VESTIBULAR
JULHO 2008
Inscrições
ficam abertas
até 27 de junho.
Pág. 5
Foto: Thiago Altafini | Direção de Arte: Christian de Oliveira
JUNHO 2008
UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA
ANO 24|EDIÇÃO 401
2
CARTAS
CARTAS
O Acontece Unimep é uma
publicação do Departamento de
Comunicação e Marketing da
Unimep (Universidade Metodista
de Piracicaba)
Capa
Divulgação
Gostaria de agradecer e parabenizar a equipe do Acontece Unimep pela reportagem realizada sobre minha ida à Rússia. Abraços.
Reitor
Davi Ferreira Barros
João Paulo Borin
Professor do mestrado em
educação física da Unimep
Pró-reitor administrativo
Sérgio Marcus Nogueira Tavares
Pró-reitora de graduação e
Biologia
educação continuada
Rinalva Cassiano Silva
Pró-reitora de pós-graduação,
pesquisa e extensão
Rosa Gitana Krob Meneghetti
Gerente de Comunicação e
Marketing
Jorge Vidigal da Cunha
Coordenação e Edição
Celiana Perina - MTb 31.320
Textos
Angela Rodrigues
Celiana Perina
Vanessa Piazza
Acabei de ler o Acontece nº
400. A matéria de capa – escrita
pela jornalista Angela Rodrigues – está maravilhosa. Sem
contar as fontes excelentes,
como a Márcia Antônio e a professora Telma Regina de Paula
Souza, do curso de psicologia,
realmente credenciadas na discussão.
Fotografia
Thiago Altafini
Estagiária
Vanessa Piazza
Seção Foca
Ariane Belardin
Nele Melo
Projeto e Diagramação
Ozonio Propaganda e Marketing
Fotolito e Impressão
Gráfica Mundo Digital
A Unimep é mantida pelo Instituto
Educacional Piracicabano (IEP)
Rodrigo Alves
Repórter de cultura do
Jornal de Piracicaba
Nota Fiscal
A idéia da matéria a respeito da Nota Fiscal Paulista foi
muito boa. Concordo com todos
os tópicos abordados pelo professor Geraldo Romanini, mas
também acredito que a lei possa
se adequar conforme as necessidades.
Conselho Diretor do IEP
Paulo Borges Campos Júnior
(presidente); Márcio Rillo
(vice-presidente); Clóvis de
Oliveira Paradela (secretário);
Misael Lemos Silva (titular);
Vânia Aparecida Ferreira
Sakiyama (titular) e Leila
Machado Pereira (suplente)
Diretor Geral do IEP
Davi Ferreira Barros
Cristiano José Beloto
Aluno de pós-graduação em
estratégias contábeis
Ilustrações
“Leio sempre o Acontece
Unimep e observo a falta de
ilustrações e até de uma seção de
quadrinhos. Acho que deveriam
dar mais espaço às artes gráficas,
junto com as reportagens”.
Antônio Santos
Desenhista aposentado
Senti falta no último Acontece de matérias voltadas à área
de ciências biológicas. Muitos
textos trouxeram à tona assuntos
ligados somente à área de gestão
e negócios e administrativos.
Alex Antunes
Biólogo e pesquisador científico
Formato
Apesar de mais simples, tenho
visto alguns progressos no novo
formato do Acontece. Quero destacar que o jornal está cada vez
mais jovial e próximo, sobretudo,
dos alunos. Um jornal universitário quanto mais jovial, quanto
mais realista e menos sensacionalista, quanto mais democrático e
menos oligárquico, decerto mais
irá atender o seu papel social.
Parabéns, continuem a progredir
rumo à cidadania.
Octávio Goio
Aluno do mestrado em
direito internacional
Participação
Agradeço a oportunidade de
poder levar a todos unimepianos
um pouco do que vivi e vivo aqui
no México por meio do texto
“México que Conheci”, publicado na página 2 da edição passada.
Também aproveito para parabenizar minhas companheiras de
universidade Tati Ceron e Paula
Martim pela matéria na seção Focas. Ótimo trabalho meninas. Sucesso para todos meus amigos de
carreira, muito gás aí nessa etapa
final. Um beijo.
Lilian Migliorini Andrade
Aluna do 7º semestre
de jornalismo em
intercâmbio no México
Participação 2
Gostei muito da versão digital
(pdf) do Acontece. Desconheço
os critérios para publicação de
notícias no jornal.
Ana Maria Carrão
Professora do curso de
administração e coordenadora
do Centro de Estudos e
Pesquisa em Administração
(Cepa)
Nota da redação
O Acontece Unimep é um jornal mensal com “alma” de revista,
portanto, temas variados podem
integrar suas edições. Ele é uma
espécie de “drops” com assuntos
que têm a proposta de instigar à
reflexão e também entreter. Para
as pautas são priorizadas informações de interesse geral, assim
como as inéditas. Toda informação que chega à redação é avaliada e quando não publicada no jornal, é divulgada em outros canais
de comunicação da universidade,
como a seção de notícia no site
www.unimep.br, na seção destaques da intranet (nosso contato
interno de responsabilidade da
Assessoria de Eventos) ou ainda
em divulgações externas.
O Acontece Unimep passa
a publicar, a partir dessa
edição, as principais modificações ocorridas nos
últimos dias no portal da
Unimep, implantado no
dia 10 de fevereiro. Por
ser a internet um canal de
comunicação dinâmico, a
construção e o aprimoramento do portal são constantes. O www.unimep.br
é veículo de divulgação
institucional, de suas atividades, eventos e setores,
apresentando a produção
acadêmico-cultural docente e discente. Confira
as principais mudanças.
»» Editais de
Contratação
No rodapé do menu principal foi adicionada a seção Edital, que traz a lista
de vagas que estão abertas
para contratação de professores e funcionários.
»» Contatos de
Setores
Agora, encontrar telefones
e e-mails ficou mais fácil.
Foi adicionado em cada
página do site, abaixo do
submenu, os contatos de
cada setor.
»» Unimep TV
Na página principal, abaixo do ícone do Acontece
Unimep (pdf), se encontra
agora um link que dá acesso ao site da Unimep TV.
»» Google Maps
PARTICIPE
Envie críticas, comentários
ou sugestões sobre o conteúdo geral ou específico do
Acontece Unimep.
Email: [email protected]
Telefone: 19 3124.1646
Já se encontra disponível
na seção Campi, especificamente nos campi Taquaral e Centro, ambos em
Piracicaba, um serviço de
pesquisa e visualização de
mapas e imagens por satélite da Terra do Google.
AMBIENTEUNIMEP
WEB
3
CAM
Salvino em pontos turísticos no México
Ana Cristina e professora Ester examinando voluntária
ANTICONCEPCIONAIS
Mulheres sadias que usam anticoncepcionais têm a probabilidade
de desenvolver genes que podem
ocasionar doenças cardíacas a curto ou a longo prazo? Esse é um dos
questionamentos a ser respondido
na pesquisa orientada pela professora dos cursos de fisioterapia e de
mestrado em fisioterapia da Unimep, Ester da Silva, e desenvolvida por Ana Cristina Silva Rebelo,
23, da Universidade Federal de
São Carlos (UFSCar). A iniciativa,
inédita no Brasil, é fruto da tese
de doutorado Influência do Uso
de Contraceptivos Orais sobre as
Variáveis Cardiovasculares, Ventilatórias e Metabólicas de Mulheres
Saudáveis, de cunho interinstitucional, já que é uma parceria entre
a Unimep, a UFSCar e a Faculdade
de Medicina de Ribeirão Preto da
Universidade de São Paulo (USP).
Para compor a pesquisa, as
voluntárias – mulheres com idade
entre 20 e 40 anos – fazem exames
gratuitos no laboratório de fisioterapia cardiovascular da Unimep
(bloco 2 do campus Taquaral),
em parceria com o laboratório de
performance humana (bloco 11 do
campus Taquaral). As participantes realizam teste cardiorrespiratório, eletrocardiograma completo,
exame de sangue e verificação da
propensão à doença cardíaca pelo
DNA. “Alguns dos objetivos são
verificar os riscos de contraceptivo oral no coração, nos níveis de
colesterol, triglicérides e o condicionamento físico das mulheres.
Os exames avaliam os efeitos no
coração, pulmão e na atividade
metabólica, além das alterações no
organismo no decorrer da idade,
das usuárias e não usuárias”, conta
a doutoranda.
A orientadora Ester, que classifica o projeto financiado pela Fun-
dação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (Fapesp), diz
que em Piracicaba a área de fisioterapia cardiovascular é um campo
a ser explorado, já que as áreas trabalhadas hoje são traumato-ortopedia, geriatria, entre outras. “Pesquisas cardiovasculares existem
aos montes, no entanto, uma que
verifique no coração a origem ou
a possibilidade de futuras doenças
é pioneira”, diz. Também atua no
projeto, a mestranda Roberta Silva
Zuttin.
