Edição | Ano | setembro/outubro Edição 63 63 | Ano XI | XIsetembro/outubro 20152015 PARTO NORMAL ANS lança regulamentação que tem como meta reduzir as cesarianas desnecessárias ENTRE OS MELHORES Santa Helena está entre as cinco melhores operadoras segundo ranking da ANS EQUILÍBRIO Santa Helena valoriza parceria com corretores A depressão atinge milhares de indivíduos e precisa de acompanhamento profissional ABAIXO O SEDENTARISMO A falta de atividade física pode trazer consequências sérias para a saúde de pessoas de todas as idades EDITORIAL Os números não mentem Coordenação geral Diretor-presidente Fernando Fornias Diretor vice-presidente Ronaldo Kalaf Edição e coordenação Adenilde Bringel (Mtb 16.649) Reportagem Adenilde Bringel, Elessandra Asevedo e Fernanda Ortiz Fotos Ilton Barbosa e Pager Tecnologia Editoração Eletrônica Companhia de Imprensa Estagiário Vitor Gitti Projeto gráfico e Produção editorial Companhia de Imprensa Divisão Publicações (11-4432-4000) Central de Agendamento Consultas e exames (11) 4336-9777 (Exceto exames especiais) SAC 24 Horas Informações, dúvidas, reclamações, orientações sobre suspensão ou cancelamento – 0800-191817 Ouvidoria e Fale Conosco www.santahelenasaude.com.br V ivemos um momento delicado no Brasil, tanto político quanto econômico, que vem se refletindo na vida cotidiana de toda a sociedade. Entretanto, a Santa Helena continua acreditando no País e na sua capacidade de superar os desafios e voltar a trilhar um caminho seguro de desenvolvimento e crescimento. Para a Santa Helena, os momentos de crise sempre foram um estímulo à criatividade e, por isso, procuramos inovar e oferecer, cada vez mais, um serviço de excelência para nossos beneficiários. Seguindo a linha da inovação e da criatividade, uma das ações neste ano foi a campanha Top 35, que teve como objetivo estimular os corretores a aumentarem as vendas de nossos planos de saúde. A iniciativa, que começou em fevereiro e se estendeu até julho, demonstrou claramente que a Santa Helena se configura uma excelente opção para os moradores e empresários do Grande ABC que pretendem continuar sendo atendidos por um plano de saúde, mas não podem – e não querem – que este custo interfira demais no orçamento. Pelo número de vidas que acolhemos nos últimos meses, muitas transferidas de seguradoras de saúde – que não oferecem uma rede verticalizada e própria como a Santa Helena e têm custo mais alto – podemos ter clareza de que somos uma opção importante. Na reportagem das páginas 4 e 5, alguns dos corretores que mais vendem nossos planos testemunham as vantagens competitivas da Santa Helena, que beneficiam pessoas de todas as idades. Em setembro, também recebemos a grata informação de que a Santa Helena ficou em quinto lugar no ranking da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que avaliou 1187 operadoras de saúde em quesitos como Atenção à Saúde, Econômico-financeiro, Estrutura e Operação, e Satisfação do Beneficiário, o que deixou a todos muito felizes. Sabemos que temos uma grande responsabilidade ao receber novos beneficiários, mas posso garantir a todos – novos e antigos clientes – que sempre manteremos o compromisso de oferecer o melhor serviço, com a máxima agilidade, eficiência e qualidade. Este é um objetivo que assumimos desde que a Santa Helena foi criada, 35 anos atrás, e que temos conseguido manter, graças ao esforço e ao comprometimento de toda a nossa equipe. Aos que chegam, sejam muito bem-vindos; aos que já confiam sua saúde à Santa Helena há muito tempo, nosso muito obrigado! Fernando Fornias Diretor-presidente ÍNDICE 4 Em Pauta 6 Movimento 6 Envelhecer Saudável Gentileza Passos 7 Primeiros 7 Equilíbrio 8 Viva Bem Santa Helena valoriza parceria com corretores Auxiliar conta que aprendeu com os pais a ser solidária Depressão pode atingir pessoas de todas as idades O sedentarismo é tão prejudicial quanto as doenças 2 Santa Helena Saúde Osteoporose causa prejuízos à qualidade de vida ANS muda regras para estimular parto normal EMPRESA Um clube centenário Fundado em 1913, Primeiro de Maio F.C. é uma ilha de lazer bem no meio de Santo André A história do Primeiro de Maio F.C. começou 102 anos atrás, no coração de Santo André. Na medida em que crescia e aumentava o número de sócios, o clube também migrava para outros espaços, que abrigavam