Direcção do Serviço de Formação
Glossário de Termos de Formação Profissional
ABORDAGEM SISTÉMICA
Metodologia que visa o estudo dos sistemas na sua complexidade organizada, tendo em
conta a interdependência e interacção das fases que a constituem, nomeadamente: o
diagnóstico de necessidades de formação; o planeamento das intervenções ou
actividades formativas; a concepção de intervenções, programas, instrumentos e
suportes formativos; a organização e aprovação de intervenções ou actividades
formativas; o desenvolvimento/execução de intervenções ou actividades formativas; o
acompanhamento e avaliação de actividades formativas; e, por fim, outras formas de
intervenção sociocultural ou pedagógica, preparatórias ou complementares da
actividade formativa ou facilitadoras do processo de socialização profissional.
Dicionário Breve de Pedagogia / GT A1 ; Guia de Apoio ao utilizador do Sistema de Acreditação –
INOFOR.
ACÇÕES DE FORMAÇÃO
Actividades concretas no domínio dos comportamentos e interacções que se organizam
entre formandos, formadores e interlocutores institucionais para atingir os objectivos
previamente definidos, visando uma mudança no indivíduo e na sua situação
profissional.
ACÇÕES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Qualquer actividade de formação organizada, realizada com o fim de proporcionar a
aquisição ou aprofundamento de competências profissionais e relacionais requeridas
para o exercício de uma ou mais actividades profissionais.
Proposta de Lei da Formação Profissional
ACREDITAÇÃO DE ENTIDADES
Entende-se como a validação e o reconhecimento formais da capacidade de uma
entidade para desenvolver actividades de natureza formativa, nos domínios e âmbitos de
intervenção relativamente aos quais demonstre deter competências, meios e recursos
humanos, técnicos, instrumentais ou materiais.
Portaria nº 782/97, de 29 de Agosto
AJUDAS AUDIO-VISUAIS
Material ou dispositivo destinados a facilitar a formação, dirigidas aos sentidos da vista
e do ouvido. São geralmente utilizadas em processos controlados de aprendizagem.
NATO
ALGORITMO
Modelo de fluxograma destinado a apoiar a tomada de decisão, o qual consiste numa
sequência de frases/questões simples, ordenadas segundo uma hierarquia lógica, que se
desenvolve da mais geral para a mais específica. Só as frases/questões relevantes para o
caminho apropriado através do algoritmo requerem actuação. As respostas limitam-se a
SIM ou NÃO.
NATO
ANÁLISE COMPORTAMENTAL DE TAREFAS
Processo de definir as acções necessárias para atingir um objectivo comportamental
Direcção do Serviço de Formação
derivado de uma dada tarefa, em resposta à identificação efectuada pelo utilizador.
NATO
ANÁLISE DE CUSTO-BENEFÍCIO
Comparação sistemática entre o custo de aplicação de uma determinada abordagem à
formação e ao treino e os resultados derivados da sua aplicação com sucesso. Deve
procurar quantificar os custos e os benefícios, tanto directos como indirectos.
NATO
ANÁLISE DE NECESSIDADES DE FORMAÇÃO
É um processo de recolha, selecção, tratamento e interpretação de dados que se insere
no âmbito de uma estratégia de melhoria da qualidade – numa organização ou
comunidade – e que visa a detecção de problemas pontuais e a obtenção de informações
relevantes para que se possa agir estrategicamente. Comporta três níveis de análise que
coincidem com as suas três fases fundamentais:
- ANÁLISE DO CAMPO PROFISSIONAL. Nesta fase podem realizar-se três tipos de
análises conducentes à identificação de necessidades formativas: Análise ao nível
organizacional: procura analisar primeiro a pertinência da própria formação, ao que se
segue a análise de quando e onde a formação pode e deve ser aplicada; Análise ao nível
funcional: procura determinar o modo mais rentável de execução de uma função ou
grupo de funções, as condições e equipamentos necessários, assim como os saberes e
competências requeridas; Análise ao nível pessoal: procura avaliar um dado
desempenho profissional assim como as acções e as condições necessárias para atingir
o nível requerido para o desempenho da função.
- ANÁLISE DO CAMPO DA FORMAÇÃO. Em termos ideais trata-se de “traduzir” em
conteúdos, itinerários e modalidades de formação, os resultados da análise anterior.
- ANÁLISE DO CAMPO PEDAGÓGICO. Nesta etapa procura-se definir as condições
especificas das actividades pedagógicas a desenvolver: teorias pedagógicas,
instrumentos de avaliação, técnicas pedagógicas, distribuição do tempo e do espaço,
recursos materiais e logísticos, etc.
ANÁLISE DE PERÍCIAS/CAPACIDADES
Estudo detalhado e sistemático das perícias/capacidades necessárias para executar
determinada tarefa. Pode também orientar-se para a determinação de pistas, obtenção de
respostas e de aspectos de tomada de decisão ligados a dada perícia/capacidade.
NATO
ANÁLISE DE TAREFAS
Processo de exame detalhado de uma tarefa com o objectivo de identificar as suas
componentes e de adquirir informação sobre os respectivos graus de dificuldade e
importância, bem como da frequência com que é executada.
NATO
ANÁLISE DE TRABALHO
Processo de caracterização detalhada de um cargo, visando a identificação das funções e
tarefas que o integram, sua natureza, qualificações exigidas, condições de trabalho,
exigências físicas e psicológicas, responsabilidades e autonomia nas realizações desse
cargo.
IEFP, Texto apoio da ETET
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
ANÁLISE FUNCIONAL
Análise de determinados cargos ou categorias profissionais com o objectivo de definilos em termos de funções e tarefas a desempenhar.
GTA1
ANÁLISE OCUPACIONAL
Processo de apreciação detalhada de todos os elementos disponíveis obtidos através da
análise de trabalho, incluindo descrições e especificações referentes a cargos, tendo em
vista a identificação daqueles que, atendendo às suas tarefas principais, são
suficientemente semelhantes para serem agrupados sob um título ocupacional comum.
Quando a análise estiver concluída, é possível produzir uma descrição da ocupação.
NATO
ANDRAGOGIA
Arte e/ou ciência de ajudar os adultos a aprender.
Tight, M. (1983), Education for adults. Vol 1. London: Open University.
APRENDIZAGEM
Processo integrado em que um indivíduo se mobiliza no sentido de uma mudança de
comportamento, nos domínios cognitivo, psicomotor e/ou afectivo.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
APTIDÃO
Disposição natural de um indivíduo para desempenhar determinada função.
ÁREA DE RESULTADOS CHAVE
Tarefa ou grupo de tarefas, no âmbito do cargo de um indivíduo, em que um
desempenho excelente pode melhorar significativamente a eficiência da organização,
ou, contrariamente, um desempenho deficiente pode diminuir significativamente a sua
eficiência.
NATO
ÁREA FUNCIONAL
Engloba todo o conjunto de missões, actividades, metas e finalidades através da
aplicação de doutrina, métodos, técnicas e procedimentos, processos e recursos, em
regra associados aos objectivos dos departamentos, à organização das unidades para a
acção, envolvendo médios e baixos graus de prontidão.
ÁREA OCUPACIONAL
Conjunto de postos de trabalho relacionados entre si, cujas tarefas principais são
análogas.
ÁREAS TEMÁTICAS DE FORMAÇÃO
Campo do saber ou a disciplina do conhecimento que identifica e delimita
substantivamente um determinado conteúdo de aprendizagem - científico, técnico,
profissional ou comportamental -, que constitui matéria ou objecto de desenvolvimento
da formação.
INOFOR
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
AUDITORIA DA FORMAÇÃO
Exame sistemático dos inputs, outputs e impactos de um sistema formativo, com base
num referencial de critérios explícitos, permitindo identificar eventuais problemas e
respectivas soluções.
INOFOR
AUTOFORMAÇÃO
Modalidade de formação em que o indivíduo planifica, organiza, executa e avalia a sua
própria formação.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
AUTOSCOPIA
Técnica de auto-análise que permite ao indivíduo rever-se na acção e conhecer-se
melhor, tomando consciência dos seus pontos fortes e fracos, a fim de se aceitar e
melhorar.
IEFP
AVALIAÇÃO
Processo que consiste em recolher um conjunto de informações pertinentes, válidas e
fiáveis e em examinar o grau de adequação entre este conjunto de informações e um
conjunto de critérios adequados ao objectivo fixado, com vista à tomada de decisão.
