I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria A contribuição da história oral: a importância de Seu Antonio Pereira para preservação da memória de sua comunidade Rafael Dias de Castro “Num sei... Só sei que foi assim”. Chicó, em O auto da Compadecida. O contador de “causos” possui o conhecimento das histórias que são contadas em sua comunidade há gerações. Ao conta-las, o processo mnêmico pelo qual essas histórias são buscadas, forma um complexo caminho entre a lembrança e o ato da fala. Portanto, antes que possamos situar o contador de histórias ao universo literário do qual faz parte, é necessário explicar as etapas em que se processa tais informações no interlocutor, sendo, em seqüência: a memória, o pensamento se transformando em palavra e a linguagem utilizada por ele. Ressaltamos, ainda, que todos os teóricos que nos apresentam como solução conceitual, concebem suas pesquisas sempre levando em conta o meio sóciocultural em que o objeto se relaciona ou se relacionou. Primeiramente, a memória que é evocada necessita de contextualização. Utilizaremos o conceito de memória coletiva proposta por Halbwachs, por entendermos que a superação que o mesmo faz da teoria de Bergson (onde a memória tem um estatuto espiritual diverso da percepção), se encaixa mais adequadamente ao nosso estudo. Sendo um continuador da teoria de Émile Durkheim, Halbwachs concebe o fator social como precedente de fenômenos de ordem psicológica, individual. Assim, confere tratamento à memória como fenômeno social, sendo que o sujeito é influenciando profundamente na percepção dos fatos pelo meio em que se encontra, e posteriormente, em sua recuperação da memória do ocorrido. Ao retomar sua memória, o processo seguinte será o da articulação do pensamento para proferi-lo em palavras, ou seja, o caminho do pensamento à linguagem. Vygotsky 1 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria trabalha esta questão em seu livro A construção do pensamento e da linguagem1, sugerindo que, mesmo sendo processos distintos, o pensamento e a linguagem não são autônomos. Essa questão nos interessa neste estudo por entendermos que a ligação entre memória, pensamento e linguagem é o resumo pelo qual o contador de “causos” (objeto em estudo e no qual concentra nossa metodologia) passa, sendo necessária a conceitualização para melhor entendermos nosso “documento”. Feito isso, trabalharemos com o autor Antonio Pereira e seu livro Aspectos folclóricos III: histórias de Antonio Pereira2, relacionando-o com o universo da literatura oral descrita por Luiz da Câmara Cascudo, em seu livro Literatura oral no Brasil3. Apresentaremos o histórico de vida do autor, o contexto que seu livro foi desenvolvido e a importância dessa iniciativa na perpetuação das histórias de sua comunidade. A memória A memória de um contador de “causos” está diretamente subjugada ao meio sociocultural em que ele está inserido. Mesmo porque suas histórias dizem respeito e refletem sua comunidade. Por isso, quando Halbwachs distingue a memória como tal, dos “quadros sociais da memória”, nos permite estudar a relação entre o homem e suas lembranças dentro do contexto no qual ocorreram tais acontecimentos. É como se disséssemos que "quando um homem esteve no seio de um grupo, ali aprendeu a pronunciar certas palavras, numa certa ordem, e pode sair do grupo e dele se distanciar. Enquanto ainda usar essa linguagem, podemos dizer que a ação do grupo se exerce sobre ele”4. Assim, quando confrontadas as análises sobre memória, de Bergson e Halbwachs, percebemos que a lembrança bergsoniana, enquanto conservação total do passado e sua ressurreição, só seria possível no caso (afinal, impossível) em que o adulto mantivesse intacto o sistema de representações, hábitos e relações sociais da infância (...) Por essa via, Halbwachs amarra a memória da pessoa à memória do 1 VYGOTSKY, Lev S. A construção do pensamento e da linguagem. Trad: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 6º ed. 2 PEREIRA, Antonio. Aspectos folclóricos III: histórias de Antonio Pereira. Mariana: UFOP/ICHS, 1993. 3 CASCUDO, Luis da Câmara. Literatura oral no Brasil. Rio de Janeiro: J. Olympio; Brasília: INL, 1978. 2º ed. 4 HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. P 169. 