QUARTA-FEIRA 27 MARÇO 2013 www.imobiliario.publico.pt
SUPLEMENTO COMERCIAL
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Festa da
reabilitação
urbana
“invade” as
ruas do Porto
De 3 a 10 de abril,
a Semana da
Reabilitação Urbana
– Porto 2013 vai
invadir as ruas da
cidade, com uma
agenda de eventos
p03
Emigrantes e
investidores
compram
habitação para
arrendar em
Oliveira de
Azeméis
Assinatura do acordo
de parceria entre
Reis Campos (CPCI)
e José Eduardo
Carvalho (AIP-CCI),
na presença do
secretário de Estado
das Obras Públicas,
Silva Monteiro
Governo prepara regime
excecional para estimular
reabilitação
O secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Silva Monteiro, acredita
que em 2020 a reabilitação terá um peso de 37% na construção. O regime excecional
deve estar concluído até julho p10
Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente
No concelho
estão instaladas
várias indústrias
que permitem
que a compra e
o arrendamento
apresentem alguma
dinâmica p06
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02 Opinião IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
Superar constrangimentos O Programa
que travam o
Reabilitar
arrendamento urbano
Luís Lima
M
esmo considerando os riscos, infelizmente reais, do
aproveitamento
por terceiros dos
apoios dirigidos aos mais carenciados, a Câmara Municipal de
Lisboa quer que um anunciado
subsídio municipal de renda entre em vigor já no próximo mês
de Maio, conforme anunciou a arquitecta Helena Roseta em recente reunião do Conselho Municipal
de Habitação.
A vereadora do pelouro da habitação reconhece a possibilidade
de alguns senhorios poderem vir a
propor aumentos muito significativos das rendas se souberem que
alguns inquilinos possam vir a beneficiar daquele subsídios, mas o
quadro de crise económica e social
em Portugal exige uma actuação rápida, mesmo que arriscada.
Recorde-se que o Município de
Lisboa, que também nesta matéria
é uma referência nacional, criou um
Fundo de Emergência Social municipal para apoio a agregados familiares em situação de emergência
habitacional grave, a quem o município não consegue dar resposta em
tempo útil através do acesso a uma
habitação municipal condigna.
Deste fundo saem apoios financeiros excepcionais e temporários,
destinados a agregados familiares
em situação de emergência habitacional grave, que residam no concelho de Lisboa e reunam as condições tipificadas para o acesso aos
apoios aprovados, entre os quais o
subsídio municipal de renda que a
arquitecta Helena Roseta apresentou em Conselho Municipal de Habitação.
Este tema é mais uma vez o que
rodeia uma velha questão central do
mercado de arrendamento muito
marcado por dezenas e dezenas de
anos de políticas habitacionais erra-
das que transferiram o papel social
do Estado para os proprietários de
imóveis, impedidos de actualizar
rendas sem quaisquer contrapartidas que não a de se verem metidos à
força numa espécie de guerra entra
senhorios e inquilinos.
É por isso exemplar esta intenção da Câmara Municipal de Lisboa
que assim assume a obrigação de
prestar cuidados sociais às populações que deles carecem, competência própria do Estado Social, em
vez de assobiar para cima na esperança de que estes problemas se
resolvam sem qualquer intervenção naturalmente financeiramente
penosa.
Na linha das preocupações levantadas pela arquitecta Helena Roseta,
volto a insistir na ideia de que os
proprietários de imóveis que estão
arrendados têm todo o interesse
em continuar a demonstrar uma
sensibilidade social que o momento exige, na hora da actualização
das rendas, mesmo sem prejuízo
do direito que lhes assiste de as actualizarem.
Embora, como sempre digo, as
maiores questões que se colocam
ao funcionamento de um mercado
de arrendamento digno desse nome
sejam outras, mais ligadas à necessidade de fazer baixar as rendas, dos
chamados arrendamentos novos,
para valores competitivos face aos
de uma prestação bancária de um
crédito habitacional, reconheço que
esta questão que opõem senhorios
e inquilinos antigos tem de ser enfrentada e superada.
O bom exemplo da Câmara de
Lisboe nesta matéria é digno de
registo.
Presidente da APEMIP e da
CIMLOP
Confederação da Construção e
do Imobiliário de Língua Oficial
Portuguesa
[email protected]
A
Santa
Casa
da
Misericórdia de Lisboa
(SCML) entende que a
reabilitação urbana é
uma prioridade. Não só
porque se reflete muito diretamenRicardo
te na melhoria da qualidade de vida
Amantes
da população, mas também porque
rejuvenesce o edificado singular
das nossas cidades, que é urgente
recuperar. É neste enquadramento
que surge o Programa Reabilitar.
A Santa Casa assume assim o
compromisso efetivo e concreto de
rentabilizar o seu património, respeitando o valor e a importância
das doações de beneméritos que,
ao longo dos séculos, deixaram
A reabilitação
à instituição os
seus bens para
urbana, conjugando
serem colocao legado do passado,
dos ao serviço
as necessidades do
dos outros, gepresente e a confiança rando receitas
que possam repara o futuro, é um
verter para as
caminho inadiável
causas apoiadas – da Ação
e incontornável que
Social, à Saúassumimos como
de e à Cultura.
aposta. E esta aposta
Com este programa, pretennão se mede, nem
de-se também
se traduz em meras
contribuir para
intenções, mas sim em reanimar a ecofactos e investimentos nomia nacional,
nomeadamente
concretos.
o setor da construção civil, muito fustigado neste contexto difícil
que atravessamos.
Ao encontro do objetivo definido
para esta área, a Santa Casa está a
investir diretamente 8.1 milhões de
euros na reabilitação de 15 prédios
na cidade de Lisboa. À data, estão
já concluídas seis obras, uma está
em curso, quatro foram adjudicadas e arrancam em breve, e quatro
estão em fase de lançamento das
respetivas empreitadas, num total
de cerca de 9.100 m2 de área bruta
de construção.
Além deste investimento direto, a
Santa Casa, através do Fundo de Investimento Imobiliário Santa Casa
2004 (100% detido pela instituição)
e do estabelecimento de uma parceria com um promotor imobiliário,
também procedeu à reabilitação de
mais cinco prédios em Lisboa, num
investimento total de 9.1 milhões de
euros e de cerca de 11.100 m2 de
área bruta de construção. Ou seja,
direta e indiretamente, a Santa Casa
potencia um investimento total da
ordem dos 17.2 milhões de euros na
reabilitação de cerca de 20.200 m2
de área bruta de construção.
A pensar numa segunda fase do
Programa Reabilitar, temos 23 prédios com projetos licenciados e que
se encontram em processo de análise, no sentido de selecionarmos
os que serão de avançar para obra,
atendendo a princípios de viabilidade económico-financeira.
Toda a nossa carteira de projetos
destina-se ao mercado de arrendamento, habitacional e não habitacional, e não a venda. Dentro da
nossa política e estratégia, a venda
(ainda que sendo possível) é sempre
vista como exceção. Neste momento, a carteira de arrendamentos urbanos da Santa Casa é constituída
por cerca de 700 contratos. Destes,
500 são “habitacionais” e os restantes 200 são “não habitacionais”.
Acreditamos que os nossos investimentos têm um efeito de contágio, ajudando a dinamizar outras
intervenções locais, o próprio setor, a cidade e, claro, o país.
A reabilitação urbana, conjugando o legado do passado, as necessidades do presente e a confiança
para o futuro, é um caminho inadiável e incontornável que assumimos
como aposta. E esta aposta não se
mede, nem se traduz em meras intenções, mas sim em factos e investimentos concretos.
Diretor do Departamento
de Gestão Imobiliária e
Património da Santa Casa da
Misericórdia de Lisboa (SCML)
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IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Reabilitação 03
Festa da reabilitação urbana
“invade” as ruas do Porto
De 3 a 10 de abril, a Semana da Reabilitação Urbana – Porto 2013 vai invadir as ruas da cidade, com uma
agenda de eventos dirigidos não só para os profissionais, mas também para o grande público.
