Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. Palestra Implantação e Resultados da Inovação Gerencial Balanced Scorecard aplicada em um Hospital Privado de São Paulo - SP Por Luiz Cincurá Local e data: Escola de Administração/UFBA – 11/07/2008 Apoio: http://www.inovarh.ufba.br [email protected] 1 O SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL O que diz a Constituição Federal¹ artigo 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às áreas e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.” artigo 199: “As instituições privadas poderão participar de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.” ¹Fonte: BRASIL. Constituição (1988). [email protected] 2 1 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. HOSPITAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO Tabela 1 – Quantitativo de Hospitais em S.Paulo-SP por razão social¹ Hospitais Quantidade % Públicos 45 13% Privados 270 79% Filantrópicos 28 8% Total 343 100% ¹Fonte: Jornal Folha de S.Paulo (2007 apud ANDRADE, 2008, p.21) [email protected] 3 HOSPITAIS NO BRASIL Tabela 2 - Número de hospitais no Brasil por razão social e esfera de governo, 2007¹. Hospitais Públicos Hospitais Privados Federal 26 Estadual 611 Municipal 2.107 Sem Fins Lucrativos 1.776 Lucrativos 2.999 Hospitais Universitários e de Ensino 127 TOTAL 2.744 4.775 127 7.646 ¹Fonte FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HOSPITAIS (2007 apud ANDRADE, 2008 p. 31) Hospitais públicos: 36% Hospitais particulares: 62% Hospitais Universitários: 2% [email protected] 4 2 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. SAÚDE SUPLETIVA NO BRASIL Associados a planos privados de assistência médica¹: 38,3 milhões de pessoas Percentual de associados a seguros privados de saúde: 20,8% da população brasileira Participação das operadoras privadas de saúde na receita de hospitais privados¹: 90% População brasileira estimada²: 183,9 milhões de habitantes Fontes: ¹Agência Nacional de Saúde Suplementar(2007 apud ANDRADE,2008), ²IBGE(2007) [email protected] 5 O DILEMA¹ DA QUALIDADE “As empresas optaram por concentrar esforços voltados para a qualidade, cujo dilema era qualidade ou morte. Mas, atualmente, essa estratégia não mais gera diferenciação, é sim um imperativo, pelo simples fato de todos os competidores a possuírem²”. As organizações hospitalares brasileiras superaram mesmo o dilema da qualidade e estão todas com o propósito voltado para a inovação? ¹Dicionário Aurélio: Fig. Situação embaraçosa com duas saídas difíceis ou penosas. ²HELENO (2007 apud ANDRADE, 2008). [email protected] 6 3 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. QUALIDADE HOSPITALAR Tabela 3 – Número e percentual de Hospitais acreditados no Brasil pela CQH, ONA e Joint Comission/CBA, 2007¹ ACREDITADORAS HOSPITAIS PÚBLICOS % HOSPITAIS PARTICULARES % TOTAL CQH 8 53 7 47 15 ONA 16 21 60 79 76 Joint Comission/CBA 2 22 7 78 9 TOTAL 26 26 74 74 100 ¹Fonte: Pinheiro, Giacomini e Silva (2007, p. 8) e adaptado por Andrade(2008, p.56). Observação: Não são apresentados dados da certificadora canadense que atua no Brasil, o Conselho de Acreditação de Serviços de Saúde (CCHSA) Área Hospitalar: Qualidade não gera mais diferenciação? Total de Hospitais acreditados no Brasil (03 acreditadoras) 1,5% dos Hospitais Privados do Brasil O,9% dos Hospitais Públicos do Brasil [email protected] 7 O DILEMA DA QUALIDADE O dilema da qualidade na área hospitalar. A diferença entre um hospital certificado e outro sem certificação é gritante e pode ser mortal para o paciente: a mortalidade cirúrgica chega a ser três vezes maior em um hospital sem selo de qualidade do Ministério da Saúde¹. ¹Fonte: Matéria jornalística sobre o relatório Desempenho Hospitalar Brasileiro, produzido pelo Banco Mundial, publicada originalmente em O Globo com o título “Banco Mundial reprova