Caso Bruno: acusação diz que Macarrão pode assumir culpa - Jornal O Globo
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Publicado:
21/11/12 - 10h21
Atualizado:
21/11/12 - 15h33
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operações em aeroportos e nas
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Macarrão é julgado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, de homicídio qualificado
e de ocultação de cadáver
FABIANO ROCHA / EXTRA / O GLOBO
RIO — O assistente de acusação Cidnei Karpinski disse no fim da
manhã que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pode assumir a culpa
pela morte de Eliza Samudio. Ele é acusado pelos crimes de sequestro e
cárcere privado, de homicídio qualificado e de ocultação de cadáver.
Esta pode ser mais uma das reviravoltas do julgamento dos acusados
pelo desaparecimento e morte de Eliza.
VEJA TAMBÉM
— O réu Macarrão pode vir a assumir
toda a culpa. Essa pode ser uma manobra
para tentar a absolvição de Bruno.
Infelizmente é uma manobra legal —
disse Cidnei.
http://oglobo.globo.com/rio/caso-bruno-acusacao-diz-que-macarrao-pode-assumir-culpa-6784909[21/11/2012 15:43:29]
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Terceiro dia de julgamento do Caso
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Saiba tudo sobre o caso Bruno
Caso Bruno: Júri pode ser
cancelado se for comprovada
quebra da incomunicabilidade das
testemunhas
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do segundo dia de julgamento
Caso Bruno: 1º dia de
julgamento é marcado por
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esclarecedor
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Bruno
Supremo nega pedido de
liberdade ao goleiro Bruno
Tribunal de Justiça de MG
manda soltar primo do ex-goleiro
Bruno
Polícia realiza reconstituição da
morte do primo do ex-goleiro Bruno
Suspeitos afirmam que primo de
goleiro Bruno foi morto por assediar
mulher de traficante
Polícia encerra buscas pelo
corpo de Eliza Samúdio no antigo
sítio de Bruno
Primo incriminou ex-goleiro
Bruno em carta
Advogado da mãe de Eliza
Samúdio acredita que primo de
Bruno morreu por saber demais
O terceiro dia do julgamento já começou
com a decisão da juíza Marixa Fabiane
Rodrigues de desmembrar o júri do
goleiro Bruno Fernandes, acusado de ser
o mandante do crime. A medida foi
tomada depois de o advogado Lúcio
Adolfo da Silva entrar na defesa do
jogador. O novo defensor do atleta
alegou que, como não conhece o
processo, precisa de tempo para estudálo. O promotor Henry Wagner
Vasconcelos de Castro considerou que o
pedido foi uma manobra da defesa para
adiar o julgamento, mas a juíza, mesmo
concordando, disse que o novo advogado
precisava de mais tempo para conhecer o
processo. Alegando dificuldades para
“arregimentar jurados em janeiro e
fevereiro”, a juíza remarcou o júri de
Bruno, Marcos Aparecido dos Santos, o
Bola, e Dayanne Rodrigues, ex-mulher
do jogador, para 4 de março de 2013. O
julgamento de Bola e Dayanne já havia
sido desmembrado.
— Não obstante haver claras evidências
de manobra, por outro lado também é
verdade que o documento que foi
apresentado a mim foi de
substabelecimento. Estou acolhendo o
pedido da defesa para conceder ao
advogado prazo para o conhecimento do
processo — justificou a juíza.
Com a decisão da juíza de desmembrar o
processo, o julgamento, que começou na
Primo do ex-goleiro Bruno foi
segunda-feira com cinco réus, continua
executado, afirma delegado
com apenas dois: Luiz Henrique Ferreira
Justiça do Rio reduz pena do
Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes
goleiro Bruno por sequestro de
de Castro, ex-namorada de Bruno. O
Eliza Samúdio
goleiro foi liberado e levado de volta
Mãe de Eliza comemora
sentença que reconhece
para o Presídio Nelson Hungria, em
paternidade do neto
Contagem. A decisão foi tomada depois
que o advogado principal de Bruno,
Francisco Simim, renunciou ao posto de defensor de goleiro. Simim
apresentou um documento no júri chamado substabelecimento, sem
reserva de poderes, para que o advogado Lúcio Adolfo da Silva assuma
a defesa em seu lugar. Ao assumir a função, Lúcio disse que não há
manobra, e que é seu direito constitucional exercer a defesa de Bruno.
