QUARTA-FEIRA 27 MARÇO 2013 www.imobiliario.publico.pt SUPLEMENTO COMERCIAL PUBLICIDADE Festa da reabilitação urbana “invade” as ruas do Porto De 3 a 10 de abril, a Semana da Reabilitação Urbana – Porto 2013 vai invadir as ruas da cidade, com uma agenda de eventos p03 Emigrantes e investidores compram habitação para arrendar em Oliveira de Azeméis Assinatura do acordo de parceria entre Reis Campos (CPCI) e José Eduardo Carvalho (AIP-CCI), na presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Silva Monteiro Governo prepara regime excecional para estimular reabilitação O secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Silva Monteiro, acredita que em 2020 a reabilitação terá um peso de 37% na construção. O regime excecional deve estar concluído até julho p10 Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente No concelho estão instaladas várias indústrias que permitem que a compra e o arrendamento apresentem alguma dinâmica p06 PUBLICIDADE 02 Opinião IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Superar constrangimentos O Programa que travam o Reabilitar arrendamento urbano Luís Lima M esmo considerando os riscos, infelizmente reais, do aproveitamento por terceiros dos apoios dirigidos aos mais carenciados, a Câmara Municipal de Lisboa quer que um anunciado subsídio municipal de renda entre em vigor já no próximo mês de Maio, conforme anunciou a arquitecta Helena Roseta em recente reunião do Conselho Municipal de Habitação. A vereadora do pelouro da habitação reconhece a possibilidade de alguns senhorios poderem vir a propor aumentos muito significativos das rendas se souberem que alguns inquilinos possam vir a beneficiar daquele subsídios, mas o quadro de crise económica e social em Portugal exige uma actuação rápida, mesmo que arriscada. Recorde-se que o Município de Lisboa, que também nesta matéria é uma referência nacional, criou um Fundo de Emergência Social municipal para apoio a agregados familiares em situação de emergência habitacional grave, a quem o município não consegue dar resposta em tempo útil através do acesso a uma habitação municipal condigna. Deste fundo saem apoios financeiros excepcionais e temporários, destinados a agregados familiares em situação de emergência habitacional grave, que residam no concelho de Lisboa e reunam as condições tipificadas para o acesso aos apoios aprovados, entre os quais o subsídio municipal de renda que a arquitecta Helena Roseta apresentou em Conselho Municipal de Habitação. Este tema é mais uma vez o que rodeia uma velha questão central do mercado de arrendamento muito marcado por dezenas e dezenas de anos de políticas habitacionais erra- das que transferiram o papel social do Estado para os proprietários de imóveis, impedidos de actualizar rendas sem quaisquer contrapartidas que não a de se verem metidos à força numa espécie de guerra entra senhorios e inquilinos. É por isso exemplar esta intenção da Câmara Municipal de Lisboa que assim assume a obrigação de prestar cuidados sociais às populações que deles carecem, competência própria do Estado Social, em vez de assobiar para cima na esperança de que estes problemas se resolvam sem qualquer intervenção naturalmente financeiramente penosa. Na linha das preocupações levantadas pela arquitecta Helena Roseta, volto a insistir na ideia de que os proprietários de imóveis que estão arrendados têm todo o interesse em continuar a demonstrar uma sensibilidade social que o momento exige, na hora da actualização das rendas, mesmo sem prejuízo do direito que lhes assiste de as actualizarem. Embora, como sempre digo, as maiores questões que se colocam ao funcionamento de um mercado de arrendamento digno desse nome sejam outras, mais ligadas à necessidade de fazer baixar as rendas, dos chamados arrendamentos novos, para valores competitivos face aos de uma prestação bancária de um crédito habitacional, reconheço que esta questão que opõem senhorios e inquilinos antigos tem de ser enfrentada e superada. O bom exemplo da Câmara de Lisboe nesta matéria é digno de registo. Presidente da APEMIP e da CIMLOP Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa [email protected] A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) entende que a reabilitação urbana é uma prioridade. Não só porque se reflete muito diretamenRicardo te na melhoria da qualidade de vida Amantes da população, mas também porque rejuvenesce o edificado singular das nossas cidades, que é urgente recuperar. É neste enquadramento que surge o Programa Reabilitar. A Santa Casa assume assim o compromisso efetivo e concreto de rentabilizar o seu património, respeitando o valor e a importância das doações de beneméritos que, ao longo dos séculos, deixaram A reabilitação à instituição os seus bens para urbana, conjugando serem colocao legado do passado, dos ao serviço as necessidades do dos outros, gepresente e a confiança rando receitas que possam repara o futuro, é um verter para as caminho inadiável causas apoiadas – da Ação e incontornável que Social, à Saúassumimos como de e à Cultura. aposta. E esta aposta Com este programa, pretennão se mede, nem de-se também se traduz em meras contribuir para intenções, mas sim em reanimar a ecofactos e investimentos nomia nacional, nomeadamente concretos. o setor da construção civil, muito fustigado neste contexto difícil que atravessamos. Ao encontro do objetivo definido para esta área, a Santa Casa está a investir diretamente 8.1 milhões de euros na reabilitação de 15 prédios na cidade de Lisboa. À data, estão já concluídas seis obras, uma está em curso, quatro foram adjudicadas e arrancam em breve, e quatro estão em fase de lançamento das respetivas empreitadas, num total de cerca de 9.100 m2 de área bruta de construção. Além deste investimento direto, a Santa Casa, através do Fundo de Investimento Imobiliário Santa Casa 2004 (100% detido pela instituição) e do estabelecimento de uma parceria com um promotor imobiliário, também procedeu à reabilitação de mais cinco prédios em Lisboa, num investimento total de 9.1 milhões de euros e de cerca de 11.100 m2 de área bruta de construção. Ou seja, direta e indiretamente, a Santa Casa potencia um investimento total da ordem dos 17.2 milhões de euros na reabilitação de cerca de 20.200 m2 de área bruta de construção. A pensar numa segunda fase do Programa Reabilitar, temos 23 prédios com projetos licenciados e que se encontram em processo de análise, no sentido de selecionarmos os que serão de avançar para obra, atendendo a princípios de viabilidade económico-financeira. Toda a nossa carteira de projetos destina-se ao mercado de arrendamento, habitacional e não habitacional, e não a venda. Dentro da nossa política e estratégia, a venda (ainda que sendo possível) é sempre vista como exceção. Neste momento, a carteira de arrendamentos urbanos da Santa Casa é constituída por cerca de 700 contratos. Destes, 500 são “habitacionais” e os restantes 200 são “não habitacionais”. Acreditamos que os nossos investimentos têm um efeito de contágio, ajudando a dinamizar outras intervenções locais, o próprio setor, a cidade e, claro, o país. A reabilitação urbana, conjugando o legado do passado, as necessidades do presente e a confiança para o futuro, é um caminho inadiável e incontornável que assumimos como aposta. E esta aposta não se mede, nem se traduz em meras intenções, mas sim em factos e investimentos concretos. Diretor do Departamento de Gestão Imobiliária e Património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) PUBLICIDADE IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Reabilitação 03 Festa da reabilitação urbana “invade” as ruas do Porto De 3 a 10 de abril, a Semana da Reabilitação Urbana – Porto 2013 vai invadir as ruas da cidade, com uma agenda de eventos dirigidos não só para os profissionais, mas também para o grande público. Susana Correia Colocando em evidência projetos exemplos de boas práticas de