Susana Correia
Colocando em evidência projetos
exemplos de boas práticas de regeneração urbana, entre 3 e 6 de abril
estará patente no Espaço da Reabilitação Urbana (Praça de D. João I)
a exposição dos 36 projetos candidatos ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, e cujo vencedor
será conhecido no dia 3, numa Gala
a decorrer no Edifício da Alfândega.
As iniciativas da Porto Vivo SRU também estarão em exposição ao longo
de toda a semana, no Edifício AXA
e no sábado haverão os Passeios da
Reabilitação Urbana, com destino à
Baixa do Porto.
O evento irá também oferecer diversos momentos de debate acerca
das estratégias e caminhos de futuro
a seguir na área da reabilitação, com
destaque para a conferência inaugural “Reabilitação e Espaço Público”,
organizada pela Porto Vivo SRU no
dia 3, e do Seminário Nacional da
APEMIP, no dia 5. A Santa Casa da
Misericórdia do Porto também se associou ao evento, e no dia 9 coorganiza, com a Impulso Positivo, uma conferência sobre o Impacto Social da
Reabilitação Urbana. No último dia,
a CCDR-N organiza uma conferência
que vai explorar as sinergias entre a
Reabilitação Urbana e Turismo.
O novo regime de atualização das
rendas também estará em destaque
numa conferência organizada pela
Associação dos Profissionais do Norte
no dia 4, havendo também lugar para
o debate sobre “O Porto Imobiliário –
Reabilitar para vender ou arrendar”,
organizado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a OE-SRN, AOSRN e a Abreu Advogados, no dia 8.
No dia 4 de abril, a Invicta será a
protagonista do seminário “Projeto
e Reabilitação em Edifícios de Interesse Urbanístico, Arquitetónico e
Arqueológico da Cidade do Porto”,
que terá como orador o engenheiro
José Coimbra. No mesmo dia haverá também lugar para os seminários
“Regeneração da Cidade”, uma iniciativa do Design Factory da RAR,
e “Porto e Reabilitação em Debate
– Uma Tertúlia Improvável”, organizado pela APRUPP.
A Semana será também uma oportunidade para os protagonistas da reabilitação darem a conhecer os seus
produtos e serviços a um leque mais
abrangente de pessoas, com o Espaço da Reabilitação Urbana a servir de
palco de um conjunto de mostras e
Intercontinental
Palácio das
Cardosas é o
hotel oficial
Um marco da reabilitação da Baixa
Portuense, o Intercontinental
Palácio das Cardosas é o hotel
oficial da Semana da Reabilitação
Urbana – Porto 2013, oferecendo
condições promocionais aos
participantes do evento que, de 3
a 10 de abril, poderão beneficiar
de tarifas diárias a partir dos
125 euros. O cinco estrelas
é o primeiro hotel da marca
Intercontinental em Portugal,
disponibilizando um total de 106
quartos e suites.
workshops. Assim, logo no dia 3, esta
área vai receber a apresentação do
Case-Study: Reabilitação da Praça das
Cardosas, organizado pela Lucios, e
do workshop RENOWEBER na Baixa,
pela Sain-Gobain Weber Portugal. A
4, a Schmitt + Sohn Elevadores organiza o seminário “O Desafio dos Elevadores na Reabilitação” e para o dia
seguinte estão previstas as apresentações “Coberturas – Soluções Sustentáveis em Reabilitação”, organizada
pela SIKA, e dos produtos e serviços
da Umbelino Monteiro.
A escola vai “sair” para a rua durante esta semana. O professor Vasco
Freitas, da Faculdade de Engenharia
da Universidade do Porto, coordena
os seminários sobre o “O ensino e a
prática da reabilitação de edifícios”
(3 de abril) e as “Soluções Técnicas
para a Reabilitação” (5 de abril), enquanto o ISEP / IPP – Instituto Politécnico do Porto tem a seu cargo
os seminários “Reabilitação Urbana:
uma abordagem multidisciplinar”
e “Reabilitação: Casos de Estudo e
em desenvolvimento no ISEP / IPP”,
a 4 de abril. Para dia 5, a APRUPP
está também a organizar a “Mostra
e Conta – Maratona de Projetos de
Reabilitação”, que será um espaço
de partilha de experiências e estórias
sobre o desenvolvimento de projetos
de reabilitação.
No dia 6, o Espaço da Reabilitação
acolher o workshop “Arqui Brinca,
Arquitetura para Crianças”, dirigido aos mais novos, desafiando-os
a reproduzir, com base no sistema
modular Lupo, alguns dos edifícios
mais emblemáticos do Porto.
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04 Atualidade IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
Uma semana para colocar a reabilitação
na agenda dos investidores
Elisabete Soares
A cidade do Porto é pioneira no modelo de reabilitação urbana, conduzido pela Sociedade de Reabitação
Urbana – SRU Porto Vivo. A provar
esta afirmação estão projetos como
quarteirão de Carlos Alberto e, mais
recentemente, o quarteirão das Cardosas. Contudo realizar, no Porto,
uma semana inteiramente dedicada
à reabilitação é uma iniciativa inédita e que foi conseguida pelo esforço
conjunta da Vida Imobiliária e da
Promevi, em parceria com a Câmara
Municipal do Porto e a Porto Vivo
– SRU. Assim, de 3 a 10 de abril, o
evento integra conferências, seminários, workshops, mostras, exposições e outras iniciativas, acolhendo,
ainda, a entrega da primeira edição
do Prémio Nacional da Reabilitação
Urbana.
Na apresentação da semana da reabilitação, Luís Lima, presidente da
APEMIP, começou a sua intervenção
dizendo que quando apresentaram
o projeto, pensou, “que não seria
fácil de concretizar, mas agora confesso que estou feliz”. Este evento
é ainda mais importante quando
sabemos que chegou a altura que
colocar a reabilitação na ordem do
dia. “Andamos há muito tempo a
falar nisto”.
Além da conferência “Reabilitação Urbana e Espaço Público”, organizada pela Porto Vivo SRU, a 3
de abril, a APEMIP vai organizar o
seu seminário nacional, a 5 de abril,
onde se espera a presença da ministra Assunção Cristas, que tutela
o arrendamento e a reabilitação, e
do secretário de Estado da Economia e do Desenvolvimento Regional,
Almeida Henriques.
Gonçalo Gonçalves, vereador da
Câmara Municipal do Porto, insistiu,
por seu lado, na necessidade de fazer um esforço para aumentar o peso da reabilitação urbana. “O tema
da reabilitação tem de estar na agenda dos investidores, e tem de haver
mais pessoas a falar deste tema”.
DR
Apresentação da semana da
reabilitação com a presença de
Gil Machado, Vida Imobiliária,
Luís Lima, APEMIP, Gonçalo
Gonçalves, CMP, e de Arturo
Malingre da Promevi
Na sua opinião, é preciso ter em
conta o facto de a partir de agora
“é difícil pensar que a reabilitação
se vai fazer com fundos públicos”.
Contudo, dá como exemplo a experiência do Porto na reabilitação, em
que “por cada euro de investimento
publico, os privados colocaram 10
euros, sendo que no quarteirão das
Cardosas essa relação é de um euro
para 15 euros”. O responsável alertou, ainda, para o facto de nos cinco
anos de gestão da SRU Porto Vivo o
investimento privado na reabilitação
ter ascendido a 500 milhões de euros, sendo que o investimento privado ficou-se nos 50 milhões de euros.
A Semana da Reabilitação Urbana
estender-se-á por diversos pontos da
cidade do Porto, sendo que as áreas
e edifícios recuperados serão palcos
privilegiados para esta celebração,
que pretende atrair quer profissionais da área imobiliária e complementares, quer o público em geral.
Os residentes e turistas da cidade
do Porto, com interesses profissionais na reabilitação urbana ou de
qualquer outra área de atividade,
são, assim, convidados a assistir às
conferências, conhecer métodos e
materiais para reabilitação, tirar dúvidas sobre os processos de reabilitação e visitar edifícios reabilitados
ou em reabilitação.
