Para o índice INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: DIMENSIONAMENTO DE ENTRADA CONSUMIDORA, CONDUTORES ELÉTRICOS, ELETRODUTOS E ATERRAMENTO SÃO PAULO - 2006 Eng. d´Avila e Arquita. Thais d´Avila Instalações elétricas: dimensionamento de padrão de entrada, condutores elétricos, eletrodutos e aterramento Apostila preparada pela prof.a arq.a Thais Kitzinger d'Avila e eng. Edson d´Avila como material didático para as aulas de introdução ao Desenho de Instalações Elétricas. Versão Preliminar 1.0. maio/2006. e-mail: [email protected] São Paulo - 2006 Copyright © 2002 by Thais K. d'Avila e Edson d´Avila Todos os direitos desta edição reservados aos autores Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos, do Código Penal, cf. Lei no 6.895, de 17.12.80). Sumário 1 Introdução ............................................................................. 8 2 Noções Básicas para Executar uma Instalação Elétrica Domiciliar .............................................................................. 9 2.1 Tensões de Distribuição...............................................................................10 3 Fornecimento de Energia Elétrica......................................... 12 3.1 Dimensionamento do Padrão de Entrada ..................................................12 3.1.1 Cálculo da Carga Instalada ...............................................................12 3.1.1.1 Aparelhos Eletrodomésticos..............................................13 3.1.2 Demanda ...........................................................................................14 3.1.2.1 Iluminação e Tomada — Grupo de Carga "a"...................14 3.1.2.1.1 Instalação Residencial ...........................................14 3.1.2.1.2 Outros tipos de instalação .....................................16 3.1.2.2 Chuveiro, Torneira, Aquecedor de Água de Passagem e Ferro Elétrico — Grupo "b"..............................................................18 3.1.2.2.1 Instalação Residencial, Hotéis, Motéis, Hospitais, Casas Comerciais e Igrejas .....................................................18 3.1.2.2.2 Outros tipos de instalação .....................................19 V 3.1.2.3 Aquecedor Central ou de Acumulação "Boiler" — Grupo "c" 19 3.1.2.4 Secadora de Roupa, Forno Elétrico, Máquina de Lavar Louça e Forno de Microondas — Grupo "d".................................. 20 3.1.2.5 Fogão Elétrico — Grupo "e".............................................. 20 3.1.2.6 Condicionador de Ar Tipo Janela — Grupo "f" ................21 3.1.2.7 Motor — Grupo "g"............................................................ 22 3.1.2.8 Equipamentos especiais — Grupo "h" ............................. 25 3.1.2.9 Hidromassagem — Grupo "i" ........................................... 25 3.2 Exercícios — Dimensionamento do Padrão de Entrada........................... 26 3.2.1 Exercício 1......................................................................................... 26 3.2.1.1 Solução do exercício 1 ....................................................... 26 3.2.1.1.1 Carga Instalada em KW........................................ 26 3.2.1.1.2 Cálculo da Demanda em KVA...............................27 3.2.1.2 Cálculo da Corrente de Demanda em ampère................. 29 3.2.1.2.1 Tipos de Atendimento .......................................... 29 3.2.1.3 Condutor do Ramal de Entrada, Proteção, Caixa de Medição ........................................................................................... 30 3.2.2 Exercício 2 ........................................................................................ 32 3.2.2.1 Solução do Exercício 2 ...................................................... 32 3.2.2.1.1 Cálculo da Carga Total Instalada ( CT ) em KW .. 32 3.2.2.1.2 Cálculo da Demanda em KVA.............................. 33 3.2.2.1.3 Cálculo da Corrente de Demanda em àmpere .... 35 4 Condutores Elétricos: Dimensionamento e Instalação .........37 4.1 Caixa de Medição .........................................................................................37 4.2 Quadro de Luz ..............................................................................................37 4.2.1 Proteção ............................................................................................ 39 VI 4.2.2 Condutores Elétricos........................................................................ 39 4.2.2.1 Características Técnicas de Fios e Cabos Pirastic Antiflam 40 4.2.2.2 Seção Nominal................................................................... 40 4.2.2.3 Dados Construtivos dos Fios e Cabos Antiflam BWF......41 4.2.3 Dimensionamento de Condutores Elétricos .................................. 42 4.2.4 Seção Mínima dos Condutores Elétricos em Função da Utilização 43 5 Sistema de Aterramento....................................................... 44 5.1 Objetivos do sistema de aterramento ........................................................ 44 5.2 PE - (Protection Earth) .............................................................................. 46 5.3 Circuito para Computadores ...................................................................... 46 5.3.1 Medindo a Eficiência do Aterramento............................................ 48 5.3.1.1 Utilizando um Voltímetro................................................. 48 5.3.1.2 Exemplo de Valores de Tensão entre Fase, Neutro e Terra 49 5.3.1.3 Utilizando um Terrometro - Medidor de Resistência de Aterramento .................................................................................... 49 5.3.2 Melhorando o Aterramento............................................................. 50 5.4 Rede de Computadores e Cabos de Força ................................................. 50 5.4.1 Projeto de Rede em Planta ...............................................................51 6 Normas Técnicas ...................................................................53 6.1 Chaves de faca, tipo seccionadora, não blindadas para baixa tensão: NBR5355...................................................................................................... 53 6.2 Disjuntores de baixa tensão: NBR5361 ..................................................... 53 6.3 Instalações elétricas de baixa tensão: 5410 ............................................... 53 6.3.1 Comentário sobre a NBR5410......................................................... 54 VII 6.4 Eletroduto rígido de aço-carbono e acessórios com revestimento protetor, com rosca ANSI/ASME B1.20.1: NBR5597................................................55 6.5 Eletroduto rígido de aço-carbono com revestimento protetor, com rosca NBR 6414: NBR5598 ...................................................................................55 6.6 Eletroduto rígido de aço-carbono, com costura, com revestimento protetor e rosca NBR 8133: NBR5624........................................................55 6.7 Dispositivo de entrada e fixação de cabo de força: NBR6523 ...................55 6.8 Tubos de aço-carbono com costura de seção circular, quadrada, retangular e especiais para fins industriais: NBR6591 ............................. 56 6.9 Eletroduto de PVC rígido: NBR6150 ......................................................... 