1 Diretor da FACIMPA: Prof. Manoel Francisco de Paiva Secretária: Tereza Camargo Santiago Pereira Coordenadora do Curso de Medicina e Presidente do Evento: Profª Drª Jussara Vono Toniolo Coordenador de Extensão: Prof. Antônio Homero Rocha de Toledo Secretária de Extensão: Acredilene Maria de Souza Martins Coordenação Científica : Prof. Dr. Taylor Brandão Schnaider Profª. Drª. Beatriz Bertolaccini Martinez Profª. Drª. Miriam de Fátima Brasil Engelman 2 3 4 25 de setembro (Segunda-feira) *TRATAMENTO CIRÚRGICO DOS ANEURISMAS E DA DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA CRONICA DO TERRITÓRIO AORTO ILÍACO E INFRA-INGUINAL Ernesto Lentez de Carvalho Monteiro–UFMG-BH Rodrigo Bernardes–Hospital Madre Tereza-BH 26 de setembro (Terça-feira) *GESTÃO DE FATORES QUE CONTRIBUEM PARA FORMAÇÃO DA MARCA DE EMPRESAS DE SAÚDE Marinho Scarp – UNIFESP – São Paulo *O EXAME CLÍNICO NA MEDICINA MODERNA Celmo Celeno Porto – UFG – Goiânia 27 de setembro (Quarta-feira) *O TRATAMENTO DO PÉ TORTO CONGÊNITO Edegmar Nunes Costa – UFG - Goiânia *TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: INTEGRAÇÃO ENTRE A PSIQUIATRIA CLÍNICA E A PSICODINÂMICA Maria Odila Butti de Lima - USP – São Paulo 28 de setembro (Quinta-feira) *ATIVIDADE FÍSICA NA DOENÇA E NO ENVELHECIMENTO José Maria Santárem – USP – São Paulo *MEDICINA NUCLEAR NO CARCINOMA DA TIREÓIDE Érico Luis Camacho - MAGSUL – Pouso Alegre 5 1.CISTOSSARCOMA FILÓIDE DE MAMA – RELATO DE CASO Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do Amaral Mello Nogueira;Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; Antônio Celso Desuó. 2. AGENESIA PULMONAR NA INFÂNCIA – RELATO DE CASO Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do Amaral Mello Nogueira; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; João Diniz Juntolli Netto. 3. SÍNDROME DE POLAND: RELATO DE CASO Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Renato do Amaral Mello Nogueira;João Diniz Juntolli Netto; Augusto Castelli Von Atzingen; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias. 4. EVIDÊNCIAS RADIOLÓGICAS DE MÁ-FORMAÇÕES URINÁRIAS COMPLEXAS Félix Carlos Ocariz Bazzano; José Luiz de Oliveira Schiavon*; Juliana Grilo Teles; Augusto Castelli Von Atzingen. 6 5. INVAGINAÇÃO INTESTINAL POR LIPOMA: A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO Felipe de Oliveira Mejias*; Augusto Castelli Von Atzingen; Luceia Moreira de Andrade; Luiz Roberto do Nascimento; João Diniz Juntolli Netto; Renato do Amaral Mello Nogueira 6. A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NA AVALIAÇÃO INICIAL E SEGUIMENTO DOS PACIENTES COM ATRESIA COANAL. RELATO DE CASO. Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Felipe de Oliveira Mejias; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral Mello Nogueira;João Diniz Juntolli Netto; Flávio Galvão Lima 7. ESTUDO DA CORRELAÇÃO ENTRE O PADRÃO DE DIFERENCIAÇÃO CELULARE INFILTRADO LINFOCITÁRIO COM O PROGNÓSTICO DE NEOPLASIAS MALIGNAS DA EPIDERME Marina Moreira Costa*; Karina de Sousa Fonseca; Adriana Rodrigues-Anjos; Fiorita.G.L. Mundim; Mirian.F.B. Engelman 8. RELATO DE UM CASO DE HISTIOCITOSE DE CELULAS DE LANGERHANS Rogério Mendes Grande; Mirian Engelman; Fabian Camargo; Matheus Siqueira Masson*; Fernanda Krepischi de Arruda Castro* 9. ENTEROPATIA PERDEDORA DE PROTEÍNA DE CAUSA IDIOPÁTICA Karina Junqueira Dias; Larissa de Souza Bueno; Maira Azevedo B. Santos;Maria Luíza Rennó Moreira*; Polyane de Souza Izidoro 10. EVOLUÇÃO DO HEMATOMA TRAUMÁTICO DURANTE A ANTICOAGULAÇÃO NO TRATAMENTO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA – RELATO DE CASO Ibrahim Elias Kallás; Sofia Ribeiro Junqueira; Volney Marques Passos; Ricardo Mele Filho; Edgard da Silva Garcia, Maria Fernanda Braz de Carvalho. 7 11. LITÍASE RENAL ORIGINADA POR ADENOMA DE PARATIREÓIDE Yara Gracia Lorena; Leci Veiga Caetano; Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino; Sérgio Paulo Mota Soares*; Túlio Mota Tolentino. 12. AORTA ALONGADA E DOENÇAS DE AORTA: UM DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO Luiz Augusto de Faria Cardoso; Ricardo Vinicius C. Teixeira; Vinicius Adami Vayego Fornazari*; Sebastião Jupiaçara Guimarães; Paulo Eduardo Ribi Opperman 13. TINHA CAPITIS AGUDA (KERION CELSI) – SUCESSO TERAPÊUTICO Maira Azevedo Bernardes Santos; Marcelo de Carvalho Amorim*; Maria Luíza Rennó Moreira; Marília dos Anjos Antonietto; Ana Cristina Trench Vieira 14. USO DOS INIBIDORES DA ENDOTELINA PARA TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR IDIOPÁTICA (HAPI) Andréia Albuquerque Clarindo Oliveira*; Clara Paschoalini Guyot; Edmundo Clarindo Oliveira 15. ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS DO LABORATÓRIO MUNICIPAL DE ANÁLISES CLÍNICAS DO MUNICIPIO DE POUSO ALEGRE-MG João Paulo Issamu Takata; Marina Aparecida Poletto; Flávio Rodrigues de Sousa; Julio Cesar Lemes Macedo; Christian Alessandro Nery Freitas; Fábio Henrique Ferreira Rosa 16. EVENTRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes Magalhães; Juliana Grilo Teles*; Pietra Martini; Renata Costa Teixeira. 17. PNEUMONIA LIPOÍDICA Eugênio Fernandes de Magalhães; Claudinei Leôncio Beraldo; James Antonio Kanebley; Glauber Romeiro de Almeida 8 18. SÍNDROME DE MARFAN – RELATO DE CASO Renata Prota Hussein; Priscila Gabriela dos Reis; Joyce Lara Borba Amaral; Maria Beatriz Prota Hussein 19. DOENÇA DE VON RECKLINGHAUSEN Marina May Chittenden Bandeira; Nara Lúcia de Paiva; Polyane de Souza Izidoro; Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino*. Ana Cristina Trench Vieira 20. AFLATOXINAS: MECANISMOS DE TOXICIDADE E SEU ENVOLVIMENTO NA ETIOLOGIA DO CANCÊR HEPÁTICO Daniela dos Santos Zica*; Cristiane Leme Arbeli; Alfredo das Neves Magalhães Fernandes; Fernando Henrique de Faria; Maria Raquel Brigoni Massoti; Mário Benedito Costa Magalhães 21. AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM POUSO ALEGRE MG Isabela Cabello Abouchedid, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Letícia Lopes de Souza e Lívia Ribeiro Franco*. 22. PERFIL DOS IDOSOS HOSPITALIZADOS PORTADORES DE ÚLCERA POR PRESSÃO SEM DÉFICIT COGNITIVO Marta Garroni Magalhães; Marcelo de Carvalho Amorim*; Vitor Ângelo Carlucio Galhardo; Telma Paloma Oliveira; Daniela Francescato Veiga 23. VARIÁVEIS QUE PODEM INTERFERIR NA RESPOSTA DE INFORMANTES À ESCALAS COGNITIVAS E FUNCIONAIS Artur Henrique Alves; Marcio Erik Franco Ribeiro; Paulo Henrique Ferreira Brandão; Taís Maria Biagioni; Walter Carlos Girardelli Baptista*; 24. COMPARAÇÃO ENTRE O ELETROCARDIOGRAMA DE SUPERFÍCIE DE SUÍNOS E DE HUMANOS DE IDADE CORRESPONDENTE Edevaldo Kersul, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Osvaldo Theodoro da Paz* e Rodrigo Costa Dias. 9 25. PRESSÃO ARTERIAL EM ALUNOS PRÉ E ADOLESCENTES DE ESCOLA PARTICULAR E PÚBLICA EM ALFENAS MG Liana Valadão Dias*; Lara Ferreira Nhola; Maria Augusta Freitas Canêdo; Mariana Aparecida Vilela Seda e Carlos Henrique Vianna de Andrade. 26. VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA SOBRE CONTEÚDOS DE BIOÉTICA EM DISCENTES DA ÁREA DA SAÚDE. Marcos Mesquita Filho; Aline Fonseca Leite Praça; Carmen Abigail de Freitas Dantas*. 27. ADENOCARCINOMA METASTÁTICO CUTÂNEO DE ORIGEM PULMONAR Andrezza Nadalini Hoffmann Schmitt, Juliana Mosso*, Paulo Eduardo Ribi Oppermann, Paulo Henrique da Costa Borduchi, Sebastião Jupiaçara Guimarães 28. ICTIOSE LAMELAR CONGÊNITA:RELATO DE CASO Erika Hitomi Suzuki ; Fernando Henrique De Faria ; Isabela Cabello Abouchedid* ; Isabela Alustau Guimarães 29. UTILIZANDO A TÉCNICA DE GRUPO FOCAL PARA VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA EM BIOÉTICA. Aline Fonseca Leite Praça*; Carmen Abigail de Freitas Dantas; Marcos Mesquita Filho. 30. GESTAÇÃO GEMELAR: DISCORDÂNCIA DE PESO AO NASCIMENTO X CORIONICIDADE Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves Cabrera; Cristina Kallás Hueb* 31. GEMELARIDADE E RESULTADOS PERINATAIS Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves Cabrera; Cristina Kallás Hueb* 10 32. CORPO ESTRANHO DE LARINGE Jefferson Dall’Orto Muniz; Maruska d’Aparecida Santos; Tiago Parazzi; Franciane Campos Lourenço; Fernanda Tavares Masano*. 33. METÁSTASE ATÍPICA DE ADENOCARCINOMA DE RETO Virgínio Cândido Tosta de Souza; Maria Cecília Ferraz de Arruda Sarti; Carine Carvalho Vaz de Lima; Aline Fonseca Praça; Francini Ferreira Machado*. 34. ENDOMETRIOSE INTESTINAL Elísio Meireles de Miranda; Carlos Roberto Amorin; Nícolas Biagione Tiburzio; Thiago Silva de Paula ; Roberta Lilian Ferreira Pereira*. 35. TRATAMENTO CIRÚRGICO DA ENFERMIDADE DE HAGLUND: PROEMINÊNCIA DA TUBEROSIDADE PÓSTERO - SUPERIOR DO CALCÂNEO: TÉCNICA DE DuVries MODIFICADA (OSTEOTOMIA OBLIQUA E TRANSFERÊNCIA DO TFC) Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa 36. TRATAMENTO CIRÚRGICO DO HÁLUX VALGO ATRAVÉS DA OSTEOTOMIA PROXIMAL E ADIÇÃO DE CUNHA Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa 37. LESÃO DO NERVO RADIAL COMO COMPLICAÇÃO POTENCIAL NA OSTEOSSÍNTESE DO ÚMERO José Elísio Ubarana Neto; Ana Paula Heinzl; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do Amaral*; André Couto Godinho* 38. UTILIZAÇÃO DA CIRURGIA DE HUNTINGTON MODIFICADA NA PERDA DE FRAGMENTO ÓSSEO DA TÍBIA Mário Sérgio Viana Xavier; Ana Paula Heinzl*; André Couto Godinho*; André Oliveira Fonseca; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do Amaral 11 39. CARACTERIZAÇÃO DAS CESARIANAS OCORRIDAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SAMUEL LIBÂNIO Lucas faria Abrahão Machado; Cristina Kallás Hueb* 40. ANEURISMA DE VENTRÍCULO ESQUERDO Kalil Yunes Nadur, Fernanda Patini Furlan, Letícia Lopes de Souza, Manuela Ricciardi Silveira 41. NÓDULO DA “IRMÃ MARIA JOSÉ” Juliana Rabello Bressane*, Juliana Mosso, Lyliana Coutinho Resende Barbosa, Paulo Henrique da Costa Borduchi, Renata Ferreira Bites 42. TUMOR DE CÉLULAS DE LEYDIG Juliana Mosso*, Juliana Rabello Bressane, Jussara Vono Toniollo, Lyliana Coutinho Resende Barbosa, Paulo Henrique da Costa Borduchi 43. FÍSTULA VÉSICO-UTERINA POR LEIOMIOMA DEGENERADO Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane*, Lyliana Coutinho Resende Barbosa, Marcus Vinicius Silva, Paulo Henrique da Costa Borduchi. 44. MIOMA GIGANTE Juliana Mosso; Juliana Rabello Bressane; Lyliana Coutinho Resende Barbosa; Paulo Henrique da Costa Borduchi*; Renata Bites Ferreira 45. NÓDULO DA IRMÃ MARIA JOSÉ (SISTER MARY JOSEPH´S NODULE).APRESENTAÇÃO DE UM CASO. Elias Kallás, Ibrahim Elias Kallás, Alexandre Carvalho Kallás, Mario Benedito Magalhães,Marina Aparecida Poletto*. 12 46. HIGROMA CÍSTICO: EVOLUÇÃO A LONGO PRAZO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO- APRESENTAÇÃO DE UM CASO. Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, João Paulo Issamu Takata*. 47. SATURNISMO, UMA “DOENÇA DO TRABALHO”. APRESENTAÇÃO DE CASO. Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Flávio Rodrigues de Sousa*. 48. REVERSÃO BEM SUCEDIDA DE ANASTOMOSE BÍLIONDIGESTIVA. APRESENTAÇÃO DE CASO. Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Julio Cesar Lemes Macedo, Christian Alessandro Nery Freitas*. 49. ANÁLISE DE DADOS HISTOPATOLÓGICOS DOS TUMORES MALIGNOS DE PELE NO SERVIÇO DE CIRURGIA PLÁSTICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBÂNIO – HCSL Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Roberto Bezerra Vieira; Gustavo Vieira Troijo; Marcelo Prado de Carvalho; Daniela Francescato Veiga; Joel Veiga Filho; Denise de Almeida Mendes 50. CARCINOMA BASOCELULAR (CBC) EM COURO CABELUDO – RELATO DE CASO Virginia Vilasboas Silva *; Edgard da Silva Garcia; Ricardo Góes Figueiras; Roberto Bezerra Vieira; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida Mendes; Joel Veiga Filho; Daniela Francescato Veiga, Antônio Celso Desuó 51. INFLUÊNCIA DO BANHO PRÉ-OPERATÓRIO COM POVIDINE-IODO (PVP-I) NA COLONIZAÇÃO DA PELE EM CIRURGIA PLÁSTICA ELETIVA Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Daniela Francescato Veiga; Roberto Bezerra Vieira; Joel Veiga Filho; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida Mendes, Carlos Américo Veiga Damasceno 13 52. ANOMALIAS FETAIS: OSSO NASAL E RASTREAMENTO BIOQUÍMICO Cristiane Leme Arbeli*, Daniela dos Santos Zica, Fernando Henrique de Faria, Marcelo Claudiano de Castro, Alfredo das Neves Magalhães Fernandes, Anna Luiza Pires Vieira. 53. ANGIOMA CAVERNOSO NO LACTENTE – RELATO DE CASO Mauricio Sano*; Augusto Castelli Von Atzingen; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral Mello Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias 54. DEXTROGASTRIA, REFLUXO GASTROESOFÁGICO E ASPLENIA EM CRIANÇA COM DÉFICIT PONDERAL Félix Carlos Ocariz Bazzano; Mario Luis Bordignon Mariottoni; Larissa Nunes Souki*; Viviane Bracarense Alvim; Walter Takeiti Sasaki 55. AGENESIA PULMONAR Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes de Magalhães;Juliana Grilo Teles*; Luis Henrique S. Oliveira; Renata Costa Teixeira. 56. REPARO DE GASTROSQUISE USANDO O CORDÃO UMBILICAL COMO UM “PACH” Félix Carlos Ocáriz Bazzano, Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane, Paulo Henrique da Costa Borduchi*. 57. MIELITE TRANSVERSA AGUDA Daniela Vivian Cassalho, Jacinto Floriano Barbosa, Juliana Mosso*, Juliana Rabello Bressane, Paulo Henrique da Costa Borduchi. 58. MENINGITE POR Pasteurella multocida NO PERÍODO NEONATAL Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Mônica Assis Rosa 14 61. PARTICULARIDADES DE INFECÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS: RELATO DE CASO Marília Beraldo Milan*, Isabella de Freitas Ferreira Hostalácio, Maria Raquel Brigoni Massoti, Daniela dos Santos Zica, Anna Luiza Pires Vieira 62. ESTERÓIDES ANABOLIZANTES NA HIPERTROFIA DO MIOCÁRDIO DE RATOS Carlos Henrique Vianna de Andrade; Francine Covolan;Heloisa Borges;Juliana Moraes e Larissa Souki* 63. AVALIAÇÃO DA REAÇÃO INFLAMATÓRIA NA COLOCAÇÃO DE TELA DE MARLEX COM DIFERENTES AFASTAMENTOS DOS LÁBIOS DA APONEUROSE Maria Raquel Brigoni Massoti*; Maíra Luppi; Felix Carlos Ocáriz Bazzano; Eduardo Chibeni Fernandes Ramos; Rogério Mendes Grande 64. QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DIFERENTES TEMPOS DE HEMODIÁLISE Maíra Luppi*, Maria Raquel Brigoni Massoti, Tatiane Crepaldi, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Yara Grácia Lorena. 65. PERFIL DOS HIPERTENSOS DE UMA INDÚSTRIA EM POUSO ALEGRE Kalil Yunes Nadur; Marta Garroni Magalhães; Larissa Nunes Souki; Lívia Cristina França Gibertoni*; Thiago Peres Vilasboas Alves ; Walter Takeiti Sasaki 66. DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS EM POUSO ALEGREMINAS GERAIS Vítor Ângelo Carlucio Galhardo; Maria Aparecida Silva Mariosa; Marina Aparecida Poletto; João Paulo Issamu Takata 15 67. AVALIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO NA UNIDADE NEONATAL DO HOSPITAL INFANTIL CÂNDIDO FONTOURA Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Monica Assis Rosa 68. BAVALIAÇÃO DOS FATORES DESENCADEANTES DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO SUL DE MINAS GERAIS Carlos Henrique Vianna de Andrade, Isabela Cabello Abouchedid, Letícia Lopes de Souza e Lívia Ribeiro Franco*. 69. ASSISTÊNCIA FONOAUDIOLÓGICA HOSPITALAR Maria de Fátima Prudente de Aquino 70. CARACTERÍSTICAS DOS PARTOS PREMATUROS OCORRIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO “SAMUEL LIBÂNIO” Priscila E. P. Faria; Cristina Kallás Hueb*. 71. SOBREVIDA DE RECÉM-NASCIDOS DE EXTREMO BAIXO PESO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM HOSPITAL DE NIVEL TERCIÁRIO. Isabela Cabello Abouchedid, Isabela Ferreira Hostalácio*, Íris Eika Morioka, Anna Luiza Pires Vieira, Edson Luiz de Lima 16 Local: Hall do Campus Central da Univás Dia: 25 de setembro (segunda-feira) Horário: 13 horas Membros da Banca Examinadora: Prof. Dr. Taylor Brandão Schnaider Profª. Drª Beatriz Bertolaccini Martinez Profª. Drª Miriam de Fátima Brasil Engelman 17 CISTOSSARCOMA FILÓIDE DE MAMA – RELATO DE CASO Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do Amaral Mello Nogueira; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; Antônio Celso Besuó. Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCSL - Univás R. Luiz Junqueira de Carvalho nº 150, Medicina – 37.550-000 - Pouso Alegre/MG Introdução – O cistossarcoma filóide é raro. Representa 0,3 a 0,5% de todos os tumores da mama, são muitas vezes de grande volume, em média 6 a 8cm, tem crescimento rápido, nodular, não dolorosos a palpação e móveis. Seu diagnóstico por imagem torna difícil a suspeita de benignidade e malignidade. A distinção entre benigno e maligno é baseada em critérios histológicos, sendo que 3 a 12% de todas pacientes têm metástase1,2. Relato do caso – Os autores relatam um caso de cistossarcoma filóide de mama em uma paciente menopausada de 51 anos, que relata o aparecimento de tumoração local, nodular e indolor em quadrantes laterais da mama direita há 3 anos. O tumor foi diagnosticado pela palpação, mamografia, ultra-sonografia e exame anatomo-patológico. Evolui após dois anos da primeira intervenção (setorectomia), com recidiva local e mastectomia total unilateral. Discussão – O tumor filóide foi descrito primeiramente por Johannes Muller em 1838, sendo considerado como lesão inocente até 1931, quando Lee encontrou sinais de malignidade histológica. É um tumor fibroepitelial similar ao fibroadenoma, mas se diferencia por sua maior celularidade e pleomorfismo do estroma3. O diagnóstico deve ser feito por biópsia incisional e o tratamento definitivo por ressecção operatória. A quimioterapia adjuvante não é rotina para os cistossarcomas malignos devido ao baixo grau histológico e resultados pouco animadores1. Referências – 01. Reynolds J; Mies C; Daly JM. Tumores infiltrantes mesenquimais. In: Copeland EM; Blond KI. A mama: Tratamento compreensivo das doenças benignas e malignas. São Paulo:Manole,1994; 02. Mieli MPA; Yokochi K; Mori LJ. Tumor filóides. Rev. Méd. Hosp. Univ. 2000;10(1):25-8. 03. Martinez VC; Torres SC; Díaz P. Tumor phylloides. In: Pabst YF. Patologia mamaria benigna. Fundacíon de Investigacion y Perfeccionamento Médico 1994;97-103. 18 AGENESIA PULMONAR NA INFÂNCIA – RELATO DE CASO Augusto Castelli Von Atzingen*; Flávio Galvão Lima; Renato do Amaral Mello Nogueira; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; João Diniz Juntolli Netto. Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCSL - Univás R. Luiz Junqueira de Carvalho nº 150, Medicina – 37.550-000-Pouso Alegre/MG. Introdução – A agenesia pulmonar é uma anomalia congênita pouco comum, com incidência de 1 para 15.000 autopsias, tendo como causa freqüente fatores genéticos, infecciosos(virais) e nutricionais. O diagnóstico se baseia nos métodos de diagnóstico por imagem e o prognóstico está diretamente relacionado com as mal-formações associadas, principalmente anomalias cardíacas, devido compressão dos grandes vasos1,2.Relato do caso - Os autores relatam um caso de agenesia pulmonar em uma paciente do gênero feminino de 2 anos de idade, com história de episódios repetitivos de insuficiência respiratória e pneumonia. O diagnóstico foi realizado através de radiografia de tórax, exame contrastado, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e broncoscopia. Discussão – Na literatura são encontrados aproximadamente 200 casos documentados onde estão associados a outras pequenas mal-formações, e o restante com mal-formações complexas, geralmente ipsilaterais. A sintomatologia da agenesia pulmonar é variável e pode não existir, podendo apresentar-se com quadros respiratórios febris de repetição ou com apenas taquipnéia. O diagnóstico deve ser confirmado pela tomografia computadorizada helicoidal ou ressonância nuclear magnética. E o prognóstico depende do manejo adequado das mal-formações associadas, em particular a atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal1. Referências – 01. Alvarez AJ; Vaccaro MIL; Verdejo HP; Villa CQ; PuentesRR. Agenesia pulmonar unilateral con malformaciones múltiples: reporte de um caso. Rev. Chil. Pediatr. Jan. 2000;71(1):41-45. 02. Bohm J; Kursawe R; Nowotny T; Bittigau P, Konerzt W. Pulmonary agenesis in a newborn: implantation of tissue expander to prevent a mediastinal shift. Thorac Cardiovasc Surg 1995; 43:287-9. 19 SÍNDROME DE POLAND: RELATO DE CASO Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Renato do Amaral Mello Nogueira; João Diniz Juntolli Netto; Augusto Castelli Von Atzingen; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias; Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCSL - UNIVÁS Avenida Francisca R. de Paula, 289 – Medicina–37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução: A Síndrome de Poland é uma anomalia congênita rara, caracterizada por hipoplasia ou aplasia da musculatura torácica unilateral e alterações do membro superior ipsilateral. Sua manifestação clínica é extremamente variável. Tem uma incidência de 1:30000, sendo mais freqüente no sexo masculino e em hemitórax direito. Normalmente não há perda funcional do membro e não requer correção cirúrgica, exceto em casos de herniação pulmonar, hipoplasia mamária ou grande deformidade de parede torácica. Relato do Caso: Paciente do gênero masculino, 27 anos, branco, procurou este Serviço para realização de Tomografia Computadorizada do tórax para investigação de nódulo pulmonar solitário visualizado à Radiografia Convencional. Relatava dor torácica à direita, sem outras queixas. Ao exame físico não foi observada assimetria torácica. Tomografia Computadorizada revelou ausência de musculatura peitoral em hemitórax esquerdo e nódulo calcificado em parênquima pulmonar ipsilateral. Discussão: A Síndrome de Poland é caracterizada por anomalia da musculatura torácica unilateralmente, mais freqüente à direita. A importância de seu reconhecimento pelo imaginologista está em diferenciar esta condição benigna de outras afecções que cursam com hipertransparência unilateral à Radiografia de tórax e assimetria à Mamografia, o que geralmente é conseguido com o uso da Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética. Este caso refere-se a um paciente do gênero masculino, sem alterações ao exame físico, mostrando os achados Tomográficos desta condição rara, principalmente quando manifestada em hemitórax esquerdo. Referências: Fernandez GAL, Garcia RA, Garcia CA. Síndrome de Poland. Presentación de um caso. Rev Med Univ Navarra.1990; 34(1): 21-3.Passarelli JA, Juquim G, Defino AM. Síndrome de Poland. Apresentação de um caso. J. pediatr. ( Rio de J.); 53(3): 197-9. 20 EVIDÊNCIAS RADIOLÓGICAS DE MÁ-FORMAÇÕES URINÁRIAS COMPLEXAS Félix Carlos Ocariz Bazzano; José Luiz de Oliveira Schiavon*; Juliana Grilo Teles; Augusto Castelli Von Atzingen. Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução - As anomalias do trato genito-urinário estão entre as mais comuns em fetos ou neonatos sendo encontrado uma prevalência de até 3,2%, onde até metade destes necessitariam de intervenção cirúrgica. A tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) foram adicionadas aos métodos radiológicos tradicionais na avaliação destas alterações. A nefropatia por refluxo é uma causa comum de insuficiência renal, sendo importante sua detecção precoce para tratamento específico. Relato do Caso - Paciente E.R.G., do sexo feminino, um mês de idade, trazida ao pronto atendimento do HCSL/UNIVÁS, referindo infecção do trato urinário em uso de antibioticoterapia e febre há 5 dias. Relatava exame ultra-sonográfico do pré-natal com lesão renal fetal. Ao exame ultra-sonográfico apresentava sinais de duplicação pielocalicial bilateral com dilatação dos sistemas coletores superiores e ureteres correspondentes com evidências de ureterocele bilateral. A uretrocistografia retrógrada demonstrou ureterocele bilateral e refluxo bilateral para os sistemas coletores inferiores. A urografia excretora mostra retardo na captação e eliminação de contraste ao rim esquerdo, megaureter e ureterocele bilateral, sugestiva de exclusão de pólos superiores. A cintilografia renal evidenciou fluxo e função renal preservados à direita e deprimidos em grau moderado à esquerda sem obstrução funcional (resposta satisfatória ao estímulo diurético). A Uroressonância mostrou sinais de duplicação do sistema pielocalicial bilateral, notando-se que o grupo superior encontrava-se acentuadamente dilatado, com mega e dólico ureteres não funcionante, terminando em bexiga que se apresentava extremamente dilatada, não se afastando a possibilidade de obstrução dos ureteres na inserção da bexiga. A paciente foi submetida laparotomia eletiva sob incisão Pfannenstiel para ressecção de ureterocele e reimplante ureteral bilateral. Discussão - Nas más formações complexas do trato urinário a USG substitui a UGEX como o exame inicial e seu resultado determina qual avaliação futura é necessária. A abordagem da duplicação pielocalicial inclui a USG, a UCGR e a UGEX. Recentemente a RM tem provado sua capacidade em nos dar uma visão global da má formação, sendo de extrema importância em casos selecionados. Referências – 1.Berrocal T,Pereira et al. J, Anomalies of the Distal Ureter, Bladder, and Urethra in Children:Embryologic, Radiologic, and Pathologic Features. RadioGraphics 2002;22:1139-1164. 