BOLETIM INFORMATIVO
SETEMBRO 2008
APARTADO 248 – 3731-901 VALE DE CAMBRA
ANO 1
Casal - Cepelos
NÚMERO 9
[email protected]
27.SETEMBRO.2008
“A música é essencialmente moralizadora, uma vez que traz a harmonia às almas e que a harmonia as eleva e
engrandece.” – Obras Póstumas, Allan Kardec
•Assoc. Cultural e Benef. Mudança Interior – Vale de Cambra
•Associação Cultural Cristã Espírita – Oliveira de Azeméis
•Associação Espírita de Lagos
•Associação Espírita Consolação e Vida – Águeda
• Associação Social Cultural Espiritualista – Viseu
•Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec – Coimbra
•Associação Espírita Maria de Nazaré - Águeda
• Moacyr Camargo – São Paulo (Brasil)
Organização: Associação Cultural e Beneficente Mudança Interior
Associação Cultural Cristã Espírita
PAI NOSSO
Hoje irei convosco reflectir sobre a oração que Jesus ensinou há mais de dois mil anos,
lembrado que Jesus disse ” Nas vossas orações não sejais como os gentios, que usam
de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem serão atendidos”, vindo
referido em Mateus.
Não façamos desta bela oração mais uma ladainha, sem que nos interroguemos sobre
as palavras que dizemos.
Se eu não actuo como filho de Deus, se ligo mais a conseguir um bom carro, umas boas
férias, nem que para isso me tenha de endividar, tirando muitas vezes da boca dos
filhos, empregados; se culpo Deus pelas minhas dívidas, pela pobreza que há no
mundo, pela pobreza do vizinho; sendo eu que contribuo para não melhoria de quem me
rodeia, blasfemando contra Deus, afirmando que um pai não age assim, mas em
contrapartida glorifico-me com tudo o que acontece de bom É correcto dizer: PAI NOSSO?
Se a minha vida se rege apenas pela avareza, pelo que construí e encontrei na crosta,
como casas e terrenos, levando ao extremo as partilhas, os marcos, originando muitas
vezes inimizades e até homicídios É correcto dizer: QUE ESTAIS NOS CÉUS?
Se tento (ou penso) ser cristão apenas por ser socialmente correcto, o muito cómodo
ser-se espírita no meio espírita, ser-se católico no meio católico, quando o mais
importante é ser cristão e ser cristão é ser-se coerente na pratica que o Cristo ensinou.
Se apenas sigo o Cristo por medo do inferno, ou por superstição É correcto dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME?
Se ter um bom carro, manter as aparências, gastar o que não se tem, não poupar hoje
para o amanhã, (repare-se nas falências fraudulentas, nas dívidas), omo também manter
os meus vícios fúteis, bens supérfluos, não pondo em pratica o ensinamento de Jesus
quando diz “ Acumulai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os corroem
nem os ladrões arrombamos muros a fim de os roubar. Pois onde estiver o teu tesouro,
aí estará também o teu coração.” (Mt 7 ; 20,21) É correcto dizer : VENHA A NÓS O VOSSO REINO?
Se na verdade o que eu quero é o que se realize o meu desejo, sendo ou não o melhor
para mim ou para o meu semelhante É correcto dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE?
Se a minha vida se gere pela poupança exagerada, pela sovinice, não pondo em prática
a ajuda ao próximo matando-lhe a fome (e que há tanta nestas redondezas, basta que
para isso estejamos atentos) É correcto dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE?
Se calco o semelhante, utilizo todos os meios para subir na empresa, para conseguir um
contrato de trabalho, para gerir a minha vida social; se mando os meus irmãos
desencarnados para “todos os lados” excepto para o caminho do bem, para a luz que é
o do Cristo e não os perdoando, tendo assim a mesma atitude para com os meus
inimigos encarnados É correcto dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS
PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO?
Se vou pela via mais fácil, que mais seduz, contrariando os valores morais ditados por
Jesus, contrariando a voz da consciência È correcto dizer: E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO;
Se uso e abuso do que faz mal, que pode matar (sexo sem amor, tabaco, bebida em
exagero, tudo o que seja prazer sem virtude) –
É correcto dizer: LIVRAI-NOS DO MAL?
continua pag. 5
Evangelho no Lar
10/9 - “Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos
tornardes notados por eles. De contrário, não tereis nenhuma recompensa do
vosso Pai que está nos Céus.” (Mt 6;1,1)
- A ostentação no dar é vaidade, quando não orgulho, que pode ferir quem recebe. È
querer mostrar que se tem e querer parecer generoso. Assim procedendo, tem-se o
louvor dos homens mas não a recompensa dos Céus, porque a caridade não se ufana,
nem se envaidece.