Adesão
Até o momento o estudo já teve a adesão de 160 mulheres,
mas o objetivo é examinar 340. A triagem das pacientes vai
até maio de 2009. Podem participar mulheres entre 20 e 40
anos, da raça branca, com ciclo menstrual regular, ausência de
sobrepeso, não-fumantes e sem doença cardíaca previamente
diagnosticada. Não é necessário ser usuária de anticoncepcional, pois a análise da influência dos contraceptivos é somente
um dos objetivos específicos do estudo. O projeto de doutorado
de Ana teve início em março de 2008. Janaína Bassetti, 33, assistente do setor de avaliação institucional da Unimep, foi uma
das participantes. “A maioria dos que procuram esses testes já
apresenta algum sintoma ou problema. Aqui, não. São exames
completos voltados a mulheres saudáveis para saber se há propensão a doenças”, avalia.
Outras informações podem ser obtidas pelo tel. (19) 3124-1515,
ramal 1250, ou pessoalmente no laboratório de fisioterapia cardiovascular, no bloco 2 do campus Taquaral da Unimep, das 9h às 17h.
Soube da notícia que mudaria minha vida: a bolsa de estudos no México era minha e dentro de um mês começaria a estudar na Universidad Madero (Umad) em Puebla. Na primeira
semana foi tudo novo e até estranho, mas aos poucos fui me
acostumando com a didática da universidade, a língua, os costumes em geral e, principalmente, a comida. Pensei que jamais
poderia comer os pratos típicos, como enchiladas, tamales,
burritos e muitos outros com molhos incrivelmente picantes.
Tudo é questão de adaptação. Hoje sou apaixonado pela culinária mexicana.
As pessoas nos acolheram muito bem, são hospitaleiras e
sempre dispostas a ajudar. A universidade tem ótimos professores e instalações, porém, o mais fascinante de toda essa experiência é poder viver outra cultura e conhecer lugares maravilhosos como conheci. Estudar no México é uma oportunidade
única e imperdível.
Paulo Vitor Salvino é aluno do 4º semestre
do curso de negócios internacionais
4
SALADENOTÍCIAS
›› Odontologia
›› EaD
Graduanda do 3º semestre do curso
de letras inglês da Unimep, Giovana
Thomaz de Angelo, 22, participou entre os dias 22 e 27 de maio do encontro Consultation on Women in Higher
Education, promovido em Nova York,
EUA, para a discussão e reflexão de
temas atuais que envolvem a participação das mulheres. Giovana apresentou o trabalho A Educação da Mulher
em Nível Superior na América Latina
e Brasil, sobre a história da mulher na
educação na região de Piracicaba e as
desigualdades que enfrenta no mercado
de trabalho. “A partir de dados pesquisados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatei
que a presença da mulher no mercado
de trabalho é superior a do homem,
mas os salários são menores, mesmos
em cargos iguais. Às vezes, a mulher
até possui uma escolaridade maior, mas
com um salário que chega a ser 40%
No dia 17, o Prof. Dr. Marco Polo
Marchese, diretor da Faculdade de Odontologia da Unimep (FOL) e os docentes
da Unimep FOL José Musegante e Nancy
Nunes receberam a Comenda Tiradentes, medalha entregue aos profissionais
escolhidos como os melhores do ano
pelos órgãos de odontologia de Lins. A
homenagem veio do Conselho Regional
de Odontologia de São Paulo (CRO/SP)
e contou com a presença de Maria Lúcia
Varellis, conselheira da instituição, representando Emil Adib Razuk, presidente.
De 20 a 27 de junho, ocorre o curso
de capacitação docente em educação
a distância para professores e coordenadores de curso da Unimep. Em sua
11ª turma, a capacitação será dada pela
equipe de educação a distância da Universidade Metodista de São Paulo, em
parceria com a assessoria de EaD da
Unimep.
menor”, ressalta ela, que pretende retomar o tema na monografia de conclusão do curso.
›› Cipa
›› Seminário
›› Enfermagem
A Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (Cipa) da Unimep promoveu
no dia 27 de maio, na Galeria Unimep,
uma campanha informativa e preventiva
quanto às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Foram distribuídos folhetos informativos e preservativos masculinos cedidos pelo Centro de Doenças
Infecto-contagiosas de Piracicaba. Estima-se que cerca de 250 pessoas tenham
participado da campanha, que contou
com o apoio do curso de enfermagem da
Unimep. A Cipa pretende realizar outras
ações do gênero no próximo semestre.
Tem continuidade o Seminário de
Pesquisa promovido por professores do
mestrado profissional em administração da Unimep. No próximo dia 26 de
junho, a professora e coordenadora do
MBA em gestão estratégica de pessoas,
Dalila Alves Corrêa, profere a palestra
Conhecimentos e Aprendizagem Organizacional, às 13h, no anfiteatro do bloco
7. A proposta da iniciativa, que tem entrada gratuita e é aberta à comunidade,
é discutir e socializar temas de pesquisa
desenvolvidos pelos docentes no campo
da administração.
O curso de enfermagem formou sua primeira turma, com a colação de grau de 65
alunos oriundos de Piracicaba e região. O
curso também foi reconhecido devidamente
pelo MEC (Ministério da Educação) com
nota 4, dentro de uma escala de um a cinco.
Foto: Alessandro Maschio
›› Educação
›› Parceria
Para verificar na prática as concepções astronômicas, de Nicolau Copérnico (1473-1543) a Galileu Galilei
(1564-1642), cerca de 40 alunos do 3°
semestre do curso de filosofia e do 5°
semestre de história da Unimep visitaram o Centro de Estudos do Universo
(CEU), em Brotas (SP). De acordo com
o professor Márcio Mariguela, coordenador da atividade, uma das propostas foi possibilitar o conhecimento de
ferramentas educacionais que, posteriormente, possam ser utilizadas pelos
alunos enquanto professores. Mariguela completa que a atividade revelouse surpreendente, já que propiciou a
integração entre os discentes dos dois
cursos e possibilitou a vivência na prática daquilo que aprendem nas aulas
teóricas sobre a revolução científica do
século 17.
Celiana Perina e Ana Maria durante a entrega do prêmio
›› Prêmio
A professora do curso de jornalismo
e coordenadora da especialização em
jornalismo contemporâneo, Ana Maria
Cordenonsi, e a assessora de imprensa
da Unimep, Celiana Perina, foram indicadas ao Prêmio Garcia Netto de Comunicação 2008 nas categorias ensino
de jornalismo e assessoria de imprensa,
respectivamente. A escolha dos profissionais seguiu enquete realizada nas
principais redações, além de contribuições espontâneas da categoria, onde foram destacados outros 11 profissionais
de comunicação da imprensa local. A
iniciativa é uma parceria do Sindicato
dos Jornalistas Profissionais do Estado
de São Paulo, Regional-Piracicaba, e da
Câmara de Vereadores de Piracicaba.
SALADENOTÍCIAS
5
Educação
Interativa
Disponibilizado na Unimep desde janeiro de 2007, a
partir da implantação da assessoria de educação a distância,
o sistema moodle, conhecido
como ferramenta virtual de
aprendizagem a distância e
instrumento de apoio ao docente, aumentou a sua utilização no ambiente universitário.
Hoje ele é empregado em 80
disciplinas, por 60 professores
e 2 mil alunos. Para se ter uma
idéia, em setembro passado o
sistema contava com 55 disciplinas, 20 professores e 837
alunos. “O dado é positivo,
porque as pessoas estão descobrindo que é uma tecnologia
de educação interativa, de fácil
manuseio e aplicável no ambiente presencial”, destaca Lucas Oliveira, assessor de EaD
da Unimep. Segundo ele, algumas das facilidades do moodle
são o acesso ao curso a partir
de qualquer lugar e horário,
além de ser uma nova forma
de comunicação e interação e
permitir um grande volume de
armazenamento de dados.
Com a conclusão da apresentação dos diretores das faculdades
e dos coordenadores dos cursos de graduação, o Acontece Unimep, com o propósito de facilitar à comunidade a identificação
dos responsáveis por cada curso, traz nesta edição os docentescoordenadores dos cursos superiores de formação específica e
dos superiores de tecnologia. Com uma formação mais rápida,
entre dois e três anos, esses cursos têm como proposta desenvolver conhecimentos específicos em determinadas áreas.
Prof. Baccarin e profa. Ieda reforçam o time da EaD
Capacitação
Os funcionários do setor de recursos humanos da Unimep participam desde maio de um curso sobre a utilização do moodle.
De acordo com Marilena Rosalen, assessora da pró-reitoria de
graduação e educação continuada, o curso tem objetivo de buscar
alternativas de viabilidade à educação continuada a distância dos
funcionários da Unimep, a partir da utilização da ferramenta.
Também no mês de maio foi contratada uma especialista em
produção de material didático, a profa. Ieda Medeiros (conteudista das redes Positivo e Eadcom), para colaborar na elaboração
do material didático necessário para o credenciamento, junto ao
MEC, para o oferecimento de cursos a distância. O prof. Francisco Baccarin, da Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza
(Facen), também integra a equipe da EaD.
