ESCOLA DE ENFERMAGEM WENCESLAU BRAZ JAENE CRISTINA LORENA SIGNIFICADO DE APRENDER E FAZER PESQUISA CIENTÍFICA: artesanato intelectual ITAJUBÁ-MG 2012 JAENE CRISTINA LORENA SIGNIFICADO DE APRENDER E FAZER PESQUISA CIENTÍFICA: artesanato intelectual Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Enfermagem com apoio do PROBIC/FAPEMIG, apresentado à Escola de Enfermagem Wenceslau Braz, como requisito parcial para a obtenção do título de Enfermeira. Orientadora: Prof.ª .M.ª Ana Maria Nassar Cintra Soane. Coorientadoras: Prof.ª Dr.a. Cristiane Giffoni Braga e, Prof.ª M.ª Aldaíza Ferreira Antunes Fortes. ITAJUBÁ-MG 2012 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Escola de Enfermagem Wenceslau Braz (EEWB) Bibliotecária - Karina Morais Parreira - CRB 6/2777 L868s Lorena, Jaene Cristina. Significado de aprender e fazer pesquisa científica: artesanato intelectual / Jaene Cristina Lorena. - 2012. 146 f. Orientadora: Profª. M.ª Ana Maria Nassar Cintra Soane. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Enfermagem) com apoio financeiro do Programa de Bolsa de Iniciação Científica (PROBIC/FAPEMIG) -Escola de Enfermagem Wenceslau Braz - EEWB, Itajubá, 2012. 1. Pesquisa. 2. Projeto de Pesquisa. 3. Pesquisa em Enfermagem. I. Título. NLM: WY 20.5 Que minha vida e este estudo sejam, sobretudo, para honra e glória de meu Senhor e Salvador Jesus Cristo. No demais, que esta pesquisa contribua de maneira satisfatória para a cientificidade da profissão de Enfermagem. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente ao meu Deus, que ao longo de todo este caminhar me proporcionou graça, sabedoria, força e principalmente coragem para superar e vencer a todos os obstáculos surgidos na confecção desta pesquisa. A ti, meu Senhor e Salvador, rendo graças, louvor e adoração, sabendo que és merecedor de muito mais do que sou capaz de expressar e demonstrar. Dignifico, amo, exalto e reconheço que és a minha fortaleza, o meu socorro, o meu refúgio, o meu tudo. Ao meu querido papai José e minha querida mamãe Silvana não encontro palavras para dizer o quanto sou grata por toda dedicação que oferecem a mim. Obrigado pala confiança em meus sonhos, pela paciência, pela constante presença, seja nos momentos difíceis ou felizes, pelas palavras carinhosas, conselhos sábios e principalmente pelas súplicas em oração ao nosso Deus a favor da minha vida. Saibam que os dois são minha base, meu porto seguro, a quem tenho profunda admiração e orgulho da maneira tão simples, mas grandiosa de ser. Amo muito vocês. Ao grande amor da minha vida, Lucas, agradeço pela paciência em me ouvir horas e horas sobre todo o contexto deste estudo, pelo carinho, amor, amizade, dedicação, companheirismo e resignação em me amparar em todos os meus anseios. Você me completa e me faz muito feliz. As minhas princesas e queridas irmãs Juscilene e Jussara, agradeço a compreensão, amizade e amor que me dedicam, saibam que as amo muito, e só ambiciono o melhor às duas. As queridas orientadoras Ana Maria, Cristiane Giffone e Aldaíza Ferreira, a minha sincera gratidão pela dedicação que expressaram a esta pesquisa. Obrigado por compartilhar comigo conhecimentos tão ricos e orientações tão preciosas, que contribuíram, e muito, na construção deste estudo, sobretudo no aperfeiçoamento de minha profissionalização e do meu saber científico. Também não poderia deixar de mencionar os funcionários de EEWB e meus queridos amigos da turma 55, pela amizade. Por fim, a FAPEMIG pelo fomento a esta pesquisa. A todos mencionados aqui, o meu muito obrigado. “O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, pois bem aventurado o homem que acha sabedoria e adquire conhecimento.” Provérbios 1:5, 3:13 RESUMO Na busca pelo conhecimento, realizar pesquisa científica é sinônimo de produzir ciência, por meio de levantamentos teóricos, coerência investigativa e da produção intelectual. Assim, esta investigação de abordagem qualitativa, do tipo exploratória, descritiva e transversal, teve por objetivo compreender o significado de aprender e fazer pesquisa, por meio da elaboração de um projeto de pesquisa que foi desenvolvido com os acadêmicos de enfermagem do 5º período do curso de graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem Wenceslau Braz (EEWB) de Itajubá, MG, do ano de 2011. A amostra constituiu-se de ambos os gêneros. O instrumento de coleta de dados foi à técnica projetiva Desenho Livre, aplicada na dinâmica intitulada Oficina artesanal. Os dados resultantes, depois de transcritos foram analisados segundo a metodologia Análise de Conteúdo de Bardin, na qual foram evidenciadas 13 categorias de agrupamentos analógicos que exprimem o significado de aprender e fazer pesquisa pelos acadêmicos, a saber: É uma obrigação para vencer; É não saber o que fazer; Caminho com obstáculos e desafios a enfrentar; Traz conhecimento e crescimento; Corrida contra o tempo; Diversos sentimentos; Ir além dos limites; Investimento financeiro; Trazer benefícios para a sociedade; Trabalhar em equipe; Renúncia a diversão; Montar um quebracabeça; e É uma caixa de surpresa. Pode-se considerar, portanto, que o universo que permeia o aprender e o fazer um projeto de pesquisa é fator determinante para se concluir uma pesquisa científica, e os significados expressados, tantos positivos quanto negativos, fazem parte do processo de aprendizagem. Palavras-chaves: Pesquisa. Projeto de Pesquisa. Pesquisa em Enfermagem. ABSTRACT In pursuit of knowledge, conduct scientific research is synonymous with producing science through intellectual production. Thus, this qualitative study, exploratory, descriptive and transversal has for objective to understand the significance of learning and doing research with the development of a research project for nursing students in the 5th period of the undergraduate nursing, School of Nursing Wenceslau Braz (EEWB) Itajubá, MG year 2011. The sample consisted of 42 students from 5th period undergraduate degree in nursing from both genders. The data collection instrument was the Freehand projective technique, applied in the dynamic workshop entitled craft. The resulting data, after the transcripts were analyzed using content analysis methodology Bardin, in which 13 categories were found to express the meaning of learning and doing research by scholars, namely: Is it a must to overcome, is not knowing what do path with obstacles and challenges ahead, Brings knowledge and growth, Race against time, Miscellaneous feelings, go beyond the limits, financial investment, bring benefits to society, teamwork, Waiver of fun, Build a puzzle and is a box of surprises. It is considered therefore that the universe that permeates the learning and doing a research project is an important factor to complete a scientific research, and the meanings expressed, many positive and negative, are part of the learning process. Keywords: Research. Research Design. Nursing Research. LISTA DE ABREVIATURAS PROBIC: Programa de Bolsa de Iniciação Científica FAPEMIG: Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais. EEWB: Escola de Enfermagem Wenceslau Braz. CEP: Comitê de Ética em Pesquisa. CAPES: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Bireme: Biblioteca Regional de Medicina SciELO: Scientific Electronic Library Online - Biblioteca Científica Eletrônica em Linha. TCLE: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. TCC: Trabalho de Conclusão de Curso. CNPq: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................12 1.1 INTERESSE PELO TEMA ...........................................................................13 1.2 JUSTIFICATIVA DO ESTUDO .....................................................................14 1.3 OBJETIVO ...................................................................................................16 2 MARCO CONCEITUAL ...............................................................................17 2.1 A CIÊNCIA E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO.........................................17 2.1.1 Teorias do conhecimento..........................................................................19 2.1.2 Tipos de conhecimento .............................................................................20 2.2 PESQUISA CIENTÍFICA ..............................................................................21 2.2.1 Componentes de uma pesquisa ...............................................................23 2.2.2 Tipos de pesquisas ....................................................................................25 2.2.2.1 Pesquisa quanto à natureza.........................................................................25 2.2.2.2 Pesquisa quanto ao objetivo ........................................................................26 2.2.2.3 Pesquisa quanto ao procedimento ...............................................................28 2.2.2.4 Pesquisa quanto ao objeto...........................................................................30 2.2.2.5 Pesquisa quanto à abordagem do problema................................................30 2.2.3 Método científico........................................................................................33 2.2.3.1 Categorização dos métodos.........................................................................34 2.2.4 Projeto de pesquisa e seus elementos ....................................................35 2.3 PESQUISA EM ENFERMAGEM ..................................................................37 2.3.1 Pesquisa em enfermagem no Brasil.........................................................39 3 RAJETÓRIA METODOLÓGICA ..................................................................42 3.1 CENÁRIO DO ESTUDO...............................................................................42 3.1.1 Local do estudo..........................................................................................43 3.2 DELINEAMENTO DO ESTUDO...................................................................45 3.3 PARTICIPANTE, AMOSTRA E AMOSTRAGEM .........................................46 3.4 COLETA DOS DADOS ................................................................................48 3.4.1 Instrumento de coleta dos dados .............................................................48 3.4.2 Descrição dos procedimentos para a coleta dos dados ........................51 3.5 ESTRATÉGIAS DE ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS DADOS ..............52 3.6 ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA ..........................................................54 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................................................56 5 CONCLUSÕES ............................................................................................82 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................83 REFERÊNCIAS ...........................................................................................88 APÊNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ...............95 APÊNDICE B - Transcrição da oficina artesanal .....................................97 APÊNDICE C - Extração das ideias principais e identificação delas por semelhança...............................................................................................111 APÊNDICE D - Agrupamento por semelhança das ideias principais em Categorias.................................................................................................124 APÊNDICE E - Categorias resultantes de análise por ordem numérica decrescente de frequência ......................................................................129 ANEXO A - Desenhos confeccionados na oficina artesanal ................130 ANEXO B - Parecer Consubstanciado n°610/2011 ................................145 12 1 INTRODUÇÃO Na busca pelo conhecimento, realizar pesquisa científica é sinônimo de produzir ciência, por meio de levantamentos teóricos, coerência investigativa e da produção intelectual. Targino (2010) diz que a produção intelectual é definida como aquilo que é produzido por intelectuais: seres dotados de inteligência e constante dedicação, com flagrante inclinação para a elaboração racional de algo que instiga inquietação no homem. O autor completa que são justamente essas inquietações com relevâncias comprovadas que promovem a construção da produção científica, sendo ela a responsável pelo avanço da ciência e da tecnologia, ou seja, acrescenta algo de novo ao manancial de conhecimentos consolidados em determinada área ou especialidade. Assim, conforme explana Oliveira (1998), a ciência como uma forma de conhecimento sistemático tem como objetivo chegar a um conjunto de conclusões verdadeiras, lógicas, exatas, e que são, portanto, demonstradas nas produções científicas. A atividade científica é, acima de tudo, o resultado de uma atitude do ser humano diante do mundo que o cerca, do qual ele mesmo é parte integrante, para entendê-lo, reconstruí-lo e, consequentemente, torná-lo inteligível (MAIA, 2008). Neste sentido, Sakamoto (2011) afirma que a produção do conhecimento científico está a serviço da curiosidade do ser humano sobre si mesmo e o ambiente em que ele esta inserido. O pesquisador, no exercício de sua atividade criativa, integra o seu “Eu” à aguçada percepção que desenvolve sobre o mundo e seu tempo. Diante disto, a pesquisa, como meio de criação de saberes, é vista como fundamental, importante e necessária à profissão de Enfermagem, pois permite aprimorar conhecimentos, auxiliar na atuação profissional e propiciar uma maior qualidade na assistência de enfermagem (CASSIANI E PASSARELLI, 1999). As autoras supracitadas completam que a construção do saber científico na enfermagem pode-se dar através de três modelos, dentre eles está o modelo acadêmico, cujos cursos de formação superior devem elaborar projetos de pesquisa a fim de difundir o saber metodológico e desenvolver o conhecimento cognitivo para capacitar e habilitar o aluno de enfermagem a realizar a pesquisa em si como requisito para a sua formação profissional. Assim esses acadêmicos, no cotidiano 13 das investigações e análises, deparam-se, frequentemente, com o ir e vir, da teoria à prática e da prática à teoria, seja em aulas de metodologia da pesquisa, seja nas discussões, orientações e em de bancas de avaliação de trabalhos de conclusão de curso (TCC), ou de bolsistas de iniciação científica surgindo, assim, algumas dúvidas sobre as estratégias mais eficazes, para ensinar e aprender a pesquisar, visto que segundo Cassiani e Passarelli (1999) a produção acadêmica representa importante influência no desenvolvimento científico do País, e a produção científica da área da enfermagem, sobretudo a acadêmica, contribui com esse avanço, principalmente quando as pesquisas são publicadas em periódicos Nacionais e Internacionais. Nota-se que o aluno do curso de graduação em enfermagem se sensibiliza com essa temática no seu “artesanato intelectual” realiza sua produção científica. Tal fato é corroborado por Miranda et al. (2010) ao salientar que a visibilidade estruturante da profissão de enfermagem vem sendo alcançada através da pesquisa científica e com o predomínio da ciência durante o desempenho de suas funções, definindo e atualizando a prática do cuidado, por meio da produção do conhecimento científico. 1.1 INTERESSE PELO TEMA Como, muitas vezes, a prática da pesquisa é concebida como atividade, desafiante, laboriosa e quase sempre gratificante, impera-se a necessidade, particular e institucional de aprender a pesquisar. O interesse pelo tema surgiu neste contexto, quando recebi um convite de minha coorientadora para a confecção de uma produção científica relacionada com o tema ‘pesquisa’ e, posteriormente, pela leitura de um artigo intitulado ‘A introdução da pesquisa como senha para pensar no artesanato intelectual’, de Miranda et al. (2010). Tudo isso aliado as minhas próprias percepções e inquietações sobre um recorte preciso em pesquisa do curso de graduação em enfermagem, denominado projeto de pesquisa, surgiram-me dúvidas sobre como é para o acadêmico de enfermagem aprender e realizar um projeto de pesquisa, sendo esta uma exigência curricular na disciplina Projeto de Pesquisa, no 5º período de graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem Wenceslau Braz (EEWB), da cidade de Itajubá, MG, no ano de 2011. 14 Nesta fase do curso, o aluno elabora um projeto de pesquisa cujas práticas e técnicas básicas serão avaliadas e aprovadas pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). O Projeto depois de aprovado será desenvolvido e concluído, para posteriormente ser apresentado na conclusão do curso da graduação em enfermagem, ou de uma pesquisa como bolsista de iniciação científica. Daí o interesse de abordar essa temática relevante à formação acadêmica. Percebe-se, muitas vezes, nesse caminhar metodológico, as expressões alternadas de medo, desânimo, entusiasmo, angústia e até mesmo atitudes que denotam repulsa do aluno às etapas metodológicas no cotidiano da pesquisa, visto que o aluno tem pouco conhecimento empírico, no que tange aos cuidados de enfermagem, bem como na prática de pesquisa. Portanto, o aluno precisa mais do que ferramentas para realizar um trabalho intelectual elaborado, que neste estudo foi denominado de “artesanato intelectual” a fim de atingir o proposto na referida disciplina, e despertar o gosto por pesquisa e pelo saber científico. 1.2 JUSTIFICATIVA DO ESTUDO Segundo Lovatto et al. (2007) nas últimas décadas a produção científica mundial evoluiu de forma exponencial. Essa produtividade é resultado do interesse contínuo no desenvolvimento de novas tecnologias que facilitam a demanda da necessidade de descobertas e inovações científicas. Outros dados apresentados por Glanzel e Leta, (2006 apud Castiel et al. 2007) afirmam que na América Latina a produção científica brasileira se destaca por seu crescimento em 8% na repartição do produto anual em termos mundiais, e o Brasil ocupa o 17° lugar na lista de países mais ativos na produção científica. Os autores complementam que outro detalhe significativo está no fato de o Brasil ocupar o 9° lugar entre os países que apresentam maior dinamismo em termos percentuais de crescimento científico entre os anos de 1991 a 2003. Pitta e Castro (2006) completam as afirmativas citadas anteriormente referindo que o Brasil, nos últimos anos, vem aumentando sua publicação científica de impacto mundial, e isso se deve principalmente ao aumento – em número e qualidade – dos cursos de pós-graduações, das revistas científicas e dos portais de revistas da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Bireme (Biblioteca Regional de Medicina) e SciELO (Scientific Electronic 15 Library Online - Biblioteca Científica Eletrônica em Linha). O acesso rápido à informação através da internet facilita o trabalho e dá condições aos pesquisadores de elaborar uma boa pesquisa. Os fatos relacionados com a produção científica no Brasil, aliado com a certeza de que o contato com a pesquisa, além de enriquecer a formação acadêmica do aluno e do orientador, fornecendo alicerce para a continuidade dos estudos nos programas de pós-graduação “stricto senso”, demonstram a necessidade e importância de se tocar neste assunto, tendo em vista que pesquisar na atualidade representa grande influência na formação não só profissional, mas também de um pensamento crítico e expressivo, conotado de responsabilidade e promoção de métodos para a sua própria vivência enquanto ser racional. Diante disso, a importância de enfocar esse fenômeno de investigação se revela tanto sob o aspecto da atualização das condutas metodológicas dos docentes/ pesquisadores/ enfermeiros, como na oportunidade de obter um olhar crítico, aguçado, atualizado, sobre a interface do fazer pesquisa em enfermagem, em seu recorte, contribuindo para a estruturação da ciência - enfermagem, assim como no cuidado baseado em evidências científicas. Por outro lado, com este estudo, a academia obtém dados atualizados que passam a contribuir para a consolidação na vertente da pesquisa, ora, já fortificada no ensino e assistência. Torna-se, no momento, necessário a definição nas linhas de pesquisa científica, indo ao encontro das premissas dos órgãos de fomento, garantindo excelência no produto – cuidado, pois, despertará, também, nos docentes/pesquisadores/enfermeiros, a necessidade de aquisição de conhecimentos mais aprofundados em áreas distintas de sua atuação, beneficiando a coletividade. Tendo em vista, que a produção científica não deve se restringir apenas ao cenário acadêmico, aos profissionais de Enfermagem tanto no âmbito de ensino, como no assistencial, esta pesquisa contribuirá de forma significativa para que os mesmos possam também identificar seus próprios anseios a respeito da construção de um projeto de pesquisa e, diante disto, poderão ter subsídios para entender que os sentimentos e expectativas aflorados durante a produção intelectual são situações necessárias para a própria promoção do conhecimento. Este estudo apresenta como o aluno, do 5º período de graduação em enfermagem, da escola de EEWB, sente e vê a pesquisa cientifica. Também, busca- 16 se através deste, instigar o debate sobre a pesquisa, na academia, e contribuir para a superação de seus pontos vulneráveis. Neste contexto, indaga-se “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB, de 2011?”. 1.3 OBJETIVO O objetivo deste estudo é: Compreender o significado de aprender e fazer pesquisa, com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5º período do curso de graduação em Enfermagem da EEWB de Itajubá, MG, do ano de 2011. 17 2 MARCO CONCEITUAL O marco conceitual de um trabalho científico tem o objetivo de salientar o que foi estudado até a atualidade sobre aquele determinado tema de pesquisa, o quanto esses estudos são adequados e confiáveis e quais as falhas existentes no corpo da pesquisa (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). Além disso, o marco conceitual pode ser entendido como um elemento obrigatório em que se contextualiza teoricamente o problema a ser pesquisado. Demonstra o que tem sido investigado sobre o tema, esclarecendo os pressupostos teóricos que dão suporte à pesquisa e as contribuições proporcionadas por outros estudos anteriores realizados (FORTES; SOANE, 2012) Desta forma, este tópico aborda assuntos referentes ao tema central deste estudo, assim são conceituados ciência e conhecimento científico, com suas teorias e seus tipos, o conceito de pesquisa, sua finalidade, os seus tipos e componentes. Além destes, é delimitado o método cientifico, a sua categorização e os elementos do projeto de pesquisa. Por fim, a pesquisa em enfermagem é abordada com os papeis que o enfermeiro desempenha neste processo e a pesquisa em enfermagem no Brasil. 2.1 A CIÊNCIA E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO A ciência e o conhecimento são objetos totalmente interligados, onde um produz o outro e ambos se complementam. A ciência para Oliveira (1998) abrange quase que todos os campos do conhecimento humano, agrupados por princípios com critérios metodológicos, que visam às relações existentes entre causa e efeito de um fenômeno qualquer, onde o estudioso ou pesquisador se propõe a demonstrar a verdade dos fatos e suas aplicações práticas. O mesmo autor complementa que a ciência é uma forma de conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza, dos fenômenos sociais, dos fenômenos biológicos, matemáticos, físicos, químicos ou outro que objetiva-se chegar a um conjunto de conclusões verdadeiras, lógicas, exatas, demonstráveis por meio da pesquisa e dos testes. 18 Definir ciência não é uma tarefa fácil, porém em princípio, ela busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os acontecimentos e, consequentemente também agir sobre a natureza. Para tanto a ciência utiliza de métodos rigorosos para atingirem um tipo de conhecimento sistemático, preciso e objetivo (MATIAS-PEREIRA, 2007). Oliveira (1998) afirma que a ciência possui os seguintes componentes: Objetivo ou finalidade, pois ela visa estabelecer a distinção das características comuns, das leis que regem as relações de causa e efeito dos fenômenos; Função, que é considerado o principal, pois é o aperfeiçoamento do conhecimento em todas as áreas para tornar a experiência humana mais significativa; Objeto, que é subdividido em: Formal: também chamados de puros, são os objetos ideais, onde seu método é a dedução, o seu critério de verdade é a consistência ou não contradição de seus enunciados, que são todos analíticos, isto é, deduzidos de postulados ou teoremas. Factuais: também chamados de objetos aplicados. Seu método é a observação, a experimentação, e a indução, seu critério de verdade é a verificação, os enunciados são predominantemente sínteses, embora haja também enunciados analíticos. Ferreira (2004) refere que a palavra conhecimento consiste no ato de conhecer uma ideia, uma noção agregada à experiência, e o conhecimento de si mesmo, ou ainda, atributo geral que tem os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante, na medida de sua organização biológica e no sentido de sua sobrevivência, enfim é o saber. Além disso, os autores completam que o conhecimento é dividido em dois, o vulgar ou popular e o científico. No primeiro a transmissão do conhecimento ocorre de geração em geração por meio da educação informal, é baseado em imitações e experiência pessoal, portanto, ele é empírico. Já o segundo é transmitido por intermédio de treinamento apropriado, sendo um conhecimento obtido de modo 19 racional conduzido por meio de procedimentos científicos, visando explicar “por que” e “como” os fenômenos ocorrem, é uma visão mais globalizante. 2.1.1 Teorias do conhecimento Oliveira (1998, p.52) refere que “do ponto de vista científico – gnosiologia - o conhecimento é o reflexo e a reprodução do objeto na nossa mente.” No processo do conhecimento participam os sentidos (ou empirismo), a razão e a intuição. O empirismo vem do grego empeiria, que significa experiência. É uma doutrina que afirma que a única fonte de nosso conhecimento é a experiência recebida e experimentada pelos nossos sentidos, ou seja, nada existe no intelecto que antes não tenha estado nos sentidos. Essa frase se caracteriza como o axioma desta doutrina (OLIVEIRA,1998). Matias-Pereira (2007) declara que a concepção empirista, originou da medicina grega com Aristóteles, e prosseguiu até o final do século XIX, sendo que esta concepção era hipotética e indutiva, isto é apresentava suposições sobre o objeto, realizava observações e experimentos e chegava à definição dos fatos, seu modelo referencial é o de objetividade da medicina grega e da história natural do século XVII. O principal mérito da concepção empírica é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral afirmam que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior (OLIVEIRA, 1998). A razão consiste em uma doutrina que afirma que a razão humana, o pensar abstrato, é a única fonte do conhecimento. O termo razão provém do latim ratio e que significa razão. Esta concepção inicia-se com os gregos e segue até o final do século XVII. Os racionalistas dizem que os nossos sentidos nos enganam e nunca podem conduzir a um conhecimento verdadeiro, uma vez que o mundo da experiência encontra-se em contínua mudança e transformação. Para os mesmos, um conhecimento é verdadeiro somente quando é logicamente necessário e universalmente válido, na qual, esse conhecimento só pode ser alcançado pela razão (MATIAS-PEREIRA, 2007). 20 Matias-Pereira (2007) infere que o modelo da concepção racionalista é a matemática, utilizando-se do conhecimento racional dedutivo e demonstrativo. A intuição se constitui da faculdade irracional, ou sobrenatural. O termo provem do latim in tuire que significa ver em, contemplar, visão, contemplação. Essa concepção inicia-se com Platão e prossegue até os dias de hoje. Os intuitistas falam que a intuição é uma espécie natural de conhecimento completando as demais espécies e modos de conhecimentos, pois uma função especial da mente humana é a intuição, agindo pelo pensamento, independentemente da pessoa ser, ou não, letrada. A intuição é um fenômeno psíquico natural, que todos os seres humanos possuem, alguns em maior grau que os outros (OLIVEIRA, 1998). Com tudo isso, podemos dizer que o conhecimento científico adquirido por um processo de criação, neste caso a pesquisa científica, só será efetivamente conquistado se o pesquisador se voltar constantemente para a ciência, direcionando seu pensamento crítico a luz de seus próprios conhecimentos a fim de aperfeiçoálos, e atingir aquilo que o inquieta a descobrir (MATIAS-PEREIRA, 2007). 