Guia do Formador
AVALIAÇÃO CRITERIAL
Avaliação aferida a critério, tendo em conta determinar a capacidade do aluno/formando
para atingir o padrão de desempenho previamente estabelecido.
Dicionário Básico de Pedagogia
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Processo de verificação, em termos quantitativos e qualitativos, das mudanças de
comportamento do formando nos domínios cognitivo, psicomotor e afectivo, durante a
acção de formação, face aos objectivos pedagógicos previamente definidos.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA FORMAÇÃO
Método de avaliação da formação que consiste na apreciação do grau de sucesso da
formação com base na comparação dos resultados obtidos com os objectivos da
formação.
INOFOR
AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA FORMAÇÃO
Método de avaliação da formação que consiste na apreciação do grau de sucesso da
formação com base na comparação dos resultados obtidos, face aos recursos utilizados.
INOFOR
AVALIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Processo de identificação e controlo das competências adquiridas no exercício de uma
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
actividade profissional ou social.
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Processo que possibilita a monitorização sistemática de determinada
intervenção
formativa, recorrendo para o efeito a padrões de qualidade de referência explícitos ou
implícitos, com vista à produção de juízos de valor que suportem a eventual tomada de
decisões.
Inofor
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Tem como objectivo fundamental proceder a uma análise de conhecimentos e aptidões
que o formando deve possuir num dado momento, para poder iniciar novas
aprendizagens.
Lucie Carrilho Ribeiro
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
Apreciação do comportamento e das capacidades técnicas de um individuo no exercício
da sua actividade profissional, bem como dos resultados e dos progressos obtidos. Esta
apreciação constitui, designadamente, um instrumento diagnóstico das necessidades de
formação.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA FORMAÇÃO
Método de avaliação da formação que consiste na apreciação dos efeitos da formação
sobre o desempenho do indivíduo a nível pessoal, organizacional e social. Constitui um
dos elementos de validação do próprio processo formativo.
CIPE
AVALIAÇÃO DO PROCESSO FORMATIVO
Processo de acompanhamento, controlo e apreciação de uma acção de formação –
entidade formadora, formador e formando – com o objectivo de a melhorar.
AVALIAÇÃO EXTERNA
Avaliação desenvolvida por um indivíduo ou organização que não participa na
concepção e execução da intervenção formativa, mas que se responsabiliza pela
respectiva avaliação.
Inofor
AVALIAÇÃO EX-ANTE
Efectua-se antes da formação propriamente dita, tendo como objectivo último a
compreensão/definição dos indicadores de realização, de resultados e de impacto da
formação.
Inofor
AVALIAÇÃO EX-POST
Efectua-se, regra geral, algum tempo após a realização da formação, produzindo
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
informação sobre os seus resultados e efeitos gerados pela intervenção formativa ao
nível dos seus beneficiários [directos (desempenho dos indivíduos) e indirectos
(contextos que receberam as mais valias formativas)].
Inofor
AVALIAÇÃO FORMATIVA
Modalidade de avaliação efectuada no decurso da realização da fomação que visa
produzir informação que possibiliite aos formandos e formadores verificar se os
objectivos pedagógicos estão a ser atingidos, podendo resultar na introdução de
melhorias durante o processo de aprendizagem.
Inofor
AVALIAÇÃO INTERNA
Avaliação realizada por uma estrutura específica e/ou indivíduos que dependem da
organização responsável pela execução da intervenção formativa e que visa fornecer aos
mesmos informações de suporte à respectiva tomada de decisão.
Inofor
AVALIAÇÃO NORMATIVA
Avaliação cujos resultados são confrontados com uma norma, seja de população ou de
domínio de um conjunto de objectivos hierarquizados.
Guia do Formador
AVALIAÇÃO ON-GOING
Efectua-se durante a realização da formação, acompanhando a execução da mesma e
produzindo informação para a monitorização e controlo de gestão do processo
formativo, numa óptica de melhoria contínua.
Inofor
AVALIAÇÃO QUALITATIVA
Recolha, tratamento e apresentação de informação recorrendo a técnicas como a
observação directa, a análise de documentação, inquéritos por entrevista, estudos de
caso, entre outros, frequentemente sob uma forma narrativa.
Inofor
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
Recolha, tratamento e apresentação de informação usando factos e implicando uma
representação numérica.
Inofor
AVALIAÇÃO SUMATIVA
Modalidade de avaliação da aprendizagem, de carácter classificativo e certificativo,
praticada no final de um segmento de ensino-aprendizagem, visando fazer-se o balanço
final das competências adquiridas pelo formando face aos objectivos previamente
definidos.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
Lucie Carrilho Ribeiro
AVALIAR A COERÊNCIA
É um critério de avaliação que permite verificar a relação entre as características e
componentes do processo formativo e os objectivos de formação.
Inofor
AVALIAR A CONFORMIDADE
Permite verificar se um produto, processo ou serviço cumpre requisitos, presacrições,
procedimentos ou normas especificadas.
Inofor
AVALIAR A OPORTUNIDADE
Verifica em que medida determinado projecto dá resposta atempada às necessidades dos
respectivos destinatários.
Inofor
AVALIAR A PERTINÊNCIA
Verifica em que medida os objectivos de uma intervenção formativa correspondem às
necessidades que estiveram na sua origem.
Inofor
AVALIAR A UTILIDADE
E um critério de avaliação que verifica em que medida os resultados da formação
correspondem às necessidades que estiveram na sua origem.
Inofor
BOLSA DE FORMADORES
É um conjunto de indivíduos devidamente habilitados e certificados para ministrar
formação em diversas áreas científicas, cujos serviços podem ser requeridos a qualquer
altura, sempre que seja necessário.
BRAINSTORMING
Técnica de grupo usada na procura de soluções criativas para problemas que afectam a
organização ou como meio de encontrar novas ideias para um dado tema. Consiste em
deixar vaguear a imaginação sem opor nenhuma atitude crítica à expressão das ideias ou
associações de ideias, quaisquer que elas sejam, quando as mesmas ocorrem, antes de as
submeter às regras do pensamento lógico.
NATO
Guia do Formador
CARGO
Conjunto de funções, tarefas e actividades atribuíveis a um só titular.
NATO; Dicionário Conceitos e Princípios Jurídicos.
CARGO MILITAR
Lugares fixados na estrutura orgânica das Forças Armadas, Departamentos do Estado
ou Organismos Internacionais, cujo preenchimento está sujeito às condições atinentes
ao
posto, à classe ou especialidade militar, de acordo com os níveis de
responsabilidade e qualificações exigíveis.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
EMFAR, artº 35º
CARREIRA
Série ascendente de lugares ou cargos que o indivíduo deverá percorrer na sua vida
funcional.
Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos
CARREIRA MILITAR
Conjunto hierarquizado de postos em cada categoria que se concretiza em determinado
quadro especial e a que corresponde o exercício de cargos e o desempenho de funções
diferenciadas entre si.
EMFAR, artº 138º
CATEGORIA
É a posição do individuo na organização em que se incorpora. Define-se pelo conjunto
de funções, tarefas e actividades que formam o objecto de trabalho.
Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos
CATEGORIA MILITAR
Associada ao conceito de carreira militar própria e composta por sub-categorias e
postos. Os militares agrupam-se hierarquicamente e por ordem decrescente nas
seguintes categorias: Oficiais, Sargentos e Praças.
EMFAR, artº 28º
CENTRO DE RECURSOS DE APRENDIZAGEM
Espaço físico e virtual, cujo modelo de funcionamento assenta na organização de
recursos e fontes de informação diversificadas, proporcionando aos seus utilizadores um
fácil acesso aos mesmos, independentemente do local onde se encontrem.
GT G3
CENTROS DE FORMAÇÃO
Entidades formadoras integradas no sistema de formação da Marinha e direccionadas
para a formação do pessoal em vertentes científicas e tecnológicas específicas.
São órgãos ou organismos não inseridos nas escolas, não dispondo de autonomia
administrativa nem pedagógica, podendo ou não estar na dependência de órgão ou
organismo da componente utilizadora do sistema de formação da Marinha.
Proposta de Despacho Relativo à Informação 140/DIR/04AGO99 da DSF
CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL:
É a comprovação da formação, experiência ou qualificação profissionais, bem como,
eventualmente, da verificação de outras condições requeridas para o exercício de uma
actividade profissional.
