VARIABILIDADE ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NO MUNICIPIO DE
MACEIÓ-AL NO 1° SEMESTRE DE 2006.
João Carlos Ribeiro Omena 1 ¹, Theomar Trindade de A. T. Neves², Vera Núbia Carvalho de Farias³,
Roberto Fernando da Fonseca Lyra4, Washington Luiz Felix Correia Filho5, Isa Rezende Medeiros6.
RESUMO - Neste trabalho, objetiva-se mostrar características da precipitação pluvial em diferentes
pontos na região de Maceió-AL, no 1° semestre de 2006, baseado em observações diárias das Estações
Meteorológicas localizadas em: INMET – Instituto Nacional de Meteorologia (-9°39’S, -35°36’W),
Riacho Doce (sem localização), Jacarecica (-9°37’S, -35°41’W) e Usina Cachoeira (-9°27’S, 35°43’W), todos no município de Maceió. A análise mostra a variabilidade mensal de chuva,
considerando as estações localizadas em Riacho Doce e Usina Cachoeira os locais de melhor
representação da proporção de chuva com uma diferença média de -79,4 e -35,4mm, respectivamente.
Sofrendo as demais variações muito diferentes das expressas pela Normal Climatológica. Caracteriza
que a micrometeorologia do município de Maceió sofre diferentes efeitos em curtos espaços.
Palavras-chave: precipitação pluvial, climatologia, Maceió-AL.
ABSTRACT – In this work, objective to show caracteristics of the pluvial precipitation in different
points in the region of Maceió-AL, 1° semester of 2006, based in Meteorological daily comments of
the Station located in: INMET – Instituto Nacional de Meteorologia (-9°39’S, -35°36’W), Riacho Doce
(without localization), Jacarecica (-9°37’S, -35°41’W) and Usina Cachoeira (-9°27’S, -35°43’W), all in
the city of Maceió. The analysis shows the monthly rain variability, considering the stations located in
Riacho Doce e Usina Cachoeira the places of better representation of the ratio of the rain with an
avarege difference of -79,4 and -35,4mm, respectively. Suffering the too much very different variations
from the express for the Climatological Normal. It Characterizes that the micrometeorology of the city
of Maceió suffers different effect in short spaces.
Words keys: pluvial precipitation, climatology, Maceió-Al.
INTRODUÇÃO
A necessidade de uma base de dados climatológicos tem sido mostrada, entre outros, por Doswell
(2001) cujas importâncias, advertem, não unicamente de caráter puramente climatológico, mas aquele
Universidade Federal de Alagoas / Instituto de Ciências Atmosféricas
Telefone: (82) 3214-1370
³Aluno de Graduação em Meteorologia; bolsista PIBIC; Email: [email protected]
1
Aluno de Graduação em Meteorologia; bolsista PIBIC; Email: [email protected]
Aluno de Graduação em Meteorologia; bolsista PIBIC; Email: [email protected]
1
Doutor - Professor Adjunto (Orientador); Universidade Federal de Alagoas; Email: [email protected]
Aluno de Graduação em Meteorologia; bolsista PIBIC; Email: [email protected]
Aluno de Graduação em Meteorologia; Email: [email protected]
que é igualmente útil para explicar e para desenvolver as políticas em avisos as provações dos
organismos diferentes de proteção civil (Gayà et al., 2005).
O ciclo diário das variáveis climatológicas é uma característica importante de um lugar ou região
já que tem um papel fundamental nos processos biológicos (ciclo circadiano, por exemplo), nos
ecossistemas (funcionamento diário do componente biótico) e nos socioeconômicos (hora das
atividades). De uma outra parte, o ciclo diário, ao ser uma característica típica das condições de um
lugar, é um indicador do tempo através do qual é possível fazer um segmento da variabilidade climática
e das mudanças climáticas (Murillo et al., 2005).
O objetivo foi analisar a diferença entre a variação pluviométrica do município de Maceió com
relação a normal climatológica para o primeiro semestre de 2006.
MATERIAL E MÉTODO
Para estas análises, foram utilizados dados dos totais pluviométricos do primeiro semestre de
2006 do município de Maceió, onde os mesmos foram cedidos pela Secretaria Executiva do Meio
Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais – SEMARHN/AL. Os dados de precipitação em estudo, foram
observados pelos respectivos postos pluviométrico: 1) INMET – Instituto Nacional de Meteorologia (9°39’S, -35°36’W); 2) Riacho Doce (sem localização); 3) Jacarecica (-9°37’S, -35°41’W); 4) Usina
Cachoeira (-9°27’S, -35°43’W). ( Ver Figura 1)
Foi feita uma média da precipitação mensal dos meses correspondente ao primeiro semestre de
2006, com a finalidade de comparar os resultados individuais dos mesmos com relação aos dados da
normal climatológica de 1961 a 1990, obtidos através do site www.inmet.gov.br para determinar assim,
suas características.
Figura 1: Foto do município de Maceió tirada por satélite.
