Jornal do Sudoeste
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EDITORIAL
“Se vira nos 30...”
De 1901 a 1985, o livro “São Sebastião do Paraíso, História e Tradições” do acadêmico Luiz Ferreira
Calafiori, registra que o município
paraisense teve mais de 20 jornais.
Naquele início de século XX, “A Voz
do Paraíso”, fundado em 30 de janeiro por Antônio Simplício da Costa, foi
o primeiro veículo de comunicação
impresso na cidade. Em 24 de agosto, 84 anos depois, sob as mãos de
Nelson de Paula Duarte e Mauro Pimenta, nasceu o Jornal do Sudoeste, presente na vida de seus leitores
e anunciantes até os dias atuais.
Já se vão 30 anos de lutas, conquistas, dificuldades, avanços, adaptações às modernidades, aumento de
tiragem, circulação em cidades vizinhas, mantendo sempre a ética e a
responsabilidade nas pautas distribuídas à equipe de repórteres e colaboradores. Política, polícia, cidades, social, cultural, esporte, diversidade,
cotidiano, construção, saúde, agricultura, ecumenismo, classificados, entre outros, são editorias e cadernos
que fazem parte do Jornal do Sudoeste, assim como o espaço dedicado ao leitor.
“Não concordo com uma palavra
do que dizeis, mas defenderei até a
morte o vosso direito de dizê-la”. Foi
com esta citação estampada na capa,
atribuída ao filósofo Voltaire, bem
abaixo do logotipo feito a mão e ao
lado de um globo terrestre que o jornal, já na primeira edição, demonstrava sua linha editorial e a sua dimensão regional com notícias dos municípios de Capetinga, Ibiraci, Itamogi e
Jacuí. Inicialmente impresso nas gráficas do jornal Diário de Ribeirão Preto/SP, também desde o início o Sudoeste cobrava providências para diversos assuntos que, à época, incomodavam a sociedade.
Nestas três décadas, assuntos e
furos de reportagem não faltaram para
estampar as páginas do jornal e as
matérias provam que, muito além de
responder as seis perguntas básicas
do jornalismo (o que, quem, quando,
onde, como e por que), um bom texto
requer a sublime dosagem das palavras, sem perder o foco na imparcialidade e, sempre, ouvindo os dois lados da história ou as duas versões dos
fatos narrados. Isto está presente nas
notícias veiculadas no Jornal do Sudoeste — marca da sua seriedade,
credibilidade e compromisso com a
verdade.
Não é fácil manter esta conduta,
ainda mais numa sociedade capitalista — onde o dinheiro procura falar
mais alto, em meio a disputas de poder, driblando a salutar concorrência
e em cidade do interior, onde a maioria dos habitantes se conhece e as
notícias “correm a bocas miúdas”. E
agora, com o advento e ascensão das
redes sociais, os fatos são divulgados
em questão de segundos. Com isto,
o jornal (entre aspas) “parece” tornarse um produto velho e desnecessário. Notícia falsa! Para se manter firme e superar todos os obstáculos, é
preciso muita determinação e firmeza, um objetivo e um ideal que, nestes 30 anos, são a mola mestra deste
bissemanário paraisense.
Sentimentos presentes nas veias
de seus fundadores e que se mantém
em seu diretor, Jornalista (com J maiúsculo) Nelson Duarte, baluarte do sonho que se tornou realidade, que
avança no tempo e registra a História
(também com H maiúsculo). “Se vira
nos 30”, professor, para dar conta do
recado de bem informar Paraíso e
região, acompanhando de perto tudo
o que acontece! Os aplausos nesta
edição comemorativa e especial são
para você e o presente é nosso por
termos o JORNAL DO SUDOESTE
atuante, sólido e dedicado “na” e “a”
esta sociedade. Parabéns!!!
Adriano Rosa
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
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CRONOLOGIA
ANOS 1985 – 1986:
Apae e Parque Industrial
Já nas primeiras edições do
Jornal do Sudoeste podemos
notar a publicação de matérias
locais e, também, destaque
para assuntos regionais, marca que ao longo dos 30 anos
se fez presente na história do
veículo. Cidades como São
Tomás de Aquino e Itamogi
sempre tiveram espaço nas páginas do jornal.
Em 1986 o jornal já noticiava: “Somos 60 mil em Paraíso”. Hoje, de acordo com o último Censo (2014), a população está em 69 mil, isso em
dados oficiais que não convencem aos paraisenses. Acreditase piamente ter passado dos 70
mil. Mas alguns problemas que
o Sudoeste denunciava em
1985, continuam latentes em
nosso dia-a-dia, como a situação caótica do trânsito ou o
asfalto em ruas do distrito de
Guardinha (edição 86).
Outras questões que naquela ocasião ganharam destaque
nas páginas do jornal, foram
resolvidas depois de muita cobrança política, como os famosos trilhos das Ferrovias
Paulista S.A. (Fepasa), que
“cortavam” ruas dos bairros
São Judas, Maria Italiana e vilas Helena e Mariana. O início
das discussões para a implantação do 1° Parque Industrial
já ganhava matéria na edição
16.
O Sudoeste também acompanhou a luta dos excepcionais
de Paraíso que, em 1985, viram o início das obras do prédio da Apae (Associação dos
Pais e Amigos dos Excepcionais), localizado no bairro Santa Maria, com a sua conclusão
e inauguração no ano seguinte,
fato noticiado na edição 46.
A implantação do Corpo de
Bombeiros na cidade também
ganhou as páginas do Sudoeste no mês de outubro, bem
como a realização da Primeira
Noite Afro-brasileira em Paraíso. Na cobertura regional, o
jornal acompanhava a luta do
município de São Tomás que
pleiteava ligações DDD e de
Itamoji, que buscava os serviços de iluminação das Centrais
Elétricas de Minas Gerais
(Cemig).
E sobre os acordes em perfeita harmonia da Banda Municipal de Música, também destacada nas primeiras edições do
jornal, termina aqui este relato
dos dois primeiros anos de circulação do Sudoeste.
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CRONOLOGIA
ANOS 1987 - 1988: trilhos da Fepasa e a urna 70
Alguns movimentos grevistas foram registrados pelo Jornal do Sudoeste em 1987,
como os bancários, professores e funcionários da Ruralminas que reivindicavam melhores salários e condições de
trabalho. Um protesto de agricultores no mês de março também ganhou destaque nas páginas do jornal. Em pauta, o
mercado de café.
O País vivia sob as leis de
uma nova Constituição e sob
um Governo democrático pósDitadura. No entanto, os problemas eram muitos – nada tão
diferente do que vemos hoje,
com inflação e constante reajuste de preços. Uma tabela da
Superintendência Nacional de
Abastecimento (Sunab) foi editada e os mercados tiveram que
“congelar” os preços de várias
mercadorias. Sob os olhares
constantes das “fiscalas do
Sarney”, a economia brasileira
tentava entrar nos trilhos...
Ah... os trilhos... Os da
Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa)
continuavam na pauta de discussão da Prefeitura de Paraíso com o Governo do Estado
de São Paulo. E o Sudoeste
registrou diversas matérias sobre o tema. Também ganhou
destaque na edição 64 (janeiro) o projeto do “Congódromo”
(que obviamente não vingou
naquele ano, mas que, vira e
mexe, até hoje, volta à mesa de
discussão entre os envolvidos
no assunto). A cidade ganhou
um Código de Posturas municipais em junho, o início de
construção de uma moderna
avenida em agosto – a João
Pereira de Souza, com pista
dupla, ligando a região da Vila
Mariana à Rodovia BR 265 (saída para Ribeirão Preto) e um
Posto Fiscal no mês de setembro. Em 03 de agosto a Associação Comercial e Industrial
(na época ACI) completava 30
anos de fundação – órgão importante para o desenvolvimento do município e que, até os
dias atuais, demonstra força,
seriedade e compromisso com
o empresariado local.
Já em 1988, nas primeiras
edições do ano, o Jornal do
Sudoeste destacou a aquisição
de lotes por parte da Prefeitura
para a construção de casas e a
criação do bairro San Genaro.
O assunto das drogas também
ganhou manchetes no mês de
março com a realização do 1º
Simpósio Antitóxicos de Paraíso. Na ocasião, o evento contou com a presença de Elias
Murad e Edson Serranini, à
época, maiores autoridades do
País no assunto. A promoção
foi da Promotoria de Justiça,
com apoio da administração
João Mambrini Filho.
Em ano eleitoral, diversas
matérias foram feitas, entre elas
a criação de um Conselho Comunitário Jovem, a implantação em Paraíso do Partido da
Social Democracia Brasileira
(PSDB), o lançamento das candidaturas ao cargo de prefeito
e vereadores e a campanha dos
candidatos com a realização do
1º debate político em 167 anos
de história do município. Mas,
o assunto que rendeu “panos
para as mangas” e processos
nos tribunais foi a contagem de
votos da famosa “urna 70”. A
votação ainda era manual, não
existia urna eletrônica. Supôs
o candidato derrotado na época que a contagem dos votos
na dita cuja urna influenciou
no resultado da eleição, dando
a vitória ao seu adversário.
Nada, no entanto, até hoje foi
provado...
Um passo importante dado
pelo Jornal do Sudoeste em
1988 foi a criação do caderno
de CLASSIFICADOS, no início em formato tabloide, depois
incorporado ao grande caderno. Uma marca registrada e que
circula até hoje nas páginas do
jornal, registrando as ofertas de
compra, venda e serviços da
população paraisense.
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ANO 1989: balcão de empregos e TV Paraíso
O terceiro ano de circulação do Jornal do Sudoeste foi
marcado por inaugurações e
reivindicações. O povo, a população paraisense, pedia passarelas na BR 265, tapa-buracos em diversas ruas e casas
populares. Os encarcerados
também viviam sufocados pela
superlotação na (antiga) cadeia
pública e uma rebelião foi noticiada pelo jornal logo no início
de 1989. Após o fato, a Prefeitura se dispôs a reformar o prédio – obra realizada, que amenizou (em parte) a situação dos
presidiários. No entanto, fugas
vira e mexe aconteciam, a Comissão Estadual de Direitos
Humanos aqui aportou para
averiguar denúncias de possíveis maus tratos, pessoas foram ouvidas, cabeças rolaram,
até que, anos mais tarde, a
Subsecretaria de Administração
Prisional (Suapi) assumiu o
comando da cadeia, que virou
presídio (provisório). Com
isso, houve a separação da Polícia Civil que, até então, trabalhava no mesmo local e realizava tarefas que foram repassadas aos agentes penitenciários.
A criação da Guarda Municipal foi destaque nas páginas
do Sudoeste em abril, na edição 163, sendo a formatura dos
primeiros GMs noticiada na
edição de junho. Antes da criação da Guarda, Paraíso ganhou
a “Rotam” (Rondas Táticas
Municipais) – uma polícia especializada, visando combater
crimes violentos e contra o
patrimônio. Ainda na área de
segurança e Direito, o jornal
noticiou na edição 184 (setembro) a posse da juíza
Evangelina Castilho Duarte,
importante magistrada que
atuou na cidade na Vara Criminal.
Na área educacional, no
mês de abril o jornal noticiou
que a Universidade de Ribeirão
Preto (Unaerp) pretendia implantar cursos em Paraíso.
Não vingou! Também durou
pouco tempo o famoso “Mer-
cadão Municipal”, destaque no
Jornal do Sudoeste na edição
de janeiro. Já a criação do “Balcão de Empregos” da Associação Comercial no mês de fevereiro foi uma ferramenta que
deu certo e ajudou muitas pessoas a encontrarem colocação
no mercado de trabalho. Hoje
o serviço é prestado pelo Sistema Nacional de Empregos
(Sine). Outra implantação que
deu certo e perdura até os dias
atuais, foi o serviço de Vigilância Sanitária, matéria destacada pelo Sudoeste no mês de
março (edição 160). A ampliação da “Área Azul” foi notícia
na edição seguinte, na época
sob o comando das Lojas Maçônicas até, anos mais tarde,
passar para a administração
municipal – serviço, atualmente, sendo regulamentado. Em
discussão hoje também a
municipalização do trânsito.
Assunto que gera polêmicas.
Porém, em agosto de 1989, o
jornal criou uma coluna e destacou as ações da famosa “caneta do guarda” sobre multas
aplicadas a motoristas irresponsáveis... Parece que pouco
mudou neste aspecto.
Um contrato de comodato
firmado entre a Prefeitura e a
Cúria Metropolitana de
Guaxupé transferia para o município a administração da Escola Técnica de Comércio São
Sebastião, notícia destacada
pelo Sudoeste em abril. A partir da edição 165 (maio), o jornal ganhou novo lay-out e passou a utilizar novas fontes nos
seus títulos e textos. A
logomarca oficial, feita a mão
para as primeiras edições, ganhou ares computadorizados,
bem como a redação se modernizou com novos computadores.
Finalizando o ano de 1989,
o jornal destacou em setembro
o lançamento da pedra fundamental da nova rodoviária,
construída e em operação até
hoje no Jardim Planalto. O antigo prédio ao lado do parque
da Lagoinha veria máquinas da
Prefeitura em ação, da noite
para o dia demolindo pilares,
como forma de “tirar” do local
quem de lá não queria sair ou
se mudar. Atos determinados
pelo prefeito Waldir Marcolini...
Na edição 195, já no mês de
dezembro, o Sudoeste destacava que, em 180 dias, a TV Paraíso seria inaugurada. O primeiro
canal de televisão comunitária
local da cidade, empreendimen-
to ousado levado adiante por um
grupo de pessoas, teria o saudoso vereador Antonino José
Amorim como um dos seus principais diretores e apresentadores.
Ele e a TVP canal 10 fazem falta... À sua época, cumpriram seu
papel de entreter, denunciar, cobrar e noticiar assuntos da cidade e região, tarefa hoje a cargo
da TVs Sudoeste e Canal Sete
(internet).
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ANO 1990: o incendiário e a expansão urbana
Um assunto que ganhou diversas matérias, capas e destaque nas edições do Jornal do
Sudoeste em 1990 foram as
ações do “incendiário”, o terror da população de Paraíso.
Muitas vítimas, investigações,
até se chegar à prisão do suspeito, sem, no entanto, uma
resposta conclusiva para a sociedade paraisense. Naquele
mesmo ano, outro problema
começava a se espalhar pela
cidade: a Dengue, tendo a Superintendência de Campanhas
de Saúde (Sucam) ter que realizar algumas ações de combate à proliferação do mosquito.
Pelo visto, o dito cujo não se
intimidou e, nos dias atuais, ainda é outro “terror” no seio da
sociedade que, nem sempre,
faz a sua parte na limpeza de
terrenos e eliminação de focos
criadouros.
Já sob o título “um desafio
social em Paraíso começa a ser
discutido”, a edição 203 de fevereiro trazia à pauta a famosa
“zona boemia” da cidade, localizada na região do bairro
Nossa Senhora Aparecida. A
“alegria” dos frequentadores
que existiu por décadas, logo
se extinguiu. No entanto, ao
longo dos anos, o progresso
caminha a passos lentos naquela parte da cidade. Exemplo disso é a parte do projeto Somma
(canalização), iniciado no final
dos anos 90 e que até hoje não
foi concluído na área.
Os editais e as publicações
forenses passaram a fazer parte
das páginas do Sudoeste em
1990. O serviço atendia a Justiça local e cancelado doze
anos depois, em setembro de
2002, quando o serviço ganhou
publicação eletrônica pela Imprensa Oficial do Estado. Nesta mesma época, algumas fotos tidas como “ousadas”
divulgadas na coluna “Cultura
Pop GLS” motivaram questiona-mento de uma promotora de
justiça. Deu até processo, apreensão de computadores e a
absolvição do colunista responsável em 2007 por absoluta falta de provas.
Faz parte da História do jornal, com “H” maiúsculo, desde a primeira edição, destacar
os eventos culturais, como o
Carnaval, a Congada e os famosos concursos de Miss. A
política também sempre esteve na pauta do Sudoeste e os
“enguiços” envolvendo personalidades do meio foram matérias no jornal e no famoso
programa “Voz do Paraíso”, na
extinta 820 Khz, Rádio
Difusora Paraisense (hoje Rádio da Família), assunto desta-
cado na edição 218, em maio.
A “novela” dos trilhos das
Ferrovias Paulista S.A. (Fepasa) também ganhou muitas
manchetes até a sua completa
retirada da Vila Mariana, restando no local apenas o prédio
da antiga estação, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico,
Artístico e Cultural do município. A medida possibilitou a
abertura de ruas, construção de
casas, mas ainda restam trilhos
esquecidos e se deteriorando na
zona rural, como na região de
Guardinha e Itaguaba, sendo
alvo de vândalos e ladrões.
Foram muitos caminhões carregados com trilhos, retirados
na calada da noite, mesmo com
as seguidas denúncias do Jornal do Sudoeste alertando autoridades. Cogita-se a volta turística do transporte ferroviário, filão que, se bem explorado, faria a alegria de saudosistas e uma opção de lazer a mais
às novas gerações. Porém, tudo
fica apenas no papel ou nas
“boas intenções” de visionários.
O que saiu mesmo do papel, e mesmo assim demorou
alguns longos anos, foi o Aterro Sanitário, uma preocupação
das autoridades da época, destacada no Sudoeste no final de
1990. Outro projeto que ganhou vida foi a inauguração do
Centro Social Urbano 2, no
Jardim Planalto, destaque da
construção publicada na edição
209 (março). A implantação de
uma linha circular ligando os
bairros São Judas e San
Genaro também foi notícia na
edição 205 (fevereiro). Hoje
esta linha é uma das mais movimentadas da empresa responsável pelo transporte coletivo
da cidade. Outra obra que saiu
do papel foi a avenida ligando
a região da Lagoinha ao San
Genaro. Para se atravessar da
Vila Nova para o Jardim
Coolapa, as pessoas utilizavam
uma “pinguela” (pequena ponte de madeira). A canalização
do córrego e abertura de ruas
pôs fim a este dilema, proporcionando ainda a expansão de
outros bairros naquela região.
Desde as primeiras edições
o jornal divulga as notas de Falecimento e, em março de 1990,
o Sudoeste destacou a passagem para o plano superior do
jornalista Aníbal Deocleciano
Borges, popular “Biba”, um dos
precursores da imprensa escrita em São Sebastião do Paraíso. Na época, o prefeito Waldir
Marcolini decretou luto oficial,
uma justa homenagem a quem
abriu portas para a expansão
deste tipo de comunicação.
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ANO 1991: Renovação Carismática e os curtumes
O 6º ano de circulação do
Jornal do Sudoeste começou
divulgando a inauguração de
mais uma emissora de
frequência modulada em Paraíso. Entrava no ar pelas ondas
de 1320 Khz, a Rádio Ouro
Verde AM. Fato destacado na
edição 246. Também no início
de 1991 o jornal noticiava as
obras de construção do prédio
da Escola Estadual Benedito
Ferreira Calafiori, no Jardim
São José. Até então, as aulas
eram realizadas em salas cedidas pelas escolas Clóvis Salgado e Paraisense. Ainda na área
educacional, no distrito de
Guardinha era inaugurada uma
biblioteca, fato divulgado na
edição 249 (fevereiro).
O movimento da Renovação Carismática Católica (RCC)
começava a ganhar adeptos e
destaque em Paraíso e o jornal
fez matéria divulgada na edição
259 (maio). Já os clientes da
extinta Minas Caixa começavam a receber de volta seu dinheiro pela Caixa Econômica
Federal após a liquidação das
agências pelo Banco Central,
edição 278, ganhava destaque
a ação de alunos da Escola Estadual Paraisense que, após a
realização de um concurso de
“Garoto e Garota”, praticaram
atos de vandalismo no Teatro
Municipal. Um verdadeiro quebra-quebra.
As denúncias e constantes
cobranças sempre se fizeram
presentes na linha editorial do
Sudoeste e, com elas, muitos
problemas foram resolvidos. Um
desses assuntos foi a poluição de
destaque na edição 263 (junho).
No mesmo mês, o Sudoeste
divulgava denúncias contra a
Companhia de Habitação do
Estado de Minas Gerais
(Cohab) que, segundo informações, estava praticando cobranças indevidas em contratos já quitados. Em agosto o
jornal noticiou em matéria de
capa a reclamação de lojistas
da área central que reivindicavam mais estacionamento ao
redor da praça Comendador
José Honório (matriz). E por
falar em reclamação, foi em
1991 que o jornal criou a coluna “Agente Comunitário” para
dar espaço, vez e voz às reclamações populares, bem ao estilo do que hoje se vê nas redes
sociais.
Para comemorar seu 6º aniversário, o Jornal do Sudoeste presenteou seus leitores e a
cidade com um show do cantor Moacir Franco, realizado
nas dependências do Clube
Paraisense. Sucesso de público! No mês de setembro, na
córregos provocada pela atividade dos curtumes. Hoje a situação está bem melhor, principalmente após a aprovação de leis
ambientais mais rígidas, mas ainda não se encontra em sua forma ideal. Com o tratamento do
esgotamento sanitário urbano,
prestes a entrar funcionamento
de vez que as estações da Copasa
foram concluídas, o tratamento
de efluentes de curtumes, de
igual maneira precisa ser resolvido de vez.
Ao apagar das luzes de
1991, o jornal destacou na edição 291 (dezembro) a valorização do café, do leite e da fruticultura e publicou mais um
Suplemento Especial, em formato tabloide, dando ênfase ao
período natalino. Naquele mesmo ano, dois outros cadernos
especiais foram produzidos,
um voltado para a Exposição
Agropecuária (Expar) e outro
divulgando o 170º de São Sebastião do Paraíso.
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ANO 1992: gangues, eleições e um assassinato
À medida que a gente cresce,
aumentam-se também as responsabilidades e com uma empresa
acontece o mesmo. Em franca expansão, o compromisso com a
verdade, com a seriedade e com a
busca de soluções para problemas
que afligem a população tornaramse metas a serem perseguidas pelo
Jornal do Sudoeste. Prova disso
foi um Editorial publicado na edição 297 (fevereiro), que foi parar
nas mãos do secretário de Estado
de Segurança Pública da época. O
assunto: cobrança por mais viaturas para a Polícia Civil.
