Como tornar-se especialista em nutrição Estudo realizado na França e no Brasil, analisando as diferenças ideológicas, a formação dos profissionais, os organismos de fiscalização, a prática e o acesso às formações Dossiê CenDoTeC O estudo da nutrição dos seres vivos e particularmente dos humanos é uma ciência reconhecida cuja origem remonta à Antigüidade. Platão aborda-a quando se interessa pela escolha dos alimentos (embora adote uma perspectiva hedonista) e Hipócrates entrevê a existência de uma relação entre a alimentação e certas doenças. Mais tarde, no século XVIII, com os trabalhos de Lavoisier (1743-1794) sobre a relação entre o processo da respiração e o metabolismo dos nutrientes (mais especificamente a combustão de oxigênio), e depois com os estudos de Laplace (1749-1827) sobre as cobaias e com o desenvolvimento da química moderna, as funções da nutrição tornaram-se conhecidas e passaram a constituir uma disciplina da biologia (Grazini dos Santos, 2007). Existem várias definições dessa ciência. Todas concordam quanto ao fato dela se posicionar na convergência de diversas ciências que se encarregam do estudo dos seres vivos e de sua relação com os alimentos e seus nutrientes. Segundo o Conselho de Alimentos e Nutrição da Associação Médica Norte-Americana (in Evangelista, 1987: 28), a ciência da nutrição é “a ciência que se ocupa dos alimentos, dos nutrientes e outras substâncias que eles contêm, sua ação, interação e balanço em relação a saúde e enfermidade; assim como os processos por meio dos quais o organismo ingere, absorve, transporta, utiliza e excreta as substâncias alimentícias”. A ciência da nutrição está presente, entre outros, no estudo das especificidades biológicas dos alimentos e em sua relação com a saúde dos indivíduos. Ela também se interessa pelo estudo dos processos de contaminação e prevenção dessa contaminação, pelo cultivo dos alimentos, pela criação de animais consumíveis, pelos processos de preparação, condicionamento, distribuição, consumo e política de preços dos alimentos e, finalmente, pelo comportamento dos indivíduos e/ou grupos populacionais em face de alimentação. É uma ciência tão ampla e complexa que a abordamos desde que falamos de bioquímica ou de fisiologia, assim como de psicologia, sociologia, economia ou mesmo de política e engenharia. Somente após a Revolução Industrial européia que ela passou a fazer parte das preocupações políticas, sociais e econômicas, e desta maneira, objeto de estudo nestas áreas. O grande desenvolvimento ocorrido nessa época fez surgir a necessidade de formação de profissionais qualificados. Desde os começo do século XX, a ciência da nutrição e os profissionais especialistas em nutrição passaram a ter importância cada vez maior para a sociedade, graças à descoberta, de doenças relacionadas à alimentação e à nutrição no mundo: a desnutrição, sobretudo, nos países em desenvolvimento, a obesidade e as dislipidemias nos países industrializados, a anemia e os distúrbios alimentares. Os profissionais qualificados em ciência da nutrição são cada vez mais solicitados e sua intervenção é muito importante no plano social, na luta contra os problemas de saúde pública relacionados com a alimentação e a nutrição. Na França a “nutrição” é vista mais como uma especialização inerente a outras disciplinas, tais como medicina, engenharia, ciências sociais, economia, psicologia e, sobretudo as ciências “agroalimentares”. Com exceção do profissional dietista (o técnico em nutrição), todos os outros profissionais que atuam no âmbito da nutrição são especialistas em nutrição dentro de uma outra área. Segundo a Federação Européia das Associações de Dietistas (EFAD), da qual faz parte a Associação das Dietistas de Língua Francesa – ADLF, “o dietista é uma pessoa que tem uma qualificação Como tornar-se especialista em nutrição Dossiê CenDoTeC 1 legalmente reconhecida (em nutrição e em dietética) para aplicar as ciências da nutrição à alimentação e à educação de grupos populacionais e indivíduos saudáveis ou doentes”. O técnico em nutrição francês tem, portanto um nível técnico: ele freqüenta um curso técnico de dois anos, seja nos lycées techniques d’état (escolas técnicas do governo) – na área de “dietética” ou nas escolas particulares que os preparam para adquirir o BTS (Brevet de Technicien Supérieur1) em dietética (portaria de 9 de outubro de 1987, publicada no Diário Oficial de 10 de outubro de 1987). Estes mesmos técnicos em nutrição também