Ambiente turístico empreendedor:
Estudo da hotelaria de Gramado e Canela
Eixo Temático: (4) Empreendedorismo e Inovações no Turismo
Larissa Bezerra Costa
[email protected]
RESUMO
através de questionários. Dos resultados pode-se observar
que as cidades possuem muitas características histórico-culturais, econômicas e sociais favoráveis ao desenvolvimento do empreendedorismo no turismo. Dentre as diversas
características analisadas em relação aos empreendedores
locais, podemos dizer que buscam o aperfeiçoamento, dão
importância aos valores pessoais e à iniciativa para o gerenciamento da empresa. Em sua maioria, possuem um modelo empreendedor que os inspirou. Suas perspectivas para o
futuro são: o crescimento da atividade turística, ecoturismo,
sustentabilidade e a Copa de 2014.
O
turismo tem estreita ligação com a inovação; sua
estruturação em forma de cadeia produtiva possibilita impulsionar os demais setores ligados, proporcionando o desenvolvimento local. Muito deste desenvolvimento depende das iniciativas empreendedoras das
empresas ligadas ao setor turístico. Para que essas ações
empreendedoras aconteçam, é necessário que o ambiente
em que estão inseridas as empresas seja favorável. Dessa
forma, justifica-se esse trabalho através da importância do
aprofundamento teórico dos conceitos de ambiente empreendedor em turismo e da valorização dos indivíduos empreendedores. O objetivo geral do estudo é identificar as
características que tornam um ambiente favorável ao empreendedorismo no turismo. Utilizamos como campo de
estudo as cidades de Gramado e Canela, no Rio Grande
do Sul, por entender-se que é uma região com turismo plenamente desenvolvido, onde é possível observar diversos
exemplos de empresas empreendedoras e tipos de empreendedores. Nesse contexto, analisaremos a interface entre turismo e empreendedorismo; o histórico das cidades; sua relação com o empreendedorismo e o turismo. Será verificado
também se as cidades de Gramado e Canela constituem um
ambiente favorável ao desenvolvimento do empreendedorismo no turismo, (em especial no setor hoteleiro) e quais as
características dos diferentes empreendedores empresariais
nas localidades estudadas. O trabalho foi realizado através
de pesquisa bibliográfica em livros, periódicos e sites, e
também através da observação participante. Foram realizadas entrevistas com empreendedores das duas cidades,
PALAVRAS-CHAVE:
Turismo; Empreendedorismo; Ambiente turístico empreendedor.
ABSTRACT
Tourism has a close connection with innovation. Its organization made in supply chain format, enables other sectors linked, providing local development. Much of its development depends on the entrepreneurial actions of tourism
companies. For these entrepreneurial actions take place, it
is necessary that the environment in which they operate is
favorable. Thus, this work is justified by the importance of
deepening the theoretical concepts of the entrepreneurial
environment in tourism and the enhancement of the entrepreneurs. The general purpose of the study is to identify
the characteristics that make a propitious environment for
entrepreneurship in tourism. As a field of study, we chose
the cities of Gramado and Canela, in Rio Grande do Sul,
on the understanding that it is a fully developed tourism re-
12
gion, where we observe several examples of entrepreneurial
businesses and entrepreneurs. In this context, we analyze
the interface between tourism and entrepreneurship; the history of cities; their relationship with entrepreneurship and
tourism. It will be observed also if the cities of Gramado
and Canela compose a favorable environment for development of entrepreneurship in tourism (especially in the hotel
sector) and which are the characteristics of the local entrepreneurs. The work was conducted through literature search
of books, periodicals and websites, and through participant
observation. Interviews were made with entrepreneurs of
the two cities, using questionnaires. From the results, it
can be seen that the cities have many historical and cultural
characteristics, as well as economic and social conditions
which are favorable to the development of entrepreneurship
in tourism. Among the various characteristics analyzed in
relation to local entrepreneurs, we can say that they seek
improvement, giving importance to personal values and
initiative to manage their companies. Most of the entrepreneurs had an entrepreneurial model that inspired them.
Their perspectives for the future are: the growth of tourism,
ecotourism, sustainability and the 2014 World Cup.
O autor destaca que essa estratégia só terá força para ser
implementada quando o país possuir condições de oferecer
serviços de qualidade aos visitantes.
Considerando a estreita relação do turismo com o desenvolvimento local, é importante observar as empresas que
compõem o setor turístico. Muitas vezes são as principais
responsáveis por inovações que promovem a manutenção
do turismo em diversas regiões. De acordo com Dornelas
(2001), estamos vivendo “a era do empreendedorismo”.
Segundo ele:
“[...] são os empreendedores que estão eliminando
barreiras comerciais e culturais, encurtando distâncias, globalizando e renovando os conceitos
econômicos, criando novas relações de trabalho e
novos empregos, quebrando paradigmas e gerando riqueza para a sociedade”. (DORNELAS apud
PINTO e CEBALLOS, 2006, p. 21).
