Diário Oficial do Rio Grande do Norte - Ano VII - Número 74 Abril-maio/ 2012
História do futebol
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Abril/maio 2012
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Artigo
MOSSORÓ,
a de chuteiras imortais
Jarbas Martins
M
enino, no viço dos meus onze, doze
anos, senti na alma a primeira investida
do Ciúme, este monstro de olhos
verdes. Eu achava que Dequinha,
estrela mossoroense que brilhava no Flamengo, não
podia, por direito, justiça ou o que quer que fosse,
ofuscar o gênio de Ademir Marques de Menezes, o
Ademir Queixada, ídolo do meu Vasco da Gama. E
mais: Dequinha jamais poderia ter nascido e jogado
em Mossoró, cidade longínqua e indiferente na
minha geografia de ressentido.
Abecedista e vascaíno, angicano orgulhoso de
residir em Natal, não sabia como me livrar do
assédio do meu cornudo adversário. O Ciúme vinha
sempre acompanhado de quatro terríveis atacantes:
o Fanatismo, o Ódio, a Inveja e o Bairrismo.
Nas minhas férias escolares em Angicos, meus
primos sertanejos, flamenguistas irrecuperáveis,
tripudiavam como iconoclastas sobre a cruz de
Malta do meu time. Ridicularizavam meu
queridíssimo ABC FC e, de sobra, devotavam a
Natal um profundo desdém. Como se fosse esta
cidade o próprio túmulo do futebol. Que fazer?
Brilhavam, em sua constelação infatilóide, três
estrelas de incomensurável grandeza; o Flamengo,
Dequinha e, por ser o berço do craque, e de outros
craques, até então, por mim desconhecidos, a
cidade de Mossoró.
Com um sentimento de vergonha e culpa, admiti,
tempos depois, que o nome do grande centromédio
flamenguista não estava apenas nos lábios irados
dos meus primos. Estava também nos lábios das
multidões. E no coro dos foliões que, no Brasil
afora, entoavam fervorosas marchinhas
carnavalescas. Rendi-me. Ou melhor, converti-me.
Sem renegar de todo o meu passado. Até a fé
inabalável, que tinha no futebol de Ademir, vacilou,
Deu-se isso ao mesmo tempo em que eu
descobrir a literatura e toda a milotogia municipal
mossoroense: Dorian Jorge Freire, Jaime Hipólito
Dantas, Vingt-Um Rosado. E, por que, não?
Tarcísio Gurgel – contista, professor e fundador
da moderna crônica esportiva norte-riograndense.
É o próprio Tarcísio Gurgel que me garante:
Dequinha era um jogador de rada ciência. Um
matuto com a elegância intelectual de um
scholar do começo do século. Combativo e
disciplinado, fazia do peito um suave escudo,
aparando a bola adversária em pleno ar.
Apaziguando-a, domesticando-a, impondo-lhe
doces servidões de amante.
Milton Pedrosa é um mito literário, que me
foi revelado mais recentemente. Conheci-o pelas
mãos amigas de Helder Heronildes, que me tirou
das trevas da ignorância. Emprestou-me alguns
livros (ficção, crônicas, artigos) desse notável
escritor oestano, exilado no Rio de Janeiro,
onde faleceu. Entre os livros, a antologia Gol de
letra, com estudo introdutório sobre o futebol e
sua influência na literatura brasileira.
Complementando, Helder me traz um
indispensável roteiro biobibliográfico, feito pelo
historiador Raimundo Soares de Brito, sobre
Pedrosa, acompanhado de juízos criticos de
Paulo Rónai, Carlos Drummond de Andrade e
outros monstros sagrados.
Um elogio, enfim, ou um poema épico, por
seu estilo tedioso e grandiloquente, pode até ser
dispensável; não certas passagens factuais
iluminadoras que nutrem esses gêneros. Seja
também assim com essa crônica, louvação tardia
de um escriba angicano. Seja também assim
com essa tentativa de evocar nomes perdidos,
como os de Jaime Hipólito e Milton Pedrosa. E
outros grandes nomes, igualmente condenados
ao esquecimento, como os de Zeleão, Saruê,
Jorginho, Tidão.
E, sobretudo, assim seja com a santa
invocação dos nomes de Dequinha e do
Flamengo, do qual, em incertos momentos,
Dequinha foi um ídolo, um pôster, um epitáfio.
E, finalmente, seja também assim com a
cidade de Mossoró – longínqua, diferente, só e
sua mitologia futebolística e literária.
(Transcrito do jornal cultural “O GALO”
– dezembro/1998)
ROSALBA CIARLINI ROSADO
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Miranda Sá
Moacyr Cirne
O futebol na nossa literatura
Anchieta Fernandes
E
u não gosto de futebol.
