PDF Interativo: utilize as bordas virar a página VOLTAR AO SUMÁRIO Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 1 VOLTAR AO SUMÁRIO Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo - ASPEUR Centro Universitário Feevale Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários - PROACOM II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 ANAIS INSTRUÇÕES DE IMPRESSÃO Clique com o botão direito do mouse e vá até a opção “imprimir”. Para imprimir apenas a página que estiver visualizando, mantenha a opção “seleção” marcada em “Intervalo de páginas”. Caso queira imprimir todas as páginas deste documento, marque a opção “tudo”. Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil 2009 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 2 VOLTAR AO SUMÁRIO PRESIDENTE DA ASPEUR Argemi Machado de Oliveira REITOR DO CENTRO UNIVERSITÁRIO FEEVALE Ramon Fernando da Cunha PRÓ-REITORA DE ENSINO Inajara Vargas Ramos PRÓ-REITOR DE PESQUISA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Cleber Cristiano Prodanov PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO Alexandre Zeni PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS Angelita Renck Gerhardt COORDENAÇÃO EDITORIAL Inajara Vargas Ramos EDITORA FEEVALE Celso Eduardo Stark Maurício Barth Camila da Costa CAPA Anna Gabriela Koch e Camila da Costa EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Camila da Costa Dados Internacionais de Catalogação na Publicação DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) (CIP) Centro Universitário Feevale, RS, Brasil Centro Universitário Feevale, RS, Brasil Bibliotecária Responsável: Lílian Amorim Pinheiro - CRB 10/1574 Congresso Internacional de Bioanálises (2. : 2009: Novo Hamburgo, RS) Anais [do] II Congresso Internacional de Bioanálises [recurso eletrônico] : V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina. – Novo Hamburgo : Feevale, 2009. 148 p. ISSN 2175-9898 1. Biomedicina – Congressos – Brasil, Região Sul. I. Congresso SulBrasileiro de Biomedicina (5. : 2009 : Novo Hamburgo, RS). II. Semana Gaúcha de Biomedicina (9. : 2009 : Novo Hamburgo, RS). CDU 616-07(061.3)(100) © Editora Feevale - Os textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e, não expressam necessariamente a opinião da Feevale. É permitido citar parte dos textos sem autorização prévia, desde que seja identificada a fonte. A violação dos direitos do autor (Lei n.º 9.610/98) responsável: Lílian Amorim Pinheiro – CRB 10/1574 éBibliotecária crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. CENTRO UNIVERSITÁRIO FEEVALE Editora Feevale Campus II: RS 239, 2755 - CEP: 93352-000 - Vila Nova - Novo Hamburgo - RS Fone: (51) 3586.8819 - Homepage: www.feevale.br/editora II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 3 VOLTAR AO SUMÁRIO Comissões comissão de apoio comissÃo avaliadora comissÃo organizadora Aline Gabrielle Novelo Bortolon Bruna Selbach Andreia Noll Grégory Licht dos Santos Kamila Bervian Camila da Costa Cardoso Rebeca Schneider Franciele Zanol Flávia Quadros Guidali Ana Paula Toniazzo Michele Daudt da Silva Nicole Pezzi Liana Lanius da Silva Karina Pires Reis Diego Luiz Rovaris Fernanda Huf Giana Indiara da Silva Caroline Louise Seibt Daniela Balbinot Vinícius Vieira Thalita Souza Arantes Luana Silveira de Carvalho Natália Krug Rodrigo Staggemeier Caroline Manfredine Caroline Frare Mariana Ritzel Mônica Silveira Martins Luciane Iwanczuk Jéssica da Silva Ely Daiane Berleze Claudio Lauer Eloir Lourenço Andreia Sopelsa Fabiana Michelsen Fernando Spilki Graziela Schuh Gustavo Lara Helena Schirmer Luciane Feksa Luciano Basso Miriam Frantz Patrícia Ardenghi Rafael Linden Rejane Tavares Renato Minozzo Sabrina Almeida Sandrine Wagner Simone Picoli Simone Rossetto Vlademir Cantarelli Gislene Feiten Haubrich Renato Minozzo Sandrine Comparsi Wagner Simone Rossetto Rejane Tavares Helena Schirmer Tiago Carvalho Simone Picolli Eloir Dutra Lourenço Karen Campos Vlademir Cantarelli Rafael Linden II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 4 VOLTAR AO SUMÁRIO Sumário Clique sobre os títulos para ir até a página correspondente. ÁREA TEMÁTICA: BIOLOGIA MOLECULAR AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO C3238G DO GENE APOC3 NO PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE...............................................................17 Nicole Pezzi, Karen Olívia Bazzo, Maria Cristina Cotta Matte, Claudia Fontoura Dias, Marilu Fiegenbaum e Sabrina Esteves de Matos Almeida AVALIAÇÃO DO GENE CYP3A5 E DA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL POTENTE ASSOCIADOS AO AUMENTO DOS NÍVEIS LIPÍDICOS EM PACIENTES HIV POSITIVO......................................................................................18 Taís Bauer Auler, Nicole Pezzi , Maria Cristina Cotta Matte , Karen Olivia Bazzo e Sabrina Esteves de Matos Almeida AVALIAÇÃO DO PAPEL DO POLIMORFISMO Ala222Val DO GENE MTHFR SOBRE O DANO DE DNA EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS A AGENTES MUTAGÊNICOS E EM INDIVÍDUOS CONTROLE.............................................19 Fernanda da Silva Machado; Lívia Herencio Teixeira; Cynthia Hernandes da Costa; Roberta Palazzo; Pâmela Bagatini; Michelle Mergener; Anna Maria Siebel; Luciano Basso da Silva; Sharbel Weidner Maluf; Fabiana Michelsen de Andrade COMPARAÇÃO DE PRODUTOS COMERCIAIS PARA EXTRAÇÃO E PURIFICAÇÃO RÁPIDA DE MATERIAL GENÔMICO DE VÍRUS...................20 Raquel Beiersdorf Frezza, Joseane Vanessa dos Santos da Silva, Juliana Comerlato, Bianca Bergamaschi, Manoela Tressoldi Rodrigues, Lucas Kessler de Oliveira, Andréia Dalla Vecchia, Gabriela Schalemberger e Fernando Rosado Spilki Ensaio Molecular de Hibridização em Microplacas para Detecção e Genotipagem do Vírus da Hepatite C (HCV)...........21 Nicole Nascimento Da Fré,, Cintia Costi, Tarciana Grandi, Cláudia M. Dornelles da Silva, Arnaldo Zaha, e Maria Lucia da Rosa Rossetti EPIDEMIOLOGIA DO HIV-1 NA REGIÃO DA GRANDE PORTO ALEGRE – RS: UMA ABORDAGEM EM BIOINFORMÁTICA...............................................22 Maria Cristina Cotta Matte, Rúbia Marília Medeiros, Dennis Maletich Junqueira, Sabrina Esteves de Matos Almeida EXTRAÇÃO DE DNA DE BULBO DE PENAS COM IODETO DE SÓDIO......23 Ana Paula Muterle Varela, Helton Fernandes dos Santos, Samuel Paulo Cibulski, Thais Fumaco Teixeira, Diogenes Dezen e Paulo Michel Roehe FARMACOGENÉTICA E CANAIS DE POTÁSSIO ATP-SENSÍVEIS: IMPLICAÇÃO NA TERAPIA COM SULFONILURÉIAS.......................................24 Diego Luiz Rovaris, Jéssica Knevitz Muller, Samuel Selbach Dries, Magda Susana Perassolo e Fabiana Michelsen de Andrade INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO TAQ 1B NO GENE CETP NA RESPOSTA AO FITOTERÁPICO Garcinia cambogia EM INDIVÍDUOS COM EXCESSO DE PESO..........................................................................................25 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 5 VOLTAR AO SUMÁRIO Diego Luiz Rovaris, Tuany Di Domênico, Luiz Carlos Klein Júnior, Tiago Antonio Pollo, Ricardo Schneider Junior, Simone Rossetto, Carlos Augusto Ronconi Vasques e Fabiana Michelsen de Andrade INFLUÊNCIA DOS GENES NR112 E ABCB1 NOS NÍVEIS LIPÍDICOS DE PACIENTES HIV POSITIVO USUÁRIOS DE HAART..........................................26 Maria Cristina Cotta Matte; João Henrique Beltrame Araújo; José Paulo Maurício Langa; Regina Bonnes Barcelos; Marilu Fiegenbaum e Sabrina Esteves de Matos Almeida INVESTIGAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO GENE APOE SOBRE ESCORES DE MEMÓRIA EM IDOSOS.............................................................................................27 Vanessa Kappel da Silva, Jaqueline Bohrer Schuch, Fernanda da Silva Machado, Adriana Freitag dos Santos, Regina Lopes Lino, Fernanda DallaCosta, Priscila Schafer, Luciana Tisser e Fabiana Michelsen de Andrade REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE PARA DETECÇÃO DE TORQUE TENO VÍRUS.................................................................................................................28 Joseane Vanessa dos Santos da Silva, Andréia Dalla Vecchia, Lucas Kessler de Oliveira, Raquel Beiersdorf Frezza, Juliana Comerlato, Bianca Bergamaschi, Manoela Tressoldi Rodrigues, Gabriela Schalemberger e Fernando Rosado Spilki Relação entre Polimorfismos Genéticos e Resposta ao Tratamento em Pacientes infectados com genótipo 1 do Vírus da Hepatite C............................................................................................29 Nicole Nascimento Da Fré; Tarciana Grandi; Cintia Costi; Cláudia M. Dornelles da Silva; Arnaldo Zaha e Maria Lúcia Rosa Rossetti Utilização da região espaçadora intergênica 16S-23S rDNA para detecção de Mycobacterium tuberculosis.......................30 Natália Machado Nunes, Mirela Verza, Raquel Maschmann, Alessandra Borchardt, Rúbia Ruppenthal e Maria Lucia Rosa Rossetti ÁREA TEMÁTICA: BIOQUÍMICA A IMPORTÂNCIA DA DOSAGEM TRANSOPERATÓRIA DO PTHi POR ELETROQUIMIOLUMINESCÊNCIA DURANTE CIRURGIA DO HIPERPARATIREOIDISMO PRIMÁRIO................................................................32 Mauricio Sprenger Bassuino, Júlia Puffal e Alberto Salgueiro Molinari Análise da Glicemia e perfil lipídico de crianças antendidas no Centro de Orientação, Reabilitação e Assistência ao Encéfalopata de Goiás – CORAE.............................33 Pollyane Rosa Silva, Raquel Vaz Resende, Diego Franciel Marques Mühlbeier, Andréa Luciana Martins Ramos, Clayson Moura Gomes, Eduardo Silva de Paiva, Brunna Veruska de Paula, Zilda Mara Pinheiro dos Santos, Fabiana Alline Camelo Oliveira, Ana Manoela M. da Silva, Isabel Cristina de Castro Gomes, Suelen Ferreira, Maísa Maria da Silva, Mauro Meira de Mesquita, Sérgio Henrique Nascente Costa e Isabel Cristina Carvalho Medeiros Francescantonio Diagnóstico dos estágios de hiperglicemia: glicemia de jejum ou teste oral de tolerância glicose?..................................34 Gabriela Cavagnolli, Juliana Comerlato, Carolina Comerlato, Jorge Luiz Gross e Joíza Lins Camargo DOR NEUROPÁTICA X ATIVIDADE FÍSICA ANÁLISE COMPORTAMENTAL ATRAVÉS DO CAMPO ABERTO E TESTE PLANTAR..........................................35 Karen Olivia Bazzo; Cristhine Schallenberger; André Prato Schmidt; Diogo Onofre e Rejane Giacomelli Tavares II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 6 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DO 3-metil-1-fenil-2-(seleniofenil)oct-2-en-1-ona SOBRE PARÂMETROS PLASMÁTICOS E O NÚMERO DE leucócitos EM RATOS.....................................................................................................................36 Francieli Rozales, Andressa S. Centeno, Elias Turcatel, Vanessa O. Castro, Tanise Gemelli, Robson Guerra, Marcello Mascarenhas, Caroline Dani, Adriana Coitinho, Rosane Gomez, Cláudia Funchal EFEITO DO USO DE AGROTÓXICOS SOBRE MARCADORES PROTÉICOS, DE FUNÇÃO RENAL E DE FUNÇÃO HEPÁTICA EM AGRICULTORES DO MUNICÍPIO DE VENÂNCIO AIRES - RS...............................................................37 Gabriela Goethel, Filipe Nascimento, Ericksen Borba, Ariella Philipi, Tássia Chesini Rech, Ramon B. Ramos, Letícia F. de Melo, Marcello Mascarenhas, Viviane Cristina Sebben e Cláudia Funchal FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A ALTERAÇÕES NOS PARÂMETROS LIPÍDICOS E GLICÍDICOS SÉRICOS EM CAMINHONEIROS QUE TRAFEGAM NO CENTRO UNIFICADO DE FRONTEIRA, ENTRE BRASIL E ARGENTINA................................................................................................................38 COSER, Janaina; FONTOURA, Simone; FONTOURA, Taiane; BAUER, Renan e RIZZI, Caroline INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DA CREATINAQUINASE NO HIPOCAMPO E ALTERAÇÕES NO COMPORTAMENTO DE RATOS WISTAR APÓS EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO CHUMBO...................................................................39 Saiuri Lovison Bisi, Michele Biasibetti, Tatiana Wannmacher Lepper, Evandro Oliveira, Gustavo Duarte Waltereith Koch, Adriana Kessler, Luciane Rosa Feksa INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DE ENZIMAS TIÓLICAS EM CÓRTEX CEREBRAL DE RATOS WISTAR APÓS EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO CHUMBO......................................................................................................................40 Evandro Oliveira, Tatiana Wannmacher Lepper, Gustavo Duarte Waltereith Koch, Saiuri Lovison Bisi, Daiane Bolzan Berlese, Luciane Rosa Feksa INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DE ENZIMAS TIÓLICAS EM ERITRÓCITOS DE TRABALHADORES EXPOSTOS AO CHUMBO....................................................41 Thereza Trombini, Tatiana Wannmacher Lepper, Mateus Dalcin Luchese, Evandro Oliveira, Saiuri Bisi, Daiane Bolzan Berlese, Renato Minozzo, Rafael Linden, Tatiana Emanuelli, Greicy Michelle Conterato, Vandré Casagrande Figueiredo e Luciane Rosa Feksa INTOXICAÇÃO POR DITIOCARBAMATOS E EFEITOS DO RESVERATROL: REVISÃO DA LITERATURA......................................................................................42 Michele Daudt da Silva, Julia Puffal e Patrícia Grolli Ardenghi INTOXICAÇÃO POR ORGANOFOSFORADOS E EFEITOS DO RESVERATROL: REVISÃO DA LITERATURA......................................................43 Júlia Puffal; Michele Daudt da Silva e Patrícia Grolli Ardenghi PARATORMÔNIO EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS: REVISÃO DA LITERATURA...............................................................................................................44 Mauricio Bassuino; Rejane Tavares; Tiago Carvalho; Alberto Molinari PERFIL LIPÍDICO DE MULHERES JOGADORAS DE HANDEBOL.................45 Luis Henrique Sandri; Luis Eduardo Sandri; Eloir Dutra Lourenço e Maria Helena Weber PREVALÊNCIA DE DISLIPIDEMIAS EM HOMENS DO MUNICÍPIO DE II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 7 VOLTAR AO SUMÁRIO FLORES DA CUNHA...................................................................................................46 Alana Colato, Ericksen Borba, Ariella Philipi, Filipe Nascimento, Alexandre Costa Guimarães, Patrícia Spada, Cláudia Funchal e Caroline Dani PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO ASSOCIADAS A DOENÇAS CORONARIANAS EM HOMENS DO MUNICÍPIO DE FLORES DA CUNHA.......47 Bruna Mezzalira, Ericksen Borba, Ariella Philipi, Filipe Nascimento, Alexandre Costa Guimarães, Patrícia Spada, Cláudia Funchal e Caroline Dani PREVALÊNCIA DO HIPOTIREOIDISMO SUBCLÍNICO EM PACIENTES ATENDIDOS NO LABORATÓRIO DA ÁREA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE CATÓLICA EM GOIÁS, NO PERÍODO 2006-2008....................................................48 Clayson Moura Gomes, Diego Franciel Marques Mühlbeier, Raquel Vaz Resende, Pollyane Rosa Silva, Andréa Luciana Martins Ramos, Eduardo Silva de Paiva, Brunna Veruska de Paula, Sarah Buzaim Lima, Débora Rosa Pereira da Motta, Lílian Cristina Padilha de Morais, Nadya Alves de Sousa Guimarães, Ana Karolina Trovo de Paula, Dayane Ribeiro dos Santos e Isabel Cristina Carvalho Medeiros Francescantonio ÁREA TEMÁTICA: CITOPATOLOGIA HPV: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO........................................................50 Manuela Libardi; Anaméli Lipreri1; Franciele Maria Zanol1 e Nicole Letti Adames2 PREVALÊNCIA DE AGENTES MICROBIOLÓGICOS EM EXAMES CITOPATOLÓGICOS CÉRVICO-VAGINAIS NOS SISTEMAS PÚBLICOS DE SAÚDE DAS CIDADES DE CRUZ ALTA E SANTA ROSA – RS.........................51 Cíntia Andressa Kaefer e Lisiane Cervieri Mezzomo PREVALÊNCIA DE lesões CERVICAIS pré-malignas e malignas E INFECÇÕES CÉRVICO VAGINAIS NO MUNICÍPIO DE ESPUMOSO – RS........52 COSER, Janaina ; FONTOURA, Simone e TICIANI, Renata ÁREA TEMÁTICA: CONTROLE DE QUALIDADE SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA CONTROLE INTERNO DA QUALIDADE EM LABORATÓRIOS CLÍNICOS – VERIFICAÇÃO E VALIDAÇÃO..................54 Letícia E. Bueno Carara e Rejane Giacomelli Tavares ÁREA TEMÁTICA: GENÉTICA Análise da influência do polimorfismo T102C do gene do receptor de serotonina 5HT2A sobre escores de memória em idosos....................................................................................................................56 Jaqueline Bohrer Schuch, Vanessa Kappel da Silva, Fernanda da Silva Machado, Adriana Freitag dos Santos, Regina Lopes Lino, Fernanda Dalla Costa, Priscila Schafer, Luciana Tisser, Fabiana Michelsen de Andrade Folato: suplementar ou não?.................................................................57 Rodrigo Staggemeier; Graziela Maria Schuh e Renato Minozzo HEMOGLOBINA E-SASKATOON: DIFICULDADE DIAGNÓSTICA E II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 8 VOLTAR AO SUMÁRIO ESTUDOS DE CASOS NO RIO GRANDE DO SUL..............................................58 Thaís Helena da Silveira, Simone Castro, Ana Paula Santin, Mara Helena Hutz e Sandrine Comparsi Wagner IDENTIFICAÇÃO DE PARENTES DE PRIMEIRO GRAU EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1.......................................................................59 Marina Carolina Moreira, Luana Silveira Carvalho e Daiane Bolzan Berlese INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO DO GENE ECA SOBRE ESCORES DE MEMÓRIA EM IDOSOS..............................................................................................60 Jordana Tochetto Lizot; Vanessa Kappel da Silva; Priscilla Schafer; Adriana Freitag dos Santos; Regina Lopes Lino; Fernanda DallaCosta; Jaqueline Bohrer Schuch; Luciana Alves; Fabiana Michelsen de Andrade O PAPEL DO POLIMORFISMO -3826A/G NO GENE UCP1 NA PATOGÊNESE DO DIABETES MELLITUS TIPO 2...............................................61 Letícia Brondani, Ana Paula Bouças, Denise Sortica, Jakeline Rheinhemer, Luis Henrique Canani e Daisy Crispim ÁREA TEMÁTICA: HEMATOLOGIA ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS EM PACIENTES HIV POSITIVOS SOB TERAPIA ANTI-RETROVIRAL COMBINADA DE ITRN + ITRNN.................63 Luz, Ana Júlia Bretanha; Ikeda, Maria Letícia ; Rosso, Rober ANEMIA MEGALOBLÁSTICA – ESTUDO DE CASO.........................................64 Tavany Elisa Santos Maciel; Kenia Larissa de Araujo; Aline Crocetti; Tatiane Manchur; Mariana Schenato Araujo Pereira Avaliação das Perspectivas dos possíveis doadores de medula óssea referente ao processo de compatibilidade e os tipos de leucemias, realizado no Hemocentro de Cruz Alta.....................65 Camila Dalcin; Silvana Silva; Muriel Dorneles; Janete Maria De Conto; Elisa Sisti COMPARATIVO DE PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS EM AMOSTRAS DE SANGUE CAPILAR E DE SANGUE VENOSO.................66 Simone Rossetto, Éverton Biasio, Helena Schirmer, Tiago Santos Carvalho CORRELAÇÃO ENTRE A FAIXA ETÁRIA E PERFIS HEMATOLÓGICOS DE PACIENTES ATENDIDOS NA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE DE PERNAMBUCO, BRASIL............................................................................................67 Pedro Pereira Tenório; Mário Ribeiro de Melo-Júnior; Ana Cecília Cavalcanti Albuquerque Dupla Heterozigose (Hb C + Hb Stanleyville II) Identificada na Triagem Neonatal no Sul do Brasil..............................................68 Ana Lia Pinto Borges; Ana Paula Santin; Simone Castro; Tatiana Gonzáles; Mara H. Hutz; Sandrine Comparsi Wagner ESTUDO DE CASO: LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA........................................69 Anny Waloski Robert, Gustavo Henrique Mascarenhas Machado, Nicole Hampf Kachinski, Roger Rodrigues Machado, Mariana Schenato Araujo Pereira HAPLÓTIPOS DO CLUSTER DA BETA-GLOBINA E TALASSEMIA ALFA EM PACIENTES COM ANEMIA FALCIFORME NO RS.............................................70 Caroline Louise Seibt e Sandrine Comparsi Wagner II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 9 VOLTAR AO SUMÁRIO INFILTRAÇÃO PLEURAL POR LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA..............................................71 Carla de Cássia Cascaes Batista, Mariela Granero Farias, Leo Sekine e Sandrine Comparsi Wagner PADRONIZAÇÃO DE USO DE “POOL” DE SANGUE TOTAL COMO CONTROLE INTERNO DE QUALIDADE EM HEMATOLOGIA......................72 Carina Danieli Schons e Drª. Rejane Giacomelli Tavares Prevalência de anemias em pacientes da Unidade Básica de Saúde Aurora, Campo Bom........................................................................73 Natália Höher Krug; Luana Silvera de Carvalho; Rodrigo Staggemeier; Lisandra Chiamenti; Fernanda Baratieri Mota e Ivy Reichert Vital da Silva; Helena Schirmer; Eloir Dutra Lourenço; Fabiana Aparecida Vieira e Renato Minozzo PRINCIPIOS ATIVOS DE ORIGEM VEGETAL VERSUS EXAMES HEMATOLÓGICOS....................................................................................................74 Rafael Fracasso; Patrícia Ardenghi e Edna Sayuri Suyenaga TROMBOSE VENOSA PROFUNDA, UMA DOENÇA MULTIFATORIAL.......75 Celina Sena da Silveira e Sandrine Comparsi Wagner ÁREA TEMÁTICA: IMUNOLOGIA ANÁLISE DE DESCARTE DE BOLSAS SANGÜÍNEAS DEVIDO AOS VÍRUS DA HEPATITE B, C E AO HIV NOS HEMOCENTROS DE CRUZ ALTA E PASSO FUNDO.............................................................................................................77 Daiane Wontroba Bandeira e Renata Ticiani ASSOCIAÇÃO ENTRE EXERCICO FÍSICO E RESPOSTA IMUNOLÓGICA..78 Franciele Maria Zanol; Anaméli Lipreri; Gustavo Muller Lara AVALIAÇÃO DA IMUNOGENICIDADE DO ANTÍGENO PsaA RECOMBINANTE DE Streptococcus pneumoniae SOROTIPO 14.....79 Mateus Dalcin Luchese,; Patrícia Grolli Ardenghi; Ariane Leites Larentis; Ana Paula Correa Argondizzo, Marco Alberto Medeiros AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE PSA EM PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AURORA, CAMPO BOM, RS...........................80 Eloir Dutra Lourenço; Rodrigo Staggemeier ; Ivy Reichert Vital da Silva; Fernanda Baratieri Mota; Natália Höher Krug; Luana Silveira de Carvalho; Lisandra Chiamenti; Helena Schirmer; Fabiana Aparecida Vieira; Renato Minozzo bASÓFILOS, QUIMIOCININAS E CITOCINAS PRÓ-INFLAMATÓRIAS CONFEREM Resposta imunológica contra ECTOPARASITA........81 Antonio Roberto R. Abatepaulo, Gustavo Rocha Garcia; João Morelli, Mathias P Szabó, Suely S. Kashino, Ramiro da Silva Jr, Olavo B. Rego Neto, João Santana da Silva, Gervásio H. Bechara, Isabel K. F. de Miranda Santos BRAIN-DERIVED NEUROTROPHIC FACTOR (BDNF) COMO POSSÍVEL MARCADOR DE GRAVIDADE NA ASMA PEDIÁTRICA..................................82 Guilherme Cerutti Müller, Paulo Márcio Pitrez², Bruna Luz Correa¹, Micheli Mainardi Pillat¹, Antônio Lúcio Teixera Júnior³, Rodrigo Pestana Lopes¹, Rejane Fialho Matias², Moisés Evandro Bauer¹ II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 10 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DO TRATAMENTO AGUDO OU CRÔNICOCOM ETANOL SOBRE PARÂMETROS DE ESTRESSE OXIDATIVO NO HIPOCAMPO DE RATOS.......83 Andressa S Centeno, Elias Turcatel, Vanessa O Castro, Adriana Coitinho, Cláudia Funchal, Rosane Gomez PREVALÊNCIA DE RUBÉOLA NOS PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AURORA, CAMPO BOM-RS................................................84 Fernanda Baratieri Mota; Ivy Reichert Vital da Silva; Lisandra Chiamenti; Luana Silveira de Carvalho; Natália Höher Krug e Rodrigo Stageemeier; Fabiana Aparecida Vieira3; Helena Schirmer; Eloir Dutra Lourenço e Renato Minozzo PREVALÊNCIA DA TOXOPLASMOSE EM PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AURORA, CAMPO BOM - R...........................85 Lisandra Chiamenti; Fernanda Baratieri Mota; Rodrigo Staggemeier; Luana Silveira de Carvalho; Natália Höher Krug; Ivy Reichert Vital da Silva; Fabiana Aparecida S. Vieira; Eloir Dutra Lourenço; Helena Schirmer; Renato Minozzo PROCEDIMENTO DE QUANTIFICAÇÃO DE ANTI-HBS ATRAVÉS DE MÉTODO QUALITATIVO..........................................................................................86 Camila da Costa Cardoso; Eloir Dutra Lourenço; Gustavo Müller Lara PROLIFERAÇÃO CELULAR NA INFECÇÃO POR HTLV-I: RELAÇÃO COM O QUADRO CLÍNICO E A SENSIBILIDADE AOS GLICOCORTICÓIDES.....87 Micheli Mainardi Pillat, Bruna L. Correa, Cláudio F. K. da Rocha, Guilherme C. Müller, Simone S. Lampert , e Moisés E. Bauer Soroprevalência de hepatite b em candidatos a doadores de sangue do hemocentro de Cruz Alta –RS.................................88 Raqueli Vanessa Michael; Fatima Husein Abdalla1; Karina Schreiner Kisrten1;Josiane Woutheres Bortolotto Soroprevalência de hepatite C em candidatos adoadores de sangue do hemocentro de Cruz Alta – RS................................89 Karina Schreiner Kisrten; Raqueli Vanessa Michael; Fatima Husein Abdalla e Josiane Woutheres Bortolotto Soroprevalência da doença de chagas em candidatos a doadores de sangue do hemocentro de Cruz Alta – RS.........90 Fatima Husein Abdalla; Karina Schreiner Kisrten; Raqueli Vanessa Michael; Josiane Woutheres Bortolotto ÁREA TEMÁTICA: MICROBIOLOGIA ANÁLISE DE ESPÉCIES BACTERIANAS EM TELEFONES PÚBLICOS DO CENTRO DA CIDADE DE CARUARU-PE ............................................................92 Pedro Pereira Tenório, Jeonara Mirelly do Nascimento Ferreira Silva, Nélia Cíntia da Costa e Silva, Fabrício Andrade Martins Esteves, Djair de Lima Ferreira Júnior, Sibele Ribeiro de Oliveira, Walkyria Almeida Santana ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA DA BARRAGEM DO SALTO E DE POÇOS ARTESIANOS NAS LOCALIDADES DE TAINHAS E SALTO, SÃO FRANCISCO DE PAULA, RS.....................................................................................93 Juliana Kühne; Graziela Maria Schuh; Simone Ulrich Picoli ANÁLISE MOLECULAR DE FENÓTIPO DE Metalo-Beta-lactamase em Bacilos Gram-Negativos Não Fermentadores DO Hospital de PRONTO SOCORRO de Porto Alegre (RS).....................94 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 11 VOLTAR AO SUMÁRIO Vani dos Santos Laranjeira; Gertrudes Corção ; Simone Ulrich Picoli Bartonella spp.: UM AGENTE INFECCIOSO EMERGENTE....................95 Rodrigo Staggemeier; Vlademir Vicente Cantarelli; Fernando Rosado Spilki CANDIDEMIA EM HOSPITAL PÚBLICO E PRIVADO DO SUL DO BRASIL.....96 Marina Carolina Moreira, Helena Schirmer, Vlademir Vicente Cantarelli, Valério Rodrigues Aquino DETECÇÃO DE DNA DE HERPESVÍRUS BOVINOS TIPO 1 E 5 EM AMOSTRAS DE SÊMEN DE TOUROS REPRODUTORES..................................97 Martha Trindade Oliveira, Fabrício Souza Campos, Fabrício Dias Torres, Wilia Marta Elser Diederichsen de Brito1,3, Franciscus Antonius Maria Rijsewijk, Paulo Michel Roehe, Ana Cláudia Franco ESTUDO QUALITATIVO DA FLORA MICÓTICA ANEMÓFILA DA CIDADE DE BLUMENAU/SC.....................................................................................................98 Emerson dos Reis, Jader D. Klug1, Fabiana Possamai1, Susane Lopes1, Jefferson Akyra I. Aragão1, Leônidas João de Mello Júnior1, Rafael Kremer1 e Antonio Roberto R. Abatepaulo1 INFLUÊNCIA DO FERRO NO CRESCIMENTO DE Cryptococcus gattii...........................................................................................................................99 Anameli Lipreri, Charley Christian Staats, Elisa Simon, Augusto Schrank, Marilene Henning Vainstein METALO-BETA-LACTAMASE................................................................................100 Franciele Maria Zanol; Simone Ulrich Picoli PADRONIZAÇÃO DA TÉCNICA DE REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE VISANDO DETECÇÃO DE DIFERENTES ENTEROVÍRUS EM AMOSTRAS CLÍNICAS.............................................................................................101 Juliana Comerlato , Joseane Vanessa dos Santos da Silva , Raquel Beiersdorf Frezza, Andréia Dalla Vecchia, Lucas Kessler de Oliveira, Bianca Bergamaschi, Manoela Tressoldi Rodrigues e Fernando Rosado Spilki Pesquisa Fenotípica da enzima KPC em Enterobacteriaceae isolados em Hospital de Porto Alegre e Grande Porto Alegre.......................................................................................................................102 Prevalência de Infecções Urinárias em Gestantes Atendidas na Unidade Básica de Saúde Aurora no Município de Campo Bom.................................................................................................103 Tânia Esmeralda Varisco & Fabiana Aparecida de Souza Vieira PRINCIPAIS ASPECTOS IMUNOLÓGICOS DAS INFECÇÕES POR DERMATÓFITOS......................................................................................................104 Anaméli Lipreri; Franciele Maria Zanol; Elisa Simon PRINCIPAIS DERMATÓFITOS ENCONTRADOS EM LESÕES SUPERFICIAIS NO BRASIL..................................................................................................................105 Letícia E. Bueno; Anaméli Lipreri; Franciele Maria Zanol; Elisa Simon Staphylococcus aureus MRSA e MSSA: estado de portador em estudantes de enfermagem............................................................106 Yana Picinin Sandri; Francine Luciano Rahmeier; Vanessa Libreloto Dalepiane Naumann II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 12 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA: PARASITOLOGIA FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A ALTOS ÍNDICES DE ANCILOSTOMOSE EM MORADORES DE COMUNIDADE HORTICULTORA DE PERNAMBUCO.................................................................108 Carlos Alberto Alves Vasconcelos, Onicio Batista Leal Neto, Karla Danielle de Souza Martins, Thiago Yury Cavalcanti Galvão, Fabrício Andrade Martins Esteves, Ayla Maritcha Alves Prevalência de parasitoses em crianças pré- escolares estudantes de uma escola de ensino fundamental da cidade de Butiá, RS...........................................................................................109 Valesca Pinto; Taísa Colares; Andressa Centeno Vanessa Castro; Caroline Dani PREVALÊNCIA DE ENTEROPARASITOSES EM PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS....................................................................................110 Fábio Kerber Slongo, Graziela Maria Schuh e Andréia Maria Ida Sopelsa PREVALÊNCIA DE PARASITOSES NO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DO HOSPITAL MATERNO INFANTIL PRESIDENTE VARGAS................................111 Lucas L. da Costa; Benerson Salgado; Frederico G. de Oliveira; Mariana P. Pereira ; Helena Beatriz V. Meneghetti; Francisco C. M. da Silva ; Caroline Dani PRODUTOS NATURAIS – FONTE DE PESQUISA PARA DESCOBERTA DE NOVOS FARMACOS COM ATIVIDADE LEISHMANICIDA...........................112 Larissa Beuttenmuller Nogueirra Alves; Renata Aguiar de França; Sócrates Golzio dos Santos SISTEMA DE INFORMAÇÃO COMO APOIO AO DIGNÓSTICO EM PARASITOLOGIA .....................................................................................................113 Luana Noguerol; Andressa Priscila Gomes; Marta Rosecler Bez; Rejane Giacomelli Tavares ÁREA TEMÁTICA: OUTRAS ÁREAS A OCORRÊNCIA DE ABORTOS PROVOCADO EM JOVENS EM UM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE.................................................................115 Flávia Bulegon Pilecco, Álvaro Vigo, Daniela Riva Knauth A QUALIDADE E A EFETIVIDADE DO SUS......................................................116 Otto Henrique Nienov , Cláucia Cambruzzi e César Luis Reichert AURICULOACUPUNTURA NO TRATAMENTO DE DISFUNÇÕES INTESTINAIS.............................................................................................................117 Antonio Roberto Rodrigues Abatepaulo, Gustavo Rocha Garcia, Leônidas João de Mello Júnior, Rafael Kremer, Antônio José Ipólito AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE MOTORA DE RATOS SUBMETIDOS À HIPÓXIA-ISQUÊMIA NEONATAL........................................................................118 CARLETTI, J.V., GOLDANI, R, PEREIRA, L.O., NETTO, C.A AVALIAÇÃO DA CASUÍSTICA DE RAIVA COM CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA LABORATORIAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL NO PERÍODO DE JANEIRO DE 2008 A JUNHO DE 2009................................119 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 13 VOLTAR AO SUMÁRIO Samuel Paulo Cibulski; Helton Fernandes dos Santos; Hiran Castagnino Kunert Filho; Ana Paula Muterle Varela1; Thais Fumaco Teixeira; Diogenes Dezen; Helena Beatriz de Carvalho Ruthner Batista; José Carlos Ferreira; Júlio César de Almeida e Paulo Michel Roehe AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DO BANCO DE CÓRNEAS DA SANTA CASA DE PORTO ALEGRE (2003 – 2007)............................................................120 Veridiana Gobbi Michelon; Alexandre Seminotti Marcon; Tatiana Ferreira Michelon CAVIDADES DA LARINGE – REVISÃO E ATUALIZAÇÃO.............................121 Rafael Kremer, Antônio Rodrigues Abatepaulo, Neuranei Salete Bonfiglio COMPORTAMENTOS DA TERCEIRA IDADE EM RELAÇÃO AOS CÂNCERES GINECOLÓGICOS..............................................................................122 Maria Luisa Brancher Menegazzo; Fabiana Possamai; Caroline Sales Pinto; Gladis Lenzi, Naiade Fernanda Winter, Rafael Kremer, Antonio Roberto Rodriguez Abatepaulo CONHECIMENTO E COMPORTAMENTO DOS JOVENS DO ENSINO MÉDIO FRENTE À SEXUALIDADE......................................................................123 Maria Luisa Brancher Menegazzo; Fabiana Possamai; Caroline Sales Pinto;Luiz OLílio Soares Pereira, Leônidas João de Mello Júnior, Antonio Roberto Rodrigues Abatepaulo DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO DE FUROSEMIDA EM PLASMA POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA................................................................................................................124 Jorge Alessandro Deotti; Marina Venzon Antunes; Rafael Linden DEXTROCARDIOPATIA – UM ESTUDO DE CASO.........................................125 Mariane Salamoni; Daniel Franco; Jhanaina Marcondes ; Jennifer Harder; Juliana Dias ; Stephanie Silva; Mariana Schenato Araujo Pereira EFEITO DA INGESTÃO CRÔNICA DE ÁLCOOL SOBRE A ATIVIDADE DAS ENZIMAS FOSTASE ÁCIDA, CREATINAQUINASE A REGENERAÇÃO DAS GLÂNDULAS SALIVARES SUBMANDIBULARES DE RATOS ADULTOS...126 Tatiana Wannmacher Lepper, Denise Rojas, Luciane Rosa Feksa, Virginia Cielo Rech, Clóvis Milton Duval Wannmacher EFEITO DE CIMENTO DE ΑLFA-FOSFATO TRICÁLCICO E PLASMA RICO EM PLAQUETAS NA REGENERAÇÃO DE TECIDO ÓSSEO...........................127 Alessandra Deise Sebben ; Caroline Peres Klein ; Camilla Assad ; Thiago Alexi ; Martina Lichtenfels; Gabriela Hoff ; Prof. Dr. Luís Alberto dos Santos; Prof. Dr. Jefferson Braga da Silva EFEITO HIPOTRIGLICERIDÊMICO DE Garcinia cambogia NÃO SE RELACIONA COM ALTERAÇÕES DOS NÍVEIS DE ADIPOCINAS EM MULHERES OBESAS............................................................................................128 Ricardo Schneider Junior; Tiago Antônio Pollo; Luiz Carlos Klein; Andressa Falavigna; Andressa Santos; Weber, MH; Simone Rossetto; Carlos Augusto Vasques ESTUDO DO COMPORTAMENTE DE MULHERES JOVENS EM RELAÇÃO À SAÚDE PREVENTIVA...........................................................................................129 Emerson Jose dos Reis, Rafael Kremer, Gabriela Boemer Amaral, Graziela Estácio da Luz de Lima, Ketlei Kirchner do Nascimento, Antonio Roberto Rodriguez Abatepaulo ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E COMPORTAMENTAL DA POPULAÇÃO DE II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 14 VOLTAR AO SUMÁRIO BLUMENAU E REGIÃO PERANTE AO DIABETES............................................130 Camila da Silva Ferraz; Bruna Letícia Reinicke; Jeovani Schmitt, Antônio Roberto Rodrigues Abatepaulo IMPLANTAÇÃO DE BANCO DE DNA CRIMINAL NO BRASIL: ASPECTOS RELACIONADOS......................................................................................................131 Mariana Barbieri de Azevedo; Anamaria Gonçalves Feijó² Importância dos níveis de Folato e Vitamina B12 em trabalhadores expostos ocupacionalmente ao chumbo.......132 Renato Minozzo, Gustavo Muller Lara , Edson Leandro de Ávila Minozzo, Renato Santos Mello INFLUÊNCIA DA DISFUNÇÃO ENDOTELIAL E DO ESTRESSE OXIDATIVO NA RESPOSTA IMUNE DA ASMA........................................................................133 Leticia Levitan Traub; Mariana Garbin de Almeida LEVANTAMENTO DAS PRINCIPAIS MICOSES CUTÂNEAS NA EQUIPE DE LIMPEZA DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA- UNICRUZ.........134 Francine Luciano Rahmeier; Yana Picinin Sandri, Vanessa Librelotto Dalepiane Naumann MODELO EXPERIMENTAL EM RATO NO REPARO ÓSSEO DO FÊMUR UTILIZANDO CÉLULAS-TRONCO MONONUCLEARES E PLASMA RICO EM PLAQUETAS........................................................................................................135 MORFOMETRIA DO FÊMUR PROXIMAL EM HOMENS...............................136 Denis Guilherme Guedert , Bruna Nicole Tafner, Thais Schulz Kemper, Antônio Rodrigues Abatepaulo , Neuranei Salete Bonfiglio, Rafael Kremer O USO DE ISOFLAVONAS DE SOJA NO TRATAMENTO DOS SINTOMAS DO CLIMATÉRIO......................................................................................................137 Adriana Varaschini, Monique Theissen Mendel, Edna Sayuri Suyenaga PROPOSTA DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM PARA A AULA DE PARASITOLOGIA......................................................................................................138 Juliana Costa Vasseur; Marta Bez; Rejane G. Tavares RISCO OCUPACIONAL EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS AO CHUMBO E SUA RELAÇÃO COM OS NÍVEIS DE MICRONUTRIENTES....................................139 Renato Minozzo, Renato Santos Mello, Juliana da Silva SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE, UM TABU A SER QUEBRADO......140 Deise Beppler Bento; Jader David Klug; Márcio de Souza; Viviane Bueno da Silva; Anna Paula dos Santos; Ritieli Barbieri de Souza; Thamires Heloísa Tiburcio; Tandara Zenther; Rosangela Heckert; Leônidas João de Mello Júnior Antônio Roberto Rodrigues Abatepaulo ESTUDO DO COMPORTAMENTO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE BLUMENAU/SC FRENTE A TEMAS RELACIONADOS A SEXUALIDADE.......141 Deise Beppler Bento; Emerson José dos Reis1; Luis Olílio Pereira; Peha Jordan; Gabriela Deretti; Fernanda Luísa Paterno; Jéssica Aline Gonçalves; Michelle Effting; Rafael Kremer, Antônio Roberto Rodrigues Abatepaulo II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 15 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Biologia Molecular II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 16 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO C3238G DO GENE APOC3 NO PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE Nicole Pezzi1, Karen Olívia Bazzo1, Maria Cristina Cotta Matte1, Claudia Fontoura Dias2, Marilu Fiegenbaum3 e Sabrina Esteves de Matos Almeida1 Introdução: Alterações metabólicas diretamente relacionadas ao desenvolvimento de doenças ateroscleróticas podem ser observadas precocemente em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Estas modificações incluem aumento nas concentrações plasmáticas de colesterol total (CT), triglicerídeos (TG) e LDL - colesterol, além de redução na concentração de HDL - colesterol. Os mecanismos que explicam estas anormalidades ainda não foram completamente elucidados, sabe-se, contudo, que polimorfismos em genes envolvidos no metabolismo lipídico podem desempenhar importante participação no aparecimento deste perfil aterogênico. O polimorfismo SstI (rs 4558136) do gene da apolipoproteína C3 (APOC3) provoca alterações na concentração plasmática de triglicerídeos em pacientes não infectados pelo HIV e parece estar associado ao aumento desta lipoproteína em pacientes soropositivos, entretanto, poucos trabalhos descrevem a influência das variações alélicas deste gene no perfil lipídico dessa população específica. Objetivo: Este trabalho teve como objetivos analisar a freqüência das variantes alélicas 3238C/G do gene APOC3 e verificar sua associação com alterações no perfil lipídico de pacientes soropositivos da região metropolitana de Porto Alegre. Metodologia: O DNA extraído da camada de linfócitos do sangue periférico foi amplificado através da utilização de primers específicos e, posteriormente, submetido à genotipagem pela enzima SstI. Os genótipos foram visualizados em gel de agarose 2,5%. A análise estatística foi realizada através do programa SPSS versão 16.0. Resultados: Foram selecionados para o estudo 175 indivíduos soropositivos residentes na região metropolitana de Porto Alegre. As freqüências genotípicas encontradas foram: 2,2% (GG), 23,1% (CG) e 74,7% (CC). Entre os parâmetros avaliados, observou-se associação significativa entre a ocorrência de hipertrigliceridemia e a presença do alelo G (p=0,020). Conclusões: Os resultados deste trabalho estão de acordo com relatos da literatura. O reconhecimento precoce das alterações metabólicas e a elucidação dos mecanismos pelos quais elas são desencadeadas poderão contribuir para a redução do risco de aparecimento de doenças ateroscleróticas e para a melhoria da qualidade de vida de indivíduos infectados pelo HIV. Palavras-chave: HIV; alterações metabólicas, perfil lipídico; gene APOC3. 1 Centro Universitário Feevale – Grupo de Pesquisa em Bioanálises. 2 Médica Pneumologista do Hospital Sanatório Partenon. 3 Centro Universitário Metodista IPA. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 17 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DO GENE CYP3A5 E DA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL POTENTE ASSOCIADOS AO AUMENTO DOS NÍVEIS LIPÍDICOS EM PACIENTES HIV POSITIVO. Taís Bauer Auler1, Nicole Pezzi 1, Maria Cristina Cotta Matte 1, Karen Olivia Bazzo 1 e Sabrina Esteves de Matos Almeida 2 Introdução: A pandemia causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) já afeta mais de 33 milhões de indivíduos em todo o mundo. No intuito de diminuir a progressão da doença, que prejudica ou destrói as células de sistema imune, a terapia anti-retroviral surgiu. Inicialmente pouco eficaz, o tratamento contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) hoje apresenta-se eficiente, sendo este dado verificado através da redução das taxas de morbi-mortalidade dos indivíduos infectados. Apesar de todos os benefícios, efeitos adversos importantes são observados nos indivíduos que utilizam a Terapia Anti-retroviral Potente (HAART) e dentre eles está o aumento dos níveis lipídicos. Diversos fatores podem ocasionar estes efeitos adversos. Desta forma, o estudo de genes que atuam no transporte ou metabolismo de fármacos também são necessários para verificar uma possível influência sobre os efeitos colaterais gerados pelo uso destas drogas. Devido à relação que a enzima produzida pelo gene CYP3A5 possui com o metabolismo dos anti-retrovirais, em especial os inibidores de protease, e da alta freqüência do alelo mutante descrito na literatura, este torna-se um gene candidato para investigações farmacogenéticas. Objetivo: O presente estudo busca avaliar os efeitos metabólicos gerados pelo uso da HAART e a influência do gene CYP3A5 sobre os mesmos. Além disso, o estudo propõe-se a verificar a freqüência alélica deste gene em nossa população. Metodologia: Este é um estudo de caráter experimental, onde o gene de interesse foi amplificado e genotipado através da técnica PCR-RFLP. A análise estatística foi realizada com o programa SPSS 16.0. Resultados: Até o momento foram genotipados 74 indivíduos controles e 69 indivíduos usuários da HAART. A freqüência do gene CYP3A5*3 (alelo mutante) foi de 78% para indivíduos controles (indivíduos não infectados) e 76% para pacientes sob uso da HAART. Outras análises demonstraram diferenças significativas apenas nos níveis de HDL e LDL-colesterol entre pacientes (n=90) e indivíduos controles (n=111), além de observar um aumento dos níveis lipídicos (Colesterol Total, HDL, LDL) nos pacientes após o início da terapia. Contudo, cabe ressaltar que não foi observada nenhuma influência deste gene sobre tais alterações. Conclusões: O estudo encontra-se em andamento e o aumento do número amostral poderá conduzir a novos resultados. Palavra-chave: CYP3A5; HAART; HIV. 1 Discentes Curso Biomedicina. Feevale. Laboratório de Biologia Molecular 2 Docente Curso Biologia. Feevale. Laboratório de Biologia Molecular. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 18 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DO PAPEL DO POLIMORFISMO Ala222Val DO GENE MTHFR SOBRE O DANO DE DNA EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS A AGENTES MUTAGÊNICOS E EM INDIVÍDUOS CONTROLE Fernanda da Silva Machado1; Lívia Herencio Teixeira2; Cynthia Hernandes da Costa2; Roberta Palazzo2; Pâmela Bagatini2; Michelle Mergener2; Anna Maria Siebel3; Luciano Basso da Silva4; Sharbel Weidner Maluf5; Fabiana Michelsen de Andrade4 Introdução: A exposição a agentes genotóxicos pode causar dano ao DNA, aumentando a instabilidade genética e o risco a diversas doenças, como o câncer. A metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) é uma enzima envolvida no metabolismo do folato (necessário para a manutenção da estabilidade genômica) e na metilação do DNA. Aparentemente, indivíduos portadores do alelo 222Val apresentam atividade enzimática reduzida. O papel desse alelo ainda é controverso na literatura, uma vez que está relacionado ao aumento de MN e de aberrações cromossômicas, e à diminuição BN. Objetivo: O objetivo desse trabalho foi verificar a relação entre este SNP e o grau de instabilidade genômica em indivíduos expostos a agentes mutagênicos e em controles. Metodologia: Foram estudados dois grupos de amostras: um grupo com 99 indivíduos expostos ocupacional ou terapeuticamente a agentes mutagênicos (agrotóxicos, pintura automotiva e hemodiálise), e um grupo controle de 64 indivíduos sem exposição ocupacional ou terapêutica. O dano de DNA foi avaliado pelas técnicas de micronúcleos e cometa. O SNP foi investigado por PCR/RFLP. Parâmetros de instabilidade genômica foram comparados entre grupos de genótipos através do teste Mann-Whitney, através do programa SPSS versão 16.0. Resultados: Não foram encontradas influências significantes do SNP sobre o dano de DNA tanto na amostra total, quanto nos indivíduos expostos e no grupo controle. Porém, com a estratificação da amostra total, a fim de excluir a influência de co-fatores que não fossem o SNP, algumas influências puderam ser percebidas. Em homens foi percebida a influência protetora do genótipo Val/Val sobre o número de MN e médias de cometa (p=0,07 e p=0,03), e em indivíduos que tiveram um maior dano de DNA por cometa foi percebida a relação entre o aumento do número de BN e o genótipo homozigoto para 222Val (p=0,059). Conclusões: Concluiu-se que o SNP Ala222Val do gene MTHFR, pode estar envolvido com alguns tipos de dano de DNA, possuindo um efeito protetor de maneira aditiva a outros parâmetros que já levam à proteção ao dano de DNA, ou possuindo um efeito deletério somente em grupos que já tiveram um aumento no dano de DNA. Palavras-chave: agentes mutagênicos; polimorfismo genético; dano de DNA; MTHFR. 1 Aluna do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale 2 Bacharéis em Biomedicina – Centro Universitário Feevale 3 Bacharel em Ciências Biológicas – Centro Universitário Feevale 4 Docentes do Cursos de Biomedicina – Centro Universitário Feevale 5 Hospital de Clínicas de Porto Alegre II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 19 VOLTAR AO SUMÁRIO COMPARAÇÃO DE PRODUTOS COMERCIAIS PARA EXTRAÇÃO E PURIFICAÇÃO RÁPIDA DE MATERIAL GENÔMICO DE VÍRUS Raquel Beiersdorf Frezza1, Joseane Vanessa dos Santos da Silva2, Juliana Comerlato1, Bianca Bergamaschi1, Manoela Tressoldi Rodrigues1, Lucas Kessler de Oliveira2, Andréia Dalla Vecchia3, Gabriela Schalemberger4 e Fernando Rosado Spilki5 Introdução: Para a obtenção e purificação de ácidos nucléicos em qualidade e quantidade adequadas de vírus, diferentes protocolos e kits comerciais estão disponíveis. Tais produtos normalmente apresentam preço mais elevado que os protocolos convencionais; todavia, permitem uma extração menos trabalhosa e mais rápida, mais padronizada entre as amostras e normalmente mais eficiente no caso de vírus. Objetivo: Testar a eficácia de dois kits disponíveis no mercado. Metodologia: Neste estudo experimental, os testes foram realizados com amostras padrão de Adenovírus (DNA) e Enterovírus (RNA). O produto denominado A foi adquirido a um preço de 10 dólares por amostra, enquanto o kit B teve um custo de 18 dólares por amostra. O isolamento do material genético foi realizado seguindo-se as instruções dos fabricantes. Ambos têm como características comuns a simplicidade de realização, no entanto diferem entre eles a necessidade de manter os reagentes sob refrigeração, o tempo de incubação das amostras, as temperaturas de incubação. Acompanham o produto A, 7 reagentes. Alguns necessitam ser armazenados à temperatura de -20ºC. A amostra é misturada com um buffer em um tubo e mantida a 72ºC por 10 minutos. Em seguida, esta é transferida para um filtro e obtém-se o material genômico de interesse (DNA ou RNA) após 6 centrifugações, o que perfaz em média 50 minutos de trabalho. O kit B possui 4 reagentes e todos já vem prontos, não necessitando refrigeração. Um deles necessita pré-aquecimento da solução de eluição final a 80°C. As amostras são mantidas a 65ºC por 15 minutos e após a 95ºC por mais 10 minutos. A grande variação de temperaturas pode resultar em dificuldades e atraso no tempo de realização. Após, cada amostra é transferida para um filtro e são realizados procedimentos semelhantes ao kit A, sendo 5 centrifugações. Nesse kit o tempo de extração é de aproximadamente 90 minutos. Resultados: Ao final da análise, ambos os produtos mostraram igual eficácia para extração tanto de DNA quanto RNA, mesmo em quantidades iniciais da ordem de 1 dose infectante viral por 50 uL, quando os resultados foram analisados por PCR. Conclusão: São variáveis entre os produtos o tempo de preparo de cada amostra e o custo de cada reação como variáveis relevantes, não sendo observáveis diferenças na eficácia dos mesmos. Palavras-chave: extração; produtos comerciais; custos. 1 Alunas do curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale 2 Aluna do curso de Enfermagem – Centro Universitário Feevale 3 Alunos do Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental – Centro Universitário Feevale 4 Bolsista Júnior – Aluna do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Feevale - Escola de Aplicação 5 Docente do Instituto de Ciências da Saúde e do Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental – Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 20 VOLTAR AO SUMÁRIO Ensaio Molecular de Hibridização em Microplacas para Detecção e Genotipagem do Vírus da Hepatite C (HCV). Nicole Nascimento Da Fré1,2, Cintia Costi3, Tarciana Grandi3,4, Cláudia M. Dornelles da Silva3,5, Arnaldo Zaha6, e Maria Lucia da Rosa Rossetti3,5 Introdução: O diagnóstico laboratorial do vírus da hepatite C (HCV) envolve uma etapa de triagem, realizada através de análises sorológicas, e uma etapa confirmatória, baseada no emprego de métodos moleculares qualitativos para a detecção do RNA viral. O teste molecular qualitativo é utilizado para confirmação diagnóstica e tem sido considerado padrão-ouro por ser capaz de discriminar pacientes com infecção crônica, daqueles com infecção resolvida. A genotipagem do HCV é outro método importante utilizado para o manejo terapêutico do paciente. Apesar de alguns testes comerciais estarem disponíveis no mercado, estes apresentam alto custo e não têm validação no país. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo, o desenvolvimento de um método molecular colorimétrico de hibridização em microplacas para detecção qualitativa e genotipagem do HCV. Metodologia: Este é um estudo experimental. A extração do RNA viral baseou-se no protocolo descrito por Boom et al. (1990) com algumas modificações. A técnica de RT-PCR teve como alvo a região 5’NCR do HCV e foi realizada utilizando o kit SuperScriptTM One-Step RT-PCR com primers biotinilados. Para a detecção qualitativa e genotipagem do HCV, os produtos de PCR biotinilados foram hibridizados com sondas específicas, previamente fixadas em microplacas. Um conjugado enzimático de estreptavidina-peroxidase foi utilizado juntamente com o substrato TMB. O resultado positivo pode ser observado com a formação de cor, após hibridização do produto amplificado com uma ou mais sondas, e quantificado em espectrofotômetro. Para avaliar a eficiência do método colorimétrico de hibridização reversa (MCHR) proposto, os resultados foram comparados com os métodos de referência para detecção qualitativa e genotipagem do HCV. Resultados: Das 85 amostras de plasma analisadas, a sensibilidade e a especificidade do MCHR para detecção do RNA viral, quando comparado com Cobas Amplicor HCV Assay v2.0, foram de 100% e de 97,2%, respectivamente. Para genotipagem das amostras positivas, pôde-se observar 97,22% (35/36) de concordância entre o MCHR e o sequenciamento de DNA. Conclusão: O MCHR proposto apresentou bons resultados de sensibilidade e de especificidade, com alto grau de concordância entre os métodos de referência, evidenciando o seu potencial para ser utilizado no diagnóstico do HCV. Palavras-chave: HCV; testes moleculares; hibridização colorimétrica. 1 Discente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Metodista IPA – Porto Alegre – RS – Brasil. 2 Bolsista de Iniciação Científica Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – Porto Alegre – RS – Brasil. 3 Profissionais vinculados ao Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – Porto Alegre – RS – Brasil. 4 Discente do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – RS – Brasil. 5 Docentes da Universidade Luterana do Brasil – Canoas – RS – Brasil. 6 Docente do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – RS – Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 21 VOLTAR AO SUMÁRIO EPIDEMIOLOGIA DO HIV-1 NA REGIÃO DA GRANDE PORTO ALEGRE – RS: UMA ABORDAGEM EM BIOINFORMÁTICA Maria Cristina Cotta Matte1;2, Rúbia Marília Medeiros2, Dennis Maletich Junqueira2, Sabrina Esteves de Matos Almeida1;2 Introdução: A distribuição global de subtipos e formas recombinantes circulantes denotam uma complexa epidemiologia molecular do vírus da imunodeficiência humana (HIV). O estado do Rio Grande do Sul apresenta uma situação epidemiologia atípica, pois diferentemente do restante do Brasil, o subtipo C circula predominantemente. A importante diversidade genética do vírus possui grandes implicações nos estudos de resposta aos medicamentos antirretrovirais, no desenvolvimento de vacinas e, possivelmente, está implicada nas taxas de progressão da doença. Objetivos: O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência dos subtipos de HIV1 circulantes na região metropolitana de Porto Alegre. Metodologia: Para este estudo, foram coletadas 99 amostras de sangue de pacientes HIV positivos, que não faziam o uso da terapia antirretroviral potente (HAART) entre os anos de 2005 a 2007. As amostras foram submetidas à extração de DNA e, posteriormente, à amplificação da região pol do genoma viral integrado, seguido da amplificação individual dos genes da protease e transcriptase por nestedPCR. Após, os produtos foram purificados e seqüenciados. Utilizando-se programas de bioinformática, as seqüências virais obtidas foram alinhadas (ClustalX), editadas (Bioedit) e subtipadas, através da construção de árvores filogenéticas (PAUP). Resultados: Entre as amostras, foram identificadas 41,4% do subtipo C e 26,2% do subtipo B (26,2%). O subtipo F, as formas recombinantes e as formas mosaicos conjuntamente com o CRF31_BC representaram, respectivamente, 1,1%, 13,1% e 18,2%. Diferentemente do restante do país, onde as formas prevalentes são o subtipo B e F, na região metropolitana de Porto Alegre, como forma circulante principal encontrouse o subtipo C. Conclusões: Estudos recentes têm verificado um aumento na prevalência de infecções causadas por formas recombinantes de HIV-1, como o CRF31_BC, devido a cocirculação de formas virais no estado. Os achados deste trabalho demonstram a necessidade de estudos que acompanhem o perfil epidemiológico do HIV no sul do país, especialmente no que tange ao desenvolvimento de um programa de vacinas. Palavras-chave: HIV-1; epidemiologia; bioinformática. Centro Universitário Feevale 1 2 Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS) – Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Porto Alegre/RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 22 VOLTAR AO SUMÁRIO EXTRAÇÃO DE DNA DE BULBO DE PENAS COM IODETO DE SÓDIO Ana Paula Muterle Varela1, Helton Fernandes dos Santos1, Samuel Paulo Cibulski1, Thais Fumaco Teixeira1,Diogenes Dezen1 e Paulo Michel Roehe1 Introdução: A pena é um dos importantes veículos de transmissão de patógenos especialmente vírus - entre as aves. A maioria desses agentes fica alojado no bulbo da pena, o qual é composto por tecidos epiteliais e células sanguíneas, sendo cobertos por espessa camada de queratinócitos secos, tornando-se um ambiente ideal para a preservação de alguns microorganismos. Por ser um material de fácil coleta e armazenamento, a pena tem se mostrado muito útil para diagnóstico de infecções de aves. Objetivo: reportar a padronização da técnica de extração de DNA, a partir de bulbos de penas, utilizando iodeto de sódio (NaI). Metodologia: cinco bulbos de penas (aproximadamente 3 cm de comprimento) foram macerados com N2 líquido e incubados por 16 horas a 56 ºC com 1mL de solução de lise (5% SDS, 100mM Tris pH 8,0; 10mM EDTA; 1M NaCl e 5mg de Proteinase K). A seguir, 300µl dessa solução foram transferidos para novo tubo e adicionados 300µl de NaI 6M e 600µl de clorofórmio-álcool isoamílico (24:1), homogeneizado por 5 minutos e centrifugado a 5000 x g por 5 minutos. Do sobrenadante foram coletados 500µl, aos quais foram adicionados 500µl de clorofórmio-álcool isoamílico e esta suspensão novamente centrifugada. A precipitação do DNA foi realizada com 400µl do sobrenadante, ao qual foram adicionados 1000µl de etanol absoluto gelado, seguindose uma incubação por 30 minutos a -20 ºC. Após, a mistura foi centrifugada por 20 minutos a 14000 x g. O sobrenadante foi removido e o DNA ressuspenso em 50µl de TE (pH 8,0) e tratado com 20µg/mL de RNAse a 37 ºC por 30 minutos. A quantificação do DNA foi realizada por eletroforese em gel de agarose a 1% utilizando o programa Kodak Digital Science 1DTM. Conclusão: Através desta técnica, é possível obter em média 500ng de DNA por amostra com qualidade apropriada para a realização de técnicas moleculares de diagnóstico utilizando um reagente menos tóxico que fenol, o qual é comumente empregado em extrações de DNA. Com isso, geram-se resíduos menos agressivos ao meio ambiente e com custo reduzido em relação ao uso de fenol. Palavras-chave: DNA; Iodeto de Sódio; Aves. 1 Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, Eldorado do Sul, RS; Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 23 VOLTAR AO SUMÁRIO FARMACOGENÉTICA E CANAIS DE POTÁSSIO ATP-SENSÍVEIS: IMPLICAÇÃO NA TERAPIA COM SULFONILURÉIAS. Diego Luiz Rovaris1, Jéssica Knevitz Muller2, Samuel Selbach Dries2, Magda Susana Perassolo3, Fabiana Michelsen de Andrade3. Introdução: na célula β-pancreática a secreção de insulina é regulada pelos canais de K+ ATPsensíveis (KATP), os quais controlam o fluxo de íons potássio através da membrana e desse modo conectam o metabolismo com a atividade elétrica celular. O canal KATP da célula β é formado por duas subunidades protéicas, denominadas Kir6.2 e SUR1. A primeira é codificada pelo gene KCNJ11, já a segunda pelo gene ABCC8. Fármacos da classe denominada de “sulfoniluréias” regulam esses canais e, a partir disso, aumentam a secreção de insulina. Estes compostos se ligam à subunidade SUR1 produzindo uma mudança conformacional que resulta no fechamento do poro formado pelas subunidades Kir6.2. Como o KATP é essencial para a secreção da insulina, e é um dos alvos da terapia hipoglicemiante, não é estranho o fato de que mutações nos genes que codificam suas subunidades poderiam resultar em diferentes respostas terapêuticas durante o tratamento da diabetes mellitus tipo 2 com sulfoniluréias. Objetivo: o objetivo dessa revisão é sumarizar, através de uma busca de artigos na literatura, o que já se conhece em relação à influência de polimorfismos nos genes KCNJ11 e ABCC8 na resposta ao tratamento de diabetes tipo 2 com sulfoniluréias. Metodologia: este é um estudo de revisão bibliográfica. Foi realizada uma busca de artigos científicos indexados no MEDLINE entre janeiro de 2000 e junho de 2009 através das palavras-chave: ABCC8, KCNJ11, SUR1, Kir6.2 combinadas com sulphonylurea, type 2 diabetes e polymorphism. Resultados: foram encontrados somente 6 trabalhos. Em relação ao gene KCNJ11, a variante E23K foi a única estudada. Os resultados obtidos foram diferentes nos dois trabalhos encontrados. O primeiro não associou esse polimorfismo com diferentes respostas terapêuticas, já o segundo mostrou que a presença do alelo 23K pode prejudicar a secreção de insulina estimulada pela glibenclamida. Em relação ao gene ABCC8, dois trabalhos não demonstraram evidências sobre o impacto do polimorfismo no intron 15 (exon 16 -3càt) na efetividade em longo prazo da terapia com sulfoniluréias. Já o polimorfismo Ser1369Ala, em dois estudos, foi associado com diferentes respostas durante o tratamento com gliclazida em chineses diabéticos. Conclusões: a partir desses dados, pode-se implicar que diferenças genéticas influenciam na efetividade das sulfoniluréias, e que mais estudos, em diferentes populações, são necessários para avaliar melhor o impacto de variações nos genes ABCC8 e KCNJ11 na resposta desses agentes. Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2; farmacogenética; insulina. 1 Acadêmico do curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale. 2 Acadêmico (a) do curso de Ciências Farmacêuticas – Centro Universitário Feevale. 3 Docentes do Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 24 VOLTAR AO SUMÁRIO INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO TAQ 1B NO GENE CETP NA RESPOSTA AO FITOTERÁPICO Garcinia cambogia EM INDIVÍDUOS COM EXCESSO DE PESO. Diego Luiz Rovaris1, Tuany Di Domênico1, Luiz Carlos Klein Júnior1, Tiago Antonio Pollo1, Ricardo Schneider Junior1, Simone Rossetto1, Carlos Augusto Ronconi Vasques1, Fabiana Michelsen de Andrade1. Introdução: Um dos grandes problemas da saúde pública é a alta prevalência da obesidade e suas complicações, dentre elas as dislipidemias. O fitoterápico Garcinia cambogia é amplamente utilizado para o tratamento destas complicações, no entanto existe uma escassez de estudos científicos que descrevam possíveis variações interindividuais na resposta ao tratamento. A proteína transferidora de ésteres de colesterol (CETP) está relacionada com a passagem de lipídios entre as lipoproteínas, e polimorfismos no seu gene podem ter grande influência na resposta de fármacos. No entanto, não existe investigação que relacione a variabilidade no gene CETP com a resposta a Garcinia cambogia, embora existam estudos farmacogenéticos para fármacos hipolipemiantes tradicionais. Objetivo: avaliar se o polimorfismo Taq 1B do gene CETP influencia na resposta do perfil lipídico, ao tratamento com o fitoterápico Garcinia cambogia. Metodologia: Até o momento, 39 pacientes com IMC >25 participaram deste estudo com desenho duplo cego. Estes foram estratificados aleatoriamente em grupo tratado (n=29) e placebo (n=10), recebendo, respectivamente, dose diária de 2,4g do extrato de G. cambogia ou placebo (3x/dia) durante 8 semanas. O perfil lipídico foi analisado através de colorimetria enzimática, exceto LDL-c que foi estimado pela equação de Friedwald. O DNA destes voluntários foi extraído a partir de sangue total, e o polimorfismo Taq 1B foi avaliado por PCR-RFLP. As diferenças entre as médias de variação no perfil lipídico, de acordo com cada genótipo, foram comparadas por teste t, através do programa SPSS 15.0. Resultados: No grupo tratado 09 voluntários tiveram o genótipo B1B1, e 20 foram portadores do alelo B2. Já no grupo placebo 05 voluntários tiveram o genótipo B1B1, e 05 foram portadores do alelo B2. Pôde-se observar que, em média, os indivíduos portadores do alelo B2 tiveram maior redução de triglicerídeos (portadores do alelo B2 = -30,7 mg/dl; B1B1 = -15,2 mg/dl), colesterol total (portadores do alelo B2 = -16,89 mg/dl; B1B1 = -11,1 mg/dl) e LDL-c (portadores do alelo B2 = -8,175 mg/dl; B1B1 = -3,525 mg/dl). De qualquer forma, essas diferenças entre as médias de variação do perfil lipídico não foram estatisticamente significativas. Contudo, esse estudo continua em andamento, com intuito de aumentar o número de pacientes para obter resultados mais consistentes. Palavras-chave: Dislipidemias; farmacogenética; Garcinia. 1 Instituto de Ciências da Saúde – Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 25 VOLTAR AO SUMÁRIO INFLUÊNCIA DOS GENES NR112 E ABCB1 NOS NÍVEIS LIPÍDICOS DE PACIENTES HIV POSITIVO USUÁRIOS DE HAART Maria Cristina Cotta Matte1; João Henrique Beltrame Araújo2; José Paulo Maurício Langa2; Regina Bonnes Barcelos3; Marilu Fiegenbaum2; Sabrina Esteves de Matos Almeida1,3 Introdução: A introdução da Terapia Antirretroviral Potente, conhecida como HAART, provocou uma drástica redução nos índices de mortalidade e morbidade dos pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). No entanto, complicações metabólicas como a dislipidemia, têm sido observadas em pacientes que fazem o uso da HAART, em especial dos fármacos Inibidores da Protease (IP). Sugere-se que os polimorfismos rs1523130 (A>G) e rs2472677 (C>T), localizados respectivamente na região promotora e no primeiro íntron do gene NR112, bem como, o polimorfismo rs1045642 (C>T) localizado no éxon 26 do gene ABCB1 possam estar associados com as alterações metabólicas dos pacientes HIV positivos. Objetivos: O objetivo do estudo foi verificar a associação dos polimorfismos nos genes NR112 e ABCB1 e a eficácia do tratamento com antirretrovirais e efeitos adversos. Metodologia: O material genético dos pacientes foi obtido através da extração de DNA pela técnica de saltingout e posteriormente amplificados por PCR e genotipados com uso das endonucleases de restrição enzima MspI (rs1523130), enzima Hpy188I (rs2472677) e MboI (rs1045642). A análise estatística foi realizada pelo teste de ANOVA através do programa SPSS v.16.0. Resultados: Foram analisados 225 pacientes HIV positivos, dos quais, 109 faziam o uso da HAART. Todos os dados foram ajustados em relação a sexo e idade. A freqüência alélica encontrada para os polimorfismos rs1523130(A>G), rs2472677(C>T) e rs1045642(C>T) foi respectivamente: 38% para o alelo A e 62% para o alelo G; 41% para o alelo C e 59% para o alelo T; 60% para o alelo C e 40% para o alelo T. O polimorfismo rs1523130 (A>G) parece influenciar no aumento dos níveis de HDL-col nos pacientes antes (p=0,017) e após o uso da HAART (p=0,040). Os níveis de HDL-col foram maiores nos portadores do alelo A quando comparado aos portadores do genótipo GG antes e após o tratamento com HAART. Não foi encontrada nenhuma associação dos polimorfismos rs2472677 e rs1045642 com a eficácia ao tratamento e os efeitos adversos nos pacientes HIV positivos. Conclusões: Conclui-se que a presença do polimorfismo rs1523130 (A>G) parece aumentar os níveis de HDL de pacientes HIV positivos, no entanto, mais estudos devem ser realizados para uma melhor compreensão do efeito dos polimorfismos na eficácia ao tratamento antirretroviral e o desenvolvimento de efeitos adversos. Palavras-chave: NR112; ABCB1; HIV, HAART 1 Centro Universitário Feevale 2 Centro Universitário Metodista IPA – Biologia Moelcular 3 CDCT/FEPPS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 26 VOLTAR AO SUMÁRIO INVESTIGAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO GENE APOE SOBRE ESCORES DE MEMÓRIA EM IDOSOS Vanessa Kappel da Silva, Jaqueline Bohrer Schuch, Fernanda da Silva Machado, Adriana Freitag dos Santos, Regina Lopes Lino, Fernanda DallaCosta, Priscila Schafer, Luciana Tisser, Fabiana Michelsen de Andrade. O déficit de memória é uma diminuição subjetiva ou objetiva da memória, associada ao envelhecimento, na ausência de demência, ou de qualquer outra condição clínica ou psicopatológica que possa explicar os problemas de memória. Se enquadram nesta classe aqueles indivíduos com um desvio padrão abaixo da média de escores em testes neuropsicológicos padronizados. As variações individuais de memória têm origens multifatoriais, sendo, então, influenciadas por fatores externos, como por exemplo hábitos de vida, e fatores genéticos. Um dos genes candidatos é o gene da APOE, que codifica a apolipoproteína E (APOE). A APOE é produzida em abundância no cérebro e serve como principal veículo de transporte de lipídio no fluido cérebro espinhal. Esta proteína existe em três isoformas, denominadas de E2, E3 e E4, sendo que a diferença entre elas é a substituição de aminoácidos nos resíduos 112 e 158. Desta maneira, os três alelos possíveis são denominados de E*2, E*3 e E*4. O objetivo do presente trabalho foi determinar a influência do gene da APOE sobre a variação de escores de memória em uma amostra da 3ª idade. Através dos testes Weschesler de memória Lógica I e II, VR I e II e Teste de Aprendizado Verbal de Rey, cinco parâmetros relacionados à memória foram avaliados em 21 voluntários de grupos de terceira idade. Para a extração de DNA foram utilizados 5 ml de sangue periférico e a genotipagem foi realizada por meio de PCR-RFLP, com enzima de restrição Hha I e checada em gel de agarose 3,5%. Os escores de memória foram ajustados pelo número de anos de estudo de cada voluntário, através de regressão linear. Cada um dos cinco parâmetros de memória foi comparado entre os genótipos da APOE utilizando o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. As análises estatísticas foram realizadas no programa SPSS versão 15.0. Observou-se uma tendência de heterozigotos E*3/E*4 possuírem escores de memória verbal imediata diminuída. Já heterozigotos E*2/E*3 aparentemente possuem valores mais baixos memória verbal tardia e visual tardia. Para a avaliação da capacidade de aprendizado verbal, observou-se uma tendência de valores diminuídos em homozigotos E*3/E*3. Apesar dessas tendências aparentes, nenhuma destas diferenças foi significativa, provavelmente por causa do pequeno tamanho amostral. Como nosso estudo encontra-se em andamento, esperamos que o aumento do tamanho amostral possa evidenciar as influências do gene APOE sobre a memória. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 27 VOLTAR AO SUMÁRIO REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE PARA DETECÇÃO DE TORQUE TENO VÍRUS Joseane Vanessa dos Santos da Silva1, Andréia Dalla Vecchia2, Lucas Kessler de Oliveira2, Raquel Beiersdorf Frezza3, Juliana Comerlato3, Bianca Bergamaschi3, Manoela Tressoldi Rodrigues3, Gabriela Schalemberger4, Fernando Rosado Spilki 5. Introdução: Devido às limitações que os coliformes apresentam como indicadores de contaminação fecal, a pesquisa no ramo da virologia aquática é crescente. Os vírus entéricos possuem características que os tornam excelentes candidatos, sua estabilidade físico-química, a possibilidade de identificar a origem da contaminação e sua resistência a etapas aplicadas durante o tratamento de água. Recentemente, um dos vírus com excreção fecal que vem sendo bastante estudado é o Torque teno vírus (TTV) devido a sua ampla disseminação na população humana. O TTV é um vírus não-envelopado com diâmetro de 30-32 nm, composto por DNA de fita simples, circular e com polaridade negativa. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo padronizar uma técnica para detecção de Torque teno vírus. Metodologia: Fazendo uso de análises bioinformáticas, foram desenhados oligonucleotídeos com potencial alinhamento em regiões altamente conservadas do genoma de TTV, os oligonucleotídeos resultantes foram denominados Fw1 (5’ - GGG AGC TCA AGT CCT CAT TTG 3’), Fw2 (5’ GGG CCW GAA GTC CTC ATT AG - 3’) e Rev (5’ GCG GCA TAA ACT CAG CCA TTC 3’), que amplificam em torno de 100 pares de bases. Para a padronização da técnica foram utilizadas como controle positivo amostras de DNA viral positiva, e como controle negativo células CRIB, a extração de ácidos nucléicos virais foi realizada utilizando o reagente High Pure Viral Nucleic Acid Kit (Roche). A reação de PCR foi realizada utilizando o solução comercial para amplificação Supermix (Invitrogen), com 22,5 µL deste, 0,5 µL de Fw1, 0,5µL de Fw2, 0,5µL de Rev e 1µL de DNA resultando em uma solução de 25 µL. Após a reação, o produto foi analisado por eletroforese em gel de agarose a 2% e em tampão TBE, com brometo de etídeo e após visualizado sob luz ultravioleta. Resultados: A técnica de PCR mostrou-se eficiente apresentando amplicons no tamanho esperado. Conclusões: Com aprimoramentos futuros esta metodologia nos possibilitará a detecção de Torque teno vírus em amostras de água coletadas no ambiente, contribuindo assim com as rotinas de monitoramento virológico da água. Palavras-chave: Torque teno vírus; biologia molecular; amostras de água. 1 Aluna do curso de Enfermagem- Centro Universitário Feevale Alunos do Mestrado em Qualidade Ambiental- Centro Universitário Feevale 2 Alunas do curso de Biomedicina- Centro Universitário Feevale 3 Aluna da Escola de Aplicação- Bolsista Júnior de Iniciação Científica 4 Docente do ICS e PPG em Qualidade Ambiental- Centro Universitário Feevale 5 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 28 VOLTAR AO SUMÁRIO Relação entre Polimorfismos Genéticos e Resposta ao Tratamento em Pacientes infectados com genótipo 1 do Vírus da Hepatite C Nicole Nascimento Da Fré1,2; Tarciana Grandi3, 4; Cintia Costi3; Cláudia M. Dornelles da Silva3,5; Arnaldo Zaha6; Maria Lúcia Rosa Rossetti3,5. Introdução: A hepatite C, causada pelo vírus da hepatite C (HCV), é uma doença infecciosa que se tornou um problema de saúde pública no mundo por apresentar alta morbidade e mortalidade. O teste molecular qualitativo é utilizado para confirmação diagnóstica e monitoramento do tratamento, enquanto que a genotipagem é indicada para definir o plano terapêutico. A resposta virológica sustentada (RVS) ao tratamento com Interferon peguilado (IFN-PEG) e Ribavirina (RBV) em pacientes com HCV genótipo 1 é inferior a 50% dos casos, por isso, justifica-se a busca por fatores genéticos capazes de auxiliar no tratamento. Objetivos: Este estudo visa analisar os polimorfismos genéticos humanos G-88T e G-308A presentes nos genes MxA e TNF-alfa, respectivamente, que estão envolvidos com a RVS de pacientes portadores do genótipo 1 do HCV e correlacioná-los com variáveis clínicas, bioquímicas e virológicas. Metodologia: Este é um estudo experimental realizado com pacientes infectados com genótipo 1 do HCV, em tratamento com IFN-PEG e RBV no Centro de Aplicação e Monitorização de Medicamentos Injetáveis (CAMMI) do RS. A colheita das amostras de sangue é realizada por punção digital em cartão FTA. A extração do DNA genômico é realizada conforme protocolo descrito pelo fabricante (WHATMAN). As análises dos polimorfismos são realizadas através da amplificação das regiões escolhidas, visualização do produto amplificado em gel de agarose e, posterior, sequenciamento do DNA para caracterização dos polimorfismos. Os resultados obtidos com a análise dos polimorfismos serão correlacionados com a resposta sustentada ao término do tratamento. Resultados: O estudo está em fase de padronização e já foram coletadas 210 amostras de pacientes com HCV genótipo 1. Diversos protocolos para extração do DNA genômico foram testados e, com algumas modificações, demonstraram boa aplicabilidade na técnica FTA. Diferentes temperaturas de anelamento e concentrações de MgCl2 estão sendo testadas para detectar as melhores e mais sensíveis condições da PCR. Conclusão: A análise farmacogenética de genes envolvidos na resposta ao tratamento da hepatite C é um desafio para a validação clínica de marcadores genéticos capazes de prever respostas favoráveis ou toxicidade às drogas. Nesse sentido, é preciso conhecer o perfil genético da população em questão para poder futuramente traçar diretrizes que auxiliarão nos rumos do tratamento. Palavras-chave: polimorfismos genéticos; HCV; tratamento; cartão FTA. Discente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Metodista IPA – Porto Alegre – RS – Brasil. Bolsista de Iniciação Científica Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – Porto Alegre – RS – Brasil. 3 Profissionais vinculados ao Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – Porto Alegre – RS – Brasil. 4 Discente do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – RS – Brasil. 5 Docentes da Universidade Luterana do Brasil – Canoas – RS – Brasil. 6 Docente do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – RS – Brasil. 1 2 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 29 VOLTAR AO SUMÁRIO Utilização da região espaçadora intergênica 16S-23S rDNA para detecção de Mycobacterium tuberculosis Natália Machado Nunes1, Mirela Verza2, Raquel Maschmann3, Alessandra Borchardt4, Rúbia Ruppenthal5, Maria Lucia Rosa Rossetti6. Introdução: Segundo a Organização Mundial de Saúde estima-se que ocorram nove milhões de novos casos de tuberculose (TB) anualmente no mundo, sendo que cerca de dois milhões destes resultam em mortes. Os métodos tradicionais de diagnóstico possuem limitações como baixa sensibilidade e detecção lenta do bacilo, e devido a isto novos métodos de diagnóstico, estão sendo propostos. Técnicas baseadas em biologia molecular têm sido uma alternativa para o auxílio no diagnóstico da TB devido a sua especificidade e rapidez. Objetivo: Padronizar um protocolo para detecção colorimétrica em microplacas para identificação de DNA que codifica a região espaçadora intergênica (ITS) 16S-23S rRNA do complexo M. tuberculosis (M. tb). Esta região é bastante estudada por ser muito conservada e estar presente como cópia única no genoma do complexo M. tb. Metodologia: Neste trabalho experimental, onze amostras de DNA foram analisadas de um total de 40. Estas são, provenientes de um banco de DNAs de cultura de M. tb do CDCT. Os DNAs foram amplificados através da PCR utilizando primers biotinilados Sp1 e Sp2 descrito por Xiong et al, 2006, originando um fragmento de 220 pb. Os produtos foram hibridizados em microplacas contendo uma sonda aminada, específica do complexo M. tb, complementar a região interna do 16S-23S rDNA, juntamente com um controle negativo (água) e um controle positivo (H37Rv). Para detecção dos produtos foi utilizado um conjugado estreptavidina-peroxidase e substrato TMB, que desenvolvem uma coloração azul quando a reação é positva. A intensidade da cor foi medida em espectrofotômetro (450nm). Conclusão: Foram considerados positivos os valores de absorbância acima de 0,119, média obtida dos controles negativos. Das 11 amostras analisadas, 73% foram positivas, concordando com o resultado visualizado no gel de agarose e 27% foram negativas. Portanto, novos testes serão realizados para o aumento da sensibilidade da técnica, modificando parâmetros como: tempo e temperatura de hibridização, quantidade de material amplificado e concentração da sonda. Após a padronização, será determinada a sensibilidade e a especificidade analítica da técnica. Para análise estatística será utilizado o teste Qui-quadrado. Palavras-chave: Hibridização; Mycobacterium tuberculosis; região intergênica 16S-23S rRNA. Natália Machado Nunes- Aluna de Biomedicina do Centro Universitário Metodista IPA Mirela Verza- Centro de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico- CDCT/FEPPS Raquel Maschmann- Doutoranda do Centro de Biotecnologia da UFRGS Alessandra Borchardt- Aluna de Biomedicina da ULBRA Rúbia D. Ruppenthal – Docente do Centro Universitário Metodista IPA Maria Lucia Rosa Rossetti - Centro de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico- CDCT/FEPPS e docente da ULBRA II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 30 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Bioquímica II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 31 VOLTAR AO SUMÁRIO A IMPORTÂNCIA DA DOSAGEM TRANSOPERATÓRIA DO PTHi POR ELETROQUIMIOLUMINESCÊNCIA DURANTE CIRURGIA DO HIPERPARATIREOIDISMO PRIMÁRIO Mauricio Sprenger Bassuino1, Júlia Puffal1, Alberto Salgueiro Molinari2 Introdução: O hiperparatireoidismo primário (HPTP) é causado pelo aumento da secreção do paratormônio (PTH) que leva à hipercalcemia, causando doença óssea de graus variáveis e cálculos urinários de repetição. É essa a causa mais comum de hipercalcemia em pacientes ambulatoriais e o único tratamento curativo é o cirúrgico para remoção de todo tecido hipersecretor. O presente trabalho tem por objetivo avaliar a efetividade das dosagens de PTHi por eletroquimioluminescência no manejo desta patologia. Material e método: Foram acompanhados 65 procedimentos cirúrgicos no período 26/07/06 a março de 2009 com diagnóstico de HPTP que foram submetidos a exploração cervical guiada pelas dosagens seqüenciais de PTHi nos momentos: da indução anestésica, da excisão da glândula, 5 e 10 minutos após a remoção do tumor. O critério estabelecido para prever a normocalcemia é o decréscimo de 50% ou mais do maior valor. Resultados: Dos 65 pacientes, 2 tinham doença multiglandular e 63 pacientes apresentavam adenoma único hiperfuncionante. O teste foi capaz de predizer o insucesso e a doença multiglandular em 2 pacientes e a normocalcemia em 63 desses pacientes (Sens = 100%; Espec = 100%; VPP = 100%; VPN = 100%; Ac Total = 100%). Conclusão: A dosagem transoperatória de PTHi durante paratireoidectomia demonstrou ser método seguro, auxiliando na decisão cirúrgica e predizendo com excelência a normocalcemia do paciente 24horas após a cirurgia. Palavras-chave: PTH – hiperparatireoidismo primário - paratireoidectomia 1 Acadêmico de biomedicina do Centro Universitário Feevale 2 Cirurgião endócrino do Hospital Nossa Senhora da Conceição II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 32 VOLTAR AO SUMÁRIO Análise da Glicemia e perfil lipídico de crianças antendidas no Centro de Orientação, Reabilitação e Assistência ao Encéfalopata de Goiás – CORAE. Pollyane Rosa Silva1, Raquel Vaz Resende¹, Diego Franciel Marques Mühlbeier¹, Andréa Luciana Martins Ramos¹, Clayson Moura Gomes¹, Eduardo Silva de Paiva¹, Brunna Veruska de Paula¹, Zilda Mara Pinheiro dos Santos¹, Fabiana Alline Camelo Oliveira¹, Ana Manoela M. da Silva¹, Isabel Cristina de Castro Gomes¹, Suelen Ferreira¹, Maísa Maria da Silva², Mauro Meira de Mesquita², Sérgio Henrique Nascente Costa², Isabel Cristina Carvalho Medeiros Francescantonio³ Introdução: A paralisia cerebral, também denominada encefalopatia crônica não progressiva, é a principal causa de incapacidade física grave na infância, consequente de lesão estática ocorrida no período pré, peri ou pós-natal que afeta o sistema nervoso central em fase de maturação estrutural e funcional. Estudos epidemiológicos do perfil lipídico de crianças e adolescentes normais (sem encefalopatia) mostram que o nível de colesterol na infância é um fator preditivo do nível de colesterol na vida adulta. O início precoce da aterosclerose seria causado por vários fatores, dentre eles o diabetes. Objetivo: Correlacionar os exames de glicemia e perfil lipídico de crianças com paralisia cerebral aos exames de crianças normais atendidas no Centro filantrópico de Orientação, Reabilitação e Assistência ao Encefalopata (CORAE), em Goiânia. Metodologia: Foram selecionadas crianças de ambos os sexos até 14 anos de idade, sendo submetidas à punção venosa para subsequentes dosagens laboratoriais. As dosagens foram realizadas pelo método enzimático automatizado no aparelho A-25 (Biosystem). Os dados foram tabulados e analisados por meio do programa estatístico Epi Info 3.5.1, utilizando intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram avaliadas 66 crianças, sendo 45 (68%) com diagnóstico prévio de paralisia cerebral. A média de glicemia foi maior nas crianças encefalopatas em relação às crianças normais (82,4±10,1 x 81±6,4 mg/dl; p=0,58), assim como a média de triglicérides (79,9±34,2 x 77,5±27,9 mg/dl; p=0,85). Em relação às outras frações do perfil lipídico, as crianças normais apresentaram níveis mais elevados de HDL (51,8±8 x 48,4±8 mg/dl, p=0,11), LDL (83,3±24,4 x 81,5±28 mg/dl; p=0,81), e colesterol total (150,3±27,2 x 147,8±28,9 mg/dl; p=0,75), comparados com as crianças encefalopatas. Apesar das diferenças, nenhuma foi estatisticamente significativa. Conclusão: No presente estudo a presença de encefalopatia não pode ser considerada como fator de risco para as alterações metabólicas pesquisadas, pois não se observou nenhuma diferença significativa entre os níveis de glicemia e perfil lipídico de crianças encefalopatas e as outras crianças. Palavras-chave: Paralisia Cerebral, glicemia, perfil lipídico. ¹ Alunos do curso de biomedicina da Universidade Católica de Goiás (UCG) e membros da Liga Acadêmica de Bioquímica Clínica (LABiC). ² Biomédico (a), docente do curso de biomedicina da UCG, co-orientador da LABiC. ³ Médica e biomédica, docente dos cursos de medicina e biomedicina da UCG, orientadora da LABiC. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 33 VOLTAR AO SUMÁRIO Diagnóstico dos estágios de hiperglicemia: glicemia de jejum ou teste oral de tolerância glicose? Gabriela Cavagnolli1, Juliana Comerlato2 , Carolina Comerlato2 , Jorge Luiz Gross3 e Joíza Lins Camargo 4 Introdução: A medida da glicemia de jejum (GJ), por sua praticidade, é o teste mais utilizado para o diagnóstico do diabetes mellitus (DM). No entanto, GJ pode subestimar a severidade da intolerância à glicose e identifica uma população diferente, com sobreposição parcial, daquela diagnosticada pelo o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Objetivos: Comparar a GJ e o TOTG na classificação de pacientes em diferentes estágios de hiperglicemia. Metodologia: Foram analisados 519 pacientes ambulatoriais, entre 20 e 90 anos, sendo 204 homens, sem diagnóstico prévio de DM e submetidos a TOTG (OMS) em um hospital universitário. O teste foi realizado após 8h de jejum e a glicose foi medida por método enzimático (Modular P Roche). Resultados: Normoglicemia, pré-diabetes e DM foram diagnosticados em 172 (33,1%), 283 (54,5%) e 64 (12,3%) de 519 pacientes pela GJ e em 279 (53,8%), 145 (27,9%) e 95 (18,3%) de 519 pacientes pelo TOTG, respectivamente. Houve uma fraca concordância entre os dois testes diagnósticos (kappa = 0,232). Quando os pacientes são avaliados pela GJ e TOTG simultaneamente, há uma subestimação dos casos de DM em comparação com a classificação obtida pela GJ ou pelo TOTG isolados [37 (7,1%); 64 (12,3%) e 95 (18,3%) casos de DM, respectivamente]. O mesmo ocorre com os casos de pré-diabetes [97 (18,7%); 283 (54,5%) e 145 (27,9%) pela GJ e TOTG, GJ ou TOTG, respectivamente]. Conclusões: Há fraca concordância diagnóstica entre os testes GJ e TOTG. A GJ apresentou menor sensibilidade diagnóstica para o DM e menor especificidade diagnóstica para pré-diabetes quando comparada com o TOTG. Para o correto diagnóstico dos diferentes estágios da tolerância à glicose o TOTG deve ser utilizado. Palavras-chave: Diabetes Mellitus, diagnóstico, TOTG 1 Mestranda do PPG em Endocrinologia, UFRGS, Bolsista CAPES 2 BIC Fapergs 3 Serviço de Endocrinologia, HCPA/UFRGS 4 Serviço de Patologia Clínica, HCPA/UFRGS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 34 VOLTAR AO SUMÁRIO DOR NEUROPÁTICA X ATIVIDADE FÍSICA ANÁLISE COMPORTAMENTAL ATRAVÉS DO CAMPO ABERTO E TESTE PLANTAR Karen Olivia Bazzo1; Cristhine Schallenberger2; André Prato Schmidt2; Diogo Onofre2, Rejane Giacomelli Tavares3. Introdução: Segundo dados da OMS, a dor crônica afeta 30% da população mundial sendo um importante problema de saúde pública contemporâneo. Um tipo de dor crônica é a dor neuropática, causada pelo sintoma persistente após lesão primária ou disfunção do sistema nervoso central ou periférico. Estudos têm investigado o efeito da atividade física na dor crônica, entretanto os resultados não são conclusivos. Assim, novos estudos são necessários para justificar a indicação de atividade física para pacientes que possuem dor crônica. Objetivos: Avaliar a ação analgésica da atividade física regular e voluntária sobre a dor neuropática em modelo animal. Metodologia: Trata-se de um estudo experimental onde foram utilizados 72 ratos Wistar, a indução do modelo de dor neuropática crônica foi conforme o modelo descrito por Bennett (1988).Os animais foram divididos em 6 grupos amostrais de 12 ratos cada: dois grupos com dor crônica neuropática (DCN), dois grupos sham e dois grupos naive, todos separados novamente em sedentários (SED) e não sedentários (NSED). Foram realizadas 4 ligaduras na região próxima à trifurcação do nervo ciático à direita. Inicialmente os animais dos grupos NSED ficaram previamente em contato com a roda de correr para ambientação, e após tanto o grupo de DCN quanto o sham passaram pelo processo cirúrgico, com e sem as ligaduras, respectivamente. Após, os grupos amostrais que estiveram submetidos à atividade física, ficaram expostos por mais três semanas, sendo que a cada semana de atividade física foi realizado um acompanhamento de todos os grupos através do teste plantar (Ugo Basile, Varese, Itália) para avaliação da hiperalgesia e do teste de campo aberto para avaliação comportamental. Resultados: Nossos resultados demonstram que, na segunda e terceira semana de avaliação do teste plantar o grupo DCN NSED apresentou uma menor hiperalgesia quando comparados ao grupo DCN SED. No teste de campo aberto foi constatado um aumento do comportamento exploratório do grupo naive SED quando comparados com os grupo DCN SED e NSED na primeira e segunda semana. Conclusão: Nossos resultados demonstram que a atividade física regular e voluntária pode auxiliar na diminuição da hiperalgesia. Tendo em vista este efeito, é importante uma investigação do mecanismo de ação desta analgesia. Palavras-chave: dor neuropática; atividade física; teste plantar; campo aberto. 