podem ser preparados pelos Instituts Universitaires de Technologie – IUT nos departamentos de “engenharia” biológica – opção dietética, e obtêm o DUT (Diplôme Universitaire Technique2) (Boletim Oficial especial n. 7 de 30 de julho de 1998). Um técnico em nutrição só pode exercer sua profissão depois de ter sido aprovado no examen d’Etat3. Só os profissionais titulares de um diploma, certificado ou título atestando uma formação técnica em dietética e aprovados pelo concurso de estado é que podem usufruir da nominação “Diététicien” acompanhado ou não de um qualificativo (Lei n. 86-75 de 17 de janeiro de 1986). Essas formações abrangem basicamente: bioquímica, fisiologia, conhecimento dos alimentos, nutrição normal, alimentação, técnicas culinárias, fisiopatologia, bases fisiopatológicas da dietética, nutrição clínica, economia e administração. Na França, o nutricionista é em princípio um médico que seguiu uma formação menos ou mais aprofundada em nutrição ou em alguma área relacionada. Segundo o Ministério da Saúde francês, apenas os médicos podem reivindicar o título de nutricionistas. Entretanto, na prática, muitos profissionais titulares de um diploma de nível superior ou técnico apresentam-se como nutricionistas. Apesar dos esforços e das boas intenções do governo francês, ainda não existe uma formação específica e reconhecida para a qualificação e atribuição de diplomas para profissionais nutricionistas. Quem quiser estudar na França deve saber que o nível de conhecimentos exigido não é o mesmo que o necessário para um nutricionista brasileiro. Indicaremos adiante as especificidades dos profissionais chamados nutricionistas no Brasil. Se compararmos as formações propostas respectivamente na França e no Brasil, poderíamos dizer, sucintamente, que o nutricionista francês corresponde ao nutrólogo brasileiro. Ele é um profissional de nível superior que, após sua formação inicial, especializou-se em nutrição. O título de nutrólogo (no Brasil) é dado preferencialmente aos médicos; os demais profissionais da área da saúde apresentam-se como especialistas em nutrição, quer se trate, por exemplo, de psicólogo especialista, de mestre ou doutor em nutrição. Segundo o professor Michel Krempf, na França a Nutrição ainda não é reconhecida como especialidade pelo Conselho de Ordem dos Médicos. O termo “nutricionista” ou “médico nutricionista” deveria ser reservado aos médicos que tiverem validado o Diploma de Estudos Especializados Complementares (DESC, de Diplôme d’Etudes Spécialisées Complémentaires) em nutrição ou que trabalhem em departamentos de nutrição reconhecidos. Uma outra área fortemente ligada à ciência da nutrição na França é a agroalimentar (agricultura e indústria de alimentos). Este setor reúne a agricultura, a agronomia, a pecuária, a indústria, a preparação e a distribuição de alimentos etc. No Brasil, a nutrição é uma disciplina de pleno direito e a maioria dos profissionais tem uma formação generalista, porém específica em ciências da nutrição. Nenhum profissional de nível superior, não graduado em nutrição pode exercer essa profissão. Atuando conjuntamente ao nutricionista, o técnico em nutrição e dietética é um profissional que possui uma formação técnica em nutrição e que, segundo a profa. Sandra Chemin, membro da Comissão de Especialistas da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura (MEC), assiste o nutricionista nos estabelecimentos em que exista manipulação de alimentos, orientando, coordenando e fiscalizando a execução técnica de todas as atividades envolvidas. O técnico em nutrição também pode participar da compra, venda e utilização dos produtos e equipamentos necessários. Além disso, pode integrar projetos e pesquisas na área. 1 2 3 Diploma Técnico de nível superior. Diploma Técnico Universitário. Esse exame oficial consiste em uma série de testes escritos e orais que condicionam a outorga do diploma de dietista. Como tornar-se especialista em nutrição Dossiê CenDoTeC 2 O técnico em nutrição e dietética brasileiro ocupa-se também da saúde e da melhora da qualidade de vida das pessoas, promovendo uma alimentação adequada e equilibrada que, como se sabe, é um fator de prevenção e cura de doenças nutricionais ou distúrbios alimentares. Ė importante saber que as atribuições dos profissionais técnicos em nutrição na França e no Brasil diferem de um país para o outro, embora as formações teóricas e práticas sejam semelhantes. No Brasil, os técnicos em nutrição e