Jornal do Sudoeste página 2 EDITORIAL “Se vira nos 30...” De 1901 a 1985, o livro “São Sebastião do Paraíso, História e Tradições” do acadêmico Luiz Ferreira Calafiori, registra que o município paraisense teve mais de 20 jornais. Naquele início de século XX, “A Voz do Paraíso”, fundado em 30 de janeiro por Antônio Simplício da Costa, foi o primeiro veículo de comunicação impresso na cidade. Em 24 de agosto, 84 anos depois, sob as mãos de Nelson de Paula Duarte e Mauro Pimenta, nasceu o Jornal do Sudoeste, presente na vida de seus leitores e anunciantes até os dias atuais. Já se vão 30 anos de lutas, conquistas, dificuldades, avanços, adaptações às modernidades, aumento de tiragem, circulação em cidades vizinhas, mantendo sempre a ética e a responsabilidade nas pautas distribuídas à equipe de repórteres e colaboradores. Política, polícia, cidades, social, cultural, esporte, diversidade, cotidiano, construção, saúde, agricultura, ecumenismo, classificados, entre outros, são editorias e cadernos que fazem parte do Jornal do Sudoeste, assim como o espaço dedicado ao leitor. “Não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la”. Foi com esta citação estampada na capa, atribuída ao filósofo Voltaire, bem abaixo do logotipo feito a mão e ao lado de um globo terrestre que o jornal, já na primeira edição, demonstrava sua linha editorial e a sua dimensão regional com notícias dos municípios de Capetinga, Ibiraci, Itamogi e Jacuí. Inicialmente impresso nas gráficas do jornal Diário de Ribeirão Preto/SP, também desde o início o Sudoeste cobrava providências para diversos assuntos que, à época, incomodavam a sociedade. Nestas três décadas, assuntos e furos de reportagem não faltaram para estampar as páginas do jornal e as matérias provam que, muito além de responder as seis perguntas básicas do jornalismo (o que, quem, quando, onde, como e por que), um bom texto requer a sublime dosagem das palavras, sem perder o foco na imparcialidade e, sempre, ouvindo os dois lados da história ou as duas versões dos fatos narrados. Isto está presente nas notícias veiculadas no Jornal do Sudoeste — marca da sua seriedade, credibilidade e compromisso com a verdade. Não é fácil manter esta conduta, ainda mais numa sociedade capitalista — onde o dinheiro procura falar mais alto, em meio a disputas de poder, driblando a salutar concorrência e em cidade do interior, onde a maioria dos habitantes se conhece e as notícias “correm a bocas miúdas”. E agora, com o advento e ascensão das redes sociais, os fatos são divulgados em questão de segundos. Com isto, o jornal (entre aspas) “parece” tornarse um produto velho e desnecessário. Notícia falsa! Para se manter firme e superar todos os obstáculos, é preciso muita determinação e firmeza, um objetivo e um ideal que, nestes 30 anos, são a mola mestra deste bissemanário paraisense. Sentimentos presentes nas veias de seus fundadores e que se mantém em seu diretor, Jornalista (com J maiúsculo) Nelson Duarte, baluarte do sonho que se tornou realidade, que avança no tempo e registra a História (também com H maiúsculo). “Se vira nos 30”, professor, para dar conta do recado de bem informar Paraíso e região, acompanhando de perto tudo o que acontece! Os aplausos nesta edição comemorativa e especial são para você e o presente é nosso por termos o JORNAL DO SUDOESTE atuante, sólido e dedicado “na” e “a” esta sociedade. Parabéns!!! Adriano Rosa São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 CRONOLOGIA ANOS 1985 – 1986: Apae e Parque Industrial Já nas primeiras edições do Jornal do Sudoeste podemos notar a publicação de matérias locais e, também, destaque para assuntos regionais, marca que ao longo dos 30 anos se fez presente na história do veículo. Cidades como São Tomás de Aquino e Itamogi sempre tiveram espaço nas páginas do jornal. Em 1986 o jornal já noticiava: “Somos 60 mil em Paraíso”. Hoje, de acordo com o último Censo (2014), a população está em 69 mil, isso em dados oficiais que não convencem aos paraisenses. Acreditase piamente ter passado dos 70 mil. Mas alguns problemas que o Sudoeste denunciava em 1985, continuam latentes em nosso dia-a-dia, como a situação caótica do trânsito ou o asfalto em ruas do distrito de Guardinha (edição 86). Outras questões que naquela ocasião ganharam destaque nas páginas do jornal, foram resolvidas depois de muita cobrança política, como os famosos trilhos das Ferrovias Paulista S.A. (Fepasa), que “cortavam” ruas dos bairros São Judas, Maria Italiana e vilas Helena e Mariana. O início das discussões para a implantação do 1° Parque Industrial já ganhava matéria na edição 16. O Sudoeste também acompanhou a luta dos excepcionais de Paraíso que, em 1985, viram o início das obras do prédio da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), localizado no bairro Santa Maria, com a sua conclusão e inauguração no ano seguinte, fato noticiado na edição 46. A implantação do Corpo de Bombeiros na cidade também ganhou as páginas do Sudoeste no mês de outubro, bem como a realização da Primeira Noite Afro-brasileira em Paraíso. Na cobertura regional, o jornal acompanhava a luta do município de São Tomás que pleiteava ligações DDD e de Itamoji, que buscava os serviços de iluminação das Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig). E sobre os acordes em perfeita harmonia da Banda Municipal de Música, também destacada nas primeiras edições do jornal, termina aqui este relato dos dois primeiros anos de circulação do Sudoeste. São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Jornal do Sudoeste página 3 Jornal do Sudoeste página 4 São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 CRONOLOGIA ANOS 1987 - 1988: trilhos da Fepasa e a urna 70 Alguns movimentos grevistas foram registrados pelo Jornal do Sudoeste em 1987, como os bancários, professores e funcionários da Ruralminas que reivindicavam melhores salários e condições de trabalho. Um protesto de agricultores no mês de março também ganhou destaque nas páginas do jornal. Em pauta, o mercado de café. O País vivia sob as leis de uma nova Constituição e sob um Governo democrático pósDitadura. No entanto, os problemas eram muitos – nada tão diferente do que vemos hoje, com inflação e constante reajuste de preços. Uma tabela da Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab) foi editada e os mercados tiveram que “congelar” os preços de várias mercadorias. Sob os olhares constantes das “fiscalas do Sarney”, a economia brasileira tentava entrar nos trilhos... Ah... os trilhos... Os da Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa) continuavam na pauta de discussão da Prefeitura de Paraíso com o Governo do Estado de São Paulo. E o Sudoeste registrou diversas matérias sobre o tema. Também ganhou destaque na edição 64 (janeiro) o projeto do “Congódromo” (que obviamente não vingou naquele ano, mas que, vira e mexe, até hoje, volta à mesa de discussão entre os envolvidos no assunto). A cidade ganhou um Código de Posturas municipais em junho, o início de construção de uma moderna avenida em agosto – a João Pereira de Souza, com pista dupla, ligando a região da Vila Mariana à Rodovia BR 265 (saída para Ribeirão Preto) e um Posto Fiscal no mês de setembro. Em 03 de agosto a Associação Comercial e Industrial (na época ACI) completava 30 anos de fundação – órgão importante para o desenvolvimento do município e que, até os dias atuais, demonstra força, seriedade e compromisso com o empresariado local. Já em 1988, nas primeiras edições do ano, o Jornal do Sudoeste destacou a aquisição de lotes por parte da Prefeitura para a construção de casas e a criação do bairro San Genaro. O assunto das drogas também ganhou manchetes no mês de março com a realização do 1º Simpósio Antitóxicos de Paraíso. Na ocasião, o evento contou com a presença de Elias Murad e Edson Serranini, à época, maiores autoridades do País no assunto. A promoção foi da Promotoria de Justiça, com apoio da administração João Mambrini Filho. Em ano eleitoral, diversas matérias foram feitas, entre elas a criação de um Conselho Comunitário Jovem, a implantação em Paraíso do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o lançamento das candidaturas ao cargo de prefeito e vereadores e a campanha dos candidatos com a realização do 1º debate político em 167 anos de história do município. Mas, o assunto que rendeu “panos para as mangas” e processos nos tribunais foi a contagem de votos da famosa “urna 70”. A votação ainda era manual, não existia urna eletrônica. Supôs o candidato derrotado na época que a contagem dos votos na dita cuja urna influenciou no resultado da eleição, dando a vitória ao seu adversário. Nada, no entanto, até hoje foi provado... Um passo importante dado pelo Jornal do Sudoeste em 1988 foi a criação do caderno de CLASSIFICADOS, no início em formato tabloide, depois incorporado ao grande caderno. Uma marca registrada e que circula até hoje nas páginas do jornal, registrando as ofertas de compra, venda e serviços da população paraisense. São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Jornal do Sudoeste página 5 CRONOLOGIA ANO 1989: balcão de empregos e TV Paraíso O terceiro ano de circulação do Jornal do Sudoeste foi marcado por inaugurações e reivindicações. O povo, a população paraisense, pedia passarelas na BR 265, tapa-buracos em diversas ruas e casas populares. Os encarcerados também viviam sufocados pela superlotação na (antiga) cadeia pública e uma rebelião foi noticiada pelo jornal logo no início de 1989. Após o fato, a Prefeitura se dispôs a reformar o prédio – obra realizada, que amenizou (em parte) a situação dos presidiários. No entanto, fugas vira e mexe aconteciam, a Comissão Estadual de Direitos Humanos aqui aportou para averiguar denúncias de possíveis maus tratos, pessoas foram ouvidas, cabeças rolaram, até que, anos mais tarde, a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) assumiu o comando da cadeia, que virou presídio (provisório). Com isso, houve a separação da Polícia Civil que, até então, trabalhava no mesmo local e realizava tarefas que foram repassadas aos agentes penitenciários. A criação da Guarda Municipal foi destaque nas páginas do Sudoeste em abril, na edição 163, sendo a formatura dos primeiros GMs noticiada na edição de junho. Antes da criação da Guarda, Paraíso ganhou a “Rotam” (Rondas Táticas Municipais) – uma polícia especializada, visando combater crimes violentos e contra o patrimônio. Ainda na área de segurança e Direito, o jornal noticiou na edição 184 (setembro) a posse da juíza Evangelina Castilho Duarte, importante magistrada que atuou na cidade na Vara Criminal. Na área educacional, no mês de abril o jornal noticiou que a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) pretendia implantar cursos em Paraíso. Não vingou! Também durou pouco tempo o famoso “Mer- cadão Municipal”, destaque no Jornal do Sudoeste na edição de janeiro. Já a criação do “Balcão de Empregos” da Associação Comercial no mês de fevereiro foi uma ferramenta que deu certo e ajudou muitas pessoas a encontrarem colocação no mercado de trabalho. Hoje o serviço é prestado pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine). Outra implantação que deu certo e perdura até os dias atuais, foi o serviço de Vigilância Sanitária, matéria destacada pelo Sudoeste no mês de março (edição 160). A ampliação da “Área Azul” foi notícia na edição seguinte, na época sob o comando das Lojas Maçônicas até, anos mais tarde, passar para a administração municipal – serviço, atualmente, sendo regulamentado. Em discussão hoje também a municipalização do trânsito. Assunto que gera polêmicas. Porém, em agosto de 1989, o jornal criou uma coluna e destacou as ações da famosa “caneta do guarda” sobre multas aplicadas a motoristas irresponsáveis... Parece que pouco mudou neste aspecto. Um contrato de comodato firmado entre a Prefeitura e a Cúria Metropolitana de Guaxupé transferia para o município a administração da Escola Técnica de Comércio São Sebastião, notícia destacada pelo Sudoeste em abril. A partir da edição 165 (maio), o jornal ganhou novo lay-out e passou a utilizar novas fontes nos seus títulos e textos. A logomarca oficial, feita a mão para as primeiras edições, ganhou ares computadorizados, bem como a redação se modernizou com novos computadores. Finalizando o ano de 1989, o jornal destacou em setembro o lançamento da pedra fundamental da nova rodoviária, construída e em operação até hoje no Jardim Planalto. O antigo prédio ao lado do parque da Lagoinha veria máquinas da Prefeitura em ação, da noite para o dia demolindo pilares, como forma de “tirar” do local quem de lá não queria sair ou se mudar. Atos determinados pelo prefeito Waldir Marcolini... Na edição 195, já no mês de dezembro, o Sudoeste destacava que, em 180 dias, a TV Paraíso seria inaugurada. O primeiro canal de televisão comunitária local da cidade, empreendimen- to ousado levado adiante por um grupo de pessoas, teria o saudoso vereador Antonino José Amorim como um dos seus principais diretores e apresentadores. Ele e a TVP canal 10 fazem falta... À sua época, cumpriram seu papel de entreter, denunciar, cobrar e noticiar assuntos da cidade e região, tarefa hoje a cargo da TVs Sudoeste e Canal Sete (internet). Jornal do Sudoeste página 6 São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 CRONOLOGIA ANO 1990: o incendiário e a expansão urbana Um assunto que ganhou diversas matérias, capas e destaque nas edições do Jornal do Sudoeste em 1990 foram as ações do “incendiário”, o terror da população de Paraíso. Muitas vítimas, investigações, até se chegar à prisão do suspeito, sem, no entanto, uma resposta conclusiva para a sociedade paraisense. Naquele mesmo ano, outro problema começava a se espalhar pela cidade: a Dengue, tendo a Superintendência de Campanhas de Saúde (Sucam) ter que realizar algumas ações de combate à proliferação do mosquito. Pelo visto, o dito cujo não se intimidou e, nos dias atuais, ainda é outro “terror” no seio da sociedade que, nem sempre, faz a sua parte na limpeza de terrenos e eliminação de focos criadouros. Já sob o título “um desafio social em Paraíso começa a ser discutido”, a edição 203 de fevereiro trazia à pauta a famosa “zona boemia” da cidade, localizada na região do bairro Nossa Senhora Aparecida. A “alegria” dos frequentadores que existiu por décadas, logo se extinguiu. No entanto, ao longo dos anos, o progresso caminha a passos lentos naquela parte da cidade. Exemplo disso é a parte do projeto Somma (canalização), iniciado no final dos anos 90 e que até hoje não foi concluído na área. Os editais e as publicações forenses passaram a fazer parte das páginas do Sudoeste em 1990. O serviço atendia a Justiça local e cancelado doze anos depois, em setembro de 2002, quando o serviço ganhou publicação eletrônica pela Imprensa Oficial do Estado. Nesta mesma época, algumas fotos tidas como “ousadas” divulgadas na coluna “Cultura Pop GLS” motivaram questiona-mento de uma promotora de justiça. Deu até processo, apreensão de computadores e a absolvição do colunista responsável em 2007 por absoluta falta de provas. Faz parte da História do jornal, com “H” maiúsculo, desde a primeira edição, destacar os eventos culturais, como o Carnaval, a Congada e os famosos concursos de Miss. A política também sempre esteve na pauta do Sudoeste e os “enguiços” envolvendo personalidades do meio foram matérias no jornal e no famoso programa “Voz do Paraíso”, na extinta 820 Khz, Rádio Difusora Paraisense (hoje Rádio da Família), assunto desta- cado na edição 218, em maio. A “novela” dos trilhos das Ferrovias Paulista S.A. (Fepasa) também ganhou muitas manchetes até a sua completa retirada da Vila Mariana, restando no local apenas o prédio da antiga estação, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do município. A medida possibilitou a abertura de ruas, construção de casas, mas ainda restam trilhos esquecidos e se deteriorando na zona rural, como na região de Guardinha e Itaguaba, sendo alvo de vândalos e ladrões. Foram muitos caminhões carregados com trilhos, retirados na calada da noite, mesmo com as seguidas denúncias do Jornal do Sudoeste alertando autoridades. Cogita-se a volta turística do transporte ferroviário, filão que, se bem explorado, faria a alegria de saudosistas e uma opção de lazer a mais às novas gerações. Porém, tudo fica apenas no papel ou nas “boas intenções” de visionários. O que saiu mesmo do papel, e mesmo assim demorou alguns longos anos, foi o Aterro Sanitário, uma preocupação das autoridades da época, destacada no Sudoeste no final de 1990. Outro projeto que ganhou vida foi a inauguração do Centro Social Urbano 2, no Jardim Planalto, destaque da construção publicada na edição 209 (março). A implantação de uma linha circular ligando os bairros São Judas e San Genaro também foi notícia na edição 205 (fevereiro). Hoje esta linha é uma das mais movimentadas da empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade. Outra obra que saiu do papel foi a avenida ligando a região da Lagoinha ao San Genaro. Para se atravessar da Vila Nova para o Jardim Coolapa, as pessoas utilizavam uma “pinguela” (pequena ponte de madeira). A canalização do córrego e abertura de ruas pôs fim a este dilema, proporcionando ainda a expansão de outros bairros naquela região. Desde as primeiras edições o jornal divulga as notas de Falecimento e, em março de 1990, o Sudoeste destacou a passagem para o plano superior do jornalista Aníbal Deocleciano Borges, popular “Biba”, um dos precursores da imprensa escrita em São Sebastião do Paraíso. Na época, o prefeito Waldir Marcolini decretou luto oficial, uma justa homenagem a quem abriu portas para a expansão deste tipo de comunicação. São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Jornal do Sudoeste página 7 CRONOLOGIA ANO 1991: Renovação Carismática e os curtumes O 6º ano de circulação do Jornal do Sudoeste começou divulgando a inauguração de mais uma emissora de frequência modulada em Paraíso. Entrava no ar pelas ondas de 1320 Khz, a Rádio Ouro Verde AM. Fato destacado na edição 246. Também no início de 1991 o jornal noticiava as obras de construção do prédio da Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori, no Jardim São José. Até então, as aulas eram realizadas em salas cedidas pelas escolas Clóvis Salgado e Paraisense. Ainda na área educacional, no distrito de Guardinha era inaugurada uma biblioteca, fato divulgado na edição 249 (fevereiro). O movimento da Renovação Carismática Católica (RCC) começava a ganhar adeptos e destaque em Paraíso e o jornal fez matéria divulgada na edição 259 (maio). Já os clientes da extinta Minas Caixa começavam a receber de volta seu dinheiro pela Caixa Econômica Federal após a liquidação das agências pelo Banco Central, edição 278, ganhava destaque a ação de alunos da Escola Estadual Paraisense que, após a realização de um concurso de “Garoto e Garota”, praticaram atos de vandalismo no Teatro Municipal. Um verdadeiro quebra-quebra. As denúncias e constantes cobranças sempre se fizeram presentes na linha editorial do Sudoeste e, com elas, muitos problemas foram resolvidos. Um desses assuntos foi a poluição de destaque na edição 263 (junho). No mesmo mês, o Sudoeste divulgava denúncias contra a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab) que, segundo informações, estava praticando cobranças indevidas em contratos já quitados. Em agosto o jornal noticiou em matéria de capa a reclamação de lojistas da área central que reivindicavam mais estacionamento ao redor da praça Comendador José Honório (matriz). E por falar em reclamação, foi em 1991 que o jornal criou a coluna “Agente Comunitário” para dar espaço, vez e voz às reclamações populares, bem ao estilo do que hoje se vê nas redes sociais. Para comemorar seu 6º aniversário, o Jornal do Sudoeste presenteou seus leitores e a cidade com um show do cantor Moacir Franco, realizado nas dependências do Clube Paraisense. Sucesso de público! No mês de setembro, na córregos provocada pela atividade dos curtumes. Hoje a situação está bem melhor, principalmente após a aprovação de leis ambientais mais rígidas, mas ainda não se encontra em sua forma ideal. Com o tratamento do esgotamento sanitário urbano, prestes a entrar funcionamento de vez que as estações da Copasa foram concluídas, o tratamento de efluentes de curtumes, de igual maneira precisa ser resolvido de vez. Ao apagar das luzes de 1991, o jornal destacou na edição 291 (dezembro) a valorização do café, do leite e da fruticultura e publicou mais um Suplemento Especial, em formato tabloide, dando ênfase ao período natalino. Naquele mesmo