2 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria grupo; e esta última à esfera maior da tradição, que é a memória coletiva de toda sociedade5. Em nosso estudo, a memória do contador de “causos” se amarra à memória de seu grupo, transformando tais lembranças na tradição de sua comunidade. Como bem corrobora Luis da Câmara Cascudo, “entende-se por tradição (...) transmitir, passar adiante, o processo divulgativo do conhecimento popular ágrafo”6. Assim, Halbwachs se nos apresenta como sendo indispensável neste estudo, pois percebemos os “contadores” com uma função própria: a de lembrar, contar e eternizar as histórias. Por tal afirmação, somos levados a contornar (não discordar) o argumento de Ecléa Bosi, de que “nem toda sociedade espera, ou exige, dos velhos que se desencarreguem dessa função (a de lembrar)”7, porque o que buscamos neste trabalho é exatamente a função do contador de “causos” para a permanência da memória de sua comunidade. A importância da transmissão destas histórias para toda a comunidade, talvez esteja na afirmação de que cada memória individual é um ponto de vista sobre a memória coletiva, que este ponto de vista muda conforme o lugar que ali eu ocupo, e que este lugar mesmo muda segundo as relações que mantenho com outros meios.(...) Todavia quando tentamos explicar essa diversidade, voltamos sempre a uma combinação de influencias que são, todas, de natureza social.8 Podemos ainda dizer que essas lembranças são como reminiscências do passado, ou que a memória da pessoa está ligada à memória do grupo. Percebendo que se trata de um caso especificado de análise da memória, e que o que se busca são histórias relativas ao universo da literatura oral que se perpetuam por gerações, o importante que se deve ressaltar é que o papel desses narradores é o de serem “a memória da família, do grupo, da instituição, da sociedade (e assim como nas tribos),os guardiões das tradições”9. Portanto, o narrador e suas histórias estão diretamente relacionados com o contexto em que se encontram. 5 BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 6º ed. P 55. CASCUDO. Op. cit. P 27. 7 BOSI. Op. cit. P 63. 8 HALBWACHS. Op. cit. P 51. 9 BOSI. Op. cit. P 63. 6 3 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria Em suma, “em casos importantes da narrativa individual, ela pode ser utilizada para transmitir a história de toda uma classe ou comunidade, ou transformar-se num fio condutor do qual se reconstrua uma série extremamente complexa de eventos”10. Pensamento e palavra A história oral nos remete, desde o início, ao conceito de memória e a idéia da narração de lembranças. Nos parece relevante discutir a relação existente entre o “pensamento e a palavra”, ou seja, às memórias e o ato da fala. É uma tentativa, talvez, de abordarmos as nossas fontes observando certos aspectos indecifráveis destes “documentos históricos”, e ressaltar, quando possível e necessário, seu aspecto idiossincrático. Essa tentativa se justifica pois estamos trabalhando com “documentos vivos”, e que, por menor que seja nossa percepção de que algo ainda pode ser dito, será muito relevante e proveitoso para nosso estudo. Vygotsky, psicólogo soviético em meio ao universo socialista, tem seus estudos na área de psicologia histórico-cultural, abordando o tema do pensamento e da linguagem observando um fator decisivo na construção da mentalidade humana: o meio sócio-cultural em que o individuo se insere. Este autor é mais conveniente ao nosso estudo por abordar sob outra ótica a questão aqui proposta. As teorias que tentaram resolver esta questão, nas palavras do próprio autor, formam dois pólos: Um pólo forma a concepção behaviorista do pensamento e da linguagem, que se manifesta na fórmula: pensamento é linguagem menos som. Outro pólo representa a teoria idealista, desenvolvida pelos representantes da Escola de Wurzburg e por Bérgson, e que postula total independência entre pensamento e palavra, a deformação que a palavra insere no pensamento.11 10 11 THOMPSON, Paul. A voz do passado: História oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. P 303. VYGOTSKY. Op. cit. P 483. 4 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria Ainda segundo o autor, “todas elas abordam igualmente o pensamento e a linguagem fora da sua história (...)Um anti-historicismo sumamente profundo e de princípio”12. O que mais nos interessa neste estudo é a relação que Vygotsky descreve entre o pensamento e a linguagem, havendo entre eles uma ausência de vínculo primário, entretanto, não sendo autônomos. Para ele, “a linguagem não é um simples reflexo especular da estrutura do pensamento; a linguagem não serve como expressão de um pensamento pronto. Ao transformar-se em linguagem, o pensamento se reestrutura e se modifica”13. A teoria do pensamento e da linguagem introduz a descoberta de que os significados das palavras se desenvolvem. O significado da palavra pode modificar-se em sua natureza interior, modificando também a relação do pensamento com a palavra. Para percebermos essa relação, é necessário que entendamos a categoria que Vygotsky intitula de “linguagem interior”, sendo essa “uma linguagem para si, e a linguagem exterior uma linguagem