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Segunda-feira, 17-08-2015
Edição às 08h30
Directora
Graça Franco
Editor
Raul Santos
Há cada vez mais denúncias
de abandono e violência
sobre idosos
Três mortos e um ferido grave em acidente na
Nacional 125
Primeiros 15 dias de Agosto
com 2.680 fogos
Merkel elogia comportamento
“completamente diferente” de
Tsipras
Francisco explica
que “a missa não é
apenas uma bonita
experiência”
Governo brasileiro Oficiais da GNR
confirma mais de questionam atraso
200 mil pessoas na no novo estatuto
rua. Falta contar as
maiores cidades
Toyota suspende Benfica demorou
produção em três mas "entrou nos
fábricas devido a eixos"
desastre na China
Portugal espera
duas ou três
medalhas nos
Mundiais de
Atletismo
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Segunda-feira, 17-08-2015
Há cada vez mais
denúncias de
abandono e violência
sobre idosos
Não pára de aumentar o número de denúncias sobre o
abandono e violência sobre idosos. As contas e
previsões são da Associação Portuguesa de Apoio à
Vítima (APAV).
“De 2000 a 2013, houve um aumento de cerca de 79%.
Entre 2013 e 2014, um aumento de cerca de 10,1%.
Tivemos, em 2013, 774 casos de pessoas idosas que
recorreram a nós e passámos a ter, em 2014, 852
processos de apoio”, indica à Renascença Maria de
Oliveira, técnica de direcção da APAV.
“Em 2015, achamos que está a seguir a tendência de
aumento de situações de pessoas idosas vítimas de
crime”, conclui.
A associação considera que o aumento do número de
denúncias demonstra que a sociedade está mais atenta
ao problema, que se torna mais grave em época de
crise, em que as situações de desemprego se
agudizam.
Mas também é verdade, de acordo com a mesma fonte,
que o número de casos de abandono e violência sobre
idosos aumenta nas férias do Verão, no Natal e na
passagem de Ano.
Na semana passada, o Conselho de Ministros aprovou
o diploma que prevê a criminalização do abandono de
idosos – a Estratégia para o Idoso que, só, no entanto,
vai ser votada na próxima legislatura.
A resolução aprovada no dia 13 prevê a repressão de
todas as formas de violência, abuso, exploração ou
discriminação e a criminalização do abandono de
idosos.
Estão ainda previstas medidas de protecção jurídica às
pessoas idosas e em situação de incapacidade, não
permitindo que terceiros se aproveitem desta condição.
Por exemplo, o alargamento da indignidade sucessória,
não permitindo que nos casos em que o herdeiro
pratique algum crime de violência doméstica ou maustratos, venha a receber a herança do idoso que
maltratou.
Primeiros 15 dias de
Agosto com 2.680
fogos
O dia com mais incêndios foi domingo, dia 9,
com perto de 400 fogos a mobilizar 8.150
operacionais, 2.107 meios terrestres e a
utilização de meios aéreos por 138 vezes.
Só no dia 9 de Agosto registaram-se perto de 400 incêndios. Foto: Lusa
Na primeira quinzena de agosto ocorreram 2.680 fogos
rurais e no domingo passado foi o dia com mais
incêndios (379), de acordo com informação disponível
hoje no site da Autoridade Nacional de Protecção Civil
(ANPC).
Destes 2.680 fogos, 1.696 ocorreram durante o dia, entre
as 8h00 e as 20h00, e 986 incêndios irromperam à
noite, entre as 20h00 e as 8h00.
Os incêndios foram combatidos por 63.179
operacionais, com recurso a 16.271 meios terrestres e à
utilização de meios aéreos 1.210 vezes, segundo o site
da ANPC.
O domingo, dia 9, foi até hoje o dia do mês com mais
incêndios (379), mobilizando 8.150 operacionais, 2.107
meios terrestres e a utilização de meios aéreos por 138
vezes.
Em Julho, o primeiro mês da fase mais crítica em
incêndios florestais, ocorreram 4.056 fogos, segundo a
mesma fonte.
Entre 1 de Janeiro e 31 de Julho ocorreram 10.695
incêndios, enquanto no mesmo período do ano
passado tinham deflagrado 4.165, disse no início deste
mês o comandante operacional nacional.
A PJ informou na quarta-feira que as autoridades
policiais constituíram desde o início do ano 65
arguidos por suspeitas do crime de incêndio, dos quais
34 ficaram em prisão preventiva.
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Segunda-feira, 17-08-2015
Semana começa
fresca, mas vai
aquecer
Na quarta-feira, as máximas já deverão
ultrapassar os 30 graus. Sempre alto está o
risco de exposição aos raios ultravioletas,
pelo que se recomenda os habituais cuidados
com o sol.
É recomendado o uso de óculos de sol com filtro UV,
chapéu, t-shirt que proteja ombros e peito, guarda-sol,
protector solar de índice superior a 30 e evitar a
exposição ao sol, sobretudo das crianças e entre as
11h00 e as 17h00.
Os índices UV variam entre menor que dois (Baixo),
três a cinco (Moderado), seis a
Sete (Alto), oito a 10 (Muito Alto) e superior a 11
(Extremo).
Ferido mais grave do
atropelamento de
Ourém está no Santa
Maria
Os outros dois menores deram entrada no
Hospital Pediátrico de Coimbra. O
automobilista envolvido fugiu do local.
Foto: DR
O céu está nublado esta segunda-feira e estão previstos
períodos de chuva fraca no litoral, mas a nebulosidade
vai começar a diminuir a partir do início da tarde, diz o
Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Para o Sul, a previsão é de céu pouco nublado ou limpo,
apresentando períodos de maior nebulosidade até final
da manhã, vento fraco a moderado de noroeste,
soprando moderado a forte, em especial durante a
tarde.
Quanto a temperaturas, em Lisboa e Viseu deverão
chegar aos 26 graus, no Porto aos 22, em Vila Real,
Bragança e Santarém aos 27, na Guarda aos 24, em
Coimbra aos 25, em Castelo Branco aos 31, em
Portalegre aos 28, em Évora aos 30, em Beja aos 29 e
em Faro aos 28.
Na Madeira, mantém-se o aviso amarelo por causa do
calor. A previsão do IPMA para o arquipélago é de
períodos de céu muito nublado, aguaceiros fracos nas
vertentes norte e nas terras altas e vento moderado do
quadrante norte.
No Funchal, as temperaturas vão variar entre os 21 e os
28 graus.
Nos Açores, prevê-se períodos de céu muito nublado
com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos
em São Miguel (grupo Oriental) e vento moderado. Em
Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, as temperaturas
vão oscilar entre 20 e 26 graus e em Santa Cruz das
Flores e Horta entre 21 e 26.
Na terça-feira, no continente, as temperaturas
máximas vão subir um pouco, sobretudo no interior, e
a tendência continua na quarta-feira, dia em que o
termómetro vai ultrapassar os 30 graus em várias
regiões.
Atenção aos UV
Todas as regiões de Portugal apresentam, esta
segunda-feira, risco muito alto e alto de exposição à
radiação ultravioleta (UV), segundo o IPMA.
Já deu entrada no hospital de Santa Maria, em Lisboa,
uma das crianças atropeladas este domingo em
Ourém. É o caso mais grave entre os três feridos do
acidente.
Os outros dois menores, que deram entrada no
Hospital Pediátrico de Coimbra, ficaram feridos com
menor gravidade quando foram atropelados por um
carro quando andavam de bicicleta.
O comandante António Louro, do Comando Distrital de
Operações de Socorro de Santarém, afirmou à
Renascença que os menores foram colhidos perto das
17 horas por um automóvel que fugiu após o
atropelamento.
Segundo informações apuradas pela Renascença junto
da urgência de pediatria do Hospital de Santa Maria, o
rapaz chegou com hemorragias àquela unidade que,
entretanto, já foram estancadas. O prognóstico é, no
entanto, reservado.
