GOIÂNIA 2012 GERISCO 1 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 2 Maria Inês Pinheiro Costa CIRURGIAS SEGURAS SALVAM VIDAS 3 ESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DO SEGUNDO DESAFIO GLOBAL PARA SEGURANÇA DO PACIENTE MA R I A I NÊS PI NHEI R O C OSTA GERISCO Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 4 Maria Inês Pinheiro Costa Como seriam outras Empresas se fossem iguais à Saúde? Se as companhias Se os bancos fossem como aéreas fossem iguais à a saúde, as transações das máquinas automáticas não saúde, cada piloto seria livre para desenhar o levariam segundos, mas seu checklist de talvez dias ou mais em segurança antes do vôo, função de registros não disponíveis ou colocados ou livre para não fazê-lo Por Cesar Luiz Abicalaffe em lugares errados. 6 de setembro de 2012 GERISCO 5 Maria Inês Pinheiro Costa HOSPITAIS NO BRASIL MUNICIPAIS 21% ESTADUAIS 8% FEDERAIS PRIVADOS 1% 70% TOTAL : 6.746 FONTE: CNES - Setembro/12 GERISCO 6 Maria Inês Pinheiro Costa LEITOS HOSPITALARES NO BRASIL SUS NÃO SUS TOTAL CIRURGIA 76.634 42.179 118.813 CLINICA GERAL 83.238 32.440 115.678 PSIQUIATRIA 35.754 10.045 45.799 PEDIATRIA 48.417 11.746 60.163 OBSTETRÍCIA 44.456 14.143 58.599 OUTROS 47.628 13.483 61.111 336.127 124.036 460.163 TOTAL FONTE: CNES - Setembro/12 GERISCO 7 Maria Inês Pinheiro Costa MÉDICOS ATIVOS NO BRASIL 16.624 NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL 66.652 29.685 217.292 57.913 TOTAL: 388.166 FONTE: CFM - Setembro/12 GERISCO 8 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 9 Maria Inês Pinheiro Costa Cinco dados sobre segurança cirúrgica 1. Complicações pós-operatórios em pacientes internados ocorrem em até 25% dos pacientes. 2. A taxa de mortalidade relatada após cirurgia mais extensa é de 0.5-5%. 3. Em países desenvolvidos cerca de metade de todos os eventos adversos em pacientes hospitalizados estão relacionados à assistência cirúrgica. 4. Nos casos onde o processo cirúrgico levou a prejuízos, ao menos metade deles era evitável. 5. Princípios conhecidos de segurança cirúrgica são aplicados de maneira inconsistente mesmo nos cenários mais sofisticados. GERISCO 10 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 11 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 12 Maria Inês Pinheiro Costa Desafio Global tem como objetivo aumentar os padrões de qualidade almejados em serviços de saúde de qualquer lugar do mundo e contempla: 1) prevenção de infecções de sítio cirúrgico; 2) anestesia segura; 3) equipes cirúrgicas seguras; e 4) indicadores da assistência cirúrgica. GERISCO 13 Maria Inês Pinheiro Costa Prevenção de infecção do sítio cirúrgico As infecções do sítio cirúrgico continuam sendo uma das causas mais comuns de complicações cirúrgicas sérias. As evidências mostram que medidas comprovadas – como a profilaxia antimicrobiana uma hora antes da incisão e a esterilização efetiva dos instrumentos – são seguidas de maneira inconsistente. Isso ocorre frequentemente não em decorrência dos custos ou da falta de recursos, mas por deficiências na sistematização. Os antibióticos, por exemplo, são administrados no período perioperatório tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento, mas são administrados cedo demais, tarde demais ou simplesmente de maneira irregular, tornando-os ineficientes na redução do dano ao paciente . GERISCO 14 Maria Inês Pinheiro Costa Anestesia segura As complicações anestésicas continuam sendo uma causa substancial de mortes cirúrgicas em todo o mundo, apesar dos padrões de segurança e monitorização que reduziram de maneira significativa as mortes e incapacidades desnecessárias nos países desenvolvidos. Três décadas atrás, um paciente submetido à anestesia geral tinha chance de morte estimada em 1 em 5.000. Com o progresso do conhecimento e das padronizações básicas de assistência, o risco caiu para 1 em 200.000 no mundo desenvolvido – uma melhora de quarenta vezes. Infelizmente, a taxa de mortalidade associada à anestesia nos países em desenvolvimento parece ser 100-1.000 vezes mais alta, indicando uma falta séria e contínua de anestesia segura para cirurgias nesses cenários. GERISCO 15 Maria Inês Pinheiro Costa