MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO DECEx - DESMil - DEPA ESCOLA DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR DO EXÉRCITO E COLÉGIO MILITAR DE SALVADOR 1º Ten Al ANDERSON PINHEIRO MACHADO ESTUDO COMPARATIVO DO PROCESSO DE SELEÇÃO E DO RENDIMENTO ESCOLAR EM MATEMÁTICA DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO COLÉGIO MILITAR DE SALVADOR Salvador 2011 1º Ten Al ANDERSON PINHEIRO MACHADO ESTUDO COMPARATIVO DO PROCESSO DE SELEÇÃO E DO RENDIMENTO ESCOLAR EM MATEMÁTICA DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO COLÉGIO MILITAR DE SALVADOR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Comissão de Avaliação de Trabalhos Científicos da Divisão de Ensino da Escola de Formação Complementar do Exército, como exigência parcial para a obtenção do título de Especialista em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Orientadora: Maj QCO Selma Iara Co-orientador: Maj Int Ramos Salvador 2011 MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO DECEx - DESMil - DEPA ESCOLA DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR DO EXÉRCITO E COLÉGIO MILITAR DE SALVADOR 1º Ten Al ANDERSON PINHEIRO MACHADO ESTUDO COMPARATIVO DO PROCESSO DE SELEÇÃO E DO RENDIMENTO ESCOLAR EM MATEMÁTICA DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO COLÉGIO MILITAR DE SALVADOR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Comissão de Avaliação de Trabalhos Científicos da Divisão de Ensino da Escola de Formação Complementar do Exército, como exigência parcial para a obtenção do título de Especialista em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Aprovado em: ______ / ________________ /2011 _____________________________________________________ CARLOS VINÍCIUS RAMOS DA SILVA– Maj – Presidente Escola de Formação Complementar do Exército _____________________________________________________ SELMA IARA GOMES LOPES TAVARES – Maj – 1º Membro Escola de Formação Complementar do Exército _____________________________________________________ NADJA DE ASSIS MENDONÇA – Cap – 2º Membro Escola de Formação Complementar do Exército ESTUDO COMPARATIVO DO PROCESSO DE SELEÇÃO E DO RENDIMENTO ESCOLAR EM MATEMÁTICA DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO COLÉGIO MILITAR DE SALVADOR Anderson Pinheiro Machado 1 Resumo. Este trabalho busca fazer um comparativo entre o processo de seleção do Colégio Militar de Salvador (CMS) e as avaliações diagnósticas aplicadas a todos os alunos que ingressam nesse Estabelecimento de Ensino (EE). Paralelamente, estuda-se o rendimento escolar dos alunos no ensino fundamental, sejam eles concursados (aprovados no concurso de admissão ao CMS) ou amparados (dependentes de militares ou originários de convênio com o Governo do Estado). Para tal, são analisadas questões das provas de matemática do concurso de admissão ao CMS e avaliações diagnósticas dos anos de 2006 a 2010, observando a exigência do raciocínio lógico e leitura matemática. Também são levantados dados sobre os alunos, bem como origem (concurso ou amparo), nota no concurso e média final em matemática no 6º ano. Esta análise é feita após uma discussão sobre a importância do ensino de raciocínio lógico e semântica, com embasamento de literatura pertinente. Como resultado, pode-se perceber que as provas do concurso são melhor elaboradas e bem mais complexas que as avaliações diagnósticas. Percebeu-se também o alto desempenho em matemática dos alunos concursados, com pequena variância das notas. Do outro lado, há a falta de linearidade entre as notas dos alunos amparados. Por fim, há uma conclusão diante dos dados levantados e estudos feitos, sugerindo mudanças nas avaliações diagnósticas, para que possam melhor sinalizar acertos e dificuldades dos alunos, contribuindo para o desempenho escolar. Opina-se também sobre a continuação deste trabalho, relacionando-o com um estudo em português e novas metodologias de ensino. Palavras-chave: Processo de Seleção ao CMS. Avaliação Diagnóstica. Raciocínio Lógico. Leitura Matemática. Rendimento Escolar. Abstract. This work seeks to make a comparison between the selection process at the Colégio Militar de Salvador (CMS) and the diagnostic assessments apply to all students entering this school (EE). In parallel, we study the performance of pupils in elementary school, they are gazetted (approved in the competition for admission to the CMS) or sustained (military dependents or originating in agreement with the State Government).To this end, the issues are analyzed and math tests for admission to the contest CMS and diagnostic assessments for the years 2006 to 2010, noting the requirement of logical reasoning and reading mathematics. They are also collected data on students, as well as the source (or support contract), notes in the competition and final average in math in sixth grade. This analysis is