valadão Costa Oliveira; Vanessa Sarmento Costa Siqueira; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica Devido ao apelo da mídia para a estética, é natural esperar que a odontologia esteja preparada para atender aos anseios estéticos da população em geral. Técnicas restauradoras e protéticas mais modernas visam, além da reabilitação da função mastigatória, a recuperação do fator estético. Alguns fatores que interferem na estética de um sorriso podem ser corrigidos pelo cirurgião-dentista, de modo a proporcionar maior harmonia. Pequenos detalhes anatômicos podem fazer a diferença na simulação de aspectos de naturalidade nas restaurações em dentes anteriores e por isso devem ser minuciosamente estudados pelo cirurgião-dentista. O emprego de preceitos estéticos auxilia o profissional a tornar, se necessário, o sorriso de seu paciente esteticamente mais agradável. Perceber a importância do sorriso na estética facial como um todo, considerando a opinião do paciente em relação ao seu sorriso e a relação dos dentes a serem restaurados com seus adjacentes e antagônicos, além de toda estrutura bucal e facial circundante é indispensável ao que condiz à beleza natural. Portanto, a determinação de ângulos incisais discretos ou proeminentes, superfície dental lisa ou irregular, ameias maiores ou menores, entre outras características, é imprescindível na determinação do sorriso, uma vez que tais aspectos são influenciados pela idade, forma dental e formação esquelética do paciente. Estes pequenos detalhes podem trazer diferenças relevantes na obtenção de restaurações mais estéticas. Com o intuito de despertar a acuidade para estes detalhes, tanto para profissionais como para acadêmicos, esta mesa pretende apontar e ressaltar os aspectos anatômicos dos dentes para alcance da naturalidade em procedimentos estéticos. VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS TIRAS CLAREADORAS CREST WHITESTRIPS COMO AGENTE CLAREADOR DENTAL. Vinícius Martinez Teixeira; Ana Paula Freitas; Yara Climaco Pofhal; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica Alimentos como café, refrigerantes, tabaco, a idade e determinados medicamentos fazem com que os seus dentes percam a brancura. A escovação com pastas clareadoras pode auxiliar a remoção de algumas destas manchas superficiais. Mas com o passar do tempo, estas manchas ficam abaixo da superfície e não conseguem ser removidas com escovação simples. O sistema Crest Whitestrip (Procter&Gamble) é um sistema clareador inovador onde o peróxido de hidrogênio a 6% ou 10% estão impregnados em tiras plásticas, de polietileno, finas e flexíveis, que se adaptam ao formato dos dentes anteriores. Dentro de suas limitações, o método clareador com tiras pode ser uma alternativa viável como método de clareamento dental, por ser mais pratico, muito mais discreto e com custo similar ao da técnica com moldeiras tendo a mesma eficiência, com a vantagem de oferecer uma redução da sensibilidade e menor potencial de irritação gengival. O tempo de permanência de uso das tiras é de apenas 30 minutos, duas vezes ao dia. O sistema de tiras é descartável, logo o paciente simplesmente descarta a tira após o uso, eliminando qualquer necessidade de limpeza da moldeira, ou manutenção. Uma desvantagem apontada neste sistema é a limitação da abrangência dos dentes a serem clareados além da facilidade de obtenção, principalmente em alguns países, a ponto de instigar o usuário a realizar o clareamento não assistido. Desta forma o objetivo da mesa demonstrativa será apresentar o sistema clareador com tiras, Crest Whitestrip, mostrando sua simplicidade de uso e analisando criteriosamente suas vantagens e desvantagens. FLUORETAÇÃO DAS ÁGUAS NO BRASIL E OS AVANÇOS CONQUISTADOS PELO PROGRAMA BRASIL SORRIDENTE Jeislie Carolline Trigueiro Silva; Gláucia Mendes Fernandes; Maitê Lopez Serra; Maria Rita de Carvalho; Myriam Barbosa Caldas; Paula dos Santos Espíndola; Tatiane Meurer; Vaneide Vieira Teles; Liliane Braga Monteiro dos Reis Curso de Odontologia - UniEvangélica A fluoretação das águas de abastecimento público vem se mostrando um fator de grande importância na melhora da saúde bucal da população brasileira. O objetivo deste trabalho é analisar a adesão dos municípios brasileiros à fluoretação das águas de abastecimento público, e os avanços nesse campo incentivados pela Política Nacional de Saúde Bucal: Brasil Sorridente. O trabalho será exposto em forma de maquete, onde serão destacados os percentuais de fluoretação por região e Estados do país, assim como os municípios beneficiados pela fluoretação em Goiás. Serão citadas as diferenças regionais relacionadas à presença de fluoretação das águas de abastecimento público. O Programa Brasil Sorridente ainda não foi capaz de alcançar a meta proposta na Lei Federal nº 6050, de 24 de maio de 1974, (obrigatoriedade da fluoretação em todos os municípios dotados de estação de tratamento de água), mas mostra ser um verdadeiro marco no campo da Promoção de Saúde, ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 3 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 visto que vem contribuindo significativamente para a redução dos níveis de cárie no país, sendo considerado o método de prevenção de cáries mais efetivo em termos de abrangência coletiva. MÉTODOS ALTERNATIVOS DE HIGIENE BUCAL Letícia Cristina de Araújo Salomão; Alana Karen Dias; João Augusto de Faria; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia -:UniEvangélica O controle mecânico constitui em um método eficaz contra a instalação de microorganismos presentes no biofilme, causadores das principais doenças que acometem o meio bucal, a cárie e a doença periodontal. Esse controle se dá pelo uso da escova, creme dental e fio ou fita dental, instrumentos simples, mas nem sempre de fácil acesso à população carente. Diante desta realidade, este trabalho propõe apresentar métodos de higienização bucal alternativos, com o objetivo difundir entre a comunidade acadêmica, formas acessíveis de promover a saúde bucal em comunidades de baixa renda. O fio ou fita dental alternativa pode ser produzido de três maneiras. Pode-se utilizar a ráfia fina que deve ser cortada em pedaços de 30 cm, lavadas com água e sabão e depois mantidas em solução de hipoclorito de sódio diluída em água. Outra alternativa é o uso de sacos de laranja, tipo rendinha, que após a desinfecção pode ser desfiada e cortada. Plásticos cortados em tiras também podem fazer o papel do fio dental, porém este método possui algumas limitações. Já a escova artesanal pode ser confeccionada com bucha vegetal cortada em tiras ou esponja plástica, enroladas na extremidade de um palito de madeira, como o de picolé, com fio dental alternativo. Além destes métodos, serão apresentados porta-escovas de garrafa PET e alguns modelos de porta fio dental feito de materiais recicláveis. Será abordada também, a necessidade da orientação e incentivo da população quanto à confecção destes métodos, a fim de garantir a manutenção da saúde bucal a baixo custo. MANEIRAS DE EVITAR OU REDUZIR OS RISCOS DO CLAREAMENTO DENTAL Felipe Faria Pires; Wilson de Tarso Ferreira Filho; Ruy Roberto Soares; Cristiano Fabricius Barbosa; Lucia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica A utilização de técnicas para clareamento dental tem crescido devido a grande procura pela estética por parte do paciente. Apesar de vários estudos mostrarem que o clareamento dental é uma técnica segura, riscos provenientes da técnica não devem ser menosprezados. Independente da técnica clareadora utilizada, o procedimento será bem sucedido com nenhum ou pouco dano ao paciente, se forem respeitadas e seguidas as indicações específicas, houver compatibilidade entre a técnica de clareamento e o agente clareador, seguir um protocolo clínico ordenado e observar os pré-requisitos essenciais à aplicação de cada técnica. Entretanto, mesmo tomando os cuidados necessários, a técnica de clareamento dental ainda assim, pode trazer riscos ao paciente. Queimaduras e necroses dos tecidos moles, inflamação gengival, aumento da sensibilidade dentária durante o tratamento clareador e reabsorção cervical são algumas das conseqüências advindas das técnicas de clareamento dental. Quanto mais concentrado o agente clareador, maior a necessidade de atenção e supervisão minuciosa por parte do profissional. A utilização do isolamento absoluto, o recorte adequado da moldeira e intercalar as sessões de clareamento são algumas das possíveis medidas que podem ser tomadas pelo profissional dependendo da técnica de clareamento indicada. O objetivo deste trabalho é mostrar os riscos das técnicas de clareamento dental em dentes polpados e despolpados e maneiras de evitar ou reduzi-las. É de suma importância que os pacientes conheçam os riscos inerentes ao procedimento clareador. Adicionalmente, os cirurgiões-dentistas devem ter conhecimento dos procedimentos necessários para evitar ou minimizar estes riscos e aumentar o sucesso da técnica de clareamento. AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE: ELO ENTRE A USF E A COMUNIDADE Micaelle Teixeira Motta; Lilia Caixeta Guimarães; Joyce Naiara Paiva; Karina Ferreira Vilela; Liliane Braga Monteiro dos Reis. Curso de Odontologia - UniEvangélica O agente comunitário de saúde é alguém que se identifica, em todos os sentidos com sua própria comunidade, principalmente na cultura, linguagem, costumes. Precisa gostar de trabalho, gostar principalmente de aprender e repassar as informações, lutar e aglomerar forças em sua comunidade, municípios, estado e país em defesa dos serviços públicos de saúde, pensar na recuperação e democratização desse serviço; entendendo que é o serviço público que atende a população pobre; é preciso tomá-lo de boa qualidade. O mesmo se destaca na comunidade, pela capacidade de se comunicar com as pessoas, pela liderança natural que exerce. O ACS funciona como elo entre a equipe da comunidade, esta em contato permanente com as famílias, o que facilita o trabalho de vigilância e promoção de saúde, realizado por toda equipe. É também um elo cultural que da mais força ao trabalho educativo, ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico, e o do saber popular. O seu trabalho é feito nos domicílios de suas áreas de abrangência, exercendo suas específicas atribuições. Sendo assim o mesmo esta em contato permanente e direto com suas famílias. É necessário que este tenha ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 4 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 conhecimento da área onde monitora(não é necessário grau de escolaridade). Seu trabalho é de identificar, realizar, e orientar ações de educação e vigilância a saúde das famílias. FLUORESCÊNCIA DAS RESINAS COMPOSTAS DIRETAS Gabriela Modesto Silveira; Amanda Roberta de Menezes Diniz; Pedro Henrique Silva Gomes Ferreira; Jackelline Harany Moreira Melo; Cássia Pereira; Priscila Dias Fichi Santana; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica Fluorescência é a capacidade que o dente tem em absorver radiação ultravioleta, tipo luz negra, e emitir essa radiação na faixa de luz visível dando um aspecto azulado. Para restaurar parte do dente perdido é necessário reproduzir todas as propriedades do dente natural. Uma resina possui excelente adaptação de cor quando se comporta de forma semelhante à estrutura dental sob diferentes fontes luminosas. Resinas não fluorescentes são detectadas como uma área escura quando expostas á luz ultravioleta, podendo causar constrangimento a quem as possuem. A luz negra, presente principalmente em casas noturnas, e a radiação ultravioleta proveniente do sol, tem a capacidade de estimular a fluorescência, liberando fótons de energia na forma de luz que variam do branco ao azul. Essa propriedade da estrutura dental hígida vem preocupando cada vez mais, pois é parte fundamental na odontologia estética. Quanto maior a mineralização menor é a fluorescência, por esse motivo a dentina é quatro vezes mais fluorescente que o esmalte, embora apresente níveis de fluorescência diferentes. Esta combinação acentua a brancura ou a luminosidade do dente. A fluorescência das resinas vem preocupando muito os cirurgiões-dentista que confeccionam restaurações estéticas em dentes anteriores, pois pouco se sabe sobre o comportamento luminescente das resinas compostas uma vez que existem poucos estudos sobre fluorescência da estrutura dental e muitas marcas de resina composta no mercado. Desta forma, o objetivo da mesa será demonstrar aos acadêmicos e aos cirurgiões-dentista o nível de fluorescência de diversas marcas comercias de resinas compostas quando expostas à luz negra. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DA DOR Joyce Naiara Theonilha de Paiva; Wiler José Borges Monteiro; Karina Ferreira Vilela; Micaelle Teixeira Motta; Lilia Caixeta Guimarães; Marcelo de Queiroz Teixeira; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica Entende-se dor, por uma desagradável sensação ou experiência emocional associada ao dano tecidual real ou potencial. A dor é uma sensação individual de cada ser humano e está ligada diretamente com o emocional, de modo que a sensação dolorosa pode provocar o aumento da ansiedade e do desconforto. Os aspectos psicológicos e emocionais influenciam diretamente na percepção da dor, tais como o cansaço, a depressão, o otimismo, a ansiedade, o stress, a solidão, o medo, a insônia e o humor. Apesar da intensidade de uma dor ser subjetiva, necessita de avaliação quantitativa para o seu diagnóstico, tratamento e análise de sua evolução. Existem vários métodos que foram desenvolvidos para avaliar a intensidade da dor nas diversas áreas da saúde. São utilizadas nestas avaliações as escalas verbais descritivas e categóricas, escalas visuais analógicas numéricas, lineares, pictóricas, escalas debilitantes funcionais e comportamentais. Todas estas têm suas peculiaridades e modo de utilização nas diversas pesquisas presentes na literatura. Os aspectos físicos causadores da lesão, assim como a modulação da percepção, são extremamente variáveis de pessoa para pessoa. Ao se adotar as escalas de dor há necessidade de atenção sobre as condições do paciente, idade, sexo e aspectos sócio-culturais, pois são importantes na maneira como a pessoa percebe e responde a ela. Muitos critérios têm sido propostos para conceituar a intensidade de dor com mais objetividade e especificidade quantitativa. Por tanto, esta mesa demonstrativa, tem o objetivo de demonstrar estes métodos de avaliação da dor, analisando sua aplicabilidade em várias situações na investigação científica. HIGIENIZAÇAO DE PRÓTESE TOTAL Fernanda Christina Marcolino Mendes; Letícia Delfino Alves; Caroline Barbosa Furtado de Mendonça; Ricardo da Silva Moura; Bráulio Ricardo Reis; Liliana Vicente Melo Lucas. Curso de Odontologia - UniEvangelica Grande parcela da população brasileira utiliza algum tipo de prótese dentária, sobretudo as próteses totais. Iremos demonstrar como se faz uma correta manutenção e higienização das mesmas. Esse cuidado determina o sucesso do tratamento reabilitador, longevidade da prótese, além de prevenir eventuais doenças oportunistas que possam surgir devido à falta de informações. A higienização das próteses totais é um caso merecedor de atenção especial para quem as possui e para o profissional assistente. Nossa demonstração será feita utilizando escovas e produtos adequados. As pastilhas efervescentes (Corega Tabs) são uma ótima opção, pois o oxigênio liberado por elas ajuda na remoção de restos alimentares. É recomendável dormir sem a dentadura para dar um descanso de pelo menos 8 horas por dia à mucosa, neste caso deve-se mantê-la em um copo com água e produto para limpeza durante a noite. Este descanso além de diminuir o índice de ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 5 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 reabsorção óssea na prótese permite limpeza, ações fungicida e bactericida. A prótese, a gengiva, a língua e o palato devem ser escovados após todas as refeições com uma escova de cerdas suaves estimulando a circulação nos tecidos e remoção de placa bacterianas. Contudo, a prótese não é eterna, ou seja, precisa de manutenção e ser trocada quando necessária. Além disso, uma prótese mal adaptada pode trazer sérios problemas, entre eles: dificuldade de mastigação, comunicação e ingestão de alimento. É importante ressaltar que, mesmo com idades avançadas, indivíduos motivados têm capacidade de aprender e cuidar de suas próteses, necessitando apenas de incentivo e orientação por parte de seu dentista. TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO - UMA TÉCNICA RESTAURADORA AO ALCANCE DE TODOS. Maysa Silva Fleury; Murilo Alves Arantes; Katya Gomes de Souza; Elisnádia Silva de Ferreira; Junio Chaves Queiroz; Luiz Sidney de Souza Caixeta; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica O tratamento restaurador atraumático (ART) é um procedimento de remoção de tecido cariado usando instrumentos manuais e restauração da cavidade com um material restaurador adesivo. Muitos materiais podem ser utilizados para esta técnica, mas há indícios na literatura de que o cimento de ionômero de vidro seria o material mais indicado, por se aderir quimicamente em esmalte e dentina, diminuindo a necessidade de desgastar tecido dental em demasia, pela liberação de flúor para o meio bucal e ser biocompatível com as estruturas dentárias. O ART foi desenvolvido para as pessoas que não possuem acesso aos métodos restauradores da saúde bucal convencionais, onde as extrações seriam as únicas opções de tratamento. Esta técnica consiste no tratamento de lesões cariosas utilizando apenas instrumentos manuais, na remoção da dentina contaminada deixando a dentina afetada que é passível de remineralização, seguida do selamento da cavidade com material restaurador. Esta difere também de procedimentos restauradores de adequação bucal porque o ART é considerado uma restauração definitiva. O ART possui várias características que favorecem o seu uso dentre elas: possui menor número de etapas operatórias que a técnica convencional restauradora; não há necessidade de anestesia local, tornando-se por isso menos desconfortável ao paciente; preservação de tecido dental sadio, pois faz a remoção apenas de dentina contaminada; não demanda, necessariamente, a utilização de consultório odontológico, garantindo o atendimento individual a populações que residem em locais de difícil acesso. O objetivo deste trabalho é demonstrar a técnica do ART, apontando as vantagens e desvantagens que o procedimento oferece. SELEÇÃO DOS ANESTÉSICOS LOCAIS DE USO CORRENTE NA ODONTOLOGIA Glauciane Karla de Oliveira Pavelkonski; Pâmela Katiene Busutti; Patricia Pereira da Silva; Rosirene Pereira da Silva Correia; Eliane Martins Azevedo; Luciano Augusto Jesus. Curso de Odontologia – UniEvangélica Malamed (2004), traz que em 1980 havia somente cinco tipos de anestésicos locais disponíveis. Atualmente há uma disponibilidade crescente desses anestésicos, exigindo do profissional da Odontologia o conhecimento das drogas, buscando uma melhor escolha que levará em consideração o paciente e o procedimento. Segundo Ferreira (1999), a anestesia local é definida como um bloqueio reversível da condução nervosa, sem alterar o nível de consciência. Os anestésicos locais não são isentos de contraindicação, por esse motivo o profissional deve se resguardar de algum incidente buscando informações sobre o estado físico e mental do paciente antes da administração do anestésico, bem como, do uso concomitante com outros fármacos evitando, assim, alguma interação medicamentosa. Para que um anestésico seja considerado a melhor escolha para o procedimento a ser realizado deve apresentar uma baixa toxicidade sistêmica, não ser irritante aos tecidos e também não causar danos permanente às estruturas nervosas. O seu início de ação deve ser rápido e a duração do efeito ser suficiente para a realização do procedimento. A síntese química e os novos anestésicos locais reapresenta a busca de fármacos com propriedades anestésicas locais mais seletivas e poucos efeitos colaterais sistêmicos quanto utilizando em doses terapêuticas. (Craig, 2005). Esta revisão de literatura tem como objetivo conhecer as classes terapêuticas, eficácia, indicações, contraindicações e a dosagem máxima recomendada de alguns anestésicos locais mais utilizados pelos profissionais da Odontologia, propiciando o uso racional e cientifica desses fármacos. PAINÉIS UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO ORTODÔNTICA PARA IDENTIFICAÇÃO HUMANA Danilo Santos Carneiro; Renan Correia arcanjo; Rhonan Ferreira da Silva Universidade Paulista – UNIP O objetivo do presente trabalho é demonstrar, por meio de um relato de caso, como a Odontologia pode fornecer informações importantes à Justiça, nos processos criminais. No caso em questão, um indivíduo foi encontrado carbonizado no interior de um veículo após acidente de trânsito seguido de incêndio. ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 6 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 Inicialmente, a vítima não tinha a sua identidade determinada pelo fato das impressões digitais terem sido destruídas pelo fogo, situação que inviabilizou a identificação papiloscópica. Por este, foi solicitada junto à suposta família que fossem encontradas documentação médica ou odontológica que pudessem subsidiar a identificação do corpo examinado. À equipe pericial foi entregue um pasta de documentação ortodôntica contendo uma fotografia, um modelo de gesso e uma ficha clínica odontológica que continha informações relevantes sobre os procedimentos odontológicos que haviam sido executados na vítima carbonizada, há aproximadamente 07 anos do fato consumado. Depois de efetuado o confronto odontolegal, pôde-se determinar positivamente a identidade da vítima, fator que propiciou o andamento do processo criminal, ficando demonstrado, novamente, que o exame odontolegal é um método de fácil execução, de baixo custo e que pode propiciar resultados confiáveis nos casos de identificação humana. ATIVIDADES EDUCATIVAS INTEGRADAS NA SAÚDE BUCAL Aysha Jussara Ivonilde Carrim; Wanessa Augusta da Cruz; Wesley Rogério de Oliveirra e Silva; Menícia Rosa David; Erica Tatiane da Silva Faculdade Araguaia e UFG - FO No Brasil, o índice de cárie dental e doença periodontal são motivos de grande preocupação, visto que a implantação de políticas voltadas à saúde bucal é escassa. O crescimento da doença é entrave para os países em desenvolvimento, sendo a condição socioeconômica, um fator agravante da situação. No entorno de Aparecida de Goiânia, existe uma comunidade carente onde acadêmicos podem contribuir para minimização destes problemas, além de enriquecer a formação ética e científica dos alunos da Faculdade Araguaia (Biologia), e da UFG (Odontologia). Portanto, faz-se necessária a implantação de promoção de saúde, com intuito de educar os indivíduos quanto à existência de doenças bucais bem como a maneira de preveni-las. Foi escolhida uma unidade PETI, com cerca de 60 crianças, provenientes de vários setores da cidade, carentes e de baixa renda, pais com nível de instrução reduzido, algumas crianças moradoras de rua, com idade entre 7 e 14 anos, para a realização de atividades educativas. Os materiais foram produzidos com isopor, garrafa Peti, cartazes, ambos representando dentes sadios e o desenvolvimento da cárie, além de filme e observação do S. mutans através de microscopia, além de palestra sobre prevenção e esclarecimentos acerca do desenvolvimento da cárie e doença periodontal. O objetivo do trabalho foi avaliar o nível de conhecimento antes e depois da aplicação das atividades integrativas através de um questionário elaborado com perguntas fechadas. Como resultado, foi possível observar que as atividades integradas entre os cursos, desenvolvidas de forma lúdica e participativa, despertaram ativamente o interesse dos alunos pela temática. O CONHECIMENTO DO USUÁRIO DE PRÓTESES DENTAIS SOBRE HIGIENIZAÇÃO DAS MESMAS DURANTE ABORDAGEM NO UNICIDADÃ 2008. Ricardo da Silva Moura; Débora Pupulin Rocha; Jackeline Harany Moreira de Melo; Mirian Cunha de Sousa Dias; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica A oficina de higienização de próteses foi oferecida ao público do Projeto UniCidadã 2008 como tentativa de instruí-los no cuidado de suas próteses dentais. Durante a oficina o público pode assistir demonstrações de como cuidar de suas próteses dentais e relatar seus conhecimentos sobre o assunto. Desta forma, o objetivo deste estudo foi verificar o conhecimento dos usuários de próteses dentais sobre os cuidados de higiene. Trinta e quatro pessoas, entre 30 a 67 anos, passaram pela oficina e destes, 31 responderam ao questionário contendo cinco questões objetivas. Foi observado que 51,6% utilizavam prótese total, 29% prótese parcial removível e 19,4% usavam ambas. Quanto ao tempo de uso das próteses 37,7% afirmaram que fazem uso destas há mais de 5 anos, 22,6% até 10 anos e 38,7% utilizam há mais de 10 anos. A necessidade de se retirar a prótese para dormir era desconhecida, pois apenas sete usuários de próteses (22,6%) relataram que removiam apenas devido ao incômodo. Em relação à higienização diária da prótese, todos afirmaram realizar apenas com pasta e escova. Quanto às instruções de higiene das próteses 83,9% relataram que não receberam orientação alguma de seus dentistas no ato da instalação. Com este levantamento pudemos observar que há necessidade de persistir com esse trabalho junto à população, já que a maioria parece desinformada. É necessário conscientizar os cirurgiões - dentistas da necessidade de instruir mais adequadamente seus pacientes usuários de próteses dentais quanto à manutenção das mesmas com intuito de aumentar a longevidade e evitar lesões bucais. MIXOMA ODONTOGÊNICO: RELATO DE CASO CLÍNICO Renan Correia Arcanjo; Danilo Santos Carneiro; Claudio Maranhão Pereira Universidade Paulista – UNIP Os mixomas dos ossos gnáticos são alterações de origem odontogênica encontrados preferencialmente em adultos jovens, porém podem ocorrer em qualquer idade. Pode desenvolver em qualquer região dos maxilares, mas a mandíbula é o local mais acometido. ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 7 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 Pode causar expansão rápida, em decorrência do acúmulo de substância fundamental mixóide no interior da lesão, além de dor e reabsorção radicular dos dentes eventualmente envolvidos. Radiograficamente o mixoma pode apresentar-se como uma lesão radiolúcida unilocular ou multilocular com margens irregulares ou festonadas. O objetivo deste caso foi relatar um paciente de 30 anos de idade com mixoma em região mandibular esquerda. Paciente do gênero masculino procurou tratamento odontológico para tratamento endodôntico. Durante exame radiográfico de rotina, detectou uma imagem radiolúcida, limites pouco definidos, de aspecto multilocular em região posterior esquerda de mandíbula. Foi optado realizar biópsia incisional da lesão e o material recolhido foi encaminhado para análise. Microscopicamente, foi possível observar um tecido constituído por células fusiformes com arranjado estrelado disposta em um abundante estroma mixóide frouxo, compatível com diagnóstico de mixoma odontogênico. O paciente foi então posteriormente submetido a remoção completa da lesão em âmbito hospitalar e o material removido foi novamente analisado confirmando o diagnóstico. O paciente está em acompanhamento a 8 meses sem queixas ou sinais de recorrência. LENTIGINOSE PERIORIFICIAL CO/M POLIPOSE: RELATO DE CASO Arnaldo Costa Santana Júnior; Esiane Arantes Campos; Claudio Maranhão Pereira Universidade Paulista – UNIP Lentiginose periorificial com polipose, também conhecida como Síndrome de Peutz-Jeghers, é uma entidade rara, herdada como traço autossômico dominante, caracterizada por pólipos hamartomatosos gastrointestinais e pigmentações melanóticas mucocutâneas. Maior risco de cânceres em vários locais do organismo, principalmente no trato gastrointestinal, têm sido associado a esta entidade. Paciente de 14 anos de idade, melanoderma, masculino, procurou o Departamento de Diagnóstico Bucal, para avaliação de manchas na boca. Paciente relatou que as alterações surgiram por volta dos 3 anos de idade e que, aos 6 anos, desenvolveu fortes dores abdominais. Aos 12 anos pólipos intestinais foram observados por endoscopia e removidos cirurgicamente. Quanto à história familiar, relatou que sua avó materna submeteu-se a remoção de pólipos intestinais e uma prima morreu de câncer no intestino. Em exame físico, observou-se múltiplas máculas em cavidade bucal, região peri-bucal, mãos e pés, as quais apresentavam coloração acastanhada escura, com cerca de 0,1 a 0,3 cm de diâmetro. Foi realizada biópsia excisional de uma lesão em semi-mucosa labial, onde constatou-se hiperpigmentação da camada basal com derrame pigmentar de melanina, confirmando diagnóstico de mácula melanótica. Cortes histopatológicos dos pólipos intestinais foram requisitados para revisão, onde observou-se tecido muscular liso recoberto por epitélio glandular com aspecto arboriforme. Baseado nos achados clínicos e histopatológicos foi estabelecido diagnóstico de Síndrome de Peutz-Jeghers. O paciente está em acompanhamento para as alterações pigmentares e com gastroenterologista para os pólipos intestinais. AVALIAÇÃO IN VITRO DA SUSCEPTIBILIDADE DO ESMALTE DENTAL AO MANCHAMENTO PELO CAFÉ DURANTE O PROCEDIMENTO CLAREADOR CASEIRO Edileuza do Socorro Honório Caixeta; Janaína da Câmara Zambelli; Valquíria Rezende da Silva; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica O objetivo deste estudo foi avaliar a susceptibilidade ao manchamento da superfície de esmalte durante o procedimento clareador caseiro imerso em água deionizada ou em saliva artificial, através da análise digital indireta. Setenta e dois fragmentos de terceiros molares foram divididos em dois grupos expostos ao peróxido de carbamida (PC) 10 ou 16% Whiteness Perfect (FGM). Após três, seis e dez dias de branqueamento, as amostras de cada concentração de agente clareador foram digitalizadas e analisadas no Programa Adobe Photoshop através da função histograma em 256 graus de cinza para obtenção da medida de branqueamento (MB). Cinco diferentes áreas de cada superfície de esmalte foram determinadas e a média obtida de cada amostra foi considerada. Após MB as amostras foram imersas em café por 30 minutos para obtenção da medida de manchamento. A medida inicial foi realizada antes do procedimento clareador para controle. Os dados foram estatisticamente analisados por ANOVA a dois critérios e teste de Tukey com nível de significância de 5%. Os valores em GC foram diretamente proporcionais ao alvor da amostra. Quanto mais claro a amostra, maior o valor de GC. O grupo de PC a 10% imerso em água deionizada clareou mais do que o de 16%, embora os valores no manchamento fossem similares. Quando imersos em saliva, o branqueamento e manchamento foram iguais nas diferentes concentrações de PC. Os agentes clareadores podem levar à susceptibilidade ao manchamento da superfície de esmalte quando imerso ao café. O manchamento pode ser reduzido com a presença da saliva. CISTO EPIDERMÓIDE EM REGIÃO SUBMENTUAL Mauro Silva Filho; Diego Godinho Albuquerque Universidade Paulista – UNIP O cisto epidermóide é uma malformação cística de desenvolvimento incomum. É limitado por epitélio semelhante à epiderme, mas não contém estruturas ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 8 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 anexas a derme na parede do cisto. Ocorrem mais comumente na linha média do assoalho da boca, ainda que ocasionalmente desenvolvam-se lateralmente ou em outras localizações. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico de cisto epidermóide em um homem de 40 anos. Paciente procurou atendimento odontológico na Clínica de Diagnóstico Bucal da UNIP queixando-se de “inchaço no queixo”. Em anamnese, paciente relatou que há cerca de 1 ano notou aumento de volume assintomático, aparentemente estável, em região submental. Também foi relatado que a lesão havia sido “tratada” por meio de drenagem por duas vezes, sempre seguida de recidiva. Clinicamente foi possível observar aumento de volume de 8cm de diâmetro em região lateral direita submental, flutuante, esférico, recoberto por pele de coloração normal. Em cavidade bucal não foi possível observar alteração clínica. Para auxílio diagnóstico foi solicitado ultrasonografia e tomografia computadorizada da região onde observouse lesão esférica de contornos regulares e definidos compatível com lesão cística. O paciente foi encaminhado ao HGG para tratamento cirúrgico. Após remoção a peça foi processada e submetida à avaliação histopatológica. Microscopicamente foi possível observar lesão cística limitada por epitélio escamoso estratificado contendo em sua luz grande quantidade de queratina, revestida externamente por uma cápsula de tecido conjuntivo, definindo diagnóstico como cisto epidermóide. Após 12 meses o paciente está em acompanhamento sem sinais de recidiva da lesão. MORFOLOGIA E ESTEREOLOGIA DA REAÇÃO DA MUCOSA ORAL AO PERÓXIDO DE CARBAMIDA 16% EM RATOS NORMAIS E DIABÉTICOS. Fernando Alexandria Soares de Oliveira; Rogério Luiz de Oliveira Mussel; Carlos Alberto Mandarim-deLacerda; Luiz Mota Mendes Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ O clareamento caseiro é uma técnica bastante utilizada.Todavia, quanto aos efeitos do material nos tecidos gengivais, permanece a dúvida em relação à sua biocompatibilidade. O objetivo desse trabalho foi analisar os efeitos do gel de peróxido de carbamida a 16% sobre a mucosa oral de ratos. 20 ratos Wistar machos (10 normais e 10 diabéticos) foram submetidos à aplicação tópica do material a 16% sobre a mucosa oral, na região vestíbulo-mentoniana, por uma hora, durante 7 dias consecutivos, sendo 10 animais (5 normais e 5 diabéticos) sacrificados decorrido o período de experimentação (Grupo 1), e os demais, 7 dias após (Grupo 2). A região mentoniana (bloco ósseo e lábio) de cada animal foi retirada cirurgicamente, fixada e preparada para estudo histológico, coradas pelo H E e Tricrômico de Masson. A determinação das densidades de volume celular (Vv[c]), vascular (Vv[v]) e de fibrose do tecido subcutâneo (Vv[f]) foi realizada em cortes verticais e analisadas com sistema M42. Os resultados preliminares mostraram no Grupo 1, áreas de fibrose superficial e vasos com fibrose perivascular. O aspecto histológico foi semelhante no Grupo 2, porém com animais diabéticos mostrando fibrose mais intensa. Nos animais não diabéticos a fibrose foi discreta e mais concentrada em áreas especificas. As diferenças quantitativas (p<0,05) foram significativas apenas para Vv[f], separando os grupos diabéticos dos não diabéticos. Conclui-se que em ratos diabéticos os efeitos nos tecidos orais foram mais intensos, mas após 7 dias ocorreu reparo tecidual. (Apoio FAPERJ Nº E-26/170.417/2007). CLAREAMENTO DE DENTE DESVITALIZADO PELA TÉCNICA "WALKING BLEACH" Lílian Aparecida de Faria; Lenina Rosa Dominence Menezes; Sara Dayane da Mata Santos; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica O tratamento clareador intracoronário é indicado em dentes escurecidos tratados endodonticamente através da técnica "walking bleach", onde o material clareador é inserido no interior da câmara pulpar e selado com restauração provisória por determinado tempo. A técnica é simples, muitas vezes eficaz e é considerada uma alternativa conservadora para manutenção estética do sorriso. O objetivo deste relato de caso é demonstrar a efetividade da técnica em um caso que muitos profissionais certamente indicariam uma faceta estética. Uma paciente jovem apresentou-se na clínica odontológica de ensino da UniEvangélica insatisfeita com a coloração do dente 22. A paciente relatou ter realizado endodontia há mais de cinco anos e foi constatado no exame radiográfico que o tratamento estava adequado. Com a escala de cor Vita foi observado que o dente era mais escuro que a cor C4. Em virtude do tempo de realização da endodontia e do grau de escurecimento que o dente apresentava, a paciente foi informada da imprevisibilidade de sucesso do clareamento e dos possíveis riscos inerentes da técnica "walking bleach". Para a técnica de clareamento foi utilizado perborato de sódio associada à água destilada, com trocas de curativos semanais, durante três sessões. Estas foram suficientes para atingir a cor A2, um resultado muito satisfatório. Este caso demonstrou que a opção por procedimentos estéticos menos invasivos pode ser uma escolha efetiva mesmo em situações não favoráveis. SARCOMA DE KAPOSI Diego Godinho Albuquerque; Mauro Silva Filho; Cláudio Maranhão Pereira Universidade Paulista – UNIP ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS 9 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 O Sarcoma de Kaposi (SK) é um neoplasma multifocal com origem nas células endoteliais vasculares. Desde do início da epidemia do HIV, a maioria dos casos têm sido observados em associação com a AIDS. Hoje em dia, com advento da terapia anti-retroviral, diagnóstico precoce e conscientização do paciente, está cada vez mais raro casos de SK. Paciente VST, 22 anos, gênero masculino, feioderma, procurou o OROCENTRO da Faculdade de Odontologia de Piracicaba/UNICAMP em maio de 2002, queixando-se de aumento gengival generalizado. Durante anamnese, o paciente relatou ser homosexual, portador do HIV desde 1999 em tratamento com coquetel anti-retroviral e, há um mês atrás, notou o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo e aumento da gengiva. Ao exame clínico constatou-se que o paciente estava magro, pálido, com manchas arroxeadas por todo corpo, acometendo principalmente face, tronco e membros superiores. Também observou-se manchas arroxeadas por toda mucosa bucal, incluindo palato, língua, assoalho, mucosa jugal e gengiva, além de aumento gengival generalizado. Foi feita biópsia incisional em gengiva onde, após análise histo-química e imunohistoquímica, chegou-se ao diagnóstico final de Sarcoma de Kaposi. Paciente foi encaminhado ao infectologista responsável por seu tratamento, sendo que após três meses o paciente faleceu. CONHECIMENTO DO PÚBLICO DO UNICIDADÃ 2008 A RESPEITO DOS MÉTODOS ALTERNATIVOS DE HIGIENE BUCAL. Alana Karen Dias; Letícia Cristina de Araújo Salomão; João Augusto de Faria; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica Um dos grandes objetivos da odontologia preventiva se constitui na prevenção de cáries e problemas periodontais. Pensando nisto, no Projeto Unicidadã 2008, uma oficina foi oferecida sobre os métodos alternativos de higiene bucal, a fim de apresentar e ensinar a confecção destes métodos à população presente. O objetivo deste estudo foi analisar o conhecimento, a opinião sobre a importância e a eficiência destes meios entre o público presente. Após demonstração, o público foi convidado a confeccionar e experimentar estes diferentes meios. No final da oficina, 132 questionários com cinco perguntas sobre o tema foram respondidos. As respostas foram tabuladas no programa Excel. Os resultados revelaram que 84% das pessoas já tinham ouvido falar destes métodos, 13% já conheciam e 3% não conheciam. Quanto ao grau de confecção, 91,7% consideraram de fácil execução, 6% consideraram de média dificuldade e apenas 2,3% consideram muito difíceis. Quando questionados em relação à efetividade destes métodos, 56% acharam que funcionam da mesma que os meios convencionais, 28% acharam que são mais efetivos e 16% acharam que não funcionam tão bem. Em relação ao uso, 97% relataram que usariam se necessário esses métodos em casa e 2,3% não usariam. O total de 72,7% gostou mais da escova alternativa, 21,6% do fio dental de saco de laranja e 5,7% preferiram o fio dental de saco plástico. Apesar de pouco difundido, os meios alternativos foram bem aceitos pelo público. A maioria das pessoas considerou importante conhecer alternativas para higienização bucal, acreditando ser tão efetivo quanto ao método convencional. TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES: RELATO DE CASO CLÍNICO EM VENTRE DE LÍNGUA Hidecazio de Oliveira Souza; Flávia Andrezza Gomes Alves; Flávia Caló de Aquino Xavier; Tessa de Lucena Botelho Universidade Paulista – UNIP O tumor de células granulares, conhecido antigamente como mioblastoma, é um termo descritivo para um tumor com histologia distintiva, perfil imunohistoquímico característico e achados ultraestruturais peculiares. tem distribuição topográfica ampla e sua localização em cavidade bucal é considerada incomum sendo o dorso de língua a sua localização mais freqüente. apresenta-se como uma massa nodular assintomática, não encapsulada, recoberta por epitélio intacto, mais comuns em mulheres entre a terceira e quarta década de vida. os autores relatam um caso de tumor de células granulares em ventre de língua em uma paciente do gênero feminino de 6 anos de idade. o objetivo do presente relato é chamar a atenção para a possibilidade de diagnóstico desse tumor e a necessidade da inclusão desta lesão no diagnóstico diferencial de lesões nodulares em cavidade bucal. TOMADA DE DECISÃO DE CIRURGIÕESDENTISTAS DE GOIÂNIA FRENTE AO TRATAMENTO DE ARCO DENTÁRIO REDUZIDO George Alencastro de Carvalho Paes Landim; Erica Tatiane da Silva; Paulo Eduardo Tavares Maffra; Murillo Martins Leite; Wesley Vitor de Matos; André Augusto Alves Universidade Federal de Goiás- UFG Estudos recentes sobre arco dentário reduzido dentição com região anterior presente e variação no comprimento do arco dentário - têm demonstrado que esta condição não resulta necessariamente em riscos ao sistema estomatognático, sendo suficiente para suprir demandas funcionais e estéticas. O objetivo deste trabalho foi investigar a conduta profissional quanto à necessidade e parâmetros usados na decisão de reabilitar ou não esta condição bucal. Foi delineado um estudo transversal considerando uma ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS10 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 amostra de cirurgiões-dentistas de Goiânia com experiência no planejamento protético. Foi elaborado um questionário, abordando perfil do participante e questões referentes a um caso clínico de arco inferior reduzido (classe I de Kennedy) em que o paciente não possui sinais ou sintomas de doenças bucais ou disfunção temporomandibular (DTM). A coleta de dados foi de outubro a novembro de 2006, após estudo piloto. Dos 114 participantes, 59,4% eram homens, com média de idade de 33,9 anos (+- 8,9). A reabilitação protética do caso clínico foi julgada necessária pela maioria (86,5%), sendo relacionada a riscos ao sistema estomatognático (migração dentária, DTM, danos mastigatórios e periodontais) e comprometimento estético. A localização da arcada, sexo e faixa etária do paciente não influenciaram a tomada de decisão. A prótese parcial fixa sobre implantes foi a alternativa de escolha para reabilitação do arco dentário reduzido (83,3%). Diante da impossibilidade de reabilitação com esta modalidade, os profissionais reabilitariam com prótese parcial removível (87,3%) ou prótese parcial fixa cantilever (2,8%). Conclui-se que os dentistas tendem a superestimar as conseqüências funcionais e estéticas da perda dentária. CONHECIMENTO E INTERESSE DOS PACIENTES DA CLÍNICA ODONTOLÓGICA DE ENSINO DA UNIEVANGÉLICA SOBRE O CLAREAMENTO DENTAL CASEIRO Gustavo de Souza Vieira; Losângelo Luis Ferreira; Valdinei Barbosa Lima; Alberto Jader Rodrigues Machado; Jackelline Harany Moreira de Melo; Itamar Edson Costa Sobrinho; Cristine Miron Stefani; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica O clareamento dental caseiro vem se tornando uma forma acessível de conseguir com que os dentes atinjam uma cor mais clara, possibilitando melhor estética. Apesar da facilidade técnica e de ser amplamente difundida pela mídia, não se sabe ao certo, o grau de conhecimento das pessoas frente ao procedimento. Por isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento e o interesse dos pacientes da Clínica Odontológica de Ensino (COE) da UniEvangélica sobre o clareamento dental caseiro. Foram escolhidos aleatoriamente 20 pacientes que foram convidados a responder a um questionário contendo seis perguntas. Os dados obtidos foram tabulados no programa Excel e os resultados descritos em porcentagem. Ficou constatado que apenas 60% dos entrevistados conheciam este tratamento apesar de nenhum destes havia realizado o clareamento caseiro. A grande maioria dos pacientes (80%) gostaria de realizá-lo para obtenção de dentes mais brancos. Consideraram muito alta a importância de ter um sorriso com dentes mais brancos. Quanto aos riscos e efeitos colaterais inerentes ao procedimento, 75% os desconhece. Todos não tinham noção da durabilidade do tratamento. A pesquisa revelou ainda que, os pacientes da COE consideraram que ter um sorriso com dentes brancos ser de fundamental importância, apesar de o clareamento caseiro ser pouco conhecido entre eles e de ser um método prático para se atingir dentes brancos. Os pacientes da COE possuem interesse em realizar o clareamento dental caseiro mesmo sem conhecê-lo, demonstrando que um sorriso mais branco está associado à estética, e por isso sendo de total interesse das pessoas. ESTUDO DA PREVALÊNCIA DA PROPORÇÃO AUREA DE ACORDO COM O SEXO Mitsuko Santana Tatsukawa; Deisielly Evangelista Batista Calaça; Rogerio Vieira Reges; Bruno Barbosa Campos; Fabricio Luscino Alves de Castro Universidade Paulista-UNIP Considerando a importância da estética na Odontologia, este trabalho foi idealizado com intuito de evidenciar a presença da proporcionalidade nos dentes anteriores superiores. Foram selecionados estudantes de Odontologia, com dentição natural, para verificação clínica da presença da proporção áurea entre os dentes, pelo método proposto por Levin (1978). A amostra foi composta por 80 indivíduos. Do total, 62% tinham seus dentes anteriores superiores em proporção áurea. As conclusões foram que a presença e aplicação da proporção áurea são importantes ferramentas auxiliares quando são utilizados em dentes anteriores superiores, pois está presente na maioria da dentição natural. PERCEPÇÃO DOS PACIENTES FRENTE À DECLARAÇÃO DE CONHECIMENTO DOS RISCOS DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO Bethania Rocha Azevedo Xavier; Barbosa, R.M.O; Arruda, M; Rezende, M.T.L Universidade Federal de Goiás - UFG Em vários países, tratamentos endodônticos só são realizados com o consentimento escrito do paciente, no qual se diz ciente de todos os riscos. No Brasil, esta prática não é habitual e acredita-se que poderia acarretar desistência do tratamento. O objetivo deste estudo foi avaliar o grau de aceitação dos pacientes a uma declaração explicando os riscos e benefícios da Endodontia. Em seguida, aplicaram-se questionários com alternativas quanto ao conhecimento prévio dos riscos; se gostaram de ter sido esclarecidos; e se o próprio paciente recomendava a utilização desta declaração. Foram utilizados testes estatísticos para avaliação dos dados. Dos 340 pacientes consecutivos investigados, 7 ( 2%) recusaram participar do estudo; 333(98%) responderam ao questionário: 302 (90,7%) gostaram de ser esclarecidos; 92,5% recomendaram o uso da declaração de conhecimento; 59% não sabiam dos riscos. O conhecimento prévio independeu das variáveis idade, sexo e condição sócio-econômico. ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS11 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 Aproximadamente 3.3% pensaria em desistir do tratamento ao ser informado dos riscos. Estes resultados mostraram que na população estudada o uso de declaração de conhecimento do tratamento endodôntico foi bem aceita. CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA DA POPULAÇÃO DE ANÁPOLIS SOBRE ISOLAMENTO ABSOLUTO Ronaldo Martins Nascimento Filho; Bráulio Ricardo Faria dos Reis; Divino Leonardo Camargo; Leonardo Candido Gonçalves; Marcos Maciel Moreira Ferreira; Pedro Henrique Silva Gomes Ferreira; Raonny Gorvino dos Santos; Cristine Miron Stefani; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica O Isolamento absoluto (IA) é uma técnica necessária para realização de restaurações e tratamentos endodônticos, que tem como um dos objetivos, manter o campo operatório limpo e seco oferecendo melhor qualidade no trabalho. Possui ainda como vantagens: oferecer melhor visibilidade, proteção do paciente e operador e redução da contaminação do ambiente de trabalho. Embora o procedimento ofereça muitas vantagens, ainda há cirurgiões-dentistas que recusam a realizá-lo. Desta forma, este trabalho tem como objetivo, mostrar a experiência e o conhecimento da população de Anápolis sobre o IA. A pesquisa foi realizada por meio de questionários com perguntas objetivas, onde 30 indivíduos foram aleatoriamente abordados na cidade de Anápolis. Os dados foram tabulados no programa Excel e os resultados expressos em porcentagem. Os resultados mostraram que 36%, na opinião dos entrevistados, acham que os dentistas não utilizam a técnica de IA pelo maior gasto de tempo, 34% pelo custo, 17% pelo desconhecimento da técnica, 10% por preguiça e 3% pelo desconforto que gera ao paciente. Do total de indivíduos entrevistados, apenas 23% tinham realizado tratamento odontológico com IA, destes, 7% acharam a experiência muito boa, 10% boa, 3% médio e 3% péssimo. Todos os entrevistados afirmaram que preferem ter qualidade no tratamento mesmo que gere maior custo, embora, 57% não trocariam seu dentista atual pelo fato de não realizarem IA. Pode-se verificar que a maioria dos entrevistados, na cidade de Anápolis, não tem conhecimento sobre IA e que a experiência com a técnica daqueles que já utilizaram este procedimento é muito boa. TEMAS LIVRES AVALIAÇÃO QUALITATIVA DO PREPARO DE CANAIS RADICULARES REALIZADO ”IN VITRO” COM INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS DE NITI RACE E K3. Lúcia Mota de Carvalho; Carlos Estrela. Universidade Federal de Goiás - UFG O objetivo do estudo foi analisar a conicidade e regularidade dos canais radiculares preparados com instrumentos rotatórios de níquel-titânio Race® e K3®, utilizando contra ângulo redutor Dentflex®. O experimento envolveu canais mesiais de trinta molares humanos, superiores e inferiores, sendo aleatoriamente distribuídos em dois grupos de quinze, de acordo com os tipos de instrumentos: RaCe® e K3®. Realizou-se a moldagem dos condutos, e a desmineralização dos dentes em ácido clorídrico a 35%, obtendo o molde dos mesmos. Esses moldes foram analisados, onde se verificou a conicidade e regularidade dos canais preparados. Os dados foram tabulados e submetidos à análise estatística por meio dos testes Qui-quadrado, Mann-Whitney e teste t não pareado. Os resultados indicam a predominância de formas regulares cônicas, em todos os terços (cervical, médio, apical), nos sentidos mésiovestibular, mésio-lingual e palatino dos canais preparados com o RaCe® e K3® , mas houve diferença estatisticamente significante (p<0,05), entre o número de ocorrência da forma irregular cilíndrica nos moldes dos canais mésio-vestibulares inferiores, preparados com os instrumentos RaCe®, quando comparados com os instrumentos K3® , que obteve os melhores resultados. O USO DE MINIMPLANTES NA CLÍNICA ORTODÔNTICA Carollyne Mota Tiago; Joel Fardo; Angela Maria Silva Cestep/ Unirg A ancoragem é um dos fatores determinantes quanto ao sucesso ou insucesso de muitos tratamentos ortodônticos. Há várias formas de ancoragem usadas atualmente na clínica ortodôntica e descritas na literatura, como a barra palatina, arco lingual, botão de Nance, elásticos intermaxilares, arco extra bucal, entre outros. Em alguns casos são eficientes, no entanto, na maioria das vezes permitem um certo grau de movimentação da unidade de ancoragem e dependem da colaboração do paciente. Nos últimos anos tem sido desenvolvido um novo auxiliar para ancoragem em Ortodontia, chamado minimplante, que é um microparafuso de titânio, que promove Ancoragem Absoluta. A literatura tem demonstrado que a utilização deste coadjuvante na clínica ortodôntica aumenta as possibilidades de tratamento, a previsibilidade dos resultados e facilita o trabalho do ortodontista. O objetivo deste trabalho é mostrar a versatilidade dos minimplantes na clínica ortodôntica, bem como seus efeitos clínicos e biológicos ao paciente. PROPORÇÃO ÁUREA: IMPORTÂNCIA PARA A ODONTOLOGIA ESTÉTICA ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS12 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 Elenice Miguel da Silva; Helen de Kássia; Rogério Vieira Reges; Bruno Barbosa Campos; Fabrício Luscino Alves de Castro. Universidade Paulista-UNIP A busca por padrões estético aceitáveis, e a supervalorização de formas e contornos, tem levado a odontologia restauradora e protética a procura de uma adequada relação altura e dimensões. Com base nessa necessidade os autores propuseram a realizar uma revisão da literatura de forma também ilustrativa e esquemática sobre a proporção áurea para dentes anteriores, sendo muito utilizada por diversos profissionais.A lei de proporção áurea onde pitágoras determinou uma proporção numérica, na qual a relação 1/1,618=0,618 era conhecida como bela e divina. Essa proporção foi mencionada pela primeira vez por lombardi(1973), onde ele descreve que olhada de frente a largura do incisivo central está em proporção áurea com o incisivo lateral e este por sua vez esta em proporçãp com a parte visível do canino. Sabe-se que a proporção áurea pode ser aplicada para valores estéticos, já que são reconhecidas como no campo do senso harmônico. AVALIAÇÃO CLINICA DO TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO USANDO DIFERENTES TÉCNICAS DE INSERÇÃO DO CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO: RESULTADOS DE 12 MESES Elisnádia Silva de Ferreira; Junio Chaves Queiroz; Luiz Sidney de Souza Caixeta; Adriano de Almeida de Lima; Maria Fidela de Lima Navarro; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia – UniEvangélica O objetivo deste estudo foi avaliar restaurações realizadas com duas diferentes técnicas de inserção do cimento de ionômero de vidro (CIV) usando o Tratamento Restaurador Atraumático (ART) em dentes permanentes. O estudo foi conduzido em nove escolas de Anápolis/Brasil. Um total de 182 restaurações utilizando o Riva de autopolimerizável (SDI) foi inserido por dois operadores treinados em 103 pacientes com idades entre 6 a 15 anos. As restaurações foram aleatoriamente divididas em dois grupos: cavidades preenchidas com CIV de mistura manual (N=95) e outro grupo preenchido com a versão em cápsulas do mesmo CIV (N=87). Após 12 meses, 125 restaurações em 71 pacientes foram avaliadas por dois examinadores calibrados usando o critério para ART: 0- presente, 1- presente, com mínimo defeito marginal, 2- presente, com defeito marginal maior que 0,5 mm, 3- Presente, com defeito marginal maior que 1.0 mm e 4-ausente. O teste Chi quadrado (p<0,05) foi utilizado na análise estatística. Após 12 meses , as porcentagens de escores (SC) observados para o CIV de mistura manual (N=68) foram 48,5% (SC=0); 19,1% (SC=1); 5,9% (SC=2);14,7% (SC=3);11,8% (SC=4) e para as restaurações de CIV em cápsulas (N=57), 71,9% (SC=0); 14,1% (SC=1); 0 (SC=2); 3,5% (SC=3) e 10,5% (SC=4). Houve diferenças estatisticamente significantes entre as variáveis. O ART realizado com CIV em cápsulas apresentou estatisticamente melhores taxas de sucesso do que o CIV de mistura manual (p<0,05) em 12 meses. Restaurações realizadas com CIV em cápsulas tiveram sobrevida maior do que as realizadas com CIV de mistura manual em dentes permanentes. APLICAÇÃO DO GÁS OZÔNIO EM LESÕES DE CÁRIE Evelin Soares de Oliveira; João Batista de Souza Universidade Federal de Goiás - UFG O tratamento tradicional da cárie dental é a remoção "cirúrgica" de partes da estrutura dental atingida e restauração da área com material apropriado. Atualmente, com o advento da odontologia conservadora há uma busca por procedimentos cada vez menos invasivos para tratar a doença bucal de maior prevalência, a cárie. Nessa perspectiva, o ozônio é uma alternativa promissora nas estratégias de tratamento e controle da doença cárie. O ozônio é representado quimicamente pela fórmula "O3", é altamente reativo e por ser uma molécula instável, tem alto potencial de oxidação. Uma vez os microrganismos destruídos, a lesão provavelmente remineraliza-se e estabiliza-se. Elimina, neutraliza ou inibe o crescimento de microrganismos patógenos e tem sido uma alternativa eficiente para o tratamento de cárie, porque age em baixas concentrações, elimina grandes quantidades de bactérias, Streptococcus mutans, Streptococcus sanguis e Actinomyces odontolyticus e tem efeito remineralizador dessa lesão. Pode ser aplicado como gás ou diluído em água e ambos os métodos mostram-se efetivos na redução de microrganismos in vitro. Atualmente, a sua aplicação dá-se por uma peça de mão, onde o ozônio é lançado diretamente sobre a lesão cariosa, em uma concentração de 2100 ppm, 300 vezes por segundo. Recentes publicações sugerem o tratamento com ozônio como alternativa ao tratamento convencional de cáries radiculares, pois reduz o número de bactérias e ajuda na remineralização do dente. Assim como o seu uso em crianças. A UTILIZAÇÃO DA TOMOGRAFIA VOLUMÉTRICA EM ORTODONTIA Karine Evangelista Martins Arruda; Maria Alves Garcia Silva; Karla de Faria Vasconcelos Universidade Federal de Goiás - UFG Das ferramentas disponíveis para diagnóstico em Ortodontia, as imagens bidimensionais, as fotografias e os modelos de estudo são os recursos mais ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS13 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 comumente utilizados. Imagens seccionais são utilizadas especialmente nos casos em que há necessidade de avaliação tridimensional específica. A tomografia computadorizada volumétrica ou por feixe cônico, tem sido o exame de escolha nos casos em que há necessidade da avaliação em 3D, especialmente na localização de dentes retidos, avaliação de reabsorção radicular, espessura óssea ântero-posterior na região de incisivos, e estudo das características morfológicas da ATM; além da avaliação tridimensional do espaço aéreo, do crescimento e desenvolvimento craniofacial e estimação da idade óssea. Soma-se a essas vantagens o fato de que a dose de radiação ao paciente é marcadamente menor em comparação com a TC-multslice. Apesar se suas evidentes vantagens, a utilização da tomografia volumétrica ainda é restrita no Brasil, uma vez que o custo mais elevado que os métodos de imagem convencionais e a pouca disponibilidade de equipamentos justificam sua baixa prescrição. O objetivo deste trabalho é destacar as situações clínicas de indicação da tomografia volumétrica, bem como a sua utilização de forma racional e segura para os pacientes em Ortodontia. TRABALHAR EM CONJUNTO, O DESPERTAR CRÍTICO DA AUTOCAPACITAÇÃO DA COMUNIDADE DA USF FILOSTRO, ANÁPOLIS/GO. Sara Dayane da Mata Santos; Lílian Aparecida de Faria; Juliana Nascimento Vieira; Ana Carolina da Silva Pereira; Rayanne Amara dos Santos; Cristiane Lopes Simão Lemos Curso de Odontologia - UniEvangélica Promoção de saúde é o desenvolvimento de Políticas Públicas de Saúde por meio da criação de ambientes suportivos, participação comunitária, potencialização dos indivíduos, transformando-os em futuros agentes multiplicadores. O Projeto Interdisciplinar de Políticas Públicas de Saúde vem sendo desenvolvido desde agosto/2007 (PIPPS III). Trata-se de um projeto de extensão proposto pela disciplina de Odontologia e Sociedade que no primeiro momento objectivou compreender a realidade da comunidade, buscando recursos para a autocapacitação com base no diálogo, troca de experiências, havendo uma ligação entre o saber científico e popular, obtendo assim, melhorias nas condições de saúde, qualidade de vida e conseqüentemente no resgate de sua cidadania. No primeiro semestre/2008 (PIPPSV) foi desenvolvido o projeto: Trabalhar em Conjunto, o Despertar Crítico da Autocapacitação, realizado por meio de visitas domiciliares. As atividades educativas tiveram como tema: as doenças periodontal, cárie e seu autodiagnóstico, a importância dos dentes e alimentação saudável, baseadas em metodologias problematizadoras. As famílias trabalhadas foram encaminhadas para atendimento clínico odontológico na UniEvangélica, buscando a integralidade de atenção à saúde. No PIPPS VI (2008.2) O projeto passou a ter âmbito coletivo com foco em escolares. O objetivo é trabalhar com atividades lúdico-pedagógicas na prática de educação em saúde visando aumentar a percepção corporal destes indivíduos, estimulando o trabalho em equipe multidisciplinar entre profissionais de saúde e educação. Pode-se considerar que a parceria ensino-serviço proposta pelo PIPPS tem contribuído para potencializar as atividades da Equipe de Saúde da Família e para um formação acadêmica mais voltada para os objetivos do SUS. ESCALA ANALÓGICA VISUAL E FREQUENCIA CARDÍACA NA AVALIAÇÃO DA DOR UTILIZANDO PAPACÁRIE EM RESTAURAÇÕES DE ART. Karina Ferreira Vilela; Wiler José Borges Monteiro; Joyce Naiara Theonilha de Paiva; Adriano de Almeida de Lima; Maria Fidela de Lima Navarro; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica Este trabalho teve como objetivo avaliar o grau de desconforto associado a dor durante a remoção do tecido cariado, com ou sem o método químicomecânico pela escala analógica visual (EAV) e freqüência cardíaca, no tratamento restaurador atraumático (ART). Foram selecionadas 103 crianças com cáries em molares permanentes (N=182) que tiveram a cárie removida: 94 com o gel Papacárie (CP) e 88 sem (SP) antes de serem restauradas com a técnica do ART. A freqüência cardíaca máxima inicial foi monitorada em situação de repouso e final, durante a remoção de cárie, em batimentos por minuto (BPM). A profundidade da cavidade foi registrada e a Escala Analógica Visual (EAV) de Faces foi utilizada, composta por cinco expressões. Os dados foram analisados pelo teste t pareado, teste de MannWhitney e correlação de Pearson com α=5%. A freqüência cardíaca inicial foi estatisticamente significante da final tanto no grupo CP quanto SP (p<0,01). Entretanto, ao comparar as freqüências cardíacas máximas finais entre as variáveis testadas não foi observada diferenças estatisticamente significantes (p>0,05). Em relação aos escores indicados no EAV, no grupo SP 63,7% obtiveram escore zero e no CP, 72,3% (p<0,05). Não houve correlação entre freqüência cardíaca e EAV (R=0,0194, p>0,05) e entre freqüência cardíaca e profundidade da cavidade (R=0,1096, p>0,05). A freqüência cardíaca foi alterada durante a remoção do tecido cariado com ou sem Papacárie. A freqüência cardíaca máxima não foi mais baixa para os que utilizaram o Papacárie. Não há correlação entre os métodos avaliados e, entre profundidade da cavidade e freqüência cardíaca. CISTO EPIDERMÓIDE CONGÊNITO: RELATO DE CASO CLÍNICO ATÍPICO ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS14 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 Hidecazio de Oliveira Souza; Flávia Andrezza Gomes Alves; Helen Cássia Patrícia Gomes Melo;Elenice Miguel da Silva; Cláudio Maranhão Pereira; Tessa de Lucena Botelho. e foram encaminhadas para o Projeto de Diagnóstico, seis foram encaminhadas para refazer as próteses totais, 18 para exodontias e 60 para clinica infantil. Tanto a comunidade como o curso de odontologia puderam ser beneficiadas pela cabine de prevenção. Universidade Paulista - UNIP Cistos epidermóides são alterações de desenvolvimento benigno e relativamente incomum. Pode originar-se em qualquer local do corpo humano, mas a maioria dos casos é descrita em região de ovários e testículos. Menos que 7% dos casos acometem região de cabeça e pescoço e apenas 1,6% dos casos são intrabucais. Temos como objetivo relatar um caso clínico de cisto epidermóide congênito com dimensões, localização e evolução atipicas, não encontrado caso semelhante na literatura. Cabe ressaltar a importância do caso clínico em decorrência das grandes dimensões do cisto, chegando a alterar as funções estomatognáticas e que, até o presente momento, não foi possível achar na literatura científica mundial, nenhum caso com aspecto clínico, localização e evolução semelhante a este. O BENEFÍCIO DA CABINE PORTÁTIL DE PREVENÇÃO NO UNICIDADÃ 2008 Maria Teresa Vital Correia; Daniela Helena Camargo; Gisele Angelita de Oliveira Atiê; Gláucia Mendes Fernandes; Joice Suilha da Silva Aguiar; Leidiany Martins de Araújo; Newton Antônio Mendes de Paiva; Cristine Miron Stefani; Lúcia Coelho Garcia Pereira. Curso de Odontologia - UniEvangélica A dificuldade de acesso aos serviços odontológicos pode ser um dos prováveis fatores que impedem a detecção precoce de lesões bucais. A cabine portátil utilizada para orientação da importância do autoexame bucal tem sido uma ferramenta importante no curso de Odontologia da UniEvangélica, permitindo maior acesso à população e desmistificando o câncer de boca em atividades extensionistas. Na forma de uma maleta, possui um espelho interno, devendo ser montada sobre uma mesa. A cabine possui como vantagens o baixo custo, praticidade, a oportunidade para difundir a importância do auto-exame bucal, facilidade de acesso pela população, a possibilidade de encaminhar lesões para diagnóstico e tratamento precisos, além de triar pacientes para as clínicas odontológicas de ensino, de acordo com as necessidades da grade curricular. Os casos de exodontias e próteses totais são necessários para o ensino odontológico, porém, estão cada vez mais escassos. No UniCidadã/Ciranda 2008 estas cabines foram utilizadas em duas oficinas, de prevenção bucal e tabagismo. Por tanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar os benefícios que a cabine de prevenção gerou no UniCidadã. Na oficina do tabagismo, 28 pessoas fumantes fizeram o exame bucal preventivo para câncer e aprenderam o auto-exame de boca. Na oficina de prevenção bucal, 328 pessoas fizeram o exame bucal. Destas, 11 apresentaram lesões bucais CARCINOMA MUCOEPIDERMÓIDE INTRAÓSSEO MIMETIZANDO LESÕES FIBROÓSSEAS NA MANDÍBULA Karla de Faria Vasconcelos; Maria Alves Garcia Santos Silva; Elismauro Francisco de Mendonça; Aline Carvalho Batista; Karine Evangelista Martins Arruda; Geovane Miranda Ferreira; Angélica Ferreira Oton Leite Universidade Federal de Goiás - UFG Raramente tumores de glândulas salivares originamse no interior dos ossos gnáticos. O carcinoma mucoepidermóide (CME) intra-ósseo tem localização predominante na mandíbula, sendo mais comum em adultos de meia idade do gênero feminino. Não apresenta imagem radiográfica patognomônica. A tomografia computadorizada (TC) pode ser utilizada para investigar sinais sugestivos de malignidade tais como erosão óssea e destruição da cortical. O diagnóstico diferencial inclui ameloblastoma, lesões císticas e tumores benignos intra-ósseos. O exame histopatológico revela semelhança com CME de tecidos moles e o tratamento inclui curetagem, enucleação, radioterapia e hemimandibulectomia. Apesar de muitos pacientes com CME intra-ósseo não desenvolverem metástase à distância devem receber tratamento e acompanhamento. Este trabalho tem como objetivo apresentar um relato de caso de CME que mimetiza lesões fibro-ósseas. Paciente EPO, 57 anos, sexo feminino, leucoderma com queixa principal de "prótese manca", relata que há 20 anos a prótese total inferior traumatiza o rebordo alveolar esquerdo. Clinicamente observava-se tumefação assintomática na região de molar e ramo mandibular esquerdo e mucosa eritematosa. A radiografia panorâmica revelou imagem mista em corpo da mandíbula do lado esquerdo, medindo aproximadamente 3,0 cm de diâmetro. A hipótese de diagnóstico clínico foi fibroma. Foi realizada biópsia incisional e TC da mandíbula. O exame anatomopatológico revelou CME de grau intermediário e a paciente foi encaminhada para hospital oncológico de referência, para o tratamento necessário. Casos como esse demonstram que a habilidade em reconhecer alterações associadas às lesões malignas requer do profissional investigação detalhada da região de cabeça e pescoço, exames intraorais e exames complementares apropriados. HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA: ASPECTOS CLÍNICOS E CIENTÍFICOS DA CONDUTA DE TRATAMENTO. ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS15 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 Edgar Nunes de Miranda; Beatriz Vilarinho; Larissa Rodrigues Silva; Rogério Vieira Reges; Fabrício Luscino Alves de Castro; Bruno Barbosa Campos. Universidade Paulista – UNIP O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio da revisão da literatura científica, os conceitos, causas, tipos de lesões não cariosas e tratamentos da hipersensibilidade dentinária. Foram referenciados neste trabalho, artigos desde 1979 a 2005 baseados nas referências bibliográficas com intuito de relacionar as origens das lesões não cariosas com a hipersensibilidade. Além disso, relatar as características intrínsecas e extrínsecas e as condutas de tratamentos clínicos. O conceito de hipersensibilidade dentinária relaciona-se com a sensibilidade evidenciada na dentina quando exposta ao meio bucal que se torna permeável à ação de estímulos agressivos. É um fenômeno complexo que envolve tanto alterações fisiológicas como psicológicas do indivíduo, associados com os fatores intrínsecos e extrínsecos. Sendo assim, há uma grande importância em relacionar diretamente o diagnóstico correto com o tipo e fator da lesão não cervical, para conseqüentemente dinamizar o tratamento da hipersensibilidade dentinária. AVALIAÇÃO DO UNICIDADÃ/CIRANDA 2008 NO CURSO DE ODONTOLOGIA Lenina Rosa Dominence Menezes; Lílian Aparecida de Faria; Sara Dayane da Mata Santos; Newton Antônio Mendes de Paiva; Cristine Miron Stefani; Cristiane Lopes Simão Lemos; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica O Projeto UniCIDADÃ/Ciranda é um evento que ocorre anualmente onde a UniEvangélica oferece à comunidade atendimentos nas áreas de saúde, educação, tecnologia, assistência jurídica e de cunho social, complementados com atividades de lazer durante um dia inteiro. Em 2008, o curso de odontologia ofereceu oito oficinas para a comunidade: escovação, prevenção bucal, métodos alternativos de higiene bucal, higienização de próteses, risco de cárie, oficina pedagógica, prevenção ao tabagismo e o de tratamento restaurador atraumático. Setenta e nove discentes voluntários de diversos períodos participaram do evento. O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento adquirido e a motivação dos acadêmicos que levaram à participação no do projeto, ressaltando os pontos fracos e fortes além do motivo da participação. A avaliação pós-evento foi disponibilizada on-line para os discentes participantes no site da UniEvangélica . Para os voluntários, o projeto além de beneficiar a população carente, os auxilia a adquirir novas experiências, aperfeiçoar técnicas de diagnóstico e obter novos aprendizados, como os de confeccionar meios alternativos de higienização bucal e de como difundir e corrigir a técnica de escovação. O desejo de ajudar a comunidade foi o que mais motivou a participação dos discentes (41,8%). Uma melhor desenvoltura no relacionamento com as pessoas de faixa etária distintas foi um dos itens mais apontados como conhecimento adquirido no evento. Como pontos fortes do evento foram apontados ajuda à população carente e a prevenção. Como pontos fracos, o fato de não haver atendimento clinico e falta de voluntários foram os itens mais relatados pelos discentes. CISTO ODONTOGÊNICO CALCIFICANTE ASSOCIADO À ODONTOMA Hidecazio de Oliveira Sousa; Flávia Andrezza Gomes Alves; Helen Cássia Patrícia Gomes Melo; Elenice Miguel da Silva; Tessa de Lucena Botelho Universidade Paulista- UNIP O cisto odontogênico epitelial calcificante é uma rara lesão benigna que afeta a cavidade oral. O mesmo é comumente encontradco em igual frequência em homens e mulheres, durante a segunda e terceira década de vida principalmente na região anterior da maxila, muitas das vezes associado a dentes inclusos. A lesão apresenta um crescimento lento, assintomático e radiograficamente trata-se de uma lesão radiolúcida unilocular de limites definidos, na reg~iao anterior da maxila. O odontoma por sua vez é o tumor odontogênico mais comum na clínica odontológica, sendo o composto mais comum na região anterior da maxila de pacientes jovens , apresentando-se radiograficamente como uma massa radiopaca formada por pequenas estruturas semelhantes a dentículos com um pequeno halo radiolúcido. O presente trabalho tem como objetivo o relato de uma associação clínica de um cisto odontogênico calcificante associado à um odontoma. LEVANTAMENTO DA PUBLICAÇÃO SOBRE A SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA Fabíola Fernandes Soares; Maria do Carmo Matias Freire; Carla Rosa Vilela de Figueiredo; Neyrlene Cavalcanti M. Borges; Rodrigo Aquino Jordão Universidade Federal de Goiás - UFG Após inserção da odontologia na Estratégia Saúde da Família (ESF) ocorrida em 2000, questiona-se a existência de trabalhos científicos que certifiquem se a prática tem sido condizente com a proposta ministerial. O objetivo deste estudo foi identificar a publicação científica que tem como tema a saúde bucal na ESF e verificar o que os artigos publicados informam sobre a atuação da Odontologia nesta estratégia. Foi realizado um estudo do tipo revisão da literatura. Foram analisadas publicações no período compreendido entre janeiro de 2001 a agosto de 2007. As fontes de publicação consultadas foram: monografias, dissertações e teses indexadas; artigos nacionais e ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS16 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 internacionais; resumos em periódicos ou anais de eventos científicos relevantes. Foram coletadas informações relativas ao tipo de publicação, origem institucional dos autores, localidade geográfica dos estudos, classificação QUALIS (CAPES), tipos de estudo e variáveis temáticas abordadas. As informações foram inseridas num banco de dados eletrônico desenvolvido para esse fim. Foram encontrados 288 trabalhos, destes 90% eram resumos, que em sua maioria não chegam a ser publicados na forma de artigos. O tipo de estudo mais encontrado foi o quantitativo (transversal). A maioria dos autores estão ligados a instituição de ensino de nível superior. A região que mais se destacou na produção foi a Nordeste. Apesar do volume de publicações existentes, pesquisas avaliando o resultado das ações da saúde bucal na estratégia foram escassas. Os trabalhos publicados não mostram evidência científica forte de que a implantação da Equipe de saúde bucal (ESB) tenha contemplado a proposta ministerial para a ESF. HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA: ASPECTOS CLÍNICOS X MATERIAIS ODONTOLÓGICOS Rodolfo Lucas de Souza Passos; Tatiane Guimarães; Rogério Vieira Reges; Fabrício Luscino Alves de Castro; Bruno Barbosa Campos. Universidade paulista - UNIP O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio da revisão da literatura científica, os conceitos, causas, tipos de lesões não cariosas e tratamentos da hipersensibilidade dentinária utilizando materiais odontológicos. Foram referenciados neste trabalho, artigos desde 1979 a 2006 baseados nas referências bibliográficas com intuito de relacionar as origens das lesões não cariosas com a hipersensibilidade. Além disso, relatar as características intrínsecas e extrínsecas e as condutas de tratamentos clínicos. O conceito de hipersensibilidade dentinária relaciona-se com a sensibilidade evidenciada na dentina quando exposta ao meio bucal que se torna permeável à ação de estímulos agressivos. É um fator complexo que envolve tanto alterações fisiológicas como psicológicas do indivíduo, associados com os fatores intrínsecos e extrínsecos. Sendo assim, há uma grande importância em relacionar diretamente o diagnóstico correto com o tipo e fator da lesão não cervical, associado com os materiais odontológicos para conseqüentemente dinamizar o tratamento da hipersensibilidade dentinária. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS Debora Pupulin Rocha; Marília Pinheiro de Abreu Chaves; Dirval Sampaio Borges; Julio César Arantes. Curso de Odontologia – UniEvangélica No Brasil o câncer é a terceira maior causa de morte. As estimativas para o biênio 2008/2009 apontam que ocorrerão 466.730 novos casos da doença. Diante do diagnóstico, o paciente omite-se aos cuidados básicos com a saúde bucal, tais como a higienização, preocupando-se somente com a doença, tratamento, suas implicações e prognostico. A abordagem odontológica objetiva a remover focos infecciosos ativos, identificação e remoção de possíveis fatores de risco à complicações orais durante o tratamento. Os principais efeitos adversos observados neste pacientes são a mucosite, xerostomia, disgelsia, disfagia, maior susceptibilidade a infecções oportunistas bucais, trismo, fibrose tecidual, doença periodontal, lesões de carie e principalmente osteoradionecrose. A elaboração de um protocolo de atendimento aos pacientes oncológicos na UniEvangelica vem aprimorar o conhecimento dos futuros cirurgiões-dentistas sobre a importância da nossa profissão no auxilio multidisciplinar a esses pacientes. O objetivo deste trabalho é apresentar um protocolo de atendimento aos pacientes oncológicos onde a multidisciplinaridade está envolvida na tentativa de amenizar e/ou evitar os efeitos dramáticos do tratamento, realizando os procedimentos necessários para a reabilitação oral do paciente. O emprego do protocolo visa padronizar e orientar os profissionais, bem acadêmicos do Curso de Odontologia da UniEVANGÉLICA no tratamento de seus pacientes com câncer, favorecendo a qualidade de vida dos mesmos. TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO CONHECIMENTO E UTILIZAÇÃO DE CORTICÓIDES EM CIRURGIAS DE EXTRAÇÕES 3º MOLARES PELOS CIRURGIÕES-DENTISTAS ESPECIALIZADOS E CLINICO-GERAIS Wiilson José Mariano Junior; Carlos Roberto Figueiredo Júnior; Fabrício Gregory Sousa Reis; Luciano Augusto de Jesus Curso de Odontologia – UniEvangélica A cirurgia de extração de terceiros molares vem sendo realizada cada vez com maior freqüência, embora ainda várias dúvidas permaneçam, tais como qual o medicamento mais apropriado para reduzir a dor, o edema, o trismo. O controle da dor e do edema póscirurgico com o uso de medicamentos antiinflamatórios vem ganhando mais adeptos O presente trabalho busca verificar o conhecimento e o uso clínico de corticóides em cirurgias para remoção de 3º molares por cirurgiões-dentistas especialistas e clínico-gerais da cidade de Anápolis e Goiânia, Goiás, Brasil, bem como a fórmula farmacêutica mais usada e sua posologia, efeitos desejados e desvantagens do uso do mesmo. Mostrando que 43,3% dos clínico-gerais utilizam corticóides enquanto 70% dos especialistas fazem o seu uso. Para os clínicos o não uso dos ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS17 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 mesmos se implica pela não necessidade com 35,20% e os especialistas que não usam reportam a não necessidade com 33,34% A principal vantagem que ambos relataram é a redução do edema pósoperatório, com 33,34% e 70% respectivamente. A principal desvantagem relatada pelos clínicos foi o uso prolongado, que trará alterações na glândula adrenal e retenção de líquidos com 20%, os especialistas, na sua maioria, relataram que os corticóides não possuem desvantagens com 30%. Chegamos à conclusão que os clínico-gerais não empregam a droga por não possuírem conhecimento suficiente a cerca do uso deste medicamento bem como seus efeitos e efeitos colaterais de seu emprego, enquanto os especialistas possuíram um conhecimento maior sobre o uso e efeitos colaterais do mesmo. AVALIAÇÃO “IN VITRO” DA RADIOPACIDADE DE UM CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO UTILIZADO PARA TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO (ART) Ester Enes de Oliveira; Cibelle Moraes Leite Galli; Marcelo Moraes Cajango; Ismar Nery Neto; Luisa Isabel Esmeral Leal Pinheiro; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia – UniEvangélica O objetivo deste trabalho foi avaliar a radiopacidade de um cimento de ionômero de vidro, utilizando diferentes técnicas de inserção, espessura e a sua influência frente à sobreposição dental. Sessenta cilindros do RIVA (SDI) com espessuras de 2, 4 e 6mm foram confeccionados com inserção manual e a metade através de seringa com o RIVA em cápsulas. Estes foram posicionados sobre uma película radiográfica juntamente com um disco de dente e um penetrômetro. Para avaliar o efeito da sobreposição dental, quatro cilindros de dentes com 5mm de diâmetro e 6mm de espessura, iguais aos cilindros do cimento RIVA foram preparados. Dois cilindros de cada técnica foram posicionados sobre a película radiográfica com os quatro fragmentos de dentes postos lado a lado. Radiografados, os fragmentos de dentes foram sobrepostos aos cilindros do cimento para avaliar a influência da sobreposição dental na radiopacidade. As radiografias foram processadas mecanicamente e as imagens foram analisadas, utilizando o Adobe Photoshop 7.0 depois de digitalizadas. Os resultados foram expressos em 256 graus de cinza, convertidos em milímetros de alumínio (mmAl). Os dados de radiopacidade foram analisados pela análise ANOVA e test-t pareado com α=5%. A técnica de inserção pode interferir na radiopacidade (p <0.001). O RIVA obtido com seringa foi mais radiopaco que o da técnica convencional em todas as espessuras avaliadas. A espessura de 6mm mostrou maior radiopacidade (p = 0.005). Diferentes espessuras e técnicas de inserção podem influenciar a radiopacidade do RIVA. A sobreposição dental tornou o material menos radiopaco independente da técnica utilizada. A FALTA DE CONSENTIMENTO DO PACIENTE ENCARADA COMO NEGLIGÊNCIA PROFISSIONAL Thiago Carvalho Silva; Lawrence Lucas Peres; Diego Henrique de Godoi; Jheymisson Silva Rosa; Henrique César Marçal de Oliveira Curso de Odontologia – UniEvangélica O objetivo deste estudo foi verificar os aspectos éticos e legais da utilização do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) por cirurgiões-dentistas (CDs) na cidade de Anápolis, Goiás, fazendo um levantamento do uso, do conteúdo do mesmo e da importância a ele atribuída pelos profissionais. Foram selecionados aleatoriamente 60 CDs regularmente inscritos no Conselho Regional de Odontologia de Goiás, que concordaram em participar da pesquisa. Estes responderam a um questionário composto por três partes: a primeira destinada à caracterização do perfil do profissional; a segunda sobre a aplicação do TCLE; e a terceira avaliando qualitativamente o uso do TCLE, quanto à freqüência, à forma de administração (verbal/escrita) e a sua valoração. Dos 60 CDs que responderam ao questionário, 62% fazem o uso do TCLE para o início do tratamento, sendo que, destes, apenas 35% fazem o seu uso sempre. Em relação à forma de aplicação, 60% relataram utilizar o termo na forma escrita/impressa, onde 96% destes solicitam a assinatura dos pacientes. Somente 22% mencionaram utilizá-lo na forma verbal, sendo que 100% deles afirmaram orientar quanto aos riscos dos procedimentos técnicos executados. AUTO-PERCEPÇÃO DA SAÚDE BUCAL DO PACIENTE TABAGISTA EM RELÇÃO AO GRAU DE DEPENDÊNCIA NICOTÍNICA Najla Fernanda Bittar; Loiane Silva Prado; Rafaella Mosquera Chaves; Cristine Miron Stefani; Eliete Neves da Silva. Curso de Odontologia - UniEvangélica Este estudo teve por objetivo avaliar a auto-percepção de pacientes fumantes e ex-fumantes em relação a sua saúde bucal, correlacionando-a ao grau de dependência à nicotina. Foram sujeitos dessa pesquisa moradores da cidade de Anápolis, Goiás, usuários ou ex-usuários de cigarros de tabaco, maiores de idade, de ambos os gêneros, que, quando abordados, se dispuseram a participar da pesquisa. Os participantes responderam ao instrumento da pesquisa, composto por uma entrevista estruturada com 56 questões abertas e fechadas. Os dados foram tabulados e comparados pelo teste Chi-Quadrado ao nível de 5% de significância. Cinqüenta pessoas responderam ao questionário, sendo 25 fumantes e 25 ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS18 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 ex-fumantes. Dentre os fumantes, 76% classificaram sua saúde bucal como razoável ou ruim, enquanto que 52% dos ex-fumantes tiveram essa percepção (diferença estatística significativa). Quanto à dependência à nicotina, 68% dos fumantes demonstraram dependência moderada ou severa, contra 48% dos ex-fumantes (diferença estatística significativa). Oitenta e quatro por cento dos fumantes e dos ex-fumantes acreditam que seus problemas bucais estão relacionados ao tabagismo. Constatou-se que usuários e ex-usuários do tabaco consideram sua saúde bucal razoável ou ruim, reconhecem o tabaco como uma ameaça à saúde bucal, e fumantes apresentam grau de dependência nicotínica mais elevado quando comparados àqueles que conseguiram parar de fumar. Entretanto, não houve correlação entre o Teste de Fagerström e a Autopercepção da Saúde Bucal. OSTEONECROSE MAXILOMANDIBULAR ASSOCIADA AO USO DE BISFOSFONATOS: ESTUDO DE CASOS CLÍNICOS. Grasielle Di Manoel Caiado; Marcella Jorge Souza; Jordana Junqueira Lima;Satiro Watanabe; Eliete Neves da Silva Curso de Odontologia – UniEvangélica Os bisfosfonatos são amplamente usados no tratamento de doenças benignas e malignas envolvendo reabsorções ósseas excessivas, tais como as lesões ósseas de mielomas múltiplos, doenças ósseas metastáticas, osteoporoses e osteogênese imperfeita. Essa droga é geralmente bem tolerada e apresenta poucos efeitos colaterais. No entanto, trabalhos recentes associam os bisfosfonatos como possíveis agentes causais de osteonecrose de maxila e mandíbula. Este trabalho terá como objetivo o estudo de pacientes com osteonecrose em maxila e mandíbula que usam bisfosfonatos. Para relatarmos aspectos bucais de cada paciente, utilizaremos de uma metodologia que consiste de uma minuciosa anamnese, exame físico geral e locoregional e também exames complementares, para que futuramente esses dados sejam expostos em forma de tabela. O tratamento da osteonecrose é muito discutido na literatura em razão da dificuldade da cicatrização dessa complicação. AS EXIGENCIAS ESTÉTICAS NOS DENTES POSTERIORES: UMA REALIDADE DO SECULO XXI. Débora Pupulin Rocha e Fabiana Pimenta Cézar; Débora Pupulin Rocha; Fabiana Pimenta Cézar; Ana Lúcia Machado Maciel Curso de Odontológia de Anápolis – UniEvangélica Na ultima década, aconteceram grandes avanços nas formulações, nas técnicas operatórias ,no desempenho clínico e na durabilidade das resinas compostas. A divulgação de tratamentos estéticos na mídia e principalmente em revistas não-cientificas encanta os pacientes com os resultados obtidos, fazendo com que eles exijam dos cirurgiões dentistas restaurações cada vez mais denotando similaridade aos dentes naturais. As indicações de compositos em dentes posteriores aumentaram bastante nos ultimos anos tanto para restaurar lesões de cárie inicial, quanto para a substituição de restaurações já existentes.Esta revisão de literatura tem o objetivo elucidar os anseios estéticos da sociedade atual, que não só está preocupada com sorriso harmônico, mas também com uma aparência natural dos dentes posteriores. DETERMINAÇÃO IN VITRO DA PERDA DE MASSA DE UM CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO UTILIZADO NO ART. Larissa da Silva Moura; Viviane Moreira Machado, Marilia Rodrigues dos Santos Oliveira; Lúcia Coelho Garcia Pereira Curso de Odontologia - UniEvangélica O objetivo do estudo foi avaliar a perda de massa de um cimento de ionômero de vidro, Riva (SDI) frente a duas diferentes técnicas de inserção, soluções e tempo de armazenamento. Foram confeccionados 16 corpos de prova (CP) com diâmetro de 10 mm x 3 mm de altura utilizando manipulação realizada pelo operador e inserção convencional como na técnica do ART e 16 CP utilizando o Riva encapsulado, com proporção definida pelo fabricante e inseridos com seringa apropriada. Os espécimes foram armazenados em saliva artificial e solução de ácido lático a 0,1M com pH 4 durante 30 dias. Nesse intervalo foi analisado o peso dos CP nos períodos de 1, 7, 15 e 30 dias. A diferença entre o peso final e inicial dos CP em cada período de tempo foi determinada como, perda ou ganho de massa. Os dados obtidos foram submetidos à ANOVA a dois critérios (p<0,05). Os CP confeccionados convencionalmente tiveram massa maior que os confeccionados com seringa, apesar dos CP possuírem mesmo volume. Não houve interação entre a técnica, solução e tempo de armazenamento (p>0,05). Os CP armazenados em saliva artificial perderam massa até primeiro dia, a partir deste período ganharam massa, enquanto os armazenados em ácido lático perderam massa em todos os períodos de tempo (p<0,05). A massa do cimento de ionômero de vidro Riva foi influenciada pelo meio e o tempo de imersão. A técnica de inserção do CIV não interferiu na perda de massa em corpos de prova obtidos pela técnica do ART. DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR DAS LESÕES DE CÁRIE EM DENTES DECÍDUOS ANAIS DA XVIII JORNADA ODONTOLÓGICA DE ANÁPOLIS19 26 A 29 DE NOVEMBRO DE 2008 POR MEIO DA RADIOGRAFIA INTERPROXIMAL André Luiz Rosa Ferreira; Luciana Caetano Moreira da Silva; Talita Castro Benvindo; Gislaine Ribeiro de Oliveira Margon da Rocha; Denise Campos Amaral. Curso de Odontologia - UniEvangélica A radiologia em odontologia é imprescindível para a elaboração do correto diagnóstico e plano de tratamento. Foi realizado um levantamento de dados dos aspectos radiográficos da dentição decídua e suas alterações em esmalte e dentina por meio da análise das radiografias interproximais de 402 prontuários do arquivo morto dos pacientes atendidos na Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UniEVANGÉLICA no período de 2004 à 2007. Nessa pesquisa foi possível detectar lesões cariosas na metade externa e interna do esmalte em todos os dentes decíduos posteriores e foi uma diminuição na presença de lesão cariosa em dentina com comprometimento pulpar, com apenas 1,5% no dente 64 e 24,6% no dente 55. Por meio das análises podemos concluir que a radiografia interproximal possibilitou a identificação de lesões de cárie na metade externa e interna do esmalte; esse método radiográfico facilitou a análise de lesões cariosas em dentina, observando diminuição de dentes com comprometimento pulpar; e, foram encontrados muitos dentes decíduos com integridade no esmalte e dentina. SEVERIDADE E EXTENSÃO DA PERIODONTITE CRÔNICA EM FUMANTES E NÃO FUMANTES DE UMA POPULAÇÃO DE ANÁPOLIS, GOIÁS. Lumma Réggia Pedroso Gomes de Sá; Igor Vinicius Peixoto; Ana Cláudia de Sousa Barbosa; Pollyanna Aparecida Goularte; Cristine Miron Stefani. Curso de Odontologia - UniEvangélica Este estudo teve como objetivo avaliar a severidade e extensão da periodontite crônica em pacientes fumantes e não fumantes de uma população de Anápolis-GO. Foram analisados 994 prontuários de pacientes da Clínica Odontológica do Curso de Odontologia da UniEVANGÉLICA. Do total de fichas clínicas, 139 (14%) eram pacientes fumantes e 839 (84%) de não fumantes. A idade média foi 39,56 anos para os pacientes fumantes e 37,86 para os pacientes não fumantes, diferença estatística não significativa. A média de dentes remanescentes para os pacientes fumantes foi 21,7 e para os não fumantes 24,21, diferença estatística significativa. A severidade da periodontite (perda média de inserção) foi 4,11mm para fumantes e 4,03mm para não fumantes, diferença estatística não significativa. A extensão da periodontite (percentual de sítios acometidos com perda de inserção > 3mm) foi 39,05% para fumantes e de 30,24% para não fumantes, diferença estatística significativa. Pacientes fumantes apresentam menos PSR até grau 2 do que não fumantes. Das alterações sistêmicas avaliadas, apenas os problemas gástricos apresentaram diferença estatística significativa. Concluiu-se que o tabagismo influenciou o percentual de sítios acometidos por periodontite e o número de dentes perdidos nos pacientes fumantes da população avaliada. LOCALIZAÇÃO RADIOGRÁFICA DE DENTES RETIDOS Andre Udson Batista Vieira; Newton Antonio Mendes de Paiva ; Fabiana Tolentino de Almeida. Curso de Odontologia - UniEvangélica A retenção é uma anomalia dentária heterotópica em que não há o irrompimento do dente no arco dentário dentro do tempo esperado. Muitas vezes, é indicado o tratamento cirúrgico frente a um dente retido e para isso se faz necessário a localização radiográfica do mesmo durante o planejamento. Os métodos de localização radiográfica são técnicas ou conjugações de técnicas que permitem a localização anatomotopográfica do dente retido. O objetivo desse trabalho foi pesquisar na literatura os métodos de localização radiográfica indicados na localização de dentes retidos. Foi feita uma revisão de literatura nos bancos de dados informatizados Pubmed e Bireme entre os anos de 1990 a 2007, utilizando as seguintes palavras-chave: localização radiográfica, dentes retidos, radiographic localization e impacted teeth. Conclui-se que existe desconhecimento dos cirurgiões-dentistas em relação aos diversos métodos existentes e que a indicação correta do método de localização pode determinar o sucesso do tratamento cirúrgico.