— Não é manobra, meu interesse é participar da melhor forma, com
lealdade. Nós temos esperança que se faça Justiça. Vocês acham que
nesse ambiente tenso é possível fazer um julgamento isento? — afirmou
o defensor do goleiro.
Já o promotor Henry de Castro acusou os advogados atentarem contra
quem quer trabalhar. — Algumas das defesas, sob a capa da astúcia e da
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bravata, só manobram — disse o promotor. Para ele, não haveria
necessidade de adiar o júri, já que Francisco Simim apresentou um
documento para dar poderes ao advogado Lúcio Adolfo da Silva. Henry
de Castro salientou ainda que o Estatuto da Advocacia dispõe que o
advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias
seguintes, a representar o mandante. O promotor lembrou que o réu tem
outros dois defensores. Um deles é Tiago Lenoir, que entrou na defesa
do goleiro Bruno com a saída de Rui Pimenta. Os dois manifestaram
oralmente adesão ao substabelecimento formalizado por Francisco
Simim. Há ainda um quarto defensor regularmente constituído, que não
está no plenário.
Com a saída dos advogados Francisco Simim e Tiago Lenoir (que havia
entrado quando Rui Pimenta foi dispensado), Bruno agora é defendido
Lucio Adolfo da Silva e Antonio da Costa Rolim.
Por volta das 10h, a sessão chegou a ser interrompida, pois o promotor
Henry de Castro teve de sair do plenário em diligência para ver os
aparelhos celulares apreendidos com testemunhas de defesa. O
julgamento foi retomado por volta das 11h30m, com o depoimento de
Sônia de Fátima da Silva Moura, mãe da vítima Eliza Samúdio. Ela foi
arrolada pela defesa de Macarrão. O corréu Elenilson Vítor da Silva
também foi dispensado.
Muito emocionada, Sônia disse que não perdoaria Bruno. Ela começou a
chorar logo no início do depoimento, quando a juíza Marixa Fabiane
Rodrigues iniciou a leitura do depoimento que prestou à polícia. Ao
responder perguntas do advogado de Macarrão, ela traçou o perfil de
sua filha. Disse que Eliza era muito calma, contida, mas reagia com
indignação diante de injustiças: — Ela sonhava em ser modelo.
Para a juíza Marixa, Sônia de Fátima afirmou que não sabia que sua
filha namorava o goleiro Bruno. Ela afirmou que, na época, mantinha
contato com a filha por telefone. Sônia disse que tomou conhecimento
do desaparecimento da filha pela imprensa, e não teve contato com as
amigas de Eliza: — Ela sempre falava para mim em relação ao filho.
Ela falou que se tivesse um filho mataria e morreria pelo filho e jamais
o deixaria para trás.
A mãe de Elisa contou que, mesmo após desaparecimento da modelo,
não teve contato com a família de Bruno: — Não existe qualquer
contato, qualquer ajuda da família de Bruno. Tenho sustentado o
Bruninho com o trabalho da minha família, com a ajuda do meu esposo
de familiares.
O segundo a ser ouvido como testemunha de defesa nesta quarta-feira
foi Marcos Vinicius Borges, amigo de infância de Macarrão. Segundo
ele, os primos do goleiro Bruno, Jorge Luiz Rosa e Sérgio Rosa Sales,
tinham ciúmes da relação entre ele e Macarrão: — A relação entre os
dois era de amizade, mas Macarrão estava mais próximo de Bruno do
que os primos.