17/9 - “A lâmpada do corpo é o olho; se o teu olho estiver são, todo o teu corpo
andará iluminado. Se, porém, o teu olho for mau, todo o teu corpo andará em
trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas quão grandes serão essas
trevas.” (Mt 6;22,23)
- Quando olho, cobiço? Quando olho, invejo? Quando olho, julgo mal? Quando olho,
odeio? Quando olho, só vejo defeitos? Que vejo eu quando olho? Porque muitas vezes
aquilo que vemos quando olhamos é o reflexo daquilo que somos. Como somos, então?
24/9 - “Tomando a palavra, Jesus disse: não foram dez os que ficaram limpos?
Onde estão os outros nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus,
senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai. Salvou-te a tua fé.”(Lc 17;
17,19)
-Quantos de nós nos queixamos de que Deus não nos ouve… Será que não nos ouve, ou
seremos nós que andamos distraídos e não vemos a Sua resposta nas pessoas e nas
situações que vão surgindo na nossa vida e que são, ou podem ser, a solução dos
nossos problemas? Ser-lhe-emos reconhecidos a ponto de merecermos a Sua ajuda?
Sempre agradecemos aos homens – e a Deus? A quem devemos a vida?
1/10 - “E dizia: o reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra.
Quer esteja a dormir, quer se levante de noite e de dia, a semente germina e
cresce, sem ele saber como.” (Mc 4; 26,27)
- O reino de Deus é o amor e é a verdade. É o fim para que tende qualquer manifestação
de vida, porque é inexorável a lei do progresso que conduz a inteligência do átomo até ao
arcanjo. A nossa situação evolutiva e a limitação imposta pela noção que temos do tempo
não nos permite a percepção imediata deste movimento.
AMAI OS OBSESSORES
Quando ouvimos esta afirmativa pela primeira vez, a reacção, instintiva, foi
de repúdio. Há quem diga seja o impulso normal, mas a “normalidade” deixou-nos
tristes, porque sinal da nossa ainda inferioridade moral. Bem vistas as coisas, fez já dois
mil anos que Jesus expendeu a directiva de amar os inimigos e orar por quem nos
persegue mas, se dela todos os cristãos tomamos conhecimento, poucos a entenderam
e raros a puseram em prática.
Afinal, quem são os obsessores, os nossos obsessores?
Nas nossas deslocações automobilísticas solitárias, relaxados ao som da Antena 2,
temos tido tempo e disposição para pensar nisto – e aceitar a razoabilidade da
obrigação de amar os obsessores.
É sabido que só é nosso inimigo quem já foi amigo; amigo esse que de algum modo
prejudicamos, tenha sido através de traições várias, calúnias, roubos, assassínio até...
Não é de admirar que tenha sido assim, pois ainda hoje estamos muito próximo de voltar
a cair nos mesmos erros, além de que os maus de ontem não foram só os outros, nós
também lá estivemos. Daí que, nas sucessivas experiências terrenas, se algumas
amizades construímos e outras tantas simpatias semeamos, talvez não menos
inimizades e antipatias deixamos à nossa espera na volta do caminho.
Nem sempre a intensidade da sanha com que os nossos obsessores actuam se
coaduna, em termos absolutos, com a gravidade da falta, mas, dentro da relatividade da
nossa comum percepção dos acontecimentos, a falta cometida é sempre inferior à
recebida, porque a praticada tem sempre atenuantes e a recebida agravantes. Essa
errada percepção deve-se à incapacidade de dar a outra face, ou seja, não querer
revidar, aliada ao desconhecimento das sábias leis que regem a vida e a conduta
humana.
Em relação àqueles que nos perseguem, fomos o escândalo necessário para que
saldassem uma determinada dívida. Mas constróem uma outra dívida, porque a
ninguém compete fazer justiça por próprias mãos e se perseguem serão perseguidos.