06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
Emigrantes compram habitação
para arrendar em Oliveira de Azeméis
No concelho estão instaladas várias indústrias que permitem que a compra e o arrendamento
apresentem alguma dinâmica. Neste momento há procura de casas novas de qualidade
DR
Cidade em análise
Autarquia
aprova área
de reabilitação
urbana
Elisabete Soares
A compra de casa, para habitação
própria e para colocar no mercado do arrendamento, por parte de
clientes finais e investidores, continua a verificar-se no concelho de
Oliveira de Azeméis. A opinião é de
António Baptista, responsável da
mediadora A. Baptista, que atua no
mercado há vários anos.
Segundo António Baptista o facto de os preços da habitação terem
baixado, entre 20% a 30%, permite que algumas famílias, investidores e emigrantes optem por tirar
as poupanças da banca e comprem
apartamentos e casas por preços
mais baixos.
Sendo um concelho onde existe
várias indústrias, em áreas como
os moldes e o calçado, e empresas
com grande capacidade de emprego, como é o caso da Lactogal,
tem permitido que a compra e o
arrendamento mantenham algum
dinamismo. “Os empresários vão
contratando novos trabalhadores
com alguma capacidade, como é o
caso dos engenheiros, e estes vão
podendo comprar moradias ou
apartamentos, com valores mais
altos”, refere.
Na sua opinião, também há alguma procura por parte de estudantes
do ensino superior para o arrendamento, especialmente da escola de
enfermagem.
No caso dos emigrantes – oriundos, sobretudo, de França, Luxemburgo, Inglaterra, Venezuela
e Brasil - verifica-se que parte deles
compram uma segunda habitação
para passar as férias, que em alguns
casos fica vazia durante o resto do
ano. Contudo, alguns deles colocam as frações no arrendamento.
Os preços dos apartamentos variam bastante, caso sejam novos,
e localizados no centro da cidade,
ou usados. Na opinião de António
Baptista, um T2, no centro da cidade, com garagem, custa, em média,
90 mil euros. Já o T3 ronda os 130
a 140 mil euros.
No caso dos imóveis usados, os
preços dos T2 anda à volta 50 a 60
mil euros, mas sobe para os 80 mil
nos T3.
No entanto, o facto de nos últimos anos ter abrandado a constru-
O facto de os preços da habitação terem baixado permite que algumas famílias, investidores
e emigrantes optem por comprar
ção nova leva a que, neste momento, comece a haver procura de bons
apartamentos, que escasseiam no
mercado.
De acordo com os dados da Confidencial Imobiliário, neste momento o número de fogos em oferta no
concelho de Oliveira de Azeméis
é de 546, sendo que 191 estão localizados na freguesia urbana de
Oliveira de Azeméis.
Cerca de 72% dos fogos são usados,
contudo, a procura de casas novas
é de 35%. Ou seja, há portante uma
percentagem superior de pessoas
que procura casa nova para comprar e não encontra no mercado.
Apoio à renovação
De acordo com Ricardo Tavares,
vice-presidente da autarquia, o município de Oliveira de Azeméis tem
diversos mecanismos de apoio e es-
546
Número de fogos em oferta no
concelho, sendo que 72% são
usados
tímulo à renovação habitacional.
Assim, no âmbito social existem
programas de apoio aos proprietários desde que as construções se
enquadrem no programa RECRIA,
RECRiPHE, REHABITA e SOLARH.
A autarquia também tem elaborado, pontualmente, projetos para
beneficiação de edificações de famílias carenciadas e com isenção
de pagamento de taxas e demais
encargos. Para além disso a câmara
tem apoiado as IPSS’s com a elaboração de projetos e apoio em obra
de adaptações e ampliações dos
edifícios. “Estamos também fortemente empenhados no programa
lançado pelo governo que tem a ver
com o Mercado Social de Arrendamento que tem tido grande adesão
e funciona também como um estímulo da ocupação de imóveis disponíveis”, refere Ricardo Tavares.
A autarquia de Oliveira
de Azeméis aprovou, a
27 de Setembro de 2011,
a delimitação da área de
reabilitação urbana da
cidade. Nesse âmbito está
a ser finalizado o programa
estratégico de reabilitação
urbana, plano que vai definir
um conjunto de instrumentos
de apoio à reabilitação e que
passam, entre outros, pela
atribuição de benefícios fiscais
(isenção/redução de IMI/
IMT), isenção ou bonificação
nas taxas urbanísticas para
as respetivas operação de
reabilitação.
A autarquia está, também, a
investir na requalificação do
Parque Urbano da La Salette
(na foto) e na beneficiação
do Parque de Lazer de
Santiago e numa zona
mais rural e florestal com a
requalificação das margens
do Rio Caima, na freguesia de
Palmaz e Ossela.
“Estamos permanentemente
a investir na renovação
do espaço público
nomeadamente na rede viária
(pavimentações, passeios,
rebaixamento de passadeiras).
Para nós as diversas ações na
rede viária que são de mera
rotina e que se espalham
por todo o concelho têm
importância na requalificação
do parque imobiliário porque
têm um enorme impacto no
conforto e na mobilidade
urbana”, destaca Ricardo
Tavares, vice-presidente da
autarquia.
IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Oportunidades 07
Oportunidades
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Oliveira de Azeméis
Índice confidencial imobiliário
Moradia T6
(Ref. 53171)
110
104
98
92
86
80
1.º T 2005
4.º T 2012
Perfil demográfico
Concelho de Oliveira de Azeméis
Perfil sociodemográfico
Valor
Ranking nacional
161
186º
68.611
36º
426
38º
Área (km2)
População (n.º)
Densidade populacional (n.º/km2)
Famílias (n.º)
24.235
39º
N.º de fogos
30.031
50º
Valor médio de oferta/m2
Total 4.º T de 2012
N
Preço: 414.000 euros (valor de
campanha até 30 abril)
Freguesia de Madail
Moradia T6 composta por
cave (salão, adega, arrumos,
ginásio), r/c (hall, 2 cozinhas,
copa, lavandaria, sala, biblioteca,
escritório, 3 quartos, 2 wc’s, 2
varandas), andar (3 quartos, sala,
2 wc’s, 2 varandas), aguas furtadas
(quarto, salão), anexos (arrumos
e garagem), piscina. Morada: Rua
Aníbal Beleza, 6.
Apartamento T3
(Ref. 60070)
Base de licitação 50.000 euros
(leilão Uon 12 abr. – sucursal
Oliveira de Azeméis - Praceta)
Freguesia de Oliveira Azeméis
Apartamento T3 de 1988 com
120 m2 + 10 m2 varanda. Morada:
Av. Ernesto Pinto Basto (Centro
Norte), 36, 3º Direito Centro.
M
O
K
A
I
L
J
Apartamento T4
(Ref. 58317)
G
B
H
Base de licitação 45.000€
(leilão Uon 12 abr.- sucursal
Oliveira de Azeméis - Praceta)
Freguesia de Oliveira Azeméis
Apartamento T4 de 1980 com 160
m2, varanda: 13,50 m2 e garagem:
23 m2. Morada: Rua da Gandara,
300, R/C Esquerdo.
D
C
E
F
A Vila de Cucujães
H São Roque
450€ - 550€
B S. Martinho da Gândara
I
550€ - 650€
C Loureiro
J Nogueira do Cravo
650€ - 750€
D Ul
K Carregosa
750€ - 850€
E Pinheiro da Bemposta
L Fajões
F Palmaz
M Cesar
G Santiago de Riba - Ul
N Macieira de Sarnes
Pindelo
Instalação Industrial
(Ref. 7433)
Licenciamento de novas habitações
Dinâmica de promoção nova
Valor
Ranking nacional
N.º novos fogos licenciados (acum. 2007-09)
352
79º
N.º fogos com DCR emitido (acum. 2009-10 )
316
85º
% De 1 quarto ou inferior
2%
% De 2 quartos
22%
% De 3 quartos
49%
% De 4 quartos ou superior
27%
% Com certificação A ou A+
61%
Fonte: INE; Estatísticas Ci/ADENE; LardoceLar.com
Preço: 100.000 euros (valor de
campanha até 30 abril)
Freguesia de Oliveira Azeméis
Instalação industrial com 767 m2
(logradouro 120 m2). Morada:
Caminho Igreja Velha (Cidacos)
08 Reabilitação IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
Prémio Nacional de Reabilitação Urbana
Os vencedores
em cada uma das
categorias vão ser
conhecidos, no dia
3 de Abril, durante
um jantar de gala na
Alfândega do Porto
Susana Correia
O Prémio Nacional de Reabilitação
Urbana já chegou a Lisboa, com uma
exposição dos 36 projetos candidatos,
incluindo intervenções de habitação,
de turismo, de serviços, de comércio
e de equipamentos sociais dos mais
diversos pontos do país. A mostra,
que está patente no recentemente
recuperado Palácio de Valada e Azambuja, no Largo da Calhariz, em Lisboa,
foi inaugurada esta segunda-feira e vai
decorrer até dia 10 de abril, estando
aberta ao público de segunda-feira a
sábado, entre as 14h30 e as 19h00.