Outro fato que o Sudoeste teve
participação efetiva com matérias
de cobrança e acompanhando todo
o processo de negociação, começou a ter o seu desfecho na edição
299 (fevereiro), quando, finalmente, foi assinado o contrato entre a
Prefeitura e o Governo do Estado
de São Paulo para a retirada dos
trilhos das Ferrovias Paulista S.A.
(Fepasa). Uma pessoa importante
que intermediou o encontro entre
as autoridades envolvidas foi o
saudoso fotógrafo Manoel Ribeiro dos Santos, popular “Lerinho”.
Mais uma luta que o jornal
acompanhou e destacou na edição
300 (fevereiro), foi a aprovação do
Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais.
Ainda naquele mês, o Sudoeste
noticiava o início da construção do
Lar Pedacinho do Céu e fazia matéria sobre os leilões de gado promovidos pelo Sindicato dos Produtores Rurais (Sindpar).
A criação do Conselho do Menor e do Adolescente, noticiado na
edição 278 (setembro), serviu de
mote para alertar as autoridades
judiciais pela não existência do
Conselho Tutelar em Paraíso, cobrança feita pelo jornal na edição
306 (abril). Paralelo a isto, diversas matérias ao longo do ano davam conta das ações de gangues
que ameaçavam populares nos finais de semana em lanchonetes no
Parque da Lagoinha.
Ainda no mês de abril, o Sudoeste destacava o serviço de
hemodiálise que começava a funcionar no Hospital da Santa Casa,
beneficiando muitos pacientes de
Paraíso e região. O “ouro verde”,
o nosso café, também ganhou matérias nas edições do jornal, principalmente após a união de governadores de Estado que se comprometeram a lutar pela cafeicultura
nacional, fato divulgado na edição
321 (julho). Esta ação, com mais
eficácia e de forma concreta, bem
que podia se repetir nos dias de
hoje, pois a crise no setor ainda é
latente.
A Associação Brasileira dos
Jornais do Interior (Abrajori) publicou um anúncio no Sudoeste
em agosto (edição 322) com a seguinte manchete: “A inflação começa a cair”. Sem sombra de dúvida, nos dias atuais, o inverso
seria destaque em uma nova publicação...
Em ano eleitoral, o jornal deu
destaque às campanhas dos seis
candidatos a prefeito de Paraíso –
pleito vencido por Lair Furtado e
falou também do processo de
impeachment do presidente
Fernando Collor de Mello, ouvindo a opinião das pessoas (a maioria a favor), matéria divulgada na
edição 328 (setembro). Ainda no
meio político, o Jornal do Sudoeste noticiou em setembro (edição 330) o assassinato do vereador Gabriel Ramos da Silva, morto com quatro tiros. Como se vê,
o ano foi quente e o jornal acompanhou todos estes fatos!
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CRONOLOGIA
ANO 1993: Senai, Unifenas e Sindicato
Crescendo em número de
páginas, assinantes, anunciantes e abrangência, o Jornal do
Sudoeste começou 1993 destacando o início das discussões
para a implantação de uma unidade do Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (Senai)
em Paraíso. A semente a princípio frutificou-se numa parceria com a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e
Serviços – ACISSP, com a
construção do Centro de Atividades do Trabalhador –CATque foi denominado “Donato
Piccirillo”, em homenagem ao
grande empreendedor. Quase 10
anos depois, em 2012, foi implantada uma unidade de ensino profissionalizante do Senai
no município. Mantendo a sua
linha de cobrança, o jornal sugeria a criação de um espaço
para depósito dos resíduos provenientes dos curtumes e divulgava a preocupação dos cafeicultores com a economia regional, na edição 356 (abril).
A assinatura de convênio
para implantação em Paraíso
das faculdades de Direito e
Odontologia – braço da Universidade de Alfenas (Unifenas) foi
notícia na edição 355 (março) e
o fato acirrou a rivalidade entre
o município paraisense e a vizinha cidade de Passos, assunto
destaque na edição 357 (abril).
A “novela” para a implantação
da Unifenas teve muitos capítulos, até com a doação de área
por parte da Prefeitura para a
construção de um campus universitário – mas o projeto não
vingou e o terreno foi devolvido
ao município anos mais tarde,
tendo a Faculdade de Direito
daquela instituição, tempos depois, também fechado suas portas após formar algumas turmas
de alunos, a maioria deles bastante atuantes hoje na área da advocacia e carreiras jurídicas.
As matérias cobrando providências na questão dos menores ganhou um desfecho com
a implantação do Conselho Tutelar na cidade, fato noticiado
na edição 353 (março). A posse
dos primeiros conselheiros foi
destaque na edição 391 (dezembro). Também neste mesmo
mês, o Sudoeste divulgou a
criação do Centro de Recupe-
ração do Alcóolatra Indigente –
hoje Chácara Pedacinho do
Céu, com terreno doado por
Moacir Mariano, sendo a instituição coordenada, na época,
pelo ex-vereador Antônio César
Picirillo.
A Associação Atlética
Paraisense, sempre esteve presente nas páginas do Jornal do
Sudoeste e, em 1993, uma
matéria falava dos reparos feitos no estádio para o sonhado
retorno da agremiação futebolística ao campeonato do ano
seguinte. As obras foram feitas,
mas faltou recursos para contratar e investir em jogadores.
O campo está lá, porém, está
difícil o sonho virar realidade e
a “Mais Querida” voltar ao gramado para a alegria dos torcedores...
As discussões para se implantar pedágios na rodovia MG
050 já ganhavam matérias no
jornal desde outubro de 1993.
Fato consumado há poucos
anos, após a estrada ser
privatizada à Concessionária
Nascentes da Gerais, receber e
ainda estar com obras de
melhorias – inclusive no entorno de Paraíso, porém, com
muitas críticas dos usuários pelo
valor do pedágio e a pista estar
bem longe das modernas rodovias paulistas.
Outro fato relevante à época foram as reclamações do Sindicato dos Servidores Públicos
Municipais – SEMPRE - quanto a atraso no pagamento de
funcionários, destaque na edição 396 (outubro), assunto que
está latente nos dias atuais, assim como a corrupção. Na edição 388 (novembro), o Sudoeste noticiava a intenção de estudantes paraisenses que preten-
diam ir a Brasília protestar contra este mal que assolava os
cofres públicos. Pelo visto,
mesmo com as manifestações
populares e o constante trabalho da Polícia Federal, a “doença” se alastrou nas esferas do
poder, tornou-se endêmica e
está bem difícil encontrar um
remédio para saná-la...
O início das discussões para
a implantação do Centro de
Atenção Integral à Criança e ao
Adolescente (Caic) foram matéria no Sudoeste na edição 382
(outubro), bem como as dificuldades enfrentadas à época pela
Faculdade de Ciências Administrativas, Econômicas e Contá-
beis de Paraíso (Facaec) – hoje
Libertas, destacadas na edição
389 (novembro). Já a intenção
do agricultor e empresário
Carlos Melles em se candidatar
a deputado federal nas eleições
de 1994 foi notícia na edição
394 (dezembro), ano que circulou pela primeira vez no jornal o caderno “CULTURA
POP”, idealizado pelo jornalista
João Roberto Nogueira e que,
anos mais tarde, levantaria a
bandeira do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros, sob o
comando do jornalista Adriano
Rosa (leia matéria especial neste suplemento).
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Jornal do Sudoeste
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São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
CRONOLOGIA
ANO 1994: as vitórias de Melles e Reminho
A visita do ex-vice-presidente da República, José Alencar,
na época presidente da Federação das Indústrias do Estado
de Minas Gerais (Fiemg), foi
destaque na edição 396 em janeiro de 1994. Já no mês seguinte, o Jornal do Sudoeste
estreava a coluna “DROPS”,
que foi precursora meses depois da coluna “CURTAS”,
publicada pela primeira vez em
agosto, na edição 427 e que
permanece até hoje nas páginas do jornal, sempre levantando questionamentos e trazendo em pequenas notas os bastidores da política paraisense.
Assunto atualmente em
voga, o parcelamento em 12
vezes da dívida da Prefeitura
com o Instituto de Previdência
dos Servidores Públicos Municipais (Inpar) foi destaque no
mês de março. Esta “novela”
continua no ar até hoje e o assunto ainda não foi resolvido...
No entanto, uma outra questão denunciada pelo Sudoeste
na edição 413 (maio), o “lixão”,
ganhou solução 20 anos depois, quando entrou em operação o Aterro Sanitário, decretando o fim do depósito de lixo
localizado às margens da Rodovia MG 050.
Uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) tomava conta da política paraisense, destaque na edição 417 (junho). O
caso em questão era apurar irregularidades na comercialização e venda de terrenos em diversos bairros da cidade. Já
uma briga que terminou em
agressões entre o prefeito Lair
Furtado e o então vereador
Donizete Silva, foi notícia na
edição 422 (julho), bem como
uma matéria no mesmo mês
apresentando as “porções de
miséria” pela qual viviam algumas famílias do município.
A vinda do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) era confirmada pela
Associação Comercial local na
edição 424 (julho). A falta de
exploração do potencial turístico da cidade foi noticiada na
edição 424 (agosto) e, pelo visto, até hoje este filão ainda não
despertou o interesse das autoridades ou empresários. Ainda no mesmo mês, uma suspeita de fraude anulou as provas do vereador Antonino José
Amorim que, na época, cursava Direito na Unifenas...
Problema constantemente
denunciado até hoje no Sudoeste pelo colunista Sebastião
Tadeu Ribeiro, as falhas sucessivas nas transmissões de alguns sinais de TV na cidade,
teve a primeira publicação na
edição 432 (setembro). Para
aquecer as vendas no comércio paraisense, uma promoção
da Associação Comercial sortearia um carro zero quilômetro, notícia veiculada no Jornal do Sudoeste na edição 433
(outubro).
Em ano de campanha eleitoral para se eleger presidente,
governadores, senadores e deputados, o jornal destacou a
primeira vitória do empresário
Carlos Melles que, em 1995
assumiu uma vaga na Câmara
dos Deputados em Brasília, e a
reeleição para uma vaga na
Assembleia Legislativa em Belo
Horizonte do atual prefeito
Rêmolo Aloise.
Com uma logomarca nova
desde a edição 406 (março),
utilizando a fonte Bauhaus, o
Sudoeste divulgou as obras de
reforma do Pronto Socorro
Municipal – edição 406 (mesmo mês), destacou a falta de
papel que estava complicando
o funcionamento dos jornais –
edição 437 (outubro) e o problema dos jovens que circulam
com suas bicicletas pelas calçadas e na contramão – edição
427 (agosto). Mesmo com lei
aprovada pelo Legislativo e diversas campanhas de educação
do trânsito, 20 anos se passaram e a questão ainda persiste.
O município vizinho de
Monte Santo de Minas ganhou
um Suplemento Especial de
aniversário pelos seus 174
anos na edição de junho. Já o
caderno de Classificados e o
“Cultura Pop”, até então publicados no formato tabloide, passaram a ser produzidos em
standard, ambos no mês de
agosto.
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
Jornal do Sudoeste
CRONOLOGIA
ANO 1995: a “novela” Prefeitura x Inpar
No ano em que completaria
seu 10º aniversário, a edição 447
(janeiro) trouxe a seguinte manchete: “Coolapa saneada volta a crescer”. Sob a presidência de Gilson Santana Lima, no
cargo há uma década, a Cooperativa Agropecuária Paraisense, na época, começava a sair
de uma crise financeira – fato
que se repete nos dias atuais,
onde a empresa passa por dificuldades e tenta superá-las para
não fechar suas portas. Quem
também queria sair da crise e
planejava, mais uma vez, ascensão do grupo de elite do futebol, era a Associação Atlética
Paraisense. Projeto não vingou.
Já a chegada de duas empresas para instalação no Parque Industrial 2 era notícia também naquele mês de janeiro,
assim como a liberação de R$
5 mil de verbas para cada uma
das escolas de samba da cidade fazerem os desfiles de Carnaval. Hoje a subvenção está na
casa dos R$ 20 mil. O 1º Suplemento Agrícola foi publicado no Jornal do Sudoeste em
fevereiro e o congraçamento na
Lagoinha dos “baianeiros” foi
destaque na edição 453. O título foi dado aos rapazes do
curso de Direito da Unifenas
que vieram do Estado da Bahia
residir e estudar em Paraíso.
O título: “Uma revogação
que deixou o Legislativo de
cócoras”, foi o destaque na
edição 457 (março), quando o
jornal tratou sobre a “novela”
da doação de terrenos. Fato
concretizado somente no final
de 2014, a encampação da Fundação de Ensino Superior de
Passos (Fesp) pela Universidade do Estado de Minas Gerais
(Uemg) já era almejada pela
população e foi notícia no Sudoeste na edição 458 e também
na 483 (setembro).
Problema até hoje enfrentado pelos paraisenses, o trânsito já motivava a união da Polícia Militar e entidades que
buscavam soluções para os
problemas da época – destaque
na edição 462 (abril). Já o vereador José Luiz de Souza renunciou ao cargo após sofrer
processo de cassação, assunto destacado nas edições de
julho a novembro.
O Jornal do Sudoeste também publicou na edição 475 a
denúncia envolvendo, na época, diretores do Instituto de
Previdência dos Servidores
Públicos Municipais (Inpar),
acusados de fraude na compra
de um sítio. O assunto motivou a instalação de uma CPI,
onde a Câmara Municipal pretendia “passar o Inpar a limpo”. Pelo visto, não passou,
pois os problemas financeiros
da autarquia continuam, bem
como a dívida da Prefeitura
para com o Instituto. Aliás, na
edição 496 (dezembro), a administração municipal, precisando de R$ 300 mil, “pedia
socorro ao Inpar” para pagar
o 13º salário dos funcionários.
Pedido aprovado pelos vereadores da época. Nota-se que,
neste “angu de caroço” todos
são culpados e, ao invés de ficarem se digladiando, deveriam se unir e buscar uma solução eficaz para o problema que
atinge em cheio segurados que
não têm nada a ver o pato...
Por falar em Instituto, um
outro, o Monsenhor Felipe, pertencente à Mitra Diocesana de
Guaxupé, localizado na Avenida Angelo Calafiori, foi notícia
no Sudoeste na edição 469 (junho), onde a matéria tratava da
volta do funcionamento do prédio. Só sonhos... O local passou por inspeção de engenheiros – notícia dada pelo jornal
na edição 488 (outubro) até ser
tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e
Artístico (Iepha). Hoje encontra-se fechado, sem serventia
e necessitando de ampla reforma.
As empresas que adotaram
projetos de aprendizagem para
meninos carentes foi matéria na
edição 489 (outubro). Na área
da saúde, o Jornal do Sudoeste destacou na edição 492
(novembro) a proposta de cotização da Santa Casa de Passos
aos municípios que utilizavam
os serviços do hospital. E, fechando o ano, o problema dos
animais soltos nas ruas foi notícia na edição 496 (dezembro),
mês que circulou pela primeira
vez no jornal a coluna “Horóscopo”, presente até hoje nas
páginas do Sudoeste.
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CRONOLOGIA
1996 a 2005 (dos anos 11 ao 20)
“No Dia do Trabalho, funcionários municipais protestam
e saem às ruas pedindo alimentos”. Esta era uma das manchetes do Jornal do Sudoeste em
maio/1996. Quase 20 anos depois, a história se repete? A segunda década do jornal manteve a linha editorial proposta pelos seus fundadores: estar ao
lado da sociedade, denunciar e
buscar solução para diversos
problemas, além de destacar os
avanços e conquistas.
Desta forma, o jornal noticiou “Paraíso reconhecida
como cidade turística” e uma
visita de empresários e autoridades paraisenses a Belo Horizonte para formalizar a implantação da Escola Técnica de Formação Gerencial (ETFG) –
inaugurada no ano seguinte.
Destacou também que Igreja
Universal, após completar um
mês na cidade, pretendia arrebanhar a população paraisense.
Ousados, eles, não? Na parte
política, uma matéria falava:
“Câmara abre inquérito para
apurar denúncia de corrupção
administrativa na prefeitura”,
com membros da CPI sendo
barrados de entrar no prédio do
Paço Municipal. Na edição de
setembro, o Sudoeste publicou
uma pesquisa apontando Luiz
Antônio Montaldi em 1º lugar na
disputa pela Prefeitura. No entanto, com o desenrolar da campanha, o jornal destacou em
outubro a vitória de Pedro Luiz
Cerize Filho como prefeito –
fato que interrompeu a
alternância de poder de um grupo político que “mandava” na
cidade por mais de 20 anos. Em
janeiro de 1997, o jornal publicava matéria sobre a posse de
Cerize e, ainda, destacava a primeira mulher assumindo o comando da Câmara Municipal, a
vereadora Maria Aparecida Pimenta Pedroso. Ambos eram do
PSDB.
A ação do Departamento
Nacional de Telecomunicações
(Denatel) em lacrar transmissores de rádios comunitárias em
Paraíso foi assunto em maio/
1997. Cinco meses depois, uma
das emissoras – a Ativa FM,
conseguiu voltar ao ar. Em março/1998, o Sudoeste destaca-
va que teria início imediato em
Paraíso a construção da Casa
do Menor Infrator – ou Central
de Atendimento ao Menor e ao
Adolescente (Ceaca). O prédio
foi erguido numa área rural às
margens da Rodovia BR 491,
mas o projeto só ficou no papel... Uma lavoura de tomates
que estaria poluindo o Rio Santana foi denunciada pelo jornal
no mês de junho daquele ano.
Já o fechamento da Unifenas
em Paraíso foi matéria na edição de setembro, bem como a
instalação do Posto de Serviço
Integrado e Urbano (PSIU).
A morte do empresário
Donato Piccirillo, proprietário da
Casa Brasil, foi notícia na edição de fevereiro/1999. Já em
outubro, a Agência Nacional do
Petróleo (ANP) investigava preço dos combustíveis em Paraíso – uma ação que precisava
voltar a acontecer nos dias atuais... O falecimento do ex-deputado Delson Scarano foi notícia em novembro. A urna eletrônica “deu o ar da graça” pela
primeira vez em Paraíso em
dezembro/1999, quando os
paraisenses fizeram testes com
o novo equipamento de votação.
Em janeiro de 2000, o Jornal do Sudoeste destacou que
a Prefeitura queria R$ 110 mil
em taxas (de habite-se e alvará)
para liberar o funcionamento do
Hospital Sagrado Coração de
Jesus. A chegada dos remédios
genéricos foi notícia no mês
seguinte. “Preso em Paraíso
homicida denunciado no Programa Linha Direta da Rede
Globo”. Esta foi a manchete do
jornal no início de março. A posse do deputado federal Carlos
Melles como ministro do Esporte e Turismo, no Governo
Fernando Henrique, foi matéria
destacada pelo Sudoeste em
abril. Já a cobrança da taxa de
iluminação pública foi confirmada pelo Tribunal de Justiça, com
notícia dada pelo jornal em junho – a medida permanece em
vigor até os dias atuais...
O lançamento da chapa
Marilda Melles e Enoc José
Netto, ambos do DEM, para
concorrer à Prefeitura nas eleições de 2000, foi notícia do jornal em julho. Saíram vitoriosos
do pleito. Naquele mês e ano, o
Ministério Público pedia a
indisponibilidade dos bens do
então deputado estadual Rêmolo
Aloise. A inauguração da Delegacia da Mulher foi destaque na
edição de dezembro, bem como
um laudo que apontava falhas
na cobertura (improvisada) do
Centro Olímpico. Meses depois, todo o material foi retirado e outro projeto foi realizado
no local. Anos depois aconteceu a inauguração do ginásio,
que era chamado de “elefante
branco”.
Em abril de 2001, o Jornal
do Sudoeste destacou a inauguração da nova cadeia e da
Banca Examinadora do Detran.
Já o Ministério da Educação
(MEC) anunciava a liberação de
R$ 2,2 milhões para a implantação do Centro Profissional em
Paraíso (Ceduc). O aeroporto
regional recebia balizamento
noturno e asfalto, matéria
publicada no jornal em agosto.
No mesmo mês, o Sudoeste
anunciava a implantação do
Juizado Especial de Pequenas
Causas e as discussões em torno do Plano Diretor. Uma lei
trouxe de volta para o município os imóveis doados à Universidade de Alfenas, notícia dada
pelo jornal em setembro. Já no
final do ano, a ANP admitia a
existência de cartel sobre o preço do gás de cozinha em Paraíso. Uma pergunta: de lá para cá,
esta situação mudou?
Uma disputa por credenciamento movimentava os hospitais de Paraíso e Passos em fevereiro/2002. Já os vereadores
da época queriam estabelecer
horário para o funcionamento
de bares e casas de diversão no
município, além de regulamentar a venda e uso de fogos de
artifício. A realização da primeira
neurocirurgia na Santa Casa foi
destaque no Sudoeste no mês
de julho. Empresas consideradas poluidoras foram condenadas em Paraíso e o jornal fez
esta matéria no mês de agosto.
No mês de outubro, uma pesquisa local apontava que metade
da população paraisense aprovava a redução da maioridade penal para 16 anos. No final do ano,
a Câmara Municipal aprovava o
Centro Olímpico
Plano de Cargas, Carreiras e
Salários da Prefeitura.
No início de 2003, o jornal destacava que Paraíso estava em primeiro lugar na região
pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e em 22º no
Estado. No mês seguinte, a
morte do vereador e presidente
da Câmara, Antônio Pavan
Capatti pegou a todos de surpresa. A inauguração do prédio
da Receita Federal foi notícia
também em fevereiro. Já em
março, o Jornal do Sudoeste
publicava: “Paraisense pode ter
invadido computador da Nasa
e dado um prejuízo de 10 mil
dólares”. O aumento do número dos casos de câncer foi matéria no jornal em abril. Já no
mês seguinte, a população questionava a invasão de calçadas
por mesas de barzinhos. A inauguração do Parque Municipal
da Serrinha durante a Semana
do Meio Ambiente foi matéria
no mês de junho. Outro assunto que ainda hoje é denunciado
pelo jornal refere-se ao atendimento bancário na cidade. Em
julho/2003, o Sudoeste publicou reclamação de um leitor.
