PROPRIEDADES ELECTROMAGNÉTICAS DOS MATERIAIS 1ª Série A - SIMULAÇÃO NUMÉRICA DO TRANSPORTE DE CARGA IST, Fevereiro 2006 TRANSP1 SIMULAÇÃO NUMÉRICA DO TRANSPORTE DE CARGA I - INTRODUÇÃO A simulação numérica não substitui a realidade física. Todavia, quando os modelos utilizados são convenientemente validados por confronto com resultados experimentais, a simulação pode contribuir para a compreensão dos fenómenos físicos. A corrente eléctrica é o resultado do movimento de partículas com carga, genericamente designado transporte de carga eléctrica. Esse transporte assume essencialmente duas formas: i) • Por acção de uma força exterior; • Por difusão. Um exemplo da acção de uma força exterior é a aplicação de uma tensão aos terminais de uma resistência (metálica, de semicondutor, etc.). Devido a essa acção exterior aparece no interior do material um campo eléctrico e, portanto, uma força eléctrica. Esse G transporte designa-se por condução e a relação entre a densidade de corrente J e o G campo eléctrico E é dada pela lei de Ohm na forma local: G G J = σE (1) onde σ é a condutividade. Subjacente ao resultado anterior está que a densidade de G corrente associada a partículas com velocidade v é dada por: G G J = ρv (2) onde ρ é a densidade volumétrica de carga. A velocidade referida é de facto o valor médio da velocidade das partículas. Esse valor médio é zero na ausência de força exterior, isto é, em equilíbrio termodinâmico, embora em valor instantâneo a velocidade das partículas não seja nula. À temperatura ambiente, na ausência de campo, a velocidade das partículas com massa eficaz igual à massa do electrão em repouso é da ordem de 105m/s. Contudo, segundo qualquer direcção o número de partículas que se deslocam num sentido é igual ao número das que se deslocam em sentido contrário. É desta “desorganização” total que resulta uma velocidade média nula. A hipótese ergódica é válida na situação estacionária. Diz-nos que a média tomada sobre a TRANSP2 população de portadores de carga num dado instante conduz ao mesmo resultado que a média tomada sobre um portador ao longo do tempo. Na ausência de campo, o movimento desordenado de uma partícula corresponde a percursos rectos, com velocidade constante, que são interrompidos por “colisões” com imperfeições da rede cristalina. Estas fazem mudar a direcção da partícula de forma aleatória1 , isto é, “à sorte”, ao acaso, significando que a direcção após a colisão pode ser qualquer. O campo eléctrico vem transformar as trajectórias entre colisões, que eram segmentos de recta, em arcos de parábola. O valor médio da velocidade deixa de ser zero, passando a ser para campos fracos dado por G G v = ±μ E (3) onde μ é a mobilidade dada por: μ= Q τL mef (4) onde Q é a carga da partícula, mef é a massa eficaz da partícula e τ L é o tempo que em média as partículas estão sem colidir com as imperfeições da rede cristalina e que se chama tempo de livre percurso médio. A presença do módulo na carga deve-se a que as mobilidades são sempre positivas. Em (3) o sinal depende da carga do portador, devendo usar-se o sinal positivo (negativo) para partículas de carga positiva (negativa). Subjacente à noção de livre percurso médio está a forma como as partículas colidem com as imperfeições ao longo do tempo. Se considerarmos que em t=0 há N0 partículas que vão começar a colidir, no instante t não terá ainda colidido um número de partículas N dado por N (t ) = N 0 exp( −t / τ L ) (5) Por diferenciação do resultado anterior o número de partículas Δn que no intervalo de tempo Δt colide é dado por Δn = − n Δt τL (6) onde o sinal menos mostra que a população que não colidiu decresce. A contribuição