De entre estes projetos, serão eleitos os vencedores em cada uma das
categorias, os quais são conhecidos
já na próxima semana, durante um
jantar de gala na Alfândega do Porto.
O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana é uma iniciativa da Vida
Imobiliária e da Promevi e visa discriminar positivamente os projetos
de reabilitação urbana que requalificam as cidades portuguesas e
melhoram a qualidade de vida das
suas comunidades, assim como os
protagonistas destes projetos. O prémio tem uma periodicidade anual
e conta com o apoio da Santa Casa
da Misericórdia de Lisboa, que se
associou a esta iniciativa no âmbito da sua aposta na reabilitação
urbana e que detém o Fundo Santa
Casa 2004, gerido pela Fundbox e
responsável pela reabilitação do Palácio que agora acolhe a exposição.
O Prémio Nacional de Reabilitação
Urbana conta com o patrocínio da
Schmitt+Sohn Elevadores, Aguirre
Newman, ADENE e Revigres, e os
apoios institucionais do INCI, APEMIP, AICCOPN, AECOPS e APRUPP.
Conheça de seguida alguns projetos
que concorrem ao prémio.
Roca Lisboa
Gallery
Lisboa | Comercial
A Roca Lisboa Gallery, no nº 46
da Praça dos Restauradores, em
Lisboa, é um espaço aberto à
cidade que pretende assumir-se
como polo de debate e partilha
de conhecimentos nas áreas
de design e arquitetura, com
especial enfoque no conceito
do Espaço de Banho. Promovido
pela Roca, este projeto da autoria
dos arquitetos Alexandra Fock e
Carlos Ferrus, da L&J Arquitetos,
foi construído pela Engiart, tendo
ficado concluído no início de
junho de 2011. Numa área de
cerca de 820 m², distribuemse 5 pisos acima do solo e um
em cave, com a intervenção a
requerer os cuidados inerentes
a uma correta reabilitação, quer
a nível arquitetónico quer a nível
estrutural, do edifício original
datado do início do século XX,
que ficou adaptado à linguagem
de design da empresa Roca.
Ala Nascente do
Terreiro do Paço
Lisboa | Turismo
Uma das praças mais
emblemáticas de Lisboa, o
Terreiro do Paço tem nova cara
desde junho de 2012 graças
ao projeto de reabilitação da
Ala Nascente, promovido pela
Associação de Turismo de
Lisboa. Concebido pelo arquiteto
Tiago Silva Dias, este projeto
de dimensão visou a recuperar
para a atividade turística e de
lazer esta praça, devolvendolhe as suas características de
espaço nobre da cidade. A
intervenção libertou parte dos
edifícios localizados na praça para
atividades de lazer, procedendo
à sua recuperação, numa lógica
de manutenção e potenciação
dos seus traços arquitetónicos e
das suas características originais.
Complementado a oferta já
disponível na Ala Poente, os novos
espaços da Ala Nascente incluem
restauração e comércio, além do
Torreão Nascente, destinado a
eventos, e o Lisboa Story Centre,
um centro de interpretação
dedicado à história de Lisboa. A
execução do projeto decorreu
durante o 1º semestre de 2012 e
esteve a cargo da HCI.
com as cantarias em granito e as
janelas verticais que definem as
construções típicas do primeiro
quartel do século XIX da cidade
do Porto. O programa distribuise ao longo de seis pisos e é
composto por 12 apartamentos
T0 e 4 apartamentos T1 Duplex,
sendo 9 destes adaptados
a indivíduos de mobilidade
condicionada. Com uma área
total de construção de 1.285,50
m², a obra foi executada pela OA
Construções e ficou concluída em
dezembro de 2012.
Fábrica ASA
Guimarães | Serviços
Edifício
Defensores
Lisboa | Serviços
Porto Renovato
Porto | Residencial
O edifício Porto Renovato integra
a consolidada frente urbana da
Rua da Alegria, recuperando o seu
uso original, a habitação coletiva.
O dono da obra, a Outside the
Box, entregou ao arquiteto Miguel
Brito Nogueira a responsabilidade
deste projeto, que preserva
todos os alinhamentos do
desenho original da fachada, o
seu revestimento a azulejo, assim
interiores e exteriores, bem como
alguns equipamentos capazes
de fazer face ao novo período de
vida útil. Atualmente, encontrase totalmente ocupado, tendo
ali instaladas cinco entidades
autónomas.
Originalmente um edifício
de serviços, o imóvel, que foi
construído no inicio dos anos
70, manteve o seu uso ao longo
dos anos, mas, quando foi
adquirido pela Estamo em 2007,
encontrava-se completamente
obsoleto a nível funcional e de
equipamentos. Localizado na
av. Defensores de Chaves, em
Lisboa, o edifício foi objeto de
reabilitação integral, numa obra
a cargo da Teixeira Duarte e que
ficou concluída em Maio de 2012.
O projeto da Peritraço Arquitetura
manteve a estrutura original,
todas as alvenarias exteriores,
revestimentos e cantarias,
A antiga fábrica de lençóis ASA
foi reconvertida num centro
de atividades empresariais e
culturais, numa promoção da John
Neild & Associados para o Fundo
COLINVEST. O imóvel localizase na zona sul de Guimarães,
a poucos minutos do centro
histórico da cidade, e o projeto
de arquitetura foi coordenado
pelos arquitetos Pedro Balonas
e Cláudia Ferreira, do gabinete
Balonas e Menano SA. A opção
foi fazer uma intervenção mínima
que recuperou o edifício existente
dotando-o das infraestruturas
e compartimentações que
permitem a sua utilização por
múltiplos empreendedores e
criadores. A construção, a cargo
da Combitur, ficou concluída em
março de 2012, o que possibilitou
que ali fossem instaladas várias
atividades culturais e expositivas
da Guimarães 2012 – Capital
Europeia da Cultura.
Requalificação dos
Largos S. Pedro,
Wellington e
Infante D.Henrique
Torres Vedras | Impacto Social
A requalificação do sistema
25 MARÇO A 10 ABRIL
PALÁCIO VALADA E AZAMBUJA
LARGO DO CALHARIZ, LISBOA
APOIA:
ORGANIZAÇÃO:
IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Reabilitação 09
chega a Lisboa
de largos urbanos no Centro
Histórico de Torres Vedras integrase no Programa de Acção “Torres
ao Centro: Regeneração Urbana
no Centro Histórico de Torres
Vedras” do “Polis XXI – Parcerias
para a Regeneração Urbana”.
A área de intervenção engloba
dois monumentos nacionais,
nomeadamente o Chafariz dos
Canos e a Igreja de S. Pedro,
tendo o primeiro sido restaurado
paralelamente à intervenção no
espaço público. A intervenção
proposta abrange também os
arruamentos contíguos e de
aproximação, numa área total de
5.834 m². O projeto foi elaborado
pela equipa projetista da Área
de Projeto da Câmara Municipal
de Torres Vedras. A obra foi
adjudicada à Vibeiras, SA e foi
inaugurada em outubro passado.
Corpo da Guarda
Porto | Residencial
A intervenção conjugada do
‘Corpo da Guarda’ está localizada
numa das zonas mais destacadas
do Centro Histórico do Porto,
no início da Rua de Mouzinho
da Silveira, Avenida da Ponte
e Praça de Almeida Garrett.