Outra queixa destacada se deu
em setembro. Desta vez do então (e atual) presidente do Sindicato Rural, Antônio Jacinto
Caetano, que “esperava mais
apoio do comércio para a realização da festa da Expar”.
E, se hoje parte da população se mobiliza contra a
decisão do Ministério Público
que impõe limites e a “lei do silêncio” a estabelecimentos comerciais que têm música ao
vivo, em janeiro/2004 o Jornal
do Sudoeste fez uma matéria
enaltecendo a “sirene (ou sereia)” da Cooperativa Agropecuária Paraisense (Coolapa),
som que perdurava há mais de
50 anos na cidade. Ela também
foi alvo do MP, que, por alguns
meses, impôs a sua mudez. Em
fevereiro, o jornal destacou a ida
de um paraisense com um pedaço de faca na cabeça ao programa do Ratinho, no SBT. A
violência também ganhava matérias no jornal, com o aumento do número de homicídios e
roubos de carros. Os idosos
passaram a ter transporte coletivo gratuito no mês de julho.
Já a disputa eleitoral mostrava
em pesquisa a subida do candidato Mauro Zanin, que venceu
o pleito por 190 votos a mais
que o seu principal adversário,
Pedro Cerize. O ex-prefeito,
Waldir Marcolini e Mauro Pimenta, um dos fundadores do
Sudoeste também concorriam
à vaga para substituir Marilda
Melles. Ao final do ano, o jornal
destacou a solenidade emocionante de formatura da primeira
turma do projeto Bombeiro Mirim.
Em maio/2005, o jornal
destacou a conclusão dos estudos sobre a municipalização do
trânsito em Paraíso. “Suspeitas
de irregularidades podem deixar Paraíso sem transporte coletivo”, foi manchete no mês
de julho. Em agosto o Sudoeste publicou o resultado de uma
perícia que afirmava terem falsificado a assinatura da exprefeita Marilda Melles em um
documento referente ao assunto. Uma Comissão Especial de
Inquérito (CEI) foi instalada na
Câmara para ouvir o então chefe de Gabinete, Antônio Carlos
Arantes (hoje deputado estadual), o vereador Márcio da
Silveira e o proprietário da empresa Viação Paraíso, Hilário
Antônio Lopes. Assunto em
voga nos dias atuais, “O que o
povo pensa sobre o mensalão”
era a pauta de uma matéria
divulgada pelo jornal também
em 2005. Já a realização do 1º
“Paraíso Aéreo” – evento promovido no aeroporto, ganhou
destaque e atraiu muitas pessoas.
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29 de Agosto de 2015
Jornal do Sudoeste
CRONOLOGIA
2006 a 2015 (dos anos 21 ao 30)
A terceira década do Jornal
do Sudoeste mantém a linha
editorial com matérias de denúncia, busca de soluções e
divulgando os fatos que envolvem a sociedade paraisense e
região. Exemplo disso, a questão do trânsito e o debate em
torno de medidas educativas –
trabalho que permanece até os
dias atuais.
A expansão urbana de São
Sebastião do Paraíso também
é destaque no jornal com matéria sobre a entrega de casas
populares no bairro Santa Tereza. Outra expansão destacada foi em relação à TV Sudoeste, que levou o seu sinal até
o município de Pratápolis. A
fiscalização de sete auditores
do Sistema Único de Saúde no
Hospital Sagrado Coração de
Jesus também ganhou notícia
nas páginas do Sudoeste em
fevereiro/2006.
Já a outra matéria em março relatava que Polícia Civil
queria chegar aos “tubarões do
tráfico” em Paraíso. Enquanto
isso, “Furtos na zona rural de
Paraíso revivem necessidade
da patrulha”. Este era o título
de uma reportagem feita pelo
jornal, alertando as autoridades
sobre este grave problema. Em
edições seguintes, a questão
dos menores infratores também ganhava destaque.
Na edição de maio/2006, o
Jornal do Sudoeste destacou:
“Polícia Federal prende seis
funcionários e apreende quase
700 caixas de documentação
suspeita do Hospital Sagrado
Coração de Jesus”. Em resposta à ação policial, o então deputado estadual Rêmolo Aloise –
hoje prefeito da cidade, desabafou dizendo que foi “apunhalado pelas costas”. Diante dos
fatos, o hospital foi desabilitado
para atender serviços de
oncologia. Matéria dada pelo
jornal em junho que, ainda sobre este assunto, destacou o
parecer do Ministério Público
Federal: “organização criminosa
agia no Sagrado Coração”.
A queimada de cana-de-açúcar preocupava moradores do
município e região, e o jornal
destacou este assunto em setembro/2006. Já o lançamento
da pedra fundamental da Asso-
ciação de Combate ao Câncer
(ACCa), foi destaque na edição
de outubro. Uma rebelião de
presos que causou a destruição da cadeia de Paraíso foi matéria em novembro. No mesmo mês, o Sudoeste reportou
a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito Pedro
Cerize, que foi condenado a
pagar multa em ação movida
pelo Tribunal de Contas.
Fechando o ano, o jornal
destacou a ascensão da fruticultura, tida como um dos pilares econômicos do município. E 2006 terminou quente,
com vereadores conseguindo
um mandado de segurança para
abrir o prédio da Câmara e a
intenção dos mesmos em destituir o presidente da época,
José Aparecido Ricci, que havia trocado as fechaduras do
Legislativo, impedindo o acesso à “Casa do Povo”.
Já em 2007, o Sudoeste
destacou o registro de 20 assaltos, furtos e roubos em Paraíso – a violência estava crescente e assustava a população.
O fato fez com que o prefeito
Mauro Lúcio da Cunha Zanin
decretasse situação de emergência no município, notícia
dada em fevereiro. No mês seguinte, o jornal destacava uma
operação “pente-fino” que encontrou drogas e celulares na
cadeia. Com tantos assuntos
pululando sobre o tema, a juíza
da Vara Criminal, Édina Pinto,
convocou uma reunião com
diversos segmentos da sociedade para discutir medidas
emergenciais de segurança. A
ação surtiu efeito e uma
mobilização pela paz foi organizada, com mais de 4 mil pessoas saindo às ruas em passeata pedindo providências.
E quem hoje reclama das
medidas do Ministério Público
sobre a regulamentação de
música ao vivo ou mecânica
em bares, talvez tenha se esquecido que, em maio/2007,
um abaixo-assinado com mais
de 3 mil assinaturas pedia providências contra a poluição sonora em Paraíso. Até a Guarda
Municipal foi envolvida, fazendo fiscalização e notificando
infratores. Esta notícia também
foi publicada pelo Sudoeste. Já
o início das obras da Parceria
Público-Privada (PPP) da Rodovia MG 050 ganhava destaque nas páginas do jornal também no mês de maio.
No mês de junho, o jornal
destacou a entrega da minuta
do projeto para o tratamento do
esgoto em Paraíso. O preço dos
combustíveis, assunto em pauta atualmente no Sudoeste,
também era matéria em 2006,
quando o jornal reportou a diferença no preço do álcool no
Estado de São Paulo e em Mi-
nas Gerais, que chegava a 50%.
A questão das filas de espera
em estabelecimentos – Correios e bancos –, foi outra questão noticiada. Órgão importante na sociedade, o início das
ações da Defesa Civil no município foi destaque também
em junho.
Até aqui já foram 22 anos
de Jornal do Sudoeste. O que
você, caro leitor, acompanhou
nos anos seguintes e até a presente foram matérias investigativas, com o senso da responsabilidade, procurando sempre
ouvir as duas partes, com a
intenção de relatar com a máxima fidelidade os fatos, seja
na área policial, política, cultural, social, esportiva, regional,
entre outras. Nestes 30 anos,
o jornal sempre deu destaque à
nossa festa religiosa da
Congada, ao brilho do Carnaval, às modalidades esportivas
e seus atletas campeões, abriu
espaço às mais diversas expressões do pensamento através
dos artigos assinados, debateu
ideias em seus Editoriais, praticou ecumenismo, apoiou a
diversidade, ajudou a comprar,
vender e ofertar serviços nos
Classificados. Enfim, uma
gama de fatores que fazem deste bi-semanário o que ele é
hoje: atuante e compromissado
com a verdade, nada mais do
que a simples verdade...
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MAURO PIMENTA
“O JS é um filho que eu ajudei a criar”
entrevista feita por Adriano Rosa
Como surgiu a ideia de
montar um jornal aqui em
Paraíso há 30 anos?
A ideia surgiu com uma
conversa que eu e o Nelsinho
tivemos quando nos encontramos no “Bar do Braga”. Surgiu assim, do nada, de um batepapo informal e da vontade
mesmo de ambas as partes. Eu
perguntei para ele: “Vamos
montar um jornal?”. E ele respondeu: “sim”. Eu sempre fui
de frequentar boteco, o
Nelsinho não. Naquela ocasião
eu era filiado ao MDB e o Nelson era da Executiva do PDS
1, partidos que eram rivais politicamente na cidade. Mas é aí
que está a nossa democracia e
comunhão de ideias. Isto foi
fundamental para o sucesso do
jornal. Um não interferia nas
matérias do outro e a gente
agradava ambos os lados. Em
1984 houve a “abertura política” após o longo período da
Ditadura Militar, a chamada
“Revolução”, que nos pegou
ainda jovens. Foram 20 anos
só lendo notícias que os militares mandavam ou permitiam
divulgar. Os grandes jornais,
Folha de São Paulo e Estadão,
por exemplo, para sobreviver
tocavam suas redações conforme as ordens da Ditadura.
Eu e o Nelson acreditamos nesta “abertura”, nesta liberdade
de expressão que ocorreu no
País com a volta da Democracia.
Naquele período não tínhamos jornais circulando
em Paraíso?
Havia sim, o “Cruzeiro do
Sul”, do Biba (Aníbal Deocleciano Borges) e tinha também
o jornal “Correio de Minas”, do
Jacinto Ferreira Guimarães.
Ambos circulavam aos finais
de semana e eram mais
focados em notícias da sociedade paraisense.
E quando você e o Nelson
decidiram fundar o Jornal do
Sudoeste foi para fazer concorrência a estes dois veículos pela linha editorial que
eles adotavam ou apenas
para ter mais um jornal na
cidade?
Nem uma coisa nem outra,
mas para apresentar ao leitor
uma nova forma, um novo conteúdo de fazer jornal. Quando
nós fizemos a primeira edição,
com quatro páginas, formato
standard, o Sebastião Edson
Paschoini era vereador e chegou a mim para dizer que queria dar uma “energia” para o
jornal. Na opinião dele, àquela
época, parecia que eu e o Nelson fazíamos jornal há 30
anos... Neste tempo todo,
quantas pessoas já passaram
pelo jornal, ajudaram a fazê-lo
e ainda vão ajudar? É sensacional presenciar isto e, pelo
menos eu não tinha a grandeza, a percepção de perceber a
magnitude deste ato meu e do
Nelson quando decidimos montar o Sudoeste. Hoje, analisando o passado, eu me assusto!
E olha que eu fiquei no jornal
apenas um ano. É maravilhoso
observar esta trajetória, ainda
mais por saber que este tipo de
veículo, o jornal, fica grafado,
não evapora e não se perde no
tempo, diferente de outras
mídias como o rádio ou a tv.
E como foram as primeiras edições?
A primeira logomarca foi
um presente do meu irmão, o
José Luiz Pimenta. Ele também
sugeriu o nome do jornal por
causa da circulação na região.
As letras foram escritas a mão,
com traços quadrados, inclusive o desenho do globinho e a
sigla “JS”. Eu e o Nelson discutíamos para saber como seria o Jornal do Sudoeste, se ele
teria caráter local ou regional.
Nós fomos em Itamogi, falamos na época com a prefeita
Maria Gregório. Fomos a Monte Santo de Minas, mas o prefeito de lá estava em parceria
com um jornal de Guaxupé. Em
Cássia, chegamos a fazer duas
edições com o apoio da sociedade cassiense, em outras palavras, apoio da Prefeitura. Em
Itaú de Minas a mesma coisa.
Em Jacuí tivemos o apoio do
prefeito, o médico Iaperi
Dantas. Também fomos a
Pratápolis e em Ibiraci. O prefeito de lá tinha o apelido de
“Pena Verde”. São Tomás de
Aquino veio tempos depois e até
hoje está junto com o jornal.
Questões políticas à parte, aqui
em Paraíso contamos com ao
apoio do prefeito João Mambrini Filho. Feitos estes contatos,
decidimos também aonde iríamos rodar o jornal. Nós não
queríamos as gráficas comuns.
Primeiro procuramos a gráfica
da Universidade de Ribeirão Preto, a Unaerp, mas financeiramente não dava. Fomos até o
jornal A Cidade, também de
Ribeirão, mas não houve interesse deles. Conseguimos parceria com o jornal Diário de
Ribeirão que, na época, era
avançado, com um estilo gráfico muito bom e eles aceitaram.
Quando começamos, o jornal
saía uma vez por semana, toda
quarta-feira. Era uma correria
na segunda-feira para fechar a
edição. O Waldemar Francisco
de Paula fazia as fotografias,
voluntária e gratuitamente e este
trabalho dele foi fundamental,
um sustentáculo para a apresentação do jornal. Nós reportávamos as matérias, indo ao
local dos fatos. O Nelsinho batia as fotos, e o Waldemar revelava. Naquela época era película. Um filme tinha 18, 36 fotos. Você ia a um jogo de futebol, tinha que economizar, porque você não sabia se alguma
foto tinha ficado boa. Não tinha máquina digital naquele tempo. Eu e o Nelson fazíamos as
matérias datilografadas, mas a
o veículo?
Claro. Quando fundamos o
jornal, eu era e sou católico e o
Nelson é espírita. Tivemos a
proposta de fazermos e manter o equilíbrio de ideias. Abrimos espaço para as colunas
Católica, Espírita, Presbiteriana, Batista. Isto era sagrado
para nós, sempre! Nós falávamos de todos os times de futebol da época, da Associação
Atlética Paraisense, do Operário Esporte Clube; falávamos
das disputas e brigas políticas.
Por que com a religião ia ser
diferente? O norte do Sudoeste sempre foi a “abertura, a liberdade de expressão”, sem
fazer distinção de quem quer
que seja e de nenhum assunto.
ESPECIAL
diagramação era feita lá em Ribeirão, sob a orientação do Sr.
Proni. Eu levava de ônibus e
depois buscava de carro. A gente mesmo entregava os exemplares e, depois, começamos a
contar com o trabalho dos irmãos Nogueira, o João Roberto
e o José Antônio. Para as cidades de fora nós mandávamos
pelos Correios e, inclusive, nós
tínhamos uma lista com o nome
de 300 paraisenses ausentes
para quem nós também enviámos um exemplar do jornal toda
semana. Uma das nossas propostas também era esta: levar
as notícias da cidade para quem
nasceu aqui, mas que, por algum motivo, estava residindo
fora e, quando esta pessoa
retornasse, ela estaria ciente do
que se passava pela cidade. A
gente mandava o jornal até para
Porto Alegre, no Rio Grande do
Sul, a mais de 1.500 km de distância. Demorava uma semana
para ser entregue, mas chegava. Aos poucos começamos a
ter anunciantes e colaboradores na redação, além de assinantes – minha mãe, Luzia Pimenta, vendeu centenas de assinaturas. Considero o Jornal
do Sudoeste um filho que eu
tenho, mesmo tendo ficado
apenas um ano lá. Neste período, passamos por um momento de crise e o jornal ficou
um mês sem circular. Nós cobríamos todos os assuntos e
não queríamos fazer um jornal
político, que ficasse “nas
mãos” das prefeituras. No entanto, nós precisávamos do
apoio delas, um trabalho em
conjunto. Fizemos das tripas o
coração e tocamos o jornal por
mais três meses, até que chegou na cidade um forasteiro,
e ele quis ser sócio do jornal, e
colocou um advogado que fazia parte de seu grupo, para ser,
digamos assim, o “responsável” pelo jornal, um “laranja”.
Só que o meu santo não se cruzou com os deles. Por moti-
vos particulares – meu problema na visão já estava começando e eu temia pela minha
performance no jornal, e por
vontade própria, eu decidi me
afastar. Eu sempre gostei de
brigas, sempre fui rusguento e
muito me orgulho de ter participado e deixado o jornal como
semente. Sei que o Nelson teve
bastante trabalho para “desfazer” esta sociedade e tomar de
novo as rédeas do jornal. As
colheitas durante estes 30 anos
devem-se, meritória e exclusivamente ao trabalho do Nelson. A cidade ganhou muito
com a chegada e permanência
do Jornal do Sudoeste.
Conte-nos alguma passagem sua pela redação do jornal.
Tem algo que aconteceu e
eu gostava muito. Naquela época, o Nelson Rodrigues escrevia na extinta revista Cruzeiro
uma coluna que se chamava
“Meu Personagem da Semana”.
Eu copiei a logomarca – feita a
mão e o primeiro que eu fiz foi
em homenagem ao Tancredo
Neves, devido à abertura política. Para mim ele foi um lutador. O segundo foi com o
comendador João Pio Westin,
famoso Zizito, uma entrevista
sobre o cometa Halley. Após
81 anos, ele estava passando
pela Terra naquele ano e o
comendador tinha presenciado
a primeira aparição do astro
celeste. Foi uma reportagem
linda. Outra lembrança que tenho é o primeiro anunciante, o
Curtume Santa Cruz Mumic,
no rodapé da primeira página.
Nossos contatos eram com o
Wellington (Leto) e o Rodolfinho Mumic. Um outro fato que
guardo na memória é uma matéria opinativa que fiz com o
título “PQP & FDP: as novas
siglas políticas de Paraíso”. Na
verdade, eram as iniciais pronunciadas por um vereador
possesso que havia discutido na
Tribuna da Câmara. Corria na
cidade que, naquela época, este
vereador era o “prefeito de fato
e quem mandava na cidade”.
Eu estava lá e vi esta cena
acontecer. Outra matéria importante foi relacionada à Apae
(Associação de Pais e Amigos
dos Excepcionais). Eu fui entrevistar o Espier Attie, na época
dono da Casa Sillos e presidente da Apae. O José de Paula
Moreira (Zé Galã), que era
motorista da Associação, levava as crianças todos os dias
para a Apae em Passos. Ele
conversou comigo e me disse
que esta situação estava com
problemas. Propus a ele irmos
falar com o João Mambrini e o
prefeito me deu toda a liberdade para tomar frente da questão. Direto eu fui conversar
com o Espier e contei a ele o
que tinha se passado. Para se
construir a Apae em Paraíso
naquela época eram necessários 15 milhões de cruzeiros. À
noite eu telefonei para o João
Mambrini e no dia seguinte, um
sábado, tratamos do assunto.
Obtivemos o apoio da Câmara
com o projeto aprovado numa
mesma sessão e foi liberado o
recurso. O Jornal do Sudoeste noticiou este fato. A manchete da matéria foi: “Câmara trabalha ligeirinho e Apae recebe
15 milhões”. Depois acompanhamos todo o processo até a
inauguração do prédio. Mas
nem o jornal e nem os dois serem humanos que os representava, foram convidados para o
evento... Mesmo assim, eu e o
Nelsinho fomos, mas ficamos
do lado de fora. Sou vaidoso
por conta disso, e este incidente
é muito pequeno diante do trabalho muito bonito que o jornal fez para ajudar nossos deficientes.
As colunas ecumênicas
estão presentes no Sudoeste
desde a sua fundação e isto
se torna um diferencial para
Hoje você gostaria de voltar a mexer com jornal?
Nossa, muita vontade, porém, as minhas condições físicas não me permitem mais.
Depois que eu saí do jornal eu
fui me dedicar à roça e outros
afazeres. Cheguei até a ser candidato a prefeito nas eleições de
2004. Fico feliz por estar atuando na imprensa, hoje através
da Rádio Comunitária Apar FM,
que chegou a ser lacrada quatro vezes pela Polícia Federal e
pela Anatel (Agência Nacional
de Telecomunicações). Tenho
guardado os processos até
hoje, todos extintos. No Brasil
nós temos poder Judiciário...
Infelizmente, não temos Justiça... Os Códigos Penal e Cívil
não ajudam, o Eleitoral muito
menos, mas se ganha muito
dinheiro. O rádio é algo falado,
ao passo que o jornal fica marcado e não se modifica por ser
impresso. Entre os três veículos de comunicação, eu considero a televisão o mais importante por causa das imagens,
do vídeo-tape. Depois a imprensa escrita e, por último, o
rádio. Considero, também, a
imprensa escrita mais sincera
quando ela é honesta, porque
ela é feita em off, em particular. Na televisão, eu vou me
produzir, me maquiar. Ao passo que, para falar, nem sempre
eu preciso estar produzido e
pintado. Já a internet, para mim,
é a junção de todos os veículos, algo totalmente especial e
embrionário. Ainda estamos
“engatinhando” e nem sabemos
direito o poder deste tipo de
comunicação e aonde iremos
chegar com ela. A internet é
um horizonte imprevisível,
algo a ser deslumbrado. Só que
“o jacaré me abraça”, a idade vem chegando, e é preciso
dar continuidade, pensarmos
num jornal que venha a completar 100, 200 anos em Paraíso, e não ficar apenas nesta
coisa cíclica.
Talvez não em formato de
papel, porque derruba árvores
e não é ecologicamente correto, mas é o momento atual da
humanidade. Temos que buscar sempre a evolução!
Jornal do Sudoeste
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
página 15
DEPOIMENTOS
A opinião de quem ajudou e continua a
escrever a histório do Jornal do Sudoeste
PARABÉNS
JORNAL DO
SUDOESTE
Jornal do Sudoeste, 30
anos na prática do idealismo,
coragem, perseverança. Jornal
que conquistou seu espaço de
credibilidade porque em primeiro lugar sempre esteve o respeito ao leitor.
Jornal sem amarras, sem
preconceito, instrumento para
divulgar e defender a liberdade
de expressão. Libertador para
todos, que fez dele, porta voz
de reivindicações cidadãs, homenagens, opiniões as mais
diversas. Corajoso para superar dificuldades na sua expressiva trajetória de vida.