campo de futebol, ginásio e Diniz Villa Junior é diretor de Comunicação quadras poliesportivas. Em 1963, a tradicional família Murray vendeu o espaço que abrigava a Vila Mimosa e, finalmente, o Primeiro de Maio conseguiu reunir todas as atividades em um espaço único, onde está até hoje. Com aproximadamente 3,8 mil títulos ativos e 13 mil associados – a maioria formada por famílias da cidade– o Primeiro de Maio ocupa aproximadamente 19 mil m2 de área na avenida Portugal, no centro do município. Com isso, oferece excelenteopção de lazer, com quadras poliesportivas, campo de futebol, piscinas, academia, salão de festas e até restaurante, que é terceirizado.O clube também realiza festastípicas,como La Notte Della Mamma, em homenagem ao Dia das Mães; Jantar de Aniversário e Festa Tropical. “O clube tem sócios de muitos anos, cujos títulos passam de geração a geração devido à tradição e aos benefícios que oferece”, afirma o diretor de Comunicação Social, Diniz Villa Junior. Além da infraestrutura de lazer, o Primeiro de Maio realiza inúmeros campeonatos internos, com destaque para futebol society, natação, tênis, snooker e boliche, e participa de torneios metropolitanos em di ferentes categorias. Para participar das escolinhas, os pequenos as so ciados precisam ter mais de quatro anos de idade. Saúde total Para manter a estrutura em pleno funcionamento 365 dias por ano, o clube possui 160 colaboradores e aproximadamente 10 estagiários. Entre os benefícios ofere cidos para manter o bem-estar e a saúde de todos, a equipe tem o plano de saúdeda Santa Helena. A parceria começouno ano passado, quando a nova diretoria, presidida por Nilo Ortiz, assumiu. “Nossa opção pela Santa Helena foi devido ao custo/benefício e por causa da ampla rede de atendimento, que está em toda a região. Todos estão muito satisfeitos com o plano”, afirma o diretor. BENEFICIÁRIOS Suporte total durante e após emergência A pós sete anos como beneficiária da Santa Helena, a professora Kelly Guete de Freitas, de 37 anos, precisou utilizar de forma intensa e constante os serviços. Em julho deste ano, enquanto dormia, passou a sentir dor de cabeça intensa, que permaneceu durante o dia seguinte e, ao anoite cer, desenca deou crises de vômito. Preocupada, foi ao hospital e passou a madrugada fazendo exames que diag nosticaram sangramento no cérebro. Internada para novos exames, a profes sora descobriu que a causa do sangra mento era uma trombose, que resultou na internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por quatro dias. Com o diagnóstico, Kelly de Freitas passou a tomar anticoagulantes e, mes mo após a alta hospitalar, ainda faz uso do remédio que precisa de total controle para que o sangue não engrosse ou afi ne além do necessário. Pela importância do uso correto do anticoagulante, a pa ciente foi incluída no Programa de Aten dimento Interdisciplinar (PAI) para rece ber acompanhamento por telefone e lembretes de agendamento de exames, para avaliar os efeitos dos medicamen tos e se a dosagem está correta. Segundo a professora, desde o pri meiro dia de internação todas as equi pes a trataram muito bem e tiraram suas dúvidas, que eram muitas. Além disso, graças ao atendimento está voltando a ter qualidade de vida e pode cuidar de seu filho de dois anos. “Durante a inter nação, os médicos e enfermeiros me deram todo o suporte, e a equipe do PAI é um diferencial importantíssimo para minha recuperação, que ainda deve durar alguns meses. Quero parabenizar os oftalmologistas que estãoajudando na recuperação da minha visão, que foi prejudicada pela trombose, e agradecer a Deus por dar sabedoria a essas pes soas. Parabéns Santa Helena”,enfatiza. Kelly Guete de Freitas jul/ago de 2015 3 EM PAUTA Crise gera boas oportunidades para Santa Helena comemora expressivo aumento de vendas de planos de saúde no primeiro semestre d E specialistas costumam dizer que ‘crises são excelentes momentos para a busca de novas oportunidades’ e, no caso das vendas de planos da Santa Helena, a afirmação é uma verdade incon testável. Embora o mercado de trabalho venha sofrendo forte retração e a economia brasileira esteja em ritmo lento, as corretoras que comercializam planos de saúde da empresa têm bons motivos para comemorar. Entre as vantagens competitivas da Santa Helena Saúde, que atraem clientes em