dietética exercem, praticamente, uma atividade identica à do “chef” de cozinha na França, porém sem aplicarem a “arte” da gastronomia. O nutricionista, no Brasil, é um profissional que seguiu uma formação superior de quatro anos em nutrição (ciências da nutrição). Segundo o Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura – MEC brasileiro, o curso de graduação em nutrição deve preparar o profissional nutricionista “com formação generalista, humanista e crítica, capacitado a atuar, visando à segurança alimentar e à atenção à dietética, em todas as áreas do conhecimento em que alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautada em princípios éticos, com reflexão sobre a realidade econômica, política, social e cultural”. (Resolução CNE/CES 05 de 07/11/01) O artigo 1.º da Lei 8234/91, referente aos profissionais nutricionistas no Brasil, designa os nutricionistas como pessoas portadoras de um diploma outorgado por uma escola de graduação em nutrição, oficial e reconhecida pelo Estado. Esses diplomas devem ser registrados no Ministério da Educação brasileiro. Os detentores do diploma de nutricionista devem também estar inscritos no Conselho Regional de Nutricionistas – CRN da região onde exercerem a profissão. Nenhum nutricionista ou técnico em nutrição pode exercer sua atividade profissional sem estar inscrito no CRN de sua região. Ademais, deve comprometer-se a seguir as recomendações desse Conselho e aceitar sua fiscalização, sem o quê corre o risco de ter seu título profissional cancelado. Essa sanção pode ocorrer após um julgamento solicitado por um dos Conselhos. O CRN, por sua vez, está subordinado ao Conselho Federal de Nutricionistas – CFN. Este tem também como função propor toda lei útil para a definição da atuação dos técnicos e nutricionistas, bem como de qualquer outro profissional especializado nessa área. Segundo os textos oficiais, comparadas às dos nutricionistas no Brasil as atribuições dos dietistas na França se parecem; mas a formação difere muito em termos da carga horária e quantidade de disciplinas estudadas. Durante os quatro anos da graduação, os alunos brasileiros estudam, entre outros, as seguintes matérias: fisiologia humana, anatomia humana, bioquímica, biologia, histologia, farmacologia, fisiopatologia, fisiopatologia da nutrição, nutrição humana, dietética, técnicas dietéticas e culinárias, bromatologia, tecnologia dos alimentos, nutrição clínica, psicologia, comunicação, sociologia, licenciatura (pedagogia), educação nutricional, avaliação do estado nutricional, contabilidade, administração de unidades de alimentação e nutrição, ciências políticas, saúde pública, antropologia, marketing de alimentos, nutrição no esporte etc. Um estágio prático de duração de um ano também faz parte dessa formação, obrigatoriamente nas áreas de nutrição clínica, administração e saúde pública, podendo ainda estagiar na área esportiva e em marketing de produtos alimentares. Isso faz com que na prática, o nutricionista brasileiro tenha uma certa autonomia intelectual e uma desenvoltura técnica que lhe permitem atuar de modo marcante a níveis profissional, político, social e midiático. Concluída sua formação inicial, o nutricionista brasileiro pode, assim como o dietista e o “nutricionista” na França, prosseguir os estudos até o doutorado ou o pós-doutorado e seguir a carreira que lhe convier: científica, política, acadêmica, como perito ou simplesmente como especialista. Já o médico brasileiro com formação superior em nutrição recebe o título de nutrólogo. A nutrologia, especialização médica em nutrição, é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil. Para tornar-se nutrólogo é preciso já possuir um certificado de especialista obtido em Universidades e prestar um exame de atribuição do diploma de especialista em uma dos seguintes áreas: gestão em saúde, nutrição enteral e parenteral nutrição em pediatria ou nutrição enteral e parenteral pediátrica. Os exames estão a cargo das sociedades científicas das especialidades em questão. Como tornar-se especialista em nutrição Dossiê CenDoTeC 3 O estrangeiro que desejar seguir a formação de nutricionista no Brasil deve consultar o MEC a fim de saber se seu diploma lhe permite prestar o concurso de acesso à universidade ou faculdade (vestibular). Em ambos os países as formalidades de equivalência e validação de diplomas existem, mas na prática é difícil validar diplomas obtidos ao término de formações tão diferentes como as que