VESTIBULAR JULHO 2008 Inscrições ficam abertas até 27 de junho. Pág. 5 Foto: Thiago Altafini | Direção de Arte: Christian de Oliveira JUNHO 2008 UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA ANO 24|EDIÇÃO 401 2 CARTAS CARTAS O Acontece Unimep é uma publicação do Departamento de Comunicação e Marketing da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) Capa Divulgação Gostaria de agradecer e parabenizar a equipe do Acontece Unimep pela reportagem realizada sobre minha ida à Rússia. Abraços. Reitor Davi Ferreira Barros João Paulo Borin Professor do mestrado em educação física da Unimep Pró-reitor administrativo Sérgio Marcus Nogueira Tavares Pró-reitora de graduação e Biologia educação continuada Rinalva Cassiano Silva Pró-reitora de pós-graduação, pesquisa e extensão Rosa Gitana Krob Meneghetti Gerente de Comunicação e Marketing Jorge Vidigal da Cunha Coordenação e Edição Celiana Perina - MTb 31.320 Textos Angela Rodrigues Celiana Perina Vanessa Piazza Acabei de ler o Acontece nº 400. A matéria de capa – escrita pela jornalista Angela Rodrigues – está maravilhosa. Sem contar as fontes excelentes, como a Márcia Antônio e a professora Telma Regina de Paula Souza, do curso de psicologia, realmente credenciadas na discussão. Fotografia Thiago Altafini Estagiária Vanessa Piazza Seção Foca Ariane Belardin Nele Melo Projeto e Diagramação Ozonio Propaganda e Marketing Fotolito e Impressão Gráfica Mundo Digital A Unimep é mantida pelo Instituto Educacional Piracicabano (IEP) Rodrigo Alves Repórter de cultura do Jornal de Piracicaba Nota Fiscal A idéia da matéria a respeito da Nota Fiscal Paulista foi muito boa. Concordo com todos os tópicos abordados pelo professor Geraldo Romanini, mas também acredito que a lei possa se adequar conforme as necessidades. Conselho Diretor do IEP Paulo Borges Campos Júnior (presidente); Márcio Rillo (vice-presidente); Clóvis de Oliveira Paradela (secretário); Misael Lemos Silva (titular); Vânia Aparecida Ferreira Sakiyama (titular) e Leila Machado Pereira (suplente) Diretor Geral do IEP Davi Ferreira Barros Cristiano José Beloto Aluno de pós-graduação em estratégias contábeis Ilustrações “Leio sempre o Acontece Unimep e observo a falta de ilustrações e até de uma seção de quadrinhos. Acho que deveriam dar mais espaço às artes gráficas, junto com as reportagens”. Antônio Santos Desenhista aposentado Senti falta no último Acontece de matérias voltadas à área de ciências biológicas. Muitos textos trouxeram à tona assuntos ligados somente à área de gestão e negócios e administrativos. Alex Antunes Biólogo e pesquisador científico Formato Apesar de mais simples, tenho visto alguns progressos no novo formato do Acontece. Quero destacar que o jornal está cada vez mais jovial e próximo, sobretudo, dos alunos. Um jornal universitário quanto mais jovial, quanto mais realista e menos sensacionalista, quanto mais democrático e menos oligárquico, decerto mais irá atender o seu papel social. Parabéns, continuem a progredir rumo à cidadania. Octávio Goio Aluno do mestrado em direito internacional Participação Agradeço a oportunidade de poder levar a todos unimepianos um pouco do que vivi e vivo aqui no México por meio do texto “México que Conheci”, publicado na página 2 da edição passada. Também aproveito para parabenizar minhas companheiras de universidade Tati Ceron e Paula Martim pela matéria na seção Focas. Ótimo trabalho meninas. Sucesso para todos meus amigos de carreira, muito gás aí nessa etapa final. Um beijo. Lilian Migliorini Andrade Aluna do 7º semestre de jornalismo em intercâmbio no México Participação 2 Gostei muito da versão digital (pdf) do Acontece. Desconheço os critérios para publicação de notícias no jornal. Ana Maria Carrão Professora do curso de administração e coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa em Administração (Cepa) Nota da redação O Acontece Unimep é um jornal mensal com “alma” de revista, portanto, temas variados podem integrar suas edições. Ele é uma espécie de “drops” com assuntos que têm a proposta de instigar à reflexão e também entreter. Para as pautas são priorizadas informações de interesse geral, assim como as inéditas. Toda informação que chega à redação é avaliada e quando não publicada no jornal, é divulgada em outros canais de comunicação da universidade, como a seção de notícia no site www.unimep.br, na seção destaques da intranet (nosso contato interno de responsabilidade da Assessoria de Eventos) ou ainda em divulgações externas. O Acontece Unimep passa a publicar, a partir dessa edição, as principais modificações ocorridas nos últimos dias no portal da Unimep, implantado no dia 10 de fevereiro. Por ser a internet um canal de comunicação dinâmico, a construção e o aprimoramento do portal são constantes. O www.unimep.br é veículo de divulgação institucional, de suas atividades, eventos e setores, apresentando a produção acadêmico-cultural docente e discente. Confira as principais mudanças. »» Editais de Contratação No rodapé do menu principal foi adicionada a seção Edital, que traz a lista de vagas que estão abertas para contratação de professores e funcionários. »» Contatos de Setores Agora, encontrar telefones e e-mails ficou mais fácil. Foi adicionado em cada página do site, abaixo do submenu, os contatos de cada setor. »» Unimep TV Na página principal, abaixo do ícone do Acontece Unimep (pdf), se encontra agora um link que dá acesso ao site da Unimep TV. »» Google Maps PARTICIPE Envie críticas, comentários ou sugestões sobre o conteúdo geral ou específico do Acontece Unimep. Email: [email protected] Telefone: 19 3124.1646 Já se encontra disponível na seção Campi, especificamente nos campi Taquaral e Centro, ambos em Piracicaba, um serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens por satélite da Terra do Google. AMBIENTEUNIMEP WEB 3 CAM Salvino em pontos turísticos no México Ana Cristina e professora Ester examinando voluntária ANTICONCEPCIONAIS Mulheres sadias que usam anticoncepcionais têm a probabilidade de desenvolver genes que podem ocasionar doenças cardíacas a curto ou a longo prazo? Esse é um dos questionamentos a ser respondido na pesquisa orientada pela professora dos cursos de fisioterapia e de mestrado em fisioterapia da Unimep, Ester da Silva, e desenvolvida por Ana Cristina Silva Rebelo, 23, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A iniciativa, inédita no Brasil, é fruto da tese de doutorado Influência do Uso de Contraceptivos Orais sobre as Variáveis Cardiovasculares, Ventilatórias e Metabólicas de Mulheres Saudáveis, de cunho interinstitucional, já que é uma parceria entre a Unimep, a UFSCar e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Para compor a pesquisa, as voluntárias – mulheres com idade entre 20 e 40 anos – fazem exames gratuitos no laboratório de fisioterapia cardiovascular da Unimep (bloco 2 do campus Taquaral), em parceria com o laboratório de performance humana (bloco 11 do campus Taquaral). As participantes realizam teste cardiorrespiratório, eletrocardiograma completo, exame de sangue e verificação da propensão à doença cardíaca pelo DNA. “Alguns dos objetivos são verificar os riscos de contraceptivo oral no coração, nos níveis de colesterol, triglicérides e o condicionamento físico das mulheres. Os exames avaliam os efeitos no coração, pulmão e na atividade metabólica, além das alterações no organismo no decorrer da idade, das usuárias e não usuárias”, conta a doutoranda. A orientadora Ester, que classifica o projeto financiado pela Fun- dação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), diz que em Piracicaba a área de fisioterapia cardiovascular é um campo a ser explorado, já que as áreas trabalhadas hoje são traumato-ortopedia, geriatria, entre outras. “Pesquisas cardiovasculares existem aos montes, no entanto, uma que verifique no coração a origem ou a possibilidade de futuras doenças é pioneira”, diz. Também atua no projeto, a mestranda Roberta Silva Zuttin. Adesão Até o momento o estudo já teve a adesão de 160 mulheres, mas o objetivo é examinar 340. A triagem das pacientes vai até maio de 2009. Podem participar mulheres entre 20 e 40 anos, da raça branca, com ciclo menstrual regular, ausência de sobrepeso, não-fumantes e sem doença cardíaca previamente