done after a discussion about the importance of teaching logical and semantic basis with the literature. As a result, one can see that the evidence of the competition are better prepared and much more complex than the diagnostic assessments. It was also felt the high performance of students in math competitions with small variance notes. On the other hand, there is a lack of linearity between the scores of students supported. Finally, there is a conclusion on the data collected and studies, suggesting changes in diagnostic assessments, so they can better signal successes and difficulties of students, contributing to school performance. It also opines on the continuation of this work, relating it to a study in Portuguese and new teaching methodologies. Keywords: Selection Process to CMS. Diagnostic Assessments. Logical Reasoning. Reading Mathematics. School Performance. 1 Licenciado em Matemática pela Universidade Federal de Santa Maria, RS (UFSM). [email protected] 4 1 Introdução O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) é composto por doze colégios militares e pela Fundação Osório. Encontra-se sob o controle da Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial (DEPA), por sua vez subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx). Em 09 de março de 1889, por proposta do Ministro da Guerra, Conselheiro Thomáz Coelho de Almeida, D. Pedro II assinou o Decreto Imperial Nr 10.202, que criou e aprovou o primeiro regulamento do “Imperial Colégio Militar”. Visava, inicialmente, atender ao anseio pela educação dos filhos de militares. Com o tempo, devido a sua reconhecida qualidade e destaque no cenário do ensino nacional, criaram-se “portas” para atender a demanda da sociedade civil; estes por meio de concurso. Dessa forma, o ingresso nos colégios militares do SCMB dá-se por amparo legal ou por meio de um concurso de admissão, sendo que o processo seletivo para aquela situação é o sorteio de vagas e, só após esta fase, o aluno é submetido a uma avaliação diagnóstica (matemática e português) para verificar o seu nível de conhecimento para ingressar num determinado ano escolar. Convém dizer que o amparo é concedido ao aluno em qualquer ano escolar (6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio), desde que seja dependente de militar da ativa de qualquer Força ou esteja vinculado ao convênio com o Governo do Estado. Entretanto o concurso de admissão só ocorre para o 6º ano do ensino fundamental e, neste caso, o aluno também é submetido aos exames de matemática e português. Se de um lado têm-se estudantes que, para ingressarem nesses Estabelecimentos de Ensino (EE), passaram por um concurso de admissão rigoroso, muitas vezes recorrendo a cursos preparatórios, do outro se têm alunos que ingressam por meio de amparo por terem sua vaga garantida. Estes são oriundos de diversas escolas com realidades distintas e carregam diferentes níveis de aprendizagem. Nesse contexto, a Matemática – disciplina considerada de difícil entendimento por muitos estudantes e que, no processo de seleção adquire maior proporção, haja a vista o nível de complexidade do conteúdo exigido no concurso e a falta de base dos candidatos – passa a ser “o divisor de águas” do processo de seleção e classificação. A prova de Matemática no concurso de admissão ao 6º Ano do Colégio Militar de Salvador (CMS), que equilibra raciocínio lógico e interpretação da linguagem matemática, diferencia um aluno preparado para este tipo de avaliação, daquele que não a faz. É possível afirmar, então, que a avaliação diagnóstica, que sinaliza se o aluno está preparado ou não para cursar determinado ano escolar do ensino no Colégio Militar, está no mesmo nível do processo de seleção por que passam os alunos concursados? Quais aspectos as avaliações diagnósticas e as provas de matemática do concurso de admissão têm em comum? Sob o ponto de vista do raciocínio lógico e da interpretação matemática, como estas avaliações podem caracterizar as dificuldades e acertos dos alunos? Com alunos de realidades e culturas tão diferentes, como será o rendimento escolar dos mesmos? Acredita-se que mesmo que uma análise comparativa entre questões das avaliações diagnósticas e das provas do concurso de admissão indicassem uma equivalência de complexidade entre estas, o grande diferencial seria a preparação adequada do aluno para realizá-las. Ainda assim, as avaliações diagnósticas seriam úteis para caracterizar o nível de conhecimento e dificuldades dos alunos que são de origens diversas; extra concurso. 