A Alegria do Evangelho!
Encontros de agosto e setembro de 2015
Sejam bem-vindos!
Reunimos-nos mais uma vez para continuar sendo ouvintes da Palavra de Jesus
que nos guia. Tive a oportunidade de acompanhar algumas comunidades para
rezar, conhecer e me integrar. Também foi um momento de acompanhar a organização dos encontros e perceber que precisamos recuperar alguns elementos
importantes para o bom andamento do projeto.
Lembro que este projeto é o caminho para a Igreja nos próximos tempos: mais
leitura orante, mais iniciação à vida cristã e uma busca mais intensa pelas pessoas
que se esqueceram da fé. A participação ativa de cada um é fundamental. Quero
lembrar alguns pontos gerais:
1) os encontros devem respeitar o horário de início e o local do encontro. A comunidade deve iniciar seu encontro no horário marcado – isso transmite seriedade
e comprometimento de todos. Sem um horário fixo, surge o desinteresse;
2) o encontro deve ser preparado com antecedência: o ambiente, a distribuição
das leituras, a leitura prévia dos leitores para se prepararem bem. O momento de
escolher os leitores não é durante a oração;
3) os leitores devem procurar interpretar, sem exageros, a leitura. A forma de
leitura monotônica não ajuda na oração. É importante ler com a sua interpretação,
indicando as passagens mais importantes, as falas de Jesus, as palavras que mais
se destacam; as leituras devem ser feitas de pé, da mesa da Palavra;
4) a reconstrução do texto deve ser conduzida por uma pessoa do grupo instigando a comunidade para memorização; usar as mesmas palavras da leitura.
Não é momento de explicações; a reconstrução não é uma leitura corrida do texto,
ocasião em cada um lê uma frase. É conduzida por um integrante da comunidade
que a ajuda a memorizar o texto;
5) durante o encontro, evitam-se momentos explicativos sobre o método; é o
momento de rezar;
6) na primeira leitura, não se diz o Senhor esteja convosco!; somente na segunda
vez;
7) cada um deve deixar marcado, separado, o texto bíblico pronto para a leitura
antes do início do encontro;
8) os encontros devem ter sequência e que sejam marcados e respeitados os
encontros quinzenais;
9) é importante que as comunidades façam o momento de contemplação, movimentando-se para um lugar onde haja uma imagem, um ícone, uma capela para
a oração; esse é um gesto que transmite a ideia de desacomodação;
10) deve haver concentração e pedir ao Espírito Santo que ilumine e conduza o
encontro;
11) a meditação da Palavra deve atingir a vida concreta das pessoas e não ser
apenas conhecimento explicativo da Palavra; e
12) é importante reforçar a participação de todos nos momentos da paróquia
(missas, confraternizações, palestras, formações, adorações e outras atividades da
vida paroquial), não como exigência, mas como integração e vivência do sentido de
comunidade, enquanto Igreja reunida.
Com nossas bençãos,
Padre Oscar Chemello e Padre Joone Fachinelli
Orientações
Antes da leitura
1. Crie um ambiente favorável: velas acesas, água benta, leitura da Bíblia marcada,
quem faz as leituras.
2. Acolher todos com alegria.
3. Após a chegada e partilha dos acontecimentos e sentimentos das pessoas, fazer
silêncio exterior e interior. Pedir ao Espírito Santo que ilumine o encontro com a Palavra.
Pode-se usar água benta para fazer o sinal-da-cruz.
Leitura
Leia atentamente o texto, com calma, percebendo o ambiente, a intenção
do texto;
Ler pelo menos duas vezes; deve-se ler como se fosse a primeira vez;
Ainda não é o momento de tirar mensagens;
Fazer a reconstrução do texto.
Meditação
Destaque os versículos que foram mais importantes;
O que o texto orienta para a minha vida? O texto faz ligação com a vida
de hoje?;
Que mudança de comportamento sugere para mim?;
Utilizar o subsídio para compreender melhor o texto; e
Fazer uma ligação com outras passagens bíblicas.
Oração
Tudo o que foi meditado se torna uma oração agradável com Deus; a
oração me faz responder a Deus que falou: inicia uma atitude de silêncio
interior, de admiração com a presença de Deus na vida da comunidade
e de cada um.
É o momento de falar com Deus, de louvor, de súplica, de perdão. É o
momento da oração pessoal: Senhor, eu te peço, te louvo e te agradeço.
Contemplação
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé, é o momento de sentir a
presença da Trindade ao nosso lado. Não é para pensar o que fazer, mas
para seguir os passos de Jesus.
