UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA ALESSANDRA FREITAS PICANÇO Dissertação submetida ao Programa de PósGraduação em Engenharia Elétrica como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Ciências em Engenharia Elétrica Orientador: Prof. Manuel Luis B. Martinez, Dr. Itajubá, Abril de 2006 AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. Leonardo da Vinci LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO I AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Agradecimentos Aos meus pais e minha irmã, pelo apoio e compreensão nos momentos felizes e difíceis. Aos professores e funcionários da Universidade Federal de Itajubá, pela oportunidade e formação no Mestrado em Engenharia Elétrica. A Itaipu Transformadores pela oportunidade no aprendizado em transformadores de distribuição. A UFAM pela minha formação em Engenharia Elétrica. Aos meus amigos do CEP - Centro de Educação Profissional de Itajubá. Aos meus companheiros e amigos do Laboratório de Alta Tensão, em especial ao Credson de Salles, peça fundamental para realização deste trabalho. A minha segunda família, Gorete, Taynara e Luara, que me acompanharam e colaboraram nesta caminhada. Aos meus grandes amigos de Itajubá pelo carinho e amizade. Meu sincero agradecimento, admiração e respeito ao Professor Manuel B. Martinez, que foi um Professor atencioso, um grande Amigo e um Pai, e que tornou possível este trabalho. Obrigada pelos seus ensinamentos e oportunidades. Ao apoio financeiro da AES-SUL Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO II AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Resumo O transformador de distribuição tem a função de transformar o nível de tensão e por isso, desempenha papel fundamental na rede de distribuição. Assim, esta característica é responsável por 33,3% das perdas totais na rede onde atua. Tais perdas de energia acarretam custos para a concessionária. Como solução para este problema, foi proposto, neste trabalho, uma metodologia para descrever as perdas do transformador em função do custo sob a perspectiva do fabricante e da concessionária. Esta metodologia foi realizada em forma de um algoritmo permitindo adequar o transformador de distribuição com a demanda, obtendo-se menor custo operacional deste equipamento mais eficiente, com um tempo de retorno razoável para um investimento. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO III AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Abstract The distribution transformer has the function of changing the voltage level and therefore it plays basic role in the distribution net. Thus, this characteristic is responsible for 33,3 % of the total losses in a distribution net. Such losses of energy are followed by onerous costs for the utility company. As a solution for this problem, a methodology was proposed in this work to describe the losses of the transformer in function of the costs under the perspective of the manufacturer and for the utility. This methodology was carried through in form of an algorithm allowing to adjust the distribution transformer with the demand to obtain the lesser operational costs from this more efficient equipment, with a reasonable time of return for this investment. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO IV AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Sumário AGRADECIMENTOS......................................................................................................................... II RESUMO........................................................................................................................................... III ABSTRACT....................................................................................................................................... IV SUMÁRIO........................................................................................................................................... V NOMECLATURA E SIMBOLOGIA.................................................................................................. VII LISTA DE FIGURAS......................................................................................................................... XI LISTA DE TABELAS .......................................................................................................................XV CAPÍTULO 1 : INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 1 CAPÍTULO 2 : PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES........ 3 2.1 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DOS TRANSFORMADORES............................................................ 3 2.1.1 Circuito Equivalente do Transformador............................................................................ 5 2.2 PERDAS EM TRANSFORMADORES ................................................................................................ 7 2.2.1 Perdas em Vazio .............................................................................................................. 7 2.2.2 Perdas em Carga............................................................................................................ 10 2.2.3 Contribuição dos Harmônicos nas Perdas ..................................................................... 11 2.2.4 Determinação das Perdas .............................................................................................. 14 CAPÍTULO 3 : CONCEITUAÇÃO DA EFICIÊNCIA EM NÍVEL INTERNACIONAL ...................... 17 3.1 EFICIÊNCIA DE TRANSFORMADORES .......................................................................................... 17 3.2 PADRÕES DE EFICIÊNCIA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO ........................................... 19 3.2.1 Padrão Europeu.............................................................................................................. 21 3.2.2 Padrão Americano .......................................................................................................... 23 3.3 AUMENTO DO NÍVEL DE EFICIÊNCIA ........................................................................................... 28 CAPÍTULO 4 : NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA ........................... 31 4.1 PADRÃO NACIONAL ................................................................................................................... 31 4.2 DIMENSIONAMENTO DE TRANSFORMADORES ............................................................................. 32 4.2.1 Dimensionamento da Área das Colunas do Núcleo....................................................... 33 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO V AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ 4.2.2 Dimensionamento dos Enrolamentos............................................................................. 35 4.2.3 Determinação da Massa e das Perdas .......................................................................... 38 4.3 UM EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO ......................................................................................... 40 CAPÍTULO 5 : EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA.................................................................. 45 5.1 CONDIÇÕES PARA O EQUACIONAMENTO ..................................................................................... 45 5.2 CUSTO DE FABRICAÇÃO ............................................................................................................ 51 5.2.1 Superfície de Fabricação................................................................................................ 52 5.3 CUSTO TOTAL .......................................................................................................................... 61 5.3.1 Superfície de Custo Total ............................................................................................... 62 5.3.2 Aplicação ....................................................................................................................... 74 5.4 ANÁLISE DE CUSTOS ................................................................................................................. 87 CAPÍTULO 6 : ESTUDO DE CASOS .............................................................................................. 89 6.1 CONSUMIDORES RESIDENCIAIS ................................................................................................. 89 6.1.1 Análise pelo Custo Total................................................................................................. 90 6.1.2 Análise pela Redução de Energia ................................................................................ 102 6.2 CONSUMIDORES COMERCIAIS ................................................................................................. 105 6.2.1 Análise pelo Custo Total............................................................................................... 106 6.2.2 Análise pela Redução de Energia ................................................................................ 113 6.3 CONSUMIDORES INDUSTRIAIS .................................................................................................. 114 6.3.1 Análise pelo Custo Total............................................................................................... 115 6.3.2 Análise pela Redução de Energia ................................................................................ 121 6.4 CONSUMIDORES RURAIS ......................................................................................................... 123 6.4.1 Análise pelo Custo Total............................................................................................... 123 6.4.2 Análise pela Redução de Energia ................................................................................ 129 6.5 ANÁLISE ................................................................................................................................. 131 CAPÍTULO 7 : CONCLUSÃO........................................................................................................ 133 BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................................. 135 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO VI AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Nomeclatura e Simbologia β - Constante de proporcionalidade característica do material do núcleo. ε - Constante de proporcionalidade. Ω - Ohms. ω - Freqüência em radianos por segundo. Δ - Espessura da lâmina em milímetro. γ - Condutividade da lâmina em Siemens por metro. η - Eficiência do transformador em %. Φ - Fluxo magnético em Maxwells. ρ - Densidade do material em kilograma por decímetro cúbico. φ1 - Fluxo total no enrolamento de A.T. em Maxwells. φ2 - Fluxo total no enrolamento de B.T. em Maxwells. δAT - Densidade de corrente no enrolamento de A.T. em Ampère por milímetro quadrado. δBT - Densidade de corrente no enrolamento de B.T. em Ampère por milímetro quadrado. ρcu - Resistividade do fio de cobre em kilograma por decímetro cúbico. ϕn - Ângulo de fase da tensão harmônica em radianos. µ - Permeabilidade da lâmina em Henry por metro. A - Ampère. A.T .- Alta tensão. AHD - Custo das perdas em vazio definido pela norma HD 428. Area - Área do núcleo em centímetros quadrado. B - Indução magnética em Gauss. B.T. - Baixa tensão. BHD - Custo das perdas em carga definido pela norma HD 428. Bm - Indução máxima em Gauss. Bn - Indução magnética no núcleo em Gauss. CC - Custo capitalizado definido pela norma HD 428. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO VII AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ cm - Centímetro. cos θ - Fator de potência da carga. Ct - Preço de compra do transformador definido pela norma HD 428. D - Diâmetro das colunas do núcleo em centímetros. Dc - Distância entre centros das colunas em milímetros. DeAT - Diâmetro externo da bobina de alta tensão em milímetros. DeBT - Diâmetro externo da bobina de baixa tensão em milímetros. Dfio - Diâmetro do fio de cobre em milímetros. DiAT - Diâmetro interno da bobina de alta tensão em milímetros. Dm - Diâmetro do molde em milímetros. dm - Decímetro. eσ1 - Força eletromotriz de dispersão no enrolamento de A.T. em Volts. eσ2 - Força eletromotriz de dispersão no enrolamento de B.T. em Volts. e1 - Força eletromotriz no enrolamento de A.T. em Volts. e2 - Força eletromotriz no enrolamento de B.T. em Volts. f - Freqüência em Hertz. fu - Fator de utilização. fu0 -Fator de utilização circunscrito. G - Gauss. H - Intensidade de campo magnético em Ampère por metro quadrado. Hj - Altura da janela em milímetros. Hz - Hertz. I - Corrente eficaz em Ampère. i0 - Corrente de magnetização em Ampère. i1 - Corrente no enrolamento primário em Ampère. i2 - Corrente no enrolamento secundário em Ampère. I2 - Corrente de carga em Ampère. In - Corrente eficaz na harmônica n em Ampère. IN - Corrente eficaz fundamental sob condições nominais em Ampère. kg – Kilograma. Lσ1 - Indutâncias parasitas no enrolamento de A.T. em Henry. Lσ2 - Indutâncias parasitas no enrolamento de B.T. em Henry. LATm - Comprimento médio da espira de A.T. em milímetros. LBTm - Comprimento médio da espira de B.T. em milímetros. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO VIII AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ LL - Perda em carga definida pela norma TP-1. m - Metro. MAEL - Nível mínimo de eficiência aceitável definido pela norma TP-1. MAT - Massa do cobre no enrolamento de A.T. em kilogramas. MBT - Massa do cobre no enrolamento de B.T. em kilogramas. Mfc - Massa da culatra em kilogramas. Mfn - Massa das colunas do núcleo em kilogramas. mm - Milímetro. Mnucleo - Massa do núcleo em kilogramas. Mx - Maxwell. n - Ordem harmônica. N1 - Número de espiras no enrolamento de A.T. N2 - Número de espiras no enrolamento de B.T. nAT - Número de espiras primárias. nBT - Número de espiras secundárias. Ncam - Número de camadas dos enrolamentos. NL - Perda em vazio definida pela norma TP-1. P2 - Potência no terminal de B.T. em Watts. PAT - Perdas no enrolamento de A.T. em Watts. PBT - Perdas no enrolamento de B.T. em Watts. Pcp - Perda por corrente parasita em Watts. PcpN - Perda por corrente parasita em condições nominais em Watts. Pcu - Perdas totais no cobre em Watts. Pe - Potência de entrada em Watts. pe - Perda específica em Watts por kilogramas. Pf - Perdas totais no ferro em Watts. Pfc - Perdas na culatra em Watts. Pfn - Perdas no núcleo em Watts. Ph - Perda por histerese em Watts. PHn - Perda por histerese harmônica em Watts. Pk - Valor das perdas em carga definido pela norma HD 428. Po - Valor das perdas em vazio definido pela norma HD 428. Popd - Outras perdas por dispersão em Watts. PopdN - Outras perdas de dispersão sob condições nominais em Watts. Ps - Potência de saída em Watts. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO IX AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ R - Resistência em corrente contínua dos enrolamentos em Ohms. r1 - Resistência no enrolamento de A.T. em Ohms. r2 - Resistência no enrolamento de B.T. em Ohms. rad - Radianos. s - Coeficiente do material do núcleo. S - Siemens. S0 - Seção circunscrita das colunas do núcleo em centímetros quadrados. Sc - Área efetiva da culatra em centímetros quadrados. SEL - Nível de eficiência padrão definido pela norma TP-1. SfAT - Seção do fio de cobre do enrolamento de A.T. em milímetros quadrados. SfBT - Seção do fio de cobre do enrolamento de B.T. em milímetros quadrados. Sn - Área efetiva das colunas em centímetros quadrados. Snb - Seção bruta das colunas em centímetros quadrados. t - Espessura das lâminas em centímetros. T - Fator de correção de temperatura definida pela norma TP-1. TOC - Custo total operacional definido pela norma TP-1. u1 - Tensão de alimentação no enrolamento de A.T. em Volts. U1 - Tensão fundamental em Volts. u2 - Tensão de alimentação no enrolamento de B.T. em Volts. U2 - Tensão no terminal secundário em Volts. UAT-fase - Tensão de fase no primário em Volts. UBT-fase - Tensão de fase no secundário em Volts. Umedio - Tensão média em Volts. Un - Tensão da n-ésima harmônica em Volts. V - Volts. W - Watts. Wcu - Perda total nos enrolamentos em Watts. wf - perda por kilograma no material. WN - Perda em vazio do transformador em Watts. x - Constante de Steinmetz. x1 - Reatância no enrolamento de A.T. em Ohms. x2 - Resistência no enrolamento de B.T. em Ohms. Zm - Impedância no ramo de magnetização em Ohms. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO X AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Lista de Figuras Figura 2.1 – Diagrama de um transformador monofásico [1] .............................................................. 4 Figura 2.2 – Circuito equivalente em T de um transformador [1] ........................................................ 7 Figura 2.3 – Curva de Magnetização Inicial e Laço de Histerese [3] .................................................. 8 Figura 2.4 – Diagrama de ligações para ensaio em vazio em transformadores trifásicos [7]........... 15 Figura 2.5 – Diagrama de ligações para ensaio de perdas em carga em transformadores trifásicos [7] .............................................................................................................................................. 16 Figura 3.1 – Curva de eficiência em um transformador de 50 kVA [9].............................................. 19 Figura 3.2 – Comparação de Padrões de Eficiência Internacional [8] .............................................. 21 Figura 3.3 – Combinação das Perdas Definida pelo HD 428 [10]...................................................... 22 Figura 4.1 – Relação entre área do núcleo e potência em kVA [18] ................................................. 33 Figura 4.2 - Seção do Núcleo em Degraus...................................................................................... 34 Figura 4.3 - Conjunto de lâminas formando um núcleo trifásico...................................................... 35 Figura 4.4 – Parte Ativa.................................................................................................................... 37 Figura 4.5 – Diâmetros da bobina de baixa e alta tensão ............................................................... 37 Figura 4.6 – Comparação das perdas do projeto e estabelecido em norma NBR 5440 ................. 43 Figura 5.1 – Densidade do fluxo magnético versus área do núcleo ................................................ 46 Figura 5.2 – Massa versus perda em B.T. ....................................................................................... 47 Figura 5.3 – Massa versus perda em A.T. ....................................................................................... 48 Figura 5.4 – Massa total versus perda total no cobre...................................................................... 49 Figura 5.5 – Massa versus perda nas colunas do núcleo................................................................ 50 Figura 5.6 – Massa versus perda na culatra.................................................................................... 50 Figura 5.7 – Massa total versus perda total no núcleo .................................................................... 51 Figura 5.8 – Superfície de Fabricação com diâmetro de A.T. constante......................................... 53 Figura 5.9 – Superfície de Fabricação com variação no diâmetro de A.T....................................... 53 Figura 5.10 – Superfície de Fabricação com variação no diâmetro de A.T. e com o diâmetro de A.T. constante.......................................................................................................................... 54 Figura 5.11 – Custo de fabricação versus perdas em vazio com o diâmetro de A.T. constante .... 54 Figura 5.12 – Custo de fabricação versus perdas em vazio com a variação do diâmetro de A.T. . 55 Figura 5.13 – Custo de fabricação versus perdas em carga com o diâmetro de A.T. constante .... 55 Figura 5.14 – Custo de fabricação versus perdas em carga com a variação do diâmetro de A.T.. 56 Figura 5.15 – Custo de fabricação versus perdas em carga ........................................................... 56 Figura 5.16 – Superfície de fabricação limitada pela perda total..................................................... 59 Figura 5.17 – Custo total versus custo de fabricação com diâmetro de A.T. constante.................. 63 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO XI AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Figura 5.18 – Custo total versus custo de fabricação com variação no diâmetro de A.T................ 63 Figura 5.19 – Custo total versus perdas em vazio com o diâmetro de A.T. constante ................... 64 Figura 5.20 – Custo total versus perdas em vazio com variação no diâmetro de A.T. ................... 64 Figura 5.21 – Custo total versus perdas nos enrolamentos com o diâmetro de A.T. constante ..... 65 Figura 5.22 – Custo total versus perdas nos enrolamentos com variação no diâmetro de A.T. ..... 66 Figura 5.23 – Curva de carga em patamares [19].............................................................................. 66 Figura 5.24 – Superfícies de custo total do transformador .............................................................. 67 Figura 5.25 – Superfície de custo total do transformador com diâmetro de A.T. constante............ 67 Figura 5.26 – Superfície de custo total do transformador com variação no diâmetro de A.T.......... 68 Figura 5.27 – Superfície de custo total limitada pelas perdas totais................................................ 68 Figura 5.28 – Comparação entre as perdas nos transformadores analisados ................................ 70 Figura 5.29 – Superfícies de fabricação para transformador de 30 kVA ......................................... 75 Figura 5.30 – Superfície de fabricação para transformador de 30 kVA com diâmetro de A.T. constante ................................................................................................................................. 76 Figura 5.31 – Superfície de fabricação para transformador de 30 kVA com variação no diâmetro de A.T. .......................................................................................................................................... 76 Figura 5.32 – Superfície de fabricação limitada pelas perdas totais para transformador de 30 kVA ................................................................................................................................................. 77 Figura 5.33 – Comparação entre as superfícies de fabricação com diâmetro de A.T. constante ... 78 Figura 5.34 – Comparação entre as superfícies de fabricação com variação no diâmetro de A.T. constante ................................................................................................................................. 78 Figura 5.35 – Superfícies de custo total para transformador de 30 kVA ......................................... 79 Figura 5.36 – Superfície de custo total para transformador de 30 kVA com o diâmetro de A.T. constante ................................................................................................................................. 79 Figura 5.37 – Superfície de custo total para transformador de 30 kVA com a variação no diâmetro de A.T. ..................................................................................................................................... 80 Figura 5.38 – Comparação das perdas nos transformadores analisados de 30 kVA...................... 83 Figura 5.39 – Comparação entre as superfícies de custo total com o diâmetro de A.T. constante 86 Figura 5.40 – Comparação entre as superfícies de custo total com a variação do diâmetro de A.T. ................................................................................................................................................. 87 Figura 6.1 – Demanda residencial cedida pela AES-SUL ............................................................... 89 Figura 6.2 – superfície de custo total para consumidor residencial................................................. 91 Figura 6.3 – Superfície de custo total para consumidor residencial com diâmetro de A.T. constante ................................................................................................................................................. 92 Figura 6.4 – Superfície de custo total para consumidor residencial para variação do diâmetro de A.T. .......................................................................................................................................... 92 Figura 6.5 – Comparação da redução das perdas para o transformador de 30 kVA com demanda residencial................................................................................................................................ 93 Figura 6.6 – Comparação do aumento da massa para o transformador de 30 kVA com demanda residencial................................................................................................................................ 93 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO XII AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Figura 6.7 – Gráfico do custo total com a perda em vazio para consumidor residencial com diâmetro de A.T. constante ..................................................................................................... 94 Figura 6.8 – Gráfico do custo total com a perda em vazio para consumidor residencial com variação no diâmetro de A.T. .................................................................................................. 95 Figura 6.9 – Gráfico do custo total com a perda em carga para consumidor residencial com diâmetro de A.T. constante ..................................................................................................... 