O acidente aconteceu numa estrada entre Alvega e
Atouguia, no concelho de Ourém.
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Segunda-feira, 17-08-2015
Oficiais da GNR
questionam atraso
no novo estatuto
A Associação Nacional dos Oficiais da
Guarda contava que o assunto tivesse sido
fechado no Conselho de Ministros de 30
Julho. O Governo diz que os estatutos da
GNR e da PSP serão discutidos
"oportunamente".
"Caminhamos ao lado dos que querem alterar o estado da arte
presente para que o futuro seja melhor para os militares da guarda",
sublinha o comunicado da associação.
A Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG)
questiona as razões que impedem o Governo de
aprovar o novo estatuto dos militares da Guarda
Nacional Republicana (GNR).
Na passada quinta-feira, 13 de Agosto, o ministro da
Presidência, Marques Guedes, afirmou que os estatutos
da PSP e da GNR são "processos que ainda não estão
concluídos", mas que "oportunamente" vão ser
discutidos e aprovados em Conselho de Ministros.
Em comunicado, a associação que representa os
oficiais da guarda questiona-se sobre "os motivos que
impedem o Governo de aprovar o novo estatuto dos
militares da Guarda Nacional Republicana". Para a
associação, os novos estatutos deveriam ter sido
aprovados no Conselho de Ministros de 30 Julho.
"Veio a verificar-se, uma vez mais, um adiamento no
tempo sem qualquer explicação para tal, pois era
expectável que no Conselho de Ministros de 13 de
Agosto o mesmo [assunto] fosse discutido", refere a
ANOG, sublinhando que a não aprovação culmina na
"manutenção de um prejuízo manifesto para todos os
que laboram" na instituição.
Se os estatutos tivessem já sido aprovados, tal resultaria
numa "melhoria substancial na regulação da vida
profissional dos militares da guarda, nos mais variados
aspectos da mesma e em todas as categorias: oficiais,
sargentos e guardas, em excepção", acrescenta o
comunicado.
"Caminhamos ao lado dos que querem alterar o estado
da arte presente para que o futuro seja melhor para os
militares da guarda", lê-se, ainda.
"Estamos convictos de que o conteúdo do estatuto a
aprovar em breve será aquele que prudente e
eficazmente a tutela negociou com as associações, que
indubitavelmente permitirá a adopção de políticas e
medidas concretas que contribuam para fazer de
Portugal um país mais seguro, reforçando a autoridade
do Estado e a eficácia e o prestígio da Guarda Nacional
Republicana com a autonomização desta força de
segurança", conclui.
Na quinta-feira, o Sindicato dos Profissionais de Polícia
(SPP-PSP) repudiou o facto de o estatuto profissional da
PSP não ter sido aprovado pelo Governo e anunciou
que se vai reunir para decidir formas de luta.
Também a Associação Sindical dos Profissionais da
Polícia (ASPP) anunciou que vai realizar acções de
protesto para contestar a não aprovação do estatuto
profissional da PSP pelo Governo, o mesmo
acontecendo com a Associação dos Profissionais da
Guarda, da GNR.
No memorando, assinado em Junho entre o MAI e
quatro sindicatos da PSP ficou estabelecido que os
polícias mantinham as 36 horas de trabalho e
passavam a ter uma nova tabela remuneratória, que
permitiria um aumento de salário até 50 euros, além de
permitir que a passagem à pré-aposentação passe a ser
automática aos 55 anos de idade e 36 anos de serviço, e
a reforma aos 60 anos sem qualquer penalização.
Maria de Belém.
“Nada” a impedirá de
pensar para lá das
legislativas
Ex-ministra é apontada como candidata à
Presidência da República.
Foto: Lusa
A ex-ministra da Saúde e ex-presidente do Partido
Socialista Maria de Belém admitiu que "nada" a
impedirá de pensar para lá das legislativas, segundo
um comunicado do movimento de apoio à sua
candidatura à Presidência da República.
"Nada me impedirá de pensar para lá das legislativas",
afirmou Maria de Belém, citada num comunicado do
movimento denominado Associação Cívica Portugal
Melhor.
Seis elementos do movimento constituído por uma
centena de cidadãos reuniram-se hoje com Maria de
Belém para apelarem a que se candidate por
considerarem que é "uma cidadã de exemplar vida
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cívica, de reconhecida e vasta experiência política,
nacional e internacional, e de constante dedicação ao
bem comum".
Maria de Belém, que não tornou ainda pública a sua
decisão, tem sido dada como candidata a Belém nas
eleições de 2016 pela imprensa nacional.
Os elementos do movimento referem que Maria de
Belém ficou "muito sensibilizada" com o apelo.
"Sou uma cidadã preocupada com o meu país e com o
mundo. Conheço muitos dos presentes e sei que todos
temos o mesmo objetivo: fazer com que o nosso país
seja melhor para todos", referiu a ex-presidente
socialista, citada no comunicado e acrescentando: "sei
que estamos a viver um momento especial, com
eleições legislativas à porta, o que me tem levado a
dizer que este é o momento das legislativas" mas "nada
me impedirá de pensar para lá das legislativas".
O grupo que hoje se encontrou com Maria de Belém é
constituído pelo médico Joshua Ruah; a farmacêutica
e professora universitária Ana Paula Martins; a médica
e professora universitária Maria do Céu Santo; o
director comercial Paulo Marques; a técnica de
`marketing` Joana Santos e a assistente social Vânia
Dias.
A sete meses do final do mandato do atual Presidente
da República são já 11 os candidatos que anunciaram a
intenção de entrar na corrida a Belém, estando cinco
outros em reflexão.
presidenciais.
Já faltam menos de dois meses para as eleições e a
Festa do Pontal mostrou que António Costa ou tem
rapidamente um golpe de rins que corte a trajetória
ascendente da coligação ou corre o risco de a 5 de
Outubro já não ter de se preocupar com a escolha do
candidato presidencial do PS.
FRANCISCO SARSFIELD CABRAL
Perspectivas gregas
Mesmo com acordo, são vários e
complicados os obstáculos que Atenas
enfrenta para resolver o seu problema
financeiro.Mesmo com acordo, são vários e
complicados os obstáculos que Atenas
enfrenta para resolver o seu problema
financeiro.
EUNICE LOURENÇO
A festa do Pontal
O que foi dito no Pontal foi pouco, simples,
mas eficaz. E o que lá se passou mostra que o
PS precisa de um golpe de rins para travar
trajetória ascendente da coligação.
O mais relevante da Festa do Pontal, com que a
coligação governamental marcou o fim-de-semana,
não é tanto o que lá foi dito – que foi pouco, simples,
mas eficaz –, foi ter acontecido e nos moldes em que
aconteceu.
Quem é que há um ano pensava ver agora, a menos de
dois meses das eleições legislativas, Paulo Portas, Pedro
Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque juntos no
mesmo palco, sorridentes e com uma possibilidade de
vitória pela frente?
Paulo Portas, no seu discurso, acabou por reconhecer
isso mesmo e dizer que só há um mês eles próprios –
coligação – viram os primeiros sinais de que a vitória
eleitoral será possível. E, como é o PSD, que está mais
convencido da possibilidade dessa vitória, Pedro
Passos coelho até aponta para uma maioria absoluta,
pedindo um resultado inequívoco a 4 de Outubro.
Há, sem dúvida, dentro da coligação, uma esperança
renovada na possibilidade de continuar a governar,
que tem sido ajudada por alguns resultados
económicos e que a parece lançar numa dinâmica de
vitória.
Enquanto isso, o PS – que, nesta altura do campeonato
eleitoral, devia estar com a vitória garantida – continua
enredado nas suas próprias malhas, sejam elas as
polémicas com os cartazes, sejam as questiúnculas
Por Francisco Sarsfield Cabral
Mesmo sem acordo definitivo do FMI, o terceiro
programa de resgate à Grécia parece bem
encaminhado. Mas são ainda enormes os obstáculos a
que ele seja, pelo menos, um princípio de solução do
problema.