Vicente Cerejo não gosta
de futebol “ou não gostava,
se modificou a opinião, por
exemplo, em uma bela crônica sobre o que
ainda se chamada Castelão, na “Cena
Urbana” no Diário de Natal, de 23/01/
1986". Mas alguns intelectuais, artistas,
compositores, escritores e cantores gostam
de futebol. Na literatura, não são raros os
apreciadores. O escritor uruguaio Eduardo
Galeano, mais conhecido pelo livro “As
VeiasAbertas daAmérica Latina”, também
escreveu o livro “FutebolAo Sol e à
Sombra” (publicado em 1995 pela
Editora Gaúcha L & PM Editores).
No Brasil, um José Lins do Rego
– criador do importante ciclo de
romances dedicados à época dos
engenhos nordestinos – chegava as
lágrimas quando o seu flamengo
perdia uma partida. E no Rio Grande
do Norte, quais são os
futebolmaniacos também dedicados
às letras? Também não são poucos,
podendo se mencionar, em uma
síntese, desde o teórico, critico e
poeta de vanguarda Moacy Cirne ao
ficcionista Francisco Sobreira. O
mote adotado foi pesquisar como o
futebol entrou em nossa literatura, ou
qual seria uma bibliografia básica
futebolística na literatura
norteriograndense. Entenda-se, antes
de tudo, que alguns dos livros
incluídos na pesquisa tem como
autores os especialistas, cronistas
esportivos que só escrevem sobre
futebol (seja como colunista de
jornais, seja como locutores de radio
ou TV) que de repente publicam um
livro no contexto especifico de seu
assunto. É preciso começar pelo
gênero histórico: quais têm sido os
livros que contaram a historia do
nosso futebol?
O mais importante, sem duvida, é
“Da bola de pito ao apito final,
Memória do futebol potiguar”, de
Everaldo Lopes, uma entrada
agradável na maquina do tempo
viajando as origens do esporte
bretão entre nós, acompanhado
os viajantes de outros elementos
do perfil natalense do inicio do
século XX, quando membros da
família Pedrosa trouxeram a
primeira bola de couro da
Europa, e foram logo dando a
idéia de se formar pelo menos
duas equipes de futebol. Em
1904, surgiu o primeiro time de
futebol em Natal, o Sport Club
Natalense.
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Aderbal de França
Capas dos livros: Da bola de pito ao apito final, Memória do futebol potiguar (Everaldo Lopes), Esboço histórico do futebol mossoroense(Manoel
Leonardo Nogueira), Os esportes em Natal (Procópio Neto).
E o livro, capitulo por capitulo, vai
dando a necessária informação sobre
as varias faces do futebol do ponto de
vista histórico: a história dos clubes;
quem foram os cartolas; os campeões
estaduais; quando começou a
participação do RN nos campeonatos
brasileiros (foi desde 1929); quando
os jornais locais começaram a falar e
dar destaque ao futebol (utilizando
expressões em inglês, como por
exemplo: “Um shoot magistral”); os
fotógrafos; as primeiras transmissões
de jogos no rádio; relação de nomes
de árbitros, técnicos, goleadores e
etc.
Indispensável, era o livro “Os
esportes em Natal” de Procópio
Neto. Além de fazer um registro
histórico de diversas modalidades
esportivas (basquetebol, voleibol,
atletismo e cultura física, pesca e caça
submarinas, tênis de mesa, tiro ao
alvo, vela, kârate, xadrez,
automobilismo, judô, handebol,
ciclismo), ele dedica 76 páginas
somente ao futebol, mencionando
também o referido esporte em vários
instantes das outras matérias e na
parte da cronologia histórica (onde
esta, inclusive, a data da primeira
transmissão pelo radio de um jogo de
futebol no RN).
Mas, como se sabe que nenhum
historiador pretende estar esgotando
completamente o assunto, existem
falhas e omissões nos livros de
Everaldo e Procópio, que outros
livros ou fontes jornalistas do interior
preenchem. Por exemplo, embora
Everaldo mencione times do interior,
não menção ao primeiro campeonato
municipal da segunda divisão do
futebol caraubense, realizado em
Caraúbas, em 1999. Embora
Procópio mencione o Clube
Esportivo Neves, do Colégio das
Neves, não menciona que, já em
1939, o Padre Celestino Capra
mandava construir o primeiro campo
de futebol do Colégio Salesiano.
Outros livros sobre a historia do
futebol do RN são: “Futebol da
Gente” de Olismar Lima; “Esboço
histórico do futebol mossoroense”, de
Manoel Leonardo Nogueira; “A
história não contada do futebol
potiguar”, de Lupercio Luis; “Na
boca do túnel”, de Maeterlinck Rego.