Há diversas características que levam os empreendedores a tomar essas iniciativas e inovarem no seu campo de
atuação. Além das características individuais, alguns autores atentam para a importância das redes formais e informais de apoio e suporte (“network”). Relacionado a isso
está outro fator: o ambiente em que está inserido o empreendedor. De acordo com Oliveira, “o ambiente em que o indivíduo está inserido, seja no âmbito da cultura de uma sociedade, ou no âmbito familiar, induz a um comportamento
empreendedor”. Portanto, quais são as características de um
ambiente propício ao empreendedorismo no setor turístico?
A partir deste problema, o objetivo geral do estudo é
identificar as características que tornam um ambiente favorável ao empreendedorismo no turismo. Os objetivos específicos são: a) Analisar a interface entre turismo e empreendedorismo; b) Verificar o contexto histórico em que estão
inseridas as cidades e sua relação com o empreendedorismo
e o turismo; c) Verificar se Gramado e Canela constituem
um ambiente favorável ao desenvolvimento do empreendedorismo no turismo, em especial no setor hoteleiro; d)
Investigar as características dos diferentes empreendedores
das localidades estudadas.
A pesquisa foi motivada pela observação de empresas
empreendedoras no setor hoteleiro de diversas localidades,
proporcionada pelo exercício da função de agente de viagens
. No entanto, notou-se que os empreendedores dependem de
diversos fatores para exercerem ações empreendedoras.
KEY WORDS:
Tourism; Entrepreneurship; Entrepreneurial Environment
INTRODUÇÃO
O Turismo é um fenômeno de grande relevância mundial. Dados da Organização Mundial do Turismo (OMT)
mostram que, em todo mundo, a chegada de turistas internacionais aumentou aproximadamente 4%, em 2011.
No Brasil, o desembarque de passageiros de vôos nacionais em 2011 teve aumento de 16,6% em relação a 2010,
apenas entre os meses de Janeiro e Novembro, sendo o
principal responsável por esse crescimento, o turismo doméstico , impulsionado por uma nova classe média, com
maior poder de consumo (Ministério do Turismo). No setor empresarial, o turismo é constituído por cerca de 90%
de Micro e Pequenas Empresas em sua cadeia produtiva.
(Termo de referência em turismo 2010 - Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE).
Conforme Tomazzoni (2007), o turismo seria um setor
chave para o Brasil, pois a gestão adequada do seu desenvolvimento pode impulsionar os demais setores ligados.
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Muitos autores trabalham com os conceitos de empreendedor e empreendedorismo, em diversos campos de estudo. Porém, não há muitos estudos a respeito do ambiente que propicia o desenvolvimento do empreendedorismo,
especialmente no turismo. Ao elaborar esse trabalho, pretende-se contribuir para maior destaque às características
desse ambiente.
O foco no setor hoteleiro de Gramado e Canela é feito
por entender-se que é uma região com turismo plenamente desenvolvido, onde é possível observar oferta hoteleira
diversificada, que possui grande atratividade. O empreendedorismo é notório em sua administração. Isto é evidente na grande participação de pousadas da região em programas como o Bem Receber ; muitos hotéis e pousadas
das pousadas são indicados pelo Guia Quatro Rodas e
pela revista Veja. Destaca-se também o prêmio Talentos
Empreendedores , concedido à pousada Encantos da Terra
na cidade de Canela, no ano de 2007.
A importância desse trabalho é construída a partir do
papel que o empreendedorismo passou a possuir nas organizações e comunidades da atualidade. Em vista da rapidez
e das mudanças na troca de informações, geradas pela globalização, faz-se necessário valorizar as iniciativas que inovam, ajustando setores e localidades a essa nova realidade.
Outro fator importante para a efetivação desse trabalho
é a sua contribuição para a sociedade através da valorização
dos indivíduos empreendedores.
A pesquisa é exploratória descritiva, feita a partir de levantamento e análise bibliográficos e estudo das cidades de Gramado
e Canela. O estudo foi feito através de trabalho de campo com
realização de observação participante durante visita às cidades
entre os dias 20 de Maio de 2011 e 22 de Maio de 2011. A pesquisa bibliográfica tem por objetivo formar arcabouço teórico a
respeito do empreendedorismo empresarial e do ambiente empreendedor no turismo. Foram realizadas também 5 entrevistas
com empreendedores das duas cidades (ver anexo A).
DESENVOLVIMENTO
1.1 TURISMO
As várias dimensões do Turismo propiciam diversas
conceituações. A mais antiga conceituação de turismo
é de 1910:
“A soma das operações, principalmente de natureza eco-
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nômica, que estão diretamente relacionadas com a entrada,
permanência e deslocamento de estrangeiros para dentro
e para fora de um país, cidade ou região” (Herman von
Schullern, 1910 apud Beni).