para a condutividade devida a partículas com concentração N na unidade 1 Do latim “alea”, sorte. TRANSP3 de volume é Q N μ . Nos metais e ligas metálicas temos electrões. Nos semicondutores somam-se as contribuições de electrões e de buracos, sendo a condutividade dada por: ( σ = Q n μn + p μ p ) (7) para concentrações volumétricas de electrões e de buracos dadas por n e p, respectivamente. Se a força exterior além de eléctrica fosse também magnética tínhamos o chamado efeito de Hall, que pode ser forte nos semicondutores mas é fraco nos metais. ii) Outra forma de transporte de carga é a difusão, a que corresponde a corrente de difusão. É o processo pelo qual se dá o “espalhamento” das partículas das concentrações mais altas para as mais baixas. É o fenómeno que justifica a uniformização da temperatura num corpo que seja aquecido numa extremidade ou o espalhamento de uma gota de tinta que se deite na água. Para haver difusão é assim preciso que haja uma concentração não uniforme, isto é um gradiente da concentração das partículas e agitação térmica. Esta agitação térmica garante precisamente a desordem que, num modelo simplificado a uma dimensão de espaço, faz com que a partícula ao colidir com uma imperfeição tanto possa ir para a frente como para trás, com igual probabilidade. O movimento que corresponde a este comportamento é chamado movimento Browniano. A equação que rege a difusão é a chamada equação de difusão ou do calor que, para uma dimensão de espaço físico, é dada por: ∂N ∂2 N =D 2 ∂t ∂x (8) onde t é o tempo, x a coordenada de espaço e D o coeficiente de difusão. A densidade de corrente eléctrica de difusão é dada por: G J = −Q D grad N (9) A difusão só é possível nos semicondutores, visto que nos metais não é possível ter uma concentração de portadores não uniforme. Em (9) o sinal “−“ resulta do facto de a G G corrente de partículas por difusão C = J Q se dar sempre no sentido decrescente da concentração de portadores, ou seja, no sentido contrário ao gradiente de partículas. TRANSP4 II - APLICAÇÕES Atendendo a que o comportamento aleatório é essencial quer para a condução quer para a difusão, os programas de simulação numérica que vão ser utilizados no presente trabalho utilizam um gerador de números pseudo-aleatórios. A designação resulta do facto de a sequência de números gerados ser definida deterministicamente a partir do momento em que se gera de forma aleatória o primeiro número da série. A gama de números gerados deve garantir a função de distribuição que se pretende simular. As decisões sobre a possibilidade de “colisão” e as alterações no movimento da partícula em caso de “colisão” serão tomadas com base nos números gerados pseudo-aletaoriamente. Os resultados são obtidos “observando” sucessivas trajectórias das partículas simuladas (ou só uma ao longo do tempo se a situação for estacionária), alternando-se deriva com colisões pseudo-aleatórias e tomando a média sobre elas. Trata-se assim de uma média sobre sucessivas “experiências simuladas”. Estes métodos são também designados por Métodos de Monte Carlo, e dado que o comportamento não é determinístico, há flutuações nos resultados. Realizar mais “experiências”, isto é, tomar médias sobre populações maiores, reduz as flutuações. É contudo possível mostrar pelo teorema do limite central que, atendendo ao carácter gaussiano da distribuição, as flutuações decrescem com a raiz quadrada do número de “experiências” (variância inversamente proporcional ao número de “experiências”). Assim, se fizermos 100 vezes mais experiências, o que multiplica por 100 o tempo de cálculo, o desvio quadrático médio será só 10 vezes menor. Note-se que por