APONTAMENTOS PARA REFLEXÃO SOBRE FESTA NA ESCOLA Sissilia Vilarinho Neto1 RESUMO: Este trabalho tem por objetivo desenvolver reflexão crítica sobre a realização de festas na escola. Justifica-se em função do limitado estudo sobre esse tempo escolar e as implicações dele para a formação humana. Para abordar a temática foi realizado estudo bibliográfico buscando contrapor os estudos da antropologia com a teoria crítica da Escola de Frankfurt visando analisar o tempo-espaço de festa na sua dimensão estética, lúdica e suas possibilidades formativas. PALAVRAS-CHAVE: Festa, Festa na escola, Corporalidade, Dimensão estética. O calendário escolar é repleto de datas que não raro são comemoradas com atividades festivas. O estímulo à participação dos estudantes e também de seus familiares é intenso uma vez que essas atividades na escola têm, hegemonicamente, três funções: expor a produção da escola, aproximar a família desse espaço e angariar recursos financeiros. Mas será que festa na escola se limita a isso? Será que festa na escola possibilita algum tipo de experimentação estética? Qual a contribuição da festa num processo de formação cultural crítica de crianças? É objetivo desse trabalho desenvolver reflexão crítica sobre o sentido da realização de festas na escola. Os estudos antropológicos apontam que festa é uma atividade exclusivamente humana e ocorre quando os seres humanos, por meio do trabalho, já têm garantidas as condições mínimas para a sua existência (DA MATTA, 1984). O tempo de festa, de acordo com Da Matta, é um tempo interessante, pois nele são permitidas algumas transgressões do que fora estabelecido socialmente. Esse autor explica que transgredir é uma necessidade humana, pois os indivíduos têm que seguir regras que lhes foram impostas, regras fundamentais para garantir a lógica de cada sistema societal. No entanto, é da natureza humana o constante (re)inventar, é da natureza do indivíduo movimentar a sua existência, e graças a esta capacidade de recriar que o ser humano propõe as infinitas formas de festas como forma de recriação individual e coletiva. Assim, supõe haver na festa uma dimensão estética no sentido atribuído por Marcuse (1977) à obra de arte. Claro está que a festa não é exatamente uma obra de arte; entretanto, seu caráter descompromissado com a realidade social imediata reelabora, concomitantemente, a 1 Doutoranda em Educação – PPGE/UFG. E-mail: [email protected] 1 realidade vivida, maquinalmente sincronizada, em diálogo intenso com necessidades humanas de uma vida livre e também solidária. O trecho a seguir aborda diretamente a arte, mas traz elementos para a reflexão sobre a dimensão estética na festa. O mundo significado na arte nunca é de modo algum apenas o mundo concreto da realidade de todos os dias, mas também não é um mundo de mera fantasia, ilusão, e assim por diante. Não contém nada que também não exista na realidade concreta: as acções, pensamentos, sentimentos e sonhos de homens e mulheres, as suas potencialidades e as da natureza. No entanto, o mundo de uma obra de arte é «irreal», no sentido vulgar da palavra: é uma realidade fictícia. Mas, é «irreal» não por que seja inferior em relação à realidade existente, mas porque lhe é superior e qualitativamente «diferente». Como mundo fictício, como ilusão (...), contém mais verdade que a realidade de todos os dias. Pois, esta última é mistificada nas suas instituições e relações, que fazem da necessidade uma escolha e da alienação uma auto-realização. Só no «mundo ilusório» as coisas parecem o que são e o que podem ser. Em virtude desta verdade (...), o mundo é invertido – é a realidade concreta, o mundo vulgar que agora parece como realidade falsa, ilusória, enganadora (MARCUSE, 1977, p. 61-62). Nas festas podem ser encontrados elementos lúdicos e estéticos, fornecedores de representações e de manipulações de idéias e imagens, podendo ser caracterizada por forte carga afetivo-emocional. Permitem ao expectador ou ao participante se relacionar com ela segundo suas possibilidades de compreensão e, ao mesmo tempo, ir aprimorando sua atenção sobre aspectos da realidade antes ignorados, desenvolvendo, de