A prova será no dia 6 de julho
e os candidatos podem escolher
pelo exame tradicional (impresso) ou pelo exame digital, a ser
realizado nos computadores dos
laboratórios de informática da
Unimep, com exceção da prova
de redação em língua portuguesa,
que será manuscrita. A escolha
por uma das opções deve ser indicada no ato da inscrição, assim
como o campus onde o candidato
deseja fazer a prova.
›› Vagas para
Nove Modalidades
A Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) está com
inscrições abertas, até 27 de junho, para o Vestibular Unimep
Julho. Há vagas para os cursos superiores de tecnologia em gestão
de recursos humanos (noturno)
e tecnologia em logística (noturno), ambos oferecidos no campus
Centro (Piracicaba); administração (noturno), direito (diurno
e noturno), farmácia (noturno),
negócios internacionais – bacharelado (noturno) com turmas no
campus Taquaral (Piracicaba); e
no campus Santa Bárbara (Santa
Bárbara d’Oeste), engenharia de
alimentos (noturno), engenharia
mecânica – ênfase em manutenção (noturno) e engenharia química (noturno). ›› ANOTE
Inscrições: R$ 50 (de 11 a 27
de junho) e R$ 15 (candidatos
treineiros). Os candidatos convocados e que efetuarem suas
matrículas terão deduzido o valor da taxa de inscrição na primeira mensalidade. Informações
no www.unimep.br/vestibular
e nos tels. (19) 3124-1601 ou
0800-055-5616.
Cursos de logística e administração da
produção e operações
Emílio Antonio Amstalden – Faculdade de
Gestão e Negócios
Gastronomia
Maria Angélica Rovina Galvão de Oliveira –
Faculdade de Gestão e Negócios
Administração de marketing no varejo
Osvaldo Luís Baptista – Faculdade de Gestão
e Negócios
Intérpretes de língua brasileira de
sinais (Libras)
Ana Cláudia Balieiro Lodi – Faculdade de
Ciências da Saúde
Redes de computadores e Sistemas
para internet
Francisco Baccarin – Faculdade de Ciências
Exatas e da Natureza
Curso superir de tecnologia em análise
e desenvolvimento de sistemas
José Luís Zem – Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza
Negócios imobiliários e gestão de recursos humanos
Os cursos não têm coordenador nomeado, o responsável é
André Sathler Guimarães, diretor da Faculdade de Gestão e
Negócios
6
SINTONIZADO
DEMORA NO XEROX
DESAGRADA
O leitor Fábio Leissmann,
37, aluno do 5º semestre de Letras - Licenciatura em Português
da Unimep, entrou em contato
com o Acontece Unimep para
sugerir matéria sobre os excessos
de filas na Original Gráfica Rápida, localizada nos boxes 13 e 14
da Galeria Unimep, no campus
Taquaral. De acordo com Leissmann, as filas são constantes e a
espera pode chegar a 50 minutos,
ocasionando perda e atrasos nas
aulas iniciais ou às seguintes aos
intervalos. “Quem não pode chegar antes da aula, só tem chance
Fábio Leissmam
Novidades tornam a implementação da reforma ortográfica da língua portuguesa, uma realidade próxima.
O acordo foi assinado pelos
oito países que têm o português como idioma oficial
– Brasil, Angola, Portugal,
Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique, São Tomé,
Príncipe e Timor Leste – há
18 anos e já contou com muitos
prazos e critérios para entrar em
vigor. O parlamento de Portugal, país considerado principal
resistência às mudanças, aprovou, na segunda quinzena de
maio, a proposta que unifica a
escrita do idioma e definiu o
período de seis anos para concluir a transição. Já no Brasil, o
Ministério da Educação (MEC)
publicou resolução no Diário
Oficial da União exigindo que
as novas aquisições de livros
didáticos, para os anos de 2010
em diante, estejam em sintonia
com as normas ortográficas da
língua portuguesa.
Em entrevista por telefone
ao Acontece Unimep, Godofredo de Oliveira Neto, presidente
da Comissão de Língua Portu-
guesa (Colip), órgão ligado ao
MEC e responsável pelo assessoramento quanto às propostas
brasileiras sobre a unificação
ortográfica, diz que está na
mesa do Presidente da República a proposta encaminhada
pela Colip para que o acordo
vigore no país a partir de 1° de
janeiro de 2009. “Existe grande
possibilidade de o acordo ser
de tirar o xerox no intervalo, que
é muito curto”, afirma. Em 2004,
Daniel Cozer, 25, que cursa o 9º
semestre de psicologia, criou no
Orkut, a maior rede de relacionamentos da internet, a comunidade
Eu Odeio Tirar Xerox na Unimep,
hoje com 196 membros. “Na minha opinião, um lugar só para tirar cópias para atender o campus
é muito pouco. Para quem não
mora em Piracicaba é complicado, pois não pode ir à universidade em outros horários”, destaca.
Funcionam no local cinco
impressoras e seis copiadoras
monitoradas por sete funcionários nos períodos da manhã e
noite. À tarde trabalham cinco
atendentes. Passam pelo espaço
cerca de 200 pessoas de manhã, 50 à tarde e 400 à noite,
de acordo com Zeni Fonseca,
31, gerente da Original Gráfica
Rápida. Ao Acontece Unimep,
Zeni Fonseca, 31, falou que em
fevereiro todos os equipamentos
foram substituídos por modelos
mais novos para melhorar a rapidez do atendimento. Ciente
das reclamações, a loja busca
alternativas para agilizar o atendimento. Uma delas é que os
representantes de classe verifiquem os textos e a quantidade de
cópias da classe e encomendem
o material, a ser entregue posteriormente. “Queremos atender
bem todos os alunos e estamos
buscando mais alternativas para
isso”, garante.
assinado ainda no mês de junho. Nesse caso vigorará no
próximo ano com uma tolerância maior apenas para os
livros, pois os materiais didáticos para 2009 já foram
adquiridos, bem como pela
impossibilidade de adequar
toda a produção editorial de
obras em tão pouco tempo”,
destaca.
SINTONIZADO
SISTEMA
Em Bom Português
GPS
Dicas Práticas
direita (RHCP, right hand circular polarization).
Alguns modelos de telefones
celulares e smartphones possuem
receptores GPS embutidos, o que
permite a navegação e a comunicação em um único equipamento, e algumas câmeras digitais
permitem inserir no rodapé das
fotos a latitude e longitude do local onde a foto foi tirada.
Funcionamento
Advérbios onde e aonde: o primeiro indica
o lugar em que se está
ou em que se passa algum fato. Normalmente,
refere-se a verbos que
representam estado ou
permanência. Ex. 1: Atibaia é uma cidade onde
gostaria de morar. Ex. 2: Onde você vai passar
suas próximas férias?
É importante lembrar que onde é pronome relativo (invariável) quando equivale a em que. Assim, deve ser usado, unicamente, na indicação de
lugar. Não pode ser usado, portanto, com referência a pessoas ou coisas. Já aonde indica idéia de
movimento ou aproximação. Ex. 1: Aonde você
vai? Ex. 2: Aonde você pretende chegar com esse
comportamento?
Um substantivo, ao indicar uma cor, não sofre
variação, ou seja, os adjetivos que originalmente
são substantivos não variam, por exemplo, vestidos rosa, carros vinho, paredes abóbora.
O equipamento recebe o sinal e imediatamente calcula, no
próprio receptor, a latitude e longitude onde o equipamento se encontra. Alguns receptores podem calcular também a
altitude em relação ao nível do mar e outros permitem também o sincronismo de relógio (hora) com extrema precisão.
Ele funciona basicamente a partir da triangulação de sinais
obtidos de satélites que orbitam o planeta, geralmente os receptores utilizam 6, 12 ou 24 satélites para se localizar. A
atual rede de satélites utilizada pelo GPS é a rede de satélites
norte-americana.
As palavras próprio, mesmo, anexo, incluso,
quite e obrigado concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Ex. 1: Seguem anexos os relatórios solicitados. Ex. 2: – Muito obrigados, disseram eles, ao
receberem o prêmio. Ex. 3: A senhora agradeceu:
- Muito obrigada. Ex. 4: Estamos quites, pois
um não deve nada ao outro.
Ao invés de é igual a em vez de? Não. A primeira
locução indica oposição, situação antônima, contrária. Ex. 1: O consumo de remédios, ao invés de
baixar, sobe. Ex. 2: Fernando, ao invés de sorrir
pela boa vida que tem, chora. Já a segunda, indica
substituição, isto é, uma simples troca. Ex. 1: Em
vez de ir passear, ficou em casa assistindo TV. Ex. 2:
Juliana, em vez de comprar roupas, preferiu viajar.
DICAS
Departamento de Tecnologia e Informática da Unimep (DTI)
ilustração: Léo Zandoval
GPS é uma sigla em inglês
que significa Global Positioning
System (Sistema de Posicionamento Global). Foi criado pelo
departamento de defesa dos Estados Unidos e usado pela primeira vez em 1978, de maneira
experimental, mas desde então,
com o aumento do número de
satélites, cresceu e se popularizou rapidamente na década 90.