Em relação ao turismo como atividade, Andrade (2002)
apresenta interessante definição: “turismo é o conjunto de
serviços que tem por objetivo o planejamento, a promoção
e a execução de viagens, e os serviços de recepção, hospedagem e atendimento aos indivíduos e aos grupos, fora de
suas residências habituais”.
Não sendo uma indústria, a atividade turística se enquadra no setor de serviços. O SEBRAE (Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas) utiliza a definição da
OMT (Organização Mundial de Turismo), que conceitua o
turismo como:
“... as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por
um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins
de lazer, negócios e outros.” (apud SEBRAE, 2010).
No próximo item será abordado o significado do termo
empreendedorismo.
1.2 EMPREENDEDORISMO
Os termos empreendedor e empreendedorismo têm
sua origem nas palavras entrepreneur e entrepreneurship,
respectivamente. O primeiro termo originou-se no século
XIII, derivando de entreprendeeurs, que significa “aquele
que se encarrega e que faz alguma construção ou outra
coisa” (Boava e Macedo, 2006). Já o segundo termo, empreendedorismo,
“É uma livre tradução que se faz da palavra entrepreneurship, que contém as idéias de iniciativa e inovação. É
um termo que implica uma forma de ser, uma concepção
de mundo, uma forma de se relacionar.” (Dolabela, 2008).
Cantillon e Say são considerados pioneiros no campo do
empreendedorismo. A grande contribuição de Cantillon foi
diferenciar o empreendedor do capitalista. O primeiro seria
a pessoa que assumia riscos, já o segundo, o fornecedor do
capital (Dornelas, 2001). Say considerava muito importante a criação de novas empresas para o desenvolvimento
econômico das regiões. Ambos “consideravam os empreendedores como pessoas que corriam riscos, basicamente
porque investiam seu próprio dinheiro” (Filion, 1999).
Schumpeter foi além, associando o empreendedoris-
mo à inovação: ele acreditava que o empreendedor era
um agente de mudanças, definindo os limites da moderna concepção de empreendedor (Filion 1999). Por isso,
ele é considerado aquele que realmente lançou o campo
do empreendedorismo.
Entende-se que turismo e inovação devem estar sempre integrados, de modo a preservar o patrimônio, e oferecer condições para o desenvolvimento sustentável do
turismo. Andrade (2002) ressalta que a falta de modernização ou atualização de equipamentos turísticos dificulta a preservação do patrimônio turístico e demonstra
a incapacidade de muitos empresários para atender à
demanda turística.
Sendo a inovação uma característica fundamental do
empreendedorismo, fica evidente a ligação que o turismo
e o empreendedorismo necessitam ter, de forma a construir
sempre novos caminhos para o que já foi feito, melhorando
o atendimento aos clientes e a infra-estrutura dos equipamentos turísticos.
No item seguinte serão analisadas as características do
ambiente empreendedor.
mento territorial; atrativos turísticos e conseqüências do turismo sobre o meio ambiente, preservação da flora, fauna e paisagens, compreendendo
todas as funções, variáveis e regras de consistência de cada um desses fatores.” (BENI, 2008).
Embora a questão ambiental seja de fundamental importância para qualquer setor na atualidade, esse subsistema
não será abordado, pois se acredita que exerce pouca influência sobre o ambiente empreendedor e o comportamento
de seus agentes.
Para Bygrave (2000): “Empreendedorismo leva a mais
empreendedorismo, e o nível da atividade empreendedora é
resultado de um processo dinâmico no qual ambiente social
é tão importante quanto os fatores econômicos e legais”.
Sendo o turismo uma atividade que proporciona o encontro entre pessoas de diferentes países, cidades e regiões, faz-se necessária a observação do papel exercido por diferentes
atores sociais para esclarecer sua importância no desenvolvimento e consolidação de um ambiente turístico socialmente favorável à criação de novas empresas e à inovação.
Os atores a serem estudados serão: a) Comunidade local/
regional através do envolvimento da comunidade no turismo, lideranças regionais e Cooperação; b) Empreendedores
locais, através de suas características pessoais e desenvolvimento do negócio, a ser apresenta do no capítulo 2; c)
Parcerias (fornecedores e prestadores de serviço); d) Estado
(autoridades que o representam).
A segunda dimensão estudada será a econômica.
Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2004,
a falta de acesso ao crédito e o excesso de burocracia e impostos são grandes entraves à atividade empreendedora.
Bouchikhi (1993) cita legislação fiscal favorável e funcionamento adequado do sistema bancário como fatores
ambientais importantes para a criação de novas empresas, a
partir do viés econômico.
Para analisar quais as condições econômicas o ambiente
de Gramado e Canela oferece aos empreendedores, serão
analisados os seguintes aspectos: a) legislação fiscal favorável (leis e impostos); b) acesso ao crédito e instituições
concedentes; c) funcionamento adequado do sistema bancário – quantidade e qualidade de atendimento; d) burocracia
– facilidade e prazos para regularizar documentação.
