Nº 9912260030/DR/BA Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia ANO 19 • Nº 102 • ANO 2013 Nesta edição de maio de 2013, o Jornal da Sogiba apresenta um panorama sobre a crise na assistência obstétrica na Bahia – suas causas, implicações e possíveis soluções. Para tratar o tema em toda sua complexidade, obstetras e professores foram entrevistados sobre questões como a carência de leitos obstétricos na rede pública e privada do estado, a falta de profissionais especializados e a difícil relação entre médicos e planos de saúde. Ainda nesta edição, um artigo especial aborda o uso das substâncias fólicas em Ginecologia. Não deixe de conferir! Editorial A Crise da Assistência Obstétrica na Bahia H á muito tempo a assistência obstétrica na Bahia encontra-se em crise, tanto no setor público quanto no privado. Nas maternidades privadas deparamo-nos com um já histórico déficit de leitos, que com frequência alarmante obriga as parturientes a peregrinarem por várias maternidades, em busca dos leitos que possam acolhê-las. Temendo esta dificuldade em momento tão especial, e de forma infelizmente premonitória, solicitam ao seu obstetra que programe de antemão uma cesárea como forma de alívio para a sua aflição. Desta forma, é inusitado e lógico constatarmos que a indicação da cesárea é também consequência da falta de leitos obstétricos. Como podemos então reduzir as taxas de cesárea? E a remuneração aviltante que os convênios nos proporcionam? Por outro lado, nas maternidades públicas a situação consegue ser pior. O déficit de leitos obstétricos neste setor é agravado, pasmem, até por receberem pacientes que não conseguiram leitos nos hospitais privados, além da onipresente demanda de parturientes da Região Metropolitana de Salvador e de outros municípios. SOGIBA - ASSOCIAÇÃO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA BAHIA Av. ACM, 2.487, Edf. Fernandez Plaza, sala 2304, CEP 40280-000 Salvador - Bahia Telefax: (71) 3351-5907 – e-mail: [email protected] site: www.sogiba.com.br DIRETORIA DA SOGIBA – Triênio 2012-2014 Presidente: Ana Luiza Moura Fontes Vice-presidente: Wigberto Cunha Azevedo Secretário Geral: Alexandre Silva Dumas Primeiro Secretário: Magnólia Pereira dos Santos Tesoureiro: James José de Carvalho Cadidé Diretor Científico: Carlos Augusto Santos Menezes Diretora Cultural: Licia de Fátima Amorim Simões Diretora de Divulgação: Maria José Andrade Carvalho 2 COMISSÃO CIENTÍFICA - Presidente: Marcelo de Amorim Aquino; Membros: Antonio Carlos Vieira Lopes; Leomar D’ Cirqueira Lírio; Margarida Santos Matos; Marcelo Esteve COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA PROFISSIONAL - Presidente: João Paulo Queiroz Farias; Membros: Celso Lima Viana; Maria do Carmo Botelho; Denise dos Santos Barata; Vera Lúcia Souza Bretones COMISSÃO DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA - Presidente: Tatiana Magalhães Aguiar; Membros: Amado Nizarala de Ávila; Karina Adami; Sylvia Viana Pereira Aragão; Rone Peterson Oliveira COMISSÃO DE EVENTOS - Presidente: Paulo Galvão Spinola; Membros: Claudia Margareth Smith; Margarida Silva' Nascimento; Mari Celeste de Moraes Ferreira; Ilmar Cabral de Oliveira – Comitês: Medicina Fetal: Manoel Curvelo Sarno; Mastologia: João Crisóstomo Lucas Neto; Ultra-sonografia: Clodoaldo Cadete; Outrossim, a carência de profissionais especializados em obstetrícia realimenta a espiral desta crise, uma vez que os colegas mais jovens já não se sentem atraídos pela especialidade, desiludidos não apenas pela baixa remuneração, mas sobretudo pelas condições de trabalho desfavoráveis e vínculos empregatícios precários. Desde o início de março, a maior maternidade do estado (MRJMMN), responsável por 33% de todos os atendimentos obstétricos da Bahia e referência para partos de alto risco, com unidade de UTI neonatal e UTI adulta, esteve tecnicamente paralisada. O corpo clínico médico já não aceitava mais trabalhar sem as garantias das leis trabalhistas, como qualquer outro trabalhador neste País. Enquanto isso, as outras maternidades superlotadas tentaram dar conta desta clientela excedente. Contrariando o deputado Tiririca, naquelas circunstâncias, foi possível piorar! Entretanto, o bom senso e a força moral do movimento saíram vitoriosos e eis que a referida maternidade reabre as suas portas num clima que haverá de ser bom para todos, através desta vitória inquestionável da nossa categoria. Historicamente, as crises costumam se apresentar como oportunidades para discussão, reavaliação, autoanálise e, sobretudo, mudança de rumo, pois afinal de