Sempre falou mais alto, a
vontade, o empenho, o compromisso democrático de levar
o fato, a notícia impressa sob
a ótica do jornalismo sem
meias palavras, transparente,
somado as várias mãos que o
escreveram ao longo da sua
história fazendo a diferença
com uma escrita do “compromisso, da ética, e da responsabilidade”.
Parabéns Nelson de Paula
Duarte pelo filho tão amado
que comemora 30 anos de uma
existência rica de ensinamentos
aos seus colaboradores, a to-
ESCOLA DA VIDA
dos que participaram de seu
crescimento. Como correspondente que fui há mais de 23
anos só posso dizer, obrigada.
Obrigada pela preciosa oportunidade de noticiar minha São
Tomás de Aquino, especialmente, os aquinenses.
Muito aprendi, muito cresci nesta importante e rica convivência com a “Família Jornal do Sudoeste.”
Vida longa a esse jovem idealista que cresceu sob a orientação de pai zeloso, Nelson de
Paula Duarte, que assegurou
sua sobrevivência com perseverança e muita fé. Parabéns
Família Jornal do Sudoeste.
Sucesso hoje, amanhã, sempre!
SELMA BRAIA
São Tomás de Aquino
PARABÉNS!
Há trinta anos o bi-semanário Jornal do Sudoeste, leva à
comunidade paraisense e região, imparcialmente e com
transparência, lazer, negócio,
esporte e informação, gerando
cultura e valorizando o leitor
através de um jornalismo sério,
responsável e empreendedor.
A Academia Paraisense de
Cultura, nesta data feliz, parabeniza o Diretor Nelson de
Paula Duarte e, na sua pessoa,
toda a equipe do Jornal do Sudoeste. Deixamos registrados
nosso reconhecimento e nossa homenagem pelo trabalho
de todos.
Que venham muitos outros
anos. Parabéns!
MARIA RITA DE CASSIA
PRETO MIRANDA
P/ Academia Paraisense
de Cultura
Fazer parte da história de
um Jornal de tamanha importância para Paraíso e região é
de deixar qualquer um envaidecido, principalmente a mim,
um recém-formado em Jornalismo, que ainda não entende
muito sobre a vida e vêm aprendendo dia-a-dia com esse veículo que sempre prezou pela
imparcialidade, veracidade dos
fatos e, principalmente, pela
honestidade. Aliás, honestidade que é um reflexo do seu fundador, Nelson de Paula Duarte.
Descobri que o Jornalismo
na prática é bem diferente daquele que se aprende em sala de
aula. Neste aspecto, o “J.S.”,
por meio do seu pilar, Nelson
Duarte, tem se mostrado um
verdadeiro mentor para mim,
como profissional epessoa.
É impossível estimar o valor
que isso tem. Dar-lhe com tan-
COLUNA
POLEPOSITION
tas histórias, realidades, vidas e
poder ser forjado no calor desse
ambiente que com tanto carinho
me acolheu, é sem dúvida motivo de honra e orgulho.
Meus mais sinceros parabéns ao Jornal do Sudoeste,
que há 30 anos vêm ajudando
a construir uma Paraíso mais
justa e solidária a todos os seus
cidadãos.
JOÃO OLIVEIRA
Repórter
NOSSA IMPRENSA
O Jornal do Sudoeste está
comemorando 30 anos, contando as histórias de São Sebastião do Paraíso, as aspirações de seu povo, lutas e
conquistas.
Há 30 anos o jovem Nelson de Paula Duarte fez sua
escolha de vida, o Jornalismo.
Fundou e sempre redigiu
o Jornal do Sudoeste, bissemanário, assumiu com grande responsabilidade todas as
situações que envolvem um
jornal do interior. Foram anos
percorridos com idealismo,
muita garra, desafios e vitórias.
O Jornal sempre foi aberto a todos os que buscam
no Jornalismo suas valorizações profissionais, pessoais e, por que não o encantamento que a imprensa ins-
pira. Admiro Nelson de
Paula Duarte pelo seu caráter, por sua alma de artista,
músico e cantor e pelo seu
Jornalismo imparcial, transparente, responsável. O Jornal do Sudoeste é um dos
símbolos da nossa cultura.
SÃOZINHA ONCEIÇÃO
BORGES FERREIRA
Jornalista, escritora ,
membro da Academia
Paraisense de Cultura
Minha participação no Jornal do Sudoeste vem desde
janeiro de 2001 com a coluna
Pole Position, que tem a Fórmula 1 como pano de fundo.
Numa conta rápida, já escrevi mais de 750 colunas nesses 14 anos, e por este pequeno detalhe o JS já merece
um troféu por ser o único em
todo o Estado de Minas Gerais a manter por tanto tempo, espaço para o automobilismo que é o segundo esporte na preferência dos brasileiros. É um trabalho que me
dá prazer e exige responsabilidade porque as competições
automobilísticas vão muito
além daquilo que a TV mostra.
E o leitor é a razão de eu
estar todas as semanas aqui,
neste conceituado bissemanário que há três décadas cumpre o seu propósito de fazer
jornalismo sério. Nenhum
Fazer parte da rica história
do Jornal do Sudoeste que
completa neste mês de agosto
de 2015 seus 30 anos de circulação ininterrupta, sendo
uma década com a minha participação como colunista social, é motivo de muito orgulho,
muito gratificante.
Sei que não é fácil manter
um jornal por três décadas, sei
da luta incansável a procura de
notícias, informações em primeira mão, furo de reportagem,
publicidades, manter o pagamento em dia com gráfica dentre tantas outras.
Parabenizo o diretor Nelson
de Paula Duarte e toda sua equipe pela garra, determinação em
levar adiante um jornal bissemanal com credibilidade e imparcialidade, notícias e informações
através da imprensa escrita aos
paraisenses e cidades da região
meio de comunicação sobrevive sem o elemento fundamental na esfera do jornalismo: a “credibilidade” – uma
marca que no JS carrega a
assinatura do competente diretor, Nelson de Paula Duarte. Parabéns, Jornal do
Sudoeste pelos 30 anos de
história, de notícia, de opinião, de denúncia, de cultura, de prestação de serviço à
cidade e região.
SÉRGIO MAGALHÃES,
Editor da coluna
“Pole Position”
além dos milhares de leitores
pela internet.
Aproveitando o ensejo
agradeço ao diretor deste conceituado Jornal, Nelson de
Paula Duarte pelo espaço a
mim concedido por todos esses anos.
JOEL NA BALADA
Colunista Social
Jornal do Sudoeste
página 16
A importância da comunicação vai além do simples
“vender informação”.
O quesito principal é qualidade.
Levar ao povo conhecimento dos fatos, com liberdade de
expressão e ética, faz do Jornal do Sudoeste um meio de
comunicação respeitado em
toda a sua abrangência.
A responsabilidade para tal
aumenta desde o momento em
que, atualmente, essa abrangência não tem fronteiras, devido ao alcance mundial da
internet.
Dar suporte aos colunistas
e jornalistas, averiguando sempre a veracidade dos fatos, é
característica importante dos
editores do JS.
Afinal, “permanecer vivo
no mercado” e manter a confia-bilidade e o respeito do público durante 30 anos, avaliza
o comprometimento jornalístico do JS.
FELIZ
ANIVERSÁRIO
Sinto-me honrado e orgulhoso em fazer parte desta casa
há 15 anos.
Parabéns, JORNAL DO
SUDOESTE, por seus 30 anos
de informação e esclarecimento com credibilidade e competência.
ROGÉRIO CALÇADO MARTINS
(médico-veterinário e
responsável pela
Coluna Saúde Animal
do JS, semanalmente,
desde o ano 2000)
O ESPORTE
EM DESTAQUE
Entre a prática e a teoria,
não vou mentir: quando recebi
o convite para trabalhar no Jornal do Sudoeste, não havia
como resistir. Aliado a necessidade do emprego e a afinidade com o jornal impresso, bastou-me esta oportunidade oferecida pelo diretor Nelson de
Paula Duarte, para que eu iniciasse uma jornada em que
pude aprender a colocar a teoria a serviço da prática
jornalística. Foi com este propósito, que percebi passar bem
mais de uma década, tempo
este propicio a ver a empresa
passar por diversas transformações, contudo sempre atingir o objetivo de informar e
formar o registro histórico do
cotidiano referente aos acontecimentos em São Sebastiao
do Paraíso e área abrangente
de circulação.
A teoria começou quando de
fato ocupei a função de
entregador de jornal, por 12
anos. Com esta lida sempre tive
contato com os periódicos diários, Estadão, Folha de São
Paulo, Gazeta Mercantil. Não
sonhava e nem chegava a imaginar-me jornalista, mas admirava colunistas destes jornais,
bem como gostava de ler as
diversas matérias estampadas
em chamativas manchetes.
Contudo, a comunicação se
fazia cada vez mais presente,
quando na escola em anos de
complemento dos estudos fundamentais, ao compor os famosos jornais de classe que os
professores de classe nos propunham a apresentar. Da forma oral, a escrita foi um salto.
Até chegar ao “JS”.
A época estudantil fez me
relacionar com a argumentação
do futuro profissional. Sem as
devidas condições para buscar
a formação acadêmica, restoume mesmo saborear o período
em que de colaborador dos semanários da cidade (Cruzeiro do
Sul e Folha Regional) acabei
ingressando como membro efetivo da redação do “JS”, com
vocação direcionada para cobertura esportiva. Contudo o
primeiro contato com o Jornal
do Sudoeste, aconteceu com
a circulação de seu primeiro
exemplar. Sendo entregador
dos já citados jornais, coube a
mim o convite para fazer a distribuição daquele numero inicial, que trazia na chancela do
tempo, uma caminhada
ininterrupta que agora está a
completar 30 anos.
Não só bastasse ter aceitado
este primeiro convite, fato que
me deixou honrado enquanto
entregador, um segundo momento, vi-me redator e repórter do Jornal do Sudoeste. Já
me perguntei por diversas vezes o que me motivou a atuar
nestas respectivas funções e
acrescente-se ai outra atividade amadora, a de fotografo
também. Evidente que a resposta advém do fato de gostar
de ler e escrever, como forma
de aprendizagem e por certo,
teoricamente uma prática de
contato com as realidades dos
acontecimentos, fatos e pessoas.
Afinal, nem sempre a teoria
está de acordo com a prática.
Muitos somente se deparam
com essa realidade satisfatória
de ser jornalista depois de se
formarem. Mas, pude sentir
este sabor que se caracterizou
por um espaço de tempo de 14
anos, tão somente aproveitando a oportunidade a mim
Fazer aniversário é sempre
um momento especial de renovação para a nossa alma e
nosso espírito, porque Deus,
na sua infinita sabedoria, deu
à natureza a capacidade de
desabrochar a cada nova estação, e a nós a capacidade de
recomeçar a cada ano, com
novos projetos, visando sempre galgar muitos degraus em
prol da cultura. Isto é, crescer sempre dando informações
corretas e precisas. Estou falando do Jornal do Sudoeste,
comandado pelo proprietário
e diretor Nelson Duarte.
Desejo a você Nelson e
excelente equipe, mais um ano
cheio de amor e dedicação. Afinal o “Jornal do Sudoeste”,
com certeza ano após ano, estará fazendo novos amigos,
ajudando mais pessoas, ensiconferida atuando na redação.
A prática se fez ofício em cada
pauta, entrevista, apuração, enfim, em cada palavra das matérias compostas e publicadas.
É deste sabor entre a teoria
e prática, que recordo a atuação que tive no Jornal Sudoeste, bem como a sua performance de periódico, agora, bissemanal, cumprindo a mister
missão de bem informar a sua
eleita e seleta classe de leitores
fieis. Junte-se a este, o público
rotativo que por um ou outro
motivo, já teve em mãos uma
edição do “JS”.
Diz-se que pois sendo jornalista, jornalismo é um dom,
certamente é dom de fato. É
disso que se trata o profissional de atitude na prática. É deste
desempenho que se percebe a
satisfação da equipe de redatores, jornalistas e colabores, ao
vislumbrar um novo tempo para
o “JS”. Para mim, tudo começou com uma oportunidade em
que, mesmo sem ser jornalista
de formação, fiz nascer de bom
grado cada matéria, cada edição a qual participei.
Para finalizar, jamais me
auto-intitulei “jornalista”, embora ter participado da equipe do
“JS” por 14 anos, aprendi a me
ver como tal, mantendo a responsabilidade de exercer a atividade de forma que a classe
profissional não perdesse seu
prestigio e objetivo. Creio-me
tarefa difícil, até mesmo para
quem é bem formado em universidade. Entretanto, a credencial a mim conferida nas
chancelas das informações que
prestei via a circulação do
“JS”, me deixa orgulhoso em
ver uma existência profícua
deste honrado periódico que faz
parte da atual imprensa escrita
de São Sebastião do Paraíso.
JOSÉ ANTÔNIO NOGUEIRA
Com prazer aceitei mais este
convite para congratular o
momento especial de 30 anos
do “JS”. Não poderia deixar de
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
PARABÉNS JORNAL
nando novas lições e vivenciando outras alegrias. Fazer aniversário é amadurecer um pouco mais é ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é
ver Deus no universo.
Parabéns Nelson neste dia
tão glorioso
Parabéns “JORNAL DO
SUDOESTE”, PELOS SEUS
TRINTA ANOS.
MAURO FERREIRA
partilhar este testemunho referente a atuação de 14 anos, integrando a equipe, que hoje
conta com a participação de
novos profissionais e colegas
de remota época, ainda com
outros que engajaram no desafio de fazer a atuar a imprensa
em São Sebastião do Paraíso.
Confesso uma devoção pessoal pelo jornalismo, porque é
preciso amor pelo que se faz,
seja qual for a profissão. A tal
vocação sai nós mesmos. Segue um caminho desafiador
com os novos meios e recursos de bem informar. No mundo atual de mídia diversas e
redes sociais múltiplas, a informação circula mais velozmente e às vezes sem tempo de
aprofundar na sua essência e
origem. De corre o perigo da
sensacionalização e banalização
dos fatos.
Uma ilusão deveras, porque
a vida de jornalista amador ou
profissional é sempre uma vida
diferente. Qualquer coisa pode
acontecer a qualquer momento. Não existem rotinas. Cada
pauta, cada entrevista, cada
novo tema surpreende, ensina
a descobrir o mundo e o viver
que nem sempre conhecemos.
O que dá a satisfação é a oportunidade de fazer o trabalho da
melhor forma possível, É este
o motivo que certamente deixa
orgulhoso o jornalista. Deixa
privilegiado a quem foi conferido à missão divulgar os acontecimentos em primeira mão,
levando a informação a quem
não estava a par dos fatos.
Ser jornalista, não é só escrever uma noticia e assinar no
rodapé da matéria ou no lide do
crédito. Com 14 anos de prática aprendendo na teoria prática do cotidiano, estive sempre
na busca da experiência profissional. Por fim, ainda que
não me vi capacitado como
acadêmico Mas, creio-me ter
contribuído como alguém que
viveu profissionalmente aquilo
que fez com amor, sem ser
amadorista.
Era uma manhã de 6 de
agosto de 2010. Um rapaz de
20 e poucos anos chegava à
redação de um jornal do interior com uma pasta cheia de
textos sobre futebol nas mãos
e um sonho maior do que ele
dentro do peito: ser jornalista.
Lembro-me até hoje do
semblante sereno daquele senhor atrás de sua mesa cheia
de coisas. Ao ler aqueles “rascunhos”, ele disse ao jovem:
“Você leva jeito, pode começar amanhã mesmo”. Tinha
início ali a minha história com
o Jornal do Sudoeste.
Mais do que um emprego
novo, aquele “pode começar
amanhã” do Sr. Nelson Duarte representou um marco
em minha vida. O grande sonho começava, enfim, a se
tornar realidade. E durante
quatro anos e meio, fiz do
“JS” a minha escola e do Sr.
Nelson o meu professor; fiz
do “JS” a minha segunda
J untando ideais nobres,
trabalho e perseverança, eis que
uma equipe de qualidade
O timizadados, presta serviços à população paraisense e
região
R egistra fatos, enaltece
eventos, coleta, investiga, grava, escreve, busca objetividade
N ãodorme cedo, não para
não, pois tem uma pauta a vencer! Um compromisso
A ssumido com seus leitores queridos, aos quais
L eva notícias, reportagens,
deleite, informação!
D uas vezes por semana, o
bissemanário de circulação regional
O rganiza-se como instrumento de comunicação: nas
bancas ou em residências...
S empre à procura de parcerias, pois sabe que a escrita do dia a dia requermais do
que
U ma pitada de criatividade,
precisa de investimento, empe-
RALPH DINIZ
jornalista
UM APRENDIZADO
PARA MIM
O Jornal do Sudoeste é a
origem de minha vida profissional e um exemplo de valores
éticos e morais. Desde a infância tenho uma ligação muito
próxima com a leitura, com a
informação. Sempre frequentei as bibliotecas da cidade, auxiliava na organização, e gostava muito das livrarias e bancas de jornal. Era um ambiente
que me fazia bem, um mundo
que sentia ser meu caminho.
Confesso que nunca fui aluno brilhante, mas a escola me
ajudou muito, era um lugar onde
se falava muito de informação,
de pesquisa, de leitura, trabalhos
a serem apresentados. Tudo
aquilo ficou na minha cabeça,
cresci com isso, com vontade
de buscar notícia e, mais que
isso, de comunicar e compartilhar esta informação.
Recordo-me, acho que em
1981, quando lançaram o primeiro ônibus espacial. Era adolescente e fiz um longo texto
detalhando a missão. Logo em
seguida redigi uma espécie de
roteiro sobre o potencial de
Paraíso. Recordo-me da primeira edição do Jornal do Sudoeste. Vi nas mãos do Chico
Cecchini, na Coolapa – onde
eu trabalhava, e me chamou a
atenção de imediato. Era moderno. Mas o tempo passou e
querendo uma função nova,
minha mãe, certo dia, me estimulou a procurar o Jornal do
Sudoeste. “Você gosta de escrever, dá um pulo lá e fala com
o Nelson, quem sabe dá certo”, disse ela. Fui ao jornal no
dia seguinte, fui recebido pela
Fátima (esposa do Nelsinho),
que me autorizou a fazer uma
matéria até que o Nelsinho
retornasse de uma viagem a
Brasília. E assim nasceu minha
carreira no Jornal do Sudoeste, e minhas primeiras matéri-
UM TRABALHO
FEITO COM AMOR
Já há algum tempo venho
chamando o Jornal do Sudoeste de “arauto de uma região”.
Aquele que tem a prerrogativa
de ser o porta voz de todas as
notícias, o relator de todos os
fatos.
Isso só pode ser possível
porque dentro dessa redação da
qual faço parte só se trabalha
se tiver responsabilidade em
dizer a verdade, ouvindo todos
os lados que formam uma his-
casa e dos colegas de trabalho
a minha família.
Mas como tudo nessa vida,
minha jornada no “JS” chegou
ao fim em fevereiro deste ano.
Não, eu não estou mais no jornal, mas o jornal sempre estará em mim.
Eu poderia escrever um livro contando minhas experiências e aventuras no Jornal do
Sudoeste (e é provável que isso
aconteça um dia), mas vou tentar resumir tudo em apenas
uma frase: foi incrível!
tória, avaliando que, acima de
tudo, está o respeito.
São premissas que apren-
as foram em agosto de 1990,
sobre o café, com o então presidente da Cooparaiso, Carlos
Melles; e sobre o Dia do Soldado no TG 04-025. Para minha surpresa, as duas matérias
foram publicadas, e eu me lembro do momento, foi uma grande realização pessoal.
Fui contratado pelo Nelson
e, desde então, foi um período
grande de aprendizado e profundo respeito pela correção e
imparcialidade na informação.
O Nelsinho chegava a ser chato, mas era isso que dava
credibilidade e dimensão ao
Jornal, que superou desafios
incríveis e chega aos 30 anos
de circulação com a respeitabilidade e a confiança do leitor
e do mercado onde atua. No
meu caso pessoal, o Sudoeste
foi uma escola que me abriu as
portas para uma vida profissional na área da comunicação,
onde atuo desde então.
Nesta comemoração dos
trinta nos de circulação do JS,
quero registrar os parabéns pela
vocação, persistência e compromisso do Nelsinho, e por consequência a todos os colaboradores. A marca dos 30 anos de
circulação do Jornal do Sudoeste é uma prova de amor
inquestionável ao jornalismo.
PAULO HENRIQUE DELFANTE
Assessor de Comunicação
do Deputado Carlos Melles
e diretor da Comunicar
demos com o mentor Nelson
de Paula Duarte, aquele que
segura a batuta com a firmeza
de quem trilha cada linha com
a consciência de estar sempre
buscando o melhor ao ser a
imprensa desta terra.
São 30 anos de vivência. São
30 anos de luta. São 30 anos
que com o aval de cada leitor
para que o Jornal do Sudoeste
possa ser o relator da História e
por isso damos vivas!
HELOISA ROCHA AGUIEIRAS
Repórter
público fiel, que muitas bênçãos lhes transmite! Que
Estes 30 anos se multipliquem! Parabéns, queridos
companheiros do Jornal do
Sudoeste!
nho, clareza, concisão, anuência...
D eterminantes que fazem
do jornal um bem cultural!
Com linguagem peculiar, todos
O s envolvidos nessa dinâmica semanal, merecem, hoje,
nossa homenagem especial!
E stejam certos, Nelson
Duarte, Vasco, Heloísa, Roberto, João Gustavo, Clélio e demais protagonistas dessa história real,
Sonhos se concretizam
com ações! Vocês conseguiram
driblar os obstáculos e, com
Tenacidade, alcançar um
Caros companheiros de ideal, desejo que este importante
veículo de comunicação continue a espalhar informação,
a fim de despertar consciências, fomentar o discernimento
e extirpar a alienação e a ignorância.
Que seus propósitos, pautados no respeito e na ética,
ampliem-se, obtendo êxito no
trabalho que realizam!
Obrigada por me permitirem fazer parte desta equipe.
Que Deus, Pai Magnânimo,
abençoe-os sempre!
Feliz aniversário, meus queridos!