Como lhes estamos devedores, é obrigação os amemos para que, vendo a nossa
transformação sentimental e sentindo-lhe os efeitos benéficos, se torne possível
entendam a contraproducência da vingança e se efective a reconciliação.
Em relação ao escândalo, fomos o seu objecto; daí, colhermos os frutos da sementeira.
Não podemos anular a lei de Causa e Efeito. Mas devemos ter presente que o amor
cobre uma multidão de pecados (Tg 5,20; Ped 4,8) e só o perdão pode interromper o
ciclo vicioso do crime versus castigo, em rodopios intérminos de dor. Aqueles que
conhecemos os mecanismos das leis da vida espiritual temos o dever de dar o primeiro
passo no sentido de acabar com a inevitabilidade desta espécie de cobrança coerciva.
É provável que também tenhamos os nossos devedores e que façam parte do círculo de
pessoas do nosso relacionamento. Como não é muito difícil reconhecê-los, esta é a hora
exacta de darmos testemunho do que tem sido ainda e somente, talvez, o nosso
conhecimento teórico, e perdoarmos as ofensas recebidas como queremos nos
perdoem aqueles que ofendemos. Se continuarmos a achar que o perdão é figura para a
nossa retórica, amanhã desencarnamos e viramos nós malvados obsessores.
Não é preciso ser-se espírita para ser um bom espírito, mas ai daquele que siga o
espiritismo e seja um mau espírita. Quem ainda não leu “Tormentos da Obsessão” só
tem a ganhar em lê-lo, apesar de não ser agradável descobrir as misérias resultantes da
irresponsabilidade com que se viva o espiritismo (e por isso malquisto, o livro, por alguns
sectores mais levianos). Alguém nos disse, em conversa: “Felizes os ignorantes, não
por opção, mas por circunstância”. É, obviamente, um desabafo, mas traduz bem da
grave responsabilidade de ser espírita, hoje, pois se o futuro é o espiritismo, na
actualidade cabe-nos a honra de ser dos poucos escolhidos com obrigação de salgar a
terra e iluminar o mundo. E se o sal não salga e a luz não ilumina...
Amai os obsessores!
Amanhã, como vai ser?
O presente é consequência do passado, o futuro é consequência do presente.
Então, como vai o nosso relacionamento com os espíritos encarnados?
Cada homem é um irmão, ou é um adversário?
Vivemos em fraternidade, ou estamos naquela do salve-se quem puder?
Como vamos com os vizinhos, com os subalternos, com o cônjuge?
(E de relações extraconjugais?)
Somos tão atenciosos com os encarnados quanto com os desencarnados?
Foi por procedimentos errados quando andamos juntos nos caminhos terrenos e não
termos procedido à reconciliação em tempo devido que temos obsessores, estes
irmãos carentes de esclarecimento, iluminação e amor - se calhar não mais que nós, se
continuamos a trilhar indébitos caminhos de egoísmo.
Talvez não fosse má ideia uma longa viagem solitária de automóvel (com a Antena 2
em fundo, para relaxar).
aps
PAI NOSSO (cont.)
Se mesmo sabendo que sou imperfeito, impuro, mas mesmo assim continuo a enganarme e nada faço para mudar interiormente, se não me incomodo diante das injustiças É correcto dizer: AMEM OU QUE ASSIM SEJA?
Tenhamos em conta que Jesus quando nos ensina esta oração também faz este alerta:
“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos perdoará
a vós” ( Mt 7 ; 14,14) e diz também “ E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio
como os hipócritas que desfiguram o rosto para que os outros vejam que jejuam” (Mt 7 ;
16,16) e diz ainda “…para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas de teu
Pai que está presente no oculto; e teu pai vê no oculto, recompensar-te-á”(Mt 7 ; 18,18).
Agora que sabemos o verdadeiro sentido deste belo hino de amor, o saibamos pôr em
prática, tornando-nos melhores, tornando melhor o nosso seio familiar, que por sua vez
vai agir melhor no seu local de trabalho, criando assim uma corrente de benfeitores
encarnados, aproximando-se assim os desencarnados da mesma onda vibratória,
comandados por mentores espirituais de luz afastando aqueles irmãos mais ignorantes
que ainda se revestem do ódio pelo mal que outrora lhes causamos, dando-se muitas
vezes a regeneração de alguns desses irmãos que, após algum tratamento espiritual, se
aliam em causas mais nobres.
