PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson NOÇÕES DE ECONOMIA. 1 Introdução; 2 Microeconomia; 3 A racionalidade econômica do governo. 4 Impostos, tarifas, subsídios, eficiência econômica e distribuição da renda. 5 Quotas e preços máximos e mínimos. 6 Regulação de mercados. 7 Provas de concursos. Introdução A microeconomia tem como foco o estudo do preço, da firma, do mercado (estrutura, oferta, demanda e proprietários dos fatores de produção) e da concorrência, ou seja, as partes fundamentais da economia. Quando estas partes são agregadas, estudadas em conjunto, passam a pertencer ao campo de estudo da macroeconomia. A etimologia da palavra economia é: eco (oikos) que quer dizer casa e nomia (nomos) que quer dizer lei, postanto, economia significa “as leis que governam a casa”. Para nosso estudo, a palavra casa guarda um sentido mais amplo, ou seja, consiste no conjunto da sociedade humana (incluindo o governo) numa determinada região geográfica1 e num determinado 2 espaço econômico . Neste sentido, pode-se dizer que seriam as leis que governam a sobrevivência da sociedade humana. Não deixa de ser uma definição, mas ainda estreita enquanto entendimento de seu objeto de estudo mais atual. Assim, a economia é uma ciência social aplicada, onde o conceito seria: "Economia é a ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem (escolhem) empregar recursos (renováveis, não renováveis e produtivos) produtivos escassos na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas". Neste sentido, seis problemas fundamentais se propõem de forma marcante, a saber: o quê, para quem, como, quanto, quando e onde produzir. Eles são assim encarados porque parte-se do pressuposto da escassez dos recursos. Então surge a necessidade de escolher pelo mais importante, a prioridade, dentro das possibilidades encontradas, de outra forma, satisfazer as necessidades infinitas do ser humano frente os recursos escassos. As questões o quê, para quem, quanto, quando e onde produzir são determinadas pelo estudo de mercado e pelas circunstâncias da sociedade. O como é definido pela utilização dos fatores de produção. Os fatores de produção são representados pelo terreno e seus recursos naturais (terra), pelas máquinas, equipamentos, ferramentas, edificações, instalações, capital de giro, etc. (capital), pela capacidade empresarial e atividade humana na produção de bens e Região geográfica para este texto será entendida como uma superfície contínua, que agrega elementos geográficos contínuos e elementos espaciais que possuem fronteiras comuns. 2 Para este texto, o espaço econômico “abstrato” está constituído pelo conjunto de relações que se referem aos diversos fenômenos econômicos, sociais, institucionais e políticos independentes e não possui fronteiras geográficas definidas. 1 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia serviços (trabalho) e pelo conhecimento que evolui à medida que a experiência aperfeiçoa as ferramentas, máquinas, equipamentos e métodos de trabalho (tecnologia). Neste sentido, na definição de economia encontramos vários conceitos importantes, que formam as bases do estudo da ciência econômica. São eles: ¾ Escolha ¾ Escassez ¾ Necessidades ¾ Recursos ¾ Produção ¾ Distribuição Partindo-se do conceito de que as necessidades humanas são ilimitadas, em função de recursos que não estão disponíveis a todos, pois são considerados escassos, obriga a sociedade a escolher entre alternativas de produção e de distribuição dos resultados da atividade produtiva aos vários grupos sociais, não importando se os produtos são substitutos ou complementares. Assim, algumas considerações devem ser feitas: ¾ Custo de oportunidade (escolha): o valor de uso do qual as pessoas desistem, também definido como o valor da melhor opção abandonada. ¾ Escassez: as pessoas querem mais do que podem obter com os recursos disponíveis. Para atender as necessidades de consumo da sociedade, existem restrições pelas quais passam o setor produtivo, diante dos fatores de produção disponíveis. ¾ O que e quanto produzir: quais serão os produtos produzidos e as respectivas quantidades; ¾ Estoque de recursos produtivos ou fatores de produção: terra, capital, trabalho e tecnologia; ¾ Como produzir: os produtores escolherão dentre os métodos (processos, gestão, etc.) mais eficientes, aquele que tiver o menor custo de produção possível; ¾ Complexo de unidade de produção: constituído pelas firmas; ¾ Conjunto de instituições: setor público, setor privado sociedade civil, mídia, educação, igreja, etc. Ou seja, são instituições políticas, jurídicas, econômicas e sociais que formam a base da organização da sociedade; ¾ Sistema capitalista ou economia de mercado: regido pelas forças de mercado (oferta e demanda), predominando a livre iniciativa e a propriedade privada dos fatores de produção, com certa regulação do Governo; ¾ Economia centralizada: neste caso, um órgão central de planejamento determina a maioria dos preços dos bens e serviços, salários e quotas de produção e de recursos; ¾ Análise Marginal: a análise dos custos e benefícios da unidade marginal de capital, bem, serviço ou insumo. Funcionamento de uma Economia Como funciona a economia de um país? Vamos discutir por meio de um modelo simples, baseado na dinâmica que envolve dois atores econômicos: a família e a empresa. Estas duas instituições estão envolvidas em um sistema restrito de duas variáveis. A primeira variável, Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 1 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson representada pelo consumo, estabelece a relação da família no sistema econômico. A segunda variável, a produção, estabelece a relação da empresa no sistema econômico. As ações da família e das empresas estabelecem um circuito interativo ou fluxo circular de renda, que representa a atividade econômica de um país. Assim, as empresas produzem bens e serviços que serão consumidos pelas famílias, mediante a um pagamento. Por outro lado, a renda recebida pelas famílias é formada por: ¾ trabalho para as empresas, pelo qual recebem também um pagamento, estimulando a produção; ¾ emprestam dinheiro para as empresas, pelo qual recebem juros como remuneração; ¾ ativo permanente (edificações, máquinas, equipamentos, ferramentas, veículos, instalações, etc.), por meio do qual a empresa executa o processo produtivo com o objetivo de obter lucro; ¾ edificações, máquinas, equipamentos, ferramentas, veículos, etc., que as famílias alugam para as empresas com o objetivo de receber aluguel. A este encontro, entre ofertantes, demandantes e proprietários dos fatores de produção, constitui o mercado, o qual pode ser definido como sendo o local (ou contexto) em que compradores e vendedores de bens, serviços e recursos estabelecem contato e realizam transações. Não se pode esquecer que este movimento está preso a um dado nível de desenvolvimento científico e tecnológico. Como se trata de uma economia capitalista, ela tem por finalidade a obtenção de lucro, com o objetivo de acumulação de capital, traduzido em termos de crescimento econômico. Esse lucro somente se realiza quando as mercadorias são vendidas. Se há uma interrupção mais duradoura neste circuito de compra e venda de mercadorias, temos a presença de crise econômica. Sistemas Econômicos Do ponto de vista da economia, existe uma diferenciação e inter-relação de áreas em um universo, onde suas partes constituídas atuam da forma com que foi idealizada em um determinado contexto histórico. Esta estrutura é denominada de sistema econômico ou social. Conforme Gonzaga de Souza (2004), “o sistema econômico reúne o conjunto de relações ou de 2 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia instituições que caracterizam a vida econômica de uma determinada sociedade, localizada no tempo e no espaço. Os sistemas econômicos distinguem-se pela natureza das relações sociais de produção, da propriedade dos meios de produção, privada ou coletiva, e pela forma de repartição do produto, isto é, do rendimento do trabalho e da propriedade”. Ao longo dos anos, houve notável acréscimo do conhecimento em relação aos processos de evolução econômica, que merecem um estudo no que se refere aos diferentes tipos de sistemas econômicos. São eles: O sistema comunitário: é o estágio onde a formação da estrutura social é primária e sem existência de classes. A economia é simples, onde os processos produtivos ainda são incipientes e as necessidades são satisfeitas aos moldes do extrativismo (catadores, coletores) e alimentar. O sistema pré-capitalista: este estágio já apresenta uma evolução, pois existe uma interligação e inter-relação entre os aglomerados populacionais, onde o excedente produtivo vaza através do processo mercantil. Fica estabelecida a instituição da propriedade, da formação de classes antagônicas e na apropriação do rendimento ou de excedentes (existe o conceito de lucro). O sistema capitalista: o capitalismo tem seu embasamento na livre atividade econômica, nas diferenças entre as classes sociais (agravamento dos antagonismos de classe, onde Marx – 1983 - disserta sobre a luta de classes), na ampliação da propriedade dos meios de produção, na maximização da produção e com objetivo de obtenção de lucro por efeito da acumulação de capital e na especulação monetária e financeira. Em relação ao sistema capitalista, Smith (1996) considera que o comércio implica uma liberdade de circulação de mercadorias (não esquecer que um dos fundamentos de Adam Smith é a tal desigualdade geradora do crescimento). Para este autor o progresso pode ser dividido em 4 etapas: ¾ A caça: seria o estado original rude, de caçadores. Existe pouca propriedade e conseqüentemente raramente existe qualquer tipo de magistrado ou qualquer tipo de administração de justiça; ¾ Pastoril Pré-Feudal: baseada na agricultura nômade, com criação de rebanhos, portanto uma forma mais complexa de organização social. Começam a existir a propriedade privada, cuja manutenção e garantia, requerem suporte da lei e da ordem. O governo é instituído para dar suporte à propriedade, agindo na defesa dos que tem posse e podem custeá-lo com impostos; ¾ A Sociedade Agrícola: estágio dos latifúndios feudais, onde a sociedade necessita de novas instituições, como o salário determinado pelo mercado e de empreendimentos livres, em lugar de controlados pelo governo; ¾ A Sociedade Comercial: seria um estágio de interdependência, onde há perfeita liberdade em que atua a mão invisível3. Isto porque, havendo liberdade, o 3 Conceito elaborado por Adam Smith (1996), onde o equilíbrio entre a oferta e demanda (mercado) se estabelece sem interferência dos Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson lucro dependerá da livre concorrência em apresentar à sociedade, aquilo que ela espera de melhor. Em outras palavras, só haverá lucro para aquele que servir melhor a sociedade. O sistema comunista: a partir de um primeiro modo de produção com características socialistas. Marx (1983) estabelece em sua carta ao proletariado, um sistema onde a coletividade controla os meios de produção e recebem por sua participação, sua parcela proporcional ao esforço dispensado. O sistema socialista: Em relação a este sistema, Gonzaga de Souza (2004) descreve: No sistema socialista, acabar-se-ía o poder privado de algum usurpador que conseguiu renda, ou riqueza à custa da exploração do trabalho alheio, desapropriando a liberdade do trabalhador em usar a sua força de trabalho como queira e entenda em sua atividade laboral. Neste sistema, a ganância seria substituída pela solidariedade, justiça e eqüidade social. O poder aqui é do povo, coordenado pelo Estado, que controla todos os recursos da sociedade, na busca de um maior bem-estar para todos indistintamente de cor, de religião e de sexo. Como se vê, este é um sistema utópico que nunca chegaria a tal estágio de vida de uma humanidade embevecida pelo poder, no sacrifício constante do irmão que está mais próximo, e quer sobreviver igualmente como um ser vivo. A coexistência num mesmo sistema de modos de produção diferentes tem sido denominada, por alguns autores, como economia dualista. Economia Positiva e Normativa Economia Positiva: é a parte da ciência econômica que se preocupa com as afirmativas capazes de serem verificadas pelos fatos. Em princípio, todas as afirmações positivas deveriam ser redutíveis a alguma forma que seja testável por referência à evidência empírica. Ou seja, qualquer teoria econômica deve gerar implicações testáveis, do tipo “se ocorrerem x e y, então z também ocorrerá”. Economia Normativa (também chamada de Política Econômica): se preocupa precisamente com juízos de valores; qual resultado é bom e qual resultado é ruim. Exportar mais é bom ou ruim? Aumentar a alíquota do imposto de renda é desejável? Mais emprego? São infinitas as questões econômicas sobre as quais se emitem regularmente juízos de valor, e a maioria delas envolve alguma forma de ação de política econômica governamental. Os resultados concretos da política econômica, contudo, não dependem somente dos objetivos dos policy-makers, objeto da economia normativa, mas dependem principalmente, da cadeia de eventos que a ação tomada põe em movimento até determinar o resultado de fato obtido, objeto da economia positiva. Microeconomia O objetivo da microeconomia é estudar o comportamento de uma unidade econômica individual, seja ela constituída por pessoas, empresas ou governo, órgãos estatais. Há, portanto, uma tendência natural para que o sistema econômico entre em equilíbrio. Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia para verificar como se dá a formação dos preços das mercadorias e serviços, concomitante com o comportamento dos consumidores em uma determinada estrutura de mercado. Entre tantas, temos a Teoria da Firma, Teoria da Produção e a Teoria do Consumidor. Neste sentido, a decisão das firmas em produzir (oferta) interage com a decisão de comprar (demanda) dos consumidores, estabelecendo um sistema de mercado, onde o confronto entre a oferta e demanda estabelece um preço (preço de mercado), que atende as necessidades tanto da firma quanto dos consumidores. Pelo lado da oferta, a produção é realizada pelas diversas empresas (micro, pequenas, médias, grandes, conglomerados, transnacionais, etc. e pelos donos dos fatores de produção), que organizam os fatores de produção (terreno, edificações, máquinas, equipamentos, instalações, ferramentas, capital, trabalho e tecnologia). As firmas têm o propósito de produzir bens (duráveis, semiduráveis, perecíveis, intermediários, de capital e se são substitutos ou complementares) e serviços para consumo das famílias, das empresas e do governo. Fundamentos Teoria do consumidor: Parte da economia que se preocupa em estudar o comportamento da unidade do setor de consumo – consumidor. Teoria da firma: Explica o comportamento da firma quando desenvolve a sua atividade produtiva. Firma ou empresa: Unidade de produção que atua racionalmente, procurando maximizar seus resultados relativos à produção e lucro. Teoria de produção: Seus princípios gerais proporcionam as bases para a análise dos custos e da oferta de bens produzidos. a) Serve para análise das relações existentes entre produção e custos de produção; b) Análise da demanda da firma com relação aos fatores de produção que utiliza. Fator de produção: Bens ou serviços transformáveis em produção (terra, capital e trabalho). a)Primários: que não são produzidos por outra empresa, ou seja, são fatores naturais que existem independentemente da ocorrência de processo produtivo; b)Secundários: deriva do processo produtivo realizado por alguma empresa ou firma, ou seja, necessitam de processo produtivo para criá-los. Produção: Transformação pela empresa, utilizando-se dos fatores de produção adquiridos em produtos pra venda no mercado. Função de produção: Q = f(x1, x2, x3,...,xn) Função simplificada: Q = f(x1, x2) Por hipótese, a função de produção é uniforme e contínua e desta forma, todos os termos positivos na função. Q > 0; x1 > 0 e x2 > 0 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 3 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Microeconomia Processo de produção: Técnica por meio da qual um ou mais produtos serão obtidos pela utilização de determinantes de fatores de produção. Análise de curto prazo. Fatores variáveis e Fixos: Q = f(x1, xº2) Onde x1 é o fator variável da função. Onde xº2 é o fator fixo da função. Produtividade média do fator variável Pme = q/x1 Produtividade marginal do fator variável: Entende-se como relação entre as variações do produto total e as variações da quantidade utilizada do fator variável. Pmg = Uq/Ux1 Lei dos rendimentos decrescentes A empresa ao atingir um determinado porte, onde o custo marginal para obtenção de uma unidade adicional de produção iguala-se a essa, atingiu seu tamanho ótimo. A partir desse ponto, quando o custo marginal para obtenção de uma unidade adicional tornase maior que ela, a empresa entra na zona dos rendimentos decrescentes. Nesse estado a empresa, ao incorrer em custos mais altos que competidores em situação de equilíbrio, passa a perder competitividade de mercado, sendo obrigada a buscar mais eficiência nos seus processos produtivos, onde uma das alternativas poderia ser a redução de sua escala de produção. Essa é a situação que se apresenta para quase todas as empresas dos setores tradicionais da economia. Juntamente com essas empresas, convivem as empresas do setor denominado de "nova economia", que na verdade passam pelo fenômeno dos rendimentos crescentes. Simplificando, descreve o comportamento da taxa de variação da produção quando é possível variar apenas um dos fatores, permanecendo constantes os demais (Coeteris Paribus). Para tomar sua decisão de contratar, a empresa tem que considerar como o tamanho de sua força de trabalho afeta a quantidade produzida. Utiliza-se a função de produção para descrever a relação entre a quantidade de insumos utilizados na produção e na quantidade de um determinado bem. Para fazer a demonstração e manter a coerência do modelo proposto, considera-se variável o fator trabalho e se mantém os outros fatores de produção constantes (condição coeteris paribus), ou seja, a terra e o capital. Variando apenas a quantidade de trabalho, o esforço do agricultor resulta em uma produção de feijão como demonstrada no quadro 5. 4 Atualizada em 22/7/2011 Na coluna um, temos os custos dos fatores fixos (terra e capital), que por convenção foram fixados em 10 unidades monetárias, assim varia-se apenas a quantidade do fator trabalho, representado na segunda coluna. Na coluna cinco, estão representados os custos referentes ao trabalho (mão-de-obra) de cada trabalhador, que é 15 unidades monetárias. A coluna quatro representa a produtividade marginal para cada trabalhador adicional e na coluna dez, há a correspondente receita marginal proporcionada pelo trabalho. Na coluna onze, temos o lucro marginal do trabalho, que se comporta de forma crescente até o terceiro trabalhador e decresce até que seja zero unidades monetárias com a contratação do sexto trabalhador. É neste ponto que o produtor para de contratar mão-de-obra e estabiliza sua produção, pois a receita marginal da produção (coluna dez) se iguala ao custo marginal (coluna sete), onde a partir deste ponto, haverá prejuízos para a firma, em relação à sua receita marginal. Segundo este critério, para que a firma tenha seu rendimento máximo, a produção deve ser de 42 toneladas de feijão e a partir da contratação do sétimo trabalhador, a produção acresce para 44 toneladas, mas com lucro marginal negativo de 7,50, ou seja, sofre decréscimo e depois começa a baixar. A explicação para tal comportamento é que existe uma quantidade fixa de terra e capital, onde a produtividade de cada trabalhador pode ser usufruída até o ponto em que ocorreria choque entre eles. Analogamente, um usuário de um serviço, pelo qual paga um valor fixo mensal, usufrui deste serviço até o momento em o benefício marginal se anule. Em outras palavras, até que esteja satisfeito e saciado pelo serviço, um tempo a mais de utilização seria contabilizado como prejuízo (Ex.: Internet, TV a Cabo, etc.). Rendimento de escala Também chamada de Economia de Escala. Por exemplo, uma empresa pequena necessita se abastecer de insumos através de intermediários comerciais, pois não possui tamanho suficiente para investir na automação de grande parte de suas atividades, de forma a maximizar sua produtividade. Normalmente, quanto menor a empresa, mais intensiva em mão-de-obra. Por outro lado, ao aumentar seu porte, a empresa tem a possibilidade de obter economias de escala, já que Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson possuirá maior poder de barganha em relação aos fornecedores e mais investimentos em capital, possibilitando assim, aumentar sua produção, sua produtividade e conseqüentemente, diminuir o custo por unidade de seus produtos. Há, portanto, uma redução no seu custo marginal, ou seja: cada unidade adicional produzida tem um aumento de custo menos que proporcional a esse incremento. Esta diminuição pode se traduzir em maiores margens de lucro e menores preços para o consumidor final. Rendimentos crescentes de escala Empresas como as grandes fabricantes de software e a indústria farmacêutica, típicas da nova economia, investem grandes quantidades de recursos em pesquisa e desenvolvimento na busca de novos produtos que, ao serem patenteados, garantem por um longo período de tempo uma exclusividade de mercado. Essas empresas passam por um processo inverso às empresas tradicionais, de rendimentos crescentes: quanto mais vendem, menor a parcela de amortização dos custos de desenvolvimento embutida nos produtos vendidos. Após a amortização total dos custos de desenvolvimento, a relação entre custos e preços atinge um mínimo. A Microsoft, por exemplo, após amortizar os custos de desenvolvimento de um sistema operacional, como o Windows XP, tem praticamente o custo da mídia e da embalagem para obtenção de uma unidade adicional de produto. Rendimentos constantes de escala É quando todos os fatores de produção crescem numa determinada proporção e a produção cresce na mesma proporção. Custo Econômico = Custos Privados + Custos Externos, sendo: ¾ Custos Privados: são os custos necessários para se produzir uma mercadoria, ou seja, são os fatores internos que alteram os custos das empresas. Ex: Matéria-prima e trabalho; ¾ Custos Externos: são os custos que surgem por necessidade externa à produção, pelas interferências exógenas, e que devem ser pagas devido ao processo social. Ex: Fábrica de papel no reflorestamento e curtumes no tratamento dos resíduos. Custo Econômico = Custos Contábeis (explícitos) + Custos de Oportunidade (implícitos) ¾ Custos Contábeis: Valores que a empresa desembolsa na aquisição dos fatores de produção (matérias-primas e insumos). Ex: Matéria-prima e tratamento de resíduos. ¾ Custos de Oportunidade (alternativo): Valores que se perdem com os recursos em seu melhor uso alternativo. Por outro lado, custo de oportunidade de um fator de produção corresponde ao melhor ganho que se poderia obter empregando-se esse fator em outra 22/7/2011 atividade que não a produção da firma. Portanto, esses valores são estimados a partir do que poderia ser ganho, no melhor uso alternativo. Ex: ¾ Capital em caixa na empresa onde o custo de oportunidade é o que a empresa poderia estar ganhando, se estivesse aplicado no mercado financeiro; ¾ O custo de oportunidade de investimento na ampliação da empresa é o dinheiro que seria empregado no mercado financeiro; ¾ Quando a empresa tem prédio próprio, deve imputar um custo de oportunidade, se tivesse que alugar o prédio; Curto Prazo: é período de tempo em que existem custos fixos e custos variáveis. Conceitos Custo Total (CT) = Custos Fixos (CF) + Custos Variáveis (CV) Custos Fixos (CF): custos que independem da quantidade produzida. Ex: Aluguéis, máquinas. Custos Variáveis (CV): são parcelas dos custos que dependem da produção e assim mudam com a variação desta. Ex: salários, matérias-primas. Custo Médio (CMe): é o quociente entre o custo total e a quantidade produzida, ou seja: CMe = CT / Q. Custo Fixo Médio (CFMe) = CF / Q Custo Variável Médio (CVMe) = CV / Q Custo Marginal (CMg): é a relação existente entre a variação absoluta do custo total decorrente da variação absoluta da quantidade produzida, ou seja: CMg = CT / Q. Longo Prazo: é o período de tempo em que todos os custos são variáveis. Custos Atualizada em Microeconomia Custo Total (CT) = Custo variável de longo prazo Objetivo da empresa: é atingir o Tamanho Ótimo de Firma, ou seja, Custo médio mínimo de longo prazo. No longo prazo, não existem fatores fixos e a forma da curva de custo médio de longo prazo é determinada pelas economias ou deseconomias de escala. No início, à medida que a produção se expande, a partir de níveis muito baixos, os rendimentos crescentes de escala causam o declínio da curva de custo médio de longo prazo. Mas, à medida que a produção se torna maior, as deseconomias de escala passam a prevalecer, provocando o crescimento da curva. A produção do tamanho ótimo não é apenas uma produção ótima para uma dada dimensão de planta escolhida, mas revela também a melhor dimensão de planta escolhida, isto é, aquela que iguala nos respectivos pontos de mínimos o custo médio de curto e longo prazo. As empresas vão tentar: ¾ Manter rendimentos constantes de escala no Tamanho ótimo de Firma; ¾ Maximizar a produção para determinado custo total; ¾ Minimizar o custo total para um certo nível de produção. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 5 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Lucro: basicamente se dá pela diferença entre Receita total (RT) e Custo total (CT). LT = RT – CT Lucro econômico e Lucro contábil. Custos de oportunidade Pode ser definido como o custo de alguma coisa quando se desiste de outra para obtê-la, ou seja, quando de adquire alguma coisa em detrimento de outra, esta é o custo de oportunidade da primeira. Seria melhor comprar uma boa máquina de cortar grama, fazer sua manutenção e reparo ao longo de sua utilização, ou contratar um jardineiro para zelar do jardim? Esta escolha depende de onde a satisfação de necessidades é maior. Os consumidores se dirigem ao mercado para satisfazer suas necessidades por intermédio da compra de mercadorias. Eles buscam a maximização no sentido de atender suas necessidades da melhor maneira possível. Este procedimento corresponde à racionalidade de seu comportamento na maior parte de suas ações cotidianas. Os Bens e os Serviços As necessidades impulsionam o homem. Ele deve atendê-las concretamente enquanto permanecem insatisfeitas, por isso produz os mais diversos bens. Entretanto, em termos de desejos, existe uma compulsão para recriar necessidades a exigir sempre novos bens. O obstáculo reside justo na disponibilidade de recursos para prover tantos bens, conforme as mais diversas vontades, os recursos são limitados, ou seja, há escassez. Os bens mais concernentes aos seres humanos são os chamados econômicos porque surgem da atividade humana em seu trabalho social. Os bens econômicos devem ser úteis e transferíveis de uma pessoa para outra mediante compra e venda. Em verdade, trata-se das mercadorias, simultaneamente, com uma dupla face, de valor de troca e valor de utilidade. O valor da mercadoria decorre da quantidade de trabalho nela contida, mensurável através das horas trabalhadas. Aí está presente o valor de troca. O valor de utilidade reside em satisfazer qualitativamente necessidades humanas, o que em certa medida, traduz um ponto de vista de juízo pessoal. As pessoas podem atribuir diferentes graus de utilidade aos bens. Depende de sua visão de mundo, de sua posição social, de seu estado de satisfação, mas não se nega a 6 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia utilidade social dos artefatos produzidos pelo homem, apenas o grau dessa utilidade para cada indivíduo. Há também os bens livres, que se encontram em abundante quantidade na natureza, capazes de satisfazer a todos. Não é preciso trabalho para se apropriar deles. Como exemplo, cita-se o ar e um banho de mar. Enfim, os bens podem ser classificados de acordo com sua função. Os bens para atender às necessidades humanas são denominados bens de consumo, as mercadorias de modo geral. Eles podem se repartir em duráveis (casas, eletrodomésticos, automóveis), perecíveis (gêneros alimentícios) e semiduráveis (remédios, produtos químicos). Já as necessidades de expansão da produção são atendidas pelos bens de capital, também ditos meios de produção. E há ainda as necessidades de transformação na produção que exigem determinados bens especiais, até a obtenção de um bem de consumo final. Estamos falando dos bens intermediários. O cimento ilustra um exemplo. Em relação à disponibilidade e utilização dos bens, podemos ter os bens substitutos. Estes são bens que no mercado possuem similares e fazem a mesma função. Ex.: gasolina e álcool; pão de trigo e pão de centeio. Neste caso, o aumento de vendas de um bem, causa diminuição de vendas do outro. Temos também os bens complementares. Estes bens possuem características de comportamento diferentes, pois são complementados por outros. Ex.: pêssego em calda e creme de leite; churrasco e carvão. Neste caso, o aumento de vendas de um bem, causa aumento de vendas do outro. Os bens de consumo podem ser distintos quanto à origem de sua obtenção em privados e públicos. Os primeiros são produzidos pela iniciativa privada. Os segundos são produzidos pelo Estado e todos se utilizam deles, sejam pobres, remediados ou ricos (água, eletricidade, combustível). Enfim, ao somatório de todos estes bens podemos denominar de produto total (PIB), objeto de estudo da macroeconomia. Quanto aos serviços, estes se localizam na distribuição dos bens de consumo e no oferecimento de atividades consagradas a cuidar do bem-estar físico e espiritual do homem sem criar propriamente objetos materiais. Valor-Trabalho e Valor-Utilidade O preço das mercadorias precisa ser estabelecido de algum modo. Existem, portanto, duas formas de interpretar sua formação. Estas explicações gerais constituem teorias distintas. A primeira é a teoria do Valor-Trabalho. Ela é a primeira forma concebida para entender a questão. Foi desenvolvida pelos economistas clássicos (Smith, Ricardo, Malthus, Marx). Afirma que os preços refletem a quantidade de trabalho neles embutida. Este valor determinado pelo trabalho é medido através dos custos de produção. Diz-se que é uma teoria objetiva porque depende do tempo trabalhado, medido em horas gastas na execução do produto. A hora trabalhada pode ser mais cara ou barata. Depende da complexidade do trabalho executado. A segunda é a teoria do Valor-Utilidade, que surgiu depois da primeira. A explicação do preço, de forma diferente, partia não mais de um critério objetivo, Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Microeconomia Prof. Jefferson formulado em termos de custos. Refletia o aspecto psicológico, ou seja, a importância que a mercadoria teria para seu consumidor. Quanto mais nos afastamos para a margem da satisfação pessoal, mais diminui o valor. Por isso, esta teoria também foi alcunhada de Teoria Marginalista, no sentido de quem está na margem, numa fronteira limite entre a utilidade e a desutilidade. Neste sentido, o comportamento dos preços não é mais previsível apenas baseado em custos da força de trabalho, depende também do Valor-Utilidade. Fatores de Produção Para obter os bens e serviços há a necessidade de recursos à disposição para conseguir produzí-los. Eles são chamados de fatores de produção. A designação fator se deve por se tratar de um elemento indispensável, onde os mais importantes são: terra, capital, trabalho e tecnologia. A terra diz respeito à natureza. Envolve não somente a terra cultivável, quanto todos os recursos que ela pode oferecer, tais como os minérios: o ferro, o calcáreo, a argila; as matas; a água. O capital, em um sentido físico estreito, compreende os elementos materiais criados pelo homem para agir sobre o objeto a ser trabalhado. Compõem as edificações, as instalações, os equipamentos, as máquinas, as ferramentas, estoques e o capital de giro. Estes elementos, conforme suas grandezas, não constituem mais uma propriedade específica de alguém. O trabalho aciona estes recursos, dando-lhes vida. Sua importância repousa sobre a capacidade (aptidão e habilidade) das pessoas em se organizarem e agirem socialmente em cooperação com o objetivo de produzir sua existência. O trabalho funciona como mediador da ação do homem para transformar e dominar a natureza, por meio das máquinas, equipamentos e ferramentas. A tecnologia está vinculada à capacidade de produção desse trabalho. O progresso tecnológico e científico permite o uso mais eficiente do capital pelo trabalho, melhorando os resultados produtivos. A sobrevivência dos seres humanos depende da produção de bens por meio do uso dos fatores de produção. Como há limitações em conquistar tais fatores, a escassez impõe escolhas entre eles, de tal forma que todos esses fatores potenciais sejam utilizados o mais perfeitamente possível para proporcionar o pleno emprego, dentro das condições existentes. Não se pode ocupar todos os fatores na produção agrícola, nem alocá-los inteiramente na produção de máquinas. É necessário um equilíbrio para que tais recursos sejam utilizados da melhor maneira, sem a existência de capacidade ociosa. Isto acontecendo, não haveria desperdício nem privação. Portanto, é preciso combinar os fatores de produção de tal modo a alcançar esta situação de plenitude em diversas alternativas possíveis, como por hipótese, produção de máquinas e alimentos. Quadro: Produção Fronteira de Possibilidade de Portanto: ¾ Na alternativa (A) todos os fatores de produção seriam locados para a produção de máquinas; ¾ Na alternativa (E) seriam alocados somente para a produção de alimentos; e ¾ Nas alternativas intermediárias (B, C e D) os fatores de produção estão distribuídos na produção de um e de outro bem. Desta forma pode ser construída a Curva de Possibilidades de Produção (CPP). Curva CPP A curva (ou fronteira) de possibilidade de produção (CPP) é um conceito teórico com o qual se ilustra como a questão da escassez impõe um limite à capacidade produtiva de uma sociedade; escolher entre alternativas de Produção. A produção total de um país tem um limite máximo, uma produção potencial ou 4 produto de pleno emprego , máximo em emprego e produção sem ociosidade. O quadro a seguir exemplifica as alternativas de produção. 