MARÍLIA DE SOUZA NEVES
Professora, assessora
pedagógica e escritora
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
DE ENTEGRADOR
A REPORTER
Fazer parte da equipe do
Sudoeste é fazer parte de uma
grande família. Para mim este
convívio tem quase os mesmos
30 anos do jornal. Comecei por
lá em 1988. É isso mesmo já
se vão quase 27 anos, passando por vários setores onde tive
a oportunidade de atuar nas
mais diferentes funções dentro
do jornal. Comecei como entre-gador, trabalhando aos sábados, domingos e às vezes até
na segunda-feira. Depois o
Nelsinho me levou para Ribeirão Preto, na Unaerp, onde
existia o Jornal de Ribeirão,
onde fiz curso de diagramação
com o professor Coriolano.
Naquele tempo utilizava-se a
máquina de escrever para fazer as matérias. Em seguida
comecei a escrever incentivado pelo jornalista carioca
Weber de Aguiar Lopes, que me
ensinou os primeiros passos e
depois não parei mais.
Fui para a redação onde vivemos muitas fases, como a
informatização, uma mudança
e tanto no processo de composição do jornal que foi evoluindo de estágio em estágio.
Tive a oportunidade de criar o
caderno CULTURA POP que
tinha por objetivo trazer algo a
mais para o leitor, que não fosse o noticiário factual. Foi algo
extraordinário, em um tempo
que não havia internet e acessar
informações dos artistas, das
personalidades era algo muito
divertido.
Passei por vários setores da
editoria, fazia reportagens sobre polícia. Enquanto ‘foca’,
fui o primeiro a chegar ao local no “Caso Rubinho”, no
esporte fica a lembrança das
tardes memoráveis da Paraisense, no Estádio Comendador
João Alves. Notícias internacionais, “Por uma notícia de
Belgrado”, localizando o filho
de seo Pazo. Coisas impagáveis, não tem preço, são aprendizados que se leva para a vida
toda.
Após quase 10 anos fui para
a faculdade onde me formei e
fui em busca de outras experiências, aprimorando conhecimento, buscando novas
vivências no mundo do jornalismo, sem me distanciar dos
amigos do Sudoeste. Atuei em
jornais diários, rádio, tevê, assessorias e depois voltei em
PALCO
"O maior bem, depois do
bem, é a divulgação do bem".
(Olavo Borges)
Divulgando o Bem com espírito de solidariedade e cultura
desde 25/08/1985. Assim tem
sido o JORNAL DO SUDOESTE, com suas páginas sempre
abertas à expressão da Arte e
da Cultura de Paraíso e região.
E, neste palco, como espetáculo, e sob o juízo do tempo,
desfilaram centenas de escritores, poetas, compositores,
cantores, cronistas, desde
iniciantes até artistas consagrados que elevaram nossa cultura país a fora.
Também ativistas sociais
dos mais variados campos, limites e disciplinas da sociedade paraisense encontraram aqui
espaço para divulgar seus nobres objetivos, tornando nossa
cidade mais humana, mais bela
e justa. Na divulgação do bem,
há 30 anos vemos a vida do
povo paraisense estampada ir se
transformando, retratando as
dores e os amores da cidade em
forma de imagens e letras.
Dois tempos, duas gerações, diferentes desafios: Em
1985 havia pouca informação,
mas a pouca que tinha era
confiável, tinha compromisso
com a ética. Hoje, através da
grande mídia, somos bombardeados com noticiários distor-
Jornal do Sudoeste
2007. Mais uma vez o jornal
se transformava passando a ser
bissemanário. Aqui estamos,
continuamos nas lutas diárias
pela notícia, a informação precisa em favor da comunidade.
Aqui estamos ultrapassando mais este marco e mirando
o futuro que nos aguarda. Já
em tempos de internet, de jornalismo online de novas tendências. É preciso acompanhar
as mudanças do tempo e assim caminha a humanidade,
assim vamos construindo esta
história, com muito suor, com
lágrimas, sorrisos, às vezes
com momentos tristes, mas na
maioria das vezes com muita
alegria, com disposição, com
coragem e determinação e do
jeito que tem que ser. Jornalismo não é para agradar um ou
outro, ele existe apenas para ser,
para informar, para formar e foi
assim que me formei, que hoje
sou e sempre serei, procurando sempre fazer a minha parte,
o meu papel, ajudando a escrever a história de Paraíso e de
nossa região, com respeito, dignidade e responsabilidade.
Nestes 30 anos só posso
dizer parabéns Jornal do Sudoeste por você existir e me
fazer existir. Desejo que possas ir muito além e que assim
como eu, muitos outros possam existir e fazer parte desta
existência.
ROBERTO NOGUEIRA
Jornalista
cidos, desinformando e deformando comportamentos e opiniões. Também no campo da
arte, o mundo está diferente,
sem graça. Não por culpa do
palhaço, mas sim, pelo arrogante rancor da plateia, que (segundo nos informa, André
Mirhib Cruvinel), "obriga o
pobre do palhaço a entrar no
picadeiro usando colete à prova de balas" Enquanto que em
1985 havia um romantismo no
ar, e no comportamento humano a poesia era uma metralhadora nas mãos do palhaço, dando rajadas de pétalas na plateia.
- Parabéns, JORNAL DO
SUDOESTE, e a todos da equipe, desde os fundadores, que
neste PALCO, com zelosa dedicação vem lapidando e dando mais brilho a esta cidade e
seu povo, em forma de notícia. Parabéns pelos 30 anos de
sucessivo sucesso e merecidos
méritos nessas redundâncias.
NELSON GADI
página 17
TRINTA ANOS DO
JORNAL DO SUDOESTE
“Si usted capaz de temblar
de indignación cada vez que
se comete uma injusticia em
el mundo, somos compañeros, Que es más impotante.”
Guevara, Carta a Maria
Rosaria Guevara.
Com o ego inflado, confesso, recebi o convite, para
dizer alguma coisa aqui, a
propósito dos trinta anos do
Jornal do Sudoeste, referência de São Sebastião do Paraíso, MG.
Lembro-me dos aniversários do jornal, do orgulho
com que o Nelson Duarte os
comemorava, para mantê-lo
assim, até hoje, digno, espinha ereta!
Criar um jornal não é coisa difícil. Mas, mantê-lo, e
por 30 anos com credibilidade, isso não é coisa para qualquer um. É o Nelson. Só o
Nelson de Paula Duarte para
cuidar dessa proeza.
Poderia dizer aqui da importância da imprensa livre para o
regime democrático, para o
Estado de Direito.
Mas não, prefiro dizer da
importância do Jornal do Sudoeste, na minha vida, na minha carreira, como advogado
militante, pois, a importância do
JORNAL para a cidade, todos
sabem, todos conhecem, é
chover no molhado.
Tenho lá em casa uma pasta de couro, onde coleciono os
acontecimentos importantes da
minha vida, os meus feitos,
muitos contados pelas palavras
do amigo Nelson Duarte. Foi a
UM PORTO SEGURO QUE
RESISTE BRAVAMENTE
Nos últimos 30 anos, a velocidade da informação sofreu
um acelerado processo de
crescimento.
Cresceram as plataformas
e os meios de comunicação.
Esta transformação fez
com que muitas empresas se
adequassem ou sucumbissem
a estes novos tempos.
Esse não é um fenômeno
isolado, centenas de jornais e
revistas tradicionais fecharam
as portas ou migraram para a
internet nos últimos anos.
Revistas tradicionais e gigantes no mercado internacional como a Reader’s Digest ou
a Life fecharam suas portas.
Até a centenária Enciclopédia Britânica deixou de ser impressa. No Brasil a Manchete
e O Cruzeiro também encerraram as atividades.
Muito se fala sobre a sobrevivência e sobre a “morte” dos
jornais em papel face a
popularização da Internet. O
Jornal do Brasil, um dos mais
antigos diários brasileiros, com
120 anos de existência, viu-se
obrigado não só a aderir ao
online, mas a desistir da sua
versão em papel. A partir de
Setembro de 2012 o JB passou
a ser publicado unicamente na
Internet, depois de a edição
impressa ter sofrido uma quebra de quase 80% nas vendas.
Estas transformações também chegaram à mídia paraisense. Vimos veículos tradicionais, como a Rádio Difusora
Paraisense sair do ar, nos deixando órfãos.
Vimos jornais serem criados
e desaparecerem depois.
Vimos a instalação de canais
de TV que causaram sensação
e perderam o ímpeto.
Assistimos o surgimento de
“pseudo-jornalistas virtuais”,
que servem a causas diversas
que não o compromisso com
a informação imparcial.
Cidadania Honorária, foi uma
vitória processual importante, como a que manteve os
15 vereadores, no final da
década de 90 e por aí afora.
Em comum, a pasta é mais
história contada no Jornal do
Sudoeste, cuja leitura lá em
casa é obrigatória.
No mais a mais, devo dizer, o Jornal do Sudoeste expressa a personalidade de seu
diretor:
É sério, é contido, é cuidadoso, possuindo, também,
um bocado de idealismo bom,
expressado na citação, colada
no frontispício do presente
texto, muito assemelhado ao
diretor e editor do Jornal do
Sudoeste que, em algumas lides judiciais, tive a honra e orgulho de haver patrocinado.
Costumo dizer, com a
boca cheia e contado papo:
SOU ADVOGADO DO JORNAL DO SUDOESTE!
MARCO ANTÔNIO
WESTIN OLIVEIRA
- Advogado
Enfim, tempos conturbados
para quem busca informação
de nossas paragens...
No meio disso tudo, temos
um porto seguro, que resiste
bravamente.
Capitaneado pelo guerreiro
Nelson Duarte, o Jornal do Sudoeste completa agora 30 anos.
Mais do que parabenizar, o
tempo é de agradecimento e
compromisso. Agradecer pela
lição de democracia jornalística,
sustentada por princípios e dignidade que pautaram cada página de nossa história contada
pelo JS nestes trinta anos.
Acompanhar as edições do
JS este tempo todo foi testemunhar nossa história.
Isto não tem preço.
O esforço e o trabalho gigantesco para informar misturaram o suor e o sangue de
Nelsinho à tinta da impressão
na gráfica.
Por isso o compromisso
que cada paraisense deveria
assumir com o Jornal do Sudoeste: Leitura obrigatória!
Parabéns Nelson.
Parabéns a todos que fazem
ou já ajudaram a fazer o JS.
MARIANO BÍCEGO
Professor
Jornal do Sudoeste
página 18
“A notícia dos 30 anos
do Jornal do Sudoeste
é uma manchete que
fica na história”
Paixão pela literatura, pelas
artes, pela vida. Mas foi pela palavra que o jornalista Nelson de
Paula de Duarte, o nosso querido e fraterno amigo Nelsinho,
narra há 30 anos a história de
nossa região pelas páginas do
Jornal do Sudoeste.
De fato, em todo o país não
tem um único assunto relevante
que não tenha nascido numa pauta de jornalismo de qualidade e,
neste aspecto, o Jornal do Sudoeste sempre oxigenou a sociedade paraisense e da região com
a força informativa da reportagem e a luz de uma opinião bem
fundamentada, ética e equilibrada.
Recordo-me com clareza do
Nelsinho, ainda trabalhando no
curtume, correndo atrás da informação para compartilhar com
todos. O Sudoeste nasceu e,
sabe lá os imensos desafios que
enfrentou e enfrenta, comemora agora os 30 anos ininterruptos
de circulação. É uma atitude heróica e que confirma uma determinação do Nelsinho: ser jornalista em tempo integral.
Para nós paraisenses e para
a imprensa mineira, a notícia dos
30 anos do Jornal do Sudoeste é
uma manchete que fica na história. O jornal do interior, muitas
vezes relegado a segundo plano,
é quem verdadeiramente fala
com nossa gente, mas enfrenta
dificuldades de toda ordem.
Por isso nosso reconhecimento ao JS. É um legado cultural formidável, uma trajetória
de jornalismo imparcial e que,
muito mais que simplesmente
noticiar fatos e acontecimentos,
o Sudoeste sempre se colocou
na dianteira dos grandes temas
em favor do cidadão e da cidadania.
Como dirigente da Cooparaiso, depois atuando como homem público na Câmara dos
Deputados, no Ministério do
Esporte e Turismo e mais recentemente na Secretaria de Transportes e Obras de Minas, o Jornal do Sudoeste sempre foi um
veículo de comunicação que nos
auxiliou com críticas, sugestões,
divulgações, confirmando seu
O BOM JORNALISMO
“TRINTA ANOS DO
JORNAL DO SUDOESTE”
Jornal do Sudoeste completa trinta anos de sua existência. Como as pessoas, as organizações também têm sua
cara e cultura. Suas lideranças
têm um papel importante na
definição de uma conduta coletiva, o que chamamos de linha editorial. Neste sentido, o
Jornal do Sudoeste, além de
vários colaboradores importantes que fazem da sua história,
tem na pessoa do Jornalista
Nelson Duarte uma simbiose.
Ponho-me a imaginar o entusiasmo do Jornalista Nelson
Duarte em suas primeiras edições. Escrever e gerenciar um
negócio de comunicação!....
Penso que gerir o negócio não
era a principal atividade, mas
sim registrar os acontecimentos de sua querida e estimada
cidade, expressando sua opinião e análise crítica. Registrar
acontecimentos e alertar a sociedade, apontando oportunidades e demonstrando possíveis
ameaças ao desenvolvimento
local.
São temas diversos, que
abordam todas as dimensões de
nossa comunidade, dimensão
social (política, saúde, educação, segurança), ambiental
(sua gente, cultura, manifestações, patrimônio, recursos
hídricos), institucional (empresas, associações, sindicatos, cooperativas, imprensa,
poderes constituídos, fundações, filantropia) e econômica
(agricultura, comércio, indústrias, serviços, emprego, renda). Não esquecendo, que todas estas dimensões fazem parte de um todo, nossa grande
casa, São Sebastião do Paraíso.
Dizem que a boa imprensa
é aquela que registra os acontecimentos com isenção, imparcialidade. Particularmente,
acho que deva opinar para verdadeiramente contribuir com a
interesse e compromisso com as
grandes causas das comunidades onde atua. Seria desnecessário, mas faço questão de frisar os valores éticos e morais do
Nelsinho e, como consequência,
do jornalismo feito pelo Jornal do
Sudoeste.
Parabenizo o Jornal do Sudoeste, nas pessoas do Nelson
de Paula Duarte – e desejo cumprimentar toda sua família que
sempre lutou junto, dos colaboradores de hoje e aqueles que
contribuíram nos últimos 30
anos, parabenizo ainda os leitores e anunciantes pela confiança, e por fim quero comemorar
com todos estas primeiras três
décadas do Jornal do Sudoeste,
com a certeza de que teremos
ainda milhares de páginas a serem escritas neste futuro que se
anuncia para o jornal, porque,
um bom texto, para um público
que adquire a imprensa de qualidade, sempre vai ter interessados.
Parabéns Jornal do Sudoeste!
CARLOS MELLES
Deputado Federal exercendo o
sexto mandato consecutivo.
Ministro do Esporte e Turismo
(2000-2002), Secretário de
Estado de Transporte e Obras
Públicas (2011-2014).
É presidente do Democratas
em Minas Gerais.
sociedade. Opinião esta, que
deve respeitar alguns princípios de escuta das partes envolvidas, presença nos acontecimentos, entre outros. Mas
sempre importante alertar.
Em minha participação política, como secretário do governo Marilda Melles e como
Prefeito Municipal, tive a oportunidade de ter meus atos
registrados e analisados por este
órgão de imprensa. Sempre tive
o Jornal do Sudoeste, como um
ponto de referência para tomada de decisão, por sua isenção
política partidária, por sua firmeza de propósitos e por sua
capacidade de levantar questões importantes para a comunidade. Neste momento, ao
comemorar trinta anos, parabenizo este instrumento e agradeço suas críticas, alertas e elogios publicados.
Por fim, desejo boas energias, equilíbrio e muitas oportunidades ao Jornal do Sudoeste, ao Nelson Duarte e equipe, para continuarem contribuindo efetivamente com o desenvolvimento de nossa comunidade.
MAURO LÚCIO DA CUNHA ZANIN
ex-prefeito (2005 - 2012)
O Jornal do Sudeste comemora 30 anos e sua história é parte da história de Paraíso e da nossa região. Nessa missão, liderada com competência pelo Nelson de Paula
Duarte, o Jornal jamais se
afastou das causas que originaram sua fundação – a independência editorial e imparcialidade na informação, bases
fundamentais do bom jornalismo.
Como filha de Paraíso,
como mãe, e primeira Prefeita
de nosso município, desde
que o Sudoeste começou a
circular é um jornal que faz
parte de minha vida. É interessante verificar no dia a dia
a credibilidade, aceitação e importância do Jornal do Sudoeste. É muito comum ouvir a
expressão “saiu no Sudoeste”,
ou “o Nelsinho publicou”. E,
de fato, é um jornalismo que
testemunha e informa os
grandes acontecimentos de
nossa região, com liberdade
de expressão e conteúdo para
que o próprio leitor tire suas
conclusões.
Quando fui prefeita, entre
2001 a 2004, procuramos administrar com os olhos do
povo, ou seja, ouvindo a comunidade e, neste aspecto, a
contribuição isenta do Jornal
do Sudoeste foi decisiva, retratando o sentimento da comunidade e nos fornecendo
subsídios para uma gestão
afinada com o desejo do paraisense.
Em vista disso, quero nes-
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
30 ANOS DE
CREDIBILIDADE
te momento festivo do Jornal,
reafirmar meu reconhecimento e agradecimento. Sobretudo a imprensa, e agora também as redes sociais, contribuem de forma singular para
novas formas de participação
e mobilização do cidadão, e o
Sudoeste faz isso de forma
inestimável.
A trajetória do Jornal do
Sudoeste nestes 30 anos é também a da construção de uma
sociedade mais ativa e bem informada. E neste ponto acontece a grande transformação,
porque com melhores cidadãos
e maior cidadania, sem dúvida
temos uma comunidade mais
forte, justa e igualitária, base
para a construção dogrande
pais que todos sonhamos.
São Sebastião do Paraíso
pode se orgulhar em ter um
Jornal do Sudoeste. Parabns
pelos 30 anos, e todo um futuro pela frente! Parabéns
Nelson de Paula Duarte!
MARILDA MELLES
Ex-prefeita (2001 - 2004)
Sabemos que o sucesso só
se conquista com muito trabalho, esforço e dedicação. Por
isso, parabenizo toda a equipe
do Jornal Sudoeste, em nome
do diretor presidente Nelson de
Paula Duarte, pelos seus 30
anos de credibilidade, boas reportagens, análises pertinentes,
entrevistas interessantes, colunas que movimentam o meio
político e, acima de tudo, pelo
compromisso com o bom jornalismo e com sua missão: levar informação para todo a nossa São Sebastião do Paraíso e
região.
Que continuem com o propósito de informar a sociedade
com qualidade, pois assim trilharão sempre o caminho de
sucesso.
ANTONIO CARLOS ARANTES
Deputado Estadual
INFORMAÇÃO PRECISA
PARA A NOSSA REGIÃO
“JS” UM PONTO
FUNDAMENTALDE
ENCONTRO PARAA
REFLEXÃO E O DEBATE
Estamos comemorando as primeiras três décadas de um futuro
promissor do Jornal do Sudoeste.
É um momento de reconhecimento ao extraordinário trabalho e
compromisso do jornalista Nelson
de Paula Duarte, nosso sempre
Nelsi-nho, que criou um novo veículo de comunicação e o conduziu desde então com a grandeza e
sabedoria de quem sabe que o papel do jornal sempre será o de
articulador da sociedade.
Nasci numa família de jornalistas e cresci em meio a uma oficina tipográfica, onde era impresso semanalmente as edições de
O Cruzeiro do Sul, e um pouco
antes o Libéllo do Povo, numa
história de amor pelo jornalismo
iniciado pelo meu avô João
Borges de Moura, o Jobormoura,
tendo na sequência minha tia
Conceição Borges Ferreira
(Sãozinha) e meu pai Anibal
Deocleciano Borges, o Biba.
Desde muito cedo testemunhei a imensa paixão de minha
família pela comunicação e pelas
artes. Em casa, minha mãe cuidava da gráfica e meu pai, se desdobrando em meio aos compromissos, tinha uma presença muito atuante na comunidade, buscando informação para compartilhar com o grande público pelas páginas do jornal. Era tudo
feito com amor.
Para a felicidade de todos nós,
assistimos o nascimento do Jornal do Sudoeste com este mesmo espírito, o de fazer jornalismo
com paixão e intenso compromisso com a comunidade.
Assim como passamos das
velhas tipografias para as impressões rotativas, e mais recentemente com as mídias digitais, o
processo de comunicação está
NICOLAS COCA
Quero parabenizar o Jornal do Sudoeste pela independência, o apoio a nossa
diversidade e aos pequenos/
grandes movimentos culturais
promovidos, proporcionando
a nossa cidades um oásis para
em permanente evolução e assistimos com satisfação, que o Jornal do Sudoeste - a despeito de
toda sorte de dificuldades enfrentadas pelos jornais do interior do
país, mantém-se atento aos novos processos, mas preservando valores fundamentais do bom
jornalismo.
O Jornal do Sudoeste faz parte de nossas vidas, está definitivamente inserido na sociedade paraisense e da região, merece nosso respeito e agradecimento. O jornal de papel jamais
vai desaparecer, ao contrário,
sempre irá pautar assuntos densos e complementar as plataformas digitais para a informação
verdadeira e isenta ao grande
público, eixo de sustentação de
um processo de formação de
uma sociedade melhor a cada
dia.
Parabéns ao Nelson e a toda
sua equipe, na certeza de que muito além de um instrumento concebido para distribuir informação, o
Jornal do Sudoeste é um ponto
fundamental de encontro para a
reflexão e o debate.
ANIBAL MARINZECK BORGES
Diretor da Scalla Construtora.
Foi diretor do Jornal e Revista
o Cruzeiro do Sul, filho do
jornalista Anibal Deocleciano
Borges e neto do
também jornalista
João Borges de Moura.