regeneração urbana, entre 3 e 6 de abril estará patente no Espaço da Reabilitação Urbana (Praça de D. João I) a exposição dos 36 projetos candidatos ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, e cujo vencedor será conhecido no dia 3, numa Gala a decorrer no Edifício da Alfândega. As iniciativas da Porto Vivo SRU também estarão em exposição ao longo de toda a semana, no Edifício AXA e no sábado haverão os Passeios da Reabilitação Urbana, com destino à Baixa do Porto. O evento irá também oferecer diversos momentos de debate acerca das estratégias e caminhos de futuro a seguir na área da reabilitação, com destaque para a conferência inaugural “Reabilitação e Espaço Público”, organizada pela Porto Vivo SRU no dia 3, e do Seminário Nacional da APEMIP, no dia 5. A Santa Casa da Misericórdia do Porto também se associou ao evento, e no dia 9 coorganiza, com a Impulso Positivo, uma conferência sobre o Impacto Social da Reabilitação Urbana. No último dia, a CCDR-N organiza uma conferência que vai explorar as sinergias entre a Reabilitação Urbana e Turismo. O novo regime de atualização das rendas também estará em destaque numa conferência organizada pela Associação dos Profissionais do Norte no dia 4, havendo também lugar para o debate sobre “O Porto Imobiliário – Reabilitar para vender ou arrendar”, organizado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a OE-SRN, AOSRN e a Abreu Advogados, no dia 8. No dia 4 de abril, a Invicta será a protagonista do seminário “Projeto e Reabilitação em Edifícios de Interesse Urbanístico, Arquitetónico e Arqueológico da Cidade do Porto”, que terá como orador o engenheiro José Coimbra. No mesmo dia haverá também lugar para os seminários “Regeneração da Cidade”, uma iniciativa do Design Factory da RAR, e “Porto e Reabilitação em Debate – Uma Tertúlia Improvável”, organizado pela APRUPP. A Semana será também uma oportunidade para os protagonistas da reabilitação darem a conhecer os seus produtos e serviços a um leque mais abrangente de pessoas, com o Espaço da Reabilitação Urbana a servir de palco de um conjunto de mostras e Intercontinental Palácio das Cardosas é o hotel oficial Um marco da reabilitação da Baixa Portuense, o Intercontinental Palácio das Cardosas é o hotel oficial da Semana da Reabilitação Urbana – Porto 2013, oferecendo condições promocionais aos participantes do evento que, de 3 a 10 de abril, poderão beneficiar de tarifas diárias a partir dos 125 euros. O cinco estrelas é o primeiro hotel da marca Intercontinental em Portugal, disponibilizando um total de 106 quartos e suites. workshops. Assim, logo no dia 3, esta área vai receber a apresentação do Case-Study: Reabilitação da Praça das Cardosas, organizado pela Lucios, e do workshop RENOWEBER na Baixa, pela Sain-Gobain Weber Portugal. A 4, a Schmitt + Sohn Elevadores organiza o seminário “O Desafio dos Elevadores na Reabilitação” e para o dia seguinte estão previstas as apresentações “Coberturas – Soluções Sustentáveis em Reabilitação”, organizada pela SIKA, e dos produtos e serviços da Umbelino Monteiro. A escola vai “sair” para a rua durante esta semana. O professor Vasco Freitas, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, coordena os seminários sobre o “O ensino e a prática da reabilitação de edifícios” (3 de abril) e as “Soluções Técnicas para a Reabilitação” (5 de abril), enquanto o ISEP / IPP – Instituto Politécnico do Porto tem a seu cargo os seminários “Reabilitação Urbana: uma abordagem multidisciplinar” e “Reabilitação: Casos de Estudo e em desenvolvimento no ISEP / IPP”, a 4 de abril. Para dia 5, a APRUPP está também a organizar a “Mostra e Conta – Maratona de Projetos de Reabilitação”, que será um espaço de partilha de experiências e estórias sobre o desenvolvimento de projetos de reabilitação. No dia 6, o Espaço da Reabilitação acolher o workshop “Arqui Brinca, Arquitetura para Crianças”, dirigido aos mais novos, desafiando-os a reproduzir, com base no sistema modular Lupo, alguns dos edifícios mais emblemáticos do Porto. 9"-1$"": '$;"5$1*% $ "<=*%// *$*$=%*%**%" $$*$%>1?>@""$ %*$A$ !"#"$%%& '$!% $"()*+$"%", -.//0$1*2$&, 3'345 $" ( $* .6, ($"%$!*$*$7 -*88/ *1%"!"" 04 Atualidade IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Uma semana para colocar a reabilitação na agenda dos investidores Elisabete Soares A cidade do Porto é pioneira no modelo de reabilitação urbana, conduzido pela Sociedade de Reabitação Urbana – SRU Porto Vivo. A provar esta afirmação estão projetos como quarteirão de Carlos Alberto e, mais recentemente, o quarteirão das Cardosas. Contudo realizar, no Porto, uma semana inteiramente dedicada à reabilitação é uma iniciativa inédita e que foi conseguida pelo esforço conjunta da Vida Imobiliária e da Promevi, em parceria com a Câmara Municipal do Porto e a Porto Vivo – SRU. Assim, de 3 a 10 de abril, o evento integra conferências, seminários, workshops, mostras, exposições e outras iniciativas, acolhendo, ainda, a entrega da primeira edição do Prémio Nacional da Reabilitação Urbana. Na apresentação da semana da reabilitação, Luís Lima, presidente da APEMIP, começou a sua intervenção dizendo que quando apresentaram o projeto, pensou, “que não seria fácil de concretizar, mas agora confesso que estou feliz”. Este evento é ainda mais importante quando sabemos que chegou a altura que colocar a reabilitação na ordem do dia. “Andamos há muito tempo a falar nisto”. Além da conferência “Reabilitação Urbana e Espaço Público”, organizada pela Porto Vivo SRU, a 3 de abril, a APEMIP vai organizar o seu seminário nacional, a 5 de abril, onde se espera a presença da ministra Assunção Cristas, que tutela o arrendamento e a reabilitação, e do secretário de Estado da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques. Gonçalo Gonçalves, vereador da Câmara Municipal do Porto, insistiu, por seu lado, na necessidade de fazer um esforço para aumentar o peso da reabilitação urbana. “O tema da reabilitação tem de estar na agenda dos investidores, e tem de haver mais pessoas a falar deste tema”. DR Apresentação da semana da reabilitação com a presença de Gil Machado, Vida Imobiliária, Luís Lima, APEMIP, Gonçalo Gonçalves, CMP, e de Arturo Malingre da Promevi Na sua opinião, é preciso ter em conta o facto de a partir de agora “é difícil pensar que a reabilitação se vai fazer com fundos públicos”. Contudo, dá como exemplo a experiência do Porto na reabilitação, em que “por cada euro de investimento publico, os privados colocaram 10 euros, sendo que no quarteirão das Cardosas essa relação é de um euro para 15 euros”. O responsável alertou, ainda, para o facto de nos cinco anos de gestão da SRU Porto Vivo o investimento privado na reabilitação ter ascendido a 500 milhões de euros, sendo que o investimento privado ficou-se nos 50 milhões de euros. A Semana da Reabilitação Urbana estender-se-á por diversos pontos da cidade do Porto, sendo que as áreas e edifícios recuperados serão palcos privilegiados para esta celebração, que pretende atrair quer profissionais da área imobiliária e complementares, quer o público em geral. Os residentes e turistas da cidade do Porto, com interesses profissionais na reabilitação urbana ou de qualquer outra área de atividade, são, assim, convidados a assistir às conferências, conhecer métodos e materiais para reabilitação, tirar dúvidas sobre os processos de reabilitação e visitar edifícios reabilitados ou em reabilitação. 