1 Alunos do curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale 2 Instituto de Neuroproteção e Excitotoxicidade do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 3 Docente do curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 35 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DO 3-metil-1-fenil-2-(seleniofenil)oct-2-en-1-ona SOBRE PARÂMETROS PLASMÁTICOS E O NÚMERO DE leucócitos EM RATOS Francieli Rozales1, Andressa S. Centeno1, Elias Turcatel1, Vanessa O. Castro1, Tanise Gemelli1, Robson Guerra1, Marcello Mascarenhas2, Caroline Dani2, Adriana Coitinho2, Rosane Gomez2, Cláudia Funchal2 Introdução: O selênio (Se) é um elemento traço essencial para os mamíferos, importante para muitos processos celulares. Os compostos orgânicos de Se podem ser extremamente tóxicos, podendo afetar a pele e os rins. Objetivo: O objetivo desse trabalho foi investigar os efeitos do tratamento agudo com o organocalcogênio 3-metil-1-fenil-2-(seleniofenil)oct-2-en-1-ona sobre as concentrações plasmáticas de glicose, colesterol, creatinina, lactato desidrogenase e proteína C reativa. Além disso avaliamos o número de leucócitos e o diferencial destes ratos. Metodologia: Foram utilizados 40 ratos Wistar com 60 dias de idade, que foram divididos em quatro grupos experimentais. Os animais foram tratados com uma única injeção intraperitonial de solução salina, 125, 250 ou 500 µg/kg do organoselênio. Após 1h os ratos foram sacrificados por decapitação sendo o sangue troncular coletado. O soro sangüíneo foi separado e usado para as análises de: glicose, colesterol, creatinina (Cre), lactato desidrogenase (LDH) e proteína C-reativa (PCR) e o sangue total com EDTA foi usado para a contagem do número de leucócitos totais em câmara de Neubauer e o diferencial foi realizado através da coloração de MayGrunwald/Giemsa. Resultados: A glicose, o colesterol, a Cre, a atividade da enzima LDH e a concentração da PCR não diferiram estatisticamente entre os grupos. Observamos também um aumento do número total de leucócitos nos ratos tratados com 250 e 500 µg/kg do organoselênio. O composto foi capaz de causar neutrofilia na concentração de 125 µg/kg e neutropenia na dose de 500 µg/kg. Além disso, o organocalcogênio causou uma linfocitose na concentração de 500 µg/kg. Conclusão: Nossos resultados indicam que este composto de organoselênio induz alterações hematológicas ratos tratados agudamente com 3-metil-1-fenil-2-(seleniofenil)oct-2en-1-ona, sendo potencialmente tóxico para roedores. Apoio financeiro: Centro Universitário Metodista IPA. Palavras-chave: Selenio fenil; parâmetros plasmáticos; numero de leucócitos. 1 Aluno do Centro Universitário Metodista 2 Docente do Centro Universitário Metodista II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 36 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DO USO DE AGROTÓXICOS SOBRE MARCADORES PROTÉICOS, DE FUNÇÃO RENAL E DE FUNÇÃO HEPÁTICA EM AGRICULTORES DO MUNICÍPIO DE VENÂNCIO AIRES - RS Gabriela Goethel1,2, Filipe Nascimento1, Ericksen Borba1, Ariella Philipi1, Tássia Chesini Rech1, Ramon B. Ramos1, Letícia F. de Melo1 , Marcello Mascarenhas3, Viviane Cristina Sebben2, Cláudia Funchal3 Introdução: O uso indiscriminado de agrotóxicos está relacionado com intoxicações agudas, doenças crônicas, problemas reprodutivos e danos ambientais. O Brasil é o sétimo maior consumidor da produção de agrotóxicos mundial e seu uso em plantações como as de fumo é freqüente, pois folhas sãs, sem sinais de presença de fungos ou danos causados por insetos, ácaros e bactérias, têm muito maior valor comercial. O Rio Grande do Sul é o maior produtor de fumo do Brasil, sendo o município de Venâncio Aires responsável pela produção de mais de 25.000 toneladas anuais.Objetivo: Avaliar o metabolismo de proteínas, a função renal e a hepática de fumicultores expostos a agrotóxicos residentes no município de Venâncio Aires, RS. Metodologia: Estudo experimental onde foi realizado a coleta de sangue dos agricultores e logo após foi separado a fração soro. Este foi utilizado para as dosagens de uréia e creatinina para a avaliação da função renal e alanina aminotransferase (ALT) e de aspartato aminotransferase (AST), para avaliação da função hepática e de proteínas totais e albumina como marcadores do metabolismo protéico. Os kits utilizados foram da Labtest (Minas Gerais, Brasil). Resultados: Observamos que todos os parâmetros estudados não foram alterados nos fumicultores expostos a agrotóxicos. Os resultados estão expressos como média ± desvio padrão. Creatinina: 1,28 ± 0,34; Uréia: 20,40 ± 4,21; AST: 18,72 ± 4,83; ALT: 16,12 ± 6,21; Proteínas totais: 6,96 ± 0,69; Albumina: 4,93 ± 0,43. Conclusão: Podemos supor que a intoxicação ocupacional causada pela exposição não intencional a esses pesticidas não causa alterações na função renal, na função hepática e no metabolismo de proteínas dos fumicultores residentes em Venâncio Aires. Palavras-chaves: agricultores; Venâncio Aires; Função renal: Função hepática; Metabolismo de proteínas. Apoio financeiro: Centro Universitário Metodista IPA e Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT/RS). 1 Aluno do Centro Universitário Metodista 2 Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT/RS) 3 Docente do Centro Universitário Metodista II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 37 VOLTAR AO SUMÁRIO FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A ALTERAÇÕES NOS PARÂMETROS LIPÍDICOS E GLICÍDICOS SÉRICOS EM CAMINHONEIROS QUE TRAFEGAM NO CENTRO UNIFICADO DE FRONTEIRA, ENTRE BRASIL E ARGENTINA COSER, Janaina1; FONTOURA, Simone2; FONTOURA, Taiane3; BAUER, Renan4 & RIZZI, Caroline5 RESUMO: Introdução: Atualmente no Brasil, as doenças cardiovasculares (DCVs) são as patologias de maior morbimortalidade. Os principais fatores de risco são a má alimentação, sedentarismo, tabagismo, etilismo, obesidade, dislipidemias, Diabetes mellitus e estresse. Objetivos: O objetivo do estudo foi avaliar os perfis lipídico e glicídico e identificar os fatores de risco associados às DCVs em caminhoneiros. Metodologia: A amostra foi composta por 45 caminhoneiros que passaram pelo Centro Unificado de Fronteira, entre Brasil e Argentina, nos dias 23 e 24 de outubro de 2007. Foram avaliados o índice de massa corporal, a circunferência abdominal, a pressão arterial, hábitos alimentares, tabagismo e história familiar de DCVs. O perfil lipídico foi definido pelas determinações do colesterol total, HDL e LDL colesterol, triglicerídeos séricos; e o perfil glicídico, através da glicemia de jejum. Resultados: Foram encontrados 33 casos de dislipidemias, classificados em hipercolesterolemia (33%), hiperlipidemia mista (15%) e hipertrigliceridemia (30%). Os fatores de risco presentes foram: obesidade (42%), obesidade visceral (78%), hipertensão (47%) e tabagismo (20%). Conclusão: Mesmo se referindo a um grupo específico, o trabalho foi importante, pois identificou fatores de risco presentes na categoria profissional de motoristas de caminhão e com isso sua maior predisposição ao desenvolvimento de DCVs. PALAVRAS-CHAVE: Dislipidemias; doenças cardiovasculares; fatores de risco. 1 Biomédica do Laboratório de Citopatologia da Universidade de Cruz Alta, pós-graduanda em Citologia Clínica – SBAC/RS 2 Biomédica, pós-graduanda em Citologia Clínica – SBAC/RS 3 Acadêmica do Curso de Biomedicina IESA – Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo. 4 Farmacêutico Bioquímico, Laboratório de Análises Clínicas Clinilabor -São Borja, RS. 5 Farmacêutica Bioquímica, MSc, Docente da Universidade de Cruz Alta. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 38 VOLTAR AO SUMÁRIO INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DA CREATINAQUINASE NO HIPOCAMPO E ALTERAÇÕES NO COMPORTAMENTO DE RATOS WISTAR APÓS EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO CHUMBO Saiuri Lovison Bisi1, Michele Biasibetti2 , Tatiana Wannmacher Lepper2, Evandro Oliveira1, Gustavo Duarte Waltereith Koch2, Adriana Kessler2, Luciane Rosa Feksa1,2 Introdução: O chumbo é um metal capaz de atravessar a barreira hemato-encefálica afetando o sistema nervoso central, causando neurotoxicidade. A creatinaquinase é uma enzima tiólica importante no metabolismo energético celular. Objetivos: Investigar os efeitos da exposição crônica do chumbo sobre a atividade da creatinaquinase (CK) e o comportamento de ratos Wistar machos. Metodologia: Os animais foram randomizados em 2 grupos: controle e chumbo. A partir dos 21 dias de vida, o grupo controle recebeu 100 ppm de acetato de sódio e o grupo chumbo a mesma dose de acetato de chumbo, adicionados na água durante 12 semanas. Posteriormente, os animais foram treinados nas tarefas de campo aberto e esquiva inibitória, e testados 24h após o treino. No campo aberto foram medidos: tempo de latência no primeiro quadrante, cruzamentos, respostas de orientação e de auto-cuidado. Na esquiva inibitória, o tempo de latência para descida da plataforma foi utilizado como medida de retenção da memória, onde este parâmetro foi afetado, indicando que esse metal foi capaz de interferir na aquisição ou consolidação da memória e aprendizado. Não houve diferença significativa nos demais parâmetros analisados. Após os animais foram sacrificados por decapitação e o hipocampo foi removido para a determinação da atividade da CK (Hughes, 1962), assim como a medida de chumbo no tecido (absorção atômica). Resultados: Verificamos que o chumbo atingiu o hipocampo [t(4)= -5,20; p<0,01] e diminuiu a atividade da CK mitocondrial [t(11)=2,34; p< 0,05] significativamente, mas não alterou a CK citosólica [t(14)= -1,20; p=0,25]. Conclusões: Nossos resultados mostram que o chumbo inibe a atividade da CK em hipocampo diminuindo o metabolismo energético do cérebro, podendo ser um dos mecanismos que interfere no aprendizado e memória, contribuindo para a disfunção neurológica encontrada nestes indivíduos expostos ao chumbo. Palavras-chave: chumbo, creatinaquinase, ratos, comportamento, hipocampo. Apoio financeiro: CNPq, FAPERGS 1 Grupo de Pesquisa em Bioanálises, ICS, Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo-RS, 2 Departamento de Bioquímica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre-RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 39 VOLTAR AO SUMÁRIO INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DE ENZIMAS TIÓLICAS EM CÓRTEX CEREBRAL DE RATOS WISTAR APÓS EXPOSIÇÃO CRÔNICA AO CHUMBO Evandro Oliveira1, Tatiana Wannmacher Lepper2, Gustavo Duarte Waltereith Koch2, Saiuri Lovison Bisi1, Daiane Bolzan Berlese, Luciane Rosa Feksa1,2 Introdução: O chumbo é um metal capaz de atravessar a barreira hemato-encefálica afetando o sistema nervoso central, causando neurotoxicidade. A creatinaquinase e a piruvatoquinase são enzimas tiólicas importantes no metabolismo energético celular. Objetivos: Investigar os efeitos da exposição crônica do chumbo sobre a atividade da piruvatoquinase (PK) e creatinaquinase (CK) em córtex cerebral de ratos Wistar machos. Metodologia: Os animais foram randomizados em 2 grupos: controle e chumbo. A partir dos 21 dias de vida, o grupo controle recebeu 100 ppm de acetato de sódio e o grupo chumbo a mesma dose de acetato de chumbo, adicionados na água durante 12 semanas. Os animais foram sacrificados por decapitação e o córtex foi removido para a determinação da atividade da PK (Leong et al, 1981) e da CK (Hughes, 1962), assim como a medida de chumbo no tecido (absorção atômica). Resultados: Verificamos que o chumbo atingiu o córtex [t(6)= -36,47; p<0,001] e diminuiu a atividade da PK [t(14)=2,34; p< 0,05], da CK citosólica [t(19)=2,13; p< 0,05] e aumentou a atividade da CK mitocondrial [t(20)= - 2,45; p< 0,05]. Conclusões: Nossos resultados mostram que o chumbo inibe a atividade da PK e CK citosólica em córtex cerebral diminuindo o metabolismo energético do cérebro, podendo ser um dos mecanismos que interfere no aprendizado e memória, contribuindo para a disfunção neurológica encontrada nestes indivíduos expostos ao chumbo. O aumento da CK mitocondrial pode ser um efeito de compensação, uma forma de amenizar os efeitos tóxicos do chumbo no cérebro. Palavras-chave: chumbo, creatinaquinase, ratos, piruvatoquinase, córtex cerebral. Apoio financeiro: CNPq, FAPERGS 1 Grupo de Pesquisa em Bioanálises, ICS, Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo-RS, 2 Departamento de Bioquímica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre-RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 40 VOLTAR AO SUMÁRIO INIBIÇÃO DA ATIVIDADE DE ENZIMAS TIÓLICAS EM ERITRÓCITOS DE TRABALHADORES EXPOSTOS AO CHUMBO Thereza Trombini1, Tatiana Wannmacher Lepper2, Mateus Dalcin Luchese1, Evandro Oliveira1, Saiuri Bisi1, Daiane Bolzan Berlese1, Renato Minozzo1, Rafael Linden1, Tatiana Emanuelli3, Greicy Michelle Conterato3, Vandré Casagrande Figueiredo2, Luciane Rosa Feksa1,2. Introdução: A exposição ambiental e ocupacional ao chumbo ainda é um dos problemas de saúde pública. Metais pesados, assim como o chumbo, induzem o dano oxidativo, isto sugere que o chumbo possa estar envolvido na alteração oxidativa de macromoléculas biológicas, inclusive de enzimas tiólicas. A piruvatoquinase (PK), creatinaquinase (CK), adenilatoquinase (AK) e d-aminolevulinato desidratase (d-ALAD) são enzimas tiólicas importantes no metabolismo energético celular. Objetivos: Investigar os efeitos do chumbo sobre a atividade enzimática da PK, CK, AK e d-ALAD em eritrócitos de indivíduos expostos ao chumbo. Metodologia: Foram selecionados para o estudo 22 trabalhadores do sexo masculino expostos ao chumbo, em lojas de reciclagem de baterias no Rio Grande do Sul e 21 indivíduos não expostos ao metal. O chumbo plasmático foi medido por espectrofotometria de absorção atômica. A atividade da piruvatoquinase foi estimada de acordo com Leong (J. Neurochem. 37: 1548, 1981), a técnica da creatinaquinase foi determinada de acordo com Hughes (Clin Chim Acta 7: 597, 1962), a d-ALAD de acordo com Sakai (Clin. Chem. 26:625, 1980) e a AK segundo Petras (Circul. Res.20:1137, 1999). Resultados: Para os trabalhadores expostos foi encontrado uma média de chumbo plasmático de 60,4 mg/dL e os não expostos foi de 2,0 mg/dL. Observou-se que este inibiu a atividade da PK [t(41)=8,27; p<0.0001], CK [t(31)=2,87; p<0.01] e d-ALAD [t(28)=9,26; p<0.0001] no eritrócito de indivíduos expostos, mas não alterou a atividade da AK [t(30)=1,52; p>0,05]. A correlação entre a concentração de chumbo no sangue e a atividade da PK [F(1,41)= 45,77; b= - 0,73; p< 0,0001], CK [F(1,31)= 6,89, b= - 0,43; p<0,05] e d-ALAD [F(1,28)= 85,66; b= - 0,87; p< 0,0001] em eritrócitos de trabalhadores expostos ao chumbo demonstrou ser dosedependente.Conclusões: Nossos resultados sugerem uma redução da atividade da PK, CK e d-ALAD em eritrócitos de indivíduos expostos ao metal, o que pode induzir uma disfunção homeostática celular, relacionando-o como um dos possíveis mecanismos responsáveis pelas alterações bioquímicas, fisiológicas e comportamentais encontradas nestes indivíduos. Palavras-chave: chumbo, piruvatoquinase, creatinaqunase, d-aminolevulinato desidratase e eritrócitos. Apoio Financeiro: FEEVALE, CNPq, FAPERGS. 1 Grupo de Pesquisa em Bioanálises, ICS, Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo/RS. 2 Departamento de Bioquímica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre/RS. 3 Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 41 VOLTAR AO SUMÁRIO INTOXICAÇÃO POR DITIOCARBAMATOS E EFEITOS DO RESVERATROL: REVISÃO DA LITERATURA Michele Daudt da Silva1, Julia Puffal¹, Patrícia Grolli Ardenghi2 Introdução: Os ditiocarbamatos são substâncias utilizadas mundialmente por apresentar curta persistência ambiental e baixa toxicidade aguda. Porém, estudos in vitro demonstraram que estes fungicidas agem como pró-oxidantes e tem a habilidade de gerar estresse oxidativo nas células, aumentando a produção de espécies reativas de oxigênio. Sabe-se que o dano gerado pelos radicais livres é importante nas doenças crônico-inflamatórias, vasculares, neurodegenerativas e no câncer. O Resveratrol é um polifenol encontrado na uva que possui diversos efeitos positivos em sistemas biológicos, tais como um potente anti-inflamatório e um agente antioxidante. Portanto, este composto poderia auxiliar na terapia contra a intoxicação pelos ditiocarbamatos. Objetivo: Este estudo visa realizar uma revisão bibliográfica sobre os possíveis efeitos do resveratrol na intoxicação por ditiocarbamatos. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica através dos sites de busca PUBMED e SCIELO utilizando como palavraschave: ditiocarbamatos, intoxicação e resveratrol. Resultados: Sabe-se que a intoxicação por ditiocarbamatos é de grande importância, sendo que estes são capazes de gerar estresse oxidativo, o que aumenta sua toxicidade. A intoxicação por estes fungicidas pode acarretar em alterações patológicas no fígado, rim, baço, coração e, também, está relacionada com o desenvolvimento de Parkinsonismo. O tratamento para esta intoxicação não é totalmente esclarecido, portanto uma nova terapia poderia ser proposta. Existem diversos estudos utilizando o resveratrol no tratamento de intoxicação por diferentes compostos, como etanol, acetaminofen, entre outros. Em todos estes estudos, o resveratrol atenuou o estresse oxidativo causado por estes agentes. Além disso, alguns autores relatam a utilização deste polifenol no tratamento de intoxicações por agentes químicos, porém, ainda não há estudos utilizando o resveratrol no tratamento da intoxicação pelos ditiocarbamatos. Devido a isto, um estudo relacionando o efeito antioxidante do resveratrol frente a uma intoxicação por ditiocarbamatos poderia ser realizado. Conclusões: Como não há um tratamento específico para a intoxicação pelos ditiocarbamatos, o uso de um antioxidante natural, como o resveratrol, poderia auxiliar para atenuar os danos ocasionados por este agrotóxico. Palavras-chaves: intoxicação, ditiocarbamatos, resveratrol. 1 Acadêmicas do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale - Brasil 2 Docente do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale - Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 42 VOLTAR AO SUMÁRIO INTOXICAÇÃO POR ORGANOFOSFORADOS E EFEITOS DO RESVERATROL: REVISÃO DA LITERATURA Júlia Puffal1; Michele Daudt da Silva1; Patrícia Grolli Ardenghi2 Introdução: Os organofosforados são os agentes químicos que mais causam intoxicação por pesticidas no mundo. Estes provocam uma intoxicação severa, inibindo a acetilcolinesterase, além de causar danos ao fígado, rins, pulmões e sistema endócrino. Muitos autores relatam que o estresse oxidativo induzido pelos organofosforados seria um importante mecanismo nesta intoxicação. O tratamento desta toxicidade é realizado pela administração de atropina e oximas, porém, por não ser totalmente eficaz, estudos vem sendo realizados com outras substâncias para auxiliar na terapia. O resveratrol é um polifenol presente principalmente em pele e sementes de uvas e possui diversas propriedades bioquímicas e fisiológicas. Estudos apontam sua utilização em condições variadas, incluindo intoxicações por agentes químicos. Assim, este poderia auxiliar também na terapia contra os efeitos toxicológicos dos organofosforados. Objetivo: Este estudo visa realizar uma revisão bibliográfica sobre os possíveis efeitos do resveratrol na intoxicação por organofosforados. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica através dos sites de busca PUBMED e SCIELO utilizando como palavras-chave: organofosforados, intoxicação e resveratrol. Resultados: Estudos com antioxidantes no tratamento de intoxicações por organofosforados vêm sendo feito à procura de atenuar os efeitos tóxicos desta exposição. Alguns autores observaram que o tratamento com antioxidantes e seqüestradores de radicais livres podem diminuir o estresse oxidativo relacionado à toxicidade induzida pelos organofosforados. Existem também evidências de que a utilização de um antioxidante no tratamento da intoxicação em questão pode gerar uma diminuição na mortalidade relacionada à exposição aos organofosforados. Assim, através desta revisão bibliográfica, sugere-se que os sintomas causados pela intoxicação por organofosforados poderiam ser amenizados se tratados juntamente com um antioxidante natural como o resveratrol, embora ainda não exista nenhum trabalho científico disponível relatando este efeito. Conclusões: Sendo o resveratrol um composto natural com tantas propriedades descritas, acredita-se que este polifenol possa ser importante no tratamento de intoxicação por organofosforados. Sabemos que a atropina juntamente com as oximas são as drogas indicadas nos casos de intoxicação por organofosforados, porém sua efetividade poderia aumentar somada a um antioxidante, como o resveratrol. Assim, a intoxicação por este agrotóxico poderia ser tratada com mais eficiência e mais rapidamente. Palavras-chave: organofosforados; intoxicação; resveratrol. Acadêmicas do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale - Brasil 1 2 Docente do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale - Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 43 VOLTAR AO SUMÁRIO PARATORMÔNIO EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS: REVISÃO DA LITERATURA Mauricio Bassuino1; Rejane Tavares2; Tiago Carvalho2; Alberto Molinari3 Introdução: O hormônio paratireóideo (PTH) é uma molécula constituída por 84 aminoácidos, produzido e secretado pelas glândulas paratireóides. Esse hormônio encontra-se relacionado com o metabolismo do cálcio (Ca+), juntamente com a calcitonina e a vitamina D, regulando os níveis séricos de Ca+.. Esse processo ocorre em homeostasia, mantendo a calcemia e a integridade dos óssos. Entretanto, alterações hormonais, como as ocorrentes na menopausa, podem interferir com o equilíbrio desse sistema. Assim, o objetivo deste trabalho foi revisar a relação entre as alterações hormonais ocorridas na menopausa e os níveis de PTH. Material e Método: Foi realizada uma revisão de artigos em sites e revistas do meio científico, utilizando as palavras-chave paratormônio, pós-menopáusicas e cálcio. Resultados: Constatou-se que na população feminina existem, com maior prevalência, fatores interferentes no metabolismo do cálcio, dentre elas causas fisiológicas, como período pós-menopáusico e ainda patológicos, como hiperparatireoidismo primário. A mulher, ao entrar na menopausa, passa por diversas alterações hormonais, dentre elas uma redução significativa dos níveis de estrogênio. Esse hipoestrogenismo leva a um aumento do processo de reabsorção óssea que, dependendo da intensidade e duração, pode dar início a um processo de osteopenia, com consequente aumentando dos níveis séricos de cálcio. Conclusão: Assim, pode-se concluir que, talvez, para uma melhor interpretação clínica, seja necessário desenvolver uma faixa de referência para esta população em questão. Palavras-chave: PTH; cálcio; pós-menopáusa. 1 Acadêmico de biomedicina do Centro Universitário Feevale 2 Docente do Centro Universitário Feevale 3 Cirurgião endócrino do Hospital Nossa Senhora da Conceição II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 44 VOLTAR AO SUMÁRIO PERFIL LIPÍDICO DE MULHERES JOGADORAS DE HANDEBOL Luis Henrique Sandri1; Luis Eduardo Sandri¹; Eloir Dutra Lourenço², Maria Helena Weber³. Introdução: A dislipidemia ou hiperlipidemia é caracterizada por níveis elevados de lipídios no sangue, sendo o principal fator desencadeante de doença cardiovascular. Utiliza-se como diagnóstico de dislipidemia a determinação do perfil lipídico, que consiste nas dosagens de colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL), lipoproteína de alta densidade (HDL) e triglicerídeos (TG). O exercício físico praticado regularmente produz alteração nos níveis lipídicos plasmáticos, aumentando níveis da HDL, diminuindo os níveis de LDL, TG e CT, minimizando risco de doença cardiovascular. Objetivos: Avaliar o perfil lipídico em atletas de handebol do Colégio Santa Catarina do município de Novo Hamburgo – RS, caracterizando as atletas de handebol, indicando os níveis séricos de perfil lipídico em relação aos níveis normais. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal onde se analisou o perfil lipídico de 48 atletas de handebol, gênero feminino, com idades que variam de 12 a 27 anos. As análises e as coletas das amostras de sangue venoso foram realizadas no período de março a abril de 2009, no laboratório de Biomedicina do Centro Universitário Feevale. Para análise dos resultados das atletas, utilizaram-se valores de referência de acordo com a IV Diretriz brasileira sobre dislipidemias e prevenção da aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia em que se têm valores desejáveis para CT < 200mg/dl, LDL < 130mg/dl, HDL > 45mg/dl para homens e HDL > 65mg/dl para mulheres e TG < 150mg/dl. O LDL foi calculado através da fórmula de Friedwald (LDL-c = CT – (HDL-c + TG/5). Resultados Parciais: Dos 48 atletas analisados a média de idade foi de 17 anos. Em relação ao perfil lipídico 100% apresentaram CT < 200mg/dl e TG < 150mg/dl; LDL < 130mg/dl foram 97,9%; e HDL > 45mg/dl 85,7%. Conclusões: Os dados obtidos revelam que o perfil lipídico das atletas esta dentro da normalidade, considerando que elas são jovens e se espera esse nível plasmático nas idades analisadas, este resultado também pode ser devido à prática da atividade física regular, que conseqüentemente pode diminuir riscos de doenças como aterosclerose e dislipidemias, dessa forma, melhorando a qualidade de vida. Palavras Chave: Perfil lipídico, Atletas, Handebol. ¹ Aluno de Graduação em Biomedicina- Centro Universitário Feevale. ² Docente do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Feevale. ³ Docente do Curso de Nutrição- Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 45 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE DISLIPIDEMIAS EM HOMENS DO MUNICÍPIO DE FLORES DA CUNHA Alana Colato1, Ericksen Borba1, Ariella Philipi1, Filipe Nascimento1, Alexandre Costa Guimarães1, Patrícia Spada2, Cláudia Funchal1, Caroline Dani1. Introdução: As dislipidemias são consideradas um dos principais fatores determinantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Elevadas concentrações de triglicerídeo plasmático (TGL), colesterol total (CT) e sua fração LDL-c (low-density lipoprotein, cholesterol), associadas à diminuição nos valores de HDL-c (higher-density lipoprotein cholesterol), aumentam a probabilidade do desenvolvimento dessas enfermidades. No Brasil, as doenças cardiovasculares são as principais causas de morbimortalidade, acontecendo em idade precoce e, por conseguinte, levando a um aumento significativo de anos perdidos na vida produtiva. Objetivos: Avaliar o Perfil Lipídico em homens do município de Flores da Cunha, RS. Materiais e Métodos: Foram coletados dados através de um questionário para obter informações sóciodemográficas e coleta de amostras de sangue total de 302 homens. As análises bioquímicas foram realizadas no laboratório de Bioquímica da instituição. Resultados: A idade variou de 25 até 78 com média de aproximadamente 49 anos. No perfil lipídico a média do valor para Colesterol Total ficou 209,6 mg/dL com desvio padrão ±63,1. Para os valores de Triglicerídeos, obtivemos 170,7 mg/dL com desvio padrão ±136. Para os valores de HDL, 45,8 mg/dL e desvio padrão ±16,2; e para os valores de LDL, 129,6 mg/dL com desvio padrão ± 64,4. Conclusão: A média de resultados mostrou-se preocupante; a média do valor para Colesterol Total ficou na região limítrofe, onde o indicado são valores abaixo de 200 mg/dL. Para os valores de Triglicerídeos, os valores também se encontram no limítrofe, sendo os valores indicados são abaixo de 150 mg/dL. Para os valores de HDL, os valores estão próximos ao nível baixo que é de 40 mg/dL; e para os valores de LDL, os valores encontram-se na faixa de valores desejáveis. Estes resultados apontam para a necessidade da disseminação de estudos que não apenas avaliem a prevalência das dislipidemias, como também realizem atividades de cunho preventivo e educacional. Palavras –chaves: dislipidemias; colesterol; homens;triglicerídeos. 1 Centro Universitário Metodista IPA 2 Universidade de Caxias do Sul II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 46 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO ASSOCIADAS A DOENÇAS CORONARIANAS EM HOMENS DO MUNICÍPIO DE FLORES DA CUNHA Bruna Mezzalira1, Ericksen Borba1, Ariella Philipi1, Filipe Nascimento1, Alexandre Costa Guimarães1, Patrícia Spada2, Cláudia Funchal1, Caroline Dani1. Introdução: Segundo Sociedade Brasileira de Cardiologia, o uso do parâmetro ERF (escore de risco de Framingham) calcula o risco absoluto de eventos coronaria. São atribuídos pontos para idade, pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), CT, HDL-C, fumo (qualquer cigarro no último mês) e presença ou não de diabetis melitus .Juntamente com o cálculo deste parâmetro é indicado como associado a um maior risco de doença aterosclerótica, o excesso de peso (índice de massa corpórea – IMC>-25kg/m2), principalmente acúmulo de gordura na região abdominal, bem como a medida da circunferência, tendo risco aumentado para homens uma medida de cintura>102cm. Objetivo:O objetivo foi analisar a prevalência de fatores de risco associados a doenças coronarianas em homens do município de Flores da Cunha, RS. Metodologia: Participaram da pesquisa 302 homens do município de Flores da Cunha atendidos no Centro de Saúde desta localidade. Foram avaliados parâmetros como peso e altura, IMC, relação quadril-cintura e circunferência abdominal. Também foram coletados dados através de um questionário para obter informações a fim de avaliar os fatores de risco associados a doenças coronarianas. Entre os itens questionados estão: idade, hábito de fumar, uso de bebida alcoólica e prática de atividade física. Resultados: Entre os valores observados estão: a idade média (48,97±10,92 anos), altura média (1,71±0,06 m) e peso (78,7±12,62 kg). Observou-se que 64,9% dos homens apresentou IMC>25, 17,2% apresentou circunferência abdominal >102 e 33,1% mostraram valores de relação cintura/quadril>0,95. Ainda, dentro dos fatores de risco, observou que 23,2% dos homens fumam , 69,5 % tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas e apenas 37,9% costumam praticar atividades físicas.Conclusão:Neste contexto, visto a importância das doenças coronarianas quanto a capacidade em gerar déficits orgânicos, provocando incapacidades físicas importantes, observa-se que o município apresenta um percentual elevado nos fatores associados a estas doenças. Apesar de mais resultados serem necessários, estes resultados chamam a atenção para a importância de ações a fim de reduzir esses percentuais e desta forma, reduzir a probabilidade do aparecimento destas doenças. Palavras-chaves: doenças coronarianas, homens, fatores de risco. 1 Centro Universitário Metodista IPA 2 Universidade de Caxias do Sul II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 47 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DO HIPOTIREOIDISMO SUBCLÍNICO EM PACIENTES ATENDIDOS NO LABORATÓRIO DA ÁREA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE CATÓLICA EM GOIÁS, NO PERÍODO 2006-2008 Clayson Moura Gomes1, Diego Franciel Marques Mühlbeier¹, Raquel Vaz Resende¹, Pollyane Rosa Silva¹, Andréa Luciana Martins Ramos¹, Eduardo Silva de Paiva¹, Brunna Veruska de Paula¹, Sarah Buzaim Lima¹, Débora Rosa Pereira da Motta¹, Lílian Cristina Padilha de Morais¹, Nadya Alves de Sousa Guimarães¹, Ana Karolina Trovo de Paula¹, Dayane Ribeiro dos Santos¹, Isabel Cristina Carvalho Medeiros Francescantonio² Introdução: O hipotireoidismo subclínico (HS) é definido pela elevação do nível sérico do hormônio tireoestimulante (TSH), acompanhada de níveis normais de hormônios tireoidianos livres. O HS acomete entre 1% e 10% da população adulta, podendo atingir até 21% das mulheres com mais de 60 anos. O diagnóstico laboratorial, pela dosagem de TSH, demonstra alta sensibilidade (98%) e especificidade (92%), sendo recomendada a cada cinco anos em indivíduos com idade igual ou superior a 35 anos. Objetivos: Evidenciar a prevalência de HS em pacientes atendidos no Laboratório da Área da Saúde da Universidade Católica de Goiás (LAS-UCG). Metodologia: O trabalho se baseou em um estudo retrospectivo onde se analisou os resultados de todas as dosagens de TSH e hormônios tireoidianos, de indivíduos com idade superior a 18 anos, atendidos no LAS-UCG, no período de 2006 a 2008. Os ensaios laboratoriais foram realizados por quimioluminescência em equipamento automático ACS:180 (Ciba Corning Diagnostics, Medfield, MA). Os dados foram tabulados e analisados por estatística descritiva e comparativa com auxílio do programa estatístico MedCalc versão 10.0, utilizando intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram analisados 1.111 exames de pacientes com idade média de 42,8 ± 13,96 anos, sendo 88,7% do sexo feminino. Do total, 107 (9,6%), apresentaram-se com quadro laboratorial compatível com HS, variando de 8,6% para os indivíduos com menos de 60 anos, a 15,6% para os acima de 60 anos. As diferenças encontradas foram estatisticamente significativas (x² = 5,8; p=0,02). Em relação ao gênero, 89/107 (83,2%) dos pacientes com HS eram do sexo feminino. Conclusão: Os dados encontrados são concordantes com os da literatura, que mostra prevalência mais alta de HS em mulheres e nos mais idosos. Palavras-chave: hipotireoidismo subclínico; TSH; hormônios tireoidianos. ¹ Alunos do curso de biomedicina da Universidade Católica de Goiás (UCG) e membros da Liga Acadêmica de Bioquímica Clínica (LABiC). ² Médica e biomédica, docente dos cursos de medicina e biomedicina da UCG, orientadora da LABiC. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 48 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Citopatologia II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 49 VOLTAR AO SUMÁRIO HPV: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO Manuela Libardi1; Anaméli Lipreri1; Franciele Maria Zanol1; Nicole Letti Adames2. Introdução: O Papilomavirus Humano (HPV) é uma das Doenças Sexualmente transmissíveis (DST) de maior incidência e prevalência no mundo. É um vírus que infecta células epiteliais da pele e da mucosa, causando diversos tipos de lesões como a verruga comum e a verruga genital. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar a alta prevalência das infecções pelo vírus HPV e relacionar com os principai fatores de risco associados à doença. Metodologia: Para realização deste trabalho foi realizada revisão bibliográfica das publicações mais recentes e relevantes sobre o assunto, utilizando como base de dados o Scielo e Pubmed. Resultados: A infecção por HPV é considerada como a Doença Sexualmente Transmissível (DST) de origem viral mais incidente na população mundial, apresentando um caráter emergente, o que representa um grave problema em termos de saúde pública. o fator etiológico mais relacionado ao câncer do colo do útero é o HPV, que pode ser dividido em dois grupos: de baixo e alto risco oncogênico. A infecção genital por HPV é mais freqüente em jovens entre 20 e 24 anos.80% das mulheres infectadas não apresentam sintomas clínicos e, em cerca de 60 a 70% dos casos, a infecção regride espontaneamente. A progressão até lesões intraepiteliais ocorre em somente 14% dos casos. Entre os principais fatores de risco associados à infecção pelo vírus estão: múltiplos parceiros, gravidez e histórico anterior de verrugas genitais, atividade sexual sem uso de preservativos, uso de anticoncepcionais orais e tabagismo. Conclusão: Apesar da alta taxa de incidência de infecções pelo vírus, o percentual de pacientes que desenvolvem o câncer ainda é considerado baixo, porém, esses níveis ainda podem baixar mais, com o uso de preservativos nas relações sexuais por exemplo. Palavras-chave: Infecção; HPV; prevalência; fatores de risco. 1 Alunas de Biomedicina – Feevale 2 Biomédica - Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 50 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE AGENTES MICROBIOLÓGICOS EM EXAMES CITOPATOLÓGICOS CÉRVICO-VAGINAIS NOS SISTEMAS PÚBLICOS DE SAÚDE DAS CIDADES DE CRUZ ALTA E SANTA ROSA – RS Cíntia Andressa Kaefer1, Lisiane Cervieri Mezzomo² Introdução: As infecções cérvico-vaginais podem ser definidas como infecções que acometem as paredes vaginais causando alteração do pH local (com conseqüente desequilíbrio da flora normal), prurido e algumas vezes secreção. Entre as DSTs consideradas pela Organização Mundial da Saúde como de freqüente transmissão sexual, destacam-se herpes genital, condiloma acuminado, tricomoníase, candidíase, infecções causadas por Chlamydia trachomatis e vaginose bacteriana. A citopatologia é utilizada na triagem para o reconhecimento de infecções cérvico-vaginais, e ainda pode ser relevante no diagnóstico das DSTs. O diagnóstico das infecções cérvico-vaginais e DSTs apresentam grande relevância em termos de conduta terapêutica, uma vez que a flora microbiana vaginal tem sido considerada um co-fator na patogênese da neoplasia intra-epitelial cervical. Objetivos e Metodologia: Este estudo transversal retrospectivo teve como objetivo determinar a prevalência de Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis e Chlamydia trachomatis diagnosticados pelo método de Papanicolaou, através da análise dos dados publicados pelo Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo Uterino nos municípios de Cruz Alta e Santa Rosa, no período de janeiro de 2000 á dezembro de 2007. Resultados: Um total de 59.774 exames citopatológicos foram realizados no período em estudo, destes 19.295 referentes ao município de Cruz Alta e 40.479 referentes ao município de Santa Rosa. Em Cruz Alta, dos 4.271 resultados positivos para os agentes estudados, 90,73% (3.875) foram positivos para Gardnerella vaginalis; 9,09% (388) para Trichomonas vaginalis e 0,18% (8) para Chlamydia trachomatis. Em Santa Rosa, dos 5.988 resultados de exames positivos para os agentes microbiológicos estudados, 94,36% (5650) foram positivos para Gardnerella vaginalis; 5,33% (319) para Trichomonas vaginalis e 0,31% (19) para Chlamydia trachomatis. Os resultados indicaram maior prevalência dos agentes microbiológicos na faixa etária de 35-44 anos nos dois municípios e evidenciaram que a Gardnerella vaginalis prevalece sobre os outros agentes estudados de forma significante. Conclusões: Apesar dos dois municípios em estudo terem populações semelhantes, os dados mostraram que o Santa Rosa realizou um numero significativamente maior de exames no período em estudo. A partir dos resultados obtidos e de outros estudos similares, sugerese que o exame de Papanicolaou pode contribuir na detecção de casos de DSTs e infecções cérvicovaginais na população feminina. Porém, estudos adicionais devem ser realizados, procurando-se aprimorar os critérios e técnicas citopatológicas utilizados para detecção da Chlamydia Trachomatis, cuja análise estatística ficou prejudica devido ao número reduzido de casos. Palavras-Chave: Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis, Chlamydia trachomatis ¹ Acadêmica do curso de Biomeicina da Universidade de Cruz Alta ² Citopatologista. Docente da Universidade de Cruz Alta; Mestranda do programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 51 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE lesões CERVICAIS pré-malignas e malignas E INFECÇÕES CÉRVICO VAGINAIS NO MUNICÍPIO DE ESPUMOSO – RS COSER, Janaina 1; FONTOURA, Simone2 e TICIANI, Renata3 RESUMO: Introdução: O rastreamento do câncer do colo uterino tem como principal objetivo diminuir a morbimortalidade associada a esta doença, através de programas que empregam estratégias para identificar as mulheres que possam ter lesões precursoras e evitar progressão ao estádio invasivo. Neste contexto, o exame citopatológico se apresenta como um método barato e eficaz para o diagnóstico destas lesões, além de possibilitar a identificação de agentes causadores de infecções genitais. Objetivos: O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de lesões pré-malignas e malignas do colo uterino e infecções cérvico-vaginais em mulheres, atendidas no serviço público de saúde da cidade de Espumoso-RS, nos anos de 2005 e 2006. Metodologia: Através de um estudo observacional retrospectivo, foram analisados 1460 exames citopatológicos registrados no arquivo de laudos citopatológicos do Posto de Saúde Municipal. A classificação dos resultados citológicos seguiu os critérios estabelecidos pelo Sistema Bethesda, 2001. Resultados: Verificou-se que 2% dos laudos apresentaram citologia alterada, sendo que destes, 53% foram diagnosticados como Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (ASC-US), 3% como Células Escamosas Atípicas, não é possível excluir HSIL (ASC-H), 25% como Lesão intra-epitelial de baixo grau (LSIL), 13% como Lesão intra-epitelial de alto grau (HSIL) e 6% como Carcinoma escamoso invasivo. Com relação aos agentes microbiológicos, a Gardnerella vaginalis, foi o mais prevalente (76%), seguida de Candida spp (17%) e Trichomonas vaginalis (7%). Conclusões: Neste trabalho ficou demonstrado que, a continuação dos programas de rastreamento, através da citologia, é importante para redução da incidência e mortalidade por câncer do colo do útero, pois o quanto antes as lesões préneoplásicas são identificadas, maiores são as chances de cura. Palavras-chave: Citopatologia; carcinoma cérvico-vaginal; infecção genital. 1 Biomédica do Laboratório de Citopatologia da Universidade de Cruz Alta, pós-graduanda em Citologia Clínica – SBAC/RS 2 Biomédica, pós-graduanda em Citologia Clínica – SBAC/RS 3 Biomédica, Docente do Centro Universitário Franciscano II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 52 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Controle de Qualidade II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 53 VOLTAR AO SUMÁRIO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA CONTROLE INTERNO DA QUALIDADE EM LABORATÓRIOS CLÍNICOS – VERIFICAÇÃO E VALIDAÇÃO Letícia E. Bueno Carara1 e Rejane Giacomelli Tavares2 Introdução: O Laboratório Clínico é responsável por emitir informações para a realização do diagnóstico, prevenção ou tratamento de qualquer doença dos indivíduos, por isso é fundamental que ele forneça serviços e resultados seguros. A confiabilidade dos resultados do laboratório é garantida através da realização do controle interno da qualidade, que tem por objetivo verificar o funcionamento dos processos das análises. Este controle é baseado em testes com amostras-padrão, gráficos de controle e avaliação multi-regras, gerando um grande volume de dados a ser analisados, interpretados e armazenados no laboratório. Desta maneira, um sistema de informação contribui vantajosamente para a gestão da qualidade, ao fornecer uma visualização rápida dos resultados dos testes, auxiliar na interpretação e nas análises para localização e solução de eventuais problemas, permitindo a aquisição de resultados dentro da qualidade exigida. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo a verificação e validação de um sistema denominado BioLab QC, utilizando-o como ferramenta para avaliação do controle interno da qualidade. Metodologia: O BioLab QC foi especificado e desenvolvido a partir das necessidades identificadas no Laboratório de Biomedicina do Centro Universitário Feevale, de forma integrada entre as áreas de Biomedicina e Sistemas de Informação desta instituição. O BioLab QC está sendo utilizado na rotina diária do setor de bioquímica do laboratório. A valiação é feita através da aplicação de questionário semi-estruturado a todos os usuários do software, verificando se os recursos disponibilizados por ele atendem suas exigências, avaliando quais funcionalidades devem ser objeto de melhorias e, ainda, quais recursos devem ser adicionalmente implementados ao software. Resultados: Os resultados do questionário estão sendo analisados e as sugestões de melhorias devidamente incluídas ao software. A validação deste sistema de informatização estará concluída quando os requisitos do software atenderem, em maioria, as especificações dos usuários. Considerações finais: Este processo é de grande relevância para o aprimoramento e adequação do sistema e, assim, o aperfeiçoamento do processo de controle interno da qualidade no laboratório clínico. Palavras-chave: Controle da qualidade; regras múltiplas de Westgard; gráfico de LeveyJennings; verificação e validação de software. Aluna do curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale 1 Docente do curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale 2 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 54 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Genética II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 55 VOLTAR AO SUMÁRIO Análise da influência do polimorfismo T102C do gene do receptor de serotonina 5HT2A sobre escores de memória em idosos Jaqueline Bohrer Schuch1, Vanessa Kappel da Silva2, Fernanda da Silva Machado2, Adriana Freitag dos Santos3, Regina Lopes Lino3, Fernanda Dalla Costa3, Priscila Schafer3, Luciana Tisser4, Fabiana Michelsen de Andrade5. Introdução: Uma grande parte dos indivíduos da 3ª idade apresenta queixas na sua qualidade de vida, principalmente em relação a alterações da memória e da aprendizagem. O déficit de memória tem etiologia multifatorial e envolve processos endógenos e exógenos. O mecanismo de ação desta desordem ainda não está esclarecido, mas sabe-se que fatores genéticos estão envolvidos nos processos metabólicos que a desencadeiam, e dentre estes estão os genes relacionados aos neurotransmissores. A serotonina está ligada à modulação de humor, ansiedade, depressão e cognição. O receptor 2A da serotonina (5HT2A) tem sido relacionado com alterações da memória a curto e a longo prazo. O bloqueio deste receptor parece estar associado a um singelo benefício à memória. Objetivo: O objetivo do presente trabalho é analisar se este polimorfismo possui influência sobre os escores de memória em indivíduos da 3ª idade. Metodologia: Até o momento, a amostra é oriunda das cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Nova Hartz, totalizando 31 indivíduos. Para a avaliação da memória foram realizados os testes de Weschler de memória lógica e visual imediata e tardia, e o teste de aprendizado de Rey. A genotipagem foi realizada através da técnica de PCR-RFLP com a enzima de restrição MspI, no Centro Universitário Feevale. Os escores de memória foram ajustados pelos anos de estudo, através de regressão linear, e a associação com o polimorfismo foi testada através do teste de Mann-Whitney, utilizando o programa SPSS versão 10.0. Resultados: A freqüência de indivíduos homozigotos para o alelo C foi de 35,5% (n=11). Não houve associação entre o polimorfismo T102C e as avaliações de memória visual e o teste de aprendizado. No entanto, foi observado que indivíduos portadores do alelo T apresentam melhor desempenho para a memória lógica imediata, do que aqueles indivíduos homozigotos CC (p=0,044). Em relação à memória lógica tardia, foi observada uma tendência, onde novamente os portadores do alelo T parecem ter melhor desempenho neste tipo de memória do que homozigotos CC (p=0,066). O trabalho ainda está em andamento, e o aumento da amostra poderá determinar novas associações. Palavras-chave: Memória verbal; memória visual; capacidade de aprendizado; serotonina; polimorfismos genéticos. 