Borges afirmou que o amigo era “como um irmão” para o goleiro,
durante seu depoimento. Macarrão faria “tudo que ele [o goleiro]
precisasse”, disse o rapaz. Ele negou que Macarrão ele seja
homossexual. Segundo Borges, um fato que o fez acreditar no ciúme dos
primos foi quando Sérgio Rosa Sales disse a Macarrão para “não voltar
a trabalhar com Bruno”, após o réu ter deixado de ser funcionário do
goleiro. O depoimento foi encerrado por volta de 13h40m.
Após uma pausa para o almoço, o julgamento foi retomado com a
exibição de dois vídeos com depoimentos das testemunhas arroladas
http://oglobo.globo.com/rio/caso-bruno-acusacao-diz-que-macarrao-pode-assumir-culpa-6784909[21/11/2012 15:43:29]
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pelas defesa de Fernanda. O primeiro depoente é José Roberto
Machado, ex-caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas. O segundo
depoimento será de Gilda Maria Alves, mulher de José Roberto. O
tempo previsto da exibição é de quatro horas.
A sessão desta quarta-feira começou com meia hora de atraso, por volta
de 9h30m. Logo na abertura do terceiro dia de julgamento, a juíza
Marixa Rodrigues informou que recebeu o boletim de ocorrência sobre o
caso de quebra de incomunicabilidade das seis testemunhas. A denúncia
chegou ao conhecimento da Promotoria nesta terça-feira. Entre as
testemunhas, segundo o promotor Henry Wagner Vasconcelos, estava
falando ao celular Elenilson Vitor da Silva, ex-caseiro do sítio do
goleiro, que responde ao processo em liberdade. A ocorrência foi
registrada em uma delegacia local. A juíza Marixa Fabiane Rodrigues
decidirá, ainda nesta quarta-feira, se vai dispensar as cinco testemunhas
acusadas de usar o celular no hotel onde estão reclusas.
Nesta quarta-feira, a plateia ficou esvaziada. Menos jornalistas
compareceram à sessão e nenhum estudante de direito esteve presente.
Apenas alguns advogados acompanharam o julgamento. Metade do
plenário está vazio. Do lado de fora, um grupo protestava contra a
violência contra a mulher em frente ao Fórum de Contagem. Elas
usavam nariz de palhaço para dizer que elas "não são palhaças dos
homens".
Defesa do goleiro Bruno tenta manobras desde o início do júri
O goleiro Bruno já havia tentado adiar o júri nesta terça-feira, quando
destituiu o advogado Rui Pimenta da defesa. Com a saída de Pimenta, o
criminalista Tiago Lenoir, entrou no caso. No entanto, ele alegou que
estava “reforçando” a equipe de defesa do goleiro. Lenoir foi
substabelecido pelo advogado Francisco Simim, que até então
representava o réu. Ao sair do Tribunal do Júri, o advogado Tiago
Lenoir gerou polêmica com frases postadas em um perfil no Twitter
com seu nome. Na rede social, ele disse que apostou uma caixa de
cerveja na condenação de Bruno. Em seu perfil nesta segunda-feira,
Lenoir sugeriu que Bruno e Macarrão confessassem o crime.
A saída de Rui Pimenta foi uma decisão do próprio goleiro Bruno, que o
destitui logo pela manhã. Após conversar reservadamente com seus
defensores, Bruno pediu para a juíza Marixa Rodrigues, que preside o
júri, um tempo para arrumar outro advogado. Ele alegou estar inseguro e
pediu desculpas.
— O senhor ficaria chateado se parasse de advogar para mim? — disse
Bruno a Pimenta.
O advogado respondeu que não: — O Bruno agradeceu o trabalho feito,
mas disse que queria mudar de estratégia. Fui pego de surpresa. Vou
torcer para que ele seja absolvido. Ele acrescentou que Bruno chegou a
pedir que ele entrasse com um pedido de habeas corpus, o que já havia
sido combinado com o réu.
