Conselho Local de Acção Social de Oliveira de Azeméis Diagnóstico Social Documento 3 Rede Social de Oliveira de Azeméis 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Ficha Técnica Diagnóstico Social do Concelho de Oliveira de Azeméis CLASOA – Conselho Local de Acção Social de Oliveira de Azeméis Núcleo Executivo Entidade Promotora Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis Divisão de Acção Social Dezembro de 2009 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA ÍNDICE I. Introdução ---------------------------------------------------------------------------------------- 1 II. Metodologia adoptada ------------------------------------------------------------------------ 5 III. Território de intervenção – Breve caracterização de Oliveira de Azeméis ------ 9 1. Referenciais Históricos ----------------------------------------------------------------- 10 2. Referenciais Geográficos -------------------------------------------------------------- 10 3. Acessibilidades --------------------------------------------------------------------------- 11 4. Dinâmicas Demográficas -------------------------------------------------------------- 12 5. Actividades económicas --------------------------------------------------------------- 15 IV. Caracterização do concelho por áreas temáticas específicas A. Município Saudável ------------------------------------------------------------------- 20 1. Estratégias de Saúde em Portugal ------------------------------------------------- 22 1.1. Plano Nacional de Saúde --------------------------------------------------------- 22 2. A Saúde Pública ------------------------------------------------------------------------- 25 2.1. Recursos e Serviços existentes ------------------------------------------------- 26 2.1.1. Serviço Nacional de Saúde ----------------------------------------------26 2.2. Oliveira de Azeméis - Recursos e Serviços de Saúde Existentes ----- 27 2.2.1. Hospital ---------------------------------------------------------------------- 28 2.2.2. Centro de Saúde / Unidades Funcionais de Saúde -------------- 28 2.2.3. Estruturas Privadas ------------------------------------------------------- 33 3. Infra - Estruturas Básicas ------------------------------------------------------------- 33 3.1. Rede de água ----------------------------------------------------------------------- 34 3.2. Rede de saneamento -------------------------------------------------------------- 34 3.3. Sistema de recolha de resíduos sólidos -------------------------------------- 34 4. Condições Habitacionais ------------------------------------------------------------- 35 4.1. Habitação -------------------------------------------------------------------- 36 5. Meio Ambiental e Ordenamento do Território ---------------------------------- 37 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA 6. Hábitos de Vida Saudável ------------------------------------------------------------- 38 7. Problemas/Diagnóstico ---------------------------------------------------------------- 39 7.1. Problemas levantados no âmbito do Município Saudável ---------------- 40 7.2. Análise SWOT ------------------------------------------------------------------------ 41 7.3. Áreas de actuação ------------------------------------------------------------------ 42 7.3.1. Promoção da Saúde ------------------------------------------------------ 42 7.3.2. Criação, alargamento e funcionamento das infra-estruturas básicas --------------------------------------------------------------- 44 7.3.3. Coordenação dos serviços de saúde -------------------------------- 45 B. Município Inclusivo ------------------------------------------------------------------ 46 1. Estratégias de Inclusão Social ------------------------------------------------------ 46 1.1. PNAI ------------------------------------------------------------------------------------ 48 2. A Integração Social --------------------------------------------------------------------- 50 2.1. Sem-Abrigo – Estratégia Nacional ---------------------------------------------- 51 2.2. Recursos para a Integração ------------------------------------------------------ 53 2.2.1. Recursos Locais ----------------------------------------------------------- 53 2.2.2. Recursos Nacionais ------------------------------------------------------- 59 3. Emprego e Formação Profissional -------------------------------------------------- 67 3.1. Mercado de Trabalho em Oliveira de Azeméis ------------------------------ 68 3.2. Panorama da Formação ----------------------------------------------------------- 70 4. Migração ----------------------------------------------------------------------------------- 73 4.1. Recursos Locais de Apoio à População Migrante -------------------------- 73 5. Deficiência -------------------------------------------------------------------------------- 74 5.1. Respostas e serviços de Apoio à População Deficiente ------------------ 76 5.1.1. Respostas ------------------------------------------------------------------- 76 5.1.2. Serviços ---------------------------------------------------------------------- 78 6. Problemas/Diagnóstico ---------------------------------------------------------------- 80 6.1. Problemas levantados no âmbito do Município Inclusivo ----------------- 80 6.2. Análise SWOT ------------------------------------------------------------------------ 83 6.3. Áreas de actuação ------------------------------------------------------------------ 84 6.3.1. Intervenção nas famílias ------------------------------------------------- 84 6.3.2. Integração no mercado de trabalho ----------------------------------- 89 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA 6.3.3. Aumento/Reforço de competências ----------------------------------- 90 C. Município Berço ---------------------------------------------------------------------------- 92 1. O papel da família --------------------------------------------------------------------------- 94 1.1. Alteração das Estruturas Familiares -------------------------------------------- 94 1.2. Socialização e Parentalidade Positiva ----------------------------------------- 95 2. Sistema Educativo -------------------------------------------------------------------------- 96 2.1. Parque Escolar ----------------------------------------------------------------------- 97 2.2. Sucesso e Abandono Escolar ---------------------------------------------------- 99 3. Crescer em Cidadania – Recursos Locais ------------------------------------------ 100 3.1. Recursos Locais ------------------------------------------------------------------- 100 3.1.1. Divisão Educação – Câmara Municipal -----------------------------100 3.1.2. Divisão Acção Social – Câmara Municipal -------------------------100 3.1.3. Gabinete da Juventude – Câmara Municipal e Loja Ponto Já ---------------------------------------------------------------------- 101 3.1.4. Biblioteca Municipal Ferreira de Castro ---------------------------101 3.1.5. Centro Lúdico --------------------------------------------------------------103 3.1.6. Comissão de Protecção de Crianças e Jovens -------------------104 4. Problemas/Diagnóstico -------------------------------------------------------------------105 4.1. Problemas levantados no âmbito do Município Berço ------------------- 105 4.2. Análise SWOT ---------------------------------------------------------------------- 106 4.3. Áreas de actuação ---------------------------------------------------------------- 107 4.3.1. Papel da família -----------------------------------------------------------107 4.3.2. Papel das instituições --------------------------------------------------- 108 D. Município Maior ---------------------------------------------------------------------------- 111 1. Necessidades da Idade Maior --------------------------------------------------------- 113 1.1. Vulnerabilidade e Isolamento -------------------------------------------------- 113 1.2. Segurança --------------------------------------------------------------------------- 114 2. Envelhecimento Activo ------------------------------------------------------------------- 116 2.1. Qualidade de vida ----------------------------------------------------------------- 116 2.2. Participação e Cidadania -------------------------------------------------------- 118 3. A Idade Maior em Oliveira de Azeméis – Recursos Locais --------------------- 119 3.1. Recursos Locais ------------------------------------------------------------------- 119 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA 3.1.1. Universidade Sénior ---------------------------------------------------------119 3.1.2. Respostas e Serviços Câmara Municipal ----------------------------- 120 4. Problemas/Diagnóstico -------------------------------------------------------------------122 4.1. Problemas levantados no âmbito do Município Maior --------------------122 4.2. Análise SWOT ---------------------------------------------------------------------- 122 4.3. Áreas de actuação ----------------------------------------------------------------- 123 4.3.1. Papel da família e da comunidade ---------------------------------------125 4.3.2. O papel das instituições com serviços de apoio à população idosa ------------------------------------------------------------- 125 4.3.3. O problema da dependência ---------------------------------------------- 126 E. Município Parceiro ------------------------------------------------------------------------ 127 1. O Terceiro Sector em Oliveira de Azeméis --------------------------------------- 129 1.1. Equipamentos de Apoio à Infância e Juventude -------------------------- 129 1.2. Equipamentos de Apoio à População Idosa -------------------------------- 133 1.3. Equipamentos de Apoio à População Portadora de Deficiência ------ 137 2. Os novos desafios às entidades do Terceiro Sector --------------------------- 138 2.1. O desafio da qualidade ---------------------------------------------------------- 138 2.2. O desafio da parceria ------------------------------------------------------------ 139 3. O Associativismo em Oliveira de Azeméis --------------------------------------- 140 3.1. Associações Desportivas, Recreativas e Culturais ----------------------- 140 3.2. Grupos Informais de Acção Social -------------------------------------------- 140 4. Comissões Sociais de Freguesia ---------------------------------------------------- 141 4.1. Comissões Sociais de Freguesia: Motores de Desenvolvimento Local ------------------------------------------------- 141 4.2. Comissões Sociais de Freguesia em Oliveira de Azeméis --------------142 VI – Conclusão ------------------------------------------------------------------------------------ 145 VII – Anexos --------------------------------------------------------------------------------------- 159 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Introdução INTRODUÇÃO 1 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Introdução O Programa Rede Social foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros 197/97 de 18 de Novembro de 1997, contextualizado numa nova geração de políticas sociais activas, baseada na responsabilização e mobilização do conjunto da sociedade para o esforço da erradicação da pobreza e da exclusão social. Enquanto medida de cariz social local, a Rede Social preconiza o envolvimento das diversas entidades concelhias que actuam num determinado território concelhio, no sentido de garantir uma maior eficácia às intervenções e respostas sociais que esse território oferece. Desta forma, a Rede Social visa potenciar as sinergias e os recursos locais, promovendo simultaneamente o planeamento participado e o envolvimento de todos os agentes implicados. A 14 de Junho de 2006, a Rede Social viu o seu papel reforçado através da sua regulamentação pelo Decreto-Lei n.º115/06. Este diploma consagra os princípios, finalidades, objectivos, constituição, funcionamento e competências dos seus órgãos. Para além disto, estabelece a Rede como uma organização homogénea das estruturas de parceria que desenvolvem instrumentos que potenciam o desenvolvimento social local. O referido Decreto chama ainda a tenção para a necessidade da integração de instrumentos e estruturas que reforcem o próprio papel da Rede Social, nomeadamente: a obrigatoriedade de pedido de parecer ao Conselho Local de Acção Social para projectos e equipamentos a desenvolver no concelho; a consideração dos diagnósticos sociais e dos planos de desenvolvimento social nos planos directores municipais; a construção de um sistema de informação que permita a recolha de indicadores de base local que alimentem uma base nacional; a constituição de uma estrutura supra-concelhia que permita o planeamento concertado para além das fronteiras concelhias. Tendo consciência da importância do planeamento estratégico e imbuídos os espírito “conhecer para melhor planear e intervir”, o CLASOA – Conselho Local de Acção Social – actualizou o Diagnóstico Social (DS) concelhio. O DS é entendido como o conhecimento alargado do meio onde se revejam as vulnerabilidades, mas também as potencialidades e os recursos do meio, constituindo-se um conhecimento aprofundado e sistemático dos problemas sociais, identificando as necessidades e os recursos materiais, humanos e institucionais. Conhecer implica uma compreensão da realidade para realizar uma intervenção social mais eficaz, isto é, criar um processo metodológico de actuação 2 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Introdução sobre a realidade, com o objectivo de desenvolver, transformar ou melhorar situações problemáticas individuais ou colectivas. Com este documento pretende-se contextualizar os problemas locais, estabelecer prioridades, procurando ir ao encontro dos princípios orientadores do PNAI- Plano Nacional de Acção para a Inclusão. Não tendo como objectivo constituir-se como um “estudo académico”, o DS pretende contribuir para o conhecimento dos agentes de intervenção social local, sendo um instrumento de carácter funcional e de aplicabilidade prática quotidiana. Este documento baseia-se na realidade social de todas as freguesias do concelho de Oliveira de Azeméis e como tal é, obrigatoriamente, um documento aberto, carecendo de actualização contínua e permanente e permitindo a integração de novos dados e informações. Para a actualização do DS, à semelhança do que foi efectuado em 2006, adoptamos como metodologia a realização de Fóruns de Freguesia, que consistiram em reuniões de trabalho com todas as entidades que actuam numa determinada unidade territorial, com o intuito de serem levantados, discutidos e priorizados os problemas dessa freguesia de acordo com os recursos disponíveis. Os dados levantados pelas diversas áreas temáticas foram tratados de forma a serem categorizados por áreas temáticas denominadas de “Município Saudável”; “Município Inclusivo”; “Município Maior”;“Município Berço” e “Município Parceiro”. Esta categorização permitiu fazer uma análise dos problemas, tendo em conta as causas dos mesmos, mas também os recursos e potencialidades dos diferentes territórios e de acordo com cada área temática. Neste processo analítico recorreu-se à “Análise SWOT” que apresenta e relaciona os pontos fortes e pontos fracos bem como as oportunidades e ameaças. Com os dados recolhidos, após a sua sistematização e operacionalização em análise SWOT, procedemos à sua apresentação aos actores sociais com funções nas diferentes áreas. Desta forma foram realizados 4 fóruns temáticos de acordo com as denominações já apresentadas, onde foi avaliada cada análise SWOT, lançando-se linhas de actuação para os problemas priorizados. Desta forma foi possível perspectivar a intervenção identificando linhas de actuação. Relativamente ao “Município Parceiro”, o trabalho analítico foi desenvolvido em Núcleo Executivo dado o elevado número de entidades e as temáticas abordadas. Assim, o documento 3 do DS tem a seguinte estrutura: I – Introdução II – Metodologia 3 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Introdução III – Território de Intervenção – Breve Caracterização IV- Caracterização do Concelho por Áreas Temáticas Especificas - Município Saudável - Município Inclusivo - Município Berço - Município Maior -Município Parceiro V – Síntese Conclusiva VI – Análise Evolutiva VII – Bibliografia VIII - Anexos 4 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Metodologia Adoptada METODOLOGIA ADOPTADA 5 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Metodologia Adoptada “Se queres compreender uma certa realidade, procura mudá-la” W. F. Dearborn Tendo como objectivo fazer uma caracterização do concelho, por freguesia, de forma a serem detectados problemas/necessidades, suas causas, pontos fortes, recursos e potencialidades, definindo prioridades de intervenção com vista ao combate à pobreza e exclusão social e promoção da inclusão e desenvolvimento social, o Núcleo Executivo delineou um plano metodológico assente na participação de todos os actores e intervenientes sociais. Baseada nos princípios da investigação - acção, a proposta metodológica subjacente a todo o processo de diagnóstico social fundamentou-se numa estratégia participada de planeamento. De facto, no âmbito dos processos de diagnóstico social local, a legitimidade dos resultados alcançados e produzidos é legitimada pela forma como metodologicamente são construídos. Desta forma preconiza-se que todos participem no diagnóstico para que no final, o documento seja espelho da realidade e seja reconhecido e apropriado por todos. Para materializar estes princípios, os métodos e técnicas utilizadas optimizaram um processo de “botton up”, isto é, de “baixo para cima”. Com as opções metodológicas adoptadas tentou-se ir junto da população, através de informadores privilegiados, para levantar os problemas que a afectam, bem como as suas perspectivas para os resolver. Assim sendo, e à semelhança dos anteriores diagnósticos foram realizadas 3 actividades complementares: 1. – RECOLHA DE INFORMAÇÃO Esta actividade teve como objectivo aprofundar o conhecimento quer ao nível do concelho, quer ao nível das freguesias. A metodologia aplicada prendeu-se com a análise qualitativa e quantitativa, privilegiando-se técnicas de recolha documental que incluíram a recolha de bibliografia diversificada e a análise de documentos relevantes. Ainda no domínio da recolha de informação, destacamos os diversos fóruns que foram realizados nas freguesias do concelho e que se constituíram como momentos de diagnóstico participado. Para além da recolha, estes Workshops permitiram o debate de ideias entre aqueles que actuam nos territórios, constituindo-se, como uma importante iniciativa de encontro local. 6 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Metodologia Adoptada Foi realizado um fórum em todas as freguesias, utilizando a técnica de “brainstorming” dirigida por elementos do Núcleo Executivo. Todo o trabalho foi orientado para o preenchimento de uma grelha própria de diagnóstico. Estes debates tiveram na sua generalidade uma boa participação, tendo sido convidados todos aqueles que participaram na recolha de dados e que de alguma forma contribuíram para fazer a caracterização da freguesia, nomeadamente as Instituições Particulares de Solidariedade Social; Associações Culturais e Recreativas; Párocos; Escolas. 2. – TRATAMENTO DE DADOS Depois da recolha de dados foi necessário tratá-los de forma a determinar as conclusões que permitam caracterizar a realidade concelhia e as especificidades das freguesias, assim como a identificação dos problemas e causas, mas também os recursos e potencialidades. Foi feita a análise quantitativa e qualitativa dos dados recolhidos, privilegiandose a técnica de análise de conteúdo. Desta forma foi possível fazer uma caracterização qualitativa das freguesias, assim como uma análise dos problemas, causas e propostas de intervenção dos informadores privilegiados, por área de actuação. Com o processo de análise e sistematização dos dados, dada a sua grande transversalidade, categorizando-se os problemas levantados e distribuídos em áreas temáticas habituais em anteriores diagnósticos. Após a análise destes problemas, com vista à elaboração da análise SWOT, dada a grande transversalidade e complementaridade dos problemas identificados, o NE propôs uma nova organização temática da análise diagnóstica, identificando 5 grandes áreas especificas de caracterização do território: “Município Saudável”; “Município Inclusivo”; “Município Berço”; “Município Maior” e Município Parceiro”. Tal como foi referido, este trabalho, possibilitou a realização de uma “Análise SWOT” para cada área temática, já realizada no âmbito do 2º diagnóstico e que se tornou numa mais valia metodológica em relação ao primeiro documento de Diagnóstico Social. Esta análise pretende definir as relações entre os pontos fortes e fracos do território concelhio com as tendências mais importantes que se verificam na realidade local e nacional. Este modelo é também conhecido como o modelo de Harvard. 7 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Metodologia Adoptada SWOT é a junção das iniciais, em inglês, de quatro elementos fundamentais desta análise estratégica: Strenghts – pontos fortes (vantagens inerentes ao território); Weaknesses – pontos fracos – (desvantagens inerentes ao território); Opportunities – oportunidades (aspectos positivos que podem influenciar o desenvolvimento de um determinado território); Threats – ameaças (aspectos negativos que podem influenciar o desenvolvimento de um determinado territóri\o) Assim, para cada área temática específica foram identificados os pontos fortes e fracos bem como as oportunidades e ameaças. 3. – DEBATE ALARGADO Com os dados recolhidos por freguesia, após a sua sistematização e análise técnica em sede de Núcleo Executivo, procedeu-se à sua apresentação aos actores sociais de cada das áreas temáticas que englobam cada “Município”. Assim, foram realizados Fóruns Temáticos que permitiram para além do “afinação” da informação recolhida, um debate sobre a realidade de cada “Município” e consolidação sistemática da informação tratada pela Análise SWOT. A estratégica metodológica que orientou estes fóruns partiu exactamente das tabelas de Análise SWOT de cada “Município”, o que permitiu fazer uma sistematização da mesma, a priorização de áreas/ problemáticas e a identificação de linhas de actuação a implementar para a sua colmatação de acordo com os recursos existentes e identificados Desta forma foram feitos 4 Fóruns Temáticos de acordo com as denominações já apresentadas. Relativamente ao “Município Parceiro”, dadas as temáticas nele abordadas, toda a análise diagnóstica foi feita em sede do NE. Trata-se de um Município onde se aborda o trabalho em rede e em parceria para o desenvolvimento local e a necessidade de serem privilegiadas medidas que promovam a actuação articulada e integrada. Nesta área são ainda abordados os novos desafios e exigências com que as instituições locais se deparam num contexto de cada vez maior competitividade e de limitação de recursos. 8 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis TERRITÓRIO INTERVENÇÃO BREVE CARACTERIZAÇÃO DE OLIVEIRA DE AZEMÉIS 9 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis 1- REFERÊNCIAS HISTÓRICAS A primeira referência documental que existe de Oliveira de Azeméis data de 922. Este documento é um diploma de doação feita pelo rei, depreendendo-se dele que nesta altura seria uma freguesia rural, dividida por vários pequenos lugares. Oliveira de Azeméis tornou-se concelho e comarca no século XVIII, com a divisão do concelho da Feira, promovida pela D. Maria a 5 de Janeiro de 1779. Era constituído pelas freguesias de Macinhata da Seixa, Ossela, Pindelo, Carregosa, Mansores, Escariz, Fajões, Macieira de Sarnes, S. Roque, Nogueira do Cravo, S. Vicente Pereiro, S. Martinho da Gândara, Santiago de Riba-Ul, Valega, Avanca, Couto Cucujães. No ano1855, com a reforma administrativa de Mouzinho da Silveira, houve a extinção do concelho do Pinheiro da Bemposta, transferindo-se para o concelho de Oliveira de Azeméis várias freguesias, que passa a ser formado pelas 19 freguesias que até hoje o constituem. A elevação de Oliveira de Azeméis à categoria de cidade foi decretada pela Assembleia da República a 16 Maio 1984. 2- REFERÊNCIAS GEOGRÁFICAS Oliveira de Azeméis situa-se na região Norte do país, pertence ao Distrito de Aveiro e ao Agrupamento dos concelhos da região Entre Douro e Vouga. Faz fronteira a Norte com os concelhos de S. João da Madeira e Santa Maria da Feira, a Sul por Albergaria – a – Velha e Sever do Vouga, a Oeste por Ovar e a Este por Vale de Cambra. É um concelho formado por 19 freguesias, 1 cidade, 8 vilas e 10 aldeias. Tem uma área aproximada de 163,5Km2 e, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística – Censos de 2001 – tem uma densidade populacional de 432,5 habitantes por Km2. 10 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis MAPA DO CONCELHO POR FREGUESIA CESAR CESAR SANTA SANTA MARIA MARIA DA DA FEIRA FEIRA FAJÕES FAJÕES AROUCA AROUCA MACIEIRA MACIEIRA DE DESARNES SARNES SÃO JOÃO DA MADEIRA CARREGOSA NOGUEIRA NOGUEIRA DO DO CRAVO CRAVO CARREGOSA VILA DE CUCUJÃES S. S. ROQUE ROQUE PINDELO PINDELO OVAR OVAR SANTIAGO SANTIAGO DE DERIBA-UL RIBA-UL S. S. MARTINHO MARTINHO DA DA GÂNDARA GÂNDARA VALE VALE DE DE CAMBRA CAMBRA OLIVEIRA OLIVEIRA DE DEAZEMÉIS AZEMÉIS MADAÍL MADAÍL OSSELA OSSELA UL UL MACINHATA MACINHATA DA DA SEIXA SEIXA TRAVANCA LOUREIRO LOUREIRO PALMAZ PALMAZ ESTARREJA ESTARREJA PINHEIRO PINHEIRO DA DA BEMPOSTA BEMPOSTA MURTOSA MURTOSA SEVER SEVER DO DO VOUGA VOUGA ALBERGARIA-Á-VELHA ALBERGARIA-Á-VELHA 3-ACESSIBILIDADES Oliveira de Azeméis tem uma privilegiada situação geográfica, impondo-se no distrito e na região Entre as vias estruturantes destaca-se as ligações Norte-Sul através da EN1, IC2, EM533, EM 544 e ainda a ligação ao nó de Estarreja da A1 através da variante EN 224. No que respeita às vias rodoviárias ainda existem algumas lacunas, principalmente no que diz respeito às ligações de algumas freguesias, no entanto. Este é um problema reconhecido e inscrito em Plano Director Municipal que tem vindo a ser melhorado, nomeadamente com a construção de alguns troços da via do Nordeste. As ligações rodoviárias de transporte de passageiros são maioritariamente com o Porto. Há ainda carreiras com Vale de Cambra, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Aveiro, Arouca e Ovar. 11 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis Apesar de existirem algumas carreiras, as ligações rodoviárias de transporte são um constrangimento no desenvolvimento do concelho, pois estas ligações são limitadas na sua oferta. Por outro lado existe uma grande lacuna no que diz respeito a carreiras que abranjam todos os lugares das freguesias. 4- DINÂMICAS DEMOGRÁFICAS 4.1. – ESTRUTURA E EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE Os níveis de crescimento da população caracterizam-se sempre por saldos positivos. Oliveira de Azeméis, de acordo com os dados do XIV Recenseamento Geral da População do Instituto Nacional de Estatística, com 70 721 habitantes, tendo este número aumentado quando comparado com dados de anterior recenseamentos. De facto, entre 1981 e 2001, a população residente no concelho registou sempre um crescimento: em 1981 contabilizava 62 821 indivíduos, em 1991 registava 66 846 (mais 4025) e em 2001 registou mais 3875 habitantes. Comparando os dados dos Censos de 2001 com os de 1991, verifica-se que Oliveira de Azeméis registou um aumento populacional de 5,8% semelhante ao aumento registado no território nacional de 5%. QUADRO N.º 1 População residente no Concelho de Oliveira de Azeméis, por freguesia, entre 1991 e 2001, 1 variação da população e taxa de variação . Total Residentes Freguesias Variação n.º residentes (1991 – 2001) Taxa de Variação (%) (1991 – 2001) 1991 2001 Carregosa 3 544 3 552 8 0,23 Cesar 2 739 3 288 549 20,04 Cucujães 11 130 11 094 -36 -0,32 Fajões 3 112 3 180 68 2,19 Loureiro 3 376 3 491 115 3,41 2 193 2 214 21 0,96 1 443 1 446 3 0,21 804 884 80 9,95 2 681 2 852 171 6,38 Macieira de Sarnes Macinhata da Seixa Madaíl Nogueira do Cravo 12 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis O. Azeméis 9 679 11 168 1 489 15,38 Ossela 2 359 2 538 179 7,59 Palmaz 2 133 2 130 -3 -0,14 Pindelo 2 569 2 758 189 7,36 3 432 3 621 189 5,51 2 237 2 289 542 2,32 3 585 4 126 52 15,09 S. Roque 5 156 5 480 324 6,28 Travanca 1 818 1 778 40 -2,20 Ul 2 856 2 832 -24 -0,84 Total 66 846 70 721 3 926 5,80 Pinheiro da Bemposta S. Martinho da Gândara Santiago de Riba – Ul Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação, 2001. A variação populacional entre 1991 e 2001 apresenta um registo positivo, sendo que apenas quatro freguesias registaram uma variação negativa no seu número de habitantes. A leitura do quadro demonstra que a freguesia onde se verificou um maior aumento foi Cesar seguida da sede de concelho, Oliveira de Azeméis. Para além do aumento populacional ter sido diferente de freguesia para freguesia, o peso da distribuição da população revela igualmente algumas assimetrias. As duas freguesias que se destacam em termos de volume do efectivo populacional mais elevado são Oliveira de Azeméis e Cucujães, seguindo-se depois S. Roque. No oposto, e enquanto freguesias que aprestam um menor volume populacional aparecem Madaíl, Travanca e Macinhata da Seixa. Todas as outras freguesias apresentam um volume populacional semelhante não havendo grandes diferenças. Verificamos já, que o concelho de Oliveira de Azeméis apresenta uma evolução positiva em termos populacionais. Esta evolução pode ser explicada tendo por base a análise dos dados dos Censos ao nível concelhio, que nos indicam que é nos estratos mais elevados da população que se encontra o maior número de residentes. 13 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis QUADRO N.º 2 Evolução da população residente no Concelho de Oliveira de Azeméis, por grupos etários, em 1991 e 2001. Total Residentes 1991 2001 Variação (%) (1991 – 2001) 0-4 anos 4 292 3 885 -9,5 5-9 anos 4 779 4 005 -16,2 10- 13 anos 4 261 3 399 -20,2 14-19 anos 7 250 5 842 -19,4 20-24 anos 5 913 5 424 -8,3 25 – 64 anos 33 330 38 340 16,5 65 + anos 7 021 9 326 32,8 Total 66 846 70 721 - Grupos Etários Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação, 2001. Analisando o quadro n.º 2, poderemos depreender que provavelmente o aumento da população não se de deve a um aumento do número de nascimento, mas sim a um aumento da longevidade e do envelhecimento da população. De facto, a estrutura da população ainda que de um modo mais tardio, inicia o seu processo de participação no movimento demográfico do Portugal moderno: envelhecimento da base e do topo. O envelhecimento populacional é notório quando se observa a pirâmide etária que caracteriza o município de Oliveira de Azeméis, tendo-se registado, num período de 10 anos (de 1991 a 2001) uma variação da população com 65 ou mais anos de 32,8%; de realçar que em 2002, segundo os indicadores demográficos do INE, o índice de envelhecimento no concelho atingiu os 83,6% (em 2001 era de 76,5%); Registou-se ainda um decréscimo ao nível dos primeiros grupos etários, sendo que o primeiro, dos 0 aos 4 anos, sofreu um decréscimo de 24% entre 1981 e 1991, e entre 1991 e 2001, um decréscimo de 9,5%; dos 5 aos 9 anos, no primeiro período registou-se um decréscimo de 21% e no segundo período em análise, menos 16%; verifica-se, portanto, uma redução dos efectivos jovens; O fenómeno de envelhecimento demográfico torna-se visível através da redução dos efectivos populacionais jovens, em consequência dos baixos níveis da natalidade e pelo adensamento dos efectivos populacionais idosos, resultante da esperança média de vida. 14 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis Os movimentos demográficos descritos até agora, têm também consequências directas nos níveis de dependência dos jovens (relação entre o número de jovens, até à idade mínima permitida de entrada na vida activa e a população activa) e dos idosos (relação entre o número de idosos e a população activa. De facto, ainda que Oliveira de Azeméis apresente um nível de dependência dos jovens (24,7%) superior ao dos idosos (18,9%), as diferenças entre ambos tem diminuído francamente e tenderá cada vez mais a atenuar-se e a inverter-se, como é possível depreender da projecção da população do concelho de Oliveira de Azeméis, por freguesia para o ano de 2011. QUADRO N.º 3 Projecção da população residente no concelho de Oliveira de Azeméis, por grupos etários para o ano de 2011 Grupos Etários 0 – 14 15 - 24 25 -64 65 + anos anos anos anos 10 965 8 532 42 351 11 819 Total Concelho de Oliveira de 73 666 Azeméis Fonte: Universidade de Aveiro, Centro de Estudos em Inovação e Dinâmicas Empresariais e Territoriais, Fevereiro 2006. Esta projecção foi feita a partir da projecção demográfica realizada pelo PDM, realizada com base no método de sobrevivência das cohortes. Dos dados apresentados podemos verificar que o concelho de Oliveira de Azeméis continuará a registar um aumento populacional. No entanto, este aumento reflecte-se ao nível dos grupos etários mais elevados, o que vem corroborar a tendência de envelhecimento populacional ao nível concelhio, que de resto, acompanha a tendência nacional. Neste sentido, nos próximos anos ganhará maior visibilidade e representatividade o grupo da designada “terceira idade”. Esta realidade acarreta inevitáveis consequências para a política social local. 5- ACTIVIDADES Estabelecendo uma relação entre a população activa e a população residente, segundo os dados do Recenseamento Geral da População de 2001, podemos verificar que o concelho de Oliveira de Azeméis apresenta uma Taxa de Actividade de 52,2%, 15 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis superior às taxas apresentadas pela região Entre Douro e Vouga, pela região Norte e pelo total do território Nacional. Inserido na região portuguesa de economia mais aberta ao exterior, o concelho de Oliveira de Azeméis partilha com outros concelhos a forte vocação empresarial. 5.1. – AGRICULTURA O sector primário emprega uma diminuta parte da população, constituindo-se mesmo como um sector marginal, circunscrevendo-se a algumas freguesias, nomeadamente Loureiro, Pinheiro da Bemposta e Ossela. Salvo raras excepções, a actividade agrícola surge sobretudo num quadro de pluriactividade, onde o campo exerce funções de segurança e suporte face às oscilações do mercado de trabalho e da conjuntura económica. O contributo desta actividade para o emprego é praticamente residual, empregando 1,1% da população concelhia. 5.2. – TECIDO EMPRESARIAL Como já foi referido, o concelho é fortemente industrializado, concentrando a actividade principalmente nos sectores do calçado, metalurgia e metalomecânica (com especial destaque para os moldes), plástico (principalmente componentes para a indústria automóvel), agro-alimentar (lacticínios), descasque de arroz, colchões, confecções, cobres e loiças metálicas. De acordo com a AECOA – Associação Empresarial do Concelho de Oliveira de Azeméis, num total de 1920 empresas recenseadas, 95% são micro e pequenas empresas e os restantes 5 pontos percentuais correspondem às médias e grandes empresas. Em termos sectoriais, no tecido empresarial Oliveirense predominam as empresas do sector secundário com 57,7%, seguindo-se o sector terciário com 40,5%. O sector primário, confirmando a perspectiva já exposta. Apresenta um contributo residual de 1,8%. Segundo a mesma fonte, da análise efectuada do número de trabalhadores afecto ao tecido empresarial, verifica-se que o sector secundário é o maior empregador, registando uma percentagem de 79,2%. 16 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Território de Intervenção – Breve Caracterização de Oliveira de Azeméis Todas as freguesias têm sedeadas algumas empresas, no entanto, as freguesias com o maior número de empresas situam-se numa área de concentração empresarial junto ao eixo que se desloca de norte para sul do concelho. Esta área, é sobretudo composta por freguesias que possuem zonas de acolhimento industrial, cuja localização reúne condições infraestruturais que justificam e potenciam a fixação das empresas, destacando-se como exemplo as freguesias de Oliveira de Azeméis, Cesar, Pindelo; S. Roque, Nogueira do Cravo, Santiago Riba – Ul e Cucujães. A actividade empresarial do concelho tem uma forte vocação exportadora, apresentando uma forte participação no comércio internacional, quer em termos de comércio inter comunitário, quer em termos de comércio extra comunitário. Nesta área, é um concelho com maior realce na região de Entre Douro e Vouga 5.3. – SERVIÇOS Seguindo o sector secundário, o sector terciário aparece como o segundo mais empregador, registando uma percentagem de 31%. Destes 31%, 19,7% diz respeito a empresas que laboram na área comercial, de restauração e hotelaria. Os restantes 11,3% dizem respeitos a outras entidades, nomeadamente organismos de Administração Pública e de Prestação de Serviços à Comunidade. Em Oliveira de Azeméis existem 104 Instituições da Administração Pública e 225 organismos de Serviços Prestados à Comunidade. 17 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável MUNICÍPIO SAUDÁVEL 20 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável “Pensava-se que a riqueza gerava saúde mas entende-se agora que é a saúde o motor da riqueza e do desenvolvimento.” Maria do Céu Soares Machado Alta Comissária da Saúde CONTEXTUALIZAÇÃO Ocupando lugar primordial na sociedade, a saúde é um factor fundamental e básico da existência humana, e o seu estado está intrinsecamente relacionado com o nível de desenvolvimento de uma sociedade. A definição de saúde varia de acordo com algumas implicações legais, sociais e económicas dos estados de saúde e doença. Sem dúvida, a definição mais difundida é a encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial de Saúde: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.” Trata-se de um conceito complexo que envolve o vertente somática, psicológica e social do indivíduo, mas também aspectos do ambiente que o rodeia, o que implica acções de estruturas sociais, incluindo, necessariamente, as políticas públicas. É neste sentido que actualmente a saúde é vista como um processo, isto é, não acontece de um momento para o outro, requer tempo e o envolvimento de várias pessoas num esforço conjunto de promoção da saúde. Segundo a Carta de Ottawa, falamos de promoção de saúde quando capacitamos a comunidade para actuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde. Para atingir um completo bem-estar físico, mental e social, os indivíduos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e mudar favoravelmente o meio ambiente. É neste sentido que a saúde deve ser um recurso para a vida e não como objectivo de viver. Ganhando ênfase a perspectiva social nas condições de saúde que deixa de estar enquadrada exclusivamente no Hospital e Centro de Saúde e passa a ser relevantes em contextos como a casa, a escola, o meio ambiente, os hábitos alimentares, entre outros, ganha também particular importância a responsabilidade individual com o próprio bem-estar, numa lógica de auto-cuidado: prevenir-se; evitar 21 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável situações que colocam a saúde em risco e ter hábitos de vida saudáveis (higiene, alimentação, exercício…). A relação entre saúde, bem-estar e pobreza tem sido amplamente estudada, demonstrando-se a desigual distribuição da doença e do bem-estar físico e emocional, mas também as implicações que as condições de saúde impõem nas características individuais, familiares e sociais de cada individuo, estando na base de políticas sociais e de sistemas de protecção. Apesar do aumento geral das condições de vida, continua-se a assistir a assimetria entre as regiões e entre as classes sociais. Estas assimetrias são evidentes na variação de determinados indicadores de saúde e nas inaqualidades do acesso aos serviços. 1. - ESTRATÉGIAS DE SAÚDE EM PORTUGAL 1.1. - O PLANO NACIONAL DE SAÚDE 2004-2010 O Plano Nacional de Saúde (PNS) é um documento estratégico que contempla medidas a serem adoptadas entre 2004 e 2010 com a finalidade de sustentar política, técnica e financeiramente o Serviço Nacional de Saúde. As medidas propostas neste documento devem ser promovidas pelas diversas estruturas do Ministério da Saúde, outros Organismos do sector da saúde (governamentais, privados e de solidariedade social) e outros sectores de actividade e devem ser orientadas para a promoção de saúde e prevenção da doença na sua vertente primária, secundária e terciária, bem como para o acesso a cuidados de saúde de qualidade. Este documento tem como princípios orientadores a justiça social, a universalidade, a equidade, o respeito pela pessoa humana, a solicitude, a solidariedade, a sustentabilidade e a continuidade e visa três grandes objectivos estratégicos: - Obter ganhos em saúde, aumentando o nível de saúde nas diferentes fases do ciclo de vida e reduzindo o peso da doença; - Utilizar os instrumentos necessários, num contexto organizacional adequado, nomeadamente centrando a mudança no cidadão, capacitando o sistema de saúde para a inovação e reorientando o sistema prestador de cuidados; 22 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável - Garantir os mecanismos adequados para a efectivação do Plano, através de uma cativação de recursos adequada, promovendo o diálogo intersectorial, adequando o quadro de referência legal e criando mecanismos de acompanhamento e actualização do Plano. O PNS faz uma abordagem directa a determinantes sociais e estruturais inerentes à saúde e às desigualdades em saúde. O género, a idade, os determinantes sócio - culturais são factores que influenciam a saúde do Homem, ganhando especial importância conceitos como ciclos de vida e settings (espaços sociais de vivência quotidiana). Parte do pressuposto que a saúde é um processo e não um estado, devendo ser estudada ao longo da vida, de forma a serem identificadas fases importantes de transição e períodos críticos numa lógica de capacitação das pessoas para atravessá-los da melhor forma possível. Para alcançar o primeiro objectivo estratégico de obtenção de mais ganhos em saúde, o PNS define como prioritárias as estratégias centradas na família e no ciclo de vida e na promoção da saúde e prevenção da doença. Pretende-se assim ter uma visão mais integrada dos problemas de saúde que devem ser priorizados para as pessoas de acordo com o grupo etário, sexo, papéis sociais e settings. Assim, as medidas de promoção da saúde e de prevenção da doença deverão ser focadas no seguinte: - Nascer com saúde; O período perinatal influencia todo o ciclo de vida de uma pessoa. Nascer saudável requer apoiar os pais no seu contexto familiar; social e económico, bem como melhorar o seu conhecimento em relação às necessidades dos seus filhos. Torna-se assim relevante a inclusão da saúde em todas as políticas sociais. - Crescer com segurança; A saúde infantil em Portugal é uma área de sucesso traduzida por uma queda acentuada da taxa de mortalidade infantil entre 1970 e 2007, provocada pela melhoria das condições de vida da população e pelas políticas de saúde adoptadas, nomeadamente a criação da primeira Comissão de saúde Materno -Infantil. Em termos de PNS são preconizadas medidas estratégicas transversais, de abordagem territorial e por settings integrada, de forma a criar melhorias no acesso aos serviços de saúde das populações desfavorecidas e concentradas territorialmente. 23 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável - Uma juventude à descoberta de um futuro saudável; O bem-estar e a saúde na adolescência devem ser integrados num contexto de aprendizagem para comportamentos, a estes vida estão adulta. ligados Sendo a uma um fase processo onde de se adquirem crescimento e desenvolvimento psicológico e emocional e também à socialização. Assim sendo, as abordagens a adoptar no âmbito da prestação de cuidados de saúde devem ter em consideração os contextos em que os jovens se inserem bem como todos os outros factores e determinantes que influenciam os seus comportamentos. - Uma vida produtiva; A sociedade actual pauta-se por profundas e rápidas transformações sociais com repercussões evidentes ao nível da saúde e qualidade de vida da população. A vida quotidiana actual é amplamente marcada pelos ritmos da vida profissional sendo exigido um constante esforço de conciliação da vida profissional com a vida familiar. Assim, em termos de saúde é necessário que o ambiente de trabalho seja promotor de saúde de acordo com o género e as diferentes faixas etárias. - Um envelhecimento activo Segundo o INE, entre 1990 e 2006 verificou-se uma melhoria significativa da esperança de vida tanto para os homens como para as mulheres. Este fenómeno implica que se tomem medidas direccionadas para o envelhecimento activo e de resposta adequadas às necessidades de saúde dos idosos. O aumento da vulnerabilidade dos idosos que se traduz proporcionalmente na diminuição da qualidade de vida, torna-os num grupo particularmente exposto a todo o tipo de risco social e dependência, quer seja económico ou social. O PNS preconiza a promoção e o desenvolvimento de políticas interministeriais/intersectoriais de combate ao isolamento social e de prestação de cuidados aos doentes crónicos dependentes, garantindo-lhes uma cidadania plena. Neste âmbito, a Rede Nacional de Cuidados Continuados aparece como uma mais valia fundamental de carácter nacional e intersectorial. 