MINISTÉRIO DA SAÚDE
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Biblioteca Virtual em Saúde:
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Brasil Livre da Rubéola – Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, Brasil, 2008 – Relatório
disque saúde:
0800 61 1997
Brasil Livre
da Rubéola
Campanha Nacional
de Vacinação para Eliminação
da Rubéola, Brasil, 2008
relatório
Brasília / DF
Brasil Livre
da Rubéola
Campanha Nacional
de Vacinação para Eliminação
da Rubéola, Brasil, 2008
© 2009 Ministério da Saúde.
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que
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A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em
Saúde do Ministério da Saúde: www.saude.gov.br/bvs
Série B. Textos Básicos de Saúde
Tiragem: 1ª edição – 2009 – 500 exemplares
Elaboração, edição e distribuição
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde
Departamento de Vigilância Epidemiológica
Organização: Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações
Produção: Núcleo de Comunicação
Endereço
Esplanada dos Ministérios, Bloco G
Edifício Sede, 1º andar, sala 134
CEP: 70058-900, Brasília – DF
E-mail: [email protected]
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Produção editorial
Projeto gráfico: Ministério da Saúde
Diagramação: Sabrina Lopes, Fred Lobo
Fotos: Arquivo MS e cedidas pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Ficha Catalográfica
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância
Epidemiológica.
Brasil livre da rubéola: campanha nacional de vacinação para eliminação da rubéola, Brasil,
2008: relatório / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de
Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.
196 p. : il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)
ISBN 978-85-334-1548-5
1. Campanhas de vacinação. 2. Rubéola. 3. Saúde pública. I. Título. II. Série.
CDU 614.47:659.111.31
Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2008/1086
Títulos para indexação
Em inglês: Brazil free of rubella: vaccination campaign to eliminate rubella, Brazil, 2008: report
Em espanhol:Brasil libre de la rubéola: campaña nacional de vacunación para eliminación de la rubéola,
Brasil, 2008: informe
Esta publicação segue as normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.ual para Capacitación en
Vigilancia Epidemiológica de las Hepatitis Virales
Ministério da Saúde
Secretaria de Vigilância em Saúde
Departamento de Vigilância Epidemiológica
Brasil Livre
da Rubéola
Campanha Nacional
de Vacinação para Eliminação
da Rubéola, Brasil, 2008
relatório
Janeiro, 2009
Elaboradores e colaboradores
Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva
Ministra-Chefe da Casa Civil: Dilma Vana Rousseff
Ministro da Defesa: Nelson Jobim
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Reinhold Stephanes
Ministro das Cidades: Márcio Fortes
Ministro da Ciência e Tecnologia: Sergio Machado Rezende
Ministro das Comunicações: Hélio Costa
Ministro da Cultura: João Luiz Silva Ferreira
Ministro do Desenvolvimento Agrário: Guilherme Cassel
Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: Patrus Ananias de Sousa
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Miguel Jorge
Ministro da Educação: Fernando Haddad
Ministro do Esporte: Orlando Silva de Jesus Júnior
Ministro da Fazenda: Guido Mantega
Ministro da Integração Nacional: Geddel Quadros Vieira Lima
Ministro da Justiça: Tarso Genro
Ministro do Meio Ambiente: Carlos Minc Baumfeld
Ministro das Minas e Energia: Edison Lobão
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão: Paulo Bernardo Silva
Ministro da Previdência Social: José Barroso Pimentel
Ministro das Relações Exteriores: Celso Amorim
Ministro do Trabalho e Emprego: Carlos Lupi
Ministro dos Transportes: Paulo Sérgio Passos
Ministro do Turismo: Walfrido dos Mares Guia Neto
Ministério da Saúde
Ministro da Saúde: José Gomes Temporão
Secretária-Executiva: Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli
Secretário de Vigilância em Saúde: Gerson Oliveira Penna
Secretário de Atenção à Saúde: Alberto Beltrame
Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos: Reinaldo Felippe Nery Guimarães
Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde: Francisco Eduardo de Campos
Secretário de Gestão Estratégica e Participativa: Antônio Alves de Souza
Chefe da Assessoria de Comunicação Social: Marcier Trombiere Moreira
Coordenador-Geral de Recursos Logísticos (CGRL): Luiz Roberto da Silva Klassmann
Comunicação do Ministério da Saúde
Assessoria de Comunicação Social: Marcier Trombiere Moreira (coordenador atual); Valderez Caetano (anterior)
Publicidade: José Eduardo D. de Oliveira (coordenador). Equipe: Juliana C. Vieira, Ana Miguel T. da Silva, Fernanda Scavacini
Imprensa: Gabriela Wolthers, Priscila Lambert (coordenadoras atuais), Sandra de Carvalho (coordenadora anterior).
Equipe: Paulo Henrique Souza, Rodrigo Caetano, Renato Strauss, Rodrigo Hilário, Adriana Baumgratz, Carolina Valadares,
Carolina Oliveira, João Carlos Saraiva Pinheiro, Jorge Vasconcelos, Laura Regina Martins Tosta, Luce Jane Zoccoli, Luciana
Carvalho, Ludimila Martinelli, Mariana Alves Oliveira, Renatha Melo, Rosane Garcia, Shirley Marques Carvalho, Taís Rocha,
Thaisis Barboza, Tinna Evangelista de Oliveira, Ubirajara Rodrigues, Valéria do Amaral Santos
Secretaria de Vigilância em Saúde
Colegiado Executivo
Eduardo Hage Carmo, Fabiano Geraldo Pimenta Junior, Guilherme Franco Neto, Heloiza Machado de Souza, Mariângela Simão,
Otaliba Libânio de Morais Neto, Regina Coeli Pimenta Mello, Maria Regina Fernandes de Oliveira, Sergio Alexandre Gaudêncio,
Sônia Maria Feitosa Brito, Vanessa Pinheiro Borges
Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Insumos (Cenadi): João Leonel Batista Estery
Departamento de Vigilância Epidemiológica (Devep)
Eduardo Hage Carmo (Diretor), Carla Magda A. S. Domingues (Diretora Adjunta e Coordenadora/CGDT)
Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV): Ricardo Gadelha de Abreu
Programa Nacional de Eliminação de Hanseníase (PNEH): Maria Aparecida de Faria Grossi
Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT): Draurio Barreira
Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB): Eduardo Guerra
Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis (CGDT): Carla Magda A. S. Domingues
Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan): Ruth Glatt (Gerente Técnica)
Coordenação de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica (Coveh): Greice Madelene I. Carmo
Coordenação de Vigilância das Doenças Transmitidas por Vetores e Antopozoonoses (Covev): Ana Nilce S. Maia Elkhoury
Coordenação de Doenças Transmitidas por Vetores (CDTV): João Batista Furtado Vieira
Coordenação de Vigilância das Doenças de Transmissão Respiratória e Imunopreveníveis (Cover): Marcia Lopes de Carvalho
Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs): Wanderson Kleber de Oliveira
GT-Exantemáticas: Teresa Cristina Vieira Segatto, Maria Carolina Coelho Quixadá Pereira, Márcia Mesquita Silva, Adriana Zanon
Moschen e Fabiano Marques Rosa. Fiocruz: Marilda Mendonça Siqueira. Opas: Ana Cecília Morice. Colaboradores: Maria Salet
Parise, Rosane Will (Lacen/BA), Glória Regina da Silva e Sá, Anita Cardoso Gomes (SES/ES), Ingrid Plazzi (SMS/Cariacica), Joelva
Ambrozim (SESD/ES), Helena Sato (CVE/SP), Yêda Célia (SES/ES). Assessores: Maria Darcília R. Araújo (RO), Vanusa Auto da
Silva (AC), Fátima Tereza Praia Garcia (AM), Emerson Ricardo S. Capistrano (RR), Ana Gabriela de Andrade Carreira (PA), Flávia
Maia Campos (AP), Vanessa Siqueira Campos (TO), Loide dos Santos Ferreira Wanderley (MA), Lígia Fernanda Vieira Borges
(PI), Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti (CE), José Alexandre Menezes da Silva (RN), Diana de Fátima A. Pinto (PB), Gabriela
Ferraz Murakami (PE), Maria das Graças Cajueiro Rego (AL), Catarina Sampaio Freire de Mello Lima (SE), Silvone Santa Bárbara
da S. Santos (BA), Jean Carla de Lima (BA), Kleber Abreu Santos (MG), Weslei Seibel (ES), Rosana de Souza Lemos (RJ), Ana Lúcia
Frugis Yu (SP), Gisleine de Fátima Zanoni Carvalho (PR), Maria Cristina Willemann (SC), Ivone Andreatta Menegolla (RS), Dirce
Regina Simczak (MS), Raimunda Rosicler P. Guimarães (MT), Carla Cristina Somenzi (GO), Priscila Mara Araújo de Oliveira (DF)
Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI)
Coordenadora-Geral: Marília Mattos Bulhões
Coordenadora da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola: Marlene Tavares Barros de Carvalho
Assessoria Técnica: Ana Rosa dos Santos, Ernesto Issac M. Renoiner, Marlene Tavares B. de Carvalho, Pedro Cirlini (estagiário)
Grupo Técnico Incorporação Técnica-Científica e Normatização/GT-Intec: Rejane Maria de Souza Alves (responsável pelo
GT), Benedita Teles de Souza (estagiária), Catarina Aparecida Schubert, Flávio da Silva Araújo, Giane Rodrigues Costa Ribeiro,
Janilce Guedes de Lima, Laura Dina Bedin Bertollo S. Arruda, Luana Melo (estagiária), Mara El-Corab Moreira de Oliveira,
Rodrigo Ramirez dos Reis Horário (estagiário), Sandra Maria Deotti Carvalho, Sirlene de Fátima Pereira, Stelamares Vieira Ribeiro
Campos (estagiária), Thiago Vinicius Neves de Menezes (estagiário)
Grupo Técnico Análise e Informação/GT-Ainfo: Antonia Maria da Silva Teixeira (responsável pelo GT), Samia Abdul Samad
Grupo Técnico Gestão de Sistemas de Informação/GT-Gesin: Marcelo Pinheiro Chaves (responsável pelo GT), Dailan Amorim
Vogado (estagiário), Diego Leite Milhomem (estagiário), Erik Vaz da Silva
Grupo Técnico Gestão de Insumos/GT-Gein: Maria Arindelita Neves de Arruda (responsável pelo GT), Ana Elisa Pagliarini
(Gestão de Insumos), Karla Maria Carmona Queiroz, Karla Rosane de Alarcão, Luana Alves d’Almeida (estagiária), Rayana de
Castro da Paz (estagiária), Regina Celia Silva Oliveira
Grupo Técnico Gestão da Rede de Frio/GT-Gerf: Walquíria Gonçalves dos Santos Teles (responsável pelo GT), João Rafael
Motta Pinheiro (estagiário), Nubia Forzani Ferreira (estagiária), Raísa de Souza Ferreira (estagiária), Wagner Jose da Silva
Coordenadores Estaduais de Imunizações: Adriana da Silva Baltar (PE), Anderson Clementino de Souza (MT), Andréia Ayres
(RJ), Arlete Rodrigues de Farias (AL), Beatriz Bastos Thiel (PR), Carmen Lúcia Osterno Silva (CE), Clécia Di Lourdes Vecci Menezes
(GO), Elba Miranda (RO), Erotides Maria Garcia Justino (RN), Eudóxia Rosa Dantas (PI), Helena Keico Sato (SP), Iolanda Lúcia
Gonçalves Bastos (AP), Jaíra Ataíde dos Santos de Brito (PA), Kátia Mougenot B. Lima (MS), Leonor Gamba Proença (SC), Maria
Auxiliadora Leopoldo de Holanda (AC), Maria de Fátima Sá Guirra (BA), Maria Izabel N. do Nascimento (AM), Maria Tereza M.
T. Scherman (RS), Marlene A. Lopes Rodrigues (TO), Marta Casagrande Koehler (ES), Mildes Mendes Pereira (MA), Rosilene
Rodrigues (DF), Sandala Maria T. S. de Oliveira (SE), Tânia Maria Soares A. C. Brant (MG), Tatiana Seo (RR), Walter Oliveira
Albuquerque (PB).
Grupo Técnico do Datasus/Coordenação de Sistemas da Atenção Básica (Cosab): José Carlos de Souza Santos Jorge
(Coordenador) Ricardo Freitas Gonçalves (Gerente do GEIPS), Consuelo de S. Freiria (líder do Projeto Vacinômetro), Marlanfe
Michaelis R. de Oliveira (Projeto Vacinômetro).
Grupo Técnico de Vacinação Indígena (Funasa): Barbara Cristina M. Souza (responsável pelo Programa de Vacinação Indígena), Cezar Gabriel H. Zaleski, Ricardo Soletti.
Apoio à Gestão: Cristina Maria Vieira da Rocha (responsável pela área), Carmen Lúcia Miranda Silvera, Cleberson Santos
de Jesus, Diego Borges de Carvalho (estagiário), Diogo Ferreira de Melo (estagiário), Everton Araújo Fontinele, Kátia
Cristina Gonsalves, Luana Aparecida Souza dos Santos (estagiária), Marcos Aurélio de Souza, Maria Edite Pereira de Sousa,
Maria Tereza de Lima Santos (secretária), Suellen Amaral de Andrade (estagiária)
Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde
Vanessa Borges (Coordenação). Valéria Vasconcelos Padrão (Imprensa). Ana Elizabeth Almeida Gomes, Eduardo Dias Abreu,
Aline Bouhild (Jornalismo). Fabiano Camilo, Sabrina Lopes, Fred Lobo (Produção Editorial e Gráfica). Eunice de Lima, Carolina
Gontijo, Rochelle Patrícia Ferraz de Oliveira, Thiago Freitas, Eduardo Moraes (Eventos e Cerimonial). Sueli Bastos (Secretaria).
Fábio Marques, Leonardo de Souza (Estágio)
Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI)
Akira Homma – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde (MS)
Brendan Flannery – Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)
Eduardo Hage Carmo – Departamento de Vigilância Epidemiológica (Devep), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS)
Eitan Berezin – Sociedade Brasileira de Pediatria
Expedito José de Albuquerque Luna – Instituto Butantan
Gabriel Wolf Oselka – Universidade de São Paulo (USP)
Helena Keiko Sato – Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
José Cássio de Moraes – Faculdade de Ciências Médicas, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
José Geraldo Leite Ribeiro – Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais
José Luis da Silveira Baldy – Sociedade Brasileira de Imunizações
Lauro Ferreira da Silva Pinto Neto – Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
Lily Yin Weckx – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Luís Antônio Bastos Camacho – Escola Nacional de Saúde Publica (ENSP), da Fiocruz/MS
Juliana Bertoli da Silva – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa/MS)
Maria Ângela Wanderley Rocha – Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Marta Heloísa Lopes – Sociedade Brasileira de Infectologia
Maria Inês Costa Dourado – Instituto de Saúde Coletiva (ISC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Marília Mattos Bulhões – CGPNI/Devep/SVS/MS
Reinaldo Menezes Martins – Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz/MS
Susan Martins Pereira – Sociedade Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)
Governos Estaduais
Acre: Binho Marques. Alagoas: Teotonio Vilela Filho. Amapá: Waldez Góes. Amazonas: Eduardo Braga. Bahia: Jaques Wagner.
Ceará: Cid Gomes. Distrito Federal: José Roberto Arruda. Espírito Santo: Paulo Hartung. Goiás: Alcides Rodrigues. Maranhão:
Jackson Lago. Mato Grosso: Blairo Maggi. Mato Grosso do Sul: André Puccinelli. Minas Gerais: Aécio Neves. Pará: Ana Júlia
Carepa. Paraíba: Cássio Cunha Lima. Paraná: Roberto Requião. Pernambuco: Eduardo Campos. Piauí: Wellington Dias. Rio de
Janeiro: Sérgio Cabral Filho. Rio Grande do Norte: Wilma de Faria. Rio Grande do Sul: Yeda Crusius. Rondônia: Ivo Cassol.
Roraima: José de Anchieta Júnior. Santa Catarina: Luiz Henrique da Silveira. São Paulo: José Serra. Sergipe: Marcelo Deda.
Tocantins: Marcelo Miranda.
Secretarias Estaduais de Saúde
Acre: Osvaldo de Souza Leal Júnior. Alagoas: André Valente. Amapá: Pedro Paulo Dias de Carvalho. Amazonas: Agnaldo
Gomes da Costa. Bahia: Jorge José Santos Pereira Solla. Ceará: João Ananias Vasconcelos Neto. Distrito Federal: Augusto
Silveira de Carvalho. Espírito Santo: Anselmo Tozi. Goiás: Hélio Antônio de Sousa. Maranhão: Edmundo da Costa
Gomes. Mato Grosso: Augustinho Moro. Mato Grosso do Sul: Beatriz Figueiredo Dobashi. Minas Gerais: Marcus Vinícius
Caetano Pestana da Silva. Pará: Laura Rossetti. Paraíba: Geraldo de Almeida Cunha Filho. Paraná: Gilberto Berguio Martin.
Pernambuco: João Soares Lyra Neto. Piauí: Assis Carvalho. Rio de Janeiro: Sérgio Luis Côrtes. Rio Grande do Norte:
George Antunes de Oliveira. Rio Grande do Sul: Osmar Terra. Rondônia: Milton Luiz Moreira. Roraima: Eugênia Glaucy
Moura Ferreira. Santa Catarina: Carmen Zanotto. São Paulo: Luiz Roberto Barradas Barata. Sergipe: Rogério Carvalho Santos.
Tocantins: Eugênio Paceli de Freitas Coelho.
Conselho Nacional de Representantes Estaduais (Conares)
Acre: Fernando José da Costa, Francisco Eduardo Saraiva de Farias, Raimundo Alves da Costa. Alagoas: Oneide Regina
Camilo S. Cândido, Francisco Carlos Lins da Silva, Pedro Hermam Madeiros. Amazonas: Manuel Barbosa de Lima, Manuel
Jesus Pinheiro Coelho, Aurimar Simões Tavares. Amapá: José da Silva Monteiro, Emanuel Bentes, Luis Carlos Soares da Silva.
Bahia: Suzana Cristina Silva Ribeiro, José Carlos Raimundo Brito, Mary Guiomar Almeida Rocha. Ceará: José Policarpo de
Araújo Barbosa, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, Wilames Freire Bezerra. Espírito Santo: Márcia Cruz Pereira Andriolo,
Luiz Carlos Reblin, Juliana Soneghet Baiôcco Louzada. Goiás: Rodrigo César Faleiro de Lacerda, Paulo Rassi, Vinícius de
Cecílio Luz. Maranhão: Raimundo Nonato Lisboa, Terezinha de Jesus Penha Abreu, Gildasio Angelo da Silva. Minas Gerais:
Mauro Guimarães Junqueira, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, Sinvaldo Alves Pereira. Mato Grosso do Sul: Norberto
Fabri Júnior, Luiz Henrique Mandetta, Sonia Kamitani Yokoro. Mato Grosso: Marineze Araujo Meira, Luiz Antonio Vitório
Soares, Edinéia da Costa Nonato. Pará: Jader Texeira Gardeline, Rejane Olga Oliveira Jatene, Emannuel Silva. Paraíba: Porcina
dos Remédios G. Trigueiro, Roseana Maria Barbosa Meira, Lindinalva Dantas dos Santos. Pernambuco: Roberto Hamilton
C. Bezerra, Tereza de Jesus Campos Neta, Oscar Capistrano dos Santos. Piauí: Patrícia Maria Santos Batista, João Orlando
Ribeiro Gonçalves, Denise de Sousa Leal Martins Moura. Paraná: Antônio Carlos Figueiredo Nardi, Edimara Fait Seegmuller,
Mauro Campiolo. Rio de Janeiro: Valter Luiz Lavinas Ribeiro, Jacob Kligerman, Maria da Conceição de Souza Rocha.
Rio Grande do Norte: Maria Neuman de Azevedo, Edmilson de Albuquerque Júnior, Solane Maria Costa. Rondônia:
Afonso Emerick, Givanilde Alves Nogueira, Paulo Roberto Espíndula Travassos. Roraima: Namis Levino da Silva Filho,
Francisco Moisés Lopes de Morais. Rio Grande do Sul: Roberto Honório Miele, Eliseu Santos, Flavia Richper Antunes.
Santa Catarina: Celso Luiz Dellagiustina, João José Cândido da Silva, Marlene Madalena Possan Foschiera. Sergipe: Murilo
Porto de Andrade, Marcos Ramos Carvalho, Lourdes Goretti de Oliveira Reis. São Paulo: Jorge Harada, Januário Montone,
Maria do Carmo Cabral Carpintéro. Tocantins: Aurea Maria Casagrande da Luz, Samuel Braga Bonilha e Marli Pires.
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)
Diego Victoria – Representante da Opas/Organização Mundial da Saúde no Brasil
Brendan Flannery – Consultor Internacional para Imunizações e Doenças Imunopreveníveis, Opas/Brasil
Carlos Castillo-Solorzano – Ponto Focal para a Eliminação de Sarampo e Rubéola das Américas, Opas/Washington, D.C.
Ana Morice – Consultora Internacional para a Eliminação do Sarampo e Rubéola nas Américas, Opas
Grupo assessor do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).
Í NDI C E
Apresentação 11
Agradecimentos 13
1. Introdução 15
1.1 Brasil: o país e sua diversidade 15
1.2A rubéola e a SRC como problema de saúde pública 19
1.3Eliminação da rubéola nas Américas 20
1.4Situação epidemiológica da rubéola e SRC no Brasil 21
2. A realização da Campanha de Vacinação para Eliminação da Rubéola no Brasil 28
2.1Objetivos 28
2.2Meta e população-alvo 29
2.3Estratégias e etapas da campanha 31
2.4Organização e planejamento 33
2.5 Capacitação 35
2.6Microprogramação 38
2.7Imunobiológicos, outros insumos e logística 38
2.8Vacinação em área de fronteira 40
2.9Vacinação segura 41
2.10Sistema de informação 45
2.11Supervisão 47
2.12Monitoramento e avaliação 49
2.13Dinâmica da campanha no Brasil 52
2.14Aspectos facilitadores e limitações 55
2.15 Custos da campanha 73
3. Comunicação social 74
3.1Ações do Ministério da Saúde 74
3.2Ações de comunicação nos estados 132
4. Resultados da campanha 161
4.1 Cumprimento da meta de cobertura 161
4.2Homogeneidade dos resultados 164
4.3Resultados da campanha por UF 165
5. Lições aprendidas 171
Referências 172
Anexo – Divulgação da campanha em sites parceiros 175
APRESEN T AÇÃO
Este relatório que o governo brasileiro encaminha à Organização Pan-Americana de Saúde
(Opas) sistematiza o processo vivenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na realização da
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola – a maior já realizada no país, e
em todo o mundo, em termos de doses ministradas, logística (recursos humanos e financeiros)
e mobilização da sociedade brasileira. Em 20 semanas, de nove de agosto a 30 de dezembro de
2008, 67,1 milhões de brasileiros (homens e mulheres de 20 a 39 anos de todo o país e o grupo
de 12 a 19 anos dos estados de Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e
Mato Grosso) receberam a vacina contra a rubéola, o que representa uma cobertura de 95,79%
da população-alvo. Este documento registra os fundamentos técnicos e operacionais que sustentaram a decisão política de realizar esta operação.
A parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, também representadas pelos seus conselhos (Conass e Conasems, respectivamente), foi imprescindível para alcançarmos o nosso maior objetivo: deixar os brasileiros livres da rubéola. Recursos
financeiros vultosos, das esferas federal, estaduais e municipais somaram mais de 300 milhões
de reais, excetuando-se os custos com salários de pessoal e despesas adicionais, ao encargo
dos estados e municípios. O Ministério da Saúde adquiriu e distribuiu, em tempo recorde, 90
milhões de doses de vacinas e seringas. Milhares de profissionais de saúde e parceiros da sociedade civil trabalharam na campanha, sem os quais não teríamos obtido o êxito alcançado.
Esta campanha teve como objetivo a eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC) até 2010 nas Américas, conforme acordo firmado com a Opas. O primeiro passo
foi dado: estabelecemos a imunidade de grupo na população e já podemos comemorar, por
critérios epidemiológicos, a interrupção da circulação autóctone do vírus da rubéola, ou seja, a
transmissão originada entre pessoas residentes no país. Agora, vamos intensificar a vigilância
ativa da doença para que nos próximos 12 meses registremos a eliminação do vírus no território
nacional, com reconhecimento internacional.
Vale ratificar que a possibilidade de monitorar os dados diários, referentes às pessoas vacinadas por município e por estado, permitiu que tanto gestores quanto a população pudessem
acompanhar, passo-a-passo, o andamento da vacinação. O “vacinômetro” fez parte da minha
rotina, assim como de vários gestores. Cada mudança de cor no patamar alcançado foi comemorada por toda a nossa equipe.
Desta forma, em nome do Presidente Lula, apresento à sociedade brasileira e à Opas, os
resultados desse esforço coletivo que culmina com mais uma vitória e mais um exemplo da
capacidade e competência do Brasil no campo das doenças imunopreveníveis e que servirá de
exemplo para outras nações populosas do planeta.
José Gomes Temporão
Ministro da Saúde
11
A G RADE C IMEN T OS
Nada é mais importante, nesse momento, que atribuir o êxito dessa campanha a um trabalho
verdadeiramente integrado entre as três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
A decisão política tripartite, com expressiva colaboração do Conass e Conasems, em realizar
uma tarefa dessa magnitude, em um país de dimensões continentais e em um período de eleições municipais no Brasil, reflete que “...a política é a arte de tornar possível o necessário...”.
A relação nominal dos elaboradores e dos apoiadores está descrita nas primeiras páginas
desta publicação, que engloba uma pequena parte de dirigentes do SUS, porém não reflete,
nem de perto, a imensidão de profissionais de saúde, com destaque às equipes de Saúde da
Família, os agentes comunitários de saúde, todos os profissionais da vigilância, que, aliados a
parceiros governamentais, em especial o Ministério da Defesa e o Ministério da Educação, os intergovernamentais e os não governamentais, se somaram a essa enorme empreitada. Por tudo
isso, atrevo-me, em nome dos brasileiros e das brasileiras, a agradecer a participação cidadã de
todos na busca por deixar o nosso país livre da rubéola.
Tudo isto de nada valeria sem o vacinador, sem aquele que fez verdadeiramente a campanha
acontecer, que esteve sempre atento e com o devido cuidado quanto à dose correta, ao procedimento adequado de administração da vacina, ao registro da vacina administrada, e ao atendimento e convencimento respeitoso do usuário da vacinação onde quer que ele estivesse, nas
praças, nas empresas, nas feiras, nas margens dos rios, nas escola, nos postos, nos rodeios ou
campos de futebol. Eles são os verdadeiros heróis de mais esta vitória do país, cuja experiência
acumulada na realização de estratégias massivas de vacinação, há pelo menos 35 anos, deve-se
ao esforço e empenho dos vacinadores, responsáveis pela construção de um Programa Nacional
de Imunizações (PNI) que é modelo e referência para todo o mundo no plano político, técnico,
operacional e logístico.
Em nome da Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Imunização, Marília Mattos
Bulhões, presto homenagem a todos os trabalhadores dos programas de imunizações estaduais
e municipais, e, é para essa multidão de profissionais de saúde e apoiadores, que ratifico, em
nome dos brasileiros e brasileiras, o respeito dos gestores do SUS.
Gerson Oliveira Penna
Secretário de Vigilância em Saúde
13
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
1. Introdução
1.1 Brasil: o país e sua diversidade
O Brasil é uma República Federativa, formada pela união do Distrito Federal e dos 26
estados federados, com seus 5.564 municípios. A organização político-administrativa
compreende três poderes: o Judiciário, o Executivo e o Legislativo; com o princípio da
autonomia entre União, Distrito Federal, estados e municípios. O Presidente da República é o chefe do Poder Executivo Federal, sendo auxiliado pelos Ministros de Estado.
É uma democracia, ou seja, o exercício do poder é atribuído a órgãos distintos e independentes, cada qual com uma função, prevendo-se ainda um sistema de controle de
modo que nenhum desses órgãos possa agir em desacordo com as leis e a Constituição.
É uma nação com mais de 500 anos de história, formada por vários povos, dona de
uma cultura variada e de um vasto território que ocupa quase metade (47%) da área
da América do Sul, correspondendo a 8,5 milhões de quilômetros quadrados. O país possui 20% da biodiversidade mundial, sendo, assim, detentor da maior diversidade
biológica do planeta, tendo como exemplo desta riqueza a Floresta Tropical Amazônica, com 3,6 milhões de quilômetros quadrados. Em termos de clima, predominam o
tropical, subtropical, equatorial e semi-árido.
Dentre os 26 estados, 11 fazem fronteira com 10 países, numa extensão de 15,7 mil
quilômetros, com intensa movimentação de populações de países como a Venezuela, a
Guiana, o Suriname e com o departamento ultramarino da Guiana Francesa (ao norte);
com o Uruguai (ao sul); com a Argentina e o Paraguai (a sudoeste); com a Bolívia e com
o Peru (a oeste) e com a Colômbia (a noroeste).
No país, vivem 189.612.814 habitantes, 81% dos quais fixados em áreas urbanas,
podendo-se falar de aproximadamente 50 milhões de famílias, numa densidade populacional de 22 habitantes por km2. O estado com maior número de municípios é
Minas Gerais, totalizando 853, e o com menor número é Roraima, com 15. A maioria
dos 5.564 municípios brasileiros (60%) tem menos de 20 mil habitantes, mas 60% da
população reside, hoje, nas grandes regiões metropolitanas, sendo São Paulo – capital
– o município com maior contingente populacional, com cerca de 11 milhões de habitantes. Este cenário coloca o país no 5º lugar entre os mais populosos do mundo.
A mortalidade infantil é de 23,6 por mil nascidos vivos e a taxa de fecundidade é de 2,3
filhos por casal. A esperança de vida ao nascer, hoje, é de 72,7 anos, estimando-se que nas
próximas quatro décadas a maioria da população tenha entre 15 e 44 anos, representando um dos maiores mercados de trabalho e de consumo dentre os países das Américas.
Disponível em http://www.presidencia.gov.br (acesso em 7/1/2009).
15
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
A língua oficial é o português, que chegou ao território brasileiro a bordo das naus
portuguesas, no século XVI, para se juntar à família linguística tupi-guarani, em especial o tupinambá, um dos dialetos tupi. Hoje, o português é o oitavo idioma mais
falado no planeta, somando 200 milhões de pessoas, e a terceira entre as línguas ocidentais, após o inglês e o castelhano. É, ainda, o idioma oficial de sete países, todos
eles ex-colônias portuguesas: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique,
Portugal e São Tomé e Príncipe. O português é falado e escrito pela imensa maioria da
população brasileira, registrando-se um índice de alfabetização no país próximo dos
90%. O Brasil é o único país de língua portuguesa das Américas.
A unidade monetária brasileira é o Real, adotado desde 1994. O país responde por
3/5 (três quintos) da produção industrial da economia sul-americana e participa de diversos blocos econômicos, como: o Mercosul (mercado comum formado por cinco países da América do Sul); o G-22 (bloco econômico integrado por países emergentes) e
o Grupo de Cairns (organização formada por 19 países exportadores de produtos agropecuários). O desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro, aliado a um parque
industrial diversificado e dinâmico, atrai empreendimentos externos. Os investimentos
diretos foram em média da ordem de US$ 20 bilhões/ano, contra US$ 2 bilhões/ano da
década passada.
Mantém comércio regular com mais de uma centena de países, sendo que 74% dos
bens exportados são manufaturas ou semimanufaturas, tendo como maiores parceiros
a União Européia, com 26% do saldo; os Estados Unidos da América (EUA), com 24%;
o Mercosul e a América Latina, com 21%, e a Ásia, que responde por 12% desse total.
Um setor dos mais dinâmicos nessa troca é o de agronegócio, que mantém o país, há
duas décadas, entre os países com maior produtividade no campo.