56 6.10 Determinação da elasticidade, carga de ruptura, absorção de água e da espessura do cobrimento em postes e cruzetas de concreto armado: NBR6124...................................................................................................... 56 Referências Bibliográficas .........................................................57 Anexo I — Tabelas para Dimensionamento do Padrão de Entrada .............................................................................................. 59 1 Introdução Projetar e executar instalações elétricas é um empreendimento que exige conhecimento de normas, de especificações técnicas de materiais elétricos e habilidade. O presente trabalho tem por objetivo apresentar os conceitos básicos das instalações elétricas, o dimensionamento de padrão de entrada, dos condutores elétricos, dos eletrodutos e noções de aterramento. Apresentamos a NTU.01, da Eletropaulo, que fixa os requisitos mínimos indispensáveis para ligação de unidades consumidoras com um exercício explicando passo a passo a utilização das tabelas para dimensionamento do ramal de entrada a partir da corrente de demanda. O sistema de aterramento vem ganhando importância nos últimos anos. A conscientização do valor da vida é a maior aliada na prevenção de acidentes envolvendo eletricidade. O assunto é amplo, e apenas apresentamos as noções básicas. O presente trabalho encontra-se em fase de elaboração, de correção ortográfica, de estilo e editoração. A seqüência dos assuntos também será alterada nas próximas versões. Para que os alunos da disciplina Desenho de Instalações Elétricas tenham um material didático de apoio ainda no primeiro semestre de 2006, entregamos a Versão Preliminar 1.0. Contamos com a colaboração dos leitores que enviem comentários e sugestões para o e-mail: [email protected] para que a próxima versão possa estar mais direcionada afim de atingir os objetivos. 2 Noções Básicas para Executar uma Instalação Elétrica Domiciliar Não é raro encontrarmos pessoas executando a instalação elétrica de suas residências com um mínimo de conhecimento e praticamente sem planejamento. Por que então estudar instalações elétricas? Podem ocorrer problemas de uma instalação elétrica malfeita, como por exemplo: • Queima ou mau-funcionamento de aparelhos eletro-eletrônicos, • Incêndio em residências, • Acidentes como choques elétricos, • • • Fuga de corrente elétrica levando a um aumento do valor das contas de luz, Manutenção periódica nas instalações elétricas. Caixa de luz em lugar de difícil acesso dificultando o trabalho do leiturista e o incômodo do usuário. O choque elétrico oferece perigo à vida e o diagnóstico de uma pessoa que levou um choque elétrico nem sempre é realizado corretamente. Não é raro diagnosticar a causa mortis de uma pessoa vítima de choque, como parada cardíaca. Instalação elétrica bem-feita é sinônimo de conforto, segurança e economia com baixa manutenção. Soluções simples, como fios vermelhos para as fases e fio azul para o neutro, facilitam a execução e manutenção desobrigando o técnico de instalação e manutenção dos testes, que tomam tempo e custam. 10 A instalação elétrica é uma etapa importante, que não pode dispensar o projeto, especificação de materiais de qualidade e execução com critérios. A segurança da instalação elétrica depende: • Do cumprimento das normas técnicas no projeto; • Da qualidade dos materiais escolhidos; • De como ela é utilizada; • De como ela é conservada. 2.1 Tensões de Distribuição A eletricidade que chega a uma unidade de consumo pode ser do tipo: • Tipo A ⇒ Monofásica a dois fios: fase e neutro; • Tipo B ⇒ Bifásica a três fios: duas fases e neutro ou • Tipo C ⇒ Trifásica a quatro fios: três fases e neutro. Na cidade de São Paulo, na zona de fornecimento de energia elétrica por via aérea as tensões podem ser de: 115/230 V (delta com neutro) ou 127/220 V (estrela com neutro). O sistema trifásico pode ser solicitado pelo usuário no caso da carga residencial possuir motores trifásicos. Os valores das tensões dependem do sistema da região do fornecimento, delta com neutro ou estrela com neutro. Com um multímetro é possível verificar os valores das tensões. A região do Tatuapé, por exemplo, é alimentado com um sistema delta com neutro. As tensões nominais para esse sistema são de 115/230 V, conforme figura 2.1. Para medir os valores das tensões em uma residência na região do Tatuapé a fim de conferir com os valores nominais, podemos utilizar um multímetro na Fase1 115 Neutro 230 115 Fase1 Figura 2.1 Valores das Tensões entre Neutro/Fase e Fase/Fase no sistema Delta com Neutro 11 função voltímetro. Existem muitos modelos de multímetros no mercado. O modelo 2 da figura 2 é um multímetro digital da série instrumentos de bolso, importado pela Icel. O Icel MD1300 mede tensão alternada nas faixas e resoluções: • 200 V 100 mV • 750 V 1 V Figura 2.2 Modelos de Multímetros, na função Voltímetro AC 750 V, para medição dos valores das Tensões fase/neutro e fase/fase. Os valores medidos com o voltímetro podem não coincidir com os valores nominais da rede. Por exemplo: Fase1/Neutro: 117 V Fase2/Neutro: 113 V Entre Fases: 230 V F F F F N N F F Sistema Estrela com Neutro Sistema Delta com Neutro 127/220 115/230 3 Fornecimento de Energia Elétrica Após a execução da instalação elétrica é hora de solicitar à fornecedora de energia elétrica a ligação. O pedido de ligação é feito no escritório local da concessionária, informando detalhadamente a carga instalada. O cálculo da carga instalada é básico para a determinação do tipo de fornecimento, calculo de demanda e a corrente de demanda da instalação. A corrente de demanda da instalação é utilizada para dimensionamento da entrada consumidora. A NTU.01 foi desenvolvida para facilitar aos interessados o conhecimento das exigências mínimas para o fornecimento de energia elétrica. 3.1 Dimensionamento do Padrão de Entrada Na área de concessão da Eletropaulo (1995, p. 39) todas as entradas consumidoras devem ser dimensionadas com base na corrente de demanda da instalação e de acordo com as tabelas e fórmulas apresentadas na NTU.01 (Norma Técnica Unificada 01). 3.1.1 Cálculo da Carga Instalada O cálculo da carga instalada é básico para a determinação do tipo de atendimento, fornecimento, cálculo de demanda e a corrente de demanda da instalação. 13 3.1.1.1 Aparelhos Eletrodomésticos Considerar as potências dos aparelhos eletrodomésticos relacionados quando comprovadamente previstos na instalação. • Torneira Elétrica: 3 000 W • Chuveiro Elétrico: 4 000 W • Máquina de Lavar Louças: 2 000 W • Máquina de Lavar Roupas: 2 500 W • Forno Microondas: 1 500 W • Forno Elétrico: 1 500 W • Ferro Elétrico: 1 000 W abaixo Obs.: 1. Os aparelhos monofásicos com potências inferiores a 1 000 W não devem ser relacionados no pedido de ligação. Os aparelhos trifásicos com qualquer potência devem ser relacionados. (Eletropaulo, 1995, p. 56). 