UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA – UNAMA
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA – CCET
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
ANÁLISE ENERGÉTICA E FINANCEIRA DA INSTALAÇÃO DE
SISTEMAS SOLARES DE AQUECIMENTO DE ÁGUA EM CASAS DE
BAIXA RENDA
CAIO CANUTO MARTINS BRANDÃO
DANILO AKEL VASCONCELOS
BELÉM
2011
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA - CCET
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
ANÁLISE ENERGÉTICA E FINANCEIRA DA INSTALAÇÃO DE
SISTEMAS SOLARES DE AQUECIMENTO DE ÁGUA EM CASAS DE
BAIXA RENDA
ESTUDO DE CASO
CAIO CANUTO MARTINS BRANDÃO
DANILO AKEL VASCONCELOS
Orientador: Prof. M.Sc. ANDRÉ CLEMENTINO DE OLIVEIRA SANTOS
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado ao Centro de Ciências
Exatas da Universidade da Amazônia,
como requisito para obtenção do título de
Engenheiro Civil.
BELÉM
2011
Brandão, Caio Canuto Martins e Vasconcelos, Danilo Akel
Análise energética e financeira da instalação de sistemas solares
de aquecimento de água em casas de baixa renda/ Caio Canuto Martins
Brandão, Danilo Akel Vasconcelos – Belém, 2011.
74f.
Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade da Amazônia,
Graduação em Engenharia Civil, 2011.
Orientador: Profº. Msc. André Clementino de Oliveira Santos.
1. Sistemas solares de aquecimento de água. 2. Casas
de baixa renda. 3. Análise energética. 4.Sustentabilidade. I. Brandão,
Caio Canuto Martins. II. Vasconcelos, Danilo Akel. III. Santos, André
Clementino de Oliveira.
Trabalho de Conclusão de Curso submetido à banca examinadora do Centro de Ciências
Exatas e Tecnologia da Universidade da Amazônia, como parte dos requisitos para a obtenção
do título de Engenharia Civil.
APROVADO POR:
______________________________________________________________________
ANDRÉ CLEMENTINO DE OLIVEIRA SANTOS, Prof. M.Sc. em Engenharia de
Produção/PUC-RJ) (ORIENTADOR)
______________________________________________________________________
EVARISTO CLEMENTINO REZENDE DOS SANTOS JUNIOR, Prof. M.Sc. em
Engenharia Civil / UnB-DF (EXAMINADOR INTERNO)
______________________________________________________________________
ROGÉRIO MENDES, Especialista em Transportes / UFPA - PA (CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL - EXAMINADOR EXTERNO)
BELÉM
2011
“A profissão é exercida com base
nos princípios do desenvolvimento
sustentável, na intervenção sobre
os ambientes natural e construído,
e na incolumidade das pessoas,
de seus bens e valores.”
CONFEA - Código de ética
profissional da Engenharia
(2011, pg29 e 30)
Agradecimentos
Primeiramente, gostaria de agradecer a Universidade da Amazônia, por ter sido
minha segunda casa durante estes cinco anos.
Aos Mestres e Professores que conheci graças a esta Universidade e que dividiram
seus conhecimentos e suas experiências comigo, me fazendo enxergar a beleza da
Arte do Engenho (no papel).
A todos os Engenheiros, Arquitetos, Técnicos, Estagiários, Pedreiros, Carpinteiros,
Ferreiros, Encanadores, Betoneiros, Serventes e Ajudantes que me fizeram enxergar
a beleza da Arte do Engenho (na prática).
Ao Google, Excel, Autocad e Trenas eletrônicas.
Ao Professor Eng. André Cruz, que me mostrou que vale a pena lutar por um sonho.
Aos meus colegas de turma, que sempre tinham a fórmula correta (matemática ou
etílica) nos meus momentos de dúvida.
Ao meu orientador, Mestre André Clementino de Oliveira Santos, que aceitou o
desafio de orientar este trabalho e mostrou seu sucinto brilhantismo (deveria ter
escutado mais os seus conselhos).
Ao meu companheiro neste trabalho, Danilo Akel, mestre da criatividade.
Meus primos Dan e Caio, canalhas de primeira ordem.
À Mailô, minha pessoa favorita.
Ao meu Padrinho, Tio, Amigo e Chefe, Eng. Eduardo Brandão, cuja sabedoria,
calma e tranquilidade no dia-a-dia me inspiram a tornar-me uma pessoa melhor e um
profissional honesto, humilde e dedicado.
Meu avô Antônio Pedro, por me guiar pelo caminho do bem.
Meu avô, Canuto F. Brandão, a melhor parte da minha infância.
À minha família: Albelli, Gonçalo, Ana Maria, Gustavo, Caroline, Eduardo, Rosa,
Bernardo e Rafael. As pessoas do qual nunca quero me separar.
Por último e mais importante: minha mãe, Rosana, a melhor pessoa que conheço.
Meu irmão André e minha cunhada Elyse, meus melhores amigos e exemplo de
amor incondicional, e meu amado pai, Canuto C. Brandão, que é o meu grande
exemplo de vida.
Caio Canuto Martins Brandão
Agradecimentos
Ser Engenheiro Civil e uma conquista muito esperada, um sonho conquistado e,
portanto agradeço a Deus, por me dá sabedoria e força permitindo a realização
deste sonho.
A minha mãe, Guiomar,mulher forte e batalhadora que durante toda a minha vida
escolar esteve ao meu lado, ensinando, esclarecendo e apoiando. A qual sem ela
não seria nada. Mãe está vitória é sua também.
Ao meu pai, Vasconcelos, que despertou em minha vida a vontade de ser
engenheiro.
A minha irmã, que sempre me fez rir mesmos nas piores fases da minha vida.
A minha namorada, Tatiani Gonçalves pela paciência, carinho, companheirismo
podendo me proporcionar um amor tranquilo.
Aos meus professores, pela receptividade, apoio interesse e responsabilidade,
compartilhando seus conhecimentos e experiências, dando-me apoio e incentivando
durante toda a fase acadêmica.
Aos colegas de curso, pelos cinco anos em que estivemos juntos, pelas experiências
trocadas e por todos os momentos alegres que passassem juntas.
Ao meu parceiro de TCC, Caio pela amizade e parceria gerada muito antes deste
trabalho de conclusão.
O meu muito obrigado a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram na
minha formação para que este sonho pudesse hoje ser realizado.
Danilo Akel Vasconcelos
RESUMO
BRANDÃO, Caio C.M.; Vasconcelos, Danilo A.(2011). Análise energética e
financeira da instalação de sistemas de aquecimento solar de água em casas
de baixa renda. TCC (Graduação em Engenharia Civil) – Centro de Ciências Exatas
e Tecnologia, Universidade da Amazônia, Belém, 2011.
O presente trabalho tem como escopo estudar a implantação de melhorias em
empreendimento habitacional em construção em Barcarena, município da Região
Metropolitana de Belém. Trata-se de um conjunto habitacional que conta com 240
unidades habitacionais de baixa renda construído com recursos do Minha Casa
Minha Vida, programa do Governo Federal Brasileiro, que conta com gerenciamento
do Ministério das Cidades e operacionalizado pela Caixa Econômica Federal. O
estudo apresenta a instalação de um sistema de aquecimento solar de água em
cada unidade habitacional, fazendo uma análise da economia energética gerada
pelo equipamento fototérmico e os custos envolvidos na compra, instalação e
operação desse sistema.
PALAVRAS-CHAVE: Sistemas solares de aquecimento de água. Casas de baixa
renda. Análise energética. Sustentabilidade.
viii
ABSTRACT
BRANDÃO, Caio C.M.; Vasconcelos, Danilo A.(2011). Energetic and financial
analysis of the installation of solar water heating systems in low-income
houses.CBT (Graduation in Civil Engineering) – Science and Technology Center,
Universidade da Amazônia, Belém, 2011.
The objective of this paper is to study the implantation of improvements in a housing
project currently being built in Barcarena, a city in the Metropolitan Area of Belém.
The project contains 240 low-income house units built with resources from MINHA
CASA MINHA VIDA, a program from the Brazil Federal Government, managed by
the Ministry of Cities and operationalizes by CEF, a great Brazilian Federal Bank.
The study introduces the installation of a solar water heating system in each
habitational unit, analyzing the energetic economy generated by the photothermal
equipment and the costs involved in the purchase, installation and operation of this
system.
KEY-WORDS:Solar
water
heating
systems.
analysis.sustainability.
