Capítulo 2 Probabilidades Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 1 Definições Slide 2 Acontecimento Qualquer colecção de resultados de uma experiência. Acontecimento elementar Um resultado que não pode ser simplificado ou reduzido. Espaço de resultados- Ω Constituído por todos os acontecimentos elementares. Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 3 Notação das Probabilidades P - denota a probabilidade. A, B, e C - denota acontecimentos específicos. P (A) - denota a probabilidade de ocorrer o acontecimento A. Ana M. Abreu - 2006/07 Regras Básicas para o Cálculo das Probabilidades Slide 4 Regra 1: Frequência Relativa; Aproximação da Probabilidade Realize (ou observe) a experiência um grande nº de vezes, e conte o nº de vezes em que ocorreu o acontecimento A. Baseado nestes resultados, P(A) é estimada como se segue: P(A) = nº de vezes que A ocorreu nº de vezes que a experiência se realizou Ana M. Abreu - 2006/07 Regras Básicas para o Cálculo das Probabilidades Slide 5 Regra 2: Abordagem Clássica (Requer Acontecimentos Equiprováveis) Suponha que uma experiência é composta por n acontecimentos elementares distintos, em que cada um tem a mesma possibilidade de ocorrer. Se o acontecimento A pode ocorrer em k desses n acontecimentos elementares, então k P(A) = n = nº de vezes que A pode ocorrer nº de acontecimentos elementares distintos Ana M. Abreu - 2006/07 Lei dos Grandes Números Slide 6 Quando uma experiência é repetida um grande nº de vezes, o valor da frequência relativa (regra 1) de um acontecimento tende a se aproximar do valor da verdadeira probabilidade. Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 7 Cartas Num baralho de cartas, planeia apostar na saída de uma carta de copas. Qual a probabilidade de perder? Solução Um baralho tem 52 cartas, 13 das quais são copas, e as restantes 52-13= 39 não. Cada carta tem a mesma possibilidade de ser retirada do baralho. Como o espaço de resultados é constituído por acontecimentos equiprováveis, usamos a abordagem clássica (regra2) e obtemos 37 P(perder) = 39 52 38 Ana M. Abreu - 2006/07 Valores da Probabilidade A probabilidade de um acontecimento impossível é 0 (zero). A probabilidade de um acontecimento certo é 1. • 0 ≤ P(A) ≤ 1 para qualquer acontecimento A. Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 8 Valores Possíveis para as Probabilidades Figura 2-1 Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 9 Definição Slide 10 O complementar do acontecimento A, denotado por Ac, consiste em todos os acontecimentos nos quais o acontecimento A não ocorre. Ana M. Abreu - 2006/07 Arredondamento do Valor das Probabilidades Slide 11 Quando se apresenta o valor de uma probabilidade, ou se indica a fracção exacta ou se faz um arredondamento com 3 casas decimais. Ana M. Abreu - 2006/07 Resumo Nesta secção apresentámos: Regras da Probabilidade. Lei dos Grandes Números. Acontecimentos Complementares. Arredondamento das Probabilidades. Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 12 Definição Slide 13 Reunião de acontecimentos Notação P(A ou B) = P(A ∪ B)= = P (o acontecimento A ocorre ou o acontecimento B ocorre ou ambos ocorrem) Ana M. Abreu - 2006/07 Regra Geral para a Slide 14 Reunião de Acontecimentos Para determinar a probabilidade de o acontecimento A ou B ocorrer, determine a probabilidade de A ocorrer e a probabilidade de B ocorrer; em seguida determine o total de tal forma que nenhum acontecimento seja contado mais do que uma vez. Ana M. Abreu - 2006/07 Reunião de Acontecimentos Slide 15 Regra formal P(A ou B) = P(A) + P(B) – P(A e B) onde P(A e B) denota a probabilidade de A e B ocorrerem simultaneamente. A igualdade anterior também se escreve na forma P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) Ana M. Abreu - 2006/07 Definição Slide 16 Os acontecimentos A e B são disjuntos (ou mutuamente exclusivos) se não podem ocorrer em simultâneo. Figuras 2-2 e 2-3 Ana M. Abreu - 2006/07 Aplicando a Regra da Reunião de Acontecimentos Slide 17 P(A ou B) AeB são disjuntos? Sim P(A ∪ B) = P(A) + P(B) Não P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) Figura 2-4 Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 18 Passageiros do Titanic Homens Mulheres Rapazes Raparigas Sobreviventes 332 318 29 27 706 Mortos 1360 104 35 18 1517 Totais 1692 422 64 56 Totais 2223 Determine a probabilidade de seleccionar ao acaso um homem ou um rapaz. Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 19 Homens Mulheres Rapazes Raparigas Sobreviventes 332 31829 27 706 Mortos 1360 10435 18 1517 Totais 1692 422 64 56 Totais 2223 Determine a probabilidade de seleccionar ao acaso um homem ou um rapaz. P(homem ou rapaz) = 1692 + 64 = 1756 = 0.790 2223 2223 2223 * Disjuntos * Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 20 Homens Mulheres Rapazes Raparigas Sobreviventes 332 31829 27 706 Mortos 1360 10435 18 1517 Totais 1692 42264 56 Totais 2223 Determine a probabilidade de seleccionar ao acaso um homem ou um sobrevivente. Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 21 Homens Mulheres Rapazes Raparigas Sobreviventes 332 31829 27 706 Mortos 1360 10435 18 1517 Totais 1692 42264 56 Totais 2223 Determinar a probabilidade de seleccionar ao acaso um homem ou um sobrevivente. P(homem ou sobrevivente) =1692 + 706 - 332 = 2066 2223 2223 2223 2223 = 0.929 * NÃO Disjuntos * Ana M. Abreu - 2006/07 Acontecimentos Complementares Slide 22 P(A) e P(Ac) são mutuamente exclusivos Todos os acontecimentos elementares ou estão em A ou em Ac. Ana M. Abreu - 2006/07 Regras dos Slide 23 Acontecimentos Complementares P(A) + c P(A ) = 1, logo P(Ac) = 1 – P(A), P(A) = 1 – c P(A ) Ana M. Abreu - 2006/07 Diagrama de Venn para o Slide 24 Acontecimento Complementar de A Area Total =1 Ω P(A) P(A) P(Ac)=1-P(A) Figura 2-5 Ana M. Abreu - 2006/07 Resumo Nesta secção estudámos: Cálculo da reunião de acontecimentos. Acontecimentos disjuntos. Acontecimentos complementares. Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 25 Notação Slide 26 P(A e B) = P(A ∩ B) P(o acontecimento A ocorre na 1ª experiência e o acontecimento B ocorre na 2ª experiência ) Ana M. Abreu - 2006/07 Princípio Importante Slide 27 É importante notar que a probabilidade do 2º acontecimento deve ser calculada tendo em conta que o 1º acontecimento já ocorreu. Ana M. Abreu - 2006/07 Notação para a Probabilidade Condicional Slide 28 P(B|A) representa a probabilidade de o acontecimento B ocorrer após o acontecimento A ter ocorrido (lê-se B|A como “B dado A.”) Ana M. Abreu - 2006/07 Definições Slide 29 Acontecimentos Independentes • Dois acontecimentos A e B são independentes se a ocorrência de um não afecta a probabilidade de ocorrência do outro. Se A e B não são independentes, dizem-se dependentes. Ana M. Abreu - 2006/07 Algumas Regras Formais Slide 30 ❖ P(A e B) = P(A ∩ B) = P(A)• P(B|A) ❖ Temos também P(A ∩ B) = P(B) • P(A|B) ❖ Note que se A e B são acontecimentos independentes, P(B|A) é igual a P(B) e P(A|B) é igual a P(A). Ana M. Abreu - 2006/07 Aplicando as regras de acordo com a independência Slide 31 P(A e B) P(A e B) Sim AeB são independentes? P(A P(A∪∩B)B)= =P(A) P(A)+ .P(B) P(B) Não P(A ∩ B) = P(A) . P(B|A) = P(B) . P(A|B) Ana M. Abreu - 2006/07 Figura 2-6 Em suma Slide 32 Na regra da probabilidade da reunião de acontecimentos, a palavra “ou” em P(A ou B) sugere adição. Adicione P(A) e P(B), mas de tal forma a que cada acontecimento seja considerado apenas uma vez. Na regra da probabilidade condicionada, a palavra “e” em P(A e B) sugere multiplicação. Multiplique P(A) e P(B), mas certifique-se de que a probabilidade do acontecimento B tem em conta o facto de que o acontecimento A já ocorreu. Ana M. Abreu - 2006/07 Definição Slide 33 A probabilidade condicionada de um acontecimento é a probabilidade obtida com a informação adicional de que um outro acontecimento já ocorreu. P(B | A) denota a probabilidade condicionada de o acontecimento B ocorrer, dado que o acontecimento A já ocorreu, e pode ser calculado dividindo a probabilidade de os acontecimentos A e B ocorrerem pela probabilidade de ocorrer o acontecimento A : P(B A) = P(A e B) Ana M. Abreu - 2006/07 P(A) Verificando a Independência Slide 34 Já sabemos que os acontecimentos A e B são independentes se a ocorrência de um não afecta a probabilidade de ocorrência do outro. Formalmente, temos: Dois acontecimentos A e B são independentes se Dois acontecimentos A e B são dependentes se P(B | A) = P(B) P(B | A) ≠ P(B) ou ou P(A | B) = P(A) P(A | B) ≠ P(A) ou ou P(A e B) = P(A) . P(B) P(A e B) ≠ P(A) . P(B) Ana M. Abreu - 2006/07 Complementos: a Probabilidade de “Pelo Menos Um” Slide 35 “Pelo menos um” é equivalente a “um ou mais.” O complementar de obter pelo menos um item é o mesmo do que não obter qualquer item. Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 36 Sexo de uma criança. Determine a probabilidade de um casal com 3 filhos ter pelo menos uma menina. Considere que a probabilidade de nascer menina é a mesma do que a probabilidade de nascer rapaz e que o sexo de uma criança é independente do sexo dos irmãos. Solução Passo 1: Use um símbolo (letra) para representar o acontecimento em causa. Neste caso, seja A =“o casal ter pelo menos uma menina, de entre os 3 filhos”. Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 37 Solução (cont.) Passo 2: Identifique o acontecimento complementar de A. Ac = “o casal não ter pelo menos uma menina, de entre os 3 filhos” = “os 3 filhos são rapazes” = rapaz e rapaz e rapaz Passo 3: Determine a probabilidade do complementar: P(A) = P(rapaz e rapaz e rapaz) = 1. 1. 1 = 0.125 2 2 2 Ana M. Abreu - 2006/07 Exemplo Slide 38 Solução (cont) Passo 4: Determine P(A) através do cálculo de P(A) = 1-0.125 = 0.875 Interpretação Um casal com 3 filhos, tem uma probabilidade 0.875 de ter, pelo menos, uma menina. Ana M. Abreu - 2006/07 Princípio Chave Slide 39 Para determinar a probabilidade de pelo menos um, calcule a probabilidade de nenhum, e depois subtraia o resultado a 1. Ou seja, P(pelo menos um) = 1 – P(nenhum) Ana M. Abreu - 2006/07 Resumo Nesta secção estudámos: Notação para P(A e B). Notação para a probabilidade condicionada. Acontecimentos independentes. Definição formal para o cálculo da probabilidade condicionada. Noção de “pelo menos um”. Ana M. Abreu - 2006/07 Slide 40