2. Steinhardt JM, et al. Ultra-sound screening of healthy infants for urinary tract abnormalities. Pediatrics 1988; 82:609-612. 3. Gross GW, et al. Infection does not cause reflux. AJR Am J Roentgenol 1981; 137: 929-932 21 INVAGINAÇÃO INTESTINAL POR LIPOMA: A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO Felipe de Oliveira Mejias*; Augusto Castelli Von Atzingen; Luceia Moreira de Andrade; Luiz Roberto do Nascimento; João Diniz Juntolli Netto; Renato do Amaral Mello Nogueira Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS R. Otto Piffer, 07 – Santa Dorotéia – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução: O lipoma é um tumor benigno de origem não epitelial que, apesar de raro, é o segundo tumor benigno intestinal mais freqüente após os pólipos. Na maioria dos casos é único, submucoso, assintomático, podem ser causa de invaginação intestinal. A intussepção é incomum na população adulta.Relato do Caso: Feminino, 24 anos, originada de São Lourenço, apresentou dor abdominal intensa do tipo cólica em flanco direito associada a vômitos, sudorese, taquicardia e hipertensão. Negava queixas urinárias ou gastrointestinais. Ao exame físico apresentava abdome flácido, doloroso a palpação em flanco direito, sem descompressão dolorosa e com ruído hidroaereos presentes. Os exames laboratoriais revelavam amilase discretamente aumentada, hiperpotassemia e anemia normocitiva normocromica.Raios-x e ultrassonografia não evidenciaram anormalidades. Na tomografia computadorizada sem contraste de abdome observou-se uma coleção ovalar heterogênea medindo cerca de 60.0mm, situada em fossa ilíaca direita, com densificação de gordura adjacente e efeito de massa sobre alças adjacentes. Realizado colonoscopia com biópsia que evidenciou uma lesão lipomatosa no ângulo hepático com torção em seu próprio eixo. Realizado colectomia parcial do colo direito, que revelou um lipoma submucoso gigante com intussepção colo-colônica ascendente não redutível. A paciente evoluiu bem, recebendo alta no 5º dia pós operatório. Discussão: A incidência dos lipomas é 02 vezes maior no sexo feminino, ocorrendo nas 5ª e 6ª década de vida. Não tem sido observada degeneração para lipossarcoma, bem como decorrência após ressecção. A intussuscepção colo-colônica representa 5 % dos casos. O diagnóstico colônico é estabelecido pela associação do exame clínico, proctológico, colonoscópico e exames de imagem: enema opaco, ultrassonografia e tomografia computadorizada. Trabalhos recentes sugerem que a tomografia computadorizada de abdome é a modalidade diagnóstica de eleição para diagnóstico de intussuscepção colo-colônica por lipoma colônico. A importância deste trabalho é relatar o caso devido sua raridade e atentar para sua apresentação tomográfica. Referências: LYRA G, COUTINHO RPCR; LEAL RC. Lipoma Colônico Mimetizado Pólipo Gigante Parido – Relato de caso. Ver brás Coloproct, 2004; 24 (1): 63-64. 22 A IMPORTÂNCIA DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NA AVALIAÇÃO INICIAL E SEGUIMENTO DOS PACIENTES COM ATRESIA COANAL. RELATO DE CASO. Caroline Sormanti Schnaider Azevedo*; Felipe de Oliveira Mejias; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral Mello Nogueira; João Diniz Juntolli Netto; Flávio Galvão Lima - Departamento de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS Avenida Francisca R. de Paula, 289 – Medicina – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução- A atresia coanal é uma malformação congênita rara do orifício narinário posterior, podendo ser unilateral (mais freqüente) ou bilateral. A placa atrésica consiste num septo ósseo ou membranoso entre o nariz e a faringe. A dispnéia e cianose apresentada por estes pacientes é variável. O diagnóstico é suspeitado com base no quadro clínico e pela incapacidade de se introduzir um cateter firme através da narina por 3-4 cm até a nasofaringe. A lâmina atrésica pode ser vista diretamente por rinoscopia de fibra óptica. A avaliação radiológica inicialmente é realizada utilizando-se radiografia convencional na posição de Hirtz, inserindo-se contraste radiopaco em ambas as fossas nasais, havendo retenção de contraste no lado acometido. A Tomografia Computadorizada de Alta Resolução nas projeções axial e coronal é o método diagnóstico de eleição na avaliação e follow-up. O tratamento consiste na introdução imediata de uma via aérea oral ou manutenção da boca em posição aberta e, posteriormente, realiza-se correção cirúrgica. Relato do CasoRecém-nascido do gênero feminino, nascido de Parto Natural, à termo, taquipneico, cianótico, com melhora após oxigenoterapia. Não conseguido passagem de sonda nasogástrica em narina direita. Apgar 3/6/8. Orelha direita displásica. Radiografia convencional revelou retenção de contraste radiopaco ao nível de fossa nasal direita. Tomografia Computadorizada de seios da face evidenciou atresia coanal à direita e estenose septo-coanal à esquerda. Ultra-Sonografia de abdome normal. Discussão- A Tomografia Computadorizada de Alta Resolução nas projeções axial e coronal, apesar de seu maior custo e necessidade de sedação, é o método diagnóstico de eleição na avaliação e follow-up dos pacientes com atresia coanal, por ser de grande valia na identificação do tipo de atresia, natureza e dimensões da placa atrésica, associação com outras malformações e no planejamento cirúrgico, como também no acompanhamento pós-operatório. Referências- Slovis TL,Eggli DF. Congenital anomalies and acquired lesions. In: Kuhn JP, Slovis TL, Haller JO, editors. Caffey’s Pediatric Diagnostic Imaging.Philadelphia: Mosby; 2004. p. 22-47 23 ESTUDO DA CORRELAÇÃO ENTRE O PADRÃO DE DIFERENCIAÇÃO CELULAR E INFILTRADO LINFOCITÁRIO COM O PROGNÓSTICO DE NEOPLASIAS MALIGNAS DA EPIDERME Marina Moreira Costa*; Karina de Sousa Fonseca; Adriana Rodrigues-Anjos; Fiorita.G.L. Mundim; Mirian.F.B. Engelman Laboratório de Patologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio R. Comendador José Garcia, 914, apto 101 – Medicina – 37550-000 – P.Alegre -MG Introdução e Objetivos: As neoplasias malignas da epiderme são classificadas em carcinomas Basocelular e Espinocelular e Melanomas. No Espinocelular a reação inflamatória é maior no carcinoma bem diferenciado que nas formas mais malignas; entretanto no Basocelular é observado um infiltrado brando quando este carcinoma não é ulcerado, podendo estar ausente (sua reação inflamatória depende da extensão da ulceração).O objetivo foi acompanhar a evolução dos pacientes com carcinoma de pele, analisando a presença de infiltrado linfocitário, diferenciação celular e prognóstico da doença, já que a literatura sugere haver uma inter-relação, mas não as classifica. Métodos: Foram analisadas as lâminas de 17 pacientes com diagnóstico de tumor maligno da epiderme, avaliando infiltrado e diferenciação celular, comparando com a evolução do paciente.Resultados: Dentre os 17 pacientes analisados, 41.1% são do sexo masculino e 58.9% do feminino. De 20 lesões estudadas, 17 eram basocelular e 3 espinocelular. Apenas 1 paciente apresentou metástase, evoluindo para óbito. Os 7 pacientes que apresentaram infiltrado leve no Carcinoma Basocelular, em relação à diferenciação celular todos eram nódulos- ulcerativos (bem diferenciados, composto por sólido, ceratótico e adenóide), sendo que 4 deles não apresentaram outros tumores de pele. Portanto o tumor benigno apresenta menor intensidade de infiltrado, equivalendo à literatura; sendo que estes pacientes obtiveram melhor evolução clínica. Todavia no Espinocelular não encontramos relação entre infiltrado, diferenciação celular e evolução clínica; visto que apenas 3 lesões foram analisadas. Conclusões: Com este trabalho concluímos que a descrição do infiltrado e a diferenciação celular no Basocelular é importante para a evolução clínica do paciente. Referências: Lever WF, Lever GS: Histopatologia da Pele, 7 ed. São Paulo (SP): Editora Manole Ltda. 1991:502-507, 506-577, 711-725; Broders AC: Squamous-cell epithelioma of the shin. Ann Surg 1921;73:141-160. 24 RELATO DE UM CASO DE HISTIOCITOSE DE CELULAS DE LANGERHANS Rogério Mendes Grande; Mirian Engelman; Fabian Camargo; Matheus Siqueira Masson*; Fernanda Krepischi de Arruda Castro* Hospital das Clinicas Samuel Libânio (HCSL) - UNIVÁS Av São Francisco, 150 - Primavera - 37550-000- Pouso Alegre - MG. Introdução - A Histiocitose das células de Langerhans é uma doença rara, de etiologia desconhecida, e que afeta 2 a 5 crianças por milhão anualmente, podendo ocorrer em adultos. É caracterizada por uma proliferação monoclonal neoplásica de um tipo de célula dendrítica imatura (células de Langerhans), que expressa HLA-DR, S-100, CD1a. Apresenta três variações clinicopatológicas: Granuloma eosinofilico, Doença de Letterer-Siwe e Doença de Hand-SchullerChristian; Relato do Caso - M.G.S., 42 anos, feminino, leucoderma, atendida no Pronto Socorro do HCLS referindo cefaléia, dores ósseas, e abaulamento progressivo no couro cabeludo em hemicrânio esquerdo há 5 meses. O exame físico constatou lesão expansiva de aspecto nodular, com 10 cm de diâmetro, e sem sinais flogísticos.A tomografia computadorizada de crânio mostrou uma imagem no parênquima e outra próxima da hipófise, sendo a paciente então encaminhada ao serviço de neurocirurgia, para avaliação , exérese do tumor de couro cabeludo na região parietotemporal, e craniectomia para biópsia da duramáter.O exame anatomopatológico evidenciou estrutura cística em dura-máter e fragmento ósseo. À microscopia de luz mostrou uma infiltraçao de neoplasia constituída por células de citoplasmas amplos, núcleos pleomórficos e hipercromáticos, figuras de mitoses e algumas células gigantes multinucleadas compatível com a patologia em questão, sendo o diagnóstico confirmado no exame de imuno-histoquímica positivo para CD1a e S-100. Atualmente, a paciente vem respondendo bem à quimioterapia, e relatou melhora da cefaléia e das dores ósseas. Discussão - A histiocitose de células de langerhans apresenta espectro clínico variado, desde formas localizadas até formas disseminadas.O diagnóstico patológico preciso, com emprego de colorações imunohistoquímicas (CD1a e S100), é fundamental para a conduta e sucesso terapêutico. Referências - 01. Áster JC. Histiocitose de células de langerhans In: Kumar V; Abbas Ak; Fausto N Robbins e Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 7th ed. Rio de Janeiro; Elsevier; 2005.Cap. 14, p.738-9; 02. Loeubs GB. Histiocitose X. In: Goldman L; Bennett JC, eds Cecil Tratado de Medicina Interna. 21st. ed, Vol1. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.Cap. 78, p 460; 25 ENTEROPATIA PERDEDORA DE PROTEÍNA DE CAUSA IDIOPÁTICA Karina Junqueira Dias; Larissa de Souza Bueno; Maira Azevedo B. Santos; Maria Luíza Rennó Moreira*; Polyane de Souza Izidoro Hospital das Clínicas da Universidade do Vale do Sapucaí R. Comendador José Garcia, 758/24 – Centro - 37550-000 - Pouso Alegre - MG Introdução: A enteropatia perdedora de proteínas (EPP) é uma condição clinica patológica caracterizada por perda de proteínas através da mucosa intestinal com uma diminuição da albumina sérica que pode estar associada a uma ampla variedade de patologias gastrointestinais. Os sintomas se estabelecem ao produzirem um desequilíbrio entre as perdas excessivas de proteínas que superam a síntese protéica hepática. Relato do caso: Paciente do gênero feminino, 27 anos, casada, leucoderma apresentou em agosto de 2005 diarréia intensa de conteúdo inicialmente pastoso evoluindo para líquido. Neste período obteve melhora da diarréia com uso de Saccharomyces boulardii-17 liofilizado. Um mês depois procurou o pronto socorro do Hospital das Clínicas Samuel Libânio referindo piora da diarréia associada a dor abdominal e vômitos. Ao exame apresentava: hipoalbuminemia (2,8g/dl). Em dois meses iniciou quadro de edema de membros inferiores sem diarréia, acompanhado de astenia, mal estar e emagrecimento. Fez tratamento com quatro doses de Albumina humana EV obtendo melhora do edema e dos sintomas associados por alguns dias. Ao realizar novos exames manteve-se a hipoalbuminemia. Em janeiro de 2006, o exame de Ressonância Magnética com Albumina marcada confirmou a perda protéica em ceco e cólon ascendente. Iniciou acompanhamento nutricional, havendo remissão dos sintomas e ganho de peso. Atualmente a paciente encontra-se em observação. Discussão: A EPP pode apresentar-se em associação a patologias gastrointestinais. Elas se manisfestam predominantemente com a perda de proteínas e podem ser diferenciadas por critérios clínicos, laboratoriais, endoscópicos e biópsias. O diagnóstico por exclusão tem suma importância tanto para a descoberta da enteropatia, quanto para a sua etipatogenia. Neste caso, após realizados exames complementares, foi possível descartar as principais etiologias causadoras da EPP, concluindo-se ao final ser esta de causa idiopática. Referências: 01. Gamboa AY, Guevara, AM y Espinoza, MC. Enteropatía perdedora de proteínas: reporte de dos casos y revisión bibliográfica. Acta pediátr. costarric, 2001, vol.15, no.3, p.120-123. ISSN 1409-0090. 02. Castro HE. Enteropatía pierde-proteínas. An Esp Pediatr 2001; 54: 30 – 32. 26 EVOLUÇÃO DO HEMATOMA TRAUMÁTICO DURANTE A ANTICOAGULAÇÃO NO TRATAMENTO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA – RELATO DE CASO Ibrahim Elias Kallás; Sofia Ribeiro Junqueira; Volney Marques Passos; Ricardo Mele Filho; Edgard da Silva Garcia, Maria Fernanda Braz de Carvalho. Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758,22 – Centro – Pouso Alegre – MG Introdução – Apesar de ser altamente eficaz na prevenção da progressão da trombose, da embolização e da recorrência da doença, a terapia anticoagulante está associada a complicações como hemorragias, em aproximadamente 5% dos casos1,2. A heparina pode ser utilizada em esquema com baixas e altas doses, sedo esta ultima para fins terapêuticos e para evitar recidiva ou progressão da TVP (Trombose Venosa Profunda) 2,3. Relato do Caso – O presente trabalho relata a história de D. M., sexo masculino, 74 anos, com quadro de dor, edema, eritema, aumento da temperatura unilateral (MID) e dificuldade ‘a dorsiflexão do pé direito. Foi internado dia 04/09/09, iniciado tratamento com heparina endovenosa + anticoagulação oral. Realizado Duplex Scan venoso do membro com confirmação de TVP. Na noite do dia 06/09/06 sofreu trauma contuso na face anterior da perna D, evoluindo com grande hematoma local. Foi mantido o tratamento para TVP, sendo o paciente acompanhado diariamente com coagulogramas. Houve melhora clínica dos sinais e sintomas da TVP. Paciente recebendo alta dia 13/09/06 com anticoagulante oral + retorno para acompanhamento da evolução do hematoma. Discussão - O controle laboratorial nos pacientes com TVP é de fundamental importância, uma vez que a anticoagulação oral, não controlada, pode apresentar um índice de sangramento em torno de quase 50% 4,5. A sensibilidade à dose de anticoagulante é variável devendo ser realizado ajuste individual. A freqüência do sangramento aumenta em pacientes acima de 60 anos e principalmente após os 70 ano de idade 6. Referências – 01. Hirsh J, Raschke R, Warketin T. Heparin: mechanism of action, pharmacokinetics, dosing considerations, monitoring, efficacy and safety. Chest 1995;108:S258-75; 02. Abordagem diagnóstica dos pacientes com suspeita de trombose venosa profunda dos membros inferiores; Diagnostic appoach to patients with suspected deep venous thrombosis of the lower limbs; Hamilton Almeida Rollo, Verônica Barreto Fortes, Archangelo Tarciso Fortes Junior, Winston Bonetti Yoshida, Sidnei Lastória, Francisco Humberto de Abreu Maffei; 03. Kauffman P, Langer B. Vasculopatias. Carvalho Filho ET, Papaléo Netto M eds. In:Geriatria – fundamentos, clinica e terapêutica, 1ª ed. São Paulo: Atheneu; 1994.p.182 27 LITÍASE RENAL ORIGINADA POR ADENOMA DE PARATIREÓIDE Yara Gracia Lorena; Leci Veiga Caetano; Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino; Sérgio Paulo Mota Soares*; Túlio Mota Tolentino. Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia 758/22 – Centro– 37550-000- Pouso Alegre- MG Introdução- Cálculos renais são massas cristalinas, em sua maioria de oxalato de cálcio, que se formam no interior do trato urinário e atingem tamanho suficiente a ponto de causar sintomas. Uma das causas de litíase é o hiperparatireoidismo, que se manifesta como uma secreção excessiva de paratormônio com mobilização óssea de cálcio que ultrapassa sua capacidade de reabsorção tubular. Ocorre presença de hipercalcemia na vigência de elevação do PTH. Relato do CasoApresentamos o caso de A.M.F., gênero feminino, 38 anos, com história de litíase renal. O primeiro episódio ocorreu durante a gestação no ano de 1997, quando foi expelido. Em 1999, durante consulta ginecológica de rotina detectou-se presença de ITU, sendo encaminhada ao urologista que diagnosticou novo cálculo, com posterior retirada. Orientada a procurar o serviço de nefrologia para avaliação, constatou-se hipercalcemia, hipercalciúria, fosfatase alcalina e PTH aumentados, hipomagnesemia e hipofosfatemia. A partir destes exames laboratoriais e de imagem foi diagnosticado hiperparatireoidismo primário, nefrocalcinose e osteoporose devidos a adenoma de paratireóide. Após a retirada do nódulo hiperfuncionante houve remissão do quadro de nefrolitíase. Discussão- A incidência de nefrolitíase decorrente de hiperparatireoidismo primário é baixa, de 1 a 3 %, podendo, por isso, passar desapercebida durante investigação clínica. Embora a avaliação laboratorial do PTH nem sempre faça parte da rotina, este caso nos alerta para a importância de sua inclusão na pesquisa de litíase, uma vez que o hiperparatireoidismo primário pode levar a complicações como nefrocalcinose, insuficiência renal crônica e HAS. Referências- 01. Goldman, L; Ausiello, D. Tratado de Medicina Interna 22th ed. Saunders Elsevier; 2005; 02. Heilberg, I. P.; Carvalho, A. B. Distúrbios do Metabolismo de Cálcio, Magnésio e Fósforo in: Nefrologia 2nd ed. Manole, 2005; p 75-83; 03. Schor, N.; Heilberg, I. P. Litíase Renal in: Nefrologia 2nd ed. Manole, 2005; p 101-18. 28 AORTA ALONGADA E DOENÇAS DE AORTA: UM DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO Luiz Augusto de Faria Cardoso; Ricardo Vinicius C. Teixeira; Vinicius Adami Vayego Fornazari*; Sebastião Jupiaçara Guimarães; Paulo Eduardo Ribi Opperman Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS Rua Bom Jesus, 780/03- Centro- 37550-000- Pouso alegre- MG Introdução- Aortopatias complementam o importante grupo de doenças cardiovasculares, grupo este de maior morbi-mortalidade atual. Onde se destaca a dissecção e ruptura aortica. Seu principal sinal clínico compreende dor torácica intensa e assimetria de pulsos, achados estes que jamais devem ser subestimados na pratica clínica emergencial. Relato do Caso - MASL, 61 anos, sexo feminino, hipertensa de longa data, em uso de Captopril (25 mg/dia), obesa, portadora de disgenesia de membro superior esquerdo e tabagista crônica. Deu entrada com quadro de precordialgia de forte intensidade, do tipo contínua, com irradiação para membro superior esquerdo e dorso ipsilateral. Ao exame, sudoreica, pálida, fáscies álgica, sem alterações semiológicas cardiovasculares, exceto pulso diminuído e assimétrico em membro superior esquerdo associado à hipertensão diastólica bilateral e sistólica em membro superior direito(140x110 à direita,130x120 à esquerda). Realizados ECGs seriados, sem alterações, assim como os níveis de enzimas cardíacas; porém Raio X de tórax com mediastino alargado, médio e superiormente, gerando fator de confusão com diagnóstico diferencial de aneurisma dissecante de aorta. Ficou em observação em uso de medicamento para dor (opióides).Na manhã seguinte, foi submetida a aortografia torácica via femoral, sendo evidenciada alargamento de aorta, achado este que não justificava a clínica apresentada. Após mostrar melhora da dor com o uso de antiinflamatórios, paciente recebeu alta. Discussão- Aorta alongada compreende um tema pouco explorado pela literatura vascular atual. Porém ganha importância a medida que compreende um diagnostico de exclusão dentre graves causas de alargamento de mediastino e raramente de dor torácica. Desta forma destacam-se etiologias como: coronariopatias, disseccão aortica,TEP, pneumotórax, pericardite, entre outras. A maioria delas aventadas durante a propedêutica utilizada no caso clínico apresentado. Assim diante das características clínicas, de exames complementares e morfológicas encontradas na paciente, somente a aortografia foi elucidativa para o achado clínico radiológico, achado este não conivente com a clínica da dor, perfazendo-se fator de confusão ao longo da condução do caso.Referências- Lee Goldman,MD; Dennis Ausiello,MD.Tratado de Medicina Interna. 22th ed, Vol 1.Elsevier Editora,2005.Cap75 p532:Sebastian,DC,Tratado de Cirurgia.15th ed, Vol2. ,Guanabara Koogan,1997.Cap54 p 645. 29 TINHA CAPITIS AGUDA (KERION CELSI) – SUCESSO TERAPÊUTICO Maira Azevedo Bernardes Santos; Marcelo de Carvalho Amorim*; Maria Luíza Rennó Moreira; Marília dos Anjos Antonietto; Ana Cristina Trench Vieira Hospital das Clínicas Samuel Libânio-UNIVAS R. Comendador José Garcia, 758/24 – centro - 37550-000 - Pouso Alegre - MG Introdução: Tinea capitis ou Tinha do Couro Cabeludo é infecção superficial da haste e do folículo piloso, causada por diferentes fungos dermatófitos, principalmente os gêneros Tricophyton e Microsporum. Comum na idade escolar e rara no adulto, apresenta-se clinicamente sob a forma tonsurante (única ou múltiplas placas de tonsura descamativas) ou favosa (lesões pequenas e crateriformes aderidas aos óstios foliculares). O modo de transmissão é variável consoante a espécie de dermatófito envolvida, podendo ocorrer pelo contato com indivíduos, animais ou solo contaminados. Relato do Caso: O presente trabalho relata o caso de M.M, sexo masculino, 7anos, pardo, que referia o surgimento, há 2 meses, de área descamativa e pruriginosa no couro cabeludo, a qual, há 5 dias, evoluíra com dor e saída de secreção. Há 4 dias havia iniciado antibioticoterapia com Cefalexina, sem sinais de melhora. Ao exame apresentava placa eritematoedematosa de 3 cm de diâmetro na região parietal esquerda, dolorosa, com presença de pústulas e fios tonsurados. Gânglios cervicais posteriores aumentados e dolorosos estavam presentes. Foi introduzida terapêutica sistêmica com Griseofulvina 400mg/dia e tópica com Cetoconazol a 2% por 5 semanas havendo remissão da lesão após este período e repilação completa após 4 meses. Discussão: Kerion Celsi é forma aguda de tinha tonsurante, cujo principal agente etiológico é o Microsporum canis, fungo zoofílico mal adaptado ao homem que provoca intensa reação inflamatória dos folículos pilosos podendo resultar em alopécia definitiva. Devido à forma aguda de apresentação, não raramente o quadro clínico é interpretado como piodermite. O reconhecimento da infecção fúngica e a introdução da terapêutica adequada são fundamentais para que a evolução seja favorável sem a ocorrência de alopecia permanente. Referências: 01. Sampaio S.A.T.; Rivitti E.A. Dermatologia. 2th ed. Artes Médicas; 2001. p 518-9. 02. Freedberg IM, Eisen AZ, Wolf K, Austen KF, Goldsmith LA, Katz SI. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicine. 6 th ed. United States. McGraw- Hill; 2003.p. 1989-2005. 