ix
Low-income
houses.Energetic
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS
xii
LISTA DE TABELAS
xiii
LISTA DE GRÁFICOS
xiv
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
xv
CAPÍTULO 1
1 INTRODUÇÃO
16
1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
16
1.2 JUSTIFICATIVA
19
1.3 HIPÓTESE
19
1.4 OBJETIVOS DO TRABALHO
20
1.4.1 Objetivos Gerais
20
1.4.2 Objetivos Específicos
20
CAPÍTULO 2
2 TÓPICOS TEÓRICOS RELEVANTES
22
2.1 SISTEMAS DE AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA (S.A.S.)
22
2.1.1 Coletor solar
22
2.1.2 Reservatório Térmico
25
2.2 CONDIÇÕES DE INSTALAÇÃO
26
2.2.1 Orientação Geográfica
27
2.2.2 Inclinação
28
2.2.3 Cuidados com sombreamento
29
2.2.4 Estrutura de fixação
29
2.3 DIMENSIONAMENTO S.A.S.
30
CAPÍTULO 3
3 ESTUDO DE CASO
32
3.1 APRESENTAÇÃO DO PROJETO – CONJUNTO HABITACIONAL JSD
32
3.1.1 Localização e acesso à área
32
3.1.2 O terreno estudado
32
3.1.3 Parcelamento Urbanístico
33
3.1.4 Unidade Habitacional
35
3.2 PROJETO ARQUITETÔNICO
35
3.3 ORÇAMENTOS
36
3.4 ANÁLISE DE VIABILIDADE
40
CAPÍTULO 4
4 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FUTURAS
41
4.1 CONCLUSÕES
42
4.2 RECOMENDAÇÕES FUTURAS
44
REFERÊNCIAS BiBLIOGRÁFICAS
45
ANEXOS
49
LISTA DE FIGURAS
Figura 01 – CIS Solar Tower.. .......................................................................... 18
Figura 02– Sistema solar de aquecimento de água. ........................................ 22
Figura 03– Coletor solar plano. ........................................................................ 23
Figura 04– Perspectiva da unidade habitacional. ............................................. 24
Figura 05– Reservatório Térmico de alumínio.................................................. 25
Figura 06– Irradiação solar............................................................................... 27
Figura 07– Orientação solar ............................................................................. 28
Figura 08– Orientação do painel coletor .......................................................... 28
Figura 09– Inclinação do painel coletor ............................................................ 29
Figura 10– Esquema de fixação dos coletores solares .................................... 30
Figura 11– Localização do Conjunto Habitacional JSD.................................... 33
Figura 12– Conjunto Habitacional JSD em fase de construção........................34
Figura 13– Dimensão dos lotes. ....................................................................... 35
Figura 14– Perspectiva S.A.S.. ........................................................................ 36
Figura 15– Tarifa convencional de energia elétrica. ......................................... 41
xii
LISTA DE TABELAS
Tabela 01 – Distribuição de áreas. ................................................................... 34
Tabela 02 – Orçamento resumido sem S.A.S. ................................................. 37
Tabela 03 – Fabricantes S.A.S......................................................................... 37
Tabela 04 – Orçamento resumido com S.A.S.. ................................................ 39
xiii
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 01 – Gráfico comparativo de orçamentos ........................................... 40
Gráfico 02 – Projeção de economia energética ............................................... 42
Gráfico 03 – Tempo de compensação financeira do S.A.S. ............................ 43
xiv
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT
Associação Brasileira de Normas Técnicas
ANEEL
Agência Nacional de Energia Elérica
ASHRAE
American Socienty of Heating, Refrigeration and Air conditioning Engineers
C
Celcius
CEF
Caixa Econômia Federal
CO2
Dióxido de Carbono
ELETROBRÁS
Centrais Elétricas Brasileiras S.A
EPI
Earth Policy Institute
Kcal
Quilo Caloria
KWh
Quilowatt-hora
MCMV
Minha Casa Minha Vida
MPa
MegaPascal
NBR
Norma Brasileira
Ø
Diâmetro
PVA
Acetato de ponivilina
PVC
Policloreto de vinila
R$
Reais
RMB
Região Metropolitana de Belém
S.A.S.
Sistema de Aquecimento Solar de Água
SO2
Dióxido de Enxofre
TCPO
Tabela de Composição de Preços para Orçamentos
UFRJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro
UFSC
Universidade Federal de Santa Catarina
UMA
Universidade Livre da Mata Atlântica
Wh
Watt-hora
xv
16
1 - INTRODUÇÃO
1.1 – CARCTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
No meio acadêmico é consenso que a sobrevivência do planeta requer
profundas transformações na sociedade industrial, com alterações nos padrões
tecnológicos de produção, hábitos de consumo e até mesmo raízes culturais. É
também consenso que a transformação da cadeia produtiva da construção é
fundamental neste processo. A sustentabilidade já é o principal motor da
inovação tecnológica em todos os setores, inclusive o da construção. Aqueles,
empresas e profissionais, que se posicionarem na vanguarda colherão os
principais benefícios.
Está fartamente comprovado que as fontes de energia usualmente
utilizadas, além de outras atividades do homem, estão em conflito com os
sistemas naturais da Terra. Pode-se ver nas notícias diárias: encolhimento de
florestas, erosão de solos, expansão de desertos, aumento constante dos
níveis de dióxido de carbono (CO2), queda de lençóis freáticos, aumento da
temperatura, tempestades mais destrutivas, derretimento de geleiras, elevação
do nível do mar, morte de recifes de coral e o início da maior extinção de
plantas e animais desde o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de
anos. Essas tendências, que assinalam uma relação cada vez mais estressada
entre a tecnologia e o ecossistema da Terra, estão causando prejuízos
econômicos cada vez maiores e colocando em risco a sustentabilidade do
planeta.
Com o passar dos anos, esta situação poderá subjugar as forças
mundiais do progresso e levar ao declínio econômico. Um dos grandes
desafios de nossa geração é conseguir reverter essas tendências, antes que a
deterioração ambiental induza a um declínio econômico de longo prazo, como
ocorreu com tantas outras civilizações anteriores.
É inevitável que sejam realizadas transformações nas matrizes
energéticas mundiais. Historicamente, o Século XX foi o século do combustível
fóssil. O petróleo juntou-se ao carvão, já consolidado como uma das principais
fontes de combustível em 1900, quando o automóvel entrou em cena.
Entretanto, somente em 1967 o petróleo substituiu o carvão como principal
17
base da economia energética mundial. O gás natural obteve popularidade
durante as últimas décadas do século, quando aumentaram os temores sobre
poluição do ar urbano e mudança climática global, ultrapassando o carvão em
1999.
O consumo de energia vem crescendo de forma exponencial na
sociedade moderna e estima-se como média na década de 2000, o consumo
diário de energia de 46.300 kcal/habitante, sendo que as regiões mais
desenvolvidas apresentam um consumo muito superior às demais.
As últimas décadas do século XX sinalizaram uma mudança constante
do carvão, o combustível fóssil mais poluente e perturbador do clima, para o
petróleo, ligeiramente menos problemático para o meio ambiente, e em seguida
para o gás natural, o mais limpo e menos perturbador do clima dentre os três. É
esse desejo por combustíveis limpos, benéficos ao clima - e não a exaustão de
combustíveis fósseis - que está movendo a transição global para a era solar e
de hidrogênio.
Cabe ressaltar que toda a geração de energia implica impacto ambiental.
Em nível mundial, mais de 80% da energia é produzida a partir de fontes
combustíveis fósseis, gerando poluentes como Nox e SO2 e a maior parte do
CO2 antropogênico mundial: a energia fóssil, queé responsável pela parcela
mais significativa da mudança climática.
Segundo a ELETROBRÁS (2003, apud LIMA, p. 2) as usinas
hidrelétricas são responsáveis por 95% da energia gerada no país. Prado
(1991. p.5) descreve bem as situação energética atual do Brasil:
É notório o fato de que o Brasil é um país com elevado potencial
hidrelétrico. No entanto, este fato em si não é garantia de ausência de
problemas futuros. Pois os recursos envolvidos na construção de
barragens têm seu montante cada vez mais elevado, por já terem
sido utilizados os locais de condições favoráveis, restando os mais
difíceis e, estes recursos, significando investimentos, são também
cada dia mais escassos.
No ano de 1952, três cientistas dos Laboratórios Bell, em Princeton,
Nova Jersey, descobriram que a luz solar, atingindo um material à base de
18
silício, produzia eletricidade. A descoberta dessa célula fotovoltaica, ou solar,
criou um imenso e novo potencial para a geração de eletricidade.
No início excessivamente dispendiosas, as células solares só podiam
ser utilizadas em aplicações de alto valor, como por exemplo, o fornecimento
de eletricidade para satélites.
Com uma cobertura fotovoltaica, o telhado de um prédio se transforma
numa usina. Em alguns países, incluindo Alemanha e Japão, os prédios
dispõem hoje de medidores de via dupla - vendendo eletricidade à
concessionária local quando têm excesso e adquirindo-a quando há
insuficiência.
Prédios comerciais novos nos Estados Unidos, Alemanha e Suíça
incorporaram materiais
fotovoltaicos às suas fachadas
para
gerarem
eletricidade. Pela aparência externa, nada indica que as vidraças e janelas
sejam, na realidade, pequenas usinas elétricas. Exemplo disso é o CIS Solar
Tower, sede de uma companhia de seguros inglesa, que possui em sua
fachada 7.224 painéis solares, gerando 390 kW diários de energia limpa.
Figura 1 – CIS Solar Tower. (Fonte: Solaripedia)
19
A elaboração de projetos que visem instalar células fotovoltaicas em
casas de baixa renda ainda é uma utopia. Os custos elevados de instalação e
manutenção dos painéis inviabilizam a execução destes projetos.
No entanto, o desenvolvimento de projetos mais sustentáveis no Brasil,
dentro do setor residencial, já é uma realidade. É fundamental citar que o
Programa Minha Casa Minha (MCMV), do Governo Federal, destinado à faixa
populacional de zero a três (0 a 3) salários mínimos, determina atualmente a
instalação de Sistemas Aquecedores Solares de Água (S.A.S.) nas unidades
habitacionais, com a finalidade de proporcionar economia de energia elétrica e,
consequentemente, melhoria da qualidade de vida aos futuros moradores.
Considerando que estes conceitos de sustentabilidade já são consenso
no meio acadêmico, e que certos órgãos do Governo Federal já tem em vista a
necessidade eminente de mudança, necessitamos agora de uma mudança no
comportamento e na maneira de pensar da população para que estes meios
ganhem cada vez mais força. Como podemos realizar essa mudança? Há uma
maneira de acelerar este processo?
Para que isso seja feito, é necessário que haja uma mudança de
comportamento. A maneira mais eficaz de alcançar essa mudança é provando
que a utilização de energias renováveis traz benefícios não apenas para o meio
ambiente, mas também para o usuário comum e para os Estado, gerando
economia de custos na produção e no consumo de energia.
A utilização de energia solar para aquecimento de água é fundamental
não apenas para a melhoria gradual da tecnologia, mas também para uma
mudança de cultura com relação à utilização de fontes de energia mais limpas
e ambientalmente sustentáveis.
1.2 - JUSTIFICATIVA
Os projetos atuais de habitação popular na Região Metropolitana de
Belém (R.M.B.) preveem a instalação de uma tomada para uso de chuveiro
elétrico em suas unidades habitacionais., O funcionamento deste equipamento
gera um custo muito elevado para a população das classes C e D. Em
20
habitações de interesse social, 32% do total de energia gasta é devido ao
chuveiro elétrico (PRADO; GONÇALVES, 1992. apud LIMA, 2003. p. 5).