5 O fato de que muitos alunos concursados recorreram a cursos preparatórios, intensificando tempo de estudo e conhecimento para garantia da vaga desejada, enquanto alunos amparados apresentam diferentes realidades de aprendizagem e cultura, apontaria para um distanciamento do nível de conhecimento entre esses alunos. Assim, este trabalho busca comparar o grau de complexidade da prova de matemática do concurso de admissão ao 6º ano do CMS com o nível da prova de avaliação diagnóstica e do conteúdo ministrado nesse ano escolar, visando à análise do rendimento escolar do aluno no ensino fundamental na matéria ora analisada. Para tanto foi feita uma análise dos itens da prova de matemática do concurso de admissão dos anos de 2006 a 2010 e as avaliações diagnósticas dos respectivos anos, estabelecendo um comparativo entre elas, verificando o nível de raciocínio lógico e de interpretação exigido. Também foram levantados dados sobre os alunos do mesmo período, 2006 a 2010, resultando em tabelas que comparam as notas finais em matemática do 6º ano dos alunos concursados e amparados. A nota dos alunos concursados tem ainda um paralelo com a nota em matemática do processo seletivo ao CMS. Este trabalho encontra sua justificativa ao discutir a importância do desenvolvimento do raciocínio lógico e capacidade de interpretação do aluno, bem como, na medida em que se analisa as provas e notas dos alunos, pretende auxiliar no aprendizado contribuindo para o ensino no CMS. Num primeiro momento, buscou-se fundamentar ideias sobre raciocínio lógico, leitura/interpretação matemática e avaliação. Logo em seguida, são comentadas algumas características das provas de matemática do concurso de admissão e das avaliações diagnósticas. Na seção seguinte, versou-se sobre características dos alunos concursados e dos alunos amparados com apresentação dos dados levantados (notas em matemática do processo seletivo e do 6º ano). Por fim, faz-se uma conclusão, retomando os principais assuntos, comentando os resultados obtidos e sugerindo novas possibilidades de estudo sobre a temática ora apresentada. 2 Raciocínio lógico e leitura matemática A Matemática é hoje uma das ciências mais ativa e dinâmica utilizada tanto na resolução de problemas cotidianos quanto para avanços tecnológicos e confortos da vida moderna. Por outro lado, sua inegável importância vai além da aplicabilidade, estendendo-se também para a formação do raciocínio lógico e da interpretação. Para Neves (2006), aprender matemática é, em grande parte, aprender a utilizar suas diferentes linguagens (aritmética, geométrica, algébrica, gráfica, entre outras) e dominar estas linguagens passa a constituir-se um saber necessário. Tem-se que compreender todas as formas humanas de interpretar, explicar e analisar o mundo, onde ler e escrever não diz respeito unicamente à nossa língua materna. A Matemática tem sido uma destas formas. Fala-se também em analfabetismo matemático que além do desconhecimento dos números e noções de aritmética, englobaria a incapacidade de uma análise crítica ou de tirar conclusões a partir de informações numéricas. Ter-se-ia, então, o individuo letrado, que além de dominar a leitura faz uso competente e frequente da mesma. E, não basta saber ler se o individuo não sabe interpretar e compreender o que está escrito. Mais importante que decodificar símbolos (letras e palavras), é entender a funcionalidade da língua escrita, pois é assim que o cidadão torna-se mais atuante e participativo na sociedade na qual está inserido. 6 Paradoxalmente, justo a Matemática, que tem uma relevância tão grande dentro da sociedade, é incompreendida por muitas pessoas e, consequentemente, apresenta os maiores índices de dificuldades de aprendizagem. Sobre dificuldades de aprendizagem, Sisto (2001, p.125) fala que: Cada vez mais parece claro que as dificuldades de aprendizagem parecem ser um fenômeno independente, que aos poucos vai sendo melhor definido e conhecido, podendo estar associado a outras condições e dar-se ao longo da vida das pessoas, independentemente do nível de inteligência, como também ocorrer em um ou mais conteúdos de aprendizagem. Além disso, uma forte tendência explicativa atual das dificuldades de aprendizagem estaria relacionada a problemas de cunho linguístico, e suas consequências, ao estarem associadas ao fracasso escolar, seriam a diminuição da motivação pelo rendimento escolar, da auto-estima, da auto-eficácia e problemas de auto-regulação ou metacognitivos. É neste ponto que entrariam o ensino do raciocínio lógico e o papel do professor, como agentes de um processo que visa orientar a formação de um pensamento lógico-interpretativo do aluno. Novamente em Neves (2006, p. 194) temos: A dificuldade de ler e escrever em linguagem matemática, onde aparece uma abundância de símbolos, impede muitas pessoas de compreenderem o conteúdo do que está escrito, de dizerem o que sabem de matemática e pior ainda, de fazerem matemática (...) A leitura da palavra, do símbolo, ou a leitura do mundo, realiza-se plenamente quando o significado das coisas que estão representadas emerge pelo ato da interpretação. Além disso, a transmissão mecânica compromete o