Edição
| Ano
| setembro/outubro
Edição
63 63
| Ano
XI | XIsetembro/outubro
20152015
PARTO NORMAL
ANS lança regulamentação
que tem como meta reduzir as
cesarianas desnecessárias
ENTRE OS MELHORES
Santa Helena está entre as
cinco melhores operadoras
segundo ranking da ANS
EQUILÍBRIO
Santa Helena
valoriza
parceria com
corretores
A depressão atinge milhares
­de indivíduos e precisa de
acompanhamento profissional
ABAIXO O
SEDENTARISMO
A falta de atividade física
pode trazer consequências
sérias para a saúde de
pessoas de todas as idades
EDITORIAL
Os números não mentem
Coordenação geral
Diretor-presidente
Fernando Fornias
Diretor vice-presidente
Ronaldo Kalaf
Edição e coordenação
Adenilde Bringel (Mtb 16.649)
Reportagem
Adenilde Bringel, Elessandra Asevedo
e Fernanda Ortiz
Fotos
Ilton Barbosa e Pager Tecnologia
Editoração Eletrônica
Companhia de Imprensa
Estagiário
Vitor Gitti
Projeto gráfico e Produção editorial
Companhia de Imprensa
Divisão Publicações (11-4432-4000)
Central de Agendamento
Consultas e exames
(11) 4336-9777
(Exceto exames especiais)
SAC 24 Horas
Informações, dúvidas, reclamações,
orientações sobre suspensão ou
cancelamento – 0800-191817
Ouvidoria e Fale Conosco
www.santahelenasaude.com.br
V
ivemos um momento delicado no Brasil, tanto político quanto econômico, que vem se refletindo na vida cotidiana de toda a sociedade.
Entretanto, a Santa Helena continua acreditando no País e na sua
capacidade de superar os desafios e voltar a trilhar um caminho seguro
de desenvolvimento e crescimento. Para a Santa Helena, os momentos
de crise sempre foram um estímulo à criatividade e, por isso, procuramos
inovar e oferecer, cada vez mais, um serviço de excelência para nossos
beneficiários.
Seguindo a linha da inovação e da criatividade, uma das ações neste
ano foi a campanha Top 35, que teve como objetivo estimular os corretores a aumentarem as vendas de nossos planos de saúde. A iniciativa, que
começou em fevereiro e se estendeu até julho, demonstrou claramente
que a Santa Helena se configura uma excelente opção para os moradores e empresários do Grande ABC que pretendem continuar sendo atendidos por um plano de saúde, mas não podem – e não querem – que este
custo interfira demais no orçamento.
Pelo número de vidas que acolhemos nos últimos meses, muitas transferidas de seguradoras de saúde – que não oferecem uma rede verticalizada e própria como a Santa Helena e têm custo mais alto – pode­mos ter
clareza de que somos uma opção importante. Na reportagem das páginas
4 e 5, alguns dos corretores que mais vendem nossos planos testemunham as vantagens competitivas da Santa Helena, que beneficiam pessoas de todas as idades. Em setembro, também recebemos a grata informação de que a Santa
Helena ficou em quinto lugar no ranking da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que avaliou 1187 operadoras de saúde em quesitos
como Atenção à Saúde, Econômico-financeiro, Estrutura e Operação, e
Satisfação do Beneficiário, o que deixou a todos muito felizes.
Sabemos que temos uma grande responsabilidade ao receber novos
beneficiários, mas posso garantir a todos – novos e antigos clientes – que
sempre manteremos o compromisso de oferecer o melhor serviço, com
a máxima agilidade, eficiência e qualidade. Este é um objetivo que assumimos desde que a Santa Helena foi criada, 35 anos atrás, e que temos
conseguido manter, graças ao esforço e ao comprometimento de toda
a nossa equipe. Aos que chegam, sejam muito bem-­vindos; aos que já
confiam sua saúde à Santa Helena há muito tempo, nosso muito obrigado!