95 Figura 6.10 – Gráfico do custo total com a perda em carga para consumidor residencial com variação no diâmetro de A.T. .................................................................................................. 96 Figura 6.11 – Comparação das perdas em vazio com o CTR/analise para demanda residencial com diâmetro de A.T. constante.............................................................................................. 97 Figura 6.12 – Comparação das perdas em vazio com o CTR/analise para demanda residencial com a variação do diâmetro de A.T......................................................................................... 97 Figura 6.13 – Comparação das perdas no cobre com o custo de aquisição para demanda residencial com o diâmetro de A.T. constante ........................................................................ 98 Figura 6.14 – Comparação das perdas no cobre com o custo de aquisição para demanda residencial com a variação do diâmetro de A.T. ..................................................................... 98 Figura 6.15 – Superfícies de energia para a demanda residencial ............................................... 100 Figura 6.16 – Comparação da energia versus o custo total para demanda residencial com o diâmetro de A.T. constante ................................................................................................... 100 Figura 6.17 – Comparação da energia versus o custo total para demanda residencial com a variação do diâmetro de A.T. ................................................................................................ 101 Figura 6.18 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 101 Figura 6.18 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. ............................................................................................................................................... 102 Figura 6.20 – Comparação das perdas para o transformador de 30 kVA para demanda residencial ............................................................................................................................................... 103 Figura 6.21 – Demanda comercial cedida pela AES-SUL ............................................................. 105 Figura 6.22 – Superfície de custo total para consumidor comercial .............................................. 107 Figura 6.23 – Superfície de custo total para consumidor comercial com diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 107 Figura 6.24 – Superfície de custo total para consumidor comercial com variação no diâmetro de A.T. ........................................................................................................................................ 108 Figura 6.25 – Comparação da redução das perdas para o transformador de 30 kVA com demanda comercial ............................................................................................................................... 109 Figura 6.26 – Superfície de energia para o transformador de 30 kVA com demanda comercial.. 111 Figura 6.27 – Comparação da energia versus o custo total para demanda comercial com o diâmetro de A.T. constante ................................................................................................... 111 Figura 6.28 – Comparação da energia versus o custo total para demanda comercial com variação no diâmetro de A.T. ............................................................................................................... 112 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO XIII AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Figura 6.29 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 112 Figura 6.30 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. ............................................................................................................................................... 113 Figura 6.31 – Demanda industrial cedida pela AES-SUL .............................................................. 115 Figura 6.32 – Superfícies de custo total para consumidor industrial ............................................. 116 Figura 6.33 – Superfície de custo total para consumidor industrial com diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 117 Figura 6.34 – Superfície de custo total para consumidor industrial com variação no diâmetro de A.T. ........................................................................................................................................ 117 Figura 6.35 – Superfície de energia para o transformador de 30 kVA com demanda industrial ... 119 Figura 6.36 – Comparação da energia versus o custo total para demanda industrial com o diâmetro de A.T. constante.................................................................................................... 120 Figura 6.37 – Comparação da energia versus o custo total para demanda industrial com variação no diâmetro de A.T. ............................................................................................................... 120 Figura 6.38 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 121 Figura 6.39 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. ............................................................................................................................................... 121 Figura 6.40 – Demanda rural cedida pela AES-SUL ..................................................................... 123 Figura 6.41 – Superfícies de custo total para consumidor rural..................................................... 124 Figura 6.42 – Superfície de custo total para consumidor industrial com diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 125 Figura 6.43 – Superfície de custo total para consumidor industrial com variação no diâmetro de A.T. ........................................................................................................................................ 125 Figura 6.44 – Superfície de energia para o transformador de 30 kVA com demanda rural .......... 127 Figura 6.45 – Comparação da energia versus o custo total para demanda rural com o diâmetro de A.T. constante........................................................................................................................ 128 Figura 6.46 – Comparação da energia versus o custo total para demanda rural com variação no diâmetro de A.T. .................................................................................................................... 128 Figura 6.47 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................................... 129 Figura 6.48 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. ............................................................................................................................................... 129 Figura 6.49 – Superfícies de custo total para os casos estudados com o diâmetro de A.T. constante ............................................................................................................................... 131 Figura 6.50 – Superfícies de custo total para os casos estudados com a variação no diâmetro de A.T. ........................................................................................................................................ 132 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO XIV AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Lista de Tabelas Tabela 3.1 – Principais Padrões de Eficiência de Energia em Transformadores [8] ........................ 20 Tabela 3.2 – Padrões de Perdas em Transformadores de Distribuição [11] ..................................... 22 Tabela 3.3 – Níveis de Eficiência Padrão para Transformadores de Distribuição - SEL [13] ........... 24 Tabela 3.4 – Tamanho das Amostras e Estatística t [14] .................................................................. 26 Tabela 3.5 – Parâmetros de Projeto de Transformadores Padrão e Eficiente [8] ............................ 28 Tabela 3.6 – Parâmetros de Projeto de Transformadores Padrão e Eficiente [8] ............................ 29 Tabela 3.7 – Características técnicas de transformadores trifásicos da Pólo Electro [15] ................ 29 Tabela 4.1 – Valores de corrente de excitação e perdas em transformadores trifásicos de........... 32 15 kV [16] ........................................................................................................................................... 32 Tabela 4.2 – Valores de corrente de excitação e perdas em transformadores trifásicos de 24,2 kV e 36,2 kV [16] ............................................................................................................................. 32 Tabela 5.1 – Valores de perdas totais do transformador trifásico de 15 kVA.................................. 57 Tabela 5.2 – Valores de perdas em vazio do transformador trifásico de 15 kVA............................ 58 Tabela 5.3 – Valores de perdas em carga do transformador trifásico de 15 kVA ........................... 58 Tabela 5.4 – Valores de impedância percentual do transformador trifásico de 15 kVA .................. 60 Tabela 5.5 – Custo de fabricação do transformador de 15 kVA ...................................................... 60 Tabela 5.6 – Custo total do transformador de 15 kVA..................................................................... 69 Tabela 5.7 – Resultados da massa do núcleo e do cobre no projeto para transformador de 15 kVA ................................................................................................................................................. 71 Tabela 5.8 – Resultados das perdas por massa no projeto para transformador de 15 kVA........... 72 Tabela 5.9 – Resultados da densidade magnética e densidade de corrente no projeto para transformador de 15 kVA......................................................................................................... 72 Tabela 5.10 – Energia consumida pelo transformador de 15 kVA .................................................. 73 Tabela 5.11 – Valores de perdas do transformador trifásico de 30 kVA ......................................... 75 Tabela 5.12 – Custo de fabricação do transformador de 30 kVA .................................................... 77 Tabela 5.13 – Custo total do transformador de 30 kVA................................................................... 80 Tabela 5.14 – Valores de perdas em vazio do transformador trifásico de 30 kVA.......................... 82 Tabela 5.15 – Valores de perdas em carga do transformador trifásico de 30 kVA ......................... 83 Tabela 5.16 – Resultados da massa do núcleo e do cobre no projeto para transformador de 30 kVA .......................................................................................................................................... 84 Tabela 5.17 – Resultados das perdas por massa no projeto para transformador de 30 kVA......... 85 Tabela 5.18 – Resultados da densidade magnética e densidade de corrente no projeto para transformador de 30 kVA......................................................................................................... 85 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO XV AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO COM BASE NO CARREGAMENTO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA _______________________________________________________________________________________ Tabela 5.19 – Energia consumida pelo transformador de 30 kVA................................................... 86 Tabela 6.1 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor residencial....................... 90 Tabela 6.2 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor residencial............ 96 Tabela 6.3 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda residencial ............... 99 Tabela 6.4 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda residencial ............................................................................................................................................... 103 Tabela 6.5 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda residencial.............................................................................................................................. 104 Tabela 6.6 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda residencial.............................................................................................................................. 105 Tabela 6.7 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor comercial....................... 106 Tabela 6.8 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor comercial ........... 109 Tabela 6.9 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda comercial ............... 110 Tabela 6.10 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda comercial ............................................................................................................................................... 113 Tabela 6.11 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda comercial................................................................................................................................ 114 Tabela 6.12 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor industrial...................... 116 Tabela 6.13 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor industrial .......... 118 Tabela 6.14 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda industrial .............. 118 Tabela 6.15 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda industrial ............................................................................................................................................... 122 Tabela 6.16 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda industrial................................................................................................................................. 122 Tabela 6.17 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor rural............................. 124 Tabela 6.18 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor rural.................. 126 Tabela 6.19 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda rural ..................... 127 Tabela 6.20 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda rural . 130 Tabela 6.21 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda rural ............................................................................................................................................... 130 Tabela 6.22 – Comparação entre os tipos de consumidores e o fator de energia consumida...... 132 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO XVI CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO Capítulo 1 Introdução O transformador é um equipamento com aplicação em todo o sistema de distribuição utilizado para adequar os níveis de tensão às necessidades de consumo, distribuição, transmissão e geração. A aplicação do transformador é acompanhada por diversas perdas que acarretam custos na operação das redes de distribuição. A otimização do funcionamento do transformador visa a redução de suas perdas de modo a obter maior eficiência energética. Esta eficiência geralmente aumenta o custo de fabricação ao mesmo tempo em que reduz o custo operacional. Isto porque quanto maior a eficiência, maior é a utilização de materiais com alto nível de qualidade sendo portanto, mais caros. Dentro deste contexto, o custo de fabricação está diretamente ligado à qualidade e à quantidade de material utilizado na produção de um transformador. Da mesma forma, as perdas operacionais deste equipamento também estão diretamente ligadas à qualidade e proporção do material de forma a diminuí-las. Ainda, o custo total é dependente das perdas do transformador na rede, sendo avaliado em forma de custo de energia para a concessionária e da demanda em determinado circuito da rede. Quanto mais exata a potência para uma determinada demanda, em determinado circuito, menores são as perdas de energia. Este trabalho tem como objetivo um estudo dos custos em função das perdas do transformador. Para a obtenção dos custos é traçada uma metodologia para a formação de superfícies denominadas de superfícies de fabricação e de de custo total. Dessa forma, a superfície de fabricação permite uma análise do custo de fabricação e a superfície de custo total, uma análise dos custos operacionais deste transformador. Os capítulos a seguir apresentam as etapas necessárias para o entendimento de um projeto de transformador e, por conseguinte, a obtenção dessas superfícies. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 1 CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO O capítulo 2 aborda os conceitos básicos do funcionamento dos transformadores, e conseqüentemente, suas perdas. Descreve o comportamento das perdas durante a sua operação e de que forma as perdas, devido aos harmônicos da rede, influenciam no seu desempenho. O capítulo 3 descreve os conceitos sobre eficiência do transformador e como é adotado em termos mundiais. Também apresenta um levantamento das propostas de desempenho e custos adotados na Europa e nos Estados Unidos para a avaliação energética do transformador de distribuição na rede. O capítulo 4 traça a metodologia de projeto para transformadores de distribuição obedecendo a limites de perdas estabelecidas em normas nacionais. Conhecendo um projeto de transformador é possível fazer uma análise mais detalhada do comportamento de suas perdas com a proporção de material utilizado na fabricação. E esta análise se torna muito importante para o capítulo 5. O capítulo 5 descreve a obtenção das superfícies de fabricação e de custo total a partir do cálculo de um projeto de transformador. Na análise destas superfícies são considerados o limite de perdas totais estabelecido em normas nacionais e as vantagens sob a perspectiva da concessionária e do fabricante em termos de custos em função das perdas. Na superfície de custo total pode-se avaliar o menor custo operacional de acordo com a mudança de alguns parâmetros do projeto. O capítulo 6 realiza um estudo de casos que compreende demandas diferentes de forma a escolher o melhor projeto de transformador. Neste capítulo, o melhor projeto de transformador é o que indica menor custo total, diminuição das perdas capitalizadas e da energia consumida quando comparado com um projeto de transformador padrão. São também realizadas análises de viabilidade econômica do projeto e do tempo de retorno do investimento. O capítulo 7 apresenta sugestões de trabalhos futuros e a conclusão deste trabalho. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 2 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Capítulo 2 Princípio de Funcionamento e Perdas em Transformadores Conhecer-se o princípio de funcionamento e as perdas é fundamental na busca por transformadores mais eficientes em termos de consumo de energia elétrica. As perdas em vazio têm se tornado de maior interesse neste aspecto pelo fato dos transformadores operarem na maior parte do tempo com menos da metade de sua potência nominal. Atualmente, no sistema elétrico, são inúmeras as cargas não-lineares que inserem conteúdo harmônico no sistema. Tal situação, além do aumento de perdas, provoca maior solicitação no isolamento do transformador e, consequentemente, redução de sua vida útil. Dentro deste contexto, são estudados a natureza das perdas e os parâmetros que podem influenciar diretamente o rendimento dos transformadores. 2.1 Princípio de Funcionamento dos Transformadores O transformador é um equipamento constituído basicamente por um núcleo ferromagnético e um grupo de bobinas de material condutor. Logo, seu princípio de funcionamento é baseado nas leis que regem os circuitos mutuamente acoplados. Deste modo, sua principal função é estabelecer um acoplamento de circuitos com tensões diferentes conforme Figura 2.1. As correntes que percorrem as bobinas primária e secundária são denominadas i1 e i2, respectivamente. Estas correntes desenvolvem uma força magnetomotriz f.m.m. denominada i1N1 e i2N2, onde N1 é o número de espiras na bobina primária e N2, na secundária. Esta força é responsável pelo estabelecimento da intensidade do campo magnético, H, associada a uma densidade do fluxo magnético, B. Finalmente, a densidade de fluxo na área do núcleo, A, resulta no fluxo magnético φ. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 3 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Φ Φσ1 e1 Φσ2 e2 Figura 2.1 – Diagrama de um transformador monofásico [1] Aplicando a segunda lei de Kirchhoff aos circuitos da Figura 2.1 tem-se a Equação (2.1) conforme [1]. i1 N1 + i2 N 2 = i0 N1 (2.1) A parcela i0 N1 é o componente de magnetização responsável pelo valor instantâneo do fluxo. O fluxo de magnetização percorre o núcleo uniformemente, atravessando os enrolamentos primário e secundário. As forças eletromotrizes (f.e.m.) resultam da concatenação do fluxo magnético nos enrolamentos primário e secundário, sendo mostradas nas Equações (2.2) e (2.3). e1 = − N 1 dφ dt (2.2) e2 = − N 2 dφ dt (2.3) A f.m.m. também provoca o fluxo de dispersão. O fluxo de dispersão do primário φσ1, é produzido somente pela corrente i1 e envolve os enrolamentos do primário por meios não-magnéticos tais como, óleo, ar, cobre e outros. O mesmo ocorre com o fluxo de dispersão do secundário, φσ2, que é produzido pela corrente i2 e envolve os enrolamentos do secundário. Esses fluxos de dispersão resultam nas f.e.m. de dispersão conforme (2.4) e (2.5). LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO eσ 1 = − Lσ 1. di1 dt (2.4) eσ 2 = − Lσ 2 . di2 dt (2.5) 4 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Onde, Lσ 1 e Lσ 2 , são indutâncias parasitas devido ao fluxo de dispersão. Aplicando a lei Kirchhoff das tensões no enrolamento primário obtém-se a tensão u1 de alimentação, conforme (2.6) e (2.7). u1 = − ⎡⎣e1 + eσ 1 + ( −i1r1 ) ⎤⎦ u1 = N 1 (2.6) di dφ dφ + Lσ 1 1 + i1 r1 = 1 + i1 r1 dt dt dt (2.7) Onde, φ1 é o fluxo total concatenado no enrolamento primário. As forças contra-eletromotrizes criadas por meios magnéticos mais a queda de tensão no enrolamento secundário produzem a tensão u2, conforme (2.8) e (2.9). e2 + eσ 2 + ( −i2 r2 ) = u2 u2 = N 2 di dφ dφ + Lσ 2 2 + i2 r2 = 2 + i2 r2 dt dt dt (2.8) (2.9) Onde φ2 é o fluxo total concatenado no enrolamento secundário. 2.1.1 Circuito Equivalente do Transformador Conhecendo as equações das f.e.m. e f.m.m., que regem o funcionamento do transformador pode-se fazer um estudo analítico através de um circuito equivalente. Por questão de simplicidade o enrolamento secundário é referido ao enrolamento primário para a construção do circuito equivalente. E, portanto, se faz o uso da relação de transformação, k, mostrada em (2.10). dΦ − N1 e1 dt = N1 k= = e2 − N d Φ N 2 2 dt (2.10) Para obter a f.e.m. secundária referida ao primário, E21 , basta multiplicá-la pela relação de transformação obtendo a Equação (2.11). E21 = kE2 = E1 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 5 (2.11) CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. A corrente secundária referida ao primário, I 21 , deve manter sua potência total constante, e a partir da Equação (2.12) obtém-se a Equação (2.13). E21 I 21 = E2 I 2 I 21 = E2 1 I2 = I2 E21 k (2.12) (2.13) Quando se refere o enrolamento secundário ao enrolamento primário, as potências não se modificam e as perdas no cobre do enrolamento real e do equivalente devem ser iguais resultando em (2.14). A partir desta obtém-se a resistência do secundário referido ao primário pela Equação (2.15). (2.14) I 212 r21 = I 22 r2 2 ⎛I ⎞ r21 = ⎜ 2 ⎟ r2 = k 2 r2 ⎝ I 21 ⎠ (2.15) A reatância indutiva de dispersão do enrolamento secundário referido ao primário x21 depende do número de espiras conforme (2.16). 2 ⎛N ⎞ x21 = ⎜ 1 ⎟ x2 = k 2 x2 ⎝ N2 ⎠ (2.16) Assim, a equação (2.17) fornece a impedância do circuito equivalente referido ao primário Z21. Z 21 = r21 + jx21 = k 2 (r2 + jx2 ) = k 2 Z 2 (2.17) Com as grandezas do enrolamento secundário referidas ao primário, pode-se construir o circuito equivalente de um transformador. Considerando um regime senoidal, as grandezas são representadas por seus fasores. Então, sendo − E&1 a f.e.m. nos terminais do circuito magnético no primário obtém-se com a Equação (2.18) a impedância do ramo de magnetização. − E&1 = I&0 Z m = I&0 (rm + jxm ) Onde: LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 6 (2.18) CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Zm é a impedância do circuito de magnetização; rm é a resistência de magnetização; xm é a reatância de magnetização. Desta forma, a construção de um circuito equivalente, conforme Figura 2.2, facilita o entendimento do princípio de funcionamento e determinação dos parâmetros. r1 x1 r21 I1 x21 I21 I0 Zm Figura 2.2 – Circuito equivalente em T de um transformador [1] 2.2 Perdas em Transformadores O funcionamento dos transformadores é acompanhado de perdas, ou seja, parte da potência absorvida é dissipada em forma de calor pelos enrolamentos primários e secundários e pelo núcleo. Quando os transformadores estão operando sem carga ou com um mínimo de carregamento, de acordo com a sua potência, diz-se que é acompanhado das chamadas perdas em vazio. Operando sob carga, o transformador possui perdas concentradas nos seus enrolamentos, denominadas perdas em carga. Tais perdas podem ser estimadas através de ensaios de perdas em vazio e ensaios de perdas em curto-circuito. 