Hoje o Jornal do Sudoeste
completa 30 anos de história e
a Cooxupé não poderia deixar
de parabenizar a equipe responsável pelo veículo de comunicação, pelo trabalho realizado
ao longo destas três décadas a
serviço da informação. A missão de levar notícias precisas,
sérias e com muita ética para a
população não é fácil. Correr
atrás dos acontecimentos, verificar os fatos e sempre estar
à frente é uma tarefa para poucos e que vem sendo realizada
com muita qualidade pelos profissionais da publicação. Além
de defender os direitos da sociedade, sempre acima de interesses pessoais, o jornal possui a importante missão de ser
o porta voz da comunidade junto aos poderes constituídos.
São Sebastião do Paraíso só
tem a ganhar com o Jornal do
Sudoeste e sua trajetória de
sucesso. Nós, da Cooxupé,
desejamos que a história deste
importante veículo continue ao
longo dos anos, mantendo sempre a essência primordial que é
informar o cidadão.
Parabéns a toda equipe!
CARLOS ALBERTO
PAULINO DA COSTA,
presidente da Cooxupé
a Democracia. Bons tempos
dos encontros musicados com
churrasco e boas conversas.
Aproveito pra abracar
Nelsinho, Vasco, Adriano e
toda equipe... Vida Longa!
NICOLAS COCA
designer e trader comerciante
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
JS – 30 ANOS
CHARGES QUE
FIZERAM HISTÓRIA
Bom dia senhoras e senhores, a paz para todos! Meu
nome é Flavio Farina dos Santos, e sou um dos filhos de
nossa querida cidade de São
Sebastião do Paraíso. Em primeiro lugar quero agradecer a
Deus a consciência cósmica
pela graça do desenho. Todo
meu trabalho é para sua honra
e glória.
E é com muita alegria pessoal que posso dizer que, quando entrei na redação do Jornal
do Sudoeste, era apenas um
desenhista de carteira de escola. Porém, a implicação dos
prazos, as metas, a responsabilidade social, espaço para as
fotos, dobrar jornal, inserir os
classificados, as matérias, o
chimarrão, o fotolito, a charge,
a tira de jornal, a máquina de
escrever, tudo fazia parte do
meu cotidiano na redação, e não
podia faltar o café, claro.
Sempre soube que ser da
casta da imprensa excedia minha capacidade intelectual em
muito. O desenho apenas que
me aproximou de meus mestres: João Roberto, José Antônio, Nelsinho Duarte, Adriano
Jornal do Sudoeste
Rosa, Vasco... Sempre procurei aproveitar suas lições e suas
contribuições fazem parte da
minha vida até hoje. E é com
honra máxima que agradeço
aos meus mestres do Jornal do
Sudoeste por ativar o meu desenho em cartoon e quadrinhos, e por, além disto, me
ensinarem valores vitais, e tudo
com senso de humor.
Parabéns para o Jornal do
Sudoeste pelos seus 30 anos
de muito trabalho comunitário
sério, de informação, jornalismo, esporte, entretenimento e
arte. Nossa cidade é muito bem
representada. Obrigado por jornalistas de primeira linha que
eu gabo de serem meus mestres e tutores diretos.
FLÁVIO FARINA DOS SANTOS
tatuador e cartunista
Em Fevereiro de 1985,
no dia 09, eu fui ordenado
Padre em São Sebastião do
Paraíso. Alguns meses depois, nascia o pequeno
grande Jornal do Sudoeste
que hoje completa 30 anos.
Inclusive eu tive a alegria de
escrever algo para o nascente jornal cujos fundadores
inspiravam bons propósitos.
Com a proteção de Deus e a
perseverança de seus editores temos agora a alegria de
comemorar os seus 30 anos
e queremos que chegue aos
100 anos.
São Sebastião do Paraíso sempre contou com pessoas entusiasmadas e empreendedoras como Aníbal
Diocleciano Borges (Biba),
Nelson Duarte e outros que,
através dos meios de comunicação, formam e informam esse público sedento
do saber.
Com o Papa Francisco
podemos exclamar: Laudato
Si!!! (Deus seja Louvado).
MONSENHOR ENOQUE
DONIZETTI DE OLIVEIRA
página 19
ANIVERSÁRIO
DE UM HERÓI
É o trigésimo aniversário do
Jornal do Sudoeste. Fazer trinta
anos pode parecer algo comum. Não para um Jornal. Pergunte para Nelson de Paula
Duarte, Editor e Diretor Responsável deste periódico
heroico e ele testemunhará com
provas cabais que mantê-lo é
um verdadeiro Décimo Terceiro Trabalho de Hércules. Em
cidades muito maiores que São
Sebastião do Paraíso, há dezenas de exemplos de pessoas
idôneas, capazes e idealistas,
que fundaram jornais e não
conseguiram mantê-los por
muito tempo.
A glória não é apenas deste
Como falar sobre o Jornal
do Sudoeste sem mencionar
Nelson de Paula Duarte? O estimado e talentoso amigo
Nelsinho, sempre tão solícito,
humano e espiritualizado, ligado às notícias e transformações do mundo, crítico e atuante sem perder a ternura, jamais!
Cresci junto ao JS, acompanhando as notícias e colunas
de gente tão talentosa. Vi passar por suas páginas dezenas
de jornalistas, de textos e estilos variados, mas sem perder
a essência do regional, da cobrança para todo Sudoeste Mineiro e também da valorização
de sua gente!
Suas páginas, a princípio
em Preto & Branco e com pe-
homem forte e tenaz, inteligente
e sensível, grande músico de
espírito guerreiro e positivo. É
um trabalho de equipe, um grupo de jornalistas e articulistas
que enriquecem cada Edição.
Há pouco mais de três anos,
quando fui convidada para ter
uma coluna semanal no Jornal
do Sudoeste, fiquei feliz, orgu-
riodicidade semanal foram evoluindo e hoje temos um bi-semanário colorido e moderno.
Muito ainda a evoluir, mas no
caminho firme da notícia verdadeira, isenta, imparcial e necessária!
Meus votos são de vida longa e próspera!
lhosa e emocionada. Minha história de amor com Paraíso é
antiga: vivi nesta cidade mágica alguns anos na minha infância, cursei o excelente Colégio
Paula Frassinetti, tive, tenho
parentes e amigos que ainda
residem em Paraíso. Ter um
espaço toda semana para colocar meus textos neste já conceituado bissemanário de circulação regional é algo de valor inestimável, para quem neste conturbado mundo, ainda
crê que a Palavra, a Comunicação escrita são possíveis caminhos para o encontro de soluções positivas, diante do
aflitivo emaranhado dos problemas atuais.
ELY VIEITEZ LISBOA
escritora
Aproveito o momento festivo para convidar o leitor para
uma dupla comemoração! O
Programa Estação Saudade receberá com muita honra, a
mente por trás do JS: Nelson
Duarte!
Estação Saudade - Rádio
Apar Fm 105,7 (aparfm.com.
br) – Terça feira, dia 25 de
agosto às 18h30 (data da fundação do querido JS) Reprise
no sábado, 29 de agosto às
10h30 (data em que completa
mais uma primavera, Nelson de
Paula Duarte.
Salve! Salve!
REYNALDO FORMAGGIO
designer, artista plástico,
escritor e apresentador do
Programa Estação Saudade.
Lembrando o filósofo Bertold Brecht, podemos dizer
em relação ao Jornalista Nelson Duarte que:
Falar sobre o Jornal do Sudoeste é fácil, difícil é ficar na
área de comunicação por tantos anos, exatamente 30 anos,
dos quais, quatorze, estamos
juntos imprimindo este jornal.
Parabéns Jornal do Sudoeste. São os votos da Gráfica
Editora Grafisc
ROBERTO COSTA
Contato comercial, editor do
Jornal da Rota, em Ribeirão Preto
Presenciei o início do Jornal do Sudoeste e a perseverança de seu diretor, Nelson de Paula Duarte, levando
a informação a nossa cidade
e região e hoje em todo o estado e Brasil afora.
Parabenizo todos os seus
colaboradores e o diretor, Nelson, pela sua vitória.
Parabéns, Sudoeste, pelos
seus 30 anos de existência.
DARCI FERREIRA
“Há pessoas que lutam um
dia, e são boas;
Há outras que lutam um
ano, e são melhores;
Há aquelas que lutam muitos anos, e são muito boas;
Porém há as que lutam
toda a vida;
Estas são as imprescindíveis”.
O Jornal do Sudoeste e seu
Jornalista responsável nestes
30 anos de existência tornaram-se imprescindíveis para
a nossa comunidade e comunidades vizinhas!
Parabéns, que o jornal con-
tinue levando informação, esclarecendo dúvidas e que amplie sua distribuição para que
cada vez mais pessoas tenham
o prazer de desfrutar e participar deste meio de informação.
Que venham muitos outros
anos.
O QUE FAZER
EM 30 ANOS?
O que falar de 30 anos?
Perguntas difíceis de responder, mas se pararmos e procurarmos pelo nome de Jornal do Sudoeste temos muitas
respostas.
Quantos crimes desvendados, quantos caminhos tortuosos consertados, quantas
verbas chegaram e o que foi
construído a partir das críticas,
das matérias e sugestões das
páginas do nosso Jornal do
Sudoeste.
Nelson de Paula Duarte e
toda sua equipe que nesses 30
anos procura sempre mostrar a
verdade e dar ao povo parai-
BASQUETE EM DESTAQUE
É sabido que o Jornalismo
é um conjunto de atividades
que, seguindo certas regras e
princípios, produz um conhecimento sobre fatos e pessoas. É, portanto, uma forma de
apreensão da realidade.
A informação jornalística é
essencial desde a formação cidadã e cívica das nossas crianças de jovens e, consequentemente os adultos.
Ele sempre dedicou de corpo e alma ao seu sonho, que
outrora idealizou e hoje a vê seu
sonho realizado: Jornal do
Sudoeste! Imperioso mencio-
nar que o sucesso do Jornal
do Sudoeste, não seria possível sem a atuação eficaz de sua
equipe de profissionais que trabalha unida e alinhada com os
objetivos idealizados e defini-
30 ANOS
O que podemos falar de um
órgão de imprensa ativo há 30
anos numa cidade do interior
de Minas Gerais? Coragem, determinação, vocação para a informação e entretenimento. 30
anos de comunicação não é um
conto, é uma história e tenho
orgulho de ter sido parte dessa
história.
Comecei nos idos de 1996,
com a coluna “Salve Simpatia”
juntamente com meu marido
João Paulo Lopes Felix. Mais
tarde virou “Coluna Bia
Pardini”, totalizando por volta
de 15 anos de JS. Aniversários, casamentos e todas as principais comemorações sociais
da cidade foram retratados pela
coluna, complementando o rol
São os votos de todas as
associadas do CLUBE DAS
ACÁCIAS FRATERNIDADE
UNIVERSAL.
HELENA BERNADETE DANTAS
Presidente
ANA PAULA TALIBERTI
Secretária
sense a oportunidade de formar
sua opinião, sem deixar de ter a
sua. Quem não se lembra da frase “Não concordo com uma só
palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”, estampada em sua
página inicial.
Isso mostra a importância
deste jornal nos últimos anos
em São Sebastião do Paraíso
e região. Parabéns equipe Sudoeste.
RICARDO OLIVEIRA
Jornalista, assessor
parlamentar
dos por seu diretor presidente.
Aprendi tudo isso e muito
mais, com ele e, fiz parte desta
equipe e pude levar as notícias
do basquete da região e do
mundo, com minhas coberturas, através da coluna CHUÁ.
Agradeço pela oportunidade
que pude passar notícias do
Basquete, para os seus leitores,
que há 30 anos, desfrutam de
um informativo atualizado.
Parabéns Nelson de Paula
Duarte, parabéns a toda família Jornal do Sudoeste, pelos
seus 30 anos.
MARCOS DO CARMO
Editor da coluna Chuá
de informações e notícias que
este veículo sempre divulgou.
Com muita alegria lembramos os momentos de “fechamento” de cada edição e seus
problemas que, no final, sempre
eram contornados e resolvidos.
O Jornal do Sudoeste é um
marco não apenas para São
Sebastião do Paraíso e cidades
onde circula regularmente, mas
para toda região. Foi criança,
adolescente, adulto e agora
atinge a maturidade digna do
verdadeiro jornalismo.
BIA PARDINI
Colunista Social
Jornal do Sudoeste
página 20
PALMAS PARA O
JORNAL DO
SUDOESTE
No relicário vivo de nossas emoções maiores, registramos com ingente alegria,
grande expectativa e amorável ansiedade, da vinda de
um jornal que é o retrato
impresso de nossa terra natal:
O JORNAL DO
SUDOESTE
Reiteramos que não é fácil fazer um jornal.
A elaboração do projeto,
a criação da pauta inicial, a
formação dos textos, a
editoração gráfica, a
diagramação, a gravação
dos arquivos, a fotoligrafia,
a revisão final, a impressão
e, finalmente...o JORNAL.
Portanto, de público, nossos emotivos parabéns pela
equipe, e principalmente
pelo seu diretor:
NELSON DE
PAULA DUARTE
Um homem que é coe-
rente com seu tempo, mas
sempre vestiu a Toga da Independência.
Não se vende, pois tem
a armadura dos paladinos, a
coragem dos heróis, a paciência dos franciscanos.
Tem no peito uma chispa que incendeia, e na alma
o fogo que tempera.
Na palavra, a chama que
ilumina espancando a escuridão.
Sabe perdoar, pois o perdão é a vingança da Sabedoria, a Sabedoria é Luz, e
a Luz é a sombra de DEUS.
OLAVO BORGES,
Advogado, Membro da
Academia Paraisense de
Cultura, da qual é fundador.
“O CAMINHO
DAS PEDRAS”
Na época do nascimento do
Jornal do Sudoeste, trabalhava
no jornal O Diário, de Ribeirão
Preto, e era o encarregado pela
diagramação dos jornais de terceiros, como chamávamos os
veículos que não eram da casa.
Certo dia, Nelson chegou
com um “envelopão”, com fotos, textos datilografados e
anúncios para fazermos o jornal.
A diagramação consistia em
calcular quanto o texto datilografado ocuparia na página,
juntamente com as fotos. O
texto era enviado para a composição, as fotos encaminhadas para a fotomecânica e o
diagrama com a página desenhada, ia para a paginação, o
chamado “past-up”. Depois, a
página seguia para a fotomecânica, onde era confeccionado o fotolito. A gravação das
chapas e a impressão encerravam o processo.
Nelson buscava o jornal e
o levava para São Sebastião do
Paraíso, onde era distribuído.
Hoje, todo o processo, inclusive a gravação das chapas,
é feito em computadores.
Trinta anos depois, tenho
uma pequena editora que presta serviço de diagramação e
arte final para empresas, sindicatos e associações, fazendo
jornais, revistas e livros. Mas,
meu maior orgulho é o Jornal
da Vila, que completa dez anos
agora em outubro. É um informativo da Vila Tibério, bairro
de Ribeirão Preto, no qual resgato a memória deste bairro
histórico.
Posso dizer que fazendo o
Jornal do Sudoeste aprendi o
“caminho das pedras”.
FERNANDO BRAGA,
jornalista, 40 anos
de profissão
TRINTA ANOS A
SERVIÇO DA REGIÃO
Quem tem o saudável hábito da leitura, usufrui de agradável sensação de se sentir bem
informado, toda vez que toma
conhecimento das principais
notícias de Paraíso e região,
graças às edições bissemanais
do Jornal do Sudoeste, que está
a completar 30 anos de atuação
positiva e independente, como
um dos mais completos e conceituados informativos de
abrangência regional.
Entretanto, convém salientar que para que chegasse a tão
memorável conquista de elevado conceito entre seus milhares de fiéis leitores e de respeito perante opinião pública,
titânica luta foi e continua sendo vencida em favor da boa
imprensa, mercê do sadio ideal de seu fundador e competente diretor, jornalista Nelson
de Paula Duarte, coadjuvado
por primorosa e completa equipe de auxiliares.
A todos os naturais obstáculos, inclusive os de interesses obscuros, contrário ao surgimento de um jornal declaradamente independente naqueles difíceis anos de 1985 e se-
guinte, a tudo se impôs o ideal
maior do idealismo de Nelson
de Paula Duarte.
Pelo transcurso dessa
marcante efeméride (30 anos
de sadio Jornalismo), não poderíamos deixar de nos manifestar como assinante assíduo
e admirador, pela maneira inteligente de como é apresentado
ao grande público em suas
aguardadas edições.
Parabéns a direção e a sua
competente equipe.
LUIZ FERREIRA CALAFIORI.
Professor, advogado,
historiador, escritor,
jornalista, prefeito de
São Sebastião do Paraíso
entre 1971 a 1973, foi vereador,
é membro da Academia
Paraisense de Cultura.
JORNAL DO SUDOESTE
É UMA REFERÊNCIA
O Jornal do Sudoeste é referência de trabalho sério, competente, responsável e imparcial quando se fala de Jornalismo em Paraíso e na região.
Minha vida se transformou
com a coluna “Receitas do
Guari”, tamanho o alcance do
jornal, que congrega inúmeros
“fãs”.
É um veículo que tem de
tudo: receitas, social, notícias,
religião. Abrangendo tantos assuntos consegue alcançar muitos modos diferentes de pensamento e levar a informação
a todos os cantos de uma grande região.
Esse Jornal abriu suas portas para tantos que, como eu,
tinham algum dom a mostrar,
e valorizou, ao longo de sua
existência, essas pessoas e
seus talentos.
São 30 anos que o diretor
Nelson de Paula Duarte luta
para manter vivo o melhor Jornalismo. São 30 anos que ele
mantém uma equipe de profissionais que levam o ofício com
o rigor necessário para angariar confiança e credibilidade.
GUARIGUAZIL DA SILVA
Cozinheiro / Colunista
Meu tempo de exercício da
profissão de repórter e colunista no Jornal do Sudoeste
foi marcado pela expansão do
conhecimento. Diante da porta aberta pelo jornalista Nelson
Duarte, pude desenvolver-me
em meu ofício preferido, a escrita, buscando sempre apresentar matérias que, além da
informação correta e imparcial, levassem ao leitor a nossa
língua portuguesa em sua forma mais apurada.
Por outro lado, a necessidade constante de pesquisa
para fundamentar as reportagens sobre os mais variados
temas do nosso cotidiano levaram-me a conhecer novos
mundos e aprofundar-me em
temas jamais antes cogitados.
Assim como a coluna literária
“Livro de Cabeceira” exigiu
maior leitura e pesquisa sobre
a vida de tantos escritores brasileiros e estrangeiros.
Porém, meu coração sempre guardará com carinho mai-
LÁ SE VÃO 30 ANOS...
or a coluna “Ela por Ela/Ele
por Ele”, pois me permitiu conhecer tantas pessoas especiais, que abriram seus corações, dividiram emoções e me
ensinaram muito, a cada entrevista.
Com muita gratidão, parabenizo toda a família JS e o
diretor Nelson Duarte por este
30 anos de trajetória nos caminhos apaixonantes do jornalismo.
CRISTIANE BINDEWALD
Assessora Parlamentar
JORNAL DO
SUDOESTE SEMPRE
ACOMPANHANDO
OS ÚLTIMOS FATOS
Ao completar 30 anos de
sua jornada na estrada do Jornalismo e da notícia fidedigna,
o Jornal do Sudoeste cumpre
o seu papel de ser o arauto das
comunidades onde atua, com
a competência que sempre o
marcou.
Marca registrada essa que
retrata seu diretor-proprietário,
Nelson de Paula Duarte, que
sempre atuou com zelo e esmero em prol da ética, antes
mesmo de noticiar fatos.
Eu, prefeito nos idos de
1993 a 1996, tenho a agradecer a pontualidade em relação
à verdade que permeou essa relação entre o eu político e a
imprensa escrita praticada pela
equipe do Jornal do Sudoeste,
sob a voz responsável de Nelson de Paula Duarte.
Parabéns pelos 30 anos de
trabalho e que o arauto não se
canse!
LAIR FURTADO
Industrial, ex-prefeito de
São Sebastião do Paraíso
APRENDI MUITO NO
JORNAL DO SUDOESTE
“Aguardar a entrega de
um exemplar do Jornal do
Sudoeste e manusear cuidadosamente suas folhas era
algo muito precioso para uma
criança de um pouco mais de
oito anos. Anos e anos depois,
eu estava ali por detrás delas.
Trabalhar no Jornal do Sudoeste colaborou com a minha evolução pessoal. Hoje
não sou mais quem eu era.
Percebi a importância da minha condição de cidadã na
construção do lugar onde vivo
e a observar o mundo e as
pessoas à minha volta. Andei
por lugarejos que até então
não conhecia. Presenciei a
inauguração da Arena Olímpica. Escrevi sobre os 100
anos da Sorveteria Spósito e
entrevistei a Renata de São
Tomás de Aquino.
Que grande lição de vida!
Passei a ver as coisas e pessoas por outros vieses. Fiz
Jornal do Sudoeste. 30
anos . Parece que foi ontem que o Nelson nos procurou dizendo que estava
lançando o Jornal , que seria um semanário , enfim todos sabemos o desfecho.
Hoje é um Bissemanário
com o compromisso de um
jornalismo sério , bem redigido , com boa diagramação
, aborda vários temas de interesse da comunidade, enfim um jornal que dignifica
nossa cidade e engrandece
o jornalismo do Sudoeste
Mineiro . Parabéns Nelson
Lembro-me do dia em que
recebi a Edição nº 01 do Jornal
do Sudoeste. Pensei... o Nelson é mesmo um idealista, ou
será um visionário? Pois levar
à frente um Jornal em uma cidade do interior não é para
qualquer um. Mas sabia da fibra deste meu amigo, que nunca escolheu o caminho mais
fácil para seu trajeto.
Ele é destes profissionais
que recolhem, apuram, selecionam, redigem e difundem
ideias e fatos, através de imagens e relatos fidedignos.
Quero deixar minha Home-
nagem a este Jornalista convicto do seu dever. Parabéns, que
seja este o primeiro de muitos
30 anos a serem comemorados.
WILSON REIS DOS SANTOS
OS 30 ANOS DO
JORNAL DO SUDOESTE
A gente pergunta: o que seria do mundo se não fossem
os veículos de comunicação?