aprendizado, pois deixa de se tornar significativa na medida em que não privilegia a investigação nem a reflexão, e gera problemas cognitivos, afetivos, como também déficit de atenção que podem dificultar o processo de aprendizagem da matemática e da interpretação semântica. Prover o aluno de ferramentas para que, na vida adulta, possa enfrentar as questões que se fizerem presentes de uma forma mais analítica e crítica, passa pelo exercício da lógica-matemática e da semântica, dando-lhe, desta forma, uma base sólida para sua formação como estudante e, principalmente, como cidadão. A leitura tem grande importância na Matemática, embora muitas vezes sejam trabalhadas separadas. Mas quando aliadas, uma complementa a outra, onde a Matemática se apresenta como uma ferramenta que ajuda a desenvolver as capacidades de interpretar, analisar, sintetizar, significar, conceber e projetar. O raciocínio lógico-matemático auxilia na compreensão e coerência de textos, evitando assim os problemas de ambiguidade na interpretação, pois de acordo com Montague apud Oliveira (2001), as línguas naturais são sistemas lógicos. Em Goulart (2010), encontra-se ideias de Piaget sobre o desenvolvimento do raciocínio lógico, defendendo este como uma construção, resultado da ação mental da criança sobre o mundo. O conceito de número, por exemplo, é um conhecimento lógico-matemático, uma operação mental que se deve a diversos estados de abstração. Para Piaget, a evolução da lógica e da moral pode ser resumida em quatro estágios de desenvolvimento mental: sensório-motor (do recém-nascido que desenvolve sensações e atividades motoras), intuitivo ou simbólico (aproximadamente com dois anos, a criança desenvolve a ideia de representação, de símbolo), operacional concreto (na criança de sete a doze anos, com consolidação da lógica mais concreta e menos intuitiva) e operacional abstrato (na adolescência, onde o indivíduo passa a 7 pensar por hipótese, sendo capaz de distanciar-se da experiência). Destaca-se o terceiro estágio, operacional concreto, a que pertencem os alunos do 6º ano. Nesta fase, as crianças ainda dependem de objetos concretos para que as ações se constituam em conceitos. Parte daí o uso de jogos matemáticos para estimular o conhecimento abstrato do aluno, em confronto ao aluno que não teve contato com o mesmo tipo de ensino. Atividades comuns em Matemática, como operações numéricas e construções geométricas, podem ser melhor desenvolvidas com auxílio de estratégias que estimulem o raciocínio lógico. São muitas as alternativas, como puzzles e quebra-cabeças, linguagem de códigos, busca de padrões nos problemas, jogos de computador, etc. Quando um mesmo assunto é apresentado em mais de uma linguagem (escrita, gráfica, ilustrativa, etc.), a capacidade de fixação do aluno cresce. Sabemos que não é qualquer conteúdo que abriga esta possibilidade, mas no caso específico da inteligência lógicomatemática, gráficos associados com textos e figuras podem render positivamente. O aluno aprenderá, de forma mais significativa, a associar sua inteligência linguística a sua inteligência lógico-matemática. Antunes (2006, p.19), também nos fala sobre a inteligência lógico-matemática e sua relação com a linguagem: A inteligência lógico-matemática está ligada à competência em compreender os elementos da linguagem algébrica e numérica, permitindo aos que a possuem em nível elevado ordenar símbolos numéricos e algébricos assim como noções gerais sobre quantidades e reflexões que envolvem análises de espaço e tempo. [...] Bem diferente do que ocorre com a inteligência lingüística ou com a inteligência sonora, a inteligência lógicomatemática não se origina na esfera auditivo-oral, mas se estrutura no confronto com o mundo dos objetos. Comparando objetos, ordenando-os, avaliando sua quantidade, o bebê explora sua inteligência lógico matemática. Mais tarde, essa mesma linha de raciocínio será aplicada no desenvolvimento de sua compreensão de afirmativas, de pessoas e de ações em relação a outras ações. Complementando, Salmon (2002) diz que a lógica fornece instrumentos para a análise do discurso; e essa análise é indispensável para a expressão inteligente de nossas próprias opiniões e para a compreensão clara das opiniões dos outros. Diante de tais fatos, acredita-se que seria interessante o estudo da lógica matemática com o auxílio da semântica como parte do conteúdo programático para o Ensino desde as séries iniciais, tornandoo obrigatório na área de matemática e língua portuguesa, e estendendo-o facultativamente às demais disciplinas, como um projeto de interdisciplinaridade. Atualmente, o mercado de trabalho exige profissionais pró-ativos com apurado raciocínio lógico; e premia aqueles que desenvolvem essa competência. Concursos públicos e vestibulares exigem essas habilidades dos candidatos nas provas de matemática e