CIÊNCIA E JORNALISMO: O CASO DO JORNAL TELEVISIVO
Paulo Sérgio da Silva Santos
Adriana Soares de Almeida
(NPGL/UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE)
Introdução
As considerações aqui apresentadas tratam de notícias sobre ciência, veiculadas em
jornais televisivos brasileiros. Serão analisadas características que configuram estes
enunciados como um gênero textual. Entre as hipóteses estão o uso de marcadores coesivos
explícitos, a alternância entre trechos descritivos e narrativos e o otimismo com que essas
notícias são apresentadas, além do entretenimento da audiência como fator de sobrevivência
discursiva. Assim, fica evidente que o discurso jornalístico alia-se ao do entretenimento, e ao
da divulgação científica a fim de estabelecer campos relacionais metafóricos com outros
discursos, visto que a multiplicidade de fontes é um convite à pluralidade e ao dinamismo
informacional.
Informação científica transmitida através do jornal televisivo: caracterização e enfoque
teórico.
Todos os dias a maior parte da população do país coloca-se diante do aparelho televisor
para assistir ao jornal televisivo. São pessoas de idade, sexo e nível sócio-cultural diferentes,
ligados pelo objetivo comum de obter informação e entretenimento.
De acordo com Van Dijk (2008, p. 144) todas as crenças sociais vêem do discurso da
mídia ou de outras formas de discursos dominantes. Não somente para os cidadãos comuns,
mas também para as próprias elites, a mídia é a principal fonte de opinião da sociedade. Nesse
sentido entendemos que o método da Análise crítica do Discurso é capaz de explicar porque
os discursos da mídia têm as estruturas que têm, e como essas estruturas afetam as mentes dos
receptores.
É partindo desse pressuposto que o presente trabalho pretende apresentar a análise e as
reflexões realizadas sobre o jornal televisivo brasileiro focalizando a notícia científica como
objeto de estudo.
Usando os subsídios teóricos da Análise Crítica do Discurso (ACD a partir de agora),
principalmente os trabalhos propostos por Fairclough (2008) demonstraremos que o gênero
informação científica transmitida através do jornal televisivo brasileiro alterna padrões
coesivos de forma dinâmica para atingir objetivos sócio-retóricos.
A ACD investiga com profundidade não só o papel que a linguagem ocupa na reprodução
das práticas sociais e das ideologias, mas também seu papel fundamental para a transformação
social. Desse ponto de vista, o discurso é parte inegável das práticas sociais. Segundo Pedrosa
(2008, p. 117) a ACD entende a linguagem como prática social e, para tal, considera o papel
crucial do contexto. Além disso, o modo como a dominação ideológica, a desigualdade social
e o abuso de poder praticado, principalmente, pela Mídia (4º poder) são representados pelos
vários discursos presentes no contexto social representa interesse da ACD.
Em resumo, a ACD visa oferecer um modo de análise para os estudos discursivos que
possibilite maior compreensão sobre a relação entre o conhecimento científico e a sociedade e
que dê maior centralidade ao movimento dialético inerente, tanto à estrutura social, quanto à
linguagem. Para tal, alia conceitos e métodos da Lingüística e das Ciências Sociais de forma
satisfatória, e abarca a noção de hegemonia e poder, tanto de Gramsci quanto de Althusser,
além do conceito de ordem do discurso de Foucault. Por isso, o esforço de estudiosos da ACD
para desenvolver uma teoria que apresente a dimensão do poder como uma de suas premissas
(PEDROSA, 2008, p. 119).
Sendo assim, um determinado texto não deverá ser estudado, se não, buscando-se
entender principalmente questões como representações sociais e relações de poder que
permeiam a convivência social.
Além de utilizar a teoria e o método da ACD, as considerações deste trabalho que dizem
respeito à caracterização da informação científica televisionada como um gênero são
amparadas pelos estudos de Oliveira (2001). Através do conceito de gênero discursivo
apresentado no estudo da autora torna-se possível que traços da tessitura discursiva do gênero
informação científica transmitida através do jornal televisivo brasileiro possam ser analisados.
Para Oliveira (2001), assim como para Fairclough (2008) o gênero implica não apenas
um tipo de texto em particular, mas nos processos de produção, distribuição e consumo de
textos e é associado a um tipo de atividade. Essa atividade pode ser definida como uma
seqüência estruturada das ações que a compõem e em função dos participantes nela
envolvidos.
Em sintonia com essa perspectiva o presente trabalho propõe uma definição que
entende os gêneros como mais que diferentes tipos de textos. Procuramos ampliar o conceito
para que ele abarque uma classe de eventos que possui o mesmo objetivo, assim como o
jornalismo televisivo que veicula informações científicas.