hospitais brasileiros por ineficiência e má gestão”. Disponível em <http://www.inovarh.ufba.br/contents.php?opc=NOT&nNotCod=121> Acesso em 08/07/2008. [email protected] 8 4 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. DADOS GERAIS DO HOSPITAL HGX¹ Fundação: Em 1955, com 34 leitos. Local: Cidade de São Paulo. Referência : Medicina de alta complexidade. Estrutura: •26 mil m², •250 leitos •50 leitos nas UTI’s (25 Geral, 23 Cárdio-Vascular, 03 Pediátrica) •Mais de 30 especialidades médicas •Mais de 3 mil médicos credenciados •1,5 mil funcionários. •Centro Cirúrgico: até 14 cirurgias simultâneas, teleconferência em 02 salas •Investimento(2001-2003): R$25.000.000,00 (Tecnologias e melhorias) •Receita líquida anual (2004) : R$137.000.000,00. •Acreditação: Certificado vencido. Atualmente em processo de acreditação ¹Devido à restrição apresentada pela organização hospitalar pesquisada quanto à divulgação do seu nome, é utilizado o nome fictício “HOSPITAL HGX”. Fonte: ANDRADE (2008) [email protected] 9 MODELOS DE GESTÃO DO HOSPITAL HGX Gestão Familiar com mudanças intensas (2001-2006) Governança Corporativa (Jan/2007-Atual): Estabilidade Fonte: ANDRADE (2008) [email protected] Desenho: http://www.revistaview.com.br/publisher/preview.php?edicao=0704&id_mat=1774 10 Ilustração: http://www.strategia.srv.br/governanca_corp.html 5 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. 9 Presidentes em 6 anos: (2001 – 2006) Período de Gestão Familiar INSTABILIDADE COM MUDANÇAS INTENSAS Sucesso anterior: Resistência à mudanças Conflitos de Poder (3ª Geração) Ausência de plano sucessório Implantação do BSC: Jan/2003. Fonte:Andrade(2008) [email protected] Fotografia: http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=746 11 “Nestes últimos seis anos estou agora no 9° chefe, o que dá para se ter uma idéia do volume de mudanças que temos passado. Cada profissional que vem, enxerga e conduz de uma forma diferente. Estou bastante motivado com o grupo atual¹.” Colaborador: Equilíbrio e otimismo Período de Gestão Familiar Correnteza de mudanças (2001-2006) ¹ Entrevista com sujeito do setor estratégico 1. ¹ Fonte: Andrade (2008). Fotografia: http://tugatotheworld.wordpress.com/2008/04/29/depois-da-tempestade-vem-a-bonanza/ [email protected] 12 6 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. RENOVAÇÃO A renovação pressupõe o retorno dirigido aos valores essenciais para reconectar o passado ao presente e reencontrar o antigo no novo¹ Ressalva: Base de estabilidade Mudanças intensas: dificuldade de realinhamento ¹Fonte: Hurst(1996 apud ANDRADE,2008). Fotografia: http://www.novoslabirintos.blogger.com.br/abraco%20apertado.jpg [email protected] 13 DE GESTÃO FAMILIAR PARA GOVERNANÇA CORPORATIVA*: Mudanças: Na Presidência do Conselho de Administração (julho/2006) Na Gestão Executiva do Hospital (final de 2006 e início 2007) Deslocamento do Processo Sucessório (janeiro/2007) * Conjunto de valores, princípios, propósitos, papéis, regras e processos que regem o sistema de poder e mecanismo de gestão de empresas, abrangendo dentre outros aspectos: os propósitos dos acionistas empreendedores; maximização da riqueza dos acionistas, minimizando oportunidades conflitantes com esse fim; e padrões de atendimento aos direitos dos stakeholders. Andrade; Rosseti (2004, p.25) Fonte: ANDRADE(2008) [email protected] 14 7 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. CRISE E MUDANÇAS NA GESTÃO DO HGX Consequências: Endividamento: Economia recessiva, Lei 9656/98, falta especialistas Limite de competência. O que fazer? Providências: Profissionalização: Mudança no modelo de gestão, Consultoria e contratação de especialistas Gestão estratégica com a Inovação Gerencial BSC (Jan/2003) Fonte: ANDRADE (2008) [email protected] 15 INOVAÇÃO GERENCIAL Mendes (2000) considera que a inovação gerencial é um tema