busca de contratos indivi duais e coletivos (empresas), estão a rede própria, os investimentosem tecnologia e a qualidade e estrutura de atendimento. De fevereiro a julho deste ano, a Santa Helena aumentou a co- mercialização de novos planos em cerca de 52% – se comparado ao mesmo período do ano passado –, especialmente nos planos de pessoa física, uma modalidade não comercializada pela maioria das operadoras do País. “A Santa Helena é a melhor opção para se comercializar atualmente no Grande ABC, porque o cliente, seja pessoa física ou jurídica, sabe exatamente o que está comprando por termos uma rede de serviços solidificada nos municípios em que atuamos, administrada pela própria empresa, que atua há mais de 35 anos na região, o que transmite muita segurança no momento da escolha por nossos produtos”, argumenta o coordenador de corre toras da Santa Helena, Leonardo Alcantarilla. Outras vantagens para os clientes é que a Santa Helena opera com baixos custos e, ainda, faz análise de aproveitamento de carências de todos os planos de saúde, o que facilita a troca de plano. Hoje, a empresa recebe diversas adesões por mês e os planos mais vendidos envolvem vidas acima de 59 anos, pelo fato de a Santa Helena ter o melhor custo/benefício nesta faixa etária. Maior operadora de saúde com rede própria no Grande ABC, a Santa Helena tem realizado constantes investimentos em infraestrutura e renovação de unidades nos últimos anos para atender a essa nova demanda. “Seguimos ampliando a rede e a estrutura de atendimento para que todos sejam atendidos com a máxima qualidade”, garante o gestor. Campanha incentiva vendas Para estimular os corretores, a San taHelena desenvolveu uma nova campanha de incentivo que premiou vendedores e donos de corretoras. Os premiados ganharam uma viagem para Punta Cana, no Caribe. “Chama muito Marisa Calgerani, da corretora MK 4 Santa Helena Saúde a atenção o aumento das vendas que conquistamos com essa campanha”, acentua Leonardo Alcantarilla. Com mais de 800 vendedores parti cipando, a campeã foi Marisa Calgerani, da MK Representações, com sede em Santo André. “Apesar de a Santa Hele na ser um produto carro-chefe na filial de Mauá, a campanha me estimulou a fazer um trabalho mais focado ainda e o resultado foi muito surpreendente. Não esperava vencer e fiquei muito fe liz”, comemora. A vendedora conta que investiu em clientes antigos e, inclusive, levou os interessados para conhecer o Centro Médico Hospitalar da Santa He lena, inaugurado em 2013 no município. Entre as corretoras campeãs está a Assure, de Santo André. “A crise nos ajuda a vender planos de saúdecom melhor custo/benefício, porque há um movimento de migração de pessoas que precisam baratear o custo dos convê nios”, afirma Gilberto de Sá CoelhoJu nior, proprietário da empresa que está há 25 anos no mercado e comercializa todos os planos disponíveis no País. Com mais procura de pessoas físi cas para os planos da Santa Helena, a Assure já atingiu, neste ano, um melhor patamar de vendas em relação ao ano passado. Gilberto Coelho Junior conta que, independentemente de crise, os planos da Santa Helena vendem muito bem devido ao formato verticalizado de atendimento e ao preço competitivo. “A rede de atendimento é ótima e o custo muito compatível para as famílias, in clusive pessoas de mais de 59 anos”, assegura, ao contar que a supervisora Maria Carolina Luchini, da empresa, foi a campeã na categoria. O mercado também está aquecido para a Juliseg Corretora de Seguros, que atua com saúde há 35 anos e foi outra campeã de vendas da campanha da Santa Helena. O proprietário Ronal do Flávio da Silva afirma que este foi o melhor dos últimos cincoanos para a corretora, em número de propostas e faturamento, e que as crises econômi cas não costumam atingir operadoras verticalizadas, que oferecem planos mais acessíveis e boa infraestrutura de CURTAS a os negócios 5ª no ranking deste ano A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, em setembro, o ranking dos melhores e piores planos de saúde do País, baseado em critérios como Atenção à Saúde, Econômico-finan ceiro, Estrutura e Operação, e Satis fação do Beneficiário. A Santa Hele na ficou em quinto lugar na lista das melhores operadoras, de um total de 1187 avaliadas. Os dados referem-se ao desempenho de 2014. Doe