Informativo da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro • Edição No 74 • Janeiro e Fevereiro de 2011 Queridos amigos, As posses do novo presidente do TJ-RJ e do novo ministro do STF, nos dias 4 e 18 de fevereiro, apresentam em comum um dado muito promissor para a magistratura: tanto Manoel Alberto Rebêlo dos Santos como Luiz Fux são juízes de carreira. Isso nos alegra e alimenta nossa esperança em um Brasil mais justo, moderno e democrático. Ambos fizeram concurso para juiz, iniciando suas trajetórias em comarcas do interior do Estado do Rio. Essa experiência no contato direto com os jurisdicionados é fundamental. “Em todas as minhas intervenções pela vida acadêmica costumo afirmar que um homem, quando caminha, o que vai à frente é o seu passado”, disse em sua sabatina, no Senado, no dia 9, o ministro Luiz Fux, sintetizando, desse modo, a importância do juiz de carreira. Em seu discurso de posse como presidente do TJRJ, Manoel Alberto, por sua vez, mostrou a humildade que só possui quem enxerga longe. Contou ele que, quando decidiu ingressar na magistratura, pensou que, finalmente, iria aplicar a Justiça. “Ledo engano: a Justiça passa por muitas mãos”, completou o desembargador, que dirigiu, de forma brilhante, no último biênio, a nossa Escola da Magistratura (Emerj). O prestígio internacional que a Justiça brasileira desfruta nos dias atuais deve ser atribuído a dois importantes marcos: à Constituição de 1988, que passou a garantir uma independência sem precedentes para as autoridades judiciais e, em seguida, à promulgação da Emenda Constitucional 45, de 2004, que instituiu a chamada reforma do Judiciário. A modernização tecnológica dos tribunais, atualmente em curso, é fruto dessas mudanças. Com ela, a Justiça está se tornando cada dia mais transparente, o que é essencial para a consolidação do Estado Democrático de Direito. A indicação de Fux pela presidente Dilma Roussef, aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, vai nessa direção, representando o reconhecimento da importância do juiz de carreira na mais alta Corte de Justiça do País. A eleição de Manoel Alberto para o TJ-RJ sinaliza, igualmente, a valorização do magistrado que cumpriu todas as etapas de sua formação. O desafio, agora, é garantir que esses exemplos sirvam de farol, não só para a magistratura nacional, mas, sobretudo, para a Democracia brasileira. Afinal, não há Democracia sem Meritocracia. Des. Antonio Cesar Siqueira Presidente da Amaerj Novo presidente do TJ-RJ: primeira instância será prioridade Cerimônia de posse da nova administração do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contou com a presença de autoridades nacionais e estaduais Foto: Luis Henrique Vicente Valorização do juiz de carreira PÁGINA 2 Fux toma posse no STF dia 3 de março O carioca Luiz Fux, aprovado por unanimidade no Senado, ocupará a 11ª vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal Foto: Arquivo JC Editorial PÁGINA 3 2 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Novo presidente do TJ-RJ: primeira instância será prioridade O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) tem novo presidente. É o desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, sucessor do desembargador Luiz Zveiter na adminis tração do Judiciário estadual no biênio 2011/2012. Ele tomou posse no dia 4 de fevereiro. Em seu discurso, defendeu a união entre os poderes da República para combater o crime, a corrupção e a injustiça. O presidente disse que a prioridade será a primeira instância, com a abertura de concurso público para vaga de juiz. A sessão solene de posse, que lotou os salões do tribunal, contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, do ministro Aldir Passarinho Jr., que representou o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler; do governador Sergio Cabral, do vice-governador Luiz Fernando Pezão, do prefeito Eduardo Paes, do procurador-geral da Justiça Cláudio Soares Lopes, do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) deputado Paulo Melo, dos ministros Luis Felipe Salomão e Benedito Gonçalves, do STJ, do presidente da Amaerj, desembargador Antonio Siqueira, e demais autoridades. O novo presidente do TJ disse que, à frente do Poder Judiciário estadual, terá o cuidado proporcional à confiança a ele depositada. Ele lembrou que a justiça, para ser feita, depende do legislador, do juiz, do promotor, do advogado, do defensor, do serventuário, das testemunhas, do perito, dentre outros. “O ideal de justiça somente se alcança mediante comunhão de espíritos, de sonhos, de forças e de ideias”, completou. O desembargador Manoel Alberto foi saudado, em nome dos demais magistrados do TJ-RJ, pelo desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho. Ele disse que a gestão do novo presidente do Judiciário do Rio será de continuidade das administrações anteriores, o que tem permitido o êxito reconhecido no país. “Certamente variam estilos, personalidades e tempera mentos dos integrantes das administrações, mas também é certo que tal diversidade não tem impedido o traço de continuidade que marca firmemente grande parcela do sucesso das seguidas gestões”, ressaltou. Ao transmitir o cargo ao novo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Luiz Zveiter agradeceu o Foto: Luis Henrique Vicente Cerimônia de posse da nova administração do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contou com a presença de autoridades nacionais e estaduais Na direita, Desembargador Manoel Rebêlo recebendo os cumprimentos do seu antecessor, desembargador Luiz Zveiter apoio dos desembargadores e juízes, do governador Sergio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e da imprensa. Ele lembrou que “nenhuma obra é resultado do esforço e do trabalho de um homem só”. Magistrado de carreira, o desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos é natural de Cambuci, no norte do Estado, e ingressou no TJ do Rio em 31 de outubro de 1979, na Comarca de São João da Barra, após ser aprovado em concurso público. Ele é formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e, antes da magistratura, exerceu a advocacia por cerca de 10 anos. Com a extinção dos Tribunais de Alçada, ele passou a integrar a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sendo hoje titular da 3ª Câmara Criminal. No biênio 2009/2010 o desembargador foi diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), de onde saiu para assumir a Presidência do Tribunal de Justiça do Rio. O novo presidente do TJ-RJ é casado com a desembargadora Norma Suely Fonseca Quintes, da 8ª Câmara Cível do TJ, e é pai de dois filhos. Na mesma data, assumiu a Corregedoria o desem bargador Azevedo Pinto, que já acumulava o cargo com o de 3º vice-presidente desde o afastamento do desembargador Roberto Wider, no início de 2010. De Niterói (RJ), também formado pela UFF, em 1967, Azevedo Pinto tem mestrado em Direito Penal pela Universidade Gama Filho. O desembargador ingressou Expediente Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro Av. 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Natural de Cambuci (RJ), formado pela UFF, em 1968, foi defensor público entre 1971 e 1976. Nos últimos dois anos, foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio. Ele está na magistratura desde 1976. Para ocupar a 2ª vice-presidência, responsável pela distribuição dos recursos criminais, foi empossado o desembargador Nascimento Povoas. O desembargador era presidente da 14ª Câmara Cível. Na 3ª vice-presidência, responsável pela distribuição de recursos para os tribunais superiores, assumiu o desembargador Antonio Duarte. Ele nasceu em Além Paraíba (MG) e se formou pela Universidade Cândido Mendes, em 1970. Ingressou na magistratura pelo quinto constitucional da Advocacia, em 1995. Para a Diretoria-Geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio (Emerj) tomou posse a desembargadora Leila Maria Carrilo Cavalcante Ribeiro Mariano. A desembargadora ingressou no TJ em 1979, sendo juíza nas comarcas de Sapucaia e Petrópolis, além de titular da 8ª Vara da Fazenda Pública do Rio. Ela também foi juíza do extinto Tribunal de Alçada Cível e foi promovida ao cargo de desembargadora em 1998. Atuou na 12ª Câmara Cível e, desde 2000, está na 2ª Câmara Cível, onde era presidente. Formada em Direito pela Universidade Fede- 3 Foto: Luis Henrique Vicente Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 Desembargadores Leila Mariano (Emerj), Antonio Ferreira Duarte (3º Vice), Antonio Azevedo Pinto (Corregedor), Manoel Rebêlo (Presidente), Nametala Jorge (1º Vice) e Nascimento Póvoas (2º Vice) ral do Rio de Janeiro (UFRJ), também coordenou o Centro de Estudos e Debates (Cedes) do TJ. Em entrevista à Consultor Jurídico, o presidente da Amaerj, desembargador Antonio Cesar Siqueira, afirmou que a entidade vê com bons olhos a nova administração. O presidente eleito, disse Siqueira, já afirmou que a gestão será de continuidade administrativa. Ele afirmou, ainda, que as propostas são positivas em relação ao primeiro grau que, segundo o presidente da Amaerj, é o que precisa de mais apoio, devido à falta de funcionários, à estrutura deficiente e ao número insuficiente de juízes. (Fonte: TJ-RJ e Conjur) Fux toma posse no STF dia 3 de março A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou no dia 9 de fevereiro, por unanimidade, a indicação do desembargador Luiz Fux, indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 23 votos a favor. A posse de Fux no STF estava marcada para o dia 3 de março. A presidente da República, Dilma Rousseff, escolheu, no dia 1º de fevereiro, o ministro Fux, do Superior Tribunal de Justiça, para ocupar a 11ª vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Com sua primeira indicação para a Corte, a presidente preencheu a cadeira que estava vazia há seis