A magistrada, por sua vez, foi incisiva e avisou que o julgamento iria
continuar, pois o jogador ainda contava com o advogado Francisco
Simim. No entanto, Bruno recusou a defesa de Simim, porque, segundo
ele, isso prejudicaria sua ex-mulher Dayanne Rodrigues de Carmo
Souza, que também é representada por ele. Mas a juíza Marixa
Rodrigues negou o pedido de Bruno para também destituir Simim.
Para conter a manobra do goleiro, a juíza, então, acabou decidindo
desmembrar o processo, atendendo ao pedido da Promotoria. Com isso,
http://oglobo.globo.com/rio/caso-bruno-acusacao-diz-que-macarrao-pode-assumir-culpa-6784909[21/11/2012 15:43:29]
Caso Bruno: acusação diz que Macarrão pode assumir culpa - Jornal O Globo
Dayanne foi dispensada e será julgada juntamente com o ex-policial
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em data a definir. As testemunhas
da ré também foram liberadas pela magistrada.
A mesma estratégia de protelar o julgamento foi usada no primeiro dia
do julgamento pelos advogados que atuavam na defesa do ex-policial
Marcos Aparecido. Um deles retirou a beca e abandonou a sala de
audiência. A atitude levou a juíza a adiar o julgamento. Mas nesta terçafeira, ela estipulou multa aos advogados pela medida, considerada
"injustificada". O valor é de R$ 18.660 para cada um dos defensores, o
equivalente a 30 salários mínimos. Somados, eles terão que pagar R$
55.980 em até 20 dias, de acordo com a decisão de Marixa Fabiane
Lopes. Os advogados do ex-policial são Ércio Quaresma, Zanone de
Oliveira Júnior e Fernando Magalhães.
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COMENTÁRIOS (65)
Intrujao
21/11/12 - 15:42
viva a justica, viva!!!!!!!!!!!!!!!
há 9 minutos
Penso Assim
21/11/12 - 15:33
Eu estava achando "muita modéstia" dos velhinhos e velhinhas do BBB do mensalão deixar vingar
um julgamento que poria o BBB em segundo plano. O BBB é SUPREMO... ainda mais com
presidente novo. BRA-Z-IL!!!
há 18 minutos
Frederico Calvin
21/11/12 - 15:20
O negócio é deixar o recado para o marginal que vai assumir o crime : a assassino vai morrer
matado, já contratamos o matador...
há 31 minutos
Jorge Lopes Silva Braga
21/11/12 - 15:05
Não entendi ??? O Promotor questionar se o Macarrão é homosexual, "nem ocasionalmente", por
quê existe GAY de fez em quando ? ou o cara é ou não é.........
há 46 minutos
Celeonardo
21/11/12 - 14:59
Vejam amigos, a baderna acredito ser mesmo da justiça... no site ultimo segundo , a matéria sobre
o questionável comportamento dos jurados!!! muitos ja falaram no celular, todos de papinho..... "A
vigilância dos jurados no corredor do segundo andar também é questionável. Durante as
madrugadas até o início das manhãs de terça e quarta-feira, conversas e risadas em alto volume
foram ouvidas nos corredores entre os oficiais."
há 52 minutos
Celeonardo
21/11/12 - 15:02
As conversas podiam ser ouvidas em quartos ao lado. Sentada em uma simples cadeira
de metal, como na foto ao lado, uma funcionária do TJ divide seu tempo de vigilância
com as amigas oficiais de Justiça. Por cinco minutos, entre 23h48 e 23h53, o posto
chegou a ser abandonado.
há 49 minutos
Celeonardo
21/11/12 - 15:01
A funcionária do hotel onde estão hospedados as testemunhasm não soube dizer ainda
se os televisores e telefones foram removidos dos quartos.
há 50 minutos
http://oglobo.globo.com/rio/caso-bruno-acusacao-diz-que-macarrao-pode-assumir-culpa-6784909[21/11/2012 15:43:29]
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