24 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável 2 - SAÚDE PÚBLICA Falar em município saudável implica obrigatoriamente falar em “saúde pública” definida por Winslow em 1920 como a arte ou a ciência de prevenir a doença, prolongar a vida, promover a saúde e a eficiência física e mental mediante o esforço organizado da comunidade. Abrangendo o saneamento do meio, o controle das infecções, a educação dos indivíduos nos princípios de higiene pessoal, a organização dos serviços médicos e de enfermagem para o diagnóstico precoce e pronto tratamento das doenças e o desenvolvimento de uma estrutura social que assegure a cada individuo na sociedade um padrão de vida adequado à manutenção da saúde. Tratando-se de uma definição que data do inicio do século passado, apresentase com uma grande actualidade, reconhecendo-se hoje que dentro do campo da saúde pública cabem objectivos cada vez mais específicos relacionados com factores que dizem respeito às diferentes perspectivas do Homem enquanto ser biológico, físico e social e ás condicionantes ligadas aos factores de risco que se constituem como amaças à saúde e à qualidade de vida. Assim, os princípios de saúde pública assentam na premissa de que a saúde é um recurso fundamental do individuo, da comunidade e da sociedade, devendo ser sustentada por um forte investimento nas condições de vida que criam, mantêm e protegem a saúde. Falar em saúde pública implica também falar em indicadores de saúde que permitam o estabelecimento de padrões, bem como a sua evolução ao longo do tempo. Os indicadores de saúde disponíveis pelos canais oficiais não se encontram desagregados ao nível do município, pelo que se passa apresentar apenas alguns respeitantes ao território de Oliveira de Azeméis em comparação com o território nacional: 1. Em 2008 apresentava uma taxa de natalidade inferior à do país, 7,8% e 9,8% respectivamente; 2. Por sua vez, a taxa de mortalidade era igualmente inferior registando 7,8% enquanto que a nível nacional é de 9,8%; 3. O número de médicos por cada 1000 habitantes em 2008 era 1,2 enquanto que a média nacional se situava em 3,7. 25 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável Se em relação aos três primeiros indicadores de saúde, o concelho de Oliveira de Azeméis não apresenta grandes discrepâncias, o mesmo não se passa ao nível do número de médicos por habitante que é claramente inferior. 2.1 – RECURSOS E SERVIÇOS EXISTENTES Em Portugal as preocupações de Saúde Pública encontram-se tuteladas pelo Ministério da Saúde em termos directos junto da população materializa-se num sistema de saúde assente no Serviço nacional de saúde sob a permanente orientação de que a saúde é um direito consagrado constitucionalmente Neste diagnóstico fazemos uma abordagem geral ao SNS na sua globalidade e especificamente aos serviços de Oliveira de Azeméis. 2.1.1– Serviço Nacional de Saúde O sector da saúde em Portugal tem vindo a sofrer profundas alterações nos últimos trinta anos que se têm tornado mais evidentes devido ao envolvimento da sociedade. Recentemente, os investimentos efectuados na área da saúde visam promover a equidade, a efectividade e a eficiência para que o cidadão tenha acesso a um atendimento de qualidade, humanizado e sustentado ao nível dos custos e recursos. Dentro dessas alterações destacam-se as reformas dos Cuidados de Saúde Primários, os Cuidados Continuados Integrados e os Serviços de Saúde Mental enquanto instrumentos de mudança. Os cuidados de saúde primários são o principal pilar do sistema de saúde e os centros de saúde são a instituição base na prestação desses cuidados. Actualmente está a ser implementado um novo modelo de prestação de cuidados que dá particular relevância à reorganização dos cuidados de saúde primários numa lógica de proximidade, adequação, eficácia e eficiência. Assim sendo, o sistema de saúde português passa a estar centrado nos ACES – Agrupamentos dos Centros de Saúde - que são serviços de saúde com autonomia administrativa, constituídos por várias unidades funcionais que integram um ou mais centros de saúde. O ACES tem por missão garantir a prestação de cuidados de saúde primários à população de uma determinada área geográfica, desenvolvendo para isso actividades de promoção da saúde e prevenção da doença, prestação de cuidados na doença e ligação a outros serviços para continuidade dos cuidados. Com esta nova 26 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável estrutura organizacional, os cuidados de saúde primários assentam em oito áreas prioritárias de intervenção: 1- Reconfiguração e autonomia dos Centros de Saúde; 2- Implementação das Unidades de Saúde Familiar; 3- Reestruturação dos Serviços de Saúde Pública 4- Outras dimensões da intervenção na Comunidade; 5- Implementação de Unidades Locais de Saúde; 6- Desenvolvimento dos Recursos Humanos; 7- Desenvolvimento do Sistema de Informação; 8- Mudança e Desenvolvimento. O ACES estrutura-se por unidades funcionais constituídas por equipas multiprofissionais, com autonomia organizativa e técnica e com um modo de actuação em intercooperação. O ACES pode ter as seguintes Unidades Funcionais: - Unidade de Saúde Familiar (USF) - Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) - Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) - Unidade Saúde Pública (USP) - Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) - Outras unidades ou serviços propostos pela respectiva ARS 2.2– OLIVEIRA DE AZEMÉIS - RECURSOS E SERVIÇOS DE SAÚDE EXISTENTES Tal como acontece no restante país, os serviços de saúde em Oliveira de Azeméis encontram-se em fase de reestruturação. Oliveira de Azeméis pertence ao Agrupamento dos Centros de Saúde que integram os municípios de Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira e Vale de Cambra. Todo o processo de reestruturação do Centro de Saúde e respectivas Unidades de Saúde está em curso existindo ainda uma grande indefinição quanto às Unidades de Saúde Familiar, que se perspectivam ser criadas e distribuídas geograficamente da seguinte forma: 2 na freguesia de Oliveira de Azeméis; 1 nas freguesias do Norte do município e outra nas freguesias do Sul do concelho. 27 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável 2.1. – Hospital O Hospital S. Miguel de Oliveira de Azeméis pertence ao Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga e abrange os concelhos de Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis através de consultas e acompanhamento de Neurologia, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Hipocoagulação, Imuno. Ao nível das consultas externas apresenta as seguintes especialidades: Anestesiologia; Cardiologia; Cirurgia Pediátrica; Ginecologia; Imunohemoterapia; Medicina Interna; Nefrologia Pediátrica; Neonatologia; Neurologia; Obstetrícia; Oncologia Médica; Pediatria; Pneumologia; Diabetes; Dor; Planeamento Familiar; Psicologia 1.2.1. – Centro de Saúde / Unidades Funcionais de Saúde O Centro de Saúde está hierarquicamente dependente do Agrupamento de Centros de Saúde de Entre Douro e Vouga II, Aveiro Norte (ACES EDV II AN) que depende da ARS Norte. Deste modo, foram implementadas novas formas de organização, encontrandose agora o Centro de Saúde de Oliveira de Azeméis organizado em equipas multiprofissionais – as Unidades Funcionais de Saúde. Unidades Funcionais de Saúde - Unidade Funcional do Sul que compreende as extensões de saúde de Pinheiro da Bemposta, Palmaz, Ossela, Travanca e Loureiro. - Unidade Funcional do Norte que compreende as extensões de saúde de Pindelo, Nogueira do Cravo e São Roque. - USF do Nordeste que compreende as extensões de saúde de Cesar, Fajões e Carregosa. - Unidade Funcional de Cucujães que compreende as extensões de saúde de Cucujães e S. Martinho da Gândara. - Na sede do Centro de Saúde foram criadas duas Unidades Funcionais: Unidade Funcional Salvador Machado e USF La-Salette. - Unidade de Saúde Pública Esta forma organizativa corresponde a uma optimização do funcionamento do Centro de Saúde e deve possibilitar uma melhoria quantitativa e qualitativa do 28 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável atendimento aos utentes que em si confiam, uma melhor acessibilidade e resposta às suas necessidades e expectativas e uma maior satisfação de todos os envolvidos utentes e profissionais. Cada Unidade Funcional é composta por uma equipa multiprofissional organizada por médicos, enfermeiros, administrativos e auxiliares de apoio e vigilância, e tem um coordenador médico, um coordenador de enfermagem e um coordenador administrativo. 1.2.1.1- Serviços Todos os serviços que as Unidades Funcionais oferecem pretendem dar resposta às necessidades do utente e da sua família na sua globalidade, assegurando os “Serviços Mínimos” em caso de ausência do seu médico ou enfermeiro. Serviço Administrativo Marcação de consultas, inscrições para consulta, renovação/actualização do Cartão de Utente, isenções, … Serviço Social Este serviço funciona no edifício da sede do Centro de Saúde em Oliveira de Azeméis, e tem como função prestar esclarecimentos e apoio relacionados com problemas familiares, sociais, económicos e laborais. Consultas As consultas podem ser de dois tipos: - Consulta Programada em que o atendimento é feito com hora marcada previamente. - Consulta Aberta que se destina a atendimento de situações agudas que não podem esperar por marcação. A. Consulta Geral Esta consulta inclui consultas médicas e de enfermagem, de Saúde de Adultos, Saúde Infantil/Doença, consultas de Saúde Infantil/Vigilância entre os 15 e os 18 anos, pedido de relatórios, Certificação de Incapacidades, rastreio Oncológico e pensos, injectáveis e vacinação. 29 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável A. Consulta de Diabetes Cada diabético deve marcar uma destas consultas de 3 em 3 meses ou de acordo com as indicações dos profissionais de saúde. B. Planeamento Familiar Esta consulta é destinada essencialmente a mulheres na faixa etária dos 25 aos 55 anos e preconiza a periodicidade de uma consulta por ano: - Efectuar o rastreio do cancro do colo do útero (Colpocitologia) de acordo com as orientações da Direcção-Geral da Saúde; - Distribuir o Boletim de Saúde Reprodutiva; - Fornecer contracepção hormonal oral (pílula) e contracepção de barreira (preservativo); - Informar sobre os diferentes métodos contraceptivos e infecções sexualmente transmissíveis; - Fornecer contracepção de emergência; - Informar e sensibilizar sobre a importância da consulta de pré-concepção. C. Saúde Materna O esquema de vigilância contempla 10 consultas, com periodicidade de 1 consulta de 4 em 4 semanas com início às 8 semanas de gestação. Nas consultas de vigilância da gravidez preconiza-se: - Entregar o Boletim de Saúde da Grávida; - Informar sobre os desconfortos e complicações da gravidez, o aleitamento materno e artificial, entre outros ensinos; - Fornecer a certificação para o abono na gravidez (13 semanas); - Proceder à profilaxia da isoimunização Rh sob indicação médica; - Alertar o Serviço Social para as situações de risco social detectadas; - Referenciar para o Hospital S. Sebastião as grávidas que pretendam realizar Interrupção Voluntária da Gravidez, conforme legislação em vigor. D. Saúde Infantil e Juvenil Estas consultas deverão cumprir o esquema de vigilância com a periodicidade recomendada pela DGS, segundo o esquema. É destinada a crianças na faixa etária dos 0 aos 13 anos e tem como objectivos: 30 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável - Efectuar a primeira consulta médica e de enfermagem do recém-nascido; - Efectuar o teste do pezinho entre 3º e 6º dia de vida e respectiva vacinação; - Vigiar o recém-nascido durante o 1º mês de vida, efectuando ensinos sobre aleitamento, higiene e conforto; - Identificar e sinalizar situações de risco de crescimento, desenvolvimento e/ou psicossocial; - Promover hábitos de vida saudáveis e realizar educação para a saúde em função do grupo etário: higiene pessoal, hábitos de sono, alimentação, actividade física, prevenção de acidentes, hábitos nocivos (tabagismo, alcoolismo, drogas), modificações próprias da puberdade, sexualidade, contracepção, ocupação dos tempos livres, amizades, … - Referenciar atempadamente todos os casos que necessitam de resolução fora do Centro de Saúde. E. Consulta de Alcoologia Realizada na sede do Centro de Saúde em Oliveira de Azeméis, sempre com marcação previa pelo Médico de Família, ou Assistente Social. Destinada aos utentes de todas as Unidades Funcionais. F. Consulta de Hipocoagulação Destinada apenas a doentes que fazem terapêutica com fármacos hipocoagulantes de todas as Unidades Funcionais. Realizada na sede do Centro de Saúde em Oliveira de Azeméis, sempre com marcação previa pelo Médico de Família. G. Consulta de Psicologia Realizada na sede do Centro de Saúde em Oliveira de Azeméis, e na Extensão de Saúde de Cucujães, sempre com marcação previa pelo Médico de Família, ou Enfermeira de Família. Destinada aos utentes de todas as Unidades Funcionais que satisfaçam os critérios pré-definidos de acesso à consulta. H. Consultas ao Domicílio É importante garantir uma boa acessibilidade aos cuidados domiciliários, evitando uma má utilização dos mesmos. A visitação domiciliária, quer médica quer de 31 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável enfermagem, tem critérios definidos de marcação e de prioridade, que estão directamente relacionados com o grau de dependência do utente inscrito. Consultas não programadas A. Médicas a) Consulta Aberta Se o utente não puder esperar por uma consulta programada (no caso de doença aguda, por exemplo) poderá solicitar uma consulta aberta, que será ou não autorizada de acordo com o motivo/justificação apresentados. Esta consulta destina-se a resolver situações agudas e breves. O pedido desta consulta deverá ser feito no início do período da consulta do seu médico. Em último caso, se o utente não conseguir esperar pela consulta aberta do seu médico, é assegurado, durante todo o período de funcionamento das Unidades Funcionais, o atendimento destas situações através da Inter-substituição. Será atendido se se justificar e sempre de acordo com a gravidade da situação. O atendimento das consultas marcadas terá prioridade sobre as consultas não marcadas (excepto em casos graves, segundo decisão dos profissionais de saúde). B. Enfermagem Toda e qualquer atitude ou consulta de enfermagem que não seja programada será atendida no próprio dia ou agendada para outro de acordo com a disponibilidade da equipa de enfermagem. Desta forma, pretende-se que todas as consultas sejam previamente programadas, promovendo um atendimento mais eficaz, eficiente e organizado. Contactos não Presenciais Este atendimento destina-se à resolução de situações que se podem resolver sem a presença do utente, tão variadas como: renovação de medicação prolongada, pedido de relatórios médicos, entrega de exames auxiliares de diagnóstico e notas de alta hospitalar. Gabinete do Utente Tem a possibilidade de recorrer ao Gabinete do Utente, na Sede do Centro de Saúde em Oliveira de Azeméis, onde poderá ser ouvido. 32 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável Em todas as Extensões de Saúde existe um Livro Amarelo onde poderá apresentar a sua opinião/ reclamação/ elogio. Caso pretenda apresentar uma sugestão , poderá também usar a Caixa de Sugestões. 1.2.3. – Estruturas Privadas Para além das estruturas de saúde públicas, quase todas as outras freguesias têm outros equipamentos de saúde de cariz privado, destacando-se, pela quantidade, as clínicas de análises laboratoriais e os postos de recolha de análises laboratoriais. As freguesias que têm maior número destes equipamentos são a de Oliveira de Azeméis e Cucujães. Apesar de existirem estes serviços, as populações deparam-se com dificuldades no acesso a cuidados de saúde, sobretudo aqueles que se encontram mais distantes do centro da cidade e durante o período nocturno. Este condicionalismo já foi referenciado nos anteriores diagnósticos e permanece como uma preocupação manifesta, sobretudo quando se está a reestruturar o sistema de saúde com a concentração dos serviços em unidades territoriais que não as freguesias. Este problema de acessibilidades surge sobretudo devido à deficiente Rede de Transportes que serve as populações, que durante noite é inexistente e que durante o dia não tem conta as dificuldades e limitações de mobilidade inerentes á população idosa ou de pessoas em processo de doença. 3 - INFRA-ESTRUTURAS BÁSICAS EXISTENTES A reflexão sobre o Município Saudável tem, obrigatoriamente, de abordar 3 factores fundamentais de infra-estruturas básicas: rede de água, rede de saneamento básico e rede recolha de resíduos sólidos. 33 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável 3.1. – REDE DE ÁGUA Em termos gerais, podemos afirmar que existe um grande atraso do concelho relativamente aos objectivos comunitários para o abastecimento de água e apenas metade da população residente no município é abastecida por água do sistema público, havendo uma fraca adesão por parte da população ao sistema público de abastecimento de água. As freguesias mais afectadas pela deficiente rede pública de abastecimento são Cucujães, Cesar, Fajões, S. Martinho da Gândara, Palmaz e Loureiro. As características geográficas do Município como a complexidade topográfica e a dispersão da população dificultam e encarecem a rede de cobertura deste serviço. Aliadas a estas características o aparente desconhecimento e despreocupação relativa ao consumo de água de má qualidade, proveniente de captações particulares, faz com que a população não sinta a necessidade imediata deste tipo de serviço, No entanto destacam-se as consequências que daqui podem advir para a saúde pública /individual. 3.2. – REDE DE SANEAMENTO Segundo o Plano Estratégico de Definição da Estratégia Ambiental, datado de Junho de 2003, 21% da população do concelho estava ligada à rede de saneamento, mas só 8,1% desses efluentes eram devidamente tratados. Sendo um bem inquestionável e amplamente reconhecido pela população, o alargamento da rede de saneamento depara-se com um problema fundamental relacionado com elevado custo da ligação. O recurso por grande parte das famílias e industrias às fossas cépticas para descarga os efluentes constitui-se como um foco poluidor com repercussões ambientais e de saúde pública sobre o qual é necessário fazer um trabalho de reflexão e sensibilização de toda a comunidade. 3.3. – REDE SISTEMA DE RECOLHA DE RESÍDUOS SÓLIDOS Actualmente o sistema de recolha apresenta duas modalidades: na cidade e na freguesia de Cucujães é efectuada através de uma empresa particular; nas restantes freguesias é efectuada através dos serviços camarários. 34 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável As principais lacunas deste sistema prende-se por um lado com a localização dos pontos de recolha e a baixa frequência de recolha, originando a acumulação de resíduos o que pode estrangular a já deficiente sensibilização da população para a prática da separação de lixos e sua deposição adequada. A par disto a falta de destinos adequados para parte dos resíduos industriais é também uma grande preocupação. 4 – CONDIÇÕES HABITACIONAIS No âmbito da perspectiva social da saúde, realça-se a importância de uma habitação com condições para a vivência em salubridade. De facto, a habitação é a base sobre a qual assenta a qualidade de vida dos cidadãos, sendo um direito consagrado na Constituição Portuguesa, que vinculou o poder político-administrativo do Estado, sendo que este deve desenvolver mecanismos e acções conducentes à garantia de satisfação daquele direito. As últimas décadas foram períodos de grande intensidade de crescimento do parque habitacional em Portugal, o que, de uma forma simplista poderia conduzir a uma afirmação de que não existem carências habitacionais. No entanto, uma abordagem mais aprofundada e qualitativa possibilita reconhecer que existem grandes carências habitacionais, com centenas de milhares de fogos sobrelotados, em elevado estado de degradação ou com falta de infra-estruturas que garantam conforto e bemestar. O panorama do parque habitacional de Oliveira de Azeméis segue a tendência nacional e o crescimento populacional do concelho fez-se acompanhar pela urbanização do território com a construção de habitações, sobretudo para venda. Não existindo dados estatísticos recentes que permitam fazer uma caracterização actual do parque habitacional de Oliveira de Azeméis, os dados dos censos de 2001, tal como referido nos documentos de diagnóstico anteriores, permitem-nos verificar que a grande maioria de alojamentos existentes são de residência habitual e que as condições sanitárias são as mais deficitárias, nomeadamente no que diz respeito ao banho e aos esgotos. 35 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável 4.1 – HABITAÇÃO Dentro do quadro das competências da autarquia, o Gabinete de Habitação da Divisão de Acção Social aparece como actor privilegiado, fazendo um diagnóstico contínuo das condições habitacionais dos municies. Este diagnóstico evidencia que no Município existe um estrato da população que, quer por motivos de ordem económica, quer por motivos de ordem social não consegue melhorar a sua qualidade de vida em vários aspectos, nomeadamente ao nível da habitação. Esta situação tem-se agravado devido à conjuntura económica, nomeadamente com todos os condicionalismos ligados ao crédito á habitação, tendo surgido muitos casos de famílias que não conseguem manter os seus compromissos com as entidades bancárias. Segundo os dados do referido gabinete, estão sinalizados um total de 823 agregados familiares que necessitam de uma intervenção ao nível da habitação. Tal como se pode verificar no quadro abaixo indicado, a freguesia com maior número de casos sinalizados é Oliveira de Azeméis com 228 situações, seguindo-se Cucujães com 104 e Ul com 52. A maioria das situações sinalizadas carece de realojamento (714), seguindo-se a intervenção com vista à realização de melhorias (88 em casa própria e 21 em casa arrendada). Assim, no Município de Oliveira de Azeméis são apontadas três grandes linhas de intervenção para suprir estas necessidades habitacionais: - Melhorias habitacionais, tendo sido criado o Regulamento Municipal de Apoio a Melhorias Habitacionais que começou a ser aplicado a 11 de Outubro de 2006. As melhorias estão preconizadas para situações em que se mostre necessário executar obras para melhorar as condições de salubridade, segurança e até mobilidade na habitação. Para tal, dá-se resposta a estes problemas através da elaboração de projectos de arquitectura e de especialidades, isentando os respectivos processos de obras das taxas municipais. Este regulamento prevê ainda a isenção das taxas em processos de ligação de água e de ligação de saneamento. - Apoio ao Arrendamento – Regulamento Municipal de Apoio ao Arrendamento que também começou a ser aplicado a 11 de Outubro de 2006 e que consiste num apoio financeiro concedido a famílias carenciadas para pagamento da renda da casa. O montante das comparticipações é calculado em função da renda paga e do rendimento médio bruto do agregado familiar, podendo ir de um mínimo de 25€ a um máximo de 125€. Este apoio surge como grande aposta da Câmara Municipal de Oliveira de 36 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável Azeméis, assumindo-se como uma alternativa ao realojamento em habitação social, permitindo uma maior dispersão dos realojamentos e uma melhor integração das famílias evitando-se a criação de zonas sociais. - Realojamento em habitação social – que se materializa num edificado composto por rés-do-chão e três andares com dois apartamentos por piso integrado na “Urbanização Quinta de Lações”, onde estão realojados 39 agregados familiares. Sendo certo que a habitação social existente é insuficiente face às necessidades identificadas, a Câmara Municipal celebrou um Acordo de Colaboração com o Instituto Nacional de Habitação ao abrigo do Programa PROHABITA. Este acordo abrangerá 95 famílias, propondo-se a autarquia adquirir 81 habitações no mercado ou integradas em empreendimentos a custos controlados e a construir 14 habitações em regime de custos controlados. Na área da habitação, autarquia promove ainda o Programa SOLARH. - Programa de Solidariedade e Apoio à Recuperação de Habitação. Este Programa que permite a concessão de empréstimos sem juros pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para a realização de obras de conservação e de beneficiação em habitação própria permanente ou em habitações devolutas, de acordo com a respectiva legislação. Visa estimular a reabilitação do parque habitacional, propriedade de estratos sociais com menores rendimentos, promovendo melhores condições habitacionais. O Gabinete de Habitação da Divisão de Acção Social, procede à instrução do processo e à intervenção ao nível dos projectos necessários, bem como, à intermediação com o IHRU e acompanhamento de todo o processo. 5– MEIO AMBIENTAL E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO Ainda que socialmente não seja comum a ligação directa da importância do ordenamento do território às questões da saúde, facilmente se percebe que este é fundamental para a prossecução da preservação do meio ambiente de forma sustentável. O ordenamento de território é fundamental enquanto mediação/ gestão da interacção/espaço natural. Este consiste no planeamento das ocupações, no aproveitamento das infra-estruturas existentes e na preservação de recursos limitados. O fundamento do planeamento territorial é a gestão de recursos, ordenando e estabelecendo regras para as ocupações, sempre com o objectivo de qualificar a vida 37 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável das populações. Trata-se de revalorizar ou preservar o património natural, construído ou cultural, de prever e de ordenar as transformações e as dinâmicas dos aglomerados que estabelecem o equilíbrio necessário a uma evolução sustentada para as ocupações humanas. Neste sentido, os Planos Directores Municipais apresentam-se como fundamentais para o desenvolvimento sustentado dos territórios concelhios, podendo alimentar de forma fidedigna um plano de dimensão nacional. Em Oliveira de Azeméis, o PDM está em fase de revisão constituindo-se como uma oportunidade fundamental para o planeamento do espaço territorial enquanto promotor de saúde e da qualidade de vida das pessoas. Também as questões ambientaiss são fundamentais para a promoção da saúde. Consciente desta importância a autarquia, através da Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos apresenta um Plano Estratégico do Ambiente que assenta nas seguintes linhas: - Conhecer, proteger e valorizar o Património Natural e Construído do concelho; - Aumentar a Qualidade do ambiente do Município; - Organizar e Qualificar o Território Municipal; - Promover a sensibilização, formação e educação para a sustentabilidade ambiental. 6– HÁBITOS DE VIDA SAUDÁVEL Na promoção da saúde ganha particular importância a adopção de hábitos de vida saudável, sendo esta uma prioridade amplamente reconhecida pela sociedade. A adopção de um “estilo de vida saudável” apela a manter o corpo em forma e a mente activa, tendo um papel preventivo no surgimento de doenças e retardando os efeitos do envelhecimento ou de doenças crónicas. Um estilo de vida saudável inclui diversas dimensões incluindo as preocupações com a prevenção, uma boa alimentação, actividade física e actividade mental. Tal como foi referenciado a adopção de hábitos de vida saudável é, teoricamente reconhecido como de extrema importância. No entanto, a prática quotidiana da maioria das pessoas não é pautada por estes, o que se traduz em doenças como a hipertensão, diabetes, doenças cardio-vasculares. Assim, torna-se 38 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável imperioso fazer um trabalho de sensibilização destas questões e a apresentação de espaços e actividades que possibilitem a incorporação de tais hábitos. Neste contexto, o dinamismo associativo apresenta-se como uma mais-valia inquestionável, procurando em cada freguesia possibilitar actividades que tenham como prioridade a promoção de um estilo de vida da população de todas as idades: Crianças e jovens, adultos e idosos. Também a autarquia se apresenta como fundamental para este fim, no sentido de proporcionar espaços e actividades que potenciem um estilo de vida saudável. Neste âmbito, destacamos três equipamentos municipais fundamentais para a actividade física e mental dos oliveirenses: as Piscinas Municipais recentemente inauguradas, a Biblioteca Municipal Ferreira de Castro e o Centro Lúdico. Torna-se imperioso que estes equipamentos sejam dinamizados com suprema orientação da promoção da qualidade de vida. 7 – PROBLEMAS | DIAGNÓSTICO Os problemas levantados ao nível do município saudável foram diversos, sendo que alguns dizem directamente respeito à área saúde e outros são mais transversais estando intimamente relacionados com as questões da qualidade de vida e uma vivência quotidiana saudável. 7.1. – PROBLEMAS LEVANTADOS HABITAÇÃO • Casas degradadas/precariedade habitacional • Rendas elevadas face às condições habitacionais • Falta de habitação social • Falta de habitação para arrendamento • Arrendamento ilegal – sem contrato de arrendamento e recibo • Existência de casas degradadas com rendas baixas que “atraem” famílias disfuncionais INFRA-ESTRUTURAS • Falta de saneamento básico 39 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável • Falta de ligação à rede de água • Ligação à rede de água muito dispendiosa • Habitações sem WC DEPENDÊNCIAS • Toxicodependência • Alcoolismo • Alcoolismo juvenil • Tráfico de droga PROBLEMAS ALIMENTARES • Má alimentação das crianças: deficitária e desadequada • Falta de regras alimentares • Recurso a alimentos pré confeccionados DOENÇA • Prevalência de doenças mentais • Aumento de situações de doença psiquiátrica • Saúde oral descuidada • Incumprimento da medicação (falta de dinheiro) FALTA DE RESPOSTA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE • Insuficiência das ajudas técnicas • Falta de respostas na área das doenças mentais e doenças psiquiátricas • Falta de unidades de saúde na proximidade • Falta de resposta e resposta atempada (serviços muito morosos) para cuidados a situações de AVC, nomeadamente: terapia da fala; fisioterapia • Falta de apoios para medicação para idosos FUNCIONAMENTO DEFICITÁRIO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE • Consultas demoradas • Falta de médicos 40 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável • Horário insuficiente da unidade de saúde • Assistência médica insuficiente • Falta de farmácia • Falta de unidade familiar • Risco de encerramento das unidades de saúde para a criação das USF, com propostas de agrupamentos mal pensados e organizados VIAS RODOVIÁRIAS INSEGURAS • Falta de passeios • Falta de sinalização • Falta de rails de protecção 7.2. – Análise SWOT Face a estes problemas foi feita a análise SWOT que se segue e estabelecidas três áreas de actuação ao nível da saúde. Análise SWOT – Município Saudável PONTOS FORTES PONTOS FRACOS 1- Gabinete de habitação 1.1 – Levantamento habitacional 1.2- Regulamentos Municipais (apoio ao arrendamento e melhorias habitacionais); Programa SOLARH e Medidas de apoio (Tarifário específico); 2- Medidas para o alargamento da rede de água e saneamento 2.1- Concurso público para adjudicação de serviço de recolha de resíduos sólidos a uma empresa privada 3- Projectos Específicos Prevenção e Acompanhamento na área das toxidependências (P. Trapézio com Rede; P. Riscos Calculados) 5- Cheques dentista para grávidas, crianças e idosos 5.1- Projecto ao Alto Comissariado da Saúde, aprovado, “Cuidar de Quem Cuida”- Doentes Pós AVC e Alzheimer 6- Visitas domiciliário serviço de enfermagem 1- Habitação – Más condições habitacionais 2- Falta de infra-estruturas 3- Dependências – elevado número de indivíduos com problemas de dependência 4- Problemas alimentares 5- Doença 6- Falta de respostas dos serviços de saúde 7- Funcionamento deficitário dos serviços de saúde 8- Deficiência 9- Vias rodoviárias inseguras 8- Comissão Municipal para a Deficiência 8.1 Aprovação de Candidatura de uma IPSS concelhia para construção de Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) - Projectos de educação para a cidadania - educação ambiental 41 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável OPORTUNIDADES AMEAÇAS 1- Parque habitacional para arrendamento limitado 1.1- Desconhecimento das medidas de apoio na área da habitação 1.2- Mercado de arrendamento ilegal 2- Ligação ás redes de água e saneamento dispendiosa 2.1- Falta de adesão 1- Programas Nacionais (Porta 65 – Apoio ao Arrendamento Jovem; Programa SOLARH) 2- Campanhas periódicas de redução do preço de ligação à rede de água e saneamento 5- Rede Nacional de Cuidados Continuados 6- Reforma da Saúde - Rede Nacional das Cidades Saudáveis - Plano Nacional de Saúde 2.2- Sensibilização da população pouco eficaz 3- Aumento do tráfico de estupefacientes 4- Falta de informação/sensibilização de hábitos alimentares saudáveis 4.1-Facilitismo 5- Conjuntura económica 5.1- Dependência de ansióliticos e anti-depressivos 5.2- Falta de recursos específicos (fisioterapia) dos serviços de saúde (hospital, centro saúde) 5.3- Resposta insuficiente da Rede Nacional de Cuidados Continuados 6- Falta de recursos ao nível da saúde 7- Organização dos serviços de saúde desajustados das necessidades e recursos locais 8- Envelhecimento dos familiares dos indivíduos portadores de deficiência 7.3. – ÁREAS DE ACTUAÇÃO 7.3.1- Promoção da Saúde Tal como o preconizado com o Plano Nacional de Saúde, a vida activa e quotidiana dos cidadãos tem repercussões directas ao nível da saúde e consequentemente das respostas que encontram para as suas necessidades. De facto, no Fórum “Município Saudável” foi diagnosticado que a conjuntura actual proporciona situações de recorrência aos serviços de saúde não devido a problemas estritamente clínicos, mas por problemas pessoais de origem social ou laboral com implicações ao nível da saúde pública e constrangimentos ao nível do funcionamento dos serviços de saúde. Estas novas solicitações que os serviços de saúde enfrentam, faz com que muitas vezes o atendimento feito não seja o mais adequado. A par deste constrangimento, mantém-se um outro, já diagnosticado anteriormente, que se prende com a falta de resposta ao nível de alguns cuidados específicos, como é o caso da doença mental e psiquiátrica ou estomatologia. Os 42 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável serviços públicos que existem não conseguem fazer face às solicitações e os que existem de cariz privado não são acessíveis à maioria da população No fórum foi ainda referenciada a incapacidade do médico de família desempenhar um acompanhamento de proximidade através do ensinamento dos utentes para hábitos de vida saudável, o que reforça a necessidade de se criarem programas de ensinamento integrados e transversais para a aquisição de hábitos de vida saudáveis. Nesta área da saúde foi ainda reforçada a urgência de se apostar em serviços de Cuidados Continuados, na medida em que os serviços de saúde e as diversas equipas de intervenção denotam que o número de camas existentes ao nível da Rede Nacional de Cuidados Continuados é ainda insuficiente e que esta situação foi agravada pelo fecho da Unidade de Vale de Cambra que se constituía como uma resposta de grande importância para os utentes desta área geográfica. O facto de não existir uma rede de cuidados paliativos faz com que os doentes permaneçam no hospital que não tem resposta para as solicitações, nomeadamente ao nível de fisioterapia ou outro tipo de terapias, com consequências directas e irreversíveis dos doentes Face a isto entendeu-se ser necessário criar uma estratégia de promoção da saúde em duas vertentes: - Criação de ambientes promotores cuidados de acordo com os princípios da inclusão social, dando resposta às necessidades e expectativas dos cidadãos. Trata-se de reforçar os serviços de saúde para: - Resposta rápida e de acordo com as necessidades; - Trabalho em parceria e em rede; - Promoção da literacia em saúde dos cidadãos. - Aumento de condições e oportunidades que apoiam estilos de vida saudáveis através do fortalecimento dos sistemas de saúde locais e redes de parceria com os seguintes objectivos: - Promoção da actividade física; - Aquisição de hábitos alimentares saudáveis; - Desenvolvimento de planos de prevenção de toxicodependências; - Prevenção de doenças; - Desenvolvimento de espaços e ambientes saudáveis 43 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável Para a concretização desta estratégia, é necessário estabelecer uma rede de parceria que adopte como medida de actuação a elaboração do Perfil de Saúde do Município de forma a ser criada uma Estratégia Local de Saúde. Trata-se de uma medida que vai ao encontro do Plano Nacional de Saúde e é transversal a diversas áreas de intervenção. 7.3.2- Criação, alargamento e funcionamento das infra-estruturas básicas Não se pode falar de um Município Saudável sem uma abordagem a 3 factores fundamentais de infra-estruturas básicas: rede de água, rede de saneamento básico e rede de recolha de resíduos sólidos. De facto, ao nível deste diagnóstico foram levantados problemas que se prendem com a inexistência destas infra-estruturas em vários pontos com a ineficácia e deficiência da sua implantação e funcionamento. Só com a implantação destas infra-estruturas em todo o território de forma eficaz e eficiente é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças e ao mesmo tempo fazer-se a preservação do meio ambiente. Sendo estas infra-estruturas da responsabilidade directa da Autarquia, do fórum Município Saudável ressaltou a ideia de que a Câmara deve assumir uma aposta séria e concreta ao nível das infra-estruturas em duas vertentes: criação das estruturas e sensibilização da população para a sua correcta utilização. - Criação das estruturas da rede de água e saneamento A autarquia deve adoptar como obra prioritária a cobertura do território com as redes de água e saneamento, ultrapassando constrangimentos de ordem políticoeconómica. Neste âmbito é de ressaltar os esforços desenvolvidos, nomeadamente ao nível da criação rede de saneamento básico através da adopção de procedimentos legais para a abertura de um concurso público internacional para este fim. Um dos problemas levantados ao nível da eficácia e eficiência destes recursos nos espaços territoriais onde já existem prende-se com os elevados custos de ligação, pelo que para os colmatar a Câmara Municipal possibilita o seu pagamento de forma faseada. 44 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Saudável - Sensibilização da população para a sua correcta utilização Sendo certo que em algumas freguesias já foram criadas algumas estruturas, muitos munícipes apresentam uma grande resistência à sua utilização, nomeadamente no que diz respeito á rede de abastecimento de água. Esta resistência prende-se com factores de ordem económica (os custos de ligação à rede), mas também com o facto de possuírem poços e furos de captação de água que lhes garante o acesso a este precioso bem, mesmo que ele não esteja nas melhores condições para utilização humana. Torna-se assim imperioso adoptar estratégias que reforcem o empenho dos serviços municipais na sensibilização da população, que neste momento é feita sobretudo junto da população escolar. No fórum desta área temática apontou-se a necessidade de se sensibilizar toda a população de forma mais eloquente e persistente, nomeadamente população adulta e sénior. 7.3.3- Articulação dos Serviços de Saúde Uma das grandes vantagens da metodologia adoptada para a realização do actual Diagnóstico Social, que passou pela realização de Fóruns, enquanto reuniões de trabalho para debater o território na sua globalidade (Fóruns Freguesia) ou em áreas mais específicas (Fóruns Temáticos), foi o reconhecimento, por parte dos interlocutores, da importância e necessidade de determinados actores sociais discutirem e reflectirem sobre estratégias de actuação e de desenvolvimento do município. No Fórum Município Saudável este reconhecimento foi também salientado, sentindo-se por parte dos interlocutores, sobretudo na área dos serviços de saúde a necessidade de se reflectir sobre as diversas necessidades e recursos existentes para estabelecimento de estratégias de actuação e cooperação em áreas diversas. Neste sentido foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho entre os diversos serviços de saúde. 45 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo MUNICIPIO INCLUSIVO 46 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo “Exclusão social, desenvolvimento e cidadania escrevem-se de maneira diferente consoante a vida das pessoas e comunidades que têm por dentro” António Cardoso Ferreira Médico de Saúde Pública - Presidente da Direcção do Grupo “Aprender em Festa” – Gouveia CONTEXTUALIZAÇÃO O processo de exclusão social enquanto causa ou consequência da pobreza é agravado pela crise económica, constituindo um enorme desafio para os órgãos de decisão nacionais e europeus, implicando por parte de todos os agentes sociais e económicos uma actuação em conjunto. Nos últimos anos, os países europeus tem sofrido mudanças intensas que se traduzem em alterações a vários níveis que passam por uma vivência mais longa e mais saudável em novas formas de configuração familiar, de quadros relacionais e de valores. Apesar de existirem mais oportunidades pela diversificação de escolhas e pela melhoria da qualidade de vida, ao mesmo tempo surgem realidades que levantam problemas ao nível social aumento do número de pessoas inactivas e sem emprego; jovens que abandonam o sistema escolar; elevado número de pessoas que vivem em situação de pobreza (sobretudo crianças e jovens) e de isolamento social. Surgem também novos problemas devido ao aumento da taxa de longevidade que contribui para um aumento da taxa de envelhecimento com consequências conhecidas ao nível da taxa de dependência dos idosos e de doenças típicas da vida actual, nomeadamente a obesidade e o stress que acarreta doenças psiquiátricas. Acrescendo a estas mudanças sociais, encontramos uma conjuntura económica deficitária com profunda turbulência nos mercados financeiros que acarreta consequências de maior gravidade para os pobres. Face a esta panorâmica, as políticas sociais têm de acompanhar o ritmo destas realidades em mutação numa lógica de reactividade e flexibilidade que estimulem o crescimento e o emprego, promovendo a igualdade de género e a coesão social. Dada a grande transversalidade que a pobreza acarreta e a diversidade de fenómenos que implica não é possível apresentar um perfil de descrição do “pobre”. No entanto, é amplamente reconhecido que os desempregados; empregados a tempo 47 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo parcial ou com empregos precários; os idosos, os doentes e deficientes; as crianças; os membros das grandes famílias ou famílias monoparentais, e os membros das minorias étnicas têm uma maior probabilidade de viver em pobreza em determinado momento das suas vidas. 1. - ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO SOCIAL 1.1. – PNAI - PLANO NACIONAL DE ACÇÃO PARA A INCLUSÃO O PNAI é um instrumento de planeamento e coordenação estratégica e operacional das políticas que permitem prevenir e combater as situações de pobreza e exclusão com que Portugal ainda se confronta. A sua última actualização materializouse no documento 2006/2008. Apresenta as prioridades e metas do país relativas à inclusão social e o conjunto de medidas e programas de política neste âmbito. Assim, este plano torna-se um instrumento de referência estratégica para a arquitectura das acções locais de promoção e desenvolvimento, constituindo-se como o guia na elaboração dos Planos de Desenvolvimento Locais. Em termos práticos, este Plano está organizado em 3 Prioridades fundamentais: Prioridade 1: Combater a pobreza das crianças e dos idosos através de medidas que assegurem os seus direitos básicos e de cidadania. Trata-se assim de garantir a efectivação dos direitos destes grupos que apresentam uma maior tendência para a vulnerabilidade, como base de construção da cidadania social. Nesta prioridade é estabelecida uma acção transversal ao nível de: - Rendimentos – garantir rendimento básico de inserção; - Habitação – promover o direito à habitação de acordo com os rendimentos da família; - Integração Social – privilegiar a inclusão de áreas e grupos marginalizados; - Informação/aconselhamento – permitir o acesso a informação, nomeadamente sobre o endividamento. Em termos de medidas de combate à pobreza infantil que se constitui como uma prioridade fundamental para lutar contra a reprodução geracional, dentro das quais podemos destacar: 48 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo - Reforço da protecção social através da componente monetária; - Criação e qualificação de respostas de apoio à família, nomeadamente a creche, - Respostas institucionais cuja finalidade é promover o interesse superior da criança; - Politicas activas de emprego – reforço de apoio às famílias e consequentemente às crianças inseridas nestes agregados Para os idosos, cujo principal factor de pobreza são os baixos rendimentos, o PNAI propõe: - Prestação monetária extraordinária; - Consolidação da rede de equipamentos e serviços privilegiando-se sempre que possível as soluções que permitam às pessoas idosas permanecer no seu meio natural de vida, mas também dando atenção e resposta às crescentes situações de dependência; - Olhar atento sobre a situação habitacional dos idosos através de uma política de requalificação habitacional. Prioridade 2- Corrigir as desvantagens na educação e formação/qualificação Esta prioridade visa colmatar a necessidade de uma acção concreta de correcção de situações de grande vulnerabilidade estrutural em termos das qualificações formais dos diferentes grupos alvo. Assenta a sua acção no objectivo de garantir o acesso generalizado das crianças entre os 3 e os 5 anos à educação. Trata-se de uma acção fundamental no que respeita à igualdade de direitos e nas repercussões positivas que tem nas crianças e nas suas famílias. Dentro desta prioridade destaca-se também a aprendizagem básica e consequente desenvolvimento das capacidades individuais através de um conjunto de actividades diversificadas de enriquecimento pessoal e curricular. Trata-se de uma mais valia indispensável para o prosseguimento, com bases mais sólidas, dos níveis de ensino subsequentes aumentando as probabilidades de sucesso. Inserido nesta prioridade surge também o objectivo do aumento das qualificações através do reforço do número de vagas em cursos profissionalizantes e da oferta de alternativas curriculares capazes de (re)aproximar da escola alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, colocando à disposição dos jovens opções diversificadas de educação/formação, aumentando-lhes as competências e, por consequência, facilitando a transição para a vida activa. 49 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Ainda neste eixo é definida a prioridade de qualificação de adultos em idade activa através de cursos de educação/formação e certificação de competências adquiridas ao longo da vida. Destaca-se a Iniciativa Novas Oportunidades enquanto oportunidade para aqueles que detêm baixas qualificações adquirir novas e reforçar as existentes, aumentando a sua empregabilidade. Por fim, em termos de qualificações surge a prioridade no acesso generalizado ás novas tecnologias, numa lógica de actuação e prevenção dos riscos de infoexclusão da população portuguesa Prioridade 3: Ultrapassar as discriminações reforçando a integração das pessoas com deficiência e dos imigrantes A concretização de uma sociedade democrática pressupõe a garantia da efectivação dos direitos das pessoas sujeitas à discriminação, nomeadamente no que concerne à dignidade da população portadora de deficiência, dos imigrantes e das vitimas de tráfico de seres humanos. As medidas de política activa neste âmbito bipolarizam-se em duas grandes categorias: uma desenhada para as pessoas com deficiência de carácter preventivo e reparador e outra dirigida a imigrantes e vitimas de tráfico se seres humanos que se revestem do mesmo carácter. As dimensões chave preconizadas pelas medidas direccionadas para as pessoas portadoras de deficiência são as seguintes: acessibilidades; educação; qualificação e emprego; protecção social; equipamentos desportivos. Destacam-se as seguintes: - SIM – PD – Serviços de Informação e Mediação para Pessoas Com Deficiência ou Incapacidade; - Estabelecimento do novo regime de acessibilidades aos edifícios e estabelecimentos (Lei das Acessibilidades e Plano Nacional de Promoção de Acessibilidade); - Reduções tarifárias para pessoas com deficiência; - Medidas de educação/formação diversificadas: Produção do Livro Braile e Sonoro; Educação especial, programa Língua Gestual; Manuais Escolares Adaptados 2- A INTEGRAÇÃO SOCIAL A luta contra a exclusão social relaciona-se directamente com factores de ordem económica, social e cultural que necessitam de estratégias de intervenção pluridimensionais ao nível nacional, regional e local. 50 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Quando falamos de integração social falamos do reconhecimento, por parte de toda a sociedade, do direito fundamental de todos viverem com dignidade no desempenho de um papel activo que potencie a sua participação social. Falamos também da busca da coesão social materializada em acções que promovam a qualidade de vida, o bem-estar social e a igualdade de oportunidades bem como o acesso a serviços e respostas diferenciadas, nomeadamente das que dizem respeito à educação e formação. Assim, combater a vulnerabilidade social que afecta indivíduos e grupos é um desafio complexo, que apela a medidas diversificadas, que impõe a participação desses mesmos cidadãos e o empenho/consciencialização de toda a sociedade em geral e dos profissionais do social em particular Trata-se de combater os problemas sociais recorrendo a mecanismos de integração social que se assentam no principio basilar de que todos os indivíduos e grupos tendem a assumir um papel pró-activo, dinâmico, capacitador e consciente dos direitos e potencialidades. Como grupos vulneráveis destacamos os seguintes: - Sem-Abrigo - Desempregados - Idosos - Crianças e Jovens Sendo certo que as problemáticas dos idosos e das crianças serão abordadas dentro das questões ligadas ao Município Maior e ao Município Berço respectivamente e que as dos desempregadas inclui um item próprio desta área temática, abordaremos agora o fenómeno dos sem abrigo, tanto mais que em Março de 2009 foi lançada a Estratégia Nacional das Pessoas Sem-Abrigo, sendo sugerida abordagem desta temática nos relatórios de Diagnóstico Social de cada Conselho Local de Acção Social 2.1- SEM – ABRIGO: ESTRATÉGIA NACIONAL Os Sem-Abrigo estão socialmente conectados por serem indivíduos sem casa/lar e economicamente vulneráveis, em situação de privação, exclusão e risco social. Assim, tal como todas as outros fenómenos sociais ele é referenciado como pluridimensional e que requer uma abordagem complexa e transversal aos mais 51 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo diversos níveis: politica, habitação, saúde, emprego, formação, justiça social, entre outras No inicio de 2005 a FEANTSA – Federação Europeia das Associações Nacionais que Trabalham com Sem-Abrigo – desenvolveu e apresentou uma Tipologia Europeia para os sem abrigo e exclusão relacionada com a habitação, referindo como sem abrigo, a pessoa que não possui residência fixa, pernoita na rua, carros e prédios abandonados, estações de metro ou comboio, contentores, ou aquele indivíduos que recorre a alternativas habitacionais precárias como albergues nocturnos, quartos ou espaços cedidos por familiares ou que se encontram temporariamente em viver em instituições, centros de recuperação, hospitais ou prisões. Tendo em conta este conceito e os objectivos da Estratégia Nacional das Pessoas Sem Abrigo, em Outubro de 2009 a Rede Social questionou todas as entidades que ao nível local trabalham com esta realidade, no sentido de se fazer o levantamento destas situações no município de Oliveira de Azeméis, sendo certo de que se trata de uma primeiro levantamento que serve como indicador do ponto da situação deste fenómeno neste território neste momento especifico. Consciente de que esta é uma realidade em franca expansão dadas as alterações dos meios familiares e o aumento das situações de pessoas com problemas de saúde psíquica e mental, fica desde já registada a preocupação com esta população. Assim, do levantamento feito, destaca-se a sinalização de 26 situações sinalizadas por 8 entidades que fazem intervenção comunitária, conforme a tabela que se segue: QUADRO N.º 4 Situações de Sem – Abrigo / Risco sinalizadas por entidade e sexo ENTIDADE SINALIZADORA NÚMERO SITUAÇÕES TOTAL HOMEM MULHER Santa Casa da Misericórdia Oliveira de Azeméis 3 1 4 Cruz Vermelha - Delegação Cucujães 7 1 8 Segurança Social – Protocolo RSI 2 2 4 Segurança Social – Serviço Local 3 1 4 Centro Social Paroquial Nogueira do Cravo 1 1 2 52 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Comossela – Comissão Melhoramentos de Ossela 1 Projecto SOLIS 3 Total 19 1 3 7 26 2.2 - RECURSOS PARA A INTEGRAÇÃO 2.2.1 - Recursos Locais A intervenção comunitária promove o estabelecimento de parcerias entre o Estado e instituições locais, tendo como objectivo prioritário o desenvolvimento social e comunitário, contribuindo de forma significativa para a melhoria das condições de vida da população. Neste sentido, conforme quadro que se segue, passamos a apresentar os diversos projectos, equipas, recursos e respostas sociais que estão em acção no nosso concelho, entre os quais o Atendimento/ Acompanhamento social, ou seja, uma resposta social que é desenvolvida através de um serviço de primeira linha, que visa apoiar as pessoas e as famílias na prevenção e/ou reparação de problemas geradores ou gerados por situações de exclusão social e, em certos casos, actuar em situações de emergência. Deste modo, tem como objectivos: • Informar, orientar e encaminhar; • Apoiar, através de metodologias próprias, pessoas/famílias em situação de dificuldade e/ou emergência social; • Assegurar o acompanhamento social dos indivíduos e famílias no desenvolvimento das suas potencialidades, contribuindo para a promoção da sua autonomia, auto-estima e gestão do seu projecto de vida; • Mobilizar recursos adequados à progressiva autonomia pessoal, social e profissional; • Prevenir situações de exclusão; • Dotar as pessoas/famílias dos meios e recursos que possibilitem a construção de um projecto de vida estruturado e autónomo. Neste sentido, esta resposta social destina-se a pessoas e famílias residentes numa determinada área geográfica (freguesia, concelho, …), que se encontram em situação de vulnerabilidade social ou outras dificuldades pontuais. 53 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo 54 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo QUADRO N.º 5 Recursos Sociais Município de Oliveira de Azeméis RECURSOS ENTIDADE PROMOTORA TERRITÓRIO INCIDÊNCIA BREVE CARACTERIZAÇÃO Atendimento/acompanhamento Acolhimento Integrado Cruz Vermelha – Delegação de Cucujães - Freguesia Cucujães SERVIÇOS social -Atendimento/ acompanhamento destinado a indivíduos e famílias em - Banco de recursos (alimentos; situação de disfunção sócio-familiar e vestuário; ajudas técnicas) com carências - Apoio económico - Atendimento/acompanhamento Inserindo-se no âmbito dos projectos de social Centro Comunitário “Ser Família” Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis incidência comunitária, este projecto visa - Cursos sócio-educativos; -Freguesia Oliveira de Azeméis e limítrofes o desenvolvimento de actividades de - Formação profissional promoção/integração económica e - Banco de recursos (alimentos, sociocultural de indivíduos e famílias vestuário, disfuncionais brinquedos, produtos de higiene, mobiliário, ajudas técnicas) Atendimento/acompanhamento social que - Atendimento/Acompanhamento “Família e Comunidade da Comissão de Comossela” Melhoramentos de Ossela - Freguesia de Ossela intervém ao nível das carências sociais e Banco de Recursos (alimentos) da desestruturação familiar, de indivíduos - Apoio económico e famílias carenciadas. Atendimento/acompanhamento social que ”Respostas às Centro Social Paroquial de Necessidades Básicas” Nogueira do Cravo - Freguesia de Nogueira do Cravo actua sobre as carências sociais e a - Freguesia de Macieira de Sarnes desestruturação familiar, procura servir os - Freguesia de Pindelo indivíduos e famílias em situação de disfunção sócio-familiar. - Atendimento/ acompanhamento; - Banco de Recursos (alimentação, vestuário, produtos de higiene) - Formação de grupos de voluntários; 55 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo RECURSOS ENTIDADE PROMOTORA TERRITÓRIO INCIDÊNCIA BREVE CARACTERIZAÇÃO SERVIÇOS Atendimento/acompanhamento social Projecto “importa incluir” Centro de Apoio Familiar Pinto de Carvalho - Concelho de Oliveira de Azeméis dirigido à “infância e juventude”, assim, - Gabinete de apoio familiar e apoia crianças e jovens em risco, tal aconselhamento parental; como famílias desestruturadas. Neste - Banco de recursos (alimentação; sentido, este projecto actua na área de vestuário; brinquedos) prevenção primária e reequilíbrio - Apoio psicossocial; familiar. - Espaço lúdico-formativo para O Gabinete de Apoio e Aconselhamento crianças e jovens: “Espaço Parental (GAFAP) é direccionado para Essência” as famílias dos menores em risco. Esta equipa visa dar resposta a um conjunto de problemas sinalizados da população jovem do concelho. Este adopta uma perspectiva de prevenção e actuação precoce, visa a integração Equipa Versus Trabalho conjunto entre a familiar e sócio-educativa de crianças - Apoio psicossocial; Câmara Municipal de em risco de exclusão social e familiar, - Formação; promovendo condições para o seu - Diagnóstico; desenvolvimento pleno, através da - Suporte educativo; execução de projectos especiais - Animação sócio-cultural. Oliveira de Azeméis e da Comissão e Protecção de Crianças e Jovens - Concelho de Oliveira de Azeméis dirigidos para crianças carenciadas. Em suma, este projecto tem como objectivo a participação das crianças como agentes do seu próprio projecto de mudança. 56 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo RECURSOS ENTIDADE PROMOTORA TERRITÓRIO INCIDÊNCIA BREVE CARACTERIZAÇÃO SERVIÇOS Este projecto é vocacionado para a área - Atendimento, motivação e Santa Casa da Projecto “Soltar Amarras” Misericórdia de Oliveira de da Toxicodependência, por conseguinte, encaminhamento para tratamento; - Concelho de Oliveira de Azeméis Azeméis a população alvo são indivíduos com problemas de toxicodependência e também as suas famílias. - Despiste de situações de risco e consumo; - Grupos de auto-ajuda. - Elaboração do relatório Centro Social Drª Leonilda Projecto “(Re)Agir” Aurora da Silva Matos de -Concelho de Oliveira de Azeméis Fajões Este projecto resultou de um protocolo social/diagnóstico social de família; estabelecido entre a instituição e o - Negociação do programa de Centro Distrital de Solidariedade Social inserção; de Aveiro, no âmbito do Rendimento -Definição do programa de inserção; Social de Inserção. - Acompanhamento das acções que integram o programa de inserção. - Centro de Alojamento Temporário; Projecto “Solis” Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis - Concelho de Oliveira de Azeméis Projecto vocacionado para uma - Banco Local de Voluntariado; população alvo muito variada, - Serviço Itinerante de Atendimento nomeadamente: população idosa, Jurídico Social na área da Família; deficientes, pessoas em situação de - Ajudante Familiar “AjudaLar”; carência ou emergência social, famílias - Apoio ao Realojamento Social na realojadas em habitação social, famílias Urbanização Quinta de Lações; em situação de ruptura familiar, vítimas - Reabilitação habitacional; de violência doméstica, jovens em - Curso de situação de abandono escolar antes de Educação/Formação/assistente completada a escolaridade mínima comercial; obrigatória, comunidade em geral. - Cursos de qualificação; - Acções de animação sócio- 57 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo RECURSOS ENTIDADE PROMOTORA TERRITÓRIO INCIDÊNCIA BREVE CARACTERIZAÇÃO SERVIÇOS cultural; - Acções de informação - Requalificação psicossocial de natureza compensatória de crianças em situação de risco envolvimental; - Contribuir para o desenvolvimento integral da criança; - Despiste precoce de situações Divisão de Acção Social da Equipa Itinerante Câmara Municipal de Procura dar resposta a necessidades - Concelho de Oliveira de Azeméis sentidas na área da infância e juventude. Oliveira de Azeméis problemáticas; - Fomentar a relação de proximidade entre a escola, família e comunidade; - Dar respostas concertadas às necessidades sentidas junto de crianças, educadores e pais; - Contribuir para a aquisição e modificação de comportamentos. As acções desenvolvidas foram diversificadas e tiveram como por um Centro de Saúde (médico; lado, a consciencialização e Equipa Multiprofissional psicólogo; assistente social sensibilização, assim como o para a Área da Deficiência e professor da equipa apoios educativos) - Concelho de Oliveira de Azeméis esclarecimento da opinião pública para a problemática da deficiência e por outro -Diagnóstico e orientação de crianças e jovens com problemas de desenvolvimento; lado a reabilitação social e pessoal das pessoas com deficiência. 58 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo RECURSOS ENTIDADE PROMOTORA TERRITÓRIO INCIDÊNCIA BREVE CARACTERIZAÇÃO SERVIÇOS -Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis CERCIAZ; - Cruz Vermelha - Núcleo Comissão Concelhia para a Deficiência de Cucujães; - Associação Cultural e - Concelho de Oliveira de Azeméis Recreativa de Nogueira do Reabilitação e integração das Pessoas com Deficiência Cravo – A NOZ - APICDOA; - Equipa Local dos Apoios Educativos. “Desenvolcentro - Centro de Desenvolvimento - Estrutura local de cariz Psicomotor e particular Aprendizagem Infantil” -Concelho de Oliveira de Azeméis Estrutura local de cariz particular, na -Possibilitam o encaminhamento de área da educação/ensino, à qual se dá um grande número de crianças e um relevo particular no âmbito da acção jovens para acompanhamento em social. valências diversificadas. 59 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo 2.2.2 - Recursos Nacionais Ainda na óptica dos recursos para a integração não podemos deixar de fazer referência ao domínio da Protecção Social cujas prestações sociais apresentam-se como fundamentais para a vida de todos os cidadãos e em particular dos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Segundo a Lei n.º 4/ 2007 de 16 de Janeiro que aprova as Bases Gerais do Sistema de Segurança Social em Portugal, o Sistema de Protecção Social e Cidadania, engloba três Subsistemas: - Subsistema de Acção Social - Subsistema de Solidariedade - Subsistema de Protecção familiar Passamos agora a fazer uma pequena apresentação de cada subsistema, debruçando-nos mais pormenorizadamente sobre medidas que estes subsistemas incluem, e que aparecem como recursos estruturais ao nível nacional com visibilidade local. 2.2.2.1-Subsistema de Acção Social Materializa-se na concretização de prestações nos seguintes domínios: serviços e equipamentos sociais, programas de combate à pobreza e exclusão social e vários tipos de prestações comunitárias e em espécie. Tendo como principal objectivo a criação de mecanismos de prevenção e reparação situações de disfunção social, económica, de precaridade, exclusão e vulnerabilidade social, visa garantir apoio especificamente a grupos vulneráveis como crianças e jovens, pessoas com deficiência e idosos. Neste subsistema inclui-se o vasto domínio da acção social que é da responsabilidade do Estado, das Autarquias e de todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social. Em Oliveira de Azeméis podemos encontrar medidas e recursos que se enquadram neste subsistema: - Programa PROGRIDE – Projecto Solis 60 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo - Acordos de colaboração celebrados entre as IPSS’ s locais e a Segurança Social - Programa PARES - Programa MASES 2.2.2.2-Subsistema de Solidariedade Direccionado sobretudo para situações de grande precariedade económica, visa contribuir para a promoção e autonomização dos indivíduos e para a sua inserção social e profissional. Dentro deste subsistema encontramos as seguintes prestações: Rendimento Social de inserção; Subsídio Social de Desemprego; Pensões Sociais; Complemento Solidário para Idosos; Complementos Sociais. Passamos a apresentar mais detalhadamente o Rendimento Social de Inserção e o Complemento Solidário para Idosos. RSI - Rendimento Social de Inserção Destacamos o RSI por ser uma medida emblemática e com uma orientação local através do NLI, presidido pela Segurança Social e composto por diferentes parceiros. É uma medida de apoio a situações de maior vulnerabilidade social que consiste na atribuição de uma prestação pecuniária, de carácter temporário, estando intrinsecamente ligada a um programa promocional do beneficiário, visando a sua inserção social. Contribui assim para a satisfação das necessidades essenciais dos beneficiários favorecendo a sua progressiva inserção laboral, social e comunitária. Dada a grande crise financeira e conjuntural que também assolou o nosso país, esta é uma medida que tem abrangido mais beneficiários, registando-se um aumento substancial. De facto, as características conjunturais têm encaminhado para este mecanismo de integração, indivíduos e famílias, que numa situação conjuntural típica não tinham necessidade de beneficiar dela. Destacamos, a título de exemplo, indivíduos que têm uma actividade profissional, cujo salário é baixo e ainda lhe permite aceder à medida RSI. Segundo o Relatório de Execução mensal referente ao Rendimento Social de Inserção do concelho de Oliveira de Azeméis (01-01-2008 a 31-10-2009) 297 agregados familiares são abrangidos por esta medida social, englobando um total de 770 indivíduos beneficiários. 61 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Relativamente à caracterização dos beneficiários quer por idade quer por sexo, denota-se que o sexo feminino é quem mais beneficia com esta medida social (436 indivíduos), contudo, não é uma margem muito significativa que diferencia o sexo feminino do sexo masculino (354 indivíduos). Neste sentido, em termos de grupos etários há um maior notoriedade para as faixas etárias compreendidas entre os 6-18 anos que apresenta 119 indivíduos do sexo masculino e 121 indivíduos do sexo feminino a receber este tipo de benefício social, sendo também relevante fazer referência que a faixa etária que logo a seguir mais beneficia do Rendimento Social de Inserção é o grupo etário dos 45-64 anos, apresentando ambos os sexos 55 indivíduos a usufruir desta política social. QUADRO N.º 6 Beneficiários do RSI por Grupo Etário 0-5 6-18 19-24 25-34 35-44 45-54 55-64 >65 Totais M F M F M F M F M F M F M F M F M F 37 45 119 121 17 26 27 59 61 71 55 55 31 49 7 10 354 436 Fonte: Serviço Local da Segurança Social, 2009 Por seu turno, todos os beneficiários são distribuídos por Áreas de Inserção, isto é, pela Educação, pela Formação Profissional, pelo Emprego, pela Saúde e pela Acção Social. QUADRO N.º 7 Beneficiários do RSI Área de Inserção - Educação Áreas Recursos de Inserção Nº Acções Contratualizadas Educação Pré-Escolar/Jardim-de-infância 53 Escolaridade Obrigatória 225 Ensino Secundário 4 Ensino Especial 0 Ensino Técnico-Profissional 6 Ensino Superior 6 Ensino Recorrente 40 62 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Educação Extra-Escolar 2 Cursos EFA 180 Fonte: Serviço Local da Segurança Social, 2009 Deste modo, como é visível através dos dados acima apresentados, em relação à área da Educação, os beneficiários do Rendimento Social de Inserção encontram-se mais inseridos na escolaridade obrigatória (225 indivíduos) e logo em seguida nos cursos EFA (180 indivíduos). QUADRO N.º 8 Beneficiários do RSI Área de Inserção – Formação Profissional Áreas Recursos de Inserção Nº de acções contratualizados Sistema de Aprendizagem 2 Formação Profis. Especial 0 Formação Profis. Especial – Programa Constelação 0 Formação Profis. Qualificante 0 Formação Profis. Não Qualificante 1 Qualificação Inicial 0 Qualificação Profis. 0 Aprendizagem 1 Educação e Formação 82 Formação Profissional Formação Profis, para Desempregados 2 Formação Sócio-Profissional 1 Cursos Formação-Emprego 0 Form. Grupos Desfav. 5 Fonte: Serviço Local da Segurança Social, 2009 Em relação à Área de Formação Profissional 82 indivíduos inserem-se no plano da Educação e Formação, de seguida o plano da Formação para Grupos desfavorecidos abrange 5 indivíduos que beneficiam desta política social. 63 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo QUADRO N.º 9 Beneficiários do RSI Área de Inserção – Emprego Área Nº de acções Recursos de inserção contratualizadas Informação e Orientação Profissional 2 Prog. Ocup. 0 Carenciados Prog. Ocup. 0 Subsidiados Escolas-Oficina Mercado Social de Emprego Emprego Criação de Emprego 0 Prog. Inserção- 0 Emprego Empresas Inserção 0 Rede-Ajuda 0 Emprego protegido 1 Prog. estímulo à oferta de emprego Colocação em Mercado de Trabalho 0 Estágios Profissionais Bolsas individuais Formação e Emprego Bolsa de Formação por iniciativa do trabalhador Preparação préReabilitação profissional Profissional Readaptação ao trabalho 0 0 Formação Colocação em Mercado de Trabalho 0 0 593 0 0 Fonte: Serviço Local da Segurança Social, 2009 Deste modo, no que respeita à inserção na área do Emprego, os beneficiários de RSI, encontram-se mais aglomerados na situação de colocação no mercado de trabalho, 593 indivíduos. 64 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo QUADRO N.º10 Beneficiários do RSI Área de Inserção – Saúde Área Nº acções Recursos de Inserção contratualizadas Educação para a Saúde 3 Planeamento familiar 106 Saúde Materna 13 Saúde Infantil 160 Prevenção Primária Plano Nacional de 120 vacinação Outros 3 Consultas de medicina familiar Saúde Consultas/Tratamentos 304 Estomatologia 24 Oftalmologia 16 Psiquiatria 40 Psicologia 103 Outras 113 Alcoolismo 26 Toxicodependência 19 Desintoxicação Fonte: Serviço Local da Segurança Social, 2009 Neste sentido, de acordo com o Relatório de execução mensal relativo ao Rendimento Social de Inserção podemos concluir que na área da saúde, os beneficiários encontram-se mais inseridos no âmbito das Consultas/Tratamentos, particularmente ao nível das consultas de medicina familiar (304 indivíduos), ainda é de todo pertinente destacar que ao nível da Prevenção Primária se destaca uma maior inserção dos indivíduos na Saúde infantil (160 beneficiários). 65 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo QUADRO N.º 11 Beneficiários do RSI Área de Inserção – Acção Social Área Nº de acções Recursos de Inserção contratualizadas Amas/Creche Acção Social 36 familiar/Creche Acolhimento institucional ou Lares Crianças e Jovens familiar de crianças Actividades de tempos e jovens livres Famílias de acolhimento para crianças e jovens 2 18 0 Colónia de férias 21 Centro de Apoio Familiar e Formação Parental 0 Acompanhamento e Educação Sócio-Familiar 255 Famílias de acolhimento para 0 idosos Acolhimento institucional ou familiar a pessoas idosas Lar para idosos 0 Centro de dia/centro convívio Apoio Domiciliário 4 8 Famílias de acolhimento para 0 Acolhimento deficientes Institucional ou Familiar Centros de Actividades a pessoas portadoras Ocupacionais - CAO de deficiência Lar Residencial 0 Intervenção precoce 0 9 Apartamentos de reinserção social para Acolhimento toxicodependentes Institucional ou Familiar Residências para a problemáticas portadores de HIV-Sida específicas Apoio domiciliário a pessoas portadoras de 0 0 0 HIV- Sida 66 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Unidade de Vida Apoiada Acolhimento Unidade de Vida Institucional a pessoas Autónoma com doenças do foro Unidade de Vida mental ou psiquiátrico Protegida Fórum sócioocupacional 0 0 0 0 Fonte: Serviço Local da Segurança Social, 2009 No âmbito da Acção Social, os indivíduos que beneficiam desta medida de apoio social encontram-se inseridos em maior número ao nível do Acompanhamento e Educação Sócio-Familiar, 255 indivíduos. Não obstante, outro plano que se destaca neste âmbito é o Acolhimento institucional ou familiar de crianças e jovens, mais particularmente, em termos de Amas/Creche familiar/Creche inserindo 36 indivíduos que auferem o RSI. Complemento Solidário para Idosos – CSI É uma prestação direccionada para pessoas com 65 anos ou mais. É um complemento aos rendimentos pré existentes, cujo valor é definido por referência a um limiar fixado anualmente e a atribuição é diferenciada segundo a situação concreta da pessoa que requer. No ano do início da medida, 2006, o CSI abrangia cidadãos com idade igual ou superior a 80 anos, tendo no ano de 2007 abrangido pessoas com idade igual ou superior aos 70 anos e, a partir de Janeiro de 2008 esta medida foi alargada a todas as pessoas. Foi também em 2008 que esta medida foi complementada com os designados Benefícios Adicionais de Saúde, criados com o objectivo de reduzir significativamente as despesas com medicamentos, óculos, lentes e próteses dentárias removíveis. Até á data da elaboração deste documento não foi possível apurar os dados estatísticos relativos ao concelho de Oliveira de Azeméis sobre esta medida. 2.2.2.3 - Subsistema de Protecção Familiar Diz directamente respeito às prestações que visam cobrir eventualidades legalmente previstas, através de uma compensação de encargos familiares que daí 67 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo decorrem. Encontram-se aqui tipificadas as seguintes prestações: Abono Família PréNatal; Abono Família para Crianças e Jovens; Bolsa de Estudo; Subsídio de Funeral; Bonificação do Abono de Família para Crianças e Jovens Portadores de Deficiência; Subsídio por Frequência de Estabelecimento de Educação Especial; Subsídio Mensal Vitalício; Subsídio por Assistência a 3ª Pessoa. 3 – EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL Factor estruturante da vivência quotidiana dos indivíduos, o trabalho aparece como fenómeno chave para o desenvolvimento económico e social. Em consonância com os processos de outras esferas da vida dos indivíduos, o trabalho e a vida económica estão a conhecer enormes transformações. As alterações dos processos produtivos e da própria organização do trabalho produzidas pelo progresso tecnológico, a mudança do quadro legal que regulam as relações laborais, e conjuntura económica mundial, têm criado mudanças substanciais com fortes impactos em diversas esferas, nomeadamente: condições de inserção e negociação do emprego; estabilidade dos percursos profissionais, segurança financeira e do próprio planeamento da estratégia de vida. O funcionamento do mercado de trabalho influencia e determina a produção e reprodução de fenómenos de exclusão, sendo o desemprego o factor essencial de vulnerabilização dos indivíduos. Para além da ausência de uma actividade ocupacional produtiva, o desemprego caracteriza-se por uma degradação das condições materiais, numa redução e deterioração das relações inter-pessoais, numa ausência de representação social e numa precariedade evolutiva ao nível de todas as dimensões da vida humana. Como diz Giddens, “o trabalho é mais do que escravidão, ou as pessoas não se sentiriam tão perdidas e desorientadas quando ficam desempregadas”. Apesar da crise no mercado de trabalho, Portugal constitui-se como uma sociedade fortemente salarial, onde o trabalho ocupa uma percentagem significativa da população. O mercado de trabalho português apresenta diversas fragilidades de ordem qualitativa, baseado num trabalho pouco qualificado e de baixos salários. Estas fragilidades têm repercussões directas no desemprego e na distribuição deste. Portugal apresenta uma das mais elevadas taxas de desemprego da União Europeia, sendo que estas são mais elevadas entre os indivíduos com nível de instrução formal mais baixos e entre os que estão nas faixas etárias mais velhas. O baixo nível de escolarização e qualificação profissional da população portuguesa tem 68 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo implicações negativas quer em termos de coesão social, quer em termos de evolução para uma sociedade de conhecimento e inovação. 3.1 – MERCADO DE TRABALHO EM OLIVEIRA DE AZEMÉIS As características do Município de Oliveira de Azeméis no que concerne ao mercado de trabalho não são muito diferentes das apresentadas para Portugal. É um concelho com uma forte dinâmica empresarial sustentada por pequenas e médias empresas, concentradas na área do calçado, dos moldes e da metalomecânica. A população nelas empregada apresenta, na sua maioria, baixos níveis de escolaridade e pouco qualificados. No que diz respeito ao desemprego, este fenómeno tem vindo a aumentar progressivamente, com a alteração significativa do mercado de trabalho e de emprego. A conjuntura e a crise financeira que se instalaram nos últimos anos em Portugal e na Europa são a causa do fecho de muitas empresas que se mostraram incapazes de competir num mercado cada vez mais globalizado cujas exigências de qualidade se tem vindo acentuar. Em Agosto de 2009, Oliveira de Azeméis contabilizava 2836 desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional. QUADRO N.º 12 Desemprego Registado no Concelho de Oliveira de Azeméis em 2009 MÊS N.º DESEMPREGADOS Janeiro 2 342 Junho 2 911 Agosto 2 836 O quadro acima apresentado indica o número de desempregados de Oliveira de Azeméis inscritos no Instituto de Emprego e formação profissional, tendo como referência os meses de Janeiro, Junho e Agosto de 2009. Os primeiros dois meses de referência permite-nos verificar uma evolução do número de desempregados durante o primeiro semestre de 2009, verificando-se um aumento de 569 efectivos o que 69 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo corresponde a uma elevação de 19,3 pontos percentuais. A referência ao mês de Agosto justifica-se pelo facto de aquando da realização deste relatório ser o último com referencial estatístico disponível. Pela sua análise verifica-se uma diminuição do número de desempregados relativamente ao mês de Junho de 75 efectivos. QUADRO N.º 13 Desemprego Registado no Concelho de Oliveira de Azeméis por Género, Tempo de Inscrição no Centro de Emprego e Situação Face ao Emprego – Agosto 2009 TEMPO INSCRIÇÂO GÈNERO Homens Mulheres < 1 ano 1 238 1 598 2 066 1 ano e + N.º N.º DESEMPREGADOS 1º Novo Emprego Emprego Desempregados em O. Azeméis TOTAL 2 836 770 174 2 836 2 662 2 836 Fonte: Instituto Emprego e Formação Profissional – S. João da Madeira O quadro n.13 confirma as características nacionais do desemprego. É um fenómeno que afecta sobretudo as mulheres, as pessoas que estão há mais tempo fora do mercado de trabalho e os que procuram um novo emprego. QUADRO N.º 14 Desemprego Registado no Concelho de Oliveira de Azeméis por Género, segundo o Grupo Etário Grupo Etário N.º desempregados do Concelho Oliveira de <25 Anos 25-34 Anos 35-54 Anos 55 Anos e + Total 424 587 1 281 544 2 836 Azeméis inscritos no Centro Emprego Fonte: Instituto Emprego e Formação Profissional – S. João da Madeira QUADRO N.º15 Desemprego Registado no Concelho de Oliveira de Azeméis por Género, segundo Níveis de Escolaridade Níveis Escolaridade N.º desempregados do Concelho Oliveira de <1º Ciclo 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Azeméis inscritos no EB EB EB EB Centro Emprego 121 910 936 486 Total Secundário Superior 448 235 Fonte: Instituto Emprego e Formação Profissional – S. João da Madeira 70 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 2836 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Os dois últimos quadros permitem-nos verificar que o fenómeno do desemprego, apesar de transversal, afecta maioritariamente os indivíduos entre os 35 e os 54 anos e com baixa escolaridade. São muitas vezes trabalhadores indiferenciados, com baixa escolaridade e qualificação que desde que abandonaram o sistema de ensino, exercem a mesma actividade na mesma empresa. A sua idade é muitas vezes um obstáculo à reintegração profissional. Com os dados disponibilizados pelo Centro de Emprego, podemos confirmar a percepção que foi levantada em todos os fóruns de freguesia, de que existe um elevado número de desempregados no concelho de Oliveira de Azeméis. 3.2 – PANORAMA DA FORMAÇÃO A coesão e a integração social implicam o desenvolvimento das competências pessoais, sociais e profissionais dos indivíduos como reforço da capacidade de acompanhamento dos desafios contemporâneos. Este reforço das competências só é possível com a valorização da formação contínua ao longo da vida. Neste sentido apresenta-se um breve panorama sobre as oportunidades formativas do concelho de Oliveira de azeméis, debruçando-nos especialmente sobre as questões da educação/formação de adultos, sendo certo que as outras ofertas educativas direccionadas para os jovens em idade escolar serão abordadas no âmbito do Município Berço. A educação e formação de adultos, enquadrada na Iniciativa Novas Oportunidades, contempla duas modalidades de formação: ensino recorrente e cursos de educação e formação de adultos. 3.2.1 - Educação e Formação de Adultos Ensino Recorrente Segundo o Relatório da evolução da Rede Educativa do Município de Oliveira de Azeméis do ano lectivo 2007/2008, produzido pela Divisão de Educação da Câmara Municipal, o modelo de ensino recorrente com a iniciativa Novas Oportunidades sofreu uma alteração, passando a ser unicamente ao nível do ensino secundário. Caracteriza-se por ser um sistema de módulos capitalizáveis, existindo 71 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo cursos científico-humanisticos, cursos tecnológicos e cursos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, que após a sua conclusão conferem um diploma de conclusão do ensino secundário ou, quando se trata de cursos tecnológicos e de cursos artísticos, um certificado de qualificação profissional de nível III. Assim, progressivamente o Ensino Recorrente deixará de ter uma oferta profissionalizante, passando a ser essencialmente para quem pretende o prosseguimento dos estudos. No ano lectivo 2007/2008 foram ministrados o 3º ciclo e o ensino secundário no concelho de Oliveira de Azeméis, promovidos pela Escola Secundária Soares Basto. Cursos de Educação e Formação Adultos (EFA) Tal como o próprio nome indica os cursos EFA são uma modalidade de formação de adultos que possuem baixas qualificações profissionais e baixos níveis de escolaridade. São cursos multifacetados e podem assumir vários percursos em função da certificação que conferem. Assim, podemos encontrar: - Cursos EFA de nível básico de dupla certificação que conferem um certificado de 1º ciclo e certificado de formação profissional de nível I (1º ciclo); um certificado de 2º ciclo e certificado de formação profissional de nível II (para o 2º ciclo) e certificado de 3º ciclo e certificado de formação profissional de nível III (para o 3º ciclo). - Cursos EFA de nível básico de certificação escolar, que concedem apenas um certificado de 1º, 2º ou 3º ciclo, conforme os níveis pretendidos e frequentados. Segundo o relatório já referenciado e que pode ser consultado no site da Câmara Municipal nas informações relativas à divisão de educação, os dados do ano lectivo 2007/2008 relativos aos Cursos EFA foram recolhidos junto das escolas EB2,3, Secundárias e outras entidades formadoras, o que possibilitou a sistematização dos dados relativos às escolas, contabilizando-se neste domínio, 7 escolas que disponibilizaram 8 cursos, englobando um total de 127 formandos. Neste âmbito tem sido lançado no final de cada ano lectivo um folheto informativo com as ofertas formativas previstas para o ano seguinte, com o objectivo de divulgar as várias alternativas/percursos formativos quer para jovens, quer para adultos. Para além do documento impresso que é amplamente divulgado, este folheto está também disponível no site da Câmara Municipal. Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências 72 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Quando falamos de qualificação da população, ganha também ênfase a medida de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Tendo como objectivo o aumento da qualificação, o aumento dos níveis de empregabilidade da população adulta activa, bem como incentivar a formação ao longo da vida e a promoção da valorização social das pessoas, o RVCC é um processo através do qual as aprendizagens adquiridas ao longo da vida, são reconhecidas e certificadas. Em Oliveira de Azeméis no ano lectivo 2007/2008 contabilizaram-se quatro Centros Novas Oportunidades que facultam este processo de RVCC: Escola Secundária Ferreira de Castro; Escola Secundária Soares Basto; CENFIM; Associação Comercial. Tendo em conta esta caracterização da oferta educativa no concelho de Oliveira de Azeméis, o Projecto Educativo de Oliveira de Azeméis, promovido pela Divisão de Educação da Câmara Municipal em conjunto com diversos parceiros, apontam como lacunas do sistema de formação: - “Necessidade de adequação entre a formação e as necessidades de quem frequenta, bem como das empresas”; -“Pouca divulgação da oferta educativa”; - “Falta de coordenação e de avaliação contínua das ofertas existentes” Neste sentido e no âmbito da formação, o referido projecto aponta como objectivos inscritos em Plano de Acção a diversificação da “rede de ofertas educativas qualificantes para jovens e adultos; articular as ofertas formativas, envolvendo os parceiros na elaboração de estratégias de produção, divulgação, monitorização e avaliação da oferta; proporcionar aos jovens contactos com as empresas e com o mundo do trabalho, divulga e sensibilizar para as profissões existentes, bem como para as respectivas saídas profissionais e sensibilizar a população para a importância da formação ao longo da vida.” Podemos assim concluir, que apesar da diversidade da oferta formativa existente, ela nem sempre corresponde às necessidades concretas dos diversos actores sociais, pelo que a reflexão feita em diversas instâncias e priorizadas em Projecto Educativo são uma mais valia na alteração do sistema actual, para que no futuro a oferta formativa seja mais eficaz e eficiente, apresentando-se como uma real oportunidade de alteração dos modos e meios de vida da população. 73 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo 4 – MIGRAÇÃO Portugal, até à década de 60, foi um país de índole predominantemente emigratória, devido à saída de cidadãos nacionais, com destino à Europa e às então designadas províncias ultramarinas. Nessa altura os fluxos migratórios em Portugal registavam um saldo claramente negativo, fenómeno que se altera profundamente com a Revolução de 25 de Abril de 1974 e a subsequente independência dos actuais países africanos de língua portuguesa. Assiste-se, então, ao regresso maciço de cidadãos provenientes daqueles territórios, quer originários da então metrópole, quer ali nascidos. A descolonização gera, assim, um aumento exponencial e atípico do número de estrangeiros residentes em Portugal. O fenómeno imigratório adquire, deste modo, uma importância inquestionável e Portugal inverte a tendência até então assumida deixando de ser visto como um país de emigração para se converter num país de acolhimento. Numa primeira fase, a imigração surge por parte dos estrangeiros oriundos de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s: Angola, Cabo Verde, GuinéBissau e Moçambique). Na segunda metade dos anos 80 verificou-se uma abertura a outras nacionalidades, nomeadamente Brasileiros, Chineses, Indianos e Paquistaneses. Nos últimos anos, a imigração adquiriu um novo fôlego, estendendo-se aos Países Europeus de Leste, especialmente, Ucrânia, Moldávia, Rússia e Roménia. Este fenómeno resultou num aumento significativo do número de estrangeiros que fixaram a sua residência em Portugal com o objectivo de melhorar as condições de vida, alcançando um bem-estar que o seu país de origem não é capaz de oferecer. 