sangue! Leonardo Alcantarilla com as colaboradoras Marcia Fidelis e Djeyce Fonseca atendimento, como é o caso da Santa Helena. A maior procura pelo plano na Juliseg é de casais sem filhos e idosos que querem deixar a saúde nas mãos de uma operadora que ofereça segurança. “As campanhas incentivam os correto res a aumentarem suas vendas, e, por outro lado, a confiança na prestação de serviço oferecida e a segurança na operadora são fatores decisivos para a escolha pela Santa Helena”, garante o corretor. D Ronaldo Flávio da Silva, da Juliseg Gilberto de Sá Coelho Junior e Maria Carolina Luchini, da Assure oar sangue é rápido, simples, seguro e salva milhares de vi das. Na triagem de doadores, os hemocentros obedecem a normas nacionais e internacionais, com alto rigor para oferecer segurança e pro teção ao receptor e ao doador. Os requisitos básicos para doar incluem boas condições de saúde, idade en tre 16 e 69 anos, peso mínimo de 50kg, estar descansado e alimentado e apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial. Os im pedimentos definitivos são hepatite após os 11 anos de idade, evidência clínica ou laboratorial de hepatites B e C, AIDS, doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas, uso de drogas injetáveis e já ter con traído malária. set/out de 2015 5 MOVIMENTO GENTILEZA MOVIMENTO PRIMEIROS PASSOS GENTILEZA Novidades no parto normal Desafio da Santa Helena é aumentar índice para 45% E m uma sociedade na qual as pessoas estão cada vez mais in dividualistas, os pequenos atos de generosidade podem fazeruma grande diferença na vida de quem rece be a gentileza. Por ter esse pensamen to, sempre que posso ajudo conheci dos e desconhecidos que precisam de colaboração. Além de doar sangue e já ter dado meu guarda‑chuvaa uma mãe com uma criança de colo em um dia de tempestade, há cerca de seis meses, ao retornar da faculdade, por volta das 22h, passei pela rodoviária de São Bernardo do Campo e vi uma mulher com uma criança no colo ven dendo balas. Era uma noite com garoa forte e a ambulante disse que não tinha vendido nada naquele dia. Como era começo do mês e eu havia recebido o salário, tinha um valor na carteira que daria para comprar muitas balas, mas dei o dinheiro e pedi apenas duas para ela ficar com o restante e vender para con seguir mais dinheiro. A mulher ficou muito feliz e me abraçou emocionada. Aquilo me comoveu muito, pois, prova velmente, eu usaria aquele valor para algo sem tanta utilidade. Acredito que tenha adquirido essa vontade de sempre ajudar o próximo com os meus pais, que são muito soli dários. Tanto que, há cerca de um mês estamos dando abrigo a um catador de material reciclável que foi expulso do terreno onde morava, localizado na mi nha rua. Com 68 anos de idade e sem família, o catador sempre teve amiza de com todos os vizinhos, que ajudam como podem. Como nos fundos da minha casa tem um quartinho, meus pais, que são aposentados, resolve ram arrumar o espaço, colocar cama, rádio e televisão para nosso ‘hóspede’ se acomodar, além de compartilhar as refeições. Isso me deixa muito orgu lhosa e colabora para que eu continue fazendo a minha parte. Danielle Silva é auxiliar administrativa interna em relacionamento empresarial da Santa Helena Você também tem uma história de gentileza para contar? Envie para o e-mail [email protected]. 6 Santa Helena Saúde A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) do Ministério da Saúde – que regulamenta os planos de saúde no Brasil – editou a Resolução Normativa (RN) 368, que entrou em vigor em julho e tem como meta incentivar o parto normal e reduzir as cesarianas, na saúde suplementar e no sistema público. Para atender à determina ção e se adaptar às novas diretrizes, o Hospital e Maternidade Santa Helena implantou algumas mudanças com o desafio de aumentar o índice de partos normais de 20% para 45% até 2016. A vontade da mãe continua soberana em decidir o tipo de parto, mas é preciso contar com o comprometimento de todos – incluindo ginecologistas, obstetras e enfermeiras – uma vez que o parto normal de pende de responsabilidade compartilhada. “Nosso maior desafio não está na aceitação por parte dos médicos, mas na mudança de cultura da paciente que, muitas vezes, vem determinada pela cesárea”, avalia Renata Aparecida Viana Santos, diretora médica da Maternidade. Para