de 2011
Boletim Mensal dos Amigos de São Francisco • Nº 84 • Outubro
“Ide por todo mundo
e pregai o Evangelho a
toda Criatura” (Mc, 16,15).
O mês de outubro é dedicado
à vocação missionária. A palavra
vem do latim “mittere” e significa enviar. No Evangelho de Mc,
16,15 encontramos o próprio Jesus empregando o chamado aos
apóstolos e discípulos. “Ide por
todo mundo e pregai o Evangelho
a toda Criatura”.
A missão anunciada por Jesus
de Nazaré é um ato de reconhecimento do outro como a imagem e semelhança do próprio
Deus. O anúncio missionário da
Boa-Nova é experienciada pela
comunidade de fé em torno do
Mestre, que proclama e convoca
o amor ao próximo e se estende
a toda criatura.
Ao proclamar este evangelho, a comunidade estabelece
a dimensão missionária aos seguidores e aos não seguidores de
Jesus Cristo, desde a Galileia até
os confins do mundo. O mundo
aqui não deve ser entendido somente como espaço físico; mas
lugar que demarca a presença do
Reino de Deus no mundo, lugar
de encontro entre pessoas, encontro pessoal com Jesus Cristo
humilde, pobre e encarnado na
humanidade.
O chamado do Senhor é um
constante despertar de ousadia,
ou seja, coragem de vencer a si
próprio, e ir ao encontro do rosto
do outro desfigurado, transfigurado pelo sofrimento humano.
O santo de Assis, São Francisco,
reconheceu a dimensão missionária na vida de seus seguidores.
No princípio de sua conversão,
ao abrir o evangelho três vezes,
Francisco encontrou a resposta
missionária para a fraternidade
dos irmãos menores. “Se queres
ser perfeitos, vende o que tens
e dá ao pobre. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21).
O itinerário missionário franciscano é experienciado na fraternidade com os irmãos; no
reconhecimento da minoridade
evangélica e na vivência radical
do Cristo pobre no mundo.
A missão franciscana quer ser
uma maneira diferente de viver no mundo, tendo por base
o reconhecimento dos traços de
Deus, em uma sociedade marcada pela descrença do amor,
inúmeras guerras e ganâncias
humanas.
São Francisco reconstrói a casa do Senhor em missão, convidando os seus irmãos a serem
instrumentos de paz e bem; atrevendo-se a viver a fraternidade
universal em comunhão com todas as criaturas e vivendo a itinerância evangélica, ouvindo o
clamor universal diante do Reino
Frei Edivaldo Alves
Nunes, ofm
de Deus.
Não podemos nos esquecer
dos missionários que se põem a
serviço do Evangelho, da Igreja e
das causas humanas, que anonimamente vivem a experiência da
missão do Cristo ressuscitado.
Atualizar a missão de Jesus
Cristo e do Santo de Assis é atrever-se a ter uma atitude de estar
em constante presença evangelizadora. O lugar do franciscano
é perto dos pobres, humildes e
excluídos da sociedade.
Ser missionário hoje é vivenciar a boa-nova do Evangelho do
Reino de Deus com os ideais franciscanos, em meio à diversidade
do mundo, adentrando nos novos
porões do sofrimento humano.
Reflexão
1. Para que a missão de Jesus Cristo nos convida?
2. Qual a novidade no itinerário missionário de São Francisco?
3. Como podemos atualizar a vocação missionária hoje?
1
Frei Luciano Lopes, OFM
Editorial
2
Nasci no dia 2 de setembro de
1975, no Bairro Itapoã, Vila
Velha-ES.Com 20 anos de idade
senti a vontade de ser frade
menor. Fui acompanhado vocacionalmente pelo ex-pároco
do Santuário Divino Espírito
Santo, Frei Ladí Antoniazzi,
OFM. Antes de ingressar no
Seminário Santo Antônio, participava na equipe de canto
da Paróquia São Francisco de
Assis.
LUGARES EM QUE RESIDI NA FORMAÇÃO:
Província Imaculada Conceição do Brasil: de fevereiro de 1997 a
dezembro de 1999, Seminário (residindo em Agudos-SP); fevereiro de
2000 a dezembro de 2000, Postulantado (residindo em GuaratinguetáSP); janeiro de 2001 a janeiro de 2002, Noviciado (residindo em RodeioSC); fevereiro de 2002 a dezembro de 2003, Filosofia (residindo em
Campo Largo-PR).
Província Santa Cruz: de fevereiro de 2005 a setembro de 2005, Filosofia (residindo em Belo Horizonte-MG); setembro de 2005 a dezembro de
2006, Filosofia (residindo em Betim-MG); janeiro de 2007 a setembro
de 2007, Noviciado (residindo em Montes Claros-MG); outubro de 2008
a dezembro de 2008, Teologia (residindo em Betim-MG); de janeiro de
2009 a dezembro de 2010, Teologia (residindo em Belo Horizonte-MG);
janeiro de 2011, (residindo em Betim-MG) cursando o último ano de
Teologia. Em 2012, irei residir em Jequitinhonha – MG, na fraternidade
São Miguel e Almas.
ATIVIDADES PASTORAIS NA FORMAÇÃO:
1999: Pastoral da Criança.
2000: Círculo Bíblico.
2002: Visitas às famílias.
2003: Experiência com portadores de necessidades especiais, com os
hansenianos e com os aidéticos.
2005: Pastoral do Menor e Círculo Bíblico.
2006: Círculo Bíblico.
2007: Visitas às famílias.
2008: Formação de Ministros da Palavra e da Eucaristia.
2009: Catequese para adultos e Círculo Bíblico.