2.2.1 Perdas em Vazio A transformação de tensão ocasiona perdas no núcleo que podem ser analisadas com o transformador operando sem carga, conforme [2]. Tal operação é dita operação em vazio, onde obtêm-se as perdas no núcleo. As perdas em vazio são ocasionadas pela corrente de magnetização responsável pelo estabelecimento do fluxo magnético. Neste caso, as perdas nos enrolamentos são desprezíveis e, portanto, podem ser representadas pelas perdas no núcleo que possuem duas componentes: perdas por histerese e perdas Foulcalt. Esta última é também conhecida como perda por correntes parasitas nas lâminas do núcleo. A histerese é um fenômeno que descreve a energia consumida por um material LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 7 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. magnético, seu comportamento não-linear e sua natureza. Desta forma, a histerese pode ser representada por uma curva de indução magnética, B, versus intensidade de campo magnético, H. A área determinada por esta curva indica a energia dissipada no núcleo em forma de calor durante um ciclo de alimentação. O material magnético possui um ponto de saturação onde o fluxo magnético Bs se mantém constante a partir de um determinado ponto de intensidade magnética Hs. Quando essa intensidade de campo magnético se anula, ou seja, quando o material é desmagnetizado, ainda existe no mesmo uma densidade de fluxo magnético Br denominado fluxo remanescente. Para anular esse fluxo remanescente é necessário aplicar uma intensidade de campo magnético de polaridade inversa denominada força coerciva Hc. O laço de histerese está representado na Figura 2.3. Curva Inicial de Magnetização Figura 2.3 – Curva de Magnetização Inicial e Laço de Histerese [3] As perdas por histerese em função da densidade de fluxo máxima Bm são expressas, segundo Steinmetz, em (2.19). Ph = β M nucleo δ f .Bmx Onde: Ph é a perda por histerese em W; β é a constante de proporcionalidade característica do material do núcleo; Mnucleo é a massa do núcleo em kg; δ é a densidade do material kg/cm2; f é a freqüência em Hz; LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 8 (2.19) CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Bm é a indução máxima do fluxo em G; x é a constante de Steinmetz. Quando um fluxo alternado é induzido no núcleo, ocorrem perdas por correntes parasitas ou perdas Foulcalt segundo a lei de Lenz. Estas correntes parasitas aquecem o núcleo, reduzindo a área efetiva de passagem do fluxo magnético, ocasionando aquecimento e aumento das perdas Joule. Steinmetz também demonstrou uma equação empírica, expressando essas perdas, mostrada em (2.20). Pcp = ε M nucleo δ f 2 Bm2 .t 2 (2.20) Onde: Pcp é a perda por corrente parasita em W; ε é a constante de proporcionalidade determinada experimentalmente; t é a espessura das lâminas do núcleo em cm; As correntes parasitas podem circular dentro de cada lâmina tanto individualmente como também entre várias lâminas simultaneamente. Para o primeiro caso, as correntes parasitas são chamadas de intralaminares e dependem da largura, espessura e resistividade de cada lâmina. No segundo caso, são denominadas de correntes parasitas interlaminares e dependem da largura e peso da pilha de lâminas, do número e da resistência superficial de isolação de cada lâmina, também chamada de resistência de interlaminação. Desta forma, estas perdas podem ser minimizadas com a seleção adequada da espessura da lâmina de aço silício e do seu material isolante. As perdas em vazio totais são o resultado da soma das componentes de perdas por histerese e Foulcalt conforme Equação (2.21). WN = Ph + Pcp (2.21) Onde: WN é a perda em vazio total do transformador em W. As perdas em vazio geralmente representam menos de 1% da potência nominal do equipamento e têm pouca dependência da carga, mas na rede de distribuição influenciam no custo da energia para as perdas capitalizadas. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 9 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. 2.2.1.1 Parâmetros que Influenciam a Magnitude das Perdas em Vazio Nas equações de Steinmetz, (2.19) e (2.20), os parâmetros massa e densidade do material independem do nível de tensão aplicada. São constantes e exercem influência direta nas perdas em vazio. A indução magnética máxima, Bm, influencia as duas componentes das perdas em vazio, sendo que, para as perdas por histerese ela depende do material utilizado, e a indução magnética é diretamente dependente da área do núcleo e da tensão aplicada. As lâminas que constituem o núcleo têm um papel fundamental nas perdas em vazio. De acordo com as equações de Steinmetz, as perdas por correntes parasitas são proporcionais ao quadrado da espessura das lâminas de modo que estas devem ser finas e isoladas, porém, sem prejudicar a magnitude da indução magnética. Os grãos magnéticos que constituem essas lâminas devem estar orientados de tal forma a facilitarem o escoamento do fluxo magnético pelo núcleo. O corte das lâminas e a montagem do núcleo devem ser feitos de forma a não prejudicarem os grãos, como também o rendimento do material. A freqüência de operação do transformador define a magnitude da indução magnética e a espessura das lâminas do núcleo. Portanto, a construção do núcleo e a qualidade do material utilizado são fundamentais para a determinação das perdas em vazio. 2.2.2 Perdas em Carga As perdas em carga são caracterizadas pelas perdas nos enrolamentos primário e secundário do transformador e pelas perdas por dispersão. As perdas nos enrolamentos variam com o quadrado da corrente de carga I2R, e as perdas por dispersão ocorrem nos enrolamentos e em outras partes estruturais do transformador. As perdas I2R são devido à corrente eficaz de carga, considerando-se a resistência em corrente contínua, tendendo a aumentar com a elevação da temperatura. As perdas por correntes parasitas nos enrolamentos são devidas à passagem de corrente alternada nos condutores, tendo tal fenômeno sua origem no efeito pelicular. Devido a este fato, surgem correntes parasitas nos condutores devido à lei de Lenz, que tendem a se opor ao fluxo criado. Este efeito ocorre devido ao fluxo de dispersão criado nos próprios condutores, aumentando a resistência do cobre e, portanto, aumentando as LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 10 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. perdas por efeito Joule pela elevação de temperatura no condutor. Estas perdas - devido às correntes parasitas nos condutores para um campo magnético uniforme e perpendicular à largura do condutor - dependem da largura do condutor, da densidade magnética máxima e da freqüência. Para campos magnéticos não uniformes, tal como o fluxo de dispersão nos condutores, o cálculo das perdas por correntes parasitas torna-se uma aproximação, pois depende da forma como o fluxo magnético corta a superfície do cobre. Portanto, o dimensionamento da largura do condutor torna-se fundamental para a redução destas perdas. As outras perdas por dispersão também são devidas ao fluxo de dispersão criado pelo transformador, porém se concentram em quaisquer partes estruturais que não sejam nos enrolamentos. Portanto as perdas em carga de um transformador podem ser expressas conforme (2.22). (2.22) Wcu = I 2 R + Pcp + Popd Onde: Wcu é a perda total sob carga em W; I é a corrente eficaz em A; R é a resistência em corrente contínua dos enrolamentos em Ω; Pcp é a perda por correntes parasitas em W; Popd são as outras perdas por dispersão em W. Desta forma, as perdas sob carga são diretamente relacionadas com o carregamento do transformador. 2.2.3 Contribuição dos Harmônicos nas Perdas As componentes harmônicas aumentam as perdas totais dos transformadores. Em [4] é mostrada a perda por histerese devido às harmônicas no núcleo, conforme (2.23). PHn ⎞ ⎛ ∞ U = ⎜⎜ ∑ n cos ϕ n ⎟⎟ ⎠ ⎝ n =1 n ⋅ U 1 Onde: LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 11 s (2.23) CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. PHn perda por histerese harmônica em W; Un tensão da n-ésima harmônica em V; n é a ordem harmônica; U1 tensão fundamental em V; ϕn ângulo de fase da tensão harmônica; s coeficiente do material do núcleo (coeficiente de Steinmetz, para aço-silício: 1,6). Para uma tensão não-senoidal tem-se a amplitude máxima da densidade de fluxo em (2.24). Bmax = π 2 N ( Area)ω . π U ( ωt ) d ( ωt ) = .U ∫ π 2 N ( Area)ω 1 π 0 medio (2.24) Onde: U medio = 2 2 π ∑ Un cos φ n n (2.25) N é o número de espiras; Area é a área do núcleo em cm2; ω é a freqüência em rad/seg; Umedio é a tensão média em V. Ainda segundo [4], tem-se a perda de Foulcalt nas lâminas do núcleo para uma distribuição senoidal e não-senoidal do fluxo magnético. Para uma tensão não-senoidal a perda por Foulcalt pode ser expressa conforme (2.26). ⎛U ⎞ Pcp = PcpN ⎜ 1 ⎟ ⎝U ⎠ 2 ⎡ ⎛U ⎢1 + ∑ ⎜⎜ n ⎢⎣ n =1 ⎝ U 1 2 ⎤ ⎞ ⎟⎟ C en .CTn ⎥ ⎥⎦ ⎠ (2.26) Onde: PcpN é a perda por corrente parasita em condições nominais em W; Cen é uma função de correção que depende da intensidade do fluxo magnético no material e CTn é um fator de correção que só é aplicado em transformadores trifásicos. Para harmônicos de seqüência zero o CTn depende da geometria do núcleo, para os outros harmônicos de seqüência, CTn=1. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 12 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Cen = 1- 0, 0017.ξ 3,61 para ξ < 3, 6 Cen = 3 ξ para ξ > 3, 6 Sendo que ξ é um parâmetro que expressa o aspecto construtivo do núcleo e a sua permeabilidade ao fluxo magnético, conforme em (2.27). (2.27) ξ = Δ π .μ .γ .(nf ) Onde: Δ é a espessura da lâmina em mm; µ é a permeabilidade da lâmina em H/m; γ é a condutividade da lâmina em S/m; nf é a ordem harmônica em Hz. O efeito harmônico nas perdas em vazio de um transformador é pequeno e tem pouca influência na sua operação, não sendo portanto considerado na determinação do fator-k e do fator de perdas harmônicas, FHL, da norma IEEE Standard C57.110-1998 [5]. A influência dos harmônicos nas perdas sob carga depende do carregamento do transformador. Isto porque o efeito do aumento da corrente de carga devido às componentes harmônicas faz com que a parcela I2 R sofra um acréscimo. Aproximadamente 5% das perdas em carga estão relacionadas com as correntes parasitas. As perdas por corrente parasita variam com o quadrado da freqüência, e as harmônicas a ela relacionadas tendem a aumentar tais perdas. Portanto, pode-se expressar as perdas por corrente parasita para condições de corrente de carga não-senoidal conforme (2.28). Pcp = PcpN n = nmax ∑ n =1 2 ⎛ In ⎞ 2 ⎜ ⎟n ⎝ IN ⎠ (2.28) Onde: In é a corrente eficaz na harmônica n em A; IN é a corrente eficaz fundamental sob condições nominais em A. As outras perdas por dispersão ocorrem quando tais fluxos cortam as partes estruturais, ocasionando perdas por histerese e corrente parasita de dispersão. Conforme LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 13 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. [5], as outras perdas por dispersão variam com o quadrado da corrente de carga, porém com um fator de no máximo 0,8 da freqüência. Em transformadores a óleo o aumento da temperatura devido às Popd pode abranger todo o equipamento e inclusive aumentar a temperatura do ponto mais quente nos enrolamentos. Segundo [6], essas perdas podem ser expressas matematicamente como em (2.29). Popd = PopdN n = nmax ∑ n =1 2 ⎛ In ⎞ ⎜ ⎟ .n ⎝ IN ⎠ (2.29) Onde: PopdN são as outras perdas de dispersão em W. 2.2.4 Determinação das Perdas As perdas em vazio e as perdas sob carga podem ser determinadas através de ensaios denominados pela NBR 5380 [7] como ensaios de rotina. 2.2.4.1 Ensaio em Vazio O objetivo do ensaio em vazio em um transformador é determinar as perdas no núcleo. O núcleo, por sua natureza magnética, estabelece uma corrente de excitação distorcida, contendo harmônicos, sendo o de terceira ordem o mais significativo e junto com os de quinta e sétima ordem podem distorcer a tensão de alimentação. Para a realização do ensaio, a tensão de alimentação deve ser puramente senoidal e, em caso de sua distorção quando ocorrer, deve ser considerada. Quando a alimentação é conectada ao enrolamento ligado em delta, pode ser realizada a correção da forma de onda. Se a alimentação for ligada ao enrolamento em estrela, os harmônicos não poderão exceder 5% de tensão de linha. O ensaio em vazio determina a magnitude da corrente de excitação e as perdas no ramo magnetizante do circuito equivalente do transformador. Tais perdas consistem nas perdas por histerese e nas perdas por corrente parasita. A Figura 2.4 apresenta a ligação dos instrumentos para ensaio em vazio em um transformador trifásico deltaestrela, conforme [7]. Nesta Figura, o voltímetro V1 indica a tensão RMS e o voltímetro V2 indica a tensão de pico por raiz de dois, V pico LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 14 2. CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Figura 2.4 – Diagrama de ligações para ensaio em vazio em transformadores trifásicos [7] As perdas em vazio podem ser representadas por um circuito equivalente contendo uma resistência equivalente indicando as perdas e uma indutância equivalente indicando o fluxo magnético. 2.2.4.2 Ensaio em Curto-Circuito O ensaio em curto-circuito determina os parâmetros das perdas sob carga dos transformadores. Basicamente, este ensaio indica as perdas ôhmicas nos enrolamentos e as perdas adicionais que estão relacionadas com a transformação da corrente. O ensaio consiste em alimentar o transformador pelo lado de alta tensão com os terminais da baixa tensão curto-circuitados, onde deve circular a corrente nominal. Isto ocorre sob tensão reduzida, o que proporciona perdas de excitação próximas de zero. O diagrama de ligações para este ensaio em um transformador trifásico delta-estrela é mostrado na Figura 2.5, conforme [7]. Este ensaio determina as perdas totais em carga e as correntes dos enrolamentos. As resistências dos enrolamentos são obtidas conforme ensaio de elevação de temperatura, assim têm-se as perdas I2R. As perdas de dispersão são calculadas conforme Equação (2.30). LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 15 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO E PERDAS EM TRANSFORMADORES. Figura 2.5 – Diagrama de ligações para ensaio de perdas em carga em transformadores trifásicos [7] Pcp + Popd = Wcu − I 2 R LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 16 (2.30) CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Capítulo 3 Conceituação Internacional da Eficiência Para o entendimento dos padrões de eficiência de energia aplicada em transformadores em nível internacional é primeiramente introduzido o conceito teórico de eficiência ou rendimento em transformadores. A eficiência de um transformador está relacionada à magnitude das suas perdas de energia. Vale ressalta que, tais perdas possuem também conseqüências financeiras. O transformador deve ser projetado de modo a se adequar aos padrões de perdas, geralmente estabelecidos em normas. Na realidade, não existe uma definição geral sobre transformadores de alta eficiência. Cada norma e cada país utiliza uma definição diferente, considerando perdas, custos ou transformadores produzidos em um determinado período. Dentro deste contexto, têm-se duas linhas principais mais difundidas na definição de eficiência em transformadores, a Européia e a Americana. 3.1 Eficiência de Transformadores Os transformadores de distribuição são máquinas de alto rendimento com eficiência em torno de 99%. No entanto, quando instalados em redes elétricas, sob vários níveis de tensão de distribuição, o total das perdas nesta rede é relativamente alto. Um estudo feito pelo Instituto Leonardo Energy [8] mostra que um terço das perdas em sistemas de distribuição e transmissão ocorrem em transformadores e dois terços no resto do sistema. A eficiência de um transformador de distribuição pode ser definida como a relação da potência de saída, Ps, pela potência de entrada, Pe [9] conforme em (3.1). η= LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO Ps Pe (3.1) 17 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Para verificar como a eficiência varia com uma carga qualquer supõe-se uma potência de saída conforme (3.2). P2 = U 2 I 2 cos θ (3.2) Onde: P2 é a potência no terminal secundário em W; U2 é a tensão no terminal secundário em V; I2 é a corrente de carga em A; cos θ é o fator de potência da carga. Supondo a tensão primária constante, têm-se perdas no núcleo constantes, WN. Então, pode-se escrever a eficiência do transformador como (3.3). η= P2 U 2 I 2 cos θ = P2 + perdas U 2 I 2 cos θ + W N + RI 22 (3.3) A parcela RI 22 representa as perdas totais que ocorrem no enrolamento de cobre que são função da corrente de carga. A condição de máxima eficiência ocorre quando a função de eficiência é diferenciada em relação à corrente de carga, conforme (3.4). dη =0 dI 2 (3.4) De (3.4) tem-se que a condição de máxima eficiência ocorre quando as perdas no núcleo se tornam equivalentes às perdas nos enrolamentos para uma determinada carga, conforme (3.5). W N = RI 22 = Wcu (3.5) Desta forma, com um valor de carga médio, o projetista pode variar a proporção de material magnético e de material condutor de modo a obter a maior eficiência do transformador. A Figura 3.1 mostra como exemplo uma curva de eficiência para um transformador de 50 kVA, 60 Hz. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 18 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA 100 1000 Eficiência 900 80 800 70 700 60 600 50 500 Perdas no Núcleo Constante 40 400 30 300 20 200 10 Perdas [W] Eficiência Percentual [%] 90 100 Perdas Variáveis no Cobre 0 0 0 10 20 30 40 50 60 Potência de Saída [kW] Figura 3.1 – Curva de eficiência em um transformador de 50 kVA [9] A eficiência de transformadores em um dia de operação pode ser representada pela relação da energia total de saída, em kWh, pela energia total de entrada durante 24 horas [9]. Então, de acordo com a Figura 3.1 a eficiência de transformadores de distribuição é encontrada quando as perdas totais são equilibradas em termos de perda em vazio e perda sob carga. 3.2 Padrões de Eficiência de Transformadores de Distribuição Grande parte das características dos transformadores se deve às normas de padronização. O objetivo dessas normas é regularizar o desempenho e a qualidade do equipamento. Existem padrões internacionais que definem eficiência de energia em transformadores. Para isso, considera-se as perdas em vazio e perdas sob carga, bem como as fórmulas de capitalização para calcular o custo destas perdas. Tais documentos definem procedimentos e condições de se obter a eficiência de energia em transformadores. O padrão NEMA TP-1 tem sido utilizado no Canadá, Austrália, Nova Zelândia e México. Os documentos de harmonização, HD 428 e HD 538, desenvolvidos pelo Comitê Técnico CENELEC, têm sido muito utilizados na Europa, porém, com algumas diferenças entre alguns países. A China tem utilizado os padrões S9 e S11, tendo estes, limites de perdas parecidos com os documentos de LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 19 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA harmonização. As normas NEMA TP-2 e IEC 60076-8 são procedimentos de ensaios. A Agência de Eficiência de Energia da Índia (BEE) estipula o transformador de distribuição padrão de mínima eficiência aceitável com três estrelas. Transformadores com alta eficiência são classificados com cinco estrelas e com baixa eficiência, uma estrela. No Japão, os transformadores de distribuição têm eficiência definida em 40% da carga. A Tabela 3.1 apresenta um resumo de alguns padrões de eficiência de energia em transformadores citados acima. Tabela 3.1 – Principais Padrões de Eficiência de Energia em Transformadores [8] País Padrão/Norma Objetivo Guia para determinar eficiência de energia para transformadores de distribuição (TP1-1996). Associação dos fabricantes Elétricos (NEMA). Padrões de Eficiência e Equação TOC. 1996. USA Método de ensaio padrão para medição do consumo de energia de transformadores de distribuição (TP2-1998). Associação dos Metodologia de Ensaio de Eficiência. fabricantes elétricos (NEMA). 1998. Internacional Europa Transformadores de potência – Guia de aplicação, 60076-8, IEC:1997. Projeto, cálculos incluindo medição de perdas. CENELEC 1992, documentos de harmonização Padrões de eficiência HD 428, HD 538 para transformadores a óleo e a e equação de custo seco, respectivamente. de capitalização. A Figura 3.2 compara os padrões internacionais de eficiência em 50% da carga. Pode-se observar que quanto maior a potência melhor a eficiência energética dos transformadores. A linha indicada por HD 428 BA’ se refere ao transformador de baixa eficiência e a linha HD 428 CC’, se refere ao de alta eficiência nas normas Européias para transformadores de distribuição isolados a óleo. A linha HD 428 CAmdt se refere a transformadores com núcleo amorfo, que possuem a melhor eficiência para os padrões Europeus. A proposta da Índia para transformadores com um padrão mínimo de eficiência utilizada por suas concessionárias mostra desempenho equivalente aos transformadores de baixa eficiência definido pelos documentos de harmonização (HD). LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 20 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Eficiência em 50% da carga Figura 3.2 – Comparação de Padrões de Eficiência Internacional [8] 3.2.1 Padrão Europeu Os transformadores de distribuição comercializados na União Européia utilizam os padrões ISO, IEC, HD, EN e padrões locais. Os documentos de harmonização (HD) que tratam dos níveis de eficiência de transformadores são HD 428 e HD 538. O HD 428 é relacionado ao transformador de distribuição trifásico a óleo, para 50 Hz, de 50 a 2500 kVA, com classe de tensão não excedendo 36 kV. O HD 538 trata do transformador trifásico a seco, para 50 Hz, de 100 a 2500 kVA, com classe de tensão também não excedendo 36 kV. O padrão do tipo HD determina os níveis de eficiência através das perdas em carga e das perdas em vazio. Para transformadores de distribuição a óleo o padrão HD 428.1 estabelece três níveis de perdas em carga (A, B, e C) e três níveis de perdas em vazio (A’, B’, e C’). A combinação entre essas perdas proporciona o nível de eficiência do transformador. Vale ressaltar que os limites impostos por este padrão são as máximas tolerâncias permitidas para estas perdas. O padrão HD 428 define a combinação das perdas para transformadores com alta eficiência (C-C’) e com baixa eficiência (B-A’), indicada com a linha tracejada na Figura 3.3. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 21 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Perdas em Carga B A C Perdas em Vazio A’ B’ C’ Menor Perda Figura 3.3 – Combinação das Perdas Definida pelo HD 428 [10] A norma define cinco combinações mais importantes como “Padrões de Eficiência”, sendo a combinação A-A’ considerada como caso base. Na Tabela 3.2 têmse os valores definidos pelo padrão HD 428 para os valores de perdas em transformadores de distribuição. Tabela 3.2 – Padrões de Perdas em Transformadores de Distribuição [11] Potência Nominal kVA Perdas em Cargas W Perdas em Vazio W A B C A’ B’ C’ 50 1100 1350 875 190 145 125 100 1750 2150 1475 320 260 210 160 2350 3100 2000 460 375 300 250 3250 4200 2750 650 530 425 400 4600 6000 3850 930 750 610 1000 10500 13000 9500 1700 1400 1100 1600 17000 20000 14000 2600 2200 1700 2500 26500 32000 22000 3800 3200 2500 Desta forma, o padrão permite certa liberdade na escolha do nível de eficiência utilizando também a equação de capitalização, onde estão embutidos o preço de compra e o custo das perdas ao longo da vida útil do equipamento. A equação de capitalização permite a avaliação das perdas e, portanto, a indicação de um transformador com um projeto adequado. Esta avaliação considera o preço de compra, as perdas em vazio, as perdas em carga e a capitalização dessas perdas. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 22 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA As perdas em carga são definidas de acordo com a carga prevista pelo transformador durante um determinado período, que junto com o seu custo médio por kWh indica o seu valor capitalizado. Para as perdas em vazio, vale o mesmo princípio: também são representadas por um valor capitalizado. Assim o custo capitalizado, CC, definido pelo HD 428 é mostrado em (3.6). CC = Ct + AHD × Po + BHD × Pk (3.6) Onde: Ct é o preço de compra do transformador em unidade monetária; AHD é o custo das perdas em vazio em unidade monetária por W; Po é o valor das perdas em vazio em W; BHD é o custo das perdas em carga em unidade monetária por W; Pk é o valor das perdas em carga em W. As variáveis da Equação (3.6) estão de acordo com a norma relacionada. 3.2.2 Padrão Americano A Associação Nacional dos Fabricantes Elétricos - NEMA (National Electrical Manufacturers Association), nos Estados Unidos, publicou dois padrões para eficiência de transformadores de distribuição. O primeiro padrão denominado NEMA TP-1, determina a avaliação da eficiência para as concessionárias e a avaliação de parâmetros para transformadores comerciais e industriais. Neste padrão a eficiência percentual é dada conforme (3.7). %E = 100 × (P × kVA × 1000 ) P × kVA × 1000 + NL + LL × P 2 × T (3.7) Onde: P é a carga dada em p.u.; kVA é a potência nominal; NL são as perdas em vazio a 200C em W; LL são as perdas em carga conforme [9]; T é o fator de correção de temperatura (T=1 em 550C). O processo de avaliação das perdas no NEMA TP-1 é idêntico à norma HD 428, sendo denominado de “Custo Total Operacional” (TOC). A Tabela 3.3 traz os valores LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 23 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA mínimos de eficiência determinados pelo NEMA TP-1. Tabela 3.3 – Níveis de Eficiência Padrão para Transformadores de Distribuição - SEL [13] Condição de Referência Temperatura % de Carga Perda em Carga 0 50% 0 - 55 C Perda em Vazio 20 C kVA Eficiência (%) Monofásico kVA Eficiência (%) Trifásico 10 98,4 15 98,1 15 98,6 30 98,4 25 98,7 45 98,6 37,5 98,8 75 98,7 50 98,9 112,5 98,8 75 99,0 150 98,9 100 99,0 225 99,0 167 99,1 300 99,0 250 99,2 500 99,1 333 99,2 750 99,2 500 99,3 1000 99,2 667 99,4 1500 99,3 833 99,4 2000 99,4 2500 99,4 O padrão NEMA TP-2 mostra os procedimentos de ensaios para a obtenção dos níveis de eficiência definidos na Tabela 3.3. Neste padrão têm-se procedimentos de medição de perdas em vazio e perdas em carga e, com estes dados, a realização do cálculo de eficiência conforme mostrado em (3.3). O NEMA TP-2 define que o transformador é aceitável, em termos de eficiência, se suas perdas totais medidas não ultrapassarem 8% da tolerância da IEEE C57.12.00 [12]. O padrão NEMA TP-1 exige que a eficiência total de um conjunto de transformadores se encontre dentro dos padrões especificados. Esta exigência pode ser satisfeita através da eficiência média obtida de todos os transformadores do conjunto ou de algumas amostras. 