ano, dois outros cadernos especiais foram produzidos, um voltado para a Exposição Agropecuária (Expar) e outro divulgando o 170º de São Sebastião do Paraíso. página 8 Jornal do Sudoeste São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 CRONOLOGIA ANO 1992: gangues, eleições e um assassinato À medida que a gente cresce, aumentam-se também as responsabilidades e com uma empresa acontece o mesmo. Em franca expansão, o compromisso com a verdade, com a seriedade e com a busca de soluções para problemas que afligem a população tornaramse metas a serem perseguidas pelo Jornal do Sudoeste. Prova disso foi um Editorial publicado na edição 297 (fevereiro), que foi parar nas mãos do secretário de Estado de Segurança Pública da época. O assunto: cobrança por mais viaturas para a Polícia Civil. Outro fato que o Sudoeste teve participação efetiva com matérias de cobrança e acompanhando todo o processo de negociação, começou a ter o seu desfecho na edição 299 (fevereiro), quando, finalmente, foi assinado o contrato entre a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo para a retirada dos trilhos das Ferrovias Paulista S.A. (Fepasa). Uma pessoa importante que intermediou o encontro entre as autoridades envolvidas foi o saudoso fotógrafo Manoel Ribeiro dos Santos, popular “Lerinho”. Mais uma luta que o jornal acompanhou e destacou na edição 300 (fevereiro), foi a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais. Ainda naquele mês, o Sudoeste noticiava o início da construção do Lar Pedacinho do Céu e fazia matéria sobre os leilões de gado promovidos pelo Sindicato dos Produtores Rurais (Sindpar). A criação do Conselho do Menor e do Adolescente, noticiado na edição 278 (setembro), serviu de mote para alertar as autoridades judiciais pela não existência do Conselho Tutelar em Paraíso, cobrança feita pelo jornal na edição 306 (abril). Paralelo a isto, diversas matérias ao longo do ano davam conta das ações de gangues que ameaçavam populares nos finais de semana em lanchonetes no Parque da Lagoinha. Ainda no mês de abril, o Sudoeste destacava o serviço de hemodiálise que começava a funcionar no Hospital da Santa Casa, beneficiando muitos pacientes de Paraíso e região. O “ouro verde”, o nosso café, também ganhou matérias nas edições do jornal, principalmente após a união de governadores de Estado que se comprometeram a lutar pela cafeicultura nacional, fato divulgado na edição 321 (julho). Esta ação, com mais eficácia e de forma concreta, bem que podia se repetir nos dias de hoje, pois a crise no setor ainda é latente. A Associação Brasileira dos Jornais do Interior (Abrajori) publicou um anúncio no Sudoeste em agosto (edição 322) com a seguinte manchete: “A inflação começa a cair”. Sem sombra de dúvida, nos dias atuais, o inverso seria destaque em uma nova publicação... Em ano eleitoral, o jornal deu destaque às campanhas dos seis candidatos a prefeito de Paraíso – pleito vencido por Lair Furtado e falou também do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, ouvindo a opinião das pessoas (a maioria a favor), matéria divulgada na edição 328 (setembro). Ainda no meio político, o Jornal do Sudoeste noticiou em setembro (edição 330) o assassinato do vereador Gabriel Ramos da Silva, morto com quatro tiros. Como se vê, o ano foi quente e o jornal acompanhou todos estes fatos! São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Jornal do Sudoeste CRONOLOGIA ANO 1993: Senai, Unifenas e Sindicato Crescendo em número de páginas, assinantes, anunciantes e abrangência, o Jornal do Sudoeste começou 1993 destacando o início das discussões para a implantação de uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Paraíso. A semente a princípio frutificou-se numa parceria com a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços – ACISSP, com a construção do Centro de Atividades do Trabalhador –CATque foi denominado “Donato Piccirillo”, em homenagem ao grande empreendedor. Quase 10 anos depois, em 2012, foi implantada uma unidade de ensino profissionalizante do Senai no município. Mantendo a sua linha de cobrança, o jornal sugeria a criação de um espaço para depósito dos resíduos provenientes dos curtumes e divulgava a preocupação dos cafeicultores com a economia regional, na edição 356 (abril). A assinatura de convênio para implantação em Paraíso das faculdades de Direito e Odontologia – braço da Universidade de Alfenas (Unifenas) foi notícia na edição 355 (março) e o fato acirrou a rivalidade entre o município paraisense e a vizinha cidade de Passos, assunto destaque na edição 357 (abril). A “novela” para a implantação da Unifenas teve muitos capítulos, até com a doação de área por parte da Prefeitura para a construção de um campus universitário – mas o projeto não vingou e o terreno foi devolvido ao município anos mais tarde, tendo a Faculdade de Direito daquela instituição, tempos depois, também fechado suas portas após formar algumas turmas de alunos, a maioria deles bastante atuantes hoje na área da advocacia e carreiras jurídicas. As matérias cobrando providências na questão dos menores ganhou um desfecho com a implantação do Conselho Tutelar na cidade, fato noticiado na edição 353 (março). A posse dos primeiros conselheiros foi destaque na edição 391 (dezembro). Também neste mesmo mês, o Sudoeste divulgou a criação do Centro de Recupe- ração do Alcóolatra Indigente – hoje Chácara Pedacinho do Céu, com terreno doado por Moacir Mariano, sendo a instituição coordenada, na época, pelo ex-vereador Antônio César Picirillo. A Associação Atlética Paraisense, sempre esteve presente nas páginas do Jornal do Sudoeste e, em 1993, uma matéria falava dos reparos feitos no estádio para o sonhado retorno da agremiação futebolística ao campeonato do ano seguinte. As obras foram feitas, mas faltou recursos para contratar e investir em jogadores. O campo está lá, porém, está difícil o sonho virar realidade e a “Mais Querida” voltar ao gramado para a alegria dos torcedores... As discussões para se implantar pedágios na rodovia MG 050 já ganhavam matérias no jornal desde outubro de 1993. Fato consumado há poucos anos, após a estrada ser privatizada à Concessionária Nascentes da Gerais, receber e ainda estar com obras de melhorias – inclusive no entorno de Paraíso, porém, com muitas críticas dos usuários pelo valor do pedágio e a pista estar bem longe das modernas rodovias paulistas. Outro fato relevante à época foram as reclamações do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais – SEMPRE - quanto a atraso no pagamento de funcionários, destaque na edição 396 (outubro), assunto que está latente nos dias atuais, assim como a corrupção. Na edição 388 (novembro), o Sudoeste noticiava a intenção de estudantes paraisenses que preten- diam ir a Brasília protestar contra este mal que assolava os cofres públicos. Pelo visto, mesmo com as manifestações populares e o constante trabalho da Polícia Federal, a “doença” se alastrou nas esferas do poder, tornou-se endêmica e está bem difícil encontrar um remédio para saná-la... O início das discussões para a implantação do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) foram matéria no Sudoeste na edição 382 (outubro), bem como as dificuldades enfrentadas à época pela Faculdade de Ciências Administrativas, Econômicas e Contá- beis de Paraíso (Facaec) – hoje Libertas, destacadas na edição 389 (novembro). Já a intenção do agricultor e empresário Carlos Melles em se candidatar a deputado federal nas eleições de 1994 foi notícia na edição 394 (dezembro), ano que circulou pela primeira vez no jornal o caderno “CULTURA POP”, idealizado pelo jornalista João Roberto Nogueira e que, anos mais tarde, levantaria a bandeira do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros, sob o comando do jornalista Adriano Rosa (leia matéria especial neste suplemento). página 9 Jornal do Sudoeste página 10 São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 CRONOLOGIA ANO 1994: as vitórias de Melles e Reminho A visita do ex-vice-presidente da República, José Alencar, na época presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), foi destaque na edição 396 em janeiro de 1994. Já no mês seguinte, o Jornal do Sudoeste estreava a coluna “DROPS”, que foi precursora meses depois da coluna “CURTAS”, publicada pela primeira vez em agosto, na edição 427 e que permanece até hoje nas páginas do jornal, sempre levantando questionamentos e trazendo em pequenas notas os bastidores da política paraisense. Assunto atualmente em voga, o parcelamento em 12 vezes da dívida da Prefeitura com o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Inpar) foi destaque no mês de março. Esta “novela” continua no ar até hoje e o assunto ainda não foi resolvido... No entanto, uma outra questão denunciada pelo Sudoeste na edição 413 (maio), o “lixão”, ganhou solução 20 anos depois, quando entrou em operação o Aterro Sanitário, decretando o fim do depósito de lixo localizado às margens da Rodovia MG 050. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tomava conta da política paraisense, destaque na edição 417 (junho). O caso em questão era apurar irregularidades na comercialização e venda de terrenos em diversos bairros da cidade. Já uma briga que terminou em agressões entre o prefeito Lair Furtado e o então vereador Donizete Silva, foi notícia na edição 422 (julho), bem como uma matéria no mesmo mês apresentando as “porções de miséria” pela qual viviam algumas famílias do município. A vinda do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) era confirmada pela Associação Comercial local na edição 424 (julho). A falta de exploração do potencial turístico da cidade foi noticiada na edição 424 (agosto) e, pelo visto, até hoje este filão ainda não despertou o interesse das autoridades ou empresários. Ainda no mesmo mês, uma suspeita de fraude anulou as provas do vereador Antonino José Amorim que, na época, cursava Direito na Unifenas... Problema constantemente denunciado até hoje no Sudoeste pelo colunista Sebastião Tadeu Ribeiro, as falhas sucessivas nas transmissões de alguns sinais de TV na cidade, teve a primeira publicação na edição 432 (setembro). Para aquecer as vendas no comércio paraisense, uma promoção da Associação Comercial sortearia um carro zero quilômetro, notícia veiculada no Jornal do Sudoeste na edição 433 (outubro). Em ano de campanha eleitoral para se eleger presidente, governadores, senadores e deputados, o jornal destacou a primeira vitória do empresário Carlos Melles que, em 1995 assumiu uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília, e a reeleição para uma vaga na Assembleia Legislativa em Belo Horizonte do atual prefeito Rêmolo Aloise. Com uma logomarca nova desde a edição 406 (março), utilizando a fonte Bauhaus, o Sudoeste divulgou as obras de reforma do Pronto Socorro Municipal – edição 406 (mesmo mês), destacou a falta de papel que estava complicando o funcionamento dos jornais – edição 437 (outubro) e o problema dos jovens que circulam com suas bicicletas pelas calçadas e na contramão – edição 427 (agosto). Mesmo com lei aprovada pelo Legislativo e diversas campanhas de educação do trânsito, 20 anos se passaram e a questão ainda persiste. O município vizinho de Monte Santo de Minas ganhou um Suplemento Especial de aniversário pelos seus 174 anos na edição de junho. Já o caderno de Classificados e o “Cultura Pop”, até então publicados no formato tabloide, passaram a ser produzidos em standard, ambos no mês de agosto. São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Jornal do Sudoeste CRONOLOGIA ANO 1995: a “novela” Prefeitura x Inpar No ano em que completaria seu 10º aniversário, a edição 447 (janeiro) trouxe a seguinte manchete: “Coolapa saneada volta a crescer”. Sob a presidência de Gilson Santana Lima, no cargo há uma década, a Cooperativa Agropecuária Paraisense, na época, começava a sair de uma crise financeira – fato que se repete nos dias atuais, onde a empresa passa por dificuldades e tenta superá-las para não fechar suas portas. Quem também queria sair da crise e planejava, mais uma vez, ascensão do grupo de elite do futebol, era a Associação Atlética Paraisense. Projeto não vingou. Já a chegada de duas empresas para instalação no Parque Industrial 2 era notícia também naquele mês de janeiro, assim como a liberação de R$ 5 mil de verbas para cada uma das escolas de samba da cidade fazerem os desfiles de Carnaval. Hoje a subvenção está na casa dos R$ 20 mil. O 1º Suplemento Agrícola foi publicado no Jornal do Sudoeste em fevereiro e o congraçamento na Lagoinha dos “baianeiros” foi destaque na edição 453. O título foi dado aos rapazes do curso de Direito da Unifenas que vieram do Estado da Bahia residir e estudar em Paraíso. O título: “Uma revogação que deixou o Legislativo de cócoras”, foi o destaque na edição 457 (março), quando o jornal tratou sobre a “novela” da doação de terrenos. Fato concretizado somente no final de 2014, a encampação da Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp) pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) já era almejada pela população e foi notícia no Sudoeste na edição 458 e também na 483 (setembro). Problema até hoje enfrentado pelos paraisenses, o trânsito já motivava a união da Polícia Militar e entidades que buscavam soluções para os problemas da época – destaque na edição 462 (abril). Já o vereador José Luiz de Souza renunciou ao cargo após sofrer processo de cassação, assunto destacado nas edições de julho a novembro. O Jornal do Sudoeste também publicou na edição 475 a denúncia envolvendo, na época, diretores do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Inpar), acusados de fraude na compra de um sítio. O assunto motivou a instalação de uma CPI, onde a Câmara Municipal pretendia “passar o Inpar a limpo”. Pelo visto, não passou, pois os problemas financeiros da autarquia continuam, bem como a dívida da Prefeitura para com o Instituto. Aliás, na edição 496 (dezembro), a administração municipal, precisando de R$ 300 mil, “pedia socorro ao Inpar” para pagar o 13º salário dos funcionários. Pedido aprovado pelos vereadores da época. Nota-se que, neste “angu de caroço” todos são culpados e, ao invés de ficarem se digladiando, deveriam se unir e buscar uma solução eficaz para o problema que atinge em cheio segurados que não têm nada a ver o pato... Por falar em Instituto, um outro, o Monsenhor Felipe, pertencente à Mitra Diocesana de Guaxupé, localizado na Avenida Angelo Calafiori, foi notícia no Sudoeste na edição 469 (junho), onde a matéria tratava da volta do funcionamento do prédio. Só sonhos... O local passou por inspeção de engenheiros – notícia dada pelo jornal na edição 488 (outubro) até ser tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha). Hoje encontra-se fechado, sem serventia e necessitando de ampla reforma. As empresas que adotaram projetos de aprendizagem para meninos carentes foi matéria na edição 489 (outubro). Na área da saúde, o Jornal do Sudoeste destacou na edição 492 (novembro) a proposta de cotização da Santa Casa de Passos aos municípios que utilizavam os serviços do hospital. E, fechando o ano, o problema dos animais soltos nas ruas foi notícia na edição 496 (dezembro), mês que circulou pela primeira vez no jornal a coluna “Horóscopo”, presente até hoje nas páginas do Sudoeste. página 11 Jornal do Sudoeste página 12 São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 CRONOLOGIA 1996 a 2005 (dos anos 11 ao 20) “No Dia do Trabalho, funcionários municipais protestam e saem às ruas pedindo alimentos”. Esta era uma das manchetes do Jornal do Sudoeste em maio/1996. Quase 20 anos depois, a história se repete? A segunda década do jornal manteve a linha editorial proposta pelos seus fundadores: estar ao lado da sociedade, denunciar e buscar solução para diversos problemas, além de destacar os avanços e conquistas. Desta forma, o jornal noticiou “Paraíso reconhecida como cidade turística” e uma visita de empresários e autoridades paraisenses a Belo Horizonte para formalizar a implantação da Escola Técnica de Formação Gerencial (ETFG) – inaugurada no ano seguinte. Destacou também que Igreja Universal, após completar um mês na cidade, pretendia arrebanhar a população paraisense. Ousados, eles, não? Na parte política, uma matéria falava: “Câmara abre inquérito para apurar denúncia de corrupção administrativa na prefeitura”, com membros da CPI sendo barrados de entrar no prédio do Paço Municipal. Na edição de setembro, o Sudoeste publicou uma pesquisa apontando Luiz Antônio Montaldi em 1º lugar na disputa pela Prefeitura. No entanto, com o desenrolar da campanha, o jornal destacou em outubro a vitória de Pedro Luiz Cerize Filho como prefeito – fato que interrompeu a alternância de poder de um grupo político que “mandava” na cidade por mais de 20 anos. Em janeiro de 1997, o jornal publicava matéria sobre a posse de Cerize e, ainda, destacava a primeira mulher assumindo o comando da Câmara Municipal, a vereadora Maria Aparecida Pimenta Pedroso. Ambos eram do PSDB. A ação do Departamento Nacional de Telecomunicações (Denatel) em lacrar transmissores de rádios comunitárias em Paraíso foi assunto em maio/ 1997. Cinco meses depois, uma das emissoras – a Ativa FM, conseguiu voltar ao ar. Em março/1998, o Sudoeste destaca- va que teria início imediato em Paraíso a construção da Casa do Menor Infrator – ou Central de Atendimento ao Menor e ao Adolescente (Ceaca). O prédio foi erguido numa área rural às margens da Rodovia BR 491, mas o projeto só ficou no papel... Uma lavoura de tomates que estaria poluindo o Rio Santana foi denunciada pelo jornal no mês de junho daquele ano. Já o fechamento da Unifenas em Paraíso foi matéria na edição de setembro, bem como a instalação do Posto de Serviço Integrado e Urbano (PSIU). A morte do empresário Donato Piccirillo, proprietário da Casa Brasil, foi notícia na edição de fevereiro/1999. Já em outubro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) investigava preço dos combustíveis em Paraíso – uma ação que precisava voltar a acontecer nos dias atuais... O falecimento do ex-deputado Delson Scarano foi notícia em novembro. A urna eletrônica “deu o ar da graça” pela primeira vez em Paraíso em dezembro/1999, quando os paraisenses fizeram testes com o novo equipamento de votação. Em janeiro de 2000, o Jornal do Sudoeste destacou que a Prefeitura queria R$ 110 mil em taxas (de habite-se e alvará) para liberar o funcionamento do Hospital Sagrado Coração de Jesus. A chegada dos remédios genéricos foi notícia no mês seguinte. “Preso em Paraíso homicida denunciado no Programa Linha Direta da Rede Globo”. Esta foi a manchete do jornal no início de março. A posse do deputado federal Carlos Melles como ministro do Esporte e Turismo, no Governo Fernando Henrique, foi matéria destacada pelo Sudoeste em abril. Já a cobrança da taxa de iluminação pública foi confirmada pelo Tribunal de Justiça, com notícia dada pelo jornal em junho – a medida permanece em vigor até os dias atuais... O lançamento da chapa Marilda Melles e Enoc José Netto, ambos do DEM, para concorrer à Prefeitura nas eleições de 2000, foi notícia do jornal em julho. Saíram vitoriosos do pleito. Naquele mês e ano, o Ministério Público pedia a indisponibilidade dos bens do então deputado estadual Rêmolo Aloise. A inauguração da Delegacia da Mulher foi destaque na edição de dezembro, bem como um laudo que apontava falhas na cobertura (improvisada) do Centro Olímpico. Meses depois, todo o material foi retirado e outro projeto foi realizado no local. Anos depois aconteceu a inauguração do ginásio, que era chamado de “elefante branco”. Em abril de 2001, o Jornal do Sudoeste destacou a inauguração da nova cadeia e da Banca Examinadora do Detran. Já o Ministério da Educação (MEC) anunciava a liberação de R$ 2,2 milhões para a implantação do Centro Profissional em Paraíso (Ceduc). O aeroporto regional recebia balizamento noturno e asfalto, matéria publicada no jornal em agosto. No mesmo mês, o Sudoeste anunciava a implantação do Juizado Especial de Pequenas Causas e as discussões em torno do Plano Diretor. Uma lei trouxe de volta para o município os imóveis doados à Universidade de Alfenas, notícia dada pelo jornal em setembro. Já no final do ano, a ANP admitia a existência de cartel sobre o preço do gás de cozinha em Paraíso. Uma pergunta: de lá para cá, esta situação mudou? Uma disputa por credenciamento movimentava os hospitais de Paraíso e Passos em fevereiro/2002. Já os vereadores da época queriam estabelecer horário para o funcionamento de bares e casas de diversão no município, além de regulamentar a venda e uso de