Tendo em vista o cenário sócio-econômico da população brasileira, fazse necessário a elaboração de projetos que visem melhorias para beneficiar os
moradores de habitações de interesse social.
A implantação de sistemas que aproveitam a radiação solar como fonte
de energia figura como uma forma simples e abundante para aquecimento de
água em habitações de baixa-renda.
Os gastos mensais com energia elétrica da população de baixa renda
têm uma diminuição substancial com a implantação de sistemas fototérmicos
de aquecimento de água. Entretanto, é necessário quantificar o valor da
economia gerada pela utilização do Sistema de Aquecimento Solar de Água
(S.A.S.), podendo assim tecer uma conclusão fundamentada sobre a
viabilidade da instalação deste sistema.
1.3 - HIPÓTESE
Apesar do alto custo de implantação do sistema S.A.S. em uma unidade
habitacional de baixa renda, o equipamento mostrar-se-á viável graças à
economia de energia elétrica proporcionada por sua utilização ao longo do
tempo.
1.4 – OBJETIVOS DO TRABALHO
A seguir serão apresentados os objetivos deste trabalho, os quais foram
divididos em objetivos gerais e objetivos específicos.
1.4.1 - Objetivos gerais
Quantificar o aumento de custo direto gerado na implantação de um
sistema de aquecimento solar de água em uma unidade habitacional e elaborar
uma projeção da economia de energia elétrica que esta benfeitoria trará aos
moradores.
1.4.2 - Objetivos específicos
Para alcançar os objetivos gerais deste trabalho, será necessário definir
os padrões construtivos de uma casa convencional existente no projeto-base,
21
apresentar a tecnologia Sistema de Aquecimento Solar (S.A.S.) e comparar os
custos envolvidos nessas duas construções. Após isso, analisar a viabilidade
da instalação deste equipamento a partir da projeção da economia de energia
elétrica mensal gerada pelo sistema.
22
2 – TÓPICOS TEÓRICOS RELEVANTES
2.1 - SISTEMAS DE AQUECIMENTO SOLAR DE ÁGUA (S.A.S.)
Há dois fatores primordiais que regem o sistema de aquecimento solar de
água: a energia emanada pelo sol, altamente abundante e com grande
potencial de utilização no país, e a água, que será aquecida através da coleta
desta energia fototérmica.
O S.A.S. é composto por um coletor solar, um reservatório térmico e
tubulações termicamente isoladas, que se interligam para aquecer a água.
Figura 2 – Sistema solar de aquecimento de água (Fonte: Aneel)
2.1.1 – Coletor Solar
Coletores solares são dispositivos capazes de produzir energia térmica a
partir da captação da energia emitida pelo sol, podendo estas ser em tipo plano
ou de concentração.
23
Os coletores solares concentradores tem a capacidade de amplificar a
quantidade de raios solares por um dispositivo de concentração de radiação
solar. Este absorvedor pode ser fabricado em diversas formas que aumentam a
superfície receptora e possuir em sua camada externa vários tipos de materiais
com alta capacidade térmica, possibilitando essas peças alcançarem
temperaturas muito mais elevadas do que os dispositivos planos. A utilização
de Coletores Solares Concentradores é geralmente industrial.
Figura 3 – Coletor solar plano. (Fonte: Soletrol)
Os coletores solares planos, detalhado na Figura 3, são sistemas mais
simples e de fácil instalação. Consiste em uma caixa isolada, responsável por
proporcionar resistência
mecânica
ao
coletor solar,
protegendo
seus
componentes internos e resistindo às intempéries.
Parte da radiação é refletida por esta cobertura, e parte e absorvida,
esquentando-a. Mas a grande parte é refratada e incide sobre a
superfície negra absorvedora. Esta se aquece e parte do calor e
conduzido pela malha ou serpentina de tubos por onde circula a água
que recebe este calor por convecção. A cobertura de vidro superior
diminui as perdas de calor por convecção natural com o ar e é opaca
a radiação dos raios infravermelhos da superfície absorvedora (efeito
estufa). Isso faz com que parte das perdas com radiação desta
superfície seja re-irradiada de volta para mesma. Abaixo da superfície
negra e dos tubos, existe uma camada de isolante térmico. Este
conjunto é fechado em uma caixa, que também auxilia no isolamento
térmico. (BORGES, 2000, pg11)
Esta caixa é coberta por uma placa que permite a passagem de raios
solares e garante a vedação do coletor, evitando assim perdas e criando o
“efeito estufa” dentro da placa. Estas coberturas podem ser feitas de vidro,
24
acrílico ou policarbonato e recomenta-se que a espessura nominal maior ou
igual a 3 mm.
As aletas têm por função absorver o calor e transmitir através da
condutibilidade térmica o calor para os tubos por onde circula a água. É
necessário que ela seja de um material de alta capacidade térmica e que esteja
em perfeito contato com os tubos. Geralmente é utilizado o cobre, devido sua
alta condutibilidade térmica. Estas aletas são revestida com uma tinta preta
fosca que aumenta a absorção de radiação solar, na faixa infravermelha,
aquecendo os tubos do interior do sistema, elevando assim a temperatura da
água, fazendo-a subir até o reservatório térmico.
Entre os tubos e a caixa encontra-se um isolante térmico, cuja função é
minimizar as perdas de calor do sistema. Os materiais mais utilizados para este
item são a lã de vidro, a lã de rocha ou espuma rígida de poliuretano. Este
sistema permite que o fluido seja aquecido a uma temperatura de até 60°C.
Porem ASHRAE (1996) recomenda que o material isolante do coletor deva ser
capais de resistir a temperaturas de 204°C sem produzir substancias voláteis.
No estudo de caso será instalado um coletor solar plano na unidade
habitacional em questão, como pode-se ver na Figura 4.
Figura 4 – Perspectiva da unidade habitacional.
25
2.1.2 – Reservatório Térmico
O reservatório térmico, também chamado de boiler, é responsável por
acumular a água aquecida sem apresentar corrosão ou degradação do seu
material interno, bem como suportar as pressões envolvidas no sistema.
Segundo ASHRAE (1996, pg11), ”o projeto e seleção do equipamento de
armazenamento e um dos elementos mais negligenciados no sistema de
energia solar”.
A Figura 5 detalha as camadas que compõe o equipamento. O corpo
interno do equipamento deve ser revestido com um material que suporte altas
temperaturas. O cobre, inox ou termoplástico são os utilizados com maior
frequência, pois além de terem boa qualidade térmica e resistência à corrosão,
possuem uma capacidade mecânica capaz de suportar a pressão do sistema.
O isolamento térmico dos reservatórios segue o mesmo padrão dos
coletores solares, podendo ser de poliuretano expandido, lã de vidro ou lã de
rocha. Este material conserva a temperatura da água e garante a eficiência
térmica do reservatório.
Figura 5 – Reservatório Térmico de alumínio (Fonte: site da Ameridráulica)
O revestimento externo deve ser fabricado com um material que proteja
o isolamento térmico adequadamente. Geralmente, é escolhido o alumínio ou
aço inox, por serem materiais leves com boa resistência mecânica.
26
Os fabricantes deste tipo de equipamento oferecem a opção de fornecer
junto ao reservatório um sistema de aquecimento complementar. Este sistema,
composto por uma resistência elétrica e um termostato, deve ser interligado à
rede elétrica. O termostato possui um sensor que aciona automaticamente a
resistência elétrica quando a temperatura da água estiver abaixo da
temperatura programada.
Dentro deste reservatório encontra-se a água que vem da rede e a água
que vem dos coletores. Estas águas se posicionam destro do boiler de acordo
com a temperatura e densidade que se encontram.
Para Petrucci (1998, apud LIMA, 2003. Pg. 16):
Devido à variação de peso especifico da água em função da
temperatura, a água que entra no tanque, em temperatura mais baixa
que aquela que se encontra em seu interior, tende a se posicionar
abaixo desta. A este fenômeno dá-se o nome de estratificação, pois a
água se dispõe no interior do tanque em camadas, segundo suas
temperaturas (ou densidades).
Em um sistema residencial pequeno, utiliza-se geralmente o sistema de
termossifão, pelo preço menor quando comparado com outros sistemas e sua
funcionalidade.
Palz,1995, descreve o funcionamento do sistema como efeito da
convecção da gravidade, que pode em pequenas instalações, garantir a
circulação do calor, fazendo com que a água circule através do coletor.
Havendo incidência solar, o fluido aquecido no coletor se desloca para cima,
pois sua densidade é inferior a do fluido não aquecido.
2.2
CONDIÇÕES DE INSTALAÇÃO
Algumas considerações devem ser observadas para durante a
instalação do S.A.S, como a orientação geográfica, inclinação, sombreamento
e estrutura de apoio.
27
2.1.2 – Orientação Geográfica
Os coletores solares têm por finalidade absorver a radiação solar para
aquecer a água. Segundo Colle (2000, pg97) acredita que “a distribuição media
diária da radiação global no Brasil é: Norte 5.462 Wh/m2; Nordeste 5.688
Wh/m2; Centro este 5.630 Wh/m2; Sudeste 5.478 Wh/m2; Sul 5.015 Wh/m2”. A
Figura 6 demonstra o mapa de irradiação solar no Brasil.
Figura 6: Irradiação solar (fonte: Carta do Altas de Irradiação Solar do
Brasil - www.labsolar.ufsc.br.)
Todavia, existem fatores que influenciam na radiação que atinge um
ponto na superfície terrestre: as condições do céu (com ou sem nuvens); a
hora do dia (cada hora do dia os raios atingem um ponto sob novo ângulo); a
movimentação da Terra no Sistema Solar (os movimento de translação e
rotação da Terra expõe por mais tempo o hemisfério sul à radiação solar e por
outro tempo o hemisfério norte), e por fim a Latitude que é diretamente
proporcional à área atingida pela radiação.