diagnosticada. Não é necessário ser usuária de anticoncepcional, pois a análise da influência dos contraceptivos é somente um dos objetivos específicos do estudo. O projeto de doutorado de Ana teve início em março de 2008. Janaína Bassetti, 33, assistente do setor de avaliação institucional da Unimep, foi uma das participantes. “A maioria dos que procuram esses testes já apresenta algum sintoma ou problema. Aqui, não. São exames completos voltados a mulheres saudáveis para saber se há propensão a doenças”, avalia. Outras informações podem ser obtidas pelo tel. (19) 3124-1515, ramal 1250, ou pessoalmente no laboratório de fisioterapia cardiovascular, no bloco 2 do campus Taquaral da Unimep, das 9h às 17h. Soube da notícia que mudaria minha vida: a bolsa de estudos no México era minha e dentro de um mês começaria a estudar na Universidad Madero (Umad) em Puebla. Na primeira semana foi tudo novo e até estranho, mas aos poucos fui me acostumando com a didática da universidade, a língua, os costumes em geral e, principalmente, a comida. Pensei que jamais poderia comer os pratos típicos, como enchiladas, tamales, burritos e muitos outros com molhos incrivelmente picantes. Tudo é questão de adaptação. Hoje sou apaixonado pela culinária mexicana. As pessoas nos acolheram muito bem, são hospitaleiras e sempre dispostas a ajudar. A universidade tem ótimos professores e instalações, porém, o mais fascinante de toda essa experiência é poder viver outra cultura e conhecer lugares maravilhosos como conheci. Estudar no México é uma oportunidade única e imperdível. Paulo Vitor Salvino é aluno do 4º semestre do curso de negócios internacionais 4 SALADENOTÍCIAS ›› Odontologia ›› EaD Graduanda do 3º semestre do curso de letras inglês da Unimep, Giovana Thomaz de Angelo, 22, participou entre os dias 22 e 27 de maio do encontro Consultation on Women in Higher Education, promovido em Nova York, EUA, para a discussão e reflexão de temas atuais que envolvem a participação das mulheres. Giovana apresentou o trabalho A Educação da Mulher em Nível Superior na América Latina e Brasil, sobre a história da mulher na educação na região de Piracicaba e as desigualdades que enfrenta no mercado de trabalho. “A partir de dados pesquisados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatei que a presença da mulher no mercado de trabalho é superior a do homem, mas os salários são menores, mesmos em cargos iguais. Às vezes, a mulher até possui uma escolaridade maior, mas com um salário que chega a ser 40% No dia 17, o Prof. Dr. Marco Polo Marchese, diretor da Faculdade de Odontologia da Unimep (FOL) e os docentes da Unimep FOL José Musegante e Nancy Nunes receberam a Comenda Tiradentes, medalha entregue aos profissionais escolhidos como os melhores do ano pelos órgãos de odontologia de Lins. A homenagem veio do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO/SP) e contou com a presença de Maria Lúcia Varellis, conselheira da instituição, representando Emil Adib Razuk, presidente. De 20 a 27 de junho, ocorre o curso de capacitação docente em educação a distância para professores e coordenadores de curso da Unimep. Em sua 11ª turma, a capacitação será dada pela equipe de educação a distância da Universidade Metodista de São Paulo, em parceria com a assessoria de EaD da Unimep. menor”, ressalta ela, que pretende retomar o tema na monografia de conclusão do curso. ›› Cipa ›› Seminário ›› Enfermagem A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da Unimep promoveu no dia 27 de maio, na Galeria Unimep, uma campanha informativa e preventiva quanto às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Foram distribuídos folhetos informativos e preservativos masculinos cedidos pelo Centro de Doenças Infecto-contagiosas de Piracicaba. Estima-se que cerca de 250 pessoas tenham participado da campanha, que contou com o apoio do curso de enfermagem da Unimep. A Cipa pretende realizar outras ações do gênero no próximo semestre. Tem continuidade o Seminário de Pesquisa promovido por professores do mestrado profissional em administração da Unimep. No próximo dia 26 de junho, a professora e coordenadora do MBA em gestão estratégica de pessoas, Dalila Alves Corrêa, profere a palestra Conhecimentos e Aprendizagem Organizacional, às 13h, no anfiteatro do bloco 7. A proposta da iniciativa, que tem entrada gratuita e é aberta à comunidade, é discutir e socializar temas de pesquisa desenvolvidos pelos docentes no campo da administração. O curso de enfermagem formou sua primeira turma, com a colação de grau de 65 alunos oriundos de Piracicaba e região. O curso também foi reconhecido devidamente pelo MEC (Ministério da Educação) com nota 4, dentro de uma escala de um a cinco. Foto: Alessandro Maschio ›› Educação ›› Parceria Para verificar na prática as concepções astronômicas, de Nicolau Copérnico (1473-1543) a Galileu Galilei (1564-1642), cerca de 40 alunos do 3° semestre do curso de filosofia e do 5° semestre de história da Unimep visitaram o Centro de Estudos do Universo (CEU), em Brotas (SP). De acordo com o professor Márcio Mariguela, coordenador da atividade, uma das propostas foi possibilitar o conhecimento de ferramentas educacionais que, posteriormente, possam ser utilizadas pelos alunos enquanto professores. Mariguela completa que a atividade revelouse surpreendente, já que propiciou a integração entre os discentes dos dois cursos e possibilitou a vivência na prática daquilo que aprendem nas aulas teóricas sobre a revolução científica do século 17. Celiana Perina e Ana Maria durante a entrega do prêmio ›› Prêmio A professora do curso de jornalismo e coordenadora da especialização em jornalismo contemporâneo, Ana Maria Cordenonsi, e a assessora de imprensa da Unimep, Celiana Perina, foram indicadas ao Prêmio Garcia Netto de Comunicação 2008 nas categorias ensino de jornalismo e assessoria de imprensa, respectivamente. A escolha dos profissionais seguiu enquete realizada nas principais redações, além de contribuições espontâneas da categoria, onde foram destacados outros 11 profissionais de comunicação da imprensa local. A iniciativa é uma parceria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Regional-Piracicaba, e da Câmara de Vereadores de Piracicaba. SALADENOTÍCIAS 5 Educação Interativa Disponibilizado na Unimep desde janeiro de 2007, a partir da implantação da assessoria de educação a distância, o sistema moodle, conhecido como ferramenta virtual de aprendizagem a distância e instrumento de apoio ao docente, aumentou a sua utilização no ambiente universitário. Hoje ele é empregado em 80 disciplinas, por 60 professores e 2 mil alunos. Para se ter uma idéia, em setembro passado o sistema contava com 55 disciplinas, 20 professores e 837 alunos. “O dado é positivo, porque as pessoas estão descobrindo que é uma tecnologia de educação interativa, de fácil manuseio e aplicável no ambiente presencial”, destaca Lucas Oliveira, assessor de EaD da Unimep. Segundo ele, algumas das facilidades do moodle são o acesso ao curso a partir de qualquer lugar e horário, além de ser uma nova forma de comunicação e interação e permitir um grande volume de armazenamento de dados. Com a conclusão da apresentação dos diretores das faculdades e dos coordenadores dos cursos de graduação, o Acontece Unimep, com o propósito de facilitar à comunidade a identificação dos responsáveis por cada curso, traz nesta edição os docentescoordenadores dos cursos superiores de formação específica e dos superiores de tecnologia. Com uma formação mais rápida, entre dois e três anos, esses cursos têm como proposta desenvolver conhecimentos específicos em determinadas áreas. Prof. Baccarin e profa. Ieda reforçam o time da EaD Capacitação Os funcionários do setor de recursos humanos da Unimep participam desde maio de um curso sobre a utilização do moodle. De acordo com Marilena Rosalen, assessora da pró-reitoria de graduação e educação continuada, o curso tem objetivo de buscar alternativas de viabilidade à educação continuada a distância dos funcionários da Unimep, a partir da utilização da ferramenta. Também no mês de maio foi contratada uma especialista em produção de material didático, a profa. Ieda Medeiros (conteudista das redes Positivo e Eadcom), para colaborar na elaboração do material