14 3.1.2 Demanda O presente cálculo de demanda se aplica a instalações comerciais, escolares, hospitalares e residenciais. Poderá ser aplicado também à pequenas indústrias atendidas em baixa tensão, quando o interessado não tiver dados precisos quanto a sua demanda prevista. D = Demanda Total da Instalação em KVA D = a + b + c+ d + e + f+ g + h + i Fórmula 3.1 Fórmula para Cálculo da Demanda Total da Instalação em KVA Onde: • a = Demanda do Grupo de Carga "a"; • Cn = Carga Instalada do Grupo "n"; • FDn = Fator de Demanda do Grupo "n"; • n = Demanda do Grupo de Carga "n"; • n = Cn x FDn a = Ca x FDa; b = Cb x FDb; c = Cc x FDc; d = Cd x FDd; e = Ce x FDe; f = Cf x FDf; g = Cg x FDg; h = Ch x FDh; i = Ci x FDi 3.1.2.1 Iluminação e Tomada — Grupo de Carga "a" 3.1.2.1.1 Instalação Residencial Considerar no mínimo o número de tomadas indicadas na Tabela 3.1, em função da área construída. Caso a área construída seja maior que 250 m2 o 15 interessado deve declarar o número de tomadas previstas e considerar 100 W por tomada. Considerar também a carga mínima de tomadas para a cozinha, conforme indicado na Tabela 3.1. Considerar no mínimo um ponto de luz por cômodo ou corredor e potência igual a 100 W por ponto de luz. • Carga instalada mínima: conforme Tabela 3.1; • fator de demanda, conforme Tabela 3.2; • fator de potência = 1. Tabela 3.1 Número Mínimo de Tomadas em Função da Área Construída.a a Área Total m2 No Tomadas 100 W S≤8 8 < S ≤ 15 15 < S ≤ 20 20 < S ≤ 30 30 < S ≤ 50 50 < S ≤ 70 70 < S ≤ 90 90 < S ≤ 110 110 < S ≤ 140 140 < S ≤ 170 170 < S ≤ 200 200 < S ≤ 220 220 < S ≤ 250 1 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Sub No Tomadas Total P/ Cozinha 600 W I 100 1 300 1 500 2 600 2 700 3 800 3 800 3 900 3 1 000 3 1 100 3 1 200 3 1 300 3 1 400 3 Sub Total II 600 600 1 200 1 200 1 800 1 800 1 800 1 800 1 800 1 800 1 800 1 800 1 800 Total Sub I + Sub II (W) 700 900 1 600 1 700 2 400 2 500 2 600 2 700 2 800 2 900 3 000 3 100 3 200 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 68, Tabela 5). Notas da Tabela 3.1: 1. Para área acima de 250 m2 o interessado deve declarar o número de tomadas conforme o projeto elétrico da sua residência; 2. No caso do consumidor declarar um número maior de tomadas em função da área construída, este prevalecerá. 16 Tabela 3.2 Fator de Demanda (FD) para Tomada e Iluminação Residencial.a Carga Fator de Instalada Demanda a Carga Fator de Instalada Demanda Carga Fator de Instalada Demanda KW FD KW FD KW FD 0<C≤1 0,86 4<C≤5 0,52 8<C≤9 0,31 1<C≤2 0,75 5<C≤6 0,45 9 < C ≤ 10 0,27 2<C≤3 0,66 6<C≤7 0,40 C > 10 0,24 3<C≤4 0,59 7<C≤8 0,35 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 68, Tabela 6). 3.1.2.1.2 Outros tipos de instalação (Motéis, Hotéis, Hospitais, Clubes, Casas Comerciais, Bancos, Indústrias, Igrejas e Outros). • Carga instalada: de acordo com o declarado pelo interessado, devendo separar as cargas de tomadas e iluminação; • Fator de demanda para tomadas e iluminação, conforme Tabela 3.3; • Fator de potência para iluminação: projeto com iluminação incandescente ou com lâmpadas que utilizam reator = 1; projeto com iluminação a lâmpada fluorescente, néon, vapor de sódio ou mercúrio, sem compensação do fator de potência = 0,5. projeto de iluminação a lâmpada fluorescente, néon, vapor de sódio ou mercúrio, com compensação do fator de potência = 0,95. 17 Tabela 3.3 Carga Mínima e Fator de Demanda (FD) para o Grupo "a" — Iluminação e Tomada de Uso Geral.a Carga Descrição Mínima W/m2 Fator de Demanda — FD Auditório, Salões para exposições e Semelhante 10 1,00 Banco, Lojas e Semelhantes 30 1,00 Barbearias, Salões de Beleza e Semelhantes 30 1,00 Clubes e Semelhantes 20 1,00 Escolas e Semelhantes 30 1,00 para os primeiros 12 KW 0,5 para o que exceder a 12 KW 1,00 para os primeiros 20 KW Escritórios (Edifícios) 30 0,70 para o que exceder a 20 KW Carga Descrição Mínima W/m2 Garagens Comerciais e Semelhantes 05 Hospitais e Semelhantes 20 Fator de Demanda — FD 1,00 0,50 para os primeiros 50 KW 0,40 para o que exceder a 50 KW 0,50 para os primeiros 20 KW Hotéis e Semelhantes 20 0,40 para o que exceder a 20 KW Igrejas e Semelhantes 10 1,00 Indústrias Conforme declarado pelo interessado 1,00 Restaurantes e Semelhantes 20 1,00 a Fonte: Eletropaulo (1995, p.80, Tabela 21). Notas da Tabela 3.3: 1. A carga mínima indicada na tabela refere-se a carga recomendada para instalações de iluminação e tomadas, utilizando lâmpadas incandescentes. No caso de outro tipo de lâmpada, consultar catálogos dos fabricantes; 18 2. No caso de lojas, deve-se considerar a carga adicional de 700 W/m de vitrine, medida horizontalmente ao longo de sua base; 3. Os fatores de demanda indicados valem para qualquer tipo de lâmpada de iluminação interna; 4. Quando a unidade consumidora possuir cozinha, deve ser considerado exclusivamente para ela fator de demanda igual a 1,00, para as cargas de iluminação e tomadas declaradas pelo interessado. Para as demais dependências da unidade consumidora, considerar os valores indicados na tabela. 3.1.2.2 Chuveiro, Torneira, Aquecedor de Água de Passagem e Ferro Elétrico — Grupo "b" 3.1.2.2.1 Instalação Residencial, Hotéis, Motéis, Hospitais, Casas Comerciais e Igrejas • Carga instalada: conforme item 3.1.1.1; • Fator de demanda: conforme Tabela 3.4; • Fator de potência = 1. Nota: No caso de edificações contendo vestiários, deve ser considerado fator de demanda de 100% para cargas de chuveiros, torneiras e aquecedores, instalados no mesmo. Para os aparelhos instalados internamente à edificação, considerar os fatores de demanda da Tabela 3.4. 19 Tabela 3.4 Fator de Demanda (FD) para as Cargas do Grupo "b" — Chuveiro, Torneira Elétrica, Aquecedor de Água de Passagem e Ferro Elétrico.a Fator de No No No Demanda Demanda Aparelhos Aparelhos Fator de Demanda Aparelhos FD FD a Fator de FD 01 1,00 10 0,52 19 0,40 02 1,00 11 0,49 20 0,40 03 0,84 12 0,48 21 0,39 04 0,76 13 0,46 22 0,39 05 0,70 14 0,45 23 0,39 06 0,65 15 0,44 24 0,38 07 0,60 16 0,43 25 0,38 08 0,57 17 0,42 > 25 0,38 09 0,54 18 0,41 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 40, Tabela 7). 3.1.2.2.2 Outros tipos de instalação • Carga instalada: conforme item 3.1.1; • Fator de demanda = 1; • Fator de potência = 1. 3.1.2.3 Aquecedor Central ou de Acumulação "Boiler" — Grupo "c" • Carga instalada: considerar a potência, conforme catálogo do fabricante; • Fator de demanda: conforme Tabela 3.5; • Fator de potência = 1. 20 Tabela 3.5 Fator de Demanda (FD) para Cargas do Grupo "c" — Aquecedor Central ou de Acumulação (Boiler). a a Número de Aparelhos Fator de Demanda — FD 1 1,00 2 0,72 3 0,62 >3 0,62 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 70, Tabela 8). 3.1.2.4 Secadora de Roupa, Forno Elétrico, Máquina de Lavar Louça e Forno de Microondas — Grupo "d" • Carga instalada: conforme item 3.1.1; • Fator de demanda: conforme Tabela 3.6; • Fator de potência = 1. Tabela 3.6 Fator de Demanda (FD) para Cargas do Grupo "d"— Secadora de Roupa, Forno Elétrico, Máquina de Lavar Louça e Forno de Microondas. a Número de Aparelhos Fator de Demanda — FD a 1 1,00 2a4 0,70 5a6 0,60 7a8 0,50 >8 0,50 Fonte: Eletropaulo, 1995, p. 70. (Tabela 9). 3.1.2.5 Fogão Elétrico — Grupo "e" • Carga instalada: considerar a potência de placa do fabricante • Fator de demanda: conforme Tabela 3.7; • Fator de potência = 1. 21 Tabela 3.7 Fator de Demanda (FD) para o Grupo "e" — Fogão Elétrico. a Número de Número de Fator de Demanda — FD Fator de Demanda — FD Aparelhos Aparelhos a 01 1,00 08 0,32 02 0,60 09 0,31 03 0,48 10 a 11 0,30 04 0,40 12 a 15 0,28 05 0,37 16 a 20 0,26 06 0,35 21 a 25 0,26 07 0,33 < 25 0,26 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 71, Tabela 10). 