TÍTULO DA PALESTRA
Sérgio Biagi Gregório
03/05/2012
Função Social Espírita
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Função Social Espírita
Introdução
O objetivo deste estudo é mostrar a
contribuição que o espírita,
fundamentado na Doutrina Espírita,
pode oferecer para a construção de
uma nova ordem política,
econômica e social.
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Função Social Espírita
Conceito
Função – do latim functione significa: 1) Ação própria ou natural dum
órgão, aparelho ou máquina; 2. Cargo, serviço, ofício; 3. Posição,
papel.
Social. O termo social pode ser aplicado a tudo o que se relaciona
com sistemas sociais, suas características e a participação das
pessoas neles.
Socialismo. De social, do latim socialis = sociável, feito para a
sociedade. O termo constitui o denominador comum de todos os
sistemas que atribuem uma qualquer primazia do social sobre a
pessoa.
Espírita. O que tem relação com o Espiritismo; adepto do Espiritismo,
aquele que crê nas manifestações dos Espíritos.
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Função Social Espírita
Considerações Iniciais
A relação entre o indivíduo e a sociedade começou a partir do
comunismo primitivo.
No Mito da Caverna, Platão
nos dá uma dimensão da
função social do filósofo:
depois de experimentar a
contemplação, foi obrigado
a voltar para a caverna, a
fim de ensinar os que lá
ficaram.
No Cristianismo, Jesus
fala-nos do amar ao
próximo como a si mesmo,
dando plena
demonstração do auxílio
que cada ser deve prestar
ao seu semelhante.
Descartes, Kant, Pascal, Kant, São Francisco de Assis, São Vicente de
Paulo e outros deram também a sua contribuição para o entendimento
da ação social do indivíduo.
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A Nova Ordem Política, Econômica e Social
Constituição Planetária
O anteprojeto de Constituição
para a Federação do Planeta
Terra data de 1977, quando
foi formulada uma
Assembléia Constituinte
Mundial, reunida na Áustria,
e composta de 135
participantes de 25 países. O
objetivo deste projeto
planetário é conscientizar o
mundo que as questões
ambientais, hoje, extrapolam
as fronteiras nacionais,
constituindo-se num
problema planetário.
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O organograma do Governo terá em seu
topo o Parlamento Mundial, subdividido
em Judiciário Mundial, Executivo
Mundial, Sistema de Vigilância e
Ombusdsmen Mundial. Abaixo, nessa
ordem hierárquica, teríamos o Complexo
Integrado, subdividido em Administração
do Serviço Público Mundial,
Administração das Fronteiras e Eleições
Mundiais, Pesquisa e Planejamento,
Administração Financeira Mundial etc. A
operacionalidade desse parlamento
mundial se fará através dos órgãos
mundiais já existentes, como a ONU, as
Nações Unidas, o FMI etc. (Andrés,
1991)
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A Nova Ordem Política, Econômica e Social
Por uma Sociedade Sustentável
A publicação, em 1994, da 11.ª
edição do Relatório do Worldwatch
Institute sobre o Progresso em
Direção a uma Sociedade
Sustentável traz à lume as
conclusões dos cientistas, das
mais diversas áreas. De acordo
com eles, movemos as montanhas
para tirar delas os recursos
minerais, mudamos os cursos dos
rios para construir cidades,
queimamos florestas para abrir
caminho à agricultura e alteramos
a composição química da
atmosfera quando nela
despejamos nossos resíduos
químicos. O Resultado foi a
devastação do Planeta.
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Em vista disso propugnam, para a
criação de uma sociedade
sustentável, a estabilização e
posterior reversão do aumento da
concentração de dióxido de carbono
na atmosfera, a preservação da
cobertura florestal da Terra e da
biodiversidade, a redução do
excesso de consumo de recursos
naturais nos países ricos e a redução
da taxa de crescimento populacional
nos países pobres, a diminuição na
desigualdade de distribuição de
renda entre as nações e dentro
delas, e a melhoria nas condições da
mulher. (Brown, 1994)
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A Nova Ordem Política, Econômica e Social
A Nova Ordem Econômica Mundial
Quando a guerra fria extinguiu-se, foram explicitadas novas
maneiras de conduzir o mundo.
Procurou-se:
a) fornecer a todos os Estados garantias contra a agressão
externa;
b) estabelecer um mecanismo para a resolução de conflitos
regionais sem ação unilateral por parte das grandes
potências;
c) incrementar a assistência técnica e financeira aos países
em desenvolvimento para ajudá-los a acelerar suas taxas de
crescimento econômico e social.