Dono de sofisticação tecnológica, o Brasil desenvolve de submarinos a aeronaves,
e também está presente na pesquisa aeroespacial, possui Centro de Lançamento de
Veículos Leves e foi o único país do hemisfério sul a integrar a equipe de construção da
Estação Espacial Internacional (ISS).
Pioneiro na pesquisa de petróleo em águas profundas, de onde extrai 73% de suas
reservas, foi a primeira economia capitalista a reunir as 10 maiores empresas montadoras de automóvel em seu território.
O agronegócio representa 34% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, 37% de todos os empregos do país e é responsável por 43% das exportações nacionais, sendo o
setor superavitário entre todos os setores exportadores do Brasil.
16
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
O sistema de saúde brasileiro,
O sistema de saúde do Brasil é o Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela
Constituição Federal de 1988, organizado e regulamentado conforme a Lei Orgânica
da Saúde, a Lei nº 8.080/90. Ao completar 20 anos da instituição, o SUS é considerado
a maior política de inclusão social do Brasil, atendendo 80% da população, exibindo
uma trajetória de importantes conquistas para a sociedade.
Presente em todo o território nacional, o Sistema integra uma rede de mais de 27 mil
equipes Saúde da Família, responsável por quase 100 milhões de brasileiros. São mais
de 63 mil unidades ambulatoriais e cerca de seis mil unidades hospitalares, com mais
de 440 mil leitos (próprios e conveniados). Realiza, por ano, cerca de dois milhões de
partos, 12 milhões de internações hospitalares, 132 milhões de atendimentos de alta
complexidade e 150 milhões de consultas médicas.
O SUS, ao mesmo tempo em que consolida e fortalece novas iniciativas, como o
financiamento público do transplante de órgãos, em que o Brasil ocupa posição de
liderança mundial, com a realização de 14 mil transplantes por ano, dá continuidade
e expande ações que merecem reconhecimento internacional, como os programas de
imunizações e de controle das DST/Aids. Além disso, vem atuando intensamente em
políticas, programas e ações de promoção da saúde, vigilância em saúde, vigilância
sanitária e de regulação do sistema de saúde suplementar.
As ações e serviços de saúde, implementados pelos estados, municípios e Distrito
Federal, são financiados com recursos próprios e de outras fontes suplementares de
financiamento; todos devidamente contemplados no orçamento da seguridade social.
Cada esfera governamental assegura o aporte regular de recursos ao respectivo fundo
de saúde. As transferências, regulares ou eventuais, da União para estados, municípios
e Distrito Federal estão condicionadas à contrapartida destes níveis de governo, e ocorrem por meio de transferências ‘fundo-a-fundo’, realizadas pelo Fundo Nacional de
Saúde (FNS) diretamente para os estados, Distrito Federal e municípios, ou pelo Fundo
Estadual de Saúde aos municípios, de forma regular e automática, propiciando que
gestores estaduais e municipais contem com recursos previamente pactuados, no devido tempo, para o cumprimento de sua programação de ações e serviços de saúde.
Para viabilizar a gestão do Sistema, garantindo as diretrizes preconizadas, foram
instituídas instâncias de articulação e pactuação política que objetivam orientar, regulamentar e avaliar os aspectos operacionais do processo de gestão do Sistema. Toda e
qualquer decisão, relativa a questões técnicas e operacionais, é levada à deliberação
desse fórum de gestão.
O SUS de A a Z – Tópicos, disponível em http://dtr2004.saude.gov.br/susdeaz/topicos/ (acesso em 7/1/2009).
SUS 20 anos. A saúde do tamanho do Brasil. Carta de Mobilização – SUS 20 anos, disponível em http://conselho.
saude.gov.br (acesso em 7/1/2009).
17
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Na esfera federal, ou seja, na direção nacional do SUS, atua a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), integrada por gestores do SUS das três esferas de governo (União,
estados/DF e municípios). A Comissão de composição paritária é formada por 15 membros, sendo cinco indicados pelo Ministério da Saúde, cinco pelo Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (Conass) e cinco pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). A representação de estados e municípios nessa Comissão
é regional, sendo um representante para cada uma das cinco regiões do país. Nesse
espaço, as decisões são tomadas por consenso e não por votação. A CIT está vinculada
à direção nacional do SUS.
Já na esfera estadual, o espaço de articulação e pactuação é a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), constituída, paritariamente, por representantes do governo estadual, indicados pelo Secretário de Estado da Saúde, e dos secretários municipais de saúde, indicados pelo órgão de representação do conjunto dos secretários dos municípios
da unidade federada, em geral denominado Cosems.
Merece referência, nesse contexto, o Pacto pela Saúde, em suas três dimensões: Pacto pela Vida; Pacto em Defesa do SUS; e Pacto de Gestão. Nesses documentos, estão
estabelecidos os princípios, diretrizes e compromissos que norteiam a regionalização
solidária e cooperativa como eixo do processo de descentralização e a integração das
várias formas de repasse dos recursos da saúde e a definição de metas e resultados a
serem cumpridos e alcançados nas diferentes esferas.
Referência especial deve ser feita ao PNI, que, nos 20 anos do SUS, exibe 35 anos de
trajetória, pois foi oficializado em 1973. Os avanços e expansão do Programa colocam-no
como uma das principais intervenções governamentais, na contribuição para o controle,
eliminação ou erradicação de doenças imunopreveníveis, sendo inquestionável o impacto do uso sistemático das vacinas no perfil epidemiológico da população brasileira.
A erradicação da varíola no mundo, em 1973, a erradicação da transmissão do poliovírus selvagem nas Américas, em 1989, e a interrupção da transmissão autóctone
do sarampo, desde 2001, são resultados marcantes nessa trajetória. Outras conquistas
vêm sendo alcançadas como a baixa incidência do tétano neonatal, que já pode ser
considerado eliminado como problema de saúde pública, da raiva humana transmitida
por animais domésticos que também está próxima da eliminação, além do controle
da difteria, coqueluche e tétano acidental, estando bem próxima a concretização da
eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC), dentro de um compromisso conjunto com os países das Américas.
A evolução do PNI nesses 35 anos, desde sua instituição, em termos de qualidade,
de extensão, bem como de estrutura técnica, operacional e logística, é uma realidade
inquestionável. Iniciado com um calendário básico para a criança, com seis vacinas,
trabalha, hoje, com três calendários de vacinação (criança, adolescente e adulto/idoso)
e com 44 produtos entre vacinas, soros e imunoglobulinas.
O crescimento e a manutenção das coberturas de vacinação é o dado concreto desse
período, saindo, por exemplo, de percentuais médios nacionais que giravam em torno
18
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
dos 60% no final dos anos 1980, para percentuais médios iguais ou superiores aos
preconizados (90% para a BCG e 95% para as demais vacinas) a partir da metade da
década de 1990.
Em termos de estratégia, o Programa vem ousando e se superando. Os dias nacionais de vacinação; a multivacinação; a qualificação dos profissionais das salas de
vacina; o investimento em infraestrutura da rede de frio (aquisição e distribuição de
equipamentos; construção, reforma ou ampliação de centrais de frio; construção de
câmara fria) são pontos fundamentais para o êxito alcançado, aliados à consolidação
do processo de descentralização do SUS e à progressiva estruturação e expansão da
atenção básica em todo o país.
A realização da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola é o
último exemplo da capacidade do programa de imunizações brasileiro de enfrentar e
superar grandes desafios.
1.2 A rubéola e a SRC como problema de saúde pública
O Conselho Diretor da Opas, em sua 44ª reunião (2003), por meio da Resolução
CD44 R1, definiu para os países das Américas a meta de “Eliminação da rubéola e da
SRC” para o ano 2010, considerando os resultados obtidos em imunizações a exemplo
da erradicação da varíola, da certificação da eliminação da poliomielite e da circulação
autóctone do vírus do sarampo.
A rubéola, doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta transmissibilidade, tem sua importância epidemiológica relacionada à SRC, quando a infecção ocorre durante a gestação, caracterizando-se pelo risco de abortos, natimortos e
malformações congênitas, como cardiopatias, catarata e surdez.
Os custos diretos e indiretos da Síndrome são muito elevados e incalculáveis, principalmente para a família e para a criança que tem a doença. Em função da necessidade
de procedimentos diagnósticos e tratamento especializado, assim como pela cronicidade e gravidade das manifestações, incluindo o ônus para a sociedade decorrente da
incapacidade,, ainda há a questão psicológica familiar a ser superada. A estimativa de
custo, em termos da atenção médica de um caso de SRC, durante toda a vida, gira em
torno de 120 e 200 mil dólares.
A comparação entre o elevado custo da assistência e a alta eficácia e o baixo custo da
vacina contra a rubéola resulta em ponto positivo para a vacinação, numa proporção
CUTTS, F. T.; VYBBYCKY, E. Modelling the incidence of congenital rubella syndrome in developing countries.
International Journal of Epidemiology, Oxford, v. 28, p. 1176-1184, 1999.
KANDOLA, K. CRS cost burden analysis for Guyana. In: MEETING OF THE ENGLISH-SPEAKING CARIBBEAN EPI
MANAGERS, 14., 1997. Castries, St. Lucia. Final report... Washington, DC: Pan American Health Organization, 1998.
HINMAN, A.R. et al. Economic analyses of rubella and rubella vaccines: a global review. Bulletin of the World Health
Organization, Geneva, v. 80, p. 264-270, 2002.
19
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
estimada de 12:1 (intervalo 8:1 e 16:1). Este fato é mais urgente diante da expectativa
do registro de 20 mil casos da SRC, ao ano, nas Américas, segundo estudos disponíveis,
se não for adotada uma estratégia de eliminação.
Assim, a disponibilidade de uma vacina com essas características coloca a questão
ética de se permitir o nascimento de crianças portadoras da SRC no Brasil, quando se
tem uma vacina disponível e, mais ainda, quando se tem um histórico de êxitos na
eliminação e erradicação de doenças evitáveis pela vacinação.
1.3 Eliminação da rubéola nas Américas
As Américas vêm mostrando notável progresso na interrupção da transmissão endêmica da rubéola. No fim de 2006, 91% dos países e territórios (o que representa 75%
da população da região) haviam utilizado estratégias de vacinação e de eliminação,
mediante campanhas em massa voltadas a crianças que frequentavam a escola, adolescentes e adultos, objetivando interromper rapidamente a transmissão do vírus da
doença e prevenir a SRC.
O número de casos confirmados diminuiu em 98%, entre 1998 e 2006, passando de
135,9 mil para 2,2 mil. Já os casos de SRC passaram de 23, em 2002, para 10, em 2006.
A repercussão na redução da incidência da rubéola e da SRC foi mais forte nos países
que, em campanhas, vacinaram homens e mulheres (Figura 1).
Figura 1.
Impacto das estratégias de eliminação do sarampo e da rubéola
nas Américas, 1980 -2006
Número de Casos/mil hab.
Eliminação
do sarampo
Fortalecimento da vigilância
de doenças febris eruptivas
300
250
Eliminação
da rubéola
200
150
% Redução: 98%
(1998- 2006)
100
50
0
80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 ´00 ´02 ´04 ´06
Ano
Sarampo
Rubéola
Fonte: Opas; Ministério de Saúde.
CASTILLO-SOLÓRZANO, C. et al. New Horizons in the Control of Rubella and Prevention of Congenital Rubella
Síndrome in the Americas. The Journal of Infectious Diseases, Chicago, v. 187, n. S1, p. 146-152, 2003.
20
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Destaque-se, ainda, que além de interromper a transmissão da rubéola, as campanhas de vacinação contribuíram para consolidar a eliminação do sarampo. Os 238
casos confirmados dessa doença ocorridos em 2006, nas Américas, localizaram-se em
países que ainda não haviam realizado ou concluído operações de vacinação envolvendo adolescentes e adultos.
De outro lado, a melhoria na vigilância laboratorial para a detecção e caracterização
viral aumentou o conhecimento sobre os genótipos do vírus da rubéola endêmica na
região, sendo mais frequente o tipo 1C, seguido pelo 1E. Os genótipos 1G e 2B estiveram vinculados a casos importados.
É incontestável que a iniciativa de eliminação do sarampo e da rubéola fortaleceu
a vigilância epidemiológica das doenças exantemáticas. Em 1998, apenas 41% dos
países e territórios notificavam casos suspeitos de SRC, chegando a 100% em 2003. A
notificação semanal de casos suspeitos da SRC pelos países começou em 2005, quando
foram registrados 1.952 casos suspeitos com 20 confirmações. Em 2006, houve uma
redução, registrando-se 1.227 notificações e 10 casos confirmados da síndrome.
Durante a 27ª Conferência Sanitária Pan-americana e 59ª Sessão do Comitê Regional,
realizada em outubro de 2007, em Washington DC, foram reconhecidos os avanços
alcançados tendo em vista a eliminação da rubéola e da SRC, quando foi aprovada a
formação de um Comitê Técnico, responsável pela documentação e comprovação da
interrupção da transmissão do vírus endêmico do sarampo e da rubéola nas Américas.
1.4Situação epidemiológica da rubéola
e da SRC no Brasil
A estratégia utilizada pelo Brasil para implantação da vacina tríplice viral (VTV) – contra sarampo, caxumba e rubéola – foi pautada na realização de campanhas pelas unidades federadas (UF) de modo gradativo, começou em 1992, e foi concluída, em todo
o país, no ano 2000. Inicialmente, o público-alvo foi de crianças de um a 11 anos de
idade, ampliando-se, posteriormente, para o grupo de mulheres em idade fértil (MIF)
(Figura 2).
21
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Figura 2.
Estratégias de Controle e Incidência Anual da Rubéola – Brasil, 1992- 2008
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
Incidência/100 mil hab.
25
CAMPANHA DE
SEGUIMENTO* E
MIF_RN
20
MIF_DF
15
MIF_PR
CAMPANHA DE
SEGUIMENTO*
MIF_13 UF
MIF_11 UF
10
CAMPANHA DE VACINAÇÃO
HOMENS E MULHERES*
IMPLANTAÇÃO DA VTV – 1 a 11 anos
5
0
92 93 94 95 96 97 98 99 0
1
2
3
4
5
6
7
8
Ano
*Vacina DV e VTV.
Fonte: SVS/MS.
Essa estratégia resultou na redução da circulação do vírus da rubéola e consequente
mudança no padrão de incidência por grupos de idade (Figura 3). A partir de 2001, essa
taxa, em homens e mulheres, foi superior na faixa de 20 a 29 anos, quando comparada
aos grupos de menor idade. O deslocamento da suscetibilidade para a população em
idade fértil é mantido até o momento, com uma taxa inferior no segmento feminino.
22
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Figura 3.
Taxa de incidência por faixa etária, segundo sexo – Brasil, 1997-2007*
Incidência por 100 mil
Homens
28
26
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007*
Incidência por 100 mil
10 - 19
20 - 29
30 - 39
40 a e +
Mulheres
28
26
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007*
10 - 19
20 - 29
30 - 39
40 a e +
*Dados preliminares até SE 52/2007.
A faixa etária utilizada em 2007 é de 12 a 19 anos.
Fonte: SVS/MS.
23
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
A redução da incidência em mulheres é resultado das ações de vacinação realizadas
no país a partir de 2001, mediante plano de vacinação em duas fases, usando a vacina dupla viral (VDV) com o objetivo de acelerar a prevenção da SRC. A primeira fase
foi executada em 13 UF, em novembro de 2001, dirigida a 15 milhões de MIF, com
faixa etária específica para cada realidade, de modo geral, o grupo de mulheres de 12
a 39 anos de idade. A segunda fase ocorreu em 2002, nas UF restantes. A cobertura
vacinal média (CV) nesses dois momentos foi de 93,5%, mas não foi homogênea entre
os municípios, acumulando suscetíveis e contribuindo para ocorrência dos surtos de
2006 e 2007.
Esse conjunto de ações de vacinação, dirigido a diversos grupos etários, sem dúvida,
provocou importante redução na incidência da doença e modificou o ciclo e extensão
dos surtos de rubéola no país, mas não foi capaz de interromper a circulação do vírus,
como pode ser visto na Figura 4.
Figura 4.
Distribuição dos casos confirmados de rubéola por semana
epidemiológica – Brasil, 2000-2007*
600
550
500
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0
n.: 8.147
1 10 19 28 37 46 3 12 21 30 39 48 5 14 23 32 41 50 7 16 25 34 43 52 8 17 26 35 44 1 10 19 28 37 46 3 12 21 30 39 18 5 14 23 32
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007*
*Dados preliminares até SE 52/2007.
Fonte: SVS/MS.
Em 2006, a partir da Semana Epidemiológica (SE) 33, houve um aumento significativo do número de casos confirmados, caracterizando surtos no Rio de Janeiro e
Minas Gerais. A disseminação do vírus ocorreu em todo o ano de 2007, afetando 20
UF, totalizando 8.753 casos confirmados, distribuídos principalmente em quatro macrorregiões: Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste (Figuras 5 e 6). O vírus identificado
foi do genótipo 2B.
BRASIL. Ministerio de Salud de Brasil. Brasil acelera el control de la rubéola y la prevención del Síndrome de Rubéola
Congênita. Boletin Informativo PI, Washington, DC, v. XXIV, n. 2, p. 1-3, 2002.
24
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Figura 5.
Unidades federadas com casos confirmados de rubéola – Brasil, 2007
S.E: 52/2007
N.: 8.147
*Dados provisórios atualizados em 19/3/2008.
Fonte: SVS/MS.
Figura 6. Evolução do surto de rubéola por mês – Brasil, 2007
Fonte: SVS/MS.
25
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Com relação à ocorrência de casos de SRC (Figura 7), a taxa mais elevada (3,3 por
100 mil crianças menores de um ano de idade) foi registrada em 2001 (72 casos confirmados). A despeito da vacinação nas MIF ter reduzido o número de casos de SRC, no
período 2002 a 2006, em 2007 foram confirmados 17 casos pelo critério laboratorial.
80
3,5
70
3
60
2,5
50
2
40
1,5
30
1
20
Incidência por 100 mil
Incidência e número de casos confirmados e compatíveis de SRC.
Brasil – 1997-2007*
Casos confirmados
Figura 7.
0,5
10
0
0
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
Conf
Comp
Inc
*Crianças <1 ano, fonte: IBGE.
Fonte: SVS/MS.
Para decidir sobre uma estratégia de eliminação da rubéola e da SRC no país, seria
necessário ter uma informação mais precisa sobre a população suscetível. Para tanto,
foi realizado, em 2006, um estudo da coorte da população não vacinada para rubéola
entre 1997 e 2006. Para a realização do estudo foi utilizada a base de dados do Sistema de Informação de Avaliação do PNI (SI-API), que disponibiliza o registro VDV e da
VTV, por faixa etária e estratégia adotada (rotina ou campanha).
Na Figura 8, têm-se os dados para todo o país, observando-se que os não vacinados
localizam-se, especialmente, na faixa acima de 20 anos, numa proporção de 61% nos
homens de 21 a 25 anos, ficando entre 94% e 98% a partir dessa faixa. Nas mulheres,
embora a proporção de não vacinadas seja menor, em razão das campanhas anteriores, é possível observar um acúmulo de ‘não vacinadas’ que no grupo de 36 a 40 anos
alcançava um índice de 62%.
26
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Figura 8.
Estimativa de número e porcentagem de pessoas não vacinadas*
contra rubéola, por faixa etária e sexo – Brasil, 2007
8.000.000
100
7.000.000
Núm. homens não vacinados
80
6.000.000
5.000.000
60
4.000.000
40
3.000.000
2.000.000
20
Núm. homens não vacinados
% Homens não vacinados
% homens não vacinados
1.000.000
0
0
0a5
6 a 10 11 a 15 16 a 20 21 a 25 26 a 30 31 a 35 36 a 40
% Mulheres não vacinadas
80
% mulheres não vacinadas
4.500.000
Núm. mulheres não vacinadas
4.000.000
3.500.000
3.000.000
60
2.500.000
2.000.000
40
1.500.000
1.000.000
20
Núm. mulheres não vacinadas
5.000.000
100
500.000
0
0
0a5
6 a 10 11 a 15 16 a 20 21 a 25 26 a 30 31 a 35 36 a 40
Grupo etário
*Vacina DV e VTV.
Fonte: SVS/MS.
Assim, em função desses dados, foi definida a faixa etária de 20 a 39 anos como a
população suscetível para vacinação contra rubéola em todo o país. Nos estados do
Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, foram
acrescentados ao grupo a vacinar homens e mulheres de 12 a 19 anos de idade, que,
conforme a análise citada, registrava alta suscetibilidade nesses estados.
27
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
2. A realização da Campanha de Vacinação
para Eliminação da Rubéola no Brasil
A definição da necessidade da campanha nacional de vacinação para homens e mulheres, tendo em vista o esgotamento da população ainda suscetível, de forma a interromper a circulação do vírus da rubéola no país, deixando assim a população brasileira
livre dessa doença, foi fundamentada na análise da situação epidemiológica, na estimativa da coorte da população não vacinada e na experiência internacional, conforme
já referido.
Em 2007, foram iniciadas as articulações no âmbito do SUS e a decisão política foi
adotada de forma conjunta pelas três esferas de gestão, após processo de discussão
dos aspectos técnicos, operacionais e logísticos, bem como da factibilidade e viabilidade da proposta. Os gestores do SUS – Ministério da Saúde, secretarias estaduais e
municipais de Saúde – assumiram o compromisso e envidaram todos os esforços para
o alcance da meta preconizada.
Programada inicialmente para os meses de agosto e setembro, a campanha se estendeu até dezembro de 2008. A vacinação foi indiscriminada, independentemente do
antecedente de vacinação ou de doença.
2.1 Objetivos
A campanha foi proposta e estruturada na perspectiva de três objetivos fundamentais:
•interromper a transmissão endêmica do vírus da rubéola no território brasileiro;
•atingir, nos grupos de adultos, os suscetíveis para o sarampo, consolidando a estratégia de eliminação desta doença no país;
•alcançar a meta de eliminação da rubéola e SRC, deixando o país livre dessa doença.
28
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
2.2 Meta e população-alvo
Foi estabelecido como meta alcançar coberturas de vacinação iguais ou maiores
que 95% da população-alvo nos 5.564 municípios brasileiros.
O grupo-alvo correspondeu a 70.149.025 homens e mulheres (Quadro 1). Na faixa
de 20 a 39 anos de idade, onde se localizam os não vacinados, o quantitativo correspondeu a 63.410.755. Nos cinco estados em que a população a vacinar foi acrescida
do grupo de 12 a 19 anos, o contingente correspondeu a 6.738.270 adolescentes.
Incluem-se no total do grupo-alvo a população indígena aldeada e a população que se
movimenta entre os municípios da fronteira do Brasil.
Quadro 1.
População-alvo da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola,
conforme faixa de idade e diferencial em termos de UF – Brasil, 2008
População-alvo
Homens
Mulheres
Total
População total
34.771.925
35.377.100
70.149.025
Faixa etária de 20 a 39 anos (VDV contra
sarampo e rubéola), em todas as UF
31.354.395
32.056.360
63.410.755
Faixa etária de 12 a 19 anos de idade
(VTV contra sarampo, caxumba e rubéola),
no MA, MG, MT, RJ e RN
3.417.530
3.320.740
6.738.270
Fonte: IBGE; Datasus/MS; SVS/MS, 2008.
29
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Quadro 2.
População-alvo da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola,
segundo UF e sexo – Brasil, 2008
Unidade Federada
Homens
Mulheres
Total
Brasil
34.771.925
35.377.100
70.149.025
Região Norte
2.605.285
2.588.276
5.193.561
Acre
114.756
116.070
230.826
Amazonas
573.083
590.336
1.152.399
Amapá
103.427
107.731
211.158
1.234.115
1.213.718
2.447.833
Rondônia
275.495
274.510
550.005
Roraima
73.786
66.149
139.935
Tocantins
230.623
230.782
461.405
9.386.763
9.603.161
18.989.924
487.393
512.847
1.000.240
Bahia
2.399.611
2.418.304
4.817.915
Ceará
1.330.753
1.391.428
2.722.181
Maranhão
1.574.224
1.557.068
3.131.292
591.820
612.745
1.214.565
1.409.445
1.485.778
2.895.223
Piauí
503.295
512.696
1.015.991
Rio Grande do Norte
753.534
761.385
1.514.919
Pará
Região Nordeste
Alagoas
Paraíba
Pernambuco
Sergipe
336.688
350.910
687.598
15.720.062
16.030.967
31.751.020
Espírito Santo
594.937
606.357
1.201.294
Minas Gerais
4.678.705
4.631.249
9.309.954
Rio de Janeiro
3.447.761
3.562.695
7.010.456
São Paulo
6.998.659
7.230.666
14.229.325
Região Sul
4.479.795
4.499.947
8.979.742
Paraná
1.728.227
1.752.800
3.481.027
Rio Grande do Sul
1.739.472
1.740.188
3.479.660
Santa Catarina
1.012.096
1.006.959
2.019.055
Região Centro-Oeste
2.580.020
2.654.749
5.234.769
430.806
480.047
910.853
1.016.663
1.056.213
2.072.876
Mato Grosso do Sul
387.315
391.044
778.359
Mato Grosso
745.236
727.445
1.472.681
Região Sudeste
Distrito Federal
Goiás
Fonte: Datasus/MS; SVS/MS.
30
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
2.3 Estratégias e etapas da campanha
A campanha nacional, conforme esquema apresentado na Figura 9, a seguir, foi desenvolvida basicamente em três etapas.
O início, no dia 9 de agosto, foi marcado pela concomitância com o 2º dia nacional
de vacinação contra a poliomielite, focalizando a vacinação da família, considerando
os grupos-alvos a vacinar nas duas estratégias: crianças menores de cinco anos e adultos jovens que poderiam ser pais, mães, tios ou responsáveis.
As peças publicitárias utilizando a família ‘Zé Gotinha’ e casais famosos com seus
filhos adotou o slogan “VACINAÇÃO VIROU PROGRAMA FAMÍLIA”, numa perspectiva
que vem sendo trabalhada pelo Ministério da Saúde em várias frentes. A primeira
etapa objetivou captar o grupo-alvo em lugares de grande concentração e fluxo de
população, mas também com oferta da vacina na rede de serviços do SUS.
Figura 9.
1
2
3
4
Avaliação final
das coberturas
Última
chamada
Dia c entral
Comunicação e Mobilização
Enfoque: A família
Início da
publicidade
Lançamento
n acional
Estratégias e etapas da campanha de vacinação para eliminar a rubéola –
Brasil, agosto-setembro de 2008
5
6
7
Semanas
Populações em trânsito e
lugares de alta concentração
Postos fixos e móveis
Casa a casa, quando indicado
Populações institucionalizadas:
local de estudo, trabalho, lazer
Monitoramento rápido de
coberturas, onde necessário
Vacinação durante pós -parto e pós -aborto
Fonte: SVS/MS.
O dia central da campanha nacional foi 30 de agosto – um sábado –, para permitir
que a população em idade economicamente ativa, ainda não vacinada até esta data,
especialmente trabalhadores e estudantes, tivesse mais uma oportunidade de acesso à
vacinação, em postos fixos ou móveis. Nesta 2ª etapa, a chamada da campanha publicitária adotou o slogan “BRASIL LIVRE DA RUBÉOLA”.
31
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
A vacinação prolongou-se até 30 de dezembro de 2008, totalizando 20 semanas
de campanha. A duração variou de estado para estado, de município para município,
em razão de características de concentração e/ou dispersão das populações nas comunidades urbanas e rurais. Outro fato que exigiu adequações foi a coincidência com o
período de eleições para o Executivo e o Legislativo municipal nos 5.564 municípios
brasileiros.
No mês de dezembro, a mobilização foi estimulada por uma chamada adicional, dirigida especialmente aos não vacinados, alertando sobre a responsabilidade destes na
manutenção da transmissão da doença e os riscos da SRC para as crianças brasileiras. O
slogan, neste momento, foi: “AGORA SÓ FALTA VOCÊ!”, parodiando o refrão de música
bastante popular no país, de autoria da cantora Rita Lee.
Na etapa final, que se estendeu até 20 de fevereiro de 2009, foi rea­lizada uma avaliação das coberturas, utilizando a metodologia de verificação final do alcance da meta.
Essa avaliação tomou como base os resultados da vacinação em cada localidade e a
análise feita pela equipe de saúde, tendo como referência a sala de vacinação.
Destaque-se que a extensão do prazo desta etapa foi necessária em função do grande número de municípios (5.564) e em consequência do número de salas de vacinação
(mais de 30 mil) e a verificação ou checagem da cobertura alcançada.
As estratégias adotadas foram diferenciadas em cada etapa, com as equipes de coordenação buscando a melhor alternativa, mas sempre trabalhando de forma a se
complementarem e se adequarem a cada realidade. Algumas UF adotaram desde o
início uma estratégia mais agressiva, antecipando ações de busca em instituições, na
indústria e no comércio, aliada à manutenção de equipes nos horários de pico em locais de movimentação, o que permitiu avanços significativos na cobertura e o alcance
da meta mais rapidamente.
Deve ser ressaltada, de outro lado, a retomada de iniciativas e medidas fundamentais em operações massivas de curta duração que estavam esquecidas ou eram descartadas em função de justificativas muitas vezes falaciosas, como é o caso de colocar a
vacina em risco térmico por fazer vacinação extramuros.
A intensidade da mobilização brasileira para a campanha foi uma experiência inédita
no país. Pode-se afirmar, sem exageros, que todos os brasileiros foram informados sobre a campanha. A população masculina, especialmente o grupo de 20 a 29 anos, que
no primeiro momento manifestou resistência à vacinação, colocando-se como possíveis razões: o medo de injeção; o fato de não se considerar como integrante do grupo
suscetível; o não conhecimento da alta incidência da rubéola em homens, sendo o
grupo responsável pela manutenção da cadeia de transmissão; o insuficiente entendimento das razões da campanha (eliminação da rubéola e da SRC) e dos argumentos
que justificavam a vacinação de homens e mulheres, aderiram à participação na campanha, conforme os dados demonstram.
32
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Como exemplos de estratégias que merecem destaque:
•Vacinação em estabelecimentos de saúde: a oferta da vacina foi mantida em todos os serviços de saúde que realizam vacinação na rotina, atendendo à demanda
espontânea, busca de não vacinados no atendimento da unidade, e com recomendação para que no período da campanha fossem ampliados os horários de vacinação, inclusive noturno.
•Vacinação em trânsito e em lugares de alta concentração: a vacina foi ofertada
nos mais diferentes locais e horários mais adequados: mercados, centros comerciais,
shoppings, portos, aeroportos, rodoviárias, estações de metrô, comércio ambulante,
paradas de ônibus, estádios, centros recreativos e esportivos (jogos do campeonato
brasileiro de futebol), igrejas, festas regionais, como a do Peão Boiadeiro em Barreiras/SP, entre outros. Essa foi uma estratégia mantida durante toda a campanha, pela
sua efetividade em identificar pessoas não vacinadas e por permitir a flexibilidade de
horários, de acordo com cada realidade.
•Vacinação de populações institucionalizadas: na fase pré-campanha, por ocasião
da microprogramação, foram identificadas instituições que abrigavam populações
permanentes, a exemplo de empresas, instituições públicas, colégios, universidades,
fábricas, entre outras. Também largamente utilizada, possibilitou que uma grande
parcela da população-alvo fosse vacinada nestes locais.
•Vacinação casa a casa: a finalidade foi ofertar a vacina àqueles que, por diferentes
motivos, não foram vacinados nas chances oferecidas. Esta atividade, bastante complexa nas grandes cidades e periferias, em especial nas áreas expostas à violência, foi
viabilizada mediante consulta à comunidade, inclusive para que a visita fosse feita
em horários mais convenientes ou com maior probabilidade de encontrar as pessoas
em suas residências.
•Vacinação no pós-parto ou pós-aborto: as mulheres grávidas à época da campanha foram orientadas a não tomarem a vacina, devendo ser vacinadas imediatamente após o parto ou aborto, disponibilizando-se a vacina e o vacinador em grandes
maternidades e nas unidades de saúde.