2010: Círculo Bíblico.
Estou na equipe Provincial de Comunicação da Santa Cruz, desde setembro de 2008.
CONVITE:
Outubro, mês em que celebramos
Francisco de Assis. É também o mês
das missões, e é assim, enviados como
Francisco, que chegamos até você,
que gentilmente nos abre as portas
de casa.
Há um ditado popular que diz que o
que anda rápido são as notícias ruins,
mas Jesus nos pede para dar uma boa
notícia às pessoas, sobretudo àquelas
que já não acreditam mais num futuro
melhor. É preciso preencher de novo a
vida com esperança, saber-se amado
(a) por Deus, chamado(a) a uma vida
nova, renovada à luz de nosso Deus.
Para isso, não bastarão belas palavras,
mas uma série de fatores, como a harmonia na vida pessoal, no relacionamento entre as pessoas, as questões
de ordem econômicas, a saúde, dentre tantas outras coisas que compõem
a nossa vida.
Inspirados pelo exemplo de São
Francisco, queremos ver em Jesus
um ideal de vida possível, esperançada, no perdão e na misericórdia.
Assim como Francisco, queremos nos
alegrar por tudo aquilo que a vida nos
tem dado de bom e dizer: ‘louvado
sejas, meu Senhor’.
Neste nosso boletim, queremos
lembrar nossas origens, de onde
viemos, como tudo começou em nossa
vida. Frei Tide vai nos ajudar nisso. E
ao recordarmos nossas raízes, vamos
bendizer a Deus pela vida de Frei Luciano Lopes, que celebrará seu tríduo
vocacional de 21 a 23 de outubro de
2011, em Vila Velha, no Espírito Santo.
Ele, juntamente com outros 4 frades,
farão dia 2 de fevereiro sua consagração definitiva na Ordem Franciscana.
Frei Edivaldo nos recorda nosso
chamado a anunciar o Reino de Deus.
‘É missão de todos nós’, como diz a
música.
Para recordarmos ainda as figuras
de Clara e Francisco, segue um texto
de Frei Raniero Cantalamessa, pregador do papa, sobre o filme ‘Clara e
Francisco’, que vale a pena ser visto.
Irmãos e irmãs, Francisco, ainda
no início de sua Ordem, enviou seus
discípulos a anunciarem o Evangelho.
Também nós somos chamados a dar
continuidade a esta missão. Como
Francisco, sejamos instrumentos de
paz e de bem.
Fraterno abraço.
Nos dias 21, 22 e 23 de outubro de 2011 irá acontecer o Tríduo vocacional franciscano nas comunidades pertencentes à Paróquia São
Francisco de Assis, Itapoã, Vila Velha-ES. Este Tríduo vocacional é
em vista da preparação para a minha profissão solene, na qual irei
me consagrar definitivamente na Ordem dos Frades Menores (OFM),
professando os votos de pobreza, obediência e castidade; no dia 2
de fevereiro, em Belo Horizonte-MG, na Paróquia São Francisco das
Chagas, juntamente com mais 4 frades que irão professar solene,
Frei Júnio, Frei Irwin, Frei Robério e Frei Rogério.
Todos estão convidados a rezar pela minha vocação e para pedir que
venham mais vocações religiosas e presbiterais.
Que o Senhor vos dê a Paz!
Prestação de Contas:
Ubá: R$ 77,00 ( Ref. Mês agosto)
Capitólio: R$ 39;00 ( Ref. Mês agosto)
Betim: R$ 6,00 ( Colônia Santa Isabel)
Betim: R$ 70,00
Salinas: R$20,00 /Pará de Minas: R$125,50
Belo Horizonte: R$100,00 ( Carlos Prates)
Belo Horizonte: R$ 307,00 ( Vale do Jatobá)
Santos Dumont: R$ 300,00 (referente a abril e maio)
Santos Dumont: R$ 68,00 (referente a setembro)
Formiga:R$54.00 ( Ref. julho; Ilda Maria)
R$ 98,00( Ref. a agosto; Ilda Maria)
OBS: Pedimos aos amigos que, ao depositarem a sua contribuição, favor nos avisar para que possamos colocar na
prestação de contas do jornalzinho. Muitas vezes recebemos as contribuições e não sabemos de onde vêm.
Tríduo preparatório para a
Profissão Solene dos Freis
Franciscanos:
Frei Luciano Lopes – 21 a 23 de outubro – Vila Velha / ES
Frei Irwin Couto – 11 a 13 de novembro – Betim / MG
Frei Robério Antunes – 25 a 27 novembro – Ribeirão das
Neves / MG
Frei Emanuel Fernandes - 08 a 10 de dezembro(Tríduo), 11
dezembro ( Profissão Solene ) Uberlândia / MG
23 de
outubro
Novos Amigos:
SALINAS: Maria Auxiliadora do Nascimento;Nely
Alves de Almeida;Maria Dalva dos santos; Sebastião de Fátima Santos; Luzia Moreira de Souza
Santos;Luiz Carlos Martins dos Santos; Edina Rodrigues Santos; Larissa Rodrigues; Vanderlei Pereira
da Silva; Elaine Fernandes da Silva; Gildásio Adilson
Melo; Evani Conegundes Melo;Anália de Oliveira
Freitas; José Ferreira de Freitas; Sidnei Pereira
da Silva; Diane Ferreira Brito Silva;João Aparecido Fonseca; Luzia Bessa Silva Fonseca; Maria das
Graças Souza Silva; Adão Pereira da Silva; Vilmar
Pereira de Oliveira; Sebastiana Moreira de Souza
Oliveira; Margarethe Ferreira Freire; Damiana Maria de Oliveira; Joana Maria de Jesus;
UBÁ: Alice Varela Zonta; Antônio Batista Zonta;
Maria José Oliveira Vieira; Valter Vieira Pinto;Sonia
Regina Timóteo Vieira; Mateus de Freitas Vieira;
FORMIGA: Maria das Dores Tavares.