28
Figura 7: Orientação solar (Fonte: UFRJ - Dicas para arquitetura)
Segundo a NBR 12269 “Os coletores devem ser instalados conforme o
manual técnico dos fabricantes. Caso não possua esta informação os mesmos
devem estar voltados para o norte geográfico onde e aceitável desvios
máximos de até 30° desta direção”.
Figura 8 – Orientação do painel coletor. (Fonte: Manual Heliotek de
Aquecimento Solar.)
2.2.2 - Inclinação
A instalação de coletores solares requer cuidados especiais na definição
da angulação do equipamento para melhor aproveitamento da trajetória do Sol.
Segundo COMETTA (2004, apud Rollwagen et al, p. 42): “na maioria das
instalações de utilização de energia solar os painéis ou placas têm orientação e
inclinação fixas, posição que deve ser escolhida analisando um meio termo
entre os dois lados.”
29
Os coletores, segundo a NBR 12269: “Devem ser estalados conforme o
manual técnico dos fabricantes caso não possua esta informação a inclinação
deve ser igual ou superior ao da latitude do local acrescido de 10°”, conforme
Figura 9.
Figura 9 – Inclinação do painel coletor (Fonte: Manual Heliotek Aquecedores
solares para banho)
2.2.3 – Cuidados com Sombreamento
O sombreamento ocorre quando não levamos em consideração as
construções vizinhas, elementos arquitetônicos ou vegetação existente.
Também pode haver sombreamento através de resíduos que se
depositam sobre os coletores, como poeira, dejetos ou elementos trazidos pelo
vento, como folhas ou sacos plásticos.
2.2.4 – Estrutura de fixação
A estrutura de apoio dos coletores solares deve ser de material
resistente, dispostos de forma que suportem as intempéries e que não
interfiram na dilatação térmica dos coletores e nem no fluxo de escoamento de
água pluvial da cobertura. O detalhe de fixação aparece na Figura 10.
30
Figura 10 – Esquema de fixação dos coletores solares (Fonte: CEF – Termo
de referência da instalação de Sistemas de Aquecimento Solar de Água)
2.3 - DIMENSIONAMENTO S.A.S.
O volume de água quente utilizado na unidade habitacional é o ponto
chave para o dimensionamento de um Sistema de Aquecimento Solar de água,
pois um superdimensionamento trará consigo um investimento muito alto e um
dimensionamento precário pode não trazer o benefício planejado, como bem
especificou Franco:
Um problema quanto ao uso do sistema térmico solar de aquecimento
de água é que ele tem que ser bem dimensionado, de preferência
projetado junto com a obra da habitação. O aquecedor solar não é
como o chuveiro elétrico ou o aquecedor a gás que pode ser ligado
na hora que se tem vontade de tomar banho e a água aquecida
imediatamente. Nem tampouco permite que se fique uma hora no
banho. É preciso dimensioná-lo, de acordo com os hábitos das
pessoas, para que a água atenda às suas necessidades (FRANCO,
2002).
O dimensionamento deste tipo de sistema requer a especificação correta
dos
coletores
solares
e
dos
reservatórios
térmicos.
Além
disso, o
dimensionamento de cada um desses componentes deve estar em
conformidade. Lafaye, 2005, diz que “Muitos autores recomendam que seja
utilizado um reservatório de volume proporcional à área de coletores solares
utilizada. Esta proporção está entre 50 e 100 litros por metro quadrado de
31
coletor”. Sendo assim necessário primeiro o dimensionamento dos coletores
solares para um desempenho ótimo.
No entanto, a maioria dos fabricantes recomenda que primeiramente
seja estimado o consumo de água por residência, Com este dado, define-se a
capacidade dos reservatórios térmicos, para depois encontrar a área
necessária de coletores. Para este projeto utilizaremos o dimensionamento por
capacidade de reservatório.
No item 5.2 da NBR 7198 (1993) – Projeto e execução de instalações
prediais de água quente – lê-se: “Na elaboração dos projetos das instalações
de água quente, as peculiaridades de cada instalação, as condições climáticas
e as características de utilização do sistema são parâmetros a serem
considerados no estabelecimento do consumo de água quente”.
Não há uma fórmula normatizada que serve como base de estimativa de
consumo de água quente em residências. Os fabricantes de sistemas S.A.S.
utilizam valores que variam de 40 a 60l/habitante. Segundo Macintyre (1996):
“uma casa popular ou rural consume 36 litros de água quente por pessoa e
uma residência 45 litros por pessoa”. Neste estudo será considerado o
consumo de 40 litros por pessoa. Considerando que uma unidade habitacional
contará com 05 moradores, a estimativa de uso de água quente é a seguinte:
•
Volume de consumo = 40 litros/pessoa;
•
N° de moradores por unidade habitacional = 5 pessoas;
40 litros x 5 pessoas = 200 litros / dia
Será necessário um reservatório térmico de 200 litros, ou seja, 0,2 m³,
para atender as especificações do projeto.
Segundo o fabricante “Soletrol”, a instalação ideal de um S.A.S. na
região norte utiliza a proporção de 0,9 m²/100 litros. Desta forma, a área de
coletores utilizada em nosso projeto deverá ser de aproximadamente 1,8 m².
32
3 - ESTUDO DE CASO
Com base nas informações coletadas para instalação do sistema SAS e
nos projetos apresentados, foi elaborado um Estudo de Caso com objetivo de
apresentar o conjunto habitacional a ser estudado, definir as especificações de
implantação do sistema, orçar detalhadamente a instalação do sistema em uma
unidade habitacional e apresentar uma projeção de economia energética
gerada pelo sistema, definindo assim a viabilidade de sua instalação.
3.1 - APRESENTAÇÃO DO PROJETO – CONJUNTO HABITACIONAL JSD
O presente capítulo tem por objetivo apresentar o projeto a ser
estudado. Nele serão apresentadas, todas as informações do empreendimento
que serve de base para a realização deste estudo.
3.1.1 – Localização e acesso a área
O município de Barcarena localiza-se bem próximo à capital paraense.
Outros municípios que se encontram próximos são Abaetetuba, Igarapé-Miri e
Moju, todos possuindo conexão continental direta com rodovias estaduais. O
mapa de localização do município de Barcarena encontra-se no ANEXO I.
A forma mais comum de travessia se dá por meio de embarcações,
saindo de Belém até as vilas de São Francisco ou Cafezal, seguindo assim
pelas rodovias PA -481 e 483, ou por meio de balsa, atravessando a Baía do
Guajará, saindo da Av. Bernardo Sayão e desembarcando no Porto Arapari,
seguindo as PA - 151 e 483 até o município de Barcarena.
O acesso pela Alça Viária também aparece como opção. Trata-se de um
conjunto de pontes e estradas, totalizando 74 km de rodovias e 4,5 Km de
pontes. O complexo rodoviário interliga os municípios de Marituba, que dista 10
km do início da BR -316, sentido Belém – Marituba, e Barcarena, local onde se
encontra o objeto de estudo.
3.1.2 – O terreno estudado
O Conjunto Habitacional JSD localiza-se em Barcarena, como mostra a
Figura 11, município que conta com 99.859 habitantes (Fonte: Censo/2010).
33
Figura 11 – Localização do Conjunto Habitacional JSD (Fonte: Google
Earth)
O terreno localiza-se na Rodovia da Integração, S/N. e possui as
seguintes características:
• Frente: 15 m;
• Fundos: 481,42 m;
• Perímetro: 1.337,19 m;
• Área total: 78.857,76 m²
O ANEXO II mostra uma planta de locação do terreno estudado.
3.1.3 – Parcelamento Urbanístico
O projeto do Conjunto Habitacional JSD conta com as seguintes
benfeitorias:
• 240 unidades habitacionais;
• Estação de tratamento de água;
• Estação de tratamento de esgoto;
• Sistema viário para locomoção interna;
• Áreas verdes;
• Área de lazer.
34
Tabela 1 – Distribuição de áreas
Como mostra a Tabela 1, Temos 48.1314,48 m² da área do conjunto
habitacional composta por lotes residenciais. Isso corresponde a 63,85%. A
Figura 12 apresenta uma foto do residencial em construção, datada de
05/08/2011.
A planta que detalha o Parcelamento Urbanístico do Conjunto
Habitacional JSD pode ser vista no ANEXO III.
Figura 12 – Conjunto Habitacional JSD em fase de construção
35
3.1.4 – Unidade Habitacional
O projeto especifica quatro tipos de lotes existentes no projeto, como
demonstrado na Figura 13.
Figura 13 – Dimensão dos lotes
Os dois primeiros tipos de lote correspondem a unidades habitacionais.
Já os lotes seguintes, 03 e 04, são áreas verdes do condomínio. Apesar da
diferença de 10 metros na área dos terrenos destinados a construção de
habitações, todas as casas obedecem ao mesmo padrão básico: Casas de
alvenaria com 31,76 m² de área interna. Lajes em concreto. Estrutura metálica
para suporte do telhado, coberto com telhas de barro. O memorial descritivo e
procedimento executivo da obra é detalhado no ANEXO IV.
Os
projetos
que
detalham
a
unidade
habitacional
padrão
do
empreendimento, que serão usados como base do Estudo de Caso, constam
nos ANEXOS V e VI.
3.2 - PROJETO ARQUITETÔNICO
A implantação do S.A.S. no projeto arquitetônico não modificou o projeto
original, como pode ser verificado em cortes esquemáticos apresentados nos
ANEXOS VII e VIII. TRINDADE, Rodrigues (guia da construção 105, pg56),
afirma que: ”Se o sistema for pensado desde o inicio do empreendimento
poderá haver melhores soluções estéticas para a construção”
A placa coletora fica assentada sobre as telhas de barro, sendo fixada
nas terças metálicas previstas no projeto base através de parafusos. A
estrutura que serve de apoio para o reservatório térmico foi colocada sobre a
36
laje da residência e escondida sob o telhado, como mostra o a perspectiva a na
Figura 14.
Figura 14 – Perspectiva S.A.S.