E esse registro histórico perpassa
também pelos capítulos de outros
livros de historia geral (“Nova historia
de Natal”, de Itamar de Souza; “Dos
bondes ao Hippie Drive-in”, de
Carlos e Fred Sizenando Rossiter
Pinheiro; “Nos bons tempos da
SCBEU”, de Juarez Chagas;
“Caminhos de Outrora”, de
Anselmo Cortez).
E a prosa leve, de ver o futebol
e sua historia como um toque
memorialistico? Não se pode
deixar de concordar com Leda
Marinho Varela, quando em seu
livro “Natal no compasso do meu
tempo”, relembrando o Estádio
Juvenal Lamartine, diz: “Hoje, o
Estádio Juvenal Lamartine foi
totalmente transformado. O seu
belo pórtico com a inscrição de seu
nome e os três mastros para as
bandeiras foram substituídos por
lojinhas que nada tem a ver com o
antigo campo de futebol. Mais uma
vez o que deveria ter sido
preservado foi destruído. O
gramado, hoje, repousa como um
corpo inerte.”.
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a epopéia de 70 será feliz para
sempre”), Carlos Peixoto (“As
imagens do goleiro Felix correndo
atrás do adversário por toda extensão
do meio-campo brasileiro, as faces
crispadas, os braços estendidos, os
músculos retesados no esforço de
evitar o gol inevitável, resumem para
mim a Copa de 70”), Miranda Sá
(“No dia em que ganhamos o caneco,
liberou geral”) e de outros craques do
texto.
O futebol motiva também o
imaginário narrativo de alguns
escritores norteriograndenses. Desde a
narrativa mais longa (romance e
novela, como no caso de duas das
obras de Homero Homem: “O
goleador” e “o moço da camisa 10”)
até a narrativa breve (contos). Em
1957, Afrânio Pire Lemos publicou seu
livro de contos “inaudito”. Um dos
referidos contos é “Tic Tac”, onde com
o enredo dos preparativos de um
torcedor para a próxima partida, o
contista desenvolve seu estilo Joyciano
de contar, cinematográfico, bem visual,
sem se desviar do emocionalismo mais
comum de todos.
No livro de Tarcisio Gurgel “Os de
Macatuba” (1975) o texto do conto
“Avante Macatuba Futebol Clube”
leva o clima psicológico e os gestos do
casal em pratica de ato sexual (ele,
dono de um time de futebol) uma
verdadeira similaridade com o ápce
triunfalista de um gol. Em “Não
enterrarei os meus mortos”, livro de
contos publicados em 1980, Francisco
Sobrera, cearense na literatura do RN,
dividem a estrutura dos pontos em
blocos temáticos, um deles sendo
Fotos: divulgação
Talvez o mais genial livros de
crônicas sobre futebol, publicado no
RN, seja uma antologia, a antologia
“Todos juntos, vamos, memória do
TRI”, organizada por Alex Medeiros,
publicada em 2002, relembrando a
vitória do Brasil no Tri-Campeonato
Mundial de Futebol, realizado no
México em 1970. Desde a belíssima
capa, mostrando em cortes as mãos
do capitão Carlos Alberto Torres,
levantando a Taça Jules Rimet, o livro
é um primor. Reúne o melhor da
crônica esportiva local e nacional, e
também autores não especializados.
Intercaladas entre fotografias da
época, e charges de Henfil, vão
saltando das paginas do livro para a
emoção profundo do leitor as sacadas
poéticas, filosóficas e tão humanas de
Ailton Medeiros (“Quem testemunhou
5
Tarcisio Gurgel
Orlando Rodrigues
“Duas histórias de futebol” incluindo
os contos “O jogo decisivo” e “O
rival”.
Pois é isso ai. Eu não gosto de
futebol, mas de como se escreve (de
como alguns escrevem) sobre futebol.
Seja Moacyr Cirne em seu “Poema/
processo com sabor de mangaba”,
misturando a emoção e a rima do
estádio nacional com o estádio do time
local: “Com a palavra Maracanã/
alegre-se no Frasqueirão”; sejam as
anotações também históricas mais
sobre curiosidades, registradas por
escritores humoristas – como, por
exemplo, Orlando Rodrigues, o
Kbhoré, relembrando em seu livro
“Segura essa...”, a seleção de Caicó
de 1952 constituída quase só de
jogadores com apelido de animais
(Coruja, Porco, Sapo etc.).
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Fotos: divulgação
Primeiro título do A
Diego Avelino
O
Garrincha vestiu a camisa do verdão em 1968
bairro tão movimentado de Natal,
Alecrim, é um excelente campo
para História. Suas etimologias
remetem as aspirações históricas.