2.4 Organização e planejamento
A Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, pela sua magnitude e complexidade, caracterizou-se pela oportunidade de aprendizado para todos os
envolvidos em todas as esferas de gestão do SUS, direta ou indiretamente vinculados
à vacinação ou ao PNI. A necessidade de estabelecer um plano de ação, com definição
de estratégias específicas, foi sentida e desenvolvida em cada canto deste país.
33
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Um Grupo de Gestão Estratégica da campanha foi liderado pelo Secretário de Vigilância em Saúde e integrado por representantes de todos os setores que, de diferentes
formas, tinham responsabilidades por atividades vitais para o andamento do trabalho.
Nas reuniões semanais, iniciadas em maio, eram procedidas avaliações do andamento
das atividades e definidas tarefas específicas para cada um dos setores envolvidos.
Este foi, sem dúvida, um dos pontos de sustentação da campanha, superando impasses, resolvendo questões, articulando setores, dirigentes e pessoas, fazendo com
que todos vissem que a campanha não era da CGPNI, ou da Secretaria de Vigilância em
Saúde (SVS) e, sim, do Ministério da Saúde, do SUS.
Assim foram superadas questões relacionadas aos recursos logísticos (licitações; aquisição e distribuição de imunobiológicos; desembaraço de produto importado; aquisição, distribuição e remanejamento de seringas/agulhas; transporte de imunobiológicos
e outros insumos; impressão de material; dentre outros), mas também em relação à
campanha publicitária; à supervisão e cooperação técnica; aos recursos financeiros; e à
formação do comitê de mobilização e às alianças com parceiros. O papel desempenhado
pela autoridade maior do Ministério, o Ministro da Saúde, foi fundamental no acompanhamento de todos os passos da operação, lançando mão do seu prestígio e credibilidade para mobilizar a população, autoridades governamentais e gestores do SUS,
autoridades dos governos federal, estadual e municipal e a sociedade civil organizada.
O detalhamento da organização e programação por esferas de gestão e a microprogramação formulada na base do Sistema, com identificação e efetivação de estratégias
diferenciadas de captação da população, foram fundamentais para o êxito da campanha, inclusive pela necessidade de prorrogar a execução de cinco para 20 semanas,
num esforço adicional para alcançar a meta proposta.
A estratégia de mobilização e de comunicação social foi importantíssima. A população-alvo da campanha foi informada e sensibilizada para a vacinação. Todas as ferramentas, desde as mídias tradicionais até o uso pioneiro da internet em uma campanha
de vacinação, foram usadas e potencializadas de forma inteligente para informar e
esclarecer não somente a população, mas, também, os profissionais de saúde ávidos
por conhecimentos atualizados, e também aos incansáveis parceiros e aliados.
A interatividade do nível nacional com as coordenações estaduais e municipais da
campanha foi presente de forma contínua e ininterrupta. Isso garantiu a confiança e
uma interlocução eficiente e produtiva de sustentação tanto no plano técnico, operacional, quanto no da manutenção de um clima de entusiasmo durante a campanha.
Destaque-se no contexto desta megaoperação a preocupação e a montagem de toda
uma estratégia específica para a garantia da vacinação segura e de respostas rápidas a
situações que poderiam caracterizar-se como crise e perturbar o andamento do trabalho, a exemplo de notícias ‘plantadas’ de que a vacinação objetivava a esterilização da
população jovem ou de histórias de eventos graves após a vacinação. Todos os níveis do
trabalho estavam atentos a essas situações, que rapidamente foram contornadas e solucionadas. Pode-se afirmar, sem exageros, que na história do PNI nunca antes um contin-
34
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
gente tão grande de pessoas havia sido vacinado num clima de tamanha tranquilidade.
Mencione-se, por fim, a formulação e disponibilização do sistema de informação
on line que permitiu a obtenção e o acompanhamento de resultados quase em tempo
real e inaugurou o salutar costume da consulta constante dessa ferramenta, batizada
de vacinômetro. Uma representação do símbolo do PNI (o Zé Gotinha) em um gráfico
figurativo automaticamente atualizável que, num lance, mostrava a situação da cobertura de vacinação total e em homens e mulheres, para o país.
A disponibilização de metodologia de monitoramento e avaliação final de coberturas também pode ser destacada como marco do esforço por modernizar e atualizar as
possibilidades de verificação de resultados pelo setor saúde.
2.5 Capacitação
A capacitação desencadeada a partir da esfera nacional e pautada na formação de
multiplicadores atendeu, principalmente, à necessidade de padronização de conteúdos e de um mínimo de unidade em termos de logística e organização da estratégia de
forma ascendente, a partir das necessidades locais.
Para tanto, foi elaborada uma série de documentos disponibilizados em meio impresso e eletrônico, com distribuição para as equipes de coordenação nas UF, chegando,
em alguns casos, até aos municípios, a saber: “Plano de ação”, com distribuição direta
aos gestores (tiragem 8 mil); “Manual técnico-operacional”, destinado a subsidiar a
campanha em todas as etapas (tiragem 50 mil) e “Organizando a vacinação: subsídios
para as equipes locais”, para uso dos vacinadores (tiragem 50 mil).
35
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Publicações disponíveis no endereço eletrônico www.saude.gov.br/svs
O conteúdo desses materiais abrangeu os fundamentos históricos, políticos, técnicos e científicos da decisão pela eliminação da rubéola e da SRC, as estratégias programáticas e todas as orientações necessárias ao desenvolvimento das várias etapas da
operação, visando em especial ao vacinador e ao supervisor de campo.
Um cronograma de capacitações foi desencadeado a partir da esfera nacional, iniciando com um encontro entre coordenadores de imunizações das UF para discutir a
campanha e estabelecer um esboço do plano de trabalho, contemplando a microprogramação, a vacinação segura, o sistema de informação, a logística, a rede de frio, a
supervisão, o monitoramento e a avaliação. A partir daí, num processo em cascata e
num prazo de cerca de 30 dias, foram cobertas as cinco macrorregiões do país.
Nos 26 estados e no Distrito Federal, entre maio e julho, da mesma forma, foram
elaboradas programações e desencadeados processos de capacitação. Ao fim desse
período, portanto, as equipes de saúde do país inteiro conheciam a proposta para
eliminação da rubéola no Brasil, formando-se, assim, em curto espaço de tempo, uma
considerável massa crítica de profissionais conhecedores da estratégia, e, principalmente, envolvidos com a missão.
36
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Um grupo de profissionais com experiência em imunizações foi preparado para um
trabalho de cooperação técnica com estados e municípios, participando das capacitações descentralizadas, da supervisão e do suporte técnico e operacional. Foram realizados encontros regionais para capacitar as equipes e discutir os avanços na programação e na organização da campanha, assim como reforçar alguns aspectos-chave nas
diferentes etapas.
Em cada UF as capacitações foram reproduzidas junto aos municípios. No nível local,
foi assegurado o treinamento das equipes executoras, abordando, dentre outros, os
seguintes aspectos: bases da campanha (justificativa, objetivos, grupos-alvo, estratégias); vacinas (indicações e contraindicações); conservação da vacina (rede de frio);
descarte do material utilizado; registro e consolidação de dados; acompanhamento
de eventos adversos pós-vacinação (EAPV); conduta em relação à gestante vacinada
inadvertidamente; monitoramento e avaliação de coberturas.
Foram mais de 230 mil pessoas envolvidas, entre supervisores, profissionais de saúde, especialmente enfermeiros e médicos, gerentes de serviços, vacinadores, estudantes universitários e de nível médio, motoristas, líderes comunitários, parceiros e aliados
nos diferentes pontos do território brasileiro. Do menor ao maior município, todos
estavam trabalhando com o mesmo objetivo: fazer a campanha de vacinação contra
rubéola acontecer no Brasil.
Cerca de 230,2 mil agentes comunitários de saúde e de controle de endemias tiveram participação ativa na microprogramação nas áreas sob sua responsabilidade,
possibilitando, inclusive, a ampla e permanente mobilização da população. Foram
fundamentais em todo o processo, inclusive no monitoramento para verificação final
de coberturas.
Nesse particular, destaque-se a inclusão do tema da campanha contra rubéola na
programação de atividades da III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família,
concomitante com o III Concurso Nacional de Experiências em Saúde da Família, e o
IV Seminário Internacional de Atenção Primária/Saúde da Família realizados no período de 5 a 8 de agosto de 2008. Esses eventos ocorreram na semana que antecedeu
o lançamento da campanha nacional, oportunizando vários momentos de sensibilização junto a milhares de profissionais da rede do SUS, a exemplo do encontro temático sobre “Atenção Básica/Saúde da Família e vacinação: protegendo grupos-alvo
e controlando doenças imunopreveníveis” e da roda de discussão “Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola: o papel das ESF fazendo-a acontecer
nos municípios”.
Fonte: site do Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde/MS, com base nos dados do Sistema
de Informação de Atenção Básica (SIAB) e Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).
www.saude.gov.br/dab
37
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
2.6 Microprogramação
A elaboração da microprogramação constituiu medida fundamental para o êxito da
campanha nacional. O objetivo maior era localizar a população-alvo e identificar as
formas de alcançá-la em cada município brasileiro, em especial aquela vinculada a uma
instituição (indústria, empresa, escola etc.) ou em locais de concentração e de fluxo
contínuo (estações rodoviárias, estações de trem, pontos de ônibus, metrôs, dentre
outros), principalmente com o intuito de programar as atividades a serem desenvolvidas fora do serviço de saúde.
O primeiro passo consistiu em mapear a área a ser trabalhada para, em seguida,
fazer a setorização e o agrupamento de pequenas áreas, como quarteirões, bairros ou
localidades. A definição de uma população de referência para cada unidade de saúde
foi medida imprescindível, a partir do que foi estabelecida em relação a esta população
a ser trabalhada uma adequada programação considerando a necessidade de recursos
humanos, adequação de horários das atividades, transporte e suprimento de insumos
para a vacinação.
Todos os locais com populações a vacinar foram relacionados e definidas estratégias
extramuros, com previsão de horários disponíveis para visitas, num trabalho que exigiu
permanente articulação e coordenação com empresas e instituições diversas, assim
como a formação de alianças estratégicas com organizações governamentais e não
governamentais, conselhos comunitários, dentre outros.
Na prática, foi constatado que nos municípios onde a microprogramação foi feita
com critério e atenção às peculiaridades e especificidades, os resultados favoráveis foram obtidos desde o início da campanha. Diferentemente, naqueles municípios que não
cumpriram essa etapa do processo de planejamento, o mapeamento foi feito durante
a operação, fazendo-se necessário rever roteiros e realizar levantamentos emergenciais
capazes de localizar a população-alvo da campanha, exigindo, muitas vezes, recursos
adicionais não pensados na fase de organização. Exemplos dessa situação foram identificados durante a execução da campanha, em municípios que tiveram de recorrer, em
diferentes etapas da campanha, à reprogramação das ações para alcance das metas.
2.7 Imunobiológicos, outros insumos e logística
A vacina contra a rubéola utilizada na campanha nacional é produzida a partir da
cepa Wistar RA 27/3. Essa vacina pode ser apresentada na forma monovalente ou combinada. É liofilizada, sendo reconstituída utilizando diluente de água estéril formulada
especificamente para a vacina.
38
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
É uma vacina segura e com efetividade média maior que 95%. A resposta máxima
de anticorpos é observada entre o 14º e o 21º dia após a vacinação e alguns estudos
indicam que a imunidade se mantém por toda a vida10.
Na campanha foram utilizados frascos de dose múltipla da vacina combinada – VDV
ou VTV – contendo 10 doses. Uma dose corresponde a 0,5 ml, devendo ser administrada por via subcutânea no terço superior externo do braço. Para o cálculo da necessidade da vacina, foi considerado um percentual de perda estimado de 20%.
A VDV, utilizada na campanha nacional para a população de 20 a 39 anos, foi adquirida por meio do Fundo Rotatório da Opas do laboratório Serum Institute. É composta
pelo vírus da cepa Wistar RA 27/3 da rubéola, conforme já referido, e da cepa Edmonston Zagreb do sarampo.
A VTV, utilizada para a população de 12 a 19 anos de idade, fornecida pelo Instituto
de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fiocruz, do Ministério da Saúde, contém as cepas Wistar RA27/3 do vírus atenuado da rubéola, Schwarz de sarampo
e RIT 4385 derivado da Jeryl Lynn do vírus da caxumba.
Para garantir a efetividade dessas vacinas num percentual maior que 95%, buscou-se
garantir a manutenção das condições adequadas de conservação entre +2ºC a +8ºC, em
todos os níveis da rede de frio. A vacina após reconstituição pode ser utilizada até um prazo máximo de oito horas. Da mesma forma, foram orientados os procedimentos para o
descarte dos resíduos em relação às sobras de vacinas no final de cada turno de trabalho.
As contraindicações à VDV e à VTV são bastante restritas: antecedente de reação
anafilática grave, imunossupressão e doenças agudas graves. Os efeitos secundários à
vacinação são pouco frequentes e passageiros. Com relação à grávida, embora exista
evidência de que a vacina não provoca malformação ao produto da concepção, optouse, nesta campanha, por recomendar não vacinar as mulheres gestantes.
A distribuição de quase 90 milhões de doses dessas vacinas, desde o nível nacional
para estados e municípios, a partir da Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Insumos (Cenadi), da Secretaria de Vigilância em Saúde, atendeu a cronograma estabelecido a partir da meta de vacinação de cada UF. O cronograma também
considerou a capacidade de armazenamento em centrais estaduais e regionais, sendo necessário, em alguns casos, adquirir ou locar equipamentos de refrigeração para
complementar a necessidade de estocagem dos produtos. A Cenadi foi, sem dúvida,
importante componente desse processo, envidando todos os esforços para garantir o
transporte em tempo hábil, dentro das condições adequadas de conservação.
Na reunião de avaliação da campanha, realizada no final de outubro, este item foi
pontuado positivamente por técnicos das UF e capitais, vez que, a despeito da grandiosidade da campanha, não houve atrasos na entrega, problemas relacionados à conservação, nem perdas que prejudicassem o andamento das atividades.
GREAVES, W. L. et al. Clinical efficacy of rubella vaccine. The Pediatric Infectius Disease Journal, [S.1.], v.2, p. 284286, 1983.
10
39
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Os estados, por sua vez, montaram esquemas logísticos de distribuição para o nível
local, de forma a atender às necessidades sem comprometer a qualidade dos produtos,
nem as estratégias estabelecidas para vacinação da população em cada município.
Com relação a seringas e agulhas, que são insumos críticos para a realização da campanha, deve-se destacar o empenho das equipes técnica e administrativa na esfera nacional na busca de soluções para superar impasses no processo de aquisição centralizado
e limitações de mercado. O objetivo de todo esse esforço foi o de garantir o quantitativo
de mais de 90 milhões de seringas e de agulhas, destinados à diluição da vacina e à
vacinação da população. Deve ser ressaltado que a compra centralizada destes insumos
(seringas e agulhas) foi uma decisão específica para a Campanha Nacional de Vacinação
para Eliminação da Rubéola, que fugiu do padrão de rotina adotado pela SVS, que, tradicionalmente, elabora uma ata de registro de preços à qual a UF adere, assume o pagamento e o processo de entrega. Além disso, dado o volume a ser adquirido, o parque
produtor nacional teve de superar a capacidade de produção para atender às cotas em
tempo recorde, ou seja, menos de três meses, entre aquisição e entrega do produto.
Uma das lições aprendidas com este fato diz respeito à necessidade de maior atenção e antecedência no planejamento dos insumos para uma campanha desse porte,
evitando-se o estresse vivido pelas equipes em todas as esferas. O esforço despendido
e a superação dos impasses, entretanto, permitiram que este também fosse um aspecto bem avaliado pelas equipes estaduais, que reconheceram no Ministério da Saúde a
capacidade de resposta às demandas e às intercorrências.
A logística para distribuição de materiais impressos foi estabelecida considerando a
capacidade de liberação das publicações pelas gráficas e em função do atendimento
às necessidades de utilização dos documentos para o desenvolvimento das atividades
previstas como capacitações e mobilizações.
Nesse particular, o transporte de imunobiológicos, seringas e agulhas e materiais
impressos resultou em competente e eficiente logística, considerada, na história do
PNI, a maior operação já realizada nas últimas décadas pelo Ministério da Saúde, com
a efetiva intervenção e atuação da Coordenação-Geral de Recursos Logísticos (CGRL),
da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, bem como da Unidade de Gerência de
Projetos (UGP), responsável na SVS pela gestão de insumos estratégicos.
2.8 Vacinação em área de fronteira
Dentre os 26 estados basileiros, 11 fazem fronteira com países da América do Sul. São
15,7 mil quilômetros de extensão terrestre, com intensa movimentação de populações.
O Ministério da Saúde desenvolve trabalhos com o objetivo de aprofundar a articulação e a ação integrada interpaíses, para contribuir na organização e fortalecimento dos
serviços locais no campo da vigilância em saúde, prevenção e controle de doenças.
40
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Em função da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, foram
implementadas ações nos pontos de fronteira para garantir a vacinação de cerca de
um milhão de pessoas, destacando-se as seguintes iniciativas:
•definição de estimativas populacionais (população flutuante) com maior probabilidade de não estar vacinada contra a rubéola;
•elaboração de plano de vacinação integrado nos municípios de fronteira, contemplando pontos formais e informais de acesso;
•operacionalização da vacinação da população em trânsito identificada nos municípios de fronteira;
•monitoramento rápido da cobertura vacinal (CV) em municípios fronteiriços.
2.9 Vacinação segura
Os aspectos relacionados à vacinação segura receberam uma atenção especial na
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, em todas as esferas,
ressaltando-se: a capacitação de todos os envolvidos, em especial dos responsáveis pela
administração das vacinas; a vigilância dos eventos adversos pós-vacinação; o monitoramento das gestantes vacinadas inadvertidamente e o abastecimento de sangue.
Na esfera federal podem ser destacadas a definição de diretrizes, normativas e protocolos, a articulação intersetores dentro do Ministério da Saúde, a capacitação de
pessoal, a consulta a experts e o estabelecimento de referências por intermédio do
Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI). Nas demais esferas, além da capacitação dos profissionais e da definição de especialistas como referência, foi efetivada uma
vigilância ativa e a pronta investigação das ocorrências.
Vacinadores capacitados para administração
de imunobiológicos
A capacitação do pessoal na administração dos imunobiológicos é crucial para a
vacinação segura, ainda mais quando se considera o tamanho da rede de vacinadores
do SUS e a magnitude da campanha. Assim, tanto os profissionais que atuaram na
supervisão como na administração de imunobiológicos foram envolvidos em processo
de capacitação continuada, focalizando os procedimentos e indicações para o manejo
dos produtos, uso e descarte de seringas, agulhas e sobras de vacinas, o que permitiu
maior segurança na realização das atividades.
41
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Para a campanha foram disponibilizados um manual operativo e um módulo específico para subsidiar o desenvolvimento das ações locais destinado a cada supervisor e
vacinador, facilitando o treinamento e possibilitando o acesso à consulta em diferentes
situações. Um dos destaques deste módulo foi a seção específica sobre a vigilância de
eventos associados à vacinação, que, conforme relato das equipes locais, contribuiu
para o encaminhamento adequado de notificação indevida de eventos associados à
vacinação, descartados pela equipe ainda no serviço de saúde.
Vigilância de eventos adversos pós-vacinação
Uma operação do porte da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, com a perspectiva de vacinar cerca de 70 milhões pessoas, representa, como se sabe,
a possibilidade do aumento da ocorrência de eventos adversos associados temporalmente à vacinação, além de ser uma realidade o fato de que, nessa situação, é mais comum
atribuir à vacina qualquer sinal ou sintoma originado por outras causas, em especial por
conta da vacinação de adultos. Essas questões exigiram a adoção de providências e de
iniciativas relacionadas a uma melhor preparação das equipes, à definição de protocolos
e à indicação de referências técnicas especializadas no nível nacional e nos estados.
A vacina contra a rubéola é segura, mas em 5% das pessoas vacinadas suscetíveis
poderão ser observados eventos adversos, na sua maioria sem complicações.
Um aspecto bastante positivo que facilitou a vigilância foi a definição e a disseminação da informação sobre os eventos adversos pós-vacinação (EAPV) a serem notificados imediatamente:
•os EAPV graves, como choque anafilático, hospitalizações e óbito seriam informados imediatamente, por telefone ou por fax;
•os EAPV causados pelos chamados erros programáticos: dose maior ou via de administração diferente da indicada, uso equivocado da diluição ou má assepsia;
•os rumores sobre ocorrências (conversas da população ou dos profissionais, notícias
de jornais), os quais deveriam ser investigados de imediato para informar corretamente à população ou aos profissionais envolvidos, especialmente para não levantar ou fortalecer dúvidas quanto à credibilidade, eficácia e segurança da vacina.
No tocante à questão dos rumores, foi necessário orientar as equipes para dar respostas rápidas e acertadas referentes aos EAPV e para o manejo de situações que
poderiam resultar em crise para a campanha de vacinação. No nível nacional foi fundamental a atuação dos membros do CTAI e representantes de sociedades científicas e
de comunicadores e formadores de opinião trabalhados mediante interlocução com a
mídia, tendo em vista a correta informação à população.
42
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Vinculados à Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, foram
notificadas no Sistema de Informação de Eventos Adversos Pós-Vacinação (SI-EAPV),
até 10 de fevereiro de 2009, 1.372 ocorrências, para um total de 66,7 milhões de pessoas vacinadas, correspondendo a 2,06 para cada 100 mil doses administradas, sendo
inferior à freqüência de 2,8 relatada na literatura.
A maior proporção dos eventos notificados foi registrada entre as mulheres (843:
61,4%). A região Sul contribuiu com 449 (36,4%), seguida das regiões Sudeste (399:
29,0%) e Nordeste (265: 19,3%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste os registros foram
mais escassos, correspondendo a 82 (5,9%) e 177 (12,9%), respectivamente. Quatro
estados das regiões Sul e Sudeste concentraram 50% das notificações: Santa Catarina,
Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, respectivamente, 346 (25,3%), 132 (9,6%),
112 (8,2%) e 95 (6,9%).
Com relação aos tipos de eventos, os mais presentes foram: exantema generalizado
(471: 28,6%); a tríade – exantema, linfadenopatia e febre (258: 15,7%); e as reações
locais intensas (dor/rubor/calor) (226: 13,7%).
A despeito de reconhecer a provável subnotificação de casos, pode-se considerar,
diante desses resultados, que o número e o tipo de ocorrências registradas, tendo em
conta, especialmente, o universo de pessoas vacinadas com o quantitativo de mais de
66,7 milhões de doses administradas, evidenciam que a vacina é pouco reatogênica e
que as equipes estavam devidamente preparadas para a operação. Destaque-se, além
disso, a vigilância eficiente em todos os níveis, a atenção dos profissionais e a ação
pronta diante de qualquer ocorrência conhecida, tornando esta experiência uma referência para outros países no desenvolvimento de ações coletivas semelhantes.
Gestantes vacinadas inadvertidamente
A vacina contra a rubéola, embora não tenha efeitos teratogênicos no feto, não é
indicada durante a gestação11,12,13,14. Entretanto, considerando que a vacinação de grávidas pode ocorrer, especialmente quando de operações massivas, é imprescindível o
registro e o acompanhamento dessas mulheres. Para tanto, o Ministério da Saúde definiu protocolo de abordagem e orientações para o monitoramento dessas situações.
11
BAR-OZ, B. et al. Pregnancy Outcome Following Rubella Vaccination: A Prospective Controlled Study. American Journal of Clinical Genetics, [S.1.], v.130A, p.52-54, 2004.
BADILLA, X. et al. Fetal risk associated with rubella vaccination during pregnancy. The Pediatric Infectius Disease
Journal, [S.1.], v.26, n.9, p.830-835, 2007.
12
HAMKAR, R. et al. Inadvertent rubella vaccination of pregnant women: evaluation of possible transplacental infection with rubella vaccine. Vaccine, [S.1.], v.24, n.17, p.3558-3563, Apr. 2006.
13
14
SÁ, G. R. da Silva et al. Seroepidemiological profile of pregnant women after vaccination in the state of Rio de
Janeiro, Brazil, 2001-2002. Pan American Jounal of Public Healt, [S.1.], v.19, n.6, p. 371-378, Jun. 2006.
43
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Na Campanha quando foram vacinadas mais de 34,2 milhões de mulheres, o percentual ficou muito abaixo da estimativa de 5% de gestantes vacinadas inadvertidamente
(GVI), conforme estudos já realizados, estando muito abaixo da expectativa em uma
operação dessa magnitude. Até a data referida, 13.215 grávidas foram vacinadas, correspondendo a 0,04% do total de mulheres.
Deste total, de acordo com o protocolo definido, foram descartados para acompanhamento 8.256 casos (62,4%) e 4.518 (34%) estão em fase final da análise laboratorial. Serão acompanhadas até o final da gestação, 441 grávidas vacinadas inadvertidamente (3,3%) e seus filhos, na seqüência após o parto. Caso a projeção se confirme,
este será o maior estudo já realizado no mundo, no que diz respeito a mulheres grávidas vacinadas contra rubéola, resultando em informações fundamentais confirmando
que a vacina é inócua para a gestação e seus conceptos.
Nesse particular, deve ser destacado o trabalho de informação desenvolvido junto à população e aos profissionais de saúde. O uso da internet, especialmente a partir do Ministério da Saúde, com equipes na área de comunicação devidamente treinadas, associada à
permanente e atenta equipe da coordenação da campanha, recebendo e respondendo emails, telefonemas e fax sobre a vacinação, informando e esclarecendo dúvidas e inquietações. A iniciativa de oferecer informações sobre a campanha, com atualização em tempo
real, pode explicar a baixa ocorrência de problemas de entendimento sobre a questão e é
uma experiência a ser seguida por outros países, em estratégias de vacinação similares.
O outro lado da questão, ou seja, o uso da internet para divulgação de interesses
diversos (pessoais, religiosos) e para propagar informações equivocadas ou caluniosas,
na tentativa de desviar a atenção do objetivo maior da campanha, também foi enfrentado pela equipes nas três esferas de gestão.
Foram mensagens, muitas vezes anônimas, que questionavam a segurança das vacinas utilizadas ou a justificativa para a realização da vacinação em massa, mensagens
de outros países, de grupos ’antivacinas‘, disseminando informações de que as vacinas
possuíam hormônios humanos que provocavam a esterilidade em homens e mulheres.
A ofensiva, a exemplo de outros países, foi tão intensa que amostras das vacinas foram
enviadas para laboratórios internacionais com o objetivo de obter dados que comprovadamente desfizessem os rumores disseminados.
O Ministério da Saúde também elaborou um plano de comunicação para combater
o clima de desconfiança e neutralizar a ação danosa, tanto assim que em menos de
quinze dias, os rumores foram, pouco a pouco, desaparecendo, rompendo a cadeia de
inquietações e aumentando a adesão da população à campanha.
Esta, sem dúvida, foi uma das experiências gratificantes durante a operação, pois a
cada dia aumentava a confiança da população nos profissionais das equipes técnica e
de comunicação que atendiam a essas demandas. Esses resultados apontam para uma
situação bastante positiva, envolvendo uma questão preocupante pela repercussão
emocional na mulher submetida a essa situação (gravidez sob suposto risco de aborto
ou malformação do feto).
44
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Abastecimento de sangue e hemoderivados
A questão do abastecimento de sangue para a rede pública de saúde foi alvo de
atenção, em função da Campanha de Vacinação para Eliminação da Rubéola, pelo fato
do Ministério da Saúde, por intermédio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), estabelecer que as pessoas que forem vacinadas com vacinas de vírus vivos
atenuados, não devem doar sangue por período de quatro semanas (RDC nº 153, de
14 de junho de 2004).
Assim, em função de que grande parte do público-alvo da campanha (homens e
mulheres de 20 a 39 anos) está, também, incluída como grande parte dos doadores
de sangue, foram articuladas diversas iniciativas para não afetar o abastecimento de
sangue e seus derivados, a exemplo da realização de campanha nacional de doação
de sangue antes do desencadeamento da campanha publicitária relativa à vacinação
contra rubéola.
Com os hemocentros foram viabilizadas ações integradas e os doadores de sangue
cadastrados foram orientados e chamados para fazerem a doação antes de receberem
a vacina. Várias estratégias foram desenvolvidas, destacando-se: a elaboração de um
protocolo com orientações para a vacinação de doadores de sangue; a efetiva articulação das coordenações de imunizações, responsáveis pela campanha, com as gerências
dos hemocentros, procedendo a um trabalho planejado e eficiente; a organização dos
bancos de sangue para, ao receberem os doadores, orientar sobre a importância da
vacinação; e a instalação de equipe de vacinação no próprio hemocentro para recebimento da vacina logo após a doação e orientações sobre outras questões.
Com tudo isso não houve solução de continuidade no armazenamento e estoque de
sangue e seus derivados nos hemocentros de todo o Brasil. Toda a rede de serviços esteve preparada para atender, fazer a coleta de sangue dos doadores e realizar a vacinação contra rubéola e orientar para a próxima doação, de forma adequada e segura.
2.10 Sistema de informação
Na Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, a informação
oportuna e de qualidade fez o diferencial, em função da disponibilização de uma ferramenta construída em conjunto, pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus) e
a CGPNI/Devep/SVS. Acessível via internet, a ferramenta construída permitiu a alimentação e a consolidação dos dados pelo município.
Os dados foram coletados por sala de vacina, por meio de boletim padronizado para
os 5.564 municípios, com informações desagregadas por sexo e faixa etária. No tocante aos grupos de idade, houve diferença para os estados que vacinaram a partir dos
12 anos (Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do
45
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Norte) com registro feito em quatro faixas etárias: de 12 a 14; de 15 a 19; de 20 a 29
e de 30 a 39 anos. Para as demais UF foram duas faixas: de 20 a 29 e de 30 a 39 anos
de idade.
Para o registro da vacinação foram disponibilizados três modelos de boletim diário:
1. boletim para registro de dados por sexo e tipo de vacina: VTV para as faixas
etárias de 12 a 14 e de 15 a 19 anos e VDV para os grupos de 20 a 29 e de 30 a
39 anos, utilizado nos estados do Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de
Janeiro e Rio Grande do Norte;
2. boletim para registro de dados por sexo para a VDV nas faixas de 20 a 29 anos e
de 30 a 39 anos, utilizado nas demais UF;
3. boletim para registro de dados da vacinação com a VTV na população indígena,
por sexo, nas faixas etárias de 12 a 39 anos.
O processo de consolidação dos dados tinha início ao fim de cada jornada de trabalho, quando as equipes de vacinação, com o apoio do supervisor, faziam a somatória
das doses administradas no município, transferindo-as para o boletim de consolidação
do município. Após validação desses dados pela equipe local, para revisão e identificação de inconsistências, estes eram digitados no site http://pni.datasus.gov.br, no
campo ‘Campanha de Vacinação para Eliminação da Rubéola’.
Todos os responsáveis pela informação, em cada município, tinham acesso ao sistema de informação por meio de senha criptografada pelo Datasus, que permitiu
a digitação pelo código do IBGE, de cada local, acessível pela tabela do Sistema. A
informação do quantitativo de doses administradas em cada município foi gravada
pela senha do informante e a CV foi calculada por residência do vacinado a partir
dos dados informados, cumprindo fluxo estabelecido: município, regional, estado e
Ministério da Saúde.
Os resultados, ao longo de toda campanha, estavam disponíveis para consulta pública, visualizados mediante acesso ao site já referido, o que permitiu a transparência em
termos de resultados da vacinação, a informação descentralizada e, em consequência
a garantia da análise e da tomada de decisão nas diferentes esferas de gestão e de
coordenação das ações, nas fases de execução e avaliação da campanha. Esse sistema
também foi disponibilizado para consulta do público, em página da internet, e ficou
conhecido como “vacinômetro”.