3.3 - ORÇAMENTOS
Para efetuar o estudo de caso foi utilizado o orçamento base da
construtora do empreendimento. O preço total da construção de uma unidade
habitacional sem o S.A.S. é de R$ 29.323,90 (Vinte e nove mil trezentos e vinte
e três reais e noventa centavos). A Tabela 2 apresenta o orçamento resumido.
Este valor leva em conta um BDI de 20%. O orçamento detalhado é
demonstrado no ANEXO IX
37
Tabela 2 – Orçamento resumido sem S.A.S.
Agora é necessário definir os custos envolvidos na construção de uma
unidade habitacional com adição do S.A.S. Para definir o valor do conjunto de
Aquecimento Solar de Água, foram consultadas três empresas especializadas
na fabricação deste equipamento.
Tabela 3 – Fabricantes S.A.S.
O
38
preço médio encontrado foi de R$ 800,00. Este será o valor utilizado no
orçamento para instalação do sistema. Para definir os custos totais envolvidos
na instalação do equipamento, foi estimado um frete de 10% em cima do preço
do equipamento. Além disto, foi efetuado um levantamento detalhado das
tubulações, conexões e itens para distribuição da água quente. O detalhamento
isométrico elaborado consta no ANEXO X.
Para completar o orçamento, foi necessário estimar o tempo necessário
de mão de obra envolvido na instalação do equipamento. Foram considerados
valores de trabalhadores horistas e os custos e encargos sociais envolvidos
são retirados da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2011/2012 –
SINDUSCON / PA.
A composição unitária da instalação do Sistema de Aquecimento Solar
de água pode ser vista no ANEXO XI.
Após efetuar os levantamentos necessários, concluiu-se que, com a
adição do equipamento ao projeto base, pode-se deduzir do orçamento original
35 metros de cabeamento, 1 tomada para chuveiro elétrico e um disjuntor de
15 Amperes. O orçamento detalhado da unidade habitacional encontra-se no
ANEXO XII.
O valor total da construção de uma unidade habitacional com instalação
do S.A.S. é de R$ 30.531,48 (Trinta mil quinhentos e trinta e um reais e
quarenta e oito centavos). A Tabela 4 apresenta o orçamento resumido da
unidade habitacional com adição do S.A.S..
39
Tabela 4 – Orçamento resumido com S.A.S.
A diferença entre os dois orçamentos apresentados é de R$1.207,58 (Mil
duzentos e sete reais e cinquenta e oito centavos). Este valor representa um
acréscimo de 4% ao orçamento original.
No ANEXO XIII, é feita uma comparação percentual do custo de cada
um dos itens descriminados nos orçamentos resumidos.
O
Gráfico
01
mostra
um
comparativo
entre
os
orçamentos
apresentados, onde pode-se observar uma pequena redução nas instalações
elétricas na habitação com adição do S.A.S..
40
Gráfico 01 – Gráfico comparativo de orçamentos
3.4 - ANÁLISE DE VIABILIDADE
A utilização do S.A.S. gera uma economia mensal de energia elétrica. O
sistema tornar-se-á viável a partir do momento em que ele passa a ter seu
custo de implantação zerado.
Para alcançar este valor, é necessário quantificar a tarifa cobrada pela
concessionária local e o tempo de uso do chuveiro elétrico na unidade
habitacional, admitindo um custo fixo por mês.
Considerando que cada um dos 5 habitantes utilize o chuveiro elétrico
por 8 minutos por dia, temos um consumo de 40 minutos diários de banho
quente. O que totaliza 1.200 minutos por mês, ou seja, 20 horas mensais.
Foi tomado como indicador o consumo de uma residência de baixa
renda, tendo como base a planilha da Aneel (Agência Nacional de Energia
Elétrica) – Tarifa Convencional de Energia Elétrica (Resolução n° 1.188 de 02
de agosto de 2011).
41
.
Figura 15 – Tarifa convencional de energia elétrica
O consumo mensal estimado de energia elétrica na unidade habitacional
foi de 220 KWh x mês, que resulta numa tarifa de R$ 0,31 (Trinta e um
centavos) por KWh.
Multiplicando a potência do chuveiro elétrico, que é em média 3.500
Watts, pelas 20 horas mensais de uso estimado, chega-se no valor de 70 KWh
por mês.
O produto gerado entre o valor da tarifa da concessionária pelo
consumo mensal de energia do chuveiro elétrico na habitação gera um custo
de R$ 21,70 (Vinte e um reais e setenta centavos). A partir da instalação do
equipamento, este valor pode ser considerado como a economia mensal
gerada pelo Sistema de Aquecimento Solar de Água.
Considerando que a diferença entre os orçamentos apresentados com e
sem os custos de implantação do sistema S.A.S. é de R$ 1.207,58 (Mil
duzentos e sete reais e cinquenta e oito centavos), temos como resultado que
o sistema tem seu custo zerado em aproximadamente 4 anos, 7 meses e 20
dias.
42
4 – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FUTURAS
O presente capítulo destina-se à apresentação das conclusões deste
estudo, bem como algumas recomendações para eventuais estudos futuros,
tendo em conta as limitações do trabalho desenvolvido.
4.1 – CONCLUSÕES
Os objetivos deste trabalho foram alcançados. Foi possível apresentar o
S.A.S., detalhando sua instalação e operação. Chegar a um valor real de
instalação do sistema em um conjunto habitacional em construção e efetuar
uma projeção da economia de eletricidade proporcionada pela utilização deste
equipamento.
É importe frisar que, pelo número escasso de publicações acadêmicas
sobre o tema, foi necessário consultar manuais técnicos de fabricantes deste
material para detalhar as especificações e a instalação do equipamento.
O resultado alcançado com o Estudo de Caso é altamente animador. Os
valores projetados mostraram que, em uma unidade habitacional, o S.A.S. gera
uma economia de 70 KWh / mês. Aplicando este valor às 240 habitações
existentes no conjunto JSD, temos uma economia mensal de 16.800 KWh.
Gráfico 02 – Projeção de economia energética
43
Estes 70 KWh/mês proporciona ao usuário em questão uma economia
de R$ 21,70 (vinte e um reais e setenta centavos), equivalente a 4% do salário
nacional do ano de 2011.
A Instalação do S.A.S. representa um aumento de 4% no orçamento
original da habitação. O Gráfico 03 mostra que o sistema produz economia
suficiente para quitar todos os seus custos de implantação em menos de cinco
anos. Foi possível provar que o sistema traz retorno financeiro dentro da faixa
estudada.
Gráfico 03 – Tempo de compensação financeira do S.A.S.
A implantação de Sistemas de Aquecimento Solar em casas de baixa
renda desponta como uma alternativa simples e concreta para aumentar a
qualidade de vida da população, diminuir os custos no consumo e nos
investimentos do Governo Federal em energia elétrica.
44
A disseminação no uso desta tecnologia pela população de baixa renda
depende altamente de investimentos públicos, graças à falta de conhecimento
dos seus benefícios e devido ao seu custo inicial de implantação.
4.3 – RECOMENDAÇÕES FUTURAS
Para que estudos posteriores nesta área possam satisfazer ainda mais
as pretensões relacionadas, é importante salientar algumas recomendações e
sugestões para futuros trabalhos acerca deste tema.
Tendo em vista que, desde Agosto de 2011, os projetos de habitação
popular da Caixa Econômica Federal vinculados ao Minha Casa Minha Vida
preveem a instalação de um equipamento S.A.S. por unidade habitacional,
seria de grande utilidade a demonstração in loco deste equipamento,
detalhando seu assentamento, operação e padrões de manutenção.
Estudando a instalação real de um sistema de aquecimento solar de
água, seria possível efetuar um calculo detalhado sobre a irradiação solar
incidente na placa, traçando um comparativo com diferentes tipos de inclinação
e angulação, bem como estudar a temperatura de saída da água do
reservatório térmico.
45
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48
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Solar que Utilizam Coletores Solares Planos para Aquecimento de Agua.
49
ANEXOS
50
ANEXO I – Mapa de localização do município de Barcarena
51
ANEXO II – Locação do terreno estudado
52
ANEXO III – Parcelamento Urbanístico
53
ANEXO IV – Memorial descritivo da obra e procedimentos executivos.
Apresentação inicial do projeto:
O presente projeto trata-se de um conjunto habitacional horizontal
padrão popular a ser construído na cidade de Barcarena estado do Pará. O
empreendimento possui financiamento da Caixa Econômica Federal e esta
ligada ao projeto MINHA CASA MINHA VIDA do Governo Federal, contemplara
após a sua conclusão 240 famílias o que dará aproximadamente 960
habitantes em uma área total de 78.857,76 m². Os lotes centrais terão 210 m² e
os das esquinas 200 m² à unidade construída em cada lote terá área de 51,84
m², composto de dois quartos, Sala de estar, Copa cozinha, Hall e Banheiro,
externamente haverá calçada de acesso e de proteção de 0,60 m alem de
placas de concreto na entrada da garagem.
Serviços por lotes:
1-SERVIÇOS INICIAIS E GERAIS.
1.01-LIMPEZA COM RASPAGEM SUPERFICIAL DO TERRENO: Este
serviço será realizado manualmente pelo servente com o auxilio de foices.
Constitui em retirar matos, arbústeos, tocos e raízes de arvores, após a retirada
o mato deverá ser juntado, removido e queimado, o critério de medição para
este serviço será a área do terreno.
1.02-CORTE OU ATERRO: Para o nivelamento do terreno devem-se
executar os serviços de corte ou aterro sempre que necessário. O material do
aterro preferencialmente deve ser o mesmo material escavado, ou seja, o
material do corte deve ser transportado ate a região onde haverá necessidade
de aterro sendo despejado em camadas de 20 a 40 cm de espessuras
superpostas de forma uniforme a fim de permitir o apioamento manual ou
mecanizado do terreno que deve estar devidamente molhado.