O bairro do Alecrim era chamado de Refoles,
Alto da Santa Cruz e Cais do Sertão. Tal
como ontem, permanece hoje nome,
lembrança, de uma idosa que tinha o hábito de
enfeitar os caixões das crianças com ramos de
alecrim, mas talvez também por causa da
enorme quantidade de alecrim existente na
região. Mas, como bairro foi oficializado em
30 / 09 / 1947. Tem-se nele um cemitério, que
nas suas catacumbas se preserva os restos
mortais de ilustres potiguares. Esse cemitério
foi criado, provavelmente no século XX.
Deveria abrigar os corpos sem vida
daqueles que morriam, por causa de epidemias
da cólera. Pois bem, além deste cemitério
existem e existiram outras instalações bem
velhinhas! Para os amantes de cinemas, o
Alecrim já possuiu cinco. Serviu como ponto
para entretenimento durante a Segunda Guerra
Mundial. Algumas ruas datam do século XX
(Rua Coronel Estevam – criada em 1908);
também ruas receberam, em 1911,
numerações (01 até 18) e na década de 30 e
40 passaram-se a trocar os números por
nomes de presidentes da província e tribos
indígenas.
Mas o melhor titulo de glória do bairro é
que nele veio a surgir o Alecrim Futebol Clube,
time de expressivo papel histórico. Teve como
base para sua formação inicial jogos
organizados por moradores do bairro, nas
famosas “peladas” aos domingos (há os que
digam que os jogos ocorriam em espaço
próximo a Igreja São Pedro). A pretensão
inicial dos seus jogadores era a de
entretenimento. Contudo, por meio de uma
reunião ocorrida na casa do Coronel Sólon
Andrade, o time com a iniciativa meramente
filantrópica, cuja tarefa nobre era ajudar as
crianças pobres do bairro, funda-se no dia 15
de agosto de 1915. Em informações
obtidas no sitio eletrônico do time, os
fundadores do Alecrim Futebol Clube
foram Lauro Medeiros, Pedro Dantas,
Coronel Sólon Andrade, José Firmino,
Café Filho, Humberto Medeiros, Gentil de
Oliveira, José Tinoco, Juvenal Pimentel e
Miguel Firmino. O provável endereço da
fundação teria sido no sítio Vila Maria (o
proprietário era Candido Medeiros),
localizado na Rua General Fonseca e Silva.
Diferentemente de outros times
potiguares, ABC e América (times mais
elitizados), o Alecrim Futebol tinha em seu
rol de jogadores negros e descendentes de
índios. Portanto, estava sujeito a diversas
maneiras de preconceito. Pode-se deduzir
que a escalação desse time possuísse essa
formação, graças às pessoas que residiam
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Alecrim Futebol Clube - 1925
Sede
do Alecrim,
quando
funcionava
na Rua dos
Caicós
no bairro do Alecrim. O bairro do
Alecrim era considerado um “bairro
novo” e estava localizado na parte rural
da cidade do Natal (pois, os méritos
maiores eram dados a Cidade Alta e
Ribeira – chamada antigamente de
Cidade Baixa).
Portanto, o Alecrim abrigava os
“excluídos” de uma sociedade
meramente preconceituosa. Vale lembrar,
que a década de 20, não deixará de
existir comportamentos racistas.
Inclusive, a influência europeia era muito
forte. Em análise aos fatos que
permeavam essa década é notória a
grande presença da cultura francesa e de
outros povos. Com fins de efetivação
afirmativa, a influência européia era tão
forte que o time recebia o nome de
Alecrim Football Club. Com o
passar dos tempos o Alecrim altera o
nome para o que hoje carrega
consigo.
O primeiro jogo do Alecrim, time
já formado, aconteceu contra a
Escola de Aprendizes Artífices. O
primeiro título do tricolor (na década
de 20, o time carregava três cores) no
campeonato potiguar foi obtido em
1925 numa campanha invicta. Na
ocasião o técnico era Alexandre
Kruze e seu elenco era constituído
por Sisudo, Alemão, Santana, Freitas,
Câmara, Batista, Neco, Firmino,
Dumaresq, Sinésio, Zacarias, Jannin,
Garcia, Gentil, Deão, Miguel,
Ferreira, Octavio, Lula, Pinadró,
Foster, Zé Dantas, Nozinho, José
Carlos, Lula. A próxima vitória do campeonato veio acontecer em 1963 regido
pelo técnico Geléia e seu elenco Sansão, Paulo, Ferreira, Berilo, Mario, Zezé,
Galdino, Miltinho, Miro, Ilo e Osiel.