fogos de artifício. A realização da primeira neurocirurgia na Santa Casa foi destaque no Sudoeste no mês de julho. Empresas consideradas poluidoras foram condenadas em Paraíso e o jornal fez esta matéria no mês de agosto. No mês de outubro, uma pesquisa local apontava que metade da população paraisense aprovava a redução da maioridade penal para 16 anos. No final do ano, a Câmara Municipal aprovava o Centro Olímpico Plano de Cargas, Carreiras e Salários da Prefeitura. No início de 2003, o jornal destacava que Paraíso estava em primeiro lugar na região pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e em 22º no Estado. No mês seguinte, a morte do vereador e presidente da Câmara, Antônio Pavan Capatti pegou a todos de surpresa. A inauguração do prédio da Receita Federal foi notícia também em fevereiro. Já em março, o Jornal do Sudoeste publicava: “Paraisense pode ter invadido computador da Nasa e dado um prejuízo de 10 mil dólares”. O aumento do número dos casos de câncer foi matéria no jornal em abril. Já no mês seguinte, a população questionava a invasão de calçadas por mesas de barzinhos. A inauguração do Parque Municipal da Serrinha durante a Semana do Meio Ambiente foi matéria no mês de junho. Outro assunto que ainda hoje é denunciado pelo jornal refere-se ao atendimento bancário na cidade. Em julho/2003, o Sudoeste publicou reclamação de um leitor. Outra queixa destacada se deu em setembro. Desta vez do então (e atual) presidente do Sindicato Rural, Antônio Jacinto Caetano, que “esperava mais apoio do comércio para a realização da festa da Expar”. E, se hoje parte da população se mobiliza contra a decisão do Ministério Público que impõe limites e a “lei do silêncio” a estabelecimentos comerciais que têm música ao vivo, em janeiro/2004 o Jornal do Sudoeste fez uma matéria enaltecendo a “sirene (ou sereia)” da Cooperativa Agropecuária Paraisense (Coolapa), som que perdurava há mais de 50 anos na cidade. Ela também foi alvo do MP, que, por alguns meses, impôs a sua mudez. Em fevereiro, o jornal destacou a ida de um paraisense com um pedaço de faca na cabeça ao programa do Ratinho, no SBT. A violência também ganhava matérias no jornal, com o aumento do número de homicídios e roubos de carros. Os idosos passaram a ter transporte coletivo gratuito no mês de julho. Já a disputa eleitoral mostrava em pesquisa a subida do candidato Mauro Zanin, que venceu o pleito por 190 votos a mais que o seu principal adversário, Pedro Cerize. O ex-prefeito, Waldir Marcolini e Mauro Pimenta, um dos fundadores do Sudoeste também concorriam à vaga para substituir Marilda Melles. Ao final do ano, o jornal destacou a solenidade emocionante de formatura da primeira turma do projeto Bombeiro Mirim. Em maio/2005, o jornal destacou a conclusão dos estudos sobre a municipalização do trânsito em Paraíso. “Suspeitas de irregularidades podem deixar Paraíso sem transporte coletivo”, foi manchete no mês de julho. Em agosto o Sudoeste publicou o resultado de uma perícia que afirmava terem falsificado a assinatura da exprefeita Marilda Melles em um documento referente ao assunto. Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi instalada na Câmara para ouvir o então chefe de Gabinete, Antônio Carlos Arantes (hoje deputado estadual), o vereador Márcio da Silveira e o proprietário da empresa Viação Paraíso, Hilário Antônio Lopes. Assunto em voga nos dias atuais, “O que o povo pensa sobre o mensalão” era a pauta de uma matéria divulgada pelo jornal também em 2005. Já a realização do 1º “Paraíso Aéreo” – evento promovido no aeroporto, ganhou destaque e atraiu muitas pessoas. São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Jornal do Sudoeste CRONOLOGIA 2006 a 2015 (dos anos 21 ao 30) A terceira década do Jornal do Sudoeste mantém a linha editorial com matérias de denúncia, busca de soluções e divulgando os fatos que envolvem a sociedade paraisense e região. Exemplo disso, a questão do trânsito e o debate em torno de medidas educativas – trabalho que permanece até os dias atuais. A expansão urbana de São Sebastião do Paraíso também é destaque no jornal com matéria sobre a entrega de casas populares no bairro Santa Tereza. Outra expansão destacada foi em relação à TV Sudoeste, que levou o seu sinal até o município de Pratápolis. A fiscalização de sete auditores do Sistema Único de Saúde no Hospital Sagrado Coração de Jesus também ganhou notícia nas páginas do Sudoeste em fevereiro/2006. Já a outra matéria em março relatava que Polícia Civil queria chegar aos “tubarões do tráfico” em Paraíso. Enquanto isso, “Furtos na zona rural de Paraíso revivem necessidade da patrulha”. Este era o título de uma reportagem feita pelo jornal, alertando as autoridades sobre este grave problema. Em edições seguintes, a questão dos menores infratores também ganhava destaque. Na edição de maio/2006, o Jornal do Sudoeste destacou: “Polícia Federal prende seis funcionários e apreende quase 700 caixas de documentação suspeita do Hospital Sagrado Coração de Jesus”. Em resposta à ação policial, o então deputado estadual Rêmolo Aloise – hoje prefeito da cidade, desabafou dizendo que foi “apunhalado pelas costas”. Diante dos fatos, o hospital foi desabilitado para atender serviços de oncologia. Matéria dada pelo jornal em junho que, ainda sobre este assunto, destacou o parecer do Ministério Público Federal: “organização criminosa agia no Sagrado Coração”. A queimada de cana-de-açúcar preocupava moradores do município e região, e o jornal destacou este assunto em setembro/2006. Já o lançamento da pedra fundamental da Asso- ciação de Combate ao Câncer (ACCa), foi destaque na edição de outubro. Uma rebelião de presos que causou a destruição da cadeia de Paraíso foi matéria em novembro. No mesmo mês, o Sudoeste reportou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito Pedro Cerize, que foi condenado a pagar multa em ação movida pelo Tribunal de Contas. Fechando o ano, o jornal destacou a ascensão da fruticultura, tida como um dos pilares econômicos do município. E 2006 terminou quente, com vereadores conseguindo um mandado de segurança para abrir o prédio da Câmara e a intenção dos mesmos em destituir o presidente da época, José Aparecido Ricci, que havia trocado as fechaduras do Legislativo, impedindo o acesso à “Casa do Povo”. Já em 2007, o Sudoeste destacou o registro de 20 assaltos, furtos e roubos em Paraíso – a violência estava crescente e assustava a população. O fato fez com que o prefeito Mauro Lúcio da Cunha Zanin decretasse situação de emergência no município, notícia dada em fevereiro. No mês seguinte, o jornal destacava uma operação “pente-fino” que encontrou drogas e celulares na cadeia. Com tantos assuntos pululando sobre o tema, a juíza da Vara Criminal, Édina Pinto, convocou uma reunião com diversos segmentos da sociedade para discutir medidas emergenciais de segurança. A ação surtiu efeito e uma mobilização pela paz foi organizada, com mais de 4 mil pessoas saindo às ruas em passeata pedindo providências. E quem hoje reclama das medidas do Ministério Público sobre a regulamentação de música ao vivo ou mecânica em bares, talvez tenha se esquecido que, em maio/2007, um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas pedia providências contra a poluição sonora em Paraíso. Até a Guarda Municipal foi envolvida, fazendo fiscalização e notificando infratores. Esta notícia também foi publicada pelo Sudoeste. Já o início das obras da Parceria Público-Privada (PPP) da Rodovia MG 050 ganhava destaque nas páginas do jornal também no mês de maio. No mês de junho, o jornal destacou a entrega da minuta do projeto para o tratamento do esgoto em Paraíso. O preço dos combustíveis, assunto em pauta atualmente no Sudoeste, também era matéria em 2006, quando o jornal reportou a diferença no preço do álcool no Estado de São Paulo e em Mi- nas Gerais, que chegava a 50%. A questão das filas de espera em estabelecimentos – Correios e bancos –, foi outra questão noticiada. Órgão importante na sociedade, o início das ações da Defesa Civil no município foi destaque também em junho. Até aqui já foram 22 anos de Jornal do Sudoeste. O que você, caro leitor, acompanhou nos anos seguintes e até a presente foram matérias investigativas, com o senso da responsabilidade, procurando sempre ouvir as duas partes, com a intenção de relatar com a máxima fidelidade os fatos, seja na área policial, política, cultural, social, esportiva, regional, entre outras. Nestes 30 anos, o jornal sempre deu destaque à nossa festa religiosa da Congada, ao brilho do Carnaval, às modalidades esportivas e seus atletas campeões, abriu espaço às mais diversas expressões do pensamento através dos artigos assinados, debateu ideias em seus Editoriais, praticou ecumenismo, apoiou a diversidade, ajudou a comprar, vender e ofertar serviços nos Classificados. Enfim, uma gama de fatores que fazem deste bi-semanário o que ele é hoje: atuante e compromissado com a verdade, nada mais do que a simples verdade... página 13 Jornal do Sudoeste página 14 São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 MAURO PIMENTA “O JS é um filho que eu ajudei a criar” entrevista feita por Adriano Rosa Como surgiu a ideia de montar um jornal aqui em Paraíso há 30 anos? A ideia surgiu com uma conversa que eu e o Nelsinho tivemos quando nos encontramos no “Bar do Braga”. Surgiu assim, do nada, de um batepapo informal e da vontade mesmo de ambas as partes. Eu perguntei para ele: “Vamos montar um jornal?”. E ele respondeu: “sim”. Eu sempre fui de frequentar boteco, o Nelsinho não. Naquela ocasião eu era filiado ao MDB e o Nelson era da Executiva do PDS 1, partidos que eram rivais politicamente na cidade. Mas é aí que está a nossa democracia e comunhão de ideias. Isto foi fundamental para o sucesso do jornal. Um não interferia nas matérias do outro e a gente agradava ambos os lados. Em 1984 houve a “abertura política” após o longo período da Ditadura Militar, a chamada “Revolução”, que nos pegou ainda jovens. Foram 20 anos só lendo notícias que os militares mandavam ou permitiam divulgar. Os grandes jornais, Folha de São Paulo e Estadão, por exemplo, para sobreviver tocavam suas redações conforme as ordens da Ditadura. Eu e o Nelson acreditamos nesta “abertura”, nesta liberdade de expressão que ocorreu no País com a volta da Democracia. Naquele período não tínhamos jornais circulando em Paraíso? Havia sim, o “Cruzeiro do Sul”, do Biba (Aníbal Deocleciano Borges) e tinha também o jornal “Correio de Minas”, do Jacinto Ferreira Guimarães. Ambos circulavam aos finais de semana e eram mais focados em notícias da sociedade paraisense. E quando você e o Nelson decidiram fundar o Jornal do Sudoeste foi para fazer concorrência a estes dois veículos pela linha editorial que eles adotavam ou apenas para ter mais um jornal na cidade? Nem uma coisa nem outra, mas para apresentar ao leitor uma nova forma, um novo conteúdo de fazer jornal. Quando nós fizemos a primeira edição, com quatro páginas, formato standard, o Sebastião Edson Paschoini era vereador e chegou a mim para dizer que queria dar uma “energia” para o jornal. Na opinião dele, àquela época, parecia que eu e o Nelson fazíamos jornal há 30 anos... Neste tempo todo, quantas pessoas já passaram pelo jornal, ajudaram a fazê-lo e ainda vão ajudar? É sensacional presenciar isto e, pelo menos eu não tinha a grandeza, a percepção de perceber a magnitude deste ato meu e do Nelson quando decidimos montar o Sudoeste. Hoje, analisando o passado, eu me assusto! E olha que eu fiquei no jornal apenas um ano. É maravilhoso observar esta trajetória, ainda mais por saber que este tipo de veículo, o jornal, fica grafado, não evapora e não se perde no tempo, diferente de outras mídias como o rádio ou a tv. E como foram as primeiras edições? A primeira logomarca foi um presente do meu irmão, o José Luiz Pimenta. Ele também sugeriu o nome do jornal por causa da circulação na região. As letras foram escritas a mão, com traços quadrados, inclusive o desenho do globinho e a sigla “JS”. Eu e o Nelson discutíamos para saber como seria o Jornal do Sudoeste, se ele teria caráter local ou regional. Nós fomos em Itamogi, falamos na época com a prefeita Maria Gregório. Fomos a Monte Santo de Minas, mas o prefeito de lá estava em parceria com um jornal de Guaxupé. Em Cássia, chegamos a fazer duas edições com o apoio da sociedade cassiense, em outras palavras, apoio da Prefeitura. Em Itaú de Minas a mesma coisa. Em Jacuí tivemos o apoio do prefeito, o médico Iaperi Dantas. Também fomos a Pratápolis e em Ibiraci. O prefeito de lá tinha o apelido de “Pena Verde”. São Tomás de Aquino veio tempos depois e até hoje está junto com o jornal. Questões políticas à parte, aqui em Paraíso contamos com ao apoio do prefeito João Mambrini Filho. Feitos estes contatos, decidimos também aonde iríamos rodar o jornal. Nós não queríamos as gráficas comuns. Primeiro procuramos a gráfica da Universidade de Ribeirão Preto, a Unaerp, mas financeiramente não dava. Fomos até o jornal A Cidade, também de Ribeirão, mas não houve interesse deles. Conseguimos parceria com o jornal Diário de Ribeirão que, na época, era avançado, com um estilo gráfico muito bom e eles aceitaram. Quando começamos, o jornal saía uma vez por semana, toda quarta-feira. Era uma correria na segunda-feira para fechar a edição. O Waldemar Francisco de Paula fazia as fotografias, voluntária e gratuitamente e este trabalho dele foi fundamental, um sustentáculo para a apresentação do jornal. Nós reportávamos as matérias, indo ao local dos fatos. O Nelsinho batia as fotos, e o Waldemar revelava. Naquela época era película. Um filme tinha 18, 36 fotos. Você ia a um jogo de futebol, tinha que economizar, porque você não sabia se alguma foto tinha ficado boa. Não tinha máquina digital naquele tempo. Eu e o Nelson fazíamos as matérias datilografadas, mas a o veículo? Claro. Quando fundamos o jornal, eu era e sou católico e o Nelson é espírita. Tivemos a proposta de fazermos e manter o equilíbrio de ideias. Abrimos espaço para as colunas Católica, Espírita, Presbiteriana, Batista. Isto era sagrado para nós, sempre! Nós falávamos de todos os times de futebol da época, da Associação Atlética Paraisense, do Operário Esporte Clube; falávamos das disputas e brigas políticas. Por que com a religião ia ser diferente? O norte do Sudoeste sempre foi a “abertura, a liberdade de expressão”, sem fazer distinção de quem quer que seja e de nenhum assunto. ESPECIAL diagramação era feita lá em Ribeirão, sob a orientação do Sr. Proni. Eu levava de ônibus e depois buscava de carro. A gente mesmo entregava os exemplares e, depois, começamos a contar com o trabalho dos irmãos Nogueira, o João Roberto e o José Antônio. Para as cidades de fora nós mandávamos pelos Correios e, inclusive, nós tínhamos uma lista com o nome de 300 paraisenses ausentes para quem nós também enviámos um exemplar do jornal toda semana. Uma das nossas propostas também era esta: levar as notícias da cidade para quem nasceu aqui, mas que, por algum motivo, estava residindo fora e, quando esta pessoa retornasse, ela estaria ciente do que se passava pela cidade. A gente mandava o jornal até para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a mais de 1.500 km de distância. Demorava uma semana para ser entregue, mas chegava. Aos poucos começamos a ter anunciantes e colaboradores na redação, além de assinantes – minha mãe, Luzia Pimenta, vendeu centenas de assinaturas. Considero o Jornal do Sudoeste um filho que eu tenho, mesmo tendo ficado apenas um ano lá. Neste período, passamos por um momento de crise e o jornal ficou um mês sem circular. Nós cobríamos todos os assuntos e não queríamos fazer um jornal político, que ficasse “nas mãos” das prefeituras. No entanto, nós precisávamos do apoio delas, um trabalho em conjunto. Fizemos das tripas o coração e tocamos o jornal por mais três meses, até que chegou na cidade um forasteiro, e ele quis ser sócio do jornal, e colocou um advogado que fazia parte de seu grupo, para ser, digamos assim, o “responsável” pelo jornal, um “laranja”. Só que o meu santo não se cruzou com os deles. Por moti- vos particulares – meu problema na visão já estava começando e eu temia pela minha performance no jornal, e por vontade própria, eu decidi me afastar. Eu sempre gostei de brigas, sempre fui rusguento e muito me orgulho de ter participado e deixado o jornal como semente. Sei que o Nelson teve bastante trabalho para “desfazer” esta sociedade e tomar de novo as rédeas do jornal. As colheitas durante estes 30 anos devem-se, meritória e exclusivamente ao trabalho do Nelson. A cidade ganhou muito com a chegada e permanência do Jornal do Sudoeste. Conte-nos alguma passagem sua pela redação do jornal. Tem algo que aconteceu e eu gostava muito. Naquela época, o Nelson Rodrigues escrevia na extinta revista Cruzeiro uma coluna que se chamava “Meu Personagem da Semana”. Eu copiei a logomarca – feita a mão e o primeiro que eu fiz foi em homenagem ao Tancredo Neves, devido à abertura política. Para mim ele foi um lutador. O segundo foi com o comendador João Pio Westin, famoso Zizito, uma entrevista sobre o cometa Halley. Após 81 anos, ele estava passando pela Terra naquele ano e o comendador tinha presenciado a primeira aparição do astro celeste. Foi uma reportagem linda. Outra lembrança que tenho é o primeiro anunciante, o Curtume Santa Cruz Mumic, no rodapé da primeira página. Nossos contatos eram com o Wellington (Leto) e o Rodolfinho Mumic. Um outro fato que guardo na memória é uma matéria opinativa que fiz com o título “PQP & FDP: as novas siglas políticas de Paraíso”. Na verdade, eram as iniciais pronunciadas por um vereador possesso que havia discutido na Tribuna da Câmara. Corria na cidade que, naquela época, este vereador era o “prefeito de fato e quem mandava na cidade”. Eu estava lá e vi esta cena acontecer. Outra matéria importante foi relacionada à Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Eu fui entrevistar o Espier Attie, na época dono da Casa Sillos e presidente da Apae. O José de Paula Moreira (Zé Galã), que era motorista da Associação, levava as crianças todos os dias para a Apae em Passos. Ele conversou comigo e me disse que esta situação estava com problemas. Propus a ele irmos falar com o João Mambrini e o prefeito me deu toda a liberdade para tomar frente da questão. Direto eu fui conversar com o Espier e contei a ele o que tinha se passado. Para se construir a Apae em Paraíso naquela época eram necessários 15 milhões de cruzeiros. À noite eu telefonei para o João Mambrini e no dia seguinte, um sábado, tratamos do assunto. Obtivemos o apoio da Câmara com o projeto aprovado numa mesma sessão e foi liberado o recurso. O Jornal do Sudoeste noticiou este fato. A manchete da matéria foi: “Câmara trabalha ligeirinho e Apae recebe 15 milhões”. Depois acompanhamos todo o processo até a inauguração do prédio. Mas nem o jornal e nem os dois serem humanos que os representava, foram convidados para o evento... Mesmo assim, eu e o Nelsinho fomos, mas ficamos do lado de fora. Sou vaidoso por conta disso, e este incidente é muito pequeno diante do trabalho muito bonito que o jornal fez para ajudar nossos deficientes. As colunas ecumênicas estão presentes no Sudoeste desde a sua fundação e isto se torna um diferencial para Hoje você gostaria de voltar a mexer com jornal? Nossa, muita vontade, porém, as minhas condições físicas não me permitem mais. Depois que eu saí do jornal eu fui me dedicar à roça e outros afazeres. Cheguei até a ser candidato a prefeito nas eleições de 2004. Fico feliz por estar atuando na imprensa, hoje através da Rádio Comunitária Apar FM, que chegou a ser lacrada quatro vezes pela Polícia Federal e pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Tenho guardado os processos até hoje, todos extintos. No Brasil nós temos poder Judiciário... Infelizmente, não temos Justiça... Os Códigos Penal e Cívil não ajudam, o Eleitoral muito menos, mas se ganha muito dinheiro. O rádio é algo falado, ao passo que o jornal fica marcado e não se modifica por ser impresso. Entre os três veículos de comunicação, eu considero a televisão o mais importante por causa das imagens, do vídeo-tape. Depois a imprensa escrita e, por último, o rádio. Considero, também, a imprensa escrita mais sincera quando ela é honesta, porque ela é feita em off, em particular. Na televisão, eu vou me produzir, me maquiar. Ao passo que, para falar, nem sempre eu preciso estar produzido e pintado. Já a internet, para mim, é a junção de todos os veículos, algo totalmente especial e embrionário. Ainda estamos “engatinhando” e nem sabemos