USO DA TÉCNICA DE FLUIDODINÂMICA COMPUTACIONAL NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA EM ACIDENTES 1 1 2 Ana Clara Soares Carneiro, 1Gustavo Cunha Alves, 1José Lucas Mognon, 2 Cláudio Roberto Duarte Aluno de Iniciação Científica, discente do curso de Engenharia Química da UFU/MG. Professor da Faculdade de Engenharia Química da UFU/MG. 1,2 Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Engenharia Química, Av. João Naves de Ávila 2121, Bloco K, Uberlândia-MG, Brasil, CEP: 38400-100, Fax (34) 3239-4292 e-mail: [email protected] RESUMO - A aplicação da técnica de fluidodinâmica computacional CFD, na previsão da perda de carga envolvida em acidentes como válvulas é de grande interesse para projetos de unidades experimentais ou industriais. A literatura apresenta correlações para este tipo de previsão, relacionando os acidentes e um determinado comprimento equivalente em trecho reto. No entanto, alguns acidentes não possuem correlações para a previsão de sua perda de carga. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo avaliar a capacidade de previsão da perda de carga associada ao escoamento de água em um sistema contendo alguns acidentes. A dificuldade maior neste tipo de estudo é a construção fidedigna da geometria interna dos acidentes, sendo que as simulações foram feitas usando geometrias tridimensionais (3D). A simulação em 3D levou a uma excelente aproximação entre os valores simulados e aqueles obtidos experimentalmente. Em virtude da complexidade das geometrias das válvulas as malhas aplicadas nestes acidentes tiveram que ser do tipo não estruturada, nos demais trechos foram aplicadas malhas estruturadas. A geometria e a aplicação da malha foram feitas no software GAMBIT e a simulação do escoamento e previsão da perda de carga associada a cada trecho do sistema foi feita com o resolvedor numérico FLUENT®. Palavras-Chave: perda de carga, malha computacional e CFD. INTRODUÇÃO O estudo da perda de carga envolvida em acidentes como válvulas, joelhos, reduções, etc é de grande importância para o projeto de unidades experimentais e industriais. Esses acessórios promovem uma perda de carga localizada, onde a energia é eventualmente dissipada, ressaltando ainda os efeitos do atrito que também geram perda de carga no escoamento em tubos de seção constante. A aplicação da técnica de fluidodinâmica computacional CFD nesse tipo de estudo é importante, pois nem sempre é possível reproduzir experimentalmente certos fenômenos, e ainda permite prever a perda de carga em alguns acidentes em particular, que não apresentam na literatura correlações específicas entre os mesmos e um comprimento equivalente em trecho reto, e que podem afetar de forma significativa o perfil de escoamento do fluido ou mistura no interior das tubulações. A simulação computacional nos proporciona outra vantagem que é a visualização tridimensional do escoamento, o que facilita a identificação plena das características do fluido e sua movimentação. Caughey e Hafez (1994), citados por Neto et al. (2008) afirmam que vários métodos contribuíram para consolidar a CFD – Computational Fluid Dynamics ou Dinâmica de Fluido Computacional – na indústria. Segundo Foust et al. (1982) a válvula é um acessório que, em geral, tem uma função mais importante que a de simples ligação dos tubos. Ela é usada para controlar a vazão ou para interromper o escoamento do fluido, segundo seu modelo básico que dita o seu uso seja como dispositivo de interrupção seja como dispositivo de controle de vazão. Em nosso estudo tratamos especificamente das válvulas do tipo gaveta e esfera. Ainda de acordo com Foust et al. (1982) a válvula gaveta é de modelo simples e tem um tampão que desliza em ângulo reto com a direção do escoamento e segundo Manaham (1956) apud Neto et al. (2008), elas são empregadas em diferentes diâmetros em tubulações de água, óleo e líquidos desde que não permitam a corrosão ou a deposição de sedimentos. No segundo modelo de válvula utilizado a parte móvel é uma esfera na qual há um canal por onde passa o fluido quando há alinhamento com o tubo. Esses dispositivos, quando abertos, geram uma perda de carga muito baixa, mas quando VIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química em Iniciação Científica 27 a 30 de julho de 2009 Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. parcialmente fechados, ocasionam perdas de carga consideráveis as quais estudamos analiticamente no caso da literatura possuir a correlação ideal, experimentalmente e via simulação computacional para posteriores comparações. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar a capacidade de previsão da perda de carga associada ao escoamento de água em um sistema contendo alguns acidentes. A dificuldade maior neste tipo de estudo é a construção fidedigna da geometria interna dos acidentes, como por exemplo, uma válvula do tipo gaveta. No caso particular deste trabalho as simulações foram feitas usando geometrias tridimensionais (3D). Os valores obtidos pelas simulações foram comparados com dados experimentais coletados em laboratório. A simulação em 3D levou a uma excelente aproximação entre os valores simulados e aqueles obtidos experimentalmente. Em virtude da complexidade das geometrias das válvulas construídas em 3D a malha aplicada nestes acidentes alguns casos tiveram que ser do tipo não estruturada, nos demais trechos foram aplicadas malhas estruturadas. A geometria e a aplicação da malha foram feitas no software GAMBIT e a simulação do escoamento e previsão da perda de carga associada a cada trecho do sistema foi feita com o resolvedor numérico FLUENT®. MATERIAIS E MÉTODOS As Figuras 1 e 2 se referem às válvulas gaveta e esfera utilizadas nos estudos experimentais e de simulação. Figura 1 – Válvula gaveta ¾” Figura 2 – Válvula esfera ¾” Metodologia Experimental O experimento foi desenvolvido no Laboratório de Engenharia Química da Faculdade de Engenharia Química – UFU, Uberlândia – MG. Utilizou-se de um reservatório e uma bomba para possibilitar a passagem da água pela tubulação PVC ( ε = 0,06 para o material do qual é feito a tubulação) de diâmetro interno ¾” e pelas válvulas em cada experimento específico. A vazão mássica para cada experimento foi obtida pelo escoamento de certa quantidade de líquido para um recipiente previamente pesado acompanhado de cronometragem, para que assim, após nova pesagem do recipiente contendo o líquido, pudesse ser feita a determinação da vazão pela relação massa/tempo. Monitorou-se também a temperatura da água, que foi utilizada para corrigir a viscosidade ( µ ) da água nos cálculos da perda de carga, mais especificamente, no cálculo do número de Reynolds. Com o auxílio de um tubo em U contendo líquido manométrico de densidade 13,6 g/cm³ e divisão de escalas de 1,0 mm, mediu-se a pressão na entrada e saída do sistema e a conseqüente diferença de pressão entre os mesmos pontos, considerando-se que o fluido manométrico é mais denso que a água a queda de pressão entre esses pontos é representada pela equação 1 onde h é a altura lida em mm através da escala do manômetro. PA − PB = (ρ m − ρ f )gh (1) Foram realizados oito experimentos, sendo dois para cada situação específica considerando as válvulas abertas ou parcialmente fechadas. As condições experimentais, as quais também foram utilizadas na simulação computacional para posterior comparação, estão relatadas na Tabela 1. Tabela 1 – Condições Experimentais Tipo de Válvula Experimento Vazão (Kg/s) T(ºC) Válvula Gaveta ¾” aberta Válvula Gaveta ¾” 2/5 aberta Válvula Esfera ¾” aberta Válvula Esfera ¾” 42,7º fechada 1 2 3 4 5 6 7 8 0,71 0,64 0,71 0,64 0,74 0,60 0.63 0,54 25 26,5 25 26,5 25 25 24 24 Pressão na entrada(Pa) 6545,96 5557,89 15068,06 13585,96 6051,92 4199,28 42363,36 30383,05 Metodologia Numérica dade relativa O cálculo da perda de carga (solução analítica do problema) foi realizado pela equação de Darcy (ou fórmula universal) sendo a mesma válida para qualquer escoamento incompressível e reconhecida pela ABNT. O estudo da perda de carga distribuída, aqui denominada hf, parte das equações da continuidade, energia e quantidade de movimento. A equação da continuidade deve ser aplicada considerando-se a velocidade constante no trecho escolhido para o cálculo em questão. A equação da energia geral, baseada em hipóteses previstas por Brunetti (2008) é a equação de Bernoulli (Equação 2), que permite relacionar cotas, velocidades e pressões entre duas seções do escoamento do fluido. P1 γ + Onde P1 v12 P v2 + h1 = 2 + 2 + h2 + h f 2g γ 2g γ = ρg (2) e: = energia de pressão por unidade de peso γ v2 = energia cinética por unidade de peso 2g h = energia potencial por unidade de peso h f = carga ou altura manométrica, representa a energia retirada. Por análise dimensional chega-se à equação 3 que é a fórmula universal. hf = fLeq v 2 2 Dg (3) Onde D é o diâmetro da tubulação, v é a velocidade de escoamento do fluido, g é a aceleração da gravidade, Leq é o comprimento equivalente em trecho reto e f é o coeficiente de atrito função do número de Reynolds (equação 4) e da rugosi- Pressão na saída (Pa) 4446,31 4075,73 3211,23 3334,73 4816,83 3211,22 2346,66 1852,62 ε que é obtida correlacionandoD se fatores de rugosidades tabelados e o diâmetro nominal da tubulação. Re = ρ Dv µ (4) As perdas nos acessórios são determinadas com maior facilidade, em termos do comprimento equivalente de um tubo reto que é obtido