4.1 – RECURSOS LOCAIS DE APOIO À POPULAÇÃO MIGRANTE A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis confrontada com a realidade dos Imigrantes e dos Emigrantes a residir no seu concelho, sentiu a necessidade de criar serviços de apoio a esta população alvo, pelo que em 2004 é inaugurado o Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante (CLAII), resultante de um Protocolo de 74 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Cooperação com o ACIDI – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural. Em 2008, fruto de um Acordo de Cooperação entre a Câmara Municipal Oliveira de Azeméis e a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, é inaugurado o Gabinete de Apoio ao Emigrante (GAE). O CLAII por um lado pretende promover a compreensão e receptividade da população local para com os imigrantes, favorecendo portanto a harmonia e tolerância com todos os residentes no concelho, por outro lado pretende incentivar os imigrantes a participar mais activamente na comunidade portuguesa desenvolvendo uma política de integração cada vez mais eficaz. No âmbito das acções do CLAII em 2009 foi feito um levantamento da população imigrante residente no concelho de Oliveira de Azeméis, que contabiliza um total de 532 imigrantes sendo 447 adultos e 85 crianças. São na sua maioria oriundos dos países de Leste, estando já a algum tempo a residir em Portugal, manifestando uma integração satisfatória e muitas vezes plena na realidade concelhia. O GAE destina-se a prestar ajuda aos munícipes que estejam ou tenham estado emigrados, aos que estão em vias de regresso, aos que residem ainda no país de acolhimento e aqueles que desejam emigrar. Este gabinete pretende informar os emigrantes sobre os seus direitos, proceder ao devido encaminhamento, articulação e mediação junto de outros organismos e contribuir para a resolução dos problemas apresentados. Por outro lado o GAE promove uma melhoria da participação e integração social da população emigrante. 5 – DEFICIÊNCIA A qualidade de vida e as oportunidades das pessoas com deficiência reflectem não só as condições de vida e as políticas sócio-económicas que têm caracterizado as diferentes épocas ao longo da história, como também as representações e construções sociais sobre este fenómeno. Nas últimas décadas têm-se assistido a profundas mudanças na concepção da deficiência, havendo uma maior consciência social e responsabilidade política a favor da pessoa e dos direitos humanos, do respeito pela diversidade e pela luta contra a descriminação. Para esta consciência colectiva também muito tem contribuído a progressiva participação das pessoas com deficiência. Porém o efectivo bem-estar e o pleno exercício dos seus direitos continua longe de ser uma realidade, havendo ainda 75 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo um longo caminho a percorrer no que concerne ao reconhecimento de que a incapacidade não é inerente à pessoa, considerando-a como um conjunto complexo de condições, muitas das quais criadas pelo ambiente social, mudando-se, desta forma, o enfoque da anomalia ou deficiência para a diferença. Trata-se de valorizar responsabilidade colectiva na construção de uma “sociedade para todos”, repudiando modelos estigmatizantes e pouco promotores da inclusão social. Mais uma vez os dados disponíveis de caracterização da população com deficiente residente no município de Oliveira de Azeméis reportam-se aos Censos de 2001, não se podendo verificar a evolução dos padrões estatísticos. Face a este constrangimento optamos por fazer uma pequena referência aos referidos dados bem como o levantamento dos serviços e respostas existentes neste território e especialmente vocacionadas para o apoio a esta população. Em termos estatísticos e segundo o INE: - 5,7% da população residente no concelho é portadora de deficiência (4043 indivíduos); - 55,9% da população portadora de deficiência não tem grau de incapacidade atribuído (2264 indivíduos); - 65,2% da população residente portadora de deficiência tem 15 ou mais anos; Gráfico n. População Portadora de Deficiência por Actividade reformados, aposentados ou na reserva incapacitados permanentes para o trabalho estudantes domésticos outros Activos Desemprego Fonte: INE, Censos 2001 Destacam-se ainda os seguintes dados referentes população portadora de deficiência: 76 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo - 32,5% “Reformados, aposentados ou na reserva”; - 23,3% “ Incapacitados permanentes para o trabalho” - 3,1% “Estudantes” - 2,8% “Domésticos” - 3,5% “Outros” - 32,8% Encontram-se no activo - 2% Encontram-se em situação de desemprego Refere-se que esta população, maioritariamente inactiva é caracterizada por indivíduos que auferem de rendimentos baixos, e acarretam, igualmente, despesas elevadas para os orçamentos familiares. A este problema acresce ainda a sua dependência de terceiros, o que implica a disponibilidade permanente das famílias no apoio à execução de tarefas e cuidados básicos. 5.1 – RESPOSTAS, SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS DE APOIO À POPULAÇÃO PORTADORA DE DEFICIÊNCIA 5.1.1 - Respostas -CERCIAZ Em Oliveira de Azeméis existe apenas um equipamento social direccionado ao apoio da população portadora de deficiência: CERCIAZ – Cooperativa Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Oliveira de Azeméis. Esta cooperativa privada sem fins lucrativos, disponibiliza 3 valências: 1.Escolaridade ou pedagógica (educação especial), com 11 utentes; 2.Pré-profissional , com 58 utentes; 3.Centro de Actividades Ocupacionais (C.A.O.), com 54 utentes. Os dados acima mencionados referem-se ao ano de 2009. Para além do nosso concelho, abrange também os concelhos de Vale de Cambra, S. João da Madeira, Arouca e Albergaria. -Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo de Cucujães No âmbito da candidatura ao Ano Europeu da Pessoa com Deficiência (2003) foi criado por esta Instituição humanitária, não governamental de carácter voluntário, um espaço para um atelier de ocupação de pessoas portadoras de deficiência Projecto 77 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo ”Mistura Activa”. Este projecto mantém-se activo tendo actualmente 18 utentes da freguesia de Cucujães. -Comissão Concelhia para a Deficiência No âmbito das comemorações do Ano Europeu da Pessoa com Deficiência (2003), foi apresentada uma candidatura ao Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência (actual Instituto Nacional de Reabilitação) que foi aprovada, tendo como entidade promotora a Câmara Municipal. Para o desenvolvimento das acções previstas, foi constituída uma Comissão Executiva, com as seguintes entidades parceiras: Câmara Municipal, CERCIAZ, Cruz Vermelha – Núcleo de Cucujães, Associação Cultural e Recreativa de Nogueira do Cravo – NOZ, Associação de Pais para a Integração das Crianças Deficientes de Oliveira de Azeméis – APICDOA, Centro de Saúde de Oliveira de Azeméis, Hospital de S. Miguel, Agrupamento Vertical de Escolas Bento Carqueja e a Equipa Local dos Apoios Educativos. Após o término da candidatura, dada a importância das acções realizadas em vertentes diversificadas e o interesse manifestado para a continuidade de desenvolvimento de trabalho nesta área, esta equipa manteve-se activa formalizandose em Comissão Concelhia para a Deficiência a 3 de Dezembro de 2006. A sua acção assenta sobretudo, no desenvolvimento e prossecução a nível da área de Município da política de prevenção, habitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, no âmbito da definida a nível nacional. Nos seus planos de acção, a Comissão Municipal para a Deficiência, tem vindo a efectuar estudos, a propor medidas e programas às entidades competentes, bem como a desenvolver acções de cariz diversificado. Têm contribuído para a interacção com outras entidades locais numa perspectiva de um planeamento e intervenção integrados e de transversalidade. Foram também concretizadas algumas acções como por exemplo, a aprovação de três candidaturas, uma ao programa Pares II para a construção de um lar residencial e duas residências autónomas, outra à medida 6.12 do POPH do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para construção do e um CAO – Centro de Actividades Ocupacionais, apresentadas pelo Centro Social Leonilda Silva Matos e uma outra candidatura supra municipal também ao QREN relativa ao projecto integrado para a promoção da acessibilidade no Entre Douro e Vouga. 78 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo 5.1.2 Serviços -Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis Na área da deficiência a acção da autarquia de Oliveira de Azeméis tem-se manifestado ao nível das melhorias habitacionais (ao abrigo do regulamento municipal de apoio a melhorias habitacionais), na criação de tarifário/preços da água para famílias com deficientes dependentes grau II, no incentivo e apoio ao alargamento de equipamentos e na actuação integrada da Comissão Municipal para Deficiência. Prémio de Mérito Municipal de Integração de Pessoas com Deficiência No sentido da congregação de esforços e sinergias na promoção efectiva da integração social e profissional das pessoas portadoras de deficiência no Concelho de Oliveira de Azeméis e com vista à motivação das empresas e empresários oliveirenses na criação de condições para a integração profissional das pessoas com deficiência, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis criou o Prémio de Mérito Municipal de Integração de Pessoas com Deficiência. A Atribuição do Prémio de Mérito Municipal de Integração de Pessoas com Deficiência é dirigida às empresas e Instituições Particulares do Concelho de Oliveira de Azeméis. O Prémio tem natureza meramente simbólica, constituindo uma forma pública e solene de homenagem às Entidades, que em cada ano mais se destaquem na integração profissional de pessoas com deficiência. SIM-PD O Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência – SIM-PD, foi criado/implementado neste Município no dia 3 de Dezembro 2008, integrando o programa comemorativo do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência 2008, através da celebração de um Acordo de Extensão entre a Grande Área Metropolitana do Porto e a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. O SIM-PD é um serviço que presta um atendimento qualificado aos munícipes com deficiência e respectivas famílias, bem como aos técnicos de reabilitação e instituições que desenvolvam qualquer tipo de actividade neste domínio (prevenção, reabilitação e integração), no nosso concelho, assegurando-lhes uma informação acessível e integrada sobre os direitos, benefícios e recursos existentes para a resolução dos problemas colocados. 79 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo O SIM-PD encontra-se a funcionar na Divisão de Acção Social desta Câmara Municipal, com atendimento às segundas e terças-feiras das 9.00h às 12.30h e das 14.00h às 17.30h. Plataforma “Integrar Mais” A plataforma “Integrar Mais” – bolsa de empregabilidade de Oliveira de Azeméis é um meio que permite o contacto das pessoas portadoras de deficiência com o mercado de trabalho possibilitando, ao mesmo tempo, às empresas darem a conhecer as suas necessidades laborais. O objectivo do projecto é a integração profissional efectiva da bolsa de candidatos ao emprego, contabilizando 27 integrações desde a sua criação em 2007. - Equipa Multiprofissional para a Área da Deficiência A Equipa Multiprofissional para Área da Deficiência é promovida pelo Centro de Saúde e é constituída por profissionais de diversas áreas, nomeadamente: médico, psicólogo, assistente social e professor da equipa de apoios educativos. As acções desenvolvidas são diversificadas e têm como objectivos: - Consciencialização, sensibilização e esclarecimento da opinião pública para a problemática da deficiência; - Reabilitação social e pessoal das pessoas com deficiência; - Diagnóstico e orientação de crianças e jovens com problemas de desenvolvimento. Tem como população alvo crianças e jovens dos 0 aos 18 anos. -Desenvolcentro – Centro de Desenvolvimento Psicomotor e Aprendizagem Infantil O Desenvolcentro, localizado na cidade de Oliveira de Azeméis, é uma estrutura de cariz particular, na área da educação/ensino, à qual se dá um relevo particular no âmbito da acção social, dado que os acordos que esta entidade tem com a Segurança Social possibilitam o encaminhamento de um grande número de crianças e jovens para acompanhamento em valências diversificadas. -Clínica de Reabilitação Física – Dulcídio Bastos Esta clínica, também localizada em Oliveira de Azeméis, é uma estrutura de cariz particular, na área da educação/ensino, à qual se dá um relevo particular no âmbito da acção social, dado que os acordos que esta entidade tem com a Segurança Social 80 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo possibilitam o encaminhamento de um grande número de crianças e jovens para acompanhamento em valências terapêuticas diversificadas, nomeadamente: fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem de reabilitação, terapia da fala, psicologia clínica. -Psicocet Tal como os anteriores serviços, o Psicocet localiza-se na freguesia de Oliveira de Azeméis e é também uma estrutura de cariz particular, na área da educação/ensino. -Unidades de Intervenção Especial para Alunos com Multidificiência ou Surdocegueira Congénita O nosso Concelho tem, actualmente, três unidades de intervenção especial a funcionar nas freguesias de Macinhata da Seixa (2 alunos), Cucujães (4 alunos) e Loureiro (4 alunos). Estas unidades acolhem os alunos que estão inseridos em currículos alternativos e em escolaridade mínima obrigatória. São acompanhados por professores/educadores, especializados na área da deficiência mental e motora. -Apoios Educativos Estes apoios estão direccionados a alunos com problemáticas de grau ligeiro ou dificuldades de aprendizagem, como a hiperactividade, dislexias ligeiras, etc. -Educação Especial São apoios que estão direccionados a alunos com necessidades educativa especiais de carácter permanente que têm acentuado limitações a nível de actividade e participação. -Segurança Social Esta entidade auxilia a população portadora de deficiência com Medidas de Apoio Directo, por exemplo as ajudas técnicas. 6 – PROBLEMAS | DIAGNÓSTICO 6.1. – PROBLEMAS LEVANTADOS 81 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo No contexto do Município Inclusivo, os problemas levantados foram diversificados e transversais indo desde a acção social ao emprego e formação profissional. FAMÍLIAS a) RENDIMENTOS • Aumento de dificuldades financeiras; • Endividamento; • Aumento do número de famílias carenciadas a solicitarem apoio; • Carências económicas; • Baixos rendimentos das famílias; • Insuficiência económica das famílias; • Pobreza envergonhada; • Novos pobres; • Baixo nível económico • Dificuldades na amortização das prestações de empréstimos/ incumprimento do pagamento das prestações b) FUNCIONALIDADE • Má gestão/ má gestão dos recursos; • Prostituição; • Desorganização familiar; • Reprodução geracional de comportamentos e da pobreza; • Falta de valores; • Casos crónicos sem solução; • Má alimentação; • Pobreza de espírito. SUBSÍDIO/ APOIOS • Famílias a receberem apoios indevidamente; • Subsídiodependência; • Falta de recursos técnicos de intervenção; • Famílias acompanhadas ao nível do RSI e CPCJ com grande mobilidade; 82 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo • Famílias que não utilizam correctamente os bens distribuídos pelo PCAAC (Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados) venda ilegal; não os sabem utilizar/ cozinhar) EMPREGO • • Desemprego o Desemprego nas mulheres o Desemprego nos jovens à procura do 1º emprego Precariedade Laboral o Emprego a tempo parcial o Instabilidade no emprego FORMAÇÃO • Baixas qualificações/nível de formação • Falta de formação dos colaboradores das IPSS’S • Falta de articulação entre as ofertas e necessidades formativas • Falta de cursos profissionais para um real encaminhamento do formando para o mundo laboral • Falta de formação profissional • Falta de formação profissional na freguesia • Falta de formação para os pais EMPRESAS • Falência de empresas • Recurso a mão-de-obra barata SEGURANÇA PÚBLICA • Vandalismo o Associado ao consumo de álcool e drogas o Associado a jovens e adolescentes • Peditórios ilegais (de porta em porta) • Violência doméstica 83 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo INTERVENÇÃO DAS FORÇAS DE SEGURANÇA Falta de patrulhamento e vigilância por parte das forças de segurança • 6.2. – Análise SWOT Tendo por base estes problemas foi feita a análise SWOT que se apresenta na tabela que se segue: Análise SWOT | Município Inclusivo PONTOS FORTES PONTOS FRACOS 1. Bancos de recursos existente - IPSS concelhias 1. Acção /Apoios de Grupos Informais 1. Acção / Apoios de CSF 1. Regulamentos e Medidas Municipais (Habitação; Tarifário) 2. Projectos de intervenção comunitária concelhios (Segurança Social, Solis/Progride; CMOA), nomeadamente as Acções de Sensibilização/Formação promovidas 2. Serviços disponibilizados pela Câmara em áreas diversas (Apoio psicológico; Maternidade…) 1.Famílias – Rendimentos 2- CPCJ 3. Sensibilidade dos Técnicos para o problema e sua preocupação na melhoria de procedimentos/articulação para o seu combate 6. Formações no âmbito do Programa Novas Oportunidades de parceria desenvolvido 4. Emprego – Desemprego 6. Formação 4 e 5. Projectos no âmbito do QREN Trabalho 3. Subsídio/Apoios 5. Emprego – Precariedade laboral 4 e 5. Gabinete de Inserção Profissional (GIP) 6. 2. Famílias – Funcionalidade na área da Educação/Formação 7. Empresas 8. Segurança Pública 9.Intervenção das Forças de Segurança 7. Associação Empresarial e a Associação Comercial 7- Gabinete de Apoio ao Empresário 8. Projectos na área das Dependências 8. Serviço Itinerante de Atendimento Jurídico na área da Família (P. Solis) 9. GNR/Escola Segura -Trabalho em Rede / Dinâmica da Parceria Institucional - GAE - CLAII - SIM-PD 84 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo OPORTUNIDADES AMEAÇAS 1.Falta de informação sobre respostas/medidas/apoios existentes 1. Aumento das situações de carência/privação 1. Dificuldades acrescidas por vergonha de exposição 2. Acomodação; falta de motivação/ resistência à mudança; 1.Segurança Social – Programas/ Acordos/Medidas (RSI / 2. Défice de competências (formação pessoal, social, CSI) familiar…) 1.PCAAC 2. Alteração do quadro de valores que estruturam a família 3. Alargamento e funcionamento Integrado da Rede de 3. Subsídiodependência como estilo de vida Bancos/Apoios às famílias 3. A má utilização/aproveitamento dos recursos (PCAAC e 3. Implementação de Atendimento Integrado outros) 4. Medidas de Apoio ao Empreendedorismo 4. Conjuntura económica 5. Mercado Social de Emprego 4. Tendência do aumento de desemprego de longa duração 6. Implementação da certificação dos Serviços do 3.º sector associada ao baixo nível de instrução/qualificação dos 6. Estruturação de Plano de Formação (Necessidades desempregos formativas dos profissionais dos serviços do 3.º sector) e 5. Aumento da instabilidade familiar Oferta Formativa em geral 5. Aumento da morbilidade - QREN 6. Desarticulação entre a oferta formativa e necessidades - Programa Novas Oportunidades reais de mercado de trabalho/integração 7. Empobrecimento da população/famílias 8. Inactividade/desocupação das pessoas 8. Agravamento da situação económica 8. Aumento da marginalidade/pobreza 9. Insuficiência de recursos humanos para o devido policiamento 6.3. – ÁREAS DE ACTUAÇÃO Desta análise, tendo em conta os recursos que o Município tem e outros que podem ser mobilizados foram priorizadas as áreas de actuação como forma de resolução de diversos problemas enunciados. 6.3.1- Intervenção nas Famílias ao Nível da Promoção e Apoio A noção de Desenvolvimento Social anunciada pela Cimeira de Copenhaga, centraliza-se nas questões da igualdade de oportunidades e na garantia das condições de vida dignas e condições de cidadania para todos. O alcance de tal objectivo, pressupõe a tomada de consciência sobre os problemas e necessidades 85 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo existentes, a mobilização de todos os actores sociais para a colmatação dos mesmos e a promoção do desenvolvimento apoiado nas redes locais e nas forças endógenas que estas consubstanciam. Torna-se assim evidente que a actuação em rede é a base que potencia o desenvolvimento social local. A intervenção social constitui um dos mais fortes instrumentos de política social e exige uma reflexão profunda acerca dos seus pressupostos teóricos e de validade dos seus modelos face às transformações sociais e ao modo de entender a vulnerabilidade social. As famílias actuais que são alvo de intervenção são multiproblemáticas, apresentando muitas dificuldades, constituindo-se como um desafio a realização de um trabalho de promoção junto e com elas. Assim, torna-se necessário repensar as formas de intervir com estas famílias, numa lógica de reformulação de estratégias de intervenção. No âmbito do Fórum do Município Inclusivo foram priorizadas as seguintes áreas de intervenção na família: - Apoio à medicação As despesas com a saúde e nomeadamente a medicação absorvem uma parte significativa dos orçamentos familiares, nomeadamente quando têm no seu seio membros com necessidade de tomar medicação permanente que lhes permita ter um mínimo de qualidade de vida e de controle da sua doença. Como forma de colmatar estas necessidades, os interlocutores do Município Inclusivo, apontaram a criação de uma farmácia social como forma de dar resposta às constantes solicitações de apoio que chegam ao Serviço Local de Segurança Social, nomeadamente, de pessoas muito novas e que ainda não podem usufruir dos apoios destinados à população idosa, com quadros clínicos ligados a depressões e que devido ao endividamento não conseguem fazer face aos custos da medicação. As farmácias sociais surgiram em Portugal no princípio do século XX e foram integradas na rede nacional de farmácias na transição da década de 40/50. Este tipo de estabelecimentos, são normalmente propriedade de uma Mutualidade ou Misericórdia e na prática funcionam como um a outra qualquer farmácia, com a diferença de que todos os seus medicamentos revertem a favor dos seus associados ou dos instrumentos de acção social que estas instituições possam abranger. Assim, as farmácias sociais têm um duplo papel de desenvolvimento social: por um lado 86 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo possibilitam a canalização de verbas para a instituição, e por outro, disponibiliza descontos na aquisição de medicamentos aos seus beneficiários. - Criação de medidas de apoio às famílias monoparentais Segundo a perspectiva da Sociologia da Família, o conceito de família monoparental reporta-se “uma mãe ou pai a viver sem cônjuge e com filhos dependentes (crianças ou jovens adultos solteiros)”. Nos últimos anos, há uma tendência familiar que tem vindo a ganhar peso que passa pelo aumento das famílias monoparentais solteiras. Do ponto de vista da formação da família monoparental, os indivíduos solteiros podem ter duas trajectórias familiares, nomeadamente: “a mãe celibatária” e a “conjugalidade de facto”. Assim, a primeira trajectória corresponde a mães solteiras que tiveram o filho fora do casamento, sem nunca ter chegado a viver em casal, por outro lado, a segunda trajectória refere-se a pais e mães que viveram em união de facto, tiveram um filho fora do casamento e posteriormente separaram-se. Se a expressão “mães solteiras por opção” é uma descrição adequada a algumas progenitoras, que normalmente possuem recursos suficientes para gerir satisfatoriamente um agregado monoparental, para a maioria das mães sós ou solteiras a realidade é diferente, pois há uma grande correlação entre a taxa de nascimentos fora dos casamentos e indicadores de pobreza e exclusão social Verifica-se também um aumento das famílias monoparentais divorciadas, fruto de um aumento substancial da dissolução dos casamentos. Estas situações, para além dos evidentes constrangimentos de ordem psicológica e individual, acarretam igualmente problemas de ordem social e material, manifestamente agravados quando a mulher, antes da separação não exercia qualquer actividade económica. - Reflexão sobre o trabalho técnico de intervenção na família A sociedade actual defronta-se com a existência de novos perfis de vulnerabilidade social, cuja explicação fundamenta-se em teorias transversais e complementares que passam por um lado pelos grandes processos sociais que produzem condições de pobreza difíceis de superar individualmente e, por outro lado, por uma atmosfera social e cultural favorável à reprodução geracional da pobreza, através da socialização das crianças mais pobres que desde cedo não vêem razão para aspirar a valores diferentes, associada aquilo a que muitos chamam uma cultura de dependência das providências da segurança social, o que mina a ambição pessoal e a capacidade de auto-ajuda. 87 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Face a isto torna-se necessário fazer uma revisão sobre o papel do Estado, dos serviços da Segurança Social e de todos os técnicos que trabalham com famílias, grupos e comunidades em situações de vulnerabilidade. É necessária criarem-se modelos de actuação de promoção da coesão social, fomentando redes de interdependência e maximização das capacidades e do potencial de acção dos indivíduos e comunidades em desvantagem. Assim, torna-se necessário organizar todos os recursos técnicos existentes no concelho num verdadeiro trabalho em rede para potenciar uma actuação mais eficaz e mais eficiente. Segundo as conclusões do Fórum Município Inclusivo, este esforço deve ser feito em duas vertentes: -Trabalho de sensibilização dos técnicos para questionar os métodos de actuação, numa perspectiva de auto-critica e de avaliação dos resultados obtidos, promovendose a troca de experiências e o dar a conhecer as estratégias de actuação. -Criação do atendimento integrado enquanto serviço operativo de intervenção e estrutura de atendimento e acompanhamento de proximidade. No nosso país existem já exemplos de serviços de Atendimento Social Integrado em funcionamento que resultam de uma parceria institucional entre entidades públicas e privadas que actuam no domínio da intervenção social e cujos objectivos são os seguintes: resposta mais adequada aos problemas sociais; rentabilização dos recursos existentes; aproximação dos serviços à população; eliminação da sobreposição de actuações; melhor planeamento dos serviços; celeridade na resolução dos casos. Com este serviço pretende-se a criação de soluções mais adequadas aos problemas sociais de cada a agregado familiar ou indivíduos que é acompanhado por um Gestor de Processo, uma nova figura que se consubstancia num técnico de acção social cujo papel passa pela elaboração do diagnóstico e desenvolvimento de estratégias de actuação. - Gestão integrada dos Recursos Locais A par da reflexão e reestruturação da intervenção nas famílias é necessário implementar práticas de trabalho integrado dos diversos serviços, dos Bancos de Recursos Locais e dos Grupos Informais, como forma a garantir a distribuição de bens mais adequada, ajudando mais e melhor as famílias e eliminando a sobreposição de actuações. 88 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo - Criação de uma resposta integrada na área de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica Podemos definir violência doméstica como o abuso físico de um membro da família em relação a outro ou outros membros e segundo os estudos existentes demonstram que os principais alvos dos diversos tipos de abusos são as mulheres e as crianças. A abordagem deste fenómeno revela-se por diferentes padrões que vão desde os mais conservadores aos mais feministas, sendo que os primeiros consideram a violência doméstica como reflexo de uma crise crescente da família e da erosão dos padrões morais, e os segundos, que esta reflecte o poder patriarcal do homem em relação à mulher e outros membros da família. Por se tratar de um fenómeno multicausal, transversal a estratos sociais, grupos profissionais e grupos etários, a intervenção nesta área é difícil e encontra vários constrangimentos, nomeadamente, o da sua banalização e aceitação cultural. Os laços familiares estão normalmente impregnados de emoções fortes e as desavenças que ocorrem no contexto doméstico, por vezes, libertam antagonismos que não seriam sentidos da mesma forma noutros contextos sociais. Por outro lado, socialmente é tolerado e, por vezes até mesmo aprovado, um certo grau de violência no âmbito da família, havendo uma proporção substancial de casais que acredita que, em determinadas circunstâncias, é legitimo um dos esposos bater no outro. A aceitação cultural desta forma de violência reflecte-se no ditado popular: “entre marido e mulher não se mete a colher”. Face a este panorama, torna-se fundamental criar uma resposta de apoio na área da violência doméstica que vá além da estrita resposta de aconselhamento e orientação das vitimas, porque se é verdade que é nestas que deve incidir as maiores preocupações de intervenção, não deixa de ser verdade que todo o trabalho promocional destas pessoas e dos membros delas dependentes passa por uma consciencialização da sociedade de das redes familiares e sociais onde estão inseridos. É ainda necessário fazer um trabalho com o agressor numa lógica de reabilitação e de desenvolvimento das suas competências sociais e familiares. Face a isto, é necessário criar-se uma resposta integrada na área de apoio a vitimas de violência doméstica. - Criação de actividades integradoras de crianças e jovens (com dificuldades de integração nas respostas existentes) A concretização destas actividades implicam um verdadeiro trabalho criativo e de rentabilização de esforços de todos os intervenientes numa sociedade cada vez 89 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo mais plural e diferenciada. Trata-se de mobilizar os próprios jovens na construção e dinamização de espaços/actividades, para que desde inicio seja criado um sentimento de pertença, indo ao encontro das suas expectativas e assim se possa desenvolver um programa de desenvolvimento de competências sociais e uma cultura de participação e cidadania. Neste âmbito foram propostos dois exemplos: um parque de desportos radicais e a criação de grupos informais ligados à dança, ao teatro, entre outros. 6.3.2- Integração no Mercado de Trabalho Neste documento já referimos a importância da integração no mercado de trabalho para uma real integração social. O trabalho para além de conferir uma remuneração económica confere a criação de uma rede de ligações afectivas e sociais que sustentam a vida em sociedade. Enquanto factor de integração social, o acesso a um emprego ganha ainda especial destaque quando falamos da população portadora de deficiência, na medida em que os handicaps destas pessoas são considerado um obstáculo à sua contratação. A baixa integração laboral das pessoas portadoras de deficiência foi um dos problemas diagnosticados, debatidos e priorizados nos fóruns que conduziram a este diagnóstico social, na medida em que apesar de existir a Plataforma “Integrar Mais”, promovida pela Autarquia, que visa facilitar e agilizar o processo de recrutamento/inserção de pessoas com deficiência no mercado do trabalho, verifica-se que a par da pouca oferta de trabalho, os candidatos disponíveis apresentam níveis de qualificação baixos o que dificulta ainda mais a sua integração. Face a isto, é necessário reforçar as qualificações desta população para que a sua formação e qualificação seja uma mais valia efectiva que suplante as limitações que apresentam e que podem ser considerados como obstáculos à sua participação laboral e social. O reforço das competências é também um requisito fundamental para a integração laboral da população em geral e não só para os que apresentam uma deficiência. Pretende-se desta forma colmatar a desmotivação de muitos desempregados que não reconhecem no trabalho uma mais valia de auto-realização, entrando num ciclo em que só a remuneração é valorizada, priorizando-se a obtenção de um subsídio em detrimento de um emprego. 90 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo Trata-se de criar uma consciência colectiva, através de uma educação para a cidadania, privilegiando-se o bem comum, onde cada um tem um papel fundamental. Desta forma pretende-se contrariar a subsídio dependência. Para valorização do trabalho enquanto bem individual e comum é também necessário que o mercado de trabalho seja alterado, nomeadamente, com a melhoria dos salários para que não seja mais vantajoso receber um subsídio do que um salário baixo. 6.3.3- Aumento/Reforço das Competências A promoção da coesão social passa por valorizar simultaneamente as questões da educação, formação e emprego na medida em que pessoas mais e melhores qualificadas são detentoras de instrumentos que possibilitam a sua auto-realização e resposta aos desafios com que diariamente se deparam. A qualificação das pessoas proporciona aos cidadãos entre outras coisas, a possibilidade de acederem a um leque mais diversificado de postos de trabalho, postos condignos e com uma possibilidade de segurança. De facto, a situação perante o trabalho é decisiva para a inclusão da pessoa em sociedade por possibilitar a satisfação de necessidades básicas (materiais), mas também a possibilidade de desenvolvimento de um identidade social e da criação do sentimento de pertença a redes institucionais. O acesso ao emprego qualificado constitui efectivamente, uma das melhores protecções contra a exclusão social. Neste contexto, a formação torna-se essencial para a integração social dos cidadãos. De facto, a formação, enquanto a aquisição sistemática de competências, novos conceitos ou atitudes, possibilita um melhor desempenho das pessoas no mercado de trabalho. Face a esta realidade, e de acordo com os problemas enunciados é necessário sensibilizar toda a população para a importância da formação, no sentido de aumentar os níveis de qualificação, por forma a que se adquiram as competências necessárias a uma (re) adaptação a um mercado de trabalho exigente e em mudança e a uma sociedade cada vez mais complexa. Para tal, torna-se necessário desenvolver outras competências, nomeadamente pessoais e sociais. De acordo com a discussão dos diferentes intervenientes participantes no Fórum Município Inclusivo, para se conseguir promover um verdadeiro e efectivo aumento das qualificações, é necessário alterar a forma como a formação é encarada 91 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Inclusivo por muitos dos cidadãos. De facto, existe a percepção que muitas pessoas não fazem a sua integração numa formação para obterem conhecimentos para uma inserção profissional, sendo motivados por outras e diferentes razões, nomeadamente a sua intenção de auferir um subsídio (recorrer sobretudo a formações que confiram um determinado apoio económico), o que faz com que muitas vezes as pessoas se tornam “profissionais” de formação. Face a isto, é necessário fazer uma reflexão para permita uma educação para a cidadania e consequentemente o desenvolvimento de uma consciência colectiva que permita a valorização progressiva do Ser Humano e dos seus enquadramentos fundamentais: a família, o trabalho, a corresponsabilidade comunitária. Torna-se assim fundamental aumentar os níveis de cidadania, isto é, aumentar a capacidade de agir civil e politicamente em liberdade. Falamos aqui de cidadania enquanto capacidade universal de agir civil e politicamente em liberdade, na plenitude do seu significado. Trata-se de afirmar a dignidade de cada pessoa cidadã considerada como sujeito de direitos e da sociedade considerada como expressão colectiva de direitos idênticos. A cidadania na sua prática implica que cada indivíduo e do mundo que o rodeia na tomada de consciência em contínua evolução, acompanhando as mudanças da temporalidade. É aqui que a educação assume um papel insubstituível na formação das cidadãs e dos cidadãos e no progresso da cidadania. Educar para a cidadania implica a educação dos cidadãos para os direitos humanos universais, tendo em conta a noção concreta do tempo e do lugar em que se vive bem como um apelo permanente à consciencialização e responsabilização para os deveres da cidadania. 92 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço MUNICIPIO BERÇO 92 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” Jean Piaget CONTEXTUALIZAÇÃO Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento, sendo na infância que se verifica um grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do peso da criança - especialmente nos primeiros três anos de vida e durante a puberdade. Mais do que isto, a infância é um período onde o ser humano se desenvolve psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na aquisição das bases de sua personalidade. Sendo a personalidade o conjunto de características psicológicas que determinam a individualidade pessoal e individual de alguém, a formação da personalidade é um processo gradual, complexo e único de cada indivíduo. Assim, os pais de uma criança possuem um papel fundamental no desenvolvimento das competências pessoais e sociais da criança, para que estas possam integrar-se socialmente, vivendo amigavelmente, agindo inteligentemente e de maneira responsável. Para além dos pais que têm a responsabilidade primordial na promoção do desenvolvimento da criança, outros agentes e instituições sociais desempenham um papel de fundamental. De facto, no âmbito da socialização, a família moderna tem uma grande importância, no entanto é coadjuvada por outras instâncias nesta tarefa, nomeadamente, pela escola, o grupo de pares, a televisão e a internet. A escola é cada vez mais objecto de investimento familiar na educação dos filhos que pode ser entendida numa lógica de reprodução social, para aqueles que já usufruem de um capital sociocultural elevado, ou numa lógica de mobilidade social para aqueles que se encontram noutra condição social. De facto, de há uns anos a 93 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço esta parte, possuir um diploma escolar valorizado pode significar o acesso a uma profissão, provavelmente melhor qualificada que a dos pais, e por conseguinte a um estatuto de promoção social. No entanto, com as profundas alterações sociais, muitas pessoas não reconhecem à escola este papel de mobilidade, até porque muitos jovens dificilmente conseguem ultrapassar o patamar social que herdaram dos pais, uma vez que o insucesso e o abandono escolar continuam a apresentar níveis elevados. 1. – O PAPEL DA FAMILIA No âmbito do crescimento do ser humano, a família tem um papel preponderante e fundamental, constituindo-se como uma instituição humana simultaneamente natural e cultural, revestindo-se de múltiplos significados que revelam o seu carácter de suporte vital da sociedade. 1.1. – ALETRAÇÕES DAS ESTRUTURAS FAMILIARES A instituição familiar é marcada por uma história tão longa como a história da humanidade tendo sofrido uma evolução constante respondendo aos desafios e oportunidades da cultura do momento. Assim, materializa-se em diversos modelos mais ou menos estruturados, podendo destacar-se o que é designado de tradicional, correspondendo à chamada família pré-moderna ou externa, o modelo de família nuclear relativo à família moderna e o modelo pós-nuclear ou família pós-moderna. Nas últimas décadas, assistiu-se à passagem do modelo da família tradicional ao modelo de família nuclear (casal e filhos), resultando na recessão do número de indivíduos no núcleo familiar e na organização das funções familiares, tendo em conta a alteração do papel da mulher na família e da sua participação no mundo laboral. Actualmente, podemos considerar estarmos numa época de transição da família que passa do modelo nuclear para o modelo pós-nuclear, outras vezes designada de pós-moderna ou contemporânea. Este novo modelo implica uma reorganização das relações intra-familiares, das suas funções sociais e da sua estrutura. Cada tipo de família aparece, regra geral, como uma família com muitas configurações, que por vezes pode ser entendida como composta de “muitos modelos” ou até mesmo “descomposta”. Neste contexto, a família pós-moderna pode ser considerada: 94 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço - Incerta – uma vez que não se materializa num só modelo admitindo diversas formas de agregação humana; - Relacional – dado que a família actual constitui-se antes de tudo mediante as relações interpessoais e o lugar gerador de relações; - Individualizada – adopta uma nova cultura da individualidade regida pelo princípio da auto-realização individual. O modelo actual é uma reestruturação funcionalmente adaptativa da realidade, onde as relações familiares ganham um sentido mais igualitário sobretudo pela forte ascensão do papel da mulher, expressando uma consciência mais democrática. A individualização na família actual centra-se em valores como a igualdade, a participação, a corresponsabilidade, a tolerância, o respeito pela intimidade e a privacidade. Todas estas alterações do seio da família traduzem-se na redefinição dos papéis famílias e na reorganização das relaçõe intra-familiares. As mudanças da família e construção de um novo panorama familiar, acarretam problemas ao nível do plano individual relacional dos seus membros, questionando-se o papel desta instituição que não raras vezes se apresenta com uma grande fragilidade, muito vulnerável a factores externos que põem em causa o seu funcionamento. Assim, quando falamos de crianças e jovens, equacionamos o papel da família na educação dos seus membros mais jovens. 1.2. – SOCIALIZAÇÃO E PARENTALIDADE POSITIVA A reflexão teórica até aqui apresentada indica-nos que pela sua importância e grandeza, a família constitui-se como a principal célula de socialização primária, sendo-lhe atribuído o papel de transmissão dos valores e dos comportamentos vigentes e a primeira linha de garante da segurança e protecção. A família é tida como o núcleo fundamental onde ocorre o desenvolvimento da criança sendo o ambiente mais ajustado para a aquisição de competências pessoais, limites, valores e regras vigentes. Neste sentido, segundo os especialistas, para que se garanta a verdadeira socialização, as famílias devem adoptar uma postura de educação no respeito e afecto, na transmissão de valores, na imposição de limites e no exercício da autoridade sem medo. As crianças beneficiam das relações pais-filhos que se pautam pelo uso de uma linguagem rica e que assentam no apoio emocional. 95 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço Como é do conhecimento geral, as famílias não dependem apenas de factores internos, mas igualmente da influência do contexto social, económico e cultural. Desta forma, os novos estilos de vida e modos de configuração familiar levantaram novas preocupações relativas ao cuidado da criança. De facto, assiste-se hoje a paradoxos que impõem uma franca reflexão sobre o papel das instituições sociais. Se por um lado, a parentalidade é hoje vivida de forma mais afectiva e efectiva, uma vez que os pais, sobretudo os mais jovens, e ainda que com especificidades, denotam uma vontade de estarem presentes e acompanharem o crescimento dos filhos, visando um envolvimento emocional com eles, por outro lado, as exigências profissionais bem como a cultura do lazer e da individualidade, provocam fortes constrangimentos ao primeiro objectivo. Assim sendo, a parentalidade é algo de desafiante na vida adulta, sendo os pais os principais responsáveis pela influência que detêm sobre a criança, na medida em que os comportamentos, os afectos e as cognições estão intimamente aliados entre si. Deste modo, ganha particular importância o conceito de parentalidade positiva que tem inerente a si o reconhecimento de responsabilidades parentais em assegurar um ambiente familiar acolhedor, seguro, de responsabilidade e de empenho mútuo de disponibilidade para com a criança, utilizando uma disciplina assertiva. A parentalidade positiva confere uma enorme responsabilidade no respeito pela dignidade e pelos direitos das crianças, consagrados na Convenção dos Direitos das Crianças das Nações Unidas, nomeadamente no direito ao bem estar, à protecção, à segurança e a uma educação que respeite a sua individualidade, são assim criadas novas exigências no relacionamento entre pais e filhos, bem como novos instrumentos adequados para que estes possam cumprir a sua função plenamente. 