Caso de Sucesso Microsoft
Microsoft BizTalk Server permite criação da
primeira rede de saúde digital portuguesa
Sumário
País: Portugal
Industria: Saúde
Perfil do Cliente
O Centro de Saúde da Figueira da, abrange um
universo de cerca de 77 mil utentes, com uma
equipa de 40 médicos, 50 enfermeiros e por
um grupo de 40 profissionais dedicados a
outras actividades.
Situação do Negócio
A USF S. Julião precisava de integrar os seus
sistemas e evoluir para uma solução de
processo clínico electrónico centrado no utente.
Solução
O Microsoft BizTalk Server permitiu à PT Prime
criar uma plataforma de integração 100%
escalável que suportou não apenas a
interoperabilidade entre aplicações como a
criação de um sistema de processo clínico
electrónico e acesso através de portal Web.
Benefícios
 Protecção do investimento já realizado em
software através de uma solução de
integração e interoperabilidade
 Melhoria no atendimento ao utente
 Redução de tempo e de custos através da
optimização de recursos
 Partilha de informação entre profissionais e
unidades de saúde
 Portal Web com serviços online incluindo
marcação de consultas e acesso remoto ao
processo clínico
“Uma das grandes vantagens do BizTalk é que não
possui um limite em termos de número de
utilizadores nem de aplicações, pelo que a solução
que criámos é perfeitamente escalável, não só para
o resto do país como até para toda a Europa”.
Nuno Dias, Director da divisão Sector Público, Utilities, Saúde e Educação da PT Prime
O Centro de Saúde da Figueira da Foz, abrange um universo de
cerca de 77 mil utentes, efectuando um total anual de 215.000
consultas médicas, 145.000 consultas de enfermagem, 16.000
domicílios e 31.000 episódios de urgência com uma equipa de 40
médicos, 50 enfermeiros e por um grupo de 40 profissionais
dedicados a outras actividades administrativas e financeiras.
Autêntico caso de sucesso de uma oferta de serviços assente
numa infra-estrutura informatizada e com a implementação de um
sistema de processo clínico centrado no utente, a USF São Julião
(primeira USF do Centro de Saúde da FF a ser operacionalizada)
conta com uma solução de interoperabilidade totalmente
suportada em tecnologias Microsoft, as quais foram instrumentais
no desenho da solução.
A integração do sistema com um portal Web igualmente suportado
em tecnologias Microsoft estendeu a funcionalidade da solução
muito para além das paredes físicas da USF.
Situação
“Decidimos colocar o que já
havia a comunicar entre si e,
para isso, criámos uma
solução baseada em
tecnologias Microsoft, depois
de termos feito um
levantamento do que havia
no mercado.”
— Nuno Dias, Director da Divisão Sector Público,
Utilities, Saúde e Educação da PT Prime
.
Em 2006, o panorama da Unidade de Saúde
Familiar (USF) de S. Julião, na Figueira da
Foz, não era diferente do que qualquer outra
zona do país: aplicações informáticas – onde
as havia – isoladas e não integradas,
processos clínicos baseados no papel e, em
consequência disso, custos elevados e
ineficiências generalizadas devido à má
circulação da informação e consequente
necessidade de realização de actos clínicos
muitas vezes desnecessários e redundantes.
Para Nuno Dias,
Director da divisão
Sector Público,
Utilities, Saúde e
Educação da PT
Prime, esta situação
não constitui
novidade.
“O Serviço Nacional
de Saúde enfrenta um grande desafio devido
à grande quantidade de diferentes
aplicações espalhadas pelos serviços”,
explica. “Para se ter uma noção da situação
basta dizer que um estudo recente realizado
por uma consultora em Portugal detectou
mais de 1180 aplicações diferentes em 84
hospitais”.
É um desafio de alguma forma comum à
maioria dos sistemas de saúde europeus e
que deriva do facto de terem sido
implementadas soluções parcelares para
determinados serviços ao longo do tempo, de
forma a resolver problemas específicos.