Nota de Falecimento:
No dia 24 de Fevereiro de 2011, nossa amiga JUDITH DA SILVA RIBEIRO partiu para a casa do Pai na
simplicidade do seu viver. Sorrindo foi para Deus.
“Viveu a vida com amor, foi esta a razão de sua
existência”. Agradecidos por sua convivência conosco, a entregamos ao Pai, com muita saudades!
São João Capistrano, Sacerdote da I Ordem
(1386- 1456), canonizado por Alexandre VIII ( 16-10-1690)
João, nascido a 24 de junho de 1386,
em Capistrano, na província italiana
de Áquila, região dos Abruzos, teve por
mãe uma senhora autóctone e por pai
um barão da Alemanha. Fez os estudos
em Perugia, onde se doutorou e chegou
a ser um ótimo jurista, a ponto de
Ladislau de Durazzo o nomear governador dessa cidade. Devido a desavenças
políticas com os Malatesta, foi por eles
feito prisioneiro. Isso provocou nele
uma profunda crise religiosa, mas com
um desfecho feliz. Como acontecera a
São Francisco, enquanto esteve preso
meditou sobre a futilidade do mundo,
e uma vez restituído à liberdade, pôs
à parte a vida secular e ingressou na
Ordem Franciscana, numa altura em
que S. Bernardino de Sena propagava a
devoção ao nome de Jesus e apelava ao
retorno à lídima observância da Regra.
João de Capistrano tornou-se amigo
íntimo do santo reformador, e mais ainda, seu declarado e denodado defensor
quando o santo de Sena foi acusado de
heresia por divulgar o culto ao nome de
Jesus.
Também ele adotou o monograma
do nome de Jesus como emblema nas
duras batalhas travadas contra hereges
e infiéis. O papa nomeou-o inquisidor
de certos frades suspeitos de heresia,
e enviou-o como legado pontifício à
Áustria, Baviera e Polônia, onde crescia
a heresia dos hussitas. Na Terra Santa
promoveu a união dos Armênios com
Roma. Foi várias vezes Vigário geral do
ramo da Observância da Ordem Franciscana, e em 1430 propôs as chamadas
Constituições Martinianas, assim designadas com o nome do papa Martinho
V, que pretendiam ser uma via intermediária entre as tendências laxista
e rigorista. Pretendia ele dessa forma
restaurar a unidade da família franciscana, mas o seu esforço foi em vão.
Onde quer que fosse necessário animar, guiar ou combater, lá estava S.
João de Capistrano erguendo a sua
bandeira com o radiante monograma
do nome de Jesus, ou então carregando
uma pesada cruz de madeira, lançando-se à luta com a firmeza própria do
seu ascendente alemão e o ardor da sua
costela italiana. A sua atividade predominante consistiu em pregar e em
defender a cristandade das ameaças
de turcos e hereges. Viajou incansavel-
mente por toda a Europa e manteve
contatos com várias personalidades
tanto na Itália como no exterior. Em
1451 visitou na Palestina os lugares
santificados pela presença de Jesus,
dos Apóstolos de Maria.
Contava 70 anos quando, em 1456,
se encontrava no campo de batalha de
Belgrado, invadida pelos turcos. Andando por entre os combatentes nos
lugares onde parecia menos favorável
a sorte das armas, incitava os cristãos
a confiarem no nome de Jesus, gritando-lhes: “/Quer possais avançar, quer
tenhais de recuar, ferindo ou sendo
feridos, invocai sempre o nome de Jesus. Só dele depende a salvação e a
vitória”. Durante 11 dias e outras tantas noites ali permaneceu, sem nunca
abandonar o campo de batalha. Exigia uma disciplina militar às tropas de
Terceiros e Cruzados. Seria essa a sua
última luta, coroada com fulgurante
vitória, pois morreria três meses mais
tarde na jugoslávia, a 23 de outubro de
1456. Aos seus fiéis entregou a cruz e
o emblema do nome de Jesus, que até
ao último momento lhe dera alento e
força indomável.
3
Neste ano de 2011, meados de
julho, estava participando do
Encontrão Vocacional no Convento Santa Maria dos Anjos,
em Betim-MG. Num momento de folga, fui ao bairro Citrolândia para visitar amigos.
Lá fiquei sabendo que o ‘Sô’
Paulo estava doente e internado. Um santo homem. Com
isso, povoou minha mente o
primeiro Encontrão Vocacional
de que participei. O ‘Sô’ Paulo
nos premiou com uma palestra
que deixou a todos nós participantes atônitos, admirados e
depois animados no seguimento
de Jesus Cristo, à maneira de
São Francisco. Lembro como se
fosse hoje. Ele falando de sua
vida, dos seus sofrimentos e
dores, das suas alegrias (ainda
teve alegria), de sua missão,
de seus sonhos, de sua sina...
ele sempre iniciava seu dia e
terminava sua noite com essas palavras: “Louvado sejas,
nosso Senhor Jesus Cristo!” Era
muita fé num pequeno homem!
– pensei – Porém, aconteceu o
inesperado em sua caminhada.
Veio a ruptura no seu sonho de
ser padre. Geralmente é assim:
Quando pensamos que agora
vai começar a realizar o nosso
sonho, “agora sim; agora vai.”
De repente um muro é colocado na nossa frente. “Daqui
você não passa.” O ‘Sô’ Paulo
contando tudo isso para nós.