46
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
2.11Supervisão
A Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, a exemplo de outras ações de caráter massivo e de larga escala, teve na supervisão importante suporte
em todas as fases da operação e em todas as situações que exigiam o cumprimento
de procedimentos e requisitos de garantia da qualidade e da segurança. Destaque-se
como foco específico da supervisão em cada fase do processo:
•durante a organização e programação: como suporte ao adequado planejamento da estrutura necessária à realização da campanha, envolvendo o processo de
capacitação, a disponibilidade de recursos materiais e financeiros, o desenho da
microprogramação e a programação de atividades, a logística, a rede de frio, a
divulgação, o enfrentamento de situações de crise, dentre outras;
•na execução, a finalidade foi verificar, orientar e adequar a condução do processo
da vacinação: pró-atividade das equipes; capacidade de superar eventuais impasses; implementação de estratégias diferenciadas; cumprimento de cronograma;
acompanhamento de resultados, bem como a realização do monitoramento rápido de cobertura na sequência da vacinação, de acordo com o preconizado;
•na etapa final, de conclusão da campanha, a equipe de supervisão participou ativamente do processo de avaliação da CV para verificar a consecução da meta de
vacinação em todos os municípios.
Ainda no tocante ao processo de supervisão e cooperação técnica, durante a campanha todas as UF receberam mais de uma visita técnica ou política, com tempo de
permanência que variou conforme a necessidade específica da situação da unidade
visitada. Além de dirigentes da SVS, coordenador e técnicos da CGPNI e coordenador
nacional da campanha, foram, aproximadamente, 15 supervisores nacionais, três consultores nacionais e sete consultores internacionais (total de 25 profissionais). A atuação, o deslocamento desses técnicos, percorrendo e, conforme a necessidade, fixandose em alguns pontos do país recebeu o apoio técnico e financeiro da Opas, durante os
cinco meses de campanha.
47
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Reunião dos observadores internacionais em Brasilia, 1º de setembro de 2008
Cabe destacar que os consultores internacionais, com grande experiência nesse tipo
de campanha, iniciaram os trabalhos a partir do dia 30 de setembro, apoiando as UF
com situações de maior complexidade, em especial os cinco estados que adotaram
população-alvo diferenciada (Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Rio Grande do Norte) e aquelas UF com grande contingente populacional, como São
Paulo e Bahia. Num segundo momento, foram deslocados para áreas que apresentaram dificuldades no alcance da meta, como Tocantins e Goiás.
Essas assessorias, nacionais e internacionais, foram fundamentais no estímulo e
orientação às equipes estaduais e municipais para o alcance dos resultados, vencendo
barreiras estruturais, capacitando recursos humanos, mobilizando e implementando
estratégias diferenciadas para áreas urbanas, rurais e de difícil acesso, para o monitoramento e avaliação de coberturas, e também executando a vacinação, dando o exemplo e liderando equipes em locais de concentração populacional.
A presença de observadores internacionais durante a campanha foi outro aspecto a
ser destacado nesta megaoperação. Provenientes dos Estados Unidos da América, do
Canadá e da Suíça, estes técnicos foram distribuídos por quatro estados (São Paulo, Rio
de Janeiro, Minas Gerais e Bahia) considerando características específicas, a exemplo
do tamanho da população e a existência de grandes áreas periurbanas e periferias com
complexidades sociais e econômicas que interferem no andamento da vacinação, que
eram de especial interesse dos referidos observadores, e participarem de estratégias
que fossem aplicáveis a outros países de grande extensão, a exemplo do Brasil.
A avaliação dos observadores, a despeito de expressarem o inusitado de operação
com tal magnitude e complexidade, trouxe contribuições ao desenvolvimento dos trabalhos, com sugestões de estratégias diferenciadas especialmente para os grandes
centros urbanos.
48
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
2.12 Monitoramento e avaliação
As características e especificidades da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola exigiram a organização e a estruturação de processo de monitoramento e avaliação para verificar o alcance da meta de cobertura de vacinação, a saber:
o fato de ser a etapa inicial de um processo que tem por objetivo a eliminação de uma
doença; a necessidade de utilizar diferentes modalidades de vacinação, considerando
um público-alvo de adultos; e a meta de vacinar a população masculina.
Em função disso, dois tipos de monitoramento foram adotados: o monitoramento
de avanço e o monitoramento rápido de cobertura.
Monitoramento de avanço
No chamado monitoramento de avanço, as equipes estaduais e locais acompanhavam e analisavam os dados diários referentes a pessoas vacinadas e registravam essas
coberturas em painéis apelidados de “vacinômetro”. Foram também utilizados gráficos
e mapas organizados como “salas de situação” em unidades de saúde, nas secretarias
municipais e estaduais e na esfera nacional.
A verificação constante no site fez parte da rotina de todos: Ministro da Saúde, secretários de Saúde estaduais e municipais, gestores, dirigentes, profissionais de saúde e
população. O próprio Ministro dirigiu uma carta aberta aos profissionais, reproduzida
na página seguinte.
O monitoramento das coberturas de vacinação variou de acordo com a semana da
campanha, mas depois da 4ª semana o grande desafio era localizar as pessoas ainda
não vacinadas, o que exigiu das equipes maior esforço e criatividade em encontrar o
mecanismo capaz de possibilitar o alcance da meta, conforme descrito a seguir no item
“dinâmica da campanha”.
49
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
50
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Monitoramento rápido de coberturas
O monitoramento rápido de cobertura foi uma metodologia estruturada para a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, baseada em experiências
de outros países que realizaram estratégias semelhantes, porém adaptada para a realidade brasileira. O objetivo desse monitoramento é verificar e identificar dois aspectos
do resultado da vacinação, de acordo com avaliação do supervisor, a saber: as áreas
que apresentam menor probabilidade de terem sido visitadas pelos vacinadores (áreas
de difícil acesso, afastadas das ruas principais, áreas de exclusão social etc.) e aquelas
áreas consideradas como bem vacinadas.
A metodologia preconiza que para cada monitoramento deveria ser visitado um
quantitativo de domicílios que permita, ao final, coletar dados de 100 pessoas na faixa
de 20 a 39 anos de idade, ou na faixa de 12 a 39 anos (Maranhão, Mato Grosso, Minas
Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte). Os dados são registrados em formulário
próprio de monitoramento de cobertura casa a casa.
Na oportunidade de visitas domiciliares para o monitoramento, a equipe de vacinação,
portando caixa térmica com a vacina e outros insumos necessários, realizou o trabalho
de identificar as pessoas não vacinadas. Tendo em vista o devido registro desses determinantes, a equipe perguntou, a homens e mulheres, as razões para a não vacinação.
Um ponto importante da capacitação das equipes responsáveis pelo monitoramento
foi o cuidado e a atenção com a coleta dos dados no sentido de garantir a qualidade
das informações obtidas, de forma que as análises dos resultados possam apontar as
razões concretas da não vacinação. Em alguns monitoramentos chamaram atenção os
seguintes aspectos:
•a verificação por meio do monitoramento é fundamental para a confirmação de
coberturas elevadas;
•a necessidade de revisão das estratégias de vacinação nos locais em que as altas
coberturas administrativas não coincidem com aquela verificada no monitoramento (a exemplo de Cordeiro e Macuco, no RJ);
•verificação de municípios em que a população oficial não coincide com a realidade
local (exemplo de Palmas), verificando coberturas maiores no monitoramento do
que aquelas registradas administrativamente.
No último exemplo acima referido, gestores de duas capitais, Palmas (TO) e Campo
Grande (MS), enviaram documentos oficializando essas discordâncias.
51
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Figura 10. Coberturas vacinais na Campanha de vacinação contra rubéola,
comparando diferentes bases de dados – Brasil, 2008
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Belo
Horizonte
Salvador
Rio de
Janeiro
Olinda
Vitória
Cobertura administrativa
97,0%
75,0%
97,7%
98,5%
89,5%
97,2%
105,7%
MRC
90,0%
95,0%
92,6%
91,9%
87,6%
96,0%
97,0%
Cobertura final
97,3%
75,0%
95,0%
98,5%
90,0%
97,0%
95,7%
São Paulo
Palmas
Fonte: MS/SVS
Pode-se observar no gráfico 10 a comparação da cobertura administrativa com a
cobertura encontrada no monitoramento de campo. Esse monitoramento possibilitou
encontrar os não vacinados e, com isso, aumentar a cobertura final, além de referendar a cobertura administrativa. Na figura acima, pode-se verificar que a cidade de São
Paulo alcançou uma cobertura administrativa de 97% e, no monitoramento o índice encontrado foi de 90%. Com a vacinação das pessoas suscetíveis localizadas pelo
monitoramento, constatou-se que essa metrópole está finalmente com 97,3% da sua
população protegida.
Outra inferência que o monitoramento pode dar é que nos grandes centros urbanos
podem ser vacinadas pessoas que residem em outros municípios, como a realidade
observada na figura citada, no que tange as cidades de Belo Horizonte e Salvador.
Palmas é um exemplo de que, por vezes, a cobertura administrativa é menor por
problemas de estimativa populacional (denominador), mas, quando feito o monitoramento de campo a população vacinada foi de 95% nessa capital.
2.13 Dinâmica da campanha no Brasil
O desenvolvimento da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola teve uma dinâmica diferenciada em cada região, em cada UF, com mais ou menos
avanços decorrentes de particularidades e especificidades de natureza social, econômica, gerencial, administrativa, política e geográfica.
52
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Ao final da primeira semana, a cobertura vacinal em termos de país chegava a 10,23%
da população-alvo e vai se elevando para 6,16% e 16,90% na segunda e terceira semanas, respectivamente. Na 6ª e 7ª semanas, os progressos foram mais lentos (3,14% e
0,41%). Na 8ª, 9ª e 10ª semanas da campanha foram desencadeadas estratégias mais
agressivas, conseguindo avançar bastante com a captação do público-alvo em áreas de
grande concentração, chegando a 22,65% de avanço nestas três semanas (7,83%, 8,7%
e 7,12%) (Figura 11). A partir da 11ª semana da campanha, o incremento da cobertura
progrediu lentamente, com índices que variaram de 2,50% a 0,26% na 20ª semana. Chama atenção que na 18ª semana em que ocorreu a última chamada de mídia (15/12/08),
o incremento cresceu para 1,16%, o dobro da semana anterior, 0,87%.
Figura 11. Campanha de Vacinação para Eliminação da Rubéola – % de avanço
e número de vacinados, considerando agrupamento semanal – Brasil, 2008
25
95.000,000
20
75.000,000
65.000,000
15
55.000,000
45.000,000
10
35.000,000
25.000,000
% de avanço
No de vacinados
85.000,000
5
15.000,000
5.000,000
1ª
2ª
3ª
4ª
No de vacinados
5ª
6ª e 7ª
8ª, 9ª e
10ª
% de avanço
11ª,
12ª,
13ª e
14ª
15ª,
16ª,
17ª,
18ª,
19ª e
20ª
0
Fonte: SVS/MS.
Figura 12. Campanha de Vacinação para Eliminação da Rubéola – % de avanço
semanal e cobertura vacinal – Brasil, 2008
100
18,00
16,00
14,00
12,00
60
10,00
8,00
40
6,00
% de avanço
% de vacinados
80
4,00
20
2,00
0
1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 14ª 15ª 16ª 17ª 18ª 19ª 20ª
% de vacinados
0,00
% de avanço
Fonte: SVS/MS.
53
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Quando se avalia resultados nas diferentes regiões observam-se também variedades
no avanço semana-a-semana, com destaque para as áreas metropolitanas em decorrência da adoção de estratégias diferenciadas, mais eficientes e adequadas para captação de populações concentradas. Outro fator a influenciar a diferença foi a presença
de profissionais que lideraram a execução de ações extramuros em locais de concentração da população-alvo, com abordagens mais ‘personalizadas’ em especial da população masculina.
Nas capitais o percentual de pessoas vacinadas correspondeu quase 24% da população geral alvo da campanha; nesses casos a vacinação em empresas, estabelecimentos
de ensino, centros comerciais, metrôs, praças, comércio, terminais de ônibus, shows,
eventos públicos, igrejas, estádios de esporte, escolas de samba, mostraram-se efetivas
e com excelentes resultados.
Vacinação na Escola de Samba Portela, Rio de Janeiro, setembro de 2008, cedida pela SES/RJ
Nos grandes centros urbanos, o acesso a áreas periféricas apresentou maior grau de
dificuldade, fazendo-se necessário o estabelecimento de parcerias com associações de
moradores ou outras estratégias. No caso das áreas rurais, fatores de dificuldades foram
as extensas barreiras geográficas (distâncias, acesso via aérea, terrestre, mar ou rio).
Outro destaque que influenciou no avanço em populações remotas está relacionado à ’Operação Gota‘, efetivada por intermédio de cooperação com o Ministério
da Defesa, mais especialmente com o Comando da Aeronáutica – Comando-Geral de
Operações Aéreas (Comgar). Nesta operação, mediante missões aéreas, foram vacinadas populações remotas em seis UF, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste
(Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Pará e Maranhão). Para muitas áreas, esta é a
54
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
única possibilidade de levar as vacinas do PNI a essas populações, incluindo em 2008 a
vacina contra a rubéola para o público-alvo da campanha.
Mais um aspecto que influenciou decisivamente para um menor avanço foi a concomitância da campanha com as eleições municipais. Em vários municípios, o envolvimento dos gestores e técnicos do setor saúde no pleito resultou em baixo comprometimento, insuficiência e escassez de recursos de toda ordem.
2.14 Aspectos facilitadores e limitações
Em avaliação da campanha de vacinação realizada no final de outubro, em Brasília, por ocasião de reunião nacional, com a presença dos coordenadores estaduais de
imunizações e de representantes de algumas capitais, foram apresentados pelas UF
aspectos facilitadores e limitações observadas nas diferentes etapas da campanha. A
explicitação destes na sequência possibilitam uma reflexão sobre a realidade em termos
de viabilidade e factibilidade de operações dessa natureza. Observe-se, ainda, que pode
haver incoerências, vez que um mesmo aspecto pode ser colocado como facilitador e limitador na dependência do avaliador e do contexto e realidade em que foi verificado.
Aspectos facilitadores
De natureza técnica-finalística e política
•oportunidade de consolidar a eliminação do sarampo no país;
•contribuição efetiva para eliminação da rubéola e SRC até 2010;
•vacina segura, pouco reatogênica;
•oportunidade de reafirmação da credibilidade do PNI;
•oportunidade para o fortalecimento da integração, com execução em
conjunto, entre imunizações, vigilância epidemiológica e Atenção Básica;
•nova visão em termos das possibilidades de estratégias de trabalho
diferenciadas no campo da imunização.
Vinculados à capacidade e competência das equipes do SUS
•oportunidade, capacidade e competência de assessores e cooperadores
nacionais e internacionais;
•demonstração de comprometimento, disciplina e esforço das equipes de
saúde em alcançar a meta;
55
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•conhecimento e experiência das equipes envolvidas;
•oportunidade de aprendizado quanto à organização de um evento de tal
magnitude;
•participação de técnicos das diversas esferas, em especial na adaptação de
material técnico.
Vinculados ao planejamento, à organização e à execução
•vacinação de grande contingente populacional em curto espaço de tempo;
•vacinação indiscriminada;
•inserção da população masculina em atividade de promoção da saúde;
•oportunidade de envolvimento/sensibilização/parceria das várias instâncias de
gestão (intra e extrasetorial) e de vários segmentos da sociedade;
•oportunidade de planejamento conjunto, envolvendo diferentes esferas e
segmentos, com tempo adequado dedicado a esta ação;
•interlocução sem precedentes do serviço de imunização com a Hemorrede;
•oportunidade para o fortalecimento das ações gerenciais relacionadas à: rede
de frio, insumos estratégicos, vigilância de EAPV e sistema de informação;
•disponibilização, em tempo hábil e com qualidade, de diretrizes e normas, em
manuais e planos;
•cumprimento dos prazos para distribuição de materiais e insumos;
•descentralização da gestão, da informação e de recursos;
•flexibilidade no processo de trabalho, subsidiada pela avaliação do avanço
diário da CV, permitindo adequações e orientando a definição de prioridades;
•validação das coberturas administrativas por meio do monitoramento rápido;
•sistema de informação de fácil manuseio, eficaz, didático, ilustrativo,
integrando “vacinômetro”, gráficos e mapas de abrangência nacional, por UF
e municípios, permitindo a análise e a tomada oportuna de decisões.
Vinculados à comunicação e à mobilização
•adesão da população com resultados imediatos e surpreendentes;
•prontidão em termos de respostas e iniciativas por parte da coordenação
nacional da campanha;
56
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•interatividade promovida pela internet, por meio do site
www.brasillivredarubeola.com.br, esclarecendo, orientando e fortalecendo
o trabalho;
•mobilização e divulgação nacional a respeito da magnitude da SRC, enquanto
problema de saúde pública, e da importância de se interromper a circulação
do vírus;
•participação ativa dos meios de comunicação, reforçando as estratégias como
pontos positivos para o SUS.
Limitações
De natureza técnica-finalística e política
•caráter ‘benigno’ da rubéola;
•apoio restrito ou inexistente por parte de alguns gestores;
•ausência de uma maior articulação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na
busca de um melhor entendimento da ação, de forma a prevenir decisões
relativas à suspensão de atividades imprescindíveis ao alcance das metas;
•realização de quatro campanhas de vacinação em um mesmo ano;
•execução da campanha em período próximo das eleições municipais, com
restrição de ações nas duas semanas que antecederam o pleito, e abandono do
trabalho nos municípios em que os candidatos da situação foram derrotados;
•simultaneidade com o 2º dia nacional de vacinação contra a poliomielite e
com a campanha de vacinação contra a raiva animal;
•simultaneidade com as Olimpíadas de Pequim;
•inclusão da população de 12 a 19 anos em alguns estados;
•período da campanha muito próximo à ocorrência de surto em algumas áreas,
com consequente vacinação de bloqueio, o que interferiu no entendimento e
aceitação da campanha por parte da população.
Vinculados ao planejamento, à organização e à execução
•protocolos para verificação final das CV da campanha e de vigilância dos EAPV
enviados durante o período de execução da campanha;
•atrasos no envio dos materiais e em remessas parceladas, dificultando a
redistribuição às regionais e aos municípios;
57
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•curto período para o alcance de população tão significativa;
•dificuldades de transporte, comunicação e divulgação, em algumas áreas;
•tempo limitado entre a realização das capacitações e o repasse do treinamento
aos municípios;
•não realização da microprogramação por alguns municípios;
•ausência de previsão, resistência ou dificuldade por parte de alguns municípios
para incrementar ações extra sala de vacinação e em períodos e horários fora
da rotina, principalmente em lojas, universidades, bares, clubes, shopping,
praias, finais de semana e no período noturno;
•baixa cobertura da estratégia Saúde da Família (SF) e Programa de Agentes
Comunitários de Saúde (PACS) em áreas metropolitanas;
•déficit e rotatividade dos recursos humanos, inclusive para supervisão,
monitoramento e para atuar fora do horário de expediente e nos finais de
semana;
•atraso na transferência dos recursos financeiros por parte das esferas nacional
e estadual, e valores insuficientes para dar conta da complexidade da ação;
•dificuldades para o pagamento de horas extras, um mecanismo extremamente
necessário em operações dessa natureza;
•baixa ou insuficiente capacidade de armazenamento de imunobiológicos em
algumas UF e municípios;
•dúvidas em termos da estimativa populacional, com divergências entre a
base do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de
Informação da Atenção Básica (SIAB), com dificuldades para o monitoramento
principalmente nas áreas com baixas coberturas do PACS e da SF;
•ausência do registro por local de residência, dificultando a avaliação,
principalmente em pólos urbanos de trabalho, educação, turismo, lazer etc.;
•captação de dados insatisfatória nos municípios com baixa alimentação do
sistema de informação;
•demora no repasse das informações relativas à vacinação na população indígena;
•presença de população flutuante em algumas áreas;
•dificuldades de acesso à internet em alguns municípios.
58
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Vinculados à comunicação e à mobilização
•campanha publicitária tímida, com poucas inserções, desconsiderando
dificuldades para atingir a meta;
•pouco destaque para o dia “D” realizado em 30 de agosto;
•pouca divulgação quanto à prorrogação da campanha;
•pouco foco na divulgação das consequências da rubéola durante a gravidez;
•reduzido quantitativo dos cartazetes com ilustrações sobre as consequências
da SRC e chegada tardia (este material causava grande impacto, para aceitar a
vacinação, principalmente nos homens);
•inexistência de recursos financeiros específicos para mídia estadual.
Destaques da campanha nas UF
Na oportunidade da reunião referida, foi prevista uma autoavaliação da atuação de
cada UF, tendo-se na sequência os principais pontos da dinâmica da campanha, conforme visão dos representantes estaduais.
Região Norte
Acre
•as ações previstas no plano estadual foram executadas conforme planejado;
•a metodologia adotada nas capacitações foi adequada à realidade, com construção de conceitos e produção da microprogramação;
•equipe qualificada para realizar as capacitações no nível local;
•mobilização de toda equipe dos departamentos da Secretaria Estadual de Saúde
(SES) e das secretarias do governo;
•envolvimento da maioria dos gestores municipais nas atividades;
•divulgação da campanha em grandes eventos no estado, a exemplo da Expoacre,
realizada em agosto;
•elaboração de material de divulgação e ampliação das inserções na TV e no rádio;
•acompanhamento diário por parte do gestor estadual.
59
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Amapá
•fortalecimento da parceria e integração entre o PNI e a Atenção Básica;
•participação e apoio de vários setores da SES, inclusive com suspensão de atividades de rotina em prol da campanha;
•a presença de consultores alavancou o desenvolvimento das ações principalmente
na capital e municípios onde a população indígena é significativa;
•o envolvimento de instituições, empresas e organizações aumentou a solicitação
de vacinações in loco;
•parceria entre estado e municípios para a vacinação casa a casa na busca dos não
vacinados nas sedes municipais;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Amazonas
•parceria com os diversos segmentos da sociedade;
•importante participação das equipes do PACS e SF;
•ênfase na preparação de profissionais de várias áreas técnicas e diferentes formações para atuarem como multiplicadores;
•intensa cobertura dos meios de comunicação (rádio, televisão e jornais);
•mobilização e participação das instituições do setor saúde com as de educação,
turismo, comércio e outras;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Pará
•campanha apresentada na CIB;
•realização de planejamento conjunto com participação dos diversos setores da
SES, diretores e responsáveis pelas áreas técnicas (vigilância, imunização e Atenção Básica) das 13 regionais; coordenadores da capital; Instituto Evandro Chagas,
Instituto Felipe Smaldone e Santa Casa de Misericórdia;
•realização de reunião com lideranças religiosas do estado (católicos, evangélicos,
espíritas etc.);
•divulgação em rádios, jornais e televisão com participação em entrevistas;
•contratação de empresa para elaboração de campanha veiculada nos canais de TV
e rádios do estado;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
60
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Rondônia
•complementação da divulgação em TV, rádio e jornal;
•apoio importante de todos os setores da SES, com destaque para a direção e gerência da Agência de Vigilância Sanitária (Agevisa);
•participação ativa da vigilância epidemiológica no acompanhamento das gestantes vacinadas inadvertidamente;
•integração com a Atenção Básica e importante participação das equipes Saúde da
Família na campanha;
•maior envolvimento das equipes nos municípios que fizeram a microprogramação;
•compromisso dos gestores municipais, destacando-se a disponibilização de transporte e o apoio na mobilização e divulgação;
•participantes da reunião com instituições e organizações mais motivados e envolvidos com as atividades;
•consultor nacional apoiando o planejamento e desenvolvimento das atividades.
Roraima
•fortalecimento da parceria e integração entre o PNI e a Atenção Básica;
•participação e apoio de vários setores da SES, inclusive com suspensão de atividades de rotina em prol da campanha;
•a presença de consultores alavancou o desenvolvimento das ações principalmente
na capital e em alguns municípios onde a população indígena é significativa;
•o envolvimento de instituições, empresas e organizações aumentou a solicitação
de vacinações in loco;
•parceria entre estado e municípios para a vacinação casa a casa na busca dos não
vacinados nas sedes municipais;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Tocantins
•planejamento e microprogramação com identificação de pontos críticos e definição de estratégias conforme público-alvo;
•UF produziu material complementar (camisetas) e ampliou o número de inserções
na mídia;
•presença, apoio, disponibilidade e sensibilidade do gestor estadual;
•envolvimento e interesse dos gestores municipais;
•capacitações desenvolvidas com discussão sobre a estratégia a ser desenvolvida
conforme realidade local e boa participação dos envolvidos;
61
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•boa adesão e participação de outras instituições, empresas e organizações;
•integração com a Atenção Básica extremamente positiva, com uso da experiência
acumulada para apoiar as atividades;
•integração com Vigilância Epidemiológica também positiva, com presença, disponibilidade e cooperação;
•alta adesão por parte dos técnicos nos diversos níveis e da população em geral,
inclusive com registro de baixa recusa;
•consultor internacional apoiando a retomada de estratégias na etapa final da campanha em busca do alcance da meta preconizada.
Região Nordeste
Alagoas
•formação de grupos de supervisores para as 13 microrregiões para atuação na fase
de planejamento e microprogramação;
•elaboração do guia estadual para microprogramação;
•capacitação de multiplicadores (coordenadores municipais de imunizações e da
Atenção Básica), supervisores microrregionais e coordenadores regionais;
•produção de mídia para TV e rádio, veiculada em todo o período oficial de campanha;
•produção de folder, cartaz, faixas de rua, outdoor (Maceió e Arapiraca) e camisetas;
•presença na mídia do gestor estadual e do vice-governador;
•identificação e mobilização de lideranças e formadores de opinião nos municípios
para apoiar a campanha;
•mobilização de vários setores básicos: Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), Casa da Indústria, grandes supermercados, shopping etc.;
•integração com a vigilância epidemiológica, Atenção Básica e saúde do homem
em todas as etapas da campanha, desde o período de planejamento, execução e
monitoramento;
•atuação efetiva dos vários setores na SES: área técnica, administrativa e logística
de transportes;
•compreensão das equipes municipais quanto à importância da validação da cobertura vacinal.
62
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Bahia
•produção de folder e banner; spot para rádio; busdoor, outdoor; camisetas; criação do hotsite estadual ‘Tudo sobre a campanha de vacinação’;
•presença na mídia, com aproximadamente 22 entrevistas (rádio, TV e jornal);
•pronunciamento do gestor estadual no momento da aprovação dos recursos financeiros na CIB e coletiva com a imprensa;
•realização de videoconferência de abertura da campanha;
•presença de dirigentes da SES no Dia Central da Campanha nas 31 Diretorias Regionais e municípios-sede;
•apoio político e financeiro da maioria dos gestores municipais;
•envolvimento de outros setores nas atividades de vacinação das populações institucionalizadas, incluindo escolas, universidades, entre outras;
•participação de todas as entidades de classe, de forma ativa e efetiva, contribuindo
na divulgação por meio dos sites, mala-direta, documentos técnicos, entre outras;
•alto grau de integração e trabalho totalmente compartilhado entre as diferentes
áreas da SES;
•treinamento para a vigilância da SRC e GVI;
•estruturação de curso básico de fundamentos e práticas de vacinação com metodologia diversificada, para pessoal local;
•dados de monitoramento interno na SES via internet;
•inclusão da variável informação verbal e elaboração de planilha em Excel para consolidação dos dados da verificação final;
•consultor internacional apoiando o planejamento e a execução da campanha;
•presença de observadores internacionais da campanha coletando subsídios ao desenvolvimento de operação semelhante em outros países.
Ceará
•planejamento e microprogramação com identificação de pontos críticos e definição de estratégias conforme público-alvo;
•UF produziu material complementar (camisetas) e ampliou o número de inserções
na mídia;
•presença, apoio, disponibilidade e sensibilidade do gestor estadual;
•envolvimento e interesse dos gestores municipais;
•capacitações desenvolvidas com discussão sobre a estratégia a ser desenvolvida
conforme realidade local e boa participação dos envolvidos;
•boa adesão e participação de outras instituições, empresas e organizações;
63
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•integração com a Atenção Básica extremamente positiva, com uso da experiência
acumulada para apoiar as atividades;
•integração com Vigilância Epidemiológica também positiva com presença, disponibilidade e cooperação;
•alta adesão por parte dos técnicos nos diversos níveis e da população em geral,
inclusive com registro de baixa recusa.
Maranhão
•oportunidade de discussão da proposta da campanha com as equipes de todos os
municípios;
•realização de 34 oficinas de sensibilização e capacitações descentralizadas na esfera regional e municipal;
•produção de fôlderes, camisetas, botons, spots, banner.
•participação efetiva da mídia na capital e municípios;
•envolvimento efetivo da gestão estadual e de alguns gestores municipais;
•participação efetiva da Atenção Básica em todas as etapas de execução da campanha, em especial nos níveis regional e municipal;
•busca de integração de diferentes setores e instituições em todos os níveis de gestão;
•incentivo à adoção de estratégias para identificação e vacinação da população não
vacinada;
•consultor internacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Paraíba
•participação dos diferentes setores da SES nos diversos momentos da campanha,
com destaque para a Vigilância Epidemiológica, Atenção Básica, núcleo de educação em saúde;
•participação da representação dos 223 municípios do estado na capacitação;
•distribuição de informe técnico facilitou o acesso à mídia, com espaço aberto sempre que solicitado;
•apoio do gestor estadual permitiu liberdade de ação para a coordenação da campanha no estado;
•apoio político e financeiro de boa parte dos gestores municipais;
•participação e apoio de diferentes instituições, empresas, organizações, inclusive
facilitando o acesso das equipes;
•importante participação da Atenção Básica em todos os momentos da campanha,
inclusive pela cobertura de 92% do estado;
64
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•apoio das sociedades científicas, meios de comunicação, Sesi, Senac, OAB, instituições de ensino, religiosas etc.;
•realização de monitoramento e validação de coberturas por todos os municípios,
por Unidades Básicas de Saúde com estratégia Saúde da Família implantadas, independente dos resultados;
•utilização de vários mecanismos de captação da população-alvo, a exemplo da
articulação com o Programa Bolsa-Família; da assinatura da declaração de responsabilidade para a recusa da vacinação; do pedido de ‘carona’ por vacinadoras nas
rodovias; do acionamento do Ministério Público para apoiar;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Pernambuco
•participação dos diferentes setores da SES nos diversos momentos da campanha,
com destaque para a Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica;
•capacitação em microprogramação e sistema de informação de todos os municípios, de forma descentralizada nas 11 gerências regionais (Geres);
•treinamento sobre acompanhamento de GVI e monitoramento de CV nas Geres;
•importante participação de outros setores do governo, a exemplo da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), com afixação de cartazes nos ônibus;
do Centro de Trânsito e Transportes Urbanos, com lembretes no painel eletrônico
dos semáforos; e Secretaria de Esportes, com divulgação durante os jogos do campeonato estadual;
•participação da Empresa de Correios e Telégrafos, com afixação de cartazes em todas as agências do estado; de operadoras de celular, com divulgação de mensagens
de texto SMS; do Bompreço e Wal-Mart, com camisetas para caixas e embaladores;
•criação do blog PNI-PE, hiperlink http://br.geocities.com.pni_pe
•presença de consultor nacional apoiando o planejamento da campanha.
