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SEMANA GLOBAL DE EMPREENDEDORISMO
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Governo irá analisar criação de comitê para incentivar
empreendedores
Sugestão foi feita pela dona da rede de lojas Magazine Luiza a ministro.
Os dois participaram de fórum promovido pela Globo News.
Como parte da Semana Global do Empreendedorismo, a Globo News
realizou na manhã desta quarta-feira (19) o IV Fórum Globo News, que
debateu os desafios e oportunidades para empreendedores do século XXI. A
discussão sobre empreendedorismo teve a participação do ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, e da empresária
Luiza Trajano, do Maganize Luiza, e foi apresentado pela jornalista Miriam
Leitão.
O ministro Miguel Jorge ouviu sugestões da dona da rede de lojas Magazine
Luiza. A empresária sugeriu a criação de um comitê para tratar sobre
empreendedorismo,
com
a
participação
do
governo,
empresários
e
entidades ligadas ao setor de varejo. Ele afirmou que o governo irá analisar
o assunto.
Miguel Jorge citou que foi cogitada a criação da Secretaria Nacional de
Empreendedorismo, mas que pode esbarrar no aumento de gastos públicos.
“Pode ser uma diretoria ligada à área de micro e pequenas empresas. O
Brasil é o 5º país mundial em empreendedores estabelecidos, que deram
certo pelo período de 42 meses ou mais”, disse Jorge.
Entre os assuntos tratados pelo comitê, segundo Luiza, estaria o Simples
Nacional (Super-Simples), sistema simplificado de tributação das micro e
pequenas empresas, em vigor desde 2007, e que tem mais de 3 milhões de
empresas inscritas. Para Luiza, o Super-Simples deve ser estendido para as
grandes empresas.
Luiza considera que o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas
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Empresas de São Paulo) tem que ser mais completo para poder atuar
politicamente. “É preciso montar esse comitê para que a gente possa ver o
Supersimples de uma forma mais global, por exemplo. É uma cosia que deu
certo, é boa, mas é preciso melhorar. Uma idéia só vai dar certo se a gente
realimentar ela, fazer do Supersimples uma coisa muito boa para as
empresas”, disse a empresária.
O ministro disse ainda que irá discutir com o ministro da Educação,
Fernando Haddad, uma ação conjunta dos dois ministérios para incentivar o
empreendedorismo no país, com a criação, por exemplo, de escolas para
formar empreendedores.
Receita de sucesso
Durante o fórum, Luiza deu sua receita de sucesso – os ingredientes,
segundo ela, são paixão e criatividade. “Não tem segredo. É inovação,
educação, alinhamento com a equipe”, disse.
A empresária acha importante criar coisas novas para expandir e ter
sustentação para os momentos de crise. “É ver o todo com sutileza e
elegância, costurando as partes. Tem que estar se reinventando sempre,
inventando novos parceiros, novos clientes e buscando mercado. O grupo
tem que saber qual o ciclo que a empresa está vivendo”, afirmou.
Miguel Jorge disse que o governo precisa chamar profissionais do ramo para
darem opinião sobre empreendedorismo e participarem dos debates. E
como incentivo para ele citou ajuda financeira e educação para os micros e
pequenos
empresários.
Já
a
empresária
considera
importante
o
empreendedor chamar os funcionários para participar do planejamento da
empresa.
O ministro reconheceu que os impostos para as grandes empresas são
altos. “As pequenas empresas são favorecidas por incentivos fiscais,
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enquanto as grandes têm alto custo tributário”, afirmou. Segundo ele, a
carga tributária é maior porque grandes empresas são muito organizadas.
Reforma trabalhista
Miguel Jorge reconheceu que o governo perdeu tempo para fazer a reforma
trabalhista e que perdeu a oportunidade de fazê-la quando o país passava
por um momento econômico favorável.
“Não se faz reforma em momentos de dificuldades. Faz-se em momentos
de crescimento. Perdemos a chance. Há uma proposta de reforma
trabalhista, temos que continuar fazendo gestões para começar a discutir
mesmo a reforma porque estamos atrasados”, admitiu.
A empresária é favorável que a carteira assinada e demais benefícios
trabalhistas sejam mantidos. Para ela, os problemas enfrentados pelos
empresários são os impostos e as desigualdades entre os vários setores.
Natal sem crise
Luiza prevê que com a crise as pessoas irão adiar as compras e irão
consumir produtos mais baratos. “Elas vão deixar para comprar nas duas ou
três últimas semanas. Tem que ter confiança, buscar clientes fiéis. Natal
não deixa de vender.”
Cases de sucesso
Durante o IV Fórum Globo News, foram mostradas duas trajetórias de
sucesso. Um deles é de uma cabeleireira que tem uma rede de salões de
beleza no Rio de Janeiro e Espírito Santo e que começou seu negócio
fazendo um curso de cabeleireiro numa igreja e depois aplicava as técnicas
aprendidas em casa. Ela criou uma fórmula para tirar o ressecamento do
cabelo e, atualmente, tem 55 mil clientes mensais.
A outra experiência bem-sucedida é de um especialista em construir
paredes com tijolos de diferentes tamanhos que são encaixados como se
fossem peças de brinquedo. Ele se inspirou no conceito do Lego para
começar o negócio. Seu lucro foi de R$ 12 milhões este ano.
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FONTE: Site G1 em 19/11/08 - 13h52
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