No entanto, não havia rancor,
ódio em seu rosto. Mesmo diante desse rompimento, dessa
mudança em sua vida (de Três
Pontas para a Colônia Santa Isabel. De querer ser padre para
4
Frei Tide - OFM
AMOR E PAZ:
eis nossa missão!
passar a conviver com outros hansenianos na Colônia), no lugar
do ódio, do rancor ele falava: “Louvado sejas, nosso Senhor Jesus
Cristo!” Nesse momento, diante dessa fé, dessa resignação e até
de sua fala com tom de alegria não me contive e perguntei a ele:
“‘Sô’ Paulo, mesmo diante dessa dor de não poder mais ser padre
que era seu grande sonho, mesmo diante dessa dor de ter que ser
separado da sua família, o senhor ainda conseguia louvar a Jesus
Cristo?” Ele, com muito carinho e um pequeno sorriso nos lábios,
me disse: “Filho, você conhece aquela música do Pe. Zezinho que
se chama Utopia? Pois é, aquilo foi a minha vida!” transcrevo aqui
a letra dessa maravilhosa música:
Das muitas coisas do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança o aconchego do meu lar
No fim da tarde quando tudo se aquietava
A família se ajuntava lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham nem escola, nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro trabalhavam sem parar
Faltava tudo, mas a gente nem ligava
O importante não faltava seu sorriso e seu olhar
Eu tantas vezes vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado um por um ele afagava
E perguntava quem fizera estripulia
E mamãe nos defendia e tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha a viola alguém trazia
Todo mundo então queria ver papai cantar com a gente
Desafinado meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas seu olhar no sol poente
Correu o tempo hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família quando tantos não a têm
Agora falam do desquite, do divórcio
O amor virou consórcio compromisso de ninguém
Há tantos filhos que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço e do carinho entre seus pais
Se os pais amassem o divórcio não viria
Chame a isso de utopia eu a isso chamo paz.
Realmente. Quem morou ou
passou um pedaço de sua infância no interior, na roça ou
numa fazenda escuta essa
música com os sentimentos à
flor da pele e a tem gravada
em seu coração. Lembro-me
bem que minha mãe (de quem
tenho muitas saudades, e que
o bom Deus a tenha) também
falava, com os olhos marejados, que essa música retra-
tava muito bem sua vida. Eu
também tenho lembranças,
quando criança, de ver meu
avô, para e com toda família, tocando violão e, principalmente, sanfona; só que no
lugar de alpendre eu colocaria
fogão de lenha. Muitos podem
pensar que isso é saudosismo.
Pode ser, porém superestimo é
o meu presente por causa do
meu passado em família.
Esta música canta o AMOR e a
PAZ. Qual a diferença entre o
que essa música enaltece com
a nossa saudação franciscana
de PAZ e BEM? Penso que é
apenas na ordem das palavras,
pois nosso Deus é amor, é todo
o Bem, o sumo Bem, a plenitude do Bem e é Ele que nos
dá a verdadeira Paz. A Paz que
é fruto da prática da justiça e
que produzirá em nós a esperada e verdadeira felicidade.
Amor e Paz: esta é a nossa missão. Esta foi a
missão de São Francisco e Santa Clara. Esta
foi a missão, a vida vivida de nosso Senhor
Jesus Cristo. Por isso, desejo amor e paz na
sua vida e paz e bem para você!
5
Francisco e Clara, dois enamorados,
mas de quem?
Neste texto, o autor apresenta
sua percepção do Filme ‘Clara e
Francisco’, mostrando a íntima
ligação entre os dois santos, mas
acima de tudo, a grande paixão
que ambos nutriam pelo Cristo.
Fez-se comum falar da amizade
entre Clara e Francisco em termos
de amor humano. Em seu conhecido ensaio sobre apaixonar-se e
amar, Francisco Alberoni escreve
que «a relação entre Santa Clara
e São Francisco tem todas as características de um enamoramento
transferido (ou sublimado) à divindade». «Francisco e Clara», de
Fabrizio Costa, melhor talvez que
«Irmão Sol e Irmã Lua», de Zeffirelli, soube evitar esta alusão
ao romântico, sem tirar nada da
beleza também humana de um
encontro assim.
Como qualquer homem, ainda
que seja santo, Francisco pode
ter experimentado a atração pela
mulher e o sexo. As fontes referem que para vencer uma tentação deste tipo, uma vez, o santo
se jogou em pleno inverno na neve. Mas não se tratava de Clara!
Quando entre um homem e uma
mulher há união em Deus, se é autêntica, exclui toda atração de
tipo erótico, sem que exista sequer luta. É como refugiar-se. É
outro tipo de relação. Entre Clara
e Francisco havia certamente um
fortíssimo vínculo também humano, mas de tipo paterno e filial, não
esponsal. Francisco chamava Clara
de sua «plantinha», e Clara chamava Francisco de «nosso pai».
O entendimento extraordinariamente profundo entre Francisco
e Clara que caracteriza a epopeia
franciscana não vem «da carne e
do sangue». Não é, por exemplo,
igualmente célebre, como aquele
entre Heloísa e Abelardo. Se assim
tivesse sido, teria deixado talvez
uma marca na literatura, mas não
na história da santidade. Com uma
6
conhecida expressão de Goethe,
poderíamos chamar a de Francisco
e Clara uma «afinidade eletiva»,
com a condição de entender «eletiva» não só no sentido de pessoas
que se elegeram reciprocamente,
mas no sentido de pessoas que realizaram a mesma eleição.
