KPMG Business Magazine 30
Jacinto Alvarez e Ricardo Ribeiro
CARREIRA
José Vinicius de
Oliveira Alves e Inácia
Maria Moura Marçal
conquistaram o prêmio
com solução desenvolvida
para a Cielo
Jovens talentos
Prêmio de revelação em finanças chega à 10ª edição e elege dupla vencedora de 2013
N
o dia 11 de novembro foram
divulgados os vencedores
do 10° Prêmio Revelação em
Finanças IBEF SP/KPMG, que
busca valorizar profissionais com futuro
promissor na área financeira. Três trabalhos
concorreram na final, tendo em comum a
escolha da Cielo, empresa multinacional
brasileira do ramo de pagamentos
eletrônicos, para a qual foram propostas
soluções com comprovada aplicabilidade.
A dupla formada por José Vinicius
de Oliveira Alves e Inácia Maria Moura
Marçal foi eleita vencedora com o
trabalho Ciclo de Vida dos Produtos e
Matriz BCG Aplicados à Melhoria de
Rentabilidade. Ambos atuam como
analistas de rentabilidade na Cielo S.A.
Alves é graduado em Administração de
12
Empresas pela PUC/SP e pós-graduando
em Controladoria pela Saint Paul Escola
de Negócios. Já Inácia é graduada em
Ciências Econômicas pela Universidade
Presbiteriana Mackenzie.
Segundo a organização do concurso,
o trabalho vencedor foi motivado pela
necessidade de manter a solidez
conquistada pelo grupo Cielo ao
longo de seus 15 anos de existência e
fortalecer a proximidade da empresa
junto a seus clientes em um contexto de
maior variedade de administradoras de
pagamentos eletrônicos.
Também concorreram ao prêmio os
executivos Enzo Russo e Livia Agessi,
que estudaram meios para viabilizar
a aquisição de uma empresa norte-
americana especializada em tecnologia – a
companhia era considerada estratégica
para aperfeiçoar os serviços oferecidos
pela Cielo e expandir sua atuação no
exterior – e, ainda, Juliana Bertechini, que
desenvolveu uma nova metodologia de
avaliação dos projetos da empresa nas
áreas de tecnologia e inovação. O objetivo
do trabalho era facilitar a escolha daqueles
que apresentam reais possibilidades de
garantir melhores retornos à empresa.
O Prêmio Revelação em Finanças
é realizado pelo Instituto Brasileiro de
Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF
SP) em parceria com a KPMG no Brasil,
sendo entregue a jovens executivos com
até 35 anos de idade, autores de trabalhos
que proponham novas soluções para o
exercício das funções da área financeira
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Vencedores veteranos
Em comemoração aos 10 anos do
Prêmio Revelação em Finanças IBEF
SP/KPMG, e com base na proposta da
premiação – criar oportunidades para
a geração de inovação e valor para as
organizações –, a reportagem conversou
com dois vencedores de edições
anteriores do prêmio, para saber qual o
rumo que suas carreiras tomaram desde
então. Confira as entrevistas a seguir:
Acervo pessoal
CARREIRA
Nathália Würzler Bellizia
Formação: Administração de Empresas
pela Fundação Getulio Vargas, Direito pela
Universidade de São Paulo, Mestrado
em Finanças na Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da
Universidade de São Paulo e MBA na
Universidade Stanford.
Projeto vencedor: Criação de medida
alternativa de prêmio pelo Risco Brasil,
destinada a auxiliar gestores, analistas
e investidores na mensuração de
performance das empresas, na tomada de
decisões de investimento e na avaliação
das empresas que atuam no mercado
brasileiro.
Ano: 2007
Função atual: Project leader no Boston
Consulting Group (BCG).
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nas empresas. As propostas são
avaliadas por uma banca examinadora
constituída por renomados
profissionais e acadêmicos.
Além do próprio reconhecimento
do trabalho vencedor, esta edição
teve mais um motivo para celebração:
o prêmio completa uma década de
existência, com grande destaque
no setor. “O prêmio Revelação em
Finanças tem um importante papel
no reconhecimento e na valorização
de todo o poder que uma ação
realmente inovadora pode gerar não
só para as empresas e as instituições,
mas também para a comunidade de
negócios e para a economia brasileira”,
afirma Pedro Melo, presidente da
KPMG no Brasil.
Você foi a primeira mulher a receber
o prêmio IBEF SP/KPMG, voltado a um
setor com predominância masculina. O
que isso representou para você?