contas é a nossa especialidade que desta vez está na Berlinda. Decifra-me ou devoro-te, este o enigma da esfinge, redivivo e atualizado. Ana Luiza Fontes Presidente da SOGIBA REGIONAIS DA SOGIBA Regional Sertão – Feira de Santana Presidente: Dr. Francisco Mota Regional Sul – Itabuna/Ilhéus Presidente: DR. Viriato Luiza Corrêa Neto Vice–Presidente: Antonio Augusto Monteiro Primeira Secretária: Dóris Marta Vilas Boas L. Reis Tesoureiro: Jose Slaib Filho COMISSÃO CIENTÍFICA - Karen Freire, Eduardo Leahy e Ernesto Silveira Regional Sudeste – Vitória da Conquista Presidente: Dr. Absolon Duque dos Santos Regional Nordeste – Paulo Afonso Representante: Francisco Pereira de Assis Regional Oeste – Barreiras Representante: Peres Embiruçu Barreto Junior Regional Chapada – Jacobina Representante: Cilmara Melo Nunes de Souza Regional Recôncavo – Santo Antonio de Jesus Representante: Luiz Christian Darwim Ferraz Souto JORNAL DA SOGIBA - Jornalistas responsáveis: Inês Costal (MTB 3366/BA) e Patrícia Conceição (MTB 2641/BA) Arte - Bárbara Almeida - tel: 71 99831578 Editoração Eletrônica e Impressão - GENSA Gráfica (71) 3503-3555 [email protected] Artigo: SUMARIO Breves considerações sobre o uso das substâncias fólicas em Ginecologia......................................................4 Reportagem: A crise na Obstetrícia ..........................................................................................................................................6 Entrevista: Dr. José Carlos Gaspar.........................................................................................................................................8 Programação: Programação XV Simpósio Nacional de Reprodução Humana .......................................................................11 Programação Científica da Sogiba ..................................................................................................................12 3 Artigo Breves considerações sobre o uso das substâncias fólicas em Ginecologia Dr. Luiz Erlon Rodrigues Professor de Bioquímica Médica, Laboratório de Pesquisas Básicas, EBMSP da FBDC [email protected] A ingestão moderada e constante de cerveja está associada ao aumento das taxas plasmáticas de folato e vitaminas B6 e B12. Aqui vale a sugestão para o consumo da cerveja sem álcool que seria tão benéfica e não teria o inconveniente da ingestão do etanol. A cocção pode reduzir consideravelmente o conteúdo de substâncias fólicas nos alimentos. Teores de ácido fólico (PMGA) em alguns alimentos O ácido fólico é o componente fundamental do grupo das substâncias fólicas, denominado de vitamina M, vitamina Bc, folacina ou ácido pteroil-monoglutâmico (PMGA). Alimento Folato em g/100g Alimento Folato em g/100g Fígado 380 Banana 100 Feijão 330 Carne bovina 100 Trigo integral 200 Carne suína Hortaliças Melão 100 a 200 130 Ovos Batata 50 a 60 4 1,8 METABOLISMO OCORRÊNCIA As substâncias fólicas se acham distribuídas de modo muito amplo na natureza. A maior parte é encontrada na forma de derivados poliglutâmicos, sendo mais frequente o ácido pteroil diglutâmico (PDGA). Uma endopeptidase descoberta no pâncreas de aves e, posteriormente, identificada no fígado, intestino e pâncreas humanos, conhecida como m-glutamil hidrolase, (EC 3.4.22.12), hidrolisa as ligações peptídicas entre os ácidos glutâmicos transformando as substâncias fólicas em folato, propriamente dito. 4 As substâncias fólicas ocorrem mais frequentemente nas plantas que nos animais. As hortaliças, cereais, legumes e frutos constituem ótimas fontes dessas vitaminas. Nos animais, os órgãos mais ricos são o fígado e os rins. Pelo menos 50% do total dos folatos encontrados no organismo humano são estocados no fígado e estão em íntima relação com a dieta. Tanto as formas simples como as conjugadas encontram-se na natureza combinadas a complexos protéicos, daí a necessidade de enzimas proteolíticas para suas absorções no intestino. As formas ativas ou coenzimáticas são o ácido 5,6,7,8-tetraidrofólico (THF) e seu derivado formilado o N10-formil-THF, (ácido folínico). A redução do ácido fólico para 5,6,7,8-tetraidrofólico, THF, se processa principalmente no fígado e está na dependência da enzima tetraidrofolato redutase (EC 1.5.1.3). A vitamina C reduzida estimula em muito essa redução. Parece que ela funciona como doadora de hidrogênio para este processo. Finalmente, o fígado degrada o excesso de ácido fólico e sua excreção se faz pelos rins, no ritmo de 2 a 6 mg/24 horas. A eliminação pelas fezes varia entre 130 a 550 microgramas diariamente. Estes