Pré – Diagnóstico Social Conselho local de Acção Social de Alfândega da Fé 2005 UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu Alfândega nascida da Fé “O sonho é uma visão poética diluída em espaços multicolores. Vales e montanhas, água e luz enquadram a sinfonia das flores. Na dimensão do silêncio espelham-se a vida e as cores” 1 (José Lopes, Francisco, 2003) 1José Lopes, Francisco:”No Tempo das Palavras”Edição Câmara Municipal de Alfândega da Fé – 2003 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 7 Introdução Tendo como ponto de partida que a pobreza e a exclusão social resultam de vários factores que englobam todos os sectores da sociedade, como o económico, o social, o cultural, o ambiental, é urgente que estes fenómenos se combatam articulando todas as políticas sectoriais ao nível local, regional e nacional. É neste contexto que surge a Rede Social, programa de uma política social que pretende que cada comunidade forme uma consciência colectiva dos problemas sociais, que se aperceba que é em loco que os problemas acontecem e que é nele que as soluções deverão ser encontradas. Tudo isto ajustado, de uma forma integrada, às necessidades de cada indivíduo, envolvendo as entidades actuantes de cada comunidade, utilizando recursos endógenos, mas, não excluindo a hipótese da utilização de recursos vindos de fora. Para ajudar a criar esta tão desejada consciência colectiva, surge a ideia de se criar um PréDiagnóstico Social do Concelho de Alfândega da Fé, de forma a que numa primeira fase se conheçam as dificuldades e recursos. Posto isto, num primeiro capítulo, iremos caracterizar o Concelho de Alfândega da Fé em termos geográficos, não esquecendo a sua orgânica territorial, o seu clima, relevo, acessibilidades. No segundo capítulo, será feita uma caracterização da população Alfandeguense, em termos de evolução populacional, freguesia por freguesia. Dar-se-á especial atenção ao índice de envelhecimento, problemática muito preocupante, à taxa de natalidade e mortalidade. O crescimento natural, a fecundidade, as migrações, as famílias e o nível de instrução da população serão temas também abordados. O terceiro capítulo abordará a caracterização do Concelho a nível económico, englobando na análise os sectores e a taxa de actividade, bem como a taxa de desemprego. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 8 Na educação, quarto capítulo, irá ser feita uma análise evolutiva do número de matrículas, desde o pré-escolar até ao secundário. Temas como a repetência e o abandono escolar não serão esquecidos, bem como o corpo docente, e os recursos físicos existentes… O número de médicos por mil habitantes, o número de consultas, a taxa de ocupação hospitalar, a taxa de mortalidade infantil, a população deficiente, farão parte do quinto capítulo, a Saúde. A Acção Social, capítulo VI, será outro tema abordado. Girará em torno das pensões, do rendimento mínimo garantido, dos serviços de apoio à terceira idade. No capítulo VII, A Habitação, debruçar-nos-emos sobre a evolução dos alojamentos e edifícios quer em termos quantitativos, quer em qualitativos, não esquecendo a habitação social. “O Reino Maravilhoso”, será retratado no capítulo VIII, O Património Cultural. Percorrendo freguesia a freguesia, iremos fazer um levantamento das suas riquezas patrimoniais, da história, da religião, das habitações tradicionais, dos monumentos. O Turismo, nono capítulo, uma aposta recente do município, abordará as condições que o Concelho tem para receber turistas, número de estabelecimentos hoteleiros, e a sua capacidade. Num ultimo momento é apresentada uma pequena conclusão do trabalho realizado, que irá funcionar como uma espécie de diagnóstico inicial, onde serão apresentados os principais problemas retirados do nosso objecto de análise, o Concelho de Alfândega da Fé. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 9 Metodologia “ Os investigadores principiantes pensam que o objectivo da revisão da literatura é encontrar respostas relativamente ao assunto da investigação; pelo contrario os investigadores experientes estudam as investigações anteriores para desenvolver questões mais inteligentes e mais penetrantes acerca do assunto.” Yin, 1994 Tendo como ponto de partida que o objectivo principal deste trabalho é conhecer a realidade social do Concelho de Alfândega da Fé, juntamente com os seus problemas, necessidades e recursos, a metodologia adoptada deu primazia à observação e análise de indicadores de origem quantitativa e qualitativa. Na primeira fase recorreu-se à recolha de documentação já existente, como a das publicações do INE. Como esta informação se demonstrou insuficiente, foram elaboradas grelhas de recolha de informação junto de alguns parceiros como a Santa Casa da Misericórdia, o Centro de Saúde e a Segurança Social. Após a recolha de informação iniciou-se o processo de análise dos dados que iriam conduzir ao início da análise demográfica, económica social e cultural do Concelho de Alfândega da Fé. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 10 Capítulo I – Contextualização Geográfica do Concelho O Concelho de Alfândega da Fé enquadra-se na NUT III, Alto Trás-os-Montes, representando 4% da sua área, 2,7% da população e, aproximadamente 5% do número total de freguesias. Pela orgânica territorial pertence ao Distrito de Bragança, sendo delimitado a Sul pelo concelho de Torre de Moncorvo, a Oeste pelo concelho de Vila Flor, a Noroeste pelo concelho de Mirandela, a Norte pelo concelho de Macedo de Cavaleiros e a Este pelo concelho de Mogadouro. O Concelho está subdividido administrativamente em 20 freguesias, distribuídas de forma bastante homogénea por uma área total de 322 Km², exceptuando a sede de Concelho que ocupa 13% da superfície total. Mapa 1 Localização do Concelho de Alfândega da Fé Portugal Distrito de Bragança Concelho de Alf. da Fé Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 11 O Concelho é banhado a Sul pelo Rio Douro e Sudeste pelo Rio Sabor, entre o Vale da Vilariça e a Serra de Bornes é uma terra de contrastes agrestes. Esta diversidade paisagística, aliada a Invernos muito rigorosos e verões quentes e secos, favorece a existência de importantes recursos rurais fundamentais para a potencialização do desenvolvimento do Concelho. Enquanto território do Nordeste Transmontano, em termos de acessibilidades é servida pelos Itinerários Principais 2 e 4 (IP2 a cerca de 20 km e IP4 aproximadamente 34Km). Com a construção do IC5, definido no Plano Rodoviário Nacional, o concelho de Alfândega da Fé será favorecido em termos de acessibilidades. A um nível interno é servido pela Estrada Nacional EN – 315 (liga Alfândega da Fé a Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Porto), EN – 215 (une Alfândega da Fé para Norte a Mogadouro, Miranda do Douro e Espanha e para Sul a Moncorvo, Foz Côa, Coimbra e Lisboa) EN – 315 (liga a Freguesia da Parada, Sendim da Ribeira a Alfândega da Fé). Mapa 2 Rede Viária Concelhia MACEDO DE CAVALEIROS SERRA DE BORNES Barragem da Camba E.M.576 E.M.576 IP 2 IP 4 MACEDO DE CAVALEIRO S MIRAN DELA PORTO Gebelim Vila N ova MOGADOURO MIRAN DA DO DOURO ESPAN HA Soeima E.M. 1187 E.M.1152 E.M.576 Covelas Felgueiras Sambade Caminho Rural E.M.1152 Saldonha Colmeais Barragem da Burga TRIN DADE MIRAN DELA IP 2 Agrobom Caminho Rural E.M.590 Vales Vilares da Vilariça E.M. 586 EN-315 E.M.588 Vale Pereiro Barragem da Estevainha Pombal C.M.1151 CASTRO VICEN TE PEREDO EN-215 Castelo E.M.1153 E.M.1189 SAN TA COMBA VILA FLO R IP 2 C.M.1151 E.M.592 E.M.587 Vilarelhos ALFÂN DEGA DA FÉ Barragem do Salgueiro Legoinha E.M.589 Vilar Chão E.M.587 Valverde Santa Justa EN-315 E.M.587 E.M.1154 E.M.615 E.M.587 Eucisia Sendim da Ribeira EN-215 Sendim da Serra E.M.611 IP 2 MON CORVO FO Z CÔ A COIMBRA LISBOA Gouveia E.M.614 Parada RIO SABOR E.M.592 E.M.1155 Cerejais Sardão E.M.611 Ferradosa E.M.1157 Cabreira E.M.614 Caminho Rural ADEGAN HA Picões Santo Antão da Barca Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 12 No que diz respeito à proximidade do Concelho aos grandes Centros Urbanos, Alfândega da Fé dista 449 quilómetros de Lisboa, 187 quilómetros do Porto, 96,6 quilómetros de Vila Real e a 73,4 quilómetros de Bragança. (ver quadro 1) Quadro 1 Distância aos principais Centros Urbanos Lisboa Porto Vila Real Bragança 449 Km 187 Km 96.6 Km 73.4 Km Fonte: Agro-Ges Mapa 3 Rede Viária Nacional Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 13 Capítulo II – Caracterização Demográfica As mudanças nos padrões da população que tiveram lugar nas sociedades industrializadas são normalmente analisadas no âmbito de um processo da transição demográfica. Antes da industrialização, tanto as taxas de natalidade como as de mortalidade eram elevadas. Durante o período inicial, houve um crescimento da população, pois a taxa de mortalidade foi reduzida, enquanto a natalidade levou mais tempo a baixar. Por fim, deu-se um novo equilíbrio, com baixos índices de natalidade contrabalançando os baixos índices de mortalidade. 1- População Segundo os dados fornecidos pelo INE, em termos demográficos, em 2002, residiam no Concelho 5796 pessoas, numa superfície total de 322Km², o que se traduz numa densidade populacional de 18 Hab/Km². Pela análise do quadro 2, verificamos que a densidade populacional, do Concelho de Alfândega da Fé, é muito inferior quando comparada, quer com a média de Portugal, quer com a média da União Europeia, sendo ainda significativamente mais baixa do que a média de Trás-os-Montes. Quadro 2 Densidade Populacional (Hab/Km²) UNIÃO PORTUGAL EUROPEIA 114 113.2 TM 27.0 ALFÂNDEGA DA FÉ 18.0 Fonte: Anuários Estatísticos da Região Norte 2003- INE Ao reportarmos a nossa análise para a variação da população residente no Concelho de Alfândega da Fé, nos últimos 11 anos verificamos, conforme o elucida o gráfico 1, apresentado na pagina seguinte, uma constante diminuição. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 14 Gráfico 1 População Residente 1991-2001-2002 7000 6800 6600 6400 6200 População 6000 5800 5600 5400 5200 1991 2001 2002 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003-2004, INE Entre 1991 e 2002, saíram de Alfândega da Fé 938 pessoas, representando uma variação negativa da evolução da população na ordem dos 13,9 % (ver quadro 3). Este fenómeno, de decréscimo populacional, que se prende com os movimentos migratórios internos e internacionais, é comum a toda a região do Alto Trás-os-Montes, embora de forma mais expressiva no concelho de Alfândega da Fé, e contrária à Região Norte onde a população teve uma variação positiva de 6,3%. Quadro 3 Evolução da População de 1991 – 2002 VARIAÇÃO ÁREA GEOGRÁFICA 1991 2002 % HAB. HAB. 1991-2002 Alfândega da Fé 6734 5796 -13,9 Alto Trás-os-Montes 235241 220819 -6,1 Região Norte 3472715 3691922 6,3 Fonte: Anuários Estatísticos da Região Norte 2002, 2003- INE Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 15 Se partirmos para uma análise mais pormenorizada dos últimos 11 anos constatamos, conforme o revela o quadro 4, que de 1997 para 1998 o Concelho perdeu o maior número de pessoas, com uma variação negativa de -1,6%. No entanto, esta tendência é contrária nos anos de 2000 para 2001, verificando-se uma variação positiva de 3,3%. Esta variação volta a ser negativa de 2001 para 2002. Quadro 4 Evolução da População por Anos ANO VARIAÇÃO % 1991/1992 -1,3 1992/1993 -1,1 1993/1994 -1,5 1994/1995 -1,3 1995/1996 -1,3 1996/1997 -1,3 1997/1998 -1,6 1998/1999 -1,3 1999/2000 -1,5 2000/2001 3,3 2001/2002 -0,02 Fonte: Censos 2001 Percorrendo cada freguesia, pelo estudo do quadro 5, deparamo-nos com um decréscimo da população em todas elas, à excepção da sede de Concelho que regista um aumento efectivo da população, verificando-se uma variação positiva de 3,3% e a freguesia de Valverde com 8,7%. O índice positivo da variação da população nesta freguesia associa-se ao facto desta ter no seu seio uma comunidade cigana com uma taxa de fecundidade superior à das outras freguesias do Concelho. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 16 Constatado o decréscimo populacional, verificamos que, em termos de variação negativa, esta foi menos acentuada nas freguesias de Vilar Chão (-0,9), Pombal (-6,6), Cerejais (-7), Sendim da Ribeira (-8), Vilarelhos (-8), Vilares da Vilariça (-17), Parada (-18), Gebelim (-20), Gouveia (-20), Agrobom (-21), Sambade (-21,5), Eucisia (-23), Soeima (-24), Ferradosa (-26), Vale Pereiro (-26), Sendim da Serra (-27), Saldonha (-35), Vales (-38). Quadro 5 Evolução da População Residente por Freguesias VARIAÇÃO FREGUESIAS ÁREA 1991 2001 HA % 1991-2001 Agrobom 1553 195 154 -21 Alfândega da Fé 4455 1950 2016 3,3 Cerejais 1679 266 247 -7 Eucisia 2046 221 171 -23 Ferradosa 1432 327 242 -26 Gebelim 1900 324 259 -20 Gouveia 1769 187 149 -20 Parada 1082 225 185 -18 Pombal 609 136 127 -6,6 Saldonha 842 157 102 -35 Sambade 3219 771 605 -21,5 Sendim da Ribeira 1535 128 118 -8 Sendim da Serra 1187 151 110 -27 Soeima 1091 238 180 -24 Vale Pereiro 942 125 92 -26 Vales 714 113 70 -38 Valverde 1000 148 161 8,7 Vilar Chão 2477 329 326 -0,9 Vilarelhos 1215 364 335 -8 Vilares da Vilariça 1449 379 314 -17 Fonte: Censos 2001 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 17 Mapa 4 Distribuição das Taxas de Variação da População de 1991/2001 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 18 Mapa 5 Distribuição da População Residente por Freguesia em 2001 Fonte: Censos 2001 As transformações económicas, culturais e sociais que ocorreram nos últimos anos em Portugal, alteraram a distribuição da população no território nacional. Os dados revelam um aumento da população em grandes aglomerados e a sua diminuição nas aldeias e vilas do interior do Alto Trás-os-Montes. Esta tendência está aliada à desertificação a que o peso da interioridade e a consequente fragilidade do tecido económico levam. Por outro lado, a sede do Concelho assume, neste quadro de decréscimo populacional, um novo protagonismo, revelando um papel fundamental na dinamização económica, enquanto centro de dinamização social, cultural e tecnológica, e pela prestação à população de um leque de bens e serviços (ensino, saúde, comércio e serviços públicos). Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 19 Reflectindo esta tendência demográfica, Alfândega da Fé, apresenta-se como território local de fixação da população e de implementação de actividades que lhe permite ser o guardião do desenvolvimento da sua região. No contexto desta análise demográfica, é curioso relevar o facto da população residente do sexo feminino ser sempre ligeiramente superior à do sexo masculino, assim como esta ter assistido a uma maior redução do que aquela (ver gráfico 2 e quadro 6). Ou seja, o concelho de Alfândega da Fé caracteriza-se por ser maioritariamente feminino. Gráfico 2 População Residente Segundo Sexo 1991-2001-2002 3500 3400 3300 3200 3100 H 3000 M 2900 2800 2700 2600 2500 1991 2001 2002 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003-2004, INE Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 20 Quadro 6 População Residente por Freguesias, segundo o Sexo ZONA GEOGRÁFICA Agrobom Alfândega da Fé Cerejais Eucisia Ferradosa Gebelim Gouveia Parada Pombal Saldonha Sambade Sendim da Ribeira Sendim da Serra Soeima Vale Pereiro Vales Valverde Vilar Chão Vilarelhos Vilares da Vilariça Total Pop. Residente 195 1950 266 221 327 324 187 225 136 157 771 128 151 238 125 113 148 329 364 379 6734 1991 H M 101 949 139 119 160 163 94 105 69 76 394 66 80 121 64 53 72 163 186 187 3361 94 1001 127 102 167 161 93 120 67 81 377 62 71 117 61 60 76 166 178 192 3373 Pop. Residente 154 2016 247 171 242 259 149 185 127 102 605 118 110 180 92 70 161 326 335 314 5963 2001 H 80 987 118 90 120 118 73 85 54 51 298 49 54 94 45 33 78 164 158 159 2908 M 74 1029 129 81 122 141 76 100 73 51 307 69 56 86 47 37 83 162 177 155 3055 Fonte: Censos 2001 2- Estrutura Etária No que diz respeito à estrutura etária, constata-se um duplo envelhecimento da população residente no Concelho de Alfândega da Fé, reflectindo-se no aumento da população idosa (+65 anos) e numa diminuição geral da população em faixas etárias mais jovens, como se pode verificar nos gráficos, 3, 4, 5 e 6 que se apresentam de seguida. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 21 Gráfico 3 População Residente do Grupo Etário dos 0-14 Anos 1991-2001 1400 1200 1000 800 1991 2001 600 400 200 0 Total H M Fonte: Censos2001 Em 1991, residiam no Concelho 1187 crianças, e em 2001, 745, o que perfaz uma redução de 442 indivíduos, ou seja ocorreu uma variação negativa de – 37,2%. Gráfico 4 População Residente do Grupo Etário dos 15-24 Anos 1991-2001 1200 1000 800 1991 2001 600 400 200 0 Total H M Fonte: Censos 2001 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 22 No grupo etário dos 15 aos 24, em 1991 residiam no Concelho, 994 pessoas, e em 2001, 719, constatando-se a saída de 275, o equivalente a uma variação negativa de – 27,7%. Gráfico 5 População Residente do Grupo Etário dos 25-64 Anos 1991-2001 3500 3000 2500 2000 1991 2001 1500 1000 500 0 Total H M Fonte: Censos 2001 Neste grupo etário, a análise dos dados evidencia que em 1991 habitavam no Concelho 3197 pessoas e, em 2001, 2845, ou seja menos 352 levando a uma variação negativa de – 11%. Gráfico 6 População Residente do Grupo Etário 65 ou + anos 1991-2001 1800 1600 1400 1200 1000 1991 800 2001 600 400 200 0 Total H M Fonte: Censos 2001 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 23 Conforme podemos constatar ao longo deste estudo, a população de Alfândega da Fé é envelhecida. Pelos dados, agora, em análise o único grupo etário com variação positiva (22%), é o de 65 e mais anos. Para além desta evidência, verifica-se que em grupos etários mais jovens a variação negativa é maior. Em 2001, no Concelho de Alfândega da Fé, em termos percentuais, a população residente, segundo os grandes grupos etários, desenhava o seguinte gráfico: Gráfico 7 População Residente Segundo os Grandes Grupos Etários 2001 12% 28% 12% 0-14 15-24 25-64 65 e + 48% Fonte: Censos 2001 3- Índices de Envelhecimento A análise do quadro 7, ressalta que o Concelho de Alfândega da Fé tem níveis de envelhecimento, relação existente entre o número de idosos e a população jovem, superiores ao Alto Trás-os-Montes, já em si uma região envelhecida, sendo esta diferença de valores muito superior quando relacionada com os índices nacionais. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 24 Quadro 7 Índice de Envelhecimento Área Geográfica Portugal TM Índice de Envelhecimento 2001 Índice de Envelhecimento 2002 103.6 154.2 Alfândega da Fé 185.8 105.5 177.5 222.8 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 4- Natalidade e Mortalidade Centrando a nossa análise nas taxas de Natalidade e Mortalidade o quadro de um Concelho envelhecido é ainda mais claro. Pela análise do gráfico 8, verificamos que nos últimos 11 anos, a taxa de Natalidade baixou de 10% em 1991, para 6,9% em 2002, enquanto que a da Mortalidade, com todas as variações negativas e positivas sucessivas, passou de 13,8% para 17,2%. Gráfico 8 Taxa de Natalidade e Mortalidade 1991-2002 20 18 16 14 12 TM 10 TN 8 6 4 2 0 1991 2001 2002 Fonte: INE Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 25 Mesmo tendo presente que a esperança média de existência, associada a uma melhoria das condições de vida das populações, é uma realidade, a taxa de Mortalidade sendo significativamente elevada é indicador de uma população muito envelhecida. Comparativamente às médias nacionais e regionais, como se pode analisar no quadro 8, a taxa de Natalidade é quase inferior à metade da Nacional e a dois terços da Regional, enquanto que a da Mortalidade é das mais elevadas. Quadro 8 Taxas de Natalidade e Mortalidade 2002 Taxas Portugal ATM Tx natalidade Tx mortalidade 11.0 10.2 7.6 13.4 Alfândega da Fé 6.9 17.2 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 5- Crescimento Natural Ao centrarmos a nossa análise no quadro 9 constata-se, por um lado, que o número de NadosVivos entre 1992 e 2002 foi inferior aos óbitos, e por outro, que nos últimos 10 anos, assistimos a uma variação negativa dos Nados-Vivos na ordem dos – 34%, valor inferior a dos óbitos de – 0,3%. Quadro 9 Movimentos da População ANOS NADOS-VIVOS ÓBITOS 1992 61 103 2001 46 103 2002 40 100 Fonte: INE- Infoline Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 26 Esta realidade apresenta-se com tendências pouco atractivas para o Concelho, se o mesmo não se alterar, só havendo um saldo migratório positivo beneficiará o seu desenvolvimento populacional. 