Nuno Dias refere que muitas destas
aplicações surgem na sequência da
instalação de um determinado sistema
médico, fornecidas como parte da solução
pelo próprio fornecedor. “O problema é que
nenhum destes sistemas tem qualquer
preocupação em „falar‟ com o resto do
software, o que cria problemas a vários
níveis”, diz Nuno Dias.
A esta situação acresce uma outra, que é a
inexistência de um registo clínico digital
centrado no doente. A informação não circula
e não encontra um ponto centralizado onde
fique disponível para quem dela necessita
para tomar decisões.
“O resultado”, conclui Nuno Dias “é fácil de
adivinhar: perde-se tempo, os recursos
disponíveis não são usados da forma mais
eficaz e há custos que
podiam ser evitados,
pois muitos médicos
acabam por solicitar
exames e análises
que até já foram
realizadas mas cujos
resultados não estão
disponíveis; realizamse mais actos clínicos
do que o necessário
porque os médicos precisam de ter a certeza
dos resultados e, na situação em que
estávamos, essa certeza não era possível”.
Solução
Para resolver esta situação só havia duas
soluções: ou criar um sistema integrado de
raiz, o que claramente era impraticável pelos
custos envolvidos; ou criar um sistema que
conseguisse integrar todas as aplicações que
já havia, recolher a informação e
disponibilizá-la para todos os intervenientes
no processo.
“Decidimos colocar o que já havia a
comunicar entre si”, explica Nuno Dias, “e
para isso criámos uma solução baseada em
tecnologias Microsoft, depois de termos feito
um levantamento do que havia no mercado”.
A escolha da plataforma recaiu sobre o
Microsoft BizTalk Server, um produto criado
especificamente para resolver problemas de
partilha de informação e interoperabilidade
entre diferentes plataformas e aplicações.
“O Microsoft BizTalk Server
disponibilizou a tecnologia
de integração e
interoperabilidade
necessária para que a PT
Prime pudesse cumprir
com o objectivo inicial, que
era o de aproveitar toda a
informação já
disponibilizada por cada
aplicação existente.”
— Nuno Dias, Director da Divisão Sector
Público, Utilities, Saúde e Educação da PT
Prime
“Uma das grandes vantagens do BizTalk é
que não possui um limite em termos de
número de utilizadores nem de aplicações,
pelo que esta solução que criámos na Região
da Figueira da Foz é perfeitamente escalável,
não só para o resto do país como até para
toda a Europa”, explica Nuno Dias.
Nuno Dias explica que, antes de se avançar,
foram definidos alguns requisitos básicos. “O
utente, quando se dirigia a uma unidade de
saúde, teria de já lá encontrar toda a sua
informação clínica, disponível de forma
integrada e completa; e essa informação
teria de poder ser disponibilizada até fora da
unidade de saúde – a partir da casa do
utente ou até mesmo no estrangeiro, quando
ele se encontrasse fora do país”.
O Microsoft BizTalk Server disponibilizou a
tecnologia de integração e interoperabilidade
necessária para que a PT Prime pudesse
cumprir com o objectivo inicial, que era o de
aproveitar toda a informação já
disponibilizada por cada aplicação existente.
Esse, na verdade, mostrou ser o maior
desafio, recorda Nuno Dias. “Desenvolver a
ferramenta de integração com a ajuda do
BizTalk não foi difícil”, conclui o responsável
pelo projecto na PT Prime. “O que foi difícil foi
encontrar as regras que cada aplicação
usava para podermos fazer a sua integração
no sistema”.
“Houve empresas que disponibilizaram de
imediato toda a informação necessária para
podermos realizar a comunicação; contudo,
nem todas compreenderam que lhes
estavam a ser dada uma oportunidade de
estenderem o ciclo de vida das suas
aplicações e não facilitaram a informação
técnica necessária à sua integração no
sistema”, admite Nuno Dias.