3.2.2.1 Ensaio de Todos os Transformadores Produzidos Os fabricantes podem escolher ensaiar todas as unidades fabricadas durante 180 dias para demonstrar conformidade com os Níveis de Eficiência Padrão (SEL) da Tabela 3.3 – NEMA TP-1. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 24 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Cada unidade individual produzida deve igualar ou exceder o Nível Mínimo de Eficiência Aceitável (MAEL) calculado conforme (3.8). MAEL = ( SEL / (108 − 0, 08 × SEL ) ) × 100 (3.8) O cálculo do Nível Mínimo de Eficiência Aceitável é baseado em uma tolerância de 8% sobre as perdas totais nos níveis de carga considerado para os Níveis de Eficiência especificado no NEMA TP-1. Para demonstrar conformidade em termos de eficiência de um lote de transformadores de várias potências nominais produzidos nesse período é realizada uma comparação entre os valores permitidos e os valores medidos, conforme (3.9) e (3.10). Primeiro, são calculados os valores (kVA) totais permitidos denominados TAI conforme (3.10). m Li × kVAi i =1 ηi TAI = ∑ k i (3.9) Onde: i = 1,2,3,4,.....m m indica os patamares de potência; ki é a quantidade de transformadores produzidos para cada patamar de potência; kVAi é a potência nominal em kVA de todos os transformadores sob análise; ηi é o nível de eficiência especificado de acordo com a Tabela 3.3; Li é a carga especificada de acordo com a eficiência do padrão NEMA TP-1. Para transformadores à óleo de média tensão tem-se Li=0,50. Segundo, são calculados os valores (kVA) totais medidos, denominados TMI, conforme (3.10). k Li × kVAi i =1 η mi TMI = ∑ Onde: i = 1,2,3,4,.....k; k é a quantidade de transformadores produzidos; ηmi é o nível de eficiência medido para o transformador. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 25 (3.10) CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Se TMI for menor ou igual ao TAI, a produção está de acordo com os padrões de eficiência definidos. 3.2.2.2 Demonstração de Conformidade através de Ensaios em Amostras Estatísticas Devem ser separadas no mínimo 30 unidades por nível de potência de uma produção de 180 dias. Mensalmente, pelo menos 5 unidades de cada potência nominal devem ser aleatoriamente escolhidas. Nenhuma das unidades individuais deve ser considerada como aceitável se as suas perdas excederem os limites em mais de 8%, ou seja, se uma das cinco unidades estiver fora do limite de perdas o lote inteiro está reprovado. Para que uma amostra seja estatisticamente válida um número mínimo n deve ser ensaiado para garantir que o desvio padrão das amostras, S, sob ensaio estejam dentro do limite de confiança de 95% da população. A Tabela 3.4 traz o tamanho das amostras n para t estatístico a 95% de nível de confiança. Tabela 3.4 – Tamanho das Amostras e Estatística t [14] Tamanho das amostras e suas estatísticas n t em 95% n t em 95% 2 6,314 11 1,812 3 2,920 12 1,796 4 2,353 13 1,782 5 2,132 14 1,771 6 2,015 15 1,761 7 1,943 16 1,753 8 1,895 17 1,746 9 1,860 18 1,740 10 1,833 19 1,734 20 1,729 O tamanho mínimo da amostra é calculado conforme (3.11) considerando-se os valores de S1 e t para o tamanho das amostras n e n1. Se n for menor ou igual a n1 o tamanho da amostra é adequado. Caso contrário, deve ser escolhida uma amostra composta por um número maior de unidades n2 (segunda amostra) e repetir sucessivamente os procedimentos. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 26 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA n = ( t1 × S1 × K ) (3.11) 2 Onde: t1 é a estatística correspondente à amostra n1, e, K= 108 − 0, 08 × SEL SEL × ( 8 − 0, 08 × SEL ) (3.12) Para demonstrar a conformidade com o estabelecido em normas NEMA TP-1 e TP-2 deve-se escolher uma amostra inicial composta por n1 unidades e calcular a média e o desvio padrão conforme (3.13) e (3.14). X1 = S1 = 1 × ∑ Xi n1 ∑( X 1 − Xi ) (3.13) 2 n1 − 1 (3.14) Onde: X1 é a eficiência média da amostra inicial; Xi é a eficiência média da i-ésima unidade da amostra inicial; n1 é o número de unidades da amostra inicial; S1 é o desvio padrão da amostra inicial. Conforme o padrão NEMA TP-2 é necessário calcular os valores (kVA) totais permitidos e medidos conforme (3.16) e (3.17), respectivamente. TAI = ∑ N i × Li × kVAi (3.16) TMI = ∑ N i × Li × kVAi (3.17) ηi ηmi Onde: i = 1,2,3,.....; Ni é o número total de unidades com kVAi; ηmi é o nível de eficiência média medida em todas as amostras. Para a conformidade da produção em níveis de eficiência de energia, TMI deve ser menor ou igual ao TAI. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 27 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA 3.3 Aumento do Nível de Eficiência O aumento da eficiência em transformadores depende das dimensões, da qualidade e da quantidade de material utilizado no núcleo e nos enrolamentos. Portanto, quando se trata de aumento da eficiência estamos procurando reduzir as perdas em vazio e as perdas em carga. A redução das perdas em vazio é relacionada ao projeto do núcleo, que para ser mais eficiente deve ter dimensões maiores, reduzindo assim a densidade de fluxo magnético. Em conjunto, o material das lâminas deve ser de alta qualidade, como por exemplo, de grão orientado CGO. O manuseio das lâminas no processo de fabricação deve ser adequado, de modo a não prejudicar os cristais magnéticos do material. A aplicação de material amorfo no núcleo, por exemplo, reduz em 70% as perdas em vazio. A redução das perdas em carga se relaciona com o projeto dos enrolamentos. Aumentando a área do fio de cobre ou alumínio tem-se uma densidade menor de corrente e, conseqüentemente, uma redução das perdas sob carga. Todas essas providências podem ter como desvantagem um alto custo de investimento e um aumento de peso e volume para o transformador de distribuição, sendo esses dois últimos de grande importância porque podem afetar a aplicação do transformador na rede aérea. Como exemplo têm-se as Tabelas 3.5 e 3.6 do fabricante ABB. A Tabela 3.7 tem as características técnicas padronizadas de transformadores trifásicos com classes de tensão de 15 kV e 24,2 kV e com perdas de acordo com a NBR 5440 do fabricante nacional Pólo Electro. Tabela 3.5 – Parâmetros de Projeto de Transformadores Padrão e Eficientes [8] 100 kVA Perdas em vazio W Perdas em Carga W Peso kg Largura mm Comprimento mm Altura mm Padrão 240 1680 585 870 670 1200 Baixas Perdas em Vazio 180 1720 585 870 670 1200 Baixas Perdas 200 1200 800 1000 650 1400 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 28 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA Tabela 3.6 – Parâmetros de Projeto de Transformadores Padrão e Eficientes [8] 400 kVA Perdas em vazio W Perdas em Carga W Peso kg Largura mm Comprimento mm Altura mm Padrão 720 4100 1355 1085 900 1445 Baixas Perdas em Vazio 530 4100 1520 1210 850 1480 Baixas Perdas 460 3200 2000 1200 750 1780 Tabela 3.7 – Características técnicas de transformadores trifásicos da Pólo Electro [15] Potência Altura mm Comprimento mm Largura mm Massa kg kVA 15 kV 24,2 kV 15 e 24,2 kV 15 e 24,2 kV 15 kV 24,2 kV 15 1075 1090 735 450 185 190 30 1115 1130 795 545 253 260 45 1140 1155 965 555 310 320 75 1175 1190 1145 640 418 430 112,5 1225 1240 1300 745 535 550 150 1315 1330 1335 755 665 685 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 29 CAPÍTULO 3 – CONCEITUAÇÃO INTERNACIONAL DA EFICIÊNCIA LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 30 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA Capítulo 4 Normalização Nacional e Limites de Manufatura O transformador de distribuição comercializado e fabricado no Brasil deve seguir características elétricas e construtivas estabelecidas em normas brasileiras. Dentro deste contexto, a NBR 5440 estabelece os padrões construtivos e os limites de perdas operacionais, dentro dos quais os transformadores de distribuição devem ser projetados. 4.1 Padrão Nacional A padronização de transformadores de distribuição segue norma [16], que especifica, para os transformadores, características tais como: Elétricas em 60 Hz: potência nominal, níveis de isolamento, derivações e relações de tensões, perdas, corrente de excitação e tensão de curto-circuito, diagramas fasoriais e diagramas de ligações dos transformadores, e tensão de radiointerferência; Construtivas: materiais isolantes, chapas do tanque, da tampa e radiadores, localização e dimensionamento dos componentes, juntas de vedação, indicação do nível do óleo mineral isolante, dispositivo de aterramento, numeração dos terminais e derivações de alta e baixa tensão, fixação e suspensão da parte ativa; Acessórios: sistema de comutação de tensões e placa de identificação; O núcleo é especificado conforme NBR 5440 [16] e as lâminas de aço-silício de grão orientado que o compõem seguem a NBR 9119 [17]. Em termos de perdas, o projeto de um transformador deve respeitar os limites especificados mostrados na Tabelas 4.1 para classe de tensão 15 kV,e 4.2 para classes 24,2 e 36,2 kV, ambas para transformadores trifásicos. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 31 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA Tabela 4.1 – Valores de corrente de excitação e perdas em transformadores trifásicos de 15 kV [16] Potência do Corrente de transformador excitação kVA % 1 Perdas em vazio Perdas totais W W 2 3 4 15 4,8 100 440 30 4,1 170 740 45 3,7 220 1000 75 3,1 330 1470 112,5 2,8 440 1990 150 2,6 540 2450 225 2,3 765 3465 300 2,2 950 4310 Tabela 4.2 – Valores de corrente de excitação e perdas em transformadores trifásicos de 24,2 kV e 36,2 kV [16] Potência do Corrente de transformador excitação kVA % 1 Perdas em vazio Perdas totais W W 2 3 4 15 5,7 110 500 30 4,8 180 825 45 4,3 250 1120 75 3,6 360 1635 112,5 3,2 490 2215 150 3,0 610 2755 225 2,7 820 3730 300 2,5 1020 4620 4.2 Dimensionamento de Transformadores Os parâmetros construtivos do transformador são determinados segundo perdas máximas aceitáveis conforme [16]. As perdas em vazio e sob carga para uma determinada potência podem ser balanceadas através da área do núcleo e quantidade de espiras. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 32 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA 4.2.1 Dimensionamento da Área das Colunas do Núcleo O núcleo de um transformador é composto por várias lâminas de aço-silício. A área das colunas do núcleo determinada por essas lâminas, é denominada de área efetiva e como existe um empilhamento de lâminas tem-se um fator de empilhamento que define a área bruta das colunas do núcleo. A área do transformador é determinada de acordo com a potência aparente, como mostra a Figura 4.1 conforme [18]. 200 Sn 160 Sn (cm2) 120 80 40 0 0 50 100 150 200 250 300 kVA Figura 4.1 – Relação entre área do núcleo e potência em kVA [18] O fator de utilização, fu, é necessário para determinar a área bruta das colunas devido ao empilhamento das lâminas. Este empilhamento compõe uma seção transversal em degraus para conferir à coluna uma seção circular para a construção das bobinas. Desta maneira, o fator de utilização é determinado pela razão entre a espessura da lâmina sem a camada de isolação e com a camada de isolação. Desta forma, a seção bruta das colunas pode ser escrita de acordo com a Equação (4.1). S nb = Sn fu (4.1) Onde: Snb é a seção bruta das colunas em cm2; LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 33 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA Sn é a área efetiva das colunas em cm2. O diâmetro das colunas que formam o núcleo é definido de acordo com o número de degraus utilizado na área efetiva, como mostrado na Figura 4.2. O número de degraus define o fator de utilização circunscrito, fu0. Este fator define a área circunscrita e o diâmetro das colunas D, conforme Equação (4.2). (4.2) D = 1,13. S0 Onde S0 = Snb é a seção circunscrita das colunas do núcleo em cm2 e D o fu 0 diâmetro do núcleo em cm. D Figura 4.2 - Seção do Núcleo em Degraus Com esses resultados obtêm-se um cálculo para a seção efetiva corrigida das colunas, Equação (4.3) e a área efetiva da culatra, Equação (4.4). S n = f u . fu 0 .3,14. D2 4 Sc = 1,15.Sn (4.3) (4.4) Onde: Sc é a área efetiva da culatra em cm2. A Figura 4.3 mostra a culatra e o conjunto de lâminas formando as colunas do núcleo com seção em degrau. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 34 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA Figura 4.3 - Conjunto de lâminas formando um núcleo trifásico O fluxo magnético é definido como o produto da área das colunas do núcleo e a indução máxima estabelecida. A indução máxima Bn, assim como a perda nas lâminas dadas em W/kg, é determinada pelas propriedades magnéticas do aço-silício. Assim, o fluxo magnético das seções magnéticas do núcleo é descrito conforme Equação (4.5). Φ= Sn .Bn 106 (4.5) Onde: Φ é o fluxo magnético em Mx; Bn é a Indução magnética em G. 4.2.2 Dimensionamento dos Enrolamentos A massa do núcleo do transformador é função da altura da sua janela que é determinada pelo número de enrolamentos de alta e de baixa tensão. A bobina de baixa tensão (B.T.) é construída com fios de cobre de seção retangular – largura e espessura – onde as espiras são intercaladas e isoladas por papel Kraft Neutro. O enrolamento composto por fio de cobre pode ser posicionado deitado, onde a largura é paralela à coluna do núcleo ou em pé, quando a largura é perpendicular à coluna do núcleo, e em camadas que devem ser isoladas entre si por papel. O número de espiras do enrolamento de baixa tensão pode ser determinado segundo a Equação (4.6). LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 35 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA n BT = 100.U BT − fase / 3 4,44. f .Φ (4.6) Onde: nBT é o número de espiras secundárias; UBT-fase é a tensão de fase no secundário em V; f é a freqüência em Hz. Com esse valor é realizada a distribuição das espiras em camadas e junto com a dimensão do fio obtém-se a altura da janela do núcleo. O espaço entre as bobinas e o núcleo é preenchido por calços cujas dimensões estão de acordo com a classe de tensão do transformador, e são adicionadas no cálculo da janela. Os enrolamentos de alta tensão (A.T.) podem ser constituídos por várias bobinas. Essas bobinas são formadas por fio de cobre de seção circular e menor quando comparada com o enrolamento de B.T. O número de espiras no enrolamento primário pode ser determinado conforme Equação (4.7). n AT = n BT ⋅ U AT − fase U BT − fase (4.7) Onde: nAT é o número de espiras primárias; UAT-fase é a tensão de fase no primário em V. Essas bobinas também são constituídas por várias camadas de espiras isoladas entre si. A quantidade de espiras de uma camada é determinada pelo tamanho da janela do núcleo, de acordo com a Equação (4.8). Ncam = n AT .D fio Hj (4.8) Onde: Ncam é o número de camadas dos enrolamentos; Dfio é o diâmetro do fio de cobre em mm; Hj é a altura da janela em mm. Entre os enrolamentos de B.T. e A.T. há um isolamento por papelão Presspahn trapezoidal e entre as bobinas de A.T. tem-se um isolamento de papelão Presspahn LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 36 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA ondulado. Esses papelões são prensados para obter tais formas, conferindo uma distância entre esses enrolamentos de acordo com a classe de tensão do transformador. Esta configuração proporciona um canal para a passagem do óleo com o objetivo de resfriamento e isolação entre as bobinas. A Figura 4.4 apresenta a parte ativa do transformador de distribuição. Figura 4.4 – Parte Ativa A Figura 4.5 mostra o canal de passagem do óleo e os diâmetros das bobinas de B.T. e A.T. DeBT Dm DiAT DeAT Figura 4.5 – Diâmetros da bobina de baixa e alta tensão Onde: Dm é o diâmetro do molde em mm; DeBT é o diâmetro externo da bobina de baixa tensão em mm; LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 37 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA DiAT é o diâmetro interno da bobina de alta tensão em mm; DeAT é o diâmetro externo da bobina de alta tensão em mm. 4.2.3 Determinação da Massa e das Perdas Um fator importante na determinação da massa do transformador é a distância entre centros das colunas, Dc, do núcleo. Para os enrolamentos de B.T. e A.T. tem-se a dimensão de diâmetro do molde, diâmetro interno e diâmetro externo, e assim, é obtido o raio total do enrolamento. A massa das colunas do núcleo pode ser determinada a partir da densidade da lâmina, altura da janela e da área efetiva das colunas do núcleo, conforme Equação (4.9). M fn = 3.H j .S n .ρ (4.9) Onde: Mfn é a massa das colunas do núcleo em kg; ρ é a densidade do material em kg/dm3. A massa da culatra considera a distância entre centros das colunas, diâmetro das colunas, área efetiva da culatra e a resistividade do material, conforme a Equação (4.10). Com o raio total da bobina e com a distância entre as bobinas de cada fase, estabelecida conforme a classe de tensão, pode-se determinar o comprimento da culatra. M fc = 2.(2.Dc + 0,8.D ).S c ρ (4.10) Onde: Mfc é a massa da culatra em kg; Dc é a distância entre centros das colunas em mm. Logo, a massa do ferro, ou total Mnucleo, pode ser obtida conforme Equação (4.11) em kg. M nucleo = M fn + M fc (4.11) As lâminas das colunas e das culatras que formam o núcleo possuem, para uma indução máxima, perdas em W/kg que dependem da qualidade do material de que são constituídas. Assim, as Equações (4.12) e (4.13) definem as perdas nas colunas e na LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 38 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA culatra, respectivamente. Wn = M fn w f (4.12) Wc = M fc w f (4.13) Onde: Wn são as perdas nas colunas do núcleo em W; Wc são as perdas na culatra em W; wf é a perda por kilograma no material em W/kg. Portanto, as perdas totais no ferro, Pf, podem ser determinadas conforme a equação (4.14) em watts. W N = W n + Wc (4.14) A massa do cobre nos enrolamentos de B.T. e A.T. depende de seus respectivos números de espiras, comprimento médio da espira, da seção do fio e da densidade do cobre, conforme as equações (4.15) e (4.16). M BT = 3.n BT .l BTm .S fBT .ρ cu (4.15) M AT = 3.n AT .l ATm .S fAT .ρ cu (4.16) Onde: MBT é a massa do cobre no enrolamento de B.T. em kg; MAT é a massa do cobre no enrolamento de A.T. em kg; LBTm é o comprimento médio da espira de B.T. em mm; LATm é o comprimento médio da espira de A.T. em mm; SfBT é a seção do fio de cobre do enrolamento de B.T. em mm2; SfAT é a seção do fio de cobre do enrolamento de A.T. em mm2; ρcu é a densidade do fio de cobre em kg/dm3. As perdas nos enrolamentos de B.T. e A.T. dependem da massa dos enrolamentos e da densidade de corrente, de acordo com as Equações (4.17) e (4.18). 2 W AT = 2,66.δ AT .M AT (4.17) 2 WBT = 2,66.δ BT .M BT (4.18) Onde: LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 39 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA WBT são as perdas no enrolamento de B.T. em W; WAT são as perdas no enrolamento de A.T. em W; δBT é a densidade de corrente no enrolamento de B.T. em A/mm2; δAT é a densidade de corrente no enrolamento de A.T. em A/mm2. Assim, as perdas totais no cobre, Wcu, podem ser determinadas conforme Equação (4.19) em Watts. Wcu = W AT + WBT (4.19) Como pode ser observado, a perda nos enrolamentos depende do quadrado da densidade de corrente do cobre. Portanto, para minimizar as perdas no cobre pode-se aumentar a seção dos condutores de cobre. E para minimizar as perdas do núcleo podese otimizar sua geometria diminuindo o seu peso ou utilizando um material de melhor tecnologia usado na sua construção. 4.3 Um exemplo de Dimensionamento De acordo com as equações descritas acima tem-se um exemplo de um dimensionamento da parte ativa de um transformador trifásico de 30 kVA, de classe 15 kV, para freqüência nominal de 60 Hz. Primário: 13800/13200/11260/11400/10800/10200 V - Ligação em delta; Secundário: 380/220 V - Ligação em estrela; Os cálculos foram desenvolvidos em planilha Excel, facilitando a adequação da proporção do material utilizado para obedecer a NBR 5440. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 40 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA Núcleo fu fuo Sn [cm2] Snb [cm2] So [cm2] D [cm] Bn [Gss] Fi [maxs] Calculado Adotado 0,93 0,91 BASE 1,04 Bn [Gss] 17320,79 60 resist [kg/dm3] 64,44 71,20 9,53 17022 9,6 Sn 60,96 [cm2] Sc 70,10 [cm2] Enrolamento de BT 7,65 Mfn [kg] Mfc [kg] Mf [kg] 25,18 44,78 69,96 Wn [W] Wc [W] WN [W] 42,30 75,23 117,53 Enrolamento de AT Fio BT No 1 Dfio [mm] Fio AT No 23 Dfio [mm] 0,643 Sfs [mm2] 13,5 Sfp [mm2] 0,26 dens [A/mm2] 3,38 dens [A/mm2] 2,80 Islinha [A] 45,58 Iplinha [A] 1,26 Isfase [A] 45,58 Ipfase [A] 0,72 DistBT/AT[mm] Espessura Largura [mm] [mm] Cobre 3,5 4 Cobre Isolado 3,9 4,4 Calculado Adotado ns [esp] 79,36 Calculado Adotado 78 Ncam np [esp] 2 ns/cam 7 Ncam 39 ns/cam 4906 17,5 18 123,1 123 Hesp [mm] 156 Hbob [mm] 170 TAP1 2709,47 Esp/TAP Hj [mm] 180 TAP2 2586,31 123,1 TAP3 2463,15 123,1 [cm] 156 4906,2 TAP [mm] TAP4 2340 123,1 Dm 9,8 98 TAP5 2216,84 123,1 DiBT 10 100 TAP6 2093,68 123,1 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 41 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA RadialBT[mm] 9,1 DeBT [mm] 118,2 RadialAT [mm] 118 Fio em Pé lsm [mm] 342,5 dMat [kg/dm3] 8,9 14,57 DiAT [mm] 132 DeAT[mm] 161,15 lpm [mm] 460,87 dMat [kg/dm3] 8,9 Mcs [kg] 9,63 Mcp [kg] 15,62 Pes [W] 290,95 Pep [W] 324,59 Raio Total Perda Total no cobre Rt [mm] 80,67 Dc [mm] 170,34 Wcu [W] Perdas Totais Wt [W] 615,5 NBR 5440 WN [W] 170 Wt [W] 740 733,1 Onde: Fi representa Φ, ou seja, o fluxo magnético em G; dMat representa ρ, ou seja, a densidade em kg/dm3; dens representa δ, ou seja, a densidade de corrente em A/mm2. As perdas totais são calculadas conforme (4.20). Pt = Pf + Pcu (4.20) Com relação ao parâmetro wf, que determina as perdas no ferro, para este caso foi adotado como 1,68 W/kg em 17000 Gauss. Isso é devido ao fato de ser uma chapa de aço-silício de grão orientado tipo E0004-7, com espessura de 0,27 mm, para 60 Hz. Essas especificações são determinadas pelo fabricante e seguem a norma NBR 9119. Observa-se, neste exemplo, que as perdas se mantiveram dentro dos limites de perdas estabelecidos pela NBR 5440, conforme mostra a Figura 4.6. Esta norma estipula apenas os valores limites para as perdas em vazio e para as perdas totais, deixando livre as perdas em cobre. Na Figura 4.7 observa-se que 64% das perdas em vazio ocorrem na culatra. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 42 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA 800 700 600 Watts 500 400 Projeto 300 NBR 5440 200 100 0 Perda em Vazio,W Perda no Cobre, W Perda Total, W Figura 4.6 – Comparação das perdas do projeto e estabelecido em norma NBR 5440 80 60 Lâminas 40 Culatra 20 0 Massa Perdas Proporção das Perdas(%) Lâminas 25,18 42,3 36 Culatra 44,77 75,22 64 Figura 4.7 – Comparação entre lâminas do núcleo e culatra LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 43 CAPÍTULO 4 - NORMALIZAÇÃO NACIONAL E LIMITES DE MANUFATURA LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 44 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Capítulo 5 Equacionamento do problema O equacionamento do problema é representado por superfícies que indicam os custos de fabricação e total da parte ativa de um transformador, que são relacionados com as perdas em vazio e em carga. Portanto, esta análise permite verificar o consumo de material no projeto do transformador de acordo com as perdas totais estabelecidas pela NBR 5440. Este equacionamento permite uma análise de custos sob a perspectiva do fabricante de transformadores e da concessionária. 5.1 Condições para o Equacionamento O primeiro passo para o equacionamento foi verificar a relação da massa com as perdas. Desta forma, foram feitas considerações a partir de um projeto de transformador trifásico de distribuição a óleo de 15 kVA com classe de isolamento de 15 kV. A primeira consideração nesta metodologia foi a variação – em 50% acima e abaixo do valor de referência – de um parâmetro de entrada no projeto de transformadores, a área do núcleo. O valor de referência da área do núcleo foi adotado conforme Figura 4.1. Como conseqüência, tem-se uma variação em alguns parâmetros que calculam o núcleo, tais como a área circunscrita, diâmetro e área da culatra. O fluxo magnético é considerado constante devido à tensão de alimentação ser constante, conforme a Equação (5.1). E1 = U 1 = 2π 2 f .N 1 .Φ m = 4,44. f .N 1 .