meses, desde a aposentadoria de Eros Grau, em agosto do ano passado. A indicação foi formalizada no dia seguinte, com a publicação, no Diário Oficial da União da mensagem da Presidência da República ao Senado pedindo a apreciação do nome de Fux. O carioca Luiz Fux, 57 anos, é juiz de carreira. Exerceu advocacia por dois anos e foi promotor por outros três. Em 1983, passou em primeiro lugar em concurso público para a magistratura. Em 1997, foi promovido para desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e, quatro anos depois, nomeado ministro do STJ pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Fux afirmou que a sua indicação para a Suprema Corte é o resultado de um sonho para o qual dedicou a vida. “Esse para mim é um momento de Foto: Rosane Naylor O carioca Luiz Fux, aprovado por unanimidade no Senado, ocupará a 11ª vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux: aprovação unânime pela CCJ do Senado realização de um sonho de fronte, um sonho pessoal, um sonho que me provou que a maior capacidade do ser humano é transformar seus sonhos em realidade. Me preparei para isso a vida inteira. São 30 anos na magistratura, são 30 anos nessa ponte por onde passam todas as misérias. Dediquei a minha vida por isso”, disse Fux. 4 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Em um discurso emocionado, Fux lembrou a família e reafirmou seu compromisso com a ética e a responsabilidade social do magistrado. “Meu compromisso com a magistratura é de não deixar que a consciência adormeça diante dos valores da ética e da responsabilidade social do magistrado. O magistrado que assim age é o único capaz de ter o álibi perfeito para cometer injustiças”, disse. Ao afirmar que a Justiça vale para todos, pobres e ricos, Fux disse que o “juiz sente o que é justo”. “Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo.” O ministro nasceu em uma comunidade judaica do Rio de Janeiro. O pai e os avós eram judeus de origem romena e vieram para o Brasil para fugir do nazismo, durante a Segunda Guerra Mundial. A carreira jurídica começou cedo, aos 23 anos, como advogado. Aos 26 anos, foi aprovado, em primeiro lugar, num concurso para o Ministério Público do Rio. Ficou na instituição por 18 anos e fez concurso para juiz no Rio, no qual também obteve a primeira colocação. Em seguida, foi promovido a desembargador do TJ-RJ. Em 1995, Fux passou em primeiro lugar no concurso para ser professor de Processo Civil na Uerj. Tem cerca de 20 livros e trabalhos de Direito publicados. Atualmente, preside a Comissão de reforma do Código de Processo Civil no Senado. A Amaerj defendeu publicamente o nome do ministro Luiz Fux para a vaga. Em nota para a imprensa, em janeiro, a entidade destacou que sua escolha seria “o reconhecimento da importância de um juiz de carreira na mais alta Corte de Justiça”. Zveiter encerra gestão atendendo requerimentos da Amaerj Quatro requerimentos foram deferidos, dois deles no último ato oficial do desembargador como presidente do TJ-RJ O último mês da gestão do desembargador Luiz Zveiter como presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) foi marcado por demonstrações de comprometimento com a magistratura fluminense. O desembargador deferiu quatro requerimentos da Amaerj beneficiando magistrados ativos e inativos. No início de janeiro o presidente do TJ-RJ autorizou a emissão de folha suplementar para pagamentos referentes a dois requerimentos da Amaerj, que foram protocolados, respectivamente, no dia 24 de agosto (2010-192390), e 10 de novembro (2010- 2576980). Já no dia 3 de fevereiro, em seu último ato como presidente, Luiz Zveiter atendeu mais dois requerimentos da Associação (2010-165801 e 2011-0009114), autorizando pagamento de férias não gozadas e de diferenças de gratificação de acumulação e auxílio. Inativos e pensionistas - No requerimento nº 20102576980 a Amaerj ressaltou que muitos magistrados, em razão da necessidade do serviço, aposentaramse sem receber os valores correspondentes às férias e licenças não gozadas. Salientou-se ainda que o direito ao recebimento de tais verbas já foi levado individualmente aos Tribunais e unanimemente reconhecido, havendo diversos beneficiários, entre inativos e pensionistas, aguardando na fila de precatórios o recebimento dessa verba de caráter alimentar. Atendendo ao pleito o TJ-RJ autorizou os pagamentos referentes à: a) indenização de férias e licenças cuja conversão foi requerida por força do correio eletrônico enviado em 16 de dezembro de 2010; b) diferenças remuneratórias decorrentes da incorporação de quintos por magistrados; c) indenização das férias e licenças não gozadas em atividade e que foram levadas para a inatividade pelos magistrados que se aposentaram nos últimos 5 anos. O pagamento da folha suplementar foi feito no dia 10 de janeiro. Turmas Recursais Criminais - O desembargador Luiz Zveiter informou, também, que já havia sido incluído na folha de pagamento regular do mês de dezembro de 2010 as diferenças em pecúnia devidas, a título de gratificação de acumulação, aos juízes que, no período compreendido entre agosto de 2005 e outubro de 2010, integraram as Turmas Recursais Criminais, sem prejuízo do exercício em seu Juízo de origem – processo administrativo n.º 2010-192390, a partir de um requerimento da Amaerj idealizado pelo juiz Marcelo Anátocles. Antes da entrada em vigor da lei estadual dos Fatos Funcionais da Magistratura (Lei nº 5.535 de 10 de setembro de 2009), o TJ-RJ pagava, por força de legislação estadual vigente à época (Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Rio de Janeiro – artigo 193, §4º e 5§, modificados pela Lei estadual nº 3.609/2001), 1/3 e 1/6 a mais, a título de acumulação e auxílio, respectivamente, calculados sobre as rubricas remuneratórias: vencimento mais representação. Entretanto, no período entre a instalação e funcionamento das Turmas Recursais dos Juizados Criminais no TJ-RJ e a entrada em vigor da referida lei, em outubro de 2009, a Administração não observou o direito ao recebimento da verba de acumulação pelos Juízes que exerciam as funções nas respectivas Turmas Recursais – sem prejuízo de suas atribuições nos Juizados Especiais Criminais e nas Varas Criminais, nas quais atuavam na qualidade de Juízes titulares ou regionais. Esta situação acabou por gerar, para estes magistrados, uma diferença remuneratória, tendo em vista o exercício acumulativo de duas atribuições em unidades administrativas diversas e distintas e a 5 Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 configuração, por conseqüência, da hipótese prevista em legislação estadual em vigor. Diante disso, a Amaerj postulou pelo pagamento de eventuais diferenças remuneratórias, incidentes no período compreendido entre a instalação das respectivas Turmas Recursais até setembro de 2009, em benefício dos magistrados associados da Amaerj que atuaram na qualidade de Juízes das Turmas Recursais Criminais. Último ato - Em seu último ato como presidente, Zveiter atendeu mais dois requerimentos da Amaerj. O desembargador deferiu o pleito da Associação no processo n.º 2011-0009114 (Amaerj). Na decisão é reconhecido “aos magistrados fluminenses que tenham renunciado a férias no período compreendido entre janeiro de 2006 e outubro de 2009, o direito a averbação, para gozo oportuno, de 20 dias de férias, para cada 30 dias que foram objeto de renúncia”. O comunicado foi enviado pelo próprio desembargador, através de e-mail, para todos os magistrados do Estado do Rio. Na mesma mensagem, Zveiter informa ter proferido decisão que reconhece aos magistrados fluminenses “o direito a percepção das diferenças de gratificação de acumulação e auxílio que foram calculadas com base no subsídio, e pagas nos autos do processo n.º 2010165801, sem observância do teto remuneratório”. “Tais decisões, demonstram o compromisso, até o último momento da gestão, com a valorização dos magistrados. Aproveito a oportunidade para despedir-me, agradecendo a todos os (as) magistrados (as) o carinho e apoio a mim dedicados, sem os quais nada teria sido realizado, desejando à nova Administração todo sucesso e muitas realizações”, conclui o desembargador em seu comunicado. A Amaerj agradece o respeito e a lealdade manifestados até o último minuto pelo desembargador Luiz Zveiter para com os magistrados do Estado do Rio de Janeiro. (Fonte: Assessoria de Comunicação da Amaerj) Presidente da Amaerj participa de posse de juízes no TRE-RJ Foto:TRE A cerimônia empossou 66 juízes que atuarão em cartórios da capital e do interior Desembargador Antonio Cesar Siqueira, ministro Ricardo Lewandowski, desembargador Sergio Lucio de Oliveira e Cruz, desembargador Nelson Calandra e desembargador Marcus Faver O presidente da Amaerj participou da cerimônia de posse de 66 juízes eleitorais realizada no dia 17 de janeiro. O desembargador Antonio Siqueira fez parte da mesa junto com o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e dos desembargadores Sergio Lucio de Oliveira e Cruz, presidente em exercício do TRE-RJ, Nelson Calandra, presidente da AMB, e Marcus Faver, ex-presidente do TRE-RJ e hoje presidente do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, parabenizou os empossados por estarem ingressando “em uma das instituições mais antigas e honradas do País”. Os novos juízes atuarão em cartórios da capital e do interior do Estado. Representando os demais juízes, o compromisso de posse foi prestado pela juíza Daniela Alvarez Prado, que assume a titularidade da 5ª Zona Eleitoral, de Copacabana. Também estiveram presentes à solenidade os juízes Luiz Márcio Pereira e Leonardo Antonelli. (Fonte: TRE-RJ) 6 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Magistrados se mobilizam para ajudar vítimas da Região Serrana Iniciativas da Amaerj, Amatra 1, TJ-RJ, TRT, AMB, CNJ e Ministério Público