FECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT Impresso Especial 9912259129/2005-DR/MG MITRA CORREIOS A Serviço das Comunidades JORNAL DA DIOCESE DE GUAXUPÉ | ANO XXX - 290 | JANEIRO DE 2014 Editorial “Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!” Fernando Sabino O ano que começa é como se um bebê fosse colocado no colo de cada pessoa. Pergunta-se: “o que será deste menino?” O que será de tudo aquilo que virá, dos dias, meses e horas que ainda virão? O que trará o vento? Cada tempo novo que chega é uma oportunidade de voltar a ser criança, de renovar expectativas, percepções e sonhos. O ano gasto desgasta todas as coisas. Com o tempo, o olhar carrega-se de visualizações, contamina-se pela superficialidade das ideias, corrompe-se pela propaganda do favorável. Perde a virgindade, a originalidade, a criança fica adulta. O ano que começa tem a inspiração de José e Maria. Há poucos dias, eles chegaram às casas e igrejas, foram ouvidos e observados na liturgia natalina. Casal virgem. Não só na integridade do corpo, também na vida. Ela, a menina da periferia, distante do poder usurpador, natural em sua esperança, despossuída de qualquer pretensão egoísta. Ele, o homem do cuidado e do sonho. Altruísta em todas as coisas, moço braçal que, para além da carpintaria, carrega em seus braços as marcas da proteção e da ternura. Sonha e reza. A Voz do Pastor No Evangelho de Lucas, o anjo motiva Maria a não ter medo. Já no Evangelho de Mateus, José é quem ocupa a mesma cena. Ele é o destinatário do encorajamento. Em ambos os evangelhos, a mensagem é de coragem e alegria. Tudo é possível de renovação quando o novo tempo chega... A Igreja é enviada a ser Gabriel, anunciadora da coragem e da alegria. A renovar-se na pureza de Maria e nos sonhos de José. COMUNHÃO de janeiro traz sonhos e esperanças. Boa leitura! Dom José Lanza Neto Pensando a Igreja Missionária Verificamos uma melhora significativa na realização do sacramento da crisma em nossas paróquias. São percebidos grandes esforços, mas um longo caminho precisa ser feito. Há ainda, em muitas paróquias, aquele jeito de formatura, catequistas como professores, todos precisam ser conduzidos, ninguém praticamente canta e não há envolvimento na celebração. Vários entram na Igreja mascando chicletes. A comunhão é um desastre, nem sabem comungar, não sabem que mão estender, quando não levam a partícula consigo para o banco, até alguém dizer que é preciso comungar. As fotos ainda são o grande centro de atenção. Devido o grande número de crismandos, chega-se a pedir que a comunidade não se faça presente. Acreditamos ser este o momento oportuno para uma verdadeira catequese. Não uma catequese só voltada para o sacramento da crisma, mas também uma ajuda concreta para nossos adolescentes, jovens e adultos, na compreensão da fé, no engajamento na comunidade e despertá-los para os diversos dons e ministérios da Igreja. É preciso gastar tempo, verificar a disposição de cada um, de cada uma. Saber se de fato foram introduzidos nos sacramentos de Iniciação Cristã. Muitas vezes, parece que não. É necessário criarmos uma ter- ceira via, assim dizia um sacerdote. É preciso sair de nossos costumes, nosso jeito está meio desajeitado. Vale a pena verificarmos com carinho esta situação que estamos enfrentando. Nossa catequese, como um todo, precisa passar por uma nova compreensão. Alguns sacerdotes já vão sinalizando esse jeito novo, novas dinâmicas, como visitar um bairro, envolver a todos na evangelização da paróquia, ir a hospitais, doentes e famílias. Não temos nenhuma receita. Mas é preciso sair, ir... Por ocasião da eleição do Papa Francisco, não esperávamos nada de novo. Ao contrário, nos perguntávamos se seria possível alguém trazer algo diferente, uma mudança, uma transformação... Olha o que aconteceu! Novos ares, novas propostas, novos gestos e atitudes. Uma sugestão: uma boa conversa com o CPP, quem sabe, muito mais com nossos catequistas. Façamos este enfrentamento na esperança de obtermos algum resultado positivo. Evangelizar é preciso, mudanças são necessárias, disposição não pode faltar, muito menos a fé, a esperança e a coragem. Que Deus nos ajude e nos abençoe! Estamos iniciando um novo ano, que o Espírito do Senhor nos conduza, nos inspire na realização de nossos projetos. Que Maria, nossa mãe, nos fortaleça e nos ampare sempre. Diretor geral DOM JOSÉ LANZA NETO Editor e Jornalista Responsável PE. GILVAIR MESSIAS DA SILVA - MTB: MG 17.550 JP Revisão MYRTHES BRANDÃO Projeto gráfico e editoração BANANA, CANELA E DESIGN - www.bananacanelaedesign.com.br - (35) 3713-6160 Tiragem 3.950 EXEMPLARES Impressão GRÁFICA SÃO SEBASTIÃO Redação Praça Santa Rita, 02 - Centro CEP. 37860-000, Nova Resende - MG Telefone (35) 3562.1347 E-mail [email protected] Os Artigos assinados não representam necessariamente a opinião do Jornal. Uma Publicação da Diocese de Guaxupé www.guaxupe.org.br Expediente 2 Ilustração MARCELO A. VENTURA Conselho editorial PADRE JOSÉ AUGUSTO DA SILVA, PADRE HENRIQUE NEVESTON DA SILVA, IR. MÁRCIO DINIZ, MARIA INÊS MOREIRA E NEUZA MARIA DE OLIVEIRA FIGUEIREDO. Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades Opinião Um olhar pastoral sobre a 1ª exortação Apostólica “ Evangelii Gaudium ” “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. ” O papa Francisco, mais uma vez, surpreende o mundo com sua atitude pastoral, de um pastor que conhece muito bem o rebanho bem como a realidade que ameaça e traz esperança para a Igreja. Em sua primeira exortação, o pontífice faz uma análise de conjuntura da Igreja e do mundo, oferecendo pistas para os cristãos e para os não cristãos acerca da ética e de uma espiritualidade que valoriza o santuário humano, de um Deus que deve ser respeitado em cada ser humano e nos seus gestos sublimes. OLHAR PARA O POBRE Ele coloca que o grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem:“Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes, muito duras.” Quando relaciona o pobre neste cenário, o papa diz com o coração que as alegrias mais belas que sentiu em sua vida, foram as alegrias de pessoas muito pobres que não tinham onde se agarrar. Isso para dizer que só se chega realmente à humanidade, quando se é mais do que humano, “quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos, a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro.” OPÇÃO MISSIONÁRIA O papa Francisco atualiza o Vaticano II quando diz que o Magistério Papal não tem que dar todas as respostas para o mundo e que ele não pode tirar a autoridade da Igreja Local em suas problemáticas. O Papa eleva a Igreja Local para que os Bispos possam responder pastoralmente por problemas oriundos de suas dioceses, o que o Concílio do Vaticano II já apontava. Aqui subjaz o incentivo para uma descentralização e impulso para as Igrejas Particulares e os Bispos. Ele acrescenta: “Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até à humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Os evangelizadores contraem assim o «cheiro de ovelha» e estas escutam a sua voz.” No Documento, fica muito clara sua opção missionária no que tange a uma transformação total, para que as estruturas, horários, costumes, estilos e linguagem e toda estrutura eclesial se tornem canal para