1 Mestranda do curso de pós graduação em Qualidade Ambiental, Centro Univeristário Feevale, 2 Alunas do curso de Biomedicina, Centro Universitário Feevale, 3 Alunas do curso de Psicologia, Centro Universitário Feevale, 4 Docente do curso de Psicologia, Centro Universitário Feevale, 5 Docente do curso de Biomedicina, Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 56 VOLTAR AO SUMÁRIO Folato: suplementar ou não? Rodrigo Staggemeier1; Graziela Maria Schuh²; Renato Minozzo² Introdução: O acido fólico está envolvido em vários processos bioquímicos essenciais a vida e desempenha papel importante na metilação do DNA. A deficiência de folato está relacionada com aumento ou desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente o colorretal, devido a alta taxa de renovação celular da mucosa gástrica. Objetivo: Discutir a necessidade ou não de suplementar folato na população é de suma importância para um melhor esclarecimento sobre o assunto. Metodologia: O estudo foi realizado a partir de comparações de trabalhos científicos obtidos através de revisão sistemática da literatura, usando palavras-chave: folato, vitamina B12, danos cromossômicos. Resultados: Alguns autores sugerem elevar os valores da DRI (Recommended dietary intake) de folato dos atuais 400 µg/dia para 700 µg/dia e vitamina B12 dos atuais 2,4 µg/dia para 7 µg/dia para ser apropriado a estabilidade genomica. Por outro lado, o folato pode suprimir o desenvolvimento de tumores intestinais (pólipos no íleo) em ratos ou ter efeito oposto, dependendo do momento em que é administrado. Considerando que vários autores defendem a suplementação de folato, e enquanto outros consideram que só indivíduos com deficiência deste micronutriente e gestante, sejam suplementados. Conclusões: Sugerimos que a suplementação em gestantes para a prevenção e para sub populações deficientes seja importante, mas para a população em geral, a suplementação seja feita com muito critério e por profissional com conhecimento cientifico adequado. Pois o folato deficiente pode causar danos à saúde e em excesso também. Palavras-chave: folato; vitamina B12; danos cromossômicos. 1 Acadêmico do curso de Biomedicina - Feevale 2 Professores do curso de Biomedicina - Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 57 VOLTAR AO SUMÁRIO HEMOGLOBINA E-SASKATOON: DIFICULDADE DIAGNÓSTICA E ESTUDOS DE CASOS NO RIO GRANDE DO SUL Thaís Helena da Silveira1, Simone Castro2, Ana Paula Santin3, Mara Helena Hutz4, Sandrine Comparsi Wagner5. Introdução: A Hemoglobina E-Saskatoon (Hb E-Saskatoon) [beta22 Glu-->Lys] é uma hemoglobina variante rara, descrita pela primeira vez por Vella et al. em 1967. Entre os métodos utilizados na identificação de hemoglobinopatias a variante E-Saskatoon demonstra ser indistinguível da Hb E quando analisada pela eletroforese alcalina, já na Focalização Isoelétrica (FIE) apresenta banda em ponto isoelétrico semelhante à Hb C ou Hb E, e na cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), apresenta tempo de retenção semelhante à Hb D (Bio Rad Sickle Cell Short Program) e entre as Hb D e Hb S (Beta Thal Short Program). A literatura referente à Hb E-Saskatoon ainda é escassa contendo cerca de vinte e um casos relatados. Apesar de ser considerada rara e de difícil identificação, esta variante está presente no Rio Grande do Sul. Objetivos: Realizar um levantamento bibliográfico sobre a Hb E-Saskatoon juntamente com a descrição de casos de famílias portadoras desta hemoglobina variante triadas a partir do teste do pezinho. Metodologia: Revisão bibliográfica e relato de casos. Resultados: Foram descobertas até então, sete famílias portadoras da Hb E-Saskatoon, destas, cinco crianças analisadas apresentaram valores de hematócrito abaixo do normal, já os adultos mantiveram os valores hematológicos dentro da normalidade. Dois pacientes apresentaram anemia e dois pacientes demonstraram uma microcitose. Conclusões: Uma vez que as hemoglobinopatias são as doenças hereditárias mais comuns, é de extrema importância que seu diagnóstico seja confiável, principalmente porque variantes diferentes requerem tratamentos diferentes. Infelizmente muitos laboratórios de rotina que utilizam métodos eletroforéticos usuais não estão preparados para a identificação correta de algumas hemoglobinas variantes, como a Hb E-Saskatoon. Palavras-chave: Hemoglobina E-Saskatoon; hemoglobinopatias. 1 Aluna Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Brasil 2 Docente Curso de Farmácia – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil 3 Farmacêutica – Laboratório de Genética Molecular – Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Brasil 4 Pesquisadora – Departamento de Genética – Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil 5 Docente Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 58 VOLTAR AO SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO DE PARENTES DE PRIMEIRO GRAU EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 Marina Carolina Moreira1, Luana Silveira Carvalho2, Daiane Bolzan Berlese3 Introdução: O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica caracterizada pela destruição imunomediada das células beta pancreáticas. Além do fator auto-imune, a contribuição genética para a patogênese do DM1 é reconhecida pela sabida associação com haplótipos HLA que contribuem para susceptibilidade aumentada ou diminuída. A agregação familiar é rara, mas superior à da população em geral, sendo o risco para diabetes 1,3% nos pais, 4,2% nos irmãos e 1,9% nos filhos de diabéticos. Cerca de 10% a 13% dos pacientes com DM1 recém-diagnosticados têm um familiar de primeiro grau afetado. Objetivo: Avaliar a relação entre parentes de primeiro grau com DM1 e desenvolvimento da doença. Métodos: Realizou-se um estudo transversal através da aplicação de um questionário a respeito da presença de antecedentes familiares com DM1 incluindo 58 indivíduos diabéticos e 51 sadios. Resultados: 22,4% dos pacientes com DM1 possuíam parentes de primeiro grau com a doença. No grupo controle, o percentual foi somente 7,8%. Conclusão: Embora a maioria dos pacientes com DM1 não apresentassem familiares com a doença, encontrou-se uma diferença significativa (p<0,05) entre antecedentes com DM1 e desenvolvimento da doença quando comparado ao grupo controle. Palavras-chave: Diabetes tipo 1; auto-anticorpos; antecedente familiar. 1 Bolsista do Grupo de Pesquisa em Bioanálises – Centro Universitário Feevale - Brasil 2 Bolsista voluntária do Grupo de Pesquisa em Bioanálises – Centro Universitário Feevale - Brasil 3 Professora e pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Bioanálises – Centro Universitário Feevale - Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 59 VOLTAR AO SUMÁRIO INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO DO GENE ECA SOBRE ESCORES DE MEMÓRIA EM IDOSOS Jordana Tochetto Lizot1; Vanessa Kappel da Silva¹; Priscilla Schafer²; Adriana Freitag dos Santos²; Regina Lopes Lino²; Fernanda DallaCosta²; Jaqueline Bohrer Schuch³; Luciana Alves4; Fabiana Michelsen de Andrade 5. Introdução: Denomina-se memória, a aquisição, formação, conservação e evocação de informações. Com o envelhecimento, ocorre naturalmente uma diminuição no desempenho da memória, que é influenciada por múltiplos fatores. Um dos genes candidatos que pode influenciar escores de memória é denominado de ECA e codifica a Enzima Conversora da Angiotensina. Um polimorfismo neste gene trata-se de uma inserção/deleção (I/D) de uma seqüência de 287 pares de base localizado no intron 16 do gene ECA. Objetivos: Investigar a associação entre o polimorfismo do gene ECA e os escores de memória em idosos da população da região do Vale dos Sinos. Metodologia: A amostra é composta até o momento por 25 idosos da região do Vale do Sinos. Cinco tipos de memória foram avaliados, através da aplicação de dois instrumentos: a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos- III (WAIS-III) foi utilizada para determinar a memória visual e lógica (recente e tardia), e o Teste Rey, utilizado para avaliar a capacidade de aprendizado. A genotipagem foi realizada pela técnica de PCR e eletroforese em gel de agarose 2% para a visualização do genótipo. Os escores de memória foram ajustados de acordo com o sexo e o grau de instrução de cada voluntário, através de regressão linear múltipla. Valores ajustados de memória foram comparados entre grupos de genótipos através do teste de Mann Whitney. Todas as análises foram realizadas com o programa SPSS, versão 15.0. Resultados: Observou-se que indivíduos portadores do alelo I demonstraram média dos escores de capacidade de aprendizado (Teste Rey) inferior aos indivíduos com genótipo DD (p=0, 035). Os escores referentes aos outros tipos de memória não diferiram entre os genótipos. Conclusão: Portadores do alelo D possuem uma maior atividade de ECA, e com isso alguns autores descrevem que portadores do genótipo D/D apresentam risco diminuído pra doença de Alzheimer, demonstrando um papel protetor deste genótipo, o que está de acordo com nossos dados. Entretanto nossos resultados são parciais, uma vez que a amostra encontra-se em fase de coleta. Palavras-chave: Memória; gene ECA; polimorfismo. ¹ Aluna do curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – RS ² Aluna do curso de Psicologia – Centro Universitário Feevale – RS ³ Mestranda do Curso de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental – Centro Universitário Feevale – RS 4 Docente do curso de Psicologia – Centro Universitário Feevale – RS 5 Docente dos cursos de Biomedicina, Psicologia e Mestrado em Qualidade Ambiental – Centro Universitário Feevale – RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 60 VOLTAR AO SUMÁRIO O PAPEL DO POLIMORFISMO -3826A/G NO GENE UCP1 NA PATOGÊNESE DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 Letícia Brondani1, Ana Paula Bouças1, Denise Sortica2, Jakeline Rheinhemer3, Luis Henrique Canani4 e Daisy Crispim4. Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica e multifatorial associada com hiperglicemia crônica resultante de defeitos na ação e/ou secreção de insulina. A proteína desacopladora tipo 1 (UCP1), localizada na membrana mitocondrial interna, é expressa no tecido adiposo marrom, retina e células-beta pancreáticas. A UCP1 desacopla a cadeia respiratória mitocondrial, dissipando o gradiente de prótons e liberando a energia na forma de calor, contribuindo para a diminuição do estresse oxidativo e aumento do gasto energético. O polimorfismo -3826A/G no gene UCP1 parece estar associado com obesidade e/ou DM2 em algumas populações. Objetivo: Este estudo apresenta como objetivo avaliar a associação entre o DM2 ou suas características clínicas e o polimorfismo -3826A/G. Metodologia: Foram estudados 761 pacientes com DM2 e 281 indivíduos não-diabéticos (controles), todos brancos. O delineamento do estudo é do tipo caso-controle. A análise do polimorfismo foi realizada pela amplificação do DNA por PCR, digestão com a enzima BclI e análise dos resultados em gel de agarose 2%. As frequências alélicas e genotípicas do polimorfismo estudado foram comparadas entre os grupos pelo teste qui-quadrado e a medida da magnitude do efeito foi estimada pela razão de chances (RC) e intervalo de confiança (IC) de 95%. Resultados: As frequências genotípicas do polimorfismo estão em equilíbrio de Hardy-Weinberg em pacientes e controles (p > 0,05). Não foram observadas diferenças significativas das freqüências alélicas e genotípicas do polimorfismo -3826A/G entre os dois grupos (p = 0,965 e p = 0,916, respectivamente). Entretanto, observou-se que indivíduos portadores do alelo G possuem uma frequência maior de retinopatia diabética, que é uma complicação crônica do DM2, do que indivíduos homozigotos AA (68,7% vs. 60,2%, respectivamente; RC = 1,455; IC 95% 1,03-2,06; p = 0,043). Conclusão: Sendo assim, os resultados não mostram associação direta do polimorfismo -3826A/G com DM2, mas indicam que o alelo G desse polimorfismo confere um risco aumentado para retinopatia diabética. Palavras-chave: diabetes mellitus tipo 2; polimorfismos de DNA; UCP1. Alunos curso Biomedicina – Centro Universitário Metodista do Sul – IPA 1 Aluno curso Farmácia - Centro Universitário Metodista do Sul – IPA 2 Aluno curso Biomedicina – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre 3 Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 4 [email protected] II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 61 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Genética II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 62 VOLTAR AO SUMÁRIO Análise da influência do polimorfismo T102C do gene do receptor de serotonina 5HT2A sobre escores de memória em idosos Jaqueline Bohrer Schuch1, Vanessa Kappel da Silva2, Fernanda da Silva Machado2, Adriana Freitag dos Santos3, Regina Lopes Lino3, Fernanda Dalla Costa3, Priscila Schafer3, Luciana Tisser4, Fabiana Michelsen de Andrade5. Introdução: Uma grande parte dos indivíduos da 3ª idade apresenta queixas na sua qualidade de vida, principalmente em relação a alterações da memória e da aprendizagem. O déficit de memória tem etiologia multifatorial e envolve processos endógenos e exógenos. O mecanismo de ação desta desordem ainda não está esclarecido, mas sabe-se que fatores genéticos estão envolvidos nos processos metabólicos que a desencadeiam, e dentre estes estão os genes relacionados aos neurotransmissores. A serotonina está ligada à modulação de humor, ansiedade, depressão e cognição. O receptor 2A da serotonina (5HT2A) tem sido relacionado com alterações da memória a curto e a longo prazo. O bloqueio deste receptor parece estar associado a um singelo benefício à memória. Objetivo: O objetivo do presente trabalho é analisar se este polimorfismo possui influência sobre os escores de memória em indivíduos da 3ª idade. Metodologia: Até o momento, a amostra é oriunda das cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Nova Hartz, totalizando 31 indivíduos. Para a avaliação da memória foram realizados os testes de Weschler de memória lógica e visual imediata e tardia, e o teste de aprendizado de Rey. A genotipagem foi realizada através da técnica de PCR-RFLP com a enzima de restrição MspI, no Centro Universitário Feevale. Os escores de memória foram ajustados pelos anos de estudo, através de regressão linear, e a associação com o polimorfismo foi testada através do teste de Mann-Whitney, utilizando o programa SPSS versão 10.0. Resultados: A freqüência de indivíduos homozigotos para o alelo C foi de 35,5% (n=11). Não houve associação entre o polimorfismo T102C e as avaliações de memória visual e o teste de aprendizado. No entanto, foi observado que indivíduos portadores do alelo T apresentam melhor desempenho para a memória lógica imediata, do que aqueles indivíduos homozigotos CC (p=0,044). Em relação à memória lógica tardia, foi observada uma tendência, onde novamente os portadores do alelo T parecem ter melhor desempenho neste tipo de memória do que homozigotos CC (p=0,066). O trabalho ainda está em andamento, e o aumento da amostra poderá determinar novas associações. Palavras-chave: Memória verbal; memória visual; capacidade de aprendizado; serotonina; polimorfismos genéticos. 1 Mestranda do curso de pós graduação em Qualidade Ambiental, Centro Univeristário Feevale, 2 Alunas do curso de Biomedicina, Centro Universitário Feevale, 3 Alunas do curso de Psicologia, Centro Universitário Feevale, 4 Docente do curso de Psicologia, Centro Universitário Feevale, 5 Docente do curso de Biomedicina, Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 63 VOLTAR AO SUMÁRIO Folato: suplementar ou não? Rodrigo Staggemeier1; Graziela Maria Schuh²; Renato Minozzo² Introdução: O acido fólico está envolvido em vários processos bioquímicos essenciais a vida e desempenha papel importante na metilação do DNA. A deficiência de folato está relacionada com aumento ou desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente o colorretal, devido a alta taxa de renovação celular da mucosa gástrica. Objetivo: Discutir a necessidade ou não de suplementar folato na população é de suma importância para um melhor esclarecimento sobre o assunto. Metodologia: O estudo foi realizado a partir de comparações de trabalhos científicos obtidos através de revisão sistemática da literatura, usando palavras-chave: folato, vitamina B12, danos cromossômicos. Resultados: Alguns autores sugerem elevar os valores da DRI (Recommended dietary intake) de folato dos atuais 400 µg/dia para 700 µg/dia e vitamina B12 dos atuais 2,4 µg/dia para 7 µg/dia para ser apropriado a estabilidade genomica. Por outro lado, o folato pode suprimir o desenvolvimento de tumores intestinais (pólipos no íleo) em ratos ou ter efeito oposto, dependendo do momento em que é administrado. Considerando que vários autores defendem a suplementação de folato, e enquanto outros consideram que só indivíduos com deficiência deste micronutriente e gestante, sejam suplementados. Conclusões: Sugerimos que a suplementação em gestantes para a prevenção e para sub populações deficientes seja importante, mas para a população em geral, a suplementação seja feita com muito critério e por profissional com conhecimento cientifico adequado. Pois o folato deficiente pode causar danos à saúde e em excesso também. Palavras-chave: folato; vitamina B12; danos cromossômicos. 1 Acadêmico do curso de Biomedicina - Feevale 2 Professores do curso de Biomedicina - Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 64 VOLTAR AO SUMÁRIO HEMOGLOBINA E-SASKATOON: DIFICULDADE DIAGNÓSTICA E ESTUDOS DE CASOS NO RIO GRANDE DO SUL Thaís Helena da Silveira1, Simone Castro2, Ana Paula Santin3, Mara Helena Hutz4, Sandrine Comparsi Wagner5. Introdução: A Hemoglobina E-Saskatoon (Hb E-Saskatoon) [beta22 Glu-->Lys] é uma hemoglobina variante rara, descrita pela primeira vez por Vella et al. em 1967. Entre os métodos utilizados na identificação de hemoglobinopatias a variante E-Saskatoon demonstra ser indistinguível da Hb E quando analisada pela eletroforese alcalina, já na Focalização Isoelétrica (FIE) apresenta banda em ponto isoelétrico semelhante à Hb C ou Hb E, e na cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), apresenta tempo de retenção semelhante à Hb D (Bio Rad Sickle Cell Short Program) e entre as Hb D e Hb S (Beta Thal Short Program). A literatura referente à Hb E-Saskatoon ainda é escassa contendo cerca de vinte e um casos relatados. Apesar de ser considerada rara e de difícil identificação, esta variante está presente no Rio Grande do Sul. Objetivos: Realizar um levantamento bibliográfico sobre a Hb E-Saskatoon juntamente com a descrição de casos de famílias portadoras desta hemoglobina variante triadas a partir do teste do pezinho. Metodologia: Revisão bibliográfica e relato de casos. Resultados: Foram descobertas até então, sete famílias portadoras da Hb E-Saskatoon, destas, cinco crianças analisadas apresentaram valores de hematócrito abaixo do normal, já os adultos mantiveram os valores hematológicos dentro da normalidade. Dois pacientes apresentaram anemia e dois pacientes demonstraram uma microcitose. Conclusões: Uma vez que as hemoglobinopatias são as doenças hereditárias mais comuns, é de extrema importância que seu diagnóstico seja confiável, principalmente porque variantes diferentes requerem tratamentos diferentes. Infelizmente muitos laboratórios de rotina que utilizam métodos eletroforéticos usuais não estão preparados para a identificação correta de algumas hemoglobinas variantes, como a Hb E-Saskatoon. Palavras-chave: Hemoglobina E-Saskatoon; hemoglobinopatias. 1 Aluna Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Brasil 2 Docente Curso de Farmácia – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil 3 Farmacêutica – Laboratório de Genética Molecular – Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Brasil 4 Pesquisadora – Departamento de Genética – Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil 5 Docente Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 65 VOLTAR AO SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO DE PARENTES DE PRIMEIRO GRAU EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 Marina Carolina Moreira1, Luana Silveira Carvalho2, Daiane Bolzan Berlese3 Introdução: O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica caracterizada pela destruição imunomediada das células beta pancreáticas. Além do fator auto-imune, a contribuição genética para a patogênese do DM1 é reconhecida pela sabida associação com haplótipos HLA que contribuem para susceptibilidade aumentada ou diminuída. A agregação familiar é rara, mas superior à da população em geral, sendo o risco para diabetes 1,3% nos pais, 4,2% nos irmãos e 1,9% nos filhos de diabéticos. Cerca de 10% a 13% dos pacientes com DM1 recém-diagnosticados têm um familiar de primeiro grau afetado. Objetivo: Avaliar a relação entre parentes de primeiro grau com DM1 e desenvolvimento da doença. Métodos: Realizou-se um estudo transversal através da aplicação de um questionário a respeito da presença de antecedentes familiares com DM1 incluindo 58 indivíduos diabéticos e 51 sadios. Resultados: 22,4% dos pacientes com DM1 possuíam parentes de primeiro grau com a doença. No grupo controle, o percentual foi somente 7,8%. Conclusão: Embora a maioria dos pacientes com DM1 não apresentassem familiares com a doença, encontrou-se uma diferença significativa (p<0,05) entre antecedentes com DM1 e desenvolvimento da doença quando comparado ao grupo controle. Palavras-chave: Diabetes tipo 1; auto-anticorpos; antecedente familiar. 1 Bolsista do Grupo de Pesquisa em Bioanálises – Centro Universitário Feevale - Brasil 2 Bolsista voluntária do Grupo de Pesquisa em Bioanálises – Centro Universitário Feevale - Brasil 3 Professora e pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Bioanálises – Centro Universitário Feevale - Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 66 VOLTAR AO SUMÁRIO INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO DO GENE ECA SOBRE ESCORES DE MEMÓRIA EM IDOSOS Jordana Tochetto Lizot1; Vanessa Kappel da Silva¹; Priscilla Schafer²; Adriana Freitag dos Santos²; Regina Lopes Lino²; Fernanda DallaCosta²; Jaqueline Bohrer Schuch³; Luciana Alves4; Fabiana Michelsen de Andrade 5. Introdução: Denomina-se memória, a aquisição, formação, conservação e evocação de informações. Com o envelhecimento, ocorre naturalmente uma diminuição no desempenho da memória, que é influenciada por múltiplos fatores. Um dos genes candidatos que pode influenciar escores de memória é denominado de ECA e codifica a Enzima Conversora da Angiotensina. Um polimorfismo neste gene trata-se de uma inserção/deleção (I/D) de uma seqüência de 287 pares de base localizado no intron 16 do gene ECA. Objetivos: Investigar a associação entre o polimorfismo do gene ECA e os escores de memória em idosos da população da região do Vale dos Sinos. Metodologia: A amostra é composta até o momento por 25 idosos da região do Vale do Sinos. Cinco tipos de memória foram avaliados, através da aplicação de dois instrumentos: a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos- III (WAIS-III) foi utilizada para determinar a memória visual e lógica (recente e tardia), e o Teste Rey, utilizado para avaliar a capacidade de aprendizado. A genotipagem foi realizada pela técnica de PCR e eletroforese em gel de agarose 2% para a visualização do genótipo. Os escores de memória foram ajustados de acordo com o sexo e o grau de instrução de cada voluntário, através de regressão linear múltipla. Valores ajustados de memória foram comparados entre grupos de genótipos através do teste de Mann Whitney. Todas as análises foram realizadas com o programa SPSS, versão 15.0. Resultados: Observou-se que indivíduos portadores do alelo I demonstraram média dos escores de capacidade de aprendizado (Teste Rey) inferior aos indivíduos com genótipo DD (p=0, 035). Os escores referentes aos outros tipos de memória não diferiram entre os genótipos. Conclusão: Portadores do alelo D possuem uma maior atividade de ECA, e com isso alguns autores descrevem que portadores do genótipo D/D apresentam risco diminuído pra doença de Alzheimer, demonstrando um papel protetor deste genótipo, o que está de acordo com nossos dados. Entretanto nossos resultados são parciais, uma vez que a amostra encontra-se em fase de coleta. Palavras-chave: Memória; gene ECA; polimorfismo. ¹ Aluna do curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – RS ² Aluna do curso de Psicologia – Centro Universitário Feevale – RS ³ Mestranda do Curso de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental – Centro Universitário Feevale – RS 4 Docente do curso de Psicologia – Centro Universitário Feevale – RS 5 Docente dos cursos de Biomedicina, Psicologia e Mestrado em Qualidade Ambiental – Centro Universitário Feevale – RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 67 VOLTAR AO SUMÁRIO O PAPEL DO POLIMORFISMO -3826A/G NO GENE UCP1 NA PATOGÊNESE DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 Letícia Brondani1, Ana Paula Bouças1, Denise Sortica2, Jakeline Rheinhemer3, Luis Henrique Canani4 e Daisy Crispim4. Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica e multifatorial associada com hiperglicemia crônica resultante de defeitos na ação e/ou secreção de insulina. A proteína desacopladora tipo 1 (UCP1), localizada na membrana mitocondrial interna, é expressa no tecido adiposo marrom, retina e células-beta pancreáticas. A UCP1 desacopla a cadeia respiratória mitocondrial, dissipando o gradiente de prótons e liberando a energia na forma de calor, contribuindo para a diminuição do estresse oxidativo e aumento do gasto energético. O polimorfismo -3826A/G no gene UCP1 parece estar associado com obesidade e/ou DM2 em algumas populações. Objetivo: Este estudo apresenta como objetivo avaliar a associação entre o DM2 ou suas características clínicas e o polimorfismo -3826A/G. Metodologia: Foram estudados 761 pacientes com DM2 e 281 indivíduos não-diabéticos (controles), todos brancos. O delineamento do estudo é do tipo caso-controle. A análise do polimorfismo foi realizada pela amplificação do DNA por PCR, digestão com a enzima BclI e análise dos resultados em gel de agarose 2%. As frequências alélicas e genotípicas do polimorfismo estudado foram comparadas entre os grupos pelo teste qui-quadrado e a medida da magnitude do efeito foi estimada pela razão de chances (RC) e intervalo de confiança (IC) de 95%. Resultados: As frequências genotípicas do polimorfismo estão em equilíbrio de Hardy-Weinberg em pacientes e controles (p > 0,05). Não foram observadas diferenças significativas das freqüências alélicas e genotípicas do polimorfismo -3826A/G entre os dois grupos (p = 0,965 e p = 0,916, respectivamente). Entretanto, observou-se que indivíduos portadores do alelo G possuem uma frequência maior de retinopatia diabética, que é uma complicação crônica do DM2, do que indivíduos homozigotos AA (68,7% vs. 60,2%, respectivamente; RC = 1,455; IC 95% 1,03-2,06; p = 0,043). Conclusão: Sendo assim, os resultados não mostram associação direta do polimorfismo -3826A/G com DM2, mas indicam que o alelo G desse polimorfismo confere um risco aumentado para retinopatia diabética. Palavras-chave: diabetes mellitus tipo 2; polimorfismos de DNA; UCP1. Alunos curso Biomedicina – Centro Universitário Metodista do Sul – IPA 1 Aluno curso Farmácia - Centro Universitário Metodista do Sul – IPA 2 Aluno curso Biomedicina – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre 3 Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 4 [email protected] II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 68 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Hematologia II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 69 VOLTAR AO SUMÁRIO ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS EM PACIENTES HIV POSITIVOS SOB TERAPIA ANTI-RETROVIRAL COMBINADA DE ITRN + ITRNN Luz, Ana Júlia Bretanha1; Ikeda, Maria Letícia 2; Rosso, Rober1 Introdução: Pacientes com AIDS desenvolvem, além da depressão da imunidade, com subseqüente acometimento de infecções oportunistas e neoplasias, diversas manifestações clínicas relacionadas a alterações hematológicas. Após a introdução de potentes esquemas antiretrovirais na prática clínica e de profilaxias primárias para infecções oportunistas ocorreu grande queda de letalidade e morbidade decorrentes da infecção pelo HIV. Porém o esquema terapêutico produz efeitos metabólicos adversos, podendo interferir no controle da produção de células sanguíneas. Objetivos: Este trabalho teve como objetivo avaliar as alterações hematológicas induzidas pela terapia anti-retroviral (TARV) em indivíduos HIV positivos tratados no Serviço Especializado em DST/HIV/AIDS de Viamão, Rio Grande do Sul. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional transversal, através da análise de prontuários de 140 pacientes, homens e mulheres acima de 20 anos, HIV positivos, atendidos Serviço Especializado em DST/HIV/ AIDS Herbert de Souza de Viamão-RS, onde foram avaliadas as alterações hematológicas em 70 pacientes que utilizam TARV combinada com inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN) e inibidores da transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos (ITRNN) e 70 pacientes portadores do vírus HIV que não utilizam terapia anti-retroviral. Resultados: Foi observada uma diferença significativa entre os grupos sob uso de TARV quando comparados com o grupo que não fez uso dessa terapia nos parâmetros: eritrometria, VCM, CHCM e RDW. A terapia anti-retroviral está associada a uma diminuição na eritrometria, como também à macrocitose acompanhada de baixa homogeinidade da população eritrocitária. Não houve diferença significativa nas concentrações de hemoglobina, no hematócrito nem no leucograma. Em relação ao tempo de tratamento versus parâmetros hematológicos foi observado que, quanto maior o tempo de tratamento, maior a tendência à macrocitose com população eritrocitária cada vez mais homogênea. Conclusões: Os achado evidenciaram que a terapia anti-retroviral combinada de ITRN + ITRNN alterou a síntese eritrocitária, ocasionando uma macrocitose na população de eritrócitos, além de uma baixa homogeinidade da mesma. Palavras-chave: AIDS; terapia anti-retroviral; alterações hematológicas. 1 Discente e docente da Rede Metodista de Educação do Sul IPA de Porto Alegre 2 Médica e responsável do Serviço Especializado em DST/HIV/AIDS Herbert de Souza de Viamão II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 70 VOLTAR AO SUMÁRIO ANEMIA MEGALOBLÁSTICA – ESTUDO DE CASO Tavany Elisa Santos Maciel1; Kenia Larissa de Araujo¹; Aline Crocetti¹; Tatiane Manchur¹; Mariana Schenato Araujo Pereira² Introdução: A anemia megaloblástica é uma patologia resultante da carência de vitamina B12 e folato (ácido fólico) no organismo. Caracteriza-se pela presença de células sanguíneas com núcleo imaturo, macroovalócitos, neutrófilos com núcleos hiper-segmentados, além da hipercelularidade na medula óssea que apresenta maturação anormal. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi descrever as características da anemia megaloblástica, analisando as modificações bioquímicas, hematológicas e moleculares do organismo frente a essa patologia. Metodologia: Esta pesquisa apresenta cunho exploratório e descritivo. Ela foi realizada a partir de revisão de literatura e um estudo de caso documental baseado na análise do prontuário médico de um paciente diagnosticado com anemia megaloblástica internado em um hospital pediátrico de grande porte na cidade de Curitiba, Paraná. Resultados: O caso analisado relatou a internação de um paciente com anemia megaloblástica devido à falta de absorção do folato e de vitamina B12, possivelmente relacionada com uma gastrosquise congênita acompanhada de uma atresia do intestino delgado, local de maior absorção desses nutrientes. A vitamina B12 e o folato atuam como co-fatores para a síntese da timina, um dos nucleotídeos do DNA. Na deficiência desses componentes, não ocorre maturação nuclear, especialmente em precursores eritróides, pois são células de rápida proliferação. Foram realizados exames bioquímicos, microbiológicos e hematológicos, sendo o mielograma responsável pelo diagnóstico da doença, já que o hemograma não se apresentou característico de uma anemia megaloblástica. Como o paciente apresentou diminuição da hemoglobina, suspeita-se que uma anemia associada pode ter mascarado o resultado no hemograma, provavelmente uma anemia ferropriva. Devido à baixa imunidade, o paciente, internado desde seu nascimento, foi infectado por cocos Gram– positivos, diagnosticados por uma hemocultura. A medida mais importante para o tratamento deste tipo específico de anemia é, primeiramente, a identificação da sua causa e, se possível, sua remoção. A ingestão de vitamina B12 e folato também é uma medida eficaz para a melhora do quadro clínico dos pacientes. Conclusão: Conclui-se que o conhecimento sobre as manifestações bioquímicas e hematológicas de uma patologia como a anemia megaloblástica é de suma importância para que o profissional biomédico possa colaborar para um diagnóstico preciso. O caso clínico analisado, no qual a anemia megaloblástica não se apresentou de forma clássica, contribuiu de maneira prática, para um olhar mais abrangente do acadêmico acerca das peculiaridades da patologia no paciente. Palavra-Chave: Anemia megaloblástica; vitamina B12; ácido fólico; atresia duodenal. ¹Acadêmicas do Curso de Biomedicina - Núcleo de Estudos em Ciências Farmacêuticas e Biomédicas - Faculdades Pequeno Príncipe - Curitiba - Paraná ²Docente do Curso de Biomedicina - Núcleo de Estudos em Ciências Farmacêuticas e Biomédicas - Faculdades Pequeno Príncipe - Curitiba - Paraná II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 71 VOLTAR AO SUMÁRIO Avaliação das Perspectivas dos possíveis doadores de medula óssea referente ao processo de compatibilidade e os tipos de leucemias, realizado no Hemocentro de Cruz Alta. Camila Dalcin1; Silvana Silva1; Muriel Dorneles1; Janete Maria De Conto²; Elisa Sisti2. Introdução: As leucemias são doenças malignas decorrentes da proliferação excessiva de células brancas anormais, que substituem a medula óssea normal, podendo espalhar-se para os nódulos linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central e outros órgãos e tecidos, causando aumento da área afetada. Trata-se de uma doença caracterizada por apresentar diferentes padrões ou classificações, cujas características específicas são fundamentais para o diagnóstico e a terapia de escolha. Apesar do grande acesso às informações, atualmente, grande parte das pessoas ainda desconhece a existência dos diferentes tipos de leucemias existentes, bem como o fato de que é possível auxiliar os indivíduos que as apresentam, através realização do teste de histocompatibilidade para possível doação de medula óssea. Objetivos: Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi realizar uma extensa revisão bibliográfica, acompanhada de uma coleta de dados junto ao Hemocentro de Cruz Alta, sobre o referido assunto. Metodologia: Para tanto, além da pesquisa junto às bases de artigos científicos e obras literárias específicas, foi realizada a aplicação de um questionário, acompanhado do respectivo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, para todos os indivíduos que freqüentaram o local no período de 23 de outubro a 23 de novembro de 2007 para realizar o teste de compatibilidade para possível doação de medula, bem como para o funcionário responsável pela coleta. Resultados: dos 100% que realizaram o teste: 50% por boa ação; 30% caso de leucemia na família e 20% caso de leucemia/amigo. Referente ao processo de doação e tipos de leucemia: 60% desconhecem e 40% têm conhecimento. O que é a doença: 90% câncer no sangue e 10% doença contagiosa. Sentimento quanto à doação: 70% tranqüilos, 20% duvidosos quanto ao processo e 10% receosos quanto ao risco à saúde. Conclusão: Os resultados obtidos evidenciaram um alto grau de desconhecimento em relação à leucemia e aos procedimentos de doação de medula óssea, junto à população estudada, que demonstrou, em sua maioria, receio salientando assim, a necessidade de realização de mais campanhas e/ou outras estratégias informativas referentes a este assunto. Palavras-chave: Histocompatibilidade sanguínea; medula óssea; teste de fenotipagem HLA. 1Acadêmica do Curso de Biomedicina da Universidade de Cruz Alta, RS. 2Docente do Curso de Biomedicina da Universidade de Cruz Alta, RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 72 VOLTAR AO SUMÁRIO COMPARATIVO DE PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS EM AMOSTRAS DE SANGUE CAPILAR E DE SANGUE VENOSO Simone Rossetto1, Éverton Biasio², Helena Schirmer¹, Tiago Santos Carvalho¹. Introdução: Diversas aferições laboratoriais são realizadas com o sangue e suas frações. O hemograma é um dos exames mais requisitados na rotina laboratorial e determina variações quantitativas e qualitativas do sangue. Os exames bioquímicos são complementares e avaliam a função de sistemas do organismo. Para as respectivas aferições, o sangue é coletado por punção venosa. Porém, nem sempre esse acesso é alcançado, principalmente em coleta sangüínea de neonatos, crianças, obesos, pacientes traumatizados ou que sofreram dor exacerbada e desconforto. Objetivos: Revisar na literatura formas alternativas de coleta que podem ser utilizadas, como a coleta capilar. Metodologia: Revisão bibliográfica sistemática realizada por pesquisas em literatura tradicional, artigos de revistas especializadas e banco de dados eletrônico. Resultados: O sangue capilar é uma mistura de sangue de arteríolas, vênulas e capilares, contendo ainda fluido intersticial e intracelular. Sua composição é afetada pelo fluxo sangüíneo da pele, proporção entre sangue arterial e venoso e composição do sangue venoso da pele. Assim, as concentrações de alguns analítos podem apresentar valores diferentes no sangue venoso, em relação ao capilar. Conclusão: As amostras de sangue capilar representam uma alternativa eficaz para análise de determinados parâmetros bioquímicos e hematológicos, porém, é necessário que o tipo de amostra seja especificado no laudo para uma adequada correlação clínico-laboratorial. Palavras-chave: Coleta; sangue capilar; sangue venoso. ¹ Docente do Curso de Biomedicina – Feevale – Novo Hamburgo/RS – Brasil. ² Biomédico II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 73 VOLTAR AO SUMÁRIO CORRELAÇÃO ENTRE A FAIXA ETÁRIA E PERFIS HEMATOLÓGICOS DE PACIENTES ATENDIDOS NA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE DE PERNAMBUCO, BRASIL. Pedro Pereira Tenório1; Mário Ribeiro de Melo-Júnior²³; Ana Cecília Cavalcanti Albuquerque². Introdução: Sabe-se que através do estudo do perfil hematológico uma grande diversidade de quadros mórbidos podem ser diagnosticados e monitorados, dentre estes as doenças hematológicas específicas, como a anemia, bem como, processos infecciosos de etiologia viral, bacteriana e/ou parasitária. Desta forma, a análise hematológica vem cada vez mais, auxiliando o clínico numa conduta terapêutica mais eficaz e precisa para o tratamento correto de cada paciente. Objetivo: Propusemos neste estudo avaliar os laudos hematológicos de pacientes em uma rede municipal de saúde do estado de Pernambuco, com o objeto de estabelecer um perfil de alterações hematológicas presentes numa população em diferentes faixas etárias. Metodologia: Foi realizado um estudo retrospectivo onde foram investigados 83 pacientes, sendo 25 homens (30,12%) e a maior parte mulheres (n = 58, 69.88%). Os pacientes foram agrupados em faixas etárias, levandose em consideração a etapa de vida e risco ocupacional. Em seguida foram agrupadas as alterações hematológicas mais freqüentes em cada grupo. Resultados: Os resultados obtidos evidenciaram que no grupo 2-12 anos (crianças) houve uma predominância de quadros de linfocitose e eosinofilia, possivelmente indicando imaturidade do sistema imune e maior susceptibilidade a infecções natural deste período da vida, no grupo 13-25 anos foram observadas hipocromia e linfocitose, refletindo um maior risco ocupacional e exposição a agentes patogênicos ambientais, enquanto que o grupo com 26-35 anos houve uma prevalência absoluta de linfocitose, retratando capacidade produtiva orgânica acompanhada de melhor resposta imunitária. Nos adultos (36-59 anos) ocorreram as maiores variações de condições hematológicas como hipocromia, eosinofilia, eritropenia e linfocitose, indicando o início do declínio da resposta imune e lesões cumulativas. No grupo dos idosos (60 anos e acima) ocorreu uma maior prevalência de leucopenias, expressando um estado de imunosenescência e aumento da susceptibilidade a infecções. Conclusão: A partir dos dados obtidos pode-se constatar que de acordo com o período de vida ocorrem distintas e específicas alterações hematológicas que refletem situações de maior susceptibilidade a doenças, bem como, a capacidade que os indivíduos têm de responder as agressões ao organismo. Palavras-chave: Faixa etária, alterações hematológicas, hemograma. ÁREA TEMÁTICA: HEMATOLOGIA AUTOR PRINCIPAL: PEDRO PEREIRA TENÓRIO CO-ORIENTADOR: MÁRIO RIBEIRO DE MELO-JÚNIOR ORIENTADORA: ANA CECÍLIA CAVALCANTI ALBUQUERQUE Graduando em Biomedicina - Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES). 1 2 . Docente da Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES); 3. Departamento de Patologia-UFPE. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 74 VOLTAR AO SUMÁRIO Dupla Heterozigose (Hb C + Hb Stanleyville II) Identificada na Triagem Neonatal no Sul do Brasil Ana Lia Pinto Borges1; Ana Paula Santin2; Simone Castro2; Tatiana Gonzáles3; Mara H. Hutz3; Sandrine Comparsi Wagner1, 3. Introdução: A hemoglobina C (Hb C) e a hemoglobina Stanleyville II (Hb Stanleyville II) são alterações de cadeia globínica, sendo a primeira uma mutação de cadeia beta decorrente da substituição do ácido glutâmico pela lisina no sexto aminoácido, e a segunda uma mutação de cadeia alfa onde a lisina substitui a asparagina no aminoácido 78. Ambas apresentam-se assintomáticas nas suas formas heterozigotas. A Hb C apresenta sintomatologia branda na sua forma homozigota caracterizada por uma anemia de leve a moderada. O diagnóstico das hemoglobinopatias pode ser realizado através de métodos eletroforéticos e/ou cromatográficos (HPLC), além do uso de técnicas moleculares, tais como PCR e seqüenciamento dos genes alfa e beta globínicos. Objetivo: Descrever um caso de dupla heterozigose para hemoglobinas variantes identificado na triagem neonatal. Metodologia: Foram revisados os resultados das técnicas de focalização isoelétrica e HPLC de amostra de sangue coletada em papel filtro, encaminhada ao teste do pezinho. Os resultados foram consistentes com a presença de Hb C + Hb variante. Para a identificação desta hemoglobina variante, foi solicitada amostra de sangue total para com extração de DNA, PCR e seqüenciamento dos genes alfa e beta globínicos. A análise dos resultados mostrou também heterozigose para Hb Stanleyville II. Conclusão: A Triagem Neonatal mostra-se de fundamental importância para diagnosticar alterações no padrão hemoglobínico de recém-nascidos, permitindo aconselhamento genético aos portadores e seus familiares, além de tratamento médico adequado aos doentes diagnosticados. Palavras-chave: hemoglobinopatias, hemoglobina C, hemoglobina Stanleyville II, Triagem Neonatal. Apoio: CNPq, Instituto do Milênio, CAPES 1 Biomedicina, Centro Universitário FEEVALE 2 Faculdade de Farmácia, UFRGS 3 Departamento de Genética, UFRGS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 75 VOLTAR AO SUMÁRIO ESTUDO DE CASO: LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA Anny Waloski Robert1, Gustavo Henrique Mascarenhas Machado¹, Nicole Hampf Kachinski¹, Roger Rodrigues Machado¹, Mariana Schenato Araujo Pereira² Introdução: A leucemia mielóide aguda (LMA) é uma doença de caráter maligno caracterizada pelo acúmulo de mielócitos jovens (mieloblastos) na medula óssea, os quais gradativamente substituem as outras células medulares. Essa hematopoese anormal causa manifestações clínicas como fadiga, febre e sangramentos espontâneos na pele e nas mucosas, que são conseqüência da intensa trombocitopenia, anemia e neutropenia nos casos de LMA. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo descrever a LMA sob vários aspectos (moleculares, bioquímicos, hematológicos entre outros) com o intuito de compreender sua origem e suas conseqüências no organismo. Metodologia: Esta pesquisa foi desenvolvida através de pesquisa bibliográfica em livros técnicocientíficos e em artigos científicos disponíveis em bancos de dados eletrônicos (SCIELO e BIREME), além de um estudo de caso utilizando, para a análise, o prontuário médico de um paciente diagnosticado com LMA internado em um hospital de grande porte da cidade de Curitiba, Paraná. Resultados: A paciente do sexo feminino, com 1 ano e três meses, portadora de Síndrome de Down foi diagnosticada com Leucemia Mielóide Aguda. O diagnóstico foi dado pela análise dos sintomas e pelo resultado do hemograma, o qual apresentou 40% de blastos, indicando a imaturidade das células sanguíneas da linhagem mielóide. No aspecto molecular da LMA, grande parte dos pacientes apresenta anormalidades citogenéticas específicas, o que geralmente tem algum significado prognóstico, sendo as translocações cromossomais entre os cromossomos 8 e 21 as mais encontradas. O tratamento, baseado em antineoplásicos, acarretou inúmeras conseqüências à paciente, sendo algumas delas verificadas em exames laboratoriais bioquímicos. O aparecimento de blastos leucêmicos no Sistema Nervoso Central (SNC) é um importante fator limitante para a remissão completa e permanente da doença, visto que este pode funcionar como um reservatório de células leucêmicas. Conclusões: Este estudo comprovou a importância do acompanhamento laboratorial de pacientes portadores de LMA, visto sua importância entre a população, além de prevenir um possível restabelecimento da doença. Palavras-chave: Leucemia mielóide aguda (LMA), mieloblastos, diagnóstico laboratorial. ¹Acadêmicos do curso de Biomedicina – Núcleo de Estudos em Ciências Farmacêuticas e Biomédicas – Faculdades Pequeno Príncipe – Curitiba – Paraná ² Docente do curso de Biomedicina – Núcleo de Estudos em Ciências Farmacêuticas e Biomédicas – Faculdades Pequeno Príncipe – Curitiba – Paraná II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 76 VOLTAR AO SUMÁRIO HAPLÓTIPOS DO CLUSTER DA BETA-GLOBINA E TALASSEMIA ALFA EM PACIENTES COM ANEMIA FALCIFORME NO RS Caroline Louise Seibt1; Sandrine Comparsi Wagner2 Introdução: A anemia falciforme é causada pela homozigose da hemoglobina S (Hb S), que é o resultado de uma mutação de ponto no sexto códon do gene da beta-globina no cromossomo 11. Os genes que codificam a cadeia beta da globina encontram-se em um agrupamento que inclui 5 genes expressos diferencialmente ao longo do desenvolvimento e também 2 pseudogenes. Diversos polimorfismos foram descritos neste agrupamento e é observada a existência de haplótipos que, associados a fatores genéticos (tais como a talassemia alfa e níveis de hemoglobina fetal) e ambientais, contribuem para a variabilidade clínica da anemia falciforme. Cinco haplótipos principais são descritos e nomeados de acordo com suas diferentes origens étnicas e geográficas: Bantu, Benin, Senegal, Camarões e Árabe-Indiano. Objetivos: Determinar a prevalência dos haplótipos beta e das principais deleções que causam a talassemia alfa em pacientes com anemia falciforme no Rio Grande do Sul. Metodologia: A amostra é constituída de indivíduos encaminhados para confirmação diagnóstica pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Estado do Rio Grande do Sul ou por médicos e serviços de saúde. O DNA foi extraído pelo método de salting out a partir de sangue periférico; a determinação dos haplótipos foi realizada por PCR-RFLP e, das deleções para talassemia alfa, em uma reação de PCR multiplex. Cinco sítios polimórficos foram analisados para determinação dos haplótipos. Resultados: Um total de 110 pacientes foram genotipados, sendo que o haplótipo Bantu foi o mais freqüente (67,3%), seguido pelos haplótipos Benin (25%), Camarões (0,9%) e Senegal (0,5%). Além disso, 6,4% dos cromossomos não apresentaram padrões de clivagem correspondentes aos haplótipos conhecidos, sendo, por isso, considerados atípicos. Com relação à talassemia alfa, foi encontrada apenas a deleção de 3,7 Kb, com uma freqüência alélica de 0,14. Conclusão: Estes resultados estão de acordo com as freqüências haplotípicas descritas no Brasil. Palavras-chave: hemoglobinopatias, anemia falciforme, haplótipos, talassemia alfa. 1 Aluna do Curso de Biomedicina – Feevale – Novo Hamburgo 2 Docente do Curso de Biomedicina – Feevale – Novo Hamburgo II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 77 VOLTAR AO SUMÁRIO INFILTRAÇÃO PLEURAL POR LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA Carla de Cássia Cascaes Batista1, Mariela Granero Farias2, Leo Sekine3, Sandrine Comparsi Wagner4 Introdução: A leucemia linfocítica crônica (LLC) é uma linfoproliferação clonal composta caracteristicamente por linfócitos de imunofenótipo B com coexpressão aberrante de CD5. É preponderantemente uma doença de idosos e homens, com uma fase pré-clínica por vezes prolongada. Objetivo: Descrever uma complicação rara da LLC. Relato do caso: Paciente masculino, 68 anos, ex-tabagista, portador de múltiplas comorbidades (doença pulmonar obstrutiva crônica e cor pulmonale, hipertensão arterial sistêmica, coloca fibrilação arterial, hiperplasia prostática benigna), recebe diagnóstico de LLC Rai 4. Apresentava linfocitose no sangue periférico, infiltração medular difusa e população linfóide clonal expressando CD22 fraco, CD5, CD23, CD19, CD20 e HLA-DR sem expressão de FMC7 e IgM (escore de Matutes 4) e cariótipo normal. Iniciou tratamento com clorambucil e prednisona entrando em remissão parcial. Evoluiu com erupção por HZV, sendo identificada hipogamaglobulinemia. Reiniciou tratamento quimioterápico com Fludarabina e após adicionou-se Ciclofosfamida por progressão de doença, entrou novamente em remissão parcial. Evoluiu sem necessidade de tratamento por cerca de 3 anos, quando iniciou quadro de dispnéia progressiva e dor torácica ventilatóriodependente à esquerda. A radiografia mostrou derrame pleural ipsilateral, que, puncionado, revelou-se um exsudato. Decidiu-se pela realização de biópsia de pleura que evidenciou infiltração difusa por linfócitos compatíveis com LLC. Paciente necessitou pleurodese por talcagem e, devido à nova progressão da doença, reiniciou esquema quimioterápico anterior, sem resposta favorável. Uma nova imunofenotipagem de medula óssea mostrou população linfóide clonal, com perda de CD5. Pela baixa performance apresentada naquele momento, o paciente foi encaminhado para tratamento de suporte. Conclusão: Apresentamos um paciente que evoluiu com várias complicações devido à LLC, apesar de uma citogenética de favorável a intermediária (111-114 meses de sobrevida). Desde as comuns, como as citopenias, causadas por infiltração medular, e hipogamaglobulinemia, fruto do desordenamento do sistema imunológico, até complicações raras como a infiltração pleural. É importante notar que o surgimento da infiltração pleural coincidiu à mudança no comportamento biológico da neoplasia de base, com a perda de resposta ao tratamento e de marcadores típicos (CD5), ambos com uma conotação mais agressiva e implicando num pior prognóstico. Palavras-chave: leucemia linfocítica crônica; derrame pleural; prognóstico. 1 Acadêmica do Curso de Biomedicina do Centro Universitário Feevale 2 Bioquímica da Unidade de Hematologia do Serviço de Patologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) 3 Médico Hematologista Contratado do HCPA 4 Docente do Curso de Biomedicina do Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 78 VOLTAR AO SUMÁRIO PADRONIZAÇÃO DE USO DE “POOL” DE SANGUE TOTAL COMO CONTROLE INTERNO DE QUALIDADE EM HEMATOLOGIA Carina Danieli Schons1; Drª. Rejane Giacomelli Tavares 2 Introdução: A Qualidade é definida como a conformidade às necessidades da clientela que faz uso do produto ou do serviço. Mais diretamente, a qualidade deve ser referida à satisfação das necessidades e das expectativas dos clientes, usuários e empresas de prestação de serviços, como os Laboratórios Clínicos que proporcionam assistência à saúde da população. Entretanto, o que está deixando de ser percebido e avaliado é que melhorias na qualidade acabam por levar à redução de custos evitando repetição de exames, implicando ainda numa maior agilidade no tempo útil para entrega dos resultados e maior confiabilidade do corpo clínico e dos clientes diretos. Esta engloba as atividades relacionadas com os processos pré-analíticos, analíticos e pós-analíticos. Portanto, o seu objetivo é assegurar que o produto final de suas atividades seja adequado às necessidades e satisfação do cliente. Objetivos: Este trabalho apresenta como objetivo padronizar e validar a utilização de um “pool” de sangue total como controle interno de qualidade alternativo para o setor de Hematologia, através da testagem de conservantes, como o glicerol, e verificação da estabilidade dos parâmetros hematimétricos. Metodologia: O presente estudo caracteriza-se por estudo experimental. Serão selecionadas amostras com o mesmo grupo sangüíneo e com o mesmo fator Rh. Após a seleção das amostras, as mesmas serão gentilmente homogeneizadas e de cada uma delas será retirado um volume de 1 ml, que será novamente homogeneizado, obtendo-se um volume final de 30 ml. Esse volume será então fracionado em 3 alíquotas de 10 ml cada, da seguinte forma: sem adição de conservantes, com adição de 5 ml de glicerol e com adição de 1 ml glicerol. Todas as alíquotas de “pool” de sangue total serão avaliadas em relação à precisão em dias úteis, por um período de 45 dias, para verificar a estabilidade das mesmas. Resultados: Os dados de cada um dos índices hematimétricos avaliados serão plotados separadamente em gráficos de Levey-Jennings para verificação de tendências e possíveis erros, sendo avaliados pelas regras múltiplas de controle, quando pertinente. Conclusão: Conclui-se então, padronizar o uso de “pool” de sangue total como um controle interno de qualidade no setor de hematologia, permitindo a utilização de um controle adicional de baixo custo e de fácil acesso, permitindo a manutenção da qualidade. Palavras-chave: controle de qualidade; controle interno; pool; hematologia. 1 Aluno Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale 2 Docente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 79 VOLTAR AO SUMÁRIO Prevalência de anemias em pacientes da Unidade Básica de Saúde Aurora, Campo Bom Natália Höher Krug1; Luana Silvera de Carvalho2; Rodrigo Staggemeier2; Lisandra Chiamenti2; Fernanda Baratieri Mota2 e Ivy Reichert Vital da Silva2 Orientadores: Helena Schirmer3; Eloir Dutra Lourenço3; Fabiana Aparecida Vieira3 e Renato Minozzo3 Introdução: A anemia é a redução patológica da concentração de hemoglobina circulante, bem como a carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência ou o mecanismo fisiopatológico desencadeante. Devido a sua elevada, e às vezes crescente prevalência em algumas regiões, as anemias enquadram-se, na atualidade, como um problema carencial de maior magnitude. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) anemia é caracterizada quando a concentração da hemoglobina sanguínea encontra-se inferior a 13 g/ dL para homens, 12 g/dL para mulheres e 11 g/dL para gestantes e crianças entre 6 meses a 6 anos. As anemias podem ser classificadas, segundo a sua etiologia, em três grupos: anemias cuja produção de eritrócitos está alterada (carenciais), anemia devido ao aumento da destruição dos eritrócitos (hemolíticas) ou anemias geradas a partir de perdas sanguíneas. Nas anemias carenciais pode ser detectado deficiência de diferentes nutrientes como Ferro, Zinco, Vitamina B12 e proteínas. A carência de ferro é muito freqüente, principalmente em mulheres grávidas, não grávidas em idade fértil, lactentes e crianças pré-escolares sendo a anemia ferropriva um problema de saúde pública. Objetivo: O trabalho tem como objetivo determinar a prevalência de anemia de pacientes atendidos em uma unidade de saúde básica (UBS). Método: Realizou-se um estudo transversal pelo qual foram estudados 575 hemogramas de pacientes ambulatoriais, de todas as faixas etárias, que freqüentaram a UBS Aurora, da cidade de Campo Bom - RS, no período de 2007 e 2009. Resultados parciais: Foram estudados 575 hemogramas onde 22,9 % eram de homens, 69,4 % eram mulheres e 7,7% pertenciam a crianças. Do total destes, 21,2% (122 pacientes), apresentaram anemia, sendo que as mulheres correspondem a 77,9 % destas alterações e homens, 22,1%. A média global da concentração de hemoglobina para as mulheres foi de 11,15 g/dL e para os homens foi de 11,53 g/dL. Conclusão: O estudo evidenciou a alta prevalência de anemia. Os dados da OMS confirmam essa tendência. Os resultados apresentados têm relevância, como fonte para futuras comparações e monitoramento da saúde na população, por evidenciarem a necessidade da realização de ampla investigação de base populacional sobre os fatores envolvidos na determinação da anemia e por indicarem necessidade da implantação de políticas públicas direcionadas à saúde. Palavras-chave: Anemias. Hemograma. Anemias carenciais. 1 Bolsista do Grupo Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale 2 Voluntário(a) do Grupo Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale 3 Professor(a) e Coordenador(a) do Projeto Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 80 VOLTAR AO SUMÁRIO PRINCIPIOS ATIVOS DE ORIGEM VEGETAL VERSUS EXAMES HEMATOLÓGICOS Rafael Fracasso1; Patrícia Ardenghi2; Edna Sayuri Suyenaga2 A utilização de plantas medicinais é observada desde a antiguidade, para o tratamento das mais diversas enfermidades. O uso indiscriminado destas pode levar ao surgimento de reações indesejáveis, interações medicamentosas e/ou tóxicas, bem como influenciar os exames laboratoriais. O objetivo deste trabalho foi realizar um breve levantamento bibliográfico sobre as principais classes de princípios ativos sobre as análises hematológicas. A metodologia utilizada foi através de uma breve revisão sistemática em artigos científicos e livros especializados. E por resultado construiu-se um banco de dados com informações sobre as classes e a sua influência na análise hematológica. Alcalóides: podem conduzir à hematopênia, trombocitopênia e leucopênia. Cumarinas: apresentam ação anticoagulante e modulam células brancas. Flavonóides: Podem inibir a produção de leucotrienos, consequentemente afetam a leucocitose. Taninos promovem a leucopênia. Saponinas: podem alterar o hematócrito total, diminuindo a viscosidade e a agregação eritróide. Antraquinonas: apresentam pouca ação sobre a série branca. Conclusões: Os metabólitos secundários podem alterar os resultados a análise hematológica, comprometendo assim, o diagnóstico e terapia adequados do paciente. Desta forma, é de grande importância o conhecimento do profissional biomédico sobre a influência de plantas medicinais sobre os exames laboratoriais. Palavras-chave: metabólitos secundários, exames hematológicos. ¹Acadêmico do curso de Biomedicina e Aluno de Iniciação Científica do Grupo de Pesquisa em Qualidade Ambiental- Centro Universitário Feevale 2 Docente do Instituto de Ciências da Saúde do Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 81 VOLTAR AO SUMÁRIO TROMBOSE VENOSA PROFUNDA, UMA DOENÇA MULTIFATORIAL. Celina Sena da Silveira1; Sandrine Comparsi Wagner². Introdução: A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma doença multifatorial que acomete 1:1000 pessoas por ano, sendo incomum em jovens e tornando-se mais freqüente com o avanço da idade. Por se tratar de uma doença multifatorial, pode ser influenciada por fatores de risco adquiridos, como por exemplo, idade, imobilização, cirurgias, uso de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal entre outros, mas também pode ser influenciada por fatores de risco genéticos, como Fator V Leiden (FV R506Q), deficiências de antitrombina, proteína C e proteína S, polimorfismos nos genes da protrombina (G20210A e A19911G), entre outros. Objetivos: Realizar uma extensa revisão bibliográfica sobre a TVP como uma doença multifatorial, buscando compreender os mecanismos que desencadeiam essa patologia, bem como atualizar as informações encontradas nas pesquisas sobre esta doença. Metodologia: Este é um estudo de revisão bibliográfica, onde foram utilizados o site de busca PUBMED e pesquisa na literatura do gênero. Resultados: Como resultado desta pesquisa foi possível atualizar as informações sobre a TVP, através da revisão bibliográfica de diversos estudos realizados anteriormente no Brasil e no mundo. Conclusão: Com esta revisão conclui-se então que o sistema hemostático constitui um equilíbrio entre mecanismos coagulantes e anticoagulantes aliado a um processo de fibrinólise. Deficiências dos inibidores fisiológicos da coagulação e conseqüentemente um desequilíbrio hemostático podem resultar num evento trombótico, que é um fenômeno multifatorial, isto é, pode ser influenciado pela genética ou pelo ambiente. Palavras-chave: Trombose venosa; fator de risco; coagulação. ¹ Aluna do curso de Biomedicina – Feevale – Novo Hamburgo – Brasil. ² Docente do curso de Biomedicina – Feevale – Novo Hamburgo – Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 82 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Imunologia II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 83 VOLTAR AO SUMÁRIO ANÁLISE DE DESCARTE DE BOLSAS SANGÜÍNEAS DEVIDO AOS VÍRUS DA HEPATITE B, C E AO HIV NOS HEMOCENTROS DE CRUZ ALTA E PASSO FUNDO Daiane Wontroba Bandeira1; Renata Ticiani2 Introdução: Os vírus da hepatite B e hepatite C e o vírus da imunodeficiência humana pertencem a um grupo de doenças endêmico-epidêmicas que representam um grande problema de saúde pública e, em relação aos hemocentros, significa uma redução na quantidade de bolsas de sangue e uma preocupação constante na segurança transfusional e nos estoques dos hemocomponentes. Estima-se que existam cerca de 2 milhões de pessoas infectadas pelo HBV, 33,2 milhões pelo HIV e 180 milhões de portadores crônicos de HCV em todo mundo. Um dos maiores riscos para a transmissão desses vírus são as transfusões sangüíneas e seus derivados. Os serviços de hemoterapia cumprem um papel fundamental dentro da saúde pública, pois as doações são indispensáveis na terapêutica médica de inúmeras enfermidades como também em situações emergenciais. Em virtude dessa importância são realizadas várias etapas para diminuir os riscos transfusionais, dentre elas está a triagem sorológica. São pesquisados nessa fase os marcadores HbsAg e anti-HBc para hepatite B, anti-HCV para hepatite C e anti-HIV 1 e 2 para o HIV com o intuito de determinar o uso ou descarte das bolsas de sangue.Objetivos: O presente trabalho objetivou analisar a evolução de 1° de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2007 da prevalência de descartes sorológicos devido ao HBV, HCV e HIV nos Hemocentros de Passo Fundo e Cruz Alta. Metodologia: Este é um estudo observacional, onde foram analisados dados disponíveis da 1ª sorologia de 53.703 doadores do Hemocentro de Passo Fundo e de 13.885 doadores do Hemocentro de Cruz Alta, no período de 1° de Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2007. Resultados: Foram analisados registros da 1ª sorologia realizada para a triagem de doadores nos dois Hemocentros. No Hemocentro de Passo Fundo foram analisados um total de 53.703 (100%) dados sorológicos de doadores, desses 5.257 (9,78%) apresentaram positividade para 1 dos 4 marcadores pesquisados, determinando o descarte das bolsas. No Hemonúcleo de Cruz Alta foram analisados 13.885 (100%) dados sorológicos de doadores, desses 958 (6,87%) mostraramse positivos e suas bolsas de sangue foram descartadas. Conclusão: Portanto, conclui-se que a triagem sorológica para o HBV, HCV e HIV prévia a doação de sangue e hemoderivados é imprescindível na rotina de Hemocentros, destacando que nesse estudo os marcadores AntiHBc e Anti-HCV mostraram-se acima da prevalência estimada para a região pesquisada. Palavras-chave: Hemocentro; HBV; HCV; HIV; Descarte sangüíneo 1 Graduada em Biomedicina pela Faculdade de Cruz Alta 2 Docente do curso de Biomedicina – Centro Universitário Franciscano II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 84 VOLTAR AO SUMÁRIO ASSOCIAÇÃO ENTRE EXERCICO FÍSICO E RESPOSTA IMUNOLÓGICA Franciele Maria Zanol1; Anaméli Lipreri¹; Gustavo Muller Lara². Introdução: A relação existente entre exercício físico, saúde e seus efeitos sobre o sistema imunológico são temas cada vez mais abordados em diferentes pesquisas e estudos. O exercício físico é classificado em leve, moderado e intenso de acordo com a sua intensidade. Já se sabe que a prática regular e moderada de exercícios físicos melhora os sistemas de defesa por aumentar o número de leucócitos na circulação sanguínea. Porém, o exercício físico intenso pode levar a um estado de imunossupressão por ser capaz de inibir diversos fatores associados aos mecanismos de defesa, como a atividade das células NK, a resposta proliferativa de linfócitos e a produção de anticorpos. Objetivos: Realizar uma revisão bibliográfica sobre os efeitos da prática de exercícios físicos sobre o sistema imune. Metodologia: Revisão bibliográfica cuja fonte foi a base de dados Pubmed empregando as palavras chave “exercício físico” e “resposta imunológica”. Resultados: Foi possível comprovar, através de estudos realizados em animais e humanos, que a prática de atividades físicas moderadas reduz a incidência de infecções bacterianas, virais e neoplasias. Conclusão: Os benefícios que a prática de esportes exerce sobre a saúde e a relação entre atividade física e sistema imunológico são assuntos que estão bem estabelecidos e assumem grande importância, inclusive no ponto de vista da saúde pública. Palavras-chave: Exercício físico; resposta imunológica; imunologia do exercício ¹ Alunas do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Feevale ² Docente do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 85 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DA IMUNOGENICIDADE DO ANTÍGENO PsaA RECOMBINANTE DE Streptococcus pneumoniae SOROTIPO 14 Mateus Dalcin Luchese1,3; Patrícia Grolli Ardenghi2; Ariane Leites Larentis3; Ana Paula Correa Argondizzo3, Marco Alberto Medeiros3 Introdução: A PsaA é um fator de virulência de S. pneumoniae responsável por sua adesão ao epitélio nasofaríngeo, amplamente estudado por ter o seu potencial demonstrado para o desenvolvimento de uma vacina pneumocócica recombinante. Objetivos: Caracterizar anticorpos anti-rPsaA produzidos a partir da inoculação da proteína PsaA recombinante (rPsaA) em camundongos. Metodologia: Para a realização deste trabalho experimental, a proteína rPsaA foi produzida utilizando E.coli BL21Star(DE3)/pET28a, cultivada em meio TB (Terrific Broth) e a expressão foi induzida por IPTG (isopropyl-beta-D-thiogalactopyranoside). A fração solúvel, obtida por sonicação e centrifugação do cultivo foi purificada por HPLC por troca iônica (coluna Q FF). A proteína purificada foi complexada ao adjuvante hidróxido de alumínio para produção do imunógeno. A imunização em camundongos (linhagem suíço) consistiu de três doses intraperitoneais (20ug da vacina em volume de 200uL, diluído em PBS) com intervalo de sete dias entre cada inoculação, seguido de reforço intravenoso (20ug do antígeno rPsaA solúvel em volume de 70uL diluído em PBS). Após o período de tratamento, os animais foram anestesiados com éter etílico e eutanasiados imediatamente. Todas as análises subseqüentes para caracterização dos anticorpos produzidos foram realizadas por immunoblotting, que consiste de uma reação antígeno/anticorpo em membrana de nitrocelulose. Como controle positivo, foi utilizado um soro hiperimune de coelho anti-PsaA. Os soros obtidos destes animais foram titulados para determinação da concentração ideal dos anticorpos, incubando-os em diferentes diluições (1:200 até 1:20000). Definida a melhor diluição, pôde-se verificar a sensibilidade de detecção do anticorpo em relação às concentrações de rPsaA (500ng/uL-1ng/uL). Em seguida foi avaliada a especificidade através da reatividade cruzada a outros antígenos, como lisados das bactérias Staphylococcus aureus, Escherichia coli e proteína recombinante LigBrep (rLigBrep) de Leptospira interrogans. Resultados: Foi confirmada a especificidade dos anticorpos policlonais produzidos em camundongos contra rPsaA e o alto título em torno de 1:15000 para os soros dos animais imunizados. Os anticorpos gerados demonstraram elevada sensibilidade e avidez, reconhecendo a proteína em concentrações de até 5ng/uL. A avaliação da especificidade destes anticorpos indicou capacidade de reconhecer a PsaA nativa de S. pneumoniae, não apresentando reatividade cruzada quando expostos aos lisados celulares e a proteína rLigBrep. Conclusões: Os dados demonstram que a rPsaA é capaz de induzir altos títulos de anticorpos com elevada sensibilidade e avidez, não apresentando reatividade cruzada para os demais antígenos testados. Estes anticorpos reconheceram a proteína nativa, indicando seu potencial como reagente no projeto de vacina pneumocócica recombinante em desenvolvimento em Biomanguinhos/Fiocruz. Palavras-chave: Pneumonia; Streptococcus pneumoniae; PsaA; Tecnologia de DNA Recombinante. 1 Aluno de Biomedicina do Centro Universitário Feevale 2 Docente do Curso de Biomedicina do Centro Universitário Feevale 3 Laboratório de Tecnologia Recombinante (BioManguinhos - Fundação Oswaldo Cruz) II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 86 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE PSA EM PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AURORA, CAMPO BOM, RS Eloir Dutra Lourenço2; Rodrigo Staggemeier1 ; Ivy Reichert Vital da Silva1; Fernanda Baratieri Mota1; Natália Höher Krug1; Luana Silveira de Carvalho1; Lisandra Chiamenti1; Helena Schirmer2; Fabiana Aparecida Vieira2; Renato Minozzo2 Introdução: Projeto “Ações Biomédicas na Comunidade” desenvolvido pelo Centro Universitário Feevale em conjunto com o curso de biomedicina visa proporcionar assistência a moradores da comunidade Aurora, na cidade de Campo Bom, RS. Diversos exames são realizados gratuitamente na Unidade Básica de Saúde (UBS) deste bairro. Um deles é a pesquisa do antígeno prostático específico (PSA) que é um marcador tumoral utilizado para a detecção de patologias na próstata, uma glicoproteína codificada pelo gene hKLK3 no cromossomo 19, e sua expressão é estimulada por andrógenos. O PSA encontra-se no líquido seminal em uma concentração de 1.000.000 a 3.000.000 ng/mL, principalmente na forma livre, enquanto no plasma ou soro sua concentração é entre 0 a 4 ng/mL. Valores acima desses podem indicar disfunção prostática, entretanto, há casos de homens que desenvolveram patologias mesmo possuindo níveis considerados normais. O câncer de próstata é o tumor maligno mais freqüente na população masculina com idade superior a 50 anos. Objetivo: analisar os níveis séricos de PSA total em homens de diversas faixas etárias, correlacionando o risco de patologias com a idade do indivíduo. Metodologia: Foi realizado um levantamento de dados do período de janeiro de 2007 a dezembro de 2008 de amostras coletadas na UBS/Aurora. Foram avaliados os resultados de 83 homens, com idades entre 40 e 76 anos. Resultados: Faixa etária de 40-49 (n=27), 50-59 (n=30), 60-69 (n=14) e 70-76 (n=12) resultaram em 0,67 (±0,33), 1,1 (±0,75), 1,56 (±1,55) e 6,78 (±10,35) ng/mL respectivamente. Houve um caso de paciente com 73 anos com PSA total sérico de 38ng/mL, e este resultado confirmado com uma segunda coleta indicando disfunção prostática, e outros 5 indivíduos (1,68%) também apresentaram níveis elevados, todos com idade superior a 65 anos. Os demais apresentaram níveis considerados normais, porém, não descartadas possíveis patologias, já que na literatura há relatos de casos com estes mesmos resultados. Conclusão: Os valores médios de PSA aumentaram de acordo com a idade, principalmente a partir dos 65 anos, demonstrando elevação nos riscos de patologias prostáticas devido ao envelhecimento e a importância da realização de exames preventivos para um possível diagnóstico prematuro e um melhor prognóstico da doença. Palavras-chaves: PSA; Câncer de Próstata; Prevenção. 1 Acadêmicos do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale – Brasil 2 Docentes do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale – Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 87 VOLTAR AO SUMÁRIO bASÓFILOS, QUIMIOCININAS E CITOCINAS PRÓ-INFLAMATÓRIAS CONFEREM Resposta imunológica contra ECTOPARASITA Antonio Roberto R. Abatepaulo5, Gustavo Rocha Garcia1; João Morelli2, Mathias P Szabó 2,4, Suely S. Kashino 3, Ramiro da Silva Jr 3, Olavo B. Rego Neto 3, João Santana da Silva1, Gervásio H. Bechara, Isabel K. F. de Miranda Santos1. Introdução: Carrapatos são parasitas hematófagos que causam enormes prejuízos a saúde pública e veterinária. Estudos prévios mostram que os níveis de infestações por carrapatos são variáveis de acordo com a raça bovina e esses diferentes fenótipos são herdáveis. Nota-se que animais geneticamente susceptíveis apresentam maior nível de infestação na pele do que animais resistentes mesmo após seguidas infestações. Tal situação sugere um comportamento distinto entre esses animais no que diz respeito ao desenvolvimento da resposta imunológica de pele. Sabendo da semelhança entre o genoma bovino e humano, desvendar as razões imunológicas que levam à resistência ou susceptibilidade de infestação pode contribuir para elucidar importantes mecanismos relacionados à imunidade de pele frente aos ectoparasitas. Objetivos: Elucidar os padrões moleculares e celulares nas reações inflamatórias cutâneas induzidas por carrapatos em bovinos resistentes e susceptíveis. Metodologia: (R, Bos indicus, Nelore; N = 6) e susceptíveis (S, B. taurus; Holandez; N = 6) foram matidos livres em pasto infestado com carrapato bovino, Rhipicephalus (Boophilus) microplus. O nível de resistência foi verificado pela contagem de fêmeas ingurgitadas maiores de 4mm presentes. Antígeno (50 mg in 100 ml de extrato de larva não alimentada (UFLE) de R. microplus) foi injetado na derme de cada orelha, utilizando salina como controle. Biópsias de pele foram obtidas 1, 72 e 96 horas após inoculação de UFLE ou salina e processada tanto para coloração com Hematoxilina/eosina e Giemsa quanto para extração de RNA. A contagem total e diferencial de células foi realizada em tecidos após colorações e a expressão de genes codificadores de quimiocina e citocinas anti e pró-inflamatórias quantificada por PCR em tempo real. O Teste t foi utilizado para averiguar o nível de significância (P< 0,05). Resultados: Verificou-se aumento de basófilos em animais com fenótipo resistente à infestação 72 e 96 após inoculação de extrato de larva quando comparado aos animais susceptíveis. O grupo de animais resistente apresentou aumento dos níveis de expressão gênica de IGF-1, MCP1, TNFa, IDO, TGFb, IL-16, SLURP-1 e Endotelin-1 em reações tardias. Conclusão: Os padrões moleculares e celulares diferenciais em animais resistentes sugerem uma melhor capacidade de elaboração de resposta imune local e rejeição a ectoparasitas quando comparado aos animais susceptíveis. Palavras-Chaves: Resposta Imune, Pele, Ectoparasitas. Supported by: FAPESP e CNPq. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade São Paulo, Ribeirão Preto, SP. Faculdade de Ciências Agrícolas e Veterinárias, Universidade Estadual de São Paulo, Jaboticabal, SP. 3 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF. 4 Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG. 5 Centro Universitário Leonardo da Vinci 1 2 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 88 VOLTAR AO SUMÁRIO BRAIN-DERIVED NEUROTROPHIC FACTOR (BDNF) COMO POSSÍVEL MARCADOR DE GRAVIDADE NA ASMA PEDIÁTRICA Guilherme Cerutti Müller1, Paulo Márcio Pitrez², Bruna Luz Correa¹, Micheli Mainardi Pillat¹, Antônio Lúcio Teixera Júnior³, Rodrigo Pestana Lopes¹, Rejane Fialho Matias², Moisés Evandro Bauer¹ Introdução: A asma é uma doença inflamatória. Entre os diferentes mediadores inflamatórios já descritos, podemos citar as citocinas, as quimiocinas, os receptores solúveis de citocinas e as neurotrofinas. Embora a neurotrofina BDNF já tenha sido sugerida como sendo um possível mediador da hiperresponsividade das vias aéreas, não há dados relacionados sua secreção na asma pediátrica. Objetivos: Avaliar a relação entre o perfil de secreção de citocinas, quimiocinas e BDNF com a severidade da doença. Metodologia: Cinqüenta e sete crianças com asma (idade média de 10.14 anos; 6-15 anos) divididas em 3 grupos: grave (n = 14), moderado (n = 24) e leve (n = 19) participaram neste estudo. O diagnóstico foi definido pelos critérios do IV Consenso Brasileiro no Manejo da Asma. Dezoito controles saudáveis participaram neste estudo. PBMCs foram isoladas, cultivadas in vitro e estimuladas com mitógeno (fitohemaglutinina) para análise de citocinas. Proliferação/viabilidade foram avaliadas pelo ensaio com MTT. As dosagens de: CCL2, CCL3, CCL5, CCL11, CCL22, CCL24, CXCL9, CXCL10, IL-8, BDNF e sTNFR 1 e 2, foram avaliadas no plasma a partir de kits comerciais de ELISA (R&D Systems, Minneapolis, USA). As dosagens de INF-γ, TNF-α, IL-10, IL-5, IL2 e IL4 foram realizadas no sobrenadante por citometria de fluxo a partir de kit comercial de CBA (BD Bioscience, San Jose, USA). Resultados: Verificamos uma redução significativa de CCL5 (p < 0,002) e IFN- γ (p<0,001) nos pacientes em comparação ao grupo controle, já CCL2 (p < 0,002) e BDNF (p<0,002) demonstraram aumento nos pacientes em comparação com os controles. TNF-α (p<0,05) e IL-4 (p<0,05) demonstraram uma redução nos grupos de asma leve e moderada em relação ao grupo controle, enquanto que IL-10 (p<0,05) e IL-2 (p<0,05) apresentaram redução significativa apenas do grupo Asma Moderada com o grupo Controle. Conclusão: Percebemos que a produção de citocinas pelas PBMCs in vitro estimuladas por PHA ocorrera de forma inversa à gravidade clínica, enquanto que a produção das quimiocinas analisadas do plasma também ocorre de forma inversa à gravidade clínica, indicando que indivíduos saudáveis possam ter um potencial de recrutamento leucocitário maior, bem como pacientes com asma leve um maior poder indutor da migração de monócitos. No entanto, em contraste com o restante dos resultados, a secreção de BDNF acompanha o quadro clínico, indicando que, essa neurotrofina possa ter grande importância na gravidade da doença. Palavras chave: Asma; Imunologia celular; Inflamação; Pediatria. ¹Laboratório de Imunologia Celular e Molecular ²Laboratório de Pneumologia, Instituto de Pesquisas Biomédicas, PUCRS, Porto Alegre ³Departamento de Medicina Interna, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 89 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DO TRATAMENTO AGUDO OU CRÔNICOCOM ETANOL SOBRE PARÂMETROS DE ESTRESSE OXIDATIVO NO HIPOCAMPO DE RATOS Andressa S Centeno1, Elias Turcatel1, Vanessa O Castro1, Adriana Coitinho1, Cláudia Funchal1, Rosane Gomez1,2 Objetivos: Avaliar alterações nos parâmetros de estresse oxidativo pela administração aguda e crônica de etanol. Método: Foram utilizados ratos Wistar machos, adultos, divididos em grupos (n=7/grupo) controle (CTR), agudo (AG) e crônico (CR). Os animais CR foram tratados por 30 dias com etanol 2g/kg de etanol (20% w/v) diluído em solução glicosada e administrado por via oral; o grupo AC foi tratado, do mesmo modo que o grupo CTR, com solução glicosada a 5%, via oral, diferindo do grupo CTR por receber agudamente, no dia do sacrifício, 2 g/kg de álcool. Todos os animais foram sacrificados 1 hora após a última administração, sendo o cérebro dissecado e o hipocampo separado para análise do estresse oxidativo pelo método das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e expressão da enzima catalase. Os resultados foram reunidos em banco de dados e analisados em programa estatístico utilizando-se ANOVA de 1 via, seguida do teste de Bonferroni para determinar diferença entre os grupos quando p< 0,05. Resultados: Os resultados mostraram que não há diferença na lipoperoxidação entre os diferentes tratamentos com álcool, porém o tratamento crônico reduziu significativamente a expressão da enzima catalase (CTR: 9,6 ± 1,3; AC: 13,9 ± 1,8 e *CR: 6,9 ± 0,8 Unidades de Catalase/mg de proteína; p = 0,009). Conclusão: A administração diária de 2g/kg de etanol não produz dano à membrana neuronal no hipocampo de ratos, embora reduza significativamente a expressão da enzima antioxidante catalase. Estudos em andamento revelarão se outras enzimas ou áreas cerebrais são igualmente afetadas. Apoio financeiro: Centro Universitário Metodista-IPA. 1 Centro Universitário Metodista-IPA, RS 2 Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, UFCSPA, RS/Departamento de Ciências Fisiológicas II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 90 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE RUBÉOLA NOS PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AURORA, CAMPO BOM-RS Fernanda Baratieri Mota1; Ivy Reichert Vital da Silva1; Lisandra Chiamenti1; Luana Silveira de Carvalho1; Natália Höher Krug2 e Rodrigo Stageemeier1 Orientadores: Fabiana Aparecida Vieira3; Helena Schirmer3; Eloir Dutra Lourenço3 e Renato Minozzo 3 Introdução: A rubéola é uma doença exantemática aguda, de origem viral. Sua transmissão ocorre por meio de contato de secreções de vias aéreas de pessoas infectadas ou por transmissão vertical. A síndrome da rubéola congênita (SRC) ocorre decorrente da infecção materna durante os 3 primeiros meses de gestação, quando pode ocorrer a invasão da placenta pelo vírus, com disseminação pelos tecidos embrionários, acarretando em aborto espontâneo, natimorto e defeitos congênitos. A determinação dos anticorpos IgG e IgM específicos são muito importantes para o diagnóstico sorológico das infecções pela rubéola congênita pós-natal ou primária. O tratamento é relativo aos sintomas apresentados e o período de gestação da mãe. Sendo a vacinação o procedimento mais eficaz, onde se adquire a imunidade, que é duradoura. Objetivos: Verificar a prevalência de rubéola nos pacientes atendidos na UBS do bairro Aurora em Campo Bom. Examinar os fatores de risco da doença e susceptibilidade na população. Metodologia: Estudo transversal utilizando dados de 94 pacientes atendidos na UBS do bairro Aurora em Campo Bom (RS) entre maio de 2005 e maio de 2009. Para a realização dos testes, foram coletadas 5 mL de sangue periférico com o paciente em jejum, utilizou-se soro para dosar rubéola IgG e IgM através do teste de ELISA. As amostras foram processadas no Laboratório de Biomedicina do Centro Universitário Feevale em Novo Hamburgo (RS). Resultados: Dos 94 pacientes, com faixa etária dos 2 aos 51 anos, 87 (92,5%) são do sexo feminino, sendo que 15 destes (17,2%) estão em período gestacional e 7 (7,4%) são do sexo masculino. Dos pacientes analisados, 89 (94%) apresentam IgG positivo o que pode significar a eficácia da conscientização da população quanto a necessidade da prevenção da rubéola. Conclusões: O presente estudo demonstra a eficácia e o bom desempenho nas campanhas de vacinação em massa realizada pelo Ministério da Saúde na população, diminuindo desta maneira o contágio da patologia nos grupos de risco, onde o resultado pode comprometer o desenvolvimento de uma gestação normal. Palavras-chave: Rubéola; Vírus; Síndrome da Rubéola Congênita. 1 Voluntária(o) do Grupo Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale 2 Bolsista do Grupo Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale 3 Professor(a) e Coordenador(a) do Projeto Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 91 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DA TOXOPLASMOSE EM PACIENTES ATENDIDOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE AURORA, CAMPO BOM - RS Lisandra Chiamenti1; Fernanda Baratieri Mota1; Rodrigo Staggemeier1; Luana Silveira de Carvalho1; Natália Höher Krug1; Ivy Reichert Vital da Silva1; Fabiana Aparecida S. Vieira2; Eloir Dutra Lourenço2; Helena Schirmer2; Renato Minozzo2 INTRODUÇÃO: A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo agente etiológico Toxoplasma gondii, protozoário intracelular. Aloja-se principalmente em gatos, que são os hospedeiros completos, porém também pode infectar o homem, sendo este um hospedeiro intermediário. O contágio em humanos se dá, principalmente, pela ingestão de carnes mal cozidas, água não tratada adequadamente e manipulação de solos. O quadro clínico é variado, podendo ocorrer infecções assintomáticas, manifestações clínicas genéricas e comuns a várias enfermidades ou manifestações sistêmicas graves, dependendo da virulência da cepa e da resistência do hospedeiro. Deste modo, os exames laboratoriais são de fundamental importância para se chegar a um diagnóstico, servindo também como base para o devido aconselhamento em relação à prevenção e à orientação, possibilitando um grande benefício à comunidade ao se obter o tratamento adequado. OBJETIVO: Verificar a prevalência de toxoplasmose na população atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) Aurora. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo transversal retrospectivo e foram observadas as variáveis idade, sexo, período de gestação (quando pertinente) e sorologia para Toxoplasmose IgM e IgG na população atendida na UBS, no período de março de 2005 a dezembro de 2008. Os testes foram realizados através do método do ensaio imunoenzimático (ELISA), técnica para a determinação de anticorpos IgG e IgM em plasma. RESULTADOS: A amostra foi composta por 157 pacientes que se encontravam na faixa dos 2 aos 51 anos de idade. Destes, 69,07% apresentavam anticorpos, sendo que 2,63% dos pacientes possuíam IgM e IgG e 66,44% possuíam IgG. CONCLUSÃO: Os dados expostos mostram uma alta prevalência, corroborando com resultados de outros estados do Brasil e, assim, reforçando a importância de testes sorológicos de rotina e do suporte laboratorial focando a prevenção e identificação da toxoplasmose. Diante do exposto, constatamos que existe um percentual aumentado dos casos desta patologia na região em estudo, sugerindo a necessidade de ações mais eficazes no campo do atendimento e diagnóstico à comunidade, para que haja um melhor direcionamento das medidas profiláticas e sanitárias à região. Palavras-chave: Toxoplasmose; Anticorpos antitoxoplasma gondii; Imunodiagnóstico. Voluntário (a) do Projeto Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale 1 2 Professor (a) e Coordenador (a) do Projeto Ações Biomédicas na Comunidade - Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 92 VOLTAR AO SUMÁRIO PROCEDIMENTO DE QUANTIFICAÇÃO DE ANTI-HBS ATRAVÉS DE MÉTODO QUALITATIVO Camila da Costa Cardoso1; Eloir Dutra Lourenço2; Gustavo Müller Lara2 Introdução: As infecções pelo vírus da hepatite B representam a décima causa mundial de morte por hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular. Exposições percutâneas ou de mucosas ao sangue de indivíduos infectados representam a principal fonte de transmissão ocupacional. A vacinação contra a hepatite B é administrada em três doses, ainda assim, aproximadamente 10% a 20% dos indivíduos vacinados não alcançam os títulos protetores (anti-HBs superior a 10mUI/mL). Para verificação de imunidade devem ser utilizados exames sorológicos quantitativos, porém, não é difícil encontrar disponíveis, testes de enzimaimunoensaios qualitativos para anti-HBs. Objetivos: Relacionar um teste de ELISA qualitativo com um método de quantitativo para dosagem de anti-HBS e determinar a correlação entre os métodos através de uma equação de reta que possa ser utilizada para converter ratio em concentração. Metodologia: Estudo de acurácia entre métodos laboratoriais, foram analisadas 89 amostras com valores entre 0 a 1000mUI/mL de anti-HBs pelos métodos de MEIA e ELISA. Resultados: Como resultado do estudo foi possível verificar uma correlação linear entre os métodos através de uma equação de reta utilizada para obtenção de valores de concentração de anti-HBS. Conclusões: Conclui-se que é possível, através da sistemática utilizada, converter valores qualitativos de anti-HBS em quantitativos com um limite de confiança de 95%. Palavraschave: Hepatite B; anti-HBs; vacinação. 1 Aluna Curso de Biomedicina – Feevale 2 Docentes Curso de Biomedicina – Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 93 VOLTAR AO SUMÁRIO PROLIFERAÇÃO CELULAR NA INFECÇÃO POR HTLV-I: RELAÇÃO COM O QUADRO CLÍNICO E A SENSIBILIDADE AOS GLICOCORTICÓIDES Micheli Mainardi Pillat1, Bruna L. Correa1, Cláudio F. K. da Rocha1, Guilherme C. Müller 1 , Simone S. Lampert 1, e Moisés E. Bauer 1,* Introdução: HTLV-I (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas) é um retrovírus que infecta 10 à 20 milhões de pessoas no mundo. Os linfócitos de pacientes infectados com este vírus podem apresentar anergia a estimulação e simultaneamente resistência relativa ao efeito imunossupressor dos glicocorticóides (GCs). Subtipos de linfócitos e citocinas são candidatos potenciais para estes efeitos. Objetivo: Avaliar o envolvimento das (i) subpopulações de linfócitos (ii) e citocinas na anergia e na imunomodulação induzida por GCs. Metodologia: Vinte e um portadores assintomáticos (AC), dezenove pacientes com mielopatia associada ao HTLV-I / paraparesia espástica tropical (HAM/TSP) e vinte e um indivíduos controles não infectados fizeram parte deste estudo. As células mononucleares do sangue periférico destes indivíduos foram isoladas e mantidas em cultura para a avaliação da proliferação e da sensibilidade a dexametasona. A expressão dos marcadores extracelulares e das citocinas foi avaliada por citometria de fluxo. Resultados: Pacientes HAM/TSP foram mais sensíveis aos glicocorticóides e responderam pouco aos mitógenos. Estes pacientes apresentaram proporções elevadas de células T ativadas (CD4+CD25+ e CD8+CD25+) e reguladoras CD8+CD28- que correlacionaramse negativamente com as respostas aos mitógenos. Conclusão: Esses resultados sugerem que muitos mecanismos podem estar envolvidos na imunomodulação relacionada a infecção pelo HTLV-I e na alteração da sensibilidade aos GCs. Palavras chave: HTLV-I; Proliferação; MAPK; Glicocorticóide. Laboratório de Imunologia Celular e Molecular, Instituto de Pesquisas Biomédicas, PUCRS, Porto Alegre. 1 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 94 VOLTAR AO SUMÁRIO Soroprevalência de hepatite b em candidatos a doadores de sangue do hemocentro de Cruz Alta –RS. Raqueli Vanessa Michael1; Fatima Husein Abdalla1; Karina Schreiner Kisrten1;Josiane Woutheres Bortolotto 2 Introdução: A hepatite B é uma doença infecciosa de distribuição universal, cuja prevalência é de 350 milhões de portadores crônicos. Esta patologia provoca inflamação no fígado e pode ser adquirida de varias formas, onde se destaca a transmissão por transfusão sanguínea. O controle rigoroso do vírus em sangues e derivados nos bancos de sangue é um dos responsáveis pela prevenção e controle da transmissão do vírus da hepatite B (VHB). Para isto, são realizados os testes sorológicos, para detecção do antígeno de superfície (HBsAg) e do anticorpo contra proteínas do núcleo (anti-HBc). Este último usado para detectar tanto indivíduos com doença aguda (IgM), quanto indivíduos com cicatriz sorológica (IgG) para o vírus da hepatite B, sendo, portanto o marcador sorológico de escolha. O anti-HBc veio aumentar a exclusão sorológica, importante na fase da janela imunológica, em que o vírus se encontra em baixas quantidades, melhorando a qualidade do sangue a ser transfundido e tornando-o mais seguro do ponto de vista de transmissão da Hepatite B. Objetivos: Verificar a prevalência de Hepatite B em candidatos a doação de sangue no Hemocentro de Cruz Alta-RS. Metodologia: Foi realizado estudo observacional dos dados de doadores do Hemocentro de Cruz Alta-RS, para detecção do anti-HBc total por metodologia imunológica no período compreendido entre agosto de 2003 a agosto de 2007. Resultados: No presente estudos foram analisados 14.210 prontuários de candidatos a doadores de sangue do Hemocentro de Cruz Alta, sendo identificado 595 (4,18%) indivíduos reativos para anti-HBc total. Destes, 543 (90,5%) com sorologia reagente e 52 (8,7%) por sorologia indeterminada. Conclusão:No Brasil, com toda a sua diversidade étnica, econômica e regional, a infecção pelo VHB também tem distribuição muito heterogênea, com tendência a aumentar no sentido sul-norte. De modo geral, a Região Sul do Brasil é considerada área de baixa prevalência, enquanto a Amazônia está entre as regiões de maior prevalência do mundo. Poucos dados existem entre a prevalência do vírus em doadores com presença de anti-HBc total, São Paulo relata 8,7% de doadores positivos, sendo maior do que a encontrada no presente estudo. Vale mencionar que os doadores positivos apenas para esse marcador são considerados como definitivamente inaptos à doação, embora a exclusão desses doadores seja um assunto muito controverso. Palavras-chave: Hepatite B; Diagnóstico; Prevalência. 1 Acadêmicas do curso de Biomedicina - Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ 2 Profª M.Sc. do curso de Biomedicina - Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 95 VOLTAR AO SUMÁRIO Soroprevalência de hepatite C em candidatos adoadoresde sangue do hemocentro de Cruz Alta – RS. Karina Schreiner Kisrten1; Raqueli Vanessa Michael1; Fatima Husein Abdalla1 e Josiane Woutheres Bortolotto 2 Introdução: A hepatite C foi identificada em 1989, desde então tem sido reconhecida por especialistas como um problema de saúde pública mundial. Atualmente, estima-se que cerca de 170 milhões de pessoas, 3% da população mundial, estão infectadas com o vírus da hepatite C. Geralmente, o HCV causa infecções clinicamente silenciosas, caracterizadas por uma lenta progressão para dano hepático. A infecção pelo HCV é detectada por exames de rotina ou em doações de sangue. A transmissão ocorre principalmente por via sanguínea, deste modo ressalta-se a importância da triagem em bancos de sangue. O diagnóstico do vírus pode ser realizado por metodologia molecular (padrão ouro) ou metodologia imunológica baseada na detecção de anticorpos anti-HCV no plasma ou soro. Objetivos: verificar a prevalência de Hepatite C em candidatos a doação de sangue no Hemocentro de Cruz Alta-RS. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional no banco de sangue da cidade de Cruz Alta-RS. Para tanto, foram analisados os dados referentes à triagem para detecção do HCV por metodologia imunológica dos exames realizados no período compreendido entre agosto de 2003 a agosto de 2007. Resultados: Foram analisados 14.210 prontuários de candidatos a doadores de sangue do Hemocentro de Cruz Alta-RS. Destes, 116 (0,8%) indivíduos foram reativos para anti-HCV; sendo que, 47 (40,5%) com sorologia reagente e 69 (59,5%) com sorologia indeterminada. Conclusão: Os dados encontrados neste trabalho estão de acordo com os detectados em doadores de sangue na região sul (0,66% reativos para anti-HCV), e menor que a taxa nacional que encontra-se na faixa de 1,7%. Tendo em vista a alta taxa de casos indeterminados, ressalta-se a importância da confirmação da presença do vírus através detecção do RNA viral por Biologia Molecular. Palavras-chave: Triagem sorologia; Prevalência; Doação de sangue. 1 Acadêmicos do curso de Biomedicina- Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ 2 Msc. Do curso de Biomedicina –Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 96 VOLTAR AO SUMÁRIO Soroprevalência da doença de chagas em candidatos a doadores de sangue do hemocentro de Cruz Alta – RS. Fatima Husein Abdalla1; Karina Schreiner Kisrten1; Raqueli Vanessa Michael1; Josiane Woutheres Bortolotto 2 Introdução: A doença de Chagas ainda é uma das mais importantes endemias da América Latina. Apesar de sua importância, ela é pouco lembrada quando se analisa pacientes fora das áreas endêmicas, ou que não têm epidemiologia para a transmissão vetorial. É uma infecção tecidual e hematológica causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi. A transmissão natural se faz pela contaminação da pele ou mucosas pelas fezes dos vetores insetos hematófogos estritos. O T. cruzi pode ser transmitido ao homem por vias alternativas, onde se destaca a transfusão sanguínea, que pode fazer com que a doença se dissemine. No continemte americano a prevalência encontra-se entre 16 a18 milhões de pessoas, com aproximadamente 300 mil novos casos por ano. Objetivos: Verificar a soropositividade para Trypanosoma cruzi em candidatos a doação de sangue no Hemocentro de Cruz Alta-RS. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional no banco de dados do Hemocentro de Cruz Alta-RS para verificar a prevalência da soropositividade da doença de chagas diagnosticada pela metodologia inumológica em doadores de sangue no período compreendido entre agosto de 2003 a agosto de 2007. Resultados: Foram analisados 14.210 prontuários de candidatos a doadores de sangue do Hemocentro de Cruz Alta-RS, sendo identificado 104 (0,73%) indivíduos reativos para doença de Chagas. Destes, 83 (79,8%) com sorologia reagente e 21 (20,2%) por sorologia indeterminada. Conclusão: A taxa de prevalência geral da infecção entre candidatos à doação no Brasil é de 0,6% e 0,7% , enquanto no município de Porto Alegre-RS, a prevalência é de 0,4% . Com base nos resultados encontrados, conclui-se que a prevalência para doença de chagas entre doadores do município de Cruz Alta-RS é maior do que a encontrada no capital, porém semelhante ao nível nacional. Palavras-chave: Tripanossoma cruzi; Doação sanguínea; Transfusão. 1 Acadêmicos do curso de Biomedicina- Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ 2 Msc. Do curso de Biomedicina –Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 97 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Microbiologia II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 98 VOLTAR AO SUMÁRIO ANÁLISE DE ESPÉCIES BACTERIANAS EM TELEFONES PÚBLICOS DO CENTRO DA CIDADE DE CARUARU-PE Pedro Pereira Tenório1, Jeonara Mirelly do Nascimento Ferreira Silva¹, Nélia Cíntia da Costa e Silva¹, Fabrício Andrade Martins Esteves², Djair de Lima Ferreira Júnior², Sibele Ribeiro de Oliveira², Walkyria Almeida Santana³ Introdução: os aparelhos de telefones públicos representam importantes agentes disseminadores de microrganismos por se tratarem de objetos frequentemente manipulados por grande número de pessoas em trânsito das mais diversas regiões. Considerando que a pele humana contém uma microbiota típica e a manipulação de objetos pode propiciar o deslocamento de microrganismos, os aparelhos de telefone podem transmitir doenças através desses agentes. Objetivo: Dessa forma, o objetivo desse estudo foi de analisar uma variedade de espécies bacterianas nos fones de ouvido dos aparelhos de telefones públicos localizados no centro da cidade de Caruaru-PE Brasil. Metodologia: Estudo prospectivo realizado no período de fevereiro a abril de 2009, onde foram coletados esfregaços dos fones de ouvido de 77 telefones públicos do centro da cidade de Caruaru. A coleta foi realizada utilizando-se luvas e swab estéreis, sendo obtidos esfregaços da parte que entra em contato com o pavilhão auricular. Após coletados, os esfregaços foram colocados imediatamente em tubos de ensaio estéreis contendo meio de cultura de enriquecimento (BHI) e encaminhados ao Laboratório de Práticas da Saúde da Associação Caruaruense de Ensino Superior, Os tubos de ensaio foram incubados a 36ºC por 24 horas e após este período a amostra foi semeada em placas de Petri contendo Agar Sangue de Carneiro a 5%. As placas foram incubadas a 36ºC por 24 horas e as colônias microbianas crescidas após este período foram identificadas através de provas bioquímicas. As amostras foram analisadas qualitativamente. Resultados: em todas as amostras foram encontradas bactérias havendo um predomínio de Staphylococcus coagulase negativa (50,64%), seguido de Bacillus subtilis (27,27%), como também houve presença de Staphylococcus aureus (18,18%). Conclusão: concluiu-se que há uma grande variedade de espécies bacterianas encontradas nos telefones públicos da cidade de Caruaru, bairro de elevado trânsito de pessoas de diversas classes sociais e diferentes graus de instrução, no que diz respeito aos corretos hábitos de higiene e onde há uma grande concentração de empresas do ramo do comércio, como por exemplo, restaurantes, bares, lanchonetes, hospitais e laboratórios. Tal pesquisa alerta para a necessidade de outros estudos de verificação de contaminação ambiental e de fômites como prováveis veículos de transmissão de doenças. Palavras-chave: Telefones públicos, microbiota, infecções. 1 Graduandos em Biomedicina - Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES) 2 Docente da Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES); II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 99 VOLTAR AO SUMÁRIO ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA DA BARRAGEM DO SALTO E DE POÇOS ARTESIANOS NAS LOCALIDADES DE TAINHAS E SALTO, SÃO FRANCISCO DE PAULA, RS. Juliana Kühne1; Graziela Maria Schuh²; Simone Ulrich Picoli². Introdução: Atualmente, é de suma importância a avaliação da qualidade da água disponibilizada às populações nos países subdesenvolvidos, devido à importância de serem respeitados os padrões de potabilidade. O consumo de água não tratada pode levar ao desenvolvimento de inúmeras doenças de veiculação hídrica e altas taxas de mortalidade infantil, nas últimas décadas, podem estar relacionadas a este problema. O consumo de água não tratada pode ser responsável por infecções bacterianas e também por numerosas infecções parasitárias. Objetivo: Este estudo teve por objetivo analisar a qualidade da água de Poços artesianos de duas localidades do Município de São Francisco de Paula (RS). Também foi avaliada a água da Barragem do Salto e do Lago São Bernardo. Metodologia: As amostras foram analisadas de acordo com os parâmetros Coliformes Totais e Fecais, utilizando-se o método do NMP (Número Mais Provável), além da análise parasitológica utilizando-se coloração de Kinyoun modificada para a pesquisa de oocistos de Cryptosporidium sp.. Resultados: Em 60% das amostras analisadas verificou-se a presença de Coliformes Fecais e na análise parasitológica os resultados foram negativos para todas as amostras. Discussão: É importante ressaltar a falta de padronização de métodos para detecção dos oocistos pesquisados. A partir dos resultados obtidos observa-se a necessidade da melhoria das condições higiênico-sanitárias nos locais estudados e também do monitoramento destas águas para o consumo humano. Palavras-chave: Água, Coliformes fecais, Coliformes totais, Cryptosporidium sp. ¹ Aluna de Bacharelado em Biomedicina do Centro Universitário FEEVALE-Novo Hamburgo, RS. ² Professora do Curso de Biomedicina do Centro Universitário FEEVALE-Novo Hambrgo, RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 100 VOLTAR AO SUMÁRIO ANÁLISE MOLECULAR DE FENÓTIPO DE Metalo-Beta-lactamase em Bacilos Gram-Negativos Não Fermentadores DO Hospital de PRONTO SOCORRO de Porto Alegre (RS) Vani dos Santos Laranjeira 1; Gertrudes Corção 2; Simone Ulrich Picoli 3 Introdução: Nos últimos anos, tem sido observada maior incidência de bacilos Gramnegativos no ambiente hospitalar, principalmente em unidades críticas como a de terapia intensiva. A emergência de bactérias Gram-negativas não fermentadoras com perfil de sensibilidade aos antimicrobianos diminuído vem crescendo, tornando-se constante desafio para profissionais da saúde. Entre elas destacam-se Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter sp. capazes de degradar praticamente a totalidade de antimicrobianos beta-lactâmicos devido a produção de metalo-beta-lactamase (MBL). Objetivos: Pesquisar o fenótipo de MBL e confirmálo por biologia molecular em isolados clínicos de P. aeruginosa e Acinetobacter sp., oriundos do HPS em Porto Alegre (RS). Metodologia: 13 isolados de P. aeruginosa e Acinetobacter sp. resistentes a cefalosporinas de terceira geração foram testados para produção de MBL através de aproximação de disco com ceftazidima e ácido 2-mercaptopropiônico (2-MPA) e por E-test MBL. Todas as cepas fenotipicamente positivas para MBL foram analisadas por biologia molecular para confirmação dos genes bla IMP-1, blaSPM-1, blaVIM-1; adicionalmente pesquisou-se OXA-23 e OXA-51 em cepas de Acinetobacter sp. Resultados: Encontrou-se fenótipo de MBL em 2 cepas de P. aeruginosa e em 8 Acinetobacter sp. detectados somente através de E-test MBL. Tais resultados necessitam avaliação cautelosa, já que o EDTA presente na fita E-Test pode aumentar a permeabilidade celular e o zinco, quelado pelo EDTA, acelera a decomposição do imipenem e diminui a expressão da porina OprD, sugerindo a presença de MBL. Contudo, as análises moleculares confirmaram a presença do gene blaSPM-1 nas 2 cepas de P. aeruginosa e os mesmos genes não foram encontrados em qualquer Acinetobacter sp. Por outro lado, os isolados desta bactéria revelaram a presença de oxacilinases em 88.9% das cepas: todas apresentaram o gene blaoxa-23 e 50% continham, simultaneamente, blaoxa-51. Conclusão: A freqüência do fenótipo MBL em bacilos Gram-negativos não fermentadores foi elevada no HPS, contudo, deve-se interpretar cautelosamente estes resultados, dado o elevado número de resultados falsopositivos gerados pelo E-test MBL. Os testes moleculares são indispensáveis para confirmação da metalo-enzima. Palavras chaves: Pseudomonas aeruginosa; Acinetobacter sp.; metalo-beta-lactamase 1 Biomédica, Graduada no Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS 2 Docente do Programa de Pós Graduação em Microbiologia Agrícola e do Ambiente, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS 3 Docente do Instituto de Ciências da Saúde do Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 101 VOLTAR AO SUMÁRIO Bartonella spp.: UM AGENTE INFECCIOSO EMERGENTE Rodrigo Staggemeier1; Vlademir Vicente Cantarelli2; Fernando Rosado Spilki2 Introdução: A bactéria do gênero Bartonella é considerada um agente infeccioso emergente que infecta humanos e é isolada de mamíferos domésticos e selvagens, é endêmica em países da América do Sul. Há mais que 23 espécies deste gênero, sendo 13 delas agentes causadores de doenças. São pleomórficas, aeróbias, fastidiosas e Gram-negativas. As mais conhecidas são a B. bacilliformis, B. quintana e B. henselae. Tais patógenos têm como vetores diferentes artrópodes como pulgas, piolhos, mosquitos e carrapatos. Os microorganismos têm tropismo por hemácias causando lise destas células como resultado do parasitismo intraeritocitário, podendo causar bacteremia persistente e induzir proliferação de células endoteliais e a formação de novos vasos. Objetivos: Realizar uma extensa revisão bibliográfica sobre as diversas espécies de Bartonella patógenas ao homem incluindo os métodos de identificação destas, seu tratamento e os riscos à população. Metodologia: Este é um estudo de revisão bibliográfica, no qual foram utilizados revistas e artigos encontrados em diversos sites de busca como SCIELO e PUBMED, através de palavras-chave como: Bartonella, zoonoses emergentes, doença da arranhadura do gato. Resultados: Apresentam infecções com um amplo espectro de sintomas, muitas vezes sendo diagnosticadas erroneamente. São responsáveis por anemias hemolíticas febris, angiomatoses cutâneas, endocardites, septicemias, manifestações neurológicas, psiquiátricas, oftalmológicas e ósseas. São usados diversos métodos de identificação da bactéria incluindo gota espessa, culturas em Agar batata, sangue, chocolate e columbia, métodos imunológicos (sorologia) e moleculares (PCR/Seqüenciamento de DNA). As infecções podem ser assintomáticas ou mesmo resolver-se espontaneamente sem qualquer tratamento, entretanto, havendo casos fatais se não tratada. O tratamento varia conforme a clínica, normalmente através de cirurgia ou uso de antimicrobianos. Conclusões: Este patógeno tem epidemiologia mundial, considerado uma zoonose emergente, sendo a maioria dos infectados jovens entre 2 a 14 anos, tendo como principal meio de transmissão o contato com reservatórios, geralmente animal doméstico. O número de espécies zoonóticas de Bartonella identificadas nos últimos 16 anos tem crescido consideravelmente. Não há um método diagnóstico considerado “padrão ouro”, portanto, as infecções causadas são confundidas com outras e, por conseqüência, realizados tratamentos equivocados. Os indivíduos com maior risco de infecção são alcoólatras, moradores de rua, infectados por HIV e pacientes em quimioterapia. Deveria haver mais pesquisas sobre o patógeno, inclusive na região sul do Brasil onde não há estudos, para desenvolver um protocolo de isolamento destes microorganismos e avaliar riscos à população. Palavras-Chaves: Bartonella; animal doméstico; zoonose emergente. 1 Aluno do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Brasil 2 Docente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 102 VOLTAR AO SUMÁRIO CANDIDEMIA EM HOSPITAL PÚBLICO E PRIVADO DO SUL DO BRASIL Marina Carolina Moreira1, Helena Schirmer2, Vlademir Vicente Cantarelli2, Valério Rodrigues Aquino3 Introdução: Candidemia representa a quarta causa mais comum de infecção na corrente sanguínea em hospitais terciários no mundo todo. Uma maior frequência tem sido observada particularmente entre pacientes em uso de antimicrobianos, terapia imunossupressora, nutrição parenteral, e naqueles expostos a múltiplos procedimentos invasivos. Normalmente, Candida albicans é o agente mais prevalente, no entanto, a frequência de espécies não-albicans vem aumentando, principalmente pelo uso prévio de fluconazol usado como profilaxia. Métodos: Realizou-se um estudo retrospectivo, de base laboratorial, em um hospital público e em um privado em Porto Alegre, Sul do Brasil. Os dados avaliados foram idade, gênero, espécie de Candida envolvida e local de internação no momento da candidemia. Resultados: No período de janeiro de 2007 a janeiro de 2009 foram identificados 130 episódios, sendo que 34 foram registrados na instituição privada e 96 na pública. A idade média dos pacientes na instituição privada foi de 60,6 anos e 37,8 anos no hospital público. A mesma proporção de pacientes estavam internados em unidades de terapia intensiva nos dois hospitais. Em ambas as instituições, C. albicans foi a espécie mais isolada e as espécies não-albicans corresponderam a aproximadamente 64% dos casos. Destas, as mais prevalentes foram C. parapsilosis e C. tropicalis, destacando ainda o alto percentual de C. glabrata (14,7%) encontrado na instituição privada. Conclusão: encontrouse uma maior proporção de C. glabrata, espécie frequentemente associada à profilaxia com fluconazol, o que ressalta a importância de uma contínua vigilância epidemiológica. Palavras-chave: Candidemia; Candida; Espécies não-albicans; Epidemiologia. 1 Aluna de Graduação em Biomedicina – Centro Universitário Feevale 2 Professor (a) do curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale 3 Unidade de Microbiologia – Hospital de Clínicas de Porto Alegre II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 103 VOLTAR AO SUMÁRIO DETECÇÃO DE DNA DE HERPESVÍRUS BOVINOS TIPO 1 E 5 EM AMOSTRAS DE SÊMEN DE TOUROS REPRODUTORES Martha Trindade Oliveira1,2, Fabrício Souza Campos1,3, Fabrício Dias Torres1,3, Wilia Marta Elser Diederichsen de Brito1,3, Franciscus Antonius Maria Rijsewijk1,4, Paulo Michel Roehe1,5,6, Ana Cláudia Franco1,5 Introdução: Os herpesvírus bovinos tipos 1 (BoHV-1) e 5 (BoHV-5) são agentes que causam grande impacto na pecuária. Esses vírus estão associados principalmente a manifestações nos tratos respiratório e genital de bovinos, estando também relacionados a uma série de problemas reprodutivos nesses animais. As diversas manifestações clínicas dessas viroses podem levar a significantes perdas na esfera econômica para a bovinocultura, tornando importante o diagnósticos desses vírus. Objetivo: Avaliar a presença de BoHV-1 e 5 em amostras sêmen através da técnica denominada reação em cadeia da polimerase “nested” (nPCR). Metodologia: Este é um estudo experimental, no qual foram obtidas 54 amostras de sêmen in natura dos estados do Rio Grande do Sul e de Goiás e 23 amostras de sêmen em palheta de um centro de inseminação artificial. A extração de DNA pelo método de fenol foi precedida por uma encubação das amostras em solução de lise (SDS10%, proteínas K). A precipitação dos ácidos nucleicos foi realizada com isopropanol, sendo seguida de uma purificação dos contaminantes orgânicos com n-butanol. A nPCR foi desenhada tendo como alvo a região C-terminal do gene da glicoproteína C. Foi realizada uma primeira amplificação, usando um par de primers não específicos para os tipos virais. Após, foi realizada uma segunda reação tipo-específica, utilizando primers internos ao produto da primeira reação, o que resultou na produção de fragmentos de diferentes tamanhos para cada tipo de vírus. Controles negativos (reações sem amostra ou reações negativas para a presença de genoma de BoHV-1) foram adicionados a cada conjunto de quatro reações. Para identificar falso-negativos, um controle interno (uma sequência de tamanho diferente que amplifica com os mesmos primers) foi adicionado a cada reação. Resultados: Até o momento foram analisadas 34 amostras de sêmen in natura e 3 amostras de sêmen em palheta. O DNA viral foi detectado em 36 das 37 amostras (97%), sendo 32 positivas para ambos os vírus (88,8%) e 4 positivas apenas para BoHV-5 (11,1%). Não foi possível isolar vírus das amostras examinadas. Conclusões: Os resultados indicam que seria recomendável que amostras de sêmen sejam examinadas rotineiramente para diminuir o risco de novas infecções e problemas potencialmente associados a BoHV-1 e 5. Palavras-chave: BoHV-1; BoHV-5; Nested PCR. 1 Equipe de Virologia UFRGS-IPVDF 2 Aluna do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande Sul 3 Aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 4 Pesquisador Visitante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 5 Professor Adjunto do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 6 Pesquisador do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 104 VOLTAR AO SUMÁRIO ESTUDO QUALITATIVO DA FLORA MICÓTICA ANEMÓFILA DA CIDADE DE BLUMENAU/SC Emerson dos Reis1, Jader D. Klug1, Fabiana Possamai1, Susane Lopes1, Jefferson Akyra I. Aragão1, Leônidas João de Mello Júnior1, Rafael Kremer1 e Antonio Roberto R. Abatepaulo1 Introdução: Fungos compõem a classe de microrganismos com grande capacidade de propagação no ar. O conhecimento em relação aos fungos anemófilos e a procura de novos indicadores de boas condições ambientais ocasionam o aumento do interesse em estudar e classificar, do ponto de vista microbiológico, os mais diversos ambientes. No intuito de realizar sua multiplicação, os fungos produzem estruturas que podem levar ao desenvolvimento de processos alérgicos e micoses, das quais, em sua maioria, surgem em caráter oportunista. Realizar o mapeamento microbiológico de pontos da cidade pode, não só contribuir para caracterização microbiológica local, como também permitir o desenvolvimento de medidas preventivas frente às patologias por esses microrganismos causadas. Objetivos: Qualificar, do ponto de vista microbiológico, os mais diversos ambientes localizados na cidade de Blumenau/ SC. Metodologia: Placas de Petri de 10cm de diâmetro contendo 10mL de Agar Batata (PDA) foram expostas por um período de 10 minutos nos seguintes ambientes: Área Industrial, Praças de Alimentação, Mata Fechada, Ambiente Hospitalar, Terminais de Ônibus e Estacionamentos. Após a coleta do material, as placas foram mantidas em estufa (30oC) por um período de 5 dias. A análise microscópica das colônias obtidas deu-se através da técnica de microcultivo seguida da coloração por Azul de Lactofenol-Algodão. Resultados: Houve um crescimento diferenciado das espécies fúngicas quando comparado os tipos crescido em cada ambiente, tanto do ponto de vista qualitativo quanto a freqüência dos mesmos. Como destaque, 60% das espécies obtidas em Mata Fechada foram do gênero Fusarium sp, 60% das espécies obtidas nas Praças de Alimentação foram do gênero Curvularia sp. Os demais ambientes apresentaram uma incidência muito semelhante entre as espécies encontradas, sendo os Terminais de ônibus com maior diversidade de espécies. Conclusão: Há uma grande discrepância entre os tipos de fungos nos ambientes estudados, evidenciando a interferência do ambiente no desenvolvimento da população microbiana local. Palavras-Chaves: Fungos, Anemófilo, Ambientes, Blumenau. 1 Centro Universitário Leonardo da Vinci II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 105 VOLTAR AO SUMÁRIO INFLUÊNCIA DO FERRO NO CRESCIMENTO DE Cryptococcus gattii Anameli Lipreri1, Charley Christian Staats2, Elisa Simon3, Augusto Schrank4, Marilene Henning Vainstein4. Introdução: Cryptococcus gattii é um fungo basidiomicético que se desenvolve em regiões de clima tropical e subtropical, em galhos de árvores principalmente em eucaliptos. Causa a doença chamada de criptococose e atinge principalmente indivíduos imunocompetentes. A disponibilidade de ferro é um fator muito importante nas infecções por C. gattii. O patógeno compete com o hospedeiro por níveis de ferro que garantam a sua sobrevivência e reprodução. Fatores nutricionais, genéticos e também o HIV promovem um acúmulo de ferro nos órgãos e células, aumentando assim sua disponibilidade para C. gattii e outros agentes patogênicos. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo avaliar alterações fenotípicas em uma biblioteca de mutantes de Cryptococcus gattii em duas condições de cultivo: presença ou ausência de ferro. Metodologia: Foi utilizada uma biblioteca de mutantes de C. gattii obtida através de agrotransformação com n = 8.800. Estes mutantes foram cultivados em duas situações: em meio de cultivo (meio mínimo) contendo ferrozina (1mM) e a outra com o meio de cultivo contendo ferrozina (1mM) acrescido ainda de Fe-HEDTA (0,2mM). Os mutantes que tiveram crescimento diferente nas duas situações foram selecionados e submetidos à diluições seriadas nos mesmos meios para confirmação do crescimento, sempre comparando com a cepa selvagem de C. gattii R265. Resultados: Inicialmente foram isolados 16 mutantes, mas após as diluições seriadas foram selecionados 5 para os próximos passos do trabalho. Perspectivas: Experimentos visando avaliar a virulência dos mutantes estão sendo realizados, entre eles a capacidade de crescimento a 37°C, a produção da cápsula polissacarídea e a produção de melanina. Posteriormente serão realizados testes como PCR Inverso e sequenciamento para identificação dos genes inativados, a fim de identificar genes relacionados com o metabolismo do ferro na levedura Cryptococcus gattii. Palavras-chave: Ferro; Cryptococcus gattii; crescimento. 1 Aluna do curso de Biomedicina – Feevale 2 Pós doutorando em Biologia celular e molecular – UFRGS 3 Biomedica bolsista – CBIOT - UFRGS 4 Docentes – UFRGS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 106 VOLTAR AO SUMÁRIO METALO-BETA-LACTAMASE Franciele Maria Zanol1; Simone Ulrich Picoli² Introdução: Nos últimos anos tem sido observado um aumento significativo na incidência de bactérias multi-resistentes. Entre os principais microrganismos causadores de infecções nosocomiais destaca-se Pseudomonas aeruginosa, um bacilo Gram-negativo que apresenta grande facilidade de desenvolver mecanismos de resistência como a produção de metalo-betalactamases (MBLs). Trata-se de enzimas pertencentes à classificação B de Ambler, capazes de hidrolisar grande parte dos agentes beta-lactâmicos comercialmente disponíveis, incluindo carbapenêmicos, que constituem opção terapêutica de escolha para infecções provocadas por Gram-negativos. A detecção de cepas produtoras de MBL restringe o tratamento apenas à polimixina B ou colistina, fármacos extremamente tóxicos. Objetivos: Este trabalho abordou aspectos relevantes sobre a enzima metalo-beta-lactamase através de revisão bibliográfica. Metodologia: Revisão bibliográfica cuja fonte foi a base de dados Pubmed empregando as palavras chave “P. aeruginosa” e “metalo-beta-lactamase”. Resultados: Foi observado que estas enzimas apresentam grande potencial de disseminação, em especial a São Paulo Metalo-betalactamase (SPM) no Brasil. As MBLs apresentam distribuição mundial e são amplamente variáveis, sendo descritas até o momento seis famílias de genes que codificam metalo-enzimas e implicam em opções terapêuticas limitadas. Diferentes testes fenotípicos são sugeridos para pesquisá-la, mas nenhum apresenta 100% de sensibilidade e especificidade, dificultando sua identificação laboratorial. Os estudos moleculares se fazem necessários para confirmação dos fenótipos de MBL, bem como para o delineamento do perfil epidemiológico local da enzima. Conclusão: Por degradar a grande maioria dos antimicrobianos disponíveis, pela ausência de terapia antimicrobiana adequada e devido ao fato que não existem inibidores efetivos de MBL para uso in vivo, a detecção desta enzima e medidas que evitem sua disseminação devem ser consideradas no âmbito hospitalar. Palavras chave: Pseudomonas aeruginosa; metalo-beta-lactamase; resistência bacteriana ¹ Aluna do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Feevale, RS ² Docente do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Feevale, RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 107 VOLTAR AO SUMÁRIO PADRONIZAÇÃO DA TÉCNICA DE REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE VISANDO DETECÇÃO DE DIFERENTES ENTEROVÍRUS EM AMOSTRAS CLÍNICAS Juliana Comerlato 1, Joseane Vanessa dos Santos da Silva 2, Raquel Beiersdorf Frezza 1, Andréia Dalla Vecchia 3, Lucas Kessler de Oliveira 3, Bianca Bergamaschi 1, Manoela Tressoldi Rodrigues 1 e Fernando Rosado Spilki 4 Introdução: Enterovírus são vírus causadores de doenças habituais como resfriados e gastroenterites e até doenças mais graves como a poliomelite. Este gênero vem sendo relacionado também como possível causador da diabete mellitus tipo 1. Enterovírus são dotados de um genoma de cadeia única de RNA, não-envelopados com capsídeo icosaédrico. A classificação é controversa, mas atualmente esses membros da família Picornaviridae são divididos em 10 espécies, classificadas como: Enterovírus bovino, Enterovírus de símios A, Enterovírus suínos A e B, Rinovírus humano A e B e Enterovírus humano de A à D. Por suas características de transmissão via fecal-oral, os enterovírus fazem parte de um grupo chamado de vírus entéricos, encontrados com freqüência em águas contaminadas. Atualmente não são conhecidos valores de prevalência deste vírus em amostras clínicas. Objetivo: Padronizar uma técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) para detecção de enterovírus em amostras clínicas, tanto humanas como animais. Metodologia: Utilizou-se como controle positivo o Enterovírus bovino (BEV), cultivado in vitro e quantificado por titulação em microplacas. Para extração de ácidos nucléicos virais foi utilizado o kit comercial High Pure Viral Nucleic Acid Kit (Roche). O cDNA foi transcrito a partir do RNA genômico viral e usado como molde para a amplificação por PCR. A reação de PCR foi realizada utilizando o GoTaq Green Master Mix (Promega). Os iniciadores utilizados foram desenhados com base em regiões altamente conservadas do fragmento 5’-NTR do genoma de enterovírus, sendo denominados ENT-F1 (5’-CCTCGGCCCCTGAATG-3’) e ENT-R2 (5’-ACACGGACACCCAAAGTA-3’). Após a reação, o produto foi analisado por eletroforese em gel de agarose e em tampão TBE, com Blue Green Loading Dve I, e após visualizado sob luz ultravioleta. Resultados: A reação padronizada obteve excelente sensibilidade analítica, tendo o mínimo de uma partícula infecciosa como limiar de detecção. Conclusão: Com aprimoramentos futuros, tal metodologia poderá ser empregada na detecção de vírus em amostras humanas ou animais para detecção de infecção por enterovírus. Palavras-chave: PCR; enterovírus; detecção. 1 Alunos do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale; 2 Aluna do Curso de Enfermagem – Centro Universitário Feevale; 3 Alunos do Mestrado em Qualidade Ambiental - Centro Universitário Feevale; 4 Docente do Curso de Biologia - Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 108 VOLTAR AO SUMÁRIO Pesquisa Fenotípica da enzima KPC em Enterobacteriaceae isolados em Hospital de Porto Alegre e Grande Porto Alegre Rosabel Dienstmann1, Graziela Maria Schuh2, Simone Ulrich Picoli2 Introdução: Dentre as carbapenemases conhecidas até o momento destaca-se a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase), pois a mesma é enzima emergente num grupo de microrganismos muito prevalente no ambiente nosocomial, as enterobactérias. A KPC é betalactamase encontrada em plasmídeos de K. pneumoniae e de outras enterobactérias de colônia mucóide e lactose positiva. Tal enzima confere resistência a todos os antimicrobianos betalactâmicos, incluindo penicilinas, cefalosporinas, carbapenens e monobactâmicos. A triagem laboratorial para KPC deve ser feita com disco de ertapenem, considerado o indicador mais sensível. De acordo com os critérios do Centers for Disease Control and Prevention deve-se suspeitar de KPC quando o halo para ertapenem for ≤ 22 mm. Objetivos: Pesquisar o fenótipo de KPC em isolados de Klebsiella sp. oriundos de hospitais de Porto Alegre e região metropolitana. Metodologia: Entre Agosto e Setembro de 2008 foram obtidas 30 cepas de Klebsiella sp. resistentes a cefalosporina de terceira geração e a carbapenem oriundas de hospital de emergência de Porto Alegre e de outro hospital da Grande Porto Alegre (RS). As mesmas foram submetidas a discodifusão com imipenem, meropenem e ertapenem e verificou-se que 14 delas apresentavam halo ≤ 22 mm para o último antimicrobiano. Estas foram submetidas ao teste de Hodge modificado para pesquisa de carbapenemase. Resultados: No hospital de Porto Alegre foram obtidas 22 (73.3%) amostras, enquanto 8 (26.7%) foram do hospital da Grande Porto Alegre. Todas as cepas mostraram-se sensíveis a imipenem e meropenem, mas frente ao ertapenem 14 foram qualificadas como não suscetíveis. O ertapenem é preferencialmente empregado no contexto de KPCs, pois não apresenta efeito inóculo e possui melhor sensibilidade (90-100%) e especificidade (81-93%) em relação ao demais carbapenens. Contudo, não foi detectado fenótipo de KPC (Teste Hodge modificado negativo) entre os isolados estudados apesar de já ser conhecida descrição da enzima em hospital brasileiro. A resistência aos carbapenens verificada neste estudo pode ser explicada pela presença de outros mecanismos como beta-lactamases AmpC ou ESBL associada à alteração de permeabilidade nos canais de porina. Conclusão: Considerando o caráter emergente da KPC no Brasil, torna-se importante seu rastreamento em isolados de enterobactérias mucóides resistentes a ertapenem, principalmente em K. pneumoniae. Palavras chave: Klebsiella pneumoniae, KPC 1 Biomédica Graduada no Centro Universitário Feevale, RS 2 Docente do Instituto de Ciências da Saúde, Centro Universitário Feevale, RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 109 VOLTAR AO SUMÁRIO Prevalência de Infecções Urinárias em Gestantes Atendidas na Unidade Básica de Saúde Aurora no Município de Campo Bom Tânia Esmeralda Varisco1 & Fabiana Aparecida de Souza Vieira2 Introdução:As infecções do trato urinário caracterizam-se como um dos processos infecciosos mais freqüentes que acometem a população.Durante a gestação, a infecção urinária é de grande importância em função de sua elevada incidência neste período da vida da mulher. Constituem uma das doenças infecciosas mais relevantes durante os estágios da gestação, sendo a terceira intercorrência clínica mais comum acometendo cerca de 10 a 12% das grávidas, sendo que a maioria destas infecções ocorre no primeiro trimestre da gestação, e podem ser responsáveis pela mortalidade. Os agentes etiológicos mais comuns pertencem à família Enterobacteriaceae, sendo Escherichia coli o mais predominante. O principal objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de infecção urinária na gestação, determinar os microorganismos mais relevantes e analisar os antimicrobianos mais freqüentemente utilizados no tratamento de pacientes gestantes da (UBS) Aurora, do município de Campo Bom, RS.Metodologia: Os dados obtidos dos registros do Laboratório de Biomedicina Feevale, caracterizando-se como um estudo transversal retrospectivo referente a janeiro de 2003 até junho de 2008.Resultados: Foram analisadas 180 uroculturas das quais 155 (86,11%) negativas e 25 (13,89%) positivas. Obtevese maior isolamento da bactéria Escherichia coli, representando 48% do total de ocorrências descritas. Também foram identificados outros agentes que constituíram 52% da amostra (Staphylococcus aureus, Enterobacter sp., Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus saprophyticus, Enterococcus faecalis, Serratia sp. e Acinetobacter sp). No antibiograma, o microrganismo mais encontrado (Escherichia coli) apresentou maior sensibilidade à nitrofurantoína 300mg (48%), norfloxacina 10mg (36%), sulfametoxazol-trimetoprima 23,75mg (36%), amicacina 30mg (28%) e amoxicilina-ácido clavulânico 20/10mg (20%) e sensibilidade reduzida a ciprofloxacina 5mg (16%) e gentamicina 10mg (16%), tetraciclina 30mg (12%) e cefalotina 30mg (8%).Conclusão: A partir dos resultados conclui-se que este estudo contribui para o conhecimento da prevalência das infecções do trato urinário em gestantes, demonstrando que esta é uma das principais causas de complicações materno e perinatais, tornando-se imprescindível um maior número de pesquisas sobre o tema. 1 Acadêmica de Graduação em Ciências Farmacêuticas do Centro Universitário Feevale/RS. 2 Biomédica, Mestre em Qualidade Ambiental, Professora do Curso de Ciências Farmacêuticas do Centro Universitário Feevale/RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 110 VOLTAR AO SUMÁRIO PRINCIPAIS ASPECTOS IMUNOLÓGICOS DAS INFECÇÕES POR DERMATÓFITOS Anaméli Lipreri1; Franciele Maria Zanol1; Elisa Simon2. Introdução: Dermatofitoses são micoses superficiais que têm como agentes etiológicos fungos filamentosos classificados em antropofílicos, geofísicos e zoofílicos (características estas que influenciam na terapêutica), que possuem a capacidade de digerir nutrientes, principalmente retirados da queratina, proteína presente na pele, unhas e pêlos, podendo assim, causar resposta inflamatória no hospedeiro. Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo revisar os principais aspectos imunes envolvidos com as dermatofitoses. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa com as publicações mais relevantes sobre o assunto, utilizando como base de dados o Scielo, PubMed e Medline. Resultados: È considerada alta a incidência deste tipo de infecção na América Latina. Este fato pode ser atribuído entre outros fatores à fatores imunológicos, causados por esses fungos, associados à presença de uma imunodepressão no hospedeiro. É sabido que há uma grande relação entre o sistema imune e a pele. Sendo as infecções dermatofiticas muito comuns e indutoras de hipersensibilidade tardia, as preparações antigênicas têm sido usadas para estudar os mecanismos de imunidade mediada por células, em pacientes previamente infectados. Neste tipo de infecção os queratinócitos possuem papel relevante na resposta imune do hospedeiro pois têm a capacidade de fagocitar o fungo e também de secretar várias linfocinas, entre elas a interleucina-1 (IL-1). Na pele temos as células de Langerhans que são macrófagos fixos, que possuem a capacidade de processar e apresentar os antígenos. Dois tipos de antígenos podem ser obtidos dos dermatófitos: antígenos brutos e antígenos purificados. Em estudos imunológicos o mais amplamente utilizado é a tricofitina, que é um antígeno bruto. A positividade da reação intradérmica pode demonstrar a existência de hipersensibilidade, realizada com o antígeno específico de cada fungo. Para tratamento dos casos graves de hipersensibilidades causadas por dermatófitos podem ser utilizados corticóides, administrados via oral ou aplicados topicamente. Palavras-chave: Imunologia; dermatofitoses; infecção. 1 Alunas de Biomedicina – Feevale 2 Biomédica – Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 111 VOLTAR AO SUMÁRIO PRINCIPAIS DERMATÓFITOS ENCONTRADOS EM LESÕES SUPERFICIAIS NO BRASIL Letícia E. Bueno1; Anaméli Lipreri1; Franciele Maria Zanol1; Elisa Simon2. Introdução: Dermatofitoses são micoses superficiais que têm como agentes etiológicos fungos filamentosos classificados em antropofílicos, geofílicos e zoofílicos (características estas que influenciam na terapêutica). Possuem a capacidade de digerir nutrientes, principalmente retirados da queratina, proteína presente na pele, unhas e pêlos, podendo desta maneira, causar resposta inflamatória no hospedeiro. Metodologia: Foi realizada revisão bibliográfica e seleção de publicações com maior relevância sobre os principais agentes etiológicos encontrados em dermatofitoses, utilizando como base de dados a Medline e Scielo. Resultados: No Brasil, a prevalência de dermatófitos varia de região para região, o que pode ser atribuído a fatores como condições climáticas, práticas inadequadas de higiene, condições sócio-econômicas, entre outros. Há também patologias como AIDS e Diabetes mellitus, e uso de drogas como corticosteróides que podem contribuir para o aparecimento destas micoses. As dermatofitoses são consideradas afecções comuns aos homens e são diagnosticadas através das manifestações clínicas típicas, exame direto (microscopia) e prova da urease. Estudos brasileiros revelam o Trichophyton rubrum como sendo o agente etiológico mais isolado. Logo após, outros dermatófitos como Trichophyton mentagrophytes, Trichophyton tonsurans, Epidermophyton floccosum e Microsporum canis foram comuns em isolados de lesões superficiais de pele, unhas e pêlos. Conclusão: Valendo-se desta revisão bibliográfica foi possível analisar, por meio de estudos já realizados, os principais agentes etiológicos envolvidos com as dermatofitoses no Brasil. Palavras-chave: Dermatófitos; Brasil; micoses. 1 Alunas do curso de Biomedicina – Centro Universitário Feevale 2 Biomédica – Centro Universitário Feevale. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 112 VOLTAR AO SUMÁRIO Staphylococcus aureus MRSA e MSSA: estado de portador em estudantes de enfermagem Yana Picinin Sandri1 ; Francine Luciano Rahmeier1; Vanessa Libreloto Dalepiane Naumann2 INTRODUÇÃO: Staphylococcus aureus é um importante patógeno humano que coloniza e infecta pacientes hospitalizados e pessoas imunocompetentes na comunidade.Os Staphylococcus aureus são bactérias Gram positivas que possuem uma grande variedade de propriedades que podem contribuir para capacidade de causar enfermidade, assim podendo produzir patologias diversas, desde um abcesso de pele até septicemias mortais. OBJETIVOS: Este trabalho objetivou estimar a prevalência de portadores de Staphylococcus aureus MRSA e MSSA nas fossas nasais de 45 alunos do curso de Enfermagem da Universidade de Cruz Alta. METODOLOGIA: O material coletado com swab estéril foi transportado em meio Stuart, e os exames foram processados no Laboratório de Análises Clínicas na Universidade. Foram utilizados métodos clássicos de identificação (manitol, gram, catalase, coagulase, DNAse e novobiocina). Além do antibiograma das amostras positivas. RESULTADOS: As análises constataram sete amostras positivas (15,5%) para Staphylococcus aureus, todas sensíveis a oxacilina (MSSA). Destas, 6 dos portadores não tem contato com ambiente hospitalar (85,7% das amostras positivas) e apenas 1 tem contato com ambiente hospitalar (14,3%), sendo este, o único participante do sexo masculino. CONCLUSÃO: A partir dos resultados encontrados, sugere-se um programa eficaz de ensino dentro da formação acadêmica para os perigos sobre o potencial patogênico do Staphylococcus aureus frente aos pacientes do ambiente hospitalar, e que é necessário uma higiene principalmente das mãos, pois ela é o principal meio de transmissão da bactéria. Foi sugerido aos portadores de Staphylococcus aureus que realizem um tratamento para eliminação da bactéria. PALAVRAS-CHAVE: Staphylococcus aureus; Resistência bacteriana; MRSA; MSSA. Ex- alunas do curso de Biomedicina da Universidade de Cruz Alta, atuais acadêmicas de Pósgraduação da Feevale. 1 2 Docente do curso de Biomedicina da Universidade de Cruz Alta. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 113 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Parasitologia II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 114 VOLTAR AO SUMÁRIO FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A ALTOS ÍNDICES DE ANCILOSTOMOSE EM MORADORES DE COMUNIDADE HORTICULTORA DE PERNAMBUCO. Carlos Alberto Alves Vasconcelos1, Onicio Batista Leal Neto¹, Karla Danielle de Souza Martins¹, Thiago Yury Cavalcanti Galvão¹, Fabrício Andrade Martins Esteves², Ayla Maritcha Alves². Introdução: Os ancilostomídeos são geo-helmintos que parasitam o trato gastrointestinal de seus hospedeiros. Possuem hábitos hematofágicos que lhes concedem o título de principais causadores da doença anemiante causada por nematódeos, a ancilostomose ou amarelão. A ocorrência da ancilostomose no Brasil apresenta estreita relação com o clima, fundamental para o seu ciclo, somado à falta de saneamento básico em regiões menos privilegiadas. Este cenário inclui a zona da mata de Pernambuco como área endêmica para a proliferação de ancilostomídeos em seres humanos devido à grande concentração de pessoas trabalhando no meio rural, onde se agrupam grandes campos de horticultura. Objetivos: Desta maneira o presente trabalho objetivou verificar os fatores de risco relacionados à alta prevalência de Ancylostoma sp. em habitantes de uma comunidade rural horticultora, realizando um inquérito coprológico em 310 moradores e verificando seus hábitos. Método: Este trabalho é de caráter experimental onde os métodos utilizados para a investigação coprológica foram a sedimentação espontânea, centrífugoflutuação em sulfato de zinco a 33% e método de Kato-katz. Resultados: Da totalidade analisada, 56 pacientes (18,1%) apresentaram ovos de Ancylostoma sp nas fezes, demonstrando uma alta prevalência na localidade em estudo. Os principais fatores de risco observados pelo estudo foram: a deficiência de saneamento básico que promove a poluição fecal da água do rio, fonte de irrigação das hortas, podendo acrescentar novos exemplares de ovos do parasito no solo que continuarão seu ciclo evolutivo transformando-se em larvas infectantes; a falta da indumentária correta para o trabalho no plantio, favorecendo o contato direto dos horticultores com o solo das hortas e a formação cultural da comunidade que se reflete em seus costumes predisponentes às infecções. Conclusão: A implantação de programas de educação sanitária e a implementação de saneamento básico são necessárias para que a população enxergue as formas simples de evitar a própria contaminação com esses nematelmintos e outros enteroparasitas. Keywords: Ancilostomose, Ancylostoma sp. , Parasitologia, Saúde pública ¹ Discente – Faculdade do Agreste de Pernambuco. ² Docente – Faculdade do Agreste de Pernambuco. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 115 VOLTAR AO SUMÁRIO Prevalência de parasitoses em crianças pré- escolares estudantes de uma escola de ensino fundamental da cidade de Butiá, RS Valesca Pinto; Taísa Colares; ;Andressa Centeno Vanessa Castro; Caroline Dani. Centro Universitário Metodista – IPA, Porto Alegre - RS Introdução: Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças infecciosas e parasitáriascontinuam a figurar entre as principais causas de morte, sendo responsáveis por 2 a 3 milhões de óbitos por ano, em todo o mundo. Mais do que pela mortalidade resultante, as parasitoses importam pela freqüência com que produz déficits orgânicos, comprometendo o desenvolvimento normal das crianças e limitando a capacidade de trabalho dos adultos, ocasionando uma baixa produtividade per capita da população. Objetivo:O objetivo foi analisar a prevalência de parasitas em crianças pré-escolares estudantes de uma escola de ensino fundamental localizada na cidade de Butiá, RS. Metodologia: Primeiramente realizou-se uma palestra ilustrativa e explicativa para as crianças e professores sobre o que são parasitoses, quais são os principais parasitas, os sintomas causados por esses e as medidas de prevenção às verminoses, além de uma instrução sobre uma correta forma de coleta. Foram entregues os potes de coleta, juntamente com um termo de consentimento livre e esclarecido e um questionário de identificação em relação aos pais e a residência e em relação à criança que está participando do projeto. As amostras foram coletadas pelos responsáveis da criança, entregues na escola para a professora e armazenadas em refrigeração, as quais foram transportadas em uma caixa térmica ao Laboratório de Parasitologia do Centro Universitário Metodista IPA. As amostras foram analisadas pela técnica de Lutz – Hoffman, Pons e Janer (HPJ). Resultados: Das 25 amostras analisadas 13 (52%) estavam contaminadas com os seguintes parasitas e suas formas evolutivas: 69,23% de ovo de Ascaris lumbricoides, 30,76% de cisto de Entamoeba coli, 46,15% de ovo de Trichiuris trichuria e cisto de 15,38% de Giardia lamblia. Sendo que 38,46% das amostras apresentaram Poliparasitismo. Verificou-se uma alta incidência de parasitas em crianças pré-escolares estudantes de uma escola municipal de ensino fundamental do município de Butiá, que se observou uma maior prevalência de helmintos. Verificou-se também o quão é importante o EPF (exame parasitológico de fezes) para o diagnóstico de doenças parasitárias. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 116 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE ENTEROPARASITOSES EM PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS Fábio Kerber Slongo1, Graziela Maria Schuh2 e Andréia Maria Ida Sopelsa2 Introdução: Alterações nas atividades comportamentais de portadores de transtornos mentais, especialmente em fases de agudização da doença, onde o hábito de coprofagia torna-se evidente, favorecem a instalação e infecção por parasitas intestinais. Considerando que fatores sócio-econômicos e higiene tanto pessoal como alimentar, são agravantes desta prevalência e estão intimamente relacionados. Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi investigar a prevalência de enteroparasitoses em portadores de necessidades especiais. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE, do município de Montenegro (RS), no período de Janeiro a Maio de 2009, onde foram analisadas amostras de 104 pacientes através das técnicas de HPJ e Faust modificado. Resultados: Das amostras analisadas, 34,6% foram positivas para cistos e ovos e 65,4% foram negativas. O Endolimax nana foi o parasita mais prevalente (49%), seguido de Entamoeba coli e Ascaris lumbricoides (13,9%), Giardia lamblia (9,3%), Blastocystis hominis (7%), Enterobius vermiculares (4,6%) e Trichuris trichiura (2,3%). Dentre os indivíduos positivados para algum tipo de infecção 83,3% apresentavam monoparasitismo, 13,9% apresentaram biparasitismo e 2,8% poliparasitismo. Discussão: A presença de enteroparasitoses em portadores de necessidades especiais mostra a importância da implantação de medidas profiláticas de saneamento básico e de cuidados nos hábitos comportamentais desses portadores. Palavras-chave: Prevalência, enteroparasitoses, portadores de necessidades especiais 1 Acadêmico de Biomedicina, Centro Universitário Feevale 2 Professor do Curso de Biomedicina, Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 117 VOLTAR AO SUMÁRIO PREVALÊNCIA DE PARASITOSES NO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DO HOSPITAL MATERNO INFANTIL PRESIDENTE VARGAS Lucas L. da Costa 1 ²; Benerson Salgado ¹; Frederico G. de Oliveira ¹; Mariana P. Pereira ¹ ²; Helena Beatriz V. Meneghetti ²; Francisco C. M. da Silva ²; Caroline Dani ¹. Introdução: As parasitoses intestinais ou enteroparasitoses, decorrentes de protozoários e/ou helmintos, representam um grave problema de saúde pública particularmente nos países subdesenvolvidos, onde se apresentam bastante disseminadas e com alta prevalência, decorrente das más condições de vida das camadas populacionais mais carentes.Objetivo: Foi avaliar a prevalência de parasitas intestinais encontrados no laboratório de análises clínicas do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) segundo idade do pacientes atendidos no laboratório. Metodologia: Foram selecionadas 100 amostras de EPFs, realizadas no laboratório do HMIPV no período de maio de 2008 a maio de 2009. A técnica utilizada foi sedimentação espontânea (HPJ), e foram avaliados somente EPFs de pacientes internados no hospital. Resultados: Das 100 amostras analisadas 26 (26%) foram positivas em diferentes faixas etárias, tendo como parasita de maior prevalência ovos de Ascaris lumbricoides (11%), seguido de cistos de Giardia lamblia (8%) e E. coli (4%). Das amostras positivas, 53,8% compreendiam crianças de 0 a 5 anos, e 46,2% crianças entre 6 e 11 anos. Na faixa etária de 0 a 5 anos 57,14% das crianças parasitadas apresentavam ovos de Ascaris lumbricoides e 14,2% contaminadas com cistos de Giardia lamblia. Entre os pacientes com idades de 6 a 11 anos, 50% pacientes estavam contaminados com cistos de Giardia lamblia e 25% contaminados com ovos de Ascaris lumbricoides. Conclusão: Os resultados nos mostraram que a prevalência de tais parasitas, que se diferem conforme as faixas etárias analisadas, nos indicam a necessidade de melhorias nas medidas de saúde pública, pois ainda existe muito que se fazer a respeito do saneamento básico, que aliado a instrução dos pais, ajudaria no combate das parasitoses. ¹ Centro Universitário Metodista IPA. ² Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 118 VOLTAR AO SUMÁRIO PRODUTOS NATURAIS – FONTE DE PESQUISA PARA DESCOBERTA DE NOVOS FARMACOS COM ATIVIDADE LEISHMANICIDA Larissa Beuttenmuller Nogueirra Alves1; Renata Aguiar de França1; Sócrates Golzio dos Santos2 Introdução: Os protozoários unicelulares do gênero Leishmania pertencem à ordem Kinetoplastida. A forma amastígota é intracelular obrigatório do sistema fagocitário mononuclear de hospedeiros vertebrados (Neves et al, 2005). A Leishmaniose, doença provocada por esse parasito é negligenciada nos países em desenvolvimento (Misra et al, 2009), essa doença vem causando morbidade significativa e mortalidade na África, Ásia e América Latina. A doença ameaça atualmente cerca de 350 milhões de pessoas em 88 países ao redor do mundo, com cerca de 2 milhões de infectados anualmente (WHO, 2009). De acordo com a OMS, as espécies vegetais são a melhor e maior fonte de fármacos para humanidade. A ausência de uma vacina contra leishmaniose leva a uma necessidade urgente de drogas efetivas para substituir ou suplementar aquelas de uso corrente (Rocha et al., 2005). Embora haja muitos grupos trabalhando na tentativa de desenvolvê-la (Tewary et al., 2004) ainda há vários fatores que dificultam, tais como a identificação dos mecanismos efetores da resposta imune no homem e ação provocada pelas moléculas nos receptores (Handman, 1997). Muitos vegetais apresentam em sua composição metabolitos secundários descritos na literatura com eficácia leishmanicida (Kam et al., 1999). Pesquisas em produtos naturais com essa atividade dar um impulso valioso para a obtenção de novos compostos (Carvalho et al., 2000) e no direcionamento de estudos da relação estrutura/ atividade (QSAR). Objetivos: O trabalho objetiva uma revisão bibliográfica de natureza interdisciplinar contribuindo na pesquisa de produtos naturais com atividade leshimanicida. Metodologia: Utilizou-se pesquisas nos seguintes bancos de dados ISISWEBofKNOWLEDGE, SCIENCEDIRECT, SCIELO e PUBMED no período de 1900 a 2009, onde foram utilizados as palavras-chave: leishmania, product natural, antileishmanial activity. Resultados: Os resultados encontrados foram 312 produtos naturais dos quais 272 são metabolitos secundários desses 98 foram da classe dos alcalóides (29,16%), 33 triterpenos, 28 lactonas, 21 flavonoides, 21 sesquiterpenos, 17 quinoides, 14 diterpenos, 9 heterociclo oxigenados, 9 iridoides, 9 benzenoides, 5 cumarinas, 5 lignanas, 3 fenilpropanoides, 2 compostos sulfurados, 2 depsides, 2 xantinas, 1 monoterpeno, 1 tanino. Foi observado que das 8 espécies estudadas nos experimentos a L. donovani foi a espécie mais estudada (130). Do total de 312, 145 experimentos, isto é 46,47% foi da espécie que provoca a leishmaniose visceral americana, 88 experimentos foram com espécies que provoca leishmaniose cutânea difusa e 11 da leishmaniose cutaneiomucosa. Conclusões: Os compostos isolados de plantas com atividade leishmanicida possui baixa toxicidade, em comparação a produtos sintéticos no mercado, a classe dos alcalóides foram que mais apresentaram atividade leishmanicida, com foco na leishmaniose visceral. Palavras-chave: leishmania, produtos naturais, atividade leishmanicida 1 Alunos do Curso de Biomedicina – Faculdade Santa Emilia de Rodat, João Pessoa – Paraíba – Brasil. 2 Docente do Curso de Biomedicina da Disciplina de Parasitologia Clínica – Faculdade Santa Emilia de Rodat, João Pessoa – Paraíba – Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 119 VOLTAR AO SUMÁRIO SISTEMA DE INFORMAÇÃO COMO APOIO AO DIGNÓSTICO EM PARASITOLOGIA Luana Noguerol1; Andressa Priscila Gomes2; Marta Rosecler Bez3; Rejane Giacomelli Tavares4. Introdução: As doenças parasitológicas são um problema de saúde pública que ocorre principalmente nos países em desenvolvimento, contribuindo com a mortalidade da população. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 3,5 bilhões de pessoas no mundo estão infectadas com um ou mais tipos de parasitas. Atualmente, o diagnóstico de doenças causadas por parasitas intestinais é adquirido através de exames parasitológicos de fezes. Estudos recentes indicam que a sensibilidade dos diagnósticos convencionais varia de 48% a 76% (ALVES FILHO, 2007), pois todo o processo de análise depende apenas da avaliação humana, não sendo encontrado até o momento formas de automatização para a área de exames de parasitologia. Ao observar a falta de automatização nesta área da saúde, verifica-se que existe um novo campo a ser explorado pela tecnologia da informação através de softwares para auxílio ao diagnóstico e aprendizado de alunos. Objetivos: Melhorar a qualidade dos exames de parasitologia, através de um software sendo projetado com base no estudo das características morfométricas de ovos de parasitas, utilizando técnicas de análise de imagens para identificar os ovos em imagens de amostras fecais. Metodologia: Atualmente, o software está sendo projetado para reconhecer ovos de dois tipos de parasitas intestinais: Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura. As imagens de amostras fecais contendo ovos destes dois tipos de parasitas foram adquiridas em um laboratório da Feevale, através do microscópio Nikon Eclipse E200 obj. E Plan 4,10,40 e 100X e câmera CCD colorida (410.000 pixels) Sansung Techwin SDC 313. Após a aquisição, a imagem é processada utilizando métodos de filtros de imagens, que facilitam o desenvolvimento do processo de análise da amostra. Após, é realizada a binarização da imagem, tornando-a disponível para os cálculos morfométricos importantes para a classificação do tipo de parasita. Resultados: Para os testes do software, foram obtidas 54 imagens de Trichuris trichiura, 85 imagens de Ascaris lumbricoides e 65 imagens de artefatos, totalizando 204 imagens. Assim, o percentual de acerto foi de 68,52% para os ovos de Ascaris lumbricoides, 82,35% para os ovos de Trichuris trichiura e 90,77% para os artefatos. Assim, o percentual total de acertos geral do sistema foi 81,86%. Conclusões: O protótipo desenvolvido apresentou um percentual de acertos de 81,86%, isto é, 5,86% mais alto do que os exames convencionais, levando a crer que a continuidade deste projeto tem um valor significativo na automação e no melhoramento dos exames parasitológicos de fezes. Palavras-chave: SAD, imagem, parasitologia, diagnóstico, processamento de imagens. 1 Graduada no Curso de Sistemas de Informação - Centro Universitário Feevale - Brasil 2 Graduada no Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale - Brasil 3 Docente do Curso de Sistemas de Informação - Centro Universitário Feevale - Brasil 4 Docente do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale - Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 120 VOLTAR AO SUMÁRIO ÁREA TEMÁTICA Outras Áreas II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 121 VOLTAR AO SUMÁRIO A OCORRÊNCIA DE ABORTOS PROVOCADO EM JOVENS EM UM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE Flávia Bulegon Pilecco1, Álvaro Vigo², Daniela Riva Knauth³ Introdução: Nos países onde o aborto não é legalizado, essa prática deve ser entendida dentro de um quadro conceitual de violência, visto que implica riscos, tanto para a saúde das mulheres, quanto sociais. Nesse sentido, ele aparece associado a outras situações de violência. Objetivos: Este trabalho tem por objetivo investigar a relação entre violência sexual e a prevalência de aborto provocado entre jovens. Metodologia: Os dados utilizados são da pesquisa GRAVAD, um estudo transversal com amostra probabilística estratificada, realizado através de entrevistas domiciliares com jovens de 18 a 24 anos, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Salvador. A amostra do presente estudo consiste em um conjunto de 861 entrevistas de mulheres jovens que declararam ter tido ao menos uma gravidez. Na análise estatística foi usada regressão de Poisson com variância robusta, incorporando a estrutura do delineamento amostral e ponderação. Resultados: A maior prática do aborto encontra-se associada com situações de violência sexual. Aparece ainda associada a maior escolaridade do jovem, a precocidade da primeira gravidez, a um maior número de parceiros e a um maior número de gravidezes. Residir em Porto Alegre mostrou-se associado a menor prevalência do desfecho. Conclusão: Estes dados sugerem que, independente do nível sócio-econômico dos jovens entrevistados, eles apresentam em suas trajetórias sexuais e reprodutivas situações de relações sexuais contra a vontade o que os coloca numa situação de vulnerabilidade física e social, atestada pela maior prática de aborto. Palavras-chave: violência sexual; gênero; jovens; aborto. ¹ Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ² Professora Doutora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ³ Professor Doutor do Departamento de Estatística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 122 VOLTAR AO SUMÁRIO A QUALIDADE E A EFETIVIDADE DO SUS Otto Henrique Nienov1 , Cláucia Cambruzzi 1 e César Luis Reichert2 Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Ministério da Saúde, é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado, em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. Objetivos: Descrever a qualidade e a efetividade do SUS e verificar se a unidade básica de saúde está de acordo com a legislação do SUS num município gaúcho de pequeno porte. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, onde foram realizados questionários semiestruturados de caráter investigativo, referentes ao SUS, com usuários de 19 a 86 anos de idade e profissionais da saúde de 19 a 55 anos de idade, que atuam na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Município. Cerca de 74% dos entrevistados era do gênero feminino. Os questionários realizados com os usuários do SUS apuraram a qualidade do serviço e o conhecimento da população referente ao SUS. Os questionários destinados aos profissionais da área da saúde visaram o conhecimento destes profissionais para com o SUS, a qualidade do estabelecimento e do serviço realizado. Também foi realizada uma visita presencial ao local da pesquisa. Resultados: O conhecimento da população referente às leis do SUS é praticamente inexistente e, a maioria, desconhece o Conselho de Saúde do Município. A população sente-se satisfeita e confia nos profissionais e serviços prestados pelo SUS naquela UBS. Por outro lado, os profissionais da UBS afirmam conhecer o SUS na sua integralidade, mas evidenciam que há falhas no sistema de saúde brasileiro. Conclusão: Para se ter saúde, além de profissionais qualificados e boas infraestruturas, é preciso promover ações básicas, como educação, saneamento básico, entre outras melhorias que frisem à promoção, proteção e recuperação da saúde. Também deve haver maior divulgação dos serviços oferecidos pelo SUS e interesse da população em querer conhecer a saúde do país, a fim de obter a universalidade, a integralidade e a equidade dos serviços de saúde, pois é de nosso interesse uma melhor qualidade de vida. Palavras-chave: Sistema Único de Saúde; Promoção da saúde; Saúde pública. 1 Alunos Curso de Biomedicina, Instituto de Ciências da Saúde, Centro Universitário Feevale, Rodovia RS 239, 2755, 93352-000. Novo Hamburgo, RS, Brasil. 2 Professor titular do Centro Universitário Feevale, Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 123 VOLTAR AO SUMÁRIO AURICULOACUPUNTURA NO TRATAMENTO DE DISFUNÇÕES INTESTINAIS Antonio Roberto Rodrigues Abatepaulo1, Gustavo Rocha Garcia2, Leônidas João de Mello Júnior1, Rafael Kremer1, Antônio José Ipólito3 INTRODUÇÃO: A acupuntura é conhecida como um processo terapêutico alternativo. Uma arte milenar chinesa que atualmente vem ganhando espaço no ambiente nacional. Além do tratamento de dores crônicas, a acupuntura mostra-se muito eficiente na amenização de uma série de comprometimentos fisiológicos através de harmonizações energéticas de pontos específicos. A Auriculoterapia trata disfunções e promove analgesia através de estímulos de pontos reflexos localizados no pavilhão auricular. A orelha externa é um dos vários microssistemas do corpo humano, assim como a palma das mãos e a planta dos pés. Ao realizar a estimulação de pontos específicos na orelha envia-se uma mensagem ao sistema nervoso central que por sua vez reflete a informação ao órgão tratado. Embora com sua eficácia comprovada, há poucos relatos no que diz respeito aos distintos tratamentos realizados com utilização da auriculoterapia. OBJETIVO: Acompanhar a resposta de mulheres acometidas por disfunções intestinais ao tratamento por meio da auriculoterapia. METODOLOGIA: 10 mulheres acometidas por disfunções intestinais (intervalo de 96 a 120 horas entre uma evacuação e outra) foram submetidas a dois meses de tratamento por acupuntura auricular, sendo submetidas a uma sessão por semana. Utilizou-se agulhas semi-permanentes de 1,0mm (tonificação dos pontos) e 1,5mm (sedação dos pontos). Os pontos Shen Men, Rim e Intestino Delgado foram tonificados e os pontos SNV e Intestino grosso foram sedados. Os pacientes permaneciam com as agulhas durante uma semana, procedendo-se a troca das agulhas e do pavilhão auricular utilizado a cada retorno. RESULTADOS: 70% dos pacientes obtiveram um alívio significativo dos sintomas com intervalo de aproximadamente 30 horas entre as evacuações, 20% um intervalo de 48 horas e 1% um intervalo de 72 horas. CONCLUSÃO: O tratamento por auriculoterapia mostrou-se eficiente no alívio das disfunções intestinais. 1 Centro Universitário Leonardo da Vinci 2 Faculdade de Medicina de Ribeirão-Preto/USP 3 Sociedade Brasileira de Terapia Chinesa II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 124 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE MOTORA DE RATOS SUBMETIDOS À HIPÓXIA-ISQUÊMIA NEONATAL. CARLETTI, J.V1., GOLDANI, R²., PEREIRA, L.O.³., NETTO, C.A4 Animais submetidos ao modelo de hipóxia-isquemia (HI) neonatal reproduzem achados observados em humanos após esta encefalopatia, tais como déficit cognitivo, motor e comprometimento tecidual nervoso. O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento motor de ratos submetidos à HI neonatal, observando-se a evolução deste comportamento em dois períodos. Foram utilizados ratos Wistar machos e fêmeas com sete dias pós-natal (DPN) para realização da cirurgia de HI. Para avaliação do comportamento motor os testes foram realizados em três dias consecutivos, duas vezes por dia, com início aos 22 ou 42 DPN; diferenças significativas foram consideradas quando p<0,05. O teste do Rota Rod foi realizado com até 300 segundos por tentativa; no teste de suspensão na barra, foi avaliado o tempo e o deslocamento na barra; o teste da escada horizontal também foi utilizado, onde a caminhada dos animais foi filmada para posterior análise. A análise dos resultados indicou que na avaliação com o teste do Rota Rod houve diferença na latência de queda entre os grupos: os ratos HI permaneceram menor tempo no aparato no segundo dia de avaliação, no grupo 22 dias; aos 42 DPN o grupo HI apresentou menor latência no primeiro e segundo dia de avaliação. No teste de suspensão, o grupo HI ficou menos tempo suspenso na barra nos animais avaliados aos 22 DPN no segundo e terceiro dias de teste; aos 42 DPN, os HIs permaneceram menos tempo em suspensão, comparando-se aos controles, no terceiro dia de teste. O deslocamento na barra de suspensão foi menor nos grupos HI, avaliados aos 22 e 42 dias pós-natal, em relação aos grupos controle. Em conclusão, os resultados sugerem que tanto precocemente, 15 dias pós-HI, quanto mais tardiamente, 35 dias pós-HI, é apresentado uma expressiva alteração na coordenação motora nos animais submetidos à HI neonatal. Palavras-Chave: Atividade Motora, HipóxiaIsquemia, Neonatal. ¹ Acadêmica de Biomedicina do Centro Universitário Metodista IPA ² Mestrando em Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Laboratório de Isquemia Cerebral ³ Coorientador, Universidade federal do Rio Grande do Sul, Laboratório de Isquemia Cerebral 4 Orientador, Universidade federal do Rio Grande do Sul, Laboratório de Isquemia Cerebral II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 125 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DA CASUÍSTICA DE RAIVA COM CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA LABORATORIAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL NO PERÍODO DE JANEIRO DE 2008 A JUNHO DE 2009. Samuel Paulo Cibulski1; Helton Fernandes dos Santos1; Hiran Castagnino Kunert Filho1; Ana Paula Muterle Varela1; Thais Fumaco Teixeira1; Diogenes Dezen1; Helena Beatriz de Carvalho Ruthner Batista1; José Carlos Ferreira1; Júlio César de Almeida Rosa1; Paulo Michel Roehe1. Introdução: O vírus da raiva é um importante problema de saúde pública na maioria dos países do mundo. Anualmente, cerca de 10 milhões de pessoas são submetidas a tratamento pósexposição em decorrência de agressões sofridas pelo contato com animais suspeitos. Os estados da região Sul Brasil se mantém livres de raiva urbana (transmitida por cães) há mais de 20 anos. Não obstante, o vírus tem sido mantido em morcegos hematófagos - especialmente no meio rural – e em morcegos não-hematófagos em ambientes urbanos, o que salienta a importância da manutenção de uma vigilância epidemiológica constante. Objetivos: Reportar a casuística da raiva no estado do Rio Grande do Sul, durante o período de janeiro de 2008 a junho de 2009. Metodologia: Foram computados os resultados dos exames diagnósticos para raiva realizados no IPVDF, correspondendo a aproximadamente 95% dos exames laboratoriais para raiva realizados no Estado. A metodologia diagnóstica empregada envolveu provas padronizadas, quais sejam a imunofluorescência direta e a inoculação em camundongos lactentes. A caracterização antigênica das amostras positivas foi realizada frente a um painel de anticorpos monoclonais anti-lissavírus em testes de imunofluorescência indireta sobre tecido nervoso de camundongos infectados. Resultados: Neste período, 5305 amostras foram encaminhadas para análise, originárias de caninos, felinos, bovinos, equinos, quirópteros e outros animais silvestres. Destas, 97/5305 (1,83%) foram positivas. Das 97 amostras positivas, 75 (77,3%) foram de origem bovina, 16 (16,5%) de quirópteros, 4 (4,1%) de eqüinos e 2 (2%) de bubalinos. As amostras foram recebidas de 405 municípios do Estado e 23 destes municípios (5,7%) apresentaram pelo menos um caso positivo da doença, sendo que quatro deles apresentaram casos em mais de uma espécie. A caracterização antigênica revelou que os vírus isolados de herbívoros apresentam características de variantes de origem de morcegos hematófagos. As variantes de morcegos não hematófagos se apresentaram antigenicamente distintas daquelas encontradas em morcegos hematófagos. Conclusão: Os dados aqui reportados indicam que o vírus da raiva se mantém circulando particularmente em morcegos hematófagos no Estado, causando predominantemente a raiva em herbívoros. Ocasionalmente, variantes adaptadas a morcegos não hematófagos tem sido detectadas, geralmente em colônias estabelecidas em áreas urbanas. Palavras-chave: Raiva; Diagnóstico; Rio Grande do Sul. Fepagro Saúde Animal – Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), Eldorado do Sul, RS. 1 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 126 VOLTAR AO SUMÁRIO AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DO BANCO DE CÓRNEAS DA SANTA CASA DE PORTO ALEGRE (2003 – 2007) Veridiana Gobbi Michelon1; Alexandre Seminotti Marcon2; Tatiana Ferreira Michelon3. Introdução: O transplante de córnea constitui um dos mais antigos procedimentos oftalmológicos, fazendo parte da prática médica desde 1930. É capaz de propiciar a recuperação visual de um indivíduo e sua reinserção na sociedade. Assim como todos os demais transplantes, a peculiaridade deste tipo de tratamento decorre da necessidade de retirada do tecido responsável pelo restabelecimento da visão a partir de outro indivíduo proveniente da sociedade, neste caso, em óbito.Objetivo: Descrever a captação de córneas no Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre (CHSCPA) e analisar as atividades do seu Banco de Córneas (BCSCPA) entre 2003 e 2007. Métodos: Análise retrospectiva da captação de córneas no CHSCPA e dos prontuários dos doadores de origem interna e externa atendidos pelo BCSCPA no período. Empregou-se teste t de Student ou Mann-Whitney, Qui-quadrado e descrição de taxas em porcentagem, sendo significativo P<0,05. Resultados: Entre os 11398 óbitos registrados no CHSCPA, 29,5% eram potenciais doadores e 10,6% foram doadores efetivos. A não doação por contra-indicação médica ocorreu em 51,9% e a negativa familiar somou 49,6%. O BCSCPA processou 3785 córneas de 2087 doadores (62,7% captação interna e 37,3% externa).. A taxa global de descarte das córneas processadas foi de 29%, sendo 64% das córneas liberadas destinadas a transplantes ópticos e 36% a enxertos tectônicos. Conclusão: A taxa de negativa familiar para doação de córneas no CHSCPA é elevada e seus doadores mais idosos e com óbito decorrente de neoplasia. A atividade global do BCSCPA tem sido eficiente no processamento e disponibilização de córneas para transplante, podendo ainda otimizar a captação interna e externa bem como a utilização clínica dos tecidos. Palavras-Chave: banco de córnea, transplante de córnea, captação, doador de córnea. 1 Biomédica, formada pelo Centro Universitário Metodista IPA 2 Médico especialista em oftalmologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, doutor em oftalmologia pela Universidade de São Paulo, diretor médico do Banco de Córneas da Santa Casa de Porto Alegre. 3 Médica do Laboratório de Imunologia de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre e do Centro de Imunologia da Reprodução doutora em Patologia, pesquisadora PRODOC-CAPES do Programa de Pós-Graduação em Patologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 127 VOLTAR AO SUMÁRIO CAVIDADES DA LARINGE – REVISÃO E ATUALIZAÇÃO Rafael Kremer 1,2, Antônio Rodrigues Abatepaulo 1, Neuranei Salete Bonfiglio 2 Introdução: Estudos em laringe têm contribuído para o entendimento de variações e doenças deste importante órgão. As publicações recentes e mesmo os livros de anatomia mais tradicionais, não adotam uma uniformidade terminológica e conceitual no que diz respeito às cavidades da laringe, o que acaba gerando confusão e conflito de obras. Objetivo: Este estudo objetivou revisar a literatura para redefinir conceitos e terminologias da cavidade da laringe. Metodologia: Realizou-se uma revisão literária contemporânea e erudita de diferentes escolas de anatomia que tratam do estudo da laringe. Resultado: Observou-se que a terminologia e as definições contemporâneas vêm sofrendo lentamente amputações e distorções devido à falta de fundamentação a respeito da cavidade da laringe. Ressuscitando os conceitos suprimidos como região glótica e supraglótica, o estudo propiciou condições de redefinir os termos: rima glótica e glote, que são amplamente utilizadas em unidades de terapia intensiva, na prática clínica e cirúrgica. Em vista disso há possibilidade de complementar as literaturas disponíveis e de adotar uma uniformidade de terminologia adequada. Conclusão: Devido ao estudo em diferentes obras literárias, houve subsídios para reorganizar fundamentos conceituais anatômicos a respeito das cavidades da laringe. A organização topográfica da cavidade da laringe, baseada nos conceitos dos autores consultados permitiu uma disposição fundamentada das estruturas anatômicas desse órgão. Palavras-chave: Laringe; revisão; terminologia anatômica; anatomia. 1 Docente do Centro Universitário Leonardo da Vinci/UNIASSELVI - Brasil. 2 Docente da Universidade Regional de Blumenau – FURB - Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 128 VOLTAR AO SUMÁRIO COMPORTAMENTOS DA TERCEIRA IDADE EM RELAÇÃO AOS CÂNCERES GINECOLÓGICOS Maria Luisa Brancher Menegazzo1; Fabiana Possamai¹; Caroline Sales Pinto¹; Gladis Lenzi¹, Naiade Fernanda Winter¹, Rafael Kremer³, Antonio Roberto Rodriguez Abatepaulo². Introdução: Apesar do considerável avanço no diagnóstico de cânceres ginecológicos, este ainda é responsável por um alto índice de mortalidade feminina não só no Brasil como no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) ocorrem cerca de 1 milhão de novos casos de câncer de mama por ano, este é uma das doenças de maior impacto na saúde feminina, não somente pelos altos índices de mortalidade como também pelos transtornos físicos e psíquicos. Segundo o Ministério da Saúde o Brasil foi o país que, proporcionalmente, apresentou maior incidência de câncer de mama no início da primeira década do século 21. Com base nessas informações, pode-se afirmar que, enquanto os métodos de prevenção não sejam estabelecidos, o rastreamento deve ser oferecido a todas as mulheres, pois embora os cânceres ginecológicos sejam relativamente raros antes dos 35 anos, sua incidência começa a crescer rapidamente depois dessa idade, continuando com taxas altas de incidência e mortalidade até idades mais avançadas. O tema saúde da mulher é abordado neste estudo, tendo como público alvo mulheres acima de 60 anos, onde serão mostrados seus comportamentos em reação a saúde preventiva. Objetivo: Realizar o levantamento epidemiológico do índice de câncer de mama, colo de útero e ovário, assim como hábitos e comportamentos de mulheres com mais de 60 anos relacionados ao tema. Metodologia: Aplicação de um questionário contendo perguntas sobre a saúde da mulher. As questões foram respondidas de forma individual e sigilosa por mulheres de idade igual ou superior a 60 anos residentes na região do Vale do Itajaí no estado de Santa Catarina, obtendo um total de 349 entrevistas. Resultados: 50% relataram ser expostas a um nível de estresse de médio a alto. 11% nunca passaram por uma consulta ginecológica e apenas 30% das entrevistadas afirmam ir ao ginecologista pelo menos uma vez ao ano. 50% admitiram não conhecer a forma de transmissão do HPV. 43% responderam ter um parente próximo com algum tipo de câncer ginecológico, sendo o de mama com maior incidência, do total de casos relatados, 21% foram a óbito. 35% das mulheres entrevistadas nunca fizeram ou não sabem realizar o auto-exame das mamas. a mamografia 11% das entrevistadas admitiram o desenvolvimento algum tipo de câncer ginecológico. Conclusão: Muitas mulheres da terceira idade ainda sofrem com a falta de informação e auto cuidado, revelando assim um importante e constante grupo de risco no desenvolvimento de cânceres ginecológicos. Palavras-chave: saúde da mulher; câncer ginecológico; comportamentos femininos. ¹Alunos do Curso de Biomediciana- Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina ²Coordenador do Curso de Biomedicia- Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina. 3 Docente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 129 VOLTAR AO SUMÁRIO CONHECIMENTO E COMPORTAMENTO DOS JOVENS DO ENSINO MÉDIO FRENTE À SEXUALIDADE Maria Luisa Brancher Menegazzo1; Fabiana Possamai¹; Caroline Sales Pinto¹;Luiz OLílio Soares Pereira¹, Leônidas João de Mello Júnior3, Antonio Roberto Rodrigues Abatepaulo². Introdução: A adolescência é um período do desenvolvimento humano que se estende, aproximadamente, dos 10 aos 19 anos de idade. O Brasil possui uma população de aproximadamente 34 milhões de jovens, dos quais muitos vivem em uma fase sexualmente ativa. A precocidade em relação ao início da vida sexual (por volta dos 15 anos de idade) pode não significar conhecimentos e atitudes seguras em relação ao ato. Pouco se sabe quanto ao pensamento dos jovens em relação a esse momento e tampouco sobre seus meios de busca do conhecimento. Por mais que haja a exploração do tema, esse jamais se torna cansativo. A cada dia há evidências da necessidade de abordar os aspectos preventivos em relação ao ato sexual. A falta de planejamento familiar e precariedade do atendimento público dificultam a redução dos números hoje vivenciados. Portanto, estudar o comportamento sexual da juventude torna-se de extrema valia para auxiliar nas medidas a serem tomadas frente às campanhas de saúde. Objetivo: Realizar o levantamento do comportamento e conhecimento sobre temas relacionados à sexualidade de jovens estudantes do ensino médio do Vale do Itajaí/SC. Metodologia: Aplicação de um questionário contendo 16 perguntas sobre sexualidade. As questões foram respondidas de forma individual e sigilosa por 567 estudantes do ensino médio do Vale do Itajaí/SC. Resultados: Quanto a primeira relação sexual, ambos os sexos apresentaram resultados semelhantes, 50% já tiveram sua primeira relação, sendo que essa ocorreu entre os 13 e 16 anos. Entre as meninas, 82% tiveram como o primeiro parceiro o namorado, já entre os meninos 40% ocorreu ao acaso, onde 11% deixaram de usar preservativo. 38% dos meninos e 58% das meninas já deixaram de usar preservativo em alguma relação sexual, estando expostos a alguma doença sexualmente transmissível. 3% já desenvolveram gravidez. A maioria tem o conhecimento da ação preventiva da camisinha, sendo que esta e a pílula são os métodos contraceptivos mais conhecidos. 53% das meninas nunca foram ao ginecologista e 50% não conversam sobre o tema nos limites de seus lares. Conclusão: Com os resultados obtidos, pode-se dizer que embora haja um bom grau de cuidados na primeira relação sexual, este não é mantido pelos jovens. Mesmo com uma vida sexual ativa os pais e profissionais de saúde são pouco procurados pelo grupo estudado, fato que pode aumentar os riscos de uma vida sexual ativa. Palavras-chave: adolescentes; educação sexual; prevenção. ¹Alunos do Curso de Biomediciana- Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina ²Coordenador do Curso de Biomedicia- Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina. Docente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina 3 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 130 VOLTAR AO SUMÁRIO DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO DE FUROSEMIDA EM PLASMA POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA Jorge Alessandro Deotti1; Marina Venzon Antunes2; Rafael Linden3. Introdução: Furosemida é um importante fármaco diurético, usado no tratamento de diversas patologias e condições fisiológicas. A determinação de furosemida em plasma e urina é empregada predominantemente em estudos farmacocinéticos com pacientes em tratamento com combinações múltiplas de fármacos, principalmente os que são excretados pela via renal. Além disso, sua determinação também é importante em estudos de bioequivalência e no campo do controle de dopagem. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi desenvolver um método para determinação de furosemida em amostras de plasma humano pelo método de CLAE, empregando um detector de arranjo de diodos (DAD). Metodologia: Uma alíquota de 500µL de plasma, branco ou calibradores foi adicionada de 50µL de padrão interno (300µg/mL de propranolol em Metanol), 100µL de HCl 0,1M e 1000µL de éter etílico, em microtubos de polipropileno de 2mL. Esta mistura foi homogeneizada em agitador vórtex por 30s e centrifugada a 12.000 RPM. Após, 900µL dos sobrenadantes foram evaporadas em banho seco a 45ºC. Os extratos foram retomados com e uma alíquota de 50µL da solução resultante foi injetada no CLAE-DAD. Foi utilizado uma coluna Nucleosil® C8 com uma fase móvel composta de tampão fosfato pH 2,3 (50mM) e acetonitrila (63:37, v/v) e monitorados a 235nm. Resultados: O método apresentou adequada linearidade (r2 > 0,99), utilizando calibradores nas concentrações 1-200µg/mL. A precisão intra-dias e inter-dias (avaliadas em 4, 40 e 160µg/mL) variaram de 5,11 a 8,82% e 3,31 a 9,62%, respectivamente, e a exatidão variou de 94 a 114%. Conclusões: Foi desenvolvido e validado um método simples para determinação de furosemida em amostras de plasma por CLAE, utilizando coluna de fase reversa e eluição isocrática, tornando-o adequado para sua utilização em estudos farmacocinéticos, além de ensaios de bioequivalência envolvendo este fármaco. Palavras-chave: Cromatografia líquida de alta eficiência, furosemida, plasma. 1 Biomédico - Centro Universitário Feevale 2 Biomédica – Laboratório de Toxicologia - Centro Universitário Feevale 3 Docente do Curso de Biomedicina e Farmácia - Centro Universitário Feevale II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 131 VOLTAR AO SUMÁRIO DEXTROCARDIOPATIA – UM ESTUDO DE CASO Mariane Salamoni1; Daniel Franco1; Jhanaina Marcondes1 ; Jennifer Harder1; Juliana Dias1 ; Stephanie Silva1; Mariana Schenato Araujo Pereira2 Introdução: A dextrocardiopatia é uma patologia relacionada à rotação anormal do tubo cardíaco primitivo. Esta anomalia ocorre por volta da 8ª semana do desenvolvimento embrionário e resulta na posição inversa do ápice do coração, ou seja, ele fica voltado para a direita. Este evento pode ocorrer de forma isolada, sendo denominado situs solitus, ou conjuntamente com a mudança de posição de todos os órgãos do corpo (situs inversus). Objetivos: Este trabalho tem como objetivo descrever a dextrocardiopatia em situs solitus assim como analisar as modificações do organismo frente a essa patologia. Metodologia: Esta pesquisa foi desenvolvida através de pesquisa bibliográfica e estudo de caso documental. A pesquisa bibliográfica foi realizada em livros técnicos-científicos e base de dados eletrônica (SCIELO). O estudo de caso documental foi conduzido a partir da análise do prontuário médico de um paciente com diagnóstico de dextrocardia com situs solitus, internado em um hospital pediátrico de grande porte da cidade de Curitiba – PR. Resultados: No início do desenvolvimento embrionário, os tubos cardíacos primitivos fundem-se formando um único tubo, esse se curva e faz uma rotação no eixo y. É a rotação pela direita ou esquerda que estabelece o quadro normal ou patológico (dextrocardia) do desenvolvimento do coração. O paciente L.H.S.A, 5 meses de vida, apresentou, desde o primeiro mês de vida, cianose. Após internamento, a realização de um eletrocardiograma comprovou o quadro clínico de dextrocardiopatia situs solitus uma vez que demonstrou a onda P negativa em D1 e positiva em VR; onda Q profunda em D1 e VL; e complexos QRS progressivamente menores de V1 a V6. O paciente apresentou outras malformações associadas ao quadro de dextrocardia: atresia tricúspide, atresia pulmonar e ramos pulmonares hipoplásicos com estenose. Estes problemas justificaram os sinais cianóticos apresentados por L.H.S.A. já que são resultado da má oxigenação do sangue, pois o sangue arterial, em pouca quantidade, que chega até os pulmões para ser oxigenado mistura-se ao sangue venoso devido à comunicação entre os átrios. Esses fatores associados comprometem a qualidade de vida dos pacientes, e, portanto, medidas paliativas, como correções cirúrgicas, devem ser tomadas. Observou-se que como medida paliativa é freqüente a realização da cirurgia de Blalock (ligando a artéria aorta ao tronco pulmonar), procedimento este realizado pelo paciente. Quando esse estiver em idade apta serão realizadas mais duas cirurgias, estas então de caráter definitivo. Conclusões: Um diagnóstico precoce e eficaz em portadores de dextrocardiopatia é necessário para que sua qualidade de vida não seja altamente prejudicada. O profissional biomédico, ampliando seus conhecimentos sobre este tema, pode participar de pesquisas para que soluções sejam elaboradas para esta e outras cardiopatias. Palavras – chave: Dextrocardia; situs solitus; rotação anormal do tubo cardíaco primitivo. 1 Acadêmicos do curso de Biomedicina – Núcleo de Estudos em Ciências Farmacêuticas e Biomédicas – Faculdades Pequeno Príncipe – Curitiba – Paraná 2 Docente do curso de Biomedicina – Núcleo de Estudos em Ciências Farmacêuticas e Biomédicas – Faculdades Pequeno Príncipe – Curitiba – Paraná II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 132 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DA INGESTÃO CRÔNICA DE ÁLCOOL SOBRE A ATIVIDADE DAS ENZIMAS FOSTASE ÁCIDA, CREATINAQUINASE A REGENERAÇÃO DAS GLÂNDULAS SALIVARES SUBMANDIBULARES DE RATOS ADULTOS Tatiana Wannmacher Lepper, 2Denise Rojas, 3,5Luciane Rosa Feksa, 1 Virginia Cielo Rech, 5Clóvis Milton Duval Wannmacher 4 Introdução: O consumo crônico de bebida alcoólica afeta a mucosa bucal e seus anexos, como as glândulas salivares. A integridade dessas glândulas é crucial para manter o fluxo salivar e a saúde bucal e geral do indivíduo. Alterações na estrutura glandular e na função de algumas enzimas encontradas nesse tecido podem alterar a quantidade e a qualidade da saliva presente, acarretando redução da capacidade tampão da saliva, aumento no risco de cárie e de infecções orais, distúrbios no paladar e xerostomia. Objetivos: Investigar o efeito da ingestão crônica de etanol sobre a regeneração e a atividade das enzimas creatinaquinase (CK) e fosfatase ácida (FA) na glândula submandibular de ratos Wistar machos adultos. Metodologia: Para este estudo experimental foram utilizados dois grupos: teste e controle, cada grupo constituído por 10 ratos Wistar machos de 60 dias de vida. Os ratos do grupo teste foram submetidos à ingestão crônica de álcool etílico 40°GL durante 45 dias e os ratos controles receberam somente água. Após, os animais foram anestesiados com ketamina e submetidos à excisão parcial do lobo esquerdo da glândula submandibular. Transcorrido o período de regeneração (2 e 15 dias), os animais foram sacrificados sob anestesia sendo retiradas as glândulas submandibulares esquerda e direita para a medida das atividades da creatinaquinase (Hughes, 1962) e fosfatase ácida (Bodansky, 1993) e determinação das proteínas (Lowry et al, 1951). Resultado: A ingestão crônica de etanol aumentou a atividade da CK nas glândulas salivares, tanto direita quanto esquerda, após 15 dias de regeneração [p<0,01]. A atividade da FA aumentou nas glândulas salivares direita e esquerda tanto em função do processo de regeneração quanto em função da ingestão crônica de etanol [p<0,01]. Conclusões: Estes resultados sugerem que o processo de regeneração de uma das glândulas estimula à atividade das enzimas estudadas em ambas as glândulas, provavelmente por um mecanismo de compensação e equilíbrio funcional. Além disso, este estímulo das atividades enzimáticas torna-se mais pronunciado quando a regeneração ocorre na presença do etanol, possivelmente em resposta ao seu efeito tóxico. Palavras-chave: álcool, creatinaqunase, fosfatase ácida e glândula salivar. 1Aluno do Curso de Odontologia. Departamento de Bioquímica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre/RS. 2Aluno do Curso de Farmácia. Departamento de Bioquímica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre/RS. 3Docente do Grupo de Pesquisa em Bioanálises, ICS, Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo/RS. 4Docente da UNIFRA, Santa Maria/RS. 5Docente do Departamento de Bioquímica, ICBS, UFRGS, Porto Alegre/RS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 133 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO DE CIMENTO DE ΑLFA-FOSFATO TRICÁLCICO E PLASMA RICO EM PLAQUETAS NA REGENERAÇÃO DE TECIDO ÓSSEO Alessandra Deise Sebben 1; Caroline Peres Klein 2; Camilla Assad 3; Thiago Alexi 3; Martina Lichtenfels 4; Gabriela Hoff 5; Prof. Dr. Luís Alberto dos Santos 6; Prof. Dr. Jefferson Braga da Silva 7 Introdução: Quando lesado, o osso tem a capacidade de retornar à estrutura tecidual original, sem a formação de tecido cicatricial fibroso. Entretanto, lesões muito extensas não se regeneram, pois são rapidamente preenchidas pelo tecido conjuntivo circunjacente. O uso do plasma rico em plaquetas (PRP) é uma excelente alternativa no reparo de lesões ósseas, por ser autógeno, de fácil obtenção, possui concentração plaquetária acima dos níveis fisiológicos e libera fatores de crescimento fundamentais na regeneração óssea. O alfa-fosfato tricálcico (alfa-TCP) é um material inorgânico que tem sido amplamente aplicado na engenharia de tecido ósseo, devido à sua biocompatibilidade, biodegradação e osteocondutividade. Objetivos: O objetivo deste trabalho é avaliar o efeito de cimento de α-fosfato tricálcico (alfa-TCP) e plasma rico em plaquetas (PRP) na regeneração óssea. Metodologia: Neste estudo experimental, foram utilizados 34 ratos WistarKyoto (Rattus novergicus) machos adultos, sendo 4 doadores e 30 animais de experimentação. Estes foram mantidos em biotério, sob condições controladas, estando o presente estudo conforme as normas éticas para pesquisa com animais da Resolução 879 do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Criou-se um defeito cavitário bilateral na diáfise dos fêmures direito e esquerdo de cada animal, com dimensões de 5 mm de comprimento por 2 mm de largura. O experimento foi composto por 5 grupos com 6 ratos cada, e avaliados em 4 e 8 semanas após a cirurgia, dos quais eram o grupo I controle, o grupo II auto-enxerto, o grupo III alfa-TCP, o grupo IV PRP e o grupo V a combinação de alfa-TCP e PRP. Para a obtenção do PRP, coletou-se sangue por punção da carótida dos ratos doadores, que foi centrifugado, aspirado e ativado com cloreto de cálcio e trombina. O alfa-TCP foi fornecido pelo Laboratório de Biomateriais da UFRGS. Durante o pósoperatório, foi aplicado analgésico e antiinflamatório. Resultados: As análises dos resultados estão sendo realizadas através da geração de imagens radiodiagnósticas dos ratos, para posterior análise no programa Image J; os fêmures dos animais serão submetidos a técnicas de imunohistoquímica, sendo as análises histomorfométricas realizadas através do programa Image Pro-Plus 4.5.1. Conclusões: O trabalho está em andamento, sendo que os resultados apontam para evidências de que o PRP e o alfa-TCP apresentam um potencial terapêutico viável no reparo de lesões ósseas. Entretanto, os dados necessitam, ainda, serem analisados estatisticamente para conclusões mais precisas e confiáveis. Palavras-chave: PRP; alfa-TCP; regeneração óssea. Mestranda em Medicina e Ciências da Saúde - PUCRS 1 Graduanda em Biomedicina - FEEVALE 2 Graduandos em Medicina - PUCRS 3 Bióloga, Laboratório de Habilidades Médicas e Pesquisa Cirúrgica - PUCRS 4 Docente da Faculdade de Física - PUCRS 5 Coordenador do Laboratório de Biomateriais - UFRGS 6 Docente do PRPPG de Medicina e Ciências da Saúde - PUCRS 7 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 134 VOLTAR AO SUMÁRIO EFEITO HIPOTRIGLICERIDÊMICO DE Garcinia cambogia NÃO SE RELACIONA COM ALTERAÇÕES DOS NÍVEIS DE ADIPOCINAS EM MULHERES OBESAS Ricardo Schneider Junior1; Tiago Antônio Pollo¹; Luiz Carlos Klein¹; Andressa Falavigna¹; Andressa Santos¹; Weber, MH²; Simone Rossetto²; Carlos Augusto Vasques³. Introdução: Garcinia cambogia pode promover a melhora do perfil lipídico, pois seu composto majoritário, o ácido hidroxicítrico (AHC), bloqueia a ATP-citrato-liase e parece reduzir a lipogênese. Em animais, AHC reduziu os níveis de leptina, uma adipocina que se correlaciona positivamente à trigliceridemia em humanos. Outra adipocina, a adiponectina, se relaciona negativamente com dislipidemias. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do tratamento com extrato de G. cambogia sobre a melhora do perfil lipídico e parâmetros antropométricos de mulheres com excesso de peso corporal, assim como verificar sua capacidade de promover alterações nos níveis séricos de leptina e adiponectina. Metodologia: Participaram deste estudo duplo-cego 26 mulheres (10 placebo e 16 tratado), com IMC > 25 kg/m² (32,6 ±4 kg/m²) e idade entre 25-60 anos (42,2 ±11 anos), as quais receberam doses diárias de 2,4g (800mg três vezes/dia) de extrato padronizado de garcinia (50% de AHC) ou placebo durante 60 dias, além de prescrição dietética, reduzindo o consumo calórico para 1523 ±185 kcal/d em média. As participantes não faziam uso de anoréticos ou hipolipemiantes. Imediatamente antes e após o tratamento avaliou-se: peso, IMC, circunferência da cintura e % de gordura corporal obtido por impedância bioelétrica; perfil lipídico, incluindo triglicerídeos (TG), colesterol total (CT) e HDL, analisados por colorimetria enzimática, exceto LDL que foi estimado pela equação de Friedwald; níveis séricos de leptina e adiponectina foram analisados por imuno-absorbância enzimática. Resultados: O grupo tratado reduziu significativamente TG (144,5 ±38 para 109,0 ±33 mg/dL, p= 0,0002) e CT (192,2 ±17 para 170,7 ±19 mg/dL, p= 0,0008), mas somente a variação média pós-tratamento de TG diferencio-se significativamente frente ao placebo (p= 0,034) As médias de LDL, HDL, leptina e adiponectina não foram alteradas significativamente após os 60 dias de tratamento (116,2 ±18 mg/dL, 46,0 ±12 mg/dL, 39,3 ±16 ng/mL e 23,0 ±16 mc/ mL para 102,5 ±21 mg/dL, 46,1 ±12 mg/dL, 37,2 ±15 ng/mL e 20,4 ±19 mc/mL, respectivamente). Nenhuma resposta significativa foi verificada sobre as variáveis antropométricas. Conclusões: O tratamento em curto prazo com Garcinia cambogia produziu um efeito hipotrigliceridêmico, o qual não parece estar relacionado com alterações dos níveis de leptina ou adiponectina. Palavras-chaves: ácido hidroxicítrico; adiponectina; Garcinia cambogia; leptina; obesidade. ¹Acadêmicos do grupo de pesquisa em saúde humana e ambiente-Centro Universitário Feevale-Brasil. ² Docentes dos cursos de Nutrição e Biomedicina-Centro Universitário Feevale-Brasil. ³ Professor orientador, pesquisador do grupo de pesquisa em saúde humana e ambiente-Centro Universitário Feevale-Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 135 VOLTAR AO SUMÁRIO ESTUDO DO COMPORTAMENTE DE MULHERES JOVENS EM RELAÇÃO À SAÚDE PREVENTIVA Emerson Jose dos Reis1, Rafael Kremer¹, Gabriela Boemer Amaral¹, Graziela Estácio da Luz de Lima¹, Ketlei Kirchner do Nascimento¹, Antonio Roberto Rodriguez Abatepaulo². Introdução: Embora haja atualmente uma grande mídia no alerta da população frente aos cuidados necessários para com a saúde, principalmente em relação ao desenvolvimento de cânceres ginecológicos, nem sempre essas informações são assimiladas como deveriam. Por exemplo, dados do Ministério da Saúde relatam que o câncer de colo do útero corresponde, aproximadamente, a 15% de todos os cânceres que ocorrem no sexo feminino. As taxas de mortalidade referentes ao período de 1979 a 1998 evidenciam uma elevação de 29% (de 3,44 para 4,45 por 100.000 mulheres). Seu pico de incidência situa-se entre os 40 e 60 anos de idade, sendo pouco freqüente abaixo dos 30 anos. Estima-se que cerca de 40% das mulheres brasileiras nunca tenham sido submetidas ao exame cito patológico (Papanicolaou). Mediante os dados apresentados, o presente estudo foca o comportamento de mulheres entre 20 e 40 anos de idade frente aos aspectos epidemiológicos e preventivos de cânceres ginecológicos. Objetivo: Realizar o levantamento epidemiológico do índice de câncer de mama, colo de útero e ovário, assim como hábitos e comportamentos de mulheres com idade de 20 a 40 anos relacionados ao tema. Metodologia: Aplicação de um questionário contendo perguntas sobre a saúde da mulher. As questões foram respondidas de forma individual e sigilosa pelas mulheres acima mencionadas residentes na região do Vale do Itajaí no estado de Santa Catarina, obtendo um total de 971 entrevistas. Resultados: 15% delas são fumantes em media há mais de 4 anos. Das entrevistadas 83% já fizeram uso de contraceptivos, sendo que 21% usaram por mais de 10 anos. Observou-se também que 57% já tiveram pelo menos um filho, e a média do tempo de amamentação foi de 1 ano. Outro dado que chama a atenção é que 25% desconhecem que o câncer de colo de útero pode se desencadear através de um vírus transmitido sexualmente. Apenas 9% nunca fizeram o exame de Papanicolau, 37% raramente usam preservativos e 29% têm ou já tiveram algum parente de 1° grau com câncer, sendo. Outros exames de rotina como mamografia, nunca foi realizado por 54% das entrevistadas e 41% nunca fizeram ultrasom de útero e ovários, alem disso, 63% nunca ou raramente realiza o auto-exame das mamas. Das entrevistadas, 20% já desenvolveram algum tipo de câncer, sendo um número consideravelmente elevado para mulheres abaixo de 40 anos. Conclusão: Mulheres, mesmo com idade mais jovem, apresentam alta incidência de câncer ginecológico, em contrapartida deixam a desejar no que diz respeito às medidas preventivas. Palavras-chave: saúde da mulher; câncer ginecológico; comportamentos femininos. ¹Aluno do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina ²Docente do Curso de Biomedicina- Centro Universitário Leonardo da Vinci-Blumenau-Santa Catarina. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 136 VOLTAR AO SUMÁRIO ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E COMPORTAMENTAL DA POPULAÇÃO DE BLUMENAU E REGIÃO PERANTE AO DIABETES Camila da Silva Ferraz1; Bruna Letícia Reinicke1; Jeovani Schmitt2, Antônio Roberto Rodrigues Abatepaulo² Introdução: Pesquisas mostram que as taxas de pacientes diagnosticados com diabetes no Brasil tem índices relevantes, podendo se enquadrar como umas patologias de grande acometimento da população em geral. O avanço tecnológico, a falta de tempo e a alimentação cada vez mais industrializada contribuem para o aumento destes índices, uma vez que as pessoas em detrimento do conforto, facilidade e agilidade têm ficado cada vez mais sedentárias e aderindo a uma alimentação mais rápida e menos saudável. A maioria das pessoas sabe dizer o que é a diabetes, mas não sabem como ela acontece, seus sintomas e como seus hábitos de vida podem ajudar a prevenir a doença. Objetivos: Este trabalho tem o objetivo de analisar a situação epidemiológica e comportamental da população da cidade de Blumenau e regiões vizinhas frente à diabetes. Metodologia: Realização de teste de dosagem glicêmica e aplicação de questionário abordando sobre hábitos cotidianos e exames periódicos de prevenção. Resultados: 53% das pessoas avaliadas eram mulheres contra 47% de homens. A maioria das pessoas que se submeteram à coleta de material estavam em momento de coleta aleatório ou pósprandial. Em relação a dosagem glicêmica aproximadamente 8,8% dos avaliados demonstraram índice de glicose abaixo da média considerada normal e 2,6% tiveram este índice elevado, já estando em algum tipo de tratamento para diabetes. 277 pessoas (88%) responderam saber o que é diabetes, 56% controlam seus índices glicêmicos regularmente. 92% não se considera obeso, sendo que 57% pratica algum tipo de atividade física regular. Conclusão: Na cidade de Blumenau e região os índices mostram uma perspectiva otimista. Embora sem saber como prevenir, a maioria das pessoas sabe o que é a diabetes e mais da metade dos avaliados pratica alguma atividade física, o que favorece a prevenção da doença. Mais de 90% das pessoas mantém o peso de acordo com sua estrutura corpórea, o que também contribui para uma vida mais saudável. Com um pouco mais de conscientização sobre hábitos alimentares mais saudáveis e maior controle periódico sobre exames de sangue, podemos melhorar ainda mais os índices desta população. Palavras Chaves: Diabetes. Índices glicêmicos. Prevenção. ¹ Alunos do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi ² Docente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 137 VOLTAR AO SUMÁRIO IMPLANTAÇÃO DE BANCO DE DNA CRIMINAL NO BRASIL: ASPECTOS RELACIONADOS Mariana Barbieri de Azevedo1; Anamaria Gonçalves Feijó². Banco de dados de DNA é um armazenamento de informações genéticas com um fim determinado. Este banco em particular tem caráter forense ou militar, e várias críticas tem sido feitas a sua utilização tanto do ponto de vista tecnológico quanto ético. Esse trabalho visa a discussão sobre a implantação de um banco de DNA criminal, a partir da análise crítica dos aspectos positivos e negativos desta implantação ressaltando questões éticas. A metodologia empregada na pesquisa foi de cunho teórico utilizando o método dialético como orientador do processo de investigação e análise do material bibliográfico encontrado, pertinente ao tema em pauta. Para implantação de um banco de DNA criminal no Brasil, alguns aspectos devem ser considerados, como, tipos de pessoas que devem ser incluídas, tipos de delitos, período de disponibilidade de um dado em um banco de dados, gestão de uma base de dados, tipo de amostras e questões técnicas. A implantação de um banco poderia facilitar a identificação de suspeitos e indiciados criminais, podendo representar a diminuição da impunidade e/ou uma poderosa arma para o auxílio de casos difíceis. O DNA pode ser utilizado como meio de prova para auxiliar o esclarecimento em vários tipos de condutas delituosas, em casos de catástrofes naturais, acidentes em largas escalas, guerras, terrorismo, identificação de parentesco e até para inocentar suspeitos entre outros. Quando se fala em um banco de dados genéticos para fins criminais deve-se ter em mente que este seria mais uma ferramenta a disposição da justiça e não a resposta efetiva de um questionamento jurídico. Em função disto a implantação deste tipo de banco genético pode trazer benefícios assim como também suscitar conflitos perante os direitos fundamentais/ constitucionais. Palavras-chave: Banco de DNA; banco criminal; perfis de DNA. ¹ Graduada em Biomedicina pelo Centro Universitário Feevale, Especialista em Biologia e Genética Forense, PUCRS. ² Doutora em Filosofia com ênfase em Bioética; Docente da Faculdade de Biociências da PUCRS. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 138 VOLTAR AO SUMÁRIO Importância dos níveis de Folato e Vitamina B12 em trabalhadores expostos ocupacionalmente ao chumbo Renato Minozzo1, Gustavo Muller Lara1 , Edson Leandro de Ávila Minozzo2, Renato Santos Mello3 Introdução: O chumbo é muito usado na produção de vários produtos. O chumbo pode induzir toxicidade hematológica, neurológica, renal, reprodutiva e endócrina, pode ainda causar danos esqueléticos, cardíacos, gastrintestinais e até carcinogênese. O folato e vitamina B12 são micronutrientes importantes na prevenção de doenças e também fundamentais na estabilidade do DNA. Objetivo: Verificar se os níveis de chumbo no sangue estão dentro das normas Brasileiras para expostos ao metal e se os níveis de folato e vitamina B12 não estão deficientes. Metodologias: Estudo de prevalência em 53 homens de idade entre 18 e 55 anos, que trabalham na indústria e reciclagem de baterias automotivas na grande Porto Alegre. O grupo controle foi constituído de 53 homens sem exposição e da mesma idade. Para a determinação da concentração de chumbo no sangue. Foi dosado o nível de chumbo no sangue, folato e vitamina B12. Resultados: A maior parte dos trabalhadores 42 (79,2%) encontra-se acima dos limites do biomonitoramento ocupacional que é de 40µg/dL, sendo que 23 (43,4%) estão acima do Índice biológico máximo Permitido (60µg/dL). Os níveis de folato e vitamina B12 estão dentro dos valores referenciais. Conclusão: A partir da análise dos resultados e dados da literatura, podemos concluir que os trabalhadores estão na grande maioria estão com níveis de plumbemia fora das normas Brasileiras, e os níveis de folato e vitamina B12 dentro dos valores de referencias, porém, estudos demonstram a necessidade de valores maiores para estes micronutrientes para a estabilidade genômica. Palavras-chave: Folato, Vitamina B12, Chumbo, Exposição ocupacional. 1 Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale 2 Professor do Centro Universitário La Salle 3 Professor da Universidade Luterana do Brasil - Canoas - RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 139 VOLTAR AO SUMÁRIO INFLUÊNCIA DA DISFUNÇÃO ENDOTELIAL E DO ESTRESSE OXIDATIVO NA RESPOSTA IMUNE DA ASMA Leticia Levitan Traub1; Mariana Garbin de Almeida1. Introdução: O estresse oxidativo e a disfunção endotelial são agravantes da asma alérgica. Doença crônica de hipersensibilidade que acomete as vias aéreas, a asma se caracteriza, principalmente, pela inflamação e pela constrição dos brônquios. A bronquioconstrição é gerada por uma reunião de fatores, dentre eles o aumento da produção de histaminas pela ativação do sistema imune originada pelo processo inflamatório no endotélio dos brônquios. Os altos níveis de espécies reativas de oxigênio, devido à um estresse oxidativo (EO) típico da doença, induzem modificações estruturais e funcionais das vias aéreas e de seus compartimentos, abrangendo todo um remodelamento brônquico característico. Ocasionada principalmente pelos mediadores de eosinófilos, mastócitos e basófilos liberados durante o processo inflamatório, a lesão e conseqüente disfunção endotelial, somada ao EO, acarreta a piora da sintomatologia clínica do asmático. Objetivos: Este artigo apresenta como objetivo realizar uma revisão bibliográfica da influência da disfunção endotelial e do estresse oxidativo na resposta imune da asma, visando uma melhor compreensão desses processos fisiológicos na doença. Metodologia: Este é um estudo de revisão bibliográfica, onde foram utilizados sites de busca, artigos científicos e livros já publicados sobre asma, estresse oxidativo e disfunção endotelial. Resultados: Como resultado da pesquisa foi possível identificar que a disfunção endotelial contribui muito favoravelmente a asma, tanto no aspecto pró-inflamatório, quanto nos aspectos constritores, pró-coaguladores e pró-oxidantes. Também pudemos observar que o evidente EO da asma está correlacionado a essa disfunção. Além de estar diretamente ligado às fisiopatologias clínicas da asma, o endotélio também é extremamente prejudicado pelas mesmas, uma vez que os eosinófilos, o EO e as proteases neutras (além de várias outras substâncias e fatores) lesam e alteram a estrutura e a função do mesmo. Conclusões: Conclui-se, então, que o endotélio vascular tanto contribui para o processo inflamatório e para o estresse oxidativo, quanto é afetado pelos mesmos; ressaltandose o fato de a literatura ainda ser escassa sobre o exato papel da disfunção endotelial e de sua contribuição na asma, além de sua correlação com o EO evidente na doença. Palavras-chave: Asma; hipersensibilidade imediata; disfunção endotelial; estresse oxidativo. 1 Alunas do Curso de Biomedicina - Centro Universitário Metodista IPA - POA/RS - Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 140 VOLTAR AO SUMÁRIO LEVANTAMENTO DAS PRINCIPAIS MICOSES CUTÂNEAS NA EQUIPE DE LIMPEZA DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA- UNICRUZ Francine Luciano Rahmeier1; Yana Picinin Sandri1, Vanessa Librelotto Dalepiane Naumann2 INTRODUÇÃO: Os fungos são organismos saprófitas, mas que em condições favoráveis, como alta umidade e calor, se tornam capazes de gerar infecções na pele, chamadas micoses cutâneas. As micoses cutâneas são um tipo de doença fúngica que afetam a pele, pêlos e unhas, e podem ser causadas por fungos dermatófitos, fungos anemófilos e leveduras. Estes fungos podem causar infecções chamadas de onicomicoses, que afetam as unhas, Tinea pedis, que afeta os pés, e Tinea manum, que afeta as mãos. OBJETIVO: Este trabalho tem como objetivo realizar um levantamento das principais micoses cutâneas na equipe de limpeza da UNICRUZ. METODOGIA: Trata-se de um estudo experimental, onde foram coletadas amostras de 15 pessoas entre os meses de outubro e novembro de 2008, a fim de avaliar as principais micoses cutâneas presentes nesta população, tendo um total de 33 amostras. As amostras coletadas das unhas e espaços interdigitais, tanto dos pés como das mãos, foram examinadas por clarificação com KOH a 40% e 20%, respectivamente, e cultivadas em Agar Sabouraud e Mycosel. RESULTADOS: Através dos resultados obtidos, foi possível constatar que 80% das amostras possuíam micose, onde 53,3% destes tiveram cultura e exame direto positivos. O tipo de micose mais encontrada foi a Tinea ungueum podal, em 33,3% dos casos. Os agentes mais encontrados foram o Trichophyton mentagrophytes (20%) e Candida albicans (20%). CONCLUSÃO: Concluise, portanto, que o uso de calçados fechados e luvas, são importantes fatores que contribuem para o desenvolvimento de micoses. PALAVRAS CHAVE: onicomicoses, tinea dos pés e das mãos, candidíase e umidade. 1 Acadêmicas do Curso de Biomedicina, Universidade de Cruz Alta, UNICRUZ 2 Docente do Curso de Biomedicina, Universidade de Cruz Alta, UNICRUZ II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 141 VOLTAR AO SUMÁRIO MODELO EXPERIMENTAL EM RATO NO REPARO ÓSSEO DO FÊMUR UTILIZANDO CÉLULAS-TRONCO MONONUCLEARES E PLASMA RICO EM PLAQUETAS Márcia Illana Kopschina1; Caroline Peres Klein2,3; Tiago Alexi3; Camilla Assad3; Prof. Dra. Gabriela Hoff4; Prof. Dr. Jefferson Luis Braga da Silva5 Introdução: A utilização de células-tronco humanas surge como alternativa da terapia celular na regeneração tecidual. Células-tronco são capazes de se diferenciar em tipos celulares específicos, sendo uma fonte renovável de células e tecidos. Com as novas tecnologias para regeneração óssea e o entendimento das interações que ocorrem nos eventos de reparo, criamse novas expectativas de recuperação óssea em situações que, anteriormente eram tidas como irreparáveis, visando uma possível aplicação futura. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo avaliar a adesão, proliferação e a diferenciação de células-tronco mononucleares (MO) sobre o defeito em osso longo, com adição do gel de plasma rico em plaquetas (PRP) e TGF-beta (fator de crescimento transformador Beta), ambos em associação com células mononucleares e, por fim, verificar o reparo ósseo. Metodologia: Estudo experimental laboratorial controlado. Serão usados 39 ratos isogênicos Wistar-Kyoto adultos, dos quais 33 serão receptores fêmeas e 6 doadores machos. Os animais serão divididos em 3 grupos: o grupo 1 (G1) receberá o tratamento com MO e TGF-beta, o grupo 2 (G2) receberá MO, TGF-beta e PRP e o grupo 3 (G3) MO e PRP. No grupo controle (GC) será aplicada solução salina. Após receberem anestesia com solução de Cetamina e Clorpromazina, os animais serão submetidos à criação de um defeito bilateral nos fêmures – fêmur direito com tratamento e esquerdo controle -, com aproximadamente 5 mm de comprimento, 2,5 mm de largura e profundidade suficiente para alcançar o canal medular. As células mononucleares serão obtidas a partir da medula óssea do fêmur dos ratos doadores e separadas por centrifugação, Histopaque-1077. A viabilidade celular será avaliada pelo método de exclusão com azul-tripan em hemocitômetro. Para a obtenção do PRP, será feita uma punção cardíaca retirando 6 mL de sangue de cada animal doador, o qual será centrifugado e coletado em um volume de 10%, referente ao PRP. O fator de crescimento TGF- beta será adquirido do Lab. Biosource. A avaliação será feita por radiografia e análise imunohistoquímica. Os dados serão submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias confirmadas ao nível de 5% de significância, com auxílio do software SPSS. Conclusão: A terapia celular pode ser uma alternativa na promoção do reparo de lesões. Novas tecnologias para a regeneração óssea, dentre elas materiais biológicos como o PRP e MO, proporcionam um entendimento das interações que ocorrem no reparo. Palavras-Chave: Reparo ósseo; células-tronco mononucleares; plasma rico em plaquetas. Mestranda em Medicina e Ciências da Saúde - PUCRS 1 Acadêmica de Biomedicina, FEEVALE 2 Laboratório de Habilidades Médicas, PUCRS 3 Docente da Faculdade de Física, PUCRS 4 Docente do PRPPG de Medicina e Ciências da Saúde - PUCRS 5 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 142 VOLTAR AO SUMÁRIO MORFOMETRIA DO FÊMUR PROXIMAL EM HOMENS Denis Guilherme Guedert 1, Bruna Nicole Tafner 1, Thais Schulz Kemper 1, Antônio Rodrigues Abatepaulo 2 , Neuranei Salete Bonfiglio 3, Rafael Kremer 2,3 Introdução: O fêmur é um osso sujeito a ação de forças de compressão, torção e envergamento quando requerido na sustentação do peso. As características morfológicas da sua extremidade proximal são importantes para uma adequada transferência de forças sem a produção de fraturas, bem como o desenvolvimento de outros processos patológicos durante a movimentação da articulação do quadril. Para tanto a disposição do ângulo colodiafisário, da anteversão, da largura e do comprimento do colo do fêmur influenciam na transmissão de forças e na movimentação da articulação do quadril. Objetivo: Verificar as medidas morfológicas do fêmur proximal adulto de homem da região do Médio Vale do Itajaí para estabelecer parâmetros de comparação entre as medidas dessas variáveis em brasileiros e no padrão mundial. Metodologia: Foram utilizados 50 fêmures secos de cadáveres do Laboratório de Anatomia da Universidade Regional de Blumenau - FURB. Para obtenção do valor do ângulo colodiafisário e da anteversão colo do fêmur foi utilizado o goniômetro. Para medir a largura e o comprimento do colo do fêmur foi utilizada régua convencional. Resultados: O ângulo de anteversão do colo do fêmur obteve média de 21º + 6,15º diferentemente do padrão de 16º para idade adulta de homens, tendendo á excessiva anteversão. O ângulo colodiafisário obteve média de 130,96º+6,22º, sendo superior a medida padrão de brasileiros e mundial, revelando predisposição para formação de coxa valga na região do Médio Vale do Itajaí. O comprimento médio do colo do fêmur foi de 34,1+3,8 mm e a largura média foi de 33,5+3,3mm, apresentando-se elevado em referência a trabalhos nacionais e normal para o padrão mundial. Conclusão: As medidas morfológicas do fêmur proximal adulto de homem da região do Médio Vale do Itajaí difere dos padrões nacionais e internacionais. Palavras-chave: Vale do Itajaí, fêmur, antropometria, anatomia. 1 Aluno do Curso de Fisioterapia - Universidade Regional de Blumenau /FURB - Brasil. 2 Docente do Centro Universitário Leonardo da Vinci/UNIASSELVI - Brasil. 3 Docente da Universidade Regional de Blumenau – FURB - Brasil II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 143 VOLTAR AO SUMÁRIO O USO DE ISOFLAVONAS DE SOJA NO TRATAMENTO DOS SINTOMAS DO CLIMATÉRIO Adriana Varaschini1, Monique Theissen Mendel1, Edna Sayuri Suyenaga3 Introdução: A expectativa de vida vem aumentando entre os brasileiros e, com isso, aumenta o número de mulheres que atingem o climatério. A principal característica neste período é a depleção dos folículos ovarianos e falência funcional do ovário, com cessação permanente das menstruações. Nela ocorre um decréscimo importante da produção hormonal feminina e esta modificação pode atingir outros órgãos e sistemas simultaneamente. Como conseqüência, ocorrem mudanças hormonais que podem gerar sintomas desagradáveis. É recomendada a terapia de reposição hormonal (TRH) a fim de minimizá-los. Porém, têm-se observado muitos efeitos adversos com o emprego do arsenal terapêutico atualmente disponível, como risco do surgimento de complicações cardiovasculares e desenvolvimento de cânceres hormônio-dependentes. Como uma possível alternativa farmacológica, tem se estudado nos últimos anos, o emprego de isoflavonas na TRH. Objetivos: O objetivo deste trabalho é realizar um levantamento bibliográfico sobre os efeitos das isoflavonas nos sintomas do climatério. Metodologia: A metodologia utilizada foi através de uma breve revisão sistemática em artigos científicos e livros especializados. Desenvolvimento: As isoflavonas apresentam atividade estrogênica que parece gerar efeitos positivos em alguns dos sintomas climatéricos, tais como aos relacionados às alterações vasomotoras, modificações urogenitais e osteoporose. Porém, alguns estudos não demonstraram efeitos benéficos das isoflavonas, como a redução nas taxas de colesterol. Conclusões: Estas substâncias demonstraram ser eficazes para alguns dos sintomas climatéricos, em destaque a redução dos foganchos e na redução da perda óssea. Palavras-chave: fitoestrógenos, isoflavonas, climatério. 1 Discente do Curso de Ciências Farmacêuticas do Centro Universitário Feevale - Brasil. 2 Docente do Curso de Ciências Farmacêuticas do Centro Universitário Feevale - Brasil. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 144 VOLTAR AO SUMÁRIO PROPOSTA DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM PARA A AULA DE PARASITOLOGIA Juliana Costa Vasseur1; Marta Bez2; Rejane G. Tavares3 Introdução: O presente resumo aborda a utilização de Objetos de Aprendizagem (OA) como uma alternativa metodológica para o ensino da Parasitologia. Foram desenvolvidos OA e, posteriormente, testados com uma turma de Parasitologia do curso de Biomedicina de um Centro Universitário. Objetivos: Desenvolver OA para auxiliar no ensino da Parasitologia e, posteriormente, verificar a percepção dos alunos com relação ao uso de OA em sala de aula. Metodologia: Utilizando Flash e Visual Basic, foram desenvolvidos quatro OA que posteriormente foram testados e avaliados por alunos do curso de Biomedicina. Para que este desenvolvimento fosse viável, contou-se com a participação de uma professora do curso de Biomedicina, que além do fornecimento de questões e do material de apoio utilizado no desenvolvimento dos OA, também definiu o foco principal em dois helmintos de grande ocorrência: Áscaris Lumbricóides e Trichuris Trichiura. Para a avaliação, estruturou-se um questionário com questões fechadas de escolha única e escalares, incluindo questões de perfil e sobre conhecimentos de informática, além de itens para medir o grau de importância dos alunos quanto aos OA em geral e o grau de satisfação quanto aos OA utilizados. Optou-se por uma pesquisa descritiva com enfoque quantitativo. Resultados: Através dos resultados obtidos, percebe-se que os alunos entrevistados valorizam mais as questões quanto a usabilidade e potencial dos OA como ferramenta de ensino, do que questões quanto ao design. Também se verificou que as maiores médias atribuídas na avaliação são provenientes de alunos com conhecimento ‘alto’ ou ‘muito alto’ de ferramentas básicas de informática, o que demonstra a facilidade dos mesmos com relação ao uso de ferramentas como alternativa de ensino. Percebe-se que as menores médias ficaram na avaliação de atributos como ‘quantidade de material e imagens’, o que facilita a melhoria dos mesmos, uma vez que os pontos fracos já foram identificados. Conclusões: Após a experimentação em sala de aula e avaliação dos OA desenvolvidos, percebe-se que, de uma maneira geral, a resposta dos alunos quanto a utilização desta ferramenta para a diversificação das aulas da disciplina de Parasitologia, foi bastante positiva. Todos os OA receberam uma boa avaliação, principalmente em questões sobre o potencial como ferramenta de ensino’, o que demonstra que os OA desenvolvidos estão atendendo às expectativas dos alunos e em sintonia com o objetivo dos OA em geral. Palavras-chave: Objetos de Aprendizagem; Especificação de Metadados; Parasitologia. 1 Aluna de Sistemas de Informação – Centro Universitário Feevale – Novo Hamburgo. 2 Docente de Sistemas de Informação – Centro Universitário Feevale – Novo Hamburgo. 3 Docente de Biomedicina – Centro Universitário Feevale – Novo Hamburgo. II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 145 VOLTAR AO SUMÁRIO RISCO OCUPACIONAL EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS AO CHUMBO E SUA RELAÇÃO COM OS NÍVEIS DE MICRONUTRIENTES Renato Minozzo1, Renato Santos Mello2, Juliana da Silva2 Introdução: Danos genéticos podem acontecer espontaneamente em condições metabólicas normais e serem aumentados através da exposição a agentes mutagênicos e carcinogênicos ambientais, ou ainda em situações dietéticas deficientes. A maioria dos estudos sobre biomonitoramento, considera apenas a interação gene-genotoxinas na prevenção de danos no DNA. No entanto, essa interação é importante não só no estabelecimento de recomendações dietéticas adequadas à manutenção da estabilidade do genoma, mas também quando são realizados estudos dos efeitos de exposições ocupacionais a agentes mutagênicos e carcinogênicos. Objetivos: Avaliar os riscos da exposição ao chumbo, bem como a influência do folato e da vitamina B12 sobre a instabilidade do genoma. Metodologia: Esta investigação foi realizada em um total de 53 trabalhadores do sexo masculino expostos ao chumbo e em 53 indivíduos controle. Para análise do dano genético utilizou-se teste de micronúcleos e ensaio cometa. A quantificação de vitamina B12 e folato foram realizadas no soro por quimiluminescência. Resultados: Mostram valores de plumbemia 20 vezes maiores que no grupo controle, apresentando ainda anemia. No teste de Micronúcleos, encontraram-se diferenças estatisticamente significantes entre o grupo controle e o exposto em diferentes parâmetros como freqüência de micronúcleos, brotos nucleares, pontes nucleoplasmáticas, índice de divisão nuclear, apoptose e necrose. No Ensaio Cometa, foram encontradas diferenças estatisticamente significantes nos parâmetros freqüência de dano e índice de dano. Nos níveis de folato e vitamina B12, não foram encontrados diferenças significantes. Conclusões: Os dados mostram que, tanto no grupo controle como no exposto ao chumbo não há correlação significativa do folato ou vitamina B12 com os parâmetros analisados, exceto a correlação positiva encontrada entre folato e idade e folato e micronúcleos. Encontrou-se ainda correlação entre vitamina B12 e índice de divisão nuclear. O grupo de expostos ao chumbo apresentou valores elevados deste metal, que levou a uma anemia e aumento de danos ao DNA, avaliados pelo Ensaio Cometa e Teste de Micronúcleos. Além disto, não foi possível demonstrar correlação com os níveis de folato e vitamina B12, sendo que testes para este grupo de estudo estão dentro dos valores de referência. Palavras-chave: Intoxicação por chumbo, Exposição ocupacional, Ensaio Cometa, Teste de Micronúcleos, folato, vitamina B12. 1 Curso de Biomedicina - Centro Universitário Feevale 2 Professor da Universidade Luterana do Brasil - Canoas – RS II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 146 VOLTAR AO SUMÁRIO SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE, UM TABU A SER QUEBRADO Deise Beppler Bento1; Jader David Klug1; Márcio de Souza1; Viviane Bueno da Silva1; Anna Paula dos Santos1; Ritieli Barbieri de Souza1; Thamires Heloísa Tiburcio1; Tandara Zenther1; Rosangela Heckert1; Leônidas João de Mello Júnior2 Antônio Roberto Rodrigues Abatepaulo2. Introdução: A sexualidade, embora muito discutida, é um tema de difícil entendimento por parte das sociedades existentes, principalmente no caso dos idosos, dificultando-lhes a superação de seus problemas. Acredita-se que, através do esclarecimento acerca das informações distorcidas que se difundem em relação à sexualidade poder-se-á contribuir para a diminuição das crenças e tabus sobre um assunto tão cheio de preconceitos. De acordo com os dados do IBGE-1994, o número de pessoas acima de 60 anos vem crescendo no Brasil e no mundo (ARÁN, 2008). Várias pesquisas estão sendo realizadas nas áreas médica e social, pois a necessidade de conhecer essa população aumenta a cada dia. No entanto, em relação à sexualidade, existem poucas pesquisas voltadas para esse grupo específico. Segundo Gonzalez (2008), a falta de informação sobre o processo de envelhecimento, assim como das mudanças na sexualidade em diferentes faixas etárias, especialmente na velhice, tem auxiliado a manutenção de preconceitos e conseqüente estagnação da atividade sexual das pessoas com mais idade. Portanto, é extremamente valioso o estudo das idéias e atitudes pertencentes a esse grupo na busca de importantes medidas que podem ser tomadas na tentativa de reduzir o aumento do número de soropositivos em casais. Objetivo: Realizar o levantamento da atividade sexual e do conhecimento da terceira idade frente a temas relacionados à sexualidade. Metodologia: Aplicação de um questionário contendo perguntas objetivas e sigilosas sobre sexualidade. As questões foram executadas de forma individual em grupos da terceira idade (maior que 50 anos de idade) das cidades de Gaspar, Blumenau, Timbó e Rio dos Cedros, em um total de 186 entrevistados. Resultados: 51% dos entrevistados tiveram sua primeira relação sexual por volta dos 18 anos. 70% disseram ter se relacionado pela primeira vez com seu namorado ou marido. 90% não usaram preservativo na primeira relação sexual e já deixaram de usar em algum relacionamento. 20% admitiram ter contraído algum tipo de DST. 5% Admitem nunca ter ido ao ginecologista. Conclusões: Os resultados sugerem uma nítida exposição do grupo as DST e, intrínseco a esses dados, declarase um acentuado preconceito em relação a temas voltados a sexualidade manifestado pelo grupo estudado, fato que dificulta o estudo e ao mesmo tempo incentiva a inserção de programas específicos voltados ao público da terceira idade. Palavras-chave: 3ª Idade, Sexualidade, Prevenção. 1 Acadêmico do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo Da Vinci 2 Docente do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo Da Vinci II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 147 VOLTAR AO SUMÁRIO ESTUDO DO COMPORTAMENTO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE BLUMENAU/SC FRENTE A TEMAS RELACIONADOS A SEXUALIDADE Deise Beppler Bento1; Emerson José dos Reis1; Luis Olílio Pereira1; Peha Jordan1; Gabriela Deretti1; Fernanda Luísa Paterno1; Jéssica Aline Gonçalves1; Michelle Effting1; Rafael Kremer2, Antônio Roberto Rodrigues Abatepaulo2; Introdução: O comportamento sexual sempre foi um motivo para polêmica em vários segmentos da nossa sociedade desde os primórdios até os dias. Levantamentos epidemiológicos mostram o avanço no número de infectados com HIV, decorrentes talvez, do início cada vez mais precoce do ato sexual e negligência no que diz respeito ao sexo seguro. Nos 10 primeiros meses do ano de 2005, de acordo com estatística do Ambulatório DST/HIV/Aids ou Hospital Dia, a cidade de Blumenau registrou o total de 216 novos casos. A média mensal pulou de 17,7 (ano anterior) para 21,6. Junto a esse quadro, o relatório do programa das Nações Unidas sobre HIV/ Aids (Unaids) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca a falta de conhecimento dos jovens de 15 a 24 anos sobre formas de contágio; cerca de 38% dos entrevistados não souberam mencionar. Isso nos faz perguntar: Onde está o problema? Será que a informação referente ao tema alcança realmente o público necessário? Objetivos: Realizar o levantamento do comportamento e conhecimento sobre temas relacionados à sexualidade de universitários estudantes da rede particular do Vale do Itajaí/ SC. Metodologia: Aplicação de um questionário contendo perguntas sobre sexualidade. As questões foram respondidas de forma individual, objetivas e sigilosas por universitários do Vale do Itajaí/SC. Um total de 398 entrevistas. Resultados: Dos entrevistados 45,7% enquadravam-se faixa etária de 15 a 27 anos de idade dos quais apenas 4% não tiveram a primeira experiência. Apenas 29,1% dos entrevistados conversam sobre temas relacionados a sexualidade no ambiente familiar. 75,6%, responderam que sua primeira relação sexual foi com parceiro fixo, desses, 79,3% não utilizaram o preservativo na primeira relação sexual e 80% dos entrevistados o deixaram de usar em algum momento da vida. 5% das mulheres relataram ser infectadas pelo HPV, 25% ficaram grávidas, dessas, 50% antes dos 20 anos e 9% das mulheres afirmaram que nunca foram ao ginecologista. Conclusões: Como se não bastasse o início precoce da vida sexual, este ainda é feito de forma irresponsável pela maioria dos jovens e contribui para o agravamento dos índices relacionados à gravidez indesejada e DST/AIDS. Palavras-chave: Universitários, Sexualidade, Prevenção. Acadêmico do Curso de Biomedicina – Centro Universitário Leonardo da Vinci 1 Docente do Curso de Biomedicina– Centro Universitário Leonardo da Vinci 2 II Congresso Internacional de Bioanálises V Congresso Sul-Brasileiro & IX Semana Gaúcha de Biomedicina Ano 2 | Volume 2 | Agosto de 2009 148