Piauí
•confecção de banners, camisetas, bonés, adesivos, faixas, links no site da SES;
•divulgação diária da campanha por meio de entrevistas em TV, rádios, jornais, sites
de grande acesso no estado;
•apoio e participação da primeira-dama do estado e do Secretário Estadual nos
eventos da campanha;
•incentivo por meio de prêmio financeiro aos 10 primeiros municípios que tiverem
melhor cobertura vacinal no estado;
•apoio de grande parte dos gestores municipais, em especial para o deslocamento
de equipes na zona urbana e rural;
65
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•importante parceria com universidades, hemocentros e hemonúcleos do estado,
Fundação Municipal de Saúde e Polícia Rodoviária Federal;
•grande envolvimento das equipes Saúde da Família na campanha: estado tem 97%
de cobertura da estratégia;
•compromisso e envolvimento dos técnicos não poupando esforços para o êxito da
campanha;
•capacidade de convencimento de muitas equipes e da própria população para
sensibilizar e superar as resistências;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Rio Grande do Norte
•capacitação realizada para todos os coordenadores regionais e municipais;
•capacitação em eventos adversos para técnicos da URR, dos núcleos de epidemiologia hospitalares e hospitais de urgência e emergência públicos e privados;
•boa receptividade da mídia local pelo tema, divulgando muitas matérias e proporcionando oportunidades de entrevistas;
•excelente apoio do gestor. Secretário e chefias imediatas presentes na mídia, contribuindo para a mobilização. Presença da governadora do estado no dia central
de mobilização;
•formação do comitê de mobilização;
•envolvimento de sociedades científicas e conselhos de classe;
•campanha operacionalizada pela atenção básica nos municípios com cobertura de
ACS e SF;
•boa receptividade de empresas para instalação de postos de vacinação;
•boa integração da vigilância epidemiológica das exantemáticas em todas as etapas da campanha e CRIE no apoio dos EAPV. Envolvimento de universidades e
outros órgãos;
•presença de consultores nacional e internacional apoiando o planejamento e a
execução da campanha, bem como apoiando a retomada de estratégias na etapa
final da campanha em busca do alcance da meta preconizada.
Sergipe
•cumprimento dos prazos para cada etapa do planejamento;
•capacitação de gerentes e técnicos das áreas de vigilância, imunização e Atenção
Básica do estado e dos municípios;
•trabalho ativo das equipes do SF;
•realização de campanha publicitária pelo estado;
66
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•participação ativa do gestor e de vários segmentos do governo, incluindo realização de reunião com prefeitos e secretários municipais de Saúde;
•apoio dos gestores municipais, de forma geral, considerado bom;
•parcerias com o setor privado e com as Forças Armadas;
•procura por parte de empresas para vacinação dos seus funcionários.
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
•parceria com instituições governamentais e não governamentais;
•oficina com coordenadoras regionais de saúde;
•utilização de carros de som; divulgação no site SES/DF; entrevistas em TV e rádio;
divulgação em sociedades e instituições religiosas;
•adesão de várias entidades;
•microprogramação realizada em conjunto com a Atenção Básica;
•articulação com a vigilância epidemiológica na disseminação do protocolo de vigilância dos EAPV e acompanhamento de GVI;
•dedicação e envolvimento de todos os profissionais, em especial na fase de monitoramento e verificação de CV.
Goiás
•capacitação de multiplicadores, coordenadores das regionais e dos núcleos de vigilância dos municípios com mais de 100 mil habitantes;
•realização de seminário para entidades científicas, universidades, conselhos de
classe, hospitais e polícias;
•reuniões pontuais com centro de referência em saúde do trabalhador, Sesi, hospitais universitários, dentre outros;
•entrevistas com gestores do estado e da capital e com representantes de sociedades científicas;
•confecção de camisetas;
•apoio da gestão estadual foi pontual e descontínuo, principalmente em função de
mudança do gestor no período da campanha;
•mobilização de outros setores do governo estadual (educação, turismo, transporte, dentre outros);
•participação ativa dos núcleos de vigilância e de outras instituições municipais;
67
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•parceria com a Universidade Federal de Goiás no acompanhamento de GVI e EAPV
na capital;
•insuficiente envolvimento dos gestores municipais em todos os processos da campanha;
•bom envolvimento e interesse de várias instituições: Sesi, Sesc, shoppings, concessionárias, empresas de telecomunicações, indústrias, igrejas, dentre outras;
•importante atuação dos Agentes Comunitários de Saúde;
•bom envolvimento de vários setores na SES: área técnica, administrativa e logística;
•montagem de equipe de vacinação volante para apoio à vacinação na capital;
•integração contínua entre coordenação estadual da campanha, regionais e municípios para validação das CV;
•presença de consultores nacional e internacional apoiando o planejamento e a
execução da campanha, bem como apoiando a retomada de estratégias na etapa
final da campanha em busca do alcance da meta preconizada.
Mato Grosso
•fase de planejamento e microprogramação contribuindo para a definição de atribuições das equipes, descrição e levantamento das dificuldades;
•participação das equipes da vigilância, imunização e Atenção Básica;
•processo de capacitação realizado pelo estado junto a todas as regionais de saúde,
possibilitando estratégias diferenciadas por região;
•boa interação intersetorial por parte dos gestores da saúde;
•participação de várias instituições, empresas, organizações, indústria, comércio,
bancos, associações, conselhos etc.;
•importante integração com a Atenção Básica, inclusive para mobilização de equipes para arrastões em horários diversos, aos sábados, domingos e feriados;
•presença de consultores nacional e internacional apoiando o planejamento e a
execução da campanha, bem como apoiando a retomada de estratégias na etapa
final da campanha em busca do alcance da meta preconizada.
Mato Grosso do Sul
•parceria com os diversos segmentos da sociedade;
•importante participação das equipes do PACS e SF;
•ênfase na preparação de profissionais de várias áreas técnicas e diferentes formações para atuarem como multiplicadores;
•intensa cobertura dos meios de comunicação (rádio, televisão e jornais);
68
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•mobilização e participação das instituições do setor saúde com as de educação,
turismo, comércio e outras;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Região Sudeste
Espírito Santo
•visita da coordenação estadual aos municípios com coberturas mais baixas e com
mais problemas políticos;
•realizados outros dias de mobilização em municípios específicos para incremento
da cobertura;
•capacitações para o monitoramento rápido de CV em todo o estado;
•empenho das equipes de vacinação mesmo diante do trabalho intenso, cansativo,
em horários não convencionais, sem apoio financeiro;
•apoio de muitos parceiros, especialmente grandes empresas;
•ocorrência de poucos eventos adversos dignos de nota.
Minas Gerais
•estabelecimento de um plano de publicidade com a assessoria de comunicação
social da SES, com manutenção de mídia por mais de 45 dias;
•realização de entrevistas pelos técnicos durante toda a campanha, informando os
avanços e convidando toda a população a vacinar;
•confecção de “novelinha” sobre rubéola e SRC para os 853 municípios;
•produção de cartazes e fôlderes pelos municípios, cada um à sua moda;
•participação de clubes de futebol e desportistas e mobilização em grandes eventos;
•apoio efetivo de dirigentes e setores diversos da SES e das regionais;
•incorporação à planilha de avaliação de resultados informação sobre grupo etário e
sexo, o que permitiu melhor análise e compreensão da situação da campanha pelas
equipes, facilitando a orientação de estratégias locais para alcançar a cobertura;
•presença de consultores nacional e internacional apoiando o planejamento e a
execução da campanha;
•presença de observadores internacionais da campanha coletando subsídios ao desenvolvimento de operação semelhante em outros países.
69
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Rio de Janeiro
•realização de capacitação dos técnicos municipais das áreas de imunização e vigilância;
•importante participação da Fiocruz;
•produção de vários materiais: camisetas, banner e cartazes;
•apoio do gestor estadual com presença na abertura da campanha, recepcionando
observadores internacionais;
•assessoria de comunicação gerando oportunidades na mídia;
•municípios mobilizando recursos humanos em instituições de formação, identificando parceiros nas empresas e articulando a mídia local;
•atenção Básica muito presente, especialmente em nível central (macroapoiadores);
•equipe de vigilância experiente e proativa;
•presença de consultores nacional e internacional apoiando o planejamento e a
execução da campanha;
•presença de observadores internacionais da campanha coletando subsídios ao desenvolvimento de operação semelhante em outros países.
São Paulo
•grande participação e envolvimento das equipes regionais e municipais;
•parcerias com organizações governamentais e não governamentais, universidades,
empresas privadas etc.;
•grande mobilização social como reflexo das ações locais e excelente mídia (TV, rádio, revistas, jornais, site das empresas);
•chamada estadual especialmente voltada para os homens;
•realização de vacinação em universidades, loja a loja, no metrô;
•envolvimento de lideranças e personalidades de peso estadual e nacional, especialmente na área esportiva;
•presença de consultores nacional e internacional apoiando o planejamento e a
execução da campanha;
•presença de observadores internacionais da campanha coletando subsídios ao desenvolvimento de operação semelhante em outros países.
70
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Região Sul
Paraná
•orientações para as regionais e os municípios-sede repassadas ainda em fevereiro
de 2008, por meio de reunião;
•bom envolvimento da mídia (chamadas, entrevistas e reportagens);
•produção de material de divulgação (SMS, empresas e comércio);
•parceria com times de futebol;
•adesão do gestor estadual na sensibilização dos gestores municipais, população,
profissionais de saúde, diretores das regionais e outros, por meio de coletivas de
imprensa, reuniões, eventos, seminário, Escola de Governo, correspondência (setores público e privado, clubes de serviço, conselhos, PM etc.);
•recursos para aquisição de insumos, confecção de material para divulgação;
•parcerias com instituições públicas de ensino, privadas, comércio, indústria, meios
de comunicação locais;
•contribuição de parceiros na divulgação, com a produção de cartazes, envio de
correspondência e confecção de faixas;
•integração com a Atenção Básica, com participação das equipes (levantamento da
população, chamada casa a casa e monitoramento);
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Santa Catarina
•o desenho do planejamento e da microprogramação foi definido conforme a realidade do estado: etapas da campanha; atribuições de cada componente; sistema
de informação, material a ser produzido e reproduzido; parcerias; logística; suporte institucional; e avaliação da distribuição populacional por região;
•realização da capacitação centralizada realizada em maio, envolvendo 62% do público-alvo, e a descentralizada em junho/julho;
•capacitação do nível local de responsabilidade dos municípios;
•realização de reuniões de sensibilização com parceiros, instituições não governamentais diretamente e por meio de webconferência;
•desenvolvimento de campanha publicitária estadual com mídia de rádio, telejornalismo, e-mail marketing e parcerias com homepages governamentais e não
governamentais;
•produção de material de divulgação específico para alerta às grávidas;
•produção de comprovante de vacinação específico;
•vários municípios com produção própria: panfleto e camiseta;
71
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•incentivo, por meio de certificado, às instituições com 100% dos funcionários vacinados;
•apoio do gestor estadual e na grande maioria dos municípios, incluindo o pagamento de horas extras e a cessão de veículos;
•sensibilização de outras instituições, empresas e organizações com atendimento
ao chamado;
•utilização da internet para mobilização, integração e divulgação;
•bom trabalho de sensibilização e 100% de integração com a Atenção Básica;
•envolvimento dos profissionais de imunização com formação de verdadeira corrente humana;
•sensibilização e adesão da população masculina;
•monitoramento do avanço diário e digitação centralizada permitiram avaliação e
intervenção em tempo real de cada município, evitou o atraso da informação e
motivou as equipes;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
Rio Grande do Sul
•planejamento e microprogramação da campanha permitiram avançar no aprendizado do planejamento, da organização, do monitoramento e da avaliação;
•capacitação possibilitando preparação conjunta da campanha, compartilhando e
agregando estratégias locais diferenciadas;
•plano publicitário do estado focado no segmento de mais difícil convencimento
para a vacinação;
•municípios desenvolvendo trabalhos fantásticos para mobilização, divulgação e
compromisso em eliminar a SRC;
•Conselho Regional de Enfermagem (Coren) como exemplo de engajamento na
campanha;
•superação de diversas situações por parte das equipes para não comprometer o
sucesso da campanha;
•consultor nacional apoiando o planejamento e a execução da campanha.
72
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
2.15 Custos da campanha
A esfera federal contribuiu com mais de R$ 310 milhões, evidenciando o compromisso político e a prioridade técnica dada pelo governo brasileiro a esta ação. Abaixo,
detalhamento dos investimento.
Custos Operacionais da Campanha da Rubéola
Repasse fundo a fundo (TFVS) para estados e municípios
Sub-total Insumos
R$ 42.784.059,59
R$ 42.784.059,5900
Aquisição de seringas e agulhas
R$ 11.566.718,53
Vacina Dupla Viral
R$ 70.966.170,00
Vacina Tríplice Viral
R$ 162.784.908,40
Sub-total Transporte de insumos Material instrucional
Impressão de cadernetas de vacinação
R$ 245.317.796,9300
R$ 1.998.450,35
R$ 1.876.000,00
Impressão de adesivos
R$ 412.333,33
Impressão de folder/cartilha
R$ 125.220,00
Sub-total Campanha publicitária
Total R$ 2.413.553,3300
R$ 19.382.572,86
R$ 311.896.433,06
Fonte: SVS/MS.
73
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
3. Comunicação social
3.1 Ações do Ministério da Saúde
Introdução
Para uma campanha dessa magnitude, o desenho da estratégia de comunicação
social foi estruturada de maneira a atender à necessidade de captar grupos diversos,
utilizando mensagens diferenciadas, inclusive em função de cada fase de execução da
operação. O uso de várias mídias foi viabilizado pelo Ministério da Saúde, mas vários
estados tomaram a iniciativa de realizar também divulgação específica em sua unidade
federativa. As mensagens procuravam esclarecer o risco a que estão sujeitos adolescentes e adultos, homens e mulheres, por não estarem vacinados. Nesse processo, foi
importante o envolvimento de líderes e personagens reconhecidos e prestigiados pela
sociedade, de forma a influenciar positivamente o público-alvo.
A participação dos veículos de comunicação de abrangências nacional e regional foi
essencial para informar à população e alertar sobre questões que pudessem suscitar
dúvidas e impedir o avanço da campanha. As sociedades científicas, especialmente as
de pediatria, obstetrícia, ginecologia, infectologia e imunologia, e o Comitê Técnico
Assessor em Imunizações tiveram função importante como porta-vozes e formadores
de opinião.
As ações de divulgação da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da
Rubéola promovidas pelo Ministério da Saúde foram desenvolvidas a partir de três
pilares: divulgação na imprensa, campanha publicitária e mobilização social por meio
de parcerias com o setor privado, empresas públicas e o terceiro setor. A estratégia da
comunicação foi traçada para ampliar o alcance da mensagem dos perigos da doença
e garantir a mobilização para vacinação de cerca de 70 milhões de brasileiros.
Impacto da divulgação na imprensa
A estratégia de divulgação na imprensa seguiu o direcionamento principal de garantir espaço na mídia nacional e, na sequência, regionalizar a informação e distribuir o
material aos 27 estados do país. A divulgação na mídia atingiu um público potencial
de 101,5 milhões de pessoas. A análise mostrou que 90,15% das inserções foram positivas. No período de julho a novembro, o Ministério da Saúde conseguiu mais de 5,6
74
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
mil inserções referentes à campanha na mídia nacional e regional. A seguir, o relatório
mensal das ações:
Junho 2008
Em evento, no auditório Emílio Ribas, no Edifício-Sede do Ministério da Saúde, em Brasília, no dia 30 de junho de 2008, foi oficialmente instituído o Comitê Nacional de Mobilização Social para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita no Brasil.
Na ocasião, representantes de diversos parceiros estiveram presentes e as ações
destes, durante a campanha, estão listadas, detalhadamente, neste relatório, no item
“Parcerias com a Sociedade Civil”, na página 108.
Julho 2008
Das 1.840 inserções na mídia nacional e regional obtidas pelo Ministério da Saúde
no mês de julho de 2008, o maior número de textos foi para a Campanha Nacional de
Vacinação para Eliminação da Rubéola. Foram 32 pautas sobre o assunto, incluindo
regionalização do tema para cada uma das 27 unidades da federação. O resultado foi a
inserção de 809 matérias, sendo 100% positivas, atingindo um público de 11,3 milhões
de pessoas em mais de 265 veículos com distribuição nacional e/ou internacional.
Agosto 2008
A divulgação maciça teve início no dia 8 de agosto de 2008, por meio de uma coletiva de imprensa concedida pelo Ministro da Saúde. Após esse contato e ainda antes do
início da vacinação, o Ministro apareceu mais uma vez na imprensa, desta vez por meio
de um pronunciamento em redes de TV, convocando toda a população para a vacinação
contra rubéola. Paralelamente, foram veiculadas as peças da campanha e os desdobramentos das parcerias realizadas.
Das 3.101 inserções do Ministério na mídia nacional e regional no mês de agosto,
o tema rubéola foi responsável por 2.545 matérias em toda a mídia no país – volume
quase cinco vezes maior do que no mês anterior. Houve a produção de 80 textos que
foram enviados para a mídia (jornal, sites, rádios e televisões) das 27 unidades da
federação brasileira, seguido de follow. As matérias de rubéola obtiveram 85,35% de
inserções positivas, atingindo um público de cerca de 43,3 milhões de pessoas em mais
de 801 veículos com distribuição nacional e/ou internacional.
75
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Coletiva do Ministro José Gomes Temporão na abertura da campanha
Setembro 2008
Ao todo, o Ministério da Saúde registrou, no mês de setembro, 2.882 inserções na
mídia nacional e regional. As matérias sobre a campanha de vacinação contra a rubéola somaram 1.655 inserções – o que equivale a 57,4% do total do mês. O noticiário
sobre o tema atingiu potencialmente 32,8 milhões de pessoas, foi divulgado em mais
de 600 veículos de distribuição nacional e internacional e 92% do noticiário sobre o
assunto foi positivo.
76
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Secretário de Vigilância em Saúde na abertura da campanha em Brasília
Outubro 2008
No mês de outubro, houve 2.342 inserções na mídia nacional e regional. Porém, o
assunto dengue dominou o noticiário. Foram 1.550 inserções, o que corresponde a
cerca de 65% do total de inserções do mês. Mesmo assim, o tema rubéola teve 451
inserções. O noticiário atingiu potencialmente 9 milhões de pessoas, foi divulgado em
187 veículos de distribuição nacional e internacional e 92% positivo.
Novembro 2008
Entre o início do mês até o dia 21 de novembro, foram feitas novas ações de imprensa para divulgação da campanha nacional. Com isso, até o momento, o MS registrou
233 inserções sobre o tema rubéola. Público potencial de 5,1 milhões de pessoas em
116 veículos, 100% positivas.
Estratégias utilizadas para divulgação do tema na mídia
A primeira estratégia foi divulgar nota na coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.
Paulo, uma das mais prestigiadas do país, iniciando a Campanha Nacional de Vacinação
para Eliminação da Rubéola. A nota foi publicada cerca de 15 dias antes do início da ação.
A tática de inserir notas em colunas de prestígio foi usada durante todo o período de divulgação para chamar atenção e qualificar a informação em espaços de prestígio e leitura.
77
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Os correspondentes internacionais também foram envolvidos na estratégia na rea­
lização de um café da manhã com a presença do Ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, em que ele explicou os detalhes da megaoperação de vacinar 70 milhões
de brasileiros. Foram convidadas as agências Associated Press (EUA), EFE (Espanha),
Agência France-Presse (França), Agência Lusa (Portugal) e Diário Monitor (México).
O Ministro da Saúde concedeu coletiva de imprensa no dia 8 de agosto. Após a
entrevista, foram produzidos 27 releases com as metas por estado e DF. As pautas
foram sugeridas para os principais veículos das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste,
Sudeste e Sul. Todos os materiais foram distribuídos pelo mailing da Agência Saúde e
publicados no Portal Saúde. Optou-se pela diversificação na produção de textos com
enfoques diferentes para falar do mesmo tema: o lançamento da campanha, a capacitação de técnicos para trabalhar na ação, a logística e a infra-estrutura utilizadas na
vacinação, as parcerias entre o MS e as empresas, a presença de observadores internacionais, o reforço da vacinação em lugares de difícil acesso e nas fronteiras, a mobilização, a participação do Ministro em grande evento e a vacinação de artistas pelo país.
Junto à diversificação na produção de textos, fez-se também divulgação direta dos
releases por telefone, além do envio por mailing geral e específico. Os interlocutores
de ‘maior audiência’ da mídia regional, principalmente, em televisões (noticiários e
programas de auditório e variedades) e rádios foram contatados para ajudar na divulgação. Monitorou-se áreas onde a incidência da vacinação estava baixa. A divulgação
incluiu monitoramento diário do “vacinômetro” para atualização das informações para
os estados e municípios. A produção de releases com balanços parciais permitiu que
os jornalistas reforçassem a divulgação nos locais em que a cobertura estava abaixo
da expectativa. Para reforçar esse alerta, foram gravados depoimentos de técnicos do
Programa Nacional de Imunizações e do próprio Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para serem veiculados em rádios desses estados e municípios.
O Ministro José Gomes Temporão incluiu a campanha de vacinação em todas as
agendas externas da pasta e participou pessoalmente de mobilizações com grande
concentração de pessoas, como a festa regional de peão de Barretos. Também foram
produzidos artigos jornalísticos do Ministro convocando homens para se vacinar.
O Secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Oliveira Penna, também no dia do lançamento da campanha, concedeu entrevistas a diversos órgãos de imprensa. Aliado
aos esforços de comunicação do Secretário e do Comitê Nacional de Mobilização Social
para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita no Brasil, todos os
funcionários da Secretaria de Vigilância em Saúde incluíram em apresentações eletrônicas (Power Point) e nas assinaturas de seus respectivos e-mails institucionais banners
divulgando a campanha. Profissionais de outras secretarias do MS também incluíram
os banners.
78
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Artigos publicados
O Povo – CE – 30/08
Folha de Pernambuco – 30/08
Jornal do Dia Online – Aracaju – 30/08
Jornal da Cidade – Aracaju – 30/08
Hoje em Dia – MG – 31/08
Página 20 – 05/09
Blog do Noblat
31/08
Diário de Cuiabá – 01/09
O Dia – 23/08
Revista da TAM
setembro
Fonte: Ascom/MS.
Outras ações
Para criar fato novo durante as primeiras semanas de campanha, a comunicação
social criou fatos para ser cobertos pela mídia. A seguir, algumas ações:
• No dia 5 de setembro, o campeão olímpico César Cielo foi vacinado pelo Ministro da Saúde, em São Paulo. A repercussão foi positiva, principalmente pelo fato
de o nadador estar sob holofotes das mídias nacional e internacional e reforçar
a mensagem que a campanha e o Ministro vinham colocando na mídia: homens
precisam ser vacinados.
79
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o campeão olímpico César Cielo
•Presença da Família Zé Gotinha no desfile de 7 de setembro, Dia da Independência da República. O evento foi transmitido ao vivo pela TV Brasil e houve flashes
na programação lembrando para a população a importância de se vacinar. Houve
também a divulgação dessa ação em veículos, como Estado de S.Paulo e Folha
Online, além da equipe de plantão ter feito agência e distribuído para todo o país
e matéria de rádio com declaração do Ministro José Gomes Temporão.
Desfile de 7 de setembro em Brasília, Dia da Independência da República
80
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•Gravação e divulgação de matérias para serem veiculadas nas rádios dos estados e
dos municípios com baixa vacinação.
•Chat no Portal Terra com a Dra. Marília Bulhões, Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), sobre a campanha de vacinação contra a rubéola e questões relacionadas à doença. O bate-papo com os internautas durou
45 minutos.
•Articulação com líderes católicos e evangélicos para divulgação da campanha em
programas televisivos ou de rádios.
•Contato com assessoria de imprensa de grandes times de futebol para que os jogadores entrem com faixa para alertar os homens, principal público da vacinação,
da importância da vacinação.
•Contatos com assessoria de imprensa de artistas e atletas – Karina Bacchi, Adriana
Bombom, Dudu Nobre, Gabriel O Pensador, Leandro Hassum, Margareth Menezes,
Fernanda Takai, Flávio Canto, Fernanda Keller – para que eles citassem a campanha
caso fossem participar de algum programa de televisão.
•Envio de notícias com personalidades se vacinando: Fernanda Takai (MG); Adriana
Bombom (RJ) e a dupla Guilherme e Santiago (Barretos). Publicação em diversos
veículos: O Fuxico, Glamurama, Terra, blog do jornalista Ancelmo Gois e no portal
de notícias da Globo – G1.
Campanha de monitoramento e atuação em redes sociais
A comunicação social do Ministério da Saúde monitorou as informações postadas
em blogs e comunidades virtuais de sites de relacionamento – redes sociais para acompanhar a repercussão das mensagens da campanha de vacinação contra a rubéola,
principalmente o impacto da campanha sobre o público masculino. Para rebater informações negativas em comunidades de relacionamento, como no Orkut, foi incluído no
site o perfil de um personagem fictício chamado João Silva para esclarecer informações
sobre a vacina. No mês de agosto foram coletados 170 depoimentos sobre a vacina e,
em setembro, 114. O assunto que gerou mais depoimentos foi sobre a esterilização da
vacina de rubéola.
81
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Página do site de relacionamento Orkut de João Silva, personagem fictício criado
pelo Ministério da Saúde para esclarecer dúvidas sobre a vacina contra a rubéola.
82
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Estratégia para ampliar adesão de homens à campanha
Dentro da estratégia de tentar ampliar a adesão de homens à campanha de vacinação contra rubéola, foram colocadas em práticas algumas ações:
Ações da campanha de rubéola junto ao Campeonato Brasileiro
de Futebol 2008
Apesar de o futebol ser um esporte originado na Inglaterra, o Brasil se apropriou dele
como nenhum outro país. Não raro, usa-se em todo o mundo a expressão “o Brasil é o
país do futebol”. Apesar do número de mulheres no esporte, seja como desportistas,
seja como torcedoras, ainda nota-se nos estádios e campos de futebol a prevalência do
público masculino. Logo, os estádios de futebol se tornaram locais estratégicos para se
alcançar esse público. Foram realizadas parcerias com Atlético Mineiro, Flamengo, Botafogo, Santos, Portuguesa, Palmeiras e Internacional para que os jogadores entrassem
em campo durante os jogos do Brasileirão com a faixa da campanha da rubéola.
•O time do Atlético Mineiro entrou com a faixa em campo no dia 21 de agosto,
contra o Goiás. A faixa também foi exposta durante o intervalo do jogo.
83
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•No jogo Internacional versus Flamengo, de 24/08, os jogadores do Flamengo também entraram com a faixa da campanha.
•Jogo do Internacional e Portuguesa, no dia 6 de setembro, no Estádio Beira-Rio. Na
ocasião, a SMS colocou quatro postos de vacinação ao redor do Estádio.
•O time do Santos também aderiu à campanha, estendendo a faixa durante o jogo
contra o Cruzeiro, no dia 24/08. Além disso, o time incluiu a convocação no site.
84
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•Os jogadores do Palmeiras também entraram em campo com a faixa da campanha.
85
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•No jogo contra o Náutico, dia 30 de agosto, os atletas do Botafogo ostentaram, além
da faixa da campanha, um bandeirão da torcida especialmente confeccionado.
•O Internacional recebeu a Portuguesa no dia 6 de setembro, em Porto Alegre, e também apresentou a faixa da campanha.
86
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Ações e parcerias fechadas na 53ª Festa do Peão Boiadeiro,
realizada em Barretos /SP
Vacinação volante na arena
1.Inserção do filme em todos os telões da arena de Barretos;
2.Inserção dos spots em todo o sistema de áudio da arena de Barretos;
3. Testemunhal sobre a campanha, feito pelos principais locutores durante provas
realizadas na arena;
4.Distribuição de 10 faixas sobre a campanha em pontos estratégicos de todo o
parque da festa de Barretos;
5.Inserção de 4 blimps em pontos estratégicos no parque;
6.Parceira com a Unimed para distribuição de fôlderes e cartazes da campanha em
sua unidade localizada na Festa de Barretos;
7.Parceira com o Ministério do Turismo para distribuição de fôlderes e cartazes da
campanha em sua unidade localizada no evento;
8.Inserção do banner da campanha no site oficial dos Independentes, que conta
com mais de 1 milhão e 200 mil acessos por semana;
9.Distribuição de banners da campanha em pontos estratégicos no parque da Festa
de Barretos;
87
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
10.Articulação com a Secretaria Estadual e Municipal para montagem de um posto
de vacinação na entrada principal da arena. O posto funcionou neste primeiro
final de semana, das 15h às 23h, e vacinou cerca de 900 pessoas. No próximo
final de semana funcionou nos dias 29 e 30;
11.Articulação com o grupo Independentes para a permissão da vacinação volante
em todo o parque;
12.Fotos com personalidades locais e nacionais vestindo a camiseta da campanha de
rubéola;
13.Gravação de testemunhal com os artistas para mobilização da sociedade sobre a
importância da vacinação. Depoimentos captados: Cláudia Leitte, César Menotti
e Fabiano, Daniel, Zé Henrique e Gabriel e Guilherme e Santiago. Veiculação dos
depoimentos em TV e rádio;
14.Entrevistas para a Rádio Saúde com os artistas presentes;
15.Blitz com promotoras em toda a cidade de Barretos distribuindo peças informativas
sobre a campanha a conclamando para a vacinação no parque;
16.Produção de 25 placas de outdoors instalados em pontos estratégicos da cidade
de Barretos;
17.Veiculação de anúncio de jornal no domingo, dia 24, no principal jornal de
Barretos – Diário de Barretos;
18.Ação com Mobile Truck nos principais pontos da festa de Barretos durante uma
semana;
19.Veiculação do spot da campanha e dos testemunhais dos locutores nas seis
principais rádios da região: Independente AM, Barreto AM, Band FM, Jovem Pan
FM, Colina FM e 107 FM;
20.Articulação para produção de matérias jornalísticas no Diário de Barretos;
21.Articulação com a Rádio Band para gravação de depoimentos das enfermeiras no
posto de saúde;
22.Ação de distribuição de material informativo da campanha feito em todo o
parque de Barretos pela Família Zé Gotinha;
23.Desfile de cavaleiro na arena com a bandeira da campanha da rubéola;
24.Articulação com o Hospital do Câncer para montagem de uma estrutura ao lado
do posto de vacinação para a veiculação do filme e do spot da campanha;
25.Camiseta da campanha autografada por vários artistas presentes na festa de
Barretos.
88
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Outdoors
Ação com Mobile Truck
89
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Matérias publicadas no jornal O Diário de Barretos
Fonte: jornal O Diário de Barretos
Fonte: jornal O Diário de Barretos
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Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Fonte: jornal O Diário de Barretos
Fonte: jornal O Diário de Barretos
91
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Blimps
Gravação Rádio Saúde
Gravação com o cantor Daniel
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Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Posto de vacinação
Celebridades vestindo a camiseta da campanha
Os cantores da dupla sertaneja César Menotti e Fabiano
93
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Parceria com o Hospital do Câncer
Testemunhais
Agora é hora de todo mundo gritar junto: – Brasil, livre da rubéola! Brasil, livre da
rubéola!
É isso aí, gente… o Brasil já erradicou a paralisia infantil e o sarampo. E agora depende de todos para eliminar a rubéola.
Se você tem entre 20 e 39 anos, procure o posto de vacinação mais próximo. E atenção: no Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte,
a vacinação é para quem tem de 12 a 39 anos.
E olha aí que isso é muito importante: homens e mulheres devem se vacinar, mesmo
quem já foi vacinado ou já teve a doença.
O prazo é até 12 de setembro. Leve seu cartão de vacinação e carteira de identidade.
E não se esqueça de avisar aos amigos e parentes.
Participe. Peão de verdade segura no braço: vacine-se contra rubéola.
94
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Ações publicitárias na mídia brasileira
A campanha publicitária teve como alvo uma população de 70 milhões de brasileiros, tendo como objetivo final esgotar a totalidade de suscetíveis, de forma a interromper a circulação do vírus da rubéola no país. Realizada no período de 9 de agosto a 12
de setembro de 2008, foi dividida em três etapas: a 1ª, com slogan “Vacinação virou
programa família” contou com a participação das famílias do Zé Gotinha e do ator
Márcio Garcia. O lançamento foi no dia 9 de agosto, simultaneamente ao Dia Nacional
de Vacinação contra a Paralisia Infantil – segunda etapa.
Vacinação virou programa família
95
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Na 2ª etapa, foi utilizado o slogan “Brasil livre da rubéola”, com a presença de
várias personalidades reunidas em um grande estádio de futebol.
Brasil livre da rubéola
A 3ª etapa utilizou o refrão de uma famosa música popular brasileira, de autoria da
cantora Rita Lee, “Agora só falta você”, para impulsionar a participação do público
masculino na reta final da campanha, em novembro. Isto porque, desde o início da
vacinação, as mulheres apresentaram maior adesão.
96
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Para alcançar com eficiência os objetivos de comunicação e mídia da campanha, foram utilizados os meios televisão, rádio, internet, revista, jornal e mídia exterior.