4 A economia define tecnicamente que no pleno emprego, todos os fatores de produção são utilizados. Em outras palavras, todos aqueles que querem trabalhar estão empregados. O desemprego existente é friccional (transição de uma atividade para outra) ou quem não está empregado é porque não quer trabalhar (desemprego voluntário). Todas as máquinas estão empregadas na produção – não há máquina ociosa nas empresas e nem empresas falidas. Todo o capital financeiro está empregado na produção (não há especulação financeira, não tem dinheiro parado e, portanto, não existe dívida pública). Atualizada em 22/7/2011 No ponto Y (interno à curva), mostra que, quando a produção está dentro da curva, está operando com capacidade ociosa ou com desemprego, ou seja, com os fatores de produção subutilizados. Já no ponto Z (acima da curva), traduz uma combinação impossível, uma vez que os fatores de Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 7 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson produção e a tecnologia de que a economia dispõe seriam insuficientes. Esse ponto ultrapassa a capacidade de produção potencial ou pleno emprego dessa economia. Isso permite perceber que, quando há um deslocamento da CPP para a direita e para cima, indica crescimento econômico para o país, em função do aumento da quantidade física de fatores de produção. Em outras palavras, o crescimento econômico se dá em função de um melhor aproveitamento dos recursos já existentes, do progresso tecnológico, da maior eficiência produtiva e organizacional das empresas e da melhoria no grau de qualificação da mão-de-obra. A grande questão da economia surge exatamente do idealismo dessa construção teórica. A curva de possibilidade de produção (ABCDE) mostra a perfeição no uso de fatores. Ela serviria como marco teórico para delimitar duas situações conforme a localização do ponto: abaixo dessa curva de possibilidade, denunciando capacidade ociosa e desemprego (subutilização) ou acima, denunciando o superemprego (superutilização). Outro raciocínio recorrente é que a curva ABCDE define diversos pontos onde a produção pode se manter, todavia com custo maior ou menor, conforme os deslocamos sobre ela. O custo de produzir uma quantidade cada vez maior de máquinas pode ser extremamente alto, da mesma forma que a produção exclusiva de alimentos. O problema reside em combinar os fatores de produção com o custo menor. Daí parte-se do princípio de que a porção ideal de produção estaria nos pontos BCD. Por fim, cada um dos pontos da curva de possibilidade de produção sempre revela a utilização plena. A questão está em como deslocar esta curva para a direita e para cima, de tal maneira que ocorra o crescimento econômico. A produção de mais A e menos B ou menos A e mais B envolve uma escolha entre abandonar um pela produção de outro. Isto se chama custo alternativo ou custo de oportunidade. Qual seu sacrifício (custo) em preterir a produção do bem A para produzir o bem B? Esta opção de deixar de produzir máquinas para produzir produtos agroindustriais é a oportunidade desejada. Isto pressupõe uma escolha. Qual a melhor escolha para uma sociedade: automóveis ou agroindústria? Esta decisão pode ser espontânea, através do mercado, ou racional, através do planejamento. O deslocamento da curva da possibilidade de produção provoca o crescimento da produção para um estágio mais elevado, seja por acréscimo de novos fatores de produção ou por melhor utilização deles. Esse crescimento traduz a acumulação capitalista. A utilização mais eficiente também pode estender o alcance dessa curva, todavia, novos fatores incrementam efetivamente a capacidade de produção. Diante do exposto, pode-se observar que alguns dos fatores que causam crescimento econômico, podem ser ditos como segue: ¾ Aumento de Investimento: Produção maior, consumo menor e poupar mais, para que essa poupança esteja disponível para investimento. ¾ Inovação: Aumentar a produção com a mesma quantidade de insumo. Inovações em tecnologia, em gestão e em marketing. ¾ Maior divisão da mão-de-obra: Especialização e a divisão do trabalho. ¾ Aumento da disponibilidade de insumos: Mais máquinas, mais trabalhadores e mais terra. 8 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia ¾ Custos de oportunidade: Pode ser definido como o custo de alguma coisa é do que se desiste para obtê-la, ou seja, quando de adquire alguma coisa em detrimento de outra, esta é o custo de oportunidade da primeira. O Consumo das Mercadorias Os bens de consumo final e intermediário são parcialmente ou totalmente consumidos por seus compradores. No caso de bens perecíveis, são imediatamente consumidos para atender necessidades de sobrevivência imediata. Os alimentos são rapidamente aproveitados. Servem para manter viva a força de trabalho, para ela poder gerar valor. Já os bens duráveis, demoram mais, pois suas características físicas impedem sua instantânea utilização. Uma casa, um eletrodoméstico, um livro, por exemplo. Estes também contribuem para o bem estar das pessoas e uma vida saudável. Em contrapartida, há uma categoria especial de mercadorias. Os bens de capital são consumidos apenas parcialmente no processo produtivo. Demoram mais ou menos até se consumirem totalmente, dependendo do seu grau de utilização. Seu consumo se completa no momento em que se desgastam totalmente, transferindo inteiramente o seu valor às mercadorias produzidas. Desgastaram-se a tal a ponto que não mais conseguem transferir valor de modo compensador. Este desgaste implica em perda de valor: a depreciação. Quando os bens de capital se encontram tremendamente depreciados, seu custo de manutenção se torna superior à receita gerada pelas mercadorias que produz. Precisam ser vendidos e trocados por novos, de preferência, mais modernos. Um caminhão se desgasta mais rapidamente do que uma máquina. A máquina se desgasta mais do que uma ferramenta. A ferramenta se desgasta mais do que uma instalação. E a instalação se desgasta mais do que uma construção. Contabilmente, estes bens se denominam imobilizados porque não podem ser retirados do local de produção, pois comprometeriam irremediavelmente a atividade da empresa. Eles servem para gerar valor. Trata-se, por conseguinte, de um consumo especial, feito para produzir. Teoria do Consumidor No caso do comportamento do consumidor, podemos citar três os fatores em condições coeteris paribus, considerando as demais influências de desprezíveis: ¾ Preço (P); ¾ Quantidade (q); ¾ Renda (R). Aí se pode criar inclusive uma equação matemática para refletir o comportamento do consumidor, apenas para afirmar que as quantidades compradas se inter-relacionam com os preços e a renda do indivíduo. Ninguém pode gastar mais do que possui. Portanto, o gasto está limitado à otimização da renda na hora de escolher, da melhor maneira possível, as mercadorias para atender as necessidades de cada um. Pa.qa + Pb.qb+ Pn.qn R Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Como a microeconomia lida com o preço, podemos especificar seus dois tipos principais: o preço relativo e o preço absoluto. O relativo diz respeito à relação de uma mercadoria com a outra. O absoluto refere ao preço em si, sem colocá-lo em comparativo com nenhuma outra mercadoria. Se houver uma queda substancial de preço na carne de carneiro, comparada à carne de boi, espera-se que os consumidores procurem comprar mais da primeira, mantidas as demais condições constantes, quer dizer, coeteris paribus. As preferências dos consumidores são consideradas constantes. Eles seriam profundamente influenciados pelo preço muito mais do que pelos gostos. Hoje em dia, já se afirma nos supermercados que a cerveja preferida é a em promoção. A microeconomia estabelece critérios plausíveis para orientar a tomada de decisões no dia-a-dia. Empresas, governos e pessoas podem formular estratégias de atuação obediente a observação de um horizonte de planejamento microeconômico. As empresas podem planejar em torno dos seguintes aspectos: preço, faturamento, custos de produção e custo alternativo, otimização da produção, avaliação de investimentos, propaganda e publicidade, localização, diferenciação de mercados. Os governos podem decidir acerca de estratégias quanto: impostos, subsídios, preços agrícolas, salários, tarifas públicas, normas disciplinadoras. As pessoas podem decidir sobre os aspectos: orçamento familiar, custos de oportunidade, aplicações financeiras, investimentos, ocasião apropriada. A microeconomia pode se dedicar à análise da produção, também apelidada de oferta, e à análise do consumo, ou demanda, ou procura, mas sempre encaradas enquanto unidades individuais. Tanto para a produção bem como a demanda, existem as respectivas teorias explicativas. Considerando constantes os demais fatores (ceteris paribus), pode-se dizer que a quantidade demandada de um bem ou serviço varia no sentido inverso de seu preço, ou seja, a quantidade demandada é tanto maior quanto menor o seu preço, e vice-versa. Essa é a lei da demanda. Exemplo: Demanda de tomate em um pequeno mercado. Preço do quilo de feijão (R$) 1,80 1,90 2,00 2,10 2,20 2,30 2,40 Quantidade de quilos por semana 350 310 280 250 210 180 150 Podemos também representar algebricamente uma curva de demanda. Temos que Qdx = f (px) A Demanda Vamos estudar a teoria da demanda para observar até que ponto a demanda se modifica com as alterações de preços. Em primeiro lugar, é preciso deixar claro o comportamento da demanda. Ele se manifesta de modo inversamente proporcional ao preço. Quanto menor o preço, maior a quantidade demandada e a recíproca é verdadeira. Matematicamente, a função de demanda pode ser assim descrita: Microeconomia A Oferta Também se estudará a oferta, que corresponde às quantidades que os produtores estão dispostos a oferecer a um determinado preço por um certo espaço de tempo. Seu comportamento se manifesta de forma diretamente proporcional ao preço. Quanto maior o preço de mercado maior o estímulo à produção. Esta é a Lei Geral de Oferta. Matematicamente, a função da oferta pode assim ser descrita: Qdemanda = f (P) Qoferta = f (P) A demanda de um determinado produto pode ser definida como o conjunto das diversas quantidades de um bem ou serviço, que os consumidores estão dispostos a adquirir, em um determinado período de tempo. Fatores que influenciam a demanda: ¾ O preço do produto; ¾ Os preços de outros produtos, substitutos ou complementares; ¾ A renda dos consumidores; ¾ Os gostos e preferências; ¾ As expectativas de variação de preços, etc. Lei geral da demanda Atualizada em 22/7/2011 A oferta de um produto é definida como o conjunto das diversas quantidades que os produtores estão dispostos a produzir e oferecer, por unidade de tempo. Fatores que a influenciam a oferta: ¾ o preço do produto; ¾ os preços de outros produtos, substitutos na produção; ¾ os custos de produção; ¾ a tecnologia; ¾ casos fortuitos; etc. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 9 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Microeconomia A lei geral da oferta Considerando constantes os demais fatores (ceteris paribus)’, pode-se dizer que quantidade ofertada de um bem ou serviço varia no sentido de seu preço, ou seja, a quantidade ofertada é tanto maior quanto maior o seu preço, e vice-versa. Exemplo: Oferta de tomate em um pequeno mercado. Preço do quilo de feijão (R$) 1,80 1,90 2,00 2,10 2,20 2,30 2,40 Quantidade de quilos por semana 150 180 210 250 280 310 350 Assim poderemos perceber que o encontro de interesses entre os consumidores e os produtores produzirá um preço de equilíbrio e uma quantidade de equilíbrio. Portanto, tanto o preço como a quantidade, satisfazem o consumidor e o produtor, e neste ponto de equilíbrio encontra-se o chamado preço de mercado. Temos então que Qdx = Qox. Estrutura de Mercado Podemos também representar algebricamente uma curva de oferta. Temos que Qox = f (px) Equilíbrio de mercado Verificaremos também como o equilíbrio entre oferta e demanda ocorrerá em condições de mercado no ponto em que ambas interagem, formando uma igualdade. Nesse ponto o preço se forma em condições concorrenciais. Consideremos novamente as duas tabelas de demanda e de oferta de tomates. A cada preço do quilo de tomate, as quantidades demandadas e ofertadas são diferentes, com exceção do preço R$ 2,10 o quilo. A qualquer preço acima desse nível a quantidade ofertada é maior, e a qualquer preço abaixo a quantidade demandada é maior. Preço do quilo do tomate (R$) 1,80 1,90 2,00 2,10 2,20 2,30 2,40 10 Atualizada em 22/7/2011 Quantidade Quantidade Ofertada Demandada por semana por semana 150 350 180 310 210 280 250 250 280 210 310 180 350 150 Diferenças (kg) -200 -150 -70 0 70 150 200 O mercado constitui um híbrido entre a oferta e a demanda. Não se trata de um ou de outro considerados isoladamente, contudo de ambos simultaneamente. Agora este mercado, este espaço de encontro está envolvido por um contexto próprio, de acordo com as condições em que se depara a venda de determinada mercadoria ou serviço. Isto quer dizer uma estrutura pertinente ao caso. As estruturas de mercado descrevem basicamente, o número e as características das firmas que constituem este mercado (Mercado: conjunto de empresas que produzem um mesmo produto ou um conjunto de produtos relacionados entre si). As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três características: ¾ Número de empresas que compõem esse mercado; ¾ Tipo de produto (homogêneos ou diferenciados); ¾ Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado. Assim, o conjunto de produtos que constituem este mercado caracteriza-se pelos conceitos de elasticidades (ver elasticidade). As estruturas básicas de mercado são divididas em três: ¾ Estruturas básicas clásicas; ¾ Outras estruturas clássicas; e ¾ Modelos marginalistas de oligopólio. Estruturas básicas de mercado: Concorrência perfeita (ou concorrência pura) É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas) e de compradores, de tal sorte que uma empresa ou um consumidor, isoladamente, por ser insignificante, não afeta os níveis de oferta do mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Microeconomia É um mercado “atomizado”, pois é composto de um número expressivo de empresas, como se fossem átomos. Nesse tipo de mercado devem prevalecer ainda as seguintes premissas: ¾ Produtos homogêneos: não existe diferenciação entre produtos ofertados pelas empresas concorrentes. ¾ Transparência do mercado: Todas as informações sobre lucros, preços etc. são conhecidas por todos os participantes do mercado (informações simétricas). ¾ Existe grande número de compradores e vendedores. Esta quantidade refere-se não ao valor acima de determinada quantidade, mas sim ao preço dado para as firmas e para os consumidores; ¾ Os produtos são homogêneos, isto é, não existe diferenciação entre produtos ofertados pelas empresas concorrentes e existem substitutos perfeitos entre si. Desta forma, não pode haver preços diferentes no mercado; ¾ A entrada e saída de firmas no mercado é livre, não havendo barreiras (livre mobilidade). Isto permite que as firmas menos eficientes saiam do mercado e que ingressem firmas mais eficientes. Deve-se salientar que, na realidade, não há o mercado tipicamente de concorrência perfeita no mundo real, sendo talvez o mercado de produtos hortifrutigranjeiros o exemplo mais próximo que se poderia apontar. Monopólio Uma característica do mercado em concorrência perfeita é que, a longo prazo, não existem lucros extraordinários (onde as receitas superam os custos), mas apenas os chamados lucros normais, que representam a remuneração implícita do empresário (seu custo de oportunidade, ou o que ele ganharia se aplicasse seu capital em outra atividade, que pode ser associado a uma espécie de remuneração de mercado). Assim, no longo prazo, quando a receita total se iguala ao custo total, o lucro contábil ou extraordinário é zero, embora existam lucros normais, pois nos custos totais estão incluídos os custos implícitos (custo de oportunidade), o que inclui os lucros normais. Em concorrência perfeita, como o mercado é transparente, se existirem lucros extraordinários, isso atrairá novas firmas para o mercado, pois que também não há barreiras ao acesso. Com o aumento da oferta de mercado (devido ao aumento no número de empresas), os preços de mercado tenderão a cair, e consequentemente os lucros extras, até chegar-se a uma situação onde só existirão lucros normais, cessando o ingresso de novas empresas nesse mercado. Nenhuma firma isoladamente tem condições de alterar o preço ou praticar preço superior ao estabelecido no mercado. Ela possui uma pequena participação no mercado, e sua atuação não influenciará o preço de mercado por não dispor da quantidade suficiente. Contudo, a esse preço dado pelo mercado, ela poderá vender o quanto puder, limitada apenas por sua estrutura de custos. A curva de oferta, do ponto de vista da empresa perfeitamente competitiva, tem a configuração de uma reta, mostrando o preço estabelecido pelas forças de mercado (Pe), e todas as firmas componentes desse mercado tornam-se tomadoras de preço. Atualizada em 22/7/2011 O mercado monopolista se caracteriza por apresentar condições diametralmente opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, um único empresário (empresa) dominando inteiramente a oferta e, de outro, todos os consumidores. Não há, portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Neste caso, ou os consumidores se submetem as condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente deixarão de consumir o produto. O fato de possuir um único vendedor que fixa o preço do seu produto, também o caracteriza como sendo uma estrutura teórica, onde a demanda da firma é a demanda do setor. As hipóteses deste mercado são: ¾ O setor é constituído por apenas uma única firma; ¾ A firma produz um produto para o qual não haja um substituto próprio; ¾ Existe concorrência entre os consumidores; ¾ A curva de receita média é a curva de demanda do mercado. Pressupondo que a entrada de uma outra firma afeta a estrutura de mercado monopolista, há a existência de barreiras para a manutenção do monopólio, que podem ser: ¾ Dimensão reduzida do mercado; ¾ Monopólio Puro ou Natural: Ocorre quando o mercado, por suas próprias características, exige a instalação de grandes plantas industriais, que operam normalmente com economias de escala e custos unitários bastante baixos, possibilitando a empresa cobrar preços baixos por seu produto, o que acaba praticamente inviabilizando a entrada de novos concorrentes. ¾ Elevado volume de capital: A empresa monopolista necessita de um elevado volume de capital e uma alta capacitação tecnológica. ¾ Patentes: Enquanto a patente não cai em domínio público, a empresa é a única que detém a Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 11 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson tecnologia apropriada para produzir aquele determinado bem. ¾ Controle de matérias-primas básicas: Controle das fontes de suprimento de matérias-primas para a produção de seu produto. Por exemplo, o controle das minas de bauxita pelas empresas produtoras de alumínio. ¾ Proteção oferecida por leis governamentais: existem ainda, os monopólios institucionais ou estatais em setores considerados estratégicos ou de segurança nacional (energia hidroelétrica, energia nuclear, petróleo, etc.). Diferentemente da concorrência perfeita, como existem barreiras à entrada de novas empresas, os lucros extraordinários devem persistir também a longo prazo em mercados monopolizados. Em função destas vantagens, a firma pode obter um lucro maior do que outros setores. Neste contexto, faz-se necessário diferenciar lucro normal de lucro extarordinário: ¾ Lucro normal: inclui a remuneração o empresário e seu custo de oportunidade; ¾ Resultado dos fatores que criaram a situação de monopólio e que permitem ao monopolista auferir um lucro acima do lucro normal. Nessa estrutura de mercado, a curva de demanda da empresa é a própria curva da demanda do mercado como um todo. Ao ser exclusiva no mercado, a empresa não estará sujeita aos preços vigentes. Mas isso não significa que poderá aumentar os preços indefinidamente, conforme se verifica no gráfico abaixo. Microeconomia número de empresas, mas poucas dominam o mercado, como a indúsria de bebidas. O setor produtivo brasileiro é altamente oligopolizado, sendo possível encontrar inúmeros exemplos: montadoras de veículos, setor de cosméticos, indústria de papel, de bebidas, química e farmacêutica etc. No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são fixados entre as empresas por meio de conluios ou cartéis. O cartel é uma organização (informal) de produtores dentro de um setor que determina a política de preços para todas as empresas que a ele pertencem. Nos oligopólios, normalmente as empresas discutem suas estruturas de custos, embora o mesmo não ocorra com relação a sua estratégia de produção e de marketing. Há uma empresa líder que, via de regra, fixa o preço, respeitando as estruturas de custos das demais, e há empresas satélites que seguem as regram ditadas pelas líderes. Esse é um modelo chamado de liderança de preços. Como exemplo no Brasil, podemos citar a indústria de bebidas. Podemos caracterizar também tanto oligopólios com produtos diferenciados (como a indústria automobilistica) como oligopólios com produtos homogêneos (alumínio, cimento). Quanto aos objetivos da empresa oligopolista, a Teoria Microeconômica tem duas corrente: A Teoria Marginalista, pela qual o oligopolista maximiza lucros, e a Teoria da Organização Industrial, na qual o objetivo do oligopolista é maximizar o Mark-up, que é igual a: Mark-up = Receita de vendas – Custos diretos (ou variáveis) O preço cobrado pela empresa, no modelo de mark-up, é calculado da seguinte forma: Preço = (1 + mark-up) . custo direto unitário O monopolista não utiliza a igualdade entre oferta e demanda para determinar preço e quantidade de equilíbrio. A maximização dos lucros é obtida igualandose o custo marginal à receita marginal. Nesse ponto, determina-se a quantidade que levará ao mercado, traçando-se uma perpendicular ao eixo das abcissas. Essa quantidade, a seguir, é substituída na curva da demanda determinando-se o preço de mercado. Oligopólio É um tipo de estrutura caracterizada por um pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um mercado em que há um pequeno número de empresas, como a indústria automobilistica, ou então onde há um grande 12 Atualizada em 22/7/2011 A taxa de mark-up deve cobrir, além dos custos diretos, os custos fixos, e atender uma certa taxa de rentabilidade desejada pela empresa. A Teoria do Mark-up repousa na constatação empírica de que as empresas não conseguem prever adequadamente a demanda por seu produto e, portanto, suas receitas, mas conhecem muito bem seus custos. Difere assim da Teoria Marginalista, na qual a empresa, para fixar seu preço no lucro máximo, precisa prever também as receitas (o que envolve conhecer a demanda por seu produto), para igualar suas receitas marginais aos custos marginais. Outras estruturas clássicas de mercado Concorrência monopolista (concorrência imperfeita): caracteriza-se pelo fato de que as empresas produzem produtos diferenciados, embora substitutos entre si. A curva de oferta é a curva de demanda, mas com alta elasticidade; Oligopólio: estrutura de mercado que se caracteriza pela existência de reduzido número de produtores e vendedores, fabricando bens que são substitutos próximos entre si (possuem alta elasticidade cruzada); Monopsônio: caracteriza-se pela existência de muitos vendedores e um único comprador; Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Oligopsônio: mercado no qual poucos compradores, que dominam o mercado e muitos vendedores; Monopólio bilateral: confronto entre o monopolista e o monopsonista. Vale lembrar que em todas as estruturas clássicas, o mercado é transparente (todos tem informação perfeita) e os agentes são maximizadores de lucro. Além destas, existem os modelos marginalistas de oligopólio, cujos principais são: Modelo de Cournot: é um modelo de duopólio. Idealizado para demonstrar que as empresas são dependentes da ação de outras no oligopólio, embora os empresários não reconheçam esta dependência; Modelo de Sweezzy: conhecido como modelo de demanda quebrada. Explica que os preços de oligopólio são relativamente estáveis no longo prazo, mesmo com mudanças nos custos. Onde a demanda é elástica acima do preço de equilíbrio e inelástica abaixo deste; Modalidades de associação e concentração de atividades Microeconomia holding detenha da empresa de cujo capital social participe. Cartéis Cartéis são acordos, formais ou informais, entre as empresas, feito com o objetivo de domínio de mercado. O mercado que facilita sua formação é o de Oligopólio, como já vimos anteriormente. O cartel é um acordo livre entre as empresas do mesmo ramo de atividade com o objetivo de atenuar a concorrência. As empresas que se cartelizam não perdem suas individualidades econômica e jurídica. Os cartéis mais comuns referem-se a acordos sobre preços, condições de venda e de região. No cartel de preços, as empresas estabelecem um nível de preços para os produtos que fabricam; os de condições, além de estabeleceram os preços, também estabelecem regras para as condições de venda, entrega, prazos de venda, descontos, etc. Quando os contratantes delimitam as zonas ou regiões em que cada um deve atuar, diz-se que o cartel é de região. A prática do cartel em nosso país é como ocorre com o Truste, considerada “abuso do poder econômico”. Cartel perfeito A associação e concentração de atividades tem por objetivo fundamental o domínio do mercado por parte das empresas. Entre as modalidades de associação e concentração assinaladas na história econômica, destacamos: São oligopolistas que reconhecem as interdependências entre si e procuram se unir para maximizar os lucros. Portanto, cartel é uma organização (formal ou informal) que determina a política de preços para todas as firmas que compõem um mesmo setor; Trustes Modelos de liderança-preço (Cartel imperfeito) O truste é uma modalidade de concentração em que, o empresário, orientado por interesses monopolísticos e utilizando práticas variadas, procura eliminar os concorrentes de sorte a que somente ele se torne senhor da oferta. No truste as diversas empresas perdem a sua autonomia econômica e jurídica, permanecendo no mercado uma só empresa. Até certo limite, o truste confere a empresa o domínio dos preços e quantidades dos bens que produz. Os trustes conferem ao empresário o privilégio de atuar no mercado de monopólio. Os trustes são proibidos em todo o mundo, significando “abuso do poder econômico”, dominação dos mercados, eliminação da concorrência e aumento arbitrário de lucros, o que a legislação reprime nos termos do parágrafo 4º do Art. 171 da Constituição de 1988 e Lei nº 8.884, de 11/06/64, conhecida como Lei Antitruste. As firmas de um setor oligopolista decidem tacitamente estabelecer o mesmo preço, aceitando a liderança de uma firma da indústria. A líder fixa o preço e pode ser, tanto a firma de custo mais baixo como também a maior do mercado. Todas as firmas maximizam o lucro reconhecendo a interdependência que têm entre si. Entretanto, pode haver dificuldade na diferenciação entre os mercados, devido a similaridade entre os produtos comercializados (ex.: refrigerante normal e diet). A caracterização da estrutura de mercado pode estar relacionada à concentração deste, onde a dimensão e o número de firmas são significativos (índices de concentração). Entretanto, o comportamento das firmas pode ocorrer como indica o Paradigma de Bain. Holding O que caracteriza a Holding é o fato de ser uma empresa típica de capitais. A holding não desenvolve atividades de produção; é uma empresa voltada exclusivamente para a detenção de capitais de outras empresas. Exemplo: A holding B, tem x% de participação na C; mais y% na D; mais z% na E e assim por diante. Ter participação no capital de uma empresa também significa ter poderes para participar de sua administração. Essa participação é em menor ou maior grau, dependendo do percentual do capital social com direito a voto que a Atualizada em 22/7/2011 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 13 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Microeconomia Prof. Jefferson Estas estruturas de mercado para os ofertantes e demandantes são concomitantemente: ¾ Ofertantes/Demandantes ¾ Concorrência perfeita/ concorrência perfeita; ¾ Concorrência imperfeita ou monopolista/ concorrência imperfeita ou monopolista; ¾ Monopólio/ monopsônio; ¾ Oligopólio/ oligopsônio; As características das estruturas básicas de mercado estão simplificadamente mostradas no quadro comparativo abaixo. Exemplo: Preço inicial (P0): $20,00 Preço final (P1): $16,00 Quantidade inicial (Q0): 30 Quantidade final (Q1): 39 Ep = - (39 – 30) 30 16 - 20 20 - 0,3 = = 1,5 - 0,2 Significa que, dada uma queda de 20% no preço, a quantidade demandada aumenta em 1,5 vezes os 20%, ou seja, 30%. Trata-se de um produto cuja demanda tem grande sensibilidade a variação do preço. Isso nos remete aos conceitos de demanda elástica, inelástica e unitária: Elasticidade Cada produto tem sua própria sensibilidade com relação às variações dos preços e da renda. Essa sensibilidade ou reação pode ser medida através do conceito de elasticidade. Genericamente, a elasticidade reflete o grau de reação ou sensibilidade de uma variável quando ocorrem alterações em outra variável em condições coeteris paribus (mantendo-se tudo o mais constante). Elasticidade -preço da demanda É a resposta relativa da quantidade demandada de um bem X às variações de seu preço, ou, de outra forma, é a variação percentual na quantidade procurada do bem X em relação a uma variação percentual em seu preço. Matematicamente, temos: - Variação percentual em Q Ep = = Variação percentual em P Q1 – Q0 Q0 P1 – P0 P0 Como a relação entre preço e quantidade demandada é inversa, ou seja, a uma alteração positiva de preços resultará uma variação negativa da quantidade demandada, o valor encontrado da elasticidade-preço da demanda será sempre negativo. Para que sejam evitados problemas com o sinal, a fórmula da elasticidade-preço é acompanhada do sinal negativo. 14 Atualizada em 22/7/2011 ¾ Demanda elástica: (Ep > 1) A variação da quantidade demandada supera a variação do preço. Os consumidores desses produtos tem grande reação ou resposta, nas quantidades, a eventuais variações de preços. Em casos de aumentos de preços, diminuem drasticamente o consumo; quando há quedas do preço de mercado, aumentam o consumo em um percentual maior que a queda do preço. ¾ Demanda inelástica: (Ep < 1) Ocorre quando uma variação percentual no preço provoca uma variação percentual relativamente menor nas quantidades demandadas. Neste caso, uma redução, suponhamos, de 10% nos preços, provoca um aumento de 5% nas quantidades demandadas. Os consumidores desse produto reagem pouco a variações no preço, isto é, possuem baixa sensibilidade ao que acontece com os preços no mercado. ¾ Demanda de elasticidade-preço unitária: (Ep = 1) As variações percentuais no preço e na quantidade são de mesma magnitude, porém em sentido inverso. Neste caso, uma redução, suponhamos, de 10% nos preços, provoca um aumento de 10% nas quantidades demandadas. Fatores que influenciam o grau de elasticidade -preço da demanda ¾ Disponibilidades de bens substitutos: Quanto mais substitutos houver para um bem, mais elástica será sua demanda, pois pequenas variações em seu preço, para cima, por exemplo, farão com que o consumidor passe a adquirir seu substituto, provocando queda em sua demanda mais que proporcional à variação do preço. ¾ Essencialidade do bem: Se o bem é essencial, será pouco sensível à variação de preço; terá, portanto, demanda inelástica. ¾ Importância do bem, quanto a seu gasto, no orçamento do consumidor: Quanto mais importante o gasto referente a um determinado bem (maior ponderação) em relação ao gasto total (orçamento) do consumidor, mais sensível torna-se o consumidor a alterações em seu preço, ou seja, a demanda é mais elástica. Por exemplo, a elasticidade-preço da demanda de carne tende a ser mais elevada que a de fósforos, já que o consumidor gasta uma parcela maior de seu orçamento com a carne do que com fósforos. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Relação entre Receita Total do Produtor e o Grau de Elasticidade A receita total do produtor, que equivale ao gasto total dos consumidores, para uma dada mercadoria é igual à quantidade vendida vezes seu preço unitário de venda. saber qual a mudança percentual que ocorre na quantidade demandada do bem X quando se modifica percentualmente o preço de um outro bem. Desse modo, a elasticidade-preço cruzada da demanda (Exy) mede a variação percentual na quantidade demandada do bem X com relação à variação percentual no preço do bem Y. RT = P x Q Onde, Exy = Dada uma variação no preço do produto, o que acontecerá com a receita total do produtor? Tal resposta dependerá da reação dos consumidores, isto é, do grau de elasticidade-preço da demanda. Podem ocorrer três possibilidades: ¾ Demanda elástica – A redução no preço do bem tenderá a aumentar a receita total, pois o aumento percentual na quantidade vendida será maior do que a redução percentual do preço. Da mesma forma, um aumento de preço provocará uma redução da receita total. ¾ Demanda inelástica – O raciocínio é inverso. Um aumento de preço provoca aumento da receita total, e a redução de preço provoca diminuição da receita total. ¾ Demanda de elasticidade unitária – Um aumento ou uma redução de preço não afeta a receita total, já que o percentual de variação no preço corresponde a igual percentual de variação na quantidade (em sentido contrário). O coeficiente de elasticidade-renda da demanda (Er) mede a variação percentual da quantidade da mercadoria comprada resultante de uma variação percentual na renda do consumidor. = Variação percentual na renda do consumidor = Q1 – Q0 Q0 R1 – R0 R0 Se a elasticidade-renda da demanda é negativa, (Er < 0), o bem é inferior, ou seja, aumentos de renda levam a quedas no consumo desse bem. Se a elasticidade-renda da demanda é positiva, mas menor que 1, (0 < Er < 1), o bem é normal, isto é, aumentos de renda levam a aumentos no consumo. Se a elasticidade-renda da demanda é positiva e maior que 1, (Er > 1), o bem é superior ou de luxo, ou seja, aumentos na renda do consumidor levam a um aumento mais que proporcional no consumo do bem. Por exemplo: se a elasticidade-renda da demanda é de 1,5, um aumento na renda do consumidor de, digamos, 10% levará a um aumento do consumo desse bem de 15%. Elasticidade -preço cruzada da demanda O conceito é muito semelhante ao da elasticidadepreço, sendo que a diferença está no fato de que se quer Atualizada em 22/7/2011 Qx1 – Qx0 Qx0 = Py1 – Py0 Py0 Se X e Y forem bens substitutos, Exy será positiva (Exy > 0): uma aumento no preço do guaraná deve provocar uma elevação do consumo de soda. Se X e Y forem complementares, Exy será negativa (Exy < 0): um aumento no preço da camisa social levará a uma queda na demanda de gravatas. Elasticidade -Preço da Oferta O mesmo raciocínio utilizado para a demanda também se aplica para a oferta, observando-se, no entanto, que o resultado da elasticidade será positivo, pois a correlação entre preço e quantidade ofertada é direta. Quanto maior o preço, maior a quantidade que o empresário estará disposto a ofertar. Q1 – Q0 Variação percentual da quantidade ofertada Ep = Q0 = Variação percentual do preço do bem Elasticidade - Renda da Demanda: Ep Variação percentual da quantidade demandada de um bem X Variação percentual no preço de um bem Y RT = receita total; P = preço unitário; Q = quantidade vendida. Variação percentual da quantidade demandada Microeconomia R1 – R0 R0 As elasticidades da oferta são menos difundidas que as da demanda. A elasticidade-preço da oferta mais frequentemente estudada é a dos produtos agrícolas, sendo inclusive apontada como a principal causa da inflação, de acordo com a chamada corrente estruturalista. A racionalidade econômica do governo Neste tópico, trata-se do princípio que a estratégia básica dos modelos de expectativas racionais, partem da manutenção da visão de mercados que se equilibram, retém o interesse no que é chamado de médio e longo prazo e concluem pelo pessimismo acerca do que a política econômica possa fazer para afetar o emprego ou o produto. Neste sentido, os clássicos defendem o liberalismo e elaboram o conceito de racionalidade econômica, no qual o indivíduo deve satisfazer suas necessidades sem se preocupar com o bem-estar coletivo. Essa busca egoísta e competitiva, no entanto, estaria na origem de todo o bem público porque qualquer intervenção nessas leis naturais do comportamento humano bloquearia o desenvolvimento das forças produtivas. Usando a metáfora econômica de Smith, os homens, conduzidos por uma "mão invisível", acabam Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 15 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson promovendo um fim que não era intencional (em outras palavras, a busca egoísta em satisfazer suas necessidades, o homem acabaria por ajudar no crescimento da riqueza coletiva). Por outro lado, para um país alcançar o desenvolvimento econômico, terá de efetuar uma série de transformações de estrutura e de sistemas e usar o planejamento integrado para tentar introduzir efeitos propulsores na estrutura de mercado, capazes de tirá-lo da inércia até então vigente. Fica claro que tais mudanças são compatíveis com a filosofia política do país e com a definição de objetivos a serem alcançados para a consecução de seu desenvolvimento, onde alguns fatores podem ser observados. O primeiro diz respeito ao excepcional desenvolvimento dos meios de comunicação e da informática, que, em conjunto, tornaram as informações de uma forma geral - e as econômicas em particular muito mais acessíveis ao público. Em decorrência dessa popularização da informação muito mais gente passou a entender melhor os acontecimentos e a reagir com muito mais rapidez às variações dos indicadores econômicos. Além disso, os computadores foram tornando possível a elaboração de modelos de análise mais e mais complexos, o que explica, em parte, a proliferação dos modelos econômicos fundamentados em métodos cada vez mais sofisticados de análise quantitativa. O segundo fator refere-se à crescente interferência governamental nas decisões econômicas, fazendo do Estado, muitas vezes, um dos mais destacados agentes econômicos, mesmo nas economias não socialistas. Em larga medida, tal fenômeno deriva da aplicação generalizada de políticas econômicas inspiradas nas idéias de Keynes. O uso dessas políticas foi tão amplo no Ocidente desenvolvido que se tornou comum o uso da expressão "consenso keynesiano", cujos pilares básicos independentes entre si - mas convergentes no sentido de ampliar as atividades e estender as fronteiras econômicas do Estado, foram assim descritos pelo Prof. Eduardo Giannetti da Fonseca (Revista de Economia FAAP, 2004:100): ¾ 1º) Defesa da economia mista, com forte participação de empresas estatais na oferta de bens e serviços e a crescente regulamentação das atividades do setor privado por meio da intervenção governamental nos diversos mercados particulares da economia; ¾ 2º) Montagem e ampliação do Estado do BemEstar (Welfare State), garantindo transferências de renda extramercado para grupos específicos da sociedade (idosos, inválidos, crianças, pobres, desempregados etc.) e buscando promover alguma espécie de justiça distributiva; ¾ 3º) Política macroeconômica ativa de manipulação da demanda agregada, inspirada na teoria keynesiana e voltada, acima de tudo, para a manutenção do pleno emprego no curto prazo, mesmo que ao custo de alguma inflação. O terceiro fator é de caráter ideológico. O mundo vivia sob o clima de permanente tensão provocado pela guerra fria, decorrente da acirrada disputa pela hegemonia por parte dos dois grandes blocos: o capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o socialista, liderado pela União Soviética. Esse clima fazia com que a ideologia se constituísse, freqüentemente, num fator de influência muito forte a atuar tanto sobre os teóricos da 16 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia Economia, como sobre os responsáveis pela formulação das políticas econômicas. James Buchanan percebeu claramente a força deste contexto, o que fica claro nas duas grandes preocupações que podem ser identificadas por trás da elaboração da teoria da escolha pública. A primeira dizia respeito à excessiva matematização que, cada vez mais, assumia papel central na formulação teórica da época, e da qual a teoria das expectativas racionais é um ótimo exemplo. Para Buchanan, ao se preocuparem em elaborar modelos de análise com enorme sofisticação matemática, os economistas estavam se esquecendo daquilo que para ele deveria se constituir no essencial da análise teórica: compreender as motivações que explicam as decisões dos agentes econômicos. Com evidente ironia, Buchanan referia-se aos economistas matemáticos como "eunucos ideológicos". A segunda preocupação dizia respeito à acentuada politização das decisões econômicas, que era decorrência direta da enorme influência das políticas econômicas de inspiração keynesiana, como já mencionado anteriormente. A transferência para o âmbito da política muitas vezes fazia com que a racionalidade econômica fosse suplantada pelos interesses dos políticos envolvidos na tomada de decisões. Como bem observou Buchanan, o economista e o político trabalham com vetores distintos. Enquanto o economista tem por parâmetro fundamental em suas tomadas de decisão a eficiência, procurando sempre a alocação ótima dos recursos escassos, o político tem por parâmetro a conquista e a manutenção do poder, o que só pode ser alcançado, no regime democrático, através do voto. Nesse sentido, o político, principalmente em períodos eleitorais, tem o costume de prometer mundos e fundos para conquistar os votos dos eleitores, desconsiderando, muitas vezes, os limites impostos pela escassez dos recursos produtivos. Sendo assim, e considerando acertadamente que o político é, antes de tudo, um ser humano comum e, como tal, movido à busca de seus interesses pessoais, Buchanan recomenda o estabelecimento de limites à interferência dos políticos nas decisões econômicas. Esses limites devem ser votados pelos representantes democraticamente eleitos e devem ser inseridos na constituição do país, razão pela qual a teoria da escolha pública é também chamada de teoria constitucionalista. Como se vê, James Buchanan desenvolveu uma teoria que propõe uma estreita aproximação entre o direito, a política e a economia. Preocupado com os abusos e com a irresponsabilidade de gestores de política econômica que exageravam na fixação das taxas de juros e no endividamento excessivo, tanto interno como externo, sugeriu um comportamento mais austero das autoridades, sobretudo na observância do equilíbrio fiscal. Neste sentido, genericamente, pode-se entender que a racionalidade econômica do Governo está relacionada com a Teoria das Finanças Públicas, pois está presente em função da existência das falhas de mercado (o mercado não consegue se auto-regular de maneira eficiente). Como forma de proporcionar uma correção nesse mercado, se torna necessária a presença 5 do governo , do estudo das funções do governo, da 5 A Administração Pública pode classificar-se em: Administração Pública em sentido objetivo, que "refere-se às atividades exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atender Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson teoria da tributação e do gasto público. Vamos a alguns conceitos: Falhas de mercado São fenômenos que impedem que a economia atinja o estágio de welfare economics (ou estado de bem 6 estar social através do livre mercado ). Em outras palavras, impedem que se alcance o Ótimo de Pareto7 (refere-se à condição na qual os recursos escassos são usados de forma tão eficiente pelas firmas, os bens e serviços são distribuídos de forma eficiente pelo mercado competitivo, que não se pode fazer com que qualquer pessoa melhore sua posição sem prejudicar outra pessoa), sem interferência do governo. São elas: Existência de monopólios naturais São monopólios que tendem a surgir devido ao ganho de escala que o setor oferece (ex. água, energia). O governo acaba sendo obrigado a assumir a produção ou criar agências que impeçam a exploração dos consumidores; Asexternalidades Uma externalidade pode ser exemplificada da seguinte forma: uma fábrica pode poluir um rio e ao mesmo tempo gerar empregos. Assim, a poluição é uma externalidade negativa porque causa danos ao meio ambiente e a geração de empregos é uma externalidade concretamente às necessidades coletivas", e Administração Pública em sentido subjetivo, que "refere-se aos órgãos integrantes das pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), aos quais a lei confere o exercício de funções administrativas." (Direito Administrativo, Maria Sylvia Zanella Di Pietro, 1997, Atlas, págs. 55-56). Cada um desses entes políticos possui sua organização administrativa. O Decreto-Lei n.º 200, de 25 de fevereiro de 1967, dispõe sobre a organização da Administração Federal, e em seu art. 4º estabelece a divisão entre administração direta e indireta. A Administração Direta constitui-se dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos ministérios, enquanto que a Administração Indireta constitui-se nas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas. As autarquias e as fundações públicas têm natureza jurídica de direito público, enquanto que as empresas públicas e sociedades de economia mista têm natureza jurídica de direito privado. O leitor deve ter em mente que esses entes citados pertencem à Administração Pública federal e estão no ordenamento jurídico legal, ou seja, estão positivados (na lei). Existem vários outros entes, que pertencem à Administração Pública Indireta segundo a doutrina (ou seja, o sistema teórico de princípios aplicáveis ao direito positivo, consubstanciado pelo consenso dos escritores) e não estão positivados, tais como os entes cooperativos (ou entes de cooperação). 6 Superioridade de Pareto: O bem-estar social a um estado x é maior que o de um outro estado y se e somente se há, em x, pelo menos um indivíduo com bem-estar maior do que em y e não há outro indivíduo que tenha um nível de bem-estar inferior; ou seja, um estado é superior a outro se é possível aumentar o bem-estar de pelo menos um indivíduo sem prejudicar os demais. 7 O bem-estar de uma sociedade é máximo se não existe outro estado tal que seja possível aumentar o bem-estar de um indivíduo sem diminuir o bem-estar dos demais; isto é, não há forma de melhorar a situação de um, sem prejudicar a situação dos outros (também conhecido como eficiência de Pareto). Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia positiva por aumentar o bem estar e diminuir a criminalidade. O governo deverá agir no sentido de inibir atividades que causem externalidades negativas e incentivar atividades causadoras de externalidades positivas. Desenvolvimento, emprego e estabilidade Principalmente em economias em desenvolvimento a ação governamental é muito importante no sentido de gerar crescimento econômico através de bancos de desenvolvimento, criar postos de trabalho e de buscar a estabilidade econômica. Funções do governo Um governo possui distributivas e estabilizadoras. funções alocativas, ¾ Função alocativa: relaciona-se à alocação de recursos por parte do governo a fim de oferecer bens públicos (ex. rodovias, segurança), bens semi-públicos ou meritórios (ex. educação e saúde), desenvolvimento (ex. construção de usinas), etc.; Existência dos bens públicos: bens que são consumidos por diversas pessoas ao mesmo tempo, independentemente de pagamento de qualquer preço (ex. vias públicas, praias, iluminação pública). Os bens públicos são de consumo indivisível e não excludente. Para ser considerado bem público, não precisa ser obrigatoriamente fornecido pelo Estado, mas tem que ter características de não rivalidade e não exclusão de consumo. Empresas privadas podem fornecer bens públicos, sendo requisito necessário, que sejam financiados pelo Estado. Assim, uma pessoa adquirindo um bem público não tira o direito de outra adquirí-lo também. Existem também os bens meritórios, que apesar de serem passíveis de exclusão pelo mercado e de rivalidade, são necessários para a manutenção mínima das condições de vida do cidadão, como acesso à saúde e educação; Bens privados: são aqueles que, sendo ofertados pelo setor privado, sem financiamento, parcialmente financiados pelo Estado ou mesmo ofertados por este, exigem o pagamento de um preço pelo consumidor; o Função distributiva: é a redistribuição de rendas realizada através das transferências, dos impostos e dos subsídios governamentais. Um bom exemplo é a destinação de parte dos recursos provenientes de tributação ao serviço público de saúde, serviço o qual é mais utilizado por indivíduos de menor renda. Na análise das transferências e subsídios, pode-se tratá-los como impostos indiretos negativos; o Função estabilizadora: é a aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o atingimento de tais objetivos. São instrumentos típicos desta função as políticas fiscais e monetárias: Política Fiscal: Compras e vendas governamentais e política tributária, considerados também como instrumentos fiscais; Política Monetária: controle de oferta de papelmoeda, depósitos compulsórios do setor financeiro, taxa Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 17 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson de redesconto e taxa de juros, considerados também como instrumentos monetários. o Função Reguladora: Regular a atividade econômica mediante leis e disposições administrativas (ex.: controle de preços, proteção dos consumidores, etc.). Esta função vem se tornando mais significativa, a partir das privatizações realizadas nos anos 1990, onde o Estado passou de produtor para regulador do mercado. Exclusividade: é a propriedade de um bem ou serviço pela qual podemos impedir uma pessoa de usálo. Rivalidade: é a propriedade de um bem ou serviço pela qual sua utilização por uma pessoa impede outras de usá-lo. Bens Privados: Um bem privado é um bem exclusivo e rival, esta categoria engloba a maior parte dos bens que conhecemos. Quando um bem é privado podemos impedir que qualquer pessoa o consuma, bem como o consumo por parte de uma pessoa não permite o consumo simultâneo de outra. Exemplos de bens privados são as roupas, as comidas, a maioria dos móveis e cadeiras, como as que vocês estão sentados agora. Bens Públicos: Um bem é público quando ele não é nem rival nem exclusivo, ou seja, é o contrário do bem privado. Quando um bem é público não podemos impedir que alguém o consuma e o consumo por parte de um indivíduo não afeta o consumo dos outros. Como exemplos de bens públicos, podemos citar a iluminação das ruas e a defesa nacional. Recursos Comuns: São bens rivais mas não exclusivos. Não podemos impedir que alguém use um recurso comum, mas quando alguém usa impede outros de usarem. Os peixes do mar são um exemplo de recurso comum, é impossível impedir que alguém pesque no mar, mas quando alguém pesca um peixe impede outro de fazer o mesmo; outros exemplos de recursos comuns são os parques públicos e as águas dos rios. Bens Sujeitos a monopólio Natural: Os bens sujeitos a monopólio natural são bens exclusivos mas não rivais, ou seja, podemos impedir alguém de usá-lo, mas seu uso por parte de um indivíduo não impede o uso de outros. Um exemplo é o sinal da TV a cabo. Informação simétrica: todos os agentes possuem as mesmas informações, não existindo privilégios individuais. Informação assimétrica: se a informação é distribuída de forma imperfeita, uma das partes contratantes tem conhecimento insuficiente (para tomar decisões precisas) sobre a outra parte envolvida em uma transação. Por exemplo, pode ocorrer o caso em que o grau de honestidade dos gerentes de uma empresa só é de fato conhecido totalmente pelos próprios gerentes; ou que estes gerentes tenham mais informações que os acionistas sobre o andamento de suas empresas. A presença de informação assimétrica leva à seleção adversa e risco moral. Seleção adversa: é um problema de informação assimétrica que acontece antes de a transação ocorrer tomadores com risco de crédito elevados são os que mais ativamente buscam empréstimos. Portanto, as partes contratantes que mais provavelmente produzirão um resultado indesejável são também as que mais provavelmente não pagarão. Como a seleção adversa aumenta as chances de um empréstimo ser concedido a 18 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia um mau pegador, os emprestadores podem decidir não conceder empréstimo algum, mesmo havendo riscos de crédito bons no mercado. Para amenizar a seleção adversa pode ocorrer: pagamento pela informação: já que a informação não é livre, como querem os clássicos, uma solução prática seria pagar a especialistas pela obtenção da informação. Mas, mesmo nesse caso, não estaríamos livres de outros problemas como, por exemplo, o problema do free-rider (ou carona) que seria aquele agente que não pagaria pela informação e, mesmo assim se aproveitaria dela. Esse agente levaria uma vantagem de custo sobre aqueles que pagaram pela informação. Regulamentação do governo: o governo poderia, por exemplo, produzir e disponibilizar, simultaneamente, as informações para todos os agente, minimizando o problema da informação assimétrica. Risco moral: surge após a transação ocorrer. O emprestador corre o risco de o tomador se engajar em atividades indesejáveis do ponto de vista do emprestador, porque diminuem a probabilidade de recuperação do empréstimo. Por exemplo, uma vez obtido um empréstimo os tomadores podem correr grandes riscos porque estão jogando com o dinheiro de outra pessoa. Como o risco moral reduz a probabilidade de recuperação de um empréstimo, os emprestadores podem decidir que preferem não conceder um empréstimo. Equilíbrio Geral e Bem-estar Econômico Até então estivemos discutindo como os agentes econômicos, consumidores e produtores, ajustavam-se de forma individual aos preços, de acordo com suas preferências e tecnologias disponíveis de produção. Vamos agora discutir como estas decisões individuais afetam a alocação de recursos e a distribuição dos bens produzidos de uma economia como um todo, isto é, uma análise de equilíbrio geral onde há uma base fixa de recursos (denominada de dotação) para as atividades de produção e consumo. Observe que, nestas condições, estes preços relativos refletem os custos de oportunidade de cada bem na medida em que cada preço pode ser expresso em relação ao valor de uma unidade marginal de outro bem. A opção de adotar um bem tem um custo determinado em relação ao valor do outro bem. Ou seja, as decisões, com base nos preços de mercado, maximizariam a produção e o bem-estar social, de tal forma que qualquer interferência no mercado somente poderia melhorar o nível de bem-estar de um indivíduo se reduzisse o de outro. Equivale dizer que as estratégias de maximização do bem-estar dos consumidores e de lucro dos produtores resultariam inevitavelmente na maximização do bem-estar social ou da economia e, portanto, a ação do governo no mercado deveria ser evitada, pois tende a reduzir o nível de bemestar em relação a seu ponto de máximo. Entretanto, as condições exigidas para garantir eficiência nas alocações de mercado são geralmente violadas e exigem, então, ações governamentais. Estes desvios são chamados de imperfeições ou falhas de mercado, como por exemplo: (i) a existência de monopólios ou oligopólios que não asseguram um mercado de concorrência perfeita; (ii) a existência de altos custos de transação nas atividades de troca; (iii) a Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson existência de externalidades; e (iv) as próprias distorções de ações governamentais que, a princípio, tenderiam a corrigir uma imperfeição num setor e acabam por gerar outra imperfeição em outro setor (uma espécie de falha de governo). Contudo, ainda existe a teoria do segundo ótimo que procura demonstrar formalmente que, se apenas uma das condições de eficiência paretiana é violada, não é possível assegurar que ações corretivas dos outros desvios permitem atingir um ótimo de pareto. Esta afirmação, contudo, pode ser questionada de acordo com as hipóteses sobre interações econômicas e o tipo de imperfeições. De qualquer forma, se todas as correções das falhas de mercado não forem realizadas ao mesmo tempo, e persistir um problema de segundo ótimo, resta apenas ao economista identificar melhorias de eficiência em um sistema ineficiente. Mesmo assim, se estas condições de eficiência paretiana forem asseguradas, ainda caberia a decisão de estabelecer a distribuição ótima do consumo que seria garantida neste ótimo social. Dessa forma, se faz necessário definir critérios distributivos para orientar as decisões econômicas de forma a garantir o bem-estar social. Obviamente, nenhum analista conseguirá apresentar um critério que não seja contestado pelas partes que se sintam menos beneficiadas. Dessa forma, na avaliação das intervenções no mercado, o procedimento mais apropriado será o de não tentar incluir critérios técnicos distributivos mas, sim, o de identificar os beneficiados e os prejudicados e os seus ganhos e suas perdas. Em termos de eficiência, o procedimento será o de garantir: (i) decisões de investimentos que aumentem a eficiência do sistema com preços mais próximos das taxas marginais de substituição e transformação e (ii) excedentes (benefícios menos custos) suficientemente altos de forma que os beneficiados possam compensar os prejudicados. Por exemplo, a política A que beneficia uns em detrimento de outros, mas gera um excedente que a política B pode usar para compensações aos prejudicados de forma que ninguém reduza seu bemestar. Este é o princípio do critério de Kaldor-Hicks do teste da compensação (ou da melhoria potencial paretiana) que norteia a análise de custo-benefício discutida anteriormente. Bens públicos e externalidades A princípio, o uso eficiente dos recursos ambientais não deveria ser problemático se as condições de eficiência fossem obedecidas. Assim, como discutido para qualquer bem de consumo, a alocação ótima dos recursos ambientais poderia ser resolvida, via mercado, sem qualquer intervenção governamental. Para tal, o uso destes recursos deveria ser orientado por preços que representassem suas taxas de substituição no consumo ou transformação em relação aos outros bens da economia, de acordo com as condições acima discutidas. Ou seja, os preços dos recursos ambientais deveriam, na ausência de distorções, refletir seu custo de oportunidade. Entretanto, observa-se que o uso dos recursos ambientais gera custos e benefícios que não são captados no sistema de mercado. Embora estes recursos tenham valor econômico, não lhes são atribuídos preços adequados. Assim, o custo ou benefício privado deste Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia recurso não reflete o seu custo ou benefício econômico (ou social). Vale a pena discutir porque isto acontece! Bens Públicos Primeiramente vamos denominar como bens e serviços privados aqueles em que os direitos de propriedade são de tal forma completamente definidos e assegurados que a permuta com outros bens se realiza livremente através de um mercado. Assim, corrigindo as imperfeições que impedem o livre funcionamento de um mercado como, por exemplo, a ausência de concorrência perfeita na sua produção e na sua comercialização, seria possível aumentar o nível de eficiência do seu uso. Por outro lado, chamaremos de bens públicos aqueles bens cujos direitos de propriedade não estão completamente definidos e assegurados e, portanto, suas trocas com outros bens acabam não se realizando eficientemente através do mercado. Dessa forma, o sistema de preços é incapaz de valorá-los adequadamente. Assim, como podemos perceber, a definição dos direitos de propriedade desempenha um papel-chave no funcionamento do sistema de preços e, conseqüentemente, no processo de valoração dos bens. A indefinição desses direitos de propriedade, como no caso dos bens públicos, advém, sobretudo, de certas características importantes que substanciam o próprio conceito. Os direitos de propriedade privada atribuem a indivíduos ou a organizações os direitos de controlar o acesso a certos recursos ou ativos, incluindo o direito de cobrar por seu uso. Assim, os direitos de propriedade se desenvolvem em estágios: (a) acesso livre/nãoescassez; (b) acesso livre/escassez; (c) restrições governamentais e (d) direitos plenos de propriedade. Muitos economistas consideram a poluição como um problema que poderia ser resolvido se todos os recursos naturais fossem propriedade privada (individual ou coletiva), de modo que os proprietários tivessem incentivos para administrar esses recursos ambientais adequadamente. Um bem público pode ser aproveitado por inúmeros indivíduos ao mesmo tempo (não-rivalidade) e uma vez que um bem público esteja disponível, negar seu acesso a um consumidor é proibitivamente dispendioso (não-exclusão). No outro extremo, um bem privado puro obedece aos princípios de exclusão e rivalidade. Estes últimos tendem a ser eficientemente produzidos pelos mercados. Um exemplo clássico de um bem não-excludente seria a defesa nacional, pois a força aérea não pode defender você de um ataque inimigo sem levar em conta o seu vizinho. Neste caso, a não exclusão ocorre sempre que for proibitivamente dispendioso impedir pessoas de aproveitar um bem já disponibilizado. Por outro lado, filmes e refeições são bens excludentes, pois pode-se impedir, com um custo relativamente baixo, a alguém que não possua ingresso de assistir a um filme ou de entrar em um restaurante se não estiver adequadamente vestido. Quanto ao princípio da não-rivalidade, podemos observar que o consumo exaure um bem rival no sentido de que ninguém mais possa consumir a mesma unidade daquele bem. Por exemplo, um filé com fritas. Contudo, podemos assistir ao mesmo programa de televisão sem rivalidade. As transmissões de televisão podem ser Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 19 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson captadas, simultaneamente, por vários aparelhos de TV. A proteção policial é outro exemplo de bem não-rival, pois podemos estar simultaneamente protegidos de assaltantes. É difícil coletar um preço pelo uso do recurso quando não há exclusividade de direitos de uso ou de propriedade. Assim, preços não servem para racionar o uso e gerar receitas para sua conservação, resultando em exaustão ou degradação. A determinação de direitos de uso bastante completos e definidos de exclusividade de recursos ambientais, tais como, por exemplo, água, ar e espécies migratórias, é tecnicamente difícil. Quando a exclusividade não é possível, direitos comunitários de propriedade podem ser desenvolvidos através de critérios de uso como, por exemplo quotas, licenças ou outras regras de uso ou acesso. Embora de difícil aplicação, se estas regras permitem que se comercializem estes direitos, então, será possível gerar níveis de preços mais adequados. A segunda característica é a não-rivalidade de uso. Sem rivalidade um bem pode ser usado por um indivíduo sem que haja necessidade de reduzir a quantidade consumida de outro indivíduo. Por exemplo, o prazer de uma pessoa ao apreciar uma riqueza natural, seja uma catarata, um animal ou mesmo uma floresta, não diminui se outra pessoa está também admirando esta cena. Assim, o preço do bem não-rival será determinado somente pela valoração de cada indivíduo e não pela troca no mercado. O custo marginal da inclusão de um outro consumidor é zero, mas, o custo médio por consumidor não. Isto porque a provisão do bem (sua conservação ou manutenção) quase sempre encerra custos elevados. Nestes casos há que se recorrer a critérios discriminatórios de preços, isto é, que não se baseiam na relação de trocas com outros bens. Provê-los de graça, com custo financiado pelo contribuinte ou, menos ineficientemente, exigir pagamentos, mesmo que uniformes, aos verdadeiros usuários. Os bens não-rivais, entretanto, podem se tornar rivais a um determinado nível de uso quando ocorre congestionamento. Por exemplo, do serviço de telefonia, tráfego em ruas e estradas e mesmo em visitação a sítios naturais. Nestes casos, também há que se recorrer à discriminação de preços, embora o custo marginal de uso possa ser estimado em termos intertemporais, considerando os custos marginais de longo prazo quando da ocorrência do congestionamento. Externalidades Nos cursos de microeconomia, em geral, propõese que o equilíbrio de mercado leva a quantidades produzidas eficientes, no sentido de que o ganho marginal da sociedade será igual à perda marginal da sociedade. Se isto for verdade, se a máxima proferida por alguns economistas liberais: “The market never 8 falls” fosse verdadeira em todos os sentidos e que toda a nossa vida pudesse ser regida pelas leis de mercado, não existiria razão para a implantação de políticas públicas. No entanto, as evidências apontam em sentido contrário. O mercado não garante a condição paretoeficiente e a maximização de bem estar da sociedade. 