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Espiritismo e as Questões Sociais
Liberdade, Igualdade e Fraternidade
Para Allan Kardec, a fraternidade está na primeira linha, seguida pela
igualdade e pela liberdade. Ele diz: "Com efeito, suponhamos uma
sociedade de homens bastante desinteressados, bastante bons e
benévolos para viverem fraternalmente, sem haver entre eles nem
privilégios, nem direitos excepcionais, pois de outro modo não haveria
fraternidade. Tratar alguém de irmão é tratar de igual para igual; é querer
quem assim o trate, para ele, o que para si próprio quereria. Num povo de
irmãos, a igualdade será a conseqüência de seus sentimentos, da
maneira de procederem, e se estabelecerá pela força mesma das
coisas... Os homens que vivam como irmãos, com direitos iguais,
animados do sentimento de benevolência recíproca, praticarão entre si a
justiça, não procurarão causar danos uns aos outros e nada, por
conseguinte, terão que temer um dos outros. A liberdade nenhum perigo
oferecerá, porque ninguém pensará em abusar dela em prejuízo de seus
semelhantes". (Kardec, 1975, p. 234)
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Espiritismo e as Questões Sociais
Aristocracia Intelecto-Moral
As sociedades em tempo algum prescindem de chefes para se
organizarem. Daí a necessidade da autoridade. Esta autoridade vem
se modificando ao longo do tempo.
No início tínhamos a
força bruta, depois a
do exército. Na idade
Média, a autoridade de
Nascença. Segue-selhe a influência do
dinheiro e da
inteligência, na época
atual. Será o fim? Não.
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Segundo Allan Kardec, em Obras
Póstumas, há que se implantar a
aristocracia intelecto-moral.
Aristocracia, vem do grego aristos,
melhor, e kratos, poder. Poder dos
melhores. Quando isso
efetivamente se der, os homens
que detêm o poder saberão que
estão investidos de uma missão e
que serão cobrados pelo bom ou
mal uso que fizerem de tal mister.
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Espiritismo e as Questões Sociais
Influência do Espiritismo no Progresso
De acordo com as instruções dos Espíritos, o Espiritismo se tornará
uma crença comum e marcará uma nova era na História da
Humanidade.
Em resposta à pergunta 799 de O Livro dos Espíritos – De que
maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso? –, os
Espíritos superiores dizem:
"Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele
faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse.
A vida futura, não estando mais velada pela dúvida, o homem
compreenderá melhor que pode assegurar o seu futuro através do
presente. Destruindo os preconceitos de seita, de casta e de cor ele
ensina aos homens a grande solidariedade que os deve unir como
irmãos". (Kardec, 1995)
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O Espírita diante da Sociedade
O Que É Ser Espírita?
É atuar segundo os pressupostos, codificados por Allan Kardec, e que
compõe o material teórico de estudo, principalmente as Obras Básicas
e as Complementares.
Os ensinamentos trazidos pelo codificador não criaram uma nova
moral; apenas facilitaram a compreensão dos ensinos de Jesus.
A Doutrina Espírita elucida, com bastante lógica, a relação que há
entre a causa e efeito, afirmando-nos que o que somos é o resultado
do que fomos, tanto nesta como em outras encarnações.
Assim sendo, o acaso, a sorte e o azar são palavras inventadas
simplesmente para encobrir os fatos.
O Espírita sabe que deve construir o seu próprio destino, embora
possa sempre contar com as boas inspirações dos Espíritos
superiores.
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O Espírita diante da Sociedade
Por Onde Começar a Nova Ordem Social?
Por ele mesmo.
Quando o espírita toma consciência de que a mudança da sociedade
deve começar por ele mesmo, ele compreenderá que os seus gestos e
a sua atuação terão um valor excepcional.
Não há necessidade de se colocar em guarda de manhã à noite, mas
deverá estar sempre refletindo que o verdadeiro espírita ou o
verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, amor e
caridade em sua maior pureza.
Se interroga a consciência sobre o seus próprios atos, pergunta se não
violou essa lei; se fez todo o bem que estava ao seu alcance; se
ninguém tem o que reclamar dele.
Em síntese, se fez ao outro tudo o que queria que o outro lhe fizesse.
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O Espírita diante da Sociedade
Sentimento de Piedade e de Humildade
Imbuído de um sentimento de piedade, ele deve se colocar
como um humilde servidor do Cristo, procurando manifestá-lo
em todos os lances do caminho, quer seja na família, no local
de trabalho ou na Igreja a qual freqüenta.
Nos dizeres de Allan Kardec: "Reconhece-se o verdadeiro
espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz
para domar as suas más inclinações".
Assim, não é o cargo que determina a função, mas a moral do
sujeito no cargo que dá um verniz todo especial à função que
tem de desempenhar.
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Conclusão
Talvez não percebamos de pronto, mas
mudando-nos para melhor, estimularemos os
outros a caminharem na mesma direção.
Assim, embora sufocados pelas nossas
fraquezas e hesitações, tomemos a nossa
charrua e contribuamos fervorosamente para
a implantação do Reino de Deus nos
corações que nos cercam.
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Bibliografia Consultada
ANDRÉS, M. Constituição Planetária. In BRANDÃO, D. M. S. e
CREMA, R. (org.) O Novo Paradigma Holístico: Ciência, Filosofia, Arte
e Mística. São Paulo, Summus, 1991.
BROWN, L. R. Qualidade de Vida - 1994: Salve o Planeta. São Paulo,
Globo, 1994.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo:
IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: FEESP, 1995.
KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.
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