mostram o quanto a magistratura pode colaborar com as cidades atingidas pela maior tragédia climática do país. O s prejuízos humanos e econômicos causados pelas fortes chuvas do dia 11 de janeiro sobre a Região Serrana do Rio foram incalculáveis. Considerada a maior tragédia climática do país, as inundações e deslizamentos que atingiram Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e outros 10 municípios vizinhos deixaram como saldo mais 860 mortos e quase 30 mil desabrigados, de acordo com informações divulgadas até o fechamento desta edição. Diante de tamanha destruição, os brasileiros, mais uma vez, confirmaram sua vocação para a solidariedade. Com a magistratura não foi diferente. Amaerj, Amatra 1, TJ-RJ, TRT, AMB, CNJ, Ministério Público, todos deram sua contribuição nesse momento em que a prioridade é socorrer diretamente as famílias das vítimas e, de modo geral, colaborar para que as cidades atingidas sejam recuperadas e reconstruídas o mais breve possível. Além de colocar sua sede central à disposição para receber roupas, alimentos não perecíveis e materiais de higiene, a Amaerj tomou a iniciativa de abrir uma conta bancária para envio de doações em dinheiro. Em duas semanas, a conta do Banco Itaú, agência 6002, conta corrente 37428-5 arrecadou mais de R$ 26 mil. Todo o dinheiro está sendo gasto de acordo com a orientação dos magistrados das Comarcas locais já designados pela Associação. São eles os juízes Paulo Wagner, de Nova Friburgo, Josimar Miranda Andrade, de Teresópolis, e Ronaldo Pietri, de Petrópolis. Para quem optar por fazer um DOC (transferência de valores entre bancos diferentes), há necessidade de informar o CNPJ da Amaerj. Nesse caso, o número é 40.422.305/0001-06. Vale lembrar, ainda, que segundo a Cruz Vermelha, no momento não há mais necessidade de doações em roupas. A Amatra1 tomou iniciativa semelhante, ao divulgar conta do Banco do Brasil, para receber doações, sob coordenação das juízas Alessandra Magalhães, Aline Leporaci e Adriana Freitas. Os dados da conta são: Banco do Brasil, Agência: 2234-9, C/C: 2011-7, CNPJ:30.886.006/0001-79 (Favorecido: Amatra1 Região Serrana). A AMB colaborou, através de seu site, na divulgação destas e outras iniciativas da magistratura em favor das vítimas. Promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Instituto Estadual de Hematologia Artur de Siqueira Cavalcanti (HEMORIO), imediatamente após a tragédica foi lançada uma campanha de doação de sangue que em poucos dias obteve a participação de mais de uma centena de doadores. Premiado com Menção Honrosa no VII Innovare, o programa O P.I.V. (Programa de Identificação de Vítimas), criado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, também foi útil na ajuda às famílias desabrigadas. O programa permite localizar pessoas e tornar único o cadastro de desaparecidos. “Unimos os principais bancos de dados de desaparecidos como bombeiros, IML e abrigos, e adicionamos a um programa de computador capaz de unir informações e localizar com mais rapidez”, informou Rogério Scantamburlo, procurador de Justiça e um dos idealizadores da prática. O serviço é gratuito e era utilizado inicialmente apenas em inquéritos policiais, quando as vítimas de homicídios não são identificadas. Algumas decisões mostraram o quanto a Justiça pode colaborar em momentos como esse. No dia 19, o jogador do Botafogo Paulo Rogério Reis Silva, conhecido como Somália, aceitou a transação penal proposta pelo Ministério Público, que consiste na compra de materiais escolares e gêneros alimentícios para as vítimas da recente tragédia que atingiu a Região Serrana, no valor total de 50 salários mínimos. As entregas deverão acontecer até dia 24 de fevereiro. O processo contra ele, por falsa comunicação de crime, foi suspenso durante esse prazo. Em caso de descumprimento por parte do jogador, o processo penal voltará a correr normalmente. Outra atitude exemplar partiu do juiz titular da 2ª Vara de Família de Teresópolis, José Ricardo Ferreira Aguiar, 51 anos e magistrado há 16. Ele fez a diferença ao coordenar as equipes que recebiam de forma incansável os corpos de vítimas da tragédia. Em meio a corpos que começavam a entrar em estado de decomposição, o juiz passou a assinar alvarás para que os já periciados fossem liberados rapidamente. Ele coordenou equipes de peritos e legistas, e organizou voluntários que se ofereceram para trabalhar identificando os mortos. Com a mesma agilidade e diplomacia, pediu a regulamentação do tráfego aéreo, uma vez que helicópteros para auxílio a vítimas sobrevoavam sem controle a região, e transformou um galpão em frente à delegacia em um grande necrotério. Com a mesma agilidade e diplomacia, pediu a regulamentação do tráfego aéreo, uma vez que helicópteros para auxílio a vítimas sobrevoavam sem controle a região, e transformou um galpão em frente à delegacia em um grande necrotério. “Tive que pensar rápido para dar solução aos problemas. Tomei decisões atípicas, levando em conta a situação de emergência em que estávamos. Agora, é hora de organizar as forças para caminhar e reerguer a cidade”, disse o juiz de Teresópolis. Desde o início das chuvas que castigaram bairros de Teresópolis, Aguiar passou a ser o coordenador das ações do Judiciário na região. (Com informações do TJ-RJ, Jornal do Commercio, G1 e CNJ) Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 7 ADI e a Lei dos Fatos Funcionais Entenda o andamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei 5.335, que dispõe sobre os fatos funcionais da magistratura do Estado do Rio de Janeiro. E m março de 2010, foi proposta pelo ProcuradorGeral da República, Roberto Monteiro Gurgel, Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 4393) tendo por objeto a Lei 5.335, de 10 de setembro de 2009, que dispõe sobre os fatos funcionais da magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, Gurgel sustentou que o diploma impugnado incorreria em vício de inconstitucionalidade formal, uma vez que disciplinaria matéria reservada ao domínio normativo de lei complementar federal (Estatuto da Magistratura), conforme previsão expressa do artigo 93 da Constituição Federal, e que o estabelecimento, por meio de lei estadual ordinária, de regime jurídico-funcional especifico para a carreira de determinado Estado, desafiava o princípio da unidade nacional da Magistratura. Distribuído o processo, os autos foram conclusos ao Ministro Relator Ayres Britto, que adotou o rito do artigo 12 da Lei n° 9.868/99, solicitando informações às autoridades requeridas e a oitiva do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República. O pedido de liminar de suspensão da eficácia da Lei 5.535/09, até que o mérito da ADI fosse julgado pelo Supremo, foi indeferido pelo Ministro Relator. Em sua manifestação, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro alega, preliminarmente, a ausência de impugnação específica dos artigos questionados, asseverando, ainda, que os temas abordados pela legislação estadual estariam inseridos no Código de Organização Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, o qual permaneceria em vigor mesmo com eventual procedência do pedido inicial, uma vez que não impugnado pelo requerente. No mérito, a requerida sustenta que a normativa estadual decorreria da competência dos tribunais esta duais para organizar a sua própria Justiça. No mesmo Aposentados e pensionistas, a Amaerj quer falar com você Se você é aposentado ou pensionista, não possui mais e-mail funcional do TJ-RJ, mas tem interesse em continuar recebendo o Boletim Eletrônico da Amaerj, envie seu e-mail de contato para [email protected]. Visite-nos na internet: www.amaerj.org.br sentido foram as informações prestadas pelo Governador. Na sequência, os autos foram remetidos à AGU. Em seu parecer, o advogado geral da União Luis Inácio Adams opinou preliminarmente, pelo não conhecimento da ação direta, sob o fundamento de que a análise acerca da constitucionalidade da lei impugnada reclama, impreterivelmente, a apreciação específica de cada qual de seus dispositivos (um a um), examinando-se se o assunto respectivo está compreendido ou não na esfera normativa reservada à lei complementar de iniciativa desse Supremo Tribunal Federal, implicando a alegação genérica de inconstitucionalidade, em inépcia da petição inicial por ausência de fundamentação adequada. No mérito, porém, opinou pelo reconhecimento da inconstitucionalidade dos dispositivos legais constantes do diploma atacado que trataram de temas que não se inserem no âmbito da autonomia administrativa de Tribunal de Justiça Fluminense, ao argumento de que a lei em questão não poderia dispor de matérias reservadas ao domínio normativo da lei Complementar (Estatuto da Magistratura). A Amaerj, atenta à medida adotada, em março, contratou o advogado Sérgio Bermudes e provocou a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), na qualidade de entidade representativa da Magistratura nacional, com a finalidade de intervir no feito na qualidade de amicus curiae (Lei nº 9.868/98, art. 7º, c/c art. 131, § 3º, do RISTF, acrescido pela Emenda Regimental nº 15, de 30.3.2004), com o objetivo de refutar as alegações de inconstitucionalidade deduzidas pelo Procurador-Geral da República e, assim, sustentar a constitucionalidade da Lei Estadual nº 5.535/2009 do Rio de Janeiro. Veja a íntegra do Parecer da AGU – ADI 4426 no link abaixo: http://bit.ly/gJuLKz Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias TJ-RJ preenche vaga efetiva no Órgão Especial A vaga foi ocupada pelo desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro preencheu, no dia 31 de janeiro, uma vaga efetiva no Órgão Especial. A vaga foi ocupada pelo desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto. O magistrado, que tem 63 anos, é formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Em