valores, bem maiores que as necessidades diárias de uma pessoa adulta, resultam da atividade bacteriana intestinal. A bioquímica de “uma unidade de carbono”, de fundamental importância para os processos biossintéticos celulares, está ligada principalmente às enzimas do grupo das transferases, dependentes de THF. Entre elas se destacam a biossíntese da me- tionina, a transformação da uracila em timina e a biossíntese do núcleo púrico. NECESSIDADES DIÁRIAS As necessidades dietéticas médias, em termos de ácido fólico, se situam entre 50 a 200 mg/dia. Esses valores são muito variáveis devido, principalmente, à biossíntese pela flora intestinal. Tudo indica, no entanto, que essas necessidades tendem a aumentar durante a gravidez, lactação, crescimento e nos estados de absorção prejudicada, como nas diarreias, por exemplo. Quantidades diárias recomendadas de ácido fólico para humanos Tipos humanos Lactentes Crianças Homens Mulheres Características Folato em g 0 a 0,5 anos 25 0,5 a 1 ano 35 1 a 3 anos 50 4 a 6 anos 70 7 a 10 anos 100 11 a 14 anos 150 15 em diante 200 11 a 14 anos 150 15 em diante 180 gestantes 400 lactantes, primeiros 6 meses 280 lactantes, mais de 6 meses 260 Nos indivíduos normais são encontradas taxas plasmáticas de ácido fólico da ordem de 6 a 20 mg/mL. Os depósitos podem reter de 5 a 20 mg de folato, sendo que 50% desses valores são encontrados no fígado. Níveis muito baixos de ácido fólico em humanos estão associados ao aumento do risco do desenvolvimento de doenças crônicas, além de provocarem um impacto negativo na saúde dos idosos. DEFICIÊNCIAS EM HUMANOS As deficiências de folato se caracterizam pela diminuição de células precursoras das hemácias e são usualmente acompanhadas de anormalidades como a eritropoiese megaloblástica. A anemia macrocítica que frequentemente acompanha as deficiências das substâncias fólicas apresenta trombocitopenia, redução do número de leucócitos polimorfonucleares, glossite e manifestações gastrointestinais. Recentemente foram descritas doenças que apesar de não serem diretamente ligadas à carência dessas vitaminas, estão relacionadas aos seus metabolismos. Elas são, em sua maioria, causadas pelas deficiências, isoladas ou em conjunto, nas atividades das enzimas: diidrofolato redutase, N5,10-metileno tetraidrofolato redutase, formimino transferase e tetraidrofolato metiltransferase. Todas elas se caracterizam por serem congênitas e acompanhadas de distúrbios neurológicos e hemáticos. O declínio cognitivo e mesmo a demência em indivíduos idosos parece relacionada à diminuição, algumas vezes drástica, do regime alimentar, levando-os a uma deficiência de ácido fólico e vitamina B12 com o consequente aumento da homocisteína plasmática. Níveis elevados de homocisteína plasmáticos foram considerados como fatores de risco para o desenvolvimento de doenças neurocognitivas e cardiovasculares. Apesar de ser considerada como verdade científica, o fato de que o ácido fólico previne más formações fetais como a espinha bífida e a anencefalia, isso não justifica, absolutamente, o uso de megadoses dessa vitamina, em mulheres grávidas. As gestantes necessitam do dobro, (400 mg/ dia), da quantidade diária recomendada para um homem adulto, (200 mg/dia). Como já foi salientado, o fígado é o principal depósito de folato do organismo. Ele pode estocar entre 5 a 20 mg dessa vitamina em todo o órgão, o que corresponde entre 12,5 e 50 vezes o que as gestantes necessitam diariamente. Por essa razão, uma boa alimentação, rica em hortaliças, fígado, trigo integral, carnes e frutas, garantem o suprimento necessário para o normal desenrolar da gravidez. A suposição de que a ingestão diária de folato durante o período da gravidez poderia evitar malformações fetais e aborto foi desfeita por estudos controlados desde 2001. Eles não conseguiram detectar nenhuma diferença entre o grupo de mulheres grávidas cuja dieta foi acrescentada 400mg de folato e aquele outro, o controle, onde elas receberam o mesmo tipo de alimentação não complementada com a aludida vitamina. No entanto, vários médicos se aproveitam da crença popular para receitarem, sem nenhuma justificativa científica, doses que chegam a 60 mg ao dia. Trezentas vezes o que utiliza um homem adulto. Principais crendices relacionadas às substâncias fólicas: 1. Protegem contra a anemia; 2. Ajudam na prevenção dos males do fumo; 3. Melhoram as consequências do alcoolismo; 4. Previnem contra o câncer; 5. Evitam defeitos congênitos; 6. Melhoram o retardamento mental; 7. Ajudam no tratamento da aterosclerose e 8. Melhoram a resposta imunológica. 