06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Emigrantes compram habitação para arrendar em Oliveira de Azeméis No concelho estão instaladas várias indústrias que permitem que a compra e o arrendamento apresentem alguma dinâmica. Neste momento há procura de casas novas de qualidade DR Cidade em análise Autarquia aprova área de reabilitação urbana Elisabete Soares A compra de casa, para habitação própria e para colocar no mercado do arrendamento, por parte de clientes finais e investidores, continua a verificar-se no concelho de Oliveira de Azeméis. A opinião é de António Baptista, responsável da mediadora A. Baptista, que atua no mercado há vários anos. Segundo António Baptista o facto de os preços da habitação terem baixado, entre 20% a 30%, permite que algumas famílias, investidores e emigrantes optem por tirar as poupanças da banca e comprem apartamentos e casas por preços mais baixos. Sendo um concelho onde existe várias indústrias, em áreas como os moldes e o calçado, e empresas com grande capacidade de emprego, como é o caso da Lactogal, tem permitido que a compra e o arrendamento mantenham algum dinamismo. “Os empresários vão contratando novos trabalhadores com alguma capacidade, como é o caso dos engenheiros, e estes vão podendo comprar moradias ou apartamentos, com valores mais altos”, refere. Na sua opinião, também há alguma procura por parte de estudantes do ensino superior para o arrendamento, especialmente da escola de enfermagem. No caso dos emigrantes – oriundos, sobretudo, de França, Luxemburgo, Inglaterra, Venezuela e Brasil - verifica-se que parte deles compram uma segunda habitação para passar as férias, que em alguns casos fica vazia durante o resto do ano. Contudo, alguns deles colocam as frações no arrendamento. Os preços dos apartamentos variam bastante, caso sejam novos, e localizados no centro da cidade, ou usados. Na opinião de António Baptista, um T2, no centro da cidade, com garagem, custa, em média, 90 mil euros. Já o T3 ronda os 130 a 140 mil euros. No caso dos imóveis usados, os preços dos T2 anda à volta 50 a 60 mil euros, mas sobe para os 80 mil nos T3. No entanto, o facto de nos últimos anos ter abrandado a constru- O facto de os preços da habitação terem baixado permite que algumas famílias, investidores e emigrantes optem por comprar ção nova leva a que, neste momento, comece a haver procura de bons apartamentos, que escasseiam no mercado. De acordo com os dados da Confidencial Imobiliário, neste momento o número de fogos em oferta no concelho de Oliveira de Azeméis é de 546, sendo que 191 estão localizados na freguesia urbana de Oliveira de Azeméis. Cerca de 72% dos fogos são usados, contudo, a procura de casas novas é de 35%. Ou seja, há portante uma percentagem superior de pessoas que procura casa nova para comprar e não encontra no mercado. Apoio à renovação De acordo com Ricardo Tavares, vice-presidente da autarquia, o município de Oliveira de Azeméis tem diversos mecanismos de apoio e es- 546 Número de fogos em oferta no concelho, sendo que 72% são usados tímulo à renovação habitacional. Assim, no âmbito social existem programas de apoio aos proprietários desde que as construções se enquadrem no programa RECRIA, RECRiPHE, REHABITA e SOLARH. A autarquia também tem elaborado, pontualmente, projetos para beneficiação de edificações de famílias carenciadas e com isenção de pagamento de taxas e demais encargos. Para além disso a câmara tem apoiado as IPSS’s com a elaboração de projetos e apoio em obra de adaptações e ampliações dos edifícios. “Estamos também fortemente empenhados no programa lançado pelo governo que tem a ver com o Mercado Social de Arrendamento que tem tido grande adesão e funciona também como um estímulo da ocupação de imóveis disponíveis”, refere Ricardo Tavares. A autarquia de Oliveira de Azeméis aprovou, a 27 de Setembro de 2011, a delimitação da área de reabilitação urbana da cidade. Nesse âmbito está a ser finalizado o programa estratégico de reabilitação urbana, plano que vai definir um conjunto de instrumentos de apoio à reabilitação e que passam, entre outros, pela atribuição de benefícios fiscais (isenção/redução de IMI/ IMT), isenção ou bonificação nas taxas urbanísticas para as respetivas operação de reabilitação. A autarquia está, também, a investir na requalificação do Parque Urbano da La Salette (na foto) e na beneficiação do Parque de Lazer de Santiago e numa zona mais rural e florestal com a requalificação das margens do Rio Caima, na freguesia de Palmaz e Ossela. “Estamos permanentemente a investir na renovação do espaço público nomeadamente na rede viária (pavimentações, passeios, rebaixamento de passadeiras). Para nós as diversas ações na rede viária que são de mera rotina e que se espalham por todo o concelho têm importância na requalificação do parque imobiliário porque têm um enorme impacto no conforto e na mobilidade urbana”, destaca Ricardo Tavares, vice-presidente da autarquia. IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Oportunidades 07 Oportunidades Mais Oportunidades Millennium na área de imobiliário de millenniumbcp.pt. Marque as suas visitas através da linha M Imóveis 707 91 20 20 (atendimento personalizado das 10h-22h). Oliveira de Azeméis Índice confidencial imobiliário Moradia T6 (Ref. 53171) 110 104 98 92 86 80 1.º T 2005 4.º T 2012 Perfil demográfico Concelho de Oliveira de Azeméis Perfil sociodemográfico Valor Ranking nacional 161 186º 68.611 36º 426 38º Área (km2) População (n.º) Densidade populacional (n.º/km2) Famílias (n.º) 24.235 39º N.º de fogos 30.031 50º Valor médio de oferta/m2 Total 4.º T de 2012 N Preço: 414.000 euros (valor de campanha até 30 abril) Freguesia de Madail Moradia T6 composta por cave (salão, adega, arrumos, ginásio), r/c (hall, 2 cozinhas, copa, lavandaria, sala, biblioteca, escritório, 3 quartos, 2 wc’s, 2 varandas), andar (3 quartos, sala, 2 wc’s, 2 varandas), aguas furtadas (quarto, salão), anexos (arrumos e garagem), piscina. Morada: Rua Aníbal Beleza, 6. Apartamento T3 (Ref. 60070) Base de licitação 50.000 euros (leilão Uon 12 abr. – sucursal Oliveira de Azeméis - Praceta) Freguesia de Oliveira Azeméis Apartamento T3 de 1988 com 120 m2 + 10 m2 varanda. Morada: Av. Ernesto Pinto Basto (Centro Norte), 36, 3º Direito Centro. M O K A I L J Apartamento T4 (Ref. 58317) G B H Base de licitação 45.000€ (leilão Uon 12 abr.- sucursal Oliveira de Azeméis - Praceta) Freguesia de Oliveira Azeméis Apartamento T4 de 1980 com 160 m2, varanda: 13,50 m2 e garagem: 23 m2. Morada: Rua da Gandara, 300, R/C Esquerdo. D C E F A Vila de Cucujães H São Roque 450€ - 550€ B S. Martinho da Gândara I 550€ - 650€ C Loureiro J Nogueira do Cravo 650€ - 750€ D Ul K Carregosa 750€ - 850€ E Pinheiro da Bemposta L Fajões F Palmaz M Cesar G Santiago de Riba - Ul N Macieira de Sarnes Pindelo Instalação Industrial (Ref. 7433) Licenciamento de novas habitações Dinâmica de promoção nova Valor Ranking nacional N.º novos fogos licenciados (acum. 2007-09) 352 79º N.º fogos com DCR emitido (acum. 2009-10 ) 316 85º % De 1 quarto ou inferior 2% % De 2 quartos 22% % De 3 quartos 49% % De 4 quartos ou superior 27% % Com certificação A ou A+ 61% Fonte: INE; Estatísticas Ci/ADENE; LardoceLar.com Preço: 100.000 euros (valor de campanha até 30 abril) Freguesia de Oliveira Azeméis Instalação industrial com 767 m2 (logradouro 120 m2). Morada: Caminho Igreja Velha (Cidacos) 08 Reabilitação IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Prémio Nacional de Reabilitação Urbana Os vencedores em cada uma das categorias vão ser conhecidos, no dia 3 de Abril, durante um jantar de gala na Alfândega do Porto Susana Correia O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana já chegou a Lisboa, com uma exposição dos 36 projetos candidatos, incluindo intervenções de habitação, de turismo, de serviços, de comércio e de equipamentos sociais dos mais diversos pontos do país. A mostra, que está patente no recentemente recuperado Palácio de Valada e Azambuja, no Largo da Calhariz, em Lisboa, foi inaugurada esta segunda-feira e vai decorrer até dia 10 de abril, estando aberta ao público de segunda-feira a sábado, entre as 14h30 e as 19h00. De entre estes projetos, serão eleitos os vencedores em cada uma das categorias, os quais são conhecidos já na próxima semana, durante um jantar de gala na Alfândega do Porto. O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana é uma iniciativa da Vida