6- Fecundidade As alterações sociais e culturais, que se fizeram sentir nos últimos anos, alteraram o desempenho do papel da mulher na sociedade Portuguesa. Adquirindo, esta, maior autonomia ao alargar os seus horizontes de intervenção social para além do seio familiar. Este fenómeno social leva a que os primeiros partos passem também a ocorrer em grupos etários mais altos e a baixar a taxa de fecundidade. Pela leitura do Gráfico 9, a taxa de fecundidade de Alfândega da Fé é inferior à média do Alto Trás-os-Montes e de Portugal. Gráfico 9 Taxa de Fecundidade 33,3 Alf. Fé 33,6 ATM 43,7 Portugal 0 10 20 30 40 50 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 27 7- Migrações Expresso em percentagem, o saldo migratório indica-nos até que ponto o Concelho é ou não atractivo ou repulsivo do ponto de vista demográfico. Pelos dados revelados no quadro 10, Alfândega da Fé com um saldo migratório negativo (-5,9%), percentagem muito superior a de Alto Trás os Montes, pode-se considerar um Concelho repulsivo nesta perspectiva demográfica. Neste ponto de constatações, deparamo-nos com um cenário pessimista para o concelho de Alfândega da Fé, em presença de todos os valores negativos muito superiores à região onde está inserido (ver quadro 10). Facto que pode constituir uma condicionante enquanto centro de competitividade por relação à Região. Quadro 10 Crescimento Populacional, Saldo Natural e Saldo Migratório ÁREA GEOGRÁFICA Alfândega da Fé Alto Trás-osMontes Norte Portugal CRESCIMENTO POPULACIONAL Milhares % -0,8 -12,0 -12,2 -5,2 207,7 450,9 6,0 4,6 SALDO NATURAL Milhares % -0,4 -6,1 -9,9 -4,2 123,4 89,8 SALDO MIGRATÓRIO Milhares % -0,4 -5,9 -2,3 -1,0 3,6 0,9 84,3 361,1 2,4 3,7 Fonte: Censos 2001 8- Famílias O número de famílias residentes teve uma variação negativa de -1,7%, no espaço de uma década. Esta diminuição é, no entanto, muito inferior à da população. Quanto à dimensão média das famílias passou de 3,0 para 2,7, assistindo-se a uma diferença de -0,3%. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 28 O tipo de família em maior número, no concelho, é a clássica, conjunto de pessoas que residem no mesmo alojamento e que têm relações de parentesco entre si, com a dimensão de 2 pessoas (ver quadros 11 e 12). Quadro 11 Dimensão Média das Famílias em 2001 ÁREA GEOGRÁFICA Alfândega da Fé Alto Trás-osMontes Norte Portugal NÚMERO DE FAMÍLIAS 1991 2001 2242 76431 2204 86198 Variação % -1,7 12,8 1009594 3149804 1231612 3734056 22,0 18,5 DIMENSÃO MÉDIA DAS FAMÍLIAS 1991 2001 Diferença 3,0 3,1 2,7 2,6 -0,3 -0,5 3,4 3,1 3,0 2,8 -0,5 -0,4 Fonte: Censos 2001 Quadro 12 Famílias Clássicas Residentes Segundo a sua Dimensão 2001 TIPO DE FAMÍLIA RESIDENTES TOTAL % Famílias Clássicas Residentes Famílias Clássicas Residentes com 2 Pessoas Famílias Clássicas Residentes com 3 Pessoas Famílias Clássicas Residentes com 4 Pessoas Famílias Clássicas Residentes com 5 ou + Pessoas TOTAL 399 766 410 401 196 2172 18 35 19.5 18.5 9 100 Fonte: Censos 2001 Estes indicadores são reveladores do fenómeno de envelhecimento da população residente. Ou seja, no seio de muitos núcleos familiares clássicos os filhos emigraram ou imigraram ficando apenas o casal de idosos. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 29 9- Instrução O grau de instrução da população do concelho de Alfândega da Fé, é mais um indicador muito importante no presente estudo, sendo uma realidade que a população regista níveis bastante baixos, apresentando uma taxa de analfabetismo que, para além de ser superior, quer à média do Alto Trás-os-Montes, quer à média da Região Norte, é muito Superior à Nacional (Quadro 13). Quadro 13 Taxa de Analfabetismo TAXA DE PORTUGAL ANALFABETISMO REGIÃO ATM ALFÂNDEGA NORTE DA FÉ 1991 11.0 15 18.2 17.8 2001 9.0 14.1 15.8 18 Fonte: Censos 2001 Alfândega da Fé foi o único Concelho a atingir variações negativas passando de 17.8% em 1991, para 18% em 2001. Fenómeno associado ao índice de envelhecimento da população, sendo que as faixas etárias mais altas não frequentaram qualquer grau de ensino. Este cenário de instrução do Concelho de Alfândega da Fé, agrava-se se olharmos para os níveis de ensino atingidos pela população residente, conforme o evidência o gráfico seguinte. Gráfico 10 População Residente segundo o Nível de Ensino Atingido 2001 6% 0% 9% 21% Nenhum 1º ciclo E.B 9% 2º ciclo E.B 3º ciclo E.B Secundário 11% Médio Superior 44% Fonte: Censos 2001 Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 30 21% não tem nenhum grau de instrução e 44% tem apenas o ensino primário (1º Ciclo do Ensino Básico). O Concelho caracteriza-se por ter uma grande percentagem de pessoas que não completaram o ensino obrigatório 55%, reforçando as situações de exclusão social ao não permitir a estes indivíduos o acesso à formação e informação, dificultando-lhes a integração no mercado de trabalho e emprego qualificado com remunerações mais elevadas. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 31 Capítulo III – Caracterização Económica Todos os seres humanos dependem de sistemas de produção. Não poderíamos sobreviver se não houvesse uma provisão regular de alimentos, bebidas e abrigo. Para a maioria das pessoas, em todas as sociedades, a actividade produtiva ou trabalho, é de todas as actividades, a que ocupa a maior parte das suas vidas. 1- Sectores de Actividade Alfândega da Fé, nas últimas duas décadas, seguiu as profundas alterações ocorridas na estrutura da população activa Portuguesa. Também se verificou uma constante perda de importância do emprego no sector primário, uma ligeira progressão no sector secundário e um aumento significativo no sector terciário. Numa zona predominantemente rural, a agricultura deixou de ser um meio de subsistência para uma percentagem bastante significativa da população em idade activa, em 1981, o sector primário ocupava 58% dos activos, em 1991, 39,6%, e em 2001 passa para 24%. A reconversão da agricultura nalguns casos, e noutros, os maus anos agrícolas têm sido a justificação da redução da importância deste sector no rendimento de muitas famílias. Neste contexto de análise, deve-se salientar que existem algumas culturas (amêndoa, azeitona e cereja) que vão garantindo emprego sazonal a algumas pessoas, não sendo no entanto um rendimento estável. A população activa do sector primário, a residir nas diversas freguesias, dividem-se em quatro grupos: 1º - Camponeses, trabalhadores agrícolas por conta própria, que praticam uma agricultura de subsistência. Pré-Diagnóstico Social __________________________________________________ 32 2º - Trabalhadores agrícolas por conta de outrem (jornaleiros) que exercem cada vez mais a pluriactividade (principalmente na construção civil), muitos dos quais emigram sazonalmente. Muitas “domésticas” fazem trabalhos rurais ou vão “à jeira”. 3º - Pastores, por conta própria ou de grandes proprietários (em pequeno número). 4º - Grandes proprietários que exploram a terra e vendem para o mercado. Ao localizarmos a nossa atenção nos sectores de produção, verificamos que grande parte das sociedades sedeadas no concelho pertencem ao sector terciário (54%), pertencendo os restantes 26% e 20% ao sector secundário e primário respectivamente (Gráfico 11). Gráfico 11 Sociedades Sedeadas Segundo Sector de Actividade 2002 20% Sec.Primário Sec.Secundário Sec.Terciário 54% 26% Fonte: INE – Infoline A indústria e as actividades a elas ligadas começam agora a ter alguma expressão, para o que contribui decisivamente a criação da Zona Industrial, cuja área começa a ser pequena para as solicitações e onde trabalham já, de forma permanente, algumas dezenas de pessoas, estando a desenvolver-se um projecto que permitirá a criação e instalação naquela zona de algumas pequenas empresas do ramo agro-alimentar. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 33 Ao nível do comércio, o Mercado Municipal, com uma área destinada ao comércio local, assim como ao Recinto da Feira, actividade que se realiza quinzenalmente, tem sido uma boa aposta. O espaço, que é considerado pelos feirantes dos melhores que existem na região, contribuiu para “reanimar” a própria feira, atraindo mais comerciantes e mais público. 2- Taxa de Actividade, População Economicamente Activa, Taxa de Desemprego e População Inactiva A Taxa de Actividade define qual o peso da População Activa em relação ao da População Total. Como podemos verificar através do quadro precedente a Taxa de Actividade no Concelho de Alfândega da Fé sofreu uma ligeira diminuição entre 1991 e 2001. Quadro 14 Evolução da Taxa de Actividade TAXA DE ACTIVIDADE 1991 35% 2001 34,3% Fonte: Censos 2001 Em análise ao quadro que se segue verifica-se que da população economicamente activa mais de metade é do sexo masculino, o mesmo acontece em relação à população economicamente activa mas, empregada. No que diz respeito, à população desempregada a grande maioria pertence ao sexo feminino e mais de 79% dela encontra-se na situação de procura de 1º emprego. Tal percentagem, pode estar associada ao facto deste fenómeno atingir maioritariamente as faixas etárias mais jovens. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 34 Quadro 15 Situação Económica da População 2001 TOTAL H M Pop. Economicamente Activa 2047 1327 720 Pop. Economicamente Activa e 1783 1224 559 Pop. Desempregada 204 71 133 Pop. Desempregada à Procura 42 6 36 162 65 97 Empregada do 1º Emprego Pop. Desempregada à Procura de Novo Emprego Fonte: INE Gráfico 12 Evolução da Taxa de Desemprego no Concelho de Alfândega da Fé 11 10 10 9,3 8,6 9 8 6,8 7 6,2 6,1 6 1991 2001 5 4 3 2 1 0 Alf. da Fé ATM Portugal Fonte: INE Ao centrarmos a nossa análise na evolução da taxa de desemprego, verificamos que ela aumentou de 1991 para 2001. A situação é, ainda, mais preocupante quando a análise é feita em termos comparativos, Alfândega da Fé possui uma taxa de desemprego superior quer em relação ao Alto Trás-os-Montes, quer em relação a Portugal (Gráfico 12). Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 35 Quadro 16 População Inactiva 2001 H M Total TOTAL ESTU DOM REF INCAP -15 AN OUTRS 1581 2335 3916 193 219 412 0 531 531 836 1067 1903 91 70 161 355 390 745 106 58 164 Fonte: INE Analisando o quadro 16, verifica-se que da População Inactiva mais de 48% é reformada, 19% tem menos de 15 anos e mais de 13% é doméstica. Estas percentagens revelam o elevado índice de envelhecimento da população deste Concelho. Quadro 17 População Residente com 15 ou mais Anos segundo o Meio de Vida e Sexo MEIO DE VIDA H M TOTAL 1256 625 1881 21 7 28 1277 632 1909 Subsídio Desemprego 24 35 59 Subsídio Temporário Acidente 5 9 14 Outros Subsídios Temporários 4 1 5 Rendimento 7 16 23 925 1130 2055 3 11 14 O cargo de Família 294 812 1106 Outra Situação 14 19 33 Sub Total 1276 2033 3309 TOTAL 2553 2665 5218 Trabalho Rendimentos de Propriedade e Empresas Sub Total de Trabalho Mínimo Garantido Pensão/ Reforma Apoio Social Fonte: INE Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 36 Sobre a óptica da população residente com 15 ou mais anos, segundo o meio de vida e sexo, (ver quadro 17), verifica-se que 50% dos indivíduos do sexo masculino tem um meio de vida dependente de subsídios, pensões ou estão a cargo da família. Percentagem que se agrava quando analisamos o grupo do sexo feminino, onde 76% são dependentes e apenas 24% exerce uma actividade. Tendo o Concelho de Alfândega da Fé dificuldades em fixar a sua população em idade activa, muitos casais à procura de melhores condições de emprego, que lhes garanta uma economia doméstica, vêem-se obrigados a partir para o estrangeiro com contractos sazonais, alguns meses por ano, para o desempenho de actividades agrícolas como a apanha da maçã, morango, batata. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 37 Capítulo IV- Educação Nos países ditos desenvolvidos, toda a gente praticamente sabe ler e escrever. Todos temos consciência de pertencer a uma dada sociedade particular, tendo pelo menos um certo conhecimento da nossa posição geográfica no mundo e da sua história. As nossas vidas são influenciadas, em todas as idades a partir da infância, pela informação que colhemos em livros, jornais, revistas e na televisão. Todos passámos por um processo de educação formal. 1- Caracterização e Evolução O desenvolvimento das sociedades mais competitivas assenta na sua capacidade de inovação, especialização e informação. E o mesmo só é real quando existem recursos humanos qualificados, sendo a base de todo este processo de sucesso a qualidade do sistema educativo e formativo. Nesta perspectiva, o investimento na educação e formação é sem dúvida um meio estratégico para atrair investimento económico, um e outro caminham lado a lado. A rede escolar do concelho de Alfândega da Fé é constituída por um Agrupamento Vertical, reunindo 7 Jardins de Infância, 9 Escolas do 1º ciclo do Ensino Básico, e 1 do 2º, 3º ciclo do Ensino Básico e Secundário. A Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé integra nas suas valências 1 Jardim de Infância e Creche. Dos 7 Jardins de Infância existentes no Concelho, 6 funcionam como pólos educativos, nomeadamente: O Pólo de Alfândega da Fé integra crianças residentes em Alfândega da Fé, Saldonha; Castelo. O Pólo de Vilarelhos recebe crianças de Pombal, Vilarelhos e Vilares da Vilariça; Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 38 O Pólo de Gebelim, que integra as crianças de Gebelim, Valpereiro e Agrobom; O Pólo de Ferradosa é frequentado pelas crianças residentes na Gouveia, Cabreira, Picões, Sendim da Serra, Valverde, Eucísia e Santa Justa; No Pólo de Sambade são matriculadas as crianças residentes em Soeima, Colmeais, Covelas, Vila Nova e Vales. O Pólo de Vilar Chão integra crianças residentes na Parada, Sardão e Sendim da Ribeira; Frequentam a EB1 de Alfândega da Fé, os alunos residentes em Alfândega da Fé, Saldonha, Sendim da Ribeira, Vales, Picões, Castelo, Covelas, Ferradosa, Cabreira, Pombal, Sendim da Serra, Colmeais, Valpereiro, Cerejais, Gouveia e Soeima. Esta frequência resultou da suspensão das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, no ano lectivo 2002/2003, com menos de 5 alunos e da transferência dos alunos da escola dos Cerejais em 2003/2004, e Soeima 2004/2005. A todas as crianças integradas nos Pólos educativos é fornecido gratuitamente, pela Câmara Municipal, almoço e transporte. 2- Evolução das Matrículas O Concelho de Alfândega da Fé, do ano lectivo de 2000/2001 a 2003/2004, sofreu uma constante diminuição da sua população escolar, passando dos 914 alunos para os 853, sofrendo assim uma variação negativa de -0,06. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 39 Gráfico 13 Evolução da População Escolar 2000/2004 940 920 925 914 911 900 2000/2001 880 2001/2002 2002/2003 853 860 2003/2004 840 820 800 N.º Alunos Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Alfândega da Fé A redução mais drástica em termos de população escolar deu-se entre o ano lectivo de 2002/2003, ano que sofreu um ligeiro aumento em relação ao ano anterior, e o de 2003/2004 como se pode verificar no gráfico anterior. Gráfico 14 Evolução da População Escolar por Tipologia 2000/2004 250 200 150 100 50 0 2000/2001 Pré-Escolar 2001/2002 1º Ciclo 2º Ciclo 2002/2003 3.º Ciclo Secundário 2003/2004 Recorrente Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Alfândega da Fé Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 40 Se analisarmos a evolução das matrículas (Gráfico14) , nos últimos 4 anos lectivos (2000/2001, 2001/2002, 2002/2003 e 2003/2004),verificamos que tem vindo a assistir-se a uma variação negativa do 1º, 2º, 3º CEB e Secundário, excepto no Pré-escolar, onde aquela tem, ainda, vindo a ser positiva (ver quadro seguinte). Quadro 18 Variações nos Diferentes Graus de Ensino de 2000/2001 a 2003/2004 GRAUS DE ENSINO VARIAÇÃO Pré-Escolar 0,05 1º CEB -0,19 2º CEB -0,12 3º CEB -0,04 Secundário -0,13 Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Alfândega da Fé 3- Repetência Um olhar pormenorizado sobre o Quadro 19 (repetências) leva-nos, desde logo, a verificar que do total de alunos que não transitaram no ano lectivo 2001/2002, 62% frequentavam o Ensino Secundário. No entanto, do ano lectivo 2000/2001 para 2001/2002, assistiu-se a uma diminuição de – 38% dos alunos repetentes naquele grau de ensino. Nesta análise convém salientar um factor positivo determinante o aumento do sucesso escolar, ao se constatar uma diminuição dos alunos repetentes. Em termos totais da população escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico ao Secundário, a taxa global de repetências passou dos 15% (2000/2001) para os 7% em 2001/2002 Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 41 Quadro 19 Repetência Escolar REPETÊNCIA 2000/2001 2001/2002 2002/2003 1º ANO 0 0 0 2º ANO 12 5 0 3º ANO 7 3 0 4º ANO 4 2 1 Sub Total 23 10 1 5º ANO 7 1 14 6º ANO 12 1 8 Sub Total 19 2 12 7º ANO 1 4 18 8º ANO 8 2 7 9º ANO 9 1 5 Sub Total 18 7 30 10º ANO 22 17 13 11º ANO 8 6 6 12º ANO 20 8 22 Sub Total 50 31 41 TOTAL 110 50 84 Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Alfândega da Fé 4- Abandono Escolar O estudo deste indicador revela-nos como nos indica o Quadro 20: • Que no 1º Ciclo do Ensino Básico aquele fenómeno não se constata; • Que houve uma diminuição (2000/2001 para 2002/2003) dos alunos que abandonaram o sistema regular de ensino; Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 42 • Que, é de salientar a existência de um número relativo de jovens a abandonarem o ensino sem completar a escolaridade obrigatória ; • Que o abandono escolar ocorre em maior número no secundário. Quadro 20 Abandono Escolar 2000/2001 2001/2002 2002/2003 1º ANO 0 0 0 2º ANO 0 0 0 3º ANO 0 0 0 4º ANO 0 0 0 Sub Total 0 0 0 5º ANO 0 0 0 6º ANO 0 0 1 Sub Total 0 0 1 7º ANO 3 1 6 8º ANO 3 1 0 9º ANO 1 2 2 Sub Total 7 4 8 10º ANO 11 6 8 11º ANO 8 5 1 12º ANO 3 11 1 Sub Total 22 22 10 TOTAL 29 26 19 Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Alfândega da Fé Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 43 Em termos de acção social, conforme nos demonstra o quadro 21, verifica-se que o escalão mais atribuído é o A, e que é no 2º e 3º ciclo que os alunos subsidiados tão em maior numero, verificando-se o contrario relativamente ao secundário. Quadro 21 Número de Alunos Subsidiados e não Subsidiados no Ano Lectivo de 2003/2004 N.º ALUNOS / ANO DE ESCOLARIEDADE - 2003/2004 5.º 6.º Total 7.º 8. 9. 2.ºCiclo Total 10.º 11.º 12.º Total Secundário 3.ºCiclo Escalão A 34 16 50 32 20 23 75 10 8 6 24 Escalão B 9 7 16 10 3 6 19 11 6 9 26 Não Subsidiados 33 21 54 36 21 29 86 28 24 26 78 TOTAL 76 44 120 78 44 58 180 49 38 41 128 5- Corpo Docente Relativamente ao Pessoal Docente em Estabelecimentos de Ensino no ano lectivo 2000/01 em Alfândega da Fé, conforme revela o gráfico 14, 75% são do Ensino Básico e apenas 11% da Educação Pré-Escolar, pertencendo os restantes 14% ao ensino secundário. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 44 Gráfico 15 Pessoal Docente em Estabelecimentos do Ensino (Público e Privado) Pré-Escolar, Básico e Secundário no Ano Lectivo 2000/2001 11% 14% Educ. Pré-Escolar Ensino Básico Ensino Secundário 75% Fonte: Censos 2001 Quadro 22 Variação (Anos Lectivos 1994/95 a 2000/01) PESSOAL DOCENTE DOS GRAUS VARIAÇÃO DE ENSINO 1º Ciclo do Ensino Básico -10 2º Ciclo do Ensino Básico -24 3º Ciclo do Ensino Básico -9 Fonte: Censos 2001 A variação de pessoal docente acompanha a variação do número de matrículas por graus de ensino, ou seja, também ela é negativa (Quadro 22). Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 45 6- Recursos Físicos Neste ponto de análise, objectiva-se conhecer as instalações, sua capacidade e qualidade de oferta das diversas escolas do Concelho. Quanto ao tipo de construção os Jardins de Infância da rede pública são distribuídos da seguinte forma: 2 com construção de raiz, 2 a funcionar em edifícios das Juntas de Freguesia e 4 em salas devolutas do 1º Ciclo do Ensino básico. Quadro 23 Jardins de Infância Segundo o Estado de Conservação e o Número de Salas FREGUESIA/JARDIM TIPO DE N.º DE ESTADO DE DE INFÂNCIA CONSTRUÇÃO SALAS CONSERVAÇÃO De raiz Edifício Junta de Freguesia Edifício Devoluto do 1ºCEB 2 1 Bom Razoável Edifício Junta de Freguesia Sala Devoluta 1º CEB Sala Devoluta 1º CEB Sala Devoluta 1º CEB Edifício da Stª Casa da Misericórdia 1 Bom 1 1 1 2 Razoável Razoável Razoável Bom Alfândega da Fé Cerejais Ferradosa Gebelim Sambade Vilar Chão Vilarelhos Stª Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé 1 Razoável Fonte: Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, Projecto SIG, “Gestão do Património Escolar” Quadro 24 Escolas Segundo o Projecto e Número de Salas FREGUESIA/ESCOLA EB1 Agrobom EB1 de Alfândega da Fé EB1 de Cerejais EB1 de Eucisia EB1 de Gebelim TIPO DE N.º DE ESTADO DE CONSTRUÇÃO SALAS CONSERVAÇÃO 1 9 Bom Razoável 1 1 1 Razoável Mau Razoável Edifício do 1º CEB Edifício da Câmara Municipal Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 46 EB1 de Parada EB1 de Sambade EB1 de Soeima EB1 de Valverde EB1 de Vilar Chão EB1 de Vilarelhos EB1 de Vilares da Vilariça Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB Edifício do 1º CEB 1 1 1 1 1 1 1 Razoável Razoável Razoável Mau Razoável Razoável Razoável Fonte: Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, Projecto SIG, “Gestão do Património Escolar” A escola do 2º e 3º ciclo do ensino básico e secundário de Alfândega da Fé revela equipamentos insuficientes e em mau estado de conservação, (quadro 25) Quadro 25 Escola Segundo o seu Estado de Conservação ESCOLA BÁSICA DO 2º, 3ºCICLO E SECUNDÁRIO DE ALFÂNDEGA N.