Antoine de Saint-Exupéry escreveu que «amar não quer dizer olhar um ao outro, mas olhar
juntos na mesma direção». Clara
e Francisco na verdade não passaram a vida olhando um ao outro,
estando bem juntos.
Trocaram pouquíssimas palavras,
quase só as referidas nas fontes.
Havia uma estupenda discrição
entre eles, tanta que o santo, às
vezes, era amavelmente reprovado por seus irmãos por ser demasiado duro com Clara.
Só ao final da vida vemos atenuar esse rigor nas relações e Francisco buscar cada vez, com maior
frequência, consolo e confirmação
junto a sua «Plantinha». É em São
Damião onde se refugia próximo
à morte, devorado por enfermidades, e está perto dela quando
entoa o canto de Irmão Sol e Irmã
Lua, com aquele elogio de «Irmã
Água», «útil e humilde e preciosa
e casta», que parece ter escrito
pensando em Clara.
Em lugar de olhar um ao outro,
Clara e Francisco olharam na mesma direção. E se sabe qual foi para
eles esta «direção». Clara e Francisco eram como olhos que olham
sempre na mesma direção. Dois
olhares que contemplam o objeto
desde ângulos diversos dão profundidade, relevância ao objeto,
permitem «envolvê-lo» com o olhar. Assim foi para Clara e Francisco. Contemplaram o mesmo
Deus, o mesmo Senhor Jesus, o
mesmo Crucificado, a mesma Eucaristia, mas desde «ângulos» diferentes, com dons e sensibilida-
Frei Raniero
Cantalamessa, OFM
de próprios: os masculinos e os
femininos. Juntos perceberam
mais do que teriam podido fazer
dois Franciscos e duas Claras.
Se existe uma lacuna na série
sobre Francisco e Clara é talvez
a insuficiente relevância prestada
à oração, e com ela à dimensão
sobrenatural de suas vidas. Uma
lacuna provavelmente inevitável
quando a vida dos santos se leva
à tela. A oração é silêncio, quietude, solidão, enquanto que a
palavra «cinema» vem do grego
kinema, que significa movimento!
A exceção é o filme «O grande
silêncio» sobre a vida dos cartuchos, mas não resistiria na
pequena tela.
No passado se tendia a apresentar a personalidade de Clara demasiado subordinada à de Francisco, precisamente como a «irmã
Lua» que vive do reflexo da luz do
«irmão Sol».
Tanto mais é de elogiar no filme,
a eleição de apresentar Francisco
e Clara como duas vidas paralelas, que se entrecruzam e se
desenvolvem em sincronia, com
igual espaço dado a um e outro.
É a primeira vez que ocorre desta
forma. Isso responde à sensibilidade atual orientada a evidenciar
a importância da presença feminina na história, mas em nosso caso
corresponde à realidade e não é
algo forçado.
A cena que mais me impactou ao
ver a pré-estreia de «Francisco e
Clara» é a inicial, emblemática,
uma espécie de chave de leitura de toda a história. Francisco
caminha em um prado, Clara
o segue introduzindo seus pés,
quase brincando, nas pegadas
que Francisco deixa, e, diante da
pergunta dele: «Estás seguindo
minhas pegadas?», responde luminosa: «Não, outras muito mais
profundas».
Seu nome é Clara de Assis
Francisco já havia feito um caminho de
seis anos após a sua conversão quando
transformou em realidade a vertente
feminina do franciscanismo: A Ordem
das “Pobres Damas”. Clara chegou para
confirmar a sua conversão. Uma mulher
sempre fecunda a ideia de um homem e
faz tornar-se concreto aquilo que num
homem é apenas sonho. Clara fez do sonho de Francisco caminho e comunidade,
igualando-o na via da perfeição.
Temos que resgatar as palavras de Omer
Englebert, em sua Vida de São Francisco
de Assis: “Clara possuía grande bom senso, um coração afetuoso e fiel, uma doce
e prudente obstinação, uma coragem que
não recuava diante de nada. Tinha o dom
de fazer-se amar e era tão persuasiva que
Francisco, os cardeais e os papas acabavam cedendo ao seu parecer (...). Clara
é seguramente uma das figuras femininas mais nobres e encantadoras de que a
história tem notícia.”
Francisco deixou Clara conduzir sua
experiência a seu modo. Não foi muito a
São Damião respeitando sempre a originalidade e a sacralidade íntima daquele
lugar. Continuemos com Omer Englebert:
“Se, por vários anos, São Francisco
deixou de percorrer com a mesma assiduidade de antes o caminho que leva da
Porciúncula a São Damião, foi, sobretudo
para instrução dos seus: “Não penseis,
dizia aos que o censuravam, que meu
amor por irmã Clara e suas companheiras
tenha diminuído, mas é que devo servirvos de exemplo. O ministério das irmãs
somente devem exercê-lo aqueles que
tenham demonstrado, através de longa
experiência, possuir o espírito de Deus”.
E para que entendessem seu pensamento, lhes contou a seguinte parábola:
Um rei enviou dois embaixadores à
rainha. Quando regressaram e prestaram
contas de sua missão, o príncipe lhes perguntou que impressão tiveram da rainha.
- Senhor, respondeu o primeiro, tendes
deveras uma mulher formosíssima. Feliz
daquele que possa ter uma semelhante!
- E tu, que pensas da rainha? Perguntou
ao segundo.
- Impressionou-me, respondeu, a atenção com que escutava as instruções que
lhe transmiti de sua parte.
- E não a achaste bela?