Φ m Onde: E1 é a f.e.m. primária em V; U1 é a tensão aplicada no terminal primário em V; f é a freqüência em Hz; LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 45 (5.1) CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA N1 é o número de espiras primárias; Φm é o fluxo magnético em Mx. Com o fluxo constante a variação da área do núcleo ocasiona uma variação inversamente proporcional à densidade do fluxo magnético conforme Figura 5.1. Figura 5.1 – Densidade do fluxo magnético versus área do núcleo A variação da área do núcleo e do seu dimensionamento permite obter as perdas em vazio em função da variação da massa total do núcleo (massa das lâminas mais a massa da culatra). Para avaliar a variação da massa do cobre é preciso analisar a área do condutor de baixa tensão e a área do condutor de alta tensão separadamente, devido à diferença entre as seções. O condutor de baixa tensão possui seção retangular e a variação da geometria é realizada de duas formas: a) mantendo a espessura constante e variando a largura deste condutor; b) mantendo a largura constante e variando a espessura deste condutor. A variação no condutor foi realizada em passos de 10% tendo como limite inferior, 50% abaixo, e superior, 50% acima, das dimensões do condutor utilizado no projeto padrão. Desta forma, os valores sugeridos não consideram a tabela padrão de condutores para confecção do enrolamento do transformador de distribuição. As duas formas de variação têm influências distintas no projeto, pois a espessura do condutor altera o diâmetro da bobina, enquanto que a largura interfere na altura da LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 46 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA janela do núcleo. Isto ocorre para o caso do condutor deitado sobre o núcleo como adotado neste projeto e vice-versa para o condutor disposto em pé. Conseqüentemente, ocorre a variação nos diâmetros e altura da bobina de baixa tensão, e no comprimento médio das espiras. Com estes valores e com o número de espiras, que é constante, é possível determinar a massa do enrolamento de baixa tensão e suas perdas. A Figura 5.2 apresenta as perdas no enrolamento de B.T. em função da massa do cobre. As maiores perdas correspondem aos limites inferiores das variações de largura e espessura do condutor retangular. Figura 5.2 – Massa versus perda em B.T. Observando a Figura 5.2 pode-se concluir que a variação na largura, logo a variação radial da bobina, que influencia diretamente o seu comprimento médio, tende diminuir as perdas de forma mais rápida quando comparada com a variação na espessura. O condutor de alta tensão tem seção circular e a análise da sua influência no projeto foi realizada de duas maneiras: a) mantendo-se o diâmetro constante; b) variando-se o diâmetro. Onde a variação de sua área é decorrente da variação do seu diâmetro. O número de espiras é constante, logo, o número de espiras por camada depende da relação do diâmetro do fio e altura da janela. Desta forma, é possível determinar as LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 47 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA variações nos diâmetros e no raio da bobina, no número de camadas, e no comprimento médio das espiras. E com estas variáveis é possível determinar a massa do enrolamento de A.T. e, conseqüentemente, suas perdas. O resultado é mostrado na Figura 5.3. Figura 5.3 – Massa versus perda em A.T. Como o condutor de B.T. influencia a altura da janela e o raio de sua bobina, estes valores alteram diretamente a bobina de A.T. quanto ao seu número de camadas e de espiras, e do seu comprimento médio do enrolamento alterando sua massa. Por isso tem-se na Figura 5.3 as curvas dos parâmetros da largura – que altera a altura da janela – e espessura – parâmetro que altera o raio da bobina – do condutor de B.T. A bobina de A.T. também tem a influência no projeto do núcleo de acordo com a maneira de utilização deste condutor – com diâmetro constante ou com a sua variação. As perdas totais nos enrolamentos podem ser dadas pela soma das perdas nos enrolamentos de B.T. e de A.T. e mostradas conforme Figura 5.4, onde ainda são consideradas as variações na largura e na espessura dos condutores de B.T. e o comportamento do diâmetro do condutor de alta tensão. Portanto, com o aumento da massa de cobre é possível notar que a perda em carga tende a diminuir de forma mais rápida para a variação da espessura e largura do condutor de B.T. Para o condutor de A.T. nota-se que a variação do seu diâmetro ocasiona uma diminuição das perdas de forma mais lenta quando comparado com o seu diâmetro constante. Isto ocorre até o ponto de intersecção das curvas, pois a partir deste, têm-se maiores perdas com o aumento da massa para a variação do condutor de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 48 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.4 – Massa total versus perda total no cobre O dimensionamento do núcleo, conforme visto no capítulo 4, depende da altura da janela, da área e da resistência das lâminas de aço silício. E sua perda depende da massa multiplicada pela perda específica do material. Esta perda específica depende da freqüência, da espessura e da indução aplicada. Como a variação da área do núcleo ocasiona uma variação na indução, a perda específica pode ser expressa conforme Equação (5.2). ⎛ B ⎞ pe = 1,68 ⋅ ⎜ m ⎟ ⎝ 17000 ⎠ 2 (5.2) Onde: pe é a perda específica em W/kg; Bm é a indução máxima em G. A perda específica para a lâmina de aço-silício, de 0,27 mm de espessura e com indução máxima de 17000 Gauss a 60 Hz é 1,68 W/kg. Com esses dados é possível determinar as perdas que ocorrem nas colunas do núcleo conforme mostrado na Figura 5.5, onde a diferença observada nas curvas se deve à altura da janela. Como visto anteriormente, a variação na largura do condutor de B.T. influencia diretamente na altura da janela. Pode-se notar que quanto maior a altura da janela devido à variação da indução, uma vez que o fluxo é constante, menores são as perdas nas colunas. A variação na espessura do condutor influencia a distância entre colunas. Como pode ser observado, a variação da largura do condutor mostra uma lenta diminuição das perdas quando comparado com a variação da espessura deste condutor. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 49 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.5 – Massa versus perda nas colunas do núcleo A distância entre colunas está diretamente ligada com a área da culatra conforme a Figura 5.6. Figura 5.6 – Massa versus perda na culatra A Figura 5.6 também apresenta a influência do condutor de A.T., que contribui com a distância entre colunas. Desta forma, observa-se que o diâmetro constante deste condutor diminui as perdas mais rapidamente do que a variação do seu diâmetro. A Figura 5.7 apresenta o comportamento das perdas no núcleo em função da sua massa. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 50 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.7 – Massa total versus perda total no núcleo Portanto, a distância entre colunas do núcleo tem maior contribuição na redução de suas perdas do que a altura da janela como mostra a Figura 5.7, uma vez que as perdas na culatra são maiores que as perdas nas colunas. 5.2 Custo de Fabricação O custo de fabricação nesta metodologia é representado por uma superfície que verifica a influência das perdas em vazio e das perdas em carga no custo inicial de um transformador de distribuição. Então, o custo de fabricação considera o consumo e o preço do material utilizado na produção do transformador podendo ser definido conforme Equação (5.3). C fabricação = C fixo + C ferro ⋅ M nucleo + Ccobre ⋅ M cobre (5.3) Onde: Cfabricação é o custo de fabricação em R$; Cfixo é o custo fixo em R$; Cferro é o custo do material do núcleo em R$/kg; Ccobre é o custo médio do cobre (esmaltado e retangular) em R$/kg; Mnucleo é a massa total do núcleo em kg; Mcobre é a massa total do cobre nos enrolamentos em kg. O custo fixo é composto pelos custos das chapas de aço para a construção do tanque, do óleo e do material de isolamento. Estes itens não dependem do funcionamento do transformador e são considerados para efeito deste estudo como fixos LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 51 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA para cada valor de potência nominal e classe de tensão. A segunda parcela da Equação (5.3) representa o custo do material consumido na produção do núcleo e a terceira parcela representa o custo do material utilizado na produção dos enrolamentos. Desta forma, através da superfície de custo de investimento é possível verificar o custo do consumo de material versus as perdas no transformador. Nesta analise não foi considerado o índice de aproveitamento do material. A massa total do núcleo em função das perdas em vazio pode ser descrita conforme Equação (5.4). M nucleo = M fn + M fc = Wn Wc Wn + Wc + = pe pe pe M nucleo = WN pe (5.4) A massa dos enrolamentos em função das perdas em carga é dada conforme Equação (5.5). M cobre = M BT + M AT M cobre = WBT W AT + 2 2 2,65 ⋅ δ BT 2,65 ⋅ δ AT M cobre = 2 2 ⋅ WBT + δ BT ⋅ W AT δ AT 2 2 2,65 ⋅ δ BT ⋅ δ AT (5.5) Sendo as perdas totais no cobre expressas conforme a Equação (5.6). 2 2 Wcu = 2,65 ⋅ (δ AT ⋅ M AT + δ BT ⋅ M BT ) (5.6) Onde: MAT é a massa de cobre do enrolamento de A.T. em kg; MBT é a massa de cobre do enrolamento de B.T. em kg; δAT é a densidade de corrente no enrolamento de A.T. em A/mm2; δBT é a densidade de corrente no enrolamento de B.T. em A/mm2. 5.2.1 Superfície de Fabricação A superfície de fabricação é apresentada em função da massa do núcleo e da massa dos enrolamentos conforme Equação (5.3). A Figura 5.8 mostra a superfície de LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 52 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA fabricação em função da variação do condutor de B.T. e com o diâmetro do condutor de A.T. constante. Figura 5.8 – Superfície de Fabricação com diâmetro de A.T. constante A Figura 5.9 mostra a superfície de fabricação em função da variação do condutor de B.T. e com a variação do diâmetro do condutor de A.T. Figura 5.9 – Superfície de Fabricação com variação no diâmetro de A.T. A Figura 5.10 mostra as superfícies da Figura 5.8 e da Figura 5.9. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 53 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.10 – Superfície de Fabricação com variação no diâmetro de A.T. e com o diâmetro de A.T. constante O custo fixo para um transformador de 15 kVA fornecido por um fabricante é de R$ 1.028,06. As Figuras 5.11 e 5.12 mostram o comportamento do custo de fabricação em função das perdas em vazio com a combinação dos condutores de B.T. com o diâmetro do condutor de A.T. constante e com a sua variação, respectivamente. Figura 5.11 – Custo de fabricação versus perdas em vazio com o diâmetro de A.T. constante LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 54 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.12 – Custo de fabricação versus perdas em vazio com a variação do diâmetro de A.T. Conforme as Figuras 5.10, 5.11 e 5.12 tem-se que quanto maior o consumo de material menor serão as perdas em vazio. As Figuras 5.13 e 5.14 mostram respectivamente o comportamento do custo de fabricação em função das perdas em carga com a combinação dos condutores de B.T. com o diâmetro do condutor de A.T. constante e com a sua variação. Figura 5.13 – Custo de fabricação versus perdas em carga com o diâmetro de A.T. constante Estas curvas mostram que quanto menores as perdas em vazio e em carga, maior será o custo de fabricação com maior consumo de material. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 55 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.14 – Custo de fabricação versus perdas em carga com a variação do diâmetro de A.T. A Figura 5.15 mostra a superfície de fabricação com o diâmetro do condutor de A.T. constante abaixo da superfície de custo de fabricação com a variação do diâmetro do condutor de A.T. Figura 5.15 – Custo de fabricação versus perdas em carga Observando a Figura 5.15 pode-se dizer que a variação da espessura, para este condutor deitado, tem menores perdas quando comparado com a variação da largura, mantendo este comportamento com o mesmo custo de fabricação. Isso porque a variação da espessura permite a variação da distância entre colunas. Tem-se também que após o joelho das curvas a variação da espessura tem menor custo de fabricação LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 56 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA quando comparado com a variação da largura, mantendo-se este comportamento para as mesmas perdas. Quando ocorre a variação da espessura do condutor de B.T., ou seja, tem-se a variação radial da bobina e maior consumo de aço-silício e cobre. Fora deste comportamento, tem-se para custo de fabricação constante, menores perdas no cobre quando ocorre a variação da largura do condutor de B.T., ou seja, a variação da altura da janela. A perda total segundo NBR 5440 pode estabelecer os limites de perdas aceitáveis nesta superfície, indicando os valores dos custos de fabricação para o transformador a ser projetado. Para o caso do transformador trifásico de 15 kVA as perdas totais são 440 Watts, segundo norma. Os valores obtidos neste projeto são mostrados na Tabela 5.1. Na região azul desta tabela estão os valores de perdas em vazio e de perdas em carga correspondentes as perdas totais acima do estabelecido em norma. A linha em negrito corresponde às dimensões de referência com dimensões dos condutores para o transformador padrão. A Tabela 5.2 mostra os resultados das perdas em vazio no cálculo de projeto de um transformador trifásico de 15 kVA. Tabela 5.1 – Valores de perdas totais do transformador trifásico de 15 kVA Perdas Totais Watts Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T Constante Variando Constante Variando 150 344,87 260,11 359,97 271,01 140 348,42 275,55 360,80 284,95 130 352,80 293,65 362,34 301,33 120 358,20 315,18 364,76 320,80 110 364,89 341,19 368,30 344,32 100 373,26 373,26 373,26 373,26 90 383,84 413,76 380,12 409,67 80 397,42 466,44 389,54 456,76 70 415,23 537,58 402,55 519,86 60 439,26 638,48 420,84 608,40 50 473,04 791,42 447,34 740,72 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 57 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.2 – Valores de perdas em vazio do transformador trifásico de 15 kVA Perdas em Vazio Watts Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 150 54,37 58,23 51,93 57,08 140 56,57 59,91 54,52 58,76 130 59,09 61,82 57,48 60,76 120 62,02 64,02 60,89 63,16 110 65,48 66,59 64,88 66,06 100 69,62 69,62 69,62 69,62 90 74,67 73,27 75,34 74,03 80 80,98 77,77 82,39 79,61 70 89,09 83,45 91,34 86,83 60 99,91 90,88 103,08 96,48 50 115,06 101,09 119,24 109,97 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Tabela 5.3 – Valores de perdas em carga do transformador trifásico de 15 kVA Perdas em Carga Watts Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 150 290,49 201,88 308,04 213,92 140 291,85 215,64 306,28 226,19 130 293,70 231,83 304,86 240,56 120 296,17 251,15 303,87 257,64 110 299,41 274,60 303,41 278,25 100 303,64 303,64 303,64 303,64 90 309,16 340,48 304,78 335,63 80 316,43 388,67 307,14 377,14 70 326,13 454,13 311,21 433,02 60 339,35 547,59 317,75 511,91 50 357,97 690,33 328,09 630,75 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 58 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A Tabela 5.3 indica os resultados das perdas em carga no cálculo de projeto de um transformador trifásico de 15 kVA segundo a metodologia proposta neste trabalho. Como exemplo também foi calculado um outro projeto para transformador de 15 kVA com dados fornecidos pelo fabricante. De acordo com a metodologia realizada neste trabalho o resultado dos cálculos obtidos para as perdas foi igual ao fornecido pelo fabricante. Conforme Figura 5.16 a reta da perda total estabelece o limite para as perdas em vazio e para as perdas em carga nas superfícies de fabricação de acordo com a norma NBR 5440. A superfície válida para a análise está abaixo desta reta. Figura 5.16 – Superfície de fabricação limitada pela perda total A Tabela 5.4 indica os valores da impedância percentual de acordo com o cálculo de projeto do transformador implementado. A Tabela 5.5 apresenta os custos de fabricação para o transformador calculado considerando a condição particular de uma área de núcleo, no caso 1,5 p.u. Esta Tabela representa um corte transversal na Figura 5.10 para a qual a massa do núcleo é constante. Uma vez que nestes casos, por problemas de construção, para acomodar as variações de condutores assumidos, a altura das colunas ou comprimento da culatra, ou seja, as dimensões dos núcleos são diferentes. Logo, os projetos para os condutores padrão apresentam custos distintos. Neste estudo, os limites impostos pela impedância percentual não foram considerados. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 59 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.4 – Valores de impedância percentual do transformador trifásico de 15 kVA Impedância Percentual % Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 150 3,50 3,50 3,61 3,50 140 3,50 3,50 3,57 3,50 130 3,50 3,50 3,54 3,50 120 3,50 3,50 3,51 3,50 110 3,50 3,50 3,50 3,50 100 3,51 3,51 3,51 3,51 90 3,63 4,32 3,53 4,21 80 3,80 5,29 3,59 3,59 70 4,01 6,53 3,68 6,14 60 4,29 8,22 3,83 7,59 50 4,68 10,71 4,05 9,68 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Tabela 5.5 – Custo de fabricação do transformador de 15 kVA Custo de Fabricação R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 150 2.183,70 2.488,50 2.165,10 2.515,40 140 2.166,40 2.409,20 2.143,90 2.421,90 130 2.149,50 2.336,90 2.123,10 2.338,60 120 2.132,90 2.271,50 2.102,70 2.264,60 110 2.116,70 2.212,60 2.082,80 2.199,40 100 2.100,90 2.160,10 2.063,30 2.142,50 90 2.085,40 2.113,60 2.044,20 2.093,10 80 2.070,40 2.073,00 2.025,60 2.050,70 70 2.055,80 2.037,80 2.007,30 2.014,80 60 2.041,60 2.007,90 1.989,40 1.984,90 50 2.027,80 1.982,90 1.971,80 1.960,40 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 60 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A comparação entre a sexta linha da Tabela 5.5 com a sexta linha das Tabelas 5.2 e 5.3 mostra que as perdas em vazio e as perdas no cobre são constantes independentemente da variação de largura e espessura, e também do diâmetro do condutor de A.T. Isto porque a sexta linha trabalha com valores do transformador padrão. 5.3 Custo Total O custo total do transformador de distribuição é dado pela soma do custo de aquisição mais o custo das perdas em vazio e custo das perdas em carga de acordo com a demanda, sendo escrito conforme Equação (5.7). O custo de aquisição dado na Equação (5.8) é o valor de compra do transformador distribuído ao longo de sua vida útil contabilizado no período de análise. Os custos das perdas em vazio dependem da tarifa cobrada pela perda, da magnitude dessa perda e do valor atual, de acordo com a Equação (5.9). A Equação (5.10) mostra o custo das perdas em carga. Este custo é dependente da tarifa, da magnitude da perda, do valor atual e da demanda à qual esse transformador está submetido. C total = CTR / analise + CW 0 + CWL (5.7) Sendo, CTR / analise = C amortização ⋅ CW 0 = TW 0 ⋅ WN ⋅ CWL (1 + j )n − 1 (1 + j )n ⋅ j (5.8) (1 + j )n − 1 (1 + j )n ⋅ j ⎛ (1 + j )n − 1 ⎞ 24 ⎛ MVAi ⎟ ⋅ ∑⎜ = TWL .Wcu .⎜⎜ n ⎟ i =1 ⎜ MVA ( ) 1 j j + ⋅ N ⎝ ⎠ ⎝ (5.9) ⎞ ⎟⎟ ⎠ 2 (5.10) Onde: Ctotal é o custo total do transformador em R$; CTR/analise é o custo do transformador em R$; Camortização é o custo de amortização do transformador no período de análise em R$; TW0 é a tarifa para as perdas em vazio em R$/MWh; TWL é a tarifa para as perdas em carga em R$/MWh; j é a taxa de juros; LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 61 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA n é o período de tempo em anos; MVAi é a potência transformada; MVAN é a potência nominal do transformador. A Equação (5.11) apresenta as parcelas da amortização durante o período de vida útil do transformador de distribuição, ou seja, o custo de amortização. C amortização PV ( 1 + j) ⋅ j = C fabricação ⋅ (1 + j )PV − 1 (5.11) Onde: PV é o período de vida útil econômica do transformador em anos, definido pela concessionária. Se o período de análise n for igual ao período de vida útil, PV, do transformador, então o custo do transformador para análise é igual ao seu preço de fabricação conforme (5.12). CTR / analise = C fabricação (5.12) A tarifa para as perdas em vazio depende exclusivamente do custo de energia conforme (5.13). TW 0 = 8,76 ⋅ C E (5.13) Onde o custo da energia considerado neste estudo é CE=93,40 R$/MWh. Para o caso em estudo, um transformador de 15 kVA, a tarifa para as perdas em vazio é de TW0=818,20 R$/MWh. A tarifa para as perdas em carga, Equação (5.14), considera também o custo de energia. TWL = 0,365 ⋅ CE (5.14) 5.3.1 Superfície de Custo Total O custo total depende de três variáveis importantes: do custo de fabricação, das perdas em vazio e das perdas em carga. Para este caso, um transformador de 15 kVA, tem-se como período de vida útil e o tempo de amortização iguais a 20 anos. Desta forma, o custo de fabricação do transformador é igual ao custo de compra pela LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 62 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA concessionária. Analisando as Figuras 5.17 e 5.18, pode-se concluir que quanto maior o custo inicial do transformador menor é o custo total deste na rede devido à redução das perdas com uma adequação do projeto em relação ao consumo materiais ou utilizando materiais mais eficientes. Isto é válido até determinado ponto no qual a situação se inverte, onde um maior consumo de material não indica uma eficiência no consumo de energia. A causa se deve ao fato de que ultrapassando este ponto, o comprimento médio da espira se torna grande aumentando a resistência por comprimento. Figura 5.17 – Custo total versus custo de fabricação com diâmetro de A.T. constante Figura 5.18 – Custo total versus custo de fabricação com variação no diâmetro de A.T. Dentro deste contexto, estas figuras apresentam os componentes – largura, LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 63 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA espessura e diâmetro – dos condutores de B.T. e A.T. A Figura 5.17 mostra o comportamento do condutor de B.T. com o diâmetro do condutor de A.T. constante. E a Figura 5.18 tem o comportamento do condutor de B.T. com a variação do diâmetro do condutor de A.T. Observa-se que para ambos os casos, que a espessura do condutor de B.T. proporciona um menor custo total quando comparada com a largura. Tem-se também que com o diâmetro do condutor de A.T. constante, Figura 5.17, um menor custo total com menor custo de fabricação quando comparado com a Figura 5.18. Nas Figuras 5.19 e 5.20 pode-se notar que quanto maior a perda em vazio maior é o custo total deste transformador, sendo sensível às modificações dos parâmetros construtivos. Isto é válido até determinado ponto onde a situação se inverte. Figura 5.19 – Custo total versus perdas em vazio com o diâmetro de A.T. constante Figura 5.20 – Custo total versus perdas em vazio com variação no diâmetro de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 64 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A variação na largura do condutor de B.T., que tende a aumentar a altura da janela do núcleo, ocasiona um aumento aproximadamente linear no custo total, que é maior quando comparado com o custo relacionado à variação da espessura. O diâmetro do condutor de A.T. – constante ou variando – apresenta um aumento linear no custo total, a partir de um certo valor, com o aumento das perdas em vazio. Assim, o aumento do custo total é devido a maiores perdas em vazio. Comparando a Figura 5.19 com a 5.20, têm-se menores perdas em vazio com a variação da espessura do condutor de B.T. e com o diâmetro do condutor de A.T. constante. O valor das perdas em vazio para o cálculo do transformador padrão de 15 kVA é de 69,62 Watts. As Figuras 5.21 e 5.22 apresentam o comportamento das perdas nos enrolamentos com relação ao custo total do transformador. Tem-se um aumento linear na largura e na espessura do condutor de B.T. na Figura 5.22 com menor dependência desses parâmetros quando comparado com as perdas em vazio. Figura 5.21 – Custo total versus perdas nos enrolamentos com o diâmetro de A.T. constante O condutor de A.T. tem um importante papel nas perdas em carga. Como pode ser observado nestas figuras o diâmetro deste condutor insere uma influência que combinada com os parâmetros largura e espessura do condutor de B.T. indica uma solução vantajosa com menor custo total. O valor das perdas em carga para um cálculo de transformador padrão é de 303,64 Watts. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 65 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.22 – Custo total versus perdas nos enrolamentos com variação no diâmetro de A.T. A Figura 5.23 mostra a curva de demanda adotada em [19] para traçar a superfície de custo total com um fator de potência de 0,8 para um transformador de 15 kVA. 14 12 Potência [kVA] 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 Horário [h] Figura 5.23 – Curva de carga em patamares [19] As superfícies de custo total estão mostradas na Figura 5.24. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 66 24 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.24 – Superfícies de custo total do transformador As superfícies de custo total são indicativos de que quanto maior o investimento na construção do transformador menor é seu custo total. Ou seja, as perdas são menores, aumentando a eficiência energética da rede de distribuição. A Figura 5.25 mostra a superfície de custo total em função da variação do condutor de B.T. com o diâmetro do condutor de A.T. constante. Figura 5.25 – Superfície de custo total do transformador com diâmetro de A.T. constante LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 67 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A Figura 5.26 mostra a superfície de custo total em função da variação do condutor de B.T. com a variação no diâmetro do condutor de A.T. Figura 5.26 – Superfície de custo total do transformador com variação no diâmetro de A.T. Considerando o caso de um período de vida útil do transformador igual ao período de amortização, 20 anos, tem-se a Figura 5.27. De maneira similar à superfície de fabricação, o critério de análise se constitui da intersecção nas duas superfícies pela reta de perdas totais segundo NBR 5440. Figura 5.27 – Superfície de custo total limitada pelas perdas totais LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 68 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A Tabela 5.6 tem o custo total de um transformador operando na rede de acordo com a demanda da Figura 5.23. Desta forma, a superfície de custo total indica o custo para a concessionária de acordo com as perdas. Desta forma, a Tabela 5.6 apresenta os custos totais para o transformador calculado considerando a condição particular de uma área de núcleo, no caso 1,5 p.u. Esta Tabela representa um corte transversal na Figura 5.24 para a qual a massa do núcleo é constante. Uma vez que nestes casos, por problemas de construção, para acomodar as variações de condutores assumidos, a altura das colunas ou comprimento da culatra, ou seja, as dimensões dos núcleos são diferentes. Logo, os projetos para os condutores padrão apresentam custos distintos. Tabela 5.6 – Custo total do transformador de 15 kVA Custo Total R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante 150 Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 3.138,20 3.316,10 3.131,20 3.355,20 (1) 140 3.140,90 3.274,70 130 3.147,50 3.246,60 3.128,10 3.255,30 120 3.158,90 3.233,30 3.133,40 3.231,10 110 3.176,30 3.236,90 3.144,70 3.226,00 (2) 100 3.201,20 3.260,50 3.163,70 3.242,80 90 3.236,20 3.309,00 3.192,60 3.285,90 80 3.284,80 3.390,30 3.234,80 3.362,30 70 3.352,60 3.517,40 3.295,60 3.484,00 60 3.448,90 3.713,70 3.383,70 3.672,20 50 3.590,00 4.025,10 3.514,30 3.967,80 3.127,60 3.297,00 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente As Figuras 5.25 e 5.26 apresentam os pontos de mínimo nas superfícies para esta demanda, o que também pode ser evidenciado na Tabela 5.6. Na superfície onde o diâmetro do condutor de A.T. é constante o ponto de mínimo ocorre quando a espessura do condutor de B.T. é 40% maior (4,2 mm) do que a espessura padrão (3,00 mm) obtendo um valor de R$ 3.127,60. Na superfície onde ocorre a variação do diâmetro do condutor de A.T. o ponto de mínimo ocorre quando a espessura do condutor de B.T. é 10% maior (3,30 mm) do que a espessura padrão, obtendo um valor de R$ 3.226,00. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 69 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Desta forma, a concessionária pode melhorar o desempenho do transformador para uma determinada demanda com uma superfície custo versus perdas. Para a primeira opção de transformador eficiente – com o menor custo total – as perdas em vazio diminuíram 15,10 Watts e as perdas no cobre aumentaram 2,64 Watts resultando em uma diminuição de 1,14% no custo total. A perda total, conforme a Tabela 5.1, para o transformador padrão é de 373,26 Watts, enquanto que para o transformador eficiente escolhido é de 360,80 Watts, uma diminuição de 3,34%. O custo de fabricação, de acordo com a Tabela 5.5, para o transformador padrão para a primeira opção é de R$ 2.063,30 e para este transformador eficiente é de R$ 2.143,90. Um aumento de 3,76%. Para a segunda opção de transformador eficiente selecionado tem-se um custo total de R$ 3.226,00. Esta opção diminui as perdas em vazio em 3,56 Watts e as perdas no cobre diminuem em 25,39 Watts resultando em uma diminuição de 0,52% no custo total. Esta opção é encontrada quando se tem a variação da espessura do condutor de B.T. em 10% acima (3,30 mm) do condutor de referência (3,00 mm) e com variação no diâmetro do condutor de A.T. A perda total, conforme Tabela 5.1, para esta opção de transformador eficiente é de 344,32 Watts, uma redução de 7,75%. O custo de fabricação, mostrado na Tabela 5.5, para esta opção para o transformador padrão é de R$ 2.142,50 e para este transformador eficiente é de R$ 2.199,40. Um aumento de 2,59%. A Figura 5.28 mostra a comparação percentual das perdas apresentadas anteriormente para as duas opções de transformador eficiente em comparação com o transformador padrão. 120 100 80 60 40 Transformador padrão Transformador eficiente 1 Transformador eficiente 2 20 0 Perda em Vazio,% Perda em Carga,% Perda Total,% Figura 5.28 – Comparação entre as perdas nos transformadores analisados LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 70 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Observa-se que esta metodologia permite uma flexibilidade de projeto e de escolha de um transformador eficiente. A Tabela 5.7 apresenta os resultados da massa do núcleo e do cobre no cálculo de projeto do transformador de 15 kVA. Os valores em negrito e sublinhado indicam os valores para as duas opções de transformador eficiente. Observa-se nesta tabela que para a primeira opção de transformador eficiente a massa do núcleo aumentou em 34,35% e a massa do cobre aumentou em 25,35%. E para a segunda opção de transformador eficiente a massa do núcleo aumentou 12,92% e a massa do cobre aumentou 19,37%. Tabela 5.7 – Resultados da massa do núcleo e do cobre no projeto para transformador de 15 kVA Massa do Núcleo kg Massa do cobre kg Condutor B.T. Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 72,63 77,79 69,37 76,25 24,83 43,86 26,30 47,32 65,82 69,71 59,29 62,03 53,02 54,73 (1) (1) 68,37 23,49 37,71 57,67 60,96 22,17 32,11 23,04 33,60 52,06 54,00 20,89 27,04 21,46 27,87 19,63 22,47 19,91 22,82 (2) 63,44 (2) 24,65 40,07 47,04 47,83 46,61 41,33 41,33 41,33 41,33 18,40 18,40 18,40 18,40 35,91 35,23 36,23 35,60 17,21 14,80 16,92 14,57 30,77 29,55 31,30 30,25 16,04 11,65 15,48 11,29 25,91 24,27 26,57 25,26 14,91 8,92 14,06 8,51 21,35 19,42 22,03 20,62 13,81 6,60 12,67 6,19 17,07 15,00 17,69 16,32 12,74 4,67 11,31 4,29 47,46 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente A Tabela 5.8 apresenta os valores das perdas em vazio por kilograma e das perdas no cobre por kilograma obtidos no cálculo do projeto de transformador de 15 kVA. A Tabela 5.9 apresenta os valores de densidade magnética no núcleo e densidade de corrente nos condutores de B.T. e A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 71 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.8 – Resultados das perdas por massa no projeto para transformador de 15 kVA Perda em Vazio por kg W/kg Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Perda no Cobre por kg W/kg Condutor B.T. Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 0,74 0,74 0,74 0,74 11,69 4,60 11,71 4,52 0,85 0,85 0,99 0,99 1,16 1,16 (1) (1) 0,85 12,42 5,71 0,99 0,99 13,24 7,21 13,23 7,15 1,16 1,16 14,17 9,28 14,15 9,24 15,24 12,21 15,23 12,19 (2) 0,85 (2) 12,42 5,64 1,39 1,39 1,39 1,68 1,68 1,68 1,68 16,49 16,49 16,49 16,49 2,07 2,07 2,07 2,07 17,96 22,99 18,00 23,02 2,63 2,63 2,63 2,63 19,72 33,35 19,83 33,38 3,43 3,43 3,43 3,43 21,87 50,87 22,12 50,86 4,67 4,67 4,67 4,67 24,57 82,88 25,06 82,65 6,73 6,73 6,73 6,73 28,09 147,82 29,00 146,78 1,39 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Tabela 5.9 – Resultados da densidade magnética e densidade de corrente no projeto para transformador de 15 kVA Bn Gauss 11.348 Densidade de corrente B.T. A/mm2 Densidade de corrente A.T. A/mm2 Condutor B.T. Diâmetro do condutor A.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Constante Variando 2,02 2,02 2,16 0,96 (1) (1) 12.159 2,17 13.094 2,33 2,33 2,16 1,27 14.185 2,53 2,53 2,16 1,50 2,16 1,78 (2) 2,17 (2) 2,16 1,10 15.475 2,76 17.022 3,03 3,03 2,16 2,16 18.913 3,37 3,37 2,16 2,66 21.278 3,79 3,79 2,16 3,37 24.317 4,34 4,34 2,16 4,41 28.370 5,06 5,06 2,16 6,00 34.044 6,07 6,07 2,16 8,64 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 2,76 72 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Observando a Tabela 5.8, as perdas em vazio por kilograma para o primeiro transformador eficiente diminuíram 49,40% e para o segundo de 17,26%, em relação ao transformador padrão, decorrente da diminuição da densidade do fluxo magnético. Para as perdas no cobre por kilograma ocorreu uma redução de 24,68% para o primeiro transformador eficiente e uma redução de 26,08%, em relação ao transformador padrão, decorrente do aumento da área do condutor de B.T. e do condutor de A.T. para o segundo transformador. Segundo a Tabela 5.9 a densidade magnética, Bn, reduziu em 28,57% para o primeiro transformador e 9,09% para o segundo. A densidade de corrente no enrolamento de B.T. reduziu em 28,38% para o primeiro transformador e 22,11% para o segundo. A densidade de corrente no enrolamento de A.T. manteve-se no valor padrão para o primeiro transformador que trabalha com o diâmetro do condutor de A.T. constante e reduziu em 17,59% para o segundo transformador. Observa-se o comportamento do consumo de energia para uma unidade de transformador de 15 kVA conforme Tabela 5.10. Tabela 5.10 – Energia consumida pelo transformador de 15 kVA Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 1,0408 0,9024 1,0535 0,9158 (1) 140 1,0627 0,9439 130 1,0884 0,9921 1,0959 0,9997 120 1,1189 1,0489 1,1239 1,0540 110 1,1555 1,1169 1,1580 1,1195 (2) 100 1,1999 1,1999 1,1999 1,1999 90 1,2549 1,3035 1,2523 1,3008 80 1,3243 1,4365 1,3186 1,4303 70 1,4142 1,6135 1,4049 1,6021 60 1,5347 1,8602 1,5205 1,8400 50 1,7036 2,2270 1,6822 2,1890 1,0728 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 73 0,9543 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Para um custo de energia de 93,40 R$/MWh e para a primeira opção de uma unidade de transformador eficiente de 15 kVA, a redução de energia consumida é de 0,1271 MWh/ano deste transformador comparado com um transformador padrão. Portanto, para este transformador tem-se conforme Equação (5.15) uma economia de 11,87 R$/ano para uma unidade. 93, 40 × 0,1271×1 = 11,87 (5.15) Supondo uma rede com 120.000 unidades de transformadores de 15 kVA a economia da energia dada conforme (5.16) é de 1.424.532,00 R$/ano. 93, 40 × 0,1271×120000 = 1.424.532, 00 (5.16) Para a segunda opção de transformador eficiente tem-se uma redução de energia de 0,08 MWh/ano quando comparado com o transformador padrão. Desta forma, para uma unidade deste transformador a economia é de 7,51 R$/ano. Supondo a instalação das mesmas 120.000 unidades em uma rede tem-se uma economia de 901.120,00 R$/ano. Para a demanda da Figura 5.23 aplicando um transformador de 15 kVA tem-se um fator de energia consumida conforme Equação (5.17). Este fator considera o carregamento no custo das perdas e assume um valor diferente de acordo com o nível de carga. ⎛ MVAi FE = ∑ ⎜⎜ i =1 ⎝ MVAN 24 2 ⎞ ⎟⎟ = 0,2218 ⎠ (5.17) 5.3.2 Aplicação Para a curva de demanda da Figura 5.23 verificou-se o comportamento das superfícies de custo de fabricação e custo total, ou seja, os pontos de vista do fabricante e da concessionária utilizando um transformador de 30 kVA. A Tabela 5.11 mostra os valores de perdas totais dentro da norma NBR 5440, limitada pela faixa azul. A Figura 5.29 mostra as superfícies de fabricação para o transformador de 30 kVA. A Figura 5.30 mostra a superfície de fabricação com a variação no condutor de B.T. com o diâmetro do condutor de A.T. constante. E a Figura 5.31 mostra a superfície de fabricação com variação no condutor de B.T. com a variação do diâmetro do condutor de LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 74 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A.T. Tabela 5.11 – Valores de perdas do transformador trifásico de 30 kVA Perdas Totais Watts Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 150 608,90 457,60 628,90 471,50 140 614,20 484,30 630,60 496,30 130 620,90 515,60 633,50 525,40 120 629,20 552,80 637,80 560,00 110 639,70 597,70 644,10 601,70 100 652,90 652,90 652,90 652,90 90 669,70 722,50 664,90 717,20 80 691,40 812,90 681,30 800,20 70 720,00 934,70 703,80 911,20 60 758,80 1.106,90 735,30 1.066,80 50 813,50 1.367,10 780,90 1.298,70 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Figura 5.29 – Superfícies de fabricação para transformador de 30 kVA LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 75 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA O aumento da potência do transformador compõe uma superfície de fabricação com maior número de soluções, ou seja, proporciona uma flexibilidade de projeto em relação à combinação das perdas em vazio com as perdas em carga versus o custo para a demanda da Figura 5.23. Figura 5.30 – Superfície de fabricação para transformador de 30 kVA com diâmetro de A.T. constante Figura 5.31 – Superfície de fabricação para transformador de 30 kVA com variação no diâmetro de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 76 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A Tabela 5.12 e a Figura 5.32 têm os valores do custo inicial para este transformador limitado pelas perdas totais da NBR 5440. O valor máximo permitido para as perdas totais deste transformador é de 740 Watts. Figura 5.32 – Superfície de fabricação limitada pelas perdas totais para transformador de 30 kVA Tabela 5.12 – Custo de fabricação do transformador de 30 kVA Custo de Fabricação R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 150 2.839,40 3.319,20 2.751,90 3.302,50 140 2.810,70 3.188,40 2.717,70 3.149,80 130 2.782,50 3.069,30 2.684,10 3.013,50 120 2.755,00 2.961,50 2.651,10 2.892,60 110 2.728,20 2.864,50 2.618,80 2.786,10 100 2.701,90 2.778,00 2.587,20 2.692,90 90 2.676,40 2.701,50 2.556,30 2.612,00 80 2.651,70 2.634,60 2.525,90 2.542,70 70 2.627,70 2.576,80 2.496,20 2.483,90 60 2.604,60 2.527,70 2.466,90 2.434,90 50 2.582,50 2.486,70 2.438,00 2.394,80 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 77 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA As Figuras 5.33 e 5.34 mostram a comparação entre as superfícies de fabricação dos transformadores de 15 kVA e 30 kVA. Assim, quanto maior a potência do transformador maior seu custo inicial. Figura 5.33 – Comparação entre as superfícies de fabricação com diâmetro de A.T. constante Figura 5.34 – Comparação entre as superfícies de fabricação com variação no diâmetro de A.T. constante A Figura 5.35 mostra as superfícies de custo total para o transformador de 30 kVA. A Figura 5.36 apresenta a superfície de custo total com a variação no condutor de LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 78 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA B.T. com o diâmetro do condutor de A.T. constante. E a Figura 5.37 mostra a superfície de custo total com a variação no condutor de B.T. com a variação no diâmetro do condutor de A.T. Figura 5.35 – Superfícies de custo total para transformador de 30 kVA Figura 5.36 – Superfície de custo total para transformador de 30 kVA com o diâmetro de A.T. constante A Tabela 5.13 apresenta os valores deste custo para algumas variações do condutor de B.T. combinadas com o condutor de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 79 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Figura 5.37 – Superfície de custo total para transformador de 30 kVA com a variação no diâmetro de A.T. Tabela 5.13 – Custo total do transformador de 30 kVA Custo Total R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante 150 140 130 Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 4.447,30 4.688,40 4.348,90 4.661,80 4.445,80 (3) 4.450,00 120 4.461,20 110 4.481,10 100 4.619,00 4.571,30 (4) 4.342,40 (1) 4.570,70 4.342,40 (2) 4.506,80 4.350,20 4.472,00 4.551,60 4.367,70 4.469,10 (5) 4.512,10 4.588,10 4.397,40 4.503,00 90 4.557,90 4.665,20 4.443,10 4.581,10 80 4.623,60 4.795,50 4.510,20 4.715,60 70 4.717,70 5.000,30 4.607,20 4.927,00 60 4.853,80 5.317,30 4.748,00 5.251,60 50 5.056,80 5.820,80 4.957,40 5.759,50 4.547,70 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 80 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Para este exemplo foram escolhidos cinco pontos da superfície de custo total que são os cincos transformadores eficientes a serem analisados com a demanda de acordo com a Figura 5.23. Para o transformador de 30 kVA a superfície de custo total apresenta dois pontos de mínimo de valor R$ 4.342,40 e para a demanda considerada este mínimo ocorre quando a espessura do condutor de B.T. está 40% acima (5,60 mm) do valor de referência (4,00 mm) e quando a espessura do condutor de B.T. está 30% acima (5,20 mm). O condutor de A.T. se mantém constante e o valor de referência para o transformador padrão (0,64 mm). Estes transformadores eficientes serão considerados como a primeira e a segunda opção de analise e está indicado no sobrescrito entre parênteses. A terceira opção de transformador eficiente apresenta um custo total de R$ 4.445,80 quando a largura do condutor de B.T. está 40% acima (4,90 mm) da largura padrão (3,50 mm). Para este custo, o diâmetro do condutor de A.T. é constante e igual ao de referência (0,64 mm). A quarta opção de transformador eficiente apresenta um custo total de R$ 4.547,70 quando a largura do condutor de B.T. está 20% acima (4,20 mm) da largura padrão. O diâmetro do condutor de A.T. está 20% acima (0,77 mm) do diâmetro padrão. A quinta opção de transformador eficiente apresenta um custo total de R$ 4.469,10 quando a espessura do condutor de B.T. está 10% acima (4,40 mm) da espessura padrão (4,00 mm). O diâmetro do condutor de A.T. está 10% acima (0,70 mm) de referência. Observando a Tabela 5.12 têm-se os valores para o custo de fabricação para estes transformadores. O custo de fabricação do primeiro transformador eficiente comparado com o custo de fabricação do transformador padrão teve um aumento de 4,80%. O segundo transformador eficiente teve um aumento de 3,61%, o terceiro de 3,87%, o quarto de 6,20% e o quinto de 3,31%. As Tabelas 5.14 e 5.15 apresentam, respectivamente, os valores das perdas em vazio e os valores das perdas em carga resultantes do cálculo do transformador trifásico de 30 kVA. Conforme a Tabela 5.14, a perda em vazio para o transformador padrão é de 103,46 Watts. Com relação à perda em vazio do transformador padrão, o primeiro transformador eficiente tem uma redução de 22,51%, o segundo uma redução de 18,11%, o terceiro de 16,40%, o quarto de 7,04% e o quinto de 5,55%. A maior redução se encontra no ponto de mínimo da superfície de custo total representada pelo LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 81 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA transformador eficiente 1. Tabela 5.14 – Valores de perdas em vazio do transformador trifásico de 30 kVA Perdas em Vazio Watts Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 140 130 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 83,65 88,60 76,19 83,06 86,49 (3) 89,76 120 93,56 110 98,06 100 90,80 93,31 (4) 80,17 (1) 85,82 84,72 (2) 89,10 89,98 93,01 99,52 96,14 97,72 (5) 103,46 103,46 103,46 103,46 90 110,07 108,18 112,29 110,55 80 118,36 113,96 123,21 119,50 70 129,08 121,24 137,07 131,06 60 143,50 130,72 155,30 146,50 50 163,92 143,66 180,43 168,06 96,18 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Conforme Tabela 5.15, a perda em carga para o transformador padrão é de 549,40 Watts. Com relação à perda em carga no transformador padrão, o primeiro transformador eficiente aumentou as perdas em 0,18%, o segundo em reduziu 0,13%, o terceiro reduziu de 3,95%, o quarto reduziu de 16,89% e o quinto de 8,26%. A Figura 5.38 mostra a comparação das perdas do transformador padrão e dos cinco transformadores eficientes analisados. Tem-se que a perda total para o transformador padrão de 30 kVA calculado é 652,90 Watts. Com relação à perda total do transformador padrão, o primeiro transformador apresenta uma redução de 3,42%, o segundo de 2,97%, o terceiro de 5,93%, o quarto de 15,33% e o quinto de 7,84%. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 82 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.15 – Valores de perdas em carga do transformador trifásico de 30 kVA Perdas em Carga Watts Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 525,20 369,00 552,70 388,40 150 140 527,70 130 (3) 531,10 120 535,70 110 541,60 100 393,50 422,30 (4) 550,40 (1) 410,50 548,70 (2) 436,30 547,90 467,00 498,10 548,00 504,00 (5) 549,40 549,40 549,40 549,40 90 559,60 614,40 552,60 606,60 80 573,10 699,00 558,10 680,70 70 591,00 813,50 566,70 780,20 60 615,30 976,20 580,00 920,20 50 649,60 1.223,40 600,40 1.130,60 456,60 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente 120 100 80 Transformador padrão Transformador eficiente 1 60 Transformador eficiente 2 40 Transformador eficiente 3 Transformador eficiente 4 20 0 Transformador eficiente 5 Perda em Vazio,% Perda em Carga,% Perda Total,% Figura 5.38 – Comparação das perdas nos transformadores analisados de 30 kVA As Tabelas 5.16, 5.17 e 5.18 apresentam alguns resultados do cálculo de projeto do transformador de 30 kVA. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 83 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.16 – Resultados da massa do núcleo e do cobre no projeto para transformador de 30 kVA Massa do Núcleo Massa do cobre kg kg Condutor B.T. Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 111,75 118,36 101,77 110,96 40,78 72,08 42,90 77,39 100,64 (3) 90,06 79,99 105,66 93,62 82,23 (4) 93,29 (1) 85,01 (2) 76,93 99,87 38,56 89,40 (3) 36,38 79,52 34,25 52,71 44,35 (4) 40,24 65,55 37,64 (2) 54,99 35,08 45,61 32,16 36,84 32,58 37,36 (5) 61,42 30,13 30,13 30,13 30,13 54,00 53,16 28,15 24,20 27,73 23,87 43,30 46,81 45,40 26,23 19,01 25,38 18,49 37,55 35,27 39,87 38,12 24,37 14,53 23,07 13,93 30,67 27,94 33,19 31,31 22,58 10,73 20,80 10,13 24,33 21,32 26,78 24,94 20,87 7,55 18,56 7,03 70,44 71,49 69,07 61,42 61,42 61,42 52,93 52,02 44,97 70,20 (5) 61,95 (1) Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Conforme a Tabela 5.16 a massa do núcleo do transformador padrão é 61,42 kg. Com relação à massa do núcleo do transformador padrão o primeiro transformador eficiente teve um aumento de massa de 34,65%, o segundo teve um aumento de 27,75%, o terceiro teve um aumento de 38,97%, o quarto de 25,31% e o quinto de 12,51%. A Tabela 5.19 apresenta os valores de energia para o transformador de 30 kVA com a demanda da Figura 5.23. Conforme Tabela 5.19, o transformador padrão consome 1,9740 MWh/ano. Para o primeiro transformador eficiente a redução do consumo de energia é de 0,2022 MWh/ano para uma unidade de 30 kVA, economizando, por cada unidade, 18,88 R$/ano. Para o segundo transformador tem-se uma redução de 0,1655 MWh/ano economizando, por cada unidade, 15,45 R$/ano. Para o terceiro transformador tem-se uma redução de 0,1909 MWh/ano economizando, por cada unidade, 17,83 R$/ano. Para o quarto transformador tem-se uma redução de 0,2442 MWh/ano economizando, para cada unidade, 22,80 R$/ano e para o quinto transformador tem-se uma redução de 0,1386 MWh/ano com uma economia, para cada unidade, de 12,94 R$/ano. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 84 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.17 – Resultados das perdas por massa no projeto para transformador de 30 kVA Perda em Vazio por kg W/kg Perda no Cobre por kg W/kg Condutor B.T. Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 0,74 0,74 0,74 0,74 12,87 5,11 12,88 5,01 0,85 (3) 0,99 1,16 0,85 0,99 1,16 (4) 0,85 (1) 0,99 (2) 0,85 13,68 0,99 1,16 (3) 14,59 1,16 15,64 8,01 10,29 (4) 13,67 6,26 14,57 (2) 7,93 15,61 10,23 16,83 13,52 16,81 13,49 (5) 1,68 18,23 18,23 18,23 18,23 2,07 2,07 19,87 25,38 19,92 25,41 2,63 2,63 2,63 21,84 36,75 21,98 36,80 3,43 3,43 3,43 3,43 24,23 55,95 24,56 55,97 4,67 4,67 4,67 4,67 27,23 90,97 27,87 90,76 6,73 6,73 6,73 6,73 31,11 161,84 32,33 160,79 1,39 1,39 1,39 1,68 1,68 1,68 2,07 2,07 2,63 1,39 (5) 6,35 (1) Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Tabela 5.18 – Resultados da densidade magnética e densidade de corrente no projeto para transformador de 30 kVA Bn Gauss 11.348 12.159 13.094 14.185 Densidade de corrente B.T. A/mm2 Densidade de corrente A.T. A/mm2 Condutor B.T. Diâmetro do condutor A.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Constante Variando 2,17 2,17 2,23 0,99 2,32 (3) 2,50 2,71 (4) 2,32 (1) 2,50 (2) 2,23 2,23 (1,3) 1,13 (2) 1,32 2,71 2,23 1,54 (4) 15.475 2,95 2,95 (5) 2,23 1,84 (5) 17.022 3,25 3,25 2,23 2,23 18.913 3,61 3,61 2,23 2,75 21.277 4,06 4,06 2,23 3,48 24.317 4,65 4,65 2,23 4,55 28.370 5,42 5,42 2,23 6,19 34.044 6,51 6,51 2,23 8,92 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 85 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA Tabela 5.19 – Energia consumida pelo transformador de 30 kVA Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 140 130 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 1,7534 1,4931 1,7414 1,4823 1,7831 (3) 1,8184 120 1,8605 110 1,9115 100 1,5601 1,6380 (4) 1,7718 (1) 1,5495 1,8085 (2) 1,6284 1,8529 1,7223 1,8398 1,9071 1,8354 (5) 1,9740 1,9740 1,9740 1,9740 90 2,0517 2,1415 2,0575 2,1473 80 2,1504 2,3566 2,1638 2,3696 70 2,2791 2,6428 2,3020 2,6641 60 2,4528 3,0421 2,4876 3,0716 50 2,6983 3,6358 2,7474 3,6692 1,7298 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente A Figura 5.39 mostra a comparação do custo total entre os transformadores de 15 kVA e 30 kVA com o diâmetro do condutor de A.T. constante. Figura 5.39 – Comparação entre as superfícies de custo total com o diâmetro de A.T. constante LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 86 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA A Figura 5.40 apresenta esta comparação com a variação no diâmetro do condutor de A.T. Como pode ser observada, esta metodologia permite uma flexibilidade de projeto para redução de custos e de energia. Figura 5.40 – Comparação entre as superfícies de custo total com a variação do diâmetro de A.T. 5.4 Análise de Custos A viabilidade econômica de um projeto é analisada a partir dos custos gerados e da rentabilidade do investimento, ou seja, o valor de um projeto é baseado na sua capacidade de gerar renda econômica. A concessionária ao comprar um transformador deseja que o principal empregado retorne em um período que torne o investimento economicamente viável. Assim, a amortização pode ser definida como um processo financeiro pelo qual um investimento é pago por parcelas sucessivas em um determinado período. O período de análise pode ser superior, inclusive de forma ideal deve ser da ordem de 50% do período de vida útil assumida para o transformador, ou seja, 10 anos. Os tempos de análise e de retorno de investimento são distintos. O tempo de análise é utilizado para a tomada de decisão. O tempo de retorno de investimento deve, a princípio, ser inferior ao tempo de análise, bem como é objeto de decisão final por parte da concessionária. Portanto, a decisão é realizada com base no custo total para um determinado LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 87 CAPÍTULO 5 – EQUACIONAMENTO DO PROBLEMA tempo de análise em anos que pode ou não englobar a vida útil econômica do equipamento. O tempo de retorno de investimento, TRI, para determinado tempo de análise, é calculado quando o valor presente da diferença entre despesas e receitas dos investimentos sob análise, em relação ao investimento padrão for igual a zero conforme (5.18). VP = 0 = C fabricação (eficiente) − C fabricação ( padrão) − [(CW 0 ( padrão) + CWL ( padrão)) − (CW 0 (eficiente) − CWL (eficiente))] Onde: VP é o valor presente. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 88 (5.18) CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Capítulo 6 Estudo de Casos Este capítulo tem como objetivo a aplicação da metodologia gerada neste trabalho para obtenção de custos de operação dos transformadores. A partir de um projeto de um transformador de distribuição trifásico de 30 kVA, discutido no capítulo anterior, são analisados quatro casos de demandas correspondentes aos seguintes consumidores: a) Residencial; b) Comercial; c) Industrial; d) Rural. A demanda destes consumidores foi cedida pela concessionária AES-SUL e para cada caso é realizada uma análise de custos. 6.1 Consumidores Residenciais 1 0.9 Demanda Máxima [p.u.] 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Horas Figura 6.1 – Demanda residencial cedida pela AES-SUL LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 89 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A demanda para os consumidores residenciais de baixa tensão apresenta um consumo de 8,52% e fator de carga geral de 17,09% conforme Figura 6.1. A análise é realizada sob dois aspectos: a) pelo custo total; b) pela redução de energia. 6.1.1 Análise pelo Custo Total A Tabela 6.1 mostra os valores do custo total para esta demanda residencial quando aplicado em um transformador de 30 kVA, considerando um período de vida útil econômica igual 20 anos, com tempo de análise de 10 anos e com uma taxa de juros de 8% ao ano. Tabela 6.1 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor residencial Custo Total R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante 150 140 Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 2.638,30 2.922,40 2.550,00 2.889,40 2.635,40 (2) 2.856,30 2.547,40 (1) 2.810,20 130 2.635,60 2.801,70 2.548,70 2.746,80 120 2.639,80 2.759,30 2.554,70 2.699,60 110 2.648,80 2.730,30 2.566,50 2.669,40 100 2.664,10 2.716,00 2.585,70 2.657,90 90 2.687,60 2.719,10 2.614,50 2.667,60 80 2.722,30 2.743,60 2.656,20 2.702,90 70 2.772,90 2.796,00 2.715,80 2.771,40 60 2.847,30 2.888,40 2.802,00 2.886,20 50 2.959,90 3.043,70 2.929,50 3.072,70 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Na Tabela 6.1 os valores em negrito indicam os resultados para um transformador padrão e os valores em negrito e sublinhado indicam os resultados para alguns transformadores eficientes. Para o transformador padrão de 30 kVA a largura de referência para o condutor de B.T. é de 3,9 mm e sua espessura é de 4,4 mm, e para o condutor de A.T. o diâmetro de referência é de 0,64 mm. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 90 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A Figura 6.2 mostra as superfícies de custo total e na Tabela 6.1 selecionou-se dois pontos a serem analisados como transformadores eficientes. O custo com o sobrescrito (1) é o transformador eficiente que produz menor custo total para esta demanda, R$ 2.547,40. Desta forma, este transformador é calculado com a espessura do condutor de B.T. 40% maior do que a espessura de referência com o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor de referência. O custo total produzido por este transformador eficiente é inferior em 1,48% quando comparado com o custo total do transformador padrão. Figura 6.2 – Superfície de custo total para consumidor residencial A Figura 6.3 mostra a superfície de custo total com o diâmetro do condutor de A.T. constante, e a Figura 6.4 apresenta a superfície de custo total com a variação do diâmetro do condutor de A.T. O segundo transformador eficiente escolhido possui um custo total de R$ 2.635,40 quando a largura do condutor de B.T. é 40% maior (4,90 mm) do que a largura de referência com o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor de referência. Este transformador reduz o custo total em 1,08% quando comparado com o transformador padrão. Os valores do cálculo do projeto do transformador de 30 kVA estão no capítulo 5. As perdas totais são apresentadas na Tabela 5.11, as perdas em vazio são apresentadas na Tabela 5.14 e as perdas em carga estão na Tabela 5.15. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 91 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.3 – Superfície de custo total para consumidor residencial com diâmetro de A.T. constante Figura 6.4 – Superfície de custo total para consumidor residencial para variação do diâmetro de A.T. A Figura 6.5 apresenta uma comparação entre os transformadores analisados com relação às perdas. Para as perdas em vazio com relação ao transformador padrão, o primeiro transformador apresentou menor redução, 22,51%. Isto porque aumenta-se a largura da janela do núcleo devido ao aumento da espessura do condutor de B.T. com diâmetro do condutor de A.T. constante. O segundo transformador apresentou uma redução de LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 92 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS 16,46%, devido ao fato da largura do condutor de B.T. aumentar com diâmetro do condutor de A.T. constante, e desta forma aumenta-se a altura da janela do núcleo. 120 100 80 60 40 Transformador padrão Transformador eficiente 1 20 0 Transformador eficiente 2 Perdas em Vazio,% Perdas em Carga,% Perdas Totais,% Figura 6.5 – Comparação da redução das perdas para o transformador de 30 kVA com demanda residencial Para as perdas em carga com relação ao transformador padrão, o primeiro transformador ocasionou um aumento de 0,18%. Isto é devido ao aumento radial da bobina de B.T. mantendo o diâmetro do condutor de A.T. constante. O segundo transformador reduziu as perdas em carga em 3,95%, ocasionando um aumento na altura da bobina – aumentando a largura do condutor de B.T. Para as perdas totais, o primeiro transformador obteve uma redução de 3,42% e o segundo de 5,93% quando comparado com o transformador padrão. 180 160 140 120 100 80 60 Transformador Padrão 40 Transformador Eficiente 1 20 0 Transformador Eficiente 2 Massa do Núcleo,kg Massa de Cobre,kg Figura 6.6 – Comparação do aumento da massa para o transformador de 30 kVA com demanda residencial LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 93 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A Figura 6.6 mostra a comparação da massa de aço-silício e de cobre do transformador eficiente com o transformador padrão. Observa-se que a massa de açosilício para o primeiro transformador eficiente aumentou 53,03% e para o segundo transformador 63,86%. Para a massa de cobre o primeiro transformador eficiente aumentou 33,55% e o segundo 26,98% em relação ao transformador padrão. Em trabalhos futuros, está previsto um estudo do peso do transformador e elevação de temperatura com o aumento da massa do núcleo e de cobre. Para melhor compreensão da superfície de custo total, a Figura 6.7 mostra o comportamento do custo total em relação às perdas em vazio com o diâmetro do condutor de A.T. constante. Figura 6.7 – Gráfico do custo total com a perda em vazio para consumidor residencial com diâmetro de A.T. constante A Figura 6.8 mostra este comportamento com a variação do diâmetro do condutor de A.T. A linha preta neste gráfico e no anterior indica as perdas em vazio no cálculo do transformador padrão, 103,46 Watts. Observando a Figura 6.7 para este caso, têm-se melhores resultados para as perdas em vazio com a variação da espessura do condutor de B.T. E conforme a Figura 6.8, pode-se concluir que têm-se menores perdas em vazio quando o diâmetro do condutor de A.T. se mantém constante. A Figura 6.9 apresenta o custo total em função das perdas em carga com o diâmetro do condutor de A.T. constante e a Figura 6.10 apresenta este custo com a variação no diâmetro do condutor de A.T LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 94 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.8 – Gráfico do custo total com a perda em vazio para consumidor residencial com variação no diâmetro de A.T. Figura 6.9 – Gráfico do custo total com a perda em carga para consumidor residencial com diâmetro de A.T. constante A Figura 6.9 indica que para uma diminuição das perdas em carga é melhor variar a espessura do condutor de B.T. mantendo constante o diâmetro do condutor de A.T. A Figura 6.10 mostra que na região próxima ao ponto de mínimo na variação da espessura tem-se um menor custo total. Portanto, para este caso, conclui-se que a variação da espessura produz um custo total menor do que a variação da largura. Na Tabela 6.2 é apresentado o custo das perdas em vazio e das perdas em carga para o transformador de 30kVA na demanda analisada. Conforme Tabela 6.2, considerando um custo de energia de 93,40 R$/MWh, o custo das perdas em vazio para a primeira opção de transformador eficiente diminuiu LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 95 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS 22,51% quando comparado com o custo das perdas em vazio no cálculo do transformador padrão, R$ 280,37. A segunda opção do transformador eficiente reduziu o custo das perdas em vazio em 16,40%. Figura 6.10 – Gráfico do custo total com a perda em carga para consumidor residencial com variação no diâmetro de A.T. Tabela 6.2 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor residencial Custo das Perdas em Vazio R$ Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Custo das Perdas em Carga R$ Condutor B.T. Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 226,70 240,11 206,46 225,10 238,45 167,51 250,94 176,33 234,39 (2) 246,08 217,26 (1) 232,59 239,59 (2) 178,65 249,89 (1) 186,36 243,24 252,86 229,60 241,46 241,13 191,72 249,13 198,10 253,55 260,65 243,86 252,06 243,20 207,30 248,73 212,03 265,74 269,70 260,55 264,82 245,91 226,16 248,80 228,82 280,37 280,37 280,37 280,37 249,45 249,45 249,45 249,45 298,28 293,16 304,32 299,60 254,08 278,92 250,89 275,42 320,75 308,84 333,91 323,85 260,17 317,34 253,36 309,04 349,81 328,56 371,47 355,18 268,30 369,32 257,30 354,20 388,89 354,26 420,86 397,01 279,36 443,21 263,34 417,80 444,23 389,32 488,97 455,43 294,92 555,44 272,61 513,32 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 96 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS O custo das perdas em carga no transformador padrão é de R$ 249,45. Com relação ao transformador padrão a primeira opção aumentou o custo das perdas em carga em 0,17% e a segunda opção reduziu estes custos em 3,96%. As Figuras 6.11 e 6.12 mostram que o custo do transformador no tempo de análise de 10 anos é elevado para uma diminuição das perdas em vazio, o que seria coerente com um maior custo de fabricação. Figura 6.11 – Comparação das perdas em vazio com o CTR/analise para demanda residencial com diâmetro de A.T. constante Figura 6.12 – Comparação das perdas em vazio com o CTR/analise para demanda residencial com a variação do diâmetro de A.T. Pode-se notar também que o aumento da largura do condutor do enrolamento de B.T. produz um maior custo do transformador no tempo de análise de 10 anos quando comparado ao aumento da espessura, sendo verdadeiro tanto com o diâmetro do condutor de A.T. constante como na sua variação. Estas figuras apresentam as curvas LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 97 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS resultantes da combinação da variação da largura e a variação da espessura do condutor de B.T. com o comportamento do diâmetro do condutor de A.T. As Figuras 6.13 e 6.14 mostram o comportamento do custo do transformador no tempo de análise de 10 anos com relação às perdas em carga. Observa-se que independentemente do diâmetro do condutor de A.T., a variação na largura produz um maior custo do transformador. Estas Figuras também mostram as curvas resultantes da combinação da variação da largura e a espessura do condutor de B.T. com o comportamento do diâmetro do condutor de A.T. Figura 6.13 – Comparação das perdas no cobre com o custo de aquisição para demanda residencial com o diâmetro de A.T. constante Figura 6.14 – Comparação das perdas no cobre com o custo de aquisição para demanda residencial com a variação do diâmetro de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 98 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A Tabela 6.3 apresenta os valores para o consumo de energia para a demanda residencial de acordo com o cálculo do transformador de 30 kVA. Tabela 6.3 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda residencial Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 140 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 1,1133 1,0435 1,0678 1,0090 1,1400 (2) 1,0805 1,1010 (1) 1,0492 130 1,1711 1,1233 1,1397 1,0967 120 1,2077 1,1734 1,1852 1,1531 110 1,2514 1,2327 1,2392 1,2212 100 1,3044 1,3044 1,3044 1,3044 90 1,3696 1,3927 1,3841 1,4080 80 1,4520 1,5047 1,4837 1,5400 70 1,5589 1,6514 1,6114 1,7133 60 1,7029 1,8524 1,7807 1,9500 50 1,9066 2,1448 2,0156 2,2913 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Ao comparar o consumo de energia do transformador padrão com a primeira opção do transformador eficiente tem-se uma redução de consumo de energia de 0,2034 MWh/ano e para cada unidade deste transformador eficiente tem-se uma economia de 18,99 R$/ano com um tempo de retorno de investimento de 9 anos. A segunda opção de transformador eficiente tem uma redução de consumo de energia de 0,1644 MWh/ano e para cada unidade deste transformador tem-se uma economia de 15,35 R$/ano com um tempo interno de retorno de 9,5 anos. A Figura 6.15 apresenta as superfícies da energia consumida pela demanda residencial com relação ao comportamento do diâmetro do condutor de A.T. Assim, através destas superfícies é possível ter a energia consumida de acordo com as perdas em vazio e as perdas em carga. As Figuras 6.16 e 6.17 mostram o custo total no período de análise em função da energia consumida. As curvas são as resultantes da variação da largura e da espessura do condutor de B.T. com o comportamento do diâmetro do condutor de A.T. Observa-se LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 99 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS que a variação da espessura do condutor de B.T. produz menor custo total para o mesmo consumo de energia. As curvas resultantes do diâmetro constante, Figura 6.16, ocasionam menor custo total do que para a variação do diâmetro do condutor de A.T. para um mesmo consumo de energia. Figura 6.15 – Superfícies de energia para a demanda residencial Figura 6.16 – Comparação da energia versus o custo total para demanda residencial com o diâmetro de A.T. constante As Figuras 6.18 e 6.19 apresentam o comportamento do valor presente do retorno do investimento, conforme Equação (5.18), para os transformadores deste exemplo, sendo o número 1 referente a 1,5 vezes o valor de referência conforme Tabela 6.1. Isto LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 100 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS permite definir uma orientação na escolha do transformador para o período de análise de 10 anos. Figura 6.17 – Comparação da energia versus o custo total para demanda residencial com a variação do diâmetro de A.T. Figura 6.18 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 101 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.19 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. 6.1.2 Análise pela Redução de Energia Esta proposta visa escolher o transformador eficiente pela maior economia de energia obtida quando comparado com o transformador padrão calculado. Desta forma, tem-se a Tabela 6.4. A Tabela 6.4 apresenta outras duas opções de transformadores eficiente em termos de consumo de energia quando o diâmetro do condutor de A.T. está variando. Porém, esta opção possui um alto custo de fabricação. Portanto, de acordo com a metodologia proposta neste sub-item, o primeiro transformador eficiente com um custo de fabricação mais adequado tem uma redução de 0,236 MWh/ano quando comparado com o transformador padrão. Este transformador é dimensionado com a espessura do condutor de B.T. 50% maior que a espessura padrão e com o diâmetro do condutor de A.T. constante. O segundo transformador eficiente escolhido tem uma redução de energia consumida de 0,191 MWh/ano quando comparado com o transformador padrão. Este transformador é dimensionado com a largura do condutor de B.T. 50% maior do que a largura padrão e com o diâmetro do condutor de A.T. constante. A Figura 6.20 mostra a comparação das perdas entre os transformadores eficientes analisados e o transformador padrão. Para as perdas em vazio, o primeiro transformador eficiente apresentou uma redução de 26,36% e o segundo de 19,15% com relação ao transformador padrão. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 102 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.4 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda residencial Redução de Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 0,19104 (2) Variando Constante Variando 0,26088 (1) 0,29534 0,23652 140 0,16437 0,22381 0,20331 0,25512 130 0,13328 0,18102 0,16463 0,20769 120 0,09665 0,13100 0,11916 0,15123 110 0,05294 0,07165 0,06511 0,08319 100 0 0 0 0 90 -0,06529 -0,08839 -0,07972 -0,10360 80 -0,14766 -0,20035 -0,17932 -0,23564 70 -0,25456 -0,34707 -0,30701 -0,40898 60 -0,39852 -0,54802 -0,47632 -0,64569 50 -0,60224 -0,84046 -0,71126 -0,98694 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Os valores negativos na Tabela 6.4 indicam um aumento de energia consumida quando comparado com o transformador padrão. 120 100 80 60 Transformador Padrão 40 Transformador Eficiente 1 20 0 Transformador Eficiente 2 Perdas no Núcleo, % Perdas no Cobre, % Perdas Totais, % Figura 6.20 – Comparação das perdas para o transformador de 30 kVA para demanda residencial Para as perdas em carga, o primeiro transformador aumentou em 0,6% e o LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 103 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS segundo reduziu em 4,41% quando comparado com as perdas em carga do transformador padrão. Para as perdas totais, o primeiro transformador reduziu 3,68% e o segundo em 6,74% quando comparado com o transformador padrão. Com relação ao custo de fabricação o primeiro transformador escolhido apresentou um aumento de 6,36% no custo de fabricação e um aumento de 1,38% no custo total quando comparado com o transformador padrão. Para o segundo transformador escolhido tem-se um aumento no custo de fabricação de 5,08% e no custo total uma redução de 0,96%. A Tabela 6.5 apresenta a economia proporcionada por cada unidade de transformadores eficientes de acordo com a redução de energia. O custo de energia considerado é de 93,40 R$/MWh e o tempo de análise é de dez anos. Tabela 6.5 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda residencial Redução de Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando (2) Constante Variando 22,09 27,58 (1) 150 17,84 140 15,35 20,90 18,98 23,82 130 12,44 16,90 15,37 19,39 120 9,02 12,23 11,12 14,12 110 4,94 6,69 6,08 7,77 100 0 0 0 0 90 -6,09 -8,25 -7,44 -9,67 80 -13,79 -18,71 -16,74 -22,00 70 -23,77 -32,41 -28,67 -38,19 60 -37,22 -51,18 -44,48 -60,30 50 -56,24 -78,49 -66,43 -92,17 24,36 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente A Tabela 6.6 apresenta a economia proporcionada por cada unidade de transformadores eficientes de acordo com a redução de energia. O custo de energia considerado é de 93,40 R$/MWh e o tempo de análise de 10 anos. Esta análise fornece LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 104 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS um tempo de retorno de investimento maior que o tempo de análise de 10 anos, não se mostrando vantajosa. Tabela 6.6 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda residencial Economia R$/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 17,84 Variando (2) Constante 24,36 22,09 Variando (1) 27,58 140 15,35 20,90 18,98 23,82 130 12,44 16,90 15,37 19,39 120 9,02 12,23 11,12 14,12 110 4,94 6,69 6,08 7,77 100 0 0 0 0 90 -6,09 -8,25 -7,44 -9,67 80 -13,79 -18,71 -16,74 -22,00 70 -23,77 -32,41 -28,67 -38,19 60 -37,22 -51,18 -44,48 -60,30 50 -56,24 -78,49 -66,43 -92,17 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão 6.2 Consumidores Comerciais 1 0.9 Demanda Máxima [p.u.] 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Horas Figura 6.21 – Demanda comercial cedida pela AES-SUL LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 105 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A demanda para os consumidores comerciais apresenta um consumo de 15,73% e fator de carga geral de 47,74% conforme Figura 6.21. 6.2.1 Análise pelo Custo Total A Tabela 6.7 mostra os valores de custo total para esta demanda e a Figura 6.22 as superfícies de custo total para o transformador de 30 kVA. O custo total foi produzido com uma taxa de juros anual de 8% e um tempo de análise de 10 anos. Tabela 6.7 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor comercial Custo Total R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante 150 140 Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 3.140,00 3.274,90 3.078,10 3.260,50 3.232,20 3.073,20 3.202,40 3.139,50 (2) (1) 130 3.143,10 3.205,10 120 3.151,60 3.195,60 3.078,10 3.145,80 110 3.166,30 3.206,20 3.090,00 3.150,90 100 3.189,00 3.241,00 3.110,60 3.182,80 90 3.222,20 3.306,10 3.142,40 3.247,10 80 3.269,80 3.411,40 3.189,30 3.353,20 70 3.337,50 3.573,20 3.257,30 3.516,70 60 3.435,20 3.821,10 3.356,10 3.765,40 50 3.580,50 4.212,60 3.503,10 4.152,90 3.072,90 3.163,70 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente A Figura 6.23 apresenta a superfície de custo total quando o diâmetro do condutor de A.T. é constante e a Figura 6.24 mostra esta superfície quando ocorre a variação do diâmetro do condutor de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 106 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.22 – Superfície de custo total para consumidor comercial Figura 6.23 – Superfície de custo total para consumidor comercial com diâmetro de A.T. constante O primeiro transformador eficiente está no ponto de mínimo da superfície de custo total, R$ 3.072,90, ou seja, este custo ocorre na variação da espessura do condutor de B.T. em 30% acima do seu valor de referência mantendo constante o diâmetro do condutor de A.T. e igual ao valor de referência. O custo de fabricação para este caso é R$ 2.684,10. Assim, tem-se uma redução de 1,21% no custo total e um aumento de 3,7% LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 107 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS no custo de fabricação. Figura 6.24 – Superfície de custo total para consumidor comercial com variação no diâmetro de A.T. O segundo transformador eficiente escolhido tem o valor de custo total de R$ 1.549,70 quando a largura do condutor de B.T. é 40% maior do que o valor de referência mantendo o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor padrão. Assim, temse uma redução de 1,55% no custo total e um aumento de 4,03% no custo de fabricação. Observando as superfícies de custo total, Figura 6.22 tem-se que, a superfície com o diâmetro do condutor de A.T. constante produz menores valores de custo total quando comparado com a superfície com a variação no diâmetro do condutor de A.T. A Figura 6.25 mostra uma redução das perdas em vazio de 18,11% para o primeiro transformador e 16,40% para o segundo. Redução das perdas no cobre de 0,13% para o primeiro transformador e 3,95% para o segundo resultando em uma redução das perdas totais de 2,97% para o primeiro e 5,93% para o segundo transformador. A massa de aço silício para o primeiro transformador eficiente aumentou em 38,40% e para o segundo em 63,86% em relação ao transformador padrão. A massa de cobre para o primeiro transformador eficiente aumentou em 24,90% e para o segundo em 27,96% em relação ao transformador padrão. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 108 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS 100 90 80 70 60 50 40 30 Transformador padrão 20 Transformador eficiente 1 10 Transformador eficiente 2 0 Perdas em Vazio,% Perdas em Carga,% Perdas Totais,% Figura 6.25 – Comparação da redução das perdas para o transformador de 30 kVA com demanda comercial A Tabela 6.8 apresenta o custo das perdas em vazio e das perdas em carga para o transformador calculado de 30 kVA com demanda comercial. Tabela 6.8 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor comercial Custo das Perdas em Vazio R$ Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Custo das Perdas em Carga R$ Condutor B.T. Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 226,70 240,11 206,46 225,10 740,20 520,00 779,00 547,40 554,60 775,70 578,50 234,39 (2) 246,08 243,24 252,86 253,55 260,65 265,74 217,26 (1) 232,59 743,80 (2) (1) 241,46 748,60 595,20 243,86 252,06 755,00 643,50 772,20 658,20 269,70 260,55 264,82 763,40 702,10 772,40 710,30 280,37 280,37 280,37 280,37 774,40 774,40 774,40 774,40 298,28 293,16 304,32 299,60 788,80 865,90 778,80 855,00 320,75 308,84 333,91 323,85 807,70 985,10 786,50 959,40 349,81 328,56 371,47 355,18 832,90 1.146,50 798,70 1.099,60 388,89 354,26 420,86 397,01 867,20 1.375,90 817,50 1.297,00 444,23 389,32 488,97 455,43 915,50 1.724,30 846,30 1.593,50 229,60 773,40 615,00 Os valores na região azul se encontram fora do limite de perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Conforme Tabela 6.8 o custo das perdas em carga para o primeiro transformador eficiente tem uma redução de 0,13% e para o segundo transformador 3,95%. A Tabela 6.9 mostra os valores do consumo de energia de um transformador de LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 109 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS 30 kVA com demanda comercial. Tabela 6.9 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda comercial Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 140 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 1,9140 1,6050 1,9104 1,6011 1,6804 1,9401 1,6750 1,9444 (2) (1) 130 1,9807 1,7671 120 2,0243 1,8694 2,0204 1,8650 110 2,0771 1,9921 2,0746 1,9895 100 2,1419 2,1419 2,1419 2,1419 90 2,2228 2,3293 2,2265 2,3327 80 2,3256 2,5702 2,3344 2,5777 70 2,4598 2,8915 2,4753 2,9026 60 2,6409 3,3405 2,6649 3,3529 50 2,8969 4,0098 2,9309 4,0148 1,9762 1,7618 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Considerando um custo de energia de 93,40 R$/MWh, tem-se para o primeiro transformador eficiente uma redução de energia de 0,1657 MWh/ano economizando para cada unidade deste transformador 15,47 R$/ano e com um tempo de retorno de investimento de 9 anos. Para o segundo transformador eficiente tem-se uma redução de energia de 0,1975 MWh/ano economizando para cada unidade deste transformador 18,44 R$/ano e com tempo de retorno de investimento de 8,3 anos. A Figura 6.26 apresenta as superfícies de energia com relação às perdas em vazio e às perdas em carga. A Figura 6.27 mostra o comportamento da energia consumida com o custo total para o diâmetro do condutor de A.T. constante e a Figura 6.28 mostra este comportamento com a variação deste diâmetro. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 110 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.26 – Superfície de energia para o transformador de 30 kVA com demanda comercial Figura 6.27 – Comparação da energia versus o custo total para demanda comercial com o diâmetro de A.T. constante LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 111 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.28 – Comparação da energia versus o custo total para demanda comercial com variação no diâmetro de A.T. As Figuras 6.29 e 6.30 apresentam o valor presente no tempo de análise de 10 anos com o diâmetro do condutor de A.T. constante e variando. Figura 6.29 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 112 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.30 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. 6.2.2 Análise pela Redução de Energia De acordo com esta proposta tem-se a Tabela 6.10. Tabela 6.10 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda comercial Redução de Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 0,2280 (2) Variando 0,5360 Constante 0,2315 (1) Variando 0,5409 140 0,1975 0,4616 0,2019 0,4670 130 0,1612 0,3749 0,1657 0,3801 120 0,1176 0,2725 0,1216 0,2769 110 0,0648 0,1499 0,0673 0,1525 100 0 0 0 0 90 -0,0808 -0,1873 -0,0845 -0,1908 80 -0,1837 -0,4283 -0,1925 -0,4357 70 -0,3178 -0,7496 -0,3334 -0,7607 60 -0,4989 -1,1986 -0,5229 -1,2109 50 -0,7549 -1,8679 -0,7890 -1,8729 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 113 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Os valores negativos na Tabela 6.11 indicam um aumento de energia consumida quando comparado com o transformador padrão. Como no caso residencial foram escolhidos dois transformadores com uma alta redução de energia e com o custo de fabricação menor. A Tabela 6.11 apresenta a economia proporcionada por cada unidade de transformadores eficientes de acordo com a redução de energia. O custo de energia considerado é de 93,40 R$/MWh e o tempo de análise é de 10 anos. Tabela 6.11 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda comercial Economia R$/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 21,29 (2) Variando 50,06 Constante 21,62 (1) Variando 50,51 140 18,44 43,10 18,85 43,61 130 15,05 35,01 15,47 35,50 120 10,98 25,45 11,35 25,86 110 6,05 13,99 6,28 14,24 100 0 0 0 0 90 -7,55 -17,49 -7,89 -17,81 80 -17,15 -40,00 -17,97 -40,69 70 -29,68 -70,00 -31,13 -71,04 60 -46,60 -111,94 -48,84 -113,10 50 -70,50 -174,45 -73,69 -174,92 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Para este caso, somente a segunda opção de transformador se paga no tempo menor que o tempo de análise, ou seja, 9,5 anos. 6.3 Consumidores Industriais A demanda para os consumidores industriais de baixa tensão apresenta um consumo de 18,01% e fator de carga geral de 47,31% de acordo com a Figura 6.31. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 114 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS 1 0.9 Demanda Máxima [p.u.] 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Horas Figura 6.31 – Demanda industrial cedida pela AES-SUL 6.3.1 Análise pelo Custo Total A Tabela 6.12 mostra os valores do custo total para o transformador de 30 kVA com um tempo de análise de 10 anos a uma taxa de juros anual de 8%. A Figura 6.32 apresenta as superfícies de custo total para o transformador de 30 kVA com demanda industrial. O ponto de mínimo ocorre na superfície de custo total com diâmetro de A.T. constante sendo R$ 3.129,40 e considerado como o primeiro transformador eficiente. Este ponto de mínimo ocorre na variação da espessura do condutor de B.T. em 30% acima do valor de referência e com o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor de referência. Este transformador reduz o custo total em 1,20% quando comparado com o transformador padrão. O segundo transformador eficiente tem um custo total de R$ 3.193,90 com a largura do condutor de B.T. 40% acima do valor de referência com o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor de referência. Este transformador reduz em 1,59% o custo total quando comparado com o transformador padrão. A Figura 6.33 mostra a superfície de custo total em função das perdas com diâmetro de A.T. constante. E a Figura 6.34 apresenta a superfície de custo total com variação no diâmetro de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 115 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.12 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor industrial Custo Total R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante 150 140 Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 3.194,10 3.312,90 3.135,00 3.300,50 3.272,70 3.129,90 3.244,70 3.193,90 (2) (1) 130 3.197,80 3.248,60 120 3.206,70 3.242,60 3.134,50 3.193,90 110 3.222,10 3.257,50 3.146,50 3.202,80 100 3.245,60 3.297,60 3.167,20 3.239,40 90 3.279,90 3.369,40 3.199,40 3.309,60 80 3.328,80 3.483,40 3.246,80 3.423,40 70 3.398,30 3.657,00 3.315,70 3.597,10 60 3.498,60 3.921,60 3.415,90 3.860,20 50 3.647,40 4.338,60 3.565,00 4.269,40 3.129,40 3.208,60 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Figura 6.32 – Superfícies de custo total para consumidor industrial LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 116 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.33 – Superfície de custo total para consumidor industrial com diâmetro de A.T. constante Figura 6.34 – Superfície de custo total para consumidor industrial com variação no diâmetro de A.T. A Tabela 6.13 apresenta o custo das perdas em vazio e das perdas em carga para o transformador calculado de 30 kVA com demanda industrial. Conforme Tabela 6.13 o custo das perdas em carga para o primeiro transformador eficiente tem uma redução de 0,13% e para o segundo de 3,95%. A Tabela 6.14 mostra os valores do consumo de energia de um transformador de 30 kVA com demanda industrial. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 117 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.13 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor industrial Custo das Perdas em Vazio R$ Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Custo das Perdas em Carga R$ Condutor B.T. Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 226,70 240,11 206,46 225,10 794,30 558,00 835,90 587,40 595,10 832,40 620,80 234,39 (2) 246,08 243,24 252,86 253,55 260,65 265,74 217,26 (1) 232,59 798,10 (2) (1) 241,46 803,30 638,70 243,86 252,06 810,20 690,60 828,60 706,30 269,70 260,55 264,82 819,20 753,40 828,80 762,20 280,37 280,37 280,37 280,37 831,00 831,00 831,00 831,00 298,28 293,16 304,32 299,60 846,40 929,20 835,80 917,50 320,75 308,84 333,91 323,85 866,70 1.057,10 844,00 1.029,50 349,81 328,56 371,47 355,18 893,80 1.230,30 857,10 1.179,90 388,89 354,26 420,86 397,01 930,60 1.476,40 877,20 1.391,80 444,23 389,32 488,97 455,43 982,50 1.850,30 908,10 1.710,00 229,60 829,90 659,90 Tabela 6.14 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda industrial Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 140 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 2,0003 1,6666 2,0013 1,6649 1,7451 2,0305 1,7424 2,0312 (2) (1) 130 2,0680 1,8365 120 2,1123 1,9445 2,1104 1,9418 110 2,1661 2,0739 2,1647 2,0723 100 2,2322 2,2322 2,2322 2,2322 90 2,3148 2,4303 2,3173 2,4324 80 2,4198 2,6851 2,4261 2,6895 70 2,5569 3,0252 2,5684 3,0309 60 2,7420 3,5010 2,7602 3,5041 50 3,0036 4,2109 3,0296 4,2007 2,0664 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 118 1,8335 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Considerando um custo de energia de 93,40 R$/MWh, tem-se para o primeiro transformador eficiente uma redução de energia de 0,1658 MWh/ano economizando para cada unidade deste transformador 15,49 R$/ano com um tempo de retorno de investimento de 9 anos. Para o segundo transformador eficiente tem-se uma redução de energia de 0,2011 MWh/ano economizando para cada unidade deste transformador 18,78 R$/ano e com um tempo de retorno de investimento de 8 anos. A Figura 6.35 apresenta as superfícies de energia com relação às perdas em vazio e às perdas em carga. Figura 6.35 – Superfície de energia para o transformador de 30 kVA com demanda industrial A Figura 6.36 mostra o comportamento da energia consumida com o custo total para o diâmetro do condutor de A.T. constante e a Figura 6.37 apresenta este comportamento com a variação deste diâmetro. As Figuras 6.38 e 6.39 apresentam o valor presente no tempo de análise de 10 anos com o diâmetro do condutor de A.T. constante e variando. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 119 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.36 – Comparação da energia versus o custo total para demanda industrial com o diâmetro de A.T. constante Figura 6.37 – Comparação da energia versus o custo total para demanda industrial com variação no diâmetro de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 120 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.38 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante Figura 6.39 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. 6.3.2 Análise pela Redução de Energia De acordo com esta proposta tem-se a Tabela 6.15. Os valores negativos na Tabela 6.15 indicam um aumento de energia consumida quando comparado com o transformador padrão. A Tabela 6.16 apresenta a economia proporcionada por cada unidade de transformadores eficientes de acordo com a redução de energia. O custo de energia considerado é de 93,40 R$/MWh e o tempo de análise é de dez anos. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 121 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.15 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda industrial Redução de Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 (2) 0,2320 Variando 0,5657 Constante (1) 0,2310 Variando 0,5673 140 0,2011 0,4872 0,2017 0,4898 130 0,1642 0,3958 0,1658 0,3987 120 0,1199 0,2878 0,1218 0,2904 110 0,0661 0,1583 0,0676 0,1600 100 0 0 0 0 90 -0,0825 -0,1980 -0,0850 -0,2002 80 -0,1875 -0,4529 -0,1939 -0,4573 70 -0,3247 -0,7929 -0,3362 -0,7986 60 -0,5098 -1,2687 -0,5280 -1,2719 50 -0,7714 -1,9786 -0,7974 -1,9684 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Tabela 6.16 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda industrial Economia R$/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 21,66 (2) Variando 52,83 Constante 21,57 (1) Variando 52,98 140 18,78 45,50 18,83 45,74 130 15,33 36,96 15,48 37,23 120 11,19 26,87 11,38 27,12 110 6,17 14,78 6,30 14,94 100 0 0 0 0 90 -7,70 -18,49 -7,94 -18,69 80 -17,51 -42,29 -18,10 -42,71 70 -30,32 -74,06 -31,40 -74,59 60 -47,61 -118,50 -49,31 -118,79 50 -72,04 -184,80 -74,47 -183,85 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 122 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS O segundo transformador, de acordo com esta análise, apresenta um tempo de retorno de investimento de 9,2 anos. 6.4 Consumidores Rurais A demanda para os consumidores rurais apresenta um consumo de 3,09% e fator de carga geral de 30,22% conforme Figura 6.40. 1 0.9 Demanda Máxima [p.u.] 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Horas Figura 6.40 – Demanda rural cedida pela AES-SUL 6.4.1 Análise pelo Custo Total A Tabela 6.17 mostra os valores do custo total para o transformador de 30 kVA com um tempo de análise de 10 anos a uma taxa de juros anual de 8%. A Figura 6.41 apresenta as superfícies de custo total para o transformador de 30 kVA com demanda rural. O ponto de mínimo ocorre na superfície de custo total, no tempo de análise de 10 anos, com diâmetro de A.T. constante sendo R$ 2.741,40 e considerado como o primeiro transformador eficiente. Este ponto de mínimo ocorre na variação da espessura do condutor de B.T. em 40% acima do valor de referência e com o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor de referência. Este transformador reduz o custo total em 1,36% quando comparado com o transformador padrão. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 123 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.17 – Custo total do transformador de 30 kVA para consumidor rural Custo Total R$ Variação do condutor (%) com massa do núcleo constante 150 140 Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 2.823,40 3.052,50 2.744,90 3.026,30 2.821,40 (2) 2.995,00 2.741,40 (1) 2.955,00 130 2.822,90 2.950,60 2.742,10 2.900,70 120 2.828,60 2.920,30 2.747,80 2.864,20 110 2.839,80 2.905,90 2.759,70 2.847,10 100 2.857,80 2.909,70 2.779,40 2.851,60 90 2.884,90 2.935,70 2.809,30 2.881,40 80 2.924,30 2.990,00 2.852,90 2.942,90 70 2.981,20 3.082,80 2.915,60 3.046,40 60 3.064,20 3.232,60 3.006,40 3.210,70 50 3.188,90 3.475,00 3.141,20 3.471,30 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Figura 6.41 – Superfícies de custo total para consumidor rural O segundo transformador eficiente tem um custo total de R$ 2.821,40 com a LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 124 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS largura do condutor de B.T. 40% acima do valor de referência com o diâmetro do condutor de A.T. constante e igual ao valor de referência. Este transformador aumentou em 1,52% o custo total quando comparado com o transformador padrão. A Figura 6.42 mostra a superfície de custo total em função das perdas com diâmetro de A.T. constante. E a Figura 6.43 apresenta a superfície de custo total com variação no diâmetro de A.T. Figura 6.42 – Superfície de custo total para consumidor industrial com diâmetro de A.T. constante Figura 6.43 – Superfície de custo total para consumidor industrial com variação no diâmetro de A.T. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 125 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A Tabela 6.18 apresenta o custo das perdas em vazio e das perdas em carga para o transformador calculado de 30 kVA com demanda rural. Tabela 6.18 – Custo das perdas do transformador de 30 kVA para consumidor rural Custo das Perdas em Vazio R$ Condutor B.T. Espessura constante e Largura variando Custo das Perdas em Carga R$ Condutor B.T. Espessura variando e Largura constante Espessura constante e Largura variando Diâmetro do condutor A.T. Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando Constante Variando Constante Variando 226,70 240,11 206,46 225,10 423,61 297,59 445,80 313,25 234,39 (2) 246,08 217,26 (1) 232,59 425,63 (2) 317,37 443,93 (1) 331,08 243,24 252,86 229,60 241,46 428,38 340,61 442,58 351,93 253,55 260,65 243,86 252,06 432,05 368,27 441,88 376,67 265,74 269,70 260,55 264,82 436,87 401,78 441,99 406,50 280,37 280,37 280,37 280,37 443,16 443,16 443,16 443,16 298,28 293,16 304,32 299,60 451,39 495,52 445,71 489,29 320,75 308,84 333,91 323,85 462,21 563,76 450,11 549,02 349,81 328,56 371,47 355,18 476,64 656,11 457,10 629,25 388,89 354,26 420,86 397,01 496,29 787,38 467,83 742,23 444,23 389,32 488,97 455,43 523,94 986,76 484,29 911,92 A Tabela 6.19 apresenta os valores do consumo de energia de um transformador de 30 kVA com demanda rural. Considerando um custo de energia de 93,40 R$/MWh, tem-se para o primeiro transformador eficiente uma redução de energia de 0,2028 MWh/ano economizando para cada unidade deste transformador 18,93 R$/ano e com tempo de retorno de 10,5 anos. Neste caso, este transformador possui um tempo de retorno maior do que o tempo de análise. Para o segundo transformador eficiente tem-se uma redução de energia de 0,1766 MWh/ano economizando para cada unidade deste transformador 16,49 R$/ano e com tempo de retorno de investimento de 9,8 anos. A Figura 6.44 apresenta as superfícies de energia com relação às perdas em vazio e às perdas em carga. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 126 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.19 – Energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda rural Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % 150 140 Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante Variando Constante Variando 1,4088 1,2510 1,3788 1,2275 1,4368 (2) 1,3019 1,4107 (1) 1,2801 130 1,4698 1,3609 1,4484 1,3421 120 1,5090 1,4302 1,4934 1,4158 110 1,5561 1,5129 1,5475 1,5047 100 1,6134 1,6134 1,6134 1,6134 90 1,6845 1,7383 1,6949 1,7492 80 1,7744 1,8979 1,7976 1,9229 70 1,8913 2,1090 1,9302 2,1522 60 2,0490 2,4015 2,1070 2,4677 50 2,2720 2,8330 2,3534 2,9273 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Figura 6.44 – Superfície de energia para o transformador de 30 kVA com demanda rural LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 127 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS A Figura 6.45 mostra o comportamento da energia consumida com o custo total para o diâmetro do condutor de A.T. constante e a Figura 6.46 apresenta este comportamento com a variação deste diâmetro. Figura 6.45 – Comparação da energia versus o custo total para demanda rural com o diâmetro de A.T. constante Figura 6.46 – Comparação da energia versus o custo total para demanda rural com variação no diâmetro de A.T. As Figuras 6.47 e 6.48 apresentam o valor presente no tempo de análise de 10 anos com o diâmetro do condutor de A.T. constante e variando. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 128 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Figura 6.47 – Valor presente versus opções de transformadores com o diâmetro de A.T. constante Figura 6.48 – Valor presente versus opções de transformadores com variação no diâmetro de A.T. 6.4.2 Análise pela Redução de Energia De acordo com esta proposta tem-se a Tabela 6.20. Os valores negativos na Tabela 6.20 indicam um aumento de energia consumida quando comparado com o transformador padrão. A Tabela 6.21 apresenta a economia proporcionada por cada unidade de transformadores eficientes de acordo com a redução de energia. O custo de energia considerado é de 93,40 R$/MWh e o tempo de análise é de 10 anos. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 129 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Tabela 6.20 – Redução de energia consumida pelo transformador 30 kVA com demanda rural Redução de Energia MWh/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 (2) 0,2047 Variando 0,3624 Constante (1) 0,2347 Variando 0,3859 140 0,1766 0,3115 0,2028 0,3333 130 0,1436 0,2525 0,1650 0,2713 120 0,1044 0,1832 0,1201 0,1976 110 0,0573 0,1005 0,0659 0,1088 100 0 0 0 0 90 -0,0710 -0,1249 -0,0815 -0,1358 80 -0,1609 -0,2845 -0,1842 -0,3095 70 -0,2779 -0,4956 -0,3167 -0,5388 60 -0,4356 -0,7881 -0,4935 -0,8543 50 -0,6586 -1,2196 -0,7400 -1,3139 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão Os valores em negrito e sublinhado indicam os transformadores eficientes analisados O sobrescrito entre parênteses indica qual a opção do transformador eficiente Tabela 6.21 – Economia gerada pelos transformadores eficientes de 30 kVA com demanda rural Economia R$/ano Condutor B.T. Variação da seção do núcleo e do condutor % Espessura constante e Largura variando Espessura variando e Largura constante Diâmetro do condutor A.T. Diâmetro do condutor A.T. Constante 150 19,11 (2) Variando 33,84 Constante 21,91 (1) Variando 36,04 140 16,49 29,09 18,93 31,12 130 13,41 23,58 15,41 25,34 120 9,75 17,11 11,21 18,45 110 5,35 9,38 6,15 10,15 100 0 0 0 0 90 -6,63 -11,66 -7,61 -12,68 80 -15,03 -26,56 -17,20 -28,90 70 -25,95 -46,28 -29,58 -50,32 60 -40,68 -73,60 -46,09 -79,78 50 -61,51 -113,90 -69,11 -122,71 Os valores na região azul se encontram fora do limite das perdas da NBR 5440 Os valores em negrito indicam os resultados para o transformador padrão LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 130 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Para este caso, as duas opções de transformadores possuem tempo de retorno de investimento maior do que o tempo de análise. 6.5 Análise Para todos os casos o comportamento do ponto de mínimo da superfície de custo total permaneceu o mesmo, ou seja, este ponto de mínimo ocorre na variação da espessura do condutor de B.T. acima do seu valor de referência mantendo sua largura constante. Porém, tem-se também outras sugestões de construção de transformador eficiente que reduzem o custo total. Um fato importante a ser observado é que essa variação na espessura não ultrapassou 50% acima do seu valor de referência. As Figuras 6.49 e 6.50 comparam as superfícies de custo total estudadas neste capítulo com diâmetro do condutor de A.T. constante e com a sua variação. Industrial Comercial Rural Residencial Figura 6.49 – Superfícies de custo total para os casos estudados com o diâmetro de A.T. constante A superfície de maior custo total do transformador corresponde à demanda do consumidor industrial, a de segundo maior custo corresponde à demanda do consumidor comercial, a terceira ao consumidor rural e a quarta do consumidor residencial. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 131 CAPÍTULO 6 – ESTUDO DE CASOS Industrial Comercial Rural Residencial Figura 6.50 – Superfícies de custo total para os casos estudados com a variação no diâmetro de A.T. A Tabela 6.22 apresenta o fator de energia consumida, FE, para cada demanda estudada. O consumidor industrial apresenta maior fator de energia consumida indicando melhor aplicação desta metodologia com um tempo de retorno de investimento adequado. Tabela 6.22 – Comparação entre os tipos de consumidores e o fator de energia consumida Tipo de Consumidor FE Residencial 0,0827 Comercial 0,2567 Industrial 0,2755 Rural 0,1469 LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 132 CAPÍTULO 7 – CONCLUSÃO Capítulo 7 Conclusão Este trabalho apresenta uma proposta para o cálculo de projeto de transformador, de modo a fornecer uma flexibilidade na escolha de um determinado projeto. Esta flexibilidade indica o custo de fabricação e o custo operacional do transformador auxiliando a concessionária a adquirir um equipamento de acordo com a demanda prevista, diminuindo assim as perdas na rede de distribuição. As perdas na rede de distribuição foram apresentadas sob dois aspectos: técnico e financeiro. As perdas técnicas foram reduzidas de acordo com alternativas de dimensionamento dos condutores de cobre e de aço silício. O consumo de energia foi avaliado comparando-se o transformador padrão com o transformador eficiente analisando o tempo interno de retorno de investimento. A metodologia apresentada construiu superfícies de custo tendo como parâmetros as perdas em vazio e as perdas em carga. Através da superfície de custo de fabricação pode-se analisar o efeito da redução das perdas neste custo, assim como na superfície de custo total. A redução das perdas no transformador ocasionou um aumento no custo de fabricação e uma redução no custo total devido ao dimensionamento do transformador adequando à demanda prevista. A contribuição deste trabalho é a indicação de um projeto de transformador de acordo com a meta da concessionária, auxiliando-a tanto na aquisição deste equipamento como também apresentando o custo de fabricação e o custo operacional do transformador. Portanto, para trabalhos futuros tem-se como sugestão o emprego desta metodologia via software proporcionando uma interface amigável para o usuário da concessionária e fabricante, permitindo ainda outros cálculos não realizados neste trabalho, como o de elevação de temperatura. Como sugestão pode-se realizar um estudo computacional sobre demanda, de forma a automatizar a escolha do projeto mais eficiente. LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 133 CAPÍTULO 7 – CONCLUSÃO LABORATÓRIO DE ALTA TENSÃO 134 BIBLIOGRAFIA Bibliografia [1] Kostenko, M. and Piotrovski,L. “Máquinas Elétricas: Máquinas de corrente contínua e Transformadores”. Vol.1, Editora Lopes da Silva, 1979. [2] Blume, L.F., Boyajian,A.,Camili,G., Lennox,T.C., Minneci,S., and Montsinger,V.M. “Transformer Engineering. A treatise on the theory,operation, and application of transformers”. 2ª Ed. John Wiley & Sons, Inc. 1951. [3] Goodenough, J.B. “Classics in Magnetics: Summary of Losses in Magnetic Materials”. 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