direito o poder deste tipo de comunicação e aonde iremos chegar com ela. A internet é um horizonte imprevisível, algo a ser deslumbrado. Só que “o jacaré me abraça”, a idade vem chegando, e é preciso dar continuidade, pensarmos num jornal que venha a completar 100, 200 anos em Paraíso, e não ficar apenas nesta coisa cíclica. Talvez não em formato de papel, porque derruba árvores e não é ecologicamente correto, mas é o momento atual da humanidade. Temos que buscar sempre a evolução! Jornal do Sudoeste São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 página 15 DEPOIMENTOS A opinião de quem ajudou e continua a escrever a histório do Jornal do Sudoeste PARABÉNS JORNAL DO SUDOESTE Jornal do Sudoeste, 30 anos na prática do idealismo, coragem, perseverança. Jornal que conquistou seu espaço de credibilidade porque em primeiro lugar sempre esteve o respeito ao leitor. Jornal sem amarras, sem preconceito, instrumento para divulgar e defender a liberdade de expressão. Libertador para todos, que fez dele, porta voz de reivindicações cidadãs, homenagens, opiniões as mais diversas. Corajoso para superar dificuldades na sua expressiva trajetória de vida. Sempre falou mais alto, a vontade, o empenho, o compromisso democrático de levar o fato, a notícia impressa sob a ótica do jornalismo sem meias palavras, transparente, somado as várias mãos que o escreveram ao longo da sua história fazendo a diferença com uma escrita do “compromisso, da ética, e da responsabilidade”. Parabéns Nelson de Paula Duarte pelo filho tão amado que comemora 30 anos de uma existência rica de ensinamentos aos seus colaboradores, a to- ESCOLA DA VIDA dos que participaram de seu crescimento. Como correspondente que fui há mais de 23 anos só posso dizer, obrigada. Obrigada pela preciosa oportunidade de noticiar minha São Tomás de Aquino, especialmente, os aquinenses. Muito aprendi, muito cresci nesta importante e rica convivência com a “Família Jornal do Sudoeste.” Vida longa a esse jovem idealista que cresceu sob a orientação de pai zeloso, Nelson de Paula Duarte, que assegurou sua sobrevivência com perseverança e muita fé. Parabéns Família Jornal do Sudoeste. Sucesso hoje, amanhã, sempre! SELMA BRAIA São Tomás de Aquino PARABÉNS! Há trinta anos o bi-semanário Jornal do Sudoeste, leva à comunidade paraisense e região, imparcialmente e com transparência, lazer, negócio, esporte e informação, gerando cultura e valorizando o leitor através de um jornalismo sério, responsável e empreendedor. A Academia Paraisense de Cultura, nesta data feliz, parabeniza o Diretor Nelson de Paula Duarte e, na sua pessoa, toda a equipe do Jornal do Sudoeste. Deixamos registrados nosso reconhecimento e nossa homenagem pelo trabalho de todos. Que venham muitos outros anos. Parabéns! MARIA RITA DE CASSIA PRETO MIRANDA P/ Academia Paraisense de Cultura Fazer parte da história de um Jornal de tamanha importância para Paraíso e região é de deixar qualquer um envaidecido, principalmente a mim, um recém-formado em Jornalismo, que ainda não entende muito sobre a vida e vêm aprendendo dia-a-dia com esse veículo que sempre prezou pela imparcialidade, veracidade dos fatos e, principalmente, pela honestidade. Aliás, honestidade que é um reflexo do seu fundador, Nelson de Paula Duarte. Descobri que o Jornalismo na prática é bem diferente daquele que se aprende em sala de aula. Neste aspecto, o “J.S.”, por meio do seu pilar, Nelson Duarte, tem se mostrado um verdadeiro mentor para mim, como profissional epessoa. É impossível estimar o valor que isso tem. Dar-lhe com tan- COLUNA POLEPOSITION tas histórias, realidades, vidas e poder ser forjado no calor desse ambiente que com tanto carinho me acolheu, é sem dúvida motivo de honra e orgulho. Meus mais sinceros parabéns ao Jornal do Sudoeste, que há 30 anos vêm ajudando a construir uma Paraíso mais justa e solidária a todos os seus cidadãos. JOÃO OLIVEIRA Repórter NOSSA IMPRENSA O Jornal do Sudoeste está comemorando 30 anos, contando as histórias de São Sebastião do Paraíso, as aspirações de seu povo, lutas e conquistas. Há 30 anos o jovem Nelson de Paula Duarte fez sua escolha de vida, o Jornalismo. Fundou e sempre redigiu o Jornal do Sudoeste, bissemanário, assumiu com grande responsabilidade todas as situações que envolvem um jornal do interior. Foram anos percorridos com idealismo, muita garra, desafios e vitórias. O Jornal sempre foi aberto a todos os que buscam no Jornalismo suas valorizações profissionais, pessoais e, por que não o encantamento que a imprensa ins- pira. Admiro Nelson de Paula Duarte pelo seu caráter, por sua alma de artista, músico e cantor e pelo seu Jornalismo imparcial, transparente, responsável. O Jornal do Sudoeste é um dos símbolos da nossa cultura. SÃOZINHA ONCEIÇÃO BORGES FERREIRA Jornalista, escritora , membro da Academia Paraisense de Cultura Minha participação no Jornal do Sudoeste vem desde janeiro de 2001 com a coluna Pole Position, que tem a Fórmula 1 como pano de fundo. Numa conta rápida, já escrevi mais de 750 colunas nesses 14 anos, e por este pequeno detalhe o JS já merece um troféu por ser o único em todo o Estado de Minas Gerais a manter por tanto tempo, espaço para o automobilismo que é o segundo esporte na preferência dos brasileiros. É um trabalho que me dá prazer e exige responsabilidade porque as competições automobilísticas vão muito além daquilo que a TV mostra. E o leitor é a razão de eu estar todas as semanas aqui, neste conceituado bissemanário que há três décadas cumpre o seu propósito de fazer jornalismo sério. Nenhum Fazer parte da rica história do Jornal do Sudoeste que completa neste mês de agosto de 2015 seus 30 anos de circulação ininterrupta, sendo uma década com a minha participação como colunista social, é motivo de muito orgulho, muito gratificante. Sei que não é fácil manter um jornal por três décadas, sei da luta incansável a procura de notícias, informações em primeira mão, furo de reportagem, publicidades, manter o pagamento em dia com gráfica dentre tantas outras. Parabenizo o diretor Nelson de Paula Duarte e toda sua equipe pela garra, determinação em levar adiante um jornal bissemanal com credibilidade e imparcialidade, notícias e informações através da imprensa escrita aos paraisenses e cidades da região meio de comunicação sobrevive sem o elemento fundamental na esfera do jornalismo: a “credibilidade” – uma marca que no JS carrega a assinatura do competente diretor, Nelson de Paula Duarte. Parabéns, Jornal do Sudoeste pelos 30 anos de história, de notícia, de opinião, de denúncia, de cultura, de prestação de serviço à cidade e região. SÉRGIO MAGALHÃES, Editor da coluna “Pole Position” além dos milhares de leitores pela internet. Aproveitando o ensejo agradeço ao diretor deste conceituado Jornal, Nelson de Paula Duarte pelo espaço a mim concedido por todos esses anos. JOEL NA BALADA Colunista Social Jornal do Sudoeste página 16 A importância da comunicação vai além do simples “vender informação”. O quesito principal é qualidade. Levar ao povo conhecimento dos fatos, com liberdade de expressão e ética, faz do Jornal do Sudoeste um meio de comunicação respeitado em toda a sua abrangência. A responsabilidade para tal aumenta desde o momento em que, atualmente, essa abrangência não tem fronteiras, devido ao alcance mundial da internet. Dar suporte aos colunistas e jornalistas, averiguando sempre a veracidade dos fatos, é característica importante dos editores do JS. Afinal, “permanecer vivo no mercado” e manter a confia-bilidade e o respeito do público durante 30 anos, avaliza o comprometimento jornalístico do JS. FELIZ ANIVERSÁRIO Sinto-me honrado e orgulhoso em fazer parte desta casa há 15 anos. Parabéns, JORNAL DO SUDOESTE, por seus 30 anos de informação e esclarecimento com credibilidade e competência. ROGÉRIO CALÇADO MARTINS (médico-veterinário e responsável pela Coluna Saúde Animal do JS, semanalmente, desde o ano 2000) O ESPORTE EM DESTAQUE Entre a prática e a teoria, não vou mentir: quando recebi o convite para trabalhar no Jornal do Sudoeste, não havia como resistir. Aliado a necessidade do emprego e a afinidade com o jornal impresso, bastou-me esta oportunidade oferecida pelo diretor Nelson de Paula Duarte, para que eu iniciasse uma jornada em que pude aprender a colocar a teoria a serviço da prática jornalística. Foi com este propósito, que percebi passar bem mais de uma década, tempo este propicio a ver a empresa passar por diversas transformações, contudo sempre atingir o objetivo de informar e formar o registro histórico do cotidiano referente aos acontecimentos em São Sebastiao do Paraíso e área abrangente de circulação. A teoria começou quando de fato ocupei a função de entregador de jornal, por 12 anos. Com esta lida sempre tive contato com os periódicos diários, Estadão, Folha de São Paulo, Gazeta Mercantil. Não sonhava e nem chegava a imaginar-me jornalista, mas admirava colunistas destes jornais, bem como gostava de ler as diversas matérias estampadas em chamativas manchetes. Contudo, a comunicação se fazia cada vez mais presente, quando na escola em anos de complemento dos estudos fundamentais, ao compor os famosos jornais de classe que os professores de classe nos propunham a apresentar. Da forma oral, a escrita foi um salto. Até chegar ao “JS”. A época estudantil fez me relacionar com a argumentação do futuro profissional. Sem as devidas condições para buscar a formação acadêmica, restoume mesmo saborear o período em que de colaborador dos semanários da cidade (Cruzeiro do Sul e Folha Regional) acabei ingressando como membro efetivo da redação do “JS”, com vocação direcionada para cobertura esportiva. Contudo o primeiro contato com o Jornal do Sudoeste, aconteceu com a circulação de seu primeiro exemplar. Sendo entregador dos já citados jornais, coube a mim o convite para fazer a distribuição daquele numero inicial, que trazia na chancela do tempo, uma caminhada ininterrupta que agora está a completar 30 anos. Não só bastasse ter aceitado este primeiro convite, fato que me deixou honrado enquanto entregador, um segundo momento, vi-me redator e repórter do Jornal do Sudoeste. Já me perguntei por diversas vezes o que me motivou a atuar nestas respectivas funções e acrescente-se ai outra atividade amadora, a de fotografo também. Evidente que a resposta advém do fato de gostar de ler e escrever, como forma de aprendizagem e por certo, teoricamente uma prática de contato com as realidades dos acontecimentos, fatos e pessoas. Afinal, nem sempre a teoria está de acordo com a prática. Muitos somente se deparam com essa realidade satisfatória de ser jornalista depois de se formarem. Mas, pude sentir este sabor que se caracterizou por um espaço de tempo de 14 anos, tão somente aproveitando a oportunidade a mim Fazer aniversário é sempre um momento especial de renovação para a nossa alma e nosso espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza a capacidade de desabrochar a cada nova estação, e a nós a capacidade de recomeçar a cada ano, com novos projetos, visando sempre galgar muitos degraus em prol da cultura. Isto é, crescer sempre dando informações corretas e precisas. Estou falando do Jornal do Sudoeste, comandado pelo proprietário e diretor Nelson Duarte. Desejo a você Nelson e excelente equipe, mais um ano cheio de amor e dedicação. Afinal o “Jornal do Sudoeste”, com certeza ano após ano, estará fazendo novos amigos, ajudando mais pessoas, ensiconferida atuando na redação. A prática se fez ofício em cada pauta, entrevista, apuração, enfim, em cada palavra das matérias compostas e publicadas. É deste sabor entre a teoria e prática, que recordo a atuação que tive no Jornal Sudoeste, bem como a sua performance de periódico, agora, bissemanal, cumprindo a mister missão de bem informar a sua eleita e seleta classe de leitores fieis. Junte-se a este, o público rotativo que por um ou outro motivo, já teve em mãos uma edição do “JS”. Diz-se que pois sendo jornalista, jornalismo é um dom, certamente é dom de fato. É disso que se trata o profissional de atitude na prática. É deste desempenho que se percebe a satisfação da equipe de redatores, jornalistas e colabores, ao vislumbrar um novo tempo para o “JS”. Para mim, tudo começou com uma oportunidade em que, mesmo sem ser jornalista de formação, fiz nascer de bom grado cada matéria, cada edição a qual participei. Para finalizar, jamais me auto-intitulei “jornalista”, embora ter participado da equipe do “JS” por 14 anos, aprendi a me ver como tal, mantendo a responsabilidade de exercer a atividade de forma que a classe profissional não perdesse seu prestigio e objetivo. Creio-me tarefa difícil, até mesmo para quem é bem formado em universidade. Entretanto, a credencial a mim conferida nas chancelas das informações que prestei via a circulação do “JS”, me deixa orgulhoso em ver uma existência profícua deste honrado periódico que faz parte da atual imprensa escrita de São Sebastião do Paraíso. JOSÉ ANTÔNIO NOGUEIRA Com prazer aceitei mais este convite para congratular o momento especial de 30 anos do “JS”. Não poderia deixar de São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 PARABÉNS JORNAL nando novas lições e vivenciando outras alegrias. Fazer aniversário é amadurecer um pouco mais é ser grato, reconhecido, forte, destemido. É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo. Parabéns Nelson neste dia tão glorioso Parabéns “JORNAL DO SUDOESTE”, PELOS SEUS TRINTA ANOS. MAURO FERREIRA partilhar este testemunho referente a atuação de 14 anos, integrando a equipe, que hoje conta com a participação de novos profissionais e colegas de remota época, ainda com outros que engajaram no desafio de fazer a atuar a imprensa em São Sebastião do Paraíso. Confesso uma devoção pessoal pelo jornalismo, porque é preciso amor pelo que se faz, seja qual for a profissão. A tal vocação sai nós mesmos. Segue um caminho desafiador com os novos meios e recursos de bem informar. No mundo atual de mídia diversas e redes sociais múltiplas, a informação circula mais velozmente e às vezes sem tempo de aprofundar na sua essência e origem. De corre o perigo da sensacionalização e banalização dos fatos. Uma ilusão deveras, porque a vida de jornalista amador ou profissional é sempre uma vida diferente. Qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento. Não existem rotinas. Cada pauta, cada entrevista, cada novo tema surpreende, ensina a descobrir o mundo e o viver que nem sempre conhecemos. O que dá a satisfação é a oportunidade de fazer o trabalho da melhor forma possível, É este o motivo que certamente deixa orgulhoso o jornalista. Deixa privilegiado a quem foi conferido à missão divulgar os acontecimentos em primeira mão, levando a informação a quem não estava a par dos fatos. Ser jornalista, não é só escrever uma noticia e assinar no rodapé da matéria ou no lide do crédito. Com 14 anos de prática aprendendo na teoria prática do cotidiano, estive sempre na busca da experiência profissional. Por fim, ainda que não me vi capacitado como acadêmico Mas, creio-me ter contribuído como alguém que viveu profissionalmente aquilo que fez com amor, sem ser amadorista. Era uma manhã de 6 de agosto de 2010. Um rapaz de 20 e poucos anos chegava à redação de um jornal do interior com uma pasta cheia de textos sobre futebol nas mãos e um sonho maior do que ele dentro do peito: ser jornalista. Lembro-me até hoje do semblante sereno daquele senhor atrás de sua mesa cheia de coisas. Ao ler aqueles “rascunhos”, ele disse ao jovem: “Você leva jeito, pode começar amanhã mesmo”. Tinha início ali a minha história com o Jornal do Sudoeste. Mais do que um emprego novo, aquele “pode começar amanhã” do Sr. Nelson Duarte representou um marco em minha vida. O grande sonho começava, enfim, a se tornar realidade. E durante quatro anos e meio, fiz do “JS” a minha escola e do Sr. Nelson o meu professor; fiz do “JS” a minha segunda J untando ideais nobres, trabalho e perseverança, eis que uma equipe de qualidade O timizadados, presta serviços à população paraisense e região R egistra fatos, enaltece eventos, coleta, investiga, grava, escreve, busca objetividade N ãodorme cedo, não para não, pois tem uma pauta a vencer! Um compromisso A ssumido com seus leitores queridos, aos quais L eva notícias, reportagens, deleite, informação! D uas vezes por semana, o bissemanário de circulação regional O rganiza-se como instrumento de comunicação: nas bancas ou em residências... S empre à procura de parcerias, pois sabe que a escrita do dia a dia requermais do que U ma pitada de criatividade, precisa de investimento, empe- RALPH DINIZ jornalista UM APRENDIZADO PARA MIM O Jornal do Sudoeste é a origem de minha vida profissional e um exemplo de valores éticos e morais. Desde a infância tenho uma ligação muito próxima com a leitura, com a informação. Sempre frequentei as bibliotecas da cidade, auxiliava na organização, e gostava muito das livrarias e bancas de jornal. Era um ambiente que me fazia bem, um mundo que sentia ser meu caminho. Confesso que nunca fui aluno brilhante, mas a escola me ajudou muito, era um lugar onde se falava muito de informação, de pesquisa, de leitura, trabalhos a serem apresentados. Tudo aquilo ficou na minha cabeça, cresci com isso, com vontade de buscar notícia e, mais que isso, de comunicar e compartilhar esta informação. Recordo-me, acho que em 1981, quando lançaram o primeiro ônibus espacial. Era adolescente e fiz um longo texto detalhando a missão. Logo em seguida redigi uma espécie de roteiro sobre o potencial de Paraíso. Recordo-me da primeira edição do Jornal do Sudoeste. Vi nas mãos do Chico Cecchini, na Coolapa – onde eu trabalhava, e me chamou a atenção de imediato. Era moderno. Mas o tempo passou e querendo uma função nova, minha mãe, certo dia, me estimulou a procurar o Jornal do Sudoeste. “Você gosta de escrever, dá um pulo lá e fala com o Nelson, quem sabe dá certo”, disse ela. Fui ao jornal no dia seguinte, fui recebido pela Fátima (esposa do Nelsinho), que me autorizou a fazer uma matéria até que o Nelsinho retornasse de uma viagem a Brasília. E assim nasceu minha carreira no Jornal do Sudoeste, e minhas primeiras matéri- UM TRABALHO FEITO COM AMOR Já há algum tempo venho chamando o Jornal do Sudoeste de “arauto de uma região”. Aquele que tem a prerrogativa de ser o porta voz de todas as notícias, o relator de todos os fatos. Isso só pode ser possível porque dentro dessa redação da qual faço parte só se trabalha se tiver responsabilidade em dizer a verdade, ouvindo todos os lados que formam uma his- casa e dos colegas de trabalho a minha família. Mas como tudo nessa vida, minha jornada no “JS” chegou ao fim em fevereiro deste ano. Não, eu não estou mais no jornal, mas o jornal sempre estará em mim. Eu poderia escrever um livro contando minhas experiências e aventuras no Jornal do Sudoeste (e é provável que isso aconteça um dia), mas vou tentar resumir tudo em apenas uma frase: foi incrível! tória, avaliando que, acima de tudo, está o respeito. São premissas que apren- as foram em agosto de 1990, sobre o café, com o então presidente da Cooparaiso, Carlos Melles; e sobre o Dia do Soldado no TG 04-025. Para minha surpresa, as duas matérias foram publicadas, e eu me lembro do momento, foi uma grande realização pessoal. Fui contratado pelo Nelson e, desde então, foi um período grande de aprendizado e profundo respeito pela correção e imparcialidade na informação. O Nelsinho chegava a ser chato, mas era isso que dava credibilidade e dimensão ao Jornal, que superou desafios incríveis e chega aos 30 anos de circulação com a respeitabilidade e a confiança do leitor e do mercado onde atua. No meu caso pessoal, o Sudoeste foi uma escola que me abriu as portas para uma vida profissional na área da comunicação, onde atuo desde então. Nesta comemoração dos trinta nos de circulação do JS, quero registrar os parabéns pela vocação, persistência e compromisso do Nelsinho, e por consequência a todos os colaboradores. A marca dos 30 anos de circulação do Jornal do Sudoeste é uma prova de amor inquestionável ao jornalismo. PAULO HENRIQUE DELFANTE Assessor de Comunicação do Deputado Carlos Melles e diretor da Comunicar demos com o mentor Nelson de Paula Duarte, aquele que segura a batuta com a firmeza de quem trilha cada linha com a consciência de estar sempre buscando o melhor ao ser a imprensa desta terra. São 30 anos de vivência. São 30 anos de luta. São 30 anos que com o aval de cada leitor para que o Jornal do Sudoeste possa ser o relator da História e por isso damos vivas! HELOISA ROCHA AGUIEIRAS Repórter público fiel, que muitas bênçãos lhes transmite! Que Estes 30 