Desde o seu lançamento tem sido
largamente usado para localização, demarcação precisa de áreas,
navegação aérea, marítima e urbana, e em outras tantas aplicações
que podem utilizar a tecnologia.
Encontramos hoje no mercado serviços de localização de
automóveis furtados ou rastreamento de frotas. Eles são cobrados, pois o
uso do GPS
é apenas
parte do
seu pacote de opções. O serviço
é gratuito para o público que possui um receptor GPS. Aos curiosos de plantão que tiverem um
receptor de rádio e um osciloscópio e que desejem investigar
o sinal, as freqüências portadoras utilizadas no link satélite-receptor são conhecidas como L1
(1.575,42 MHz) e L2 (1.227,60
MHz) com polarização circular à
7
“A” e “há” na expressão de tempo: o verbo haver é usado em expressões que indicam tempo já
decorrido: O acidente aconteceu há cinco anos.
Não acrescente a palavra “atrás” após a indicação
do tempo, pois o verbo haver já indica passado.
Nesse sentido, é equivalente ao verbo fazer: Tudo
aconteceu faz cinco anos. A preposição a surge
em expressões em que a substituição pelo verbo
fazer é impossível: O lançamento da nova marca
de automóveis ocorrerá daqui a dois meses.
Mirian de Fátima Polla
Graduada em letras e funcionária da Unimep
Comentários, críticas e sugestões:
[email protected]
8
CAPA
Simplesmente
Amor..
Angela Rodrigues
[email protected]
O coração parece explodir, surge um
frio na barriga, o rosto ruboriza, o apetite
e o sono somem. Se você conhece esses
sintomas, então já foi contaminado pelo
sentimento que deveria ser o mais importante da humanidade: o amor. Na universidade, ao lado de avaliações, trabalhos
e prazos, ele também tem espaço e completa a vida de centenas de pessoas. No
mês dos namorados, o Acontece Unimep
trilhou os corredores universitários em
busca de histórias românticas nascidas
na Unimep e a partir de entrevistas com
alunos, professores e funcionários buscou
entender o significado deste sentimento.
Spers, Valéria e os gêmeos Vinícius e Sofia
“Meus filhos nasceram praticamente
na Unimep”, conta a coordenadora e docente do curso MBA em gestão e negócios, Valéria Elias Spers, 41, referindo-se
aos gêmeos Vinícius e Sofia, de dois anos
e cinco meses. As crianças são frutos de
seu casamento com Eduardo Eugênio
Spers, 39, docente do mestrado profissional em administração e do MBA em
gestão e negócios. Casados há oito anos,
eles se conheceram na Unimep depois
que Spers mudou-se para Piracicaba. “No
início, éramos amigos e colegas de trabalho. Após três anos é que começamos o
relacionamento”, relata Spers.
No início Valéria não quis que ninguém soubesse, mas com o fortalecimento da união, assumiu. Em 2000, eles se
casaram. Um fato curioso aconteceu ano
passado, quando a professora passou pela
contratação de mestrado. Na ocasião ela
foi questionada por uma examinadora da
banca, se considerava ético o fato de trabalhar com o marido. “Respondi que somos profissionais. Se tivermos de discordar, vamos discordar. Não vejo nenhum
problema”, diz. “Até queríamos trabalhar
mais juntos, mas as áreas de pesquisa são
distintas”, completa ele.
Já a historiadora Lívia Paulillo, 24,
atualmente aluna do 3º ano de pedagogia,
e Ricardo Bignoto, 24, que cursa algumas DPs para conclusão da graduação em
história, se conheceram nos corredores
da instituição, por intermédio de amigos
em comum. “Foi o interesse pelas mesmas coisas que nos aproximou. Hoje, um
dá força para o outro no estudo e já são
três anos de união”, conta ela. O mesmo
ocorre com Ariane Gimenes, 20, e Laerte Ferrari, 19, ambos do 5º semestre de
fisioterapia, juntos há um ano. O namoro começou em meio a um congresso do
Ferrari e Ariane
curso, mas eles garantem separar as coisas. “Hora
de estudar é de estudar”, ressalta ela. Com Murilo
Storer, 21, do 7º semestre de educação física e Ana
Spoladore, 19, do 3º semestre de psicologia, não
é tão fácil assim. “Em alguns momentos, ficamos
desconcentrados na aula, sim”, confidenciam eles,
que se conheceram no transporte para a universidade e namoram há três meses.
CAPA
Outras Histórias
A história do casal Alexandre Breda, 35, jornalista e Débora Penteado Breda,
46, começou apimentada. Na primeira vez que se viram, eles brigaram. Na época, ele era estagiário da Prefeitura de Limeira, onde residia, e mensalmente ia à
tesouraria da Unimep, onde era atendido por Débora. O desentendimento ocorreu
porque ele quis ser atendido fora de ordem. Com o tempo, veio a amizade e o
namoro. “Casamos em 1999”, conta Breda. Em 2003, ele ingressou como funcionário, mas conta que nada mudou. “Nos encontrávamos nos almoços, ida e vinda
à Unimep. Sempre separamos o pessoal do profissional”, destaca.
Para ambos, um dos momentos mais felizes foi o nascimento de Pedro Martins Breda, 9. “Foi mágico, como uma chave para selar nosso amor”, afirma ela.
História semelhante foi vivida pelo casal Cláudia Alves Oliveira, 34, auxiliar
do departamento pessoal da Unimep, e Jorge Oliveira, 38, comprador. Eles se
conheceram no campus Centro e mantiveram a amizade até 1997, quando Cláudia foi transferida para o campus Taquaral. O destino deu uma mãozinha e o
processo ocorreu meses depois também com Oliveira. O reencontro terminou
em namoro. Após três anos, casaram-se e tiveram Gabriel Alves Oliveira, 5. “É
como se trabalhássemos em lugares distintos. Cada um mantém a sua rotina,
não nos vemos durante o dia. Há quem fique surpreso ao descobrir que somos
casados”, conta ela.
Química
Você sabe o que ocorre com o seu
corpo quando está apaixonado? Ele
produz hormônios e substâncias distintas ao longo de um relacionamento, segundo Ana Célia Ruggiero, 51, diretora
da Faculdade de Ciências Exatas e da
Natureza e professora de bioquímica.
No início, o coração bate rápido e forte,
há perda de sono e apetite, energia aparentemente interminável e rubor. Esses
sintomas são produzidos pelos neurotransmissores dopamina, que trazem a
sensação de felicidade; feniletilamina,
produzida no cérebro a partir da troca
de olhares ou aperto de mão, e a norepinefrina, responsável pelo batimento
cardíaco e excitação. Com o tempo, a
produção desses hormônios tende a diminuir e dar lugar a outros como a oxi-
9
tocina, conhecida como o hormônio do
afeto e que surge no período em que a
confiança do casal se fortalece; a vasopressina, também chamada de hormônio da fidelidade, e a endorfina, que traz
a sensação de prazer e relaxamento.
Do ponto de vista da psicologia, o
professor e supervisor de psicologia
social e ética da Unimep Luiz Nabuco
Lastória, 47, afirma que no amor há o
sentimento de fusão e o desejo de proximidade com o outro. Ele cita o fundador da psicanálise Sigmund Freud
(1856-1939), para quem uma pessoa
apaixonada permanece como hipnotizada e passa por uma espécie de diminuição do senso de realidade, com
esse sentimento de fusão muito presente. “O apaixonado acha que a vida
está ótima, mesmo que tudo esteja indo
para o buraco”, compara.
O amor tem
prazo de validade
“Não, é eterno.
É o amor que move
o mundo”.
Wainer Ignácio, 39,
do 8º semestre de educação física
Bignoto e Lívia
Semelhanças
Breda, Débora e Pedro
“Você tem de construir o
amor todo dia, acordando,
brigando, fazendo as pazes
e se integrando”
Definição
Agora, quando o assunto é encontrar
uma definição para este sentimento, não
é tarefa das mais fáceis. O professor de
filosofia e ética da Unimep Rodrigo Batagello, 30, diz que em tempos mais remotos designavam o amor em três termos:
philia (amor fraternal), eros (amor sensual) e ágape (amor devocional). Segundo
ele, a tradição ocidental tentou sintetizar
as dimensões dos três conceitos em uma
única idéia. “Daí a dificuldade contemporânea em definir o amor e o reconhecer. Ao concentrar esforços na busca da
pessoa ideal, se perde a oportunidade de
cultivar as amizades reais e de admirar a
beleza do mundo”, avalia. Ainda segundo
Batagello, é impossível apontar conceitos
que possam servir como fundamento para
a compreensão deste sentimento. “Amar é
plural e heterogêneo e não combina com a
exigência de uma homogeneidade de conceitos”, ressalta.