- Senhor, é a vós que cabe
julgar a respeito disso; a mim
não cabia outra coisa senão
transmitir-lhe vossa mensagem. O rei emitiu então esta
sentença:
- Teus olhos são castos,
disse ao que acabava de falar, e quero recompensarte: daqui para adiante permanecerás comigo. Quanto
a ti, disse ao indiscreto que
havia pousado seus olhares
5
impudicos sobre a rainha, sai daqui e não
voltes jamais a macular o meu palácio
com a tua presença.
“Se já os reis da terra têm tais exigências, acrescentou Francisco, que pureza
de olhar não tem direito de exigir Cristo
daqueles que ele envia junto às suas esposas!”
Parece, ademais, que o Santo não mortificou suas filhas além da justa medida.
Os Fioretti relatam que um dia consentiram em convidar Clara para um jantar em
Santa Maria dos Anjos. Tratava-se de um
favor que a abadessa de São Damião há
tempo procurava em vão obter. Confiou
sua causa aos amigos mais caros de Francisco, que também eram seus, os quais
foram dizer ao Santo:
- É excessivo e contrário à caridade
divina o rigor com que recusas atender
ao desejo de Clara, virgem tão piedosa e
cara ao Senhor. Não esqueças que, afinal,
ela é tua plantinha espiritual e que foram
tuas exortações que a tiraram das ilusões
do século. - Então, pensais que devo jantar com ela?
- Seguramente! E ainda que te pedisse
muito mais, tu devias lho conceder.
- Pois bem, se este é vosso parecer, concordo convosco. E para que seja maior o
contentamento de nossa irmã Clara, tomaremos a refeição aqui na Porciúncula.
Pois há muito tempo que ela vive reclusa
em São Damião e nada poderá agradarlhe mais do que rever o lugar de seus esponsais com o Senhor.
No dia combinado, Clara chegou acompanhada de outra irmã. Com humildade e
devoção venerou primeiro a imagem de
Nossa Senhora dos Anjos que dominava o
altar onde outrora ela havia recebido o
véu e cortado seus cabelos; em seguida,
enquanto chegava a hora da refeição,
visitou o eremitério até os últimos recônditos. Francisco, que, segundo seu costume, fizera servir a mesa sobre o chão,
sentou ao lado dela; os demais tomaram
seus respectivos lugares e todos se dispuseram a comer. Mal, porém, haviam
tomado os primeiros bocados, Francisco
se pôs a falar de Deus e todos foram arrebatados em êxtase.
Logo, uma multidão acorreu ao convento. Eram habitantes de Assis, de Bet-
Frei Vitório Mazzuco Filho5
tona e arredores que, vendo chamas
sobre o bosque, acreditavam ter irrompido um grande incêndio em Santa Maria
dos Anjos, e vinham para apagá-lo. Mas
puderam constatar que não havia dano
algum. Quando, ao entrar na sala do
banquete, encontraram Francisco e os
demais comensais com as mãos juntas
e os olhos fixos no céu, compreenderam
que as chamas que pensaram ver eram as
do amor divino em que ardiam aqueles
santos personagens; e retiraram-se edificados e confortados.
Acrescentam os Fioretti que foi tal a
abundância de consolações espirituais,
que São Francisco, Santa Clara e os demais irmãos mal tocaram nos alimentos,
e vários deles não provaram sequer bocado.
Não são apenas as necessidades provenientes da fome do alimento material
que reúne pessoas à mesa. As pessoas
que se amam muito precisam celebrar
o encontro onde o único alimento é a
sintonia, a vibração interior, o espírito
comum, a vivência do mesmo projeto de
vida e a mesma busca do Amado.
A Fraternidade alimenta-se da presença; no coração do outro e da outra vive a
sua transcendente experiência:
“Nunca existiu união mais íntima e
harmoniosa do que entre Santa Clara e
São Francisco; nunca duas almas estiveram tão de acordo na sua maneira de
apreciar as coisas da terra e do céu. Por
vezes se pergunta qual dos dois copia o
outro; tanto se parecem os seus traços e
seus reflexos que tal semelhança parece
resultar de uma espécie de consanguidade espiritual. O ideal do Pobrezinho se
conservou sempre puro naquele coração
filial que guardava inalterável o depósito
de suas mais belas inspirações e, qual
límpido espelho, refletia sua mais fiel
imagem. Por isso, nas horas de desalento
e de trevas, veremos Francisco regressar aos humildes muros de São Damião,
berço de sua vocação, para buscar junto
à sua filha espiritual o consolo e a confiança de que necessita”.
Francisco e Clara ensinam para nós
que o humano se define em relações.
Encontrar-se é dividir e transmitir o
fervor existencial que contagia o coração. O encontro puro e límpido de Clara e Francisco está
dentro de uma forte vivência,
por isso é um dom gracioso. O
forte Amor pelo mesmo Amado
aprofunda o encontro e coloca
os dois nos acontecimentos do
cotidiano com maior profundidade. Isso é que ilumina o
silêncio, a fala, a mesa, o fato.
A chama do Amor se debruça
sobre a cena para comemorar
a experiência do encontro; não
é só um encontro que ilumina,
mas que acende!