Obstáculos políticos, como o primeiro-ministro grego
ter contra si um terço do seu partido. Novas eleições
são uma probabilidade, podendo criar novos entraves à
concretização do acordado.
Maiores obstáculos, porém, resultam da ineficácia do
Estado grego, em particular na cobrança fiscal. E é um
hábito enraizado na sociedade grega fugir aos
impostos, atitude que não se muda em meses nem
anos.
Do lado dos credores, espera-se que o parlamento
alemão viabilize o resgate. Mas cada vez mais
deputados do partido de Merkel se têm mostrado
contrários...
Os problemas económicos do resgate são também de
monta. A recessão que ele provocará é susceptível de
impor mesmo a saída da Grécia da zona euro.
Esperemos que não, mas as coisas não serão fáceis.
Um ponto positivo: não houve, até agora, contágio do
drama grego a outros países. Os juros da dívida
portuguesa continuam baixos.
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Segunda-feira, 17-08-2015
Merkel elogia
comportamento
“completamente
diferente” de Tsipras
Governante alemã considera que o
Executivo grego “entendeu que o país
poderia recuperar se as reformas fossem
mesmo feitas".
Foto: EPA
A chanceler alemã, Angela Merkel, congratulou-se com
o facto de o Governo grego ter "trabalhado de forma
completamente diferente" do que nos meses anteriores
para chegar a acordo sobre uma nova ajuda
internacional sujeita a condições rigorosas.
"Há alguma esperança" de que o terceiro plano de ajuda
internacional de 86 mil milhões de euros, adoptado
sexta-feira pelos ministros das Finanças da zona euro,
possa resolver o problema grego, afirmou Angela
Merkel numa entrevista à cadeia pública de televisão
ZDF, citada pelas agências AFP e EFE.
"O que temos visto entre a primeira sessão especial (o
parlamento alemão aprovou a 17 de Julho o princípio
de uma nova ajuda à Grécia) e o resultado das
negociações (entre Atenas e os seus credores a 11 de
Agosto), é que o Governo grego tem trabalhado de
forma completamente diferente do que nos meses
anteriores", acrescentou.
O Governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras
"entendeu que o país poderia recuperar se as reformas
fossem mesmo feitas", adiantou.
Angela Merkel, no entanto, insistiu que serão ainda
necessários "muitos passos" para a Grécia implementar
as muito exigentes reformas, de forma a beneficiar do
'balão de oxigénio' financeiro.
A chanceler disse que as novas reformas serão difíceis
e terão de ser feitas se o país "quiser ver a luz ao fim do
túnel", numa altura em que a população, já duramente
afectada por rigor seis anos sem resultados tangíveis,
terá ainda que fazer grandes sacrifícios.
Angela Merkel assegurou que a Alemanha não quer
uma Europa alemã, como alguns analistas criticaram
após as negociações tempestuosas em Bruxelas em
meados de Julho para um terceiro pacote de ajuda após
os de 2010 e 2012 no montante de 240 mil milhões de
euros.
"Contámos com muito, muito apoio", por exemplo por
parte da Irlanda e de Portugal, respondeu Merkel à
pergunta se a imagem da Alemanha tinha sido
prejudicada pela dura postura do seu Governo.
A mudança de atitude de Atenas foi possível graças à
"dureza dos outros países europeus, mas também por
Wolfgang Schäuble [ministro das Finanças alemão] e
do governo", disse ela.
Horas após o parlamento grego ter aprovado a ajuda, os
ministros das Finanças da zona euro deram luz verde
na sexta-feira à noite ao plano, ainda que seja
necessário ser aprovado por vários parlamentos
nacionais, incluindo o alemão.
Toyota suspende
produção em três
fábricas devido a
desastre na China
Explosões em Tianjin causaram 114 mortos e
mais de 700 feridos. No terreno, prosseguem
as operações de busca e salvamento.
Segundo as autoridades, 70 pessoas estão
desaparecidas e suspeita-se que possam
estar presas nos escombros.
Vista aérea da zona das explosões, em Tianjin. Foto: STR China/Epa
A Toyota Motor, maior fabricante japonês de
automóveis, decidiu suspender entre esta segundafeira e dia 19, as operações em três linhas de produção
na China, devido aos efeitos das explosões ocorridas
na semana passada em Tianjin.
A paragem afecta três das quatro fábricas que a
empresa tem naquela zona, segundo confirmou à
agência Efe um porta-voz da Toyota.
Duas delas estão a dois quilómetros do local onde
ocorreu o desastre – uma região onde as autoridades
chinesas recomendam a evacuação – enquanto a
terceira fábrica, situada a 70 quilómetros, tem de
suspender o funcionamento porque necessita de
componentes fabricados nas duas primeiras.
A Toyota está ainda a avaliar se pode reiniciar as
operações nestes centros de fabrico a partir de 20 de
Agosto, já que se desconhece o estado exacto em que
se encontram as fábricas mais próximas do local dos
incêndios e das explosões.
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Segunda-feira, 17-08-2015
A empresa estima que cerca de 50 pessoas que
trabalhavam nas suas instalações ficaram feridas, mas
a informação ainda não confirmada.
Foi no dia 12 que o armazém da empresa Ruihai
International Logistics (com materiais químicos
perigosos e altamente inflamáveis) foi palco de duas
violentas explosões, cuja magnitude foi comparada à
detonação de três e 21 toneladas de TNT,
respectivamente. A onda de impacto chegou a sentirse a dez quilómetros de distância
Críticas às autoridades
A imprensa estatal chinesa faz esta segunda-feira
fortes críticas aos responsáveis da cidade portuária de
Tianjin, acusando-os de falta de transparência no caso
das explosões.
As autoridades chinesas têm controlado as críticas à
gestão do desastre, através da suspensão ou
encerramento de dezenas de páginas na Internet e
contas em redes sociais.
No entanto, a imprensa estatal afirma que a atitude
demonstrada pelos responsáveis tem um reflexo
negativo no Governo central.
O primeiro-ministro, Li Keqiang, visitou o local no
domingo, enquanto o Tribunal Supremo chinês
anunciou a abertura de uma investigação para
esclarecer se houve negligência no acidente.
As autoridades da cidade do Norte da China asseguram
que as actividades portuárias já voltaram à
normalidade, após quatro dias de suspensão. O porto
recebe 40% dos veículos importados e também grandes
quantidades de minerais de ferro, matéria-prima para a
indústria siderúrgica nacional.
Descobertos mais dois corpos
O número de mortos devido às explosões na cidade
chinesa de Tianjin subiu para 114, após terem sido
encontrados dois novos cadáveres, esta segunda-feira.
Desaparecidas continuam 70 pessoas. Os feridos são
mais de 700.
Apenas 54 corpos foram, até agora, identificados,
segundo um responsável pelo departamento de
imprensa de Tianjin, citado pela agência Xinhua.
Centenas de
militares ucranianos
desaparecidos
Conflito armado dura há 16 meses no leste
do país.
Foto: EPA
Mais de 845 militares do Exército ucraniano estão
dados como desparecidos em combate, após 16 meses
de conflito armado no leste da Ucrânia, disse Irina
Geraschenko, da delegação de Kiev no processo de paz
de Minsk.
O número de militares do Exército ucraniano mortos
ultrapassa os 1.700, enquanto 173 soldados foram feitos
prisioneiros, segundo dados do Serviço de Segurança
da Ucrânia, que informou, entretanto, que 2.852
militares foram libertados do cativeiro pelas forças próMoscovo.
Há dois dias, segundo a agência noticiosa Efe, o juiz
militar da Ucrânia, Anatoli Matios, afirmou que as
forças de Kiev perderam mais de meio milhar de
militares, entre mortos e desaparecidos, no cerco, há
um ano, à localidade de Ilovaisk.