didático necessário para o credenciamento, junto ao MEC, para o oferecimento de cursos a distância. O prof. Francisco Baccarin, da Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza (Facen), também integra a equipe da EaD. A prova será no dia 6 de julho e os candidatos podem escolher pelo exame tradicional (impresso) ou pelo exame digital, a ser realizado nos computadores dos laboratórios de informática da Unimep, com exceção da prova de redação em língua portuguesa, que será manuscrita. A escolha por uma das opções deve ser indicada no ato da inscrição, assim como o campus onde o candidato deseja fazer a prova. ›› Vagas para Nove Modalidades A Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) está com inscrições abertas, até 27 de junho, para o Vestibular Unimep Julho. Há vagas para os cursos superiores de tecnologia em gestão de recursos humanos (noturno) e tecnologia em logística (noturno), ambos oferecidos no campus Centro (Piracicaba); administração (noturno), direito (diurno e noturno), farmácia (noturno), negócios internacionais – bacharelado (noturno) com turmas no campus Taquaral (Piracicaba); e no campus Santa Bárbara (Santa Bárbara d’Oeste), engenharia de alimentos (noturno), engenharia mecânica – ênfase em manutenção (noturno) e engenharia química (noturno). ›› ANOTE Inscrições: R$ 50 (de 11 a 27 de junho) e R$ 15 (candidatos treineiros). Os candidatos convocados e que efetuarem suas matrículas terão deduzido o valor da taxa de inscrição na primeira mensalidade. Informações no www.unimep.br/vestibular e nos tels. (19) 3124-1601 ou 0800-055-5616. Cursos de logística e administração da produção e operações Emílio Antonio Amstalden – Faculdade de Gestão e Negócios Gastronomia Maria Angélica Rovina Galvão de Oliveira – Faculdade de Gestão e Negócios Administração de marketing no varejo Osvaldo Luís Baptista – Faculdade de Gestão e Negócios Intérpretes de língua brasileira de sinais (Libras) Ana Cláudia Balieiro Lodi – Faculdade de Ciências da Saúde Redes de computadores e Sistemas para internet Francisco Baccarin – Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza Curso superir de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas José Luís Zem – Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza Negócios imobiliários e gestão de recursos humanos Os cursos não têm coordenador nomeado, o responsável é André Sathler Guimarães, diretor da Faculdade de Gestão e Negócios 6 SINTONIZADO DEMORA NO XEROX DESAGRADA O leitor Fábio Leissmann, 37, aluno do 5º semestre de Letras - Licenciatura em Português da Unimep, entrou em contato com o Acontece Unimep para sugerir matéria sobre os excessos de filas na Original Gráfica Rápida, localizada nos boxes 13 e 14 da Galeria Unimep, no campus Taquaral. De acordo com Leissmann, as filas são constantes e a espera pode chegar a 50 minutos, ocasionando perda e atrasos nas aulas iniciais ou às seguintes aos intervalos. “Quem não pode chegar antes da aula, só tem chance Fábio Leissmam Novidades tornam a implementação da reforma ortográfica da língua portuguesa, uma realidade próxima. O acordo foi assinado pelos oito países que têm o português como idioma oficial – Brasil, Angola, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé, Príncipe e Timor Leste – há 18 anos e já contou com muitos prazos e critérios para entrar em vigor. O parlamento de Portugal, país considerado principal resistência às mudanças, aprovou, na segunda quinzena de maio, a proposta que unifica a escrita do idioma e definiu o período de seis anos para concluir a transição. Já no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) publicou resolução no Diário Oficial da União exigindo que as novas aquisições de livros didáticos, para os anos de 2010 em diante, estejam em sintonia com as normas ortográficas da língua portuguesa. Em entrevista por telefone ao Acontece Unimep, Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portu- guesa (Colip), órgão ligado ao MEC e responsável pelo assessoramento quanto às propostas brasileiras sobre a unificação ortográfica, diz que está na mesa do Presidente da República a proposta encaminhada pela Colip para que o acordo vigore no país a partir de 1° de janeiro de 2009. “Existe grande possibilidade de o acordo ser de tirar o xerox no intervalo, que é muito curto”, afirma. Em 2004, Daniel Cozer, 25, que cursa o 9º semestre de psicologia, criou no Orkut, a maior rede de relacionamentos da internet, a comunidade Eu Odeio Tirar Xerox na Unimep, hoje com 196 membros. “Na minha opinião, um lugar só para tirar cópias para atender o campus é muito pouco. Para quem não mora em Piracicaba é complicado, pois não pode ir à universidade em outros horários”, destaca. Funcionam no local cinco impressoras e seis copiadoras monitoradas por sete funcionários nos períodos da manhã e noite. À tarde trabalham cinco atendentes. Passam pelo espaço cerca de 200 pessoas de manhã, 50 à tarde e 400 à noite, de acordo com Zeni Fonseca, 31, gerente da Original Gráfica Rápida. Ao Acontece Unimep, Zeni Fonseca, 31, falou que em fevereiro todos os equipamentos foram substituídos por modelos mais novos para melhorar a rapidez do atendimento. Ciente das reclamações, a loja busca alternativas para agilizar o atendimento. Uma delas é que os representantes de classe verifiquem os textos e a quantidade de cópias da classe e encomendem o material, a ser entregue posteriormente. “Queremos atender bem todos os alunos e estamos buscando mais alternativas para isso”, garante. assinado ainda no mês de junho. Nesse caso vigorará no próximo ano com uma tolerância maior apenas para os livros, pois os materiais didáticos para 2009 já foram adquiridos, bem como pela impossibilidade de adequar toda a produção editorial de obras em tão pouco tempo”, destaca. SINTONIZADO SISTEMA Em Bom Português GPS Dicas Práticas direita (RHCP, right hand circular polarization). Alguns modelos de telefones celulares e smartphones possuem receptores GPS embutidos, o que permite a navegação e a comunicação em um único equipamento, e algumas câmeras digitais permitem inserir no rodapé das fotos a latitude e longitude do local onde a foto foi tirada. Funcionamento Advérbios onde e aonde: o primeiro indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Normalmente, refere-se a verbos que representam estado ou permanência. Ex. 1: Atibaia é uma cidade onde gostaria de morar. Ex. 2: Onde você vai passar suas próximas férias? É importante lembrar que onde é pronome relativo (invariável) quando equivale a em que. Assim, deve ser usado, unicamente, na indicação de lugar. Não pode ser usado, portanto, com referência a pessoas ou coisas. Já aonde indica idéia de movimento ou aproximação. Ex. 1: Aonde você vai? Ex. 2: Aonde você pretende chegar com esse comportamento? Um substantivo, ao indicar uma cor, não sofre variação, ou seja, os adjetivos que originalmente são substantivos não variam, por exemplo, vestidos rosa, carros vinho, paredes abóbora. O equipamento recebe o sinal e imediatamente calcula, no próprio receptor, a latitude e longitude onde o equipamento se encontra. Alguns receptores podem calcular também a altitude em relação ao nível do mar e outros permitem também o sincronismo de relógio (hora) com extrema precisão. Ele funciona basicamente a partir da triangulação de sinais obtidos de satélites que orbitam o planeta, geralmente os receptores utilizam 6, 12 ou 24 satélites para se localizar. A atual rede de satélites utilizada pelo GPS é a rede de satélites norte-americana. As palavras próprio, mesmo, anexo, incluso, quite e obrigado concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Ex. 1: Seguem anexos os relatórios solicitados. Ex. 2: – Muito obrigados, disseram eles, ao receberem o prêmio. Ex. 3: A senhora agradeceu: - Muito obrigada. Ex. 4: Estamos quites, pois um não deve nada ao outro. Ao invés de é igual a em vez de? Não. A primeira locução indica oposição, situação antônima, contrária. Ex. 1: O consumo de remédios, ao invés de baixar, sobe. Ex. 2: Fernando, ao invés de sorrir pela boa vida que tem, chora. Já a segunda, indica substituição, isto é, uma simples troca. Ex. 1: Em vez de ir passear, ficou em casa assistindo TV. Ex. 2: Juliana, em vez de comprar roupas, preferiu viajar. DICAS Departamento de