AGENDAR:
1º encontro: ___/___/___. Local:_______________________
2º encontro: ___/___/___. 3º encontro: ___/___/___. Horário:______________________
4º encontro: ___/___/___.
1 - A Palavra de Deus e seus frutos
Acolhida: organizado o ambiente, é momento de receber as pessoas e partilhar experiências. Oração para o início: Salmo 119.
Primeiro passo: A sua leitura atenta: O que o texto diz?
Ler duas vezes o texto: Is 55,6-11.Reconstruir o texto para memorizar e identificar a palavra que mais chamou a atenção.
Segundo passo: A meditação: O que o texto me diz?
O Cristianismo está centrado na Palavra de Deus, na atitude de escuta com
fé e anúncio com confiança. Mas devemos reconhecer que em nossa realidade, na paróquia, ainda não formamos a nossa consciência para o primado da Palavra de Deus. A escuta e o contato com a Escritura, a Palavra
de Deus, produz inteligência e sensibilidade e uma resposta de atenção e
redescoberta da fé. O capítulo 55 está no contexto da volta gloriosa do povo
de Israel do exílio, após arrependimento e conversão dos pecados cometidos. Nos versículos iniciais, há o chamamento do profeta para que as pessoas busquem Deus, que
não abandona o ser humano nos seus momentos de crise. Podemos chamar o Senhor
que está perto, pois o pecado nos afasta de Deus, mas Ele, mesmo assim, não rompe a
amizade conosco. O malvado e o malfeitor devem abandonar o caminho do pecado e
se voltar para a amizade com Deus. Ele está sempre com a sua misericórdia, não nos
trata com punição como exigem nossos pecados, pois os pensamentos de Deus não
são os nossos pensamentos, e seus caminhos não são os nossos caminhos. Deus nunca
se cansa de perdoar e chamar seus filhos para a conversão e a comunhão. A sua Palavra desce a Terra e não retorna sem antes produzir frutos de justiça e paz. Escutemos
com atenção e nos deixemos conduzir pela boa notícia do amor de Deus pelos seres
humanos. Outros textos: Lc 15, 20-24.
Terceiro passo: A oração: O que o texto me faz dizer a Deus?
Quais as experiências positivas de serviço à Palavra de Deus que conhecemos? Quais as dificuldades que temos em vivê-la? Quais os modos de
pensar que podemos mudar para nos conformar com os pensamentos de
Deus? Em que podemos amadurecer e como podemos crescer no seguimento de Jesus? Como podemos anunciar os pensamentos de Deus na
nossa realidade?
Quarto-passo: A contemplação: O que o texto me faz viver?
Ajuda, ó Maria, a nossa fé! Abre o nosso ouvido à Palavra, porque reconhecemos a voz de Deus a nos chamar. Desperta em nós o desejo de seguir os
seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo as suas promessas. Ajudanos, para que nos deixemos tocar pelo seu amor, porque podemos tocar a
nossa fé. Ajuda-nos a confiar plenamente em ti, a crer no teu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e de cruz, quando a nossa fé é chamada
ao amadurecimento. Semeia na nossa fé a alegria do Ressuscitado, recordanos que quem crê não está mais sozinho. Ensina-nos a olhar com os olhos de Jesus, a
fim de que sua luz seja o nosso caminho. E que a luz desta fé cresça sempre em nós,
para que chegue o dia sem ocaso, que é Cristo, vosso Filho. Amém!
2 - Viver com amor fraterno
Acolhida: organizado o ambiente, receber as pessoas e partilhar os
momentos da vida. Oração para o início: Salmo 33.
Primeiro passo: A leitura: O que o texto diz?
Ler duas vezes o texto: Rm 12,10-21.
Reconstruir o texto com as mesmas palavras para memorizar.
Segundo passo: A meditação: O que o texto me diz?
Nesse trecho, o apóstolo São Paulo apresenta duas de suas preocupações: até o versículo 14, a preocupação com a relação de amor
entre os cristãos dentro da comunidade e, após o versículo, com o relacionamento com os que estão fora da comunidade cristã, que muitas vezes perseguem e caluniam os cristãos. O Cristianismo traz uma
novidade para o seu tempo: cada um considere o outro mais digno
de estima. Essa frase não quer dizer uma desvalorização de si, mas o
reconhecimento que Cristo está presente no outro. O Filho de Deus está presente misteriosamente na outra pessoa, nas suas necessidades. Jesus se manifesta
para mim na presença do outro. Essa revolução é difícil de ser compreendida
por nós que necessitamos do outro para chegar a Deus.