Segundo Gessé Marques Júnior, 43, professor de sociologia da
Unimep, o ambiente universitário
permite o namoro ou o casamento,
já que em termos sociais esses relacionamentos ocorrem entre pessoas
conhecidas de estratos culturais e
sociais semelhantes. “Você tem de
construir o amor todo dia, acordando, brigando, fazendo as pazes e
se integrando”, define. Para Ismael
Forte Valentim, 46, diretor da Faculdade de Ciências da Religião e
professor de teologia e cultura, se
o aluno não tiver consciência do
significado do espaço, uma relação
amorosa pode atrapalhar. “Mas observo que nas universidades a experiência é favorável. Eles se ajudam”,
destaca.
“Não, não tem tempo.
Tem de acontecer
sempre”.
Silmara Tomazini,
40, do 9º semestre de farmácia
“Sim. Tudo tende ao
desgaste, é natural
que ocorra com o
amor também”.
Fernando Bisan, 32,
do 1º semestre do curso de letras
“Não. Porque faz
cinco anos que
estou com a mesma
pessoa”.
Taís Favarin, 21, do
1º semestre de farmácia
“Não sei. O quanto
a pessoa ama é que
determina o tempo”.
Bianca Gustinelli,
17, do 1º semestre de fisioterapia
10
FOFOCANÃO!SÓFOCA
ALIVIE O ESTRESSE
No Corpo
O estresse é a resposta fisiológica, psicológica ou comportamental com que nosso corpo reage
a uma mudança de rotina, a uma
situação que causa tensão. “Os
alunos ao final de cada semestre
passam por situações estressantes
e os profissionais da área da saúde
devem agir de forma preventiva”,
explica a ex-aluna da Unimep e fisioterapeuta Maria Carolina Gonçalves Ribeiro.
Muitos alunos podem contar
com os tratamentos da fisiotera-
História
O estresse acompanha os seres humanos desde as primeiras
formas de organização social,
isto é, desde a pré-história. Segundo o ex-professor de história da Unimep Arnaldo Pinto
Júnior, o homem pré-histórico
tinha manifestações de irritação
quando saía para caçar, enfrentava animais perigosos, lutava
por espaços territoriais e outras
atividades comuns. Para Júnior
o agravamento hoje se deve ao
modo de vida da maioria das
pessoas, que come de forma inadequada, não faz exercícios físicos e passa boa parte do tempo
conciliando trabalho e estudo
para ter recursos econômicos e
reconhecimento social.
Ariane Belardin e Nele Melo
são alunas do 7º semestre do
curso de jornalismo e foram
orientadas pelo coordenador do
curso, Paulo Roberto Botão.
Quem se
estressa mais
o homem ou a
mulher?
Fotos: Ariane e Nele
Estudar em uma universidade exige muito esforço mental
e físico, principalmente no final de cada semestre, quando o
acúmulo de atividades é maior.
A pressão de estudo para provas e a elaboração de trabalhos,
além das atividades extracurriculares, podem deixar alunos
e professores estressados. “As
mãos suadas, respiração rápida,
taquicardia, falta de apetite, dor
de cabeça, tensão dos maxilares
e ranger de dentes são alguns dos
sinais mais fáceis de serem identificados como estresse”, diz a
professora de psicologia da Unimep e especialista em estresse,
Maria Aparecida Covolan.
Aluna do 1º semestre do curso de administração Gabriely
Oriani Thomasella, 18, já sente
na pele as dificuldades de conciliar emprego, estudos e lazer.
“Passo a semana inteira indo do
trabalho para a faculdade e quando chega o final de semana acho
que vou descansar, mas aí tem de
fazer os exercícios, estudar para
as provas e ainda encontrar tempo para a vida social”, afirma. O
estudante Renan Novaes, 20, do
4º semestre de negócios internacionais fala que é complicado
associar trabalho e estudo, com
isso percebe que fica estressado. “Faço exercício físico regularmente, tento não pensar nos
deveres e relaxo ao máximo nos
finais de semana”, lembra.
“A mulher. Porque
ela é mais encanada com as provas
e com tudo. O
homem é desencanado”.
Geovane Rocha, 23,
3º semestre de sistema
de informação
Gabriely Thomasella
pia, que disponibiliza de inúmeras
técnicas a fim de aliviar as tensões
causadas pelo acúmulo de tarefas
e proporcionar um maior relaxamento corporal e mental aos estudantes. Uma boa saída na busca
do bem-estar físico é a massagem
terapêutica e o pilates – um método de condicionamento físico e
mental, onde se trabalha o corpo,
procurando dar uma maior flexibilidade, consciência corporal, equilíbrio e força – tudo associado ao
trabalho respiratório.
Além disso, na psicologia
existe tratamento especializado
que ensina a lidar adequadamente com o estresse das mais
diferentes situações de vida.
Segundo Maria Covolan, o treinamento em controle do estresse
e qualidade de vida é indicado
para todos os que vivem sob
pressões das circunstâncias da
vida e também é destinado aos
que desejam aprender a administrar a irritação como medida
profilática, e aplicá-lo nas suas
situações do cotidiano, a fim de
melhorar a qualidade de vida.
As Principais
Causas do Estresse
››
››
››
››
››
››
Carga horária extensa;
Competitividade;
Cobranças excessivas;
Falta de tempo para si mesmo;
Baixa auto-estima;
Atividades extracurriculares
em excesso;
›› Cansaço;
›› Problemas no relacionamento
com o professor;
›› Insegurança profissional;
›› Aulas extensas, entre outras.
Fonte: Professora Maria
Aparecida Covolan
“O homem. Ele é
mais responsável
já por natureza,
enquanto a mulher
é muito mais calma”.
Carolina Perencin, 20,
1º semestre de publicidade
e propaganda
“Os homens não
se preocupam, já
as mulheres são
mais nervosas
com isso”.
Raissa Bento, 19,
3º semestre de ciências
biológicas
“Creio que a
mulher, por ela ser
mais dedicada do
que o homem em
tudo”.
Marcelo Montrazio, 26,
8º semestre de direito
“Escrever para o Acontece é
como vivenciar o jornalismo.
Colher dados, entrar em contato
com as fontes, pautar o assunto e
respeitar os prazos foram fatores
muito importantes para quem
realmente quer saber como é
ser uma verdadeira jornalista.
Muitas vezes nos deparamos
com dificuldades para encontrar
pessoas que cedam uma entrevista,
além de conciliar com a vida de
estudante. Mas o prazer de ver o
resultado é fantástico”.
Ariane Belardin
[email protected]
“Imensa
dificuldade
para
conseguir fontes, corrida contra
o tempo para finalizar e muito
estresse – claro, a matéria tratava
disso, e não poderia ser diferente –
assim foi escrever para o Acontece.
Mas todas as dificuldades foram
superadas ao ver a matéria pronta e
aprovada para publicação. Melhor
ainda foi ver que meu trabalho
começa a ser reconhecido, isso é
recompensador. Que bom que é
apenas o início! Certamente estou
mais preparada para o futuro que
a profissão me reserva.”
Nele Melo
[email protected]
HUMOR
11
VENCEDORES
DO SALÃO
Evandro Alves, 32, da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), e Pedro Ichimaru Bedendo, 22, da Universidade de São Paulo (USP), foram os grandes vencedores da 16ª edição do Salão
Universitário de Humor de Piracicaba/
Unimep. Os dois receberam R$ 1.000 em
dinheiro cada um. O anúncio do prêmio
ocorreu na cerimônia de abertura do evento, realizada no último dia 6, no campus
Taquaral. Alves venceu com a HQ “Bicho
Também é Gente” e levou outros prêmios,
o portfólio especial – CDs com dados sobre carreira, contatos, obras e imagens
que serão enviados para profissionais da
área do humor gráfico – na categoria HQ
e duas menções honrosas nas categorias
charge e cartum. E Bedendo ganhou com
a caricatura do cineasta Fernando Meireles e ainda levou o prêmio portfólio especial na categoria caricatura.
Nas categorias cartum, charge, caricatura e HQ (História em Quadrinhos), o
júri de premiação escolheu os oito prêmios
portfólios especiais. Nessa modalidade não
há primeiro, segundo e terceiro lugares,
nela são escolhidos os dois melhores trabalhos. Em
cartum levaram o prêmio portfólio: Felipe Modesto
Gomes (Centro Federal Tecnológico de Campos) e
José Antônio Costa (Universidade Federal do Piauí);
em charge, ganharam Boris Szuster Woloszyn (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Esalq)
e Jordan Pop Ilieu, da Macedônia; em
caricatura, Bedendo e Renan Baliego
Heitzmann (Universidade Estadual
Paulista). Além de Alves, na categoria
HQ abocanhou o prêmio Woloszyn.
Também foram concedidas menções honrosas nas quatro categorias.
Em cartum: Alves e Mohammad Ali
Khalaji (IRIB College in Tehran/Irã);
em charge Alves, José Antônio Costa (Universidade Federal do Piauí) e
Ricardo Freitas da Silva, o
Donga, (Universidade Católica de Pelotas); já em caricatura receberam Rodrigo
Godinho (Universidade de
Sorocaba) e Matheus Machado Grimião (Universidade Federal do Rio de Janeiro); em HQ, Bruno Monllor
(Universidade Federal do
Rio Grande do Sul) e Mariá
Scárdua (Universidade do
Estado da Bahia).