Imobiliária e da Promevi e visa discriminar positivamente os projetos de reabilitação urbana que requalificam as cidades portuguesas e melhoram a qualidade de vida das suas comunidades, assim como os protagonistas destes projetos. O prémio tem uma periodicidade anual e conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que se associou a esta iniciativa no âmbito da sua aposta na reabilitação urbana e que detém o Fundo Santa Casa 2004, gerido pela Fundbox e responsável pela reabilitação do Palácio que agora acolhe a exposição. O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana conta com o patrocínio da Schmitt+Sohn Elevadores, Aguirre Newman, ADENE e Revigres, e os apoios institucionais do INCI, APEMIP, AICCOPN, AECOPS e APRUPP. Conheça de seguida alguns projetos que concorrem ao prémio. Roca Lisboa Gallery Lisboa | Comercial A Roca Lisboa Gallery, no nº 46 da Praça dos Restauradores, em Lisboa, é um espaço aberto à cidade que pretende assumir-se como polo de debate e partilha de conhecimentos nas áreas de design e arquitetura, com especial enfoque no conceito do Espaço de Banho. Promovido pela Roca, este projeto da autoria dos arquitetos Alexandra Fock e Carlos Ferrus, da L&J Arquitetos, foi construído pela Engiart, tendo ficado concluído no início de junho de 2011. Numa área de cerca de 820 m², distribuemse 5 pisos acima do solo e um em cave, com a intervenção a requerer os cuidados inerentes a uma correta reabilitação, quer a nível arquitetónico quer a nível estrutural, do edifício original datado do início do século XX, que ficou adaptado à linguagem de design da empresa Roca. Ala Nascente do Terreiro do Paço Lisboa | Turismo Uma das praças mais emblemáticas de Lisboa, o Terreiro do Paço tem nova cara desde junho de 2012 graças ao projeto de reabilitação da Ala Nascente, promovido pela Associação de Turismo de Lisboa. Concebido pelo arquiteto Tiago Silva Dias, este projeto de dimensão visou a recuperar para a atividade turística e de lazer esta praça, devolvendolhe as suas características de espaço nobre da cidade. A intervenção libertou parte dos edifícios localizados na praça para atividades de lazer, procedendo à sua recuperação, numa lógica de manutenção e potenciação dos seus traços arquitetónicos e das suas características originais. Complementado a oferta já disponível na Ala Poente, os novos espaços da Ala Nascente incluem restauração e comércio, além do Torreão Nascente, destinado a eventos, e o Lisboa Story Centre, um centro de interpretação dedicado à história de Lisboa. A execução do projeto decorreu durante o 1º semestre de 2012 e esteve a cargo da HCI. com as cantarias em granito e as janelas verticais que definem as construções típicas do primeiro quartel do século XIX da cidade do Porto. O programa distribuise ao longo de seis pisos e é composto por 12 apartamentos T0 e 4 apartamentos T1 Duplex, sendo 9 destes adaptados a indivíduos de mobilidade condicionada. Com uma área total de construção de 1.285,50 m², a obra foi executada pela OA Construções e ficou concluída em dezembro de 2012. Fábrica ASA Guimarães | Serviços Edifício Defensores Lisboa | Serviços Porto Renovato Porto | Residencial O edifício Porto Renovato integra a consolidada frente urbana da Rua da Alegria, recuperando o seu uso original, a habitação coletiva. O dono da obra, a Outside the Box, entregou ao arquiteto Miguel Brito Nogueira a responsabilidade deste projeto, que preserva todos os alinhamentos do desenho original da fachada, o seu revestimento a azulejo, assim interiores e exteriores, bem como alguns equipamentos capazes de fazer face ao novo período de vida útil. Atualmente, encontrase totalmente ocupado, tendo ali instaladas cinco entidades autónomas. Originalmente um edifício de serviços, o imóvel, que foi construído no inicio dos anos 70, manteve o seu uso ao longo dos anos, mas, quando foi adquirido pela Estamo em 2007, encontrava-se completamente obsoleto a nível funcional e de equipamentos. Localizado na av. Defensores de Chaves, em Lisboa, o edifício foi objeto de reabilitação integral, numa obra a cargo da Teixeira Duarte e que ficou concluída em Maio de 2012. O projeto da Peritraço Arquitetura manteve a estrutura original, todas as alvenarias exteriores, revestimentos e cantarias, A antiga fábrica de lençóis ASA foi reconvertida num centro de atividades empresariais e culturais, numa promoção da John Neild & Associados para o Fundo COLINVEST. O imóvel localizase na zona sul de Guimarães, a poucos minutos do centro histórico da cidade, e o projeto de arquitetura foi coordenado pelos arquitetos Pedro Balonas e Cláudia Ferreira, do gabinete Balonas e Menano SA. A opção foi fazer uma intervenção mínima que recuperou o edifício existente dotando-o das infraestruturas e compartimentações que permitem a sua utilização por múltiplos empreendedores e criadores. A construção, a cargo da Combitur, ficou concluída em março de 2012, o que possibilitou que ali fossem instaladas várias atividades culturais e expositivas da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura. Requalificação dos Largos S. Pedro, Wellington e Infante D.Henrique Torres Vedras | Impacto Social A requalificação do sistema 25 MARÇO A 10 ABRIL PALÁCIO VALADA E AZAMBUJA LARGO DO CALHARIZ, LISBOA APOIA: ORGANIZAÇÃO: IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Reabilitação 09 chega a Lisboa de largos urbanos no Centro Histórico de Torres Vedras integrase no Programa de Acção “Torres ao Centro: Regeneração Urbana no Centro Histórico de Torres Vedras” do “Polis XXI – Parcerias para a Regeneração Urbana”. A área de intervenção engloba dois monumentos nacionais, nomeadamente o Chafariz dos Canos e a Igreja de S. Pedro, tendo o primeiro sido restaurado paralelamente à intervenção no espaço público. A intervenção proposta abrange também os arruamentos contíguos e de aproximação, numa área total de 5.834 m². O projeto foi elaborado pela equipa projetista da Área de Projeto da Câmara Municipal de Torres Vedras. A obra foi adjudicada à Vibeiras, SA e foi inaugurada em outubro passado. Corpo da Guarda Porto | Residencial A intervenção conjugada do ‘Corpo da Guarda’ está localizada numa das zonas mais destacadas do Centro Histórico do Porto, no início da Rua de Mouzinho da Silveira, Avenida da Ponte e Praça de Almeida Garrett. Concluída em meados de 2011, esta intervenção integrou 11 parcelas independentes e de distintos proprietários (5 das quais da Porto Vivo, SRU), obedecendo à orientação delineada pela Porto Vivo em documento estratégico próprio, e conjugando-as numa única intervenção. Assinado pelo arquiteto António Hélder Colmonero dos Santos, o projeto foi elaborado de comum acordo entre os vários intervenientes e previu a constituição de 27 unidades funcionais, das quais 21 para habitação, 5 para comércio e uma para serviços. A construção esteve a cargo da Lucios. Edifício da Antiga Cerâmica Arganilense Arganil | Impacto Social Em 2008, o município de Arganil lançou um concurso de ideias para a obra de reabilitação do Edifício da Antiga Cerâmica Arganilense, pretendendo-se resolver os seus problemas estruturais e manter os seus principais elementos arquitectónicos. Na construção existente, que mantém a estrutura dos fornos e dos pilares, localiza-se a área comercial, restauração e similares. No corpo central, por onde se faz a entrada e a articulação com todo o programa, fica o supermercado e o auditório. O terceiro corpo é destinado às piscinas e health club. O projeto é do arquiteto Vítor Manuel de Faria Seabra Monteiro, do gabinete Mofase – Arquitetura e Engenharia. A construção, a cargo da Telhabel Construções, ficou concluída em outubro de 2012. Palácio Mesquitela Lisboa | Residencial O Palácio Mesquitela, datado do século XVII e localizado na Calçada do Combro, em Lisboa, foi alvo de uma reabilitação assinada pelo arquiteto Diogo Lima Mayer, que lhe restituiu o uso habitacional ao mesmo tempo