1.03 - LOCAÇÃO: As locações serão realizadas a trena ou a linha e
constitui em construir gabaritos formados por guias de madeira (tabua de 3°
54
construção), devidamente niveladas observando sempre o esquadro, pregadas
a uma altura mínima de 60 cm, em pontaletes de 3° construção de 0,75 x 0,75
cm, afastados convenientemente do prédio a construir.
Mediante pregos 18 x27 com cabeças cravados nos topos da tabua
serão esticados fios de náilon que marcarão os cantos das paredes ou os eixos
dos pilares que deverão ser assinalados no terreno com piquetes e fio de
prumo.
1.04-ESCAVAÇÃO MANUAL: Por se tratar de uma construção com
fundação em Radier se faz necessário a abertura de valas para a colocação
das tubulações de água, esgoto e drenagem. A demarcação do solo a ser
escavado pode ser feita com faixas utilizando cal ou areia de cor diferente do
solo.
Nas escavações tomará as máximas cautelas e precauções quanto aos
trabalhos a executar, tais como escoramentos, drenagens, esgotamentos,
rebaixamentos e outros que se tornarem necessários, no sentido de dar o
máximo de rendimento, segurança e economia na execução dos serviços.
1.05-APIOAMENTO DE FUNDO: O apioamento de fundo se dará de
forma manual com soquete de madeira nas dimensões variáveis de 20 a 30 cm
de base, espessura de 2” a 3” ,com cabo encaixado no mesmo.O procedimento
será realizado golpeando o solo em media de 30 a 50 vezes com uma altura de
queda media de 50 cm.
2.0-FUNDAÇÃO:
Nesta obra especifica optou pela fundação rasa do tipo RADIER na cota
zero com uma espessura de 10 cm nas regiões de área seca e 08 cm em áreas
molhadas (banheiros), a fundação será realizada de acordo com a locação.
2.01-LONA PLASTICA PARA FUNDAÇÃO: A função da lona é evitar a
percolação ascendente da água, evitar a perda da água do concreto e a
contaminação do mesmo com o solo.
55
2.02-AÇO PARA FUNDAÇÃO: O aço utilizado no Radier e composto por
uma malha de ferro ø 3.4 c/15x15, deve-se tomar cuidado com distancia entre
a malha e o ferro para isto deve-se usar espaçadores de plástico.
2.03-CONCRETO PARA FUNDAÇÃO, PILARES, VIGAS E LAJE: A
execução das fundações deverá satisfazer as Normas da ABNT, especialmente
à Norma Brasileira NBR 6122/83 (Projeto e Execução de Fundações).
Deverá ser executado observando antes da execução e lançamento o
seguinte: Se todas as tubulações de água esgoto e drenagem alem de
eletrodutos estão em seu lugar corretos, se a malha esta colocada em toda a
superfície a ser concretada e se os espaçadores estão separando a malha da
lona plástica.
O concreto a ser utilizado na fundação e na estrutura terá tensão mínima
de ruptura à compressão de 25 MPa. O transporte do concreto não deverá
exceder o tempo de lançamento do concreto alem disso deve-se evitar a
segregação ou a desagregação de seus componentes. Sempre no inicio de
lançamento do concreto será condicionado à realização dos ensaios de
abatimento ("Slump Test"), o lançamento do concreto deve ocorrer diretamente
no local a ser concretado, caso a altura de queda seja acima de 2,40 m serão
adotadas calhas, janelas laterais por onde será lançado o concreto evitando a
segregação.
Qualquer que seja o processo empregado para a cura do concreto, a
aplicação deverá iniciar-se tão logo termine a pega. Os aditivos só poderão ser
usados quando previstos em projetos e especificações ou, ainda, aprovação da
fiscalização. Quando do uso de aditivos retardadores de pega, o prazo para o
lançamento poderá ser aumentado em função das características do aditivo, a
critério da fiscalização. Em nenhuma hipótese será permitido o lançamento
após o início da pega.
Durante a concretagem poderão ocorrer interrupções previstas ou
imprevistas. Em qualquer caso, a junta então formada denomina-se fria, se não
for possível retomar a concretagem antes do início da pega do concreto já
lançado. Cuidar-se-á para que as juntas não coincidam com os planos de
cisalhamento. Todos os materiais recebidos na obra ou utilizados em usina
56
serão previamente testados para comprovação de sua adequação ao traço
adotado.
3.00-ALVENARIA: As paredes serão de alvenaria de tijolo cerâmico
furado, seis furos, a cutelo assentados com argamassas de cimento areia e
aditivo ligante industrializado, traço 1:6: 2.Os tijolos deverão ser assentados
formando fiadas, perfeitamente niveladas, alinhadas e aprumadas. A espessura
das juntas deverá ser no máximo de 1,5 cm, ficando regulamente continua em
linhas horizontais e descontinuas nas verticais. O vínculo entre a alvenaria e os
pilares de concreto será garantido por esperas de ferro redondo colocadas nos
pilares antes da concretagem.
Sobre as portas e janelas serão colocadas vergas e contra vergas que
excederão 30,0 cm de cada lado e terão altura mínima de 10,0 cm.
4.0-COBERTURA:
4.01- ESTRUTURA METÁLICA: Tendo as dimensões compatíveis com
as cargas Aplicadas, serão compostas de tesouras, arcos, treliças e terças
metálicas de aço platinável, devendo obedecer às Normas da ABNT, de baixa
liga, alta resistência mecânica e à corrosão atmosférica.
Deverá possuir pintura de proteção (zarcão 01 (uma) demão) e de
acabamento em esmalte sintético.
4.02-ENTELHAMENTO:
O
entelhamento,
nos
locais
indicados,
obedecerá à planta de cobertura e será executado com telhas de barro,
pintadas do tipo Plan, com travas e reentrâncias para delimitar a superposição
das peças, de primeira qualidade, devidamente selecionadas, devendo seu
assentamento e fixação, ser efetuados de acordo com as recomendações
técnicas.
Serão encaliçadas com argamassa de cimento, areia e barro no traço
1:6: 2, as cumeeiras e beirais. As peças de acabamento como cumeeiras serão
fixadas de acordo com o fabricante.
5.00-REVESTIMENTO:
57
5.01-CHAPISCO:
Todas
as
superfícies
serão
chapiscadas
com
argamassa de cimento e areia no traço de 1:3, a superfície deve estar limpa,
livre de pó, graxas, óleo, materiais soltos, ou quaisquer produtos que venham
prejudicar a aderência. Quando a base apresentar elevada absorção, molhar
antes de aplicar. A execução terá como diretriz, o lançamento violento da
argamassa contra a superfície e a preocupação de não haver uniformidade na
chapiscagem.A norma de referencia para este serviço e a NBR 7200.
5.02-EMBOÇO PAULISTA: Após a pega do chapisco e depois de
embutidas e testadas todas as canalizações que por ele deverão passar, bem
como depois da colocação dos caixilhos, será aplicado o emboço de cimento
areia e aditivo ligante industrializado no traço 1:5:1, a superfície de aplicação
deverão ser limpas e abundantemente molhadas para evitar absorção
repentina de água e argamassa, mas nunca exageradamente, pois poderia
provocar o “escorrimento” da mesma argamassa.
A limpeza deverá eliminar gorduras, eventual vestígios orgânicos.
A espessura máxima admitida para revestimento e de 20 mm, segundo a
NBR
13749.
Devera
ser
utilizadas
guias
para
sarrafeamento,
com
espaçamento mínimo de 2m.
Após a execução das guias ou mestras deverá ser aplicada com o
auxilio de colher de pedreiro o emboço, entre guias, em camadas uniformes de
espessura niveladas, fortemente comprimida sobre a superfície a ser revestida.
A regularização da superfície se dará com a passagem do sarrafo de alumínio
utilizando como referencia as guias, em alguns pontos se fará necessário
novos lançamentos de emboço para retirada de depressões, isso ocorrerá ate
que a superfície fique cheia e homogênea. O desvio de prumo aceitável para
este serviço e de 3 mm/m.
6.00-PAVIMENTAÇÃO:
6.01-CAMADA
IMPERMEABILIZADORA:
Nos
locais
indicados
e
seguindo a NBR 9574(Execução de impermeabilizante), será aplicada uma
camada impermeabilizadora com argamassada no traço 1:6 (cimento e areia),
58
com adição de um impermeabilizante, na dosagem recomendada pelo
fabricante.
Esta camada só será lançada, após estarem instalada todas as
canalizações que porventura venham a passar sob o piso.
6.02-CAMADA REGULARIZADORA: Todos os pisos com acabamento
em cerâmica, levarão uma argamassa de cimento, areia média ou grossa no
traço 1:4, espessura 3 cm com a finalidade de nivelar para receber o
revestimento final, obedecendo os níveis ou inclinações previstas para o
acabamento que os deve recobrir.
A regularização das áreas para os pisos com acabamento em
argamassa de alta resistência, será executada com argamassa de cimento e
areia média ou grossa no traço 1:3 desempenado e com espessura de 3 cm.
7.00-LAJOTA CERAMICA E AZULEJOS: Serão assentes em juntas
corridas com argamassa de cimento e areia no traço 1:4 ou argamassa de
fabricação industrial. Por ocasião do assentamento o ambiente deve estar com
boa luminosidade. Deverão ser puxadas linhas para controlar o alinhamento
correto das fiadas. O controle do caimento deverá seguir a direção dos ralos,
quando for o caso. Deverá ser utilizada máquina de corte de diamante para se
obter a previsão ideal nos arremates.
O assentamento deve ser executado sobre base (contrapiso) nivelada,
curada e umedecida, utilizando pasta de cimento colante e rejuntada. As
argamassas prontas deverão ser aplicadas conforme recomendações do
fabricante, assumindo total responsabilidade pelos resultados obtidos.