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Segunda-feira, 17-08-2015
Comandante Miguel
Silveira. “Aconselho
consulta da lista
negra”
Acidente aéreo na Indonésia envolve avião
com 54 pessoas a bordo. Trigana Air estava
impedida de voar para a Europa. APPLA
sensibiliza passageiros para a segurança.
Mau tempo, área montanhosa e uma empresa com
registo de segurança precários são linhas de
investigação a perseguir no trabalho de apuramento
das causas do acidente aéreo na Indonésia. A tese é
avançada em declarações à Renascença pelo
presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de
Linha Aérea, o comandante Miguel Silveira, um mais
reputados especialistas portugueses em segurança
aeronáutica.
Miguel Silveira, que já manteve contactos com a
Indonésia, desenvolve detalhes da busca, lembra o
"histórico" das empresas indonésias e aconselha a
consulta regular da "lista negra" da aviação.
Destroços do avião que havia desaparecido dos
radares, este domingo, com 54 pessoas a bordo, foram
já encontrados na região de Papúa. “Temos a
informação que o aparelho da Trigana Air foi
encontrado na montanha de Okbape”, anunciou, em
Jacarta, o director geral de aviação, M. Suprasetyo. O
funcionário do Ministério dos Transportes precisou
que as equipas de resgate só chegarão ao local na
manhã de segunda-feira (mais oito horas que Portugal
Continental).
O avião, um ATR 42, perdeu o contacto com a torre de
controlo 34 minutos depois de descolar de Jayapura,
capital da província de Papúa, com destino a Oksibil.
Este é o terceiro acidente aéreo de máxima gravidade a
ter lugar, em 9 meses, na Indonésia. A 30 de Junho, um
avião do exército despenhou-se numa área residencial
da cidade de Medan, ilha de Samatra, com um balanço
de 141 mortos.
Em Dezembro, 162 pessoas morreram numa queda
envolvendo um A320 da Air Asia, a ligar Surabaya a
Singapura. Este acidente da empresa "low cost" liderada
pelo empresário de origem goesa Tony Fernandes
levou o Governo indonésio a aprovar novas medidas
de segurança aérea.
Os registos de segurança da aviação comercial
indonésia são dos mais débeis do mundo. Inúmeros
problemas de segurança e deficientes padrões de
manutenção decorrem também da dificuldade de
encontrar técnicos e pilotos bem treinados para fazer
face ao ritmo de crescimento do sector.
De acordo com a BBC, a Trigana Air esteve já envolvida
em 14 graves acidentes desde o início de operações em
1991.
Que causas terão motivado o acidente?
O que sabemos? De acordo com fonte ligada à área da
segurança aérea e com ligação permanente à região do
acidente, as condições atmosféricas à descolagem, em
Jayapurta, eram bastante aceitáveis, mas depois
degradaram-se e deixaram de ser as melhores, com
muita nebulosidade e nevoeiro.
Aliás, o avião que descolou para fazer busca e eventual
salvamento ao avião acidentado terá sido forçada a
regressar por causa das condições atmosféricas muito
adversas.
A área é muito montanhosa...
Claro que uma zona montanhosa é mais um factor
num cocktail explosivo, quando se misturam outros
ingredientes como mau tempo e empresas banidas de
operar no espaço aéreo europeu, afirma o comandante
Miguel Silveira. As empresas em causa são tidas como
não cumpridoras dos requisitos de segurança dentro
dos padrões admissíveis pelas autoridades europeias.
"Outras razões terão ainda, certamente, concorrido para
o acidente como, lá para a frente, iremos constatar
quando for publicado o relatório da investigação do
acidente", acrescenta o especialista.
Para já, estas três condições: mau tempo, zona
montanhosa e uma empresa com um registo de
segurança duvidoso – "como quase todas as
companhias certificadas na Indonésia" – são
certamente parte da resposta que já se procura e que
concorreu para este acidente.
Alguma complexidade nas buscas?
Sendo uma região montanhosa, as buscas serão
sempre difíceis de executar. Ao que se sabe, os
habitantes locais terão visto o avião despenhar e
dirigiram-se de imediato para a área do acidente. Ainda
não é conhecido se há sobreviventes. "Mas buscas em
regiões montanhosas e no mar são sempre as
situações mais difíceis. Implicam grandes cautelas
para não existir contaminação de provas no local do
despenhamento. Também contaminações biológicas
da parte dos investigadores".
Quanto ao avião?
A aeronave não era muito grande. É um ATR.
Construído há 27 anos. Algo antigo, mas ainda dentro
dos padrões aceitáveis para voar. Há muitas aeronaves
idênticas em operação em todo o mundo com a
mesma idade. "Mas há que ter algum cuidado e
certamente a orografia muito particular irá atrasar as
buscas".
A Trigana Air estava na lista negra...
"Acho importante referir – e vai ao encontro das
questões de segurança – que muitas pessoas vão de
férias pelo mundo fora viajando por todo o lado sem
terem um cuidado essencial, que para nós pilotos é
decisivo: saber em que país e em que empresas se vai
voar", afirma o comandante Miguel Silveira.
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Segunda-feira, 17-08-2015
E explica: "a Comissão Europeia publica uma lista –
disponível no site da APPLA – de todas as empresas
proibidas de voar no espaço aéreo europeu. E porque é
que são banidas? São banidas por não cumprirem
requisitos mínimos de segurança. As autoridades
europeias responsáveis pelo transporte aéreo – no caso
português a ANAC – entendem que essas empresas
podem ser um perigo para as tripulações. O transporte
aéreo enfrenta sempre a probabilidade de
acontecimento catastrófico".
Miguel Silveira adianta: "'Acontecimento
catastrófico’não é apenas o acidente do avião e as
consequências que daí decorrem para quem estiver a
bordo. Por definição, é quando o acidente com uma
aeronave pode provocar danos nas áreas onde se
despenha. Exemplo: grandes cidades ou áreas de
elevada densidade populacional. O 11 de Setembro de
2001 é um caso de probabilidade de ‘acontecimento
catastrófico’ envolvendo aeronaves, ainda que
premeditado. Se os aviões tivessem caído no mar ou no
rio teria sido fatídico apenas para os seus ocupantes,
mas o choque nas Torres Gémeas transformou o
incidente em ‘acontecimento catastrófico’ com o
resultado que conhecemos".
"As pessoas devem procurar todas estas informações.
Andar de avião está a tornar-se um acto cada vez mais
banalizado. As próprias autoridades, de certa forma,
pactuam com a banalização. As empresas tendem a
valorizar o lucro. Mas há que pensar sempre na
possibilidade limite do ‘acontecimento catastrófico’",
sublinha o especialista.
Qual é então o exercício mais básico de precaução ao
alcance de todos? "É ver em que país eu vou voar nas
minhas férias e quais as empresas em que vou voar.
Por onde se começa? Por verificar este documento da
União Europeia de máxima utilidade".
Governo brasileiro
confirma mais de
200 mil pessoas na
rua. Falta contar as
maiores cidades
Presidente Dilma reuniu-se com parte do
seu Executivo para analisar o que ocorreu
este domingo.
Protesto na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Sebastião
Moreira/EFE
Ainda sem contar com as duas grandes cidades de São
Paulo e Rio de Janeiro, o Governo brasileiro adianta
que as manifestações deste domingo juntaram mais de
200 mil pessoas nas ruas de diversas cidades
brasileiras.
Os protestos verificaram-se em cidades de todos os 25
Estados brasileiros, incluindo Brasília (região centrooeste), São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte
(sudeste), Curitiba (sul), Salvador e Recife (nordeste).
A maior concentração terá ocorrido na cidade de São
Paulo. Segundo a Polícia Militar, 350 mil pessoas
participaram no protesto, enquanto o instituto
Datafolha calculou que 135 mil pessoas estiveram na
avenida Paulista.