2.1.2 Tipos de conhecimento Cartoni (2009, p.13) afirma que “o conhecimento na sua forma mais simples, é aquele que advém da observação e dos próprios sentidos, como sensações capitaneadas pelo nosso corpo físico”. A autora acrescenta, que, além disso, o conhecimento é o resultado da relação que se estabelece entre o sujeito que conhece (sujeito cognoscente) e um objeto a ser conhecido (sujeito cognoscível) que pode ser um objeto físico inanimado, como o próprio homem, suas ideias, leis, etc. Cervo e Bervian (2006) afirmam que existem quatro tipos de conhecimento em que o homem se apropria da realidade, que são: Conhecimento empírico: é adquirida pelo indivíduo na sua relação com o ambiente, por meio da sua interação constante, experiência vivenciada ou na forma de ensaios e tentativas, como investigações pessoas realizadas ao sabor das circunstâncias da vida ou tradições da coletividade. Esse tipo de conhecimento não se utiliza de métodos ou técnicas científicas para construir o conhecimento, a pessoa em si tem o saber do mundo material exterior de forma empírica. Conhecimento filosófico: este tipo de conhecimento busca o significado das coisas na ordem geral do mundo a fim de refletir sobre estes além de sua aparência. 21 Seu objeto de investigação não está sujeito à experimentação, pois são de origem suprassensível e ultrapassam a experiência. Tudo pode ser objeto de reflexão no conhecimento filosófico, como o mitológico, a arte, a vida e até o ato de conhecer em si. Conhecimento teológico ou religioso: este tipo de conhecimento trabalha no plano da fé, e pressupõe a existência de forças que estão além da capacidade de explicação do homem, como instancias criadores de tudo o que existe incorporado ou não aos rituais sagrados. Constitui-se, portanto, no conjunto de verdades as quais as pessoas chegaram não com o auxílio de sua inteligência, mas mediante a aceitação dos dados da relação divina. O conteúdo da revelação passa a ser considerado fidedigno com sinais de autenticidade e verdade, passando a se estabelecer como verdades aceitas. Conhecimento científico: este vai além do empírico, visando compreender, além do fato e do fenômeno, a sua estrutura, organização, funcionamento, causas e leis. Possui características como ser geral, ou seja, universal e valida para todos os seres da mesma espécie, seu intuito é constituir-se como método sistemático em busca de um ordenamento das leis e princípios. Seu embasamento científico busca explicações e soluções, de revisão e reavaliação dos resultados, apesar de sua falibilidade e limites. O método aparece como principal elemento distintivo do que pode se definir como científico, ou seja, investigação lastreada metodologicamente e o que se pode definir como opinativo e expressão do subjetivismo. Lakatos e Marconi (2001, p.80) preceituam que: O conhecimento científico é real, porque lida com ocorrência ou fatos, isto é, com toda a forma de existência que se manifesta de algum modo, constituise de um conhecimento contundente, pois suas preposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através de experiência e não apenas pela razão. É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de ideias e não conhecimentos diversos e desconexos. Possui a característica da verificabilidade, a tal ponto que as afirmações que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. E por fim ele constitui-se de um conhecimento falível e aproximadamente exato porque não pode ser definitivo, absoluto ou final e o seu desenvolvimento pode reformular o acervo de teorias existentes. 2.2 PESQUISA CIENTÍFICA 22 No entender de Lakatos e Marconi (2001) são inúmeros os conceitos sobre pesquisa, uma vez que os estudiosos ainda não chegaram a um consenso sobre o assunto. Burns e Grove (2001) ressaltam que o significado da palavra pesquisa é examinar cuidadosamente. Mais especificamente, a pesquisa é investigação sistematizada para validar e refinar um conhecimento existente e geração de novos conhecimentos. O conceito envolve planejamento, organização e persistência, fornece evidências científicas que promovam qualidade nos resultados a pacientes, família e sistema de saúde e outros. Pode-se definir pesquisa como “o procedimento racional e sistemático, que possui o objetivo de proporcionar respostas aos problemas que são propostos” (GIL, 2002, p.17). O mesmo autor continua inferindo que a pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não passa ser adequadamente relacionada ao problema. Andrade (2003, p.121) diz que “a pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos, baseado no raciocínio lógico, que tem como objetivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos”. Gil (2002) ressalta sobre a utilização cuidadosa desses métodos científicos, porém, ele diz que a pesquisa é desenvolvida mediante o curso dos conhecimentos disponíveis (seja ele empírico, racional ou intuitivo, porém todos devem ser comprovados cientificamente), aliados com técnicas e outros procedimentos científicos. Na realidade a pesquisa se desenvolve ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados. Pesquisa significa reconstruir conhecimento, partindo do que já existe e passando para outro patamar com maior ou menor originalidade, mas sempre com um passo a frente. Implica habilidade metodológica mínima em termos de saber montar propostas dotadas de alguma cientificidade em particular a capacidade de argumentar. Toda pesquisa procede pela via do questionamento, porque tem um ponto de partida. A pesquisa é o procedimento que induz ao pensamento crítico, inclui sempre a autocrítica de quem pesquisa porque não sabe tudo, enfim pesquisar 23 não é apenas oferecer argumentos, mas é também no mesmo processo provocar contra argumentos (GATTI, 2002 apud PESCUMA; CASTILHO, 2008). A finalidade da pesquisa é descobrir respostas para questões, mediante a aplicação de métodos científicos. Estes métodos, mesmo que, às vezes, não obtenham respostas fidedignas, são os únicos que podem oferecer resultados satisfatórios ou de total êxito (LAKATOS; MARCONI, 2001). “A pesquisa tem por finalidade tentar conhecer e explicar os fenômenos que ocorrem nas suas mais diferentes manifestações e a maneira como se processam os seus aspectos estruturais e funcionais” (OLIVEIRA, 1998, p.118). Matias-Pereira (2007) completa afirmando que as finalidades da elaboração de uma pesquisa são: resolver problemas sociais, criar conhecimentos (formular novas teorias), e testar teorias existentes. Gil (2002) refere que há muitas razões para a realização de uma pesquisa, porém, essas razões são classificadas em dois grandes grupos, na qual o mesmo autor e Andrade (2003) definem esses como de: Ordem Intelectual: seu objetivo é alcançar o saber, para a satisfação do desejo de adquirir conhecimentos, pois permitem o desenvolvimento da metodologia na obtenção de diagnósticos e estudos cada vez mais aprimorados dos problemas ou fenômenos. Esse tipo de pesquisa pode ser denominada pura ou fundamental, e é realizada por cientistas para contribuir para o progresso da Ciência. Ordem Prática: seu objetivo é aplicações práticas, atendendo a exigências da vida moderna. Elas decorrem do desejo de conhecer com vistas a fazer algo de maneira mais eficiente ou eficaz. Podemos dizer então, que as pesquisas práticas são aplicadas com determinado objetivo prático, com a finalidade na busca de soluções para problemas concretos. Ela também pode ser denominada como pesquisa aplicada. Porém, esses dois autores relatam que as pesquisas puras ou aplicadas não constituem exclusividades de cada ordem, pois a pesquisa pura pode eventualmente proporcionar conhecimentos passiveis de aplicações práticas, e a aplicada pode resultar na descoberta de princípios científicos que promove o avanço do conhecimento em determinada área. 2.2.1 Componentes de uma pesquisa 24 A pesquisa cientifica é um conjunto de atividades que busca informações, para explorar, inquirir, investigar, indagar, argumentar, e contra-argumentar um determinado assunto. Seus objetivos são solucionar e esclarecer dúvidas e problemas, comprovar hipóteses, elaborar, reconstruir, ampliar conhecimento, e criar conhecimento novo, fidedigno com relevância teórica e social, que ultrapasse o entendimento imediato indo além dos fatos, fundamentando escolhas e orientar ações. Outro detalhe é que este utiliza procedimentos próprios, racionais, sistemático, intensivos, científicos, que possibilitam o confronto entre o conhecimento teórico acumulado sobre um assunto e dados e informações coletadas sobre ele, ou seja, o confronto entre teoria e prática (PESCUMA; CASTILHO, 2008). Diante disto é essencial identificar que um trabalho científico necessita além de informações relevantes ao tema, uma correta e organizada estrutura, na qual esta é dividida em parte externa e interna. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (2005) enfatiza que a parte externa é composta pela capa e lombada (opcional), e que a parte interna é composta por elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Elementos pré-textuais: folha de rosto, errata (opcional), folha de aprovação, dedicatória (opcional), agradecimentos (opcional), epígrafe (opcional), resumo na língua vernácula, resumo na língua estrangeira, lista de ilustrações, lista de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas (opcional), lista de símbolos (opcional), sumário. Elementos textuais: neste item destacam os seguintes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Introdução: é a primeira parte de um elemento textual, nela deve ser abordado o tema do trabalho, esclarecer de maneira sucinta o assunto, delimitar a extensão e profundidade que se pretende adotar no enfoque do tema, dar ideia de forma sintética do que se pretende fazer, ou seja, as ideias mestres do desenvolvimento do assunto, apontar os objetivos do trabalho, evidenciar as relevâncias do assunto a ser tratado sejam elas sociais, científica e profissional (ANDRADE, 2003). Desenvolvimento: este é a parte nuclear do trabalho, em que são demonstrados os argumentos, os juízos, através de raciocínio lógico, cartesiano, inerente a todo o trabalho científico. O desenvolvimento é dividido em três partes: exposição onde são descritos e analisados os fatos ou apresentadas às ideias, a argumentação que 25 defende a validade das ideias, ou do raciocínio lógico, de maneira ordenada classificando-os e hierarquizando-os, e a discussão que consiste na comparação de ideias, que se refutam ou confirmam os argumentos apresentados, mediante um exercício de interpretação dos fatos ou ideias demonstrados. Os itens a conter são as informações referentes ao levantamento bibliográfico, à metodologia abordada, a coleta de dados, os resultados da pesquisa e a discussão do trabalho (ANDRADE, 2001). Conclusão: é a fase da pesquisa que explica os resultados finais, aqueles considerados relevantes. Deve estar vinculada a hipóteses de investigação cujo conteúdo foi comprovado ou refutado. É uma exposição factual sobre o que foi investigado, analisado, interpretado. É uma síntese comentada das ideias essenciais e dos principais resultados obtidos, explicados com exatidão e clareza (LAKATOS; MARCONI, 2001). Elementos pós-textuais: referências, glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional). 2.2.2 Tipos de pesquisas De acordo com Andrade (2003) existem várias formas de classificar os tipos de pesquisas, assim ela declara que eles podem ser classificados quanto á natureza, os objetivos, os procedimentos e os objetos. Cartoni (2009) acrescenta que a pesquisa também pode ser classificada quanto a sua abordagem em relação ao problema de pesquisa. 2.2.2.1 Pesquisa quanto à natureza Neste tópico a pesquisa pode constituir-se de um trabalho científico original ou em um resumo de assunto. Na primeira a pesquisa é realizada pela primeira vez, ou seja, ela vem contribuir com novas conquistas e descobertas para a evolução do conhecimento científico. Esse tipo de pesquisa é desenvolvido por cientistas e especialistas em determinada área de estudo (ANDRADE, 2003). Já a segunda, ou resumo de assunto, a mesma autora citada anteriormente relata que este constitui de uma pesquisa que não necessita ser original, ou seja, dispensa a originalidade, porém o rigor científico continua o mesmo, visto que este 26 tipo fundamenta-se em trabalhos mais avançados, publicados por autoridades no assunto, e que, portanto não deve se limitar em cópias de ideias, mas sim, devem surgir novas ideias do pesquisador a partir da ideia central do especialista autor daquele determinado trabalho científico. As qualidades necessárias do resumo de assunto consistem na análise e interpretação dos fatos e ideias, utilização de metodologia adequada e enfoque do tema de um ponto de vista original. Pode se afirmar que a diferença de trabalho científico original e resumo de assunto não esta fundamentada nos métodos adotados, mas sim, e, principalmente, na finalidade da pesquisa. 2.2.2.2 Pesquisa quanto ao objetivo Neste tópico a pesquisa pode ser classificada como exploratória, descritiva e explicativa: Pesquisa exploratória Trata-se de um tipo de pesquisa que possui o intuito de tornar o problema de pesquisa mais explícito, onde seu principal objetivo é o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições (FIGUEIREDO, 2008). O estudo exploratório possibilita ao pesquisador, segundo Oliveira (1998), fazer um levantamento provisório do fenômeno que deseja estudar de forma mais detalhada e estruturada, e que ele possui importância em termos de valor teórico ou social. Andrade (2003) justifica dizendo que esse tipo de pesquisa possui a finalidade de proporcionar maiores informações sobre determinado assunto. A mesma autora completa relatando que este também é destinado a facilitar a delimitação de um tema de trabalho, definir os objetivos, ou formular as hipóteses de uma pesquisa ou descobrir novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente. Portanto, pode-se afirmar que a pesquisa exploratória constitui-se do primeiro passo de todo trabalho científico, ou seja, é uma preliminar ou um preparatório para outro tipo de pesquisa. Pesquisa descritiva 27 É um tipo de estudo que permite ao pesquisador a obtenção de uma melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam determinado fenômeno, pois elas dão margens à explicação das relações de causa e efeito dos fenômenos, analisando o papel das variáveis que de certa maneira, influenciam ou causam o aparecimento dos mesmos (OLIVEIRA, 1998). O objetivo das pesquisas descritivas, segundo Figueiredo (2008) é a descrição das características de determinada população ou fenômeno, através do estabelecimento das relações entre variáveis, obtidas por meio da utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. Essas pesquisas buscam a exatidão, por isso exige do pesquisador uma série de informações sobre o que se deseja pesquisar, elas são habitualmente utilizadas por pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática, e são muito solicitadas por instituições educacionais, empresas comerciais, partidos políticos e outros. Outro dado importante que Andrade (2003) comenta é que nas pesquisas descritivas os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados sem que o pesquisador interfira neles, ou seja, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador. Pesquisa explicativa Figueiredo (2008) afirma que as pesquisas explicativas podem ser a continuação de uma pesquisa descritiva, visto que os fatos que determinam um fenômeno exigem que este seja corretamente descrito e detalhado, assim a autora determina que as pesquisas explicativas possuem a finalidade de identificar os fatores que determinam a ocorrência dos fenômenos, onde esse tipo de pesquisa necessita de conhecimento aprofundado da realidade, pois é isso que explicará a razão dos fatos. No entender de Andrade (2003) este tipo de pesquisa é muito complexo, pois além de registrar, analisar e interpretar os fenômenos estudados, procura identificar seus fatores determinantes, ou seja, suas causas. A pesquisa explicativa deve aprofundar o conhecimento da realidade, procurando a razão, o porquê das coisas, estando assim mais sujeita a cometer erros, porém seus resultados fundamentam o conhecimento científico. Em sua maioria, essas pesquisas utilizam o método 28 experimental, na qual o pesquisador possuirá o poder de manipulação e o controle das variáveis. 2.2.2.3 Pesquisa quanto ao procedimento Nesta modalidade incluem pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo. Pesquisa Bibliográfica A pesquisa bibliográfica possui a finalidade de conhecer as diferentes formas de contribuição científica que se realizam sobre determinado assunto ou fenômenos, normalmente elas são realizadas em bibliotecas públicas, faculdades, universidades e em outros (OLIVEIRA, 1998). Andrade (2003) sugere que as pesquisas bibliográficas podem ser um trabalho independente em como se constituir no passo inicial de outra pesquisa, pois todo trabalho científico pressupõe uma pesquisa bibliográfica preliminarmente. Essas pesquisas utilizam-se de fontes secundárias (literatura originada de fontes primárias, que são textos originais ou materiais ainda não trabalhados sobre determinado assunto). Podem-se citar como fonte secundária livros ou outros documentos bibliográficos, como por exemplo, artigos científicos. A autora ainda refere que esse tipo de pesquisa é habitualmente fundamental nos cursos de graduação, e que uma pesquisa de laboratório ou de campo implica necessariamente em consulta bibliográfica preliminar. Ela é obrigatória nas pesquisas exploratórias, na delimitação de um tema de um trabalho ou pesquisa, no desenvolvimento do assunto, nas citações, e na apresentação das conclusões. Pesquisa Documental Lakatos e Marconi (2001) sugerem que a pesquisa documental utiliza-se restritamente como fonte de coleta de dados documentos, escritos ou não, constituindo o que já foi esclarecido de fonte primária. Esses documentos variam podendo ser iconografias, fotografias, objetos, canções folclóricas, vestuários, 29 publicações parlamentares, documentos jurídicos, fontes estatísticas além de muitos outros. O desenvolvimento da pesquisa documental segue os mesmos passos da pesquisa bibliográfica, porém a aquisição de fontes na pesquisa documental exige muita das vezes que o pesquisador se desloque a associações científicas, igrejas, sindicatos, partidos políticos e outros, enquanto nas pesquisas bibliográficas o pesquisador busca suas fontes em bibliotecas (GIL, 2002). O mesmo autor completa que a pesquisa documental apresenta uma série de vantagens. Primeiramente há que se considerar que os documentos constituem fonte rica e estável de dados, principalmente em pesquisas de natureza histórica. Outra vantagem destas pesquisas esta no seu custo, pois, na maioria das vezes, exige do pesquisador apenas disponibilidade de tempo, tornando o custo da pesquisa insignificante, comparado com outras pesquisas. Também podemos citar o fato destas pesquisas não exigirem contato com sujeitos de pesquisa, o que as tornam essas pesquisas totalmente singular e pessoal no ponto de vista da produção do trabalho científico, na qual o pesquisador dependerá puramente das fontes e sua interpretação para a aquisição da solução dos problemas de pesquisa elencados pelo pesquisador. Pesquisa de Campo Andrade (2003) relata que estas pesquisas recebem essa denominação porque a coleta de dados é efetuada “em campo” onde ocorrem espontaneamente os fenômenos, uma vez que não deve haver interferência do pesquisador sobre elas. Podem ser experimental ou não, porém o último é mais frequente, visto que o seu objetivo é produzir ou reproduzir os fenômenos estudados, sem qualquer tipo de interferência. A pesquisa de campo constitui o modelo clássico de investigação da Antropologia (onde se originou), Sociologia, da Saúde Pública, da Administração e outros (GIL, 2002). O autor continua afirmando que ela focaliza uma comunidade, não necessariamente geográfica, pois pode ser uma comunidade de trabalho, de estudo de lazer, ou voltada para qualquer outra atividade humana. Basicamente ela é desenvolvida por meio de observação direta das atividades do grupo estudado e de 30 entrevistas com informantes para captar suas explicações e explicações do que ocorre no grupo. Em pesquisas de campo os resultados são considerados mais fidedignos, além de se caracterizarem como uma modalidade de pesquisas mais econômicas. 2.2.2.4 Pesquisa quanto ao objeto Nesta modalidade podemos citar pesquisa bibliográfica, de campo e de laboratório, porém como as duas primeiras já foram conceituadas segue-se a caracterização de pesquisa de laboratório: Pesquisa de Laboratório São pesquisas realizadas no laboratório, onde o pesquisador possui condições de provocar, produzir e reproduzir fenômenos, em condições de controle (ANDRADE, 2003). Outra qualificação dada a este tipo de pesquisa é que ela é um procedimento de investigação considerado muito difícil, porém muito exato, visto que, analisa e descreve situações, exige instrumental específico, preciso e ambiente adequado. Seu objetivo depende daquilo que se propôs alcançar, sendo que as experiências necessárias devem ser efetuadas em efetuadas em recintos fechados ou ar livre. Especificamente os objetos de estudo podem ser pessoas ou animais, vegetais ou minerais dede que estejam enquadrados nos preceitos éticos da pesquisa e que não coloque em risco ou agravo fatal a vida dos mesmos principalmente do ser humano (LAKATOS; MARCONI, 2001). As mesmas autoras colocam que este tipo de pesquisa está mais relacionado ao campo da Psicologia Social e o da Sociologia. 2.2.2.5 Pesquisa quanto à abordagem do problema Pesquisa Qualitativa Este tipo de pesquisa é descritivo e se preocupa com a natureza da atividade e em descrevê-la, sem realizar medições ou métodos estatísticos. Inclui técnicas de 31 coleta de dados baseadas principalmente em entrevistas em profundidades (individual ou em grupos). Além disso, este tipo de pesquisa utiliza-se de um roteiro não estruturado para que a reunião ou entrevista transcorra com o máximo de espontaneidade. As sessões podem ser gravadas, transcritas e armazenadas em meio magnético, na qual o pesquisador ouve ou lê as transcrições, assiste aos vídeos, e por fim faz análise dos resultados (CARTONI, 2009). Há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito nas pesquisas qualitativas, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento descritivo. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem (MENESES; SILVA, 2001). Pesquisa Quantitativa Este tipo de pesquisa traduz em números, opiniões e informações, para posteriormente, classificá-las e analisá-las. Para tal requer o uso de recursos e técnicas estatísticas (porcentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.). Outro detalhe é que esta requer a coleta de dados (estatísticos oficiais, pesquisas em arquivos, entrevistas pessoais, ou por outros meios, como telefone, postal, e internet) e assim necessita de procedimentos para a escolha da amostra, localização e abordagem do entrevistado (CARTONI, 2009). Meneses e Silva (2001) consideram a pesquisa quantitativa como tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Figueiredo (2008) cita a existência de outros tipos de pesquisa como: Surveys: são pesquisas realizadas com o objetivo de informações quanto à prevalência, distribuição e inter-relação de variáveis no âmbito de uma população. 32 Pesquisa de Avaliação: tem o propósito de averiguar o funcionamento de um programa, de um tratamento, de uma prática ou de uma política. Levantamento de Necessidades: o pesquisador coleta dados para avaliar as necessidades de grupos, comunidades ou organizações. Pesquisa Histórica: coleta sistemática e avaliação crítica de dados relacionados a ocorrências passadas. Pesquisa Metodológica: investigação dos métodos de obtenção, organização, e análise dos dados, tratando da elaboração validação e avaliação dos instrumentos e técnicas de pesquisa. Estudos Causais Comparativos: são estudos que investigam como é um fenômeno, de que maneira e porque este ocorre. Assim estas pesquisas estudam ou observam um determinado fato que já ocorreu e investiga como os vários fatores influenciaram tal acontecimento. Relato de Experiência: estudo que revela as ações do indivíduo como agente humano e como participante da vida social. O informante conta a sua história e o pesquisador podem desvendar os aspectos subjetivos da cultura e da organização social, das instituições e dos movimentos sociais. Pesquisa-Ação: é um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estrita associação com uma ação ou com resolução de um problema coletivo e na qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Trípp (2005) relata que a pesquisa-ação é uma forma de investigação-ação que utiliza técnicas de pesquisa consagradas para informar à ação que se decide tomar para melhorar a prática. Pesquisa Experimental: é um estudo para estudar as relações de causa e efeito e a manipulação criteriosa de variáveis, com o intuito de determinar influencias, a comprovação das hipóteses levantadas pelo estudo ocorre por meio da manipulação e do controle das variáveis sobre os fenômenos ou experimentos. 33 Pesquisa Quase-Experimental: assim como as pesquisas experimentais o pesquisador manipula uma variável que pode ocorrer em um grupo controle não equivalente ou em uma série de tempo. Essas pesquisas são realizadas quando há interesse em testar relações de causa e efeito. Pesquisa não Experimental: é a pesquisa que não tem como objetivo delinear um experimento. Estas pesquisas são usadas em estudos descritivos com orientação fenomenológica, na qual se busca aprender o que as pessoas pensam e sente, a forma como elas agem em seus ambientes naturais, ou seja, a manipulação não é tentada e nem desejada. Estudo de Caso: seu objetivo é de aprofundar a descrição de determinada realidade, o que possibilita que os objetivos atingidos permitam a formulação de hipóteses para o encaminhamento de outras pesquisas. Pode-se dizer que este consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento. Seus resultados geralmente são apresentados na condição de hipóteses e não de conclusões. 2.2.3 Método científico Para Gil (2002, p.17), o desenvolvimento de produções científicas só se dá de maneira efetiva “mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos”. O autor afirma que a investigação científica depende de um método, ou seja, um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos para que seus objetivos sejam atingidos. O método é a maneira como será resolvido os problemas de pesquisa, de forma lógica e pautada nos conceitos da ciência. Cartoni (2009) ressalta que os métodos científicos pressupõem uma forma de organização do raciocínio que será empregada na pesquisa, onde a partir dela o pesquisador opta pelo alcance da sua investigação. O que permite a distinção do conhecimento científico dos outros tipos de conhecimento é a possibilidade de verificação dos resultados, que só é obtido pelo método científico, que inclusive fornece a comprovação destes mesmos resultados, uma vez que ele identifica de forma clara e objetiva os raciocínio e técnicas utilizadas. 