razões de tempo de cálculo as aproximações utilizadas no programa para simulação da condução e da difusão são diferentes, uma vez que para a difusão o intervalo de tempo de análise Δt coincide com o tempo de livre percurso médio τL. II.A – Transporte por acção de uma força exterior Programa: CONDF. PAS; Linguagem: PASCAL7 Neste programa o comportamento de uma partícula é analisado em sucessivos intervalos de tempo Δt. Durante um intervalo de tempo Δt, admitindo que ao campo electrico corresponde uma força aceleradora segundo x, as velocidades variam de acordo com v x = v0 x + qE m* Δt v y = v0 y (10) TRANSP5 e as coordenadas de espaço como Δx = qE 2 Δt + v0 x Δt 2m* Δy = v0 y Δt (11) A probabilidade deste intervalo terminar com uma colisão é Δt τL (12) sendo o gerador de números pseudo aleatórios que decide se há ou não colisão. Caso haja é também ele que decide a nova direcção da velocidade. Todas as direcções são equiprováveis e o módulo da velocidade mantém-se. Execute o programa segundo as instruções e crie os ficheiros. Usando o MATLAB crie as variáveis a partir dos ficheiros e faça os gráficos (ver Apêndice). II.A.1 – Agitação térmica ( E = 0 , força nula) 1. Com campo nulo, em que a velocidade da partícula resulta apenas da agitação térmica, iniciar o gerador de números pseudo-aleatórios. Para isso digite 97,98…102. 2. Tome nota do valor médio da velocidade segundo x. Compare os resultados com o valor que obteria de (3). Tome como gerador o que der menor módulo da velocidade segundo x. 3. Obtenha as trajectórias (x, y) e as evoluções temporais das componentes das velocidades vx (t ) e v y (t ) . II.A.2 – Condução ( E ≠ 0 ) 1. Fixado o gerador, estude as situações correspondentes a E = 105 , 5 × 105 e 106 V/m. Calcule o valor da mobilidade dada pela relação (3) e verifique que, quando o campo cresce, a mobilidade tende para o valor teórico dado por (4). Porquê? 2. Observe as trajectórias (x, y) e as evoluções temporais das componentes das velocidades vx (t ) e v y (t ) para E = 106 V / m . Comente estes resultados e compare-os com os obtidos para E = 0 . 3. Repetir a experiência 1., mas com um gerador a que corresponda uma velocidade de agitação térmica de sinal contrário ao que tomou em 1. TRANSP6 II.B – Transporte por acção difusão II.B.1 – Difusão a uma dimensão partindo de um Dirac em x = 0 Programa: DIF1D. PAS; Linguagem: PASCAL7. Considere uma distribuição inicial de N 0 partículas correspondente a um impulso de Dirac centrado em x = 0 . A solução de (8) para esta situação está associada a uma evolução no tempo e no espaço dada por [1]: − N0 N ( x, t ) = 2πσ 2 e x2 2σ2 (13) A equação (13) corresponde a uma função densidade gaussiana de valor médio nulo, sendo a variância dada por: σ2 = ( x − x ) = x 2 − x 2 = 2 Dt 2 (14) Vemos assim que a variância cresce linearmente no tempo. A simulação é feita a uma dimensão de espaço, dividindo o espaço em análise x em intervalos Δx e o tempo de análise t em intervalos Δt. Parte-se de uma situação inicial em que todas as partículas estão em x=0. Admite-se simplificadamente que as partículas têm todas o mesmo módulo da velocidade G v0 ,mas que esta pode ser segundo +x ou –x com igual probabilidade. Em cada intervalo Δt as G partículas deslocam-se de v0 Δt. Este intervalo de tempo termina com uma “colisão” em que com base num gerador de números pseudo-aleatório se decide com igual probabilidade se o sentido da velocidade se mantem ou troca. Ao fim de cada Δt são contadas as partículas em cada intervalo Δx e obtem-se nesse instante a distribuição ao longo de x. Esta distribuição tem um perfil aproximadamente gaussiano (as condições do teorema do limite central