Curitiba, no Estado do Paraná, e Manaus, no
Amazonas, também receberam protestos durante a
tarde, todos pacíficos e sem registo de incidentes de
violência. Já em Brasília, Rio de Janeiro e Belo
Horizonte, as manifestações foram de manhã.
As contas finais só devem ser apresentadas esta
segunda-feira.
Depois deste dia, com muitas manifestações
espalhadas pelo país, a Presidente brasileira marcou
uma reunião com elementos do seu Governo para
avaliar os protestos.
A Chefe de Estado chamou os ministros da Justiça,
Comunicação Social, Defesa e Casa Civil para este
encontro.
Dilma Rousseff deverá ainda decidir se haverá ou não
uma tomada de posição pública do seu Executivo sobre
esta contestação.
O protesto passou também por Porto e Lisboa. Em
frente ao consulado brasileiro, na capital, estiveram
algumas dezenas de pessoas.
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Segunda-feira, 17-08-2015
Centenas de
refugiados
aguardam em navio
na Grécia
O navio “Eleftheros Venizelos”, que tem
capacidade para albergar até 2.500 pessoas,
chegou na sexta-feira à ilha.
Pelo menos 321 refugiados sírios que esperam poder
sair da ilha grega de Kos, no mar Egeu, foram alojados
num navio fretado pelo Governo para ajudar as
autoridades locais, confrontadas com a crescente
chegada de indocumentados.
O embarque ocorreu às primeiras horas de domingo e
com grandes medidas de segurança devido às tensões
criadas pela decisão de só entrarem no navio os
refugiados da Síria.
Para além dos sírios, estão no navio alguns membros
de organizações não governamentais e polícias, o que
provocou conflito entre pessoas de outras
nacionalidades, principalmente do Paquistão,
Afeganistão e Irão.
Os incidentes aconteceram no sábado, quando
esperavam junto das autoridades gregas para se
registarem, mas as repartições dos serviços estavam
fechadas por ser feriado.
O navio “Eleftheros Venizelos”, com capacidade para
albergar até 2.500 pessoas, chegou na sexta-feira à ilha
para ajudar nas tarefas de alojamento de milhares de
migrantes e refugiados, que se queixam das condições
de insalubridade e falta de comida enquanto esperam
obter documentos para entrar na Grécia.
Na quinta e na sexta-feira, perto de 1.100 migrantes e
refugiados chegaram por dia ao porto de Pireo, em
Atenas, esperando-se que o número aumentasse para
1.300 a partir de sábado.
Os dados apresentados na semana passada pelo Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(ACNUR) indicam que nos primeiros sete meses de
2015 terão desembarcado na Grécia 124.000 refugiados
e indocumentados, sobretudo nas ilhas de Kos, Lesbos,
Chios, Samos e Lweros.
Só em Julho passado chegaram à Grécia 50.000
pessoas (mais 20.000 do que em Junho) provenientes
da Síria, Afeganistão, Iraque e Eritreia, entre outros
países, um número superior ao total de migrantes
entrados em todo o ano de 2014.
Entre 1 de Janeiro e 31 de Julho, os desembarques na
Grécia aumentaram 750% face ao verificado no mesmo
período de 2014.
Liga Árabe
preocupada com
terroristas do Estado
Islâmico
O pedido da reunião partiu da Líbia.
Bombardeamentos
governamentais
matam 80 pessoas na
Síria
O Governo diz que o alvo era a sede de um
grupo rebelde, mas testemunhas garantem
que os aviões atacaram um mercado e
depois voltaram a bombardear durante as
operações de resgate.
Feridos transportados em Douma, na Síria. Foto: Twitter
Uma série de ataques aéreos matou pelo menos 80
pessoas num mercado em Douma, nos arredores de
Damasco, segundo o Observatório Sírio para os Direitos
Humanos.
O Governo confirma que foram efectuados ataques
aéreos em Douma, mas diz que o alvo era a sede de um
grupo rebelde, o Exército do Islão.
Contudo, o Observatório, que embora seja formado por
opositores ao regime de Bashar al-Assad tem um bom
registo de divulgação e documentação das ocorrências
na Guerra Civil na Síria, insiste que a maior parte dos
mortos eram civis e acusa mesmo os aviões de terem
voltado para bombardear novamente depois de as
equipas de emergência terem chegado ao local para
resgatar as vítimas e os feridos.
“Trata-se de um massacre documentado”, afirmou
Rami Abdulrahman, que dirige o observatório, em
declarações à Reuters.
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Segunda-feira, 17-08-2015
ANTÓNIO MARUJO
“É possível outra
maneira de estarmos
uns com os outros”
Jornalista António Marujo esteve em Taizé e
fez um relato dos últimos dias para a
Renascença.
(arquivo)
Terminou este domingo o encontro ecuménico da
comunidade de Taizé, em França. Este ano a pequena
localidade, que foi abrigo de refugiados durante a
guerra, foi palco de um triplo aniversário.
Em causa estiveram os 75 anos da sua fundação, os 100
anos do nascimento do seu fundador e os dez anos da
sua morte.
O jornalista António Marujo foi um dos presentes em
Taizé. Num relato para a Renascença fala da
importância do encontro de diversas religiões que
aconteceu ao longo da última semana, sinónimo do
espirito de fraternidade de Taizé.
“Houve ocasião dos responsáveis das comunidades
religiosas e também os intervenientes em diferentes
debates, workshops e ateliês desta semana que
puderam estar juntos a ouvir mensagens de alguns
responsáveis religiosos. Algumas das mensagens mais
comoventes vieram precisamente de muçulmanos, de
um judeu - que rezou uma oração em memória do
irmão Roger - e todos eles destacavam - quer esses
muçulmanos e judeus - quer depois na presença de
monges budistas ou responsáveis de diferentes igrejas
da tradição cristã (portanto protestantes, católicos,
anglicanos, ortodoxos), todos eles destacaram o
contributo essencial do irmão Roger e desta
comunidade para a construção de um espírito de
fraternidade universal que ultrapassa as
denominações, seja de diferentes igrejas cristãs seja de
diferentes religiões”, disse.
António Marujo acrescenta ainda que, “além dos
responsáveis religiosos, a quem a comunidade quis dar
a palavra foi a pessoas vítimas de violência das mais
diversas formas”.
“Passaram por aqui refugiados, vítimas de violência
étnica, imigrantes, refugiados que procuram a Europa,
que morrem no Mediterrâneo, de quem passa fome, de
quem sofreu guerras, de quem sofreu violências”.
E foi esse o sinal deixado: “É possível outra maneira de
estarmos uns com os outros no mundo, porque é este o
nosso mundo e todos vivemos nele e que é possível de
facto uma fraternidade entre as pessoas que ponha fim
às violências que tanta gente é vítima”.
Ao longo desta semana, Taizé foi o ponto de encontro
para milhares de jovens, numa iniciativa chamada
Encontro para uma Nova Solidariedade. Entre eles
esteve um grupo da diocese de Lisboa, acompanhado
pelo Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente que
regressam por esta hora a casa.
Francisco explica
que “a missa não é
apenas uma bonita
experiência”
“A Eucaristia é Jesus mesmo que se dá
inteiramente a nós. Nutrirmo-nos dele e
demorarmo-nos nele, se o fizermos com fé,
transforma a nossa vida num dom a Deus e
aos irmãos”, afirmou o Papa este domingo.
O Papa Francisco celebra missa durante uma visita às Filipinas, em
2014. Foto: EPA
Por Filipe d’Avillez
O Papa Francisco falou este domingo da importância
da missa dominical, respondendo a algumas objecções
que, diz, se costuma ouvir sobre a participação na
Eucaristia.
Falando antes da oração do Ângelus, na Praça de São
Pedro, o Papa recordou que a participação na missa
não tem a ver com meros sentimentos pessoais.