maneira significativa sua ação no mundo. As festas têm duas características fundamentais para a sua existência: 1) a participação: toda festa pressupõe um ato coletivo e tem por finalidade produzir um estado de efervescência coletiva. Este ato coletivo visa à construção de vínculos sociais que podem se dar tanto na perspectiva da solidariedade (mesmo que às avessas), da exclusão, da dominação, da competição ou da hierarquização de poderes. Existem níveis de participação para o planejamento, organização e gozo na festa; e 2) o tempo: toda festa acontece em um tempo pré-estabelecido e durante este tempo só existe festa. É uma temporalidade diferenciada que possibilita consolidar o que Mauss denominou de fato social total2. Como fenômeno social, as festas têm uma intencionalidade, constituir-se como fundamento de comunicação sobre questões relativas ao mundo obrigatório, o chamado mundo ordinário. Da Matta aponta que, no caso brasileiro, o que rege o mundo ordinário são as obrigações advindas do trabalho. 2 Para Mauss (apud DAOLIO, 2001, p. 29), “o termo fato social total é importante na consideração do homem como totalidade ao mesmo tempo biológica, psicológica e sociológica. Para além do determinismo biológico ou psicológico na explicação do homem, Mauss considerava qualquer ação humana como sendo também um ato social, que ocorre dentro de uma configuração dada pelo meio em que o homem vive. Os três aspetos descritos por ele estariam presentes na unidade do comportamento humano, encarnadas na experiência do homem em seu grupo”. 2 No Brasil, como em muitas outras sociedades, o rotineiro é sempre equacionado ao trabalho ou a tudo aquilo que remete a obrigações e castigos... a tudo que se é obrigado a realizar; ao passo que o extra-ordinário, como o próprio nome indica, evoca tudo que é fora do comum e, exatamente por isso, pode ser inventado e criado por meio de artifícios e mecanismos. Cada um desses lados permite “esquecer” o outro, como as duas faces de uma mesma moeda. E, no entanto, os dois fazem parte e constituem expressões ou reflexões de uma mesma totalidade, uma mesma coisa. Ou melhor: tanto a festa quanto a rotina são modos que a sociedade tem de exprimir-se, de atualizar-se concretamente, deixando ver a sua “alma” ou seu coração. Na nossa sociedade, temos grande consciência dessa alternância, de tal modo que a vida, para a maioria de nós, se define sempre pela oscilação entre rotinas e festas, trabalho e feriado, despreocupações e “chateações”, dias felizes e momentos dolorosos, vida e morte, os dia de ”dureza” e “trabalho duro” do mundo “real” e os dias de alegria e fantasia desse “outro lado da vida” constituído pela festa, pelo feriado e pela ausência de trabalho para o outro (...). Realmente, na festa, comemos, rimos e vivemos o mito ou utopia da ausência de hierarquia, poder, dinheiro e esforço físico (DA MATTA, 1984, p. 68-69). Os estudos da antropologia apontam para o entendimento de festa como uma linguagem repleta de significados, que variam de sociedade por sociedade, portanto, para compreender festa é necessário considerá-la em seu contexto. Dessa forma, compreende-se que festa é uma das vias privilegiadas no estabelecimento de mediações da humanidade frente às contradições impostas pela dicotomia natureza-cultura, como: criador-criatura, tempo-eternidade, vida-morte, ser-não ser, anseios individuais-anseios coletivos, mito-história, fantasia-realidade, passado-presente, presentefuturo. A festa é inventada, planejada e esperada no chamado tempo extra-ordinário. O extraordinário tem uma funcionalidade: também serve como elemento para construção da memória da sociedade, possibilitando ao indivíduo criar e recriar sua identidade social e suas tradições. “O momento fora do comum que é planejado e tem tempo marcado para acontecer, portanto, é um espelho muito importante pelo qual a sociedade se vê a si mesma e pode ser vista por quem quer que deseje conhecê-la” (DA MATTA, 1984, p. 71). Sendo assim, a festa é um espaço significativo para a formação, porque, no tempo extraordinário, existe a possibilidade da expressão da experiência corporal acumulada no tempo