C a d e r n o s L i n k Soluções para o mercado... Um dos indicadores fundamentais que devemos utilizar para medir a "webização" das organizações e o respectivo estádio da edificação da Economia Digital, é o seu grau de Mobilidade, isto é, a capacidade das organizações colocaram as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) ao serviço do próprio negócio. Ricardo Salgado Responsável Técnico da Área dos m-Services da Link Responsável técnico e gestor de projecto do MSP 24 N5 - Setembro de 2003 C a d e r n o s L i n k Soluções para o mercado... MSP: mobilidade mais perto de todas as empresas sta capacidade traduz-se, por exemplo, no conjunto de processos transaccionais e de negócio que correm e estão suportados sobre as TIC que suportam os Sistemas de Informação e, paralelamente, na forma como utilizam essas tecnologias para disponibilizar serviços, sejam eles dirigidos ao utilizador da empresa, à sua força de vendas como suporte para decidir melhor e mais rápido – acesso ao CRM ou simplesmente ao utilizador final, através de um website, de um telemóvel ou num PDA, por exemplo, aceder ao serviço de homebanking. Apesar da evolução vertiginosa que as TIC têm sofrido na última década, existe ainda um longo caminho a percorrer e questões como a (in)segurança, custo/benefício (elevado), disponibilidade (limitada) ou a integração (difícil e cara), entre outras, têm limitado essa webização das organizações. Estas perguntam muitas vezes: para quê? Qual o valor acrescentado? Qual é o ROI (Retorno do Investimento)? ... questões que nem sempre são fáceis de responder. Só que, às vezes, a capacidade humana, conjugada com a necessidade e o empenho, e com o desafio do próprio mercado, consegue autênticos "milagres". Foi o que aconteceu com o Mobile Services Plataform (MSP), uma plataforma tecnológica criada pela Link Consulting que permite às empresas desenvolver serviços E móveis com múltiplas funcionalidades, fácil acessibilidade, segurança garantida, utilização simples e amigável, independência em relação ao fornecedor e à tecnologia da base de dados, evolutiva, escalável e apresentando ainda com um custo/benefício favorável, que a torna acessível a qualquer organização com um mínimo de maturidade tecnológica. Como explica Ricardo Salgado, responsável Técnico da Área dos m-Services da Link sendo o gestor de projecto do MSP, "tudo começou quando a OniWay, no contexto da preparação para o lançamento do UTMS, desafiou a Link para desenvolver uma solução que possibilitasse lançar um serviço, que permitisse ao utilizador, empresarial ou consumidor final, aceder e consultar via telemóvel ou através de um PC, a um portal, dando-lhe assim a possibilidade de personalizar o seu perfil de cliente". No início de 2002, uma equipa da Link, constituída por seis pessoas, começou a trabalhar neste projecto, que ficaria pronto para avançar em Outubro de 2002, a tempo do lançamento comercial do serviço UMTS, inicialmente previsto para 1 de Janeiro de 2003. Só que, passados mais de seis meses, o projecto tinha evoluído para uma solução mais abrangente e capaz de fornecer muitos mais serviços. Conta Ricardo Salgado que, "o que inicialmente era apenas desenvolver uma solução capaz de aceder a uma base de dados, rapidamente se transformou numa solução capaz de aceder também a um servidor de email ou a plataformas colaborativas de Office que existem em muitas organizações. Por outro lado, apercebemo-nos que, com mais algum tempo e trabalho, poderíamos desenvolver uma plataforma tecnológica segura e robusta, que também fosse acessível, do ponto de vista tecnológico e de custo/benefício, permitindo a muitas organizações evoluírem para a webização das suas estruturas e práticas comerciais, sem um grande esforço nem dor". Assim, com a decisão da OniWay de não avançar para o UTMS, e face ao conhecimento adquirido, a Link decidiu utilizar os conhecimentos alcançados no desenvolvimento desta plataforma e criar numa solução capaz de ser comercializada, para o que contou com o apoio do POE (Plano Operacional de Economia), entre Outubro de 2002 e Abril de 2003. "Depois de testada na própria Link, podemos afirmar que a Mobile Services Plataform está disponível para o mercado. Ou seja, com a MSP não só integrámos a nossa oferta e conhecimento no domínio das tecnologias que suportam e tornam possível a Mobilidade, como nos permite agora chegar ao cliente e oferecer uma solução completa e integrada de Mobilidade, e implementá-la de uma forma mais rápida e mais flexível", afirma Ricardo Salgado. N5 - Setembro de 2003 25 C a d e r n o s L i n k Soluções para o mercado... Requisitos de Sistema A aplicação pode funcionar em dois modos diferentes: como uma aplicação “hosted”, instalada no ambiente de produção do operador móvel, ligado à rede principal através dos mecanismos e plataformas standard de interligação ou como uma aplicação stand-alone instalada numa intranet corporativa, ligada à rede interna do operador móvel através de uma VPN de dados. Em termos de requisitos do sistema, a aplicação funciona no seguinte ambiente: Configuração de Hardware mínima: Pentium III – 1.133Ghz, com 512 Mb de memória e dois discos rígidos mirrored de 36 Gb RAID 1.; Sistema Operativo Linux (versão 2.4 ou superior); JBoss 3.0.3 application Server com Tomcat 4.0.5; MySQL 3.23 database. Mas afinal o que é a MSP e qual é o seu valor acrescentado? Segundo Ricardo Salgado, trata-se uma "infra-estrutura pré-desenvolvida para disponibilização e execução de aplicações multi-canal Web (PC e PDA), WAP e SMS em regime WASP. O facto de ser em regime WASP permite o acesso a plataformas colaborativas comuns nas organizações, como o Microsoft Exchange Server ou Lotus Notes (mOffice), disponibilizando acesso a Home Page/ /Today, E-mail, Calendário/Eventos, Tarefas, Contactos, Notificações SMS (e-mail e tarefas). Por outro lado, torna possível a configuração e instalação em modelos como Carrier/WASP (operador móvel que explora 26 N5 - Setembro de 2003 o serviço) com possibilidade de ligação aos servidores empresariais ou Enterprise (ambiente corporativo). Em suma, integra serviços disponíveis em sistemas móveis e fixos". Quando ao valor acrescentado, Ricardo Salgado salienta que a MSP reduz os custos de desenvolvimento e de instalação da infra-estrutura, oferece capacidade de disponibilização de aplicações de consulta a bases de dados locais ou remotas multicanal sem custos de desenvolvimento, oferece funcionalidades de Exchange/Lotus multi-canal sem desenvolvimento". Em síntese, "diria que se é, por um lado, uma framework de utilização genérica que C a d e r n o s L i n k Soluções para o mercado... A Mobile Services Plataform está disponível para o mercado. Ou seja, com a MSP não só integrámos a nossa oferta e conhecimento no domínio das tecnologias que suportam e tornam a Mobilidade possível, como nos permite agora chegar ao cliente e oferecer uma solução completa e integrada de Mobilidade. Laboratory Corporative Local Module WASP Applications Hosted Services Wap Gateway Application Server Wap Portal DB DB DB Application Front-end Everix Mediation Switch SMS-C Web Portal Mobile Services Platform Proxy Corporate Services Application Level Server Back-Office Proxy Application Server DB Interfaces: Proxy DB Provisioning EXTRANETS Vitria + mockup - Location - mTicketing Interfaces: LDAP SMS WAP WEB Planet + OpenLDAP J2ME Billing - Provisioning - Authentication - Billing - Routing Application Server DB OSA/Parlay-Charging Nortel + Logging Arquitectura do sistema fornece uma base para o acesso móvel a base de dados remotas, e por outro lado, uma framework de desenvolvimento para disponibilização de aplicações mais complexas em multi-canal (Web, SMS e protocolo WAP), dando a possibilidade de colocar por cima da mesma várias aplicações específicas de negócio". Ricardo Salgado salienta ainda duas características desta solução: é segura e amigável. Para aceder o utilizador precisa de ter uma password ou certificado PKI, e depois de o utilizador ser autenticado, só depois é que é disponibilizada a lista de serviços. E são serviços de fácil consulta. "Este pode fazer as suas pesquisas aos dados tanto por selecção das opções no menu, ou por preenchimento dos campos de pesquisa do form. Aquando da selecção da pesquisa, o controlo é transferido para o back-end que implementa a lógica aplicacional". Sobre a forma das empresas acederem a esta plataforma/serviço, Ricardo Salgado esclarece que "o cliente pode adquirir a solução global – a única exigência é que possua uma infra-estrutura de rede e um servidor Web – ou através de um Application Service Provider", como poderá ser o caso da Linkcom, uma empresa do grupo AITEC. A Link está já a trabalhar no desenvolvimento de funcionalidades que permi- tam a extensão para canais e terminais activos J2ME (CDC e CLDC), ou que possibilitem lançar serviços de localização de terminal baseados em modelos embarcado ou não embarcado, através de interfaces que seguem as guidelines OSA/Parlay-UserLocation ou mesmo lançar serviços de m-Ticketing para terminais SMS e J2ME. Ricardo Salgado acrescenta ainda que "esta é uma plataforma aberta e escalável, o que dá a possibilidade de ir integrando cada vez mais standards de Mobilidade e desenvolver interfaces com o back-end da infra-estrutura do cliente, nomeadamente, com as aplicações de negócio e outros sistemas legados". ¶ N5 - Setembro de 2003 27