através de correlações já pré-tabeladas pela literatura. O comprimento equivalente total Leq é dado pelo somatório dos comprimentos equivalentes dos acessórios e o comprimento do trecho reto. É aqui que reside a limitação da solução analítica, pois nem todos os acessórios têm essas correlações pré-estabelecidas pela literatura, como é o caso, por exemplo, da válvula esfera estudada quando fechada 42,7º e então o cálculo do hf não é possível. Uma vez validada a técnica de estimativa da perda de carga em acessórios via CFD, está poderá se estender à diferentes situações sem a limitação de uma correlação ou tabela de equivalência. Metodologia numérica empregada na técnica de fluidodinâmica computacional A malha computacional foi construída através do software GAMBIT onde foram seguidos entre outros os seguintes passos: 1. Definição das dimensões e criação das geometrias; 2. Determinação do tipo, quantidade e formato das células nas várias partes do volume de controle; 3. Divisão do domínio em volumes de controle discreto usando uma malha computacional; 4. ;Determinação dos tipos de contornos que serão empregados na solução numérica; (Para todos os casos estudados, foram definidos como condições de contorno a pressão na saída da tubulação e a velocidade do fluido na entrada da tubulação); 5. Exportar a malha em um formato reconhecido pelo FLUENT. Uma vez lido o arquivo de malha computacional pelo resolvedor numérico FLUENT, os próximos passos foram: 1. Integração das equações governantes em volumes de controle individuais e construção de equações algébricas para as variáveis dependentes discretas (não conhecidas) assim como velocidade, pressão e as grandezas escalares conservadas (k e epsilon); 2. Linearização das equações discretizadas e solução do sistema de equações lineares resultante para obter valores atualizados das variáveis dependentes; Além das equações integrais governantes de conservação de massa e momento, quando apropriado empregou também as equações de escalares como a turbulência. O Modelo de Turbulência adotado foi o k-epsilon e os parâmetros do modelo foram aqueles sugeridos pelo defaut do software, que atende aos casos estudados neste trabalho. O acoplamento Pressão-Velocidade foi feito usando o esquema Simple e os métodos de discretização empregados foram: para pressão o up-wind de segunda ordem e de primeira ordem para energia cinética turbulenta e taxa de dissipação turbulenta. Para todas as simulações definiu-se como critério de convergência para a. continuidade, K, epsilon e velocidades nas 3 direções o valor de 1E-04. A solução empregada adota uma aproximação baseada na pressão, sendo que a equação da pressão é obtida a partir das equações da continuidade e do momento, de forma que o perfil de velocidade corrigido pela pressão satisfaça a equação da continuidade. Desde que as equações governantes são não-lineares e acopladas uma a outra, o processo de solução envolve interações sendo que as equações governantes são resolvidas repetidamente até a solução convergir. Neste trabalho empregou-se um algoritimo de solução onde as equações governantes são resolvidas seqüencialmente (segregada uma da outra). Pelo fato das equações governantes serem nãolineares e acopladas, a solução exige um loop iterativo para obter a convergência numérica desejada. RESULTADOS E DISCUSSÕES Para a resolução do problema via CFD foram criadas malhas computacionais no software GAMBIT® que buscando representar o mais fielmente possível a geometria das válvulas. Foram criadas quatro malhas, duas para a válvula esfera e duas para a válvula gaveta. No caso da válvula esfera, a malha para esta completamente aberta (Figura 3) foi construída de forma estruturada e o volume de controle foi dividido em 78.376 células hexaédricas e a Figura 4 representa a malha para a mesma, 42,7º fechada, onde foi construída uma malha em blocos (que consiste na subdivisão do volume de controle em volumes menores possibilitando assim a construção de um tipo de malha específica para cada um), sendo aplicada uma malha estruturada hexaédrica na geometria mais simples e uma malha tetraédrica híbrida nas regiões mais complexas, esta foi posteriormente convertida em poliédrica devido a melhor adaptação da mesma a geometrias mais irregulares além de reduzir consideravelmente o número total de células, que nesse caso ficou em 80.627. As malhas para a válvula gaveta foram construídas de forma não-estruturada, sendo seus volumes divididos em células tetraédricas híbridas devido à complexidade de suas geometrias, totalizando 423.557 células para a válvula aberta (Figura 5) e 402.669 células para a válvula 2/5 aberta que podem ser vistas na Figura 6. Figura 3 - Malha da válvula