Esse prestigioso time de maravilhosa essência histórica, não deve ser
lembrando somente por causa de títulos, perdas, resultados positivos e
negativos, mas vale lembrá-lo por sua tradição junto ao nosso Estado. Poucos
potiguares conhecem, mas o ex-presidente da República (18o da história do
Brasil), Café Filho foi goleiro titular pelo time no campeonato estadual; no dia
04 de fevereiro de 1968, o grande jogador do futebol carioca, Garrincha
participou num amistoso contra o Sport (time recifense).
Na data deste jogo, Garrincha usava a camisa número 07 do time
alecrinense. Jogou somente esta vez no Alecrim, mas embora demonstrando
seu belo futebol, não pode marcar um gol. Entretanto, a vitória do Alecrim
sobre o Sport aconteceu. O resultado foi de 01 x 00; gol marcado por Duda.
E, exatamente nos anos sessentas, o Alecrim (apelidado de ‘o vingador’) pôde
vencer por 01 x 00 o Rampla Júnior (time do Uruguai). Sabendo que a
curiosidade ficou “cutucando”, a respeito do Rampla Júnior, devo citar que esse
time em excursão no Brasil estava sem perder um jogo. Entretanto, ao jogar em
Natal... nada de facilidade! O time esmeraldino mostrou seu enorme potencial.
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UM CLÁSSICO-REI PARA SEMPRE
Verailton Alves
Foto: divulgação
V
i na tv as imagens da
demolição do nosso
maior estádio de
futebol e veio à minha
mente o enredo de um filme do
melhor ABC x América que eu
testemunhei. Num domingo de maio
de 1976, os rivais entraram em
campo para a batalha do primeiro
turno do campeonato estadual. Na
véspera, um sábado, fui à Farmácia
Dutra do Alecrim para comprar o
ingresso da geral. Por apenas 6
cruzeiros estava garantida a entrada
para o espetáculo do futebol.
No mesmo dia tive que jogar fora
o nervosismo e fui me divertir.
Primeiro dei uma passadinha no
Grand Circo Italiano e à noite fui ao
cine Rex pra conferir o euro western
Tedeum – Um Homem mais duro
que Trinity, dirigido por Enzo
Castellari e com Jack Palance e
Francesca Romana Coluzzi no
elenco. A história de um famoso
pistoleiro, Tedeum, que se une a um
falso padre para juntos irem em
busca de ouro.
Ainda no sábado, conferi na
TRIBUNA DO NORTE a coluna de
Rubens Lemos sobre a morte de seu
Antônio, um vendedor de cafezinho
fanático pelo alvinegro de Morro
Branco. Pronto, Rubão acabara de
botar mais emoção ao meu domingo
de ouro.
De manhã cedinho fui ao mercado
da Redinha pra comer ginga com
tapioca no quiosque de dona Dalila.
Mais tarde me reuni a Solón
Ataíde, meu cunhado, e aos irmãos
Naldo, Júnior e Neto. O grupo partiu
logo depois do almoço, numa
Time do ABC campeão de 1976. Em pé: Vuca, Wagner, Hélio Show, Draílton, Pradera e Fidélis;
Agachados: Aluizio (massagista), Noé Silva “Flexa Ligeira”, Reinaldo, Zé Carlos Henrique, Danilo e Noé Soares
“Macunaíma”.
caminhada de tirar o fôlego entre a
avenida 10 e o colosso da Lagoa Nova.
O jogo começaria às quatro e quarenta e
cinco da tarde, mas às três horas o
estádio estava lotado. Quase cinqüenta
mil pagantes. Na preliminar, um baita
aperitivo na decisão do primeiro turno da
categoria juvenil entre ABC eAmérica.
O goleiro do ABC era Madson, hoje
trabalhando como jornalista. Pelo lado
do América, o volante Rogério – jogava
de cabeça erguida – e Sandoval. Vitória
alvinegra com um gol único do ponta
Lulinha.
A alegria alvinegra se completaria
quando Hélio Show, Fidélis, Pradera,
Wagner, Orlando, Drailton, Danilo
Menezes, Zé Carlos Henrique, Noé
Silva, Reinaldo e Noé Macunaíma
pisaram o gramado do Castelão. Na
linha inimiga, feras como Ubirajara,
Joel Natalino - hoje no comando do
Flamengo -, Garcia, Alberi, Hélcio
Jacaré e Ivanildo Arara.
João Avelino no ABC e Sebastião
Leônidas no América eram os
treinadores. O jogo foi apitado por
José Favilli Neto, da Federação
Paulista. E como era de se esperar,
muito equilíbrio no primeiro tempo. A
vitória só sairia no segundo tempo,
com tres petardos de fora da área.