“Às vezes ouvimos, a respeito da Missa, as seguintes
objecções: ‘De que serve a missa? Eu vou à Igreja
quando me apetece e rezo melhor sozinho’. Mas a
Eucaristia não é uma oração privada ou uma bonita
experiência espiritual, não é uma mera comemoração
do que Jesus fez na Última Ceia.”
“A Eucaristia é um ‘memorial’, ou seja, um gesto que
actualiza e torna presente o evento da morte e
ressurreição de Jesus. O pão é realmente o seu Corpo
oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue
derramado por nós”, realçou Francisco.
O tema veio a propósito do Evangelho deste domingo,
em que Jesus diz aos seus discípulos que Ele é o pão da
Vida e que “quem comer a minha carne e beber o meu
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Segunda-feira, 17-08-2015
sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último
dia”.
Os evangelhos dizem que as suas palavras chocaram
muitos dos seus seguidores, que o abandonaram a
partir daquele momento.
Esta passagem não deixa dúvidas para os católicos de
que a Eucaristia é verdadeiro corpo e sangue de Jesus,
diz ainda o Papa.
“A Eucaristia é Jesus mesmo que se dá inteiramente a
nós. Nutrirmo-nos dele e demorarmo-nos nele, se o
fizermos com fé, transforma a nossa vida num dom a
Deus e aos irmãos. Nutrirmo-nos daquele “Pão da vida”
significa entrar em sintonia com o coração de Cristo,
assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, o seu
comportamento. Significa entrar num dinamismo de
amor oblativo e tornarmo-nos pessoas de paz, de
perdão e de reconciliação, de partilha em solidariedade.
O mesmo que Jesus fez”, concluiu Francisco.
Bispo do Funchal vai
convidar Papa
Francisco a visitar a
Madeira
O bispo de Angra também já convidou o
Papa para visitar os Açores aquando da sua
prometida viagem a Portugal em 2017. Os
convites serão formalizados na visita dos
bispos portugueses a Roma, em Setembro.
bispo de Angra, confirmou ter feito um convite
idêntico, mas para Francisco visitar os Açores. Na
altura, D. António Sousa Braga referiu a existência já de
um convite para a Madeira, mas só agora é que do
Funchal surge essa confirmação.
No decurso da missa em honra da padroeira da
Madeira, o bispo D. António Carrilho revelou ainda que
a Diocese do Funchal vai envidar esforços para que a
peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima,
marcada para o início de 2016, inclua uma passagem
pela ilha.
Citando os papas Bento XVI e Francisco, António
Carrilho alertou, por outro lado, para o facto de a
sociedade actual estar "carente de valores", havendo
necessidade de uma "acção comunitária" para levar a
cabo um projecto humanista cristão marcado pela
caridade e pela verdade.
O bispo chamou também a atenção para as "periferias
existenciais" do mundo e para a premência de auxiliar
os mais necessitados.
Numa cerimónia em que participaram várias figuras
públicas regionais, entre as quais o presidente do
Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, e o
presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafofo, o
bispo realçou ainda a profunda devoção dos
madeirenses a Nossa Senhora do Monte, seja na ilha
como nas comunidades de emigrantes.
Roteiro dá a
conhecer mais de
200 festas do Espírito
Santo nos Açores e
diáspora
Entre as mais de 200 festas identificadas no
roteiro estão locais como os Açores, Portugal
continental, Canadá, EUA, Brasil, Bermuda e
Havai. As festas são consideradas uma
manifestação de açorianidade.
D. António Carrilho quer ver o Papa Francisco no Funchal. Foto:
MC_Agência Ecclesia
O bispo do Funchal, D. António Carrilho, anunciou este
sábado a intenção de convidar o papa Francisco a
visitar a "diocese periférica" da Madeira em Maio de
2017, por ocasião do centenário das aparições de Nossa
Senhora em Fátima.
O anúncio foi feito na homilia proferida durante a
missa da Assunção da Virgem, na paróquia de Nossa
Senhora do Monte, nas zonas altas do Funchal, onde
estiveram presentes centenas de pessoas.
O bispo D. António Carrilho disse que fará o convite ao
Papa na sequência da visita “ad limina” dos bispos
portugueses a Roma, que está agendada para Setembro
A possibilidade de convidar o Papa Francisco para
visitar a Madeira surge na mesma semana em que o
Meninas luso-descendentes participam nas festas do Divino Espírito
Santo, na Califórnia, Estados Unidos. Foto: DR
O Governo dos Açores vai lançar até ao final de Agosto,
nos Estados Unidos da América (EUA), um "roteiro
interactivo" com mais de 200 festas do Espírito Santo
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no arquipélago e na diáspora.
"Nós já temos mais de 200 festas recolhidas e
informação que já está no site. Tem a ver com a
história das festas, fotografias e datas (...). É um site
bilíngue que permitirá, numa perspectiva do turismo
cultural e religioso, também potenciar essa
manifestação autêntica da açorianidade", afirmou este
domingo à Lusa o subsecretário regional da
Presidência para as Relações Externas, Rodrigo
Oliveira.
A devoção pela terceira pessoa da Santíssima Trindade
faz parte da história do arquipélago e é de tal forma
importante que a segunda-feira da Espírito Santo foi
escolhida para celebrar o Dia da Região, que este ano
se assinalou a 25 de Maio na ilha das Flores.
O culto pelo Espírito Santo foi trazido para os Açores
pelos primeiros povoadores e mantém-se até ao
presente na região ou onde quer que viva um açoriano,
sendo que as celebrações apresentam diferenças de
ilha para ilha e até mesmo entre freguesias.
Rodrigo Oliveira adiantou que o "Roteiro das Festas do
Divino Espírito Santo Açores e Comunidades" fará uma
mapeamento das festas existentes nos Açores e na
diáspora, sendo que a apresentação oficial do projecto
decorrerá durante as "grandes festas do Espírito Santo
da Nova Inglaterra", nos EUA, país onde está radicada
uma grande comunidade de emigrantes açorianos.
"Faz todo o sentido este gesto de homenagem e
apresentar em primeira mão este roteiro nestas festas",
disse o governante, remetendo para essa altura a
revelação do endereço e outros aspectos do projecto,
que envolveu as direcções regionais das Comunidades,
da Cultura e do Turismo do Governo dos Açores.
O governante açoriano referiu que este é um "processo
dinâmico e em construção permanente" e que a página
na internet contará com um motor de busca, mais de
30 artigos científicos e onde se poderá ouvir também o
hino do Espírito Santo e ver partituras para filarmónicas
e coros associadas a esta temática.
Entre as mais de 200 festas identificadas no roteiro
estão locais como os Açores, Portugal continental,
Canadá, EUA, Brasil, Bermuda e Havai.
"Será um portal o mais abrangente possível, que não se
quer limitado temporalmente, nem fechado, mas
essencialmente uma ponte de diálogo entre as nossas
festas de cariz popular aqui nos Açores e na diáspora",
referiu Rodrigo Oliveira.
As celebrações do Espírito Santo nos Açores iniciam-se
após a Páscoa e prolongam-se até ao oitavo domingo
seguinte, o da Trindade, mas chegam a decorrer até ao
verão, por causa do regresso de muitos emigrantes e
constituem um dos festejos com maior expressão no
arquipélago.
O Espírito Santo é simbolizado pelas coroas, ceptros e
bandeiras, todos eles com pombas representadas.
REVISTA DA IMPRENSA DESPORTIVA
Todas do Benfica
Foto: RR
A goleada do Benfica na abertura do campeonato, algo
que já não acontecia há 18 anos, faz manchete nos três
desportivos.
"O campeão voltou", titula a Bola. No Record, o título é
“entrou nos eixos”, numa alusão á promessa feita por
Rui Vitória, antes do jogo. Finalmente, com ironia, o
jornal O Jogo escreve: “Vitória não é só apelido”.