Os cristãos, que estão sendo transformados pela renovação da mente, não duvidarão do seu dever de aliviar as penúrias dos seus colegas cristãos. Ensina a
hospitalidade, tão necessária para os cristãos que vinham de outras cidades,
durante o século I, e que ainda hoje é um valor que precisa ser vivido na sociedade: ser hospitaleiro é ser acolhedor dos outros que mais carecem. A oração
pelos que perseguem é uma meta a ser busca buscada, com dificuldade, que
revela um sentimento de favorecimento para com todos. Mais que ausentar-se
desse sentimento e não fazer nenhuma vingança, o texto incentiva para estarmos ativamente em oração e no comprometimento da bênção para todos, mesmo os que perseguem. Que possamos nutrir os mesmos sentimentos de Jesus
em relação aos nossos irmãos. Outros textos: Cor 13,4-7.
Terceiro passo: A oração: O que o texto me faz dizer a Deus?
Como a luz da misericórdia e do amor pode ajudar os relacionamentos da comunidade cristã, da família e da sociedade? Como podemos
amar mesmo em meio à violência?
A Palavra de Deus está ajudando a romper a indiferença com o próximo que sofre?
Quarto passo: A contemplação: O que o texto me faz viver?
Ó Salvador de todos os povos; ó Jesus inocente, vítima pascal, que
reconciliou os pecadores com o Pai, ofereça o dom a todos e a cada
membro da família humana, a fim de que tua luz reacenda e livre a
mente das trevas do erro; purifica a intimidade do coração, chama
cada um à vocação do amor, suscita no mundo o ardor da caridade,
da justiça, do amor e da paz. Amém!
3 - Venham, benditos de meu Pai
Acolhida: organizado o ambiente, receber as pessoas para o encontro com
um ambiente agradável e alegre; partilhar a vida e rezar pelas intenções de
cada um. Oração para o início: Salmo 72
Primeiro passo: A leitura: O que o texto diz?
Ler duas vezes o texto: Mt 25,34-40. Reconstruir o texto com as mesmas
palavras e destacar aquela que mais chamou a sua atenção.
Segundo passo: A meditação: O que o texto me diz?
Todos os cristãos e todas as comunidades são chamados a ser instrumentos
de Deus para a libertação e a promoção dos pobres. Isso supõe que sejamos
dóceis e atentos para escutar o grito dos mais carentes. Permanecer surdo ao
grito nos coloca fora da vontade de Deus e do seu projeto. O nosso empenho não consiste, exclusivamente, na ação ou num programa de promoção
e assistência, mas primeiramente uma atenção ao outro. Os mais carentes,
quando são amados, são considerados de grande valor. A maior dificuldade
é dividir a situação com os mais pobres, é a solidariedade mais íntima e profunda com
as suas dores. O texto do juízo mostra Jesus assumindo a postura de Rei de todas as
coisas e que exerce o seu reinado julgando a capacidade ou a incapacidade de amar.
Diferentemente dos reis terrenos, Jesus não é opressor nem perseguidor, mas defensor
dos que mais sofreram experiências de abandono. O convite a herdar o reino de Deus
representa o pertencimento ao projeto de Deus para aqueles que entenderam que é
preciso viver no mundo sem opressores e exploração nas suas relações sociais. O texto
mostra seis obras de misericórdia, e que cada uma delas denuncia uma situação de
pecado: alimentar o faminto é ir contra a ganância; dar de beber é atitude de acolhida
contra a rejeição; acolher o estrangeiro é amar de forma total e não discriminatória;
vestir o nu é também prova de amor indistinto e prático e não de indiferença; cuidar
do doente é continuar o trabalho terapêutico de Jesus e não uma condenação; visitar
o preso é providenciar o sustento digno das pessoas e não abandoná-lo. Desse modo,
Deus exerce a sua soberania de amor renovador das situações da vida. Outro texto:
Ez 34, 1-10
Terceiro passo: A oração: O que o texto me faz dizer a Deus?
Que atitudes ainda devemos tomar, para nos converter, para fazer a vontade
de Deus? Quais as resistências que se apresentam nesse estilo de vida cristão?
Como viver a vida com mais doação nesses tempos de forte individualismo?
Quarto passo: A contemplação: O que o texto me faz viver?
Ó Deus dos nossos antepassados, grande e misericordioso, Senhor da paz
e da vida, Pai de todos nós. Tu tens um projeto de paz e não de aflição, que
condena a guerra e destrói o orgulho do violento. Tu enviaste o teu Filho Jesus
para anunciar a paz aos afastados e a chamar os próximos para uma única
família. Escuta o grito dos teus filhos, que suplicam por toda a humanidade:
não mais guerra, ameaça para toda criatura. Ó Deus, nosso pastor, faz-nos
ver as necessidades de nossos irmãos e todas suas aflições para apressarmos
a vinda do teu reino. Amém!