30 USO DOS INIBIDORES DA ENDOTELINA PARA TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR IDIOPÁTICA (HAPI) Andréia Albuquerque Clarindo Oliveira*; Clara Paschoalini Guyot; Edmundo Clarindo Oliveira UNIVAS – Universidade do Vale do Sapucaí Introdução e Objetivos: A HAPI é doença grave, rara, com incidência de 1 a 2 casos/ 1 milhão/ano. A doença tem caráter progressivo com expectativa de vida média menor que 3 anos após o início dos sintomas. A doença não tem cura e nem existe um tratamento ideal. A procura de um tratamento para essa grave doença tem constituído em grande desafio para a classe médica. O objetivo foi descrever o mecanismo de ação, assim como os efeitos colaterais, da Bosentan no tratamento da HAPI. Métodos: Revisão da literatura no MEDLINE de trabalhos apresentados nos últimos 5 anos mostrando os resultados desse inibidor da endotelina no tratamento da HAPI. Resultados: Foram selecionados oito trabalhos de revisão, publicados em revistas com pontuação acima 6 na classificação internacional. Os trabalhos mostraram que houve melhora da classe funcional desses pacientes, com melhora da qualidade de vida, boa tolerância e facilidade terapêutica (administração oral 2 vezes ao dia). Efeitos colaterais como cefaléia, edema periférico e alteração da função hepática foram observados em poucos pacientes (< 5%), mas em alguns a medicação não pode ser continuada pelo aumento progressivo das enzimas hepáticas. Conclusões: O tratamento da HAPI constitui um grande desafio para os pesquisadores. Os inibidores da endotelina principalmente bosentan tem mostrado serem eficazes na melhora da qualidade de vida e no aumento da sobrevida desse paciente. Entretanto um tempo maior de observação é necessário para avaliação a longo prazo. Referências: 1. Rubin LJ, Badesch DB, Barst RJ, Galie N, Black CM, Keogh A, et al. Bosentan therapy for pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med 2002; 346: 896-903. 2.McLaughlin V, Sitbon O, Rubin LJ. The effects of first line bosentan on survival of patients with primary pulmonary hypertension. Am J Respir Crit Care Med 2003;167:A442.3. Channick RN, Sitbon O, Barst RJ, Manes A, Rubin LJ. Endothelin receptor antagonists in pulmonary arterial hypertension. J Am Coll Cardiol 2004; 43(12 Suppl S): 62S-66S. 31 ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS DO LABORATÓRIO MUNICIPAL DE ANÁLISES CLÍNICAS DO MUNICIPIO DE POUSO ALEGRE-MG João Paulo Issamu Takata; Marina Aparecida Poletto; Flávio Rodrigues de Sousa; Julio Cesar Lemes Macedo; Christian Alessandro Nery Freitas; Fábio Henrique Ferreira Rosa Laboratório de Parasitologia da Universidade do Vale do Sapucaí-UNIVAS Rua Alfredo Custódio de Paula,320-Centro-37550-000-Pouso Alegre-MG Introdução e Objetivos-As parasitoses intestinais constituem-se num grave problema de saúde pública, sobretudo nos países de terceiro mundo, sendo um dos principais fatores debilitantes da população, comprometendo o desenvolvimento físico e intelectual, particularmente das faixas etárias mais jovens da população. Os índices são altos, há uma ampla distribuição geográfica da doença, atingindo principalmente grupos da população de baixo padrão sócio-econômico. Os programas de controle existentes em algumas regiões, como tratamento com drogas e obras sanitárias trazem benefícios. Entretanto, esses esforços são, muitas vezes, ineficazes, pois constata-se a total falta de projetos educativos com a participação da comunidade. A pesquisa tem como objetivo investigar a incidência e analisar a ocorrência de parasitoses intestinais do Laboratório Municipal de Análises Clínicas de Pouso Alegre-MG. Métodos-Foram abordados 1001 pacientes que realizaram exames coprológicos pelos métodos MIF e HPJ no Laboratório Municipal de Análises Clínicas do Município de Pouso Alegre-MG. Os critérios de inclusão foram: pessoas residentes em Pouso Alegre-MG e que assinarem o Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento pelo paciente ou responsável, foi aplicado um questionário com informações referentes à sexo, idade, condições de moradia e o método do exame coprológico realizado. As informações coletadas foram armazenadas no programa Epi-Info. Estudo do tipo descritivo e transversal. Resultados- Foram analisados 1001 exames coprológicos sendo 58,8%do sexo feminino e 41,2% masculino, tendo como média de idade 41,4 anos. Dos resultados, 74,5% foram negativos e 25,5% positivos para parasitoses (93,7% monoparasitados e 6,3% poliparasitados), sendo a Entamoeba Coli a parasitose prevalente, 62,7%. A faixa etária mais acometida foi de 6-10 anos de idade. O bairro mais acometido do município de Pouso Alegre-MG foi o São Geraldo, tendo a E.Coli como parasitose prevalente. Conclusões-Os resultados encontrados permitem concluir que a E.Coli é a parasitose prevalente no município de Pouso Alegre-MG, acometendo, principalmente as faixas etárias mais jovens da população. Referências-SALATA E, CORREA FMA, SOGAYAR R, SOGAYAR MIL, BARBOSA MA. Inquérito parasitológico na Cecap.-Distrito-sede de Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil. Revista de Saúde Pública; 6:385-92,1972. VINHA C, MARTINS MRS. Parasitoses intestinais entre escolares. Jornal de Pediatria; 50:79-84,1981 32 EVENTRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes Magalhães; Juliana Grilo Teles*; Pietra Martini; Renata Costa Teixeira. Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução - Eventração de toda ou uma porção de um ou ambos diafragmas seguem-se ao mal desenvolvimento do músculo diafragmático ou, mais comumente, a interrupção do nervo frênico no nascimento e também por trauma cirúrgico. Eventração total usualmente é mais freqüente no diafragma esquerdo ao passo que uma eventração parcial localiza-se no diafragma direito. Relato do Caso - Paciente de 6 anos, sexo masculino, apresentou há 5 dias quadro de tosse produtiva diurna associado a coriza hialina e obstrução nasal. Passou no pronto atendimento onde não se observou alterações ao exame físico, apresentando propedêutica pulmonar normal. Calendário vacinal em dia. Paciente não tinha histórico de patologias anteriores. Foi solicitada uma radiografia de tórax onde foi evidenciada uma área radiopaca, com limites definidos, em região supradiafragmática direita. Realizada tomografia de tórax observando elevação da cúpula diafragmática direita sugerindo o diagnostico de eventração. Discussão - O quadro clínico é variável. Nas eventrações parciais o paciente usualmente se apresenta assintomático e o diagnostico é casual. Não é infrequente desconforto respiratório como visto na hérnia de Bochdaleck – com dispnéia, taquipnéia e cianose. O exame físico pode demonstrar desvio da traquéia e do coração, com diminuição e ausência dos sons respiratórios no tórax envolvido. Fluoroscopia e radiografia de tórax são essenciais para o diagnóstico. O grau da elevação diafragmática é documentado pela visualização de um arco fino, com limites definidos sobre as víceras abdominais. O diagnóstico diferencial inclui paralisia do nervo frênico, tumores, cistos, hérnia de Morgagni, pneumonia e às vezes, efusão pleural. Nosso objetivo foi demonstrar as imagens radiológicas e o quadro clínico de uma eventração diafrágmatica parcial direita, onde o paciente se apresentava assintomático. O diagnóstico foi casual, após uma radiografia de tórax. Devemos dar importância aos diagnósticos diferenciais desta patologia, lembrando sempre da associação clínica característica. Referências - 1. Aita JF, Zanolla GR, Barcelos A, Nascimento L, Knebel R, Hérnia diafragmática congênita de apresentação tardia: uma possível causa de dificuldade respiratória aguda na criança. J Pediatr (Rio J) 1999;75(2):135-8. 2. Berman L, Stringer D, Ein SH, Shandling B. The late-presenting pediatric Bochdalek hernia: a 20-year review. J Ped Surg 1988; 23:735-39. 3. Fauza DO, Wilson JM. Hérnia diafragmática. In: Maksoud JG. Cirurgia Pediátrica. 1ª ed. Rio de Janeiro: Revinter; 1998. p.451-84. 33 PNEUMONIA LIPOÍDICA Eugênio Fernandes de Magalhães; Claudinei Leôncio Beraldo; James Antonio Kanebley; Glauber Romeiro de Almeida Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução - A pneumomia aspirativa se aplica à doença pulmonar resultando da entrada anormal de secreção exógena ou endógena em direção ao trato respiratório inferior. Relato do Caso - Relatamos o caso de um adolescente de 14 anos, do sexo masculino, com diagnostico prévio de encefalopatia hipóxico-isquêmica, devido à anóxia neonatal. No ano de 2005 passou a apresentar constipação intestinal crônica onde foi indicado o uso de óleo mineral. Após este período passou a apresentar febre associado à tosse produtiva e peito cheio. Recebeu atendimento sendo observado na ausculta respiratória estertores bilaterais. Foi feita uma radiografia de tórax evidenciando pneumonia. Foi realizada então uma tomografia de tórax evidenciando condensação do tipo “vidro fosco” em ambos os pulmões. O paciente se apresentava em bom estado geral, sem sinais ou sintomas de infecção, porém com emagrecimento de 9 quilos. Ausculta pulmonar fisiológica. Para investigação de doença do refluxo gastro-esofágico foi feita uma cintilografia que se apresentou normal. Realizada biópsia pulmonar transbrônquica via broncoscópio, onde observou - se que no fragmento de tecido do parênquima pulmonar havia preenchimento alveolar difuso, de intensidade variada, representado por grande quantidade de macrófagos volumosos, com citoplasma amplo e grosseiramente vacuolizado, por vezes globuloso, definindo o diagnóstico como Pneumonia Lipoídica. Discussão - O quadro clinico da pneumonia aspirativa depende da idade do paciente, de modo que quanto menor a idade, maior será a sintomatologia. Observa-se febre, tosse, taquipnéia e chiado. O diagnostico definitivo da pneumonia aspirativa é geralmente difícil, necessitando frequentemente da realização de uma broncoscopia com lavado bronco-alveolar e biópsia. O tratamento é de suporte, incluindo oxigenação, hidratação e corticoterapia. Referências - 1. Ranzani MF, Miranda NS, Junior UF, Ribeiro SM, Machado JM. Pneumonia lipoídica associada à forma digestiva da doença de Chagas. J Bras Pneumol 2004; 34 SÍNDROME DE MARFAN – RELATO DE CASO Renata Prota Hussein; Priscila Gabriela dos Reis; Joyce Lara Borba Amaral; Maria Beatriz Prota Hussein Clínica Pediátrica Dra. Maria Beatriz Prota Hussein – Campinas-SP. Rua Cássio Carvalho Coutinho, 77/22 – Santa Eliza – 37550-000 – P.Alegre – MG Introdução: A Síndrome de Marfan é um distúrbio hereditário autossômico dominante do tecido conjuntivo, com freqüência populacional de 1:10.000, muitas vezes não diagnosticado até ocorrer uma complicação. É caracterizado por anormalidades músculo-esqueléticas, cardiovasculares e oculares e se origina de um defeito da fibrilina, codificada pelo gene FBN 1. O objetivo foi enfatizar os aspectos diagnósticos e a dificuldade em reconhecer esta condição em pacientes com expressão fenotípica incompleta. Relato do Caso: J.L.A.A., 5 anos, gênero feminino, faioderma, veio para consulta por vômitos incoercíveis atribuídos à suboclusão intestinal por ascaridíase, com recuperação após tratamento. Entretanto, notou-se na paciente: biotipo longilíneo; elevada estatura; baixo peso; desproporção dos membros em relação ao tronco; aracnodactilia; diminuição da massa muscular e escassez da gordura subcutânea; palato em ogiva; má oclusão dentária; pectus carinatum; alterações da coluna vertebral; disfonia; hiperextensibilidade articular; estalido mesossistólico e sopro sistólico em focos mitral e tricúspide. Ao ecocardiograma apresentava alterações nas valvas e câmaras cardíacas. Aos 5 meses foi operada de catarata bilateral congênita. Como antecedente familiar, pai portador da Síndrome. Discussão: A Síndrome de Marfan é uma condição de relativa raridade e significativa morbimortalidade, relacionada à possibilidade de ruptura ou dissecção aórtica proximal e acometimento multivalvar. O diagnóstico é baseado exclusivamente em aspectos clínicos. No presente caso, o fenótipo era característico apesar de no primeiro atendimento ter sido diagnosticado infestação por ascaridíase. Ressaltamos, entretanto, que há casos com expressão incompleta das características fenotípicas, dificultando o reconhecimento precoce da doença. Referências: Braunwald – Tratado de medicina cardiovascular, 5ª ed., Ed. Roca, 1789-1792. Cecil – Tratado de Medicina Interna, 21ª ed., Ed. Guanabara Koogan, 1243,1244. Revista da Sociedade de cardiologia do estado de São Paulo – Doenças da Aorta, Novembro/Dezembro de 2001 – Volume 11- Nº 6 , 1037, 1038. 35 DOENÇA DE VON RECKLINGHAUSEN Marina May Chittenden Bandeira; Nara Lúcia de Paiva; Polyane de Souza Izidoro; Priscilla de Fátima Ribeiro Balbino*. Ana Cristina Trench Vieira Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS Rua Prof. Queiroz Filho, 414 - Primavera - 37550-000 - Pouso Alegre - MG Introdução - A neurofibromatose do tipo I ou doença de Von Recklinghausen é uma genodermatose autossômica dominante, relacionada a um defeito localizado no cromossomo 17 (q 1.2). Ocorre uma vez em cada 4.000 nascimentos. Caracterizase clinicamente por manchas café-com-leite e tumores cutâneos, podendo ser acompanhada por alterações neurológicas, endócrinas, ósseas e mentais. Relato do Caso: MLRS, sexo feminino, 29 anos, branca, que referia o surgimento, há 10 anos, de nódulo não doloroso de crescimento progressivo na região supra labial esquerda, além de manchas em todo corpo desde o nascimento. Ao exame notavase tumoração cor da pele, flácida à palpação, medindo 2cm de diâmetro na região supra labial esquerda, múltiplas manchas acastanhadas e lesões efelidóides no tronco e axilas, além de nódulos acastanhados de 0,5cm a 1cm nos membros superiores inferiores e tronco. A presença de mais de 6 lesões café-com-leite com diâmetro superior a 15 mm, neurofibromas e efélides axilares justifica o diagnóstico de neurofibromatose tipo I. Discussão: Além das manchas café-com-leite e efélides, os portadores de neurofibromatose apresentam grande tendência ao desenvolvimento de tumores (principalmente neurofibromas), já que a mutação do gene 17(q1.2) afeta a produção de um supressor tumoral –neurofibrina. Apesar do caráter benigno, esses tumores podem provocar deformidades, alterações sensitivomotoras, dentre outras complicações de acordo com o órgão acometido. Alterações ósseas (cifoescoliose, displasia do esfenóide), endócrinas (feocromocitoma, puberdade precoce) e neurais (retardo mental, glioma óptico) são descritas. Neurofibrossarcoma é o tumor maligno mais comum e a principal causa de morte na Neurofibromatose. Aconselhamento genético e seguimento dos pacientes por equipe multidisciplinar são fundamentais Referências - 01. Sampaio SAP; Rivitti EV. Neurofibromatose in: Dermatologia 2th ed. Artes Médicas; 2001. p 761-3; 02. Fitzpatrick TB; Johnson RA; Wolff K; Suurmond D. Dermatologia Atlas e Texto 4th ed. McGranHill; 2001. p 440-3; 3. Freedberg IM; Eisen AZ; Wolf K; Austen KF; Goldsmith LA; Katz SI. editors Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine 6th ed. United States McGrawHill; 2003. p 1825-33 36 AFLATOXINAS: MECANISMOS DE TOXICIDADE E SEU ENVOLVIMENTO NA ETIOLOGIA DO CANCÊR HEPÁTICO Daniela dos Santos Zica*; Cristiane Leme Arbeli; Alfredo das Neves Magalhães Fernandes; Fernando Henrique de Faria; Maria Raquel Brigoni Massoti; Mário Benedito Costa Magalhães Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina - Univás Av. Cel Alfredo Custódio de Paula, 320, centro, cep:37550-000 Introdução e Objetivos: As aflatoxinas são metabólitos secundários, produzidos por algumas cepas de fungos do gênero Aspergillus, principalmente das espécies A.flavus e A.parasiticus, os quais desenvolvem-se naturalmente em produtos alimentícios, como amendoim, milho, feijão, arroz e trigo, entre outros. São conhecidos, atualmente, 17 compostos similares designados pelo termo aflatoxina, porém, os principais tipos de interesse médico-sanitário são identificados como B1, B2, G1 e G2. Em saúde pública, as aflatoxinas têm sido identificadas como fatores envolvidos na etiologia do câncer hepático no homem, conseqüente à ingestão de alimentos contaminados. Métodos: fez-se uma revisão dos conceitos de maior relevância derivados de pesquisas, bem como as principais evidências da participação das aflatoxinas na etiologia do câncer hepático no homem. Face aos resultados obtidos em diversos trabalhos de investigação, foi realizada uma comparação quantitativa da potência carcinogênica da AFB1 entre as espécies animais através do cálculo estatístico da dose média para a produção de tumores (DT50), pelo método de Gold e col., expressa em µg/kg p.c./dia. Considerações: Face ao perigo que constitui a presença de aflatoxinas nos alimentos, quer do homem quer dos animais, julga-se necessário estabelecer os limites máximos de resíduos que deveriam ser regulamentados e coincidentes a nível mundial. Existem inúmeros estudos sobre a carcinogenicidade da AFB1 em diferentes espécies animais, porém nenhum havia correlacionado essas variáveis. A dose efetiva de AFB1 ingerida para a indução de tumores hepáticos variou amplamente entre as espécies, de modo similar ao que ocorre em relação à toxicidade aguda. Para a maioria das espécies estudadas, a sensibilidade é acentuadamente maior nos machos do que nas fêmeas e no homem foi predominante entre 30-50 anos. A presença de aflatoxinas nos alimentos destinados a consumo humano supõe um risco óbvio potencial para a saúde pública. Porém, desconhece-se até que ponto se manifesta esse potencial. Seria sem dúvida importante a regulamentação e estabelecimento de limites residuais máximos concordantes a nível internacional, o que supõe um rigoroso controle ao longo da cadeia alimentar, incluido num programa de ''garantia de qualidade''. Referências:1. FDA/CFSAN (2003). Bad Bug Book. Aflatoxins. Disponível em http://www.cfsan.fda.gov Acesso em 20/06/06 2. HARRISON, J.C.; CARVAJAL, M.; GARNER, R.C. Does aflatoxin exposure in the United Kingdom constitute a cancer risk? Environ. Health Perspect., 99: 99-105, 37 1993 AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM POUSO ALEGRE MG Isabela Cabello Abouchedid, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Letícia Lopes de Souza e Lívia Ribeiro Franco*. Disciplina de Cardiologia - Curso de Medicina FACIMPA - UNIVÁS Introdução e Objetivos - A doença arterial coronária (DAC) é a principal causa de infarto agudo do miocárdio (IAM) e este é o que mais causa óbitos no Sudeste do país. As causas da aterosclerose coronariana são bem conhecidas, porém, os fatores presentes no IAM diferem entre populações e de uma região para outra. Portanto, o objetivo é verificar os principais fatores de risco do IAM em Pouso Alegre MG (PA). Métodos – Foi um estudo prospectivo de dados antropométricos, clínicos e laboratoriais do perfil de 39 pacientes consecutivos internados no HC da UNIVÁS, com IAM confirmado por elevação do ST em duas derivações contíguas e por aumento do CKMB acima de 30 UI. As variáveis foram comparadas entre os gêneros e com a incidência na cidade de São Paulo (SP) (Avezum A et al 2005). O estudo estatístico foi com os testes t para médias independentes, de MannWhitney e o qui-quadrado. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVÁS e os pacientes assinaram o consentimento informado. Resultados – A idade foi 57±11 anos, sendo a de SP 58 ±13, A idade das mulheres em PA foi menor (52 ± 9 x 59±10; p=0,005). Outra diferença entre os gêneros foi o menor LDLcol das mulheres (79±19 x 121±60; p=0,02). Os fatores de risco mais presentes em PA foram os antecedentes familiares próximos (92%), a relação cintura / quadril -RCQ- (70%) e a obesidade e sobrepeso (65%). O tabagismo foi o quinto fator em PA (51%), depois do relato de inflamação recente (54%) . Em SP o tabagismo foi o principal fator. Outra diferença com SP foi o LDLcol que apresentou média normal em PA (p=0,02) assim como uma tendência com valores menores de colesterol total (p=0,11) Conclusões - O perfil dos pacientes com IAM em PA se caracteriza pelos antecedentes familiares, a RCQ aumentada, a obesidade ou sobrepeso e inflamações recentes, sendo o tabagismo e os lipídios não tão importantes como em SP. Nas mulheres o IAM incidiu mais cedo (42 a 68 anos) e elas apresentaram menor influência dos lipídios. Referências – Avezum A, Piegas LS, Pereira JCR – Fatores de risco associados com IAM na região metropolitana de SP. Arq Bras Cardiol 2005;58:206-13 38 PERFIL DOS IDOSOS HOSPITALIZADOS PORTADORES DE ÚLCERA POR PRESSÃO SEM DÉFICIT COGNITIVO Marta Garroni Magalhães; Marcelo de Carvalho Amorim*; Vitor Ângelo Carlucio Galhardo; Telma Paloma Oliveira; Daniela Francescato Veiga Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS Rua Comendador José Garcia, 758/24 – Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: A Úlcera por pressão é definida como lesão cutânea ou de partes moles, superficiais ou profundas, de etiologia isquêmica, secundária a um aumento da pressão externa. Vários estudos relatam a prevalência das úlceras por pressão na população idosa, uma vez que 71% das úlceras por pressão ocorrem em pacientes com mais de 70 anos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o perfil dos idosos hospitalizados com úlcera por pressão (UP) sem déficit cognitivo como forma de prevenção destas úlceras. Métodos: Foram incluídos 20 idosos, com 60 anos ou mais de idade, portadores de UP em qualquer estágio, sem déficit de cognição, hospitalizados há mais de 24 horas. Foi realizada entrevista com os idosos, após assinatura do termo de consentimento, para coleta de dados demográficos e clínicos, mini exame do estado mental (mini mental), inspeção da pele e classificação das UP com a aplicação da escala de Braden. Para avaliação da UP foi utilizada a classificação estabelecida no Consenso do National Pressure Advisory Panel, que classifica a UP do estágio I a IV. Os fatores de risco foram avaliados com a escala de Braden. Foram utilizadas a média, desvio padrão e proporção. Resultados: Dos 20 idosos com UP, 14 (70%) eram do sexo feminino e seis (30%) do masculino. A média de idade foi de 71,5 (±8) anos. Doze (60%) idosos freqüentaram escola por 1 a 4 anos. No mini mental a pontuação média foi de 19,7 (± 3,2). Quanto à renda, 12 (60%) idosos recebiam de 2 a 3 salários mínimos. Dezessete (85%) idosos eram católicos. As doenças pré-existentes mais freqüentes foram hipertensão arterial sistêmica, Diabetes mellitus e insuficiência cardíaca congestiva. O principal diagnóstico da internação foi fratura do colo do fêmur. O tempo médio de internação foi de 23,1 (±18,8) dias. Foram encontradas 26 UP nos 20 idosos, sendo a maioria do estágio II. A localização mais freqüente das UP foi a região sacral. Na escala de Braden, 18 (90%) dos idosos apresentavam fatores de risco para UP. Conclusões: O conhecimento do perfil dos idosos hospitalizados e dos fatores de risco para UP são importantes como medidas preventivas desta lesão. Referências: 01. Paranhos WY, Santos VLCG. Avaliação de risco para úlceras de pressão por meio da escala de Braden, na língua portuguesa. Rev Esc Enf USP. 1999;33:191-206. 02. Bertolucci PHF, Brucki SMD, Campacci SR, Juliano Y. O mini exame do estado mental em uma população geral. Arq Neuropsiquiatr.1994;52(1):1-7. 03. National Pressure Ulcer Advisory Panel – Pressure ulcers. Incidence, Economic Risk Assessment, Consensus Development Conference Statement. National Pressure Ulcer Advisory Panel. 39 Rockville. 