º DE EQUIPAMENTO CONSERVAÇÃO SALAS DA FÉ Espaços de Ensino Salas Normais Insuficiente 16 Mau Salas de Ciências Insuficiente 2 Mau Salas de Trabalhos Oficinais Insuficiente 2 Mau Gabinetes Insuficiente Mau Espaços de Apoio Biblioteca Insuficiente 1 Mau Convívio de Alunos 1 Mau Sala de Professores 1 Mau Centro de Recursos Mau Instalações Gimno-Desportivas Ginásio 1 Mau Balneário 1 Mau 1 Mau Educação Tecnológica Insuficiente Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas de Alfândega da Fé Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 47 Quadro 26 Alargamento da Escola (novos espaços) ESCOLA DO 2º, 3º CICLO DO EQUIPAMENTO CONSERVAÇÃO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO DE ALFÂNDEGA DA FÉ Espaços de Ensino Salas Normais 2 Novo Salas de Informática 1 Novo Sala de CIV 1 Novo Físico – Química / Ciências Naturais 1 Novo Línguas 1 Novo Matemática 1 Novo Laboratórios Fonte: Agrupamento Vertical de Escolas de Alfândega da Fé 7- Ensino Recorrente O Ensino Recorrente no concelho de Alfândega da Fé funciona apenas com a componente escolar. Este facto é limitativo, tendo presente o baixo nível de instrução e qualificação profissional dos residentes. Pelo que urge implementar a componente profissional no Ensino Recorrente e o aumento da qualidade de mão-de-obra no Concelho. No ano lectivo de 2002/2003 o ensino recorrente funciona nas seguintes freguesias: Sambade com 13 alunos (curso de 1º Ciclo), Parada com 12 alunos e na sede de Concelho com 50 alunos (cursos Extra-Escolares). Convém salientar que os cursos são mais procurados por indivíduos do sexo feminino nascidos entre 1968 e 1969. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 48 Estes dados são elucidativos da necessidade de obtenção da escolaridade mínima obrigatória (6º Ano) para ingressar em cursos de formação profissional e em serviços públicos. 8- Apoios Educativos O combate ao insucesso escolar passa obrigatoriamente pela implementação de um leque de apoios adaptados às necessidades educativas de cada aluno. No Concelho de Alfândega da Fé, os apoios educativos, relativamente aos anos lectivos de 2000/2001 a 2002/2003, por graus de ensino eram os seguintes: Alunos apoiados dos Jardins de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico 2000/2001 Não havia qualquer apoio. 2001/2002 Foi apoiada uma criança do Jardim de Infância dos Cerejais. 2002/2003 Foram apoiados dois alunos (1º e 4º ano da EB1 de Alfândega da Fé) e três alunos do Jardim de Infância de Vilarchão (1) e Alfândega da Fé (2). Alunos do 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico 2000/2001 Foram apoiados três alunos do 5º ano, cinco do 6º ano, cinco do 7º ano, seis do 8º ano e dois do 9º ano; 2001/2002 Tiveram apoios educativos três alunos do 5º ano, três alunos do 6º ano, cinco alunos do 7º ano, um aluno do 8º ano e três do 9º ano; 2002/2003 Alunos apoiados no ano lectivo 2002/2003: Dois do 5º ano, seis do 6º ano, dois do 7º ano, quatro do 8º ano e dois do 9º ano. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 49 Quadro 27 Alunos com Necessidades de Educação Especial 2000/2001 2001/2002 2002/2003 2003/2004 0 2 3 2 1º ANO 0 0 0 2 2º ANO 0 0 0 1 3º ANO 0 0 0 2 4º ANO 2 0 2 1 2 2 5 6 5º ANO 3 5 2 7 6º ANO 5 3 6 2 8 8 8 9 7º ANO 5 5 2 5 8º ANO 6 1 4 2 9º ANO 2 3 2 4 13 9 8 11 10º ANO 1 0 0 0 11º ANO 0 1 0 0 12º ANO 0 0 1 1 1 1 1 1 24 20 22 27 PRÉ-ESCOLAR 1º CICLO Total 2º CICLO Total 3º CICLO Total SECUNDÁRIO Total Total Agrupamento Fonte:Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Alfândega da Fé Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 50 Capítulo V-A Saúde Quantas crianças nascem, que proporção sobrevive para além da infância , até que idade as pessoas sobrevivem e as principais causas de morte são realidades ligadas ao estado de saúde. A saúde e a doença, por sua vez, são fortemente influenciadas pelas características da estrutura social. Os factores sociais afectam não só a esperança de vida, mas também as hipóteses que os indivíduos têm de contraírem doenças e o tipo de assistência médica que recebem. É importante aqui analisar alguns indicadores de saúde na medida em que, as “condições de saúde de uma população relacionam-se fortemente com o nível de desenvolvimento socioeconómico, pois dependem, por um lado, da capacidade de oferta em quantidade, qualidade e eficiência de serviços de saúde e da sua acessibilidade e, por outro, das condições gerais de vida, que se reportam à alimentação, à habitação, ou mesmo ao ambiente”(Almeida et all., 1994:51). 1- Recursos de Saúde Em Alfândega da Fé, a nível público existe um Centro de Saúde, na sede de Concelho, que funciona com internamento, possui Serviço de Urgência e uma Unidade Móvel que percorre todas as freguesias do Concelho. Embora dinâmico, o Centro de Saúde não consegue evitar a necessidade de deslocações diárias de muitos utentes para os hospitais chamados distritais. Em termos de recursos humanos, este possui 5 médicos, especialistas na área da clínica geral e familiar, 14 enfermeiros, 12 administrativos, 2 técnicos, 12 auxiliares e um técnico de serviço social. A média de médicos revela-se assim de 1,2 por mil habitantes. Média que fica um pouco abaixo da média do Alto Trás-os-Montes e ainda mais abaixo da média nacional, como se pode verificar no quadro seguinte. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 51 Quadro 28 Médicos por 1000 Habitantes ZONA GEOGRÁFICA MÉDICOS (1000 HAB.) Alfândega da Fé 1,2 Alto Trás-os-Montes 1,8 Portugal 3,2 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 Tal como nos médicos a média de enfermeiros por 1000 habitantes em Alfândega da Fé é inferior à da zona onde está inserida. Alfândega da Fé demonstra assim, uma média de 2,4 especialistas desta área (Quadro 29) Quadro 29 Enfermeiros por 1000 Habitantes 2001 ZONA GEOGRÁFICA ENFERMEIROS (1000 HAB.) Alfândega da Fé 2,4 Alto Trás-os-Montes 3,9 Portugal 3,9 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 Em termos de procura, como se pode verificar no quadro precedente, são as consultas de Medicina Geral e Familiar/ Clínica Geral que possuem maior número de utentes, seguindo-se as de Saúde Infantil e Juvenil/Pediatra. Entre as especialidades existentes a menos procurada é a de Saúde Materna/Obstetrícia o que vem reforçar as baixas taxas de fecundidade no Concelho. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 52 Quadro 30 Consultas Efectuadas, segundo as Especialidades, em 2002 ESPECIALIDADES Medicina Geral e Nº DE CONSULTAS EFECTUADAS Familiar/Clínica 15817 Geral Planeamento Familiar 494 Saúde Infantil e Juvenil/Pediatra 1505 Saúde Materna/Obstetrícia 273 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 O número de camas, 11, existentes no Centro de Saúde Alfândega da Fé revelam-se insuficientes se tivermos em conta que a taxa de ocupação é de 101,4%. Taxa muito superior a da Região de Alto Trás-os-Montes que é, mesmo, inferior à nacional (Quadro 31). Quadro 31 Taxa de Ocupação, em 2001 ZONA GEOGRÁFICA TAXA DE OCUPAÇÃO Alfândega da Fé 101,4 Alto Trás-os-Montes 59,0 Portugal 66,5 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 A nível particular o Concelho de Alfândega da Fé conta com a Existência de uma clínica particular da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia, que garante 6 médicos e dois enfermeiros. Os utentes usufruem de uma panóplia de especialidades que funcionam através de consultas marcadas e que passam pela Fisioterapia, Otorrinolaringologia, Clínica Geral, Medicina do Trabalho, Radiologia, Ginecologia, Medicina Dentária, Neurologia, Pediatria, Cardiologia, Higiene e Segurança do Trabalho, Ecografia e Dermatologia. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 53 2- Taxa de Mortalidade Infantil A taxa de mortalidade infantil é um dos indicadores que revela a melhoria das condições de vida de uma sociedade. Para além disso é o contributo mais importante para a esperança média de vida. Alfândega da Fé possui uma taxa média de mortalidade infantil inferior quer a nível regional quer a nível nacional, como podemos verificar no quadro precedente. Quadro 32 Taxa Média de Mortalidade Infantil 1998/2002 ZONA GEOGRÁFICA TAXA MÉDIA DE MORTALIDADE INFANTIL ‰ Alfândega da Fé 4,9 Alto Trás-os-Montes 6,9 Portugal 5,4 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2003 O Concelho possui duas farmácias, imprescindíveis ao sistema de saúde, ambas localizadas na freguesia de Alfândega da Fé. 3- Causas de Morte Analisando o ano de 2003, as principais causas de morte no Concelho foram os Enfartes Respiratórios, seguindo-se as Neoplasias e os AVC. Estes dados vêm confirmar a população envelhecida a residir no Concelho, pois são causas que estão associadas às camadas etárias mais idosas. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 54 Gráfico 16 Principais Causas de Morte, 2003 6 9 AVC 6 Senilidade 8 4 Neoplasias Infecções Respiratórias Infecções Cardíacas Enfarte do Miocárdio 5 Acidentes 10 7 Indeterminada Outras 11 Fonte: Centro de Saúde de Alfândega da Fé 4- População Deficiente De mãos dadas com a saúde está a questão dos deficientes que trás com ela consequências sociais e económicas, por vezes, devastadoras e estigmatizantes. Em todo o Concelho de Alfândega da Fé existe um total de 478 deficientes, o que perfaz em termos percentuais, 8% da população total. Esta percentagem é superior à verificada no Alto Trás-os-Montes e na região Norte (Quadro 33). Quadro 33 Percentagem de População Deficiente, 2001 REGIÃO POP. RESIDENTE POP. RESIDENTE % COM DEFICIÊNCIA Alfândega da Fé 5963 478 8,0 Alto Trás-os-Montes 223333 15032 6,7 Região Norte 3687293 218555 5,9 Fonte: Censos 2001 Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 55 Esta percentagem é preocupante se tivermos em conta a inexistência, dentro do Concelho, de respostas directamente vocacionadas para este tipo de população. As deficiências visual, motora e mental são as principais anomalias identificadas através da análise dos censos de 2001, como poderemos verificar no gráfico seguinte. Gráfico 17 População Residente com Deficiência 2º o tipo de Deficiência, 2001 13% 28% Def. Auditiva Def.Visual 23% Def. Motora Def.Mental 1% Paralisia Cerebral Outras Deficiências 15% 20% Fonte: Censos 2001 Para piorar toda esta situação e tendo em conta o grau de incapacidade atribuído à deficiência, verificamos, através do gráfico seguinte, que existe um número mais do que significativo de deficientes com um grau de incapacidade superior a 60%. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 56 Gráfico 18 População Residente com Deficiência, por Grau de Incapacidade, 2001 66 S/ Grau Atribuído 207 Inferior a 30% De 30 a 59% 114 De 60 a 80% Superior a 80% 57 34 Fonte: Censos 2001 Revela-se, assim, uma forte necessidade de criação de todo um conjunto de infraestruturas de apoio a esta camada da população que requer uma especial atenção. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 57 Capítulo VI- Acção Social “Toda a pessoa, como membro da sociedade Tem direito à segurança social; E pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, Sociais e culturais indispensáveis, Graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, De harmonia com a organização e os recursos de cada país” (Art. 22º da Declaração Universal dos Direitos do Homem) A Acção Social é um sistema que gira em torno de uma panóplia de objectivos que divergem na prevenção e reparação de situações de carência e desigualdade socioeconómica, de dependência, de disfunção, exclusão ou vulnerabilidade sociais, bem como na integração e promoção comunitárias das pessoas e no desenvolvimento das respectivas capacidades. Para além disso, também se destina a assegurar a especial protecção de grupos mais vulneráveis como o dos idosos, das crianças, dos deficientes, bem como de outras pessoas em caso de carência económica ou social, disfunção ou marginalização social. A tendência para o acentuar dos níveis de envelhecimento no topo tem implicações óbvias sobre a evolução futura do número de pensionistas na velhice. O envelhecimento demográfico agrava as dificuldades financeiras provenientes da maturação do sistema de segurança social. 1- Pensionistas/Beneficiários Em Alfândega da Fé, no número de pensionistas por velhice, verificou-se uma descida de 2001 para 2002 tendo voltado a subir em 2003. O número de pensionistas por Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 58 sobrevivência tem subido de ano para ano, como se pode verificar no quadro precedente. Quadro 34 Número de Pensionistas por Velhice e Sobrevivência PENSIONISTAS POR PENSIONISTAS POR ANO VELHICE SOBREVIVÊNCIA 2001 1404 451 2002 1397 464 2003 1418 501 Fonte: INE Um número que tem vindo a diminuir nos últimos anos é o de pensionistas por invalidez, como podemos verificar pelo quadro seguinte, este era de 349 em 2001 passando para 339 em 2003. Quadro 35 Número de Pensionistas por Invalidez ANO PENSIONISTAS POR INVALIDEZ 2001 349 2002 340 2003 339 Fonte:INE Em termos de beneficiários com prestações de desemprego, o número tem acompanhado o crescimento das taxas de desemprego que ultimamente se tem verificado a nível nacional. Se não vejamos, em 2002 havia 125 a usufruir deste beneficio, em 2003 eram 185. Tanto em 2002 como em 2003 são as mulheres que mais beneficiam deste tipo de prestação (Quadro 36). Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 59 Quadro 36 Número de Beneficiários com Prestações de Desemprego, 2º Sexo, 2002/2003 ANO BENEFICIÁRIOS COM PRESTAÇÕES DE TOTAL DESEMPREGO, 2º SEXO Homens Mulheres 2002 51 74 125 2003 84 101 185 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2002 e 2003 Continuando analisar este beneficio, em termos de idade, verificamos que em 2002 o grupo que mais usufruía era o de 55 e mais anos e os que menos usufruíam eram os de 25-29 anos e os de 50-54. Já em 2003 os que mais usufruem são os que tem entre os 3039 anos e os que menos usufruem são os que tem menos de 24 anos de idade. Gráfico 19 Número de Beneficiários de Prestações de Desemprego por Idade, 2002/2003 50 45 40 35 30 2002 25 20 2003 15 10 5 0 -24 25-29 30-39 40-49 50-54 55 ou + Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2002 e 2003 Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 60 2- Rendimento Mínimo Garantido Em termos de Rendimento Mínimo Garantido o número de beneficiários em 2002 era de 161, em 2003 esse número diminuiu para 112. Os maiores beneficiários são as mulheres embora a diferença seja mínima, em 2002 eram 83 mulheres e 78 homens, em 2003 eram 57 mulheres e 55 homens. Tendo em conta a idade, são os indivíduos com menos de 24 anos que, em 2002 mais usufruíram do RMG, sendo os com idade entre os 40-54 que menos usufruem. Em 2003 acontece o mesmo mas o número de beneficiários é menor em ambos os escalões etários (Gráfico 20). Gráfico 20 Número de Beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido por Idade, 2002/2003 80 70 60 50 2002 40 2003 30 20 10 0 -24 25-39 40-54 55 ou + Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2002 e 2003 Segundo o tipo de família, são as nucleares com filhos que mais são beneficiadas tanto em 2002 como em 2003. As menos beneficiadas são as famílias do tipo isolada. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 61 Gráfico 21 Beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido, 2ºTipo de Família, 2002/2003 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 2002 la da ar e on op M /f ea rc N uc l Is o os ilh os ilh /f ea rs uc l N nt al 2003 Fonte: Anuário Estatístico da Região Norte 2002 e 2003 3- Instituições Particulares de Solidariedade Social Em termos de assistência à terceira idade, o Concelho de Alfândega da Fé possui o Lar da Terceira Idade da Santa Casa da Misericórdia, o Santuário de Cerejais (Mariano) e outras unidades semelhantes, mas de menor dimensão, localizadas nas maiores freguesias. Para além, de garantirem a assistência à terceira idade, também efectuam um importante serviço de apoio domiciliário. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 62 Quadro 37 Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS LISTA DE UTENTES ESPERA 60 60 0 Lar 65 65 30 Creche 29 29 5 33 33 0 Apoio domiciliário Jardim de 46 18 Infância Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé Quadro 38 Mini-Lar Vilarchão VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS Centro de Dia Lar 4 LISTA DE UTENTES ESPERA 10 10 0 7 7 5 Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé Quadro 39 Mini-Lar Valpereiro VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS Lar 2 LISTA DE UTENTES 5 5 ESPERA 4 Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé Quadro 40 Mini-Lar Vilarelhos VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS UTENTES ESPERA 4 Centro de Dia Lar LISTA DE 5 14 14 4 Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 63 Fonte: Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé Quadro 41 Centro Social e Paroquial de Sambade VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS LISTA DE UTENTES ESPERA 9 35 35 0 Lar 10 13 15 10 ATL 4 25 5 0 Apoio domiciliário Fonte: Centro Social e Paroquial de Sambade Quadro 42 Centro Social e Paroquial dos Picões VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS Apoio LISTA DE UTENTES ESPERA 3 20 20 16 2 20 5 0 domiciliário Centro de Dia Fonte: Centro Social e Paroquial dos Picões Quadro 43 Centro Social e Paroquial dos Cerejais VALÊNCIAS RECURSOS CAPACIDADE N.º DE HUMANOS LISTA DE UTENTES ESPERA 9 80 65 0 Centro de Dia 5 20 6 0 Lar 14 40 35 15 Apoio domiciliário Fonte: Centro Social e Paroquial dos Cerejais Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 64 Capítulo VII – Habitação Um outro indicador que pode ser representativo nesta análise social são as condições habitacionais, que representam um papel fundamental no bem estar das populações. Sendo assim, irá ser feita uma análise evolutiva destas condições. Debruçando-nos sobre o quadro 44, constatamos que em 67% das freguesias do concelho houve uma variação positiva dos alojamentos e edifícios. Sendo esta maior na freguesia de Sendim da Ribeira (63%) e Saldonha com 34%. Na Sede de Concelho, as famílias sofreram uma variação positiva de 15,5%, os alojamentos 23,3% e os edifícios 19%. No âmbito deste estudo, é oportuno salientar que a freguesia de Sambade teve valores negativos em todos os indicadores em analise, com – 12% de famílias e -23% de alojamentos e edifícios. Facto associado à diminuição de -21,5% da população residente. Este fenómeno não é comum a todas as freguesias, se não veja-se as seguintes situações: Saldonha que viu a sua população diminuir em – 35% e as suas famílias em – 17%, verificou-se, no entanto, ser a segunda freguesia com maior aumento dos alojamentos e edifícios. Vales, apesar de ter perdido -38% da sua população residente, e – 27% das suas famílias assistiu a um aumento de 7,5% dos alojamentos e edifícios. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 65 Quadro 44 Variação das famílias, alojamentos e edifícios (1991/2001) ÁREA GEOGRÁFICA Agrobom Alfândega da Fé Cerejais Eucisia Ferradosa Gebelim Gouveia Parada Pombal Saldonha Sambade Sendim da Ribeira Sendim da Serra Soeima Vale Pereiro Vales Valverde Vilar Chão Vilarelhos Vilares da Vilariça Pop. Residente Famílias 195 1950 266 221 327 324 187 225 136 157 771 128 151 238 125 113 148 329 364 379 83 606 84 76 125 100 65 82 47 47 263 40 45 74 45 44 53 114 118 131 1991 Alojamentos 153 834 150 140 204 138 114 175 75 50 517 51 77 106 92 67 88 150 156 187 Edifícios Pop. Residente Famílias 150 775 150 140 203 138 114 174 75 50 512 50 76 106 92 66 87 150 156 186 154 2016 247 171 242 259 149 185 127 102 605 118 110 180 92 70 161 326 335 314 69 679 74 72 102 85 57 67 52 39 232 44 38 65 41 32 65 115 120 129 2001 Alojamentos 114 1030 137 152 174 116 118 147 77 67 394 83 77 110 79 72 97 185 180 227 Edifícios 113 923 136 152 174 115 118 147 77 64 392 82 74 110 78 72 97 185 179 225 Fonte:Censos2001 Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 66 Analisando os alojamentos clássicos segundo o regime de ocupação, verifica-se que no Concelho de Alfândega da Fé, 89% dos alojamentos são ocupados pelos próprios proprietários, havendo apenas 9% deles arrendados (Gráfico 22). Gráfico 22 Alojamentos Clássicos 2º o Regime de Ocupação, 2001 9% 2% Ocupados pelo Proprietários Arrendados/Subarrend ados Outros 89% Fonte: Censos 2001 No que concerne ao tipo de ocupação, cerca de 60% dos alojamentos são utilizados como residência habitual, 30% são usados sazonalmente, percentagem justificada pelo grande número de emigrantes que o concelho possui, e os restantes 10% estão vagos como se pode verificar pelo gráfico precedente. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 67 Gráfico 23 Alojamentos Familiares 2º o Tipo de Ocupação 10% Residência Habitual 30% Uso Sazonal 60% Vagos Fonte: Censos 2001 Fazendo uma avaliação das infra-estruturas básicas, existentes nos alojamentos familiares, verificamos que quase todos eles preenchem os requisitos necessários para o bem estar familiar. No entanto, existem lacunas a resolver, principalmente no que concerne à rede de esgotos, pois ainda existem no concelho 109 alojamentos sem esgotos e à distribuição de água, 3% dos alojamentos não possuem água potável (Quadro 44). Quadro 45 Alojamentos Familiares de Residência Habitual 2º a Existência de Infra-estruturas Básicas INFRAESTRUTURAS BÁSICAS Alojamentos de Residência Habitual Com Electricidade Sem Electricidade Com Água Sem Água Com Esgotos Sem Esgotos Nº 2163 2147 16 2096 67 2054 109 % 99,2 0,7 97 3 95 5 Fonte: Censos 2001 Em relação à antiguidade dos edifícios, podemos verificar através da análise do gráfico 24, que a maior parte dos edifícios remetem a sua data de construção entre 1971 e 1990. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 68 Gráfico 24 Edifícios 2º Época de Construção 16% 10% 7% Antes de 1919 1919-1945 1946-1970 23% 44% 1971-1990 1991-2001 Fonte: Censos 2001 1- Habitação Social No que concerne à habitação social o concelho da Alfândega da Fé possui 60 fogos, 40 no Bairro Trás de Castelo, 18 no Bairro do Telheiro e 2 na Casas das Telheiras. Todos eles ocupados. Existem ainda 21 família em lista de espera e 15 em fase de avaliação, todas elas sobrevivem com um salário mínimo nacional. Em jeito de conclusão podemos dizer, através da análise deste capítulo, que Alfândega da Fé apesar da sua progressiva diminuição em termos populacionais não deixou de crescer no que concerne à construção de fogos; que o seu parque habitacional ainda revela uma certa juventude, que há casos a resolver no que concerne á rede de saneamento (justificado pela distância de algumas freguesias da sede de concelho) e que embora a habitação social seja um sucesso, ainda há muito a fazer. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 69 Capítulo VIII - O Património Cultural “ Vou falar-lhes de um Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos o que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos.”(cit. Miguel Torga in III Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2002:63). Uma visita ao Concelho de Alfândega da Fé, não dispensa um olhar mais atento sobre o património histórico, nomeadamente o religioso, os vários tipos de habitação tradicionais das aldeias, e alguns monumentos. Cruzeiro do Largo da Praça Gouveia Igreja Matriz de Sambade Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 70 Quadro 46 Património Cultural e religioso FREGUESIAS Alfândega da Fé Agrobom Cerejais Ferradosa Eucísia Gebelim PATRIMONIO CULTURAL E RELIGIOSO Capela do Espírito Santo Igreja Matriz Casa dos Távoras Capela do Mártir S. Sebastião Capela da Família Ferreira Torre do Relógio Largo do Castelo Lagar D’el Rei Casa Mendonça Casa dos Malafaias Centro Cultural Mestre José Rodrigues Igreja Matriz Ermida de S. Lourenço As Fontes O Cruzeiro Fragas do Padeiro Fraga Amarela Santuário do Imaculado Coração de Maria Igreja Matriz Capela de S. Sebastião O Cruzeiro Miradouro do Calvário e da Loca Fraga das Inculcas Quinta da Barca Igreja Matriz Capela da Senhora das Dores Capela de Nossa Senhora de Fátima O Cruzeiro As Fontes O Miradouro de Picões Santuário Neolítico de Revides Pedra das Ferraduras Fonte da Agaicha Forno de Mouros Largo da Moreira Solar Setencista Igreja Matriz Capela de S. Bernardino de Sena Santuário de Nossa Senhora de Balsemão Igreja Matriz Ponte Romana Fontes Alminhas Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 71 Gouveia Parada Pombal Saldonha Sambade Sendim da Ribeira Sendim Capela Senhora do Rosário Capela de Santa Marinha Capela S. Gonçalo Cruzeiro da Portelinha Igreja Matriz Cruzeiro do Largo da Praça Atalaias da Serra da Gouveia Castro da Cabreira Cornalheira Castelo e Monte da cerca Capela de S. Antão da Barca Alminhas Fraga da Moura Igreja Matriz Fraga do Poio Castelo dos Mouros Castro da Marruça Fraga do Gato/Crato Sitio da Pracinha Capela de Santa Marinha Alminhas Nichos de Santo António e N. S. Fátima Fonte do Mergulho Igreja Matriz Igreja Matriz Capela de Nossa Senhora do Rosário Edifício Dr. Meneres Cordeiro Igreja Matriz (Monumento Nacional) Capela de Nossa Senhora das Neves Capela de S. Sebastião Capela de S. António Fontes de Mergulho Capela de S. Roque Fraga da Moura Cruzeiro Pelourinho Igreja Matriz Capela de Santa Bárbara Fontes Alminhas Ponte da Ribeira de Zacarias Capela da Nossa Senhora da Milagres Ermida de N. Senhora de Jerusalém Igreja Matriz Capela de Santo Amaro Fonte de Santa Eufémia Capela de S. Sebastião Alminhas Necrópole Medieval de Sepulturas Fontes de Mergulho Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 72 Soeima Valpereiro Vales Valverde Vilar Chão Vilarelhos Vilares da Vilariça Igreja Matriz Capela Nossa Senhora do Rosário Cruzeiro Fraga da Tecedeira Capela de S. Geraldo Igreja Matriz Cruzeiro Alminhas Tanques Tradicionais Igreja Matriz Alminhas Fonte do Mergulho Cruz de Prata Fonte Santa Capela de S. Bernardino Capela de S. Sebastião Cruzeiro Igreja Matriz Capela de S. Sebastião Igreja Matriz Capela do Senhor da Salvação Capela Santo Amaro Lugar da Legoínha Casas Brasonadas Fonte Limpa Capela de S. Tomé Capela Rural Rectangular Igreja Matriz Capela Senhora do Rosário Ermida da Senhora dos Anúncios Casas Brasonadas e Senhoriais Cruzeiro Castro Necrópole Solar do Morgado Ruínas da Ermida de Santo Antão Igreja Matriz Capela de S. João Capela de Santa Marta Capela de N. Senhora do Socorro Capela de S. Lourenço Cruzeiro de S. Roque Fonte Fontareja Lagar de Azeite Quinta da Madureira Solar dos Vilares da Vilariça Casas Brasonadas Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 73 Solar dos Morgados - Vilarelhos Igreja Matriz dos Vilares da Vilariça Escultura- Cinco Histórias com Bichos Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 74 Festa em Honra do Santo Padroeiro O Concelho de Alfândega da Fé tem trinta povoações, incluindo a sede do Concelho, distribuídas por vinte freguesias, e praticamente todas possuem um padroeiro em honra de quem se faz uma ou mais festas por ano, algumas das quais são autênticas romarias, considerando que estas se distinguem daquelas pelo carácter lúdico e pagão (ainda que não excluam a componente religiosa) e por essa razão atraem, desde tempos antigos, gentes de outros concelhos. Destacamos pela sua tipicidade, regularidade em número de pessoas que envolvem, as seguintes festas: Alfândega da Fé, em honra do Mártir S. Sebastião, realizada normalmente no segundo fim-de-semana de Agosto; Sambade, em honra de Nossa Senhora das Neves, realizada normalmente no terceiro fim-de-semana de Agosto e com a particularidade de ter o dia mais importante ao domingo; Parada, em honra de S. Antão da Barca, realizada normalmente no primeiro fim-de-semana de Setembro; Vilarelhos, em honra de Nossa Senhora dos Anúncios, realizada normalmente no último fim-de-semana de Agosto; Vilarchão, em honra de S. Sebastião, realizada em Agosto, sem data fixa; Valverde, em honra de S. Bernardo, realizada em Agosto, normalmente uma semana depois da festa da cede do Concelho. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 75 Capítulo IX -Turismo Toda a riqueza patrimonial descrita anteriormente, infelizmente não se traduz numa excelente procura a nível turístico. O Concelho tem revelado fracas apostas neste sector, o que se traduz num número reduzido de estabelecimentos hoteleiros e num número pequeníssimo de turistas. Em 2000, Alfândega da Fé contava apenas com 2 pensões, com 33 quartos e com capacidade para 101 pessoas, como nos revelam os censos de 2001. Capacidade que evoluiu de 1993 a 1998 tendo havido, no entanto, uma pequena redução nos anos de transição para o século 21, como o demonstra o gráfico precedente. Gráfico 25 Capacidade de Alojamento 1993-2002 Capacidade de Alojamento 120 103 102 101 1998 1999 2000 100 83 80 60 56 46 46 1993 1994 40 20 0 1996 1997 Fonte: Censos 2001 Nota: Em 1995 eram confidenciais Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 76 Em relação ao número de hóspedes o Concelho de Alfândega da Fé, em 2002, contou com 1620, todos eles de origem portuguesa. Isto, revela não só uma falta de divulgação a nível internacional como também nacional. No entanto, o número de dormidas tem vindo a aumentar nos últimos anos (Gráfico 26). Gráfico 26 Dormidas 1995-2000 Dormidas 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: Censos 2001 Foi na tentativa de mudar este panorama, que o actual município decidiu apostar na construção de uma moderna unidade hoteleira na Serra de Bornes. A Estalagem Senhora das Neves, situada a 1200 metros de altitude, possui 23 quartos, duas suites e uma vista panorâmica de fazer tirar a respiração. O turismo rural é outra aposta que está associada à reconversão de duas antigas escolas do ensino primário, situadas nas freguesias da Gouveia e Sendim da Serra. Relacionados com estes projectos estão iniciativas de cariz privado, nomeadamente hoteleiras e no campo dos restaurantes, mas também no aproveitamento da caça, com a organização de várias áreas associativas e de uma reserva turística. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 77 Conclusão Este Pré -Diagnóstico foi já uma primeira abordagem à realidade social do Concelho de Alfândega da Fé. Permitiu-nos identificar alguns dos problemas que mais afectam a população, nomeadamente ao nível do desemprego, da saúde, habitação e acção social. Após esta primeira viagem analítica pelo Concelho, chegamos a algumas conclusões que interessam relembrar de forma resumida. Assim, em Alfândega da Fé observou-se, em termos de evolução populacional, entre 1991 e 2002, uma variação negativa na ordem dos 13,9%. Apesar desta variação negativa em todo o Concelho, verifica-se um aumento das pessoas na sede do Concelho. Neste é a população do sexo feminino que mais predomina. A contínua quebra verificada na natalidade, associada ao aumento da longevidade, levou a que a população portuguesa se caracterizasse por um forte envelhecimento demográfico. A manter-se esta situação, a sociedade portuguesa poderá defrontar-se com uma situação difícil a longo prazo, sobretudo nas zonas mais desertificadas do país, também aquelas onde este envelhecimento é maior. Enquadrada neste padrão encontra-se o Concelho de Alfândega da Fé, onde se constata um duplo envelhecimento da população, sendo a população com mais de 65 anos a que mais prevalece. A agravar esta situação estão as baixas taxas de natalidade, que em 11 anos passou de 10%, em 1991, para 6,9%, em 2002. Se as taxas de natalidade tem vindo a baixar, as taxas de mortalidade tem vindo a aumentar (passou de 13,8%, em 1991, para 17,2%, em2002), outro indicador que revela uma população envelhecida. O saldo migratório indica-nos até que ponto o Concelho é ou não atractivo ou repulsivo do ponto de vista demográfico. Alfândega da Fé com um saldo migratório negativo (5,9%), percentagem muito superior a de Alto Trás os Montes, pode-se considerar um Concelho repulsivo nesta perspectiva demográfica. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 78 Importa ainda referir que o numero de famílias residentes no Concelho teve uma variação negativa – 1,7% no espaço de uma década, sendo as famílias clássicas as que se encontram em maior numero. Relativamente ao grau de instrução, conclui-se que a população regista níveis de escolaridade baixos, essencialmente nas camadas mais envelhecidas da população. Alfândega da Fé apresenta ainda uma taxa de analfabetismo superior à nacional, tendo atingido variações negativas, passando de 17,8% em 1991 para 18% em 2001, tudo associado ao índice de envelhecimento, visto que as faixas etárias mais altas não frequentaram qualquer grau de ensino. A nível económico, Alfândega da Fé demonstra ser um Concelho onde o sector primário perdeu importância, tendo havido um grande aumento do sector terciário. A indústria e as actividades a elas ligadas começam agora a ter alguma expressão, para o que contribui decisivamente a criação da Zona Industrial, cuja área começa a ser pequena para as solicitações e onde trabalham já, de forma permanente, algumas dezenas de pessoas. No entanto, os censos de 2001, revelam que a taxa de actividade diminuiu de 1991 para 2001. Apesar de ser um Concelho maioritariamente feminino, Alfândega da Fé revela que, mais de metade da população economicamente activa é do sexo masculino. O que resulta numa taxa de desemprego feminina muito superior à do sexo masculino. Taxa de desemprego que se mostra superior quer a nível regional, quer nacional. Dos desempregados, cerca de 79%, encontra-se na situação de procura de 1º emprego. Tal percentagem, pode estar associada ao facto deste fenómeno atingir maioritariamente as faixas etárias mais jovens. Ao nível da Educação, nos últimos 4 anos tem-se vindo a verificar uma diminuição do numero de alunos, a redução mais drástica deu-se entre o ano lectivo de 2002/2003 e 2003/2004. Esta diminuição verifica-se em todos os graus de ensino , à excepção do Pré-Escolar. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 79 Em termos de abandono escolar é de salientar a existência de um número de relevo de jovens a abandonarem o ensino sem completarem a escolaridade obrigatória e que este se verifica com maior incidência no secundário. Tendo como ponto de referência que o nível de instrução e qualificação profissional dos residentes é baixo , é urgente que se implemente uma componente profissional no ensino recorrente de forma a que a qualidade de mão-de-obra no concelho aumente. No capitulo dedicado as questões da saúde, foi visível a insuficiência de recursos humanos médicos e de enfermagem para abranger a totalidade da população, este embora dinâmico não consegue evitar a necessidade de deslocações diárias de muitos utentes para hospitais distritais. Entre as especialidades existentes a menos procurada é a de Saúde Maternal/Obstetrícia, o que revela as baixas taxas de fecundidade no Concelho. O número de camas, deste serviço público, revela-se insuficiente e tivermos em conta que a taxa de ocupação é de 1001,4%. A questão da deficiência é uma questão muito importante no concelho de Alfândega da Fé, 8% da população total é deficiente, percentagem muito preocupante visto não existirem no Concelho respostas directamente vocacionadas para este tipo de população. Em termos de Acção Social verifica-se, neste Concelho, que são os mais velhos que mais usufruem dos seus apoios, apesar de nos últimos anos se ter vindo a verificar uma descida do número de pensionistas por velhice. No que concerne ao Rendimento Mínimo Garantido tem havido uma descida do número de processos de 2001 para 2002, o que revela uma melhoria das condições de antigos beneficiários. Após análise ao Concelho chegou-se à conclusão que o número de instituições de apoio ao idoso revela-se insuficiente, sobretudo na valência de lar, não abrangendo todas as freguesias. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 80 Em termos habitacionais concluí-se que houve uma variação positiva dos alojamentos e edifícios apesar, da progressiva diminuição da população. Existem, no Concelho, casos a resolver o que concerne à rede saneamento. Embora riquíssimo em termos patrimoniais e paisagísticos, Alfândega da Fé revela muitas insuficiências no que diz respeito a empreendimentos de nível turístico, é necessário dinamizar este sector. Como vimos, o envelhecimento da população tem consequências directas quer a nível social quer a nível económico, uma vez que os níveis de correspondentes às idades mais produtivas economicamente começam a ser insuficientes para manter as populações dependentes. Assim, Alfândega da Fé, um Concelho envelhecido demograficamente, diminui o seu dinamismo uma vez que: carece de população activa necessária para manter os encargos com as reformas e outras despesas sociais; a população idosa faz com que as sociedades apresentem uma tendência para o conservadorismo, com a consequente falta de dinamismo e, deste modo, torna-se mais difícil assistir a processos de mudança, nomeadamente a nível cultural, tecnológico e económico. Deste ponto de vista é necessário iniciar um processo de mudança que reverta a tendência. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 81 Análise SWOT A análise SWOT apresentada no quadro que se segue elabora uma sistematização do quadrinómio Pontos Fortes/ Pontos Fracos e Potencialidades/Ameaças do Concelho de Alfândega da Fé, tendo por base a análise feita anteriormente. Quadro 47 Análise SWOT PONTOS FORTES • PONTOS FRACOS Proximidade de recursos hídricos • Localização Geográfica; (Rio Douro e Sabor, Barragens da • Falta de acessibilidades externas; Camba, Estevainha, Burga e do • Baixa densidade demográfica; Salgueiro) • Recessão demográfica acentuada constituindo potencial de um irrigação, • navegabilidade, lazer e pesca; • Concentração da população na • • Património histórico, natural e distantes da Sede de Freguesia, paisagístico com custos acrescidos dos serviços diversificado; públicos (saneamento básico, rede Produtos naturais com qualidade viária, transportes e equipamentos reconhecida; colectivos); Eventos culturais anuais Cereja e dos produtos locais); • Aumento da frequência da Investimento por parte Diminuição das taxas de índices Índice de Envelhecimento; • Crescimento Populacional, Saldo da e Migratório com variações negativas; • de elevados • Natural Autarquia na Educação, • Valores dependência sobretudo dos idosos; educação Pré-escolar; • Existência de povoamentos muito cultural, (Amendoeiras em flor, Feira da • Variação demográfica negativa nas últimas 2 décadas; • Vila de Alfândega da Fé; • em algumas freguesias; Elevadas taxas de desemprego, sobretudo ao nível do desemprego Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 82 repetência e abandono escolar; • • feminino; Acesso à Internet nos Ensinos • Escassa oferta em termos de Básico e Secundário; emprego, decorrente, do numero Variação regular das previsões de de frequência do ensino. Concelho, levando à saída da empresas sedeadas no população; • Baixo nível de instrução; • Elevada taxa de analfabetismo; • Ausência de uma rede de transportes de cobertura a todo o Concelho, para além dos transportes escolares; QUADRO 48 Oportunidades / Ameaças OPORTUNIDADES • AMEAÇAS Inversão total do comportamento • demográfico do Concelho com um crescimento médio anual positivo; • Melhoria dos níveis repulsivo que atractivo • acessibilidade (Conclusão do IC5) • Aproveitamento das actividades na concretização dos domínio das acessibilidades; • atracção de investimentos; • Atrasos grandes projectos em curso no de para reforçar a capacidade de Permanência de um concelho mais Povoamento disperso que dificulta a instalação de infra-estruturas; • Competição e poder de atracão de turísticas e de lazer (património outros natural, histórico e cultural); regionais, nomeadamente Macedo Condições para o crescimento de de Cavaleiros e Mirandela; aglomerados urbanos Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 83 • unidades de agro-turismo; • Características ambientais cultural • de património favoráveis • Declínio das actividades agrícolas, desenvolvimento diversificado do globalização e principalmente da turismo e à atracção da população concorrência dos países Leste que europeia e nacional; vão aderir à EU; Possibilidade de desenvolvimento • Maior empenho dos Agricultores e comerciantes com atitudes tradicionais que dificultam agentes o associativismo; • na criação de uma imagem forte para a Região do Alto Trás-os- Actividade agrícola tecnologicamente pouco evoluída; • Uma crescente exigência de Montes; profissionalismo por parte dos Aproveitamento por parte dos turistas, não acompanhada pela agentes melhoria de oferta; privados, no grande empenho da Câmara Municipal na • e em consequência de crescente económicos (públicos e privados) • dinamismo ao da agricultura biológica; • de competitividade empresarial; climáticas, e Falta • Possível agravamento da economia divulgação cultural do concelho; mundial, reflectindo-se Maior diminuição do aproveitamento subsídios, nomeadamente dos do na investimento e fluxo turístico; Fundo Social Europeu, em cursos • Diminuição da população escolar; com • Não componente escolar e implementação da simultaneamente profissional, a componente fim de melhorar o baixo nível de Ensino Recorrente ministrado no instrução do concelho; concelho. profissional no O binómio Oportunidades/Ameaças traz à luz um futuro de incertezas para o Concelho de Alfândega da Fé. O seu desenvolvimento económico e social está subjugado à dinamização de uma série de acções concertadas não só ao nível Local, mas também, Regional e Nacional. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 84 BIBLIOGRAFIA José Lopes, Francisco:”No Tempo das Palavras”Edição Câmara Municipal de Alfândega da Fé – 2003 Carta Educativa do Concelho de Alfândega da Fé Agrupamento Vertical de Escolas. “Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas de Alfândega da Fé” – 2001 AGRO.GES, Sociedade de Estudos e Projectos.”Planeamento Estratégico do Concelho de Alfândega da Fé. Relatório Final, Versão Preliminar”- 2003 Anuário Estatístico da Região Norte, 2002-2003 Censos 91- XIII Recenseamento Geral da População Censos 2001- XIV Recenseamento Geral da População/ IV Recenseamento Geral da Habitação, Instituto Nacional de Estatística. Pré-Diagnóstico Social ________________________________________________ 85