Em relação à dimensão cultural, é importante notar que
1.3 AMBIENTE EMPREENDEDOR
De acordo com Oliveira (2010), “o ambiente empreendedor é entendido como a conjunção de fatores sociais, psicológicos, políticos e econômicos, que juntos estimulam a
ação empreendedora”.
Dolabela (2008) destaca a importância do ambiente da
comunidade para o desenvolvimento do empreendedorismo:
“É a comunidade local, com todos os seus atores
– públicos, privados e do terceiro setor -, que irá
fornecer os recursos de toda ordem e, não menos
importante, os valores empreendedores que criarão condições favoráveis ao surgimento de idéias
e projetos. Entre eles, a dimensão humana da comunidade local surge como um dos elementos
mais essenciais.”
A visão de Sistur, proposta por Beni (2008), define quatro dimensões ambientais para o Sistema Turístico, são elas:
Ecológica, Social, Econômica e Cultural. O subsistema ecológico abrange:
“a contemplação e o contato com a natureza; (...)
o espaço turístico natural e urbano e seu planeja-
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o comportamento dos empreendedores é resultado da cultura da sua região e da sua formação educacional.
Para Oliveira (2010), a universidade deve fornecer educação empreendedora mais abrangente que a oferecida
apenas através de disciplinas optativas. Dolabela (2008)
vai além, afirmando que esta deve fazer parte da formação
básica de todo cidadão. O GEM (2009) acrescenta que a
formação profissional é um dos elementos que favoreceu a
diminuição da taxa de mortalidade das empresas nos últimos anos.
Portanto, serão analisados, os seguintes fatores: a) educação voltada ao empreendedorismo, na escola básica, cursos técnicos, graduação e pós-graduação; b) histórico das
comunidades: fatos importantes da história que tenham relação com o empreendedorismo; c) aspectos marcantes da
cultura: festas, eventos e tradições.
2. PERFIL EMPREENDEDOR
Fonte: Hornaday (1982); Meredith, Nelson e Neck
(1982); Timmons (1978). Apud Filion (1999).
Outros autores atentam para mais características empreendedoras. Dornelas (2001) cita: determinação, dinamismo,
dedicação, paixão, organização, prezar pelo planejamento,
desejar aprender sempre mais e possuir boa rede de relacionamentos.
Timons (1994) e Hornaday (1982), citados por Dolabela
(2008), apresentam quadro de características do comportamento empreendedor. Ver quadro 2.
O empreendedorismo, visto que se dá através da iniciativa dos empreendedores, evidencia a importância
desse ator social. Neste capítulo estudaremos o perfil
do empreendedor.
O empreendedor é um insatisfeito, que assume riscos
calculados para transformar suas idéias em realidade e explora a mudança como uma oportunidade. Em relação ao
ambiente em que está inserido, o empreendedor é um agente
de mudanças, capaz de desencadear processos responsáveis
pelo crescimento de uma localidade.
Existem diferentes teorias que estudam o empreendedorismo e o comportamento empreendedor. As características psicológicas individuais são consideradas
muito importantes no surgimento do empreendedorismo.
Acredita-se que os valores pessoais, a criatividade, a aceitação do risco e a necessidade de realização diferenciam os
empreendedores dos não-empreendedores, fazendo com
que exista maior tendência de agirem de forma empreendedora. (MONTEIRO E SANÁBIO, 2004). Filion (1999)
nos apresenta quadro com as características comumente
atribuídas aos empreendedores:
Um dos grandes mitos descritos por Timmons (1994) , é
o de que “os empreendedores não são feitos, nascem.”. Ele
esclarece que para se tornar um empreendedor, é preciso
acumular habilidades, know-how experiência e contatos.
A respeito do processo empreendedor e das características empreendedoras a ele relacionadas, Dornelas
(2001) nos diz:
“O sucesso é decorrente de uma gama de fatores
internos e externos ao negócio, do perfil do empre-
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endedor e de como ele administra as adversidades
que encontra no dia-a-dia de seu empreendimento. Os empreendedores inatos continuam existindo, e continuam sendo referências de sucesso,
mas muitos outros podem ser capacitados para a
criação de empresas duradouras” (DORNELAS,
2001 pag 23)
na região. Para atender a essa demanda foram construídos
hotéis e pensões, que na época eram chamadas de “casas de
pasto”. Surgiram os primeiros hotéis: Grande Hotel, Hotel
Bela Vista e Palace Hotel.
O turismo começou na região através dos veranistas, que
vinham principalmente da capital do estado em busca dos
atrativos naturais do município, como o clima ameno e a
gastronomia. Em 1944 foi aberto um cassino em Canela,
gerando diversificação da demanda turística, abrangendo
cariocas, paulistas, uruguaios e argentinos.
