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Soluções para o mercado...
Um dos indicadores
fundamentais que devemos
utilizar para medir
a "webização" das organizações
e o respectivo estádio da
edificação da Economia Digital,
é o seu grau de Mobilidade, isto
é, a capacidade das organizações
colocaram as Tecnologias de
Informação e Comunicação
(TIC) ao serviço do próprio
negócio.
Ricardo Salgado
Responsável Técnico da Área dos m-Services da Link
Responsável técnico e gestor de projecto do MSP
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Soluções para o mercado...
MSP: mobilidade mais
perto de todas as empresas
sta capacidade traduz-se, por exemplo, no conjunto de processos
transaccionais e de negócio que
correm e estão suportados sobre as
TIC que suportam os Sistemas de
Informação e, paralelamente, na forma
como utilizam essas tecnologias para
disponibilizar serviços, sejam eles dirigidos ao utilizador da empresa, à sua força
de vendas como suporte para decidir
melhor e mais rápido – acesso ao CRM ou simplesmente ao utilizador final,
através de um website, de um telemóvel ou
num PDA, por exemplo, aceder ao serviço
de homebanking.
Apesar da evolução vertiginosa que as
TIC têm sofrido na última década, existe
ainda um longo caminho a percorrer e
questões como a (in)segurança, custo/benefício (elevado), disponibilidade (limitada)
ou a integração (difícil e cara), entre outras,
têm limitado essa webização das organizações. Estas perguntam muitas vezes: para
quê? Qual o valor acrescentado? Qual
é o ROI (Retorno do Investimento)? ...
questões que nem sempre são fáceis de
responder. Só que, às vezes, a capacidade
humana, conjugada com a necessidade e o
empenho, e com o desafio do próprio mercado, consegue autênticos "milagres". Foi
o que aconteceu com o Mobile Services
Plataform (MSP), uma plataforma tecnológica criada pela Link Consulting que permite às empresas desenvolver serviços
E
móveis com múltiplas funcionalidades,
fácil acessibilidade, segurança garantida,
utilização simples e amigável, independência em relação ao fornecedor e à
tecnologia da base de dados, evolutiva,
escalável e apresentando ainda com um
custo/benefício favorável, que a torna
acessível a qualquer organização com um
mínimo de maturidade tecnológica.
Como explica Ricardo Salgado, responsável Técnico da Área dos m-Services da
Link sendo o gestor de projecto do MSP,
"tudo começou quando a OniWay, no contexto da preparação para o lançamento do
UTMS, desafiou a Link para desenvolver
uma solução que possibilitasse lançar um
serviço, que permitisse ao utilizador,
empresarial ou consumidor final, aceder e
consultar via telemóvel ou através de um
PC, a um portal, dando-lhe assim a possibilidade de personalizar o seu perfil de
cliente".
No início de 2002, uma equipa da Link,
constituída por seis pessoas, começou a
trabalhar neste projecto, que ficaria pronto
para avançar em Outubro de 2002, a
tempo do lançamento comercial do serviço
UMTS, inicialmente previsto para 1 de
Janeiro de 2003. Só que, passados mais de
seis meses, o projecto tinha evoluído para
uma solução mais abrangente e capaz de
fornecer muitos mais serviços. Conta
Ricardo Salgado que, "o que inicialmente
era apenas desenvolver uma solução capaz
de aceder a uma base de dados, rapidamente se transformou numa solução capaz
de aceder também a um servidor de email
ou a plataformas colaborativas de Office
que existem em muitas organizações. Por
outro lado, apercebemo-nos que, com
mais algum tempo e trabalho, poderíamos
desenvolver uma plataforma tecnológica
segura e robusta, que também fosse
acessível, do ponto de vista tecnológico e
de custo/benefício, permitindo a muitas
organizações evoluírem para a webização
das suas estruturas e práticas comerciais,
sem um grande esforço nem dor".
Assim, com a decisão da OniWay de
não avançar para o UTMS, e face ao conhecimento adquirido, a Link decidiu utilizar
os conhecimentos alcançados no desenvolvimento desta plataforma e criar numa
solução capaz de ser comercializada, para
o que contou com o apoio do POE (Plano
Operacional de Economia), entre Outubro
de 2002 e Abril de 2003. "Depois de testada na própria Link, podemos afirmar que a
Mobile Services Plataform está disponível
para o mercado. Ou seja, com a MSP não
só integrámos a nossa oferta e conhecimento no domínio das tecnologias que
suportam e tornam possível a Mobilidade,
como nos permite agora chegar ao cliente
e oferecer uma solução completa e integrada de Mobilidade, e implementá-la de uma
forma mais rápida e mais flexível", afirma
Ricardo Salgado.
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Requisitos de Sistema
A aplicação pode funcionar em dois modos
diferentes: como uma aplicação “hosted”, instalada
no ambiente de produção do operador móvel,
ligado à rede principal através dos mecanismos e
plataformas standard de interligação ou como uma
aplicação stand-alone instalada numa intranet
corporativa, ligada à rede interna do operador
móvel através de uma VPN de dados.