esfera completamente aberta contendo 78.376 células Figura 4 - Malha computacional da válvula esfera 42,7º fechada contendo 80.627 células Figura 5 - Malha da válvula gaveta completamente aberta contendo 423.557 células. Figura 6 - Malha da válvula gaveta 2/5 aberta contendo 402.669 células. A simulação computacional nos permite analisar graficamente o perfil de pressão indicado pela Figura 7 de cada experimento e verificar a diferença de pressão acentuada no caso da válvula esfera 42,7º fechada, o que nos leva a crer que esse tipo de válvula tem melhor rendimento completamente aberta e serve para interrupção total de vazão e não apenas controle da mesma. O perfil de velocidade do escoamento em cada uma das situações também pode ser visto através das Figuras 11, 12, 13 e 14 (perfis longitudinais), o que nos leva a confirmar a aplicação da equação da continuidade onde velocidades médias e áreas são inversamente proporcionais. Nos perfis de velocidade pode-se ver claramente que a diminuição da área por onde passa o fluido acontece um aumento da velocidade média na seção e vice-versa. Figura 7 - Perfil de pressão na válvula esfera completamente aberta - plano longitudinal Figura 8 – Perfil de pressão na válvula esfera 42,7º fechada - plano longitudinal Figura 9 – Perfil de pressão na válvula gaveta completamente aberta - plano longitudinal Figura 10 – Perfil de pressão na válvula gaveta 2/5 aberta - plano longitudinal Figura 11 – Perfil de velocidade na válvula esfera completamente aberta - plano longitudinal Figura 12 – Perfil de velocidade na válvula esfera 42,7º fechada - plano longitudinal Figura 13 – Perfil de velocidade na válvula gaveta completamente aberta com plano de corte longitudinal Após a simulação, os valores obtidos para a pressão de entrada foram comparados com os mesmos valores experimentais e analíticos e estão relacionados na Tabela 2 considerando os respectivos erros relativos de cada experimento. Aqui, vale ressaltar que, por não haver correlações específicas previstas pela literatura para os valores de comprimento equivalente no caso da válvula esfera, considerou-se a mesma totalmente Figura 14 – Perfil de velocidade na válvula gaveta 2/5 aberta com plano de corte longitudinal aberta como um trecho reto para o cálculo da perda de carga pela fórmula de Darcy e isso não afetou os resultados como se pode ver na tabela em questão. E para essa mesma válvula parcialmente fechada, comparou-se apenas os valores experimentais e simulados, uma vez que neste caso não foi possível nem mesmo uma aproximação com uma correlação já existente. Tabela 2 – Comparativo entre dados experimentais, simulados e teóricos. Pressão na entrada (Pa): Erro relativo entre: Experimento Equação de Simulado e Equação de Darcy Experimental Simulado Darcy experimental Experimental 1 2 6545,96 5557,89 6082,44 5465,93 6793,46 6026,91 7,08% 1,65% 3,78% 8,44% 3 4 15068,06 13585,96 16474,68 14173,76 17710,80 15388,25 9,33% 4,33% 17,54% 13,26% 5 6 6051,92 4199,28 6053,16 4031,19 6666,58 4449,44 0,02% 4,00% 10,16% 5,96% 7 8 42363,36 30383,05 42703,67 30861,40 - 0,80% 1,57% - CONCLUSÕES A técnica de fluidodinâmica computacional apresentou boa capacidade de previsão da perda de carga associada a acidentes do tipo válvula esfera e gaveta. Os desvios encontrados via CFD foram inferiores quando comparados com aqueles obtidos pela equação de Darcy. Os resultados obtidos servem como motivação para a aplicação da técnica de fluidodinâmica computacional para o estudo e desenvolvimentos de trabalhos envolvendo o escoamento de fluidos no interior de tubulações ou equipamentos típicos da engenharia quí- mica. Considerando, apenas os desvios entre valores experimentais e calculados, fica claro a boa capacidade de previsão da equação de Darcy que por sua vez não necessita de grande esforço nos cálculos. Por outro lado, a técnica de fluidodinâmica computacional exige um excelente treinamento na criação de geometrias e malhas e no resolvedor numérico Fluent. Apesar da técnica de fluidodinâmica computacional ser mais precisa na previsão dos valores de queda de pressão, a justificativa para este tipo de estudo vai além do resultado obtido neste trabalho. A maior motivação é o aprendizado desta técnica para no futuro expandir este tipo de estudo às situações mais complexas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NETO, H. J.; ALENCAR, H. S.; BERNARDES, M. E. C.; SILVA, F. G. B. Modelagem e simulação do comportamento de uma válvula de fluxo hidráulica com o uso de ferramenta de hidroinformática. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 29, p. 224-232, dez. 2008. FOUST, A. S.; WENZEL, L. A.; CLUMP, C. 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