34 2.2.3.1 Categorização dos métodos Na visão de Cartoni (2009) alguns dos tipos de métodos são: Indutivo: é a extração discursiva do conhecimento a partir de evidências concretas, passiveis de generalização, ou seja, o raciocínio parte de uma preposição concreta para construir a preposição discursiva abstrata, ele é caracterizado por proceder do particular para o geral. Outro detalhe é que neste método o conhecimento é fundamentado na experiência, na onde o método irá analisar o objeto para tirar conclusões gerais ou universais. Dedutivo: extração discursiva do conhecimento a partir de premissas gerais aplicáveis a hipóteses concretas, o raciocínio parte de uma preposição abstrata para construir uma preposição discursiva concreta, em síntese parte do geral para o particular. Este método afirma que só a razão leva ao conhecimento verdadeiro, onde o raciocínio dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas gerais para argumentos particulares. Ele usa o silogismo, construção lógica, para a partir de duas premissas retirar uma terceira logicamente decorrente das duas primeiras, denominada de conclusão. Hipotético-dedutivo: ele determina que os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto sejam insuficientes para a explicação de um fenômeno. Para explicá-lo são formuladas conjecturas ou hipóteses. É caracterizado pela formulação de hipóteses, das quais se deduzem consequências que deverão ser testadas ou falseadas. Enquanto no método dedutivo se procura a todo custo confirmar a hipótese, no método hipotético-dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas para derrubá-las, ela tem em comum com o método dedutivo o procedimento racional que transita do geral para o particular. Dialético: corresponde à apreensão discursiva do conhecimento a partir da análise e interposição de elementos diferentes, com questionamento a partir da análise dos opostos e alcance da síntese, ou seja, procede de modo crítico, ponderando polaridades opostas, até o alcance da síntese. Lakatos e Marconi (2001) dizem que este método é utilizado em pesquisas qualitativas e que se trata de um método dinâmico, altamente sofisticado de raciocinar, pois supõe a transformação e superação como uma preposição. Fenomenológico: este método baseia-se na investigação de fenômenos humanos, tais como vividos e experimentados pelo indivíduo, ou seja, examina a 35 realidade a partir da perspectiva de primeira pessoa. Ele propõe uma análise da essência e das coisas como elas se manifestam, tendo relação com o cotidiano e a intencionalidade, ou seja, a consciência em compreender o mundo. Mediante a intencionalidade, todos os atos, gestores e ações humanas tem um significado e este deve ser apreendido pela percepção do indivíduo em sua totalidade. As reflexões sobre o caráter originário do fenômeno, para este método, partem de uma rigorosa descrição das ideias e atitudes cognitivas até o fenômeno. Na prática, a fenomenologia efetua-se as estratégias de coleta de dados (entrevistas não diretivas e descrição oral das experiências do sujeito) e estratégias de apresentação de resultados (descrição com as palavras na forma como usadas pelo sujeito). 2.2.4 Projeto de pesquisa e seus elementos O projeto de pesquisa é o registro do planejamento e deve orientar toda a pesquisa, não sendo apenas um documento a ser apresentado como mais um registro burocrático, mas deve acompanhar constantemente o pesquisador em seu trabalho. A etimologia do termo projeto oriundo do latim projectu significando em síntese lançar ou jogar a frente, desta maneira pode-se afirmar que o projeto de pesquisa vem a antecipar um acontecimento futuro, ou seja, ele irá determinar todo um processo, podendo ser encarado como um retrato da vivencia do pesquisador (PESCUMA; CASTILHO, 2008). Swerts et al. (2010, p.11) define o projeto de pesquisa como um “trabalho que apresenta o planejamento da pesquisa científica a ser realizada. É diferente dos demais trabalhos científicos por não possuir capítulos”. Outras definições de projeto de pesquisa são as seguintes: ideia, desejo, intenção de fazer ou realizar algo no futuro, descrição descrita e detalhada de um empreendimento a ser realizado, ou ainda plano, delineamento, esquema (MORA, 2001 apud PESCUMA; CASTILHO, 2008). Desta forma Pescuma e Castilho (2008, p. 35) acrescentam que: O projeto de pesquisa é um texto que, além de determinar o problema, define e aponta detalhadamente o caminho a ser seguido e a ordem das atividades a serem realizadas para a construção de um trabalho de pesquisa científica. Impõe ao pesquisador uma necessária disciplina na leitura cuidadosa dos textos, na coleta de dados, na argumentação rigorosa e no cumprimento dos prazos estabelecidos. 36 Luna (1996 apud Pescuma; Castilho, 2008) determina os elementos constituintes de um projeto de pesquisa, seja qual for o referencial teórico, ou a metodologia empregada: formulação de um problema de pesquisa, determinações de informações para responder a esses problemas, seleção de melhores fontes dessas informações, definição de um conjunto de ações que produzam essas informações, seleção de um sistema para tratamento dessas informações, uso de um sistema teórico para interpretação delas, preparação de respostas às perguntas formuladas pelo problema, indicação do gral de confiabilidade das respostas obtidas, e por fim, indicação da generalidade dos resultados, ou seja, expressão dos resultados obtidos. Resumidamente um projeto de pesquisa deve conter os seguintes itens, segundo Associação Brasileira de Normas Técnicas (2005): Tema: caracteriza pelo assunto sobre o qual a pesquisa será realizada; Justificativa: são as razões da realização da pesquisa; Relevâncias social, científica e profissional: são os benefícios que a pesquisa trará, pra a sociedade, os profissionais da área de saúde e para o meio científico; Referencial Teórico: conteúdo que os autores discorrem sobre o assunto; Delimitação do Problema: pergunta que o pesquisador quer responder sobre o assunto; Formulação das Hipóteses: respostas antecipadas e provisórias ao problema- questões que encaminharão o desenvolvimento da pesquisa; Título: nome que o trabalho irá receber; Objetivos: o que se pretende atingir com a pesquisa; Metodologias: conjunto de atividades organizadas para levantamento dos dados para a realização da pesquisa; Cronograma das Atividades: lista, por ordem e prazos, da realização e conclusão das atividades relacionadas com a pesquisa; Recursos Humanos e Materiais - orçamento: lista de custos de materiais e mão-de-obra necessários para a realização da pesquisa; Referências: lista de obras consultadas para a elaboração do projeto de pesquisa. 37 2.3 PESQUISA EM ENFERMAGEM A enfermagem como uma prática social e cultural politicamente engajada com a luta pela melhoria das condições de vida e de saúde da população é comprometida com a ética, a justiça e a qualidade de vida das pessoas, assim ela põe a serviço da população uma política de geração de conhecimento, que pretende ser transformadora da prática social e cultural do cuidado, na qual essa política geradora de conhecimento é reconhecida como pesquisa em enfermagem (CABRAL; TYRREL, 2010). Lobiondo-Wood e Haber (2001) afirmam que a mesma consiste em examinar cuidadosamente algo que promove inquietação e que demonstra relevância, engloba investigações especializadas e completas, de maneira a tornar-se essencial para o desenvolvimento do conhecimento científico, que capacita o enfermeiro a prover cuidados baseados em evidências científicas. Assim pode-se afirmar que a pesquisa em enfermagem aproxima o ensino e o cuidado com outros campos do conhecimento, e sua expressão na atenção à saúde, gera conhecimentos para a prática da profissão. A participação do enfermeiro na pesquisa no Brasil, segundo Cabral; Tyrrel (2010) se deu a partir da criação da carreira universitária em 1963, evoluindo sobremaneira com o início do primeiro curso de mestrado em enfermagem, a partir de 1972, na Escola Anna Nery de Enfermagem, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Aquele ano se constituiu num marco do crescimento dessa produção, dando inicio aos cursos de pós-graduação em enfermagem na América Latina. Almeida et al. (2002) dizem que a implantação de cursos de pós-graduação em enfermagem agiu como estímulo para a produção científica, pelo fato das enfermeiras se interessarem na obtenção da titulação. Eles completam afirmando que a pós-graduação desempenha um papel estratégico e constitui, por seu nível de excelência, uma das principais condições que possibilitam o aperfeiçoamento do sistema educacional como um todo. Diante desses fatos os programas de pós-graduação em enfermagem devem demonstrar uma consciência dos valores ou da relevância da pesquisa em enfermagem. Eles ajudam a identificar as áreas-problemas na prática de enfermagem dentro de um formato estruturado estabelecido, ajuda com as atividades de coleta de dados e na conjugação de esforços com os enfermeiros 38 profissionais. Na qual, estes devem ser consumidores inteligentes de pesquisa, portanto devem compreender cada passo do processo de pesquisa e sua relação entre si (LOBIONDO-WOOD; HABER, 2001). A compreensão do processo de pesquisa e a aquisição de capacidade de avaliação crítica abrem um amplo leque de informação que pode contribuir com o corpo de conhecimento da enfermagem profissional, aplicado efetivamente à prática com a intenção de prestar cuidados com bases científicas, pois as teorias e o conhecimento gerados a partir de pesquisa em enfermagem são essenciais para o estabelecimento de uma base científica que garanta a qualidade do cuidado e a credibilidade profissional (MENDES; MARZIALE, 2002 apud CABRAL; TYRREL, 2010). De acordo com Cabral e Tyrrel (2010) desde o ano de 1972 a pesquisa passou a ser institucionalmente assumida como um compromisso da enfermagem, vinculada ao sistema de ensino e a carreira universitária. Com este compromisso estabelecido Cassiani e Passarelli (1999) referem que o enfermeiro desempenha determinado papel na produção científica de acordo com o modelo em que este se encontra inserido, na qual a produção do conhecimento na enfermagem pode-se dar através de três modelos: o modelo acadêmico, o modelo assistencial e o modelo colaborativo. Pesquisa na área acadêmica ou modelo acadêmico O modelo acadêmico é aquele em que as pesquisas são realizadas nas universidades, faculdades ou instituições de ensino de nível superior, seja por docentes, seja por alunos de pós-graduação. Nesse sentido há uma vantagem proporcionada pela universidade: o fato de se dispor de infraestrutura que auxilia a realização de investigações; contudo, as desvantagens estão relacionadas à disseminação dos resultados e à relevância das investigações para a prática assistencial. A pesquisa na área acadêmica tem por finalidade a consolidação de uma cultura de pesquisa na Instituição. Para tanto, utiliza-se meios de incentivo e apoio à criação ou fortalecimento de grupos de pesquisa, envolvendo docentes, pesquisadores e bolsistas; incentivo a atividades de iniciação científica junto aos alunos de graduação; estímulo às publicações de revistas científica (CASSIANI; PASSARELLI, 1999). 39 Pesquisa na área clínica ou modelo assistencial A pesquisa na área clínica permite melhorar a prática através de respostas baseadas em evidências, avaliação das ações de enfermagem, testagem de teorias e disseminação de conhecimento (MATEO; KIRCHHOFF, 1999). O modelo assistencial como preceituam Cassiani e Passarelli (1999) possui pouca atividade, já que há poucos serviços de enfermagem no Brasil que incentivam, através de ações, a produção de pesquisas por enfermeiras. Essas, quando interessadas, procuram por médicos, docentes de enfermagem ou enfermeiras pesquisadoras para auxiliá-las naquele problema que identificam e que, muitas vezes, pode se constituir num problema de pesquisa. As autoras completam afirmando que os fatores gerais que interferem no processo de desenvolvimento de pesquisas por essas enfermeiras são: a identidade profissional, a organização das instituições de saúde e ensino, os programas de integração docente-assistencial, a política de saúde, de ensino e a divulgação e publicação da produção científica. Modelo colaborativo Já o terceiro modelo de produção do conhecimento é o denominado modelo colaborativo, onde se promove a integração de docentes e enfermeiras assistenciais visando alcançar um objetivo comum na pesquisa. Trata-se de uma abordagem que pretende unicamente o desenvolvimento de pesquisas nos serviços pelas enfermeiras-assistenciais. A meta deste modelo é produzir pesquisas colaborativas, cujo enfoque seja o de investigar problemas diretamente relevantes para a prática. A participação das enfermeiras-assistenciais poderá de certa forma, garantir condições de aplicar os resultados obtidos na prática de enfermagem (LOOMIS; KRONE, 1980 apud CASSIANI; PASSARELLI, 1999). Para essas autoras sugere-se, assim, que tais pesquisas exigem, além de um processo colaborativo, um de negociação, de ajustamento nas relações das partes envolvidas, tanto no que refere aos indivíduos como à estrutura. 2.3.1 Pesquisa em enfermagem no Brasil 40 Schwartzman (1982) refere que a atividade científica no Brasil até o início da República pode ser caracterizada por sua extrema precariedade, oscilando entre a instabilidade das iniciativas realizadas pelo favor imperial e as limitações das escolas profissionais, burocratizadas, sem autonomia e totalmente utilitaristas em seus objetivos. Com o passar dos anos esse quadro foi mudando, Castiel et al. (2007) afirmam que há indicadores bibliométricos que sinalizam para mudanças dramáticas no panorama da pesquisa científica nos últimos 10 a 15 anos. Se, por um lado, mais de 70% da produção mundial pertencem ao eixo Estados Unidos/ Comunidade Europeia/Japão, há crescimentos espetaculares em alguns países em especial (como China e Irlanda, os mais significativos) e declínio em outros (Grã-Bretanha). Na América Latina, dados recentes mostram que a produção da ciência brasileira se destaca em seu crescimento de 8% na repartição do produto anual em termos mundiais e ocupa o 17º lugar na lista de países mais ativos. Sem dúvida, as análises acima mencionadas merecem a devida atenção quando se trata de descrever e comparar a produção científica e seus fluxos em múltiplos níveis de abrangência, tanto em termos globais como locais. Avelin et al. (2010) comentam que a enfermagem brasileira, ao longo de sua história, vem buscando uma identidade, uma ruptura de estereótipos, permeada pela busca do saber, da produção do conhecimento científico, para assim permitir um avanço da prática profissional tanto na docência quanto na assistência. Sendo assim, no Brasil, o primeiro trabalho relevante de pesquisa em enfermagem, de âmbito nacional, foi o Levantamento de Recursos e Necessidades de Enfermagem, realizado pela Associação Brasileira de Enfermagem, entre 1956 e 1958, financiados pela Fundação Rockefeller, sendo que a primeira investigação documentada na área foi o “Censo de 1950”. Nessa década, as temáticas investigadas relacionavam-se ao ensino de enfermagem e à profissão. Com a passagem da enfermagem para o 3º grau, em 1961, a reforma universitária de 1968 e a criação de cursos de pós-graduação, “stricto sensu” na região sudeste, nos anos setenta, houve um grande avanço da pesquisa nessa área. Nessa década, os trabalhos publicados nos principais periódicos da citada área abordavam principalmente a metodologia de enfermagem. Nos anos oitenta, as pesquisas em enfermagem, eram direcionadas para as necessidades do paciente, predominando, no conjunto dessa produção, no período 41 de 1950 e 1980, as pesquisas descritivas e exploratórias, em detrimento de outras modalidades (SILVA; PEREIRA; INOCENTI, 1999). A partir de 1990, tem como fato assinalador a formação de grupos de pesquisa com produção sistemática e coletiva na área de enfermagem em nosso país. A preocupação com a dispersão temática da produção científica da área, muitas vezes realizados por um único pesquisador, cuja produção não apresentava características de continuidade e consistência, levou na reunião nacional dos Programas de Pós-Graduação em Enfermagem, promovida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES), CNPq e ABEn, ao final de 1991, que fosse conceituada linhas de pesquisa como uma proposta coletiva de trabalho, unificando a produção do conhecimento e direcionando uma atividade continuada de pesquisa de um conjunto de temas correlacionados, com a finalidade de conhecer e responder às necessidades da vida e da saúde dos indivíduos, de elaborar projetos para o futuro e de promover o desenvolvimento da profissão (SALLES; BARREIRA, 2010). Além do mencionado acima, Maia (2008) menciona que o fato da comunidade acadêmica brasileira e de instituições de ensino universitário, principalmente dos cursos de Enfermagem aliar à prática de ensino tradicional, elemento que promove o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo dos alunos, a prática da criação de pesquisas, permite ao aluno uma visão real do mundo, detectando os problemas que o assolam e ao mesmo tempo, promovendo aos mesmos, ferramentas capazes de promover medidas que ajudem a solucioná-los. Tais fatores, para Salles e Barreira (2010) representam um avanço, tanto no que se refere à abrangência, como ao entendimento do processo de geração de conhecimento, pois é a produção cientifica na Enfermagem que promove cada vez mais a estruturação da mesma como ciência. 42 3 TRAJETÓRIA METODOLÓGICA Este tópico contempla todo o delineamento metodológico deste estudo, bem como os procedimentos realizados para a obtenção dos resultados pertinente ao objetivo desta pesquisa. Fortes e Soane, (2012) definem a trajetória metodológica como o caminho para alcançar um fim, ou o conjunto de estratégias consideradas adequadas para alcançar um propósito definido. As autoras supracitadas completam que nesta etapa abordam-se os procedimentos (métodos) e as técnicas (materiais) a serem seguidos na pesquisa, ou seja, representa a parte da pesquisa científica que apresenta o maior número de tópicos, visto que responde, de uma só vez, aos questionamentos como? com quê? onde? quanto? A pesquisa vai ser realizada. Dessa forma aborda os itens: cenário do estudo; delineamento do estudo; sujeitos; natureza da amostra e amostragem; coleta de dados; pré-teste; estratégia de análise dos dados; aspectos éticos. 3.1 CENÁRIO DO ESTUDO O estudo foi desenvolvido na EEWB, de Itajubá-MG. Assim, considera-se de suma importância descrever a cidade de Itajubá e mencionar o local do estudo, qual seja a instituição de ensino onde os dados foram coletados, a fim de que o resultado da pesquisa possa ser comparado futuramente por outra instituição ou pela própria academia e então contribuir com dados evolutivos sobre os conceitos impactantes da aprendizagem na pesquisa científica. A Prefeitura Municipal de Itajubá (2012) informa que Itajubá está situada no Sul do Estado de Minas Gerais, no qual ocupa uma área de 290,45 Km² de extensão, com população de 90.812 habitantes, isso decorrente do IBGE de 2006, o equivalente a 312,65 hab./km² de área rural e 70,70 Km² de área urbana. O acesso ao município é pela BR459, e sua localização é privilegiada devido à sua posição em relação às grandes capitais da região sudeste: Belo Horizonte (445 Km), São Paulo (261 Km), Rio de Janeiro (318 Km). Também, pode-se destacar que Itajubá é centro de referência em assistência à saúde para dezesseis municípios da chamada microrregião do Alto Sapucaí. A 43 cidade conta com 2 (dois) hospitais credenciados para o Sistema Único de Saúde – SUS, Santa Casa de Misericórdia de Itajubá e Hospital Escola de Itajubá, da Faculdade de Medicina de Itajubá, com níveis de atendimento de atenção básica até alta complexidade. A assistência à saúde na área privada possui convênios com instituições de saúde como Odontomed, Saúde Ceam e Unimed Itajubá, além do Hospital Bezerra de Menezes, voltado à saúde mental. A assistência ambulatorial além dos serviços privados é realizada nos hospitais credenciados do SUS, nas Unidades Básicas de Saúde do município e nas duas policlínicas municipais (PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJUBÁ, 2012). Com relação à educação, Itajubá oferece educação em todos os níveis: são 3 (três) faculdades (Escola de Enfermagem Wenceslau Braz; Faculdade de Ciências Econômicas do Sul de Minas; Faculdade de Medicina de Itajubá), 2 (dois) centros universitários (FUNPAC e FEPI) e uma universidade federal (UNIFEI), que oferece cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de exatas, humanas e biológicasbiomédicas, além de centros de pesquisa e desenvolvimento, incubadoras de empresas de base tecnológica e institutos especializados, inclusive um de astrofísica, tudo isso, segundo a Prefeitura Municipal de Itajubá (2012). 3.1.1 Local do estudo Esta pesquisa foi realizada na EEWB localizada na cidade de Itajubá – MG. Sobre a sua historia A Escola de Enfermagem Wenceslau Braz (2012) referencia que durante a década de 50, a partir do idealismo de três enfermeiras da Santa Casa de Misericórdia de Itajubá, nasceu a ideia de formar pessoas para o cuidado com os enfermos, e uma das idealizadoras, Irmã Zenaide Nogueira Leite, levantou a hipótese de se construir uma Escola de Enfermagem em Itajubá. Então, em 9 de janeiro de 1954, foi fundada a Escola de Enfermagem sob a direção da Santa Casa. E nesse mesmo dia, a Provedoria deu à Congregação das Irmãs da Providência de Gap, cidade portuguesa, a direção técnica pedagógica da Escola. O Vice-Provedor da Santa Casa, Sr. Jayme Wood, sugeriu para a Escola o nome de Wenceslau Braz, como homenagem ao Provedor da Santa Casa, Dr. Wenceslau Braz Pereira Gomes. Inaugurou-se, então, no dia 6 de março de 1955, a Escola de Enfermagem de Itajubá. No dia seguinte, 7 de março, sete alunas começaram o curso de enfermagem, em uma sala de aula improvisada nas 44 dependências da Santa Casa. Das sete alunas matriculadas, cinco receberam o diploma de Enfermeira no dia 9 de março de 1958 (ESCOLA DE ENFERMAGEM WENCESLAU BRAZ, 2012). A maior parte dos recursos financeiros para o funcionamento da Escola vinha da Congregação das Irmãs da Providência de Gap. Então, o Dr. Carlos Victor Rennó Ribeiro, membro do Corpo Clínico da Santa Casa e Professor da Escola de Enfermagem, sugeriu que se deslocasse para a referida Congregação a propriedade desta Escola. Assim, pelo Decreto de nº 46.584, de 13 de agosto de 1959, ficou reconhecida a nova mantenedora: Sociedade Religiosa, Moral e Científica, hoje Associação de Educação, Saúde e Cultura (ESCOLA DE ENFERMAGEM WENCESLAU BRAZ, 2012). A EEWB atualmente possui um total de 240 alunos matriculados na graduação e 120 na pós-graduação. Os cursos oferecidos pela instituição são: Graduação em Enfermagem; Especializações em Enfermagem em Urgência e Emergência e Terapia Intensiva, Enfermagem Obstétrica e Neonatologia, Cursos de Extensão para Cuidador de Idosos e, também, de atualização e aperfeiçoamento em áreas da saúde (ESCOLA DE ENFERMAGEM WENCESLAU BRAZ, 2012). Tanto nos cursos de graduação, como de pós-graduação, a partir de 2007 foi retomada a exigência da obrigatoriedade da confecção de uma pesquisa original, intitulada como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ou monografias. Até o ano de 2009, com a turma 54, o aluno recebia, desde o 1° período da graduação, a instrução sobre assuntos relacionados à pesquisa científica, bem como a métodos científicos na disciplina Metodologia da Pesquisa I e II. No 5º período do curso, ele cursava a disciplina Projeto de Pesquisa que tem como objetivo elaborar um projeto de pesquisa, fase mestra na produção científica, porque é neste momento que o aluno deverá colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos das disciplinas de Metodologia da Pesquisa I e II na elaboração de seu “artesanato intelectual”. Assim, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da escola, o aluno dava continuidade a sua pesquisa nas disciplinas Trabalho de Conclusão de Curso I, II e III, e no último período da graduação apresentava seu artesanato intelectual concluído. Porém com o parecer CNE/CES Nº213/2008 o Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior determinou que até o ano de 2009 o curso 45 de enfermagem passasse de 4 anos para 5 anos. Com isso, no ano de 2010, com a turma 55 esta nova grade curricular entrou em vigor, sendo que, para cumprir tal estabelecimento constitucional, foi necessária uma modificação em todo o currículo do referido curso. Com relação às disciplinas de orientação científica, ficou estabelecido que no primeiro ano do curso o aluno deveria cursar as disciplinas Metodologia da Pesquisa I (primeiro período) e Metodologia da Pesquisa II (segundo período). No segundo ano as disciplinas de Metodologia da Pesquisa III (terceiro período) e Metodologia da Pesquisa IV (quarto período), fato este diferente do que ocorreu com a turma 54, pois a partir daí ficou abolida a disciplina Projeto de Pesquisa. Assim o aluno da turma 55 após cursar a disciplina Metodologia da Pesquisa IV no segundo ano, só voltará a produzir seu trabalho científico no quarto ano de faculdade ao desenvolver seu TCC com a disciplina Trabalho de Conclusão de Curso. A escola esta preparada no tocante aos docentes, pois todos os mestres e doutores são direcionados a orientar pesquisas, sendo acompanhados por outros docentes que estão fazendo mestrado ou se preparando para tal., assumindo assim a função de co-orientadores. 3.2 DELINEAMENTO DO ESTUDO O presente estudo possui abordagem sobre os seguintes métodos de pesquisas: qualitativa, exploratória, descritiva e transversal. Para Polit; Beck e Hungler (2004), a pesquisa qualitativa explora de forma direta a complexidade humana. Tal investigação destaca a compreensão da experiência humana exatamente da maneira como é vivida, por meio de coleta e análise de dados subjetivos. Os autores comentam que, na pesquisa qualitativa, são utilizados métodos aprofundados com a finalidade de descrever as dimensões, as variações, a importância e os significados dos fenômenos. A pesquisa exploratória inicia-se com o fenômeno de interesse, observando-o, descrevendo-o e investigando a sua natureza complexa e os outros fatores com os quais ele está relacionado. A pesquisa qualitativa e exploratória destina-se a conhecer as várias maneiras pelas quais um fenômeno se manifesta, bem como os processos subjacentes (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). 46 A pesquisa descritiva é definida como aquela que observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los (CERVO; BERVIAN, 2002). Gil (2002) menciona que as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou então, o estabelecimento de relação entre variáveis. Polit, Beck e Hungler (2004), ressaltam que o tipo de pesquisa descritiva é adequado para se estudar os fenômenos naturais; nele se descrevem as relações existentes entre variáveis sem a preocupação de se chegar até as causas que as produzem. Os autores supramencionados salientam ainda que nas pesquisas transversais a coleta de dados é realizada em determinado período e os dados relacionados às variáveis são coletados simultaneamente, dependente ou independente. 3.3 PARTICIPANTE, AMOSTRA E AMOSTRAGEM Para Polit, Beck e Hungler (2004) a população é um conjunto total de casos que preenchem um conjunto de critérios especificados, podendo ser amplamente definida, envolvendo milhões de pessoas, ou especificada para incluir apenas algumas centenas de pessoas. Os pesquisadores devem ter uma amostra deste grupo pesquisado acessível, para gerá-las como população-alvo de coleta de dados. A amostragem é uma seleção de indivíduos para representar toda a população. Existem duas categorias, a amostragem de probabilidade na qual os pesquisadores podem especificar a probabilidade que cada elemento da população terá para ser incluído na amostra; e a amostragem não probabilística quando os elementos são selecionados por métodos não aleatórios, geralmente nem todos os elementos têm chance de inclusão (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). Os mesmos autores afirmam que a amostragem proposital chamada também de intencional baseia-se no pressuposto de que o conhecimento sobre a população pode ser usado para pinçar os casos a ser incluído na amostra, o pesquisador pode decidir selecionar, propositalmente, a maior variedade possível de respondentes, ou escolher sujeitos que sejam considerados típicos da população em questão, ou 47 particularmente conhecedores do assunto em estudo. Nesta pesquisa a amostragem foi proposital, ou também denominada intencional. Os critérios de elegibilidade ou de inclusão são delimitados pelo pesquisador na seleção de sua população de estudo. Tais critérios devem ser coerentes com todos os sujeitos da amostra (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). As autoras acima relatam que as populações não são exclusivas aos sujeitos humanos, todavia no caso de um estudo de enfermagem os elementos são usualmente os seres humanos. Com amostragem intencional o pesquisador pode optar, propositalmente, a maior diversidade de respondentes ou selecionar participantes que sejam típicos da população em questão. Os participantes, nesta pesquisa, correspondem aos alunos do 5º período do curso de graduação em enfermagem, de ambos os gêneros. A escolha dos alunos deste período não foi aleatória, mas sim em virtude de que nesta fase do estudo o acadêmico de Enfermagem começa a elaborar o seu projeto de pesquisa. Portanto é nesse momento que começará a sedimentar no mesmo às características peculiares do significado de aprender e fazer pesquisa. Dessa forma, é imprescindível identificar todas as interfaces desta produção intelectual contextualizando as relações de construção cognitivas do projeto pesquisa para intervir de maneira que a continuação do projeto em forma de pesquisa propriamente dita tenha sucesso. A amostra foi constituída de todos os alunos do 5º período regularmente matriculados, na disciplina Projeto de Pesquisa, no curso de graduação em enfermagem no ano de 2011, num total de 58 acadêmicos. Para Oliveira (1998), quando se deseja obter informações de um grupo grande ou numeroso, verifica-se, muitas vezes, ser praticamente impossível fazer um levantamento do todo. Daí a necessidade de investigar apenas uma parte dessa população ou universo. O problema da amostragem é, portanto, escolher uma parte (ou amostra), de tal forma que ela seja a mais representativa possível do todo e, a partir dos resultados obtidos relativos a essa parte, poder inferir, o mais legitimamente possível, os resultados da população total, se esta fosse verificada. Os critérios de elegibilidade foram: Concordância em participar do estudo, assinando o TCLE (APÊNDICE A); Estar regularmente matriculado no 5º período do curso de graduação em enfermagem da EEWB; 48 Estar desenvolvendo um projeto de pesquisa; Ter cursado as disciplinas Metodologia da Pesquisa I, II; Estar cursando a disciplina Projeto de Pesquisa; Permitir que fosse filmada (áudio e imagem) a confecção do desenho e de seu discurso; Aceitar participar da dinâmica completa para a coleta de dados, isto incluia realizar o desenho livre e em seguida discursar sobre o mesmo. Os critérios de inelegibilidade foram: Não concordar em participar do estudo, não assinando TCLE; Não estar regularmente matriculado no 5º período do curso de graduação em enfermagem da EEWB; Não estar desenvolvendo um projeto de pesquisa; Não ter cursado as disciplinas Metodologia da Pesquisa I, II; Não estar cursando a disciplina Projeto de Pesquisa; Não permitir que fosse filmada (áudio e imagem) a confecção do desenho e de seu discurso; Não aceitar, ou não participar da dinâmica completa para a coleta de dados, incluindo a não realização do desenho livre, ou o não discurso sobre o mesmo. 