Tecnologia e Informática da Unimep (DTI) ilustração: Léo Zandoval GPS é uma sigla em inglês que significa Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global). Foi criado pelo departamento de defesa dos Estados Unidos e usado pela primeira vez em 1978, de maneira experimental, mas desde então, com o aumento do número de satélites, cresceu e se popularizou rapidamente na década 90. Desde o seu lançamento tem sido largamente usado para localização, demarcação precisa de áreas, navegação aérea, marítima e urbana, e em outras tantas aplicações que podem utilizar a tecnologia. Encontramos hoje no mercado serviços de localização de automóveis furtados ou rastreamento de frotas. Eles são cobrados, pois o uso do GPS é apenas parte do seu pacote de opções. O serviço é gratuito para o público que possui um receptor GPS. Aos curiosos de plantão que tiverem um receptor de rádio e um osciloscópio e que desejem investigar o sinal, as freqüências portadoras utilizadas no link satélite-receptor são conhecidas como L1 (1.575,42 MHz) e L2 (1.227,60 MHz) com polarização circular à 7 “A” e “há” na expressão de tempo: o verbo haver é usado em expressões que indicam tempo já decorrido: O acidente aconteceu há cinco anos. Não acrescente a palavra “atrás” após a indicação do tempo, pois o verbo haver já indica passado. Nesse sentido, é equivalente ao verbo fazer: Tudo aconteceu faz cinco anos. A preposição a surge em expressões em que a substituição pelo verbo fazer é impossível: O lançamento da nova marca de automóveis ocorrerá daqui a dois meses. Mirian de Fátima Polla Graduada em letras e funcionária da Unimep Comentários, críticas e sugestões: [email protected] 8 CAPA Simplesmente Amor.. Angela Rodrigues [email protected] O coração parece explodir, surge um frio na barriga, o rosto ruboriza, o apetite e o sono somem. Se você conhece esses sintomas, então já foi contaminado pelo sentimento que deveria ser o mais importante da humanidade: o amor. Na universidade, ao lado de avaliações, trabalhos e prazos, ele também tem espaço e completa a vida de centenas de pessoas. No mês dos namorados, o Acontece Unimep trilhou os corredores universitários em busca de histórias românticas nascidas na Unimep e a partir de entrevistas com alunos, professores e funcionários buscou entender o significado deste sentimento. Spers, Valéria e os gêmeos Vinícius e Sofia “Meus filhos nasceram praticamente na Unimep”, conta a coordenadora e docente do curso MBA em gestão e negócios, Valéria Elias Spers, 41, referindo-se aos gêmeos Vinícius e Sofia, de dois anos e cinco meses. As crianças são frutos de seu casamento com Eduardo Eugênio Spers, 39, docente do mestrado profissional em administração e do MBA em gestão e negócios. Casados há oito anos, eles se conheceram na Unimep depois que Spers mudou-se para Piracicaba. “No início, éramos amigos e colegas de trabalho. Após três anos é que começamos o relacionamento”, relata Spers. No início Valéria não quis que ninguém soubesse, mas com o fortalecimento da união, assumiu. Em 2000, eles se casaram. Um fato curioso aconteceu ano passado, quando a professora passou pela contratação de mestrado. Na ocasião ela foi questionada por uma examinadora da banca, se considerava ético o fato de trabalhar com o marido. “Respondi que somos profissionais. Se tivermos de discordar, vamos discordar. Não vejo nenhum problema”, diz. “Até queríamos trabalhar mais juntos, mas as áreas de pesquisa são distintas”, completa ele. Já a historiadora Lívia Paulillo, 24, atualmente aluna do 3º ano de pedagogia, e Ricardo Bignoto, 24, que cursa algumas DPs para conclusão da graduação em história, se conheceram nos corredores da instituição, por intermédio de amigos em comum. “Foi o interesse pelas mesmas coisas que nos aproximou. Hoje, um dá força para o outro no estudo e já são três anos de união”, conta ela. O mesmo ocorre com Ariane Gimenes, 20, e Laerte Ferrari, 19, ambos do 5º semestre de fisioterapia, juntos há um ano. O namoro começou em meio a um congresso do Ferrari e Ariane curso, mas eles garantem separar as coisas. “Hora de estudar é de estudar”, ressalta ela. Com Murilo Storer, 21, do 7º semestre de educação física e Ana Spoladore, 19, do 3º semestre de psicologia, não é tão fácil assim. “Em alguns momentos, ficamos desconcentrados na aula, sim”, confidenciam eles, que se conheceram no transporte para a universidade e namoram há três meses. CAPA Outras Histórias A história do casal Alexandre Breda, 35, jornalista e Débora Penteado Breda, 46, começou apimentada. Na primeira vez que se viram, eles brigaram. Na época, ele era estagiário da Prefeitura de Limeira, onde residia, e mensalmente ia à tesouraria da Unimep, onde era atendido por Débora. O desentendimento ocorreu porque ele quis ser atendido fora de ordem. Com o tempo, veio a amizade e o namoro. “Casamos em 1999”, conta Breda. Em 2003, ele ingressou como funcionário, mas conta que nada mudou. “Nos encontrávamos nos almoços, ida e vinda à Unimep. Sempre separamos o pessoal do profissional”, destaca. Para ambos, um dos momentos mais felizes foi o nascimento de Pedro Martins Breda, 9. “Foi mágico, como uma chave para selar nosso amor”, afirma ela. História semelhante foi vivida pelo casal Cláudia Alves Oliveira, 34, auxiliar do departamento pessoal da Unimep, e Jorge Oliveira, 38, comprador. Eles se conheceram no campus Centro e mantiveram a amizade até 1997, quando Cláudia foi transferida para o campus Taquaral. O destino deu uma mãozinha e o processo ocorreu meses depois também com Oliveira. O reencontro terminou em namoro. Após três anos, casaram-se e tiveram Gabriel Alves Oliveira, 5. “É como se trabalhássemos em lugares distintos. Cada um mantém a sua rotina, não nos vemos durante o dia. Há quem fique surpreso ao descobrir que somos casados”, conta ela. Química Você sabe o que ocorre com o seu corpo quando está apaixonado? Ele produz hormônios e substâncias distintas ao longo de um relacionamento, segundo Ana Célia Ruggiero, 51, diretora da Faculdade de Ciências Exatas e da Natureza e professora de bioquímica. No início, o coração bate rápido e forte, há perda de sono e apetite, energia aparentemente interminável e rubor. Esses sintomas são produzidos pelos neurotransmissores dopamina, que trazem a sensação de felicidade; feniletilamina, produzida no cérebro a partir da troca de olhares ou aperto de mão, e a norepinefrina, responsável pelo batimento cardíaco e excitação. Com o tempo, a produção desses hormônios tende a diminuir e dar lugar a outros como a oxi- 9 tocina, conhecida como o hormônio do afeto e que surge no período em que a confiança do casal se fortalece; a vasopressina, também chamada de hormônio da fidelidade, e a endorfina, que traz a sensação de prazer e relaxamento. Do ponto de vista da psicologia, o professor e supervisor de psicologia social e ética da Unimep Luiz Nabuco Lastória, 47, afirma que no amor há o sentimento de fusão e o desejo de proximidade com o outro. Ele cita o fundador da psicanálise Sigmund Freud (1856-1939), para quem uma pessoa apaixonada permanece como hipnotizada e passa por uma espécie de diminuição do senso de realidade, com esse sentimento de fusão muito presente. “O apaixonado acha que a vida está ótima, mesmo que tudo esteja indo para o buraco”, compara. O amor tem prazo de validade “Não, é eterno. É o amor que move o mundo”. Wainer Ignácio, 39, do 8º semestre de educação física Bignoto e Lívia Semelhanças Breda, Débora e Pedro “Você tem de construir o amor todo dia, acordando, brigando, fazendo as pazes e se integrando” Definição Agora, quando o assunto é encontrar uma definição para este sentimento, não é tarefa das mais fáceis. O professor de filosofia e ética da Unimep Rodrigo Batagello, 30, diz que em tempos mais remotos designavam o amor em três termos: philia (amor fraternal), eros (amor sensual) e ágape (amor devocional). Segundo ele, a tradição ocidental tentou sintetizar as dimensões dos três conceitos em uma única idéia. “Daí a dificuldade contemporânea em definir o amor e o reconhecer. Ao concentrar esforços na busca da pessoa ideal, se perde a oportunidade de cultivar as amizades reais e de admirar a beleza do mundo”, avalia. Ainda segundo Batagello, é impossível apontar conceitos que possam servir como fundamento