que preservou a memória histórica do local. Promovido pela Euronapoles (Grupo Paço), este projeto contempla a reabilitação e renovação de um conjunto edificado que engloba o palácio do poço novo, classificado como imóvel de interesse público, e edifícios anexos no seu tardoz, que com o primeiro formam um quarteirão integral. O novo condomínio Palácio Mesquitela é composto por 7 lofts e 36 apartamentos divididos por cinco edifícios, para além de quatro espaços comerciais. Lar Residencial Léa Nobre e Centro de Atividades Ocupacionais Pinhel | Impacto Social Esta intervenção em Pinhel, que nasceu da necessidade de resolver um problema social da região, consistiu no restauro e ampliação de três edifícios destinados a pessoas portadoras de deficiência, sendo que o edifício principal se destina ao Lar Residencial Léa Nobre, enquanto nos outros dois se edificou o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO). O projeto ficou concluído em final do ano passado e é propriedade da ADM Estrela – Associação de Desenvolvimento e Melhoramentos, esta obra foi construída pela Biosfera Construções. A intervenção, com base no projeto assinado pela arquiteta Celeste Nobre Vaz, localiza-se junto ao núcleo mais antigo da cidade, salientandose o excelente estado de conservação em que toda a zona se encontra. fachada original do Palácio das Cardosas, numa obra executada pela Lucios Engenharia e Construção. Tendo em vista a integração do projeto, apostou-se na manutenção da imagem dos edifícios para os espaços urbanos que o envolvem, nomeadamente, a Praça Almeida Garrett, Praça da Liberdade e Largo dos Loios. Um espaço único na cidade e no país, o Hotel Intercontinental veio renovar a oferta hoteleira de luxo no centro do Porto, com 105 quartos, área para eventos, restaurantes e bar. Hotel B&B Centro Porto | Turismo Hotel Intercontinental Palácio das Cardosas Porto | Turismo O Hotel Intercontinental Palácio das Cardosas, o primeiro da marca Intercontinental no nosso país, ficou concluído em junho de 2011 e localiza-se numa das mais importantes artérias do Porto. Este projeto foi promovido pela Solitaire Empreendimentos Hoteleiros e a arquitetura da renovação é assinada pela dupla Alex Kravitz e Helder Salvado, O projeto considerou a demolição do edifício e a manutenção da O antigo Cinema Águia D’Ouro, de 1897, na Praça da Batalha, Porto, acolhe agora o Hotel B&B Centro, num projeto assinado pelos arquitetos Nelson de Almeida e Rosário Rodrigues, da FA-Arquitectos. Antes da intervenção, existia apenas no local construções em ruínas do que foi no início um equipamento hoteleiro, mais tarde reconvertido a sala de cinema e espaço de café. Do edificado existente, o presente projeto, promovido pela Endutex teve a intenção de manter incólume o pano da fachada principal, original da década de 1930, com todas as suas características. Concluído em setembro de 2011, o novo edifício, com 120 quartos, tem 5 pisos acima do solo, sendo os dois últimos recuados, integrando ainda um piso em cave para estacionamento. PUBLICIDADE 3 A 6 ABRIL ESPAÇO DA REABILITAÇÃO URBANA PRAÇA D. JOÃO I, PORTO NA AGENDA DA: PRATROCÍNIO PRATA: PRATROCÍNIOS PLATINA: JORNAL OFICIAL: APOIO INSTITUCIONAL: 10 Reabilitação & Arrendamento IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Governo prepara regime excecional para a reabilitação Colóquio de arquitetura popular em Arcos de Valdevez O secretário de Estado das Obras Públicas acredita que em 2020 a reabilitação terá um peso de 37%, em contraponto aos 6% atuais. O regime excecional pode estar concluído até julho O município de Arcos de Valdevez promove um colóquio internacional de Arquitetura Popular, entre os dias 3 e 6 de Abril, reunindo na Casa da Artes investigadores de diferentes áreas científicas para refletir o tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais. Comunicações, exposições, lançamentos de livros e uma visita à arquitetura popular local compõem o programa das quatro jornadas internacionais. Representadas estarão instituições portuguesas, espanholas e brasileiras. O edifício setecentista da Casa das Artes não poderia ser melhor palco para uma iniciativa que visa refletir o conceito de arquitetura popular para lá do sentido estrito da arquitetura. Elisabete Soares O Governo está a preparar um regime excecional para a reabilitação, com a diminuição das obrigações e imperativos legais que permitam estimular e torná-la uma atividade de sucesso. De acordo com Sérgio Silva Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o regime excecional para a reabilitação destina-se “a reduzir as obrigações legais que fazem com que o preço final das habitações reabilitadas seja caro e as rendas elevadas”. Na sua opinião, só aligeirando as obrigações que contém o atual quadro legislativo será possível tornar a reabilitação um projeto com sucesso. O novo regime está a ser preparado por uma comissão que, segundo o governante, vai apresentar os resultados já em Abril, estimando que em Junho ou Julho o novo diploma possa ser conhecido e aprovado na Assembleia da República, ainda antes das férias. Presente na conferência, “As Empresas e a Regeneração Urbana – Oportunidades, Desafios e Financiamento”, organizada em conjunto pela CPCI (Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário) e a AIP- CCI (Associação Industrial Portuguesa - Câmara do Comércio e Indústria), Sérgio Silva Monteiro adiantou que o objetivo é que a construção para reabilitação tenha um peso de 37% subindo dos atuais 6%.Contudo, o governante confessa que esta meta não será possível de conseguir antes de 2020. Sérgio Silva Monteiro destaca o facto de o novo regime estar a ser preparado tendo em conta o novo QREN 2014/2020, em que os instrumentos de apoio à reabilitação serão muito diferentes dos atuais. Ou seja, os novos instrumentos de financiamento serão disponibilizados numa nova lógica de investimento e através de fundos reembolsáveis, com efeito multiplicador, já que serão reinvestidos em novos projetos. Uma situação visível, atualmente, com os investimentos feitos através do fundo JESSICA. Para o secretário de Estado o sector tem de estar preparado para a nova realidade de investimento do setor da construção para a reabilitação urbana. Na abertura da conferência Reis Campos, presidente da CPCI, destacou a preocupação com o futuro do nosso país e com o papel central que a reabilitação urbana terá de desempenhar. “A preservação das cidades e do património edificado tem de ser perspetivada como um tema central para a estratégia de crescimento que o país necessita implementar”, salienta. Este facto levou à criação de uma parceria entre a CPCI e a AIP-CCI, numa resposta inequívoca aos novos desafios. Uma parceria que passou pelo lançamento da iniciativa “Reurbe – As Empresas na Regeneração Urbana, “cuja candidatura foi submetida ao QREN, e que visa dar um apoio efetivo ao arranque de projetos de reabilitação”, adianta Reis Campos. CPCI e AIP assinam protocolo A preocupação com o futuro do país e o papel central que a reabilitação urbana terá de desempenhar, uniu a CPCI e a AIP/CCI na assinatura de um protocolo de cooperação, tendo em vista o estabelecimento de uma parceria estratégica nos domínios da reabilitação urbana e da internacionalização. A parceria tem como iniciativa mais visível o projeto ReUrbe, que visa dar um apoio efetivo ao arranque de projetos de reabilitação, apoiando atividades de promoção e de acesso a oportunidades nos mercados potenciais e desenvolver redes de conhecimento e cooperação empresarial. As partes signatárias pretendem reforçar o papel de liderança no processo da reabilitação urbana no nosso país, bem como a imagem e notoriedade do tecido empresarial do setor. DR Sierra compra 50% do Cascais Shopping A Sonae Sierra, através de uma sociedade maioritariamente sua participada, chegou a acordo com um fundo gerido pela Rockspring Property Investment Managers, para a aquisição