verificam-se aproximadamente) que vai evoluindo de Δt em Δt com progressivo “alargamento” da distribuição. Para o movimento Browniano [2] o coeficiente de difusão correspondente é dado por D = v02Δt 2 (15) TRANSP7 Os resultados só fazem sentido em “média”, isto é, considerando muitas partículas e tomando o valor médio do seu comportamento. Quanto mais são as partículas utilizadas na simulação, menores as flutuações e melhores os resultados, mas também maiores são a memória necessária e o tempo de cálculo. Por limitações da linguagem, o número de variáveis é limitado, sendo também limitado o número de partículas que se pode simular. Para manter as flutuações dentro de valores aceitáveis, e apesar da situação não ser estacionária, estão a tomar-se também médias no tempo. Desde que a evolução seja lenta, os valores são representativos do comportamento no instante médio desse intervalo. Procedimento: Execute o programa seguindo as instruções que este lhe der. Irá obter ficheiros com duas distribuições relativas a dois “instantes” diferentes que poderão ser visualizadas e impressas utilizando o programa MATLAB. No programa crie as variáveis a partir dos ficheiros e faça os gráficos (ver Apêndice). A partir das distribuições obtenha a evolução da variância no tempo e calcule o coeficiente de difusão usando (13) e (14). Compare com os resultados que o programa calcula directamente pelas flutuações e com os que pode obter de (15), admitindo que v0 = 105 m / s e Δt = 1 ps . II.B.2 – Difusão a duas dimensões partindo de um impulso de Dirac Programa: DIF2D. PAS; Linguagem: PASCAL7. É descrito pela equação: ⎛ ∂2 N ∂2 N ⎞ ∂N = D⎜ 2 + 2 ⎟ ⎜ ∂x ∂t ∂y ⎟⎠ ⎝ (16) Do ponto de vista do programa, o tratamento é inteiramente análogo ao feito a uma dimensão. Contudo, agora há duas direcções, x e y tratadas cada uma delas através de intervalos Δx e Δy, utilizando-se o gerador de números pseudo-aleatórios, independentemente para cada uma das direcções, para decidir do sentido após as colisões. TRANSP8 Procedimento: Siga as instruções do programa DIF2D.pas para obter a evolução temporal da distribuição de partículas a duas dimensões de espaço físico. Trace os gráficos de n(x,y) e y(x) para o primeiro e último instantes de tempo. II.B.3 – Difusão com recombinação Programa: DIFREC1F. PAS; Linguagem: PASCAL7. A equação diferencial não ordinária que corresponde ao problema a uma dimensão de espaço é N − N0 ∂N ∂2 N =− +D 2 ∂t τv ∂x (17) onde τv é o tempo de vida médio (representa o tempo que em média uma partícula “vive” quando não existe o termo dependente de x), N 0 é o valor da concentração de partículas na situação estacionária e a segunda parcela do segundo membro está ligada com o mecanismo de transporte por difusão. Na situação estacionária a equação é N − N0 d 2N +D 2 0=− τv dx (18) Para cristais semi-infinitos e para uma concentração fixa em x = 0 , N ( x = 0) = Nin , obtém-se o andamento: ( N ( x ) = N 0 + ( Nin − N 0 ) exp − x Ldif ) (19) onde Ldif é o comprimento de difusão dado por Ldif = D τv (20) Este programa difere do anterior porque a concentração de partículas numa fronteira dada é imposta com um valor constante no tempo e porque as partículas desaparecem por recombinação. Vamos supor que a outra fronteira está a uma distância muito maior do que o comprimento de difusão e tem uma concentração de partículas nula. TRANSP9 Um exemplo deste comportamento é a difusão de portadores de minoria num semicondutor, como é o caso dos electrões do lado p de um díodo (ou de buracos do lado n), a partir da zona de transição em direcção ao contacto. A análise no tempo e no espaço é feita como no programa anterior em termos de intervalos