anos se multipliquem! Parabéns, queridos companheiros do Jornal do Sudoeste! nho, clareza, concisão, anuência... D eterminantes que fazem do jornal um bem cultural! Com linguagem peculiar, todos O s envolvidos nessa dinâmica semanal, merecem, hoje, nossa homenagem especial! E stejam certos, Nelson Duarte, Vasco, Heloísa, Roberto, João Gustavo, Clélio e demais protagonistas dessa história real, Sonhos se concretizam com ações! Vocês conseguiram driblar os obstáculos e, com Tenacidade, alcançar um Caros companheiros de ideal, desejo que este importante veículo de comunicação continue a espalhar informação, a fim de despertar consciências, fomentar o discernimento e extirpar a alienação e a ignorância. Que seus propósitos, pautados no respeito e na ética, ampliem-se, obtendo êxito no trabalho que realizam! Obrigada por me permitirem fazer parte desta equipe. Que Deus, Pai Magnânimo, abençoe-os sempre! Feliz aniversário, meus queridos! MARÍLIA DE SOUZA NEVES Professora, assessora pedagógica e escritora São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 DE ENTEGRADOR A REPORTER Fazer parte da equipe do Sudoeste é fazer parte de uma grande família. Para mim este convívio tem quase os mesmos 30 anos do jornal. Comecei por lá em 1988. É isso mesmo já se vão quase 27 anos, passando por vários setores onde tive a oportunidade de atuar nas mais diferentes funções dentro do jornal. Comecei como entre-gador, trabalhando aos sábados, domingos e às vezes até na segunda-feira. Depois o Nelsinho me levou para Ribeirão Preto, na Unaerp, onde existia o Jornal de Ribeirão, onde fiz curso de diagramação com o professor Coriolano. Naquele tempo utilizava-se a máquina de escrever para fazer as matérias. Em seguida comecei a escrever incentivado pelo jornalista carioca Weber de Aguiar Lopes, que me ensinou os primeiros passos e depois não parei mais. Fui para a redação onde vivemos muitas fases, como a informatização, uma mudança e tanto no processo de composição do jornal que foi evoluindo de estágio em estágio. Tive a oportunidade de criar o caderno CULTURA POP que tinha por objetivo trazer algo a mais para o leitor, que não fosse o noticiário factual. Foi algo extraordinário, em um tempo que não havia internet e acessar informações dos artistas, das personalidades era algo muito divertido. Passei por vários setores da editoria, fazia reportagens sobre polícia. Enquanto ‘foca’, fui o primeiro a chegar ao local no “Caso Rubinho”, no esporte fica a lembrança das tardes memoráveis da Paraisense, no Estádio Comendador João Alves. Notícias internacionais, “Por uma notícia de Belgrado”, localizando o filho de seo Pazo. Coisas impagáveis, não tem preço, são aprendizados que se leva para a vida toda. Após quase 10 anos fui para a faculdade onde me formei e fui em busca de outras experiências, aprimorando conhecimento, buscando novas vivências no mundo do jornalismo, sem me distanciar dos amigos do Sudoeste. Atuei em jornais diários, rádio, tevê, assessorias e depois voltei em PALCO "O maior bem, depois do bem, é a divulgação do bem". (Olavo Borges) Divulgando o Bem com espírito de solidariedade e cultura desde 25/08/1985. Assim tem sido o JORNAL DO SUDOESTE, com suas páginas sempre abertas à expressão da Arte e da Cultura de Paraíso e região. E, neste palco, como espetáculo, e sob o juízo do tempo, desfilaram centenas de escritores, poetas, compositores, cantores, cronistas, desde iniciantes até artistas consagrados que elevaram nossa cultura país a fora. Também ativistas sociais dos mais variados campos, limites e disciplinas da sociedade paraisense encontraram aqui espaço para divulgar seus nobres objetivos, tornando nossa cidade mais humana, mais bela e justa. Na divulgação do bem, há 30 anos vemos a vida do povo paraisense estampada ir se transformando, retratando as dores e os amores da cidade em forma de imagens e letras. Dois tempos, duas gerações, diferentes desafios: Em 1985 havia pouca informação, mas a pouca que tinha era confiável, tinha compromisso com a ética. Hoje, através da grande mídia, somos bombardeados com noticiários distor- Jornal do Sudoeste 2007. Mais uma vez o jornal se transformava passando a ser bissemanário. Aqui estamos, continuamos nas lutas diárias pela notícia, a informação precisa em favor da comunidade. Aqui estamos ultrapassando mais este marco e mirando o futuro que nos aguarda. Já em tempos de internet, de jornalismo online de novas tendências. É preciso acompanhar as mudanças do tempo e assim caminha a humanidade, assim vamos construindo esta história, com muito suor, com lágrimas, sorrisos, às vezes com momentos tristes, mas na maioria das vezes com muita alegria, com disposição, com coragem e determinação e do jeito que tem que ser. Jornalismo não é para agradar um ou outro, ele existe apenas para ser, para informar, para formar e foi assim que me formei, que hoje sou e sempre serei, procurando sempre fazer a minha parte, o meu papel, ajudando a escrever a história de Paraíso e de nossa região, com respeito, dignidade e responsabilidade. Nestes 30 anos só posso dizer parabéns Jornal do Sudoeste por você existir e me fazer existir. Desejo que possas ir muito além e que assim como eu, muitos outros possam existir e fazer parte desta existência. ROBERTO NOGUEIRA Jornalista cidos, desinformando e deformando comportamentos e opiniões. Também no campo da arte, o mundo está diferente, sem graça. Não por culpa do palhaço, mas sim, pelo arrogante rancor da plateia, que (segundo nos informa, André Mirhib Cruvinel), "obriga o pobre do palhaço a entrar no picadeiro usando colete à prova de balas" Enquanto que em 1985 havia um romantismo no ar, e no comportamento humano a poesia era uma metralhadora nas mãos do palhaço, dando rajadas de pétalas na plateia. - Parabéns, JORNAL DO SUDOESTE, e a todos da equipe, desde os fundadores, que neste PALCO, com zelosa dedicação vem lapidando e dando mais brilho a esta cidade e seu povo, em forma de notícia. Parabéns pelos 30 anos de sucessivo sucesso e merecidos méritos nessas redundâncias. NELSON GADI página 17 TRINTA ANOS DO JORNAL DO SUDOESTE “Si usted capaz de temblar de indignación cada vez que se comete uma injusticia em el mundo, somos compañeros, Que es más impotante.” Guevara, Carta a Maria Rosaria Guevara. Com o ego inflado, confesso, recebi o convite, para dizer alguma coisa aqui, a propósito dos trinta anos do Jornal do Sudoeste, referência de São Sebastião do Paraíso, MG. Lembro-me dos aniversários do jornal, do orgulho com que o Nelson Duarte os comemorava, para mantê-lo assim, até hoje, digno, espinha ereta! Criar um jornal não é coisa difícil. Mas, mantê-lo, e por 30 anos com credibilidade, isso não é coisa para qualquer um. É o Nelson. Só o Nelson de Paula Duarte para cuidar dessa proeza. Poderia dizer aqui da importância da imprensa livre para o regime democrático, para o Estado de Direito. Mas não, prefiro dizer da importância do Jornal do Sudoeste, na minha vida, na minha carreira, como advogado militante, pois, a importância do JORNAL para a cidade, todos sabem, todos conhecem, é chover no molhado. Tenho lá em casa uma pasta de couro, onde coleciono os acontecimentos importantes da minha vida, os meus feitos, muitos contados pelas palavras do amigo Nelson Duarte. Foi a UM PORTO SEGURO QUE RESISTE BRAVAMENTE Nos últimos 30 anos, a velocidade da informação sofreu um acelerado processo de crescimento. Cresceram as plataformas e os meios de comunicação. Esta transformação fez com que muitas empresas se adequassem ou sucumbissem a estes novos tempos. Esse não é um fenômeno isolado, centenas de jornais e revistas tradicionais fecharam as portas ou migraram para a internet nos últimos anos. Revistas tradicionais e gigantes no mercado internacional como a Reader’s Digest ou a Life fecharam suas portas. Até a centenária Enciclopédia Britânica deixou de ser impressa. No Brasil a Manchete e O Cruzeiro também encerraram as atividades. Muito se fala sobre a sobrevivência e sobre a “morte” dos jornais em papel face a popularização da Internet. O Jornal do Brasil, um dos mais antigos diários brasileiros, com 120 anos de existência, viu-se obrigado não só a aderir ao online, mas a desistir da sua versão em papel. A partir de Setembro de 2012 o JB passou a ser publicado unicamente na Internet, depois de a edição impressa ter sofrido uma quebra de quase 80% nas vendas. Estas transformações também chegaram à mídia paraisense. Vimos veículos tradicionais, como a Rádio Difusora Paraisense sair do ar, nos deixando órfãos. Vimos jornais serem criados e desaparecerem depois. Vimos a instalação de canais de TV que causaram sensação e perderam o ímpeto. Assistimos o surgimento de “pseudo-jornalistas virtuais”, que servem a causas diversas que não o compromisso com a informação imparcial. Cidadania Honorária, foi uma vitória processual importante, como a que manteve os 15 vereadores, no final da década de 90 e por aí afora. Em comum, a pasta é mais história contada no Jornal do Sudoeste, cuja leitura lá em casa é obrigatória. No mais a mais, devo dizer, o Jornal do Sudoeste expressa a personalidade de seu diretor: É sério, é contido, é cuidadoso, possuindo, também, um bocado de idealismo bom, expressado na citação, colada no frontispício do presente texto, muito assemelhado ao diretor e editor do Jornal do Sudoeste que, em algumas lides judiciais, tive a honra e orgulho de haver patrocinado. Costumo dizer, com a boca cheia e contado papo: SOU ADVOGADO DO JORNAL DO SUDOESTE! MARCO ANTÔNIO WESTIN OLIVEIRA - Advogado Enfim, tempos conturbados para quem busca informação de nossas paragens... No meio disso tudo, temos um porto seguro, que resiste bravamente. Capitaneado pelo guerreiro Nelson Duarte, o Jornal do Sudoeste completa agora 30 anos. Mais do que parabenizar, o tempo é de agradecimento e compromisso. Agradecer pela lição de democracia jornalística, sustentada por princípios e dignidade que pautaram cada página de nossa história contada pelo JS nestes trinta anos. Acompanhar as edições do JS este tempo todo foi testemunhar nossa história. Isto não tem preço. O esforço e o trabalho gigantesco para informar misturaram o suor e o sangue de Nelsinho à tinta da impressão na gráfica. Por isso o compromisso que cada paraisense deveria assumir com o Jornal do Sudoeste: Leitura obrigatória! Parabéns Nelson. Parabéns a todos que fazem ou já ajudaram a fazer o JS. MARIANO BÍCEGO Professor Jornal do Sudoeste página 18 “A notícia dos 30 anos do Jornal do Sudoeste é uma manchete que fica na história” Paixão pela literatura, pelas artes, pela vida. Mas foi pela palavra que o jornalista Nelson de Paula de Duarte, o nosso querido e fraterno amigo Nelsinho, narra há 30 anos a história de nossa região pelas páginas do Jornal do Sudoeste. De fato, em todo o país não tem um único assunto relevante que não tenha nascido numa pauta de jornalismo de qualidade e, neste aspecto, o Jornal do Sudoeste sempre oxigenou a sociedade paraisense e da região com a força informativa da reportagem e a luz de uma opinião bem fundamentada, ética e equilibrada. Recordo-me com clareza do Nelsinho, ainda trabalhando no curtume, correndo atrás da informação para compartilhar com todos. O Sudoeste nasceu e, sabe lá os imensos desafios que enfrentou e enfrenta, comemora agora os 30 anos ininterruptos de circulação. É uma atitude heróica e que confirma uma determinação do Nelsinho: ser jornalista em tempo integral. Para nós paraisenses e para a imprensa mineira, a notícia dos 30 anos do Jornal do Sudoeste é uma manchete que fica na história. O jornal do interior, muitas vezes relegado a segundo plano, é quem verdadeiramente fala com nossa gente, mas enfrenta dificuldades de toda ordem. Por isso nosso reconhecimento ao JS. É um legado cultural formidável, uma trajetória de jornalismo imparcial e que, muito mais que simplesmente noticiar fatos e acontecimentos, o Sudoeste sempre se colocou na dianteira dos grandes temas em favor do cidadão e da cidadania. Como dirigente da Cooparaiso, depois atuando como homem público na Câmara dos Deputados, no Ministério do Esporte e Turismo e mais recentemente na Secretaria de Transportes e Obras de Minas, o Jornal do Sudoeste sempre foi um veículo de comunicação que nos auxiliou com críticas, sugestões, divulgações, confirmando seu O BOM JORNALISMO “TRINTA ANOS DO JORNAL DO SUDOESTE” Jornal do Sudoeste completa trinta anos de sua existência. Como as pessoas, as organizações também têm sua cara e cultura. Suas lideranças têm um papel importante na definição de uma conduta coletiva, o que chamamos de linha editorial. Neste sentido, o Jornal do Sudoeste, além de vários colaboradores importantes que fazem da sua história, tem na pessoa do Jornalista Nelson Duarte uma simbiose. Ponho-me a imaginar o entusiasmo do Jornalista Nelson Duarte em suas primeiras edições. Escrever e gerenciar um negócio de comunicação!.... Penso que gerir o negócio não era a principal atividade, mas sim registrar os acontecimentos de sua querida e estimada cidade, expressando sua opinião e análise crítica. Registrar acontecimentos e alertar a sociedade, apontando oportunidades e demonstrando possíveis ameaças ao desenvolvimento local. São temas diversos, que abordam todas as dimensões de nossa comunidade, dimensão social (política, saúde, educação, segurança), ambiental (sua gente, cultura, manifestações, patrimônio, recursos hídricos), institucional (empresas, associações, sindicatos, cooperativas, imprensa, poderes constituídos, fundações, filantropia) e econômica (agricultura, comércio, indústrias, serviços, emprego, renda). Não esquecendo, que todas estas dimensões fazem parte de um todo, nossa grande casa, São Sebastião do Paraíso. Dizem que a boa imprensa é aquela que registra os acontecimentos com isenção, imparcialidade. Particularmente, acho que deva opinar para verdadeiramente contribuir com a interesse e compromisso com as grandes causas das comunidades onde atua. Seria desnecessário, mas faço questão de frisar os valores éticos e morais do Nelsinho e, como consequência, do jornalismo feito pelo Jornal do Sudoeste. Parabenizo o Jornal do Sudoeste, nas pessoas do Nelson de Paula Duarte – e desejo cumprimentar toda sua família que sempre lutou junto, dos colaboradores de hoje e aqueles que contribuíram nos últimos 30 anos, parabenizo ainda os leitores e anunciantes pela confiança, e por fim quero comemorar com todos estas primeiras três décadas do Jornal do Sudoeste, com a certeza de que teremos ainda milhares de páginas a serem escritas neste futuro que se anuncia para o jornal, porque, um bom texto, para um público que adquire a imprensa de qualidade, sempre vai ter interessados. Parabéns Jornal do Sudoeste! CARLOS MELLES Deputado Federal exercendo o sexto mandato consecutivo. Ministro do Esporte e Turismo (2000-2002), Secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas (2011-2014). É presidente do Democratas em Minas Gerais. sociedade. Opinião esta, que deve respeitar alguns princípios de escuta das partes envolvidas, presença nos acontecimentos, entre outros. Mas sempre importante alertar. Em minha participação política, como secretário do governo Marilda Melles e como Prefeito Municipal, tive a oportunidade de ter meus atos registrados e analisados por este órgão de imprensa. Sempre tive o Jornal do Sudoeste, como um ponto de referência para tomada de decisão, por sua isenção política partidária, por sua firmeza de propósitos e por sua capacidade de levantar questões importantes para a comunidade. Neste momento, ao comemorar trinta anos, parabenizo este instrumento e agradeço suas críticas, alertas e elogios publicados. Por fim, desejo boas energias, equilíbrio e muitas oportunidades ao Jornal do Sudoeste, ao Nelson Duarte e equipe, para continuarem contribuindo efetivamente com o desenvolvimento de nossa comunidade. MAURO LÚCIO DA CUNHA ZANIN ex-prefeito (2005 - 2012) O Jornal do Sudeste comemora 30 anos e sua história é parte da história de Paraíso e da nossa região. Nessa missão, liderada com competência pelo Nelson de Paula Duarte, o Jornal jamais se afastou das causas que originaram sua fundação – a independência editorial e imparcialidade na informação, bases fundamentais do bom jornalismo. Como filha de Paraíso, como mãe, e primeira Prefeita de nosso município, desde que o Sudoeste começou a circular é um jornal que faz parte de minha vida. É interessante verificar no dia a dia a credibilidade, aceitação e importância do Jornal do Sudoeste. É muito comum ouvir a expressão “saiu no Sudoeste”, ou “o Nelsinho publicou”. E, de fato, é um jornalismo que testemunha e informa os grandes acontecimentos de nossa região, com liberdade de expressão e conteúdo para que o próprio leitor tire suas conclusões. Quando fui prefeita, entre 2001 a 2004, procuramos administrar com os olhos do povo, ou seja, ouvindo a comunidade e, neste aspecto, a contribuição isenta do Jornal do Sudoeste foi decisiva, retratando o sentimento da comunidade e nos fornecendo subsídios para uma gestão afinada com o desejo do paraisense. Em vista disso, quero nes- São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 30 ANOS DE CREDIBILIDADE te momento festivo do Jornal, reafirmar meu reconhecimento e agradecimento. Sobretudo a imprensa, e agora também as redes sociais, contribuem de forma singular para novas formas de participação e mobilização do cidadão, e o Sudoeste faz isso de forma inestimável. A trajetória do Jornal do Sudoeste nestes 30 anos é também a da construção de uma sociedade mais ativa e bem informada. E neste ponto acontece a grande transformação, porque com melhores cidadãos e maior cidadania, sem dúvida temos uma comunidade mais forte, justa e igualitária, base para a construção dogrande pais que todos sonhamos. São Sebastião do Paraíso pode se orgulhar em ter um Jornal do Sudoeste. Parabns pelos 30 anos, e todo um futuro pela frente! Parabéns Nelson de Paula Duarte! MARILDA MELLES Ex-prefeita (2001 - 2004) Sabemos que o sucesso só se conquista com muito trabalho, esforço e dedicação. Por isso, parabenizo toda a equipe do Jornal Sudoeste, em nome do diretor presidente Nelson de Paula Duarte, pelos seus 30 anos de credibilidade, boas reportagens, análises pertinentes, entrevistas interessantes, colunas que movimentam o meio político e, acima de tudo, pelo compromisso com o bom jornalismo e com sua missão: levar informação para todo a nossa São Sebastião do Paraíso e região. Que continuem com o propósito de informar a sociedade com qualidade, pois assim trilharão sempre o caminho de sucesso. ANTONIO CARLOS ARANTES Deputado Estadual INFORMAÇÃO PRECISA PARA A NOSSA REGIÃO “JS” UM PONTO FUNDAMENTALDE ENCONTRO PARAA REFLEXÃO E O DEBATE Estamos comemorando as primeiras três décadas de um futuro promissor do Jornal do Sudoeste. É um momento de reconhecimento ao extraordinário trabalho e compromisso do jornalista Nelson de Paula Duarte, nosso sempre Nelsi-nho, que criou um novo veículo de comunicação e o conduziu desde então com a grandeza e sabedoria de quem sabe que o papel do jornal sempre será o de articulador da sociedade. Nasci numa família de jornalistas e cresci em meio a uma oficina tipográfica, onde era impresso semanalmente as edições de O Cruzeiro do Sul, e um pouco antes o Libéllo do Povo, numa história de amor pelo jornalismo iniciado pelo meu avô João Borges de Moura, o Jobormoura, tendo na sequência minha tia Conceição Borges Ferreira (Sãozinha) e meu pai Anibal Deocleciano Borges, o Biba. Desde muito cedo testemunhei a imensa paixão de minha família pela comunicação e pelas artes. Em casa, minha mãe cuidava da gráfica e meu pai, se desdobrando em meio aos compromissos, tinha uma presença muito atuante na comunidade, buscando informação para compartilhar com o grande público pelas páginas do jornal. Era tudo feito com amor. Para a felicidade de todos nós, assistimos o nascimento do Jornal do Sudoeste com este mesmo espírito, o de fazer jornalismo com paixão e intenso compromisso com a comunidade. Assim como passamos das velhas tipografias para as impressões rotativas, e mais recentemente com as mídias digitais, o processo de comunicação está NICOLAS COCA Quero parabenizar o Jornal do Sudoeste pela independência, o apoio a nossa diversidade e aos pequenos/ grandes movimentos culturais promovidos, proporcionando a nossa cidades um oásis para em permanente evolução e assistimos com satisfação, que o Jornal do Sudoeste - a despeito de toda sorte de dificuldades enfrentadas pelos jornais do interior do país, mantém-se atento aos novos processos, mas preservando valores fundamentais do bom jornalismo. O Jornal do Sudoeste faz parte de