da totalidade da sua participação de 50% no CascaiShopping. Fernando Guedes de Oliveira, CEO da Sonae Sierra, considera que “a transação constitui uma ótima oportunidade para reforçar a nossa posição num ativo de elevada qualidade, o principal destino comercial da região onde se situa”. A conclusão da transação está ainda dependente da decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência. Altis Belém Hotel recebe prémio Assinatura do acordo de parceria entre Reis Campos (CPCI) e José Eduardo Carvalho (AIP-CCI) na presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Silva Monteiro O Altis Belém Hotel & Spa recebeu o prémio European Finest Hotel (EFH), como um dos melhores hotéis da Europa pelas suas qualidades únicas e pelo elevado nível de serviço prestado. O Altis Belém Hotel & Spa ficou entre os 70 melhores hotéis europeus de uma lista de cerca de 230 000 que concorreram ao EFH, correspondendo ao critério europeu para a atribuição da designação de hotel de 5 estrelas: quartos com dimensões acima da média, um excelente fitness center, serviços de SPA, ótimo conforto acústico, restauração de excelência e funcionários que falam pelo menos duas línguas. IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Certificação Energética 11 Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior DR A ADENE é a entidade destora do SCE Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior, que classifica o desempenho energético dos edifícios A ADENE- Agência para a Energia é a entidade gestora do SCE-Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior, publicado através do Decreto-Lei 79/2006 e que transpôs a diretiva europeia 2002/91/ CE relativa ao desempenho energético dos edifícios, abrange todos os edifícios no decorrer de 3 fases: - No âmbito dos processos de licenciamento de construção ou obtenção de licença de utilização. - Nos atos de transação, aquando da venda ou arrendamento. - No caso particular dos grandes edifícios de serviços existentes, na avaliação periódica ao desempenho energético e da qualidade do ar interior (QAI). Em todas as fases é necessário a obtenção de um Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior (CE), documento esse que é efetuado por um Perito Qualificado (PQ), figura independente que atua sob responsabilidade individual. Para poder exercer a função de PQ é necessário dispor de formação académica (engenharia, civil, mecânica, electrotécnica, etc.) adequada à valência de atuação (edifícios de habitação ou serviços), cinco anos de experiência profissional, ser membro da sua ordem profissional e aprovação na formação específica leccionada por entidades com competência para o efeito, juntamente com a ADENE. Actualmente existem cerca de 1700 peritos qualificados. A entrada em vigor da aplicação do SCE, através da publicação Portaria 461/2007, teve início a 01 de Julho de 2007 tendo sido estipuladas três fases para a sua aplicação, as duas primeiras correspondem apenas aos edifícios novos e a terceira fase inclui os edifícios existentes. Estas fases coincidiram com um período fortes campanhas, realizadas de forma a sensibilizar todos os atores envolvidos no processo de certificação. A terceira fase de aplicação do SCE, relativa aos edifícios vendidos ou arrendados, foi impulsionadora da certificação energética e deu lugar a forte atividade neste âmbito. Até à data de 28 Fevereiro de 2013, foram efectuados cerca de 571,5 mil registos na base de dados do SCE: - 129,3 mil referem-se a edifícios novos em fase de projeto, sujeitos a uma Declaração de Conformidade Regulamentar (DCR). - 23,6 mil respeitantes a edifícios novos, recentemente construídos e que foram sujeitos a uma DCR, para os quais foram emitidos certificados do tipo CE/DCR. - 418,6 mil respeitantes a imóveis existentes (CE). Base de dados ADENE A base de dados do SCE, gerida pela ADENE, tem-se revelado de extrema utilidade, permitindo a criação de estatística de natureza técnica no domínio da energia e dos edifícios. Esta informação tem permitido o suporte de inúmeras avaliações, tanto no domínio do mercado imobiliário, como de suporte técnico a estudos universitários e ainda na definição de políticas nacionais. A informação disponível, cuja qualidade é assegurada pelos PQ e pela ADENE a diversos níveis, retrata diversos vetores, como índices energéticos e de emissões de CO2 dos edifícios bem como a caracterização a nível da envolvente, dos vãos envidraçados, dos sistemas de climatização, de produção de águas quentes e sanitárias, energias renováveis, entre A base de dados do SCE, gerida pela ADENE, tem-se revelado de extrema utilidade, permitindo a criação de estatística de natureza técnica no domínio da energia e dos edifícios outros. Periodicamente é compilada e tratada estatisticamente diversa informação, a qual tendo vindo a ser disponibilizada ao público em geral através de relatórios disponíveis em www.adene.pt, no portal do SCE. Encontram-se na fase final os trabalhos de revisão regulamentar, que irão permitir transpor para o direito nacional a revisão da diretiva europeia (2010/31/EU). Ressalvamse neste âmbito preocupações que respondem a varias necessidade dos estados membros, tais como a redução de 20% nas emissões de CO2, o objetivo de 20% de energia proveniente de fontes renováveis e o aumento de 20% na eficiência energética. Aliadas a estas questões existe ainda a introdução do conceito de edifício com necessidades de energia quase zero (nZEB- nearly Zero Energy Buildings), a verificação dos requisitos regulamentares numa lógica de rentabilidade dos investimentos vs poupança, a importância da reabilitação dos edifícios existentes no contexto da promoção do desempenho energético dos edifícios, bem como o reforço do certificado energético como elemento obrigatório na promoção imobiliária e decisório na escolha dos edifícios, servindo assim como uma ferramenta (das poucas existentes), de avaliação dos edifícios no domínio da energia e permitindo ao consumidor final desbloquear o potencial energético existente nos edifícios, bem como percecionar a qualidade do mesmo. 12 Inovação & Tecnologia IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Inovação & Tecnologia é uma parceria da Design para além da forma-função A “forma obedecer à função”. Este foi o paradigma que a escola de design alemã Bauhaus trouxe no início do século passado. Ora, se esse quase dogma levou a um minimalismo estético quase impessoal e até desumanizado, que ainda hoje tem reflexos no metódico design alemão e nórdico em geral, também é notório que produziu as raízes de muito do que se faz ainda hoje, quer em termos de design de produto quer em termos decorativos. No caso dos produtos audiovisuais, é também notório que há muitos equipamentos em que esta relação é ultrapassada e até posta de lado, a favor do impacto estético que o produto poderá ter, quer nas prateleiras das lojas quer nas imagens soltas que circulam na Internet ainda antes dos lançamentos oficiais. Mas até que ponto o design pode realmente influenciar o desempenho puro e simples de um produto? Rasgar os dogmas Uma das referências do mercado neste campo é a dinamarquesa Bang & Olufsen. A marca topo de gama tem recebido vários prémios a este nível, e mesmo o falecimento do principal responsável, David Lewis, não prejudicou a marca enquanto referência do design. Se este nome poderá não dizer grande coisa ao vasto público, podemos despertar mais memórias se falarmos de objetos como o leitor de CD’s BeoSound 9000. Lembra-se de um leitor para 5 CDs que abre a porta de vidro só com a passagem da mão e cuja cabeça de leitura percorre velozmente os cinco discos inseridos? Esse mesmo. Até o pormenor de cada CD ficar na posição em que foi inserido, para que se possa ler o título, não foi descurado. Lançado em 1996, este leitor tornou-se uma referência da marca e quebrou completamente com o que já se fazia em termos de leitores de