Televisão – Veiculação nacional
•Filme 60”
» Ações de merchandising no formato de 60 segundos em programa
jornalístico popular – Record.
•Filme 15’’
» Globo, Record, SBT, Band, Rede TV, MTV, TV Brasil, Cultura, Gazeta, TV
Mix, TV RIT, Canção Nova e Rede Vida;
» 98% de cobertura do território nacional;
» Total de 198 inserções.
Televisão – Veiculação regional
•Filmes 30’’
» Globo, Record, SBT, Band e Rede TV (sendo 250 exibidoras regionais);
» 26 estados + DF;
» 77% de cobertura;
» Total de 16.936 inserções.
•Merchandising 60’’
» Record – programas regionais dos estados: Paraná, Rio Grande do Sul,
São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Norte,
Bahia, Pernambuco, Roraima, Pará, Acre e Amazonas;
» Total de 84 inserções.
Rádio – Veiculação regional
•Spots 30’’
» Capitais e municípios acima de 50 mil habitantes (nos reforços alteramos
o corte para todos os municípios com baixo índice vacinal ao longo da
campanha) – totalizando 992 municípios;
» Veiculação em 1.280 emissoras de rádio;
» Total de 74.331 inserções.
•Testemunhal no formato 60 segundos com os principais locutores das principais rádios:
» Local de veiculação: região Norte, Bahia, Ceará e Goiás;
97
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•Spot de 30 segundos com os depoimentos das celebridades que participaram
de Barretos:
» Local de veiculação: Bahia e Ceará – Cláudia Leitte; Goiás e região Norte
– Cesar Menotti e Fabiano, Zé Henrique e Gabriel, Guilherme e Santiago
e Daniel.
•Ação especial no Programa 2 em 1 da Rede Transamérica – debate ao vivo, em
rede nacional, com um profissional da área de saúde: técnico PNI ou SVS.
Internet
•Veiculação nos portais de maior acesso e afinidade com o público-alvo: UOL,
Terra, MSN, IG, e Yahoo.
•Veiculação, também, nos sites dos principais jornais do país: Globo.com, Estadão, Folha de S.Paulo, Globo Online, Zero Hora, Diário Gaúcho, Jornal de
Brasília, Correio Braziliense, UAI, A Tarde, Diário do Grande ABC, Gazeta do
Povo, Adital e Lancenet;
•Total de 27.488.811 acessos;
•Compra de 19 mil cliques estimados em link patrocinados (Google).
Resultados
•O Estadão destaca-se com visibilidade. Foram registradas mais de 14 milhões
de visualizações de banners. Essa ótima performance é gerada por meio do
formato Selo Fixo.
•Em números de cliques pode-se destacar o desempenho do site Terra com
13.193 cliques, ou seja, mais de 13 mil usuários chegaram ao hotsite da campanha por meio da campanha de banners. Em seguida, destaca-se novamente
o site Estadão por levar para o hotsite da campanha 6.010 usuários por meio
da veiculação de banners.
•Vale ressaltar a performance da veiculação do formato diferenciado Layer Super Banner veiculado no dia 25/08, das 8 às 9 horas. A peça foi vista 1.074.418
vezes e obteve 4.358 cliques.
Hotsite
•O hotsite obteve, até 27 de agosto, 100.319 visitas. Dessas visitas, 49,86% são
provenientes da mídia de banners veiculados nos portais, 33,51% referem-se
aos usuários que digitam a URL direto no navegador e 16,63% são referentes
aos sites de busca, principalmente o Google.
98
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Mídia impressa – Revista e jornal
•Página simples
•Revista: veiculação nacional
•Jornal: veiculação em aeroportos e Barretos/SP
Mobiliário urbano
•Circuitos em abrigos de ônibus
•Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia e Amazonas
•Total de 4.280 faces
Painel
•10 painéis de 6 x 1,50 m
•Avenida Brasil – Rio de Janeiro/RJ
Outdoor
•25 placas de outdoor de 9 x 3 m
•Barretos/SP
Mobile Truck
•1 placa em cima de uma carreta – formato dupla face 5 x 3 m
•Barretos/SP
Cartazes
•1ª Etapa – 200 mil
•2ª Etapa – 1,2 milhão
Fôlderes
•1ª Etapa – 721.825 unidades
•2ª Etapa – 5.526.670 unidades
Valor total da campanha publicitária
R$ 19.382.572,86 (dezenove milhões, trezentos e oitenta e dois mil, quinhentos
e setenta e dois reais e oitenta e seis centavos)
99
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Peças da campanha
1ª Etapa. Vacinação virou programa família
A comunicação social do Ministério da Saúde se preocupou em
manter a identidade da campanha contra a paralisia infantil e
a abordagem lúdica. A família foi o eixo estruturante desta etapa, independentemente de como se organiza. O personagem
Zé Gotinha, com toda a sua família, inaugura a veiculação das
peças publicitárias, seguida pela campanha com a família do
ator Márcio Garcia.
Cartaz
Foram impressos 200 mil cartazes, distribuídos pelas secretarias estaduais de Saúde
e parceiros.
100
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Folder
O Ministério da Saúde imprimiu 1,2 milhão de folder e a estratégia de distribuição
foi pelas secretarias estaduais de Saúde e parceiros.
101
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Mobiliário urbano
Hotsite
102
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
2ª Etapa. Brasil livre da rubéola
Após o dia de vacinação contra a paralisia infantil, a campanha assumiu uma cara mais
adulta, mais mobilizadora e ganhou também em grandiosidade, para mostrar que o desafio proposto necessitava da participação de todos. Na segunda etapa, aparecem outras
celebridades compondo um time eclético, com atores, atletas, músicos e personalidades
em geral, para dar a sensação de que o “Brasil inteiro” estava participando. O futebol,
paixão nacional, foi explorado nas peças publicitárias por sua grandiosidade e união.
Cartaz
Foram impressos 721.825 cartazes, distribuídos pela secretarias estaduais de Saúde
e parceiros.
103
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Folder
Foram impressos 5.526.670 fôlderes, distribuídos pelas secretarias estaduais de Saúde
e parceiros.
104
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
3ª Etapa. Agora só falta você
A terceira etapa da campanha de combate à rubéola iniciou-se em 10 de novembro,
com o objetivo de aumentar a participação masculina na campanha, que até então
teve a população feminina à frente no ranking de vacinações.
Para esta etapa foi elaborada uma ampla estratégia, a qual consistiu em:
•criação de e-mail marketing para disparo a todas as Secretarias de Saúde;
• criação de banner para assinatura de e-mails;
•ações de intervenção nas comunidades virtuais do site de relacionamento Orkut
para incentivar a vacinação;
•veiculação de mensagem da campanha em aerodoor no Rio de Janeiro, nos dias
6 e 7 de dezembro;
•ação de telemarketing – disparo de 197 mil ligações para as seguintes regiões:
Goiás, Paraná, Amazonas, Tocantins (Palmas) e Rio Grande do Sul;
•veiculação nacional de comunicado em TV realizado em parceria com as TVs públicas/parceiras;
•intensificação do comunicado no dia 11 ao dia 15 de dezembro nas principais
emissoras do país nas seguintes regiões: Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Norte,
Centro-Oeste, Rio de Janeiro, Rondônia, Piauí, Paraná e Rio Grande do Sul;
•inserção de banner com link para o site www.brasillivredarubeola.com.br na home
e intranet do Ministério da Saúde;
•veiculação da campanha de rubéola nas TVs de plasma nos principais em 22
shoppings de todo o país;
•veiculação da campanha de rubéola nas TVs de plasma nas principais academias e
salões de beleza de todo o país;
•veiculação de mensagem convocatória nas missas transmitidas nas emissoras de
televisão;
•veiculação de anúncio na Revista Estação Aeroporto – tiragem 30 mil exemplares;
•parceria com os clubes de futebol Santos, Cruzeiro e Grêmio nos campeonatos de
futebol com inserção do bandeirão;
•veiculação de outdoor nas praças de baixa cobertura vacinal, com o foco no incentivo da vacinação masculina;
•geração do comunicado via Radiobrás para todas as cabeças de rede de televisão
para veiculação conforme disponibilidade;
105
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
•envio de releases e abordagem dos meios impressos para geração de pauta sobre
a campanha;
•realização de um trabalho intenso na Rádio Saúde por meio de envio de pautas e
entrevistas;
•envio de mensagens de textos para clientes das operadoras de telefonia móvel
(celular) Oi e Vivo, com os seguintes textos:
Vivo e Oi: Ainda não vacinou de rubéola? A campanha vai até 12/09, para homens e mulheres de 20 a 39 anos. No MT, MG, MA, RJ e RN é de 12 a 39 anos.
Vivo: Vivo contra a rubéola. Você já se vacinou? Homens e mulheres de 20 a 39
anos devem se vacinar. No MT, MG, MA, RJ e RN é de 12 a 39 anos.
Outdoor
Banner para assinatura de e-mails institucionais
106
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Anúncio Revista Rubéola
Mídia televisiva
Foi realizado grande esforço do governo brasileiro para divulgação massiva em rádio
e TV, com a veiculação das peças das duas etapas da campanha, conforme mostra o
mapa em seguida.
107
108
NACIONAL
Merchan 60’’
Filmes 30’’
INTERNET
Variados
JORNAL – AEROPORTOS
E BARRETOS
Outdoor
Mobile Truck
Barretos/SP
TOTAL MÍDIA
TOTAL MÍDIA EXTERIOR
Painel
RJ
Mobiliário
Urbano
Barretos/SP
RJ/DF/AM/MG/BA
MÍDIA EXTERIOR
TOTAL MÍDIA IMPRESSA
1 Página
REVISTA – NACIONAL
MÍDIA IMPRESSA
TOTAL INTERNET
Diversos
Spot 30”
GO/AP/RR
NACIONAL
Q
7
1ª Etapa
1ª Etapa
1ª Etapa
Spot 30”
TOTAL RÁDIO
Q
6
1ª Etapa
T
5
Spot 30”
S
4
1ª Etapa
D
3
Spot 30”
AM/AP/BA/CE/GO/PA/
RO/RS/TO
Municípios acima
50.000 hab.
INTERIOR
CAPITAIS
26 ESTADOS + DF
RÁDIO AM / FM
TOTAL TELEVISÃO
GO/BA/RR/PA/PE/RN/SP/
AC/PR/AM/RJ/DF/RS
MERCHANDISING – TV
RECORD
AC/AP/AM/RR/RO/PA/
TO/AP/RJ/SP/GO/RS
GO/AP/RR
26 ESTADOS + DF
GLOBO/SBT/RECORD/
BAND/REDE TV
REGIONAL
GLOBO/RECORD/SBT/
BAND/REDE TV/TV
BRASIL/CULTURA/MTV/
GAZETA/CANÇÃO NOVA/
RIT/REDE VIDA/MIX
Filme 15’’
Formato
Meios
TELEVISÃO
Materiais
Mercado
S
8
PERÍODO
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapa A
Etapas A e B
Etapa B
Etapa B
Etapa B
Etapa B
Etapa B
Etapa B
REFORÇO Etapa B
Etapa B
Etapa B
Etapa B
Etapa B
S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D
9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
AGOSTO 2008
Cronograma Geral – Campanha Rubéola
S
1
T
2
Q
4
D
7
Etapa C
Etapa C
REFORÇO Etapa C
Etapa C
Etapa C
Etapa D
Etapa D
Etapa D
T Q Q S S D S T Q Q S
9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
SETEMBRO / 08
S
8
REFORÇO Etapa C
Etapa C
Etapa C
S
6
Etapa C
S
5
Etapa C
Etapa C
Etapa C
Q
3
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Parcerias com a sociedade civil, empresas e terceiro setor
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, instalou em julho o Comitê Nacional de
Mobilização para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC),
que contou com a parceria de diversas instituições privadas e da sociedade civil na
campanha nacional. As entidades que integraram o Comitê apoiaram as ações de governo em atividades de comunicação como reforço na divulgação da campanha, mobilização de públicos internos, articulação de correspondentes nos estados e municípios
e cessão de colaboradores e espaço para montagem de postos de vacinação.
•Publicação da Portaria do Ministério da Saúde nº 1.315, de 27 de junho de 2008,
no dia 30 de junho de 2008, instituindo o Comitê Nacional de Mobilização Social
para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) no Brasil.
Íntegra da Portaria publicada no Diário Oficial da União, Seção 1, pág. 69, de 30 de
junho de 2008:
PORTARIA Nº 1.315, DE 27 DE JUNHO DE 2008
Institui Comitê Nacional de Mobilização Social
para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da
Rubéola Congênita (SRC) no Brasil.
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I e
II do parágrafo único do art. 87, da Constituição Federal, e considerando que a rubéola e
a síndrome da rubéola congênita (SRC) constituem graves problemas de saúde pública na
atualidade, com custos significativos para o Sistema Único de Saúde e com implicações severas para a saúde da população, em especial para as crianças nascidas de mães infectadas,
que podem apresentar sequelas como cegueira, surdez, retardo mental, más-formações
congênitas, entre outras;
Considerando que a ocorrência de registros de surtos da doença de forma dispersa por
todo o país nos últimos dois anos, colocando em risco a população que ainda não foi vacinada, principalmente as mulheres grávidas e, consequentemente, seus filhos;
Considerando que a vacinação para homens e mulheres é a única forma de eliminar o
risco da ocorrência de casos e surtos da doença e de suas consequências para as crianças
brasileiras;
Considerando que o Brasil, por intermédio do Ministério da Saúde, estabeleceu junto
a outros países da América Latina, na 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização
Panamenricana da Saúde (Opas) o compromisso da eliminação da rubéola e da SRC até o
ano 2010;
109
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Considerando que, para cumprir esse desafio o Ministério da Saúde estará vacinando quase
70 milhões de homens e mulheres de 12 a 39 anos de idade, nos 5.564 municípios brasileiros,
por meio da Campanha Nacional de Vacinação, no período de 9 de agosto a 13 de setembro
deste ano, sendo considerada a maior campanha de vacinação já realizada no mundo; e
Considerando que esse desafio não poderá ser superado isoladamente pelo setor saúde,
sendo necessário, para tanto, contar com a participação e o apoio de instituições e organizações da sociedade civil organizada, em todas as etapas da campanha nacional desde o
planejamento, na organização, na execução, no monitoramento e na avaliação, o que se faz
imprescindível para o alcance da meta de vacinação de 100% da população-alvo, resolve:
Art. 1º – Instituir o Comitê Nacional de Mobilização Social para Eliminação da Rubéola e
da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC).
Art. 2º – Compete ao Comitê Nacional:
I. identificar ações de mobilização social voltadas ao seu público interno e clientela,
contribuindo de forma efetiva para a vacinação da população-alvo da campanha
nacional;
II. adotar iniciativas que contribuam para a intensa e permanente mobilização da população brasileira para a Campanha Nacional;
III.acompanhar e participar do desenvolvimento das ações em todas as etapas da
campanha nacional, desde a fase de planejamento, organização, execução, monitoramento e avaliação;
IV.mobilizar seus correspondentes nos estados e nos municípios tendo em vista o
acompanhamento e a participação na campanha nacional em âmbito estadual e
municipal;
V. fornecer ao Ministério da Saúde e às secretarias estaduais e municipais de Saúde,
quando acordado, informações necessárias ao alcance dos objetivos da campanha
nacional, a exemplo de listagem de funcionários ou clientela; e
VI.autorizar, quando acordado, a cessão de espaços ou de pessoal para a montagem
de postos de vacinação em caráter temporário, no período da campanha nacional.
Art. 3º – O Comitê Nacional será composto por representantes de instituições governamentais e não governamentais, organizações da sociedade civil e representação de diferentes setores, que se caracterizem pela abrangência e capilaridade em âmbito nacional, pela
influência junto a seus componentes e clientela, ou por sua capacidade como formadora
de opinião.
110
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
§ 1º – O Ministério da Saúde terá representantes de cada um de seus órgãos subordinados e vinculados, envolvidos com a campanha nacional e com a comunicação e a
participação social.
§ 2º – O Comitê Nacional será nomeado por Portaria do Secretário de Vigilância em Saúde e cada órgão fará indicação formal de um representante e respectivo suplente.
Art. 4º – O Comitê Nacional será coordenado pela Coordenadora-Geral do Programa
Nacional de Imunizações e/ou seu substituto, que terá as seguintes competências:
I. convocar e coordenar as reuniões;
II. indicar técnico da área e garantir infraestrutura para desenvolvimento das atividades necessárias ao seu funcionamento;
III.encaminhar atas e relatórios para apreciação do Secretário de Vigilância em Saúde
e posterior encaminhamento ao Ministro; e
IV.elaborar e divulgar, em conjunto com a área de comunicação da SVS, as informações sobre o funcionamento do Comitê Nacional.
Art. 5º – A participação no Comitê Técnico será considerada serviço público relevante,
não ensejando qualquer remuneração.
Art. 6º – Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º – Fica revogada a Portaria nº 257/FUNASA, de 4 de maio de 2000, publicada no
Diário Oficial da União nº 87, de 8 de maio de 2008, Seção 2, pág. 20.
JOSÉ GOMES TEMPORÃO
111
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Exemplos de ações realizadas
Agência Nacional de Saúde Suplementar
Esta instituição divulgou as informações necessárias em seu site.
http://www.ans.gov.br
Aneel
A Aneel divulgou informações sobre a Campanha de Vacinação de Rubéola nas contas de luz de mais de 64 distribuidoras de todo o Brasil: http://www.aneel.gov.br
Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR)
Divulgação no seu site.
Associação Brasileira de Indústria de Alimentação (Abia)
Divulgação no seu site. http://www.abia.gov.br
Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (RJ)
A associação colaborou com a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola ao enviar cartas aos funcionários e associados para informar sobre a importância
da iniciativa.
112
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Auto Ban
Distribuição de fôlderes e cartazes em sua filial, para seus parceiros e funcionários.
http://www.autoban.gov.br
Banco do Brasil
O Banco do Brasil fez divulgação na internet. Em parceria com o Hospital Regional da
Asa Norte, em Brasília/DF, montou um posto itinerante para os funcionários da Caixa
de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). http://www.bb.com.br
Bradesco
Divulgação no site e disponibilização, em seus caixas eletrônicos, dos dados
neces­sários para esclarecer as dúvidas da população. Nos extratos bancários, os
clientes também souberam mais sobre a campanha. O Bradesco tomou a iniciativa de enviar um e-mail marketing para todos os seus funcionários, além de divulgar a ação nos mais de 84 mil contracheques dos meses de julho e agosto.
http://www.bradesco.gov.br
113
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
Divulgação no site. http://www.cassi.gov.br
Caixa Econômica
A Caixa Econômica divulgou informações sobre a campanha de vacinação de rubéola em seu site interno. Além disso, o banco imprimiu nos contracheques de seus funcionários, nos meses de julho e agosto, mensagens sobre a campanha. A instituição distribuiu materiais para seus funcionários, clientes e parceiros. http://www.caixa.gov.br
114
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Canal Rural
O Canal Rural veiculou anúncios sobre a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola.
Carrefour
Distribuiu fôlderes e cartazes em sua filial, para seus parceiros e funcionários.
http://www.carrefour.com.br
115
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
CCR Via Lagos
Divulgação no site. http://www.rodoviadoslagos.com.br/concessionaria/home
Centro de Comunicação Social do Exército
Distribuiu fôlderes e cartazes nos quartéis, para seus parceiros e funcionários. Veiculou mensagens sobre a campanha na Rádio Verde Oliva. http://www.exercito.gov.br
Centro Universitário de João Pessoa
Distribuição de fôlderes e cartazes. http://www.unipe.br
Centro Universitário Metodista Bennett
Distribuição de fôlderes e cartazes. http://www.bennett.br
Clear Channel
Distribuição de fôlderes e cartazes. http://www.clearchannel.com.br
Clube dos 13
Clube dos 13 divulgou a campanha de vacinação de rubéola em seu site e motivou
os parceiros. http://www.clubedostreze.globo.com
Concepa
A Concepa divulgou a campanha de vacinação de rubéola em seu site, distribuiu
boletim informativo e fez anúncios em sua rádio interna. A Concepa também distribuiu fôlderes e cartazes para funcionários e parceiros. http://www.concepa.com.br
Concessionária Rio Teresópolis (CRT)
Divulgou a campanha na edição de 8 de agosto de seu jornal interno. E, para reforçar ainda mais a ação, distribuiu fôlderes e cartazes. http://www.crt.com.br
116
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Concessionária Rodosol
Começou a divulgar a campanha no dia 1º de agosto em dois painéis eletrônicos na
Terceira Ponte, que liga Vila Velha ao Espírito Santo. No local, passam cerca de 67 mil
veículos diariamente. Para contribuir com a causa, a empresa deixou o anúncio até
o dia 12 de setembro. http://www.rodosol.com.br
Concessionário Litoral Norte
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.clnorte.com.br
Confederação Nacional do Comércio
Distribuiu fôlderes e cartazes. Divulgação no site http://www.portaldocomercio.org.br
117
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Conselheiro Juarez Pires de Sousa
Distribuiu fôlderes e cartazes para seus parceiros e funcionários.
Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.x3desenvolvimento.com.br/crub/index.php
Conselho Federal de Educação Física (Confef)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.confef.org.br
Conselho Nacional de Saúde (CNS)
Divulgação da campanha entre sociedade civil organizada e seus veículos de comunicação. Discussão do tema em reuniões do Conselho. http://conselho.saude.gov.br
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)
Articulação com as Secretarias Municipais de Saúde e divulgação em seus veículos.
http://www.conasems.org.br
Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.conass.org.br
118
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Departamento de Polícia Rodoviária Federal
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.dprf.gov.br
Ecovia
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.ecovia.com.br
Editora Abril
Divulgou a campanha de Vacinação de Rubéola em um anúncio de sua revista Nova
Escola, da edição de setembro. http://www.abril.com.br
Embaixada do Canadá
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.canada.org.br
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Enviou e-mails divulgando a campanha para todos os seus funcionários. Além disso,
a instituição distribuiu fôlderes e cartazes. http://www.correios.com.br
Empresa Concessionária de Rodovias do Norte S.A. (Econorte)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.econorte.com.br/index_10anos.asp
Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
Fitness e Bem-estar
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.fitnessebemestar.com/nova_fitness/site
Forças Armadas
Distribuição de fôlderes, cartazes, divulgação no site e rádio, e anúncio em suas revistas. http://www.defesa.gov.br
Fundação Universidade de Pernambuco
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.upe.br
Fundação Universidade Federal de Rondônia
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.unir.br
119
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Fundação Universidade Federal do Rio Grande
Distribuiu fôlderes e cartazes em sua filial, para seus parceiros e funcionários. A universidade manteve um posto de vacinação em seus campi até o dia 9 de setembro,
para a vacinação de seus alunos. http://www.furg.br
Infraero
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.infraero.gov.br
Johnson & Johnson
Distribuição de fôlderes e cartazes. Além do envio de e-mails explicativos sobre a
importância da vacinação. http://www.jnjbrasil.com.br
Lamsa
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.lamsa.com.br
Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre)
Distribuição de fôlderes e cartazes, divulgação no site e por meio dos rádios amadores.
http://www.labre.org.br
Liquigás
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. E para ajudar ainda mais, a
empresa colocou no contracheque do mês de agosto mensagens sobre a campanha.
http://www.liquigas.com.br
Marinha
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. Em setembro, os funcionários receberam no seu contracheque informações sobre as datas da campanha.
Foram montados diversos pontos de vacinação para os militares, seus familiares e o
público em geral. Foi realizada uma campanha específica para doadores de sangue
no Hospital Naval Marcílio Dias. Os doadores rece­beram a vacina assim que terminavam de retirar o sangue. http://www.mar.mil.br
Massmedia
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.massmedia.com.br
Ministério da Justiça
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.mj.gov.br/data/Pages/MJA21B014BPTBRIE.htm
120
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Ministério das Cidades
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.cidades.gov.br
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.mds.gov.br
Ministério do Planejamento
Distribuição de fôlderes e cartazes, divulgação no site e nos contracheques.
http://www.planejamento.gov.br
Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.morhan.org.br
Nascentes das Gerais
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.abcr.org.br
Nova Dutra
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.novadutra.com.br/concessionaria/home
121
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)
Participou de diversas atividades da campanha, por meio da cooperação técnica,
operacional e política com o Ministério da Saúde, além da ampla divulgação da
campanha por meio de fôlderes, cartilhas e cartazes, representando uma importante
parceira institucional nesta campanha. http//www.opas.org.br
Os Independentes
Ajudaram na divulgação da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da
Rubéola com a inserção de filmes e spot em todos os telões da arena de Barretos.
Foi gravado um testemunhal sobre a campanha pelos principais locutores, durante os rodeios. Distribuição de fôlderes e cartazes. Divulgação no site da empresa.
Montagem de um posto de vacinação, durante a festa de peão de Barretos. Fotos e
autógrafos de artistas, que vestiram a camisa da campanha, durante a festa. Gravação de testemunhal, durante a festa, com Cláudia Leitte, César Menotti e Fabiano,
Daniel, Zé Henrique e Gabriel e Guilherme e Santiago, para a produção de um filme
divulgado para a população. Entrevista com artistas, para a Rádio Saúde, do Ministério da Saúde. Entrevista para a Rádio Band, com depoimentos de enfermeiras. Distribuição de materiais informativos, pela família Zé Gotinha, durante a festa. Desfile
de cavaleiro, na arena de rodeio, com a bandeira da campanha. Articulação com o
Hospital do Câncer para montagem de uma estrutura ao lado do posto de vacinação
para a veiculação do filme e do spot da campanha. www.independentes.com.br
122
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Pastoral da Criança
Divulgou a campanha de vacinação de rubéola em seu programa de rádio. Esta programação foi emitida em mais de 2,3 mil emissoras. Além disso, distribuiu material
educativo por meio de seus multiplicadores. http://www.pastoraldacrianca.com.br
Polícia Rodoviária Federal
Colocou faixas nas rodovias federais e distribuiu fôlderes e cartazes, além de divulgação no site. http://www.dprf.gov.br
Programa Siga Bem Caminhoneiro
O Ministro da Saúde participou dos programas de rádio em que conversou com o
apresentador Sérgio Reis sobre a importância dos caminhoneiros se vacinarem. No
programa de TV foi veiculado vídeo institucional da campanha com um chamado do
Ministro convocando os caminhoneiros e caminhoneiras de todo o Brasil a divulgarem a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola.
Rádio Cultura
Fez a divulgação em sua programação. http://www.radiocultura.com.br
Rádio Plug Mix
Fez a divulgação da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola
durante a programação da rádio.
Radiobrás
Fez a divulgação da campanha de vacinação de rubéola por meio de uma cobertura
jornalística em seu programa de televisão, ao vivo. http://www.radiobras.gov.br
Revista IN
Colocou anúncio sobre a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola na edição de setembro.
123
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Rio Quente Resorts
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.rioquenteresorts.com.br
Rodovia das Cataratas S.A.
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.rodoviadascataratas.com.br/principal.asp
Santa Cruz Rodovias
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.santacruzrodovias.com.br
Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.sbim.com.br
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.sbp.com.br
Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seap/
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Senac-DF
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.senac.br/home.asp
Serviço Social do Comércio (Sesc)
Divulgou as informações sobre a campanha de vacinação de rubéola por meio de
seu site. E para atingir um público ainda maior, a instituição anunciou mais sobre
a prevenção da doença em seu jornal, feito para seu público interno. Além disso, o
Sesc inseriu o assunto em seu programa de rádio, que é transmitido para mais de
700 rádios do país. http://www.sesc.com.br
Serviço Social da Indústria (Sesi)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.sesi.org.br
Sistema Anhanguera Bandeirantes (Autoban)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.autoban.com.br/concessionaria/home
124
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Tam
Publicação na revista de bordo o texto “Próxima Escala”, do Ministro José Gomes
Temporão, setembro de 2008.
Triângulo do Sol
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.triangulodosol.com.br/
Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.tre-mg.gov.br
Ultragaz
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site. http://www.ultragaz.com.br
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.undime.org.br
União Nacional dos Estudantes (UNE)
Destacou a campanha no projeto Caravana da Saúde, Educação e Cultura, por meio
de ônibus itinerante da UNE. A caravana visitou 12 universidades para propor várias
atividades e intervenções culturais, em nove estados durante a campanha. Além disso, a UNE distribuiu materiais de mobilização. http://www.une.org.br
Unicef
Produção de cartilhas para os multiplicadores do Unicef no semi-árido nordestino.
http://www.unicef.org.br
125
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
126
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Unilever
Divulgou informações sobre a campanha de vacinação de rubéola em seu site. Distribuiu folhetos da campanha, por meio das cartas enviadas aos clientes pelo Serviço
de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa, cerca de 150 cartas diariamente.
Emitiu mensagens da campanha nas ligações dos clientes ao SAC. São cerca de 2
mil ligações ao dia. Enviou e-mail markentig para cerca de 65 mil clientes. Publicou
informações sobre a campanha em quadros de avisos internos e por e-mail.
http://www.unilever.com.br
127
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Universidades
Universidade Bandeirante de São Paulo; Universidade Braz Cubas; Universidade Camilo Castelo Branco; Universidade Cândido Mendes; Universidade Castelo Branco;
Universidade Católica; Universidade Cidade de São Paulo; Universidade Cruzeiro do
Sul; Universidade da Amazônia; Universidade da Região da Campanha; Universidade
da Região de Joinville; Universidade de Anhembi Morumbi; Universidade de Brasília;
Universidade de Caxias de Sul; Universidade de Contestado; Universidade de Cruz
Alta; Universidade de Cuiabá; Universidade de Fortaleza; Universidade de Franca;
Universidade de Itaúna; Universidade de Londrina; Universidade de Marília; Universidade de Mogi das Cruzes; Universidade de Passo Fundo; Universidade de Riberão
Preto; Universidade de Santa Cecília; Universidade de Santa Cruz do Sul; Universidade de Santo Amaro; Universidade de São Paulo; Universidade de Sorocaba; Universidade de Taubaté; Universidade do Estado da Bahia; Universidade do Estado de
Mato Grosso; Universidade do Estado de Minas Gerais; Universidade do Estado de
Santa Catarina; Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Universidade do Estado
do Rio Grande do Norte; Universidade do Extremo Sul Catarinense; Universidade do
Grande ABC; Universidade do Grande Rio; Universidade do Oeste de Santa Catarina;
Universidade do Oeste Paulista; Universidade do Planalto Catarinense; Universidade
do Sagrado Coração; Universidade do Sul de Santa Catarina; Universidade do Vale
do Itajaí; Universidade do Vale do Paraíba; Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
Universidade Estácio de Sá; Universidade Estadual da Paraíba; Universidade Estadual
de Campinas; Universidade Estadual de Feira de Santana; Universidade Estadual de
Goiás; Universidade Estadual de Maringá; Universidade Estadual de Mato Grosso do
Sul; Universidade Estadual de Montes Claros; Universidade Estadual de Ponta Grossa;
Universidade Estadual de Santa Cruz; Universidade Estadual do Ceará; Universidade
Estadual do Oeste do Paraná; Universidade Estadual do Piauí; Universidade Estadual
Norte Fluminense Darcy Ribeiro; Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita
Filho”; Universidade Estadual Vale do Acaraú; Universidade Federal da Bahia; Universidade Federal da Paraíba; Universidade Federal de Alagoas; Universidade Federal de Goiás; Universidade Federal de Juiz de Fora; Universidade Federal de Mato
Grosso; Universidade Federal de Minas Gerais; Universidade Federal de Ouro Preto;
Universidade Federal de Pelotas; Universidade Federal de Pernambuco; Universidade
Federal de Roraima; Universidade Federal de Santa Catarina; Universidade Federal de
Santa Maria; Universidade Federal de São Carlos; Universidade Federal de São Paulo;
Universidade Federal de Sergipe; Universidade Federal de Uberlândia; Universidade
Federal de Viçosa; Universidade Federal do Acre; Universidade Federal do Amazonas;
Universidade Federal do Ceará; Universidade Federal do Espírito Santo; Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro; Universidade Federal do Maranhão; Universidade Federal do Pará; Universidade Federal do Paraná; Universidade Federal do Piauí;
Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Universidade Federal do Rio Grande
128
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
do Sul; Universidade Federal Fluminense; Universidade Federal Rural de Pernambuco;
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; Universidade Gama Filho; Universidade
Guarulhos; Universidade Ibirapuera; Universidade Iguaçu; Universidade José do Rosário Vellano; Universidade Luterana do Brasil; Universidade Metodista de Piracicaba;
Universidade Metodista de São Paulo; Universidade Metropolitana de Santos; Universidade Norte do Paraná; Universidade para o desenvolvimento do estado e da região
do Pantanal; Universidade Paranaense; Universidade Paulista; Universidade Potiguar;
Universidade Presbiteriana Mackenzie; Universidade Regional de Blumenau; Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul; Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões; Universidade Salgado de Oliveira; Universidade
Salvador; Universidade Santa Úrsula; Universidade São Francisco; Universidade São
Judas Tadeu; Universidade São Marcos; Universidade Severino Sombra; Universidade
Tiradentes e Universidade Veiga de Almeida.