Decreto- Lei nº 95/92, de 23 de Maio
CERTIFICADO:
Documento que comprova que o seu titular concluiu com aproveitamento um ciclo de
estudos de carácter geral ou de natureza técnica ou tecnológica equivalente à
escolaridade básica ou ao ensino secundário do sistema educativo português. Deverá ser
seguido de um ciclo de estudos, ou de formação profissional, ou de estágio, ou de um
período de prática profissional.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
Decreto Lei nº242/96,18 de Dezembro
CERTIFICADO DE APTIDÃO PROFISSIONAL
É o título oficial, emitido por entidades certificadoras de competência reconhecida, que
comprova a competência para o exercício de uma actividade profissional, o nível de
qualificação, a equivalência a habilitações escolares e/ou a verificação de outras
condições possivelmente exigidas para o exercício de uma actividade profissional.
CERTIFICADO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL:
É o título, emitido pela entidade formadora, comprovativo de que o seu titular atingiu os
objectivos definidos nos programas de cursos ou acções de formação profissional a que
respeita (DL 95/92 de 23 de Maio).
CERTIFICADO PROFISSIONAL
Diploma, título ou outro documento equiparado através do qual se faz a certificação.
Decreto Lei nº 95/92, de 23 de Maio
CICLO FORMATIVO
Conjunto ou sequências de fases caracterizadoras dos projectos formativos,
designadamente:
- Diagnóstico de necessidades de formação;
- Planeamento de actividades;
- Concepção de programas, instrumentos e suportes formativos;
- Organização e promoção das actividades formativas;
- Desenvolvimento / Execução das actividades;
- Acompanhamento e avaliação das actividades.
Guia de Apoio ao Utilizador
CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO
Disciplinas académicas que têm como campo de estudo as respostas dos organismos
vivos.
NATO
CLASSE
Categoria de funções da mesma natureza: cargos de natureza idêntica.
Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos
CLASSE MILITAR
Conceito inerente ao exercício de cargos, funções e actividades de natureza idêntica,
agrupados e escalonados pelos respectivos níveis de complexidade e responsabilidade
em função de sub-categorias e postos.
COLÓQUIO
Técnica de comunicação na qual um grupo de pessoas realiza perante um auditório uma
discussão sobre um dado tema, com vista à definição de uma questão. Os debates ao
nível dos membros do colóquio são regulados por um moderador, podendo os
participantes intervir ocasionalmente.
Guia do Formador
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
COMPETÊNCIA (saber-fazer)
Conjunto de capacidades interdependentes relacionadas com um determinado domínio.
A competência surge associada ao saber-fazer e constitui uma componente essencial do
processo de aprender a aprender.
Dicionário Básico de Pedagogia
COMPETÊNCIA PROFISSIONAL
Conjunto estabilizado de comportamentos a nível cognitivo, psicomotor ou afectivo, que
habilitam o indivíduo para realizar uma ctividade, uma função ou uma tarefa específica.
INOFOR
COMPONENTE DE FORMAÇÃO CIENTÍFICA
Constituída pelas disciplinas ou ciências básicas que fundamentam as respectivas
tecnologias e são comuns a várias actividades profissionais.
Programa Pessoa e DL 401/91, de 16 de Outubro
COMPONENTE DE FORMAÇÃO PRÁTICA
Constituída pelas competências técnicas cuja aquisição permite o desenvolvimento das
destrezas que integram o exercício profissional, e é tanto mais exigente quanto maior
for a complexidade e perigosidade das tarefas a realizar.
Pode assumir a forma de práticas reais em contexto de trabalho, ou de práticas
simuladas em contexto de formação, orientadas por formador.
Programa Pessoa e DL 401/91, de 16 de Outubro
COMPONENTE DE FORMAÇÃO SÓCIO-CULTURAL
Constituída pelas competências, atitudes e conhecimentos gerais e comuns relativos:
a) Ao exercício de todas as actividades.
b) Ao desempenho dos diversos papéis sociais nos vários contextos de vida,
nomeadamente o do trabalho.
A componente de formação sócio-cultural visa a integração da formação no processo de
desenvolvimento pessoal, profissional e social dos indivíduos e a sua inserção no mundo
do trabalho.
Programa Pessoa e DL 401/91, de 16 de Outubro
COMPONENTE DE FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Constituída pelas tecnologias necessárias para compreender a actividade prática e para
resolver os problemas que integram o exercício profissional.
Programa Pessoa e DL 401/91, de 16 de Outubro
COMPORTAMENTO PADRÃO
Acção ou execução, possível de observar, através da qual o formando demonstra que
atingiu um dado objectivo de aprendizagem.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
CONFERÊNCIA
Dissertação efectuada por uma pessoa (especialista, cientista, etc) perante um auditório.
Não são admitidas interrupções por parte do público durante a sua realização. Pode ser
complementada com um Painel.
Minicucci Agostinho
CONHECIMENTO (saber)
Ideia, noção ou saber que resulta da formação/instrução.
Instituto Nacional de Administração
CONTEÚDO DE FORMAÇÃO
Conjunto de conhecimentos a adquirir e de capacidades práticas, atitudes e formas de
comportamento a desenvolver, através da formação.
INOFOR
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Conjunto estruturado de matérias a desenvolver em cada unidade de formação,
acompanhado, designadamente, de objectivos pedagógicos, orientações metodológicas e
referências bibliográficas.
INOFOR
CONTROLO DE QUALIDADE
Processo que consiste na identificação de anomalias ou erros do programa de formação
ou treino e na execução dos passos necessários para os eliminar, a fim de melhorar a sua
eficiência e eficácia.
NATO
CORPO DOCENTE
Conjunto de professores de um estabelecimento de ensino.
Decreto-Lei nº 448/79 de 17 Novembro, Estatuto da Carreira Docente Universitária; Lei nº 19/80 de
26 Junho e Decreto-Lei nº 4/98 de 8 Janeiro.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Parâmetros à luz dos quais são apreciados os elementos de avaliação, tendo a análise
como finalidade as informações, os suportes e outras peças documentais que integram o
processo de acreditação da entidade.
INOFOR
CURRÍCULO
Caracteriza os diferentes aspectos da vida e trabalho das escolas, centros de formação e
pólos de formação. Engloba uma combinação de estratégias, métodos de aprendizagem,
recursos humanos e materiais, critérios de avaliação, programas e horários de trabalho,
empregues no processo que visa atingir os objectivos de formação.
Nato / GT A1
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
CURSO
Conjunto lógico de acções de ensino-aprendizagem, conduzidas de forma consequente
ou através de um plano de formação modular e inseridas numa estratégia de formação
de desenvolvimento profissional, constituindo em regra requisito para o exercício de um
cargo.
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO
Tem o propósito de melhorar o desempenho individual de um cargo, de uma tarefa ou
de uma operação, através de formação adicional que elimine as discrepâncias entre os
requisitos de competências e as aptidões do respectivo titular, motivadas por uma
evolução tecnológica, pela falta de uma prática efectiva ou pela caducidade dessas
competências adquiridas.
CURSO DE APERFEIÇOAMENTO
Visa completar e, eventualmente, melhorar as competências adquiridas em áreas
específicas, a fim de satisfazer necessidades de polivalência, resultantes da
complexidade das tarefas inerentes a um cargo ou determinada actividade.
São de reconhecimento limitado no tempo, em função da prática desenvolvida.
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
Visa conferir, desenvolver ou aprofundar conhecimentos e aptidões profissionais numa
determinada técnica ou área do saber, necessários ao exercício de determinadas funções
específicas.
CURSO DE FORMAÇÃO
Conjunto estruturado de conteúdos a ser ministrado com o fim de proporcionar a
aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades práticas, atitudes e
formas de comportamento, necessários para o exercício de uma profissão ou grupo de
profissões.
CURSO DE FORMAÇÃO HOMOLOGADO:
Programa de formação a ser ministrado por entidade cuja capacidade técnicopedagógica foi objecto de reconhecimento e que cumpre os requisitos previstos pela
entidade certificadora no que respeita a programas, métodos e técnicas pedagógicas,
perfil dos formadores, perfil de entrada e de saída dos formandos e modelo de
avaliação.
CURSO DE PROMOÇÃO
Conjunto estruturado de conteúdos a ser ministrado com o fim de proporcionar a
progressão na carreira.
CURSO DE QUALIFICAÇÃO
Conjunto lógico de acções e actividades de ensino-aprendizagem, que habilita os
formandos com o nível de competências próprias de uma categoria e necessárias ao
exercício dos cargos e funções de uma área funcional. São de reconhecimento ilimitado
no tempo.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
Distinguem-se, normalmente, três vertentes:
1. Qualificação inicial - destina-se a proporcionar uma formação de base qualificante
visando a inserção na vida activa;
2. Qualificação complementar - associada a factores de progressão na carreira e
procurando desempenhos de nível superior;
3. Qualificação suplementar - dissociada do conceito de progressão na carreira, devendo,
no entanto, situar-se dentro da respectiva área funcional.