discos compactos, apenas porque David Lewis provavelmente deve ter reconsiderado o que era realmente útil que um equipamento destinado àquela função fizesse. Regresso às raízes Mas não pensemos que o design excecionalmente bom surge sem mais nem menos. Tomemos em consideração a BeoLit 12, uma coluna portátil da submarca BeoPlay. Se atentarmos nos pormenores, veremos que o aperfeiçoamento do design não rompe em grande parte com o que foi feito anteriormente. As edições de rádios portáteis da Bang & Olufsen lançadas nas décadas de 60 e 70 (ver imagens) são facilmente relembradas nesta última edição. Vestígios da tecnologia utilizada: quase nenhuns. Vestígios de design que perduraram: muitos. Desde a tira de transporte – recolocada na diagonal – até à grelha com pequenos orifícios, a genética deste equipamento Mas não pensemos que o design excecionalmente bom surge sem mais nem menos é facilmente reconhecível, e reconhecida: ganhou o Red Dot Design Award no ano transato, mais uma prova de que um produto consegue ser completamente modernizado – já o tínhamos visto várias vezes na indústria automóvel – e guardar as suas raízes. Gregos e troianos Outra característica de que o design excecional não necessita, é a questão da existência de consenso: tomemos o exemplo de uma das televisões feitas pela Bang & Olufsen: a BeoPlay V1 tem uma altura bem acima da média para acomodar o sistema de altifalantes de modo a melhorar o desempenho sonoro. O seu acabamento e materiais fogem ao convencional, dado que o exterior é feito numa chapa pintada, dobrada no topo do ecrã. O televisor é atravessado por um varão no seu topo que serve para os diversos suportes, de chão, parede ou teto. Não é fina, mas acomoda um AppleTV na traseira, bem como várias ligações. Esta mistura de acabamentos e materiais quase industriais gerou pouco consenso nos observadores da indústria, com umas opiniões a criticarem a opção e outras a louvarem a quebra do paradigma de que uma televisão deve ser negra e limpa. Prova viva de que mesmo não agradando a gregos e troianos o design pode ser memorável é que também já foi atribuído outro galardão Red Dot ao BeoPlay V1. A importância do design no audiovisual não deve portanto ser subestimada: muitas vezes, mais do que as funções presentes ou desempenho dos equipamentos, continua a contar o aspeto estético e o impacto visual, mesmo que casualmente, a forma não se adeque à função e que tal facto só seja notório depois da compra e só após se começar a mexer nos aparelhos. Quando o contrário acontece, tudo parece adequado e nem damos por isso, é o bom design a funcionar. Os produtos BeoPlay A9 É um disco voador? Um alvo? Uma antena parabólica? Não, é uma coluna para rede sem fios. O A9 incorpora 5 altifalantes cada um com o seu próprio amplificador digital, num total de 480W. Se a forma invulgar parece deslocada, uma audição nota que o design não foi meramente estético: a forma de parabólica faz com que o A9 “encha” de som com bastante qualidade salas de dimensões consideráveis. Não existe botão para o volume: basta passar a mão no topo. Avantgarde Acoustics Já tínhamos referido colunas de corneta nesta rubrica. As Avantgarde são um dos melhores exemplos onde a forma obedece à função: as cornetas funcionam como amplificadores naturais. O som obtido pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra dimensão sonora. PUBLICIDADE Colecção 15 livros+CD. Periodicidade semanal. PVP vol. 1: 3,95€. PVP restantes: 6,95€. Preço total da colecção: 101,25€. Entre 24 de Janeiro e 1 de Maio. Edição limitada ao stock existente. A compra do produto implica a compra do jornal. www.publico.pt Cena escaldante entre namorados em 1960 quinta, dia 28 Março Um desertor apaixonado pelos clássicos e pela escrita . Enviado para a Alemanha para trabalhar, durante a Guerra, Brassens consegue escapar para poder fazer o que realmente gostava nessa altura: ler clássicos e escrever. Mais tarde, a cantar como quem conta uma história, atingiu o sucesso com êxitos como Le Parapluie ou Le Gorille. Conheça estes e os restantes êxitos ouvindo o CD desta semana da colecção Chanson Française. E conheça a sua história lendo o livro, com capa de Alex Gozblau. Participe ainda no passatempo e ganhe viagens a Paris. Reserve já. 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O MIP de São Paulo irá realizar-se nos mesmos moldes do Rio de Janeiro e as “expectativas para São Paulo são muito altas, não só pela grande comunidade luso descendente como pelo grande número de investidores a procurarem oportunidades de investimentos em novos mercados”, adianta Guilherme Grossman, diretor de marketing e de vendas da Consultan, uma das entidades responsáveis pela organização do evento, em parceria com a Qualified, WL Partners, contando também com o apoio da Câmara Portuguesa de Comércio e Industria de São Paulo. O MIP de São Paulo, que decorrerá de 15 a 19 de Maio no consulado de Portugal nesta cidade, é “uma mostra de um conjunto de empreendimentos imobiliários representativos da elevada qualidade que o mercado imobiliário em Portugal oferece, sendo a gestão comercial a cargo da equipa da Consultan e de um parceiro imobiliário brasileiro que atuarão em conjunto na comercialização dos imóveis em São Paulo”, acrescenta. De acordo com o responsável da Consultan, a adesão ao MIP de São Paulo tem sido muito boa, com muitos promotores que estiveram no Rio de Janeiro a mostrar interesse em marcar presença na segunda edição, para além de novos promotores interessados em aderir à mostra. Assim, a nossa previsão é que tenhamos entre 20 e 25 expositores”, adianta. A primeira edição do MIP do Rio O MIP São Paulo será uma mostra dos empreendimentos de elevada qualidade que Portugal oferece “O balanço da primeira edição é extremamente positivo, já permitiu a concretização de vendas por alguns dos promotores presentes no evento do Rio de Janeiro”, adianta Guilherme Grossman de Janeiro foi amplamente divulgada na imprensa brasileira e contribuiu para o aumento do interesse dos brasileiros em investir na aquisição de imóveis em Portugal. A nova legislação do Visa Gold tem ajudado a consolidar este interesse e concretizar alguns negócios de forma mais célere. Aliás, esta iniciativa que, desde logo, contou com uma forte adesão junto dos operadores de mercado, comprova a importância deste tipo de iniciativas para fazer frente à situação que o mercado nacional atravessa atualmente. “O balanço da primeira edição é extremamente positivo, já permitiu a concretização de vendas por alguns dos promotores presentes no evento do Rio de Janeiro nomeadamente pela CGD, empresas do grupo BES, CAFE entre outras entidades, estando em fase de conclusão dezenas de operações de venda”, adianta Guilherme Grossman. A organização tem recebido diversos convites para realizar o MIP em outras cidades brasileiras, nomeadamente Recife, Belo-Horizonte e Brasília, onde poderão vir a ser realizadas edições semelhantes. Contudo, o responsável adianta que, nesta altura, ainda não estão definidas datas para estas cidades. beneficiários de isenção de vistos), mediante a realização de transferências de capitais, criação de emprego ou compra de imóveis. Assim, os titulares de Autorização de Residência para Atividade de Investimento têm direito ao reagrupamento familiar, ao acesso à autorização de residência permanente, bem como à nacionalidade portuguesa, em conformidade com o disposto na legislação em vigor. Mas se, ainda, precisar de mais razões para tomar a decisão de viver em Portugal, o Living in Portugal informa “que Portugal tem uma oferta imobiliária muito atrativa e competitiva”. Por outro lado, os “preços bastante atrativos fazem do imobiliário em Portugal um setor competitivo e confiável”. Já pensou ter uma casa em Portugal? “Imagine-se a viver num país onde encontra uma grande diversidade de paisagens e ambientes a curtas distâncias: praias com areais a perder de