Via Norte
Distribuiu fôlderes e cartazes em sua filial, para seus parceiros e funcionários.
http://www.vianortesa.com.br
Vivo
Divulgou informações sobre a campanha de vacinação de rubéola por meio de mensagens de texto para mais de nove milhões de clientes, dos dias 7 a 30 de agosto.
Além disso, cerca de 100 funcionários das áreas de saúde, comunicação institucional e do Instituto Vivo usaram o selo da campanha em seus e-mails, para divulgar a
ação. http://www.vivo.com.br
Wall Mart
Distribuição de fôlderes e cartazes e divulgação no site.
http://www.walmartbrasil.com.br
Observação: em anexo, páginas da internet de vários parceiros divulgando
a campanha.
129
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Eventos
• Produção da Família Zé Gotinha
A Família Zé Gotinha visitou vários postos de vacinação e outras ações relacionadas
à campanha.
• Abertura oficial da campanha de vacinação pelo Ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, no Rio de Janeiro
Niterói/RJ – 9 de agosto
Local: Posto de Saúde – Av. Carlos Esmerindo Marins, s/n, bairro de Jurujuba.
Ação: presença do representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)
no Brasil, Carlos Castillo, da Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Imunizações, Marília Bulhões, da Família Zé Gotinha e de artistas na gravação da campanha
publicitária, acompanhados de uma banda de marchinha; instalação de banners e
faixas da campanha.
130
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
• Abertura da campanha de vacinação pelo Secretário de Vigilância
em Saúde/MS, Gerson de Oliveira Penna, em Brasília
Brasília/DF – 9 de agosto
Local: Posto de Saúde nº 8, na SQS 514/515.
Ação: presença do Secretário de Saúde do Distrito Federal, na época, José Rubens
Iglesias, da coordenadora da campanha no Ministério da Saúde, Marlene Tavares Barros de Carvalho, e da Família Zé Gotinha.
• Abertura da Caravana da Saúde da União Nacional
dos Estudantes – UNE
Rio de Janeiro/RJ – 12 de agosto
Local: futura sede da UNE, na Praia do Flamengo
Ação: participação da Família Zé Gotinha na solenidade de abertura, instalação de
banners e faixas da campanha, montagem de posto de vacinação.
• Divulgação da campanha na festa junina
“O maior São João do Cerrado”
Ceilândia (DF) – 6 a 10 de agosto
Ação: divulgação da campanha pelo locutor e artistas convidados: Elba Ramalho,
Alceu Valença, Dominguinhos, Frank Aguiar, entre outros. Este evento teve a presença
de cerca de 400 mil pessoas nos cinco dias de festa.
131
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
3.2 Ações de comunicação nos estados
Os dados abaixo foram enviados pelas assessorias de comunicação da secretarias
estaduais de Saúde (SES) para o Núcleo de Comunicação da SVS/MS.
Acre
A Secretaria Estadual de Saúde montou estratégias diferenciadas na elaboração da
campanha para os municípios, alguns de difícil acesso.
A assessoria de comunicação aponta a divulgação de 11 matérias (relação abaixo) na
mídia impressa local, entre os dias 3 de julho e 15 de setembro.
•Agência de Notícias – Saúde começa mobilização para vacinar 231 mil contra rubéola no Acre – 03/07/08
•Jornal Página 20 – 25% dos brasileiros já estão protegidos contra rubéola – Caderno Geral – Página 13 – 14/08/08
•Jornal Página 20 – Acre intensifica vacinação na fronteira – Ação da Secretaria de
Saúde tem o objetivo de proteger quem circula nas cidades de fronteira trinacional
– 16/08/08
•Jornal A Tribuna – Ataque à rubéola – 16/08/08
•Jornal A Tribuna – Rubéola: Acre intensifica vacinação – 16/08/08
•Página 20 – Pouca movimentação nos postos do Dia D de vacinação contra rubéola
– Meta é alcançar uma cobertura maior ou igual a 95% – 01/09/08
•Jornal A Tribuna – Dia D contra rubéola fortalece imunização de várias doenças
– 01/09/08
•Agência de Notícias do Acre – Mais de 120 mil tomaram vacina contra rubéola
– 02/09/08
•A Tribuna – Mais de 120 mil tomaram vacina – 02/09/08
•O Rio Branco – Mais de 120 mil tomaram vacina contra rubéola – 02/09/08
•Agência de Notícias – Vacinação contra rubéola é prorrogada por mais uma semana – 15/09/08
132
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Alagoas
Alagoas – Relatório
Publicidade local (materiais produzidos, uso da mídia, presença na mídia etc.).
Produção de mídia TV e rádio durante todo o período oficial de campanha.
Produção de fôlderes.
Produção de cartazes, faixas de rua.
Outdoor (Maceió e Arapiraca).
Camisetas, cartões de vacina e adesivos.
Sistema de informação
Capacitação do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações Avaliação do Programa de Imunizações (PNI/API).
Melhoria no site do Datasus, como: consulta on line, dados e “vacinômetro”, tabelas e gráficos.
Campanha publicitária
Mídia de acordo com as etapas de execução da campanha.
Cartazes e fôlderes de boa qualidade, mas pouco destaque para o Dia D, 30
de agosto.
Amapá
Este estado não enviou os dados até o fechamento desta publicação.
Amazonas
A Secretaria Estadual de Saúde produziu e distribuiu à imprensa 11 releases entre os
dias 4 de agosto e 13 de novembro. A divulgação gerou a publicação de 19 matérias
nos jornais locais, bem como o atendimento de 26 solicitações de entrevistas em rádios
e TVs do estado.
Neste estado de grande dimensão, uma das dificuldades apontadas pela Secretaria
é a falta de alcance dos meios de comunicação nas localidades rurais.
Matérias publicadas nos jornais locais:
• Funasa inicia vacinação contra rubéola nas aldeias indígenas. Susam informou
que o governo federal enviou cerca de 18,5 mil doses da vacina – Jornal Diário do
Amazonas, 06/08/08
133
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
• Megavacinação contra rubéola é amanhã. No Amazonas mais de 1,1 milhão de
pessoas serão vacinadas contra a rubéola – Jornal Amazonas em Tempo, 08/08/08
• Campanha – Vacinação contra paralisia e rubéola começa sábado – Jornal Diário
do Amazonas, 08/08/08
• Ação integrada – Vacinação mobiliza adultos e crianças – Jornal A Crítica, 09/08/08
• Campanhas de vacinação terão 2,1 mil postos – Serão vacinados contra paralisia os
menores de 5 anos e contra rubéola os adultos entre 20 e 39 anos – Jornal Diário
do Amazonas, 09/08/08
• Imunização – Manaus contou com mais de mil postos de vacinação – vacinação
podia ser encontrada em unidades de saúde e postos fixos – Jornal do Commercio,
10/08/08
• Vacinação – Maués imunizou cerca de 20 mil pessoas contra rubéola e paralisia
– Jornal do Commercio, 10/08/08
• Primeiro dia de vacinação contra rubéola é tranquilo – Procura pela dose que previne contra a doença estava dentro do esperado pelos profissionais de saúde em
Manaus – Jornal Diário do Amazonas, 10/08/08
•Campanha – Começa vacinação contra pólio e rubéola – Jornal A Crítica, 10/08/08
• Mulheres são a maioria dos vacinados contra rubéola – Homens e mulheres entre
20 e 39 anos têm até 12 de setembro para procurar um dos postos de vacinação
da rede municipal – Jornal Diário do Amazonas, 16/08/08
• Vacinação contra rubéola – Funcionários do ‘Em Tempo’ foram vacinados, ontem
(...). Ação faz parte do plano para expandir a campanha de vacinação contra a rubéola... – Jornal Amazonas em Tempo, Foto-legenda, 21/08/08
• Vacinação contra a rubéola é reforçada amanhã no AM – Dia D tem como objetivo
ampliar a oferta de vacina para alcançar principalmente os homens em pontos
alternativos – Jornal Diário do Amazonas, 29/08/08
•Campanha contra rubéola – Homens e mulheres são chamados para se vacinar
– Imunização acontecerá das 9h às 17h. Nos shoppings se prolongará até às 21h
– Jornal A Crítica, 30/08/08
• Vacinação – Dia D mobilizou população – Os atendimentos aconteceram em todos
os postos de saúde da cidade durante o dia inteiro. Campanha vai até 2 de setembro – Jornal Amazonas em Tempo, 31/08/08
• Amazonas atinge marca de 624 mil pessoas vacinadas contra rubéola – Jornal do
Commercio, 04/09/08
134
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•Rubéola – Mais de 624 mil vacinados no AM – Jornal Diário do Amazonas, 04/09/08
•Campanha contra rubéola é prorrogada. Município e estado não alcançaram a meta
de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde. Susam e Semsa disponibilizarão vacina até o dia 19 de novembro – Jornal Amazonas em Tempo, 23/09/08
• Vacinação contra rubéola – AM luta para atingir meta. Objetivo é pular dos 84,11%
dos imunizados para os 95% estipulados pelo MS. Campanha foi prorrogada até
19 de novembro – Jornal a Crítica, 31/10/08
• Vacinação contra rubéola no AM – nove municípios atingem meta. Campanha
para a erradicação da rubéola foi estendida até 19 de dezembro porque 53 municípios ainda não atingiram a meta – Jornal Amazonas em Tempo, 12/11/08
Releases produzidos pela Assessoria de Comunicação
•Mais de 1 milhão devem ser vacinados contra a rubéola no Amazonas – 4/8/2008
•Mais de 247 mil crianças já foram vacinadas contra paralisia infantil – 11/8/2008
•VACINAÇÃO. Operação Gota garante vacinação em áreas remotas – 25/8/2008
•Amazonas já vacinou mais de 281 mil crianças contra paralisia infantil – 19/8/2008
•Operação Gota alcança região de fronteira – 27/8/2008
•Dia D contra a rubéola será neste sábado – 29/8/2008
•Amazonas já vacinou mais 624 mil contra a rubéola – 3/9/2008
•Amazonas já imunizou mais de 739 mil contra o vírus da rubéola – 12/9/2008
•Mais de 790 mil já foram vacinados contra rubéola no Amazonas – 17/9/2008
•Campanha de vacinação da rubéola foi prorrogada em todo o estado – 23/9/2008
•Susam orienta municípios a intensificar vacinação contra rubéola – 13/11/2008
Bahia
A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde aponta a concessão de 22 entrevistas de dirigentes locais a rádios, TVs e jornais locais. A assessoria participou de
eventos de grande concentração de pessoas e organizou, além de entrevista coletiva,
uma videoconferência no lançamento da campanha. Produziu ainda spots para rádio,
camisetas, cartaz, busdoor, outdoor e criou o hotsite estadual “Tudo sobre a campanha
de vacinação”.
135
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Ceará
No Ceará, a Assessoria de Comunicação da Secretaria, que faz monitoramento de
tudo que sai na mídia (no caso da mídia eletrônica, isso não inclui veículos do interior
do estado), aponta o aparecimento do tema rubéola 87 vezes ao longo do mês de
agosto de 2008. Mais da metade (48) com abordagem positiva. Em outubro, já no fim
da campanha, o assunto foi tema de matérias na mídia local 61 vezes.
A Secretaria também adotou a estratégia do “vacinômetro”, equipamento de 1 x 1m,
de atualização diária, instalado em local de grande visibilidade da Secretaria (foto).
Matérias publicadas na mídia impressa local
• Vacinação começa no próximo sábado – Diário do Nordeste – 06/08/2008
• Termina hoje campanha de vacinação – Diário do Nordeste – 12/09/2008
• Vacinação prorrogada no Ceará – Diário do Nordeste – 13/09/2008
• Campanha contra a rubéola é prorrogada no Ceará – O Povo – 13/09/2008
• Não são só umas brotoejinhas – Diário do Nordeste – 19/09/2008
136
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Distrito Federal
No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde promoveu ações de mobilização em locais
de grande concentração de pessoas, como estações do metrô e centros comerciais.
A campanha contou com ampla divulgação, com a produção de 15 releases sobre a campanha de vacinação, que foram distribuídos à imprensa e postados no site
da Secretaria. Marcou entrevistas de dirigentes locais para rádios, jornais e emissoras
de televisão.
Releases produzidos pela Assessoria de Comunicação
•Vacinação contra rubéola acaba nesta sexta-feira – 12/09/2008
• Vacinação contra a rubéola atingiu 85.4% do público-alvo – 12/09/2008
• Alunos participam da vacinação contra pólio e rubéola – 10/09/2008
• Vacinação contra a rubéola no DF atinge 68.6% – 01/09/2008
• Sábado (30) é dia de mobilização contra a rubéola – 28/08/2008
• Mais de 400 mil pessoas já vacinadas contra rubéola – 18/08/2008
• Campanha sai do Centro de Saúde e aumenta vacinação no Bandeirante. Vacinadores irão ao Centro de Ensino Médio – 27/08/2008
• Homens são chamados para a vacinação no Núcleo Bandeirante.
Atendimento o dia todo nos centros de saúde – 15/08/2008
• Vacinação contra rubéola continua na rede pública – 12/08/2008
• 203 mil adultos vacinados contra rubéola no DF – 10/08/2008
• Começa campanha contra rubéola no DF – 09/08/2008
• Doe sangue antes de se vacinar contra a rubéola – 04/08/2008
• Vacinação de adultos contra rubéola – 29/07/2008
• Vamos todos juntos vacinar mais de 70 milhões contra rubéola – 16/07/2008
• Distrito Federal registrou 380 casos de rubéola no ano passado – 16/01/2008
Espírito Santo
A Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde produziu e distribuiu
à imprensa 18 releases sobre a campanha, entre os dias 2 de julho e 15 de outubro.
Entre as matérias publicadas na mídia impressa local, a Ascom-ES destaca 5, todas
veiculadas ao longo do mês de agosto.
137
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Entre as iniciativas locais, está a veiculação de um spot publicitário para rádio, de 31
segundos, mostrando os perigos da doença, os benefícios da vacinação e a importância da participação de todos, com o slogan: “A saúde de um depende do compromisso
de todos”. Também a produção de cartaz próprio para a campanha no estado.
Releases produzidos pela Ascom-ES, para distribuição
à imprensa e postagem no site da Secretaria
• Sesa realiza nesta quarta reunião preparatória para Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola – 2/7/2008
•Secretaria da Saúde prepara campanha de vacinação contra rubéola – 15/7/2008
•Hemoes antecipa vacinação contra rubéola para manter estoque de sangue –
18/7/2008
• Hemocentro de São Mateus realiza campanhas de doação de sangue e vacinação
contra rubéola – 25/7/2008
• Programa família: Dia D contra a rubéola e poliomielite será neste sábado –
7/8/2008
• Dia D de vacinação contra rubéola e pólio ocorre neste sábado – 11/8/2008
• Índice de cobertura vacinal contra rubéola do estado está entre os melhores do
país – 11/8/2008
• Servidores da Sesa serão vacinados contra rubéola nesta terça – 11/8/2008
•Espírito Santo supera a cobertura inicial de vacinação contra a rubéola –
20/8/2008
• Vacinação contra rubéola: estado ultrapassa meta, mas imunização de homens
ainda é baixa – 22/8/2008
• Programa Estadual de Imunização promove reunião sobre monitoramento da vacinação contra a rubéola – 27/8/2008
• Dia Central contra a Rubéola será neste sábado com ação nos terminais do Sistema
Transcol – 29/8/2008
•Sesa espera atingir 70% dos capixabas no Dia Central contra a Rubéola – 1/9/2008
• Sesa se reúne com municípios que estão com baixa cobertura de vacinação contra
rubéola – 4/9/2008
• Ao completar um mês de vacinação contra rubéola doador pode procurar o Hemoes – 9/9/2008
138
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
• Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola será encerrada nesta sexta-feira – 12/9/2008
• Campanha de vacinação contra rubéola não será prorrogada no ES – 12/9/2008
• Rubéola: estado atinge 94% de cobertura, mas 74 mil ainda não se vacinaram
– 15/10/2008
Matérias publicadas na mídia impressa local
•Vacinação contra rubéola começa hoje – A Tribuna – 9/8/2008
•Rubéola: estado supera meta inicial – Notícia Agora – 20/8/2008
•Homens com medo da vacina – A Tribuna – 21/8/2008
•Vacinação nos terminais do Transcol – Notícia Agora – 29/8/2008
•Vacinação contra rubéola prossegue até 12 de setembro – A Gazeta – 31/8/2008
Goiás
A Secretaria Estadual de Saúde aponta entre suas ações a produção de material
publicitário local, como camisetas, e concepção de personagens adequados à cultura
local – o Zé Gotinha e a Maria Gotoza (ilustração). A Assessoria de Comunicação fez
uso ainda de mídia espontânea, por intermédio da distribuição de releases, cujo quantitativo não foi informado.
139
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Maranhão
A Secretaria de Saúde produziu uma grande diversidade de materiais, tais como cartões de vacina, fôlderes, camisetas, botons, spots para rádio, banner (ilustração) etc.
Em função das eleições municipais realizadas no período da campanha, a Assessoria
de Comunicação aponta a impossibilidade de manter a divulgação durante toda a campanha. Aponta boa cobertura da mídia, especialmente no início da campanha, para a
qual foi realizada solenidade (foto), com a presença do Governador Jackson Lago.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, o esforço da campanha teve a participação dos 853 governos municipais, que produziram materiais próprios de divulgação da campanha.
A campanha contou ainda com a colaboração de entidades da sociedade civil e celebridades, como músicos e desportistas.
Ações implementadas
Governo estadual
•Elaboração de plano de publicidade com a Assessoria de Comunicação Social/
SES-MG;
•Entrevistas com técnicos durante toda campanha, informando os avanços da
mesma e convidando toda população a vacinar;
•A campanha mostrou a gravidade da SRC (cartaz e folder);
•Mídia de TV por mais de 45 dias;
140
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
•Confecção de “novelinha” para os 853 municípios;
•Cartazes e folder produzidos por todos os municípios (cada um à sua moda);
•Participação de clubes de futebol e desportistas, destacando a campanha;
•Participação de artistas como Wilson Sideral, em pronunciamento junto com sua
esposa, na TV;
•Promotoras de eventos que acompanharam os postos de vacinação em locais de
alta concentração, convidando as pessoas para vacinar.
141
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Ações implementadas
Primeira etapa
•vacinar em unidades de saúde (salas de vacina);
•escolas;
•empresas.
Segunda etapa
•depois de explicar e convencer sobre a importância da metodologia da
microprogramação, a vacinação se ampliou;
•lugares de alta concentração: estádios, shoppings, praças, igrejas,
mercados, feiras;
•lugares de alto trânsito: rodoviária, estações do metrô e estacionamentos de táxi;
•penitenciárias;
•trabalhadores do turismo;
•trabalhadores do centro administrativo;
•aeroportos;
•taxistas;
•escritórios;
•trabalhadores da construção civil;
•escolas em horário noturno;
•vacinação na rua etc.
142
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Pará
A campanha foi planejada em conjunto com a Campanha Nacional de Vacinação
(16 a 20 de junho) e apresentada para os gestores estaduais: Departamento de Epidemiologia; Coordenação de Imunizações e técnicos; Coordenação de Vigilância Epidemiológica e técnicos; Coordenação da Atenção Básica, técnicos do Lacen; gestores
municipais: Diretores Técnicos Regionais; Coordenadores da Atenção Básica; Coordenadores de Vigilância Epidemiológica; Coordenadores de Imunizações; Digitadores do
Programa de Imunizações; gestores da capital: Coordenador de Vigilância Epidemiológica, Coordenador de Imunizações e Digitador do Programa de Imunizações da capital;
e ainda as instituições convidadas: Instituto Evandro Chagas; Instituto Felipe Smaldone
e Santa Casa de Misericórdia do Pará.
Foi elaborado, confeccionado e distribuído um vídeo contextualizando a Síndrome
da Rubéola Congênita no estado e conclamando a população para a vacinação. O material estadual foi cuidadosamente elaborado e os cartazes sobre a campanha tiveram
o algoritmo a ser utilizado para grávidas (contatos vacinados, contatos não vacinados
e grávidas vacinadas inadvertidamente). Outra ação de comunicação importante foi
a realização de reunião, coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde, com as lideranças religiosas do estado (católicos, evangélicos, espíritas etc.), solicitando adesão
e divulgação da campanha de vacinação, com entrega de vídeo e colocando a equipe
estadual à disposição para palestras.
A campanha foi divulgada em rádios, jornais e televisão (programas de entrevistas).
Para isso, foi contratada uma empresa que elaborou a campanha veiculada nos canais
de televisão e rádios do estado.
Paraná
No estado do Paraná o slogan foi: “ENTRA VACINA, SAI RUBÉOLA”.
A organização e criação da campanha foram da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde.
Período
•5 a 9 de agosto de 2008 (jogos dos clubes);
•Do início ao final da campanha de vacinação (outras atividades).
Objetivos
•com baixo orçamento, dar visibilidade à campanha de vacinação;
•sensibilizar o público masculino – historicamente, mais resistente à vacinação;
•correlacionar atividades de esporte e saúde.
143
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Público-alvo
•homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos
Estratégia
•utilizar a influência do esporte (futebol) para incentivar a adesão à campanha;
Principalmente no público masculino – em geral, menos suscetível a campanhas
de saúde e, historicamente, ligado ao futebol;
•buscar apoio da imprensa, com coletivas e distribuição de releases;
•agregar como parceiros os três principais clubes da capital paranaense (Atlético
Paranaense, Coritiba Futebol Clube e Paraná Clube);
•contratação de agência de publicidade para operacionalizar a parte publicitária
da campanha – materiais gráficos e distribuição de folhetos à população;
•divulgação nos dias de jogos – folhetos, faixa e camisetas personalizadas (com
as cores e os símbolos de cada time);
•as camisetas personalizadas foram distribuídas aos jogadores e, após, jogadas
à torcida;
•camisetas autografadas também foram distribuídas por programas esportivos.
Abrangência
•torcedores que foram a campo para ver os jogos:
»Público pagante: 2.369 – Paraná x Gama
»Público pagante: 12.142 – Atlético x Náutico
»Público pagante: 20.077 – Coritiba x Sport
•a campanha também alcançou a população que acompanhou o noticiário.
Atividades extras
•com o objetivo de manter a rubéola em pauta, foram produzidos:
» Coletiva especial, que contou com representante de uma escola, a qual cuida de
alunos com Síndrome da Rubéola Congênita;
»Montagem de postos móveis de vacinação;
»Mobilização na tríplice fronteira (Brasil/Argentina/Paraguai), com carreata e unidades móveis de vacinação;
»Nova entrevista coletiva, ao final da campanha, no dia 20 de novembro.
144
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
5/8/2008 – Paraná Clube x Gama
Estádio: Vila Capanema. Público: 2,6 mil.
10/8/2008 – Coritiba Futebol Clube x Sport Recife
Estádio: Couto Pereira. Público: 20.077
145
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
4/8/2008 – Coletiva de imprensa – Anúncio da campanha
30/8/2008 –Intensificação da campanha na tríplice fronteira – Brasil,
Paraguai e Argentina
Ministro da Saúde da Argentina vacina
Maria Lurdes da Silva, da 9ª Regional de
Saúde de Foz do Iguaçu
10/9/2008 – Coletiva de imprensa – Balanço da campanha
Escola de Governo – Anúncio da campanha
146
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Para a campanha publicitária foi escolhido o meio de divulgação de mobiliário urbano, tendo em vista o grande fluxo de pessoas. A publicidade local teve bom envolvimento da mídia, com chamadas, entrevistas e reportagens agendadas. A produção do
material de divulgação foi fruto de parceria com empresas, times de futebol e outros.
Detectou-se a necessidade de estratégias de divulgação mais motivadoras/criativas.
Pernambuco
A Secretaria Municipal informa que para a abertura da campanha houve mobilização
no Centro de Cultura (antiga Estação Ferroviária) de Vitória de Santo Antão, no dia 9
de agosto, às 10h. A primeira dose contra a pólio foi aplicada em José, 3 anos, filho
do governador Eduardo Campos. O evento teve também presença da primeira-dama,
Renata Campos.
Ações de campanha e mobilização social
EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – 24 a 30/08
Cartazes nos ônibus
CTTU – Companhia de Trânsito e Transportes Urbanos – 24 a 30/08
Aviso no painel eletrônico dos semáforos
Secretaria de Esportes
Jogos do Campeonato Brasileiro Séries A e B
Panfletagem, desfile de faixa, entrevista nas cabines de rádios
Bompreço/Wal-Mart – 30/08
Camisas para os caixas e embaladores
Correios – 09/08 a 13/09
Cartazes nas 199 agências de todo o estado
Compesa. Todas as contas de água – agosto
Núcleo de Comunicação – agosto
Produção de materiais publicitários
Operadoras de Celular Tim e Oi – 30/08
Mensagens de texto SMS
147
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Camiseta
Cartaz
148
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Piauí
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confeccionou banners, camisetas, bonés, adesivos, faixas e links em seu site, como parte da publicidade local. Houve, também,
divulgação diária da campanha por meio de entrevistas em TV, rádios, jornais, sites de
grande acesso no estado.
Foi percebida dificuldade enfrentada principalmente pelos municípios de grande
porte para divulgar a campanha de vacinação no seu nível local.
Foram 13 matérias no portal AZ, 7 no Portal Meio Norte, 5 no site www.piaui.com,
10 no portal Cidade Verde, 10 do site Acesse Piauí e 8 no site Saúde.
Portal AZ
•Campanha contra rubéola começa dia quatro em Castelo do Piauí
•Campanha de vacinação contra rubéola encerra amanhã em Simplício Mendes
•Campanha de vacinação contra rubéola se dissemina por Teresina
•Começa amanhã as propagandas da campanha contra a poliomielite e rubéola
•Começa hoje Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola
•Equipes de saúde em Campo Maior percorrem bairros para vacinar população
•Hospital Getúlio Vargas promove vacinação contra rubéola
•Pior cobertura vacinal da rubéola no Brasil é em município do Piauí
•Rubéola: 17,23% dos piauienses se vacinaram no 1º dia de campanha
•Santa Maria da Codipi tem vacinação contra rubéola neste sábado
•Sesapi visita municípios que não atingiram meta contra rubéola
•Vacinação contra a rubéola na Sead segue até o dia 12 de setembro
•Vacinação contra a rubéola prossegue nos postos
Jornal Meio Norte
•Vacinação contra rubéola prossegue nos postos em THE – 25/2/2008
•Campanha contra rubéola começa dia quatro em Castelo do Piauí – 31/7/2008
•A vacinação contra rubéola vai até dia 12 de setembro – 7/8/2008
•Mais de 1 milhão de pessoas devem se vacinar contra a rubéola no Piauí –
29/7/2008
•Megavacinação contra rubéola começa amanhã – 7/8/2008
•Piauí deve vacinar quase um milhão contra rubéola – 25/2/2008
•Vacinação contra rubéola começa neste sábado – 8/8/2008
149
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Piauí.com
•Detentos da Irmão Guido serão vacinados
•Intensificada vacinação contra a rubéola no Museu do Piauí
•Sead promove vacinação contra a rubéola
•Vacinação contra a rubéola prossegue nos postos
•Vacinação contra rubéola na Santa Maria da Codipi
Portal Cidade Verde
•30 de agosto, Dia D da campanha contra a rubéola
•83% dos municípios não atingem meta da rubéola
•34 postos de vacinação contra rubéola são instalados na capital
•Campanha de vacinação contra rubéola acaba hoje
•Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola termina nesta sexta-feira
•Ceid abre o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola
•Mais de 1 milhão de piauienses devem se vacinar contra a rubéola
•Mais de 1 milhão devem se vacinar contra a rubéola
•Piauí deve vacinar mais de um milhão de pessoas contra rubéola na campanha
deste sábado (9)
•Vacina contra rubéola será disponibilizada em boates e shows
Acesse Piauí
•Campanha contra rubéola é intensificada
•Campanha contra rubéola inicia em agosto
•Campanha contra rubéola iniciou hoje (9)
•Campanha de vacinação contra rubéola se dissemina por THE
•Dia D de vacinação contra a rubéola
•Piauí realizará vacinação contra rubéola com foco na família
•Rubéola: homens comparecem menos aos postos de vacinação
•Sesapi intensifica campanha contra a rubéola
•Vacinação contra a rubéola começa sábado
•Vacinação contra rubéola começa no dia 17
150
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Site Saúde
•Campanha contra a rubéola é lançada no Piauí
•Começa amanhã a campanha de vacinação contra a rubéola
•Guaribas atinge meta de vacinação contra rubéola
•HGV promove vacinação contra rubéola
•Mais de 1 milhão de pessoas devem se vacinar contra a rubéola no Piauí
•Parnaíba se prepara para campanha de vacinação contra rubéola
•Piauí deve vacinar quase um milhão contra a rubéola
•Rubéola: homens ainda são minoria entre os imunizados
Rio de Janeiro
O estado do Rio de Janeiro produziu camisetas, banners e cartazes específicos, desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec). O recurso foi
disponibilizado após cooperação com a Opas.
Peças da campanha
151
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Mobilização
152
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Rio Grande do Norte
A avaliação da campanha publicitária no Rio Grande do Norte foi considerada satisfatória. Com a criação do site Brasil livre da rubéola, a mídia enfatizou a campanha
de vacinação enquanto poderia ter dado ênfase ao objetivo da ação, para uma maior
sensibilização da população-alvo.
Houve produção de grande quantidade de documentos normatizadores e inserção
dos homens na campanha. No estado houve boa receptividade da mídia local pelo
tema, divulgando muitas matérias e proporcionando oportunidades de entrevistas.
Rio Grande do Sul
No estado do Rio Grande do Sul, a campanha local teve como slogan: Não deixe a
rubéola aparecer.
A representação gráfica foi feita com o uso de adesivos, contendo as informações
relevantes sobre a vacinação, sobrepostos à palavra rubéola e não deixando ela “aparecer”. As mídias utilizadas para lançamento da campanha foram: jornal, rádio e mídia
externa (outdoor).
Foram produzidas também peças impressas: volante para grande público, volante
especial para mulheres, cartazes e camisetas. Além disso, foram programadas ações
diferenciadas listadas abaixo.
Vacinação no RS: o exemplo de cidadania na vacinação contra a rubéola, setembro de 2008
153
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Peças da campanha
Adesivo
Anúncio em jornal
Camiseta
154
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Outdoor
Peça: Jingle 30” “DANÇA DA RUBÉOLA” (Ref.: Dança do Quadrado)
Éula, é-eula,
é a dança da Rubéola!
Éula, é-eula,
é a dança da Rubéola!
De novo:
Éula, é-eula,
é a dança da Rubéola!
Só os gremistas...
Éula, é-eula,
é a dança da Rubéola!
Agora só os colorados...
Éula, é-eula,
é a dança da Rubéola!
Todo mundo! (multidão cantando vai a BG)
Loc. off: Rubéola é assim, fácil, fácil de pegar. Se você tem entre 20 e 39 anos, vacine-se de graça de 9 de agosto a 12 de setembro, mesmo que já tenha se vacinado.