Publicado no blog http://carismafranciscano.blogspot.com/
7
Amigos aniversariantes
Outubro
01/10- Antonina de Castro Arantes (Formiga);
Fernanda Lázara Silvestre (Formiga); Joana
Luis Zeite (Rio Preto); Lúcia Helena Rezende
Ruback Lima (Itapiruçu/Palmas); Marcelo Durval Dias (Betim); Nelma Regina Souza (Cabo
Verde); Raquel Franco Canela (Belo Horizonte);
Rosanéia Gonçalves Bessa (Fruta de Leite); Sandra Aparecida Pereira ( Formiga); Sebastião Gonçalves Filho (Capitolio); Sebastião Lopes Souza
(Taiobeiras); Thalis Felipe Anacleto de Castro
(Bandeira do Sul);
02/10- Darzina Teixeira de Araújo (Manhuaçu);
Jaime Cassiano Saraiva (Novorizonte); Maria
Cristina Andrade de Castro (São João del-Rei);
Sebastião Gonçalves de Jesus (Visconde do Rio
Branco);
03/10- Aline Aparecida da Silva (Salinas); Izabel
Maria dos Santos (Salinas); José Maria de Oliveira
(Brás Pires); Maria Thereza de Assis (Belo Horizonte); Túlio Régis Balduíno (Vargem Bonita);
04/10- Antônio Benedito da Silva (São João delRei); Clara de Assis Oliveira Machado (Visconde
do Rio Branco); Gisele Almeida Teodoro (Formiga); Igor Francisco Nogueira (Divinópolis);
Júlia Nogueira Duarte Campos (Pará de Minas);
Marcelo Soares Vilela Azevedo (Montes Claros)
Nedina Leonina Victor (Capitólio); Renan Pereira
da Silva (Jequitinhonha ); Terezinha da Silva
Moreira (Rio Espera);
05/10-Maria Auxiliadora Alves Ferreira (Água
Boa); Maria do Rosário de Oliveira (São João
del-Rei); Renata Bruna dos Reis (Formiga); Rosemary Teixeira Duarte (Pará de Minas);
06/10- Atanalpa de Oliveira (São João del-Rei);
Maria Augusta de Oliveira (Belo Horizonte); Maria Conceição dos Santos (Capitólio); Maria Helena da Silva Moura (Visconde do Rio Branco);
07/10- Dayse Melo Martins Rezende (Cabo
Verde); Ester Dayse de Paiva (São João del-Rei);
Fernando Antônio Giarola (São João del-Rei);
Geraldo Magela da Costa (Brás Pires); Maria Aparecida de Barros (Belo Horizonte);
08/10- Ana Rita de Oliveira (Itaúna); Brigido
Francisco da Silveira (São João del-Rei); Calcida
Maria de Jesus (Novorizonte); Claudiane Moreira
dos Santos (Novorizonte); Francisco José Tavares (Formiga); Lucimara da Silva Moreira (Rio
Espera); Luisberto Martins (Visconde do Rio
Branco); Margarida Fernandes Dias (São João
del-Rei); Renato Carlos Nunes (Guapé);
09/10-Dehany Fernandes Pereira (Novorizonte);
Eva Pereira Gonçalves (Visconde do Rio Branco);
Evania Cristiene Ferreira Santos (Belo Horizonte); José Geraldo da Silva (Santos Dumont); Maria das Graças de Souza (Betim); Maria de Fátima
Ferreira Santos (Salinas); Maria Jacy de Carvalho
Torres (Visconde do Rio Branco);
10/10- Adão Pereira dos Santos (Fruta de Leite);
Ana Margarida Simadon Zavarise (Nova Venécia); Angela Maria Moreira Graciano Rivelli (Brás
Pires); Arny Aparecido dos Santos (Rubelita);
Bárbara da Costa Rodrigues (Manhuaçu); Celsina
Virgem do Rosario Rodrigues (Fruta de Leite);
Fernanda Loize (Novorizonte); Geralda Silva
Alves (São João del-Rei); Jaqueline Simadon Zavarise (Nova Venécia); Maria Arantes Garcia (São
João del-Rei); Maria Cardosode Souza (Salinas);
Melchior Francisco Jacundino (Salinas);
11/10- Lêda Rodrigues Panzera (São João delRei); Maria das Graças Almeida Costa (Novorizonte); Zélia Maria Rosa Silva (São João del-Rei);
12/10-Adriana Evangelista Fernandes Oliveira
(Rubelita); Aparecida Wilma dos Reis (Formiga);
Edna Aparecida Belo Rocha (FORMIGA); João
Gomes de Oliveira (Novorizonte); Julião Rodrigues Bernardo (Formiga); Patrícia Aparecida
Ferreira (Manhuaçu); Rosângela Peres Laranjeira
(Nova Venécia); Vanessa Aparecida dos Santos
(Novorizonte); Vanessa Aparecida Gonçalves de
Sá (Novorizonte);
13/10-Josué Antônio da Silva (Formiga); Lavinia
Pereira Lopes (Formiga); Walace Vieira dos Santos (Santa Rita do Itueto;
14/10-Edson Duarte Mendes (Itinga); Taiula
Soares Silva (Novorizonte); Terezinha de Almeida Fonseca (PARÁ DE MINAS);
15/10-Antônio Rangel da Silva Filho (Formiga);
Maria Virgem Do Rosario Lima (Fruta de Leite);
Maria Aparecida Costa Mendonça (Pará de
Minas);
16/10- Carla Patrícia de Oliveira (São João delRei); Ércules José Campos (Nova Venécia); Eva
do Rosário da Silva (Brás Pires); Geralda da Silva
Pereira ( Belo Horizonte); Josefa Madalena de
Almeida (Fruta de Leite); Júlio Cosme Pereira
Ion (Nova Venécia); Lucivete Barbosa de Oliveira
(Rubelita); Neide Mesquita Grandi (Belo Horizonte);
17/10-Angela Maria Costa Nunes (Formiga); Conceição de Paula Mendonça (Passos); Cristiane
Simadon Zavarise (Nova Venécia); Dalva Moreira
Coelho Brandão (Belo Horizonte); Maksuel
Gomes Costa (Belo Horizonte); Maria Antonia
de Souza (Passos); Maria de Lourdes Barbosa de
Almeida (São João del-Rei); Maria de Lourdes da
Silva (São João del-Rei);
18/10-Antonina Marques Ribeiro (Taiobeiras);
Araci Fortunato de Oliveira (Visconde do Rio
Branco); Cleusa da Silva Ribeiro Santos (Pará de
Minas);Francisca Astolfo de Paiva (São João delRei); Joaquim Reis Ramos (Capitólio); Maria Ferreira Franklim (Visconde do Rio Branco);
19/10- Ilza de Freitas Suarez (Belo Horizonte);
Irene Barbosa Guimarães (São João del-Rei);
Manoelzito Nascimento de Oliveira (Jequitinhonha); Maria das Graças Ferraz (Visconde do
Rio Branco); Maria José Ferreira Morais (Cabo
Verde); Roberto Cardoso Laranjeira (Nova Venécia); Suzete Hilário Teixeira (São João del-Rei);
20/10- Bárbara Moreira da Costa Oliveira (São
Paulo); Eugenio Machado (Betim); Maria Alves
dos Santos (Água Boa); Maria Aparecida Alves de
Oliveira (Pará de Minas); Sidnei Pereira da Silva
(Salinas); Silvânia Maria de Oliveira (Belo Horizonte);
21/10- Alexssandra Silva Viegas (São João delRei); Clovismar Mendes Silva (Rubelita); Efigênia
de Souza Monteiro Rodrigues (Visconde do Rio
Parabéns!
