INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NO ENSINO: UTILIZANDO A
TECNOLOGIA PARA ACESSAR, ARMAZENAR, MANIPULAR E
ANALISAR INFORMAÇÕES
Filipe Bruno de A. R. Martins1, Anatália Saraiva M. Ramos2
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de
Tecnologia, Programa de Engenharia de Produção
Campus Universitário, s/n - CEP: 59078-970 – Natal/RN
[email protected]
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de
Tecnologia, Programa de Engenharia de Produção
Campus Universitário, s/n - CEP: 59078-970 – Natal/RN
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Resumo. A introdução das tecnologias da informação no ensino facilita o alcance do conhecimento
e do saber para a população em geral; acelera o processo de conhecimento especifico e global,
explorando informações em tempo real; torna-se essencial à formação de todas as profissões; e,
possibilita o desenvolvimento de habilidades que estão sendo exigidas pelo mercado de trabalho.
Ela permite uma forma de aprendizado mais ampla, em que os alunos trabalham em grupo,
comunicam-se através da Internet e desenvolvem habilidades de localizar, sintetizar e divulgar
informações, ao mesmo tempo em que vão dominando o conteúdo programático do curso. O
objetivo deste trabalho é apresentar os recursos disponibilizados pelas tecnologias da informação
para o “ensino-aprendizado” fundamentados nos aspectos que caracterizam uma aprendizagem
construtivista, utilizando a tecnologia para desenvolvimento das habilidades cognitivas, como
também para acessar, armazenar, manipular e analisar informações. A acessibilidade dos
aprendizes a informações pelo uso da Internet, por exemplo, permite que eles desenvolvam seus
próprios estilos de recuperação e organização das informações. Torna-se também objetivo
apresentar alguns aspectos característicos das teorias de aprendizagem mostrando que a utilização
de recursos tecnológicos no apoio à educação pode ser eficaz e assim atingir os objetivos das
diversas instituições de ensino.
Palavras-chave: Tecnologia da informação, Ensino, Conhecimento.
NTM - 682
1.
INTRODUÇÃO
A nova economia baseada no conhecimento e na informação está gerando a transformação ou adaptação das
instituições de ensino tradicionais para que estas possam aproveitar as vantagens das tecnologias emergentes como
novos meios na promoção do aprendizado. O desenvolvimento das tecnologias cria novos meios de transmitir as
informações e processar a aprendizagem, sendo fundamental para as escolas e universidades incorporarem mudanças no
que fazem e como fazem.
Segundo Freeman & Soete apud Lastres et al. [1] o novo paradigma das tecnologias da informação é visto como
baseado em um conjunto interligado de inovações em computação eletrônica, engenharia de software, sistemas de
controle, circuitos integrados e telecomunicações, que reduziram drasticamente os custos de armazenagem,
processamento, comunicação e disseminação de informação.
Percebe-se na nova economia do terceiro milêncio, segundo Ref. [1], o incentivo dado ao aprendizado contínuo,
não apenas como instrumento de competitividade, mas também enquanto aprendizado social, capacitando os indivíduos
a se valerem das mudanças técnicas em prol do pleno exercício de sua cidadania e em favor de uma convivência
solidária com os demais e com a natureza.
Nota-se também, segundo Ref. [1], a promoção do avanço do conhecimento, orientado não somente para o
incremento econômico, mas entendido sobretudo como elemento indispensável ao desenvolvimento humano, em suas
múltiplas dimensões. Porém, o atual momento de revolução tecnológica não é caracterizado por uma centralização do
conhecimento desenvolvido, como cita Castells [2], mas a aplicação desses conhecimentos e dessa informação para a
geração de conhecimentos e de dispositivos de processamento/comunicação da informação, em um ciclo de
realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso.
Dada a sua importância, a introdução da tecnologia da informação como ferramenta de trabalho é essencial à
formação de todas as profissões e possibilita o desenvolvimento de habilidades que estão sendo exigidas pelo mercado.