8 Microeconomia Neste sentido, abordaremos uma falha de mercado que, de uma forma ou de outra, justifica a atuação do Estado na economia: as externalidades. Isto acontece quando uma firma ao produzir determinado produto lança detritos tóxicos em um rio da cidade. Muitas pessoas, que serão afetadas por esta firma, podem não ser consumidoras da firma, ou mesmo nem saber o que a firma produz. Da mesma maneira o lago poluído pode prejudicar uma firma especializada em pesca mesmo que a firma poluidora não tenha nada a ver com o ramo de pesca. Quando este tipo efeito ocorre dizemos que existe uma externalidade. Definição: Uma externalidade ocorre quando as ações de um agente atingem o bem-estar de outros agentes que não participam da ação. Assim, externalidade existe quando o bem-estar de um indivíduo é afetado, não só pelas suas atividades de consumo como também pelas atividades de outros indivíduos. Impostos, tarifas, subsídios, econômica e distribuição da renda eficiência Para que o Estado possa cumprir com suas obrigações, há necessidade de estabelecer fontes de arrecadação. Esta arrecadação é feita por receitas públicas, que podem ser extraordinárias (temporalidade e excepcionalidade) e ordinárias (regular). As receitas ordinárias e extraordinárias irão formar as Receitas Orçamentárias Correntes dos Governos, que podem ser arrecadadas pelas próprias entidades competentes e em receitas provenientes de transferências correntes. As receitas podem ser classificadas em: ¾ Receitas Originárias: rendas provenientes dos bens e empresas comerciais ou industriais do Estado, que as explora no mercado privado. São constituídas: o Receita Patrimonial: resultado financeiro da exploração do patrimônio estatal, sendo receitas imobiliárias (aluguel, arrendamentos, etc.) e receitas de concessões e permissões (telecomunicações, transporte, pedágio, etc.); o Receita Industrial, Agropecuária e de Serviços: resultado da venda de mercadorias ou serviços. ¾ Receitas Derivadas: receitas do Estado, que por meios coercitivos arrecada do setor privado, em função da caracterização de um fato gerador definido em Lei. São impostos, Taxas e contribuições de Melhoria (CTN, art. 5º.). A CF/88 reforçou o caráter tributário das contribuições sociais (CF/88, art. 149) e dos Empréstimos Compulsórios (CF/88, art. 148). As contribuições fiscais são espécies de tributos que concedem às partes tributadas o direito de contrapartida, nem que seja de forma erga omines (contra todos). Após a CF/88 ampliou o espaço das arrecadações por intermédio das contribuições, que de certa forma, pode ser vista como uma tentativa de concentração de recursos nas mãos da União. ¾ Contribuições Parafiscais: são receitas de competência da União, cuja capacidade de arrecadação é de certos órgãos públicos e órgãos de representação e defesa de interesses profissionais ou econômicos. Não estão previstas no CTN (ex.: INSS, sistema S – SENAI, SENAC, SESI, SENAR, SEC, SENAT, SEST, SEBRAE, SDR, INCRA). O mercado nunca cai, nunca falha. 20 Atualizada em 22/7/2011 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson ¾ Receitas de Capital: são receitas provenientes de operações de crédito, resultado de alienação de patrimônio ou referentes a transferências previamente vinculadas a despesas de capital; e as receitas provenientes de entidades da administração indireta, a exemplo de fundos e fundações públicas. São provenientes de operações internas ou externas de crédito, alienação de imóveis, amortizações de empréstimos concedidos, transferências de capital e outras receitas de capital. Microeconomia melhor situação econômica, já que para estes a cota de sacrifício em relação ao ônus tributário é menor. ¾ Pelo conceito da progressividade, as alíquotas devem aumentar à medida que são maiores os níveis de renda dos contribuintes; ¾ Pelo conceito da simplicidade, o cálculo, a cobrança e a fiscalização relativa aos tributos devem ser simplificados, de fácil entendimento para os agentes econômicos, a fim de reduzir custos administrativos. Princípios constitucionais Teoria da Tributação Alguns princípios fundamentais devem ser considerados para que um sistema tributário seja considerado ideal: ¾ Conceito da neutralidade: a tributação não deve desestimular o consumo, produção e investimento. Em outras palavras, deve interferir o minimamente possível na alocação de recursos na economia, para não causar ineficiência no funcionamento do sistema econômico. Este princípio está ancorado na teoria de que, no livre-mercado, o ponto de equilíbrio é também aquele que gera o máximo bem-estar geral dada uma quantidade limitada de recursos disponíveis, de forma que, qualquer interferência tributária que desloque o ponto de equilíbrio irá, de certa forma, diminuir esse bem-estar geral da população; ¾ Conceito da equidade: cada indivíduo deve contribuir com uma quantia "justa", ou seja, a distribuição do ônus tributário deve ser eqüitativa. A cobrança dos impostos deve ser conduzida no sentido de onerar mais os indivíduos de maior capacidade de pagamento. Assim, devem ser garantidas as equidades vertical e horizontal. A primeira diz que os indivíduos devem ser onerados de acordo com suas diversas capacidades de pagamento. A segunda diz que os indivíduos com a mesma capacidade de pagamento devem pagar a mesma carga de impostos. Existem duas abordagens relevantes para o princípio da equidade: a do Princípio do Benefício e da Capacidade de Pagamento; o Princípio do Benefício: cada contribuinte deve ser onerado de acordo com o benefício que recebe do Estado, ou seja, quem usufrui do Estado, deve financiá-lo na mesma proporção. A dificuldade em se identificar o real volume de benefícios obtidos por cada contribuinte ou grupo dificulta a plena aplicação deste princípio; o Princípio da Capacidade de Contribuição: cada contribuinte deve ser onerado de acordo com sua capacidade econômica. Este princípio segue duas vertentes: a primeira utiliza a Renda como indicador da real capacidade contributiva e outra, a cota de sacrifício individual para suportar o ônus tributário: A capacidade contributiva baseada na Renda é a simples projeção do princípio da equidade, tomando-se como critério de comparação a situação econômica do indivíduo; A capacidade contributiva baseada na cota de sacrifício é mais complexa. Baseia-se na teoria da utilidade, onde à medida que a Renda aumenta, a utilidade de cada novo bem ou serviço consumido pelo indivíduo diminui (utilidade marginal decrescente). Isto justifica que a parcela da renda a ser direcionada ao pagamento de tributos seja maior para indivíduos com Atualizada em 22/7/2011 Princípio da Legalidade: o tributo tem que estar instituído em Lei. (CF/88, art.150). Princípio da Irretroatividade: o tributo não pode ser cobrado em período anterior a aprovação da Lei que o instituiu, salvo casos em que beneficie o contribuinte. Princípio da anterioridade: o tributo pode ser cobrado apenas no exercício fiscal seguinte à publicação da Lei. (CF/88, art. 150, III, b) Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte,é vedado à União, aos Estados, distrito Federal e aos Municípios: [...] III – cobrar tributos: [...] b) no mesmo exercício financeiro em que seja sido publicada a Lei que os instituiu ou aumentou. Conceito: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituído em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada (CTN, art. 3º.) Natureza Jurídica: é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I – a denominação e demais características formais adotadas pela Lei; II – a destinação legal do produto da arrecadação. (CTN, art. 4º.) Espécies de tributos: são impostos, Taxas e contribuições de Melhoria (CTN, art. 5º.). A CF/88 reforçou o caráter tributário das contribuições sociais (CF/88, art. 149) e dos Empréstimos Compulsórios (CF/88, art. 148). Impostos: são tributos cobrados cujo fato gerador tem uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (CTN, art. 16). Ex.: União: II, IE, IR, IPI, IOF, ITR e IGF; Estados: ITCMD, ICMS e IPVA; Municípios: ITBI, IPTU e ISS/ISSQN. Os impostos financiam serviços ou obras públicas que são destinados à coletividade e não necessariamente a pessoas determinadas (Ex.: limpeza de praças e ruas, funcionamento do poder judiciário, do poder executivo e legislativo). Por estes motivos, os impostos são compulsórios e orientados pelo princípio da capacidade contributiva (sempre que possível) do sujeito passivo. Imposto cumulativo ou em cascata: diz-se de um imposto ou tributo que incide em todas as etapas intermediárias dos processos produtivo e/ou de comercialização de determinado bem, inclusive sobre o próprio imposto/tributo anteriormente pago, da origem até o consumidor final, influindo na composição de seu custo e, em conseqüência, na fixação de seu preço de venda. Imposto declaratório: diz-se do tributo (imposto, taxa, Contribuições de Melhoria e Parafiscal, encargos/tarifas tributários etc.) que, para ser pago e/ou recolhido aos cofres públicos, depende da vontade ou de providências (preenchimento de declaração, formulário, DARF, carnê etc.) por parte do contribuinte ou do Responsável pelo recolhimento, tais como IPI, ICMS, ISS, IPTU, ITR, IR, INSS, FGTS etc. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 21 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Imposto indireto: é o imposto embutido no preço final do produto que é repassado ao consumidor. Exemplo: o ICMS que se paga na conta do telefone ou de energia elétrica. Imposto não-cumulativo: na etapa subseqüente dos processos produtivos e/ou de comercialização, não incide sobre o mesmo imposto/tributo pago/recolhido na etapa anterior (CTN, art. 49). Exemplos: IPI e ICMS. Imposto progressivo: a alíquota aumenta à proporção que os valores sobre os quais incide são maiores. Um exemplo disto é a Tabela do Imposto de Renda – Pessoa Física, cuja alíquota varia de 15 a 27,5%, conforme a renda. Imposto proporcional: é aquele em que a alíquota é constante (igual/uniforme/fixa) e cujo resultado só aumenta à proporção em que aumenta o valor sobre o qual incide. É um tributo de alíquota inalterável, qualquer que seja o montante tributável ou a base tributária. Imposto regressivo: é aquele em que a alíquota diminui à proporção que os valores sobre os quais incide são maiores. Imposto seletivo: incide sobre determinados produtos em função da essencialidade dos produtos (CTN, art. 48). No sistema tributário atual os impostos sobre bebidas alcoólicas, fumo, perfumes/cosméticos e carros (automóveis), dentre outros, são seletivos, pois têm alíquotas diferenciadas. Contribuições: são tributos cujos recursos devem ser legalmente destinados a finalidades préestabelecidas. Seguem as regras do Princípio da Anterioridade. Contribuições Especiais: Competem exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas (CF/88, art. 149), ressalvadas as hipóteses reservadas aos Estados, Distrito Federal e Municípios para instituírem contribuições sociais para seus respectivos servidores. Estas contribuições seguem os as normas gerais em matéria de legislação tributária, os princípios de legalidade estrita, irretroatividade e anterioridade, com exceções: 1) Contribuições de Seguridade social (anterioridade nonagesimal), (CF/88, art. 195), 2) redução e restabelecimento de alíquotas da CIDE combustíveis (CF/88, art. 177, § 4º.). Taxas: são tributos para manutenção do funcionamento de um serviço dirigido a uma comunidade de indivíduos. As taxas cobradas pela União, Estados, distrito Federal e Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (CTN, art. 77 e CF/88, art. 145, II). As taxas não poderão ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam aos impostos e nem ser calculadas em função do capital das empresas (CTN, art. 77, § único e CF/88, art. 145, § 1º.). O imposto de renda é uma tributação direta muito eficaz. Segundo dados históricos, o IRPF tem apresentado características de progressividade ao longo do tempo. Infelizmente o IRPJ não tem alcançado muito sucesso. Além de inibir a produção ele pode causar perda de competitividade do produto nacional frente ao produto importado, pelo o que se observa. O imposto sobre o patrimônio, como o IPTU e o IPVA, são de fácil cobrança e controle e tendem a penalizar os indivíduos 22 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia com maior poder aquisitivo. Entretanto, o IPTU, por exemplo, é falho no momento em que o inquilino de um imóvel, paga o imposto ou um estabelecimento comercial encarece seus produtos, embutindo tal imposto nos preços. O imposto sobre as vendas, embora muito utilizado, não é o mais indicado por questões de progressividade. Além disso, um bem com maior número de etapas de produção é mais penalizado do que os demais. Uma crítica constante aos impostos "em cascata" ou "cumulativos" são a conseqüente inibição à integração vertical da produção e a perda de competitividade em termos internacionais. Face a isso, grande importância tem sido dada ao imposto sobre o valor adicionado (IVA) em diversas economias do planeta. Suas principais vantagens são: a neutralidade, a dificuldade de sonegação por concentrar a tributação no atacado, dentre outras. Todavida, tal imposto permaneceria infringindo o conceito da progressividade, como faz o atual ICMS. Fragilidade Política e Mudanças Institucionais O fim do ciclo militar no Brasil surgiu de uma aliança entre o PMDB (Tancredo Neves) e a Frente Liberal (José Sarney). Com a morte do presidente eleito, Sarney foi quem assumiu a função, mas não pôde desempenhá-la de forma satisfatória pois não contou com o apoio dos deputados e senadores pemedebistas. O que elevou ainda mais a fragilidade política do governo Sarney, foi a eclosão de demandas populares por investimentos e gastos públicos, demandas essas que eram anteriormente sufocadas pelo regime autoritário. Com a implementação de diversas alterações na legislação a partir de 1985 e com a promulgação da Constituição Federal de 1988, vieram diversas mudanças institucionais. Do ponto de vista das finanças públicas, destacamos alguns pontos positivos como a extinção da conta-movimento do Banco do Brasil, a incorporação do orçamento monetário ao OGU (Orçamento Geral da União), a extinção das funções de fomento do Banco Central, a criação da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), a incorporação das despesas com pagamentos de juros da dívida ao OGU, e alguns pontos negativos, como a elevação do repasse de verbas a estados e municípios, a sobrecarga do sistema previdenciário e uma elevação no volume de receitas vinculadas. Esse último ponto destacado provocou a redução na margem de manobra do poder executivo no que tange a alocação de recursos. Todos esses fatores somados aos impactos da crise externa e a ação dos heterodoxos (keynesianos) contribuíram para uma elevação no déficit já a partir de 1987, quando passou a se observar uma combinação de níveis de arrecadação constantes e gastos públicos crescentes. A partir do governo de Fernando Collor o Brasil experimentou uma grande abertura econômica acompanhada de um processo de privatização. Naquele momento, observou-se que embora a inflação provesse recursos para o governo por meio da "senhoriagem", essa mesma inflação depreciava o valor dos tributos e, portanto, a própria receita pública. Esse fenômeno foi chamado "efeito-Tanzi". Ele foi amenizado no Brasil por meio de uma profunda indexação das obrigações tributárias. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Outro efeito que a inflação exercia sobre as contas era o de que os recursos públicos eram solicitados à autoridade em um momento e liberados em um momento seguinte. Em termos reais os recursos liberados eram inferiores aos solicitados, em função da espiral inflacionária reduzindo o déficit público, o que ficou conhecido como "efeito-Bacha, efeito Patinkin ou efeito Tanzi de despeza". Subsídios Subsídio é, nas ciências econômicas, o fornecimento de fundos monetários a certas pessoas. Subsídios governamentais fornecidos a empresas (comércio e indústrias) possuem o intuito de abaixar o preço final dos produtos vendidos por tais companhias, para que estes produtos possam competir com produtos produzidos em outros países que produzem estes mesmos produtos a preços menores (entre outras razões, por causa dos menores custos de mão-de-obra e de diferenças de taxas cambiais). Subsídios também podem ser dados com outros objetivos. Por exemplo, subsídios governamentais podem ser dados a pessoas de baixa renda para o auxílio da compra de uma casa própria. Os subsídios governamentais a empresas são comuns em países desenvolvidos, cujos produtos são sensivelmente mais caros do que similares fabricados em países em desenvolvimento, assim abaixando o preço final dos produtos vendidos por tais empresas. Na CF88, seção II: Das limitações do Poder de Tributar, encontra-se o Art. 150. “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios”: § 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993). Imposto de Renda de Pessoa Jurídica O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica ( IRPJ ) é de recolhimento obrigatório, através de uma das formas apresentadas abaixo: ¾ Lucro Real: Alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro líquido apurado, apuração trimestral ou anual, com adicional de 10% (dez por cento) no que exceder a R$20.00,00 (vinte mil reais) no mês. ¾ Recolhimento mensal (Lei Nº 9.249/95) ou Lucro Presumido: Alíquota de 15% (quinze por cento) sobre a base de recolhimento trimestral. Conforme a Lei Nº 9.249/95, que alterou a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas, bem como da contribuição social sobre o lucro líquido, e dá outras providências. Alterada pela Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; Alterada pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003; Alterada pela Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. A base de cálculo do imposto seria determinada da seguinte forma: Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia ¾ 1,6% (um vírgula seis por cento) sobre a receita bruta auferida na revenda para consumo de combustível derivado do petróleo e álcool etílico carburente; ¾ 8% (oito por cento) sobre a receita bruta auferida na atividade de comércio e indústria, transporte de carga, serviços hospitalares, qualquer outra atividade (exceto prestação de serviços) que não esteja previsto percentual específico; 16% (dezesseis por cento) sobre receita auferida sobre a prestação de serviços em geral, inclusive sobre serviços de transportes; ¾ 32% (trinta e dois por cento) sobre a receita bruta auferida com atividades de: Serviços em geral, para os quais não esteja previsto percentual específico, inclusive os prestados por sociedades civis e profissões regulamentadas; Intermediação de negócios; Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza; Prestação cumulativa e contínua de serviços e assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e risco, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas a prazo ou de prestação de serviços (factoring); Construção por empreitada, quando houver emprego unicamente de mão-de-obra, ou seja, sem emprego de materiais. No caso de atividades diversificadas será aplicado o percentual correspondente a cada atividade. Obs.1: As Pequenas Empresas poderão optar pela apuração de seu resultado pelo Lucro Presumido, desde que a Receita Bruta Anual não ultrapasse R$ 12 milhões (Lei Nº 9.249/95, Art. 29), e não se dediquem a compra e venda, loteamento, incorporação ou construção de imóveis e a execução de construção civil (art. 190 do RIR). Obs.2: Constitui obrigação acessória da empresa que optar pela tributação com base no Lucro Presumido, a escrituração, ao término do ano-calendário, do livro Registro de Inventário, informando seus estoques valorados aos custos das últimas aquisições (Decreto 1.041 de 11/01/94, RIR, art. 534). Estão isentas as empresas consideradas Microempresas, desde que a Receita Bruta Anual não ultrapasse o limite de 96.000 UFIR (Unidade Fiscal de Referência). Obs.: Se a empresa exceder este limite de Receita Bruta Anual recolherá imposto sobre o valor excedente. Se o fato ocorrer por 2 anos seguidos ou 3 alternados deverá, no prazo de 30 dias, providenciar o desenquadramento como Microempresa junto a Receita Federal. IRRF - Imposto de Renda Retido na Fonte As Microempresas e as Pequenas Empresas estão obrigadas a reter e recolher o IRRF nos casos de pagamentos às pessoas físicas tais como empregados, autônomos ou remuneração dos sócios; às pessoas jurídicas pela prestação de serviços, comissões e corretagens. O recolhimento deve ser feito semanalmente através de DARF. Consultar o código correspondente a cada caso. No caso de Pessoa Física deverá ser aplicada a tabela progressiva vigente no mês de pagamento, normalmente publicada nos jornais. Para pagamentos à Pessoa Jurídica deve-se considerar as seguintes alíquotas: Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 23 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson ¾ 1% no caso de prestação de serviços de limpeza e conservação de imóveis, exceto reformas; ¾ Segurança e vigilância; locação de mão-deobra: 1,5% no caso de serviços profissionais; comissões; corretagens; serviços de propaganda e publicidade e remuneração decorrente de contratos de franquia. Microeconomia (SESI, SENAI, SESC, SENAC, SEBRAE, salário educação, etc); - imposto sobre produtos industrializados (no caso das empresas sujeitas a este imposto). PIS 0,65% da receita bruta (recolhimento mensal) por meio de DARF, código 8109. COFINS INSS Empregador (os sócios ou titular): Obrigatoriedade de recolhimento mensal através de carnê, conforme tabela do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), normalmente publicada em jornais. Empresa: ¾ Está obrigada ao recolhimento através da GRPS (Guia de Recolhimento da Previdência Social), alíquota de 20% sobre salários, 15% sobre o pró-labore dos sócios e pagamento a autônomos; ¾ Contribuição a terceiros a Seguro de Acidentes de Trabalho para as empresas que possuem empregados: a alíquota varia de acordo com a atividade da empresa e o código do FPAS (Fundo de Previdência e Assistência Social). 3% do faturamento bruto (recolhimento mensal) através de DARF, código 2162. Contribuição Social 0,96% da receita bruta (apuração trimestral), através de DARF código 2372, no caso de ser Microempresa ou código 2484 no caso de Pequena Empresa optante do regime de Lucro Presumido, ou 8% (oito porcento) do lucro apurado (anual ou trimestral), através de DARF, código 2372, no caso de Lucro Real. No caso de apuração anual a empresa recolherá com base em estimativa (12% receita bruta) o Imposto sobre Produtos Industrializados ( IPI ). Verificar na Receita Federal a alíquota correspondente ao produto (recolhimento decendial), através de DARF, código 1097, no caso de Lucro Real. Imposto sobre Importação (II). Verificar na Receita Federal a alíquota correspondente à mercadoria classificada conforme a NBM (Nomenclatura Brasileira de Mercadorias). SIMPLES ICMS Tributos Federais das Pessoas Jurídicas Optantes Pelo SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Micro e Empresas de Pequeno Porte). Por meio do Simples , que é a forma unificada de pagamento de vários impostos e contribuições federais, as microempresas e as empresas de pequeno porte passarão a pagar vários impostos e contribuições federais uma única vez, e em uma única data. O valor a ser pago no SIMPLES é calculado pelo faturamento mensal de acordo com a tabela aplicada sobre a recita bruta. Faturamento anual. Obs.1: Alíquota aplicável com base na receita bruta acumulada mensal desde o início do ano. Obs.2: Se uma Microempresa exceder o limite de faturamento, deverá pagar o imposto com base nas alíquotas aplicáveis às empresas de pequeno porte a partir do mês em que o limite for excedido até o final do ano. Para o ano seguinte, deverá pedir seu reenquadramento como empresa de pequeno porte. Obs.3: Se uma empresa de pequeno porte exceder o limite de faturamento ao longo do ano, a partir do mês em que limite for excedido até o final do ano dirá pagar o imposto com base na alíquota máxima para empresas de pequeno porte, acrescido de 20% no ano seguinte, a empresa será excluída do SIMPLES. Tributos Federais substituídos pelo SIMPLES A inscrição no SIMPLES implica o pagamento mensal unificado dos seguintes impostos e contribuições: - Imposto de Renda das pessoas jurídicas (IRPJ); contribuição social sobre lucro líquido (CSLL); contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS); - contribuição para PIS/PASEP; - contribuição da empresa sobre a folha de salários, pro-labore, trabalhadores avulsos e autônumos, para seguridade social (INSS), inclusive as contribuições para terceiros 24 Atualizada em 22/7/2011 O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), cujas alíquotas variam de estado para estado. ISS O Imposto Sobre Serviços (ISS) é um imposto municipal. Contribuição Sindical 1. Empregados e Trabalhadores Avulsos: - O recolhimento será efetuado no mês de abril de cada ano (CLT, art. 583). 2. Trabalhadores Autônomos e Profissionais Liberais: - O recolhimento será efetuado no mês de fevereiro de cada ano (CLT, art. 583). 3. Patronal: Normalmente deverá recolhida até o último dia útil do mês de janeiro de cada ano. Recomendamos, porém, a consulta ao respectivo Sindicato porque pode haver variações (CF, art. 8º, inc. IV e CLT art. 578 e 579). Obs.: As Contribuições Confederativa e Assistencial são obrigatórias apenas para os filiados ao Sindicato (CF, art. 8º, inc. IV). FGTS O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é um recolhimento que as empresas estão obrigadas a realizar. Estabelecimento de Impostos e o Equilíbrio de Mercado: Os impostos Indiretos são os impostos incidentes sobre o consumo ou sobre as vendas, pagos pelas Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson empresas ao Governo e podem ser repassados ao consumidor. No Brasil, há poucos impostos específicos (o que recai sobre a unidade vendida), sendo a quase totalidade dos impostos incidentes sobre o consumo do gênero ad valorem. O imposto ad valorem, é um percentual aplicado sobre o valor da venda. Exemplo: Supondo a alíquota do IPI sobre automóveis de 10%, se o valor do automóvel for de R$50.000, o valor do IPI será de R$5.000. No ato do recolhimento, um aumento de impostos representa um aumento de custos de produção para a empresa. Se a empresa quiser continuar vendendo as mesmas quantidades anteriores, terá de elevar o preço de seu produto, ou seja, procurará repassar o imposto para o consumidor. Caso contrário, terá de reduzir seu volume de produção. A proporção do imposto paga por produtores e consumidores é chamada incidência tributária, que mostra sobre quem recai efetivamente o ônus do imposto. O produtor procurará repassar a totalidade do imposto ao consumidor. Entretanto, a margem de manobra de repassá-lo dependerá do grau de sensibilidade deste a alterações do preço do bem. E essa sensibilidade (ou elasticidade) dependerá do tipo de mercado. Quanto mais competitivo ou concorrencial o mercado, maior a parcela do imposto paga pelos produtores, pois eles não poderão aumentar o preço do produto para nele embutir o tributo. O mesmo ocorrerá se os consumidores dispuserem de vários substitutos para esse bem. Por outro lado, quanto mais concentrado o mercado – ou seja, com poucas empresas, maior o grau de transferência do imposto para os consumidores finais, que contribuirão com maior parcela do imposto. Quotas e preços máximos e mínimos Política de Preços Mínimos na Agricultura: Trata-se de uma política que visa dar uma garantia de preços ao produtor agrícola, com o propósito de protegê-lo das flutuações dos preços no mercado, ou seja, ajudá-lo diante de uma possível queda acentuada de preços e consequentemente da renda agrícola. O governo, antes do início do plantio, garante um preço que ele pagará após a colheita do produto. Se, por ocasião da colheita, os preços de mercado forem superiores aos preços mínimos, o agricultor preferirá vendê-lo no mercado. Contudo, se os preços mínimos forem superiores aos preços de mercado, o produtor preferirá vender sua produção para o governo ao preço anteriormente fixado. Nesse caso, com o preço mínimo acima do preço de equilíbrio de mercado, teremos um excedente de produto adquirido pelo governo, que será utilizado como estoque regulador em momentos subseqüentes do tempo. Microeconomia Neste caso, o governo pode adotar dois tipos alternativos de políticas: ¾ Comprar o excedente (Q0 – Q’0) ao preço mínimo Pmin - Política de compras. ¾ Pagar subsídio no preço (política de subsídio): o governo deixa os produtores colocarem no mercado toda a produção Q0, o que provocará uma grande queda no preço pago pelos consumidores (Pcons). Os produtores receberão Pcons, e o governo bancará a diferença (Pmin – Pcons). Evidentemente, o governo optará pela política menos onerosa aos cofres públicos. Tabelamento Refere-se à intervenção do governo no sistema de preços de mercado visando coibir abusos por parte dos vendedores, controlar preços de bens de primeira necessidade ou então refrear o processo inflacionário, como foi adotado no Brasil quando se aplicou o congelamento dos preços e salários (planos Cruzado e Bresser). Peso morto 1. Qual é o significado de peso morto? Por que a implementação de um preço teto geralmente resulta em um peso morto? ¾ O peso morto se refere ao bem-estar perdido por consumidores ou produtores quando os mercados não operam de forma eficiente. O termo "peso morto" indica que o bem-estar perdido por um indivíduo não é capturado por nenhum outro indivíduo. A implementação de um preço-teto geralmente resulta em um peso morto, pois para qualquer preço abaixo do preço de equilíbrio de mercado, a quantidade ofertada será menor que a quantidade de equilíbrio, gerando uma perda de excedente para os produtores. Os consumidores comprarão menos do que a quantidade de equilíbrio, o que resulta em uma perda de excedente para os consumidores. Os consumidores também comprarão menos do que a quantidade demandada ao preço-teto. O excedente perdido pelos consumidores e pelos produtores não é capturado por nenhum outro grupo, constituindo, portanto, o peso morto. 2. Suponha que a curva de oferta de uma mercadoria fosse completamente inelástica. Se o governo impusesse um preço teto em nível inferior ao Atualizada em 22/7/2011 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 25 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson preço de equilíbrio de mercado, isso resultaria em um peso morto? Explique. ¾ Quando a curva de oferta é completamente inelástica, a fixação de um preço-teto abaixo do preço de equilíbrio transfere todo o excedente perdido pelos produtores para os consumidores. O excedente do consumidor aumenta na magnitude dada pela multiplicação da quantidade de equilíbrio pela diferença entre o preço de equilíbrio e o preço-teto. Os consumidores capturam toda a redução na receita total. Logo, não há peso morto. 3. De que forma o preço teto pode melhorar o bem-estar dos consumidores? Sob quais condições ele poderia torná-lo pior? ¾ Se a curva de oferta é perfeitamente inelástica um preço-teto aumenta o excedente do consumidor. Se a curva de demanda é inelástica, controles de preço podem resultar em perda líquida de excedente do consumidor, pois os consumidores dispostos a pagar um preço mais elevado não conseguem adquirir o bem ou serviço cujo preço é controlado. A perda do excedente do consumidor é maior do que a transferência do excedente do produtor para os consumidores. Se a demanda é elástica (e a oferta é relativamente inelástica) os consumidores como um todo auferem um aumento no excedente do consumidor. 