3.4 COLETA DOS DADOS Conforme Fortes e Soane (2012) o item de coleta de dados deve determinar as técnicas que serão usadas para coletar os dados, definir a amostra que deve ser representativa e suficiente para chegar às conclusões. Além disso, as autoras supracitadas salientam que esta etapa é muito importante, e não deve ser confundida com a pesquisa propriamente dita. Deste modo, neste tópico, é descrito o instrumento e os procedimentos da coleta de dados primários necessários ao desenvolvimento desta pesquisa. 3.4.1 Instrumento de coleta dos dados 49 O instrumento de coleta de dados primários necessários ao desenvolvimento da pesquisa foi à técnica projetiva Desenho Livre. De acordo com Malhotra (2001) apud Vieira e Tibola (2003) uma técnica projetiva é uma forma não estruturada e indireta de se realizar uma pergunta, que de certa maneira, incentiva os entrevistados a projetarem suas motivações, crenças, atitudes ou sensações subjacentes sobre os problemas em estudo. Essa técnica parte de um princípio bastante simples: por meio de um estímulo, o indivíduo projeta seus aspectos subjetivos, atitudes, comportamento, opiniões, entre outros, o que por alguma razão não faria espontaneamente. A técnica projetiva Desenho Livre, segundo Ganem (2007), foi introduzida no Brasil pelo psicólogo Walter Trinca, em 1972, por meio de sua tese de doutorado intitulada ‘O desenho livre como estímulo de apercepção temática’. A metodologia consiste em um instrumento de investigação clínica da personalidade. Não é um teste psicológico, mas um meio auxiliar de conduzir o exame psicológico, e constituise na reunião de processos expressivo-motores (desenho livre) e processos aperceptivos-dinâmicos (verbalizações temáticas), incluindo ainda associações dirigidas do tipo inquérito. Miranda et al. (2010) corrobora sobre o assunto referenciando que o desenho livre constitui-se de uma interação, de forma semipresencial, em que o sujeito de pesquisa desenha algo que remeta à escrita do que foi proposto a ele a partir dos seus sentimentos e sensações frente ao tema. A técnica parte da premissa de utilizar-se de uma folha em branco com algum tipo de instrumento para a confecção de um desenho. Quando o participante possui o livre arbítrio para fazer o desenho que quiser, recebe o nome de desenhosestórias, porém, quando parte de um questionamento sugerido pelo pesquisador, é denominado desenhos-estórias com tema. Após a criação, o participante deve explicar por meio de estórias ou discurso o significado daquela criação gráfica (GANEM, 2007). Portanto, este estudo, como foi realizado com um grupo social específico, e por aproximar-se de fatos ou situações vivenciadas por seus integrantes, utilizou o próprio grupo como técnica de pesquisa. Dessa feita, o desenho livre, a partir de um papel em branco, assumiu duas finalidades: a primeira, sobre a capacidade dos sujeitos em “brincar” com significados e imagens dentre outros aspectos motivacionais; a segunda conduz o participante a pensar relaciona-se a uma 50 metáfora para pensar na construção do projeto de pesquisa como um todo (MIRANDA et al. 2010). Nesse sentido, concebe-se a pesquisa como atividade artesanal, isto é, como um trabalho vivo, no qual está presente a marca do autor; assim, pensa-se cada um dos envolvidos como um artesão intelectual (MIRANDA et al. 2010). A aparente brincadeira, intitulada oficina artesanal, foi uma metáfora para pensar no projeto de pesquisa. É importante entender que a utilização de dispositivos, como a metáfora, pode colaborar na compreensão de fenômenos discursivos que interessam aos profissionais da enfermagem e à área da saúde, permitindo que novos modos de pesquisar se concretizem e que intervenções propícias possam ser implementadas no âmbito assistencial (GOMES, 2007). Miranda et al. (2010) sugere que a atividade de oferecer papéis em branco constitui uma senha para pensar no desafio de ter um espaço aberto para possibilidades múltiplas e inesgotáveis, para produzir algo desenhado. Assim, ao som de Aquarela de Antônio Pecci Filho (Toquinho) e Vinicius de Moraes convida-se o grupo a caminhar em direção a uma mesa posicionada no centro da sala de aula, onde se disponibiliza diferentes materiais e instrumentos para confeccionarem suas obras artesanais: purpurina, tintas, gizes de cera, lápis de cor, carimbos com figuras, revistas, gibis, pincéis, tesouras, canetinhas e cola. O uso da música na atividade do desenho livre não tem a função de diversão, mas serve para criar um cenário sonoro favorável à produção. Sabe-se que a música segundo Puggina (2006) é referenciada por muitos a respeito de seus benefícios. O autor cita que o próprio San Agustín conceitua-a como a arte de mover o bem, na qual seu objetivo é de nos encantar e despertar em nós múltiplos sentimentos. Tal fato também é referenciado por Bauer (2004) apud Miranda, et al. (2010) que assegura que a música pode evocar diferentes graus de sentidos, pois espelha ou antecipa os contextos sociais. No entender de Winnicott (1975 apud Sakamoto, 2011) o sentimento de confiança e o estado de relaxamento oferecem as condições necessárias à ocorrência do impulso criativo ou do gesto espontâneo. Assim, a atmosfera criativa cria um clima que permeia a experiência inovadora e decorre de um sentimento de confiança e um estado de relaxamento, capaz de permitir que o impulso da criação se manifeste. 51 Destarte, em um cenário musical favorável e entre pincéis, retalhos de papel, colas e lápis, os participantes veem-se envolvidos no universo da bricolagem como um campo de transição entre conteúdos internos e externos de cada um (MIRANDA et al. 2010). Nesse sentido, considera-se esse cenário como um espaço metafórico que contribui para fazer emergir o pensar e o fazer de cada um sobre a questão norteadora, que nesta pesquisa foi: “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB de 2011?”. 3.4.2 Descrição dos procedimentos para a coleta dos dados Os dados foram coletados em uma sala de aula, na EEWB, no dia da aula da disciplina Projeto de Pesquisa, no período vespertino, após as seguintes providências terem sido tomadas: Agendamento prévio do dia e horário com o docente responsável pela disciplina “Projeto de Pesquisa”, no 5º período; Preparação da sala de aula com disposição de todo material necessário conforme sugere Miranda et al. (2010); Recepção dos alunos; Informação sobre o estudo a ser realizado e seus objetivos; Retirada de dúvidas, com esclarecimentos necessários; Leitura do TCLE e devida explicação do seu conteúdo; Assinatura do TCLE. A oficina artesanal foi realizada duas vezes, visto que a turma estava dividida em dois grupos (A e B). O primeiro momento da oficina artesanal com a turma A teve início às 13h30min e término às 15h10min, e o segundo com a turma B, ocorreu das 15h30min às 17h10min. Nos dois momentos, o processo de instrução, tempo para confecção do desenho e demonstração do mesmo prosseguiu da mesma forma. Nos 15min iniciais foi realizada a apresentação do título da pesquisa aos acadêmicos, a identificação da pesquisadora, da orientadora, uma explicação sucinta do que se 52 tratava a pesquisa, seus objetivos, importância, a metodologia escolhida e como seria realizada a interpretação dos dados obtidos. Ligeiramente após os esclarecimentos iniciais, os participantes foram informados sobre o tempo de confecção do desenho e do discurso, ficando estabelecido 45min e 40min, respectivamente. Ao discursar sobre o significado do desenho que produziu, o participante teria que responder ao questionamento registrado no quadro de giz, da sala de aula, a seguir transcrito: “Qual é o significado, para você acadêmico de enfermagem do 5° período, aprender e fazer pesquisa por meio da elaboração de um projeto de pesquisa?”. Após isto, procedeu-se à leitura do TCLE, exposição dos direitos éticos dos participantes e por fim o convite de participação voluntária dos alunos. Os alunos, que participaram dessa oficina, foram convidados diante de todos os participantes expor de maneira clara o significado daquilo que ele confeccionou em forma de desenho. Para a criação deste desenho, os participantes tiveram acesso a vários materiais, como folhas brancas e coloridas, lápis de cor, giz de cera, canetinha, purpurina, cola, tesoura, revistas para recorte, papel crepom, cartolinas, carimbos e cola colorida. Todos estes materiais estavam posicionados em uma mesa localizada no centro da sala de aula. Ao som da música ‘Aquarela’ de Toquinho, os participantes aproximaram-se da mesa, pegaram seus materiais preferidos e começaram a criar. Os desenhos foram produzidos dentro do tempo pré-estabelecido e, posteriormente, apresentados à turma. Por sugestão da pesquisadora, os acadêmicos dirigiram-se à frente dos colegas, estando presentes todos os componentes ou autores do mesmo projeto, simplesmente para melhor organização dos discursos, visto que, os alunos estariam falando da mesma pesquisa. Toda a oficina foi filmada com áudio e imagem, com o objetivo de resgatar na íntegra toda a riqueza da dinâmica adotada como “Oficina artesanal”. 3.5 ESTRATÉGIAS DE ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DOS DADOS Utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin (2011) para apresentar os resultados desta pesquisa. Esta estratégia de análise visava tornar evidentes e significativamente plausíveis à corroboração lógica dos elementos ocultos da 53 linguagem humana, além de organizar e descobrir o significado original dos seus elementos manifestos. Este método de análise trabalha, indispensavelmente, com os procedimentos de classificação, codificação e categorização dos conceitos, cuja intenção é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção ou de recepção na comunicação. A autora supracitada completa referindo que as diferentes fases da análise de conteúdo organizam-se em torno de três polos cronológicos: a pré-análise, a exploração do material ou descrição analítica e o tratamento dos resultados, ou interpretação inferencial. A pré-análise tem por objetivo tornar operacionais e sistematizar as ideias iniciais, mas isso só é possível quando o autor torna-se íntimo ao material coletado durante a coleta de dados. Portanto, para que esta intimidade ocorra, faz-se necessário que após a coleta de dados, o pesquisador digite os discursos adquiridos, além de realizar constantes leituras deste material, situação esta conceituada pela autora como leitura flutuante (BARDIN, 2011) Além disto, Bardin (2011) infere que nesta fase inclui-se a escolha dos documentos a ser submetidos à análise, a formulação de hipóteses e objetivos, a referenciação dos índices, elaboração de indicadores, além da preparação do material. A exploração do material é a análise propriamente dita, é uma fase longa e consiste em operações de codificação dos resultados, na qual são feitos recortes em unidades de contexto e registro, seguido de categorização, que nada mais é do que operações de desmembramento do texto original em unidades, ou seja, descobrir os diferentes núcleos de sentido que constitui a comunicação, e posteriormente realizar seu reagrupamento em classes ou categorias, sendo que a análise documental deve estar presente para facilitar o manuseio das informações (BARDIN, 2011). A autora ainda salienta que a codificação é uma técnica de extrema importância, porque é a transformação dos dados brutos do texto, na qual a mesma é promovida por recorte, agregação e numeração, permitindo atingir uma representação do conteúdo ou da sua expressão, esclarecendo informações do caráter e conteúdo da fala dos colaboradores. Além disso, Bardin (2011) sugere que os dados após serem categorizados, devem em seguida ser reagrupados segundo o gênero (analogia), com critérios previamente definidos. As categorias são classes, as quais reúnem um grupo de 54 elementos, sob um título genérico, agrupados em razão das características comuns desses elementos. A categorização pode ser semântica, definidos por temas, sintática, avaliados a partir dos elementos sintáticos como os verbos e os adjetivos, a lexical que é o agrupamento de palavras segundo o seu sentido, ou sinônimo, e por último a expressiva relacionado às diferentes perturbações da linguagem. Por fim, o tratamento dos resultados obtidos ou interpretação propõe interferências, e adianta interpretações a propósito dos objetivos previstos, promovendo inclusive novas dimensões teóricas, ou seja, são análises reflexivas em observações individuais e gerais do material coletado. Após a realização da oficina artesanal, os dados obtidos foram transcritos na integra, sendo registrado o material que o artesão escolheu para a produção do seu artesanato, o seu desenho e o seu discurso (APÊNDICE B). O passo seguinte foi verificar o número total da amostra, sendo que houve 49 assinaturas do TCLE, 26 da turma A e 23 da turma B, porém, verificou-se que destes 49 participantes, 7 teriam que ser excluídos por não se enquadrarem nos critérios de elegibilidade, no tópico “Aceitar participar da dinâmica completa para a coleta de dados, isto inclui realizar o desenho livre e em seguida discursar sobre o mesmo”. Em síntese, esses participantes confeccionaram o desenho, porém não discursaram sobre o que produziram, desta forma foi necessária à exclusão destes alunos. Por fim, a amostra ficou constituída de 42 participantes, sendo 26 artesãos da turma A, e 16 da turma B, totalizando 23 projetos de pesquisa, 7 grupos em trio, 5 em dupla e 11 individualmente. É importante referir que o número total de desenhos confeccionados correspondeu a 37, porque alguns dos artesãos decidiram realizar um único desenho como parte do mesmo projeto de pesquisa, para posteriormente explicá-lo. As figuras ou desenhos confeccionados na oficina artesanal estão registrados em ANEXO A. Desta forma, os resultados foram organizados em quadros e posteriormente resumidos em uma figura. 3.6 ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA 55 O presente estudo seguiu os preceitos estabelecidos pela Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, de 16/10/1996. Desta resolução destaca-se: Autonomia do participante. Autorização da instituição para o desenvolvimento do estudo. O anonimato de cada participante. Os participantes foram codificados com a letra A de ‘Artesão’ acrescida de um número, que demonstrava a sequência da apresentação dos desenhos, como por exemplo: A1, A2, A3... O direito de retirar-se da pesquisa a qualquer momento sem sofrer nenhuma pena ou obrigação. A informação pública dos resultados. Respeito dos valores culturais, sociais, morais, éticos, hábitos e costumes do entrevistado. As informações obtidas não foram e não serão utilizadas em prejuízo de qualquer natureza para os alunos participantes da pesquisa. Esta pesquisa teve início após receber a autorização do Comitê de Ética em Pesquisa, da EEWB, Itajubá, MG, ano de 2011, conforme parecer consubstanciado n°610/2011 (ANEXO B). 56 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os dados resultantes da oficina artesanal, depois de transcritos foram analisados segundo a metodologia Análise de Conteúdo de Bardin (2011), conforme já especificado anteriormente em Trajetória Metodológica. Pautada na pergunta de investigação “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB de 2011?” realizou-se a préanálise, em que foi organizado o material, em seguida procedeu-se à exploração, codificação e classificação das ideias principais dos discursos dos participantes (APÊNDICE C) e, finalmente, foi efetivado o tratamento, interferência e interpretação dos dados. Assim as ideias principais foram agrupadas em categorias de acordo com suas similaridades (APÊNDICE D). Neste contexto foram evidenciadas 13 categorias de agrupamentos analógicos (Figura 1) que exprimem o significado de aprender e fazer pesquisa para acadêmicos de enfermagem do 5° período da EEWB, de 2011. No APÊNDICE E contém essas categorias resultantes de análise por ordem numérica decrescente de frequência. 57 Figura 1 - Categorias resultantes da análise dos discursos dos acadêmicos do 5º período da EEWB sobre o significado de aprender e realizar uma pesquisa por meio da realização do projeto de pesquisa SIGINIFICADO DE APRENDER E FAZER PESQUISA CIENTÍFICA: artesanato intelectual Fonte: Da autora A seguir está apresentada a discussão de cada categoria resultante desta análise, seguindo em ordem decrescente em relação à frequência. Vale ressaltar, que será apresentado neste modulo, apenas 6 (seis) discursos dos participantes nas categorias que obteve frequência maior que 6 (seis) citações. 58 1° CATEGORIA: É uma obrigação para vencer Esta categoria foi a mais referenciada pelos participantes, tendo uma frequência de 21 citações. Em geral a mesma vem demonstrar que os alunos possuem consciência de que seus projetos de pesquisa têm íntima relação com o término da graduação e consequentemente com a formação profissional. Para tal os artesãos dizem que o projeto de pesquisa é uma obrigação a fazer, que os levará a uma vitória, qual seja, a conclusão do projeto os conduzirá certificação da formação e consequentemente ao primeiro emprego. Por isso referenciam que fazer o projeto de pesquisa é pensar no futuro. Para representar suas ideias, os artesãos desenharam troféu, medalha, bandeira, quepe de formatura, e as palavras aprovação, formatura e primeiro emprego. As afirmativas abaixo vêm demonstram isto: “Esse aqui (apontando para o desenho de uma medalha) tá..., tipo... simbolizando o diploma, o certificado” A3 “Esse daqui é quando a gente conseguir aprovar, chegar no final de toda pesquisa e a gente conseguir formar” A8 “O fator que mais agravava seria que você que tinha que fazer, não tem outra pessoa pra fazer, a gente tinha que chegar e concluir isso [...] mas no final você vê que é uma vitória” A9 “Representa que é o nosso futuro mais pra frente” A16 “E, também, o TCC vai nos levar ao primeiro emprego” A20 “Levar a gente pro futuro, pra nossa carreira” A38 Em determinadas instituições educacionais de ensino superior, a pesquisa científica ou o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é componente curricular obrigatório para os cursos de graduação e pós-graduação, cujo trabalho deverá constituir-se de um estudo sobre um tema que possua relevância científica (ALMEIDA SÁ; MAEDA; FARIA, 2009). Sabe-se que a realização de uma pesquisa na EEWB é critério fundamental para a conclusão do curso. Este fato, segundo c decorre da Resolução CNE/CES Nº 59 3, de 7 de novembro de 2001, que vem falar sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem, na qual o Art. 5. dispõe: A formação do enfermeiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades específicas: XXVI – desenvolver, participar e aplicar pesquisas e/ou outras formas de produção de conhecimento que objetivem a qualificação da prática profissional. Além desse, o Art. 12 deixa claro que “para conclusão do Curso de Graduação em Enfermagem, o aluno deverá elaborar um trabalho sob orientação de docente” (BRASIL, 2001, p.5). Assim, muitos alunos veem a pesquisa apenas como requisito de formação curricular, não denotam a ela os benefícios pessoais e sociais que a mesma traz, ou seja, diante dessa perspectiva, pode-se sugerir que para dados alunos a realização de um projeto de pesquisa só é justificado como uma obrigação acadêmica, não emergindo sentimento de necessidade intelectual e profissional em benefício próprio. Amaral (2010) vem afirmar que a pesquisa visa à formação intelectual do aluno, portanto deve ser tomada como uma forma de contribuição e não como um “monstro” atribuído apenas a obrigatoriedade, capaz de provocar tanto medo e afastar os alunos dessa experiência gratificante. Neste contexto, Telles Filho (2009, p.112) afirma que “é de fundamental importância à conscientização dos acadêmicos acerca do caminho a ser percorrido em relação às perspectivas da pesquisa em enfermagem”, ou seja, a promoção de pesquisas científicas no campo da enfermagem só beneficia a classe em geral. Santos et al. (2001) e Peres (2002) completam afirmando que o ato de pesquisar favorece a valorização da profissão de enfermagem enquanto ciência, assim como a atualização dos conteúdos e técnicas, possibilitando o crescimento acadêmico e de um futuro profissional, além de oferecer alternativas para a resolução de problemas existentes na enfermagem ou na saúde como um todo, porque a finalidade da pesquisa em Enfermagem está em gerar e validar conhecimento necessário à prática profissional, construindo um corpo de saber que tem não apenas a sustentação teórica, mas também o aval e a garantia da validação prática. 60 Portanto, a prática da pesquisa deve ser vista primeiramente como processo de construção do conhecimento e não apenas a valorização do produto final que é o trabalho pronto (ALMEIDA SÁ; MAEDA; FARIA, 2009). Cabe ressaltar que, como a pesquisa é uma obrigatoriedade imposta pela instituição, logo e lícito afirmar que para sua confecção o pesquisador necessitará realizar busca bibliográfica para fundamentação de todo o estudo, além de tornar científico seu trabalho. Isto é referenciado nas falas: “E com isso tem a procura, também tem a internet, que é o que a gente utiliza muito pra procurar artigos” A13 “Projeto de Pesquisa científica é ir além [...] e isso envolve vários livros” A19 “Tem aqui um livrinho porque sempre tem que estar buscando novos conhecimentos” A19 “É levar pilhas e pilhas de livros pra casa pra pesquisar em várias literaturas” A27 “A gente tava fazendo bastante leitura indo até as referências novas, referências atualizadas” A28 “A gente busca artigos, busca referências pra estar fazendo o melhor trabalho” A40 Para que esse processo de construção do conhecimento seja satisfatório, fazse necessário o conhecimento das diversas formas e meios de pesquisar, desta maneira, quando citam e desenham computador, biblioteca, microscópio, revistas e livros eles demonstram que conhecem e utilizam recursos como à internet para a aquisição de artigos científicos, os periódicos e principalmente livros de caráter cientifico para a produção de seu artesanato intelectual. Eles revelam em seus desenhos e falas que preferem a utilização de livros como principal fonte de revisão bibliográfica. Ribeiro (2007, p.3) corrobora dizendo que “as principais fontes a serem consultadas para a elaboração do referencial teórico são: artigos em periódicos, livros, working papers, teses, dissertações e artigos em congressos”. 61 Bandeira (2011) contradiz a informação fornecida pelos acadêmicos quanto ao fato da utilização de livros como primeira fonte de pesquisa. Comenta que uma das fontes para se fazer uma revisão de literatura eficiente inclui, principalmente, a utilização de artigos em revistas científicas, além de teses de mestrado ou doutorado sobre o problema que se quer investigar. Os artigos de pesquisa são privilegiados devido ao fato de conterem informações mais recentes sobre o que os pesquisadores descobriram referente ao fenômeno em questão, outra justificativa é devido à maior rapidez da publicação de revistas do que de livros. Além disso, os artigos de pesquisa são informações de primeira mão, contendo todos os detalhes da pesquisa, pelo próprio autor, enquanto que a leitura de livros fornece um resumo pouco detalhado das principais pesquisas feitas na área, descritas por uma segunda pessoa. Como síntese, a esta categoria se enquadra a obrigatoriedade acadêmica para a formação profissional, na qual para se chegar a este status é necessário e também obrigatório pesquisar em fontes bibliográficas, como livros e artigos científicos. 