Concluída em meados de 2011,
esta intervenção integrou 11
parcelas independentes e de
distintos proprietários (5 das quais
da Porto Vivo, SRU), obedecendo
à orientação delineada pela Porto
Vivo em documento estratégico
próprio, e conjugando-as numa
única intervenção. Assinado
pelo arquiteto António Hélder
Colmonero dos Santos, o projeto
foi elaborado de comum acordo
entre os vários intervenientes
e previu a constituição de 27
unidades funcionais, das quais 21
para habitação, 5 para comércio e
uma para serviços. A construção
esteve a cargo da Lucios.
Edifício da
Antiga Cerâmica
Arganilense
Arganil | Impacto Social
Em 2008, o município de Arganil
lançou um concurso de ideias
para a obra de reabilitação do
Edifício da Antiga Cerâmica
Arganilense, pretendendo-se
resolver os seus problemas
estruturais e manter os
seus principais elementos
arquitectónicos. Na construção
existente, que mantém a
estrutura dos fornos e dos pilares,
localiza-se a área comercial,
restauração e similares. No
corpo central, por onde se faz a
entrada e a articulação com todo
o programa, fica o supermercado
e o auditório. O terceiro corpo
é destinado às piscinas e health
club. O projeto é do arquiteto
Vítor Manuel de Faria Seabra
Monteiro, do gabinete Mofase
– Arquitetura e Engenharia. A
construção, a cargo da Telhabel
Construções, ficou concluída em
outubro de 2012.
Palácio Mesquitela
Lisboa | Residencial
O Palácio Mesquitela, datado
do século XVII e localizado na
Calçada do Combro, em Lisboa,
foi alvo de uma reabilitação
assinada pelo arquiteto Diogo
Lima Mayer, que lhe restituiu
o uso habitacional ao mesmo
tempo que preservou a memória
histórica do local. Promovido
pela Euronapoles (Grupo
Paço), este projeto contempla
a reabilitação e renovação de
um conjunto edificado que
engloba o palácio do poço novo,
classificado como imóvel de
interesse público, e edifícios
anexos no seu tardoz, que com o
primeiro formam um quarteirão
integral. O novo condomínio
Palácio Mesquitela é composto
por 7 lofts e 36 apartamentos
divididos por cinco edifícios,
para além de quatro espaços
comerciais.
Lar Residencial
Léa Nobre e Centro
de Atividades
Ocupacionais
Pinhel | Impacto Social
Esta intervenção em Pinhel,
que nasceu da necessidade
de resolver um problema
social da região, consistiu no
restauro e ampliação de três
edifícios destinados a pessoas
portadoras de deficiência,
sendo que o edifício principal
se destina ao Lar Residencial
Léa Nobre, enquanto nos outros
dois se edificou o Centro de
Actividades Ocupacionais
(CAO). O projeto ficou concluído
em final do ano passado e é
propriedade da ADM Estrela –
Associação de Desenvolvimento
e Melhoramentos, esta obra
foi construída pela Biosfera
Construções. A intervenção,
com base no projeto assinado
pela arquiteta Celeste Nobre Vaz,
localiza-se junto ao núcleo mais
antigo da cidade, salientandose o excelente estado de
conservação em que toda a zona
se encontra.
fachada original do Palácio das
Cardosas, numa obra executada
pela Lucios Engenharia e
Construção. Tendo em vista a
integração do projeto, apostou-se
na manutenção da imagem dos
edifícios para os espaços urbanos
que o envolvem, nomeadamente,
a Praça Almeida Garrett, Praça
da Liberdade e Largo dos Loios.
Um espaço único na cidade e
no país, o Hotel Intercontinental
veio renovar a oferta hoteleira
de luxo no centro do Porto, com
105 quartos, área para eventos,
restaurantes e bar.
Hotel B&B Centro
Porto | Turismo
Hotel
Intercontinental
Palácio das
Cardosas
Porto | Turismo
O Hotel Intercontinental Palácio
das Cardosas, o primeiro da
marca Intercontinental no nosso
país, ficou concluído em junho
de 2011 e localiza-se numa das
mais importantes artérias do
Porto. Este projeto foi promovido
pela Solitaire Empreendimentos
Hoteleiros e a arquitetura da
renovação é assinada pela dupla
Alex Kravitz e Helder Salvado, O
projeto considerou a demolição
do edifício e a manutenção da
O antigo Cinema Águia D’Ouro,
de 1897, na Praça da Batalha,
Porto, acolhe agora o Hotel
B&B Centro, num projeto
assinado pelos arquitetos
Nelson de Almeida e Rosário
Rodrigues, da FA-Arquitectos.
Antes da intervenção, existia
apenas no local construções
em ruínas do que foi no início
um equipamento hoteleiro,
mais tarde reconvertido a
sala de cinema e espaço de
café. Do edificado existente, o
presente projeto, promovido
pela Endutex teve a intenção
de manter incólume o pano da
fachada principal, original da
década de 1930, com todas as
suas características. Concluído
em setembro de 2011, o novo
edifício, com 120 quartos, tem
5 pisos acima do solo, sendo
os dois últimos recuados,
integrando ainda um piso em
cave para estacionamento.
PUBLICIDADE
3 A 6 ABRIL
ESPAÇO DA REABILITAÇÃO URBANA
PRAÇA D. JOÃO I, PORTO
NA AGENDA DA:
PRATROCÍNIO PRATA:
PRATROCÍNIOS PLATINA:
JORNAL OFICIAL:
APOIO INSTITUCIONAL:
10 Reabilitação & Arrendamento IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
Governo prepara regime
excecional para a reabilitação
Colóquio de
arquitetura
popular em
Arcos de
Valdevez
O secretário de Estado das Obras Públicas acredita que em 2020 a reabilitação terá um peso
de 37%, em contraponto aos 6% atuais. O regime excecional pode estar concluído até julho
O município de Arcos de Valdevez
promove um colóquio internacional
de Arquitetura Popular, entre os dias
3 e 6 de Abril, reunindo na Casa da
Artes investigadores de diferentes
áreas científicas para refletir o tema
nas suas vertentes arquitetónicas,
urbanísticas e culturais. Comunicações, exposições, lançamentos de livros e uma visita à arquitetura popular local compõem o programa das
quatro jornadas internacionais. Representadas estarão instituições portuguesas, espanholas e brasileiras.
O edifício setecentista da Casa das
Artes não poderia ser melhor palco
para uma iniciativa que visa refletir o
conceito de arquitetura popular para
lá do sentido estrito da arquitetura.
Elisabete Soares
O Governo está a preparar um regime excecional para a reabilitação,
com a diminuição das obrigações
e imperativos legais que permitam
estimular e torná-la uma atividade
de sucesso.
De acordo com Sérgio Silva
Monteiro, secretário de Estado
das Obras Públicas, Transportes e
Comunicações, o regime excecional para a reabilitação destina-se
“a reduzir as obrigações legais que
fazem com que o preço final das
habitações reabilitadas seja caro e
as rendas elevadas”.
Na sua opinião, só aligeirando
as obrigações que contém o atual
quadro legislativo será possível tornar a reabilitação um projeto com
sucesso.
O novo regime está a ser preparado por uma comissão que, segundo
o governante, vai apresentar os resultados já em Abril, estimando que
em Junho ou Julho o novo diploma
possa ser conhecido e aprovado na
Assembleia da República, ainda antes das férias.
Presente na conferência, “As Empresas e a Regeneração Urbana –
Oportunidades, Desafios e Financiamento”, organizada em conjunto
pela CPCI (Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário)
e a AIP- CCI (Associação Industrial
Portuguesa - Câmara do Comércio
e Indústria), Sérgio Silva Monteiro adiantou que o objetivo é que a
construção para reabilitação tenha
um peso de 37% subindo dos atuais
6%.Contudo, o governante confessa
que esta meta não será possível de
conseguir antes de 2020.
Sérgio Silva Monteiro destaca o
facto de o novo regime estar a ser
preparado tendo em conta o novo
QREN 2014/2020, em que os instrumentos de apoio à reabilitação
serão muito diferentes dos atuais.