2. – SISTEMA EDUCATIVO Os equipamentos educativos apresentam-se como recursos fundamentais para a concretização de um plano educativo abrangente inclusivo. A autarquia desempenha um importante papel no que concerne à gestão dos equipamentos educativos do município, tendo elaborado uma Carta Educativa entre os anos 2003 e 2005. Assume-se como um documento de diagnóstico, prospecção e lançamento as linhas e medidas de desenvolvimento educativo local. Como todos os 96 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço diagnósticos, também esta carta carece de actualização, pelo que, anualmente, é criado um relatório de acompanhamento da evolução da rede educativa concelhia, através da apresentação de indicadores e tendências do desenvolvimento da configuração da rede no que concerne à oferta e à procura em cada nível de ensino. Tendo como fonte estes relatórios, passaremos a apresentar uma breve caracterização dos equipamentos educativos. 2.1. – PARQUE ESCOLAR No ano lectivo de 2008/2009, a rede educativa de Oliveira de Azeméis materializava-se em 37 jardins-de-infância, 39 escolas do 1º ciclo e 7 escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico. A estes estabelecimentos de ensino, organizados em 7 agrupamentos de escola, juntam-se 2 escolas secundárias. QUADRO N.º 16 Parque Escolar Oliveira de Azeméis Agrupamento de Número Estabelecimentos Escola Número Alunos Pré-escolar 1º Ciclo EB 2º Ciclo EB Pré-escolar 1º Ciclo EB 2º Ciclo EB 10 11 1 242 942 845 5 5 1 88 256 312 4 4 1 131 329 463 5 4 1 136 333 368 2 5 1 73 271 282 4 5 1 76 286 351 5 5 1 129 341 427 35 39 7 875 2758 3048 Agrupamento Vertical das Escolas Bento Carqueja Agrupamento Vertical Carregosa / Pindelo Agrupamento Vertical de Cucujães Agrupamento Vertical de Fajões Agrupamento Vertical de Loureiro Agrupamento Vertical do Pinheiro da Bemposta Agrupamento Vertical de S. Roque Total Fonte: Divisão de Educação, 2009 Em termos do número de alunos contabilizam-se 875 crianças na rede do préescolar público; 2758 no 1º ciclo Ensino Básico; 3533 no 2º e 3º ciclo; 1430 alunos no 97 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço Ensino Secundário. No que diz respeito aos CEF – Cursos Educação e Formação, nível II com certificação ao nível do 3º ciclo, contabiliza-se ainda a existência de 348 formandos e 111 inscritos em Cursos EFA. A Carta Educativa aponta que existe um problema de subdimensionalidade no que concerne à rede de ensino pré-escolar e do 1º ciclo. Esta característica vai de encontro às percepções dos actores sociais que participaram nos fóruns de freguesia, nomeadamente Presidentes de Junta, professores e educadores de infância, que revelaram a sua preocupação com a falta de espaço para o desenvolvimento das actividades, que para além de outros constrangimentos obriga à deslocação das crianças para outros espaços que não a escola, ou então, como acontece sobretudo no ensino pré-escolar, o funcionamento em edifícios pré-fabricados com condições deficientes. As Instituições Particulares de Solidariedade Social detêm um importante papel na oferta da rede educativa, nomeadamente no que concerne ao pré-escolar, abrangendo um total de 742 crianças. No ano lectivo 2008/2009, 47,6% das crianças frequentava as redes privada e solidária. De facto, a maioria das crianças com 3 anos de idade encontra-se nos estabelecimentos de ensino privados e IPSS . Há medida que a idade vai progredindo, as crianças são inseridas no sistema público. A rede privada, atrás referenciada é composta por 3 estabelecimentos que oferecem o ensino pré-escolar, estando 2 localizados na freguesia de Oliveira de Azeméis e 1 na freguesia de Santiago de Riba-Ul, contabilizando um total de 54 crianças. Existem também 3 estabelecimentos privados que oferecem o 1º Ciclo do Ensino Básico, envolvendo um total de 162 alunos, sendo que 2 estão igualmente localizados na freguesia de Oliveira de Azeméis e 1 na freguesia de Cucujães. No que diz respeito às Escolas Secundárias, a Escola Secundária Ferreira de Castro e a Escola Secundária Soares de Basto, oferecem o 3º ciclo do ensino básico, cursos de educação e formação (tipo II e III) e cursos cientifico humanísticos e profissionais ao nível do secundário. A Soares Basto tem também ensino nocturno (recorrente) ao nível do ensino básico (3º ciclo). Ambas as escolas perfazem um total de 1430 alunos Estas escolas secundárias têm ainda um papel fundamental no que concerne à formação extra-escolar. Em ambas as escolas foram criados Centros Novas 98 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço Oportunidades que permitem o conhecido RVCC – Reconhecimento, validação e Certificação de Competências do ensino básico ao Secundário. No que diz respeito à educação de adultos, ambas as escolas secundárias oferecem Cursos de Educação e Formação de Adultos. 2.2. – SUCESSO E ABANDONO ESCOLAR De acordo com os dados do relatório citado e segundo informações dos Conselhos Pedagógicos relativos aos números de transições e retenções de alunos, pode-se concluir que ao nível do 1º ciclo verifica-se uma taxa de transição muito positiva com valores iguais ou superiores a 95% em caso todos os agrupamentos de escola. Apenas o Agrupamento Bento Carqueja apresentou um número elevado de retenções em duas escolas, justificado pelo Conselho Pedagógico da escola pela elevada concentração de alunos com maiores dificuldades de aprendizagem e com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Como refere o relatório, em termos evolutivos, houve um ligeiro decréscimo em relação ao ano lectivo anterior. No que concerne ao 2º e 3º, registou-se um decréscimo do número de abandonos, não se contabilizando nenhum no 2º ciclo. Em relação às retenções, houve um decréscimo na generalidade, embora dois agrupamentos de escola tenham registado um aumento (Bento Carqueja e Comendador Ângelo Azevedo). O 7º ano, é o ano de escolaridade que, na maioria das escolas, apresenta taxas de transição mais baixas. Já no que diz respeito ao Ensino Secundário, verificase um aumento do número de alunos nos cursos científico-humanisticos, registandose uma melhoria das taxas de transição. Relativamente aos cursos profissionalizantes as retenções verificam-se essencialmente no ano de conclusão, pois não transitam alunos com módulos em atraso. 3. – CRESCER EM CIDADANIA EM OLIVEIRA DE AZEMÉIS – RECURSOS LOCAIS As comunidades locais desempenham um papel fundamental na educação, tendo-se assistido a uma criação de rede de parcerias que permitam a responsabilização de todos no domínio da educação. 99 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço Para além de todos os recursos Estatais e Universais ligados ao Sistema de Protecção Social e Familiar da Segurança Social, que se consubstanciam num conjunto de prestações e serviços direccionados para o garante dos direitos das crianças enquanto cidadãos deste país, destacamos os recursos locais existentes, promovidos no Município enquanto espaço social e político, que têm como objectivos disponibilizar aos jovens serviços de apoio de maior proximidade com vista ao seu desenvolvimento e promoção. 3.1. – RECURSOS LOCAIS 3.1.1. – Divisão de Educação Cabe a esta divisão coordenar a intervenção do Município na esfera educativa. Para tal desenvolve um conjunto de acções que vão além do cumprimento das competências decretadas. Assim desenvolve: QUADRO N.º 17 Serviços, programas e projectos desenvolvidos na Divisão da Educação da Câmara Muncipal Serviços/Programas de Apoio Projectos Acompanhamento Psicológico Políticos de Palmo e Meio Acção Social Escolar – 1º Ciclo Toponímia Trocada em Miúdos Serviço Apoio à Família Entre Mapas e Cartas Visitas de Estudo para o Pré-Escolar e 1º Ciclo Serviço Apoio a Refeições Escolares Conta Peso e Medida Férias em Movimento Manutenção de Edifícios Escolares e Equipamentos Gira Vólei Acompanhamento dos Espaços de Jogo e Recreio Fonte: Site Câmara Municipal 3.1.2. – Divisão de Acção Social Esta divisão promove um conjunto de acções direccionadas para as crianças/jovens e suas famílias. Dado que têm como principal objectivo promover a inclusão social, estes serviços integram o quadro “Recursos Sociais do Município de 100 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço Oliveira de Azeméis, apresentado neste documento no capítulo respeitante ao “Município Inclusivo”. 3.1.3. – Gabinete da Juventude | Loja Ponto Já Ao Gabinete de Tempos Livres e Juventude da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis cabem as funções de assegurar a realização da política da juventude, designadamente apoiar o associativismo juvenil, promover os programas de juventude no domínio da ocupação de tempos livres, promover acções no domínio da saúde juvenil, promover intercâmbios entre jovens de outros municípios e outros países, entre outros. A loja Ponto JA de Oliveira de Azeméis é um espaço público destinado aos jovens, que permite assegurar uma maior igualdade de oportunidades de acesso a toda a informação, independentemente do seu local de residência, funcionando numa lógica multicanal assente na oferta de valências como o Portal da Juventude e um Contact Center. Para além da informação disponível sobre as mais variadas temáticas, no Ponto JA podes ainda: Consultar Internet; Conversar online; realizar trabalhos nos PC; Digitalizar e imprimir documentos; Gravar ficheiros em CD ou discos USB; Fazer o cartão Jovem Municipal de Oliveira de Azeméis; Utilizar a biblioteca e o espaço audiovisual; Apoio na preparação de candidaturas ao Porta 65 – Arrendamento Jovem. 3.1.4. – Biblioteca Municipal Ferreira de Castro A Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, pretende constituir-se como um equipamento à escala do seu tempo. Toda a sua organização está pensada numa lógica contemporânea de biblioteca pública, pretendendo responder às necessidades de uma comunidade exigente e às especificidades de uma sociedade em permanente mudança. Nesta lógica, a oferta de informação ultrapassa o documento impresso, apoiando-se em todos os suportes de informação existentes e na Internet. Distribuída por espaços e ambientes distintos, que convidam à descoberta, a colecção e os recursos de informação da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro foram constituídos com a intenção de proporcionar, ao seu público, uma viagem pela 101 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço informação e pelo conhecimento que satisfaça e incentive as suas necessidades ao nível da educação, formal ou informal, conhecimento e lazer. De entre os diversos projectos e serviços desenvolvidos pela BM, destacamos: - Programa Zona Jovem que pretende criar espaços e ambientes que possibilitam o encontro, a reunião, o convívio entre jovens em torno da leitura e da informação, através dos materiais e equipamentos mais adequados, promovendo-se a cooperação e o agir em grupo. A Zona Jovem funciona aos sábados à tarde, para que os jovens possam ter maior liberdade de movimentos, de expressão e menores preocupações com a escola, com as actividades formais. Interessa possibilitar que embarquem em viagens mágicas e regressem com mais sabedoria, mais criatividade, mais capacitadas a nível intelectual e social, pois temos a noção de que iremos contribuir em grande escala para o desenvolvimento dos futuros homens e mulheres. As actividades da Zona Jovem são orientadas pela equipa da biblioteca e pontualmente são convidadas figuras de áreas distintas – desde a leitura à música, passando pelas artes e desporto – para conversas, ateliers de artes, multimédia, cinema, entre tantas outras actividades. - Hora do Conto é um programa de promoção da leitura da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro que se foca essencialmente nas crianças da faixa etária do 1º ciclo e é sempre seguida de um atelier - Oficina de Encantos - directamente relacionado com a história lida. O livro tem neste programa um papel crucial, na medida em que tudo parte da sua leitura e da sua interpretação individual. É sempre abordado como um objecto de prazer e de educação, para que a criança encontra nele a satisfação das necessidades reais e é no espaço da biblioteca que se afirma o direito ao tempo livre, à viagem, à criatividade, ao prazer individual. - Bebéteca – Bê de Bebé é um espaço que permite o contacto com o livro nos primeiros anos de vida. É um serviço que se foca essencialmente nos bebés (até aos 36 meses), uma vez que a bebéteca “é um serviço de atenção especial à primeira infância, que inclui, um espaço e um fundo de livros escolhidos para satisfazer as necessidades dos mais pequenos e dos seus pais, com o empréstimo destes livros, de periódicos sobre o seu uso e sobre os contos, assessoria e uma atenção constante por parte dos profissionais da biblioteca perante os usuários”. A Bebéteca é um espaço de aprendizagem activa para bebés e crianças de menor idade que, acompanhadas pelos pais ou outros familiares, iniciam a sua caminhada para a leitura, 102 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço com funcionamento aos sábados, da parte da manhã. Estão reservadas sessões para formação dos pais sobre a importância do contacto com o livro nos primeiros anos de vida da criança e sessões para o desenvolvimento de exercícios de relaxamento e para exercícios de musicoterapia. As actividades habituais da Bebéteca são orientadas pela equipa da biblioteca e as actividades específicas são também coordenadas por técnicos especializados nas respectivas áreas. A Bebéteca–Bê de Bebé é gratuita para os munícipes e não implicar uma participação assídua nas actividades a decorrer durante o ano. Necessita apenas de uma inscrição para atribuição do Cartão do Leitor Bebé que dará acesso ao serviço. - Programa “Na Biblioteca em férias” através do qual promove um conjunto diversificado de férias em conjunto com colectividades, associações juvenis, que tentam ir de encontro aos interesses dos adolescentes, uma vez que muitas delas são propostas por jovens, com uma preocupação constante: aliar a um conjunto de ensinamentos e instrumentos úteis, actividades divertidas onde impere a camaradagem, a entre ajuda e a amizade. Decorre em Agosto e integra um elevado número de propostas que visam uma ocupação saudável do tempo de férias, com muitas actividades e muita leitura divertida, orientadas pela equipa da biblioteca e outros técnicos especializados, contribuindo para um desenvolvimento pessoal e cívico, experimentação de novas realidades, amigos e atitudes e uma abertura de consciência para problemas que afectam a sociedade em geral, num espaço privilegiado de cultura, informação e educação. 3.1.5. – Centro Lúdico O Centro Lúdico de Oliveira de Azeméis O Centro Lúdico de Oliveira de Azeméis é um equipamento sociocultural e pretende promover a educação, a cultura, a informação e o lazer em torno do brinquedo, do jogo e do livro de modo tendencialmente gratuito e universal. Este espaço insere-se na divisão cultural do departamento de desenvolvimento local do Município de Oliveira de Azeméis. A missão do Centro Lúdico é a promoção, o encontro e a troca de saberes entre as diferentes gerações e despertar para o prazer de brincar, jogar, ler, comunicar e interagir. Apresenta os seguintes objectivos: Respeitar os direitos da criança; Facultar o acesso a uma multiplicidade de sugestões lúdicas; Incentivar o brincar, o convívio e o 103 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço enriquecimento das relações humanas; Sensibilizar, desde a gestação, todos os agentes educativos para a importância do brincar, ler e comunicar; Ocupar o tempo livre das crianças e jovens com actividades lúdicas e recreativas num ambiente estável; Fomentar uma nova dinâmica cultural possibilitando o acesso e o contacto com diferentes formas artísticas, através da organização de acções que proporcionem Novas experiências; Cativar pais, educadores e comunidade em geral a participar nas actividades promovidas pelo Centro Lúdico para que se torne um espaço necessário e essencial no quotidiano. Para o cumprimento destes objectivos o Centro Lúdico materializa-se em diferentes espaços: Espaço Cultural; Espaços dos Bebés; Espaço Ludoteca; Espaço de Leitura; Espaço de Oficina; Espaço Jovem; Espaços Exteriores. O Centro Lúdico de Oliveira de Azeméis disponibiliza um leque abrangente de actividades no âmbito das expressões culturais e artísticas, nomeadamente: Exposições; Acções de Formação/workshops; Oficinas; Espectáculos; Torneio de jogos / concursos; Actividades de animação do livro e da leitura; Sábados em Família; Visitas animadas para grupos escolares; Actividade Sénior; Ateliers para Bebés. Podem inscrever-se como utilizadores do Centro Lúdico de Oliveira de Azeméis qualquer pessoa singular ou colectiva sem distinção de idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua ou condição social. A admissão como utilizador do Centro Lúdico de Oliveira de Azeméis faz-se mediante o preenchimento de uma Ficha de Inscrição, que funciona como termo de responsabilidade. A Inscrição de um utilizador menor obriga a assinatura por parte dos pais ou encarregados de educação. No acto de inscrição o utilizador terá que apresentar um documento de identificação. 3.1.6. – Comissão de Protecção de Crianças e Jovens As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens – CPCJ – são instituições oficiais não judiciais, que detêm autonomia funcional e visam a promoção dos direitos da criança e do jovem, bem como prevenir ou erradicar situações susceptíveis de afectar a segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral das crianças e jovens. Sendo criadas em 1981, têm como principal objectivo afastar o perigo em que os menores se encontram e a sua acção consiste no apoio aos pais e outros familiares (pessoa idónea) através de uma acordo de promoção do bem-estar. 104 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço A partir de 2001 entrou em vigor o novo sistema de protecção de crianças e jovens com o objectivo de garantir o seu bem-estar e desenvolvimento integral, mas separando os modos e os tipos de intervenção do Estado. Enquanto sistema de solidariedade social, em particular as CPCJ, detêm competência preferencial para intervir na protecção de crianças e jovens em situação de perigo, por maus-tratos, negligência ou outras causas. O sistema de justiça passa a ter competência preferencial para intervir junto de crianças e jovens que pratiquem actos ilícitos penais. Oliveira de Azeméis tem ma CPCJ constituída desde 1993 cujo funcionamento, como é habitual, assenta numa Comissão Restrita e numa Comissão Alargada, com funções diferenciadas e compostas por elementos de diferentes áreas profissionais e tutelares. Em 2008, esta CPCJ apresentou um total de 886 processos, sendo 199 transitados do ano anterior; 27 reabertos; 165 instaurados e 1 arquivados limiarmente e 153 arquivados. O número de crianças sinalizadas em 2008 foi de 192, tendo sido celebrados 178 Acordos de Promoção e Protecção. 4 – PROBLEMAS | DIAGNÓSTICO Os problemas levantados ao nível do município berço incidiram sobretudo em dois pólos fundamentais, por um lado o papel da família, sua funcionalidade e papel na promoção das oportunidades de crescimento dos mais novos; e, por outro lado os problemas directamente conectados com as crianças e jovens 4.1. – PROBLEMAS LEVANTADOS 1. FUNCIONALIDADE DAS FAMÍLIAS • Desestruturação familiar • Disfuncionalidade familiar • Falta de competências sociais, pessoais e parentais • Baixo nível de escolaridade 105 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço • Degradação familiar • Monoparentalidade • Aumento do número de crianças a cargo dos avós • Aumento do número de divórcios 2. CRIANÇAS E JOVENS • Falta de ocupação para jovens • Crianças negligenciadas • Falta de acompanhamento de crianças por parte dos pais/ desresponsabilização dos pais na educação e acompanhamento dos filhos • Reprodução geracional dos comportamentos 4.2. – Análise SWOT Face a estes problemas foi feita a análise SWOT : Análise SWOT – Município BERÇO PONTOS FORTES PONTOS FRACOS 1e 2 Projectos de intervenção comunitária concelhios (Segurança Social, Solis/Progride; CMOA), nomeadamente 1- Funcionalidade das famílias Desestruturação familiar as Acções de Sensibilização/Formação promovidas 1 e 2 Serviços disponibilizados pela Câmara em áreas Disfuncionalidade familiar diversas Falta de competências sociais, pessoais e parentais (Apoio psicológico; Gravidez/Maternidade na adolescência…) Baixo nível de escolaridade 1 e 2- CPCJ Degradação familiar 1- Recursos de formação (CNOS, RVCC, EFA…) Monoparentalidade 1- Trabalho de parceria desenvolvido na área da educação/ Aumento do número de crianças a cargo dos avós formação Aumento do número de divórcios 1- Rede Educativa alargada 2- Crianças e Jovens 1 e 2- Associações de pais Falta de ocupação para jovens 2-Associações locais Crianças negligenciadas 2- Gabinete da Juventude; Loja Ponto JÁ Falta de acompanhamento de crianças por parte dos 2- Programas OTL /ATL pais/ desresponsabilização dos pais na educação e 2- Biblioteca Municipal Ferreira de Castro acompanhamento dos filhos 2- Centro Lúdico OPORTUNIDADES 1 e 2- Desenvolvimento de parcerias da escola com AMEAÇAS Reprodução geracional dos comportamentos entidades e equipas locais para acções de sensibilização / Alteração do quadro de valores que estruturam a família formação a diversos níveis Desvalorização da escola e da escolarização enquanto 106 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço 1 e 2- Cursos profissionais – priorização do ensino mecanismo de promoção social profissionalizante ao nível do secundário 1 e 2- Estratégia de actuação do sistema educativo pouco 1- Programa Novas Oportunidades eficiente e eficaz no envolvimento e educação da família 1- Programa “Maiores de 23” 2- Falta de equipas multidisciplinares na escola 2-Relação de proximidade entre escola, família e 2- Dificuldades de conciliação da vida profissional com as comunidade exigências familiares 2- IPJ 2- Instabilidade social e familiar 2- Falta de formação parental 4.3. – ÁREAS DE ACTUAÇÃO 4.3.1- Papel da família e da comunidade Já aqui se falou na importância da família para um crescimento saudável e da rápida modernização das estruturas familiares e das relações de género em Portugal, assistindo-se a uma grande diversidade de famílias e de agregados familiares. Estas alterações sociais têm implicação directa nas crianças, na sua educação e no papel da família enquanto agente educativo e de socialização. As problemáticas relacionadas com estes fenómenos são diversificadas, incidindo sobretudo em questões que nos obrigam a uma reflexão sobre o papel da família. Segundo Javier Urra, “os nossos jovens são maltratados quando não lhes são transmitidos padrões educativos que potenciem a auto-confiança, nem valores solidários, mas em contrapartida são bombardeados com mensagens de violência”. Estes maus-tratos acarretam, como consequência, a existência de crianças e jovens desenquadrados de regras e normas, sem capacidade de auto-responsabilização e com dificuldade de inserção nas diversas alternativas que a sociedade oferece e no estabelecimento de um plano de vida. O autor referenciado faz uma leitura da sociedade que justifica a emergência destas situações e que passámos a apresentar por ir ao encontro da reflexão feita pelo conjunto de parceiros e entidades presentes no Fórum “Município Berço”. Ao contrário do que se passava até há pouco tempo, as crianças e jovens com dificuldades de integração, com comportamentos inadequados, impróprios e agressivos, não são exclusivamente oriundos de famílias com rendimentos baixos e com patologias ao nível da funcionalidade. Tratam-se de crianças de todos os níveis económicos que não conseguem seguir regras, pondo em causa o funcionamento das 107 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço instituições onde estão inseridas. Segundo o autor estas situações acontecem por diversos motivos, nomeadamente: uma educação permissiva que orienta para os direitos e não para os deveres; esbatimento do papel da afectividade nas relações familiares; alterações no modo e quotidiano de vida, o que leva a que as crianças passem muito tempo sozinhas; alterações das estruturas familiares. Face a isto, a intervenção preconizada visa a promoção da família numa perspectiva da valorização dos afectos e transmissão dos valores. Os pais têm a responsabilidade de orientação e aconselhamento das crianças, disciplinando-as de acordo com o seu desenvolvimento e tendo em consideração o interesse superior da criança. Desta forma as crianças compreendem como devem comportar-se de forma a responder às expectativas da família e da sociedade. Quando os pais ajudam os filhos a compreender, tanto os seus direitos como as suas responsabilidades, estão a lançar as bases para uma vida adulta responsável. Esta intervenção em prol da família implica ajustar os mecanismos de conciliação das actividades profissionais com as relações familiares, permitindo uma melhor organização das famílias para um correcto acompanhamento e educação dos seus descendentes. Assim, apontaram como acções concretas de intervenção a criação de espaços de reflexão sobre os papéis dos diversos membros da família. Foi ainda apontada a dinamização de actividades lúdicas, criados pelas e para as crianças e jovens, que reflictam sobre a sua relação familiar, que se poderiam materializar num projectopiloto. 4.3.1- Papel das instituições na área da infância e juventude A escola é cada vez mais objecto de investimento familiar na educação dos filhos, visando a reprodução social para os que já usufruem de um capital sociocultural elevado ou a sua melhoria, para outros de condição social diferenciada. Muito se tem dito sobre a relação escola e família. No entanto, continua-se a assistir a uma dissociação dos dois papéis que são cruciais para o desenvolvimento normal de uma criança. No fórum do Município Berço, tendo por base os problemas detectados, a reflexão em torno das linhas de actuação centrou-se no papel destas duas instituições. Considerou-se que as famílias são os berços onde se desenvolve a educação, sendo 108 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Berço os pais os primeiros e principais educadores. Nesta lógica deve ser a escola a cooperar com os pais e não o contrário. Cabe à escola a promoção da cooperação educativa e aos pais a o acompanhamento da educação escolar dos filhos, prestando mais atenção e dedicação aos seus esforços escolares. Assim, torna-se necessário promover uma reflexão inovadora sobre estas questões e acima de tudo deve haver uma conscialização de que a escola não é um depósito onde as famílias “despejam” as crianças, mas um espaço de socialização, disposto a articular com as famílias e que transmite mais do que os conhecimentos meramente curriculares. A escola deve também estar, cada vez mais, atenta às necessidades dos seus alunos e das suas famílias, assumindo, de uma vez por todas, a educação para a cidadania. Esta deve integrar temáticas, não só transversais a todas as áreas curriculares disciplinares, mas também no seu quotidiano em actividades e espaços não curriculares. Portugal é um país onde, devido a questões estruturais da democracia, o principal défice de cidadania se revela nos comportamentos das pessoas adultas, o que torna imprescindível a formação dos diversos agentes educativos (em especial pessoal docente e não docente). Só desta forma se pode motivar os alunos para uma cidadania activa, que vá além de um simples conceito sem correspondência na vida prática, mas que seja visto como uma prática de exigência individual e colectiva de responsabilidade e dever. É nesta educação para os valores que o papel da família e da escola se cruzam, devendo a primeira acompanhar atentamente as práticas da segunda e esta, por sua vez, oferecer a todos os alunos uma base comum de conhecimentos, atitudes e competências através de uma adequada educação para os direitos e responsabilidades. Face a isto, as escolas devem assumir uma maior abertura às famílias e comunidades envolventes, numa lógica de envolvimento efectivo de todos os intervenientes no crescimento/educação dos mais novos. A escola deve considerar que o tempo que passamos na escola é um tempo de construção de conhecimentos para a vida, devendo a tarefa do educador ser criar seres humanos formados, felizes e equilibrados. 109 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior MUNICIPIO MAIOR 111 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior “Por muito tempo que vivas, não envelheças. Nunca deixes de ser como uma criança curiosa diante do Grande Mistério em que nascemos.” Albert Einstein Físico CONTEXTUALIZAÇÃO Como é amplamente conhecido, vivemos numa sociedade em envelhecimento, com o crescimento sustentado do grupo de pessoas com idade superior a sessenta e cinco anos. A importância do fenómeno “envelhecimento” é reconhecida nas mais diversas estâncias sociais, políticas e científicas, tendo, nos últimos anos, surgido ramos da ciência que se dedicam ao seu estudo. Falamos por exemplo da Gerontologia, que faz o estudo do envelhecimento e dos idosos, tratando não só de todos os processos físicos associados ao envelhecimento, mas também de factos sociais e culturais relacionados com o mesmo. A situação demográfica e socioeconómica das pessoas idosas é um dos desafios mais importantes do século XXI, ganhando relevância questões como a idade da reforma, os meios de subsistência, a qualidade de vida do idoso, o estatuto da pessoa idosa na sociedade, a solidariedade Intergeracional, a sustentabilidade do sistema social e de saúde e o próprio modelo social actual. Vários autores consideram que o fenómeno do envelhecimento pode ser considerado paradoxal, na medida em que por um lado se deve a um notável progresso social atribuível em larga medida ao sucesso das políticas de saúde e protecção social, por outro lado coloca em causa alguns equilíbrios financeiros, institucionais e sociais que suportam essas políticas. Este paradoxo torna-se evidente quando falamos do sistema de protecção social. De facto, os sistemas universais de protecção social foram construídos segundo modelos diferenciados para proteger o conjunto dos cidadãos contra as consequências de uma série de riscos. Entre esses riscos encontra-se o “risco da Velhice”. Não sendo aceitável considerar o envelhecimento um risco, na medida em que, tal como foi mencionado, ele é um bem, resultado da melhoria generalizada das condições de vida, o envelhecimento pode afigurar-se como um risco quando, individualmente, é vivido sem qualidade a que qualquer cidadão tem direito. 112 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior Neste diagnóstico social, quando falamos em Município Maior, falamos de duas grandes preocupações, uma que se relaciona directamente com o garante de uma qualidade de vida mínima e outra que se prende com a vivência de uma cidadania plena. 1. – NECESSIDADES DA IDADE MAIOR 1.1. – VULNERABILIDADE E ISOLAMENTO Partindo da percepção global de que quando falamos de velhice, falamos de um conjunto de problemas vastos que vão desde a pobreza ao isolamento social, da solidão à doença e à dependência, as principais preocupações das pessoas idosas é manter a independência, a liberdade de movimento e a possibilidade de participar socialmente. De facto, ainda que o envelhecimento não seja um fenómeno sentido de forma uniforme por todas as pessoas, verificando-se enormes disparidades entre os idosos no que diz respeito aos recursos materiais ao acesso a apoio emocional e aos cuidados de saúde, na sociedade moderna em constante mudança, está implícita a perda de poder da pessoa idosa e consequentemente o aumento da sua vulnerabilidade. Quando falamos de vulnerabilidade, podemos falar de duas grandes vertentes: a individual e a social. A vulnerabilidade individual diz respeito à capacidade de na sua singularidade cada um pensar, fazer ou querer algo. Quando ao processo de envelhecimento está implícito a perda da capacidade funcional, levando à diminuição das suas habilitações físicas e mentais necessárias para a realização das suas actividades quotidianas, instala-se uma situação de vulnerabilidade individual. Por sua vez quando falamos da vulnerabilidade social do idoso, falamos do seu acesso a uma rede de estruturas sociais que permitem a sua vivência quotidiana com dignidade e qualidade, sendo certo que a sua vulnerabilidade social aumenta quando lhe é barrado o acesso. Dentro dessas estruturas destacamos, nomeadamente: acesso a meios de comunicação, disponibilidade de recursos materiais, capacidade de influência, obtenção de informação, vivência em segurança. 113 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior Podemos falar de duas questões que, no panorama actual, aumentam a vulnerabilidade individual e social da pessoa idosa: - O risco de pobreza da população idosa, pois apesar de existir uma diminuição acentuada das taxas de pobreza entre os idosos, ela persiste muito acima da média, sendo especialmente significativa quando se fala de idosos isolados. Este é um problema confirmado por outras abordagens à vulnerabilidade da população idosa. Assim, segundo o Instituto Ricardo Jorge, o custo de uma dieta alimentar mínima para o escalão etário dos 60 aos 74 anos, em 2000 era de 894,57€ ano, o que colocava 40% da população mais velha em situação de má nutrição e 7,4% em situação de pobreza absoluta. - A dependência da pessoa idosa que se traduz na necessidade de uma ajuda indispensável para a realização das actividades elementares da sua vida. É nesta faixa etária que este problema se coloca com maior acuidade, principalmente quando falamos de idosos cuja família está completamente ausente ou apenas podem contar com um companheiro igualmente idoso. Aos problemas da carência económica juntase a incapacidade de viver o seu dia-a-dia em condições minimamente satisfatórias. Face a isto torna-se imperioso repensar as questões da distribuição dos rendimentos, rede de equipamentos de apoio social bem como o papel da família que abordaremos posteriormente. Quando falamos do isolamento da pessoa idosa referimo-nos a um comportamento de alienação sobre o que o rodeia e que é fruto, simultaneamente, da sua incapacidade de decisão e da sua rejeição por parte de quem o rodeia. O processo de isolamento social da pessoa idosa é marcado por uma espiral em que quanto mais isolados estão, mais os idosos têm dificuldade em participar e conhecer os seus direitos e como tal, menos lhe é reconhecida a sua capacidade de decisão e autonomia. Neste processo de isolamento, geram-se sentimentos de solidão o que afasta cada vez mais a pessoa idosa da expressão da sua vontade e da sua autonomia. 1.2. – SEGURANÇA O Envelhecimento com dignidade e segurança são direitos consagrados constitucionalmente no Estado Português. 114 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior Actualmente, a segurança específica do grupo dos adultos mais velhos tem ganho especial importância dada a incidência de fenómenos de violência e de burlas junto desta população. De facto, as burlas a idosos continuam a ser uma realidade no nosso país apesar dos constantes apelos, conselhos e alertas. As diversas vulnerabilidades a que os idosos estão sujeitos fazem com que os criminosos encontrem caminhos e meios capazes de ludibriar estas pessoas. A par destas situações de criminalidade directa, surgem outras questões importantes para a segurança deste grupo da população, nomeadamente a segurança rodoviária. Não raras vezes, os idosos apresentam dificuldades na adaptação ao volume de tráfego actual, incorporando uma atitude incorrecta e inadequada à sua mobilidade enquanto peões, tornando-se vulneráveis a situações de perigo. Face a estas situações, torna-se necessário sensibilizar toda a comunidade para estes problemas, para que cada cidadão possa dar o seu contributo para a protecção deste grupo etário. Por outro lado, quando falamos da segurança do idoso, não podemos descorar medidas preventivas do seu bem-estar e da sua saúde. Falamos da segurança da sua vivência quotidiana em casa, nomeadamente no que diz respeito às quedas que se encontram entre as principais causas de lesões neste grupo etário. Se a prevenção destas situações de risco passa por opções individuais de equipamento da sua própria casa para a minimização daquele, ela também passa pela disponibilização de serviços que potencie a manutenção da forma física adequada destas pessoas. Uma das melhores formas de evitar a queda é o de assegurar que as pessoas idosas mantêm uma vida activa e saudável através do exercício. 115 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior 2. – ENVELHECIMENTO ACTIVO 2.1. – QUALIDADE DE VIDA Se é verdade que actualmente os idosos tendem a ter um estatuto inferior e menos poder do que era costume nas culturas pré-modernas, estando conectados com estereótipos de inválidos e desfasados da realidade, também é verdade que as pessoas idosas, hoje em dia, não estão predispostas a aceitar o envelhecimento como um processo inevitável de decadência do corpo Os progressos da medicina e a melhoria substancial da nutrição, mostraram que muito do que antes era considerado inevitável no processo de envelhecimento pode ser contrariado e adiado. Assim, assiste-se a existência de grupo de “menos jovens”denominado de 3ª idade que se diferencia daquele que anteriormente falamos, composto por pessoas dependentes, pouco autónomas e pouco participativas que muitos autores começaram a designar por 4ª idade. O grupo da 3ª idade encarado como um potencial segmento especifico de consumo e onde a velhice não é encarada como um tempo fatídico de resignação, mas é desenhada como um tempo de lazer, liberdade e auto-aperfeiçoamento. Esta perspectiva materializa-se por exemplo na emergência das Universidades Seniores e dos programas específicos de Turismo Sénior. Começa-se assim a falar do envelhecimento activo enquanto aspecto central da vivência humana, devendo ser promovido a nível individual e colectivo. Individualmente o envelhecimento activo pode ser entendido como um conjunto se atitudes e acções que podemos ter no sentido de prevenir ou adiar as dificuldades associadas ao envelhecimento. As alterações físicas e intelectuais que ocorrem com o envelhecimento variam de pessoa para pessoa e dependem das características genéticas e de hábitos praticados ao longo da vida. Neste contexto destacam-se as práticas alimentares saudáveis, a prática adequada de desporto, acesso a cuidados de saúde, bem como todos os exercícios que potenciem o bem-estar psíquico e intelectual (memória e raciocínio) que se protegem e promovem com cuidados permanentes que passam pela leitura regular, participação activa na discussão dos assuntos do quotidiano, realização de jogos que estimulam o raciocínio, participação em tarefas de grupo, entre outras. A par do investimento individual de cada um, torna-se necessário um investimento comunitário para concretização de politicas e acções que vão de 116 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior encontro aos princípios postulados pela ONU para as pessoas idosas: independência, participação, auto-realização e dignidade do idoso. Neste contexto ganha especial importância a prática de estabelecimento de redes de parceria com entidades diversas, nomeadamente as escolas e o sistema educativo, havendo mesmo investigadores que defendem a necessidade de educar para a velhice desde as idades mais precoces. Torna-se necessário educar os jovens para os afectos e valores de respeito, dignidade, solidariedade e responsabilidade com os mais vulneráveis. Quando falamos de envelhecimento activo e da vivência da 3” idade com qualidade é obrigatório referenciar a produtividade da pessoa idosa que passa por uma actividade expressiva e satisfatória em que o idoso está envolvido de forma estruturada e contínua e que tem um impacto na sua vida, podendo passar pela produção de bens e serviços de forma voluntária (ex. cuidar dos netos), ou de forma remunerada (trabalho sénior). Quanto mais se valorizar o envelhecimento produtivo, mais se combate o estigma inerente ao idoso, conceptualizando o envelhecimento sobre uma perspectiva positiva. Trate-se de pensar e viver a velhice com uma imagem de saúde e bem-estar, onde a autonomia não é só praticável como desejável, em que o idoso não é mais uma personagem inactivo e vulnerável, mas antes um agente participativo no seu envelhecimento, podendo continuar a usufruir da sua capacidade de decisão de forma expressiva. Concluindo, o pensar e desenhar um Município Maior pressupõe proporcionar uma rede de cuidados de apoio e prestação de serviços à designada 4ª idade e o desenvolvimento de um trabalho de cultura de participação e cidadania com a 3ª idade. Trata-se de encarar o aumento da população com 65 ou mais anos não como uma fatalidade demográfica e como uma sobrecarga para os prestadores de cuidados e para o sistema de protecção social, mas como uma mais valia quer do ponto de vista social quer cultural e económico desde que seja devidamente valorizado e dirigido. Cabe a todos os profissionais que trabalham de forma directa ou indirectamente com os idosos nos mais diversos contextos a implementação de estratégias continuadas de envelhecimento activo/produtivo, como forma de manutenção dos papéis sociais e consequentemente da qualidade de vida. Neste âmbito podemos apontar 3 eixos de intervenção: 117 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior - Educação/formação. Baseia-se numa postura preventiva através da intervenção junto das gerações mais novas (inserção curricular de informação sobre este ciclo de vida) e da sensibilização das estruturas do mercado de emprego através da sensibilização dos patrões e empregados para adopção de uma óptica positiva face ao envelhecimento; - Espaços/programas inter-geracionais. Assenta no envolvimento de crianças, jovens e idosos de forma a combater estereótipos negativos; - Trabalho directo com a população idosa. Incide na promoção da participação do idoso no mercado de trabalho, na formação contínua e no desenvolvimento do trabalho comunitário através do voluntariado. Podese incluir neste eixo e a título de exemplo as Universidades Seniores que encaixam na educação ao longo da vida, constituindo-se como meios eficazes de manutenção da actividade e interacção para os idosos. 2.2. – PARTICIPAÇÃO E CIDADANIA O envelhecimento como oportunidade comporta obrigações para a sociedade e para os indivíduos. Dar sentido ao direito de envelhecer dignamente é uma tarefa de todos e em que a pessoa idosa tem um papel crucial. Apesar da Constituição Portuguesa e das recomendações internacionais reconhecerem o direito das pessoas idosas, as novas e velhas assimetrias que se verificam neste grupo etário demonstram que as actuais políticas não se adequam às reais necessidades das pessoas nem são diferenciadas em termos dos problemas dos territórios. Assim, mesmo após ser reconhecido o direito a um envelhecimento saudável e digno, continuamos a assistir a fenómenos preocupantes: - Persistência da pobreza no grupo dos pensionistas e idosos, especialmente as mulheres muito idosas e isoladas; - Falta de uma politica coerente de manutenção do idoso no seu contexto de vida, consequente à garantia do direito á auto-determinação; - Ausência de uma reflexão séria sobre a protecção dos direitos das pessoas idosas. É assim necessário pensar em formas de efectivar os direitos consagrados dos adultos mais velhos, sendo que a melhor será o empowermt (empoderamento) deste grupo das mais diversas formas, nomeadamente através da participação e 118 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior auscultação das pessoas idosas, bem como das organizações que trabalham na área do envelhecimento e do desenvolvimento social, no quadro de decisão política. Trata-se de colocar o idoso no centro da reflexão sobre o seu papel de lugar na sociedade, analisando e propondo soluções para os problemas que enfrenta. 3. – A IDADE MAIOR EM OLIVEIRA DE AZEMÉIS – RECURSOS LOCAIS O Estado Português garante um conjunto alargado de recursos e direitos universais à população mais velha. O Sistema de Protecção Social e Familiar da Segurança Social, oferece um conjunto de prestações (diversas pensões e subsidios) e serviços direccionados para o garante dos direitos dos idosos enquanto cidadãos deste país. Destes recursos destacamos o Complemento Solidário para Idosos, descrito neste documento no capítulo do Município Inclusivo. Para além destes recursos específicos destacamos os recursos locais existentes, promovidos no Município enquanto espaço social e político, que visam a promoção e a melhoria da qualidade de vida dos idosos. As respostas sociais, promovidas pelas Instituições de Solidariedade Social, estão descritas no capítulo referente ao “Município Parceiro” 3.1. – RECURSOS LOCAIS 3.1.1. – Universidade Sénior de Oliveira de Azeméis O Instituto da Cultura e da Cooperação Intergeracional – Universidade Sénior de Oliveira de Azeméis desempenha um papel de referência na área da promoção de um envelhecimento activo, saudável e positivo. A primeira Direcção iniciou funções a 3 de Setembro de 2004, tendo tomado posse numa sessão solene a 29 de Outubro do mesmo ano. Esta resposta foi desde logo acarinhada pelos Oliveirenses, contando com mais de 200 associados que incluem também seniores de concelhos vizinhos. As actividades desenvolvidas são de carácter cultural, promovendo a aquisição e desenvolvimento de competências específicas em diversas áreas, permitindo quebrar o isolamento social, envolvendo as pessoas para uma cidadania activa. 