evangelização e não apenas estrutura de conservação. Neste ponto, toca na conversão pastoral urgente na Igreja e isso só será possível se toda a conversão for missionária, que todos os agentes estejam na situação de saída, ou seja, não escolher o lugar e as condições para servir e sim, aceitar aquilo que pode ser oferecido. “Devo pensar também numa conversão do papado...” MISERICÓRDIA Aos sacerdotes orienta que o confessionário não pode ser uma câmara de tortura, mas lugar onde reine a misericórdia do Senhor, para que o ser humano, encontrando o bem, possa fazer todo bem possível. Repete o gesto da Igreja missionária em saída, que deve estar sempre de portas abertas: “Sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido. Muitas vezes, é melhor diminuir o ritmo, pôr de parte a ansiedade para olhar nos olhos e escutar, ou renunciar às urgências para acompanhar quem ficou caído à beira do caminho. Às vezes, é como o pai do filho pródigo, que continua com as portas abertas para, quando este voltar, poder entrar sem dificuldade.” Francisco ressalta os pecados cometidos pelos membros da Igreja, com tristeza e vergonha, mas destaca os inúmeros cristãos que dão a vida por amor, nos hospitais, asilos, os pobres, as crianças e os jovens. Agradece os gestos desses cristãos que mostram uma outra face do amor. Aos sacerdotes, alerta para o valor da homilia, quando diz que ela não pode ser um espetáculo de divertimento, mas deve favorecer o fervor e o significado da celebração; deve ser breve e evitar que se pareça com uma conferência ou aula. SOCIEDADE CAPITALISTA O documento enfatiza muito a questão da desigualdade social e exclusão como símbolos de morte de uma sociedade econômica capitalista que não enxerga o ser humano, mas descarta-o como lixo. O Papa Francisco diz que o mandamento “não matar” põe um limite para assegurar a vida humana, uma vez que é necessário e urgente dizer um não à economia da exclusão e da desigualdade social: “Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregela- Janeiro/2014 mento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco.” POR UMA IGREJA POVO DE DEUS Esta exortação vem ser uma luz do espírito do Senhor neste momento e na atual conjuntura de nossa Diocese e na CNBB, uma vez que estamos buscando uma revitalização paroquial dentro do que chamamos e o Papa confirma neste documento, a Conversão Pastoral. Largar uma Igreja de Conservação para uma Igreja em estado permanente de missão, em busca daqueles que não se encontram no caminho ou se perderam. As palavras proféticas do papa vêm ao encontro de uma Igreja Povo de Deus que está procurando criar comunidades de comunidades. Nesta sintonia, o Papa Francisco conclui:“Ser Igreja significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo que, muitas vezes, sente-se perdido, necessitado de respostas que encorajem, deem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho.” Por Pe. Henrique Neveston da Silva, coordenador diocesano de pastoral 3 Notícias Escolhido hino para centenário da diocese Foto: Secretariado Pastoral za Neto e os padres Henrique Neveston da Silva, (coordenador diocesano de pastoral), Gilvair Messias da Silva (responsável pela divulgação do concurso), Gledson Antônio Domingos (membro do Serviço de Animação Litúrgica e estudioEquipe constituída por dom José Lanza, pelos padres Henrique, Gilvair, so de música Gledson e por Diva Cruvinel e liturgia) e a Desde fevereiro deste ano, por pianista e professora Diva Cruvinel ocasião da abertura das comemo- (formada em Música e Letras) ouvirações do centenário da Diocese de ram, avaliaram e escolheram o hino Guaxupé, abriu-se o concurso para oficial do centenário diocesano. escolha do hino que irá marcar as A diocese recebeu 04 composigrandes celebrações deste período. ções, todas com rica musicalidade, As composições foram aguardadas densas de tons poéticos e teológiaté o dia 30 de novembro. cos. Frente à beleza e dedicação dos Reunidos na Cúria Diocesana, no participantes do concurso, a equipe dia 02 de dezembro, dom José Lan- ouviu repetidas vezes as canções, orientada pelo critério principal de um hino popular, alegre e fácil de ser aprendido pelas comunidades. A composição escolhida, “Ser Igreja”, de Dalí Cícero, membro da Paróquia São Judas de Passos, foi apresentada oficialmente no sábado, 07 de dezembro, no auditório da Cúria Diocesana, em Guaxupé, em reunião geral de pastoral. A equipe de avaliação, em nome da Diocese de Guaxupé, agradece a generosidade de todas as pessoas e grupos que participaram do concurso. Rende a Deus graças, por conceder magnífico dom de compor e cantar a fé a estes irmãos. Por Pe. Gilvair Messias Foto: www.guaxupe.org.br Dalí Cícero (ao centro) apresentou o hino comemorativo em Reunião Geral de Pastoral Setor Guaxupé celebra conclusão de Curso de Teologia No dia 04 de dezembro de 2013, foi celebrada a conclusão do Curso de Iniciação Teológica “Dom José Mauro Pereira Bastos”, do setor Guaxupé, com duração de dois anos. A celebração realizou-se na capela Santo Antônio, em Guaxupé, às 19h, presidida pelo coordenador geral do curso, padre Gilvair Messias da Silva e copresidida pelos padres Glauco Siqueira Santos (Paróquia Sagrada Família e Santos Reis), José Hamilton de Castro (Seminário São José) e Juliar Nava (Paróquia São Francisco de Paula). Juntamente com os trinta concluintes do curso, seus familiares e amigos, também estava a equipe coordenadora que organizou todo o evento. A celebração foi cantada pelo coral da comunidade da Catedral. Na homilia, padre Gilvair destacou o objetivo do curso que é proporcionar aos cristãos leigos formação teológica e pastoral a fim de que, em suas vidas e atividades pastorais , sintam-se mais felizes , conscientes e realizados. Agradeceu a dedicação e o empenho dos participantes durante esse período e enfatizou o mistério divino. Mistério que impulsiona e incentiva na caminhada cristã. Pediu também para que todos, nos seus trabalhos pastorais e comunitários, procurem sempre levar a esperança e o amor de Deus aos que necessi- 4 tarem. Após a bênção final, realizou-se a entrega dos certificados de conclusão do curso por padre Gilvair. A representante da turma falou da importância do curso na vida de cada um, do compromisso cada vez maior para com sua paróquia e, principalmente, convocou a todos a terem atitudes de fé, que exigem “abandono nas mãos grandes e invisíveis de Deus, que misteriosamente conduz a história de cada ser humano.” Destacou e agradeceu o trabalho de doação e total dedicação da equipe coordenadora, padres Gilvair e Claiton, Marisa e Braz, Ivonete, Lázara e Iza, afirmando que “é nessa partilha dos dons que o Reino, que já é presente no meio de nós, vai se evidenciando cada vez mais.” Era visível a alegria e entusiasmo Foto: Carlos Henrique Fantini Setor encerra segunda turma de estudos teológicos, após dois anos de encontros semanais Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades de cada um que participou dessa turma. Todos fizeram questão de posar para fotos com os amigos de curso, já demonstrando saudades e combinando novos encontros. Após a celebração, todos foram convidados a um jantar de confraternização no restaurante Barbaridade. Por Valéria Melo Em paróquia, coroinhas se