4. Suponha que o governo regulamente o preço de uma mercadoria de modo que não possa ser inferior a um determinado nível mínimo. Tal preço mínimo tornará pior o bem-estar de todos os produtores? Explique. ¾ Dado que um preço mais elevado aumenta a receita e diminui a demanda, parte do excedente do consumidor é transferida para os produtores, mas parte da receita dos produtores é perdida, pois os consumidores compram menor quantidade do produto. O principal problema de uma política de preços mínimos refere-se aos sinais equivocados que transmite aos produtores. O aumento no preço incentiva os produtores a aumentar sua produção além do nível que os consumidores estão dispostos a comprar. Os custos adicionais associados a esse aumento de produção podem anular todos os ganhos decorrentes do aumento de receita. Logo, a menos que todos os produtores reduzam sua produção, uma política de preço mínimo pode diminuir o bem-estar dos produtores como um todo. 5. De que forma são utilizadas, na prática, as limitações de produção para os seguintes bens e serviços: (a) corridas de táxi, (b) bebidas em um restaurante ou bar, (c) trigo ou milho? ¾ Em geral, as autoridades municipais regulam o número de táxis através da concessão de licenças. Quando o número de táxis é menor que o nível que prevaleceria na ausência de regulação, os táxis no mercado podem cobrar preço mais alto que o nível competitivo. As autoridades estatais geralmente regulam o número de licenças para comercialização de bebidas alcóolicas. O requisito de que qualquer bar ou restaurante que sirva bebidas alcóolicas possua uma licença, acoplado ao número limitado de licenças concedidas, implica significativas barreiras à entrada de novos bares ou restaurantes em seus respectivos 26 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia mercados. Os estabelecimentos que possuem uma licença podem cobrar preços mais elevados pelas bebidas alcoólicas. As autoridades federais geralmente regulam o número de acres de trigo ou milho produzidos, através da criação de programas de limitação do uso das terras, que procura incentivar, mediante os agricultores a manterem parte de sua terra ociosa. Isso tende a reduzir a oferta e, consequentemente, aumentar o preço do trigo ou milho. 6. Suponha que o governo queira elevar a renda dos agricultores. Por que a política de preço mínimo baseada em suporte de preços ou os programas de limitação de área de plantio custam à sociedade mais do que a simples doação de dinheiro aos produtores? ¾ Os suportes de preço e as limitações de área de plantio, custam à sociedade mais do que o custo desses programas em dólares, pois, devido à elevação dos preços em cada caso, a quantidade demandada diminuirá e o excedente do consumidor aumentará. Isso levará a um peso morto porque o produtor não é capaz de capturar a perda de excedente. A doação de dinheiro aos produtores não resulta em nenhum peso morto, é meramente uma redistribuição do excedente de um grupo para outro. 7. Suponha que o governo queira limitar as importações de uma determinada mercadoria. Seria preferível a utilização de uma quota de importação ou de um imposto de importação? Por quê? ¾ As mudanças no excedente dos produtores e consumidores domésticos são as mesmas quando da utilização de quotas de importações ou de impostos. Haverá uma perda no excedente total (doméstico) nos dois casos. Entretanto, com o imposto, o governo obtém uma receita igual à multiplicação do imposto pela quantidade de mercadorias importadas e essa receita pode ser redistribuída na economia doméstica para compensar o peso morto doméstico; por exemplo, reduzindo impostos. Logo, há menos perda para a sociedade doméstica como um todo. Com a quota de importação, os produtores estrangeiros podem capturar a diferença entre o preço doméstico e o preço mundial multiplicada pela quantidade de mercadorias importadas. Logo, com a quota de importação, há perda para a sociedade doméstica como um todo. Se o governo nacional estiver tentando aumentar o bem-estar, deve utilizar o imposto. 8. A carga fiscal decorrente de um imposto é compartilhada por produtores e consumidores. Sob quais condições os consumidores estarão pagando a maior parte do imposto? Sob quais condições os produtores pagam a maior parte do imposto? O que determina a parcela do subsídio que beneficia os consumidores? ¾ A carga fiscal decorrente de um imposto e os benefícios de um subsídio dependem das elasticidades da demanda e da oferta. Se a razão entre a elasticidade da demanda e a elasticidade da oferta for pequena, a carga fiscal recairá principalmente sobre os consumidores. Por outro lado, se a razão entre a elasticidade da demanda e a elasticidade da oferta for grande, a carga fiscal recairá principalmente sobre os produtores. Da mesma forma, o benefício de um Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Microeconomia Prof. Jefferson subsídio será maior para os consumidores (os produtores) se a razão entre a elasticidade da demanda e a elasticidade da oferta for pequena (grande). 9. Por que um imposto cria um peso morto? O que determina o tamanho dessa perda? ¾ Um imposto cria um peso morto por aumentar artificialmente os preços acima do nível do livre mercado, reduzindo, assim, a quantidade de equilíbrio. Essa redução na demanda diminui tanto o excedente do produtor como o do consumidor. O tamanho do peso morto depende das elasticidades da oferta e da demanda. À medida que a elasticidade da demanda aumenta e a elasticidade da oferta diminui, isto é, a oferta se torna mais inelástica, o peso morto aumenta. Regulação de mercados Em uma estrutura de mercado de concorrência perfeita, os recursos escassos são empregados com o máximo de eficiência alocativa. Tal resultado é a situação de equilíbrio para cada agente e para a economia de um todo, pois nenhuma transação voluntária entre agentes poderia melhorar a situação de um sem piorar a situação de outros. A tal situação denominou-se equilíbrio ótimo de Pareto. Já em uma sociedade de economia moderna, onde a estrutura de mercado é de concorrência imperfeita, ocorreriam falhas de mercado, portanto, o uso eficiente dos recursos escassos requer intervenção governamental. Neste sentido, há que se considerar a existência de assimetria de informações entre atores nos mercados modernos, onde a regulação do Estado se faz necessária. O mercado funciona geralmente de modo imperfeito, sendo muitas vezes incapaz de apresentar preço e outras condições de oferta socialmente aceitáveis. Neste mercado, os agentes econômicos são os indivíduos, grupos de indivíduos ou organismos que constituem, do ponto de vista dos movimentos econômicos, os centros de decisão e de ações fundamentais. A teoria econômica do principal-agente busca analisar determinados tipos de relações hierárquicas entre agentes econômicos. Esta teoria é particularmente importante para o estudo da regulação, pois a relação da agência reguladora com as empresas contém as características de uma relação principalagente, o que sugere que este modelo geral pode ser usado para entender as formas particulares de regulação na vida real. A relação principal-agente acontece entre paciente e médico, segurado e seguradora, dono de terra e meeiro, patroa e empregada doméstica, eleitor e eleito, passageiro e taxista. A relação principal-agente é mutuamente vantajosa se puder ser estruturada de forma a contornar os problemas inerentes a este intercâmbio. Em geral, existe um contrato entre as partes, que determina qual a tarefa e como vai ser a remuneração. Este contrato pode ser tanto um contrato formal por escrito e com validade jurídica, como um contrato tácito. Como tanto o principal como o agente, agem de forma economicamente racional, pois ambos entendem os incentivos enfrentados por um e outro. O principal sabe que o agente tem motivos para agir de modo oportunista e que ele assim vai agir se lhe for dado espaço. Sendo assim, existe a possibilidade que muitas Atualizada em 22/7/2011 relações que podem ser vantajosas para os dois lados deixem de se realizar devido à incapacidade de ambos os lados estabelecerem um contrato que seja capaz de mitigar os incentivos oportunistas do agente. A assimetria de informação reside no fato que uma agência não observa o custo da empresa e não tem informação suficiente para determinar um preço que beneficie o consumidor sem falir a empresa. Esta tem um forte incentivo de sobre-declarar seu custo para que agência coloque um preço mais alto. O custo de monitoração é muito alto para ela. Além disto, a empresa tem poucas razões para buscar se tornar mais eficiente uma vez que seus custos vão sempre ser cobertos. A não-existência de informações corretas e suficientes para orientar a decisão dos agentes econômicos limitam sua capacidade de agir de modo eficiente, sendo fonte de mau funcionamento dos mercados e perda de bem-estar. Neste sentido, se de um lado há a necessidade da 9 existência de regulação de mercado , por outro, em função do processo de privatização, aparecem as agências reguladoras. Formular e implementar a regulamentação de um mercado requer elevados custos administrativos, leva à redistribuição de rendimentos e pode interferir na eficiência alocativa de outros mercados. Neste sentido, os instrumentos de regulamentação são genericamente classificados em comando e controle (C&C) e incentivos financeiros (IF). Os instrumentos de comando e controle estão associados a regras particulares implementadas por agências governamentais especialmente concebidas para estes fins, fazendo uso de regulamentação e sanções. Já os instrumentos de incentivos financeiros estão associados a transferências de recursos por meio de impostos e subsídios. No Brasil, as agências reguladoras nasceram da necessidade de fiscalização e regulação, face aos movimentos de privatização das empresas estatais nos anos 1990. Regulamentação pública de serviços de utilidade Os mercados falham na presença dos chamados bens públicos, que são aqueles para os quais o consumo por parte de um indivíduo não reduz a capacidade de outros de usufruir dos seus serviços. Os bens com características de bens públicos, como defesa nacional, lei e ordem, saúde pública, ciência básica, infra-estrutura de transporte e urbana (p. ex. parques, vias e iluminação), não seriam produzidos nas quantidades que os consumidores estariam dispostos a pagar se fossem ofertados por empresas privadas. Sistema de atribuição de direitos Tomando a Constituição Federal de 1988 (CF88), encontra-se vários dispositivos que tratam dos serviços 9 Conjunto de regras particulares ou de ações específicas implementadas por agências administrativas para interferir diretamente no mecanismo de alocação de mercado, ou, indiretamente, alterando as decisões de oferta e demanda de consumidores e produtores (Manual de Economia, 2003: 230). Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 27 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson de utilidade pública. Em vários deles estava incluída a obrigatoriedade de que os serviços fossem prestados diretamente pelo Estado ou por concessão exclusiva a empresas estatais. Entre estes casos, estavam os serviços de correios e telégrafos, telefonia, transmissão de dados e demais serviços públicos de comunicações, distribuição de gás canalizado, pesquisa e lavra de petróleo e gás natural, refino, importação, exportação e transporte marítimo de petróleo. No artigo 175 da CF88, diz que a prestação de serviços públicos é incumbência do Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre por meio de licitação. Duas leis federais definem o regime de concessões de serviços públicos: a Lei no. 8.987 de o 1995, alterada pela Lei n . 9.648 de 27/05/1998 e a Lei no. 9.074 de 1995. Um contrato de concessão pode ser definido como o meio pelo qual a administração Pública transfere a particular a execução de uma obra por sua conta e risco, seja por remuneração indireta e prazo certo ou paga pelo usuário. Embora seja um contrato, a concessão trata da prestação de um serviço público e é função do Poder Público organizar tais serviços. Assim sendo, caberá ao governo, como poder concedente, regulamentar os objetivos, a forma de execução do serviço, a fiscalização, os direitos e deveres das partes, as circunstâncias em que poderá ocorrer rescisão, as multas e os direitos dos usuários. A agência reguladora o No art. 30 da Lei n . 8.987, está previsto que o controle poderá ser exercido diretamente pelo poder concedente, por meio de um órgão técnico a ele subordinado ou por entidade a ele conveniada. Assim a Lei reconhece a especialização técnica da agência reguladora. O papel das agências reguladoras pode ser descrito da seguinte forma: ¾ A defesa e interpretação das regras, além da sugestão de novas regras que facilitem as relações e resolvam os conflitos entre os atores, inclusive com o poder concedente; ¾ A definição operacional de alguns conceitos fundamentais a serem incluídos nos contratos de concessão (como o coeficiente de produtividade a ser repassado para o consumidor, a diferenciação de tarifas por faixa de consumidor); ¾ A investigação de denúncia de atividades anticompetitivas ou o abuso do monopólio concedido. Instrumentos regulatórios Os instrumentos empregados na regulação das concessões e permissões, são bsicamente de comando e controle (C&C), previstos no contrato de concessão e entre eles, está o principal instrumento do governo ou da agência técnica de controle, que é a capacidade de determinar as tarifas e outras formas de remuneração do concessionário. O art. 15 da Lei no. 8.987, opta pelo critério da menor tarifa oferecida num processo de licitação pública, ou seja, as firmas competindo10 pelo direito de produzir ofertam a tarifa que julgam a mais adequada, dados os requisitos de qualidade e de quantidade especificados. A agência pode se recusar a validar um resultado se a tarifa mínima for considerada muito elevada e para isso, a agência deverá ter informações sobre os custos de produção. Os mecanismos que as agências utilizam para efetuar a regulação são: ¾ As tarifas; ¾ As quantidades; ¾ As restrições às entradas e à saída e; ¾ Os padrões de desempenho. Neste sentido, para que o sistema regulatório seja eficiente é necessário que: ¾ Uma política tarifária definida e estável; ¾ A existência de marcos reguladores claramente definidos, que detalhem as relações entre diversos atores de cada setor, seus direitos e obrigações; ¾ Um mecanismo ágil e eficiente para solução de divergências e conflitos entre o ppoder concedente e a concessionária; ¾ Um certo grau de garantia contra os riscos econômicos e políticos e; ¾ A criação de um órgão regulador do setor, dotato de especialidade, imparcialidade e autonomia nas decisões. Secretaria de Acompanhamento Econômico SEAE Nos moldes do art. 10 do Decreto n.º 3.666, de 16 de fevereiro de 2000, que estabelece a estrutura regimental do Ministério da Fazenda, a Secretaria de Acompanhamento Econômico é um órgão específico singular, que se encontra diretamente subordinado ao Ministro da Fazenda. A SEAE atua em três grandes áreas, a saber: Os principais objetivos da regulação são: ¾ O bem-estar do consumidor; ¾ A melhora da eficiência alocativa (situação onde se realiza o maior volume de transações econômicas, com a geração de maior renda agregada possível), distributiva (capacidade de redução, pela concorrência, ou pela regulação, a apropriação de excedentes econômicos por parte do produtor) e produtiva (máxima utilização da planta instalada, com maior rendimento e menor custo, dada a estrutura de mercado); ¾ A universalização e a qualidade dos serviços (serviço adequado e preço justo); ¾ A segurança e proteção ambiental. 28 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia ¾ Promoção e defesa da concorrência; ¾ Regulação e; ¾ Acompanhamento de mercados. Na área de defesa da concorrência, a Seae integra, com a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o chamado Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC). O objetivo principal 10 O processo de licitação para concessão de serviço o público segue a lei n . 8.666 de 21 de junho de 1993, a Lei de Licitações. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson desse Sistema é a promoção de uma economia competitiva através da prevenção e repressão de ações que possam limitar ou prejudicar a concorrência, com base na Lei Antitruste (Lei n.º 8.884/94). No que se refere à área de regulação, a atuação da Seae visa elevar a eficiência dos mercados por meio da redução de barreiras à concorrência e à inovação. A Seae trabalha permanentemente na proposição de novos modelos de regulação, reforma dos modelos existentes e desregulamentação de setores específicos. O objetivo dessas ações é atualizar regulamentações econômicas em um conjunto mais amplo possível de setores, de modo a estimular a concorrência e permitir, aos mercados, a autodeterminação de suas principais variáveis. Sempre que possível, busca-se a eliminação parcial ou completa de normas que dificultam o acesso de novos produtores ao mercado como forma de melhorar, por meio da maior competição, o desempenho de um segmento específico. O acompanhamento de mercados, conforme mencionado, representa a terceira esfera de atuação da Secretaria. Por meio desse trabalho, busca-se identificar qualquer conduta dos agentes econômicos, tendência ou perspectiva que possa vir a afetar o funcionamento normal da atividade econômica, com possíveis reflexos negativos sobre os indicadores macroeconômicos. Para uma maior eficiência de sua atuação, o acompanhamento de mercados é feito de forma setorializada, circunscrevendo-se aos diversos segmentos da atividade produtiva. Microeconomia informações econômicas necessárias para a atuação da Secretaria. O Programa Defesa Econômica e da Concorrência, por sua vez, compreende as seguintes Ações: ¾ Análises Econômicas sobre Atos de Concentração e Condutas Anticoncorrenciais: relativa ao controle de estruturas de mercado, de condutas abusivas e de práticas lesivas à concorrência e à economia popular. ¾ Harmonização da Legislação e Procedimentos para a Promoção e Defesa da Concorrência junto aos Blocos Regionais: objetiva compatibilizar práticas internas de defesa da concorrência com práticas internacionais. Sistemas de defesa da concorrência Os mercados falham na presença de concorrência imperfeita, ou seja, quando firmas podem atuar num mercado específico de modo a fixar seus preços acima dos custos marginais de produção. Em tais estruturas de mercado, os preços estarão acima e as quantidades produzidas abaixo daqueles associados ao nível de eficiência. As razões que dão origem ao poder de monopólio podem ser muito variadas, mas seu efeitos podem ser resumidos em dois grandes mercados imperfeitos: 11 monopólios naturais e oligopólios . Programas e ações Sistema de atribuição de direitos A Secretaria de Acompanhamento Econômico está envolvida em dois Programas do PPA, a saber: Gestão da Política de Regulação de Mercados e Defesa Econômica e da Concorrência. O primeiro deles subdivide-se nas seguintes ações: ¾ Acompanhamento Sistemático de Mercados: consiste no monitoramento constante e investigação de variáveis de mercado relativas a produtos relevantes devido a sua participação no orçamento das famílias ou nos custos do setor produtivo, objetivando disponibilização de informações técnicas que permitam o acompanhamento, desdobramentos ocorridos nos mercados. Essa ação tem como principal ferramenta sistemas informatizados e bancos de dados que possam prover suporte técnico às atividades de acompanhamento econômico. ¾ Estruturação e Acompanhamento de Regimes Tarifários: visa estruturar critérios e regras para fixação e reajuste de tarifas, propiciando qualidade na oferta de serviços e viabilidade das empresas ofertantes. ¾ Regulação e Regulamentação de Atividades Econômicas em Moldes Concorrenciais: objetiva regulamentar atividades de prestação de serviços públicos e de infra-estrutura, agrícolas, de comércio e serviços e do setor industrial, visando aumentar a eficiência econômica e o funcionamento dos mercados em ambientes concorrenciais. Isso é alcançado por meio de novos marcos regulatórios e instrumentos de políticas públicas setoriais voltados ao crédito, ao abastecimento, à comercialização, à formação de estoques, à produção e ao consumo. ¾ Sistema Informatizado da Secretaria de Acompanhamento Econômico: visa manter e prover acessibilidade – via recursos informacionais – às Atualizada em 22/7/2011 A base de organização de um sistema de defesa da concorrência está presente na CF88, logo no artigo º 1 ., inciso IV, no título Dos Princípios Fundamentais, em que se afirma que o estado Democrático de Direito tem como fundamento “os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”. No título seguinte, dos direitos e Garantias Fundamentais, artigo 5º., incisos XXII e XXIII, “é garantido o direito de propriedade” e “a propriedade atenderá sua função social”. É no título VII, Da Ordem Econômica e Financeira, Capítulo I, dos Princípios Gerais da Atividade Econômica, que encontra-se no artigo 170, a reafirmação de que “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: III III IV VVI - Soberania nacional; Propriedade privada; Função social da propriedade; Livre concorrência; Defesa do consumidor; Defesa do meio ambiente”. A função social e livre concorrência são tratadas o na Lei N . 8.884 de 11 de junho de 1994, que trata da prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica e redefine a natureza administrativa da 11 Pequeno número de grandes firmas que se distanciam de uma estrutura competitiva,por meio de cartelização, restrição à concorrência ou práticas desleais. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 29 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Microeconomia agência de regulamentação da concorrência, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). No artigo 1º. Desta lei, fica estabelecido que a finalidade é tratar da prevenção e repressão de infrações à ordem econômica, tendo como base os princípios de liberdadede iniciativa, da livre concorrência, função social da propriedade, defesa dos consumidores e repressão ao abuso do poder econômico. O artigo 20 da mesma lei, aponta como infrações dos atos, mesmo aqueles que não surtem o efeito pretendido, direcionados a: econômica como aquisições, fusões, incorporações e joint ventures. Os principais instrumentos de que o CADÊ dispõe são: I - Limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa; II - Dominar o mercado relevante de bens ou serviços; III - Aumentar arbitrariamente os lucros; IV - Exercer de forma abusiva posição dominante. As multas podem chegar até 30% (trinta porcento) do valor do faturamento anual da empresa, podendo ser aplicadas também aos administradores. De grande impacto do ponto de vista da regulação de mercado, o CADE possui outros instrumentos que precedem os acima identificados. O primeiro grupo de instrumentos é de caráter administrativo, podendo também ser aplicado pela SDE. Estão as medidas preventivas, que determinam a cessação imediata de determinada prática, caso possa causar lesão irreparável ao mercado. Outro instrumento é o compromisso de cessação da prática sob investigação que esteja causando danos a terceiros. Isto não significa admissão de culpa, mas o onteresse em fazer acordo com o CADE/SDE. O segundo grupo de instrumentos são controles diretos pelo CADE, quais sejam: Por mercado relevante é relativo à concorrência, ou seja, é necessário que a agência reguladora identifique corretamente o mercado, sua extensão, os produtos envolvidos, número de concorrente entre outros. Por posição dominante, a agência entende pelo fato de a firma possuir uma parcela superior a 30% (trinta porcento) do mercado. A posição dominante não é infração, mas sim as ações busivas que tal posição lhe permite. O artigo 21 da mesma lei, ao longo dos 24 incisos, são listadas condutas que correspondem em ações para expulsar concorrentes que já estão no mercado ou impedir a entrada de novos, e impor controles nas relações ao longo da cadeia produtiva e de distribuição. Julgar se a existência de tais práticas caracteriza limitação do direito de todos ao mercado é tarefa do CADE. Agências e Instrumentos O CADE é a agência responsável pela política de defesa da concorrência, também chama de política antio truste. Pela Lei N . 8.884, o CADE foi transformado em 12 autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça e os seus seis conselheiros são nomeados pelo Presidente da República, para um mandato de dois anos, sendo permitida a recondução por um igual período. Desta forma, procurou-se investir no conselho um grau de liberdade de ação perante o governo, tornando o órgão uma agência que executa sua função livre das injunções de outros interesses. Ao CADE cabe zelar pela observância da lei, decidir pela existência de infrações, aplicar penalidades quando houver infração e ainda exercer controle dos atos e contratos que possam levar uma empresa a ter posição dominante. O CADE é portanto, um órgão decisório, auxilidado na investigação e instauração de processos pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça. Analisa atos de concentração 12 Uma autarquia é o órgão da administração pública com maior independência que os departamentos e secretarias de governo. Ela pode possuir orçamento próprio e seus diretores são dotados de mandatos por tempo definido e não-coincidentes com os mandatos eletivos dos que os nomeiam. Exemplos do grau de autarquias perante os governos são as universidades federais e estaduais. 30 Atualizada em 22/7/2011 ¾ Multas; ¾ Proibições de contratar órgãos públicos, inclusive financeiros; ¾ Exibição pública por meio de divulgação dos atos na imprensa; e ¾ Inclusão no Cadastro de Defesa do Consumidor. ¾ Controle de atos e contratos; ¾ Compromisso de desempenho; ¾ Consulta. Neste último, os interessados em obter manifestação do CADE, antes de realizar contrato de fusão ou incorporação, devem apresentar informações detalhadas sobre a transação. Isso pouparia os custos de ter a transação desfeita, caso o CADE viesse avaliar que o contrato não levaria a aumento de produtividade, ou a melhoria da qualidade, ou a ganho de eficiência e desenvolvimento tecnológico. Sistema Nacional de Defesa do consumidor SNDC Os mercados falham quando, dado um sistema de atribuição de direitos, os custos e benefícios de uma transação, para cada agente envolvido, não são explicitamente definidos nos termos do contrato. Esse caso, os contratos entre os agentes, mesmo sendo voluntários e respeitando o sistema de atribuição de direitos em vigor, não conduzem ao emprego eficiente dos recursos. Duas circunstâncias podem gerar contratos deste tipo de ineficiência, levando a soluções de meios inadequados: ¾ A primeira delas ocorre quando as ações de pelo menos uma das partes contratantes não podem ser observadas pela outra; ¾ A segunda ocorre quando uma das partes possui maior informação do que a outra sobre um elemento crucial para a determinação dos benefícios e custos da transação. O primeiro caso está presente em contratos como aluguel e seguro de veículos. Por não poderem ser observados, as pessoas tendem a dirigir veículo alugado Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson de forma mais displicente do que fariam com seu próprio veículo. Da mesma forma, a pessoa, uma vez que enha segurado seu veículo, tende a arriscar mais, dirigindo ou parando em locais expostos a roubo, em relação à situação sem seguro. Na ausência de regulamentação, o resultado nos dois mercados são preços mais elevados para os serviços. O segundo caso está presente também em mercados competitivos, como o de carros usados, em que os vendedores conhecem melhor que os compradores as condições do veículo. A existência de informações assimétricas não requer regulamentação específica para cada tipo de mercado, podendo ser controlada por legislação ampla, como o Código de Defesa do Consumidor. Entretanto, se a assimetria de informações estiver associada a outras falhas de mercado, pode levar ao surgimento de regulamentação específica, com agências próprias. Regulamentação de atendimento médico e escolas privadas são exemplos possíveis. Sistema de atribuição de direitos O papel do Estado na promoção da defesa do consumidor está presente no título Dos Direitos e Garantias Fundamentais, da CF88, artigo 5º. Inciso XXXII: “o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor. O sistema legal que implementou essas diposições constitucionais é composto pela Lei No. 8.078 de 11 de setembro de 1990, que trata dos direitos do consumidor, das sanções administrativas, das infrações penais, das formas de defesa desses direitos e da organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Este último é complementado pelo Decreto o N . 2.181 de 20 de março de 1997, que trata da organização do sistema e das normas gerais para aplicação de sanções administrativas. o No artigo 6º. Da Lei N . 8.078/90 estão definidos os direitos básicos do consumidor, como: ¾ A proteção contra os riscos provocados por produtos perigosos e nocivos; ¾ Direito à educação e divulgação sobre o assunto adequado dos produtos e serviços; ¾ Direito à informação adequada e clara contendo as especificações qualitativas, quantitativas e de preço dos bens; e ¾ Direito à proteção contra publicidade enganosa, métodos e práticas comerciais e contratuais desleais e abusivas. Esse conjunto de direitos reconhece a existência de assimetrias de informações e de poder econômico entre fornecedores e compradores. Ainda entre os direitos do consumidor, a garantia de prevenção e reparação de danos sofridos na aquisição de produtos ou serviços. Tal garantia é prevista no acesso do consumidor aos órgão judiciários e administrativos e na “facilitação da defesa dos direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor”, isto é, cabe ao fornecedor provar que a reclamação do consumidor é improcedente. Trata-se, pois, de uma forma de contrabalançar as assimetrias de poder e de informação. A titularidade dos direitos do consumidor nesse sistema de atribuição de direitos, pode ser exercida tanto pelo indivíduo em particular como a título coletivo. Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia Para o exercício individual dos direitos do consumidor basta que se recorra às agências previstas pelo SNDC ou ao judiciário. No caso da defesa coletiva, ela poderá ser exercida pelo Ministério Público, pelas unidades da federação ou pelas próprias agências designadas a executar a defesa do consumidor, ou ainda por associações de defesa do consumidor. Existem três formas de direitos dos consumidores: ¾ A primeira é a de direitos difusos, ou seja, direitos de natureza indivisível, cujos titulares são pessoas indeterminadas; ¾ A segunda é a de direitos coletivos, ou seja, cuja titularidade é indivisível para os membros de um grupo, mas está associada ao grupo como um todo; ¾ A terceira é a de direitos individuais homogêneos, os decorrentes de origem comum. A defesa dos direitos da primeira forma trás benefícios a um grupo não determinado, da segunda forma a um grupo específico e a terceira forma beneficia a todos os indivíduos que sofreram o mesmo dano. Agências e Instrumentos O SNDC é integrado por órgãos federais, esatduais, distritais e municipais, e pelas entidades privadas de defesa do consumidor. A agência governamental encarregada de executar a Política nacional de Defesa do Consumidor é o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), subordinado à secretaria de Direito Econômico (SDE). A fiscalização das relações de consumo é exercida pelos fiscais do DPDC e dos órgãos de proteção de defesa do consumidor criados para esta finalidade nos estados e municípios. Cabe também aos órgãos estaduais e municipais, no âmbito de cada jurisdição, exercer atividades de avaliação e encaminhamento de denúncias, incentivar a criação de entidades de defesa do consumidor e firmar convênios para fiscalizar práticas mercantis abusivas. o O desrespeito às normas da Lei N . 8.078 constitui infração administrativa sujeita às penalidades previstas no artigo 56; IMulta; II Apreensão do produto; III Inutilização do produto; IV - Cassação do registro do produto junto ap órgão competente; VProibição de fabricação do produto; VI - Suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; VII - Suspensão temporária da atividade; VIII - Revogação de concessão ou permissão de uso; IX - Cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; XInterdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou atividade; XI - Intervenção administrativa; e XII - Imposição de contrapropaganda. Os processos administrativos motivados por denúncias de consumidores ou por ação fiscalizadora de agentes dos órgãos de defesa do consumidor, Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 31 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson constituem-se no principal instrumento de comando e controle (C&C) de que essas agências dispõem. As sanções administrativas estão relacionadas às violações aos direitos básicos do consumidor e às boas práticas comerciais e contratuais. A multa não pode ser confundida com um instrumento financeiro, pois mesmo sendo aplicada em proporção à vantagem obtida pelo fornecedor, trata-se de um mecanismo de sanção como os demais. Sistema de Proteção ao meio ambiente Os mercados falham quando as transações num mercado produzem efeitos positivos ou negativos13 a terceiros, ou seja, causam externalidades. Tais efeitos dão origem a custos ou benefícios para terceiros, não refletidos nos custos de transacionar dentro do mercado, levando à super ou subexploração dos recursos. O papel da regulamentação nesses casos é o de avaliar os custos externos de redistribuí-los aos que lhe deram origem. Em grande parte das atividades econômicas, pode-se identificar as presença de resíduos gerados nos processos produtivos. Por exemplo: ¾ Na agricultura, o uso de defensivos pode contaminar os trabalhadores ou as águas superficiais ou subterrâneas; ¾ Na indústria, tem-se o lançamento de gases na atmosfera e os resíduos sólidos e líquidos contento materiais nocivos à saúde; ¾ Nos sistemas de transporte urbano, que empregam ônibus com motores à diesel, ocorre intoxicação das cidades com os gases de escape. Portanto, externalidades negativas são fenômenos bastante comuns em nosso cotidiano. Se é fácil notar a presença de externalidades, o mesmo não pode ser dito quanto a corrigi-las. Existem dificuldades de natureza técnica, relativas ao conhecimento dos elementos prejudiciais da poluição. Mesmo quando conhecidos os elementos maléficos das substâncias poluentes, existem problemas em identificar o quanto as pessoas foram de fato afetadas por determinada fonte de poluição, ou seja, de repartir o ônus entre os poluidores e ainda, de compensar os prejudicados pela poluição, isto é, como evitar o comportamento oportunista quando se oferece dinheiro para quem foi afetado por certo tipo de poluição. As dificuldades técnicas e informacionais sobrepõe-se a dificuldade de identificar corretamente os direitos de propriedade em questão. Como repartir a responsabilidade pela poluição atmosférica numa grande cidade? Quanto dela caberá aos proprietários de veículos, aos industriais, entre outros? Se a responsabilidade civil dos que causam a poluição fosse facilmente identificada, o conjunto geral de leis que disciplina o assunto seria suficiente para que qualquer dano causado a terceiros viesse a ser compensado. Nesse caso não haveria a necessidade de regulamentação e de agências governamentais especificamente concebidas para esse fim. Porém, os direitos de uso exclusivo não são completamente 13 Também chamados de externalidades positivas e externalidades negativas. 