1
Diretor da FACIMPA:
Prof. Manoel Francisco de Paiva
Secretária:
Tereza Camargo Santiago Pereira
Coordenadora do Curso de Medicina e Presidente do Evento:
Profª Drª Jussara Vono Toniolo
Coordenador de Extensão:
Prof. Antônio Homero Rocha de Toledo
Secretária de Extensão:
Acredilene Maria de Souza Martins
Coordenação Científica :
Prof. Dr. Taylor Brandão Schnaider
Profª. Drª. Beatriz Bertolaccini Martinez
Profª. Drª. Miriam de Fátima Brasil Engelman
2
3
4
25 de setembro (Segunda-feira)
*TRATAMENTO CIRÚRGICO DOS ANEURISMAS E DA DOENÇA
ARTERIAL OBSTRUTIVA CRONICA DO TERRITÓRIO AORTO ILÍACO E
INFRA-INGUINAL
Ernesto Lentez de Carvalho Monteiro–UFMG-BH
Rodrigo Bernardes–Hospital Madre Tereza-BH
26 de setembro (Terça-feira)
*GESTÃO DE FATORES QUE CONTRIBUEM PARA FORMAÇÃO DA
MARCA DE EMPRESAS DE SAÚDE
Marinho Scarp – UNIFESP – São Paulo
*O EXAME CLÍNICO NA MEDICINA MODERNA
Celmo Celeno Porto – UFG – Goiânia
27 de setembro (Quarta-feira)
*O TRATAMENTO DO PÉ TORTO CONGÊNITO
Edegmar Nunes Costa – UFG - Goiânia
*TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: INTEGRAÇÃO ENTRE A
PSIQUIATRIA CLÍNICA E A PSICODINÂMICA
Maria Odila Butti de Lima - USP – São Paulo
28 de setembro (Quinta-feira)
*ATIVIDADE FÍSICA NA DOENÇA E NO ENVELHECIMENTO
José Maria Santárem – USP – São Paulo
*MEDICINA NUCLEAR NO CARCINOMA DA TIREÓIDE
Érico Luis Camacho - MAGSUL – Pouso Alegre
5
1.CISTOSSARCOMA FILÓIDE DE MAMA – RELATO DE CASO
Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do
Amaral Mello Nogueira;Michelaine de Freitas Vasconcelos
Gomes Nogueira; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo;
Antônio Celso Desuó.
2. AGENESIA PULMONAR NA INFÂNCIA – RELATO DE CASO
Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do
Amaral Mello Nogueira; Michelaine de Freitas Vasconcelos
Gomes Nogueira; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; João
Diniz Juntolli Netto.
3. SÍNDROME DE POLAND: RELATO DE CASO
Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Renato do Amaral Mello
Nogueira;João Diniz Juntolli Netto; Augusto Castelli Von
Atzingen; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira;
Felipe de Oliveira Mejias.
4. EVIDÊNCIAS RADIOLÓGICAS DE MÁ-FORMAÇÕES URINÁRIAS
COMPLEXAS
Félix Carlos Ocariz Bazzano; José Luiz de Oliveira Schiavon*;
Juliana Grilo Teles; Augusto Castelli Von Atzingen.
6
5. INVAGINAÇÃO INTESTINAL POR LIPOMA: A IMPORTÂNCIA DA
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO
Felipe de Oliveira Mejias*; Augusto Castelli Von Atzingen; Luceia Moreira de
Andrade; Luiz Roberto do Nascimento; João Diniz Juntolli Netto; Renato do Amaral
Mello Nogueira
6. A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NA
AVALIAÇÃO INICIAL E SEGUIMENTO DOS PACIENTES COM ATRESIA
COANAL. RELATO DE CASO.
Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Felipe de Oliveira Mejias; Michelaine
de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral Mello Nogueira;João
Diniz Juntolli Netto; Flávio Galvão Lima
7. ESTUDO DA CORRELAÇÃO ENTRE O PADRÃO DE DIFERENCIAÇÃO
CELULARE INFILTRADO LINFOCITÁRIO COM O PROGNÓSTICO DE
NEOPLASIAS MALIGNAS DA EPIDERME
Marina Moreira Costa*; Karina de Sousa Fonseca; Adriana Rodrigues-Anjos;
Fiorita.G.L. Mundim; Mirian.F.B. Engelman
8. RELATO DE UM CASO DE HISTIOCITOSE DE CELULAS DE
LANGERHANS
Rogério Mendes Grande; Mirian Engelman; Fabian Camargo; Matheus
Siqueira Masson*; Fernanda Krepischi de Arruda Castro*
9. ENTEROPATIA PERDEDORA DE PROTEÍNA DE CAUSA IDIOPÁTICA
Karina Junqueira Dias; Larissa de Souza Bueno; Maira Azevedo B.
Santos;Maria Luíza Rennó Moreira*; Polyane de Souza Izidoro
10. EVOLUÇÃO DO HEMATOMA TRAUMÁTICO DURANTE A
ANTICOAGULAÇÃO NO TRATAMENTO DA TROMBOSE VENOSA
PROFUNDA – RELATO DE CASO
Ibrahim Elias Kallás; Sofia Ribeiro Junqueira; Volney Marques Passos; Ricardo
Mele Filho; Edgard da Silva Garcia, Maria Fernanda Braz de Carvalho.
7
11. LITÍASE RENAL ORIGINADA POR ADENOMA DE PARATIREÓIDE
Yara Gracia Lorena; Leci Veiga Caetano; Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino;
Sérgio Paulo Mota Soares*; Túlio Mota Tolentino.
12. AORTA ALONGADA E DOENÇAS DE AORTA: UM DIAGNÓSTICO DE
EXCLUSÃO
Luiz Augusto de Faria Cardoso; Ricardo Vinicius C. Teixeira; Vinicius Adami
Vayego Fornazari*; Sebastião Jupiaçara Guimarães; Paulo Eduardo Ribi
Opperman
13. TINHA CAPITIS AGUDA (KERION CELSI) – SUCESSO
TERAPÊUTICO
Maira Azevedo Bernardes Santos; Marcelo de Carvalho Amorim*; Maria
Luíza Rennó Moreira; Marília dos Anjos Antonietto; Ana Cristina Trench
Vieira
14. USO DOS INIBIDORES DA ENDOTELINA PARA TRATAMENTO DA
HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR IDIOPÁTICA (HAPI)
Andréia Albuquerque Clarindo Oliveira*; Clara Paschoalini Guyot; Edmundo
Clarindo Oliveira
15. ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS DO
LABORATÓRIO MUNICIPAL DE ANÁLISES CLÍNICAS DO MUNICIPIO
DE POUSO ALEGRE-MG
João Paulo Issamu Takata; Marina Aparecida Poletto; Flávio Rodrigues de
Sousa; Julio Cesar Lemes Macedo; Christian Alessandro Nery Freitas; Fábio
Henrique Ferreira Rosa
16. EVENTRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA
Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes Magalhães; Juliana Grilo
Teles*; Pietra Martini; Renata Costa Teixeira.
17. PNEUMONIA LIPOÍDICA
Eugênio Fernandes de Magalhães; Claudinei Leôncio Beraldo; James Antonio
Kanebley; Glauber Romeiro de Almeida
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18. SÍNDROME DE MARFAN – RELATO DE CASO
Renata Prota Hussein; Priscila Gabriela dos Reis; Joyce Lara Borba Amaral;
Maria Beatriz Prota Hussein
19. DOENÇA DE VON RECKLINGHAUSEN
Marina May Chittenden Bandeira; Nara Lúcia de Paiva; Polyane de Souza Izidoro;
Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino*. Ana Cristina Trench Vieira
20. AFLATOXINAS: MECANISMOS DE TOXICIDADE E SEU
ENVOLVIMENTO NA ETIOLOGIA DO CANCÊR HEPÁTICO
Daniela dos Santos Zica*; Cristiane Leme Arbeli; Alfredo das Neves Magalhães
Fernandes; Fernando Henrique de Faria; Maria Raquel Brigoni Massoti; Mário
Benedito Costa Magalhães
21. AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO DO INFARTO AGUDO DO
MIOCÁRDIO EM POUSO ALEGRE MG
Isabela Cabello Abouchedid, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Letícia Lopes
de Souza e Lívia Ribeiro Franco*.
22. PERFIL DOS IDOSOS HOSPITALIZADOS PORTADORES DE ÚLCERA
POR PRESSÃO SEM DÉFICIT COGNITIVO
Marta Garroni Magalhães; Marcelo de Carvalho Amorim*; Vitor Ângelo
Carlucio Galhardo; Telma Paloma Oliveira; Daniela
Francescato Veiga
23. VARIÁVEIS QUE PODEM INTERFERIR NA RESPOSTA DE
INFORMANTES À ESCALAS COGNITIVAS E FUNCIONAIS
Artur Henrique Alves; Marcio Erik Franco Ribeiro; Paulo Henrique Ferreira
Brandão; Taís Maria Biagioni; Walter Carlos Girardelli Baptista*;
24. COMPARAÇÃO ENTRE O ELETROCARDIOGRAMA DE SUPERFÍCIE
DE SUÍNOS E DE HUMANOS DE IDADE CORRESPONDENTE
Edevaldo Kersul, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Osvaldo Theodoro da
Paz* e Rodrigo Costa Dias.
9
25. PRESSÃO ARTERIAL EM ALUNOS PRÉ E ADOLESCENTES DE
ESCOLA PARTICULAR E PÚBLICA EM ALFENAS MG
Liana Valadão Dias*; Lara Ferreira Nhola; Maria Augusta Freitas
Canêdo; Mariana Aparecida Vilela Seda e Carlos Henrique Vianna de
Andrade.
26. VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA SOBRE
CONTEÚDOS DE BIOÉTICA EM DISCENTES DA ÁREA DA SAÚDE.
Marcos Mesquita Filho; Aline Fonseca Leite Praça; Carmen Abigail de
Freitas Dantas*.
27. ADENOCARCINOMA METASTÁTICO CUTÂNEO DE ORIGEM
PULMONAR
Andrezza Nadalini Hoffmann Schmitt, Juliana Mosso*, Paulo Eduardo Ribi
Oppermann, Paulo Henrique da Costa Borduchi, Sebastião Jupiaçara
Guimarães
28. ICTIOSE LAMELAR CONGÊNITA:RELATO DE CASO
Erika Hitomi Suzuki ; Fernando Henrique De Faria ; Isabela Cabello
Abouchedid* ; Isabela Alustau Guimarães
29. UTILIZANDO A TÉCNICA DE GRUPO FOCAL PARA VALIDAÇÃO
DE INSTRUMENTO DE PESQUISA EM BIOÉTICA.
Aline Fonseca Leite Praça*; Carmen Abigail de Freitas Dantas; Marcos
Mesquita Filho.
30. GESTAÇÃO GEMELAR: DISCORDÂNCIA DE PESO AO
NASCIMENTO X CORIONICIDADE
Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves
Cabrera; Cristina Kallás Hueb*
31. GEMELARIDADE E RESULTADOS PERINATAIS
Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves
Cabrera; Cristina Kallás Hueb*
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32. CORPO ESTRANHO DE LARINGE
Jefferson Dall’Orto Muniz; Maruska d’Aparecida Santos; Tiago Parazzi;
Franciane Campos Lourenço; Fernanda Tavares Masano*.
33. METÁSTASE ATÍPICA DE ADENOCARCINOMA DE RETO
Virgínio Cândido Tosta de Souza; Maria Cecília Ferraz de Arruda Sarti;
Carine Carvalho Vaz de Lima; Aline Fonseca Praça; Francini Ferreira
Machado*.
34. ENDOMETRIOSE INTESTINAL
Elísio Meireles de Miranda; Carlos Roberto Amorin; Nícolas Biagione
Tiburzio; Thiago Silva de Paula ; Roberta Lilian Ferreira Pereira*.
35. TRATAMENTO CIRÚRGICO DA ENFERMIDADE DE HAGLUND:
PROEMINÊNCIA DA TUBEROSIDADE PÓSTERO - SUPERIOR DO
CALCÂNEO: TÉCNICA DE DuVries MODIFICADA (OSTEOTOMIA
OBLIQUA E TRANSFERÊNCIA DO TFC)
Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa
36. TRATAMENTO CIRÚRGICO DO HÁLUX VALGO ATRAVÉS DA
OSTEOTOMIA PROXIMAL E ADIÇÃO DE CUNHA
Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa
37. LESÃO DO NERVO RADIAL COMO COMPLICAÇÃO POTENCIAL
NA OSTEOSSÍNTESE DO ÚMERO
José Elísio Ubarana Neto; Ana Paula Heinzl; Gisele de Moura Guimarães
Ferraz do Amaral*; André Couto Godinho*
38. UTILIZAÇÃO DA CIRURGIA DE HUNTINGTON MODIFICADA NA
PERDA DE FRAGMENTO ÓSSEO DA TÍBIA
Mário Sérgio Viana Xavier; Ana Paula Heinzl*; André Couto Godinho*;
André Oliveira Fonseca; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do Amaral
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39. CARACTERIZAÇÃO DAS CESARIANAS OCORRIDAS NO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO SAMUEL LIBÂNIO
Lucas faria Abrahão Machado; Cristina Kallás Hueb*
40. ANEURISMA DE VENTRÍCULO ESQUERDO
Kalil Yunes Nadur, Fernanda Patini Furlan, Letícia Lopes de Souza, Manuela
Ricciardi Silveira
41. NÓDULO DA “IRMÃ MARIA JOSÉ”
Juliana Rabello Bressane*, Juliana Mosso, Lyliana Coutinho Resende Barbosa,
Paulo Henrique da Costa Borduchi, Renata Ferreira Bites
42. TUMOR DE CÉLULAS DE LEYDIG
Juliana Mosso*, Juliana Rabello Bressane, Jussara Vono Toniollo, Lyliana
Coutinho Resende Barbosa, Paulo Henrique da Costa Borduchi
43. FÍSTULA VÉSICO-UTERINA POR LEIOMIOMA DEGENERADO
Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane*, Lyliana Coutinho Resende Barbosa,
Marcus Vinicius Silva, Paulo Henrique da Costa Borduchi.
44. MIOMA GIGANTE
Juliana Mosso; Juliana Rabello Bressane; Lyliana Coutinho Resende Barbosa;
Paulo Henrique da Costa Borduchi*; Renata Bites Ferreira
45. NÓDULO DA IRMÃ MARIA JOSÉ (SISTER MARY JOSEPH´S
NODULE).APRESENTAÇÃO DE UM CASO.
Elias Kallás, Ibrahim Elias Kallás, Alexandre Carvalho Kallás, Mario Benedito
Magalhães,Marina Aparecida Poletto*.
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46. HIGROMA CÍSTICO: EVOLUÇÃO A LONGO PRAZO DO
TRATAMENTO CIRÚRGICO- APRESENTAÇÃO DE UM CASO.
Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, João Paulo Issamu
Takata*.
47. SATURNISMO, UMA “DOENÇA DO TRABALHO”. APRESENTAÇÃO DE
CASO.
Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Flávio Rodrigues de
Sousa*.
48. REVERSÃO BEM SUCEDIDA DE ANASTOMOSE BÍLIONDIGESTIVA.
APRESENTAÇÃO DE CASO.
Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Julio Cesar Lemes
Macedo, Christian Alessandro Nery Freitas*.
49. ANÁLISE DE DADOS HISTOPATOLÓGICOS DOS TUMORES
MALIGNOS DE PELE NO SERVIÇO DE CIRURGIA PLÁSTICA DO
HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBÂNIO – HCSL
Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Roberto Bezerra Vieira;
Gustavo Vieira Troijo; Marcelo Prado de Carvalho; Daniela Francescato Veiga;
Joel Veiga Filho; Denise de Almeida Mendes
50. CARCINOMA BASOCELULAR (CBC) EM COURO CABELUDO –
RELATO DE CASO
Virginia Vilasboas Silva *; Edgard da Silva Garcia; Ricardo Góes Figueiras;
Roberto Bezerra Vieira; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida
Mendes; Joel Veiga Filho; Daniela Francescato Veiga, Antônio Celso Desuó
51. INFLUÊNCIA DO BANHO PRÉ-OPERATÓRIO COM POVIDINE-IODO
(PVP-I) NA COLONIZAÇÃO DA PELE EM CIRURGIA PLÁSTICA ELETIVA
Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Daniela Francescato Veiga;
Roberto Bezerra Vieira; Joel Veiga Filho; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de
Almeida Mendes, Carlos Américo Veiga Damasceno
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52. ANOMALIAS FETAIS: OSSO NASAL E RASTREAMENTO
BIOQUÍMICO
Cristiane Leme Arbeli*, Daniela dos Santos Zica, Fernando Henrique de Faria,
Marcelo Claudiano de Castro, Alfredo das Neves Magalhães Fernandes, Anna
Luiza Pires Vieira.
53. ANGIOMA CAVERNOSO NO LACTENTE – RELATO DE CASO
Mauricio Sano*; Augusto Castelli Von Atzingen; Caroline Sormanti Schnaider
Azevedo; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral
Mello Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias
54. DEXTROGASTRIA, REFLUXO GASTROESOFÁGICO E ASPLENIA EM
CRIANÇA COM DÉFICIT PONDERAL
Félix Carlos Ocariz Bazzano; Mario Luis Bordignon Mariottoni;
Larissa Nunes Souki*; Viviane Bracarense Alvim; Walter Takeiti
Sasaki
55. AGENESIA PULMONAR
Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes de Magalhães;Juliana Grilo
Teles*; Luis Henrique S. Oliveira; Renata Costa Teixeira.
56. REPARO DE GASTROSQUISE USANDO O CORDÃO UMBILICAL
COMO UM “PACH”
Félix Carlos Ocáriz Bazzano, Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane, Paulo
Henrique da Costa Borduchi*.
57. MIELITE TRANSVERSA AGUDA
Daniela Vivian Cassalho, Jacinto Floriano Barbosa, Juliana Mosso*, Juliana
Rabello Bressane, Paulo Henrique da Costa Borduchi.
58. MENINGITE POR Pasteurella multocida NO PERÍODO NEONATAL
Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Mônica Assis Rosa
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61. PARTICULARIDADES DE INFECÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS
AUREUS: RELATO DE CASO
Marília Beraldo Milan*, Isabella de Freitas Ferreira Hostalácio, Maria Raquel
Brigoni Massoti, Daniela dos Santos Zica, Anna Luiza Pires Vieira
62. ESTERÓIDES ANABOLIZANTES NA HIPERTROFIA DO MIOCÁRDIO
DE RATOS
Carlos Henrique Vianna de Andrade; Francine Covolan;Heloisa Borges;Juliana
Moraes e Larissa Souki*
63. AVALIAÇÃO DA REAÇÃO INFLAMATÓRIA NA COLOCAÇÃO DE
TELA DE MARLEX COM DIFERENTES AFASTAMENTOS DOS LÁBIOS
DA APONEUROSE
Maria Raquel Brigoni Massoti*; Maíra Luppi; Felix Carlos Ocáriz Bazzano;
Eduardo Chibeni Fernandes Ramos; Rogério Mendes Grande
64. QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DIFERENTES TEMPOS
DE HEMODIÁLISE
Maíra Luppi*, Maria Raquel Brigoni Massoti, Tatiane Crepaldi, Carlos
Henrique Vianna de Andrade, Yara Grácia Lorena.
65. PERFIL DOS HIPERTENSOS DE UMA INDÚSTRIA EM POUSO
ALEGRE
Kalil Yunes Nadur; Marta Garroni Magalhães; Larissa Nunes Souki; Lívia
Cristina França Gibertoni*; Thiago Peres Vilasboas Alves ; Walter Takeiti
Sasaki
66. DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS EM POUSO
ALEGREMINAS GERAIS
Vítor Ângelo Carlucio Galhardo; Maria Aparecida Silva Mariosa; Marina Aparecida
Poletto; João Paulo Issamu Takata
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67. AVALIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO NA UNIDADE
NEONATAL DO HOSPITAL INFANTIL CÂNDIDO FONTOURA
Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Monica Assis Rosa
68. BAVALIAÇÃO DOS FATORES DESENCADEANTES DO INFARTO
AGUDO DO MIOCÁRDIO NO SUL DE MINAS GERAIS
Carlos Henrique Vianna de Andrade, Isabela Cabello Abouchedid, Letícia
Lopes de Souza e Lívia Ribeiro Franco*.
69. ASSISTÊNCIA FONOAUDIOLÓGICA HOSPITALAR
Maria de Fátima Prudente de Aquino
70. CARACTERÍSTICAS DOS PARTOS PREMATUROS OCORRIDOS NO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO “SAMUEL LIBÂNIO”
Priscila E. P. Faria; Cristina Kallás Hueb*.
71. SOBREVIDA DE RECÉM-NASCIDOS DE EXTREMO BAIXO PESO
EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM HOSPITAL DE NIVEL
TERCIÁRIO.
Isabela Cabello Abouchedid, Isabela Ferreira Hostalácio*, Íris Eika Morioka,
Anna Luiza Pires Vieira, Edson Luiz de Lima
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Local: Hall do Campus Central da Univás
Dia:
25 de setembro (segunda-feira)
Horário: 13 horas
Membros da Banca Examinadora:
Prof. Dr. Taylor Brandão Schnaider
Profª. Drª Beatriz Bertolaccini Martinez
Profª. Drª Miriam de Fátima Brasil Engelman
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CISTOSSARCOMA FILÓIDE DE MAMA – RELATO DE CASO
Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do Amaral Mello
Nogueira; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Caroline Sormanti
Schnaider Azevedo; Antônio Celso Besuó.
Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCSL - Univás
R. Luiz Junqueira de Carvalho nº 150, Medicina – 37.550-000 - Pouso Alegre/MG
Introdução – O cistossarcoma filóide é raro. Representa 0,3 a 0,5% de todos os
tumores da mama, são muitas vezes de grande volume, em média 6 a 8cm, tem
crescimento rápido, nodular, não dolorosos a palpação e móveis. Seu diagnóstico
por imagem torna difícil a suspeita de benignidade e malignidade. A distinção
entre benigno e maligno é baseada em critérios histológicos, sendo que 3 a 12%
de todas pacientes têm metástase1,2. Relato do caso – Os autores relatam um
caso de cistossarcoma filóide de mama em uma paciente menopausada de 51
anos, que relata o aparecimento de tumoração local, nodular e indolor em
quadrantes laterais da mama direita há 3 anos. O tumor foi diagnosticado pela
palpação, mamografia, ultra-sonografia e exame anatomo-patológico. Evolui após
dois anos da primeira intervenção (setorectomia), com recidiva local e
mastectomia total unilateral. Discussão – O tumor filóide foi descrito
primeiramente por Johannes Muller em 1838, sendo considerado como lesão
inocente até 1931, quando Lee encontrou sinais de malignidade histológica. É um
tumor fibroepitelial similar ao fibroadenoma, mas se diferencia por sua maior
celularidade e pleomorfismo do estroma3. O diagnóstico deve ser feito por biópsia
incisional e o tratamento definitivo por ressecção operatória. A quimioterapia
adjuvante não é rotina para os cistossarcomas malignos devido ao baixo grau
histológico e resultados pouco animadores1. Referências – 01. Reynolds J; Mies
C; Daly JM. Tumores infiltrantes mesenquimais. In: Copeland EM; Blond KI. A
mama: Tratamento compreensivo das doenças benignas e malignas. São
Paulo:Manole,1994; 02. Mieli MPA; Yokochi K; Mori LJ. Tumor filóides. Rev. Méd.
Hosp. Univ. 2000;10(1):25-8. 03. Martinez VC; Torres SC; Díaz P. Tumor
phylloides. In: Pabst YF. Patologia mamaria benigna. Fundacíon de Investigacion y
Perfeccionamento Médico 1994;97-103.
18
AGENESIA PULMONAR NA INFÂNCIA – RELATO DE CASO
Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do Amaral Mello
Nogueira; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Caroline
Sormanti Schnaider Azevedo; João Diniz Juntolli Netto.
Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCSL - Univás
R. Luiz Junqueira de Carvalho nº 150, Medicina – 37.550-000-Pouso Alegre/MG.
Introdução – A agenesia pulmonar é uma anomalia congênita pouco comum,
com incidência de 1 para 15.000 autopsias, tendo como causa freqüente fatores
genéticos, infecciosos(virais) e nutricionais. O diagnóstico se baseia nos
métodos de diagnóstico por imagem e o prognóstico está diretamente
relacionado com as mal-formações associadas, principalmente anomalias
cardíacas, devido compressão dos grandes vasos1,2.Relato do caso - Os
autores relatam um caso de agenesia pulmonar em uma paciente do gênero
feminino de 2 anos de idade, com história de episódios repetitivos de
insuficiência respiratória e pneumonia. O diagnóstico foi realizado através de
radiografia de tórax, exame contrastado, tomografia computadorizada,
ressonância nuclear magnética e broncoscopia. Discussão – Na literatura são
encontrados aproximadamente 200 casos documentados onde estão
associados a outras pequenas mal-formações, e o restante com mal-formações
complexas, geralmente ipsilaterais. A sintomatologia da agenesia pulmonar é
variável e pode não existir, podendo apresentar-se com quadros respiratórios
febris de repetição ou com apenas taquipnéia. O diagnóstico deve ser
confirmado pela tomografia computadorizada helicoidal ou ressonância nuclear
magnética. E o prognóstico depende do manejo adequado das mal-formações
associadas, em particular a atresia esofágica com fístula traqueoesofágica
distal1. Referências – 01. Alvarez AJ; Vaccaro MIL; Verdejo HP; Villa CQ;
PuentesRR. Agenesia pulmonar unilateral con malformaciones múltiples: reporte
de um caso. Rev. Chil. Pediatr. Jan. 2000;71(1):41-45. 02. Bohm J; Kursawe R;
Nowotny T; Bittigau P, Konerzt W. Pulmonary agenesis in a newborn:
implantation of tissue expander to prevent a mediastinal shift. Thorac Cardiovasc
Surg 1995; 43:287-9.
19
SÍNDROME DE POLAND: RELATO DE CASO
Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Renato do Amaral Mello Nogueira; João
Diniz Juntolli Netto; Augusto Castelli Von Atzingen; Michelaine de Freitas
Vasconcelos Gomes Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias;
Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCSL - UNIVÁS
Avenida Francisca R. de Paula, 289 – Medicina–37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução: A Síndrome de Poland é uma anomalia congênita rara, caracterizada
por hipoplasia ou aplasia da musculatura torácica unilateral e alterações do
membro superior ipsilateral. Sua manifestação clínica é extremamente variável.
