Instituições se mobilizam para inserir Sergipe em programa de biofortificação publicado em 06/09/2007 Sergipe pode ser o segundo estado brasileiro a ser contemplado com os programas Harvest Plus e AgroSalud, que têm como uma de suas estratégias a aposta no melhoramento genético de feijão, milho, arroz e mandioca para suprir a carência de ferro, zinco e vitamina A na alimentação de grande parte da população, principalmente a de baixa renda. Na última quarta-feira, 5 de setembro, a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos e coordenadora das atividades desses programas na América Latina e África, Marília Regini Nutti, esteve na Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) divulgando os trabalhos e buscando parcerias para a implantação no estado. Pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE), do Departamento de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Deagro) e da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) além de representantes da Pastoral da Saúde, Secretaria de Estado de Inclusão Social, Prefeitura de Itabaiana e de outras instituições manifestaram interesse em participar do programa. Marília Nutti também se reuniu com o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Edson Diogo Tavares, e com a diretora do Departamento Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe, Mirsa Mara Leite. Para Marília, o encontro em Aracaju foi proveitoso e animador. “Sergipe tem algumas vantagens para a implementação do projeto, como municípios indicado pelos melhoristas para o cultivo das culturas contempladas no Harvest Plus e no AgroSalud; possui diagnósticos, de abrangência estadual, com crianças menores de 5 anos (1998) e o suporte da equipe de uma Unidade da Embrapa”, justificou a pesquisadora. No Brasil, o trabalho já está sendo realizado no Maranhão. Marília Nutti espera que, em breve, seja concretizado um plano de trabalho para o estado. De acordo com dados da organização Panamericana da Saúde (1990-2000), no Estado de Sergipe, 32 % das crianças menores de 5 anos apresentam hipovitaminose A e a anemia ferropriva atinge até 50% deste grupo. No Brasil, a Embrapa está avaliando mais e 500 acessos (materiais genéticos) de feijão, 1,4 mil de milho e 1,8 mil de mandioca. O próximo passo será o cruzamento de variedades promissoras em termos nutricionais e agronômicos. Depois, em parceria com pequenos produtores, fazer com que estas variedades cheguem até as comunidades rurais mais carentes. O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Hélio Wilson de Carvalho ressalta que a Embrapa já dispõe de variedades de mandioca rica em betacaroteno, ferro e zinco; milho de alta quantidade protéica; e feijão rico em ferro. Programas O Harvest Plus é uma rede de instituições de pesquisa que atua em vários países para melhorar a qualidade dos alimentos amplamente consumidos pelas populações de baixa renda da América Latina, África e Ásia. Hoje, o Harvest Plus conta com várias unidades da Embrapa (Arroz e Feijão, Mandioca e Fruticultura, Milho e Sorgo, Meio Norte, Recursos Genéticos e Biotecnologia), além do apoio da Unicamp e Universidade de Adelaide. A coordenação internacional é do CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical) e IFPRI (Instituto de Pesquisa em Política Internacional de Alimentos), ambos membros do CGIAR (Grupo Consultivo em Pesquisa Agrícola Internacional). A Fundação Bill e Melinda Gates, junto com outras instituições, investe mais de US$ 50 milhões neste projeto de biofortificação de alimentos com ferro, zinco e vitamina A para combater a hipovitaminose A e a anemia ferropiva. Mais de 2 bilhões de pessoas sofrem deficiência de ferro e cerca de 250 milhões de crianças têm déficit de vitamina A no mundo. O Harvest Plus também é financiado pela Agência Dinamarquesa para o Desenvolvimento Internacional (DANIDA), Agência Sueca para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID), Governo Austríaco, Banco de Desenvolvimento Asiático e Banco Mundial. O programa AgroSalud desenvolve na América Latina o mesmo trabalho que o HarvestPlus realiza na África e na Ásia sobre desenvolvimento, avaliação e difusão de culturas biofortificadas. A diferença é que o AgroSalud prioriza os alimentos de maior importância para a Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, El Salvador, Guatemala, México, Nicaragua, Perú e República Dominicana. O AgroSalud é financiado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA) e tem como participantes o CIAT, Centro Internacional de Batatas (CIP), Centro Internacional de Melhoramento em Amendoim e Trigo (CIMMYT), Consórcio Latinoamericano e do Caribe de Apoio a Investigação e Desenvolvimento do Cultivo de Mandioca (CLAYUCA) e