nossas vidas, está definitivamente inserido na sociedade paraisense e da região, merece nosso respeito e agradecimento. O jornal de papel jamais vai desaparecer, ao contrário, sempre irá pautar assuntos densos e complementar as plataformas digitais para a informação verdadeira e isenta ao grande público, eixo de sustentação de um processo de formação de uma sociedade melhor a cada dia. Parabéns ao Nelson e a toda sua equipe, na certeza de que muito além de um instrumento concebido para distribuir informação, o Jornal do Sudoeste é um ponto fundamental de encontro para a reflexão e o debate. ANIBAL MARINZECK BORGES Diretor da Scalla Construtora. Foi diretor do Jornal e Revista o Cruzeiro do Sul, filho do jornalista Anibal Deocleciano Borges e neto do também jornalista João Borges de Moura. Hoje o Jornal do Sudoeste completa 30 anos de história e a Cooxupé não poderia deixar de parabenizar a equipe responsável pelo veículo de comunicação, pelo trabalho realizado ao longo destas três décadas a serviço da informação. A missão de levar notícias precisas, sérias e com muita ética para a população não é fácil. Correr atrás dos acontecimentos, verificar os fatos e sempre estar à frente é uma tarefa para poucos e que vem sendo realizada com muita qualidade pelos profissionais da publicação. Além de defender os direitos da sociedade, sempre acima de interesses pessoais, o jornal possui a importante missão de ser o porta voz da comunidade junto aos poderes constituídos. São Sebastião do Paraíso só tem a ganhar com o Jornal do Sudoeste e sua trajetória de sucesso. Nós, da Cooxupé, desejamos que a história deste importante veículo continue ao longo dos anos, mantendo sempre a essência primordial que é informar o cidadão. Parabéns a toda equipe! CARLOS ALBERTO PAULINO DA COSTA, presidente da Cooxupé a Democracia. Bons tempos dos encontros musicados com churrasco e boas conversas. Aproveito pra abracar Nelsinho, Vasco, Adriano e toda equipe... Vida Longa! NICOLAS COCA designer e trader comerciante São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 JS – 30 ANOS CHARGES QUE FIZERAM HISTÓRIA Bom dia senhoras e senhores, a paz para todos! Meu nome é Flavio Farina dos Santos, e sou um dos filhos de nossa querida cidade de São Sebastião do Paraíso. Em primeiro lugar quero agradecer a Deus a consciência cósmica pela graça do desenho. Todo meu trabalho é para sua honra e glória. E é com muita alegria pessoal que posso dizer que, quando entrei na redação do Jornal do Sudoeste, era apenas um desenhista de carteira de escola. Porém, a implicação dos prazos, as metas, a responsabilidade social, espaço para as fotos, dobrar jornal, inserir os classificados, as matérias, o chimarrão, o fotolito, a charge, a tira de jornal, a máquina de escrever, tudo fazia parte do meu cotidiano na redação, e não podia faltar o café, claro. Sempre soube que ser da casta da imprensa excedia minha capacidade intelectual em muito. O desenho apenas que me aproximou de meus mestres: João Roberto, José Antônio, Nelsinho Duarte, Adriano Jornal do Sudoeste Rosa, Vasco... Sempre procurei aproveitar suas lições e suas contribuições fazem parte da minha vida até hoje. E é com honra máxima que agradeço aos meus mestres do Jornal do Sudoeste por ativar o meu desenho em cartoon e quadrinhos, e por, além disto, me ensinarem valores vitais, e tudo com senso de humor. Parabéns para o Jornal do Sudoeste pelos seus 30 anos de muito trabalho comunitário sério, de informação, jornalismo, esporte, entretenimento e arte. Nossa cidade é muito bem representada. Obrigado por jornalistas de primeira linha que eu gabo de serem meus mestres e tutores diretos. FLÁVIO FARINA DOS SANTOS tatuador e cartunista Em Fevereiro de 1985, no dia 09, eu fui ordenado Padre em São Sebastião do Paraíso. Alguns meses depois, nascia o pequeno grande Jornal do Sudoeste que hoje completa 30 anos. Inclusive eu tive a alegria de escrever algo para o nascente jornal cujos fundadores inspiravam bons propósitos. Com a proteção de Deus e a perseverança de seus editores temos agora a alegria de comemorar os seus 30 anos e queremos que chegue aos 100 anos. São Sebastião do Paraíso sempre contou com pessoas entusiasmadas e empreendedoras como Aníbal Diocleciano Borges (Biba), Nelson Duarte e outros que, através dos meios de comunicação, formam e informam esse público sedento do saber. Com o Papa Francisco podemos exclamar: Laudato Si!!! (Deus seja Louvado). MONSENHOR ENOQUE DONIZETTI DE OLIVEIRA página 19 ANIVERSÁRIO DE UM HERÓI É o trigésimo aniversário do Jornal do Sudoeste. Fazer trinta anos pode parecer algo comum. Não para um Jornal. Pergunte para Nelson de Paula Duarte, Editor e Diretor Responsável deste periódico heroico e ele testemunhará com provas cabais que mantê-lo é um verdadeiro Décimo Terceiro Trabalho de Hércules. Em cidades muito maiores que São Sebastião do Paraíso, há dezenas de exemplos de pessoas idôneas, capazes e idealistas, que fundaram jornais e não conseguiram mantê-los por muito tempo. A glória não é apenas deste Como falar sobre o Jornal do Sudoeste sem mencionar Nelson de Paula Duarte? O estimado e talentoso amigo Nelsinho, sempre tão solícito, humano e espiritualizado, ligado às notícias e transformações do mundo, crítico e atuante sem perder a ternura, jamais! Cresci junto ao JS, acompanhando as notícias e colunas de gente tão talentosa. Vi passar por suas páginas dezenas de jornalistas, de textos e estilos variados, mas sem perder a essência do regional, da cobrança para todo Sudoeste Mineiro e também da valorização de sua gente! Suas páginas, a princípio em Preto & Branco e com pe- homem forte e tenaz, inteligente e sensível, grande músico de espírito guerreiro e positivo. É um trabalho de equipe, um grupo de jornalistas e articulistas que enriquecem cada Edição. Há pouco mais de três anos, quando fui convidada para ter uma coluna semanal no Jornal do Sudoeste, fiquei feliz, orgu- riodicidade semanal foram evoluindo e hoje temos um bi-semanário colorido e moderno. Muito ainda a evoluir, mas no caminho firme da notícia verdadeira, isenta, imparcial e necessária! Meus votos são de vida longa e próspera! lhosa e emocionada. Minha história de amor com Paraíso é antiga: vivi nesta cidade mágica alguns anos na minha infância, cursei o excelente Colégio Paula Frassinetti, tive, tenho parentes e amigos que ainda residem em Paraíso. Ter um espaço toda semana para colocar meus textos neste já conceituado bissemanário de circulação regional é algo de valor inestimável, para quem neste conturbado mundo, ainda crê que a Palavra, a Comunicação escrita são possíveis caminhos para o encontro de soluções positivas, diante do aflitivo emaranhado dos problemas atuais. ELY VIEITEZ LISBOA escritora Aproveito o momento festivo para convidar o leitor para uma dupla comemoração! O Programa Estação Saudade receberá com muita honra, a mente por trás do JS: Nelson Duarte! Estação Saudade - Rádio Apar Fm 105,7 (aparfm.com. br) – Terça feira, dia 25 de agosto às 18h30 (data da fundação do querido JS) Reprise no sábado, 29 de agosto às 10h30 (data em que completa mais uma primavera, Nelson de Paula Duarte. Salve! Salve! REYNALDO FORMAGGIO designer, artista plástico, escritor e apresentador do Programa Estação Saudade. Lembrando o filósofo Bertold Brecht, podemos dizer em relação ao Jornalista Nelson Duarte que: Falar sobre o Jornal do Sudoeste é fácil, difícil é ficar na área de comunicação por tantos anos, exatamente 30 anos, dos quais, quatorze, estamos juntos imprimindo este jornal. Parabéns Jornal do Sudoeste. São os votos da Gráfica Editora Grafisc ROBERTO COSTA Contato comercial, editor do Jornal da Rota, em Ribeirão Preto Presenciei o início do Jornal do Sudoeste e a perseverança de seu diretor, Nelson de Paula Duarte, levando a informação a nossa cidade e região e hoje em todo o estado e Brasil afora. Parabenizo todos os seus colaboradores e o diretor, Nelson, pela sua vitória. Parabéns, Sudoeste, pelos seus 30 anos de existência. DARCI FERREIRA “Há pessoas que lutam um dia, e são boas; Há outras que lutam um ano, e são melhores; Há aquelas que lutam muitos anos, e são muito boas; Porém há as que lutam toda a vida; Estas são as imprescindíveis”. O Jornal do Sudoeste e seu Jornalista responsável nestes 30 anos de existência tornaram-se imprescindíveis para a nossa comunidade e comunidades vizinhas! Parabéns, que o jornal con- tinue levando informação, esclarecendo dúvidas e que amplie sua distribuição para que cada vez mais pessoas tenham o prazer de desfrutar e participar deste meio de informação. Que venham muitos outros anos. O QUE FAZER EM 30 ANOS? O que falar de 30 anos? Perguntas difíceis de responder, mas se pararmos e procurarmos pelo nome de Jornal do Sudoeste temos muitas respostas. Quantos crimes desvendados, quantos caminhos tortuosos consertados, quantas verbas chegaram e o que foi construído a partir das críticas, das matérias e sugestões das páginas do nosso Jornal do Sudoeste. Nelson de Paula Duarte e toda sua equipe que nesses 30 anos procura sempre mostrar a verdade e dar ao povo parai- BASQUETE EM DESTAQUE É sabido que o Jornalismo é um conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um conhecimento sobre fatos e pessoas. É, portanto, uma forma de apreensão da realidade. A informação jornalística é essencial desde a formação cidadã e cívica das nossas crianças de jovens e, consequentemente os adultos. Ele sempre dedicou de corpo e alma ao seu sonho, que outrora idealizou e hoje a vê seu sonho realizado: Jornal do Sudoeste! Imperioso mencio- nar que o sucesso do Jornal do Sudoeste, não seria possível sem a atuação eficaz de sua equipe de profissionais que trabalha unida e alinhada com os objetivos idealizados e defini- 30 ANOS O que podemos falar de um órgão de imprensa ativo há 30 anos numa cidade do interior de Minas Gerais? Coragem, determinação, vocação para a informação e entretenimento. 30 anos de comunicação não é um conto, é uma história e tenho orgulho de ter sido parte dessa história. Comecei nos idos de 1996, com a coluna “Salve Simpatia” juntamente com meu marido João Paulo Lopes Felix. Mais tarde virou “Coluna Bia Pardini”, totalizando por volta de 15 anos de JS. Aniversários, casamentos e todas as principais comemorações sociais da cidade foram retratados pela coluna, complementando o rol São os votos de todas as associadas do CLUBE DAS ACÁCIAS FRATERNIDADE UNIVERSAL. HELENA BERNADETE DANTAS Presidente ANA PAULA TALIBERTI Secretária sense a oportunidade de formar sua opinião, sem deixar de ter a sua. Quem não se lembra da frase “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”, estampada em sua página inicial. Isso mostra a importância deste jornal nos últimos anos em São Sebastião do Paraíso e região. Parabéns equipe Sudoeste. RICARDO OLIVEIRA Jornalista, assessor parlamentar dos por seu diretor presidente. Aprendi tudo isso e muito mais, com ele e, fiz parte desta equipe e pude levar as notícias do basquete da região e do mundo, com minhas coberturas, através da coluna CHUÁ. Agradeço pela oportunidade que pude passar notícias do Basquete, para os seus leitores, que há 30 anos, desfrutam de um informativo atualizado. Parabéns Nelson de Paula Duarte, parabéns a toda família Jornal do Sudoeste, pelos seus 30 anos. MARCOS DO CARMO Editor da coluna Chuá de informações e notícias que este veículo sempre divulgou. Com muita alegria lembramos os momentos de “fechamento” de cada edição e seus problemas que, no final, sempre eram contornados e resolvidos. O Jornal do Sudoeste é um marco não apenas para São Sebastião do Paraíso e cidades onde circula regularmente, mas para toda região. Foi criança, adolescente, adulto e agora atinge a maturidade digna do verdadeiro jornalismo. BIA PARDINI Colunista Social Jornal do Sudoeste página 20 PALMAS PARA O JORNAL DO SUDOESTE No relicário vivo de nossas emoções maiores, registramos com ingente alegria, grande expectativa e amorável ansiedade, da vinda de um jornal que é o retrato impresso de nossa terra natal: O JORNAL DO SUDOESTE Reiteramos que não é fácil fazer um jornal. A elaboração do projeto, a criação da pauta inicial, a formação dos textos, a editoração gráfica, a diagramação, a gravação dos arquivos, a fotoligrafia, a revisão final, a impressão e, finalmente...o JORNAL. Portanto, de público, nossos emotivos parabéns pela equipe, e principalmente pelo seu diretor: NELSON DE PAULA DUARTE Um homem que é coe- rente com seu tempo, mas sempre vestiu a Toga da Independência. Não se vende, pois tem a armadura dos paladinos, a coragem dos heróis, a paciência dos franciscanos. Tem no peito uma chispa que incendeia, e na alma o fogo que tempera. Na palavra, a chama que ilumina espancando a escuridão. Sabe perdoar, pois o perdão é a vingança da Sabedoria, a Sabedoria é Luz, e a Luz é a sombra de DEUS. OLAVO BORGES, Advogado, Membro da Academia Paraisense de Cultura, da qual é fundador. “O CAMINHO DAS PEDRAS” Na época do nascimento do Jornal do Sudoeste, trabalhava no jornal O Diário, de Ribeirão Preto, e era o encarregado pela diagramação dos jornais de terceiros, como chamávamos os veículos que não eram da casa. Certo dia, Nelson chegou com um “envelopão”, com fotos, textos datilografados e anúncios para fazermos o jornal. A diagramação consistia em calcular quanto o texto datilografado ocuparia na página, juntamente com as fotos. O texto era enviado para a composição, as fotos encaminhadas para a fotomecânica e o diagrama com a página desenhada, ia para a paginação, o chamado “past-up”. Depois, a página seguia para a fotomecânica, onde era confeccionado o fotolito. A gravação das chapas e a impressão encerravam o processo. Nelson buscava o jornal e o levava para São Sebastião do Paraíso, onde era distribuído. Hoje, todo o processo, inclusive a gravação das chapas, é feito em computadores. Trinta anos depois, tenho uma pequena editora que presta serviço de diagramação e arte final para empresas, sindicatos e associações, fazendo jornais, revistas e livros. Mas, meu maior orgulho é o Jornal da Vila, que completa dez anos agora em outubro. É um informativo da Vila Tibério, bairro de Ribeirão Preto, no qual resgato a memória deste bairro histórico. Posso dizer que fazendo o Jornal do Sudoeste aprendi o “caminho das pedras”. FERNANDO BRAGA, jornalista, 40 anos de profissão TRINTA ANOS A SERVIÇO DA REGIÃO Quem tem o saudável hábito da leitura, usufrui de agradável sensação de se sentir bem informado, toda vez que toma conhecimento das principais notícias de Paraíso e região, graças às edições bissemanais do Jornal do Sudoeste, que está a completar 30 anos de atuação positiva e independente, como um dos mais completos e conceituados informativos de abrangência regional. Entretanto, convém salientar que para que chegasse a tão memorável conquista de elevado conceito entre seus milhares de fiéis leitores e de respeito perante opinião pública, titânica luta foi e continua sendo vencida em favor da boa imprensa, mercê do sadio ideal de seu fundador e competente diretor, jornalista Nelson de Paula Duarte, coadjuvado por primorosa e completa equipe de auxiliares. A todos os naturais obstáculos, inclusive os de interesses obscuros, contrário ao surgimento de um jornal declaradamente independente naqueles difíceis anos de 1985 e se- guinte, a tudo se impôs o ideal maior do idealismo de Nelson de Paula Duarte. Pelo transcurso dessa marcante efeméride (30 anos de sadio Jornalismo), não poderíamos deixar de nos manifestar como assinante assíduo e admirador, pela maneira inteligente de como é apresentado ao grande público em suas aguardadas edições. Parabéns a direção e a sua competente equipe. LUIZ FERREIRA CALAFIORI. Professor, advogado, historiador, escritor, jornalista, prefeito de São Sebastião do Paraíso entre 1971 a 1973, foi vereador, é membro da Academia Paraisense de Cultura. JORNAL DO SUDOESTE É UMA REFERÊNCIA O Jornal do Sudoeste é referência de trabalho sério, competente, responsável e imparcial quando se fala de Jornalismo em Paraíso e na região. Minha vida se transformou com a coluna “Receitas do Guari”, tamanho o alcance do jornal, que congrega inúmeros “fãs”. É um veículo que tem de tudo: receitas, social, notícias, religião. Abrangendo tantos assuntos consegue alcançar muitos modos diferentes de pensamento e levar a informação a todos os cantos de uma grande região. Esse Jornal abriu suas portas para tantos que, como eu, tinham algum dom a mostrar, e valorizou, ao longo de sua existência, essas pessoas e seus talentos. São 30 anos que o diretor Nelson de Paula Duarte luta para manter vivo o melhor Jornalismo. São 30 anos que ele mantém uma equipe de profissionais que levam o ofício com o rigor necessário para angariar confiança e credibilidade. GUARIGUAZIL DA SILVA Cozinheiro / Colunista Meu tempo de exercício da profissão de repórter e colunista no Jornal do Sudoeste foi marcado pela expansão do conhecimento. Diante da porta aberta pelo jornalista Nelson Duarte, pude desenvolver-me em meu ofício preferido, a escrita, buscando sempre apresentar matérias que, além da informação correta e imparcial, levassem ao leitor a nossa língua portuguesa em sua forma mais apurada. Por outro lado, a necessidade constante de pesquisa para fundamentar as reportagens sobre os mais variados temas do nosso cotidiano levaram-me a conhecer novos mundos e aprofundar-me em temas jamais antes cogitados. Assim como a coluna literária “Livro de Cabeceira” exigiu maior leitura e pesquisa sobre a vida de tantos escritores brasileiros e estrangeiros. Porém, meu coração sempre guardará com carinho mai- LÁ SE VÃO 30 ANOS... or a coluna “Ela por Ela/Ele por Ele”, pois me permitiu conhecer tantas pessoas especiais, que abriram seus corações, dividiram emoções e me ensinaram muito, a cada entrevista. Com muita gratidão, parabenizo toda a família JS e o diretor Nelson Duarte por este 30 anos de trajetória nos caminhos apaixonantes do jornalismo. CRISTIANE BINDEWALD Assessora Parlamentar JORNAL DO SUDOESTE SEMPRE ACOMPANHANDO OS ÚLTIMOS FATOS Ao completar 30 anos de sua jornada na estrada do Jornalismo e da notícia fidedigna, o Jornal do Sudoeste cumpre o seu papel de ser o arauto das comunidades onde atua, com a competência que sempre o marcou. Marca registrada essa que retrata seu diretor-proprietário, Nelson de Paula Duarte, que sempre atuou com zelo e esmero em prol da ética, antes mesmo de noticiar fatos. Eu, prefeito nos idos de 1993 a 1996, tenho a agradecer a pontualidade em relação à verdade que permeou essa relação entre o eu político e a imprensa escrita praticada pela equipe do Jornal do Sudoeste, sob a voz responsável de Nelson de Paula Duarte. Parabéns pelos 30 anos de trabalho e que o arauto não se canse! LAIR FURTADO Industrial, ex-prefeito de São Sebastião do Paraíso APRENDI MUITO NO JORNAL DO SUDOESTE “Aguardar a entrega de um exemplar do Jornal do Sudoeste e manusear cuidadosamente suas folhas era algo muito precioso para uma criança de um pouco mais de oito anos. Anos e anos depois, eu estava ali por detrás delas. Trabalhar no Jornal do Sudoeste colaborou com a minha evolução pessoal. Hoje não sou mais quem eu era. Percebi a importância da minha condição de cidadã na construção do lugar onde vivo e a observar o mundo e as pessoas à minha volta. Andei por lugarejos que até então não conhecia. Presenciei a inauguração da Arena Olímpica. Escrevi sobre os 100 anos da Sorveteria Spósito e entrevistei a Renata de São Tomás de Aquino. Que grande lição de vida! Passei a ver as coisas e pessoas por outros vieses. Fiz Jornal do Sudoeste. 