Branco); Geralda Magela Reis (São João del-Rei);
Jucicléia Souto de Almeida (Novorizonte); Leandro Tavares de Oliveira (Formiga); Mário Pereira
Paiva (São João del-Rei); Regina Célia Carvalho
(Capitólio);
22/10- Ângela Ramos Oliveira (Salinas);Gilberto
de Souza santos (Alcobaça);Maria Anísia de
Oliveira Lage (Belo Horizonte);Geraldo Magela
de Melo (Manhuaçu); Maria Salomé Fiqueiredo
(São João del-Rei); Natany Paulina (Brás Pires);
Sebastiana da Silva Castro (Formiga);
23/10-Clério Antônio Pinheiro (Formiga);Jaime
José dos Reis (São João del-Rei); Joice Karina
dos Santos (Novorizonte); Vera Maria Bittar (São
João del-Rei);
24/10- Ângela Márcia Chaves (São João del-Rei);
Fernanda Batista Dias (Fruta de Leite); Fernando
C. Brant (Formiga); Geraldina Luiza da Silva (Pará
de Minas); Geraldo Eugênio da Silva (São João delRei); Ilma Soares Costa (Jequitinhonha); Moema
Cristina Gaio de Oliveira (São João del-Rei); Odete
Lopes de Oliveira (Visconde do Rio Branco); Rosilene Pereira Coelho Cauneto (Guidoval); Terezinha de Oliveira (São João del-Rei);
25/10- Abílio Gonçalves Costa (Formiga);Divina
Batista Rocha (Betim); José Chrispim Ildefonso
(Santos Dumont); Edna Leite Ramos (Poços de
Caldas);
26/10-Conceição Evaristo Soares (Betim); Ingraça
Trindade de Souza (Visconde do Rio Branco); José
Borges (Passos); Nair Cabral Teixeira (Brás Pires);
27/10-Elza Amélia Lucas (Taiobeiras); Francisca
de Souza Daniel (Visconde do Rio Branco); Francisco Ramos de Oliveira (Salinas); Geralda L. de
Oliveira (Brás Pires); Izael José de Paula (Salinas)
Lucelene Marlene da Silva Oliveira (São João delRei); Terezinha Madalena de Oliveira (Capitólio);
28/10- Edith de Almeida Barbosa (Brás Pires);
Gilson José de Carvalho (Belo Horizonte); Leila
Ferreira Sales (Belo Horizonte); Maria Moreira
(Brás Pires); Mariana Moreira Costa Oliveira
(São Paulo); Simone Rodrigues Pereira (Fruta de
Leite); Zenaura Alves da Penha Paula (Salinas);
Zizélia Xavier Mendes Ruas (Jequitinhonha);
29/10- Adriane Aparecida Delfino (Passos); Cássio Aguirre Cota Pacheco (Formiga); Emilia Ferreira Gonçalves (Capitólio); Ivan Esteves Alves
(São João del-Rei);
30/10-Alice Terezinha de Jesus (Pará de Minas);
Francisco dos Reis Santos (Itáuna); Helen Félix
Moreira (Belo Horizonte); José Fernando da
Costa (Santos Dumont); Luciene Laranjeiras e
Silva (Betim); Maria Raimunda Silva Nascimento
(São João del-Rei); Nádia Maria Ferreira Lima
(Jequitinhonha); Patrícia Sebim Zanon (Nova
Venécia); Paulo Vieira do Prado (Muzambinho);
Rogério Miranda Sacramento (São João del-Rei);
31/10- Antônio Barbosa da Silva (Rio Preto); Dary
Nei Ribeiro (Rio Verde); Josefa Madalena de Almeida (Fruta de Leite); Messias Gomes Ferreira
(Rubelita); Mônica Moreira de Araújo Ribeiro
(Pará de Minas); Walquíria Fonseca Peçanha
Valério (São João del-Rei); Wilma Melo de Assis
Freitas (Betim).
09/10: Patrício de Moura Fonseca 21/10: Clézio Ferreira de Lacerda
13/10: Valter Pinto Vieira Júnior 22/10: Eduardo Metz
15/10: Hugo van Steekelenburg
30/10: Fabiano Aguilar Satler
8
!
Paz e bem
es!
Felicidad
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Boletim de outubro