são implementadas em cada um desses países. Por exemplo, um dietista ou nutricionista francês ou brasileiro não aprende a equilibrar uma refeição com a mesma oferta de produtos alimentares conforme ele estiver na França ou no Brasil. Ante a disparidade nas formações, atribuições e denominações dos profissionais especialistas em nutrição na França e no Brasil, é aconselhável e muito proveitoso que os intercâmbios educacionais se estabeleçam em nível superior ou universitário. Para além dos acordos de cooperação existentes em matéria de educação e de equivalência de diplomas4, os profissionais de nível superior franceses e brasileiros têm muito a compartilhar, como confirmam os professores Krempf, Bellisle, Amâncio, Chemin, Vitalle e Barros, com os quais tive oportunidade de conversar sobre o assunto. A França e o Brasil muito ganhariam com tais intercâmbios, em numerosas áreas: políticas de saúde e nutrição, comportamento alimentar, sociologia e antropologia da alimentação, educação nutricional, nutrição em pediatria, nutrição em geriatria, popularização científica, segurança alimentar, gestão e organização de empresas de refeições coletivas, composição química de alimentos, equilíbrio das refeições, legislação de alimentos, publicidade de alimentos, aleitamento materno, programas de prevenção em saúde e nutrição entre muitos outros. Os estágios práticos são fortemente recomendados, tanto para descobrir as especificidades de cada país como para compartilhar conhecimentos. Esses intercâmbios são especialmente desejáveis entre estabelecimentos como o Serviço de Nutrição do Hospital das Clínicas de São Paulo e o do Hôtel-Dieu de Paris, ou ainda entre os diversos laboratórios e departamentos de pesquisa científica dos dois países. A experiência da França em matéria de gastronomia e o grau de excelência que alcançou nesse setor não devem ser ignorados. Os nutricionistas brasileiros têm se interessado cada vez mais por esta área. Na França a gastronomia está mais ligada à hotelaria, como aconteceu também no Brasil em uma certa época. Os nutricionistas brasileiros que desejarem estudar gastronomia na França devem necessariamente levar isso em conta. Várias escolas já abordam a relação entre gastronomia, nutrição e dietética; algumas pensam mesmo em criar um doutorado nessa área. Evidentemente, todos os profissionais especialistas em nutrição podem aproveitar as jornadas de estudos, colóquios, congressos etc. que as associações profissionais organizam regularmente nos dois países. Na França, o Instituto Francês para a Nutrição (IFN, de Institut Français pour la Nutrition), o Centro de Pesquisa e Informação Nutricionais (Cerin, de Centre de Recherche et d’Information Nutritionnelles), a Associação de técnicos em nutrição de Língua Francesa (ADLF, de Association de Diéticiennes de Langue Française) fazem parte das sociedades científicas na área da nutrição que oferecem grande quantidade de formações curtas e de informações sobre nutrição. No Brasil são os Conselhos de classe (CRNs, CFN), a Associação Brasileira de Alimentação e Nutrição (ASBRAN), a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), a Associação Paulista de Alimentação e Nutrição (APAN), entre outros, bem como os departamentos de nutrição das universidades e faculdades, que oferecem essas atividades e informações. A alimentação é um assunto de importância capital – como se pode constatar cada vez mais na mídia do mundo inteiro, a propósito dos anseios das populações ante as doenças e das perdas de referências sobre os usos alimentares.Assim, deve-se fazer o máximo a fim de colaborar além das fronteiras para uma melhor troca de conhecimentos e qualificações capazes de devolver ao homem a confiança necessária no que é a função principal de seu organismo: assegurar sua sobrevivência da maneira mais equilibrada possível, por uma alimentação adaptada a seu ambiente e a suas necessidades individuais e coletivas. Portanto, está claro que a troca de conhecimentos e a formação dos profissionais na área da nutrição são fundamentais. 