interpretação de textos. E finalizando sobre competências que devem ser desenvolvidas nos alunos, Antunes (2001, p.26-27) diz: Parece indiscutível crer que a Escola que separava a Matemática de “outros assuntos” já não mais pode existir. Um dia, chegaremos a sorrir da extrema ingenuidade com que antes essa separação era feita e teremos aprendido a perceber que a Matemática nas lições da História, nos exemplos da Geografia, nas reflexões das Ciências e na própria arquitetura das frases corretas em uma língua estrangeira ou em nossa língua. Não se trata apenas de valorizar o cálculo e outras operações, mas de fazê-las parte integrante dos temas e sistemas que estamos trabalhando [...] Todas as disciplinas curriculares de forma mais ampla e naturalmente a Matemática de forma específica necessitam estar presentes em todos os momentos da vida de um aluno, 8 nos passos com que atravessa uma rua, nas gôndolas de produtos em um supermercado, no uso que faz do dinheiro de seu lanche nas notícias que colhe e que interpreta das páginas de uma revista com que se informa e diverte. 3 Análise comparativa dos itens das provas de matemática do concurso de admissão ao CMS e das avaliações diagnósticas As questões comentadas a seguir fazem parte das provas de matemática do concurso de admissão ao 6º ano do CMS, aplicadas de 2006 a 2010, e das avaliações diagnósticas dos respectivos anos. Na questão 08 da prova de matemática do concurso de 2010, tem-se: “Lucas tem 33 bolas de gude e 25 dados. Ele resolveu presentear alguns amigos, cada um com uma caixa contendo gudes e dados. Antes de fazer a distribuição, porém, ele retirou para si 5 bolas de gude e 4 dados. A maior quantidade de amigos que ele poderá presentear de tal modo que todos eles recebam a mesma quantidade de gudes e de dados e que não haja sobras, será de:” Uma ótima questão, pois para sua resolução o aluno tem que saber interpretar, lendo muito bem o que se pede. Somente depois disso, é que poderia encontrar o MDC entre 28 e 21 (das 28 bolas e dos 21 dados restantes) chegando à solução de que a maior quantidade de amigos que ele pode presentear igualmente será 7. Ou seja, ter apenas conhecimentos sobre MDC não basta para resolver a questão. Já a avaliação diagnóstica do mesmo ano, mostra-se bem mais simples e direta, com pouca ou nenhuma contextualização. São apresentadas questões de aritmética como 8254 – 7483 e 144: 1,2, enquanto a prova do concurso exibe itens bem mais elaborados. Sobre o conteúdo de divisibilidade e números inteiros, no qual a questão 08 do concurso se encaixa, a avaliação diagnóstica pergunta apenas: “Quais são os divisores naturais de 9?” Outra questão, item 10 do concurso de 2008: “O professor Piraldo acrescentou dois novos botões ( e ) em sua calculadora. O botão , quando apertado, multiplica o número do visor por dois e acrescenta, em seguida, uma unidade. O botão , quando apertado, multiplica o número do visor por ele mesmo (eleva-o ao quadrado). Após apertar os botões dessa calculadora na seguinte sequência: “Apareceu o número 99, logo o número que estava inicialmente no visor era:” Nesta questão, além de interpretação, o aluno precisaria ter um bom nível de raciocínio lógico, para perceber que deveria fazer as operações aritméticas na ordem inversa da sequência e obter que o número que estava inicialmente no visor era 5. A avaliação diagnóstica do mesmo ano parece seguir o padrão da aplicada em 2010, sendo também bem mais direta e simples que a prova do concurso. Nada desafiador ou no nível de complexidade dos itens do concurso é exigido. Enquanto a avaliação diagnóstica de 2008 propõe questões sobre frações de resolução direta, como a efetuação da 5 4 operação 6 9 , a prova do concurso, sobre o mesmo conteúdo, contextualiza, como em: “Considerando que um litro de petróleo pesa 0,8 kg e um tanque cúbico de 80 cm de aresta está com 3/4 de sua capacidade com petróleo, o peso do petróleo do tanque é:”, relacionando também outros conteúdos, no caso noções de geometria. A prova de seleção de 2007 também traz questões bem elaboradas. Requerem muito mais da atenção do aluno 9 (e para isto capacidade de leitura) do que grandes habilidades em aritmética. Muitas vezes podem ser facilmente resolvidas, desde que o aluno entenda o que está sendo pedido, aplicando estratégias adequadas. É o caso do item 09, em que diz: “A figura (Figura 1) abaixo é o tabuleiro de um jogo em que cada casa em branco deve ser preenchida com o número correspondente ao total de bombas das casas ligadas a ela. Perceba que um número já foi colocado. 