CUSTO DA FORMAÇÃO
Despesas globais suportadas com a formação.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
CUSTO TOTAL ELEGÍVEL
Despesas susceptíveis de financiamento nos termos da legislação aplicável.
Decreto Regulamentar nº12-A/2000 de 15 de Setembro
DEPARTAMENTOS DE FORMAÇÃO
Elementos da estrutura orgânica das escolas, flexíveis e de carácter operativo, com
funções de formação, pesquisa e de investigação, baseados em segmentos
representativos de áreas ou sectores constituintes dos contextos organizativo,
operacional, técnico e administrativo da Marinha.
Sempre que necessário os departamentos estruturam-se em gabinetes, consoante a
natureza das acções e actividades envolvidas.
Proposta de Despacho Relativo à Informação 140/DIR/04AGO99 da DSF
DESEMPENHO
Acção descrita para um objectivo específico a executar, relativo a um comportamento
observável e mensurável e que é possível avaliar através de um indicador que valorize o
critério a atingir.
NATO
DESENVOLVIMENTO CURRICULAR
Processo interpessoal de tomadas de decisão a partir dos quais surge o "design" do
currículo, com a indicação do local do planeamento do currículo, dos recursos humanos
envolvidos e do modo como o currículo será implementado, avaliado e reformulado.
MACHADO, Fernando e GONÇALVES, Maria Fernanda (1991).
Currículo e Desenvolvimento Curricular, Edições ASA.
DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL
Conjunto de estratégias e técnicas aplicadas ao desenvolvimento das organizações como
um todo.
NATO
DIAGNÓSTICO DE NECESSIDADES DE FORMAÇÃO
Recolha de informação sobre as disfunções de desempenho/problemas de organização,
através de instrumentos metodológicos adequados, visando a execução de intervenções
formativas.
Inofor
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
DIDÁCTICA
Em sentido lato, inclui todas as formas de ensino e aprendizagem em todos os níveis e
em todas as situações.
Em sentido restrito, inclui a análise dos princípios que conduzem à escolha dos
conteúdos que terão de ser ensinados para atingir um dado fim de forma mais adequada.
NATO
DINÂMICA DE GRUPOS
Designa a vida dos grupos como forças ou processos múltiplos e activos.
IEFP
DIPLOMA
Documento que comprova que o seu titular concluiu com aproveitamento um ciclo de
estudos de formação pós-secundária - isto é , na sequência dos estudos exigidos para ter
acesso ao ensino superior - de duração não inferior a um ano nem igual ou superior a
três anos.
Decreto Lei nº242/96,18 de Dezembro
DOCENTE
Aquele que desempenha funções de educação ou de ensino com carácter permanente,
sequencial ou sistemático.
DRAMATIZAÇÃO ("Role-Playing")
Técnica de animação na qual vários participantes são convidados a interpretar diferentes
personagens que se encontrem numa situação precisa, a fim de permitir, em seguida,
uma análise das representações, sentimentos e atitudes ligadas à mesma. Os
participantes, que não os actores, são colocados em posição de observadores durante a
fase de interpretação dos papéis. Tomam parte, juntamente com os actores, na fase de
análise, conduzida sob a direcção do animador.
Guia do Formador
E-LEARNING
Descreve o processo de formação/educação desenvolvido no espaço e no tempo
desejado, através das tecnologias de comunicação e de informação, nomeadamente a I
nternet.
Ministério da Defesa Nacional
EDUCAÇÃO
Termo utilizado para referir as actividades que têm por principal finalidade o
desenvolvimento do conhecimento, de valores e do raciocínio.
EFICÁCIA DA FORMAÇÃO
Exprime a adequação da formação aos requisitos do cargo para o qual os formandos
foram preparados, conseguindo que os mesmos atinjam os objectivos definidos ou os
padrões estabelecidos.
NATO
GT A1
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
EFICIÊNCIA DA FORMAÇÃO
Designa o melhor uso dos recursos disponíveis, tendo em vista que os formandos
atinjam o padrão estabelecido com o mínimo de custos.
NATO
GT A1
ELEMENTO DE AVALIAÇÃO
Itens com base nos quais são analisados e avaliados as competências, os meios e os
recursos humanos, técnicos, instrumentais e/ou materiais - exibidos pela entidade
candidata a acreditação, na perspectiva da validação da sua capacidade formativa, no
tocante aos domínios de intervenção e âmbitos em que prossegue a sua actividade.
Portaria 782/97, de 29 de Agosto
ELEMENTO DE TRABALHO
Parte distinta de uma tarefa específica, seleccionada para efeitos de observação,
mediação e análise.
NATO
EMULAÇÃO
Qualquer forma de aprendizagem em que os alunos e os docentes não se encontram
fisicamente no mesmo lugar.
NATO
ENSINO
Processo pelo qual o professor transmite ao aluno o legado cultural em qualquer ramo
do saber. O ensino anda associado à transmissão do saber já constituído.
Dicionário Básico de Pedagogia
ENSINO RECORRENTE
Modalidade de formação destinada aos indivíduos que estão no mercado de trabalho
sem a necessária formação de base, académica e profissional. É caracterizada pela
flexibilidade e diversidade das formas de organização e concretização e pela
descontinuidade no tempo e alternância nos espaços. Visa a aquisição de conhecimentos
e competências fundamentais, bem como de atitudes e comportamentos mais flexíveis e
adaptados às mutações tecnológicas e organizacionais, que constituem a base
indispensável para o exercício de uma profissão.
Fundo Social Europeu
ENSINO TUTELADO
Consiste na transmissão de conhecimentos adicionais e na orientação de um aluno, ou de
um pequeno grupo de alunos, por um tutor.
NATO
ENSINO/FORMAÇÃO À DISTÂNCIA
Organização da formação caracterizada fundamentalmente pela flexibilidade temporal
(e.g. aprendizagem individualizada e de acordo com o ritmo do formando) e espacial
(não obrigatoriedade da presença do formando num espaço de formação específico),
Glossário – Documento de Trabalho
15
Direcção do Serviço de Formação
recorrendo a materiais didácticos diversos, nomeadamente em suporte escrito, áudio,
vídeo e/ou informático, com vista não só à aquisição de conhecimentos como também à
avaliação do progresso do formando.
Regulamento de Gestão Programa Operacional
GT A1
ENTIDADE ACREDITADA
Entidade formadora, equiparada a formadora e centros ou estruturas de formação de
entidade beneficiária, cujas capacidades para o desenvolvimento de actividades
formativas foram validadas e reconhecidas nos domínios e âmbitos de intervenção onde
demonstrou deter competências, meios e recursos adequados.
Inofor
ENTIDADE BENEFICIÁRIA
Empregador público ou privado que se candidata a financiamento para promover a
formação dos trabalhadores ao seu serviço, através de centro de formação ou estrutura
própria acreditada, ou mediante aquisição de serviços a entidades formadoras
acreditadas.
Decreto Regulamentar nº 15/96, artº. 15
ENTIDADE CERTIFICADORA
Entidade da Administração Pública com representatividade reconhecida em cada sector
de actividade e a quem é atribuído por despacho conjunto para a Qualificação e
Emprego e do membro do Governo ou por outra via legal, a competência para a
certificação de pessoas e a homologação de cursos em determinado perfil profissional
ou grupo de perfis profissionais.
Estas entidades devem cumprir critérios definidos quanto á capacidade técnica,
capacidade financeira, modelo organizativo e mérito reconhecido no sector em que
actuam.
São ainda competências da entidade certificadora, a divulgação e publicação, junto dos
meios de comunicação social, de toda a informação sobre o processo de certificação de
que é responsável bem como a elaboração dos respectivos manuais de certificação
Vd. Artigo 8º do Decreto lei nº 95/92 de 23 de Maio
ENTIDADE FORMADORA
Organismo público ou entidade dos sectores privado ou cooperativo, com ou sem fins
lucrativos, que assegure o desenvolvimento da formação a partir da utilização de
estruturas adequadas, tais como instalações, recursos humanos e técnico-pedagógicos,
para desenvolver com carácter permanente actividades de orientação, pré-formação,
formação e inserção, em benefício de entidades ou participantes externos à entidade.
Decreto Regulamentar nº 15/96.