abril de 2001 se tornou desembargador do TJ-RJ e está na presidência da 10ª Câmara Cível desde outubro de 2008. Durante os 29 anos de magistratura já atuou como juiz substituto da 1ª Vara Cível de Nova Iguaçu, 1ª Vara Criminal de Petrópolis (Júri), 4ª Vara Criminal de Niterói e 5ª Vara Cível de Niterói. Foi juiz titular da 5ª Vara Cível de Duque de Caxias, da 2ª Vara Cível Regional de Bangu, da 3ª Vara de Família da Capital, da 6ª Vara de Falências e Concordatas, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital e novamente juiz titular da 6ª Vara de Falências e Concordatas. Também foi juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça, nos biênios 1993/1995 e 1995/1997. Na magistratura eleitoral foi juiz titular das 79ª e 88ª Zonas Eleitorais, comarca de Duque de Caxias, membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral e corregedor regional eleitoral. Ainda atuou como promotor, advogado e jornalista. Foto: Arquivo pessoal 8 Novo integrante do Órgão Especial do TJ-RJ Desembargador Bernado Garcez Neto O desembargador foi agraciado com o Colar do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (1998); Ordem do Mérito Militar, no grau de Cavaleiro (1996); Medalha do Pacificador (Exército Brasileiro – 1997); Medalha do Mérito Judiciário do TRE-RJ (1997); Medalha Duque de Caxias do Município de Duque de Caxias (1988); Medalha do Mérito do extinto Tribunal de Alçada Criminal do Rio de Janeiro (1996); título de Cidadão de Duque de Caxias (1997); título de Cidadão de Belford Roxo (1998); título de Cidadão de Santo Antonio de Pádua (2001). (Fonte: Assessoria de Comunicação da Amaerj) TJ-RJ empossa três novos desembargadores As vagas foram ocupadas em decorrência da aposentadoria dos desembargadores Roberto Felinto, Miguel Barros e Renato Ricardo Barbosa Foto: Luis Henrique Vicente O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Luiz Zveiter, deu posse, em janeiro, a três novos desembargadores. No dia 13, aos juízes Carlos Azeredo de Araújo, eleito por antiguidade, e Renato Ricardo Barbosa, por merecimento, que passam a ocupar as vagas deixadas, respectivamente, pelos desembargadores Roberto Luis Felinto de Oliveira e Miguel Ângelo Barros devido às suas aposentadorias. No dia 31, foi a vez do juiz Gilberto Campista Guarino ser empossado, passando a ocupar a vaga deixada pelo mesmo Renato Ricardo Barbosa, que se aposentou. As posses ocorreram no plenário do Órgão Especial do TJ. O juiz Carlos Azeredo de Araújo, 62 anos, teve como padrinhos os desembargadores Antonio Eduardo Ferreira Os dois novos desembargadores, Renato Barbosa (à esquerda) e Carlos Azeredo, ladeados pelo presidente Luiz Zveiter Duarte e Sebastião Rugier Bolelli. O magistrado tem larga experiência na magistratura fluminense, onde ingressou em outubro de 1984, como juiz substituto. Desde então, tem atuado em várias serventias do Fórum de Campos de Goytacazes, atuando nas 1ª, 2ª e 3ª Varas de Família, 2ª Vara Criminal e 3ª Vara Cível, além de ter sido o diretor do fórum daquela comarca. O novo desembargador é natural de Campos, Rio de Janeiro, e filho de Heloecio Gomes de Araujo e de Hilda Azeredo de Araújo. Segundo a adentrar o plenário, no dia 13, o juiz Renato Ricardo Barbosa esteve acompanhado dos desembargadores Sergio Lúcio de Oliveira e Cruz e José Geraldo Antonio. O novo desembargador ingressou na magistratura estadual, por concurso público, em dezembro de 1992. Passou por várias comarcas do interior, tais como, São João de Meriti, Cantagalo, Duas Barras, Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda, entre outras. Desde abril de 2006, o magistrado exerce a função de desembargador convocado, tendo atuado nas 8ª, 9ª, 10ª, 15ª, 19ª e 20ª Câmaras Cíveis. O novo desembargador tem uma filha que é oficial de justiça e dois netos. Após os atos de compromisso, o presidente Zveiter parabenizou os dois novos desembargadores do TJ do Rio. Dirigindo-se a Azeredo, disse já conhecê-lo como advogado “combativo e diligente”, sendo um grande representante de Campos. E de Renato Ricardo mencionou ter um vínculo pessoal e maçônico, de quem tem grande carinho e respeito. Estiveram também presentes às solenidades, entre várias autoridades, magistrados, familiares e servidores do Poder Judiciário, o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), desembargador Antonio Cesar Siqueira e o então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), desembargador Adilson Vieira Macabu. No dia 31, o plenário do Órgão Especial foi palco da posse do juiz Gilberto Campista Guarino no cargo de desembargador. Titular da 2ª Vara da Fazenda Pública da capital e há 19 anos no Judiciário fluminense, o novo desembargador do TJ prometeu cumprir bem e fielmente 9 Foto: Luis Henrique Vicente Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 Desembargador Luiz Zveiter e o novo desembargador Gilberto Campista Guarino os deveres da magistratura. “Uma administração se inicia na próxima sexta-feira (04/01). A gestão do presidente Zveiter se despede. Agradeço a confiança que o Órgão Especial depositou em mim. O cargo de desembargador é de uma importância vital”, afirmou o magistrado. O presidente do TJ disse que a promoção do juiz Gilberto Campista decorreu dos seus próprios méritos. “A vitória é de Vossa Excelência que teve que quebrar muitas barreiras e foi se fixando pelo seu trabalho e, agora, no 2º grau de jurisdição, irá manter este tribunal na vanguarda”, afirmou o desembargador Luiz Zveiter. O novo desembargador do TJ foi conduzido ao plenário pelos desembargadores Leila Mariano e Jorge Luiz Habib. Ele tem 59 anos, formou-se em Direito na antiga Universidade Estadual da Guanabara e foi juiz nas Comarcas de Angra dos Reis, Mangaratiba, Itaguaí e Niterói. Foi eleito por antiguidade. (Fonte: Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) Movimentação no Tribunal TJ do Rio promove juízes por merecimento e antiguidade E m solenidade de posse ocorrida no dia 13 de janeiro, no gabinete da Presidência, o desembargador Luiz Zveiter, promoveu 12 magistrados para serventias da primeira instância e removeu mais 23 para diversos outros juízos. O compromisso foi lido pela juíza Márcia Capanema de Souza. No dia 31 de janeiro o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Zveiter, promoveu mais nove juízes e removeu outros seis. Os magistrados tomaram posse na mesma data. Promoções e remoções – 13 de janeiro Os magistrados promovidos para serventias de primeira instância, pelo critério de antiguidade, foram: Ana Paula Rodrigues Silvano para a 2ª Vara Cível da comarca de Nova Iguaçu; Sergio de Albuquerque para a 1ª Vara de Família da comarca de Volta Redonda; Andre Souza Brito para a 2ª Vara Cível Regional de Santa Cruz; Paulo José Cabana de Queiroz Andrade para a 1ª Vara Cível Regional da Pavuna; Mabel Christina Castioto para o XVII Juizado Especial Cível da Capital e Simone de Freitas Marreiros para o III Juizado Especial Cível da comarca de Nova Iguaçu. E os juízes promovidos por merecimento: Daniela Barbosa Assunção de Souza para a 2ª Vara Criminal da comarca de Duque de Caxias; Paulo Luciano de Souza Teixeira para o II Juizado Especial Cível de Campos; Daniela Bandeira de Freitas para a 2ª Vara Cível da comarca de Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Foto: Luis Henrique Vicente 10 Desembargador Luiz Zveiter empossou em seu gabinete juízes que foram promovidos e removidos São João de Meriti; Andrea Florêncio Berto para a 3ª Vara cível Regional de Bangu; Ana Lúcia Soares Pereira Mazza para a 3ª Vara Cível da comarca de Nova Iguaçu e Patrícia Cogliatti de Carvalho para o I Juizado Especial Cível de São João de Meriti. Já os demais juízes removidos para outras serventias, pelo critério de antiguidade, foram: os juízes Luiz Carlos Neves Veloso para a 2ª Vara de Família Regional de Madureira; Marcelo de Oliveira da Silva para a 2ª Vara Criminal Regional de Madureira; Jorge Luiz Le Coq D’Oliveira para a 2ª Vara Criminal da Capital; Juliana Andrade Barichello para a comarca de Seropédica; Rafael Resende Chagas para a 1ª Vara de Saquarema; Sandro Lontra para a 3ª Vara Cível de Macaé; Rosana Cime de Figueiredo Rangel Costa para a 1ª Vara de Maricá; Ricardo de Matos Pereira para a 2ª Vara de Família de Cabo Frio; Livingstone dos Santos Silva Filho para a 2ª Vara Cível de Itaguaí; Flávio Silveira Quaresma para a Vara Criminal de Magé; Luis Andre Bruzzi Ribeiro para o II Juizado Especial Cível de Nilópolis. A seguir, os magistrados removidos por merecimento: Márcia Santos Capanema de Souza para o 5ºJuizado Especial Cível de Copacabana; Tula Correia de Melo Barbosa para o XV Juizado Especial Cível da Capital; Clara Maria Vassali Costa Pereira para a 2ª Vara de Família Regional de Santa Cruz; Marvin Ramos Rodrigues Moreira para a 1ª Vara Cível de Resende; Rafael de Oliveira Fonseca para a Comarca de Mangaratiba; Alexandre Pinto para a Vara da Família, da Infância, da Juventude e do Idoso de Itaguaí; Eduardo Buzzinari Ribeiro de Sá para a 1ª Vara de Três Rios; Silvana da Silva Antunes para a 3ª Vara Cível de Cabo Frio; Maira Valéria Veiga de Oliveira para a comarca de Iguaba; Rosana Albuquerque Franca para 2ª Vara Cível de Itaboraí; Luiz Alberto Barbosa da Silva para a 3ª Vara Cível de Belford Roxo e Flávia de Azevedo Farias para a 1ª Vara da Família, da Infância, da Juventude e do Idoso de Itaboraí. Promoções e remoções – 31 de janeiro Os magistrados promovidos pelo critério de antiguidade foram Aroldo Gonçalves Pereira Junior, para o 2º Juizado Especial Cível (JEC) de Nova Iguaçu; Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, para a 1ª Vara Cível de Bangu e Luiz Cláudio Silva Jardim Marinho, para o 2º JEC de Volta Redonda. Pelo critério de merecimento foram promovidos os juízes Camilla Prado, para a 2ª Vara Cível de Campo Grande; Carlos Sergio