Obra: Evandro Alves
Obra: Jordan Pop Ilieu
Obra: Pedro Bedendo
Obra: José Antonio Costa
Prêmio Internet
Cerimonia
Obra: Renan Baliego Heitzmann
Obra: Matheus Machado Grimião
Jurados
Obra: Mohammad Ali Khalaji
Se encontra aberta até 30 de junho, a
votação para o prêmio Júri Popular, que
também concederá R$ 1.000 em dinheiro
ao autor do trabalho mais votado. Nessa
categoria o vencedor é escolhido mediante a votação pública pela internet no site
www.unimep.br/salaodehumor
Também é possível conhecer os trabalhos premiados e os selecionados na
mostra montada no Centro Cultural e de
Convivência (embaixo da biblioteca) do
campus Taquaral. A exposição, composta
por 123 trabalhos selecionados, entre os
380 inscritos, pode ser visitada de segunda
a sexta-feira das 8h às 22h e aos sábados
das 8h às 16h. A entrada é gratuita. Informações no tel. (19) 3124.1611.
12
UNIVERCIDADES
ROMANCE
Angela Rodrigues
[email protected]
Recém-saída de Planura, município localizado a 113 quilômetros de
Uberaba (MG), para cursar o mestrado em fisioterapia na Unimep, Nayara
Yamada Tamburus, 22, pesquisadora
do Laboratório de Fisioterapia Cardiovascular da universidade, conta que no
início de seu namoro com o biomédico
planurense Agrimaldo Martins Filho,
23, assistiu ao filme “Doce Novembro”
(2001), de Pat O’Connor. Encantada
com a música tema do longa-metragem e hoje canção-título do namoro,
“Only Time”, ela sequer imaginava
que os versos da canção entoados pela
cantora Enya, “(...) Quem pode dizer
aonde vai a estrada? Para onde vão os
dias? Só o tempo (...)”, teriam significado também para sua própria história
de amor.
Nayara, que participa desta edição
da seção Univercidades, fala sobre a
mudança para uma cidade desconhecida, da sua história de amor e como
mantém o namoro a distância. No quesito cidade nova, a convivência tem
sido tranqüila. “Planura é um município pequeno – 10 mil habitantes –, lá
tudo é muito pertinho e todas as pessoas se conhecem. Já Piracicaba – com
aproximadamente 350 mil habitantes
– tem mais recursos e atrativos. Acho
aqui movimentado e as pessoas são solícitas e preocupadas”, compara.
Agora quando o assunto é o relacionamento, o casal não gosta quando
tem que sair separado. “O que é ruim
é quando um dos dois sai, pois ficamos chateados por não estarmos juntos
como ocorre com a maioria dos namorados”, conta. Para driblar a saudade
e a distância de 358 quilômetros que
os separa, os encontros ocorrem nos
feriados prolongados. O casal também usa a modernidade em favor do
relacionamento com conversas prolongadas pelo MSN – programa da mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation – e e-mails. “Temos
horários marcados todas as noites, pelo
telefone, por exemplo. Já na hora do
almoço, pelo correio eletrônico”, diz.
Começo
O namoro, entretanto, começou no
Réveillon de 2003, em Uberaba. Na época,
ele era universitário e ela cursava o ensino médio. Como o biomédico residia em
Uberaba por causa da faculdade, os encontros eram quinzenais, sempre aos finais
de semana. “Foi um namoro tranqüilo”,
relembra Nayara. Três anos e meio se passaram, até que descontente com a rotina, o
casal decidiu pôr um ponto final na relação
“Havia discussões e a rotina cansou o namoro, faltou compreensão. Nesse período,
nenhum dos dois voltou atrás e nem deu
uma palavra sequer com o outro”, detalha.
Entretanto, em 2007, eles se reencontraram nos corredores da Universidade de
Uberaba (Uniube), na qual Nayara cursava
fisioterapia. “A gente sempre se encontrava na faculdade, nos estágios e na clínica”.
Até que o destino deu uma força. “Íamos
organizar duas palestras nas respectivas
áreas. O engraçado é que para recebermos
as inscrições sentamos lado a lado. Quando o vi, fiquei na minha, mas pensei: vou
ficar aqui do lado dele e não trocar nem
uma palavra? Daí começamos a conversar”, conta.
No dia seguinte, a conversa partiu dele.
As facilidades da informática também foram usadas para reatar o namoro. “Ele ainda encontrou a minha irmã e perguntou se
ainda tinha alguma chance. Antes de ela
responder, me enviou um e-mail, no qual
dizia ter sofrido muito com a separação e
perguntava se ainda havia chance”, fala.
A resposta demorou uma semana. “Estamos juntos de novo e pensamos no casamento daqui a dois ou três anos”, planeja.
Minas Gerais
Planura: Minas Gerais
Habitantes: 10 mil habitantes
Localização: Triângulo Mineiro
Fundação: 1962
Atividade Econômica: agricultura
Fonte: www.planura.mg.gov.br e
Nayara Tamburus)
A DISTÂNCIA
CULTURAÉOQUEHÁ
ATITUDE NOS
CABELOS
Paula Martim e Tatiane
Ceron são alunas do 7º
semestre de jornalismo e
sugeriam a matéria
para esta edição
Mariana Fiocco
Paula Martim
Tatiane Ceron
A diversidade de cores e tipos
de corte fazem do cabelo um dos
principais atrativos para aqueles que estão sempre em busca
de mudanças. “Quando a gente
vê uma novela ou um filme tem
sempre alguém cortando o cabelo
para representar uma mudança de
atitude”, lembra a estudante do
primeiro semestre de jornalismo
Mariana Cristina Fiocco, 19, que
atualmente é loira, mas já teve
várias cores de cabelo, entre elas
azul, vermelho e verde, além de
luzes com detalhes laranja. Ela se
inspira na moda dos anos 80.
Outro motivo que pode levar
as mulheres a mudar o visual é
a praticidade. A estudante do 1º
semestre de jornalismo Nathaly
Petric Servilha, 21, apostou no
“dread” (rolos cilíndricos de cabelo que aparentam cordas pendendo do topo da cabeça e que
ficou famoso com o movimento
rastafári). “Não precisa pentear.
É só prender ou usar uma faixa”,
assegura.
De acordo com a professora
de psicologia da Unimep Maria
Aparecida Pelissari, as mudanças estéticas auxiliam nos relacionamentos porque fazem com
que as pessoas se sintam melhor.
“Quando se sentem bem-vistas,
MODA
Toques de
Feminilidade
Leila Cabana é funcionária do gabinete
da coordenação do Unimep Capacit
se conectam com a sociedade”, destaca. Já Cristina
de Mori, gerente do salão
de beleza Hair Company,
localizado na Galeria Unimep, diz que algumas mulheres optam por cortar
ou pintar os cabelos até
quando desejam melhorar
o relacionamento. “Muitas
vêm para o salão porque
o casamento ou o namoro
não está legal. Em alguns
casos, o toque é do próprio
companheiro”, completa.
O cenário contemporâneo exibe “looks” andróginos, misturas
de estilos, desconjunturas, cortes
masculinos, muito couro e diferentes tonalidades. Assim como
a moda, a mulher de hoje precisa
ser ao mesmo tempo dinâmica e
sutil, ousada e discreta. Para resgatar a feminilidade em meio a
tanta sisudez, invista em roupas e
acessórios como broches, colares,
13
Música Faz Bem
Quem tem Medo
de Música
Clássica?
Quem se acostumou
a ligar a árida TV Senado
para assitir ao “Quem tem medo de
música clássica?” provavelmente já tomou
conhecimento do falecimento de seu apresentador, Arthur da Távola, em maio, no Rio de Janeiro. Pouco
sei sobre o Arthur político. Li nos jornais que Paulo Alberto
Moretzsohn Monteiro de Barros – seu nome de nascimento
– iniciou a carreira política na década de 70. Caçado pela
ditadura militar, permaneceu alguns anos exilado, retornando para uma carreira como deputado estadual, fundador de
partido político e senador. Elaborou o projeto de lei criando o
Museu do Rádio, que resgata sua história por meio de gravações originais dos anos 40 e 50. Era também grande torcedor
do Fluminense.
“Conheci” apenas o Arthur apaixonado por música, que conseguiu, com seu programa semanal de música clássica, tornar
a TV Senado menos aborrecida. Nas notas de falecimento
quase só se falou de sua atuação política. Faltou falar do Arthur dedicado às causas culturais. Escritor, poeta e jornalista,
Távola aproximou a cultura do povo, escrevendo em revistas
como “Amiga”, em jornais como “O Globo” e “O Dia” e
revitalizando a Rádio Roquete Pinto. Mantinha um blog cultural na internet, onde escrevia poesias e crônicas, comentava
obras musicais e literárias, além de fornecer espaço para escritores, poetas e músicos.