Os eventos comunicativos pertencentes ao gênero em questão possuem uma estrutura
comunicativa recorrente que é resultado de um processo de rescrita do saber científico através
da articulação dos diversos códigos semióticos, som, imagem e linguagem. A informação
científica é “modalizada” em função de um público-alvo não especializado em informação
científica (OLIVEIRA, 2001, p. 168).
Procedimentos Metodológicos
As reflexões fruto desta análise fundamentaram-se na observação de noticias sobre
ciência, veiculadas durante os anos de 2007 e 2008 através dos jornais: Jornal Nacional e
Bom dia Brasil (Rede Globo de Televisão). Poderemos verificar se esses exemplos de notícias
de jornais televisivos exploram a realização discursiva de diferentes “tipos de texto” e os
recursos a marcadores explícitos que auxiliam os leitores a fazerem conexão entre o campo
semântico do domínio científico e o da vida cotidiana.
O corpus desta pesquisa foi extraído do sítio:http://jornalnacional.globo.com/Telejornais.
A análise inicial se deu com base no vídeo da reportagem que compõe o trabalho. Depois
dessa primeira avaliação procedemos à transcrição do conteúdo da matéria. As análises
contidas neste artigo são parte desta análise e contempla tão somente os aspectos referentes ao
texto transcrito.
Análise do Corpus e Resultados
Exemplo 1:
(Fonte:http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL573483-10406,00CELULASTRONCO+PODEM+SER+USADAS+NO+TRATAMENTO+DA+ESCLEROSE
+MULTIPLA.html, acessado em 14/03/2009).
Notícia do Jornal nacional: Células-tronco podem ser usadas no tratamento da esclerose
múltipla.
Apresentador: Médicos brasileiros anunciaram um resultado promissor com o uso de
células-tronco em pacientes com esclerose múltipla (cenas de Cássio caminhando dentro de
casa). Repórter: dor e formigamento nas pernas foram os primeiros sintomas, Cássio
descobriu há seis ano que tinha esclerose múltipla, doença inflamatória que ataca o sistema
nervoso e que pode levar a alteração na visão e perdas de movimento. Cássio fala sobre os
sintomas (imagem do rosto de Cássio): eu não conseguia andar mais de dez passos sem parar,
sentar e descansar. Repórter: e hoje como você se sente? Cássio: eu me sinto
renascido(imagem de Cássio caminhando até a cozinha). Repórter: Cássio foi um dos
quarenta e um pacientes que participaram de uma pesquisa conduzida pela sociedade
brasileira de transplante de medula óssea (animação gráfica mostrando através do desenho de
um homem como é feito o tratamento). Eles tomaram o medicamento capaz de fazer as
células–tronco que dão origem a outras células, migrarem para o sangue (a animação
continua mostrando como se dá o tratamento). Parte do sangue foi retirada do organismo e
congelada, depois os pacientes foram submetidos a uma dose forte de quimioterapia para
reduzir a produção de anticorpos que provocam a doença. Em seguida o sangue rico em
células-tronco foi reinjetado. Médico Especialista (imagem do médico): nós podemos
comparar isto com um computador que não ta funcionando bem, então você desliga e liga de
novo e ele passa a funcionar normalmente. É o que acontece nesses pacientes. Repórter
(imagem do repórter: em comum os pacientes submetidos ao transplante tinham a doença a
mais de um ano e não respondiam a nenhum tipo de tratamento. A terapia durou de dez meses
a seis anos e os resultados foram surpreendentes, 70% dos voluntários melhoraram ou tiveram
a esclerose múltipla estabilizada (imagem de outro especialista). Este neurologista afirma que
a terapia com células-tronco só deve ser indicada para quem não reage aos medicamentos.
Especialista: é importante ressaltar que esse transplante evita a progressão da doença, ele não
é curativo, a partir do transplante o paciente vai manter o estado neurológico que ele tinha,
estável, para o resto da sua existência. (Transcrição nossa)
O caso de Cássio ilustra tal quadro. Há uma alternância entre trechos descritivos e trechos
narrativos. A informação científica é dada entre um movimento narrativo e outro. A narrativa
começa com um problema, “dores e formigamento nas pernas”, e encontra uma complicação:
a doença é grave e pode levar a alteração da visão e perda de movimentos.
Observamos que as estruturas da notícia são idênticas a um modelo de narrativa que
poderíamos chamar de clássico, além do andamento e a sucessão de partes. Esta é uma
tentativa de manter o nível de atenção do telespectador. São os trechos narrativos que
explicam, do ponto de vista da ciência, o que aconteceu com o organismo de Cássio. As redes
de transmissão organizam os noticiários de forma tal a garantir um maior público porque seu
interesse principal é a grande audiência, que se satisfaz com a superficialidade da notícia
(narrativas superficiais), e não com uma audiência mais restrita que exige um aprofundamento
dos fatos. A base da estratégia de arrebatamento é a instauração, pelos noticiários de uma
novidade de ordem sensível, um estímulo, algo que deve ser sentido como instigante, que
impõe ao sujeito um querer-saber na forma de um querer-entender.