Ou seja, os novos instrumentos de
financiamento serão disponibilizados numa nova lógica de investimento e através de fundos reembolsáveis, com efeito multiplicador,
já que serão reinvestidos em novos
projetos. Uma situação visível, atualmente, com os investimentos feitos através do fundo JESSICA.
Para o secretário de Estado o sector tem de estar preparado para a
nova realidade de investimento do
setor da construção para a reabilitação urbana.
Na abertura da conferência Reis
Campos, presidente da CPCI, destacou a preocupação com o futuro
do nosso país e com o papel central
que a reabilitação urbana terá de
desempenhar.
“A preservação das cidades e do
património edificado tem de ser
perspetivada como um tema central para a estratégia de crescimento
que o país necessita implementar”,
salienta.
Este facto levou à criação de uma
parceria entre a CPCI e a AIP-CCI,
numa resposta inequívoca aos novos desafios.
Uma parceria que passou pelo lançamento da iniciativa “Reurbe – As
Empresas na Regeneração Urbana,
“cuja candidatura foi submetida ao
QREN, e que visa dar um apoio efetivo ao arranque de projetos de reabilitação”, adianta Reis Campos.
CPCI e AIP assinam protocolo
A preocupação com o futuro do país
e o papel central que a reabilitação
urbana terá de desempenhar, uniu
a CPCI e a AIP/CCI na assinatura de
um protocolo de cooperação, tendo em vista o estabelecimento de
uma parceria estratégica nos domínios da reabilitação urbana e da
internacionalização. A parceria tem
como iniciativa mais visível o projeto ReUrbe, que visa dar um apoio
efetivo ao arranque de projetos de
reabilitação, apoiando atividades
de promoção e de acesso a oportunidades nos mercados potenciais e
desenvolver redes de conhecimento
e cooperação empresarial. As partes signatárias pretendem reforçar
o papel de liderança no processo da
reabilitação urbana no nosso país,
bem como a imagem e notoriedade
do tecido empresarial do setor.
DR
Sierra compra
50% do Cascais
Shopping
A Sonae Sierra, através de uma sociedade maioritariamente sua participada, chegou a acordo com um fundo
gerido pela Rockspring Property Investment Managers, para a aquisição
da totalidade da sua participação de
50% no CascaiShopping. Fernando
Guedes de Oliveira, CEO da Sonae
Sierra, considera que “a transação
constitui uma ótima oportunidade
para reforçar a nossa posição num
ativo de elevada qualidade, o principal destino comercial da região onde
se situa”. A conclusão da transação
está ainda dependente da decisão
de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência.
Altis Belém
Hotel recebe
prémio
Assinatura do acordo de parceria entre Reis Campos (CPCI) e José Eduardo Carvalho (AIP-CCI)
na presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Silva Monteiro
O Altis Belém Hotel & Spa recebeu
o prémio European Finest Hotel
(EFH), como um dos melhores hotéis da Europa pelas suas qualidades
únicas e pelo elevado nível de serviço
prestado. O Altis Belém Hotel & Spa
ficou entre os 70 melhores hotéis
europeus de uma lista de cerca de
230 000 que concorreram ao EFH,
correspondendo ao critério europeu
para a atribuição da designação de
hotel de 5 estrelas: quartos com dimensões acima da média, um excelente fitness center, serviços de SPA,
ótimo conforto acústico, restauração
de excelência e funcionários que falam pelo menos duas línguas.
IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Certificação Energética 11
Certificação Energética e
da Qualidade do Ar Interior
DR
A ADENE é a entidade destora do SCE Sistema Nacional de Certificação Energética
e da Qualidade do Ar Interior, que classifica
o desempenho energético dos edifícios
A ADENE- Agência para a Energia é a
entidade gestora do SCE-Sistema Nacional de Certificação Energética e da
Qualidade do Ar Interior, publicado
através do Decreto-Lei 79/2006 e que
transpôs a diretiva europeia 2002/91/
CE relativa ao desempenho energético dos edifícios, abrange todos os
edifícios no decorrer de 3 fases:
- No âmbito dos processos de licenciamento de construção ou obtenção
de licença de utilização.
- Nos atos de transação, aquando
da venda ou arrendamento.
- No caso particular dos grandes
edifícios de serviços existentes, na
avaliação periódica ao desempenho
energético e da qualidade do ar interior (QAI).
Em todas as fases é necessário a
obtenção de um Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior (CE),
documento esse que é efetuado por
um Perito Qualificado (PQ), figura
independente que atua sob responsabilidade individual.
Para poder exercer a função de
PQ é necessário dispor de formação
académica (engenharia, civil, mecânica, electrotécnica, etc.) adequada
à valência de atuação (edifícios de
habitação ou serviços), cinco anos
de experiência profissional, ser
membro da sua ordem profissional
e aprovação na formação específica
leccionada por entidades com competência para o efeito, juntamente
com a ADENE. Actualmente existem
cerca de 1700 peritos qualificados.
A entrada em vigor da aplicação do
SCE, através da publicação Portaria
461/2007, teve início a 01 de Julho
de 2007 tendo sido estipuladas três
fases para a sua aplicação, as duas
primeiras correspondem apenas aos
edifícios novos e a terceira fase inclui
os edifícios existentes.
Estas fases coincidiram com um
período fortes campanhas, realizadas de forma a sensibilizar todos os
atores envolvidos no processo de
certificação. A terceira fase de aplicação do SCE, relativa aos edifícios
vendidos ou arrendados, foi impulsionadora da certificação energética
e deu lugar a forte atividade neste
âmbito.
Até à data de 28 Fevereiro de 2013,
foram efectuados cerca de 571,5 mil
registos na base de dados do SCE:
- 129,3 mil referem-se a edifícios
novos em fase de projeto, sujeitos a
uma Declaração de Conformidade
Regulamentar (DCR).
- 23,6 mil respeitantes a edifícios
novos, recentemente construídos e
que foram sujeitos a uma DCR, para
os quais foram emitidos certificados
do tipo CE/DCR.
- 418,6 mil respeitantes a imóveis
existentes (CE).
Base de dados ADENE
A base de dados do SCE, gerida pela
ADENE, tem-se revelado de extrema
utilidade, permitindo a criação de
estatística de natureza técnica no
domínio da energia e dos edifícios.
Esta informação tem permitido o suporte de inúmeras avaliações, tanto
no domínio do mercado imobiliário,
como de suporte técnico a estudos
universitários e ainda na definição
de políticas nacionais. A informação disponível, cuja qualidade é
assegurada pelos PQ e pela ADENE
a diversos níveis, retrata diversos
vetores, como índices energéticos
e de emissões de CO2 dos edifícios
bem como a caracterização a nível
da envolvente, dos vãos envidraçados, dos sistemas de climatização,
de produção de águas quentes e sanitárias, energias renováveis, entre
A base de dados
do SCE, gerida pela
ADENE, tem-se revelado
de extrema utilidade,
permitindo a criação de
estatística de natureza
técnica no domínio da
energia e dos edifícios
outros. Periodicamente é compilada
e tratada estatisticamente diversa
informação, a qual tendo vindo a ser
disponibilizada ao público em geral
através de relatórios disponíveis em
www.adene.pt, no portal do SCE.
Encontram-se na fase final os
trabalhos de revisão regulamentar,
que irão permitir transpor para o
direito nacional a revisão da diretiva
europeia (2010/31/EU). Ressalvamse neste âmbito preocupações que
respondem a varias necessidade
dos estados membros, tais como
a redução de 20% nas emissões de
CO2, o objetivo de 20% de energia
proveniente de fontes renováveis
e o aumento de 20% na eficiência
energética.
Aliadas a estas questões existe
ainda a introdução do conceito de
edifício com necessidades de energia quase zero (nZEB- nearly Zero
Energy Buildings), a verificação
dos requisitos regulamentares numa lógica de rentabilidade dos investimentos vs poupança, a importância da reabilitação dos edifícios
existentes no contexto da promoção
do desempenho energético dos edifícios, bem como o reforço do certificado energético como elemento
obrigatório na promoção imobiliária
e decisório na escolha dos edifícios,
servindo assim como uma ferramenta (das poucas existentes), de avaliação dos edifícios no domínio da
energia e permitindo ao consumidor final desbloquear o potencial
energético existente nos edifícios,
bem como percecionar a qualidade
do mesmo.
