apresenta
UMA PRODUÇÃO DE
DENIS CAROT E LUC BESSON
HOMENOSSO PLANETA, NOSSA CASA
(HOME)
UM FILME DE YANN ARTHUS-BERTRAND
LANÇAMENTO MUNDIAL DIA 5 DE JUNHO –
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
www.home2009.com.br
www. home-2009.com
www.europafilmes.com.br
HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA
Home - França 2009
98 minutos
Classificação - Livre
DOCUMENTÁRIO
Foi filmado em 54 países e em 120 locações
Rendeu 500 horas de filmagens registradas em 733 fitas
Foram 217 dias de filmagens em 18 meses
Será visto no dia 5 de junho em 87 países
Com dublagens em 14 línguas
EQUIPE TÉCNICA
Diretor
Yann ARTHUS-BERTRAND
Produtores
Denis CAROT
Luc BESSON
Trilha original
Armand AMAR
Roteiro
Isabelle DELANNOY
Yann ARTHUS-BERTRAND
Denis CAROT
Yen Le VAN
Locução escrita por
Isabelle DELANNOY
Tewfik FARES
Yann ARTHUS-BERTRAND
Montagem
Yen LE VAN
Primeiro Assistente de Direção
Dorothée MARTIN
Operador de Câmera Cineflex
Tanguy THUAUD
Gerente de Produção
Jean De TREGOMAIN
Coordenadora
Camille COURAU
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SINOPSE
Em algumas poucas décadas, a humanidade interferiu no equilíbrio estabelecido no
planeta há aproximadamente quatro bilhões de anos de evolução. O preço a pagar é alto,
mas é tarde demais para ser pessimista. A humanidade tem somente dez anos para
reverter essa situação, observar atentamente à extensão da destruição das riquezas da
Terra e considerar mudanças em seus padrões de consumo.
Ao longo de uma seqüência única através de 54 países, toda filmada dos céus, Yann
Arthus-Bertrand divide conosco sua admiração e preocupação com esse filme e finca a
pedra fundamental para mostrar que, juntos, precisamos reconstruí-lo.
UM EVENTO EXCEPCIONAL PARA MOMENTOS EXCEPCIONAIS
Mais do que um filme, HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA será um
grande evento internacional: pela primeira vez, um filme será exibido no mesmo
dia em quase 50 países.
5 de junho de 2009, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi escolhido como a data
mais simbólica para essa exibição simultânea, em grande parte de gratuitamente,
em vários os formatos, como cinema, televisão, DVD e internet (on-line pelo
www.youtube.com/homeproject). O objetivo do diretor Yann Arthus-Bertrand, dos
distribuidores Luc Besson e François-Henri Pinault, do presidente e diretor executivo da
PPR, principal patrocinadora do filme, é atingir a maior audiência possível e convencer
a todos de nossas responsabilidades individuais e coletivas com relação ao planeta.
NOTAS DA PRODUÇÃO
por Denis Carot, Elzévir Films
“Se podemos melhorar as imagens do mundo, talvez possamos melhorar o mundo.”
Wim Wenders
As palavras de Wim Wenders talvez nunca tenham sido tão relevantes para um filme
como no caso de HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA. Dando continuidade
ao documentário VERDADE INCONVENIENTE de Al Gore, HOME - NOSSO
PLANETA, NOSSA CASA é, com certeza, um filme com uma mensagem cujo
objetivo é aguçar a percepção das pessoas, chamar a nossa atenção para os movimentos
tectônicos em andamento e nos incitar a agir. Embora haja uma apego geral das
sociedades com relação a questões ecológicas, ações concretas ainda são pequenas e
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lentas demais, o que constitui, de diversas formas, o que o filme prega: é tarde demais
para ser pessimista.
Mas HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA é mais do que um documentário
com uma mensagem. É um filme grandioso por méritos próprios. Cada tomada é
espetacular e mostra a Terra, a nossa Terra, como nós nunca a vimos antes. Cada
imagem parece dizer: “Vejam como a Terra é bonita, vejam como nós a estamos
destruindo, e, acima de tudo, vejam todas essas maravilhas, as quais ainda podemos
preservar.”
Quando comecei a trabalhar no projeto com Yann, estava convencido que a idéia de
realizar um filme rodado inteiramente dos céus, sem entrevistas nem material de
arquivo, era acertada, mas eu não conseguia entender por quê. Uma conversa me
iluminou: “Do ponto de vista aéreo há menos necessidade de explicações.”