Abordagem abrangendo todos os sistemas para melhora da segurança cirúrgica Não há somente uma única solução para melhorar a segurança cirúrgica, mas uma sequência de etapas necessárias na assistência, desenvolvidas não apenas pelo cirurgião, mas pela equipe de profissionais de assistência à saúde, trabalhando juntos em um sistema de saúde que os apóie para benefício do paciente. GERISCO 16 Maria Inês Pinheiro Costa Equipes cirúrgicas eficientes a equipe de trabalho é o centro de todos os sistemas que funcionam de maneira eficaz e que envolvem muitas pessoas. Na sala de operações, onde as tensões podem ser altas e vidas estão em jogo, a equipe de trabalho é um componente essencial da prática segura. A qualidade da equipe de trabalho depende de sua cultura e de seus padrões de comunicação, bem como das habilidades médicas e da consciência dos membros da equipe sobre os riscos envolvidos. A melhora das características da equipe deve ajudar a comunicação e reduzir os danos ao paciente. GERISCO 17 Maria Inês Pinheiro Costa Mensuração da assistência cirúrgica Um problema na segurança cirúrgica tem sido a escassez de dados básicos..Vigilância não tem sido realizada de maneira generalizada para a assistência cirúrgica. Dados sobre o volume cirúrgico estão disponíveis para apenas uma minoria de países e não apresentam padronização. A vigilância de rotina para avaliar e mensurar os serviços cirúrgicos deve ser estabelecida se os sistemas de saúde pública pretendem assegurar o progresso da segurança da assistência cirúrgica. GERISCO 18 Maria Inês Pinheiro Costa LISTA DE VERIFICAÇÃO / CHECK-LIST •Não é instrumento regulatório •Não é componente da política publica oficial •Ferramenta prática •Simplicidade •Ampla Aplicabilidade •Possibilidade de mensuração GERISCO 19 Maria Inês Pinheiro Costa Lançada oficialmente em Washington DC em 25 de junho de 2008 GERISCO 20 Maria Inês Pinheiro Costa Dr. Atul Gawande, ProfessorAdjunto e cirurgião da Escola de Saúde Pública de Harvard e Líder do Programa “Segundo Desafio Global para a Segurança do Paciente”. The Checklist Manifesto: How to Get Things Right GERISCO 21 Maria Inês Pinheiro Costa Por que tanta dificuldade no sistema de saúde em implementar medidas eficientes para evitar essas mortes? A resposta não é simples, mas a falta de disciplina técnica e a má comunicação entre os profissionais de saúde estão entre as principais causas. Um exemplo é a não aderência ao protocolo de lavar corretamente as mãos ao lidar com pacientes. Essa é uma medida simples, porém sua adoção depende do profissional de saúde e do seu código de conduta. Todos os códigos têm pelo menos três elementos: altruísmo, habilidade e confiabilidade. Os aviadores acrescentam uma quarta expectativa: a disciplina. Atuar em conjunto com outros membros da equipe é rotina na aviação, ao passo que na medicina cultivamos a “autonomia” como uma estrela guia, princípio que se choca diretamente com o da disciplina, conforme afirma Gawande (página 192). GERISCO 22 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 23 Maria Inês Pinheiro Costa VENDRAMINI, Regiane Cristina Rossi et al. Segurança do paciente em cirurgia oncológica: experiência do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2010, vol.44, n.3, pp. 827-832 GERISCO 24 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 25 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 26 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 27 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 28 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 29 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 30 Maria Inês Pinheiro Costa ART. 2º - Boas Práticas para funcionamento de serviços de saúde, fundamentados na qualificação, na humanização da atenção e gestão, e na redução e controle de riscos aos usuários e meio ambiente. Art. 8º IV – Mecanismos para garantir segurança cirúrgica Art. 66º - O descumprimento das disposições contidas nesta resolução e no regulamento por ela aprovado constitui infração sanitária, nos termos da Lei no- . 