Ela “possibilita uma forma de aprendizado mais ampla, em que os alunos trabalham em grupo, comunicam-se através
da Internet e desenvolvem habilidades de localizar, sintetizar e divulgar informações, ao mesmo tempo em que vão
dominando o conteúdo programático do curso”, como se refere a Microsoft [3].
A revolução tecnológica apresenta algumas ferramentas ou recursos que auxiliam o desenvolvimento das
habilidades e necessidades impostas pela nova economia. Pode-se citá-los: telefone, rádio, televisão, cabo, vídeo,
computador, teleconferências, correio eletrônico e mais recentemente a Internet. Cada uma delas apresenta-se em prol
do ensino-aprendizagem e é objetivo deste trabalho apresentar algumas delas, caracterizando seu uso e as modalidades
de ensino surgidas a partir delas.
2.
USO DO COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO
Em termos de ensino, segundo Moreira [4], pode-se distinguir três abordagens gerais: a comportamentalista, a
cognitivista e a humanística. A comportamentalista considera o aprendiz como um ser que responde a estímulos que lhe
são apresentados. A linha cognitivista enfatiza o processo de cognição, ou o armazenamento organizado de informações
na mente, mostrando que o mundo de significados tem origem. A abordagem humanística, finalmente, considera o
aluno como pessoa, necessitado de auto-realização e o ensino deve facilitar a auto-realização e o crescimento pessoal.
Na abordagem do behaviorista (ou comportamentalista) Skinner, como cita Ref. [4], o conhecimento é resultado
direto da experiência. Segundo esta teoria, o ser humano resulta de uma combinação de sua herança genética e das
experiências que ele adquire na interação com o seu ambiente. Os fatores mais importantes no condicionamento
operante não são os estímulos que antecedem às respostas, mas, sim, os estímulos que as reforçam, ou seja,
memorização.
Skinner foi o criador da Instrução Programada, como cita Ref. [4] , segundo a qual as pessoas aprendem mais
facilmente quando o conteúdo é apresentado em "unidades discretas", isto é, pequenos módulos e quando recebem um
feedback imediato, indicando se o aluno teve ou não sucesso. Este método de ensino tem utilizado os computadores
como ferramentas para o aprendizado. Os conceitos são apresentados com muitos exemplos, utilizando repetições e
simulando diversas situações diferentes. O aluno se mantém ativo e recebe imediata confirmação de seu êxito.
Os programas educacionais baseados na perspectiva comportamentalista são ainda muito utilizados, porém, são
passíveis de críticas pois ao mesmo tempo que permitem ao aluno certa interação com o conteúdo estudado, não
estimulam a autonomia do aprendiz.
Já para Piaget, em Ref. [4], as ações humanas são a base do comportamento humano. Piaget afirma que, para que
um indivíduo aprenda, é necessário que ele seja o agente de sua aprendizagem.
Para Almeida [5] “o desenvolvimento cognitivo é um processo interno, dinâmico, envolvendo o sujeito e os seus
contextos, feito de uma forma seqüencial e contínua, assumindo formas diferentes ao longo dessa evolução. O
desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem são vistos como processos dinâmicos de construção progressiva de
competências e conhecimento, baseados na interação entre o sujeito (conhecimentos, opiniões, idéias, representações,
sentimentos) e a realidade (problemas, situações, tarefas).”
A abordagem construtivista de aprendizagem, contempla a compreensão, apropriação e desenvolvimento de
habilidades exigidas pelo atual paradigma em termos de perfil profissional tais como: criatividade, raciocínio crítico,
qualidade de ações, caráter integrador na dinâmica das relações (parcerias e cooperação on-line), habilidades
empreendedoras e de auto-gestão. Pode-se apresentar os seguintes pontos caracterizando a aprendizagem construtivista:
NTM - 683
-
Construção do conhecimento à medida que há entendimento das experiências;
Centrada no aluno;
Colaboração;
Reflexão, compreensão;
Pensamento crítico, criativo e não repetitivo;
Segundo o construtivismo, o aprendiz, ao invés de um absorvedor passivo da informação, é visto como um
indivíduo ativamente engajado na construção do conhecimento, trazendo consigo seu conhecimento anterior para
enfrentar as novas situações. O professor é visto tanto como um apresentador do conhecimento como um facilitador de
experiências. Sua tarefa pedagógica é criar situações de aprendizagem que facilitem a construção individual do
conhecimento.