Iniciada no final de 2006, a solução ficou
concluída em apenas um ano na componente
de Cuidados Primários (Processo Clínico
Electrónico, Portal e Gestão de Atendimento),
e entrou na sua fase piloto de
implementação no final de 2008, no serviço
de obstetrícia e ginecologia do Hospital
Distrital da Figueira da Foz EPE cuja
operacionalização está prevista para o fim do
primeiro trimestre de 2009. Isto permitiu um
teste em condições reais de produção e a
introdução de eventuais ajustes antes do
rollout final.
Além da integração entre as diferentes
aplicações, a solução implicou a criação de
um processo clínico electrónico (EPR –
Electronic Patient Record) e de um portal a
partir do qual os utentes podem interagir
com o sistema – tendo este sido criado
igualmente com tecnologia Microsoft, neste
caso o SharePoint Portal Server.
Benefícios
A solução final permitiu criar a primeira Rede
de Saúde Digital portuguesa, completamente
integrada, e que incluiu a informatização
total do Hospital da Figueira da Foz EPE, da
Unidade de Saúde Familiar (USF) e da
globalidade do Centro de Saúde e das
clínicas convencionadas para a realização de
meios complementares de diagnóstico.
O sistema criado pela PT Prime, em parceria
com a Administração Regional de Saúde do
Centro, deu efectivamente origem à primeira
Região de Saúde Digital do país e na qual
todas as unidades de saúde passaram a
partilhar a mesma informação sobre o
utente, através da implementação de um
sistema de processo clínico electrónico.
O médico José Luis Biscaia, coordenador da
Unidade de Saúde Familiar de S. Julião,
salienta os benefícios da criação de um
processo clínico digital centrado no doente
“por oposição ao papel e a uma lógica mais
centrada nos diferentes profissionais de
saúde, de matriz mais organizacional”.
“Temos agora um processo
centrado no utente e, como
funciona em ambiente
Web, acompanha-o para
onde quer que ele vá e
todos os profissionais de
saúde tem acesso à
informação.”
— José Luis Biscaia, Coordenador da
Unidade de Saúde Familiar do Hospital de
S. Julião
É através do processo clínico digital que é
reunida toda a informação sobre o utente
dos serviços de saúde que, até agora, estava
dispersa – quer em processos baseados no
papel, quer em informação digital mas que
dificilmente era aproveitada pois residia em
aplicações que funcionavam de forma
isolada.
“Temos agora um processo centrado no
utente e, como funciona em ambiente Web,
acompanha-o para onde quer que ele vá e
todos os profissionais de saúde têm acesso à
informação”, conclui José Luis Biscaia.
Além disso, este médico não tem dúvidas em
considerar que a solução é uma “mais-valia
real de apoio às boas práticas, pois a
integração da informação clínica do doente
permite aos médicos tomar decisões mais
fundamentadas e diminui – nalguns casos
até evita – procedimentos escusados ou
inúteis” poupando assim tempo e
optimizando a gestão de recursos.
José Luis Biscaia refere também os
benefícios dos aspectos da solução
relacionados com o atendimento, como é o
caso da gestão integrada de filas de espera,
cujo front-end consiste num quiosque
multimédia onde o utente é identificado
automaticamente através do cartão de saúde
ou do cartão do cidadão.
Este quiosque tem em consideração pessoas
mais idosas e com dificuldades na leitura,
pelo que é capaz de manter a interactividade
através de um sistema de voz. “Desde que
entra até que é chamado, o utente não tem
de interagir com mais ninguém além do
próprio médico”, refere a propósito Nuno
Dias, da PT Prime.
O responsável pela USF, José Luis Biscaia,
estima que o tempo de atendimento médio é
agora entre os 6 e os 8 minutos: “dantes,
para levantar receituário, para marcar
consultas, para pagar, era tudo levado para
uma fila única, o que motivava esperas
enormes; agora, por cada motivo de visita à
USF há diferentes esperas e… não há filas,
há um ambiente mais desafogado, mais
agradável”.