3.1.2.6 Condicionador de Ar Tipo Janela — Grupo "f" • Carga instalada: conforme Tabela 3.8; • Fator de demanda: o Para uso residencial = 1; o Para uso comercial: conforme Tabela 3.9. Tabela 3.8 Potência para o Grupo "f — Aparelho de Ar Condicionado do Tipo Janela BTU/h 7 100 8 500 10 000 12 000 14 000 18 000 21 000 30 000 Kcal/h 1 775 2 125 2 500 3 000 3 500 4 500 5 250 7 500 110 220 110 220 110 220 110 220 220 220 220 220 10 9,5 13 14 18 Tensão (V) Corrente (A) a 5 14 7 15 7,5 17 8,5 Potência (VA) 1 100 1 550 1 650 1 900 2 100 2 860 3 080 4 000 Potência (W) 900 1 300 1 400 1 600 1 900 2 600 2 800 3 600 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 72, Tabela 11). 22 Tabela 3.9 Fator de Demanda (FD) para o Grupo "f"— Aparelho de Ar Condicionado Tipo Janela para Uso Comercial. a Número de Número de Fator de Demanda — FD Fator de Demanda — FD Aparelhos Aparelhos a 01 a 10 1,00 41 a 50 0,77 11 a 20 0,90 51 a 75 0,75 21 a 30 0,82 76 a 100 0,75 31 a 40 0,80 < 100 0,75 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 73, Tabela 12). Nota da tabela 3.9: 1. Quando se tratar de unidade central de condicionador de ar, deve-se tomar o fator de demanda = 1 3.1.2.7 Motor — Grupo "g" Neste grupo "g" está inclusa a Máquina de Solda a Motor. Os motores devem possuir dispositivos de proteção conforme estabelecidos na NBR5410. Carga instalada: potência de placa do fabricante (cv ou hp) e conversão para KVA, conforme as Tabelas 3.11 e 3.12. Fator de demanda: conforme Tabela 3.10. Tabela 3.10 Fator de Demanda (FD) para o Grupo "g" — Motor. a a Motor Fator de Demanda — FD Maior Motor 1,00 Restantes 0,50 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 73, Tabela 13). 23 Nota da Tabela 3.10: 1. Se os maiores motores forem iguais, para efeito de computação de suas potências, deve-se considerar apenas um como maior. 2. Existindo motores que partam ao mesmo tempo, deve-se somar suas potências e considerá-los como um só motor. Tabela 3.11 Potência do Grupo "g" — Motor Monofásico.a Potência Corrente Nominal Corrente de Partida Potência Nominal Absorvida da Rede A CV ou HP a Cosseno φ A Médio KW KVA 110 V 220 V 110 V 220 V 1/4 0,42 0,66 5,9 3,0 27 14 0,63 1/3 0,51 0,77 7,1 3,5 31 16 0,66 1/2 0,79 1,18 11,6 5,4 47 24 0,67 3/4 0,90 1,34 12,2 6,1 63 33 0,67 1 1,14 1,56 14,2 7,1 68 35 0,73 11/2 1,67 2,35 21,4 10,7 96 48 0,71 2 2,17 2,97 27,0 13,5 132 68 0,73 3 3,22 4,07 37,0 18,5 220 110 0,79 5 5,11 6,16 — 28,0 — 145 0,83 71/2 7,07 8,84 — 40,2 — 210 0,80 10 9,31 11,64 — 52,9 — 260 0,80 121/2 11,58 14,94 — 67,9 — 330 0,78 15 13,72 16,94 — 77,9 — 408 0,81 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 76, Tabela 17). 24 Tabela 3.12 Potência do Grupo "g" — Motor Trifásico Potência Corrente Nominal Corrente de Partida Potência Nominal Absorvida da Rede A CV ou HP a Cosseno φ A Médio KW KVA 380 V 220 V 380 V 220 V 1/3 0,39 0,65 0,9 1,7 4,1 7,1 0,61 1/2 0,58 0,87 1,3 2,3 5,8 9,9 0,66 3/4 0,83 1,26 1,9 3,3 9,4 16,3 0,66 1 1,05 1,52 2,3 4,0 11,9 20,7 0,69 11/2 1,54 2,17 3,3 5,7 19,1 33,1 0,71 2 1,95 2,70 4,1 7,1 25,0 44,3 0,72 3 2,95 4,04 6,1 10,6 38,0 66,9 0,73 4 3,72 5,03 7,6 13,2 43,0 74,4 0,74 5 4,51 6,02 9,1 15,8 57,1 98,9 0,75 71/2 6,57 8,65 12,7 22,7 90,7 157,1 0,76 10 8,89 11,54 17,5 30,3 116,1 201,1 0,77 121/2 10,85 14,09 21,3 37,0 156,0 270,5 0,77 15 12,82 16,65 25,2 43,7 196,6 340,6 0,77 20 17,01 22,10 33,5 58,0 243,7 422,1 0,77 25 20,92 25,83 39,1 67,8 275,7 477,6 0,81 30 25,03 30,52 80,1 326,7 566,0 0,82 40 33,38 39,74 60,2 104,3 414,0 717,3 0,84 50 40,93 48,73 73,8 127,9 528,5 915,5 0,84 60 49,42 58,15 88,1 158,6 632,6 1095,7 0,85 75 61,44 72,28 109,5 189,7 743,6 1 288,0 0,85 100 81,23 95,56 144,8 250,8 934,7 1 619,0 0,85 125 100,67 177,05 177,3 307,2 1 162,7 2 014,0 0,85 150 120,09 141,29 214,0 370,8 1 455,9 2 521,7 0,85 200 161,65 190,18 288,1 499,1 1 996,4 3 458,0 0,85 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 77, Tabela 18). 46,2 25 3.1.2.8 Equipamentos especiais — Grupo "h" Consideram-se equipamentos especiais os aparelhos de raios-X, máquinas de solda a transformador, fornos elétricos a arco, fornos elétricos de indução, retificadores e equipamentos de eletrólise, etc., com carga instalada conforme placa do fabricante. • • • Carga instalada: potência de placa do fabricante Fator de demanda: conforme Tabela 3.13, a ser aplicada a cada tipo de aparelho; Fator de potência = 0,5. Tabela 3.13 Fator de Demanda (FD) para o Grupo "h" — Equipamentos Especiais a Equipamento Fator de Demanda — FD Maior Equipamento 1,00 Restantes 0,60 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 74, Tabela 14). 3.1.2.9 Hidromassagem — Grupo "i" Carga instalada: conforme placa do fabricante; Fator de demanda: conforme Tabela 3.14; Fator de potência = 1. Tabela 3.14 FD para o Grupo "i" — Hidromassagem.a Número de Aparelhos Fator de Demanda — FD a 1 1,00 2 0,56 3 0,47 4 0,39 >4 0,39 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 7, Tabela 15). 26 3.2 Exercícios — Dimensionamento do Padrão de Entrada 3.2.1 Exercício 1 Dimensionar o padrão de entrada de uma residência com 115 m2 de área construída, localizada no município de Guarulhos, com sala de 2 ambientes, copa, cozinha, 3 quartos, banheiro social, 1 banheiro privativo e garagem. Lista dos aparelhos instalados na residência: • 2 chuveiros elétricos: 4 000 W • 1 torneira elétrica: 3 000 W • 1 máquina de secar roupa: 2 500 W • 1 ferro elétrico: 1 000 W 3.2.1.1 Solução do exercício 1 3.2.1.1.1 Carga Instalada em KW Entrando com 115m2 na linha: 110 < S < 140 da tabela 3.1 temos: 2 800 W. Área Total M2 No Tomadas 100 W 110 < S ≤ 140 10 Sub No Total Tomadas I P/ Cozinha 600 W 1 000 3 • Carga de tomadas: • Pontos de Luz (10 cômodos): Sub Total II 1 800 Total Sub I + Sub II (W) 2 800 2 800 1 000 o Considerar no mínimo um ponto de luz por cômodo ou corredor e potência igual a 100 W por ponto de Luz (de acordo como o item 12.1.1). • 2 chuveiros elétricos: 8 000 • 1 torneira elétrica: 3 000 • 1 máquina de secar roupa: 2 500 • 1 ferro elétrico: 1 000 27 • Total: 18 300 ou 18,3 KW 3.2.1.1.2 Cálculo da Demanda em KVA a. Tomadas e Iluminação Carga instalada: 2 800 + 1 000 = 3 800 W Entrando na tabela 3.2 na linha 3 KW < C < 4 KW obtém-se o fator de demanda FD = 0,59. Carga Fator de Instalada Demanda KW FD 3<C≤4 0,59 Para 3 KW < C < 4 KW ⇒ FD (Fator de Demanda) = 0,59. As demandas de "a" até "i", inclusive a demanda total são expressas em VA. ∴ a = 3 800 x 0,59 = 2 242 VA b. Chuveiros, Torneiras, Aquecedores de Água de Passagem e Ferros Elétricos Carga Instalada: 2 chuveiros + 01 torneira + 01 ferro = 4 aparelhos ⇒ 12 000 W Entrando com o número de aparelhos = 4 na tabela x.x obtém-se o fator de demanda FD = 0,76. No Aparelhos Fator de Demanda— FD 04 0,76 28 Para número de aparelhos = 4 ⇒ FD (Fator de Demanda) = 0,76 ∴ b = 12 000 x 0,76 = 11 620 VA c. Aquecedor Central ou de Acumulação (Boiler) C=0 d. Secadora de Roupa, Forno Elétrico, Máquina de Lavar Louça e Forno de Microondas D=0 e. Fogão Elétrico E=0 f. Condicionador de Ar Tipo Janela F=0 g. Motores e Máquinas de Solda a Motor G=0 h. Equipamentos Especiais H= 0 i. Hidromassagem I=0 ∴ D = a + b+ c+ d+ e+ f + g +h +i D= 2 242 + 11 620 = 13 862 VA ~13,9 VA 29 3.2.1.2 Cálculo da Corrente de Demanda em ampère Sistema de Fornecimento e Tipo de Atendimento 3.2.1.2.1 Tipos de Atendimento • Tipo A - dois fios: uma fase e neutro • Tipo B - três fios: duas fases e neutro • Tipo C - quatro fios: três fases e neutro Dados extraídos da tabela das tensões em função da localidade: Guarulhos: Sistema Delta com Neutro na tensão de 115/230 V, com duas fases e o neutro, logo tipo B, não há cargas trifásicas. O sistema é delta com neutro 115/230 V. P = V x I ⇒ I = P / V ∴ I = 13 862 / 230 = 60,23 A Entrando com a Corrente de aproximadamente 68 A, que a corrente imediatamente superior à calculada, na tabela x.x. obtém-se os valores dimensionados dos componentes e da caixa de medição. 