isso, as equipes de pré-natal, médicos e enfermeiras Renata Aparecida Viana Santos é diretora da Maternidade obstetras são orientadas a explicar sobre os benefícios do parto normal para mãe e bebê, desde o começo do pré-natal. A partir das determinações da ANS, agora passa a ser obrigatório incluir na carteirinha pré-natal novos itens como antecedentes pessoais e familiares da paciente,novos exa mese ampliação do campo de descrição do ultrassom. “A adoção do partograma, uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto na qual o médico consegue avaliar se tudo está dentro do considerado normal, também é necessária”, acentua a diretora. Com versões diferenciadas, o partograma registra, principalmente, a frequência das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e a dilatação cervical materna. Para dar um tratamento ainda mais humanizado às gestantes, as enfermeiras foram capacitadas para oferecer todo o apoio até a alta hospitalar. Segundo a diretora, as novas regras ampliam o acesso à informa ção. “Com a regulamentação,as pacientes têm o direitode saber, e podem solicitar via Central de Atendimento ao Cliente, as taxas de parto normal e de cesárea dos médicos da rede”, acentua. As novas regras não devem prejudicar a gestante que escolher a cesárea. Tanto no caso de procedimento cirúrgico quanto no parto normal, a paciente deverá, obrigatoriamente, assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclareci do,implantado pela ANS. Este documento será entregue pelos médicos do pré-natal ao final da gestação com todas as orientações sobre os tipos de parto. Ao assinar, marcando o parto da sua preferência, a paciente fica ciente de como funciona o procedimento e quais riscos oferece. ENVELHECER SAUDÁVEL Doença silenciosa Osteoporose piora muito a qualidade de vida do idoso D entre as doenças que acome tem indivíduos com mais de 60 anos, a osteoporose é uma das mais prevalentes. Silenciosa, costuma se revelar, na maioria dos O médico Rafael Canineu dá dicas casos, após uma primeira fratura, o que pode prejudicar a qualidade de vida e a autonomia. Provocado pela perda de massa óssea, o problema atingeambos os sexos, porém, é mais comum entre as mulheres na pós-me nopausa devido à redução dos níveis do hormônio estrógeno, que regula a absorção de cálcio. “A osteoporose deixa os ossos mais porosos e fracos, frágeis e suscetíveis a fratu ras, e causa perda de independência e piora da qualidade de vida”, afirma o geriatra Rafael Canineu, da Santa Helena. Entre os fatores de risco estão envelhecimento, histórico de fraturas, hereditariedade, deficiência de cálcio e vitamina D, uso de medica mentos (corticoides, por exemplo), consumo de álcool, tabagismo e menopausa precoce. Como não apresenta sintomas, o ideal é, após os 60 anos, procurar um especialista para avaliação. O exame para diagnóstico é a densito metria óssea, que permite avaliar o estágio da doença e acompanhar seu desenvolvimento. O tratamento é feito com medicamentos e dietas nutricionais, que incluem ingestão de cálcio e vitamina D associada a atividade física com supervisão profissio nal, visando aumento de força e das massas óssea e muscular. “Quando o problema está controlado o risco de quedas e fraturas diminui”, diz o médico. Evitar fatores de risco e redobrar os cuidados são fundamentais para prevenção, tratamento e para garantir uma vida mais saudável. EQUILÍBRIO Muito mais que tristeza A ngústia, ansiedade e desinte resse por atividades até então prazerosas são alguns dos sin tomas de quem sofre de depressão, um transtorno psiquiátrico crônico e recorrente que pode se manifestar em pessoas de qualquer sexo, idade ou condição social e, lentamente, rouba anos de vida saudável. Considerada a quarta principal causa de incapacita çãono mundo, a depressão atinge, atualmente, 350 milhões de indivíduos e será, em 2030, a doença mais prevalente de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Multifatorial, a depressão pode ser causada por elementos ge néticos, quan do há incidên cia na família; biológicos,se associado a outras enfermidades; e ambientais, ori ginado de relações pessoais, profissio nais e financeiras. Entre os principais sintomas estão, ainda, irritabilida de, tristeza constante, desânimo, desmo tivação, insegurança, perda ou exces so de apetite e