Podemos fazer uma comparação de uma sala de aula tradicional com uma sala de aula construtivista como
apresentada na Tabela 1.
Tabela 1 – Comparação de uma sala de aula tradicional com uma construtivista
SALA DE AULA TRADICIONAL
O seguimento rigoroso do currículo préestabelecido é altamente valorizado
As
atividades
curriculares
baseiam-se
fundamentalmente em livros texto e de exercícios.
Os estudantes são vistos como "tábuas rasas" sobre
as quais a informação é impressa.
SALA DE AULA CONSTRUTIVISTA
Busca pelas questões levantadas pelos alunos é altamente
valorizada
As atividades baseiam-se em fontes primárias de dados e
materiais manipuláveis.
Os estudantes são vistos como pensadores com teorias
emergentes sobre o mundo
Os professores geralmente comportam-se de uma
maneira didaticamente adequada, disseminando
informações aos estudantes
O professor busca as respostas corretas para validar
a aprendizagem.
Os professores geralmente comportam-se de maneira
interativa, mediante o ambiente para estudantes.
O professor busca os pontos de vista dos estudantes para
entender seus conceitos presentes para uso nas lições
subseqüentes.
Avaliação da aprendizagem é vista como separada Avaliação da aprendizagem está interligada ao ensino e
do ensino e ocorre, quase que totalmente, através de ocorre através da observação do professor sobre o
testes.
trabalho dos estudantes.
Estudantes trabalham fundamentalmente sozinhos. Estudantes trabalham fundamentalmente em grupos.
Segundo Volpato [6], “a educação tradicional se caracteriza pela ação centralizadora de alguém que ensina e que
faz do receptor o mero depositário de quem diz ser a “fonte da verdade": o mestre, a educação, no modelo atual, exige a
substituição da centralização pelo compartilhamento das informações, da pesquisa conjunta, dos resultados alcançados
pelo esforço comum. Fugir do convencional e partir para algo mais problematizador, mais reflexivo, é a proposta deste
paradigma, onde aprender é, portanto, muito mais amplo do que meramente ensinar.”
Fundamentada nos aspectos que caracterizam uma aprendizagem construtivista, utiliza-se a tecnologia para
desenvolvimento das habilidades cognitivas, como também para acessar, armazenar, manipular e analisar informações.
A acessibilidade dos aprendizes a informações pelo uso da Internet permite que eles desenvolvam seus próprios estilos
de recuperação e organização das informações.
Para Gates [7], “os computadores pessoais podem ajudar a deslocar a experiência do aprendizado, da abordagem
tradicional para uma abordagem de participação ativa, que tira proveito da curiosidade natural de alunos de todas as
idades. Os computadores permitem aos estudantes explorar as informações em seu ritmo próprio, aprender com vídeo e
áudio tanto quanto com texto, conceber experiências e colaborar com os colegas.”
3.
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
A educação a distância tem seu maior destaque no cenário educativo no final do século XX quando ocorre o
grande salto tecnológico das telecomunicações e da informática. Percebe-se, porém, que seu surgimento se dá no final
do século XVIII e início do século XIX com os cursos de educação por correspondência, chegando aos dias de hoje
tendo utilizado vários meios: impresso, rádio, televisão, televisão com programação exclusiva, computadores com
programas simuladores de exercícios e, finalmente, avançando cada vez mais com o uso da Internet e seus recursos de
transmissão instantânea de dados, voz e imagem, via satélite ou através de fibra óptica.