32 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia definidos e os recursos naturais podem tornar-se, com efeito, de livre acesso. Os exemplos de tais situações são abundantes, desde a perfuração de poços de petróleo nos Estados Unidos, estoques pesqueiros em águas internacionais, até o uso de pastagens em áreas comunais da África. Assim a regulamentação do meio ambiente e a definição dos melhores instrumentos para tornar os custos externos a ele relacionados como part dos custos privados de produção é um dos grandes desafios que vêm sendo encarados pelas sociedades modernas. O sistema de defesa do meio ambiente no Brasil e os principais instrumentos de que dispõe é assunto para o próximo item. Sistema de atribuição de direitos No artigo 170 da CF88, a afirmação que a “ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: ... VI – defesa do meio ambiente; ...” No título Da Ordem Social da CF88 que se vê um capítulo dedicado ao meio ambiente. No artigo 225 lê-se: “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. No parágrafo primeiro do referido artigo definemse as atribuições do Poder Público no sentido de garantir tal direito. No que diz respeito a regulamentação dos mercados destacam-se dois incisos: ¾ IV – exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; ¾ V – controlar a produção, comercialização e emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e meio ambiente. As atribuições dos órgãos específicos para cumprir funções de controle definidas nos incisos acima o já haviam sido previstas na Lei N . 6.938 de 31 de agosto de 1981, que instituiu o Sistema nacional do Meio Ambiente (SNMA). Neste caso, cabe aos Estados, entre outras atribuições de natureza ambiental, o controle da poluição e o licenciamento de atividades potencialmente causadores de degradação ambiental, recaindo para a esfera federal o controle e licenciamento de atividades interesse inter-estaduais. É pelo exercício do controle de poluição, estabelecendo-se padrões de emissão de poluentes, e do fornecimento de licenças de funcionamento, que as agências ambientais exercem a regulamentação dos mercados. Agências e Instrumentos O Sistema Nacional de Meio Ambiente é dirigido por um Conselho Nacional que assessora o ministro no estabelecimento da Política Nacional de Meio Ambiente. Da mesma forma, existem os Conselhos Estaduais, responsáveis pela políticas estaduais. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson No âmbito federal, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) é a gência federal encarregada de estabelecer programas e exercer fiscalização da legislação ambiental. Nos estados, as agências estaduais cumprem o mesmo papel, porém seguindo legislação e parâmetros ambientais fixados para cada Estado. Diante dos parâmetros ambientais estabelecidos, as agências dispõem de três instrumentos de controle: ¾ Os estudos e relatórios de impacto ambiental EIA/Rima; ¾ As licenças de funcionamento; ¾ A fiscalização das emissões de poluentes. 14 Os EIA/Rimas aplicam-se a novos projetos ou a expansão de projetos já existentes, sendo custeados pelo proponente e submetido à avaliação ambiental competente. O segundo instrumento é a licença do funcionamento, que pode ser aplicada inclusive a plantas existentes anteriormente à legislação ambiental. Na hipótese de um projeto ter seu EIA/Rima aprovado, a obtenção da licença não é automática, dependendo da inspeção da planta e das condições de funcionamento efetivo. A concessão de licenças não depende apenas do projeto em si, mas das condições do meio ambiente em que estará instalado. Desse modo, a agência pode impor compromissos mais ou menos rigorosos de padrões de lançamento de diferentes poluentes. O terceiro instrumento de controle é a ação fiscalizadora, que pode impor diversas sanções, como multas, interrupção da produção, suspensão temporária das atividades e até cassação da licença e conseqüente fechamento da empresa. A esses instrumentos de controle, a legislação brasileira vem acrescentando nos últimos anos um novo conjunto de instrumentos econômicos genericamente associados aos princípios do poluidor-pagador. Entre eles, estão os royalties de compensação financeira peça utilização de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica, royalties de compensação financeira peça utilização de recursos minerais, compensações financeiras para municípios inundados por barragens, para exploração de recursos florestais e, ainda em implementação, a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. Neste sentido, um meio de contrabalançar as limitações do meio ambiente é usar mecanismos de mercado. Provas e Exercícios Polícia Civil do Pará - 2006-07-26 Questão 37: Acerca da intervenção do Estado na economia, assinale a opção correta. A.A existência de bens públicos, tais como as escolas públicas e privadas, justifica a presença do Estado na economia. B.Setores econômicos com monopólio natural não justificam por si sós a necessidade de intervenção econômica do Estado. 14 EIA – Estudos de Impacto Ambiental; Rima – Relatório de impacto no meio ambiente. Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia C.A presença de externalidade positiva ou negativa não justifica uma intervenção do Estado na economia. D.O livre funcionamento dos mercados pode ocasionar problemas como inflação e desemprego, o que justifica a necessidade de intervenção do Estado na economia. Questão 38: No que se refere à racionalidade econômica do governo, assinale a opção correta. A.A função alocativa do governo obriga-o a fornecer bens públicos à sociedade, e o financiamento da produção desses bens ocorre por meio da obtenção voluntária de recursos. B.A função distributiva do governo leva-o a impor tributos, subsídios ou transferências na consecução de tal função. C.Com base na função alocativa, o governo pode impor alíquotas de impostos mais altas para indivíduos de alta renda. D.A função estabilizadora do governo se justifica pela crença de que o mercado tem capacidade de se autoajustar ao nível de pleno emprego da economia. Questão 39: Acerca da regulação de mercados, assinale a opção correta. A.Os principais objetivos da regulação de mercados são o bem-estar do consumidor e a melhoria da eficiência alocativa, distributiva e produtiva da indústria envolvida. B.Todo tipo de monopólio natural deve ser coibido pelo regulador a fim de que se promova a concorrência por meio da quebra desse monopólio. C.A prática de preços baixos deve ser incentivada pelo regulador e devem ser utilizados todos os instrumentos necessários para que os preços baixem, independentemente das conseqüências sobre o setor produtivo regulado. D.Cabe ao regulador promover a concorrência entre empresas de um mesmo setor, o que permite a formação de barreiras à entrada de novas empresas no setor em questão. Questão 40: Acerca dos instrumentos fiscais de intervenção do governo na economia, assinale a opção correta. A.Tarifas de importação elevadas, que caracterizam protecionismo da indústria nacional, não elevam os níveis de ineficiência econômica de um país. B.Aumentos mensais na arrecadação fiscal brasileira, sem suas contrapartidas na provisão de bens públicos, teoricamente, significam menos bem-estar social dos brasileiros. C.Teoricamente, os únicos ganhadores com políticas de subsídios são os produtores e consumidores. D.Em tese, impostos, tarifas, subsídios e transferências, além de fazerem surgir ineficiência econômica, não promovem redistribuição de renda. Gabarito 37-D; 38-B; 39-A; 40-B Agente Branco 2004 – 26/09/2004 A questão da escolha em situação de escassez, abordada pela microeconomia, as interações entre governo e mercados privados e os problemas macroeconômicos são temas relevantes para a ciência econômica. A esse respeito, julgue os itens a seguir. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 33 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 111. O binômio escassez/escolha, que permeia o problema econômico correlato, ocorre somente quando, dentro do processo produtivo, não existe possibilidade de substituição entre insumos. 112. Em alguns provedores de Internet, a cobrança de uma mensalidade fixa pelo uso ilimitado do serviço faz que os consumidores utilizem esse serviço até o ponto em que o benefício marginal se anula. 113. O cálculo do imposto sobre o valor adicionado pelo método do produto (IVA-PNB), além de não isentar os bens de capital no momento da aquisição, não permite deduções referentes à depreciação dos equipamentos. Microeconomia de produção é uma linha reta — um aumento dos gastos públicos não conduz à redução das despesas dos agentes privados. 112. A função redistributiva do governo está associada à provisão de bens e serviços que, em virtude da existência de falhas de mercado, não são ofertados adequadamente pelos mercados privados. 113. Pelo fato de o critério de eficiência de Pareto não levar em consideração questões distributivas, ele não permite uma ordenação inequívoca das alocações que se encontram na fronteira de possibilidades de utilidade. 114. Alocações eficientes, no sentido de Pareto, além de não serem socialmente justas, situam-se aquém da fronteira de possibilidades de utilidades da economia. 114. A minimização dos efeitos distorcivos da tributação da renda, com o intuito de reduzir o gravame excessivo do sistema tributário, requer a ampliação das bases e a redução das alíquotas tributárias. 115. Caso a Receita Federal deseje maximizar a arrecadação tributária derivada de um imposto ad valorem, esse tributo deverá ser colocado sobre produtos transacionados em mercados competitivos e cuja elasticidade preço da demanda seja extremamente elevada. 115. Políticas de fixação de preço máximo, como o controle de aluguéis, que tenham o objetivo de controlar inflação e melhorar o poder aquisitivo da renda das famílias carentes, contribuem para a redução das disparidades de renda e conduzem a níveis mais elevados de eficiência produtiva da economia. 116. Embora a implementação do preço regulado correspondente ao preço máximo inferior ao preço de equilíbrio monopolista não garanta que os lucros sejam maximizados, esse tipo de regulação asseguraria o crescimento sustentável para o setor em pauta. 116. Sob condições de oferta keynesiana, caracterizadas por preços fixos, uma expansão dos gastos públicos conduz a um aumento da produção de equilíbrio. 117. De acordo com a visão monetarista, no curto prazo, políticas monetárias completamente antecipadas pelos agentes econômicos modificam as variáveis econômicas nominais, como preços e salários, mas não alteram o nível de atividade da economia. 117. Esquemas regulatórios que obrigam um monopolista perfeitamente discriminador a cobrar um único preço pelo seu produto podem conduzir a reduções do nível de eficiência na economia. 118. Quando o governo vende títulos ao setor privado para financiar deficits orçamentários, ocorre um processo de monetização da dívida pública. 118. Quando a taxa de crescimento da economia e o déficit primário aumentam, ocorre um aumento inequívoco da razão (dívida pública/PIB), a qual mensura a magnitude da dívida em relação ao tamanho da economia. 119. Na ausência de indexação das receitas públicas, taxas mais elevadas de inflação aumentam o deficit orçamentário pelo fato de reduzirem o valor real da arrecadação. 119. O efeito das despesas públicas sobre a atividade econômica varia com as modificações na estrutura funcional dos gastos. 120. O resultado primário inclui as despesas com o componente real dos juros; não inclui, porém, a correção monetária e cambial da dívida pública. 120. Quando ocorre, simultaneamente, aumento dos impostos e das importações, o multiplicador keynesiano se eleva, contribuindo, assim, para a expansão do nível de equilíbrio do produto. Gabarito Gabarito Delegado Laranja 2004 – 25/09/2004 111-E; 112-C; 113-C; 114-E; 115-E; 116-E; 117-C; 118-E; 119-C; 120-E. Nos últimos 13 anos, a América Latina cumpriu grande parte de suas tarefas econômicas. Mesmo assim, a desigualdade e a pobreza aumentaram na região. O diagnóstico é da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), que propõe para a região uma nova estratégia de desenvolvimento produtivo. Para o secretário executivo do órgão das Nações Unidas, a maior integração da região foi um ganho dos últimos anos. Sua aposta para reduzir a forte desigualdade que ainda existe é a união de crescimento econômico com proteção social. Ele propôs a substituição do conceito de mais mercado e menos Estado por uma visão que Escrivão Branco 2004 – 26/09/2004 O problema da escolha em situação de escassez, abordado pela microeconomia, as interações entre governo e mercados privados, e as questões macroeconômicas são temas relevantes para a ciência econômica. A esse respeito, julgue os itens a seguir. 111. Quando os custos de oportunidade para os recursos produtivos são crescentes — a curva de possibilidades 34 Atualizada em 22/7/2011 111-E; 112-E; 113-C; 114-C; 115-E; 116-C; 117-C; 118-E; 119-C; 120-E. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson aponta para “mercados que funcionem bem e governos de melhor qualidade”. América Latina cresceu sem dividir. In: Jornal do Brasil, 25/6/2004, p. 19A (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a amplitude do tema por ele abordado, julgue os itens subseqüentes. 34. Ao relatar que os países latino-americanos cumpriram “grande parte de suas tarefas econômicas” nos últimos anos, o texto permite supor a existência de algum tipo de receituário que a região deveria seguir para se modernizar e se desenvolver. 35. No período aludido pelo texto, ainda que possa ter ostentado números positivos de crescimento econômico, a América Latina fracassou quanto aos índices sociais, de modo a não conseguir romper com a histórica concentração de renda, matriz da enorme desigualdade existente na região. 36. Ao propor uma nova estratégia de desenvolvimento produtivo para a região, a CEPAL implicitamente reconhece os equívocos da política econômica que, de maneira praticamente generalizada, a América Latina adotou especialmente na última década do século passado. 37. O Brasil foi uma exceção no cenário latino-americano retratado pelo texto. Particularmente nos dois períodos governamentais de Fernando Henrique Cardoso, o país optou por um modelo autônomo de desenvolvimento que prescindia da inserção internacional de sua economia. 38. É provável ter sido o Chile o exemplo mais notório — e dramático — de fracasso da adoção da política econômica preconizada pelo neoliberalismo: além de ter crescimento quase nulo, o país sucumbiu ante a dimensão de uma crise social sem precedentes em sua história. 39. A expressão “mais mercado e menos Estado”, citada no texto, traduz à perfeição o espírito que norteou a trajetória econômica do mundo pós-Segunda Guerra e caiu em desuso ao final do século XX, fustigada pelo ideário nascido do chamado Consenso de Washington. 40. O esforço integracionista verificado na América Latina contemporânea, que o texto reconhece, tem no Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) — constituído por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — um de seus mais expressivos símbolos, apesar das indiscutíveis dificuldades para a sua efetiva consolidação. Gabarito 34-C; 35-C; 36-C; 37-E; 38-E; 39-E; 40-C. Contador branco 2004 – 26/09/2004 Pela segunda vez, dirijo-me a esta assembléia universal para trazer a palavra do Brasil. Carrego um compromisso de vida com os silenciados pela desigualdade, pela fome e pela desesperança. Esta assembléia é o signo mais alto de uma ordem fundada na independência das nações. A transformação política, contudo, não se completou no plano econômico e social. E a história demonstra que isso não ocorrerá espontaneamente. Em Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia 1820, a diferença de renda entre o país mais rico e o mais pobre do planeta era inferior a cinco vezes. Hoje, essa diferença é de 80 vezes. Os antigos súditos converteram-se em devedores perpétuos do sistema econômico internacional. Barreiras protecionistas e outros obstáculos ao equilíbrio comercial, agravados pela concentração dos investimentos do conhecimento e da tecnologia, sucederam ao domínio colonial. Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). In: O Estado de S. Paulo, 22/9/2004, p. A 5 (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que o tema por ele abordado suscita, julgue os itens seguintes. 41. Percebe-se no texto que o chefe de Estado brasileiro assume, nos foros internacionais de que participa, com crescente desenvoltura, o papel de porta-voz dos países ditos emergentes, razão pela qual reafirma sua crença de que, em linhas gerais, são corretos os caminhos percorridos pela globalização, em que pese algum equívoco que ela ainda comete. 42. As medidas protecionistas, que o presidente Lula identifica como um dos sérios obstáculos à concretização de uma ordem econômica internacional mais justa e equilibrada, podem ser traduzidas como a fixação de altas taxas para o ingresso de determinados produtos estrangeiros em um mercado nacional. 43. Infere-se do texto que o fim do colonialismo inverteu, positivamente, a lógica do sistema econômico mundial, retirando dos países ricos — antigas metrópoles — os instrumentos de que sempre fizeram uso para a exploração das áreas mais pobres do planeta. 44. O local onde Lula discursou, a Assembléia Geral da ONU, reflete a assimetria do poder econômico e político típica do mundo contemporâneo. Nela, há uma hierarquia entre os Estados, de modo que apenas alguns têm direito a veto. 45. No atual estágio de desenvolvimento da economia mundial, avulta a importância do domínio do conhecimento para que um país possa se posicionar bem em um mercado extremamente competitivo. 46. Infere-se do texto que o presidente Lula acredita na máxima segundo a qual paciência e cautela não fazem mal a ninguém. Esse parece ser o ponto de vista do governante brasileiro, defensor da tese de que a desigualdade hoje presente no comércio mundial tende a ser naturalmente superada pela vontade política dos países pobres. 47. Na atualidade, o Brasil tem evitado participar de negociações comerciais multilaterais, em clara estratégia para obter facilidades no ingresso de seus produtos nos ricos mercados consumidores da União Européia e dos Estados Unidos da América (EUA). 48. A crítica brasileira a uma globalização excludente parte do pressuposto de que seus efeitos socialmente perversos ampliam a distância entre pobres e ricos e criam um clima de insatisfação e de intranqüilidade, matriz de atos de violência e de conflitos. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 35 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 49. Um dos temas nucleares da plataforma política do presidente Lula, o problema da fome, que vitima milhões de homens e mulheres em várias partes do globo, não decorre essencialmente da falta de conhecimento científico ou de falhas na produção de alimento. Vencê-lo seria, antes de tudo, fruto de decisão política, a ser empreendida sobretudo pelas economias mais sólidas do planeta. 50. O surgimento do G-20, que teve o Brasil como um de seus principais artífices, justifica-se pelo propósito de fazer avançar o processo de liberalização do comércio com justiça social, a começar pelo fim dos subsídios que as grandes economias teimam em oferecer aos seus produtores. Gabarito 41-E; 42-C; 43-E; 44-E; 45-C; 46-E; 47-E; 48-C; 49-C; 50-C. Agente PF 2002 – 27/01/2002 Questão 19: No alvorecer de 2002, o euro deixa de ser uma moeda contábil para 12 países da União Européia — é o início de sua circulação, vencendo mais uma importante etapa no processo integracionista europeu. A respeito do tema da integração no mundo contemporâneo, assinalada pela montagem de grandes blocos, julgue os itens seguintes. 1. Uma das maiores dificuldades encontradas pela União Européia, no caminho de sua constituição, foi a indiferença com que tratou os aspectos não-econômicos da integração, como os relativos à cultura. 2. Talvez como forte simbolismo dos tempos atuais, enquanto as mercadorias produzidas pelos integrantes da União Européia encontram todas as facilidades de circulação, o mesmo não ocorre com os seus cidadãos, que se deparam com rígidos esquemas de fiscalização nas fronteiras desses países. 3. Sob o ponto de vista político, uma vitória da União Européia foi a constituição do Parlamento Europeu, que, ao eliminar os parlamentos nacionais, ampliou consideravelmente seu campo de atuação. 4. A Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, depois de algumas dificuldades iniciais, conseguiu ser implantada graças, sobretudo, à decisão norte-americana de oferecer maiores vantagens aos parceiros latinoamericanos. 5. A crise pela qual passam atualmente os chamados tigres asiáticos e a insensibilidade chinesa quanto às regras do comércio mundial explicam o fato de que não tenha surgido um bloco econômico na Ásia. Texto V – questões de 20 a 22 Inflação em baixa com queda do dólar A queda do dólar desde o final de outubro de 2001 já fez a dívida pública recuar 2,4 pontos percentuais do PIB, calcula o economista Odair Abate, do Lloyds TSB. Considerando a cotação da moeda americana de ontem, abaixo da média do ano, a dívida pública cairia abaixo de 54% do PIB, patamar em que o governo pretendia 36 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia estabilizá-la. No fechamento de outubro, o dólar valia R$ 2,78. Ontem, estava em R$ 2,33. Foi a menor cotação desde o fim de junho, abaixo da média do ano, que foi de R$ 2,349. O efeito positivo sobre a dívida pública e sobre a inflação, aparentemente, tem sido o motivo de o Banco Central do Brasil (BACEN) deixar o fluxo de recursos derrubar a cotação sem nenhuma interferência. Ontem, continuou a venda dos US$ 50 milhões diários, assim como a rolagem de papéis cambiais. A primeira prévia do IGP-M de dezembro confirmou o impacto positivo sobre a inflação, com índice de 0,16%, bem abaixo dos 0,78% do primeiro decêndio de novembro. Para Abate, o índice ficou abaixo do esperado, observando que o Índice de Preços no Atacado (IPA) registrou deflação de 0,7%. Curiosamente, a pesquisa de expectativas do BACEN mostrou piora nas previsões de inflação. “Observando as previsões dos Top 5 - instituições com maior porcentagem de acerto das previsões de acordo com o BACEN -, as expectativas de inflação para 2002 caem ou ficam estáveis”, destacou Abate. Alguns analistas acreditam que, além dos efeitos positivos sobre contas públicas e preços, outra razão para que o BACEN esteja longe de iniciativas para conter a queda do dólar — e até contribuindo para sua queda — seja a criação de uma “reserva anticrise”, uma folga que pode ser consumida se a Argentina desembocar mesmo em uma moratória e provocar nervosismo no mercado. A conseqüência negativa deve ser o efeito sobre a balança comercial, ainda não muito bem dimensionado pelo mercado. Por enquanto, os bancos mantêm a expectativa de saldo positivo em torno de US$ 4,5 bilhões em 2002, mas devem reduzir suas previsões se o dólar continuar a cair. A média das previsões colhidas pelo BACEN nesta semana subiu de US$ 4,75 bilhões para US$ 4,8 bilhões. “É cedo para dizer se esse nível de câmbio é sustentável. O mais provável, dado o déficit em conta-corrente, é que a taxa volte para níveis de R$ 2,50”, afirma Marcelo Audi, da Merrill Lynch. O Lloyds ainda não revisou a expectativa de superávit da balança comercial para o próximo ano, porque a taxa está mudando muito rapidamente. “Vamos esperar mais um pouco antes de mudar as previsões”. A rapidez da queda de câmbio provocou desde outubro sucessivas revisões nas previsões dos bancos. A desvalorização do real no ano, que já chegou a superar 42%, ontem estava em 19%. Tatiana Bautzer. Internet: <http://www.valor.com.br/valoreconomico/materia>. Acesso em 11/12/2001 (com adaptações). Questão 20: Considerando as informações do texto V, julgue os itens subseqüentes. 1. No segundo parágrafo, a afirmação “O efeito positivo sobre a dívida pública e sobre a inflação, aparentemente, tem sido o motivo de o Banco Central do Brasil (BACEN) deixar o fluxo de recursos derrubar a cotação sem nenhuma interferência” está relacionada à interação dos efeitos dos instrumentos de políticas monetárias, cambiais e fiscais sobre o valor nominal da dívida pública consolidada. 2. A constante queda do dólar só tem ocorrido devido ao fato de o Brasil adotar o regime de bandas cambiais, também conhecido como flutuação suja. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 3. Os efeitos da desvalorização do dólar ante o real encarecem os produtos brasileiros no exterior, podendo provocar conseqüências negativas sobre a balança comercial. 4. Como o câmbio denota uma relação de valor entre os preços dos produtos nacionais e os internacionais, a apreciação do real deverá elevar os índices de inflação nos próximos meses. 5. A redução do percentual expresso pela relação entre a dívida pública e o produto interno bruto é vista como um sinal negativo pelos investidores externos, uma vez que demonstra menor capacidade de captação por parte do Brasil. Questão 21: Com o auxílio do texto V, julgue os itens a seguir. 1. Devido ao caráter temporal estabelecido, analisandose a evolução da cotação do dólar ao longo de 2001, o texto entrelaça aspectos narrativos, expositivos e argumentativos. 2. O uso do futuro do pretérito no segundo período do primeiro parágrafo reforça uma idéia de possibilidade. 3. A criação, pelo BACEN, de uma reserva de dólares, para o caso de a “Argentina desembocar mesmo em uma moratória”, configurou-se como uma medida precipitada, uma vez que, apesar das dificuldades políticas e financeiras enfrentadas, a Argentina tem honrado seus compromissos com os credores internacionais. 4. A crise vivida pela Argentina durante o ano de 2001 afetou também a economia brasileira, causando a desvalorização do real frente ao dólar em grande parte do ano. 5. Imediatamente após o atentado terrorista ao World Trade Center, a cotação do dólar caiu drasticamente no Brasil, assim como no restante do mundo, devido principalmente ao fechamento das Bolsas de Valores de Wall Street. Questão 22: Considerando o texto V, julgue os seguintes itens. 1. O segundo período do segundo parágrafo do texto fica corretamente reescrito da seguinte forma: A rolagem de papéis cambiais continuou ontem, assim como a venda dos cinqüenta milhões de dólares diários. 2. No último período do terceiro parágrafo do texto, a autora faz a sua previsão para a inflação em 2002: queda ou estabilidade. 3. Segundo o último parágrafo do texto, a média das previsões colhidas pelo BACEN de US$ 4,8 bilhões já representa uma conseqüência negativa da subida do dólar sobre a balança comercial. 4. A queda do dólar ocorrida em dezembro do ano passado levou a inflação desse mês ao nível mais baixo desde a implantação do Plano Real, ocorrida no primeiro mandato do governo FHC. Microeconomia 5. Com o fortalecimento da indústria brasileira de microinformática nos últimos anos, principalmente com relação à fabricação de placas de fax/modem de alta velocidade — entre as mais rápidas do mundo, com velocidades da ordem de 2 Mbps —, esse setor é, hoje, insensível às variações cambiais. Questão 23: A expressão Consenso de Washington, cunhada em 1990, traduz, em linhas gerais, um conjunto de teses e idéias neoliberais defendidas por altos funcionários da área econômica dos Estados Unidos da América (EUA) e pelos organismos multinacionais lá sediados. Esse ideário, espécie de esteio da economia dita globalizada, estabeleceu o tom da evolução econômica e financeira mundial desde então, angariando adeptos e opositores pelo mundo afora. Relativamente a esse tema, julgue os itens que se seguem. 1. O Consenso de Washington defendia a austeridade fiscal como condição essencial ao sucesso dos programas de estabilização monetária, de que decorria a adoção de um programa de corte dos gastos públicos e reformas administrativas, previdenciárias e fiscais. 2. Tendo em vista a abertura e a desregulação do mercado cada vez mais internacionalizado, o Consenso de Washington propunha — e praticou — que o capital fosse pesadamente taxado para não colocar em risco as economias mais frágeis. 3. O modelo de industrialização adotado pelos países periféricos após a Segunda Guerra Mundial, que envolvia sensível presença estatal, segundo a perspectiva de Washington, estava ultrapassado e, como tal, deveria ser desmontado. 4. Paradoxalmente, ao mesmo tempo que propunha a desregulação do mercado financeiro, o Consenso de Washington estimulava a presença mais ativa do Estado na defesa do trabalho, ampliando a legislação trabalhista como forma de impedir conflitos sociais. 5. Ampla abertura comercial e privatização das empresas e dos serviços públicos foram alguns dos aspectos mais marcantes do receituário elaborado pelo Consenso de Washington. Questão 24: Os tributos influenciam a distribuição de renda e de riqueza dentro de uma sociedade ao afetarem os padrões de distribuição e consumo. Acerca desse tema, julgue os itens abaixo. 1. A tributação do elástico, tanto do lado da demanda quanto da oferta, é a conclusão recorrente de toda a análise da incidência e transferência, do ponto de vista estrito da arrecadação. 2. Quando uma indústria está trabalhando com custos decrescentes, o que significa que um aumento de produção resulta em maiores custos por unidade de produção — o custo marginal é menor que o custo médio —, sua curva de oferta é declinante. A imposição de um imposto per capita sobre seu produto, ceteris paribus, fará que seu preço de venda suba mais que o valor do imposto — transferência para a frente de mais de 100%. 3. Do ponto de vista da eficiência, o sistema tributário ideal é aquele consistente com a alocação paretiana Atualizada em 22/7/2011 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 37 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Microeconomia Prof. Jefferson ótima de recursos. Seria aquele que não alterasse os preços relativos determinados pelo mercado, não influindo, assim, nas decisões privadas de produção e consumo. Gabarito 19 20 21 22 23 24 25 4. O imposto sobre a propriedade imobiliária coloca-se como o melhor exemplo dos tributos diretos, enquanto o imposto sobre a renda da pessoa jurídica caracteriza mais adequadamente os tributos indiretos. E C C C C E C E E C E E E C E C E E C C C 5. Muitas vezes, a transferência do ônus tributário é camuflada por alterações na quantidade ou na qualidade do produto, o que significa que se estará pagando maior preço — ainda que numericamente inalterado — por unidade efetiva de consumo ou insumo. E E C E E E E E E E E C C C Questão 25: Conceituar regulação não é tarefa fácil. Assim como a noção de serviço público, a de regulação deve levar em conta o tratamento diferenciado imposto por circunstâncias de tempo e de espaço. Isso porque os ordenamentos jurídicos de diferentes Estados, ou do mesmo Estado em diferentes momentos, ou ainda os de unidades federativas de um mesmo Estado, poderão ter, em relação à regulação ou às atividades reguladas, tão diversas visões que não seja possível afirmar a priori que tal ou qual atividade se conforme ou não dentro de sua noção. Corolário lógico dessa realidade, a noção de regulação é naturalmente dependente da forma como o sistema jurídico a contemple, ou seja, é o respectivo sistema jurídico que dirá que gama ou elenco de atividades se incluem no seu âmbito. Pedro Henrique Poli de Figueiredo. “Uma contribuição para o conceito de regulação do serviço público no Brasil”. In: Marco regulatório, n.º 1 (com adaptações). Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir, a respeito da regulação de mercados. Texto 1, questões 1 e 2 1. Regulação de mercados poderia ser definida como o conjunto de ações públicas que busca melhorar a eficiência da alocação dos recursos no mercado, ou aumentar o bem-estar social dessa alocação. 2. A regulação visa criar sistemas de competição em setores que tendem a funcionar sob o regime de monopólios naturais, que provocam a existência de custos fixos importantes, grande proporção de investimentos irreversíveis, gerando barreiras à entrada de novos investidores. 3. A regulação visa corrigir a ocorrência externalidades, como contaminação, utilização recursos naturais e efeitos da poluição. de de 4. Um aspecto que não precisa ser contemplado pela regulação é a assimetria de informação, que consiste em o produtor ter mais informação que o consumidor e não a transferir, pois o Estado deve deixar que o mercado encontre seu ponto de equilíbrio. 5. Uma política adequada de regulação deve ter objetivos claros quantificáveis, tendo presente que regulação não é apenas fixar preço. Delegado PF 2002 – 20/01/2002 Questão 1: O Estado brasileiro dos anos 90 hesitou em tornar-se um Estado normal, como fizeram a Argentina, o Chile, o México e outros. Normal, isto é, receptivo, submisso e subserviente aos comandos das estruturas hegemônicas do mundo globalizado. O passado nacional de sessenta anos somente foi avaliado de forma negativa por um grupo de economistas que aprenderam nos programas de pós-graduação dos Estados Unidos da América (EUA) o credo neoliberal e estavam dispostos a aplicá-lo quando se tornavam autoridades da República. Esses economistas e algumas outras autoridades, cujo pensamento com eles se conformava, esforçaram-se por difundir a noção de globalização benéfica. Apesar de deter a maior soma de poder em matéria de relações internacionais do país, a esfera das relações econômicas, o grupo não se tornou hegemônico sobre a inteligência nacional do Brasil, como ocorreu em boa medida com o grupo epistêmico da Argentina. A maior parte do meio político, talvez possamos dizer o mesmo do meio diplomático, mas sobretudo do meio acadêmico, avaliou positivamente a estratégia de desenvolvimento brasileiro das últimas décadas e avançou o conceito de globalização assimétrica, que expressa uma interpretação mais nociva que benéfica para a periferia do capitalismo. O próprio presidente da República, embora ideologicamente simpático à expansão do neoliberalismo, usou o termo em conferências públicas, com o fim de denunciar efeitos contraproducentes da nova ordem internacional. Amado Luiz Cervo. Relações Internacionais da américa Latina: Velhos e novos paradigmas. Brasília: IBRI, 2001, p. 293-4 (com adaptações) Com o auxílio do texto I, julgue os itens abaixo, relativos às diferentes acepções do conceito de globalização. 1. Intelectualidade, opinião pública e formuladores de políticas públicas convergiram suas visões, nos últimos dez anos, acerca dos elementos definidores do conceito de globalização. 2. Sob o manto da idéia de globalização benéfica, empresas e grupos econômicos bem equipados intelectual e materialmente conseguiram avançar seus interesses no jogo das relações internacionais. 3. A dimensão assimétrica da globalização citada no texto é apenas uma construção política das esquerdas internacionais, saudosistas que são do velho modelo da economia política da planificação soviética. 38 Atualizada em 22/7/2011 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 4. No início do século XXI, a vida internacional, moldada pela expansão da economia política liberal, assiste ao fim da era de deflagrações bélicas que caracterizava a economia autárquica internacional do período da Guerra Fria. 5. Inglaterra, França e Alemanha são exemplos de “Estado normal”, de acordo com a definição apresentada nos dois primeiros períodos do texto. Questão 2: No Brasil, a discussão em torno do conceito de globalização levou o presidente da República a abordar esse tema na abertura da sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, em novembro de 2001. Com o auxílio do texto I, julgue os itens que se seguem, a respeito do lugar do Brasil e da América Latina na globalização. 1. Embora um forte setor governamental no Brasil, o econômico-financeiro, tenha defendido o conceito de globalização benéfica, setores adjacentes não acreditaram no automatismo da equação que associa liberalização e privatizações às necessidades do desenvolvimento econômico e social da nação. 2. A ética e a cidadania, idéias fortes na conformação de uma sociedade moderna e civilizada, ocuparam o papel central na definição das políticas públicas de inserção internacional da América Latina na década de 90 do século passado. 3. O conceito de “Estado normal”, proposto pelo autor do texto, foi amplamente defendido pela inteligência nacional, de forma semelhante e no mesmo grau em que o foi pela comunidade acadêmico-político-diplomática na Argentina. 4. Apesar de a força do liberalismo que se irradiou na América Latina nos anos 90 do século XX ter chegado ao Brasil, este manteve seu padrão de racionalidade e continuidade dos últimos sessenta anos, sob a égide do nacional-desenvolvimentismo de matriz estatal. 5. A atual crise pela qual passa a Argentina, apesar de ter caráter exclusivamente econômico, em nada pode ser associada ao tema tratado no texto I, pois, nesse país, a estabilidade da moeda foi conseguida de forma natural, considerando-se apenas o real equilíbrio entre suas exportações e importações. Gabarito 1: E-C-E-E-E; 2: C-E-E-E-E. Escrivão PF 2002 – 20/01/2002 Questão 9: As captações externas de empresas e bancos brasileiros vêm ganhando fôlego e têm ajudado o dólar a cair. Nas duas últimas semanas, foram finalizadas operações correspondentes a US$ 930 milhões. Há nada menos que US$ 4,4 bilhões em operações no forno, segundo levantamento feito pelo jornal Valor. Especialistas acreditam que o governo federal deverá lançar papéis só no início de 2002, para não estragar a festa dos emissores corporativos. Toda essa movimentação ajuda o dólar a iniciar a semana a R$ 2,39, abaixo de R$ 2,40 pela primeira vez desde 3 de julho. A queda na sexta-feira foi de 1,32%, acumulando Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia um tombo de 15,7% desde o pico de R$ 2,835, no dia 21 de setembro. Muitos dos dólares obtidos nas captações externas não entram no Brasil, não impactando diretamente o mercado de câmbio. Os US$ 500 milhões em títulos com seguro da AmBev, acreditam os especialistas, deverão ficar no exterior para investimentos. Cristiane Perini Lucchesi. Captações de US$ 5,3 bi ajudam dólar a cair. In: Valor Econômico online, 10/12/2001 (com adaptações). Considerando o texto acima, julgue os itens que se seguem. 1. A queda do dólar em relação ao real ocorrida no mês de dezembro de 2001 deveu-se, principalmente, à decisão da União Européia, tomada nesse mês, de adotar o euro como moeda única dos países-membros desse bloco econômico, a partir de janeiro de 2002, criando, assim, uma moeda mais forte que o dólar. 2. A seguinte afirmação: a apreciação cambial do real contribui para a diminuição da pressão de crescimento dos índices inflacionários, além de correta do ponto de vista econômico, resume adequadamente o texto acima. 3. O Banco Central do Brasil pode estar reforçando a queda do dólar mencionada no texto, pois ela melhora a relação entre a dívida e o produto interno bruto do país no fechamento do ano, quando os números são apresentados ao Fundo Monetário Internacional, em função do acordo que o Brasil mantém atualmente com essa instituição, acordo esse criticado por partidos de oposição ao governo FHC. 4. As empresas optam por captar recursos externamente em função de as taxas de juros do mercado internacional serem menores que as praticadas no mercado financeiro brasileiro. 5. O governo federal brasileiro, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal, estará impedido de emitir títulos no exterior para a captação de recursos a partir de 1.º/1/2005. Questão 10: Existem dois tipos de punições para o nãocumprimento das regras estabelecidas na Lei de Responsabilidade Fiscal: as punições fiscais, que correspondem ao impedimento do punido para o recebimento de transferências voluntárias, a contratação de operações de crédito e a obtenção de garantias para a sua contratação; e as sanções penais, que envolvem o pagamento de multa com recursos próprios (podendo chegar a 30% dos vencimentos anuais), a inabilitação para o exercício da função pública por um período de até cinco anos, a perda do cargo público e a cassação de mandato, e, finalmente, a prisão. Edson Ronaldo Nascimento. Punições para o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O texto acima refere-se à legislação relativa à responsabilidade fiscal, que revolucionou a administração financeira e orçamentária no Brasil. Com referência a esse assunto, os atos da administração financeira e orçamentária que, no Brasil, estão caracterizados apenas como crime de responsabilidade incluem: 1. ordenar operação de crédito com inobservância de limite estabelecido em resolução do Senado Federal. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 39 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 2. autorizar a inscrição em restos a pagar, de despesa que não tenha sido previamente empenhada. Microeconomia econômico (indivíduo ou empresa) se preocupe em desempenhar o papel de gerenciar o bom funcionamento do sistema econômico. 5. Quando o preço é determinado ( ) Custo tanto pela oferta como pela demanda, oportunidade numa economia privada de livre iniciativa. 3. prestar garantia em operação de crédito sem que tenha sido constituída contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada, na forma da lei. 4. deixar de promover o cancelamento do montante de restos a pagar inscrito em valor superior ao permitido em lei. Assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta da coluna da direita, de cima para baixo. a) 1, 2, 3, 4, 5. b) 3, 4, 5, 2, 1. c) 3, 4, 5, 1, 2. d) 4, 3, 2, 1, 5. e) 2, 1, 5, 3, 4. 5. deixar de promover a liquidação integral de operação de crédito por antecipação de receita orçamentária, inclusive os respectivos juros e demais encargos, até o encerramento do exercício financeiro. Gabarito A figura abaixo é referência para as questões 25 e 26. 9: E-E-C-C-E; 10: E-E-E-E-C. SANEPAR - 09/04/2006 23 - Assinale a alternativa correta a respeito do conceito de mercado. a) Local (ou contexto) em que compradores de bens e serviços se encontram e realizam transações. b) Local (ou contexto) em que ofertantes de recursos produtivos (terra, capital, trabalho) se encontram e realizam transações. c) Local geográfico onde os ofertantes e demandantes de recursos produtivos possam se encontrar e efetivar as transações. d) Local (ou contexto) em que compradores e vendedores de bens, serviços e recursos estabelecem contato e realizam transações. e) Local geográfico onde ofertantes e demandantes depositam seus recursos produtivos. 24 - Dadas as limitações dos recursos produtivos e do nível de desenvolvimento tecnológico, as nações procuram organizar sua economia a fim de resolver os problemas relativos ao que, quanto, como e para quem produzir de forma eficiente. No Brasil, os principais problemas econômicos são resolvidos a partir da organização econômica descentralizada (ou economia de mercado). Sobre o tema, numere a coluna da direita com base nas informações da coluna da esquerda. 1. Quando há um sacrifício de transferir os recurso produtivos (terra, capital e trabalho) de uma atividade para outra, ou seja, o custo ou perda do que não foi escolhido e não o ganho do que foi escolhido. 2. Quando a quantidade que os consumidores desejam comprar é igual à quantidade que os produtores desejam vender. 3. Quando os recursos ou fatores produtivos estão sendo plenamente utilizados na produção de bens e/ou serviços, garantindo o equilíbrio econômico. 4. Quando é possível a coordenação das decisões de milhões de unidades econômicas sem que nenhum agente 40 Atualizada em 22/7/2011 ( ) Pleno emprego ( ) Sistema privado de preços ( ) Economia mercado de ( ) Ponto equilíbrio de 25 - O gráfico acima mostra algumas possíveis combinações entre o consumo (quantidade em unidades) de alimento e o consumo de vestuário (quantidade em unidades) para uma determinada renda (restrição orçamentária) e preços unitários das mercadorias (em reais). Com base no gráfico, assinale a alternativa correta. a) Se, no ponto C, os preços unitários do vestuário e do alimento forem, respectivamente, R$ 8,00 e R$ 9,00, então a renda será de R$ 650,00. b) Se, no ponto A, os preços unitários do vestuário e do alimento forem, respectivamente, R$ 11,00 e R$ 12,00, então a renda será inferior a R$ 500,00. c) Se, no ponto B, os preços unitários do vestuário e do alimento forem, respectivamente, R$ 4,00 e R$ 12,00, então a renda será de R$ 550,00. d) Se, nos pontos C e E, os preços unitários do vestuário e do alimento forem, respectivamente, R$ 10,00 e R$ 5,00, então as rendas nesses pontos serão diferentes. e) A renda no ponto D será de R$ 550,00, se os preços unitários do vestuário e do alimento forem, respectivamente, R$ 10,00 e R$ 5,00. 26 - Assinale a alternativa correta de acordo com o gráfico acima. a) Verifica-se uma diminuição da renda, se considerarmos a renda do ponto A em relação à renda do ponto B, coeteris paribus. b) Observa-se uma diminuição do preço unitário do vestuário, considerando-se a diminuição da renda do ponto C em relação à renda do ponto B. c) Pode-se verificar que, nos pontos B e C, a cesta de mercadorias é a mesma. d) Pode-se afirmar que o ponto B está acima da linha de restrição orçamentária de uma renda de R$ 500,00, e Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. de PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson o preço unitário do vestuário e do alimento é igual a R$ 11,00 e R$ 5,00, respectivamente. e) Verifica-se uma diminuição no preço unitário do vestuário, considerando-se o ponto C em relação ao ponto B, coeteris paribus. 27 - Uma política econômica de valorização da moeda nacional em relação à moeda estrangeira visa, mantendo-se as demais variáveis macroeconômicas constantes: a) aumentar as exportações e reduzir as importações. b) reduzir as exportações e aumentar as importações. c) manter constantes as exportações e as importações. d) facilitar a entrada de capital oficial compensatório no país. e) facilitar a entrada de capital estrangeiro de risco no país. 28 - Abaixo estão listadas afirmações referentes às questões do câmbio e do balanço de pagamentos numa dada economia. Assinale a alternativa correta. a) Define-se a taxa de câmbio como sendo o preço, em moeda estrangeira, de uma unidade de moeda nacional, que ajuda os economistas a entender melhor a relação do Brasil com o resto do mundo. b) A redução da taxa interna de juros é instrumento de combate ao déficit do balanço de pagamentos. c) Em qualquer regime de taxa de câmbio, o Banco Central é forçado a manter um volume adequado de reservas cambiais para atender aos excessos de procura sobre a oferta de moeda estrangeira. d) Um país, no curto prazo, conseguirá sustentar a paridade cambial, em regime de taxas de câmbio fixas, reduzindo os juros internos ou centralizando o câmbio. e) Restrições tarifárias ou quantitativas às importações e subsídios às exportações são alternativas tecnicamente inferiores às desvalorizações cambiais para melhorar o balanço de pagamentos, porque podem distorcer a alocação e ensejar medidas retaliatórias de outros países, que as neutralizem. Microeconomia d) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. 30 - Mudanças nos preços dos bens, coeteris paribus, provocam mudanças nas quantidades demandadas. Sabe-se apenas a direção, o sentido, mas não a magnitude numérica. É a elasticidade que fornece essa medida de sensibilidade, resposta, reação de uma variável, em face da mudança de outras variáveis. Nesse sentido, considere as seguintes afirmativas: 1. Um fator que afeta a elasticidade–preço da demanda é a disponibilidade de bens substitutos, pois, quanto mais substitutos houver, mais elástica a demanda. Portanto, trata-se de um produto cujos consumidores são bastante sensíveis a variação de preços. 2. Um fator que afeta a elasticidade–preço da demanda é a essencialidade do bem, pois quanto mais essencial um bem, mais elástica sua procura. 3. Uma demanda é dita elástica quando uma redução no preço provoca um aumento mais que proporcional na quantidade vendida, de tal maneira que acaba acarretando um aumento na receita total da empresa. 4. Normalmente, a elasticidade–renda da demanda de um produto manufaturado é superior à elasticidade– renda da demanda de produtos básicos, isso porque, independente da renda, todos os indivíduos possuem necessidade fisiológica de alimentação. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. Gabarito 29 - A teoria do consumidor estuda como a demanda se fundamenta no comportamento do consumidor. Considere os seguintes conceitos fundamentais para o entendimento do comportamento do consumidor: 1. Teoria da utilidade: possibilita medir o nível de satisfação ou prazer decorrentes do consumo de uma mercadoria (a nova teoria da utilidade estuda a noção de utilidade supérflua). 2. Utilidade total: deriva do aumento do consumo de um determinado produto. Todavia, o valor acrescentado à utilidade pelo último produto consumido é tão maior quanto maior for o total consumido. 3. Preço marginal de reserva: o preço mínimo que o consumidor está disposto a pagar por uma unidade adicional da mercadoria. 4. Lei da utilidade marginal decrescente: à medida que aumenta o consumo de determinada mercadoria, a utilidade marginal dessa mercadoria diminui. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. Atualizada em 22/7/2011 23-D; 24-B; 25-C; 26-A; 27-B; 28-E; 29-D; 30-B. Exercícios 1. A prerrogativa em emitir moeda pertence ao governo, ou seja, desta forma ele pode aumentar a base monetária e conseguir recursos para pagar suas dívidas. A respeito da prerrogativa em emitir moeda para este fim, julgue os itens seguintes: a) coeteris paribus b) política fiscal c) imposto inflacionário d) seigniorage e) controle cambial 2. Segundo o princípio da eqüidade, na teoria da tributação, a capacidade de contribuição possui duas vertentes. Para o critério, julgue os itens seguintes: a) Neutralidade e eficiência. b) Benefício e capacidade de contribuição. c) Unidade e universalidade. d) Renda e cota de sacrifício. e) Produtividade e eficiência. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 41 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 3. Tendo como base a teoria da tributação, julgue os itens seguintes: a)A eficiência de um sistema tributário refere-se aos custos que impõe aos contribuintes. b)A eqüidade de um sistema tributário diz respeito à justiça na distribuição da carga tributária entre a população. c)A eqüidade horizontal afirma que os contribuintes com capacidades de pagamento similares devem pagar quantias diferenciadas. d)Segundo o princípio do benefício, é justo que as pessoas paguem impostos de acordo com o que recebem do governo. e)Ao considerar alterações na legislação tributária, os formuladores de políticas econômicas enfrentam um dilema entre eficiência e eqüidade. 4. De acordo com os fundamentos da curva de Laffer, julgue os itens seguintes: a)O modelo presume que o incentivo à sonegação decresce com a magnitude da alíquota. b)Segundo Laffer, o imposto é pago sem sonegação se a alíquota for suficientemente baixa. c)Há um ponto ótimo de alíquota que gera uma receita tributária máxima. d)Quando o ponto ótimo de alíquota é ultrapassado, a receita tributária pode ser aumentada mediante elevação de alíquota. e)A curva de Laffer mostra o efeito de variações na produção sobre a receita tributária. 5. A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa razão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, julgue os itens seguintes. a)Para dois bens quaisquer, quando a curva de preçoconsumo é positivamente inclinada em toda sua extensão, é correto afirmar que esses produtos são bens de Giffen. b)No Brasil, o crescimento da violência aumentou a procura por sistemas de vigilância eletrônica, provocando um deslocamento ao longo da curva de oferta por esses produtos. c)O progresso tecnológico verificado na área da microeletrônica reduziu os preços dos computadores, deslocando a curva de oferta desses produtos para baixo e para a esquerda. d)A dificuldade em impedir altas dos preços dos medicamentos, que constitui o cerne do embate recente entre o governo e os laboratórios farmacêuticos, explica-se, parcialmente, pelas baixas elasticidades preço da demanda que caracterizam esses produtos. e)Os riscos, em termos de saúde, ocasionados pela febre aftosa em parte do rebanho brasileiro, além de desencorajarem o consumo de carne bovina, contribuem, também, para aumentar a demanda por outras fontes de proteínas, como frango e peixe. Isto só acontece porque estes produtos são complementares entre si. 6. Na microeconomia tem-se a dicotomia entre escolha e escassez, a interação do governo e o setor privado. A esse respeito, julgue os itens a seguir. a)O binômio escassez/escolha, que permeia o problema econômico correlato, ocorre somente quando, dentro 42 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia do processo produtivo, não existe possibilidade de complementaridade entre insumos. b)Em assinatura de TV por cabo, a cobrança de uma mensalidade fixa pelo uso ilimitado do serviço faz que os consumidores utilizem esse serviço até o ponto em que o benefício marginal se iguale ao custo marginal. c)A função estabilizadora do governo está associada à provisão de bens e serviços que, em virtude da existência de falhas de mercado, não são ofertados adequadamente pelos mercados privados.. d)Alocações eficientes, no sentido de Pareto, além de não serem socialmente justas, situam-se aquém da fronteira de possibilidades de utilidades da economia. e)Caso a Receita Federal deseje maximizar a arrecadação tributária derivada de um imposto ad valorem, esse tributo deverá ser colocado sobre produtos transacionados em mercados competitivos e cuja elasticidade preço da demanda seja extremamente baixa. (Perito/Setembro/2004/ Área 2/Azul) No que se refere à contabilidade pública no Brasil, julgue os itens a seguir. 7. Cabe à contabilidade evidenciar, perante a fazenda pública, a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados. 8. Para os fins de recolhimento de recursos ao caixa do Tesouro Nacional, entende-se por receita da União todo e qualquer ingresso de caráter originário ou derivado, ordinário ou extraordinário e de natureza orçamentária ou extra-orçamentária, seja geral ou vinculado, que tenha sido decorrente, produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos órgãos competentes. Com base na legislação orçamentária brasileira, julgue os itens a seguir. 9. De acordo com a Constituição em vigor, no primeiro ano do mandato de cada presidente, os projetos do plano plurianual e da lei orçamentária deverão ser devolvidos ao chefe do Poder Executivo até o encerramento da sessão legislativa, não podendo a correspondente lei orçamentária ser sancionada antes da sanção do plano plurianual. Acerca da classificação da receita e da despesa públicas, julgue os itens a seguir. 10. Empréstimo recebido pelo ente público constitui receita de capital, do mesmo modo que a amortização de empréstimo concedido anteriormente pelo ente público, enquanto os juros referentes aos empréstimos concedidos pelo ente são receitas correntes. 11. Do ponto de vista da classificação econômica da despesa e de sua contribuição na composição do PIB, a diferença entre construir e alugar um imóvel para funcionamento de um órgão público é representada pela classificação do fato como um investimento, no primeiro caso, e como uma inversão financeira, no segundo. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Microeconomia Com respeito ao funcionamento do comércio exterior no Brasil, julgue os itens a seguir. valores nos casos não-enquadrados nos mercados de câmbio. 12. Entre as instituições intervenientes no âmbito do SISCOMEX, que tem como objetivo integrar as entidades governamentais, no intuito de processar as informações em fluxo único e padronizado, proporcionando maior agilidade e desburocratização do comércio exterior, encontram-se o Banco Central do Brasil (BACEN) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). 20. Entre as atribuições privativas do BACEN, além da emissão de moeda e títulos de responsabilidade própria, estão a fiscalização das instituições financeiras e o financiamento do Tesouro Nacional. 13. No sistema administrativo das importações brasileiras, as importações estão dispensadas de licenciamento, com exceção daquelas que não estão listadas no SISCOMEX. 21. De acordo com o estatuto dos Fundos de Ações Fechados, o cotista investe por um prazo determinado e somente pode resgatar a aplicação no final desse prazo, restando-lhe a opção de repassar suas cotas para outros investidores por meio de transações nas bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado. Gabarito 14. O controle fiscal exercido mediante a fixação de preços de transferência visa salvaguardar os interesses fiscais de um país, em razão da possibilidade de manipulação dos preços por empresas interdependentes em transações internacionais, com o objetivo de usufruir de regimes tributários mais favoráveis. No que diz respeito à estrutura atual e ao funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e dos mercados de capitais, julgue os itens subseqüentes. 15. As sociedades de arrendamento mercantil (leasing), apesar de atuarem na captação de recursos de longo prazo por meio da emissão de debêntures, não fazem parte do SFN. 16. Os certificados de depósito bancários (CDB), títulos de captação de recursos pelos bancos comerciais, são transferíveis por endosso nominativo, desde que respeitados os prazos mínimos de carência. (Perito/Outubro/2004/ Área 2/Verde) Com relação aos conceitos básicos de comércio internacional, bem como ao funcionamento do sistema financeiro nacional, incluindo-se aí o sistema bancário, julgue os itens a seguir. 17. A criação do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) permitiu ao governo unir os três principais órgãos envolvidos na administração de Comércio Exterior — Secretaria de Comércio Exterior (MICT), Secretaria da Receita Federal e Banco Central do Brasil — e diminuir, assim, a burocracia e os conflitos operacionais entre esses órgãos. 18. Como o licenciamento das importações realizadas no âmbito do regime de drawback não é automático, esse licenciamento é conduzido posteriormente ao despacho aduaneiro de importação. 19. No âmbito das modificações de sua regulamentação cambial, que se iniciou em 1989, o Banco Central do Brasil (BACEN) criou, além do Mercado de Câmbio de Taxas Livres (também conhecido por Câmbio Comercial ou Câmbio Livre) e do Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes (Câmbio Turismo), a Transferência Internacional de Reais, que opera por meio das contas bancárias de não-residentes (conhecidas como contas CC5), destinada a viabilizar transferências legais de Atualizada em 22/7/2011 1A-E; 1B-E; 1C-E; 1D-C; 1E-E. 2A-E; 2B-E; 2C-E; 2D-C; 2E-E. 3A-C; 3B-C; 3C-E; 3D-C; 3E-C. 4A-E; 4B-C; 4C-C; 4D-E; 4E-E. 5A-C; 5B-C; 5C-E; 5D-C; 5E-E. 6A-E; 6B-C; 6C-E; 6D-E; 6E-C. 7–C; 8–C; 9-E; 10-C; 11-E; 12-C; 13-E; 14-C; 15-E; 16-C; 17-C; 18-E; 19-C; 20-C; 21-C. (ESAF/AFC-STN/2000) 1 - Os governos podem auferir receita como resultado de seu monopólio na emissão de moeda. Neste contexto, surge o conceito de seigniorage. É correto afirmar que: a)define-se seigniorage como sendo o produto da expansão monetária pela inflação. A partir desta definição, seigniorage é necessariamente igual ao imposto inflacionário. b)define-se seigniorage como sendo o produto da expansão monetária pelos saldos monetários nominais. A partir desta definição, seigniorage não necessariamente é igual ao imposto inflacionário. c)define-se seigniorage como sendo o produto da expansão monetária pelo nível geral de preços. A partir desta definição, seigniorage é necessariamente igual ao imposto inflacionário. d)define-se seigniorage como sendo o produto da expansão monetária pelos saldos monetários reais. A partir desta definição, seigniorage não necessariamente é igual ao imposto inflacionário. e)define-se seigniorage como sendo o produto da expansão monetária pelo imposto inflacionário. A partir desta definição, seigniorage é necessariamente diferente do imposto inflacionário. 2 - (ESAF/Gestor Governamental/2002) - Assinale a opção que preenche corretamente a lacuna abaixo. Os governos podem obter volumes significativos de recursos ano após ano pela emissão de moeda, isto é, aumentando a base monetária. Esta fonte de receita é, às vezes, conhecida como _____________, que é a habilidade do governo para aumentar a receita por meio do seu direito de criar moeda. a) crowding out b) coeteris paribus c) seigniorage d) break-even point e) take-off Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 43 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 3-(ESAF/AFC-STN/2000) - A equivalência ricardiana constitui uma das concepções alternativas acerca da análise do déficit público e suas implicações sobre o desempenho econômico. Tal concepção significa que: a)um corte nos impostos hoje financiado com dívida pública deixa o consumo inalterado, ou porque as famílias não esperam um aumento nos impostos futuros ou porque elas não se preocupam com as gerações futuras b)um corte nos impostos hoje financiado com dívida pública deixa o consumo inalterado, porque as famílias esperam um aumento nos impostos futuros e não se preocupam com as gerações futuras c)um corte nos impostos hoje financiado com dívida pública deixa o consumo inalterado apenas se as famílias não se preocupam com as gerações futuras d)um corte nos impostos hoje financiado com dívida pública deixa o consumo inalterado, porque as famílias esperam um aumento nos impostos futuros e se preocupam com as gerações futuras e)um corte nos impostos hoje financiado com dívida pública deixa o consumo inalterado somente se as famílias não esperam um aumento nos impostos futuros 4 - (ESAF/Fiscal de Tributos Estaduais/PA – 2002) De acordo com os princípios teóricos de tributação, indique a única opção correta. a)Pelo princípio da eqüidade, os tributos são utilizados na correção de ineficiências observadas no setor privado. b)Segundo o princípio do benefício, inexistem problemas de implementação de impostos ou taxas. c)O imposto de renda é um típico exemplo de aplicação do princípio da capacidade de pagamento. d)Os tributos são constituídos por impostos e taxas. e)Pelo princípio da neutralidade, um tributo deve ser equânime, no sentido de distribuir seu ônus de maneira justa entre os indivíduos. 5 - (ESAF/AFRF – 2002) - Segundo o princípio da eqüidade, na teoria da tributação, dois critérios são propostos: a classificação dos indivíduos que são considerados iguais e o estabelecimento de normas adequadas de diferenciação. Indique quais são esses critérios. a) Neutralidade e eficiência. b) Benefício e capacidade de contribuição. c) Unidade e universalidade. d) Eficiência e justiça. e) Produtividade e eficiência. 6 - (ESAF/AFRF-2000) - A teoria econômica moderna estabelece critérios de imposição de tributos. O critério que postula que a tributação não introduza distorções nos mecanismos de funcionamento e alocação de recursos da economia de mercado é o da: a) universalidade b) eqüidade c) neutralidade d) justiça social e) Adequação 44 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia 7 - (ESAF/AFC-SFC-2002) - Com base na teoria da tributação, identifique a única opção incorreta. a)A eficiência de um sistema tributário refere-se aos custos que impõe aos contribuintes. b)A eqüidade de um sistema tributário diz respeito à justiça na distribuição da carga tributária entre a população. c)Ao considerar alterações na legislação tributária, os formuladores de políticas econômicas enfrentam um dilema entre eficiência e eqüidade. d)Segundo o princípio do benefício, é justo que as pessoas paguem impostos de acordo com o que recebem do governo. e)A eqüidade vertical afirma que os contribuintes com capacidades de pagamento similares devem pagar a mesma quantia. 8 - (ESAF/AFRF-2000) - O governo não só arrecada impostos, mas também devolve parte deles sob a forma de transferências e subsídios. Segundo os textos usuais de Finanças Públicas, identifique a opção correta. a)Subsídios podem ser considerados impostos indiretos com o sinal negativo. b)O imposto de renda é exemplo de imposto indireto e de tributo federal. c)Os impostos diretos incidem sobre os preços dos bens e serviços. d)Transferências são impostos indiretos com o sinal positivo. e)Os impostos indiretos incidem sobre a renda ou a propriedade. 