4 O CampusFrance oferece esse tipo de informação. Como tornar-se especialista em nutrição Dossiê CenDoTeC 4 Comparação entre as formações de especialistas em nutrição na França e no Brasil Dietista França Nutricionista 1.600 a 1.800 horas de teoria + 800 horas de estágios práticos Nível técnico Médico especialista com mais de 10 anos de estudos (não só em nutrição) Nível superior Técnico em nutrição 1.200 a 1500 horas com 120 a 300 horas de estágio prático em 2 anos Nível técnico Brasil Nutricionista 3.800 a 4.000 horas com 760 a 800 horas de estágios práticos em 4 anos Nível superior Nutrólogo Médico especialista com mais de 10 anos de estudos Nível superior Profissionais especialistas em nutrição na França e no Brasil – esquema comparativo França Dietista Brasil Técnico em nutrição Nutricionista Médico nutricionista Como tornar-se especialista em nutrição Nutrólogo Dossiê CenDoTeC 5 Para saber mais Brasil Conselho Federal de Nutricionistas CFN: www.cfn.org.br Conselho Regional de Nutricionistas CRN, 3ª região: www.crn3.org.br Ministério da Educação e Cultura MEC: www.mec.gov.br Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição SBAN: www.sban.com.br Associação Médica Brasileira AMB: www.amb.org.br Conselho Federal de Medicina CFM: www.cfm.org.br Orientação e acompanhamento de projetos de educação internacional e a distância Verakis: www.verakis.com Associação Paulista de Nutrição www.apanutri.com.br França Institut Français pour la Nutrition IFN: www.ifn.asso.fr Institut National de la Recherche Agronomique Inra: www.inra.fr Observatoire Cidil des Habitudes Alimentaires OCHA: www.lemangeur-ocha.com Centre de Recherche et d’Information Nutritionnelles Cerin: www.cerin.org Association de Diététiciennes de Langue Française ADLF: www.adlf.org Ministère de l’Education www.education.gouv.fr Ministère de la Santé www.sante.gouv.fr Conseil et suivi des projets d’éducation international et à distance Verakis: www.verakis.com Collège des Enseignants de Nutrition CEN: www.nutrition.unice.fr/cen.htm Foram entrevistados Brasil Profa. Olga M. S. Amâncio Professora adjunta do departamento de pediatria da Universidade Federal de São Paulo, presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 3.ª região, consultora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Profa. Sandra Chemin Nutricionista formada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, mestre em ciências dos alimentos pela Universidade de São Paulo, membro da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação e Cultura do Brasil, conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas da 3.ª região, ex-conselheira do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social do Brasil, coordenadora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo. Profa. Maria Sylvia S. Vitalle Médica pediatra, nutróloga, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo. Profa. Dolores I. M. Barros Médica, mestre em psicologia da educação, doutora em nutrição, professora convidada da Universidade de Toulaine em Nova Orleans (EUA). Edson Luís Soares Dias Nutricionista, inspetor do Conselho Regional de Nutricionistas da 3.ª região, coordenador do curso técnico em nutrição e dietética do Centro Universitário São Camilo. França Prof. Michel Krempf Médico nutricionista, professor da Universidade de Nantes. Profa. France Bellisle Psicóloga, pesquisadora da Universidade de Paris 13. Florence Rossi Dietista, chefe da Unidade de Dietética do Hospital Tenon, presidente da Association de Diéticiennes de Langue Française Como tornar-se especialista em nutrição Dossiê CenDoTeC 7 Referências bibliográficas - KREMPF, Michel. Rapport sur l’évolution du métier de diététicien en France – Programme National de Nutrition et Santé (www.sante.gouv.fr/htm/pointsur/nutrition/actions311_2.pdf). - VASCONCELOS, Francisco de Assis Guedes de. O nutricionista no Brasil: uma análise histórica. Campinas, Rev. Nutr., v.15, n.2, maio/ago 2002. - Grazini, J.T. Analyse et comparaison des informations sur l’alimentation et la nutrition maternelle infantile, véhiculées par la presse destiné au grand public en France et au Brésil. Tese de doutorado à ser defendida em breve na Universidade de Paris 7. Dossiê CenDoTeC Este dossiê foi realizado em março de 2007 Elaboração : Juliana T. Grazini dos Santos, Nutricionista formada no Brasil, especialista em nutrição materno infantil e mestre em pediatria pela Universidade Federal de São Paulo, doutoranda em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade de Paris 7. Contate o CenDoTeC para todo dossiê de informação científica sobre a França. CenDoTeC - Centro Franco-Brasileiro de Documentação Técnica e Científica Av. Prof. Dr. Lineu Prestes, 2242 - Cidade Universitária 05508-000 São Paulo - SP Tel.: (11) 3032-1214 Fax: (11) 3032-1552 http://www.cendotec.org.br/ Como tornar-se especialista em nutrição Dossiê CenDoTeC 8