para os outros”14. Vygotsky irá contrapor aqueles que consideram a linguagem interior como algo que precede a exterior. Para ele, “a linguagem interior é uma formação particular por sua natureza psicológica, uma modalidade específica de linguagem dotada de particularidades absolutamente especificas e situada em uma relação complexa com as outras modalidades de linguagem”15. A função inicial da linguagem é social, sendo social desde a origem, e não socializada. Somente depois a linguagem se torna egocêntrica, na medida em que se transferem as formas sociais de comportamento na esfera das funções psicológicas pessoais. A linguagem egocêntrica (consigo mesmo), é assim uma forma transitória da linguagem externa para a linguagem interior. Assim, a linguagem interior “se torna uma função discursiva absolutamente específica e original por sua estrutura e seu funcionamento”16. 12 Idem. Ibidem. P 484. Idem. P 412. 14 Idem. P 425. 15 Idem. P 425. 16 Idem. P 445. 13 5 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria Vygotsky (através de seu estudo bem mais amplo do que aqui exposto), chega à conclusão de que o pensamento não coincide diretamente com a sua expressão verbalizada. O ponto essencial de seu estudo que o permite concluir isto, é a distinção entre senso e significado de uma palavra. Segundo ele, “o significado é um traço constitutivo indispensável da palavra (...) é a unidade da palavra com o pensamento”17. Assim, percebemos o significado como algo compartilhado por todos os falantes e o senso como significado da palavra pra quem está falando. Portanto, na linguagem interior o senso prevalece sobre o significado, e na linguagem exterior o significado prevalece sobre o senso. Concluindo esta abordagem, vislumbramos a possibilidade do problema do pensamento que pode se “esconder” por trás da palavra. Segundo Vygotsky, “para entender o discurso do outro, nunca é necessário entender apenas algumas palavras; precisamos entender o seu pensamento. Mas é incompleta a compreensão do pensamento do interlocutor sem a compreensão do motivo que o levou a emiti-lo”18. Seu Antonio Pereira: contador de “causos” Antonio Pereira, nascido dia 29/08/1940, no distrito de Ouro Preto chamado Engenheiro Correia. Filho de Geraldo Pereira Ramos e Rosalina Alves Fernandes, possui sete irmãos (três mulheres e quatro homens). Casou-se em 1964, e tem oito filhos (seis moças e dois rapazes). Sua infância passava entre a escola e a roça, onde ajudava seu pai. Ficou na roça até os 14 anos, quando parou de estudar (fez até a 3º série de grupo), e saiu para trabalhar em fazendas. Já aos 14 anos, portanto, sai de casa. Aos 18, já trabalhava em Companhias (como a Vale do Rio Doce), onde recebia seus salários e, segundo ele, “todo pagamento que eu recebia, tirava um pouquinho pra mim, levava o resto pra ele (pai), ele ficava satisfeito. E foi assim, foi indo até eu casar ”19. 17 Idem. P 398. Idem. P 481. 19 PEREIRA, Antonio. Entrevista realizada em 12/04/06 em sua residência em Antonio Pereira, por Rafael Dias de castro. 18 6 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria Seu Antonio diz ter aprendido os “causos” que hoje ele conta, desde cedo com pessoas que, à noite, sentavam em roda, bebiam e comiam algo e, todos que estivessem na roda, tinham que contar alguma história que soubessem. Seu Antonio considera haver um desinteresse por parte das crianças e adolescentes que moram na roça ou em cidades pequenas hoje em dia, por essas histórias que são contadas sobre a cidade ou a vida da comunidade. Segundo ele, “vocês da cidade (se referindo ao entrevistador) se interessam mais pelas histórias do que as pessoas daqui”. Segundo ele, por estarmos cientes de que essas histórias podem se perder. A idéia de escrever o livro surgiu, para Seu Antonio, de um convite que uma turma do curso de Letras da UFOP fez, porque “eles tinham que buscar contadores de histórias para ganharem ponto, né. Então me chamaram e eu todo dia ia lá, sentava com eles na sala de aula, e contava pra eles algum causo que eu lembrasse. Aí eu contei e eles conseguiram os pontos que precisavam”. A literatura oral, como tema em discussão dentro da sala de aula, trouxe Seu Antonio para dentro da Universidade dando-lhe toda a atenção devida sobre seu conhecimento. Assim, lendo seu livro, percebemos “a literatura oral como uma “constante” folclórica que não pode ser discutida”20 e que a “literatura oral é mantida e movimentada pela tradição. É uma força obscura e poderosa, fazendo a transmissão pela oralidade, de geração para geração”21. Portanto, é necessário dizer que o que chamamos de histórias populares são aquelas em que há o que Luis Cascudo chama de “despersonificação dos temas, impossibilitando identificação histórica”22. Aquelas que possam existir “sem que o documento histórico garanta sua veracidade, em que o povo ressuscita o passado, indicando as passagens, mostrando, como referências indiscutíveis para verificação racionalista, os lugares onde o fato ocorreu”23. Assim, concebe-se as histórias populares como sendo opostas à “literatura que chamamos oficial, aquela que expressa uma reação refletida e puramente 20 21 22 23 CASCUDO. Op cit. P 25. Ibidem. P 168. Idem. P 183. Ibidem. P 51. 