2° CATEGORIA: É não saber o que fazer Nesta categoria representando uma frequência de 17 citações, os artesãos discursam sobre a presença de dúvidas no processo de pesquisar. Para expressar suas opiniões eles utilizaram preferencialmente da produção gráfica: ponto de interrogação e as palavras dúvidas e inseguranças. Tal fato é confirmado nos depoimentos: “É uma escuridão, no começo eu não tinha noção de nada, né. No primeiro ano, só sabia que tinha o TCC, mas não tinha noção de nada” A2 “Eu coloquei um ponto de interrogação, porque no começo foi muito difícil pra gente escolher o nosso tema, cada semana a gente estava com um tema” A4 “Às vezes a gente ficava até mesmo desnorteada, pra saber por onde começar, o que começar, o que falar, o que não falar” A9 62 “Eu coloquei essa interrogação porque eu tinha uma dúvida no começo, não sabia que tema, não sabia como fazer as partes, tudo que tem que fazer” A14 “A gente não sabe pra onde que a gente vai, são muitas dúvidas, são muitas indagações” A27 “É muita interrogação, assim dúvida, inquietação, será que estou fazendo certo? Será que esta faltando alguma coisa?” A27 “Eu acho que o pior de tudo no projeto de pesquisa é concluir o tema e surgem dúvidas sobre as relevâncias sociais, científicas e profissionais” A31 Diante dos depoimentos acima, fica claro que um dos fatores que promove dúvidas nos acadêmicos é a escolha do tema de pesquisa. Almeida Sá; Maeda e Faria (2009) sugerem que para elaborar uma pesquisa é preciso escolher um tema interessante, retirado da realidade natural ou social em que o aluno está inserido. Pescuma e Castilho (2008) explanam que para escolher um tema significante e eleger uma tese a ser defendida é necessário ter conhecimento a respeito do assunto a ser investigado. Por isso, o pesquisador deve fazer diversas leituras, participar de cursos, seminários e atividades relacionadas ao tema. Além disso, antes de determina-lo o acadêmico deve fazer uma verificação do que já existe sobre o assunto na literatura e de sua possibilidade de acesso. Por fim, os autores supracitados deixam claro que o desejo intenso de buscar a verdade nasce da admiração e do fascínio por algo. Desta forma, o pesquisador deve interessar-se profundamente pelo tema para não ser desestimulado com as dificuldades que surgirão no decorrer dos trabalhos e abandonar a pesquisa antes da conclusão. A desistência se traduz em fracasso do pesquisador e em depreciação da Instituição gerenciadora do projeto. Por conta disso, percebe-se que essa sensação de dúvidas em escolher o tema de pesquisa ocorre por um processo normal. Portanto, se o aluno estiver agindo da maneira que sugere os autores supramencionados, ou seja, observando as exigências citadas no parágrafo anterior, o método de verificação da relevância do mesmo levará a esse sentimento de inquietação ou dúvida somente até o aluno eleger o tema. 63 Nos estágios iniciais da pesquisa, principalmente na introdução do estudo, são comuns os estudantes não compreenderem claramente a tarefa de estabelecer um foco, a partir das informações encontradas, para prosseguir na pesquisa. Eles precisam, portanto, de orientação para avançar para as fases posteriores da construção de uma pesquisa científica (FIALHO, 2010). Outro detalhe, é que essas dúvidas, muitas vezes, afloram de incertezas do futuro, como o fato da aprovação ou não de seu projeto pelo comitê de ética em pesquisa, se vai conseguir um número satisfatório de participantes de pesquisa, se vai dar tempo de concluí-la no período estipulado. Essas dúvidas surgem mediante a não compreensão ou conhecimento de fazer pesquisa, tanto pelo fator de nunca terem realizado uma pesquisa científica deste cunho, quanto pela falta de desejo, ou vontade de pesquisar. A insipiência conduz os alunos a indagarem constantemente sobre elementos básicos de pesquisa, por exemplo, há dúvidas de como inserir uma citação, desenvolver textos, realizar leituras objetivas, produzir os elementos prétextuais, textuais e pós-textuais de um projeto de pesquisa, onde e como encontrar referências, principalmente, novas e atualizadas. Enfim, o aluno acaba tendo defasagem no seu conhecimento que vão emergir consequentemente quando ele necessitará colocar em prática conhecimentos já oriundos de outras disciplinas durante a confecção do seu projeto de pesquisa. Tal fato é confirmado por Najjar e Alves (2009) ao dizerem que a aprendizagem processa-se por etapas e, para que seja significativa, tem de estar vinculada a conhecimentos prévios que servirão de base para conhecimentos mais complexos, aos quais se ligarão na estrutura cognitiva da pessoa. Maia (2008) relata que, caso esse conhecimento não esteja presente, a consequência de sua ausência será o surgimento no acadêmico de um sentimento de resistência em relação à maioria das atividades propostas na educação superior que exija dele um nível maior de comprometimento, disciplina, esforço e organização. Para esses alunos, as dúvidas realmente serão frequentes, porém faz-se necessário saná-las, visto que, caso contrário haverá interferência direta no produto de seu trabalho, ou seja, no projeto de pesquisa, podendo levar inclusive ao aparecimento da sensação de ansiedade, que pode ou não, resultar até mesmo em desistência do acadêmico ao curso. Maia (2008), acerca disto, afirma que os alunos que ingressam nas universidades ao longo do curso são estimulados a desenvolver trabalhos científicos como parte dos requisitos de avaliação. Assim, segundo a 64 autora, eles demonstram evidentes dificuldades para enfrentar essas exigências, isso, muitas vezes, em virtude de uma formação básica deficiente. A autora supracitada completa que essa dificuldade é visível inclusive em alunos do último ano, nos cursos de graduação, pois desconhecem as mais elementares normas de elaboração de textos científicos, tais como: desenvolvimento e estrutura do trabalho, padrões de redação, procedimentos para se fazer pesquisas bibliográficas, seleção e organização da leitura das obras, construção de citações diretas e indiretas, bem como sobre o propósito de incluí-las no corpo do próprio texto. Assim essas dificuldades “podem ser a causa de uma grande ansiedade nos alunos de graduação [...] podendo, no limite, levar o aluno ao desânimo e, até mesmo, a desistência do curso” (MAIA, 2008, p.2). Desta forma Najjar e Alves (2009) atribuem ao professor um papel fundamental na organização dos conhecimentos a serem aprendidos, assim como na utilização de recursos que favoreçam a assimilação dos conteúdos e a reorganização desses conteúdos na estrutura cognitiva do aluno. Portanto, é relevante investigar se esses alunos, por apresentarem dúvidas, não necessitam de uma atenção norteada para a melhor compreensão dos assuntos tratados em sala de aula. Porém, vale ressaltar que as mesmas autoras deixam claro que as competências para a pesquisa na academia estão relacionadas com a capacidade de aprender a pensar, a questionar, e de estudar as os temas vinculado à ciência com disciplina e organização sendo que essas competências envolvem o domínio do tema, dos métodos e técnicas de pesquisa. Desta forma, não basta apenas à instrução acadêmica oferecida pelo professor, mas, sobretudo, exige-se esforço e dedicação do próprio aluno, visto que, como foi referido pelas autoras acima, faz-se necessário que o aluno estude as temáticas vinculadas às ciências, neste caso, os assuntos ministrados nas disciplinas de Metodologia da pesquisa I, II e Projeto de Pesquisa. 3° CATEGORIA: Caminho com obstáculos e desafios a enfrentar A esta categoria ressalta-se a ideia de que o projeto de pesquisa ou mesmo a pesquisa científica é tida como um caminho composto de muitos desafios e 65 dificuldades a se enfrentar. Para expressar essas ideias os artesãos voluntários desenharam a representação gráfica caminho, na qual os desafios e obstáculos foram representados pelas figuras de leão, onça pintada, bomba, dinossauro e pedras, além das palavras cobrança, desafios e guerra. O caminho com obstáculos e desafios é referido por 17 artesãos: “Nós três estamos percorrendo um caminho muito longo, cheio de altos e baixos com um monte de pedras no caminho pra enfrentar, e um leão que é a banca” A1 “Só que nós ainda temos mais uma caminhada, que eu fiz essa ‘ruinha’ aqui, e cheia de interrogação porque a gente não sabe como é que vai ser ainda” A2 “Aí têm o caminho, que é um caminho meio difícil a ser percorrido” A23 “É uma caminhada árdua né,” A32 “A gente tem é uma dificuldade, porque as referências que a gente acha é tudo referência antiga [...] a confecção do projeto é uma cobrança muito grande não só do nosso orientador mais de nós mesmas” A5 Com relação ao caminho, os artesãos comparam a pesquisa científica como uma caminhada. Nesta perspectiva, pode-se dizer que a pesquisa semelhantemente a um caminho possui, portanto, começo, meio e fim, ou seja, possui fases, ou mais ainda, é vista como um processo. Fialho (2010, p.171) ressalta isto ao dizer que “a atividade de pesquisa segue uma linha temporal composta por etapas”. Estas etapas conferem o próprio projeto de pesquisa e, posteriormente, a pesquisa em si. A primeira etapa denomina-se projeto de pesquisa e é composta de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, assim, se identificam o projeto como uma fase da pesquisa, conhecem, portanto os componentes que fazem parte do mesmo, como a introdução, o marco conceitual ou marco teórico, trajetória metodológica, cronograma de atividades, orçamento, referências, anexos e apêndices (se houver), além de capa, folha de rosto, e sumário. Severino (2007, p.9) articula sobre a pesquisa expondo que: 66 O fundamental no conhecimento não é a sua condição de produto, mas o seu processo. Com efeito, o saber é resultante de uma construção histórica, realizada por um sujeito coletivo. Daí a importância da pesquisa, entendida como processo de construção dos objetos do conhecimento. Tozoni-Reis (2010) também vem referenciar sobre isto afirmando que a pesquisa é um processo de produção de conhecimentos para a compreensão de uma dada realidade, isto é, de conhecimentos que nos auxiliem na interpretação da realidade vivida. Outro fato a se discutir, é que para os acadêmicos construir o projeto de pesquisa envolve muitos desafios, na qual estes são caracterizados como a cobrança de seus orientadores e a que eles mesmos se impõem, as dúvidas que emergem durante a construção do artesanato intelectual, a procura bibliográfica que, muitas vezes torna-se cansativa e exaustiva, e, a própria tensão e insegurança da aprovação ou não do CEP e mesmo da banca examinadora quando a pesquisa já estiver pronta. Tudo isso é encarado pelos acadêmicos como fatores que dificultam a construção da pesquisa, porém todos eles devem ser enfrentados e superados para chegar ao status de pesquisa aprovada. Elaborar, organizar e formatar uma pesquisa rigidamente dentro dos padrões é tarefa difícil e exige do autor uma grande familiaridade com as regras. Essas regras são postas como fatores desafiantes, ou mesmo obstáculos a ser vencidos (TOZONI-REIS, 2010). Consequentemente, a relação de caminho com obstáculos e desafios está justamente nisto, que o aprender e fazer pesquisa para estes alunos correlaciona a um processo com início, meio e fim. Logo, durante a execução do percurso encontrarão muitas situações a ser enfrentadas e vencidas. 4° CATEGORIA: Traz conhecimento e crescimento Na quarta categoria, com citação de 16 participantes, as produções gráficas janela, lâmpada, ciclo evolutivo, e a palavra conhecimento, vêm demonstrar que os acadêmicos de enfermagem consideram a pesquisa científica como fonte de benefícios. As afirmativas que se seguem demonstram isto: 67 “No final a gente vê que é gratificante [...] a gente vê que tudo deu certo, a gente saiu com bastante conhecimento, passando o conhecimento nosso pra outras pessoas” A3 “O TCC também abriu a mente, abriu a janela da mente nossa, pra poder pensar em mais coisas, pra poder crescer” A5 “Eu vejo assim, o projeto de pesquisa como fases que a gente vai passar pra crescimento e desenvolvimento da gente” A10 “Dá uma nova visão pro futuro, e o que a gente ganha de conhecimento sobre aquele tema é muito gratificante” A13 “[...] e ele vai aprimorar os nossos conhecimentos, trazendo novas referências pra aquilo que a gente está pesquisando” A28 Para estes alunos os benefícios que a pesquisa proporciona são novos conhecimentos e aperfeiçoamento dos já obtidos, além de proporcionar um senso crítico mais apurado, visto que, pesquisar promove no pesquisador uma nova maneira de olhar o mundo. Pescuma e Castilho (2008) afirmam que a pesquisa científica promove transformação tanto pessoal como social. Promove o questionamento criativo, a capacidade de inventar soluções próprias para desafios, à capacidade de descobrir ou criar relações alternativas entre os dados descobertos e a motivação emancipatória que leva um sujeito a recusar a ser tratado como objeto. Franco (2005) também cita os benefícios da pesquisa relatando que a considera essencial como ferramenta educacional, com a finalidade de autoformação e formação coletiva, amadurecendo e potencializando as apreensões individuais e coletivas, até mesmo no aspecto afetivo e emocional, proporcionando melhor entendimento, e produzindo diversos saberes. Para Maia (2008, p.3) a produção científica: Caracteriza-se como instrumento de apoio teórico e metodológico, e constitui um canal adequado de auxílio para a formação de uma nova mentalidade no aluno, que de simples repetidores, passam a criadores de novas atitudes e comportamento, através da construção do próprio conhecimento. 68 A aquisição, por parte dos acadêmicos, de uma postura investigativa, com referência de competência à pesquisa científica, não se dá naturalmente, de forma espontânea como por osmose, nem artificialmente como por um receituário técnico a ser seguido, tampouco é mecanicamente incorporado. Na verdade, a aprendizagem acadêmica tem muito mais a ver com a incorporação de um processo epistêmico, ou seja, de conhecimento (SEVERINO, 2007). Com isso, a postura destes artesãos em reconhecer a pesquisa como fonte de conhecimento ou de aperfeiçoamento aos conhecimentos já obtidos vai ao encontro da finalidade de produzir pesquisa científica, pois a criação de um artesanato intelectual não leva apenas a promoção de um trabalho bem elaborado, mais sim promove aprimoramento de conhecimento com uma nova visão de mundo, articulado com potencialidades emergentes de disciplina, organização e sistematização que vão seguir com o acadêmico por toda sua vida. Almeida Sá; Maeda e Faria (2009) destacam a importância da pesquisa ressaltando seu objetivo de contribuir para o estudante deixar de ser um observador passivo, que observa simplesmente os conteúdos, como um ser essencialmente receptivo, incapaz de criar, a fim de tornar-se o sujeito do seu caminho de conhecimento, com autonomia e segurança, capaz de dizer que rumo tomar no processo de aprendizagem. Também promove uma possibilidade de o aluno aprender a organizar o conhecimento, juntando, sistematizando, questionando e reconstruindo o saber fragmentado que lhe é, muitas vezes, ensinado. 5° CATEGORIA: Corrida contra o tempo Nesta categoria os alunos falam do tempo necessário para a produção de seus projetos, explícito nas produções gráficas relógio, ampulheta e corrida, como estão evidenciados nos relatos de 13 participantes: “É uma coisa que a gente perde, [...] perde não, passa muito tempo fazendo” A5 “Não tem muito tempo né, a gente tem que fazer muitas coisas, e não tem tempo de fazer as coisas que a gente gosta” A6 69 “Será que vai dar tempo de terminar de concluir essa pesquisa?” A7 “Era muito difícil, porque tinha o fator tempo interferindo nisso” A9 “Tem também o fator tempo, porque a gente não costuma ter muito tempo pra pesquisa” A13 “Essa corrida aqui simboliza que é uma corrida contra o tempo, você tem que achar tempo onde não tem” A21 É importante ressaltar que as obrigações acadêmicas acabam ocupando grande parte do tempo do aluno, assim ele não dispõe do tempo que gostaria para a promoção do seu trabalho, atribuindo a esse fator preocupação excessiva e danosa capaz de interferir na produção do conhecimento científico. Com relação a isso Lima e Appolinário (2011) e Andrade (2003) inferem que o cansaço ocasionado pela carga horária destinada ao ensino clínico e aos estudos em sala de aula, é fator desestimulante para o aluno. E como a realização de uma pesquisa científica requer dedicação, responsabilidade e comprometimento do pesquisador, tudo isso acarretará em número de horas para fazer leituras, digitar textos, entrevistar pessoas, além de fazer buscas bibliográficas pela internet e na literatura. Em suma, o resultado de tanta atividade a ser realizada, acompanhada na maioria das vezes de despreparo para pesquisar, como já foi discutido anteriormente, leva o aluno a se preocupar e até mesmo a apresentar um sentimento de repulsa a sua produção intelectual. Tozoni-Reis (2010) fala que o trabalho científico exige, em um primeiro momento, tomada de decisão e organização, e isto determinará todo o caminho a ser percorrido. Então, para solucionar tal situação, é importante que o acadêmico saiba organizar seu tempo disponível para que a atividade de pesquisa não o sobrecarregue e, consequentemente, possa identificar a sua produção intelectual como algo gratificante. 6° CATEGORIA: Diversos sentimentos Na sexta categoria, representando uma frequência de 12 citações, é possível identificar os sentimentos que insurgem nos acadêmicos durante a confecção de um 70 projeto de pesquisa. As representações gráficas que demonstram isto são: desenhos de faces com expressões de alegria, susto, tristeza, espanto e tensão, além das palavras medo, ansiedade e alegria: “Eu coloquei assim que no começo quando a gente foi iniciar a pesquisa a gente ficou assustada [...] a gente ficou com medo, aí saiu o resultado e a gente ficou muito feliz porque deu certo e o nosso trabalho foi aprovado” A7 “Aí tem momentos felizes e uns momentos mais ou menos né, tem hora que dá vontade de jogar tudo pra cima, arrancar os cabelos, pra ver se dá certo” A8 “Mexe com muitas emoções, uma hora você esta eufórica porque esta dando tudo certo, outra hora você fica meio depressivo porque está dando tudo errado” A11 “[...] quando a gente chegar lá no final, a gente vai sentir-se muito realizado e satisfeito porque se Deus quiser já vai ter terminado” A14 “o que primeiro fica em nós é aquele susto que dá [...] no final desenhei um rostinho feliz, porque no final dá tudo certo” A21 “A gente colocou assim que durante a construção do projeto, a gente fica nervoso, preocupado com o tempo, parece até que a cabeça da gente vai explodir e gera muita ansiedade” A39 Como sugere Fialho (2010, p.167) "o processo de construção do conhecimento cientifico é dinâmico e orientado por sentimentos, que interagem com pensamentos e ações”. Desta forma, de acordo com o autor, a presença de diversos sentimentos durante a elaboração do artesanato intelectual pelo aluno, constitui-se de fator que determina as ações que o aluno irá realizar, sejam satisfatórias ou não, para a pesquisa. Nesta categoria, os sentimentos mais explanados com conotação positiva foram: alegria, felicidade, gratificação, realização, conquista, euforia, curiosidade, e negativa correspondem à tensão, preocupação, susto, medo, ansiedade, depressão, insegurança e nervosismo. 71 As expressões positivas, em suma, foram mais citadas quando relacionadas em decorrência da formação profissional, através da aprovação da pesquisa já concluída, o que provoca sentimento de alegria, satisfação, realização, conquista e felicidade nos acadêmicos, outra alusão a esses mesmos sentimentos corresponde à satisfação do ganho de conhecimento que a pesquisa científica promove. No estágio de apresentação da pesquisa “o sentimento de alívio é comum, e ainda há um sentimento de satisfação se a atividade de pesquisa foi bem sucedida” (FIALHO, 2010, p.169). A monografia, comenta Oliveira (2001), angustia grande número de alunos, porém, quando chegam ao final da graduação, a pesquisa torna-se um desafio agradável para eles. Percebe-se que apesar da tarefa científica ser laboriosa, a sua conclusão promove excitação e felicidade no acadêmico, bem como euforia, curiosidade e felicidade. As expressões negativas, em geral, correspondem às próprias experiências que os alunos enfrentam durante o processo de criação, como as dificuldades, a preocupação com a conclusão do projeto, a possível ou não aprovação do CEP, além da tensão, ou pressão que a própria pesquisa promove. Sakamoto (2011, p.1) comenta sobre isto dizendo: A produção científica é um grande empreendimento pessoal e sociocultural. Só existe, caso um ser humano a ele se dedique de maneira que o fazer científico se mostre como um ofício de doação, devendo ser construído passo a passo, promovendo, portanto, muitas exigências e pressões. Além disso, Maia (2008, p.3) complementa declarando que “o aprofundamento em um conjunto de processos de estudos, de pesquisa e de reflexão, passam a exigir do estudante uma nova postura de atividade didática mais crítica e rigorosa”, ora, muitas vezes, essa nova postura é desconhecida por ele, causando-lhe sentimentos de susto, espanto, medo e ansiedade. Apesar de todos estes sentimentos mencionados, o A14 menciona o surgimento de certa curiosidade no processo de construção de seu artesanato intelectual. Almeida Sá; Maeda e Faria (2009) falam que a pesquisa científica é um tipo especial de trabalho escrito sobre um tema e, uma vez elaborado, tem o sentido de 72 estimular a curiosidade e o prazer pela busca do conhecimento. Dessa maneira, é comum o surgimento desta curiosidade no acadêmico. 7° CATEGORIA: Ir além dos limites O processo de criação de um artesanato intelectual envolve muitos aspectos, como material disponível, recursos bibliográficos e, acima de tudo, uma postura do pesquisador voltado para a cientificidade, ou mesmo, do interesse do aluno em produzir ciência. É justamente sobre este assunto que a sétima categoria trata, com uma frequência de 9 citações. As falas a seguir confirmam tal categoria: “A gente tem que sempre buscar sempre mais, e, assim, ir além dos nossos limites” A12 “[...] Coloquei que... projeto de pesquisa científica é ir além para obter conhecimento e isso envolve dedicação” A19 “Então além do tempo a gente precisa ter energia pra estar realizando a pesquisa” A34 “Fazer o projeto de pesquisa, tem que ter dom, vontade, ser criativo e tem que ter coragem” A38 Quando citam o elemento 100% e as palavras dedicação, energia, vontade e criatividade em seus desenhos os alunos fazem menção das qualidades que o pesquisador deve possuir para que seu processo de formação intelectual seja concluído, visto que, é o aluno que determina o sucesso de sua pesquisa. Munari et al. (2008, p.114) confirmam este fato dizendo que “o sucesso em qualquer trabalho de investigação científica está diretamente relacionada à criatividade do pesquisador”. Os autores completam que a teoria, o método e a criatividade, uma vez combinados, produzem conhecimentos e dão continuidade à tarefa dinâmica de sondar a realidade e desvendar seus segredos. Gil (2002) acrescenta que a curiosidade, a integridade intelectual, a atitude auto-corretiva, a sensibilidade social, a imaginação disciplinada, a perseverança e a paciência, são requisitos extremamente importantes para um pesquisador em processo de construção de um trabalho científico. 73 Sakamoto (2011, p.1) vai mais além e sugere que, “a criatividade está na base da produção do conhecimento e constitui a ação fundamental do fazer científico”. Vale ressaltar que além de todos estes requisitos, o aluno ao elaborar uma pesquisa científica deve ter em mente que necessitará de uma postura voltada para os saberes de metodologia da pesquisa, pois no âmbito da pesquisa, a responsabilidade do pesquisador é fundamental. Qualquer modalidade de pesquisa exige do pesquisador habilidade, disciplina e competência para leitura, análise e interpretação de textos, interpretação, produção de argumentações sobre o tema à luz das ideias dos autores pesquisados em toda revisão bibliográfica (TOZONI-REIS, 2010). Por fim a esta categoria fica evidente que os alunos possuem consciência de tal fato, da necessidade de dedicar-se a pesquisa, e isto representa um grande passo no processo de pesquisar. 8° CATEGORIA: Investimento financeiro Os participantes, nesta categoria com frequência de 4 citações, mostram nas suas produções gráficas cifrão, e a palavra dinheiro, o quanto é importante ter recursos financeiros disponíveis para investir no projeto de pesquisa. Os discursos, em seguida, expõem isto: “A gente fica louca, toda semana a gente tem que imprimir um trabalho novo, então, gasta dinheiro né, bastante” A6 “Aí depois entra a questão financeira, que até a gente conseguir montar o projeto inteirinho, nossa... a gente gastou muito dinheiro, foi muita impressão, muito xerox, muita coisa” A8 “Tem o dinheiro também que a gente investe sem saber se esse projeto vai ser aprovado ou não, se vai ter ou não o apoio financeiro” A13 Esses recursos financeiros aos quais os alunos fazem menção não se resumem apenas para a compra de materiais para a pesquisa, como produtos 74 escolares, livros, computador, impressões, e outros, mas também para o pagamento de ligações telefônicas, viagens até a casa dos sujeitos de pesquisa e disposição de materiais para a coleta de dados. O investimento em geral em uma pesquisa científica como um todo é muito grande, e mesmo para quem está vivenciando a condição de aluno, na coleta de dados, pois estão confeccionando seus projetos de pesquisa, percebem a importância dos investimentos financeiros e demonstram preocupação com o futuro, visto que compreendem que nesta fase da pesquisa deve ser empregado muitos recursos para se obter os materiais necessários a confecção de todo o projeto. Andrade (2003) coloca que além da qualificação específica do pesquisador, outros requisitos como os recursos humanos, financeiros e materiais determinam a realização de uma pesquisa científica, pois o pesquisador vai precisar de equipamentos como livros, instrumentos, e outros materiais que deverão ser adquiridos; vão depender de outras pessoas para a realização da pesquisa, como participantes para a coleta de dados, que se constitui em um fator determinante no processo de pesquisa. Sobre o financiamento da pesquisa, Peres (2002) refere que um grande contingente da Enfermagem desenvolve suas pesquisas com recursos pessoais, sem contar com apoio institucional, porém, vale ressaltar a esta categoria, que atualmente existem vários órgãos de fomento dispostos a investir em pesquisa científica, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). Abreu, Pereira e Borges (2011) referenciam que a FAPEMIG tem por missão induzir e fomentar a pesquisa e a inovação científica e tecnológica para o desenvolvimento do Estado de Minas Gerais. A realização desta missão se dá através do apoio à formação e à capacitação de recursos humanos para a pesquisa, além de apoio às atividades de pesquisa e desenvolvimento e de outras atividades científicas, tecnológicas e de inovação, desta forma a sua clientela é constituída por instituições sediadas em Minas Gerais, ou pesquisadores que com elas mantenham vínculo. A EEWB conta com este apoio ou fomento a pesquisa desde o ano de 2009, e até os dias atuais, a mesma tem fornecido bolsas de amparo científico aos alunos que devidamente produziram seu projeto de pesquisa, foram aprovados pelo CEP 75 da escola e, por fim, dispuseram-se a concorrer a uma bolsa no referido órgão de fomento. Sendo assim, como recurso para colaborar no processo de criação e confecção do seu projeto científico, o aluno deste Estabelecimento de Ensino possui subsídios para a sua pesquisa, bastando para isto ter interesse em construir um projeto que possa concorrer a uma bolsa de iniciação científica, resolvendo desta forma seu problema financeiro em relação à pesquisa e não sendo essa questão, portanto, impedimento no processo de criação de seu artesanato intelectual. 9° CATEGORIA: Trazer benefícios para a sociedade Representando um total de 3 citações, os artesãos através das figuras gráficas de praia, livros e crianças, denotam que realizar pesquisa cientifica traz benefícios para as pessoas em geral: “Hoje a gente faz pesquisa pensando no bem, e o bem é o que a natureza, é a vida das pessoas” A16 “No final tudo vai ser revertido em conhecimento pra gente e pras outras pessoas” A35 “Mas a gente quer que ele traga benefício pra sociedade, pra comunidade científica, e pra toda a população” A36 Tozoni-Reis (2010) diz que a primeira coisa com que o pesquisador tem que se preocupar na confecção de sua pesquisa, é com relação à relevância científica e social que a mesma vai promover, pois o caráter social da atividade de pesquisar está justamente no conhecimento que ele vai gerar para a vida social. A autora, ainda, salienta que a pesquisa científica é considerada uma das principais funções sociais do ensino superior, isso porque as faculdades e as universidades representam um espaço educativo privilegiado, onde a produção crítica de conhecimentos contribui significativamente para a sociedade. Dessa forma, a pesquisa nos cursos de graduação tem o sentido de produzir conhecimentos atuais e significativos para fundamentar as atividades de formação humana e profissional, mas, por outro lado, tem também o objetivo de contribuir com 76 toda a sociedade no tocante as novas descobertas que surgem a partir do processo de pesquisar. Porém, para que a pesquisa tenha este compromisso social, Morais et al. (2008) enfatizam que ela deve ser sistematizada, ou seja, precisa ter qualidade científica e comprovação fidedigna. Uma pesquisa, para ser relevante, deve ser lida, utilizada, criticada e motivar reflexões sobre a prática da profissão, assim ela deve ser divulgada com seus resultados a comunidade científica e demais profissionais interessados, a fim de apreciá-la, submetê-la à crítica, ou mesmo incorporá-la aos processos de trabalho, melhorando a prática profissional, promovendo melhor atendimento, e melhorando, consequentemente, a qualidade de vida das pessoas (SILVA et al. 2009). 10° CATEGORIA: Trabalhar em equipe Com frequência de 2 citações os artesãos fazem menção às amizades que são formadas durante todo o processo de criação do projeto de pesquisa. Dessa forma o companheirismo, a afinidade, a dedicação que surge entre eles, provoca alegria, bem como uma referência de benefício que o universo de promover pesquisa proporciona. Tal categoria foi identificada pelos elementos gráficos de um rosto de menina sorrindo e pelas citações: “Aí no desenvolvimento do nosso trabalho a gente se ajudou muito e viu que não era bem assim, que uma ajudando a outra, porque às vezes eu conseguia fazer umas coisas, e ela não, aí ela conseguia e eu não tinha muita facilidade. A gente foi uma complementando a outra, aí isso é uma animação pra gente né, e sabendo que um ajudando o outro, ia ser muito mais fácil” A7 “A caixinha é o nosso projeto de pesquisa, até na confecção dele é necessário cooperação de todos ao nosso redor, dos nossos familiares, da nossa equipe, e dos colegas porque se não fosse os colegas a caixinha não estaria prontinha” A29 Giordani et al. (2009) citam este tipo de sentimento quanto a importância do trabalho em equipe no processo de pesquisar, dizendo que no contexto da pesquisa e do grupo de pesquisa existe uma cumplicidade de valores nas relações humanas, 77 afetivas e sociais, no qual esses valores são relacionados às atitudes em relação a outrem, seja de pesquisador pra pesquisador, seja de ambos para com o professor orientador. Essa atitude se origina na vivência com um grupo de pesquisa que sabe trabalhar em conjunto. A este assunto Erdmann, Fernandes e Teixeira (2011) falam que uma das finalidades da pesquisa é justamente propiciar aos alunos a capacidade de aprender, de trabalhar em equipe, de comunicar-se, de ter agilidade frente às situações adversas, além de ter capacidade propositiva, formando indivíduos criativos, críticos, empreendedores e, sobretudo, cidadãos comprometidos com a ética, visto que, quando o acadêmico decide realizar um projeto de pesquisa ou uma pesquisa em comum acordo com outro colega, seja da mesma turma ou não, os mesmos devem pautar-se no compromisso ético de saber que a tomada de decisão frente àquele trabalho científico deve passar a ser de ambos e não apenas de um dos indivíduos, devem respeitar opiniões e se entrosarem de maneira que exista apenas um objetivo em comum, o de promover o melhor para seu artesanato intelectual. 