30 3.2.1.3 Condutor do Ramal de Entrada, Proteção, Caixa de Medição Entrando com o valor da corrente de demanda na tabela: "Dimensionamento do Ramal de Entrada a Partir da Corrente de Demanda", obtém-se: • Categoria de Atendimento o Unidade Consumidora do tipo B categoria de Atendimento 4 • Opção de Proteção e Chave para Fusível o Disjuntor 63 A o Fusível Cartucho 60 A o Fusível NH 63 A o Chave para Fusível NH 125 A 31 • Condutor do Ramal de Entrada o 16 mm2 (Capacidade de Condução: 03 condutores carregados em eletroduto = 68 A) • Tipo de Medição o Direta • Aterramento o Condutor 16 mm2 • Eletroduto de Entrada o PVC 20" o Aço 15" • Opções de Postes o Tubo de Aço Zincado φ externo: 101,6 (mm) x espessura: 5 (mm) o Madeira Quadrado 120 x 120 (mm) o Circular 90 (daN) o Concreto 90 (daN) • Pontaletes o Tubo de Aço Zincado φ externo: 60,33 (mm) x espessura: 3,35 (mm) o Madeira Quadrado 80 x 80 (mm) • Tipos de Caixa B II, B III, B IV, B V, B VI ou C III, C V. • Maior Motor Admissível 115/230 V FN 1 (CV) FF 3 (CV) FFN 7,5 (CV) 32 3.2.2 Exercício 2 Dimensionar o padrão de entrada de uma residência com 180 m2 de área construída, localizada no município de Indaiatuba, possuindo 12 cômodos e contendo os aparelhos da Tabela 1. Quantidade Aparelho 02 Ar Condicionado 14 000 BTU 04 Chuveiro Elétrico 01 Torneira Elétrica 01 Ferro Elétrico 01 Forno Elétrico 01 Máquina de Lavar Louça 01 Máquina de Secar Roupas 02 Motores Trifásicos 1 CV Tabela 1 Equipamentos declarados pelo proprietário de Indaiatuba (exercício 2) 3.2.2.1 Solução do Exercício 2 Completando a Tabela 1 com as Potências , com as potências extraídas da item 3.1.1.1. Potência Quantidade Potência Potência Aparelho por unidade (W) VA W 2 100 3 800 02 Ar Condicionado 14 000 BTU 1 900 04 Chuveiro Elétrico 4 000 16 000 01 Torneira Elétrica 3 000 3 000 01 Ferro Elétrico 1 000 1 000 01 Forno Elétrico 1 500 1 500 01 Máquina de Lavar Louça 2 000 2 000 01 Máquina de Secar Roupas 2 500 2 500 02 Motores Trifásicos 1 CV 1050 1,52 2 100 31 900 3.2.2.1.1 Cálculo da Carga Total Instalada ( CT ) em KW 33 • Carga de Tomadas: Entrando na linha 170 <S ≤ 200 da Tabela 3.1 obtém-se 3 000 W. • Pontos de Luz: Considerando 100 W por cômodo: 100 x 12 = 1 200 W. • Carga Total Instalada em KW = 3 000 + 1 200 + 31 900 = 36 100 = 36,1 KW Carga Total Instalada ⇒ CT = 36,1 KW 3.2.2.1.2 • Cálculo da Demanda em KVA Grupo "a" — Tomadas e Iluminação Carga Instalada ⇒ Ca = Carga de Tomadas + Pontos de Luz = 3 000 + 1 200 = 4 200 W Ca = 4, 2 KW Entrando com Ca = 4, 2 KW na Tabela 3.2 obtém-se o FDa = 0,52. a = Ca x FDa = 4 200 x 0,52 = 2 184 VA a = 2, 184 KVA • Grupo "b" — Chuveiro, Torneira Elétrica, Aquecedor de Água de Passagem e Ferro Elétrico. Carga Instalada ⇒ Cb = 4 chuveiros + 01 torneira + 01 ferro elétrico = 4 x 4 000 + 3 000 + 1 000 = 20 000 W e número de aparelhos = 06. Cb = 20 000 W. Entrando com o número de aparelhos = 6 na Tabela 3.4 obtém-se FDb = 0,65. b = Cb x FDb = 20 000 x 0,65 = 17 200 VA b = 17,2 KVA • Grupo "c" — Aquecedor Central ou de Acumulação (Boiler) C= 0 34 • Grupo "d" — Secadora de Roupa, Forno Elétrico, Máquina de Lavar Louça e Forno de Microondas. Carga Instalada ⇒ Cd = 01 forno elétrico + 01 máquina de lavar louças + 01 máquina de secar roupas = 1 500 + 2 000 + 2 500 = 6 000 W e número de aparelhos = 3. Cd = 6 KW Entrando com o número de aparelhos = 3 na Tabela 3.6 obtém-se o FDd = 0,70. d = Cd x FDd = 6 000 x 0,70 = 4 200 VA d = 4,2 KVA • Grupo "e" — Fogão Elétrico e=0 • Grupo "f" — Condicionador de Ar Tipo Janela Carga Instalada ⇒ Cf = 2 x 2 100 VA = 4 200 VA Cf = 4 200 VA Entrando com o número de aparelhos = 2 na Tabela 3.9 obtém-se FDf = 1,00. f = Cf x FDf = 4 200 x 1,00 = 4 200 VA f = 4,2 KVA • Grupo "g" — Motor Carga Instalada ⇒ Cg = 02 motores de 01 CV (Carga Trifásica) g = Motor Maior Potência x FDmaior + Motor Restante x FDrestante de acordo com a Tabela 3.9. g = 1,52 x 1,00 + 1,52 x 0,5 = 2 280 VA g = 2,280 KVA • Grupo "h" — Equipamentos Especiais h=0 • Grupo "i" — Hidromassagem 35 i=0 • D=a+b+c+d+e+f+g a = 2,184 KVA b = 17,2 KVA d = 4,2 KVA f = 4,2 KVA g = 2,28 KVA D = 2,184 + 17,2 + 4,2 + 2,28 = 25,864 ~25,9 KVA D = 25,9 KVA 3.2.2.1.3 Cálculo da Corrente de Demanda em àmpere Entrando na Tabela 3 do anexo I com região de Indaiatuba obtém-se 127/220 V. O sistema de fornecimento, estrela com neutro, na tensão de 127/220 V, o tipo de atendimento = "C" — Quatro fios (Três Fases e Neutro). Fórmula para o cálculo da Corrente de Demanda em sistemas trifásicos I= D x 1000 √3 x V Fórmula 2 Corrente de Demanda em Sistemas Trifásicos Onde: I = Corrente de Demanda em Sistemas Trifásicos em àmpere (A) V = Tensão entre Fases (V) √3 e 1000 são constantes da fórmula D = Demanda em KVA 36 I = 1000 x 25,9 / √3 x 220 I = 68,2 A Entrando na Tabela 2 do anexo I com a corrente imediatamente superir a 68,2 (A) temos: 4 Condutores Elétricos: Dimensionamento e Instalação 4.1 Caixa de Medição A instalação elétrica consumidora residencial começa na caixa de medição, também conhecida como quadro ou caixa de entrada. A caixa de medição é destinada a instalação do medidor de energia e seus acessórios, bem como os dispositivos de proteção. É da caixa de medição que partem os condutores elétricos que vão para o quadro de luz para alimentar toda a residência. Na caixa de medição encontra-se também uma barra de aterramento ligada à terra com o objetivo de proteger o usuário contra o choque elétrico. O condutor de proteção principal ou "fio terra" é caracterizado pela cor verde e amarelo. O medidor de energia elétrica, contido na caixa de medição, é de propriedade da companhia concessionária, pessoa jurídica detentora da concessão federal para explorar a prestação de serviços públicos de energia elétrica (Eletropaulo, 1995). 4.2 Quadro de Luz O quadro de luz é o coração da instalação elétrica da residência (Pirelli). No quadro de luz está a chave geral e os dispositivos de proteção dos diversos circuitos. Os circuitos atendem as dependências da residência ou a um determinado aparelho, ex: chuveiro. 38 A figura x.x apresenta o quadro de luz com a chave geral (disjuntor tripolar) e as proteções dos circuitos. Figura x.x Quadro Luz Fonte: Pial, 1994, p. 60 39 4.2.1 Proteção Os circuitos contendo fase e neutro devem se protegidos por apenas 01 disjuntor, colocado na fase. Os circuitos contendo fase e fase devem ser protegidos por 02 disjuntores acoplados ou 01 disjuntor "duplo". Figura x.x Disjuntor Unipolar, Bipolar e Tripolar Fonte: Pial, 1994, p. 62 4.2.2 Condutores Elétricos Os condutores elétricos podem ser: sólido de fio de cobre nu (rígido) ou formado de fios de cobre nu (flexíveis). Os rígidos, também conhecidos como "fio", são constituídos de um único elemento de metal sólido, enquanto os flexíveis, "cabos", são constituídos de vários elementos metálicos encordoados. Os cabos normalmente oferecem menor dificuldade para inserção no eletroduto, minimizando os riscos de danificar a isolação no processo de passagem. Figura x.x Fio e Cabo Fonte: Pirelli, b, p.4 40 Existem diversos tipos de condutores elétricos devido à grande diversidade de uso. Os cabos e fios Pirastic Antiflam 750 V da Pirelli, por exemplo, destinamse às instalações fixas internas de luz e força, não expostas, em todos os tipos de prédios. 