5 A crise na Obstetrícia N ão há como negar que nos últimos 30 anos houve um visível aumento no reconhecimento de direitos e na criação e implantação de políticas maternas no Brasil. Contudo, o avanço teórico em torno dessas questões não garantiu a viabilidade prática desses direitos e isso tem efeito direto no dia-a-dia de quem trabalha na área obstétrica. Fatores como falta de leitos e condições inadequadas de trabalho estão presentes em um panorama que inclui a peregrinação das pacientes em busca de vagas, a baixa remuneração dos obstetras e ainda o desinteresse de médicos graduados pela área, caracterizando atualmente uma crise na prática da obstetrícia na Bahia. A carência de leitos obstétricos e a escolha do parto 6 A oferta de leitos obstétricos não tem acompanhado o crescimento da população na Bahia. Em Salvador, na rede pública, mesmo com a abertu- ra da maternidade de referência Prof. José Maria de Magalhães Netto, em 2006, a necessidade das gestantes atendidas na capital não foi suprida, principalmente com o encerramento dos serviços de parto dos hospitais Manoel Vitorino e Ana Nery. Na rede privada de saúde, vários hospitais novos não têm serviço de obstetrícia e outros já não realizam mais partos, como o Hospital Santa Izabel e o Hospital São Rafael. Essa situação resulta em peregrinação de gestantes em busca de vagas, com possíveis complicações na saúde de mãe e filho, e influencia a escolha das pacientes pelo tipo de parto. “Muitas mulheres não querem passar por esse risco, esse constrangimento: estar sentindo as contrações, estar em trabalho de parto, e ter que ficar correndo para dois, três, quatro hospitais. Por conta disso, algumas mulheres preferem o parto cesáreo”, afirma o obstetra e docente da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Edson O’Dwyer. Cláudia (nome fictício)*, optou por um parto cesáreo exatamente por essa situação. “Fiquei aliviada por ter plano de saúde quando descobri que estava grávida. Imaginei logo que teria um melhor acompanhamento e mais liberdade, mas, assim que conversei com uma amiga que teve filho há pouco tempo e soube da dificuldade que ela teve com o plano para conseguir uma vaga, desisti. Já marquei minha cesárea e garanti meu parto”, relata. pessoa jurídica, são outros motivos para a dificuldade de trabalhar com obstetrícia no estado. Esse tipo de contratação sem garantias trabalhistas, aliada à inadequada estrutura física e de recursos humanos hoje disponível para a assistência ao parto, causam impacto na quantidade de médicos graduados Faltam condições adequadas de trabalho e menos profissionais se especializam que se especializam na área. Para O’Dwyer, falta efetivar a política de assistência dermatologia, oftalmologia e cirurgia plástica tive- a mulher, que na prática não está sendo bem re- ram concorrência de 40, 22 e 13 candidatos para alizada na ponta da assistência. “A gente tem que cada vaga, respectivamente. ver que o mundo mudou e os direitos e o nível de conscientização dos pacientes também mudaram. Entretanto, terminamos dando o plantão em uma estrutura de 40 anos atrás, lidando com uma população de 2013 e fazendo uma obstetrícia de 1980”, conclui. Para o obstetra, questões como essa levam os médicos a optar por não trabalhar na área de assistência ao parto. A baixa remuneração e a precarização do vínculo empregatício, com o aumento do número de con- A residência na área de ginecologia/obstetrícia está entre as menos concorridas em Salvador. No processo seletivo unificado de 2013 da Comissão Estadual de Residência Médica (CEREM/BA), a concorrência foi de quatro para um. Outras áreas como Segundo O’Dwyer, mesmo entre aqueles que escolhem a residência, há um afastamento da área. “Alguns graduados até fazem a especialização, mas como ela é muito ampla, abarca as áreas de ultrassom, mama e endoscopia ginecológica, muitos acabam fazendo uma subespecialidade em uma área dessas e a área obstétrica, que é muito trabalhosa e não é bem remunerada, acaba por atrair menos pessoas”, afirma. *Entrevistada pediu para usar nome fictício. tratações por modalidades como cooperativa ou 7 Entrevista O ginecologista e obstetra Dr. José Carlos Jesus Gaspar, diretor médico do Centro de Parto Normal da Mansão do Caminho, é o entrevistado desta edição do Jornal da Sogiba dedicada à crise na Obstetrícia. No bate-papo, o médico fala sobre o atual cenário da assistência obstétrica no país, o problema da falta de leitos na Bahia, a difícil relação entre os profissionais e as operadoras de planos de saúde, além dos avanços no que diz respeito às políticas materno-infantis no Brasil. 