que dá margem para diversas interpretações. Primeira idéia¹: Inovação tecnológica (Produtos e Processos) Inovação Gerencial¹: Inovação no modelo de negócios Tecnologia Negócios Valor Inovação Resultados A Inovação Gerencial inclui a introdução de estruturas organizacionais significativamente alteradas; a implantação de técnicas de gerenciamento avançadas e a implantação de orientações estratégicas novas ou substancialmente alteradas². ¹Davila; Epstein; Shelton (2007 apud ANDRADE,2008), ²Manual de Oslo (2004 apud ANDRADE,2008) [email protected] 16 8 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. Tabela 4 - Empresas, total e as que implementaram inovações, com indicação das mudanças estratégica e organizacionais implementadas, segundo faixas de pessoal ocupado nas atividades selecionadas dos serviços - Brasil - período 2003-2005¹. FAIXA DE PESSOAL OCUPADO EM EMPRESAS DE SERVIÇOS AMOSTRA DA PESQUISA (NÚMERO DE EMPRESAS) NÚMERO DE EMPRESAS DE SERVIÇOS QUE IMPLEMENTARAM INOVAÇÕES NA ESTRATÉGIA CORPORATIVA PERCENTUAL DE EMPRESAS DE SERVIÇOS QUE IMPLEMENTARAM INOVAÇÕES NA ESTRATÉGIA CORPORATIVA 10 – 29 3149 381 8,27% 30 – 49 455 126 27,69% 50 – 99 305 68 22,30% 100 – 249 159 57 35,85% 250 – 499 77 33 42,86% 500 ou mais 101 69 68,32% TOTAL 4246 735 17,31% ¹Fonte: Elaborado por Andrade(2008, p.94) a partir de dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2005). Empresas mais inovadoras: 500 ou + empregados, 68% empresas prestadoras de serviços Ressalva: Amostra restrita a empresas de alta intensidade tecnológica Ausência de dados sobre a área hospitalar Obstáculos à inovação apontados por empresários: custos, riscos e financiamento [email protected] 17 PORQUE O BSC É UMA INOVAÇÃO GERENCIAL Sistema de gestão estratégica orientado para a geração de valor que permite a empresa não só inovar, como desenvolver a comercialização dessas inovações. I.Mudança de concepção tradicional da estratégia . II.Estabelece rotina estratégica. III.Cria visão sistêmica. IV.Permite visão de estado futuro. V.Monitora a evolução dos ativos intangíveis. Ressalva: Para inovar é preciso gerar resultados. Fontes: Davila,Epistein e Shelton(2007 apud ANDRADE,2008), Kaplan;Norton(1997 apud ANDRADE,2008) e Karsten(2006 apud ANDRADE,2008) [email protected] 18 9 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. BALANCED SCORECARD Visão E atingir a Visão Ser reconhecido como referência nacional no atendimento a pacientes de alta complexidade Financeira Sistema de Gestão Estratégica orientado para a geração de valor Objetivos Sucesso financeiro Metas Clientes Indicadores Gerar valor para clientes Iniciativas Estratégicas Processos Internos Para excelência dos P.I. Responsáveis Prazos Aprendizado e Crescimento Desenvolver pessoas... Orçamentos [email protected] 19 Fonte: Adaptado por Andrade(2008) a partir de material do SENAI-SC. RESULTADOS (Período de Gestão Familiar) COMO FOI IMPLANTADO O BSC (2003) I.Decisão da alta direção. II.Hospital contratou Consultoria. III.Realizado Workshop¹ IV.Pesquisas de mercado V.Criado um Comitê VI.Palestras setoriais e atividade de integração. Periodicidade do Workshop: Uma reunião semanal a cada quinzena, por um período de um mês. ¹Encontro de pessoas interessadas em discutir e realizar atividades voltadas para aprofundamento de entendimento sobre um determinado tema ou projeto, com possibilidade de posterior aplicação prática Fonte: ANDRADE (2008) [email protected] 20 10 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. RESULTADOS (Período de Gestão Familiar) REPERCUSSÃO DAS MUDANÇAS NA FASE DE IMPLANTAÇÃO DO BSC (2003) Duas dificuldades básicas: I. Falta de domínio hospitalar. da tecnologia médico- II. Pioneirismo do HGX. Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 21 RESULTADOS (Período de Gestão Familiar - 2003) A missão do Hospital HGX é: “Ser referência nacional no atendimento ao paciente de alta complexidade. Somos um Hospital geral, clínico e cirúrgico com foco na excelência do atendimento, eficiência operacional e alta resolutividade. A ética, a melhoria contínua e atendimento ao próximo com calor humano são valores consolidados na cultura do HGX e norteiam nossas ações de todos os dias.” Estratégia de diferenciação Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 22 11 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. RESULTADOS (Período de Gestão Familiar) Estratégia de Diferenciação: Atingir a Alta Resolutividade ÍNDICE DE RESOLUTIVIDADE INDICADOR ACOMPANHADO PELA GERÊNCIA MÉDICA 120 DESEMPENHO 100 80 META 60 REALIZADO 40 20 META REALIZADO ou t/0 6 ju l/0 6 ag o/ 06 se t/0 6 m ai /0 6 ju n/ 06 ja n/ 06 fe v/ 06 m ar /0 6 ab r/ 06 ou t/0 5 no v/ 05 de z/ 05 ag o/ 0 5 se t/0 5 0 ago/ set/ 05 05 out/ 05 nov/ dez/ jan/0 fev/ mar/ abr/ 05 05 6 06 06 06 mai/ 06 jul/0 ago/ set/ 6 06 06 out/ 06 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 90 90 100 100 100 90 80 80 100 100 90 90 100 90 Gráfico 1 – Índice de Resolutividade Fonte: Adaptado por ANDRADE (2008, p.170) a partir de dados do painel de bordo do BSC do Hospital HGX. Descompasso: BSC: Jan/2003 - Resolutividade: Ago/2005. Problema crítico: Desconexão com a missão Cancelamento. Visão conceitual: do HGX (efetividade) e de Campos (útil-custo-satisfação) ¹Os dados de desempenho de indicadores apresentados, vinculados a estratégia de diferenciação, compreendem meses dos anos 2005, 2006 e 2007. O Hospital HGX não forneceu registros de desempenho desses indicadores relativos aos anos 2003 e 2004. [email protected] 23 RESULTADOS (Período de Gestão Familiar) Painel de Bordo do BSC - Syscore Figura 1 – Painel de bordo do BSC - Syscore Fonte: http://www.centraisdeatendimento.sp.gov.br/Conteudo/Goias/experiencias_GO.htm Descompasso na implantação do syscore Implantação BSC: Jan/2003 - Implantação Syscore: Fev/2005. Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 24 12 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. RESULTADOS (Período de Gestão Familiar e Governança) Estratégia de Diferenciação: Excelência do Atendimento ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE EXTERNO ACOMPANHADO PELA DIRETORIA DE ENFERMAGEM (REALIZADO É A MÉDIA DOS BLOCOS CRÍTICO, NÃO CRÍTICO, OPERATÓRIO E EMERGENCIAL) 8 6 META 4 REALIZADO 2 0 ja n/ 0 fe 6 v/ 0 m 6 ar /0 ab 6 r/ 0 m 6 ai /0 ju 6 n/ 06 ju l/0 ag 6 o/ 0 se 6 t/0 ou 6 t/0 no 6 v/ 0 de 6 z/ 06 ja n/ 0 fe 7 v/ 0 m 7 ar /0 ab 7 r/ 0 m 7 ai /0 ju 7 n/ 07 ju l/0 ag 7 o/ 07 DESEMPENHO (ESCALA DE 1 À 10) 10 jan/ fev/ mar/ abr/ mai/ jun/ jul/0 ago / set/ o ut/ no v/ dez/ jan/ fev/ mar/ abr/ mai/ jun/ jul/0 ago/ 06 06 06 06 06 06 6 06 06 06 06 06 07 07 07 07 07 07 7 07 7,5 M ETA 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 REALIZADO 8,29 8,10 8,13 8,39 8,30 8,33 8,31 8,28 8,16 8,06 8,28 8,38 8,26 8,55 8,44 9,36 9,09 9,30 9,39 9,36 Gráfico 2 – Índice de Satisfação do Cliente Externo acompanhado pela Diretoria de Emfermagem Fonte: Adaptado por Andrade(2008, p.174) a partir de dados do painel de bordo do BSC do Hospital HGX. Desempenho positivo deste indicador é fruto de trabalho continuado: Mais 1% insatisfeitos: informação prestada – cordialidade - assistência [email protected] 25 RESULTADOS (Período de Gestão Familiar e Governança) Estratégia de Diferenciação: Excelência do Atendimento 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 META ju l/0 6 ag o/ 0 6 se t/0 6 ou t/0 6 no v/ 06 de z/ 06 ja n/ 07 fe v/ 07 m ar /0 7 ab r/ 07 m ai /0 7 REALIZADO fe v/ 06 m ar /0 6 ab r/ 06 m ai /0 6 ju n/ 06 DESEMPENHO (ESCALA DE 1 À 10) ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE EXTERNO ACOMPANHADO PELA GERÊNCIA MÉDICA fev/ abr/ mai/ jun/ jul/0 ago set/ out/ nov dez jan/ f ev/ mar abr/ mai/ 06 06 06 06 6 /06 06 06 /06 /06 07 07 /07 07 07 META 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 7,5 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 REALIZADO 8,09 8,15 8,03 8,26 8,33 8,44 8,10 8,16 8,40 8,35 8,50 8,46 8,52 9,30 9,22 Gráfico 3 – Índice de Satisfação do Cliente Externo acompanhado pela Gerência Médica. Fonte: Adaptado por Andrade(2008, p.176) a partir de dados do painel de bordo do BSC do Hospital HGX. Trabalho da área médica reafirma a boa performance do HGX na área assistencial. [email protected] 26 13 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. RESULTADOS (Final do Período de Gestão Familiar e primeiros meses de Governança Corporativa) Estratégia de Diferenciação: Eficiência Operacional DESVIOS CRÍTICOS EM PROCESSOS INDICADOR ACOMPANHADO PELA GERÊNCIA DE QUALIDADE 25,0 DESEMPENHO 20,0 15,0 META REALIZADO 10,0 5,0 0,0 nov/06 dez/06 jan/07 f ev/07 mar/07 abr/07 mai/07 jun/07 nov/06 dez/06 jan/07 fev/07 mar/07 abr/07 mai/07 jun/07 META 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 REALIZADO 15,8 13,4 9,4 10,2 17,2 13,8 10,2 21,0 Gráfico 4 – Desvios Críticos em Processos – Indicador acompanhado pela Gerência de Qualidade e Riscos. Fonte: Adaptado por Andrade(2008, p.178) a partir de dados do painel de bordo do BSC do Hospital HGX. Indicador tem lógica inversa: meta é limite máximo tolerado. Resultado desfavorável. Melhor Hospital do Brasil (Top Hospitalar). Foi acreditado no nível 2 (ONA). [email protected] Conclusão: Qualidade deve ser trabalhada continuamente. 27 RESULTADOS (Período de Governança Corporativa - 2007) I. Redirecionamento da ação gerencial. II. Ação gerencial volta-se para a produção. III. Inovação no processo protocolos clínicos. produtivo com IV. Segundo momento. V. Aprendizagem é ativo para realinhamento. VI. Conforto financeiro. Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 28 14 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. MELHOR RESULTADO Inovação no processo produtivo Protocolos Clínicos Padronização: Qualidade assistência – racionalização – proced. mais rentáveis Tríplice satisfação: Geração de Valor (inovação) Difícil aferir grau inovação: cancelamento do indicador de resolutividade Ineficácia do BSC Ressalva: Protocolos tem limites 2006: Protocolos não integrados Criado Núcleo de Epidemiologia Melhora de indicadores assistenciais: Dados permanência e perfil internados Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 29 MELHOR RESULTADO Inovação no processo produtivo 2007: Integração de processos assistenciais e administrativos. Segurança Agilidade Custos Prioridade: Segurança da assistência. Consonância: Estratégia de Diferenciação(Porter). AVC Alta Complexidade Pronto-Socorro UTI Centro-Cirúrgico Protocolos Dor Torácica Insuf.Coronariana Aguda Sepse Profilaxia de Neurocirurgia Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 30 15 Autor: ANDRADE, Luiz Cincurá. CONSIDERAÇÕES FINAIS I. Processo decisório centrado no homem II. Trabalho gerencial de aproximação com os fenômenos. III. Aprendizagem organizacional. IV. Sistemas gerenciais possuem limites. Fonte:ANDRADE (2008) [email protected] 31 PENSAMENTO O administrador precisa estar consciente de que é parte integrante de uma realidade muito maior que a sua própria existência e, portanto, precisa simultaneamente desenvolver e reconhecer as limitações dos seus sentidos para que possa inserir-se nessa realidade de forma colaborativa e integradora¹. OBRIGADO! Contato: [email protected] ou [email protected] ¹ ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. Inovação Gerencial no Setor Saúde: Um Estudo sobre a Aplicação do Balanced Scorecard em um Hospital Privado Situado em São Paulo-SP. 2008. 210 f. Dissertação (Mestrado em Administração) - Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia. Salvador: NPGA/UFBA, 2008. [email protected] 32 16