4.2.2.1 Características Técnicas de Fios e Cabos Pirastic Antiflam Os fios e cabos isolados Pirastic Antiflam são do tipo BWF (resistentes à chama). A isolação é do tipo Pirevinil Antiflam que confere aos condutores isolados características especiais quanto à não propagação e auto-extinção do fogo (Pirelli, b, p. 4). • A tensão de isolação: 450/750 V; • Temperaturas máximas do condutor: 700 oC em serviço contínuo, 100 oC e 160 oC em curto-circuito. • Identificação o Fios: Isolação branca, preta, vermelha, cinza, azul-clara e verdeamarela; o Cabos: Isolação preta, azul-clara e verde-amarela. 4.2.2.2 Seção Nominal A seção nominal, expressa em milímetros quadrados, é definida a partir de uma determinada resistência elétrica, não guardando estrita correspondência com a área da seção transversal do condutor. 41 4.2.2.3 Dados Construtivos dos Fios e Cabos Antiflam BWF Seção Diâmetro Espessura da Diâmetro Peso Líquido Acondicionamento (mm2) (mm) Isolação (mm) externo (mm) (Kg/Km) (tipo/m) Fios 0,5 0,78 0,60 2,10 8,6 Rolo 100 0,75 0,95 0,60 2,20 12 Rolo 100 1 1,11 0,60 2,40 14 Rolo 100 1,5 1,36 0,70 2,80 21 Rolo 100 2,5 1,74 0,80 3,40 32 Rolo 100 4 2,20 0,80 3,90 46 Rolo 100 6 2,70 0,80 4,40 65 Rolo 100 10 3,50 1,00 5,60 110 Rolo 100 16 4,41 1,00 6,50 165 Rolo 100 Cabos 1,5 R 1,55 0,70 3,00 22 Rolo 100 2,5 R 2,00 0,80 3,70 34 Rolo 100 4 R 2,50 0,80 4,20 50 Rolo 100 6 R 3,10 0,80 4,80 70 Rolo 100 10 C 3,75 1,00 5,90 115 Rolo 100 16 C 4,75 1,00 6,90 170 Rolo 100 25 C 5,95 1,20 8,50 265 Rolo 100 35 C 7,00 1,20 9,50 355 Rolo 100 50 C 8,05 1,40 11,00 480 Bobina 500 70 C 9,70 1,40 13,00 675 Bobina 500 95 C 11,45 1,60 15,00 930 Bobina 500 120 C 12,80 1,60 16,50 1160 Bobina 500 150 C 14,25 1,80 18,00 1450 Bobina 500 185 C 15,85 2,00 20,00 1790 Bobina 500 240 C 18,35 2,20 23,00 2350 Bobina 500 300 C 20,60 2,40 26,00 2930 Bobina 500 400 C 23,10 2,60 28,50 3730 Bobina 500 500 C 26,20 2,80 32,00 4770 Bobina 250 Obs.: valores nominais Fonte: Pirelli, b, p.5 42 4.2.3 Dimensionamento de Condutores Elétricos Dimensionar o condutor elétrico, significa especificar qual é seção do condutor que conduzirá a corrente elétrica solicitada pela carga, observando-se as seguintes condições (Pirelli, b, p. 2): • • Capacidade de condução de corrente associada às condições de agrupamento, temperatura ambiente, etc; Maneiras de instalar e condições de instalação; • Queda de tensão, associada ao comprimento do circuito, à maneira de instalar e às características da carga; • Capacidade de condução de corrente de curto-circuito por tempo limitado. 43 4.2.4 Seção Mínima dos Condutores Elétricos em Função da Utilização A seção 6.2.6 da NBR5410 trata das Seções dos condutores: 6.2.6.1 As seções dos condutores fase, em circuitos de corrente alternada, e dos condutores vivos, em circuitos de corrente contínua, não devem ser inferiores aos valores dados na tabela 43. Figura x.x Seção Mínima dos Condutores com destaque para cabos isolados em circuitos de força e iluminação Fonte: Target, NBR5410, 1997. 5 5.1 Sistema de Aterramento Objetivos do sistema de aterramento O sistema de aterramento tem por objetivo (d'Avila, 2001): • Oferecer um caminho para descarga eletrostática; • Proteger o usuário de choques elétricos; • Oferecer uma passagem para a corrente elétrica de fuga; • Melhorar a atuação do filtro de linha (Mamede Filho, 1997). As carcaças de todos os equipamentos devem estar interligadas ao condutor de proteção para que as correntes de massa sejam conduzidas à terra. No caso de unidades residenciais ou comerciais de pequeno porte onde existam equipamento eletrônicos sensíveis, como por exemplo, microcomputadores, deve-se construir uma malha de terra de referência do sinal eletrônico (Mamede Filho, 1997, p. 244). Aterramento do sistema de força Para o microcomputador Figura x.x Malha de terra de referência do sinal eletrônico com fios de cobre de 16 mm2 distanciados 50 cm 45 Segundo Mamede Filho (1997, p. 244) "a malha pode ser projetada utilizando-se fios de cobre de seção não inferior a 16 mm2, quando enterrada, com área não inferior a 2,25 m2 (1,5m x 1,5m). O afastamento dos condutores da malha de terra de referência não deve ser superior a 50 cm...". A haste de aterramento na caixa de medição destina-se ao aterramento do Figura x.x Caixa de Medição e sistema de aterramento do neutro e da caixa de medição neutro e da caixa se for metálica. Atualmente, não é possível conectar o PE na caixa de medição. Deve-se cravar a haste em outro ponto como por exemplo o jardim. Solo orgânico e úmido favorece na instalação do sistema de proteção. No caso de dúvidas: consulte um profissional da área elétrica ou a companhia de fornecimento de energia elétrica da localidade. A entrada consumidora deve possuir um ponto de aterramento destinado ao condutor neutro do ramal de entrada e da caixa de medição, quando for metálica; O condutor de proteção destinado ao aterramento de massa da instalação interna do consumidor PE(NBR5410) não deve ser interligado a haste de aterramento da entrada consumidora. (Eletropaulo, 1995, p. 31). 46 Um outro dispositivo que pode ajudar o técnico na manutenção de PC é a pulseira antiestática. Uma pulseira é colocada no pulso e um fio a interliga ao terra, logo só tem função se existir um sistema de aterramento. Pode-se encontrála nas casas de materiais eletrônicos. O neutro da rede elétrica normalmente está aterrado, mas definitivamente seu uso é vetado para uso como terra, ou para descarregar-se eletrostaticamente. Outra prática pouco comum, mas acontece, é usar o sistema de pára-raios para aterramento. É absurdo tal prática. No caso de atuação do pára-raios, tudo o que estiver ligado a ele se danificará e colocará em risco vidas humanas. 5.2 PE - (Protection Earth) A forma mais eficaz de evitar a ação danosa da ESD é através de um (PE) – sistema de aterramento. O PE (Protection Earth) é constituído basicamente de: • Fios; • Terminais; • Eletrodos de aterramento (haste). De acordo com d'Avila (2001, p. ) "os fatores que dificultam a implantação de um sistema de aterramento são: o local para cravar a haste e o caminho que o fio irá percorrer desde a haste até a tomada do PC". O processo de aterramento consiste basicamente em cravar uma haste de aterramento no solo. A extremidade da haste deve ficar dentro de uma cavidade para inspeção do aterramento. Nesta extremidade, prende-se o fio terra com um conector. O fio deve ser conduzido através de eletrodutos até a tomada de alimentação do PC (opus citatum). A figura 2, apresenta o PE destinado ao aterramento de massas (NBR5410) interligado ao aterramento da caixa de medição. Este procedimento deixou de ser válido a partir de 1993. A haste, conectores, fio (verde/amarelo), eletrodutos e cavidade para inspeção encontram-se à venda nas lojas de materiais elétricos. É recomendável envolver na operação o eletricista para cálculos e execução da parte elétrica e o pedreiro para embutir os eletrodutos na parede. 