FECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT
Impresso
Especial
9912259129/2005-DR/MG
MITRA
CORREIOS
A Serviço das Comunidades
JORNAL DA DIOCESE DE GUAXUPÉ
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ANO XXX - 290
|
JANEIRO DE 2014
Editorial
“Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!”
Fernando Sabino
O ano que começa é como se um
bebê fosse colocado no colo de cada
pessoa. Pergunta-se: “o que será deste menino?” O que será de tudo aquilo que virá, dos dias, meses e horas
que ainda virão? O que trará o vento?
Cada tempo novo que chega é
uma oportunidade de voltar a ser
criança, de renovar expectativas,
percepções e sonhos. O ano gasto
desgasta todas as coisas. Com o tempo, o olhar carrega-se de visualizações, contamina-se pela superficialidade das ideias, corrompe-se pela
propaganda do favorável. Perde a
virgindade, a originalidade, a criança
fica adulta.
O ano que começa tem a inspiração de José e Maria. Há poucos dias,
eles chegaram às casas e igrejas, foram ouvidos e observados na liturgia
natalina. Casal virgem. Não só na integridade do corpo, também na vida.
Ela, a menina da periferia, distante
do poder usurpador, natural em sua
esperança, despossuída de qualquer
pretensão egoísta. Ele, o homem do
cuidado e do sonho. Altruísta em todas as coisas, moço braçal que, para
além da carpintaria, carrega em seus
braços as marcas da proteção e da
ternura. Sonha e reza.
A Voz do Pastor
No Evangelho de Lucas, o anjo
motiva Maria a não ter medo. Já no
Evangelho de Mateus, José é quem
ocupa a mesma cena. Ele é o destinatário do encorajamento. Em ambos
os evangelhos, a mensagem é de coragem e alegria.
Tudo é possível de renovação
quando o novo tempo chega... A
Igreja é enviada a ser Gabriel, anunciadora da coragem e da alegria. A
renovar-se na pureza de Maria e nos
sonhos de José.
COMUNHÃO de janeiro traz sonhos e esperanças. Boa leitura!
Dom José Lanza Neto
Pensando a Igreja Missionária
Verificamos uma melhora significativa na realização do sacramento da crisma em nossas paróquias.
São percebidos grandes esforços,
mas um longo caminho precisa ser
feito. Há ainda, em muitas paróquias, aquele jeito de formatura, catequistas como professores, todos
precisam ser conduzidos, ninguém
praticamente canta e não há envolvimento na celebração. Vários entram na Igreja mascando chicletes.
A comunhão é um desastre, nem
sabem comungar, não sabem que
mão estender, quando não levam
a partícula consigo para o banco,
até alguém dizer que é preciso comungar. As fotos ainda são o grande
centro de atenção. Devido o grande
número de crismandos, chega-se a
pedir que a comunidade não se faça
presente.
Acreditamos ser este o momento
oportuno para uma verdadeira catequese. Não uma catequese só voltada para o sacramento da crisma,
mas também uma ajuda concreta
para nossos adolescentes, jovens e
adultos, na compreensão da fé, no
engajamento na comunidade e despertá-los para os diversos dons e
ministérios da Igreja. É preciso gastar tempo, verificar a disposição de
cada um, de cada uma. Saber se de
fato foram introduzidos nos sacramentos de Iniciação Cristã. Muitas
vezes, parece que não.
É necessário criarmos uma ter-
ceira via, assim dizia um sacerdote.
É preciso sair de nossos costumes,
nosso jeito está meio desajeitado.
Vale a pena verificarmos com carinho esta situação que estamos enfrentando. Nossa catequese, como
um todo, precisa passar por uma
nova compreensão. Alguns sacerdotes já vão sinalizando esse jeito
novo, novas dinâmicas, como visitar
um bairro, envolver a todos na evangelização da paróquia, ir a hospitais,
doentes e famílias. Não temos nenhuma receita. Mas é preciso sair,
ir...
Por ocasião da eleição do Papa
Francisco, não esperávamos nada de
novo. Ao contrário, nos perguntávamos se seria possível alguém trazer
algo diferente, uma mudança, uma
transformação... Olha o que aconteceu! Novos ares, novas propostas,
novos gestos e atitudes.
Uma sugestão: uma boa conversa
com o CPP, quem sabe, muito mais
com nossos catequistas. Façamos
este enfrentamento na esperança
de obtermos algum resultado positivo. Evangelizar é preciso, mudanças são necessárias, disposição não
pode faltar, muito menos a fé, a esperança e a coragem. Que Deus nos
ajude e nos abençoe!
Estamos iniciando um novo ano,
que o Espírito do Senhor nos conduza, nos inspire na realização de nossos projetos. Que Maria, nossa mãe,
nos fortaleça e nos ampare sempre.
Diretor geral
DOM JOSÉ LANZA NETO
Editor e Jornalista Responsável
PE. GILVAIR MESSIAS DA SILVA - MTB: MG 17.550 JP
Revisão
MYRTHES BRANDÃO
Projeto gráfico e editoração
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Redação
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E-mail
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Os Artigos assinados não representam necessariamente a
opinião do Jornal.
Uma Publicação da Diocese de Guaxupé
www.guaxupe.org.br
Expediente
2
Ilustração
MARCELO A. VENTURA
Conselho editorial
PADRE JOSÉ AUGUSTO DA SILVA, PADRE HENRIQUE
NEVESTON DA SILVA, IR. MÁRCIO DINIZ, MARIA INÊS
MOREIRA E NEUZA MARIA DE OLIVEIRA FIGUEIREDO.
Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades
Opinião
Um olhar pastoral sobre a 1ª exortação Apostólica “ Evangelii Gaudium ”
“Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo
fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. ”
O papa Francisco, mais uma vez, surpreende o mundo com sua atitude pastoral, de
um pastor que conhece muito bem o rebanho bem como a realidade que ameaça e
traz esperança para a Igreja. Em sua primeira exortação, o pontífice faz uma análise de
conjuntura da Igreja e do mundo, oferecendo pistas para os cristãos e para os não cristãos acerca da ética e de uma espiritualidade que valoriza o santuário humano, de um
Deus que deve ser respeitado em cada ser
humano e nos seus gestos sublimes.
OLHAR PARA O POBRE
Ele coloca que o grande risco do mundo
atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista
que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres
superficiais, da consciência isolada. Quando
a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já
não entram os pobres, já não se ouve a voz
de Deus, já não se goza da doce alegria do
seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem:“Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa.
Reconheço, porém, que a alegria não se vive
da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes, muito duras.”
Quando relaciona o pobre neste cenário,
o papa diz com o coração que as alegrias
mais belas que sentiu em sua vida, foram as
alegrias de pessoas muito pobres que não tinham onde se agarrar. Isso para dizer que só
se chega realmente à humanidade, quando
se é mais do que humano, “quando permitimos a Deus que nos conduza para além de
nós mesmos, a fim de alcançarmos o nosso
ser mais verdadeiro.”
OPÇÃO MISSIONÁRIA
O papa Francisco atualiza o Vaticano II
quando diz que o Magistério Papal não tem
que dar todas as respostas para o mundo e
que ele não pode tirar a autoridade da Igreja Local em suas problemáticas. O Papa eleva a Igreja Local para que os Bispos possam
responder pastoralmente por problemas
oriundos de suas dioceses, o que o Concílio do Vaticano II já apontava. Aqui subjaz
o incentivo para uma descentralização e
impulso para as Igrejas Particulares e os Bispos. Ele acrescenta: “Com obras e gestos, a
comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até à humilhação
e assume a vida humana, tocando a carne
sofredora de Cristo no povo. Os evangelizadores contraem assim o «cheiro de ovelha»
e estas escutam a sua voz.”