dos Santos Saraiva, para a 4ª Vara Cível de Campo Grande; Grace Mussalem Calil, para a 4ª Vara Cível de Bangu; Jane Carneiro Silva de Amorim, para a 1ª Vara Cível de Campo Grande; Maria Aparecida Silveira de Abreu, para a 1ª Vara Cível de Nova Iguaçu e Roberto Henrique dos Reis, para o 1º JEC de Volta Redonda. Foram removidos pelo critério de antiguidade os juízes Ana Paula Pontes Cardoso, para a 7ª Vara Cível da Capital e Ralph Machado Manhaes Junior, para a 2ª Vara de Família de Campos dos Goytacazes. Por merecimento, foram removidos os seguintes magistrados: Ana Luiza Menezes de Abreu, para a 3ª Vara de Família de Campo Grande; Andréa Barroso Silva, para a 2ª Vara de Família de Duque de Caxias; Luiz Eduardo de Castro Neves, para a 15ª Vara Cível da Capital e Nearis dos Santos Carvalho Arce dos Santos, para a 38ª Vara Criminal da Capital. Designação O presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Zveiter, também designou, no dia 25 de janeiro, a juíza Maria Clacir Schuman para assumir a comarca de Santa Maria Madalena. A magistrada atuava na comarca de Trajano de Moraes. (Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 11 Foto: Luis Henrique Vicente Juízes assumem Turmas Recursais para o biênio 2011/2012 Presidente do TJ-RJ, Manoel Alberto Rebêlo, durante posse dos juízes O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, assinou, no dia 8 de fevereiro, o Termo de Designação de 32 juízes titulares no Conselho Recursal dos Juizados Especiais. Durante o biênio 2011/2012, eles vão participar do julgamento de recursos contra sentenças dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, e dos Juizados Virtuais da Fazenda Pública da Capital inaugurados em dezembro passado. Os magistrados foram selecionados em sessão realizada pelo Conselho da Magistratura no dia 21 de janeiro deste ano. “Vocês não estão aqui por uma escolha especial. Vocês estão aqui por mérito próprio e por todo o passado em prol da Magistratura do Estado do Rio. Cada decisão é passível de ser modificada e vocês fazem efetivamente a justiça”, afirmou o desembargador Manoel Alberto. O presidente do TJ disse que é importante ressaltar a liderança do desembargador Antonio Saldanha Palheiro, coordenador da Comissão Estadual dos Juizados Especiais (Cojes). “O desembargador Saldanha está sempre interessado em colaborar com a justiça”, destacou. Para o juiz Paulo Roberto Sampaio Jangutta, coordenador das Turmas Recursais, a troca de magistrados a cada dois anos é salutar. “São 32 juízes que poderão dar uma prestação jurisdicional efetivamente possível. Eles representam a oxigenação das Turmas Recursais. Procuramos trazer juízes experientes e conhecedores do sistema”, completou. O Tribunal de Justiça do Rio tem cinco Turmas Recursais Cíveis, que contam com 20 juízes; duas Turmas Recur- sais Criminais, com oito magistrados; e duas Turmas Recursais da Fazenda Pública, com quatro. Em 2010, as Turmas Recursais Cíveis e Criminais receberam 70.904 recursos e, no mesmo período, elas proferiram 68.844 acórdãos. A maior concentração de recursos é na área cível. Em média, cada juiz das Turmas Recursais Cíveis recebe por ano 3.600 recursos. Os juízes das Turmas Recursais são: Adalgisa Baldotto Emery, Alexandre Chini Neto, Ana Luiza Coimbra Mayon Nogueira, André Luiz Cidra, Antonio Aurélio Abi Ramia Duarte, Antonio Carlos Maisonnette, Arthur Narciso de Oliveira Neto, Brenno Cruz Mascarenhas Filho, Cezar Augusto Rodrigues Costa, Claudia Cardoso de Menezes, Daniella Alvarez Prado, Eduarda Monteiro de Castro Souza, Fabio Ribeiro Porto, Flávio Citro Vieira de Mello, Joaquim Domingos de Almeida Neto, José de Arimatéia Beserra Macedo, Karenina David Campos de Souza e Silva, Livingstone dos Santos Silva Filho, Luis Eduardo Castro Neves, Luiz Henrique Oliveira Marques, Marcel Laguna Duque Estrada, Marcelo Castro Anátocles da Silva Ferreira, Maria Paula Gouvêa Galhardo, Murilo André Kieling Cardona Pereira, Paloma Rocha Douat Pessanha, Paulo Roberto Sampaio Jangutta, Rhohemera dos Santos Carvalho Arce Marques, Ricardo Alberto Pereira, Ricardo de Andrade Oliveira, Sandra Santarém Cardinali, Simone de Araújo Rolin e Suzane Viana Macedo. (Fonte: Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) 12 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Luiz Márcio Pereira é eleito corregedor regional eleitoral O magistrado já estava exercendo o cargo interinamente Foto:TRE P or aclamação, o juiz Luiz Márcio Pereira foi eleito, na sessão do sai 24 de janeiro, corregedor regional eleitoral do Rio de Janeiro. O cargo estava vago desde 17 de janeiro, com o encerramento do biênio do juiz Luiz de Mello Serra. Após fazer o juramento, o magistrado Luiz Márcio, que já vinha exercendo o cargo interinamente, foi saudado pelos membros da Corte. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral em exercício, desembargador Sergio Lucio de Oliveira e Cruz, qualificou o novo corregedor como “uma excelente pessoa, um grande caráter e um excelente juiz”. O desembargador Antonio Jayme Boente revelou, satisfeito, que fora ele o responsável, em 2004, por trazer o juiz Luiz Márcio para a Justiça Eleitoral fluminense, na qual este se especializou em propaganda eleitoral. “Desde então, é impressionante a sua dedicação à lide eleitoral”, assinalou. Os demais integrantes do TRE-RJ, assim como a procuradora regional eleitoral Mônica de Ré e o advogado eleitoral Fernando Setembrino, também fizeram questão de prestar homenagem ao juiz. “Lamento que irá exercer este cargo por um curto período, mas tenho certeza de que o fará com o brilhantismo com que conduz todo seu trabalho”, Novo corregedor regional eleitoral do Rio de Janeiro juiz Luiz Márcio Pereira disse a representante do Ministério Público, referindo-se ao fim do biênio do magistrado no TRE-RJ em março. Para o advogado Setembrino, “essa posse é a consagração de um juiz que se dedicou dois anos a este Tribunal”. (Fonte: TRE-RJ e TJ-RJ) Desembargador Luiz Zveiter é eleito presidente do TRE-RJ E leito por aclamação para a Presidência do TRE-RJ, na sessão do dia 7 de fevereiro, o desembargador Luiz Zveiter vai comandar as eleições municipais de 2012 no Rio de Janeiro. O desembargador Sergio Lucio de Oliveira e Cruz declinou do direito de candidatar-se e reassume a Vice-Presidência da Corte. O novo presidente deve tomar posse no cargo em 15 de março. Na mesma sessão, o juiz Antonio Augusto de Toledo Gaspar foi empossado como membro efetivo do Colegiado. “Assumo o compromisso com os magistrados e a sociedade de manter a ética, o princípio da moralidade e o prestígio que este Tribunal merece ter, prometendo fazer desta Corte a melhor do país”, declarou o desembargador Zveiter. “Vou fazer uma radiografia de toda a infraestrutura do Tribunal e com isso vamos verificar as suas necessidades”, antecipou o desembargador, sobre as medidas dos três primeiros meses da nova gestão. O desembargador Zveiter já integrou o Colegiado do TRE-RJ em outros quatro mandatos. Em 1988, ele foi eleito para a vaga de juiz efetivo, sendo reconduzido para um novo biênio em 1990. Voltou à Corte em 1999, Foto:TRE Posse do novo presidente do TRE acontecerá em 15 de março como membro substituto da classe dos desembargadores, cargo para o qual também foi reconduzido em 2001. Atualmente, ele integra a comissão designada pela OABRJ responsável por formular propostas de aperfeiçoamento da legislação eleitoral. Ex- presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o desembargador Zveiter presidiu ainda o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol. 13 Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 Ajufe envia à Dilma Rousseff lista sêxtupla para STF Segue a lista sêxtupla, em ordem alfabética: Fausto Martin De Sanctis; Leomar Barros Amorim de Sousa; Odilon de Oliveira; Reynaldo Soares da Fonseca; Ricardo César Mandarino Barreto; Teori Albino Zavascki. Em julho de 2010, o presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, definiu a consulta como resgate da representatividade dos Juízes Federais do Brasil no STF, além de oxigenação na democracia interna da entidade. (Fonte: Folha de S. Paulo) Homenagens ao desembargador Luiz Zveiter Janeiro foi marcado por diversas celebrações D urante o mês de Janeiro, a magistratura e o poder público do Estado do Rio de Janeiro promoveram diversos encontros para homenagear o desembargador Luiz Zveiter, que se despedia da presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o qual dirigiu nos últimos dois anos. A seguir as datas e os eventos. 31 de janeiro - O Centro de Estudos e Debates (CEDES) promoveu um jantar no dia 31 de janeiro. O evento, realizado no Sofitel, em Copacabana, contou com a participação de 272 convidados. Marcaram presença diversos desembargadores, juízes auxiliares da presidência e os diretores gerais. Também compareceram alguns dos expresidentes do TJ-RJ, como o desembargador Sergio Cavalieri, José Carlos Murta Ribeiro, Humberto Mendonça Manes e José Lisboa Malcher. A desembargadora Letícia Sardas fez um discurso em nome de todos os magistrados do TJ-RJ homenageando o presidente Luiz Zveiter. 