30 anos . Parece que foi ontem que o Nelson nos procurou dizendo que estava lançando o Jornal , que seria um semanário , enfim todos sabemos o desfecho. Hoje é um Bissemanário com o compromisso de um jornalismo sério , bem redigido , com boa diagramação , aborda vários temas de interesse da comunidade, enfim um jornal que dignifica nossa cidade e engrandece o jornalismo do Sudoeste Mineiro . Parabéns Nelson Lembro-me do dia em que recebi a Edição nº 01 do Jornal do Sudoeste. Pensei... o Nelson é mesmo um idealista, ou será um visionário? Pois levar à frente um Jornal em uma cidade do interior não é para qualquer um. Mas sabia da fibra deste meu amigo, que nunca escolheu o caminho mais fácil para seu trajeto. Ele é destes profissionais que recolhem, apuram, selecionam, redigem e difundem ideias e fatos, através de imagens e relatos fidedignos. Quero deixar minha Home- nagem a este Jornalista convicto do seu dever. Parabéns, que seja este o primeiro de muitos 30 anos a serem comemorados. WILSON REIS DOS SANTOS OS 30 ANOS DO JORNAL DO SUDOESTE A gente pergunta: o que seria do mundo se não fossem os veículos de comunicação? As comunidades certamente conviveriam com a cegueira e com a desinformação. Seriam ainda muito mais exploradas em seus direitos do que o são, já que seus fatos atuais, do dia a dia, permaneceriam no âmbito originário deles, tendo ciência apenas os participantes e seus familiares, como já o foi no passado. Este é grande o desafio do jornalismo... Assim, ser jornalista ou fazer jornalismo onde a característica ditatorial dos que se julgam acima do bem e do mal, que tentam se sobrepor à crítica e à verdade, é, antes de tudo, tarefa para empresas e pessoas fortes. E especialmente em comunidades menores. Se o Jornal do Sudoeste mantém 30 anos de circulação ininterruptos é porque a sua informação é forte, correta, e sem deixar margens de dúvidas a quem as lê. A imprensa escrita exige de quem as prepara um amplo cabedal cultural. Parece fácil ao jornalista narrar fatos, mas ao final, passa mais a informação feita com cultura, com co- nhecimento de causa e clareza perante quem vai ler. Assim é o Jornal do Sudoeste, que tem à sua frente o vanguardismo e a coragem editorial do jornalista Nelson de Paula Duarte, um baluarte na imprensa regional. Ele leva à sua comunidade, São Sebastião do Paraíso e cidades circun-vizinhas, as mais veementes mensagens e que nunca vêm distorcidas dos interesses coletivos, o que é mais importante. Parabéns ao Nelson Duarte pela luta e a todos os seus colaboradores que, juntos, mantêm acesa essa vela de 30 anos de defesa dos interesses da comunidade. PAULINA ZAMPAR Diretora do Jornal da Região, em Guaxupé PARABÉNS! amigos e serenatas. Trabalhei por horas, quando achava que não me restava mais forças para continuar escrevendo. E as palavras tornavam-se minhas melhores companhias. A Rádio Brasília também. É difícil esquecer uma experiência assim. Sou muito grata à oportunidade que tive. Desejo que venham mais e mais anos de força e persistência a todos que produzem o Jornal do Sudoeste”. ANA CAROLINA BONACINI professora municipal UMA BASE SÓLIDA No ano de 2001, procurei o Nelsinho e pedi a ele a oportunidade de contribuir com meu trabalho para o tão conceituado Jornal do Sudoeste. Poucos meses depois, ele me convidou para compor a equipe de reportagem. Nesse momento teve início minha carreira no jornalismo. Foram três anos e meio de muito aprendizado e amadurecimento profissional. O Nelsinho, sempre com muita paciência, transmitia o seu rico conhecimento, adquirido pela larga experiência com a circulação ininterrupta deste nosso querido “Sudoeste”. Com certeza, essa foi a base sólida para que todos os demais degraus da minha vida profissional fossem escalados com mais firmeza. Tenho muito orgulho por fazer parte dessa his- São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Aos 14 anos de idade, por volta de 1994, comecei a escrever crônicas para o Jornal do Sudoeste. A princípio, publicava redações escolares e biografias de poetas com trechos de poemas que encantam qualquer adolescente mais sensível. Afastei-me durante uns anos para fazer faculdade e, em setembro de 2004, vim para Paraíso a fim de aguardar o resultado do concurso de mestrado. Estava à toa e precisava de dinheiro, quando soube que havia uma vaga para repórter e me apresentei. Assim retornei ao JS e optei por ficar em Paraíso, fazendo viagens semanais a São Paulo até concluir o mestrado. Vi o JS se tornar colorido, bissemaná-rio e online. Agora o vejo atingir a terceira década de vida e sei, em partes, dos esforços de seu idealizador e diretor para sustentá-lo, a despeito de todas as adversidades. Ser parte dessa história mudou definitivamente os rumos da minha vida, pois fiquei mais perto da minha família e aqui em Paraíso tive minha filha, além de tantas outras conquistas que podem não ser tão ex- pressivas quanto seriam se eu morasse em uma cidade grande, mas são elas que me fazem ser quem sou hoje. Sou eternamente grata ao Nelson Duarte, meu amigo, compadre e mestre. Acho sublime o trabalho de escrever um texto que será rapidamente impresso, distribuído e descartado, sem a certeza de que será lido ou se apenas servirá de embrulho a cerâmicas. Mesmo assim se escreve, porque essa é a missão do jornalista comprometido. Vida longa e próspera ao JS! ANA PAULA HORTA Professora na Libertas Faculdades Integradas e assessora de comunicação da Câmara Municipal ACISSP E JORNAL DO SUDOESTE: INSTITUIÇÕES CO-IRMÃS tória e, mais ainda, por ter iniciado a minha vida profissional em um periódico que tem tanto compromisso com os valores éticos e com a imparcialidade, tão prezados no meio. Foi no Jornal do Sudoeste que eu tive a certeza de que o jornalismo seria a minha vida. NÁDIA BÍCEGO Assessora de Comunicação do deputado estadual Cássio Soares , extensivo a toda equipe , pelos 30 anos . GERALDO ALVARENGA RESENDE FILHO Desde quando me tornei presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso (ACIS SP), há cerca de 20 anos, estamos sempre juntos com o Jornal do Sudoeste. É um veículo que sempre promoveu o melhor relacionamento, por causa dos profissionais que possui, principalmente por seu diretor, Nelson de Paula Duarte, um jornalista que nunca pensou em usar meias palavras e nem meias verdades. É colocado no jornal aquilo que ele realmente acredita que deve colocar. Eu reconheço que isso é muito importante para a comunidade paraisense, não só politicamente, mas para todos os setores da economia, social e esportivo da cidade. Trinta anos para um jornal do interior é muito mais difícil do que para um veículo de um centro maior, afinal a pressão é muito grande. Porém, nesses 20 anos que conheço Nelson de Paula Duarte, vi vários jornais abrirem em Paraíso e não sobreviveram. Repito: O Jornal do Su- doeste não trabalha com meias palavras e sim com a realidade. Por isso que sobreviveu. Sua abrangência regional carrega esse perfil, sem se preocupar com interesses políticos, pessoais e sociais, mas se preocupa com a realidade, confia nos fatos e considera cada envolvido. Isso gera confiança. A ACISSP sempre foi muito valorizada com as verdades do Jornal do Sudoeste, que é nossa fonte de referência histórica. Não sou eu que estou dizendo, são os anais da história registrados pelo Jornal do Sudoeste que estão dizendo. AILTON ROCHA DE SILLOS, engenheiro, presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de São Sebastião do Paraíso São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 O Jornal do Sudoeste nestes 30 anos de existência se destacou pelo caráter pluralista do seu conteúdo, oportunizando aos seus leitores o contato com uma enorme riqueza de publicações informativas e formativas. Graças à visão empreendedora e democrática do seu diretor Nelson de Paula Duarte, desde abril de 1993 o JS mantém ininterruptamente uma coluna de xadrez denominada “XequeMate”. O termo faz referência ao ápice em uma partida de xadrez, que é quando o enxadrista cerca o rei do adversário, ganhando o jogo. Nada melhor então do que o termo mais comum usado neste jogo milenar ter dado nome à coluna! Foi através das páginas do JS que o xadrez ficou conhecido em São Sebastião do Paraíso e região. Pessoas que nunca jogaram xa- drez, através da hoje tradicional coluna “Xeque-Mate” passaram a simpatizar com este esporte através das histórias dos atletas retratados na coluna. Numa linha de edição de vanguarda, antes mesmo de o xadrez ter sido considerado esporte pelo Comitê Olímpico Internacional – COI (fato que ocorreu em junho de 1999), muito antes que o xadrez chegasse a um Pan (fará parte dos jogos em 2019, no Peru), antes que a grande mídia fizesse matérias longas como a do Esporte Espetacular da TRINTA ANOS JORNAL DO SUDOESTE Vamos fazer diferente. Em 1985, há três décadas, nascia o Jornal do Sudoeste. Já pensaram?! Trinta anos. E se ele não existisse? O que seriam das cidades e da região sem a publicação das notícias e dos acontecimentos daqui e dali de abrangência e de cobertura deste bi semanário? Perderíamos esse acervo. Nem pensar! Ele promove uma malha de comunicação em diversas cidades, inclusive aqui em Jacuí. Sem as informações pontuais, ficaríamos à deriva. Estaríamos órfãos de pai e mãe. É, fico pensando, um Jornal dá vida à sua cidade, à região, que fica à espera da chegada das quartas e sábados para inteirarse dos assuntos da atualidade. Seja de cunho político, social, do mundo dos negócios, da educação, cultura, das artes e dos fatos diários, como policiais, do trânsito, do tempo, entretenimento... Não dá para ficar sem o seu, o meu, o nosso imparcial Sudoeste. Afeiçoamo-nos a ele. Ele chega às bancas, aos nossos lares e instituições, de mansinho, e prontinho para ser devorado pelos seus fiéis leitores. Mas, para que tudo isto aconteça, a edição de um jornal passa pelas “agruras” de um editor, não é, Nelson Duarte? Quem assume a responsabilidade de editar uma publicação, seja um simples boletim, bem sabe o que lhe está reservado. É a composição, a paginação, o preparo do “boneco”, o formato, o tipo, a impressão, os custos, as matérias, a seleção destas em consonância com a realidade e a aceitação pelo pú- Jornal do Sudoeste Rede Globo (reportagem com o atual campeão mundial Magnus Carlsen no quadro Super-Humanos)... o xadrez já figurava nas páginas do JS dividindo espaços nobres com outras modalidades desportivas e áreas do conhecimento humano mais populares. A comunidade enxadrística agradece aos irmãos José Antonio Nogueira e Roberto Nogueira (antecessores deste colunista e que responderam juntos por 13 anos da coluna “Xeque-Mate”), ao diagramador Vasco Caetano Vasco e especialmente ao diretor Nelson Duarte pelo precioso espaço cedido ao xadrez no JS. Que o JS siga firme em sua trajetória de sucesso... que venham os próximos 30 anos! GERSON PERES BATISTA Enxadrista, professor de Xadrez, Escritor, Editor do site Clube do Xadrez Online blico. A reunião de pauta. É uma série infindável de providência e exigências que devem ser atendidas a tempo e a hora, até que o produto final venha à luz. E quando finalmente isto se verifica, já está na hora de repetir todo o ciclo para a preparação do próximo número. Não é de se admirar que muitos veículos de comunicação desaparecem depois de poucos números, por pura exaustão de seus responsáveis, quando não, devido ao alto custo de impressão. Parabéns, equipe jornalística, que dá duro diuturnamente para que tudo ocorra na mais perfeita ordem em todas as colunas e bastidores. Fico feliz e orgulhoso em contribuir de vez ou outra, de alguma forma, num pequeno grande espaço. E grato pelo convite de participar desta edição especial. Trinta anos sempre renovando, inovando para um novo tempo que sempre vem. FERNANDO DE MIRANDA JORGE Jacuí/MG E-mail: [email protected] página 21 TRINTAANOS TRABALHANDO PELO QUE É BOM, PELO QUE É BELO, PELO QUE É ÉTICO “A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alveja, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça.” – Rui Barbosa (1849 - 1923), na conferência “A Imprensa e o Dever da Verdade.” Comecei a escrever no Jornal do Sudoeste, de maneira periódica, semanalmente, em novembro de 1996, com a crônica “Mutirão de cultura”, na qual propunha que as pessoas que têm algum conhecimento (diante da imensidão de tudo, temos que convir que o maior dos nossos sábios estaria – se tanto! – no Jardim da Infância do universo) deveriam promover mutirões de cultura em todas as cidades, em todo o mundo, com o fim de, seguindo a orientação da oração de São Francisco, “levar a luz onde existem trevas”. Há 2.500 anos Sócrates já ensinava, nas ruas de Atenas, que: “O conhecimento do que é certo leva ao agir certo.” Ou seja, ninguém erra voluntariamente. No moço indolente, no rico egoísta e no pior dos criminosos há um ponto comum: falta sabedoria. Bem sei que essa ideia ainda é utópica na sociedade em que vivemos, porque cada pessoa está preocupada com suas próprias coisas, seus próprios amores, sua própria vida. Mas, dia chegará em que compreenderemos que nossa vida, nosso bemestar, estão intimamente relacionados com a vida e o bem-estar do próximo.. Nessa época, o Jornal do Sudoeste já era um garotão robusto de seus dez, onze anos, sempre lutador, sempre combativo, nunca se prestando a negociar a COMUNICAÇÃO É PROGRESSO Todos nós paraisenses devemos nos vangloriar de termos em nossa cidade, duas vezes por semana, o Jornal do Sudoeste. O jornalismo foi implantado há vários anos. E nada mais justo do que relembrar as histórias de Hypólito José da Costa, que em junho de 1808 começou a publicar em Londres a primeira edição do “Jornal Correio Braziliense” que chegava ao Brasil e Portugal, na calada da noite, como contrabandeado. A publicação foi proibida de circular no Brasil e em Portugal devido aos artigos que pregavam a liberdade de expressão, a independência do Brasil, além de condenar a aristocracia parasitária do Reino e a exploração econômica de Portugal em relação ao Brasil. Era a censura em pleno vigor. Hoje, a liberdade de expressão é esbanjada pelo rádio, pela televisão e até pelos próprios jornais. Graças a direção firme de Nelson Duarte, o Jornal do Sudoeste goza da maior liberdade de expressão, mas com respeito e dig- SUDOESTE EM FESTA! Que satisfação poder fazer parte desta comemoração dos 30 anos do Jornal do Sudoeste! Mais ainda, poder contar com a amizade e incentivo do grande jornalista, Nelson Du-arte! Nesta edição especial, amigo, desejo que conquiste cada vez mais seus objetivos que é a de levar informação de verdade não só para a população de São Sebastião do Paraíso, como de toda região. Um jornal comemorar 30 anos, não é só mais um ano contabilizado. São mais de 1920 edições feitas semanalmente, ininterruptamente, para que o JOEL CINTRA BORGES Médico Veterinário, Enxadrista, Escritor, Editor do tablóide Mensagem Espírita, produzido pelo Jornal do Sudoeste nidade para com as notícias e o seus leitores. Nesses 30 anos de existência do nosso jornal, não só Paraíso, mas todas as cidades que envolvem o Sudoeste mineiro são premiadas duas vezes por semana com edições que o Nelson não deixa de publicar, mantendo bem informados os leitores de toda a região. Como um dos mais antigos jornalistas do Brasil, muito me honra estar nas páginas do Jornal do Sudoeste ,às quartas e aos sábados, procurando sempre manter os leitores bem informados. Parabéns ao Nelson e a toda sua equipe. Parabéns, a minha querida São Sebastião do Paraíso. GILBERTO AMARAL, Jornalista paraisense, Cronista e Colunista Social radicado em Brasília Só nós, que estamos por trás de um jornal, sabemos o quão penoso e trabalhoso é honrar esta missão que inclui ter ética, honestidade, transparência e vontade de fazer justiça social para toda uma população. Que toda equipe do Jornal do Sudoeste continue com essa garra e competência, além do digno reconhecimento de leitores, autoridades e amigos pela tarefa que o fazem tão bem! leitor receba em casa, notícias que fazem parte da sua vida e da sua família, da sua cidade. É um histórico registrado em papel de fatos relevantes para toda uma sociedade. GOLPE, NUNCA MAIS Estamos constatando que vigora atualmente, muito ódio e raiva na sociedade, pela situação geral de insatisfação que perpassa a humanidade. O mal estar é singular e, em nossa opinião, deriva das vitórias do partido político que governa o país há doze anos e meio, com suas políticas de inclusão social, que beneficiaram trinta e seis milhões de pessoas, e elevaram quarenta e quatro milhões à classe média. O privilegiados históricos, as classes alta e média alta se assustaram com o pouco de igualdade conseguida por aqueles que estava fora. O fato é que, por um lado, vigora uma espantosa concentração de renda, e por outro, uma desigualdade social que se conta entre as maiores do mundo. Essa desigualdade se diminuiu significativamente nos últimos anos, mas é ainda muito profunda, e um fator de desestabilização social. Tal fato “fez surgir um fenômeno nunca visto antes no Brasil: um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, a um presidente. Não é preocupação ou medo, é ódio”, lembrando as efígies reacionárias e simulacros hipócritas da moralidade”, da antiga UDN – União Democrática Nacional -, que quando percebiam seus interesses em risco, batiam às portas dos quartéis e rasgavam a Constituição à “golpes de baioneta”. Hoje mudaram o tom. Continuam batendo, mas batendo panelas, porém quando veem a polícia batendo em professor, fingem que não é com eles. Têm toda a razão de bater panelas contra a corrupção na Petrobras. Mas por que não batem panelas quando Eduardo Cunha, o líder dos black blocs, vai em rede nacional dizer que trabalha “para o povo”, “sempre atento à governabilidade do país”? verdade. Vendendo o produto de suas ideias, mas nunca sua ideia, seu compromisso com o que é certo, justo, verdadeiro. Nesses quase vinte anos tenho feito parte, ainda que de forma muito modesta, do excelente corpo redacional do jornal, sempre capitaneado pelo jornalista e proprietário Nelson de Paula Duarte, pessoa culta, sensível, inteligente. Nessa oportunidade festiva de aniversário de trinta anos, a Aliança Municipal Espírita de São Sebastião do Paraíso, presta, de público, um preito de gratidão a esse jornal, legítimo portavoz do Sudoeste de Minas Gerais, pelo apoio (no amplo sentido da palavra) que tem dado ao Mensagem Espírita, desde seu nascimento nos idos de setembro de 1991. Fazendo questão de ressaltar a figura do grande diagramador (pessoa que entende de computador como poucos!) Vasco Caetano Vasco, que muitas vezes trabalha de noite para que às primeiras da manhã nosso mensário já esteja circulando. Por que não batem panelas contra a compra de votos para a reeleição de FHC? Por acaso, apoio na Câmara é mais grave do que pagar emenda na Constituição? Como podem não bater panelas contra o anel de pobreza que desde sempre engloba as metrópoles brasileiras; essa Faixa de Gaza de tijolo aparente onde se amontoa boa parte da população? Por que não batem panelas contra o estelionato eleitoral do PSDB, que elege repetidamente um governador tipo “gerente”, prometendo “eficiência” em cada sílaba, mas coloca São Paulo à beira do “colapso hídrico?”