119 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior 3.1.2. – Respostas e Serviços da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis A Divisão de Acção Social da Câmara Municipal promove um conjunto de respostas/serviços de carácter promocional que visam a melhoria da qualidade de vida da população sénior: - Cartão Municipal do Idoso - CMI Este cartão foi lançado no mês de Junho de 2004, podendo assumir duas modalidades: “Azeméis é Social” e “Azeméis é Vida”, em função dos rendimentos do agregado familiar dos requerentes. O CMI visa a promoção das condições de vida dos Munícipes Seniores, com idade igual ou superior a 65 anos, proporcionando benefícios e descontos em serviços diversificados, especificados em Guia próprio. Qualquer idoso pode requer este cartão no GAM – Gabinete de Atendimento ao Munícipe da Câmara Municipal ou na Junta de Freguesia da área de residência. - Serviço de Apoio Domiciliário “Ajuda Lar” Este é um serviço promovido no âmbito do Projecto Solise destina-se à realização de pequenas reparações domésticas nas áreas da electricidade, carpintaria, pichelaria e trolha. Pode usufruir deste serviço a população residente no concelho com mais de 65 anos e/ ou possuidores do CMI “Azeméis é Social”. Trata-se de um serviço gratuito para os beneficiários do referido cartão e para os restantes utentes, que só têm encargos com o material necessário à execução das pequenas reparações. - Programa Desportivo “Viver Melhor” Este programa dirige-se à população com mais de 60 anos, tendo um carácter itinerante pelas freguesias do Concelho, com sessões semanais de actividades desportivas de natureza informal. Tem como objectivos proporcionar actividades diversificadas que ajudem a uma melhor qualidade de vida, combatendo o isolamento e promovendo uma vida mais saudável e feliz. 120 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior - Programa Cultural “Ir Mais Longe” Este programa foi implementado em 2006 e conta com a parceria do sector do património – cultural. Consubstancia-se na realização de passeios mensais com roteiros turísticos definidos, abrangendo todas as freguesias do concelho de forma faseada. Dirige-se à população com mais de 60 anos e tem como objectivos proporcionar novos conhecimentos, experiências e saberes, bons momentos de convívio e alegria, combatendo o isolamento. - Programa Sócio - Cultural Este programa consta da organização e dinamização de actividades socioculturais dirigidas à população sénior. São actividades abertas e em interacção dinâmica com a comunidade em geral e visam estimular a participação sócio-cultural do idoso, promover a sua dignificação e sensibilizar a comunidade para problemáticas diversas da terceira idade. Destacam-se as seguintes actividades: - Dia Mundial da Saúde - Festa Sénior - Dia dos Avós - Dia Internacional do Idosos Para além destes serviços a Câmara Municipal disponibiliza ainda serviços direccionados para a população em geral, dos quais os idosos podem ser também ser beneficiários, nomeadamente: - Área da Habitação – com os Regulamentos Municipais de Apoio ao Arrendamento e de Apoio as Melhorias Habitacionais, bem como o Programa Solarh; - Área da Migração – com o Gabinete de Apoio ao Emigrante cujos serviços se destinam à população Emigrante e Ex-Emigrante residentes ou não em Portugal. Visam prestar informação/auxilio diversos aos munícipes que estejam ou tenham estado emigrados. - Redução do Tarifário da Água – destinado a famílias com pessoas portadoras de deficiência; famílias numerosas com idosos acamados. 121 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior 4 – PROBLEMAS | DIAGNÓSTICO Os problemas levantados ao nível do município maior foram diversos, sendo que a sua maioria dizem respeito ao risco de exclusão social que a terceira idade comporta, quer pelo isolamento social quer pela precariedade económica. 4.1. – PROBLEMAS LEVANTADOS -Falta de actividades para idosos -Baixos rendimentos/ carência económica -Isolamento dos idosos -Dependência dos idosos (falta de serviços, sobretudo à noite) -Idosos em situação de precariedade com recursos -Resistência dos idosos à integração institucional -Desresponsabilização da família relativamente aos cuidados do idoso 4.2. – Análise SWOT Face a estes problemas foi feita a análise SWOT que se segue: Análise SWOT – Município Maior PONTOS FORTES PONTOS FRACOS 1- Instituições concelhias 1- Falta de actividade para idosos 1.1- Universidade Sénior 2- Baixos rendimentos/carência económica da população 2-Instituições concelhias idosa 2.1- Grupos Informais 3- Isolamento 3- Instituições Concelhias 4- Falta de serviços (sobretudo à noite) de apoio à população 3.1- Grupos informais idosa dependente 3.2- Redes de vizinhança 5-Idosos 3.3- Programa Viver Melhor precariedade 3.4- Iniciativas Diversas 6- Resistência dos idosos à integração institucional 4- Dinâmica Institucional 7- com recursos Desresponsabilização que da vivem família em situação relativamente cuidados do idoso 122 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 de aos Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior OPORTUNIDADES AMEAÇAS - Envelhecimento demográfico 1- Dificuldade de mobilização da sociedade civil 2- Conjuntura económica – falta de recursos financeiros 3- Alteração das estruturas familiares 3.1- Alteração das redes de vizinhança - Envelhecimento demográfico 4- Falta de apoio às instituições para criação de valências 2- CSI inovadoras (nomeadamente no período nocturno) 6- Mudança de mentalidade 5- Resistência à mudança 7- Trabalho de sensibilização para o papel do idoso na 5.1- Falta de hábitos de vida saudáveis sociedade 6- Resistência à mudança 6.1- Representações negativas da sociedade face aos serviços 7- Alteração do quadro de valores que estruturam a família 7.1- Dificuldades na conciliação da actividade profissional com as exigências familiares 4.3. – ÁREAS DE ACTUAÇÃO 4.3.1- Papel da família e da comunidade A família continua a constituir-se como o grande suporte no apoio aos membros mais velhos. O sentimento de obrigação pessoal/familiar está subjacente à determinação dos cuidadores familiares ou informais, que o assumem como uma missão e um dever. Assim, cada vez mais deve-se tomar consciência desta realidade, reconhecendo a dignidade deste trabalho como um contributo inestimável para uma sociedade melhor, mais solidária e mais feliz. O fenómeno progressivo do envelhecimento da sociedade, impõe uma reflexão sobre a organização e a prestação de cuidados a um grupo etário que necessariamente vai ter de enfrentar situações de dependência acrescida, com necessidade de mais apoios a diversos níveis. Tal como preconizava a Organização mundial de saúde em 2002, começam a surgir novas necessidades de saúde e de apoio social, principalmente de longa duração, sendo necessário adoptar uma abordagem que permita a satisfação de necessidades crescentes. A permanência dos idosos dependentes nos domicílios obriga, naturalmente, a um esforço de reorganização da família. Assim, torna-se necessário promover 123 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior respostas de apoio à família que permitam o bem-estar de quem recebe e de quem presta os cuidados, colmatando características das famílias actuais que à partida comprometem uma resposta eficaz aos seus membros mais dependentes, nomeadamente o decréscimo da dimensão das famílias e o aumento do número de mulheres a desenvolver actividade profissional fora de casa. No contexto do Fórum Temático do Município Maior, os actores principais ressaltaram as dificuldades que as famílias têm em integrar o cuidado quotidiano e continuado dos seus membros mais velhos de forma afectuosa e não como um “fardo que têm de carregar”. De facto, por um lado assiste-se a situações que a família até faz o apoio directo e garante as condições físicas, mas cuja relação é pouco afectiva e por outro lado, temos famílias, nomeadamente filhos, que não assumem este papel de missão, não sentindo a “obrigação” e o dever de cuidar dos seus progenitores. Esta situação é justificada pelos próprios pela falta da afectividade que pautaram as relações entre estes e os seus pais. Para além deste espírito de missão assiste-se também às dificuldades na conciliação da vida familiar e da vida profissional, com as exigências profissionais dos seus membros da família a limitar em muito a sua missão. A prestação de cuidados às pessoas idosas é em muitos casos castrador de uma participação efectiva do idoso na sociedade, sendo a família quem toma as decisões pela própria pessoa, não ouvindo a sua opinião ou respeitando a sua vontade. Torna-se assim necessário fazer uma intervenção na área da sensibilização para a participação da pessoa idosa e o reconhecimento do seu papel e dos seus direitos. A promoção do papel da família no cuidado às pessoas idosas só pode ser socialmente efectivada se toda a comunidade estiver consciente do papel e dos direitos das pessoas idosas. Torna-se necessária a criação de espaços de cidadania para a participação do idoso, de espaços de debate que incluam as pessoas mais velhas como participantes de pleno direito na tomada de decisões sobre situações que lhes digam directamente respeito. A par da alteração da consciência colectiva é necessário implementar o reforço do quadro legal na área da protecção dos idosos face a atentados aos seus direitos. Neste contexto surgiu também a ideia da criação de um serviço de mediação entre a família e o idoso. 4.3.2- Papel das instituições com serviços de apoio à população idosa 124 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior As IPPS têm um papel de indubitável importância ao preencherem algumas lacunas do Estado no que diz respeito às respostas de equipamentos sociais, o que se traduz num grande apoio prestado às comunidades envolventes. As suas respostas sociais são melhor adaptadas às necessidades concretas da população, do que as respostas estatais. Regra geral, em situações de extrema carência ou urgência, estas instituições oferecem uma resposta rápida. Na área da acção social, as IPSS e equiparadas são o grande provedor directo dos serviços sociais. Ao nível das respostas à população idosas, para além de garantirem a satisfação das necessidades físicas como a alimentação, higiene, habitação, são também garante de integração social, quebrando o isolamento e potenciando uma vivência mais saudável, digna e prolongada. Esta importância é ainda reforçada pelo facto das famílias actuais não conseguirem colmatar as necessidades dos seus membros mais velhos, quer por se demitirem desta responsabilidade, quer por as práticas de conciliação da vida profissional com a vida familiar serem muito incipientes e pouco ajustadas à realidade e exigências quotidianas. De acordo com a percepção dos diversos actores sociais, as IPSS, nomeadamente as direccionadas para a população idosa, apresentam-se com características que não coincidem com os seus fins sociais. As novas exigências na prestação dos serviços aliadas á diminuição de mecenato, faz com que as instituições se deparem com elevados encargos financeiros, direccionando a sua acção para uma prestação de serviços com lucros, oferecendo respostas generalistas e de massa, sem ter em conta a especificidade das pessoas. Torna-se imperioso um salto qualitativo nas IPSS e dos serviços que oferecem, através da criação e operacionalização de planos integrados do idoso e da sua família, ouvindo-os e implicando-os. No caso da resposta Lar para Idosos esta situação é ainda mais necessária, através da criação de planos de integração individualizados, contribuindo para a participação do idoso e para o seu envelhecimento activo. Neste sentido, todas as organizações que promovem respostas sociais devem auto-interrogar-se sobre até que ponto têm como prioridade o aprofundamento dos direitos dos seus grupos sociais. A par da alteração qualitativa das IPSS e dos seus dirigentes, também o Estado tem que alterar a sua postura e ele próprio promover a inovação dos serviços prestados pelas entidades com quem tem acordos. Trata-se de 125 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Maior abandonar a prática de incentivo às IPSS para implantar-se em áreas tradicionais e não penalizar ou dificultar o apoio do Estado a iniciativas e respostas menos ortodoxas e tradicionais. Só assim estas instituições conseguirão ter um verdadeiro papel inovador. 3.3.3- Dependência As necessidades das pessoas idosas dependentes foram também priorizadas pelos parceiros sociais participantes no Fórum Temático do Município Maior. De facto, já aqui foi amplamente descrito que o aumento da esperança média de vida, aumento também o índice de dependência da população idosa e diversifica as necessidades que os indivíduos vão sentindo ao longo do seu processo de envelhecimento. A dependência é um estado no qual um indivíduo confia num outro (ou outros) para ajudá-lo a satisfazer necessidades reconhecidas. A situação de dependência é, por si só, encarada pelos próprios como uma perda de dignidade, obrigando-os a lidar com opções que não desejam: a saída do seu domicílio para passarem a residir em casa das suas famílias ou a sua permanência no domicílio com a incapacidade de manter uma qualidade de vida mínima. O isolamento social é uma característica inerente ao processo de dependência, na medida em que as dificuldades de mobilidade ou de comunicação limitam os contactos sociais da pessoa dependente. Conscientes de todas estas dificuldades e limitações e também da deteorização dos laços familiares, os diferentes actores sociais envolvidos no processo de diagnóstico social, realçaram a necessidade de serem criados serviços de proximidade e inovadores de apoio a idosos em situação de dependência, que respondam às diversas necessidades. Estes novos serviços de complementaridade devem ser o mais específico e individualizado possível, surgindo a ideia da criação da figura do “Cuidador”. 126 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro MUNICIPIO PARCEIRO 127 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro “Parece-nos cada vez mais necessário que as entidades nos locais ultrapassem a lógica do exclusivismo e da subordinação e passem a olhar com mais atenção para as oportunidades da parceria; complementaridade, rentabilização de recursos, ampliação da intervenção… Para atingir esta maturação é necessário, como afirmam alguns autores, distinguir o fazer com (colaborar) do fazer em conjunto (cooperar). Colaborar remete-nos para a noção de trabalhar com outros parceiros, enquanto cooperar orienta-nos para uma acção conjunta, que implica não só a corresponsabilização, como uma co-decisão. O trabalho em parceria continua a ser hoje um grande desafio: tão valorizado e, ao mesmo tempo, tão difícil de se construir…”” In “Rede Social - Desafios e Experiências de um Programa Estruturante CONTEXTUALIZAÇÃO No documento que agora se apresenta, quando falamos Município Parceiro, falamos do conjunto de entidades implantadas no concelho de Oliveira de Azeméis e que de uma ou outra forma contribuem para a promoção e desenvolvimento social preconizado pela Rede Social. Entre essas entidades contam-se aquelas que designamos de grupos informais de acção social; as associações de carácter social, cultural, recreativo e desportivo e as entidades do Terceiro Sector nomeadamente as IPSS, Misericórdias e ONG. Na sociedade civil, ganha particular relevância a acção de diversos actores sociais que estão em constante interacção entre si. Entre esses actores encontramos o Estado e diversas esferas que vão desde as mais básicas e íntimas, como a família, até às mais alargadas como as associações ou movimentos sociais. Desta forma, a sociedade deixa de ser vista como uma rede de instituições, mas como um contexto e um produto da interacção de actores auto-constituídos. No inicio dos anos 90 assistimos à diversificação da organização da sociedade civil, emergindo as já referidas entidades do Terceiro Sector, nomeadamente organizações de carácter social e organizações não governamentais que contribuem para a resolução de problemas sociais, para a aplicação de políticas e para o reforço da cidadania. Estas entidades e todas as organizações de carácter associativo são o eixo nuclear de qualquer política de desenvolvimento, na medida em que contribuem para 128 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro construção de solidariedades, expressam a forma de vida em comunidade e favorecem o exercício da democracia da cidadania. A crescente proliferação deste movimento associativo pode ser encarado como um indicador de democratização e de participação sócia. Assim, este movimento tem um papel específico na regulação social, responde a funções sociais e ocupa lugar original no sistema político-social, ganhando relevo na estruturação das redes de sociabilidades. No que diz respeito à acção social, em Portugal constata-se uma grande importância das entidades do Terceiro Sector na provisão de serviços sociais, nomeadamente das IPSS, a quem o Estado delega, formal e tacitamente, certas funções. São denominadas de IPSS devido à natureza de bens e serviços que produzem e ao reconhecimento que têm por parte do Estado. Na base do seu funcionamento existem Acordos de Cooperação e de gestão com a Segurança Social. Apesar de reconhecida a importância das IPSS, não se pode negar que estas encontram-se numa situação de constante exigência quer na óptica do utente/cliente, quer na óptica da entidade reguladora. Acresce a este factor o grande constrangimento dos recursos limitados, fazendo com que algumas conheçam os limites da sustentabilidade. Assim torna-se necessário pensar em formas de ultrapassar estes constrangimentos. 1. – OTERCEIRO SECTOR EM OLIVEIRA DE AZEMÉIS O Município de Oliveira de Azeméis contabiliza 27 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’S) e equiparadas, sendo que 10 oferecem serviços de apoio na área da infância e juventude e idosos simultaneamente, 9 oferecem serviços só vocacionados para crianças e jovens, 5 só para os idosos, duas não têm nenhuma resposta social tipificada e outra dirige os seus serviços para a população portadora de deficiência. 1.1. – EQUIPAMENTOS DE APOIO À INFÂNCIA E JUVENTIDE Oliveira de Azeméis ao nível da infância e juventude, tem um grande leque de ofertas ao nível das IPSS’S, que complementam a oferta da rede pública no que concerne à valência pré-escolar e CATL. O quadro que se segue demonstra esta realidade: 129 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro QUADRO N.º 18 Equipamentos e Respostas Sociais de Apoio à Infância e Juventude Designação da Instituição Associação de Solidariedade de Macieira de Sarnes Centro Social, Paroquial Nogueira do Cravo Localização Geográfica Valências Macieira de Sarnes CATL Nogueira do Cravo Creche Pré - escolar Centro Social, Paroquial S. Miguel Creche Oliveira de Azeméis Pré - escolar Comissão de Melhoramentos de Azeméis Oliveira de Azeméis Creche Creche Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora Silva Matos Fajões Pré – escolar CATL Creche Patronato St.º António Pinheiro da Bemposta Pré – Escolar Santa Casa da Misericórdia Oliveira de Azeméis Oliveira de Azeméis Creche Pré – escolar Creche Obra Social de S. Martinho da Gândara S. Martinho da Gândara Pré - escolar CATL Comissão de Melhoramentos de Ossela Comossela Associação de Solidariedade Social de Loureiro Associação de Solidariedade Social de Travanca Centro Social, Cultural e Recreativo de Carregosa Ossela CATL Creche Loureiro Pré - escolar Travanca CATL Creche Carregosa Pré - escolar CATL Creche Centro Infantil de Cesar Cesar Pré - Escolar CATL 130 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Designação da Instituição Fundação Condessa Penha Longa Localização Geográfica Cucujães Valências Creche Pré - Escolar CATL Creche Misericórdia de Cucujães Cucujães Pré - escolar CATL Creche Pré - escolar Centro de Apoio Familiar Pinto de Carvalho Oliveira de Azeméis CATL Lar de Menores Centro de Acolhimento Temporário Misto Centro Social, Cultural e Recreativo de Pindelo Pindelo CATL Creche Centro Infantil de S. Roque S. Roque Pré - escolar CATL Centro Social Paroquial S.º André Creche Macinhata da Seixa Pré – escolar CATL Educação Especial CERCIAZ – Centro de Recuperação de Crianças deficientes e inadaptadas de Pré - profissional Oliveira de Azeméis Oliveira de Azeméis Formação profissional C.A.O. As 20 instituições que disponibilizam serviços e equipamentos de apoio à infância e juventude situam-se em 16 das 19 freguesias concelhias, não existindo valências nesta área nas freguesias de Ul, Madaíl e Santiago de Riba – Ul. A freguesia sede do concelho é aquela que apresenta um maior número de valências nesta área registando um total de 4 instituições ás quais se junta a CERCIAZ com os seus serviços de apoio à população portadora de deficiência. Em síntese, o concelho tem ao seu dispor na área da infância e juventude as seguintes Respostas Sociais: - 15 Creches; 131 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro - 13 CATL’S; - 14 Pré-Escolar; - 1 Lar Menores; - 1 Centro de Acolhimento Temporário; - 1 Resposta de Educação Especial (área da deficiência); - 1 Resposta de Formação Profissional (área da deficiência); - 1 Resposta Pré-Profissional (área da deficiência); - 1 Resposta C.A.O. (área da deficiência). No que concerne às respostas sociais de apoio à infância e juventude, Oliveira de Azeméis já atingiu uma taxa de cobertura desejável, semelhante à média do Distrito de Aveiro. Não podemos deixar de ressaltar que esta taxa de cobertura nem sempre garante uma resposta ajustada às necessidades específicas da população em determinados territórios específicos. Destes territórios destacamos a freguesia de Macieira de Sarnes, cuja necessidade da resposta creche já foi devidamente justificada junto das entidades competentes, e que implica o recurso, por parte das famílias, a amas e outras respostas informais, retardando a integração das crianças em estruturas e serviços adequados. Destacamos também a freguesia de Oliveira de Azeméis, que por ser sede de concelho atrai diariamente circulação de pessoas que aqui exercem a sua actividade profissional e também aqui procuram uma resposta social de integração das suas crianças. De facto, as creches existentes na freguesia de Oliveira de Azeméis não conseguem dar resposta a todas as solicitações que têm. Assim sendo, face às características territoriais do concelho, consideramos que não podemos ter só em linha de conta a taxa de cobertura como indicador para a promoção de novos equipamentos, na medida em que a dispersão geográfica do território que contempla 163Km2 juntamente com um sistema de transportes reduzido e residual, faz com que existam particularidades na deslocação das pessoas, o que implica uma maior sensibilidade no planeamento da necessidade/localização das respostas sociais. Ainda para a população infantil e juvenil foi apontada a necessidade de serem criadas e promovidas respostas sociais inovadoras e diferenciadas de acordo com as 132 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro idades e as necessidades individualizadas das crianças, jovens e famílias. Neste âmbito surgiu também a necessidade de serem criados espaços/respostas integradoras de crianças e jovens (com especial atenção para crianças e jovens em situação de risco social), de carácter informal e promovidas por entidades diferenciadas que não as IPSS. Neste sentido é necessário mobilizar a sociedade em geral, as Juntas de Freguesia, as entidades culturais, recreativas e desportivas para dinamizarem localmente espaços e actividades alternativas e apelativas à participação dos jovens e que se constituam como factores de desenvolvimento local. 1.2. – EQUIPAMENTOS DE APOIO À POPULAÇÃO IDOSA Sendo amplamente reconhecido como uma característica das sociedades modernas, o aumento da esperança de vida e consequente envelhecimento da população acarretam consequências específicas que passam pelo aumento da vulnerabilidade destes indivíduos. Assiste-se assim, a um aumento da vulnerabilidade que é proporcional à diminuição da qualidade de vida e à sua dependência, quer seja económica ou social. A família é vista como um suporte de primeiro grau, que contribui para a quebra do isolamento do idoso, funcionando como garante das necessidades básicas. No entanto, com o processo contínuo de mudança das estruturas familiares, bem como com a alteração de valores sociais que regem a sociedade, torna-se premente a emergência de respostas de apoio aos idosos que contribuam para o seu bem-estar físico, psíquico e emocional. O município dispõe na área de apoio aos idosos de 15 IPSS’S que oferecem respostas sociais diversificadas, distribuindo-se por 12 das 19 freguesias conforme o quadro que se segue. QUADRO N.º19 Equipamentos e Respostas Sociais de apoio à População Idosa Designação da Instituição Centro Social, Cultural e recreativo de Carregosa Localização Geográfica Serviços/ equipamentos Carregosa Apoio domiciliário Centro de dia Fundação Manuel Brandão Cucujães Lar de Idosos Apoio domiciliário 133 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Designação da Instituição Obra Missionária de Cucujães Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora Silva Matos Associação de Solidariedade de Loureiro Centro Social Paroquial Sto. André Centro Social Paroquial de Nogueira do Cravo Localização Geográfica Serviços/ equipamentos Cucujães Lar de Idosos Centro de dia Fajões Apoio domiciliário Centro de dia Loureiro Apoio domiciliário Centro de dia Macinhata da Seixa Apoio domiciliário Centro de dia Nogueira do cravo Apoio Domiciliário Centro de dia Santa Casa da Misericórdia de O. Az. Oliveira de Azeméis Lar de idosos Apoio domiciliário Apoio domiciliário nocturno Centro Paroquial S. Miguel Obra Social S. Martinho da Gândara Associação Melhoramentos Pró - Outeiro Oliveira de Azeméis Lar de idosos Centro de dia S. Martinho da Gândara Apoio domiciliário Santiago de Riba - Ul Apoio Domiciliário Centro de dia Centro de 3ª Idade de S. Roque S. Roque Lar de idosos Apoio domiciliário Comissão Melhoramentos de Azeméis Centro Social Paroquial Pinheiro da Bemposta Oliveira de Azeméis Centro de dia Centro de dia Pinheiro da Bemposta Ser. Apoio Domiciliário Centro de dia Centro Infantil de Cesar Cesar Ser. Apoio Domiciliário Lar de idosos 134 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Analisando a distribuição das respostas sociais pelas instituições verificamos que 11 oferecem a resposta centro de dia e 12 oferecem serviço de apoio domiciliário. A resposta social Lar é a menos oferecida, contando apenas com 6 lares em todo o concelho. Realçamos aqui a resposta social de serviço de apoio domiciliário nocturno promovido, unilateralmente (sem estar protocolado com a Segurança Social), pela Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis pelo seu carácter único ao nível do município. Das 15 instituições que oferecem serviços de apoio aos idosos, contabilizamos 10 instituições vocacionadas para crianças e idosos e 5 que oferecem só serviços de apoio à população idosa. Em síntese, o concelho tem ao seu dispor na área dos idosos as seguintes Respostas Sociais: - 11 Centro de Dia; - 16 Serviço de Apoio Domiciliário; - 6 Lares de Idosos; - 1 Serviço de Apoio Domiciliário Nocturno. Como é referenciado no Município Maior, a idade Maior implica um conjunto de necessidades específicas que exigem respostas diversificadas. Deste diagnóstico e da reflexão conjunta dos actores sociais e do Núcleo Executivo da Rede Social, destaca-se a necessidade de continuar a investir em respostas tradicionais, nomeadamente em Lar para Idosos, cuja taxa de cobertura continua muito diminuta ao invés de uma procura cada vez mais elevada. O aumento da longevidade acarreta processos de doença e dependência cuja resposta é a institucionalização. Destacamos o forte dinamismo das instituições concelhias que repetidamente se têm candidatado a diferentes programas de financiamento para criação deste tipo de resposta. QUADRO N.º 20 Taxa de cobertura das respostas sociais de apoio à população Idosa existentes e em criação Resposta Social Lar Idosos para Taxa Cobertura Taxa de Cobertura Respostas Sociais Respostas Sociais Existentes em Criação 2,8% 2,9% Taxa Cobertura Respostas Sociais Distrito Aveiro (2008)* 135 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Centro Dia Ser. Apoio Domiciliário 3,1% 3,9% 4,1% 5% Fonte: Rede Social – DAS, 2009 * Fonte: Centro Distrital Segurança Social, 2008 O incremento das respostas convencionais deve ser também acompanhado pela promoção de respostas menos tradicionais, como é o caso dos Centros de Convívio, que permitem a integração social do idoso e o retardamento do seu processo de dependência. Para além desta resposta é ainda necessário dinamizar o Serviço de Apoio Domiciliário e o Centro de Dia enquanto respostas individualizadas, de qualidade e integradoras desta população. Face a esta realidade, a estas necessidades e às projecções futuras, entendese que em matéria de respostas apropriadas para o bem-estar e inserção de todos, a política social deve seguir duas vertentes: - A continuidade da actuação das IPSS’S concelhias na promoção e desenvolvimento de valências tradicionais, protocoladas com a segurança social e que garantam respostas permanentes a populações alvo já definidas e amplamente conhecidas. Destacam-se como respostas: creches, lar de idosos, centro de dia, serviço de apoio domiciliário… - Apostar em novas formas de actuação, onde as autarquias ganham um especial papel, nomeadamente no que concerne à população idosa. Neste contexto destacámos os “Pólos de Apoio à População Sénior” propostos pela Equipa Técnica de Revisão do Plano Director Municipal de Oliveira de Azeméis, que apresentam um carácter inovador, que permite colmatar necessidades já sentidas e que a médio prazo se vão agravar, possibilitando uma dinâmica que garanta a ocupação destas pessoas de forma qualitativa, minimizando os efeitos do isolamento social. Estes pólos aparecem como um cento de congregação de serviços variados direccionados para a população idosa, nomeadamente: serviço de refeição, lavandaria, prática desportiva, prática cultural (actividades recreativas, lazer e de cultura, práticas informativas e formativas (TIC’S, acções de sensibilização que potenciem a alteração de hábitos de vida e regras de segurança negligenciados). 136 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Estes pólos surgem como uma mais valia no reforço do investimento para o aumento das respostas e serviços, indo ao encontro de garantia de qualidade, diversificação e flexibilidade dos mesmos, de modo a irem ao encontro das necessidades das pessoas idosas inseridas num território específico. 1.3. – EQUIPAMENTOS DE APOIO À POPULAÇÃO PORTADORA DE DEFICIÊNCIA A Pessoa Portadora de Deficiência, é considerada pela Organização Mundial de Saúde como aquela que apresenta em carácter permanente perda ou reduções da sua estrutura ou função anatómica, fisiológica, psicológica ou mental, que gerem incapacidade para certas actividades, dentro do padrão considerado normal para o ser humano. No município de Oliveira de Azeméis, contabiliza-se uma só IPSS com respostas sociais vocacionadas para o apoio à população portadora de deficiência. A CERCIAZ é reconhecida como uma mais valia pelo seu carácter único e pelo trabalho ímpar que realiza em prol de crianças e jovens que de alguma forma tem uma limitação no seu desenvolvimento normal, dando resposta a população não só do concelho, mas também de concelhos vizinhos. Esta instituição abrange a área geográfica dos concelhos de Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Vale de Cambra e S. João da Madeira, funcionando em regime de semi-internato. O seu âmbito de trabalho direcciona-se para asa deficiências intelectuais, de audição, orgânica e multideficiência. As respostas desta instituição são: - Valência Pedagógica – onde é desenvolvido um conjunto de aprendizagens centrados no aluno. As áreas de intervenção são: desenvolvimento psico-motor; motricidade global; motricidade fina; autonomia pessoal e social; socialização; comunicação; cognição e académica. - Pré-profissional – Articula d forma estreita com a área pedagógica, já que os jovens que a frequentam também. Abrange jovens portadores de deficiência mental ligeira e/ou moderada a partir dos 13 anos de idade. 137 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro - Formação profissional – formação de jovens portadores de deficiência ligeira e/ou moderada multideficientes, com idade igual ou superior a 15 anos. Tem como objectivo a integração sócio - profissional no mundo normal do trabalho. - C.A.O. – Centro de Actividades Ocupacionais – actividades com jovens portadores de deficiência grave e/ou profunda com idades a partir dos 16 anos, tendo como principal objectivo promover a qualidade de vida potenciando a autonomia ea integração pessoal e social. Para além destas respostas, a CERCIAZ desenvolve funciona também como um CRI – Centro de Recursos para a Inclusão, apoiando crianças e jovens com multideficiência que estão inseridas nas diversas escolas concelhias. No ano lectivo 2009/2010, o CRI tem cerca de 47 utentes. No que diz respeito à taxa de cobertura dos equipamentos e serviços de apoio à população portadora de deficiência, Oliveira de Azeméis apresenta uma percentagem de 3,3%, um valor bastante abaixo da média do distrito que era de 6,8% o que posiciona este concelho na 16ª posição em relação às 19 freguesias de Aveiro. Prevêse a alteração desta situação com a criação de um equipamento de raiz na freguesia de Fajões que engloba as respostas sociais de CAO; Lar Residencial e Residências Autónomas. 2. – OS NOVOS DESAFIOS DAS ENTIDADES DO 3º SECTOR 2.1.- O DESAFIO DA QUALIDADE Inseridas numa sociedade extremamente competitiva e exigente, onde as necessidades e expectativas estão em constante evolução, é que necessário façam uma permanente reflexão sobre os seus objectivos, as metodologias de gestão, os seus modelos organizacionais, os fluxos de comunicação, a qualidade da gestão, da informação e do conhecimento. Assim, torna-se fundamental cada IPSS, internamente, repensar as suas competências, a motivação, a polivalência, a capacidade de trabalho em grupo e a assumpção de novas responsabilidades. Neste sentido, o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em 2008, emitiu um conjunto de exigências para as IPSS cumprirem sob pena de não serem assinados os já referidos Acordos de Cooperação. Assim, foram editados os Manuais 138 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro de Gestão da Qualidade das respostas sociais, divididos em três níveis diferenciados, com o intuito de exigir mais qualidade e regras na prestação dos serviços das IPSS. Pretende-se também que estas entidades façam uma reflexão organizacional no sentido de melhorar a qualidade da sua gestão, adoptando metodologias e abordagens organizacionais já implantadas com sucesso noutras entidades, focalizando a sua cultura nas reais necessidades dos clientes/utentes e estimulando e reforçando as competências de todos os seus parceiros. 2.1.- O DESAFIO DA PARCERIA Se a melhoria da qualidade na prestação de serviços e na gestão dos equipamentos é o único caminho que poderá levar à eficiência do serviço e à satisfação dos utentes, a abertura à comunidade (em diversas escalas) e o trabalho em parceria aparecem como factores determinantes para a sobrevivência num contexto de limitação de recursos e de constante exigência. O trabalho em parceria aparece como propulsionador da inovação social e do empreendedorismo como forma de prosseguir a melhoria e a transformação do contexto comunitário em que se inserem, tendo como modelo a auto-sustentabilidade da sua acção e actividade. A constituição de parcerias aparecem como fundamentais, proporcionando o desenvolvimento de sistemas integrados de prestação de serviços mais rentáveis, sustentados e eficazes. Torna-se assim necessário que as IPSS focalizem esta importância e estejam receptivas a integrar as parcerias existentes e serem elas próprias promotoras de parcerias com vista ao desenvolvimento da comunidade e assim, do seu próprio desenvolvimento. Para tal, cada um deve colocar-se numa posição de participação efectiva, assumindo a parceria como sua, dando-lhe consistência e conteúdo. O empenho de cada parceiro é fundamental para a prossecução dos objectivos e para a aplicação de uma cultura de parceria. Ao assumir uma cultura de parceria, todos os parceiros devem assumir-se como empreendedores sociais, que á semelhança dos empreendedores empresariais devem ser atentos, criativos e inovadores. Quem possui escassos meios para a obtenção de objectivos deve ser um “caçador” de oportunidades e de ideias e simultaneamente um defensor de aprendizagem e da inovação contínuas. 139 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Assim, todos nós devemos constituímo-nos como empreendedores sociais no sentido de transformar para ganhar mais, não no sentido do lucro, mas na criação do valor social para a comunidade, promovendo o emprego, minorando a exclusão social e a conflitualidade e aumentando as valências de apoio e os benefícios da comunidade. 3. – O ASSOCIATIVISMO EM OLIVEIRA DE AZEMÉIS 3.1.- ASSOCIAÇÕES DESPORTIVAS, RECREATIVAS E CULTURAIS No Município de Oliveira de Azeméis, existem cerca de duas centenas de agrupamentos, organizações e associações. Estes são os principais responsáveis pela dinâmica de grupo e pela promoção cultural, recreativa e desportiva em cada freguesia. Estas associações existentes têm um carácter desportivo e cultural, predominando modalidades ligadas à columbofilia e à prática do futebol, na área do desporto e, o folclore e a musica na vertente cultural. Na recolha de dados para a realização deste diagnóstico, através da aplicação de inquéritos, tentamos apurar as associações existentes em cada freguesia, o seu cariz, as actividades que desenvolviam e o número de participantes. No entanto, os dados alcançados revelaram-se insuficientes para uma completa caracterização desta área, nomeadamente quanto às actividades desenvolvidas e ao número de participantes que envolviam, não trazendo nenhuma mais valia aos dados registados nos anteriores documentos de diagnóstico social. 3.2- OS GRUPOS INFORMAIS DE ACÇÃO SOCIAL A par do forte dinamismo associativo, o Município de Oliveira de Azeméis apresenta igualmente uma forte dinâmica no que diz respeito aos Grupos Informais de Acção Social, estando sinalizados cerca de 33, distribuídos pelas 19 freguesias. Na sua maioria estes grupos são ligados à Igreja Católica, nomeadamente às Conferências Vicentinas e aos Grupos de Jovens. O trabalho que realizam é sobretudo de cariz sócio - caritativo e a sua proximidade com a comunidade, faz com a sua acção seja uma importante mais valia no desenvolvimento social das freguesias. 140 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro 4. – COMISSÕES SOCIAIS DE FREGUESIA 4.1.- COMISSÕES SOCIAIS FREGUESIA: MOTORES DE DESENVOLVIMENTO LOCAL O desenvolvimento social enquanto factor primordial da qualidade de vida da população dever ser assumido como uma responsabilidade de todas as entidades formal ou informalmente constituídas, bem como dos cidadãos em geral. Com a globalização e a máxima “menos Estado, melhor Estado”, a sociedade civil tem uma grande tarefa a realizar. As associações e entidades sociais, independentemente do seu carácter, são pólos potenciadores de transformação e inovação social, democratizando o desporto, a cultura, e o lazer como forma de promoção da cidadania. Todas as entidades de um território especifico, como é o caso das freguesias, devem-se organizar de forma a elaborar e a concretizar um projecto comum de carácter colectivo e de raiz social, que defina uma identidade local bem como a sua expressão cultural. É neste contexto que as CFS – Comissões Sociais de Freguesia – ganham uma especial relevância. São elas que podem congregar os diferentes esforços existentes e activos de cada freguesia num comum e devidamente partilhado e participado. As CSF, enquanto órgãos da Rede Social, são estruturas de elevada importância, constituindo-se como plataformas privilegiadas para o trabalho em parceria e para a definição e concretização de estratégias e metodologias de planeamento participado. A Comissão Social de Freguesia é composta pelo Presidente da Junta, que em princípio deverá presidir, e por representantes das entidades públicas ou privadas que actuam na freguesia. Compete à Comissão Social de Freguesia: - Fazer o levantamento, apreciação e propostas de solução para os problemas detectados por aquelas mesmo ou outras entidades, e a procura de soluções necessárias mediante a participação de entidades representadas ou não, na Comissão. 141 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro - O encaminhamento para o CLAS, dos problemas que precisem de respectiva intervenção, juntando as propostas que tiverem por adequadas; - A elaboração e a difusão de estatísticas dos problemas que lhe sejam apresentados e respectivos encaminhamentos. - A promoção de colóquios e iniciativas afins, visando melhorar a consciência pessoal e colectiva, sobre os problemas sociais e empenhamento na respectiva solução e partilha de responsabilidades. Considera-se recomendáveis, entre outras, as seguintes actividades: - Contacto directo com pessoas e famílias em situação de maior carência; - Despistagem de situações tipo, distinguindo em especial as que se podem resolver através do trabalho ou formação profissional e as que implicam outras vias de solução; - Cooperação activa com as pessoas e famílias abrangidas, designadamente através da informação, da motivação, do encaminhamento e acompanhamento para efeitos de superação das suas dificuldades e do acesso a serviços e a prestações sociais; 4.2.- COMISSÕES SOCIAIS FREGUESIA EM OLIVEIRA DE AZEMÉIS O processo de implementação das CSF no território de Oliveira de Azeméis foi simultâneo ao processo de adesão do Município ao Programa da Rede Social, no ano de 2002. Neste âmbito foram realizadas reuniões de sensibilização para a constituição destas estruturas nas diferentes freguesias. Estas reuniões realizaram-se por iniciativa dos Presidentes da Junta de Freguesia e tiveram como objectivos: Apresentação do Programa Rede Social; Apresentação dos objectivos deste programa; A importância da Comissão Social de Freguesia (O que são? Como são constituídas; Quais as suas competências). QUADRO N.º 21 Reuniões de sensibilização para a constituição da Comissão Social de Freguesia Freguesia Data Cucujães 06/11/2002 Ossela 09/11/2002 142 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro S. Martinho da Gândara 20/11/2002 Santiago de Riba-Ul 26/11/2002 Pindelo 10/12/2002 S. Roque 17/12/2002 Pinheiro da Bemposta 25/12/2003 Cesar 18/02/2004 Oliveira de Azeméis 17/02/2004 Nogueira do Cravo 26/04/2004 Carregosa 06/05/2004 Fruto destas reuniões e do reconhecimento da importância das CSF, constituíram-se em Comissão as seguintes freguesias: QUADRO N.º22 Comissões Sociais de Freguesia constituídas em Oliveira de Azeméis, por data de constituição e entidades envolvidas Freguesias com CSF Data da Constituição Entidades envolvidas Comissão Social de Freguesia de Cucujães 27/05/2002 12 03/12/2002 7 11/02/2004 6 06/05/2004 5 25/02/2004 4 24/10/20007 13 Comissão Social de Freguesia de S. Martinho da Gândara Comissão Social de Freguesia de S. Roque Comissão Social de Freguesia de Carregosa Comissão Social de Freguesia de Cesar Comissão Social de Freguesia de Nogueira do Cravo 143 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Município Parceiro Para concluir, resta salientar que a acção de “Dinamização e Constituição das CSF”, sempre fez parte dos Planos Anuais de Acção da Rede Social, o que denota que a implantação destas estruturas foi, desde sempre, uma prioridade do Conselho Local de Acção Social e do seu Núcleo Executivo. No entanto, este processo não pode ser imposto, deve ser uma iniciativa assumida das Juntas de Freguesias, ou na impossibilidade desta, de outra entidade relevante destes territórios locais. 