Em jornalismo, a técnica mais comum é fazer com que a notícia seja manifestada, no nível
discursivo, sem a explicitação de um “eu”. O uso da terceira pessoa numa reportagem dá a
impressão de que o próprio assunto se apresenta para o público. Os jornais precisam
manipular a atenção dos telespectadores nos níveis sensorial e passional, para que se
instaurem os laços com público. O jornal televisivo obtém o que quer principalmente a partir
da instauração de diferentes formas de curiosidade que só serão satisfeitas com a realização de
uma ação, o ato de consumo. Há uma pressão social para que os cidadãos estejam “bem
informados”.
No primeiro contato, o jornal precisa produzir no sujeito uma curiosidade instantânea, não
racionalizada. As reações que os noticiários querem desencadear nessa fase de busca de
atenção têm muito em comum com certas situações cotidianas. Enquanto os trechos narrativos
ocupam-se exclusivamente da história de Cássio, os trechos descritivos Fornecem informação
técnica, impessoal, sobre os procedimentos do tratamento.
O final da história de Cácio é feliz. A ciência triunfa mais uma vez. O jornalista afirma
que 70% dos pacientes submetidos ao tratamento melhoraram, mas não informa a quantidade
de pessoas que sofreram essa intervenção. Notícia científica no jornal televisivo brasileiro é
sinônimo de “boa notícia”. Se algum dado foi omitido é porque, possivelmente, ele não é
muito animador.
A história de Cássio é contada para que o telespectador possa visualizar o que célulatronco, esclerose múltipla, e anticorpos são. Explica-se o que célula-tronco, esclerose
múltipla, e anticorpos são para que se possa contar a história de Cácio. A história não é mais
sobre seu personagem que sobre ciência, nem mais sobre ciência que sobre seu personagem.
O gênero informação científica transmitida através do jornal televisivo fala sobre ciência
através de seus personagens, de seus dramas e, principalmente, de suas vitórias.
Exemplo 2:
(Fonte: http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL754517-16020,00CIENTISTAS+REPRODUZEM+O+MOMENTO+DA+CRIACAO+DO+UNIVERSO.html,
acessado em 14/03/2009).
Notícia do Bom Dia Brasil da Rede Globo: Cientistas reproduzem o momento da criação do
universo
Apresentador1: BANG! Começou o mundo. De novo. Para os cientistas. Depois de muito
estudo e muito dinheiro. Pesquisadores de 50 países, inclusive o Brasil, começaram a cerca de
3 horas a experiência mais grandiosa da história. Simular a explosão que teria dado origem ao
universo. Apresentador2: O 1º lançamento, esse foi o nome que adotaram para a experiência,
foi um sucesso. E o mundo não acabou como temiam alguns críticos. O laboratório é uma
catedral do conhecimento. A partir de agora, pode começar uma revolução na ciência. É o que
nos contam os correspondentes Sônia Bridi e Paulo Zero. Repórter: Os cientistas reunidos no
centro de controle (imagens do laboratório), a contagem regressiva e a única coisa que se vê é
um flash na tela do computador. Parece pouco. Depois de 14 anos e 8 bilhões de dólares
gastos para construir o maior experimento científico da história. Só eles entendem e
comemoram. (imagens de animação gráfica para explicar o funcionamento do acelerador). A
100 metros de profundidade, na fronteira da França com a Suíça, 2 feixes de prótons estão
circulando num anel de 27km de diâmetro em velocidade cada vez maior. Nas próximas
semanas devem chegar perto da velocidade da luz. (imagens do laboratório). Em 4 detectores
gigantes, os cientistas podem mudar a rota para provocar um choque das partículas e recriar o
Big Bang, a explosão que teria dado origem ao universo (Transcrição nossa).
O gênero informação científica transmitida através do jornal televisivo brasileiro,
utilizando o discurso do entretenimento, busca prender a atenção de um público constituído
por diferentes classes sociais. Para que a informação científica seja assimilada por estes
telespectadores, o gênero em análise é codificado em prol da persuasão.
Neste processo, o gênero em questão se vale de marcadores coesivos explícitos que
são usados como recurso, afinal leitores não especialistas em ciência precisam encontrar no
texto marcas coesivas explícitas para inferir relações lexicais e para fazer a conexão entre o
campo semântico do domínio científico e o da vida cotidiana. Isto se dá através de:
Repetição de palavras:
“A experiência mais grandiosa da história.”
“A experiência foi um sucesso.”
Uso de sinônimos:
“O maior experimento científico da história.”