Foi muito gratificante conseguir me
destacar em um ambiente formado
essencialmente por homens. Isso me
ajudou em termos de autoconfiança, por
perceber que tenho meu lugar e também
por sentir que talvez tenha colaborado
para abrir portas para outras mulheres que
venceram o prêmio em anos seguintes.
Quais foram suas dificuldades e
expectativas na época do prêmio?
Naquele período estudava na FEA-USP
e tive bastante suporte do meu orientador,
o que me ajudou a superar as dificuldades
na época.
Por que acha que não foi possível
viabilizar o projeto que lhe rendeu o
prêmio de finanças?
As condições macroeconômicas
mudaram bastante nos últimos anos.
Com o Brasil tornando-se investment
grade e a crise da subprime mortgages,
com repercussões mundiais, o risco
Brasil deixou de ser uma das principais
preocupações dos investidores.
O que pretende fazer
profissionalmente no futuro?
Estou há quatro anos e meio nos
Estados Unidos. Depois de concluir os
estudos em Stanford, vim para Nova York e
estou feliz trabalhando para a BCG. Quero
ficar mais um tempo aqui, mas depois
pretendo voltar ao Brasil e eventualmente
voltar a trabalhar com finanças.
O prêmio lhe conferiu mais
reconhecimento profissional?
A visibilidade proporcionada pelo
prêmio sem dúvida alguma me ajudou
profissionalmente. Logo após a premiação,
recebi convite para trabalhar em um fundo
de private equity junto a um ex-colega com
o qual havia perdido contato. Mais do que
isso, o prêmio me deu mais confiança.
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Acervo pessoal
CARREIRA
Wesley Mendes da Silva
Formação: Bacharel em Administração
pela Universidade Católica de Pernambuco,
Mestre em Administração pela
Universidade Federal de Pernambuco e
Doutor em Administração, na linha de
Finanças, pela Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da
Universidade de São Paulo.
Projeto vencedor: Análise sobre
a influência das redes de relações
corporativas no desempenho das
empresas do novo mercado da Bovespa.
Ano: 2008
Função atual: Professor no Departamento
de Finanças da Fundação Getulio Vargas
(EAESP).
Que lições você pôde tirar, pessoal e
profissionalmente, de sua participação
no prêmio?
Do ponto de vista pessoal, superação
e persistência. Eu entendia que o trabalho
poderia me ajudar a estruturar um estudo
de rigor acadêmico que interessasse ao
meio empresarial. Já o prêmio poderia
desempenhar um papel essencial na
construção de uma identidade profissional
reconhecida pelo mercado.
Na época, quais eram seus desafios?
Meu desafio era terminar o trabalho
de doutorado, e que fosse de interesse
destacado da comunidade de negócios.
O prêmio me deu sinalização clara de que
esse propósito não estava equivocado,
que havia de fato interesse das empresas
pelo tema. Essa repercussão me conferiu
tranquilidade para finalizar meu projeto.
O que o projeto proposto agregou
em sua carreira?
Me abriu essencialmente duas frentes:
a possibilidade de pesquisas e trabalho
na área acadêmica e, do ponto de vista
empresarial, um trânsito interessante nas
empresas de grande porte.
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O trabalho apresentado rendeu
algum resultado prático?
Na época, refletiu-se em um número
elevado de reuniões, consultorias e
palestras das quais fui convidado a
participar. Além disso, por coincidência,
o Instituto Brasileiro de Governança
Corporativa estava fazendo a revisão de
seu Código das Melhores Práticas de
Governança Corporativa, e o resultado
do meu trabalho passou a figurar em um
trecho desse código.
Quais são seus planos profissionais
para os próximos anos?
Pretendo atribuir maior alcance
internacional às minhas pesquisas,
que tenho realizado com pessoas dos
Estados Unidos, da Itália, do Chile e da
França. Um dos projetos de impacto
social de que tenho participado na FGV
é o desenvolvimento de metodologia
nacional para medição do nível de
bem-estar das pessoas, o Well Being
Brazil (www.wbbindex.org). O trabalho
contempla questões de sustentabilidade
ao considerar o bem-estar. Isso pode
significar fonte de competitividade para
as empresas. Espero que, ao reunir
expertises nesses processos que estou
ajudando a desenvolver agora, eu tenha em
alguns anos a oportunidade de contribuir
em conselhos de empresas.
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