24 de janeiro - O desembargador Antonio Siqueira, presidente da Amaerj, participou de um almoço em homenagem ao desembargador Luiz Zveiter. A homenagem foi feita pelo governador Sergio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes. O evento foi realizado no Palácio da Cidade, em Botafogo, e reuniu autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de familiares e amigos de Zveiter. Durante os dois anos em que esteve na Presidência do TJ-RJ, de acordo com Sérgio Cabral, o desembargador Zveiter agiu em total parceria com o Estado e o município do Rio de Janeiro. Para Cabral, o presidente do TJ-RJ demonstrou extrema sensibilidade quanto aos problemas estaduais e municipais e buscou atuar sempre no sentido de apoiar as medidas tomadas por ele, governador, e pelo prefeito Eduardo Paes. “Fizemos questão de prestar essa pequena homenagem para esse homem que foi tão importante para o Rio de Janeiro”, afirmou o prefeito. O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador Paulo Espirito Santo, participou da Foto: Luis Henrique Vicente A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) enviou na sexta-feira (14/1) à presidente da República, Dilma Rousseff, a lista sêxtupla com sugestão de nomes de juízes federais para a indicação de quem ocupar a vaga do ministro Eros Grau no Supremo Tribunal Federal. Grau aposentou-se em agosto de 2010. A escolha dos nomes foi feita através de consulta democrática entre os associados da Ajufe. A lista foi entregue ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho do ano passado. Desembargador Zveiter agradece homenagem dos colegas no Sofitel homenagem, assim como o primeiro vice-presidente do TJ-RJ, desembargador Antonio Eduardo Ferreira Duarte; o segundo vice-presidente do TJ-RJ, desembargador Sérgio de Souza Verani; e o terceiro vice-presidente do TJ-RJ e corregedor-geral da Justiça, desembargador Antonio José Azevedo Pinto. Participaram, ainda, os presidentes das câmaras cíveis e criminais do estado; autoridades do Poder Executivo, como secretários estaduais e municipais, também participaram do almoço, além de autoridades do Poder Legislativo, como o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), e o próximo presidente da Casa, deputado Paulo Mello (PMDB). Os senadores Regis Fichtner (PMDBRJ), Francisco Dornelles (PPRJ) e o senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ) também compareceram. Estiveram presentes ainda o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, presidente do Conselho de Administração do Grupo Monteiro Aranha; o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB),Carlos Arthur Nuzman; o presidente do Jornal do Commercio e da Rádio Tupi, Mauricio Dinepi; e o vicepresidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho. No dia 10 de fevereiro, a Amaerj promoveu, em grande estilo, uma homenagem ao desembargador Luiz Zveiter, pelo encerramento de sua bem-sucedida gestão na presidência do TJ-RJ. O evento foi realizado no Iate Pink Fleet, na Marina da Glória, e contou com música ao vivo e bufê do Demar. Cerca de 300 convidados confraternizaram à beira da Baía de Guanabara, diante de um cenário de cartão postal. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Amaerj e do Jornal do Commercio) 14 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Greve dos juízes à vista? Assembleia convocada pela Ajufe será realizada no dia 24 de março A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) convocou para o dia 24 de março, às 17h, uma assembléia geral extraordinária para decidir qual medida vai tomar em defesa da categoria. Os magistrados irão deliberar sobre a realização de greve, paralisação ou adoção de outras medidas que visem defender o reajuste dos subsídios da magistratura, assim como o cumprimento da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que concedeu a simetria constitucional entre a Magistratura e Ministério Público Federal (MPF). (Com informações da Ajufe e da revista Veja) TJ-RJ pode exigir provas da qualificação de candidatos A proposta do desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo ainda será avaliada O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pode passar a exigir credenciais que comprovem a qualificação dos advogados indicados pela OAB para ocupar as vagas do tribunal destinadas ao quinto constitucional da advocacia. Tudo depende da aprovação da proposta do desembargador fluminense Ricardo Rodrigues Cardozo, que será submetida à avaliação de uma comissão do tribunal. Cardozo elaborou minuta de resolução que regula o processo de escolha dos candidatos indicados pela OAB e enviou-a aos seus colegas por e-mail em janeiro. A Constituição determina que um quinto dos cargos de desembargadores e ministros de tribunais superiores seja composto por membros do Ministério Público e por advogados com, no mínimo, 10 anos de efetiva atividade em suas carreiras. No caso dos advogados, a OAB abre o processo de seleção, exige certificados de boa conduta e sabatina os candidatos. Em seguida, os elege. Os seis mais votados compõem uma lista que é entregue ao tribunal. Cabe à corte, então, escolher três nomes e encaminhá-los ao chefe do Executivo, que nomeia um deles. A eleição da OAB, porém, vem suscitando discórdia. Juízes reclamam que a entidade pauta suas escolhas por critérios políticos, em detrimento da qualidade dos candidatos. O descontentamento é revelado pela cada vez mais frequente devolução de listas pelos tribunais com a justificativa de que os indicados não preenchem os requisitos mínimos para assumir o posto de desembargador ou de ministro. Lista sêxtupla - No dia 10 de janeiro, por exemplo, o TJ do Rio devolveu à seccional fluminense da OAB uma lista sêxtupla porque os candidatos não obtiveram o número mínimo exigido de votos para compor a lista tríplice que seria enviada ao governador. Dos seis candidatos da primeira lista, apenas a advogada Patrícia Serra obteve votos suficientes para a indicação. Com a devolução, a votação de outras duas listas foi suspensa porque o preenchimento dos cargos tem de obedecer à ordem cronológica de envio. Prova de qualidade - Em sua proposta, Cardozo afirma que “a aferição do notório saber jurídico, da reputação ilibada e da prática forense por 10 anos não é exclusiva da Ordem dos Advogados e deve ser apreciada, também, por este tribunal”. Em razão disso, o tribunal passaria a exigir dos candidatos documentos semelhantes aos que são exigidos pela OAB no momento da inscrição para a disputa para entrar na lista. Entre as exigências, estão diversas certidões de bons antecedentes, prova de títulos e “comprovação do período de 10 anos de atividade jurídica, mediante a juntada de cinco peças processuais por cada ano de atividade advocatícia”. O embate entre a magistratura e a advocacia em torno do quinto constitucional é histórico. Em 2005, o Tribunal de Justiça de São Paulo mandou a OAB-SP refazer uma lista. Em Mandado de Segurança ajuizado no Supremo Tribunal Federal, a entidade conseguiu decisão liminar, confirmada por unanimidade pelos ministros, para que o TJ paulista formasse sua lista tríplice a partir da lista enviada pela OAB ou que justificasse os motivos da recusa. O tribunal justificou os motivos da recusa. Entre eles, um dos candidatos da lista havia sido reprovado em mais de meia dúzia de concursos para juiz. No Superior Tribunal de Justiça, a OAB também vem enfrentando dificuldades. Há quase três anos o tribunal não preenche as vagas destinadas à advocacia. São três vagas abertas atualmente, que estão sendo ocupadas por desembargadores convocados. Agora, o STJ promete votar as listas para o preenchimento de três cadeiras reservadas a advogados na Corte no dia 7 de fevereiro. A data foi definida na última sessão de 2010 da Corte Especial, presidida pelo ministro Ari Pargendler. Parte dos membros do STJ defende a formação de uma só lista com cinco ou nove nomes para ser enviada à Presidência da República, mas a possibilidade de os excluídos entrarem com ações judiciais levou os ministros a repensar essa opção. (Fonte: Conjur) Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 15 CNJ elabora modelo de fundo de pensão para juízes O objetivo é substituir o atual sistema para proporcionar melhores resultados O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formou uma comissão para elaborar um modelo de fundo de pensão para juízes. A ideia é substituir o atual sistema de aposentadoria integral, extinto pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998, por um fundo de pensão com contribuição dos magistrados e da União, que proporcione resultados melhores do que os atuais. Simulações do sistema que poderá ser desenvolvido, apontam, por exemplo, que magistrados que contribuírem com R$ 2,9 mil por mês, tendo o mesmo valor de contrapartida da União, pelo período de 30 anos, podem se aposentar recebendo até R$ 70 mil mensais. Segundo o conselheiro do CNJ Jefferson Kravchychyn, coordenador do grupo, caberá à comissão elaborar estudos sobre a viabilidade do projeto e sobre o impacto nas contas da União. A intenção, diz Kravchychyn, é de que seja feito um levantamento sobre o número dos juízes, tempo de serviço, valores de vencimentos, entre outros fatores. Ele pretende encaminhar a proposta até junho para o Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, o texto deve ser aprovado pelo CNJ. Enquanto o novo sistema não é desenvolvido, os juízes permanecem nas antigas regras de aposentadoria. Ou seja, os magistrados colaboram com 11% da sua remuneração total bruta para a Previdência e, ao se aposentar, recebem os vencimentos integrais da função pela qual se aposentou. Por isso, segundo o conselheiro, também terão que ser elaboradas regras para a substituição de um sistema por outro. O presidente da Anamatra, Luciano Athayde Chaves, afirma que a ideia do projeto é interessante. “Como os magistrados representam um contigente menor de servidores e que demoram a se aposentar, esse fundo pode ser benéfico e apresentar bons rendimentos”. Já o presidente da AMB, Nelson Calandra, é contra um fundo de pensão nesses moldes. Para ele, o melhor caminho seria lutar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 46, de 2008, que tramita no Senado. A PEC resgata a possibilidade de juízes, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública receberem aposentadoria integral. Segundo Calandra, os juízes ingressam na carreira na faixa dos 25 anos e a maioria permanece por cerca de 45 anos contribuindo com a previdência em 11% sobre a integralidade dos salários - ao contrário das demais profissões em que há um teto para o valor da contribuição. “Assim seria justo recebermos sobre o valor integral”. O desembargador afirma, porém, que a AMB participará da comissão sustentando sua posição e contribuindo no que for necessário. O fim da aposentadoria integral para a categoria é questionado no STF. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Anamatra aguardam o julgamento das duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) que tratam do tema. (Fonte: Jornal Valor Econômico) Zveiter ganha retrato na Galeria dos Corregedores-Gerais de Justiça Cerimônia contou com a presença de ministro de Superior Tribunal de Justiça, Waldemar Zveiter, pai do desembargador O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Luiz Zveiter, participou no dia 24 da aposição de seu retrato na Galeria dos Corregedores-Gerais da Justiça do Rio de Janeiro. A solenidade aconteceu no auditório da Corregedoria no 7º andar do Fórum Central. Participaram da mesa da cerimônia, além do presidente, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Antonio José Azevedo Pinto; o diretor-geral da Emerj e presidente eleito do TJ-RJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos; o 2º vice-presidente do TJ-RJ, desembargador Sérgio Verani; a diretora do Centro de Estudos e Debates (CEDES), desembargadora Leila Mariano; o presidente da Amaerj, desembargador Antonio Siqueira. O evento contou com a presença do ministro do STJ, Waldemar Zveiter, pai do desembargador. O desembargador Luiz Zveiter ocupou o cargo de corregedor-geral da Justiça no final do biênio 2005/2006, em virtude da aposentadoria compulsória do desembargador Manoel Carpena Amorim, em junho de 2006, e foi novamente eleito para o cargo para o biênio 2007/2008. (Fonte: Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) 16 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Código de Defesa do Consumidor sob revisão Comissão de juristas convocada pelo presidente do Senado, José Sarney, prepara anteprojeto de alteração do CDC. Revisão vai incluir comércio eletrônico e superendividamento. A pós 20 anos de sua entrada em vigor, o Código de Defesa do Consumidor passará por uma revisão que incluirá temas como comércio eletrônico, superendividamento e crédito, sem perder as características principais da legislação consumerista, que são informação, transparência e boa-fé nas relações de consumo. Convocada pelo presidente do Senado, José Sarney, a comissão de juristas comandada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, um dos autores da Lei 8.078/90, terá como relatora a professora Cláudia Lima Marques, responsável pela redação do CDC-Modelo das Américas. Participam também dessa comissão os juristas Ada Pellegrini Grinover – uma das principais autoras da Lei de Ação Civil Pública e copresidente da comissão responsável pelo anteprojeto do CDC original –, Leonardo Roscoe Bessa – promotor do Distrito Federal especialista em serviços financeiros – e Roberto Augusto Castellanos Pfeiffer, ex-diretor executivo do Procon-SP e ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O prazo para a apresentação do anteprojeto é de seis meses, o que deve ocorrer entre junho e julho. O ministro Herman Benjamin declarou que “o compromisso é aperfeiçoar o CDC para que se avance nas garantias do consumidor que, à época da edição da norma, não podiam ser antevistas”. Ainda que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) seja considerado de vanguarda pela comunidade jurídica e estar apenas há duas décadas em vigor, o ingresso de 50 milhões de consumidores no mercado de crédito desde a década de 90 impõe a revisão da lei, segundo a justificativa do presidente da comissão, ministro Benjamin. Ele participou da comissão que elaborou o CDC atual, em 1989, quando atuava como promotor de justiça. No entanto, nessa época, segundo o ministro, a inflação e o sistema bancário impediam essa discussão sobre o mercado de crédito. O novo projeto, de acordo com Benjamin, não deve tratar da regulação dos serviços financeiros em si, mas de transparência, informação e o direito de arrependimento no mercado de crédito, a exemplo do que já é feito em outros países. Países como França, Suécia, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Estados Unidos, Bélgica e Áustria já possuem normas de proteção ao consumidor contra o superendividamento. O novo código também deve regulamentar melhor o comércio eletrônico, agora utilizado em larga escala pelos consumidores brasileiros. O texto ainda deve investir no fortalecimento dos Procons, para diminuir os litígios judiciais. No STJ, estima-se que de 20% a 30% dos recursos da 2ª Seção - responsável pelo julgamento de temas de direito privado - tratem de relações de consumo. A comissão teve sua primeira reunião em dezembro. (Fonte: Diário do Comércio e Valor Econômico) Magicred divulga balanço econômico de 2010 Patrimônio líquido teve crescimento de 21,69% A Magicred (Cooperativa dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro), em e-mail enviado aos cooperativados, informou os resultados econômicos e financeiros de 2010. Em dezembro a cooperativa registrou um aumento de 6,77% na carteira de crédito e o volume de empréstimos e de refinanciamentos atingiu a marca de R$992.139,79. No ano de 2010 o patrimônio líquido cresceu 21,69% em relação ao ano anterior e a média mensal de empréstimos foi de R$793.322,65. A Cooperativa informou que o total de sobras alcançou a marca de R$292.436,67. Segundo a MAGICRED, a quantia será distribuída aos cooperativados em breve. A MAGICRED oferece taxas diferenciadas, disponibilizando os recursos diretamente na conta do magistrado, em menos de 24h. O magistrado pode entrar em contato pelo site www.magicredi.com.br ou pelo e-mail magicredi. [email protected]. O magistrado também pode se encaminhar para Avenida Erasmo Braga, 227, 8º andar, Centro, Rio de Janeiro, CEP: 20020-000 ou no posto que está localizado no Tribunal de Justiça, 5º andar, me frente ao DIMAG. Telefones: (21) 2531-8998 ou 2531-8539. Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 17 PEC pelo direito ao voto nos tribunais Proposta de Emenda à Constituição apresentada na Câmara dos Deputados em dezembro pretende dar direito aos juízes e servidores efetivos de votarem nas eleições para os tribunais de Justiça de todo o País. Amaerj defende extensão do voto aos juízes. U ma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada na Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado pretende dar direito aos servidores efetivos e aos juízes de votarem nas eleições para os membros da administração dos tribunais de Justiça de todo o País. A PEC 526/10 acrescenta um parágrafo único ao artigo 96 da Constituição Federal, que garante a extensão desse direito, hoje restrito aos desembargadores. As regras da participação em cada estado seriam definidas pelos regimentos internos de cada tribunal. A proposta é iniciativa do deputado Vicentinho (PT-SP), que foi reeleito e pode desarquivar a PEC, que foi arquivada em 31 de janeiro por causa do fim da legislatura. Na justificativa do projeto, ele diz que pretende democratizar as eleições para a escolha dos membros da administração dos tribunais “cujas decisões afetam diretamente a vida de milhares de servidores de carreira em todo o País”. O deputado ressalta que não pretende retirar dos desembargadores a prerrogativa de eleger os presidentes dos tribunais, mas incluir no processo eleitoral, diretamente, os servidores e os juízes. A regra está estabelecida pelo Artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que é de 1979. Segundo o artigo, “os tribunais, pela maioria dos seus membros efetivos, por votação secreta, elegerão dentre seus juízes mais antigos, em número correspondente ao dos cargos de direção, os titulares destes, com mandato por dois anos, proibida a reeleição”. Com a mudança na Constituição e a ampliação dos eleitores, o estabelecido pela Loman perderia a validade, pois nenhuma legislação é maior que a Carta Magna. Participar das eleições é um pleito antigo da magistratura de primeiro grau, hoje proibida de votar. Uma pesquisa Muitos descontos para você Acesse a área restrita do site da Amaerj <http://www.amaerj.org.br/> e veja a lista completa de convênios e descontos exclusivos para associados da Amaerj. feita pela Amaerj, no primeiro semestre de 2010 (que ouviu 484 juízes), demonstrou que 87% dos magistrados fluminenses eram favoráveis ao voto direto dos magistrados, tanto de primeira quanto de segunda instância. O presidente da Associação, desembargador Antonio Siqueira, defende que a participação dos juízes na eleição acabaria com o desequilíbrio dos recursos, humanos e financeiros, do Poder Judiciário, hoje concentrados na segunda instância. “Quando a administração assume, ela faz projetos que possam ser cumpridos em dois anos, e é muito mais fácil fazer projeto para 180 desembargadores do que para 500, 600 juízes de primeiro grau. Isso pode ser consertado quando os juízes forem tão importantes eleitoralmente quanto os desembargadores”, afirmou, em entrevista ao Jornal do Commercio em dezembro do ano passado. No entanto, ao ser questionado sobre a proposta de estender o benefício para os servidores, Siqueira disse que, em sua opinião, os funcionários, mesmo que concursados, não deveriam votar. “Há uma importante diferença. Os juízes são parte do Poder Judiciário, diferentemente dos servidores. Nos demais poderes, como o Legislativo, por exemplo, os deputados votam para escolher os membros da mesa diretora e os servidores, não”, justifica. “Só queremos o que já acontece nos outros poderes”, ressalta. Siqueira defende que o assunto precisa ser abordado na revisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) está fazendo na Loman – o anteprojeto de lei para ser enviado para o