Várias características do final do século XX e início do século XXI engrandecem a importância da educação a
distância:
•
Necessidade da população por formação, aperfeiçoamento e atualização profissional permanente;
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•
Necessidade de maneiras acessíveis e flexíveis de aprender;
•
Redução de custos em treinamento;
•
Ampliação de oportunidades para os países subdesenvolvidos, quebrando barreiras geográficas, sociais e
econômicas na consecução de uma educação de qualidade.
A partir dos anos sessenta, a educação a distância começou a distinguir-se como uma modalidade não convencional de educação, capaz de atender com grande perspectiva de eficiência, eficácia e qualidade aos anseios de
universalização do ensino e, também, como meio apropriado à permanente atualização dos conhecimentos gerados de
forma cada mais intensa pela ciência e cultura humana. Segundo Nunes [8], a educação a distância é um recurso de
incalculável importância como modo apropriado para atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva
que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da
clientela atendida.
Como cita Bolzan [9], “além de atingir um enorme contingente de colaboradores em localidades diferentes, o
ensino a distância apresenta flexibilidade, melhora a qualidade da aprendizagem e diminui os custos da educação, pois
os funcionários não precisam se deslocar da empresa até o local do curso, acarretando menor custo com viagem e
manutenção. Além do que, se um funcionário permanecesse por um longo período fora da empresa, quando ele voltasse,
a empresa poderia estar vivenciando um outro ambiente de produção, pois é grande a velocidade com que a revolução
tecnológica se incorporou no cotidiano das pessoas”.
Para Drucker [10], o aprendizado on-line representa para os países pobres, a possibilidade de avançar aos saltos
pelos degraus do desenvolvimento. As pessoas nos países em desenvolvimento poderão usar a rede para ganhar acesso
às melhores cabeças do mundo desenvolvido e a dados importantes, tendo acesso a uma educação de primeira categoria
sem sair dos seus países e, com isso, também será possível evitar o problema da fuga de cérebros que tem ajudado a
ampliar o abismo entre os países ricos e pobres.
Para Bittencourt [11], “a sociedade brasileira e mundial está tendo que enfrentar uma série de rupturas nos seus
paradigmas, chegando a marcar esta virada de milênio como uma época de revolução das interações sociais e
produtivas, uma época que tem sido denominada de Era do Conhecimento e da Informação”. Com o grande crescimento
do potencial interativo introduzido pela Internet, e levando em conta a educação como um todo, a educação à distância
transformou-se em uma excelente alternativa, pois além de atender um grande número de pessoas que estão dispersas
geograficamente, e conseguir atender aos anseios do sistema educacional convencional, através dela é possível
desenvolver nos indivíduos participantes um nível de consciência capaz de dar possibilidades de refletir e transformar a
sociedade.
3.1. Definição e características gerais da Educação a Distância
Na legislação brasileira, entende-se por Educação a Distância como a “forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes
suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação”,
como cita o Diário Oficial da União, decreto n.o 2.494, de 10 de fevereiro de 1998.
Para Moore, citado por Ref. [11], a educação a distância é um método de instrução em que as condutas docentes
acontecem à parte das discentes, de tal maneira que a comunicação entre o professor e o aluno se possa realizar
mediante textos impressos, por meios eletrônicos, mecânicos ou por outras técnicas.
Dohmem, citado por Ref.. [8] define que Educação a distância “é uma forma sistematicamente organizada de autoestudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que lhe é apresentado, onde o acompanhamento e a
supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de professores”. Isto é possível de ser feito a
distância através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias.
O oposto de "educação a distância" é a "educação direta" ou "educação face-a-face": um tipo de educação que tem
lugar com o contato direto entre professores e estudantes.