1 – Como o senhor avalia o cenário atual da assistência obstétrica no Brasil? A Obstetrícia tem avançado muito no nosso país no que se refere ao diagnóstico, serviços de apoio ao diagnóstico e tratamento, através de tecnologia de ponta, no pré-natal, medicina fetal e ultrassonografia, equiparável a Obstetrícia de países do primeiro mundo. No entanto, a taxa de mortalidade materna é muito diferente, excessivamente maior no nosso país. Em alguns estados as taxas ficam em torno de 70 por 100 mil nascidos vivos, (DADOS DE 2010), enquanto a Organização Mundial de Saúde considera como aceitável até 20 por 100 mil nascidos vivos. Alguma coisa está errada, sabemos as causas mais importantes – hemorragia, hipertensão, abortamento e infecção, que se alternam ano a ano, mas são as mesmas – e tudo indica que o principal motivo é a dificuldade de acesso à assistência qualificada. O Brasil é signatário do Pacto para Redução da Mortalidade Materno Infantil até 2015, um dos objetivos do milênio. Conseguimos avançar na diminuição da mortalidade infantil, mas na mortalidade materna precisamos ainda de muitos esforços de todos, governo, comunidade científica, sociedade civil organizada, para enfrentamento desta questão, pois é sabido que toda morte materna é evitável, portanto precisamos cuidar melhor das mulheres do nosso país. 2 – Sobre o problema da falta de leitos obstétricos nos hospitais da Bahia, tanto na rede pública quanto privada, qual é o impacto desse déficit na proporção entre partos normal e cesáreo realizados no estado? 8 Nos últimos anos tem havido uma diminuição importante do número de leitos de Obstetrícia, principalmente no setor privado, na cidade de Salvador, onde vários hospitais-maternidades fecharam os leitos obstétricos transformando-os em leitos para outras especialidades e finalidades, levando a uma dificuldade muito grande para o internamento de parturientes que precisam parir em um específico momento: o nascimento de seu bebê. Em inúmeras situações mulheres grávidas em trabalho de parto, com perda de líquido, inclusive em fase de pré-termo, tem tido dificuldades imensas de consegui- rem um leito obstétrico ou de Neonatologia para internação. Com isso, elas recorrem muitas vezes a maternidades públicas para serem acolhidas e poderem dar a luz a seus filhos, nossos filhos, filhos da nossa terra, filhos do nosso mundo. Neste momento tão importante de resgate do Parto Normal, na consideração que parto e nascimento são acontecimentos de cunho familiar, social, cultural e preponderantemente fisiológico, nos deparamos com mais uma indicação de cesárea, inusitada, única em todo o universo, que só existe em nossa querida cidade de Salvador: cesárea por falta de vaga. As parturientes de Salvador que gostariam de parir por via natural preferem programar uma cesárea para que possam garantir uma vaga nos hospitais-maternidades da nossa cidade. Importante salientar que esse assunto já foi pauta de reuniões e discussões por iniciativa das entidades médicas, ABM, Cremeb, Sogiba, Sindicato dos Médicos, com participação de representantes dos hospitais, Ministério Público e outras representações da Sociedade Civil sem, no entanto, obter-se resultados objetivos. É preciso retomar essa questão de tamanha importância: onde irão parir as nossas gestantes, onde irão nascer os nossos bebês. 3 – Qual a sua opinião sobre a polêmica em torno do parecer 39/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que trata dos critérios da disponibilidade obstétrica? A questão da Disponibilidade para a Assistência ao Trabalho de Parto e a Assistência ao Parto envolve uma relação com os planos de saúde de solução aparentemente difícil, mas ao mesmo tempo fácil. No atual momento temos contratos obsoletos, não respeitados, reajustes que não acontecem e não previsíveis ou pactuados. Obviamente é necessário que a ANS cumpra com o seu papel de reguladora do sistema, como de forma reiterada tem sido discutido exaustivamente, fazendo parte dos pleitos das Comissões de Honorários Médicos das Entidades Médicas as quais endossamos e respeitamos muito pelo trabalho que desenvolvem. A situação nos parece de solução fácil, pois entendo apenas como necessário cientificar formalmente às nossas pacientes a nossa proposta de assistência quanto ao tipo de parto, se realizaremos essa assistência através do plano de saúde ou através de cobrança direta, estabelecendo os valores de forma clara, nos momentos iniciais do pré-natal, permitindo e deixando a decisão