Lurdes Lourenço
COMO VIVEMOS HOJE?
Nos dias de hoje, temos uma vida
completamente preenchida!
Não temos tempo para nada, ou então
fazemos por não ter.
A sociedade dos tempos que decorrem
leva-nos a praticar o exercício do "não
tenho tempo". Isto porque ou temos o
trabalho que nos ocupa o dia todo, ou o
ginásio que temos de frequentar porque
"todos vão", ou temos os amigos que nos
chamam para um café, etc...
A verdade é que chegamos ao fim do dia e
não lemos nenhum livro, não repousamos
o nosso corpo físico, mas principalmente
não reflectimos no que fizemos de mal no
dia. Quando chega o fim de semana, lá
arranjamos mais tarefas e mais uma vez
se cai no erro de não pensarmos nas
nossas atitudes! No final, quando nos
encontramos na idade "de nada podermos
fazer", paramos e olhamos para trás....
O que vemos? Nada!
Nada porque não tivemos tempo! Tempo
para corrigir os nossos erros! Depois é
tarde porque o que fizemos de mal um dia
e não foi corrigido atempadamente, não
será agora que o vamos poder fazer. Tudo
porque não tivemos tempo para PENSAR
em como somos! Sim, porque o mal que
fazemos não é só aos outros, aos nossos
próximos, é também a nós! Os vícios que
nos levam a uma dependência louca e
descontrolada é tudo culpa nossa, de mais
ninguém. Isto porque não paramos para
pensar.
A vida é muito preciosa para a
desperdiçarmos dessa maneira. Temos de
aprender todos os dias a saber controlar
os nossos impulsos e sabermos separar o
bom do mau!
Se pararmos um minuto por dia e
pensarmos no que fizemos, acreditem que
vamos mudando e melhorando todos os
dias!
Margarida Tavares
HORA DA MUDANÇA
É na hora
Da mudança
Vamos todos a mão dar
Para termos
Forte a corrente
E fazermos o som vibrar
É o amor em movimento
É o amor em movimento
Para assim podermos trabalhar
Para assim podermos trabalhar
Vamos todos
Um a um
Vamos todos edificar
Não vai haver
Um trinta e um
Com Jesus a comandar
E assim
Vamos viver
E assim vamos andar
Muitos sonhos
Vão crescer
Muita força vai voltar
Nunca chorem
O passado
Vamos sempre com alento
É Jesus
A comandar
É o marco e o fermento
É o amor em movimento
É o amor em movimento
Para assim podermos trabalhar
Para assim podermos trabalhar
recebido mediunicamente
PROGRAMA DE ACTIVIDADES DE MOACYR CAMARGO EM PORTUGAL
20/09 – Associação Espírita de Lagos
21/09 – Associação Cultural Cristã Espírita – Oliveira de Azeméis
22/09 – Associação Cultural Espírita de Aveiro
24/09 – Associação Espírita Consolação e Vida – Águeda
25/09 – Assoc. Cultural de Auxílio Esclarec. Nosso Lar - Aveiro
26/09 – ACBMI
27/09 – Festival de Música Espírita
28/09 – ACBMI
29/09 – Associação “A Casa do Caminho” – Senhora da Hora
30/09 – Centro Espírita Caminheiros da Luz – Porto
01/10 – Centro Espírita Cristão – Rio Tinto
02/10 – Associação Espírita Mensageiros da Caridade – Porto
03/10 – CECA (Porto) ou NERV (Leça da Palmeira)
04/10 – Escola Beneficência e Caridade Espírita - S. João de Ver
05/10 – Associação Social Cultural Espiritualista – Viseu
10/10 – Centro de Cultura Espírita – Caldas da Rainha
11e 12/10 – Grupo de Estudos Espíritas A. Kardec - Coimbra
HUMOR
AVÓS DO FUTURO
ACAMPAMENTO JOVEM – ACBMI 16-17/08
PRAIA DO VAU – RIO TEIXEIRA
Na azáfama de montar as vivendas
Refrescando-se da azáfama de montar
as vivendas. (Estes foram os fiscais
das obras)
Relaxando (ou a “cuscar”?)
Isto sim, é relax
Acabaram as moedas de 20
cent, acabou o campeonato de
matraquilhos
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