144 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão CONCLUSÃO 145 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão ENQUADRAMENTO O Diagnóstico Social de Oliveira de Azeméis pretende ser um instrumento dinâmico de apoio a todos os parceiros do CLASOA e a todos os que trabalham na área social no território concelhio. O Diagnóstico Social traça as principais características do concelho de Oliveira de azeméis, identificando os principais problemas do concelho, a sua relação de causalidade, bem como identifica os recursos e meios existentes e suas potencialidades. Este documento de DS que agora se apresenta, metodologicamente apresenta uma organização inovadora em relação aos anteriores, na medida em que dada a diversidade e transversalidade dos problemas levantados, o Núcleo Executivo optou por organizar a informação por 5 áreas temáticas categorizadas por “Município Saudável”;“Município Inclusivo”; “Município Maior”; “Município Berço” e “Município Parceiro”. Assim, apresentamos agora as seguintes conclusões: MUNCIPIO SAUDÁVEL A saúde é um factor fundamental e básico de existência humana, e o seu estado está intrinsecamente relacionado com o nível de desenvolvimento social de uma sociedade. A Organização Mundial de Saúde define-a como sendo “um estado de bem-estar total, físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença. A evolução do estado da saúde no contexto nacional nos últimos trinta anos foi muito positiva, fruto de um esforço sustentado por mais politicas e novas relações dos sectores públicos, privados e sociais que actuam nesta área. As novas políticas na área da saúde têm levado a uma alteração significativa dos serviços de saúde de proximidade. Estas alterações foram fruto de preocupação das populações e das autarquias locais, uma vez que a concentração dos serviços dificulta o acesso a este direito constitucionalmente garantido. De facto, ainda que a lógica de agrupamento dos serviços para os tornar melhores e mais dotados de meios e recursos seja um bom principio, a população reconhece-a como uma perda, acrescida pelas dificuldades de transporte existentes e amplamente diagnosticadas e reconhecidas. 146 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão Da análise diagnóstica efectuada no Município saudável foram apontadas três linhas de actuação: - A promoção da saúde – Que permita fazer uma acção preventiva e assim colmatar constrangimentos de diversa ordem, nomeadamente: o estrangulamento dos serviços de saúde pela recorrência dos utentes sem problemáticas clínicas, mas com problemas sociais de origem social ou laboral; falta de resposta ao nível de alguns cuidados específicos. Ainda nesta linha foi reforçada a urgência em se apostar em Serviços de Cuidados Continuados, para se permitir um serviço adequado conforme a condição de saúde de cada utente. A inexistência destes serviços acarreta a permanência das pessoas nos hospitais por não terem outros locais mais adequados. Inseriu-se nesta linha de actuação também a criação de ambientes promotores de cuidados de acordo com os princípios da inclusão social, reforçando os serviços de saúde para uma resposta rápida e de acordo com as necessidades; trabalho em parceria e rede; promoção e informação da população. Neste âmbito foi ainda referenciado a promoção de estilos de vida saudáveis através do fortalecimento de práticas já informalmente constituídas. - Criação, alargamento e funcionamento das infra-estruturas básicas – Neste diagnóstico foram levantados problemas que se prendem com a inexistência de infra-estruturas da rede de água, rede de saneamento básico e recolha de resíduos sólidos, em vários pontos com a ineficácia e deficiência da sua implantação e funcionamento. Só com a implantação destas infra-estruturas em todo o território de forma eficaz e eficiente é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, tendo sido ressaltada a ideia de que a Câmara deve assumir uma aposta séria e concreta ao nível das infra-estruturas em duas vertentes: criação das estruturas e sensibilização da população para a sua correcta utilização. A autarquia deve adoptar como obra prioritária a cobertura do território com as redes de água e saneamento, ultrapassando constrangimentos de ordem políticoeconómica. Sendo certo que em algumas freguesias já foram criadas algumas estruturas, muitos munícipes apresentam uma grande resistência à sua utilização, nomeadamente no que diz respeito á rede de abastecimento de água. Esta resistência 147 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão prende-se com factores de ordem económica (os elevados custos de ligação à rede), mas também com o facto de possuírem poços e furos de captação de água que lhes garante o acesso a este precioso bem, mesmo que ele não esteja nas melhores condições para utilização humana. Torna-se assim imperioso adoptar estratégias que reforcem o empenho dos serviços municipais na sensibilização de toda a população de forma mais eloquente e persistente, nomeadamente população adulta e sénior. - Articulação dos Serviços de Saúde - A realização de Fóruns, enquanto reuniões de trabalho para debater o território na sua globalidade (Fóruns Freguesia) ou em áreas mais específicas (Fóruns Temáticos), trouxe como grande vantagem o reconhecimento, por parte dos interlocutores, da importância e necessidade de determinados actores sociais discutirem e reflectirem sobre estratégias de actuação e de desenvolvimento do município. No Fórum Município Saudável este reconhecimento foi também salientado, sentindo-se por parte dos interlocutores, sobretudo na área dos serviços de saúde a necessidade de se reflectir sobre as diversas necessidades e recursos existentes para estabelecimento de estratégias de actuação e cooperação em áreas diversas. Neste sentido foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho entre os diversos serviços de saúde. MUNCIPIO INCLUSIVO O rápido crescimento populacional, aliado ás grandes transformações sociais, aumenta a necessidade de criar um conjunto de serviços de apoio á população. De facto, o desenvolvimento económico, por si só, não garante o bem-estar generalizado e muitas vezes ele próprio, contribui para a construção de vulnerabilidades sociais, sendo incapaz de esbater as crescentes desigualdades de distribuição de riqueza. Tendo como grande referência o PNAI – Plano Nacional de Acção para a Inclusão, o “Município Inclusivo” apresenta um conjunto de problemas transversais e multidimensionais de diversas áreas temáticas que vão desde a acção social, ao emprego, passando pela deficiência e pelas questões da migração. Em termos sociais, a grande preocupação diagnosticada prende-se com a disfuncionalidade familiar quer ao nível dos rendimentos, quer ao nível do exercício 148 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão dos diferentes papeis dos elementos das famílias. Este problema por si só acarreta um conjunto alargado de outros problemas, estando na sua génese e causa, ou sendo consequência. Quando se fala de inclusão social é inevitável falar de subsídiodependência e de reprodução geracional de comportamentos bem como de ciclos de pobreza. Para além disto, face à situação conjuntural foi ainda diagnosticado um problema denominado de “pobreza envergonhada”. As áreas de actuação priorizadas no âmbito deste Município têm como objectivos a promoção das famílias para uma melhor vivência dos direitos e deveres de cada cidadão. Assim foi priorizada: - Intervenção nas Famílias ao Nível da Promoção e Apoio - A intervenção social constitui um dos mais fortes instrumentos de política social e exige uma reflexão profunda acerca dos seus pressupostos teóricos e de validade dos seus modelos face às transformações sociais e ao modo de entender a vulnerabilidade social. As famílias actuais que são alvo de intervenção são multiproblemáticas, apresentando muitas dificuldades, constituindo-se como um desafio a realização de um trabalho de promoção junto e com elas. Assim, torna-se necessário repensar as formas de intervir com estas famílias, numa lógica de reformulação de estratégias de intervenção. No âmbito do Fórum do Município Inclusivo foram priorizadas as seguintes áreas de intervenção específicas na família: - Apoio à medicação – no sentido da colmatação das elevadas despesas com saúde que absorvem uma parte significativa dos orçamentos familiares, nomeadamente quando têm no seu seio membros com necessidade de tomar medicação permanente que lhes permita ter um mínimo de qualidade de vida e de controle da sua doença. - Criação de medidas de apoio às famílias monoparentais – que permitam esbater a correlação entre a taxa de nascimentos fora dos casamentos e indicadores de pobreza e exclusão social. O aumento das famílias monoparentais divorciadas, fruto de um aumento substancial da dissolução dos casamentos. Estas situações, para além dos evidentes constrangimentos de ordem psicológica e individual, acarretam 149 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão igualmente problemas de ordem social e material, manifestamente agravados quando a mulher, antes da separação não exercia qualquer actividade económica. - Reflexão sobre o trabalho técnico de intervenção na família A sociedade actual defronta-se com a existência de novos perfis de vulnerabilidade social, cuja explicação fundamenta-se em teorias transversais e complementares. Esta constatação torna necessária fazer uma revisão sobre o papel do Estado, dos serviços da Segurança Social e de todos os técnicos que trabalham com famílias, grupos e comunidades em situações de vulnerabilidade. É necessária criarem-se modelos de actuação de promoção da coesão social, fomentando redes de interdependência e maximização das capacidades e do potencial de acção dos indivíduos e comunidades em desvantagem. Assim, torna-se necessário organizar todos os recursos técnicos existentes no concelho num verdadeiro trabalho em rede para potenciar uma actuação mais eficaz e mais eficiente. Segundo as conclusões do Fórum Município Inclusivo, este esforço deve ser feito em duas vertentes: -Trabalho de sensibilização dos técnicos para questionar os métodos de actuação, numa perspectiva de auto-critica e de avaliação dos resultados obtidos, promovendose a troca de experiências e o dar a conhecer as estratégias de actuação. -Criação do atendimento integrado enquanto serviço operativo de intervenção e estrutura de atendimento e acompanhamento de proximidade. Com este serviço pretende-se a criação de soluções mais adequadas aos problemas sociais de cada a agregado familiar ou indivíduos que é acompanhado por um Gestor de Processo, uma nova figura que se consubstancia num técnico de acção social cujo papel passa pela elaboração do diagnóstico e desenvolvimento de estratégias de actuação. -Gestão integrada dos Recursos Locais A par da reflexão e reestruturação da intervenção nas famílias é necessário implementar práticas trabalho integrado dos diversos serviços, dos Bancos de Recursos Locais e dos Grupos Informais, como de forma a garantir a distribuição de bens mais adequada, ajudando mais e melhor as famílias e eliminando a sobreposição de actuações. 150 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão - Criação de uma resposta integrada na área de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica Face as crescentes situações de Violência Doméstica, torna-se fundamental criar uma resposta de apoio na área da violência doméstica que vá além da estrita resposta de aconselhamento e orientação das vitimas, passando por uma consciencialização da sociedade de das redes familiares e sociais onde estão inseridos. É ainda necessário fazer um trabalho com o agressor numa lógica de reabilitação e de desenvolvimento das suas competências sociais e familiares. Face a isto, é necessário criar-se uma resposta integrada na área de apoio a vítimas de violência doméstica. - Criação de actividades integradoras de crianças e jovens (com dificuldades de integração nas respostas existentes) Trata-se de mobilizar os próprios jovens na construção e dinamização de espaços/actividades, para que desde inicio seja criado um sentimento de pertença, indo ao encontro das suas expectativas e assim se possa desenvolver um programa de desenvolvimento de competências sociais e uma cultura de participação e cidadania. Neste âmbito foram propostos dois exemplos: um parque de desportos radicais e a criação de grupos informais ligados à dança, ao teatro, entre outros. - Integração no Mercado de Trabalho - Enquanto factor de integração social, o acesso a um emprego ganha ainda especial destaque quando falamos da população portadora de deficiência, na medida em que os handicaps destas pessoas são considerado um obstáculo à sua contratação. A baixa integração laboral das pessoas portadoras de deficiência foi um dos problemas diagnosticados, verificando-se que a par da pouca oferta de trabalho, os candidatos disponíveis apresentam níveis de qualificação baixos o que dificulta ainda mais a sua integração. Face a isto, é necessário reforçar as qualificações desta população para que a sua formação e qualificação seja uma mais valia efectiva que suplante as limitações que apresentam e que podem ser considerados como obstáculos à sua participação laboral e social. O reforço das competências é também um requisito fundamental para a integração laboral da população em geral e não só para os que apresentam uma deficiência. Pretende-se desta forma colmatar a desmotivação de muitos 151 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão desempregados que não reconhecem no trabalho uma mais valia de auto-realização, entrando num ciclo em que só a remuneração é valorizada, priorizando-se a obtenção de um subsídio em detrimento de um emprego. Trata-se de criar uma consciência colectiva e cívica, através de uma educação para a cidadania, privilegiando-se o bem comum, onde cada um tem um papel fundamental. Desta forma pretende-se contrariar a subsídiodependência. - Aumento/Reforço das Competências A promoção da coesão e da integração social passa por valorizar simultaneamente as questões da educação, formação e emprego na medida em que pessoas mais e melhores qualificadas são detentoras de instrumentos que possibilitam a sua auto-realização e resposta aos desafios com que diariamente se deparam. Face a esta realidade, e de acordo com os problemas enunciados que se prendem com a falta de competências, qualificação e formação nos diversos níveis da população é necessário realizar um trabalho de sensibilização para a importância da formação, no sentido de aumentar os níveis de qualificação, por forma a que se adquiram as competências necessárias a uma (re) adaptação a um mercado de trabalho exigente e em mudança e a uma sociedade cada vez mais complexa. É ainda necessário fazer uma reflexão para permita uma educação para a cidadania e consequentemente o desenvolvimento de uma consciência colectiva que permita a valorização progressiva do Ser Humano e dos seus enquadramentos fundamentais: a família, o trabalho, a corresponsabilidade comunitária. MUNCIPIO BERÇO Pensar um Município Berço implica pensar num território cheio de oportunidades que permita um crescimento saudável e um desenvolvimento harmonioso das gerações mais novas. A sociedade actual depara-se com problemas e questões ligadas à infância e à juventude novos e que só eram falados e discutido em países mais desenvolvidos. As alterações das estruturas familiares com a existência de novas reconfigurações familiares e de novas relações de género são apontadas como causa de muitos dos problemas de desadequação das crianças e jovens nos diferentes meios e espaços sociais. 152 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão Outra grande preocupação lançada neste diagnóstico no âmbito do Município Berço prende-se com a falta de um acompanhamento efectivo dos pais na educação dos seus filhos, assistindo-se a dois extremos: ou a superprotecção, ou, um completo distanciamento. Assim, neste Município foram lançadas duas grandes linhas de actuação que se prendem essencialmente com uma reflexão conjunta sobre os papéis dos diversos actores sociais na formação das crianças e jovens. - Papel da família e da comunidade - A intervenção preconizada visa a valorização da família numa perspectiva da valorização dos afectos e transmissão dos valores. Os pais têm a responsabilidade de orientação e aconselhamento das crianças, disciplinando-as de acordo com o seu desenvolvimento e tendo em consideração o interesse superior da criança. Desta forma as crianças compreendem como devem comportar-se de forma a responder às expectativas da família e da sociedade. Quando os pais ajudam os filhos a compreender, tanto os seus direitos como as suas responsabilidades, estão a lançar as bases para uma vida adulta responsável. Esta intervenção em prol da família implica ajustar os mecanismos de conciliação das actividades profissionais com as relações familiares, permitindo uma melhor organização das famílias para um correcto acompanhamento e educação dos seus descendentes. Assim, apontaram como acções concretas de intervenção a criação de espaços de reflexão sobre os papéis dos diversos membros da família. Foi ainda apontada a dinamização de actividades lúdicas, criados pelas e para as crianças e jovens, que reflictam sobre a sua relação familiar, que se poderiam materializar num um projecto-piloto. - Papel das instituições na área da infância e juventude – No fórum do Município Berço, tendo por base os problemas detectados, a reflexão em torno das linhas de actuação centrou-se no papel destas duas instituições. Considerou-se que as famílias são os berços onde se desenvolve a educação, sendo os pais, os primeiros e principais educadores. Nesta lógica deve ser a escola a cooperar com os pais e não o contrário. Cabe à escola a promoção da cooperação 153 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão educativa e aos pais a o acompanhamento da educação escolar dos filhos, prestando mais atenção e dedicação aos seus esforços escolares. É sobretudo na educação para os valores que o papel da família e da escola se cruzam, devendo a primeira acompanhar atentamente as práticas da segunda e esta, por sua vez, oferecer a todos os alunos uma base comum de conhecimentos, atitudes e competências através de uma adequada educação para os direitos e responsabilidades. MUNCIPIO MAIOR O envelhecimento demográfico é uma característica do nosso país e do concelho de Oliveira de Azeméis. Esta característica tem implicações sociais estudadas e diagnosticas cientificamente, mas também sentidas quotidianamente pelos próprios idosos e por aqueles que lidam com as suas fragilidades e constrangimentos. A dimensão do fenómeno implica uma reflexão conjunta de todos os intervenientes sociais para a adopção de politicas que permitam a dignificação da pessoa idosa e a manutenção de uma qualidade de vida satisfatória. Os problemas diagnosticados no âmbito destes Município centraram-se sobretudo nas necessidades que esta idade acarreta, iniciando-se agora uma consciência colectiva das necessidades de preparação das pessoas para esta etapa da vida. Em termos de linhas de actuação priorizadas e à semelhança do que aconteceu no Município Berço, apontou-se a necessidade de pensar o papel dos diferentes actores sociais na vivência de uma Idade Maior. - Papel da família e da comunidade - O fenómeno progressivo do envelhecimento da sociedade, impõe uma reflexão sobre a organização e a prestação de cuidados a um grupo etário que necessariamente vai ter de enfrentar situações de dependência acrescida, com necessidade de mais apoios a diversos níveis. A permanência dos idosos dependentes nos domicílios obriga, naturalmente, a um esforço de reorganização da família. Assim, torna-se necessário promover 154 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão respostas de apoio à família que permitam o bem-estar de quem recebe e de quem presta os cuidados. A prestação de cuidados às pessoas idosas é em muitos casos castrador de uma participação efectiva do idoso na sociedade, sendo a família quem toma as decisões pela própria pessoa, não ouvindo a sua opinião ou respeitando a sua vontade. Torna-se assim necessário fazer uma intervenção na área da sensibilização para a participação da pessoa idosa e o reconhecimento do seu papel e dos seus direitos, bem como a criação de espaços de cidadania para a participação do idoso, de espaços de debate que incluam as pessoas mais velhas como participantes de pleno direito na tomada de decisões sobre situações que lhes digam directamente respeito. A par da alteração da consciência colectiva é necessário implementar o reforço do quadro legal na área da protecção dos idosos face a atentados aos seus direitos. Neste contexto surgiu também a ideia da criação de um serviços de mediação entre a família e o idoso. - Papel das instituições com serviços de apoio à população idosa - Reconhecendo a importância das IPPS no desempenho de serviços de apoio à população idosa, apontou-se a necessidade de se proceder a um salto qualitativo nas IPSS e dos serviços que oferecem, através da criação e operacionalização de planos integrados do idoso e da sua família, ouvindo-os e implicando-os. No caso da resposta Lar para Idosos esta situação é ainda mais necessária, através da criação de planos de integração individualizados, contribuindo para a participação do idoso e para o seu envelhecimento activo. A par da alteração qualitativa das IPSS e dos seus dirigentes, também foi apontada a necessidade de o Estado alterar a sua postura e ele próprio promover a inovação dos serviços prestados pelas entidades com quem tem acordos. Trata-se de abandonar a prática de incentivo às IPSS para implantar-se em áreas tradicionais e não penalizar ou dificultar o apoio do Estado a iniciativas e respostas menos ortodoxas e tradicionais. Só assim estas instituições conseguirão ter um verdadeiro papel inovador. - Dependência – Conscientes de todas as dificuldades e limitações das pessoas idosas e também da deteorização dos laços familiares, os diferentes actores sociais envolvidos 155 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão no processo de diagnóstico social, realçaram a necessidade de serem criados serviços de proximidade e inovadores de apoio a idosos em situação de dependência, que respondam às diversas necessidades. Estes novos serviços de complementaridade devem ser o mais específico e individualizado possível, surgindo a ideia da criação da figura do “Cuidador”. MUNICIPIO PARCEIRO Quando falamos Município Parceiro, falamos do conjunto de entidades implantadas no concelho de Oliveira de Azeméis e que de uma ou outra forma contribuem para a promoção e desenvolvimento social preconizado pela Rede Social. Entre essas entidades contam-se aquelas que designamos de grupos informais de acção social; as associações de carácter social, cultural e recreativo e as entidades do Terceiro Sector, nomeadamente as IPSS e ONG. No que diz respeito à acção social, em Portugal constata-se uma grande importância das entidades do Terceiro Sector na provisão de serviços sociais, nomeadamente das IPSS, a quem o Estado delega, formal e tacitamente, certas funções. São denominadas de IPSS devido à natureza de bens e serviços que produzem e ao reconhecimento que têm por parte do Estado. Na base do seu funcionamento existem Acordos de Cooperação e de gestão com a Segurança Social Apesar de reconhecida a importância das IPSS, não se pode negar que estas encontram-se numa situação de constante exigência quer na óptica do utente/cliente, quer na óptica da entidade reguladora. Acresce a este factor o grande constrangimento dos recursos limitados, fazendo com que algumas conheçam os limites da sustentabilidade. Assim torna-se necessário pensar em formas de ultrapassar estes constrangimentos. A inclusão de um capítulo próprio, em sede de diagnóstico, dedicado ao papel dos parceiros sociais revela o reconhecimento do importante trabalho que cada um preconiza no Município, mas também as preocupações que as referidas exigências levantam. Assim, neste diagnóstico, são lançados dois grandes desafios a todos os parceiros que intervêm na realidade concelhia e que só são possíveis alcançar com o esforço e cooperação de todos: 156 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão - O desafio da qualidade Pretende-se que estas entidades façam uma reflexão organizacional no sentido de melhorar a qualidade da sua gestão, adoptando metodologias e abordagens organizacionais já implantadas com sucesso noutras entidades, focalizando a sua cultura nas reais necessidades dos clientes/utentes e estimulando e reforçando as competências de todos os seus parceiros. - O desafio da parceria As novas realidades e existências torna necessário que as IPSS focalizem a importância da cooperação e estejam receptivas a integrar as parcerias existentes e serem elas próprias promotoras de parcerias com vista ao desenvolvimento da comunidade e assim, do seu próprio desenvolvimento. Para tal, cada um deve colocarse numa posição de participação efectiva, assumindo a parceria como sua, dando-lhe consistência e conteúdo. O empenho de cada parceiro é fundamental para a prossecução dos objectivos e para a aplicação de uma cultura de parceria. Todos os parceiros devem assumir-se como empreendedores sociais, que á semelhança dos empreendedores empresariais devem ser atentos, criativos e inovadores. Quem possui escassos meios para a obtenção de objectivos deve ser um “caçador” de oportunidades e de ideias e simultaneamente um defensor de aprendizagem e da inovação contínuas. Fazendo uma análise evolutiva dos problemas levantados em sede de diagnóstico, podemos afirmar que as representações que os parceiros têm da realidade tem sofrido uma evolução qualitativa no que diz respeito à sua concepção. De facto, de um primeiro momento em que foram diagnosticados problemas de cariz específico e até por vezes estanques, verificou-se já no segundo diagnóstico uma alteração da percepção da realidade, tendo sido diagnosticados e priorizados problemas transversais cuja intervenção implica a adopção de medidas também transversais e multifactoriais. Esta transversalidade mantém-se e acentua-se com este terceiro diagnóstico, na medida em que os parceiros priorizaram em todos os “Municípios” áreas de actuação que implicam, antes de tudo, uma reflexão conjunta da intervenção técnica. A título ilustrativo, podemos dizer que já não se aponta tanto a falta de recursos para actuar face às situações, mas aponta-se a ineficácia dos recursos existentes para a prossecução dos objectivos e a promoção real da qualidade de vida dos munícipes. 157 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Conselho Local de Acção de Oliveira de Azeméis Rede Social – CMOA Conclusão Assim, todo o trabalho desenvolvido para a elaboração do diagnóstico social permite-nos estabelecer como prioridade a reflexão sobre a intervenção técnica nos diversos domínios junto dos munícipes. Para além desta necessidade de análise da intervenção efectuada, ressalta-se a necessidade eminente de aumentar os níveis de formação/qualificação da população residente como forma de a promover nos mais diversos domínios, partindo-se do princípio de que quem é mais informado e qualificado tem melhor qualidade de vida, tem possibilidade de adoptar posturas mais saudáveis, bem como estar mais integrado social e profissionalmente. Propondo a melhoria da qualificação formal e informal de toda a população, reconhece-se também, que a relação de educação dos descendentes será estabelecida de forma mais consciente e de acordo com regras e normas sociais que vão de encontro aos princípios de cidadania. Este diagnóstico aponta como objectivos a atingir uma reflexão conjunta de toda a sociedade sobre a qualidade nos diversos níveis e temáticas: - Qualidade das relações familiares; - Qualidade dos serviços de atendimento/acompanhamento; - Qualidade da intervenção técnica; - Qualidade dos serviços educativos; - Qualidade dos serviços prestados pelas IPSS. 158 Diagnóstico Social – Documento 3 2009 Rede Social DIAGNÓSTICO SOCIAL – ACTUALIZAÇÃO Fóruns de Freguesia – 2009 | Cronograma Local – Juntas de Freguesia Horário: 18 horas às 19 horas 30 minutos Data Freguesia Técnico Núcleo Executivo 15.04.2009 Oliveira de Azeméis Todos 16.04.2009 Cucujães Todos Carregosa Vera Ferreira Cesar Adosinda Godinho Santiago Riba-Ul Ana Valente Fajões Virgínia Aguiar Loureiro Ana Valente S.Roque Cristina Elias Macieira de Sarnes Ilda Silva Macinhata da Seixa Ana valente Travanca Adosinda Godinho Madaíl Helena Oliveira; Vera Ferreira Nogueira do Cravo Ilda Silva Ul Maria da Luz Ossela Adosinda Godinho Palmaz Ana Valente S. Martinho da Gândara Helena Oliveira Pindelo Virgínia Aguiar Pinheiro da Bemposta Maria da Luz 20.04.2009 21.04.2009 22.04.2009 23.04.2009 27.04.2009 28.04.2009 QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA CARREGOSA ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS RECURSOS A PROPOSTAS/RESPOSTAS MOBILIZAR -Integrar os jovens nas associações locais motivando-os para a participação (ocupação dos - Toxicodependência - Aumento de SAÚDE consumos tabágicos - Consumos alcoólicos - Falta de respostas de cuidados continuados - Actos de vandalismo - Falta de programas de - Comportamentos prevenção suspeitos e de violência -Desestruturação - Aumento das familiar solicitações com -Ser um acto social necessidades cuja (tabaco) resposta é da área da -Falta de estruturas de saúde e que o SAD não apoio de cuidados de consegue dar resposta saúde jovens) -Jovens -Transversal a todas as idades com maior incidência na faixa dos 30 anos -3º Idade -Zona da Escola EB2,3 e largo de S. Miguel em Azagães -Toda a freguesia - Criação de uma equipa de apoio domiciliário integrado: Dinamizar visitas em Instituições de apoio nestas áreas (troca de experiências) - Maior apoio por parte da GNR -Acções formativas e palestras para - Associações - GNR - JF - CSF - IDT - Escolas a população em geral de forma a informar e formar para os riscos das toxicodependências - Falta/insuficiência de equipamentos - Falta/insuficiência de ACÇÃO actividades dirigidas a SOCIAL idosos - Pobreza - Desestruturação familiar - Nº elevado de idosos - Falta de - Criação de um lar de idosos/ em situação de respostas/equipamentos isolamento sociais - Idosos .- Pedido dos pais para - Desemprego e crise - População activa e diminuição de estrutural com mais incidência mensalidades - Má gestão por nos casais jovens . Aumento dos pedidos desestruturação familiar; - Casais jovens de ajuda à Comissão de por precariedade laboral, poupança/ contenção, promovendo Assistência de vário - Manutenção de hábitos uma melhor articulação entre as Centro de dia e convívio - Aumento de actividades - Transversal à freguesia destinadas à terceira idade - Alargamento da capacidade da SAD e das suas competências - Sensibilizar e educar para a - CSF - Paróquia - Associações - Associações Pais - Escolas índole (alimentar, de um determinado nível associações para este fim. monetário) de vida - Criação de escolas para pais e de - Desresponsabilização -Desemprego gestão familiar mobilizando as dos pais para com os - Falta de formação associações de pais do ensino cuidados básicos das pessoal e cívica/valores básico e através das actividades da crianças paróquia - Aumento do nº de divórcios HABITAÇÃO - Alguma degradação - Programa SOLARH do parque habitacional - Desemprego SEGURANÇA - Aumento do nº de - Insegurança por parte assaltos da população com - Aumento do assaltos nocturnos nas vandalismo residências - Toxicodependência - Desestruturação familiar - Falta de ocupação - CSF - Faixa etária dos 15 - Transversal à - Formar para a cidadania (Mobilizar - Escola aos 35 desocupados freguesia as associações juvenis) - Associações - Paróquia -Vandalismo pelo prazer de destruir (jovens) - Criação de mais cursos profissionais de forma a ver mais integração profissional - Desemprego - Baixa qualificação e EMPREGO E formação FORMAÇÃO - Mão-de-obra barata - Oferta formativa desajustada - Os mesmos da Acção social - Pouca flexibilidade - Baixa escolaridade e - Faixa etária dos 35 - Transversal à falta de especialização aos 60 anos freguesia - Associações e a paróquia: - CSF sensibilizar os jovens para a - Centros Formação frequência dos cursos - Escola profissionais - Paróquia - Estabelecer parcerias escolares e empresariais - Falta de educação no sentido formativo (cursos CEFA não são EDUCAÇÃO - Ensino básico solução) -Transversal - Conclusão do centro escolar - Degradação do parque escolar do ensino básico - Diminuição da participação dos - Apostar na formação para os jovens com falta de motivação que precisa DESPORTO, LAZER CULTURA E ser trabalhada - Falta de formação - Ver a coluna dos outros por parte dos problemas dirigentes associativos - Falta de equipamentos na área de desporto de lazer OUTRA - Falta de formação por parte dos dirigentes associativos - População em - Transversal à geral freguesia dirigentes associativos de forma a - Uso de um terreno de 50 conseguir motivar os jovens para a mil metros quadrados da participação Junta de freguesia - Construção de um parque verde - Melhor utilização dos de lazer equipamentos em - Aumento da comparticipação da parceria com a EB23 de Câmara na formação de jovens das Carregosa diversas associações (Música….) QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA CESAR ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS RECURSOS A MOBILIZAR - Consultas demoradas SAÚDE (particularmente - Tempo de espera 2 a mais - População em - Reestruturação do SNS – determinados médicos) meses geral Criação das USF - Falta de médicos - Dificuldade aquisição de - Baixos rendimentos/Pensões ACÇÃO SOCIAL - Aumento das dificuldades financeiras - Falta de transportes para actividades externas (IPSS) - Nova pobreza - Rentabilizar o bens essenciais/ CSI medicamentos - Retirar as crianças dos - Baixos rendimentos - Idosos prolongamentos escolares - Desemprego dos pais - Famílias - Repetição de viagens para o - Carrinhas levam nº - Idosos / mesmo percurso/menos reduzido de idosos Crianças - Banco Alimentar - Formação para uma boa gestão económica Municipal - Não reúnem requisitos habitacionais precárias para enquadramento de - Casas entregues ao Banco cumprimento de prestações - Famílias - Desemprego jovens - Endividamento acrescido - Aumento de assaltos marginais/desocupados e reincidentes FORMAÇÃO - Idosos medidas de apoio - Jovens/grupos EMPREGO E alimentar - Câmara - Dificuldades no SEGURANÇA criação do Banco - Má gestão de recursos - Famílias em condições (muitas delas sem recibo) Freguesia para a fruição de actividades - Vergonha de exposição HABITAÇÃO - C. Social - Desemprego / novas - Encerramento de 2 grandes situações/falência de empresas e outras médias e empresas pequenas empresas/aumento - População em geral - Maior policiamento (sobretudo a partir das 2 da manhã) - Famílias - Cursos ao nível de - Instituições formação profissional - Falta de formação para os de desemprego colaboradores das Instituições - Insuficiente envolvimento dos pais no processo EDUCAÇÃO educativo dos filhos - Falta de formação para os - Falta de disponibilização de pais transporte para actividades - Limitar na participação de exteriores actividades diversas - Desinteresse /desmotivação -Saída precoce da escola sem escolar/aumento completar a escolaridade - Maiores dificuldades dos obrigatória pais 1º ciclo para pagamentos - Dificuldade das crianças normais usufruírem desses espaços - Inexistência de disponibilidade de transportes pelas Entidades - Carência educacional dos pais - Má gestão, sub aproveitamento de espaços - Pré-Primária - Escola de Pais - Estudantes a . Jardim-de- -Acções de sensibilização - Autarquia partir do 2º infância Picôto /Formação Parental - Associação de ciclo e Vilarinho - Rentabilizar os recursos pais - Pré primária existentes existentes - Má gestão de recursos/espaços escolares . Fomentar o apoio à - Falta de apoios (má actividade desportiva e utilização dos recursos) - Infra-estruturas (cada vez DESPORTO, LAZER CULTURA E mais pedidos de crianças/jovens) - Custos - Falta de plano integrado na cultura, lazer, desporto/enquadramento de todos . Jardim-de. Nem todos têm acesso à prática desportiva e cultural (não têm recursos financeiros) . Desvio comportamentos marginais . 6 aos 18 anos . 14 e mais anos (sem ocupação) infância Picoto, Vilarinho, Seg. Social parcial/ . Lugar de Vilarinho e outras cultural. . Maior apoio financeiro Câmara Municipal, bem como infraestruturas/adequação de investimentos (Ex. polidesportivo investimento desnecessário não mobilizado). - Serviços Públicos (Jardim Infância Picoto/Jardim Infância OUTRA - Falta de acessibilidades/pessoas com mobilidade reduzida - Falta de uma rede de transportes adequados Vilarinho, Seg. Social parcial) - Constrangimento à - Pessoas com - Alargamento de horários integração sobretudo trabalho deficiência e e circuitos por turnos. mobilidade - Melhor articulação de - Dificuldades de deslocação reduzida horários aos serviços - Dificuldades agravada aos fins-de-semana QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA CUCUJÃES ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS - Negócio/tráfico - Acção do projecto”riscos organizado - Influência de grupo SAÚDE - Assaltos; medo - Disfuncionalidade - Negligência familiar familiar - Dependências: - Falta de estrutura familiar - Estilos de vida/falta de Toxicodependência, alcoolismo - Falta de integração ocupação (juvenil), tabagismo socioprofissional - Cultura - Violência - Informação/ doméstica/agressividade sensibilização não passa /chega calculados” - Jovens toxicodependentes - Alcoolismo (população adulta em menor escala) (jovens com consumo precoces - Promover a actuação da - Rebordões (Café escola segura de forma cruzeiro) sistemática ao nível - Pica – Café nomeadamente da galinheiro sensibilização - Generalizado - Intervenção mais exigentes/”radicais” para (noite) corte da reprodução geracional da pobreza - Saídas mais precoces pelos jovens à noite - Disfuncionalidades familiar: Violência doméstica Desestruturação familiar ACÇÃO SOCIAL - Endividamento - Pobreza (mau governo) - Isolamento (idosos) Dependência (idosos) com falta de serviços de apoio à família, sobretudo para a noite - Crianças negligenciadas - Falta de - Crianças com falta de formação/educação - Famílias jovens acompanhamento escolar básica com problemas - Crianças com insucesso - Ciclo reprodutivo da (divórcio, escolar e problemas de pobreza toxicodependência, comportamento - Falta de endividamento) - Violência doméstica tempo/disponibilidade -Famílias/casais - Perda de habitantes dos pais, pelos requisitos jovens - Endividamento / exigências do trabalho - Idosos em - Precariedade de - Desemprego situação de cuidados - Falta de gestão isolamento - Isolamento de idosos adequada - Acções de - Zonas periféricos formação/sensibilização da freguesia - Intervenção mais - Transversal intensiva e sistemática na fase da infância RECURSOS A MOBILIZAR - Falta de equipamentos e serviços de apoio a idosos - Rejeição por parte dos idosos para integração de equipamentos HABITAÇÃO - Casas muito degradadas em situação de arrendamento - Agregados a viver em - situações/condições situações Baixas habitacionais precárias e acordo com problemas ao nível da para segurança do prédio obras a rendas de dos falta com de senhorios realização de - Famílias com arrendamento de muitos anos . Faria de Baixo . Rebordões - Insegurança/ perigosidade para peões - Violência doméstica SEGURANÇA - Vandalismo - Falta de passeios para peões pela falta de passadeiras em estradas movimentadas - Crise de valores - Destruição de coisas públicos -Situação económica de EMPREGO E - Emprego a tempo FORMAÇÃO parcial/precariedade - Endividamento carência - Decréscimo de inscrições em equipamentos - Problemas familiares - Jovens sem emprego/1º - Conjuntura socioeconómica (encerramento de firmas) - Crise financeira Emprego difícil EDUCAÇÃO - Mais policiamento Falta - Mais passadeiras passadeiras) várias da via e bens - Desemprego -Mulheres - Mártir (subida – - Transporte escolar - Não participação em - Grande nº de (desadequados) falta de transporte actividades fora escola grupos/associações - Pouco acompanhamento dos - Falta de transporte de - Falta de recursos filhos crianças que ficam longe - Subaproveitamento de de - Mais passeios - Falta de cuidados de higiene da escola (por - Pais separados encerramento de escolas - Falta de ecopontos mais próximas) espaços alternativos - Crianças desinteressadas/excluídas, a crescer sem regras - Horários desarticulados com as actividades escolares (ficam a pé, stress) - Saúde pública - Desarticulação da formação com a “prática“ acessível (eco pontos distantes) DESPORTO, LAZER CULTURA E - Falta de espaços adequados para - Falta de instalações de - Rancho e outros grupos/associações qualidade grupos da freguesia - Rede de transportes - Mau aproveitamento de espaços OUTRA ao nível da sua rentabilização - Falta de saneamento e rede de água - Falta de ecopontos -Falta de recursos (transporte para disponibilizar) .