“Recriar a explosão que teria dado origem ao Big Bang.”
“Recriar o Big Bang.”
Uso de metáforas e analogias que buscam conceder aos eventos comunicativos do
gênero uma atmosfera leve e descontraída:
“A partir de agora pode começar uma revolução na ciência.”
“O laboratório é uma catedral do conhecimento.”
Ainda como sinônimo de entretenimento, podemos observar como a notícia científica
é extremamente espetacularizada.
“Bang! Começou o mundo!De novo.”
Além do otimismo dos narradores, visto que, ciência no telejornalismo brasileiro, é
sinal de êxito.
“O 1º lançamento, esse é o nome que adotaram para a experiência, foi um sucesso.”
Outro aspecto do gênero ora abordado é o pouco espaço para a reflexão crítica por
parte do telespectador dada a pequena duração dos eventos.
“Só eles entendem (os cientistas). E comemoram.”
Além disso, as fronteiras entre o mundo real e o e o mundo ficcional são estabelecidas,
como se para a concretização de tal avanço científico faltasse apenas uma distância temporal.
“Os cientistas podem recriar o Big Bang, a explosão que teria dado origem ao
Universo.”
Essa junção entre notícia e entretenimento é preocupante, afinal, como afirma
Bourdieu: “Há uma proporção muito importante de pessoas que não lêem nenhum jornal, que
estão devotadas de corpo e alma à televisão como fonte única de informações.” (Bourdieu
apud Salcedo e Gomes, 2008 ). Desta forma, muitos telespectadores acabam perdendo a
noção do que realmente significa estar informado, pois segundo Siqueira: “Juntam-se dois
problemas de ordens distintas: a falta de intenção de informar sem distorcer e a falta de
acesso a outras fontes de informação que possibilitem à audiência conferir a informação
assistida.” (SIQUEIRA,2008).
Conclusões
O gênero informação científica transmitida através do jornal televisivo procura unir o
discurso jornalístico com o discurso de entretenimento para atrair a atenção dos
telespectadores e manter sua sobrevivência.
Os movimentos interdiscursivos incluem cenas de filmes, notícia científica,
animações algo extremamente espetacularizado, exemplificando pontos anteriormente
abordados, com a finalidade de incorporar o discurso do entretenimento como parte
constitutiva de si próprio.
Como demonstram os exemplos o discurso jornalístico alia-se a ao discurso de
entretenimento, lança mão do discurso científico e estabelece relação com outros discursos,
como com o discurso religioso e o bélico no sentido de imprimir uma dinâmica atraente para
o telespectador.
A alternância entre trechos narrativos e descritivos, um tom informal e otimista,
podem ser citados como estratégias adquiridas pelo discurso jornalístico em sua aliança com o
discurso de entretenimento.
O gênero informação científica transmitida através do jornal televisivo brasileiro
satisfaz os requisitos de uma rescrita eficiente do saber científico para a audiência não
especializada à qual ele se dirige e opera no sentido de manter no jornal televisivo uma forma
discursiva competitiva.
REFERÊNCIAS
CHARADEAU, Patrick. MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de Análise do Discurso.
São Paulo: Contexto. 2006.
FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e Mudança Social. Brasília, Editora UnB, 2008.
OLIVEIRA, Janaína Minelli de. Informação científica e Sobrevivência Discursiva: Aspectos
da Produção, Socialização e Consumo do Jornal Televisivo Brasileiro. In: Reflexões sobre a
análise do discurso. Célia Maria Magalhães (org.). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.
OLIVEIRA, Janaína Minelli de. Ações Sociais do gênero informação científica transmitida
por meio do jornal televisivo brasileiro. In: Nas instâncias do discurso: uma permeabilidade
de fronteiras. Denise Elena Garcia da Silva (Org.). Brasília, Editora Universidade de Brasília,
2005.
PEDROSA, Cleide Emília Faye. Análise Crítica do Discurso: do lingüístico ao social no
gênero midiático (interface: letras e comunicação social). São Cristóvão: Editora UFS;
Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2008.
SIQUEIRA, Denise da Costa Oliveira. Televisão e divulgação científica. Com ciência,
Revista eletrônica de jornalismo científico. N. 100, julho, 2008. Disponível em<
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VAN DIJK, Teun A. Discurso e Poder. São Paulo, Contexto. 2008.
Células-tronco podem ser usadas no tratamento da esclerose múltipla. Rio de Janeiro, 2008.
Disponível em: <http://jornalnacional.globo.com/Telejornais>. acesso em 14 de Março 2009.
Cientistas reproduzem o momento da criação do universo. Rio de Janeiro, 2007. Disponível
em http://g1.globo.com/bomdiabrasil/. Acesso em 14 de Março 2009.
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ciência e jornalismo: o caso do jornal televisivo