1989;5-6. VARIÁVEIS QUE PODEM INTERFERIR NA RESPOSTA DE INFORMANTES À ESCALAS COGNITIVAS E FUNCIONAIS Artur Henrique Alves; Marcio Erik Franco Ribeiro; Paulo Henrique Ferreira Brandão; Taís Maria Biagioni; Walter Carlos Girardelli Baptista*; Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS; R. Comendador José Garcia, 758/ 22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG. Introdução e Objetivos – Informantes com distintas características podem gerar resultados diferentes em suas avaliações sobre um mesmo indivíduo. Torna-se relevante investigar possíveis variáveis que possam interferir em suas respostas. A escolaridade baixa, o desconhecimento sobre a condição da velhice e a depressão, ou, a presença de sintomas depressivos, podem enviesar resultados de escalas e questionários. Métodos – Foram randomizados 1000 domicílios de uma comunidade, que foram visitados para encontrar aqueles com moradores idosos que possuíssem um informante jovem e um idoso. Os três indivíduos envolvidos para cada domicílio responderam ao Miniexame do Estado Mental (MEM) e aos dois idosos foi aplicada a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo (BBRG). A escala de avaliação funcional de Pfeffer foi respondida pelo sujeito idoso, como autoavaliação, e por seus dois informantes. Os dois informantes responderam ao “Informant Questionnaire of Cognitive Decline in the Elderly” (IQCODE) e foram submetidos a uma avaliação de sintomas depressivos (Yesavage para os idosos e Hamilton para os jovens) e de crenças sobre a velhice (Questionário Palmore). Resultados – Após uma triagem cognitiva entre os informantes, restaram 68 domicílios que se encaixaram nos critérios de inclusão. Os dois grupos de informantes apresentaram diferenças significantes entre si quanto à escolaridade, maior entre os jovens, e sintomas depressivos, mais presentes entre os idosos. Não diferiram quanto às crenças sobre a velhice. No grupo de informantes idosos houve influência significativa de sintomas depressivos e crenças sobre a velhice no julgamento funcional. O mesmo não ocorreu com a escolaridade. No julgamento cognitivo não houve influência significativa de nenhuma das variáveis. Conclusões: As variáveis “sintomas depressivos e crenças sobre a velhice”, interferiram nas respostas dos informantes idosos à escala Pfeffer. Uma triagem para depressão pode ser útil nestes informantes ao responderem questionários. O nível de conhecimento sobre a velhice é baixo e a difusão de informações sobre ela pode melhorar a confiabilidade das respostas. Referências – 01. Hamilton, M. A Rating Scale for Depression. J. Neurol. Neuro- Susg. Psychiatry 1960; 23:56-62; 02. Palmore, E. Factson Aging: A short quis. The Gerontologist 1977; 17:315-320; 03. Yesavage, J.A, et al. Geriatric Scale for Depression. J. Psychiatry Res 1983, 17:37-49. 40 COMPARAÇÃO ENTRE O ELETROCARDIOGRAMA DE SUPERFÍCIE DE SUÍNOS E DE HUMANOS DE IDADE CORRESPONDENTE Edevaldo Kersul, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Osvaldo Theodoro da Paz* e Rodrigo Costa Dias. Disciplinas de Semiologia e de Cardiologia Faculdade de Medicina – UNIVÁS Introdução e Objetivos – O porco doméstico (Sus scrofa domesticus) é um animal dócil, de fácil criação, se reproduz facilmente, tem uma prole farta e aos três meses já é pré-adolescente. Seu tórax é mais arredondado, vagamente semelhante ao dos humanos. O eletrocardiograma (ECG) em porcos tem sido utilizado para estudos eletrofisiológicos, porém nunca foi comparado ao ECG de Humanos. O objetivo desta pesquisa foi comparar o ECG de porcos com o de humanos de idade correspondente, para verificar a possibilidade de se constituir um modelo experimental para estudo do ECG. Métodos – Foram estudados o ECG de 20 porcos da raça landrace, machos, com três meses e peso entre 12 e 20 Kg e 20 alunos masculinos do CIEM São João em Pouso Alegre, com idade entre 9 e 10 anos e peso de 21 a 40 Kg. Os responsáveis pelas crianças assinaram o consentimento informado. O ECG foi realizado nas 12 derivações convencionais e o traçado foi analisado por três examinadores e o resultado foi o consensual. Análise estatística foi feita pelos testes t, Mann-Whitney e qui-quadrado (H1 ≠ H0 : p≤0,05). Resultados – A freqüência cardíaca nos porcos foi maior (110 ± 23 x 84 ± 12; p=0,0002).O PRs, a amplitude da onda P, o seu eixo frontal e horizontal foram semelhantes aos humanos e a duração foi menor (0,63 ± 0,30 x 0,79 ± 0,12; p=0,02). A duração do complexo QRS foi semelhante mas o eixo frontal, sendo a metade dos porcos com o eixo no 3º e no 4º quadrante (p=0,004). A amplitude do QRS no plano frontal só foi semelhante nas ondas S de V1 e V2, sendo bem menores as ondas R e S dos porcos em todas as outras derivações. O QT e o QTc foi semelhantes nos porcos e humanos. Conclusões – A diferença de amplitude do QRS na parede anterior e a sua orientação diferente do eixo no plano frontal invalidam o porco como modelo experimental de sobrecargas ventriculares e isquemia e necrose anteriores. Entretanto, a duração semelhante do PRs, do QRS e do QT propiciam um bom modelo para estudo eletrofisiológico. Referências – Takahara A, Sugiyama A, Hashimoto K. Characterization of the halothaneanesthetized guinea-pig heart as a model to detect the K+ channel blocker-induced QT-interval prolongation.Biol Pharm Bull. 2006;29:827-9. 41 PRESSÃO ARTERIAL EM ALUNOS PRÉ E ADOLESCENTES DE ESCOLA PARTICULAR E PÚBLICA EM ALFENAS MG Liana Valadão Dias*; Lara Ferreira Nhola; Maria Augusta Freitas Canêdo; Mariana Aparecida Vilela Seda e Carlos Henrique Vianna de Andrade. Depto. de Cínica Médica – Faculdade. De Medicina UNIFENAS, Alfenas, MG, Brasil Introdução e Objetivos – O estudo teve por objetivo avaliar a influência da classe social na pressão arterial (PA) de jovens. Métodos - foram estudados o peso, a estatura e a PA de 301 alunos da 5º a 8º séries, com idade entre 10 e 14 anos na cidade de Alfenas MG, sendo 125 de uma escola particular (EP), com 58 masculinos (11,4±1,3 anos) e 67 femininas (11,9±1,2 anos). Os outros 176 eram de uma escola municipal (EM), com 99 masculinos (12,9±0,9 anos) e 77 femininas (12,3±1,5 anos). O peso e a estatura foram medidos com balança antropométrica (Filizola) e a PA com esfigmomanômetro aneróide. As diferenças foram estudadas pelo teste t para médias independentes (H1 ≠ H0 : p≤0,05). Resultados - Comparando-se os alunos do sexo masculino da EP com a EM, não houve diferença significante em relação à estatura, o peso e a PA sistólica. A idade foi maior nos alunos da EPu (12,9±0,9 x 11,4±1,3 ; p=0,002) e a PA diastólica foi maior nos da EP (61,6±5,7 x 58,3±10,5 ; p=0,0004). Quanto às alunas, não houve diferença em relação à idade, ao peso e a PA sistólica. A estatura foi maior nas alunas da EM (1,55±0,10 x 1,50±0,08 ; p=0,03) e a PA diastólica nas da EP (61,9±5,5 x 56,8±9,6; p=0,0002)). A PA diastólica foi maior nos alunos da EP em ambos os sexos, mesmo sendo a média da idade maior nos alunos masculinos da EP, o que possivemtente seja reflexo de maior sedentarismo das classes mais abastadas, com acesso fácil a games e internet. A estatura das alunas da EM foi maior, possivelmente resultado da puberdade precoce no sexo feminino, resultado de condições sócio-econômicas insatisfatórias. Conclusões - Concluiu-se que os alunos com melhor poder aquisitivo apresentam valores da PA diastólica mais elevados, necessitando um melhor enfoque em relação à atividade física e alimentação. Os da rede pública necessitam maior ênfase em relação à motivação do estudo, dada a provável maior repetência pela diferença de idade no sexo masculino. Referências - Cunningham M, Swanson DP, Spencer MB, Dupree D - The association of physical maturation with family hassles among African American adolescent males. Cultur Divers Ethnic Minor Psychol. 2003;9:276-88. 42 VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA SOBRE CONTEÚDOS DE BIOÉTICA EM DISCENTES DA ÁREA DA SAÚDE. Marcos Mesquita Filho; Aline Fonseca Leite Praça; Carmen Abigail de Freitas Dantas*. Instituição: Faculdade de Ciências de Medicina - UNIVÁS. Rua Comendador José Garcia, 509 - Apto 103 - Centro - 37550-000 – P.Alegre-MG Introdução e Objetivos: Discussões sobre dilemas bioéticos são cada vez mais freqüentes em saúde pública. A formação de recursos humanos adequados às necessidades populacionais não pode prescindir da assimilação destes conteúdos. O objetivo deste trabalho foi validar instrumento de mensuração de aprendizado em Bioética em estudantes de graduação em saúde. Métodos: Elaborou-se questionário de questões fechadas tipo “certo”, “errado”, “não sei”. Foi feita validação de face e de conteúdo por um grupo de cinco juízes. Aplicou-se pré-teste em 38 alunos, verificando sua compreensão, adequação da classificação das perguntas, consistência interna, precisão. Buscou-se validação de conteúdo, critério e constructo. Resultados: O conjunto dos juízes chegou a consenso a respeito do formato do instrumento a ser aplicado no pré-teste. Neste a média de acertos às questões foi de 59,1% ±7,1% (IC 95%). A de erros foi de 27,3%± 6,3% (IC 95%), e 13,5% ± 4,0% dos respondentes declararam desconhecer as respostas. Considerando o conjunto de respostas incorretas e o desconhecimento chegou-se a 40,8% (Erro Padrão - EP= 3,6%) de alunos que não conheciam as respostas. Foi obtido um alto índice de correlação negativa de Spearman (-0,85 e p< 0,001) entre as opções ”certo” e “errado”. Entre as respostas “certo” e “não sei” a correlação foi de - 0,47 (p=0,001) . Entre “errado” e “não sei” foi de 0,081 (p=0,61). Foi encontrado um alfa de Cronbach de 0,91 denotando boa consistência interna. A avaliação da adequabilidade das questões para mensuração dos conteúdos de bioética foi de 85,1% (EP= 0,87%). Na discriminação por temas 13 questões obtiveram menos de 70% concordância, sendo necessária sua reavaliação. Conclusões: O instrumento apresentou alta consistência interna e boa validade de constructo, conteúdo e critério. Foi adequado para obter as medidas que se propôs, apesar de necessitar de reformulação em algumas questões. Mostrou que em média 40,8% dos discentes desconheciam conteúdos da bioética, o que é um valor preocupante par os futuros profissionais do SUS. Referências: 01.Guillemin F, Bombardier C, Beaton D.Cross- cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines. J Clin Epidemiol 1993;46:1417-1432. 43 ADENOCARCINOMA METASTÁTICO CUTÂNEO DE ORIGEM PULMAR Andrezza Nadalini Hoffmann Schmitt, Juliana Mosso*, Paulo Eduardo Ribi Oppermann, Paulo Henrique da Costa Borduchi, Sebastião Jupiaçara Guimarães Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS Av. Vicente Simões, 551/01 Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução - Metástases podem ser a primeira manifestação de adenocarcinoma. O sítio primário é reconhecido somente em 15% a 20% dos pacientes em investigações complementares. Metástases para a pele tem sido relatada em 0,2% a 9% dos pacientes com câncer, sendo a mama o sítio primário mais comum na mulher e os pulmões mais freqüentes nos homens. As autopsias identificam o foco primário em 70% a 80% dos casos, sendo que os locais mais comuns são os pulmões e o pâncreas. Outros sítios podem ser: estômago, cólon e fígado. Relato do Caso – M.H.S.R., 45 anos, gênero feminino, tabagista (10 cigarros/dia). Encaminhada por lesão ulcerada não cicatrizante após exérese de nódulo axilar, com hipótese diagnóstica de cisto sebáceo. Ao exame físico notou-se adenomegalia generalizada, lesões pustulosas em coxa direita e couro cabeludo. Internada para biopsia da lesão em coxa direita, que teve como resultado adenocarcinoma. Realizado exames para localização de foco primário da neoplasia. A USG abdominal, a endoscopia digestiva alta, o USTV, a mamografia e a citologia oncótica de colo uterino tiveram como resultado a ausência de neoplasias. No raio X de tórax foi evidenciado área espiculada em base pulmonar direita; solicitada TC de tórax na qual havia uma lesão sugestiva de neoplasia em lobo médio, sendo realizada fibrobroncoscopia que mostrou lesão vegetante em lobo médio, porém a citologia e a biopsia não evidenciaram neoplasia. Foi encaminhada ao Serviço de Oncologia, devido as imagens sugestivas de neoplasia pulmonar, o qual indicou quimioterapia. Discussão - A busca exaustiva, muitas vezes onerosa, pela neoplasia primária é questionada na literatura, já que essa é raramente localizada e, na maioria das vezes não muda a evolução da doença em curso. Em quase 90% dos pacientes o diagnóstico é inconclusivo sendo realizada quimioterapia empírica. Apesar dos avanços terapêuticos e da quimioterapia, o prognóstico é muito desfavorável, com sobrevida média de 3 a 4 meses. Referências – 1. Spencer PS, Helm TN. Skin metastases in cancer patients. Cutis 1987;39:119-21 2. Hammar SP. Metastatic adenocarcinoma of unknown primary origin. Hum Pathol 1998;29:1393-402. 3. Hainsworth JD, Greco FA. Treatment of patients with cancer of an unknown primary site. N Engl J Med 1995;329:257-63 44 ICTIOSE LAMELAR CONGÊNITA:RELATO DE CASO Erika Hitomi Suzuki ; Fernando Henrique De Faria ; Isabela Cabello Abouchedid* ; Isabela Alustau Guimarães; Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução: A ictiose lamelar é uma doença autossômica recessiva com manifestação prematura ao nascimento.Apresenta incidência de 1:300.000 que se caracteriza por descamação generalizada e eritrodermia com acometimento inclusive das superfícies flexurais. As escamas são espessas e escuras.Há intenso ectrópio e não ocorre alteração do processo patológico ao longo do tempo.Relato do Caso: O presente trabalho relata a história de FMS,feminino,26 anos,solteira,natural e residente em Pouso Alegre-MG, a qual, em sua primeira consulta ao Ambulatório de dermatologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, queixa-se de alteração de pele desde o nascimento,fazendo uso de emolientes e lubrificantes, mas não apresentando sucesso. Nega outras patologias associadas e doenças genéticas.Relata ciclo menstrual normal e nega patologias ginecológicas.Apresenta desenvolvimento físico normal.Sua mãe informa uso de Benzatem e Despacilina durante a gestação, onde ocorreu febre e sangramento sendo levada com urgência para o hospital.F.M.S nasceu de parto cesariana, prematura com idade gestacional de 24 semanas,devido a eclâmpsia.Quando recém-nato já se percebia o mau desenvolvimento dos seus membros inferiores e superiores. A mãe relata que anteriormente teve um aborto onde o feto apresentava as mesmas alterações dermatológicas de F.M.S, porém mais graves. Ao fim da consulta fora solicitado exames laboratoriais.Após uma semana retornou ao ambulatório com o resultado dos exames, os quais não apresentavam alterações.Então, iniciou-se tratamento com acitretina 25 mg ao dia e uso de emolientes e lubrificantes.Após um mês , retornou ao ambulatório com melhora evidente dos sintomas e não queixou - se de efeitos colaterais , portanto, a conduta foi mantida.Discussão:F.M.S é portadora de ictiose lamelar que é uma doença congênita.Demonstrou melhora evidente após uso de acitretina 25mg ao dia e seu controle é feito mensalmente.Está fazendo uso da medicação há 5 meses.A paciente ainda está sob tratamento.Referências:1.SAMPAIO,S.A.P.;CASTRO,R.M. & RIVITTI,E.A. Dermatologia Básica.2ª ed.São Paulo,Artes Médicas,1981 45 UTILIZANDO A TÉCNICA DE GRUPO FOCAL PARA VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA EM BIOÉTICA. Aline Fonseca Leite Praça*; Carmen Abigail de Freitas Dantas; Marcos Mesquita Filho. Faculdade de Ciências Médicas Dr. Jose Antônio Garcia Coutinho - UNIVÁS. Av. Comendador José Garcia, n 955,apt 202, Centro, 37550-000-Pouso Alegre/MG Introdução e Objetivos - O grupo focal é uma técnica de pesquisa qualitativa e não-diretiva na qual o pesquisador reúne, num mesmo local e durante certo período de tempo, uma determinada quantidade de pessoas que fazem parte do público alvo de suas investigações. Este trabalho teve como objetivo coletar, a partir de diálogo e debate, informações acerca da coerência e da consistência das questões do instrumento de pesquisa em Bioética, como finalização do processo de validação. Métodos - A equipe foi composta pelas pesquisadoras, que atuaram com relatoras, pelo orientador, o qual exerceu papel de mediador, e cinco participantes. Foi elaborado um roteiro de debate a partir dos objetivos da pesquisa e através de questões-chave que favoreciam o levantamento das informações para elucidação dos objetivos propostos. O debate foi registrado através de anotações e gravação. Resultados - Dentre as 42 questões, 11 foram reavaliadas e 2 foram anuladas e retiradas do questionário. Conclusões - O clima descontraído das discussões, a confiança dos participantes em expressar suas opiniões, a participação ativa e a obtenção de informações que não ficam limitadas a uma prévia concepção dos pesquisadores tornaram a realização do grupo focal de suma importância para obtenção de um instrumento de pesquisa consistente e adequado à sua finalidade. Referências – 01. Guilhermin F, Bombardier C, Beaton D. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines. J Clin Epidemiol 1993;46:1417-1432. 46 LESÃO DO NERVO RADIAL COMO COMPLICAÇÃO POTENCIAL NA OSTEOSSÍNTESE DO ÚMERO José Elísio Ubarana Neto; Ana Paula Heinzl; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do Amaral*; André Couto Godinho* Clínica de Ortopedia e Traumatologia Ubarana LTDA –Taubaté - SP Av. Granadeiro Guimarães, 99 - Centro – 12020-130 –Taubaté -SP Introdução: O nervo radial origina-se no ramo terminal do fascículo posterior, recebendo fibras de C5-C8 e T1. Desce posterior à artéria axilar; entra no sulco do nervo radial com a artéria braquial profunda para passar entre as cabeças longa e medial do M. tríceps braquial1. A manifestação clínica primária de sua lesão é a mão caída e a perda da sensibilidade dos dedos. Na maioria dos casos, cuja ocorrência está associada a fratura diafisária do úmero, a lesão é do tipo neuropraxia ou axonotmese2. Relato do Caso: M.N.M, 58 anos, sexo feminino, viúva, natural e residente em Pindamonhangaba–SP. Paciente foi atendida no pronto socorro de Paraisópolis–MG, no dia 24/07/06, por queda de animal fraturando o terço médio do úmero direito. Fratura segmentar. Após cinco dias foi realizada osteossíntese com placas e parafusos. Posteriormente queixou-se de perda da sensibilidade do polegar direito e impossibilidade de extensão do punho direito. Refere a mesma que antes da cirurgia os movimentos do punho e dedos estavam normais. Ao exame físico: Tinel positivo no terço médio do braço direito; punho caído; polegar direito aduzido e sem extensão; hipoestesia na área do sensitivo radial; musculatura intrínseca da mão preservada; sensibilidade nas áreas do cubital e mediano preservadas. Discussão: as fraturas do úmero devem ser eletivamente tratadas de maneira conservadora (96%). A estabilização deve ser feita com tala de Sarmiento (resolução em 95% dos casos)3. A tentativa de se realizar a osteossíntese cirurgicamente pode levar a lesão do nervo radial. No caso de lesão neurológica o diagnóstico é clínico. O exame utilizado é a eletroneuromiografia. Após seis a oito semanas o surgimento de potenciais de reinervação pode diferenciar axonotmese de neurotmese. Referências: 01. Moore KL; Dalley AF; Anatomia orientada para clínica. 4th ed. Guanabara Koogan; 2001. p 591- 652; 02. Hebert S; Xavier R; Pardini AG; Barros TEP. Ortopedia e Traumatologia: princípios e prática. 3th ed. Artmed; 2003. p 10231035. 03. Fratura diafisária do úmero: Sarmiento simplificado. 1999. Avaible URL: www.rbo.org.br. 47 GESTAÇÃO GEMELAR: DISCORDÂNCIA DE PESO AO NASCIMENTO X CORIONICIDADE Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves Cabrera; Cristina Kallás Hueb* Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas - UNIVAS Endereço: Rua Raquel de Paula Ribeiro, 007 – Medicina – Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: A gemelaridade é condição sujeita a maior risco de morbidade perinatal em relação às gestações com feto único1. Os principais determinantes da alta morbimortalidade são a elevada freqüência de prematuridade e o baixo peso ao nascer¹. Os gêmeos monozigóticos ainda correm o risco adicional da síndrome de transfusão feto-fetal². O objetivo foi descrever a freqüência com que ocorre a discordância de peso ao nascimento entre recémnascidos vivos de gestações gemelares e investigar a relação desta discrepância com a corionicidade. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os partos de gestações gemelares ocorridos no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio” de Abrilde 2003 à 30 maio de 2006. Foram incluídos na análise os partos de gestação gemelar em que ambos os fetos nasceram vivos e com idade superior a 20 semanas. Foi considerada discordância de peso ao nascimento quando a diferença de peso entre os dois fetos foi superior a 20%. Resultados: Foram identificadas 50 gestações que preenchiam os critérios acima mencionados. Dentre estas, 30 (60%) eram dicoriônicas e 20 (40%) monocoriônicas. Houve discordância de peso ao nascimento em 12 (24%) casos, 7 casos entre as gestações gemelares dicoriônicas o que correspondeu a 23% destas e 5 casos entre as gestações gemelares monocoriônicas o que correspondeu a 25% das mesmas. Nas gestações gemelares dicoriônicas as discordâncias de peso ao nascimento situaram-se entre 20 e 30%. Nas gestações gemelares monocoriônicas foram observadas discordâncias de peso ao nascimento que variaram de 40 a 60%. Conclusões: Em nosso estudo, apesar de não haver diferença entre a corionicidade e a freqüência de discordância de peso ao nascimento, a diferença porcentual de peso entre os recém-nascidos foi maior nas gestações monocoriônicas. Referências: 01. Paludetto R. Neonatal complications specific to twin births. J Perinat Méd 1991; 19 Suppl 1: 246-51; 02. Scheller JM, Nelson KB. Twinning and neurologic morbidity. Am J Dis Child 1992; 146:1110-3. 48 GEMELARIDADE E RESULTADOS PERINATAIS Renata Bites Ferreira; Paloma Iemini de Pádua ; Natália Manzoni Gonçalves Cabrera; Cristina Kallás Hueb* Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas – UNIVAS Endereço: Rua Raquel de Paula Ribeiro, 007 – Medicina – Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: As gestações múltiplas representam 2% dos nascidos vivos¹. Quando comparadas com gestação única, apresentam risco cinco vezes maior de morte perinatal e risco quatro vezes maior de recém nascidos pequenos para idade gestacional¹. O fator que mais contribui para a alta morbidade e mortalidade perinatal na gestação múltipla é a prematuridade, com ocorrência de 9,7% nas gestações únicas e em 48% nas múltiplas². A redução da taxa de nascimentos pré-termo em gêmeos é uma das principais metas dos obstetras e de outros profissionais da saúde.O objetivo foi descrever a ocorrência do óbito fetal, a prematuridade e o baixo peso entre recém-nascidos de gestações gemelares.Métodos: Levantamento retrospectivo de todos os partos gemelares ocorridos no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio” no período compreendido entre Abril/2003 e Maio/2006. Foram incluídos na análise os partos de gestação gemelar com idade gestacional superior a 20 semanas. Foi considerado baixo peso ao nascimento, todo concepto com peso menor que 2500g. Resultados: No período estudado ocorreram 54 partos de gestação gemelar sendo 87% prematuros e 7 partos à termo (13%). Em 36 (66%) gestações gemelares houve o início espontâneo do trabalho de parto prematuro, o que resultou no nascimento de 72 prematuros. Entre os recém-nascidos prematuros 66 (91,9%) apresentaram peso ao nascer inferior a 2500g. Entre os 14 recém-nascidos á termo 6 pesaram menos de 2500g. Ocorreram 8 (7,4%) mortes fetais intra-uterinas.Conclusões: A incidência de prematuridade entre as gestações gemelares assistidas no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio” é superior à encontrada na literatura. Estudos posteriores são necessários para identificar os agentes causais. Referências: 01. Paludetto R. Neonatal complications specific to twin births. J Perinat Méd 1991; 19 Suppl 1: 246-51; 02. Scheller JM, Nelson KB. Twinning and neurologic morbidity. Am J Dis Child 1992; 146:1110-3 49 CORPO ESTRANHO DE LARINGE Jefferson Dall’Orto Muniz; Maruska d’Aparecida Santos; Tiago Parazzi; Franciane Campos Lourenço; Fernanda Tavares Masano*. Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS Introdução – A ingestão acidental de corpo estranho constitui um problema comum nas unidades de emergência e prontos atendimentos. Um corpo estranho supostamente deglutido tende a ser expelido através do reflexo da tosse ou até mesmo aspirado às vias aéreas inferiores; embora raro, este pode impactar e fixarse na laringe, mantendo-se clinicamente silencioso, dificultando o pronto diagnóstico e aumentando o risco de morbidade. Relato do Caso – No presente caso, D.R., 42 anos, masculino, deu entrada no PS do HCSL às 17h30min do dia 17/09/05, com queixa de tosse com expectoração purulenta, dispnéia, odnofagia, febre, rouquidão e cefaléia frontal com evolução de 4 dias. Na anamnese relatou engasgamento com osso de galinha há um mês. À laringoscopia indireta observou-se apenas acentuada hiperemia na epiglote, não sendo visualizada pregas vocais. Realizado então nasolaringofibroscopia, sendo visualizado corpo estranho (osso de galinha), localizado na região glótica. Paciente submetido à anestesia geral, sendo retirado corpo estranho sob visualização direta da laringe. Discussão – A impactação de corpo estranho na região glótica é um evento raro, não tendo sido encontrado nenhum caso semelhante em nossa pesquisa bibliográfica. A gravidade dos casos de aspiração de corpos estranhos está relacionada à localização, natureza e dimensões destes, assim como a presença ou não de complicações infecciosas, obstrutivas e inflamatórias. A ausência de tratamento precoce, por sua vez, pode ser fatal em alguns casos, sobretudo quando envolve órgãos como a laringe. Referências – Travassos Jr. R. R. e col. – Aspiração de corpo estranho em adultos. Rev Hosp.Clin.Med.S.Paulo 46(4)193-195,1991; Fernando P.G. Sobrinho e col. – Corpo estranho na nasofaringe: a propósito de um caso. Revista Bras Otorrinolaringol. Vol 70, n1, 120-3, 2004. 