Fica claro que o comportamento empreendedor, aliado
ao ambiente em que se encontra e seus recursos, é o motor
do empreendedorismo, levando à frente ações inovadoras,
criando e gerenciando novas empresas.
Na seção seguinte, será apresentado o estudo sobre as
localidades de Gramado e Canela.
3.2 AMBIENTE EMPREENDEDOR DAS CIDADES
O empreendedorismo está evidente na história e na atualidade das cidades. Analisando os quesitos citados no início
deste trabalho, chegou-se ao quadro abaixo.
2. AMBIENTE TURÍSTICO EMPREENDEDOR:
UMA ANÁLISE DA HOTELARIA EM GRAMADO E
CANELA.
3.1 HISTÓRICO DE GRAMADO E CANELA
As cidades de Gramado e Canela localizam-se na Região
das Hortênsias, no nordeste do estado do Rio Grande do
Sul. Com colonização européia, especialmente de alemães e
italianos, a população dessas cidades cultiva hábitos e costumes europeus, na gastronomia, música e dança. Possuem
setor hoteleiro bem estruturado, baseado em pousadas de
gestão familiar – são 66,7% em Gramado e 58,7% em
Canela com esse tipo de gestão. A maioria possui menos de
50 unidades habitacionais (UHs): em Gramado são 79,1% e
em Canela 86,3%. (CURTIS e HOFFMANN, 2009)
No século XVIII, muitos tropeiros e mascates estabeleceram comércio entre diversas regiões do país e também do
estado. Eles passavam pela serra de Canela e Gramado, para
levarem gado, queijo e couro até cidades como Taquara,
São Leopoldo e Porto Alegre.
O local para descanso durante a viagem era, muitas vezes, a sombra de uma árvore caneleira, que fica próxima de
onde hoje é a Praça João Corrêa, a principal da cidade de
Canela. O nome da cidade provém dessa árvore.
A região de Gramado tam de 1910, a industrialização da madeira proporcionou o aumento do comércio e do
movimento de pessoas. A linha férrea entre Canela e Porto
Alegre também incentivou o aumento do fluxo de pessoas
Na primeira dimensão analisada, através da observação
participante , pudemos perceber o grande envolvimento da
comunidade de ambas as cidades estudadas no turismo.
Mesmo entre aqueles que não estão envolvidos diretamente
com a atividade.
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Em Canela, existe desde 28 de Dezembro de 1984, o
Governo Mirim, uma iniciativa da Secretária de Educação do
governo da época, Senhora Berenice Felippetti. Trata-se de
um governo formado por crianças e adolescentes do ensino
fundamental das diferentes escolas da cidade. Entre as ações
do Governo Mirim atual está um programa de prevenção
ao uso de drogas entre crianças e adolescentes. Apreendese dessas questões que o projeto estimula na personalidade
dessas crianças o surgimento de características necessárias
ao empreendedor, como: liderança, dedicação, pró-atividade.
Segundo Dolabela, (2001) as relações entre os indivíduos da comunidade “podem se transformar em cooperações
que criam projetos, conduzem à solução de problemas e à
construção do futuro.”
Em relação à cooperação, existem diversos projetos
que nos mostram a união da sociedade para alcançar objetivos comuns e positivos para os municípios estudados.
A Associação de Assistência e Caridade de Gramado (conhecidas como as “Damas de Caridade”) possuem centro
de treinamento, que atualmente presta serviço de orientação
jurídica aos habitantes, principalmente os de baixa renda.
Nas ocasiões em que são discutidos os detalhes do
Evento Natal Luz, o maior da cidade, empresários do setor
turístico, entidades representativas, autoridades, imprensa
e comunidade de Gramado se reúnem para avaliar as melhores soluções para o evento. Recentemente, os habitantes
promoveram uma manifestação em repúdio à estatização do
evento. Não sendo nossa intenção avaliar qual seria a alternativa para essa questão, apenas destaca-se a importância
da informação e da mobilização popular na cidade.
O papel do Estado na caracterização de Gramado e
Canela como localidades propícias ao empreendedorismo
no turismo é verificado através da atenção que os governos
municipais dispensam à atividade. Em Gramado, o prefeito
Pedro Henrique Bertolucci foi vencedor da quinta edição do
prêmio SEBRAE prefeito empreendedor, em especial por
suas iniciativas que favoreceram o turismo.
Dentre diversas medidas tomadas para estimular a desburocratização e o desenvolvimento das regiões do município de forma igualitária, que serão abordadas posteriormente, o governo municipal instituiu a certificação ISO 9001
na gestão pública. De acordo com o SEBRAE/RS, possuir
essa certificação significa que “a forma como o município
trabalha tem método”.