12 Inovação & Tecnologia IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
Inovação & Tecnologia é uma parceria da
Design para além da forma-função
A “forma obedecer à função”. Este
foi o paradigma que a escola de design alemã Bauhaus trouxe no início do século passado. Ora, se esse
quase dogma levou a um minimalismo estético quase impessoal e até
desumanizado, que ainda hoje tem
reflexos no metódico design alemão
e nórdico em geral, também é notório que produziu as raízes de muito
do que se faz ainda hoje, quer em
termos de design de produto quer
em termos decorativos.
No caso dos produtos audiovisuais, é também notório que há muitos
equipamentos em que esta relação
é ultrapassada e até posta de lado, a
favor do impacto estético que o produto poderá ter, quer nas prateleiras das lojas quer nas imagens soltas
que circulam na Internet ainda antes
dos lançamentos oficiais. Mas até
que ponto o design pode realmente
influenciar o desempenho puro e
simples de um produto?
Rasgar os dogmas
Uma das referências do mercado
neste campo é a dinamarquesa Bang
& Olufsen. A marca topo de gama
tem recebido vários prémios a este nível, e mesmo o falecimento do
principal responsável, David Lewis,
não prejudicou a marca enquanto
referência do design. Se este nome
poderá não dizer grande coisa ao
vasto público, podemos despertar
mais memórias se falarmos de objetos como o leitor de CD’s BeoSound
9000. Lembra-se de um leitor para
5 CDs que abre a porta de vidro só
com a passagem da mão e cuja cabeça de leitura percorre velozmente os
cinco discos inseridos? Esse mesmo.
Até o pormenor de cada CD ficar na
posição em que foi inserido, para
que se possa ler o título, não foi descurado. Lançado em 1996, este leitor
tornou-se uma referência da marca e
quebrou completamente com o que
já se fazia em termos de leitores de
discos compactos, apenas porque
David Lewis provavelmente deve ter
reconsiderado o que era realmente
útil que um equipamento destinado
àquela função fizesse.
Regresso às raízes
Mas não pensemos que o design excecionalmente bom surge sem mais
nem menos. Tomemos em consideração a BeoLit 12, uma coluna portátil da submarca BeoPlay. Se atentarmos nos pormenores, veremos
que o aperfeiçoamento do design
não rompe em grande parte com o
que foi feito anteriormente. As edições de rádios portáteis da Bang &
Olufsen lançadas nas décadas de 60
e 70 (ver imagens) são facilmente relembradas nesta última edição. Vestígios da tecnologia utilizada: quase nenhuns. Vestígios de design que
perduraram: muitos. Desde a tira de
transporte – recolocada na diagonal
– até à grelha com pequenos orifícios, a genética deste equipamento
Mas não pensemos
que o design
excecionalmente bom
surge sem mais nem
menos
é facilmente reconhecível, e reconhecida: ganhou o Red Dot Design
Award no ano transato, mais uma
prova de que um produto consegue
ser completamente modernizado –
já o tínhamos visto várias vezes na
indústria automóvel – e guardar as
suas raízes.
Gregos e troianos
Outra característica de que o design excecional não necessita, é a
questão da existência de consenso:
tomemos o exemplo de uma das televisões feitas pela Bang & Olufsen:
a BeoPlay V1 tem uma altura bem
acima da média para acomodar o
sistema de altifalantes de modo a
melhorar o desempenho sonoro. O
seu acabamento e materiais fogem
ao convencional, dado que o exterior é feito numa chapa pintada, dobrada no topo do ecrã. O televisor
é atravessado por um varão no seu
topo que serve para os diversos suportes, de chão, parede ou teto. Não
é fina, mas acomoda um AppleTV
na traseira, bem como várias ligações. Esta mistura de acabamentos
e materiais quase industriais gerou
pouco consenso nos observadores
da indústria, com umas opiniões a
criticarem a opção e outras a louvarem a quebra do paradigma de
que uma televisão deve ser negra
e limpa. Prova viva de que mesmo
não agradando a gregos e troianos
o design pode ser memorável é que
também já foi atribuído outro galardão Red Dot ao BeoPlay V1.
A importância do design no audiovisual não deve portanto ser subestimada: muitas vezes, mais do que
as funções presentes ou desempenho dos equipamentos, continua a
contar o aspeto estético e o impacto
visual, mesmo que casualmente, a
forma não se adeque à função e que
tal facto só seja notório depois da
compra e só após se começar a mexer nos aparelhos. Quando o contrário acontece, tudo parece adequado
e nem damos por isso, é o bom design a funcionar.
Os produtos
BeoPlay A9
É um disco voador? Um alvo? Uma
antena parabólica? Não, é uma
coluna para rede sem fios. O A9
incorpora 5 altifalantes cada um
com o seu próprio amplificador
digital, num total de 480W. Se a
forma invulgar parece deslocada,
uma audição nota que o design
não foi meramente estético: a
forma de parabólica faz com que o
A9 “encha” de som com bastante
qualidade salas de dimensões
consideráveis. Não existe botão
para o volume: basta passar a mão
no topo.
Avantgarde Acoustics
Já tínhamos referido colunas
de corneta nesta rubrica. As
Avantgarde são um dos melhores
exemplos onde a forma obedece
à função: as cornetas funcionam
como amplificadores naturais. O
som obtido pelas Avantgarde é
obtido com um amplificador de
apenas 10 W mas ouvi-las é entrar
noutra dimensão sonora.
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14 Turismo Residencial IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013
São Paulo recebe mostra de
imobiliário português em Maio
O MIP de São Paulo decorrerá de 15 a 19 de Maio no consulado de Portugal nesta cidade,
e tem prevista a presença de 20 a 25 expositores
FOTOS DR
Elisabete Soares
Cinco meses depois da realização
da Mostra de Imobiliário Português
(MIP) no Rio de Janeiro, as expectativas estão em alta para o segundo
evento que se realiza em São Paulo.
O MIP de São Paulo irá realizar-se
nos mesmos moldes do Rio de Janeiro e as “expectativas para São Paulo
são muito altas, não só pela grande
comunidade luso descendente como
pelo grande número de investidores
a procurarem oportunidades de investimentos em novos mercados”,
adianta Guilherme Grossman, diretor
de marketing e de vendas da Consultan, uma das entidades responsáveis
pela organização do evento, em parceria com a Qualified, WL Partners,
contando também com o apoio da
Câmara Portuguesa de Comércio e
Industria de São Paulo.
O MIP de São Paulo, que decorrerá de 15 a 19 de Maio no consulado
de Portugal nesta cidade, é “uma
mostra de um conjunto de empreendimentos imobiliários representativos da elevada qualidade que o
mercado imobiliário em Portugal
oferece, sendo a gestão comercial
a cargo da equipa da Consultan e
de um parceiro imobiliário brasileiro que atuarão em conjunto na
comercialização dos imóveis em São
Paulo”, acrescenta.
De acordo com o responsável da
Consultan, a adesão ao MIP de São
Paulo tem sido muito boa, com muitos promotores que estiveram no Rio
de Janeiro a mostrar interesse em
marcar presença na segunda edição,
para além de novos promotores interessados em aderir à mostra. Assim,
a nossa previsão é que tenhamos entre 20 e 25 expositores”, adianta.
A primeira edição do MIP do Rio
O MIP São Paulo será uma mostra dos empreendimentos de elevada qualidade que Portugal oferece
“O balanço da primeira
edição é extremamente
positivo, já permitiu
a concretização de
vendas por alguns dos
promotores presentes
no evento do Rio
de Janeiro”, adianta
Guilherme Grossman
de Janeiro foi amplamente divulgada
na imprensa brasileira e contribuiu
para o aumento do interesse dos
brasileiros em investir na aquisição
de imóveis em Portugal. A nova legislação do Visa Gold tem ajudado a
consolidar este interesse e concretizar alguns negócios de forma mais
célere. Aliás, esta iniciativa que,
desde logo, contou com uma forte
adesão junto dos operadores de mercado, comprova a importância deste
tipo de iniciativas para fazer frente
à situação que o mercado nacional
atravessa atualmente.