5.3 Circuito para Computadores Ruídos da rede elétrica e quedas de tensão podem provocar um funcionamento errático e/ou congelamento da tela — "travamento" do PC. Para 47 minimizar esses problemas é recomendável ligá-lo num ramal à parte. Deve-se evitar improvisação como os derivadores. A tomada 2P + T é apropriada e pode ser vista na figura 3. Figura x.x Tomada 2P + T e Universal Fonte: Figura extraída do catálogo PIAL Legrand® Figura x.x Ligação de várias cargas numa única tomada utilizando um derivador Fonte: Manual Eletropaulo A figura 4 mostra o esquema de ligação dos fios a uma tomada 2P+T. Observe o correto posicionamento dos fios na tomada 48 115 N F T ≡ Terra F ≡ Fase Tomada Vista de Frente N ≡ Neutro T Figura x.x Ligação dos Fios fase, neutro e terra a uma Tomada 2P + T Fonte: d'Avila, 2001 5.3.1 Medindo a Eficiência do Aterramento 5.3.1.1 Utilizando um Voltímetro Uma técnica utilizada para medir a eficiência do sistema de aterramento é com o uso do multímetro. Mede-se a tensão entre o N (neutro) e o T (terra). O valor deverá ser igual ou menor que 3 volts. As tensões nominais de fornecimento de energia elétrica variam de localidade para localidade. Vamos tomar para exemplo uma localidade onde o fornecimento de energia é feito pela Eletropaulo, no sistema delta com neutro (115/ 230V). A figura 5 apresenta três situações: • Tomada com aterramento deficiente. Provavelmente sem o fio de aterramento; • Tomada com fio de terra ligado ao fio do neutro; • Tomada com aterramento dimensionado corretamente. 49 5.3.1.2 Exemplo de Valores de Tensão entre Fase, Neutro e Terra Com o multímetro na posição voltímetro AC/escala 750V: 115 N 60 115 115 F N F N 50 0 115 3 F ~112 ou ~118 T T Aterramento deficiente Terra ligado ao neutro T Aterramento correto Figura 5 – Situações do Aterramento em Tomada 2P + T 5.3.1.3 Utilizando um Terrometro - Medidor de Resistência de Aterramento A característica do solo chamada de resistividade é a resistência medida entre as faces opostas de um cubo, de material retirado do solo, com 1m de arestas. O método de Wenner, padronizado pela ABNT, é utilizado para determinar a resistividade do solo onde será construído o sistema de aterramento. Os aterramentos elétricos, quer sejam de sub-estações, torres de alta tensão, torres de micro-ondas, linhas de eletrificação rural, redes telefônicas, Pára-raios, etc., devem ser medidos periodicamente. As medições devem ser feitas "in loco"e em "funcionamento", o que quase sempre significa que as condições encontradas para as medições são as mais adversas. Os terrometros foram desenvolvidos para realizar as medições de resistência de aterramento "in loco". 50 5.3.2 Melhorando o Aterramento Caso o valor esteja acima dos 3 volts, pode-se melhorar o aterramento utilizando alguns métodos, como por exemplo: • • • 5.4 Aumentar o número de hastes distanciadas umas das outras de 3 metros ou mais; Cravar as hastes em solo orgânico e úmido (ex:jardim); Adicionar à terra produtos químicos da família Gel ou betonita, encontrada em lojas de materiais elétricos. Rede de Computadores e Cabos de Força Os cabos em geral devem ser acondicionados em eletrodutos metálicos aterrados nas pontas. É importante reduzir a área formada entre os eletrodutos dos cabos de força e os eletrodutos dos cabos de dados (Moreira Leite, 1997, p. Campo Magnético Linha de Força Área geradora Equipamento 1 Linha de Dados Equipamento 2 de tensões Figura x.x Área geradora de tensões em função dos campos eletromagnéticos causados pelos raios 206-207). Com o objetivo de reduzir a área geradora de tensões nos equipamentos, deve-se instalar as linhas de força e dados o mais próximo possível. 51 Caso a instalação já esteja em funcionamento e as medidas de proteção mencionados não puderem ser implementados, deve-se, neste caso, instalar protetores com circuitos. Os circuitos protetores também devem ser instalados no caso de prédios em áreas muitos expostas a incidência de raios (Moreira Leite, 1997, p. 207). Linha de Força d ~ 30 cm Equipamento 2 Equipamento 1 Linha de Dados Figura x.x Redução da área geradora de tensões em função dos campos eletromagnéticos causados pelos raios 5.4.1 Projeto de Rede em Planta A seguir apresentamos um exemplo de projeto de rede de computadores em planta. As informações contidos no exemplo de projeto têm por objetivo: • Auxiliar na interpretação do projeto durante a sua execução e análise posterior; • Identificar com clareza e exatidão cada um dos componentes da rede; • Permitir facilidade de gerenciamento futuro. 52 Figura x.x Projeto de Rede Fonte: NBR14565, 2000, P.14 6 6.1 Normas Técnicas Chaves de faca, tipo seccionadora, não blindadas para baixa tensão: NBR5355 Publicada em 09/1981, Fixa características exigíveis no recebimento de chaves de faca tipo seccionadora para baixa tensão (não blindadas), para uso obrigatório, destinadas a circuitos de não mais de 600V ou de 6000A. Elaborada pelo Comitê de Eletricidade 6.2 Disjuntores de baixa tensão: NBR5361 Publicada em 09/1998, Fixa as características exigíveis de disjuntores em caixa moldada para circuitos de tensões nominais até 380 V - corrente alternada (entre fases), corrente nominal até 400 A, capacidade de curto-circuito nominal até 65 000 A (simétrica e eficaz) e freqüência nominal 60 Hz, para proteção contra sobrecargas e curto-circuito nos condutores de instalações elétricas de edifícios e aplicações similares, além de apresentar os ensaios para estes disjuntores. Os disjuntores são projetados para serem manuseados por pessoas também não qualificadas e para não sofrerem manutenção. Elaborada pelo Comitê de Eletricidade. 6.3 Instalações elétricas de baixa tensão: 5410 Publicada em 11/1997, Fixa condições a que devem satisfazer as instalações elétricas aqui estabelecidas, a fim de garantir seu funcionamento adequado, a segurança de pessoas e animais domésticos e a conservação dos bens. Aplica-se às 54 instalações elétricas alimentadas sob uma tensão nominal igual ou inferior a 1000 V em corrente alternada, com freqüências inferiores a 400 Hz, ou a 1500 V em corrente contínua. Sua aplicação é considerada a partir da origem da instalação. Aplica-se às instalações elétricas de edificações residenciais; edificações comerciais; estabelecimentos de uso público; estabelecimentos industriais; estabelecimentos agropecuários e hortigranjeiros; edificações pré-fabricadas; reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings), marinas e instalações análogas; canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias. Elaborada pelo Comitê de Eletricidade. 