Uma campanha da Secretaria da Saúde. Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Loc: Ado, a-ado, cada um bem vacinado!
155
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Ações especiais
1) Ação Grenal
Promotoras de evento vestidas com uniformes do Grêmio e do Inter entraram em campo um pouco antes dos times nos jogos Grêmio e Internacional, do dia 30 de julho, para
motivar o público presente a se vacinar contra a rubéola. Elas seguravam uma faixa:
O RIO GRANDE UNIDO CONTRA A RUBÉOLA
Durante o passeio das promotoras em frente às torcidas, o locutor do estádio fala
para o público:
Loc. off: Gremistas e colorados, não deixem a rubéola aparecer no Rio Grande. Se
você tem entre 20 e 39 anos, procure um posto de saúde e vacine-se de graça, de 9
de agosto a 12 de setembro. Vacine-se mesmo que já tenha se vacinado. E atenção:
mulheres grávidas não podem se vacinar para evitar problemas na gravidez. Uma campanha da Secretaria da Saúde. Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
2) Ação vacinação ao vivo
Para incentivar a população a se vacinar, alguns apresentadores dos principais programas da televisão e de rádio (público jovem) se vacinaram ao vivo em seus programas, para mostrar a importância de eliminar doenças como a rubéola do RS. Foi sugerido um texto para os apresentadores falarem enquanto recebiam a vacina:
Texto: Não deixe a rubéola aparecer no Rio Grande do Sul. Se você tem entre 20 e 39
anos, procure um posto de saúde e vacine-se de graça de 9 de agosto a 12 de setembro.
E atenção: mulheres grávidas não podem se vacinar para evitar problemas na gravidez.
Uma campanha da Secretaria da Saúde. Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
3) Blitz – Ação homens de vermelho
Homens e mulheres vestidos de vermelho (para representar a rubéola) foram a bares, restaurantes e outros lugares públicos. Eles entravam e sentavam nas mesas, aproximando-se dos frequentadores e interagindo com os mesmos. Depois de um tempo
falavam o motivo de estarem ali: mostrar para as pessoas os perigos de não se vacinar,
que a rubéola também chega assim, fácil, e pode se misturar no meio das pessoas,
contaminar todo mundo. Houve também distribuição de material informativo.
4) Ação banner de internet
Desenvolvimento de um banner de internet para os principais sites gaúchos. Nele,
a palavra Rubéola começa a entrar no site e logo após entram desenhos de adesivos
sobrepondo-se a ela. Em cada um dos adesivos, estão as informações sobre a vacinação. É como se fosse um anúncio animado.
156
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
5) Ação torpedo
Envio de informações sobre a vacinação por torpedo para a população pela empresa VIVO.
6) Ação perfume em salas de cinema
A ação consiste em mostrar que a rubéola tem transmissão muito fácil, por meio do
ar, para que esta informação motivasse as pessoas a receber a vacina e evitar os problemas da doença. A ação, em salas de cinema, acontecia depois que as pessoas entravam
nas salas e começavam a sentir um cheiro agradável de perfume. Após um tempo com
o cheiro no ar, entra uma mensagem na tela do cinema para responder a ação, dando
um tom de alerta aos presentes.
Mensagem
Cartão:SE ESTE PERFUME FOSSE RUBÉOLA, TODOS
NESTA SALA JÁ ESTARIAM CONTAMINADOS.
Cartão: A RUBÉOLA SE TRANSMITE PELO AR: VACINE-SE.
Cartão adesivo: Não deixe a rubéola aparecer.
Cartão adesivo: Se você tem entre 20 e 39 anos, procure um posto de saúde
e vacine-se de graça de 9 de agosto a 12 de setembro, mesmo que já tenha se
vacinado. Mulheres grávidas não podem se vacinar.
Cartão adesivo: marcas: Disque-vigilância + Ministério da Saúde + Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) + governo estado
Cartão adesivo: “RS sem rubéola”
Rondônia
Mídia dirigida especificamente à população masculina e mais ênfase à SRC.
Divulgação em TV, rádio e jornal.
Roraima
A Coordenação Estadual do Programa de Imunizações durante a campanha da rubéola trabalhou com os seguintes meios de comunicação: TV, em duas entrevistas com
a então Coordenadora Náiade Bezerra Martins Lima, no jornal da tarde e reprise no
jornal da noite, em parceria com a TV Roraima (Rede Globo), entrevistas no rádio a
157
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
respeito da campanha, apresentação da campanha na Universidade Virtual de Roraima para os 15 municípios, nota no rodapé das contas de água sobre a campanha de
vacinação da rubéola e entrevistas no jornal Folha de Boa Vista.
http://www.folhabv.com.br/fbv/noticia.php?id=44736
http://www.folhabv.com.br/fbv/noticia.php?id=47377
http://www.folhabv.com.br/fbv/noticia.php?id=42084
Santa Catarina
As ações de mídia no estado incluíram a produção e veiculação de material de campanha em 185 ônibus. Foram produzidos, também, 70 mil cartazes e 180 faixas que
estiveram espalhados pela cidade. A internet foi um meio bastante utilizado para divulgar a campanha.
Vários municípios tiveram produção independente de panfletos e camisetas.
Peças da campanha
158
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Foram feitas ações de incentivo às instituições que possuíssem 100% dos funcionários vacinados.
Sergipe
A campanha local teve boa aceitação e o resultado foi que o estado atingiu a meta de
95%. A secretaria de estado informou que foram várias ações, tais como: vacinar atletas
e artistas em praça pública e o envolvimento da Polícia Militar. As Secretaria Municipais
de Saúde fizeram vacinações em vários locais, como condomínios, quartéis e exército. Foram distribuídas camisas para ambulantes na praia e estádio de futebol. Foram
produzidos cerca de 20 releases para imprensa, divulgação em internet, anúncios em
jornal, carros de som, faixas para semáforo, busdoor, birutas, cartazes e folhetos.
159
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Tocantins
No estado houve a produção local de cartazes e camisetas com material sobre a
erradicação da rubéola.
Dificuldade de divulgação, em função de vários municípios não terem acesso à mídia local.
160
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
4. Resultados da campanha
Vacinômetro retirado do site da Campanha de Eliminação da Rubéola do dia 16/1/2009
4.1 Cumprimento da meta de cobertura
A campanha de vacinação contra rubéola, inicialmente prevista para cinco semanas,
foi prorrogada para 20 semanas. Questões relacionadas à própria dinâmica e operacionalização mostraram a necessidade de ampliação do prazo para alcançar os cerca
de 70 milhões de homens e mulheres de 20 a 39 anos em todo o país, somando-se o
grupo de 12 a 19 anos nos cinco estados já referidos.
O Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-API) registrou
um total de 67,1 milhões de pessoas vacinadas em todo o país, correspondendo a uma
cobertura de 95,79%. Entre as mulheres, foram vacinadas mais de 34,8 milhões, com
98,4% de cobertura; entre os homens, o número de vacinados chegou a quase 32,4
milhões, alcançando o índice de 93,1% da população masculina.
No grupo populacional de 12 a 19 anos, foram alcançadas altas coberturas precocemente, chegando a 108,44%. Já no grupo de 20 a 39 anos, o percentual de cobertura
ficou muito próximo do preconizado: 94,45% (Figura 13).
161
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Figura 13. Coberturas vacinais na Campanha nacional de vacinação contra rubéola
por sexo e faixa etária – Brasil, 2008
12 0
10 0
80
%
60
40
20
0
1 2 a 1 9 a nos
2 0 a 3 9 a n os
T ota l
Masculino
1 0 3 ,5 9
9 1 ,9 8
9 3 ,1 2
Feminino
1 1 3 ,4 3
9 6 ,8 7
9 8 ,4 2
Fonte: SVS/MS.
No tocante às macrorregiões brasileiras, as coberturas alcançadas corresponderam
no Nordeste a 98,98%; no Norte, 97,0%; no Centro-Oeste, 98,8%; no Sudeste, 94,0%;
e no Sul, 92,9% (Figura 14).
Figura 14. Coberturas vacinais na Campanha nacional de vacinação contra rubéola
por macroregiões – Brasil, 2008
100,00
80,00
60,00
%
40,00
20,00
0,00
cob % macrorregiões
Fonte: SVS/MS.
162
NORTE
NORDESTE
SUDESTE
SUL
C.OESTE
97,03
98,98
94,00
92,94
98,79
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Dentre as 27 unidades federadas, 21 (77,8%) delas alcançaram percentuais acima de
95% – Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo,
Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio
Grande do Norte, Pernambuco, Roraima, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe. Seis estados (22,2%) ficaram com percentuais entre 90% e 94,9%: Paraná, Piauí, Rio de Janeiro,
Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Constata-se, portanto, que nenhum estado
brasileiro ficou com cobertura abaixo de 90% de cobertura.
Quadro 3. Cobertura vacinal contra rubéola na campanha nacional de vacinação, por unidade
federada, região e sexo, Brasil 2008*
UF
Total Homens
Cob.
POP
114.756
107.544
93,72
116.070
124.605
107,35
230.826
232.149
100,57
AM
573.083
508.298
88,70
579.316
602.960
104,08
1.152.399
1.111.258
96,43
AP
103.427
100.342
97,02
107.731
109.072
101,24
211.158
209.414
99,17
PA
1.234.115
1.164.196
94,33
1.213.718
1.210.489
99,73
2.447.833
2.374.685
97,01
RO
275.495
262.286
95,21
274.510
278.106
101,31
550.005
540.392
98,25
RR
73.786
68.844
93,30
66.149
73.772
111,52
139.935
142.616
101,92
TO
Nº vac.
Cob.
POP
Nº vac.
Total Geral
AC
NORTE
POP
Total Mulheres
Nº vac.
Cob.
230.623
210.386
91,23
230.782
218.358
94,62
461.405
428.744
92,92
2.605.285
2.421.896
92,96
2.588.276
2.617.362
101,12
5.193.561
5.039.258
97,03
AL
487.393
477.896
98,05
512.847
533.912
104,11
1.000.240
1.011.808
101,16
BA
2.399.611
2.294.757
95,63
2.418.304
2.545.885
105,28
4.817.915
4.840.642
100,47
CE
1.330.753
1.252.508
94,12
1.391.428
1.476.961
106,15
2.722.181
2.729.469
100,27
MA
1.574.224
1.529.194
97,14
1.557.068
1.614.298
103,68
3.131.292
3.143.492
100,39
PB
591.820
535.335
90,46
612.745
616.675
100,64
1.204.565
1.152.010
95,64
PE
1.409.445
1.332.271
94,52
1.485.778
1.514.736
101,95
2.895.223
2.847.007
98,33
PI
503.295
446.666
88,75
512.696
505.159
98,53
1.015.991
951.825
93,68
RN
753.534
689.990
91,57
761.385
758.809
99,66
1.514.919
1.448.799
95,64
SE
336.688
309.195
91,83
350.910
362.028
103,17
687.598
671.223
97,62
9.386.763
8.867.812
94,47
9.603.161
9.928.463
103,39
18.989.924
18.796.275
98,98
ES
594.937
561.936
94,45
606.357
592.322
97,69
1.201.294
1.154.258
96,08
MG
4.678.705
4.358.653
93,16
4.631.249
4.582.015
98,94
9.309.954
8.940.668
96,03
RJ
3.447.761
3.114.068
90,32
3.562.695
3.371.903
94,64
7.010.456
6.485.971
92,52
SP
6.998.659
6.488.295
92,71
7.230.666
6.775.929
93,71
14.229.325
13.264.224
93,22
15.720.062
14.522.952
92,38
16.030.967
15.322.169
95,58
31.751.029
29.845.121
94,00
PR
1.728.227
1.574.133
91,08
1.752.800
1.657.226
94,55
3.481.027
3.231.359
92,83
RS
1.739.472
1.504.977
86,52
1.740.188
1.644.135
94,48
3.479.660
3.149.112
90,50
SC
1.012.096
981.043
96,93
1.006.959
984.220
97,74
2.019.055
1.965.263
97,34
SUL
4.479.795
4.060.153
90,63
4.499.947
4.285.581
95,24
8.979.742
8.345.734
92,94
DF
430.806
428.238
99,40
480.047
462.628
96,37
910.853
890.866
97,81
NORDESTE
SUDESTE
GO
1.016.663
988.121
97,19
1.056.213
1.067.894
101,11
2.072.876
2.056.015
99,19
MS
387.315
374.345
96,65
391.044
397.221
101,58
778.359
771.566
99,13
MT
745.236
715.762
96,05
727.445
737.052
101,32
1.472.681
1.452.814
98,65
C.OESTE
2.580.020
2.506.466
97,15
2.654.749
2.664.795
100,38
5.234.769
5.171.261
98,79
BRASIL
34.771.925
32.379.279
93,12
35.377.100
34.818.370
98,42
70.149.025
67.197.649
95,79
Fonte: SVS/MS.
163
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Das 26 capitais, 22 (84, 6,%) ultrapassaram os 95%: Rio Branco, Manaus, Macapá,
Belém e Porto Velho (Norte); Maceió, Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju (Nordeste); Vitória, Belo Horizonte e São Paulo (Sudeste);
Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre (Sul); Goiânia e Cuiabá (Centro-Oeste). As capitais com índices mais baixos foram: Boa Vista, com índice de 94,65%, Campo Grande
(90,58%), Rio de Janeiro (90,21%) e Palmas (76,86%). Deve ser ressaltado que os gestores municipais da saúde das cidades de Campo Grande (MS) e Palmas (TO) remeteram evidências demonstrando que a população definida pelo IBGE não é compatível
com a realidade. Como exemplo, na verificação de cobertura da campanha realizada
na cidade de Palmas ficou comprovado que a cobertura administrativa (76,86%) é menor que a encontrada no monitoramento (96%). Destaque-se que da população-alvo
da campanha, 24% dos vacinados residem nas capitais, correspondendo a 16.753.713
pessoas protegidas.
4.2 Homogeneidade dos resultados
A homogeneidade, que corresponde ao percentual de municípios que alcançaram a
cobertura preconizada, é um indicador importante da eficiência da operação, seja na
rotina ou em campanhas. Na Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, 65,46% (3.642) dentre os municípios brasileiros alcançaram cobertura igual ou
maior que 95%. Os melhores resultados em termos de homogeneidade acima de 70%
foram registrados em 59,2% (16) das unidades federadas: Distrito Federal (100%),
Amapá (100%), Acre (95,4%), Pernambuco (83,2%), Roraima (80%), Mato Grosso do
Sul (79,4%), Santa Catarina (76,1%), Espírito Santo (78,2%), Rondônia (76,9%), Mato
Grosso (75,1%), Para (72,03%), Tocantins (71,94%), Rio Grande do Norte (71,86%),
Maranhão (71,4%), Minas Gerais (70,93%) e Paraná (70,18%). Os demais estados variaram entre 41,7% no Piauí a 68,48% no Ceará (Figura 18).
164
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Figura 18. Coberturas vacinais na campanha nacional de vacinação contra rubéola,
por municípios – Brasil, 2008
Fonte: SVS/MS.
Considerando a homogeneidade entre capitais, os resultados, segundo macrorregiões, são os seguintes: no Nordeste, 99,93%; no Sul, 97,31%; no Norte, 97,62%; no
Centro-Oeste, 97,36%, e no Sudeste, 95,03%.
4.3 Resultados da campanha por UF
Vistos os resultados de forma global, em termos de país, com alguns destaques nas
macrorregiões, coloca-se como importante a visualização de cada estado e do Distrito
Federal, representando o esforço individualizado de gestores e equipes. Os municípios
fizeram acontecer essa megaoperação, tornando possível a vacinação de mais de 67,1
milhões de brasileiros, vencendo uma importante etapa no caminho da eliminação da
rubéola e da SRC do Brasil e das Américas.
Para cada unidade federada foi destacada a cobertura global, apontando resultado
para homens e mulheres, a cobertura da capital, também especificada quanto ao sexo
e a homogeneidade de resultados.
165
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Região Norte
Acre
A cobertura geral para o estado ficou em 100,5%, sendo que 107.544 (93,72%) dos
homens e 124.605 (107,3) das mulheres foram vacinados. Rio Branco, que teve como
meta vacinar 110.808 pessoas, registrou cobertura de 97,22%. Com 22 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 95,45% deles.
Amazonas
O estado alcançou uma cobertura geral de 96,43%, sendo que 508.298 (88,7%) dos
homens e 602.960 (104%) das mulheres foram vacinados. Manaus, que teve como
meta vacinar 643.650 pessoas, registrou cobertura de 103%. Com 62 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 54,84% deles.
Amapá
O estado alcançou uma cobertura geral de 99,17%, sendo que 100.342 (97%) dos
homens e 109.072 (101,24%) das mulheres foram vacinados. Macapá, que teve como
meta vacinar 130.923 pessoas, registrou cobertura de 95,94%. Com 16 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 100% deles.
Pará
O estado alcançou uma cobertura geral de 97%, sendo que 1.164.196 (94,33%) dos
homens e 1.210.489 (99,73%) das mulheres foram vacinados. Belém, que teve como
meta vacinar 536.184 pessoas, registrou cobertura de 96,25%. Com 141 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 72% deles.
Rondônia
O estado alcançou uma cobertura geral de 98,25%, sendo que 262.286 (95,21%)
dos homens e 278.106 (101,31%) das mulheres foram vacinados. Porto Velho, que teve
como meta vacinar 136.620 pessoas, registrou cobertura de 96,39%. Com 52 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 76,92% deles.
Roraima
O estado alcançou uma cobertura geral de 101,92%, sendo que 68.844 (93,30%)
dos homens e 73.772 (111,52%) das mulheres foram vacinados. Boa Vista, que teve
como meta vacinar 92.809 pessoas, registrou cobertura de 94,65%. Com 15 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 80% deles.
166
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Tocantins
O estado alcançou uma cobertura geral de 92,92%, sendo que 210.386 (91,23%) dos
homens e 218.358 (94,62%) das mulheres foram vacinados. Palmas, que teve como
meta vacinar 96.921 pessoas, registrou cobertura de 76,86%; no monitoramento e
verificação de cobertura a cidade de Palmas alcançou 96%. Com 139 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 71,94% deles.
Região Nordeste
Alagoas
O estado alcançou uma cobertura geral de 101,16%, sendo que 477.896 (98,05%)
dos homens e 533.912 (104,11%) das mulheres foram vacinados. Maceió, que teve
como meta vacinar 333.133 pessoas, registrou cobertura de 98,14%. Com 102 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 64,71% deles.
Bahia
O estado alcançou uma cobertura geral de 100,47%, sendo que 2.294.757 (95,63%)
dos homens e 2.545.885 (105,28%) das mulheres foram vacinados. Salvador, que teve
como meta vacinar 1.061.746 pessoas, registrou cobertura de 98,53%. Com 417 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 47,96% deles.
Ceará
O estado alcançou uma cobertura geral de 100,27%, sendo que 1.252.508 (94,12%)
dos homens e 1.476.961 (106,15%) das mulheres foram vacinados. Fortaleza, que teve
como meta vacinar 880.315 pessoas, registrou cobertura de 99,84%. Com 184 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 68,48% deles.
Maranhão
O estado alcançou uma cobertura geral de 100,39%, sendo que 1.529.194 (97,14%)
dos homens e 1.614.298 (103,68%) das mulheres foram vacinados. São Luís, que teve
como meta vacinar 553.272 pessoas, registrou cobertura de 103,6%. Com 217 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 71,43% deles.
Paraíba
O estado alcançou uma cobertura geral de 95,64%, sendo que 535.335 (90,46%) dos
homens e 616.675 (100,64%) das mulheres foram vacinados. João Pessoa, que teve
como meta vacinar 247.603 pessoas, registrou cobertura de 99,18%. Com 223 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 67,71% deles.
167
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Pernambuco
O estado alcançou uma cobertura geral de 98,33%, sendo que 1.332.271 (94,52%)
dos homens e 1.514.736 (101,95%) das mulheres foram vacinados. Recife, que teve
como meta vacinar 536.657 pessoas, registrou cobertura de 99,63%. Com 185 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 83,24% deles.
Piauí
O estado alcançou uma cobertura geral de 93,68%, sendo que 446.666 (88,75%)
dos homens e 505.159 (98,53%) das mulheres foram vacinados. Teresina, que teve
como meta vacinar 302.570 pessoas, registrou cobertura de 99,66%. Com 223 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 41,7% deles.
Rio Grande do Norte
O estado alcançou uma cobertura geral de 95,64%, sendo que 689.990 (91,57%)
dos homens e 758.809 (99,66%) das mulheres foram vacinados. Natal, que teve como
meta vacinar 400.185 pessoas, registrou cobertura de 96,72%. Com 167 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 71,86% deles.
Sergipe
O estado alcançou uma cobertura geral de 97,62%, sendo que 309.195 (91,83%)
dos homens e 362.028 (103,17%) das mulheres foram vacinados. Aracaju, que teve
como meta vacinar 187.182 pessoas, registrou cobertura de 109,83%. Com 75 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95% em 60% deles.
Região Sudeste
Espírito Santo
O estado alcançou uma cobertura geral de 96,08%, sendo que 561.936 (94,45%)
dos homens e 592.322 (97,69%) das mulheres foram vacinados. Vitória, que teve como
meta vacinar 110.476 pessoas, registrou cobertura de 105,78%. Com 78 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 78,21% deles.
Minas Gerais
O estado alcançou uma cobertura geral de 96,03%, sendo que 4.358.653 (93,16%)
dos homens e 4.582.015 (98,94%) das mulheres foram vacinados. Belo Horizonte, que
teve como meta vacinar 1.158.316 pessoas, registrou cobertura de 97,37%. Com 853
municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 70,93% deles.
168
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Rio de Janeiro
O estado alcançou uma cobertura geral de 92,52%, sendo que 3.114.068 (90,32%) dos
homens e 3.371.903 (94,64%) das mulheres foram vacinados. A capital, Rio de Janeiro,
que teve como meta vacinar 2.679.235 pessoas, registrou cobertura de 90,21%. Com 92
municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 58,7% deles.
São Paulo
O estado alcançou uma cobertura geral de 93,22%, sendo que 6.488.295 (92,71%)
dos homens e 6.775.929 (93,71%) das mulheres foram vacinados. A capital, São Paulo,
que teve como meta vacinar 3.874.681 pessoas, registrou cobertura de 97,35%. Com 645
municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 65,27% deles.
Região Sul
Paraná
O estado alcançou uma cobertura geral de 92,83%, sendo que 1.574.133 (91,08%)
dos homens e 1.657.226 (94,55%) das mulheres foram vacinados. Curitiba, que teve
como meta vacinar 647.778 pessoas, registrou cobertura de 97,20%. Com 399 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 70,18% deles.
Rio Grande do Sul
O estado alcançou uma cobertura geral de 90,50%, sendo que 1.504.977 (86,52%)
dos homens e 1.644.135 (94,48%) das mulheres foram vacinados. Porto Alegre, que teve
como meta vacinar 468.592 pessoas, registrou cobertura de 96,96%. Com 496 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95% em, 52,82% deles.
Santa Catarina
O estado alcançou uma cobertura geral de 97,34% (foi o primeiro estado a cumprir
com a meta de 95%), sendo que 981.043 (96,93%) dos homens e 984.220 (97,74%)
das mulheres foram vacinados. Florianópolis, que teve como meta vacinar 149.125
pessoas, registrou cobertura de 98,9%. Com 293 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95% em, 76,11% deles.
169
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
A capital federal, que teve como meta vacinar 910.853 pessoas, registrou uma cobertura geral de 97,81%, sendo que 428.238 (99,4%) dos homens e 462.628 (96,37%)
das mulheres foram vacinados.
Goiás
O estado alcançou uma cobertura geral de 99,19%, sendo que 988.121 (97,19%) dos
homens e 1.067.894 (101,11%) das mulheres foram vacinados. Goiânia, que teve como
meta vacinar 464.123 pessoas, registrou cobertura de 101,88%. Com 246 municípios, o
estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 53,25% deles.
Mato Grosso do Sul
O estado alcançou uma cobertura geral de 99,13%, sendo que 374.345 (96,65%)
dos homens e 397.221 (101,58%) das mulheres foram vacinados. Campo Grande, que
teve como meta vacinar 271.643 pessoas, registrou cobertura de 90,58%; deve-se chamar atenção que o gestor municipal da Saúde da cidade de Campo Grande encaminhou ofício no qual questionou a população fornecida pelo IBGE em relação à sua
realidade. Com 78 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%,
em 79,49% deles.
Mato Grosso
O estado alcançou uma cobertura geral de 98,65%, sendo que 715.762 (96,05%) dos
homens e 737.052 (101,32%) das mulheres foram vacinados. Cuiabá, que teve como
meta vacinar 283.877 pessoas, registrou cobertura de 95%. Com 141 municípios, o estado alcançou homogeneidade de cobertura ≥ 95%, em 75,18% deles.
170
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
5. Lições aprendidas
Muitas foram as lições aprendidas com a experiência de ter alcançado, com a vacinação contra rubéola, mais de 67 milhões de homens e mulheres no espaço de 20
semanas de trabalho, destacando-se:
•a enorme capacidade do SUS, por meio de seus gestores e das equipes técnicas,
de se organizar e dar conta dessa gigantesca empreitada, mesmo em condições
adversas: período concomitante às eleições municipais; pouco tempo para planejar
e executar a campanha; recursos humanos insuficientes; resistência dos homens
em serem vacinados; grande extensão territorial; diversidade sociocultural; dentre
outras questões;
•o entendimento da importância crucial do planejamento, desde o nível mais descentralizado possível, para a realização de uma operação do porte desta campanha;
•o comprometimento de grande parte dos gestores que, a despeito das dificuldades, se envolveram e apoiaram de forma efetiva a campanha;
•o prazer e o entusiasmo manifestados no trabalho diário e incansável dos trabalhadores de saúde, especialmente aqueles envolvidos com a vacinação, com destaque
especial para as lideranças dos serviços locais de saúde e aos anônimos vacinadores por este imenso país afora;
•a capacidade de articulação intra e intersetorial, envolvendo as diversas instâncias
públicas, privadas e com o terceiro setor;
•a integração e cooperação com organismos internacionais, com destaque para a
Opas, emprestando apoio político, técnico e operacional durante toda a campanha
(planejamento, execução e avaliação), com atuação de consultores em estados
com grande contingente de população a vacinar, com grupo etário diferenciado
para a vacinação, ou em situações específicas, a exemplo da dificuldade para o
alcance da cobertura na etapa final da campanha;
•a reafirmação da capacidade de resposta afirmativa da sociedade brasileira para os
desafios nas áreas de prevenção e promoção da saúde.
171
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
Referências
Bar-Oz B, Levichek Z, Moretti ME, Mah C, Andreou S, Koren G. Pregnancy Outcome
Following Rubella Vaccination: A Prospective Controlled Study. Am J Clin Genetics
2004;130A:52-54.
Badilla X, Morice A, Sáenz E, Ávila-Agüero ML, Cerda I, Reef S, Castillo-Solórzano C.
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2007;26(9):830-835.
Castillo-Solórzano C, Carrasco P, Tambini G, Reef S, Brana M, de Quadros CA. New Horizons in the Control of Rubella and Prevention of Congenital Rubella Síndrome in the
Americas. J Infect Dis 2003;187 (S1):S146-52.
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pregnant women: Evaluation of possible transplacental infection with rubella vaccine.
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Hinman AR,Irons B, Lewis M, Kandola K. Economic analyses of rubella and rubella vaccines: a global review. Bulletin of the World Health Organization 2002;80:264-27
Kandola K. CRS cost burden analysis for Guyana. In: Final Report, Fourteenth Meeting
of the English-speaking Caribbean EPI Managers, Castries, Saint Lucia, 18-20 November 1997. Washington DC: Pan American Health Organization, 1998.
Ministerio de Salud de Brasil. Brasil acelera el control de la rubéola y la prevención del
síndrome de rubéola congénita. Boletín Informativo PAI. 2002;XXIV(2):1-3.
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Plano Operativo da Campanha
de Vacinação contra Rubéola. Junho de 2008.
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Plano de Ação, Campanha de
Vacinação contra Rubéola. Junho de 2008.
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Informes Técnicos nº 1, 2, 3, 4,
5, 6, 7 da Campanha de Vacinação contra Rubéola. 2008 (mímeo).
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Relatório de Reunião Nacional
de Avaliação da Campanha de Vacinação contra Rubéola. 20 a 22/10/2008 (mímeo).
Sá da Silva GR, Camacho LAB, Siqueira MM, Stavola MS, Ferreira DA. Seroepidemiological profile of pregnant women after vaccination in the state of Rio de Janeiro, Brazil,
2001-2002. Pan Am J Public Health 2006;19(6):371-8.
172
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Siglas utilizadas
Abrasco – Sociedade Brasileira de Saúde Coletiva
Agevisa – Agência de Vigilância Sanitária
Aids – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
BCG – Bacilo de Calmette e Güerin
Cenadi – Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Insumos
CGPNI – Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações
CGRL – Coordenação-Geral de Recursos Logísticos
CIB – Comissão Intergestores Bipartite
CIT – Comissão Intergestores Tripartite
Comgar – Comando-Geral de Operações Aéreas
Conares – Conselho Nacional de Representantes Estaduais
Conass – Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde
Coren – Conselho Regional de Enfermagem
Cosems – Conselho de Secretários Municipais de Saúde
CTAI – Comitê Técnico Assessor em Imunizações
CV – Cobertura Vacinal
Datasus – Departamento de Informática do SUS
Devep – Departamento de Vigilância Epidemiológica
DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis
EAPV – Eventos Adversos Pós-Vacinação
ENSP – Escola Nacional de Saúde Publica
ESF – Equipe Saúde da Família
EUA – Estados Unidos da América
Expoacre – Feira de Negócios do Estado do Acre
Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz
FNS – Fundo Nacional de Saúde
GVI – Gestante Vacinada Inadvertidamente
Hemorrede – Conjunto de Serviços de Hematologia e Hemoterapia
173
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ISS – Estação Espacial Internacional
Mercosul – Mercado comum formado por cinco países da América do Sul
MIF – Mulheres em Idade Fértil
MS – Ministério da Saúde
Opas – Organização Pan-Americana da Saúde
PACS – Programa de Agentes Comunitários de Saúde
PIB – Produto Interno Bruto
PNI – Programa Nacional de Imunizações
SE – Semana Epidemiológica
SES – Secretaria Estadual de Saúde
Sesc – Serviço Social do Comércio
Sesi – Serviço Social da Indústria
SF – Estratégia Saúde da Família
Siab – Sistema de Informação da Atenção Básica
SI-API – Sistema de Informação de Avaliação do PNI
SI-EAPV – Sistema de Informação de Eventos Adversos Pós-Vacinação
SRC – Síndrome da Rubéola Congênita
SUS – Sistema Único de Saúde
SVS – Secretaria de Vigilância em Saúde
TSE – Tribunal Superior Eleitoral
TV – Televisão
Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância
UF – Unidade Federada
UFBA – Universidade Federal da Bahia
UFPE – Universidade Federal de Pernambuco
UGP – Unidade de Gerência de Projetos
USP – Universidade de São Paulo
VDV – Vacina Dupla Viral
VTV – Vacina Tríplice Viral
174
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
Anexo
Divulgação da campanha em sites de parceiros
175
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
176
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
177
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
178
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
179
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
180
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
181
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
182
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
183
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
184
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
185
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
186
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
187
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
188
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
189
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
190
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
191
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
192
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
193
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
194
Relatório • Brasil Livre da Rubéola
195
Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola • Brasil, 2008
196
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde:
www.saude.gov.br/svs
Biblioteca Virtual em Saúde:
www.saude.gov.br/bvs
Brasil Livre da Rubéola – Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, Brasil, 2008 – Relatório
disque saúde:
0800 61 1997
Brasil Livre
da Rubéola
Campanha Nacional
de Vacinação para Eliminação
da Rubéola, Brasil, 2008
relatório
Brasília / DF
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Brasil livre da Rubéola - Biblioteca Virtual em Saúde