preparam para o Natal Foto: Arquivo: Rafaela Beneton Atividade proporciona entrosamento maior entre as crianças e interesse pela vida cristã O tempo do Advento, o primeiro do Ano Litúrgico e que antecede o Natal, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, quando os cristãos, esperando o nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a paz e a fraternidade. Envolto nesse desejo, o Grupo de Coroinhas da cidade de Nova Resende realizou, no último dia 06 de dezembro, um encontro fraterno e de muita oração, a fim de reafirmar Cristo Menino no centro das atenções. Através de uma oração simples e sincera: Terço de Natal, no qual cada pai-nosso trouxe em forma de trovas rimadas um resumo da história do Natal e, nas ave-marias, uma frase simples recitada com piedade. Além da realização de dinâmicas, a primeira de perdão e arrependimento dos pecados cometidos em 2013 e a segunda, de cultivo dos bons desejos para 2014 para que nasçam, cresçam e floresçam em seus corações, durante todo o ano, fazendo-se cumprir um dos memoriais deste tempo. “Acho muito importante o apoio e incentivo às crianças de nossa comunidade para que elas sejam educadas, cresçam e amadureçam na fé. Afinal, elas são o futuro de nossa Igreja e o berço de vocações sacerdotais e religiosas”, afirmou a coordenação do grupo. Por Rafaela Beneton Avaliação e novos projetos marcam reunião geral de pastoral da diocese Foto: PASCOM Com o objetivo de avaliar a caminhada pastoral da diocese no ano de 2013 e lançar anseios para o ano vindouro, cerca de 170 pessoas, entre leigos, religiosos, padres e bispo, reuniram-se no sábado (07/12), no prédio da Cúria Diocesana, em Guaxupé. A Reunião Geral de Pastoral é marcada pela recordação das atividades, ação de graças e congraçamento entre as lideranças diocesanas. Para Luiza Camargo Cintra, participante do ECC e membro da paróquia Imaculada Conceição e São Carlos Borromeu, a reunião é importante, pois recorda as atividades realizadas e ajuda a caminhar melhor no próximo ano. “O trabalho com o Encontro de Casais com Cristo foi de muito crescimento, pois conhecemos a doutrina social da Igreja e sua importância para a família. A família é a base da Igreja”, afirma. Logo no início da reunião, padre Henrique Neveston da Silva, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, de Cabo Verde e coordenador diocesano de pastoral, apresentou a síntese da avaliação feita pelos conselhos setoriais, dividida em avanços, pausas e sugestões. Como avanços, destacou-se o envolvimento das juventudes na caminhada diocesana, nos eventos (Bote Fé, JMJ e DNJ) e nos Espaços das Juventudes dos setores, além do fortalecimento do Grupo de Reflexão e das escolas teológicas em quatro setores. Como pausas, apresentaram-se o desgaste nas lideranças, necessitando renovação, a falta de um projeto comum na Liturgia e a necessidade de maior divulgação da celebração do centenário da diocese. Para o ano de 2014, sugeriuse olhar com mais atenção as pas- torais sociais (Criança, Sobriedade, Saúde), um encontro diocesano com todos os ministérios eclesiais e mais unidade no serviço ao Reino de Deus. Padre Henrique enumerou as emendas propostas para o Plano Diocesano de Pastoral, fruto da IV Assembleia Diocesana de Pastoral, realizada em 2009. Tais emendas visam a estender os projetos existentes, ampliando sua perspectiva e seu prazo de concretização. Os destaques foram a realização de um seminário sobre os Sacramentos da iniciação cristã, a realizar-se no ano próximo; a elaboração de subsídios para a assembleia paroquial de pastoral e para a preparação de noivos, além da proposta de um congresso das famílias; da criação de uma comissão de bioética e do fortalecimento da PASCOM nos diversos níveis da diocese. Ainda se deu ênfase às atividades missionárias propostas como parte das comemorações do centenário. Depois de discutidas nos setores, as proposições serão acrescentadas ao plano pastoral. A paróquia missionária também foi tema da reunião. Um dos anseios da Igreja no Brasil, desde a Conferência de Aparecida, em 2007, a paróquia missionária necessita de uma profunda conversão de mentalidade para ser concretizada. Ela deve ser casa e escola de comunhão, para chegar às pessoas que se encontram afastadas. Assim, a missão é a razão da Igreja e a Igreja é a razão da missão. Para tanto, é necessário conhecer a identidade do ser Igreja e a corresponsabilidade de todos os cristãos católicos. Como assuntos gerais, apresentaram-se informações sobre o sistema de informatização da diocese Dom José Lanza iniciou o encontro com palavras de acolhida e gratidão ao trabalho pastoral realizado pelo diretor comercial da empresa prestadora de serviços, Reinaldo Rodrigues Cintra. Para ele, o processo está quase completo e já é referência para outras dioceses. Também foram expostas as novas orientações para o ano pastoral da formação presbiteral, pelo padre José Hamilton de Castro, reitor da etapa de Filosofia. Como parte das atividades do centenário diocesano, marcou-se uma hora santa missionária a realizar-se nas paróquias, no dia 07 de fevereiro de 2014. Por fim, padre Gilvair Messias, pároco de Nova Resende, apresentou o vencedor do concurso do hino do centenário da diocese. Dentre as quatro composições concorrentes, a vitoriosa foi “Ser Igreja”, criada por Dalí Cícero, com arranjo de Rodrigo Rocha Batista, da cidade de Passos. Para Dom José Lanza, bispo diocesano, o hino escolhido “vem ilustrar nossa caminhada diocesana. A ên- Janeiro/2014 fase no ‘ser Igreja’ significa formar comunidades, viver como comunidade e expressar nossa fé através dela. Tudo o que o evangelho nos pede passa pela comunidade.” Na avaliação do coordenador diocesano de pastoral, padre Henrique, a reunião é importante para se avaliar o que foi projetado, além de suscitar novos projetos para a caminhada diocesana. “No próximo ano, vamos dar destaque à ação missionária e à ação social da Igreja. Estamos muito felizes”, destaca. Para Dom Lanza, o encontro fornece a possibilidade de um olhar mais firme para o próximo ano. É também uma confraternização entre padres e leigos, quando estes “podem sentir a força de todo o clero e da diocese, e estar seguros nas suas paróquias e comunidades, com a comunhão que deve existir entre nós”, conclui. Por Vinícius Pereira Silva 5 Notícias TLC acolhe novos coordenadores e se prepara para desafios Foto: www.guaxupe.org.br Em reunião, nova coordenação é constituída com propósito de realizar trabalho de unidade diocesana Aconteceu no dia 15 de dezembro, em Areado, a reunião diocesana do Treinamento de Liderança Cristã ( TLC), na qual estiveram presentes representantes de todos os grupos da Diocese de Guaxupé, além do coordenador nacional, Maycon Leite, para formação e eleição dos novos coordenadores. Segundo o conselheiro do gru- po, Luiz Donatelo Pacini, a estrutura diocesana a ser apresentada é a forma de garantir que o TLC permaneça unido e fiel à Igreja, obedecendo sempre às suas determinações. Além do mais, esta estrutura asseguraria aos diversos grupos paroquiais manterem-se alinhados à diocese, evitando desta forma a perda de identidade do movimento, com o passar do tempo. Continuando com suas orientações, o conselheiro afirma ser tarefa do bispo a orientação