Absolutamente! A nossa visão é mais imediata, intuitiva e emocional. É isto que
diferencia HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA de todos os outros filmes
sobre questões ambientais – todos igualmente necessários para a humanidade neste
período crucial. HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA causa impacto
imediato sobre a sensibilidade de qualquer um que o assiste, chamando nossa atenção,
inicialmente através da emoção, a fim de mudar a forma que vemos o mundo.
Provavelmente, é essa “pequena necessidade de explicações” que também permite que o
filme atinja seu objetivo original: o de envolver as principais questões ecológicas que
nos confrontam, mostrando como tudo no planeta está interligado ao longo de duas
horas. E como o filme foi realizado sem roteiro, foi um grande desafio.
Além do conteúdo, a grande particularidade do filme está principalmente na sua forma
de distribuição. Yann é um homem generoso, cujo maior desejo, desde o princípio, foi
compartilhar o filme com o mundo; que ele fosse visto pelo maior número que pessoas
possível, em todos os continentes e, para tanto, ele deveria ser exibido gratuitamente!
Quando ele nos explicou sua intenção na nossa primeira reunião com minha sócia Marie
de Masmonteil, eu achei que seria totalmente impossível. Seu ponto de referência era a
exibição de “A Terra Vista do Céu”, que, oito anos depois de lançado, ainda é exibido
gratuitamente através do mundo e já foi até agora assistido por mais de cem milhões de
pessoas. Mas o custo da produção de um filme é muito maior do que uma exposição de
fotografias. Além disso, o cinema só existe graças à renda que gera. Como seria
possível, nesse contexto, exibir o filme gratuitamente, a não ser que apelássemos para
muitos e generosos doadores, esforço que demanda tempo, e muito tempo? Mas o
HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA é tão impaciente quanto teimoso e a
luta para salvar o planeta é urgente - prioridade absoluta. Ele também é persuasivo e
inspira confiança. Assim, eu me comprometi com esta aventura, sem muita certeza de
onde chegaríamos, mas genuinamente convertido à causa e absolutamente convencido
de que o filme deveria ser feito, muito embora tudo pudesse ser suspenso tão rápido
quanto começou.
A adesão inacreditavelmente espontânea de Luc Besson tornou o projeto digno de
crédito e viável. Era indispensável que uma produtora de cinema de porte internacional
estivesse envolvida na operação desde o início. Foi o comprometimento de FrançoisHenri Pinault e todo o grupo PPR que nos permitiu realizar o inimaginável, ver o filme
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ser exibido gratuitamente ao redor do mundo. E foi a determinação e o esforço de Yann
Arthus-Bertrand que reuniu toda essa energia e talento para ultrapassar este desafio
inacreditável em função do bem comum, isto é, para o bem de nosso planeta e todos
seus habitantes.
Provavelmente isto é apenas uma gota no oceano se comparado aos desafios que
esperam as futuras gerações, mas eu estou sinceramente convencido de que é nosso
dever dar a nossa contribuição, independentemente se grande ou pequena. “Dêem-me
um ponto de apoio e moverei a Terra!”, disse Arquimedes. Meu único desejo hoje é que
HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA dê a milhões de pessoas, de todos os
continentes, um ponto de apoio.
ENTREVISTA COM YANN ARTHUS-BERTRAND
Co-roteirista e Diretor
Quando você sentiu que deveria realizar este filme?
Quando convidei Al Gore para apresentar seu filme - Uma Verdade Inconveniente - ao
Parlamento Francês, percebi o grande impacto que o filme teria, muito mais do que um
programa de televisão. Eu vi como o público ficou comovido, em alguns casos
chegaram às lágrimas, e eu disse para mim mesmo, que o cinema seria um excelente
meio de chegar às pessoas. Também me pareceu ser uma progressão natural da
fotografia e dos programas de TV. Ocorreu-me que ao tirar fotografias da Terra, o meu
tema era a humanidade, que é a mesma lógica por trás dos filmes.
Este é o seu primeiro filme de longa-metragem e um projeto bastante ambicioso.
Da produção, filmagem até a montagem, o senhor encontrou muitas dificuldades?
Fui apresentado a Denis Carot, produtor de Live And Become, por Armand Amar,
compositor e amigo. Ele concordou participar do projeto imediatamente, assim como
Luc Besson. Foi quando a coisa ficou difícil! Quando lhe dão tanto dinheiro para fazer
um filme único, filmado inteiramente em HD e de um helicóptero, é uma
responsabilidade e um estresse constante. Eu trabalhei por instinto e, como sempre,
aprendendo na medida em que trabalhava. Logo percebemos que a equipe dentro do
helicóptero teria que ser reduzida ao piloto, o cameraman e o “engenheiro de imagem”.