A
argamassa
deverá
ser
espalhada
com
o
auxilio
se
uma
desempenadeira metálica, do lado liso, distribuído bem a pasta por uma
superfície não superior a 1m², em seguida utilizar ao lado dentado da
desempenadeira sobre a camada de argamassa de 3 a 4 mm,com o propósito
de formar sulcos que facilitarão a fixação das peças cerâmicas.A cerâmica de
30 x30 cm ,deve estar secas e deve se assentar de baixo para cima,sempre
com o auxilio das mão e batendo levemente com um martelo de borracha.O
rejuntamento pode ser executado 12h após o assentamento,antes retirar o
excesso de argamassa e efetuar a limpeza da superfície.
59
Verificar por meio de percussão com instrumentos não contundentes, se
não existe peças apresentando som cravo.
As paredes do banheiro serão revestidas com azulejo branco de 15x 15
cm ate a altura de 1,80m em todas as paredes. Para isto serão utilizadas
argamassas no traço 1:3 com juntas de no Maximo 1,5 mm.O rejuntamento
será realizado com pasta de cimento branco.
O azulejo será assentado sobre o emboço que devera esta limpa, sem
pó, graxas, óleos, ou qualquer material que venha a prejudicar a aderência. O
emboço deve estar molhado para evitar a adsorção da argamassa que será
espalhada com desempenadeira metálica do lado liso, e distribuído de forma
uniforme em áreas não superiores a 1m². Depois utiliza o lado dentado da
desempenadeira para a formação de sulcos. A cerâmica deve ser assentada
de baixo para cima sempre com o auxilio da mão pressionado e utilizando
martelos de borracha para melhor fixação das mesmas. O rejuntamento pode
ser executado após 12 h, mediante aos mesmos critérios utilizados no
assentamento do piso.
8.0-RODAPÉ SOLEIRA E PEITORIL: A argamassa a ser utilizada será
no traço de 1:4:1 (cimento,cal hidratada e areia).
8.01- RODAPÉ: Os rodapés, exceto quando determinados em projeto,
serão do mesmo material do piso e com altura de 8,0 cm.
8.02- SOLEIRA: As soleiras serão de granito, com 2 cm de espessura.
Em toda alteração de cota de piso ou mudança do tipo de pavimento entre
ambientes é obrigatório o uso de soleiras nos vãos.
8.03- PEITORIL: Os peitoris serão em granito, com 3 cm de espessura,
sendo providos de rebaixo e pingadeiras.
9.00-FORRO: Os ambientes internos deverão ser forrados com lambril
de PVC, na cor branca. Será fixado sob barroteamento em madeira e o
arremate será com frisos do mesmo material do forro.
O tarrugamento deve ser feito com sarrafos onde os painéis de forro
devem
ser
grampeados,
o
comprimento
dos
painéis
devem
ser
aproximadamente 0,5 cm menor do que o vão a ser forrado, prevendo
dilatações de material.
60
Realizar teste de todas as instalações antes do fechamento do forro com
a verificação das interferências do forro com as divisórias móveis, de modo que
um sistema não prejudique o outro em eventuais modificações.
10.00-ESQUADRIAS: O projeto será contemplado com esquadrias
metálicas na região externa e de madeira na região interna.
10.01-PORTA METALICA: O vão livre deve estar em dimensões maiores
que as portas, abrir espaços para o encaixe dos chumbadores ou grapas,
encaixar a porta no vão, verificar o prumo e o nivelamento da porta, colocar
calços nos cantos da porta observando uma folga de aproximadamente 5 mm
entre a parte inferior da folha e o piso interno acabado,preencher com
argamassa no traço de 1:3(cimento e areia)no local dos chumbadores que
devem estar distantes entre si não mais que 60cm.
10.02-JANELAS E BALANCINS METALICOS: A argamassa a ser
utilizada para o chumbamento é de cimento e areia no traço de 1:3, o
procedimento iniciara com a abertura das grapas laterais que serão
chumbadas, colocar a janela ou balancim no lugar, calçando levemente com
pedaços pequenos de madeira, acertar o prumo e o nível da paca utilizando um
fio de nailon. Com a peça devidamente conferida inicia se a fixação com
argamassa, depois da argamassa seca retira-se o calço de madeira, fechando
os buracos com cimento, a proteção rígida só poderá ser retirada após a
conclusão o serviço.
10.03-PORTA INTERNA DE MADEIRA: Antes de iniciar o serviço devese verificar se o tamanho do batente confere com a medida da porta,
impermeabilizar todo o batente, inclusive a parte que ficará em contato com a
alvenaria. Apos a secagem da pintura, montar o batente com parafusos e
utilizar duas réguas de madeira para manter o esquadramento.
Na alvenaria chumbar dois tacos na parte lateral e dois acima, colocar o
batente no local, ajustar em relação ao prumo e esquadro, entre o taco e o
batente use calço na espessura exata, não utilizar cunhas, o parafuso deve
penetrar no mínimo 2 cm na taco.
Fixar o batente com parafusos em todos os tacos, antes de colocar a
folha, verificar o alinhamento e o prumo das dobradiças para evitar que a folha
fique torta. Não tentar corrigir as arestas da porta com plaina e só colocar a
folha após os serviços de revestimentos.
61
Obs. Os vidros serão fornecidos pelos fabricantes fixadas nas peças,
assim como as ferragens.
11.00-PINTURAS: A tinta a ser utilizada e a látex PVA tipo
acabamento fosco, em superfície firme, coesa, limpa, seca e Isenta de gordura,
graxa ou mofo. Aplicar sobre o embosso o selador e aguardar a cura e
secagem, em concreto aplicar previamente fundo preparador.
12.00-INSTALAÇÕES: Os serviços de instalações obedecerão às
normas da ABNT e Norma das concessionárias locais.
12.01-ELETRICA: Os eletrodutos de PVC devem ser instalados antes da
fase de chapisco, embosso e pintura através de rasgos na alvenaria e
embutidos na laje de concreto antes da concretagem da mesma, não será
permitido a utilização de fogo para realização de bolças ou curvas neste
material, deve ser utilizado as conexões de emenda das tubulações sempre
que necessárias.
As caixas e quadros de distribuição devem ter área determinada e assim
como os eletrodutos deve ser instalado na fase anterior a do chapisco com
aberturas na alvenaria, a instalação deve obedecer ao projeto, e estar no nível,
prumo e alinhamento correto. Os disjuntores devem ser fixados no quadro de e
em seguida fazer a ligação elétrica.
A iluminação interna e externa assim
como de tomadas e interruptores devem ocorrer de acordo com o circuito que o
competem e devem ocorrer após o serviço de revestimentos e pinturas
estiverem acabadas.
A iluminação interna e externa utilizara calhas de sobrepor com
lâmpadas florescentes de 60 w fixadas nas longarinas de madeira que
sustentam o forro.
12.02-ÁGUA FRIA: A água será captada por poços e fornecida a cada
lote residência após o seu tratamento.
A tubulação empregada ligara a rede distribuição de água ate a
residência através de tubos enterrados no solo, as furações, rasgos e aberturas
necessários em elementos da estrutura de concreto armado, para passagem
de tubulações serão locados e tomados com tacos antes da concretagem,
observando-se as recomendações do Engenheiro responsável.
A tubulação será embutida na parede através de rasgos realizados no
período da elevação da alvenaria e dela se fará dois caminhos:
62
No primeiro, a água segue ao reservatório do sistema de aquecimento
solar onde é conduzido até o coletor solar onde a água e aquecida voltando ao
reservatório para posterior utilização. E utilizado registro de gaveta que controla
a entra e saída de água e etapas para limpeza do sistema. No segundo
caminho, a água e desviada evitando a entrada da mesma nos coletores
solares, esta água será de uso comum em torneiras da cozinha, banheiro,
tanque e descarga.
A tubulação deve ter a superfície de emendas limpas lixadas com
solução limpadora eliminando impurezas e gorduras. Sempre que se fizer
necessário se fará uso de conexões tipo TÊ, CURVAS, JOELHOS, UNIÃO,
BUCHAS E OUTROS, Não serão permitidos a utilização de fogo para
realização de qualquer tipo de manobra, como abertura de bolsas e curvas. O
adesivo devera ser utilizado na superfície tratadas com a utilização de pincel ou
o bico da própria bisnaga, em casos onde se fizer necessário será utilizado à
fita veda rosca.
Com o serviço concluído se faz necessário a realização de um teste para
verificação de possíveis vazamentos, a água e fornecida com uma pressão de
50 % acima da pressão estática máxima da instalação, esta deve ser mantida
durante um período de 6 horas caso não seja encontrado nenhum vazamento a
instalação hidráulica foi realizada com sucesso, caso o contrario deve-se retirar
o vazamento e realizar novamente o teste.
12.02-REDE DE ESGOTO:
A tubulação de esgoto será enterrado no solo com esperas saindo do
Radier,o procedimento não é tão diferente da rede de água .A ponta e a bolsa
dos tubos devem estar limpa e acomodadas no anel de borracha na virola da
bolsa.Marcar a profundidade da bolsa na ponta do tubo, após colocar o anel,
aplicar a pasta lubrificante no anel e na ponta do tubo.Encaixar a ponta
chanfrada do tubo no fundo da bolsa e recuar 2mm ,esta folga se faz
necessária devido a dilatação da junta.
As caixas de passagem serão feitas em concreto estrutural nas
dimensões externas de 60 x60x60 cm.
12.03-LOUÇAS E ACESSORIO:
63
As louças e acessórios terão a sua instalação ou fixação de acordo com
a indicação do fabricante mediante a visualização e determinação de locação
nas plantas correspondentes.
13.00-CALÇADA DE PROTEÇÃO: A calçada de proteção fará parte
integrante, sobre ela só será executada uma camada niveladora sem
impermeabilizante.
14.00-PAISAGISMO: Nas áreas previstas para serem gramados, os
solos deverá ser capinado e livre de inços e pedras e, após, conveniente
escarificado para melhor aderência deste com a terra vegetal. As áreas a
serem gramadas terão uma base constituída de terra vegetal.
Esta deverá ter uma espessura mínima de 10 cm, depois de
compactada. Os gramados serão executados com grama batatais (PASPALUM
NOTATUS), devendo um metro quadrado conter, no mínimo, 120 mudas, não
sendo permitido o uso de variedades diversas. Os lugares que receberão
vegetação de pequeno porte, também serão completamente gramados.