As comunidades certamente
conviveriam com a cegueira e
com a desinformação. Seriam
ainda muito mais exploradas
em seus direitos do que o são,
já que seus fatos atuais, do dia
a dia, permaneceriam no âmbito originário deles, tendo ciência apenas os participantes e
seus familiares, como já o foi
no passado. Este é grande o
desafio do jornalismo...
Assim, ser jornalista ou fazer jornalismo onde a característica ditatorial dos que se julgam acima do bem e do mal,
que tentam se sobrepor à crítica e à verdade, é, antes de tudo,
tarefa para empresas e pessoas fortes. E especialmente em
comunidades menores. Se o
Jornal do Sudoeste mantém 30
anos de circulação ininterruptos é porque a sua informação
é forte, correta, e sem deixar
margens de dúvidas a quem as
lê. A imprensa escrita exige de
quem as prepara um amplo
cabedal cultural. Parece fácil
ao jornalista narrar fatos, mas
ao final, passa mais a informação feita com cultura, com co-
nhecimento de causa e clareza
perante quem vai ler.
Assim é o Jornal do Sudoeste, que tem à sua frente o
vanguardismo e a coragem editorial do jornalista Nelson de
Paula Duarte, um baluarte na
imprensa regional. Ele leva à sua
comunidade, São Sebastião do
Paraíso e cidades circun-vizinhas, as mais veementes mensagens e que nunca vêm
distorcidas dos interesses coletivos, o que é mais importante.
Parabéns ao Nelson Duarte
pela luta e a todos os seus colaboradores que, juntos, mantêm acesa essa vela de 30 anos
de defesa dos interesses da
comunidade.
PAULINA ZAMPAR
Diretora do Jornal da
Região, em Guaxupé
PARABÉNS!
amigos e serenatas. Trabalhei
por horas, quando achava que
não me restava mais forças
para continuar escrevendo. E
as palavras tornavam-se minhas melhores companhias. A
Rádio Brasília também. É difícil esquecer uma experiência assim. Sou muito grata à
oportunidade que tive. Desejo que venham mais e mais
anos de força e persistência a
todos que produzem o Jornal
do Sudoeste”.
ANA CAROLINA BONACINI
professora municipal
UMA BASE
SÓLIDA
No ano de 2001, procurei
o Nelsinho e pedi a ele a oportunidade de contribuir com
meu trabalho para o tão conceituado Jornal do Sudoeste.
Poucos meses depois, ele me
convidou para compor a equipe de reportagem. Nesse momento teve início minha carreira no jornalismo. Foram três
anos e meio de muito aprendizado e amadurecimento profissional.
O Nelsinho, sempre com
muita paciência, transmitia o
seu rico conhecimento, adquirido pela larga experiência com
a circulação ininterrupta deste
nosso querido “Sudoeste”.
Com certeza, essa foi a base
sólida para que todos os demais
degraus da minha vida profissional fossem escalados com
mais firmeza. Tenho muito orgulho por fazer parte dessa his-
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
Aos 14 anos de idade, por
volta de 1994, comecei a escrever crônicas para o Jornal
do Sudoeste. A princípio, publicava redações escolares e biografias de poetas com trechos
de poemas que encantam qualquer adolescente mais sensível.
Afastei-me durante uns anos
para fazer faculdade e, em setembro de 2004, vim para Paraíso a fim de aguardar o resultado do concurso de mestrado. Estava à toa e precisava de dinheiro, quando soube
que havia uma vaga para repórter e me apresentei. Assim
retornei ao JS e optei por ficar
em Paraíso, fazendo viagens
semanais a São Paulo até concluir o mestrado. Vi o JS se
tornar colorido, bissemaná-rio
e online. Agora o vejo atingir a
terceira década de vida e sei,
em partes, dos esforços de seu
idealizador e diretor para sustentá-lo, a despeito de todas as
adversidades.
Ser parte dessa história mudou definitivamente os rumos
da minha vida, pois fiquei mais
perto da minha família e aqui
em Paraíso tive minha filha,
além de tantas outras conquistas que podem não ser tão ex-
pressivas quanto seriam se eu
morasse em uma cidade grande, mas são elas que me fazem
ser quem sou hoje. Sou eternamente grata ao Nelson
Duarte, meu amigo, compadre
e mestre. Acho sublime o trabalho de escrever um texto que
será rapidamente impresso, distribuído e descartado, sem a
certeza de que será lido ou se
apenas servirá de embrulho a
cerâmicas.
Mesmo assim se escreve,
porque essa é a missão do jornalista comprometido. Vida
longa e próspera ao JS!
ANA PAULA HORTA
Professora na Libertas
Faculdades Integradas e
assessora de comunicação
da Câmara Municipal
ACISSP E JORNAL
DO SUDOESTE:
INSTITUIÇÕES
CO-IRMÃS
tória e, mais ainda, por ter iniciado a minha vida profissional em um periódico que tem
tanto compromisso com os
valores éticos e com a imparcialidade, tão prezados no meio.
Foi no Jornal do Sudoeste que
eu tive a certeza de que o jornalismo seria a minha vida.
NÁDIA BÍCEGO
Assessora de Comunicação
do deputado estadual
Cássio Soares
, extensivo a toda equipe ,
pelos 30 anos .
GERALDO ALVARENGA
RESENDE FILHO
Desde quando me tornei
presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São
Sebastião do Paraíso (ACIS
SP), há cerca de 20 anos,
estamos sempre juntos com
o Jornal do Sudoeste.
É um veículo que sempre
promoveu o melhor relacionamento, por causa dos profissionais que possui, principalmente por seu diretor,
Nelson de Paula Duarte, um
jornalista que nunca pensou
em usar meias palavras e
nem meias verdades. É colocado no jornal aquilo que
ele realmente acredita que
deve colocar.
Eu reconheço que isso é
muito importante para a comunidade paraisense, não só
politicamente, mas para todos os setores da economia,
social e esportivo da cidade.
Trinta anos para um jornal do interior é muito mais
difícil do que para um veículo de um centro maior, afinal a pressão é muito grande. Porém, nesses 20 anos
que conheço Nelson de Paula
Duarte, vi vários jornais abrirem em Paraíso e não sobreviveram.
Repito: O Jornal do Su-
doeste não trabalha com meias palavras e sim com a realidade. Por isso que sobreviveu.
Sua abrangência regional
carrega esse perfil, sem se
preocupar com interesses
políticos, pessoais e sociais,
mas se preocupa com a realidade, confia nos fatos e
considera cada envolvido.
Isso gera confiança.
A ACISSP sempre foi muito valorizada com as verdades do Jornal do Sudoeste,
que é nossa fonte de referência histórica. Não sou eu que
estou dizendo, são os anais
da história registrados pelo
Jornal do Sudoeste que estão dizendo.
AILTON ROCHA DE SILLOS,
engenheiro, presidente da
Associação Comercial,
Industrial, Agropecuária
e Serviços de São
Sebastião do Paraíso
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
O Jornal do Sudoeste
nestes 30 anos de existência se destacou pelo caráter
pluralista do seu conteúdo,
oportunizando aos seus leitores o contato com uma
enorme riqueza de publicações informativas e formativas.
Graças à visão empreendedora e democrática do
seu diretor Nelson de Paula
Duarte, desde abril de 1993
o JS mantém ininterruptamente uma coluna de xadrez denominada “XequeMate”.
O termo faz referência
ao ápice em uma partida de
xadrez, que é quando o enxadrista cerca o rei do adversário, ganhando o jogo.
Nada melhor então do que
o termo mais comum usado
neste jogo milenar ter dado
nome à coluna!
Foi através das páginas
do JS que o xadrez ficou conhecido em São Sebastião
do Paraíso e região. Pessoas que nunca jogaram xa-
drez, através da hoje tradicional coluna “Xeque-Mate” passaram a simpatizar com este
esporte através das histórias
dos atletas retratados na coluna.
Numa linha de edição de
vanguarda, antes mesmo de o
xadrez ter sido considerado
esporte pelo Comitê Olímpico
Internacional – COI (fato que
ocorreu em junho de 1999),
muito antes que o xadrez chegasse a um Pan (fará parte
dos jogos em 2019, no Peru),
antes que a grande mídia fizesse matérias longas como a
do Esporte Espetacular da
TRINTA ANOS
JORNAL DO
SUDOESTE
Vamos fazer diferente. Em
1985, há três décadas, nascia
o Jornal do Sudoeste. Já pensaram?! Trinta anos. E se ele
não existisse? O que seriam das
cidades e da região sem a publicação das notícias e dos
acontecimentos daqui e dali de
abrangência e de cobertura deste bi semanário? Perderíamos
esse acervo. Nem pensar!
Ele promove uma malha de
comunicação em diversas cidades, inclusive aqui em Jacuí.
Sem as informações pontuais,
ficaríamos à deriva. Estaríamos órfãos de pai e mãe. É,
fico pensando, um Jornal dá
vida à sua cidade, à região, que
fica à espera da chegada das
quartas e sábados para inteirarse dos assuntos da atualidade.
Seja de cunho político, social,
do mundo dos negócios, da
educação, cultura, das artes e
dos fatos diários, como policiais, do trânsito, do tempo, entretenimento... Não dá para ficar sem o seu, o meu, o nosso
imparcial Sudoeste.
Afeiçoamo-nos a ele. Ele
chega às bancas, aos nossos
lares e instituições, de mansinho, e prontinho para ser devorado pelos seus fiéis leitores.
Mas, para que tudo isto aconteça, a edição de um jornal passa pelas “agruras” de um editor, não é, Nelson Duarte?
Quem assume a responsabilidade de editar uma publicação,
seja um simples boletim, bem
sabe o que lhe está reservado.
É a composição, a paginação,
o preparo do “boneco”, o formato, o tipo, a impressão, os
custos, as matérias, a seleção
destas em consonância com a
realidade e a aceitação pelo pú-
Jornal do Sudoeste
Rede Globo (reportagem
com o atual campeão mundial Magnus Carlsen no quadro Super-Humanos)... o xadrez já figurava nas páginas
do JS dividindo espaços nobres com outras modalidades
desportivas e áreas do conhecimento humano mais
populares.
A comunidade enxadrística agradece aos irmãos José
Antonio Nogueira e Roberto
Nogueira (antecessores deste colunista e que responderam juntos por 13 anos da
coluna “Xeque-Mate”), ao
diagramador Vasco Caetano
Vasco e especialmente ao
diretor Nelson Duarte pelo
precioso espaço cedido ao
xadrez no JS.
Que o JS siga firme em
sua trajetória de sucesso...
que venham os próximos 30
anos!
GERSON PERES BATISTA
Enxadrista, professor de
Xadrez, Escritor, Editor do
site Clube do Xadrez Online
blico. A reunião de pauta. É uma
série infindável de providência
e exigências que devem ser
atendidas a tempo e a hora, até
que o produto final venha à luz.
E quando finalmente isto se
verifica, já está na hora de repetir todo o ciclo para a preparação do próximo número.
Não é de se admirar que
muitos veículos de comunicação desaparecem depois de
poucos números, por pura
exaustão de seus responsáveis,
quando não, devido ao alto custo de impressão.
Parabéns, equipe jornalística, que dá duro diuturnamente para que tudo ocorra na
mais perfeita ordem em todas
as colunas e bastidores. Fico
feliz e orgulhoso em contribuir
de vez ou outra, de alguma forma, num pequeno grande espaço. E grato pelo convite de
participar desta edição especial. Trinta anos sempre renovando, inovando para um novo
tempo que sempre vem.
FERNANDO DE MIRANDA JORGE
Jacuí/MG
E-mail: [email protected]
página 21
TRINTAANOS
TRABALHANDO
PELO QUE É BOM,
PELO QUE É BELO,
PELO QUE É ÉTICO
“A imprensa é a vista da
Nação. Por ela é que a Nação
acompanha o que lhe passa ao
perto e ao longe, enxerga o que
lhe malfazem, devassa o que lhe
ocultam e tramam, colhe o que
lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alveja, ou nodoam,
mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça.” – Rui Barbosa (1849 - 1923),
na conferência “A Imprensa e o
Dever da Verdade.”
Comecei a escrever no Jornal
do Sudoeste, de maneira periódica, semanalmente, em novembro de 1996, com a crônica
“Mutirão de cultura”, na qual
propunha que as pessoas que
têm algum conhecimento (diante
da imensidão de tudo, temos que
convir que o maior dos nossos
sábios estaria – se tanto! – no
Jardim da Infância do universo)
deveriam promover mutirões de
cultura em todas as cidades, em
todo o mundo, com o fim de, seguindo a orientação da oração de
São Francisco, “levar a luz onde
existem trevas”.
Há 2.500 anos Sócrates já
ensinava, nas ruas de Atenas,
que: “O conhecimento do que é
certo leva ao agir certo.” Ou seja,
ninguém erra voluntariamente.
No moço indolente, no rico egoísta e no pior dos criminosos há
um ponto comum: falta sabedoria.
Bem sei que essa ideia ainda
é utópica na sociedade em que
vivemos, porque cada pessoa
está preocupada com suas próprias coisas, seus próprios amores, sua própria vida. Mas, dia
chegará em que compreenderemos que nossa vida, nosso bemestar, estão intimamente relacionados com a vida e o bem-estar
do próximo..
Nessa época, o Jornal do Sudoeste já era um garotão robusto de seus dez, onze anos, sempre lutador, sempre combativo,
nunca se prestando a negociar a
COMUNICAÇÃO
É PROGRESSO
Todos nós paraisenses devemos nos vangloriar de termos em
nossa cidade, duas vezes por
semana, o Jornal do Sudoeste. O
jornalismo foi implantado há vários anos. E nada mais justo do
que relembrar as histórias de
Hypólito José da Costa, que em
junho de 1808 começou a publicar em Londres a primeira edição
do “Jornal Correio Braziliense”
que chegava ao Brasil e Portugal, na calada da noite, como
contrabandeado.
A publicação foi proibida de
circular no Brasil e em Portugal
devido aos artigos que pregavam
a liberdade de expressão, a independência do Brasil, além de condenar a aristocracia parasitária do
Reino e a exploração econômica
de Portugal em relação ao Brasil.
Era a censura em pleno vigor.
Hoje, a liberdade de expressão é esbanjada pelo rádio, pela
televisão e até pelos próprios jornais.
Graças a direção firme de Nelson Duarte, o Jornal do Sudoeste goza da maior liberdade de expressão, mas com respeito e dig-
SUDOESTE EM FESTA!
Que satisfação poder fazer
parte desta comemoração dos 30
anos do Jornal do Sudoeste!
Mais ainda, poder contar com
a amizade e incentivo do grande
jornalista, Nelson Du-arte!
Nesta edição especial, amigo,
desejo que conquiste cada vez
mais seus objetivos que é a de
levar informação de verdade não
só para a população de São Sebastião do Paraíso, como de toda
região.
Um jornal comemorar 30
anos, não é só mais um ano
contabilizado. São mais de
1920 edições feitas semanalmente, ininterruptamente, para que o
JOEL CINTRA BORGES
Médico Veterinário,
Enxadrista, Escritor, Editor
do tablóide Mensagem
Espírita, produzido pelo
Jornal do Sudoeste
nidade para com as notícias e o
seus leitores.
Nesses 30 anos de existência
do nosso jornal, não só Paraíso,
mas todas as cidades que envolvem o Sudoeste mineiro são premiadas duas vezes por semana
com edições que o Nelson não
deixa de publicar, mantendo bem
informados os leitores de toda a
região.
Como um dos mais antigos jornalistas do Brasil, muito me honra
estar nas páginas do Jornal do
Sudoeste ,às quartas e aos sábados, procurando sempre manter os
leitores bem informados. Parabéns
ao Nelson e a toda sua equipe.
Parabéns, a minha querida São
Sebastião do Paraíso.
GILBERTO AMARAL,
Jornalista paraisense,
Cronista e Colunista Social
radicado em Brasília
Só nós, que estamos por trás
de um jornal, sabemos o quão
penoso e trabalhoso é honrar
esta missão que inclui ter ética,
honestidade, transparência e
vontade de fazer justiça social
para toda uma população.
Que toda equipe do Jornal do
Sudoeste continue com essa garra e competência, além do digno
reconhecimento de leitores, autoridades e amigos pela tarefa
que o fazem tão bem!
leitor receba em casa, notícias
que fazem parte da sua vida e da
sua família, da sua cidade. É um
histórico registrado em papel de
fatos relevantes para toda uma
sociedade.
GOLPE, NUNCA MAIS
Estamos constatando que
vigora atualmente, muito ódio e
raiva na sociedade, pela situação
geral de insatisfação que perpassa a humanidade. O mal estar é
singular e, em nossa opinião,
deriva das vitórias do partido
político que governa o país há
doze anos e meio, com suas políticas de inclusão social, que beneficiaram trinta e seis milhões
de pessoas, e elevaram quarenta
e quatro milhões à classe média.
O privilegiados históricos, as
classes alta e média alta se assustaram com o pouco de igualdade conseguida por aqueles que
estava fora. O fato é que, por um
lado, vigora uma espantosa concentração de renda, e por outro,
uma desigualdade social que se
conta entre as maiores do mundo. Essa desigualdade se diminuiu significativamente nos últimos anos, mas é ainda muito profunda, e um fator de desestabilização social.
Tal fato “fez surgir um fenômeno nunca visto antes no Brasil: um ódio coletivo da classe
alta, dos ricos, a um presidente.
Não é preocupação ou medo, é
ódio”, lembrando as efígies reacionárias e simulacros hipócritas
da moralidade”, da antiga UDN
– União Democrática Nacional -,
que quando percebiam seus interesses em risco, batiam às portas dos quartéis e rasgavam a
Constituição à “golpes de baioneta”.
Hoje mudaram o tom. Continuam batendo, mas batendo panelas, porém quando veem a polícia batendo em professor, fingem que não é com eles. Têm
toda a razão de bater panelas
contra a corrupção na Petrobras.
Mas por que não batem panelas
quando Eduardo Cunha, o líder
dos black blocs, vai em rede nacional dizer que trabalha “para o
povo”, “sempre atento à governabilidade do país”?
verdade. Vendendo o produto de
suas ideias, mas nunca sua ideia,
seu compromisso com o que é
certo, justo, verdadeiro.
Nesses quase vinte anos tenho feito parte, ainda que de forma muito modesta, do excelente
corpo redacional do jornal, sempre capitaneado pelo jornalista e
proprietário Nelson de Paula
Duarte, pessoa culta, sensível,
inteligente.
Nessa oportunidade festiva
de aniversário de trinta anos, a
Aliança Municipal Espírita de
São Sebastião do Paraíso, presta, de público, um preito de gratidão a esse jornal, legítimo portavoz do Sudoeste de Minas Gerais, pelo apoio (no amplo sentido da palavra) que tem dado ao
Mensagem Espírita, desde seu
nascimento nos idos de setembro de 1991. Fazendo questão de
ressaltar a figura do grande
diagramador (pessoa que entende de computador como poucos!)
Vasco Caetano Vasco, que muitas vezes trabalha de noite para
que às primeiras da manhã nosso
mensário já esteja circulando.
Por que não batem panelas
contra a compra de votos para a
reeleição de FHC? Por acaso,
apoio na Câmara é mais grave do
que pagar emenda na Constituição?
Como podem não bater panelas contra o anel de pobreza que
desde sempre engloba as metrópoles brasileiras; essa Faixa de
Gaza de tijolo aparente onde se
amontoa boa parte da população?
Por que não batem panelas
contra o estelionato eleitoral do
PSDB, que elege repetidamente
um governador tipo “gerente”,
prometendo “eficiência” em cada
sílaba, mas coloca São Paulo à
beira do “colapso hídrico?”. Um
cristão que dizem, ardoroso admirador da “Opus Dei”, cuja política, não raro participa de grupos de extermínio na periferia.
Alguns dias atrás foram 18 chacinados em Osasco e Barueri.
Imagina se fosse no Shopping
Iguatemi.
É preciso que batam panela
sim, também contra a sonegação
de impostos que enriquece os
maus empresários e prejudica a
Saúde e o ensino no país.
Esse ódio cego, essa parcialidade, esse bombardeio cirúrgico que pretende eliminar o PT, e
só o PT, para “libertar o Brasil”,
não é o desabrochar da consciência cívica.
É preciso desmontar esse
ódio. Uma sociedade que deixa
esse espírito se alastrar, destrói
Sinceros abraços da sempre
amiga
LUCINÉIA VIEIRA ESCARASSATI
Proprietária do Jornal
Correio Sudoeste/Guaxupé
os laços mínimos de convivência, sem os quais, ela não se sustenta.
Corre o risco de romper o ritmo democrático e instaurar a violência social. Depois de amargas experiências que tivemos de
autoritarismo e de penosa conquista da democracia, devemos
por todos os modos, evitar as
condições que tornem o caminho
da violência, incontrolável ou até
irreversível.
Deve-se mudar não apenas a
música, mas também a letra. Em
outras palavras, importa pensar
mais no Brasil como nação, buscando convergências na diversidade, em função de um projeto
Brasil viável e que torne menos
perversa a desigualdade.
Creio na força transformadora do amor, como vem expresso na oração de São Francisco:
“Onde houver ódio que eu leve
o amor”. O amor aqui é mais que
um afeto subjetivo. Ele ganha
uma afeição coletiva e social; o
amor a uma causa comum, amor
ao povo e à nação.
Se não encontrarmos, nem
escutarmos o outro, como vamos
saber o que pensa e pretende fazer? Então, começamos a imaginar e a projetar visões distorcidas, a alimentar preconceitos e
destruirmos as pontes possíveis
que ligam as margens.
As igrejas, os caminhos espirituais, os grupos de reflexão e
ação, a mídia e todas as pessoas
de boa vontade podem colaborar no desmonte dessa carga negativa. Nesta hora acho também
que seria bom bebermos das fontes dos doutores Tancredo e
Ulysses. “Salve a democracia.
Golpes nunca mais”. (com reflexões de Leonardo Boff).
