CONHEÇA DEZ ERROS QUE O ESTUDANTE NÃO PODE COMETER ENQUANTO ESTUDA
Cada aluno tem seu jeito de estudar: alguns preferem matemática, outros não conseguem se
concentrar sem um chocolate, e ainda há aqueles que só absorvem o conteúdo se estiverem
sozinhos. No entanto, pequenos erros podem jogar todo o esforço em vão. O que dizer daquele
estudante que fica com o notebook aberto, mas não consegue fechar o Facebook? Ou mesmo
daquele que não para descansar?
1) Estudar só o que gosta
Nem todo mundo gosta de matemática. Mas você conhece alguém que tenha passado em um
vestibular, por exemplo, sem saber o mínimo da matéria? O importante é intercalar: se você
detesta matemática e adora história, pode começar com a primeira e, depois, se concentrar na
disciplina mais "prazerosa".
2) Deixar dúvidas para trás
Não tirar dúvidas pode trazer sérios problemas. E se o que cair na prova for justamente o que
você ficou com dúvida? É importante que o estudante frequente plantões ou arranje outros
métodos para tentar entender o assunto. Durante os estudos, é prudente que ele anote os pontos
obscuros da matéria para evitar que os esqueça.
3) Mudar muito a alimentação
Comer algo (muito) diferente na véspera de uma prova - Imagine a situação: um estudante tem,
por hábito, comer uma feijoada de café da manhã, todos os dias. No dia do vestibular, ele decide
comer algo "leve" e encara uma salada. O resultado é que, se ele não tiver sorte, pode até
desmaiar de fome durante a prova. Claro que, em um dia de provas, o estudante deve preferir
alimentos que dêem energia (macarrão pode ser uma saída, por exemplo). No entanto, não dá
para ingerir algo muito diferente do que se está habituado - o efeito pode ser pior. Peixes magros,
linhaça, frutas amarelas e cítricas, muita água e chocolate amargo são alimentos que ajudam a
manter a concentração.
4) Não parar para descansar
Não estude mais do que quatro horas por dia, além do período que você está na escola. Maria
Beatriz Loureiro de Oliveira, coordenadora do serviço de orientação do campus de Araraquara da
Unesp (Universidade Estadual Paulista), recomenda uma soneca, caso o estudante esteja em
casa depois de voltar da escola. "Descanse no mínimo 20 minutos. Uma cochilada. Eu fazia isso
com meus filhos. Antes das 15h, não comece", diz.
5) Não criar um hábito
Segundo a professora Maria Beatriz, criar um "padrão" de estudos ajuda bastante. Por exemplo:
reúna tudo o que você precisa no seu local de estudos - como caneta, cadernos, livros etc. De
acordo com ela, isso, claro, pressupõe uma organização anterior, para saber exatamente o que é
necessário. "O aluno fala: "Ah, esqueci minha caneta". Mas, daí, vai na geladeira pegar um
suco...".
6) Estudar com celular na mão
Se os estudantes não tiverem um foco muito específico, esses objetos podem tirar a
concentração e atrapalhar toda a organização de estudos. A professora Maria Beatriz ainda dá
um aviso a pais e mães: não fiquem ligando para o filho para perguntar se ele está estudando.
Isso só vai provocar o efeito contrário.
7) Deixar o Facebook aberto
A professora Maria Beatriz dá um exemplo. "Tem alunos que dizem assim: "eu fico bem, deixo o
computador ligado, estudo numa boa". Daí fica dando sinal [de chat] no Facebook", diz. Não
serve a desculpa de "vou deixar o chat ligado para tirar uma dúvida com um amigo": você pode
tirá-la, depois, pessoalmente ou em um plantão de dúvidas.
8) Usar estimulantes
Tomar café, energético ou alguma bebida à base de cafeína na hora do estudo só adia o
cansaço: ele volta, depois, muito mais forte. O ideal é parar de estudar e descansar um pouco.
9) Usar provas muito antigas
O ideal é pegar as provas aplicadas nos três últimos anos e verificar, também, se não houve
mudanças no formato do vestibular. Questões de exatas, como as de matemática e física, por
terem mais itens "clássicos", estão menos sujeitas a mudanças. No entanto, questões de história
e geografia cobram mais itens da atualidade, o que deixa provas mais antigas desatualizadas.
10) Fazer anotações ruins
Quem nunca fez uma anotação e, dias depois, não conseguiu entender uma letra do que estava
lá? Por isso, é importante ser preciso e criar estratégias de anotação, para que se tenha (pelo
menos) ideia do que está na frente.
Para a coordenadora do serviço de orientação do campus de Araraquara da Unesp (Universidade
Estadual Paulista), Maria Beatriz Loureiro de Oliveira, é importante que o estudante crie um
hábito, uma rotina. E como criar esse hábito?
“Para criar hábitos de estudos e concentração, o estudante tem que tirar todas as outras
preocupações. Naquele momento, ele tem que ficar mais ligado na questão de estudar”, diz.
Segundo a professora, há algumas dicas que ajudam. Ao chegar em casa depois da escola (ou
do cursinho), por exemplo, descanse. “Nunca emende uma atividade na outra. Tire uma soneca
de 20 minutos, faça um relaxamento. Busque nunca fazer atividade que exija ficar ligado em
outras coisas”.
Além disso, é importante ser organizado. “Para criar hábitos de estudo, é preciso que se tenha
todas as coisas. Isso pressupõe uma organização anterior. Deixe todas as coisas que serão
necessárias por perto. O aluno fala: 'Ah, esqueci minha caneta'. Mas, daí, vai na geladeira pegar
um suco”, diz.
Tire as dúvidas depois
Maria Beatriz lembra um “truque” muito usado por estudantes para ficar, por exemplo, com o
celular na mão enquanto estudam: consultar um amigo no caso de “dúvida”. “Deixa para depois.
Faz um caderninho de anotação. Isso não tira concentração, dá mais tranquilidade e permite que
eles se organizem no sentido de buscar esclarecer os pontos que estão difíceis”, afirma. Depois
de "catalogar" as dúvidas no caderno, leve-as a professores ou a plantões.
Pais e mães podem ajudar nesse aspecto - evitando ligar justamente para perguntar se o filho
está estudando. "A pessoa nunca deve deixar naquele espaço que ninguém interfira. Só em
casos de urgência. Ninguém cria hábitos se houver alguém fiscalizando."
FONTE: http://educacao.uol.com.br/ (28/05/2015)
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conheça dez erros que o estudante não pode cometer enquanto