Tem uma incidência de 1:30000, sendo mais freqüente no sexo masculino e em
hemitórax direito. Normalmente não há perda funcional do membro e não requer
correção cirúrgica, exceto em casos de herniação pulmonar, hipoplasia mamária
ou grande deformidade de parede torácica. Relato do Caso: Paciente do gênero
masculino, 27 anos, branco, procurou este Serviço para realização de Tomografia
Computadorizada do tórax para investigação de nódulo pulmonar solitário
visualizado à Radiografia Convencional. Relatava dor torácica à direita, sem
outras queixas. Ao exame físico não foi observada assimetria torácica. Tomografia
Computadorizada revelou ausência de musculatura peitoral em hemitórax
esquerdo e nódulo calcificado em parênquima pulmonar ipsilateral. Discussão: A
Síndrome de Poland é caracterizada por anomalia da musculatura torácica
unilateralmente, mais freqüente à direita. A importância de seu reconhecimento
pelo imaginologista está em diferenciar esta condição benigna de outras afecções
que cursam com hipertransparência unilateral à Radiografia de tórax e assimetria
à Mamografia, o que geralmente é conseguido com o uso da Tomografia
Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética. Este caso refere-se a um
paciente do gênero masculino, sem alterações ao exame físico, mostrando os
achados Tomográficos desta condição rara, principalmente quando manifestada
em hemitórax esquerdo. Referências: Fernandez GAL, Garcia RA, Garcia CA.
Síndrome de Poland. Presentación de um caso. Rev Med Univ Navarra.1990;
34(1): 21-3.Passarelli JA, Juquim G, Defino AM. Síndrome de Poland.
Apresentação de um caso. J. pediatr. ( Rio de J.); 53(3): 197-9.
20
EVIDÊNCIAS RADIOLÓGICAS DE MÁ-FORMAÇÕES URINÁRIAS COMPLEXAS
Félix Carlos Ocariz Bazzano; José Luiz de Oliveira Schiavon*; Juliana Grilo Teles;
Augusto Castelli Von Atzingen.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução - As anomalias do trato genito-urinário estão entre as mais comuns em
fetos ou neonatos sendo encontrado uma prevalência de até 3,2%, onde até
metade destes necessitariam de intervenção cirúrgica. A tomografia
Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) foram adicionadas aos
métodos radiológicos tradicionais na avaliação destas alterações. A nefropatia por
refluxo é uma causa comum de insuficiência renal, sendo importante sua detecção
precoce para tratamento específico. Relato do Caso - Paciente E.R.G., do sexo
feminino, um mês de idade, trazida ao pronto atendimento do HCSL/UNIVÁS,
referindo infecção do trato urinário em uso de antibioticoterapia e febre há 5 dias.
Relatava exame ultra-sonográfico do pré-natal com lesão renal fetal. Ao exame
ultra-sonográfico apresentava sinais de duplicação pielocalicial bilateral com
dilatação dos sistemas coletores superiores e ureteres correspondentes com
evidências de ureterocele bilateral. A uretrocistografia retrógrada demonstrou
ureterocele bilateral e refluxo bilateral para os sistemas coletores inferiores. A
urografia excretora mostra retardo na captação e eliminação de contraste ao rim
esquerdo, megaureter e ureterocele bilateral, sugestiva de exclusão de pólos
superiores. A cintilografia renal evidenciou fluxo e função renal preservados à
direita e deprimidos em grau moderado à esquerda sem obstrução funcional
(resposta satisfatória ao estímulo diurético). A Uroressonância mostrou sinais de
duplicação do sistema pielocalicial bilateral, notando-se que o grupo superior
encontrava-se acentuadamente dilatado, com mega e dólico ureteres não
funcionante, terminando em bexiga que se apresentava extremamente dilatada,
não se afastando a possibilidade de obstrução dos ureteres na inserção da bexiga.
A paciente foi submetida laparotomia eletiva sob incisão Pfannenstiel para
ressecção de ureterocele e reimplante ureteral bilateral. Discussão - Nas más
formações complexas do trato urinário a USG substitui a UGEX como o exame
inicial e seu resultado determina qual avaliação futura é necessária. A abordagem
da duplicação pielocalicial inclui a USG, a UCGR e a UGEX. Recentemente a RM
tem provado sua capacidade em nos dar uma visão global da má formação, sendo
de extrema importância em casos selecionados. Referências – 1.Berrocal
T,Pereira et al. J, Anomalies of the Distal Ureter, Bladder, and Urethra in
Children:Embryologic, Radiologic, and Pathologic Features. RadioGraphics
2002;22:1139-1164. 2. Steinhardt JM, et al. Ultra-sound screening of healthy infants
for urinary tract abnormalities. Pediatrics 1988; 82:609-612. 3. Gross GW, et al.
Infection does not cause reflux. AJR Am J Roentgenol 1981; 137: 929-932
21
INVAGINAÇÃO INTESTINAL POR LIPOMA: A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO
Felipe de Oliveira Mejias*; Augusto Castelli Von Atzingen; Luceia Moreira de
Andrade; Luiz Roberto do Nascimento; João Diniz Juntolli Netto; Renato do Amaral
Mello Nogueira
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS
R. Otto Piffer, 07 – Santa Dorotéia – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução: O lipoma é um tumor benigno de origem não epitelial que, apesar de
raro, é o segundo tumor benigno intestinal mais freqüente após os pólipos. Na
maioria dos casos é único, submucoso, assintomático, podem ser causa de
invaginação intestinal. A intussepção é incomum na população adulta.Relato do
Caso: Feminino, 24 anos, originada de São Lourenço, apresentou dor abdominal
intensa do tipo cólica em flanco direito associada a vômitos, sudorese, taquicardia
e hipertensão. Negava queixas urinárias ou gastrointestinais. Ao exame físico
apresentava abdome flácido, doloroso a palpação em flanco direito, sem
descompressão dolorosa e com ruído hidroaereos presentes. Os exames
laboratoriais revelavam amilase discretamente aumentada, hiperpotassemia e
anemia normocitiva normocromica.Raios-x e ultrassonografia não evidenciaram
anormalidades. Na tomografia computadorizada sem contraste de abdome
observou-se uma coleção ovalar heterogênea medindo cerca de 60.0mm, situada
em fossa ilíaca direita, com densificação de gordura adjacente e efeito de massa
sobre alças adjacentes. Realizado colonoscopia com biópsia que evidenciou uma
lesão lipomatosa no ângulo hepático com torção em seu próprio eixo. Realizado
colectomia parcial do colo direito, que revelou um lipoma submucoso gigante com
intussepção colo-colônica ascendente não redutível. A paciente evoluiu bem,
recebendo alta no 5º dia pós operatório. Discussão: A incidência dos lipomas é 02
vezes maior no sexo feminino, ocorrendo nas 5ª e 6ª década de vida. Não tem sido
observada degeneração para lipossarcoma, bem como decorrência após
ressecção. A intussuscepção colo-colônica representa 5 % dos casos. O
diagnóstico colônico é estabelecido pela associação do exame clínico, proctológico,
colonoscópico e exames de imagem: enema opaco, ultrassonografia e tomografia
computadorizada. Trabalhos recentes sugerem que a tomografia computadorizada
de abdome é a modalidade diagnóstica de eleição para diagnóstico de
intussuscepção colo-colônica por lipoma colônico. A importância deste trabalho é
relatar o caso devido sua raridade e atentar para sua apresentação tomográfica.
Referências: LYRA G, COUTINHO RPCR; LEAL RC. Lipoma Colônico Mimetizado
Pólipo Gigante Parido – Relato de caso. Ver brás Coloproct, 2004; 24 (1): 63-64.
22
A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NA AVALIAÇÃO
INICIAL E SEGUIMENTO DOS PACIENTES COM ATRESIA COANAL. RELATO
DE CASO.
Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Felipe de Oliveira Mejias; Michelaine de
Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral Mello Nogueira; João Diniz
Juntolli Netto; Flávio Galvão Lima - Departamento de Radiologia
e Diagnóstico por Imagem do Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS
Avenida Francisca R. de Paula, 289 – Medicina – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução- A atresia coanal é uma malformação congênita rara do orifício narinário
posterior, podendo ser unilateral (mais freqüente) ou bilateral. A placa atrésica
consiste num septo ósseo ou membranoso entre o nariz e a faringe. A dispnéia e
cianose apresentada por estes pacientes é variável. O diagnóstico é suspeitado com
base no quadro clínico e pela incapacidade de se introduzir um cateter firme através
da narina por 3-4 cm até a nasofaringe. A lâmina atrésica pode ser vista diretamente
por rinoscopia de fibra óptica. A avaliação radiológica inicialmente é realizada
utilizando-se radiografia convencional na posição de Hirtz, inserindo-se contraste
radiopaco em ambas as fossas nasais, havendo retenção de contraste no lado
acometido. A Tomografia Computadorizada de Alta Resolução nas projeções axial e
coronal é o método diagnóstico de eleição na avaliação e follow-up. O tratamento
consiste na introdução imediata de uma via aérea oral ou manutenção da boca em
posição aberta e, posteriormente, realiza-se correção cirúrgica. Relato do CasoRecém-nascido do gênero feminino, nascido de Parto Natural, à termo, taquipneico,
cianótico, com melhora após oxigenoterapia. Não conseguido passagem de sonda
nasogástrica em narina direita. Apgar 3/6/8. Orelha direita displásica. Radiografia
convencional revelou retenção de contraste radiopaco ao nível de fossa nasal
direita. Tomografia Computadorizada de seios da face evidenciou atresia coanal à
direita e estenose septo-coanal à esquerda. Ultra-Sonografia de abdome normal.
Discussão- A Tomografia Computadorizada de Alta Resolução nas projeções axial
e coronal, apesar de seu maior custo e necessidade de sedação, é o método
diagnóstico de eleição na avaliação e follow-up dos pacientes com atresia coanal,
por ser de grande valia na identificação do tipo de atresia, natureza e dimensões da
placa atrésica, associação com outras malformações e no planejamento cirúrgico,
como também no acompanhamento pós-operatório. Referências- Slovis TL,Eggli
DF. Congenital anomalies and acquired lesions. In: Kuhn JP, Slovis TL, Haller JO,
editors. Caffey’s Pediatric Diagnostic Imaging.Philadelphia: Mosby; 2004. p. 22-47
23
ESTUDO DA CORRELAÇÃO ENTRE O PADRÃO DE DIFERENCIAÇÃO
CELULAR E INFILTRADO LINFOCITÁRIO COM O PROGNÓSTICO DE
NEOPLASIAS MALIGNAS DA EPIDERME
Marina Moreira Costa*; Karina de Sousa Fonseca; Adriana Rodrigues-Anjos;
Fiorita.G.L. Mundim; Mirian.F.B. Engelman
Laboratório de Patologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio
R. Comendador José Garcia, 914, apto 101 – Medicina – 37550-000 – P.Alegre -MG
Introdução e Objetivos: As neoplasias malignas da epiderme são classificadas em
carcinomas Basocelular e Espinocelular e Melanomas. No Espinocelular a reação
inflamatória é maior no carcinoma bem diferenciado que nas formas mais malignas;
entretanto no Basocelular é observado um infiltrado brando quando este carcinoma
não é ulcerado, podendo estar ausente (sua reação inflamatória depende da
extensão da ulceração).O objetivo foi acompanhar a evolução dos pacientes com
carcinoma de pele, analisando a presença de infiltrado linfocitário, diferenciação
celular e prognóstico da doença, já que a literatura sugere haver uma inter-relação,
mas não as classifica. Métodos: Foram analisadas as lâminas de 17 pacientes com
diagnóstico de tumor maligno da epiderme, avaliando infiltrado e diferenciação
celular, comparando com a evolução do paciente.Resultados: Dentre os 17
pacientes analisados, 41.1% são do sexo masculino e 58.9% do feminino. De 20
lesões estudadas, 17 eram basocelular e 3 espinocelular. Apenas 1 paciente
apresentou metástase, evoluindo para óbito. Os 7 pacientes que apresentaram
infiltrado leve no Carcinoma Basocelular, em relação à diferenciação celular todos
eram nódulos- ulcerativos (bem diferenciados, composto por sólido, ceratótico e
adenóide), sendo que 4 deles não apresentaram outros tumores de pele. Portanto o
tumor benigno apresenta menor intensidade de infiltrado, equivalendo à literatura;
sendo que estes pacientes obtiveram melhor evolução clínica. Todavia no
Espinocelular não encontramos relação entre infiltrado, diferenciação celular e
evolução clínica; visto que apenas 3 lesões foram analisadas. Conclusões: Com
este trabalho concluímos que a descrição do infiltrado e a diferenciação celular no
Basocelular é importante para a evolução clínica do paciente. Referências: Lever
WF, Lever GS: Histopatologia da Pele, 7 ed. São Paulo (SP): Editora Manole Ltda.
1991:502-507, 506-577, 711-725; Broders AC: Squamous-cell epithelioma of the
shin. Ann Surg 1921;73:141-160.
24
RELATO DE UM CASO DE HISTIOCITOSE DE CELULAS DE LANGERHANS
Rogério Mendes Grande; Mirian Engelman; Fabian Camargo; Matheus Siqueira
Masson*; Fernanda Krepischi de Arruda Castro*
Hospital das Clinicas Samuel Libânio (HCSL) - UNIVÁS
Av São Francisco, 150 - Primavera - 37550-000- Pouso Alegre - MG.
Introdução - A Histiocitose das células de Langerhans é uma doença rara, de
etiologia desconhecida, e que afeta 2 a 5 crianças por milhão anualmente,
podendo ocorrer em adultos. É caracterizada por uma proliferação monoclonal
neoplásica de um tipo de célula dendrítica imatura (células de Langerhans), que
expressa HLA-DR, S-100, CD1a. Apresenta três variações clinicopatológicas:
Granuloma eosinofilico, Doença de Letterer-Siwe e Doença de Hand-SchullerChristian; Relato do Caso - M.G.S., 42 anos, feminino, leucoderma, atendida no
Pronto Socorro do HCLS referindo cefaléia, dores ósseas, e abaulamento
progressivo no couro cabeludo em hemicrânio esquerdo há 5 meses. O exame
físico constatou lesão expansiva de aspecto nodular, com 10 cm de diâmetro, e
sem sinais flogísticos.A tomografia computadorizada de crânio mostrou uma
imagem no parênquima e outra próxima da hipófise, sendo a paciente então
encaminhada ao serviço de neurocirurgia, para avaliação , exérese do tumor de
couro cabeludo na região parietotemporal, e craniectomia para biópsia da duramáter.O exame anatomopatológico evidenciou estrutura cística em dura-máter e
fragmento ósseo. À microscopia de luz mostrou uma infiltraçao de neoplasia
constituída por células de citoplasmas amplos, núcleos pleomórficos e
hipercromáticos, figuras de mitoses e algumas células gigantes multinucleadas
compatível com a patologia em questão, sendo o diagnóstico confirmado no
exame de imuno-histoquímica positivo para CD1a e S-100. Atualmente, a paciente
vem respondendo bem à quimioterapia, e relatou melhora da cefaléia e das dores
ósseas. Discussão - A histiocitose de células de langerhans apresenta espectro
clínico variado, desde formas localizadas até formas disseminadas.O diagnóstico
patológico preciso, com emprego de colorações imunohistoquímicas (CD1a e S100), é fundamental para a conduta e sucesso terapêutico. Referências - 01.
Áster JC. Histiocitose de células de langerhans In: Kumar V; Abbas Ak; Fausto N
Robbins e Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 7th ed. Rio de
Janeiro; Elsevier; 2005.Cap. 14, p.738-9; 02. Loeubs GB. Histiocitose X. In:
Goldman L; Bennett JC, eds Cecil Tratado de Medicina Interna. 21st. ed, Vol1. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.Cap. 78, p 460;
25
ENTEROPATIA PERDEDORA DE PROTEÍNA DE CAUSA IDIOPÁTICA
Karina Junqueira Dias; Larissa de Souza Bueno; Maira Azevedo B. Santos; Maria
Luíza Rennó Moreira*; Polyane de Souza Izidoro
Hospital das Clínicas da Universidade do Vale do Sapucaí
R. Comendador José Garcia, 758/24 – Centro - 37550-000 - Pouso Alegre - MG
Introdução: A enteropatia perdedora de proteínas (EPP) é uma condição clinica
patológica caracterizada por perda de proteínas através da mucosa intestinal
com uma diminuição da albumina sérica que pode estar associada a uma ampla
variedade de patologias gastrointestinais. Os sintomas se estabelecem ao
produzirem um desequilíbrio entre as perdas excessivas de proteínas que
superam a síntese protéica hepática. Relato do caso: Paciente do gênero
feminino, 27 anos, casada, leucoderma apresentou em agosto de 2005 diarréia
intensa de conteúdo inicialmente pastoso evoluindo para líquido. Neste período
obteve melhora da diarréia com uso de Saccharomyces boulardii-17 liofilizado.
Um mês depois procurou o pronto socorro do Hospital das Clínicas Samuel
Libânio referindo piora da diarréia associada a dor abdominal e vômitos. Ao
exame apresentava: hipoalbuminemia (2,8g/dl). Em dois meses iniciou quadro de
edema de membros inferiores sem diarréia, acompanhado de astenia, mal estar
e emagrecimento. Fez tratamento com quatro doses de Albumina humana EV
obtendo melhora do edema e dos sintomas associados por alguns dias. Ao
realizar novos exames manteve-se a hipoalbuminemia. Em janeiro de 2006, o
exame de Ressonância Magnética com Albumina marcada confirmou a perda
protéica em ceco e cólon ascendente. Iniciou acompanhamento nutricional,
havendo remissão dos sintomas e ganho de peso. Atualmente a paciente
encontra-se em observação. Discussão: A EPP pode apresentar-se em
associação
a
patologias
gastrointestinais.
Elas
se
manisfestam
predominantemente com a perda de proteínas e podem ser diferenciadas por
critérios clínicos, laboratoriais, endoscópicos e biópsias. O diagnóstico por
exclusão tem suma importância tanto para a descoberta da enteropatia, quanto
para a sua etipatogenia. Neste caso, após realizados exames complementares,
foi possível descartar as principais etiologias causadoras da EPP, concluindo-se
ao final ser esta de causa idiopática. Referências: 01. Gamboa AY, Guevara, AM
y Espinoza, MC. Enteropatía perdedora de proteínas: reporte de dos casos y
revisión bibliográfica. Acta pediátr. costarric, 2001, vol.15, no.3, p.120-123. ISSN
1409-0090. 02. Castro HE. Enteropatía pierde-proteínas. An Esp Pediatr 2001;
54: 30 – 32.
26
EVOLUÇÃO DO HEMATOMA TRAUMÁTICO DURANTE A ANTICOAGULAÇÃO
NO TRATAMENTO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA – RELATO DE CASO
Ibrahim Elias Kallás; Sofia Ribeiro Junqueira; Volney Marques Passos; Ricardo
Mele Filho; Edgard da Silva Garcia, Maria Fernanda Braz de Carvalho.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758,22 – Centro – Pouso Alegre – MG
Introdução – Apesar de ser altamente eficaz na prevenção da progressão da
trombose, da embolização e da recorrência da doença, a terapia anticoagulante
está associada a complicações como hemorragias, em aproximadamente 5% dos
casos1,2. A heparina pode ser utilizada em esquema com baixas e altas doses,
sedo esta ultima para fins terapêuticos e para evitar recidiva ou progressão da TVP
(Trombose Venosa Profunda) 2,3. Relato do Caso – O presente trabalho relata a
história de D. M., sexo masculino, 74 anos, com quadro de dor, edema, eritema,
aumento da temperatura unilateral (MID) e dificuldade ‘a dorsiflexão do pé direito.
Foi internado dia 04/09/09, iniciado tratamento com heparina endovenosa +
anticoagulação oral. Realizado Duplex Scan venoso do membro com confirmação
de TVP. Na noite do dia 06/09/06 sofreu trauma contuso na face anterior da perna
D, evoluindo com grande hematoma local. Foi mantido o tratamento para TVP,
sendo o paciente acompanhado diariamente com coagulogramas. Houve melhora
clínica dos sinais e sintomas da TVP. Paciente recebendo alta dia 13/09/06 com
anticoagulante oral + retorno para acompanhamento da evolução do hematoma.
Discussão - O controle laboratorial nos pacientes com TVP é de fundamental
importância, uma vez que a anticoagulação oral, não controlada, pode apresentar
um índice de sangramento em torno de quase 50% 4,5. A sensibilidade à dose de
anticoagulante é variável devendo ser realizado ajuste individual. A freqüência do
sangramento aumenta em pacientes acima de 60 anos e principalmente após os
70 ano de idade 6. Referências – 01. Hirsh J, Raschke R, Warketin T. Heparin:
mechanism of action, pharmacokinetics, dosing considerations, monitoring, efficacy
and safety. Chest 1995;108:S258-75; 02. Abordagem diagnóstica dos pacientes
com suspeita de trombose venosa profunda dos membros inferiores; Diagnostic
appoach to patients with suspected deep venous thrombosis of the lower limbs;
Hamilton Almeida Rollo, Verônica Barreto Fortes, Archangelo Tarciso Fortes Junior,
Winston Bonetti Yoshida, Sidnei Lastória, Francisco Humberto de Abreu Maffei; 03.
Kauffman P, Langer B. Vasculopatias. Carvalho Filho ET, Papaléo Netto M eds.
In:Geriatria – fundamentos, clinica e terapêutica, 1ª ed. São Paulo: Atheneu;
1994.p.182
27
LITÍASE RENAL ORIGINADA POR ADENOMA DE PARATIREÓIDE
Yara Gracia Lorena; Leci Veiga Caetano; Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino; Sérgio
Paulo Mota Soares*; Túlio Mota Tolentino.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia 758/22 – Centro– 37550-000- Pouso Alegre- MG
Introdução- Cálculos renais são massas cristalinas, em sua maioria de oxalato de
cálcio, que se formam no interior do trato urinário e atingem tamanho suficiente a
ponto de causar sintomas. Uma das causas de litíase é o hiperparatireoidismo, que
se manifesta como uma secreção excessiva de paratormônio com mobilização
óssea de cálcio que ultrapassa sua capacidade de reabsorção tubular. Ocorre
presença de hipercalcemia na vigência de elevação do PTH. Relato do CasoApresentamos o caso de A.M.F., gênero feminino, 38 anos, com história de litíase
renal. O primeiro episódio ocorreu durante a gestação no ano de 1997, quando foi
expelido. Em 1999, durante consulta ginecológica de rotina detectou-se presença
de ITU, sendo encaminhada ao urologista que diagnosticou novo cálculo, com
posterior retirada. Orientada a procurar o serviço de nefrologia para avaliação,
constatou-se hipercalcemia, hipercalciúria, fosfatase alcalina e PTH aumentados,
hipomagnesemia e hipofosfatemia. A partir destes exames laboratoriais e de
imagem foi diagnosticado hiperparatireoidismo primário, nefrocalcinose e
osteoporose devidos a adenoma de paratireóide. Após a retirada do nódulo
hiperfuncionante houve remissão do quadro de nefrolitíase. Discussão- A
incidência de nefrolitíase decorrente de hiperparatireoidismo primário é baixa, de 1
a 3 %, podendo, por isso, passar desapercebida durante investigação clínica.
Embora a avaliação laboratorial do PTH nem sempre faça parte da rotina, este
caso nos alerta para a importância de sua inclusão na pesquisa de litíase, uma vez
que o hiperparatireoidismo primário pode levar a complicações como
nefrocalcinose, insuficiência renal crônica e HAS. Referências- 01. Goldman, L;
Ausiello, D. Tratado de Medicina Interna 22th ed. Saunders Elsevier; 2005; 02.
Heilberg, I. P.; Carvalho, A. B. Distúrbios do Metabolismo de Cálcio, Magnésio e
Fósforo in: Nefrologia 2nd ed. Manole, 2005; p 75-83; 03. Schor, N.; Heilberg, I. P.
Litíase Renal in: Nefrologia 2nd ed. Manole, 2005; p 101-18.
28
AORTA ALONGADA E DOENÇAS DE AORTA: UM DIAGNÓSTICO DE
EXCLUSÃO
Luiz Augusto de Faria Cardoso; Ricardo Vinicius C. Teixeira; Vinicius Adami
Vayego Fornazari*; Sebastião Jupiaçara Guimarães; Paulo Eduardo Ribi
Opperman
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
Rua Bom Jesus, 780/03- Centro- 37550-000- Pouso alegre- MG
Introdução- Aortopatias complementam o importante grupo de doenças
cardiovasculares, grupo este de maior morbi-mortalidade atual. Onde se destaca
a dissecção e ruptura aortica. Seu principal sinal clínico compreende dor torácica
intensa e assimetria de pulsos, achados estes que jamais devem ser
subestimados na pratica clínica emergencial. Relato do Caso - MASL, 61 anos,
sexo feminino, hipertensa de longa data, em uso de Captopril (25 mg/dia), obesa,
portadora de disgenesia de membro superior esquerdo e tabagista crônica. Deu
entrada com quadro de precordialgia de forte intensidade, do tipo contínua, com
irradiação para membro superior esquerdo e dorso ipsilateral. Ao exame,
sudoreica, pálida, fáscies álgica, sem alterações semiológicas cardiovasculares,
exceto pulso diminuído e assimétrico em membro superior esquerdo associado à
hipertensão diastólica bilateral e sistólica em membro superior direito(140x110 à
direita,130x120 à esquerda). Realizados ECGs seriados, sem alterações, assim
como os níveis de enzimas cardíacas; porém Raio X de tórax com mediastino
alargado, médio e superiormente, gerando fator de confusão com diagnóstico
diferencial de aneurisma dissecante de aorta. Ficou em observação em uso de
medicamento para dor (opióides).Na manhã seguinte, foi submetida a aortografia
torácica via femoral, sendo evidenciada alargamento de aorta, achado este que
não justificava a clínica apresentada. Após mostrar melhora da dor com o uso de
antiinflamatórios, paciente recebeu alta. Discussão- Aorta alongada compreende
um tema pouco explorado pela literatura vascular atual. Porém ganha
importância a medida que compreende um diagnostico de exclusão dentre
graves causas de alargamento de mediastino e raramente de dor torácica. Desta
forma destacam-se etiologias como: coronariopatias, disseccão aortica,TEP,
pneumotórax, pericardite, entre outras. A maioria delas aventadas durante a
propedêutica utilizada no caso clínico apresentado. Assim diante das
características clínicas, de exames complementares e morfológicas encontradas
na paciente, somente a aortografia foi elucidativa para o achado clínico
radiológico, achado este não conivente com a clínica da dor, perfazendo-se fator
de confusão ao longo da condução do caso.Referências- Lee Goldman,MD;
Dennis Ausiello,MD.Tratado de Medicina Interna. 22th ed, Vol 1.Elsevier
Editora,2005.Cap75
p532:Sebastian,DC,Tratado
de
Cirurgia.15th
ed,
Vol2. ,Guanabara Koogan,1997.Cap54 p 645.