50 METÁSTASE ATÍPICA DE ADENOCARCINOMA DE RETO Virgínio Cândido Tosta de Souza; Maria Cecília Ferraz de Arruda Sarti; Carine Carvalho Vaz de Lima; Aline Fonseca Praça; Francini Ferreira Machado*. Serviço de Coloproctologia do HCSL – UNIVÁS – Pouso Alegre - MG Rua Bom Jesus, 780/03- Centro- 37550-000- Pouso Alegre- MG. Introdução - As metástases cutâneas são observadas em 0,7-9% das neoplasias sendo estas de origem colorretal em 5%dos casos. Ocorrem frequentemente nos 2 primeiros anos após ressecção da doença primária, sendo raramente a primeira manifestação da doença. Dentre as regiões citadas na literatura encontram-se pênis, parede abdominal, couro cabeludo e outros, não havendo relação clara entre o meio de disseminação e local primário da doença com tais metástases1. Relato do Caso - Paciente submetido a amputação abdomino perineal de reto distal por adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Apresenta hematoquezia há 11 meses, com piora do sintoma A3 associado a fezes em fita e emagrecimento. O exame anatomopatológico confirma estadiamento clínico T2, N0 e M0. Permanece em acompanhamento ambulatorial trimestral com dosagem de CEA pré-operatório de 4,2 e pós-operatório imediato de 2,1. Dois anos após, evolui com linfadenomegalia inguinal à direita, cuja biópsia excisional demonstra ser adenocarcinoma metastático. Nessa ocasião, CEA de 3,5 , colonoscopia normal, ultrassom normal, raio-X normal, iniciada quimioterapia após resultado de tomografia de pelve. Após 8 meses, apresenta novos linfonodos inguinais com progressão da lesão para escroto e coxas com aspecto zosterforme. Mantém-se em quimio e radioterapia. Discussão-A incidência das metástases cutâneas não é conhecida, sendo estimada entre 0,7%-10,4%. Deve-se na maioria das vezes a neoplasias de mama, pulmão e melanoma sendo o cólon responsável por 0.05%4.4% destas. Apresentam-se de forma variada; nódulos, eczemas ou úlceras; podendo acometer qualquer região de cútis (pênis - couro cabeludo - pé), não existindo consenso quanto a via de disseminação. Segunda lesão zosterforme descrita, ambas em sexo masculino com adenocarcinoma de reto, Ductes B em região inguinal até coxa. Referências-01. Souza VCT; Miranda EM; Amorim CR; Tiburio NB; Sarti MCFA; Paulo TS. Metástase Cutânea de Adenocarcinoma de Cólon. Rev. Bras. de Coloproct. Set. 2006- vol. 26. 51 ENDOMETRIOSE INTESTINAL Elísio Meireles de Miranda; Carlos Roberto Amorin; Nícolas Biagione Tiburzio; Thiago Silva de Paula ; Roberta Lilian Ferreira Pereira*. Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador Jose Garcia 75822 – Centro – 37550-000 - Pouso Alegre/MG Introdução Endometriose intestinal foi relata pela primeira vez por Robert Meyer, em 1909, no cólon sigmóide de forma estenosante. Sua ocorrência em ceco e apêndice cecal é rara, menos de 1-2% dos casos de endometriose. Pode ser explicada pelas teorias da implantação e da metaplasia celômica.O caso em tela relata um quadro de endometriose em ceco e sigmóide concomitante.Relato do Caso Paciente, 35 anos, sexo feminino, há seis anos com dor abdominal tipo cólica, sem alterações do hábito intestinal ou hematoquezia. História familiar positiva para neoplasia do intestino e de mama. Ao exame evidência de massa de pequena dimensão em fossa ilíaca direita. Colonoscopia evidenciando irregularidade em válvula ileocecal e USG abdominal com massa intraperitonial em flanco direito e fossa ilíaca esquerda. Foram aventadas as hipóteses diagnósticas de adenocarcinoma de cólon (CEA: 1,0), GIST e tumor carcinóide (Ácido 5hidroxindolacético: normal). Submetida a laparotomia exploradora onde foi evidenciada lesão de aspecto tumoral em transição ileocecal, comprometendo o apêndice cecal e lesão em cólon sigmóide. Útero de aspecto miomatoso e pigmentação ocre. Realizada hemicolectomia à direita e sigmoidectomia. Anátomopatológico: Endometriose externa em intestino grosso e delgado. Não foram evidenciados sinais de malignidade no material examinado. Discussão A endometriose intestinal é uma patologia benigna que acomete indivíduos jovens e deve ser lembrada como diagnóstico diferencial das massas abdominais. Referências 1)Vacras M, Kostopanagiotou F, Katis K, Farantod C, AngelidouManika Z, Antoniou S Endometriosis causing extensive intestinal obstruction simulating carcinoma of sigmoid colon a case report and review of the literarure. Eus J Gynaecol Oncol; 2002. 23353-7; 2)Yantiss RK, Clements PB, Young RH. Neoplastic and Pre-neoplastic changes in gastrointestinal endometriosis. Am J Surg Pathol; 2000. 24 513-524. 3)La Greca G., Catanuto G, Pontillo T, Sichel I, DiCarlo I, Russelo D, Latteri F. A clinical case and a review of the literarture. G Chir; 2000. Jan-Feb 2112-6. 52 TRATAMENTO CIRÚRGICO DA ENFERMIDADE DE HAGLUND: PROEMINÊNCIA DA TUBEROSIDADE PÓSTERO - SUPERIOR DO CALCÂNEO: TÉCNICA DE DuVries MODIFICADA (OSTEOTOMIA OBLIQUA E TRANSFERÊNCIA DO TFC) Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa Hospital de Acidentados - Serviço de Cirurgia do Pé Av. Paranaíba, 652 – Centro – 74020-010 – Goiânia – GO Introdução e Objetivos – A enfermidade de Haglund é o aumento de volume da tuberosidade póstero superior do calcâneo e calcificação na inserção do tendão calcâneo (TC) provocados pela ação mecânica da eminência póstero superior do calcâneo contra a bursa retro-calcaneana e o próprio tendão calcâneo, além do atrito com a parte posterior do calçado. O diagnóstico clínico é dado pela inspeção. A radiografia mostra aumento de volume ósseo e calcificação na inserção do tendão calcâneo. A clínica do paciente é caracterizada pelo aumento de volume, dor viva e incapacidade física. O tratamento conservador é indicado inicialmente: utilizar sapatos macios para diminuir o atrito na região posterior, aumentar a altura do salto do calçado, alongamento do tendão calcâneo, contraste térmico e AINES. O tratamento cirúrgico nos primeiros casos foi feito apenas através da ressecção oblíqua da tuberosidade póstero superior do calcâneo com desinserção parcial do tendão calcâneo (DuVries). Alguns casos retornaram com ruptura do tendão calcâneo portanto foi adicionado à técnica de DuVries a transferência do tendão fibular curto (TFC) para reforçar a reinserção do tendão calcâneo, sendo feita de rotina a partir de então. Métodos – No período de 10 anos, de janeiro de 1996 a janeiro de 2006, foram operados 88 pacientes. Resultados – Dos 88 pacientes, 32 tinham acometimento unilateral e 31 bilateral totalizando 94 pés. 26 pacientes do sexo masculino e 62 do sexo feminino. A menor idade foi de 22 e a maior de 71 anos. Conclusões – A enfermidade de Haglund provoca dor e incapacidade física.O tratamento conservador na fase inicial pode dar bom resultado. A ressecção oblíqua da tuberosidade póstero superior do calcâneo elimina a dor. A transferência do tendão fibular curto reforça a reinserção do tendão calcâneo e deve sempre ser feita, diminuindo o risco de ruptura com bom resultado anatômico funcional. Referências – 01- Napoli, M.M.M., Pecora, J.R: Estudo radiológico do ângulo tuberositário póstero-superior do calcâneo. Ver Brás Ortop 20:84-88,1985; 02 – Pauker, M., Katz & Yosipovitch, Z.: Calcaneal osteotomy for Haglund disease. J Foot Ankle Surg 31:588-589, 1992 53 TRATAMENTO CIRÚRGICO DO HÁLUX VALGO ATRAVÉS DA OSTEOTOMIA PROXIMAL E ADIÇÃO DE CUNHA Rodrigo Alvarenga Nunes*; Renata Alvarenga Nunes; Edegmar Nunes Costa Hospital de Acidentados - Serviço de Cirurgia do Pé Av. Paranaíba, 652 – Centro – 74020-010 – Goiânia – GO Introdução e Objetivos – O Hálux Valgo, conhecido popularmente como joanete, é uma patologia em que há um desequilíbrio entre a musculatura abdutora e adutora do hálux. A porção transversa do músculo adutor prevalece tracionando o 1º dedo em valgo, luxando lateralmente os sesamóides, pronando o hálux, acarretando deformidade do antepé, dor, má convivência com os calçados e aspecto estético desagradável. Pé egípcio, 1º metatarso curto/varo, articulação metatarsocuneiforme convexa/inclinada e flacidez predispõem o desvio. O uso de calçados inadequados de salto alto e bico fino são fatores contribuintes. O diagnóstico se faz pela inspeção, história clínica/familiar e pelo exame físico estático/dinâmico observando a mobilidade articular. A radiografia demonstra alteração dos ângulos intermetatarsiano e metatarsofalângico (normal de 9 e 18 graus respectivamente). O tratamento conservador deve ser oferecido inicialmente com uso de sandálias de plataforma rígida, palmilhas com almofadas retrocaptais associadas à fisioterapia antiálgica e alongamento muscular. Dor e incapacidade física indicam o tratamento cirúrgico e não o fator estético. A técnica cirúrgica consiste na osteotomia da base com adição de cunha para realinhamento intermetatarsiano e reposicionamento dos sesamóides. Métodos – No período de 10 anos, de janeiro de 1996 a janeiro de 2006, foram operados 234 pacientes. Resultados – Dos 234 pacientes, 153 tinham acometimento unilateral e 81 bilateral totalizando 315 pés. 31 pacientes do sexo masculino e 203 feminino. A menor idade foi de 18 e a maior de 80 anos. Conclusões – O hálux valgo é uma patologia complexa, que provoca dor e incapacidade além do envolvimento estético. A osteotomia proximal com adição de cunha é eficiente, de fácil execução, via de acesso única, e corrige o desvio do 1º meta sem risco de necrose vascular. Ocorreu consolidação em todos os casos com bom resultado estético-funcional. Referências – 01- Hebert, Sizinio e cols.: Ortopedia e traumatologia; Princípios e Pratica.: de Carvalho, A. Egydio.: Hálux Valgo. 590-608, Cap.23.3; 02- A. Villadot, Patologia del antepe.: Malformaciones del dedo gordo, 191-223, Cap.11. 54 UTILIZAÇÃO DA CIRURGIA DE HUNTINGTON MODIFICADA NA PERDA DE FRAGMENTO ÓSSEO DA TÍBIA Mário Sérgio Viana Xavier; Ana Paula Heinzl*; André Couto Godinho*; André Oliveira Fonseca; Gisele de Moura Guimarães Ferraz do Amaral Hospital das Clínicas Samuel Libâneo (HCSL)- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/22 – Centro – 37550-000–Pouso Alegre – MG Introdução: As fraturas segmentares da Tíbia atualmente são tratadas com técnicas microcirúrgicas de enxerto ósseo. Entretanto, existem técnicas já consagradas que não necessitam de microcirurgia e ainda tem o seu espaço dependendo das condições do local onde ocorreu o atendimento. O objetivo é alertar para o uso de técnicas que podem ser utilizadas em um serviço de urgência que não dispõe de profissional treinado em microcirurgia. Relato do Caso: H.I.M, de 14 anos, sexo masculino. 09/12/2005: internação devido á acidente de motocicleta apresentando fratura fechada do terço proximal do Fêmur direito e fratura exposta da Tíbia direita grau IIIB (Gustilo), cominutiva com perda de fragmento ósseo da tíbia de 10 cm. Foi feito tratamento cirúrgico, montagem de fixador uniplanar e transposição do fragmento distal da Fíbula para o fragmento distal da Tíbia. A ferida foi deixada aberta. 21/12/2005: retalho muscular com flexor longo do Hálux. 04/01/2006: enxerto de pele. 01/02/2006: transposição da extremidade proximal da Fíbula para o fragmento proximal da Tíbia. 26/07/2006: retirada do fixador externo. Discussão: técnica utilizada: Huntington modificada1. Kassab e cols. avaliaram a técnica de Huntington em um estudo retrospectivo e concluíram sua importância terapêutica1. Catagni e cols. descreveram a utilização da Fíbula associada ao aparelho Ilizarov para reconstrução da Tíbia obtendo excelentes resultados2. Morsi avaliou a utilização de transferência da Fíbula contralateral não vascularizada e obteve sucesso. Concluiu que o procedimento foi bem sucedido e simples quando comparado com técnicas microvasculares e de Ilizarov3. Referências: 01. Kassab M; Samaha C; Saillant G; Ipsilateral fibular transposition in tibial nonunion using Huntington procedure: a 12 year follow-up study; 2003. 02. Catagni MA; Tejan J; Felici JVN; Bonjiovani JC; Tratamento da perda óssea da Tíbia usando a Fíbula e o aparelho Ilizarov; 1997. 03. Morsi E; Tibial reconstruction using a non-vascularised fibular transfer; 2002. 55 CARACTERIZAÇÃO DAS CESARIANAS OCORRIDAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SAMUEL LIBÂNIO Lucas Faria Abrahão Machado; Cristina Kallás Hueb* Hospital das Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS Rua Comendador José Garcia 758/22, Centro, .37550-000 - Pouso Alegre, MG Introdução e Objetivos: O parto cesáreo aumenta a morbimortalidade materna, quando comparado ao parto normal, sem benefícios adicionais ao feto1. A cesárea, quando indicada, predispõe a diversas complicações obstétricas: infecção, hemorragia;clínicas: fenômenos tromboembólicos; cirúrgicas: lesões iatrogênicas além de elevar o custo hospitalar 2. O objetivo foi identificar as principais causas de cesárea e caracterizar as gestantes mais susceptíveis ao parto cirúrgico. Métodos: Estudo retrospectivo e descritivo do prontuário das pacientes que tiveram parto cesáreo no Hospital “Samuel Libânio” de Março a Maio de 2006. Foram avaliadas as variáveis: idade materna e gestacional, paridade, patologias associadas, indicação das cesáreas e score de Apgar dos 1° e 5° minutos do RN. Resultados: Houve 159 cesáreas, sendo 70 em primíparas e 89 em multíparas. Entre as multíparas, 82% (73) tinham pelo menos uma cesárea anterior. A idade materna variou de 13 a 44 anos (± 26,8 anos). A idade gestacional variou de 25 a 42 semanas e dois dias (± 40 semanas). Patologias associadas estavam presentes em 83% (132) das gestantes sendo as mais freqüentes: pós-datismo 46,2% (61), pré-eclâmpsia 18,2% (24), ruptura prematura das membranas 7,5% (10), HAS 6,8% (9), oligoâmnio 5,3% (7) e outras causas 15,9% (21).As indicações de cesárea foram: iteratividade 18,8% (30), sofrimento fetal 16,9% (27), falha de indução 10,7% (17), desproporção céfalo-pélvica 10,7% (17), distócia funcional 10,7% (17), pré-eclâmpsia 8,1% (13), apresentação anômala fetal 7,5% (12) e outras causas 16,3% (26). Conclusões: A operação cesariana foi indicada naqueles casos onde há comprometimento materno ou fetal. Observou-se que pósdatismo e pré-eclâmpsia são fatores de risco. Referências:1.Bélizan JM, Althabe F, Barros FC, Alexander S. Rates and implications of caesarean sections in Latin America: ecological study. BMJ 1999;319:1397-402. 2. Loverro G, Greco P, Vimercati A, Nicolardi V, Varcaccio-Garofalo G, Salvaggi L. Maternal complications associated with cesarean section. J Perinat Méd 2001; 29:322-6. 56 ANEURISMA DE VENTRÍCULO ESQUERDO Kalil Yunes Nadur, Fernanda Patini Furlan, Letícia Lopes de Souza, Manuela Ricciardi Silveira Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução - O aneurisma ventricular esquerdo geralmente ocorre em uma área discreta, discinética, da parede ventricular esquerda com um colo apagado. Provavelmente se desenvolvem em menos de 5% de todos os pacientes com IAMCSST(infarto agudo do miocardio com supra de st), e mais frequentemente em pacientes com infartos transmurais (especialmente anteriores). Relato do Caso Descreveremos o caso de um paciente em que não foi dado o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio,evoluindo com IAM extenso e ICC. B.A., paciente de 67a, aposentado, portador de HAS não tratada, estava evoluindo bem até que em 18/01/2006 apresentou forte dor epigástrica em aperto acompanhada de náuseas e vômitos, sudorese intensa, sem irradiação, com duração de 40min., procurou atendimento,não tratado, 1 mês após o quadro estava em ICC TFIII, em uso de nifedipina. Apresentou novo episódio de forte dor epigástrica seguida de síncope, sendo internado no HCSL, feito o diagnóstico de aneurisma de ventrículo esquerdo através de ECG. .Após diagnóstico paciente encaminhado para INCOR para cirurgia de aneurismectomia ventricular esquerda. Discussão - A taxa de mortalidade em pacientes com aneurisma do ventrículo esquerdo é 6 vezes maior do que nos pacientes sem aneurismas,mesmo comparadas com aquela dos pacientes com frações de ejeção ventriculares esquerda comparáveis. As complicações mais freqüentes são a insuficiência cardíaca, arritmia e dor. O diagnóstico precoce é importante afim de se evitar que uma ICC evolua com IAM, seguido de aneurisma de ventrículo. Referências -01.Sousa,Amanda Guerra de Moraes Rego; Mansur, Alfredo José.Cardiologia-SOCESP, 2th ed. Atheneu; 1996; 02. Timerman, Ari; Cezar, Luis Antônio Machado. Manual de Cardiologia_SOCESP , Atheneu; 2000; 03. Hurst, J.Willis.MD.O coração, 6th ed.Guanabara Koogan; 1990. 57 NÓDULO DA “IRMÃ MARIA JOSÉ” Juliana Rabello Bressane*, Juliana Mosso, Lyliana Coutinho Resende Barbosa, Paulo Henrique da Costa Borduchi, Renata Ferreira Bites Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVAS R: Olegário Maciel, 594/102 Jd Primavera- 37.550-000-Pouso Alegre – MG Introdução: O nódulo “Irmã Maria José” é um tumor metastático que acomete a cicatriz umbilical, podendo ser o primeiro e único sinal de neoplasia maligna. A metástase cutânea deve ser diferenciada de hérnia umbilical e frequentemente está associada com rápida progressão da doença neoplasica. Relato do Caso: MDJD, gênero feminino, 76 anos, leucoderma, veio encaminhada ao serviço de Ginecologia do HCSL para avaliação de nódulo umbilical juntamente com sangramento vermelho vivo com coágulos proveniente do intróito vaginal há 20 dias, associada a dor abdominal mal caracterizada. Foi internada para investigação diagnóstica. Ao exame especular apresentava lesão vegetante em colo uterino, friável, com sangue vermelho vivo, indolor e que se exteriorizava pelo canal. No abdome havia presença de lesão umbilical endurecida, bocelada, indolor, superficial com aproximadamente 7 cm de diâmetro e linfomegalia inguinal bilateral. No mesmo dia realizou-se USTV que constatou comprometimento difuso do endométrio de natureza à esclarecer e biópsia do colo uterino que evidenciou adenocarcinoma de moderado a pouco diferenciado. Diante do diagnóstico de carcinoma de endométrio com metástase umbilical indicou-se laparotomia. No ato cirúrgico evidenciou-se carcinomatose peritoneal com múltiplas aderências. Realizada exérese do nódulo umbilical, histerectomia ampliada, biópsia de omento e coleta do líquido ascítico para análise. O anátomo patológico relatou adenocarcinoma de endométrio que comprometia ovários, tubas, omento e pele. Discussão: O nódulo da “Irmã Maria José”, deve ser criteriosamente avaliado e diferenciado de qualquer lesão umbilical, pois é um achado raro ao exame físico e considerado indicador de neoplasia intra-abdominal avançada. Referências: 1. Fogaça HS, Chagas VLA, Tolentino YFM, Ribeiro VCM, Ximenes LLL.Nódulo umbilical metástatico: um sinal de alerta pra tumoração maligna untra-abdominal. Rer. Brás. Ginecol.vol. 25 nº 6 RJ, july 2003. 2. Shetty MR. Metastatic tumors of the umbilicus: a review 1830-1989. J. Surg Oncol 1990; 45:2125. 3. Giner Galvan V. Sister Mary Joseph´s nodule: its clinical significance and management. An Med Interna 1999; 16:365-70. 58 TUMOR DE CÉLULAS DE LEYDIG Juliana Mosso*, Juliana Rabello Bressane, Jussara Vono Toniollo, Lyliana Coutinho Resende Barbosa, Paulo Henrique da Costa Borduchi Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÀS Av. Vicente Simões, 551/01 Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução: O tumor de células de Leydig é um tumor raro, benigno, mais freqüentemente encontrado em mulheres pós-memopausas. Clinicamente manifesta-se com sinais e sintomas de hiperandrogenismo, tais como, hirsutismo, acne, alopécia e alteração da voz. Freqüentemente é acompanhado por acentuada resistência à insulina e outros componentes da síndrome metabólica incluindo hipertensão, obesidade, diminuição do HDL colesterol e hipertrigliceridemia Relato do Caso: N.G.T., 56 anos, gênero feminino, pós-menopausada. Encaminhada pelo ambulatório de endocrinologia ao serviço de ginecologia para investigação de tumor virilizante de ovário. Queixava-se de hirsutismo há 2 anos, trazia exames laboratoriais com dosagem de testosterona e CEA elevados; US com adrenais normais, volume uterino aumentado e formação sólida sugestivo de mioma subseroso em fundo uterino, ovário direito não visualizado e ovário esquerdo aumentado, espessamento de endométrio discreto. Ao exame ginecológico apresentava hipertrofia clitoriana, sem outras alterações. A histeroscopia não revelou anormalidades, realizada biopsia de endométrio, que constatou pólipo endometrial. Foi submetida a histerectomia abdominal subtotal e ooforectomia bilateral, colhido lavado peritoneal, material enviado ao anatomopatológico. Constatou-se leiomioma uterino, endométrio atrófico, ovário direito escleroatrofico, ovário esquerdo mostrando neoplasia compatível com tumor de células esteróides, com áreas focais evidenciando atipias nucleares leves. O tumor de células de Leydig foi concluído pela imunohistoquimica. Após a ressecção do tumor de Leydig, os níveis séricos de testosterona retornaram ao padrão fisiológico e houve uma melhora dos sinais e sintomas clínicos de virilização, com redução acentuada do hirsutismo. Discussão: A hipótese diagnóstica de tumor de Leydig deve ser aventada nos casos de hiperandrogenismo com avaliação adrenal normal. Referências: 01. Takeuchi S, Ishihara N, Ohbayashi C, Itoh H, Maruo T. Stromal Leydig cell tumour of the ovary. case report and literature review. Int J Gynecol Pathol 1999;18:178-182. 02. Pugeat M, Mirakian P, Dutrieux-Berger N, Forest MG, Tourniaire J. Androgen secreting ovarian neoplasm. In: Azziz R, Nestler JE, Dewailly D, editors. Androgen excess disorders in women. New York: LippincottRaven; 1997. pp 555-568. 59 FÍSTULA VÉSICO-UTERINA POR LEIOMIOMA DEGENERADO Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane*, Lyliana Coutinho Resende Barbosa, Marcus Vinicius Silva, Paulo Henrique da Costa Borduchi. Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVAS R: Olegário Maciel, 594/102 Jd Primavera- 37.550-000-Pouso Alegre – MG Introdução: A localização do leiomioma uterino é mais freqüente no corpo uterino em 91% dos casos, enquanto que no istmo cursa com 7% desta patologia. São classificados em: subseroso, intramural e submucoso. O tipo submucoso quando pediculado ocasionalmente torna-se parido. Relato do Caso: M.A.S., 27 anos, gênero feminino. Encaminhada ao serviço de ginecologia por massa em intróito vaginal, com queixas de incontinência urinária há dois anos, dor em baixo ventre e dispareunia. Ao exame ginecológico notou-se massa em cúpula vaginal de aproximadamente 10cm evidenciado perda urinária vaginal e abdome compatível com 14 semanas de gestação, sendo internada para investigação. Devido aos achados ultrassonograficos de abdome, transvaginal e cistografia, aventou-se a hipótese diagnóstica de fístula vésico-uterina derivada de uma compressão pelo leiomioma e sua posterior degeneração. Foi então submetida a histerectomia abdominal total e correção da fístula, que confirmou o diagnostico de mioma parido. O anatomopatológico evidenciou leiomioma uterino e pequenos cistos contendo material gelatinóide em colo, sugerindo degeneração mucóide, sem sinais de malignidade. Discussão: Na literatura há relatos de compressão vesical pelo tipo subseroso, não ocorrendo esta complicação em submucosos. Não foi encontrada na literatura consultada uma relação entre leiomioma submucoso degenerado e fístula vésico-uterina. Referências: 1. HALBE. Tratado de Ginecologia, 2ª ed, Vol. 2:1073/1084. 1996. 2. Costa O.T. Ginecologia, Rio de Janeiro, Medsi:589/595.1988. 