Congresso Nacional está sendo elaborado desde 2008. O ministro Ricardo Lewandowski já afirmou que um dos pontos nevrálgicos da nova Loman é justamente a definição das eleições nos tribunais. (Fonte: Jornal do Commercio) 18 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Desafio presidencial: nomear membros da cúpula do Judiciário Foto: Agência Brasil Presidente Dilma Roussef vai indicar, ao longo do mandato, 24% dos ministros do STF e de tribunais superiores U ma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada na Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado pretende dar direito aos servidores efetivos e aos juízes de votarem nas eleições para os membros da administração dos tribunais de Justiça de todo o País. A PEC 526/10 acrescenta um parágrafo único ao artigo 96 da Constituição Federal, que garante a extensão desse direito, hoje restrito aos desembargadores. As regras da participação em cada estado seriam definidas pelos regimentos internos de cada tribunal. A proposta é iniciativa do deputado Vicentinho (PTSP), que foi reeleito e pode desarquivar a PEC, que foi arquivada em 31 de janeiro por causa do fim da legislatura. Na justificativa do projeto, ele diz que pretende democratizar as eleições para a escolha dos membros da administração dos tribunais “cujas decisões afetam diretamente a vida de milhares de servidores de carreira em todo o País”. O deputado ressalta que não pretende retirar dos desembargadores a prerrogativa de eleger os presidentes dos tribunais, mas incluir no processo eleitoral, diretamente, os servidores e os juízes. A regra está estabelecida pelo Artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que é de 1979. Segundo o artigo, “os tribunais, pela maioria dos seus membros efetivos, por votação secreta, elegerão dentre seus juízes mais antigos, em número correspondente ao dos cargos de direção, os titulares destes, com mandato por dois anos, proibida a reeleição”. Com a mudança na Constituição e a ampliação dos eleitores, o estabelecido pela Loman perderia a validade, pois nenhuma legislação é maior que a Carta Magna. Participar das eleições é um pleito antigo da magistratura de primeiro grau, hoje proibida de votar. Uma pesquisa feita pela Amaerj, no primeiro semestre de 2010 (que ouviu 484 juízes), demonstrou que 87% dos magistrados fluminenses eram favoráveis ao voto direto dos magistrados, tanto de primeira quanto de segunda instância. O presidente da Associação, desembargador Antonio Siqueira, defende que a participação dos juízes na eleição acabaria com o desequilíbrio dos recursos, humanos e financeiros, do Poder Judiciário, hoje concentrados na segunda instância. “Quando a administração assume, ela faz projetos que possam ser cumpridos em dois anos, e é muito mais fácil fazer projeto para 180 desembargadores do que para 500, 600 juízes de primeiro grau. Isso pode ser consertado quando os juízes forem tão importantes eleitoralmente quanto os desembargadores”, afirmou, em entrevista ao Jornal do Commercio em dezembro do ano passado. No entanto, ao ser questionado sobre a proposta de estender o benefício para os servidores, Siqueira disse que, em sua opinião, os funcionários, mesmo que concursados, não deveriam votar. “Há uma importante diferença. Os juízes são parte do Poder Judiciário, diferentemente dos servidores. Nos demais poderes, como o Legislativo, por exemplo, os deputados votam para escolher os membros da mesa diretora e os servidores, não”, justifica. “Só queremos o que já acontece nos outros poderes”, ressalta. Siqueira defende que o assunto precisa ser abordado na revisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) está fazendo na Loman – o anteprojeto de lei para ser enviado para o Congresso Nacional está sendo elaborado desde 2008. O ministro Ricardo Lewandowski já afirmou que um dos pontos nevrálgicos da nova Loman é justamente a definição das eleições nos tribunais. (Fonte: Jornal do Commercio) Amaerj Notícias • Janeiro e Fevereiro de 2011 Amaerj cancela ação judicial contra cantor Lobão Em nota à imprensa, Associação dá caso por encerrado. Presidente lamenta atitude do artista, que se negou a revelar nome do juiz a quem alegar ter pago propina: “Generalizar é um ato irresponsável porque atinge a todos os magistrados fluminenses perante a opinião pública”. E m nota enviada à imprensa, a Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro informa que não mais interpelará judicialmente o cantor Lobão porque ele se recusa a dizer o nome do juiz a quem alega ter pago propina, na década de 1980. A Amaerj tomou essa decisão, em reunião realizada no dia 31 de janeiro, baseada no fato de que o cantor afimrou à imprensa, reiteradamente, não ter a intenção de revelar o nome do juiz. Em entrevista à jornalista Marília Gabriela, no canal GNT, o cantor chegou a pedir desculpas caso tenha ofendido algum juiz, mas manteve o silêncio. “Ora, se ele se recusa a dizer o nome do juiz é provavelmente porque a acusação é falsa, afinal, o ônus da prova é de quem acusa”, diz o presidente da Amaerj, desembargador Antonio Siqueira. “Generalizar é uma atitude irresponsável porque atinge a todos os magistrados fluminenses perante a opinião pública”, afirma o desembargador. A controvérsia teve início no dia 16 de dezembro passado, em entrevista ao jornalista Ricardo Boechat, na rádio BandNews, na qual o artista disse ter pago US$ 2 mil em caixas de uísque para tentar escapar de processo sobre porte de drogas. Durante a entrevista, Lobão conta ter sido condenado depois de rir do juiz que, durante o julgamento, teria pedido a um policial que o ajudasse a liberar uma sobrinha que estava no aeroporto “cheia de muamba”. Ao falar sobre quanto dinheiro já perdeu para o vício, ele disse que seu advogado na época, Michel Assef, teria dito ser de praxe pagar propina. Em carta enviada à Amaerj , o advogado desmentiu o cantor: “Infelizmente ninguém está livre de condutas irresponsáveis como a do cantor Lobão, que teceu comentários despropositados e infundados”. Em janeiro, o assunto foi destaque nos jornais. A coluna de Ancelmo Gois, no Globo, noticiou a intenção da Amaerj de entrar com uma ação penal na Justiça, para que o cantor dissesse o nome de membros do judiciário envolvidos em corrupção, durante a sua condenação por porte de maconha, em 1987, conforme relatado pelo artista, inclusive em sua recém-lançada autobiografia, “Lobão: 50 anos a mil”. Na época, o cantor ficou três meses preso e, entre 1987 e 1992, respondeu a 132 processos, todos relatados nas 600 páginas do livro. Para o presidente da Amaerj, a versão do Lobão, de que teria subornado um juiz que em seguida o condenou, só faz sentido para promover as vendas de seu livro. Fonte: Assessoria de Imprensa da Amaerj, com informações do Globo. 19 20 Janeiro e Fevereiro de 2011 • Amaerj Notícias Fluxo Financeiro da AMAERJ - Demonstrativo de Acompanhamento Mensal - Ano 2010 Fluxo Financeiro da AMAERJ - Demonstrativo de Acompanhamento Mensal - Ano 2010 Demonstrativo da AMAERJ Saldo Abertura ( C/C + Aplicações ) Receitas da AMAERJ Mensalidades de Associados / Dependentes Taxa Administrativa Golden Cross Taxa Administrativa de Seguros / Empréstimos Apoio / Comodato C.E.F. Subvenções Diversas Aluguel AMPERJ Reserva Colônia / Campestre Receitas Financeiras / Rendimentos Recebimento do Seguro de Vida Recebimento de Empréstimos dos Associados Receb. de Serv. Odontológico dos Associados Receb. Do Plano 3G VIVO Venda de Patrimônio Conta de terceiros Total de Receitas Despesas da AMAERJ Salários Benefícios (Ass médica, alimentação, Transp) Encargos (inss, fgts, pis ) Tarifas (água, luz, telefone, condomínio) Consultorias/Serviços Prestados - PF / PJ Despesas Veículos (IPVA, seguro, Comb, etc) Eventos / Encontros / Confraternizações Representações / Viagens Boletins, Jornais, Revista e Correios Material de Escritório / Uso e Consumo Manutenção e Conservação Bens Despesas Bancárias Despesas com Regionais e Subseções Despesas Extraordinárias Investimentos / Imobilizações Impostos Diversos Plano 3G VIVO Repasse Seguro de Vida Magistrados Repasse dos Empréstimos dos Associados Repasse do Serviço Odontológico Repasse para conta de terceiros Total de Despesas Saldo Final ( C/C + Aplicações ) Valores em Depósito para Repasse a terceiros Saldo em Conta Corrente da AMAERJ Outubro Novembro Dezembro 2.942.418,38 2.864.459,12 2.541.649,86 269.805,40 22.110,05 15.161,49 15.000,00 7.432,00 9.395,11 75.252,35 212.765,08 8.215,24 69.807,39 704.944,11 269.808,10 27.682,11 8.658,75 15.000,00 40.000,00 28.336,00 5.987,78 75.122,39 210.264,58 8.082,52 688.942,23 270.210,80 27.883,23 4.073,49 15.000,00 117.410,33 9.648,00 11.503,70 75.122,39 208.586,93 8.768,20 72.000,00 67.641,24 887.848,31 41.761,33 21.472,03 27.665,62 16.465,91 72.355,79 10.570,86 3.229,75 3.981,44 197,78 6.045,00 4.564,97 274.518,88 1.649,70 75.701,73 222.396,80 325,78 782.903,37 61.675,10 21.044,82 47.681,27 15.302,31 21.360,43 118.349,72 2.318,85 2.936,93 1.474,50 267,14 13.620,00 19.318,90 335.313,67 1.849,80 75.701,73 212.928,32 60.608,00 1.011.751,49 63.773,56 14.530,89 37.650,28 9.346,44 91.316,00 268.898,00 2.342,64 13.097,68 338,37 24.951,20 38.065,53 420.716,99 1.849,80 11.185,43 75.701,73 210.426,25 1.284.190,79 2.864.459,12 578.355,65 2.286.103,47 2.541.649,86 505.785,08 2.035.864,78 2.145.307,38 571.403,09 1.573.904,29 349.576,83 6.841,36 2.301,33 2.829,78 356.946,64 356.946,64 6.515,58 2.679,29 366.141,51 366.141,51 3.036,63 369.178,14 15.921,01 248,94 16.169,95 16.169,95 248,94 10,50 16.408,39 16.408,39 248,94 16.657,33 Demonstrativo do FAIM Saldo Abertura ( Aplicações ) Mensalidades "FAIM" Despesas / Consultoria Receitas Financeiras / Rendimentos Saldo Final ( Aplicações ) Demonstrativo do Fundo de Desportos Saldo Abertura ( C/C ) Mensalidades Desportos Despesa Bancária Saldo Final ( C/C ) Editora