ENTIDADE FORMADORA RECONHECIDA
Entidade que , possuindo capacidade técnico-pedagógica reconhecida, organiza e realiza
cursos/acções de formação profissional homologados pela entidade certificadora.
Glossário – Documento de Trabalho
16
Direcção do Serviço de Formação
ENTIDADE PARCEIRA
Órgão que colabora/participa numa ou mais fases específicas de um processo formativo
desenvolvido por outra entidade, introduzindo valor acrescentado nos serviços de
formação prestados.
Inofor / GT A1
ENTIDADE PROMOTORA DA FORMAÇÃO
É a entidade responsável pela concepção e promoção de soluções formativas que
tenham em consideração as necessidades identificadas , diversificando-se oportunidades
de aprendizagem em diferentes tempos e contextos. (Proposta de Lei da Formação
profissional).
ERGONOMIA
Estudo das relações entre as pessoas, sua ocupação, equipamento e meio ambiente. Está
particularmente relacionada com o "design" dos equipamentos, com a sua operação e
com as condições ambientais de trabalho, na medida em que eles interferem com as
capacidades e limitações humanas.
NATO
ESCOLA
Organismo da componente executiva/operativa do sistema de formação da Marinha,
constituindo-se como entidade formadora com autonomia administrativa e pedagógica,
regulamentada por diplomas legais, dotada de um orçamento próprio para cumprimento
de um plano de actividades direccionado, essencialmente, para a formação dos
indivíduos nas vertentes humana, militar-naval, científica e tecnológica.
Proposta de Despacho Relativo à Informação 140/DIR/04AGO99 da DSF
ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA
Modalidade de formação que visa proporcionar uma especialização tecnológica ou
artística, caracterizada por uma formação técnica pós-secundária de nível 3.
Fundo Social Europeu
ESPECIFICAÇÃO DE CARGO
Descrição detalhada das funções, tarefas e responsabilidades inerentes a um dado cargo,
bem como das condições ambientais em que este é desempenhado. A forma ideal de
fazer uma especificação deste tipo é derivá-la de uma análise de trabalho.
NATO
ESTÁGIO CURRICULAR
Momento de aquisição e aprimoramento de conhecimentos e de habilidades essenciais
ao exercício profissional, que tem como função integrar teoria e prática. Trata-se de
uma experiência com dimensões formadora e sócio-política, que proporciona ao
estudante a participação em situações reais de vida e de trabalho, consolida a sua
profissionalização e explora as competências básicas indispensáveis para uma formação
profissional ética e co-responsável pelo desenvolvimento humano e pela melhoria da
qualidade de vida.
Glossário – Documento de Trabalho
17
Direcção do Serviço de Formação
ESTÁGIO PROFISSIONAL
Formação essencialmente prática tendo por objectivo complementar a formação já
adquirida, através do exercício profissional em condições reais de trabalho, sob a
orientação e acompanhamento de um profissional qualificado experiente.
Vd. Glossário do Departamento de Formação Profissional
FIABILIDADE DE UM TESTE
Grau de concordância entre resultados de um mesmo teste.
Dicionário Breve de Pedagogia
FINALIDADES
Constituem os propósitos da formação. Expressam intenções muito gerais fornecendo
uma linha directriz para a globalidade da formação.
IEFP
FORMAÇÃO
Conjunto de actividades que visam a aquisição de conhecimentos, atitudes e perícias
exigidos para o exercício de um cargo, profissão ou grupo de profissões, no sentido do
desenvolvimento integral da pessoa, não se confinando ao saber-fazer, porque inclui o
saber-teórico e o saber-estar, contribuindo para a realização pessoal.
FORMAÇÃO ASSISTIDA POR COMPUTADOR
Organização da formação apoiada em métodos de autoformação e ensino assistido,
tutorados e suportados por plataformas tecnológicas.
GTA1
FORMAÇÃO COMUM
Formação de base alargada, comum a duas ou mais saídas profissionais.
FORMAÇÃO CONTÍNUA
Modalidade de formação que se insere na vida profissional do indivíduo, realiza-se ao
longo da mesma e destina-se a propiciar a adaptação às mudanças tecnológicas,
organizacionais ou outras, favorecer a promoção profissional, melhorar a qualidade do
emprego e contribuir para o desenvolvimento cultural, económico e social.
Formação que engloba todos os processos formativos organizados e institucionalizados
subsequentes à formação profissional inicial com vista a permitir uma adaptação às
transformações tecnológicas e técnicas, favorecer a promoção social dos indivíduos,
bem como permitir a sua contribuição para o desenvolvimento cultural, económico e
social. São modalidades de formação profissional contínua: a qualificação profissional,
o aperfeiçoamento profissional, a reconversão profissional e a especialização
profissional.
Regulamento de Gestão Programa Operacional
Vd. Terminologia de Formação Profissional, Alguns conceitos base-II, cadernos de divulgação, Ministério
do Emprego e da Segurança Social, CIME, Lisboa 1991; artigo 12º do Decreto lei nº401/91 de 16 de
Outubro
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
FORMAÇÃO DE CARREIRA
Destina-se a proporcionar a um indivíduo uma formação mais avançada do que aquela
que ele necessita para o desempenho do cargo que exerce no momento presente,
visando prepará-lo para a progressão através de níveis específicos da sua carreira.
NATO
FORMAÇÃO DE CONVERSÃO
Formação visando a aquisição de atitudes, conhecimentos e perícias correspondentes ao
perfil de comportamento requerido por uma ocupação diferente daquela para a qual o
formando foi originalmente preparado, ou por um novo cargo ou parte dele.
Pode implicar uma formação profissional de base, seguida de especialização.
NATO
FORMAÇÃO DE FORMADORES
Modalidade de formação que visa melhorar o desempenho de todos os agentes que
intervêm no processo formativo, nos domínios pedagógicos, técnico e organizativo, por
forma a contribuir para a elevação da qualidade da formação.
FORMAÇÃO DE INTEGRAÇÃO SOCIOPROFISSIONAL
Formação que pretende desenvolver as capacidades de integração de uma populaçãoalvo específica numa determinada organização, quer em termos sociais, quer em termos
de ocupação de uma função profissional.
INOFOR
FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA
Formação profissional repartida por períodos de aprendizagem no centro de formação e
no contexto de trabalho, combinando assim a formação prática com a formação teórica.
INOFOR
FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO
Formação desenvolvida no local de trabalho, em que a aprendizagem se processa
mediante a execução de tarefas inerentes a uma determinada função.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
FORMAÇÃO INICIAL
Modalidade de formação destinada a proporcionar ao indivíduo a qualificação para o
ingresso nas categorias de oficial, sargento ou praça e habilitá-lo com os conhecimentos
militares, sócio-culturais, científico e técnicos adequados ao exercício de funções
próprias dos quadros especiais a que se destinam.
Projecto de Decreto Lei Ensino/Formação das Forças Armadas
FORMAÇÃO INSERIDA NO MERCADO DE EMPREGO
Formação que é destinada especificamente a activos empregados, por conta própria ou
de outrém, e desempregados, incluindo os candidatos ao primeiro emprego, cujo
objectivo principal é o exercício qualificado de uma actividade profissional e é realizada
por empresas, centros de formação e outras entidades empregadoras ou formadoras.
Art. 1º DL 405/91 de 16 de Outubro.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
FORMAÇÃO MARINHEIRA
Instrução prática da marinharia destinada a desenvolver o conhecimento do
comportamento dos navios e embarcações no meio marinho, de utilização dos principais
sistemas de bordo aplicados ao governo e manobra de navios e dos aspectos
fundamentais da vida de bordo.
Escola Naval
FORMAÇÃO MULTIMEDIA
Forma de organização da formação que, de acordo com determinada especificidade da
aprendizagem, recorre à utilização de dois ou mais discursos media (imagem fixa,
animada, texto e audio) que se complementam no sentido de melhorar a eficácia da
comunicação. A localização física ou virtual destes discursos pode estar num mesmo
suporte tecnológico ou dispersa numa rede acessível ao utilizador.
INOFOR
FORMAÇÃO PRESENCIAL
Formação que se realiza mediante o contacto directo entre formador e formando.
Inofor
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
É o processo global e permanente através do qual os indivíduos se preparam para o
exercício de uma actividade profissional, mediante a aquisição e o desenvolvimento de
capacidades ou competências, cuja síntese e integração possibilitam a adopção dos
comportamentos adequados ao desempenho profissional e à valorização pessoal e
profissional.