No Documento, fica muito clara sua
opção missionária no que tange a uma
transformação total, para que as estruturas,
horários, costumes, estilos e linguagem e
toda estrutura eclesial se tornem canal para
evangelização e não apenas estrutura de
conservação. Neste ponto, toca na conversão pastoral urgente na Igreja e isso só será
possível se toda a conversão for missionária, que todos os agentes estejam na situação de saída, ou seja, não escolher o lugar e
as condições para servir e sim, aceitar aquilo que pode ser oferecido. “Devo pensar
também numa conversão do papado...”
MISERICÓRDIA
Aos sacerdotes orienta que o confessionário não pode ser uma câmara de tortura,
mas lugar onde reine a misericórdia do Senhor, para que o ser humano, encontrando
o bem, possa fazer todo bem possível. Repete o gesto da Igreja missionária em saída,
que deve estar sempre de portas abertas:
“Sair em direção aos outros para chegar
às periferias humanas não significa correr
pelo mundo sem direção nem sentido.
Muitas vezes, é melhor diminuir o ritmo,
pôr de parte a ansiedade para olhar nos
olhos e escutar, ou renunciar às urgências
para acompanhar quem ficou caído à beira
do caminho. Às vezes, é como o pai do filho
pródigo, que continua com as portas abertas para, quando este voltar, poder entrar
sem dificuldade.”
Francisco ressalta os pecados cometidos pelos membros da Igreja, com tristeza e vergonha, mas destaca os inúmeros
cristãos que dão a vida por amor, nos hospitais, asilos, os pobres, as crianças e os jovens. Agradece os gestos desses cristãos
que mostram uma outra face do amor. Aos
sacerdotes, alerta para o valor da homilia,
quando diz que ela não pode ser um espetáculo de divertimento, mas deve favorecer
o fervor e o significado da celebração; deve
ser breve e evitar que se pareça com uma
conferência ou aula.
SOCIEDADE CAPITALISTA
O documento enfatiza muito a questão
da desigualdade social e exclusão como
símbolos de morte de uma sociedade econômica capitalista que não enxerga o ser
humano, mas descarta-o como lixo. O Papa
Francisco diz que o mandamento “não matar” põe um limite para assegurar a vida humana, uma vez que é necessário e urgente
dizer um não à economia da exclusão e da
desigualdade social: “Esta economia mata.
Não é possível que a morte por enregela-
Janeiro/2014
mento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos
na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo,
quando há pessoas que passam fome. Isto
é desigualdade social. Hoje, tudo entra no
jogo da competitividade e da lei do mais
forte, onde o poderoso engole o mais fraco.”
POR UMA IGREJA POVO DE DEUS
Esta exortação vem ser uma luz do espírito do Senhor neste momento e na atual
conjuntura de nossa Diocese e na CNBB,
uma vez que estamos buscando uma revitalização paroquial dentro do que chamamos e o Papa confirma neste documento,
a Conversão Pastoral. Largar uma Igreja de
Conservação para uma Igreja em estado
permanente de missão, em busca daqueles que não se encontram no caminho ou
se perderam.
As palavras proféticas do papa vêm ao
encontro de uma Igreja Povo de Deus que
está procurando criar comunidades de comunidades. Nesta sintonia, o Papa Francisco
conclui:“Ser Igreja significa ser povo de Deus,
de acordo com o grande projeto de amor do
Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no
meio da humanidade; anunciar e levar a
salvação de Deus a este nosso mundo que,
muitas vezes, sente-se perdido, necessitado
de respostas que encorajem, deem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita,
onde todos possam sentir-se acolhidos,
amados, perdoados e animados a viverem
segundo a vida boa do Evangelho.”
Por Pe. Henrique Neveston da Silva, coordenador diocesano de pastoral
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Notícias
Escolhido hino para centenário da diocese
Foto: Secretariado Pastoral
za Neto e os padres Henrique
Neveston
da
Silva, (coordenador diocesano de pastoral),
Gilvair Messias
da Silva (responsável pela
divulgação
do concurso),
Gledson Antônio Domingos
(membro
do
Serviço de Animação Litúrgica e estudioEquipe constituída por dom José Lanza, pelos padres Henrique, Gilvair, so de música
Gledson e por Diva Cruvinel
e liturgia) e a
Desde fevereiro deste ano, por pianista e professora Diva Cruvinel
ocasião da abertura das comemo- (formada em Música e Letras) ouvirações do centenário da Diocese de ram, avaliaram e escolheram o hino
Guaxupé, abriu-se o concurso para oficial do centenário diocesano.
escolha do hino que irá marcar as
A diocese recebeu 04 composigrandes celebrações deste período. ções, todas com rica musicalidade,
As composições foram aguardadas densas de tons poéticos e teológiaté o dia 30 de novembro.
cos. Frente à beleza e dedicação dos
Reunidos na Cúria Diocesana, no participantes do concurso, a equipe
dia 02 de dezembro, dom José Lan- ouviu repetidas vezes as canções,
orientada pelo critério principal de
um hino popular, alegre e fácil de
ser aprendido pelas comunidades.
A composição escolhida, “Ser
Igreja”, de Dalí Cícero, membro da
Paróquia São Judas de Passos, foi
apresentada oficialmente no sábado, 07 de dezembro, no auditório
da Cúria Diocesana, em Guaxupé,
em reunião geral de pastoral.
A equipe de avaliação, em nome
da Diocese de Guaxupé, agradece a
generosidade de todas as pessoas e
grupos que participaram do concurso. Rende a Deus graças, por conceder magnífico dom de compor e
cantar a fé a estes irmãos.
Por Pe. Gilvair Messias
Foto: www.guaxupe.org.br
Dalí Cícero (ao centro) apresentou o hino comemorativo em Reunião Geral de Pastoral
Setor Guaxupé celebra conclusão de Curso de Teologia
No dia 04 de dezembro de 2013,
foi celebrada a conclusão do Curso
de Iniciação Teológica “Dom José
Mauro Pereira Bastos”, do setor Guaxupé, com duração de dois anos.
A celebração realizou-se na capela
Santo Antônio, em Guaxupé, às 19h,
presidida pelo coordenador geral do
curso, padre Gilvair Messias da Silva
e copresidida pelos padres Glauco
Siqueira Santos (Paróquia Sagrada
Família e Santos Reis), José Hamilton
de Castro (Seminário São José) e Juliar Nava (Paróquia São Francisco de
Paula).
Juntamente com os trinta concluintes do curso, seus familiares e
amigos, também estava a equipe
coordenadora que organizou todo
o evento. A celebração foi cantada
pelo coral da comunidade da Catedral.
Na homilia, padre Gilvair destacou o objetivo do curso que é proporcionar aos cristãos leigos formação teológica e pastoral a fim de que,
em suas vidas e atividades pastorais ,
sintam-se mais felizes , conscientes e
realizados. Agradeceu a dedicação e
o empenho dos participantes durante esse período e enfatizou o mistério divino. Mistério que impulsiona e
incentiva na caminhada cristã. Pediu
também para que todos, nos seus
trabalhos pastorais e comunitários,
procurem sempre levar a esperança
e o amor de Deus aos que necessi-
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tarem.
Após a bênção final, realizou-se
a entrega dos certificados de conclusão do curso por padre Gilvair. A
representante da turma falou da importância do curso na vida de cada
um, do compromisso cada vez maior
para com sua paróquia e, principalmente, convocou a todos a terem
atitudes de fé, que exigem “abandono nas mãos grandes e invisíveis de
Deus, que misteriosamente conduz a
história de cada ser humano.” Destacou e agradeceu o trabalho de doação e total dedicação da equipe coordenadora, padres Gilvair e Claiton,
Marisa e Braz, Ivonete, Lázara e Iza,
afirmando que “é nessa partilha dos
dons que o Reino, que já é presente
no meio de nós, vai se evidenciando
cada vez mais.”