A educação voltada ao empreendedorismo é valorizada
no município de Gramado. Sobre a educação básica, podemos citar o projeto Tribos, de voluntariado jovem, que
atua em três vertentes: cultura, meio ambiente e educação
para a paz. Na cidade de Gramado participam 861 jovens,
da educação infantil ao ensino médio. O projeto pretende
desenvolver lideranças juvenis, estimulando ações voluntárias com a consultoria da ONG.
Desde Março de 2009, a Escola Estadual Santos
Dumont, situada em Gramado, oferece curso técnico em
turismo e hotelaria.
Na educação de nível superior existem duas universidades que oferecem o curso de Hotelaria. A Escola Superior
de Hotelaria da Universidade de Caxias do Sul possui
Núcleo Universitário em Canela, e forma alunos no curso
de graduação em Hotelaria na cidade de Canela desde 1985.
O Centro de Estudos Turísticos e Hoteleiros - CETH de
Canela foi fundado em 1987 e é a instituição mantenedora
da Castelli Escola Superior de Hotelaria. Oferece graduação em Hotelaria e diversos cursos de pós-graduação. A
disciplina de empreendedorismo está no currículo tanto no
bacharelado quanto da pós-graduação.
Os históricos de Gramado e Canela evidenciam a importância do empreendedorismo e dos empreendedores para o
desenvolvimento dos municípios. A fundação do município
de Gramado, por exemplo, foi causada pelos próprios habitantes da cidade. A cidade era distrito de Taquara desde o
ano de 1904 e, por conta dessa dependência política, faltavam recursos para investimentos nos setores da cidade que
estavam em expansão: turismo, setor moveleiro, indústria e
comércio. Os habitantes organizaram-se em comissões pró-emancipação do município e conseguiram organizar um
plebiscito em dezembro de 1951. O resultado foi favorável à criação do município, fundado em 15 de dezembro de
1954. (TOMAZZONI, 2007)
O desenvolvimento da cidade, em especial do turismo, trouxe novos hotéis e grande fluxo de pessoas.
Porém, ainda na década de 1950, Gramado e Canela sofreram uma grande crise que levou à falência muitos
empreendimentos. O fluxo turístico direcionou-se para
o litoral, causando esvaziamento dos dois municípios.
Nesta época, muitos empreendedores destacaram-se,
ajudando a reerguer a cidade de Gramado. Leopoldo
Rosenfeld criou o Lago Negro e investiu no setor
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imobiliário; Oscar Knorr iniciou o plantio da hortênsia – flor símbolo da região; Jayme Prawer fundou, em
1975, a primeira fábrica de chocolate caseiro da serra.
(Tomazzoni, Dorion e Zottis, 2008)
Na história de Canela também é possível verificar a presença de empreendedores. O Coronel João Corrêa Ferreira
da Silva, por exemplo, foi o responsável pela construção da
estrada de ferro que ligava Canela à cidade de Taquara.
A respeito da legislação das cidades estudadas escolhemos como foco central a Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa, que envolve questões sobre a tributação, desoneração e desburocratização das MPEs brasileiras. A Lei
Geral foi sancionada em 14 de Dezembro de 2006 e, apesar
de possuir abrangência nacional, deve ser regulamentada
em cada município através de lei específica. (SEBRAE/RS).
No âmbito tributário, a Lei Geral institui o Simples
Geral, que possui tabela de arrecadação mais flexível; regime unificado de apuração e recolhimento dos impostos. A
Lei também define a criação de um cadastro unificado que
permita desburocratizar e agilizar o processo de abertura e
fechamento de empresas.
Das cidades estudadas, apenas Gramado possui a Lei
Geral regulamentada, pela Lei Ordinária Municipal nº
2.880/10, de 16 de Dezembro de 2010. A Lei institui o alvará provisório, com o objetivo de propiciar ao estabelecimento o início de suas atividades logo após o ato de registro, sem ter de esperar o alvará definitivo.
Sobre o funcionamento do sistema bancário, na cidade
de Gramado 8 agências bancárias. Em Canela, são 6 agências e 6 Postos de Atendimento Bancário. Não há dados
sobre satisfação dos clientes em relação aos bancos das cidades ou do estado.
A cultura das cidades estudadas sofreu grande influência
dos diferentes povos que as colonizaram. Podem-se observar os costumes italianos e alemães através da gastronomia,
com suas chimiers, embutidos feitos de modo artesanal, o
famoso apfelstrudel, o fondue e o café colonial.
Gramado investiu na promoção de sua imagem através
da cultura, valorizando-a através da criação de eventos.
São exemplos a Festa das Hortênsias, a Festa da Colônia
e o Natal Luz.
O primeiro evento que projetou a cidade de Gramado
foi a Festa das Hortênsias, criada em 1958, por iniciativa
de Oscar Knorr e Walter Bertolucci. O evento aconteceu
bianualmente até o ano de 1986, quando se iniciou o Natal
Luz, que tomou o seu lugar e passou a ocorrer anualmente.