Decreto Lei nº 50/98
FORMAÇÃO PROFISSIONAL INICIAL
Formação que visa a aquisição das capacidades indispensáveis para poder iniciar o
exercício duma profissão. É o primeiro programa completo de formação que habilita ao
desempenho das tarefas que constituem uma função ou profissão.
Ministério da Defesa Nacional
FORMAÇÃO VOCACIONAL
Formação que engloba a componente técnica e tecnológica da escolaridade obrigatória e
do ensino recorrente e o ensino das escolas profissionais, bem como modelos especiais
de conjugação de educação e formação.
Proposta de Lei da Formação Profissional
FORMAÇÃO-ACÇÃO
Metodologia de formação na qual a aprendizagem se processa através da análise e
resolução de problemas reais.
Ministério da Defesa Nacional
FORMADOR
Indivíduo que, reunindo os necessários requisitos científicos, técnicos, profissionais e
pedagógicos, está competente para conduzir acções tendentes à melhoria dos
conhecimentos, perícias e atitudes dos formandos, de acordo com os objectivos e
programas de formação previamente definidos.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
FORMANDO
Pessoa que desenvolve processos de aquisição ou aperfeiçoamento de atitudes,
conhecimentos e competências adequadas ao desempenho profissional.
Proposta de Lei da Formação Profissional
FUNÇÃO
Conjunto de tarefas e actividades, cujo desempenho concorre para o exercício de um
cargo.
GESTÃO DA FORMAÇÃO
Conjunto de actividades coordenadas que visam monitorizar e controlar projectos de
natureza formativa, numa óptica de optimização dos seus resultados.
INOFOR
HETEROFORMAÇÃO
Modalidade de formação em que uma entidade exterior ao indivíduo planifica, organiza,
executa e avalia a formação deste.
HOMOLOGAÇÃO DE CURSOS
Acto formal de reconhecimento do curso de formação, pela entidade certificadora
nomeada para a área profissional em que este se insere. Os requisitos a que o curso deve
obedecer para ser homologável constam das normas expressas em diploma legal e de
forma circunstanciada no respectivo Manual de Certificação, elaborado pela entidade
certificadora.
INDICADOR
Elemento observável e mensurável que sinaliza o grau de cumprimento do critério de
avaliação.
Inofor
INSTRUÇÃO
Visa proporcionar ao militar conhecimentos orientados para a prática, de modo a
aperfeiçoar a sua preparação militar e a imbui-lo do espírito de missão e dos valores
próprios da instituição militar.
EMFAR, Dec. Lei nº 236/99, 25 de Junho
INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Abordagem científica de problemas complexos que ocorrem na direcção e gestão de
sistemas, utilizada no apoio à decisão, envolvendo recursos humanos, materiais e
financeiros. A metodologia seguida envolve, normalmente, o desenvolvimento de um
modelo do sistema incorporando medidas de certos factores, como a probabilidade e o
risco, os quais permitem prever e comparar os resultados das estratégias ou decisões
alternativas.
NATO
GT A1
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
JOGOS PEDAGÓGICOS
Conjunto de técnicas que permitem uma participação e envolvimento geral dos
formandos, implicando a linguagem oral, gestual e corporal, tendo sempre presente um
objectivo pedagógico.
IEFP
LABORATÓRIO DE LÍNGUAS
Sala equipada com ajudas áudio e multimédia para o ensino de línguas.
NATO
MANUAL DE CERTIFICAÇÃO
É a compilação de todos os aspectos operacionais da certificação: descrição detalhada
das situações, procedimentos e circuitos relacionados com a apresentação e avaliação de
candidaturas individuais com vista à emissão de Certificados de Aptidão Profissional;
descrição dos requisitos dos cursos de formação, cujo cumprimento permitirá a sua
homologação, e dos procedimentos de apresentação das correspondentes candidaturas.
Este instrumento é elaborado com base nas normas específicas de certificação pela
respectiva Entidade Certificadora.
MEIOS DIDÁCTICOS
Meios materiais estruturados de modo a permitir o apoio directo à aprendizagem com a
intenção de auxiliar a prática de formação.
Regulamento de Gestão do Programa Operacional
META-AVALIAÇÃO
Visa avaliar o modelo avaliativo desenvolvido, por forma a garantir os níveis de
qualidade nos processos e técnicas de avaliação utilizados.
Inofor
MÉTODO DE COMPONENTES PARCIAIS
Método organizativo segundo o qual a acção de formação é dividida em operações
elementares que são ensinadas e praticadas separadamente. Quando todas as partes
componentes foram aprendidas, são associadas e praticadas em combinações
apropriadas, até que toda a operação tenha sido dominada. Nem todas as matérias
podem ser tratadas deste modo.
NATO
MÉTODO DO ESTUDO DE CASOS
Método pedagógico activo no qual os formandos são colocados face a uma situação real
ou fictícia, ou perante uma série de acontecimentos, para procederem à sua análise e à
formulação das possíveis soluções para os problemas identificados.
NATO
MÉTODO GLOBAL
Método que consiste na repetição contínua da instrução ou prática relativa a uma
operação na sua totalidade, até que a proficiência desejada seja atingida.
NATO
Glossário – Documento de Trabalho
22
Direcção do Serviço de Formação
MÉTODO HEURÍSTICO
Método educativo, cujo princípio reside na preparação do trabalho, de forma a que os
alunos deduzam, por si só, as leis e os princípios, em vez de estes lhes serem
apresentados directamente pelos professores.
NATO
MÉTODO HOLÍSTICO
Método que consiste na repetição contínua da instrução ou prática relativa a uma
operação na sua totalidade, até que a proficiência desejada seja atingida.
NATO
MÉTODO PEDAGÓGICO
Conjunto coerente de acções, comportamentos e técnicas de aprendizagem que visam
facilitar a transmissão de conhecimentos, a aprendizagem de saberes, o
desenvolvimento pessoal e a evolução dos comportamentos. Os métodos pedagógicos
agrupam-se em:
MÉTODO EXPOSITIVO - Forma de método pedagógico centrado nos conteúdos.
Caracteriza-se por uma transmissão oral pelo professor/formador de informação e
conhecimentos ou conteúdos em que a participação do aluno/formando é diminuta.
MÉTODO INTERROGATIVO - Consiste num processo de interacções verbais,
dirigidas pelo formador, normalmente de tipo pergunta-resposta. O objectivo é a
descoberta pelo formando dos conceitos ou conhecimentos a memorizar.
MÉTODO DEMONSTRATIVO - Baseia-se no conhecimento técnico ou prático do
formador e na sua competência para exemplificar uma determinada operação técnica ou
prática, que se deseja repetida e depois aprendida pelo formando.
MÉTODO ACTIVO - Método pedagógico que se centra na construção do saber pelo
formando. Aplica o princípio da aprendizagem pela actividade do próprio formando e
pelo confronto deste com um problema, em situação real ou simulada.
Maria Gabriela Silva
MODALIDADES DE FORMAÇÃO
Tipos de formação determinados em função de características específicas das acções,
designadamente, os objectivos, o público-alvo, a estrutura curricular, a metodologia e a
duração.
Programa Pessoa
MODELO
Representação abstracta de um sistema ou representação tridimensional de um objecto
ou grupo de objectos incorporados num sistema, usado frequentemente como ajuda à
formação.
NATO
MÓDULO DE FORMAÇÃO
Unidade de formação, normalmente autónoma, de duração variável, que inclui um ou
mais objectivos de aprendizagem, apropriados conteúdos, meios e métodos de
aprendizagem e critérios de avaliação.
USA Air Force
IEFP
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
MÓDULO DE TREINO
Bloco de actividades a desenvolver em contexto de trabalho, para proporcionar a
aquisição de dada capacidade ou grupo de capacidades, que se verificou constituir uma
componente bem definida na execução de tarefas individuais ou de grupo.
NATO
MONITOR/INSTRUTOR DE FORMAÇÃO
Formador ou interveniente da formação responsável por formação de natureza
essencialmente prática e pela condução, supervisão e avaliação da capacidade do
formando para assimilar conhecimentos práticos.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
MULTIMÉDIA
Tecnologia que permite a integração, num mesmo documento, em suporte informático,
de diferentes "media" como: textos, grafismo, sons, imagens reais, fixas e animadas em
2 ou 3 dimensões.