e decisão sobre o caminho correto a ser seguido. Para auxiliá-lo, deve escolher um presbítero mais próximo à coordenação, responsável inclusive pela direção espiritual do TLC. Cabe aos novos coordenadores o dever de refletir Cristo, testemunhando a obediência à Igreja e seguindo sua doutrina. Preservar esta estrutura significará a garantia da continuidade do trabalho. O coordenador paroquial é o responsável direto pelo bom andamento do TLC na Diocese. Portanto, deve aderir à proposta de trabalho apresentada pela coordenação diocesana, contribuindo sempre, através dos representantes paroquiais, com as atividades, a fim de garantir que os eventos atendam sempre à realidade das paróquias. Os novos coordenadores esco- Dedicada igreja de São José em Passos Foto: Paróquia São Benedito de Passos No dia 19 de dezembro, dom José Lanza dedicou a Igreja de São José, situada no Bairro Vila Rica, na cidade de Passos. A nova Igreja pertence à Paróquia de São Benedito e se destaca pela sua arquitetura moderna. A autoria do projeto arquitetônico é de Ivan Vasconcelos, renomado arquiteto da cidade de Passos. A solene Eucaristia de Dedicação foi marcada pela emoção dos fiéis que trabalharam durante oito anos, aproximadamente, para construir a nova Igreja. Durante a alocução de entrega da Igreja ao Bispo, o pároco, padre Robison Inácio, assim se expressou: “Nesta ocasião solene, entregamos a Vossa Excelência Reverendíssima esta Igreja, construída com o óbulo do homem pobre e do homem abastado para honrar e glorificar ao Senhor nosso Deus, que manifesta seu amor agindo em nossos corações e na história de seu povo. Neste ajuntamento de povo, em torno da figura paternal do justo São José, temos uma Igreja viva e organizada. Esta comunidade está consolidada com a atuação de fiéis leigos comprometidos com Jesus Cristo e com a evangelização. O crescimento vertiginoso da mesma atesta nossa afirmação. Este Templo é sacramento de uma Igreja viva, que pulsa no coração e na consciência dos fiéis.” 6 Beleza e organização adequada do espaço litúrgico são marcas do novo templo Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades lhidos Fabrício Marques (Juruaia) e Daniel Melo (Muzambinho), além dos conselheiros: Luiz Donatelo Pacini (Areado), Elisgustavo Ponciano (Areado), Mirela Zampar (Guaxupé), Mauro Antônio (Botelhos), Márcio Aurélio (São Sebastião do Paraíso). O movimento está presente em várias cidades da Diocese de Guaxupé e contribui para a formação e engajamento pastoral, principalmente de jovens e adolescentes. As comunidades que já recebem o TLC são: Areado, Alterosa, Botelhos, Cabo Verde, Muzambinho, Juruaia, Poços de Caldas, Nova Resende, Cavacos, Serrania, Guaxupé, São Sebastião do Paraíso. Possuem representantes: Alfenas, Conceição Aparecida, Carmo do Rio Claro, Alpinópolis, Passos, Guardinha, Divisa Nova, São Pedro da União, Palmeiral, Bandeira do Sul, Campestre, Guaranésia, Monte Belo, Juréia, Petúnia, Machado, Arceburgo. Entrevista A Igreja que vejo O mundo vive mudanças, o que é óbvio. A Igreja está no mundo e as pessoas não mais admitem ficar paralisadas no tempo. Pedem transformações. O católico de hoje assim se autodefine quando inserido na comunidade eclesial a que pertence. Ele quer sentir-se identificado em suas aspirações ao que a Igreja diz e ensina. Pede testemunho e se alegra quando vê os sinais de proximidade entre a Igreja e a realidade humana. O COMUNHÃO quis ouvir o que as pessoas de diferentes paróquias esperam da Igreja em 2014. Por Pe. Gilvair Messias Vejo uma Igreja que tem se levantado profeticamente diante das realidades tão indefinidas e “líquidas” da nossa sociedade. A Igreja somos todos nós e não podemos cair no pessimismo. Temos que colocar nossos olhos como no Antigo Testamento, fazendo memória do que Deus já realizou. Quanto mais caminhamos na luz, mais iluminamos a estrada deste mundo. As dificuldades não são poucas, mas são de grande importância também para termos uma visão de fé da realidade. Os desafios da Igreja nestes tempos são os desafios de cada homem e de cada mulher que quer “combater um bom combate.” Que em 2014, nós, com toda a Igreja, possamos ter a coragem de testemunhar com nossa vida esse amor que recebemos de Deus infinito em misericórdia! Com coragem e ousadia, a Igreja precisa estar aberta à ação do Espírito Santo, que tempera este mundo sem sabor, que nos abre horizontes, antes tão míopes. Maria Célia dos Reis Silva, Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Divisa Nova Nos dias de hoje, vejo nossa Igreja com muita esperança; a esperança que dissipa os temores e faz nascer a alegria. A alegria de ter o papa Francisco à frente da nossa Igreja. Eu o considero o profeta da bondade; esta bondade que contagia, ajuda uns aos outros, que busca a verdade com coragem. Em 2014, acredito que teremos verdadeiramente uma Igreja acolhedora, participativa, misericordiosa e missionária, pois o papa se mostra interessado em um papel mais participativo, substancioso e eficiente dos bispos de todo o mundo. Tanto é que está fazendo consultas reais e não formais junto a eles. Acredito também que o Sínodo Extraordinário dos Bispos que se realizará em Roma em outubro de 2014, quando serão debatidos os “desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, trará novamente o valor da família, sua importância como base fundamental dos ensinamentos de Cristo. Deposito toda minha confiança na ação do Espírito Santo sobre o papa Francisco. Tina Horta Piantino, Paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos de Passos Nos dias de hoje, percebo desinteresse dos católicos pelas práticas religiosas. Vejo a Igreja católica uma pouco estagnada, faltando a ela uma linguagem mais dinâmica e atraente aos seus fiéis. Sei que a Doutrina não deve ser mudada, mas o catolicismo precisa modernizar-se. Inúmeros fiéis estão desiludidos com a Igreja Católica. Para enfrentarmos os tempos modernos, é necessária a renovação de nossa vida cristã, uma renovação interior de nossa fé. Eu espero que para o novo ano, a Igreja possa se adequar melhor aos desafios atuais, mostrando-nos uma esperança nova, um novo horizonte para nossas vidas. Ela precisa atrair os fiéis e resgatar-lhes a confiança. Que em 2014, a Igreja venha mais ao encontro das pessoas, ensinando a Palavra de Deus e o caminho a seguir. Espero que ela reflita mais suas ações, com testemunhos de simplicidade, humildade e fraternidade. Mary A. Gonçalves Vieira, Paróquia Sagrada Família de Machado Acredito que a Igreja tem vivido um tempo de grande graça. O Papa, nosso amado Francisco, fez a Igreja redescobrir a opção pelos mais necessitados. E a Jornada Mundial da Juventude no Brasil marcou a vida de milhões de jovens, inclusive a minha, que tive a graça de participar. Espero que em 2014 a Igreja continue sempre mais acolhedora e missionária, assim como Jesus deseja! Edna Aparecida Sidnei, Paróquia São Francisco de Paula de Monte Santo de Minas Com muita fé, sonhamos! Espero que, no raiar de 2014, as esperanças sejam renovadas e os sonhos buscados e concretizados através da fé. E que a humanidade, cercada e agitada pelas preocupações contemporâneas, saiba também ouvir o chamado de quem grita no deserto e proclama o Evangelho a todas as criaturas. Alisson