ordinário. Partindo desse pressuposto aponta-se que festa pode se constituir como uma experiência estética na medida em que sua forma ritualística e os elementos artísticos que a compõem constituem a sua aura, a sua autenticidade que, segundo Benjamin (1986, p. 168), é “tudo que foi transmitido pela tradição, a partir de sua origem, desde sua duração material até o seu testemunho histórico”. A aura da festa é composta por elementos lúdicos fornecedores de representações e manipulações de idéias e imagens, podendo ser caracterizados pela forte carga afetivo-emocional. Essa carga afetivo-emocional parece favorecer o elo para conhecer e expressar sentimentos sem se preocupar com qualquer utilidade disso para a vida cotidiana. Assim, festas são formas abertas de expressão que permitem que o participante se relacione com elas e as complete, conforme suas possibilidades de compreensão, independente de se ter um significado. A experiência estética na 3 festa – no seu sentido educativo mais amplo – pode possibilitar que o homem se desenvolva de maneira significativa e articule positivamente sua ação no mundo. Nesse sentido, reforça-se a afirmação de que festa não pode ser apreciada fora do contexto que originou a sua existência histórica, mas também não pode ser prisioneira dos determinantes do tempo histórico. Negligenciar o contexto que a produz faz com que ela perca sua aura e seja refuncionalizada na sociedade, atribuindo à festa uma função política, e não artística. Portanto, a memória da festa, como possibilidade para a experiência, não deve servir apenas para reproduzir situações vividas e consolidar tradições que muitas vezes são expressão de um processo civilizatório às avessas. A memória deve levar ao esclarecimento, a explicitação do significado da experiência cultural. Lembrar, portanto, que o progresso é composto também de feridas, que civilização e barbárie são faces da mesma moeda, e que a linearidade deste progresso é uma ficção, talvez seja um exercício que nos deixe alertas, que nos atualize as dimensões regressivas que lhe são intrínsecas, que a alimentam em sua marcha. Talvez isso nos preserve a memória, e com ela, a esperança (VAZ, SILVA e ASSMANN, 2001, p. 80). Das considerações feitas até o momento, percebe-se que festa, como um elemento culturalmente constituído, não pode ser tratada como algo frívolo pela ciência e tão menos por aqueles que utilizam dessa ciência para desenvolver seu trabalho na educação escolar. A atenção se acentua quanto se particulariza no Brasil, onde festa é um forte elemento constitutivo do modo de vida do povo a ponto de ser sistematicamente desenvolvida no ambiente escolar. No caso do processo de colonização do Brasil, por exemplo, as festas foram uma estratégia cultural eficaz para adaptar os diferentes sujeitos à nova lógica civilizatória que se instalava (DEL PRIORE, 1994). Em oposição à força, à coerção e à violência – característica inicial do processo civilizatório no Novo Mundo – as festas utilizadas pelo clero, pela nobreza e por coronéis possibilitaram outra experiência corporal, não voltada para a dor e o sofrimento físico que a resistência à dominação cultural européia proporcionaram, mas para uma pseudofelicidade em estar podendo explicitar suas formas de ver e viver o mundo em sociedade, sorrindo e gozando do prazer de demonstrar isso àqueles que detinham o poder econômico e político (DEL PRIORE, 1994). De fato há de se concordar com Da Matta (1984; 1978) e Del Priore (1994) que as festas possibilitaram o sincretismo cultural brasileiro. No entanto, há que se pontuar que esse sincretismo – apesar de ter possibilitado a continuidade da história da humanidade no Brasil – traz em si as peculiaridades de diferentes processos civilizatórios. As festas juninas, por exemplo, são tradições européias vinculadas ao solstício de verão e que remetiam a rituais de invocação de fertilidade necessários para garantir o crescimento da 4 vegetação, fartura na colheita e clamor por mais chuvas. Vindas para o Brasil com os portugueses, os representantes do catolicismo, perceberam que esses rituais se assemelhavam a rituais realizados pelos/as indígenas