IEFP
NÍVEIS DE AVALIAÇÃO (níveis de Hamblin)
Levantamento sistemático dos efeitos e mudanças provocadas pelas intervenções
formativas aos seguintes níveis:
1º - reacções e atitudes dos participantes e formadores às intervenções formativas;
2º - aprendizagens e competências adquiridas no final do processo formativo;
3º - impactes da formação no trabalho e resultados visíveis no desempenho real dos exparticipantes;
4º - mudanças e transformações provocadas pela formação nas equipas e na
organização;
5º - contributos da formação para as transformações e mudanças que, na sociedade, se
operem aos níveis social, cultural e económico.
INOFOR
NÍVEIS DE FORMAÇÃO
Estrutura dos níveis de formação da CE (Anexo ao Dec. Nor. n.º 53-A/96, de 16 de
Dezembro):
Nível l - formação de acesso a este nível: escolaridade obrigatória e iniciação
profissional.
Essa iniciação profissional é adquirida quer num estabelecimento escolar, quer no
âmbito de estruturas de formação extra-escolares, quer na empresa. A quantidade de
conhecimentos técnicos e de capacidades práticas é muito limitada. Essa formação deve
permitir principalmente a execução de um trabalho relativamente simples, podendo a
sua aquisição ser bastante rápida.
Nível 2 - formação de acesso a este nível: escolaridade obrigatória e formação
profissional (incluindo, nomeadamente, a aprendizagem). Este nível corresponde a uma
qualificação completa para o exercício de uma actividade bem determinada, com a
capacidade de utilizar os instrumentos e técnica com ela relacionados. Esta actividade
respeita principalmente a um trabalho de execução, que pode ser autónomo no limite
das técnicas que lhe dizem respeito.
Nível 3 - formação de acesso a este nível: escolaridade obrigatória e/ou formação
profissional e formação técnica complementar ou formação técnica escolar, ou outra de
nível secundário. Esta formação implica mais conhecimentos técnicos que o nível 2.
Esta actividade respeita principalmente a um trabalho técnico, que pode ser executado
Glossário – Documento de Trabalho
24
Direcção do Serviço de Formação
de uma forma autónoma e/ou incluir responsabilidades de enquadramento e de
coordenação.
Nível 4 - formação de acesso a este nível: formação secundária (geral ou profissional) e
formação técnica pós secundária. Esta formação técnica de alto nível é adquirida no
âmbito de instituições escolares ou fora dele. A qualificação resultante desta formação
inclui conhecimentos e capacidades que pertencem ao nível superior. Não exige, em
geral, o domínio dos fundamentos científicos das diferentes áreas em causa. Estas
capacidades e conhecimentos permitem assumir, de forma geralmente autónoma ou de
forma independente, responsabilidades de concepção e/ou de direcção e/ou de gestão.
Nível 5 - formação de acesso a este nível: formação secundária (geral ou profissional) e
formação superior completa. Esta formação conduz geralmente à autonomia no
exercício da actividade profissional (assalariada ou independente) que implica o
domínio dos fundamentos científicos da profissão. As qualificações exigidas para
exercer uma actividade profissional podem ser integradas nesses diferentes níveis.
INOFOR
OBJECTIVO PEDAGÓGICO
Indica em termos de comportamento directamente observável ou mensurável, o que o
formando deverá ser capaz de fazer no final da formação, em que condições o fará e por
que critérios será avaliado.
IEFP
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Expressam os comportamentos esperados no termo de uma sequência de formação ou
conjunto de actividades de aprendizagem. Resultam da decomposição de objectivos
gerais em aspectos mais restritos e correspondem a capacidades mais elementares.
IEFP
OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS
São as intenções (expressas sob a forma de resultados de acções) que indicam os
estados ou situações a que a organização pretende chegar. Transparecem representações
dos desejos e dos possíveis resultados, devendo atender aos limites temporais, incidir
sobre pontos decisivos da organização, serem exequíveis e passíveis de verificação.
Silva, E. (s/d). Gestão estratégica e projecto educativo.
OBJECTIVOS GERAIS
Expressam os resultados esperados no termo de acções concretas de formação ou
sequências de aprendizagem.
IEFP
OPERAÇÃO
Parte de uma tarefa que possui uma identidade clara e definida no trabalho realizado. O
conjunto de operações de que se compõe uma tarefa permite explicar o processo ou a
forma como se realiza o trabalho.
IEFP
PADRÃO DE DESEMPENHO OPERACIONAL
Padrão que define o nível necessário para o desempenho de um cargo, em condições
operacionais.
Glossário – Documento de Trabalho
25
Direcção do Serviço de Formação
PADRÃO NAVAL
Nível mínimo de desempenho militar-naval, em termos de conhecimentos, atitudes e
perícias, exigível consoante a categoria do indivíduo e independente da sua classe ou
formação específica.
PAINEL
Reunião de várias pessoas perante um auditório para exporem as suas ideias sobre um
determinado assunto. A duração de um painel não deve ultrapassar os 90 minutos.
Minicucci Agostinho
Instituto Nacional de Administração
PEDAGOGIA
No seu sentido mais restrito, Pedagogia refere-se à arte e ciência do ensino,
especialmente no contexto do desenvolvimento das crianças. No sentido mais amplo,
envolve a aplicação teórica resultante do estudo científico de todos os aspectos da
educação.
NATO
PERFIL DE COMPETÊNCIAS
Descrição do conjunto integrado de conhecimentos, capacidades e de comportamentos
que habilitam o indivíduo para o desempenho de uma actividade, uma função ou uma
tarefa específica.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
PERFIL DE ENTRADA
Descrição das condições de natureza física, funcional, vocacional e outras de particular
relevância que os candidatos devem possuir para o ingresso numa determinada acção de
formação.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
PERFIL DE FORMAÇÃO
Constitui a organização modular de conteúdos formativos que permite a aquisição das
competências relativas a um dado perfil profissional.
PERFIL DE SAÍDA
Corresponde ao conceito de perfil de formação.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
PERFIL PROFISSIONAL
Descrição do conjunto de competências, atitudes e comportamentos requeridos para o
exercício de uma actividade ou de uma profissão, podendo incluir deveres,
responsabilidades, condições de trabalho, requisitos, sistema de ingresso e progressão
na carreira, salários e benefícios.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
PLANEAMENTO DA FORMAÇÃO
Actividade que consiste em ordenar e estruturar as tarefas a desenvolver, de modo a que
Glossário – Documento de Trabalho
26
Direcção do Serviço de Formação
se alcancem os objectivos previamente fixados para a formação, sendo um processo de
organização baseado em perguntas, tais como: o quê, como, onde, porquê, para quê,
quando.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
PLANO DE ESTUDOS
Documento síntese de informação do curso que contém todos os parâmetros curriculares
mais relevantes, designadamente os relativos à Finalidade, aos Objectivos Gerais, à
Estrutura Curricular do curso (fases, módulos e sub-módulos), à Avaliação de
Aprendizagem (natureza, tipo e forma de classificação), à Organização e Administração
(estabelecimentos de ensino, duração, metodologia de ensino-aprendizagem, critérios de
reprovação e exclusão e certificados).
PESUP 1
PLANO DE FORMAÇÃO
Documento que integra o conjunto estruturado de actividades que devem ser realizadas
num dado período de tempo, com o fim de alcançar os objectivos propostos, tendo por
base um diagnóstico de necessidades de formação.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
PLANO DE SESSÃO
Descrição das partes essenciais que compõem a sessão, estabelecida segundo uma
sequência lógica, progressiva e prática, e onde se indicam as técnicas a ser utilizadas.
NATO
PÓLOS DE FORMAÇÃO
Organismos de componente utilizadora do sistema de formação da Marinha que, por
razões de racionalização de recursos, disponibilizam às escolas ou aos centros de
formação a sua capacidade sobrante em determinadas áreas específicas, através de
acordos de cooperação.
Podem ser entidades formadoras, quando se responsabilizam pela execução, total ou
parcial, de cursos e outras acções de formação em áreas científicas e tecnológicas
específicas. Não podem, no entanto, emitir diplomas e certificados de formação.
Proposta de Despacho Relativo à Informação 140/DIR/04AGO99 da DSF
POPULAÇÃO ALVO
Grupo ou conjunto de pessoas a quem é dirigido determinado estudo, pesquisa ou
programa de formação/treino.
NATO
POSTO DE TRABALHO
Conjunto de tarefas que correspondem a uma unidade de base da organização do
trabalho, num dado momento, definidas fisicamente no espaço e no tempo. O posto é
concebido em função da racionalidade técnica e organizacional.
Inofor
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
PRÉ-REQUISITO
Elenco das condições biográficas, académicas e de formação e experiência profissional,
que os formandos devem reunir para a frequência de cursos/acções de formação.