3. Howard W, Jones J.R., Jones G.S., Novak, Tratado de Ginecologia, Rio de Janeiro,G.Koogan:360/370,1983 60 MIOMA GIGANTE Juliana Mosso; Juliana Rabello Bressane; Lyliana Coutinho Resende Barbosa; Paulo Henrique da Costa Borduchi*; Renata Bites Ferreira Hospital da Clínicas Samuel Libânio - UNIVÁS Av. Alberto de Barros Cobra, 405/02 – Centro – 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução – O leiomioma uterino é o tumor benigno mais comum, estima-se que mais de 20% das mulheres acima de 35 anos são portadoras desta patologia, sendo assintomática em 75-85% dos casos. Seu crescimento depende da produção de estrógenos, tendo uma freqüência maior em nulíparas, obesas e melanodermas. Em 1971, Beacham et al., os definiram como gigantes se pesassem mais de 11,3Kg. Em 2001, Briceño et al., publicaram uma série de 11 casos de miomas uterinos e os definiram como grandes se pesassem entre 0,811,3Kg. Relato do Caso – E.F.C., gênero feminino, 56 anos, leucoderma, solteira, nulípara. Paciente atendida no P.S. do HCSL em junho de 2006 com queixa de dispnéia ao decúbito, lombalgia e oligúria há 1 semana. Ao exame físico foi evidenciado abdome globoso, teleangiectasia, com circulação colateral, Piparote positivo. A paciente foi internada, sendo a hipótese diagnóstica de ascite volumosa aventada. Realizada paracentese que evidenciou líquido serosanguinolento com polimorfonucleares de 603cél/mm³, o que sugeriu o diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea a qual foi tratada. A citologia oncótica do líquido ascítico não demonstrou malignidade. Após a realização da tomografia abdominal suspeitou-se de cisto ovariano, sendo a paciente encaminhada ao Serviço de Oncologia Ginecológica, que solicitou CA125, sendo o resultado normal. Indicado então tratamento cirúrgico. No ato operatório foi evidenciado grande massa sólida, que se estendia desde o fundo de saco de Douglas até rebordos costais, sugestivo de útero miomatoso. O material enviado ao anatomopatológico media 50x40x20cm e pesava 19Kg, teve como resultado leiomioma uterino, sem sinais de malignidade e ovários atróficos. Discussão – Para definir o tamanho desta neoplasia, se leva em conta seu peso e suas dimensões. O maior mioma foi descrito por Hunt em 1888, com peso de 63,4Kg. Em 2003, foi relatado por Oelsner outros dois casos de mioma gigante que pesaram mais de 40Kg. Porém no HCSL o maior mioma notificado é este de 19Kg. Referências – 01. Briceño-Férez C, Alaña-Fiña F, Briceño-Sanabria L, Briceño-Sanabria JC. Rev. Obstet Ginecol Venez v.64n.2Caracasjun.2004; 02. Oelsner G; Elizur SE; Frenkel Y; Carp H. Obstet Gynecol;101(5 Pt2):1088-91,2003May; 03. Hunt S. Fibroid weighing one hundred and forty pounds. Am J Obstet Gynecol. 1888;21:62-63. 61 NÓDULO DA IRMÃ MARIA JOSÉ (SISTER MARY JOSEPH´S NODULE). APRESENTAÇÃO DE UM CASO. Elias Kallás, Ibrahim Elias Kallás, Alexandre Carvalho Kallás, Mario Benedito Magalhães,Marina Aparecida Poletto*. Hospital das Clínicas Samuel Libânio- Univás e Clínica Kallás Av.Prefeito Sapucaí, 150. 37550-000 CEP Pouso Alegre, MG. Introdução - O nódulo da irmã Mary Joseph é sinal de mau prognóstico nas neoplasias abdominais sendo considerado uma contra-indicação à terapêutica curativa1 .É pesquisado junto a cicatriz umbilical onde pode ser sentido pela palpação, ou, nos casos mais avançados tornar-se evidente à visão direta. A maioria dos pacientes portadores desse nódulo evoluem para o óbito dentro de alguns meses, conseqüente a carcinomatose intra-abdominal2 .Embora não seja muito freqüente é encontrado em aproximadamente 1 a 3% dos pacientes portadores de neoplasia do abdome e pelve, como um nódulo de tamanho variado, mais ou menos doloroso, e até mesmo ulcerado e/ou inflamado3.Relato do CasoTrata-se de uma paciente do sexo feminino, 78 anos,apresentando dor abdominal há 1 mês, distensão e ictericia além de náuseas e vômitos freqüentes. A endoscopia digestiva alta revelou presença de obstrução parcial da segunda porção do duodeno confirmada pelo estudo radiológico. Ao exame físico observouse o abdome doloroso à palpação e um nódulo de aproximadamente 1 cm de diâmetro ao nível da cicatriz umbilical. A TC do abdome mostrou a presença do nódulo e alterações ao nível da cabeça do pâncreas sugestivas de neoplasia..Como a paciente apresentava vômitos incoercíveis optamos por uma gastro-entero-anastomose paliativa, encaminhando-a ao Hospital das Clínicas Samuel Libânio. O ato operatório confirmou a presença do nódulo que foi retirado para exame histológico e a laparotomia mostrou carcinomatose com múltiplas metástases no peritôneo, epiplon , fígado e tumefação consistente na cabeça do pâncreas além de obstrução do colédoco. Houve melhora dos vômitos e a paciente recebeu alta hospitalar no 6º dia de P.O. experimentando alívio.Discussão – . Diante dos achados clínicos e laboratoriais configurou-se o diagnóstico de nódulo da irmã Maria José, conseqüente a carcinomatose, com prognóstico reservado.Apesar da presença do sinal de inoperabilidade optamos pela laparotomia afim de aliviar os sintomas e não como opção terapêutica curativa. Referências-1.Clements AB.Metastatic carcinoma of umbilicus. JAMA.1952;150:556-9. 2-Powell FC, Cooper AJ, Massa AC, Goellner JR, Su WP. Sister Mary Joseph nodule: a clinical and histologic study. 3.Touraud JP, Lentz N, Dutrone Y, Mercier E, Sagot P, Lambert D. Umbilical cutaneous metastasis(or Sister Mary Joseph´s nodule) disclosing an ovarian adenocarcinoma. Gynecol. Obstet Fertil.2000; 28(10):719-21. 62 HIGROMA CÍSTICO: EVOLUÇÃO A LONGO PRAZO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO- APRESENTAÇÃO DE UM CASO. Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, João Paulo Issamu Takata*. Clinica Kallás . Avenida Prefeito Sapucaí, 150- CEP 3750-000 – Pouso Alegre – MG Introdução: O higroma cístico caracteriza-se por lesões císticas de origem linfática envolvendo geralmente a cabeça e pescoço, sendo recomendado o tratamento cirúrgico que muitas vezes pode levar a deformidades e seqüelas importantes1.Alem das alterações estéticas e funcionais quando localizado nas imediações das vias aéreas superiores existe a possibilidade de dificuldade respiratória e tratamento de urgência2.Mesmos os casos eletivos não estão isentos de riscos apresentando morbidade e mortalidade significativas devido principalmente a problemas respiratórios nas lesões localizadas na cabeça e pescoço3.Relato do Caso – Recém nascida apresentando tumefação na região cervical e sublingual de grandes dimensões nos foi recomendada para tratamento. Ao exame físico fizemos o diagnóstico de higroma cístico optando pelo tratamento cirúrgico em etapas.Foram realizadas sete intervenções iniciando-se pelas lesões cervicais , submandibulares e finalmente sublinguais. A evolução pós operatória foi satisfatória e a revisão por nós realizada 28 anos após a primeira intervenção mostrou a paciente, livre da deformidade e funcionalmente adapatada, empregada na indústria e autosuficiente. Discussão – Embora atualmente haja uma tendência para se utilizar terapias mais conservadoras a ressecção cirúrgica continua sendo a melhor opção para a maior parte dos cirurgiões, tendo em vista os resultados obtidos. Quando os cistos invadem regiões próximas às vias aéreas podem representar uma ameaça e necessitar de tratamento mais agressivo devido a possibilidade de asfixia. No presente caso o esvaziamento cervical,e submandibular permitiu que se fizesse a ressecção sublingual num terceiro tempo, com bom resultado estético e funcional.Referências – 1. Mello-Filho FV, Tone LG, Kruschewsky LS. O uso de Picibanil()K-432) no tratamento do linfangioma de cabeça e pescoço.Rev Bras Otorrinolaringol. 2002; 68(4):552 –6. 2.Ishaq M, Minha MR, Hamid M, Punjwani R. Management of comprised airway due to unusual presentation of cystic hygroma. J Pak Med Assoc. 2006;56(3):135-7. 3. Management of cystic lymphangioma in children: experience in Jos, Nigeria. Pediatr Surg Int . 2006; 22(4):353-6 63 SATURNISMO, UMA “DOENÇA DO TRABALHO”. APRESENTAÇÃO DE CASO. Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Flávio Rodrigues de Sousa*. Clínica Kallas Av.Prefeito Sapucaí, 150 CEP 37550-000 Pouso Alegre, MG. Introdução- O chumbo é um metal tóxico que interfere com algumas reações metabólicas do organismo prejudicando-o e podendo ocasionar a morte. Entre as “doenças do trabalho” provocadas por intoxicação por metais pesados o chumbo é a principal causa. Utilizado amplamente na industria contamina os trabalhadores através da inalação do ar ambiente, ingestão ou pelo simples contato com a pele1. Embora o chumbo continue sendo utilizado, em paises desenvolvidos há um esforço para o controle das suas consequências2.No nosso pais os esforços são ainda insipientes, o que nos motivou a chamar a atenção da comunidade acadêmica para uma ameaça real que afeta os nossos trabalhadores. Relato do Caso- Trabalhador da industria local procurou nossa clínica com queixas de dor epigástrica, náuseas e vômitos sem melhora apesar do tratamento.Na sua história pregressa relatava contato constante com baterias contendo chumbo, o que chamou nossa atenção para a possibilidade de intoxicação. Ao exame físico observamos sinal bastante sugestivo de saturnismo qual seja a pigmentação escura da base dos dentes em forma de meia lua. A dosagem de chumbo sérico confirmou o diagnóstico revelando valores de 76,8 MCG/DL sendo o normal até 40MCG/DL. O paciente foi afastado da sua atividade e revisto para controle após 6 meses. Houve melhora dos sintomas e a dosagem de chumbo no sangue era de de 52,7MCG/DC, sem qualquer tratamento adicional além do sintomático e afastamento da fonte de contaminação. Discussão- Este caso reveste-se de importância social no que tange as precárias condições de proteção ao trabalho muitas vezes devido a falta de orientação e motivação dos trabalhadores e empregadores para prevenir as intoxicação metálicas, que podem mimetizar doenças de outros órgãos e aparelhos dificultando o diagnóstico e prejudicando o tratamento. Referências – 1.Herman DS, Geraldine M, Scott CC, Venkatesh T. Health hazard by lead exposure:evaluation using ASV and XRF.Toxicol Ind Health. 2006; 22(6):249-54. 2. Reynolds SJ, Seem R, Fourtes LJ, Sprince NL, Johnson J, Walkner L, Clarke W, Whitten P. Prevalence of elevated blood leads and exposure to lead in construction trades in Iowa and Illinois. Am J Ind Med 1999;36(2):307-16. 64 REVERSÃO BEM SUCEDIDA DE ANASTOMOSE BÍLIONDIGESTIVA. APRESENTAÇÃO DE CASO. Elias Kallas, Ibrahim Elias Kallas, Alexandre Carvalho Kallas, Julio Cesar Lemes Macedo, Christian Alessandro Nery Freitas*. Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS, Clinica Kallás Av.Prefeito Sapucaí, 150 . 37550-000 – Pouso Alegre,MG. Introdução- A anastomose bílio-digestiva é um procedimento cirúrgico freqüentemente utilizado pelos cirurgiões para oferecer uma via alternativa de escoamento da bile diante de obstáculo irremovível ao livre trânsito, quer sejam de origem traumática, iatrogênica ou neoplasia1,2,3. Não encontramos na literatura consultada referência ao processo reverso, isto é, desfazer a anastomose com o jejuno para restabelecer o trânsito biliar através dos canais biliares extrahepáticos.Relato do Caso – Paciente do sexo feminino foi submetida há aproximadamente três anos a colecistectomia com provável lesão iatrogênica das vias biliares e aparecimento de fístula biliar cutânea. No pós-operatório imediato foi encaminhada para anastomose bilio-digestiva na alça exclusa jejunal em Y de Roux. A evolução foi satisfatória , com desaparecimento dos sintomas, da icterícia, resolução da fístula e retorno às atividades normais. Dois anos depois apresentouj dor tipo cólica em hipocôndrio direito, febre, calafrios e icterícia, interpretados como colangite. Os estudos realizados mostraram a presença estenose da anastomose hepáticojejunal interpretada como sendo conseqüente a cálculo impactado. Foi indicado tratamento cirúrgico. No ato operatório procedeu-se a dissolução da anastomose bilio-jejunal onde havia uma estenose, e a seguir realizou-se com sucesso a anastomose da junção dos hepáticos com o colédoco ,o dreno de Kehr por 40 dias, findo os quais foi retirado após colangiografia. Após 30 dias da retirada do dreno examinamos a paciente que estava sem queixas , anictérica, afebril e com os exames laboratoriais normais. Discussão – A anastomose entre o hepático e colédoco só foi possível porque o segmento distal do colédoco achava-se íntegro em fundo cego. Acreditamos ser este um dos poucos casos de reversão relatados na literatura.Referências – 1.Meccariello R, Damiano I, Pelosio L, Rizzo GM, Ansalone M D´Aniello F. Biliodigestive anastomosis: case series and technical notes. Minerva Chir. 20-06;61(1):31-7. 2 – Rodriguez-Montes JÁ, Rojo E, Martin LG. Complications following repair of extrahepatic bile duct injuries after blunt abdominal trauma. Word J Surg. 2001; 25(10):1313-6. 3.Schol FPG, Go PMNY, Gouma KJ. Outcome of 49 repairs of bile duct injuries after laparocopic cholecystectomy. Word J Surg 1995;19(5):753-6. 65 ANÁLISE DE DADOS HISTOPATOLÓGICOS DOS TUMORES MALIGNOS DE PELE NO SERVIÇO DE CIRURGIA PLÁSTICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBÂNIO – HCSL Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Roberto Bezerra Vieira; Gustavo Vieira Troijo; Marcelo Prado de Carvalho; Daniela Francescato Veiga; Joel Veiga Filho; Denise de Almeida Mendes Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos – A incidência de câncer de pele tem crescido em grandes proporções1. O achado de margens comprometidas com o tumor após a ressecção não é incomum, e seu manejo adequado ainda é bastante controverso2. Exames histopatológicos relatam 10% de tumores excisados incompletamente 2,3. O objetivo foi analisar os dados histopatológicos de neoplasia de pele tratados pelo Serviço de Cirurgia Plástica do HCSL. Métodos – Em um estudo retrospectivo foram coletados dados no laboratório de Patologia da Universidade do Vale do Sapucaí referentes aos procedimentos realizados no período de julho de 2005 a julho de 2006 e atribuídas as seguintes variáveis: gênero, local anatômico da lesão, margens de retirada e tipo histológico do câncer. Resultados - Foram analisados 392 laudos histopatológicos sendo 249 (63,5%) tumores malignos da pele. 50,2% das lesões malignas ocorreram em mulheres com localização predominante na cabeça (80%) . A maioria dos tumores identificados foram carcinoma basocelular (71,4%) seguido de escamocelulares (25,7%) e melanoma (0,1%). Foram identificados 8,4% de margens cirúrgicas comprometidas pelo tumor e destes 85,7% localizados na cabeça com predominância pela região orbital (23%). Carcinomas basocelulares (85,7%) foram a maioria dos tumores excisados com margens comprometidas com tipo histológico para carcinoma basocelular sólido (81%). Discussão – O carcinoma basocelular é o tumor mais freqüente e o mais comum entre pessoas de pele clara3.O local mais comum dos carcinomas é a cabeça com estatística variando de 73,2% a 85% 4. Margens comprometidas são achados na literatura variando de 0.7% na Australia 5, 4.1% a 13.7% na Inglaterra 6, 4.2% em Portugal 7, e 15.4% no Brasil8. Conclusões – Os dados demonstram uma estatística semelhante com a literatura mundial. O percentual de margem positiva está relacionado com o tipo histológico de menor patogenicidade ainda sendo necessário ampliação cirúrgica e acompanhamento de todos os casos. Referências – 1. Strom SS, Yamamura Y. Epidemiology of nonmelanoma skin câncer. Clin Plast Surg. 1997 ; 24(4): 627-36; 2. Gregorio TCR, Sbalchiero JC, Leal PRA. Acompanhamento a longo prazo de carcinomas basocelulares com margens compromentidas. Rev. Soc. Bras. Cir. Plást., 1997;20(1):8-11; 3. Lear JT, Smith AG. Basal cell carcinoma. Postgrad Med J. 1997; 73: 538-42; 4. Bariani RL, Nahas FX, Barbosa MVJ, Farah AB, Ferreira LM. Carcinoma basocelular: perfil epidemiológico e terapêutico de uma população urbana. 2006, Acta Cir. Brás, mar/abril. v.21 n.2; 5. Emmett AJJ, Bradbent GG. Basall cell carcinoma in Queensland. Aust N Z J Surg. 1981; 51: 576-90; 6. Kumar P, Watson S, Brain NA, Davenport PJ, McWilliam LJ, Banerjee SS. Incomplete excision of basal cell carcinoma: a prospective multicentre audit. Br J Plast Surg. 2002; 55: 616-22; 7. Ferreira PJS, Correia PM. Basaliomas incompletamente excisados: significado prognóstico a curto prazo. An Bras Dermatol. 1998; 73(1): 7-10; 8. Magliavacca A, Guimarães JR, Melo LL, Vecino MCA, Araújo HM. Carcinoma basocelular: revisão de 381 casos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Rev HCPA. 1990; 10(2): 95-8. 66 CARCINOMA BASOCELULAR (CBC) EM COURO CABELUDO – RELATO DE CASO Virginia Vilasboas Silva *; Edgard da Silva Garcia; Ricardo Góes Figueiras; Roberto Bezerra Vieira; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida Mendes; Joel Veiga Filho; Daniela Francescato Veiga, Antônio Celso Desuo Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução – O carcinoma basocelular é a neoplasia cutânea de maior freqüência com 65% do total de casos. Acomete 28.9% dos indivíduos entre 37 a 54 anos e é o segundo tumor maligno mais comum de couro cabeludo, representando 24.3% e 6,2% dos CBC da cabeça1,2,3,4.Raramente metastático, localmente invasivo e recorrente se não for removido com margens cirúrgicas livres. Com maior freqüência ocorre em região parietal seguida da região parieto-occipital1. Relato do Caso – LAP, 37 anos, morador de zona rural, apresentava queixa de ulcera em couro cabeludo com dez anos de evolução. Foi submetido a exerese com margens macroscópicas de 0,5 cm em laterais e periósteo, em profundidade. Realizado fechamento do defeito com retalhos duplos opostos tipo Yin-Yung. Apresentou laudo histopatológico de Carcinoma basocelular sólido com margem comprometida em profundidade. Novo procedimento com exerese de linfonodo aumentado retroauricular esquerdo e ampliação de margens de cicatriz com exerese de tábua óssea externa da calota craniana e fechamento por ampliação de retalho Yin Yung com espessura parcial (sem gálea aponeurótica). Laudo histopatológico da ampliação com ausência de neoplasia residual e hiperplasia de linfonodo. Encontra-se em acompanhamento ambulatorial. Discussão - O achado de margens comprometidas com o tumor após a ressecção não é incomum, e seu manejo adequado ainda é bastante controverso pois dois terços dos casos de CBC com margens comprometidas e não tratados não recidiva 5,6,7. Apesar da menor patogenicidade do CBC comparado a outras neoplasias cutâneas, deve ser realizada ampliação principalmente em pacientes jovens. O couro cabeludo apresenta pouca elasticidade conferida pela gálea aponeurótica sendo a incisão desta de grande utilidade para o fechamento da lesão. Referências - 1 – Tovo LFR, Festa Neto C, Castro CVB, Sampaio SAP. Projeto diretrizes, carcinoma basocelular. Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2002. 2 – Bandeira AM, Bandeira V, Silva JF, Mazza E. Carcinomas basocelulares: estudo clínico e anatomopatológico de 704 tumores. An. Bras. Dermatol. 2003. vol.78 no.1. 3 – Rodriguez A, Briceño JM, Rincón N, Pérez A. Tumores malignos de cuero cabelludo, en el Hospital Oncológico Padre Machado, aspectos epidemiológicos. Ver Venez Onco 2005; 17(01); 41-44. 4 - Grosshans E. Les epithéliomas cutanés. In:Encyclopédie medico-chirurgicale. Comitê Científico J. F. Bach [e outros]. Paris: Ed. Techniques, 1989:3. 5 - Gregorio TCR, Sbalchiero JC, Leal PRA. Acompanhamento a longo prazo de carcinomas basocelulares com margens comprometidas. Rev. Soc. Bras. Cir. Plást., 1997;20(1):8-11. 6 - Dellon AL, DeSilva S, Connolly M, Ross A. Prediction of recurrence in incompletely excised basal cell carcinoma. Plast Reconstr Surg. 1985; 75: 860-71. 7 - Gooding CA, White G, Yatsuhashi M, Significance of marginal extension in excised basal cell carcinoma. N Engl J Med, 1965; 273:923-4. 67 INFLUÊNCIA DO BANHO PRÉ-OPERATÓRIO COM POVIDINE-IODO (PVP-I) NA COLONIZAÇÃO DA PELE EM CIRURGIA PLÁSTICA ELETIVA Virginia Vilasboas Silva *; Ricardo Góes Figueiras; Daniela Francescato Veiga; Roberto Bezerra Vieira; Joel Veiga Filho; Marcelo Prado de Carvalho; Denise de Almeida Mendes, Carlos Américo Veiga Damasceno Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução - A infecção da ferida cirúrgica é uma possível complicação quando uma incisão é realizada. Muitos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da infecção, alguns relacionados ao paciente como doenças sistêmicas e alguns do próprio procedimento, incluindo o tipo e a duração do procedimento. O banho pré-operatório com detergente anti-séptico é comum em cirurgias eletivas embora ainda não esteja estabelecido o real benefício na redução de bactérias no sitio cirúrgico. Foi desenvolvido um estudo prospectivo para avaliar a influência do banho pré-operatório na colonização da pele em procedimentos eletivos em cirurgia plástica. Métodos - Pacientes acima de 18 anos de idade, a serem submetidos a cirurgia eletiva limpa em regiões torácica e abdominal foram aleatoriamente designados para o grupo PVP-I (n=57) ou grupo controle (n=57). Pacientes alocados no grupo PVP-I tomaram banho com detergente líquido a 10% duas horas antes da cirurgia. Para o grupo controle, nenhuma instrução especial para o banho foi atribuída. Culturas quantitativas da pele foram obtidas antes da degermação na sala cirúrgica. Amostras foram cultivadas em placa de petri em Agar manitol hipertônico, agar sangue, agar sabouraud com cloranfenicol, e agar azul de metileno eosina. Amostras foram coletadas, processadas e analisadas por investigadores sem acesso a qual grupo pertenciam. De acordo com a natureza das variáveis, foi utilizado análise estatística não paramétrica. Resultados - A colonização estafilocócica da pele foi significativamente baixa no grupo PVP-I (p<0,001). Nenhum crescimento de microorganismos foi observado em 33% das culturas de pele após banho com PVP-I comparado a 0% das culturas de pele de pacientes do grupo controle. Colônias de fungos e enterobactérias foram encontrados em pequena quantidade nos dois grupos e o banho com PVP-I não reduziu significativamente a colonização por esses microorganismos. Conclusões - Neste estudo um único banho com PVP-I pré-operatório foi efetivo na redução estafilocócica da pele em cirurgias eletivas limpas no tórax e abdome. A literatura mostra conflitos de resultados em relação a eficácia do banho pré-operatório com antissépicos. Embora não seja objetivo deste estudo, não foi observado infecção no período pós-operatório. Referências: 1- Lafreniere R, Bohemen JMA, Pasieka J, et al. Infection control in the operating room: current practices or sacred cows?. J Am Coll Surg. 2001; 193:407-416; 2- Kalantar-Hormozi AJ, Davami B. No need for preoperative antiseptics in elective outpatient plastic surgical operations: a prospective study. Plast Reconstr Surg. 2005; 116:529-31; 3- Garibaldi RA, Skolnick D, Lerer T, et al. The impact of preoperative skin disinfection on preventing intraoperative wound contamination. Infect Control Hosp Epidemiol. 1988; 9:109-113; 4- Kaiser AB, Kernodle DS, Barg NL, et al. Influence of preoperative showers on staphylococcal skin colonization: a comparative trial of antiseptic skin cleaners. Ann Thorac Surg. 1988; 45:35-38; 5- Seal LA, Paul-Cheadle D. A system approach to preoperative surgical patient skin preparation. Am J Infect Control. 2004; 32:57-62. 68 ANGIOMA CAVERNOSO NO LACTENTE – RELATO DE CASO Mauricio Sano*; Augusto Castelli Von Atzingen; Caroline Sormanti Schnaider Azevedo; Michelaine de Freitas Vasconcelos Gomes Nogueira; Renato do Amaral Mello Nogueira; Felipe de Oliveira Mejias Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS R. Cássio Carvalho Coutinho, 45 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução – Os angiomas cavernosos ou cavernomas são malformações vasculares congênitas benignas multilobuladas, claramente delimitadas e que contém sangue em diferentes estágios de evolução¹. Podem também serem adquiridos após irradiação craniana em crianças tratadas para meduloblastoma². Podem se manifestar por crises convulsivas, cefaléia e sintomas neurológicos vagos. Esta lesão pode ocorrer em qualquer parte do sistema nervosos central, mais comumente no nível supratentorial, e menos freqüentemente na fossa posterior.