e, diante das tensões provocadas pelo agressivo processo de colonização, os jesuítas utilizaram uma política de acomodação, dando aos ritos um nome cristão. Observa-se que a participação mais ou menos ativa dos indivíduos no espaço-tempo de transgressões pode ser considerado como uma manifestação de sujeitos que não se adaptam passivamente às condições sociais determinadas. Sendo assim, o espaço-tempo de festa pode se constituir em experiência corporal formativa. Experiência corporal que pode possibilitar ao sujeito a percepção, a sensação, a emoção e a reflexão sobre os significados do que se experimenta. “Trata-se não de conservar o passado, mas de resgatar a esperança passada” (ADORNO e HORKHEIMER, 1985, p. 14). Nessa perspectiva, as festas na atualidade devem ser analisadas como espaço-tempo de mediação social das contradições experimentadas. Na sociedade capitalista, é necessário considerar que a produção e realização de festas sofrem a influência da denominada indústria cultural3 que busca manipular e adaptar os indivíduos a uma lógica societal que não se interessa pelo desenvolvimento histórico da humanidade, tão menos pelas formas de recriação da vida, mas sim pelo desenvolvimento do capital. De acordo com Baptista (2007, p.111), Na lógica da cultura de massas, existem alguns elementos a serem analisados: 1) a cultura de massas tem a função de provocar a adaptação do indivíduo a esse padrão de sociedade, sendo esta, por sua vez, um processo inextricável ao modo de produção, porquanto só assim é possível garantir sobre o trabalhador a lógica da produção, sobremodo da fábrica, embora esta lógica seja inerente a todas as esferas da produção e da vida social; 2) o esquema reificado usado pela cultura de massas procura moldar não só o trabalhador (mesmo sendo este o seu alvo central), mas procura identificá-lo como um consumidor para as diferentes mercadorias produzidas e disseminadas pelo capital, e, finalmente 3) a idéia da pré-digestão dos produtos para facilitar a assimilação das mensagens para o indivíduo não precisar pensar muito e, ainda, criar, nesta pré-digestão, as novas necessidades, atendendo as demandas de produção da cultura de massas. Assim, pela lógica da indústria cultural constitui-se o que se denomina aqui de indústria da festa4, na qual a perspectiva da adesão se dá pela satisfação de um desejo imediatista de integração social mediada pelos símbolos que definem o que é estar integrado à sociedade capitalista. Benjamin (1986), em seu texto “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica”, fornece elementos para compreendermos de que forma as técnicas de reprodução tornaram a obra de arte mera mercadoria a ser reproduzida e veiculada em massa para o consumo das massas. Sua reflexão 3 Inicialmente, nas suas reflexões sobre o processo de mercantilização e fetichização da cultura, Adorno utiliza o termo cultura de massas. Todavia, depois esse termo será substituído por indústria cultural, buscando diferenciar a cultura que surge das camadas populares – como forma de fruição – da que é administrada pelo sistema capitalista e que não tem outro interesse a não ser massificar os gostos, as escolhas, os desejos, visando maximizar os lucros (ADORNO, 2002). 4 Denomina-se neste trabalho de indústria da festa ao fenômeno de produção em massa dos mais variados produtos para a ambientação do espaço-tempo de festa. Muitos desses produtos buscam reproduzir massivamente momentos históricos tradicionais ou até mesmo os ambientes e contextos que têm sido produzidos pelo cinema e/ou televisão. 