4 Figura 1 Após completar todo o quadro, a soma de todos os números é:” O aluno chegará a resposta: a soma será 21. Mesmo em questões aparentemente semelhantes como “Abaixo temos a planta dos cômodos (figura 2) de uma casa em que o quarto e o banheiro são quadrados. A área da cozinha desta casa é:” (item 20 da prova do concurso de 2009) e “Observe a planta do apartamento abaixo (figura 3). Sabendo-se que a espessura da parede é de 0,15 m, determine a largura da sala, o perímetro do dormitório e a área da cozinha.” (item 08 da avaliação diagnóstica de 2007), o nível de exigência é diferente. Figura 2 Figura 3 Enquanto a prova do concurso exige uma boa dose de raciocínio, onde novamente saber apenas o conteúdo (no caso geometria), sem saber como aplicá-lo e sem conciliar conhecimentos, não são suficientes para resolver a questão, a avaliação diagnóstica, embora neste item não esteja como um “conhecimento solto”, buscando alguma contextualização, é mais mecânica, não exigindo muito aprofundamento por parte do aluno. Assim, nas provas do concurso têm-se questões como: “Um professor de matemática coloca uma caixa de bombons no interior de um pequeno cofre e diz aos seus alunos o seguinte: a senha desse cofre é formada por 3 algarismos; o algarismo das unidades é um número natural que é primo e par ao mesmo tempo; o algarismo das dezenas é o mínimo múltiplo comum entre 2 e 3; e o algarismo das centenas é o máximo divisor comum entre 2 e 3. Determine a senha do cofre.” (item 01 de 2008). Esta questão exige raciocínio e leitura aliados, algo pouco percebido nas avaliações diagnósticas. Mesmo assim, as avaliações diagnósticas apresentam um ponto interessante: as fichas de avaliação de prérequisitos (ANEXO “A”). No caso do 6º ano, aspectos como “Realizar as operações com números naturais”, “Resolver problemas envolvendo adição e subtração de decimais” e “Identificar 10 múltiplos e divisores de números naturais” são analisados, resultando em um aluno apto, apto com restrição ou inapto. 4 Rendimento Escolar dos alunos do 6º ano do CMS 4.1 O aluno concursado e o aluno amparado Como visto anteriormente, as provas do concurso de admissão ao CMS são bem mais elaboradas e exigentes que as avaliações diagnósticas. Então, nada mais natural esperar que um aluno que se preparou para realizar a prova do concurso, onde teve seu raciocínio lógico e capacidade de leitura matemática testados, esteja em um nível mais avançado que um aluno amparado, mesmo que este tenha se preparado para realizar a avaliação diagnóstica. Soma-se ainda, o fato de que o concurso seleciona, enquanto a avaliação diagnóstica categoriza. O concurso de admissão ao CMS é bem concorrido, o que transparece pela procura dos cursos preparatórios da cidade. Uma breve análise na apostila de um desses cursos preparatórios revela até uma boa disposição dos conteúdos, embora com excesso dos já conhecidos “macetes de cursinho”. Certamente tais “macetes” podem auxiliar no ensino, desde que devidamente conduzidos pelo professor, para que não comprometam a capacidade de interpretação do aluno. Assim, pode-se ter um aluno oriundo de curso preparatório com grande capacidade em aritmética e geometria, mas sem saber aplicá-la, dominando apenas processos soltos. Já o aluno amparado, quando filho de militar, enfrenta uma realidade bem diferente. Acompanhando os pais pelas mais diversas regiões do país, nem sempre pôde estudar em estabelecimentos de qualidade, apresentando, no colégio militar, diferentes tipos de dificuldades. Os alunos amparados por convênio com o Governo do Estado apresentam situação semelhante, não de movimentação, mas relativa à qualidade do ensino anterior ao CMS. E se as escolas do país têm deficiências no ensino, até mesmo para “cumprir” os conteúdos previstos, pouco têm a acrescentar no desenvolvimento de raciocínio lógico e semântico. 4.2 Análise de dados A situação dos concursados e amparados é confirmada através dos resultados apresentados pelas tabelas dos apêndices “A”, “B”, “C” e “D”. Estas trazem as notas de matemática do processo seletivo e as notas finais em matemática do 6º ano, tanto dos alunos concursados quanto dos amparados. O período avaliado é de 2006 a 2010. Em todos os anos podemos perceber heterogeneidade na nota dos alunos amparados. No ano de 2006, por exemplo, temos notas variando de 2,8 a 9,3 para os amparados, com média de aproximadamente 6,35 entre esses e 9,33 para os concursados. Transparece também a dificuldade do processo seletivo. É visível que as notas dos alunos do 6º ano são maiores que as do processo seletivo. Mesmo aqueles com médias mais baixas na prova de matemática do concurso, conseguem médias finais do 6º ano tão boas quanto os primeiros colocados. Considerando os alunos concursados, há constância nas notas que pouco oscilam. A análise não difere muito para os outros anos, como em 2009, quando se tem média dos alunos amparados de aproximadamente 6,55, média dos alunos concursados de aproximadamente 9,45 e média do concurso de 7,3. As notas dos alunos amparados continuam variando muito. Já que as médias aritméticas dos alunos, principalmente dos amparados, não representam adequadamente