Em termos de requisitos do sistema, a aplicação
funciona no seguinte ambiente: Configuração de
Hardware mínima: Pentium III – 1.133Ghz, com
512 Mb de memória e dois discos rígidos
mirrored de 36 Gb RAID 1.; Sistema Operativo
Linux (versão 2.4 ou superior); JBoss 3.0.3
application Server com Tomcat 4.0.5; MySQL
3.23 database.
Mas afinal o que é a MSP e qual é o seu
valor acrescentado? Segundo Ricardo
Salgado, trata-se uma "infra-estrutura pré-desenvolvida para disponibilização e execução de aplicações multi-canal Web (PC e
PDA), WAP e SMS em regime WASP. O
facto de ser em regime WASP permite o
acesso a plataformas colaborativas comuns
nas organizações, como o Microsoft
Exchange Server ou Lotus Notes (mOffice),
disponibilizando acesso a Home Page/
/Today, E-mail, Calendário/Eventos, Tarefas,
Contactos, Notificações SMS (e-mail e tarefas). Por outro lado, torna possível a configuração e instalação em modelos como
Carrier/WASP (operador móvel que explora
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o serviço) com possibilidade de ligação aos
servidores empresariais ou Enterprise
(ambiente corporativo). Em suma, integra
serviços disponíveis em sistemas móveis e
fixos".
Quando ao valor acrescentado, Ricardo
Salgado salienta que a MSP reduz os custos de desenvolvimento e de instalação da
infra-estrutura, oferece capacidade de
disponibilização de aplicações de consulta
a bases de dados locais ou remotas multicanal sem custos de desenvolvimento, oferece funcionalidades de Exchange/Lotus
multi-canal sem desenvolvimento". Em
síntese, "diria que se é, por um lado, uma
framework de utilização genérica que
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A Mobile Services Plataform está disponível para
o mercado. Ou seja, com a MSP não só integrámos
a nossa oferta e conhecimento no domínio das tecnologias
que suportam e tornam a Mobilidade possível, como nos
permite agora chegar ao cliente e oferecer uma solução
completa e integrada de Mobilidade.
Laboratory
Corporative
Local Module
WASP
Applications
Hosted Services
Wap
Gateway
Application
Server
Wap
Portal
DB
DB
DB
Application Front-end
Everix
Mediation
Switch
SMS-C
Web Portal
Mobile
Services
Platform
Proxy
Corporate Services
Application Level Server
Back-Office
Proxy
Application
Server
DB
Interfaces:
Proxy DB
Provisioning
EXTRANETS
Vitria + mockup
- Location
- mTicketing
Interfaces:
LDAP
SMS
WAP
WEB
Planet + OpenLDAP
J2ME
Billing
- Provisioning
- Authentication
- Billing
- Routing
Application
Server
DB
OSA/Parlay-Charging
Nortel + Logging
Arquitectura do sistema
fornece uma base para o acesso móvel a
base de dados remotas, e por outro lado,
uma framework de desenvolvimento para
disponibilização de aplicações mais complexas em multi-canal (Web, SMS e protocolo WAP), dando a possibilidade de colocar por cima da mesma várias aplicações
específicas de negócio".
Ricardo Salgado salienta ainda duas
características desta solução: é segura e
amigável. Para aceder o utilizador precisa
de ter uma password ou certificado PKI, e
depois de o utilizador ser autenticado, só
depois é que é disponibilizada a lista de
serviços. E são serviços de fácil consulta.
"Este pode fazer as suas pesquisas aos
dados tanto por selecção das opções no
menu, ou por preenchimento dos campos
de pesquisa do form. Aquando da selecção
da pesquisa, o controlo é transferido para o
back-end que implementa a lógica aplicacional".
Sobre a forma das empresas acederem
a esta plataforma/serviço, Ricardo Salgado
esclarece que "o cliente pode adquirir a
solução global – a única exigência é que possua uma infra-estrutura de rede e um servidor Web – ou através de um Application
Service Provider", como poderá ser o caso
da Linkcom, uma empresa do grupo AITEC.
A Link está já a trabalhar no desenvolvimento de funcionalidades que permi-
tam a extensão para canais e terminais
activos J2ME (CDC e CLDC), ou que possibilitem lançar serviços de localização de
terminal baseados em modelos embarcado
ou não embarcado, através de interfaces
que seguem as guidelines OSA/Parlay-UserLocation ou mesmo lançar serviços de
m-Ticketing para terminais SMS e J2ME.
Ricardo Salgado acrescenta ainda que
"esta é uma plataforma aberta e escalável,
o que dá a possibilidade de ir integrando
cada vez mais standards de Mobilidade e
desenvolver interfaces com o back-end da
infra-estrutura do cliente, nomeadamente,
com as aplicações de negócio e outros sistemas legados". ¶
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