Embrapa Pesquisadora fala sobre biofortificação de alimentos para combater deficiência de ferro e vitamina A publicado em 31/08/2007 Na próxima quarta-feira, 5 de setembro, a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro – RJ) Marília Regini Nutti estará em Aracaju para falar sobre a biofortificação de alimentos no combate de deficiência de ferro, zinco e vitamina A. Marília Nutti coordena as atividades dos programa Harvest Plus e AgroSalud na América Latina e África, que têm como uma de suas estratégias a aposta no melhoramento genético de feijão, milho, arroz e mandioca para suprir a carência desses elementos que causam problemas para grande parcela da população. A exposição será às 9h no auditório da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) e contará com a presença de diversas instituições do estado. De acordo com dados da organização Panamericana da Saúde (1990-2000), no Estado de Sergipe, 32 % das crianças menores de 5 anos apresentam hipovitaminose A e a anemia ferropriva atinge até 50% deste grupo. Sergipe já tem algumas ações que podem contribuir para a implementação do programa no estado. Possui estudo diagnósticos, de abrangência estadual, com crianças menores de 5 anos (1998); abrange pelo menos oito municípios dentre os indicados pelos melhoristas onde poderiam ser cultivados o feijão comum, a batata-doce, mandioca e milho, além de contar com o suporte da pesquisa da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Para a terça-feira, 4 de setembro, à tarde está agendada uma reunião da pesquisadora Marília Nutti com o chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Edmar Ramos de Siqueira, e a diretora do Departamento Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe, Mirsa Mara Leite, para tratar de possíveis estratégias de ação. No Brasil, a Embrapa está avaliando mais e 500 acessos (materiais genéticos) de feijão, 1,4 mil de milho e 1,8 mil de mandioca. O próximo passo será o cruzamento de variedades promissoras em termos nutricionais e agronômicos. Depois, em parceria com pequenos produtores, fazer com que estas variedades cheguem até as comunidades rurais mais carentes. O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Hélio Wilson de Carvalho ressalta que a Embrapa já dispõe de variedades de mandioca rica em betacaroteno, ferro e zinco; milho de alta quantidade protéica; e feijão rico em ferro. Programa O Harvest Plus é uma rede de instituições de pesquisa que atua em vários países para melhorar a qualidade dos alimentos amplamente consumidos pelas populações de baixa renda da América Latina, África e Ásia. Hoje, o Harvest Plus conta com várias unidades da Embrapa (Arroz e Feijão, Mandioca e Fruticultura, Milho e Sorgo, Meio Norte, Recursos Genéticos e Biotecnologia), além do apoio da Unicamp e Universidade de Adelaide. A coordenação internacional é do CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical) e IFPRI (Instituto de Pesquisa em Política Internacional de Alimentos), ambos membros do CGIAR (Grupo Consultivo em Pesquisa Agrícola Internacional). A Fundação Bill e Melinda Gates, junto com outras instituições, investe mais de US$ 50 milhões neste projeto de biofortificação de alimentos com ferro, zinco e vitamina A para combater a hipovitaminose A e a anemia ferropiva. Mais de 2 bilhões de pessoas sofrem deficiência de ferro e cerca de 250 milhões de crianças têm déficit de vitamina A no mundo. O Harvest Plus também é financiado pela Agência Dinamarquesa para o Desenvolvimento Internacional (DANIDA), Agência Sueca para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID), Governo Austríaco, Banco de Desenvolvimento Asiático e Banco Mundial. O programa AgroSalud desenvolve na América Latina o mesmo trabalho que o HarvestPlus realiza na África e na Ásia sobre desenvolvimento, avaliação e difusão de culturas biofortificadas. A diferença é que o AgroSalud prioriza os alimentos de maior importância para a Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, El Salvador, Guatemala, México, Nicaragua, Perú e República Dominicana. O AgroSalud é financiado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA) e tem como participantes o CIAT, Centro Internacional de Batatas (CIP), Centro Internacional de Melhoramento em Amendoim e Trigo (CIMMYT), Consórcio Latinoamericano e do Caribe de Apoio a Investigação e Desenvolvimento do Cultivo de Mandioca (CLAYUCA) e Embrapa. Gislene Alencar - Jornalista (MTb/MG 05653 JP) [email protected] Embrapa Tabuleiros Costeiros Telefone (079) 4009-1381 Soraya Pereira - Jornalista (MTB 26165/SP). [email protected] Embrapa Agroindústria de Alimentos (21) 2410 9539 Palabras claves: Brasil, biofortificación, cultivos biofortificados, salud