29
TINHA CAPITIS AGUDA (KERION CELSI) – SUCESSO TERAPÊUTICO
Maira Azevedo Bernardes Santos; Marcelo de Carvalho Amorim*; Maria Luíza
Rennó Moreira; Marília dos Anjos Antonietto; Ana Cristina Trench Vieira
Hospital das Clínicas Samuel Libânio-UNIVAS
R. Comendador José Garcia, 758/24 – centro - 37550-000 - Pouso Alegre - MG
Introdução: Tinea capitis ou Tinha do Couro Cabeludo é infecção superficial da
haste e do folículo piloso, causada por diferentes fungos dermatófitos,
principalmente os gêneros Tricophyton e Microsporum. Comum na idade escolar e
rara no adulto, apresenta-se clinicamente sob a forma tonsurante (única ou
múltiplas placas de tonsura descamativas) ou favosa (lesões pequenas e
crateriformes aderidas aos óstios foliculares). O modo de transmissão é variável
consoante a espécie de dermatófito envolvida, podendo ocorrer pelo contato com
indivíduos, animais ou solo contaminados. Relato do Caso: O presente trabalho
relata o caso de M.M, sexo masculino, 7anos, pardo, que referia o surgimento, há 2
meses, de área descamativa e pruriginosa no couro cabeludo, a qual, há 5 dias,
evoluíra com dor e saída de secreção. Há 4 dias havia iniciado antibioticoterapia
com Cefalexina, sem sinais de melhora. Ao exame apresentava placa eritematoedematosa de 3 cm de diâmetro na região parietal esquerda, dolorosa, com
presença de pústulas e fios tonsurados. Gânglios cervicais posteriores aumentados
e dolorosos estavam presentes. Foi introduzida terapêutica sistêmica com
Griseofulvina 400mg/dia e tópica com Cetoconazol a 2% por 5 semanas havendo
remissão da lesão após este período e repilação completa após 4 meses.
Discussão: Kerion Celsi é forma aguda de tinha tonsurante, cujo principal agente
etiológico é o Microsporum canis, fungo zoofílico mal adaptado ao homem que
provoca intensa reação inflamatória dos folículos pilosos podendo resultar em
alopécia definitiva. Devido à forma aguda de apresentação, não raramente o
quadro clínico é interpretado como piodermite. O reconhecimento da infecção
fúngica e a introdução da terapêutica adequada são fundamentais para que a
evolução seja favorável sem a ocorrência de alopecia permanente. Referências:
01. Sampaio S.A.T.; Rivitti E.A. Dermatologia. 2th ed. Artes Médicas; 2001. p 518-9.
02. Freedberg IM, Eisen AZ, Wolf K, Austen KF, Goldsmith LA, Katz SI. Fitzpatrick's
Dermatology in General Medicine. 6 th ed. United States. McGraw- Hill; 2003.p.
1989-2005.
30
USO DOS INIBIDORES DA ENDOTELINA PARA TRATAMENTO DA
HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR IDIOPÁTICA (HAPI)
Andréia Albuquerque Clarindo Oliveira*; Clara Paschoalini Guyot; Edmundo Clarindo
Oliveira
UNIVAS – Universidade do Vale do Sapucaí
Introdução e Objetivos: A HAPI é doença grave, rara, com incidência de 1 a 2
casos/ 1 milhão/ano. A doença tem caráter progressivo com expectativa de vida
média menor que 3 anos após o início dos sintomas. A doença não tem cura e nem
existe um tratamento ideal. A procura de um tratamento para essa grave doença tem
constituído em grande desafio para a classe médica. O objetivo foi descrever o
mecanismo de ação, assim como os efeitos colaterais, da Bosentan no tratamento
da HAPI. Métodos: Revisão da literatura no MEDLINE de trabalhos apresentados
nos últimos 5 anos mostrando os resultados desse inibidor da endotelina no
tratamento da HAPI. Resultados: Foram selecionados oito trabalhos de revisão,
publicados em revistas com pontuação acima 6 na classificação internacional. Os
trabalhos mostraram que houve melhora da classe funcional desses pacientes, com
melhora da qualidade de vida, boa tolerância e facilidade terapêutica (administração
oral 2 vezes ao dia). Efeitos colaterais como cefaléia, edema periférico e alteração
da função hepática foram observados em poucos pacientes (< 5%), mas em alguns
a medicação não pode ser continuada pelo aumento progressivo das enzimas
hepáticas. Conclusões: O tratamento da HAPI constitui um grande desafio para os
pesquisadores. Os inibidores da endotelina principalmente bosentan tem mostrado
serem eficazes na melhora da qualidade de vida e no aumento da sobrevida desse
paciente. Entretanto um tempo maior de observação é necessário para avaliação a
longo prazo. Referências: 1. Rubin LJ, Badesch DB, Barst RJ, Galie N, Black CM,
Keogh A, et al. Bosentan therapy for pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med
2002; 346: 896-903. 2.McLaughlin V, Sitbon O, Rubin LJ. The effects of first line
bosentan on survival of patients with primary pulmonary hypertension. Am J Respir
Crit Care Med 2003;167:A442.3. Channick RN, Sitbon O, Barst RJ, Manes A, Rubin
LJ. Endothelin receptor antagonists in pulmonary arterial hypertension. J Am Coll
Cardiol 2004; 43(12 Suppl S): 62S-66S.
31
ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS DO LABORATÓRIO
MUNICIPAL DE ANÁLISES CLÍNICAS DO MUNICIPIO DE POUSO ALEGRE-MG
João Paulo Issamu Takata; Marina Aparecida Poletto; Flávio Rodrigues de Sousa;
Julio Cesar Lemes Macedo; Christian Alessandro Nery Freitas; Fábio Henrique
Ferreira Rosa
Laboratório de Parasitologia da Universidade do Vale do Sapucaí-UNIVAS
Rua Alfredo Custódio de Paula,320-Centro-37550-000-Pouso Alegre-MG
Introdução e Objetivos-As parasitoses intestinais constituem-se num grave
problema de saúde pública, sobretudo nos países de terceiro mundo, sendo um dos
principais fatores debilitantes da população, comprometendo o desenvolvimento
físico e intelectual, particularmente das faixas etárias mais jovens da população. Os
índices são altos, há uma ampla distribuição geográfica da doença, atingindo
principalmente grupos da população de baixo padrão sócio-econômico. Os
programas de controle existentes em algumas regiões, como tratamento com
drogas e obras sanitárias trazem benefícios. Entretanto, esses esforços são, muitas
vezes, ineficazes, pois constata-se a total falta de projetos educativos com a
participação da comunidade. A pesquisa tem como objetivo investigar a incidência e
analisar a ocorrência de parasitoses intestinais do Laboratório Municipal de Análises
Clínicas de Pouso Alegre-MG. Métodos-Foram abordados 1001 pacientes que
realizaram exames coprológicos pelos métodos MIF e HPJ no Laboratório Municipal
de Análises Clínicas do Município de Pouso Alegre-MG. Os critérios de inclusão
foram: pessoas residentes em Pouso Alegre-MG e que assinarem o Termo de
Consentimento Livre Esclarecido. Após a leitura e assinatura do Termo de
Consentimento pelo paciente ou responsável, foi aplicado um questionário com
informações referentes à sexo, idade, condições de moradia e o método do exame
coprológico realizado. As informações coletadas foram armazenadas no programa
Epi-Info. Estudo do tipo descritivo e transversal. Resultados- Foram analisados
1001 exames coprológicos sendo 58,8%do sexo feminino e 41,2% masculino, tendo
como média de idade 41,4 anos. Dos resultados, 74,5% foram negativos e 25,5%
positivos para parasitoses (93,7% monoparasitados e 6,3% poliparasitados), sendo
a Entamoeba Coli a parasitose prevalente, 62,7%. A faixa etária mais acometida foi
de 6-10 anos de idade. O bairro mais acometido do município de Pouso Alegre-MG
foi o São Geraldo, tendo a E.Coli como parasitose prevalente. Conclusões-Os
resultados encontrados permitem concluir que a E.Coli é a parasitose prevalente no
município de Pouso Alegre-MG, acometendo, principalmente as faixas etárias mais
jovens da população. Referências-SALATA E, CORREA FMA, SOGAYAR R,
SOGAYAR MIL, BARBOSA MA. Inquérito parasitológico na Cecap.-Distrito-sede de
Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil. Revista de Saúde Pública; 6:385-92,1972.
VINHA C, MARTINS MRS. Parasitoses intestinais entre escolares. Jornal de
Pediatria; 50:79-84,1981
32
EVENTRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA
Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes Magalhães; Juliana Grilo Teles*;
Pietra Martini; Renata Costa Teixeira.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução - Eventração de toda ou uma porção de um ou ambos diafragmas
seguem-se ao mal desenvolvimento do músculo diafragmático ou, mais comumente,
a interrupção do nervo frênico no nascimento e também por trauma cirúrgico.
Eventração total usualmente é mais freqüente no diafragma esquerdo ao passo que
uma eventração parcial localiza-se no diafragma direito. Relato do Caso - Paciente
de 6 anos, sexo masculino, apresentou há 5 dias quadro de tosse produtiva diurna
associado a coriza hialina e obstrução nasal. Passou no pronto atendimento onde
não se observou alterações ao exame físico, apresentando propedêutica pulmonar
normal. Calendário vacinal em dia. Paciente não tinha histórico de patologias
anteriores. Foi solicitada uma radiografia de tórax onde foi evidenciada uma área
radiopaca, com limites definidos, em região supradiafragmática direita. Realizada
tomografia de tórax observando elevação da cúpula diafragmática direita sugerindo o
diagnostico de eventração. Discussão - O quadro clínico é variável. Nas eventrações
parciais o paciente usualmente se apresenta assintomático e o diagnostico é casual.
Não é infrequente desconforto respiratório como visto na hérnia de Bochdaleck –
com dispnéia, taquipnéia e cianose. O exame físico pode demonstrar desvio da
traquéia e do coração, com diminuição e ausência dos sons respiratórios no tórax
envolvido. Fluoroscopia e radiografia de tórax são essenciais para o diagnóstico. O
grau da elevação diafragmática é documentado pela visualização de um arco fino,
com limites definidos sobre as víceras abdominais. O diagnóstico diferencial inclui
paralisia do nervo frênico, tumores, cistos, hérnia de Morgagni, pneumonia e às
vezes, efusão pleural. Nosso objetivo foi demonstrar as imagens radiológicas e o
quadro clínico de uma eventração diafrágmatica parcial direita, onde o paciente se
apresentava assintomático. O diagnóstico foi casual, após uma radiografia de tórax.
Devemos dar importância aos diagnósticos diferenciais desta patologia, lembrando
sempre da associação clínica característica. Referências - 1. Aita JF, Zanolla GR,
Barcelos A, Nascimento L, Knebel R,
Hérnia diafragmática congênita de
apresentação tardia: uma possível causa de dificuldade respiratória aguda na
criança. J Pediatr (Rio J) 1999;75(2):135-8. 2. Berman L, Stringer D, Ein SH,
Shandling B. The late-presenting pediatric Bochdalek hernia: a 20-year review. J Ped
Surg 1988; 23:735-39. 3. Fauza DO, Wilson JM. Hérnia diafragmática. In: Maksoud
JG. Cirurgia Pediátrica. 1ª ed. Rio de Janeiro: Revinter; 1998. p.451-84.
33
PNEUMONIA LIPOÍDICA
Eugênio Fernandes de Magalhães; Claudinei Leôncio Beraldo; James Antonio
Kanebley; Glauber Romeiro de Almeida
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução - A pneumomia aspirativa se aplica à doença pulmonar resultando da
entrada anormal de secreção exógena ou endógena em direção ao trato respiratório
inferior. Relato do Caso - Relatamos o caso de um adolescente de 14 anos, do
sexo masculino, com diagnostico prévio de encefalopatia hipóxico-isquêmica, devido
à anóxia neonatal. No ano de 2005 passou a apresentar constipação intestinal
crônica onde foi indicado o uso de óleo mineral. Após este período passou a
apresentar febre associado à tosse produtiva e peito cheio. Recebeu atendimento
sendo observado na ausculta respiratória estertores bilaterais. Foi feita uma
radiografia de tórax evidenciando pneumonia. Foi realizada então uma tomografia
de tórax evidenciando condensação do tipo “vidro fosco” em ambos os pulmões. O
paciente se apresentava em bom estado geral, sem sinais ou sintomas de infecção,
porém com emagrecimento de 9 quilos. Ausculta pulmonar fisiológica. Para
investigação de doença do refluxo gastro-esofágico foi feita uma cintilografia que se
apresentou normal. Realizada biópsia pulmonar transbrônquica via broncoscópio,
onde observou - se que no fragmento de tecido do parênquima pulmonar havia
preenchimento alveolar difuso, de intensidade variada, representado por grande
quantidade de macrófagos volumosos, com citoplasma amplo e grosseiramente
vacuolizado, por vezes globuloso, definindo o diagnóstico como Pneumonia
Lipoídica. Discussão - O quadro clinico da pneumonia aspirativa depende da idade
do paciente, de modo que quanto menor a idade, maior será a sintomatologia.
Observa-se febre, tosse, taquipnéia e chiado. O diagnostico definitivo da pneumonia
aspirativa é geralmente difícil, necessitando frequentemente da realização de uma
broncoscopia com lavado bronco-alveolar e biópsia. O tratamento é de suporte,
incluindo oxigenação, hidratação e corticoterapia. Referências - 1. Ranzani MF,
Miranda NS, Junior UF, Ribeiro SM, Machado JM. Pneumonia lipoídica associada à
forma digestiva da doença de Chagas. J Bras Pneumol 2004;
34
SÍNDROME DE MARFAN – RELATO DE CASO
Renata Prota Hussein; Priscila Gabriela dos Reis; Joyce Lara Borba Amaral; Maria
Beatriz Prota Hussein
Clínica Pediátrica Dra. Maria Beatriz Prota Hussein – Campinas-SP.
Rua Cássio Carvalho Coutinho, 77/22 – Santa Eliza – 37550-000 – P.Alegre – MG
Introdução: A Síndrome de Marfan é um distúrbio hereditário autossômico
dominante do tecido conjuntivo, com freqüência populacional de 1:10.000, muitas
vezes não diagnosticado até ocorrer uma complicação. É caracterizado por
anormalidades músculo-esqueléticas, cardiovasculares e oculares e se origina de
um defeito da fibrilina, codificada pelo gene FBN 1. O objetivo foi enfatizar os
aspectos diagnósticos e a dificuldade em reconhecer esta condição em pacientes
com expressão fenotípica incompleta. Relato do Caso: J.L.A.A., 5 anos, gênero
feminino, faioderma, veio para consulta por vômitos incoercíveis atribuídos à
suboclusão intestinal por ascaridíase, com recuperação após tratamento.
Entretanto, notou-se na paciente: biotipo longilíneo; elevada estatura; baixo peso;
desproporção dos membros em relação ao tronco; aracnodactilia; diminuição da
massa muscular e escassez da gordura subcutânea; palato em ogiva; má oclusão
dentária; pectus carinatum; alterações da coluna vertebral; disfonia;
hiperextensibilidade articular; estalido mesossistólico e sopro sistólico em focos
mitral e tricúspide. Ao ecocardiograma apresentava alterações nas valvas e
câmaras cardíacas. Aos 5 meses foi operada de catarata bilateral congênita.
Como antecedente familiar, pai portador da Síndrome. Discussão: A Síndrome de
Marfan é uma condição de relativa raridade e significativa morbimortalidade,
relacionada à possibilidade de ruptura ou dissecção aórtica proximal e
acometimento multivalvar. O diagnóstico é baseado exclusivamente em aspectos
clínicos. No presente caso, o fenótipo era característico apesar de no primeiro
atendimento ter sido diagnosticado infestação por ascaridíase. Ressaltamos,
entretanto, que há casos com expressão incompleta das características
fenotípicas, dificultando o reconhecimento precoce da doença. Referências:
Braunwald – Tratado de medicina cardiovascular, 5ª ed., Ed. Roca, 1789-1792.
Cecil – Tratado de Medicina Interna, 21ª ed., Ed. Guanabara Koogan, 1243,1244.
Revista da Sociedade de cardiologia do estado de São Paulo – Doenças da Aorta,
Novembro/Dezembro de 2001 – Volume 11- Nº 6 , 1037, 1038.
35
DOENÇA DE VON RECKLINGHAUSEN
Marina May Chittenden Bandeira; Nara Lúcia de Paiva; Polyane de Souza Izidoro;
Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino*. Ana Cristina Trench Vieira
Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS
Rua Prof. Queiroz Filho, 414 - Primavera - 37550-000 - Pouso Alegre - MG
Introdução - A neurofibromatose do tipo I ou doença de Von Recklinghausen é uma
genodermatose autossômica dominante, relacionada a um defeito localizado no
cromossomo 17 (q 1.2). Ocorre uma vez em cada 4.000 nascimentos. Caracterizase clinicamente por manchas café-com-leite e tumores cutâneos, podendo ser
acompanhada por alterações neurológicas, endócrinas, ósseas e mentais. Relato
do Caso: MLRS, sexo feminino, 29 anos, branca, que referia o surgimento, há 10
anos, de nódulo não doloroso de crescimento progressivo na região supra labial
esquerda, além de manchas em todo corpo desde o nascimento. Ao exame notavase tumoração cor da pele, flácida à palpação, medindo 2cm de diâmetro na região
supra labial esquerda, múltiplas manchas acastanhadas e lesões efelidóides no
tronco e axilas, além de nódulos acastanhados de 0,5cm a 1cm nos membros
superiores inferiores e tronco. A presença de mais de 6 lesões café-com-leite com
diâmetro superior a 15 mm, neurofibromas e efélides axilares justifica o diagnóstico
de neurofibromatose tipo I. Discussão: Além das manchas café-com-leite e
efélides, os portadores de neurofibromatose apresentam grande tendência ao
desenvolvimento de tumores (principalmente neurofibromas), já que a mutação do
gene 17(q1.2) afeta a produção de um supressor tumoral –neurofibrina. Apesar do
caráter benigno, esses tumores podem provocar deformidades, alterações sensitivomotoras, dentre outras complicações de acordo com o órgão acometido. Alterações
ósseas (cifoescoliose, displasia do esfenóide), endócrinas (feocromocitoma,
puberdade precoce) e neurais (retardo mental, glioma óptico) são descritas.
Neurofibrossarcoma é o tumor maligno mais comum e a principal causa de morte na
Neurofibromatose. Aconselhamento genético e seguimento dos pacientes por
equipe multidisciplinar são fundamentais Referências - 01. Sampaio SAP; Rivitti EV.
Neurofibromatose in: Dermatologia 2th ed. Artes Médicas; 2001. p 761-3; 02.
Fitzpatrick TB; Johnson RA; Wolff K; Suurmond D. Dermatologia Atlas e Texto 4th
ed. McGranHill; 2001. p 440-3; 3. Freedberg IM; Eisen AZ; Wolf K; Austen KF;
Goldsmith LA; Katz SI. editors Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine 6th ed.
United States McGrawHill; 2003. p 1825-33
36
AFLATOXINAS: MECANISMOS DE TOXICIDADE E SEU ENVOLVIMENTO NA
ETIOLOGIA DO CANCÊR HEPÁTICO
Daniela dos Santos Zica*; Cristiane Leme Arbeli; Alfredo das Neves Magalhães
Fernandes; Fernando Henrique de Faria; Maria Raquel Brigoni Massoti; Mário
Benedito Costa Magalhães
Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina - Univás
Av. Cel Alfredo Custódio de Paula, 320, centro, cep:37550-000
Introdução e Objetivos: As aflatoxinas são metabólitos secundários, produzidos
por algumas cepas de fungos do gênero Aspergillus, principalmente das espécies
A.flavus e A.parasiticus, os quais desenvolvem-se naturalmente em produtos
alimentícios, como amendoim, milho, feijão, arroz e trigo, entre outros. São
conhecidos, atualmente, 17 compostos similares designados pelo termo aflatoxina,
porém, os principais tipos de interesse médico-sanitário são identificados como B1,
B2, G1 e G2. Em saúde pública, as aflatoxinas têm sido identificadas como fatores
envolvidos na etiologia do câncer hepático no homem, conseqüente à ingestão de
alimentos contaminados. Métodos: fez-se uma revisão dos conceitos de maior
relevância derivados de pesquisas, bem como as principais evidências da
participação das aflatoxinas na etiologia do câncer hepático no homem. Face aos
resultados obtidos em diversos trabalhos de investigação, foi realizada uma
comparação quantitativa da potência carcinogênica da AFB1 entre as espécies
animais através do cálculo estatístico da dose média para a produção de tumores
(DT50), pelo método de Gold e col., expressa em µg/kg p.c./dia. Considerações:
Face ao perigo que constitui a presença de aflatoxinas nos alimentos, quer do
homem quer dos animais, julga-se necessário estabelecer os limites máximos de
resíduos que deveriam ser regulamentados e coincidentes a nível mundial. Existem
inúmeros estudos sobre a carcinogenicidade da AFB1 em diferentes espécies
animais, porém nenhum havia correlacionado essas variáveis. A dose efetiva de
AFB1 ingerida para a indução de tumores hepáticos variou amplamente entre as
espécies, de modo similar ao que ocorre em relação à toxicidade aguda. Para a
maioria das espécies estudadas, a sensibilidade é acentuadamente maior nos
machos do que nas fêmeas e no homem foi predominante entre 30-50 anos. A
presença de aflatoxinas nos alimentos destinados a consumo humano supõe um
risco óbvio potencial para a saúde pública. Porém, desconhece-se até que ponto
se manifesta esse potencial. Seria sem dúvida importante a regulamentação e
estabelecimento de limites residuais máximos concordantes a nível internacional, o
que supõe um rigoroso controle ao longo da cadeia alimentar, incluido num
programa de ''garantia de qualidade''. Referências:1. FDA/CFSAN (2003). Bad Bug
Book. Aflatoxins. Disponível em http://www.cfsan.fda.gov Acesso em 20/06/06 2.
HARRISON, J.C.; CARVAJAL, M.; GARNER, R.C. Does aflatoxin exposure in the
United Kingdom constitute a cancer risk? Environ. Health Perspect., 99: 99-105,
37
1993
AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
EM POUSO ALEGRE MG
Isabela Cabello Abouchedid, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Letícia Lopes
de Souza e Lívia Ribeiro Franco*.
Disciplina de Cardiologia - Curso de Medicina FACIMPA
- UNIVÁS
Introdução e Objetivos - A doença arterial coronária (DAC) é a principal causa
de infarto agudo do miocárdio (IAM) e este é o que mais causa óbitos no Sudeste
do país. As causas da aterosclerose coronariana são bem conhecidas, porém, os
fatores presentes no IAM diferem entre populações e de uma região para outra.
Portanto, o objetivo é verificar os principais fatores de risco do IAM em Pouso
Alegre MG (PA). Métodos – Foi um estudo prospectivo de dados antropométricos,
clínicos e laboratoriais do perfil de 39 pacientes consecutivos internados no HC da
UNIVÁS, com IAM confirmado por elevação do ST em duas derivações contíguas
e por aumento do CKMB acima de 30 UI. As variáveis foram comparadas entre os
gêneros e com a incidência na cidade de São Paulo (SP) (Avezum A et al 2005). O
estudo estatístico foi com os testes t para médias independentes, de MannWhitney e o qui-quadrado. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em
Pesquisa da UNIVÁS e os pacientes assinaram o consentimento informado.
Resultados – A idade foi 57±11 anos, sendo a de SP 58 ±13, A idade das
mulheres em PA foi menor (52 ± 9 x 59±10; p=0,005). Outra diferença entre os
gêneros foi o menor LDLcol das mulheres (79±19 x 121±60; p=0,02). Os fatores
de risco mais presentes em PA foram os antecedentes familiares próximos (92%),
a relação cintura / quadril -RCQ- (70%) e a obesidade e sobrepeso (65%). O
tabagismo foi o quinto fator em PA (51%), depois do relato de inflamação recente
(54%) . Em SP o tabagismo foi o principal fator. Outra diferença com SP foi o
LDLcol que apresentou média normal em PA (p=0,02) assim como uma tendência
com valores menores de colesterol total (p=0,11) Conclusões - O perfil dos
pacientes com IAM em PA se caracteriza pelos antecedentes familiares, a RCQ
aumentada, a obesidade ou sobrepeso e inflamações recentes, sendo o
tabagismo e os lipídios não tão importantes como em SP. Nas mulheres o IAM
incidiu mais cedo (42 a 68 anos) e elas apresentaram menor influência dos
lipídios. Referências – Avezum A, Piegas LS, Pereira JCR – Fatores de risco
associados com IAM na região metropolitana de SP. Arq Bras Cardiol
2005;58:206-13
38
PERFIL DOS IDOSOS HOSPITALIZADOS PORTADORES DE ÚLCERA POR
PRESSÃO SEM DÉFICIT COGNITIVO
Marta Garroni Magalhães; Marcelo de Carvalho Amorim*; Vitor Ângelo Carlucio
Galhardo; Telma Paloma Oliveira; Daniela Francescato Veiga
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
Rua Comendador José Garcia, 758/24 – Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: A Úlcera por pressão é definida como lesão cutânea ou
de partes moles, superficiais ou profundas, de etiologia isquêmica, secundária a um
aumento da pressão externa. Vários estudos relatam a prevalência das úlceras por
pressão na população idosa, uma vez que 71% das úlceras por pressão ocorrem
em pacientes com mais de 70 anos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o perfil dos
idosos hospitalizados com úlcera por pressão (UP) sem déficit cognitivo como
forma de prevenção destas úlceras. Métodos: Foram incluídos 20 idosos, com 60
anos ou mais de idade, portadores de UP em qualquer estágio, sem déficit de
cognição, hospitalizados há mais de 24 horas. Foi realizada entrevista com os
idosos, após assinatura do termo de consentimento, para coleta de dados
demográficos e clínicos, mini exame do estado mental (mini mental), inspeção da
pele e classificação das UP com a aplicação da escala de Braden. Para avaliação
da UP foi utilizada a classificação estabelecida no Consenso do National Pressure
Advisory Panel, que classifica a UP do estágio I a IV. Os fatores de risco foram
avaliados com a escala de Braden. Foram utilizadas a média, desvio padrão e
proporção. Resultados: Dos 20 idosos com UP, 14 (70%) eram do sexo feminino e
seis (30%) do masculino. A média de idade foi de 71,5 (±8) anos. Doze (60%)
idosos freqüentaram escola por 1 a 4 anos. No mini mental a pontuação média foi
de 19,7 (± 3,2). Quanto à renda, 12 (60%) idosos recebiam de 2 a 3 salários
mínimos. Dezessete (85%) idosos eram católicos. As doenças pré-existentes mais
freqüentes foram hipertensão arterial sistêmica, Diabetes mellitus e insuficiência
cardíaca congestiva. O principal diagnóstico da internação foi fratura do colo do
fêmur. O tempo médio de internação foi de 23,1 (±18,8) dias. Foram encontradas
26 UP nos 20 idosos, sendo a maioria do estágio II. A localização mais freqüente
das UP foi a região sacral. Na escala de Braden, 18 (90%) dos idosos
apresentavam fatores de risco para UP. Conclusões: O conhecimento do perfil dos
idosos hospitalizados e dos fatores de risco para UP são importantes como
medidas preventivas desta lesão. Referências: 01. Paranhos WY, Santos VLCG.