Nathaly Servilha
As roupas e acessórios foram
cedidos pela Underdown
Galeria Unimep
pulseiras, vestidos, laços, pregas
e bordados, mas sem exageros
para não sair por aí parecendo
estar indo ao chá da tarde com as
amigas da sua avó. Tem medo de
errar? Aposte num detalhe, como
a gola de pêlo de um casaco ou
como nos laços das peças que a
nossa modelo desta edição Leila
Cabana está vestindo. Supertendências para este inverno que começa agora no próximo dia 21.
Carol Alleoni é produtora
de moda e jornalista
Profundo conhecedor de música clássica e popular, discorria
com a mesma paixão sobre Bach e Pixinguinha. Em “Quem
tem medo de música clássica?” apresentava grandes orquestras, comentando sobre compositores e músicas com fala
mansa e cativante. Depois, repetindo o filme didaticamente,
“ia para trás da orquestra”, como dizia, explicar o que estava
acontecendo: forma da música, movimentos, instrumentos e
maestro. Nada escapava ao seu ouvido afinado e olhar aguçado: uma respiração do spalla, um gesto enfático do maestro,
às vezes um som destoante ou até mesmo o vestido da solista.
Pode-se dizer que, assistir ao Arthur, era quase como assistir
a um concerto ao vivo. Ele passava sua paixão pela música
para o ouvinte, que mergulhava naquela magia que todos sentimos quando perdemos o medo da música clássica.
“Música clássica é vida interior e quem tem vida interior nunca padecerá de solidão” (Arthur da Távola 1936-2008).
Beatriz de CastroVictoria
Diretora da Escola de Música Maestro Ernst Mahle
[email protected]
14
CULTURAESTRÉIA
Cine Unimep
‘AS PATACOADAS DE
CORNÉLIO PIRES’
[email protected]
O grupo teatral Andaime da
Unimep estréia novo espetáculo.
A trupe apresenta “As Patacoadas de Cornélio Pires – Estrepolia Musical em Dois Atos e Uma
Chegança”, com a pré-estréia
prevista para os próximos dias
25 às 21h, e 26 às 22h, no Teatro
do Sesc Piracicaba. O espetáculo
foi criado a partir de olhares de
artistas contemporâneos sobre
um autor atemporal, o folclorista,
cantador e poeta Cornélio Pires
(1884–1958). Após um ano de
pesquisas para a montagem, que
tem dramaturgia e direção do
carioca Luís Carlos Laranjeiras,
é resultado da pesquisa que antecede e desencadeou a criação
de “Lugar onde o Peixe Pára”
(1997), sobre a cultura caipiracicabana. A entrada é gratuita.
Com desdobramentos histórico e cultural, a montagem mescla
recursos cênicos com elementos
autênticos do folclore e da cultura popular genuinamente paulista, enraizada na figura do caipira.
Também traz elementos da cultura
urbana misturados à caipira, com
cenas que reúnem, por exemplo,
instrumentos como viola, guitarra e percussão. Trata-se de uma
montagem informativa, divertida
e cultural. “Nosso espetáculo é de
interesse nacional, já que Cornélio Pires é tão importante quanto
o historiador e folclorista Câmara
Cascudo (1898–1986). “Estamos
preocupados em formar e informar o público”, afirma Laranjeiras, que é um dos fundadores do
grupo de Teatro Vento Forte, de
São Paulo.
Laranjeira antecipa que após
a estréia, prevista para ocorrer no
Teatro Unimep em agosto, a idéia
é que “As Patacoadas de Cornélio Pires” seja transformada em
rádio-teatro, e assim, atinja públicos de todo o Brasil.
Cine Unimep (Cine Humberto Mauro) encerra as
apresentações do semestre com os longa-metragens
“Munique” (2005), de Steven Spielberg, na quartafeira, dia 18, e “Povoado Number One” (2006), de
Rabah Ameur-Zaimèche, em cartaz de 23 a 28 de junho. “Munique” é baseado em fatos reais, a retaliação
do governo israelense ao ataque do grupo palestino
Setembro Negro, que durante as Olimpíadas de Munique de 1972 matou 11 atletas de Israel. Já “Povoado
Number One” traz um dos temas recorrentes do novo
cinema social francês, o processo de imigração e algumas conseqüências, como a marginalidade e o choque
cultural. As exibições são gratuitas e acontecem em
três horários, às 9h, 15h e 19h30, no auditório verde,
bloco 2, campus Taquaral. No Taquaral a programação entra de férias e retorna no mês de agosto com a
volta às aulas. Informações: (19) 3124-1707 ou www.
cinehumbertomauro.com.br
Estação da Paulista
Ficha Técnica
Sete atores integram o elenco, Antonio Chapéu, Márcio
Abegão, Bruno Agulhari, Maria
Trevisan, Barbosa Neto, Jonathas Beck e Charles Mariano.
Opera a luz: Luzia Vaz. Já Jonathas Beck toca músicas ao vivo.
Anote
Grupo Andaime apresenta a
pré-estréia de “As Patacoadas de
Cornélio Pires – Estrepolia Musical
em Dois Atos e Uma Chegança”
nos dias 25, às 21h, e 26, às 22h, no
Teatro do Sesc Piracicaba (rua Ipiranga, 155, Centro). Informações:
(19) 3124-1603 ou (19) 3437-9292.
Fox Films
Celiana Perina
Criado em 1986, o grupo sempre esteve envolvido com a comunidade no desenvolvimento de
projetos relacionados às raízes e à
cultura de Piracicaba e região. Em
“As Patacoadas de Cornélio Pires”
não é diferente. De acordo com
Antonio Chapéu, coordenador do
grupo Andaime, o processo de
criação do grupo evoluiu naturalmente para a ampliação da visão
do teatro folclórico, direcionandoo para a identificação de elementos
arquetípicos e, como tal, presentes
em todos, independentemente de
regionalismos e peculiaridades.
“O Andaime pretende questionar,
por meio da arte, a preservação da
própria identidade. A encenação
difere de espetáculos anteriores
quanto à interpretação, deixando
de lado a linha naturalista. O público poderá esperar a seriedade
demonstrada nos espetáculos do
grupo, quanto à pesquisa e uma
boa dose de humor, fruto da experiência “clownesca”­ dos atores
envolvidos no espetáculo”, destaca Chapéu.
UIP
Proposta
Já no Centro Cultural Antonio Pacheco Ferraz, na
Estação da Paulista, a programação cinematográfica
apresenta na quinta-feira, dia 19, o sucesso de público “Pequena Miss Sunshine” (2006), de Jonathan
Dayton e Valerie Faris. No dia 26, ocorre a exibição
do drama brasileiro “Inesquecível” (2007), de Paulo Sérgio Almeida, que traz no enredo um triângulo
amoroso interpretado pelos atores Murilo Benício,
Caco Ciocler e Guilhermina Guinle. O projeto Cine
Estação Paulista manterá as exibições durante todo
o mês julho. As sessões acontecem às quintas-feiras,
em três horários, às 9h, 16h e 20h. Entrada gratuita.
Informações: (19) 3402-7373, 3124-1707 ou www.
cinehumbertomauro.com.br MarcoMary e RobertoBetinaBotox
CULTURA
Nova Fase
DE PORTAS
ABERTAS
O modelo de gestão do Núcleo Universitário de Cultura
(NUC) da Unimep passa por
reestruturação. A reorganização
não afeta a regularidade das atividades oferecidas pelo setor, que
envolvem o Cine Unimep (Cine
Humberto Mauro), os grupos de
coral e teatro. A agenda cultural
do Teatro Unimep, gerenciado
pelo NUC, também passa por
reestudo. Mas não implica que o
espaço estará de portas fechadas
para a realização de eventos locais, nacionais e internacionais.
“Queremos que as atrações
sejam auto-sustentáveis, já que
alguns espetáculos, mesmo estando com a casa cheia, geraram
déficit. As atrações oferecidas no
espaço continuam e continuarão­
a ser realizadas. Todas as parcerias existentes estão sendo
renegociadas nesta perspectiva.
Projetos financiados por agências, empresas e Lei Rouanet
são desejáveis e podem ajudar”,
afirma o reitor da Unimep, Davi
Ferreira Barros.
Para Barros a arte e a cultura são indissociáveis da base
educacional de um cidadão,
portanto uma universidade não
pode abrir mão de fomentá-las.
“Queremos não somente oferecer as atividades culturais, mas
também estimulá-las dentro do
projeto pedagógico da Unimep”,
destaca.
Dentro da perspectiva da
auto-sustentabilidade no que se
refere à programação do Teatro
Unimep, no próximo dia 20,
às 21h, será apresentado o espetáculo “Hoje Eu Me Chamo
Dinorá”, dirigido por Cininha
de Paula e protagonizado pela
atriz Laura Cardoso. Ambientada nos anos 70, a comédia é
o primeiro texto da escritora
Janete Clair (1925–1983) adaptado para o teatro. A peça teve
livre adaptação de Maria Carmem Barbosa.
Na trama Dinorá Félix,
uma mulher elegante e solteira, é gerente dedicada da cadeia de lojas Máximo no Rio
de Janeiro e que vai visitar a
madrinha doente no interior.