-Concurso de água e saneamento pela Câmara Municipal QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA FAJÕES ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS PROPOSTAS/RESP RECURSOS A AFECTADOS AFECTADAS OSTAS MOBILIZAR - Toxicodependência - Falta de tempo dos - População mais - Alcoolismo em faixa etária - Actos de vandalismo pais para com os jovem dos 40 a 60 anos - Aumento significativo de filhos - Faixa etária dos 40 - Alargamento do horário da pedidos para ajudas - Falta de aos 60 - EB 2,3 por parte das - Melhorar o unidade de saúde de forma a técnicas competências - População em - Transversal à Entidades de patrulhamento na ter médico e enfermeiro todos - Tempo de espera para se parentais geral principalmente freguesia segurança (escola zona da EB 23 os dias para dar resposta às obter uma consulta e - Insuficiente nº de a faixa etária dos necessidades serviço de enfermagem inscrições na unidade mais idosos e de saúde dependentes (consumo e tráfico) SAÚDE - Insuficiência de ajudas - Mais intervenção segura) técnicas - Prostituição ACÇÃO SOCIAL - Falta de ocupação dos - Aumento de solicitações - Criação de Ateliers . Escolas/ jovens de apoio a nível alimentar ocupacionais CSF/Associações - Aumento do nº de famílias - Aumento de pedidos para - Unidade de saúde a locais e IPSS carenciadas a solicitarem não pagarem as funcionar com - Jovens a apoios mensalidades ou horário normal frequentarem a - Desestruturação familiar e diminuição todos os dias da Internet da Junta semana de freguesia desorganização familiar - Pobreza envergonhada - Habitações degradadas com HABITAÇÃO arrendamento barato que atrai famílias disfuncionais - Insegurança SEGURANÇA - Aumento do nº de assaltos - Vandalismo - Aumento de famílias disfuncionais que procuram habitação na freguesia - Grafites nas paredes - Levantamento das tampas de saneamento e outros actos de destruição - Monte de S. Marcos -Nº de pessoas que - Desemprego na população EMPREGO E mais jovem FORMAÇÃO - Baixo nível de qualificação escolar e profissional - Novas diariamente pedem emprego e vão para os computadores da Junta para se ocupem - Baixo nível cultural e de escolaridade - Criação de mais oportunidades cursos de formação por parte da profissionalizante Junta de freguesia - Desemprego que origina o aumento de nº de assaltos - Degradação do parque escolar no Jardim-de-infância EDUCAÇÃO do tapado em que a água não é potável - Degradação da EB23 - Más condições para as crianças poderem estar nas salas onde chega, mesmo a chover - Escola do Tapado (especialmente a - Diligências por parte interior e parte do Município exterior) para obras -CMOA . EB 2,3 - Inexistência de resposta lúdicas e desportivas na população jovem - Construção de - Falta de equipamentos para DESPORTO, LAZER CULTURA salão paroquial as associações recreativas E - Construção de (sede); (rancho folclórico); sedes para as (conferência) associações - Falta de salão paroquial recreativas - Desaproveitamento de infraestruturas existentes - Falta de tempo e formação parental - Falta de formação cívica OUTRA - Falta de saneamento, de - Não se respeita a água e de gás circulação dos peões - Desarticulação entre os serviços na intervenção comunitária - Criação da comissão social da freguesia -Candidaturas a programas de apoio ao investimento para construção QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA Loureiro ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS - Idosos com consumos - Alcoolismo - Doença mental/deficiência SAÚDE -Falta de dinheiro para medicamentos – carência económica (famílias jovens) culturais - Alcoolismo “escondido” – não é consumido como um problema socialmente aceite - Falta de resposta de apoio à família para cuidar - Prática socialmente aceite ligada a prática agrícola - Idosos (homens e -Transversal - Alterar hábitos de vida mulheres) deficientes (elevado número de casos) - Carências económicas/baixos rendimentos - Desemprego - Endividamento - Orçamentos - Desestruturação familiar (famílias monoparentais) - Isolamento dos idosos Falta de resposta para a 3ª ACÇÃO SOCIAL idade Idosos em situação de precariedade mas com recursos Resistência dos idosos à - Carência económica (baixos rendimentos e endividamento - Desestruturação familiar/Disfuncionalidade (famílias monoparentais e divórcios - Isolamento dos idosos familiares que estavam organizados nas horas extraordinárias que deixaram de existir - Precariedade laboral integração institucional - Resistência à - Problemas de higiene integração - Reprodução geracional de comportamentos - Criação de zonas industriais e -Transversal - Idosos -Transversal estruturas que captem a fixação de empresas - Criação de lar para idosos RECURSOS A MOBILIZAR - Incapacidade de amortização das - Aumentar o emprego habitações ou pagamento HABITAÇÃO da renda - Precariedade habitacional - Rendas elevadas face aos - Recurso aos serviços orçamentos - Rendas em atraso - Idosos - Carência - Famílias económica jovens - Mecanismos de fiscalização de -Transversal habitações para arrendamento (legislação) - Não passam alvará de - Precariedade habitacional utilização – rendas elevadas face às condições habitacionais - Falta de vigilância da SEGURANÇA EMPREGO GNR/ Autoridades Policiais E FORMAÇÃO - Desemprego - Precariedade laboral - Quando solicitados não aparecem nas diversas iniciativas - Precariedade económica - Falta de Meios: . Pessoal – RH . Gasóleo -Transversal -Transversal -Transversal - Transversal -Transversal -Transversal -Transversal -Transversal - Aumentar o meio de fiscalização . Viaturas - Conjuntura - Criação de zonas industriais - Alteração da conjuntura - Desorganização - Negligência parental (falta EDUCAÇÃO familiar/ de tempo, falta de - Falta de acompanhamento Incapacidade de competências parentais na vida escolar gestão dos tempos - Falta de contribuição - Não cumprimento das e recursos atempada da CMOA para obrigações (pagamento das - Falta de fazer face às necessidades mensalidades) educação social diárias - Acções de sensibilização - Carência económica - Associações pouco DESPORTO, LAZER CULTURA E - Fala de direccionadas para a - Impossibilidade de acções disponibilidade comunidade conjuntas com benefício das pessoas que - Poucas iniciativas para a comunidade estão na culturais colectividade - Criar linhas de cooperação e parceria - Mais abertura - Falta de visão - Falta de saneamento OUTRA estratégica de - Não ligação à rede de água – lençóis de água contaminada - Rede viária em muito mau estado quem dirige o - Má qualidade de vida concelho - Falta de adesão da população à rede viária -Transversal -Transversal - Operacionalizar o saneamento QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA MACIEIRA DE SARNES ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS RECURSOS A MOBILIZAR - Unidade de saúde ou -Toxicodependência SAÚDE - Falta de assistência aos . Casos de idosos (a nível de toxicodependência medicação) (consumo e tráfico) - Grupo identificado (faixa etária 30 anos) - Falta de unidade familiar transporte para s e deslocarem - Medidas / Acções na área da prevenção - Ocupação das crianças e - CSF -P jovens em desporto e outras actividades culturais - Pessoas com RSI e sem ocupação ACÇÃO SOCIAL - Idosos com baixos - Proposta da associação de rendimentos e de solidariedade social para carências aumento das respostas sociais - Falta de respostas na freguesia - C.S.I sociais e de serviços de apoio (SAD e outros) - Índice de - Habitações sem HABITAÇÃO saneamento e WC - Pessoas não se fixam (grande quantidade) na freguesia - Falta de habitação para - Pessoas continuam a arrendamento e social utilizar os transportes - Ligação de água a preços públicos elevados construção -Intervenção / apoio ao nível da limitada promoção de condições - Falta de habitacionais - CSF possibilidades - Medidas/ propostas/ apoios da - CMOA económicas para Câmara/ DAS/ SAA e obras requerer a ligar de particulares água SEGURANÇA - Vandalismo - Um grupo de (adolescentes) famílias de - Do Cruzeiro - Falta de passeios ao risco ao rio longo da 327 identificado - Aumento do desemprego EMPREGO FORMAÇÃO E - Desemprego - Trabalho precário - Retirada das crianças - Encerramento de e idosos dos empresas equipamentos sociais - Encerramento de - Redução de tempo empresas noutros laboral países (Espanha) - Redução de rendimentos - Insucesso/ abandono escoares (jovens) - Perigo de encerramento da EB1 e Jardim-de- EDUCAÇÃO infância por falta de alunos - Vandalismo por parte - Redução do número de de jovens crianças - Desertificação da - Horários de freguesia prolongamento das - Desocupação dos crianças não ajustados ao jovens horário laboral dos pais e - Frequência das preço elevado de escolas e actividades prolongamento – falta de fora da freguesia apoio da Câmara. -. Falta de transporte para actividades fora da escola - Falta de -. Preços atractivos e mais investimento no actividades “Prolongamento” - Diversidade de actividades / preços altos com qualidade - Falta de - Transporte por conta da escola investimento da ou actividades articuladas Câmara na - Porteiro em cada escola (Por freguesia exemplo reformado) - Falta de actividades desportivas para jovens DESPORTO, LAZER CULTURA E - Falta de apoios por parte - Condicionamento de das entidades muitos jovens para competentes para acederem a actividade actividades desportivas desportiva (CMOA) e outras regionais e nacionais - Desertificação da - Falta de apoio da Câmara para actividades e falta de investimentos diversos em várias áreas -Falta de equipamentos escolares com estruturas/ equipamentos para OUTRA actividades desportivas (com balneários) - Pobreza “Envergonhada”/ nova pobreza - Desemprego - Famílias desestruturadas - Idosos – falta de afecto por parte dos filhos freguesia - Envelhecimento da população e da própria freguesia por não - Trabalho concertado no renovar/fixar a sua sentido de se definirem população concretamente linhas de - Maus actuação de desenvolvimento comportamentos / social da freguesia a par de agressividade outras vertentes que são - Falta de fundamentais para o seu acompanhamento aos dinamismo e vida própria filhos - Promoção de acções de - Filhos /famílias vivem formação e sensibilização com rendimentos dos pais idosos, retirando os pais das Instituições QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA MACINHATA DA SEIXA ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO CAUSAS LOCAL GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS RECURSOS PROPOSTAS/RESPOSTAS - Alcoolismo - Má alimentação das crianças/ Regras SAÚDE alimentares - Toxicodependência (escondida) - Desestruturação familiar e pessoal -Lanches desapropriados - Má gestão familiar - Falta de formação - Álcool – Causas culturais - Crianças - Transversal - Toxicodependência - Sessões de - Transversal informação/Envolvimento dos pais (Jovens) - Falta de farmácia - Má gestão familiar - Carências ACÇÃO SOCIAL económicas - Disfuncionalidade - Disfuncionalidade familiar familiar - Famílias com - PCAC – Famílias grande mobilidade que não usam – famílias correctamente os acompanhadas que alimentos de um momento - Subsídio para outro dependência desaparecem - Pobreza - Passagem de envergonhada utentes de - Famílias com uma Instituição para grande mobilidade Instituição (CPCJ e RSI) - Défice de parceria - Má gestão - Carências económicas - Subsídio dependência - Reprodução geracional - Falta de formação - Formação pessoal/competências - Transversal pessoais - Instituição local - Falta de comunicação entre os técnicos - Falta de formação/sensibilização das direcções - Transversal A MOBILIZAR - Ajudantes familiares a acompanhar famílias carenciadas das Instituições (concorrência) - Reprodução geracional da pobreza e casos cónicos - Habitações precárias HABITAÇÃO - Falta de infraestruturas SEGURANÇA EMPREGO FORMAÇÃO E - Habitações - Senhorios pouco degradadas disponíveis para realizar - Idosos em obras condições - Casas degradadas e precárias arrendadas - Falta de - Vandalismo patrulhamento da . Queima de GNR contentores - Vandalismo – . Lâmpadas provocado por partidas consumo de álcool e . Grades de caixas toxicodependência de água - Desemprego - Falta de patrulhamento - Mais intervenção do Estado - Transversal - Transversal senhorios - Transversal - Transversal - Conjuntura - Transversal - Transversal - Más condições da - Falta de intervenção das - Crianças escola e qualidade entidades competentes: - Corpo docente da vida escolar CMOA - Famílias - Carências económicas - Jovens sem ocupação - Sensibilização dos - Mais patrulhamento das forças de segurança - Criação de emprego - Escola do Alvão: . Portão . Jardim manutenção EDUCAÇÃO . Parque infantil em areia – piso sintético - Uso da plataforma – funciona mas na prática não resolvem os problemas - Escolas da freguesia - Intervenção da CMOA “estruturais” (equipamento) – processo muito moroso - Condições físicas da escola - Falta de articulação DESPORTO, LAZER entre as entidades E CULTURA locais - Associativismo - Desenvolvimento - Dificuldade de cultural e social articulação “capelinhas” - População geral - Freguesia - População geral -Transversal - Criar dinâmica cultural e associativa deficitário - Falta de articulação com a CMOA no que - Falta de transporte para participarem - Falta de Transportes OUTRA respeita ao (Articulação transporte (crédito do com a Câmara) Centro Social - Utentes do C.S.P. Paroquial St André) Santo André - Falta de Eco pontos (Ambiente) nas escolas e Centro Social e Paroquial St André em actividades - Incapacidade de realizar a separação dos lixos - Crianças - Falta de recursos (contentores) - População geral - Melhoria de articulação - Burocracia para saber que transportes (datas e horários) -Transversal - Colocação dos ecos pontos em locais apropriados QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA MADAÍL ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS SAÚDE - Idosos com algumas carências - Situações de carência /dificuldade ACÇÃO SOCIAL económica que - Existem respostas que cobrem estão encobertas as necessidades dos idosos - Algumas pessoas com problemas – pessoas de fora HABITAÇÃO SEGURANÇA EMPREGO FORMAÇÃO E - Desemprego - Instabilidade do - Pedidos de ajuda económica emprego - Todos os anos é feita uma reunião com os pais por causa do prolongamento de horário do EDUCAÇÃO pré-escolar e da EB1 (7.30/18:30) e OTL: Tenta-se saber se há alguém que não pode pagar - Criação de uma Associação de Pais RECURSOS A MOBILIZAR - Problemas de - Desactivação da funcionamento – havia Associação Falta de DESPORTO, LAZER CULTURA E instituições - Má rentabilização dos recursos – Ex.: instalações da JF - Falta de infra- OUTRA equipas de atletismo, no dinamização das estruturas: saneamento e água – a freguesia está totalmente a descoberto . Falta de oferta cultural entanto, com a abertura do bar começaram a surgir queixas com questões de jogo o que levou a JF a encerrá-lo QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA NOGUEIRA DO CRAVO ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS RECURSOS A MOBILIZAR - Falta de resposta de - Falta de respostas apoio a situações AVC SAÚDE – terapia fala e outros – - Pessoas sem resposta e a respostas muito moroso acompanhamento no atempadas - Dificuldades da período de convalescença - Falta de verba aquisição dos - Idosos que não fazem a - Negligência dos medicamentos medicação serviços: falta de - Idosos - Transversal - Protocolos com Entidades de Saúde - CSI eficácia e eficiência - Aumento das situações psiquiátricas - Disfuncionalidade familiar – desestruturação familiar e falta de valores - Carência económica (aumento casos RSI) ACÇÃO SOCIAL - Pobreza envergonhada - Falta de acompanhamento por parte dos pais - Falta de um lar para idosos - Falta de recursos técnicos de intervenção - Má qualidade de vida - Reflexo na alimentação das crianças - Idosos sem respostas adequadas - Criação de empregos - Desemprego - Má gestão familiar - Desestruturação - Falta de respostas - Acções de - Famílias - Crianças - Idosos - Transversal sensibilização/formação para a gestão familiar e gestão de endividamento - Criação de respostas - Projecto Local - Psicóloga - Desemprego - Insensibilidade do - Precariedade habitacional HABITAÇÃO - Falta de infraestruturas . Famílias a viverem em situações precárias – no limiar da pobreza senhorio - Rendas muito baixas que não permitem a -Transversal - Casos - Intervenção nas habitações - Transversal crónicos - Campanhas de sensibilização para os senhorios e inquilinos intervenção do senhorio - Grupo de pressão sobre a EDP - Criar meios de participação na vida da comunidade “pessoas a andarem na rua” - Pouca - Vandalismo SEGURANÇA - Problemas de Segurança rodoviária - Promoção da ocupação dos - Tampas de saneamento e luminosidade sinais roubados e nocturna - Jovens sem danificados - Falta de ocupação - Falta de iluminação sinalização jovens: OTL – projectos de - Transversal duração prolongado - Obrigatoriedade de ocupação das pessoas que tem subsídio de desemprego – trabalho comunitário - Facilidade na colocação dos POC´S e realização protocolos - Carências económicas EMPREGO FORMAÇÃO E - Desemprego - Precariedade Laboral - Endividamento - Retirada das crianças dos - Falta de emprego - Transversal - Transversal equipamentos - Criação de empregos - Maior envolvimento dos pais - Desocupação das pessoas EDUCAÇÃO - Infra-estruturas - Lanche não subsidiado – é - Falta de recursos - Crianças insuficientes e falta de necessário - Carência - Corpo pessoal - Necessidade de dar lanche económica docente - Carência económica às crianças - Gestão familiar - Comunidade - Aumento da comparticipação - Transversal da CMOA - Maior dinamização das associações - Problemas - Pais que optaram por comportamentais refeição sem lanche (linguagem) - Falta de subsídios – DESPORTO, LAZER CULTURA E Apoio CMOA - Infra-estruturas - Limitações da sua prática - Falta de apoios - Crianças - Comunidade - Transversal insuficientes - Má qualidade de vida - Insalubridade OUTRA - Falta de saneamento - Impactos ambientais - Falta de estruturas - Necessidade de recolha e falta de ligação à das fossas cépticas por rede parte das Juntas de freguesia - unicamente - Transversal - Transversal - Entrega de gestão a privados QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA OLIVEIRA DE AZEMÉIS ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS RECURSOS PROPOSTAS/RESPOSTAS A MOBILIZAR - Falta capacidade para o trabalho - Isolamento social (desestruturação familiar) SAÚDE - Falta de serviços de - Falta de valores da acompanhamento de sociedade - Alcoolismo pessoas em tratamento - Baixa auto-estima - Homens - Resposta para - Falta de respostas na área das - Falta de - Desestruturação isolados doenças de mentais/psiquiátrico acompanhamento das familiar (laços de afecto) - Todos crianças - Longevidade da - Desestruturação população acompanhamento dos indivíduos - Transversal em tratamento e pós - Criação de uma unidade especializada - GNR - CMOA - Instituição - ARS familiar e meio ambiente - Institucionalização em respostas desadequadas - Violência doméstica ACÇÃO SOCIAL - Alcoolismo - Desestruturação - Desestruturação familiar familiar - Prostituição - Falta de - Falta de vagas Instituição acompanhamento das - Deficiência de idosos crianças - Endividamento familiar - Falta de respostas - Assistencialismo para solicitações dos - Subsídio-dependência idosos isolados sem - Pessoas isoladas com problemas respostas de alcoolismo - Falta de valores - Não reconhecimento - Mulheres da autoridade - Crianças - Falta de valores acima - Idosos - Transversal do consumismo - Todos - Transversal - Mensalidades elevadas - Idosos e (legislação 70% da doentes pensão) - Educação para a cidadania - Realizar palestras de como poupar - Educação para a cidadania - Promoção de respostas - Instituições locais HABITAÇÃO - Falta de ocupação de SEGURANÇA - Vandalismo - Destruição dos jovens - Violência doméstica espaços públicos - Falta de cultura - Falta de regras - Baixos rendimentos - Desemprego - Falta de articulação entre as necessidades e ofertas de EMPREGO E FORMAÇÃO formações - Falta de cursos profissionais (verdadeiros) - Procura dos serviços e de apoios (alimentação) - Falta de políticas reais - Subsídio- de apoio ao emprego dependência (corte do subsídio - Assistencialismo quando encontram uma - Cursos de formação ocupação não rentável - Políticas de incentivo ao emprego - Divulgação dos programas de emprego que não são direccionados para o emprego - Formação EDUCAÇÃO - Baixo nível de escolaridade - Potenciam todos os problemas indicados DESPORTO, LAZER E CULTURA OUTRA (Cidadania) - Falta de autonomia da - Falta de articulação institucional freguesia em relação à (agrava a situação dos problemas mencionados) problemas indicados OUTRA (InfraEstruturas) - Potenciam todos os - Falta de Cidadania - Fórum virtual sede do concelho (relação freguesia/concelho) - Falta de interesse e motivação -Jovens - Constituição CSF - Conhecimento do que existe e valorização QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA OSSELA ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS . População SAÚDE . Alcoolismo .Desestruturação . Saúde Oral Criança familiar adulta . Menores Riscos . Vermoim/ chafariz Menores . Insuficiência económica das ACÇÃO SOCIAL famílias . Algumas . Falta de competências dos famílias já adultos sinalizadas nos . Formação de Adultos, Acção . Má gestão económica das serviços sensibilização famílias (Pobreza . Dificuldade das famílias em cíclica) cumprir as mensalidades . Acolhimento HABITAÇÃO . Habitação degradada (habitação famílias degradada) Ilegal disfuncionais . Famílias vulneráveis /disfuncionais . Vandalismo . Vermoim/ Canto Janeiro . Fiscalização SEGURANÇA EMPREGO FORMAÇÃO E . Desemprego . Endividamento . Falta de qualificação dos adultos EDUCAÇÃO (baixas habilitações literárias) .Carências . Menores com grandes familiares dificuldades de .Menores .Cumprir a Carta Educativa RECURSOS A MOBILIZAR aprendizagem/linguagem/sem acompanhamento escolar . Falta de higiene . Falta de espaço físico - recreio (Escola de Stº António) .Transferência de alunos para outras escolas (VC/OAZ) DESPORTO, . Falta de apoio às Associações LAZER E CULTURA (monetário) . Rede viária – condições pavimento degradado OUTRA . Falta de Transportes . Saneamento insuficiente . Água (falta abastecimento) . Actividades que desenvolvem durante o ano para angariarem fundos QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA PALMAZ ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL . Possível fecho da GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS . Redução de gastos unidade de saúde – SAÚDE CAUSAS desenho de um possível . Falta de cuidados agrupamento mal feito de saúde na . Alcoolismo população . Toxicodependência – . Falta de conhecimento da realidade /distanciamento das freguesias . Idosos . Pessoas . Transversal vulneráveis . Falta de transporte casos crónicos . Má gestão familiar . Pobreza de espírito . Falta de Formação profissional . Falta de valores ACÇÃO SOCIAL . Falta respostas sociais de apoio à população idosa – isolamento . Disfuncional idade familiar . Falta de formação . Casos crónicos de pessoal/cidadania pobreza . Formação de acordo com a . Famílias . Transversal . Idosos vida da população idosa . Falta de articulação . Transversal com os serviços (autarquias) . Placas de SEGURANÇA . Algum vandalismo toponímia . Falta de ocupação dos vandalizada jovens . Plantas roubadas . Transversal através dos subsídios (abono) – 1º impulso social/má qualidade de HABITAÇÃO realidade – obrigatoriedade . Transversal RECURSOS A MOBILIZAR . Conjuntura nacional . Inexistência de industria EMPREGO E FORMAÇÃO . Desemprego . Aumento do . Facilidade no número de requerimento do subsídio solicitações para de desemprego – “carimbos”(J.F. e subsídiodependência - IPSS) recorrem a trabalho na . Famílias . Transversal . Fiscalização do subsídio de desemprego economia paralela .Falências fraudulentas . Alguns miúdos que EDUCAÇÃO . Falta de formação bebem parental . Falta de ambição . Famílias com baixas . Regras alimentares expectativas face à inadequadas . Nível cultural baixo – escola . Insucesso escolar falta de visão (pobreza de . Baixa escolaridade da elevado espírito) população . Falta de regras nas . Má gestão familiar . Falta de regras/ crianças – maus . Comodismo dos pais comportamentos comportamentos (lanches) inadequados . Super protecção e . Regras alimentares abandono das inadequadas crianças – falta de . Crianças . Transversal . Formação parental . Transversal . Formação para a cidadania um equilíbrio DESPORTO, LAZER CULTURA OUTRA E . Falta de dinamização . Falta de oferta . “Capelinhas” – das instituições cultural e de “Politiquice” . Falta de qualidade das ocupação para os . Rivalidade entre as próprias associações jovens associações . Transportes públicos deficitários . Falta de infra- . Isolamento das pessoas . Falta de recursos . Falta de um planeamento . Falta de investimento . Idosos . Transversal . IEFP . Ministério do Trabalho estruturas: saneamento e água público QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA PINDELO ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS RECURSOS PROPOSTAS/RESPOSTAS MOBILIZAR . Crianças que assistem SAÚDE . Toxicodependência aos consumos e aos . Falta de formação . Problemas alimentares actos de violência . Falta de apoio de um . Falta de saneamento básico inerentes nutricionista . Freguesia . Alimentação incorrecta . Baixo nível socioeconómico . Subsídio dependência . Pessoas a receberem apoios ACÇÃO indevidos SOCIAL . Pobreza envergonhada . Baixo nível de escolaridade . Disfuncionalidade familiar . Má gestão familiar . Carências alimentares nas crianças . Lanches mais “pobres” . Idosos com baixos recursos e elevadas despesas com medicamentos . Falta de articulação com as entidades locais para melhor distribuição . Idosos . Falta de . Freguesia responsabilização às famílias . Conjuntura HABITAÇÃO SEGURANÇA EMPREGO E FORMAÇÃO . Desemprego . Degradação do poder . Conjuntura económico das famílias económica . Freguesia A . Realização de um trabalho comunitário por parte dos beneficiários de subsídios EDUCAÇÃO . Falta escolaridade/baixo nível . Super protecção das . Falta de acesso à internet na crianças (falta de regras) . Realidade nacional J.I. – desresponsabilização . Baixas expectativas . Dificuldades de articulação dos pais na educação dos face à escola com o agrupamento – falta de filhos (não educam nem . Falta de recursos transporte deixam educar) . Freguesia . Dificuldades económicas da população . Dificuldade da . “Endividamento “ das DESPORTO, LAZER CULTURA E Associações – falta de recursos/meios . Falta de apoios da CMOA . Falta de “vocação” para o voluntariado . Dificultar em mobilizar a população para angariação de fundos . Dificuldades do associativismo mobilização da população . CMOA – não valoriza o espaço da população no associativismo, não cedendo espaços e mobiliário (Barraquinhas e palco) . Défice inter-ajuda da . Todos os problemas OUTRA população referentes (Cidadania) . Baixo nível Cultural . Problemas estruturais . Falta de recursos e infra-estruturas OUTRA . Dificuldades de (Infra- . Estradas em mau estado mobilidade Estruturas) . Falta de transportes públicos . Falta de um espaço de – pessoas sem transportes lazer públicos . falta de ocupação inter . Falta de espaços . Articulação com o Pároco (rentabilização dos espaços circundantes à Igreja) . Falta de um espaço público de lazer inter - geracional . Falta de um parque lúdico . Falta de saneamento . Falta de ligação à água geracional QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA S. MARTINHO DA GÂNDARA ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS RECURSOS A MOBILIZAR - Internamentos SAÚDE - Isolamento individual e - Doenças familiar -aumento de - Maus hábitos dificuldade de alimentares funcionamento normal - Problemas (manipulação de rápido e eficaz ao psiquiátricos alimentos inadequados - nível da comunicação - Falta de ligações - Faixa 50 ex. sopas Knorr…) - Qualidade e às redes - Faixa idosos . Falta de meios acessibilidade adequadas – - Serviços de saúde adequados de diminuída Sistema de (unidade de saúde) e comunicação para fazer - Falta de requisitos comunicação outros o devido atendimento – básicos ao nível da tecnológica deficiências da rede de comunicação deficiente comunicação da unidade - Duplicação de de saúde (prescrição de viagens receitas, marcação de - Saturação de quem consultas) atende e de quem é - Pedidos para a resolução do problema às autoridades responsáveis pelas Comunicações - Insistência com o apoio das outras entidades - P.T. - ANACOM afectadas para além da Junta (associações, escolas, junta) atendido - Falta de apoio - Falta de resposta para ACÇÃO integração em lar SOCIAL - Falta de resposta para pessoas com deficiência - Pessoas em centro de dia que deveriam ser encaminhadas para lar familiar - Preço elevado para integração em respostas existentes (mensalidade 600€) - Idosos - Pessoas com problemas psíquicos/mentais - Pessoas portadoras de deficiência - Criação/disponibilização de respostas para - Programas integração existentes da - Aumentar a segurança social e comparticipação da da saúde segurança social - Existência de situações HABITAÇÃO a necessitar de - Programa Solarh intervenção/melhorias - Ajuda Lar habitacionais SEGURANÇA EMPREGO FORMAÇÃO E - Falta de Formação profissional . Deficiência ao nível da comunicação/ sistema tecnológico (falta de Internet na pré) Baixa escolaridade nos adultos - Falta de motivação EDUCAÇÃO para elevarem os níveis - Os professores não de qualificação podem aceder à - Falta de plataforma - Trabalho por - Formação parental acompanhamento dos - Insucesso escolar turnos - Diversificar actividades filhos/ falta de - Falta ligação escola / investimento família (acção /participação dos pais descontinua); no processo escolar - Crianças com residência distante da escola e de pontos dispersos e que alarga o tempo de escola e actividades fora da escola - “Escola de Pais” da Obra Socia . Crianças muito tempo no mesmo espaço . DESPORTO, LAZER CULTURA Falta de cultura e participação E . Falta de adesão às iniciativas, sobretudo às novas propostas - Falta de água e saneamento - Água imprópria para consumo - Revolta das pessoas com a situação - Aumento de custos para a compra de água - Rede de transportes com mais ligações a S. OUTRA João do que com concelho Oliveira de Azeméis; só com 2 horários (manhã e tarde) e só pelas estradas principais - Rede de comunicações – Falta/difícil Acesso às novas tecnologias e de comunicação em geral (Internet, telemóveis….) - Só existe uma Fonte com água boa no - Falta da rede de extremo da freguesia água e (Lourinhal) que vai saneamento servindo parte da - Utilização de população. As fertilizantes e restantes estão pesticidas na inquinadas agricultura que - População tem de inquinam as fazer longos águas percursos para - Falta de apanhar autocarro rentabilidade pela - Limitação no acesso própria empresa a serviços de transportes - Recurso a serviços associada de outros concelhos à falta de esforço - Faltam aos dias para adaptação de inteiros para tratar de menor utilização assuntos em Oliveira - Falta de de Azeméis que em rentabilidade para pouco tempo se as operadoras resolvem - Infra – estruturação adequada (água, saneamento, transportes - Toda a população - Toda a freguesia e telecomunicações -CMOA - Disponibilização de um -Empresas: Tv mini – Bus (mais Cabo; Cabo Visão adequado ao tipo de estradas) com mais circuitos - Maior utilização de táxi/boleia, recursos a familiares - Isolamento da população - Problemas no funcionamento dos serviços – saúde e outros - Não utilização do espaço Net da Junta de freguesia preparados para a formação QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA S.ROQUE RECURSOS ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS A MOBILIZAR SAÚDE - Falta de Médicos na extensão de - Agravamento de saúde de S. Roque doenças. -Toxicodependência - Tráfico de - Recurso a médicos droga particulares com -Toxicodependência (jovens gastos acrescidos existente e mascarada) - Crianças ligadas ao - Alcoolismo (jovens e adultos) mundo da droga - Endividamento das famílias - Degradação familiar a aumentar/disfuncionalidade ACÇÃO - Dificuldades económicas - Stress SOCIAL - Famílias monoparentais - Depressões - Banco de recursos (alimentos, roupas, livros e medicamentos) - Loja solidária - Crianças negligenciadas - Aumento do nº de crianças a cargo dos avós - Grandes despesas - empréstimos HABITAÇÃO mais endividamentos/incumprimento das prestações - abandono das habitações - Aumento de assaltos SEGURANÇA - Falta de passeios (da escola até à - População em igreja) geral - Comercial - Samil e Costa Má - Alterar a sinalização/desviar o trânsito – condicionar o trânsito só a peões na rua da escola até à igreja - Empresas - Peditórios a particulares/ ajudas técnicas - Diversificação do tecido EMPREGO E FORMAÇÃO - Aumento do desemprego - Falência de pequenas empresas - Precariedade do emprego empresarial - Redução de tempo - Maior Formação de trabalho - Diferentes elementos de - Menores famílias em diversas empresas rendimentos - Autarquias - Empresários - Sensibilizar empresários para responsabilidade social - Falta de pessoal auxiliar - Efeitos de desemprego no acesso a EDUCAÇÃO senhas p/ lanche/almoço - Falta de - Falta de acompanhamento - Criação de ateliers para Apoio/Desresponsabilização dos dos pais/demissão jovens - Centro Infantil pais dos pais/educadores - Dinamização de OTL´S de S. Roque -Falta de Locais com ATL – férias no processo de (Férias) (ocupação para crianças e jovens) educação - Demora na resposta de problemas apresentados à Câmara Municipal DESPORTO, LAZER - Mais E - Falta de espírito de associativismo CULTURA - Sensibilizar os jovens para se acentuado nos inserirem nos grupos jovens - Consumismo - Falta de proximidade entre pessoas e serviços (instituições) OUTRA - Idosos cada vez mais isolados, - Homens a nem sempre por negligência partir dos 60 - Falta de ocupação para idosos anos - Falta de Técnicos - Falta de resposta a problemas apresentados - Frente à - Colocação de um técnico na igreja e outras Junta de freguesia para - Capela de atendimento e Bustelo encaminhamento das situações QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA SANTIAGO RIBA-UL RECURSOS ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS A MOBILIZAR - Disfuncionalidade - Alcoolismo - Toxicodependência SAÚDE - Falta de resposta para doentes e saúde mental - Assistência médica - Falta de informação familiar - Desemprego, desorganização - Reprodução geracional – - Famílias que ciclos de alcoolismo recorrem aos - Influência de pais serviços - Jovens e adolescentes (drogas leves) - Transversal - Transversal - Famílias sem respostas - Dívida em lojas - Má alimentação - Disfuncionalidade familiar (divórcios/monoparentalidade) - Falta de resposta de apoio à família ACÇÃO SOCIAL (idosos, deficiência) - Endividamento familiar - Má utilização dos recursos – incapacidade das famílias se gerirem - Carências económicas – má alimentação - Recorrem à Instituição para - Falta de competências buscarem alimentos parentais - Falta de - Desemprego comunicação entre - Falta de os membros da formação/sensibilização família e entre a - Falta de valores escola e a família - Incompetência - Comportamentos - Má priorização anormais nas crianças - Má utilização dos - “Formação” – espaços de - Transversal - Transversal formação para as famílias – de forma lúdica/prática - Actividades locais recursos - Envelhecimento da população - Falta de higiene das - Falta de habitação com contratos e HABITAÇÃO rendas acessíveis pessoas - Pessoas a viverem sem condições – qualidade de vida - Falta de condições - Fiscalização das habitações económicas - Exploração dos senhorios - Transversal - Arrendatários que não - Idosos (SAD) - Transversal para aluguer - Responsabilização /Educação Social sabem viver na casa (“partem tudo”) - Pequenos actos de SEGURANÇA - Algum Vandalismo (não é relevante) vandalismo – espaço público EMPREGO E FORMAÇÃO - Desemprego – sobretudo nas - Precariedade mulheres económica - Dificuldade das empresas - Oferta de formação inexistente na - Falta de ocupação - Conjuntura freguesia das pessoas - Falta de infra-estruturas nas escolas (espaço desportivo, reuniões, atendimento) - Falta de atenção das crianças EDUCAÇÃO devido à má alimentação e aos problemas familiares - Falta de transporte - Falta de acompanhamento familiar DESPORTO, LAZER CULTURA E -Transversal - Transversal - Ocupação das pessoas com o subsídio de desemprego - Impossibilidade da prática desportiva quando chove, e espaço para reuniões - Insucesso escolar - Mau comportamento - Falta de auto-estima - Falta de cidadania - Baixa escolaridade da família - Falta de competências parentais . Falta de atendimento -Transversal - Formação para a cidadania - Reforço de competências - Falta de transporte público - (TUAZ não passa no Outeiro) - Falta de água - Má qualidade de - Falta de saneamento (falta da rede) OUTRA - Falta de sinalização, bens e iluminação - Sub – desenvolvimento freguesia - Serviços incompetentes na recolha do lixo e falta de higiene no apeadeiro . Falta de articulação dos serviços e respostas em tempos úteis -Táxis sociais vida da população - Falta de resposta para os problemas - Resposta tardia - Alargamento da rede TUAZ - Falta de sensibilidade---- Falta de recursos - Falta de recursos técnicos - Articulação dos serviços -Transversal - Transversal - Vontade pública para resolução dos problemas - Criação de mais recursos humanos QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA UL RECURSOS ÁREAS TEMÁTICAS PROBLEMAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS AFECTADOS ZONAS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS A MOBILIZAR -Pessoas sinalizadas (16) - Deficiência SAÚDE - Continuação nas acções deficiência - Alcoolismo (existência - Cultura familiar de maior casos de sucesso /tratamento) /intervenção personalizada - Pessoas /famílias já em - Ocupação de tempos livres acompanhamento e com em ateliers com actividades intervenção positiva - diversas e grupos diversos Alcoolismo - Disfuncionalidades: acções diferentes que promovam - Equipamentos sociais mudança (novas (idosos, deficiência) - Isolamento dos idosos/abandono nas habitações ACÇÃO SOCIAL - Famílias mono parentais disfuncionais - Pobreza “envergonhada” - Envelhecimento da - Dispersão dos metodologias de habitantes para intervenção) outras freguesias - Familiares no mundo - Acção paliativa (remediar) - Duplo isolamento laboral ou residentes para as situações que na própria em freguesias culturalmente não irão mais habitação ou um distantes além equipamento fora - Centro de Convívio da freguesia /Espaços de encontro de população idosos (só na festa anual reuniram 145 idosos com mais de 70 anos) - Saneamento incompleto - Água potável 40% HABITAÇÃO - Falta habitação; rendas elevadas e com poucas condições - Dispersão dos habitantes para outras freguesias - Sem água da rede ((Adães; Sobral) outros 40% com cobertura - Vandalismo - Falta de sinalização/protecção SEGURANÇA Rails - Peditórios de porta a porta - Dificuldades - Destruição/roubo financeiras da CMOA no cemitério impediram que esta - Medo das situação fosse pessoas/exposição colmatada (sinais de a situações de trânsito já com burlas e enganos postura municipal - Mais policiamento aprovada) - Diminuição de rendimentos - Aumento de EMPREGO FORMAÇÃO E - Desemprego (aumento) dificuldades no - Famílias monoparentais acesso a actividades ou bens que anteriormente acediam EDUCAÇÃO DESPORTO, - Instalações ATL e Jardim - Reduz os nºs de Infância com poucas admissão de condições (espaço alunos, sendo pequeno) encaminhados para - Crianças com carências outras freguesias, alimentares (famílias com mantendo menores recursos posteriormente a económicos devido a frequência nessas desemprego freguesias - Desinteresse pelo - Crianças a percurso escolar dos solicitar lanches menores dos colegas - Falta de apoios pela - Limita as suas - Falta de coberto CMOA às associações actividades (polidesportivo - Desemprego dos pais /emprego precário - Má gestão/carência económica - Progenitores com - Remodelação /adaptação da -Crianças e famílias ~ - Famílias ainda sem acompanhamento/sinalizadas aos serviços Escola de Ouriçosa para ATL -. Pré e ATL e Pré – propostas apresentadas à CMOA pela J.F. baixa escolaridade - Associações/ranchos - Aproveitamento de espaços públicos devolutos ou em LAZER CULTURA E - Falta de sede culturais e o nº de Pinheiral) piso vias disso para utilizar pelas /instalações próprias pessoas a melhorado associações /ranchos - Subaproveitamento do frequentar o rancho - Atribuir subsídios em espaço desportivo junto à (não constituem um alternativa a pedidos escola do Pinheiral (por grupo infantil, diversos: de autocarro, falta de cobertura) porque não palco, etc. pois não responde possuem espaço favoravelmente aos mesmos físico/capacidade ou indefere. para todos) - Diversificação de - Pouca actividades (Cultural, rentabilidade do Musical, etc.) espaço desportivo . Criação de museu com património/material dos ranchos para angariações de fundos etc. . Melhoramento de espaços existentes (polidesportivo) para utilizar por outros grupos (actuação de Ranchos e outras actividades) -Descarga no Rio - Saneamento incompleto OUTRA – sem /ETAR - Água potável - Falta de transportes públicos ou outros /Terras – Poluição Poços - Dificuldades dos habitantes para deslocação que implica gastos em táxi ou outros - Esvaziamento -Falta de condições para atrair os jovens: habitação, infraestruturas -Concurso - TUAZ – alargamento dos internacional circuitos já pedido pela Junta para de freguesia à Câmara Concessão do saneamento populacional da camada jovem QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA PINHEIRO DA BEMPOSTA ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS RECURSOS A MOBILIZAR . Risco de encerramento da unidade SAÚDE de saúde para a criação das USF . Dificuldades de . Falta de cuidados de saúde transportes para acesso . Criação das . Toda a população próximos aos cuidados de saúde USF . População jovem . Falta de mais um médico .Consultas demoradas . Freguesia . Mais um médico .Toxicodependência/alcoolismo . Transversal à freguesia . Entrega dos idosos . Desresponsabilização das famílias relativamente aos cuidados do idoso ACÇÃO . Pobreza envergonhada SOCIAL . Desresponsabilização dos pais na educação e acompanhamento dos filhos . Disfuncional idade familiar nas instituições sem fazer qualquer tipo de acompanhamento . Instituições a darem sobras de apoio alimentar às famílias mais carenciadas . Priorizam outras actividades em . Questão . Acções de sensibilização cultural de pouco em conjunto com outros interesse pelos problemas dos seus idosos e crianças – . População mais jovem parceiros nomeadamente o patronato e através da família (SAD) . Criação de Bancos de “egoísmo Recursos contínuo familiar” (alimentos e vestuário) detrimento dos filhos HABITAÇÃO . População idosa . Dificuldade das famílias . Dificuldades assegurarem as suas habitações / económicas para cumprimento dos contratos de pagarem as arrendamento prestações dos . CSF empréstimos . Junto às .Falta de civismo escolas . Maus . Insegurança rodoviária pelo SEGURANÇA (Patronato/E estacionamentos excesso de velocidade . Risco de . Falta de Comunidade . Começam a surgir actos de atropelamentos passadeiras/ escolar vandalismo por parte dos jovens lombas . Desemprego – aumento da perda EMPREGO FORMAÇÃO E de postos de trabalho . Desemprego em jovens à procura do primeiro emprego - Endividamento de ajuda encerram a alimentar/medicamento actividade s . Famílias a . Atraso no pagamento viverem num das mensalidades. limiar acima Sócios não pagam as daquilo que quotas nas associações podem Bemposta (vandalismo) . Faixa dos 50 anos . POC _ Programa . Faixa maiores dos 18 anos . Transversal (jovens) e com à freguesia formação Ocupacional a carenciado – CEI+ . Programas / Cursos de formação - Novas específica oportunidades . Associações recreativas . Muitos encarregados de educação . Formação dos pais não conseguem pagar as . Ampliação da escola da mensalidades dos filhos nas Areosa Instituições EDUCAÇÃO .Lombas ou passadeiras escolas passeios . Fábricas que Pinheiro da . Junto às . Falta de . Aumento dos pedidos B23 do . Diminuição do número de crianças na escola de Figueiredo (J.I.) . Risco da Escola fechar . Falta de Jardim-de- . Projectos dos centros componente de infância de escolares apoio à família Figueiredo . Compra de uma carrinha . Falta de espaço na escola de para fazer os transportes Areosa para dar resposta ao dos menores para outras número de crianças que frequentam instalações já existentes com boas condições . Criação de um parque . Falta de um parque infantil infantil / Espaço lazer . Espaços de lazer . Falta de Actividades culturais DESPORTO, LAZER CULTURA . Falta de apoios económicos para E manutenção das actividades das associações . Melhorar as condições dos espaços físicos das associações . . Criação de pista de . Não conseguirem . Falta do Crianças/populaçã . T/freguesia atletismo dinamizar o número de trabalho por o em geral . Clube . Continuidade das iniciativas que “amor à .Associações desportivo actividades desportivas pretendiam camisola” recreativas/despor Pinheirense (camada infantil/escola tivas Pinheirense) . Futebol feminino . Falta de articulação entre as Instituições do meio para . Mais Eco pontos rentabilizar os recursos existentes . Figueiredo (modos de vida que se estão a perder) OUTRA . Limpeza dos eco - pontos que não é feita com regularidade necessária que provoca problemas de higiene ambiental e saúde pública . Condicionamentos em termos das acessibilidades . Escolas; Curval; rua da IPSS Patronato distribuídos pela freguesia -Curval /Rua Patronato . Os serviços passarem com maior frequência para recolher o material da reciclagem Associações QUADRO N.1 DIAGNÓSTICO FREGUESIA TRAVANCA ÁREAS PROBLEMAS TEMÁTICAS EFEITOS NO LOCAL CAUSAS GRUPOS ZONAS AFECTADOS AFECTADAS PROPOSTAS/RESPOSTAS RECURSOS A MOBILIZAR - Desestruturação SAÚDE - Toxicodependência - Actos de vandalismo - “Mau ambiente” familiar - Actual crise/conjuntura - Jovens (16 – 20) - Junta de - Acções de prevenção - CRI Freguesia - Programa de reabilitação/ - Centro de Saúde - Campo de futebol TRATAMETO - Soltar Amarras - Desocupação - Isolamento/solidão dos idosos (durante o dia) - “Desorganização” ACÇÃO SOCIAL familiar - Falta da resposta – Creche - Endividamento - Idosos tristes, “deprimidos” - Falta de enquadramento em espaços de convívio e - Mulheres - Pouca formação - Falta de valores encontro idosas - Famílias de - Divulgação da oferta da - Toda a freguesia estrato social ginástica - Centro de dia/convívio - Associação de solidariedade mais baixo familiar (35 – 45 anos) difícil de solucionar - Habitações HABITAÇÃO degradadas - Casas com poucas condições - Poucos recursos - Incêndio nas - Idosos habitações - Um pouco por toda a freguesia - SOLARH - C MOA - J.F. - GNR SEGURANÇA - Vandalismo (jovens) - Destruição (copos partidos, garrafas partidas) - Desocupação - Jovens ( 1620 ±) . Zona J.F /J.I / Unidade de Saúde/Associações - Reforço segurança - Sensibilização - J.F. (foi feito um reforço de segurança nocturna) - Falta de cumprimento dos EMPREGO E FORMAÇÃO - Desemprego compromissos (instabilidade no (mensalidades do ATL) emprego) . Aumento das solicitações ao nível do apoio alimentar - As empresas mais “fortes” estão a dispensar - Associação - Famílias Solidariedade - Toda a freguesia - Programa de pessoal Ajuda alimentar - Vida “stressante” dos encarregados de educação/pais EDUCAÇÃO - Pouca disponibilidade - Deficit de concentração para os filhos/falta de - As crianças não têm onde acompanhamento brincar ao ar livre - Pouco espaço de - Sub aproveitamento dos recreio espaços - Desinteresse (despreocupação) - Valorização de bens materiais em detrimento dos valores, pouca - Catequese/ - Crianças da escola / famílias - Dois grupos Escola - Escola / J.I - Formação / Sensibilização - Zona do J.I - Rentabilização do espaço do J.I. - Junta de freguesia - C MOA - Associação de pais disponibilidade para os filhos - Abandono escolar - Colectividades DESPORTO, LAZER CULTURA (Associação - Inexistência de E estrutura – para os jovens dos 6 – 15 anos - Jovens (6/15 - Criação de uma resposta ao Cultural e anos) nível desportivo Recreativa de Travanca, turma da bola OUTRA - Desocupação dos jovens - Deficiente rede de - Sala da Junta de . Actos de vandalismo . Resíduos “despojados” a céu aberto . Comunidade em geral freguesia . Toda a freguesia - Concurso internacional para concessão transportes - Pouca rentabilização do saneamento -C MOA - Junta freguesia de recursos - Falta de saneamento e rede de água insuficiente