7 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria intelectual”24: há “a memória coletiva de duas ordens de conhecimento: a literatura oficial, regular; e o não-oficial, tradicional, oral, anônimo”25. As histórias contadas por Seu Antonio apresentam vários aspectos e são divididas em três temas: histórias populares e relatos de assombrações, relatos populares sobre a história de Antonio Pereira, poesias e composições. São histórias sobre argúcia (como a “onça que fingia de morta”), que ressaltam a importância da cidade de Antonio Pereira (a visita da “Princesa Isabel juntamente com os Inconfidentes”), e a beleza e riqueza da cidade, como ele nos conta: “será difícil acreditar que debaixo de tantas belezas naturais pudessem existir tantas riquezas como de fato acontece”26. Porém, um ponto que merece destaque, é a afirmação que Seu Antonio faz a respeito dos escravos: “o nome de escravo é errado a gente falar porque naquele tempo, se falasse escravo estava maltratando eles (...)eles gostavam que chegassem perto deles e falassem que eles eram os homens de luta”27. Luis da Câmara Cascudo diz ser “a literatura oral brasileira composta dos elementos trazidos pelas três raças (indígenas, negros e portugueses) para uso e memória do povo”28. Conseguimos perceber isso nas histórias de Seu Antonio: as que remetem à floresta, animais e a vida na mata (indígenas), as que remetem à cidade de Antonio Pereira (negros), as que remetem ao Rei e aos portugueses (portugueses) e àquelas que são híbridas, como as que falam do português na roça (todas as culturas) ou que falam de santos dialogando com pessoas (mitos cristãos portugueses com os nativos da terra). Conclusão O nosso estudo, como já foi dito, pretende analisar a importância dos contadores de “causos” na preservação da memória de suas comunidades. Estes processos mnemônicos estão vinculados à vida social e cultural da região, as quais não podemos desconsiderar. A relação entre pensamento (lembranças) e a palavra (história, causo), nos revela um forte 24 25 Ibidem. P26. Ib. P 30. 26 PEREIRA. Op cit. P 32. 27 Ibidem. P 36. CASCUDO. Op cit. P 28. 28 8 I Seminário de História: Caminhos da Historiografia Brasileira Contemporânea Universidade Federal de Ouro Preto http://www.ichs.ufop.br/seminariodehistoria laço de adaptação e de criações na história, para que essa possa cada vez mais se tornar interessante ao ouvinte29. Ou como confirma Halbwachs, “a lembrança é em larga medida uma reconstrução do passado com a ajuda de dados emprestados do presente e, além disso, preparada por outras reconstruções feitas em épocas anteriores e de onde a imagem de outrora manifestou-se já bem alterada.”30 Vygotsky, ao considerar tais contextos, nos leva a perceber que essa relação do contador de “causos” e sua comunidade, é mais que uma simples transmissão de histórias. É uma relação interdependente, onde o narrador dissemina o conhecimento adquirido há tempos em sua comunidade e o ouvinte apreende tais informações para que, futuramente, possa ser o interlocutor dessas histórias. Este ciclo faz com que o mito se torne dinâmico e se perpetue por muitas gerações. Luis da Câmara Cascudo nos apresenta todo o universo da literatura oral. Assim, tendo como pano de fundo suas colocações acerca do conteúdo das histórias, podemos estudar os contadores de “causos” os relacionando ao universo do qual fazem parte. Bibliografia BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 6º ed. CASCUDO, Luis da Câmara. Literatura oral no Brasil. Rio de Janeiro: J. Olympio; Brasília: INL, 1978. 2º ed. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990. PEREIRA, Antonio. Aspectos folclóricos: histórias de Antonio Pereira. Mariana: UFOP/ICHS, 1993. THOMPSON, Paul. A voz do passado: História oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. VYGOTSKY, Lev S. A construção do pensamento e da linguagem. Trad: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 6º ed. 29 Como exemplo, a história relatada por Antonio Pereira, quando conta que a Princesa Isabel recebia os Inconfidentes em sua fazenda em Antonio Pereira e os presenteava com ouro. Um visível caso de atemporalidade do conto para que se torne cada vez mais interessante. 30 HALBWACHS. Op. cit. P 71. 9