Era visível a alegria e entusiasmo
Foto: Carlos Henrique Fantini
Setor encerra segunda turma de estudos teológicos, após dois anos de encontros semanais
Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades
de cada um que participou dessa turma. Todos fizeram questão de posar
para fotos com os amigos de curso,
já demonstrando saudades e combinando novos encontros.
Após a celebração, todos foram
convidados a um jantar de confraternização no restaurante Barbaridade.
Por Valéria Melo
Em paróquia, coroinhas se preparam para o Natal
Foto: Arquivo: Rafaela Beneton
Atividade proporciona entrosamento maior entre as crianças e interesse pela vida cristã
O tempo do Advento, o primeiro
do Ano Litúrgico e que antecede o
Natal, é um tempo de preparação e
alegria, de expectativa, quando os
cristãos, esperando o nascimento de
Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a paz e a fraternidade.
Envolto nesse desejo, o Grupo de
Coroinhas da cidade de Nova Resende realizou, no último dia 06 de dezembro, um encontro fraterno e de
muita oração, a fim de reafirmar Cristo Menino no centro das atenções.
Através de uma oração simples e
sincera: Terço de Natal, no qual cada
pai-nosso trouxe em forma de trovas
rimadas um resumo da história do
Natal e, nas ave-marias, uma frase
simples recitada com piedade. Além
da realização de dinâmicas, a primeira de perdão e arrependimento dos
pecados cometidos em 2013 e a segunda, de cultivo dos bons desejos
para 2014 para que nasçam, cresçam
e floresçam em seus corações, durante todo o ano, fazendo-se cumprir
um dos memoriais deste tempo.
“Acho muito importante o apoio
e incentivo às crianças de nossa comunidade para que elas sejam educadas, cresçam e amadureçam na
fé. Afinal, elas são o futuro de nossa
Igreja e o berço de vocações sacerdotais e religiosas”, afirmou a coordenação do grupo.
Por Rafaela Beneton
Avaliação e novos projetos marcam reunião geral de pastoral da diocese
Foto: PASCOM
Com o objetivo de avaliar a caminhada pastoral da diocese no ano
de 2013 e lançar anseios para o ano
vindouro, cerca de 170 pessoas, entre leigos, religiosos, padres e bispo, reuniram-se no sábado (07/12),
no prédio da Cúria Diocesana, em
Guaxupé. A Reunião Geral de Pastoral é marcada pela recordação das
atividades, ação de graças e congraçamento entre as lideranças diocesanas. Para Luiza Camargo Cintra,
participante do ECC e membro da
paróquia Imaculada Conceição e
São Carlos Borromeu, a reunião é
importante, pois recorda as atividades realizadas e ajuda a caminhar
melhor no próximo ano. “O trabalho com o Encontro de Casais com
Cristo foi de muito crescimento,
pois conhecemos a doutrina social
da Igreja e sua importância para a
família. A família é a base da Igreja”,
afirma.
Logo no início da reunião, padre Henrique Neveston da Silva,
pároco da Paróquia Nossa Senhora
da Assunção, de Cabo Verde e coordenador diocesano de pastoral,
apresentou a síntese da avaliação
feita pelos conselhos setoriais, dividida em avanços, pausas e sugestões. Como avanços, destacou-se
o envolvimento das juventudes na
caminhada diocesana, nos eventos
(Bote Fé, JMJ e DNJ) e nos Espaços
das Juventudes dos setores, além
do fortalecimento do Grupo de Reflexão e das escolas teológicas em
quatro setores. Como pausas, apresentaram-se o desgaste nas lideranças, necessitando renovação, a falta
de um projeto comum na Liturgia e
a necessidade de maior divulgação
da celebração do centenário da diocese. Para o ano de 2014, sugeriuse olhar com mais atenção as pas-
torais sociais (Criança, Sobriedade,
Saúde), um encontro diocesano
com todos os ministérios eclesiais
e mais unidade no serviço ao Reino
de Deus.
Padre Henrique enumerou as
emendas propostas para o Plano
Diocesano de Pastoral, fruto da IV
Assembleia Diocesana de Pastoral,
realizada em 2009. Tais emendas
visam a estender os projetos existentes, ampliando sua perspectiva
e seu prazo de concretização. Os
destaques foram a realização de um
seminário sobre os Sacramentos da
iniciação cristã, a realizar-se no ano
próximo; a elaboração de subsídios
para a assembleia paroquial de pastoral e para a preparação de noivos,
além da proposta de um congresso
das famílias; da criação de uma comissão de bioética e do fortalecimento da PASCOM nos diversos níveis da diocese. Ainda se deu ênfase
às atividades missionárias propostas como parte das comemorações
do centenário. Depois de discutidas
nos setores, as proposições serão
acrescentadas ao plano pastoral.
A paróquia missionária também
foi tema da reunião. Um dos anseios
da Igreja no Brasil, desde a Conferência de Aparecida, em 2007, a
paróquia missionária necessita de
uma profunda conversão de mentalidade para ser concretizada. Ela
deve ser casa e escola de comunhão, para chegar às pessoas que
se encontram afastadas. Assim, a
missão é a razão da Igreja e a Igreja é a razão da missão. Para tanto,
é necessário conhecer a identidade
do ser Igreja e a corresponsabilidade de todos os cristãos católicos.
Como assuntos gerais, apresentaram-se informações sobre o sistema de informatização da diocese
Dom José Lanza iniciou o encontro com palavras de acolhida e gratidão ao trabalho pastoral realizado
pelo diretor comercial da empresa
prestadora de serviços, Reinaldo
Rodrigues Cintra. Para ele, o processo está quase completo e já é
referência para outras dioceses.
Também foram expostas as novas
orientações para o ano pastoral da
formação presbiteral, pelo padre
José Hamilton de Castro, reitor da
etapa de Filosofia. Como parte das
atividades do centenário diocesano, marcou-se uma hora santa missionária a realizar-se nas paróquias,
no dia 07 de fevereiro de 2014. Por
fim, padre Gilvair Messias, pároco de Nova Resende, apresentou o
vencedor do concurso do hino do
centenário da diocese. Dentre as
quatro composições concorrentes,
a vitoriosa foi “Ser Igreja”, criada por
Dalí Cícero, com arranjo de Rodrigo
Rocha Batista, da cidade de Passos.
Para Dom José Lanza, bispo diocesano, o hino escolhido “vem ilustrar
nossa caminhada diocesana. A ên-
Janeiro/2014
fase no ‘ser Igreja’ significa formar
comunidades, viver como comunidade e expressar nossa fé através
dela. Tudo o que o evangelho nos
pede passa pela comunidade.”
Na avaliação do coordenador
diocesano de pastoral, padre Henrique, a reunião é importante para se
avaliar o que foi projetado, além de
suscitar novos projetos para a caminhada diocesana. “No próximo ano,
vamos dar destaque à ação missionária e à ação social da Igreja. Estamos muito felizes”, destaca. Para
Dom Lanza, o encontro fornece a
possibilidade de um olhar mais firme para o próximo ano. É também
uma confraternização entre padres e leigos, quando estes “podem
sentir a força de todo o clero e da
diocese, e estar seguros nas suas
paróquias e comunidades, com a
comunhão que deve existir entre
nós”, conclui.
Por Vinícius Pereira Silva
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Notícias
TLC acolhe novos coordenadores e se prepara para desafios
Foto: www.guaxupe.org.br
Em reunião, nova coordenação é constituída com propósito de realizar trabalho de unidade
diocesana
Aconteceu no dia 15 de dezembro, em Areado, a reunião
diocesana do Treinamento de Liderança Cristã ( TLC), na qual estiveram presentes representantes
de todos os grupos da Diocese de
Guaxupé, além do coordenador
nacional, Maycon Leite, para formação e eleição dos novos coordenadores.
Segundo o conselheiro do gru-
po, Luiz Donatelo Pacini, a estrutura diocesana a ser apresentada é
a forma de garantir que o TLC permaneça unido e fiel à Igreja, obedecendo sempre às suas determinações. Além do mais, esta estrutura
asseguraria aos diversos grupos paroquiais manterem-se alinhados
à diocese, evitando desta forma a
perda de identidade do movimento, com o passar do tempo.
Continuando com suas orientações, o conselheiro afirma ser
tarefa do bispo a orientação e decisão sobre o caminho correto a
ser seguido. Para auxiliá-lo, deve
escolher um presbítero mais próximo à coordenação, responsável
inclusive pela direção espiritual
do TLC.
Cabe aos novos coordenadores o dever de refletir Cristo,
testemunhando a obediência à
Igreja e seguindo sua doutrina.
Preservar esta estrutura significará a garantia da continuidade
do trabalho. O coordenador paroquial é o responsável direto
pelo bom andamento do TLC na
Diocese. Portanto, deve aderir à
proposta de trabalho apresentada pela coordenação diocesana,
contribuindo sempre, através dos
representantes paroquiais, com
as atividades, a fim de garantir
que os eventos atendam sempre
à realidade das paróquias.
Os novos coordenadores esco-
Dedicada igreja de São José em Passos
Foto: Paróquia São Benedito de Passos
No dia 19 de dezembro, dom
José Lanza dedicou a Igreja de São
José, situada no Bairro Vila Rica,
na cidade de Passos. A nova Igreja
pertence à Paróquia de São Benedito e se destaca pela sua arquitetura moderna. A autoria do projeto
arquitetônico é de Ivan Vasconcelos, renomado arquiteto da cidade
de Passos. A solene Eucaristia de
Dedicação foi marcada pela emoção dos fiéis que trabalharam durante oito anos, aproximadamente, para construir a nova Igreja.
Durante a alocução de entrega
da Igreja ao Bispo, o pároco, padre
Robison Inácio, assim se expressou:
“Nesta ocasião solene, entregamos
a Vossa Excelência Reverendíssima
esta Igreja, construída com o óbulo do homem pobre e do homem
abastado para honrar e glorificar
ao Senhor nosso Deus, que manifesta seu amor agindo em nossos
corações e na história de seu povo.
Neste ajuntamento de povo, em
torno da figura paternal do justo
São José, temos uma Igreja viva e
organizada. Esta comunidade está
consolidada com a atuação de fiéis
leigos comprometidos com Jesus
Cristo e com a evangelização. O
crescimento vertiginoso da mesma atesta nossa afirmação. Este
Templo é sacramento de uma Igreja viva, que pulsa no coração e na
consciência dos fiéis.”
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Beleza e organização adequada do espaço litúrgico são marcas do novo templo
Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades
lhidos Fabrício Marques (Juruaia)
e Daniel Melo (Muzambinho),
além dos conselheiros: Luiz Donatelo Pacini (Areado), Elisgustavo
Ponciano (Areado), Mirela Zampar
(Guaxupé), Mauro Antônio (Botelhos), Márcio Aurélio (São Sebastião do Paraíso).
O movimento está presente em
várias cidades da Diocese de Guaxupé e contribui para a formação
e engajamento pastoral, principalmente de jovens e adolescentes.
As comunidades que já recebem
o TLC são: Areado, Alterosa, Botelhos, Cabo Verde, Muzambinho,
Juruaia, Poços de Caldas, Nova
Resende, Cavacos, Serrania, Guaxupé, São Sebastião do Paraíso.
Possuem representantes: Alfenas, Conceição Aparecida, Carmo
do Rio Claro, Alpinópolis, Passos,
Guardinha, Divisa Nova, São Pedro
da União, Palmeiral, Bandeira do
Sul, Campestre, Guaranésia, Monte Belo, Juréia, Petúnia, Machado,
Arceburgo.
Entrevista
A Igreja que vejo
O mundo vive mudanças, o que é óbvio. A Igreja está no mundo e as pessoas não mais admitem ficar paralisadas no
tempo. Pedem transformações. O católico de hoje assim se autodefine quando inserido na comunidade eclesial a que
pertence. Ele quer sentir-se identificado em suas aspirações ao que a Igreja diz e ensina. Pede testemunho e se alegra
quando vê os sinais de proximidade entre a Igreja e a realidade humana. O COMUNHÃO quis ouvir o que as pessoas de
diferentes paróquias esperam da Igreja em 2014.
Por Pe. Gilvair Messias
Vejo uma Igreja que tem se levantado profeticamente diante das realidades tão indefinidas e “líquidas” da nossa sociedade. A Igreja somos
todos nós e não podemos cair no pessimismo. Temos que colocar nossos olhos como no Antigo Testamento, fazendo memória do que Deus já
realizou. Quanto mais caminhamos na luz, mais iluminamos a estrada deste mundo. As dificuldades não são poucas, mas são de grande importância também para termos uma visão de fé da realidade. Os desafios da Igreja nestes tempos são os desafios de cada homem e de cada mulher
que quer “combater um bom combate.”
Que em 2014, nós, com toda a Igreja, possamos ter a coragem de testemunhar com nossa vida esse amor que recebemos de Deus infinito em
misericórdia! Com coragem e ousadia, a Igreja precisa estar aberta à ação do Espírito Santo, que tempera este mundo sem sabor, que nos abre
horizontes, antes tão míopes.
Maria Célia dos Reis Silva, Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Divisa Nova
Nos dias de hoje, vejo nossa Igreja com muita esperança; a esperança que dissipa os temores e faz nascer a alegria. A alegria de ter o papa
Francisco à frente da nossa Igreja. Eu o considero o profeta da bondade; esta bondade que contagia, ajuda uns aos outros, que busca a verdade
com coragem.
Em 2014, acredito que teremos verdadeiramente uma Igreja acolhedora, participativa, misericordiosa e missionária, pois o papa se mostra
interessado em um papel mais participativo, substancioso e eficiente dos bispos de todo o mundo. Tanto é que está fazendo consultas reais e
não formais junto a eles.
Acredito também que o Sínodo Extraordinário dos Bispos que se realizará em Roma em outubro de 2014, quando serão debatidos os “desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, trará novamente o valor da família, sua importância como base fundamental dos ensinamentos de Cristo. Deposito toda minha confiança na ação do Espírito Santo sobre o papa Francisco.
Tina Horta Piantino, Paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos de Passos
Nos dias de hoje, percebo desinteresse dos católicos pelas práticas religiosas. Vejo a Igreja católica uma pouco estagnada, faltando a ela
uma linguagem mais dinâmica e atraente aos seus fiéis. Sei que a Doutrina não deve ser mudada, mas o catolicismo precisa modernizar-se.
Inúmeros fiéis estão desiludidos com a Igreja Católica. Para enfrentarmos os tempos modernos, é necessária a renovação de nossa vida cristã,
uma renovação interior de nossa fé.
Eu espero que para o novo ano, a Igreja possa se adequar melhor aos desafios atuais, mostrando-nos uma esperança nova, um novo horizonte para nossas vidas. Ela precisa atrair os fiéis e resgatar-lhes a confiança.
Que em 2014, a Igreja venha mais ao encontro das pessoas, ensinando a Palavra de Deus e o caminho a seguir. Espero que ela reflita mais
suas ações, com testemunhos de simplicidade, humildade e fraternidade.
Mary A. Gonçalves Vieira, Paróquia Sagrada Família de Machado
Acredito que a Igreja tem vivido um tempo de grande graça. O Papa, nosso amado Francisco, fez a Igreja redescobrir a opção pelos mais necessitados. E a Jornada Mundial da Juventude no Brasil marcou a vida de milhões de jovens, inclusive a minha, que tive a graça de participar.
Espero que em 2014 a Igreja continue sempre mais acolhedora e missionária, assim como Jesus deseja!
Edna Aparecida Sidnei, Paróquia São Francisco de Paula de Monte Santo de Minas
Com muita fé, sonhamos!
Espero que, no raiar de 2014, as esperanças sejam renovadas e os sonhos buscados e concretizados através da fé. E que a humanidade, cercada e agitada pelas preocupações contemporâneas, saiba também ouvir o chamado de quem grita no deserto e proclama o Evangelho a todas
as criaturas.
Alisson Tadeu Alves, Paróquia São Sebastião de Areado
A Igreja hoje, ainda que muito respeitada, vem perdendo espaço em meio às tantas mudanças de princípios e conceitos da sociedade, passando por um momento de grande tensão. As pessoas pedem transformações, as quais são necessárias, mas devem ser realizadas com muito
cuidado. Um dos primeiros passos para essas transformações foi dado na 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe, que não
se deve esperar o povo ir à Igreja, mas levar a Igreja ao povo. Espero uma Igreja em busca de uma vivência mais caridosa e igualitária, na qual
todos gozem dos mesmos direitos e deveres. Assim, as pessoas realmente viverão em comunidade e chegarão às palavras do nosso papa Francisco “O Deus vivo é aquele que se vê do coração.”
Natália Martins, Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Alfenas
Janeiro/2014
7
Catequese
Catequese da Crisma – desafios e horizontes
O padre de certa
paróquia estava preocupado com os morcegos que viviam sob
o telhado da igreja.
Ele já havia tentado
de tudo para afugentá-los de lá: fez barulho, mandou limpar
o lugar, usou fumaça
e nada: eles sempre
voltavam. Em uma
conversa com o bispo,
expôs-lhe o problema e este lhe deu a
solução: “para afastar
definitivamente
os
morcegos da igreja, é
só crismá-los que eles
não voltam mais.”
Essa anedota, que
há muito circula nas
nossas paróquias, nos
escancara aquele que,
talvez, seja o maior dos
desafios da Catequese
de Crisma: como integrar os jovens crismados na Comunidade.
Quem é ou já foi catequista dessa etapa,
com certeza, já teve experiências com
jovens que, durante os encontros, mostraram-se entusiasmados, participativos,
felizes em participar do grupo; jovens que,
com certeza, logo estariam engajados na
paróquia e (quem sabe?) poderiam tornar-se novos catequistas, o que seria uma
verdadeira bênção: não só teríamos mais
catequistas (o que toda paróquia precisa)
como também teríamos jovens trabalhando com jovens, falando a mesma língua,
sendo exemplos para os crismandos. No
entanto, encerrada a Missa da Crisma,
vemos muitos daqueles em quem apostávamos nossas fichas saírem pela porta
da igreja e não mais voltar (talvez para se
casar ou batizar os filhos...).
Que levante a mão aquele catequista
de Crisma que ainda não passou por isso!
Essa realidade nos leva aos seguintes
questionamentos: o que há de errado? Por
que isso acontece com tanta frequência?
Onde está o erro: nos jovens, nos catequistas, no mundo pós-moderno, na Igreja,
nos conteúdos trabalhados durante os encontros, na metodologia utilizada? Com
certeza, muitos catequistas (e bons catequistas!) já se encontraram nesses pensamentos, o que, às vezes, lhes tirou o sono
e trouxe certa sensação de impotência. “O
que eu estou fazendo de errado?”
Em primeiro lugar, vamos pensar sobre
o sentido do Sacramento da Crisma. Ser
crismado é adquirir maturidade, é tornarse adulto na fé. Mas isso não quer dizer que
o jovem tenha que fazer um mini curso de
Teologia, que tenha que saber tudo sobre religião e, pior ainda, saber por saber,
conforme falávamos no Jornal Comunhão
de novembro. Ele, de fato, precisa tornarse um adulto na fé, precisa saber no que
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acredita e por que acredita ou sua religião
será como um emprego temporário, prestes a ser trocado por outro que melhor o
satisfaça ou simplesmente abandonado.
A forma como ele vai adquirir esse conhecimento não pode mais ser aquela com a
qual se catequizavam as gerações passadas. Ou seja, precisamos levar a este jovem
um conteúdo bem preparado, sobre o
qual temos a certeza do que dizemos, mas
dentro de uma metodologia moderna.
Em segundo lugar, conforme falávamos no Jornal Comunhão de setembro,
vamos nos ater sobre o mundo atual e os
meios de comunicação. Vimos que estamos em um mundo onde as mudanças
ocorrem cada vez mais rápidas (fenômeno conhecido como aceleração histórica).
Essas mudanças estão em toda parte: na
família, na sociedade, na escola e atingem
indireta ou diretamente a todos. E quando
digo diretamente, aqui me refiro especialmente aos jovens. Muitos de nossos catequistas, como eu, encontram-se na faixa
dos “quarenta e uns” anos, o que nos coloca entre as pessoas da chamada “Geração
X”. Isso pode até parecer muito avançado,
mas esta é a geração na qual começava
a surgir uma tecnologia de informática
acessível a pessoas físicas e não apenas a
empresas. Começava, porque depois disso veio a “Geração Y”, que já possuía computadores em casa e vinha se integrando
cada vez mais a eles, e a atual “Geração
Z”, que já nasceu cercada de todo tipo de
equipamento digital, pois seus pais já os tinham em casa. Por isso, os jovens de hoje
têm uma visão de mudo muito mais voltada para questões tecnológicas do que os
jovens da Geração X.
É lógico que seria muito difícil para
qualquer um (inclusive para a geração atual) acompanhar todas as modernidades
que surgem a cada dia, mas isso não pode
ser usado como pretexto para que não façamos nada a respeito. É urgente que cada
catequista de Crisma se conscientize de
que o importante não é apenas o que se
vai dizer ou fazer nos encontros, mas com
quem. É preciso que eu conheça a realidade de meus crismandos, saiba do seu dia a
dia, converse com eles sobre sua visão de
mundo. Utilizar uma linguagem que pode
ser ao mesmo tempo correta e moderna,
dinamizar os encontros, trazer situações
atuais para as discussões. E, como nos diz
o filósofo e pedagogo norte-americano
John Dewey, já que só se compreende e
se julga 10% do que se ouve, 30% do que
se vê e 60% do que se faz, devemos levar
nossos catequizandos a “pôr a mão na
massa”, levá-los a ser participantes e não
meros ouvintes dos encontros. E isso, logicamente, não se resume aos encontros
em si; muitos trabalhos, especialmente de
caráter social, já podem ser tratados com
eles, durante esse período.
Dessa discussão não poderia ficar de
fora o Documento “Catequese Renovada,
orientações e conteúdo”, cujo estudo deve
ser retomado pelos catequistas de cada
paróquia ou mesmo entre as paróquias.
Ele nos fala sobre as características que
a Catequese, de forma geral, precisa ter
hoje. E precisa com urgência, pois elas formam um caminho mais seguro para trabalharmos neste mundo de jovens mergulhados na pós-modernidade. Como se
diz que “recordar é viver”, então, vamos lá!
Nossa Catequese (e aqui especialmente a de Crisma) precisa tornar-se um processo permanente de educação da fé, o
que ajudaria os jovens a enxergá-la como
um caminho a ser percorrido e não, como
ponto de chegada. São fundamentais a vivência da fé em comunidade e a interação
fé e vida, sem as quais os conteúdos tornam-se “como sino ruidoso ou como cím-
Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades
balo estridente.” Partir
da realidade dos catequizandos, já que eles
são quem estão nesse
processo de descoberta das verdades da fé
e não nós, que já estamos em um processo
de aprofundamento.
Isso faz com que eu
me aproxime do nível
de compreensão deles
e não, o contrário.
É fundamental que
esse processo seja libertador, formador
de pessoas capazes
de agir no mundo, seguindo nosso grande
modelo, Jesus Cristo,
centro da Catequese (e se assim eu não
vejo, então estou falhando com minha
ação
catequética).
Para isso, é preciso ir
à fonte da Catequese,
a Bíblia, a grande carta de amor que o Pai
nos enviou e que, às vezes, nos esquecemos de apresentá-la dessa forma. Além
disso, a Catequese precisa ser fonte de
uma espiritualidade profunda, tão urgente em nossos dias que a própria Igreja enxergou a necessidade de se realizar o Ano
da Fé. E se minha ação catequética não for
inculturada e ecumênica, estarei criando
muito mais obstáculos do que pontes entre as pessoas.
Finalmente, mas de primeira importância, minha Catequese tem de ser afetiva. Qualquer pessoa que converse com
jovens pode perceber que, cada vez mais,
eles se isolam atrás das telas de seus computadores e em seus fones de ouvido, mas
não deixam de ter grande necessidade de
serem reconhecidos, aceitos, acolhidos.
Se os encontros de Crisma forem portas
abertas, abraços amigos, sorrisos sinceros, com certeza, esses jovens poderão se
encontrar em um ambiente que não lhes
fale apenas sobre coisas, mas lhes fale ao
coração.
Acreditamos que essas ações nos descortinam novos horizontes, mais claros
e mais coloridos, que realmente possam
atrair os jovens de hoje a se integrarem
na vivência da comunidade. Essa poderia
ser a semente de um grupo de jovens, tão
necessário a todas as paróquias, pois é daí
que ser criam raízes, que se formam novas
lideranças, que se conseguem os melhores chamarizes para se atrair jovens: outros
jovens. Que nossos grupos de Crisma possam caminhar cada vez mais nessa direção, e que nós, catequistas, sejamos exemplos para esses jovens de que a vida cristã
é uma vida que vale a pena ser vivida.
Por José Oseas Mota, catequista e professor
em Guaxupé
Juventudes
Necessidade e caminhos de um planejamento paroquial para as juventudes.
Percebe-se que em muitos espaços, inclusive na atuação das Pastorais e Movimentos nas paróquias,
trabalha-se mediante ações espontâneas, improvisadas, com muita
“boa vontade”, mas com limitações
frente à sistematização e planejamento das mesmas. Tal fato ocasiona resultados aquém do esperado
e, consequentemente, frustrações
e desmotivações.
Mediante essa perspectiva, acredita-se ser necessária melhor sistematização e planejamento para
que a Evangelização Juvenil de fato
proporcione a emancipação dos sujeitos jovens, atingindo-os em suas
realidades.
Neste sentido, o planejamento
pastoral refere-se a um processo
de tomada de decisões, ancorado numa série de ações, reuniões,
discussões, reflexões, envolvendo
todos os participantes. Ou seja, é
pensar antes, durante e depois.
O planejamento relaciona-se
com a vida de toda pessoa. Vive-se
planejando, seja de forma empírica
e/ou científica, buscando um determinado fim, respaldado por ferramentas adequadas para atingi-lo.
Na atuação pastoral, com ênfase
à realidade juvenil, não seria diferente. Sai-se de uma reunião, com
datas agendadas e encaminhamentos a tomar. No entanto, faz-se
necessário algumas questões fundantes na práxis do planejamento
referente à realidade juvenil nas
paróquias:
Planejar é transformar a realidade
numa direção escolhida: em nosso
caso, a partir da ótica da missão e
do discipulado, ancorado na pessoa de Jesus e de sua práxis;
Planejar é organizar a própria
ação: algumas expressões juvenis
ainda tendem a fazer ações espontâneas, cheias de boa vontade, mas
com lacunas que, inclusive, ao final
do processo, acarretam mais perdas
do que ganhos. Frente a isso, faz-se
necessária uma maior sistematização das paróquias para as articulações juvenis, de forma a congregar
as expressões presentes, por meio
de um processo de dialogicidade e
ajuda mútua.
Planejar é implantar um processo de intervenção na realidade: é
busca por meio da práxis de Jesus,
intervir nos contextos sociais do
mundo juvenil, procurando de forma comum mecanismos para amenizá-los e/ou transformá-los. Neste
aspecto, vale destacar a importância de se buscar apoio em outros
atores sociais (Ong’s, Associações,
Movimentos Organizados, Igrejas
etc), que discutem e defendem a
dignidade dos jovens.
Planejar é explicar os fundamentos da ação do grupo: somente por
meio da sistematização da atuação
pastoral do grupo juvenil, este poderá, de fato, apoderar-se da Missão na Paróquia, Comunidade e
Sociedade. Efetivar em seus membros uma mudança do fazer ingênuo para uma ação propositiva,
com significado e transformadora.
A partir da máxima freiriana, AÇÃO
-REFLEXÃO-AÇÃO.
Diante dessa conjuntura, fazse necessário o acompanhamento
de adultos que direcionem esse
processo nos grupos juvenis, destacando sua importância no processo. Devem-se buscar metas e
objetivos específicos e, no final
desse caminho, proceder-se a um
processo avaliativo sério, apontando os avanços e limites. Dessa forma, as ações serão pensadas como
processo e não eventos, aspecto
importante no mundo juvenil, mas
que não deve ser o ápice da atua-
ção pastoral.
Por isso, vale a pena começar
sistematizando a prática de forma
simples, buscando um “norte” para
a ação... Só assim, a Missão Juvenil
será sempre mais envolvente, com
resultados e, sobretudo, transformadora... Que tal começar a partir
de agora, por meio dessas dicas?
Mãos à obra!
Para planejar: Roda de conversa,
com filme: Saneamento Básico – O
Filme
1-Identificar o planejamento
inicial e a mudança ao longo do
filme;
2-Elaborar um planejamento participativo, por meio das
questões: Aonde se quer chegar? A que distância se está do
que se quer alcançar? O que
será feito para diminuir a distância?
Para avaliar: Roda de Conversa por
meio da Parábola: É preciso afiar o
machado, identificando, por meio
de metáforas, os processos grupais.
Conta uma lenda antiga que um
jovem com grande habilidade e rapidez no corte da lenha, procurou
Janeiro/2014
um mestre, o melhor cortador de
lenha da região e pediu para ser
aceito como seu discípulo, a fim de
aperfeiçoar seus conhecimentos.
O mestre concordou e passou
a ensiná-lo. Não se passou muito tempo e o discípulo julgou ser
muito melhor que o mestre, desafiando-o para uma competição em
público. Tendo o mestre aceitado o
desafio, tudo foi marcado, preparado e teve início a competição...
O jovem trabalhava no corte da lenha sem parar e, de vez em quando,
olhava para conferir como estava o
trabalho do mestre.
Para grande surpresa, via-o muitas vezes sentado, tendo isso ocorrido durante toda a competição. Tal
fato fortaleceu a determinação do
jovem que continuou a cortar a lenha e a pensar:- Coitado do mestre,
realmente já está muito velho.
Ao término da competição, foram medir os resultados e o mestre
havia cortado mais lenha que o discípulo.
O jovem, indignado, disse:
- Não consigo entender, não parei de cortar lenha o dia todo, com
toda minha energia e cada vez que
eu olhava para o senhor, estava
descansando.
O mestre respondeu:
- Não, meu jovem, eu não descansava... eu afiava o meu machado. Você, por estar tão empolgado
em cortar lenha, se esqueceu desse
pequeno detalhe... Afiar seu próprio machado!
Todos nós, de tempo em tempo,
precisamos parar, rever nosso trabalho, nossos métodos, sacudir o
pó da rotina, começar com o espírito novo. Precisamos AFIAR O MACHADO. Sempre há possibilidades
novas na vida da gente. Não nos
esqueçamos de rever nossos objetivos, nossas atitudes, nossos métodos e os resultados que estamos
tendo. Do contrário, cairemos no
mesmo erro do lenhador. A propósito, COMO ANDA SEU MACHADO?
Avaliar. Tomar nas mãos nossa
caminhada. Ser sujeito da história
e interferir nela. Afiar o machado!
Esta deve ser a atitude ainda mais
constante quando estiver presente nossa personalidade, nosso ministério e nosso engajamento. Por
isso, mãos à obra...
Vamos avaliar!
Por Ir. Márcio Nonato Diniz Ferreira,
Religioso Irmão pertencente à Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração
– Paraguaçu/MG, contato: mdinizsc@
hotmail.com
9
PONTO DE VISTA PASTORAL
A Pastoral da Criança na Diocese de Guaxupé
A Pastoral da Criança nasceu em 1983, na cidade de Florestópolis (PR). Fundada pela médica sanitarista, Dra. Zilda Arns Nelmann, e pelo, na época arcebispo de
Londrina, Dom Geraldo Majjela Agnelo. Comemorando 30 anos de existência em 2013, a Pastoral da Criança segue seu caminho rumo à luta em favor da vida e da
dignidade da criança e da gestante, acompanhadas em todos os estados brasileiros e também no exterior.
Na Diocese de Guaxupé, a Pastoral da Criança foi fundada em 1990 e, até os dias de hoje, sobrevive às incansáveis lutas em favor das crianças em situações vulneráveis e excluídas da sociedade. Atualmente nossos dados mostram que ainda precisamos do apoio dos presbíteros e das comunidades paroquiais para alcançarmos
o maior número de crianças que necessitam de apoio e atenção.
Este é nosso relatório geral da realidade diocesana da Pastoral da Criança:
Total de
Municípios
Total de Municípios
com a Pastoral
Total de Gestantes
acompanhadas
Total de famílias
assistidas
Total de Crianças
Total de Crianças
Pobres
Total de Crianças
acompanhadas
51
(incluindo os distritos)
15
139
3.147
66.881
30.991
3.877
Iniciamos um novo tempo em nossa
caminhada pastoral, já que neste ano
de 2014, com a ação pastoral definida
no Plano Diocesano e a Diocese priorizará as Pastorais Sociais, com destaque
para a Pastoral da Criança e a Pastoral
da Sobriedade. Vamos nos mobilizar,
conversar e unir-nos aos padres para a
implantação da pastoral nas paróquias.
Como dizia padre Henrique Neveston, a diocese tem um grande trabalho
em questão de formação, mas ainda
deixa a desejar no âmbito de Pastoral
Social. E é isto que pretendemos tornar
realidade no Centenário da diocese em
2015: levantar a bandeira social da Pastoral da Criança em todas as paróquias.
Não podemos esquecer os intensos
trabalhos que já são desenvolvidos pelas paróquias onde a Pastoral da Criança é forte: no Setor Poços, esta Pastoral
já recebeu a visita da coordenadora nacional, irmã Vera Lúcia Altoé, em 2012.
Destacam-se as ações de parcerias
com a TV Poços e representações de
integrantes nos Conselhos Municipais,
além de termos padre Henrique Neveston como o primeiro padre a receber
capacitação e conhecer profundamente os trabalhos da Pastoral da Criança
na Sede Nacional, em Curitiba (PR); no
Setor Alfenas, destacamos o crescimento da Pastoral nas cidades de Serrania
e Alfenas; no Setor Passos, o coordenador, Fernando Abreu, está reativando
a pastoral em paróquias adormecidas
e fortalecendo as existentes; no Setor
Areado, o destaque fica para a cidade
de Areado e Monte Belo, com várias atividades de divulgação; no Setor Guaxupé, já começam a aparecer sinais de
desenvolvimento e crescimento; no Setor Paraíso, enfrentamos o problema de
escassez de pessoas para assumirem a
Pastoral da Criança, mas destacamos a
luta do padre Antônio Garcia e da coordenadora do setor, Sra. Maria Aparecida, para não deixá-la desaparecer nas
paróquias; o Setor Cássia terá atenção
especial da equipe diocesana, pois não
temos Pastoral da Criança em funcionamento em nenhuma paróquia.
Nossa perspectiva de trabalho é
10
buscar incansavelmente o apoio dos
padres para que não cheguemos ao
ponto de entregar a Pastoral da Criança para outras instituições, uma vez
que percebemos o carinho de algumas
Igrejas Evangélicas que estão se sensibilizando com a situação precária das
famílias e vindo somar neste trabalho
social em favor da vida. A equipe Diocesana está à disposição para que todas
as paróquias possam abraçar esta causa em favor daqueles que Jesus tem um
carinho especial: as crianças esquecidas e desamparadas de nossa diocese.
Ações desenvolvidas pela Pastoral da
Criança
A Pastoral da Criança trabalha com
03 pilares fundamentais para o desenvolvimento de suas ações: visita domiciliar, celebração da vida, reunião de
reflexão e avaliação
1º pilar – Visita domiciliar: lembramos
da virtude da esperança. Uma vez ao
mês, a família assistida recebe a visita
do líder em sua casa. Nesse encontro,
há uma conversa com a mãe sobre o
desenvolvimento da criança. Em muitos casos, ouvimos desabafos, relatos
de agressões, violência doméstica e até
sexual. O líder acaba apadrinhando a
família à qual eles assistem e, com isso,
nascem os laços de afeto e de amizade
e, de uma maneira sigilosa, a família é
orientada a buscar ajuda. Muitas vezes,
os próprios integrantes da Pastoral da
Criança colaboram com roupas e, em
casos mais críticos, até com alimentos
quando a situação é caótica e não se
pode esperar tanto pela assistência das
instituições ou assistências sociais do
município. Nessa visita, é comum depararmos com crianças em situações
de risco de morte, crianças desnutridas,
casos de alcoolismo e drogas, crianças
obesas ou que necessitam de orientação psicológica. Os líderes encaminham essas crianças para as áreas da
saúde. Muitas vezes, acompanham-nas
aos postos de saúde em busca de agendamento e consultas.
2º pilar – Celebração da Vida: lembramo-nos da virtude da caridade. Uma
vez ao mês, a equipe da Pastoral da
Criança se reúne para preparar o encontro das famílias. Nesse dia, que chamamos de Celebração da Vida, acontece a pesagem das crianças menores de
06 anos, assistidas. As famílias recebem
palestras informativas sobre temas relacionados à saúde, educação, ética
e segurança. Muitas vezes, contamos
com a presença de especialistas, profissionais para ministrar as palestras. Chamamos de ciclo de palestras. Cada mês
é abordado um tema nessa roda de
conversa com os pais e gestantes. Para
as crianças, organiza-se uma grande
recreação com as brincadeiras dos tempos da vovó. Em seguida, é servido um
lanche nutritivo e simples (já que não
temos verbas, nem apoio para fazer um
grande e saboroso café da tarde para as
crianças). Tudo é feito com muita simplicidade, à maneira de Nossa Senhora,
com muito amor, já que a maioria das
doações para a realização desses lanches parte dos próprios integrantes da
Pastoral da Criança de cada paróquia.
Em muitos lugares, nem a Paróquia
ajuda com recursos financeiros. Neste
caso, a coordenação e os líderes realizam feira da pechincha ou doam materiais para a realização dessas ações.
3º pilar – Reunião de reflexão e avaliação. Lembramo-nos da última virtude que é a fé. Neste dia, analisamos
a situação de cada família assistida e
damos prioridade às mais necessitadas do mês, além de preencher as documentações para serem enviadas à
Coordenação Nacional, que repassa os
dados para o Ministério da Saúde, junto
com os dados coletados das pastorais
do Brasil. Nessa reunião, os integrantes
planejam suas ações para o próximo
mês, dentre elas o que será servido
para as famílias e crianças, como será o
processo de divisão de recursos para os
lanches e quem ficará responsável em
preparar a palestra, convidar palestrante e providenciar recreação.
Além dessa ação que acontece todo
mês, a Pastoral da Criança disponibi-
Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades
liza Cursos de Formação e reciclagens
permanentes. Dentre eles destacamos:
Curso de alimentação e hortas caseiras, com ênfase nas plantas medicinais;
Curso de Brinquedos, brincadeiras e
brinquedistas para atuarem nos dias
da Celebração da Vida, utilizando materiais recicláveis e colaborando com
a sustentabilidade do meio ambiente
(também por não dispor de recursos
financeiros para a montagem de uma
brinquedoteca); Curso de comunicadores populares, que capacita alguns
integrantes para divulgar as ações da
Pastoral da Criança nas rádios, TVs e
jornais locais; Curso de Articulares da
Saúde, através do qual alguns líderes
são formados para participarem dos
Conselhos Municipais da Saúde e demais Conselhos em seus municípios,
representando todas as famílias de sua
comunidade paroquial nas reuniões e
conferências Municipais; Curso de capacitação e atualização, no qual, todo
voluntário, antes de engajar na Pastoral
da Criança, precisa ser formado para
atuar junto às famílias de suas referidas
comunidades.
O trabalho da Pastoral da Criança
não se destaca e, na maioria das vezes, é feito de maneira silenciosa. Não
temos o interesse de tornar público ou
de sermos reconhecidos, pois sabemos
que é um trabalho de caridade cristã.
Não é uma Pastoral que direciona recursos financeiros para as paróquias. As
famílias acompanhadas não têm nada
a oferecer, a não ser problemas para resolver. Infelizmente, encontramos muitas resistências por parte da Igreja, pois
quase ninguém se interessa em trabalhar com o pobre, o que acaba por virar
as costas para aqueles mais necessitados e excluídos da sociedade.
Para atuar na Pastoral da Criança se
exige apenas dois itens: trabalhar com
a pobreza e não querer receber nada
em troca, a não ser o amor que as crianças poderão oferecer ao longo de uma
incansável conquista.
Por Pedro Neto, coordenador diocesano
da Pastoral da Criança
Comunicações
Comemorações de Janeiro
Natalício
05 Pe. Gledson Antônio Domingues
10 Pe. Alesandro Oliveira Faria
11 Pe. José Luiz Gonzaga do Prado
11 Pe. Olavo Amadeu de Assis
20 Pe. Donizete Antônio Garcia
20 Côn. Walter Maria Pulcinelli
22 Pe. Marcelo Nascimento dos Santos
27 Pe. Robervam Martins de Oliveira
31 Pe. Luiz Tavares de Jesus
31 Pe. Marcos Alexandre Justi
Ordenação
03 Pe. Alexandre José Gonçalves
03 Pe. Hiansen Vieira Franco
04 Pe. Darci Donizetti da Silva
10 Dom José Geraldo Oliveira do Valle
- Sacerdotal
13 Pe. Homero Hélio de Oliveira
26 Pe. Alfredo Máximo da Silva
28 Pe. Luiz Tavares de Jesus
30 Pe. Edimar Mendes Xavier
31 Pe. José Neres Lara
Agenda Pastoral de Janeiro
06-17 IRPAC em Belo Horizonte – MG
13-19 Diocese: Curso de Iniciação Teológica em Guaxupé
25-27 Assembleia eletiva da Pastoral da Criança em Paraguaçu
25 Setor Poços: Reunião do Conselho Diocesano do ECC
Reunião Diocesana da Pastoral da Criança em Poços
Janeiro/2014
11
RETRATO SOCIAL
Paróquia São Paulo Apóstolo de Poços de Caldas
A Paróquia São Paulo Apóstolo,
desde o início de sua fundação,
apresenta vocação para o trabalho social. Oferecemos um curso
que promove a inclusão digital,
com duas turmas. Grande parte
das pessoas que frequenta o curso é da terceira idade. Este trabalho é realizado através de professores voluntários. Possuímos uma
sala com computadores onde os
alunos recebem toda a formação.
Este trabalho social é realizado há
muitos anos e possibilita a várias
pessoas entrarem no mercado de
trabalho, de modo especial, os
idosos que estão descobrindo um
novo mundo através da inclusão
digital
Outra atividade realizada através de voluntários é o atendimento psicológico executado por três
voluntários, já há longo tempo.
Acontece de segunda a sextafeira, no período da manhã e da
tarde. Temos uma sala preparada
para essa finalidade, principalmente para crianças, com jogos
e brinquedos que as ajudam a se
desenvolver durante o processo
de tratamento.
A Paróquia conta também com
a Pastoral da Criança, com três núcleos, num total de 13 líderes e 18
apoios. São aproximadamente130
crianças e 5 gestantes. Trata-se
de uma pastoral que oferece uma
resposta que muitas vezes achamos que não precisa mais, devido
as informações que o mundo atu-
12
al oferece. Mas nos enganamos, já
que encontramos muitas pessoas
desinformadas e despreparadas
para uma boa alimentação e formação para a criança de 0 a 6 anos.
Atualmente há seres humanos que
vivem em mundos e realidades
diferentes, em um mesmo espaço geográfico. Quando a Pastoral
da Criança sai em missão, encontra, atrás dos muros,
mundos
desconhecidos e sofridos. Se
olharmos a realidade,
o saber está nas mãos
de poucos. Há muita gente sem acesso
ao conhecimento. O
meio de comunicação não oferece conhecimento, informa
muito, mas não forma ninguém. Grande
parte dos indivíduos
se encontra anestesiado, indiferente. A
alienação ainda é o
mais forte modo de
escravizar. Hoje o escravo não sente dor,
mas sente prazer em
querer um mundo
que nunca terá.
Há três anos, foi
também fundada a
Pastoral da Sobriedade. Seu trabalho é
realizado através do
grupo auto-ajuda, todas as segundas-fei-
ras. Segue doze
passos: admitir,
confiar, entregar,
arrepender, confessar, renascer,
reparar, professar, orar e vigiar,
servir, celebrar e
festejar. A Pastoral da Sobriedade é uma ação
concreta da Igreja que evangeliza pela busca da
sobriedade como
um modo de
vida. Pela Terapia
do Amor trata
todo e qualquer
tipo de dependência. Propõe
mudanças.
Valoriza a pessoa
humana. É a ação
concreta da Igreja na Prevenção
e
Recuperação
da Dependência
Química e outras
dependências.
Muitas vezes, o trabalho é realizado primeiro com os codependentes, ou seja, trabalha com as
famílias dos dependentes. Os codependentes são preparados para
saberem como lidar com o dependente, pois é muito importante
que o mesmo tenha uma família
que entre no processo de reestruturação, se for o caso.
Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades
Este ano, implantamos o trabalho da Pastoral da Saúde, com
dezoito membros. Consiste em
visitar todos os doentes em suas
residências, valorizando principalmente a espiritualidade da escuta.Quando necessário, oferece
apoio material. Muitas vezes, o
que o doente mais precisa é de
alguém que o escute e o tire da
solidão. Neste mundo onde se
oferece muitas opções, exige-se
muito do ser humano, deixando-o
cansado, sem tempo, sem paciência. Na cultura do consumismo, na
qual seduz o ter para ser, muitas
vezes, o essencial é negado. Daí a
importância da Pastoral da Saúde.
A Conferência dos Vicentinos
também está presente, através
de sindicância e oferta às famílias cestas básicas, além de outros
atendimentos. Temos uma conferência com 18 membros.
Hoje o grande desafio na realidade de Poços de Caldas é a peste
das drogas, que desestrutura as
famílias. Se nós fizermos uma análise, parte do atendimento que as
nossas pastorais realizam refere-se à droga, direta ou indiretamente. Podemos perceber que o
grande medo das famílias não é
serem roubadas, mas um dos seus
membros tornar-se dependente.
Será que todos nós, cristãos, temos consciência dessa realidade
ou não queremos ver para não nos
comprometermos?
Por Pe. Valdenísio Goulart
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