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis. GERISCO 31 Maria Inês Pinheiro Costa AVEDIS DONABEDIAN Estrutura (física, recursos, condições operacionais) Processos (atos técnicos) Resultados ( Indicadores) GERISCO 32 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 33 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 34 Maria Inês Pinheiro Costa O IHI é uma entidade independente sem fins lucrativos, com foco exclusivo na condução da melhoria dos cuidados de saúde por todo o mundo. Fundado em 1991 e com sede em Cambridge, Massachusetts, desenvolve conceitos promissores para melhoria da assistência ao paciente, através de campanhas e informações ás Instituições de Saúde voluntariamente cadastradas. GERISCO 35 Maria Inês Pinheiro Costa PREVENINDO INFECÇÃO NO SÍTIO CIRÚRGICO 1. Uso racional de antimicrobianos 2.Tricotomia apropriada 3.Controle glicêmico apropriado em cirurgia cardíaca 4.Manutenção de monotermia em pós-operatório imediato em cirurgias colorretal GERISCO 36 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 37 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 38 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 39 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 40 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 41 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 42 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 43 Maria Inês Pinheiro Costa ESTRATÉGIA SEIS SIGMA Quatro Sigma (99,38% conforme) Seis Sigma (99,99966% conforme) Sete horas de falta de energia elétrica por mês Uma hora de falta de energia elétrica a cada 34 anos 5.000 operações cirúrgicas incorretas por semana 1,7 operação cirúrgica incorreta por semana 3.000 cartas extraviadas para cada 300.000 cartas postadas Uma carta extraviada para cada 300.000 cartas postadas Quinze minutos de fornecimento de água não potável por dia Um minuto de fornecimento de água não potável a cada sete meses Um canal de TV 1,68 horas fora do ar por semana Um canal de TV 1,8 segundos fora do ar por semana Uma aterrisagem de emergência no aeroporto de Guarulhos por dia Uma aterrisagem de emergência em todos os aeroportos do Brasil a cada cinco anos GERISCO 44 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 45 Maria Inês Pinheiro Costa Hospital São Luiz (Brasil) – Implementação nos centros cirúrgicos para melhorar o fluxo e eliminar desperdícios. • Hospital Albert Einstein (Brasil) – 39 projetos concluídos mais 52 projetos em andamento proporcionaram R$ 1,8 milhões em ganhos financeiros. • Hospital Canisius Wilhelmina (Holanda) - Reduziu os atrasos em mais de 30%, economizou mais de US$ 500.000 e aumentou o número de operações executadas em 10% sem recursos adicionais. • Hospital Thibodaux Regional Medical Center (EUA) – Reduziu os erros de medicamentos em 42 %, as infecções do trato urinário em 38% e o tempo de resposta da radiologia para resultados de pacientes internados em 29%. • Hospital de Flórida (EUA ) - Reduziu infecções em 40 %. GERISCO 46 Maria Inês Pinheiro Costa Gerenciamento de risco em tecnovigilância: construção e validação de instrumento de avaliação de produto médico-hospitalar Rev. Latino-Am. Enfermagem Artigo Original 18(5):[09 telas] Takeda Kuwabara Cleuza Catsue Takeda Kuwabara cio Yolanda Dora Martinez Évora Márcio Mattos Borges de Oliveira Rev. Latino-Am. Enfermagem Artigo set-out 2010 GERISCO 47 Maria Inês Pinheiro Costa Tradução do nível da qualidade para a linguagem financeira Nível da qualidade Defeitos por milhão Percentual Custo da não-qualidade (percentual do faturamento da empresa) (ppm) Conforme Dois sigma 308.537 69,15 Não se aplica Três sigma 66.807 93,32 25 a 40% Quatro sigma 6.210 99,3790 15 a 25% Cinco sigma 233 99,97670 5 a 15% Seis sigma 3,4 99,999660 < 1% GERISCO 48 Maria Inês Pinheiro Costa BIBLIOGRAFIA •Manual da OMS •Manual da ANVISA •The Checklist Manifesto: How to Get Things Right •Artigos Dr. Lucas Zambom •Enhancing Communication in Surgery Through Team Training Interventions •Lean Seis Sigma - Cristina Werkema,2011 •Anestesia Segura –www.anestesiasegura.com • A Introdução a Garantia da Qualidade na Saúde –Avedis Donabedian, 2003 •RDC 63 de 2011 •Site da ONA •CNES •Autores já citados no decorrer da palestra GERISCO 49 Maria Inês Pinheiro Costa GERISCO 50 Maria Inês Pinheiro Costa