Os três jornais destacam o bis de Jonas, o primeiro
golo de Mitroglou pelo Benfica e o contributo dos
jovens Nélson Semedo e Vítor Andrade, para a goleada
encarnada, construída em 15 minutos.
Destaque também para o triunfo do Braga, de Paulo
Fonseca, na estreia frente ao Nacional, com o espanhol
Róman a ser decisivo.
A Liga dos Campeões está aí e o "playoff" que esta
terça-feira toca ao Sporting, não escapa às primeiras
páginas. O Record sublinha que é “proibido sofrer
golos” e dá à estampa declarações de Danny. O
avançado do Zenit considera que Jorge Jesus pode ser
decisivo na eliminatória. Já O Jogo cita Cherbakov. O
antigo jogador do Sporting sublinha que o CSKA é frágil
a defender.
A Bola ignora a Champions e destaca uma reportagem
com Gélson Martins - o miúdo que queria ser como
Robinho -, que foi decisivo para vitória dos leões sobre
o Tondela.
No jornal O Jogo ainda em primeiro plano “Como
Lopetegui criou o matador”, numa referência ao bis de
Aboubakar, que há um ano estava a ser preparado no
dragão para suceder a Jackson.
Finalmente, a derrota do Chelsea de José Mourinho,
por expressivos 3-0 no terreno do Manchester City. Se
A Bola se limita a lembrar o resultado, já o Record
acentua que este é o pior arranque de sempre de
Mourinho na Premier League.
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Benfica demorou
mas "entrou nos
eixos"
Benfica 4-0 Estoril (Final). Recorde os
melhores momentos em rr.sapo.pt.
Nelson Semedo estreou-se a marcar e a equipa festejou. Foto: Lusa
Por Carlos Calaveiras
O Benfica venceu o Estoril por 4-0, mas o resultado foi
melhor que a exibição. Foram "15 minutos à Benfica",
mas só os últimos 15 depois de muito sofrimento na
Luz. Foi a primeira vitória para Rui Vitória na época
numa partida que não foi nada fácil.
Os canarinhos criaram muitos problemas (e
oportunidades) ao Benfica e só estouraram após as
substituições. E antes de Jonas, Mitroglou e o miúdo
Nélson Semedo terem feito os golos foi Júlio César a
salvar o bicampeão nacional com duas defesas
monumentais.
O treinador dos encarnados tinha prometido que a
equipa ia "entrar nos eixos" depois de seis jogos sem
triunfos (cinco de preparação e a Supertaça perdida
para o Sporting). Os últimos 15 minutos foram a todo o
gás do Benfica e confirmaram o triunfo.
O Estoril não merecia derrota tão pesada, até porque
teve grandes ocasiões para marcar, mas não aguentou
os minutos finais.
Destaque ainda para a arbitragem que errou ao não
assinalar um penalty de Luisão sobre Bonatini quando
ainda havia 0-0.
93'- Final (4-0)
90'- Três minutos de descontos.
89'- GOLO do BENFICA (4-0). Marca NÉLSON SEMEDO
com remate já dentro da área depois de grande jogada
entre Victor Andrade e Gaitan, antes do remate decisivo
do jovem lateral direito.
88'- Livre de Talisca para defesa de Kieszek.
85'- SUBSTITUIÇÃO. No Benfica entra Gonçalo Guedes
e sai Mitroglou.
84'- Remate de Talisca.
84'- Cartão AMARELO para Bruno César (Estoril).
82'- GOLO do BENFICA (3-0). Marca, outra vez, JONAS,
de cabeça, a cruzamento de Victor Andrade.
81'- SUBSTITUIÇÃO. No Estoril sai Bonatini e entra
Bilal.
80'- Remate de Victor Andrade de muito longe. Kieszek
segura.
79'- Cartão AMARELO para Taira (Estoril).
78'- GOLO do BENFICA (2-0). Marca JONAS que não
desperdiça o penalty.
77'- Grande penalidade para o Benfica. Bola bate no
braço de Matheus depois de remate de Talisca.
73'- GOLO do BENFICA (1-0). Marca MITROGLOU de
cabeça após assistência de Gaitan.
71'- SUBSTITUIÇÃO dupla no Estoril. Entram Bruno
César e Matheus, saem Gerso e Anderson Luiz.
70'- Cartão AMARELO para Gerso (Estoril).
68'- OPORTUNIDADE. Assistência de Jonas açucarada
para Mitroglou, mas o grego, sem oposição,
desperdiçou com um remate forte por cima da barra.
67'- Cartão AMARELO para Sebá (Estoril). Falta sobre
Victor Andrade.
64'- Remate muito torto de Babanco.
62'- OPORTUNIDADE. Bonatini na área tenta rematar e
cai na área. Não há falta nem de Nélson Semedo nem
de Eliseu.
61'- SUBSTITUIÇÃO dupla no Benfica. Saem Pizzi e Ola
John, entram Talisca e Victor Andrade.
61'- Remate de Pizzi ao lado, após canto de Gaitan.
60'- Remate de Chaparro à entrada da área do Benfica,
mas ao lado.
57'- Outra vez Jonas, mas não passa por Diego Costa.
55'- Cruzamento perigoso de Nélson Semedo, mas
Jonas não consegue chegar à bola por centímetros.
52'- Agora fácil o cruzamento/remate de Chaparro para
Júlio César.
48'- Cartão AMARELO para Anderson Luis (Estoril).
48'- OPORTUNIDADE. Júlio César defende por instinto
um remate de Sebá à queima-roupa. Defesa
monumental do guarda-redes encarnado.
47'- Jogo retomado, mas ainda há fumo no ar.
46'- Jogo interrompido devido aos fumos lançados
pelas claques do Benfica.
21h37: Segunda parte perante 53.285 espectadores.
Comentário: O Benfica teve mais bola e mais
oportunidades na primeira parte, mas o Estoril entrou e
fechou melhor o primeiro tempo. Os encarnados estão
com dificuldades em assentar o jogo e Mitroglou ainda
parece "fora de jogo". Na arbitragem destaque para um
lance entre Luisão e Bonatini na área. Vistas as
repetições da televisão, há falta do capitão encarnado
para grande penalidade.
47'- Intervalo (0-0). Ouvem-se alguns assobios na Luz.
46'- OPORTUNIDADE. Pizzi perde a bola no meiocampo, contra-ataque rápido do Estoril e quando
Bonatini remata Júlio César diz "presente" e faz grande
defesa. Na recarga, Sebá remata ao lado.
45'- Dois minutos de descontos.
40'- À TRAVE. Na pequena área, Luisão acertou no
ferro. Lance começou com cruzamento de Eliseu, toque
de Gaitan e o capitão acerta na trave.
40'- Arrancada de Nélson Semedo, que iniciou o lance
e foi à área concluir com remate contra Yohan Tavares.
39'- Cabeceamento de Lisandro ao lado, respondendo
a livre lateral de Gaitan.
35'- Mancha de Júlio César impede Babanco de criar
perigo.
31'- "Bomba" de Mitroglou na área contra um defesa
canarinho. Bola para canto.
29'- Cabeceamento para trás de Leo Bonatini. Fácil para
Júlio César.
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26'- Gerso surge solto pela esquerda, mas em vez de
rematar tenta fintar e perde ângulo.
25'- BEM ANULADO. Mitroglou marca na cara de
Kieszek, mas o avançado grego está fora de jogo.
23'- O que falha Mitroglou... Cruzamento de Jonas pela
direita e o avançado grego a acertar mal na bola com o
pé esquerdo. O esférico nem para a baliza seguiu.
22'- OPORTUNIDADE. Cabeceamento de Jonas ao
lado, respondendo a cruzamento de Gaitan.
18'- Choque entre Diego Carlos e Júlio César. Guardaredes recebe assistência médica, mas não parece ser
grave.