“O balanço da primeira edição é
extremamente positivo, já permitiu
a concretização de vendas por alguns
dos promotores presentes no evento do Rio de Janeiro nomeadamente
pela CGD, empresas do grupo BES,
CAFE entre outras entidades, estando em fase de conclusão dezenas de
operações de venda”, adianta Guilherme Grossman.
A organização tem recebido diversos convites para realizar o MIP em
outras cidades brasileiras, nomeadamente Recife, Belo-Horizonte e Brasília, onde poderão vir a ser realizadas
edições semelhantes. Contudo, o responsável adianta que, nesta altura,
ainda não estão definidas datas para
estas cidades.
beneficiários de isenção de
vistos), mediante a realização
de transferências de capitais,
criação de emprego ou compra
de imóveis.
Assim, os titulares de
Autorização de Residência
para Atividade de Investimento
têm direito ao reagrupamento
familiar, ao acesso à autorização
de residência permanente,
bem como à nacionalidade
portuguesa, em conformidade
com o disposto na legislação em
vigor. Mas se, ainda, precisar de
mais razões para tomar a decisão
de viver em Portugal, o Living in
Portugal informa “que
Portugal tem uma oferta
imobiliária muito atrativa e
competitiva”. Por outro lado, os
“preços bastante atrativos fazem
do imobiliário em Portugal um
setor competitivo e confiável”.
Já pensou ter uma casa em Portugal?
“Imagine-se a viver num
país onde encontra uma
grande diversidade de
paisagens e ambientes a curtas
distâncias: praias com areais
a perder de vista, montanhas
e planícies douradas, cidades
vibrantes e cosmopolitas e
um património milenar”. “
Aqui pode praticar desportos
náuticos, jogar golfe nos
melhores campos do mundo,
contemplar a natureza,
experienciar as mais recentes
novidades em tratamentos
de bem-estar ou partir à
descoberta do património, dos
vinhos e de uma gastronomia
inigualáveis”.
As frases que tem dado mote
às campanhas de divulgação do
turismo de Portugal no exterior,
são também utilizadas pelo
Turismo de Portugal no Living in
Portugal, o website oficial sobre
a compra de casa no nosso país,
lançado recentemente.
A iniciativa apresenta as novas
disposições legais que abrem a
possibilidade aos investidores
estrangeiros de requerer uma
autorização de residência para
atividade de investimento, a
quem tiver entrada regular em
território nacional (portadores
de vistos Schengen válidos ou
IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Turismo Residencial 15
Oásis Atlântico vende apartamentos a
125 mil euros no Salinas Sea
Com 285 unidades de alojamento o Salinas Sea está a ser comercializado em regime de propriedade plena, mas o
comprador poder ceder o apartamento para exploração hoteleira, obtendo uma rentabilidade de 7,5%
FOTOS DR
Entrevista a Mário Antão
Elisabete Soares
O grupo Oásis Atlântico – Hotels &
Resorts, cadeia hoteleira portuguesa
com unidades no Brasil e Cabo Verde, já entregou os primeiros cinco
apartamentos no Salinas Sea, um
empreendimento de turismo residencial, localizado na ilha do Sal, em
Cabo Verde, em fase de conclusão.
De acordo com Mário Antão, administrador executivo da área de
imobiliário do grupo Oásis Atlântico,
“estes cinco apartamentos são especiais e, por isso, as suas características foram de encontro às exigências
e aos pedidos dos clientes”.
Os apartamentos do Salinas Sea
têm tipologias T0 e T1, com áreas
úteis entre os 36 m2 e os 145 m2, correspondendo alguns a suítes de luxo,
sobre o mar. Os preços de venda variam entre “cerca de 125 mil euros e
próximo dos 300 mil euros”, refere.
Com 285 unidades de alojamento,
o Salinas Sea está a ser comercializado em regime de propriedade plena. Ou seja, o comprador é o único
proprietário da fração adquirida,
cedendo a mesma ao grupo Oásis
para exploração hoteleira durante
48 semanas por ano, obtendo assim
uma rentabilidade de 7,5%.
De acordo com Mário Antão, a comercialização do produto imobiliário do Salinas Sea é feita de forma a
abordar vários mercados: o segmento leisure - onde o investidor particular compra com o objetivo de utilizar a unidade de alojamento durante
quatro semanas por ano e o resto do
tempo entrega-a para exploração - o
segmento de investimento - onde o
investidor particular adquire a unidade de alojamento com o exclusivo
objetivo de obter um rendimento,
além da valorização do imóvel, e,
finalmente, o segmento institucional
– onde, através de fundos internacionais, colocam o produto recor-
“Ajustamos a estratégia, reorientando a
comercialização para segmentos bastante
mais sofisticados”
Os apartamentos do Salinas Sea
têm tipologias T0 e T1, com área
útil entre os 36 m2 e os 145 m2.
rendo a soluções tecnicamente mais
elaboradas. “Obviamente, o objetivo
destes fundos, é também a rentabilidade e a valorização dos ativos
adquiridos”, adverte o responsável.
A decoração dos apartamentos foi
entregue ao arquiteto Zinho Antunes, que trabalhou com a designer
de interiores Maria do Carmo Castelo Branco, tendo como elementos
decorativos as sedas naturais, tecidos de autor, design único e de autor
de peças de mobiliário, serigrafias
de artistas portugueses e africanos,
tapetes lã natural, entre outras características.
Neste momento qual é o
balanço da comercialização dos
apartamentos do Salinas Sea?
Apesar da crise imobiliária o
Salinas Sea Resort é um produto
que tem tido uma assinalável
aceitação no mercado. Quando
falamos deste empreendimento
e do seu sucesso temos que
considerar duas perspetivas, a
primeira imobiliária e a segunda
hoteleira. De fato trata-se de um
empreendimento que está a ser
vendido a vários investidores
em regime de propriedade,
plena sujeita a um contrato
de exploração turística. Uma
vez em exploração e já na
perspetiva hoteleira, funcionará
com a categoria de hotel com a
classificação de cinco estrelas,
tendo já sido considerado por
alguns dos maiores operadores
turísticos internacionais como
uma das melhores e mais amigas
do ambiente infraestruturas
hoteleiras de Africa.
Qual é a estratégia comercial
seguida para captar clientes
nacionais e estrangeiros?
Logo que o empreendimento
esteja concluído iniciaremos
a sua exploração, mantendo
a estratégia de vendas,
esperando melhorar, ainda
mais, a nossa penetração no
mercado por via do efeito
utilizar para avaliar. Ou
seja, receber os clientes,
mostrar-lhes o resort
em funcionamento e
deixá-los decidir depois.
Houve alteração na estratégia
comercial no Salinas Sea
devido ao aprofundar da crise
económica?
Sim, quando definimos a estratégia de comercialização existia
uma enorme procura por parte
dos clientes de leisure e todo o
plano de comercialização foi pensado para esse mercado. Face à
conjuntura atual, que, felizmente, percecionámos logo na fase
inicial da crise, foi ajustada toda
a estratégia reorientando a comercialização para segmentos
bastante mais sofisticados, mais
objetivamente fundos internacionais, basicamente sediados em
Inglaterra e mercados emergentes. Esta será uma estratégia a
manter para os próximos projetos
imobiliário-turísticos que temos
para Cabo Verde.
Tendo em conta que se aproxima
a Páscoa, qual é a expectativa em
termos de ocupação turística nos
projetos do grupo Oásis?
A ocupação turística na Páscoa
em Cabo Verde será, nos nossos
hotéis de praia, de 100%, ou seja,
estamos esgotados. Quanto
ao Brasil teremos também
uma excelente taxa de
ocupação.
Administrador
executivo da área de
Imobiliário do grupo
Oásis Atlântico –
Hotels &
Resorts
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