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O ESTADO DO MARANHAO · SÃO LUÍS, 11 de dezembro de 2014 - quinta-feira
Kiwi
O kiwi possui
pectina, uma fibra
importante para
controlar os níveis
de colesterol no
sangue. O
alimento contém magnésio, cobre, vitamina
B6, niacina, vitamina A, riboflavina, cálcio,
zinco, ferro, potássio, fósforo e aminoácidos
“Eu realmente
esperei até os 21
anos para beber.
Eu era paranoica
quanto a me meter
em problemas,
ser o mau exemplo
ou passar a
mensagem errada”
Taylor Swift à revista UsWeekly
1,4 milhão de maranhenses têm
pelo menos uma doença crônica
Enfermidades atingem 878 mil mulheres e 570 mil homens no estado; hipertensão, problemas de coluna, colesterol e
depressão são os que têm mais incidência; pesquisa foi realizada em 60 municípios; foram visitados 2.400 domicílios
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M
ais de 33% da população adulta do Maranhão, o equivalente a
1,4 milhão de pessoas, possui pelo menos uma Doença Crônica
Não Transmissível (DCNT), segundo dados inéditos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O levantamento, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela
que essas enfermidades atingem
principalmente o sexo feminino
(38,5%) – são 878 mil mulheres e
570 mil homens (27,2%).
A pesquisa foi realizada em 60
municípios do estado e visitou
2.400 domicílios, metade deles na
Região Metropolitana de São
Luís. O levantamento revelou,
por exemplo, que a hipertensão
atinge 597 mil pessoas acima de
18 anos no Maranhão, o que corresponde a 13,6% da população.
A doença aparece mais no sexo
feminino (17,6%) do que no masculino (9,3%).
Entre os jovens de 18 a 29
anos, o índice é de apenas 2,8%;
dentre as pessoas de 30 a 59 anos,
é de 20,6%, passando para 44,4%
entre 60 e 64 anos, 52,7% entre 65
e 74 anos e 55% entre as pessoas
com 75 anos ou mais.
Diabetes - Já o diabetes atinge
235 mil pessoas do Maranhão – o
que corresponde a 5,4% da população adulta local. As mulheres
(7,6%), mais uma vez, apresentaram maior proporção da doença
do que os homens (2,9%) – 173
mil contra 71 mil habitantes.
Já os problemas de coluna
acometem 942 mil adultos no
Maranhão, o que corresponde a
21,5% da população. Os problemas lombares são os mais comuns e a prevalência também é
maior entre as mulheres (24,3%),
contra 18,5% dos homens.
Ao contrário das demais
doenças crônicas alvo da pesquisa, essa foi a única em que a prevalência foi menor na área urbana do que na rural – com percentuais de 18% e 21,3%, respectiva-
Números
597
mil pessoas acima de 18 anos no
Maranhão têm hipertensão
235
mil pessoas têm diabetes no
Maranhão
942
mil adultos são acometidos por
problemas de coluna no
Maranhão
Hipertensão atinge 597 mil maranhenses acima de 18 anos, o que corresponde a 13,6% da população
mente. As proporções para Norte, Sudeste e Centro-Oeste, estão
no mesmo patamar, com prevalência de 16,9%. O Nordeste apresentou prevalência de 19,2% e a
região Sul foi identificada como
a que possui os maiores índices
de problemas de coluna, com
23,3% da população.
problemas de coluna, que atingem 21,5% dos maranhenses
com 18 anos ou mais contra
18,5% da média brasileira. Entre
as demais doenças crônicas, a
menor média maranhense é
0,5%, no caso do câncer, e a
maior média é a dos problemas
de coluna.
Colesterol - No caso do colesterol, a PNS identificou que 448 mil
moradores do Maranhão com
mais de 18 anos apresentam alteração, o que representa 10,2%
da população adulta. Sendo 15%
das mulheres e 5,1% dos homens.
Já a depressão atualmente
atinge 165 mil adultos no Maranhão. O diagnóstico da doença
corresponde a 3,8% do estado –
sendo que a prevalência é de
5,9% entre as mulheres e 1,4%
nos homens.
As demais doenças crônicas
investigadas pela PNS foram o
Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), Insuficiência renal, câncer, artrite e
reumatismo. E a média estadual
de ocorrência das doenças crônicas estudadas está abaixo da nacional, a única exceção são os
Alimentação - A justificativa para
a incidência de doenças crônicas
no Maranhão estar abaixo da média nacional está relacionada aos
hábitos alimentares e ao estilo de
vida da população, segundo Patrícia Borges e Souza, supervisora da PNS no Maranhão.
Hábitos alimentares que trazem risco à saúde, como o consumo de refrigerantes, fazem parte da rotina de apenas 14,4% dos
maranhenses. Índice menor que
as médias do Nordeste do Brasil
e da capital, São Luís. Apesar da
média maranhense de consumo
de bebida alcoolica ser menor
que a nacional, no Maranhão,
38,9% da população acima de 18
anos dirige após beber. No Brasil,
esse índice é de 24,3%. O fumo
também é menor no Maranhão
que no Brasil.
Mais
As doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por
mais de 72% das causas de
mortes no país, segundo o levantamento.
448
mil moradores do Maranhão com
mais de 18 anos apresentam
colesterol alto
165
mil adultos maranhenses têm
depressão
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1,4 milhão de maranhenses têm pelo menos uma