ARCHIBALDO RICCI RAMOS
Em homenagem aos 30 anos
de luta do Jornal do Sudoeste
em prol dos ideais
democráticos e da livre
expressão de pensamento
página 22
Jornal do Sudoeste
FOTOS ANTIGAS
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
Para o jornal coexistir é preciso muita perseverança, é preciso clamar é preciso pedir,
mostrar, defender sem consumir-se ou tornar-se abstrato
sentir sem ter que sonhar ou
implorar, não iludir, manter presença, manter-se sem corromper é preciso provar e até prever, analisar, entender lados em
seu parecer hora vezes intrometer-se realizar sem ofender,
mostrar no clamor dos tempos
todos os porquês porque é preciso informar, espairecer, chocar, apaixonar, fazer compreender, marcar o tempo fazendo o
tempo parar, fazendo e mostrar
a janela do mundo tornando-se
forte sem constranger ter os
olhos clínicos ao fato, a foto, o
profissional presente que busca no intelecto e designa a ideia
para trazer o bem estar de um
povo e uma sociedade totalmente sem preconceito o objetivo
vorás nas realizações feitos aos
olhos e sentimentos de toda
plateia é preciso coragem para
iluminar as visões e ser o
guardião do tempo aos olhos do
povo num compromisso sóbrio
com a vida e com o futuro no
encontro a criatividade fazendo jus ao elogio das grandes
realizações índole justa con-
página 23
CULTURA POP “GLS”
EIS QUE SURGE O ARCO-ÍRIS...
quista o bem, estando sempre a
favor do povo e guardando o
tempo de seu tempo a mesclar
no papel sua história com a nossa história. hoje o tempo é de
Sudoeste.
Um tempo de Paraíso, tempo de trinta anos e de milhares
de vidas. Parabéns... que seja a
prosperidade de diretores, funcionários, escritores e colaboradores, o lenitivo nas realizações.
Parabéns a todos. Entre tantos
é o primeiro. podes julgar-te altaneiro, e sem modéstia hoje a
plateia te aplaude de pé ...
WALDEMAR
FRANCISCO DE PAULA
Fotógrafo, repórter
fotográfico, carnavalesco,
compositor e ator.
30 ANOS DE
REDIBILIDADE
Nunca foi, e não é fácil gerenciar e manter em plena atividade,
jornais impressos, principalmente nesta época atual, em que o
nosso país está passando por
séria crise econômica.
Os custos são enormes, e
angariar recursos financeiros
para cobrir despesas é uma tarefa que exige muito trabalho, perseverança e dedicação.
Outros fatores preponderantes para manter um jornal em funcionamento, é que o veículo de
comunicação transmita aos seus
leitores, boas informações com
imparcialidade, respeito e seriedade.
Então, não existe mágica e nem
segredo para manter em pleno
funcionamento, jornais impressos
em cidades de pequeno e médio
portes aqui no Brasil. Basta ter
dedicação, perseverança, boas
informações e o mais importante,
credibilidade.
Neste seu período de três décadas de existência, o “JS” prestou, e continuará prestando relevantes serviços de cunho social
para a população paraisense e re-
Jornal do Sudoeste
gião. Também sempre esteve empenhado na defesa e proteção do
meio ambiente.
Por esta razão o Jornal do Sudoeste completa 30 anos de fundação e merece da comunidade
paraisense e região, muito carinho, apoio, e os parabéns, principalmente ao seu diretor Nelson
Duarte, por esta data comemorativa.
Por esta razão o Jornal do Sudoeste completou neste dia 25 de
agosto, 30 anos de fundação, e de
credibilidade, então, merece da comunidade parai-sense e região,
muito carinho, apoio, e os parabéns por esta data comemorativa.
SEBASTIÃO TADEU RIBEIRO
Reporter
O pioneirismo sempre
foi uma marca constante nos 30 anos do Jornal do Sudoeste. Seja
no lançamento do caderno de Classificados, ou
nos suplementos especiais de aniversário e final
de ano, o veículo pôs-se
à frente e inovou.
Uma destas inovações foi o caderno Cultura Pop, lançado e idealizado em 1993 pelo jornalista Ro-berto Nogueira com a proposta inicial
de levar ao leitor temas
do cotidiano cultural e
popular. Dentro deste
contexto e ao longo das
edições, o tablóide —
que depois passou para
o formato standard —,
cumpriu seu papel de informar e entreter.
Nesta caminhada e
com a abertura sempre
dada pelo Jornal do Sudoeste à voz das minorias, o caderno começa
a publicar, sutilmente,
notícias mais direcionadas ao público de lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transgêneros.
Porém, todavia, entretanto, e sem deixar de lado
a ousadia, a coluna insere também frases chamativas e fotos sensuais, mas que chocam
uma pequena parcela
conservadora da sociedade. Tomando as dores
dos incomodados e
usando seu poder, o Ministério Público submeteu, em setembro de
2002, o editor responsável pela coluna, Adriano
Rosa, a um processo judicial por “atentado ao
pudor”. Cinco anos depois, o colunista é absol-
à esquerda, jornalista Adriano Rosa; ao centro, militante
dos Direitos Humanos, advogado Paulo Tavares Mariante;
e à direita, Marcelo Dias, do Movimento Gay de Alfenas
vido por falta de provas.
Nitidamente este ato do
MP feriu a liberdade e o direito de expressão dos
LGBTs. Como forma de
protesto, o Cultura Pop
adota a sigla GLS (Gays,
Lésbicas e Simpatizantes)
em seu logotipo e as notícias dirigidas a este público, antes veiculadas uma
vez por mês, passam a
ser publicadas toda semana nos dez anos seguintes ao fato.
Com exceção do jornal
O Tempo, produzido em
Belo Horizonte e que, por
muitos anos, manteve
uma coluna aos sábados
dedicada ao público LGBT,
não se tem notícia de que
outro jornal impresso no
Estado de Minas Gerais
tenha dado, por tanto tempo, tamanho espaço a um
segmento que, infelizmente, ainda sofre discrimina-
ção e preconceito por boa
parte da população, mesmo com o aumento da visibilidade registrada em
números de milhares nas
Paradas de Orgulho, ou
através da inserção de
personagens em filmes e
tramas novelescas, sem
falar das conquistas e
avanços, muitos deles
concedidos pela própria
Justiça. Cito, por exemplo,
a união estável e a possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo. Resta transformar a homofobia em crime, mas o projeto de lei está emperrado
há anos no Congresso
Nacional, num debate ferrenho entre fun-damentalistas religiosos e a bancada mais favorável a um
Estado laico e que defenda seus cidadãos, independente de sua orientação sexual. Enquanto isto,
as estatísticas aumentam e crimes hediondos
contra homossexuais ficam impunes.
O espaço gentilmente cedido pelo Jornal do
Sudoeste fez o Cultura Pop, na fase GLS, ganhar seis prêmios durante sua existência, todos reconhecidos e entregues pelo Movimento
Gay de Alfenas (MGA),
uma Organização Não
Governamental atuante e
séria na defesa dos
LGBTs da região Sul de
Minas. A coluna levantou
sua bandeira, defendeu
as cores do arco-íris,
praticou diversidade e registrou as lutas de uma
classe, sem perder o
propósito inicial de também entreter e inovar. É
parte histórica destes 30
anos do jornal!
Adriano Rosa
Jornal do Sudoeste
página 24
A cara do jornal
também passa
pela diagramação
Tem um dito popular que
diz: “A primeira impressão é
a que fica”. E, no caso do
Jornal do Sudoeste, desde
a sua “primeira impressão”
em 1985, este aspecto sempre foi valorizado e levando
em conta pelos seus fundadores. A cara do jornal também passa pelo item diagramação, que diz respeito à distribuição dos elementos gráficos no espaço limitado da
página que vai ser impressa
ou outros meios. É uma das
práticas principais do design
gráfico, pois a diagramação
é essencialmente design gráfico.
As primeiras edições do
Jornal do Sudoeste foram
diagramadas na gráfica do
jornal Diário em Ribeirão
Preto/SP, onde o jornal também era impresso. Inicialmente em preto e branco, no
formato standard — medida
com 55 cm na vertical x 30
cm na horizontal (aproximadamente) —, com matérias
distribuídas em colunas. Já
os primeiros Suplementos
publicados pelo Sudoeste
(Classificados, caderno Cultura Pop, especiais de aniversário e fim de ano, por exemplo), foram no formato
tablóide, que é o resultado da
divisão do formato standard
em duas partes, ou seja, é a
metade do formato.
Atualmente, um diagramador também tem sido considerado, no Brasil e no exterior, um designer gráfico.
A diagramação de publicações costuma seguir as determinações de um projeto
gráfico, para que, entre outras coisas, se mantenha uma
identidade em toda a publicação. Na diagramação, a
habilidade ou conhecimento
mais importante é o uso da
tipografia, que são as fontes,
o tipo de letra para tornar a leitura mais agradável e acessível.
A disponibilização de um
texto na página, colocando seu
título e foto, levando-se em
conta a importância da matéria, é que vai orientar o diagramador na sua tarefa. As artes —
imagens produzidas para ilustrar,
como por exemplo, charges —,
também são elementos gráficos
que servem para completar visualmente ou substituir a informação do texto.
Ao longo destes 30
anos, o Jornal do Sudoeste
soube acompanhar o processo
evolutivo e a diagramação, inicialmente feita por terceiros,
passou a ser realizada na própria redação. No começo o sistema era outro, através de pastup — a montagem manual,
com cola Pritt e estilete, de cada
página da edição. Neste processo, as matérias eram “coladas”
mesmo numa grande folha de
papel, deixando um “buraco”
na folha aonde seriam inseridas
as fotos. Este material depois
viraria um fotolito, em seguida
uma chapa que era acoplada a
uma rotativa até se transformar
em jornal.
A composição manual,
ou seja, a colocação dos tipos
lado a lado para formar os textos, foi mecanizada em fins do
século XIX com a criação do
linotipo (por Ottmar Merghenthaler, em 1886) e do monotipo
(por Tolbert Lanston, em
1887). Ambas eram máquinas
muito grandes e complexas que
fundiam e alinhavam os tipos
de chumbo a partir do texto
selecionado em um teclado.
Com o tempo, o termo linotipo
passou a designar estas máquinas, com seu operador sendo
chamado linotipista. A partir
dos anos 1940, começa a se
impor a fotocomposição, sistema que usa matrizes fotográficas dos tipos que são
reduzidos ou ampliados por
lentes, mas apenas com a
popularização do “offset”
nas décadas de 1960/70 essa
tecnologia passa a ser largamente usada, superando o
linotipo. Uma outra técnica
de impressão surgida nessa
época foi a de letras transferíveis (transfer), prática e
acessível, embora limitada a
pequenas sequências de texto. Adquiriu especial popularidade a empresa Letraset,
cujas lâminas foram largamente usadas por designers
e publicitários.
O advento da computação gráfica nos anos 1990
tornou a tipografia disponível para designers gráficos
em geral e leigos. Hoje qualquer um pode escolher uma
fonte (tipo de letra) e compor um texto simples em um
processador de texto. Mas
essa democratização tem um
preço, pois a falta de conhecimento e formação adequada criou uma proliferação de
textos mal diagramados e
fontes tipográficas deficientes. Talvez os melhores exemplos desse fenômeno possam
ser encontrados na internet.
Hoje todo o processo de
produção e diagramação no
Jornal do Sudoeste é computa-dorizado, as fotos são
tiradas em máquinas digitais,
as cores passaram a fazer parte das publicações, as fontes
se modernizaram e o arquivo
final, na extensão PDF, é enviado em questão de minutos
para a gráfica em São Carlos,
onde o jornal é impresso.
Desde 1990, a diagramação no Jornal do Sudoeste
está a cargo do funcionário
Vasco Caetano Vasco.
A propaganda
é a alma do negócio
Uma das fontes de sobrevivência do Jornal do Sudoeste ao longo destes 30 anos,
sem sombra de dúvidas, foi o
apoio recebido por parte de
seus anunciantes, uma gama de
pessoas físicas e jurídicas que
passaram a ver no jornal um
meio de divulgar seus serviços
e ofertas. Importante também
as publicações institu-cionais
vindas do Governo do Estado,
de Câmaras municipais e prefeituras. Aqui entra o quesito
credibilidade, pois ninguém
vai anunciar seu produto em
algo que não lhe dê algum retorno.
Já nas primeiras edições vemos propagandas de empresas
paraisenses que estavam apostando no jornal, colaborando
para sua expansão e, claro,
para a vinda de novos anunciantes. Algumas nem existem
mais; outras até hoje continuam divulgando no Sudoeste
que ampliou seu potencial e
abrangência.
A Indiana, Autopema, Beco
Magazine, Copave, Jonara Veículos, Laticínios Cadacaan,
Lopas Pepê, Papelaria Paganello, Pavel, Saema, Tok Mágico e Tony’s Magazine são
exemplos de empresas paraisenses que, durante sua existência, fizeram propagandas no
jornal. Da região, há registros
de anúncios no Sudoeste do
Hipermercado Carrefour e da
loja Estrela d’Oeste Materiais
para Construção (ambas de
Ribeirão Preto) e do Supermercado Orca (Passos).
Clélio Antônio Ferrei-ra da
Silva, popular Tiel, responsável atual pelo setor de vendas e
publicidade do Jornal do Sudoeste, acredita que o grande
desafio é vender os cadernos
especiais, e estar sempre antenado nas datas especiais,
como Natal, dia das Crianças,
dia das Mães e aniversários
das cidades de Paraíso e região para agregar valor junto
aos anunciantes das edições de
quartas-feiras e aos sábados.
Outras edições importantes
também são especiais, como
o caderno de Construção e
Agronegócios. “Sinto-me orgulhoso e feliz quando chego
para oferecer os espaços publicitários e os anunciantes
falam: o que você trouxe de
bom para oferecer. Agradeço
a todos a atenção e carinho”,
afirma.
Outra fonte importante de
anúncios, um grande filão na
época do seu lançamento
(1987), foi o caderno de Classificados, proposto pelo então
funcionário Claudinei Aparecido de Oliveira, um espaço aberto inicialmente em formato
tabloide com quatro páginas e
que, depois, passou a compor
as páginas internas do jornal.
Atualmente o Sudoeste dedica na edição dos finais de semana, um caderno inteiro para
os Classificados, com anúncios de compra, venda e serviços. Na edição de quarta-feira,
são duas páginas.
Anuncie você também no
Jornal do Sudoeste!!!
São Sebastião do Paraíso-MG e Região
29 de Agosto de 2015
A importância da
fotografia para o jornal
Se você perguntar para alguma pessoa leiga no campo
do jornalismo, “qual a importância da foto para o jornal?”,
ela diria que a foto serve para
ilustrar a matéria. Ela não está
errada, mas a foto é mais que
isso. A presença da fotografia
leva mais credibilidade ao leitor. Por meio dela confirmamos
o que estamos dizendo na matéria e mostramos que o jornalista esteve no local dos fatos.
Além disso, a fotografia
serve também para chamar
atenção em uma matéria. Por
meio dela podemos chamar o
leitor para se aprofundar mais
ao conteúdo que a acompanha.
Uma foto pode dizer muito.
Matérias que envolvem denúncias, por exemplo, são um
prato cheio para uma fotografia. A comprovação dos fatos
podem vir através delas. Por
isso, a foto tem o seu diferencial, que é contar por meio da
imagem o que o texto diz. As
legendas também são fundamentais para contextualizar o
momento. A própria foto pode
ser a notícias, às vezes.
O que seria de uma matéria
ou um artigo sem uma foto que
retratasse o significado do que
está se tentando expressar através das letras? Dizem que
“uma imagem vale a mil pa-
lavras”... Uma fotografia representa o sentido, a ideia e na
maioria das vezes modifica a
pauta, haja vista que o signo
superou o significado…
A invenção da fotografia,
no século XIX, foi uma das
maiores criações humanas,
mudando a história da humanidade e proporcionando ao
homem um instrumento fundamental na busca da própria
identidade. A importância da
fotografia é tão extraordinária
que não se pode imaginar um
ser, uma família, uma sociedade, mesmo as mais primitivas,
que não tenha sido fotografada. A fotografia capta um
momento, uma realidade presente/passado, no momento
que ocorre, momento único,
jamais repetido, jamais
revivido. A foto é a testemunha ocular do fato, é a comprovação do ocorrido, é a existência contida na imagem.
O registro fotográfico proporciona comunicação, é fator
de
reflexão
e
de
questionamento, revela mil
possibilidades de interpretações, ainda que num momento
congelado e guardado para
sempre. A foto motiva mudanças de comportamento e de
pensamento, é força motriz de
relacionamentos e cria empatia
entre o fotógrafo e o ser fotografado.
Se “a imagem diz tudo”, no
Jornal do Sudoeste — agora
com páginas coloridas, este
complemento é de suma importância para acompanhar as
matérias. O uso da fotografia
está presente no jornal desde a
sua primeira edição. No início,
os trabalhos eram feitos pelos
fotógrafos Valdívio de Souza
Santos e Waldemar Francisco
de Paula, que iam in loco registrar os fatos e depois revelar os filmes. O arquivo do jornal é imenso, um acervo contendo rolos e mais rolos de filmes em preto e branco e também coloridos, além de um
incontável número de fotos.
Uma exposição está sendo programada para mostrar ao público/leitor este banco de imagens que contém muitas histórias. Hoje as máquinas fotográficas também evoluíram e até
com um simples celular se registra imagens. A revelação em
câmera escura (ou em equipamentos modernos) é pouco
usada, já que os arquivos são
em formato digital e aquele processo manual de “tratar” a
foto, hoje se faz em questão de
minutos com o auxílio de programas de computador, como
o Photoshop.
AGRADECIMENT
OS
GRADECIMENTOS
PARA LÁ DE ESPECIAIS
Em 1º lugar, a Deus por nos
oportunizar esta tarefa e nos dar
sustentação para mantê-la. A
você que lê, compra em banca
ou assina o Jornal do Sudoeste. Em seguida, a todos os nossos anunciantes e patrocinadores.
Mauro Pimenta, co-fundador do Jornal do Sudoeste.
À Maria de Fátima Stefani Duarte, Sheila Stefani
Duarte e Ricardo Rezende,
Cibelle Cristina Duarte Almeida e Rodrigo Almeida,
Elisa de Paula Duarte, José
de Paula Duarte e Ana Cândida Duarte (em memória),
Neusa Duarte Furtado,
Dimas Furtado, pelo apoio e
incentivo.
Também estendemos nosso
“muito obrigado” (em ordem
alfabética) àqueles que fazem e/
ou fizeram parte desta jornada...
Aos nossos entregadores
– o Jornal do Sudoeste chegando até você:
Ailton (Monte Santo de Minas) Agnaldo, Antony Michel
(Billy Paul), Carlinhos Filadélfia, Carlinhos Baruera, Cleyton,
Dalnetes, Dídimo de Salles,
Francisca (em Itamogi), Guilherme Tassin, Integrantes da
extinta Guarda Mirim, coordenados por Darci Ferreira,
Luizão, Marco, Raimundo (em
Jacuí), Rodrigo Dias, Rodrigo
Rogério, Samuel de Salles,
Tárcio, Tarcísio, Tiago B-boy.
Aos nossos parceiros, proprietários de Bancas de Jornais e Revistas:
Estevam
Nascimento,
Estevinho e Carlos Roberto –
Calvet (Banca da Matriz),
Vanderlei Alves Rodrigues (Banca da Abadia), Juliano Carlos Biju e Viviane (Banca da Rodoviária).
Aos nossos repórteres – as
imagens fotográficas e matérias bem redigidas que você lê no
Sudoeste:
Adriano Rosa, Ana Carolina
Bonacini, Ana Paula Horta, Antônio Vicente (Toninho Telephoto), Cristiane Bindewald,
Elesângela Oliveira Ribeiro, Flávia Dramis Pimenta, Heloísa
Aguieiras, João Oliveira, João
Roberto Nogueira, José Antônio Nogueira, Josete Alves,
Jucelino Urias Dias, Marcelus
Dias Peres, Marcos Machado,
Marilda Lizarelli, Nádia Bícego,
Otail Ferreira, Paulo Henrique
Delfante, Pedro Delfante, Ralph
Diniz, Selma Braia de Souza,
Valdívio de Souza Santos,
Waldemar Francisco de Paula,
Weber Aguiar.
Aos nossos colunistas –
textos e artigos assinados para
o Sudoeste:
Alexandre Pereira (Passos)
Ângelo Português (Itamogi),
Antonieta Símaro Campos, Bia
Pardini, Carlos Kley, Cilas Campos (pastor), Conceição Borges
(Sãozinha), Daniela Peres,
Dinah Miranda, Douglas Melo,
Edson Vander, Edson Clarismundi, Elimar Formágio, Elisângela Formágio, Ely Vieitez Lisboa, Estela Nascimento, Fernando de Miranda Jorge, Flávio Farina, Gérson Peres Batista, Gilberto Amaral, Guariguasil
(Guari), Joel Cintra Borges, Joel
Henrique (Joel na Balada), José
de Paula Duarte, José Paes,
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da Silva, Luciana Teixeira Mendes, Luiz Ferreira Calafiori,
Marcel Borges, Marco Antônio
Westin, Marcos do Carmo,
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Bícego, Marília Neves, Mauro
Alves Ferreira, Michele Caroline
Luz, Nelson Gadi, Nicolas
Coca, Olavo Borges, Osvaldo
Freire, Renato Zupo (juiz), Rogério Calçado Martins, Rosilena
Grillo, Rubens Mariano, Sebastião Pimenta Filho, Sebastião
Tadeu Ribeiro, Sérgio Magalhães, Silmara Ortega Queiroz,
Thiago Pedroso.
Aos nossos funcionários –
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Cleber Grillo, Cidinha Cristiane
Francisconi, Guilherme Cintra
Borges, Hercules Nobrega,
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Salles, Fernando Bonifácio,
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IN MEMORIAN – nossa
gratidão também àqueles que
ajudaram a fazer a História do
Sudoeste:
Aparecida Silva (Efígie
Foto), Humberto Alencar, Senhor Lourival (antigo proprietário Banca da Rodoviária),
Manoel Ribeiro dos Santos
(Lé-rinho), Nelson Agueiras,
Nilce Godinho, Paulo Adriano
de Souza, Sebastião Antônio
da Silveira, Zarife Fadul (Pratápolis)
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