Assim, tivemos que dominar questões técnicas começando pela câmera que estávamos
usando e as condições de filmagem, que eram diferentes em cada país que
sobrevoávamos. Também, eu fiz o filme sem roteiro, baseado em uma sinopse de
apenas uma página. Eu sabia a história que queria contar, mas a narração só surgiu
enquanto filmávamos - principalmente o tema central de energia – primeiro a energia da
força do músculo humano, depois a revolução desencadeada do que chamamos de
“bolsas de luz solar”, óleo. O resultado final é realmente o filme de um fotógrafo que
não está acostumado a restrições.
Qual é a mensagem central do filme?
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O filme tem uma mensagem muito clara. Sofremos um grande impacto sobre Terra,
mais do que poderíamos suportar. Nós consumimos em excesso e estamos extinguindo
os recursos da Terra. Do ar, é fácil ver as feridas da Terra. Assim, HOME - NOSSO
PLANETA, NOSSA CASA simplesmente revela nossa atual situação, enquanto afirma
que a solução existe. O subtítulo do filme poderia ser “É Tarde Demais Para Ser
Pessimista”. Nós chegamos a uma encruzilhada. Decisões importantes devem ser
tomadas para mudar o mundo. Todos sabem algo sobre o tema do filme, mas ninguém
quer acreditar nele. Assim HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA agrega
importância ao argumento de organizações ambientais, de que precisamos refletir sobre
um caminho com maior bom senso e mudar nosso modo de consumo.
Isto também envolve o fato do filme ser distribuído de uma forma sem qualquer
precedente...
Tive a idéia de distribuir o filme em todos os formatos gratuitamente sempre que
possível, depois de conversar com Patrick de Carolis, que queria comprar o filme para a
France Télévisions. Ele me disse que só poderia exibi-lo dois anos após a exibição nos
cinemas. Procurei Luc Besson e disse que devíamos distribui HOME - NOSSO
PLANETA, NOSSA CASA gratuitamente. Ele disse que era impossível antes de ser
render à idéia de ver um filme acessível de forma gratuita por todo o mundo e no
mesmo dia. Aquilo nunca havia sido feito antes e foi possível graças a François-Henri
Pinault, presidente e diretor executivo da PPR, que deu apoio imediato ao nosso filme.
O que eu realmente quero é que as pessoas cujo consumo tem um impacto direto sobre a
Terra, percebam a necessidade de mudar seu modo de vida depois de assistirem o filme.
Como você elaborou a narração e a música?
O texto da narração era crucial, é claro. Eu fui muito inspirado pelo trabalho de Lester
Brown, o famoso ambientalista americano e pelo seu livro O Estado do Mundo (State of
the World). Eu também trabalhei com Isabelle Delannoy, minha colaboradora de longa
data. Com relação à música, é óbvio, pedi a Armand Amar, o melhor amigo do mundo e
o melhor músico francês. Ele também é especializado em músicas do mundo e vozes e
eu queria esse tipo de mistura cultural para a trilha sonora.
Como você desenvolveu o ritmo do filme?
Eu gosto da indolência da admiração, por isso eu queria que ela assumisse seu tempo.
Restrições técnicas ligadas ao peso do helicóptero e à câmera que estávamos usando,
levou-nos a filmar muitas cenas em câmera lenta. É isso o que eu gosto no filme: ele é
contemplativo. É também um filme que nos faz ouvir e parar para pensar. As pessoas
não gostam de ouvir algumas coisas que o filme tem a dizer, mas eu não estava disposto
a fazer concessões.
Por que o título HOME?
Foi idéia de Luc Besson e era a escolha óbvia. É muito simbólico, pois a ecologia é o
estudo de nosso relacionamento com o nosso meio ambiente.
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HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA tem crédito de carbono. O que isso
envolve?
Todas as emissões de CO2 produzidas pela produção do filme são calculadas e
compensadas por quantias em dinheiro, usadas para fornecer energia limpa àqueles que
não a têm. Nos últimos dez anos, todo o meu trabalho tem sido à base de Redução
Certificada de Emissões.
O que você espera que o público absorva?
Além de uma mudança na forma de vida, eu gostaria que as pessoas quisessem ajudar.
Há uma citação magnífica de Théodore Monod: "Nós tentamos tudo, exceto amar".
Espero que esse filme seja sinônimo de muito amor.
ENTREVISTA COM LUC BESSON
Distribuidor Internacional
Por quais razões você se comprometeu com o projeto de Yann Arthus-Bertrand?