insônia. “Não existe uma causa específica e os fatorespo dem conferir menor ou maior vulnera bilidade ao seu surgimento. Em virtude da questão hormonal, a doença é mais prevalente nas mulheres”, explica a médica psiquiatra Renata Camacho, coordenadora do Núcleo de Saúde Mental da Santa Helena. Em geral, o tratamento é feito por prazo indeterminado, com uso de medicamentos e acompanhamento psicoterápico. “Quanto antes for diag nos ticada, mais eficiente será o tra tamento, que deve ser continuado mesmo com a melhora do paciente, evitando, assim, recaídas”, explica a especialista. Se o tratamento for inter rompido sem alta médica, aumenta a probabilidade de comportamentos de risco, inclusive suicídio, problemas de saúde e conflitos interpessoais. Além do tratamento, a médica sugere que o paciente ocupe o tempo ocioso, evite pensamentos negativos, mentalizando coisas boas, estabeleça uma rotina, aceite o apoio da família e dos amigos, pratique exercícios, durma e se alimen te adequadamente. A médica Renata Camacho orienta sobre a depressão jul/ago de 2015 7 VIDA SAUDÁVEL Um mal da vida moderna Sedentarismo já atinge 45,9% da população brasileira Tão prejudicial quanto a obesidade ou o tabagismo, o sedentarismo tem preocupado os profissio nais da saúde no mundo inteiro. Recente diagnóstico sobre a prática de atividades físicas e esportes, divulgado pelo Ministério do Espor te, revelou que o sedentarismo atinge 45,9% da população brasileira, ou seja, cerca de 67 milhões de pessoas. Caracterizado pelo baixo gasto de calorias e ausência de atividade física, o sedentarismo passou a ser um problema de saúde pública, pois, aliado a fatores de risco como estresse, maus hábitos alimentares e excesso de peso, contribui para o desenvolvimento de várias doenças. A desculpa para justificar o sedentarismo é quase sempre a mesma: rotina agitada e falta de tempo. “É preciso entender que vida atribulada não é sinônimo de ‘não sedentarismo’. Correr para realizar as atividades diárias ou desempenhar uma função que necessite força, por exemplo, não isenta ninguém desta condição”, garante o médico ortopedista e cirurgião de coluna Luis Pollon, da Santa Helena. Para deixar de ser sedentário, o indivíduo deve, primeiro, buscar indicação de um especialista sobre o que é mais adequado à sua condi- O médico Luis Pollon dá orientações 8 Santa Helena Saúde ção física para, então, dar início às atividades regulares, não ultrapassando um intervalo de 72 horas, A ausência de atividade física provoca o desuso dos sistemas funcionais, ocasionando atrofia das fibras musculares, perda da flexibilidade articular, ganho de peso e comprometimento dos órgãos. “O sedentarismo está associado, direta ou indiretamente, às causas ou ao agravamento de enfermidades, tais como hipertensão, diabetes, obesidade, infarto e doenças musculoesqueléticas”, enumera o especialista, que é categórico ao afirmar que pode, inclusive, colaborar para a mortalidade prematura. A pior notícia é que, atualmente, a falta de atividades físicas não é exclusividade dos adultos. Segundo o médico Luis Pollon, com o advento das tecnologias, crianças e adolescentes têm desenvolvido um sedentarismo fora dos padrões, o que vem sendo considerado um problema de saúde pública, pois a criança que hoje não se exercita certamente será um adulto com saúde frágil. “Resgatar as atividades típicas da infância, como corrida e pega-pega, entre outras, é uma necessidade e deve ser estimulada na escola e em casa”, afirma. Terceira Idade Estudos apontam o efeito benéfico de um estilo de vida ativo e da autonomia física durante o processo de envelhecimento. “Além da socialização, que é um ganho fantástico, as atividades físicas fortalecem a musculatura, contribuem para a manutenção da densidade óssea, melhoram força, flexibilidade, reflexos e equilíbrio, evitando as quedas tão comuns nessa fase”, aponta. O especialista ressalta que a prevenção de doenças, entre elas a depressão, é outro importante benefício de quem se exercita e trabalha pela saúde plena. Os benefícios da prática de atividade física regular Ajuda a controlar o peso; Reduz o risco de doenças, como hipertensão e diabetes; Mantém ossos, músculos e articulações saudáveis; Previne e diminui a obesidade; Promove o bem-estar; Melhora a autoestima e possibilita maior socialização.