A importância deste evento para a cidade foi por iniciar-se
em um momento de crise para o turismo da cidade, já citado
anteriormente. Dessa forma, atraiu mais visitantes, diversificando a oferta e atraindo atenção para o município.
O Natal Luz é o maior evento da cidade de Gramado.
Em sua última edição, foram 20 atrações - entre elas desfile de Natal, teatro de marionetes, show de som e luzes e
concertos - em mais de 500 exibições, num total de 74 dias
de festa.
A Festa da Colônia é baseada na contribuição das culturas Alemã, Italiana e Portuguesa para a cidade de Gramado.
Entre suas atrações estão desfiles de carros típicos ornamentados, exposição de produtos artesanais e degustação de comidas típicas.
Em Canela, o evento de Natal chama-se Sonho de Natal.
Acontece desde 1988 e tem como atrações desfiles, shows e
a chegada do Papai Noel.
O Festival Internacional de Bonecos de Canela teve sua
23a edição em 2011, com espetáculos nacionais e internacionais. A tradição do teatro de bonecos fez com que uma
iniciativa da comunidade fosse reconhecida pelo Estado,
criando-se o Ponto de Cultura Bonecos Canela , onde são
oferecidas oficinas aos jovens, incentivando o gosto pela
cultura do teatro de bonecos.
3.3 PERFIL DOS EMPREENDEDORES
O estudo sobre os empreendedores hoteleiros de
Gramado e Canela foi realizado através de questionário
enviado por e-mail após contato telefônico. Foram enviados 29 questionários para pousadas e hotéis de Canela e
110 para pousadas e hotéis de Gramado. 5 empreendedores responderam ao questionário. Abaixo a análise das respostas encontradas.
Iniciamos o questionário com questões relacionadas à
família e a formação dos empreendedores. Todos afirmaram
ter recebido apoio da família em seus estudos e atividades.
Dentre os 5 entrevistados, 3 afirmaram ser filhos ou netos
de empreendedores, conforme figura a seguir. Demonstrase assim a importância do modelo empreendedor.
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Quanto à intuição, 3 entrevistados responderam que é
muito importante para o sucesso do negócio e 2 responderam que é pouco importante. Nenhum empreendedor respondeu “Nenhuma importância”.
A pergunta seguinte é “Como você descreveria a si próprio como líder da sua companhia?”. A seguir figura 15,
com as respostas mais relevantes a respeito dessa questão:
Sobre a formação dos empreendedores: 3 possuem pós-graduação completa, enquanto 1 possui ensino médio completo e 1 possui ensino superior completo, conforme figura.
A segunda parte do questionário diz respeito às características da personalidade do empreendedor e seu comportamento em relação à empresa. Para a pergunta 2.1, a escala likert foi utilizada, considerando Discordo Totalmente;
Discordo Parcialmente; Não concordo nem discordo;
Concordo Parcialmente; Concordo Totalmente.
Quando questionados sobre as características mais
importantes para o gerenciamento de uma empresa, todos os entrevistados consideraram os valores pessoais e
a iniciativa como características muito importantes. As
demais características foram avaliadas conforme quadro
abaixo, onde o número indica quantos empreendedores
escolheram cada opção.
Dos 5 entrevistados, 3 afirmaram ser líderes democráticos, 3 afirmaram que agem em parceria com sócios e/ou
funcionários, 1 afirmou utilizar da inteligência coletiva para
liderar o empreendimento e 1 afirmou trabalhar baseado
na confiança entre todos funcionários, gestores e clientes.
Todos os entrevistados se consideram empreendedores.
A quarta parte do questionário trata do início e desenvolvimento do negócio. Apenas 1 dos entrevistados fez um
plano de negócios antes de adquirir a empresa. Dentre os
outros 4, um não fez nenhum tipo de planejamento. Os outros 3 empreendedores fizeram planejamento financeiro; 2
deles fizeram planejamento de mercado e 1 fez planejamento de marketing, como segue abaixo. Ver figura 5.
No que diz respeito à importância das relações internas
e externas da empresa: contato com os funcionários foi citado por 3 empreendedores; com clientes e com fornecedores
foram citados por 2 entrevistados; as relações com a comunidade, com os sócios e com bancos foram citadas por 1
empreendedor cada uma. 1 empreendedor não especificou.
20
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho foi realizado um estudo sobre o ambiente
turístico empreendedor das cidades de Gramado e Canela,
no Rio Grande do Sul. Com o objetivo de identificar as características que tornam um ambiente favorável ao empreendedorismo no turismo, foi feita pesquisa bibliográfica e
observação participante nas cidades, entre os dias 20 e 22
de Maio de 2011.
A interface entre empreendedorismo e turismo foi considerada muito importante, visto que o turismo depende de
inovação e constantes modernizações, criando ou atualizando os atrativos. Foi verificado que o empreendedorismo foi
marcante na cultura das cidades em diversos períodos da
sua história, inclusive por conta da criação dos eventos da
cidade, que diversificam e distribuem a demanda, sendo um
recurso para amenizar a sazonalidade própria do turismo.