Quando eu conheci Yann, já pensava no que poderia fazer pelo meio ambiente através
do cinema, como eu poderia usar trinta anos de experiência para ajudar à causa. Eu
estava pronto e Yann foi a primeira pessoa a me dar a oportunidade de mostrar que eu
me importava. Por isso aderi ao projeto imediatamente.
Quando começou a se preocupar com as questões ambientais?
Ainda criança, antes de me tornar um homem urbano. Na Grécia e na Iugoslávia, eu
tinha acesso livre à natureza, a ponto de considerar isto nestes termos. Eu vivia
conforme o ritmo da natureza e tive um relacionamento com plantas e animais que eu
chamaria de normal. Depois, desenvolvi uma paixão toda exclusiva por cinema, até que,
depois de ler muitos artigos sobre o assunto, tomei consciência do tsunami ambiental
que nos estava ameaçando. A princípio, como qualquer outra pessoa, eu confiei no
pessoal do governo, “que sabe tudo”. Parecia-me óbvio que eles fariam alguma coisa. O
problema é: não fizeram o suficiente. Seus esforços estão totalmente fora de sincronia
com a dinâmica do desastre eminente. Enquanto eles dão um passo à frente, o planeta dá
dez para trás. A verdadeira consciência surge quando você percebe que todos nós
precisamos contribuir sempre e como pudermos. Mesmo se trocando lâmpadas,
reciclando lixo ou sendo mais atento quando sob o ponto de vista ambiental com relação
ao que você compra, já é um grande passo. Pois se um bilhão de pessoas fizer o mesmo
esforço, ainda será milhares de vezes mais importante do que qualquer ação
governamental.
Como distribuidor, não ficou receoso diante da intenção de Yann Arthus-Bertrand
exibir o filme em todos os formatos e no mesmo dia, 5 de junho, o que significa ser
exibido gratuitamente em certos formatos?
Meu envolvimento aqui é de um cidadão preocupado, não de um homem de negócios. O
fato de o filme estar on-line e exibido por redes de televisão abertas não me preocupou
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por um instante, pois a nossa intenção não é o lucro. Eu achei a idéia de Yann de
disponibilizar este filme maravilhoso à maior audiência possível no dia 5 de junho, Dia
do Meio Ambiente, profundamente simbólico. As pessoas freqüentemente se perguntam
o que irão fazer em dias como este. Em 5 de junho, eles poderão assistir HOME NOSSO PLANETA, NOSSA CASA. E se nós pudermos dizer que 100, 200 ou 500
milhões de pessoas assistiram o filme em 24 horas, será um sinal muito forte para
aqueles no poder. Demonstrando o comprometimento das pessoas, nós os forçaremos a
agir.
Este é um filme muito ambicioso, pois também marca a estréia de Yann ArthusBertrand na direção. Até onde foi sua colaboração?
Eu lhe dei total liberdade quando ele estava filmando. Eu simplesmente levei a minha
experiência à área de montagem, mantendo certa simplicidade. Ao assistir pouco da
filmagem, pude dar uma opinião como qualquer pessoa que surgisse no momento.
E o que você achou particularmente forte no filme?
Existem muitas imagens, mas eu fiquei particularmente impressionado com os
contrastes de Las Vegas, que foi construída no deserto e consume milhares de litros de
água em piscinas e campos de golfe; e também com as mulheres indianas vestidas em
seus saris, escavando em sólido árido em busca de água. É quando você percebe a
loucura que o mundo se tornou.
Como você responde ao argumento de que o filme só conseguiu ser produzido a um
custo (ambiental) aéreo muito alto?
Hoje, você pode comprar um carro elétrico para levar seus filhos à escola, mas não
poderíamos ter feito este filme sem um helicóptero. A comparação válida é o fato de
que, durante todo o filme, Yann produziu menos poluição do que um único avião de
passageiros vazio em trânsito entre Paris e Los Angeles. Vamos nos preocupar com o
problema de milhares de aviões que voam vazios, em vez de criticarmos um filme que
foi filmado de um helicóptero, pois não poderia ser de outra forma.
O que você espera que o público assimile?
Primeiro, espero que a maior quantidade possível de pessoas assista HOME - NOSSO
PLANETA, NOSSA CASA para que se estabeleça um marco. Depois, espero que cada
pessoa que assista ao filme perceba que pode fazer parte dele. O conjunto de esforços,
pequeno ou grande, de milhares de pessoas fará toda a diferença.
UMA ENTREVISTA COM FRANÇOIS-HENRI PINAULT
Presidente e Diretor Executivo da PPR, patrocinador oficial HOME - NOSSO
PLANETA, NOSSA CASA
Por que o senhor deu seu apoio a este projeto em particular?
O nosso planeta está em péssima forma e todos nós temos a obrigação de agir. Como
um grande empreendimento e líder empresarial internacional, a nossa empresa deve dar
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o exemplo, e é por isso que há mais de dez anos a PPR está comprometida com questões
éticas e ambientais. Quando conheci Luc Besson e Yann Arthus-Bertrand, não demorei
muito para aderir ao ambicioso projeto deles - um projeto global como nós, que somos
uma empresa global – e envolver a PPR. É hora de parar de reclamar e começar a agir e
Yann é um homem muito dinâmico. Ele é um eco-empreendedor tanto quanto artista. O
objetivo de HOME - NOSSO PLANETA, NOSSA CASA é demonstrado não só pelas
imagens magníficas de Yann como também pela distribuição do filme, a maior na
história dos filmes e do meio ambiente. Graças a EuropaCorp, produtora de Luc Besson,
o filme de Yann terá distribuição gratuita internacional em quase todos os formatos.
Foram esses dois objetivos que me convenceram a me juntar a eles.
De que forma é o seu apoio?
Primeiro, é um apoio financeiro. Dez milhões de euros ao longo de três anos, para
garantir que todos possam ver o filme gratuitamente. Mas acima de tudo, é o apoio de
cada filial e marca da empresa e o compromisso de nossos 88.000 colaboradores com o
objetivo do filme que é fazer com que o maior número de pessoas possível tome ciência
das condições de nosso planeta. Se acrescentarmos as famílias e amigos de 88.000
pessoas, teremos 300.000 pessoas que a PPR atingirá diretamente.
Basicamente, qual é a sua abordagem sobre o desenvolvimento sustentável na
direção de sua empresa?
O compromisso da PPR com a prática de negócios responsáveis tanto social quanto
ambientalmente começou em 1996, quando inauguramos nosso primeiro charter ético.
Em 2005, um código empresarial que define os princípios éticos da PPR foi emitido a
todo o nosso pessoal. Todas as filiais também desenvolveram operações de caridade
correspondentes aos seus setores, através da organização SolidarCité em particular:
CFAO na luta contra a AIDS, the FNAC visando à alfabetização, Conforama com o
Secours Populaire, Gucci com a UNICEF e assim por diante. Em 2007, fomos além,
criando uma divisão de Responsabilidade Ambiental com a empresa, que se reporta
diretamente a mim. Isso é único para uma grande empresa pública na França e nos
permitiu desenvolver programas ambiciosos na esfera social e ambiental. Entre as suas
sete atuais metas, há o respeito pelo meio ambiente em relação ao transporte de massa,
que usamos muito, e a redução de nossas lojas com compromisso ambiental. E neste
ano, nós criamos uma fundação cujo foco é o respeito e dignidade dos direitos das
mulheres.
O que você diz àqueles que vêem um paradoxo sobre o impacto ambiental
implícito causado por uma empresa deste tamanho?
Existem sempre boas razões para não fazer nada. Nós temos um papel duplo para
interpretar como empresa: melhorar a nosso desempenho ecológico e encorajar a
consciência em outras. Nós seremos criticados ou elogiados pelo nosso apoio ao filme,
mas esse é uma questão menor. O que importa é que o filme foi feito e seja visto pelo
maior número de pessoas possível. Luc, Yann e eu queremos atingir pelo menos 100
milhões de pessoas por todo o mundo, e esperamos ainda mais. É realmente muito
simples: se empresas como a nossa não agirem, não vejo como podemos esperar
resolver essa questão. É uma responsabilidade vital para as empresas e indivíduos
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igualmente. Qualquer crítica será secundária, cuidarei disso, e neste ano, o grupo
decidiu criar uma fundação cujo objetivo é promover o respeito aos direitos e a
dignidade das mulheres.
Quais as suas expectativas quanto à reação do público ao filme?
Maior conscientização, devido à força da convicção de Yann e a emoção provocada por
suas imagens. Uma vez que não há nada como seu livro The Earth From The Air, a
conscientização pública será significantemente encorajadora em relação ao estado do
planeta e a necessidade de ação em nível individual e coletivo. Basicamente, a idéia é
fazer as pessoas pensarem e agirem.
NOTAS DE PRODUÇÃO SOBRE OS
217 DIAS DE FILMAGEM... E LOGÍSTICA
Yann Arthus-Bertrand e sua equipe levaram quase três anos para fazer um filme que é o
conjunto de mais de trinta anos de trabalho duro e total comprometimento com o
planeta.
A GRANDE IDÉIA
Quando teve a idéia de fazer este filme em 2006, Yann Arthus-Bertrand contatou o
produtor Denis Carot (Elzévir Films), que acreditou imediatamente no projeto, a
despeito da aparente doidice da idéia do diretor de que o filme deveria ser gratuito. Era
crucial, entretanto, livrar-se do modelo clássico de comercialização e encontrar um
patrocinador capaz de financiar o filme. Igualmente, era preciso um distribuidor
internacional capaz de distribuir o filme mundialmente. “Quando as pessoas da área
souberam do projeto,” lembra Denis Carot, "todos os distribuidores nos ligaram,
incluindo representantes de distribuidoras dos Estados Unidos, o que é muito raro para
uma produtora independente como a nossa. Mas eles não conseguiam aceitar a idéia de
distribuir o filme gratuitamente. Finalmente Luc Besson e a EuropaCorp realmente
acreditaram no projeto e apontaram a PPR como patrocinadores em potencial. Assim,
o cronograma de filmagem poderia ser elaborado, incluindo 54 países, 217 dias de
filmagem e 488 horas de imagens!”
Aproveitando as diversas viagens que fez para seus livros (principalmente The Earth
From The Air, bestseller internacional com três milhões de exemplares) e programas de
TV (Seen From The Air), Yann Arthus-Bertrand chamou seus colaboradores técnicos e
artísticos, incluindo Isabelle Delannoy, com quem escreveu a narração, e Dorothée
Martin, jornalista em Seen From The Air, que se tornou sua assistente de direção. O
gerente de produção Jean de Trégomain e o gerente de locação Claude Canaple foram
contratados para elaborar o incrível cronograma, que precisou três equipes de produção
trabalhando simultaneamente durante 21 meses nos quatro cantos da Terra.
Como Dorothée Martin diz, “pode parecer simples voar ao redor do mundo em um
helicóptero, mas na verdade cada etapa, cada tomada, envolvia muito trabalho.”
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A EQUIPE DE PRODUÇÃO
Com considerável experiência em fotografia aérea, o filme Migração Alada (Winged
Migration) em particular, Jean de Trégomain imaginou a missão "como um filme
retratando sua própria caça ao tesouro para encontrar o contato certo em cada local, o
helicóptero certo e o piloto certo.”
Além das viagens em busca de locações, grande parte da organização em Paris se
dedicou a fornecer cronogramas e itinerários às equipes de campo. No helicóptero, a
equipe ficou limitada ao diretor, um de seus assistentes, o cameraman da Cineflex e um
“engenheiro de imagem”. Filmar seqüência do ar gera numerosos limites técnicos,
começando com o uso de um tipo de câmera muito específica, a Cineflex V14 TM AXYS, e uma câmera em HD giro-estabilizada, cuja tecnologia oferece vibrações e
estabilidade para dar um efeito similar ao movimento de uma grua. Inicialmente
desenvolvida para fins militares, a câmera é capaz de captar grandes distâncias e as fitas
podem ser trocadas a bordo do helicóptero. Mesmo assim, foi preciso instalar 120 quilos
de equipamento naquele espaço fechado.
Um dos cameramen contratados para trabalhar em HOME - NOSSO PLANETA,
NOSSA CASA, Tanguy Thuaud, ostentava doze anos de experiência em filmagens
aéreas e diversos vôos com Yann Arthus-Bertrand para Seen From The Air. Ele
enfatiza a necessidade de flexibilidade enquanto filmava: "Não podíamos escolher o
nosso helicóptero ou piloto e em fotografia aérea, 60% do resultado dependia da
potência do helicóptero e da habilidade do piloto para controlá-lo." Sem mencionar o
equipamento, clima e problemas de comunicação. “Nas primeiras seqüências Yann
fotografava durante a filmagem e tinha que nos mostrar o resultado na sua câmera
antes de entendermos o que ele queria.”
Em cada etapa, o cameraman trabalhou em conjunto com um “engenheiro de imagem”.
Um deles, Stéphane Azouze destaca os fabulosos resultados obtidos pela câmera giroestabilizada, pela qual era responsável, incluindo transporte, checagem e instalação no
helicóptero antes de auxiliar o cameraman. A filmagem na feita em estado natural, para
dar a latitude máxima quando o filme recebesse graduação de cor. Stéphane Azouze diz,
"Isto significa que a fotografia é quase cinza, pálida e não muito atraente, o que pode
ser frustrante, mas rapidamente você treina o seu olho para vê-la como um estágio de
transição.”
O maior problema em filmar de dentro de um helicóptero é o tempo limitado de vôo.
Dorothée Martin explica, "Há limitação de combustível, o motor o queima rapidamente,
o minuto é muito caro e as possibilidades são reduzidas. Em média, um helicóptero
pode ficar no ar por duas horas, duas horas e meia no máximo, e normalmente
filmamos em locais distantes das áreas de reabastecimento. Assim, tínhamos cerca de
trinta minutos para fazermos as tomadas que queríamos. Obviamente, nós tínhamos que
ser o mais objetivos e eficientes possível."
BUROCRACIA!
As questões técnicas não eram nada se comparadas aos problemas administrativos que
as equipes enfrentaram. Jean de Trégomain explica que em cada país, “tínhamos que
compreender a cultura local e sua forma de trabalhar e nos adaptarmos a elas.”
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Autorizações de diversos níveis eram freqüentemente exigidas, dependendo dos padrões
de “segurança” de cada país. “Para atender às solicitações de um país particularmente
exigente, tivemos que enviar uma solicitação inicial ao Ministério da Defesa, ao
Ministério de Relações Exteriores, à Embaixada, Exército e Força Aérea, tudo ao
mesmo tempo,” lembra Dorothée Martin. "Uma vez resolvido isto de Paris, viajamos
para escolher as locações. Tínhamos que fornecer referências de GPS exatas das áreas
que desejávamos filmar. Depois, tínhamos que esperar a resposta...” Um ano de
preparação para dois minutos e meio no filme. E vigilância constante. “Quando íamos
filmar, ia sempre um oficial da segurança a bordo conosco para checar o plano de vôo,
as referências de GPS e o que estávamos filmando. Certa tarde, ele assistiu a filmagem
conosco. Resultado: não tive permissão de sair com as fitas. Precisei deixá-las com o
censor. De quinze fitas, duas e meia voltaram totalmente apagadas.” Essas precauções
se deviam a especificidades das filmagens aéreas. Alguns países proíbem o uso dessas
câmeras giro-estabilizadas com lentes zoom poderosas.
ESCREVENDO O ROTEIRO... NA METADE DO CAMINHO
Outro aspecto original do projeto e praticamente fundamental é que a filmagem
começou sem roteiro. Depois de um ano de filmagem, Yann Arthus-Bertrand pediu a
Isabelle Delannoy, jornalista e um de seus leais colaboradores, para escrever a história
com ele. “No final, eu acho que foi muito bom, pois cada imagem conta sua própria
história em seu próprio ritmo," diz ela. A partir do material filmado, eles puderam
definir a linha narrativa. Isabelle Delannoy comenta: "Eu me lembro o impacto que senti
ao ver uma cena que captava a aliança entre a água, o céu e a Terra. Yann eu
percebemos então que é a inabalável ligação entre os elementos, entre os humanos e a
Terra, que tanto nos fascinava. Aquilo nos levou de volta às origens da Terra, pois o
ferro em nossos corpos provêem das estrelas que explodiram sobre a Terra há bilhões
de anos!”
Outro pré-requisito era “não cair na armadilha do pessimismo, que não é nada
estimulante. A mensagem do filme pode ser resumida por um paradoxo: nós nunca
fomos tão dependentes dos recursos naturais, ainda assim nunca nos desligamos da
natureza totalmente. Nós erramos dramaticamente na nossa escolha de modelo e
precisamos mudar e agora. Nós só podemos mudar se todos se derem conta e
compreenderem que é vital. As imagens aéreas demonstram esse fato, enquanto
oferecem a perspectiva necessária para se pensar sobre as questões.”
A postura educacional de Isabelle Delannoy chegou à narração, que escreveu com
Tewfik Fares e que conclui: "Cabe a nós continuarmos a nossa história. Juntos.”
A MÚSICA, UM PERSONAGEM POR SI SÓ
Temos as imagens. Temos o texto. E depois temos a música, que acompanha, voa,
revela emoções, nunca é supérflua e nunca sentimentaliza o simples, da pungente
história narrada pelo filme de Yann Arthus-Bertrand.
Sua experiência, sincretismo e o sofisticação intelectual enriquece o projeto com
dimensão poética única. Armand Amar fez diversas viagens para gravar com a
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Orquestra Sinfônica de Budapeste e a Shanghai Percussion Ensemble. Ele compôs a
trilha sonora com cânticos e instrumentos de diversos continentes (Mongólia, Armênia,
Irã, etc).
"Compor uma música para um filme, você está a mercê de numerosas imperativas,”
explica o compositor. “Tudo tem base na cena, nas intenções... A idéia é compreender o
que o diretor sente, mas também desenvolver uma visão pessoal do filme, sem porém
superenfatizar a mensagem. A trilha sonora conta uma parte da história, a imagem
conta outra e o diálogo fala, ainda, uma outra linguagem, mas isto tudo deve se
combinar em sinfonia, em harmonia. Compor a música para um filme feito de imagens,
sem um roteiro, foi uma verdadeiro desafio para mim. A música também dá movimento
às imagens e a emoção que sua visão provoca é destacada pela trilha sonora. O ritmo
do filme é contemplativo, mas eu não me deixei levar por estes limites. Era importante
deixar as imagens respirarem. Eram imagens muito silenciosas. Voamos sobre
paisagens, por isso precisamos de silêncio. Mantive apenas o piano e as cordas das
partes orquestradas. Não queria um efeito super-sinfônico. Como na música
tradicional, eu favoreci a composição horizontal em vez da vertical.
A MONTAGEM
Dada a dimensão do projeto e pelo fato de Yann Arthus-Bertrand não poder estar em
todas as locações, a filmagem era idealizada no mesmo dia que era filmada. A
compilação de cada seqüência era, então, enviada para Yann Arthus-Bertrand, que podia
ajustar suas necessidades de outra locação.
Esta pré-seleção tornou, também, o trabalho da montagem muito mais fácil. Contudo,
ela tinha 488 horas de filmagem para assistir! Ao entrar no projeto em setembro de
2007, Yen Le Van começou a trabalhar cinco meses depois do início das filmagens. Ela
assistiu tudo o que já havia sido filmado para ter uma visão inicial e “escolheu trabalhar
mais os contrastes do que os efeitos.”
RESULTADO FINAL
“É provavelmente a primeira vez que um filme é filmado 100% do ar, marca
registrada de Yann Arthus-Bertrand. Esse filme é o conjunto de tudo que ele viu
durante os vinte anos e nosso objetivo é que ele seja visto pelo maior número de
pessoas possíveis.” (Dorothée Martin)
“O filme mostra a capacidade dos seres humanos e sua habilidade de se adaptar ao
meio ambiente... ou de adaptá-lo. E a grande pergunta é, “Como nós escolhemos
explorar a nossa capacidade?” (Isabelle Delannoy).
13
DADOS SOBRE O PLANETA
20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta
GEO4, UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente)
2007
O mundo gasta doze vezes mais em armas do que em ajuda de desenvolvimento de
países
SIPRI Yearbook, 2008 (Instituto Internacional de Pesquisa em Paz de
Estocolmo)
OECD, 2008 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico)
5.000 pessoas morrem todos dias por beber água poluída. Um bilhão de seres
humanos não têm acesso à água de beber salutar
UNDP, 2006 (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas)
1 bilhão de pessoas passam fome
FAO, 2008 (Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação)
Mais de 50% do grão comercializado ao redor do mundo é usado para ração
animal ou biocombustíveis.
Worldwatch Institute, 2007
FAO, 2008
40% da terra cultivável é degradada
UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente), ISRIC
World Soil Information
A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas desaparecem
FAO, 2005
1 mamífero em 4, 1 pássaro em 8, 1 anfíbio em 3 estão ameaçados de extinção. As
espécies estão desaparecendo mil vezes mais rápido do que o ritmo natural de
extinção
IUCN, 2008 (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos
Recursos Naturais)
XVI Congresso Internacional de Botânica, Saint-Louis, USA, 1999
75% dos produtos da indústria pesqueira estão extintos, esgotados ou em risco de
extinção.
Fonte ONU
A temperatura média dos últimos 15 anos tem sido a mais alta desde o início de seu
registro
14
NASA GISS data
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A.txt
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A2.txt
A calota polar perdeu 40% de sua espessura em 40 anos
NSIDC, National Snow and Ice Data Center (Centro Nacional de Dados
sobre Neve e Gelo), 2004
Poderá haver 200 milhões de refugiados do clima em 2050
The
Stern
Review:
Part II, Cap. 3, pág. 77
the
Economics
of
Climate
Change
http://www.hm-treasury.gov.uk/d/Part_II_Introduction_group.pdf
Maneco Siqueira
Assessor de Imprensa
Fones 11 2165-9000 e 9783-7684
[email protected]
15
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