6.3.1 Comentário sobre a NBR5410 A NBR 5410 representou, quando de seu lançamento, em 1980, uma verdadeira revolução nas instalações elétricas de baixa tensão no Brasil. Com um enfoque bastante abrangente e uma orientação voltada ao desempenho dos componentes e da instalação propriamente dita, a nova norma constituiu-se praticamente numa antítese da NB-3 de 1960, até então em vigor, uma norma restrita, dogmática e, já naquela altura, em boa parte superada pelos avanços tecnológicos do setor. A primeira edição da NBR 5410 marcou o início da adoção dos padrões da International Electrotechnical Commission, a IEC, em nossas instalações. Baseou-se na IEC 364 - Electrical installations for buildings, com poucas partes publicadas até então, complementada pela norma francesa NF C 15-100 Installations électriques à basse tension, de 1977, de orientação análoga à de IEC. Para facilitar seu entendimento, a Comissão de Estudo responsável incorporou, ao texto normativo, diversos comentários e orientações constantes do guia oficial da NF C 15-100. A segunda edição, de 1990, nos trouxe uma NBR 5410 mais consolidada, sem o “sotaque francês” da anterior, mais adaptada às nossas necessidades e, ao mesmo tempo, “mais IEC”, já que a seu texto base foram incorporados todos os documentos da IEC 364 publicados entre 1979 e 1989. Surge agora a terceira edição da Norma, a mais completa e abrangente das três. Elaborada com base nas últimas nas últimas versões dos documentos da IEC 364, publicados até meados de 1997, a nova NBR 5410, sem descuidar das instalações mais simples, contém prescrições que atendem às sofisticadas instalações comerciais e industriais que vão surgindo neste final de século (Target, 1997). 55 6.4 Eletroduto rígido de aço-carbono e acessórios com revestimento protetor, com rosca ANSI/ASME B1.20.1: NBR5597 Publicada em 03/1995, Fixa condições exigíveis para encomenda, fabricação e fornecimento de eletrodutos rígidos de aço-carbono, fabricados de tubos com ou sem costura, com revestimento protetor, utilizados para proteção de condutores elétricos. Elaborada pelo Comitê de Siderurgia. 6.5 Eletroduto rígido de aço-carbono com revestimento protetor, com rosca NBR 6414: NBR5598 Publicada em 12/1993, Fixa condições exigíveis para encomenda, fabricação e fornecimento de eletrodutos rígidos de aço-carbono com revestimento protetor, fabricados de tubo com ou sem costura e utilizados para proteção de condutores elétricos. Elaborada pelo Comitê de Siderurgia. 6.6 Eletroduto rígido de aço-carbono, com costura, com revestimento protetor e rosca NBR 8133: NBR5624 Publicada em 12/1993, Fixa condições exigíveis para encomenda, fabricação e fornecimento de eletrodutos rígidos de aço-carbono, com rosca NBR 8133, fabricados de tubos com costura, com revestimento protetor, que têm a finalidade de proteger os condutores elétricos. Elaborada pelo comitê de Siderurgia. 6.7 Dispositivo de entrada e fixação de cabo de força: NBR6523 Publicada em 08/1983, Fixa condições exigíveis para dispositivos de entrada e fixação de cabos de força, visando assegurar aos usuários proteção contra possíveis choques elétricos e contra incêndios causados por curtos entre o cabo e o chassi de equipamentos eletrônicos, elétricos ou eletrodomésticos. Elaborada pelo Comitê de Eletricidade . 56 6.8 Tubos de aço-carbono com costura de seção circular, quadrada, retangular e especiais para fins industriais: NBR6591 Publicada em 04/1981, Fixa condições exigíveis que devem cumprir os tubos de aço-carbono com costura, formados a frio, de seções circular, quadrada, retangular e especiais de boa qualidade para serem aplicados em conjuntos mecânicos, máquinas e demais finalidades. Estes tubos podem se destinar a cromação ou niquelação, após tratamento preparatório. Elaborada pelo Comitê de Siderurgia. 6.9 Eletroduto de PVC rígido: NBR6150 Publicada em 12/1980, Fixa as características mínimas exigíveis para o recebimento de eletrodutos de PVC rígido, de seção circular. Elaborada pelo Comitê de Construção Civil. 6.10 Determinação da elasticidade, carga de ruptura, absorção de água e da espessura do cobrimento em postes e cruzetas de concreto armado: NBR6124 Publicada em 11/1980, Prescreve método de ensaio em postes, cruzetas, estruturas compostas e outros elementos acessórios de concreto armado destinados a suportar linhas aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica e de comunicação, podendo ser utilizados para iluminação. Elaborada pelo Comitê de Construção Civil. Referências Bibliográficas ABNT. Instalações elétricas de baixa tensão: NBR 5410. Associação Brasileira de Normas Técnicas, nov. 1997. Rio de Janeiro: ______. Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas: NBR 5419. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, jun. 1993. ______. Procedimento básico para elaboração de projetos de cabeamento de telecomunicações para rede interna estruturada: NBR 14565. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, jul. 2000. CAVALIN, Geraldo; CERVELIN, Severino. Instalações elétricas prediais. 6a ed. São Paulo: Érica, 2001. (Coleção Estude e Use. Série Eletricidade). COTRIM, Ademaro A. M. B.; MORENO, Hilton. harmônicas. São Paulo: PROCOBRE, S. d. Qualidade de energia: DAVILA, Edson. Montagem, manutenção e configuração de computadores pessoais. 13a ed. São Paulo: Érica, 2002. ELETROPAULO. Fornecimento de energia elétrica em tensão secundária a edificações individuais: rede de distribuição aérea. São Paulo: CESP Companhia Energética de São Paulo; CPFL - Companhia Paulista de Força e Luz; ELETROPAULO - Eletricidade de São Paulo, 1995. (Norma Técnica Unificada - NTU.01). ______. Manual de instalações elétricas: guia prático para autoconstrução. São Paulo: CESP - Companhia Energética de São Paulo; CPFL - Companhia Paulista de Força e Luz; ELETROPAULO - Eletricidade de São Paulo, S.d. 58 LIMA FILHO, Domingos Leite. Projetos de instalações elétricas prediais. 2a ed. São Paulo: Érica, 1998. MAMEDE FILHO, João. Proteção de equipamentos eletrônicos sensíveis: aterramento. São Paulo: Érica, 1997. MOREIRA LEITE, Duílio; MOREIRA LEITE, Carlos. Proteção contra descargas atmosféricas: edificações, baixas tensões e linhas de dados. 3a ed. São Paulo: Officina de Mydia, 1997. (Edição ampliada) MORENO, Hilton; COSTA, Paulo Fernandes. Aterramento elétrico. São Paulo: PROCOBRE, S. d. PIAL. Catálogo 94/95: material elétrico para instalação. São Paulo: Pial Eletroeletrônicos Ltda., 1994. PINI. Manual Pirelli de instalações elétricas. 2a ed. São Paulo: Pini, 2001. PIRELLI. Dicas da Pirelli sobre instalações elétricas. Industrial Brasileira S. A., S.d.a Pirelli Companhia ______. Fios e cabos para instalações elétricas prediais e uso geral - baixa tensão. Pirelli Companhia Industrial Brasileira S. A., S.d.b ______. PT2 prontuário: conjunto de tabelas práticas. Companhia Industrial Brasileira S. A., S.d.c 2a ed. Pirelli RE, Vittorio. Instalações de ligação à terra. São Paulo: Hemus, S.d. TARGET. NBR 5410: Norma técnica de instalações elétricas de baixa tensão. Versão em CD-ROM. São Paulo: Target divisão informática, 1997. (Edição comentada pelo prof. Ademaro Cotrim). Anexo I — Tabelas para Dimensionamento do Padrão de Entrada Tabela 1 Cabos Isolados com PVC 70 oC, em Eletrodutos, e Temperatura Ambiente de 30 oC, Capacidade em Àmperes, para Condutores de Cobre.a PVC 70 oC Seção Nominal Dois Condutores 03 Condutores a PVC 70 oC Seção Nominal Dois Condutores 03 Condutores mm2 Carregados Carregados mm2 Carregados Carregados 6 41 36 70 192 171 10 57 50 95 232 207 16 76 68 120 269 239 25 101 89 150 309 275 35 125 111 185 353 314 50 151 134 240 415 369 Fonte: Eletropaulo (1995, p. 78, Tabela 20). 60 Tabela 2 Dimensionamento do Ramal da Entrada a Partir da Corrente de Demanda.a a Fonte: Eletropaulo (1995, p. 65, Tabela 3). 61 Tabela 3 Tensões de Fornecimento em Função da Localidade a Fonte: Eletropaulo (1995, p. 66-67, Tabela 4).