de continuar ou não o acompanhamento do pré-natal e o parto com o seu obstetra ou até mesmo fazer só o pré-natal e procurar a assistência para o parto com o plantonista da maternidade que seu plano de saúde lhe oferecer. Não é possível estar disponível desde o momento que a parturiente liga para o seu obstetra durante um período de tempo que pode durar uma, duas, seis, dez, 12, quem sabe 15 ou 18 horas de trabalho de parto, intraparto e pós-parto, cuidando de dois seres humanos em um momento tão sublime que é o nascer, sem a devida e digna remuneração. Importante dizer que o Cremeb recentemente notificou todos os hospitais-maternidade quanto à necessidade de manter equipe completa de profissionais para a devida assistência ao parto e nascimento. 4 – Há uma insatisfação generalizada entre os obstetras quanto aos valores dos honorários pagos pelas operadoras de planos de saúde. A falta de equilíbrio na relação entre médicos e planos é ainda maior no campo da obstetrícia? Como atenuar esse desgaste e evitar impactos na cobertura assistencial? Acredito que parte da resposta consta no ponto anterior, mas é importante enfatizar que os planos de saúde determinam tudo – o que fazer, como fazer, o que permitem, o que não permitem, o que remuneram, se remuneram, quanto remuneram e quando remuneram – e, ainda assim, glosam. Nós deveríamos nos conscientizar cada vez mais que plano de saúde tem que ser só para hospitais, que nossos honorários têm que ser definidos em comum acordo com os nossos pacientes dentro dos princípios éticos que norteiam a atividade médica. 5 – O senhor acredita que houve um avanço no Brasil no que diz respeito à formulação e implantação de políticas materno-infantis? Sim, acho que há muitos avanços nas políticas públicas de saúde no que se refere à assistência materno-infantil. Poderia citar a Política de Humanização do Parto e Nascimento, a resolução colegiada da Anvisa RDC 36 e, mais recentemente, a Rede Cegonha como de muita importância para a saúde do ser humano, em especial as mulheres e crianças, na medida em que define uma rede de assistência enfatizando o pré-natal, a atenção básica, a assistência humanizada ao parto e nascimento com acolhimento e classificação de risco, garantia de vinculação da gestante à maternidade, transporte seguro para o pré-natal e parto, assistência à criança até 24 meses e planejamento familiar e direitos reprodutivos das mulheres. É necessário entender e implementar uma nova proposta de modelo assistencial, fundamentado na atenção à mulher, ao bebê e à família. Uma proposta que observe que a gravidez e o nascimento são momentos únicos da vida da mulher e, deste modo, é responsabilidade de todos os envolvidos na assistência proporcionar uma atmosfera de carinho e humanismo que a apoie neste momento tão importante, respeitando as suas necessidades e liberdade de expressão, permitindo a presença do acompanhante e evitando a separação mãe-filho, resultando numa experiência de alegria e crescimento interior no ensejo que o nascimento seja a celebração da vida e do amor através de práticas baseadas em evidências científicas, aliando a arte da atenção obstétrica com a ciência, com o mínimo de intervenções necessárias. O trabalho integrado em equipe multidisciplinar é base fundamental na utilização racional dos recursos humanos disponíveis, tornando-se uma prática fundamental na assistência. Não podemos perder esse momento, a oportunidade de fortalecermos o SUS como proposta de assistência universal a todos os brasileiros. Não podemos deixar de chamar a atenção para o fato de que toda a assistência prestada nos setores público e privado depende fundamentalmente dos seres humanos, dos trabalhadores de Saúde que se dedicam diuturnamente cuidando de outros seres humanos com acolhimento, ciência, mas acima de tudo com amor, aos obstetras dos quais sinto muito orgulho, mas acima de tudo às nossas parturientes que ajudamos a parir e aos nossos bebês que ajudamos a nascer. Para finalizar, gostaríamos de apresentar alguns indicadores do Centro de Parto Normal da Mansão do Caminho, idealizado por Divaldo Franco, com apoio da Sesab e do Ministério da Saúde. Inaugurado em 26 de agosto de 2011, primeiro CPN da Rede Cegonha, tem a proposta de modelo assistencial centrado na mulher, com equipe multidisciplinar composta por médicos obstetras, enfermeiras obstétricas, pediatras, doulas, psicólogas, fisioterapeutas e nutricionistas. O centro já realizou 549 partos normais e 6252 atendimentos ambulatoriais, dentro dos princípios da humanização do parto e nascimento, com quartos PPP, área ampla de ambiência, estimulando a deambulação e práticas não farmacológicas de alívio da dor com Bola de Bobah, Cavalinho, Escada de Ling, massagem, banho com água morna, ingestão de líquidos, com a realização de partos em posição verticalizada 93%, presença de acompanhante 98%, episiotomia 4%, contato pele a pele 99%, aleitamento de primeira hora 100%, sem separar mãe de filho em uma experiência de carinho e amor em um momento de celebração que é o NASCER. 