5 nos ajuda a avaliar os procedimentos de reprodutibilidade técnica das festas. Na medida em que festas tradicionais são retiradas dos contextos constitutivos – como um quadro que passa a expor o que um mosaico ou um afresco expunham – elas apenas expõem, de forma manipulada, empobrecida e ressignificada, um pequeno aspecto da sua natureza. Porém isso facilita sua reprodução e também a produção de mercadorias que tentarão reconstruir sua aura. Dessa forma, a barbárie advinda do processo civilizatório se acirra, pois, no momento histórico em que a humanidade desenvolveu as condições para que os seres humanos pudessem não se sentir mais ameaçados pelo medo das adversidades da natureza e até mesmo da vida em sociedade, no momento histórico em que a técnica garante a satisfação das necessidades de sobrevivência da humanidade, essa mesma técnica adquire um poder acima dos homens e manipulada por esses mesmos continua a produzir a barbárie enquanto negação do outro como sujeito que sente, que pensa, que tem necessidades. Todavia, é preciso evidenciar o movimento dialético presente nas festas enquanto elemento cultural a partir das possíveis experiências da cultura: a cultura como expressão e cultura como auto-reflexão crítica (ADORNO, apud MAAR, 2003). Partindo da referência de que na modernidade a escola deveria se colocar como espaço da experiência cultural crítica, as festas na escola podem possibilitar a experiência e a (re)invenção do que há de mais conservador tanto na tradição quanto na modernidade: trata-se aqui do esclarecimento como mecanismo de dominação, gerador de exclusão e de diferentes formas de miséria humana. Assim, a escola deveria desenvolver uma formação cultural crítica, que envolva a (...) Crítica radical a sociedades marcadas pela violência, pela exclusão, pelas diferentes formas de miséria humana (...). Além dessa crítica radical, a formação deve possibilitar um projeto de autonomia, na esteira daquilo que foi caracterizado com uma inflexão em direção ao sujeito (...). O que une as duas dimensões é a compreensão que os sujeitos estão necessariamente “sujeitados” pela sociedade, pela cultura. Logo, não se trata de uma formação que torna o indivíduo absoluto, ao mesmo tempo que o nega pela padronização, pela uniformização, pela morte, enfim, daquilo que ele teria de singular. Dessa tensão entre sujeitos, sociedade e cultura nascem algumas das possibilidades da corporalidade como perspectiva para a formação humana. E nasce da necessidade de abordarmos os bens culturais ora como fim, ora como meio de formação mais ampla (OLIVEIRA, 2003, p. 149). Entretanto, supõe-se que se a escola não possibilitar uma experiência formativa que vise à superação das condições de existência, os estudantes reagem à insistência de consolidação da formação de sujeitos heterônomos e adaptados ao sistema capitalista. O espaço-tempo de festa na escola pode ser uma possibilidade tanto de investimento da instituição numa formação emancipada quanto de reação dos estudantes a uma semiformação. 6 Considerações finais A festa presente na escola pode ser funcional a um processo de amoldamento de subjetividades: alienadas e submissas. Inserida no calendário formal da escola, pode servir apenas para reforçar a continuidade da sociedade tal qual está posta por esse momento histórico. Entretanto, a festa da escola, tratada pedagogicamente na perspectiva de uma formação cultural crítica, tem a potencialidade de contribuir com uma formação humana emancipada frente a atual forma social. Formação que se contraponha à lógica da mercadoria e do consumo dos bens culturais tornados mercadorias. Esse texto propôs iniciar reflexão sobre o sentido da realização de festas na escola, sua dimensão estética e lúdica e suas possibilidades formativas. A perspectiva é de apontar para uma outra racionalidade no processo de condução da festa na escola. Uma racionalidade pautada pelos aspectos sensíveis, reflexivos, críticos e criativos fundamentais para a formação humana. Referências Bibliográficas ADORNO, T. W. Experiência e criação artística: paralipómenos à ‘teoria estética’. Lisboa: Edições 70, 2003. _____. Indústria cultural e sociedade. 3 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002. _____. Educação e emancipação. Tradução de Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. ADORNO, T. W.; HORKHEIRMER, M. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. BAPTISTA, T. J. R. Educação do corpo: produção e reprodução. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2007. (Tese de doutorado). BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras escolhidas volume 1. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. 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