. Um cristão que dizem, ardoroso admirador da “Opus Dei”, cuja política, não raro participa de grupos de extermínio na periferia. Alguns dias atrás foram 18 chacinados em Osasco e Barueri. Imagina se fosse no Shopping Iguatemi. É preciso que batam panela sim, também contra a sonegação de impostos que enriquece os maus empresários e prejudica a Saúde e o ensino no país. Esse ódio cego, essa parcialidade, esse bombardeio cirúrgico que pretende eliminar o PT, e só o PT, para “libertar o Brasil”, não é o desabrochar da consciência cívica. É preciso desmontar esse ódio. Uma sociedade que deixa esse espírito se alastrar, destrói Sinceros abraços da sempre amiga LUCINÉIA VIEIRA ESCARASSATI Proprietária do Jornal Correio Sudoeste/Guaxupé os laços mínimos de convivência, sem os quais, ela não se sustenta. Corre o risco de romper o ritmo democrático e instaurar a violência social. Depois de amargas experiências que tivemos de autoritarismo e de penosa conquista da democracia, devemos por todos os modos, evitar as condições que tornem o caminho da violência, incontrolável ou até irreversível. Deve-se mudar não apenas a música, mas também a letra. Em outras palavras, importa pensar mais no Brasil como nação, buscando convergências na diversidade, em função de um projeto Brasil viável e que torne menos perversa a desigualdade. Creio na força transformadora do amor, como vem expresso na oração de São Francisco: “Onde houver ódio que eu leve o amor”. O amor aqui é mais que um afeto subjetivo. Ele ganha uma afeição coletiva e social; o amor a uma causa comum, amor ao povo e à nação. Se não encontrarmos, nem escutarmos o outro, como vamos saber o que pensa e pretende fazer? Então, começamos a imaginar e a projetar visões distorcidas, a alimentar preconceitos e destruirmos as pontes possíveis que ligam as margens. As igrejas, os caminhos espirituais, os grupos de reflexão e ação, a mídia e todas as pessoas de boa vontade podem colaborar no desmonte dessa carga negativa. Nesta hora acho também que seria bom bebermos das fontes dos doutores Tancredo e Ulysses. “Salve a democracia. Golpes nunca mais”. (com reflexões de Leonardo Boff). ARCHIBALDO RICCI RAMOS Em homenagem aos 30 anos de luta do Jornal do Sudoeste em prol dos ideais democráticos e da livre expressão de pensamento página 22 Jornal do Sudoeste FOTOS ANTIGAS São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 Para o jornal coexistir é preciso muita perseverança, é preciso clamar é preciso pedir, mostrar, defender sem consumir-se ou tornar-se abstrato sentir sem ter que sonhar ou implorar, não iludir, manter presença, manter-se sem corromper é preciso provar e até prever, analisar, entender lados em seu parecer hora vezes intrometer-se realizar sem ofender, mostrar no clamor dos tempos todos os porquês porque é preciso informar, espairecer, chocar, apaixonar, fazer compreender, marcar o tempo fazendo o tempo parar, fazendo e mostrar a janela do mundo tornando-se forte sem constranger ter os olhos clínicos ao fato, a foto, o profissional presente que busca no intelecto e designa a ideia para trazer o bem estar de um povo e uma sociedade totalmente sem preconceito o objetivo vorás nas realizações feitos aos olhos e sentimentos de toda plateia é preciso coragem para iluminar as visões e ser o guardião do tempo aos olhos do povo num compromisso sóbrio com a vida e com o futuro no encontro a criatividade fazendo jus ao elogio das grandes realizações índole justa con- página 23 CULTURA POP “GLS” EIS QUE SURGE O ARCO-ÍRIS... quista o bem, estando sempre a favor do povo e guardando o tempo de seu tempo a mesclar no papel sua história com a nossa história. hoje o tempo é de Sudoeste. Um tempo de Paraíso, tempo de trinta anos e de milhares de vidas. Parabéns... que seja a prosperidade de diretores, funcionários, escritores e colaboradores, o lenitivo nas realizações. Parabéns a todos. Entre tantos é o primeiro. podes julgar-te altaneiro, e sem modéstia hoje a plateia te aplaude de pé ... WALDEMAR FRANCISCO DE PAULA Fotógrafo, repórter fotográfico, carnavalesco, compositor e ator. 30 ANOS DE REDIBILIDADE Nunca foi, e não é fácil gerenciar e manter em plena atividade, jornais impressos, principalmente nesta época atual, em que o nosso país está passando por séria crise econômica. Os custos são enormes, e angariar recursos financeiros para cobrir despesas é uma tarefa que exige muito trabalho, perseverança e dedicação. Outros fatores preponderantes para manter um jornal em funcionamento, é que o veículo de comunicação transmita aos seus leitores, boas informações com imparcialidade, respeito e seriedade. Então, não existe mágica e nem segredo para manter em pleno funcionamento, jornais impressos em cidades de pequeno e médio portes aqui no Brasil. Basta ter dedicação, perseverança, boas informações e o mais importante, credibilidade. Neste seu período de três décadas de existência, o “JS” prestou, e continuará prestando relevantes serviços de cunho social para a população paraisense e re- Jornal do Sudoeste gião. Também sempre esteve empenhado na defesa e proteção do meio ambiente. Por esta razão o Jornal do Sudoeste completa 30 anos de fundação e merece da comunidade paraisense e região, muito carinho, apoio, e os parabéns, principalmente ao seu diretor Nelson Duarte, por esta data comemorativa. Por esta razão o Jornal do Sudoeste completou neste dia 25 de agosto, 30 anos de fundação, e de credibilidade, então, merece da comunidade parai-sense e região, muito carinho, apoio, e os parabéns por esta data comemorativa. SEBASTIÃO TADEU RIBEIRO Reporter O pioneirismo sempre foi uma marca constante nos 30 anos do Jornal do Sudoeste. Seja no lançamento do caderno de Classificados, ou nos suplementos especiais de aniversário e final de ano, o veículo pôs-se à frente e inovou. Uma destas inovações foi o caderno Cultura Pop, lançado e idealizado em 1993 pelo jornalista Ro-berto Nogueira com a proposta inicial de levar ao leitor temas do cotidiano cultural e popular. Dentro deste contexto e ao longo das edições, o tablóide — que depois passou para o formato standard —, cumpriu seu papel de informar e entreter. Nesta caminhada e com a abertura sempre dada pelo Jornal do Sudoeste à voz das minorias, o caderno começa a publicar, sutilmente, notícias mais direcionadas ao público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros. Porém, todavia, entretanto, e sem deixar de lado a ousadia, a coluna insere também frases chamativas e fotos sensuais, mas que chocam uma pequena parcela conservadora da sociedade. Tomando as dores dos incomodados e usando seu poder, o Ministério Público submeteu, em setembro de 2002, o editor responsável pela coluna, Adriano Rosa, a um processo judicial por “atentado ao pudor”. Cinco anos depois, o colunista é absol- à esquerda, jornalista Adriano Rosa; ao centro, militante dos Direitos Humanos, advogado Paulo Tavares Mariante; e à direita, Marcelo Dias, do Movimento Gay de Alfenas vido por falta de provas. Nitidamente este ato do MP feriu a liberdade e o direito de expressão dos LGBTs. Como forma de protesto, o Cultura Pop adota a sigla GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) em seu logotipo e as notícias dirigidas a este público, antes veiculadas uma vez por mês, passam a ser publicadas toda semana nos dez anos seguintes ao fato. Com exceção do jornal O Tempo, produzido em Belo Horizonte e que, por muitos anos, manteve uma coluna aos sábados dedicada ao público LGBT, não se tem notícia de que outro jornal impresso no Estado de Minas Gerais tenha dado, por tanto tempo, tamanho espaço a um segmento que, infelizmente, ainda sofre discrimina- ção e preconceito por boa parte da população, mesmo com o aumento da visibilidade registrada em números de milhares nas Paradas de Orgulho, ou através da inserção de personagens em filmes e tramas novelescas, sem falar das conquistas e avanços, muitos deles concedidos pela própria Justiça. Cito, por exemplo, a união estável e a possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo. Resta transformar a homofobia em crime, mas o projeto de lei está emperrado há anos no Congresso Nacional, num debate ferrenho entre fun-damentalistas religiosos e a bancada mais favorável a um Estado laico e que defenda seus cidadãos, independente de sua orientação sexual. Enquanto isto, as estatísticas aumentam e crimes hediondos contra homossexuais ficam impunes. O espaço gentilmente cedido pelo Jornal do Sudoeste fez o Cultura Pop, na fase GLS, ganhar seis prêmios durante sua existência, todos reconhecidos e entregues pelo Movimento Gay de Alfenas (MGA), uma Organização Não Governamental atuante e séria na defesa dos LGBTs da região Sul de Minas. A coluna levantou sua bandeira, defendeu as cores do arco-íris, praticou diversidade e registrou as lutas de uma classe, sem perder o propósito inicial de também entreter e inovar. É parte histórica destes 30 anos do jornal! Adriano Rosa Jornal do Sudoeste página 24 A cara do jornal também passa pela diagramação Tem um dito popular que diz: “A primeira impressão é a que fica”. E, no caso do Jornal do Sudoeste, desde a sua “primeira impressão” em 1985, este aspecto sempre foi valorizado e levando em conta pelos seus fundadores. A cara do jornal também passa pelo item diagramação, que diz respeito à distribuição dos elementos gráficos no espaço limitado da página que vai ser impressa ou outros meios. É uma das práticas principais do design gráfico, pois a diagramação é essencialmente design gráfico. As primeiras edições do Jornal do Sudoeste foram diagramadas na gráfica do jornal Diário em Ribeirão Preto/SP, onde o jornal também era impresso. Inicialmente em preto e branco, no formato standard — medida com 55 cm na vertical x 30 cm na horizontal (aproximadamente) —, com matérias distribuídas em colunas. Já os primeiros Suplementos publicados pelo Sudoeste (Classificados, caderno Cultura Pop, especiais de aniversário e fim de ano, por exemplo), foram no formato tablóide, que é o resultado da divisão do formato standard em duas partes, ou seja, é a metade do formato. Atualmente, um diagramador também tem sido considerado, no Brasil e no exterior, um designer gráfico. A diagramação de publicações costuma seguir as determinações de um projeto gráfico, para que, entre outras coisas, se mantenha uma identidade em toda a publicação. Na diagramação, a habilidade ou conhecimento mais importante é o uso da tipografia, que são as fontes, o tipo de letra para tornar a leitura mais agradável e acessível. A disponibilização de um texto na página, colocando seu título e foto, levando-se em conta a importância da matéria, é que vai orientar o diagramador na sua tarefa. As artes — imagens produzidas para ilustrar, como por exemplo, charges —, também são elementos gráficos que servem para completar visualmente ou substituir a informação do texto. Ao longo destes 30 anos, o Jornal do Sudoeste soube acompanhar o processo evolutivo e a diagramação, inicialmente feita por terceiros, passou a ser realizada na própria redação. No começo o sistema era outro, através de pastup — a montagem manual, com cola Pritt e estilete, de cada página da edição. Neste processo, as matérias eram “coladas” mesmo numa grande folha de papel, deixando um “buraco” na folha aonde seriam inseridas as fotos. Este material depois viraria um fotolito, em seguida uma chapa que era acoplada a uma rotativa até se transformar em jornal. A composição manual, ou seja, a colocação dos tipos lado a lado para formar os textos, foi mecanizada em fins do século XIX com a criação do linotipo (por Ottmar Merghenthaler, em 1886) e do monotipo (por Tolbert Lanston, em 1887). Ambas eram máquinas muito grandes e complexas que fundiam e alinhavam os tipos de chumbo a partir do texto selecionado em um teclado. Com o tempo, o termo linotipo passou a designar estas máquinas, com seu operador sendo chamado linotipista. A partir dos anos 1940, começa a se impor a fotocomposição, sistema que usa matrizes fotográficas dos tipos que são reduzidos ou ampliados por lentes, mas apenas com a popularização do “offset” nas décadas de 1960/70 essa tecnologia passa a ser largamente usada, superando o linotipo. Uma outra técnica de impressão surgida nessa época foi a de letras transferíveis (transfer), prática e acessível, embora limitada a pequenas sequências de texto. Adquiriu especial popularidade a empresa Letraset, cujas lâminas foram largamente usadas por designers e publicitários. O advento da computação gráfica nos anos 1990 tornou a tipografia disponível para designers gráficos em geral e leigos. Hoje qualquer um pode escolher uma fonte (tipo de letra) e compor um texto simples em um processador de texto. Mas essa democratização tem um preço, pois a falta de conhecimento e formação adequada criou uma proliferação de textos mal diagramados e fontes tipográficas deficientes. Talvez os melhores exemplos desse fenômeno possam ser encontrados na internet. Hoje todo o processo de produção e diagramação no Jornal do Sudoeste é computa-dorizado, as fotos são tiradas em máquinas digitais, as cores passaram a fazer parte das publicações, as fontes se modernizaram e o arquivo final, na extensão PDF, é enviado em questão de minutos para a gráfica em São Carlos, onde o jornal é impresso. Desde 1990, a diagramação no Jornal do Sudoeste está a cargo do funcionário Vasco Caetano Vasco. A propaganda é a alma do negócio Uma das fontes de sobrevivência do Jornal do Sudoeste ao longo destes 30 anos, sem sombra de dúvidas, foi o apoio recebido por parte de seus anunciantes, uma gama de pessoas físicas e jurídicas que passaram a ver no jornal um meio de divulgar seus serviços e ofertas. Importante também as publicações institu-cionais vindas do Governo do Estado, de Câmaras municipais e prefeituras. Aqui entra o quesito credibilidade, pois ninguém vai anunciar seu produto em algo que não lhe dê algum retorno. Já nas primeiras edições vemos propagandas de empresas paraisenses que estavam apostando no jornal, colaborando para sua expansão e, claro, para a vinda de novos anunciantes. Algumas nem existem mais; outras até hoje continuam divulgando no Sudoeste que ampliou seu potencial e abrangência. A Indiana, Autopema, Beco Magazine, Copave, Jonara Veículos, Laticínios Cadacaan, Lopas Pepê, Papelaria Paganello, Pavel, Saema, Tok Mágico e Tony’s Magazine são exemplos de empresas paraisenses que, durante sua existência, fizeram propagandas no jornal. Da região, há registros de anúncios no Sudoeste do Hipermercado Carrefour e da loja Estrela d’Oeste Materiais para Construção (ambas de Ribeirão Preto) e do Supermercado Orca (Passos). Clélio Antônio Ferrei-ra da Silva, popular Tiel, responsável atual pelo setor de vendas e publicidade do Jornal do Sudoeste, acredita que o grande desafio é vender os cadernos especiais, e estar sempre antenado nas datas especiais, como Natal, dia das Crianças, dia das Mães e aniversários das cidades de Paraíso e região para agregar valor junto aos anunciantes das edições de quartas-feiras e aos sábados. Outras edições importantes também são especiais, como o caderno de Construção e Agronegócios. “Sinto-me orgulhoso e feliz quando chego para oferecer os espaços publicitários e os anunciantes falam: o que você trouxe de bom para oferecer. Agradeço a todos a atenção e carinho”, afirma. Outra fonte importante de anúncios, um grande filão na época do seu lançamento (1987), foi o caderno de Classificados, proposto pelo então funcionário Claudinei Aparecido de Oliveira, um espaço aberto inicialmente em formato tabloide com quatro páginas e que, depois, passou a compor as páginas internas do jornal. Atualmente o Sudoeste dedica na edição dos finais de semana, um caderno inteiro para os Classificados, com anúncios de compra, venda e serviços. Na edição de quarta-feira, são duas páginas. Anuncie você também no Jornal do Sudoeste!!! São Sebastião do Paraíso-MG e Região 29 de Agosto de 2015 A importância da fotografia para o jornal Se você perguntar para alguma pessoa leiga no campo do jornalismo, “qual a importância da foto para o jornal?”, ela diria que a foto serve para ilustrar a matéria. Ela não está errada, mas a foto é mais que isso. A presença da fotografia leva mais credibilidade ao leitor. Por meio dela confirmamos o que estamos dizendo na matéria e mostramos que o jornalista esteve no local dos fatos. Além disso, a fotografia serve também para chamar atenção em uma matéria. Por meio dela podemos chamar o leitor para se aprofundar mais ao conteúdo que a acompanha. Uma foto pode dizer muito. Matérias que envolvem denúncias, por exemplo, são um prato cheio para uma fotografia. A comprovação dos fatos podem vir através delas. Por isso, a foto tem o seu diferencial, que é contar por meio da imagem o que o texto diz. As legendas também são fundamentais para contextualizar o momento. A própria foto pode ser a notícias, às vezes. O que seria de uma matéria ou um artigo sem uma foto que retratasse o significado do que está se tentando expressar através das letras? Dizem que “uma imagem vale a mil pa- lavras”... Uma fotografia representa o sentido, a ideia e na maioria das vezes modifica a pauta, haja vista que o signo superou o significado… A invenção da fotografia, no século XIX, foi uma das maiores criações humanas, mudando a história da humanidade e proporcionando ao homem um instrumento fundamental na busca da própria identidade. A importância da fotografia é tão extraordinária que não se pode imaginar um ser, uma família, uma sociedade, mesmo as mais primitivas, que não tenha sido fotografada. A fotografia capta um momento, uma realidade presente/passado, no momento que ocorre, momento único, jamais repetido, jamais revivido. A foto é a testemunha ocular do fato, é a comprovação do ocorrido, é a existência contida na imagem. O registro fotográfico proporciona comunicação, é fator de reflexão e de questionamento, revela mil possibilidades de interpretações, ainda que num momento congelado e guardado para sempre. A foto motiva mudanças de comportamento e de pensamento, é força motriz de relacionamentos e cria empatia entre o fotógrafo e o ser fotografado. Se “a imagem diz tudo”, no Jornal do Sudoeste — agora com páginas coloridas, este complemento é de suma importância para acompanhar as matérias. O uso da fotografia está presente no jornal desde a sua primeira edição. No início, os trabalhos eram feitos pelos fotógrafos Valdívio de Souza Santos e Waldemar Francisco de Paula, que iam in loco registrar os fatos e depois revelar os filmes. O arquivo do jornal é imenso, um acervo contendo rolos e mais rolos de filmes em preto e branco e também coloridos, além de um incontável número de fotos. Uma exposição está sendo programada para mostrar ao público/leitor este banco de imagens que contém muitas histórias. Hoje as máquinas fotográficas também evoluíram e até com um simples celular se registra imagens. A revelação em câmera escura (ou em equipamentos modernos) é pouco usada, já que os arquivos são em formato digital e aquele processo manual de “tratar” a foto, hoje se faz em questão de minutos com o auxílio de programas de computador, como o Photoshop. AGRADECIMENT OS GRADECIMENTOS PARA LÁ DE ESPECIAIS Em 1º lugar, a Deus por nos oportunizar esta tarefa e nos dar sustentação para mantê-la. A você que lê, compra em banca ou assina o Jornal do Sudoeste. Em seguida, a todos os nossos anunciantes e patrocinadores. Mauro Pimenta, co-fundador do Jornal do Sudoeste. À Maria de Fátima Stefani Duarte, Sheila Stefani Duarte e Ricardo Rezende, Cibelle Cristina Duarte Almeida e Rodrigo Almeida, Elisa de Paula Duarte, José de Paula Duarte e Ana Cândida Duarte (em memória), Neusa Duarte Furtado, Dimas Furtado, pelo apoio e incentivo. Também estendemos nosso “muito obrigado” (em ordem alfabética) àqueles que fazem e/ ou fizeram parte desta jornada... Aos nossos entregadores – o Jornal do Sudoeste chegando até você: Ailton (Monte Santo de Minas) Agnaldo, Antony Michel (Billy Paul), Carlinhos Filadélfia, Carlinhos Baruera, Cleyton, Dalnetes, Dídimo de Salles, Francisca (em Itamogi), Guilherme Tassin, Integrantes da extinta Guarda Mirim, coordenados por Darci Ferreira, Luizão, Marco, Raimundo (em Jacuí), Rodrigo Dias, Rodrigo Rogério, Samuel de Salles, Tárcio, Tarcísio, Tiago B-boy. Aos nossos parceiros, proprietários de Bancas de Jornais e Revistas: Estevam Nascimento, Estevinho e Carlos Roberto – Calvet (Banca da Matriz), Vanderlei Alves Rodrigues (Banca da Abadia), Juliano Carlos Biju e Viviane (Banca da Rodoviária). Aos nossos repórteres – as imagens fotográficas e matérias bem redigidas que você lê no Sudoeste: Adriano Rosa, Ana Carolina Bonacini, Ana Paula Horta, Antônio Vicente (Toninho Telephoto), Cristiane Bindewald, Elesângela Oliveira Ribeiro, Flávia Dramis Pimenta, Heloísa Aguieiras, João Oliveira, João Roberto Nogueira, José Antônio Nogueira, Josete Alves, Jucelino Urias Dias, Marcelus Dias Peres, Marcos Machado, Marilda Lizarelli, Nádia Bícego, Otail Ferreira, Paulo Henrique Delfante, Pedro Delfante, Ralph Diniz, Selma Braia de Souza, Valdívio de Souza Santos, Waldemar Francisco de Paula, Weber Aguiar. Aos nossos colunistas – textos e artigos assinados para o Sudoeste: Alexandre Pereira (Passos) Ângelo Português (Itamogi), Antonieta Símaro Campos, Bia Pardini, Carlos Kley, Cilas Campos (pastor), Conceição Borges (Sãozinha), Daniela Peres, Dinah Miranda, Douglas Melo, Edson Vander, Edson Clarismundi, Elimar Formágio, Elisângela Formágio, Ely Vieitez Lisboa, Estela Nascimento, Fernando de Miranda Jorge, Flávio Farina, Gérson Peres Batista, Gilberto Amaral, Guariguasil (Guari), Joel Cintra Borges, Joel Henrique (Joel na Balada), José de Paula Duarte, José Paes, Josimara Neves, Laércio Felício da Silva, Luciana Teixeira Mendes, Luiz Ferreira Calafiori, Marcel Borges, Marco Antônio Westin, Marcos do Carmo, Maria Rita Preto Miranda, Maria Tereza Arantes, Mariano Bícego, Marília Neves, Mauro Alves Ferreira, Michele Caroline Luz, Nelson Gadi, Nicolas Coca, Olavo Borges, Osvaldo Freire, Renato Zupo (juiz), Rogério Calçado Martins, Rosilena Grillo, Rubens Mariano, Sebastião Pimenta Filho, Sebastião Tadeu Ribeiro, Sérgio Magalhães, Silmara Ortega Queiroz, Thiago Pedroso. Aos nossos funcionários – desempenhando as mais diversas tarefas no Sudoeste: Airton Narcizo (Pereirinha), Cleber Grillo, Cidinha Cristiane Francisconi, Guilherme Cintra Borges, Hercules Nobrega, Lucas Bonifácio, Renata Cristina Sobrinho Vasco, Vasco Caetano Vasco. Ao nosso pessoal do marketing – o produto Jornal do Sudoeste na praça: Andreia Colozio Candiani, Claudinei Oliveira, Clélio Antônio Ferreira (Tiel), Dídimo de Salles, Fernando Bonifácio, Maria Diolina Moschetti, Miro, Nilson de Paula Duarte, Sebastião Bozelli. IN MEMORIAN – nossa gratidão também àqueles que ajudaram a fazer a História do Sudoeste: Aparecida Silva (Efígie Foto), Humberto Alencar, Senhor Lourival (antigo proprietário Banca da Rodoviária), Manoel Ribeiro dos Santos (Lé-rinho), Nelson Agueiras, Nilce Godinho, Paulo Adriano de Souza, Sebastião Antônio da Silveira, Zarife Fadul (Pratápolis)