Imagem retirada do site “www.bairrosdemaceio.net/mapasatelite4.jpg”
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na Figura 1 através da estação do INMET, verifica-se o acumulo de precipitação registrado pelo
posto meteorológico, o qual observou uma concentração de pequenos valores de precipitação, exceto o
mês de maio, onde a precipitação registrada obteve um saldo superior a normal climatológica em torno
de 173 mm. Quanto ao mês de junho por falta de dados foi feita uma estimativa utilizando o a equação
exponencial do lugar que apresentou um menor desvio médio (Usina Cachoeira), obtendo assim um
valor aproximado da precipitação esperada.
600,0
Precipitação (mm)
500,0
400,0
Maceió (INMET)
300,0
Normal Climatológica
(1961-1990)
200,0
100,0
0,0
76
112
192
312
340
298
Meses
Figura 1: Precipitação acumulada mensal (em mm) da estação INMET no município de Maceió, versus
a normal a normal climatológica de 1961-1990.
A figura 2 apresenta a precipitação acumulada mensal em Riacho Doce – Maceió, onde pode-se
observar uma pequena variação da precipitação com relação a normal climatológica. Assim, é notório
que a estação de Riacho Doce representou de forma satisfatória quando comparada com a estação do
INMET. Sendo importante ressaltar que no mês de fevereiro não houve precipitação registrada pela
estação.
400
Precipitação (mm)
350
300
Maceió (Riacho Doce)
250
200
Normal Climatológica
1961-1990
150
100
50
0
JAN FEV MAR ABR MAI JUN
Meses
Figura 2: Precipitação acumulada mensal (em mm) da estação Riacho Doce no município de Maceió,
versus a normal a normal climatológica de 1961-1990.
Na Figura 3, observa-se que a estação de Jacarecica registrou chuvas com variações bastante
nítidas, mostrando que uma precipitação de 15 mm no mês de fevereiro, contra 112 mm da normal e
453,8 mm no mês de maio superando a normal em 113,8 mm. Nota-se, também, um grande déficit de
chuva no mês de abril (218,5 mm).
Precipitação (mm)
500
450
400
350
300
Maceió (Jacarecica)
250
200
150
100
Normal Climatológica
1961-1990
50
0
JAN FEV MAR ABR MAI JUN
Meses
Figura 3: Precipitação acumulada mensal (em mm) da estação Jacarecica no município de Maceió,
versus a normal a normal climatológica de 1961-1990.
A Figura 4 refere-se à precipitação acumulada mensal registrada pela estação da Usina de
Cachoeira em Maceió, comparada com a normal climatológica. Pode-se observar que a estação da
Usina Cachoeira foi a que melhor representou a precipitação com relação a normal climatológica.
Apresentando, apenas no mês de fevereiro uma diferença significativa, onde a estação registrou 2 mm e
Precipitação (mm)
a normal climatológica 112 mm.
400
350
300
250
200
150
100
50
0
Maceió (Usina
Cachoeira)
Normal
Climatológica
1961-1990
JAN FEV MAR ABR MAI JUN
Meses
Figura 4: Precipitação acumulada mensal (em mm) da estação Usina Cachoeira no município de
Maceió, versus a normal a normal climatológica de 1961-1990.
A Figura 5 apresenta o desvio da precipitação acumulada mensal do período de estudo para os
postos pluviométricos de Maceió: INMET, Riacho Doce, Jacarecica e Usina Cachoeira versus a
normal. Nesta figura quanto mais o valor se aproxima do zero a estação mais se aproximou da normal
estabelecida para o município de Maceió. A melhor representação foi a da Usina Cachoeira que teve
um desvio médio de 35,4 mm, enquanto o que pior foi o de Riacho Doce com 79,4 mm. Um dos
prováveis motivos é a localização da região que favoreceu a entrada das nuvens para a precipitação,
juntamente com a temeratura.
Segundo Valéria (2006) Silva em entrevista, explica que o maior motivo da diminuição de
precipitação no mês de fevereiro foi devido às altas temperaturas e a presença de céu claro que
favoreceu a um verão mais quente e sem chuvas.
200
150
100
50
0
-50
-100
-150
-200
-250
-300
Maceió (INMET)
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Maceió (Riacho Doce)
Maceió (Jacarecica)
Maceió (Usina Cachoeira)
Figura 5 - Precipitação acumulada mensal dos postos pluviométricos do período de estudo.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a FAPEAL – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Alagoas pelo
apoio financeiro através de bolsas de iniciação científica.
Ao Dr. e Prof. Roberto pela orientação na produção deste artigo e a Secretaria Executiva do Meio
Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais – SEMARHN/AL que nos cedeu os dados de totais
pluviométrico que foi essencial para a elaboração deste trabalho.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Doswell CA III (2001): Severe Convective Storms. An Overview. En Severe Convective Storms.
Meteorological Monographs. Am. Met. Soc., 28:1-26;
Gayà M (2005): Tornados en España (1987-2005): distribución temporal y espacial. Revista de
Climatologia, Vol. 5, pp. 9-17;
W. Murillo, R. Palomino, S. Córdoba, G. Aragón y E. Banguero (2005): El régimen diario de la
precipitación en el municipio de Quibdó (Colombia). Revista de Climatologia, Vol. 5, pp. 1-7;
C. V. Silva (2006), Meteorologia - Cláudia Valéria Silva, iBahia.com, entrevista concedida a
Fábio Góis.
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