Reinaldo, duas vezes, e Noé Silva
garantiram o título do primeiro turno
ao Mais Querido. Seu Antônio com
certeza vibrou de felicidade lá no
andar de cima. Eu, meus irmãos e
meu cunhado voltamos a tempo de
assistir ao teipe do jogo na TV U com
a narração marcante de José Ary. O
final da história todo mundo saber: o
ABC foi campeão invicto do turno
sem sofrer gols, o goleiro Ubirajara
foi crucificado e emprestado para o
Ferroviário do Ceará, o América
trouxe o meio-campo Juca Show,
mas de nada adiantou. O título de
1976 foi para Morro Branco.
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Beach Soccer do RN
Fotos: divulgação
Edson Benigno
O
Beach Soccer é hoje um dos
esportes mais populares do País. No
ínicio dos anos 90 começava uma
“febre” desta modalidade no Rio de
Janeiro, pessoas praticando futebol de areia nas
praias. Depois se formou uma seleção, com exjogadores profissionais, para disputar o
Mundialito de Futebol de Praia, ocorrido pela
primeira vez em março 1994, na praia de
Copacabana, Rio de Janeiro. Esta nova
modalidade se expandiu pelo Brasil inteiro e
Natal também aderiu a este esporte na época.
Neste mesmo período, pessoas de
vários bairros da cidade se
deslocavam até a Praia do Meio,
próximo ao Hotel Reis Magos, para
praticar o futebol de areia, que
mistura suas regras com a do futebol
de campo e do futsal. Depois foram
surgindo torneios entre equipes e com
o sucesso da modalidade, mais
conhecida como Beach Soccer, e
com jogadores que seriam
convocadas para Seleção Brasileira,
foi necessário se criar a Federação
Norte-Riograndense de Beach
Soccer. – FNBS.
No dia 11 de fevereiro de 1999,
na sede social do América Futebol
Clube, na Rodrigues Alves, foi
formada uma assembléia geral com
representantes de clubes, como
Alecrim, América e AABB, que tinha
como finalidade fundar oficialmente a
Federação Norte-Riograndense de
Beach Soccer. – FNBS. O seu
primeiro presidente foi o professor
de Educação Física, Paulo Eduardo
Medeiros Dias, que até os dias de
hoje continua no comando da
Federação.
Com a criação da Federação de
Beach Soccer em Natal, o passo
seguinte foi à promoção e a realização
do Campeonato Estadual da
modalidade. Também do
Campeonato Metropolitano e do
Torneio de Master (com atletas de 32
a 45 anos) e competições com a
participação de clubes de outros
Estados. Neste mesmo período
também era formada a Seleção de
Beach Soccer do RN.
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Fotos: divulgação
Em 2011 o
atacante
André Nascimento
brilhou nas
areias como
artilheiro
da Copa Brasil
No ínicio do mês de março de
1999, em sua primeira participação
a seleção do nosso estado
conquista o titulo de campeão do
torneio de seleções do Nordeste,
realizado em Maceió (AL). Na
seletiva para o Campeonato
Brasileiro de Beach Soccer,
realizada em Recife, entre os dias
11 a 14 de março de 1999, a
seleção do RN conquistou o
segundo lugar da competição,
perdendo apenas para a seleção de
Pernambuco na prorrogação por
5X4.
Entre os dias 23 e 28 de março
do mesmo ano a seleção disputou
o campeonato Brasileiro de Beach
Soccer em Vitória /ES, e conseguiu
ficar entre as quatros melhores
seleções de todos os Estados do
País. Com essa nova safra de bons
jogadores conquistando títulos e
alcançando bons resultados, contra
clubes de outros Estados, o RN
também teve êxito no cenário
nacional cedendo atletas para
defender a Seleção Brasileira da
modalidade, como o caso de André
Nascimento.
Ele esteve presente no dia 09 de
janeiro deste ano na Festa de Gala da
Fifa, evento que foi realizado em
Zurique (Suíça), e premiou os
melhores do futebol mundial em 2011.
André “Bigode”, como é conhecido,
foi artilheiro da Seleção Brasileira da
modalidade com 14 gols e ‘Bola de
Prata’ da Copa do Mundo disputada
em Ravenna, na Itália. Ele foi
homenageado como goleador do
Mundial, realizado ano passado e
vencido pela seleção da Rússia.
Em 2011 o atacante brilhou nas
areias como artilheiro da Copa Brasil
(André marcou nove vezes
defendendo o Corinthians). Do
Mundialito de Clubes fez 16 gols com
a camisa do Flamengo e foi um dos
vice-artilheiros da Copa dos
Campeões (anotou seis gols pela
seleção do Rio Grande do Norte).
Entre jogos pela seleção e torneios
de clubes, ele marcou 65 gols na
temporada.
Ele foi o primeiro jogador potiguar
a ganhar a “Chuteira de Ouro” da
Copa do Mundo FIFA de Beach
Soccer e além de artilheiro do
Mundialito de Clubes (16 gols) foi
também da Copa Brasil com 9 gols.