Podemos citar, em modos gerais, elementos que caracterizam a educação a distância:
•
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•
separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino presencial;
influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projeto, organização dirigida etc),
que a diferencia da educação individual;
utilização de meios técnicos de comunicação, usualmente impressos, para unir o professor ao aluno e transmitir
os conteúdos educativos;
previsão de uma comunicação de mão dupla, onde o estudante se beneficia de um diálogo, e da possibilidade
de iniciativas de dupla via;
possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de socialização;
crescente utilização da "Nova Tecnologia Informativa", compreendendo três tecnologias convergentes:
computação, microeletrônica e telecomunicações;
tendência a adotar estruturas curriculares flexíveis;
custos decrescentes por estudante; e
valorização do trabalho multidisciplinar e em equipe.
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3.2. Aplicação da Educação a Distância
Segundo Ref. [8], a educação a distância pode contribuir de forma significativa para o desenvolvimento
educacional de um país, notadamente de uma sociedade com as características brasileiras, onde o sistema educacional
não consegue desenvolver as múltiplas ações que a cidadania requer. Entretanto, é necessário observar que ela não vem
para substituir o ensino tradicional, mas trabalhar em conjunto com ele.
A educação a distância, utilizando-se das modernas soluções tecnológicas da informática e das telecomunicações,
pode atuar em diversos campos para uma prestação de serviços à uma nação:
•
•
•
•
•
democratização do saber;
formação e capacitação profissional;
capacitação e atualização de professores;
educação aberta e continuada;
educação para a cidadania;
Enquanto muitas organizações já estão obtendo retorno de seus investimentos em tecnologia da informação, em
termos de aumento de produtividade e eficácia, o ensino superior, em nosso país, ainda luta para aplicar a tecnologia da
informação aos seus processos mais importantes: o ensino e o aprendizado, como lembra a Ref. [3].
4.
FERRAMENTAS ADICIONAIS
Para Ref. [11], desde o surgimento da Internet, muitas ferramentas foram desenvolvidas, e outras ainda estão por
surgir. Na Internet estão disponibilizadas umas grandes e crescentes variedades de ferramentas que provêem uma
comunicação do tipo um para um (comunicação privada), um para muitos (dispersão), e muitos para muitos (discussão
em grupo). As ferramentas da Internet geralmente são divididas em duas grandes categorias: síncronas (funcionam em
tempo real) e assíncronas (que funcionam em tempo flexível, conforme disponibilidade do usuário).
Em Ref. [11] vemos outra dimensão para a classificação das ferramentas, ligando-as à mídia envolvida, que vai
desde o simples texto plano, até as tecnologias multimídia que permitem o uso sincronizado de áudio, vídeo e gráficos.
Dessa forma as ferramentas podem ser classificadas em ferramentas de modo texto e multimídia.
A Internet disponibiliza as seguintes ferramentas:
Tabela 2. Ferramentas disponibilizadas na Internet
Assíncrona
Síncrona
Modo Texto
- Correio Eletrônico;
- FAQ (frequently asked
question)
- IRC (Internet Relay Chat)
Multimídia
- WWW (World Wide Web)
- Áudio-conferência;
- Vídeo-conferência
Fonte: Ref. [11]
4.1. Correio Eletrônico
A utilização de correio eletrônico em sistemas de educação a distância pode contribuir bastante para o processo de
gerenciamento, assegurando a comunicação de dupla-via, entre instrutores, administradores e alunos, bem como
instrumento de interação entre os alunos envolvidos no processo.
4.2. FAQ
Esta ferramenta, oferecida também dentro da WWW, é organizada como uma coleção de informações dentro de
uma mesma base de dados. Consiste de um espaço inserido no ensino a distância que funciona como um banco de
perguntas e respostas interativo, onde os alunos podem fazer perguntas e comentários ao instrutor/professor, e o
instrutor/professor pode responder, orientar ou tecer comentários aos alunos, e estas perguntas/respostas são
compartilhadas por todos.
4.3. IRC
Esta ferramenta permite a comunicação síncrona em modo texto entre vários participantes através de uma janela
comum. A vantagem é que permite uma discussão interativa e dinâmica, aproximando-se mais das discussões realizadas
em sala de aula. A desvantagem é que todos os participantes devem estar conectados ao mesmo tempo, o que elimina
uma das principais vantagens do uso da Internet, a flexibilidade de horário.