Neste intervalo, seu admirador
Gilberto Sampaio, gerente da
mesma loja em Americana (SP)
e o qual ainda não a conhece
pessoalmente, resolve visitála. Mas Cilene, secretária de
Dinorá, acaba se passando por
ela e deixa o rapaz apaixonado.
Tudo estaria quase resolvido se
a gerente não voltasse do interior com sua madrinha Carola,
uma senhora de pensamentos
avançados, que colocará todos
os personagens em uma grande
confusão.
Preços de ingressos ou informações no tel. (19) 3124-1603
ou no site www.unimep.br
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Confira os livros
mais retirados
na área de
literatura geral.
››Taquaral
“Você é do Tamanho de
Seus Sonhos” (2003), de
César Souza; Editora Gente;
183 págs.
››Santa Bárbara
d’Oeste
“Melancia” (2003), de
Marian Keyes; Editora
Bertand Brasil; 489 págs.
›› Lins
BAÚ UNIMEP
O caso Issa Macdasse, como
ficou conhecido em 1914, é a
curiosidade histórica desta edição da coluna Baú Unimep.
Trata-se de um processo crime existente no acervo do
Poder Judiciário, e uma das
raras documentações com fotografias produzidas na época
por peritos para a elucidação
de crimes. Issa Macdasse foi
um negociante sírio, residente
em Piracicaba, assassinado no
bairro da Serra Negra. O acusado foi seu sobrinho, o também
sírio e negociante João Antônio
Hadad, único na companhia de
Macdasse no momento do crime
e contraditório em seu depoimento à polícia. Alegava terem
ambos sido vítimas de um assalto
e que enquanto tentava fugir, seu
tio foi alvejado com tiros de garrucha. Ao retornar ao local com
ajuda, percebeu que haviam retirado do bolso do tio, um conto e
500 mil réis. Para comprovar
sua inocência, os advogados
de defesa, acompanhados de
peritos, fizeram as fotos na reconstituição do crime, inclusive com um “troly” semelhante
ao da vítima, e as anexaram no
processo. O recurso foi convincente. No seu julgamento
de 27 de agosto de 1914, Hadad foi absolvido. A Promotoria Pública da Comarca pediu
apelação, negada pelo juiz.
“O Estudante”, de Adelaide
Carraro; Editora Global; 126
págs.
Fonte:
Bibliotecas Unimep
Os Mais, Mais...
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OURODACASA
pelo número de empresas. Acho que deu
certo.
A.U.– Se pudesse voltar no tempo, ainda
assim faria engenharia de produção? Por
quê?
Lembranças
da Unimep
Celiana Perina
[email protected]
José Ântonio Francoi da Silva, 50,
natural de Ribeirão Preto, veio a Piracicaba para cursar engenharia de
produção, hoje oferecido no campus
Santa Bárbara d’Oeste. Na época,
com apenas 19 anos, em 1977, optou pela graduação por ser uma área
nova – na ocasião, com apenas dois
anos de existência –, o que poderia
ser uma oportunidade para abrir diferentes perspectivas para o futuro. Parece que deu certo. Hoje o ex-aluno
é diretor de manufatura de pneus de
carro e caminhonete para os Estados
Unidos e Canadá. Em sua agenda de
compromissos, da Bélgica, Francoi
– como é chamado no ambiente universitário –, fez questão de participar
da entrevista que abre a nova série
do Acontece Unimep. A proposta é
descobrir por onde andam ex-alunos
que passaram pela instituição. Na
entrevista o ex-aluno fala dos momentos vividos na Unimep, quando
conheceu sua atual esposa, a trajetória profissional e das amizades que
fez no ambiente universitário.
Acontece Unimep – Conte parte da sua
trajetória na época de estudante. Você trabalhava e estudava?
José Francoi – Morei em quatro casas
diferentes, com três grupos de amigos
diferentes. Nos três primeiros anos, fui
monitor de estatística na escola, dava aulas de resistência dos materiais em uma
escola técnica e de lubrificação industrial
para o Senai em duas indústrias. Também
comecei a estudar inglês. No quarto ano,
iniciei estágio na Goodyear. Era uma vida
corrida, mas foi importante para meu desenvolvimento e também para ajudar meu
pai com os custos da faculdade, e quando
comecei o 5º ano fui contratado.
A.U. – Quais lembranças tem de amigos e
de professores? Com eram as baladas naquela época?
J.F. – Sobrava tempo para um futebol e
churrasco com os amigos ou para a discoteca no centro acadêmico. Outra coisa que fazíamos muito, eram viagens nos fins de semana para diferentes cidades nas casas dos
amigos. Foi na Unimep que conheci minha
atual esposa, somos casados há 26 anos.
A.U. – O que lhe dá mais saudade da vida
universitária?
J.F. – Quando comecei a estudar na Unimep, somente existia o campus Centro e
todos os cursos eram lá, e isto fez com que
nosso relacionamento fosse com pessoas
de áreas distintas e todos éramos envolvidos em todos os eventos. Acho que foi o
que deixou mais saudade.
A. U. – Por que ingressou no curso de engenharia de produção mecânica da Unimep?
J. F. – Por dois motivos. O primeiro porque já conhecia e gostava de Piracicaba,
e o segundo pelo curso de engenharia de
produção ser novo na época, o que poderia
me abrir diferentes perspectivas no futuro.
Outra informação importante, nesta região
as opções de estágio e empregos eram boas
J.F. – Na realidade o primeiro estágio que
procurei foi na Goodyear, éramos 50 concorrendo por uma vaga. Fui escolhido. Assim sendo, não tive muitos problemas para
conseguir trabalho. Sem dúvida voltaria a
fazer engenharia de produção, pois hoje tenho certeza de que esta é a formação que
melhor se encaixa com o meu perfil e foi
fundamental para desenvolver a carreira
que tenho na Goodyear.
A.U. – Fale um pouco sobre sua trajetória
profissional.
“O mundo está cheio de
oportunidades. Esteja
atento e preparado
para elas...”
J.F. – Comecei como estagiário na Goodyear em Americana e fui contratado como engenheiro industrial. Depois disso, fui chefe
de área; especialista de produção e gerente
de engenharia industrial nesta mesma fábrica. Em 1988, me mudei para os EUA como
engenheiro industrial da América Latina.
Dois anos depois, fui para o México como
gerente de engenharia industrial e controle
de produção. Também no México fui gerente de uma área de produção e depois gerente
de produção de toda a fábrica. Seis anos mais
tarde, fui para a Colômbia como diretor da
fábrica e um ano e meio depois, para o Canadá, para atuar como gerente de produção.
Voltei ao Brasil como diretor de produção na
fábrica de Americana e três anos e meio depois, voltei aos EUA como gerente da maior
fabrica da Goodyear do mundo: a Lawton
Oklahome. Lá fiquei somente três meses e
passei a ser o diretor de manufatura da América Latina, onde fiquei quatro anos e meio.
Depois assumi a posição que tenho hoje.
A.U. – Na sua opinião, como está o mercado para o formado em engenharia de
produção?
J.F. – Na realidade eu vejo um mercado
muito mais competitivo hoje do que quando
me formei, mas sempre vão haver oportunidades e no geral ganharão estas oportunidades as pessoas que estiverem melhor
preparadas.
A.U. – Dê dicas aos alunos que atuam na
área. Qual o diferencial de um bom profissional? E o que um engenheiro de produção deve evitar para ser bem-sucedido?
J.F. – O que difere um bom profissional,
primeiro é a honestidade, depois o comprometimento com a empresa e diria que
atualmente flexibilidade e agressividade
são muito importantes. Respeito ao ser
humano e ao meio ambiente. Evitar politicagem.
A. U. – Já esteve na Unimep depois de
formado?
J. F. – Sim, fui patrono de duas turmas de
engenharia. A experiência foi excelente.
Foi como voltar no tempo e viver um pouco da vida acadêmica outra vez. Também
foi bom encontrar com alguns profissionais
que foram meus professores na época.
A.U. – Por favor, deixe uma mensagem aos
futuros engenheiros de produção.
J.F. – O mundo está cheio de oportunidades. Esteja atento e preparado para elas.
Sucesso a todos.
A Profissão
O engenheiro de produção faz o projeto, a viabilização e a administração de unidades produtivas. Suas atividades envolvem o estudo da organização espacial de homens e máquinas, o planejamento, a organização, o acompanhamento e o controle
dos processos produtivos. Além disso, o profissional realiza análises econômicas
referentes às decisões a serem tomadas a cada passo da atividade produtiva, conforme conta Luis Carlos da Cunha Colombo, coordenador do curso de engenharia
de produção da Unimep.
O trabalho do engenheiro, segundo ele, baseia-se nas necessidades humanas, uma
vez que para satisfazê-las é necessário que ocorra algum tipo de transformação,
na qual os conhecimentos desse profissional podem ser aplicados. Na Unimep, o
curso de engenharia de produção é oferecido desde 1975. Até então, formou profissionais de sucesso, que atualmente destacam-se nas mais variadas áreas: metalmecânica, financeira, indústria de bebidas, transportes, entre outras.
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Acontece Unimep 06/2008