Outra forma de o sistema facilitar a vida ao
utente dentro da Unidade de Saúde é através
da gestão de pagamentos, que pode ser feito
também através do mesmo quiosque que
gere o atendimento.
Aliás, a interactividade começa em casa, pois
o utente pode agora interagir directamente
com os serviços, desde enviar dados para
serem incorporados no seu processos clínico
(desde alterações de contacto até
informações pedidas pelo médico ao doente,
como o registo de temperaturas ou de tensão
arterial) até ao ponto de marcar a sua
consulta directamente na agenda
disponibilizada pelo médico.
Ou seja, pela primeira vez, é o doente que
marca realmente a consulta cruzando a sua
disponibilidade com a do médico – em vez de
esta lhe ser marcada unilateralmente pelos
serviços.
Outros benefícios incluem a libertação dos
serviços para procedimentos simples, que
podem agora ser feitos ou solicitados à
distância. É o caso do pedido de receitas
para medicamentos de doentes crónicos: até
agora era preciso marcar uma consulta, mas
isso acabou – basta aceder ao portal, fazer o
Sobre a Microsoft
Fundada em 1975, a Microsoft (Nasdaq
"MSFT") é líder mundial em software,
serviços e soluções para ajudar as pessoas
e empresas a alcançarem todo o seu
potencial
Para mais informações
Para mais informações sobre os produtos
e serviços Microsoft por favor ligue para o
serviço de apoio a clientes da Microsoft
Portugal pelo número 808 22 32 42 Para
aceder a informação sobre a Microsoft
Corporation pela Web consulte:
www.microsoft.com/
Para aceder ao site da Microsoft Portugal
consulte:
www.microsoft.com/portugal.
Para conhecer outras referências de
sucesso visite a página
:http://www.microsoft.com/portugal/busin
ess/grandesempresas.
Para mais informações sobre os serviços
da Unidade de Saúde Familiar de São
Julião em: http://www.usfsaojuliao.com
pedido online e esperar por uma mensagem
indicando que a receita se encontra pronta
para ser levantada. Outros procedimentos
que tomavam tempo desnecessários aos
médicos incluem pedidos para prática de
desportos e outros relacionados com a saúde
escolar, por exemplo.
Segundo José Luis Biscaia, todas estas
alterações na forma de funcionamento
também têm vindo a ditar uma alteração na
forma como os médicos gerem o seu tempo,
alocando períodos para tratar de assuntos
não presenciais, que são submetidos a partir
do portal mas que, ao todo, lhes tomam
menos tempo do que anteriormente, quando
era preciso marcar uma consulta mesmo
quando o motivo era uma solicitação mais de
ordem administrativa do que clínica.
Este responsável salienta ainda um aspecto
muito importante, tanto mais tratando-se de
dados médicos: a segurança.
Enquanto no processo em papel mesmo uma
alteração de carácter administrativo
(contacto, telefone, pagamentos, etc.)
implicava o manuseamento de todo o
processo, agora o acesso é selectivo: existem
níveis de acesso diferentes de acordo com a
necessidade.
“Da mesma forma que o pessoal
administrativo não tem de ter – e não tem –
acesso aos dados médicos, também os
médicos não têm de saber se o utente que
Software e Serviços


Microsoft BizTalk Server
Microsoft SharePoint Portal Server

SQL Server

Windows Server System

Microsoft Office
estão a tratar tem contas por pagar ao Centro
de Saúde”, salienta Nuno Dias, da PT Prime.
Por outro lado, agora o próprio utente tem
acesso ao seu processo clínico onde quer
que esteja, através do portal Web, bastando
para tal ter acesso à Internet.
O que significa que pode mostrar o seu
processo, caso tal seja necessário, a
qualquer médico em qualquer parte do
mundo.
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“Uma das grandes vantagens do BizTalk é que não possui um limite