a situação, recorrer-se-á a duas ferramentas 11 da estatística: a variância e o desviopadrão. A variância, que é definida como o “desvio quadrático médio da média”, nos auxilia ao fornecer os desvios em relação à média aritmética. Já o desvio padrão, que é a raiz quadrada da variância, mede a regularidade dos dados apresentados. A Tabela 5 (APÊNDICE “I”) resume a análise das notas dos alunos, apresentando a média aritmética, a variância e o desvio padrão do período considerado. A regularidade das notas dos alunos concursados e a dispersão das notas dos amparados são confirmadas nessa tabela. Na turma de 2008, a variância da nota entre os alunos amparados chega a ser de 3, enquanto dos concursados é aproximadamente 0,11. Os gráficos dos apêndices “E”, “F”, “G” e “H”, feitos a partir das respectivas tabelas, complementam a análise, ilustrando a situação comentada. Obviamente, tais condições não podem ser generalizadas, pois assim como se têm alunos amparados com nota 3,4, têm-se outros com nota 9,5. Fica o desafio para que as avaliações diagnósticas possam sinalizar melhor as dificuldades dos alunos, propondo questões lógico-interpretativas, pois essas avaliações são elaboradas de tal forma que um aluno pode obter resultado satisfatório mesmo que tenha baixa capacidade de leitura e interpretação. Como consequência, deficiências de leitura e interpretação passam praticamente despercebidas, dificultando o processo de aprendizagem. 5 Conclusão De um modo geral, percebe-se que as avaliações diagnósticas são bem mais pontuais com relação aos conhecimentos, apresentando-se mais diretas e de menor dificuldade. Já as provas do concurso vão além, exigindo não só o conhecimento, mas também instigando o aluno a pensar, além de serem bem mais contextualizadas. Como sugerido anteriormente, uma maior equivalência das avaliações diagnósticas com as provas do concurso qualificaria melhor as dificuldades dos alunos. Destaca-se também a importância do ensino e do desenvolvimento do raciocínio lógico e da capacidade de interpretação, que se fundamentam no tipo de cidadão necessário a sociedade atual: crítico e capaz de contribuir positivamente para o meio em que vive. Quanto às diferenças do rendimento de concursados e amparados, deve-se destacar que a análise das notas tem seu mérito estatístico, mas vários são os fatores que ficam por trás dos dados. Não são levadas em conta, necessariamente, as deficiências cognitivas, a realidade sóciocultural da criança e até a capacidade do aluno de superar suas dificuldades. A Estatística não explica, por exemplo, porque um aluno amparado, que mesmo de experiência escolar anterior considerada fraca, passa a correr atrás, mostrando melhoras ao longo do ano, e iguala sua nota aos colegas que, aparentemente, tinham melhores condições de estudo. O aluno amparado não deve ser tratado como um problema, mas como um desafio, como já é feito no CMS e em todo o Sistema. Obviamente, tem capacidade de aprendizado como qualquer outra criança. É papel do professor estimulá-lo, desenvolvendo nele o entusiasmo do aprender, a fim de convencê-lo de que é capaz. Assim, sugere-se a continuação deste trabalho de duas formas: a primeira correlacionada com um estudo das notas de Português e Redação. Acredita-se que as dificuldades de ler, interpretar e raciocinar logicamente sobre as questões, seriam ainda mais evidentes. Provavelmente, ficaria clara a mecanização do ensino da matemática como simples memorização de técnicas 12 operatórias, quando comparadas com as redações dos alunos. A segunda forma seria o levantamento de metodologias de ensino que visassem minimizar as diferenças de rendimento escolar entre amparados e concursados. Técnicas de interdisciplinaridade, letramento, jogos matemáticos e atividades afins, poderiam contribuir para tal objetivo. Por fim, pode-se dizer que este trabalho caracterizou um problema no ensino-aprendizagem do CMS, através da análise de avaliações e o apoio da Estatística. A Educação sempre enfrentou desafios. Estes podem ser vencidos com o esforço e envolvimento de todos integrantes da comunidade escolar: professores, alunos, agentes administrativos e sociedade local. E quando se trata de superar desafios, o SCMB, mais especificamente o CMS, tem totais condições, pois conta com a infraestrutura, qualidade profissional e competência necessária para qualquer progresso desejado. Referências ANTUNES, Celso. Como desenvolver as competências em sala de aula. 5ª ed. Petrópolis: Vozes, 2001. ANTUNES, Celso. Inteligências múltiplas e seus jogos: inteligência lógico-matemática. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 2006. EXÉRCITO BRASILEIRO. Portaria nº 042, de 6 de fevereiro de 2008. Aprova o Regulamento dos Colégios Militares (R69) e dá outras providências. Boletim do Exército nº 06, de fevereiro de 2008. GOULART, Iris Barbosa. Piaget: Experiências Básicas para utilização pelo professor. 