9 Vagas para médicos A Maternidade de Referência Professor José Maria Magalhães Netto necessita de médicos nas seguintes especialidades: Obstetrícia, Anestesiologia e Neonatologia. Para início imediato em algumas das especialidades e formação de cadastro de reserva. A proposta inclui carteira assinada a partir do mês de julho, salário compatível com o mercado, plano de saúde parcialmente subsidiado e seguro de vida. Os interessados devem entrar em contato com o Dr. Amado Nizarala (amadonizarala@gmail. com) ou com a Dra. Nair Amaral na própria maternidade ou através dos e-mails: nair.amaral@scmba. com.br ou [email protected]. Nosso compromisso é com você, por isso estaremos por perto sempre que precisar. RT: Dr. Adolfo Velloso, CREMEB 12541 gOra c L e n, a a b a L . em Onde t tóriO Sabin clínico a io r r ó O t b a é L a ça um labor ovação ade, à in conhe d li a u q oà . dedicad lmente, a você a ip c in r p e, Presente no estado da Bahia desde 2009, na cidade de Barreiras, o Laboratório Sabin adquiriu o Laboratório Labaclen e agora está em Salvador. São mais de 29 anos de experiência e, ao longo de sua história, foi eleito por 7 anos consecutivos a melhor empresa para se trabalhar. 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Alphaville I Barris I Brotas (em breve) | Canela I Cidadela I Garibaldi Imbuí | Itaigara (em breve) | Itapuã | Liberdade I Mares I Pituba I Stella Mares Sua vida merece nossa dedicação. www.sabinonline.com.br ISO 9001: 2008 10 ISO 9001: 2008 ISO 9001: 2008 Central de Atendimento: 3261-1314 Anuncio_Sabin_Salvador_12,8x16,5.indd 1 13/03/13 17:58 XV Simpósio Nacional de Reprodução Humana Associação Bahiana de Medicina, 24 e 25 de maio de 2013 Promoção Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia (SOGIBA Comissão executiva Presidente: Joaquim Roberto Costa Lopes | Secretária Geral: Ana Luiza Fontes | Presidente da Comissão Científica: Hilton Pina | Tesoureira: Gérsia Viana | Comissão Científica: Genevieve Coelho, Hilton Pina, Joaquim Roberto Costa Lopes, Karina Adami, Pedro Paulo Bastos Filho PROGRAMA PRELIMINAR 24 DE MAIO DE 2013 – SEXTA-FEIRA SALA ALTAMIRANDO SANTANA SALA DOMINGOS COUTINHO CASOS CLÍNICOS DE MEDICINA FETAL 60 CASO CLÍNICO – ANOVULAÇÃO Coordenador: Joaquim Roberto Costa Lopes (BA) Relator: Elvio Tognotti (SP) Tema – INFERTILIDADE: ASSISTÊNCIA AO CASAL INFÉRTIL:QUANDO ESTÁ INDICADA E COMO SE FAZ? Coordenador: Vinícius Medina Lopes (DF) 09.00-09.15 – Estudo de reserva ovariana-Luiz Machado (BA) 09.15 -09.30 – Cirurgia de varicocele –João Ricardo Figueiredo (BA) 09.30-09.45 – Histerossalpingografia- Rosa Brim (BA) 09.45-10.00 – Histeroscopia – Carlo Tantini (Itália) PAINEL DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS EM INFERTILIDADE PAINEL 09:00-10:30 h 08:00– 09:00 180 CASO CLÍNICO: INFECÇÃO NO CURSO DA GESTAÇÃO Coordenador: Rone Peterson Cerqueira Oliveira (BA) Relator: Antônio Carlos Vieira Lopes (BA) SEMIOLOGIA EM MEDICINA FETAL: QUANDO ESTÁ INDICADA E COMO SE FAZ? Coordenador: Clodoaldo Cadete (BA) 09.00-09.15 – Rastreio ultrassonográfico de cromossomopatias- Sergio Matos (BA) 09.15 -09.30 – Pesquisa invasiva de infecção fetal – Marcelo Aquino (BA) 09.30-09.45 –Estudo genético pré-natal- Manoel Sarno (BA) 09.45-10.00 – Pesquisa e prevenção de imunização Rh- Pedro Paulo Bastos Filho (BA) CONFERÊNCIA CONFERÊNCIA CONFERÊNCIA PAPEL DA HISTEROSCOPIA NA INVESTIGAÇÃO E TRATAMENTO DO SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL Presidente: Carlos Augusto Duarte de Sá (BA) Conferencista: Carlo Tantini (Itália) CONFERÊNCIA A SEXUALIDADE NOS TEMPOS DA REPRODUÇÃO SEM SEXO Presidente: Paulo Spínola (BA) Conferencista: Ricardo Cavalcanti (BA) DEBATE INFORMAL PERDAS GESTACIONAIS RECORRENTES: O QUE INVESTIGAR E COMO TRATAR Coordenador: Clodoaldo Cadete (BA) Debatedores: Cristina Rocha (BA) Marcelo Zugaib (SP) Amado Nizarala (BA) Antônio Augusto Monteiro (BA) DOR PÉLVICA CRÔNICA Temas a serem debatidos: endometriose, doença inflamatória crônica, varizes pélvicas Coordenadora: Fortunato Trindade (BA) Debatedores : Vera Lobo(BA) Andre Romeu (BA) Simone