vista, montanhas e planícies douradas, cidades vibrantes e cosmopolitas e um património milenar”. “ Aqui pode praticar desportos náuticos, jogar golfe nos melhores campos do mundo, contemplar a natureza, experienciar as mais recentes novidades em tratamentos de bem-estar ou partir à descoberta do património, dos vinhos e de uma gastronomia inigualáveis”. As frases que tem dado mote às campanhas de divulgação do turismo de Portugal no exterior, são também utilizadas pelo Turismo de Portugal no Living in Portugal, o website oficial sobre a compra de casa no nosso país, lançado recentemente. A iniciativa apresenta as novas disposições legais que abrem a possibilidade aos investidores estrangeiros de requerer uma autorização de residência para atividade de investimento, a quem tiver entrada regular em território nacional (portadores de vistos Schengen válidos ou IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Turismo Residencial 15 Oásis Atlântico vende apartamentos a 125 mil euros no Salinas Sea Com 285 unidades de alojamento o Salinas Sea está a ser comercializado em regime de propriedade plena, mas o comprador poder ceder o apartamento para exploração hoteleira, obtendo uma rentabilidade de 7,5% FOTOS DR Entrevista a Mário Antão Elisabete Soares O grupo Oásis Atlântico – Hotels & Resorts, cadeia hoteleira portuguesa com unidades no Brasil e Cabo Verde, já entregou os primeiros cinco apartamentos no Salinas Sea, um empreendimento de turismo residencial, localizado na ilha do Sal, em Cabo Verde, em fase de conclusão. De acordo com Mário Antão, administrador executivo da área de imobiliário do grupo Oásis Atlântico, “estes cinco apartamentos são especiais e, por isso, as suas características foram de encontro às exigências e aos pedidos dos clientes”. Os apartamentos do Salinas Sea têm tipologias T0 e T1, com áreas úteis entre os 36 m2 e os 145 m2, correspondendo alguns a suítes de luxo, sobre o mar. Os preços de venda variam entre “cerca de 125 mil euros e próximo dos 300 mil euros”, refere. Com 285 unidades de alojamento, o Salinas Sea está a ser comercializado em regime de propriedade plena. Ou seja, o comprador é o único proprietário da fração adquirida, cedendo a mesma ao grupo Oásis para exploração hoteleira durante 48 semanas por ano, obtendo assim uma rentabilidade de 7,5%. De acordo com Mário Antão, a comercialização do produto imobiliário do Salinas Sea é feita de forma a abordar vários mercados: o segmento leisure - onde o investidor particular compra com o objetivo de utilizar a unidade de alojamento durante quatro semanas por ano e o resto do tempo entrega-a para exploração - o segmento de investimento - onde o investidor particular adquire a unidade de alojamento com o exclusivo objetivo de obter um rendimento, além da valorização do imóvel, e, finalmente, o segmento institucional – onde, através de fundos internacionais, colocam o produto recor- “Ajustamos a estratégia, reorientando a comercialização para segmentos bastante mais sofisticados” Os apartamentos do Salinas Sea têm tipologias T0 e T1, com área útil entre os 36 m2 e os 145 m2. rendo a soluções tecnicamente mais elaboradas. “Obviamente, o objetivo destes fundos, é também a rentabilidade e a valorização dos ativos adquiridos”, adverte o responsável. A decoração dos apartamentos foi entregue ao arquiteto Zinho Antunes, que trabalhou com a designer de interiores Maria do Carmo Castelo Branco, tendo como elementos decorativos as sedas naturais, tecidos de autor, design único e de autor de peças de mobiliário, serigrafias de artistas portugueses e africanos, tapetes lã natural, entre outras características. Neste momento qual é o balanço da comercialização dos apartamentos do Salinas Sea? Apesar da crise imobiliária o Salinas Sea Resort é um produto que tem tido uma assinalável aceitação no mercado. Quando falamos deste empreendimento e do seu sucesso temos que considerar duas perspetivas, a primeira imobiliária e a segunda hoteleira. De fato trata-se de um empreendimento que está a ser vendido a vários investidores em regime de propriedade, plena sujeita a um contrato de exploração turística. Uma vez em exploração e já na perspetiva hoteleira, funcionará com a categoria de hotel com a classificação de cinco estrelas, tendo já sido considerado por alguns dos maiores operadores turísticos internacionais como uma das melhores e mais amigas do ambiente infraestruturas hoteleiras de Africa. Qual é a estratégia comercial seguida para captar clientes nacionais e estrangeiros? Logo que o empreendimento esteja concluído iniciaremos a sua exploração, mantendo a estratégia de vendas, esperando melhorar, ainda mais, a nossa penetração no mercado por via do efeito utilizar para avaliar. Ou seja, receber os clientes, mostrar-lhes o resort em funcionamento e deixá-los decidir depois. Houve alteração na estratégia comercial no Salinas Sea devido ao aprofundar da crise económica? Sim, quando definimos a estratégia de comercialização existia uma enorme procura por parte dos clientes de leisure e todo o plano de comercialização foi pensado para esse mercado. Face à conjuntura atual, que, felizmente, percecionámos logo na fase inicial da crise, foi ajustada toda a estratégia reorientando a comercialização para segmentos bastante mais sofisticados, mais objetivamente fundos internacionais, basicamente sediados em Inglaterra e mercados emergentes. Esta será uma estratégia a manter para os próximos projetos imobiliário-turísticos que temos para Cabo Verde. Tendo em conta que se aproxima a Páscoa, qual é a expectativa em termos de ocupação turística nos projetos do grupo Oásis? A ocupação turística na Páscoa em Cabo Verde será, nos nossos hotéis de praia, de 100%, ou seja, estamos esgotados. Quanto ao Brasil teremos também uma excelente taxa de ocupação. Administrador executivo da área de Imobiliário do grupo Oásis Atlântico – Hotels & Resorts PUBLICIDADE visite o nosso site vivainportugal.com Procura a sua casa de férias em Portugal? Encontre a casa dos seus sonhos ... MAIA, APARTAMENTO MATOSINHOS, APART. ALGARVE - QTA BALAIA AMADORA, APART. 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Escritório, usado, espaço amplo, à face da estrada principal. 95 m² úteis. renda 300€. Apartamento t1, usado, 1 quarto e 62 m² brutos. preço 77.500€. Moradia isolada t3, c/ 3 quartos, (1 suite) e piscina exterior. 176 m² brutos. T. 224664740 R.G.R. 5299-AMI T. 913910060 TEM-TEM 8456-AMI T. 917204537 JOSÉ FRANCISCO 2818-AMI T. 917515892 MÁRIO MESQUITA 1391-AMI T. 213826530 ESPÍRITO SANTO 5340-AMI Terreno rústico, (ilha de são miguel). vista panorâmica sobre o mar. 5.840 m² brutos. preço 20.000€. T. 296302650 A MACHADO 622-AMI LISBOA, APARTAMENTO PORTO, APARTAMENTO Apartamento t1, novo, 1 quarto, 1 sala e 86 m² brutos. preço 345.000€. Apartamento t3+1, usado, 2 frentes, 4 quartos e 2 wc´s. 129 m² úteis. preço 130.000€. T. 217994830 PREDITUR 232-AMI T. 961337020 CHAVE D'OURO 655-AMI CASCAIS, APARTAMENTO LOULÉ, APARTAMENTO Apartamento t3, usado, 3 quartos e vista desafogada. 85 m² úteis. renda 480€. Apartamento t0, usado, mobilado e equipado. c/ piscinas, jardins e parque infantil. preço 77.000€. T. 918704120 LUISA RODRIGUES 3384-AMI T. 289389393 REALVILLA 789-AMI ODIVELAS, APART. CASCAIS, APART. FIGUEIRA DA FOZ MAIA, APARTAMENTO LEIRIA, APARTAMENTO PORTO, APARTAMENTO Apartamento t2, como novo, 2 quartos, 2 wc´s, 1 sala e 90 m² úteis. preço 136.000€. Apartamento t2, usado, 2 quartos, lugar de garagem e 110 m² brutos. preço 159.000€. Apartamento t3, novo, 3 quartos e 145 m² brutos. renda 450€. Apartamento t1, novo, 1 quarto, 1 wc e 1 sala. 78 m² brutos. preço 77.700€. Apartamento t1, usado, 1 quarto e 60 m² úteis. cozinha equipada. renda 300€. Apartamento t1+1, usado, 2 quartos, varanda, lugar de garagem e 85 m² brutos. renda 370€. T. 219348470 / 917411908 OBJECTIVOS P. 8496-AMI T. 284329235 VASCO M. 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