para a compreensão deste sentimento. “Amar é plural e heterogêneo e não combina com a exigência de uma homogeneidade de conceitos”, ressalta. Segundo Gessé Marques Júnior, 43, professor de sociologia da Unimep, o ambiente universitário permite o namoro ou o casamento, já que em termos sociais esses relacionamentos ocorrem entre pessoas conhecidas de estratos culturais e sociais semelhantes. “Você tem de construir o amor todo dia, acordando, brigando, fazendo as pazes e se integrando”, define. Para Ismael Forte Valentim, 46, diretor da Faculdade de Ciências da Religião e professor de teologia e cultura, se o aluno não tiver consciência do significado do espaço, uma relação amorosa pode atrapalhar. “Mas observo que nas universidades a experiência é favorável. Eles se ajudam”, destaca. “Não, não tem tempo. Tem de acontecer sempre”. Silmara Tomazini, 40, do 9º semestre de farmácia “Sim. Tudo tende ao desgaste, é natural que ocorra com o amor também”. Fernando Bisan, 32, do 1º semestre do curso de letras “Não. Porque faz cinco anos que estou com a mesma pessoa”. Taís Favarin, 21, do 1º semestre de farmácia “Não sei. O quanto a pessoa ama é que determina o tempo”. Bianca Gustinelli, 17, do 1º semestre de fisioterapia 10 FOFOCANÃO!SÓFOCA ALIVIE O ESTRESSE No Corpo O estresse é a resposta fisiológica, psicológica ou comportamental com que nosso corpo reage a uma mudança de rotina, a uma situação que causa tensão. “Os alunos ao final de cada semestre passam por situações estressantes e os profissionais da área da saúde devem agir de forma preventiva”, explica a ex-aluna da Unimep e fisioterapeuta Maria Carolina Gonçalves Ribeiro. Muitos alunos podem contar com os tratamentos da fisiotera- História O estresse acompanha os seres humanos desde as primeiras formas de organização social, isto é, desde a pré-história. Segundo o ex-professor de história da Unimep Arnaldo Pinto Júnior, o homem pré-histórico tinha manifestações de irritação quando saía para caçar, enfrentava animais perigosos, lutava por espaços territoriais e outras atividades comuns. Para Júnior o agravamento hoje se deve ao modo de vida da maioria das pessoas, que come de forma inadequada, não faz exercícios físicos e passa boa parte do tempo conciliando trabalho e estudo para ter recursos econômicos e reconhecimento social. Ariane Belardin e Nele Melo são alunas do 7º semestre do curso de jornalismo e foram orientadas pelo coordenador do curso, Paulo Roberto Botão. Quem se estressa mais o homem ou a mulher? Fotos: Ariane e Nele Estudar em uma universidade exige muito esforço mental e físico, principalmente no final de cada semestre, quando o acúmulo de atividades é maior. A pressão de estudo para provas e a elaboração de trabalhos, além das atividades extracurriculares, podem deixar alunos e professores estressados. “As mãos suadas, respiração rápida, taquicardia, falta de apetite, dor de cabeça, tensão dos maxilares e ranger de dentes são alguns dos sinais mais fáceis de serem identificados como estresse”, diz a professora de psicologia da Unimep e especialista em estresse, Maria Aparecida Covolan. Aluna do 1º semestre do curso de administração Gabriely Oriani Thomasella, 18, já sente na pele as dificuldades de conciliar emprego, estudos e lazer. “Passo a semana inteira indo do trabalho para a faculdade e quando chega o final de semana acho que vou descansar, mas aí tem de fazer os exercícios, estudar para as provas e ainda encontrar tempo para a vida social”, afirma. O estudante Renan Novaes, 20, do 4º semestre de negócios internacionais fala que é complicado associar trabalho e estudo, com isso percebe que fica estressado. “Faço exercício físico regularmente, tento não pensar nos deveres e relaxo ao máximo nos finais de semana”, lembra. “A mulher. Porque ela é mais encanada com as provas e com tudo. O homem é desencanado”. Geovane Rocha, 23, 3º semestre de sistema de informação Gabriely Thomasella pia, que disponibiliza de inúmeras técnicas a fim de aliviar as tensões causadas pelo acúmulo de tarefas e proporcionar um maior relaxamento corporal e mental aos estudantes. Uma boa saída na busca do bem-estar físico é a massagem terapêutica e o pilates – um método de condicionamento físico e mental, onde se trabalha o corpo, procurando dar uma maior flexibilidade, consciência corporal, equilíbrio e força – tudo associado ao trabalho respiratório. Além disso, na psicologia existe tratamento especializado que ensina a lidar adequadamente com o estresse das mais diferentes situações de vida. Segundo Maria Covolan, o treinamento em controle do estresse e qualidade de vida é indicado para todos os que vivem sob pressões das circunstâncias da vida e também é destinado aos que desejam aprender a administrar a irritação como medida profilática, e aplicá-lo nas suas situações do cotidiano, a fim de melhorar a qualidade de vida. As Principais Causas do Estresse ›› ›› ›› ›› ›› ›› Carga horária extensa; Competitividade; Cobranças excessivas; Falta de tempo para si mesmo; Baixa auto-estima; Atividades extracurriculares em excesso; ›› Cansaço; ›› Problemas no relacionamento com o professor; ›› Insegurança profissional; ›› Aulas extensas, entre outras. Fonte: Professora Maria Aparecida Covolan “O homem. Ele é mais responsável já por natureza, enquanto a mulher é muito mais calma”. Carolina Perencin, 20, 1º semestre de publicidade e propaganda “Os homens não se preocupam, já as mulheres são mais nervosas com isso”. Raissa Bento, 19, 3º semestre de ciências biológicas “Creio que a mulher, por ela ser mais dedicada do que o homem em tudo”. Marcelo Montrazio, 26, 8º semestre de direito “Escrever para o Acontece é como vivenciar o jornalismo. Colher dados, entrar em contato com as fontes, pautar o assunto e respeitar os prazos foram fatores muito importantes para quem realmente quer saber como é ser uma verdadeira jornalista. Muitas vezes nos deparamos com dificuldades para encontrar pessoas que cedam uma entrevista, além de conciliar com a vida de estudante. Mas o prazer de ver o resultado é fantástico”. Ariane Belardin [email protected] “Imensa dificuldade para conseguir fontes, corrida contra o tempo para finalizar e muito estresse – claro, a matéria tratava disso, e não poderia ser diferente – assim foi escrever para o Acontece. Mas todas as dificuldades foram superadas ao ver a matéria pronta e aprovada para publicação. Melhor ainda foi ver que meu trabalho começa a ser reconhecido, isso é recompensador. Que bom que é apenas o início! Certamente estou mais preparada para o futuro que a profissão me reserva.” Nele Melo [email protected] HUMOR 11 VENCEDORES DO SALÃO Evandro Alves, 32, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Pedro Ichimaru Bedendo, 22, da Universidade de São Paulo (USP), foram os grandes vencedores da 16ª edição do Salão Universitário de Humor de Piracicaba/ Unimep. Os dois receberam R$ 1.000 em dinheiro cada um. O anúncio do prêmio ocorreu na cerimônia de abertura do evento, realizada no último dia 6, no campus Taquaral. Alves venceu com a HQ “Bicho Também é Gente” e levou outros prêmios, o portfólio especial – CDs com dados sobre carreira, contatos, obras e imagens que serão enviados para profissionais da área do humor gráfico – na categoria HQ e duas menções honrosas nas categorias charge e cartum. E Bedendo ganhou com a caricatura do cineasta Fernando Meireles e ainda levou o prêmio portfólio especial na categoria caricatura. Nas categorias cartum, charge, caricatura e HQ (História em Quadrinhos), o júri de premiação escolheu os oito prêmios portfólios especiais. Nessa modalidade não há primeiro, segundo e terceiro lugares, nela são escolhidos os dois melhores trabalhos. Em cartum levaram o prêmio portfólio: Felipe Modesto Gomes (Centro Federal Tecnológico de Campos) e José Antônio Costa (Universidade Federal do Piauí); em charge, ganharam Boris Szuster Woloszyn (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Esalq) e Jordan Pop Ilieu, da Macedônia; em caricatura, Bedendo e Renan Baliego Heitzmann (Universidade Estadual Paulista). Além de Alves, na categoria HQ abocanhou o prêmio Woloszyn. Também foram concedidas menções honrosas nas quatro categorias. Em cartum: Alves e Mohammad Ali Khalaji (IRIB College in Tehran/Irã); em charge Alves, José Antônio