17'- Cartão AMARELO para Lisandro Lopez (Benfica).
15'- Eliseu cruza com perigo da esquerda, mas
ninguém chega à bola.
11'- POLÉMICA. Bonatini cai dentro da área do Benfica
num lance com Luisão. Parece ter havido toque do
capitão encarnado.
9'- Jogada de Gaitan mas a bola perde-se em Eliseu.
5'- Benfica ganha falta lateral. Encarnados começam a
apertar...
2'- Primeiro ataque do jogo foi do Estoril.
20H33: Começa o jogo na Luz. Sai o Benfica.
O Benfica estreia-se no campeonato em casa e o
treinador Rui Vitória volta ao 4-4-2, com Mitrouglu com
Jonas na frente. Em relação à Supertaça quatro
alterações no 11: Lisandro, Eliseu, Pizzi e o avançado
grego.
Do lado do Estoril destaque para a presença de
Anderson no banco, ao lado de Bruno César, exjogador encarnado.
Ficha do Jogo
I Liga, 1ª Jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Árbitro: Tiago Martins
BENFICA
TITULARES: Júlio César; Nélson Semedo, Lisandro,
Luisão e Eliseu; Fejsa, Pizzi, Ola John e Gaitán; Jonas e
Mitroglou.
Suplentes: Ederson, Sílvio, Samaris, Talisca, Victor
Andrade, Gonçalo Guedes e Jonathan Rodríguez
Treinador: Rui Vitória
ESTORIL
TITULARES: Kieszek; Anderson Luís, Yohan Tavares,
Diego Carlos e Mano; Taira, Chaparro, Babanco; Sebá,
Gerson e Léo Bonatini
Suplentes: Rúben Dionísio, Anderson, Diakhite, Billal,
Mattheus Oliveira, Matheus, Bruno César
Treinador: Fabiano Soares
Menos de um mês
depois, Ciani deixa
Alvalade
Defesa-central vai jogar no Espanhol depois
de um “período de difícil adaptação”.
O defesa-central francês Michael Ciani chegou ao
Sporting a 18 de Julho e sai de Alvalade a 16 de Agosto.
Em comunicado publicado no site oficial, o Espanhol,
de Barcelona, confirmou que alcançou um princípio de
acordo com os leões para a transferência de Ciani.
O jogador já realizou os exames médicos em Espanha,
vai assinar um contrato válido por duas épocas e tem
apresentação oficial marcada para segunda-feira.
Anteriormente já o Sporting tinha confirmado que
estavam a negociar a saída do defesa de 31 anos.
No comunicado, o clube de Alvalade informa que
chegou a acordo para a sua transferência, tendo em
conta “o período de difícil adaptação do jogador e da
sua família”.
“A Sporting SAD agradece ao atleta todo o seu
profissionalismo durante todo o período em que
representou o Sporting, bem como nas negociações da
transferência”, escrevem os leões.
Ciani ainda fez 18 minutos pelo Sporting num jogo
particular contra o Ajax Cape Town, mas foi o único do
plantel principal a não ser apresentado aos sócios.
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Portugal espera duas
ou três medalhas nos
Mundiais de
Atletismo
Três mortos e um
ferido grave em
acidente na Nacional
125
Parte da selecção seguiu este domingo para
Pequim.
Colisão deu-se no concelho de Loulé, junto a
Patã/Boliqueime.
Nove dos 16 atletas portugueses que vão participar nos
Mundiais de atletismo partiram este domingo para
Pequim, capital chinesa, a cidade que acolhe a
competição, entre 22 e 30 de Agosto.
O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo
(FPA), Jorge Vieira, chefia a comitiva que ruma à China
a 'conta-gotas', pois Sara Moreira e Ana Cabecinha
viajam na terça-feira, enquanto Filomena Costa só
parte no dia 22.
O grupo de atletas formado por Nélson Évora, Susana
Costa, Patrícia Mamona e Tsanko Arnaudov está a
estagiar em Fukuoka, no Japão, viajando para Pequim,
igualmente, na terça-feira.
"O objectivo é alcançar as melhores marcas possíveis.
Temos 16 atletas de qualidade, alguns dos quais ainda
perseguem os mínimos olímpicos. Quanto a lugares no
pódio, penso que podemos almejar duas ou três
medalhas. A Sara Moreira, o Nélson Évora e a Ana
Cabecinha são os atletas com melhores hipóteses de
trazerem uma medalha para Portugal", declara Jorge
Vieira.
O presidente da FPA salienta que a preparação decorreu
"muito bem" e que a federação "deu todas as condições
para que não faltasse nada ao lote dos 16 atletas que
alcançaram os mínimos para o Mundial".
Este domingio, no aeroporto da Portela, o ambiente era
de optimismo contido. Para já, seguiram viagem rumo
a Pequim o velocista Yazaldes Nascimento, a lançadora
de peso Irina Rodrigues, a fundista Dulce Félix, o meiofundista Hélio Gomes e os marchadores João Vieira,
Sérgio Vieira, Pedro Isidro, Vera Santos e Inês
Henriques.
Uma colisão frontal entre dois automóveis ligeiros, esta
segunda-feira, na estrada nacional 125, junto a
Patã/Boliqueime, provocou três mortos e um ferido
grave. O acidente aconteceu por volta das 7h30.
No local estão equipas de bombeiros a proceder ao
desencarceramento das vítimas. Não foi necessário
cortar o trânsito, uma vez que, de acordo com a GNR,
“apenas uma das duas viaturas está a ocupar parte da
faixa de rodagem”.
A Nacional 125 é conhecida pelo elevado nível de
sinistralidade, que aumenta durante a época do Verão,
altura em que a população no Algarve triplica.
O acidente ocorreu no concelho de Loulé, que integra
locais muito turísticos, como Vilamoura e Quarteira.
Paulo Macedo.
Tuberculose em
Portimão está a ser
“devidamente
tratada”
Ministro nega que haja um surto da doença
no Hospital de Portimão, mas confirma dois
casos em enfermeiras.
Foto: Lusa
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, nega a existência
de um surto de tuberculose no Hospital de Portimão, no
Algarve, sublinhando que apenas foram detectados
dois casos em enfermeiros do serviço de urgência
daquela unidade hospitalar.
"Há dois casos de tuberculose, um dos quais foi
Segunda-feira, 17-08-2015
detectado num rastreio que foi feito. O que nos
preocupa, obviamente, é que não haja casos adicionais
e que estejam a ser devidamente tratados", disse.
"A informação que me foi dada é que, precisamente, o
rastreio foi feito e as pessoas estão a ser tratadas",
acrescentou.
Paulo Macedo falava aos jornalistas, em Portalegre, à
margem da cerimónia de reinauguração do serviço de
cirurgia da Unidade Local de Saúde do Norte
Alentejano (ULSNA).
Confrontado pelos jornalistas sobre as críticas que têm
surgido por parte dos sindicatos de enfermeiros sobre
os casos de tuberculose no Hospital de Portimão e a
forma como são conduzidos os rastreios, Paulo
Macedo escusou-se a comentar.
"Não vou discutir os procedimentos cirúrgicos,
terapêuticos e de rastreios num hospital e queixas de
sindicato de enfermeiros - nesta altura tem havido
várias", disse.
O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) já tinha
confirmado a existência de dois casos de enfermeiros
do serviço de urgência de Portimão diagnosticados
com tuberculose, mas assegurou que "têm sido
devidamente acompanhados pelo serviço de saúde
ocupacional do CHA", que desenvolveu "todos os
protocolos de tratamento e monitorização, com planos
terapêuticos e os meios complementares de
diagnósticos adequados".
A administração do centro hospitalar lamenta que
"situações passíveis de ocorrer em todos os hospitais
do mundo possam ser utilizadas para o combate
político" e sublinha que todas as profissões ligadas à
saúde "estão sujeitas a um risco potencial acrescido" de
contrair doenças.
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