9 - (ESAF/AFRF-2000) - A estruturação de um sistema tributário envolve o impacto dos impostos sobre o nível de renda. No que diz respeito a esse aspecto, assinale a opção falsa. a)Um sistema é regressivo quando a participação dos impostos na renda dos agentes diminui conforme a renda aumenta. b)No sistema regressivo, paga menos (em termos relativos) quem ganha menos. c)No sistema progressivo, paga mais (em termos relativos) quem ganha mais. d)Um sistema é neutro quando a participação dos impostos na renda é a mesma, independente do nível de renda. e)Um sistema é dito progressivo quando a participação dos impostos na renda dos indivíduos aumenta quando a renda aumenta. 10 - (ESAF/AFRF – 2002) - Admitindo que um imposto geral e progressivo sobre a renda é mais eficiente que outro tributo, identifique a única afirmativa que não é verdadeira. a)Diferentes categorias de rendimentos são variáveis homogêneas no que se refere ao esforço e ao custo financeiro envolvido na sua percepção. b)O imposto de renda da pessoa física permite uma adaptação às características pessoais do contribuinte. c)A utilidade marginal da renda é decrescente e assume valores equivalentes para indivíduos diversos, de tal forma que uma curva de utilidade marginal para a comunidade pode ser obtida pela agregação dos valores individuais correspondentes. d)As distorções provocadas a longo prazo pela inflação e pelo crescimento econômico são adequadamente Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson compensadas por reajustamentos periódicos na escala do imposto. e)O nível de renda é considerado como um parâmetro de pior qualidade para a medição da capacidade individual de contribuição. 11 (ESAF/Analista de Planejamento e Orçamento/MPOG/2002) - Com base nos sistemas de tributação, aponte a opção falsa. a)Em um sistema de impostos proporcionais, a alíquota média é menor que a alíquota marginal. b)Em um sistema de impostos proporcionais, as alíquotas marginal e média dos impostos permanecem as mesmas quando a renda se eleva. c)Em um sistema de impostos regressivos, a alíquota média é maior que a alíquota marginal. d)Em um sistema de impostos regressivos, as alíquotas marginal e média dos impostos reduzem-se quando a renda se eleva. e)Em um sistema de impostos progressivos, as alíquotas marginal e média dos impostos aumentam quando a renda se eleva. 12 - (ESAF/AFRF-2000) - Sabendo-se que o imposto seletivo é um tributo que incide apenas sobre alguns bens, identifique a opção falsa. a)Um imposto seletivo pode ser justificado como um tipo de tributação direta de acordo com o benefício. b)Um imposto seletivo pode ser empregado para “desestimular” o consumo de certos bens considerados prejudiciais à saúde e à sociedade. c)O imposto seletivo pode ser utilizado para reforçar a progressividade da estrutura fiscal. d)O imposto seletivo pode ser aplicado ao produto de determinadas indústrias, de modo a conter a poluição ambiental. e)Um imposto seletivo pode ser empregado como fonte adicional de receita geral para complementar outros impostos, quando o custo de arrecadação na cobrança desses impostos é elevado. 13 - (ESAF/AFRF – 2000) - Diz-se que, conforme o tamanho da carga tributária e o tipo de tributo, a pressão tributária pode exercer efeitos sobre as poupanças dos indivíduos. Identifique qual dos efeitos mencionados é o verdadeiro. a)A parcela da renda que os indivíduos destinam à poupança é desviada para um menor consumo. b)ime das poupanças individuais é reduzido e transferido à economia pública. c)A alocação das poupanças de aplicações mais arriscadas e rentáveis é desviada para aplicações menos segura e mais onerosas. d)Os tributos cobrados sobre os rendimentos das poupanças dos indivíduos não modificam a estrutura de suas aplicações. e)A incidência dos impostos sobre os rendimentos das poupanças estimulam os indivíduos a poupar. 14 - (ESAF/Gestor Governamental/2002) - O efeito ______________ defende que a inflação reduz a receita tributária em termos reais em decorrência da defasagem entre o fato gerador do imposto e sua efetiva coleta (recebimento dos recursos pela autoridade fiscal). Uma das formas de o governo minimizar tal efeito é adotar a indexação do sistema tributário, ou seja, cobrar os impostos em termos de um índice que acompanhe a evolução da inflação. O Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia efeito __________, pôr sua vez, sugere que a elevação dos preços pode proporcionar uma redução do déficit público pôr meio da queda real nos gastos públicos, e, para isso ocorrer, basta o governo adiar pagamentos e postergar aumentos de salários num ambiente de aceleração inflacionária. a) Keynes - Tanzi b) Fischer - deslocamento c) Patinkin - Keynes d) deslocamento - Fischer e) Tanzi - Patinkin 15 - (ESAF/AFRF – 2000) - Assinale a única opção correta no que diz respeito ao efeito Tanzi e às finanças públicas. a)Segundo o efeito Tanzi, a inflação tende a corroer as expectativas da sociedade como um todo. b)De acordo com o efeito Tanzi, quanto maior a inflação, maior a arrecadação real do governo. c)O efeito Tanzi apresenta a relação entre as altas taxas de inflação e o futuro quadro econômico a ser enfrentado pelo empresariado e pelo setor governamental. d)O efeito Tanzi demonstra que a inflação tende a corroer o valor da arrecadação fiscal do governo, pela defasagem existente entre o fato gerador e o recolhimento efetivo do imposto. e)O efeito Tanzi afirma que o imposto inflacionário representa a taxação que o Banco Central impõe à coletividade, pelo fato de deter o monopólio das emissões. 16 - (ESAF/AFRF – 2000) - De acordo com os fundamentos da curva de Laffer, identifique a opção falsa. a)Quando o ponto ótimo de alíquota é ultrapassado, a receita tributária pode ser aumentada mediante elevação de alíquota. b)Segundo Laffer, o imposto é pago sem sonegação se a alíquota for suficientemente baixa. c)Há um ponto ótimo de alíquota que gera uma receita tributária máxima. d)O modelo presume que o incentivo à sonegação cresce com a magnitude da alíquota. e)A curva de Laffer mostra o efeito de variações na alíquota do imposto sobre a receita tributária. 17 - (ESAF/Fiscal de Tributos Estaduais/PA – 2002) Com relação à curva de Laffer, assinale a opção falsa. a)A curva de Laffer mostra a relação entre receita tributária e as alíquotas tributárias. b)Observa-se que, a princípio, a curva sobe quando as alíquotas tributárias afastam-se de zero, mas, adiante, a curva começa a declinar. c)Supondo que as alíquotas tributárias subissem até 100% da renda, todos os incentivos para produzir e trabalhar seriam retirados e as receitas tributárias seriam zero. d)Se as alíquotas tributárias fossem 0% da renda, haveria incentivos para trabalhar e produzir, uma vez que nenhum imposto seria pago. e)A curva de Laffer mostra a relação entre a renda real e alíquotas tributárias. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 45 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson 18 - (ESAF/Gestor Governamental/2002) - A curva que relaciona as taxas de tributação com as receitas tributárias é conhecida como: a) curva de Phillips b) curva de Engel c) curva de demanda hicksiana d) curva de Lorenz e) curva de Laffer 19 - (ESAF/AFRF – 2000) - O déficit do setor público brasileiro representou uma significativa parcela do PIB durante a década de 80, tendo aumentado sistematicamente durante este período. Entre as razões que explicam esse comportamento, não se encontra o (a) a)incremento das despesas do setor público em decorrência do grande aumento do número de funcionários b)diminuição das receitas do governo em virtude do fraco desempenho da economia ao longo da década c)aumento significativo das dívidas públicas externa e interna d)incapacidade do governo de pagar o serviço da dívida, motivando a capitalização dos juros não pagos e)devolução dos recursos obtidos do arresto dos ativos financeiros do público, pelo governo federal 20 - (ESAF/AFRF – 2000) - Utilizando conceitos básicos de finanças públicas, assinale a única opção correta em relação ao déficit público. a)A diferença entre o déficit primário e o déficit operacional está em que o primeiro considera as despesas e receitas financeiras. b)O déficit nominal é sempre menor do que o déficit operacional. c)A diferença entre o déficit operacional e o déficit nominal está em que o segundo não considera o imposto inflacionário como receita real do governo. d)O déficit público é a única causa de expansão da base monetária. e)Enquanto o país conviveu com elevadas taxas de inflação, o déficit nominal foi menor do que o déficit primário. Gabarito 1- D; 2- C; 3- D; 4- C; 5- B; 6- C; 7- E; 8- A; 9- B; 10- E; 11- A; 12- A; 13- B; 14- E; 15- D; 16- A; 17- E; 18- E; 19- E; 20- C. (CESPE/PapiloscopistaPF/2000) 14 - Na fase atual de globalização do espaço econômico e de surgimento de blocos econômicos, o entendimento das instituições que regem as relações econômicas entre países é crucial para uma inserção adequada no cenário mundial. Nesse contexto, julgue os itens a seguir. a)O Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento Econômico (BIRD) tem por objetivo conceder empréstimos de longo prazo destinados ao financiamento do crescimento econômico dos paísesmembros menos desenvolvidos. b)O MERCOSUL constitui um exemplo de união aduaneira porque permite a livre circulação de bens, serviços e fatores, fixa uma tarifa externa comum e inclui, também, a harmonização das políticas 46 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia econômicas, monetárias, fiscais e sociais dos seus países-membros. c)A formação de blocos econômicos vincula-se à necessidade de ampliar mercados e criar economias de escala, tornando os países-membros mais competitivos nos mercados internacionais. d)A participação do México no North American Free Trade Agreement (NAFTA) trará prejuízos aos trabalhadores americanos porque a concorrência da mão-de-obra barata mexicana contribuirá para reduzir os níveis de bem-estar da economia norte-americana. e)De acordo com os princípios que nortearam sua criação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria servir como um substituto parcial para o sistema do padrão ouro, contribuindo para estabilizar as taxas de câmbio. 15 - (CESPE/PapiloscopistaPF/2000) A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa razão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, julgue os itens seguintes. a)Para dois bens quaisquer, quando a curva de rendaconsumo é positivamente inclinada em toda sua extensão, é correto afirmar que esses produtos são bens normais. b)No Brasil, o crescimento da violência aumentou a procura por sistemas de vigilância eletrônica, provocando um deslocamento ao longo da curva de demanda por esses produtos. c)O progresso tecnológico verificado na área da microeletrônica reduziu os preços dos computadores, deslocando a curva de oferta desses produtos para baixo e para a direita. d)A dificuldade em impedir altas dos preços dos medicamentos, que constitui o cerne do embate recente entre o governo e os laboratórios farmacêuticos, explica-se, parcialmente, pelas baixas elasticidades preço da demanda que caracterizam esses produtos. e)Os riscos, em termos de saúde, ocasionados pela febre aftosa em parte do rebanho brasileiro, além de desencorajarem o consumo de carne bovina, contribuem, também, para reduzir a demanda por outras fontes de proteínas, como frango e peixe. 16 - (CESPE/PapiloscopistaPF/2000) Temas como a mensuração da produção agregada, o desenho de políticas macroeconômicas, a análise dos desequilíbrios externos e o desenvolvimento econômico podem ser mais bem compreendidos com a ajuda da moderna teoria econômica. Utilizando os conceitos essenciais dessa teoria, julgue os itens abaixo. a)Quando um investidor brasileiro compra um lote de ações de empresa estrangeira no mercado acionário norte-americano, em termos das contas nacionais, isso representa um aumento do investimento nacional. b)O impacto de políticas macroeconômicas de estabilização depende das expectativas dos agentes econômicos em relação às ações governamentais porque, a curto prazo, a curva de oferta agregada da economia baseia-se nas expectativas de preços. c)Em regime de taxas de câmbio flutuantes, uma expansão da demanda por dólares norte-americanos no Brasil aumentará a oferta de reais, provocando, assim, uma apreciação da moeda nacional. Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson Microeconomia d)Entre 1968 e 1973, o Brasil cresceu rapidamente e sem pressões inflacionárias, impulsionado por programas de investimentos públicos e pela expansão econômica mundial. Por essa razão, esse período é conhecido como o período do “milagre brasileiro”. e)Um excesso de demanda por um determinado bem, ao preço internacional, indica que o país possui vantagens comparativas na produção dessa mercadoria. e, conseqüentemente, maior eficiência alocativa para o conjunto da economia. Gabarito 14: A-C; 14: B-E; 14: C-C; 14: D-E; 14: E-C; 15: A-C; 15: B-E; 15: C-C; 15: D-C; 15E-E; 16: A-E; 16: B-C; 16: C-E; 16: D-C; 16: E-E. 120 - A gravidade da situação no Iraque aumenta a incerteza no que concerne à produção mundial de petróleo, provoca um deslocamento ao longo da curva de oferta de gasolina no Brasil, acarretando assim, a elevação do preço desse produto. (CESPE/Escrivão azul/Cargo 20/2004) Gabarito Considerando que a macroeconomia analisa o comportamento dos grandes agregados econômicos, julgue os itens que se seguem. 111-C; 112-E; 113-E; 114-C; 115-C; 116-C; 117-E; 118-C; 119-C; 120-E. 111 - A expansão dos gastos públicos eleva o deficit público, cuja monetização aumenta a base monetária, levando, assim, à frouxidão das políticas monetárias. 112 - Em razão da existência da armadilha da liquidez, na visão keynesiana, os impactos das políticas monetárias sobre a taxa de juros e, portanto, sobre os níveis de atividade econômica, são fortemente acentuados durante os períodos recessivos. 113 - Políticas de orçamento equilibrado que implicam aumento, simultâneo e da mesma ordem de magnitude, das despesas públicas e da arrecadação eliminam deficits ou superávits fiscais e são, por conseguinte, incompatíveis com a gestão dos ciclos econômicos. 114 - Ceteris paribus, quanto maior for o crescimento da economia, mais fácil será manter constante a razão dívida/PIB e, portanto, menor será a necessidade de se gerar superavits primários para estabilizar a razão dívida/PIB. 115 - Os adeptos da teoria monetarista acreditam que as políticas discricionárias tendem a desestabilizar a economia e advogam o uso de regras na condução da política econômica. Considerando que a análise microeconômica referese ao comportamento individual dos agentes econômicos, julgue os itens a seguir. 116 - Na curva de possibilidades de produção, a lei dos custos de oportunidades crescentes significa que os recursos econômicos não são perfeitamente substituíveis em usos alternativos. 117 - Políticas de controle de preços, aplicadas a um determinado mercado, procuram determinar o preço de transação desse mercado, porém não alteram a quantidade transacionada no equilíbrio competitivo. 118 - Caso um setor estratégico da economia que produz um bem comercializável encontre-se dominado por um produtor monopolista, a abertura internacional desse mercado poderá trazer grandes ganhos de produtividade Atualizada em 22/7/2011 119 - A tarifação pelo custo do serviço, também conhecida como regulação da taxa interna de retorno utilizada para a regulação tarifária dos setores de monopólio natural - , requer que os preços remunerem os custos totais e contenham uma margem que proporcione uma taxa interna de retorno atrativa ao investidor. Perito criminal federal (09/10/2004 - Azul) – Cargo 2/Área 1 No que se refere à contabilidade pública no Brasil, julgue os itens a seguir. 81. Cabe à contabilidade evidenciar, perante a fazenda pública, a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados. 82. Para os fins de recolhimento de recursos ao caixa do Tesouro Nacional, entende-se por receita da União todo e qualquer ingresso de caráter originário ou derivado, ordinário ou extraordinário e de natureza orçamentária ou extra-orçamentária, seja geral ou vinculado, que tenha sido decorrente, produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos órgãos competentes. 83. O subsistema ADMINISTRA (Administração do Sistema) do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) permite conhecer a relação dos responsáveis do órgão, tais como ordenador de despesas, encarregado do setor financeiro, almoxarife e seus substitutos. 84. O evento que apresenta o tipo de utilização 3 (XX.3.XXX) é complementar ao evento de máquina. 85. O balanço financeiro é a demonstração contábil que informa se, em um exercício, houve excesso ou insuficiência de arrecadação. Com base na legislação orçamentária brasileira, julgue os itens a seguir. 86. De acordo com a Constituição em vigor, no primeiro ano do mandato de cada presidente, os projetos do plano plurianual e da lei orçamentária deverão ser devolvidos ao chefe do Poder Executivo até o encerramento da sessão legislativa, não podendo a correspondente lei orçamentária ser sancionada antes da sanção do plano plurianual. 87. As entidades que não estão compreendidas na lei orçamentária anual incluem os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas, constituídos como Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 47 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson autarquias, e as organizações não-governamentais que recebem transferências do Tesouro. Com referência à Instrução Normativa n.º 1/1997, da Secretaria do Tesouro Nacional, que trata da celebração de convênios de natureza financeira, e à Lei de Responsabilidade Fiscal, julgue os itens a seguir. 88. Das três modalidades de transferências de recursos - contribuições, auxílios e subvenções sociais -, a única passível de beneficiar instituição privada com finalidade lucrativa é a contribuição, desde que destinada à realização de despesas de capital. 89. Ao titular de poder ou de seus órgãos, nas três esferas da administração, nos últimos dois quadrimestres de seu mandato, somente será permitido assumir obrigações que possam ser cumpridas integralmente até o seu final; havendo parcelas cujos vencimentos ultrapassem o exercício financeiro, estas deverão ser incluídas em restos a pagar, para serem pagas de acordo com as disponibilidades supervenientes, depois de atendida a programação orçamentária do exercício subseqüente. Até o mês de junho, a administração havia arrecadado 500 unidades monetárias (UM) a mais do que o previsto e gasto 100 UM a menos do que o autorizado. O superavit financeiro verificado no balanço patrimonial do exercício anterior foi de 250 UM; haviam sido reabertos créditos especiais de 150 UM, não-utilizados no exercício anterior; e o disponível na conta única, ao final do semestre, era de 350 UM. Em face dessa situação hipotética e à luz da Lei n.º 4.320/1964, julgue o item abaixo. 90. Na situação considerada, os responsáveis pela administração poderiam abrir créditos suplementares de até 600 UM. Julgue o item a seguir com base no tratamento adotado pela administração. 91. Empresa estatal dependente é a controlada que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas correntes ou de capital, não se considerando como tal a empresa que receber recursos apenas para aumento da participação acionária do ente controlador. Acerca da classificação da receita e da despesa públicas, julgue os itens a seguir. 92. Empréstimo recebido pelo ente público constitui receita de capital, do mesmo modo que a amortização de empréstimo concedido anteriormente pelo ente público, enquanto os juros referentes aos empréstimos concedidos pelo ente são receitas correntes. 93. Do ponto de vista da classificação econômica da despesa e de sua contribuição na composição do PIB, a diferença entre construir e alugar um imóvel para funcionamento de um órgão público é representada pela classificação do fato como um investimento, no primeiro caso, e como uma inversão financeira, no segundo. 48 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia O sócio-gerente de estabelecimento comercial, necessitando ausentar-se do país, deixou sua empresa com o irmão, em comodato, durante 2 anos, período em que as notas fiscais relativas a operações de venda não foram emitidas e os tributos não foram recolhidos. Além disso, todo o patrimônio da sociedade foi dilacerado, vindo o fisco a lavrar auto de infração em face da sonegação constatada. Acerca dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir. 94. O sócio-gerente poderá ser responsabilizado solidariamente pela dívida fiscal, uma vez que a supressão tributária foi dolosa. 95. No caso de a sociedade vir a ser incorporada por outra empresa, a incorporadora responderá pelos tributos devidos, inclusive pela multa punitiva. 96. A responsabilidade pelo pagamento dos tributos poderá ser redirecionada na pessoa do irmão que continuou os negócios para atingir seus bens particulares. No que se refere à imunidade tributária, julgue os itens subseqüentes. 97. A imunidade concedida aos livros pela Constituição Federal não abrange as listas telefônicas, já que os fins estabelecidos para a proibição de cobrança de tributos visa à disseminação da cultura. 98. O imóvel de autarquia alugado a terceiro é abrangido pela imunidade tributária. 99. Deve-se considerar a condição de direito do contribuinte e não a de fato, sendo indiferente, por isso, a repercussão econômica dos tributos indiretos. Determinado estado da Federação, visando incrementar a arrecadação do ICMS e tendo em vista que, em seu território, o número de empresas distribuidoras é ínfimo, resolveu instituir crédito fixo para diversos produtos, sempre acima do efetivamente pago nas operações anteriores. Considerando a situação hipotética acima, julgue os itens que se seguem. 100. O estado poderá conceder referido benefício, desde que atendidos os requisitos necessários para tanto, ou seja, a existência de convênio entre os demais estados e o Distrito Federal e a possibilidade de tornar iguais as diferenças nacionais. 101. Tratando-se de benefício fiscal de ICMS, é a lei complementar federal que pode regular a forma como tais benefícios são concedidos. 102. A constituição estadual poderá conceder o benefício mencionado em face do princípio federativo. Com respeito ao funcionamento do comércio exterior no Brasil, julgue os itens a seguir. 103. Entre as instituições intervenientes no âmbito do SISCOMEX, que tem como objetivo integrar as entidades governamentais, no intuito de processar as informações em fluxo único e padronizado, proporcionando maior Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson agilidade e desburocratização do comércio exterior, encontram-se o Banco Central do Brasil (BACEN) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). 104. No sistema administrativo das importações brasileiras, as importações estão dispensadas de licenciamento, com exceção daquelas que não estão listadas no SISCOMEX. 105. O controle fiscal exercido mediante a fixação de preços de transferência visa salvaguardar os interesses fiscais de um país, em razão da possibilidade de manipulação dos preços por empresas interdependentes em transações internacionais, com o objetivo de usufruir de regimes tributários mais favoráveis. 106. A red clause - cláusula pertinente às cartas de créditos -, geralmente instituída para fornecer ao beneficiário meios de adquirir matéria-prima ou fabricar produto a ser exportado, permite ao exportador receber, antecipadamente, o valor total ou parcial do crédito, normalmente contra recibo ou promessa de embarque. No que diz respeito à estrutura atual e ao funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e dos mercados de capitais, julgue os itens subseqüentes. 107. As sociedades de arrendamento mercantil (leasing), apesar de atuarem na captação de recursos de longo prazo por meio da emissão de debêntures, não fazem parte do SFN. 108. Os certificados de depósito bancários (CDB), títulos de captação de recursos pelos bancos comerciais, são transferíveis por endosso nominativo, desde que respeitados os prazos mínimos de carência. 109. Por ser uma operação de curtíssimo prazo, o crédito rotativo permite mudanças rápidas de posição em função de variações bruscas das taxas de juros. 110. Os ativos negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) incluem os contratos de commodities agropecuárias, os contratos das taxas de juros e do índice BOVESPA, excluindo, porém, as transações referentes aos títulos da dívida externa. 111. A taxa over SELIC, taxa prime do mercado, corresponde à taxa de juros pela qual o BACEN, no âmbito de sua política monetária, compra e vende títulos públicos e, por essa razão, é por ele definida, independentemente dos mecanismos de mercado. 112. A aceleração da inflação ou a elevação da taxa de juros de mercado acima dos juros dos títulos mantidos na carteira do fundo aumentarão a rentabilidade dos fundos de renda fixa, aumentando, assim, a volatilidade desses fundos. Gabarito 81-C; 82-E; 83-E; 84-C; 85-E; 86-E; 87-C; 88-E; 89-E; 90-C; 91-C; 92-C; 93-E; 94-E; 95-E; 96-C; 97-E; 98-C; 99-C; 100-E; 101-C; 102-E; 103-C; 104-E; 105-C; 106-C; 107-E; 108-C; 109-E; 110-E; 111-E; 112-E. Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia CESPE-PF-2009 (comentada) Com relação à racionalidade econômica do governo, julgue os itens subsequentes. 59. A existência de falhas no mercado é apontada como uma das justificativas para a intervenção do governo na economia. Desse modo, a competição imperfeita tende a reduzir a produção e os preços, o que leva o governo a criar suas próprias empresas ou a adquirir empresas já existentes. ERRADA - Apesar de aparentemente correta, pois de fato as falhas de mercado justificam a intervenção do Estado, e mercados em concorrência imperfeita são exemplos de falhas de mercado. Entretanto, a concorrência imperfeita tende a reduzir a produção e aumentar o preço em relação ao que prevaleceria em um mercado de concorrência perfeita, o que torna incorreta a afirmativa pois a mesma nos coloca que haverá redução dos preços. 60. A diversificação de objetivos amplia as possibilidades de conflito e aumenta a necessidade de planejamento e coordenação da intervenção governamental. Supondo-se que uma acentuada queda na taxa de câmbio tenha afetado a capacidade de competição de um produtor doméstico, então, nesse caso, o governo poderá estabelecer barreiras à importação de um bem, o que, dependendo da respectiva elasticidade-preço da demanda, tenderá a provocar uma elevação dos preços internos desse bem. CERTA - A queda da taxa de cambio representa apreciação cambial e resulta em um preço menor da importação de bens e serviços, prejudicando o produtor doméstico. Uma das ações que o Estado pode tomar é impor barreiras aos importados. Como esta barreira aumenta o custo de importação de componentes usados pelos produtores domésticos, tende a aumentar o preço das mercadorias a depender da elasticidade-preço da demanda. Como a taxa de cambio gera impacto positivo aos importadores e penaliza os produtores domésticos, em especial aqueles voltados à importação, as alterações cambiais geram conflitos entre produtores domésticos, consumidores que desejam produtos mais baratos independente da origem dos mesmos, e importadores. Julgue os itens que se seguem, a respeito de tributos, tarifas e subsídios, e tendo como foco a eficiência econômica e a distribuição da renda. 61. Suponha que uma pessoa tenha uma renda de R$ 1.200,00, despendida no consumo de dois conjuntos de bens e serviços x e y, cujos preços unitários são, respectivamente, iguais a R$ 1,00 e R$ 3,00. Suponha, ainda, que a linha do orçamento seja representada pela equação: qx + 3qy = 1.200. Nesse caso, se o preço de y se elevar para R$ 4,00, por aumento da tributação, permanecendo constantes a renda e o preço de x, a inclinação da reta se elevará de um terço para um quarto. ERRADA - A inclinação da curva retratada pela afirmativa nos mostra as opções que o consumidor possui e como se dá as trocas de um bem por outro, no caso o quando se deve abdicar do bem y para obter uma unidade do bem x. Como o preço do bem y é 03 vezes maior que o bem x, temos uma relação de troca de 1/3, Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 49 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Jefferson refletindo a inclinação desta curva. Quando se tem o aumento do preço do bem y, temos uma alteração desta taxa de troca e portanto da inclinação da curva. No caso, o preço do bem y passa a ser de 04 vezes o preço do bem x, reduzindo o valor da inclinação para ¼. 62. Um dos principais fatores determinantes da elasticidade-preço da oferta de produtos agrícolas é a disponibilidade de crédito subsidiado para custeio e investimento. Restrições ou escassez de crédito ou encargos elevados tornam menos elástica a capacidade de oferta mesmo com aumentos nas cotações dos produtos. CERTA - A primeira parte da afirmativa nos informa que a capacidade dos produtores ampliarem sua capacidade de produção diante de aumento de preços depende da disponibilidade de crédito, algo que de fato tem seu sentido, pois os produtores agrícolas necessitam de financiamento. Diante desta lógica, a questão coloca corretamente que os produtores agrícolas terão menos condições de aumentar sua capacidade de produção quando há restrições de crédito. 63. A estrutura de concorrência perfeita, na visão neoclássica, é referência teórica para a eficiência econômica, pois, a um tempo, é capaz de compatibilizar os interesses público e privado, e os de consumidores e produtores. Em princípio, tal modelo propiciaria a melhor alocação de recursos e se coadunaria com a atomização do mercado. CERTA - De fato a estrutura de concorrência perfeita é a que mais atende ao princípio da eficiência econômica. Uma das razões desta maior eficiência é a atomização do mercado, em que nenhum produtor ou consumidor individualmente pode interferir no preço de mercado, gerando condições iguais de negociação entre produtores e consumidores. Entretanto, a afirmativa é confusa ao afirmar que compatibiliza interesses públicos. Julgue o próximo item, relativo ao estabelecimento de quotas e preços máximos e mínimos. 64. Quando o governo adota uma política de preços mínimos para determinado produto, com vistas à garantia de renda e ao estímulo da produção, ao optar pela política de compra, pagará ao produtor a diferença entre o preço pago pelo consumidor no mercado e o preço mínimo definido. ERRADA - Na política de preços mínimos o governo compra o excedente da produção de mercado pelo preço por ele definido e não pelo preço que prevaleceria no livre mercado. Lembre também que o preço pago pelo consumidor no mercado é o mesmo que o governo paga ao produtor para garantir sua renda, não há diferença entre estes dois. Com relação à regulação de mercados, julgue os itens a seguir. 65. A falta de transparência nas decisões acerca dos reajustes de preços regulados pelo governo, diferentemente das revisões, tende a prejudicar os consumidores, sempre mais numerosos, menos organizados e com menos informações. ERRADA - Os reajustes de preços são transparentes, pois se baseiam em índices de preços previamente definidos nos contratos de concessão do serviço público e disponível para os consumidores. Já as revisões 50 Atualizada em 22/7/2011 Microeconomia tarifárias tendem a ser menos transparentes devido as informações serem de mais difícil acesso dos consumidores. 66. A regulação do mercado, exercida pelas agências reguladoras e pelo Conselho Administrativo da Defesa Econômico (CADE), é necessária para, entre outras funções, coibir os abusos resultantes da atuação dos monopólios naturais, que se caracterizam pela maior eficiência alcançada nos casos de elevadas economias de escala ou de escopo em relação ao tamanho do mercado. CERTA - De fato uma das falhas de mercado, conforme ilustrado na questão 59 é a concorrência imperfeita, e o monopólio natural é exemplo desta estrutura de mercado. Neste caso, as empresas se vêem diante de altos custos fixos e necessitam de economias de escala e escopo para diluir os custos, e para não haver abuso por parte daquelas, o governo regula suas operações por meio do CADE e das agências criadas para este fim. 67. A economia da informação trata das probabilidades de alguns agentes deterem mais informações que outros, o que pode levar a uma situação de desequilíbrio no mercado. A informação assimétrica, na situação conhecida como seleção adversa, tem servido como uma das justificativas para a aplicação de taxas de juros historicamente elevadas no Brasil, sendo o cadastro positivo apontado como uma das opções para amenizar o problema. CERTA - Uma das falhas que o mercado pode apresentar é a denominada assimetria de informações, em que as partes interessadas e envolvidas em um determinado negócio não possuem as mesmas informações. Um dos exemplos é de fato o crédito bancário, em que os tomadores de crédito detêm mais informações sobre seu negócio e suas intenções de pagamento do que as instituições que concedem crédito. O resultado é a cobrança desta falta de informação, com juros mais altos, e o governo em sua função de reduzir as falhas de mercado tem procurado tornar as informações disponíveis, instituindo por exemplo o cadastro positivo. Gabarito 59-E; 60-C; 61-E; 62-C; 63-C; 64-E; 65-E; 66-C; 67-C. REFERÊNCIAS AMARAL FILHO, J. 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