Costa (Universidade Federal do Piauí) e Ricardo Freitas da Silva, o Donga, (Universidade Católica de Pelotas); já em caricatura receberam Rodrigo Godinho (Universidade de Sorocaba) e Matheus Machado Grimião (Universidade Federal do Rio de Janeiro); em HQ, Bruno Monllor (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Mariá Scárdua (Universidade do Estado da Bahia). Obra: Evandro Alves Obra: Jordan Pop Ilieu Obra: Pedro Bedendo Obra: José Antonio Costa Prêmio Internet Cerimonia Obra: Renan Baliego Heitzmann Obra: Matheus Machado Grimião Jurados Obra: Mohammad Ali Khalaji Se encontra aberta até 30 de junho, a votação para o prêmio Júri Popular, que também concederá R$ 1.000 em dinheiro ao autor do trabalho mais votado. Nessa categoria o vencedor é escolhido mediante a votação pública pela internet no site www.unimep.br/salaodehumor Também é possível conhecer os trabalhos premiados e os selecionados na mostra montada no Centro Cultural e de Convivência (embaixo da biblioteca) do campus Taquaral. A exposição, composta por 123 trabalhos selecionados, entre os 380 inscritos, pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 8h às 22h e aos sábados das 8h às 16h. A entrada é gratuita. Informações no tel. (19) 3124.1611. 12 UNIVERCIDADES ROMANCE Angela Rodrigues [email protected] Recém-saída de Planura, município localizado a 113 quilômetros de Uberaba (MG), para cursar o mestrado em fisioterapia na Unimep, Nayara Yamada Tamburus, 22, pesquisadora do Laboratório de Fisioterapia Cardiovascular da universidade, conta que no início de seu namoro com o biomédico planurense Agrimaldo Martins Filho, 23, assistiu ao filme “Doce Novembro” (2001), de Pat O’Connor. Encantada com a música tema do longa-metragem e hoje canção-título do namoro, “Only Time”, ela sequer imaginava que os versos da canção entoados pela cantora Enya, “(...) Quem pode dizer aonde vai a estrada? Para onde vão os dias? Só o tempo (...)”, teriam significado também para sua própria história de amor. Nayara, que participa desta edição da seção Univercidades, fala sobre a mudança para uma cidade desconhecida, da sua história de amor e como mantém o namoro a distância. No quesito cidade nova, a convivência tem sido tranqüila. “Planura é um município pequeno – 10 mil habitantes –, lá tudo é muito pertinho e todas as pessoas se conhecem. Já Piracicaba – com aproximadamente 350 mil habitantes – tem mais recursos e atrativos. Acho aqui movimentado e as pessoas são solícitas e preocupadas”, compara. Agora quando o assunto é o relacionamento, o casal não gosta quando tem que sair separado. “O que é ruim é quando um dos dois sai, pois ficamos chateados por não estarmos juntos como ocorre com a maioria dos namorados”, conta. Para driblar a saudade e a distância de 358 quilômetros que os separa, os encontros ocorrem nos feriados prolongados. O casal também usa a modernidade em favor do relacionamento com conversas prolongadas pelo MSN – programa da mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation – e e-mails. “Temos horários marcados todas as noites, pelo telefone, por exemplo. Já na hora do almoço, pelo correio eletrônico”, diz. Começo O namoro, entretanto, começou no Réveillon de 2003, em Uberaba. Na época, ele era universitário e ela cursava o ensino médio. Como o biomédico residia em Uberaba por causa da faculdade, os encontros eram quinzenais, sempre aos finais de semana. “Foi um namoro tranqüilo”, relembra Nayara. Três anos e meio se passaram, até que descontente com a rotina, o casal decidiu pôr um ponto final na relação “Havia discussões e a rotina cansou o namoro, faltou compreensão. Nesse período, nenhum dos dois voltou atrás e nem deu uma palavra sequer com o outro”, detalha. Entretanto, em 2007, eles se reencontraram nos corredores da Universidade de Uberaba (Uniube), na qual Nayara cursava fisioterapia. “A gente sempre se encontrava na faculdade, nos estágios e na clínica”. Até que o destino deu uma força. “Íamos organizar duas palestras nas respectivas áreas. O engraçado é que para recebermos as inscrições sentamos lado a lado. Quando o vi, fiquei na minha, mas pensei: vou ficar aqui do lado dele e não trocar nem uma palavra? Daí começamos a conversar”, conta. No dia seguinte, a conversa partiu dele. As facilidades da informática também foram usadas para reatar o namoro. “Ele ainda encontrou a minha irmã e perguntou se ainda tinha alguma chance. Antes de ela responder, me enviou um e-mail, no qual dizia ter sofrido muito com a separação e perguntava se ainda havia chance”, fala. A resposta demorou uma semana. “Estamos juntos de novo e pensamos no casamento daqui a dois ou três anos”, planeja. Minas Gerais Planura: Minas Gerais Habitantes: 10 mil habitantes Localização: Triângulo Mineiro Fundação: 1962 Atividade Econômica: agricultura Fonte: www.planura.mg.gov.br e Nayara Tamburus) A DISTÂNCIA CULTURAÉOQUEHÁ ATITUDE NOS CABELOS Paula Martim e Tatiane Ceron são alunas do 7º semestre de jornalismo e sugeriam a matéria para esta edição Mariana Fiocco Paula Martim Tatiane Ceron A diversidade de cores e tipos de corte fazem do cabelo um dos principais atrativos para aqueles que estão sempre em busca de mudanças. “Quando a gente vê uma novela ou um filme tem sempre alguém cortando o cabelo para representar uma mudança de atitude”, lembra a estudante do primeiro semestre de jornalismo Mariana Cristina Fiocco, 19, que atualmente é loira, mas já teve várias cores de cabelo, entre elas azul, vermelho e verde, além de luzes com detalhes laranja. Ela se inspira na moda dos anos 80. Outro motivo que pode levar as mulheres a mudar o visual é a praticidade. A estudante do 1º semestre de jornalismo Nathaly Petric Servilha, 21, apostou no “dread” (rolos cilíndricos de cabelo que aparentam cordas pendendo do topo da cabeça e que ficou famoso com o movimento rastafári). “Não precisa pentear. É só prender ou usar uma faixa”, assegura. De acordo com a professora de psicologia da Unimep Maria Aparecida Pelissari, as mudanças estéticas auxiliam nos relacionamentos porque fazem com que as pessoas se sintam melhor. “Quando se sentem bem-vistas, MODA Toques de Feminilidade Leila Cabana é funcionária do gabinete da coordenação do Unimep Capacit se conectam com a sociedade”, destaca. Já Cristina de Mori, gerente do salão de beleza Hair Company, localizado na Galeria Unimep, diz que algumas mulheres optam por cortar ou pintar os cabelos até quando desejam melhorar o relacionamento. “Muitas vêm para o salão porque o casamento ou o namoro não está legal. Em alguns casos, o toque é do próprio companheiro”, completa. O cenário contemporâneo exibe “looks” andróginos, misturas de estilos, desconjunturas, cortes masculinos, muito couro e diferentes tonalidades. Assim como a moda, a mulher de hoje precisa ser ao mesmo tempo dinâmica e sutil, ousada e discreta. Para resgatar a feminilidade em meio a tanta sisudez, invista em roupas e acessórios como broches, colares, 13 Música Faz Bem Quem tem Medo de Música Clássica? Quem se acostumou a ligar a árida TV Senado para assitir ao “Quem tem medo de música clássica?” provavelmente já tomou conhecimento do falecimento de seu apresentador, Arthur da Távola, em maio, no Rio de Janeiro. Pouco sei sobre o Arthur político. Li nos jornais que Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros – seu nome de nascimento – iniciou a carreira política na década de 70. Caçado pela ditadura militar, permaneceu alguns anos exilado, retornando para uma carreira como deputado estadual, fundador de partido político e senador. Elaborou o projeto de lei criando o Museu do Rádio, que resgata sua história por meio de gravações originais dos anos 40 e 50. Era também grande torcedor do Fluminense. “Conheci” apenas o Arthur apaixonado por música, que conseguiu, com seu programa semanal de música clássica, tornar a TV Senado menos aborrecida. Nas notas de falecimento quase só se falou de sua atuação política. Faltou falar do Arthur dedicado às causas culturais. Escritor, poeta e jornalista, Távola aproximou a cultura do povo, escrevendo em revistas como “Amiga”, em jornais como “O Globo” e “O Dia” e revitalizando a Rádio Roquete Pinto. Mantinha um blog cultural na internet, onde escrevia poesias e crônicas, comentava obras musicais e literárias, além de