PROFESSOR
Indivíduo cuja profissão ou função é o ensino de alguma ciência, arte ou língua.
Enciclopédia Luso-Brasileira
PROGRAMA DE FORMAÇÃO
Conjunto de actividades a desenvolver durante a acção de formação definidas com base
na área temática, objectivos, destinatários, metodologia, duração e conteúdo.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
QUALIDADE DA FORMAÇÃO
Diz-se de todos os cursos ou acções de formação que satisfazem os seguinte requisitos:
resulta de um diagnóstico de necessidades credível; assegura coerência e articulação
entre os planos de curso, a prática pedagógica e as condições de ensino-aprendizagem;
apoia-se num dispositivo de avaliação que permite a validação, correcção e redefinição
do plano de curso; proporciona a aplicação dos conhecimentos adquiridos; garante uma
adequada (equilibrada e aceitável) relação entre o investimento realizado e os resultados
obtidos.
QUALIFICAÇÃO COMPLEMENTAR
Associada a factores de progressão na carreira e procurando desempenhos de nível
superior.
QUALIFICAÇÃO INICIAL
Destina-se a proporcionar uma formação de base qualificante visando a inserção na vida
activa ou numa organização.
QUALIFICAÇÃO SUPLEMENTAR
Dissociada do conceito de progressão na carreira, devendo, no entanto, situar-se dentro
da respectiva área funcional.
REALIMENTAÇÃO (FEEDBACK)
Informação que se obtém e que fornece aos gestores da formação, aos formadores e aos
formandos uma indicação do grau de eficácia da formação/treino.
NATO
RECONHECIMENTO DA CAPACIDADE TÉCNICA-PEDAGÓGICA
É um processo de avaliação da responsabilidade da entidade certificadora, relativamente
às infrastruturas, equipamentos, meios humanos envolvidos (formadores e pessoal de
apoio), modelo organizativo da formação, programas e metodologias utilizadas, regime
de recrutamento e selecção dos formandos.
Glossário – Documento de Trabalho
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Direcção do Serviço de Formação
RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS
Meios humanos e materiais necessários à realização das actividades de formação.
Consideram-se recursos humanos, a população interveniente e necessária ao
desenvolvimento da prática de formação. São recursos materiais, o equipamento e os
materiais didácticos.
Fundo Social Europeu
REDES (de informação, de saber, de inovação)
Relações de partilha e permuta regular e sistematizada de recursos humanos, meios
técnicos e informação com valor científico e técnico, visando a realização de projectos
de parceria e/ou a melhoria e o desenvolvimento recíproco, de competências
profissionais e/ou organizacionais.
INOFOR
REFERENCIAL DE AVALIAÇÃO
É um esquema construído com base numa combinação de referentes, com vista a ser
utilizado como quadro de referência aquando da avaliação de determinada realidade
(neste caso, de formação).
INOFOR
REFERENCIAL DE COMPETÊNCIAS
Conjunto de elementos que identifica as competências adequadas ao exercício de uma
ou mais actividades profissionais
e que define as condições de acesso ao
reconhecimento e certificação dessas competências.
Proposta de Lei da Formação Profissional
REQUISITOS DE TREINO
Descrição detalhada dos tipos de treino requerido (formal, on-job, especial) e dos
recursos materiais necessários.
NATO
GT A1
SEMINÁRIO
Método de discussão, ou de conferência participada, consagrado ao estudo exclusivo de
um assunto e orientado por um especialista, com o propósito de se adquirirem mais
conhecimentos numa dada área.
NATO
SIMPÓSIO
Reunião ou assembleia, geralmente com a duração de um ou dois dias, realizada com o
propósito de permitir a audição e discussão de trabalhos produzidos por especialistas,
sobre temas de uma dada área do conhecimento.
NATO
SIMULAÇÃO
Forma de reproduzir a imagem de uma situação real em ambiente especialmente criado,
tendo por objectivo proporcionar ao formando a aquisição prática de capacidades,
conhecimentos e atitudes necessários ao exercício de um cargo.
Glossário – Documento de Trabalho
29
Direcção do Serviço de Formação
NATO
SIMULADOR
Qualquer sistema (isto é, equipamento ou ambiente de formação ou treino) utilizado
para a prática de simulações.
NATO
SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO
É constituído pelo conjunto de entidades com funções técnicas e de regulação e controlo
da certificação necessárias à prossecução dos objectivos da política de formação
profissional.
Proposta de Lei da Formação Profissional
TAREFA
Fracção de trabalho que visa a realização de um objectivo e que se executa em resposta
a um propósito definido, por meio de aplicações de um método determinado.
TECNOLOGIA EDUCATIVA
Modo de aplicação do conhecimento e de técnicas no processo de aprendizagem, o mais
sistematicamente possível e apropriado a determinadas circunstâncias. Os componentes
da tecnologia educativa, numa situação de aprendizagem, encontram-se ligados entre si
em harmonia, ou seja, os conteúdos, os métodos e a avaliação reflectem os objectivos
previamente definidos.
Trad. e adaptação do livro Educational Technology,
FYFE e RICHARDSON, Northern College - Dundee.
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO
Engloba os métodos e técnicas usados na pesquisa e processamento da informação por
métodos automáticos.
NATO
TESTE
Instrumento de recolha de informação geralmente estandardizado e previamente
experimentado, constituído por uma ou mais questões ou perguntas, destinado a medir
aprendizagens essencialmente do domínio cognitivo.
GT A1
TESTE OBJECTIVO
Teste em que cada pergunta é construída de forma a admitir apenas uma única resposta
certa.
NATO
TESTE REFERIDO A CRITÉRIOS
Teste que avalia o desempenho de um formando/aluno relativamente a um critério ou
padrão pré-estabelecido.
Richard Arends
Glossário – Documento de Trabalho
30
Direcção do Serviço de Formação
TESTE REFERIDO A NORMAS
Teste estandardizado que avalia o desempenho de um determinado formando/aluno,
comparando-o com o desempenho de um grupo bem definido de formandos/alunos.
Richard Arends
TEXTO DE APOIO
Conteúdo verbal de determinada matéria seleccionada de acordo com os objectivos de
formação.
TREINO
Actividade organizada segundo uma sequência de eventos, estruturados ou planeados
previamente, fazendo parte integrante de um processo de preparação e concorrente para
uma finalidade ou missão do organismo, sector ou grupo.
NATO
TREINO BÁSICO
Primeira etapa do processo de treino, visando a preparação para o desempenho de
determinadas tarefas, tendo como finalidade o desenvolvimento de atitudes,
conhecimentos e perícias fundamentais para se atingir o perfil comportamental
correspondente aos padrões estabelecidos.
NATO
TREINO COMPLEMENTAR
Inclui todos os aspectos de formação profissional subsequente ao treino básico.
NATO
TREINO DE MANUTENÇÃO
Treino complementar, proporcionado numa situação de trabalho, com o fim de manter
ou melhorar os padrões de proficiência do pessoal.
NATO
TREINO INDIVIDUALIZADO
Actividade, normalmente realizada no posto de trabalho, que tem por finalidade
assegurar e desenvolver perícias, capacidades e competências específicas e inculcar
atitudes.
TREINO ORIENTADO
Aumento sistemático da aptidão e experiência do formando, dando-lhe tarefas planeadas
conjugadas com o apoio e a orientação contínuos de um supervisor.
NATO
TUTOR
Indivíduo que no processo formativo desempenha funções de enquadramento,
integração, orientação e acompanhamento, individuais ou de grupo, nas actividades de
formação em contexto de trabalho.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade - Comissão Interministerial para o Emprego
Glossário – Documento de Trabalho
31
Direcção do Serviço de Formação
TUTORIA
Acção de fornecer conhecimento adicional e orientação a um formando ou a um
pequeno grupo de formandos, numa situação de formação ou treino informal.
NATO
VALIDAÇÃO
Conjunto de processos e métodos utilizados para medir de forma continua e sistemática
a eficácia e eficiência da formação. A validação compreende duas componentes :
a. Validação interna
Determina em que medida a formação conduziu os formandos a atingirem os objectivos
estabelecidos.
b. Validação externa
Determina em que medida os objectivos da formação estão realisticamente adequados
aos requisitos dos cargos.
Despacho VALM SSP, de 19 de Julho de 1990
VALIDADE DE UM TESTE
Grau com que um teste mede aquilo que se espera que meça.
NATO
VISITA DE ESTUDO
Visa contribuir para consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo da formação.
Fundo Social Europeu
Glossário – Documento de Trabalho
32