Ele nasceu em Natal no dia
26.05.1977, e sua posição é atacante
e tem no seu currículo os principais
títulos: Tetracampeão da Copa do
Mundo FIFA vice-campeão da Copa
do Mundo FIFA, vice-campeão da
Copa Intercontinental , pentacampeão
das Eliminatórias.
Começando a jogar na praia do
meio, André Nascimento, brilhou no
Beach Soccer rapidamente, sendo
convocado para Seleção Brasileira
da modalidade, conquistando vários
títulos que marcam seu currículo. Ele
ainda foi campeão da Liga das
Américas em 2000, campeão do
Campeonato Sul-Americano,
bicampeão do Campeonato Mundial,
pentacampeão do Mundialito,
campeão da Liga da Rússia,
campeão do Campeonato Brasileiro
(2007).
Também se destacou ganhando a
medalha Ouro nos Jogos Odesur
(Organização Desportiva SulAmericana), em 2009 e terceiro
colocado no Mundialito de Clubes
em 2011. Teve ainda participação na
Copa do Mundo FIFA: 2011, 2009,
2008, 2007 e 2006 e sendo
destaque como ’Bola de Prata’ e
‘Chuteira de Ouro’ (Copa do
Mundo FIFA 2011). ‘Melhor
Jogador’ do Campeonato Brasileiro
(2007/2008).
Abril/maio 2012
No dia 09 de janeiro deste ano,
por ocasião da homenagem dos
Melhores do Mundo, André disse que
os gols que já fez é um número
importante para sua carreira. Mas só
consegui fazer todos esses gols
porque teve ajuda dentro e fora de
quadra. “Fiquei muito feliz pelo
convite. É uma homenagem que eu
nunca imaginei que pudesse receber.
É o sonho de todo atleta participar
dessa grande festa e estive lá
representando o Brasil.” afirmou o
atacante, quinto maior artilheiro da
História do Brasil nas areias, com 217
gols.
Depois de receber as homenagens,
o atleta mostra que Natal tem bons
valores nesta modalidade. Mas no
RN não é só os jogadores que
brilham no Bech Soccer. O treinador
atual da Seleção do RN e que já foi
técnico da Seleção Brasileira , Andrey
Andrey Valério,
em 2010 ganhou o
Troféu de melhor
Técnico de Beach
Soccer do Brasil
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Valério, em 2010 ganhou o Troféu de
melhor Técnico de Beach Soccer do
Brasil. Seu currículo é bastante
enriquecedor, treinou também
seleções de outros estados como a
do Maranhão.
Nascido em Caicó - RN em 1965,
Andrey Valério é formado em
Educação Física pela UFRN, pósgraduado em treinamento desportivo
com especialização em Futebol e
Futsal pela UNIG-RJ. Técnico de
Futebol de Areia, comandou a
Seleção Brasileira no período de
2001 a 2003. É autor do Livro “
Futebol de Areia Todos os Níveis”
Lançado em Outubro de 2006.
Existem vários clubes de
bairros de Natal e de cidades vizinhas
como Emaús e Pium, que participam
das competições estaduais. Mas
assim como outras cidades com a
qualidade técnica de jogadores a
Federação Norte-Riograndense de
Beach Soccer, (FNBS) prefere
apoiar e formar seleção dos melhores
atletas para participar das
competições em outros Estados.
A Seleção Brasileira da
modalidade foi criada em 1998 pela
Confederação Brasileira de Beach
Soccer (CBBS), entidade que
organiza a modalidade no país. A
Seleção Brasileira é campeã de
13 Copas do Mundo de Futebol de
Areia, sendo a seleção nacional mais
vitoriosa deste esporte. Existe
também o Mundialito de Futebol de
Praia, que é um torneio anual
disputado entre poucos países
selecionados que são convidados
para a competição.
Ocorrido pela primeira vez em
1994 na Praia de Copacabana,
no Rio de Janeiro, a competição após
dois anos foi reiniciada em 1997 e
disputada até 2004 na Praia da
Claridade, na Figueira da Foz, Portugal.
Desde 2005 a competição vem sendo
disputada na Praia da Rocha,
em Portimão, também em Portugal. Até
2010 somente três países ganharam a
competição, sendo
eles, Brasil, Portugal e Estados Unidos.
O Brasil é o atual bicampeão
invicto dos Jogos Sul-Americanos
de Praia. Criada em 2009 pela
Odesur (Organização Desportiva
Sul-Americana), a competição faz
parte do Comitê Olímpico
Internacional. A Seleção Brasileira
integrou nos anos de 2009 (na
primeira edição do evento, em
Montevidéu-Uruguai) e 2011
(Manta-Equador). E mostrou
porque tem a hegemonia na América
do Sul. Tanto no Uruguai, quanto no
Equador, o Brasil foi campeão no
quadro geral de medalhas.
Abril/maio 2012
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Futebol
em
Caraúbas
Salete Pimenta
O
futebol, como todos nós
sabemos, é um dos
esportes mais populares
do planeta. Em todos os
países, em todas as cidades e em
quase todos os lugares do mundo,
existem times de futebol e seus
campeonatos. Caraúbas, a minha
cidade natal, não foge à regra. Nos
anos de 1950 e 1960, existia um
campo de futebol denominado
“Campo de Futebol da Liberdade”.
Entre 1960 e 1970 foi criado um
campo de areia e depois mais um
campo de futebol chamado “Campo
de Futebol Washington Câmara”.
Nessa mesma época foi fundado um
time de futebol, conhecido como
“Seleção de Caraúbas”. Essa seleção
era formada pelos seguintes
jogadores: José Diniz, Francisco
Amorim, Sebastião dos Santos
(Tronqueira), Galba Fernandes, Nero
Nazareno, José Miranda, Jonas de
Téia, Dionízio de Oliveira, João de
Claudionor, Pedrinho de Dilzete e
Edinho Fernandes. Os reservas eram:
José Vicente, Raimundo Gurgel, José
de Luzia e Tantico. Em 1970 foram
fundados os seguintes times de
Futebol; “Santos Futebol Clube” e o
“Grêmio”, em 1975 o “Flamengo
Comercial” e o time da “Sociedade
Educadora Caraubense”. A primeira
quadra de esportes da cidade de
Caraúbas foi construída em 1972,
pelo prefeito Guido Gurgel e se
chamava “Quadra Pérsio Mário
Fernandes”.
Existem ainda outras quadras: a da
“Associação Atlética Banco do
Brasil”- AABB e a dos “Escoteiros”.
A quadra dos Escoteiros foi
inaugurada em 1981 e a da AABB
em 1984. Nos anos 80, em Caraúbas
também existiu um time de futebol de
salão feminino, cujas jogadoras eram:
Maria Betânia Gomes de Almeida,
Maria Cleide Gomes de Almeida,
Antonia Bezerra (Toinha), Jesumira
Ferreira e Chirleide Carlos. As
reservas eram: Salete Pessoa e Bônia.
Mesmo com toda essa história de
futebol, a Secretaria de Esportes de
Caraúbas só foi fundada em 1º de
janeiro de 1993, na administração do
prefeito Raimundo Gurgel. A revista
“Prefeitura de Caraúbas – Construindo
uma Vida Nova – Ano 2008”, destaca
os JEPC – Jogos de Emancipação
Política de Caraúbas; Copa de Futebol
João Maia; os JESPs – Jogos
Escolares da Semana da Pátria,
salientando entre as diversas
modalidades o “Futsal” e o “Minicampo”. Informa também que foram
construídas duas quadras de esportes
na Avenida da Integração, Bairro
Leandro Bezerra, denominadas:
“Quadra de Esportes Cleto Filho” e
“Quadra de Esportes José Ricardo”,
ambos foram jogadores de times em
Caraúbas, e ainda a “Quadra de
Esportes Junior de Maria Paula”.
Entre os craques de futebol de
salão, podemos citar o caraubense
José Cezimar Borges, conhecido
como “Esquerdinha” que se destacou
jogando pelas seleções “Olímpicus” de
Mossoró, e “América” e “Vargas
Filho” da capital cearense; e em 1958,
dirigindo o futebol de salão do
“Atlético Clube Natalense”.
Ainda podemos salientar um
campo de futebol chamado “Centro
de Treinamento do Marcão”,
situado no bairro São Severino,
fundado pelo famoso jogador
Marcos Aurélio Fernandes
(Marcão), cujo trabalho iniciou-se
no “Pauferrense”, time de futebol da
cidade de Pau-dos-Ferros, passou
pelo ABC de Natal, encerrando sua
carreira no “Juventude” do Rio
Grande do Sul. Em Caraúbas
também existe uma escolinha de
futebol, chamada “Escolinha de
Futebol Gabriel Amorim (EFGA)”.
Convenhamos que o futebol seja
mais que uma paixão nacional: é
uma paixão mundial. Ainda que o
Brasil seja conhecido lá fora como
o país do futebol, o mérito de sua
criação não nos pertence e sim
pertence à Inglaterra.
Enfim, a cidade de Caraúbas, no
oeste potiguar, com sua história
futebolística, vem fazendo um
grande trabalho esportivo,
enaltecendo os caraubenses
colaboradores, participantes e
amantes do futebol.
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