Portugal (BA) Anita Rocha (BA) DEBATE COORDENADO DEBATE INFORMAL DOSAGENS HORMONAIS EM GINECOLOGIA: O ÚTIL E O SUPÉRFLUO Presidente: Themistocles Soares de Magalhães (BA) Conferencista: Hilton Pina (BA) DEBATE COORDENADO 15:00-16:00 14:00 – 15:00 11:30-12:00 11:00-11:30 VISITA AOS STANDS Tema – INFERTILIDADE: PORQUE AS INFECÇÕES DO TRATO GENITAL CONTINUAM SENDO UMA CAUSA NA ERA DOS ANTIBIÓTICOS. Presidente:Margarida Matos (BA) Conferencista: Mariângela Badalotti (RS) MENOPAUSA PRECOCE: COMO INVESTIGAR, COMO TRATAR Coordenador: Maria da Purificação Burgos (BA) Debatedores: Luis Carlos Calmon (BA) Manoela Lusquinhos Lessa (BA) Vinícius Medina Lopes (DF) Maria Betânia Torales (BA) Síndrome dos ovários policísticos Temas a serem debatidos: síndrome metabólica, hirsutismo e anovulação Coordenadora: Mariângela Badalotti (RS) Debatedores: Alina Feitosa (BA) Edney Nascimento Matos (BA) Wendy Delmondes (BA) Absolon Duque dos Santos (BA) PONTO X CONTRA PONTO PONTO X CONTRA PONTO ENDOMETRIOSE: A CLÍNICA, O LABORATÓRIO E A IMAGEM SÃO SOBERANOS NO DIAGNÓSTICO? Moderadores: Kleber Chagas (BA) Mariângela Badalotti (RS) SIM: Gérsia Viana (BA) NÃO: Carlos Lino (BA) CONFERÊNCI A GESTAÇÃO GEMELAR: DA PREVENÇÃO AO PARTO. 17.30-18:00 16:30-17:30 h 16:00 ÀS 16:30 HORAS - VISITA AOS STANDS Presidente: James Cadidé (BA) Conferencista: Marcelo Zugaib (SP) MIOMAS INTRAMURAIS PREJUDICAM O PROCESSO REPRODUTIVO? Moderadores: Marcelo Esteve (BA) Vinícius Medina Lopes (DF) SIM: Emilly Serapião (BA) NÃO: Bela Zausner (BA) BENEFÍCIOS DOS CONTRACEPTIVOS: O ALGO MAIS ALÉM DA CONTRACEPÇÃO Presidente: Balbina Lemos Pessoa (BA) Conferencista: Ana Luiza Fontes (BA) PROGRAMA 25 DE MAIO DE 2013 – SÁBADO SALA ALTAMIRANDO SANTANA 08:30 – 10:00 MESA REDONDA CONFERÊNCIAS Presidente – Kleber Chagas (BA) Conferencista – Carlos Lino (BA) 08:30 – 09:15 h - CONFERÊNCIA GSK CALENDÁRIO VACINAL DA MULHER Presidente: A ser determinado pela GSK Conferencista: A ser determinado pela GSK CONFERÊNCIA 09:15-10:00 08:30– 09:15 08:00 – 08:30 180 08:00 – 08:30 h - CONFERÊNCIA BAYER AVANÇOS NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE ASPECTOS RELEVANTES NO CLIMATÉRIO Coordenadora: Ilza Prudente (BA) 08.30 h – Visão preventiva atual – Consuello Calizzo (BA) 08.50 h - Abordagem dos sintomas – Marcia Cunha (BA) 09.10 h – A reprodução assistida – A técnica e a ética – Joaquim Roberto Costa Lopes (BA) 09.30 - Debate CONFERÊNCIA PATROCINADA - FERRING O USO DE GONADOTROFINAS NA PRÁTICA CLÍNICA: DO GINECOLOGISTA AO ESPECIALISTA Presidente: Joaquim Roberto Costa Lopes (BA) Conferencista: Elvio Tognotti (SP) VISITA AOS STANDS 10.50h – O que o ginecologista pode tratar dispondo de poucos recursos – Karina Adami (BA) 11.10h – Quando indicar fertilização in vitro- Genevieve Coelho (BA) 11.30 h – Preservação da fertilidade feminina: aspectos éticos, médicos e sociais –Vinícius Medina Lopes (DF) 11.50 h – Debatedoras: Isa Rocha (BA) Valentina Cotrim (BA) 12 .00 h – Discussão SORTEIO DE UM NOTEBOOK. ENCERRAMENTO DO XV SIMPÓSIO DEBATE INFORMAL SIMPÓSIO CENAFERT/IVI 10:30-12.00 ABORDAGEM INTEGRAL DO CASAL INFÉRTIL Coordenador: Joaquim Roberto Costa Lopes (BA) Genevieve Coelho (BA) 10.30 h – A investigação básica em um serviço de poucos recursos – Elvio Tognotti (SP) ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS NA ASSSISTÊNCIA AO PARTO: NOVOS DILEMAS Coordenador: Jecé Brandão (BA) Debatedores: Leomar D´Cirqueira Lyrio (BA) Jose Carlos Gaspar (BA) Alexandre Dumas (BA) Iracema Brandão (BA) 11 Programação Científica da SOGIBA 2013 Data e Event Hora o 04/05 CM 08:00 06/05 19:30 24 e 25/05 03/06 SC SIMP SC Tema Workshoping: Lidando com as Coordenadora: Dra. Cristina dificuldades em contracepção hormonal Guazzelli (SP) Temas Clínicos cotidianos no Coordenadora: Dra. Maria José consultório de Ginecologia: Carvalho Prurido genital de repetição – Dra. Nilma Neves Disfunções sexuais (orgasmo e libido) – Dra. Margarida Nascimento Simpósio Nacional de Reprodução Palestrantes locais e nacionais Humana diversos Temas Clínicos cotidianos no Coordenador: Dr. Carlos Menezes consultório de Obstetrícia: Riscos para Prematuridade 19:30 Palestrantes/Contatos – Dr. Eduardo Fonseca (PB) – Dr. David Nunes Jr. Local Hotel Fiesta Hospital Aliança ABM Hospital Aliança Gravidez não desejada 08/07 20/07 12 SC CM Terapêutica em Clinica Ginecológica: Coord. Dr. James Cadidé Cirurgia íntima Dra. Mary Stela Rosier Androgenioterapia Dr. Luiz Carlos Calmon Drogas psicoativas Dra. Rosa Garcia Vitaminas: Verdades e mitos Prof. Dr. Luis Erlon Rodrigues Hospital Aliança Hotel Fiesta