Avaliação de risco para úlceras de pressão por meio da escala de Braden, na
língua portuguesa. Rev Esc Enf USP. 1999;33:191-206. 02. Bertolucci PHF, Brucki
SMD, Campacci SR, Juliano Y. O mini exame do estado mental em uma população
geral. Arq Neuropsiquiatr.1994;52(1):1-7. 03. National Pressure Ulcer Advisory
Panel – Pressure ulcers. Incidence, Economic Risk Assessment, Consensus
Development Conference Statement. National Pressure Ulcer Advisory Panel.
39
Rockville. 1989;5-6.
VARIÁVEIS QUE PODEM INTERFERIR NA RESPOSTA DE INFORMANTES À
ESCALAS COGNITIVAS E FUNCIONAIS
Artur Henrique Alves; Marcio Erik Franco Ribeiro; Paulo Henrique Ferreira Brandão;
Taís Maria Biagioni; Walter Carlos Girardelli Baptista*;
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS;
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG.
Introdução e Objetivos – Informantes com distintas características podem gerar
resultados diferentes em suas avaliações sobre um mesmo indivíduo. Torna-se
relevante investigar possíveis variáveis que possam interferir em suas respostas. A
escolaridade baixa, o desconhecimento sobre a condição da velhice e a depressão,
ou, a presença de sintomas depressivos, podem enviesar resultados de escalas e
questionários. Métodos – Foram randomizados 1000 domicílios de uma
comunidade, que foram visitados para encontrar aqueles com moradores idosos
que possuíssem um informante jovem e um idoso. Os três indivíduos envolvidos
para cada domicílio responderam ao Miniexame do Estado Mental (MEM) e aos
dois idosos foi aplicada a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo (BBRG). A escala de
avaliação funcional de Pfeffer foi respondida pelo sujeito idoso, como autoavaliação, e por seus dois informantes. Os dois informantes responderam ao
“Informant Questionnaire of Cognitive Decline in the Elderly” (IQCODE) e foram
submetidos a uma avaliação de sintomas depressivos (Yesavage para os idosos e
Hamilton para os jovens) e de crenças sobre a velhice (Questionário Palmore).
Resultados – Após uma triagem cognitiva entre os informantes, restaram 68
domicílios que se encaixaram nos critérios de inclusão. Os dois grupos de
informantes apresentaram diferenças significantes entre si quanto à escolaridade,
maior entre os jovens, e sintomas depressivos, mais presentes entre os idosos.
Não diferiram quanto às crenças sobre a velhice. No grupo de informantes idosos
houve influência significativa de sintomas depressivos e crenças sobre a velhice no
julgamento funcional. O mesmo não ocorreu com a escolaridade. No julgamento
cognitivo não houve influência significativa de nenhuma das variáveis.
Conclusões: As variáveis “sintomas depressivos e crenças sobre a velhice”,
interferiram nas respostas dos informantes idosos à escala Pfeffer. Uma triagem
para depressão pode ser útil nestes informantes ao responderem questionários. O
nível de conhecimento sobre a velhice é baixo e a difusão de informações sobre
ela pode melhorar a confiabilidade das respostas. Referências – 01. Hamilton, M.
A Rating Scale for Depression. J. Neurol. Neuro- Susg. Psychiatry 1960; 23:56-62;
02. Palmore, E. Factson Aging: A short quis. The Gerontologist 1977; 17:315-320;
03. Yesavage, J.A, et al. Geriatric Scale for Depression. J. Psychiatry Res 1983,
17:37-49.
40
COMPARAÇÃO ENTRE O ELETROCARDIOGRAMA DE SUPERFÍCIE DE
SUÍNOS E DE HUMANOS DE IDADE CORRESPONDENTE
Edevaldo Kersul, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Osvaldo Theodoro da Paz*
e Rodrigo Costa Dias.
Disciplinas de Semiologia e de Cardiologia Faculdade de Medicina – UNIVÁS
Introdução e Objetivos – O porco doméstico (Sus scrofa domesticus) é um animal
dócil, de fácil criação, se reproduz facilmente, tem uma prole farta e aos três meses
já é pré-adolescente. Seu tórax é mais arredondado, vagamente semelhante ao
dos humanos. O eletrocardiograma (ECG) em porcos tem sido utilizado para
estudos eletrofisiológicos, porém nunca foi comparado ao ECG de Humanos. O
objetivo desta pesquisa foi comparar o ECG de porcos com o de humanos de idade
correspondente, para verificar a possibilidade de se constituir um modelo
experimental para estudo do ECG. Métodos – Foram estudados o ECG de 20
porcos da raça landrace, machos, com três meses e peso entre 12 e 20 Kg e 20
alunos masculinos do CIEM São João em Pouso Alegre, com idade entre 9 e 10
anos e peso de 21 a 40 Kg. Os responsáveis pelas crianças assinaram o
consentimento informado. O ECG foi realizado nas 12 derivações convencionais e
o traçado foi analisado por três examinadores e o resultado foi o consensual.
Análise estatística foi feita pelos testes t, Mann-Whitney e qui-quadrado (H1 ≠ H0 :
p≤0,05). Resultados – A freqüência cardíaca nos porcos foi maior (110 ± 23 x 84 ±
12; p=0,0002).O PRs, a amplitude da onda P, o seu eixo frontal e horizontal foram
semelhantes aos humanos e a duração foi menor (0,63 ± 0,30 x 0,79 ± 0,12;
p=0,02). A duração do complexo QRS foi semelhante mas o eixo frontal, sendo a
metade dos porcos com o eixo no 3º e no 4º quadrante (p=0,004). A amplitude do
QRS no plano frontal só foi semelhante nas ondas S de V1 e V2, sendo bem
menores as ondas R e S dos porcos em todas as outras derivações. O QT e o QTc
foi semelhantes nos porcos e humanos. Conclusões – A diferença de amplitude do
QRS na parede anterior e a sua orientação diferente do eixo no plano frontal
invalidam o porco como modelo experimental de sobrecargas ventriculares e
isquemia e necrose anteriores. Entretanto, a duração semelhante do PRs, do QRS
e do QT propiciam um bom modelo para estudo eletrofisiológico. Referências –
Takahara A, Sugiyama A, Hashimoto K. Characterization of the halothaneanesthetized guinea-pig heart as a model to detect the K+ channel blocker-induced
QT-interval prolongation.Biol Pharm Bull. 2006;29:827-9.
41
PRESSÃO ARTERIAL EM ALUNOS PRÉ E ADOLESCENTES DE ESCOLA
PARTICULAR E PÚBLICA EM ALFENAS MG
Liana Valadão Dias*; Lara Ferreira Nhola; Maria Augusta Freitas Canêdo; Mariana
Aparecida Vilela Seda e Carlos Henrique Vianna de Andrade.
Depto. de Cínica Médica – Faculdade. De Medicina UNIFENAS, Alfenas, MG, Brasil
Introdução e Objetivos – O estudo teve por objetivo avaliar a influência da classe
social na pressão arterial (PA) de jovens. Métodos - foram estudados o peso, a
estatura e a PA de 301 alunos da 5º a 8º séries, com idade entre 10 e 14 anos na
cidade de Alfenas MG, sendo 125 de uma escola particular (EP), com 58 masculinos
(11,4±1,3 anos) e 67 femininas (11,9±1,2 anos). Os outros 176 eram de uma escola
municipal (EM), com 99 masculinos (12,9±0,9 anos) e 77 femininas (12,3±1,5 anos).
O peso e a estatura foram medidos com balança antropométrica (Filizola) e a PA
com esfigmomanômetro aneróide. As diferenças foram estudadas pelo teste t para
médias independentes (H1 ≠ H0 : p≤0,05). Resultados - Comparando-se os alunos
do sexo masculino da EP com a EM, não houve diferença significante em relação à
estatura, o peso e a PA sistólica. A idade foi maior nos alunos da EPu (12,9±0,9 x
11,4±1,3 ; p=0,002) e a PA diastólica foi maior nos da EP (61,6±5,7 x 58,3±10,5 ;
p=0,0004). Quanto às alunas, não houve diferença em relação à idade, ao peso e a
PA sistólica. A estatura foi maior nas alunas da EM (1,55±0,10 x 1,50±0,08 ; p=0,03)
e a PA diastólica nas da EP (61,9±5,5 x 56,8±9,6; p=0,0002)). A PA diastólica foi
maior nos alunos da EP em ambos os sexos, mesmo sendo a média da idade maior
nos alunos masculinos da EP, o que possivemtente seja reflexo de maior
sedentarismo das classes mais abastadas, com acesso fácil a games e internet. A
estatura das alunas da EM foi maior, possivelmente resultado da puberdade precoce
no sexo feminino, resultado de condições sócio-econômicas insatisfatórias.
Conclusões - Concluiu-se que os alunos com melhor poder aquisitivo apresentam
valores da PA diastólica mais elevados, necessitando um melhor enfoque em
relação à atividade física e alimentação. Os da rede pública necessitam maior
ênfase em relação à motivação do estudo, dada a provável maior repetência pela
diferença de idade no sexo masculino. Referências - Cunningham M, Swanson DP,
Spencer MB, Dupree D - The association of physical maturation with family hassles
among African American adolescent males. Cultur Divers Ethnic Minor Psychol.
2003;9:276-88.
42
VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA SOBRE CONTEÚDOS DE
BIOÉTICA EM DISCENTES DA ÁREA DA SAÚDE.
Marcos Mesquita Filho; Aline Fonseca Leite Praça; Carmen Abigail de Freitas
Dantas*.
Instituição: Faculdade de Ciências de Medicina - UNIVÁS.
Rua Comendador José Garcia, 509 - Apto 103 - Centro - 37550-000 – P.Alegre-MG
Introdução e Objetivos: Discussões sobre dilemas bioéticos são cada vez mais
freqüentes em saúde pública. A formação de recursos humanos adequados às
necessidades populacionais não pode prescindir da assimilação destes conteúdos.
O objetivo deste trabalho foi validar instrumento de mensuração de aprendizado
em Bioética em estudantes de graduação em saúde. Métodos: Elaborou-se
questionário de questões fechadas tipo “certo”, “errado”, “não sei”. Foi feita
validação de face e de conteúdo por um grupo de cinco juízes. Aplicou-se pré-teste
em 38 alunos, verificando sua compreensão, adequação da classificação das
perguntas, consistência interna, precisão. Buscou-se validação de conteúdo,
critério e constructo. Resultados: O conjunto dos juízes chegou a consenso a
respeito do formato do instrumento a ser aplicado no pré-teste. Neste a média de
acertos às questões foi de 59,1% ±7,1% (IC 95%). A de erros foi de 27,3%± 6,3%
(IC 95%), e 13,5% ± 4,0% dos respondentes declararam desconhecer as
respostas. Considerando o conjunto de respostas incorretas e o desconhecimento
chegou-se a 40,8% (Erro Padrão - EP= 3,6%) de alunos que não conheciam as
respostas. Foi obtido um alto índice de correlação negativa de Spearman (-0,85 e
p< 0,001) entre as opções ”certo” e “errado”. Entre as respostas “certo” e “não sei”
a correlação foi de - 0,47 (p=0,001) . Entre “errado” e “não sei” foi de 0,081
(p=0,61). Foi encontrado um alfa de Cronbach de 0,91 denotando boa consistência
interna. A avaliação da adequabilidade das questões para mensuração dos
conteúdos de bioética foi de 85,1% (EP= 0,87%). Na discriminação por temas 13
questões obtiveram menos de 70% concordância, sendo necessária sua
reavaliação. Conclusões: O instrumento apresentou alta consistência interna e
boa validade de constructo, conteúdo e critério. Foi adequado para obter as
medidas que se propôs, apesar de necessitar de reformulação em algumas
questões. Mostrou que em média 40,8% dos discentes desconheciam conteúdos
da bioética, o que é um valor preocupante par os futuros profissionais do SUS.
Referências: 01.Guillemin F, Bombardier C, Beaton D.Cross- cultural adaptation of
health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines. J
Clin Epidemiol 1993;46:1417-1432.
43
ADENOCARCINOMA METASTÁTICO CUTÂNEO DE ORIGEM PULMAR
Andrezza Nadalini Hoffmann Schmitt, Juliana Mosso*, Paulo Eduardo Ribi
Oppermann, Paulo Henrique da Costa Borduchi, Sebastião Jupiaçara Guimarães
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
Av. Vicente Simões, 551/01 Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução - Metástases podem ser a primeira manifestação de adenocarcinoma. O
sítio primário é reconhecido somente em 15% a 20% dos pacientes em
investigações complementares. Metástases para a pele tem sido relatada em 0,2%
a 9% dos pacientes com câncer, sendo a mama o sítio primário mais comum na
mulher e os pulmões mais freqüentes nos homens. As autopsias identificam o foco
primário em 70% a 80% dos casos, sendo que os locais mais comuns são os
pulmões e o pâncreas. Outros sítios podem ser: estômago, cólon e fígado. Relato
do Caso – M.H.S.R., 45 anos, gênero feminino, tabagista (10 cigarros/dia).
Encaminhada por lesão ulcerada não cicatrizante após exérese de nódulo axilar,
com hipótese diagnóstica de cisto sebáceo. Ao exame físico notou-se adenomegalia
generalizada, lesões pustulosas em coxa direita e couro cabeludo. Internada para
biopsia da lesão em coxa direita, que teve como resultado adenocarcinoma.
Realizado exames para localização de foco primário da neoplasia. A USG
abdominal, a endoscopia digestiva alta, o USTV, a mamografia e a citologia oncótica
de colo uterino tiveram como resultado a ausência de neoplasias. No raio X de tórax
foi evidenciado área espiculada em base pulmonar direita; solicitada TC de tórax na
qual havia uma lesão sugestiva de neoplasia em lobo médio, sendo realizada
fibrobroncoscopia que mostrou lesão vegetante em lobo médio, porém a citologia e
a biopsia não evidenciaram neoplasia. Foi encaminhada ao Serviço de Oncologia,
devido as imagens sugestivas de neoplasia pulmonar, o qual indicou quimioterapia.
Discussão - A busca exaustiva, muitas vezes onerosa, pela neoplasia primária é
questionada na literatura, já que essa é raramente localizada e, na maioria das
vezes não muda a evolução da doença em curso. Em quase 90% dos pacientes o
diagnóstico é inconclusivo sendo realizada quimioterapia empírica. Apesar dos
avanços terapêuticos e da quimioterapia, o prognóstico é muito desfavorável, com
sobrevida média de 3 a 4 meses. Referências – 1. Spencer PS, Helm TN. Skin
metastases in cancer patients. Cutis 1987;39:119-21 2. Hammar SP. Metastatic
adenocarcinoma of unknown primary origin. Hum Pathol 1998;29:1393-402. 3.
Hainsworth JD, Greco FA. Treatment of patients with cancer of an unknown primary
site. N Engl J Med 1995;329:257-63
44
ICTIOSE LAMELAR CONGÊNITA:RELATO DE CASO
Erika Hitomi Suzuki ; Fernando Henrique De Faria ; Isabela Cabello Abouchedid* ;
Isabela Alustau Guimarães;
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução: A ictiose lamelar é uma doença autossômica recessiva com
manifestação prematura ao nascimento.Apresenta incidência de 1:300.000 que se
caracteriza por descamação generalizada e eritrodermia com acometimento
inclusive das superfícies flexurais. As escamas são espessas e escuras.Há intenso
ectrópio e não ocorre alteração do processo patológico ao longo do tempo.Relato
do Caso: O presente trabalho relata a história de FMS,feminino,26
anos,solteira,natural e residente em Pouso Alegre-MG, a qual, em sua primeira
consulta ao Ambulatório de dermatologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio,
queixa-se de alteração de pele desde o nascimento,fazendo uso de emolientes e
lubrificantes, mas não apresentando sucesso. Nega outras patologias associadas e
doenças genéticas.Relata ciclo menstrual normal e nega patologias
ginecológicas.Apresenta desenvolvimento físico normal.Sua mãe informa uso de
Benzatem e Despacilina durante a gestação, onde ocorreu febre e sangramento
sendo levada com urgência para o hospital.F.M.S nasceu de parto cesariana,
prematura com idade gestacional de 24 semanas,devido a eclâmpsia.Quando
recém-nato já se percebia o mau desenvolvimento dos seus membros inferiores e
superiores. A mãe relata que anteriormente teve um aborto onde o feto
apresentava as mesmas alterações dermatológicas de F.M.S, porém mais graves.
Ao fim da consulta fora solicitado exames laboratoriais.Após uma semana retornou
ao ambulatório com o resultado dos exames, os quais não apresentavam
alterações.Então, iniciou-se tratamento com acitretina 25 mg ao dia e uso de
emolientes e lubrificantes.Após um mês , retornou ao ambulatório com melhora
evidente dos sintomas e não queixou - se de efeitos colaterais , portanto, a conduta
foi mantida.Discussão:F.M.S é portadora de ictiose lamelar que é uma doença
congênita.Demonstrou melhora evidente após uso de acitretina 25mg ao dia e seu
controle é feito mensalmente.Está fazendo uso da medicação há 5 meses.A
paciente ainda está sob tratamento.Referências:1.SAMPAIO,S.A.P.;CASTRO,R.M.
& RIVITTI,E.A. Dermatologia Básica.2ª ed.São Paulo,Artes Médicas,1981
45
UTILIZANDO A TÉCNICA DE GRUPO FOCAL PARA VALIDAÇÃO DE
INSTRUMENTO DE PESQUISA EM BIOÉTICA.
Aline Fonseca Leite Praça*; Carmen Abigail de Freitas Dantas; Marcos Mesquita
Filho.
Faculdade de Ciências Médicas Dr. Jose Antônio Garcia Coutinho - UNIVÁS.
Av. Comendador José Garcia, n 955,apt 202, Centro, 37550-000-Pouso Alegre/MG
Introdução e Objetivos - O grupo focal é uma técnica de pesquisa qualitativa e
não-diretiva na qual o pesquisador reúne, num mesmo local e durante certo
período de tempo, uma determinada quantidade de pessoas que fazem parte do
público alvo de suas investigações. Este trabalho teve como objetivo coletar, a
partir de diálogo e debate, informações acerca da coerência e da consistência das
questões do instrumento de pesquisa em Bioética, como finalização do processo
de validação. Métodos - A equipe foi composta pelas pesquisadoras, que atuaram
com relatoras, pelo orientador, o qual exerceu papel de mediador, e cinco
participantes. Foi elaborado um roteiro de debate a partir dos objetivos da pesquisa
e através de questões-chave que favoreciam o levantamento das informações para
elucidação dos objetivos propostos. O debate foi registrado através de anotações e
gravação. Resultados - Dentre as 42 questões, 11 foram reavaliadas e 2 foram
anuladas e retiradas do questionário. Conclusões - O clima descontraído das
discussões, a confiança dos participantes em expressar suas opiniões, a
participação ativa e a obtenção de informações que não ficam limitadas a uma
prévia concepção dos pesquisadores tornaram a realização do grupo focal de
suma importância para obtenção de um instrumento de pesquisa consistente e
adequado à sua finalidade. Referências – 01. Guilhermin F, Bombardier C, Beaton
D. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature
review and proposed guidelines. J Clin Epidemiol 1993;46:1417-1432.
46
LESÃO DO NERVO RADIAL COMO COMPLICAÇÃO POTENCIAL NA
OSTEOSSÍNTESE DO ÚMERO
José Elísio Ubarana Neto; Ana Paula Heinzl; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do
Amaral*; André Couto Godinho*
Clínica de Ortopedia e Traumatologia Ubarana LTDA –Taubaté - SP
Av. Granadeiro Guimarães, 99 - Centro – 12020-130 –Taubaté -SP
Introdução: O nervo radial origina-se no ramo terminal do fascículo posterior,
recebendo fibras de C5-C8 e T1. Desce posterior à artéria axilar; entra no sulco do
nervo radial com a artéria braquial profunda para passar entre as cabeças longa e
medial do M. tríceps braquial1. A manifestação clínica primária de sua lesão é a mão
caída e a perda da sensibilidade dos dedos. Na maioria dos casos, cuja ocorrência
está associada a fratura diafisária do úmero, a lesão é do tipo neuropraxia ou
axonotmese2. Relato do Caso: M.N.M, 58 anos, sexo feminino, viúva, natural e
residente em Pindamonhangaba–SP. Paciente foi atendida no pronto socorro de
Paraisópolis–MG, no dia 24/07/06, por queda de animal fraturando o terço médio do
úmero direito. Fratura segmentar. Após cinco dias foi realizada osteossíntese com
placas e parafusos. Posteriormente queixou-se de perda da sensibilidade do polegar
direito e impossibilidade de extensão do punho direito. Refere a mesma que antes da
cirurgia os movimentos do punho e dedos estavam normais. Ao exame físico: Tinel
positivo no terço médio do braço direito; punho caído; polegar direito aduzido e sem
extensão; hipoestesia na área do sensitivo radial; musculatura intrínseca da mão
preservada; sensibilidade nas áreas do cubital e mediano preservadas. Discussão:
as fraturas do úmero devem ser eletivamente tratadas de maneira conservadora
(96%). A estabilização deve ser feita com tala de Sarmiento (resolução em 95% dos
casos)3. A tentativa de se realizar a osteossíntese cirurgicamente pode levar a lesão
do nervo radial. No caso de lesão neurológica o diagnóstico é clínico. O exame
utilizado é a eletroneuromiografia. Após seis a oito semanas o surgimento de
potenciais de reinervação pode diferenciar axonotmese de neurotmese.
Referências: 01. Moore KL; Dalley AF; Anatomia orientada para clínica. 4th ed.
Guanabara Koogan; 2001. p 591- 652; 02. Hebert S; Xavier R; Pardini AG; Barros
TEP. Ortopedia e Traumatologia: princípios e prática. 3th ed. Artmed; 2003. p 10231035. 03. Fratura diafisária do úmero: Sarmiento simplificado. 1999. Avaible URL:
www.rbo.org.br.
47
GESTAÇÃO GEMELAR: DISCORDÂNCIA DE PESO AO NASCIMENTO X
CORIONICIDADE
Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves
Cabrera; Cristina Kallás Hueb*
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas - UNIVAS
Endereço: Rua Raquel de Paula Ribeiro, 007 – Medicina – Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: A gemelaridade é condição sujeita a maior risco de
morbidade perinatal em relação às gestações com feto único1. Os principais
determinantes da alta morbimortalidade são a elevada freqüência de
prematuridade e o baixo peso ao nascer¹. Os gêmeos monozigóticos ainda correm
o risco adicional da síndrome de transfusão feto-fetal². O objetivo foi descrever a
freqüência com que ocorre a discordância de peso ao nascimento entre recémnascidos vivos de gestações gemelares e investigar a relação desta discrepância
com a corionicidade. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os partos de
gestações gemelares ocorridos no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio” de
Abrilde 2003 à 30 maio de 2006. Foram incluídos na análise os partos de gestação
gemelar em que ambos os fetos nasceram vivos e com idade superior a 20
semanas. Foi considerada discordância de peso ao nascimento quando a
diferença de peso entre os dois fetos foi superior a 20%. Resultados: Foram
identificadas 50 gestações que preenchiam os critérios acima mencionados.
Dentre estas, 30 (60%) eram dicoriônicas e 20 (40%) monocoriônicas. Houve
discordância de peso ao nascimento em 12 (24%) casos, 7 casos entre as
gestações gemelares dicoriônicas o que correspondeu a 23% destas e 5 casos
entre as gestações gemelares monocoriônicas o que correspondeu a 25% das
mesmas. Nas gestações gemelares dicoriônicas as discordâncias de peso ao
nascimento situaram-se entre 20 e 30%.
Nas gestações gemelares
monocoriônicas foram observadas discordâncias de peso ao nascimento que
variaram de 40 a 60%. Conclusões: Em nosso estudo, apesar de não haver
diferença entre a corionicidade e a freqüência de discordância de peso ao
nascimento, a diferença porcentual de peso entre os recém-nascidos foi maior nas
gestações monocoriônicas. Referências: 01. Paludetto R. Neonatal complications
specific to twin births. J Perinat Méd 1991; 19 Suppl 1: 246-51; 02. Scheller JM,
Nelson KB. Twinning and neurologic morbidity. Am J Dis Child 1992; 146:1110-3.
48
GEMELARIDADE E RESULTADOS PERINATAIS
Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves
Cabrera; Cristina Kallás Hueb*
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas – UNIVAS
Endereço: Rua Raquel de Paula Ribeiro, 007 – Medicina – Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: As gestações múltiplas representam 2% dos nascidos
vivos¹. Quando comparadas com gestação única, apresentam risco cinco vezes
maior de morte perinatal e risco quatro vezes maior de recém nascidos pequenos
para idade gestacional¹. O fator que mais contribui para a alta morbidade e
mortalidade perinatal na gestação múltipla é a prematuridade, com ocorrência de
9,7% nas gestações únicas e em 48% nas múltiplas². A redução da taxa de
nascimentos pré-termo em gêmeos é uma das principais metas dos obstetras e de
outros profissionais da saúde.O objetivo foi descrever a ocorrência do óbito fetal, a
prematuridade e o baixo peso entre recém-nascidos de gestações
gemelares.Métodos: Levantamento retrospectivo de todos os partos gemelares
ocorridos no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio” no período compreendido entre
Abril/2003 e Maio/2006. Foram incluídos na análise os partos de gestação gemelar
com idade gestacional superior a 20 semanas. Foi considerado baixo peso ao
nascimento, todo concepto com peso menor que 2500g. Resultados: No período
estudado ocorreram 54 partos de gestação gemelar sendo 87% prematuros e 7
partos à termo (13%). Em 36 (66%) gestações gemelares houve o início
espontâneo do trabalho de parto prematuro, o que resultou no nascimento de 72
prematuros. Entre os recém-nascidos prematuros 66 (91,9%) apresentaram peso
ao nascer inferior a 2500g. Entre os 14 recém-nascidos á termo 6 pesaram menos
de 2500g.
Ocorreram 8 (7,4%) mortes fetais intra-uterinas.Conclusões: A
incidência de prematuridade entre as gestações gemelares assistidas no Hospital
das Clínicas “Samuel Libânio” é superior à encontrada na literatura. Estudos
posteriores são necessários para identificar os agentes causais. Referências: 01.
Paludetto R. Neonatal complications specific to twin births. J Perinat Méd 1991; 19
Suppl 1: 246-51; 02. Scheller JM, Nelson KB. Twinning and neurologic morbidity.
Am J Dis Child 1992; 146:1110-3
49
CORPO ESTRANHO DE LARINGE
Jefferson Dall’Orto Muniz; Maruska d’Aparecida Santos; Tiago Parazzi; Franciane
Campos Lourenço; Fernanda Tavares Masano*.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS
Introdução – A ingestão acidental de corpo estranho constitui um problema comum
nas unidades de emergência e prontos atendimentos. Um corpo estranho
supostamente deglutido tende a ser expelido através do reflexo da tosse ou até
mesmo aspirado às vias aéreas inferiores; embora raro, este pode impactar e fixarse na laringe, mantendo-se clinicamente silencioso, dificultando o pronto diagnóstico
e aumentando o risco de morbidade. Relato do Caso – No presente caso, D.R., 42
anos, masculino, deu entrada no PS do HCSL às 17h30min do dia 17/09/05, com
queixa de tosse com expectoração purulenta, dispnéia, odnofagia, febre, rouquidão
e cefaléia frontal com evolução de 4 dias. Na anamnese relatou engasgamento com
osso de galinha há um mês. À laringoscopia indireta observou-se apenas acentuada
hiperemia na epiglote, não sendo visualizada pregas vocais. Realizado então
nasolaringofibroscopia, sendo visualizado corpo estranho (osso de galinha),
localizado na região glótica. Paciente submetido à anestesia geral, sendo retirado
corpo estranho sob visualização direta da laringe. Discussão – A impactação de
corpo estranho na região glótica é um evento raro, não tendo sido encontrado
nenhum caso semelhante em nossa pesquisa bibliográfica. A gravidade dos casos
de aspiração de corpos estranhos está relacionada à localização, natureza e
dimensões destes, assim como a presença ou não de complicações infecciosas,
obstrutivas e inflamatórias. A ausência de tratamento precoce, por sua vez, pode ser
fatal em alguns casos, sobretudo quando envolve órgãos como a laringe.
Referências – Travassos Jr. R. R. e col. – Aspiração de corpo estranho em adultos.
Rev Hosp.Clin.Med.S.Paulo 46(4)193-195,1991; Fernando P.G. Sobrinho e col. –
Corpo estranho na nasofaringe: a propósito de um caso. Revista Bras
Otorrinolaringol. Vol 70, n1, 120-3, 2004.
50
METÁSTASE ATÍPICA DE ADENOCARCINOMA DE RETO
Virgínio Cândido Tosta de Souza; Maria Cecília Ferraz de Arruda Sarti; Carine
Carvalho Vaz de Lima; Aline Fonseca Praça; Francini Ferreira Machado*.
Serviço de Coloproctologia do HCSL – UNIVÁS – Pouso Alegre - MG
Rua Bom Jesus, 780/03- Centro- 37550-000- Pouso Alegre- MG.
Introdução - As metástases cutâneas são observadas em 0,7-9% das neoplasias
sendo estas de origem colorretal em 5%dos casos. Ocorrem frequentemente nos 2
primeiros anos após ressecção da doença primária, sendo raramente a primeira
manifestação da doença. Dentre as regiões citadas na literatura encontram-se pênis,
parede abdominal, couro cabeludo e outros, não havendo relação clara entre o meio
de disseminação e local primário da doença com tais metástases1. Relato do Caso
- Paciente submetido a amputação abdomino perineal de reto distal por
adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Apresenta hematoquezia há 11
meses, com piora do sintoma A3 associado a fezes em fita e emagrecimento. O
exame anatomopatológico confirma estadiamento clínico T2, N0 e M0. Permanece
em acompanhamento ambulatorial trimestral com dosagem de CEA pré-operatório
de 4,2 e pós-operatório imediato de 2,1. Dois anos após, evolui com
linfadenomegalia inguinal à direita, cuja biópsia excisional demonstra ser
adenocarcinoma metastático. Nessa ocasião, CEA de 3,5 , colonoscopia normal,
ultrassom normal, raio-X normal, iniciada quimioterapia após resultado de
tomografia de pelve. Após 8 meses, apresenta novos linfonodos inguinais com
progressão da lesão para escroto e coxas com aspecto zosterforme. Mantém-se em
quimio e radioterapia. Discussão-A incidência das metástases cutâneas não é
conhecida, sendo estimada entre 0,7%-10,4%. Deve-se na maioria das vezes a
neoplasias de mama, pulmão e melanoma sendo o cólon responsável por 0.05%4.4% destas. Apresentam-se de forma variada; nódulos, eczemas ou úlceras;
podendo acometer qualquer região de cútis (pênis - couro cabeludo - pé), não
existindo consenso quanto a via de disseminação. Segunda lesão zosterforme
descrita, ambas em sexo masculino com adenocarcinoma de reto, Ductes B em
região inguinal até coxa. Referências-01. Souza VCT; Miranda EM; Amorim CR;
Tiburio NB; Sarti MCFA; Paulo TS. Metástase Cutânea de Adenocarcinoma de Cólon.
Rev. Bras. de Coloproct. Set. 2006- vol. 26.
51
ENDOMETRIOSE INTESTINAL
Elísio Meireles de Miranda; Carlos Roberto Amorin; Nícolas Biagione Tiburzio;
Thiago Silva de Paula ; Roberta Lilian Ferreira Pereira*.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador Jose Garcia 75822 – Centro – 37550-000 - Pouso Alegre/MG
Introdução Endometriose intestinal foi relata pela primeira vez por Robert Meyer,
em 1909, no cólon sigmóide de forma estenosante. Sua ocorrência em ceco e
apêndice cecal é rara, menos de 1-2% dos casos de endometriose. Pode ser
explicada pelas teorias da implantação e da metaplasia celômica.O caso em tela
relata um quadro de endometriose em ceco e sigmóide concomitante.Relato do
Caso Paciente, 35 anos, sexo feminino, há seis anos com dor abdominal tipo
cólica, sem alterações do hábito intestinal ou hematoquezia. História familiar
positiva para neoplasia do intestino e de mama. Ao exame evidência de massa de
pequena dimensão em fossa ilíaca direita. Colonoscopia evidenciando
irregularidade em válvula ileocecal e USG abdominal com massa intraperitonial em
flanco direito e fossa ilíaca esquerda. Foram aventadas as hipóteses diagnósticas
de adenocarcinoma de cólon (CEA: 1,0), GIST e tumor carcinóide (Ácido 5hidroxindolacético: normal). Submetida a laparotomia exploradora onde foi
evidenciada lesão de aspecto tumoral em transição ileocecal, comprometendo o
apêndice cecal e lesão em cólon sigmóide. Útero de aspecto miomatoso e
pigmentação ocre. Realizada hemicolectomia à direita e sigmoidectomia. Anátomopatológico: Endometriose externa em intestino grosso e delgado. Não foram
evidenciados sinais de malignidade no material examinado. Discussão A
endometriose intestinal é uma patologia benigna que acomete indivíduos jovens e
deve ser lembrada como diagnóstico diferencial das massas abdominais.
Referências 1)Vacras M, Kostopanagiotou F, Katis K, Farantod C, AngelidouManika Z, Antoniou S Endometriosis causing extensive intestinal obstruction
simulating carcinoma of sigmoid colon a case report and review of the literarure.
Eus J Gynaecol Oncol; 2002. 23353-7; 2)Yantiss RK, Clements PB, Young RH.
Neoplastic and Pre-neoplastic changes in gastrointestinal endometriosis. Am J Surg
Pathol; 2000. 24 513-524. 3)La Greca G., Catanuto G, Pontillo T, Sichel I, DiCarlo
I, Russelo D, Latteri F. A clinical case and a review of the literarture. G Chir; 2000.
Jan-Feb 2112-6.
52
TRATAMENTO CIRÚRGICO DA ENFERMIDADE DE HAGLUND: PROEMINÊNCIA
DA TUBEROSIDADE PÓSTERO - SUPERIOR DO CALCÂNEO: TÉCNICA DE
DuVries MODIFICADA (OSTEOTOMIA OBLIQUA E TRANSFERÊNCIA DO TFC)
Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa
Hospital de Acidentados - Serviço de Cirurgia do Pé
Av. Paranaíba, 652 – Centro – 74020-010 – Goiânia – GO
Introdução e Objetivos – A enfermidade de Haglund é o aumento de volume da
tuberosidade póstero superior do calcâneo e calcificação na inserção do tendão
calcâneo (TC) provocados pela ação mecânica da eminência póstero superior do
calcâneo contra a bursa retro-calcaneana e o próprio tendão calcâneo, além do
atrito com a parte posterior do calçado. O diagnóstico clínico é dado pela inspeção.
A radiografia mostra aumento de volume ósseo e calcificação na inserção do tendão
calcâneo. A clínica do paciente é caracterizada pelo aumento de volume, dor viva e
incapacidade física. O tratamento conservador é indicado inicialmente: utilizar
sapatos macios para diminuir o atrito na região posterior, aumentar a altura do salto
do calçado, alongamento do tendão calcâneo, contraste térmico e AINES. O
tratamento cirúrgico nos primeiros casos foi feito apenas através da ressecção
oblíqua da tuberosidade póstero superior do calcâneo com desinserção parcial do
tendão calcâneo (DuVries). Alguns casos retornaram com ruptura do tendão
calcâneo portanto foi adicionado à técnica de DuVries a transferência do tendão
fibular curto (TFC) para reforçar a reinserção do tendão calcâneo, sendo feita de
rotina a partir de então. Métodos – No período de 10 anos, de janeiro de 1996 a
janeiro de 2006, foram operados 88 pacientes. Resultados – Dos 88 pacientes, 32
tinham acometimento unilateral e 31 bilateral totalizando 94 pés. 26 pacientes do
sexo masculino e 62 do sexo feminino. A menor idade foi de 22 e a maior de 71
anos. Conclusões – A enfermidade de Haglund provoca dor e incapacidade física.O
tratamento conservador na fase inicial pode dar bom resultado. A ressecção oblíqua
da tuberosidade póstero superior do calcâneo elimina a dor. A transferência do
tendão fibular curto reforça a reinserção do tendão calcâneo e deve sempre ser
feita, diminuindo o risco de ruptura com bom resultado anatômico funcional.
Referências – 01- Napoli, M.M.M., Pecora, J.R: Estudo radiológico do ângulo
tuberositário póstero-superior do calcâneo. Ver Brás Ortop 20:84-88,1985; 02 –
Pauker, M., Katz & Yosipovitch, Z.: Calcaneal osteotomy for Haglund disease. J Foot
Ankle Surg 31:588-589, 1992
53
TRATAMENTO CIRÚRGICO DO HÁLUX VALGO ATRAVÉS DA OSTEOTOMIA
PROXIMAL E ADIÇÃO DE CUNHA
Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa
Hospital de Acidentados - Serviço de Cirurgia do Pé
Av. Paranaíba, 652 – Centro – 74020-010 – Goiânia – GO
Introdução e Objetivos – O Hálux Valgo, conhecido popularmente como joanete, é
uma patologia em que há um desequilíbrio entre a musculatura abdutora e adutora
do hálux. A porção transversa do músculo adutor prevalece tracionando o 1º dedo
em valgo, luxando lateralmente os sesamóides, pronando o hálux, acarretando
deformidade do antepé, dor, má convivência com os calçados e aspecto estético
desagradável. Pé egípcio, 1º metatarso curto/varo, articulação metatarsocuneiforme convexa/inclinada e flacidez predispõem o desvio. O uso de calçados
inadequados de salto alto e bico fino são fatores contribuintes. O diagnóstico se faz
pela inspeção, história clínica/familiar e pelo exame físico estático/dinâmico
observando a mobilidade articular. A radiografia demonstra alteração dos ângulos
intermetatarsiano e metatarsofalângico (normal de 9 e 18 graus respectivamente). O
tratamento conservador deve ser oferecido inicialmente com uso de sandálias de
plataforma rígida, palmilhas com almofadas retrocaptais associadas à fisioterapia
antiálgica e alongamento muscular. Dor e incapacidade física indicam o tratamento
cirúrgico e não o fator estético. A técnica cirúrgica consiste na osteotomia da base
com adição de cunha para realinhamento intermetatarsiano e reposicionamento dos
sesamóides. Métodos – No período de 10 anos, de janeiro de 1996 a janeiro de
2006, foram operados 234 pacientes. Resultados – Dos 234 pacientes, 153 tinham
acometimento unilateral e 81 bilateral totalizando 315 pés. 31 pacientes do sexo
masculino e 203 feminino. A menor idade foi de 18 e a maior de 80 anos.
Conclusões – O hálux valgo é uma patologia complexa, que provoca dor e
incapacidade além do envolvimento estético. A osteotomia proximal com adição de
cunha é eficiente, de fácil execução, via de acesso única, e corrige o desvio do 1º
meta sem risco de necrose vascular. Ocorreu consolidação em todos os casos com
bom resultado estético-funcional. Referências – 01- Hebert, Sizinio e cols.:
Ortopedia e traumatologia; Princípios e Pratica.: de Carvalho, A. Egydio.: Hálux
Valgo. 590-608, Cap.23.3; 02- A. Villadot, Patologia del antepe.: Malformaciones del
dedo gordo, 191-223, Cap.11.
54
UTILIZAÇÃO DA CIRURGIA DE HUNTINGTON MODIFICADA NA PERDA DE
FRAGMENTO ÓSSEO DA TÍBIA
Mário Sérgio Viana Xavier; Ana Paula Heinzl*; André Couto Godinho*; André
Oliveira Fonseca; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do Amaral
Hospital das Clínicas Samuel Libâneo (HCSL)- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/22 – Centro – 37550-000–Pouso Alegre – MG
Introdução: As fraturas segmentares da Tíbia atualmente são tratadas com
técnicas microcirúrgicas de enxerto ósseo. Entretanto, existem técnicas já
consagradas que não necessitam de microcirurgia e ainda tem o seu espaço
dependendo das condições do local onde ocorreu o atendimento. O objetivo é
alertar para o uso de técnicas que podem ser utilizadas em um serviço de urgência
que não dispõe de profissional treinado em microcirurgia. Relato do Caso: H.I.M,
de 14 anos, sexo masculino. 09/12/2005: internação devido á acidente de
motocicleta apresentando fratura fechada do terço proximal do Fêmur direito e
fratura exposta da Tíbia direita grau IIIB (Gustilo), cominutiva com perda de
fragmento ósseo da tíbia de 10 cm. Foi feito tratamento cirúrgico, montagem de
fixador uniplanar e transposição do fragmento distal da Fíbula para o fragmento
distal da Tíbia. A ferida foi deixada aberta. 21/12/2005: retalho muscular com flexor
longo do Hálux. 04/01/2006: enxerto de pele. 01/02/2006: transposição da
extremidade proximal da Fíbula para o fragmento proximal da Tíbia. 26/07/2006:
retirada do fixador externo. Discussão: técnica utilizada: Huntington modificada1.
Kassab e cols. avaliaram a técnica de Huntington em um estudo retrospectivo e
concluíram sua importância terapêutica1. Catagni e cols. descreveram a utilização
da Fíbula associada ao aparelho Ilizarov para reconstrução da Tíbia obtendo
excelentes resultados2. Morsi avaliou a utilização de transferência da Fíbula
contralateral não vascularizada e obteve sucesso. Concluiu que o procedimento foi
bem sucedido e simples quando comparado com técnicas microvasculares e de
Ilizarov3. Referências: 01. Kassab M; Samaha C; Saillant G; Ipsilateral fibular
transposition in tibial nonunion using Huntington procedure: a 12 year follow-up
study; 2003. 02. Catagni MA; Tejan J; Felici JVN; Bonjiovani JC; Tratamento da
perda óssea da Tíbia usando a Fíbula e o aparelho Ilizarov; 1997. 03. Morsi E;
Tibial reconstruction using a non-vascularised fibular transfer; 2002.
55
CARACTERIZAÇÃO DAS CESARIANAS OCORRIDAS NO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO SAMUEL LIBÂNIO
Lucas Faria Abrahão Machado; Cristina Kallás Hueb*
Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS
Rua Comendador José Garcia 758/22, Centro, .37550-000 - Pouso Alegre, MG
Introdução e Objetivos: O parto cesáreo aumenta a morbimortalidade materna,
quando comparado ao parto normal, sem benefícios adicionais ao feto1. A cesárea,
quando indicada, predispõe a diversas complicações obstétricas: infecção,
hemorragia;clínicas: fenômenos tromboembólicos; cirúrgicas: lesões iatrogênicas
além de elevar o custo hospitalar 2. O objetivo foi identificar as principais causas de
cesárea e caracterizar as gestantes mais susceptíveis ao parto cirúrgico. Métodos:
Estudo retrospectivo e descritivo do prontuário das pacientes que tiveram parto
cesáreo no Hospital “Samuel Libânio” de Março a Maio de 2006. Foram avaliadas
as variáveis: idade materna e gestacional, paridade, patologias associadas,
indicação das cesáreas e score de Apgar dos 1° e 5° minutos do RN. Resultados:
Houve 159 cesáreas, sendo 70 em primíparas e 89 em multíparas. Entre as
multíparas, 82% (73) tinham pelo menos uma cesárea anterior. A idade materna
variou de 13 a 44 anos (± 26,8 anos). A idade gestacional variou de 25 a 42
semanas e dois dias (± 40 semanas). Patologias associadas estavam presentes
em 83% (132) das gestantes sendo as mais freqüentes: pós-datismo 46,2% (61),
pré-eclâmpsia 18,2% (24), ruptura prematura das membranas 7,5% (10), HAS
6,8% (9), oligoâmnio 5,3% (7) e outras causas 15,9% (21).As indicações de
cesárea foram: iteratividade 18,8% (30), sofrimento fetal 16,9% (27), falha de
indução 10,7% (17), desproporção céfalo-pélvica 10,7% (17), distócia funcional
10,7% (17), pré-eclâmpsia 8,1% (13), apresentação anômala fetal 7,5% (12) e
outras causas 16,3% (26). Conclusões: A operação cesariana foi indicada
naqueles casos onde há comprometimento materno ou fetal. Observou-se que pósdatismo e pré-eclâmpsia são fatores de risco. Referências:1.Bélizan JM, Althabe F,
Barros FC, Alexander S. Rates and implications of caesarean sections in Latin
America: ecological study. BMJ 1999;319:1397-402. 2. Loverro G, Greco P,
Vimercati A, Nicolardi V, Varcaccio-Garofalo G, Salvaggi L. Maternal complications
associated with cesarean section. J Perinat Méd 2001; 29:322-6.
56
ANEURISMA DE VENTRÍCULO ESQUERDO
Kalil Yunes Nadur, Fernanda Patini Furlan, Letícia Lopes de Souza, Manuela
Ricciardi Silveira
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução - O aneurisma ventricular esquerdo geralmente ocorre em uma área
discreta, discinética, da parede ventricular esquerda com um colo apagado.
Provavelmente se desenvolvem em menos de 5% de todos os pacientes com
IAMCSST(infarto agudo do miocardio com supra de st), e mais frequentemente em
pacientes com infartos transmurais (especialmente anteriores). Relato do Caso Descreveremos o caso de um paciente em que não foi dado o diagnóstico de
infarto agudo do miocárdio,evoluindo com IAM extenso e ICC. B.A., paciente de
67a, aposentado, portador de HAS não tratada, estava evoluindo bem até que em
18/01/2006 apresentou forte dor epigástrica em aperto acompanhada de náuseas e
vômitos, sudorese intensa, sem irradiação, com duração de 40min., procurou
atendimento,não tratado, 1 mês após o quadro estava em ICC TFIII, em uso de
nifedipina. Apresentou novo episódio de forte dor epigástrica seguida de síncope,
sendo internado no HCSL, feito o diagnóstico de aneurisma de ventrículo esquerdo
através de ECG. .Após diagnóstico paciente encaminhado para INCOR para
cirurgia de aneurismectomia ventricular esquerda. Discussão - A taxa de
mortalidade em pacientes com aneurisma do ventrículo esquerdo é 6 vezes maior
do que nos pacientes sem aneurismas,mesmo comparadas com aquela dos
pacientes com frações
de ejeção ventriculares esquerda comparáveis. As
complicações mais freqüentes são a insuficiência cardíaca, arritmia e dor. O
diagnóstico precoce é importante afim de se evitar que uma ICC evolua com IAM,
seguido de aneurisma de ventrículo. Referências -01.Sousa,Amanda Guerra de
Moraes Rego; Mansur, Alfredo José.Cardiologia-SOCESP, 2th ed. Atheneu; 1996;
02. Timerman, Ari; Cezar, Luis Antônio Machado. Manual de Cardiologia_SOCESP
, Atheneu; 2000; 03. Hurst, J.Willis.MD.O coração, 6th ed.Guanabara Koogan;
1990.
57
NÓDULO DA “IRMÃ MARIA JOSÉ”
Juliana Rabello Bressane*, Juliana Mosso, Lyliana Coutinho Resende Barbosa,
Paulo Henrique da Costa Borduchi, Renata Ferreira Bites
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVAS
R: Olegário Maciel, 594/102 Jd Primavera- 37.550-000-Pouso Alegre – MG
Introdução: O nódulo “Irmã Maria José” é um tumor metastático que acomete a
cicatriz umbilical, podendo ser o primeiro e único sinal de neoplasia maligna. A
metástase cutânea deve ser diferenciada de hérnia umbilical e frequentemente está
associada com rápida progressão da doença neoplasica. Relato do Caso: MDJD,
gênero feminino, 76 anos, leucoderma, veio encaminhada ao serviço de Ginecologia
do HCSL para avaliação de nódulo umbilical juntamente com sangramento vermelho
vivo com coágulos proveniente do intróito vaginal há 20 dias, associada a dor
abdominal mal caracterizada. Foi internada para investigação diagnóstica. Ao
exame especular apresentava lesão vegetante em colo uterino, friável, com sangue
vermelho vivo, indolor e que se exteriorizava pelo canal. No abdome havia presença
de lesão umbilical endurecida, bocelada, indolor, superficial com aproximadamente
7 cm de diâmetro e linfomegalia inguinal bilateral. No mesmo dia realizou-se USTV
que constatou comprometimento difuso do endométrio de natureza à esclarecer e
biópsia do colo uterino que evidenciou adenocarcinoma de moderado a pouco
diferenciado. Diante do diagnóstico de carcinoma de endométrio com metástase
umbilical indicou-se laparotomia. No ato cirúrgico evidenciou-se carcinomatose
peritoneal com múltiplas aderências. Realizada exérese do nódulo umbilical,
histerectomia ampliada, biópsia de omento e coleta do líquido ascítico para análise.
O anátomo patológico relatou adenocarcinoma de endométrio que comprometia
ovários, tubas, omento e pele. Discussão: O nódulo da “Irmã Maria José”, deve ser
criteriosamente avaliado e diferenciado de qualquer lesão umbilical, pois é um
achado raro ao exame físico e considerado indicador de neoplasia intra-abdominal
avançada. Referências: 1. Fogaça HS, Chagas VLA, Tolentino YFM, Ribeiro VCM,
Ximenes LLL.Nódulo umbilical metástatico: um sinal de alerta pra tumoração
maligna untra-abdominal. Rer. Brás. Ginecol.vol. 25 nº 6 RJ, july 2003. 2. Shetty MR.
Metastatic tumors of the umbilicus: a review 1830-1989. J. Surg Oncol 1990; 45:2125. 3. Giner Galvan V. Sister Mary Joseph´s nodule: its clinical significance and
management. An Med Interna 1999; 16:365-70.
58
TUMOR DE CÉLULAS DE LEYDIG
Juliana Mosso*, Juliana Rabello Bressane, Jussara Vono Toniollo, Lyliana Coutinho
Resende Barbosa, Paulo Henrique da Costa Borduchi
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÀS
Av. Vicente Simões, 551/01 Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução: O tumor de células de Leydig é um tumor raro, benigno, mais
freqüentemente encontrado em
mulheres pós-memopausas. Clinicamente
manifesta-se com sinais e sintomas de hiperandrogenismo, tais como, hirsutismo,
acne, alopécia e alteração da voz. Freqüentemente é acompanhado por acentuada
resistência à insulina e outros componentes da síndrome metabólica incluindo
hipertensão, obesidade, diminuição do HDL colesterol e hipertrigliceridemia Relato
do Caso: N.G.T., 56 anos, gênero feminino, pós-menopausada. Encaminhada pelo
ambulatório de endocrinologia ao serviço de ginecologia para investigação de
tumor virilizante de ovário. Queixava-se de hirsutismo há 2 anos, trazia exames
laboratoriais com dosagem de testosterona e CEA elevados; US com adrenais
normais, volume uterino aumentado e formação sólida sugestivo de mioma
subseroso em fundo uterino, ovário direito não visualizado e ovário esquerdo
aumentado, espessamento de endométrio discreto. Ao exame ginecológico
apresentava hipertrofia clitoriana, sem outras alterações. A histeroscopia não
revelou anormalidades, realizada biopsia de endométrio, que constatou pólipo
endometrial. Foi submetida a histerectomia abdominal subtotal e ooforectomia
bilateral, colhido lavado peritoneal, material enviado ao anatomopatológico.
Constatou-se leiomioma uterino, endométrio atrófico, ovário direito escleroatrofico,
ovário esquerdo mostrando neoplasia compatível com tumor de células esteróides,
com áreas focais evidenciando atipias nucleares leves. O tumor de células de
Leydig foi concluído pela imunohistoquimica. Após a ressecção do tumor de Leydig,
os níveis séricos de testosterona retornaram ao padrão fisiológico e houve uma
melhora dos sinais e sintomas clínicos de virilização, com redução acentuada do
hirsutismo. Discussão: A hipótese diagnóstica de tumor de Leydig deve ser
aventada nos casos de hiperandrogenismo com avaliação adrenal normal.
Referências: 01. Takeuchi S, Ishihara N, Ohbayashi C, Itoh H, Maruo T. Stromal
Leydig cell tumour of the ovary. case report and literature review. Int J Gynecol
Pathol 1999;18:178-182. 02. Pugeat M, Mirakian P, Dutrieux-Berger N, Forest MG,
Tourniaire J. Androgen secreting ovarian neoplasm. In: Azziz R, Nestler JE,
Dewailly D, editors. Androgen excess disorders in women. New York: LippincottRaven; 1997. pp 555-568.
59
FÍSTULA VÉSICO-UTERINA POR LEIOMIOMA DEGENERADO
Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane*, Lyliana Coutinho Resende Barbosa,
Marcus Vinicius Silva, Paulo Henrique da Costa Borduchi.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVAS
R: Olegário Maciel, 594/102 Jd Primavera- 37.550-000-Pouso Alegre – MG
Introdução: A localização do leiomioma uterino é mais freqüente no corpo uterino
em 91% dos casos, enquanto que no istmo cursa com 7% desta patologia. São
classificados em: subseroso, intramural e submucoso. O tipo submucoso quando
pediculado ocasionalmente torna-se parido. Relato do Caso: M.A.S., 27 anos,
gênero feminino. Encaminhada ao serviço de ginecologia por massa em intróito
vaginal, com queixas de incontinência urinária há dois anos, dor em baixo ventre e
dispareunia. Ao exame ginecológico notou-se massa em cúpula vaginal de
aproximadamente 10cm evidenciado perda urinária vaginal e abdome compatível
com 14 semanas de gestação, sendo internada para investigação. Devido aos
achados ultrassonograficos de abdome, transvaginal e cistografia, aventou-se a
hipótese diagnóstica de fístula vésico-uterina derivada de uma compressão pelo
leiomioma e sua posterior degeneração. Foi então submetida a histerectomia
abdominal total e correção da fístula, que confirmou o diagnostico de mioma
parido. O anatomopatológico evidenciou leiomioma uterino e pequenos cistos
contendo material gelatinóide em colo, sugerindo degeneração mucóide, sem
sinais de malignidade. Discussão: Na literatura há relatos de compressão vesical
pelo tipo subseroso, não ocorrendo esta complicação em submucosos. Não foi
encontrada na literatura consultada uma relação entre leiomioma submucoso
degenerado e fístula vésico-uterina. Referências: 1. HALBE. Tratado de
Ginecologia, 2ª ed, Vol. 2:1073/1084. 1996. 2. Costa O.T. Ginecologia, Rio de
Janeiro, Medsi:589/595.1988. 3. Howard W, Jones J.R., Jones G.S., Novak,
Tratado de Ginecologia, Rio de Janeiro,G.Koogan:360/370,1983
60
MIOMA GIGANTE
Juliana Mosso; Juliana Rabello Bressane; Lyliana Coutinho Resende Barbosa;
Paulo Henrique da Costa Borduchi*; Renata Bites Ferreira
Hospital da Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS
Av. Alberto de Barros Cobra, 405/02 – Centro – 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução – O leiomioma uterino é o tumor benigno mais comum, estima-se que
mais de 20% das mulheres acima de 35 anos são portadoras desta patologia,
sendo assintomática em 75-85% dos casos. Seu crescimento depende da
produção de estrógenos, tendo uma freqüência maior em nulíparas, obesas e
melanodermas. Em 1971, Beacham et al., os definiram como gigantes se
pesassem mais de 11,3Kg. Em 2001, Briceño et al., publicaram uma série de 11
casos de miomas uterinos e os definiram como grandes se pesassem entre 0,811,3Kg. Relato do Caso – E.F.C., gênero feminino, 56 anos, leucoderma, solteira,
nulípara. Paciente atendida no P.S. do HCSL em junho de 2006 com queixa de
dispnéia ao decúbito, lombalgia e oligúria há 1 semana. Ao exame físico foi
evidenciado abdome globoso, teleangiectasia, com circulação colateral, Piparote
positivo. A paciente foi internada, sendo a hipótese diagnóstica de ascite volumosa
aventada. Realizada paracentese que evidenciou líquido serosanguinolento com
polimorfonucleares de 603cél/mm³, o que sugeriu o diagnóstico de peritonite
bacteriana espontânea a qual foi tratada. A citologia oncótica do líquido ascítico
não demonstrou malignidade. Após a realização da tomografia abdominal
suspeitou-se de cisto ovariano, sendo a paciente encaminhada ao Serviço de
Oncologia Ginecológica, que solicitou CA125, sendo o resultado normal. Indicado
então tratamento cirúrgico. No ato operatório foi evidenciado grande massa sólida,
que se estendia desde o fundo de saco de Douglas até rebordos costais, sugestivo
de útero miomatoso. O material enviado ao anatomopatológico media 50x40x20cm
e pesava 19Kg, teve como resultado leiomioma uterino, sem sinais de malignidade
e ovários atróficos. Discussão – Para definir o tamanho desta neoplasia, se leva
em conta seu peso e suas dimensões. O maior mioma foi descrito por Hunt em
1888, com peso de 63,4Kg. Em 2003, foi relatado por Oelsner outros dois casos de
mioma gigante que pesaram mais de 40Kg. Porém no HCSL o maior mioma
notificado é este de 19Kg. Referências – 01. Briceño-Férez C, Alaña-Fiña F,
Briceño-Sanabria L, Briceño-Sanabria JC. Rev. Obstet Ginecol Venez
v.64n.2Caracasjun.2004; 02. Oelsner G; Elizur SE; Frenkel Y; Carp H. Obstet
Gynecol;101(5 Pt2):1088-91,2003May; 03. Hunt S. Fibroid weighing one hundred
and forty pounds. Am J Obstet Gynecol. 1888;21:62-63.
61
NÓDULO DA IRMÃ MARIA JOSÉ (SISTER MARY JOSEPH´S NODULE).
APRESENTAÇÃO DE UM CASO.
Elias Kallás, Ibrahim Elias Kallás, Alexandre Carvalho Kallás, Mario Benedito
Magalhães,Marina Aparecida Poletto*.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- Univás e Clínica Kallás
Av.Prefeito Sapucaí, 150. 37550-000 CEP Pouso Alegre, MG.
Introdução - O nódulo da irmã Mary Joseph é sinal de mau prognóstico nas
neoplasias abdominais sendo considerado uma contra-indicação à terapêutica
curativa1 .É pesquisado junto a cicatriz umbilical onde pode ser sentido pela
palpação, ou, nos casos mais avançados tornar-se evidente à visão direta. A
maioria dos pacientes portadores desse nódulo evoluem para o óbito dentro de
alguns meses, conseqüente a carcinomatose intra-abdominal2 .Embora não seja
muito freqüente é encontrado em aproximadamente 1 a 3% dos pacientes
portadores de neoplasia do abdome e pelve, como um nódulo de tamanho variado,
mais ou menos doloroso, e até mesmo ulcerado e/ou inflamado3.Relato do CasoTrata-se de uma paciente do sexo feminino, 78 anos,apresentando dor abdominal
há 1 mês, distensão e ictericia além de náuseas e vômitos freqüentes. A
endoscopia digestiva alta revelou presença de obstrução parcial da segunda
porção do duodeno confirmada pelo estudo radiológico. Ao exame físico observouse o abdome doloroso à palpação e um nódulo de aproximadamente 1 cm de
diâmetro ao nível da cicatriz umbilical. A TC do abdome mostrou a presença do
nódulo e alterações ao nível da cabeça do pâncreas sugestivas de
neoplasia..Como a paciente apresentava vômitos incoercíveis optamos por uma
gastro-entero-anastomose paliativa, encaminhando-a ao Hospital das Clínicas
Samuel Libânio. O ato operatório confirmou a presença do nódulo que foi retirado
para exame histológico e a laparotomia mostrou carcinomatose com múltiplas
metástases no peritôneo, epiplon , fígado e tumefação consistente na cabeça do
pâncreas além de obstrução do colédoco. Houve melhora dos vômitos e a paciente
recebeu alta hospitalar no 6º dia de P.O. experimentando alívio.Discussão – .
Diante dos achados clínicos e laboratoriais configurou-se o diagnóstico de nódulo
da irmã Maria José, conseqüente a
carcinomatose, com prognóstico
reservado.Apesar da presença do sinal de inoperabilidade optamos pela
laparotomia afim de aliviar os sintomas e não como opção terapêutica curativa.
Referências-1.Clements
AB.Metastatic
carcinoma
of
umbilicus.
JAMA.1952;150:556-9. 2-Powell FC, Cooper AJ, Massa AC, Goellner JR, Su WP.
Sister Mary Joseph nodule: a clinical and histologic study. 3.Touraud JP, Lentz N,
Dutrone Y, Mercier E, Sagot P, Lambert D. Umbilical cutaneous metastasis(or Sister
Mary Joseph´s nodule) disclosing an ovarian adenocarcinoma. Gynecol. Obstet
Fertil.2000; 28(10):719-21.
62
HIGROMA CÍSTICO: EVOLUÇÃO A LONGO PRAZO DO TRATAMENTO
CIRÚRGICO- APRESENTAÇÃO DE UM CASO.
Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, João Paulo Issamu
Takata*.
Clinica Kallás .
Avenida Prefeito Sapucaí, 150- CEP 3750-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução: O higroma cístico caracteriza-se por lesões císticas de origem linfática
envolvendo geralmente a cabeça e pescoço, sendo recomendado o tratamento
cirúrgico que muitas vezes pode levar a deformidades e seqüelas
importantes1.Alem das alterações estéticas e funcionais quando localizado nas
imediações das vias aéreas superiores existe a possibilidade de dificuldade
respiratória e tratamento de urgência2.Mesmos os casos eletivos não estão isentos
de riscos apresentando
morbidade e mortalidade significativas devido
principalmente a problemas respiratórios nas lesões localizadas na cabeça e
pescoço3.Relato do Caso – Recém nascida apresentando tumefação na região
cervical e sublingual de grandes dimensões nos foi recomendada para tratamento.
Ao exame físico fizemos o diagnóstico de higroma cístico optando pelo tratamento
cirúrgico em etapas.Foram realizadas sete intervenções iniciando-se pelas lesões
cervicais , submandibulares e finalmente sublinguais. A evolução pós operatória foi
satisfatória e a revisão por nós realizada 28 anos após a primeira intervenção
mostrou a paciente, livre da deformidade e funcionalmente adapatada, empregada
na indústria e autosuficiente. Discussão – Embora atualmente haja uma tendência
para se utilizar terapias mais conservadoras a ressecção cirúrgica continua sendo a
melhor opção para a maior parte dos cirurgiões, tendo em vista os resultados
obtidos. Quando os cistos invadem regiões próximas às vias aéreas podem
representar uma ameaça e necessitar de tratamento mais agressivo devido a
possibilidade de asfixia. No presente caso o esvaziamento cervical,e submandibular
permitiu que se fizesse a ressecção sublingual num terceiro tempo, com bom
resultado estético e funcional.Referências – 1. Mello-Filho FV, Tone LG,
Kruschewsky LS. O uso de Picibanil()K-432) no tratamento do linfangioma de
cabeça e pescoço.Rev Bras Otorrinolaringol. 2002; 68(4):552 –6. 2.Ishaq M, Minha
MR, Hamid M, Punjwani R. Management of comprised airway due to unusual
presentation of cystic hygroma. J Pak Med Assoc. 2006;56(3):135-7. 3. Management
of cystic lymphangioma in children: experience in Jos, Nigeria. Pediatr Surg Int .
2006; 22(4):353-6
63
SATURNISMO, UMA “DOENÇA DO TRABALHO”. APRESENTAÇÃO DE CASO.
Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Flávio Rodrigues de
Sousa*.
Clínica Kallas
Av.Prefeito Sapucaí, 150 CEP 37550-000 Pouso Alegre, MG.
Introdução- O chumbo é um metal tóxico que interfere com algumas reações
metabólicas do organismo prejudicando-o e podendo ocasionar a morte. Entre as
“doenças do trabalho” provocadas por intoxicação por metais pesados o chumbo é
a principal causa. Utilizado amplamente na industria contamina os trabalhadores
através da inalação do ar ambiente, ingestão ou pelo simples contato com a pele1.
Embora o chumbo continue sendo utilizado, em paises desenvolvidos há um
esforço para o controle das suas consequências2.No nosso pais os esforços são
ainda insipientes, o que nos motivou a chamar a atenção da comunidade
acadêmica para uma ameaça real que afeta os nossos trabalhadores. Relato do
Caso- Trabalhador da industria local procurou nossa clínica com queixas de dor
epigástrica, náuseas e vômitos sem melhora apesar do tratamento.Na sua história
pregressa relatava contato constante com baterias contendo chumbo, o que
chamou nossa atenção para a possibilidade de intoxicação. Ao exame físico
observamos sinal bastante sugestivo de saturnismo qual seja a pigmentação
escura da base dos dentes em forma de meia lua. A dosagem de chumbo sérico
confirmou o diagnóstico revelando valores de 76,8 MCG/DL sendo o normal até
40MCG/DL. O paciente foi afastado da sua atividade e revisto para controle após 6
meses. Houve melhora dos sintomas e a dosagem de chumbo no sangue era de
de 52,7MCG/DC, sem qualquer tratamento adicional além do sintomático e
afastamento da fonte de contaminação. Discussão- Este caso reveste-se de
importância social no que tange as precárias condições de proteção ao trabalho
muitas vezes devido a falta de orientação e motivação dos trabalhadores e
empregadores para prevenir as intoxicação metálicas, que podem mimetizar
doenças de outros órgãos e aparelhos dificultando o diagnóstico e prejudicando o
tratamento. Referências – 1.Herman DS, Geraldine M, Scott CC, Venkatesh T.
Health hazard by lead exposure:evaluation using ASV and XRF.Toxicol Ind Health.
2006; 22(6):249-54. 2. Reynolds SJ, Seem R, Fourtes LJ, Sprince NL, Johnson J,
Walkner L, Clarke W, Whitten P. Prevalence of elevated blood leads and exposure
to lead in construction trades in Iowa and Illinois. Am J Ind Med 1999;36(2):307-16.
64
REVERSÃO BEM SUCEDIDA DE
ANASTOMOSE BÍLIONDIGESTIVA.
APRESENTAÇÃO DE CASO.
Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Julio Cesar Lemes
Macedo, Christian Alessandro Nery Freitas*.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS, Clinica Kallás
Av.Prefeito Sapucaí, 150 . 37550-000 – Pouso Alegre,MG.
Introdução- A anastomose bílio-digestiva é um procedimento cirúrgico
freqüentemente utilizado pelos cirurgiões para oferecer uma via alternativa de
escoamento da bile diante de obstáculo irremovível ao livre trânsito, quer sejam de
origem traumática, iatrogênica ou neoplasia1,2,3. Não encontramos na literatura
consultada referência ao processo reverso, isto é, desfazer a anastomose com o
jejuno para restabelecer o trânsito biliar através dos canais biliares extrahepáticos.Relato do Caso – Paciente do sexo feminino foi submetida há
aproximadamente três anos a colecistectomia com provável lesão iatrogênica das
vias biliares e aparecimento de fístula biliar cutânea. No pós-operatório imediato foi
encaminhada para anastomose bilio-digestiva na alça exclusa jejunal em Y de Roux.
A evolução foi satisfatória , com desaparecimento dos sintomas, da icterícia,
resolução da fístula e retorno às atividades normais. Dois anos depois apresentouj
dor tipo cólica em hipocôndrio direito, febre, calafrios e icterícia, interpretados como
colangite. Os estudos realizados mostraram a presença estenose da anastomose
hepáticojejunal interpretada como sendo conseqüente a cálculo impactado. Foi
indicado tratamento cirúrgico. No ato operatório procedeu-se a dissolução da
anastomose bilio-jejunal onde havia uma estenose, e a seguir realizou-se com
sucesso a anastomose da junção dos hepáticos com o colédoco ,o dreno de Kehr
por 40 dias, findo os quais foi retirado após colangiografia. Após 30 dias da retirada
do dreno examinamos a paciente que estava sem queixas , anictérica, afebril e com
os exames laboratoriais normais. Discussão – A anastomose entre o hepático e
colédoco só foi possível porque o segmento distal do colédoco achava-se íntegro
em fundo cego. Acreditamos ser este um dos poucos casos de reversão relatados
na literatura.Referências – 1.Meccariello R, Damiano I, Pelosio L, Rizzo GM,
Ansalone M D´Aniello F. Biliodigestive anastomosis: case series and technical notes.
Minerva Chir. 20-06;61(1):31-7. 2 – Rodriguez-Montes JÁ, Rojo E, Martin LG.
Complications following repair of extrahepatic bile duct injuries after blunt abdominal
trauma. Word J Surg. 2001; 25(10):1313-6. 3.Schol FPG, Go PMNY, Gouma KJ.
Outcome of 49 repairs of bile duct injuries after laparocopic cholecystectomy. Word J
Surg 1995;19(5):753-6.
65
ANÁLISE DE DADOS HISTOPATOLÓGICOS DOS TUMORES MALIGNOS DE
PELE NO SERVIÇO DE CIRURGIA PLÁSTICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
SAMUEL LIBÂNIO – HCSL
Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Roberto Bezerra Vieira; Gustavo Vieira Troijo;
Marcelo Prado de Carvalho; Daniela Francescato Veiga; Joel Veiga Filho; Denise de Almeida
Mendes
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos – A incidência de câncer de pele tem crescido em grandes proporções1. O
achado de margens comprometidas com o tumor após a ressecção não é incomum, e seu manejo
adequado ainda é bastante controverso2. Exames histopatológicos relatam 10% de tumores
excisados incompletamente 2,3. O objetivo foi analisar os dados histopatológicos de neoplasia de
pele tratados pelo Serviço de Cirurgia Plástica do HCSL. Métodos – Em um estudo retrospectivo
foram coletados dados no laboratório de Patologia da Universidade do Vale do Sapucaí referentes
aos procedimentos realizados no período de julho de 2005 a julho de 2006 e atribuídas as seguintes
variáveis: gênero, local anatômico da lesão, margens de retirada e tipo histológico do câncer.
Resultados - Foram analisados 392 laudos histopatológicos sendo 249 (63,5%) tumores malignos
da pele. 50,2% das lesões malignas ocorreram em mulheres com localização predominante na
cabeça (80%) . A maioria dos tumores identificados foram carcinoma basocelular (71,4%) seguido
de escamocelulares (25,7%) e melanoma (0,1%). Foram identificados 8,4% de margens cirúrgicas
comprometidas pelo tumor e destes 85,7% localizados na cabeça com predominância pela região
orbital (23%). Carcinomas basocelulares (85,7%) foram a maioria dos tumores excisados com
margens comprometidas com tipo histológico para carcinoma basocelular sólido (81%). Discussão
– O carcinoma basocelular é o tumor mais freqüente e o mais comum entre pessoas de pele
clara3.O local mais comum dos carcinomas é a cabeça com estatística variando de 73,2% a 85% 4.
Margens comprometidas são achados na literatura variando de 0.7% na Australia 5, 4.1% a 13.7%
na Inglaterra 6, 4.2% em Portugal 7, e 15.4% no Brasil8. Conclusões – Os dados demonstram uma
estatística semelhante com a literatura mundial. O percentual de margem positiva está relacionado
com o tipo histológico de menor patogenicidade ainda sendo necessário ampliação cirúrgica e
acompanhamento de todos os casos. Referências – 1. Strom SS, Yamamura Y. Epidemiology of
nonmelanoma skin câncer. Clin Plast Surg. 1997 ; 24(4): 627-36; 2. Gregorio TCR, Sbalchiero JC,
Leal PRA. Acompanhamento a longo prazo de carcinomas basocelulares com margens
compromentidas. Rev. Soc. Bras. Cir. Plást., 1997;20(1):8-11; 3. Lear JT, Smith AG. Basal cell
carcinoma. Postgrad Med J. 1997; 73: 538-42; 4. Bariani RL, Nahas FX, Barbosa MVJ, Farah AB,
Ferreira LM. Carcinoma basocelular: perfil epidemiológico e terapêutico de uma população urbana.
2006, Acta Cir. Brás, mar/abril. v.21 n.2; 5. Emmett AJJ, Bradbent GG. Basall cell carcinoma in
Queensland. Aust N Z J Surg. 1981; 51: 576-90; 6. Kumar P, Watson S, Brain NA, Davenport PJ,
McWilliam LJ, Banerjee SS. Incomplete excision of basal cell carcinoma: a prospective multicentre
audit. Br J Plast Surg. 2002; 55: 616-22; 7. Ferreira PJS, Correia PM. Basaliomas incompletamente
excisados: significado prognóstico a curto prazo. An Bras Dermatol. 1998; 73(1): 7-10; 8.
Magliavacca A, Guimarães JR, Melo LL, Vecino MCA, Araújo HM. Carcinoma basocelular: revisão
de 381 casos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Rev HCPA. 1990; 10(2): 95-8.
66
CARCINOMA BASOCELULAR (CBC) EM COURO CABELUDO – RELATO DE CASO
Virginia Vilasboas Silva *; Edgard da Silva Garcia; Ricardo Góes Figueiras; Roberto
Bezerra Vieira; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida Mendes; Joel Veiga Filho;
Daniela Francescato Veiga, Antônio Celso Desuo
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução – O carcinoma basocelular é a neoplasia cutânea de maior freqüência com
65% do total de casos. Acomete 28.9% dos indivíduos entre 37 a 54 anos e é o segundo
tumor maligno mais comum de couro cabeludo, representando 24.3% e 6,2% dos CBC da
cabeça1,2,3,4.Raramente metastático, localmente invasivo e recorrente se não for
removido com margens cirúrgicas livres. Com maior freqüência ocorre em região parietal
seguida da região parieto-occipital1. Relato do Caso – LAP, 37 anos, morador de zona
rural, apresentava queixa de ulcera em couro cabeludo com dez anos de evolução. Foi
submetido a exerese com margens macroscópicas de 0,5 cm em laterais e periósteo, em
profundidade. Realizado fechamento do defeito com retalhos duplos opostos tipo Yin-Yung.
Apresentou laudo histopatológico de Carcinoma basocelular sólido com margem
comprometida em profundidade. Novo procedimento com exerese de linfonodo aumentado
retroauricular esquerdo e ampliação de margens de cicatriz com exerese de tábua óssea
externa da calota craniana e fechamento por ampliação de retalho Yin Yung com
espessura parcial (sem gálea aponeurótica). Laudo histopatológico da ampliação com
ausência de neoplasia residual e hiperplasia de linfonodo. Encontra-se em
acompanhamento ambulatorial. Discussão - O achado de margens comprometidas com o
tumor após a ressecção não é incomum, e seu manejo adequado ainda é bastante
controverso pois dois terços dos casos de CBC com margens comprometidas e não
tratados não recidiva 5,6,7. Apesar da menor patogenicidade do CBC comparado a outras
neoplasias cutâneas, deve ser realizada ampliação principalmente em pacientes jovens. O
couro cabeludo apresenta pouca elasticidade conferida pela gálea aponeurótica sendo a
incisão desta de grande utilidade para o fechamento da lesão. Referências - 1 – Tovo
LFR, Festa Neto C, Castro CVB, Sampaio SAP. Projeto diretrizes, carcinoma basocelular.
Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2002. 2 – Bandeira AM, Bandeira V, Silva JF, Mazza
E. Carcinomas basocelulares: estudo clínico e anatomopatológico de 704 tumores. An.
Bras. Dermatol. 2003. vol.78 no.1. 3 – Rodriguez A, Briceño JM, Rincón N, Pérez A.
Tumores malignos de cuero cabelludo, en el Hospital Oncológico Padre Machado,
aspectos epidemiológicos. Ver Venez Onco 2005; 17(01); 41-44. 4 - Grosshans E. Les
epithéliomas cutanés. In:Encyclopédie medico-chirurgicale. Comitê Científico J. F. Bach [e
outros]. Paris: Ed. Techniques, 1989:3. 5 - Gregorio TCR, Sbalchiero JC, Leal PRA.
Acompanhamento a longo prazo de carcinomas basocelulares com margens
comprometidas. Rev. Soc. Bras. Cir. Plást., 1997;20(1):8-11. 6 - Dellon AL, DeSilva S,
Connolly M, Ross A. Prediction of recurrence in incompletely excised basal cell carcinoma.
Plast Reconstr Surg. 1985; 75: 860-71. 7 - Gooding CA, White G, Yatsuhashi M,
Significance of marginal extension in excised basal cell carcinoma. N Engl J Med, 1965;
273:923-4.
67
INFLUÊNCIA DO BANHO PRÉ-OPERATÓRIO COM POVIDINE-IODO (PVP-I) NA
COLONIZAÇÃO DA PELE EM CIRURGIA PLÁSTICA ELETIVA
Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Daniela Francescato Veiga;
Roberto Bezerra Vieira; Joel Veiga Filho; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida
Mendes, Carlos Américo Veiga Damasceno
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução - A infecção da ferida cirúrgica é uma possível complicação quando uma
incisão é realizada. Muitos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da infecção,
alguns relacionados ao paciente como doenças sistêmicas e alguns do próprio
procedimento, incluindo o tipo e a duração do procedimento. O banho pré-operatório com
detergente anti-séptico é comum em cirurgias eletivas embora ainda não esteja
estabelecido o real benefício na redução de bactérias no sitio cirúrgico. Foi desenvolvido um
estudo prospectivo para avaliar a influência do banho pré-operatório na colonização da pele
em procedimentos eletivos em cirurgia plástica. Métodos - Pacientes acima de 18 anos de
idade, a serem submetidos a cirurgia eletiva limpa em regiões torácica e abdominal foram
aleatoriamente designados para o grupo PVP-I (n=57) ou grupo controle (n=57). Pacientes
alocados no grupo PVP-I tomaram banho com detergente líquido a 10% duas horas antes
da cirurgia. Para o grupo controle, nenhuma instrução especial para o banho foi atribuída.
Culturas quantitativas da pele foram obtidas antes da degermação na sala cirúrgica.
Amostras foram cultivadas em placa de petri em Agar manitol hipertônico, agar sangue,
agar sabouraud com cloranfenicol, e agar azul de metileno eosina. Amostras foram
coletadas, processadas e analisadas por investigadores sem acesso a qual grupo
pertenciam. De acordo com a natureza das variáveis, foi utilizado análise estatística não
paramétrica. Resultados - A colonização estafilocócica da pele foi significativamente baixa
no grupo PVP-I (p<0,001). Nenhum crescimento de microorganismos foi observado em 33%
das culturas de pele após banho com PVP-I comparado a 0% das culturas de pele de
pacientes do grupo controle. Colônias de fungos e enterobactérias foram encontrados em
pequena quantidade nos dois grupos e o banho com PVP-I não reduziu significativamente a
colonização por esses microorganismos. Conclusões - Neste estudo um único banho com
PVP-I pré-operatório foi efetivo na redução estafilocócica da pele em cirurgias eletivas
limpas no tórax e abdome. A literatura mostra conflitos de resultados em relação a eficácia
do banho pré-operatório com antissépicos. Embora não seja objetivo deste estudo, não foi
observado infecção no período pós-operatório. Referências: 1- Lafreniere R, Bohemen
JMA, Pasieka J, et al. Infection control in the operating room: current practices or sacred
cows?. J Am Coll Surg. 2001; 193:407-416; 2- Kalantar-Hormozi AJ, Davami B. No need for
preoperative antiseptics in elective outpatient plastic surgical operations: a prospective
study. Plast Reconstr Surg. 2005; 116:529-31; 3- Garibaldi RA, Skolnick D, Lerer T, et al.
The impact of preoperative skin disinfection on preventing intraoperative wound
contamination. Infect Control Hosp Epidemiol. 1988; 9:109-113; 4- Kaiser AB, Kernodle DS,
Barg NL, et al. Influence of preoperative showers on staphylococcal skin colonization: a
comparative trial of antiseptic skin cleaners. Ann Thorac Surg. 1988; 45:35-38; 5- Seal LA,
Paul-Cheadle D. A system approach to preoperative surgical patient skin preparation. Am J
Infect Control. 2004; 32:57-62.
68
ANGIOMA CAVERNOSO NO LACTENTE – RELATO DE CASO
Mauricio Sano*; Augusto Castelli Von Atzingen; Caroline Sormanti Schnaider
Azevedo; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral
Mello Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS
R. Cássio Carvalho Coutinho, 45 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução – Os angiomas cavernosos ou cavernomas são malformações
vasculares congênitas benignas multilobuladas, claramente delimitadas e que
contém sangue em diferentes estágios de evolução¹. Podem também serem
adquiridos após irradiação craniana em crianças tratadas para meduloblastoma².
Podem se manifestar por crises convulsivas, cefaléia e sintomas neurológicos
vagos. Esta lesão pode ocorrer em qualquer parte do sistema nervosos central, mais
comumente no nível supratentorial, e menos freqüentemente na fossa posterior.³
Relato do Caso – Lactente, M.C.G, masculino, 07 meses, submetido a exerese de
lesão com características expansivas na região fronto-parietal esquerda, à
tomografia computadorizada, realizada aos 03 meses de idade por crises
convulsivas e hemiparesia à direita. O estudo histopatológico da peça cirúrgica
confirmou diagnóstico de cavernoma. O paciente evoluiu de forma satisfatória no
período pós-operatório, com melhora dos sintomas neurológicos e posterior alta
hospitalar. Discussão – Este relato de caso disserta sobre o angioma cavernoso
(cavernoma), uma malformação vascular intra-crâniana congênita benigna rara, que
leva a alterações no desenvolvimento da rede arteriocapilar, podendo ser
confundida aos exames de imagem com tumor vascular, sendo o diagnóstico
definitivo realizado pelo estudo histopatológico da peça cirúrgica excisada.
Referências – 01. Stein BM; Tumores Vasculares e Malformações In: Rowland FP.
MERRIT TRATADO DE NEUROLOGIA. 9 at ed. Guanabara Koogan; 1997. Cap 56
306-7, 02. Lew SM; Morgan Jn; PSATY E. Cumulative incidence of radiation –
induced cavernomas in lang – term survivors of medulloblastoma. J Neurosurg 2006;
104 (2 SUPPL): 103-7; 03. Garcia – Mordes L; Gomes – Escalomilla C; GALAN L.
Cerebral Cavernomas in Chilalhood. Clinical presentation and diagnosis IN: Ver
Neurol 2002 Feb 16-28; 34 (4): 339-42
69
DEXTROGASTRIA, REFLUXO GASTROESOFÁGICO E ASPLENIA EM CRIANÇA
COM DÉFICIT PONDERAL
Félix Carlos Ocariz Bazzano; Mario Luis Bordignon Mariottoni; Larissa Nunes Souki*;
Viviane Bracarense Alvim; Walter Takeiti Sasaki
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução – A síndrome de heterotaxia é descrita como um grupo de doenças com
arranjos anormais dos órgãos viscerais, sistema venoso anormal e anormalidades
cardíacas. Manifesta-se na infância devido as suas severas conseqüências que são:
doença cardíaca congênita, imunodeficiência ou obstrução intestinal relacionada à
má rotação. Relato do Caso – O presente trabalho relata a história de I.S.F., sexo
feminino, 3 anos e 6 meses, a qual apresentou no segundo mês de vida irritabilidade
e vômitos esporádicos pós-alimentares. Observou-se que ao longo dos meses houve
uma redução do desenvolvimento ponderal, sendo que no nono mês a lactente
apresentava um peso de 7 Kg. Foi solicitado REED que sugeriu alteração anatômica
do estomago. Para confirmação diagnóstica e investigação de possíveis má
formações foram realizados exames de transito intestinal, enema opaco, USG
abdominal e ecocardiograma. Indicado o tratamento cirúrgico devido à má rotação
intestinal e refluxo gastroesofágico com déficit ponderal. Per-operatorio: heterotaxia
com dextrogastria, asplenia, má rotação intestinal e artéria mesentérica anômala.
Realizado fundoplicatura a Nissen e liberado aderências congênitas. Discussão – A
paciente, devido à asplenia, faz uso mensal de Penicilina Benzatina e foi submetida a
esquema vacinal especial para Pneumococo, Haemofilos, Meningococo B e C e
esquema vacinal regular da OMS de acordo para a idade. Atualmente está
clinicamente bem, com 11,4 Kg (percentil 10), alimenta-se bem e esporadicamente
manifesta episódios de náuseas sem vômitos. Referências – 01. Fulcher AS, Turner
MA. Abdominal Manifestations of Situs Anomalies in Adults. Radiographics 2002;
22(6): 1439-56; 02. Ito H, Ohgi S, Kanno T, Ishibashi T. Heterotaxy syndrome with
pancreatic malrotation: CT features. Abdominal Imaging 2003; 28(6): 856-8. 03.
Cegarra JN, Sanz EM, Torre FR. Factors involved in the ’rotation’ of the human
embryonic stomach around its longitudinal axis: computer-assisted morphometric
analysis. J Anat 1999; 194 (Pt 1): 61-9.
70
AGENESIA PULMONAR
Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes de Magalhães;Juliana Grilo Teles*;
Luis Henrique S. Oliveira; Renata Costa Teixeira.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS.
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução - A agenesia pulmonar é uma anomalia congênita rara, na qual tanto o
parênquima quanto o estroma pulmonar estão ausentes abaixo da carina do lado
afetado (1). A incidência estimada é de 1 em 15.000 crianças (3), sendo semelhante
entre ambos os sexos e com maior freqüência no lado direito (2). São freqüentes
anormalidades dos sistemas cardíaco, gastrointestinal, esquelético, vascular e
genitourinário (3), além de ocasionalmente estenose intrínseca de vias aéreas. O
diagnóstico deve ser confirmado com TAC de tórax e RNM (1). Relato do Caso C.C.B, sexo feminino, nascida em 14 de junho de 2004, evoluiu logo após o parto
com quadro de taquidispnéia, sudorese, chiado e cianose de extremidades.
Recebeu alta hospitalar e evoluiu com persistência dos sintomas respiratórios além
de estridor, após choro e agitação. Na primeira consulta somente aos 2 meses de
idade apresentava ausculta respiratória com murmúrio vesicular diminuído em
hemitórax direito, bulhas cardíacas audíveis na linha axilar anterior direita e sopro
sistólico discreto em base cardíaca. Realizado radiografia de tórax evidenciou-se
ausência do pulmão direito e dextrocardia, confirmados posteriormente pela
tomografia computadorizada de tórax. O ecocardiograma indicou situs solitus em
dextrocardia com ponta do coração para a direita. Outro exame realizado foi a
cintilografia perfusional, onde não foi observada perfusão na área pulmonar direita.
A paciente evoluiu com insuficiência respiratória grave aos 10 meses de idade
permanecendo por 2 meses em UTI, onde apresentou pneumonia, bronquiolite e
sepse. Na ocasião diagnosticou-se estenose sub-glótica através de
nasofibrolaringotraqueoscopia. Atualmente a paciente encontra-se com ganho
ponderal insuficiente, persistindo os sintomas respiratórios de chiado e estridor,
exacerbados por infecção viral do trato respiratório e por alterações climáticas.
Discussão - Existem poucos casos relatados na literatura, podendo a sobrevida
chegar a um ano em 50% dos casos. O paciente pode se apresentar assintomático
em alguns casos. Entretanto, geralmente há história de infecções respiratórias de
repetição. Referências - 1. Alvarez J., Alejandro, Vaccaro U., María Isabel, Verdejo
P., Hugo et al. Agenesia pulmonar unilateral con malformaciones múltiples: reporte
de un caso. Rev. chil. pediatr., jan. 2000, vol.71, no.1, p.41-45. 2. Banerjee S et al.
Pulmonary agenesis with intrathoracic upper limb. J. Pediatr. Surg. 1997; 32 (5):
779-81.3. Managoli S, Chaturvedi P, Vilhekar KY, Gagane N. Unilateral pulmonary
agenesis and renal anomalies associated with in situ neuroblastoma of the adrenal
gland. Indian J Pediatr 2004;71:545-547.
71
REPARO DE GASTROSQUISE USANDO O CORDÃO UMBILICAL COMO UM
“PACH”
Félix Carlos Ocáriz Bazzano, Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane, Paulo
Henrique da Costa Borduchi*.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS
Av. Alberto de Barros Cobra, 405/02 – Centro – 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução - Gastrosquise é um defeito na parede abdominal ao lado direito do
cordão umbilical. O conteúdo abdominal hérnia-se por este orifício e as alças
flutuam livremente no líquido amniótico, sem haver saco peritoneal que as
recubram, causando assim intensa serosite. Pode existir associação com vícios de
rotação e atresias intestinais. Sua ocorrência varia em torno de 1 por 15.000
nascimentos, possuindo maior incidência em gestantes jovens e em conceptos do
sexo masculino. Relato do Caso - Recém-nascido de E.G.S., 24 anos, sem
diagnóstico pré-natal de gastroquise no US de 2º trimestre, gênero masculino,
nascido de parto natural com idade gestacional de 37-38 semanas, pesando 2550g,
Apgar 7/8, parto sem intercorrências. Ao primeiro exame pós-natal apresentava
defeito para-umbilical direito, caracterizando gastrosquise, com exteriorização de
intestino delgado e cólon associado a serosite, sem outras anormalidades.
Encaminhado ao Serviço de Neonatologia, ficando internado na UTI Neonatal até o
preparo da equipe de Cirurgia Pediátrica. No ato operatório, sob anestesia geral,
realizou-se previamente a dilatação da parede abdominal através do defeito
anatômico, sendo posteriormente feito a redução das alças intestinais para dentro
da cavidade abdominal, de forma gradativa. O cordão umbilical foi utilizado como
um “pach” para ocluir o defeito anatômico. Após o ato cirúrgico retornou à UTI
Neonatal sendo mantido sedado por 3 dias, sob ventilação mecânica por 6 dias e
antibioticoterapia. Evoluiu bem, sem sinais de infecção de ferida operatória, sendo
alimentado no 12º pós-operatório e transferido para o Berçário. Discussão- Esta
técnica operatória é simples, segura e de boa aparência. O diagnóstico ultrasonográfico é de suma importância para a escolha da via de parto mais adequada e
do preparo da equipe cirúrgica. A gestação deverá evoluir a termo e o tipo de parto
mais adequado nestes casos é a cesariana, uma vez que o parto vaginal expõe as
alças evisceradas aos riscos de compressão, tração, torção e ruptura decorrentes
das contrações uterinas, bem como a exposição das mesmas ao conteúdo
bacteriano da flora vaginal. Referências- 01. Falbo, G.H.N. - Onfalocele e
gastrosquise. Diagnóstico e conduta pré-natal. Revista do IMIP; 13 (01) pg. 56-62,
1999. 02. Sandler A, Lawrence J, Meehan J, Phearman L, Soper R. A “Plastic”
sutureless abdominal wall closure in gastroschisis. Presented at the 35th Annual
Meeting of Canadian Association of Pediatric Surgeons, 2003.
72
MIELITE TRANSVERSA AGUDA
Daniela Vivian Cassalho, Jacinto Floriano Barbosa, Juliana Mosso*, Juliana Rabello
Bressane, Paulo Henrique da Costa Borduchi.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÀS
Av. Vicente Simões, 551/01 Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução– A Mielite Transversa é uma síndrome neurológica causada pela
inflamação da medula espinhal, levando a um bloqueio da transmissão dos impulsos
nervosos em um ou mais pontos. Na literatura a taxa anual de incidência é 1,34
casos por milhão de pessoas. Sua causa é desconhecida, mas aproximadamente
30% a 40% dos indivíduos afetados apresentam o distúrbio após uma doença viral
menor. Relato do Caso– A.D.C., 5 anos, gênero masculino. Deu entrada no Serviço
de Pediatria apresentando quadro de vômitos, cefaléia frontal e lombalgia de forte
intensidade há 1 dia. Mãe referia quadro clínico de IVAS há 2 semanas. Ao exame
encontrava-se em REG, com irritabilidade extrema e afebril. Observado a presença
de várias manchas café-com-leite em tronco e axilas, amígdalas hiperemiadas com
placas purulentas, rigidez de nuca terminal e presença do Sinal de Brudzinski.
Realizou-se exames laboratoriais e punção lombar, estando estes normais. Evoluiu
após 2 dias de internação com paresia em membros inferiores, acompanhado de
lombalgia intensa, retenção urinária, com sensibilidade térmica e dolorosa
preservados e reflexos diminuídos. Solicitou-se então tomomielografia e mielografia
de transito, que não evidenciaram alterações. Após 2 dias de evolução da paresia,
teve melhora progressiva do déficit motor e do controle esfincteriano. Na
ressonância magnética solicitada foi observado pequenas lesões na medula
espinhal em nível de T4/T5 e T9/T10, sugerindo mielite transversa. Discussão – A
mielite transversa pode aparecer em qualquer idade, principalmente entre 10 a 19
anos e após 40 anos, acomete ambos os sexos na mesma proporção. A
recuperação pode ser ausente, parcial ou completa e geralmente inicia-se em um a
três meses. A maioria dos pacientes mostram de boa a moderada recuperação. Em
geral é uma doença monofásica, entretanto, uma porcentagem pequena dos
pacientes pode sofrer uma recorrência, e se houver uma doença subjacente que
predispõe. Referências - Berman M, Feldman S, Alter M, et. al. "Acute transverse
myelitis: incidence and etiological considerations." Neurology, 1981; 31:966. 2.
Murthy JM, Reddy JJ, Meena AK, Kaul S. Acute transverse myelitis : MR
characteristics. Neurol India 1999;47:290-3
73
ANOMALIAS FETAIS: OSSO NASAL E RASTREAMENTO BIOQUÍMICO
Cristiane Leme Arbeli*, Daniela dos Santos Zica, Fernando Henrique de Faria,
Marcelo Claudiano de Castro, Alfredo das Neves Magalhães Fernandes, Anna Luiza
Pires Vieira.
Departamento de Pediatria do HCSL - Univás
Av. Cel. Alfredo Custódio de Paula, 320. Centro- 37.550-000 - Pouso Alegre - MG
Introdução e Objetivos: A síndrome mais prevalente entre os produtos conceptuais
é a trissomia do 21ºpar cromossômico. Tais características incluem excesso de pele
na região da nuca, menor desenvolvimento da região frontonasomaxilar, o que
mostra aspecto de uma fronte proeminente e diminuição da ponte nasal pela
ausência de seu osso. Na busca da melhor sensibilidade de rastreamento da
síndrome direcionando melhor a indicação dos procedimentos invasivos para
realização do cariótipo fetal, buscou-se então a observação da ausência ou
hipoplasia do osso nasal no exame ecográfico de 1º trimestre. Métodos: Foi
realizada uma comparação quantitativa e uma somatória das casuísticas de maior
relevância derivadas de pesquisas, com o objetivo de analisar e comparar a
sensibilidade do rastreamento pelo US para visar a diminuição de procedimentos
invasivos de realização do cariótipo. Foram estudados 701 fetos entre 11 e 14
semanas de gestação. Resultados: A ausência do osso nasal foi detectada em
73% dos casos de trissomia 21 e em apenas 0,5% dos fetos normais. Ao analisar os
fetos entre 15 e 20 semanas, foi observada a freqüência de 43% de ausência do
osso do nariz em 43% dos fetos acometidos pela síndrome, comparado com apenas
0,5% dos normais. Houve crescimento linear do comprimento do osso nasal nos
euploides, enquanto que nos trissômicos esse comprimento manteve-se constante
com medida uniforme próximo de 3,5mm. Foi observado que dentre os fetos
normais que apresentaram hipoplasia nasal, a maior incidência foi na população
afro-caribenha e depois na asiática, o que reduz a importância desse achado
nesses indivíduos. Conclusões: a observação da presença ou ausência da imagem
do osso nasal e sua medida é, sem dúvida, parâmetro importante, isoladamente ou
em associação com translucência nucal, para melhoria da sensibilidade e
diminuição da taxa de resultados falso-positivos no rastreamento das aneuploidias
no 1ºtrimestre. Portanto, deve ser incluído na prática diária dos exames ecográficos
realizados nessa fase da gravidez. Referências: 1. Bromley B., Lieberman E., Shipp
T., Benacerraf B. Fetal nasal bone length: a marker for Down syndrome in second
trimester. J Ultasound Med 21: 1387-1394, 2002. 2. Cícero S., et al. Absence of
nasal bone in fetuses with trisomy 21 at 11-14 weeks of gestation: an observational
study. Lancet 358:1665-1667, 2001.
74
MENINGITE POR Pasteurella multocida NO PERÍODO NEONATAL
Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Mônica Assis Rosa
Unidade Neonatal do Hospital Infantil Candido Fontoura
Av. Minas Geraes, 191 - Fátima 1 – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução: A Pasteurella multocida é um cocobacilo gram negativo, aeróbico
encontrado normalmente na boca e no trato respiratório de animais domésticos e
selvagens. A infecção mais comum no homem consiste em uma lesão infectada
após mordedura de cachorro ou arranhadura de gato. Relato do Caso: Recémnascido de 26 dias de vida, do sexo masculino, admitido na unidade neonatal do
Hospital Infantil Cândido Fontoura, encaminhado de outro serviço com história de
febre e gemência há 1 dia. Os antecedentes perinatais: parto cesáreo, termo, apgar
8 / 9, peso nascimento: 3570g, bolsa rota no ato. Estava em aleitamento materno
exclusivo. História familiar: pai referia mordedura de cachorro na sua mão direita,
adequadamente higienizado e após 2 horas deu banho no RN. Ao exame físico:
recém-nascido hipoativo, corado, taquipnéico, febril (temperatura 38,5C), fontanela
tensa. Líquor com aspecto purulento e quimiocitológico com: 860 leucócitos/mm 3
sendo 70% neutrófilos, nível de proteína 202mg/dl e glicose de 6 mg/dl. Cultura com
presença de Pasteurella multocida. Paciente inicialmente tratado com ampicilina e
cefotaxima, mantinha febre no 6 dia de evolução e à punção liquórica apresentava
piora da celularidade, com presença de coleção subdural à avaliação tomográfica.
Foi optado por mudança no esquema terapêutico para vancomicina e cefepime
sendo o tratamento realizado por 21 dias. Paciente recebeu alta no 32 dia de
internação em bom estado geral e à tomografia de crânio não se evidenciavam
alterações. Discussão: O primeiro caso de infecção por Pasteurella multocida em
ser humano foi descrito em 1930. São registrados casos de infecções pulmonares,
septicemia, osteomielite, abscesso renal e meningite. Há somente 31 publicações
de casos de infecção por P. multocida em crianças menores de 1 ano, sendo que
destes 10 ocorreram no período neonatal. Referências: 1. Booy R, Teare EL, et al.
Pasteurella multocida in infancy (a lick may be as bad as a bite) Eur J Pediatr.
1991;158:875-78.
75
REAÇÃO SISTÊMICA À VACINA BCG – INTRADÉRMICA.
Gabriela Pena Borges da Gama;Isabela Cabello Abouchedid*;Isabela Ferreira
Hostalácio & Manoel Francisco de Paiva
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução: No Brasil,o BCG intradérmico é indicado para crianças de 0 a 4 anos,
sendo recomendada para as menores de um ano, de acordo com a Portaria 452,
de 06/12/1976, do Ministério da Saúde.A vacina BCG intradérmico é segura e a
reação sistêmica a esta é uma complicação raramente catalogada em indivíduos
imunocompetentes.A resposta local começa duas a três semanas após a
vacinação, com formação de pústula e cicatriz após três meses.A ulceração no
local da vacinação e a linfadenite regional são os efeitos secundários mais
freqüentes e ocorrem em 1% a 10% dos vacinados. Algumas estirpes vacinais
causaram osteomielite em, aproximadamente, um caso por milhão de doses
administradas1.Relato do Caso:G.C.A.,3 meses,masculino,natural e residente em
Pouso Alegre-MG.Menor trazido pela mãe que relatou que aos 15 dias de vida este
apresentou
linfoadenopatia
generalizada
em
cadeia
cervical
direita,torácica,supraclavicular,axilar e inguinal, sendo a posteriori submetido à
investigação com a realização de ultra-sonografia,hemograma, leucograma,provas
sorológicas negativas para outras patologias, e retirada de linfonodo cervical para
biópsia.Nascido de parto normal com fórceps, sem complicações durante o parto e
durante a sua gestação.Mãe nega que este tenha tido alergias,cirurgias e doenças
crônicas.Fora amamentado durante um mês de idade,sendo que atualmente ingere
leite de vaca e Mucilon.Este já fora vacinado com:BCG,Hepatite B,Sabin,Tetra e
Rotavírus.Morador em zona urbana, com saneamento básico,casa de alvenaria
sem contato com animais.Ao Exame:Paciente em bom estado geral,hidratado,
normocorado,acianótico,anictérico,afebril e com linfoadenomegalias cervical direita
e esquerda e inguinal.Outros sistemas não apresentam alterações.Discussão:Este
caso tem por objetivo não somente demonstrar a raridade como também servir de
diagnóstico diferencial frente as adenomegalias encontradas na faixa de
idade.Referências:1- Starke JR, Connelly KK. Bacille Calmette-Guérin
vaccine.Em:Plotkin SA, Mortimer EA (ed). Vaccines, Philadelphia,WBSaunders
Company, 1994, 439-73.
76
FATORES OBSTÉTRICOS ASSOCIADOS AOS RECÉM-NASCIDOS DE EXTREMO BAIXO
PESO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL EM HOSPITAL DE NÍVEL
TERCIÁRIO.
Isabela Cabello Abouchedid, Isabela Ferreira Hostalácio, Íris Eika Morioka*, Anna
Luiza Pires Vieira, Edson Luiz de Lima
Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital das Clínicas - UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: A Organização Mundial da Saúde define como prematuro
todo recém-nascido com menos de 37 semanas de idade gestacional. São
considerados extremo baixo peso os que nascem com peso abaixo de 1000g. Vários
são os fatores associados a prematuridade: gestações múltiplas, rotura prematura de
membranas e doenças maternas, entre outras. O objetivo foi descrever os fatores
obstétricos associados aos recém-nascidos (RN) extremo baixo peso (EBP)
admitidos na nossa unidade de terapia intensiva neonatal no ano de 2005. Métodos:
Estudo retrospectivo de todos os RN com peso de nascimento  1000 g, admitidos
na unidade terapia intensiva neonatal do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, no
período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2005, sendo descritos os fatores
obstétricos associados. Resultados: Foram admitidos 16 RN no período estudado,
sendo que destes, 25% foram provenientes de outros serviços. Características das
gestantes: idade média igual a 23,4 anos, sendo que 60% eram primigestas; 37,5%
não fizeram pré-natal e 50% apresentaram hipertensão arterial durante a gestação
(sendo esta a causa responsável pela metade das antecipações de parto), 62%
foram submetidas a parto cesárea. Nenhuma das gestações era múltipla e em 50%
das gestantes foi utilizado corticóide antenatal. Conclusões: É importante a
conscientização das gestantes no intuito de se realizar pré-natal adequado,
principalmente para diagnóstico precoce das principais doenças que podem levar ao
trabalho de parto prematuro e encaminhamento para centros de referência para
gestação de alto risco.Referências: Goulart AL. Assistência ao recém-nascido prétermo. In: Kopelman, BI, Santos AM, Goulart AL, Almeida MFB, Miyoshi MH,
Guinsburg R. Diagnóstico e tratamento em neonatologia. São Paulo: Atheneu; 2004.
p.17-23. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco. Brasília: MS; 2000. 3ª ed. (série
de manuais técnicos). 164p.
77
PARTICULARIDADES DE INFECÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS:
RELATO DE CASO
Marília Beraldo Milan*, Isabella de Freitas Ferreira Hostalácio, Maria Raquel Brigoni
Massoti, Daniela dos Santos Zica, Anna Luiza Pires Vieira
Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas Samuel Libânio
Av. Cel. Alfredo Custódio de Paula, 320, centro, cep: 37550-000 Pouso Alegre-MG
Introdução: Sepse é uma doença infecciosa de origem variada, determinando respostas
inflamatórias e metabólicas de diversos graus. O S. aureus é responsável por 24% dos
casos de sepse, que podem ter como porta de entrada lesões cutâneas, podendo ocasionar
bacteremia, que poderá ser transitória ou determinar instalação agressiva do patógeno em
vários tecidos como endocárdio, SNC, rim, articulações e ossos. A osteomilelite mais
frequentemente está associada a infecções por continuidade ou contigüidade. O tratamento
é iniciado empiricamente sendo a Oxacilina a droga de escolha. Estas infecções acometem
pacientes em todas as faixas etárias, com maior freqüência nos extremos de idade onde
apresentam pior prognóstico. As sepses por S. aureus são responsáveis por elevada
morbidade e mortalidade. Relato do Caso: TFC, masculino, 11 anos, natural e residente de
São João da Mata, deu entrada no posto de saúde da mesma, queixando-se de febre
rebelde após trauma com escoriação em joelho esquerdo. A lesão evoluiu com claudicação,
hematoma e flutuação após 3 dias que drenou espontaneamente. Recebeu Benzetacil
evoluindo com piora do quadro, associado a desconforto respiratório intenso e perda da
força muscular, transferido assim para a UTI pediátrica do HCSL. Foi diagnosticada
pneumonia em ambas bases pulmonares. Iniciou antibioticoterapia com Cefitriaxone e
Oxacilina por 5 dias, evoluindo com persistência da febre, secreção serossanguilanolenta à
tosse, taquicárdico e confusão mental, intensa leucocitose com desvio à esquerda e anemia
aguda. As drogas foram substituídas por Vancimocina e Cefepime que seguiu tratamento
por 23 dias recebendo alta da UTI. Na enfermaria queixou-se de edema, limitação dos
movimentos, e sinais flogistícos em joelho esquerdo. Após avaliação pelo ortopedista e
exames complementares foi confirmado diagnóstico de artrite séptica, sendo realizada
drenagem. Evoluiu bem recebendo alta hospitalar após 29 dias. Discussão: O presente
caso ilustra vários aspectos peculiares da história natural das infecções por S. aureus,
apresentando como porta de entrada a pele, evoluindo com sepse e osteomielite. É
importante ressaltar que pacientes com infecção presumível por S. aureus com sinais de
bacteremia devem ser tratados empiricamente com oxacilina, porém diversos trabalhos têm
mostrado o aumento da resistência em até 50%. O tratamento precoce com antimicrobianos
apropriados é essencial para redução da mortalidade embora esta ainda seja alta: mesmo
quando a infecção é causada por bactérias susceptível ao antibiótico empregado.
Referências: 1. Shah M, Watanakunakorn C. Changing patterns of Staphylococcus aureus
bacteremia. Am J Med Sci 2001; 278: 115-21. 2. Conterno LO. Fatores de risco para
letalidade da bacteremia por Staphylococcus aureus. São Paulo, 1994 Tese (mestrado)
Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. p96.
78
Local: Anfiteatro do Campus Central da Univás
Dia:
26 de setembro (terça-feira)
Horário: 13 horas
Presidente: Prof. Dr. Taylor Brandão Schnaider
Debatores: Profª. Drª Beatriz Bertolaccini Martinez
Profª. Drª Miriam de Fátima Brasil Engelman
Secretário: Acad. Fernando Henrique Faria
79
ESTERÓIDES ANABOLIZANTES NA HIPERTROFIA DO MIOCÁRDIO DE RATOS
Carlos Henrique Vianna de Andrade; Francine Covolan;Heloisa Borges;Juliana
Moraes e Larissa Souki*
Curso de Medicina – Faculdade de Ciências da Saúde – UNIVÁS
Rua Celene de Paula Costa, 25/205 – Medicina – 37550-000 – Pouso Alegre –MG
Introdução e Objetivos -Os esteróides são substâncias sintéticas com ação
semelhante à testosterona, com retenção de nitrogênio e incremento do
metabolismo protéico. Aumentam a massa muscular e o desempenho físico,
promovendo a hipertrofia cardíaca. Não foi definido se essa hipertrofia altera a
proporção interstício/fibra do coração. Sendo assim, esta pesquisa tem por objetivo
verificar se o decanoato de nandrolona promove hipertrofia cardíaca e de que modo
o faz. Métodos-Foram estudados 20 Rattus norvergicus albinus, 10 receberam
nandrolona na dose de 6,6 mg/100g rato em 5 injeções IM semanais e 10
receberam injeções de água destilada em volume correspondente. Os ratos foram
pesados antes e no final do experimento. Após anestesia com tionembutal os
corações foram retirados e os ventrículos livres dos átrios e da raiz dos vasos foram
pesados e imersos em solução de Bouam. Foi retirado 2ml de sangue da veia cava
inferior que foi centrifugado e congelado para exames bioquímicos posteriores.As
variáveis paramétricas foram analisadas pelo teste “t” de Student para médias
independentes e as não paramétricas pelo teste de Mann-Whitney. Rejeitou-se a
hipótese de nulidade a 5% (p<0,05). Resultados- A mediana da diferença de peso
durante o experimento dos ratos do grupo nandrolona foi de -7g e do grupo controle
foi de 0g (p=0,00005). A média do peso dos ventrículos/peso do rato x 100 do grupo
nandrolona foi de 0,32±0,02 e do grupo controle foi de 0,28±0,02 (p=0,002).O
volume do coração/peso do rato x 100 foi de 0,26±0,03 no grupo Nandrolona e de
0,24±0,02 no controle (p=0,05). A densidade do grupo estudo foi de 1,23±0,19 g/ml
e a do grupo controle 0,21±0,12g/ml (p=0,85). O HDL colesterol do grupo
Nandrolona foi menor (p=0,04). Conclusões- Concluiu-se que os ratos que
receberam nandrolona apresentaram menor peso corporal, provavelmente pelo
maior metabolismo e atividade física, e o coração com maior peso e volume,
conservando a densidade, isto é, provavelmente sem alterar a proporção
interstício/fibra. Referências- 01.Feldkoren BL, Anderson S, Anabolic – androgenic
steroid interaction with rat androgen receptor in vivo and in vitro: a comparative
study. J. Steroid Biochem Mol Biol 2005 apr;94(5):481-7;02.
80
AVALIAÇÃO DA REAÇÃO INFLAMATÓRIA NA COLOCAÇÃO DE TELA DE
MARLEX COM DIFERENTES AFASTAMENTOS DOS LÁBIOS DA APONEUROSE
Maria Raquel Brigoni Massoti*; Maíra Luppi; Felix Carlos Ocáriz Bazzano; Eduardo
Chibeni Fernandes Ramos; Rogério Mendes Grande, Marcos Mesquita Filho.
Biotério da Faculdade de Ciências Médicas “ Dr. José Antônio Garcia Coutinho”
Av. Cel Alfredo Custódio de Paula, 320-Centro-CEP 37550-000 Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: A resposta inflamatória está estreitamente interligada ao
processo de reparação. Dentre os estímulos exógenos que podem provocar uma
complexa reação no tecido conjuntivo vascularizado,pode – se citar o uso de telas
em tratamentos de hérnias incisionais grandes ou de hérnias inguinais recidivadas.
O reparo das hérnias da parede abdominal é o tipo de operação mais comum
realizada em nosso meio. Nem sempre os cirurgiões conseguem por meio de
artifícios de técnica, material suficiente para que os defeitos formados possam ser
corrigidos de modo que as suturas não fiquem sob tensão,assim o emprego de
próteses busca a redução ou eliminação deste fator. Métodos: Foram utilizados 48
ratos, raça Wistar, divididos em dois grupos (processos agudo e crônico) e estes
subdivididos em três grupos: Controle, abertura e fechamento de incisão mediana;
Grupo 1, colocação da tela mantendo o afastamento das bordas em um cm e Grupo
2, mantendo afastamento de dois cm. Após três ou 28 dias para processos agudo e
crônico respectivamente , foi realizada biopsia seguida de estudo
anatomopatológico com semiquantificação da resposta inflamatória nos diferentes
grupos.Para tal utilizou- se scores (0 – ausente, 1 – leve, 2 – moderado e 3 –
acentuado) e os dados obtidos analisados estatisticamente.Resultados:Observou –
se diferentes infiltrados leucocitários e fases de reparação tecidual entre os grupos
agudo e crônico.No grupo 1 agudo houve espessamento reacional do peritônio
parietal e no grupo 2 agudo, esteato necrose e espessamento discreto.No grupo 1
crônico, hemossiderinose e no grupo 2 crônico, o processo inflamatório em
resolução
e
reparação
tecidual
ao
redor
da
tela
com
maior
organização.Conclusões: A técnica empregada foi exeqüível com boa evolução
cirúrgica.A tela foi eficiente para prevenir a formação de herniações.Comparando o
grupo do processo crônico entre si ,a tela de dois cm evidenciou uma reação
inflamatória mais organizada ao redor dela do que a de um cm. Referências:1Souza PL, Silva AL. Reparo cirúrgico de hérnias inguinais indiretas.Vittale 1997; 9:
37-40. 2-Chacon JP, Kobata CM, Kobata MHP. Hérnias incisionais abdominais:
correção com tela de Marlex. Col Bras Cir 1989; 16(3): 99 – 102
81
QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DIFERENTES TEMPOS DE
HEMODIÁLISE
Maíra Luppi*, Maria Raquel Brigoni Massoti, Tatiane Crepaldi, Carlos Henrique
Vianna de Andrade, Yara Grácia Lorena, Marcos Mesquita Filho.
Serviço de Nefrologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio
Rua Cel. Alfredo Custódio de Paula, 320-Centro-CEP:37550-000-Pouso Alegre-MG
Introdução e Objetivos: Qualidade de vida (QV) é um conceito novo na área da
saúde.Há poucos trabalhos publicados direcionados aos portadores de IRC em
hemodiálise e QV. Essa nova forma de investigação, possibilitou a comparação de
tratamentos complexos, permitindo novas estratégias na área de saúde. Métodos:
Realizou-se um estudo transversal em portadores de IRC submetidos à
hemodiálise. Utilizou-se o questionário SF-36, que abrange oito domínios que são
analisados de maneira independente: capacidade funcional (CF), limitação por
aspectos físicos (LAF), Dor, estado geral de saúde (EGS), vitalidade (VIT),
aspectos sociais (AS), limitação por aspectos emocionais (LAE) e saúde mental
(SM). A análise estatística foi com o teste t, o teste de Mann-Whitney e as
correlações de Pearson e Spearman (H1 ≠ H0 : p≤0,05). Resultados: Os homens
apresentaram melhor escore em CF (76,6 ± 18,2 x 58,1 ± 24,8; p=0,005), Dor (70,5
± 25,1 x 64,7 ± 27; p=0,002) e EGS (63,7 ± 20,6 x 58,6 ± 21,4; p=0,04); as
mulheres apresentaram melhor escore somente em LAF (51,6 ± 41,3 x 32,9 ± 38,2
;p=0,05); os pacientes com companheiro apresentaram melhor escore do que
aqueles sem companheiro para CF (73,1 ± 19,4 x 60,7 ± 25,7; p=0,03), Dor (73,1 ±
19,4 x 64,0 ± 24,9; p=0,02) e AS (8,1 ± 22,9 x 69,6 ± 26,7; p=0,04). Houve
correlação positiva entre os escores dos domínios do SF-36 com a idade: LAF
(r=0,93), Dor (r=0,49), AS (r=0,27), LAE (r=0,5),e correlação negativa com EGS (r=0,77) e SM (r=-0,68). Também houve correlação positiva entre os escores dos
domínios do SF-36 com o tempo de diálise nas mulheres: LAF (r=0,35); LAE
(r=0,44). Nos homens, houve correlação negativa com SM (r=-0,26). Conclusões:
A qualidade de vida (QV) das mulheres foi mais comprometida em vários domínios
quando comparados à dos homens; os pacientes sem companheiros apresentaram
menor escore em vários domínios, os pacientes idosos são menos suscetíveis a
alterações da QV que os indivíduos mais jovens, exceto nos domínios SM e EGS.O
tempo de hemodiálise trouxe um efeito negativo na QV dos homens, e nas
mulheres apresentou efeito positivo em relação a LAE. Referências: 1- Cohen SR,
Mount BM, MacDonald N. Defining quality of life. Euro J Cancer 1996; 32:753-4. 2Ferraz MB. Qualidade de vida: conceito e um breve histórico. Jovem médico
1998;4:219-22
82
PERFIL DOS HIPERTENSOS DE UMA INDÚSTRIA EM POUSO ALEGRE
Kalil Yunes Nadur; Marta Garroni Magalhães; Larissa Nunes Souki; Lívia Cristina
França Gibertoni*; Thiago Peres Vilasboas Alves ; Walter Takeiti Sasaki
Setor de Cardiologia e Nutrição - UNIVÁS
Rua Comendador José Garcia 961/ 304- Centro- 37550-000- Pouso Alegre- MG
Introdução e Objetivos - Considera-se Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) uma
conseqüência da relação entre condições genéticas e os diversos fatores
ambientais como a ingestão salina, obesidade e stress. O objetivo é relacionar a
HAS com o estilo de vida atual em funcionários de uma indústria em Pouso Alegre.
Métodos - Participaram do estudo 651 homens de idade variando entre 18 e 69
anos. Houve a formação de um grupo único tendo como fator em comum o
trabalho em uma mesma indústria, diferindo apenas em funções desempenhadas.
Foi formulado um questionário sobre prática de atividade física, ingestão de frutas,
tabagismo e escolaridade. Os resultados foram apresentados com estatística
descritiva, utilizando a média, o desvio padrão, a freqüência relativa e a absoluta.
Resultados - Dos 651 adultos, 117 (18%) eram hipertensos. Destes, 55 (47%)
faziam atividade física regularmente. Apenas 19 (16%) não ingeriam frutas. 46
(40%) eram tabagistas e, 53 (45%) eram analfabetos ou tinham o 1° grau
incompleto. A média da idade foi 40 anos e o IMC igual a 28. Conclusões- Concluise que a idade, o IMC, a atividade física, o tabagismo e a escolaridade tiveram
uma relação positiva com a hipertensão arterial, o que não foi observado em
relação ao consumo de frutas no grupo estudado.Referências- 01. Batista MC,
Oliveira CJR, Ribeiro AB. Hipertensão Arterial. Revista Brasileira de Medicina 2003;
60:65-76; 02. Cardiologia SB, Hipertensão SB, Nefrologia SB. V Diretrizes
Brasileiras de Hipertensão Arterial 2006; 5:1-48.
83
AVALIAÇÃO DOS FATORES DESENCADEANTES DO INFARTO AGUDO DO
MIOCÁRDIO NO SUL DE MINAS GERAIS
Carlos Henrique Vianna de Andrade, Isabela Cabello Abouchedid, Letícia Lopes de
Souza e Lívia Ribeiro Franco*.
Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre - MG
Introdução e Objetivos: As causas da aterosclerose, coronária são bem
conhecidas, porém os fatores desencadeantes da instabilidade da placa de ateroma
não. Por outro lado, os fatores presentes no IAM diferem entre populações e de uma
região para outra. Portanto, este estudo tem por objetivo verificar também os
principais fatores desencadeantes do IAM na região sul mineira.Métodos: Foi
realizada uma pesquisa prospectiva do perfil clinico e laboratorial de 32 pacientes
consecutivos internados no HC da UNIVÁS, com IAM confirmado por elevação do
segmento ST e por aumento do CKMB. A variáveis foram comparadas entre os
sexos. Para o cálculo de p foram utilizados o teste t para médias independentes, o
teste de Mann-Whitney e o teste do Ҳ². Rejeitou-se a hipótese de nulidade a 5%
(p<0,05).A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVÁS e
os pacientes assinaram o consentimento informado.Resultados:Eram 23 homens e
9 mulheres (59±12 x 52±9 anos) sendo as mulheres mais jovens (p=0,07) e com
mais antecedentes familiares (p=0,06). Eram tabagistas 50% dos pacientes, o índice
cintura/quadril (ICQ) foi > 0,90 em 82%, e o IMC aumentado em 85% e 50% deles
apresentaram alguma inflamação nas últimas 4 semanas; os lipídios estavam
alterados em menos de 30% dos infartados e a glicemia elevada em 38%, sem
diferenças entre os sexos.Conclusões:Concluiu-se que o perfil dos pacientes com
IAM em Pouso Alegre são semelhantes aos verificados em pesquisa realizada em
São Paulo (Avezum,A et al. 2005), com grande preponderância do tabagismo e do
ICQ aumentado e pouca relevância dos lipídios. Apresentaram também
antecedentes de inflamação recente. Nas mulheres houve tendência do IAM incidir
em mais jovens e com antecedentes familiares, sem outras diferenças importantes
em relação ao sexo.Referências: 1.Davies MJ, Woolf N, Robertson WB. Pathology
of acute myocardial infarction with particular reference to oclusive coronary thrombi.
Br Heart J 1976;38:659-64.
84
DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS EM POUSO ALEGRE-MINAS
GERAIS
Vítor Ângelo Carlucio Galhardo; Maria Aparecida Silva Mariosa; Marina Aparecida
Poletto; João Paulo Issamu Takata
Trabalho realizado no Departamento de Clínica Médica da UNIVÁS.
Rua Comendador José Garcia, 758 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre-MG.
Introdução e Objetivos- A instabilidade econômica e a dependência física trazem o
idoso à institucionalização. Esse idoso é obrigado a adaptar-se a uma rotina de
horários, dividir seu ambiente com desconhecidos e ficar à distância da família;
estas circunstâncias podem ocasionar uma desestruturação psíquica. É nesse
cenário que surge como um dos mais importantes agravos a saúde da terceira idade
a depressão, sendo esta a síndrome psiquiátrica mais prevalente. É essencial o
conhecimento sobre a população idosa para planejamento de políticas públicas e
capacitação de profissionais envolvidos no atendimento ao idoso. O objetivo desta
pesquisa é investigar a prevalência de sintomas depressivos em idosos
institucionalizados em Pouso Alegre, MG e traçar o perfil dos mesmos. Estudo
descritivo e transversal. Métodos- Foram selecionados 46 idosos em duas
instituições asilares, sem déficit cognitivo, com 60 anos ou mais de idade, que
aceitaram fazer parte do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e
esclarecido. Foi aplicado um formulário para coleta de dados sócio-demográficos e
clínicos e a Escala de Depressão Geriátrica(GDS-15). Os dados foram submetidos à
análise estatística descritiva. Resultados- O principal motivo da institucionalização
foi social 71,8% dos idosos, 83%do sexo feminino e 17%masculino, 74%brancos e
26%não-brancos, com média de idade de 75,3 anos. 57%são solteiros, 30%viúvos e
13%casados e separados. 96%são católicos. Quanto ao nível de escolaridade,
61%sem escolaridade, 37%com ensino fundamental incompleto e 2% completo.
72%recebem um salário mínimo e 28%não têm renda. O número de medicamentos
em uso apresenta uma média de 5,8 por paciente, sendo que 38%fazem uso de
mais de 6 medicamentos por dia, sendo as drogas para o ACV as mais utilizadas,
76%. A pontuação pela GDS-15 com ponto de corte 5, mostrou que 65%dos idosos
apresentaram pontuação para depressão, 63%depressão leve(escore de 5 a 10) e
2% depressão grave(escore>10). Conclusões- A principal causa da
institucionalização foi social. Apresentaram uso elevado de medicamentos e alta
prevalência de depressão detectada pela GDS-15, demonstrando sua importância
na avaliação da saúde do idoso. Referências- ALMEIDA OP, ALMEIDA AS.
Confiabilidade da versão brasileira da escala de depressão em geriatria(GDS)
versão reduzida. Arq Neuro Psiquiatr. 1999; 57(2B): 421-6. CARVALHO VFC,
FERNANDEZ MED.Depressão no idoso. In: PAPALÉO- NETTO M.(Ed).
Gerontologia. São Paulo: Atheneu; 1996. p. 160-73. SHEIKH JI, YESAVAGE JA.
Geriatric Depression Scale(GDS): recent evidence and development of a shorter
85
version. Clin Gerontol 1986; 5: 165-73.
AVALIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO NA UNIDADE NEONATAL DO
HOSPITAL INFANTIL CÂNDIDO FONTOURA
Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Monica Assis Rosa
Unidade Neonatal do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Av. Minas Gerais, 191 - Fátima 1 – 37550-000 – Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: A prática do aleitamento materno vem sendo amplamente
estimulada pelos profissionais e órgãos de saúde, porém ainda nos dias atuais,
deparamo-nos com mães que não receberam orientações especificas ou
desconhecem os benefícios de tal prática. O objetivo foi estudar os fatores
relacionados a uma melhor aceitação do aleitamento materno. Métodos: Estudo
transversal realizado por meio de questionário aplicado às mães durante a
internação do recém-nascido na unidade neonatal do Hospital Infantil Cândido
Fontoura, de 1 de abril a 31 de dezembro de 2005. Foram estudados dados
maternos, gestacionais, relacionados ao parto e à amamentação. Resultados:
Foram estudadas 112 mães, sendo 45% primigestas com idade média de 23 anos,
62% eram solteiras e em 55% das entrevistadas a gravidez era indesejada.
Aproximadamente 88% realizaram pré-natal e destas, 65% tiveram orientações
sobre aleitamento no pré-natal e 66% tiveram essas informações na maternidade. O
parto foi natural em 60% dos casos. Erros na técnica de amamentação foram
identificados em 77% das mães e 86% dos RN tiveram alta hospitalar amamentados
no seio. Conclusões: Torna-se necessário a atuação de equipe multidisciplinar no
pré-natal, no sentido de fornecer orientações às gestantes, sobretudo para as
primigestas. Tal assistência deve se prolongar mesmo após o nascimento da criança,
buscando promover a amamentação e propiciar melhores condições de saúde para
o binômio mãe-filho. Referências: 1. Bueno LGS, Teruya KM. Aconselhamento em
amamentação e sua pratica. J pediatr 2004;80:126-30. 2. Ramos CV, Almeida AG.
Alegações maternas para o desmame: estudo qualitativo. J pediatr 2003;79:385-90.
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ASSISTÊNCIA FONOAUDIOLÓGICA HOSPITALAR
Maria de Fátima Prudente de Aquino*
Hospital das Clínicas “Samuel Libânio”, nº 777,
centro, Pouso Alegre/MG, cep: 37.550-000.
Introdução e Objetivos: A Fonoaudiologia é a Ciência que tem como objeto de
estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento,
aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na
função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na
linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na
deglutição. No âmbito hospitalar está direcionada ao paciente ainda no leito,
independente de sua idade cronológica. A atuação é de forma precoce, preventiva,
intensiva, pré e pós-cirúrgica, despotencializando a instalação de patologias
fonoaudiológicas. Entretanto, vários profissionais ainda desconhecem a dimensão
da assistência fonoaudiológica hospitalar; dessa forma, o objetivo deste trabalho é
expôr a atuação desenvolvida no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio”, Pouso
Alegre/MG, para que os diversos profissionais conheçam o Serviço de
Fonoaudiologia e possam usufruir do mesmo. Métodos: As ações fonoaudiológicas
constituem-se por respaldo técnico e prático à equipe multiprofissional onde atua,
através de triagem, avaliação, intervenção, estudo de casos, orientação e
pareceres. Acolhimento à família, promoção da humanização, incentivo e
promoção ao Aleitamento Materno, também fazem parte da assistência
fonoaudiológica. Considerações: A assistência fonoaudiológica está incluída na
assistência multiprofissional ao paciente e tem possibilitado a alta hospitalar
antecipada. Também tem favorecido a integração da equipe de Saúde dos diversos
Serviços hospitalares, e contribuído para que família e paciente sintam-se
acolhidos e participantes na busca da saúde. Referências: Hernandez, AM. O
Neonato. São José dos Campos: Pulso; 2003; Rios, IJA. Fonoaudiologia Hospitalar.
São José dos Campos: Pulso; 2003; Jacobi, JS; Levy, DS; Silva, LMC. Disfagia Avaliação e Tratamento. Rio de Janeiro: Revinter; 2004.
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CARACTERÍSTICAS DOS PARTOS PREMATUROS OCORRIDOS NO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO “SAMUEL LIBÂNIO”
Priscila E. P. Faria; Cristina Kallás Hueb*.
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Univás
Rua: Com. José Garcia, 777 – Centro – 37.500-000 – Pouso Alegre - MG
Introdução e Objetivos: A prematuridade representa a principal causa de
morbidade e mortalidade neonatal¹. A organização Mundial de Saúde define como
parto prematuro aquele que ocorre antes de 37 semanas completas de gestação².
É considerado espontâneo, quando decorre do aparecimento precoce das
contrações uterinas, e eletivo, quando a interrupção da gestação resulta de
indicação médica². O objetivo foi avaliar a prevalência de parto prematuro e suas
características. Analisar os aspectos clínicos e obstétricos das gestantes que
evoluíram para parto prematuro. Métodos: Foi realizada revisão de prontuários de
todos os casos de parto prematuro ocorridos no Hospital das Clínicas “Samuel
Libânio” no período de Janeiro a Maio de 2006. As variáveis analisadas foram:
idade materna, paridade, idade gestacional, intercorrências clínicas e obstétricas
associadas, tipo de parto, indicação do parto e peso do recém-nascido.
Resultados: Entre os 776 partos ocorridos no período, 9,8% (76) foram
prematuros, sendo 67% (51) espontâneos e 33% (25) eletivos. Dentre os
espontâneos 78,4% (40) foram partos normais e 21,6% (11) partos cesáreas. Dos
partos eletivos 100% (25) foram partos cesáreas, sendo 60% (15) destes por
sofrimento fetal crônico e 40% (10) por doença hipertensiva gestacional. A idade
materna variou de 13 a 44 anos (±25,4). Trinta e uma eram primíparas (40,8%) e
45 (59,2%) multíparas. A idade gestacional média de nascimento foi de 32,5
semanas e o peso médio dos recém-nascidos foi de 1991g. Patologias clínicas e
obstétricas foram observadas em 68,4% (52) casos: doença hipertensiva 25%
(13), amniorrexe prematura 23,1% (12), RCIU 15,4% (8), ITU 13,5% (7),
gemelaridade 11,5% (6), outros 11,5% (6). Conclusões: A prevalência de parto
prematuro foi semelhante a nacional (9%), assim como as variedades
espontâneas (75%) e eletivas (25%). O principal fator associado foi a doença
hipertensiva, sendo a alteração da vitalidade fetal a mais importante indicação de
resolução prematura da gestação. Referências: 1.Perroni AG, Bittar RE, Fonseca
ESB, Messina ML, Marra KC, Zugaib M. Prematuridade eletiva: aspectos
obstétricos e perinatais. Ver Ginecol Obstet 1999; 10:67-71. 2. Rades R, Bittar RE,
Zugaib M. Determinantes Diretos do Parto Prematuro Eletivo e os Resultados
Neonatais. RBGO 2004; 26: 655-62.
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SOBREVIDA DE RECÉM-NASCIDOS DE EXTREMO BAIXO PESO EM UNIDADE
DE TERAPIA INTENSIVA EM HOSPITAL DE NIVEL TERCIÁRIO.
Isabela Cabello Abouchedid, Isabela Ferreira Hostalácio*, Íris Eika Morioka, Anna
Luiza Pires Vieira, Edson Luiz de Lima
Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital das Clinicas - UNIVÁS
R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG
Introdução e Objetivos: Nos últimos 20 anos, a melhoria na assistência médica ao
parto prematuro e a criação de centros regionais de assistência perinatal,
contribuíram para aumentar a sobrevida de recém-nascidos extremo baixo peso. O
objetivo foi descrever a sobrevida intra-hospitalar dos recém-nascidos (RN) extremo
baixo peso (EBP) em nossa unidade de terapia intensiva durante o ano de 2005.
Métodos: Estudo retrospectivo de todos os RN com peso de nascimento  1000g,
admitidos na UTI infantil do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, no período de 1
de janeiro a 31 de dezembro de 2005. Descreveu-se a taxa de sobrevida por faixa
de peso de nascimento (PN) e idade gestacional (IG) e observaram-se fatores
neonatais associados à evolução clínica dos RN. Resultados: Foram admitidos 16
RN, sendo que destes, 25% foram provenientes de outros serviços. Características
dos 16 RN: PN 777,3  171,6g, IG 27,3  2,4 semanas. A sobrevida na faixa de
500-749g, 750-1000g foi respectivamente, 28% e 72%. A sobrevida dos pacientes
de 25-27 e 28-30 semanas foi, respectivamente, 25% e 75%. Todos os recémnascidos necessitaram de reanimação na sala de parto. As causas de óbitos foram
sepse precoce e tardia, em respectivamente, 40% e 60% dos casos. O tempo médio
de internação dos RN foi de 115 dias. Conclusões: A taxa de sobrevida dos RN
estudados foi inferior a dados nacionais, porém devemos considerar que muitos
desses RN são transferidos de forma inadequada, aumentando nossa taxa de
mortalidade, já que todos os RN transportados evoluíram para óbito. Devemos
ressaltar que a interação da equipe de pediatras que dá assistência ao RN em sala
de parto com a obstetrícia pode reduzir a mortalidade, visto que todos os RN
estudados, necessitaram de reanimação em sala de parto. Finalmente, torna-se
fundamental a realização de discussões multidisciplinares quanto à prevenção de
infecções neonatais. Referências: Leone CR, Guinsburg R, Marba STM et al.
Brazilian neonatal research network (BNRN): very low equipe médica birth weigth
infant morbidity and mortality. Pediatr Res 2001;49:405A.
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Anais Semana Médica 37ª - Edição