26ª ed. Petrópolis: Vozes, 2010. MONTAGUE, Richard. Formal Philosophy: Selected Papers of Richard Montague. New Haven: Yale University Press, 1974 apud OLIVEIRA, Roberta Pires de. Semântica Formal: uma breve introdução. São Paulo: Mercado de Letras, 2001. NEVES, Iara Conceição Bitencourt, SOUZA Jusamara Vieira, SCHÄFFER Neiva Otero, GUEDES Paulo Coimbra & KLÜSENER Renista. Ler e Escrever: compromisso de todas as áreas. 7ª ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. SALMON, Wesley C. Lógica. Tradução de A. Cabral. Rio de Janeiro: LTC, 2002. SISTO Fermino Fernandes, DOBRÁNSZKY Emal Abreu & MONTEIRO Alexandrina. Cotidiano escolar: questões de leitura, matemática e aprendizagem. Petrópolis: Vozes: Bragança Paulista: USP, 2001. 13 ANEXO “A” AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA – 2010 FICHA DE AVALIAÇÃO DE PRÉ-REQUISITOS Matemática para ingresso no 6º ano do Ensino Fundamental Nome do candidata(o): _______________________________________________________ a b c d e f g FICHA DE AVALIAÇÃO O ALUNO DEMONSTRA / SABE Realizar as operações com números naturais Resolver expressões numéricas com as 4 operações Efetuar a adição e multiplicação entre racionais positivos Efetuar a multiplicação e a divisão entre números decimais positivos Resolver problemas envolvendo adição de subtração de decimais Identificar múltiplos e divisores de números naturais Calcular o perímetro e a área de um quadrado SIM NÃO PARECER DA COMISSÃO: Apto Apto com restrição Inapto OBS: __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ Salvador, _____/_____/_____. ____________________ 1º membro ____________________ 2º membro ____________________ 3º membro 14 APÊNDICE “A” Tabela 1: Rendimento Escolar em Matemática dos Alunos do 6º ano - 2006 Concursados Nota de Seleção Amparados Concursados Nota de Seleção Amparados 9,7 8,5 5 9,6 8,5 4,7 9,6 8,5 4,9 10 7,5 7,3 9,7 8 6,8 8,6 7,5 6,8 9,6 7 6,5 9,6 8,5 6,4 9,8 7,5 5,2 9,8 7,5 6,2 9,5 8 5,7 9,2 8 9,7 8,5 4,7 9,4 7,5 8,8 8 5,8 9,7 8 9,5 7,5 8 8,5 8 9,9 8,5 8,8 9,1 7,5 8,6 7,5 5,6 9,7 8,5 7,1 7,5 4,4 9,8 8 9,7 8,5 5,8 9,7 9 9,8 8 8,8 7,2 8,5 9,5 8 9,3 9,9 9 9 8,5 5,1 9,8 8,5 9,3 8,5 6,6 9,1 7,5 9,7 8,5 7,4 9,1 8 9,8 7,5 9,4 8,7 8 9,3 8,5 6,9 9,6 8 9,5 8,5 7,3 9,7 8 9,2 10 4,5 9,6 8 9,2 8,5 6,4 8,6 8 9,1 7,5 6,4 9,7 7,5 9 7 7,6 9,7 7,5 2,8 Fonte: Divisão de Concurso e Divisão de Ensino do CMS 15 APÊNDICE “B” Tabela 2: Rendimento Escolar em Matemática dos Alunos do 6º ano - 2007 Concursados Nota de Seleção Amparados Concursados Nota de Seleção Amparados 9,4 7 3,9 9,9 7,5 6,8 9,2 6,5 3,4 10 7 6,4 9,8 8 8,3 9,8 7 7,2 9,5 8,5 6,9 9,8 7 5,9 9,2 7,5 4,6 9,2 8 3,1 9,8 7,5 8,1 10 9 6 9,8 6,5 5,4 9,7 6,5 6,1 9,5 6,5 7,2 9,2 6 6,2 9,8 7 6,7 9,8 7,5 5,6 9,2 8 4,9 10 7,5 9,2 7,5 7,6 9,8 8,5 7,6 6,5 3,6 9,7 8 9,8 8,5 6,4 8,9 7,5 9,6 8,5 7,4 9 8 9 7 7,6 9,6 8,5 9,8 7,5 9,5 9,2 6,5 9,7 8 3,5 8,9 6,5 9,4 7,5 7,6 9,6 8 9,8 8 7,2 9 8 9,5 7,5 6,4 9,6 7,5 9,9 7 6,9 9,9 8 9,1 7 Fonte: Divisão de Concurso e Divisão de Ensino no CMS 16 APÊNDICE “C” Tabela 3: Rendimento Escolar em Matemática dos Alunos do 6º ano - 2008 Concursados Nota de Seleção Amparados Concursados Nota de Seleção Amparados 9,6 9 5,6 9,9 8 6,1 9,6 8 3,8 9,9 7 3,8 9,6 9 9,1 9,8 8 8,7 9,3 8,5 7,7 9,8 9,5 6,2 9,8 8 8,4 9,7 9 3,7 8,4 7 6,8 9,3 8,5 9 9,7 9 5,8 9,8 8,5 4,1 9,7 8,5 9,4 9,5 9 8,7 9,7 8 6,6 9,5 8,5 5,5 9,7 9 7 9,5 9,5 4,8 9,9 10 6,5 8,4 7,5 4,9 9,6 8,5 3,8 9,7 10 6,8 9,7 10 8,6 9,9 8 6,4 9,7 6,5 6,2 9,7 8,5 9,6 8 7,7 8,9 8,5 9,8 7,5 5,6 9,3 7 9,6 10 8,2 9,7 9 9,4 8,5 8,2 10 7,5 9,8 9 7,2 9,7 9,5 9,7 8 5,7 9,7 9 9,1 9 7,1 9,6 8 9,2 8,5 7,7 9,8 9,5 9,8 9 8,7 9,7 8,5 9,9 9,5 9,7 9,7 8,5 9,7 8,5 9,8 9 Fonte: Divisão de Concurso e Divisão de Ensino do CMS 17 APÊNDICE “D” Tabela 4: Rendimento Escolar em Matemática dos Alunos do 6º ano - 2009 Concursados Nota de Seleção Amparados Concursados Nota de Seleção Amparados 9,8 8,5 8,6 9,7 6,5 5,7 9,4 8,5 9,2 9,6 8,5 7,2 9,8 7,5 4,6 9,8 8,5 2,4 8,2 7 4,8 9,5 8,5 8,2 9,7 8,5 6,5 9,5 7,5 3,4 9,5 8 7 9,7 7,5 7,2 9,5 9,5 9,3 9,5 8,5 7,9 9,7 7 9 9,1 9,5 6,9 9,4 7 5 9,9 8 8 9,6 7 5 9,9 8,5 8 9,7 7,5 6,8 9,9 8,5 5 9,3 8,5 7 8,9 7,5 5,6 9 8,5 6,6 9,3 7,5 4,6 9,6 8,5 2,9 9,8 8 8,3 9,1 7 6,9 5,3 9,5 8 5,9 6 9,7 6,5 7,4 8,5 9,3 8,5 6,2 9,2 9,8 7 9 4,2 9,3 8 8,9 9,7 7,5 7,4 9,4 8 5,7 9,6 6,5 6,7 9,8 8 5,9 8,7 7 4,4 Fonte: Divisão de Concurso e Divisão de Ensino do CMS 18 APÊNDICE “E” 19 APÊNDICE “F” 20 APÊNDICE “G” 21 APÊNDICE “H” 22 APÊNDICE “I” Tabela 5: Comparação de Rendimento Escolar entre Concursados e Amparados - 2006 a 2009 Origem Concursados Amparados Média Desvio Média Desvio Ano Variância Variância Aritmética Padrão Aritmética Padrão 2006 9,33 0,36 0,6 6,36 2,39 1,55 2007 9,49 0,2 0,44 6,21 2,52 1,59 2008 9,6 0,11 0,33 6,75 3 1,73 2009 9,49 0,13 0,35 6,55 3,15 1,78 Fonte: Divisão de Ensino do CMS