fornecer espaço para escritores, poetas e músicos. Nathaly Servilha As roupas e acessórios foram cedidos pela Underdown Galeria Unimep pulseiras, vestidos, laços, pregas e bordados, mas sem exageros para não sair por aí parecendo estar indo ao chá da tarde com as amigas da sua avó. Tem medo de errar? Aposte num detalhe, como a gola de pêlo de um casaco ou como nos laços das peças que a nossa modelo desta edição Leila Cabana está vestindo. Supertendências para este inverno que começa agora no próximo dia 21. Carol Alleoni é produtora de moda e jornalista Profundo conhecedor de música clássica e popular, discorria com a mesma paixão sobre Bach e Pixinguinha. Em “Quem tem medo de música clássica?” apresentava grandes orquestras, comentando sobre compositores e músicas com fala mansa e cativante. Depois, repetindo o filme didaticamente, “ia para trás da orquestra”, como dizia, explicar o que estava acontecendo: forma da música, movimentos, instrumentos e maestro. Nada escapava ao seu ouvido afinado e olhar aguçado: uma respiração do spalla, um gesto enfático do maestro, às vezes um som destoante ou até mesmo o vestido da solista. Pode-se dizer que, assistir ao Arthur, era quase como assistir a um concerto ao vivo. Ele passava sua paixão pela música para o ouvinte, que mergulhava naquela magia que todos sentimos quando perdemos o medo da música clássica. “Música clássica é vida interior e quem tem vida interior nunca padecerá de solidão” (Arthur da Távola 1936-2008). Beatriz de CastroVictoria Diretora da Escola de Música Maestro Ernst Mahle [email protected] 14 CULTURAESTRÉIA Cine Unimep ‘AS PATACOADAS DE CORNÉLIO PIRES’ [email protected] O grupo teatral Andaime da Unimep estréia novo espetáculo. A trupe apresenta “As Patacoadas de Cornélio Pires – Estrepolia Musical em Dois Atos e Uma Chegança”, com a pré-estréia prevista para os próximos dias 25 às 21h, e 26 às 22h, no Teatro do Sesc Piracicaba. O espetáculo foi criado a partir de olhares de artistas contemporâneos sobre um autor atemporal, o folclorista, cantador e poeta Cornélio Pires (1884–1958). Após um ano de pesquisas para a montagem, que tem dramaturgia e direção do carioca Luís Carlos Laranjeiras, é resultado da pesquisa que antecede e desencadeou a criação de “Lugar onde o Peixe Pára” (1997), sobre a cultura caipiracicabana. A entrada é gratuita. Com desdobramentos histórico e cultural, a montagem mescla recursos cênicos com elementos autênticos do folclore e da cultura popular genuinamente paulista, enraizada na figura do caipira. Também traz elementos da cultura urbana misturados à caipira, com cenas que reúnem, por exemplo, instrumentos como viola, guitarra e percussão. Trata-se de uma montagem informativa, divertida e cultural. “Nosso espetáculo é de interesse nacional, já que Cornélio Pires é tão importante quanto o historiador e folclorista Câmara Cascudo (1898–1986). “Estamos preocupados em formar e informar o público”, afirma Laranjeiras, que é um dos fundadores do grupo de Teatro Vento Forte, de São Paulo. Laranjeira antecipa que após a estréia, prevista para ocorrer no Teatro Unimep em agosto, a idéia é que “As Patacoadas de Cornélio Pires” seja transformada em rádio-teatro, e assim, atinja públicos de todo o Brasil. Cine Unimep (Cine Humberto Mauro) encerra as apresentações do semestre com os longa-metragens “Munique” (2005), de Steven Spielberg, na quartafeira, dia 18, e “Povoado Number One” (2006), de Rabah Ameur-Zaimèche, em cartaz de 23 a 28 de junho. “Munique” é baseado em fatos reais, a retaliação do governo israelense ao ataque do grupo palestino Setembro Negro, que durante as Olimpíadas de Munique de 1972 matou 11 atletas de Israel. Já “Povoado Number One” traz um dos temas recorrentes do novo cinema social francês, o processo de imigração e algumas conseqüências, como a marginalidade e o choque cultural. As exibições são gratuitas e acontecem em três horários, às 9h, 15h e 19h30, no auditório verde, bloco 2, campus Taquaral. No Taquaral a programação entra de férias e retorna no mês de agosto com a volta às aulas. Informações: (19) 3124-1707 ou www. cinehumbertomauro.com.br Estação da Paulista Ficha Técnica Sete atores integram o elenco, Antonio Chapéu, Márcio Abegão, Bruno Agulhari, Maria Trevisan, Barbosa Neto, Jonathas Beck e Charles Mariano. Opera a luz: Luzia Vaz. Já Jonathas Beck toca músicas ao vivo. Anote Grupo Andaime apresenta a pré-estréia de “As Patacoadas de Cornélio Pires – Estrepolia Musical em Dois Atos e Uma Chegança” nos dias 25, às 21h, e 26, às 22h, no Teatro do Sesc Piracicaba (rua Ipiranga, 155, Centro). Informações: (19) 3124-1603 ou (19) 3437-9292. Fox Films Celiana Perina Criado em 1986, o grupo sempre esteve envolvido com a comunidade no desenvolvimento de projetos relacionados às raízes e à cultura de Piracicaba e região. Em “As Patacoadas de Cornélio Pires” não é diferente. De acordo com Antonio Chapéu, coordenador do grupo Andaime, o processo de criação do grupo evoluiu naturalmente para a ampliação da visão do teatro folclórico, direcionandoo para a identificação de elementos arquetípicos e, como tal, presentes em todos, independentemente de regionalismos e peculiaridades. “O Andaime pretende questionar, por meio da arte, a preservação da própria identidade. A encenação difere de espetáculos anteriores quanto à interpretação, deixando de lado a linha naturalista. O público poderá esperar a seriedade demonstrada nos espetáculos do grupo, quanto à pesquisa e uma boa dose de humor, fruto da experiência “clownesca” dos atores envolvidos no espetáculo”, destaca Chapéu. UIP Proposta Já no Centro Cultural Antonio Pacheco Ferraz, na Estação da Paulista, a programação cinematográfica apresenta na quinta-feira, dia 19, o sucesso de público “Pequena Miss Sunshine” (2006), de Jonathan Dayton e Valerie Faris. No dia 26, ocorre a exibição do drama brasileiro “Inesquecível” (2007), de Paulo Sérgio Almeida, que traz no enredo um triângulo amoroso interpretado pelos atores Murilo Benício, Caco Ciocler e Guilhermina Guinle. O projeto Cine Estação Paulista manterá as exibições durante todo o mês julho. As sessões acontecem às quintas-feiras, em três horários, às 9h, 16h e 20h. Entrada gratuita. Informações: (19) 3402-7373, 3124-1707 ou www. cinehumbertomauro.com.br MarcoMary e RobertoBetinaBotox CULTURA Nova Fase DE PORTAS ABERTAS O modelo de gestão do Núcleo Universitário de Cultura (NUC) da Unimep passa por reestruturação. A reorganização não afeta a regularidade das atividades oferecidas pelo setor, que envolvem o Cine Unimep (Cine Humberto Mauro), os grupos de coral e teatro. A agenda cultural do Teatro Unimep, gerenciado pelo NUC, também passa por reestudo. Mas não implica que o espaço estará de portas fechadas para a realização de eventos locais, nacionais e internacionais. “Queremos que as atrações sejam auto-sustentáveis, já que alguns espetáculos, mesmo estando com a casa cheia, geraram déficit. As atrações oferecidas no espaço continuam e continuarão a ser realizadas. Todas as parcerias existentes estão sendo renegociadas nesta perspectiva. Projetos financiados por agências, empresas e Lei Rouanet são desejáveis e podem ajudar”, afirma o reitor da Unimep, Davi Ferreira Barros. Para Barros a arte e a cultura são indissociáveis da base educacional de um cidadão, portanto uma universidade não pode abrir mão de fomentá-las. “Queremos não somente oferecer as atividades culturais, mas também estimulá-las dentro do projeto pedagógico da Unimep”, destaca. Dentro da perspectiva da auto-sustentabilidade no que se refere à programação do Teatro Unimep, no próximo dia 20, às 21h, será apresentado o espetáculo “Hoje Eu Me Chamo Dinorá”, dirigido por Cininha de Paula e protagonizado pela atriz Laura Cardoso. Ambientada nos anos 70, a comédia é o primeiro texto da escritora Janete Clair (1925–1983) adaptado para o teatro. A peça teve livre adaptação de Maria Carmem Barbosa. Na trama Dinorá Félix, uma mulher elegante e solteira, é gerente dedicada da cadeia de lojas Máximo no Rio de Janeiro e que vai visitar a madrinha doente no interior. Neste intervalo, seu admirador Gilberto Sampaio, gerente da mesma loja em Americana (SP) e o qual ainda não a conhece pessoalmente, resolve visitála. Mas Cilene, secretária de Dinorá, acaba se passando por ela