4 - Não vos preocupeis
Acolhida: organizado o ambiente, receber as pessoas para a partilha de
experiências de vida. Oração para o início: Salmo 9
Primeiro passo: A leitura: O que o texto diz?
Ler atentamente o texto: Lc 12, 22-32. Reconstruir para memorizar as passagens bíblicas e identificar a expressão mais marcante do texto para a sua
vida.
Segundo passo: A meditação: O que o texto me diz?
Jesus encara o problema da busca de segurança para a nossa vida. No trecho anterior, Jesus denuncia a ilusão do rico que confiava totalmente no seu
futuro, na sua abundante colheita. O sonho de um futuro seguro é o sonho
de muita gente. Mas, naquele trecho bíblico, Deus pede de volta a vida que
havia concedido, porque a vida pertence a ele. Hoje, Jesus abre esse texto
convidando-nos para ter segurança na confiança e providência vindas de
Deus. Deve-se evitar o engano de crer numa interpretação mágica da providência divina que nos oferece tudo como a crianças no berço. O que Deus diz é que
não adianta ficarmos preocupados a todo instante com nossas necessidades. Se, mesmo contando com a providência divina e o trabalho humano, ainda assim faltam as
condições básicas para a vida, é porque se denuncia a injustiça, a falta de uma melhor
distribuição de renda. O problema não está na providência de Deus, mas na partilha
humana. A busca do Reino de Deus é a alternativa, pois esse Reino vem pela justiça.
Com o Reino de justiça nos será acrescentado o necessário para a vida digna de todos
os filhos. O texto recupera também a confiança na paternidade de Deus. O sentimento
de orfandade e de isolamento pode paralisar e amedrontar as pessoas. O sentimento
de filiação e pertencimento a Deus que cuida dos lírios e das ervas do campo e muito
mais ainda dos seus filhos, pode serenar diante das angústias da vida presente. Deus
sabe das necessidades de seus filhos e se importa com o sustento da nossa vida. Como
o Pai exerce sua paternidade cuidando dos seus filhos? Os pagãos que não são filhos
se preocupam com isso; os filhos têm a sua segurança na graça de Deus-Pai.
Terceiro passo: A oração: O que o texto me faz dizer a Deus?
Como a fé pode ajudar diante das incertezas da vida?
Como a comunidade pode testemunhar a confiança na graça de Deus?
Como viver com mais gratuidade as relações humanas e sociais?
Quarto passo: A contemplação: O que o texto me faz viver?
Ó mãe do silêncio, que cuidaste do mistério de Deus, libera-nos da idolatria
do presente, que condena quem se esquece de ti. Purifica os olhos dos pastores com o colírio da memória: retornaremos ao vigor das origens, para construir uma Igreja orante e penitente. Mãe da beleza, que nos envolves com
paciência e misericórdia, ajuda-nos a purificar da tristeza, da impaciência
e da rigidez quem não conhece a filiação divina. Intercede ao teu filho para
que edifiquemos a tua Igreja com a verdade e a caridade. Mãe, seremos o
povo de Deus, peregrinos rumo ao Reino dos Céus. Amém!
AGENDA
Semana da Família: 9 a 15 de agosto
Caminhos de fé:
Sábado de espiritualidade para casais: 29 de agosto
Sábado de espiritualidade para idosos: 3 de outubro
Sábado de espiritualidade aberto: 31 de outubro
Inscrições na secretaria da catedral
Das 10h às 19h, na Catholica Domus
Fé e Café: 30 de agosto
Quais nossos critérios de justiça? Diminuição da maioridade
penal, pena de morte e violência juvenil.
20h, no Espaço Mater Dei.
Missa dos 80 da Diocese de Caxias do Sul
6 de setembro, 19h, Catedral
Imagem Nossa Sra. Aparecida - 6 a 11 de setembro
Em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de
N.Sra. Aparecida, as Dioceses do Brasil recebem a Imagem
peregrina. A Catedral a acolherá de 6 a 11 de setembro
Palavras de esperança: 19 de setembro
Das 10h às 11h30, no Espaço Mater Dei
Curso de noivos na Catedral: 25 e 26 de setembro
Inscrições na secretaria da catedral
Adoração para as comunidades: 4 de outubro
17h30, Catedral
Festa de Santa Teresa: 15 de outubro
11 a 17 de outubro: rezar a partir das Sete Moradas do
Castelo Interior
18 de outubro:missa dos cantares presidida por Dom Leomar
Brustolin às 19h
www.catedraldecaxias.com.br
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