11° CATEGORIA: Renúncia à diversão Esta categoria, com frequência de 2 citações, referencia sobre as renúncias que são promovidas em prol da pesquisa cientifica: “A gente tem que fazer muitas coisas, não tem tempo de curtir as festas, amigos, namorados” A6 “É, muitas vezes trocar, né a diversão nossa, o único momento que a gente tem de lazer troca pra ficar estudando de madrugada” A27 Os artesãos utilizaram da representação gráfica de serpentina, coração, cerveja, e rosto de menina triste, para explanar suas ideias. Oliveira e Costa (2008) em seu estudo mencionam que a fase acadêmica é um período que ocasiona nos estudantes de enfermagem sentimentos diversos, a tristeza é uma delas, e às vezes ela está intimamente ligada à fase em que os acadêmicos estão confeccionando suas monografias. 78 Então, o trocar de festas, presença de pessoas queridas, lazer e descanso para confeccionar um projeto de pesquisa, ou pesquisa, causa no ao acadêmico sentimento de tristeza, que devido a isso, pode ser acompanhado por repulsa a construção da pesquisa, haja vista que o aluno confere a esse processo simplesmente as renúncias que terá de fazer para o sucesso de sua produção, não emergindo, nesta hora, o sentido principal e mais importante da confecção de um artesanato intelectual, de que as perdas não serão em nenhum momento maior que os ganhos. 12° CATEGORIA: Montar um quebra-cabeça Para representar esta categoria 2 participantes desenharam a figura gráfica de um quebra-cabeça e de uma lâmpada. Estas representações na verdade querem demonstrar que realizar um projeto de pesquisa é agrupar ideias para então determinar a confecção do projeto de pesquisa, ou pesquisa científica: “Tem todo o trabalho de juntar todas aquelas ideias, porque primeiro a gente tem muitas ideias, porém não são todas que são viáveis, aí você tem todo o trabalho de estar agrupando como num quebra-cabeça” A11 “Primeiro a lâmpada pra representar as ideias, porque a gente tem várias ideias pra poder estar montando o projeto, a interrogação, depois dessas ideias o que fazer?” A13 A definição mais plausível de um quebra-cabeça consiste em um jogo cujo objetivo é resolver um problema proposto, neste caso, a formação de uma imagem. Para chegar a esta imagem, utilizam-se de várias pequenas peças que se agrupam e, então, determinam a formação da figura esperada. O interessante nisto tudo é que tal jogo exige concentração e raciocínio, visto que, as peças possuem local exato e único para se encaixarem uma nas outras (ARAÚJO, 1990 apud CERISARA, 1992). Os alunos ao conotarem o projeto de pesquisa ou pesquisa científica como um agrupamento de peças como em um quebra-cabeça determinam que confeccioná-lo é agrupar um conjunto de ideias. 79 Fazendo uma analogia deste jogo com a pesquisa científica verifica-se que a priori a peça inicial para a confecção deste ‘quebra cabeça’ são as próprias indagações que o aluno possui sobre um tema de pesquisa. Essa primeira peça ao agrupar-se com outras demais como informações sobre o assunto por meio de uma revisão bibliográfica, disposição e interesse do acadêmico em buscar as respostas para essas questões problemas de pesquisa e até mesmo a formação do projeto de pesquisa com todas as suas partes, vão fazer do pequeno se tornar o grande, ou seja, das inquietações do aluno, com o agrupamento de todas as interfaces da pesquisa científica promoverão por fim na a formação da imagem desejada que, neste caso, é a pesquisa concluída. Outra analogia do trabalho científico com um quebra-cabeça é, justamente, a potencialidade deste, de tornar o já conhecido em novo. Tozoni-Reis (2010) referencia que o trabalho científico é mais do que uma coletânea de dados ou informações agrupados de maneira aleatória, porque ele exige uma sistematização desses dados resultantes e do uso de instrumentos específicos. O trabalho científico requer o uso científico de conceitos abstratos, assim, ele parte de constatações existentes rumo a novas descobertas, visto que a mesma autora infere que a beleza do trabalho científico não está em montar o quebra-cabeça, mas na descoberta, no conteúdo formado a partir da sua confecção. Refletindo sobre esta analogia, percebe-se que a mesma é extremamente oportuna e relevante, pois a formação deste quebra-cabeça levará o acadêmico à solução do problema de pesquisa proposto, mas o essencial de toda a confecção deste jogo será os benefícios que virão, conforme explanado pela autora supracitada. 13° CATEGORIA: É uma caixa de surpresa A figura gráfica desta categoria foi uma caixa, na qual 1único artesão diz: “Pra gente o projeto de pesquisa ele é uma caixinha de surpresa à medida que a gente vai pesquisando, à medida que a gente vai procurando novas referências, assim as nossas visões vão realmente ampliando. Então é necessário a gente fazer essa busca mesmo, pra tá vendo o que tem dentro dessa caixinha, e dentro dessa caixinha vai existir muito” A30 80 Quando este participante relaciona o projeto de pesquisa ou pesquisa cientifica a uma caixa de surpresa, ele faz menção a todos as interfaces envolvidas no processo de pesquisa, visto que, em primeiro momento na própria confecção desta “caixa” há a necessidade de comprometimento do pesquisador com sua pesquisa. Outros fatores determinante neste processo são os requisitos já discutidos neste estudo, como a disponibilidade de tempo, recursos financeiros como também o conhecimento prévio sobre o assunto a ser pesquisado, além do trabalho em equipe. Ao abrir essa caixa, percebe-se que dentro dela existem vários benefícios como conhecimentos oriundos da pesquisa, formação profissional, aprendizagem sobre trabalhar em equipe, benefícios para a sociedade, e sentimento de satisfação e gratificação quando a pesquisa estiver concluída. Ao término da confecção desta “caixa”, o que se espera, além do já mencionado, é a ampliação da nossa visão de mundo, pois como já referido não são apenas os benefícios físicos que a elaboração de uma pesquisa proporciona, mas, sobretudo, uma percepção do acadêmico aos assuntos relacionados com a ciência. O trabalho científico é, portanto, atividade intencional, processual e complexa de produção, como tal, é carregado de escolhas teóricas e de metodológicas que exigem a atenção do pesquisador que procura contribuir para a construção da vida social e, principalmente, para a sua própria promoção intelectual e profissional (TOZONI-REIS, 2010). Com isso, Cardoso et al. (2005) comentam que diversos autores destacam a importância da instrução e produção científica, indispensável não só para propiciarlhe uma boa formação, como também para lhe auxiliar na permanente atualização após a graduação. Apesar de todo esses significados com relação à importância da pesquisa na enfermagem, Morais et al. (2008) falam que a produção científica na profissão de enfermagem mostra-se, ainda, incipiente. Peres (2002) sugere que a iniciação científica deve ser cada vez mais incentivada, pois a pesquisa em enfermagem é fundamental para compreender as diferentes dimensões da profissão, ampliando suas bases científicas, visto que, ela capacita o enfermeiro a descrever características de situações pouco conhecidas, explicar fenômenos que possam ser levados em conta no planejamento dos 81 cuidados à saúde e prever o resultado de decisões tomadas em relação ao atendimento e comportamento do paciente. Apesar de o artesanato intelectual ser um produto árduo de confecção, aprender e realizar pesquisa sempre será acompanhada de muitas surpresas, ora difícil e com obstáculos a enfrentar, ora satisfatória e acima de tudo contribuindo para a solidificação da enfermagem cada vez mais como uma ciência. 82 5 CONCLUSÕES Em conformidade com o objetivo proposto, foi possível concluir que: Para os acadêmicos de enfermagem do 5° período da EEWB do ano de 2011, o aprender e fazer pesquisa tem conotação de diversos significados: 9 Como uma obrigação para vencer, 9 É não saber o que fazer, 9 É um caminho com obstáculos e desafios a enfrentar, 9 Traz conhecimento e crescimento. Para a confecção de um projeto de pesquisa, haverá: 9 Uma incessante corrida contra o tempo, 9 Manifestações de diversos sentimentos, 9 A necessidade de ir além dos limites, 9 Investimento financeiro constante; 9 Benefícios à sociedade; 9 Trabalho em equipe; 9 Renúncia à diversão, pois confeccionar um projeto de pesquisa ou uma pesquisa é montar um quebra-cabeça, haja vista que cada parte dela apresenta ao pesquisador algo novo como um enigma a ser decifrado, podendo ser comparada a uma caixa de surpresa. 83 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo mostrou um conflito de significados tanto positivos quanto negativos, muitas vezes misturados a uma variedade de sentimentos. Durante toda a confecção desta pesquisa, percebeu-se que o universo que permeia o aprender e fazer um projeto de pesquisa é fator determinante para se concluir uma pesquisa científica, como ocorreu com os graduandos participantes deste trabalho, visto que, os resultados evidenciaram muitos significados e também sentimentos que já foram referidos na literatura, e outros que são pouco discutidos na comunidade científica, como por exemplo, os sentimentos que se manifestam na elaboração de toda a pesquisa em si, principalmente quando estes mesmos sentimentos relacionam-se com renúncias que o aluno deve realizar ao se adentrar na elaboração de um trabalho científico. Com relação a esses sentimentos, Fialho (2010) infere que os mesmos são normais na construção de uma pesquisa, principalmente na parte inicial da produção intelectual. Entre esses sentimentos, destaca-se a ansiedade, o desânimo, a dúvida, a frustração, a curiosidade, a empolgação, a desorientação e a desconfiança. Para que eles não venham interferir no produto final do projeto de pesquisa, o mesmo autor sugere que o envolvimento do docente orientador é extremamente necessário, haja vista que representa uma das principais ações que pode minimizar os sentimentos negativos no começo da pesquisa. Com isto, a orientação, aliada a preparação psicológica do acadêmico com relação a esses anseios, pode ajudar o aluno a adaptar-se melhor a essas situações. Além disso, para os alunos, participantes deste estudo, realizar um projeto de pesquisa é uma obrigação para a formação profissional, e é um caminho cheio de desafios e obstáculos a se enfrentar, mas, a sua prática também traz benefícios pessoais e sociais, que bem trabalhados e articulados superam as dificuldades deste processo. Um fator relevante condiz com o que Amaral (2010) sugere, ele fala que a maioria dos discentes de nível universitário apresenta uma barreira diante da atividade de pesquisa porque desconhece o que é pesquisa científica e quais as contribuições desse trabalho para a sua formação. Mas, ao compreender que tal atividade está relacionada ao aumento de conhecimento sobre determinado objeto de estudo, muda de atitude e reconhece os aspectos positivos da prática. 84 Assim, a instituição de ensino ao promover a formação acadêmica vinculada à pesquisa científica, principalmente, oferecendo ligação com órgãos de fomento à pesquisa como a FAPEMIG, fornece subsídios aos alunos na assimilação da importância da pesquisa ao profissional enfermeiro, além de prepará-los para uma das várias atuações nesta profissão, na qual uma delas é a de enfermeiro pesquisador, seja na academia em orientação de pesquisas científicas como docente, seja na assistência. Um fato a destacar, é que alguns alunos demonstraram conhecer os elementos constituintes do projeto de pesquisa quando o relacionaram com um caminho, que possui fases. Este detalhe é satisfatório para academia, pois, é exatamente o conhecer do aluno os assuntos metodológicos que permite que o mesmo continue a sua pesquisa e seja capaz de prosseguir na sua formação profissional. Siqueira et al. (2008) confirmam isto dizendo que qualquer compreensão que se faça de metodologia científica não atribui a este conhecimento como um fim em si mesmo, mas sim como um meio para fins, ou seja, o conhecimento metodológico sendo um ‘meio’ levará aliado a outros requisitos ao ‘fim’ que neste caso é a pesquisa concluída, aprovada e mais ainda, precursora de um aprimoramento aos conhecimentos, oferecendo inclusive um senso crítico mais apurado. Além deste destaque, ficou marcante nos desenhos quanto nas falas dos participantes deste estudo à citação frequente de dúvidas, representado principalmente pelo ‘sinal de interrogação’. Oliveira (2001) profere que muitos professores identificam essas dificuldades nos alunos na confecção de trabalhos científicos devido a sua inexperiência em lidar com a forma científica. Assim, faz-se necessário que os docentes reflitam sobre as dificuldades expressadas pelos alunos participantes da pesquisa, explorando e compreendendo em sua profundidade essas dúvidas, e desta forma, sanando-as ou amenizando-as na elaboração do projeto de pesquisa. Também, a esse mesmo resultado, é essencial mencionar um assunto que já é referenciado por alguns autores em literatura, com relação a defasagem cada vez mais frequente que alunos de nível acadêmico, possuem sobre o ato de ler e escrever, isto é, ferramenta básica para se realizar uma pesquisa. Fica claro que temas relacionados com pesquisas científicas são pouco explanados no ensino médio, e isto implicará, consequentemente, no ensino 85 superior, visto que, quando o aluno ingressa num dado curso em uma instituição de nível superior, ele apresenta dificuldades não só de agir com regras metodológicas, mas também de se auto disciplinar em sua vida acadêmica com as diretrizes da metodologia científica. Desta forma, aprender e realizar um projeto ou fazer uma pesquisa requer um tempo muito maior e um esforço muito grande, tanto do aluno como do docente, na tentativa de superar esta defasagem de conhecimento originado na fase básica da formação, o ensino fundamental e médio. Amaral (2010) declara que existe uma falha no ensino básico, pois o mesmo não utiliza a pesquisa de maneira correta, não se trabalha a iniciação a pesquisa a fim de prepará-los para as exigências do ensino superior, mas, ao invés disso, estão oferecendo aos alunos um ensino tradicional, pautado apenas em conhecimento transmitido em sala de aula e cobrado através de avaliações que prezam pela prática do decorar e não do compreender. Maia (2008) considera que a apresentação de trabalhos científicos envolve um grande número de questões de natureza técnica e estética, dentre as quais, pode-se destacar a disciplina, a criatividade na seleção da bibliografia, a leitura de forma organizada, a ousadia e o rigor na abordagem do assunto, além da obediência a certas normas de redação e apresentação do texto final. Estes fatores serão os responsáveis pela repulsa do acadêmico em pesquisar, fazendo com que durante o processo de produção científica o mesmo venha apresentar dificuldades e, principalmente, dúvidas com respeito ao tema. Siqueira et al. (2008) confirma isso, inferindo que estas dificuldades apresentadas pelo aluno na universidade promovem certa aversão em torno do assunto pesquisa científica. A explicação dá-se devido ao despreparo de parte dos alunos que nunca tiveram acesso a disciplinas técnicas durante sua formação no ensino médio. Maia (2008) corrobora dizendo que fica evidente a necessidade de se repensar na inserção da disciplina de Metodologia Científica na matriz curricular do ensino médio, uma vez que promovida a sua integração com as demais disciplinas viabilizaria o que deveria ser o objetivo de todas as instituições de ensino: estimular a construção criativa de conhecimento pelo aluno. 86 Com relação ao exposto, sugere-se que sejam produzidas outras pesquisas que tragam como tema a importância da pesquisa científica, ou da metodologia científica, desde o ensino fundamental até o ensino de nível superior. Sugere-se ainda, a criação de monitoria na EEWB para a pesquisa. Estes monitores auxiliarão tanto na elaboração do projeto quanto na pesquisa finalizada. Que outros trabalhos acadêmicos, durante o período de graduação, sejam elaborados com a exigência metodológica rigorosa estabelecida em trabalhos científicos tanto na confecção como na apresentação oral, fazendo com que se solidifique, ainda mais, o conhecimento sobre pesquisa e sane as dúvidas abrolhadas durante a execução destes trabalhos. Além disso, é necessário que a instituição de ensino saiba conquistar o interesse do aluno a assuntos referentes à pesquisa científica, ministrando aulas de metodologia científica mais dinâmica, apontando constantemente a importância da pesquisa para a vida diária como para a carreira profissional dos alunos. Isto porque a pesquisa na graduação deve possibilitar a obtenção do conhecimento, além de oferecer ao aluno a possibilidade de criar ciência. Sendo o conhecimento uma atividade de construção, a aprendizagem deve envolver necessariamente a prática, e só se aprende fazendo. Isso quer dizer que não basta dar aulas expositivas, deve-se impor o aprender a pesquisar, pesquisando, ou seja, exercitando na prática, daí a relevância da Iniciação Científica e do TCC (SEVERINO, 2007). Beirão (2011), explica a necessidade desta prática quando afirma que o desafio da universidade hoje é formar indivíduos capazes de buscar conhecimentos e de saber utilizá-los, visto que, ao contrário de outrora, quando o importante era dominar o conhecimento, hoje o importante é dominar o desconhecimento, ou seja, estando diante de um problema para o qual ele não tem a resposta pronta, o profissional deve saber buscar o conhecimento pertinente e, quando não disponível, saber encontrar, ele próprio, as respostas por meio de pesquisa. É dentro desta perspectiva que a inserção precoce do aluno de graduação em projetos de pesquisa se torna em um instrumento valioso para aprimorar essas qualidades desejadas a um profissional de nível superior, e é exatamente neste ponto que fica comprovada a necessidade de se aprender e fazer pesquisa, pois a mesma possibilita ao acadêmico um treinamento prático com relação aos meios a se chegar a uma resposta pautada cientificamente. 87 “A pesquisa científica é a ferramenta e instrumento de refinamento e lapidação das potencialidades do acadêmico” afirma Siqueira et al. (2008, p.20), então, considera-se essencial a prática da pesquisa para a perfeita apreensão do ato de pesquisar. Para os acadêmicos que concordaram em participar deste estudo e que abrolharam tantos significados ao aprender e realizar pesquisa, reflitam as palavras de Giordani et al. (2009, p. 1841): “criar alguma coisa significa ter humildade e disponibilidade psicológica para tentar, expor-se, errar, recomeçar, modificar, experimentar e observar”. Portanto, os significados e sentimentos expressados, tanto positivos quanto negativos, fazem parte do processo de aprendizagem e não deve ser obstáculos ou impedimentos para se pesquisar, ou mesmo impedir que prossigam após a formação acadêmica, aos cursos de pós-graduação. 88 REFERÊNCIAS ABREU, J. P. G. de; PEREIRA, P. K. D.; BORGES, M. N. Manual da FAPEMIG, 2011. Disponível em: <http://www.fapemig.br/wpcontent/uploads/2011/05/Manual.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2012. ALMEIDA, M. C. P. et al. A pós-graduação na escola de enfermagem de Ribeirão Preto-USP: Evolução histórica e sua contribuição para o desenvolvimento da enfermagem. Revista Latino Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 10, n. 3,p. 276-287, maio/jun. 2002. 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A presente pesquisa tem como objetivo: Compreender o significado de aprender e fazer pesquisa, com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5º período do curso de graduação em Enfermagem da EEWB de Itajubá, MG, do ano de 2011. Esta pesquisa beneficiará não só você, aluno do curso de graduação em enfermagem envolvido, mas principalmente a Instituição. A importância de enfocar esse fenômeno de investigação se revela tanto sob o aspecto da atualização das condutas metodológicas dos docentes/ pesquisadores/ enfermeiros, como na oportunidade de obter um olhar crítico, aguçado, atualizado, sobre a interface do fazer pesquisa em enfermagem, em seu recorte, contribuindo para a estruturação da ciência - enfermagem, assim como no cuidado baseado em evidências científicas. Por outro lado, com este estudo, a academia obtém dados atualizados que passam a contribuir para a consolidação na vertente da pesquisa, ora, já fortificada no ensino e assistência. Torna-se, no momento, necessário a definição nas linhas de pesquisa científica, indo ao encontro das premissas dos órgãos de fomento, garantindo excelência no produto – cuidado, pois, despertará, também, nos docentes/pesquisadores/enfermeiros, a necessidade de aquisição de conhecimentos mais aprofundados em áreas distintas de sua atuação, beneficiando a coletividade. Para a realização da mesma será utilizada uma oficina de trabalho em que o participante da pesquisa produzirá um desenho utilizando material de sucata. Esta oficina será filmada em imagem e áudio. Sua participação é espontânea, decorrente de uma consciência polarizada diante do desafio do papel em branco e o que fazer com ele. 96 Visando o anonimato, e total sigilo, assegurando a privacidade das informações, você será codificado como artesão, acrescido de um número em ordem crescente, por exemplo, A1, A2, A3... Sua participação e todos os dados referentes à sua pessoa serão exclusivos para a pesquisa em questão e de inteira responsabilidade das pesquisadoras, que garante anonimato e total sigilo, assegurando a privacidade das informações a elas fornecidas, a guarda do vídeo e seu uso exclusivo para a pesquisa. Por me achar plenamente esclarecida (o) e em perfeito acordo com este Termo de Consentimento, eu, como depoente desta pesquisa, o assino. Itajubá, MG,....... de ....................................... de 2011. _______________________________________________ Assinatura do participante _______________________________________________ Assinatura da pesquisadora Para quaisquer dúvidas e esclarecimentos sobre a pesquisa, você poderá entrar em contato no Comitê de Ética e Pesquisa, da EEWB, pelo seguinte telefone: (35) 36220930. Ramal: 323 de segunda a sexta-feira das 8 horas às 11 horas e das 13 h às 16 horas 97 APÊNDICE B - Transcrição da oficina artesanal Pergunta de investigação: “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB, de 2011?” OFICINA ARTESANAL ARTESÃO MATERIAL UTILIZADO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. 1 Lápis de cor, giz de cera, carimbo, glitter, papel crepom, canetinha, cola, tesoura. Caminho, montanha, pedras, flores, leão, troféu, bandeira vermelha. (ANEXO A, Fig. 2). DEPOIMENTO 1: “Aqui no cantinho bem bonitinho nós três estamos percorrendo um caminho muito longo, cheio de altos e baixos com um monte de pedras no caminho pra enfrentar, e um leão que é a banca, [...] pra chegarmos no objetivo que é o trabalho concluído”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE UTILIZADO Cola colorida, glitter, Interrogações, símbolo matemático de mais papel crepom, cola, 2 ou menos (ANEXO A, Fig.3). tesoura. DEPOIMENTO 2: “Então, o meu eu escolhi esta cor de folha na hora que eu vi, por que é uma escuridão, no começo eu não tinha noção de nada né, no primeiro ano, só sabia que tinha o TCC, mas não tinha noção de nada [...]. Aí com o tempo uniu nós três, que é as três bolinhas, ai depois de metade do ano, que a gente já tá no terceiro ano as coisas foram clareando, foram brilhando, por isso eu desenhei o mais ou menos, só que a gente ainda tem mais ainda uma caminhada, que eu fiz essa ruinha aqui, e cheia de interrogação porque a gente não sabe como é que vai ser ainda, a gente tem o projeto, sabe que tem que finalizar, mas não sabe o que vai acontecer no amanhã, e aí eu coloquei essas bolinhas como os obstáculos que a gente vai ter que superar pra chegar ao topo”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE UTILIZADO Papel crepom, glitter, Medalhas, fogos de artifícios. giz de cera, cola, (ANEXO A, Fig.4) 3 tesoura. 98 DEPOIMENTO 3: “Então [...], o meu, primeiramente na hora que surgiu a pergunta falei assim: nossa o que eu vou fazer? É igual o que a gente pensa quando o professor chega pra gente e fala que tem o projeto de pesquisa, vocês vão ter que fazer pra vocês apresentar, foi a primeira coisa que veio na minha cabeça também foi isso, o que eu vou fazer hoje agora, é que eu não sabia o que eu ia fazer, ai eu peguei [...], esse aqui (apontando para desenho de uma medalha) tá, tipo simbolizando o diploma (risos), o certificado e aqui é alguém festejando com fogos, olha pra você vê os fogos que bonito (risos), [...] Então, aí no começo do trabalho do projeto de pesquisa é tudo uma novidade, a gente nem sabe o que vai fazer, o que tem que ser, como que é, e depois que vai passando o tempo a gente vai percebendo o que é o projeto de pesquisa, aí agente vai estudando, vai moldando, vai vendo e no final a gente vê que é gratificante pra gente apresentando o trabalho a gente vê que tudo deu certo, a gente saiu com bastante conhecimento, passando o conhecimento nosso pra outras pessoas”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Giz de cera, glitter, Interrogação, estrela (ANEXO A, Fig.5) 4 cola. DEPOIMENTO 4: “Então, o nosso primeiro a gente fez assim um complementando o outro, ai eu coloquei um ponto de interrogação porque no começo foi muito difícil pra gente escolher o nosso tema, cada semana a gente estava com um tema, a B2 ligava pra mim meia noite e falava amiga tenho um tema pro nosso TCC e nunca dava certo, aí eu coloquei esse daqui o símbolo de interrogação, por que acho que principalmente pra gente foi muito difícil escolher um tema legal, que tivesse referência, que tivesse como a gente desenvolver o projeto”. MATERIAL DESENHO, PALAVRA OU FRASE. ARTESÃO UTILIZADO Livro, janela aberta, cara triste, décadas: 80, Papel crepom, glitter, 90, 2000, palavra: COBRANÇA. 5 cola. (ANEXO A, Fig.6) DEPOIMENTO 5: “Então, eu coloquei representando aqui é um livro com os anos, por que o que acontece no nosso trabalho é que a gente não consegue achar referências, então a gente tem é uma dificuldade, por que as referências que a gente acha é tudo referência antiga, aí às vezes a gente acha um artigo antigo e tem que mudar um monte de coisas que a gente fez no trabalho pra ver se bate mais ou menos com o que falam, é muito difícil por que a gente [...] é [..] a confecção assim do... do projeto, e é uma cobrança muito grande não só do nosso orientador mais de nós mesmas. Entre nós aqui, uma fica cobrando a outra, que dia que vai fazer, ai também coloquei uma janelinha aqui, que isso quer mostrar pra gente que o TCC também ele, é [...] abriu assim muitas, [..] a mente, abriu a janela da mente nossa, pra poder pensar em mais coisas, pra poder crescer, e eu coloquei esses 99 flufluzinhos aqui pra mostrar que é muito trabalhoso também fazer o TCC, então é uma coisa que a gente perde... perde não, passa muito tempo fazendo”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Relógio, cifrão, símbolo de exclamação, Giz de cera, cola coração, estrela, serpentina, rosto colorida, canetinhas, 6 enlouquecido, caras alegres. glitter, cola. (ANEXO A, Fig.7) DEPOIMENTO 6: “Bom eu coloquei o relógio né, porque agora que a gente já definiu o tema e mais ou menos a gente já procurou às referências, não tem muito tempo né, a gente tem que fazer muitas coisas, e não tem tempo de fazer as coisas que a gente gosta por isso essa carinha, porque a gente fica louca, toda semana a gente tem que imprimir um trabalho novo. Então, gasta dinheiro né, [...] bastante [...], não tem tempo de curtir as festas, amigos, namorados, é isso”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Rosto de uma menina com expressão de Canetinhas, giz de susto, ansiedade e de alegria, bolas 7 cera, cola, glitter. brilhantes, palavras EBA e BUHH. (ANEXO A, Fig. 8) DEPOIMENTO 7: “Eu coloquei assim que no começo quando a gente foi iniciar a pesquisa a gente ficou assustada, porque a gente começou a fazer a introdução, aí a gente foi mostrar pra nossa orientadora e ela falou assim que não, é mais ou menos isso, mais tem que fazer isso aquilo e aquilo outro e vimos que era completamente diferente daí a gente ficou é [...] um pouco assustada, ai aqui a gente ficou com medo, é [..] será que vai dar tempo de entregar pro comitê de ética? Será que vai dar tempo de terminar de concluir essa pesquisa? Aí no desenvolvimento do nosso trabalho a gente se ajudou muito e viu que não era bem assim que uma ajudando a outra, porque às vezes eu conseguia fazer umas coisas, e ela não, aí ela conseguia e eu não tinha muita facilidade,a gente foi uma complementando a outra, aí isso é uma animação pra gente né, e [...] sabendo que um ajudando o outro,é [...] ia ser muito mais fácil, e aqui eu coloquei como se a pessoa estivesse ansiosa esperando o resultado do comitê de ética da FAPEMIG pra decidir se é aprovado, porque a gente tava com medo do trabalho não ter ficado bom, aí saiu o resultado e a gente ficou muito feliz porque deu certo e o nosso trabalho foi aprovado”. MATERIAL DESENHO, PALAVRA OU FRASE. ARTESÃO UTILIZADO Carinha feliz, cifrão, sinal de interrogação, Giz de cera, papel nuvens, Balões, Quepe de formatura 8 crepom. palavras: PROJETO e APROVAÇÃO. (ANEXO A, Fig.9) 100 DEPOIMENTO 8: “Então o meu, no começo a gente não sabia, ficamos perdidas, a gente ia fazer uma coisa, depois mudamos, começamos a fazer outra, aí no começo foi totalmente diferente, aí depois entra a questão financeira, que até a gente conseguir montar o projeto inteirinho, nossa a gente gastou muito dinheiro foi muita impressão, muito Xerox, muita coisa, [...] aí tem momentos felizes e uns momentos mais ou menos né, tem hora que da vontade de jogar tudo pra cima, arrancar os cabelos, pra ver se dá certo, muitas ideias, [...] aí esse aqui, essa setinha aqui é o projeto com o objetivo de chegar a uma promoção, e esse daqui é quando a gente conseguir aprovar, chegar no final de toda pesquisa e a gente consegui formar”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Recorte de revistas, Dinossauro, onça, relógio, bússola, família, canetinha, tesoura, troféu, rapaz, palavra: VOCÊ. 9 cola. (ANEXO A, Fig.10) DEPOIMENTO 9: “Então é, [...] quando eu comecei a fazer eu pensei que pra mim fazer o projeto de pesquisa tem os dois lados, tem o começo que, como outros já falaram foi assim bem difícil, bem escuro, parecia que você não sabia por onde você começava, e é o bicho fazer isso, que era muito difícil, porque tinha o fator tempo interferindo nisso, e às vezes a gente ficava até mesmo desnorteada, pra saber por onde começar, o que começar, o que falar,o que não falar, e muitas vezes a gente fica até com cara de paisagem pensando o que vai por, se põe, se não põe, se tira, e o fator que mais agravava seria que você que tinha que fazer, não tem outra pessoa pra fazer, e a gente que tinha que fazer isso, e a gente tinha que chegar e concluir isso, e com o passar do tempo a gente vai fazendo o projeto e as coisas já começam a ir clareando, já vai ficando melhor e eu vejo que daí seria como formar uma família, porque? Porque, às vezes, pode demorar algum tempo, é às vezes demora bem tempo, mais por final você acaba até que formando, e [...] formar uma família também às vezes traz gastos, traz preocupação, então [...] por isso formar uma família, e às vezes mesmo a família depois de formada, às vezes é preciso desfazer,e fazer novamente, é [...] e o projeto de pesquisa também é assim, às vezes você ta lá no final e você vê que tem que mudar algumas coisas, e você vê que tem que refazer aquilo, mas no final você vê que é uma vitória, que você ta conseguindo fazer aquilo, que você já conquistou parte do que você queria, e no final do trabalho pronto você vê que fica até uma coisa bonita de se ver, uma coisa formosa, e fica uma coisa até apresentável, daí você fala Nossa consegui! Então você vê aquela beleza que você mesmo construiu e que com esforço fica até bonito de se ver”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE UTILIZADO Recorte de revistas, Dois bebês, duas meninas juvenis, uma papel crepom, mulher em fase adulta e três idosas. (ANEXO 10 tesoura, cola. A, Fig.11) 101 DEPOIMENTO 10: “Bom, eu coloquei aqui algumas gravuras né, representando as fases que a gente passa, e eu vejo assim, o projeto de pesquisa como fazes que a gente vai passar pra crescimento e desenvolvimento da gente, então eu coloquei aqui a criança, o adolescente e a fase de mais idoso, e o projeto de pesquisa são as fases que nós vamos ter que passar pra estar atingido nosso objetivo”. ARTESÃO MATERIAL UTILIZADO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. 11 Recorte de revistas, cola, tesoura, giz de cera, papel crepom. Coração, seta, sinal de interrogação, um idoso, livro, quebra-cabeça de rosto de diferentes expressões. (ANEXO A, Fig.12) DEPOIMENTO 11: “Dando continuidade ao que ela falou depois que você passa por todas as fases, tem todo o trabalho de juntar todas aquelas ideias, porque primeiro a gente tem muitas ideias, porém não são todas que são viáveis, aí você tem todo o trabalho de estar agrupando como num quebra-cabeça, e coloquei essa seta pra demonstrar que a gente está na reta final, já fica mais estimulados, sabe que esta terminando, [...] o coração, porque meche com muitas emoções, uma hora você esta eufórica porque esta dando tudo certo, outra hora você fica meio depressivo porque está dando tudo errado, e aqui nesse livro, porque é sempre fonte de novos conhecimentos, porque a gente faz sempre leituras a mais”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Cola colorida, Um sol, três nuvens, uma árvore carregada de canetinha e giz de frutos, matos, seis flores, e uma menina ao 12 cera. lado da árvore. (ANEXO A, Fig.13) DEPOIMENTO 12: “E eu coloquei essa última imagem representando que agente nunca pode desistir, achar que é [...] só fazer já acabou, a gente tem que sempre buscar sempre mais, e assim ir além dos nossos limites, como a gente sempre fala o céu é o limite, então agente tem que sempre procurar sempre mais, e o projeto faz com que a gente sempre queira ir mais além”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Teclado de computador, setas, relógio, @ Recorte de revistas, palavras: PROCURA e DINHEIRO, olho azul, 13 cola, tesoura e glitter. uma cabeça e suas estruturas, além de um ponto de interrogação. (ANEXO A, Fig.14) DEPOIMENTO 13: “Eu coloquei isso aqui, é [...] primeiro a lâmpada pra representar as ideias, porque a gente tem várias ideias pra poder estar montando o projeto, a 102 interrogação, depois dessas ideias o que fazer? E com isso tem a procura, também tem a internet, que é o que a gente utiliza muito pra procurar artigos, mais aí a gente tem também o fator tempo, porque a gente não costuma ter muito tempo pra pesquisa, e o dinheiro também que a gente investe sem saber se esse projeto vai ser aprovado ou não, se vai ter ou não o apoio financeiro, mais que com isso da uma nova visão pro futuro, e o que a gente ganha de conhecimento sobre aquele tema é muito gratificante”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Ponto de interrogação e as seguintes palavras ao redor: DÚVIDA, INSEGURANÇA, Canetinhas, folha CURIOSIDADE, PROCESSO DE 14 laranja, cola, tesoura. CRESCIMENTO, REALIZAÇÃO, SATISFAÇÃO. (ANEXO A, Fig.15) DEPOIMENTO 14: “Então, eu coloquei essa interrogação porque eu tinha uma dúvida no começo, não sabe que tema, não sabe como fazer, as partes, tudo que tem que fazer e toda essa dúvida e essa cobrança que a gente tem tanto nossa, como do nosso orientador, vão gerar insegurança e também a curiosidade, porque a gente não sabe como essa pesquisa vai ser aceita pelas outras pessoas, tipo eu não sei como os meus sujeitos da minha pesquisa vão entender o que eu quero fazer com eles, como que eles vão reagir a isso, então eu fico curiosa pra saber como que vai ser, e eu vejo com um processo de crescimento, porque [...] quando a gente chegar lá no final, a gente vai sentir muito realizado e satisfeito porque se Deus quiser já vai ter terminado”. ARTESÃO MATERIAL UTILIZADO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. Sinais de interrogação de cor preta e branca assim como caminho preto e branco, uma tela Recorte de revistas, de computador, um caminho verde, três sinais cola, tesoura, papel 15 de exclamação um homem com vários crepom, glitter. triângulos pequenos agrupados e três pessoas. (ANEXO A, Fig.16) DEPOIMENTO 15: “Bom, primeiro né, quando a gente percebe que tem que fazer, surge um monte de dúvidas, e eu coloquei uma estradinha preta aqui porque fica um caminho escuro, porque a gente não sabe o que faz, por onde vai, nem por começar, depois através da orientação dos professores né, a pesquisa, estudos e a gente ir buscar mais, o caminho, as dúvidas já vão esclarecendo e fica mais fácil o caminho né, no verdinho aqui que eu pus né, porque no final, as duvidas vão diminuindo as interrogações também, que simboliza a esperança né, e que a gente vai conseguir alcançar o nosso objetivo”. 103 ARTESÃO MATERIAL UTILIZADO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. Praia, sol, dois coqueiros sobre a areia, um barco no mar, alguns pássaros entre Papel crepom, cola, canetinha, giz de coqueiros, uma cerca de arames farpados e 16 uma frase: É PENSAR NO FUTURO. cera, glitter. (ANEXO A, Fig.17) DEPOIMENTO 16: “Esse desenho representa que é o nosso futuro mais pra frente, hoje a gente faz pesquisa pensando no bem, e o bem é o que a natureza, é a vida das pessoas”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE UTILIZADO Nuvens carregadas com gotículas de água, Papel crepom, cola, chuva sobre a vegetação, mato e caminho. 17 tesoura, glitter. (ANEXO A, Fig.18) DEPOIMENTO 17: “A princípio eu escolhi esta folha preta porque a gente fica um pouco meio perdida, não sabe por onde começar, tudo é muito obscuro, e [...] esse mato justamente por isso também, porque a gente fica muito perdida, a gente não sabe por onde começar, e o caminho porque tem horas, tem momentos que dá uma luz né, conversando com os colegas e tudo, da uma luz e de repente a gente acha o caminho e consegue sair do problema”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Caminho, pedras, homem e mulher Recorte de revistas, mostrando o dedo polegar em sinal de cola, tesoura, positivo, flor verde, palavras: UNIVERSO, 18 canetinha, glitter, INTERESSANTE e DESAFIOS. papel crepom. (ANEXO A, Fig.19) DEPOIMENTO 18: “Então eu coloquei o caminho, a mesma coisa que ela também, que no começo são muitos desafios muitas dificuldades, muitas pedras no caminho, aí depois de percorrer do tempo à mente da gente vai clareando, e vai ficando mais interessante, e, no final com certeza a gente vence”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Mulher de olhos fechados meditando, flor, Recorte de revista, frase: IR ALÉM PRA OBTER tesoura, cola, glitter, CONHECIMENTO PROJETO DE PESQUISA, palavras: PESQUISAR, FORMATURA, cola colorida, 19 canetinha, folha DEDICAÇÃO, INDAGAÇÕES, LIVROS, CONHECIMENTO. (ANEXO A, Fig.20) laranja. 104 DEPOIMENTO 19: “O meu eu coloquei Projeto de Pesquisa científica é ir além para obter conhecimento, e isso envolve várias coisas que é a sabedoria, o pesquisar, as indagações, vários livros, o conhecimento, e a dedicação”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Canetinha, folha Mão, livro, caminhão atolado no barro, laranja, cola, tesoura, ampulheta e a frase: PRIMEIRO EMPREGO. 20 recortes de revistas. (ANEXO A, Fig.21) DEPOIMENTO 20: “Então, eu coloquei uma mão significando que é bastante trabalhoso, um trabalho minucioso, que dá bastante trabalho, tem aqui um livrinho porque sempre tem que estar buscando novos conhecimentos, e, às vezes, isso leva tempo, e, muitas vezes, a gente não tem esse tempo, mas tem que sempre estar arrumando um tempinho, e aqui tem um caminhão atolado, parece que a gente está sempre fazendo, fazendo, fazendo, mais sempre tem mais pra fazer ainda, parece que não sai do lugar [...] e também a TCC vai nos levar ao primeiro emprego com o tempo”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO 21 Giz de cera, papel crepom, cola, tesoura, recortes de revistas. Pessoas correndo, leão abrindo a boca, homem sorrindo sentado em uma cadeira apoiado em uma mesa escrevendo algo, mão feminina quebrando um ovo em uma tigela, carinha feliz. (ANEXO A, Fig.22) DEPOIMENTO 21: “Eu coloquei primeiro assim a imagem de um leão, porque o que primeiro fica em nós é aquele susto que dá, porque a gente não sabe nada do que fazer, até hoje às vezes a gente da susto com certas coisas que as pessoas falam pra gente fazer, essa corrida aqui simboliza que é uma corrida contra o tempo, você tem que achar tempo onde não tem, aqui como se fosse uma receita de bolo, com suas várias fazes, vários processos, que dá trabalho, então é uma coisa exaustiva e cansativa de fazer, e no final desenhei um rostinho feliz, porque no final dá tudo certo”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO 22 Cola, tesoura, recorte de revista, canetinha. Homem sentado em uma cadeira em eu topo mais alto de uma montanha, céu azul frase: É SONHAR ALTO, PORÉM EXIGE MUITA DEDICAÇÃO E CONHECIMENTO. (ANEXO A, Fig.23) DEPOIMENTO 22: “Eu coloquei essa figura, porque, primeiramente, a gente sonha alto, a gente 105 acha que não tem dificuldade, que é fácil de fazer, que não é cansativo, mas pra gente alcançar o [...], alcançar, chegar aos nossos objetivos, é preciso muita dedicação, tempo, e conhecimento”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Canetinha, giz de Menina, ponto de interrogação, caminho, cera, glitter, recortes estante com livros, frase: AVANÇO E 23 de revistas, cola, CONHECIMENTO. (ANEXO A, Fig.24) tesoura. DEPOIMENTO 23: “No meu eu também coloquei o ponto de interrogação porque no começo temos muitas dúvidas né, no começo eu não sabia como e o que eu ia fazer e tal aí têm o caminho, que é um caminho meio difícil a ser percorrido, aí gera no avanço muitos conhecimentos que a gente vai adquirindo através de muitos livros e muitas leituras”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Escada, três mulheres no primeiro degrau, seta, rosto feliz, coração, palavras: Giz de cera. 24 PROJETO, PESQUISA e REALIZAÇÃO. (ANEXO A, Fig.25) DEPOIMENTO 24: “A gente fez a escadinha, e a setinha mostrando o que é o projeto de pesquisa, que é o primeiro degrau que a gente tem, pra começar a subir pra chegar até o topo que seria a pesquisa realizada”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Recortes de revistas, Palavra: DESAFIADOR, três figuras de um giz de cera, folha azul, pedaço de bolo, sinal de interrogação, vela, 25, 26 papel crepom, cola, relógio, mouse, homem olhando para cima. tesoura. (ANEXO A, Fig. 26) DEPOIMENTO 25: “E aqui a gente colocou a palavra desafiador, porque a gente sabe que é muito desafiador pra gente porque a gente não sabe que tema vai escolher pra que lado que a gente vai correr, mais que no final a gente esforçando, a gente vê que dá tudo certo”. 26: “E a nossa pesquisa também, foi o que já foi falado bastante né, que é a gente não sabe pra onde que a gente vai, é muitas duvidas é muitas indagações, as pesquisas e o tempo, e o tempo não é o tempo gasto, mais é pouco tempo que a gente tem pra desenvolver”. 106 ARTESÃO MATERIAL UTILIZADO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. Ampulheta, olho, um homem sentado em uma mesa escrevendo algo uma grande pilha de Recortes de revistas, papel, outro homem envolvido pela bandeira cola, tesoura, glitter, nacional, setas, homem sentado em uma cola colorida, papel mesa em frente ao computador, mulher 27 crepom. visualizando um microscópio, mão segurando um tubo de ensaio, moça pegando um copo de cerveja, imagem de um x, ponto de interrogação e a frase: UMA VISÃO. (ANEXO A, Fig.27) DEPOIMENTO 27: “É [...] então primeiro eu fiquei preocupada com o tempo porque a gente tem o cronograma tudo, e, muitas vezes, a gente acaba não seguindo o cronograma, o tempo nosso é curto não dá tempo de coletar, de pesquisar e tal, segundo é a nossa visão, então o nosso olhar ele amplia né quando a gente coloca em mente uma questão pra pesquisar e acaba que despertado um olhar diferente, e a gente deve né preocupar com esse olhar voltado pra ciência né, porque é uma coisa nova que a gente vai gerar pra população, e muita interrogação, assim dúvida, inquietação, será que estou fazendo certo? Será que esta faltando alguma coisa? É [...] muitas vezes, trocar né a diversão nossa, o único momento que a gente tem de lazer troca pra ficar estudando de madrugada, à noite, é [...] levar pilhas e pilhas de livros pra casa pra pesquisar em várias literaturas, mais tudo voltado pra que? Pra espera do resultado de vencer, então a gente quer concluir o projeto e que ele de tudo certo”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Palavras: LEITURA, CONHECIMENTO e Cola colorida, glitter, REFERÊNCIAS, desenho de setas, livro com cola, papel crepom, 28 linhas irregulares comparadas a conteúdo. folha amarela. (ANEXO A, Fig.28) DEPOIMENTO 28: “A gente quis demonstrar aqui como se fosse é um livro aberto né, e a gente vê a pesquisa como a gente tava fazendo bastante leitura indo até as referências novas, referências atualizadas e, vai estar aprimorando os nossos conhecimentos trazendo novas referências pra aquilo que a gente estar pesquisando”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Folha amarela, cola, Caixa com tampa. (ANEXO A, Fig.29) 29 tesoura, glitter. DEPOIMENTO 29: “Pra gente o projeto de pesquisa ele é uma caixinha de surpresa à medida que 107 a gente vai pesquisando, à medida que a gente vai procurando novas referências, assim as nossas visões vão realmente ampliando então é necessário a gente fazer essa busca mesmo, pra ta vendo o que tem dentro dessa caixinha, e dentro dessa caixinha vai existir muito, [...] até na sua confecção, a caixinha é o nosso projeto de pesquisa, até na confecção dele é necessário cooperação de todos ao nosso redor, dos nossos familiares, da nossa equipe, e dos colegas porque se não fosse os colegas a caixinha não estaria prontinha”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Canetinhas, giz de Sinais de interrogação, livros de fisiologia, cera, cola, tesoura, anatomia, ética na pesquisa, metodologia, glitter, papel crepom, genética, ética e bioética, dicionário, projeto folhas amarela, de pesquisa, um homem olhando para baixo, 30, 31 vermelha, preta, uma estante cheia de livros, biblioteca laranja e recortes de palavras: MEDO, PREOCUPAÇÃO, DÚVIDA, revistas. TEMPO, ANSIEDADE. (ANEXO A, Fig.30) DEPOIMENTO 30: “A gente colocou aqui no nosso cartaz que nós temos muitas, né interrogações na nossa cabeça do projeto de pesquisa, e também a gente sente muito medo, bastante dúvida né, falta de tempo e ansiedade e muita preocupação também”. 31: “Eu acho que o pior de tudo no projeto de pesquisa é concluir o tema e surgem dúvidas sobre as relevâncias sociais, científicas e profissional, ao qual a gente busca muitas referências e a gente acha dificuldades também é [...] a gente queria essas referências assim você tem conhecimentos que a gente tem que estar buscando”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Pessoas dançando em uma festa, garoto Papel crepom, cola correndo, relógio, caminhonete sobre duas colorida, recortes de 32, 33 grandes pedras, menino surfando. (ANEXO A, revistas, cola, tesoura. Fig.31) DEPOIMENTO “ 32: Então a gente colocou esse daqui do projeto de pesquisa, pra realizar o projeto de pesquisa a gente precisa de tempo né, é uma caminhada árdua né, é e também a gente quis representar um carro passando em um obstáculo que a gente vai passar por muitos obstáculos, e que depois a gente vai ter a promissória né, que a gente vai festejar muito né”. 33: “Durante a pesquisa há várias [...] a gente colocou o mar, né por causa daquele vai e volta (risos), e o projeto é assim”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Papel crepom, glitter, Palavras: ENERGIA, ALEGRIA, 34 recortes de revistas, CRESCIMENTO, FESTA, CAMINHOS, 108 cola, tesoura. DIVERSÃO, CONFUSÃO, GUERRA, OFERECE, OPORTUNIDADES. (ANEXO A, Fig.32) DEPOIMENTO 34: “Então, além do tempo a gente precisa ter energia pra estar realizando a pesquisa, aí ela vai abrir novos caminhos né, aí a gente vai adquirir um futuro crescimento maior de conhecimento, ela vai oferecer oportunidades, também gera alegria né a festa depois da [...] do, da pesquisa né, e também ela gera uma confusão ou uma guerra né, um conflito entre si as duplas a equipe, então resumindo é a diversão, a alegria, resumindo aqui neste cartaz”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Papel crepom, cola Palavra: CONHECIMENTO, desenho de livros colorida, glitter, empilhados em uma estante ou escrivaninha. 35 recortes de revistas. (ANEXO A, Fig.33) DEPOIMENTO 35: “Aí no final a gente quis colocar uma pilha de livros, e a palavra conhecimento visando que no final tudo vai ser revertido em conhecimento pra gente e pras outras pessoas que também vão ter como referência”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Figura de uma menina pensando, coleção de Carimbo, canetinhas, revistas, mulher com traje branco, rodeada cola colorida, recortes por crianças, outra com roupa cirúrgica, um 36, 37 de revistas, papel hospital, palavras: SOCIEDADE, CIENTÍFICA, crepom, cola, tesoura. POPULAÇÃO. (ANEXO A, Fig.34) DEPOIMENTO 36: “O nosso é bem alegre, ele é coloridinho (risos), a gente acha que o projeto de pesquisa né, é o momento que a gente sem saber começa a buscar muitas referências, mas a gente quer que ele traga benefício pra sociedade, pra comunidade científica, e pra toda a população”. 37: “E, então, a gente busca muitas referências né, até pra depois também o trabalho estar virando uma referência (risos)”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Cor laranja: frase: PROJETO DE PESQUISAS, palavras: LUXO, CHIQUE, Folhas: laranja, azul, DOM, CRIATIVA; Cor azul: LOUCURAS, verde e preta, GOSTO, DIVERSÃO, CARREIRA, IDÉIA, recortes de revistas, 38 DESESPERADO, VONTADE; Cor verde: cola, tesoura, CORAGEM, DÚVIDAS, RESGATE, MÁGICA, canetinha. SOCIEDADE, EQUILÍBRIO, CAÇA, Cor preta: CONFLITOS e MEDO, desenho de uma 109 mulher de óculos de proteção, tubo de ensaio, onça pintada. (ANEXO A, Fig.35) DEPOIMENTO 38: “Eu coloquei colorido assim porque eu acho que o projeto de pesquisa tem que ter alguma coisa que chame a atenção, porque não basta um negócio meio apagado, eu acho que tem que chamar a atenção, aí coloquei várias palavras aqui porque eu acho que hoje em dia o projeto de pesquisa é luxo, é muito chique fazer o projeto de pesquisa, tem que ter dom pra fazer e vontade, porque se não tiver não adianta porque a pesquisa sempre vai ser chata e não vai ser aquela pesquisa interessante que todo mundo vai querer ajudar a pesquisar mais coisas sobre o assunto, tem que ser criativo, as pesquisas eu acho que ajudam as pessoas, é loucura, tem que ter gosto né, é uma diversão também, é uma coisa que pelo menos durante a graduação vai é [...] levar a gente pro futuro, pra nossa carreira, a gente perde bastante paciência pra fazer, e têm vezes que a gente não aguenta estar mais procurando referência, novas técnicas, ideias, tudo surge durante o projeto de pesquisa, é o resgate de algo que foi esquecido ou uma coisa nova pra população, tem que ter coragem pra fazer pra tirar as dúvidas, medo, conflitos, o preço que você se diverte, porque dependendo do tipo de pesquisa tem o valor dela, e eu achei uma frase que eu acho que encaixa muito nisso, vou ler ela: A sede de novas experiências, do desconhecido, do novo, é maior do que nunca, eu acho que o projeto de pesquisa a gente tem que ter isso”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Setas, dois homens equipados trabalhando Recortes de revistas, em uma construção, livro, bomba no lugar da cola, tesoura, glitter, 39 cabeça e palavra: ANSIEDADE. papel crepom. (ANEXO A, Fig. 36) DEPOIMENTO 39: “Então a gente colocou assim que durante a construção do projeto, a gente fica nervoso, preocupado com o tempo, parece até que a cabeça da gente vai explodir e gera muita ansiedade”. MATERIAL ARTESÃO DESENHO, PALAVRA OU FRASE. UTILIZADO Papel crepom, cola, Palavra: OBJETIVO, frases: AGENTE VAI tesoura, recortes de BUSCAR, O MELHOR, desenho de setas, 40, 41 revistas, glitter. homem sorridente sinal de vitória, 100%. (ANEXO A, Fig. 37) DEPOIMENTO 40: “Então né, os objetivos são impostos, e a gente tem um objetivo de alcançar, e é a gente que busca né, a gente busca artigos, busca referências pra estar fazendo o melhor trabalho”. 41: “Daí com isso a gente quer né, pretende alcançar 100% das nossas expectativas, obtendo satisfação e conquista na realização do trabalho nosso”. 110 ARTESÃO MATERIAL UTILIZADO Papel crepom, cola, tesoura, glitter, recortes de revistas. DESENHO, PALAVRA OU FRASE. Palavra: DEDICAÇÃO, livro fechado, moça de óculos escuro deitada, revistas, olho. (ANEXO A, Fig.38) DEPOIMENTO 42: “Então pra gente a primeira coisa que a gente colocou foi dedicação né, porque se você não tiver dedicação nada vai pra frente, é [...] buscar também novos conhecimentos onde vai abrir a visão da gente pra novas coisas, e sempre estar fazendo revisão de literatura, porque sempre aparecem coisas novas, então no final sai uma coisa meio que diferente do que a gente queria que fosse porque tem muita diferença entre as literaturas” 42 111 APÊNDICE C - Extração das ideias principais e identificação delas por semelhança Pergunta de investigação: “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB, de 2011?” ARTESÃO (A) 1 2 3 DEPOIMENTO SOBRE O DESENHO LIVRE EXTRAÇÃO IDEIAS PRINCIPAIS “Aqui no cantinho bem bonitinho nós três estamos percorrendo um caminho muito Caminho com pedras longo, cheio de altos e baixos com um e um leão pra monte de pedras no caminho pra enfrentar, enfrentar (A) e um leão que é a banca, [...] pra chegarmos no objetivo que é o trabalho concluído”. “Então, o meu eu escolhi esta cor de folha na hora que eu vi, por que é uma escuridão, no começo eu não tinha noção de nada né, no primeiro ano, só sabia que tinha o TCC, mas não tinha noção de nada [...], aí com o tempo Uma escuridão (B) uniu nós três, que é as três bolinhas, ai depois de metade do ano, que a gente já ta no Caminho cheio de terceiro ano as coisas foram clareando, foram interrogações e brilhando, por isso eu desenhei o mais ou obstáculos (A) menos, só que a gente ainda tem mais ainda uma caminhada, que eu fiz essa ruinha aqui, e cheia de interrogação porque a gente não sabe como é que vai ser ainda, a gente tem o projeto, sabe que tem que finalizar, mas não sabe o que vai acontecer no amanhã, e aí eu coloquei essas bolinhas como os obstáculos que a gente vai ter que superar pra chegar ao topo”. “Então [...], o meu, primeiramente na hora que surgiu a pergunta falei assim: nossa! O que eu Não sabe o que fazer (B) vou fazer? É igual o que a gente pensa quando o professor chega pra gente e fala que tem o projeto de pesquisa, vocês vão ter que Traz Conhecimento (C) fazer pra vocês apresentar. Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça, também, foi Traz diploma (D) isso, o que eu vou fazer hoje agora? É que eu não sabia o que eu ia fazer, aí eu peguei [...], esse aqui (apontando para o desenho de 112 4 5 uma medalha) tá, tipo simbolizando o diploma (risos), o certificado e aqui é alguém festejando com fogos, olha pra você vê os fogos que bonito (risos), [...] Então, aí no começo do trabalho do projeto de pesquisa é tudo uma novidade, a gente nem sabe o que vai fazer, o que tem que ser, como que é, e depois que vai passando o tempo a gente vai percebendo o que é o projeto de pesquisa, aí a gente vai estudando, vai moldando, vai vendo e no final a gente vê que é gratificante pra gente apresentando o trabalho a gente vê que tudo deu certo, a gente saiu com bastante conhecimento, passando o conhecimento nosso pra outras pessoas”. “Então, o nosso primeiro... a gente fez assim um complementando o outro, aí eu coloquei um ponto de interrogação porque no começo foi muito difícil pra gente escolher o nosso tema, cada semana a gente estava com um tema, a ... ligava pra mim meia noite e falava amiga tenho um tema pro nosso TCC e nunca dava certo. Aí eu coloquei esse daqui o símbolo de interrogação, por que acho que principalmente pra gente foi muito difícil escolher um tema legal, que tivesse referência, que tivesse como a gente desenvolver o projeto”. “Então, eu coloquei representando aqui é um livro com os anos, por que o que acontece no nosso trabalho é que a gente não consegue achar referências, então a gente tem é uma dificuldade, por que as referências que a gente acha é tudo referência antiga. Aí, às vezes, a gente acha um artigo antigo e tem que mudar um monte de coisas que a gente fez no trabalho pra ver se bate mais ou menos com o que falam, é muito difícil por que a gente [...] é [..] a confecção assim do, do projeto, e é uma cobrança muito grande não só do nosso orientador mais de nós mesmas, entre nós aqui, uma fica cobrando a outra, que dia que vai fazer, ai, também, coloquei uma Interrogação (B) Dificuldade (A) Cobrança grande (A) Promove crescimento (C) É Trabalhoso (A) Passa muito tempo fazendo (E) 113 6 7 janelinha aqui, que isso quer mostrar pra gente que o TCC também ele, é [...] abriu assim muitas, [..] a mente, abriu a janela da mente nossa, pra poder pensar em mais coisas, pra poder crescer, e eu coloquei esses flufluzinhos aqui pra mostrar que é muito trabalhoso também fazer o TCC, então é uma coisa que a gente perde, [...] perde não, passa muito tempo fazendo”. “Bom eu coloquei o relógio né, porque agora que a gente já definiu o tema e mais ou menos Procurar referências (D) a gente já procurou às referências, não tem muito tempo né, a gente tem que fazer Gasto de tempo com muitas coisas, e não tem tempo de fazer as muitas coisas pra fazer (E) coisas que a gente gosta por isso essa carinha, porque a gente fica louca, toda semana a gente tem que imprimir um trabalho Gasto de dinheiro (F) Renúncia de festa, novo, então gasta dinheiro né, [...] bastante amigos, namorado [...], não tem tempo de curtir as festas, (G) amigos, namorados, é isso”. “Eu coloquei assim que no começo quando a gente foi iniciar a pesquisa a gente ficou assustada, porque a gente começou a fazer a introdução, ai a gente foi mostrar pra nossa orientadora e ela falou assim que Susto, medo pela não, é mais ou menos isso, mais tem que fazer isso aquilo e aquilo outro e vimos que tarefa a ser cumprida (H) era completamente diferente daí a gente ficou é [...] um pouco assustada, ai aqui a gente ficou com medo, é [...] será que vai Preocupação com o dar tempo de entregar pro comitê de ética? tempo para cumprir a tarefa (E) será que vai dar tempo de terminar de concluir essa pesquisa? aí no desenvolvimento do nosso trabalho a gente Trabalhar em equipe é importante (I) se ajudou muito e viu que não era bem assim que uma ajudando a outra, porque às Traz ansiedade a vezes eu conseguia fazer umas coisas, e felicidade (H) ela não, aí ela conseguia e eu não tinha muita facilidade, a gente foi uma complementando a outra, aí isso é uma animação pra gente né, e [...] sabendo que um ajudando o outro, é [...] ia ser muito mais fácil, e aqui eu coloquei como se a 114 8 9 pessoa estivesse ansiosa esperando o resultado do comitê de ética da FAPEMIG pra decidir se é aprovado, porque a gente tava com medo do trabalho não ter ficado bom, aí saiu o resultado e a gente ficou muito feliz porque deu certo e o nosso trabalho foi aprovado”. “Então o meu, no começo a gente não sabia, ficamos perdidas, a gente ia fazer uma coisa, depois mudamos, começamos a fazer outra, aí no começo foi totalmente diferente, aí depois Não sabia o que entra a questão financeira, que até a gente conseguir montar o projeto inteirinho, fazer, ficava perdida (B) nossa a gente gastou muito dinheiro foi muita impressão, muito Xerox, muita coisa, [...] aí tem momentos felizes e uns Gasto de dinheiro (F) momentos mais ou menos né, tem hora que da vontade de jogar tudo pra cima, arrancar os Momentos felizes e outros não (H) cabelos, pra ver se dá certo, muitas ideias, [...] aí esse aqui, essa setinha aqui é o projeto com o objetivo de chegar a uma promoção, Conseguir formar (D) e esse daqui é quando a gente conseguir aprovar, chegar no final de toda pesquisa e a gente consegui formar”. Escuridão, “Então é, [...] quando eu comecei a fazer eu dificuldade (A) pensei que, pra mim, fazer o projeto de pesquisa tem os dois lados, tem o começo que, como outros já falaram foi assim bem Não sabe por onde começar (B) difícil, bem escuro, parecia que você não sabia por onde você começava, e é o bicho fazer isso, que era muito difícil, porque tinha Obrigação de fazer (D) o fator tempo interferindo nisso, e, às vezes, a gente ficava até mesmo desnorteada, pra Traz preocupação saber por onde começar, o que começar, o (H) que falar,o que não falar, e muitas das vezes, a gente fica até com cara de paisagem pensando o que vai por, se põe, se não põe, Gasto de tempo (E) se tira, e o fator que mais agravava seria Traz gastos (F) que você que tinha que fazer, não tem outra pessoa pra fazer, e a gente que tinha que É uma vitória (D) fazer isso, e a gente tinha que chegar e concluir isso, e com o passar do tempo a É um esforço (J) gente vai fazendo o projeto e as coisas já 115 10 11 começam a ir clareando, já vai ficando melhor e eu vejo que daí seria como formar uma família, porque? Porque, às vezes, pode demorar algum tempo, é, às vezes, demora bem tempo, mas por final você acaba até que formando, e [...] formar uma família também, às vezes, traz gastos, traz preocupação, então [...] por isso formar uma família, e, às vezes mesmo a família depois de formada, às vezes é preciso desfazer,e fazer novamente, é [...] e o projeto de pesquisa também é assim, às vezes você tá lá no final e você vê que tem que mudar algumas coisas, e você vê que tem que refazer aquilo, mas no final você vê que é uma vitória, que você tá conseguindo fazer aquilo, que você já conquistou parte do que você queria, e no final do trabalho pronto você vê que fica até uma coisa bonita de se ver, uma coisa formosa, e fica uma coisa até apresentável, daí você fala Nossa consegui! Então você vê aquela beleza que você mesmo construiu e que com esforço fica até bonito de se ver”. “Bom eu coloquei aqui algumas gravuras né, representando as fases que a gente passa, e eu vejo assim, o projeto de pesquisa como fases que a gente vai passar pra crescimento e desenvolvimento da gente. Então eu coloquei aqui a criança, o adolescente e a fase de mais idoso, e o projeto de pesquisa são as fases que nós vamos ter que passar pra estar atingido nosso objetivo”. “Dando continuidade ao que ela falou depois que você passa por todas as fases, tem todo o trabalho de juntar todas aquelas ideias, porque primeiro a gente tem muitas ideias, porém não são todas que são viáveis, aí você tem todo o trabalho de estar agrupando como num quebra-cabeça, e coloquei essa seta pra demonstrar que a gente está na reta final, já fica mais estimulados, sabe que está terminando, [...] o coração, Fases de crescimento e desenvolvimento (C) Um quebra-cabeça de ideias (K) Sente de euforia a depressão (H) Traz conhecimento (C) 116 12 13 14 porque meche com muitas emoções, uma hora você esta eufórica porque esta dando tudo certo, outra hora você fica meio depressivo porque está dando tudo errado, e aqui nesse livro, porque é sempre fonte de novos conhecimentos, porque a gente faz sempre leituras a mais”. “E eu coloquei essa última imagem representando que a gente nunca pode Tem que ter desistir, achar que é [...] só fazer já acabou, a persistência (J) gente tem que sempre buscar sempre mais, e assim ir além dos nossos limites, como a gente sempre fala o céu é o limite, então Tem que ir além dos limites (J) agente tem que sempre procurar sempre mais, e o projeto faz com que a gente sempre queira ir mais além”. “Eu coloquei isso aqui, é [...] primeiro a Tem muitas ideias lâmpada pra representar as ideias, porque a pra montar o projeto (K) gente tem várias ideias pra poder estar montando o projeto, a interrogação, depois Interrogação (B) dessas ideias o que fazer? e com isso tem a procura, também tem a internet, que é o Tem que pesquisar que a gente utiliza muito pra procurar (D) artigos, mais aí a gente tem também o fator tempo, porque a gente não costuma ter muito Gasto de tempo (E) tempo pra pesquisa, e o dinheiro também Gasto de dinheiro (F) que a gente investe sem saber se esse Nova visão pro futuro projeto vai ser aprovado ou não, se vai ter ou (C) não o apoio financeiro, mais que com isso da uma nova visão pro futuro, e o que a gente Traz conhecimento (C) ganha de conhecimento sobre aquele tema é É gratificante (H) muito gratificante”. Interrogação (B) “então, eu coloquei essa interrogação porque eu tinha uma dúvida no começo, não sabe que tema, não sabe como fazer, Não sabe o que fazer (B) as partes, tudo que tem que fazer e toda essa dúvida e essa cobrança que a gente tem Cobrança (A) tanto nossa, como do nosso orientador, vão gerar insegurança e também a curiosidade, porque a gente não sabe como Traz insegurança e curiosidade (H) essa pesquisa vai ser aceita pelas outras pessoas, tipo eu não sei como os meus Um processo de sujeitos da minha pesquisa vão entender o 117 15 16 17 18 que eu quero fazer com eles, como que eles vão reagir a isso, então eu fico curiosa pra saber como que vai ser, e eu vejo com um processo de crescimento, porque [...] quando a gente chegar lá no final, a gente vai sentir muito realizado e satisfeito porque se Deus quiser já vai ter terminado”. “bom primeiro né, quando a gente percebe que tem que fazer, surge um monte de dúvidas, e eu coloquei uma estradinha preta aqui porque fica um caminho escuro, porque a gente não sabe o que faz, por onde vai, nem por começar, depois através da orientação dos professores né, a pesquisa, estudos e a gente ir buscar mais, o caminho, as dúvidas já vão esclarecendo e fica mais fácil o caminho né, no verdinho aqui que eu pus né, porque no final, as duvidas vão diminuindo as interrogações também, que simboliza a esperança né, e que a gente vai conseguir alcançar o nosso objetivo”. “esse desenho representa que é o nosso futuro mais pra frente, hoje a gente faz pesquisa pensando no bem, e o bem é o que a natureza, é a vida das pessoas”. “a princípio eu escolhi esta folha preta porque a gente fica um pouco meio perdida, não sabe por onde começar, tudo é muito obscuro, e [...] esse mato justamente por isso também, porque a gente fica muito perdida, a gente não sabe por onde começar, e o caminho porque tem horas, tem momentos que dá uma luz né, conversando com os colegas e tudo, da uma luz e de repente a gente acha o caminho e consegue sair do problema”. “então eu coloquei o caminho, a mesma coisa que ela também, que no começo são muitos desafios muitas dificuldades, muitas pedras no caminho, aí depois de percorrer do tempo à mente da gente vai clareando, e vai ficando mais interessante, e crescimento (C) Traz satisfação e realização (H) Caminho escuro (A) Não sabe o que fazer (B) Conseguir alcançar objetivo (D) Pensar no futuro (D) Pensar no bem das pessoas (L) Não sabia o que fazer, tudo é obscuro (B) Caminho pra resolver um problema (A) Caminho com dificuldades e pedras (A) Certeza de vencer (D) 118 no final com certeza a gente vence”. 19 “O meu eu coloquei Projeto de Pesquisa científica é ir além para obter conhecimento, e isso envolve varias coisas que é a sabedoria, o pesquisar, as indagações, vários livros, o conhecimento, e a dedicação”. 20 “Então eu coloquei uma mão significando que é bastante trabalhoso, um trabalho minucioso, que dá bastante trabalho, tem aqui um livrinho porque sempre tem que estar buscando novos conhecimentos, e às vezes isso leva tempo, e muita das vezes a gente não tem esse tempo, mas tem que sempre estar arrumando um tempinho, e aqui tem um caminhão atolado, parece que a gente está sempre fazendo, fazendo, fazendo, mais sempre tem mais pra fazer ainda, parece que não sai do lugar [...] e também a TCC vai nos levar ao primeiro emprego com o tempo”. 21 22 “Eu coloquei primeiro assim a imagem de um leão, porque o que primeiro fica em nós é aquele susto que dá, porque a gente não sabe nada do que fazer, até hoje às vezes a gente da susto com certas coisas que as pessoas falam pra gente fazer, essa corrida aqui simboliza que é uma corrida contra o tempo, você tem que achar tempo onde não tem, aqui como se fosse uma receita de bolo, com suas várias fazes, vários processos, que dá trabalho, então é uma coisa exaustiva e cansativa de fazer, e no final desenhei um rostinho feliz, porque no final dá tudo certo”. “Eu coloquei essa figura porque primeiramente a gente sonha alto, a gente acha que não tem dificuldade, que é fácil de fazer, que não é cansativo, mas pra gente Ir além pra obter conhecimento (J) Traz sabedoria (C) Envolve dedicação (J) Envolve dúvidas (B) Tem que pesquisar (D) Trabalho muito minucioso (A) Tem que buscar novos conhecimentos (D) Gasto de tempo sem ter esse tempo (E) Leva ao primeiro emprego (D) Um leão que provoca susto (H) Não sabia o que fazer (B) Corrida contra o tempo (E) Uma receita de bolo com varias fases (D) Dá trabalho (A) É exaustivo e cansativo (A) Traz felicidade no final (H) É sonhar alto, achar que não vai ter dificuldades, que é fácil de fazer, que 119 alcançar o [...], alcançar, chegar aos nossos objetivos, é preciso muita dedicação, tempo, e conhecimento”. não é cansativo (A) Tem que ter dedicação (J) Tem que ter conhecimento (J) Tem que ter tempo (E) Interrogação (B) 23 24 25 26 27 “No meu eu também coloquei o ponto de interrogação porque no começo temos Não sabe o que fazer muitas dúvidas né, no começo eu não sabia (B) como e o que eu ia fazer e tal aí têm o Caminho difícil (A) caminho, que é um caminho meio difícil a ser percorrido, aí gera no avanço muitos conhecimentos que a gente vai adquirindo Gera conhecimento através de leituras através de muitos livros e muitas leituras”. (C) “A gente fez a escadinha, e a setinha mostrando o que é o projeto de pesquisa, Primeiro degrau para que é o primeiro degrau que a gente tem, ter uma pesquisa realizada (D) pra começar a subir pra chegar até o topo que seria a pesquisa realizada”. Desafiador (A) “E aqui a gente colocou a palavra desafiador, porque a gente sabe que é muito desafiador Não sabe o que fazer (B) pra gente porque a gente não sabe que tema Exige esforço para vai escolher pra que lado que a gente vai correr, mais que no final a gente esforçando, alcançar os objetivos (J) a gente vê que dá tudo certo”. “E a nossa pesquisa também, foi o que já foi Não sabe o que fazer (B) falado bastante né, que é a gente não sabe pra onde que a gente vai, é muitas duvidas é muitas indagações, as pesquisas e o Tem muitas duvidas indagações (B) tempo, e o tempo não é o tempo gasto, mais é pouco tempo que a gente tem pra Tem que ter tempo desenvolver”. para pesquisar (E) “É [...] então primeiro eu fiquei preocupada Gasto de tempo (E) com o tempo porque a gente tem o cronograma tudo, e muitas vezes a gente Amplia o olhar para a ciência (C) acaba não seguindo o cronograma, o tempo nosso é curto não dá tempo de Tem muita coletar, de pesquisar e tal, segundo é a interrogação, dúvida nossa visão, então o nosso olhar ele amplia e inquietação (B) né quando a gente coloca em mente uma Renuncia do lazer, questão pra pesquisar e acaba que 120 28 29 30 diversão (G) despertado um olhar diferente, e a gente deve né preocupar com esse olhar voltado pra ciência né, porque é uma coisa nova que a Tem que pesquisar em várias literaturas gente vai gerar pra população, e muita (D) interrogação, assim dúvida, inquietação, será que estou fazendo certo? Será que Vencer concluindo o esta faltando alguma coisa? É [...] muitas projeto (D) vezes trocar né a diversão nossa, o único momento que a gente tem de lazer troca pra ficar estudando de madrugada, à noite, é levar pilhas e pilhas de livros pra casa pra pesquisar em várias literaturas, mais tudo voltado pra que? pra espera do resultado de vencer, então a gente quer concluir o projeto e que ele de tudo certo”. “A gente quis demonstrar aqui como se fosse é um livro aberto né, e a gente vê a pesquisa Tem que pesquisar como a gente tava fazendo bastante leitura em referências novas e atualizadas (D) indo até as referências novas, referências atualizadas e vai estar aprimorando os Aprimorar nossos conhecimentos trazendo novas conhecimento (C) referências pra aquilo que a gente estar pesquisando”. “Pra gente o projeto de pesquisa ele é uma caixinha de surpresa à medida que a gente Caixa de surpresa vai pesquisando, à medida que a gente vai (M) procurando novas referências, assim as nossas visões vão realmente ampliando então é necessário a gente fazer essa busca Amplia nossa visão (C) mesmo, pra ta vendo o que tem dentro dessa caixinha, e dentro dessa caixinha vai existir Tem que ter muito, [...] até na sua confecção, a caixinha é o cumplicidade, nosso projeto de pesquisa, até na confecção dele é necessário cooperação de todos ao amizade, trabalho de equipe (I) nosso redor, dos nossos familiares, da nossa equipe, e dos colegas porque se não fosse os colegas a caixinha não estaria prontinha”. Interrogação (B) “A gente colocou aqui no nosso cartaz que nós temos muitas né interrogações na nossa cabeça do projeto de pesquisa, e também a gente sente muito medo, bastante dúvida né, falta de tempo e Sente medo, ansiedade e preocupação (H) 121 31 32 33 ansiedade e muita preocupação também”. “Eu acho que o pior de tudo no projeto de pesquisa é concluir o tema e surgem dúvidas sobre as relevâncias sociais, científicas e profissional, ao qual a gente busca muitas referências e a gente acha muitas dificuldades também é [...] a gente queria essas referências assim você tem conhecimentos que a gente tem que estar buscando”. “ Então a gente colocou esse daqui do projeto de pesquisa, pra realizar o projeto de pesquisa a gente precisa de tempo né, é uma caminhada árdua né, é e também a gente quis representar um carro passando em um obstáculo que a gente vai passar por muitos obstáculos, e que depois a gente vai ter a promissória né, que a gente vai festejar muito né”. “Durante a pesquisa há várias [...] a gente colocou o mar né por causa daquele vai e volta (risos), e o projeto é assim”. Falta de tempo (E) Dúvidas (B) Traz dificuldades (A) Tem que ter conhecimento (J) Tem que pesquisar (D) Necessita de tempo (E) Caminhada árdua com obstáculos (A) Vai festejar depois (H) É um vai e vem (A) Tem que ter tempo (E) 34 “Então além do tempo a gente precisa ter energia pra estar realizando a pesquisa, aí ela vai abrir novos caminhos né, aí a gente vai adquirir um futuro crescimento maior de conhecimento, ela vai oferecer oportunidades, também gera alegria né a festa depois da [...] do, da pesquisa né, e também ela gera uma confusão ou uma guerra né, um conflito entre si as duplas a equipe, então resumindo é a diversão, a alegria, resumindo aqui neste cartaz”. Tem que ter energia (J) Abre novos caminhos (C) Traz crescimento, conhecimento e oportunidade (C) Gera confusão e conflito (A) Gera alegria (H) 35 “Ai no final a gente quis colocar uma pilha de livros, e a palavra conhecimento visando que no final tudo vai ser revertido em conhecimento pra gente e pras outras pessoas que também vão ter como referência”. Traz conhecimento pessoal (C) Traz conhecimento para as outras pessoas (L) 122 36 37 38 “o nosso é bem alegre, ele é coloridinho (risos), a gente acha que o projeto de pesquisa né, é o momento que a gente sem saber começa a buscar muitas referências, mas a gente quer que ele traga benefício pra sociedade, pra comunidade científica, e pra toda a população”. Tem que buscar referências (D) Traz benefícios para a sociedade (L) Tem que buscar “E então a gente busca muitas referências novas referências (D) né, até pra depois também o trabalho estar O seu trabalho vira virando uma referência (risos)”. referência (D) “Eu coloquei colorido assim porque eu acho que o projeto de pesquisa tem que ter alguma coisa que chame a atenção, porque não basta um negócio meio apagado, eu acho que têm que chamar a atenção, aí coloquei várias Fazer pesquisa e palavras aqui porque eu acho que hoje em dia o projeto de pesquisa é luxo, é muito luxo, chique, loucura, diversão (C) chique fazer o projeto de pesquisa, tem que ter dom pra fazer e vontade, porque se não Tem que ter tiver não adianta porque a pesquisa sempre vai ser chata e não vai ser aquela pesquisa paciência, dom, ser criativo (J) interessante que todo mundo vai querer ajudar a pesquisar mais coisas sobre o É divertido (C) assunto, tem que ser criativo, as pesquisas eu acho que ajudam as pessoas, é loucura, Leva pra futura tem que ter gosto né, é uma diversão carreira também, é uma coisa que pelo menos profissional(D) durante a graduação vai é [...] levar a gente pro futuro, pra nossa carreira, a gente Tem que Procurar perde bastante paciência pra fazer, e tem referência (D) vezes que a gente não aguenta estar mais procurando referência, novas técnicas, ideias, tudo surge durante o projeto de Tem que coragem (J) pesquisa, é o resgate de algo que foi Traz novas esquecido ou uma coisa nova pra população, experiências (C) tem que ter coragem pra fazer pra tirar as dúvidas, medo, conflitos, o preço que você se diverte, porque dependendo do tipo de pesquisa tem o valor dela, e eu achei uma frase que eu acho que encaixa muito nisso, vou ler ela: A sede de novas experiências, do desconhecido, do novo, é maior do que 123 39 40 41 42 nunca, eu acho que o projeto de pesquisa a gente tem que ter isso”. “Então a gente colocou assim que durante a construção do projeto, a gente fica nervoso, preocupado com o tempo, parece até que a cabeça da gente vai explodir e gera muita ansiedade”. “Então né, os objetivos são impostos, e a gente tem um objetivo de alcançar, e é a gente que busca né, a gente busca artigos, busca referências pra estar fazendo o melhor trabalho”. “Daí com isso a gente quer né, pretende alcançar 100% das nossas expectativas, obtendo satisfação e conquista na realização do trabalho nosso”. “Então pra gente a primeira coisa que a gente colocou foi dedicação né, porque se você não tiver dedicação nada vai pra frente, é [...] buscar também novos conhecimentos onde vai abrir a visão da gente pra novas coisas, e sempre estar fazendo revisão de literatura, porque sempre aparecem coisas novas, então no final sai uma coisa meio que diferente do que a gente queria que fosse porque tem muita diferença entre as literaturas”. Sentimentos de nervosismo, ansiedade e preocupação com o tempo (H) Atingir um objetivo (D) Tem que buscar referência (D) Alcançar expectativas (D) Satisfação e conquista (H) Tem que ter dedicação (J) Busca de conhecimentos amplia a visão (C) Tem que fazer revisão de literatura (D) 124 APÊNDICE D - Agrupamento por semelhança das ideias principais em categorias Pergunta de investigação: “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB, de 2011?” ARTESÃO (A) 1, 2, 5, 9, 14, 15, 17, 18, 20, 21, 22, 23, 25, 31, 32, 33, 34 2, 3, 4, 8, 9, 13, 14, 15, 17, 19, 21, 22, 23, 25, 26, 30, 31 IDEIAS PRINCIPAIS SEMELHANTES A: Caminho com pedras e um leão pra enfrentar A: Caminho cheio de interrogações e obstáculos A: Dificuldade A: Cobrança grande A: É Trabalhoso A: Escuridão, dificuldade. A: Cobrança A: Caminho escuro A: Caminho pra resolver um problema A: Caminho com dificuldades e pedras A: Trabalho muito minucioso A: Dá trabalho A: É exaustivo e cansativo A: É sonhar alto, achar que não vai ter dificuldades, que é fácil de fazer, que não é cansativo. A: Caminho difícil A: Desafiador A: Traz dificuldades A: Caminhada árdua com obstáculos A: É um vai e vem A: Gera confusão e conflito B: Uma escuridão B: Não sabe o que fazer B: Interrogação B: Não sabia o que fazer, ficava perdida. B: Não sabe por onde começar FREQUÊNCIA CATEGORIA 17 CAMINHO COM OBSTÁCULOS E DESAFIOS A ENFRENTAR 17 É NÃO SABER O QUE FAZER 125 3, 5, 10, 11, 13, 14, 19, 21, 23, 27, 28, 29, 34, 35, 38, 42 3, 6, 8, 9, 13, 15, 16, 18, 19, 20, 21, 24, 27, 28, 31, 36, 37, 38, 40, 41, 42 B: Não sabia o que fazer, tudo é obscuro. B: Envolve duvidas B: Tem muitas duvidas, indagações B: Tem muita interrogação, duvida e inquietação. B: Dúvidas C: Traz Conhecimento C: Promove crescimento C: Fases de crescimento e desenvolvimento C: Nova visão pro futuro C: Um processo de crescimento C: Traz sabedoria C: Gera conhecimento através de leituras C: Amplia o olhar para a ciência C: Aprimorar conhecimento C: Amplia nossa visão C: Abre novos caminhos C: Traz conhecimento pessoal C: Traz crescimento, conhecimento e oportunidade. C: Fazer pesquisa e luxo, chique, loucura, diversão. C: É divertido C: Traz novas experiências C: Busca de conhecimentos amplia a visão D: Traz diploma D: Procurar referências D: Conseguir formar D: Obrigação de fazer D: É uma vitória D: Tem que pesquisar D: Tem que buscar novos conhecimentos D: Conseguir alcançar objetivo D: Pensar no futuro 16 TRAZ CONHECIMENT OE CRESCIMENTO 21 É UMA OBRIGAÇÃO PARA VENCER 126 5, 6, 7, 9, 13, 20, 21, 22, 26, 27, 30, 32, 34 6, 8, 9, 13 6, 27 D: Certeza de vencer D: Leva ao primeiro emprego D: Uma receita de bolo com varias fases D: Primeiro degrau para ter uma pesquisa realizada D: Tem que pesquisar em várias literaturas D: Vencer concluindo o projeto D: Tem que pesquisar em referências novas e atualizadas D: Tem que buscar referências D: Tem que buscar novas referências D: O seu trabalho vira referência D: Leva pra futura carreira profissional D: Tem que procurar referência D: Atingir um objetivo D: Alcançar expectativas D: Tem que fazer revisão de literatura E: Passa muito tempo fazendo E: Gasto de tempo com muitas coisas pra fazer E: Preocupação com o tempo para cumprir a tarefa E: Gasto de tempo E: Gasto de tempo sem ter esse tempo E: Corrida contra o tempo E: Tem que ter tempo para pesquisar E: Falta de tempo E: Necessita de tempo E: Tem que ter tempo F: Gasto de dinheiro F: Traz gastos G: Renúncia de festa, 13 4 2 CORRIDA CONTRA O TEMPO INVESTIMENTO FINANCEIRO RENÚNCIA A 127 7, 8, 9, 11, 13, 14, 21, 30, 32, 34, 39, 41 7, 29 9, 12, 19, 22, 25, 31,34, 38, 42 amigos, namorado. G: Renuncia do lazer, diversão . H: Susto, medo pela tarefa a ser cumprida. H: Traz ansiedade a felicidade H: Momentos felizes e outros não H: Traz preocupação H: Sente de euforia a depressão H: É gratificante H: Traz insegurança e curiosidade H: Traz satisfação e realização H: Um leão que provoca susto H: Traz felicidade no final H: Sente medo, ansiedade e preocupação. H: Vai festejar depois H: Gera alegria H: Satisfação e conquista H: Sentimentos de nervosismo, ansiedade e preocupação com o tempo. I: Trabalhar em equipe é importante I: Tem que ter cumplicidade, amizade, trabalho de equipe J: É um esforço J: Tem que ter persistência J: Tem que ir além dos limites J: Ir além pra obter conhecimento J: Envolve dedicação J: Tem que ter conhecimento J: Tem que ter dedicação J: Exige esforço para alcançar os objetivos J: Tem que ter energia J: Tem que ter paciência, DIVERSÃO 12 DIVERSOS SENTIMENTOS 2 TRABALHAR EM EQUIPE 9 IR ALÉM DOS LIMITES 128 11, 13 16, 35, 36 29 dom, ser criativo. J: Tem que coragem J: Tem que ter dedicação K: Um quebra-cabeça de ideias K: Tem muitas ideias pra montar o projeto L: Pensar no bem das pessoas L: Traz benefícios para a sociedade L: Traz conhecimento para as outras pessoas M: Caixa de surpresa 2 MONTAR UM QUEBRACABEÇA 3 TRAZER BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE 1 É UMA CAIXA DE SURPRESA 129 APÊNDICE E - Categorias resultantes de análise por ordem numérica decrescente de frequência Pergunta de investigação: “Qual o significado de aprender e fazer pesquisa com a elaboração de um projeto de pesquisa, para os acadêmicos de enfermagem do 5° período de graduação da EEWB, de 2011?” CATEGORIA É UMA OBRIGAÇÃO PARA VENCER É NÃO SABER O QUE FAZER CAMINHO COM OBSTÁCULOS E DESAFIOS A ENFRENTAR TRAZ CONHECIMENTO E CRESCIMENTO CORRIDA CONTRA O TEMPO DIVERSOS SENTIMENTOS IR ALÉM DOS LIMITES INVESTIMENTO FINANCEIRO TRAZER BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE TRABALHAR EM EQUIPE RENÚNCIA A DIVERSÃO MONTAR UM QUEBRACABEÇA É UMA CAIXA DE SURPRESA ARTESÃO (A) 3, 6, 8, 9, 13, 15, 16, 18, 19, 20, 21, 24, 27, 28, 31, 36, 37, 38, 40, 41, 42 2, 3, 4, 8, 9, 13, 14, 15, 17, 19, 21, 22, 23, 25, 26, 30, 31 FREQUÊNCIA 21 17 1, 2, 5, 9, 14, 15, 17, 18, 20, 21, 22, 23, 25, 31, 32, 33, 34 17 3, 5, 10, 11, 13, 14, 19, 21, 23, 27, 28, 29, 34, 35, 38, 42 5, 6, 7, 9, 13, 20, 21, 22, 26, 27, 30, 32, 34 7, 8, 9, 11, 13, 14, 21, 30, 32, 34, 39, 41 9, 12, 19, 22, 25, 31,34, 38, 42 16 6, 8, 9, 13 4 16, 35, 36 3 7, 29 2 6, 27 2 11, 13 2 29 1 13 12 9 130 ANEXO A - Desenhos confeccionados na oficina artesanal Figura 2 Figura 3 Figura 4 131 Figura 5 Figura 6 132 Figura 7 Figura 8 Figura 9 133 Figura 10 Figura 11 134 Figura 12 Figura 13 Figura 14 135 Figura 15 Figura 16 136 Figura 17 Figura 18 137 Figura 19 Figura 20 138 Figura 21 Figura 22 139 Figura 23 Figura 24 140 Figura 25 Figura 26 Figura 27 141 Figura 28 Figura 29 Figura 30 142 Figura 31 Figura 32 Figura 33 143 Figura 34 Figura 35 Figura 36 144 Figura 37 Figura 38 145 ANEXO B - Parecer Consubstanciado N°610/2011 146