³ Relato do Caso – Lactente, M.C.G, masculino, 07 meses, submetido a exerese de lesão com características expansivas na região fronto-parietal esquerda, à tomografia computadorizada, realizada aos 03 meses de idade por crises convulsivas e hemiparesia à direita. O estudo histopatológico da peça cirúrgica confirmou diagnóstico de cavernoma. O paciente evoluiu de forma satisfatória no período pós-operatório, com melhora dos sintomas neurológicos e posterior alta hospitalar. Discussão – Este relato de caso disserta sobre o angioma cavernoso (cavernoma), uma malformação vascular intra-crâniana congênita benigna rara, que leva a alterações no desenvolvimento da rede arteriocapilar, podendo ser confundida aos exames de imagem com tumor vascular, sendo o diagnóstico definitivo realizado pelo estudo histopatológico da peça cirúrgica excisada. Referências – 01. Stein BM; Tumores Vasculares e Malformações In: Rowland FP. MERRIT TRATADO DE NEUROLOGIA. 9 at ed. Guanabara Koogan; 1997. Cap 56 306-7, 02. Lew SM; Morgan Jn; PSATY E. Cumulative incidence of radiation – induced cavernomas in lang – term survivors of medulloblastoma. J Neurosurg 2006; 104 (2 SUPPL): 103-7; 03. Garcia – Mordes L; Gomes – Escalomilla C; GALAN L. Cerebral Cavernomas in Chilalhood. Clinical presentation and diagnosis IN: Ver Neurol 2002 Feb 16-28; 34 (4): 339-42 69 DEXTROGASTRIA, REFLUXO GASTROESOFÁGICO E ASPLENIA EM CRIANÇA COM DÉFICIT PONDERAL Félix Carlos Ocariz Bazzano; Mario Luis Bordignon Mariottoni; Larissa Nunes Souki*; Viviane Bracarense Alvim; Walter Takeiti Sasaki Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução – A síndrome de heterotaxia é descrita como um grupo de doenças com arranjos anormais dos órgãos viscerais, sistema venoso anormal e anormalidades cardíacas. Manifesta-se na infância devido as suas severas conseqüências que são: doença cardíaca congênita, imunodeficiência ou obstrução intestinal relacionada à má rotação. Relato do Caso – O presente trabalho relata a história de I.S.F., sexo feminino, 3 anos e 6 meses, a qual apresentou no segundo mês de vida irritabilidade e vômitos esporádicos pós-alimentares. Observou-se que ao longo dos meses houve uma redução do desenvolvimento ponderal, sendo que no nono mês a lactente apresentava um peso de 7 Kg. Foi solicitado REED que sugeriu alteração anatômica do estomago. Para confirmação diagnóstica e investigação de possíveis má formações foram realizados exames de transito intestinal, enema opaco, USG abdominal e ecocardiograma. Indicado o tratamento cirúrgico devido à má rotação intestinal e refluxo gastroesofágico com déficit ponderal. Per-operatorio: heterotaxia com dextrogastria, asplenia, má rotação intestinal e artéria mesentérica anômala. Realizado fundoplicatura a Nissen e liberado aderências congênitas. Discussão – A paciente, devido à asplenia, faz uso mensal de Penicilina Benzatina e foi submetida a esquema vacinal especial para Pneumococo, Haemofilos, Meningococo B e C e esquema vacinal regular da OMS de acordo para a idade. Atualmente está clinicamente bem, com 11,4 Kg (percentil 10), alimenta-se bem e esporadicamente manifesta episódios de náuseas sem vômitos. Referências – 01. Fulcher AS, Turner MA. Abdominal Manifestations of Situs Anomalies in Adults. Radiographics 2002; 22(6): 1439-56; 02. Ito H, Ohgi S, Kanno T, Ishibashi T. Heterotaxy syndrome with pancreatic malrotation: CT features. Abdominal Imaging 2003; 28(6): 856-8. 03. Cegarra JN, Sanz EM, Torre FR. Factors involved in the ’rotation’ of the human embryonic stomach around its longitudinal axis: computer-assisted morphometric analysis. J Anat 1999; 194 (Pt 1): 61-9. 70 AGENESIA PULMONAR Claudinei Leôncio Beraldo; Eugênio Fernandes de Magalhães;Juliana Grilo Teles*; Luis Henrique S. Oliveira; Renata Costa Teixeira. Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS. R. Comendador José Garcia, 758/ 22 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução - A agenesia pulmonar é uma anomalia congênita rara, na qual tanto o parênquima quanto o estroma pulmonar estão ausentes abaixo da carina do lado afetado (1). A incidência estimada é de 1 em 15.000 crianças (3), sendo semelhante entre ambos os sexos e com maior freqüência no lado direito (2). São freqüentes anormalidades dos sistemas cardíaco, gastrointestinal, esquelético, vascular e genitourinário (3), além de ocasionalmente estenose intrínseca de vias aéreas. O diagnóstico deve ser confirmado com TAC de tórax e RNM (1). Relato do Caso C.C.B, sexo feminino, nascida em 14 de junho de 2004, evoluiu logo após o parto com quadro de taquidispnéia, sudorese, chiado e cianose de extremidades. Recebeu alta hospitalar e evoluiu com persistência dos sintomas respiratórios além de estridor, após choro e agitação. Na primeira consulta somente aos 2 meses de idade apresentava ausculta respiratória com murmúrio vesicular diminuído em hemitórax direito, bulhas cardíacas audíveis na linha axilar anterior direita e sopro sistólico discreto em base cardíaca. Realizado radiografia de tórax evidenciou-se ausência do pulmão direito e dextrocardia, confirmados posteriormente pela tomografia computadorizada de tórax. O ecocardiograma indicou situs solitus em dextrocardia com ponta do coração para a direita. Outro exame realizado foi a cintilografia perfusional, onde não foi observada perfusão na área pulmonar direita. A paciente evoluiu com insuficiência respiratória grave aos 10 meses de idade permanecendo por 2 meses em UTI, onde apresentou pneumonia, bronquiolite e sepse. Na ocasião diagnosticou-se estenose sub-glótica através de nasofibrolaringotraqueoscopia. Atualmente a paciente encontra-se com ganho ponderal insuficiente, persistindo os sintomas respiratórios de chiado e estridor, exacerbados por infecção viral do trato respiratório e por alterações climáticas. Discussão - Existem poucos casos relatados na literatura, podendo a sobrevida chegar a um ano em 50% dos casos. O paciente pode se apresentar assintomático em alguns casos. Entretanto, geralmente há história de infecções respiratórias de repetição. Referências - 1. Alvarez J., Alejandro, Vaccaro U., María Isabel, Verdejo P., Hugo et al. Agenesia pulmonar unilateral con malformaciones múltiples: reporte de un caso. Rev. chil. pediatr., jan. 2000, vol.71, no.1, p.41-45. 2. Banerjee S et al. Pulmonary agenesis with intrathoracic upper limb. J. Pediatr. Surg. 1997; 32 (5): 779-81.3. Managoli S, Chaturvedi P, Vilhekar KY, Gagane N. Unilateral pulmonary agenesis and renal anomalies associated with in situ neuroblastoma of the adrenal gland. Indian J Pediatr 2004;71:545-547. 71 REPARO DE GASTROSQUISE USANDO O CORDÃO UMBILICAL COMO UM “PACH” Félix Carlos Ocáriz Bazzano, Juliana Mosso, Juliana Rabello Bressane, Paulo Henrique da Costa Borduchi*. Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÁS Av. Alberto de Barros Cobra, 405/02 – Centro – 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução - Gastrosquise é um defeito na parede abdominal ao lado direito do cordão umbilical. O conteúdo abdominal hérnia-se por este orifício e as alças flutuam livremente no líquido amniótico, sem haver saco peritoneal que as recubram, causando assim intensa serosite. Pode existir associação com vícios de rotação e atresias intestinais. Sua ocorrência varia em torno de 1 por 15.000 nascimentos, possuindo maior incidência em gestantes jovens e em conceptos do sexo masculino. Relato do Caso - Recém-nascido de E.G.S., 24 anos, sem diagnóstico pré-natal de gastroquise no US de 2º trimestre, gênero masculino, nascido de parto natural com idade gestacional de 37-38 semanas, pesando 2550g, Apgar 7/8, parto sem intercorrências. Ao primeiro exame pós-natal apresentava defeito para-umbilical direito, caracterizando gastrosquise, com exteriorização de intestino delgado e cólon associado a serosite, sem outras anormalidades. Encaminhado ao Serviço de Neonatologia, ficando internado na UTI Neonatal até o preparo da equipe de Cirurgia Pediátrica. No ato operatório, sob anestesia geral, realizou-se previamente a dilatação da parede abdominal através do defeito anatômico, sendo posteriormente feito a redução das alças intestinais para dentro da cavidade abdominal, de forma gradativa. O cordão umbilical foi utilizado como um “pach” para ocluir o defeito anatômico. Após o ato cirúrgico retornou à UTI Neonatal sendo mantido sedado por 3 dias, sob ventilação mecânica por 6 dias e antibioticoterapia. Evoluiu bem, sem sinais de infecção de ferida operatória, sendo alimentado no 12º pós-operatório e transferido para o Berçário. Discussão- Esta técnica operatória é simples, segura e de boa aparência. O diagnóstico ultrasonográfico é de suma importância para a escolha da via de parto mais adequada e do preparo da equipe cirúrgica. A gestação deverá evoluir a termo e o tipo de parto mais adequado nestes casos é a cesariana, uma vez que o parto vaginal expõe as alças evisceradas aos riscos de compressão, tração, torção e ruptura decorrentes das contrações uterinas, bem como a exposição das mesmas ao conteúdo bacteriano da flora vaginal. Referências- 01. Falbo, G.H.N. - Onfalocele e gastrosquise. Diagnóstico e conduta pré-natal. Revista do IMIP; 13 (01) pg. 56-62, 1999. 02. Sandler A, Lawrence J, Meehan J, Phearman L, Soper R. A “Plastic” sutureless abdominal wall closure in gastroschisis. Presented at the 35th Annual Meeting of Canadian Association of Pediatric Surgeons, 2003. 72 MIELITE TRANSVERSA AGUDA Daniela Vivian Cassalho, Jacinto Floriano Barbosa, Juliana Mosso*, Juliana Rabello Bressane, Paulo Henrique da Costa Borduchi. Hospital das Clínicas Samuel Libânio – UNIVÀS Av. Vicente Simões, 551/01 Centro – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução– A Mielite Transversa é uma síndrome neurológica causada pela inflamação da medula espinhal, levando a um bloqueio da transmissão dos impulsos nervosos em um ou mais pontos. Na literatura a taxa anual de incidência é 1,34 casos por milhão de pessoas. Sua causa é desconhecida, mas aproximadamente 30% a 40% dos indivíduos afetados apresentam o distúrbio após uma doença viral menor. Relato do Caso– A.D.C., 5 anos, gênero masculino. Deu entrada no Serviço de Pediatria apresentando quadro de vômitos, cefaléia frontal e lombalgia de forte intensidade há 1 dia. Mãe referia quadro clínico de IVAS há 2 semanas. Ao exame encontrava-se em REG, com irritabilidade extrema e afebril. Observado a presença de várias manchas café-com-leite em tronco e axilas, amígdalas hiperemiadas com placas purulentas, rigidez de nuca terminal e presença do Sinal de Brudzinski. Realizou-se exames laboratoriais e punção lombar, estando estes normais. Evoluiu após 2 dias de internação com paresia em membros inferiores, acompanhado de lombalgia intensa, retenção urinária, com sensibilidade térmica e dolorosa preservados e reflexos diminuídos. Solicitou-se então tomomielografia e mielografia de transito, que não evidenciaram alterações. Após 2 dias de evolução da paresia, teve melhora progressiva do déficit motor e do controle esfincteriano. Na ressonância magnética solicitada foi observado pequenas lesões na medula espinhal em nível de T4/T5 e T9/T10, sugerindo mielite transversa. Discussão – A mielite transversa pode aparecer em qualquer idade, principalmente entre 10 a 19 anos e após 40 anos, acomete ambos os sexos na mesma proporção. A recuperação pode ser ausente, parcial ou completa e geralmente inicia-se em um a três meses. A maioria dos pacientes mostram de boa a moderada recuperação. Em geral é uma doença monofásica, entretanto, uma porcentagem pequena dos pacientes pode sofrer uma recorrência, e se houver uma doença subjacente que predispõe. Referências - Berman M, Feldman S, Alter M, et. al. "Acute transverse myelitis: incidence and etiological considerations." Neurology, 1981; 31:966. 2. Murthy JM, Reddy JJ, Meena AK, Kaul S. Acute transverse myelitis : MR characteristics. Neurol India 1999;47:290-3 73 ANOMALIAS FETAIS: OSSO NASAL E RASTREAMENTO BIOQUÍMICO Cristiane Leme Arbeli*, Daniela dos Santos Zica, Fernando Henrique de Faria, Marcelo Claudiano de Castro, Alfredo das Neves Magalhães Fernandes, Anna Luiza Pires Vieira. Departamento de Pediatria do HCSL - Univás Av. Cel. Alfredo Custódio de Paula, 320. Centro- 37.550-000 - Pouso Alegre - MG Introdução e Objetivos: A síndrome mais prevalente entre os produtos conceptuais é a trissomia do 21ºpar cromossômico. Tais características incluem excesso de pele na região da nuca, menor desenvolvimento da região frontonasomaxilar, o que mostra aspecto de uma fronte proeminente e diminuição da ponte nasal pela ausência de seu osso. Na busca da melhor sensibilidade de rastreamento da síndrome direcionando melhor a indicação dos procedimentos invasivos para realização do cariótipo fetal, buscou-se então a observação da ausência ou hipoplasia do osso nasal no exame ecográfico de 1º trimestre. Métodos: Foi realizada uma comparação quantitativa e uma somatória das casuísticas de maior relevância derivadas de pesquisas, com o objetivo de analisar e comparar a sensibilidade do rastreamento pelo US para visar a diminuição de procedimentos invasivos de realização do cariótipo. Foram estudados 701 fetos entre 11 e 14 semanas de gestação. Resultados: A ausência do osso nasal foi detectada em 73% dos casos de trissomia 21 e em apenas 0,5% dos fetos normais. Ao analisar os fetos entre 15 e 20 semanas, foi observada a freqüência de 43% de ausência do osso do nariz em 43% dos fetos acometidos pela síndrome, comparado com apenas 0,5% dos normais. Houve crescimento linear do comprimento do osso nasal nos euploides, enquanto que nos trissômicos esse comprimento manteve-se constante com medida uniforme próximo de 3,5mm. Foi observado que dentre os fetos normais que apresentaram hipoplasia nasal, a maior incidência foi na população afro-caribenha e depois na asiática, o que reduz a importância desse achado nesses indivíduos. Conclusões: a observação da presença ou ausência da imagem do osso nasal e sua medida é, sem dúvida, parâmetro importante, isoladamente ou em associação com translucência nucal, para melhoria da sensibilidade e diminuição da taxa de resultados falso-positivos no rastreamento das aneuploidias no 1ºtrimestre. Portanto, deve ser incluído na prática diária dos exames ecográficos realizados nessa fase da gravidez. Referências: 1. Bromley B., Lieberman E., Shipp T., Benacerraf B. Fetal nasal bone length: a marker for Down syndrome in second trimester. J Ultasound Med 21: 1387-1394, 2002. 2. Cícero S., et al. Absence of nasal bone in fetuses with trisomy 21 at 11-14 weeks of gestation: an observational study. Lancet 358:1665-1667, 2001. 74 MENINGITE POR Pasteurella multocida NO PERÍODO NEONATAL Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Mônica Assis Rosa Unidade Neonatal do Hospital Infantil Candido Fontoura Av. Minas Geraes, 191 - Fátima 1 – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução: A Pasteurella multocida é um cocobacilo gram negativo, aeróbico encontrado normalmente na boca e no trato respiratório de animais domésticos e selvagens. A infecção mais comum no homem consiste em uma lesão infectada após mordedura de cachorro ou arranhadura de gato. Relato do Caso: Recémnascido de 26 dias de vida, do sexo masculino, admitido na unidade neonatal do Hospital Infantil Cândido Fontoura, encaminhado de outro serviço com história de febre e gemência há 1 dia. Os antecedentes perinatais: parto cesáreo, termo, apgar 8 / 9, peso nascimento: 3570g, bolsa rota no ato. Estava em aleitamento materno exclusivo. História familiar: pai referia mordedura de cachorro na sua mão direita, adequadamente higienizado e após 2 horas deu banho no RN. Ao exame físico: recém-nascido hipoativo, corado, taquipnéico, febril (temperatura 38,5C), fontanela tensa. Líquor com aspecto purulento e quimiocitológico com: 860 leucócitos/mm 3 sendo 70% neutrófilos, nível de proteína 202mg/dl e glicose de 6 mg/dl. Cultura com presença de Pasteurella multocida. Paciente inicialmente tratado com ampicilina e cefotaxima, mantinha febre no 6 dia de evolução e à punção liquórica apresentava piora da celularidade, com presença de coleção subdural à avaliação tomográfica. Foi optado por mudança no esquema terapêutico para vancomicina e cefepime sendo o tratamento realizado por 21 dias. Paciente recebeu alta no 32 dia de internação em bom estado geral e à tomografia de crânio não se evidenciavam alterações. Discussão: O primeiro caso de infecção por Pasteurella multocida em ser humano foi descrito em 1930. São registrados casos de infecções pulmonares, septicemia, osteomielite, abscesso renal e meningite. Há somente 31 publicações de casos de infecção por P. multocida em crianças menores de 1 ano, sendo que destes 10 ocorreram no período neonatal. Referências: 1. Booy R, Teare EL, et al. Pasteurella multocida in infancy (a lick may be as bad as a bite) Eur J Pediatr. 1991;158:875-78. 75 REAÇÃO SISTÊMICA À VACINA BCG – INTRADÉRMICA. Gabriela Pena Borges da Gama;Isabela Cabello Abouchedid*;Isabela Ferreira Hostalácio & Manoel Francisco de Paiva Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução: No Brasil,o BCG intradérmico é indicado para crianças de 0 a 4 anos, sendo recomendada para as menores de um ano, de acordo com a Portaria 452, de 06/12/1976, do Ministério da Saúde.A vacina BCG intradérmico é segura e a reação sistêmica a esta é uma complicação raramente catalogada em indivíduos imunocompetentes.A resposta local começa duas a três semanas após a vacinação, com formação de pústula e cicatriz após três meses.A ulceração no local da vacinação e a linfadenite regional são os efeitos secundários mais freqüentes e ocorrem em 1% a 10% dos vacinados. Algumas estirpes vacinais causaram osteomielite em, aproximadamente, um caso por milhão de doses administradas1.Relato do Caso:G.C.A.,3 meses,masculino,natural e residente em Pouso Alegre-MG.Menor trazido pela mãe que relatou que aos 15 dias de vida este apresentou linfoadenopatia generalizada em cadeia cervical direita,torácica,supraclavicular,axilar e inguinal, sendo a posteriori submetido à investigação com a realização de ultra-sonografia,hemograma, leucograma,provas sorológicas negativas para outras patologias, e retirada de linfonodo cervical para biópsia.Nascido de parto normal com fórceps, sem complicações durante o parto e durante a sua gestação.Mãe nega que este tenha tido alergias,cirurgias e doenças crônicas.Fora amamentado durante um mês de idade,sendo que atualmente ingere leite de vaca e Mucilon.Este já fora vacinado com:BCG,Hepatite B,Sabin,Tetra e Rotavírus.Morador em zona urbana, com saneamento básico,casa de alvenaria sem contato com animais.Ao Exame:Paciente em bom estado geral,hidratado, normocorado,acianótico,anictérico,afebril e com linfoadenomegalias cervical direita e esquerda e inguinal.Outros sistemas não apresentam alterações.Discussão:Este caso tem por objetivo não somente demonstrar a raridade como também servir de diagnóstico diferencial frente as adenomegalias encontradas na faixa de idade.Referências:1- Starke JR, Connelly KK. Bacille Calmette-Guérin vaccine.Em:Plotkin SA, Mortimer EA (ed). Vaccines, Philadelphia,WBSaunders Company, 1994, 439-73. 76 FATORES OBSTÉTRICOS ASSOCIADOS AOS RECÉM-NASCIDOS DE EXTREMO BAIXO PESO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL EM HOSPITAL DE NÍVEL TERCIÁRIO. Isabela Cabello Abouchedid, Isabela Ferreira Hostalácio, Íris Eika Morioka*, Anna Luiza Pires Vieira, Edson Luiz de Lima Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital das Clínicas - UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: A Organização Mundial da Saúde define como prematuro todo recém-nascido com menos de 37 semanas de idade gestacional. São considerados extremo baixo peso os que nascem com peso abaixo de 1000g. Vários são os fatores associados a prematuridade: gestações múltiplas, rotura prematura de membranas e doenças maternas, entre outras. O objetivo foi descrever os fatores obstétricos associados aos recém-nascidos (RN) extremo baixo peso (EBP) admitidos na nossa unidade de terapia intensiva neonatal no ano de 2005. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os RN com peso de nascimento 1000 g, admitidos na unidade terapia intensiva neonatal do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, no período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2005, sendo descritos os fatores obstétricos associados. Resultados: Foram admitidos 16 RN no período estudado, sendo que destes, 25% foram provenientes de outros serviços. Características das gestantes: idade média igual a 23,4 anos, sendo que 60% eram primigestas; 37,5% não fizeram pré-natal e 50% apresentaram hipertensão arterial durante a gestação (sendo esta a causa responsável pela metade das antecipações de parto), 62% foram submetidas a parto cesárea. Nenhuma das gestações era múltipla e em 50% das gestantes foi utilizado corticóide antenatal. Conclusões: É importante a conscientização das gestantes no intuito de se realizar pré-natal adequado, principalmente para diagnóstico precoce das principais doenças que podem levar ao trabalho de parto prematuro e encaminhamento para centros de referência para gestação de alto risco.Referências: Goulart AL. Assistência ao recém-nascido prétermo. In: Kopelman, BI, Santos AM, Goulart AL, Almeida MFB, Miyoshi MH, Guinsburg R. Diagnóstico e tratamento em neonatologia. São Paulo: Atheneu; 2004. p.17-23. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco. Brasília: MS; 2000. 3ª ed. (série de manuais técnicos). 164p. 77 PARTICULARIDADES DE INFECÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS: RELATO DE CASO Marília Beraldo Milan*, Isabella de Freitas Ferreira Hostalácio, Maria Raquel Brigoni Massoti, Daniela dos Santos Zica, Anna Luiza Pires Vieira Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas Samuel Libânio Av. Cel. Alfredo Custódio de Paula, 320, centro, cep: 37550-000 Pouso Alegre-MG Introdução: Sepse é uma doença infecciosa de origem variada, determinando respostas inflamatórias e metabólicas de diversos graus. O S. aureus é responsável por 24% dos casos de sepse, que podem ter como porta de entrada lesões cutâneas, podendo ocasionar bacteremia, que poderá ser transitória ou determinar instalação agressiva do patógeno em vários tecidos como endocárdio, SNC, rim, articulações e ossos. A osteomilelite mais frequentemente está associada a infecções por continuidade ou contigüidade. O tratamento é iniciado empiricamente sendo a Oxacilina a droga de escolha. Estas infecções acometem pacientes em todas as faixas etárias, com maior freqüência nos extremos de idade onde apresentam pior prognóstico. As sepses por S. aureus são responsáveis por elevada morbidade e mortalidade. Relato do Caso: TFC, masculino, 11 anos, natural e residente de São João da Mata, deu entrada no posto de saúde da mesma, queixando-se de febre rebelde após trauma com escoriação em joelho esquerdo. A lesão evoluiu com claudicação, hematoma e flutuação após 3 dias que drenou espontaneamente. Recebeu Benzetacil evoluindo com piora do quadro, associado a desconforto respiratório intenso e perda da força muscular, transferido assim para a UTI pediátrica do HCSL. Foi diagnosticada pneumonia em ambas bases pulmonares. Iniciou antibioticoterapia com Cefitriaxone e Oxacilina por 5 dias, evoluindo com persistência da febre, secreção serossanguilanolenta à tosse, taquicárdico e confusão mental, intensa leucocitose com desvio à esquerda e anemia aguda. As drogas foram substituídas por Vancimocina e Cefepime que seguiu tratamento por 23 dias recebendo alta da UTI. Na enfermaria queixou-se de edema, limitação dos movimentos, e sinais flogistícos em joelho esquerdo. Após avaliação pelo ortopedista e exames complementares foi confirmado diagnóstico de artrite séptica, sendo realizada drenagem. Evoluiu bem recebendo alta hospitalar após 29 dias. Discussão: O presente caso ilustra vários aspectos peculiares da história natural das infecções por S. aureus, apresentando como porta de entrada a pele, evoluindo com sepse e osteomielite. É importante ressaltar que pacientes com infecção presumível por S. aureus com sinais de bacteremia devem ser tratados empiricamente com oxacilina, porém diversos trabalhos têm mostrado o aumento da resistência em até 50%. O tratamento precoce com antimicrobianos apropriados é essencial para redução da mortalidade embora esta ainda seja alta: mesmo quando a infecção é causada por bactérias susceptível ao antibiótico empregado. Referências: 1. Shah M, Watanakunakorn C. Changing patterns of Staphylococcus aureus bacteremia. Am J Med Sci 2001; 278: 115-21. 