Δt e Δx dados. Seja τv o tempo de vida, ou seja o tempo que as partículas em média demoram a “desaparecer” por recombinação. No intervalo de tempo Δt a probabilidade de cada uma das partículas se recombinar é Δt/τv . É também o gerador pseudo-aleatório que ao fim de cada intervalo Δt decide se as partículas se recombinam ou não respeitando a probabilidade anterior. No fim de cada intervalo de tempo a concentração pretendida na fronteira (a primeira “fatia” de Δx) é também reposta, retirando partículas aleatoriamente se estão a mais, ou introduzindo-as, com velocidades com igual probabilidade segundo +x e –x utilizando também o gerador pseudo-aleatório, se estão a menos. Se a situação for estacionária, além de valores médios sobre a população de partículas podem tomar-se valores médios ao longo de vários Δt. Verifica-se a hipótese ergódica. No programa deixa-se passar um tempo de simulação muito maior do que o tempo de vida médio, para que a situação estacionária seja atingida, tomando-se depois médias sobre as partículas ao longo do tempo. No caso presente o valor de N0 em (18) é nulo. Sendo xi a coordenada do ponto médio do intervalo i de largura Δx e Ni o número de partículas nesse intervalo, temos para a distribuição espacial de partículas N i = N 1e − ( xi − x1 ) Ldif (21) onde o comprimento de difusão é dado por Ldif = v0 Δtτ v (22) As velocidades das partículas dependem da temperatura e da massa eficaz, portanto do material. São correntes massas eficazes entre 10 vezes maiores e 10 vezes menores do que a do electrão em repouso. Considerando um electrão em repouso e uma distribuição à Maxwell Boltzmann teríamos, a três dimensões de espaço, v0 ≅ 105 m / s . TRANSP10 Os tempos de percurso livre de colisões, isto é, entre colisões, variam muito. Dependem do material, da temperatura, da energia das partículas, da concentração de partículas, etc.. A 300 K podem tomar muitos valores, sendo correntes valores de 10-13 a 10-15s. Os tempos de vida são geralmente maiores do que os de livre percurso. Há no entanto excepções (é o caso por exemplo no “spectral hole burning” 2 dos laser). Tal como os tempos de percurso livre, os tempos de vida dependem do material, da temperatura, da energia das partículas, da concentração de partículas, etc.. A 300 K podem tomar muitos valores, sendo correntes valores de 10-10 a 10-13s. Ao escolher valores para o programa há várias limitações a ter em conta. Por um lado deverá ser Δx << Ldif ou seja Δx << v 0 Δtτ v para que a distribuição espacial das partículas fique bem definida. Por outro lado deverá ser Δx >> v0 Δt , para que as partículas não atravessem um ou mais intervalos Δx sem serem contabilizadas. As relações anteriores tornam desejável que Δt τv << 1 (23) Baixar Δt faz subir o tempo de cálculo para a simulação de um mesmo tempo físico t. O mesmo acontece com aumentar τv , já que o tempo de análise lhe deve ser muito superior para que seja atingida a situação estacionária. O aumentar τv faz ainda aumentar o número de partículas envolvidas, já que a distribuição se “espalha” mais no espaço, por aumento do comprimento de difusão, e aumentando por isso a memória e tempo de cálculo necessários. O aumentar v0 tem um efeito semelhante mas mais forte, de acordo com a definição de comprimento de difusão. Procedimento: Obtenha os ficheiros de valores correspondentes às opções 1 a 4. O programa cria para cada opção dois ficheiros correspondentes a instantes de tempo diferentes, quer para a posição x, quer para a densidade de partículas n. Nestas condições: a) Verifique que em cada opção é atingida a situação estacionária, comparando as curvas n(x) correspondentes a instantes diferentes. 2 Designação anglo-saxónica para o desaparecimento da emissão em determinadas frequências com o aumento da potência emitida. TRANSP11 b) Trace no mesmo gráfico as curvas n(x) correspondentes ao instante de tempo final das opções anteriores verificando: b.1) A influência de v0, comparando as opções 1 e 2. b.2) A influência do tempo de vida das partículas, comparando as opções 1 e 3. b.3) A influência do tempo de colisão das partículas, comparando as opções 1 e 4. Nota: Ficheiros criados para a opção i e instante de tempo j, xij e nij. Programa: DIFREC2F. PAS; Linguagem: PASCAL7. O programa é inteiramente análogo ao programa anterior, DIFREC1F. A diferença reside em que é possível fixar as concentrações em duas fronteiras e variar o afastamento entre elas. A versão DIFREC1F, que é um caso particular deste programa, existe por razões de eficiência, visto que só com uma fronteira com concentração imposta é possível reduzir o tempo de cálculo significativamente. Procedimento: Corra as opções que o programa oferece, correspondentes a diferentes afastamentos entre as fronteiras. Nota: A opção i cria os ficheiros xi e ni. III - BIBLIOGRAFIA [1] A Sommerfeld, “Partial Differential Equations in Physics”, Academic Press, 1949. [2] Rozanov, “Processus Aléatoires”, Cap. II, pag. 85 e seguintes, MIR, 1975. TRANSP12 APÊNDICE – INSTRUÇÕES MATLAB Exemplo: Ficheiros x (posições) e n (concentrações) load x cria o vector x ; load n cria o vector n plot (x, n) cria o gráfico n(x) plot (x1, n1, x2, n2) cria os gráficos simultâneos n1(x1) e n2(x2) É possível especificar a cor, o tipo de linha e os símbolos quando se desenha o gráfico com o comando plot. plot (x, n, ’cor_estilo_símbolo’) Cores: ‘c’ – ciânico (azul) ‘m’ – magenta ‘y’ – amarelo ‘r’ – vermelho ‘g’ – verde ‘b’ – azul ‘w’ – branco ‘k’ – preto Estilos: ‘-‘ – cheio ‘- -‘ – tracejado ‘:’ – ponteado ‘- .’ – traço ponto omissão de estilo não considera a linha Símbolos: ‘+’ ‘o’ ‘*’ ‘×’ ‘s’ – quadrado ‘d’ – diamante ‘^’ – triângulo Exemplo: plot (x, n, ‘ks’) – traça n(x) com quadrados pretos em cada ponto mas não liga os pontos por linhas. plot (x, n, ‘r:+’) – traça n(x) com uma linha vermelha a ponteado e põe símbolos + em cada ponto. TRANSP13 IV – QUESTIONÁRIO ESTE QUESTIONÁRIO DESTINA-SE A QUE OS ALUNOS FAÇAM UM BALANÇO DOS SEUS CONHECIMENTOS SOBRE ESTA MATÉRIA. SE TIVER DÚVIDAS TIRE-AS NUM DOS HORÁRIOS DE DÚVIDAS. NÃO INCLUA AS RESPOSTAS NO RELATÓRIO. 1. Considere duas resistências de material intrínseco, uma de germânio e outra de silício. Para cada uma das resistências calcule a variação da temperatura necessária para que o valor das resistências passe a n vezes o valor que têm a 300 K. Si (300 K) – WG = 1,12 eV ; Ge (300 K) – WG = 0,66 eV ; μ n , μ p ∝ T −3 / 2 2. Considere duas resistências de semicondutor de igual forma e dimensões, sendo uma de Germânio e outra de Silício. Para T = 300 K elas tomam o mesmo valor, sendo uma delas de semicondutor intrínseco. a) Diga, justificadamente, qual das duas é de material intrínseco e qual a concentração de impurezas de substituição na outra, que se admite ser do tipo n. Ge (300 K): ni = 2, 4 ×1019 m−3 ; Si (300 K): ni = 1,5 ×1016 m−3 μ n = 0, 4 m 2V −1s −1 ; μ n = 0,15 m 2V −1s −1 μ p = 0, 2 m2V −1s −1 ; μ p = 0, 05 m2V −1s −1 WG = 0, 66 eV . . WG = 1,12 e.V . b) Considere a resistência do material extrínseco iluminada uniformemente de tal modo que Gfe = m Gtérmico. Suponha que em t = 0 se interrompe abruptamente a iluminação. Diga ao fim de quanto tempo a concentração de buracos difere menos de b% do seu valor de equilíbrio. Tempo de vida médio dos portadores de minoria é 10 μs DADOS: n 1/2 1/3 1/4 m 4 9 2 b (%) 10 20 5