Tadeu Alves, Paróquia São Sebastião de Areado A Igreja hoje, ainda que muito respeitada, vem perdendo espaço em meio às tantas mudanças de princípios e conceitos da sociedade, passando por um momento de grande tensão. As pessoas pedem transformações, as quais são necessárias, mas devem ser realizadas com muito cuidado. Um dos primeiros passos para essas transformações foi dado na 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe, que não se deve esperar o povo ir à Igreja, mas levar a Igreja ao povo. Espero uma Igreja em busca de uma vivência mais caridosa e igualitária, na qual todos gozem dos mesmos direitos e deveres. Assim, as pessoas realmente viverão em comunidade e chegarão às palavras do nosso papa Francisco “O Deus vivo é aquele que se vê do coração.” Natália Martins, Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Alfenas Janeiro/2014 7 Catequese Catequese da Crisma – desafios e horizontes O padre de certa paróquia estava preocupado com os morcegos que viviam sob o telhado da igreja. Ele já havia tentado de tudo para afugentá-los de lá: fez barulho, mandou limpar o lugar, usou fumaça e nada: eles sempre voltavam. Em uma conversa com o bispo, expôs-lhe o problema e este lhe deu a solução: “para afastar definitivamente os morcegos da igreja, é só crismá-los que eles não voltam mais.” Essa anedota, que há muito circula nas nossas paróquias, nos escancara aquele que, talvez, seja o maior dos desafios da Catequese de Crisma: como integrar os jovens crismados na Comunidade. Quem é ou já foi catequista dessa etapa, com certeza, já teve experiências com jovens que, durante os encontros, mostraram-se entusiasmados, participativos, felizes em participar do grupo; jovens que, com certeza, logo estariam engajados na paróquia e (quem sabe?) poderiam tornar-se novos catequistas, o que seria uma verdadeira bênção: não só teríamos mais catequistas (o que toda paróquia precisa) como também teríamos jovens trabalhando com jovens, falando a mesma língua, sendo exemplos para os crismandos. No entanto, encerrada a Missa da Crisma, vemos muitos daqueles em quem apostávamos nossas fichas saírem pela porta da igreja e não mais voltar (talvez para se casar ou batizar os filhos...). Que levante a mão aquele catequista de Crisma que ainda não passou por isso! Essa realidade nos leva aos seguintes questionamentos: o que há de errado? Por que isso acontece com tanta frequência? Onde está o erro: nos jovens, nos catequistas, no mundo pós-moderno, na Igreja, nos conteúdos trabalhados durante os encontros, na metodologia utilizada? Com certeza, muitos catequistas (e bons catequistas!) já se encontraram nesses pensamentos, o que, às vezes, lhes tirou o sono e trouxe certa sensação de impotência. “O que eu estou fazendo de errado?” Em primeiro lugar, vamos pensar sobre o sentido do Sacramento da Crisma. Ser crismado é adquirir maturidade, é tornarse adulto na fé. Mas isso não quer dizer que o jovem tenha que fazer um mini curso de Teologia, que tenha que saber tudo sobre religião e, pior ainda, saber por saber, conforme falávamos no Jornal Comunhão de novembro. Ele, de fato, precisa tornarse um adulto na fé, precisa saber no que 8 acredita e por que acredita ou sua religião será como um emprego temporário, prestes a ser trocado por outro que melhor o satisfaça ou simplesmente abandonado. A forma como ele vai adquirir esse conhecimento não pode mais ser aquela com a qual se catequizavam as gerações passadas. Ou seja, precisamos levar a este jovem um conteúdo bem preparado, sobre o qual temos a certeza do que dizemos, mas dentro de uma metodologia moderna. Em segundo lugar, conforme falávamos no Jornal Comunhão de setembro, vamos nos ater sobre o mundo atual e os meios de comunicação. Vimos que estamos em um mundo onde as mudanças ocorrem cada vez mais rápidas (fenômeno conhecido como aceleração histórica). Essas mudanças estão em toda parte: na família, na sociedade, na escola e atingem indireta ou diretamente a todos. E quando digo diretamente, aqui me refiro especialmente aos jovens. Muitos de nossos catequistas, como eu, encontram-se na faixa dos “quarenta e uns” anos, o que nos coloca entre as pessoas da chamada “Geração X”. Isso pode até parecer muito avançado, mas esta é a geração na qual começava a surgir uma tecnologia de informática acessível a pessoas físicas e não apenas a empresas. Começava, porque depois disso veio a “Geração Y”, que já possuía computadores em casa e vinha se integrando cada vez mais a eles, e a atual “Geração Z”, que já nasceu cercada de todo tipo de equipamento digital, pois seus pais já os tinham em casa. Por isso, os jovens de hoje têm uma visão de mudo muito mais voltada para questões tecnológicas do que os jovens da Geração X. É lógico que seria muito difícil para qualquer um (inclusive para a geração atual) acompanhar todas as modernidades que surgem a cada dia, mas isso não pode ser usado como pretexto para que não façamos nada a respeito. É urgente que cada catequista de Crisma se conscientize de que o importante não é apenas o que se vai dizer ou fazer nos encontros, mas com quem. É preciso que eu conheça a realidade de meus crismandos, saiba do seu dia a dia, converse com eles sobre sua visão de mundo. Utilizar uma linguagem que pode ser ao mesmo tempo correta e moderna, dinamizar os encontros, trazer situações atuais para as discussões. E, como nos diz o filósofo e pedagogo norte-americano John Dewey, já que só se compreende e se julga 10% do que se ouve, 30% do que se vê e 60% do que se faz, devemos levar nossos catequizandos a “pôr a mão na massa”, levá-los a ser participantes e não meros ouvintes dos encontros. E isso, logicamente, não se resume aos encontros em si; muitos trabalhos, especialmente de caráter social, já podem ser tratados com eles, durante esse período. Dessa discussão não poderia ficar de fora o Documento “Catequese Renovada, orientações e conteúdo”, cujo estudo deve ser retomado pelos catequistas de cada paróquia ou mesmo entre as paróquias. Ele nos fala sobre as características que a Catequese, de forma geral, precisa ter hoje. E precisa com urgência, pois elas formam um caminho mais seguro para trabalharmos neste mundo de jovens mergulhados na pós-modernidade. Como se diz que “recordar é viver”, então, vamos lá! Nossa Catequese (e aqui especialmente a de Crisma) precisa tornar-se um processo permanente de educação da fé, o que ajudaria os jovens a enxergá-la como um caminho a ser percorrido e não, como ponto de chegada. São fundamentais a vivência da fé em comunidade e a interação fé e vida, sem as quais os conteúdos tornam-se “como sino ruidoso ou como cím- Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades balo estridente.” Partir da realidade dos catequizandos, já que eles são quem estão nesse processo de descoberta das verdades da fé e não nós, que já estamos em um processo de aprofundamento. Isso faz com que eu me aproxime do nível de compreensão deles e não, o contrário. É fundamental que esse processo seja libertador, formador de pessoas capazes de agir no mundo, seguindo nosso grande modelo, Jesus Cristo, centro da Catequese (e se assim eu não vejo, então estou falhando com minha ação catequética). Para isso, é preciso ir à fonte da Catequese, a Bíblia, a grande carta de amor que o Pai nos enviou e que, às vezes, nos esquecemos de apresentá-la dessa forma. Além disso, a Catequese precisa ser fonte de uma espiritualidade profunda, tão urgente em nossos dias que a própria Igreja enxergou a necessidade de se realizar o Ano da Fé. E se minha ação catequética não for inculturada e ecumênica, estarei criando muito mais obstáculos do que pontes entre as pessoas. Finalmente, mas de primeira importância, minha Catequese tem de ser afetiva. Qualquer pessoa que converse com jovens pode perceber que, cada vez mais, eles se isolam atrás das telas de seus computadores e em seus fones de ouvido, mas não deixam de ter grande necessidade de serem reconhecidos, aceitos, acolhidos. Se os encontros de Crisma forem portas abertas, abraços amigos, sorrisos sinceros, com certeza, esses jovens poderão se encontrar em um ambiente que não lhes fale apenas sobre coisas, mas lhes fale ao coração. Acreditamos que essas ações nos descortinam novos horizontes, mais claros e mais coloridos, que realmente possam atrair os jovens de hoje a se integrarem na vivência da comunidade. Essa poderia ser a semente de um grupo de jovens, tão necessário a todas as paróquias, pois é daí que ser criam raízes, que se formam novas lideranças, que se conseguem os melhores chamarizes para se atrair jovens: outros jovens. Que nossos grupos de Crisma possam caminhar cada vez mais nessa direção, e que nós, catequistas, sejamos exemplos para esses jovens de que a vida cristã é uma vida que vale a pena ser vivida. Por José Oseas Mota, catequista e professor em Guaxupé Juventudes Necessidade e caminhos de um planejamento paroquial para as juventudes. Percebe-se que em muitos espaços, inclusive na atuação das Pastorais e Movimentos nas paróquias, trabalha-se mediante ações espontâneas, improvisadas, com muita “boa vontade”, mas com limitações frente à sistematização e planejamento das mesmas. Tal fato ocasiona resultados aquém do esperado e, consequentemente, frustrações e desmotivações. Mediante essa perspectiva, acredita-se ser necessária melhor sistematização e planejamento para que a Evangelização Juvenil de fato proporcione a emancipação dos sujeitos jovens, atingindo-os em suas realidades. Neste sentido, o planejamento pastoral refere-se a um processo de tomada de decisões, ancorado numa série de ações, reuniões, discussões, reflexões, envolvendo todos os participantes. Ou seja, é pensar antes, durante e depois. O planejamento relaciona-se com a vida de toda pessoa. Vive-se planejando, seja de forma empírica e/ou científica, buscando um determinado fim, respaldado por ferramentas adequadas para atingi-lo. Na atuação pastoral, com ênfase à realidade juvenil, não seria diferente. Sai-se de uma reunião, com datas agendadas e encaminhamentos a tomar. No entanto, faz-se necessário algumas questões fundantes na práxis do planejamento referente à realidade juvenil nas paróquias: Planejar é transformar a realidade numa direção escolhida: em nosso caso, a partir da ótica da missão e do discipulado, ancorado na pessoa de Jesus e de sua práxis; Planejar é organizar a própria ação: algumas expressões juvenis ainda tendem a fazer ações espontâneas, cheias de boa vontade, mas com lacunas que, inclusive, ao final do processo, acarretam mais perdas do que ganhos. Frente a isso, faz-se necessária uma maior sistematização das paróquias para as articulações juvenis, de forma a congregar as expressões presentes, por meio de um processo de dialogicidade e ajuda mútua. Planejar é implantar um processo de intervenção na realidade: é busca por meio da práxis de Jesus, intervir nos contextos sociais do mundo juvenil, procurando de forma comum mecanismos para amenizá-los e/ou transformá-los. Neste aspecto, vale destacar a importância de se buscar apoio em outros atores sociais (Ong’s, Associações, Movimentos Organizados, Igrejas etc), que discutem e defendem a dignidade dos jovens. Planejar é explicar os fundamentos da ação do grupo: somente por meio da sistematização da atuação pastoral do grupo juvenil, este poderá, de fato, apoderar-se da Missão na Paróquia, Comunidade e Sociedade. Efetivar em seus membros uma mudança do fazer ingênuo para uma ação propositiva, com significado e transformadora. A partir da máxima freiriana, AÇÃO -REFLEXÃO-AÇÃO. Diante dessa conjuntura, fazse necessário o acompanhamento de adultos que direcionem esse processo nos grupos juvenis, destacando sua importância no processo. Devem-se buscar metas e objetivos específicos e, no final desse caminho, proceder-se a um processo avaliativo sério, apontando os avanços e limites. Dessa forma, as ações serão pensadas como processo e não eventos, aspecto importante no mundo juvenil, mas que não deve ser o ápice da atua- ção pastoral. Por isso, vale a pena começar sistematizando a prática de forma simples, buscando um “norte” para a ação... Só assim, a Missão Juvenil será sempre mais envolvente, com resultados e, sobretudo, transformadora... Que tal começar a partir de agora, por meio dessas dicas? Mãos à obra! Para planejar: Roda de conversa, com filme: Saneamento Básico – O Filme 1-Identificar o planejamento inicial e a mudança ao longo do filme; 2-Elaborar um planejamento participativo, por meio das questões: Aonde se quer chegar? A que distância se está do que se quer alcançar? O que será feito para diminuir a distância? Para avaliar: Roda de Conversa por meio da Parábola: É preciso afiar o machado, identificando, por meio de metáforas, os processos grupais. Conta uma lenda antiga que um jovem com grande habilidade e rapidez no corte da lenha, procurou Janeiro/2014 um mestre, o melhor cortador de lenha da região e pediu para ser aceito como seu discípulo, a fim de aperfeiçoar seus conhecimentos. O mestre concordou e passou a ensiná-lo. Não se passou muito tempo e o discípulo julgou ser muito melhor que o mestre, desafiando-o para uma competição em público. Tendo o mestre aceitado o desafio, tudo foi marcado, preparado e teve início a competição... O jovem trabalhava no corte da lenha sem parar e, de vez em quando, olhava para conferir como estava o trabalho do mestre. Para grande surpresa, via-o muitas vezes sentado, tendo isso ocorrido durante toda a competição. Tal fato fortaleceu a determinação do jovem que continuou a cortar a lenha e a pensar:- Coitado do mestre, realmente já está muito velho. Ao término da competição, foram medir os resultados e o mestre havia cortado mais lenha que o discípulo. O jovem, indignado, disse: - Não consigo entender, não parei de cortar lenha o dia todo, com toda minha energia e cada vez que eu olhava para o senhor, estava descansando. O mestre respondeu: - Não, meu jovem, eu não descansava... eu afiava o meu machado. Você, por estar tão empolgado em cortar lenha, se esqueceu desse pequeno detalhe... Afiar seu próprio machado! Todos nós, de tempo em tempo, precisamos parar, rever nosso trabalho, nossos métodos, sacudir o pó da rotina, começar com o espírito novo. Precisamos AFIAR O MACHADO. Sempre há possibilidades novas na vida da gente. Não nos esqueçamos de rever nossos objetivos, nossas atitudes, nossos métodos e os resultados que estamos tendo. Do contrário, cairemos no mesmo erro do lenhador. A propósito, COMO ANDA SEU MACHADO? Avaliar. Tomar nas mãos nossa caminhada. Ser sujeito da história e interferir nela. Afiar o machado! Esta deve ser a atitude ainda mais constante quando estiver presente nossa personalidade, nosso ministério e nosso engajamento. Por isso, mãos à obra... Vamos avaliar! Por Ir. Márcio Nonato Diniz Ferreira, Religioso Irmão pertencente à Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração – Paraguaçu/MG, contato: mdinizsc@ hotmail.com 9 PONTO DE VISTA PASTORAL A Pastoral da Criança na Diocese de Guaxupé A Pastoral da Criança nasceu em 1983, na cidade de Florestópolis (PR). Fundada pela médica sanitarista, Dra. Zilda Arns Nelmann, e pelo, na época arcebispo de Londrina, Dom Geraldo Majjela Agnelo. Comemorando 30 anos de existência em 2013, a Pastoral da Criança segue seu caminho rumo à luta em favor da vida e da dignidade da criança e da gestante, acompanhadas em todos os estados brasileiros e também no exterior. Na Diocese de Guaxupé, a Pastoral da Criança foi fundada em 1990 e, até os dias de hoje, sobrevive às incansáveis lutas em favor das crianças em situações vulneráveis e excluídas da sociedade. Atualmente nossos dados mostram que ainda precisamos do apoio dos presbíteros e das comunidades paroquiais para alcançarmos o maior número de crianças que necessitam de apoio e atenção. Este é nosso relatório geral da realidade diocesana da Pastoral da Criança: Total de Municípios Total de Municípios com a Pastoral Total de Gestantes acompanhadas Total de famílias assistidas Total de Crianças Total de Crianças Pobres Total de Crianças acompanhadas 51 (incluindo os distritos) 15 139 3.147 66.881 30.991 3.877 Iniciamos um novo tempo em nossa caminhada pastoral, já que neste ano de 2014, com a ação pastoral definida no Plano Diocesano e a Diocese priorizará as Pastorais Sociais, com destaque para a Pastoral da Criança e a Pastoral da Sobriedade. Vamos nos mobilizar, conversar e unir-nos aos padres para a implantação da pastoral nas paróquias. Como dizia padre Henrique Neveston, a diocese tem um grande trabalho em questão de formação, mas ainda deixa a desejar no âmbito de Pastoral Social. E é isto que pretendemos tornar realidade no Centenário da diocese em 2015: levantar a bandeira social da Pastoral da Criança em todas as paróquias. Não podemos esquecer os intensos trabalhos que já são desenvolvidos pelas paróquias onde a Pastoral da Criança é forte: no Setor Poços, esta Pastoral já recebeu a visita da coordenadora nacional, irmã Vera Lúcia Altoé, em 2012. Destacam-se as ações de parcerias com a TV Poços e representações de integrantes nos Conselhos Municipais, além de termos padre Henrique Neveston como o primeiro padre a receber capacitação e conhecer profundamente os trabalhos da Pastoral da Criança na Sede Nacional, em Curitiba (PR); no Setor Alfenas, destacamos o crescimento da Pastoral nas cidades de Serrania e Alfenas; no Setor Passos, o coordenador, Fernando Abreu, está reativando a pastoral em paróquias adormecidas e fortalecendo as existentes; no Setor Areado, o destaque fica para a cidade de Areado e Monte Belo, com várias atividades de divulgação; no Setor Guaxupé, já começam a aparecer sinais de desenvolvimento e crescimento; no Setor Paraíso, enfrentamos o problema de escassez de pessoas para assumirem a Pastoral da Criança, mas destacamos a luta do padre Antônio Garcia e da coordenadora do setor, Sra. Maria Aparecida, para não deixá-la desaparecer nas paróquias; o Setor Cássia terá atenção especial da equipe diocesana, pois não temos Pastoral da Criança em funcionamento em nenhuma paróquia. Nossa perspectiva de trabalho é 10 buscar incansavelmente o apoio dos padres para que não cheguemos ao ponto de entregar a Pastoral da Criança para outras instituições, uma vez que percebemos o carinho de algumas Igrejas Evangélicas que estão se sensibilizando com a situação precária das famílias e vindo somar neste trabalho social em favor da vida. A equipe Diocesana está à disposição para que todas as paróquias possam abraçar esta causa em favor daqueles que Jesus tem um carinho especial: as crianças esquecidas e desamparadas de nossa diocese. Ações desenvolvidas pela Pastoral da Criança A Pastoral da Criança trabalha com 03 pilares fundamentais para o desenvolvimento de suas ações: visita domiciliar, celebração da vida, reunião de reflexão e avaliação 1º pilar – Visita domiciliar: lembramos da virtude da esperança. Uma vez ao mês, a família assistida recebe a visita do líder em sua casa. Nesse encontro, há uma conversa com a mãe sobre o desenvolvimento da criança. Em muitos casos, ouvimos desabafos, relatos de agressões, violência doméstica e até sexual. O líder acaba apadrinhando a família à qual eles assistem e, com isso, nascem os laços de afeto e de amizade e, de uma maneira sigilosa, a família é orientada a buscar ajuda. Muitas vezes, os próprios integrantes da Pastoral da Criança colaboram com roupas e, em casos mais críticos, até com alimentos quando a situação é caótica e não se pode esperar tanto pela assistência das instituições ou assistências sociais do município. Nessa visita, é comum depararmos com crianças em situações de risco de morte, crianças desnutridas, casos de alcoolismo e drogas, crianças obesas ou que necessitam de orientação psicológica. Os líderes encaminham essas crianças para as áreas da saúde. Muitas vezes, acompanham-nas aos postos de saúde em busca de agendamento e consultas. 2º pilar – Celebração da Vida: lembramo-nos da virtude da caridade. Uma vez ao mês, a equipe da Pastoral da Criança se reúne para preparar o encontro das famílias. Nesse dia, que chamamos de Celebração da Vida, acontece a pesagem das crianças menores de 06 anos, assistidas. As famílias recebem palestras informativas sobre temas relacionados à saúde, educação, ética e segurança. Muitas vezes, contamos com a presença de especialistas, profissionais para ministrar as palestras. Chamamos de ciclo de palestras. Cada mês é abordado um tema nessa roda de conversa com os pais e gestantes. Para as crianças, organiza-se uma grande recreação com as brincadeiras dos tempos da vovó. Em seguida, é servido um lanche nutritivo e simples (já que não temos verbas, nem apoio para fazer um grande e saboroso café da tarde para as crianças). Tudo é feito com muita simplicidade, à maneira de Nossa Senhora, com muito amor, já que a maioria das doações para a realização desses lanches parte dos próprios integrantes da Pastoral da Criança de cada paróquia. Em muitos lugares, nem a Paróquia ajuda com recursos financeiros. Neste caso, a coordenação e os líderes realizam feira da pechincha ou doam materiais para a realização dessas ações. 3º pilar – Reunião de reflexão e avaliação. Lembramo-nos da última virtude que é a fé. Neste dia, analisamos a situação de cada família assistida e damos prioridade às mais necessitadas do mês, além de preencher as documentações para serem enviadas à Coordenação Nacional, que repassa os dados para o Ministério da Saúde, junto com os dados coletados das pastorais do Brasil. Nessa reunião, os integrantes planejam suas ações para o próximo mês, dentre elas o que será servido para as famílias e crianças, como será o processo de divisão de recursos para os lanches e quem ficará responsável em preparar a palestra, convidar palestrante e providenciar recreação. Além dessa ação que acontece todo mês, a Pastoral da Criança disponibi- Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades liza Cursos de Formação e reciclagens permanentes. Dentre eles destacamos: Curso de alimentação e hortas caseiras, com ênfase nas plantas medicinais; Curso de Brinquedos, brincadeiras e brinquedistas para atuarem nos dias da Celebração da Vida, utilizando materiais recicláveis e colaborando com a sustentabilidade do meio ambiente (também por não dispor de recursos financeiros para a montagem de uma brinquedoteca); Curso de comunicadores populares, que capacita alguns integrantes para divulgar as ações da Pastoral da Criança nas rádios, TVs e jornais locais; Curso de Articulares da Saúde, através do qual alguns líderes são formados para participarem dos Conselhos Municipais da Saúde e demais Conselhos em seus municípios, representando todas as famílias de sua comunidade paroquial nas reuniões e conferências Municipais; Curso de capacitação e atualização, no qual, todo voluntário, antes de engajar na Pastoral da Criança, precisa ser formado para atuar junto às famílias de suas referidas comunidades. O trabalho da Pastoral da Criança não se destaca e, na maioria das vezes, é feito de maneira silenciosa. Não temos o interesse de tornar público ou de sermos reconhecidos, pois sabemos que é um trabalho de caridade cristã. Não é uma Pastoral que direciona recursos financeiros para as paróquias. As famílias acompanhadas não têm nada a oferecer, a não ser problemas para resolver. Infelizmente, encontramos muitas resistências por parte da Igreja, pois quase ninguém se interessa em trabalhar com o pobre, o que acaba por virar as costas para aqueles mais necessitados e excluídos da sociedade. Para atuar na Pastoral da Criança se exige apenas dois itens: trabalhar com a pobreza e não querer receber nada em troca, a não ser o amor que as crianças poderão oferecer ao longo de uma incansável conquista. Por Pedro Neto, coordenador diocesano da Pastoral da Criança Comunicações Comemorações de Janeiro Natalício 05 Pe. Gledson Antônio Domingues 10 Pe. Alesandro Oliveira Faria 11 Pe. José Luiz Gonzaga do Prado 11 Pe. Olavo Amadeu de Assis 20 Pe. Donizete Antônio Garcia 20 Côn. Walter Maria Pulcinelli 22 Pe. Marcelo Nascimento dos Santos 27 Pe. Robervam Martins de Oliveira 31 Pe. Luiz Tavares de Jesus 31 Pe. Marcos Alexandre Justi Ordenação 03 Pe. Alexandre José Gonçalves 03 Pe. Hiansen Vieira Franco 04 Pe. Darci Donizetti da Silva 10 Dom José Geraldo Oliveira do Valle - Sacerdotal 13 Pe. Homero Hélio de Oliveira 26 Pe. Alfredo Máximo da Silva 28 Pe. Luiz Tavares de Jesus 30 Pe. Edimar Mendes Xavier 31 Pe. José Neres Lara Agenda Pastoral de Janeiro 06-17 IRPAC em Belo Horizonte – MG 13-19 Diocese: Curso de Iniciação Teológica em Guaxupé 25-27 Assembleia eletiva da Pastoral da Criança em Paraguaçu 25 Setor Poços: Reunião do Conselho Diocesano do ECC Reunião Diocesana da Pastoral da Criança em Poços Janeiro/2014 11 RETRATO SOCIAL Paróquia São Paulo Apóstolo de Poços de Caldas A Paróquia São Paulo Apóstolo, desde o início de sua fundação, apresenta vocação para o trabalho social. Oferecemos um curso que promove a inclusão digital, com duas turmas. Grande parte das pessoas que frequenta o curso é da terceira idade. Este trabalho é realizado através de professores voluntários. Possuímos uma sala com computadores onde os alunos recebem toda a formação. Este trabalho social é realizado há muitos anos e possibilita a várias pessoas entrarem no mercado de trabalho, de modo especial, os idosos que estão descobrindo um novo mundo através da inclusão digital Outra atividade realizada através de voluntários é o atendimento psicológico executado por três voluntários, já há longo tempo. Acontece de segunda a sextafeira, no período da manhã e da tarde. Temos uma sala preparada para essa finalidade, principalmente para crianças, com jogos e brinquedos que as ajudam a se desenvolver durante o processo de tratamento. A Paróquia conta também com a Pastoral da Criança, com três núcleos, num total de 13 líderes e 18 apoios. São aproximadamente130 crianças e 5 gestantes. Trata-se de uma pastoral que oferece uma resposta que muitas vezes achamos que não precisa mais, devido as informações que o mundo atu- 12 al oferece. Mas nos enganamos, já que encontramos muitas pessoas desinformadas e despreparadas para uma boa alimentação e formação para a criança de 0 a 6 anos. Atualmente há seres humanos que vivem em mundos e realidades diferentes, em um mesmo espaço geográfico. Quando a Pastoral da Criança sai em missão, encontra, atrás dos muros, mundos desconhecidos e sofridos. Se olharmos a realidade, o saber está nas mãos de poucos. Há muita gente sem acesso ao conhecimento. O meio de comunicação não oferece conhecimento, informa muito, mas não forma ninguém. Grande parte dos indivíduos se encontra anestesiado, indiferente. A alienação ainda é o mais forte modo de escravizar. Hoje o escravo não sente dor, mas sente prazer em querer um mundo que nunca terá. Há três anos, foi também fundada a Pastoral da Sobriedade. Seu trabalho é realizado através do grupo auto-ajuda, todas as segundas-fei- ras. Segue doze passos: admitir, confiar, entregar, arrepender, confessar, renascer, reparar, professar, orar e vigiar, servir, celebrar e festejar. A Pastoral da Sobriedade é uma ação concreta da Igreja que evangeliza pela busca da sobriedade como um modo de vida. Pela Terapia do Amor trata todo e qualquer tipo de dependência. Propõe mudanças. Valoriza a pessoa humana. É a ação concreta da Igreja na Prevenção e Recuperação da Dependência Química e outras dependências. Muitas vezes, o trabalho é realizado primeiro com os codependentes, ou seja, trabalha com as famílias dos dependentes. Os codependentes são preparados para saberem como lidar com o dependente, pois é muito importante que o mesmo tenha uma família que entre no processo de reestruturação, se for o caso. Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades Este ano, implantamos o trabalho da Pastoral da Saúde, com dezoito membros. Consiste em visitar todos os doentes em suas residências, valorizando principalmente a espiritualidade da escuta.Quando necessário, oferece apoio material. Muitas vezes, o que o doente mais precisa é de alguém que o escute e o tire da solidão. Neste mundo onde se oferece muitas opções, exige-se muito do ser humano, deixando-o cansado, sem tempo, sem paciência. Na cultura do consumismo, na qual seduz o ter para ser, muitas vezes, o essencial é negado. Daí a importância da Pastoral da Saúde. A Conferência dos Vicentinos também está presente, através de sindicância e oferta às famílias cestas básicas, além de outros atendimentos. Temos uma conferência com 18 membros. Hoje o grande desafio na realidade de Poços de Caldas é a peste das drogas, que desestrutura as famílias. Se nós fizermos uma análise, parte do atendimento que as nossas pastorais realizam refere-se à droga, direta ou indiretamente. Podemos perceber que o grande medo das famílias não é serem roubadas, mas um dos seus membros tornar-se dependente. Será que todos nós, cristãos, temos consciência dessa realidade ou não queremos ver para não nos comprometermos? Por Pe. Valdenísio Goulart