2. Conterno LO. Fatores de risco para letalidade da bacteremia por Staphylococcus aureus. São Paulo, 1994 Tese (mestrado) Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. p96. 78 Local: Anfiteatro do Campus Central da Univás Dia: 26 de setembro (terça-feira) Horário: 13 horas Presidente: Prof. Dr. Taylor Brandão Schnaider Debatores: Profª. Drª Beatriz Bertolaccini Martinez Profª. Drª Miriam de Fátima Brasil Engelman Secretário: Acad. Fernando Henrique Faria 79 ESTERÓIDES ANABOLIZANTES NA HIPERTROFIA DO MIOCÁRDIO DE RATOS Carlos Henrique Vianna de Andrade; Francine Covolan;Heloisa Borges;Juliana Moraes e Larissa Souki* Curso de Medicina – Faculdade de Ciências da Saúde – UNIVÁS Rua Celene de Paula Costa, 25/205 – Medicina – 37550-000 – Pouso Alegre –MG Introdução e Objetivos -Os esteróides são substâncias sintéticas com ação semelhante à testosterona, com retenção de nitrogênio e incremento do metabolismo protéico. Aumentam a massa muscular e o desempenho físico, promovendo a hipertrofia cardíaca. Não foi definido se essa hipertrofia altera a proporção interstício/fibra do coração. Sendo assim, esta pesquisa tem por objetivo verificar se o decanoato de nandrolona promove hipertrofia cardíaca e de que modo o faz. Métodos-Foram estudados 20 Rattus norvergicus albinus, 10 receberam nandrolona na dose de 6,6 mg/100g rato em 5 injeções IM semanais e 10 receberam injeções de água destilada em volume correspondente. Os ratos foram pesados antes e no final do experimento. Após anestesia com tionembutal os corações foram retirados e os ventrículos livres dos átrios e da raiz dos vasos foram pesados e imersos em solução de Bouam. Foi retirado 2ml de sangue da veia cava inferior que foi centrifugado e congelado para exames bioquímicos posteriores.As variáveis paramétricas foram analisadas pelo teste “t” de Student para médias independentes e as não paramétricas pelo teste de Mann-Whitney. Rejeitou-se a hipótese de nulidade a 5% (p<0,05). Resultados- A mediana da diferença de peso durante o experimento dos ratos do grupo nandrolona foi de -7g e do grupo controle foi de 0g (p=0,00005). A média do peso dos ventrículos/peso do rato x 100 do grupo nandrolona foi de 0,32±0,02 e do grupo controle foi de 0,28±0,02 (p=0,002).O volume do coração/peso do rato x 100 foi de 0,26±0,03 no grupo Nandrolona e de 0,24±0,02 no controle (p=0,05). A densidade do grupo estudo foi de 1,23±0,19 g/ml e a do grupo controle 0,21±0,12g/ml (p=0,85). O HDL colesterol do grupo Nandrolona foi menor (p=0,04). Conclusões- Concluiu-se que os ratos que receberam nandrolona apresentaram menor peso corporal, provavelmente pelo maior metabolismo e atividade física, e o coração com maior peso e volume, conservando a densidade, isto é, provavelmente sem alterar a proporção interstício/fibra. Referências- 01.Feldkoren BL, Anderson S, Anabolic – androgenic steroid interaction with rat androgen receptor in vivo and in vitro: a comparative study. J. Steroid Biochem Mol Biol 2005 apr;94(5):481-7;02. 80 AVALIAÇÃO DA REAÇÃO INFLAMATÓRIA NA COLOCAÇÃO DE TELA DE MARLEX COM DIFERENTES AFASTAMENTOS DOS LÁBIOS DA APONEUROSE Maria Raquel Brigoni Massoti*; Maíra Luppi; Felix Carlos Ocáriz Bazzano; Eduardo Chibeni Fernandes Ramos; Rogério Mendes Grande, Marcos Mesquita Filho. Biotério da Faculdade de Ciências Médicas “ Dr. José Antônio Garcia Coutinho” Av. Cel Alfredo Custódio de Paula, 320-Centro-CEP 37550-000 Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: A resposta inflamatória está estreitamente interligada ao processo de reparação. Dentre os estímulos exógenos que podem provocar uma complexa reação no tecido conjuntivo vascularizado,pode – se citar o uso de telas em tratamentos de hérnias incisionais grandes ou de hérnias inguinais recidivadas. O reparo das hérnias da parede abdominal é o tipo de operação mais comum realizada em nosso meio. Nem sempre os cirurgiões conseguem por meio de artifícios de técnica, material suficiente para que os defeitos formados possam ser corrigidos de modo que as suturas não fiquem sob tensão,assim o emprego de próteses busca a redução ou eliminação deste fator. Métodos: Foram utilizados 48 ratos, raça Wistar, divididos em dois grupos (processos agudo e crônico) e estes subdivididos em três grupos: Controle, abertura e fechamento de incisão mediana; Grupo 1, colocação da tela mantendo o afastamento das bordas em um cm e Grupo 2, mantendo afastamento de dois cm. Após três ou 28 dias para processos agudo e crônico respectivamente , foi realizada biopsia seguida de estudo anatomopatológico com semiquantificação da resposta inflamatória nos diferentes grupos.Para tal utilizou- se scores (0 – ausente, 1 – leve, 2 – moderado e 3 – acentuado) e os dados obtidos analisados estatisticamente.Resultados:Observou – se diferentes infiltrados leucocitários e fases de reparação tecidual entre os grupos agudo e crônico.No grupo 1 agudo houve espessamento reacional do peritônio parietal e no grupo 2 agudo, esteato necrose e espessamento discreto.No grupo 1 crônico, hemossiderinose e no grupo 2 crônico, o processo inflamatório em resolução e reparação tecidual ao redor da tela com maior organização.Conclusões: A técnica empregada foi exeqüível com boa evolução cirúrgica.A tela foi eficiente para prevenir a formação de herniações.Comparando o grupo do processo crônico entre si ,a tela de dois cm evidenciou uma reação inflamatória mais organizada ao redor dela do que a de um cm. Referências:1Souza PL, Silva AL. Reparo cirúrgico de hérnias inguinais indiretas.Vittale 1997; 9: 37-40. 2-Chacon JP, Kobata CM, Kobata MHP. Hérnias incisionais abdominais: correção com tela de Marlex. Col Bras Cir 1989; 16(3): 99 – 102 81 QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DIFERENTES TEMPOS DE HEMODIÁLISE Maíra Luppi*, Maria Raquel Brigoni Massoti, Tatiane Crepaldi, Carlos Henrique Vianna de Andrade, Yara Grácia Lorena, Marcos Mesquita Filho. Serviço de Nefrologia do Hospital das Clínicas Samuel Libânio Rua Cel. Alfredo Custódio de Paula, 320-Centro-CEP:37550-000-Pouso Alegre-MG Introdução e Objetivos: Qualidade de vida (QV) é um conceito novo na área da saúde.Há poucos trabalhos publicados direcionados aos portadores de IRC em hemodiálise e QV. Essa nova forma de investigação, possibilitou a comparação de tratamentos complexos, permitindo novas estratégias na área de saúde. Métodos: Realizou-se um estudo transversal em portadores de IRC submetidos à hemodiálise. Utilizou-se o questionário SF-36, que abrange oito domínios que são analisados de maneira independente: capacidade funcional (CF), limitação por aspectos físicos (LAF), Dor, estado geral de saúde (EGS), vitalidade (VIT), aspectos sociais (AS), limitação por aspectos emocionais (LAE) e saúde mental (SM). A análise estatística foi com o teste t, o teste de Mann-Whitney e as correlações de Pearson e Spearman (H1 ≠ H0 : p≤0,05). Resultados: Os homens apresentaram melhor escore em CF (76,6 ± 18,2 x 58,1 ± 24,8; p=0,005), Dor (70,5 ± 25,1 x 64,7 ± 27; p=0,002) e EGS (63,7 ± 20,6 x 58,6 ± 21,4; p=0,04); as mulheres apresentaram melhor escore somente em LAF (51,6 ± 41,3 x 32,9 ± 38,2 ;p=0,05); os pacientes com companheiro apresentaram melhor escore do que aqueles sem companheiro para CF (73,1 ± 19,4 x 60,7 ± 25,7; p=0,03), Dor (73,1 ± 19,4 x 64,0 ± 24,9; p=0,02) e AS (8,1 ± 22,9 x 69,6 ± 26,7; p=0,04). Houve correlação positiva entre os escores dos domínios do SF-36 com a idade: LAF (r=0,93), Dor (r=0,49), AS (r=0,27), LAE (r=0,5),e correlação negativa com EGS (r=0,77) e SM (r=-0,68). Também houve correlação positiva entre os escores dos domínios do SF-36 com o tempo de diálise nas mulheres: LAF (r=0,35); LAE (r=0,44). Nos homens, houve correlação negativa com SM (r=-0,26). Conclusões: A qualidade de vida (QV) das mulheres foi mais comprometida em vários domínios quando comparados à dos homens; os pacientes sem companheiros apresentaram menor escore em vários domínios, os pacientes idosos são menos suscetíveis a alterações da QV que os indivíduos mais jovens, exceto nos domínios SM e EGS.O tempo de hemodiálise trouxe um efeito negativo na QV dos homens, e nas mulheres apresentou efeito positivo em relação a LAE. Referências: 1- Cohen SR, Mount BM, MacDonald N. Defining quality of life. Euro J Cancer 1996; 32:753-4. 2Ferraz MB. Qualidade de vida: conceito e um breve histórico. Jovem médico 1998;4:219-22 82 PERFIL DOS HIPERTENSOS DE UMA INDÚSTRIA EM POUSO ALEGRE Kalil Yunes Nadur; Marta Garroni Magalhães; Larissa Nunes Souki; Lívia Cristina França Gibertoni*; Thiago Peres Vilasboas Alves ; Walter Takeiti Sasaki Setor de Cardiologia e Nutrição - UNIVÁS Rua Comendador José Garcia 961/ 304- Centro- 37550-000- Pouso Alegre- MG Introdução e Objetivos - Considera-se Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) uma conseqüência da relação entre condições genéticas e os diversos fatores ambientais como a ingestão salina, obesidade e stress. O objetivo é relacionar a HAS com o estilo de vida atual em funcionários de uma indústria em Pouso Alegre. Métodos - Participaram do estudo 651 homens de idade variando entre 18 e 69 anos. Houve a formação de um grupo único tendo como fator em comum o trabalho em uma mesma indústria, diferindo apenas em funções desempenhadas. Foi formulado um questionário sobre prática de atividade física, ingestão de frutas, tabagismo e escolaridade. Os resultados foram apresentados com estatística descritiva, utilizando a média, o desvio padrão, a freqüência relativa e a absoluta. Resultados - Dos 651 adultos, 117 (18%) eram hipertensos. Destes, 55 (47%) faziam atividade física regularmente. Apenas 19 (16%) não ingeriam frutas. 46 (40%) eram tabagistas e, 53 (45%) eram analfabetos ou tinham o 1° grau incompleto. A média da idade foi 40 anos e o IMC igual a 28. Conclusões- Concluise que a idade, o IMC, a atividade física, o tabagismo e a escolaridade tiveram uma relação positiva com a hipertensão arterial, o que não foi observado em relação ao consumo de frutas no grupo estudado.Referências- 01. Batista MC, Oliveira CJR, Ribeiro AB. Hipertensão Arterial. Revista Brasileira de Medicina 2003; 60:65-76; 02. Cardiologia SB, Hipertensão SB, Nefrologia SB. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2006; 5:1-48. 83 AVALIAÇÃO DOS FATORES DESENCADEANTES DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO SUL DE MINAS GERAIS Carlos Henrique Vianna de Andrade, Isabela Cabello Abouchedid, Letícia Lopes de Souza e Lívia Ribeiro Franco*. Hospital das Clínicas Samuel Libânio- UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre - MG Introdução e Objetivos: As causas da aterosclerose, coronária são bem conhecidas, porém os fatores desencadeantes da instabilidade da placa de ateroma não. Por outro lado, os fatores presentes no IAM diferem entre populações e de uma região para outra. Portanto, este estudo tem por objetivo verificar também os principais fatores desencadeantes do IAM na região sul mineira.Métodos: Foi realizada uma pesquisa prospectiva do perfil clinico e laboratorial de 32 pacientes consecutivos internados no HC da UNIVÁS, com IAM confirmado por elevação do segmento ST e por aumento do CKMB. A variáveis foram comparadas entre os sexos. Para o cálculo de p foram utilizados o teste t para médias independentes, o teste de Mann-Whitney e o teste do Ҳ². Rejeitou-se a hipótese de nulidade a 5% (p<0,05).A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVÁS e os pacientes assinaram o consentimento informado.Resultados:Eram 23 homens e 9 mulheres (59±12 x 52±9 anos) sendo as mulheres mais jovens (p=0,07) e com mais antecedentes familiares (p=0,06). Eram tabagistas 50% dos pacientes, o índice cintura/quadril (ICQ) foi > 0,90 em 82%, e o IMC aumentado em 85% e 50% deles apresentaram alguma inflamação nas últimas 4 semanas; os lipídios estavam alterados em menos de 30% dos infartados e a glicemia elevada em 38%, sem diferenças entre os sexos.Conclusões:Concluiu-se que o perfil dos pacientes com IAM em Pouso Alegre são semelhantes aos verificados em pesquisa realizada em São Paulo (Avezum,A et al. 2005), com grande preponderância do tabagismo e do ICQ aumentado e pouca relevância dos lipídios. Apresentaram também antecedentes de inflamação recente. Nas mulheres houve tendência do IAM incidir em mais jovens e com antecedentes familiares, sem outras diferenças importantes em relação ao sexo.Referências: 1.Davies MJ, Woolf N, Robertson WB. Pathology of acute myocardial infarction with particular reference to oclusive coronary thrombi. Br Heart J 1976;38:659-64. 84 DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS EM POUSO ALEGRE-MINAS GERAIS Vítor Ângelo Carlucio Galhardo; Maria Aparecida Silva Mariosa; Marina Aparecida Poletto; João Paulo Issamu Takata Trabalho realizado no Departamento de Clínica Médica da UNIVÁS. Rua Comendador José Garcia, 758 – Centro – 37550-000 – Pouso Alegre-MG. Introdução e Objetivos- A instabilidade econômica e a dependência física trazem o idoso à institucionalização. Esse idoso é obrigado a adaptar-se a uma rotina de horários, dividir seu ambiente com desconhecidos e ficar à distância da família; estas circunstâncias podem ocasionar uma desestruturação psíquica. É nesse cenário que surge como um dos mais importantes agravos a saúde da terceira idade a depressão, sendo esta a síndrome psiquiátrica mais prevalente. É essencial o conhecimento sobre a população idosa para planejamento de políticas públicas e capacitação de profissionais envolvidos no atendimento ao idoso. O objetivo desta pesquisa é investigar a prevalência de sintomas depressivos em idosos institucionalizados em Pouso Alegre, MG e traçar o perfil dos mesmos. Estudo descritivo e transversal. Métodos- Foram selecionados 46 idosos em duas instituições asilares, sem déficit cognitivo, com 60 anos ou mais de idade, que aceitaram fazer parte do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Foi aplicado um formulário para coleta de dados sócio-demográficos e clínicos e a Escala de Depressão Geriátrica(GDS-15). Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva. Resultados- O principal motivo da institucionalização foi social 71,8% dos idosos, 83%do sexo feminino e 17%masculino, 74%brancos e 26%não-brancos, com média de idade de 75,3 anos. 57%são solteiros, 30%viúvos e 13%casados e separados. 96%são católicos. Quanto ao nível de escolaridade, 61%sem escolaridade, 37%com ensino fundamental incompleto e 2% completo. 72%recebem um salário mínimo e 28%não têm renda. O número de medicamentos em uso apresenta uma média de 5,8 por paciente, sendo que 38%fazem uso de mais de 6 medicamentos por dia, sendo as drogas para o ACV as mais utilizadas, 76%. A pontuação pela GDS-15 com ponto de corte 5, mostrou que 65%dos idosos apresentaram pontuação para depressão, 63%depressão leve(escore de 5 a 10) e 2% depressão grave(escore>10). Conclusões- A principal causa da institucionalização foi social. Apresentaram uso elevado de medicamentos e alta prevalência de depressão detectada pela GDS-15, demonstrando sua importância na avaliação da saúde do idoso. Referências- ALMEIDA OP, ALMEIDA AS. Confiabilidade da versão brasileira da escala de depressão em geriatria(GDS) versão reduzida. Arq Neuro Psiquiatr. 1999; 57(2B): 421-6. CARVALHO VFC, FERNANDEZ MED.Depressão no idoso. In: PAPALÉO- NETTO M.(Ed). Gerontologia. São Paulo: Atheneu; 1996. p. 160-73. SHEIKH JI, YESAVAGE JA. Geriatric Depression Scale(GDS): recent evidence and development of a shorter 85 version. Clin Gerontol 1986; 5: 165-73. AVALIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO NA UNIDADE NEONATAL DO HOSPITAL INFANTIL CÂNDIDO FONTOURA Edson Luiz de Lima*; Anna Luiza Pires Vieira, Monica Assis Rosa Unidade Neonatal do Hospital Infantil Cândido Fontoura Av. Minas Gerais, 191 - Fátima 1 – 37550-000 – Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: A prática do aleitamento materno vem sendo amplamente estimulada pelos profissionais e órgãos de saúde, porém ainda nos dias atuais, deparamo-nos com mães que não receberam orientações especificas ou desconhecem os benefícios de tal prática. O objetivo foi estudar os fatores relacionados a uma melhor aceitação do aleitamento materno. Métodos: Estudo transversal realizado por meio de questionário aplicado às mães durante a internação do recém-nascido na unidade neonatal do Hospital Infantil Cândido Fontoura, de 1 de abril a 31 de dezembro de 2005. Foram estudados dados maternos, gestacionais, relacionados ao parto e à amamentação. Resultados: Foram estudadas 112 mães, sendo 45% primigestas com idade média de 23 anos, 62% eram solteiras e em 55% das entrevistadas a gravidez era indesejada. Aproximadamente 88% realizaram pré-natal e destas, 65% tiveram orientações sobre aleitamento no pré-natal e 66% tiveram essas informações na maternidade. O parto foi natural em 60% dos casos. Erros na técnica de amamentação foram identificados em 77% das mães e 86% dos RN tiveram alta hospitalar amamentados no seio. Conclusões: Torna-se necessário a atuação de equipe multidisciplinar no pré-natal, no sentido de fornecer orientações às gestantes, sobretudo para as primigestas. Tal assistência deve se prolongar mesmo após o nascimento da criança, buscando promover a amamentação e propiciar melhores condições de saúde para o binômio mãe-filho. Referências: 1. Bueno LGS, Teruya KM. Aconselhamento em amamentação e sua pratica. J pediatr 2004;80:126-30. 2. Ramos CV, Almeida AG. Alegações maternas para o desmame: estudo qualitativo. J pediatr 2003;79:385-90. 86 ASSISTÊNCIA FONOAUDIOLÓGICA HOSPITALAR Maria de Fátima Prudente de Aquino* Hospital das Clínicas “Samuel Libânio”, nº 777, centro, Pouso Alegre/MG, cep: 37.550-000. Introdução e Objetivos: A Fonoaudiologia é a Ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na deglutição. No âmbito hospitalar está direcionada ao paciente ainda no leito, independente de sua idade cronológica. A atuação é de forma precoce, preventiva, intensiva, pré e pós-cirúrgica, despotencializando a instalação de patologias fonoaudiológicas. Entretanto, vários profissionais ainda desconhecem a dimensão da assistência fonoaudiológica hospitalar; dessa forma, o objetivo deste trabalho é expôr a atuação desenvolvida no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio”, Pouso Alegre/MG, para que os diversos profissionais conheçam o Serviço de Fonoaudiologia e possam usufruir do mesmo. Métodos: As ações fonoaudiológicas constituem-se por respaldo técnico e prático à equipe multiprofissional onde atua, através de triagem, avaliação, intervenção, estudo de casos, orientação e pareceres. Acolhimento à família, promoção da humanização, incentivo e promoção ao Aleitamento Materno, também fazem parte da assistência fonoaudiológica. Considerações: A assistência fonoaudiológica está incluída na assistência multiprofissional ao paciente e tem possibilitado a alta hospitalar antecipada. Também tem favorecido a integração da equipe de Saúde dos diversos Serviços hospitalares, e contribuído para que família e paciente sintam-se acolhidos e participantes na busca da saúde. Referências: Hernandez, AM. O Neonato. São José dos Campos: Pulso; 2003; Rios, IJA. Fonoaudiologia Hospitalar. São José dos Campos: Pulso; 2003; Jacobi, JS; Levy, DS; Silva, LMC. Disfagia Avaliação e Tratamento. Rio de Janeiro: Revinter; 2004. 87 CARACTERÍSTICAS DOS PARTOS PREMATUROS OCORRIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO “SAMUEL LIBÂNIO” Priscila E. P. Faria; Cristina Kallás Hueb*. Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Univás Rua: Com. José Garcia, 777 – Centro – 37.500-000 – Pouso Alegre - MG Introdução e Objetivos: A prematuridade representa a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal¹. A organização Mundial de Saúde define como parto prematuro aquele que ocorre antes de 37 semanas completas de gestação². É considerado espontâneo, quando decorre do aparecimento precoce das contrações uterinas, e eletivo, quando a interrupção da gestação resulta de indicação médica². O objetivo foi avaliar a prevalência de parto prematuro e suas características. Analisar os aspectos clínicos e obstétricos das gestantes que evoluíram para parto prematuro. Métodos: Foi realizada revisão de prontuários de todos os casos de parto prematuro ocorridos no Hospital das Clínicas “Samuel Libânio” no período de Janeiro a Maio de 2006. As variáveis analisadas foram: idade materna, paridade, idade gestacional, intercorrências clínicas e obstétricas associadas, tipo de parto, indicação do parto e peso do recém-nascido. Resultados: Entre os 776 partos ocorridos no período, 9,8% (76) foram prematuros, sendo 67% (51) espontâneos e 33% (25) eletivos. Dentre os espontâneos 78,4% (40) foram partos normais e 21,6% (11) partos cesáreas. Dos partos eletivos 100% (25) foram partos cesáreas, sendo 60% (15) destes por sofrimento fetal crônico e 40% (10) por doença hipertensiva gestacional. A idade materna variou de 13 a 44 anos (±25,4). Trinta e uma eram primíparas (40,8%) e 45 (59,2%) multíparas. A idade gestacional média de nascimento foi de 32,5 semanas e o peso médio dos recém-nascidos foi de 1991g. Patologias clínicas e obstétricas foram observadas em 68,4% (52) casos: doença hipertensiva 25% (13), amniorrexe prematura 23,1% (12), RCIU 15,4% (8), ITU 13,5% (7), gemelaridade 11,5% (6), outros 11,5% (6). Conclusões: A prevalência de parto prematuro foi semelhante a nacional (9%), assim como as variedades espontâneas (75%) e eletivas (25%). O principal fator associado foi a doença hipertensiva, sendo a alteração da vitalidade fetal a mais importante indicação de resolução prematura da gestação. Referências: 1.Perroni AG, Bittar RE, Fonseca ESB, Messina ML, Marra KC, Zugaib M. Prematuridade eletiva: aspectos obstétricos e perinatais. Ver Ginecol Obstet 1999; 10:67-71. 2. Rades R, Bittar RE, Zugaib M. Determinantes Diretos do Parto Prematuro Eletivo e os Resultados Neonatais. RBGO 2004; 26: 655-62. 88 SOBREVIDA DE RECÉM-NASCIDOS DE EXTREMO BAIXO PESO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM HOSPITAL DE NIVEL TERCIÁRIO. Isabela Cabello Abouchedid, Isabela Ferreira Hostalácio*, Íris Eika Morioka, Anna Luiza Pires Vieira, Edson Luiz de Lima Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital das Clinicas - UNIVÁS R. Comendador José Garcia, 758/ 22 - Centro - 37550-000 - Pouso Alegre – MG Introdução e Objetivos: Nos últimos 20 anos, a melhoria na assistência médica ao parto prematuro e a criação de centros regionais de assistência perinatal, contribuíram para aumentar a sobrevida de recém-nascidos extremo baixo peso. O objetivo foi descrever a sobrevida intra-hospitalar dos recém-nascidos (RN) extremo baixo peso (EBP) em nossa unidade de terapia intensiva durante o ano de 2005. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os RN com peso de nascimento 1000g, admitidos na UTI infantil do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, no período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2005. Descreveu-se a taxa de sobrevida por faixa de peso de nascimento (PN) e idade gestacional (IG) e observaram-se fatores neonatais associados à evolução clínica dos RN. Resultados: Foram admitidos 16 RN, sendo que destes, 25% foram provenientes de outros serviços. Características dos 16 RN: PN 777,3 171,6g, IG 27,3 2,4 semanas. A sobrevida na faixa de 500-749g, 750-1000g foi respectivamente, 28% e 72%. A sobrevida dos pacientes de 25-27 e 28-30 semanas foi, respectivamente, 25% e 75%. Todos os recémnascidos necessitaram de reanimação na sala de parto. As causas de óbitos foram sepse precoce e tardia, em respectivamente, 40% e 60% dos casos. O tempo médio de internação dos RN foi de 115 dias. Conclusões: A taxa de sobrevida dos RN estudados foi inferior a dados nacionais, porém devemos considerar que muitos desses RN são transferidos de forma inadequada, aumentando nossa taxa de mortalidade, já que todos os RN transportados evoluíram para óbito. Devemos ressaltar que a interação da equipe de pediatras que dá assistência ao RN em sala de parto com a obstetrícia pode reduzir a mortalidade, visto que todos os RN estudados, necessitaram de reanimação em sala de parto. Finalmente, torna-se fundamental a realização de discussões multidisciplinares quanto à prevenção de infecções neonatais. Referências: Leone CR, Guinsburg R, Marba STM et al. Brazilian neonatal research network (BNRN): very low equipe médica birth weigth infant morbidity and mortality. Pediatr Res 2001;49:405A. 89