15.00-EQUIPAMENTOS
ESPECIAIS:
O
sistema
de
abastecimento de água compostos de coletores que devem ser fixados em
uma estrutura resistente (metal) para evitar que se soltem devido à ação dos
ventos, devem ser instalados com uma inclinação de 10° acima da latitude da
região direcionados para o norte geográfico. Deve se levar em consideração a
dilatação do material e considerar que o sistema será empregado acima da
cobertura, desta forma cuidados deve ser tomado para evitar a infiltração de
água pela cobertura. A manutenção deste sistema de atracação deve ser
realizada periodicamente.
64
ANEXO V – Planta Baixa da Unidade Habitacional
65
ANEXO VI – Corte 01
NA
66
ANEXO VII – Corte 02
67
ANEXO VIII – Corte 03
68
ANEXO IX – Orçamento detalhado sem S.A.S.
CUSTO (R$)
ITEM
1
D I S C R I M I N A Ç Ã O UND QTDE. UNIT. PARCIAL
SERVIÇOS
PRELIMINARES
1.1
Limpeza do terreno
m²
314
2,01
1.2
Locação da obra
m
138
6,21
856,98
1.3
Fundações superficiais - Radier
m²
7,35
144
1.058,40
2
FUNDAÇÃO E
ESTRUTURA
m²
7,35
149,04
1.095,44
unid
1
2350
2.350,00
100,8
27,15
2.736,72
2.1
2.2
Fundações superficiais - Radier
Estrutura
3.445,44
3
PAREDES E PAINÉIS
Alvenaria - Tijolo Furado
m²
3.2
Janelas
m²
4
69,12
276,48
3.3
Portas
un
1
422,4
422,40
3.4
Basculantes
un
2
166,24
332,48
3.5
Portas internas 70x210cm
un
2
140,32
280,64
3.6
Portas internas 60x210cm
un
1
120,32
120,32
3.7
Batentes
un
3
55,85
167,55
4.893,91
3.8
Guarnições/alizares
un
4
44,4
177,60
3.9
Conj. para porta interna
un
2
65,92
131,84
3.10
Conj. para porta banheiro
un
1
45,92
45,92
3.11
Dobradiças
Vidros Lisos
un
3
18,52
55,56
3.12
m²
6
24,4
146,40
4
Coberturas e Proteções
4.1
Estrutura para telhado
m²
36
52,85
1.902,60
4.2
m²
36
34,73
1.250,28
4.3
Telhas
Impermeabilização
m²
18
3,6
64,80
3.217,68
5
Revestimento Interno
5.1
Chapisco
m²
162
2,71
439,02
5.2
Emboço
m²
27
11,82
319,14
5.3
Rejunte
m²
162
2,72
440,64
5.4
Azulejos
m²
13,5
26,77
361,40
5.5
Rejuntamento - Azulejos
m²
48,6
22,82
1.109,05
2.669,25
6
Revestimento Externo
6.1
Chapisco
m²
72
4,1
295,20
6.2
Emboço Paulista
m²
72
10,01
720,72
m²
36
17,8
640,80
m²
230
4,78
1.099,40
7
Forros
PVC barras duplas 6mm
8
Pinturas
8.1
Latéx/PVA com selador
2.546,52
631,14
3.1
7.1
PREÇO TOTAL
(R$)
1.015,92
640,80
1.265,93
69
8.2
Esquadria de madeira
9
PAVIMENTAÇÃO
9.1
Contrapiso
m²
8,75
24,2
211,75
9.2
Lisa
m²
8,75
29,8
260,75
9.3
Peitoris
ml
8
12,24
97,92
10
Instalações Elétricas e
Telefônicas
un
6
0,72
4,32
10.1
m²
19,5
8,54
166,53
570,42
1.541,27
10.2
Tubulação e caixas nas Lajes
Tubulação e caixas nas
Alvenarias
un
9
0,72
6,48
10.3
Prumadas gerais
m²
45
0,432
19,44
10.4
m
135
8,45
1.140,75
10.5
Enfiação áreas privativas
Enfiação prumadas/áreas
comuns
m
67,5
0,576
38,88
10.6
Quadros de distribuição
un
1
85
85,00
10.7
Tomadas
un
13
4,608
59,90
10,8
Interruptor Simples
un
3
3,67
11,01
10,9
Interruptor Duplo
un
1
12,98
12,98
10.10
Disjuntor 15A
un
5
10,8
54,00
10.11
Disjuntor 32A
un
1
16,18
16,18
10.12
DR 40A
un
1
20,33
20,33
10.13
Luminárias (partes comuns)
un
6
12
72,00
11
Água fria
11.1
Cavalete/Hidrom.
und
1
33,14
33,14
11.2
Prumadas
m
8
134,89
1.079,12
11.3
Distribuição
m
12
83,98
1.007,76
12
Louças e metais
12.1
Vaso Sanitário cx acoplada
un
1
180,79
12.2
Lavatório
un
1
98,17
98,17
12.3
Tanque
un
1
108,06
108,06
12.4
Pia Cozinha
un
1
122,4
122,40
2.120,02
509,42
180,79
CUSTO DIRETO DA CONSTRUÇÃO
BDI (%)
CUSTO TOTAL DA CONSTRUÇÃO
24.436,59
20,00
4.887,32
R$
29.323,90
70
ANEXO X – Isométrico
71
ANEXO XI – Composição unitária
72
ANEXO XII – Orçamento detalhado com S.A.S.
CUSTO (R$)
ITEM
1
D I S C R I M I N A Ç Ã O UND QTDE. UNIT. PARCIAL
SERVIÇOS
PRELIMINARES
1.1
Limpeza do terreno
m²
314
2,01
631,14
1.2
Locação da obra
m
138
6,21
856,98
1.3
Fundações superficiais - Radier
m²
7,35
144
1.058,40
2
FUNDAÇÃO E
ESTRUTURA
2.1
PREÇO
TOTAL (R$)
2.546,52
3.445,44
2.2
Fundações superficiais - Radier
Estrutura
m²
7,35
149,04
1.095,44
unid
1
2350
2.350,00
3
PAREDES E PAINÉIS
3.1
Alvenaria - Tijolo Furado
m²
100,8
27,15
3.2
Janelas
m²
4
69,12
276,48
3.3
Portas
un
1
422,4
422,40
3.4
Basculantes
un
2
166,24
332,48
3.5
Portas internas 70x210cm
un
2
140,32
280,64
3.6
Portas internas 60x210cm
un
1
120,32
120,32
4.893,91
2.736,72
3.7
Batentes
un
3
55,85
167,55
3.8
Guarnições/alizares
un
4
44,4
177,60
3.9
Conj. para porta interna
un
2
65,92
131,84
3.10
Conj. para porta banheiro
un
1
45,92
45,92
3.11
un
3
18,52
55,56
3.12
Dobradiças
Vidros Lisos
m²
6
24,4
146,40
4
Coberturas e Proteções
4.1
Estrutura para telhado
m²
36
52,85
1.902,60
3.217,68
4.2
m²
36
34,73
1.250,28
4.3
Telhas
Impermeabilização
m²
18
3,6
64,80
m²
162
2,71
439,02
5
Revestimento Interno
5.1
Chapisco
2.669,25
5.2
Emboço
m²
27
11,82
319,14
5.3
Rejunte
m²
162
2,72
440,64
5.4
Azulejos
m²
13,5
26,77
361,40
5.5
Rejuntamento - Azulejos
m²
48,6
22,82
1.109,05
6
Revestimento Externo
1.015,92
6.1
Chapisco
m²
72
4,1
295,20
6.2
Emboço Paulista
m²
72
10,01
720,72
7
Forros
7.1
PVC barras duplas 6mm
640,80
m²
36
17,8
640,80
73
8
Pinturas
8.1
Latéx/PVA com selador
m²
230
4,78
1.099,40
8.2
Esquadria de madeira
m²
19,5
8,54
166,53
9
PAVIMENTAÇÃO
9.1
Contrapiso
m²
8,75
24,2
211,75
9.2
Lisa
m²
8,75
29,8
260,75
9.3
Peitoris
ml
8
12,24
97,92
10
Instalações Elétricas e
Telefônicas
10.1
1.265,93
570,42
1.399,12
10.2
Tubulação e caixas nas Lajes
Tubulação e caixas nas
Alvenarias
un
6
0,72
4,32
un
9
0,72
6,48
10.3
Prumadas gerais
m²
45
0,432
19,44
10.4
m
120
8,45
1.014,00
10.5
Enfiação áreas privativas
Enfiação prumadas/áreas
comuns
m
67,5
0,576
38,88
10.6
Quadros de distribuição
un
1
85
85,00
10.7
Tomadas
un
13
4,608
59,90
10,8
Interruptor Simples
un
3
3,67
11,01
10,9
Interruptor Duplo
un
1
12,98
12,98
10.10
Disjuntor 15A
un
4
10,8
43,20
10.11
Disjuntor 32A
un
1
16,18
16,18
10.12
DR 40A
un
1
20,33
20,33
10.13
Luminárias (partes comuns)
un
6
12
72,00
11
Água fria
11.1
Cavalete/Hidrom.
und
1
33,14
33,14
2.120,02
11.2
Prumadas
m
8
134,89
1.079,12
Distribuição
m
12
83,98
1.007,76
180,79
180,79
12
Louças e metais
12.1
Vaso Sanitário cx acoplada
un
1
509,42
12.2
Lavatório
un
1
98,17
98,17
12.3
Tanque
un
1
108,06
108,06
12.4
Pia Cozinha
un
1
122,4
122,40
13
Instalação do SAS
1148,48
CUSTO DIRETO DA CONSTRUÇÃO
BDI (%)
CUSTO TOTAL DA CONSTRUÇÃO
25.442,91
20,00
5.088,58
R$
30.531,48
74
ANEXO XIII – Comparação percentual de custo dos itens
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analise energetica e financeira da instalacao