e deixa o rapaz apaixonado. Tudo estaria quase resolvido se a gerente não voltasse do interior com sua madrinha Carola, uma senhora de pensamentos avançados, que colocará todos os personagens em uma grande confusão. Preços de ingressos ou informações no tel. (19) 3124-1603 ou no site www.unimep.br 15 Confira os livros mais retirados na área de literatura geral. ››Taquaral “Você é do Tamanho de Seus Sonhos” (2003), de César Souza; Editora Gente; 183 págs. ››Santa Bárbara d’Oeste “Melancia” (2003), de Marian Keyes; Editora Bertand Brasil; 489 págs. ›› Lins BAÚ UNIMEP O caso Issa Macdasse, como ficou conhecido em 1914, é a curiosidade histórica desta edição da coluna Baú Unimep. Trata-se de um processo crime existente no acervo do Poder Judiciário, e uma das raras documentações com fotografias produzidas na época por peritos para a elucidação de crimes. Issa Macdasse foi um negociante sírio, residente em Piracicaba, assassinado no bairro da Serra Negra. O acusado foi seu sobrinho, o também sírio e negociante João Antônio Hadad, único na companhia de Macdasse no momento do crime e contraditório em seu depoimento à polícia. Alegava terem ambos sido vítimas de um assalto e que enquanto tentava fugir, seu tio foi alvejado com tiros de garrucha. Ao retornar ao local com ajuda, percebeu que haviam retirado do bolso do tio, um conto e 500 mil réis. Para comprovar sua inocência, os advogados de defesa, acompanhados de peritos, fizeram as fotos na reconstituição do crime, inclusive com um “troly” semelhante ao da vítima, e as anexaram no processo. O recurso foi convincente. No seu julgamento de 27 de agosto de 1914, Hadad foi absolvido. A Promotoria Pública da Comarca pediu apelação, negada pelo juiz. “O Estudante”, de Adelaide Carraro; Editora Global; 126 págs. Fonte: Bibliotecas Unimep Os Mais, Mais... 16 OURODACASA pelo número de empresas. Acho que deu certo. A.U.– Se pudesse voltar no tempo, ainda assim faria engenharia de produção? Por quê? Lembranças da Unimep Celiana Perina [email protected] José Ântonio Francoi da Silva, 50, natural de Ribeirão Preto, veio a Piracicaba para cursar engenharia de produção, hoje oferecido no campus Santa Bárbara d’Oeste. Na época, com apenas 19 anos, em 1977, optou pela graduação por ser uma área nova – na ocasião, com apenas dois anos de existência –, o que poderia ser uma oportunidade para abrir diferentes perspectivas para o futuro. Parece que deu certo. Hoje o ex-aluno é diretor de manufatura de pneus de carro e caminhonete para os Estados Unidos e Canadá. Em sua agenda de compromissos, da Bélgica, Francoi – como é chamado no ambiente universitário –, fez questão de participar da entrevista que abre a nova série do Acontece Unimep. A proposta é descobrir por onde andam ex-alunos que passaram pela instituição. Na entrevista o ex-aluno fala dos momentos vividos na Unimep, quando conheceu sua atual esposa, a trajetória profissional e das amizades que fez no ambiente universitário. Acontece Unimep – Conte parte da sua trajetória na época de estudante. Você trabalhava e estudava? José Francoi – Morei em quatro casas diferentes, com três grupos de amigos diferentes. Nos três primeiros anos, fui monitor de estatística na escola, dava aulas de resistência dos materiais em uma escola técnica e de lubrificação industrial para o Senai em duas indústrias. Também comecei a estudar inglês. No quarto ano, iniciei estágio na Goodyear. Era uma vida corrida, mas foi importante para meu desenvolvimento e também para ajudar meu pai com os custos da faculdade, e quando comecei o 5º ano fui contratado. A.U. – Quais lembranças tem de amigos e de professores? Com eram as baladas naquela época? J.F. – Sobrava tempo para um futebol e churrasco com os amigos ou para a discoteca no centro acadêmico. Outra coisa que fazíamos muito, eram viagens nos fins de semana para diferentes cidades nas casas dos amigos. Foi na Unimep que conheci minha atual esposa, somos casados há 26 anos. A.U. – O que lhe dá mais saudade da vida universitária? J.F. – Quando comecei a estudar na Unimep, somente existia o campus Centro e todos os cursos eram lá, e isto fez com que nosso relacionamento fosse com pessoas de áreas distintas e todos éramos envolvidos em todos os eventos. Acho que foi o que deixou mais saudade. A. U. – Por que ingressou no curso de engenharia de produção mecânica da Unimep? J. F. – Por dois motivos. O primeiro porque já conhecia e gostava de Piracicaba, e o segundo pelo curso de engenharia de produção ser novo na época, o que poderia me abrir diferentes perspectivas no futuro. Outra informação importante, nesta região as opções de estágio e empregos eram boas J.F. – Na realidade o primeiro estágio que procurei foi na Goodyear, éramos 50 concorrendo por uma vaga. Fui escolhido. Assim sendo, não tive muitos problemas para conseguir trabalho. Sem dúvida voltaria a fazer engenharia de produção, pois hoje tenho certeza de que esta é a formação que melhor se encaixa com o meu perfil e foi fundamental para desenvolver a carreira que tenho na Goodyear. A.U. – Fale um pouco sobre sua trajetória profissional. “O mundo está cheio de oportunidades. Esteja atento e preparado para elas...” J.F. – Comecei como estagiário na Goodyear em Americana e fui contratado como engenheiro industrial. Depois disso, fui chefe de área; especialista de produção e gerente de engenharia industrial nesta mesma fábrica. Em 1988, me mudei para os EUA como engenheiro industrial da América Latina. Dois anos depois, fui para o México como gerente de engenharia industrial e controle de produção. Também no México fui gerente de uma área de produção e depois gerente de produção de toda a fábrica. Seis anos mais tarde, fui para a Colômbia como diretor da fábrica e um ano e meio depois, para o Canadá, para atuar como gerente de produção. Voltei ao Brasil como diretor de produção na fábrica de Americana e três anos e meio depois, voltei aos EUA como gerente da maior fabrica da Goodyear do mundo: a Lawton Oklahome. Lá fiquei somente três meses e passei a ser o diretor de manufatura da América Latina, onde fiquei quatro anos e meio. Depois assumi a posição que tenho hoje. A.U. – Na sua opinião, como está o mercado para o formado em engenharia de produção? J.F. – Na realidade eu vejo um mercado muito mais competitivo hoje do que quando me formei, mas sempre vão haver oportunidades e no geral ganharão estas oportunidades as pessoas que estiverem melhor preparadas. A.U. – Dê dicas aos alunos que atuam na área. Qual o diferencial de um bom profissional? E o que um engenheiro de produção deve evitar para ser bem-sucedido? J.F. – O que difere um bom profissional, primeiro é a honestidade, depois o comprometimento com a empresa e diria que atualmente flexibilidade e agressividade são muito importantes. Respeito ao ser humano e ao meio ambiente. Evitar politicagem. A. U. – Já esteve na Unimep depois de formado? J. F. – Sim, fui patrono de duas turmas de engenharia. A experiência foi excelente. Foi como voltar no tempo e viver um pouco da vida acadêmica outra vez. Também foi bom encontrar com alguns profissionais que foram meus professores na época. A.U. – Por favor, deixe uma mensagem aos futuros engenheiros de produção. J.F. – O mundo está cheio de oportunidades. Esteja atento e preparado para elas. Sucesso a todos. A Profissão O engenheiro de produção faz o projeto, a viabilização e a administração de unidades produtivas. Suas atividades envolvem o estudo da organização espacial de homens e máquinas, o planejamento, a organização, o acompanhamento e o controle dos processos produtivos. Além disso, o profissional realiza análises econômicas referentes às decisões a serem tomadas a cada passo da atividade produtiva, conforme conta Luis Carlos da Cunha Colombo, coordenador do curso de engenharia de produção da Unimep. O trabalho do engenheiro, segundo ele, baseia-se nas necessidades humanas, uma vez que para satisfazê-las é necessário que ocorra algum tipo de transformação, na qual os conhecimentos desse profissional podem ser aplicados. Na Unimep, o curso de engenharia de produção é oferecido desde 1975. Até então, formou profissionais de sucesso, que atualmente destacam-se nas mais variadas áreas: metalmecânica, financeira, indústria de bebidas, transportes, entre outras.