Através da observação participante e da pesquisa bibliográfica pode-se constatar que existem medidas tomadas pela prefeitura de Gramado que facilitam o surgimento
de empresas do ponto de vista econômico, embora as respostas obtidas com os questionários tenham evidenciado
que muito ainda pode ser feito e que no nível nacional
as políticas públicas não estimulam o empreendedorismo.
Acreditamos também que a cidade de Canela pode seguir
o exemplo de Gramado e colocar em prática ações que
favoreçam a desburocratização e facilitem a abertura e desenvolvimento de novas empresas.
As dimensões cultural e social das cidades apresentam
diversas características que propiciam o desenvolvimento
do empreendedorismo, mesmo entre as crianças.
No estudo das características dos empreendedores, constatamos a importância do modelo empreendedor, do apoio
da família e das redes de relacionamentos articuladas pelos
entrevistados. Sobre as características de personalidade, podemos entender que os empreendedores consideram importantes diversas características apontadas no capítulo 2, com
variações entre si, não tendo considerado nenhuma delas
sem nenhuma importância.
Foram encontradas algumas dificuldades ao longo do
estudo, por falta de informações sobre o histórico da hotelaria das regiões e pela falta de estudos que contemplem o
ambiente empreendedor em turismo. Sobre a pesquisa feita
através de questionários, foi uma dificuldade encontrada a
falta de respostas de diversos empreendedores que concor-
A última parte do questionário é sobre o ambiente em
que os empreendimentos estão inseridos. Em relação às políticas públicas de apoio à atividade empreendedora relacionada ao turismo, 1 disse que na cidade elas estimulam
a atividade empreendedora, mas no país não. Os outros 4
entrevistados responderam que elas não estimulam o empreendedorismo em nenhuma esfera. As justificativas para
essas questões foram: 1 afirmou que as verbas públicas e
de incentivo não são bem distribuídas; 1 afirmou que existe
falta de prioridades no planejamento de políticas públicas
regionais e estaduais; 1 citou a burocracia e os altos impostos; 1 não especificou.
Você acredita que as políticas públicas existentes estimulam a atividade empreendedora relacionada ao turismo?
Como oportunidades para o futuro, os empreendedores
identificaram como no quadro abaixo:
21
daram em participar da pesquisa quando do contato telefônico, porém não enviaram suas respostas, mesmo depois de
novos contatos por e-mail e telefone.
Verifica-se que o tema deste trabalho não se esgotou e
que os resultados obtidos não são definitivos. Assim, apresentamos essas conclusões esperando servirem de inspiração para novos estudos, pois acreditamos que este tema é
rico e oferece diversas abordagens, sendo esta apenas uma
das possíveis.
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Empresas. Talentos empreendedores agora é MPE Brasil. Publicado
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22
ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PERFIL
EMPREENDEDOR
3.1 Você fez um plano de negócios antes de iniciar sua empresa? Se não, fez
1. Família e formação:
3.2 Qual a importância que você dá às relações internas e externas na empre-
algum tipo de planejamento?
sa? Quais contatos são mais importantes?
1.1 Alguém de sua família é ou era empreendedor?
( ) Sim Quem? ___________________________
4. Ambiente:
( ) Não
1.2 Qual o seu nível de escolaridade?
4.1 Você acredita que as políticas públicas existentes estimulam a atividade
( ) Ensino Médio Incompleto
( ) Ensino Superior Completo
empreendedora relacionada ao turismo?
( ) Ensino Médio Completo
( ) Pós – Graduação Incompleta
( ) Sim
( ) Não
Por quê?
( ) Ensino Superior Incompleto ( ) Pós - Graduação Completa
4.2 Quais as suas perspectivas para o mercado turístico e hoteleiro das
cidades de Gramado e Canela? Quais oportunidades de negócios enxerga
2. Comportamento em relação ao negócio:
para o futuro?
2.1 Quais as suas características pessoais mais importantes para o gerenciamento da empresa? Atribua uma nota de 1 a 5 sendo:
1 – Discordo Totalmente
3 – Não concordo nem discordo
5 – Concordo Totalmente
2 – Discordo Parcialmente
4 – Concordo Parcialmente
( ) Liderança
( ) Necessidade de realização
( ) Valores pessoais
( ) Autoconfiança
( ) Iniciativa
( ) Criatividade
( ) Perseverança
( ) Foco
2.2 Qual a importância da intuição para o sucesso do seu negócio?
( ) Muita
( ) Pouca
( ) Nenhuma
2.3 Como você descreveria a si próprio como líder da sua companhia?
2.4 Você se considera um empreendedor?
3. Início e desenvolvimento do negócio:
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Ambiente turístico empreendedor: