4º Trimestre 2006 Uma Obra com visão e futuro! ANO I »»> Obra agendada: TOME NOTA! Plano 2007 CEIA DE REIS ODPS 13 de Janeiro FÓRUM SOCIAL ODPS 9 -11 Fev., Casa de Vilar JANTAR DE BENEFICÊNCIA DA LIGA DE AMIGOS ODPS N. 4 distribuição gratuita OBRA & ACÇÃO 12 4º Trimestre 2 0 0 6 >Director < ANDRÉ RUBIM RANGEL A: TE M E DAD E I R DA SOLI Abril, Porto Palácio Hotel LANÇAMENTO DO LIVRO DA HISTÓRIA ODPS CURSOS DE FORMAÇÃO, EM DIVERSAS ÁREAS MANTER OS ÍNDICES DE MOTIVAÇÃO E QUALIDADE SERVIÇOS A TODOS OS COLABORADORES ODPS MANUTENÇÃO DO SENTIDO DE RESPONSABILIDADE E CRIATIVIDADE EXISTENTE NOS QUADROS DA ODPS PERSPECTIVAR A CRIAÇÃO DE SALA DE REFEIÇÕES PARA SERVIÇOS CENTRAIS AUMENTO DO EDIFÍCIO DO CENTRO SOCIAL DE FONTE DA MOURA COM C.M.P. CRIAR CONDIÇÕES DE INCENTIVO, NUMA MAIOR DINÂMICA, AOS MEMBROS DA LIGA DOS AMIGOS * Agradecemos a melhor divulgação e cobertura da Comunicação Social * Reunião Geral de Trabalhadores ODPS 11/11/2006 * 14h30 Casa Diocesana de Vilar O ESPAÇO SOLIDÁRIO, em 2007, deixa de ser Boletim e passará a Revista Bimensal, com 20 páginas, mantendo o seu estilo, o formato, a gramagem do papel, a tiragem e os Cronistas habituais. Terá alguns novos Cronistas, novas Secções e novas Parcerias. PARA CELEBRAR O 1º ANIVERSÁRIO DESTE ÓRGÃO FAREMOS O 1º FÓRUM SOCIAL ODPS! CONCLUIR O OBJECTIVO PARA O EDIFÍCIO 21 COLABORAR NAS INICIATIVAS SOCIAIS LEVADAS A EFEITO PELA C.M.P. REALIZAÇÃO DO PASSEIO ANUAL COM TODOS OS COLABORADORES REALIZAÇÃO DO DIA DA OBRA * O ESPAÇO SOLIDÁRIO tem mais um modo de contacto: o FAX, cujo n. é 220 113 159 * FICHA TÉCNICA: Propriedade/Editor: Obra Diocesana de Promoção Social * Director/Grafismo: André Rubim Rangel (C.P.: TE428) * Administração: Presidência da ODPS * Presidente ODPS: Américo Ribeiro * Colaboradores: João Pratas e Mónica Taipa de Carvalho * Cronistas Efectivos: Agostinho Jardim, Américo Ribeiro, António Bagão Félix, Bernardino Chamusca, Daniel Serrão, Eugénio da Fonseca, Francisco Carvalho Guerra, Francisco Sarsfield Cabral, Lino Maia, Paulo Morais * Revisor: Guilherme Sousa * Gráfica/Impressão: CLARET - Companhia Gráfica do Norte * Periodicidade (2006): Trimestral * Tiragem: 4.500 ex. * Depósito Legal: 237275/06 * Sede/Distribuição: Serviços Centrais da ODPS, R. D. Manuel II, 14; 4050-372 PORTO * NIPC: 500849404 * URL: www.odps.org.pt * Mail: [email protected] * Contacto: 912 518 916 * Registo ICS: 124901 * Sócio AIC: 262 * Sócio APDSI: 1000005 »»> Do Alto »»> Editorial Américo Ribeiro Presidente da ODPS e Membro Directivo do BPN André Rubim Rangel Jornalista e Director de Informação ODPS Solidariedade Humana A Solidariedade Humana é um valor que confere ao Homem aperfeiçoamento integral e ajuda maioritariamente a dar razão e sentido de vida. Num viver como o de hoje, interpelado com frequentes transformações sociais, políticas, económicas, culturais, científicas e tecnológicas e aliciado, continuamente, com múltiplas e diversificadas solicitações, o lugar e o tempo para pensar nos outros, mesmo para aqueles que vivem perto de nós, e para a prática da solidariedade é bem reduzido ou até mesmo inexistente. A realidade presente que nos diz haver um mundo globalizado, o diálogo ético, a vivência ou experimentação de valores humanos e transculturais, a inclusão social e a aquisição de uma solidariedade universal deveriam ser o cenário feliz do quotidiano, que passa de forma incessante, e deveria desenhar o quadro que desejaríamos guardar no coração, sublinhando o bem comum e a serenidade do bem querer. Paradoxalmente, isso não acontece com a envolvente e tónica requeridas ou com a lógica do conhecimento e pensamento humano, mas sim, constatando-se e testemunhando-se o improvável, o imprevisível e o condenável. Nesta complexidade social, que anuncia a par e passo um dever de muitas incertezas e bifurcações, um dos caminhos a seguir e uma boa forma de lidar com a insegurança do mundo contemporâneo é entender a solidariedade como uma prática, que exige concepção aberta, flexível e pluralista e, por isso mesmo, marcante na sensibilização do comportamento do homem bom e organizadora do paradigma universalista – AJUDAR e AMAR - envolvido no espaço temporal do nosso mundo, cujo objecto encontra-se intimamente ligado às pequenas e grandes necessidades humanas e aos nossos desejos de satisfazer carências e minorar problemas, versando a maior força da Humanidade prescrita por Jesus – O Amor ao Próximo e a Sua Lei da Solidariedade – AMARMO-NOS UNS AOS OUTROS. ◘ Entrevista com: Presidente do ISS, Edmundo Martinho p. 5 D. Zulmira: uma Grande Obreira ODPS há 34 anos! p. 10 O RallyPaper foi um sucesso! A Obra tocou os corações de quem a desconhecia... pp. 2 - 3 Como será este Órgão em 2007 e no seu 1º Aniv.? p. 12 Sai agora a última publicação deste Periódico em 2006, perspectivando-se melhorias para 2007. A avaliação que fica deste ano, no Departamento de Informação, penso que é bastante satisfatória, não só pelas opiniões que nos chegam, mas também pela presença activa deste Órgão - na Cidade e Diocese - e do Site. No que toca à nossa página, não posso deixar de agradecer o enorme companheirismo e profissionalismo do Informático e Webmaster PAULO SOUSA. Quanto a este Espaço, é certo, estou eternamente grato aos Cronistas geniais que temos. Nunca hesitaram, desde o início, em abraçar este Projecto profícuo. Neste abraço Solidário estendo, como é óbvio, a Administração, a Direcção, as Responsáveis dos Centros, os Colaboradores e os Utentes. E a Comunicação Social! Pois, resta-me desejar a todos um Santo Natal! ◘ 4º Trimestre 2006 Uma Obra com visão e futuro! »»> Eco do Leitor… Tenho a honra de acusar a recepção e agradecer a carta de V. Exa., capeando o envio do periódico informativo “Espaço Solidário”, que mereceu a devida consideração. Com os melhores cumprimentos, David Justino (Assessor para os Assuntos Sociais do Sr. Presidente da República) Encarrega-me o Senhor Primeiro Ministro, Eng.º José Sócrates, de acusar a recepção da carta de V. Exa. e de agradecer o exemplar de “Espaço Solidário”, que teve a amabilidade de lhe fazer chegar e que mereceu a melhor atenção. Com os melhores cumprimentos. Pedro Lourtie (Gabinete do Sr. Primeiro Ministro de Portugal) Cumprimento e agradeço o n.3 do “Espaço Solidário”, esperando que este órgão informativo possa realizar o que se pretende na área da informação. D. Armindo Lopes Coelho (Bispo do Porto) Venho por este meio agradecer o envio da vossa revista “Espaço Solidário”, que é um espelho vivo do trabalho social e humanitário desenvolvido pela ODPS no concelho do Porto. Sensibilizado pela obra já construída, não poderia a Ordem dos Médicos Dentistas, única Ordem Profissional, com sede na cidade do Porto, ficar indiferente a este trabalho meritório dos maiores elogios. (…) Com os melhores cumprimentos Orlando M. da Silva (Bastonário da Ordem MD) »»> I n f o r ’ O b r a 2006 4º Trimestre Move, promove e tudo se desenvolve Mobilidade Interna de Colaboradores ODPS 1º Rally-Paper: fantástico! No último dia de Setembro, a Cidade Invicta foi invadida – no bom sentido, claro! – pelo 1º Rally-Paper da Obra Diocesana de Promoção Social (ODPS), com pontos de partida e de chegada no Centro Social da Pasteleira. ‘Um dia agradável’ era a definição que se estampava claramente no rosto de todos os que quiseram unir-se à maior IPSS do Porto, em que o tempo meteorológico também ajudou a sorrir. Antes da partida do primeiro carro (às 9h30 em ponto e conduzido pelo Conselho de Administração), o Presidente, Américo Ribeiro, saudou a todos, agradecendo os esforços envidados para a concretização desta iniciativa, salientando o espírito familiar e de amizade que o fazia estar ali, sem o querer ganhar ou perder: “hoje, estou aqui apenas como Américo Ribeiro, não como Presidente da Obra, sem quaisquer problemas e preocupações”. E esta sábia postura com mensagem passou e ficou em todos, pois não houve sinais de tropelias/ acidentes nem manifestações de desgarrada competição. “É o espírito familiar e de amizade que me faz estar aqui, (…) não como Presidente!” Na impossibilidade de falar com todas as equipas participantes – estiveram 44 presentes das 46 inscritas, equivalente a 180 pessoas, aproximadamente –, falámos com a maioria, para reportagem, num momento de maior convívio antes da entrega dos prémios. Houve uma mistura interessante entre todos os participantes, pois para além do “grosso modo” ser colaborador da ODPS, também havia alguns utentes, fornecedores (apoiaram e patrocinaram cerca de duas dezenas) e cidadãos da Invicta desconhecedores da realidade desta Obra, que tiveram conhecimento pelos cartazes de divulgação afixados no interior de autocarros dos STCP. Uma participação especial foi a inscrição Programa de Acção cumprido: 2006 Após as opiniões colhidas pudemos registar o apreço geral pela realização deste evento que permitiu, de facto, um maior conhecimento e projecção da Instituição, pois mesmo muitos dos seus colaboradores não conheciam os 12 Centros Sociais onde presta serviço, apesar de saberem da sua grandiosidade e forte acção social. Naturalmente que o convívio, em busca dum dia diferente e bem conseguido, foi outra resposta sonante que levou um grande número a participar no evento. Dos jogos existentes – à prova em cada um dos Centros – os que reuniram maior satis- - Incentivar um maior sentido de responsabilidade e criatividade aos Quadros da Obra; - Criar um espírito de família, de confiança, de entusiasmo, de profissionalismo, de cooperação, de solidariedade e de amor ao próximo em todos os Colaboradores da Obra, sem excepção, para assim ser prestado um melhor serviço a todos os Utentes; - Remodelar o edifício da Infância no Centro Social da Pasteleira; - Criar as condições necessárias para a edição do Livro que relate a História da ODPS; - Criação de página de qualidade e de informação na Internet, permanentemente actualizada; - Realização do Dia da Obra; - Criação de desdobrável para divulgação da realidade e acção da ODPS; - Promover a criação da Liga dos Amigos da ODPS; - Dar continuidade aos Cursos de Formação, em diversas áreas, para a valorização dos Colaboradores; - Realização do Passeio Anual com todos os Colaboradores (estiveram 300); - Ceia de Reis com todos os Colaboradores; - Colaborar nas iniciativas sociais levadas a efeito pela C. M. do Porto; - Perspectivar o futuro para o Edifício 21. ◘ do Jornal “O Primeiro de Janeiro” (com duas equipas), que para além da informação publicada ao longo de Setembro não quis deixar de entrar nesta corrida única, até ao fim! »»> Dinamismo Geral Falta fazer: - Concretizar o au- mento do edifício do Centro Social de Fonte da Moura em parceria com a Câmara Municipal do Porto; - Encontrar as condições de espaço físico para a criação de Sala de Refeições para os colaboradores dos Serviços Centrais. 11 OBRA & ACÇÃO OBRA & ACÇÃO 2 4º Trimestre 2006 Uma Obra com visão e futuro! »»> Um Obreiro Bernardino Chamusca Advogado e ex- Presid. ODPS D. Zulmira: Dedicação, Lealdade, Disponibilidade Anos e anos de dedicação a uma causa ou a uma instituição (o que, no fundo, “vai dar ao mesmo”) nem sempre são reconhecidos ou, se o são, o reconhecimento surge muitas vezes a destempo. Não é o caso de hoje. A D. Zulmira completa 34 anos de experiência profissional ao serviço da ODPS, o mesmo é dizer, ao serviço da solidariedade. Nem sempre é fácil ver nas pessoas que tratam dos assuntos administrativos um(a) trabalhador(a) ao serviço da solidariedade. O enclausuramento que quase sempre rege quem exerce funções de retaguarda impede-as de ter visibilidade. Mas é esse enclausuramento e a permanente dedicação que tal serviço exige que importa salientar nos 34 anos de serviço da D. Zulmira. Nela encontrei sempre (como, não tenho dúvidas, encontra o actual Presidente do C. A.), uma colaboradora leal, dedicada, interessada e disponível. Além disso, a D. Zulmira possui a memória viva da história da ODPS, tendo exercido funções em vários locais da Cidade do Porto onde os serviços centrais da Obra funcionaram, o que a faz ser uma referência indiscutível da ODPS. ◘ Testemunho Ao longo destes anos, sempre procurei fazer o meu trabalho o meu trabalho com dedicação, carinho, empenho e profissionalismo. Colaborei com todos os Conselhos de Administração que passaram pela obra, sempre com humildade, lealdade, honestidade, e muito brio profissional, dando sempre o meu melhor. O qual vou continuar a fazer até ao final da minha carreira profissional na Obra Diocesana. Durante estes anos sempre trabalhei nos Recursos Humanos, o que foi muito gratificante, pois pude conhecer, dialogar e partilhar com todos os colaboradores desta Instituição. A todos que, ao longo destes anos, trabalharam e trabalham comigo: muito obrigada. Bem-haja a todos aqueles que colaboraram e os que fazem voluntariado por um gesto que é tão nobre: “Solidariedade”. ◘ Zulmira Ferreira (Serviços Centrais) 2006 4º Trimestre Move, promove e tudo se desenvolve »»> Dinamismos Centrais Classificação… Inovações... 1º - TALHOS BISONTE Com os melhores cumprimentos, cá estamos novamente a começar cheias de entusiasmo um novo ano lectivo com algumas inovações a referir: - As crianças de 3, 4 e 5 anos e A.T.L. irão ter aulas de Taekwondo, (arte marcial de defesa pessoal sem armas, de origem coreana); - As sessões de motricidade para a Infância continuarão a ser orientadas por um professor de Educação Física; - Vamos ter a ajuda de uma enfermeira voluntária na 3ª Idade, uma vez por semana; - Continuaremos com as sessões semanais de Yoga na 3ª Idade. ◘ Centro Social da Pasteleira 2º - AS FEIRENSES 3º - COELHINHAS 4º - OS DUQUES 5º - COCAS 6º - SEXY BOMBS 7º - LAGARTAS VOADORAS 8º - AS ESTAROLAS 9º - OS IMBATÍVEIS 10º - OS MOSTEIROENSES fação na sua realização foram o das tábuas, o dos olhos vendados e o dos cheiros. Houve também quem não gostasse deste jogo original, com o intuito de testar o olfacto. Para muitos foi a primeira vez que entraram num Rally-Paper, mas para quem já participara este não deixou de ser especial, por ser criativo e distinto dos habituais. Os entrevistados deixaram também algumas sugestões para uma próxima edição: O Centro Social Pinheiro Torres não deixou passar este dia em branco e fez estes bonecos de ráfia (na foto), para oferecer aos seus 86 utentes das Valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário. Foi com grande satisfação que os utentes receberam esta pequena lembrança. ◘ Centro Social de Pinheiro Torres Artesanato... “Assim se trabalha na ODPS”. Esta é uma pequena mostra dos trabalhos manuais efectuados diariamente pelos nossos utentes. Estão habitualmente representados em feiras de artesanato nas nossas instalações. Aqui fica o convite para que nos venham visitar e conhecer o nosso trabalho. Aguardamos pela Vossa estimada visita!!! ◘ Centro Social de Fonte da Moura - melhor gestão do tempo útil de jogo ao longo do dia ou de parte do dia; - executar jogos com mais calma, sem função de rapidez ou de melhor tempo; - mais jogos em cada local, sobretudo, jogos tradicionais, como gincanas, corrida dos sacos, dos ovos e da água e farinha; - manter o espírito e esqueleto do 1º Rally, mas de forma ainda mais organizada. Portanto, a grande expressão de ordem que colmatava no depoimento dos intervenientes era: “uma experiência a repetir!”. Já a noite a cair pode assistir-se ao momento da preparação de dois valentes porcos, para serem saboreados no jantar conclusivo do Rally, a que se seguiram tempos de maior descontracção e animação, com música e baile para festejar a alegria, a valentia e a energia da Obra Diocesana! ◘ ARR Obrigado, Patrocínios! CONSTRUÇÕES GNS; DISTRIBUI; ESCOL - SERV. SEGURANÇA, LDA.; EUROFLUXO; GCT; GRÁFICA CLARET (RENATO & MAIA, LDA); HORÁCIO MAGALHÃES, LDA.; LACTOGAL; MEDI-T; MEGAVALE; METAL 88; MOREIRA & VERISSIMO; O PRIMEIRO DE JANEIRO; OCEANBAC; ORTIGAMAR; PADARIA "O MOLETE"; PADARIA CRISTAL; PAISAGENS DE GAIA; PM - INFORMÁTICA, LDA.; RECHEIO; RENTOKIL; SÓPNEUS; STCP; TALHOS BISONTE; VIEIROTEL. ◘ Mensagem inscrita na viatura da equipa vencedora “Talhos Bisonte” Menção à Comissão... Há 3 pessoas que merecem o devido reconhecimento grato de se terem aventurado em trabalhar e avançar com o evento, a Comissão Organizadora: Fernando Torres, Carlos Duarte e Paulo Lapa, escriturários nos Serviços Centrais da ODPS. Registamos o seu testemunho: “Enquanto todos os participantes demonstravam sinais de ansiedade e impaciência para saberem em que lugar ficaram classificados, a Comissão do Rally e alguns Voluntários do mesmo, encontravam-se na sala de reuniões a fazer os cálculos das provas. Até que a Comissão apurou a grelha de classificação e dirigiu-se ao palco para a comunicar. Os participantes encontravam-se em silêncio e esperançados de obter uma boa classificação. Todas as equipas ganharam um rádio e um porta chave do 1º Rally Paper da ODPS. As cinco últimas equipas ganharam um extintor, pois nunca se sabe se no futuro vai fazer jeito (esperemos que não), as equipas que ficaram classificadas entre 20º e 26º lugar ganharam o prato de Natal 2006 da Vista Alegre, as equipas que ficaram entre 19º classificado e o 11º lugar ganharam um vale de alinhamento de direcção oferecido pela SÓPNEUS, e do 10º ao 1º classificado ganharam uma taça.“ ◘ Comissão Organizadora 3 OBRA & ACÇÃO OBRA & ACÇÃO 10 4º Trimestre 2006 Uma Obra com visão e futuro! »»> Liga dos Amigos ODPS: DONATIVOS 2006 Nº DATA DESCRIÇÃO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 28-04 Sr. Manuel Ferreira Gonçalves 01-07 Sr. Manuel António B. N.Almeida - utente Cerco 17-08 Moreira & Carneiro 24-08 Eurofluxo - Suporte Novas Tecnologias 24-08 Abel Ribeiro - Elect. Mobílias, Lda. 100,00 € Única 29-08 Manuel Soares dos Reis, Pe. 2.000,00 € Única 12-09 Medi - T 100,00 € 13-09 Paisagens Gaia 75,00 € 18-09 Constr. GNS 220,00 € 19-09 Maria Irene Sampaio e Castro Pinto do Amaral 500,00 € 19-09 José Luís Sampaio Castro Amaral 250,00 € Anual 06-09 Maria das Boas Novas 50,00 € Mensal 06-10 Susana Lobão & Sofia F. Rosa,Lda.- Pinheiro T. 50,00 € Anual 09-10 PM Informática - Equipamento Consumí. Info. 20,00 € Única 09-10 Oceanbac - Comércio de Bacalhau 100,00 € Única 09-10 Megavale - Informática 150,00 € Única 09-10 Metal 88 - Comércio e Industria, Lda. 100,00 € Única ACUMULADO CONTRIBUIÇÃO 5.000,00 € Única 250,00 € 2.700,00 € Semestral 100,00 € Única 10-10 Animécio Abranches Ferreira Maia 100,00 € Anual 11-10 Álvaro de Pinho Ferreira Dias - Pinheiro Torres 125,00 € Anual Luís José Lima Pereira de Castro - Pinheiro Torres 30,00 € Carpintaria Vilacondense 25,00 € Única 11-10 11-10 Anual 11-10 José Barros Pereira Silva 25,00 € Anual 11-10 Luís Pedro Carvalho Martins 25,00 € Anual 11-10 Maria Leonor Moutinho 25,00 € Anual 16-10 António Lopes, Pe. 20,00 € Única 20-10 Americo Joaquim Costa Ribeiro 500,00 € Única 20-10 Rui Manuel Silva Álvares da Cunha 500,00 € Única 20-10 Carlos Alberto Navega F. Vasconcellos 10,00 € Anual 21-10 Julio Tito Neves Rodrigues 25,00 € Anual 2006 4º Trimestre e Formação... Compromisso de Qualidade A ODPS no seu percurso de evolução encara agora o desafio de implementar um Sistema de Gestão da Qualidade, tendo como referência os requisitos da Norma ISO 9001:2000 e assim, repensarse enquanto organização de forma a prestar cada vez mais um melhor serviço aos seus utentes e a envolver e motivar quem todos os dias colabora no cumprimento da sua missão. A implementação do Sistema de Gestão da Qualidade obriga ao envolvimento de toda a estrutura da organização, a olhar de forma global todos os processos da organização e a procurar a sua optimização, recorrendo para isso ao conhecimento existente, à identificação e promoção das boas práticas. (…) ver site... Paula Salvador ATÉ À DATA OBTEVE-SE UM TOTAL DE € 13.175,00. BEM HAJAM! »»> Sol & Dar Pe. Lino Maia Presidente da CNIS e do SDPSC - Porto Traços Característicos da Identidade das IPSS A vertente personalista (humanista) e a vertente comunitária (social) são as grandes vertentes caracterizantes das IPSS. Ao considerar a perspectiva humanista das IPSS, tem-se presente que a lógica da solidariedade social tem justamente a sua génese na pessoa humana que é, na sua essência, um ser uno e, ao mesmo tempo, solidário com toda a humanidade, à qual ela pertence e da qual cada indivíduo é uma parcela. Nesse sentido, a solidariedade social é, pois, ao mesmo tempo, uma necessidade e um fruto, ou seja, causa e consequên- Move, promove e tudo se desenvolve cia do simples facto de sermos pessoas, seres ao mesmo tempo singulares e múltiplos, capazes de muitas coisas mas incapazes de vivermos uns sem os outros. Partindo deste princípio, temos de admitir que um verdadeiro serviço da pessoa humana terá, necessariamente, de ter em conta o homem todo e todos os homens. Nesta perspectiva, é preocupação nas IPSS nunca perder de vista dois elementos constitutivos que tornam um serviço ao público verdadeiramente humanizante: O elemento relacional: o encontro entre as pessoas que prestam serviços e as que recebem os serviços (agentes e utentes); O elemento organizativo: ao qual muitas vezes tudo se reduz. - Enquanto estrutura organizativa, a instituição assume que lhe compete garantir a prestação dos serviços em virtude dum contrato que coloca a obrigação acima de todos os sentimentos e emoções. - A instituição garante a modéstia indispensável de que se deve revestir a solidariedade humana. Remetendo-se para uma Instituição, o benfeitor não corre o perigo de ver desvirtuado o seu gesto pelo risco da exibição de virtude ou da ostentação de glória. Permite-lhe ser um anónimo discreto. - Ao garantir a modéstia do benfeitor, a instituição garante a liberdade do beneficiado; depois de receber o que necessitava, este não está mais obrigado a ninguém. A solidariedade não prende, não acorrenta, não obriga, pelo contrário é gratuita, anónima, desinteressada. Praticá-la no quadro duma instituição torna-a ainda muito mais libertadora. - Há sempre pessoas por detrás das obras impessoais a garantir estabilidade e segurança. A instituição nunca se desliga das pessoas que a constituem. - A solidariedade pessoal não se fecha sobre si mesma para formar uma ilha verdejante num deserto de indiferença geral. O seu exemplo inaugura uma corrente de entreajuda, e longe de se voltar sobre si própria difunde-se no organismo social. - A pessoa inspira a instituição e a instituição inspira a pessoa. Não se aprende a amar sozinho, somos sempre instruídos por outros, por uma moral comum, por um sentido de justiça social que nos impulsiona a agir na sua defesa. ◘ O Serviço de Psicologia da ODPS teve início, em todos os Centros, em Setembro de 2005. Desde então que a procura de apoio tem aumentado, quer ao nível dos utentes, quer dos funcionários. Actualmente com duas psicólogas, o Serviço pretende dar resposta às necessidades apresentadas pela Instituição, com o objectivo de avaliar e intervir nas diferentes problemáticas e perturbações que podem surgir na infância, adolescência e idade adulta, promovendo a saúde mental necessária para o bom desenvolvimento e bem-estar individual. Ao nível da infância e adolescência, este acompanhamento surge da articulação com as famílias e com as técnicas que diariamente lidam com as crianças. As principais problemáticas identificadas nesta fase de desenvolvimento centram-se nas dificuldades de aprendizagem, de concentração, perturbações da ansiedade, do comportamento, relacionais, entre outras. Ao nível emocional, surge também como um suporte para histórias de vida marcadas pela ausência de afecto, violência ou negligência familiar. No adulto, são frequentes as perturbações do humor, perturbações de ansiedade, perturbações emocionais, crises pessoais ou familiares, processos de luto, dificuldades de adaptação psicológica à doença física e à incapacidade, e processos demenciais degenerativos. O trabalho desenvolvido baseia-se na avaliação e intervenção psicoterapêutica. Os idosos beneficiam sobretudo da capacidade empática, de os ouvir, de estar presente e disponível, para reconfortar, atenuar a mágoa ou a solidão, convertendo-se numa importante ajuda para a integração positiva da experiência de vida. ◘ Ana Rita Mota e Susana Queirós • • • NOVIDADES, desde 9/10/2006: O Serviço está disponível, após marcação, às Segundas-feiras de manhã nos Serviços Centrais; A Psicóloga percorrerá os Centros, mediante a marcação prévia e agendamento de Consultas; Susana Queirós começou, entretanto, a fazer estágio profissional na ODPS, durante 9 meses. »»> Invicta Convicta »»> Serviços ODPS: Psicologia... Júlio Couto, Hélder Pacheco e Germano Silva foram distinguidos, juntamente com a Fantasporto, pela Confraria das Tripas à Moda do Porto, na 2ª Gala Infante D. Henriques, que teve lugar no Porto Palácio Hotel, a 30/09/2006. A parte musical, no fim, coube a Rui Reininho também homenageado - e a excelente apresentação da Gala esteve a cargo do fiel das Usanças da Confraria, Chef Hélio Loureiro, nosso futuro Cronista. Bem-vindo, Caríssimo! ◘ O Prof. Carvalho Guerra, nosso Cronista, deixou de ser o Presidente do CRP da Universidade Católica Portuguesa. A tomada de posse do novo Presidente, Prof. Joaquim Azevedo, foi a 11/10/2006, no Auditório Ilídio Pinho da UCP - Pólo da Foz, com as presenças do Bispo do Porto, do Cardeal Patriarca, do Reitor da UCP e da Governadora Civil do Porto. O “Pai Guerra”, como é conhecido, honra-nos ao continuar a colaborar connosco. ◘ A Revista “A Folha dos Valentes” celebra agora 30 anos de vida. Para assinalar a data realiza um Fórum Jovem (com Conferências, Jantar e Sarau), entre 23 e 28/10/2006, na Paróquia da Boavista - Porto. Inscreva-se já! ◘ 9 ELO SOCIAL OBRA & ACÇÃO 4 Uma Obra com visão e futuro! »»> Actualidades Francisco Sarsfield Cabral Director de Informação: Rádio Renascença O grande desafio ético A protecção social como obrigação do Estado tomou corpo no mundo industrializado quando os pobres puderam votar. O sufrágio universal (que, em alguns países, tem menos de cem anos) deu voz e peso político ao que, até meados do séc. XX, eram as maiorias. Gente que tinha um presente e um passado não só de grande pobreza como, sobretudo, de extrema vulnerabilidade aos azares da vida: o desemprego ou uma doença do chefe de família significava a miséria. Daí o impulso para criar uma rede de segurança. Em democracia os políticos seguem a vontade das maiorias, sob pena de não serem eleitos. Por isso nasceu o chamado Estadoprovidência. Acontece que, hoje, nos países desenvolvidos – e até em Portugal – os realmente pobres são uma minoria, que em grande parte vive marginalizada e nem sequer vota. Entretanto, a classe média e muitos dos ricos tomaram conta do Estado-providência. E do voto deles dependem os políticos. Assim, os remediados e ricos (agora a maioria dos votantes) não têm permitido a discriminação positiva, isto é, a concentração dos apoios nos mais pobres. Isto numa altura em que, nomeadamente por razões demográficas, os esquemas de protecção social dos Estados se encontram perto da falência financeira. Está aí, porventura, o maior desafio ao valor da solidariedade: convencer os que não vivem mal de que, por imperativo ético, têm de abdicar de algumas regalias para ajudar quem vive na miséria. ◘ 4º Trimestre 2006 »»> Diocese Portucalense Pe. A. Jardim Moreira 2006 4º Trimestre »»> Entrevista com... Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza Não tenhais medo! Os problemas sociais, económicos, políticos e éticos com frequência desafiam os Cristãos e as comunidades cristãs a rever as suas actuações. Na sequência da aplicação das orientações do Ministério da Educação em prolongar o tempo lectivo nas escolas, gerou-se uma grande confusão. Será que vamos ter de fechar o ATL? E esta pergunta tem preocupado muitos Centros Sociais Paroquiais, com razão ou sem ela?! De facto, a Igreja através das suas comunidades territoriais, as paróquias, devem prestar todo o apoio aos pobres e a ajuda na solução dos seus problemas Porém, continuo a pensar que o espírito de Jesus, a Pastoral Evangélica da Caridade, não se pode confundir com a execução contratualizada, com os governos, das suas políticas sociais, como vulgarmente acontece. Mas, o que é específico do Cristão é o exercício da prática do Amor para com o seu irmão. Esta caridade deve ser a identidade de todo o serviço prestado, a qualquer pessoa que nos pede apoio, justiça, fraternidade, dignificação pessoal. A instituição, com as suas valências, os seus directores, sabem que a sua missão é estar "para servir" o outro, e que este serviço deve ter uma força motora, que brota do Amor de Deus derramado nos nossos corações. Amai-vos como Eu vos Amei, isto é, amar sem limites e sem acepção de pessoas. O que nos deve preocupar é saber se a pessoa (criança/ adolescente) está a ser bem ajudada a crescer no seu todo. O modo de ser e de estar da Igreja no mundo deve ser semelhante à do fermento na massa, à da luz na escuridão, à do sal na sociedade. Se se confunde com a massa ou se não salga, de pouco prestará. O homem moderno espera que os Cristãos lhe revelem Jesus, o Messias. ◘ Todos os Centros Sociais ODPS e os Serviços Centrais, recebem neste momento (assinatura ou gratuito - permuta com o Espaço Solidário; diário, semanário e 2 mensais), os seguintes órgãos de Comunicação Social (jornais/ revista): ES – Num tempo de instabilidade e insegurança social (e não só!) o que pretende ser, e de que forma, a Segurança Social? Edmundo Martinho (EM) – Num contexto global a Segurança Social portuguesa está apostada na modernização do sistema de protecção social, garantindo a sua sustentabilidade futura e a sua capacidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva e que garanta os direitos de cidadania consubstanciados no Modelo Social Europeu. No âmbito deste esforço de modernização em que estamos fortemente empenhados, poderia destacar, concretizando, dois aspectos que considero muito relevantes. O primeiro é a reforma do sistema de pensões, procurando garantir níveis adequados de protecção na velhice e, simultaneamente, incentivar o envelhecimento activo e a poupança individual complementar. Esta reforma, que mereceu o acordo da quase totalidade dos parceiros sociais, é indispensável para garantir a sustentabilidade futura de todo o sistema de protecção social. O segundo aspecto, na área da acção social, diz respeito a um conjunto de medidas que têm vindo a ser adoptadas com vista a responder melhor às necessidades das pessoas e famílias que enfrentam situações mais graves de pobreza e exclusão social. Refiro-me a medidas como o Complemento Solidário para Idosos, o reforço da componente de inserção social no RSI, o alargamento da cobertura em equipamentos sociais, com relevo para as creches, entre outras, que visam minorar as situações mais extremas de pobreza, nomeadamente de crianças e idosos e abrir caminho para uma sociedade ainda mais inclusiva. ES – Com este aperto exigente que a Instituição faz de acertar contas com quem não paga os impostos e outras dívidas ao fisco ou com quem recebe o subsídio de desemprego sem o estar, poderão as nossas Finanças e Economia retomar valores realmente normais e desejáveis na UE? EM – A desejável aproximação aos níveis médios de crescimento económico dos países da UE (considerando a UE dos quinze) depende de um conjunto muito Move, promove e tudo se desenvolve EDMUNDO MARTINHO Presidente do Instituto de Segurança Social e ex-Presidente da União Mutualidades Portuguesas diversificado de factores, como por exemplo a taxa de crescimento económico do país, o aumento da taxa de emprego e da produtividade, a modernização do aparelho de estado, a própria reforma do sistema de pensões, referida na pergunta anterior, etc, etc… O combate à fraude e à evasão fiscal, à fuga aos pagamentos à Segurança Social, mas também o rigor na fiscalização das situações de baixa, desemprego e acesso ao RSI, em que estamos fortemente empenhados e com resultados visíveis, são feitos por imperativos de moralização cívica e de justiça social mas, pelo retorno financeiro que geram, também podem ser considerados mais um contributo para aproximação aos padrões de desenvolvimento europeus. ES – Para melhor esclarecimento de todos, como funciona a parceria entre a Segurança Social e a Obra Diocesana de Promoção Social? EM – A Obra Diocesana de Promoção Social está implantada em toda a cidade do Porto, incidindo a sua actuação em vários bairros de habitação social. Através de Centros Sociais desenvolve uma intervenção que abarca aproximadamente 2.800 utentes, nas valências de Creche, Jardim de Infância, ATL, Centro de Animação de Jovens, Centro de Dia e de Convívio, Apoio Domiciliário, sedeadas em diferentes freguesias – Aldoar, Paranhos, Lordelo, Campanhã. A Segurança Social, através do Centro Distrital do Porto, financia e dá apoio a estas valências nos termos da legislação que regulamenta os acordos de cooperação entre a Segurança Social e as IPSS. Esta colaboração expressouse também em dois projectos de luta contra a pobreza em que a ODPS foi promotora connosco. ES – Conhecendo certamente bem muitas Instituições nacionais, como classifica e caracteriza esta IPSS? EM – A ODPS, como atestam os números referidos na resposta anterior, desempenha um papel meritório e de relevo não só pelos equipamentos e serviços que dirige beneficiando idosos, crianças e respectivas famílias, mas também pelas diversas actividades que promove no apoio aos mais desfavorecidos, ajudando a sua integração social e promovendo a valorização das comunidades junto de quem trabalha, em contextos sociais, por vezes muito problemáticos. Na relação mais directa com a Segurança Social, a ODPS tem demonstrado vontade expressa de modernizar e adequar os seus equipamentos tendo em vista a melhoria e qualidade das respostas, de acordo com as orientações técnicas que vão sendo fornecidas. ES – Que votos e futuro gostaria de ver augurados nesta relação solidária e social? EM – Tem sido política da Segurança Social apoiar as Instituições de Solidariedade para responder às necessidades das famílias e dos cidadãos e aos diferentes problemas sociais, através de acordos de cooperação e de diversos programas e medidas de política, sendo que esta colaboração ao longo do tempo se tem revelado profícua. O Instituto de Segurança Social deseja ver reforçados os laços de cooperação e colaboração, a todos os níveis, com todas as instituições privadas do mundo solidário que, tal como a ODPS, partilham o caminho para dar resposta aos problemas sociais dos cidadãos, apoiar os mais desfavorecidos, promover o desenvolvimento social e uma sociedade coesa e sem exclusões. ES – O apoio financeiro entre ambas as Instituições já é bastante bom, mas poderá a ODPS vir a vislumbrar outros números superiores aos agora estabelecidos? EM – Na sequência da resposta à pergunta anterior, qualquer reforço da cooperação deverá ter uma correspondência em matéria de apoio financeiro, a qual, em termos concretos, estará sempre condicionada pelo âmbito e amplitude em que essa cooperação se verifique e, pela legislação e regulamentos que a enquadrem. ◘ Entrevista: ARR Fotos: “Escolhas” e CNIS 5 ELO SOCIAL ELO SOCIAL 8 4º Trimestre 2006 Uma Obra com visão e futuro! * Belo Gesto Solidário * OBRIGADO Reverendíssimo Padre MANUEL SOARES DOS REIS. A verdadeira ajuda humanitária convertida em solidariedade, para além de um pensamento altruísta, implica obras e acções. Estas organizam exemplos e referências que nos fazem reflectir, melhorar e crescermos como pessoas. Os autores destes exemplos e referências destacantes merecem a nossa mais profunda atenção e uma enorme gratidão, pois fomentam a paz, a alegria, a justiça social, a atitude disponível e a motivação para a prática do Bem. Nestes autores inclui-se o Reverendíssimo Padre Manuel Soares dos Reis, cuja vida, vontade e exemplo nos tem habituado e deixado um relevante testemunho como sacerdote e como pessoa. A sua simplicidade envolta na grandiosidade do ser e do actuar serve para nos fazer ver o essencial da vida, exortando-nos a desenvolver o potencial de bondade e de amor. A Obra Diocesana de Promoção Social agradece-lhe a dádiva de € 2.000,00 (dois mil euros) que ofereceu à sua causa, movido por esse espírito de grande homem, sempre pronto a apoiar e dirige-lhe uma mensagem de gratidão num OBRIGADO de profundo reconhecimento. Com Amizade, o Presidente (Américo J. C. Ribeiro). ◘ »»> Práticas Temáticas Daniel dos Santos Serrão Professor Catedrático Jubilado, Médico, Membro das Academias Pontifícia e Nac. da Vida e do Comité Director de Bioética do Cons. da Europa O Solidário não é Solitário Parece um trocadilho, mas não é. Ser solidário é, por essência, um comportamento relacional, um gesto dirigido para um outro, presente ou ausente, mas real. Ninguém é solidário no vazio, perdido sozinho, no deserto ou no meio do mar. Dizem os filósofos e psicólogos que o ser humano só se descobre como um ser próprio, como um eu, quando toma consciência da presença, à sua frente, de um outro ser humano que se revela como um absolutamente outro. A face do outro que me olha permite-me que eu me descubra como um eu, oposto ao mundo e às outras pessoas situadas nesse mundo. Também dizem os sociólogos que o ser humano não pode viver isolado e tem absoluta necessidade de socialização. Desde logo a socialização espontânea homem/mulher, ordenada para a procriação que garante a sobrevivência da espécie e depois a reunião de um grupo de pares procriadores que forma a sociedade primitiva ou primordial da qual provêem as nossas complexas sociedades actuais. A relação com o outro não é, pois, uma opção mas uma necessidade imposta pela própria natureza das coisas. São múltiplas as formas de criar e usar esta relação privilegiada eu-tu. Há relações de afecto, de amor, de indiferença, de ódio, de exploração; há relações de verdade e há relações de traição; há relações de respeito e há relações de abuso. A mais nobre de entre todas as relações humanas é, no meu entendimento, a relação de solidariedade. Por três motivos principais, a saber: O primeiro é que não é uma relação espontânea mas é, sim, uma relação intencionalmente procurada. O solidário vai procurar o outro, aquele que lhe deve merecer uma atenção solidária. O segundo é que se trata de uma relação totalmente gratuita e voluntária. Quem vai ser solidário não procura pagamento ou recompensa, nem sequer agradecimento por parte do outro que é objecto da solidariedade. O terceiro é que a solidariedade é, nos Estados modernos, condição significativa da coesão social, na exacta medida em que o Estado-Providência, baseado no que chamarei solidariedade obrigatória, não consegue cumprir as obrigações e as expectativas que criou. Por estes motivos, o solidário, aquele que dá ao outro afecto, tempo ou dinheiro, consoante a natureza dos seus actos solidários, não é, nunca, um ser solitário. É um ser com o outro que está desvalido e vulnerável e por isso tem de ser acolhido na solidariedade. ◘ 2006 4º Trimestre Move, promove e tudo se desenvolve »»> Perspectivas Eugénio da Fonseca Presidente da Caritas Portuguesa e da C.I. Confederação Nac. do Voluntariado Solidariedade e Bem comum Solidariedade é uma das palavras que, por tão badalada, corre o risco de se esvaziar de sentido. Um dos maiores perigos é reduzi-la a um mero sentimento. Na riquíssima definição de João Paulo II ser solidário é empenhar-se «pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos» (SRS 38). Ou seja, de qualquer atitude solidária tem que brotar, de forma inequívoca, o sentido da responsabilidade comum e universal em ordem à criação de condições da vida que permitam, tanto às sociedades como a cada um dos seus membros, alcançar mais plena e facilmente a sua própria perfeição. Assim, para que a solidariedade seja mesmo um meio eficaz de edificar o bem comum não se pode orientar por atitudes interesseiras, mas de total gratuitidade; deve rejeitar a imposição sobre o outro e potenciar o caminhar em conjunto, fazendo aflorar capacidades assentes na liberdade e no respeito pela dignidade das pessoas. Por outro lado, as relações humanas geradas pela solidariedade são diferentes das que resultam de outro tipo de relações como são as empresa- riais ou comerciais, porque radicam no serviço e na disponibilidade real, bem como na rejeição do “ser mais que o outro”. Ser solidário é, pois, ser «perito em humanidade» (SRS 41), na medida em que procura restituir a plena dignidade e igualdade de direitos a qualquer pessoa que esteja em dificuldades. Permite ainda sentir, amar, sonhar de outra maneira, nomeadamente não tendo como objectivo possuir, mas compartilhar, valorizando o “ser e estar” e não só o “fazer”. Isto implica, porém, dar importância aos outros e a nós mesmos, não pelo que temos mas pelo que somos e pela oportunidade de estarmos juntos. Nesta perspectiva, quem opta pela solidariedade tem que aceitar riscos e sacrifícios. É óbvio que, pelo seu carácter estruturante para o desenvolvimento integral da pessoa e do mundo, a solidariedade, assim como a justiça, têm implicações políticas. Mas estas são transversais às lógicas partidárias e podem e devem unir todos os cidadãos, a favor da mudança de uma ordem mundial injusta e desumana. ◘ »»> Janela de Inclusão Paulo Morais Matemático, Professor Universitário e ex-Vice Presidente da C. M. Porto A insegurança domina Algumas das políticas sociais inspiradas no modelo social europeu, impuseram-se da pior forma aos modelos de gestão urbana. Disso é exemplo a disseminação de guetos constituídos pelos bairros sociais que proliferaram pelas maiores urbes da Europa. A pretexto de combaterem a exclusão, levaram muitas vezes apenas à sua concentração, e mesmo à sua multiplicação. Têm vindo a aumentar as manifestações de exclusão: comunidades imigrantes desinseridas, um número crescente de semabrigo, de toxicodependentes de rua e indigentes. A pobreza nas cidades tornou-se miserável e crónica. O número de sem-abrigo é o mais elevado dos últimos 50 anos, cerca de quinze por cento dos europeus estão em risco de pobreza. A insegurança domina. Segundo The European Opinion Research Group, 35% da população europeia sentia-se insegura; e 75% exige mais policiamento. A procura de modelos que possam capacitar as cidades com respostas modernas e humanizadas deve constituir o principal objectivo das políticas urbanas. Para fazer face à exclusão social, as cidades devem dispor duma rede de suporte que assuma o papel de verdadeiro hospital social. Como num hospital, as respostas devem ser múltiplas e específicas. Como num hospital, as intervenções devem ser dirigidas a diferentes sujeitos, em diferentes momentos, novos problemas devem trazer novas respostas técnicas, que substituam as anteriores. Como num hospital, deve privilegiarse o ambulatório e evitar-se a institucionalização dos doentes. As soluções urgem respostas solidárias. O conflito latente, nas ruas das cidades europeias, entre os comportamentos marginais de uma minoria que abusa de liberdades que não podem desaparecer, por um lado; e as garantias de segurança que uma maioria reclama, por outro – é este o caldo de cultura propício para o desenvolvimento desse ovo de serpente que ao longo da história vem gerando ditaduras, guerras e liquida civilizações. Só a solidariedade pode, pois, salvar a democracia. ◘ “Só a solidariedade pode, pois, salvar a democracia.” 7 ORLA TEMÁTICA ORLA TEMÁTICA 6