Fernando Fornias
Diretor-presidente
ÍNDICE
4 Em Pauta
6 Movimento
6 Envelhecer
Saudável
Gentileza
Passos
7 Primeiros
7 Equilíbrio
8 Viva Bem
Santa Helena
valoriza parceria
com corretores
Auxiliar conta que
aprendeu com os
pais a ser solidária
Depressão pode
atingir pessoas de
todas as idades
O sedentarismo
é tão prejudicial
quanto as doenças
2
Santa Helena Saúde
Osteoporose
causa prejuízos à
qualidade de vida
ANS muda regras
para estimular
parto normal
EMPRESA
Um clube centenário
Fundado em 1913, Primeiro de Maio F.C. é uma ilha de lazer bem no meio de Santo André­­
A
história do Primeiro de Maio
F.C. começou 102 anos
atrás, no coração de Santo
André. Na medida em que crescia e aumentava o número de
sócios, o clube também migrava
para outros espaços, que abrigavam campo de futebol, ginásio e
Diniz Villa Junior é diretor de Comunicação
quadras poliesportivas. Em 1963,
a tradicional família Murray vendeu
o espaço que abrigava a Vila Mimosa e, finalmente, o Primeiro de
Maio conseguiu reunir todas as
atividades em um espaço único,
onde está até hoje.
Com aproximadamente 3,8 mil
títulos ativos e 13 mil associados –
a maioria formada por famílias da
cidade­– o Primeiro de Maio ocupa aproximadamente 19 mil m2 de
área na avenida Portugal, no centro do município. Com isso, oferece ex­ce­lente­opção de la­zer, com
quadras poliesportivas, campo de
futebol, piscinas, academia, salão
de festas e até restaurante, que é
terceirizado.­O clube também realiza festas­típicas,­como La Notte
Della Mam­ma, em homenagem ao
Dia das Mães; Jantar de Aniversário e Festa Tropical.­
“O clube tem sócios de muitos­
anos, cujos títulos passam de geração a geração devido à tradição
e aos benefícios que oferece”,
afirma o diretor de Comunicação
Social, Diniz Villa Junior. Além da
infraestrutura de lazer, o Primeiro
de Maio realiza inúmeros campeonatos internos, com destaque
para futebol society, natação, tênis, snooker e boliche, e participa­
de torneios metropolitanos em di­
fe­­rentes categorias. Para participar­
das escolinhas, os pequenos as­
so­
ciados precisam ter mais de
quatro anos de idade.
Saúde total
Para manter a estrutura em pleno funcionamento 365 dias por
ano, o clube possui 160 colaboradores e aproximadamente 10 estagiários. Entre os benefícios ofere­
cidos para manter o bem-estar e
a saúde de todos, a equipe tem
o plano de saúde­da Santa Helena. A parceria co­me­çou­no ano
passado, quando a nova diretoria,
presidida por Nilo Ortiz, assumiu.
“Nossa opção pe­­la Santa Helena
foi devido ao custo/benefício e por
causa da ampla rede de atendimento, que está em toda a região.
Todos estão muito satisfeitos com
o plano”­, afirma o diretor.
BENEFICIÁRIOS
Suporte total durante e após emergência
A
pós sete anos como beneficiária­
da Santa Helena, a professora­
Kelly Guete de Freitas, de 37
anos, precisou utilizar de forma intensa
e constante os serviços. Em julho deste
ano, enquanto dormia, passou a sentir
dor de cabeça intensa, que permaneceu­
durante o dia seguinte e, ao anoite­
cer, desenca­
deou crises de vômito.
Preocu­pada, foi ao hospital e passou a
madruga­da fazendo exames que diag­
nosticaram sangramento no cérebro.
Internada para novos exames, a profes­
sora descobriu que a causa do sangra­
mento era uma trombose, que resultou
na internação em Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) por quatro dias.
Com o diagnóstico, Kelly de Freitas
passou a tomar anticoagulantes e, mes­
mo após a alta hospitalar, ainda faz uso
do remédio que precisa de total controle
para que o sangue não engrosse ou afi­
ne além do necessário. Pela importância
do uso correto do anticoagulante, a pa­
ciente foi incluída no Pro­grama de Aten­
dimento Interdisciplinar (PAI) para rece­
ber acompanhamento por telefone e
lem­bretes de agendamento de exames,
para avaliar os efeitos dos medicamen­
tos e se a dosagem está correta.
Segundo a professora, desde o pri­
meiro dia de internação todas as equi­
pes a trataram muito bem e tiraram suas
dúvidas, que eram muitas. Além disso,
graças ao atendimento está voltando a
ter qualidade de vida e pode cuidar de
seu filho de dois anos. “Durante a inter­
nação, os médicos e enfermeiros me
deram todo o suporte, e a equipe do PAI
é um diferencial importantíssimo para
minha recuperação, que ainda deve
durar alguns meses. Quero parabenizar
os oftalmologistas que estão­ajudando
na recuperação da minha visão, que foi
prejudica­da pela trombose, e agradecer
a Deus por dar sabedoria a essas pes­
soas. Parabéns Santa Helena”,­enfatiza.
Kelly Guete
de Freitas
jul/ago de 2015
3
EM PAUTA
Crise gera boas oportunidades para
Santa Helena comemora expressivo aumento de vendas de planos de saúde no primeiro semestre d
E
specialistas costumam dizer
que ‘crises são excelentes
momentos para a busca de
novas oportunidades’ e, no caso das
vendas de planos da Santa Helena,
a afirmação é uma verdade incon­
testável. Embora o mercado de trabalho venha sofrendo forte retra­ção
e a economia brasileira esteja em
ritmo lento, as corretoras que comercializam planos de saúde da empresa têm bons motivos para comemorar. Entre as vantagens competitivas
da Santa Helena Saúde, que atraem
clientes em busca de contratos indivi­­
duais e coletivos (empresas), estão
a rede própria, os investimentos­em
tecnologia e a qualidade e estrutura
de atendimento.
De fevereiro a julho deste ano,
a Santa Helena aumentou a co-
mercialização de novos planos em
cerca de 52% – se comparado ao
mesmo período do ano passado –,
especialmente nos planos de pessoa física, uma modalidade não comercializada pela maioria das operadoras do País. “A Santa Helena é a
melhor opção para se comercializar
atualmente no Grande ABC, porque
o cliente, seja pessoa física ou jurídica, sabe exatamente o que está
comprando por termos uma rede de
serviços solidificada nos municípios
em que atuamos, admi­nistrada pela
própria empresa, que atua há mais
de 35 anos na região, o que transmite muita segurança no momento
da escolha por nossos produtos”,
argu­­menta o coordenador de corre­
toras da Santa Helena, Leonardo
Alcan­tarilla.
Outras vantagens para os clientes é que a Santa Helena opera com
baixos custos e, ainda, faz análise
de aproveitamento de carências de
todos os planos de saúde, o que
facilita a troca de plano. Hoje, a empresa recebe diversas adesões por
mês e os planos mais vendidos envolvem vidas acima de 59 anos, pelo
fato de a Santa Helena ter o melhor
custo/benefício nesta faixa etária.
Maior operadora de saúde com rede
própria no Grande ABC, a Santa Helena tem realizado constantes investimentos em infraestrutura e renovação de unidades nos últimos anos
para atender a essa nova demanda.
“Seguimos ampliando a rede e a estrutura de atendimento para que todos sejam atendidos com a máxima
qualidade”, garante o gestor.
Campanha incentiva vendas
Para estimular os corretores, a
San­
ta­Helena desenvolveu uma nova
campa­nha­­­ de incentivo que premiou
vende­dores e donos de corretoras. Os
pre­miados ganharam uma viagem para
Punta Cana, no Caribe. “Chama muito
Marisa Calgerani, da corretora MK
4
Santa Helena Saúde
a atenção o aumento das vendas que
conquistamos com essa campanha”,
acentua Leonardo Alcantarilla.
Com mais de 800 vendedores parti­
cipando, a campeã foi Marisa Calgerani,
da MK Representações, com sede em
Santo André. “Apesar de a Santa Hele­
na ser um produto carro­-chefe na filial
de Mauá, a campanha me estimulou a
fazer um trabalho mais focado ainda e
o resultado foi muito surpreendente.
Não esperava vencer e fiquei muito fe­
liz”, comemora. A vendedora conta que
investiu em clientes antigos e, inclusive,
levou os interessados para conhecer o
Centro Médico Hospitalar da Santa He­
lena, inaugurado em 2013 no município.
Entre as corretoras campeãs está a
Assure, de Santo André. “A crise nos
ajuda a vender planos de saúde­com
melhor custo/benefício, porque há um
movimento de migração de pessoas que
precisam baratear o custo dos convê­
nios”, afirma Gilberto de Sá Coelho­Ju­
nior, proprietário da empresa que está
há 25 anos no mercado e comercializa
todos os planos disponíveis no País.
Com mais procura de pessoas físi­
cas para os planos da Santa Helena, a
Assure já atingiu, neste ano, um melhor
patamar de vendas em relação ao ano
passado. Gilberto Coelho Junior conta
que, independentemente de crise, os
planos da Santa Helena vendem muito
bem devido ao formato verticalizado de
atendimento e ao preço competitivo. “A
rede de atendimento é ótima e o custo
muito compatível para as famílias, in­
clusive pessoas de mais de 59 anos”,
assegura, ao contar que a supervisora
Maria Carolina Luchini, da empresa, foi
a campeã na categoria.
O mercado também está aquecido­
para a Juliseg Corretora de Seguros,
que atua com saúde há 35 anos e foi
outra campeã de vendas da campa­nha
da Santa Helena. O proprietário Ronal­
do Flávio da Silva afirma que este foi o
melhor dos últimos cinco­anos para a
corretora, em número de propostas e
faturamento, e que as crises econômi­
cas não costumam atingir operadoras
verticalizadas, que oferecem planos
mais acessíveis e boa infraestrutura de
CURTAS
a os negócios
5ª no ranking
deste ano
A
Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) divulgou,
em setembro, o ranking dos
melhores e piores planos de saúde­
do País, baseado em critérios como
Atenção à Saúde, Econômico-finan­
ceiro, Estrutura e Operação, e Satis­
fação do Beneficiário. A Santa Hele­
na ficou em quinto lugar na lista das
melhores operadoras, de um total de
1187 avaliadas. Os dados referem-se
ao desem­penho de 2014.
Doe sangue!
Leonardo Alcantarilla com as colaboradoras Marcia Fidelis e Djeyce Fonseca
atendimento, como é o caso da Santa
Helena. A maior procura pelo plano na
Juliseg é de casais sem filhos e idosos
que querem deixar a saúde nas mãos de
uma operadora que ofereça segurança.
“As campa­nhas incentivam os correto­
res a aumentarem suas vendas, e, por
outro lado, a confiança na prestação
de serviço oferecida e a segurança na
operadora são fatores decisivos para
a escolha pela Santa Helena”, garante
o corretor.
D
Ronaldo Flávio da Silva, da Juliseg
Gilberto de Sá Coelho Junior e
Maria Carolina Luchini, da Assure
oar sangue é rápido, simples,
seguro e salva milhares de vi­
das. Na triagem de doadores,
os hemocentros obedecem a normas
nacionais e internacionais, com alto
rigor para oferecer segurança e pro­
teção ao receptor e ao doador. Os
requisitos básicos para doar incluem
boas condições de saúde, idade en­
tre 16 e 69 anos, peso mínimo de
50kg, estar descansado e alimentado
e apresentar documento original com
foto, emitido por órgão oficial. Os im­
pedimentos definitivos são hepatite
após os 11 anos de idade, evidência
clínica ou laboratorial de hepatites B
e C, AIDS, doenças associadas aos
vírus HTLV I e II e doença de Chagas,
uso de drogas injetáveis e já ter con­
traído malária.
set/out de 2015
5
MOVIMENTO
GENTILEZA
MOVIMENTO
PRIMEIROS PASSOS
GENTILEZA
Novidades no parto normal
Desafio da Santa Helena é
aumentar índice para 45%
E
m uma sociedade na qual as
pessoas estão cada vez mais in­
dividualistas, os pequenos atos
de generosidade podem fazer­uma
grande diferença na vida de quem rece­
be a gentileza. Por ter esse pensamen­
to, sempre que posso ajudo conheci­
dos e desconhecidos que precisam de
colaboração. Além de doar sangue e
já ter dado meu guarda‑chuva­a uma
mãe com uma criança de colo em um
dia de tempestade, há cerca de seis
meses, ao retornar da facul­dade, por
volta das 22h, passei pela rodoviária
de São Bernardo do Campo e vi uma
mulher com uma criança no colo ven­
dendo balas.
Era uma noite com garoa forte e a
ambulante disse que não tinha vendido
nada naquele dia. Como era começo
do mês e eu havia recebido o salário,
tinha um valor na carteira que daria
para comprar muitas balas, mas dei o
dinheiro e pedi apenas duas para ela
ficar com o restante e vender para con­
seguir mais dinheiro. A mulher ficou
muito feliz e me abraçou emocionada.
Aquilo me comoveu muito, pois, prova­
velmente, eu usaria aquele valor para
algo sem tanta utilidade.
Acredito que tenha adquirido essa
vontade de sempre ajudar o próximo
com os meus pais, que são muito soli­
dários. Tanto que, há cerca de um mês
estamos dando abrigo a um catador de
material reciclável que foi expulso do
terreno onde morava, localizado na mi­
nha rua. Com 68 anos de idade e sem
família, o catador sempre teve amiza­
de com todos os vizinhos, que ajudam
como podem. Como nos fundos da
minha casa tem um quartinho, meus
pais, que são aposentados, resolve­
ram arrumar o espaço, colocar cama,
rádio e televisão para nosso ‘hóspede’
se acomodar, além de compartilhar as
refeições. Isso me deixa muito orgu­
lhosa e colabora para que eu continue
fazendo a minha parte.
Danielle Silva é auxiliar administrativa interna
em relacionamento empresarial da Santa Helena
Você também tem uma história de gentileza para
contar? Envie para o e-mail [email protected].
6
Santa Helena Saúde
A
Agência Nacional de Saúde­
Suplementar (ANS) do Ministério da Saúde – que regulamenta os planos de saúde no Brasil – editou a Resolução Nor­mativa
(RN) 368, que entrou em vigor em
julho e tem como meta incentivar o
parto normal e reduzir as cesarianas,
na saúde suplementar e no sistema
público. Para atender à determi­na­
ção e se adaptar às novas diretrizes,­
o Hospital e Maternidade Santa Helena implantou algumas mudanças
com o desafio de aumentar o índice de partos normais de 20% para
45% até 2016.
A vontade da mãe continua soberana em decidir o tipo de parto,
mas é preciso contar com o comprometimento de todos – incluindo
gi­ne­co­lo­gis­­tas, obstetras e enfermeiras – uma vez que o parto normal de­
pende de responsabilidade
com­partilhada. “Nosso maior desafio não está na aceitação por parte dos médicos, mas na mudança
de cultura da paciente que, muitas
vezes, vem determinada pela cesárea”, avalia Renata Aparecida Viana
Santos, diretora médica da Maternidade. Para isso, as equipes de
pré-natal, médicos e enfermeiras
Renata
Aparecida
Viana
Santos é
diretora da
Maternidade
obstetras são orientadas a explicar
sobre os benefícios do parto normal
para mãe e bebê, desde o começo
do pré-natal.
A partir das determinações da
ANS, agora passa a ser obrigatório­
incluir na carteirinha pré-natal novos­
itens como antecedentes pes­soais
e familiares da paciente,­novos exa­
mes­e ampliação do campo de
des­­crição do ultrassom. “A adoção
do partograma, uma representação
gráfica da evolução do trabalho de
parto na qual o médico consegue
avaliar se tudo está dentro do considerado normal, também é necessária”, acentua a diretora. Com versões diferenciadas, o partograma
registra, principalmente, a frequência das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e a dilatação cervical materna. Para dar um
tratamento ainda mais humanizado
às gestantes, as enfermeiras foram
capacitadas para oferecer todo o
apoio até a alta hospita­lar.­
Segundo a diretora, as novas regras ampliam o acesso à informa­
ção. “Com a regulamentação,­as
pacientes têm o direito­de saber, e
podem solicitar via Central de Atendimento ao Cliente, as taxas de
parto normal e de cesárea dos médicos da rede”, acentua. As novas
regras não devem prejudicar a gestante que escolher a cesárea. Tanto
no caso de procedimento cirúrgico
quanto no parto normal, a paciente deverá, obrigatoriamente, assinar
um Termo de Consentimento Livre e
Esclareci­
do,­implantado pela ANS.
Este documento será entregue pelos médicos do pré-natal ao final da
gestação com todas as orientações
sobre os tipos de parto. Ao assinar,
marcando o parto da sua preferência, a paciente fica ciente de como
funciona o procedimento e quais
riscos oferece.
ENVELHECER SAUDÁVEL
Doença silenciosa
Osteoporose piora muito a
qualidade de vida do idoso
D
entre as doenças que acome­
tem indivíduos com mais de
60 anos, a osteoporose é uma
das mais prevalentes. Silenciosa,
costuma se revelar, na maioria dos
O médico Rafael Canineu dá dicas
casos, após uma primeira fratura, o
que pode prejudicar a qualidade de
vida e a autonomia. Provocado pela
perda de massa óssea, o problema
atinge­ambos os sexos, porém, é
mais comum entre as mulheres na
pós-me­
nopausa devido à redução
dos níveis do hormônio estrógeno,
que regula a absorção de cálcio. “A
osteoporose deixa os ossos mais
porosos e fracos, frágeis e suscetíveis a fratu­
ras, e causa perda de
independência e piora da qualidade­
de vida”, afirma o geriatra Rafael Canineu, da Santa Helena. Entre os fatores de risco estão envelhecimento,
histórico de fraturas, hereditariedade,
deficiência de cálcio e vitamina D,
uso de medica­
mentos (corticoides,
por exemplo), consumo de álcool,
tabagismo e menopausa precoce.
Como não apresenta sintomas,
o ideal é, após os 60 anos, procurar um especialista para avaliação. O
exame para diagnós­tico é a densito­
metria óssea, que permite avaliar o
estágio da doença e acompanhar
seu desenvolvimento. O tratamento
é feito com medicamentos e dietas
nutricionais, que incluem ingestão de
cálcio e vitamina D associada a atividade física com supervisão profissio­
nal, visando aumento de força e das
massas óssea e muscular. “Quando
o problema está controlado o risco
de quedas e fraturas diminui”, diz o
médico. Evitar fatores de risco e redobrar os cuidados são fundamentais para prevenção, tratamento e
para garantir uma vida mais saudável.­
EQUILÍBRIO
Muito mais que tristeza
A
ngústia, ansiedade e desinte­
resse por atividades até então
prazerosas são alguns dos sin­
tomas de quem sofre de depressão,
um transtorno psiquiátrico crônico e
recorrente que pode se manifestar em
pessoas de qualquer sexo, idade ou
condição social e, lentamente, rouba
anos de vida saudável. Considerada a
quarta principal causa de incapacita­
ção­no mundo, a depressão atinge,
atualmente, 350 milhões de indivíduos
e será, em 2030, a doença mais
prevalente de acordo com a
Organização Mundial da
Saúde (OMS).
Multifatorial, a
depressão pode
ser causada por
elementos ge­
néticos, quan­
do há incidên­
cia na família;
biológicos,se
associado a
outras enfermidades; e ambientais, ori­
ginado de relações pessoais, profis­sio­
nais e financeiras. Entre os principais
sintomas estão, ainda, irritabilida­
de,
tristeza constante, desânimo, des­mo­
tivação, insegurança, perda ou exces­
so de apetite e insônia. “Não existe
uma causa específica e os fato­res­­po­
dem conferir menor ou maior vulnera­
bilidade ao seu surgimento. Em virtude­
da questão hormonal, a doença é mais
prevalente nas mulheres”, explica a
médica psiquiatra Renata Camacho,
coordenadora do Núcleo de Saúde
Mental da Santa Helena.
Em geral, o tratamento é feito por
prazo indeterminado, com uso de
me­­di­­camentos e acompanhamento­
psico­terápico. “Quanto antes for diag­
nos­­­­
ticada, mais eficiente será o tra­
tamento, que deve ser continuado
mesmo com a melhora do paciente,
evitando, assim, recaídas”, explica a
especialista. Se o tratamento for inter­
rompido sem alta médica, aumenta a
probabilidade de comportamentos de
risco, inclusive suicídio, problemas de
saúde e conflitos interpessoais. Além
do tratamento, a médica sugere que o
paciente ocupe o tempo ocioso, evite
pensamentos negativos, mentalizando
coisas boas, estabeleça uma rotina,
aceite o apoio da família e dos amigos,­
pratique exercícios, durma e se alimen­
te adequadamente.
A médica
Renata
Camacho
orienta
sobre a
depressão
jul/ago de 2015
7
VIDA SAUDÁVEL
Um mal da vida moderna
Sedentarismo já atinge 45,9% da população brasileira
Tão prejudicial quanto a obesidade ou o tabagismo, o sedentarismo tem preocupado os profissio­
nais da saúde no mundo inteiro.
Recente diagnóstico sobre a prática de atividades físicas e esportes,
divulgado pelo Ministério do Espor­
te, revelou que o sedentarismo
atinge 45,9% da população brasileira, ou seja, cerca de 67 milhões
de pessoas. Caracterizado pelo
baixo gasto de calorias e ausência
de atividade física, o sedentarismo
passou a ser um problema de saúde pública, pois, aliado a fatores de
risco como estresse, maus hábitos
alimentares e excesso de peso,
contribui para o desenvolvimento
de várias doenças.
A desculpa para justificar o sedentarismo é quase sempre a mesma: rotina agitada e falta de tempo.
“É preciso entender que vida atribulada não é sinônimo de ‘não sedentarismo’. Correr para realizar as
atividades diárias ou desempenhar
uma função que necessite força,
por exemplo, não isenta ninguém
desta condição”, garante o médico
ortopedista e cirurgião de coluna
Luis Pollon, da Santa Helena. Para
deixar de ser sedentário, o indivíduo deve, primeiro, buscar indicação de um especialista sobre o
que é mais adequado à sua condi-
O médico Luis Pollon dá orientações
8
Santa Helena Saúde
ção física para, então, dar início às
atividades regulares, não ultrapassando um intervalo de 72 horas,
A ausência de atividade física
provoca o desuso dos sistemas
funcionais, ocasionando atrofia das
fibras musculares, perda da flexibilidade articular, ganho de peso e
comprometimento dos órgãos. “O
sedentarismo está associado, direta ou indiretamente, às causas ou
ao agravamento de enfermidades,
tais como hipertensão, diabetes,
obesidade, infarto e doenças musculoesqueléticas”, enumera o especialista, que é categórico ao afirmar que pode, inclusive, colaborar
para a mortalidade prematura.
A pior notícia é que, atualmente, a falta de atividades físicas não
é exclusividade dos adultos. Segundo o médico Luis Pollon, com
o advento das tecnologias, crianças e adolescentes têm desenvolvido um sedentarismo fora dos
padrões, o que vem sendo considerado um problema de saúde pública, pois a criança que hoje não
se exercita certamente será um
adulto com saúde frágil. “Resgatar
as atividades típicas da infância,
como corrida e pega-pega, entre
outras, é uma necessidade e deve
ser estimulada na escola e em
casa”, afirma.
Terceira Idade
Estudos apontam o efeito benéfico de um estilo de vida ativo e
da autonomia física durante o processo de envelhecimento. “Além
da socialização, que é um ganho
fantástico, as atividades físicas fortalecem a musculatura, contribuem
para a manutenção da densidade
óssea, melhoram força, flexibilidade, reflexos e equilíbrio, evitando as
quedas tão comuns nessa fase”,
aponta. O especialista ressalta que
a prevenção de doenças, entre
elas a depressão, é outro importante benefício de quem se exercita e trabalha pela saúde plena.
Os benefícios da
prática de atividade
física regular
Ajuda a controlar o peso;
Reduz o risco de doenças,
como hipertensão e diabetes;
Mantém ossos, músculos e
articulações saudáveis;
Previne e diminui a obesidade;
Promove o bem-estar;
Melhora a autoestima e
possibilita maior socialização.
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SANTA HELENA vALORIzA PARcERIA cOM cORRETORES