NTM - 686
4.4. Multimídia
Consiste de um integrador de informações, dentro do qual a grande maioria das informações disponíveis na
Internet podem ser acessadas de forma simples e consistente em diferentes plataformas. Suas grandes vantagens são:
poder ser acessada por qualquer tipo de sistema operacional, sua abrangência, liberdade oferecida ao usuário e a
maneira dinâmica como as informações são mantidas, isto é, estão em constante atualização.
4.5. Áudio-conferência e Vídeo-conferência
A utilização da tecnologia de comunicação telefônica digital e a instalação de cabos de fibra ótica, possibilitam a
introdução de meios adequados para a vídeo-conferência e a integração de cursos multimídia remotos em computadores
pessoais. Essa nova aplicação tecnológica na educação tem efeitos importantes no treinamento de pessoal das grandes
corporações e de grandes contingentes de pessoal, reduzindo gastos e evitando que o funcionário ausente-se das
atividades da empresa enquanto sendo treinado.
5.
CONCLUSÃO
É inegável que o mundo está se modernizando, em todos os segmentos, com uma impressionante rapidez e não
poderia deixar de atingir a educação como um todo. Com isso trouxe a facilidade do conhecimento, dinamizou a forma
de transmitir o saber, agilizou a informação, quebrou paradigmas e forneceu a liberdade para uma atualização contínua.
Os aspectos característicos das teorias de aprendizagem mostram que a utilização de recursos tecnológicos no
apoio à educação pode ser eficaz e assim atingir os objetivos das diversas instituições de ensino. Percebe-se que a
introdução de novas tecnologias na educação, principalmente associadas ao uso do computador, está provocando uma
mudança no paradigma educacional. O foco está deixando de ser o ensino e passa se centrar no aluno, na aprendizagem.
Só não se deve esquecer que nada disso faz sentido se não houver uma interação entre as pessoas em sala de aula e
também além das paredes das instituições de ensino. A troca de conhecimento e experiência entre professores e alunos
nunca poderão ser substituídas.
6. BIBLIOGRAFIA
[1] H. M. M. Lastres e J. C. Ferraz. Economia da Informação, do Conhecimento e do Aprendizado. In: H. M. M.
Lastres e S. Albagli. Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
[2] M. Castells. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
[3] Microsoft. Ensino à distância usando a Internet, http://www.microsoft.com.br
[4] M. A. Moreira. Ensino e Aprendizagem – enfoques teóricos. 3a. ed. São Paulo: Editora Moraes, 1981.
[5] L. S. Almeida. Capacitar a escola para o sucesso: orientações para a prática educativa. Vila Nova de Gaia:
EDIPSICO, 1993.
[6] A. N. Volpato, A. Soprano, E. R. Bottan, F. Diehl, J. R. Provesi, L. M. Rosa, M. M. Pinheiro, M. Marqueze. Mídia
e conhecimento: educação a distância – No site : www.intelecto.com.br
[7] B. Gates. A Empresa na Velocidade do Pensamento. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
[8] I. B. Nunes. Noções de Educação a Distância. Revista Educação a Distância no. 4/5, Dezembro/93-Abril/94.
Brasília: Instituto Nacional de Educação a Distância, pp. 7-25.
[9] R. F. F. A. Bolzan. O Conhecimento Tecnológico e o Paradigma Educacional. Dissertação de Mestrado defendida
em Março de 1998 no PPGEP/ UFSC.
[10] P. Drucker. E-ducação. Revista Exame. Edição 716, P. 64-67. São Paulo: Abril, 14 de junho de 2000.
[11] D. F. A. Bittencourt, Construção de um modelo de curso "Lato Sensu" via Internet – A experiência com o curso de
especialização para gestores de instituições de ensino técnico UFSC/Senai. Dissertação de Mestrado – Programa de
Pós-graduação em Engenharia de Produção, UFSC, 1999.
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